Imagens e sons da lusitanidade no auge das

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Imagens e sons da lusitanidade no auge das
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Director: Vasco M. C. Evaristo
Ano XXVIII – Edição 1440
Terça-feira, 14 de Junho de 2016
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Semana de Portugal:
Imagens e sons da lusitanidade no
auge das comemorações em Toronto
pgs. 2,
12, 14, 23-24
2 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
comunidade
SEM IGUAL
Dia de Portugal:
Padrão das quinas hasteado em múltiplas jurisdições
Destaque ainda para o facto do gigantesco sinal que forma a
palavra “Toronto” – que desde os jogos Pan Americanos adorna
A comemoração da Semana de Portugal e o reconhecimento a fonte em frente à Câmara Municipal – ter assumido na sextado quanto a comunidade portuguesa tem contribuído para o feira (10) as cores da bandeira portuguesa (verde, amarelo e
sucesso do país tem levado múltiplas jurisdições a organizarem vermelho) durante todo o dia e a noite.
ou permitirem a realização de cerimónias oficias onde a bandeira
Proclamação do Mês da Cultura Portuguesa
das quinas é desfraldada nos mastros cerimoniais
oficializada com hastear da bandeira no
Exemplo disso foi a que decorreu em Oshawa ainda em Maio,
Queen’s Park
no dia 13, quando pela quarta vez o estandarte português foi
Também na quarta-feira (8), no Queen’s Park, sede do poder
hasteado na Câmara, numa cerimónia organizada pelo Northern
legislativo na província, a Assembleia do Ontário procedia a
Portugal Cultural Centre desta cidade.
Mais recentemente foi a vez da Câmara de Toronto – onde uma cerimónia que marcou não só o Dia de Portugal como
idêntica cerimónia há vários anos se realiza – voltar a acolher aquele que é designado oficialmente como o mês da Cultura e
a Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário da Historia Portuguesa no Ontário.
A cerimónia foi assistida por membros da oposição e do
(ACAPO) e o público que se deslocou até à praça Nathan
Philips Square para assistirem ao hastear da bandeira verde e governo provincial e abriu com as boas-vindas expressas pelo
vice-presidente da Assembleia, James Bradley, secundado pela
rubra no mastro do município.
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades foi primeira-ministra Kathleen Wynne.
A chefe do governo expressou o seu apreço pelo contributo
assinalado numa cerimónia formal na quarta-feira (8) com o
presidente da ACAPO, José Eustáquio, a dirigir as cerimónias dos portugueses para o progresso da província e afirmou que
e a convidar ao palco os elementos que integram a Assembleia apesar de dois elementos do seu gabinete, o ministro das
Municipal, incluindo o presidente da Câmara John Tory, assim Finanças Charles Sousa e a deputada Cristina Martins, serem
luso-canadianos, “hoje somos todos portugueses honorários”
como o cônsul-geral de Portugal em Toronto, Luís Barros.
A vereadora Ana Bailão expressou a sua satisfação em poder apontando os restantes parlamentares ali presentes.
falar português numa cerimónia tão importante e salientou que a
força desta cidade advém do multiculturalismo e do facto dos seus
habitantes poderem preservar as suas tradições culturais.
A vereadora, que juntamente com o colega César Palacio foi
instrumental na organização da cerimónia, endereçou ainda um
convite para que visitem a exposição “Pessoa Unveiled”, uma
mostra artística que celebra o património e a cultura portuguesa
através de diferentes interpretações da escrita do célebre autor
Fernando Pessoa.
Por Isabel Alves, Noémia Gomes e António Perinú
Apresentada pela Walnut Contemporary Gallery of Toronto e
patrocinada pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua,
com o apoio do Consulado Geral de Portugal em Toronto, a exposição estará patente na rotunda interior da Câmara Municipal
de Toronto até amanhã, quarta-feira (15).
Também o edil da cidade, John Tory, destacou o importante
papel dos portugueses na história do Canadá e da cidade de
Toronto, reconhecendo que foram os primeiros europeus a
descobrir estas terras, e afirmou que a cidade é melhor devido
ao seu contributo.
Igualmente lisonjeiro dos feitos portugueses foi o vereador
César Palacio, que para além do seu papel na organização dos
eventos da Semana de Portugal no que toca à interacção com
a Câmara, considerou as comemorações um instrumento fundamental para fortalecer os laços de união entre a comunidade
portuguesa.
O último orador foi o cônsul Luís Barros que para além de
agradecer a hospitalidade de Toronto para com os portugueses,
salientou que estes residem aqui em maior número do que em
muitas cidades de Portugal.
Presentes estiveram representantes de vários clubes e associações da comunidade, sendo ainda de destacar uma representação de alunos da escola Alexandre Muir-Gladstone Ave.
Junior and Senior Public School, e da associação Abrigo, com
um grupo de idosos.
A cerimónia terminou com a interpretação dos hinos do
Canadá e de Portugal por Isabel Sinde, à medida que a bandeira
de Portugal subia aos céus de Toronto.
Também da parte do partido Conservador se expressou a
deputada Lisa Thompson, que enalteceu a contribuição dos
portugueses e destacou a sua rica história, enquanto que do outro
partido da oposição, o NDP, falou Jackmeet Singh, fazendo
questão de enunciar em português “estamos aqui para celebrar
Portugal e os portugueses” ao indicar que estes constituíram
no Ontário uma comunidade que é modelo de boa adaptação
e de sucesso.
Por último, o cônsul de Portugal Luís Barros viria a destacar
as boas relações existentes entre as duas nações, indicando
estarem-se a celebrar 70 anos de relações diplomáticas oficiais,
e ressalvando que portugueses e canadianos partilham dos
mesmos valores.
Uma interpretação dos hinos do Canadá e de Portugal pela
cantora Isabel Sinde deu o mote para o hastear da bandeira
portuguesa no mastro cerimonial da Assembleia, efectuado
conjuntamente por um dos Pioneiros da imigração portuguesa,
António Sousa, e um elemento jovem da comunidade portuguesa, Debbie Dias.
Antes de passarem ao interior do edifício onde os esperava
um beberete e convívio, o dirigente da ACAPO, o comendador
José Eustáquio, finalizou com palavras de satisfação por mais
esta cerimónia de reconhecimento do contributo da comunidade
portuguesa para o progresso do Ontário, agradecendo a presença
e o apoio da assistência.
Bandeira portuguesa desfraldada oficialmente pela
primeira vez em Mississauga
Dois dias depois, na data própria – 10 de Junho – era a vez
da Câmara de Mississauga se estrear neste reconhecimento pelo
contributo dos portugueses para o progresso do município.
Por esses motivos, a celebração teve um significado ainda
mais acentuado para os que compareceram na designada
Celebration Square, praça onde pelas 10h00 da manhã se juntaram representantes de diferentes níveis do governo, membros
do Executivo do Centro Cultural Português de Mississauga
(CCPM) – responsável por organizar e promover o evento em
conjunto com a vereadora Chris Fonseca – jovens do rancho
folclórico e muitos luso-canadianos residentes na cidade.
Lena Barreto, relações públicas da colectividade anfitriã,
dirigiu as cerimónias e começou por explicar que a celebração
foi uma iniciativa do CCPM com base numa ideia de Armindo
Silva, que se questionou sobre a razão que levava a bandeira
de Portugal a nunca ser hasteada em Mississauga pelo 10 de
Junho, como acontece em tantas outras cidades no Canadá.
Como salientou, esta foi a primeira vez que a bandeira de
outro país foi oficialmente hasteada na cidade, facto para o qual
agradeceu o apoio da vereadora Chris Fonseca que interveio
para mudar a lei.
Por seu turno, a política, que não é de origem portuguesa
mas é casada com o deputado federal luso-canadiano Peter
Fonseca, explicou que até há poucos meses a cidade não permitia
que fossem hasteadas bandeiras que não as protocoladas em
representação do Canadá no espaço público da Câmara.
Contudo, considerou-a uma norma que não fazia sentido,
uma vez que a Celebration Square foi criada com o intuito
de promover e festejar o multiculturalismo, expressando
satisfação pela alteração e por ver Portugal, como em tantos
outros feitos da história, ser pioneiro no içar da sua bandeira
naquela praça.
No evento falaram ainda o vereador John Kovac, o deputado
provincial Bob Delaney e os deputados federais Peter Fonseca
e Sven Spengemann, com o presidente do CCPM, Tony de
Sousa, a expressar publicamente a sua satisfação pela cerimónia
que indicou ser provavelmente uma das mais importantes na
história da colectividade que dirige.
Os hinos do Canadá e de Portugal foram então interpretados
pela jovem Nelia de Oliveira, à medida em que as bandeiras
de ambos os países eram hasteadas.
A finalizar, todos os que se encontravam naquele espaço foram
convidados a perpetuar o momento juntando-se a uma fotografia
de grupo frente à Câmara Municipal de Mississauga.
10 de Junho em Brampton
Para hoje, terça-feira (14), está marcada mais uma cerimónia,
desta feita na Câmara Municipal de Brampton, igualmente a
primeira vez que tal honra foi concedida à comunidade portuguesa na cidade.
A realizar-se pelo meio-dia, na presença do autarca lusocanadiano Martins Medeiros, durante o evento vão ser homenageados seis luso-canadianos ou organizações ligadas à comunidade, designadamente Alfonso Tavares, Cilia Bento, Frank
Alvarez, sindicato LIUNA Local 183, Amigos Portugueses do
Peel Memorial e José Eustáquio.
Director: Vasco M. C. Evaristo
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14 de Junho de 2016 | 3
QUALIDADE
SEM IGUAL
portugal
10 de Junho:
Breves de Portugal
Portugueses e turistas enchem Praça do
Comércio para ver cerimónia
A Praça do Comércio, em
Lisboa, encheu-se sexta-feira
de portugueses e turistas para
assistir às cerimónias do 10
de Junho que começaram às
10:00, quando soou o Hino
Nacional e se ouviu uma salva
de tiros de canhão.
Desde cedo, as pessoas
começaram a ocupar as barreiras que ladeiam a Praça
do Comércio para assistir à
parada militar e às comemorações do Dia de Portugal, de
Camões e das Comunidades
Portuguesas.
Algumas famílias com
crianças aproveitaram para
ver a exposição de viaturas
militares em frente à Praça
do Comércio, à beira do rio
Tejo.
As crianças não resistiram a
entrar no helicóptero Alouette
da Força Aérea Portuguesa e
nas viaturas blindadas Pandur
do Exército.
Ao largo do rio Tejo, sobressaía o navio Escola Sagres,
engalanado com bandeiras
para assinalar a efeméride, e
outras embarcações, como a
fragata Vasco da Gama.
Às 10:00 em ponto, as
cerimónias deram início com
a entrada do Presidente da
República num jipe nos recinto
das cerimónias, ao som do Hino
de Portugal, a que se seguiu
uma salva de tiros vindos do
rio e a passagem de quatro
caças F-16 da Força Aérea
Portuguesa.
Alice Amaro, de 67 anos,
não escondia a emoção de estar
a assistir às cerimónias numa
“praça tão bonita”.
“Estou encantada, sou de
Lisboa e estar aqui a presenciar
isto é uma felicidade muito
grande. Poucos países devem
ter cerimónias de celebração
nacional com tanta paz e alegria”, disse à Lusa a lisboeta.
“Confesso que também es-
tou aqui pelo novo Presidente
da República, que veio dar
um colorido ao país”, disse,
exclamando: “isto está mesmo
lindo”.
Acompanhada do filho de
quatro anos e do marido, Cátia
Fonseca referiu à Lusa que é
a primeira vez que assiste às
cerimónias do 10 de Junho,
mas quis mostrar ao pequeno
as celebrações do país em que
ele nasceu.
“Acho que é muito importante vir a estas cerimónias para
o meu filho tomar consciência
da importância de Portugal e de
ser português”, apontou Cátia
Fonseca.
Muitos turistas que passavam paravam curiosos e perguntavam aos agentes da PSP
espalhados pelo espaço, mas
também aos populares, a razão
das celebrações, aproveitando
depois para tirar fotografias
aos militares que desfilam na
parada.
Todos os ramos das Forças
Armadas estão representados
nas comemorações do Dia de
Portugal.
As comemorações do Dia
de Portugal, de Camões e das
Comunidades Portugueses
dividiram-se este ano, e de
forma inédita, entre Lisboa,
e Paris, onde o Presidente da
República, Marcelo Rebelo de
Sousa, proferira os primeiros
discursos do 10 de Junho do
seu mandato.
As celebrações iniciaram-se
de manhã, no Terreiro do Paço,
em Lisboa, com um âmbito
militar, com o Chefe de Estado
a condecorar seis militares, por
se terem destacado no cumprimento de missões no âmbito
nacional e internacional, três
dos quais pela sua actuação
no período final da guerra
colonial, entre 1973 e 1974,
um deles em Angola e dois
em Moçambique, e outros três
no activo.
As comemorações prosseguiram em Paris, onde o
Presidente permaneceu até
domingo e condecorou cinco
emigrantes portugueses, uma
luso-descendente e três franceses que se destacaram na
comunidade lusa na capital
francesa.
Cartaxo vai liderar candidatura de
fandango a Património Imaterial da
Humanidade
O município do Cartaxo e a Entidade Regional de
Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERTAR) vão avançar
com a candidatura do fandango a património imaterial da
Humanidade, disse à Lusa o presidente do município.
Pedro Magalhães Ribeiro disse sábado à Lusa que a
decisão de avançar com a candidatura, que terá o Cartaxo
como município piloto, foi tomada esta semana, depois
de um período de conversações com o presidente da
ERTAR, António Ceia da Silva, sobre a importância da
preservação desta dança tradicional “com fortes ligações
ao Ribatejo”.
“É uma dança muito ligada ao desafio, à história do
Ribatejo”, disse o autarca à Lusa, destacando a “singularidade” de o concelho do Cartaxo ter um rancho folclórico
em todas as freguesias e de todos eles dançarem mais do
que um tipo de fandango.
VILA REAL: Corte de árvores gera indignação,
autarquia diz que é pelo circuito
A Câmara de Vila Real procedeu ao abate de algumas
árvores na Avenida da Europa, uma situação que causou
alguma indignação mas que a autarquia justifica com “exigências” para a realização do Circuito Internacional entre
os dias 24 e 26 de Junho.
O município referiu que se tratou de uma exigência da
Federação Internacional de Automobilismo (FIA) quer ao
nível da segurança, quer de visibilidade para as transmissões
televisivas e para os espectadores das bancadas colocadas
nesta avenida da Europa.
(...) A Câmara de Vila Real reagiu lembrando a plantação
de 30.000 árvores no concelho, no âmbito do Programa
Floresta Comum.
BRAGA: GNRation recebe ciclo “Julho é de Jazz”
sob signo de Ornette Coleman
O GNRation, em Braga, vai acolher novamente o ciclo
“Julho é de Jazz”, que inclui quatro concertos únicos tendo
por tema o saxofonista norte-americano Ornette Coleman,
que morreu no ano passado.
O ciclo, que tem como subtítulo “Às voltas com Ornette
Coleman”, consiste em concertos de Carlos Bica e João
Paulo Esteves da Silva (9 de Julho), Hugo Carvalhais
Cryptic Quartet (16 de Julho), RED Trio (9 de Julho) e o
Quarteto João Guimarães (16 de Julho), que vai interpretar
o “The Shape of Jazz to Come”, de Coleman.
De acordo com as informações enviadas pelo espaço
bracarense, será ainda exibido o documentário “Ornette:
Made in America” e terá lugar uma conversa com emissão
especial do programa da Rádio Universitária do Minho Só
Jazz com convidados e a partir do GNRation no mesmo
dia.
ESPINHO: Festival Internacional de Música com
12 concertos
O 42.º Festival Internacional de Música de Espinho
vai contar com 12 concertos em que irão estar presentes
vários músicos como os pianistas Mário Laginha e Pedro
Burmester e o harpista Edmar Castañeda, divulgou hoje a
organização.
Em comunicado, a organização informa que entre 25 de
Junho e 16 de Julho, os concertos vão decorrer não só no
Auditório de Espinho mas também na Praia da Baía e no
Parque João de Deus.
Nomes como Plamena Mangova, François Salque, Paolo
Fresu, Omar Sosa e Éric Le Sage vão dar música à cidade
de Espinho em espetáculos que podem ir da entrada gratuita
aos dez euros por bilhete.
4 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
portugal
Breves de Portugal
ÉVORA: Cendrev leva teatro às freguesias rurais
O Centro Dramático de Évora (Cendrev) vai levar o
espectáculo teatral “Antes de Começar”, de Almada
Negreiros, a seis freguesias rurais do concelho, no âmbito
de um protocolo estabelecido com o município.
O programa inclui a apresentação do espectáculo, até ao
dia 8 de Junho, em Azaruja, Graça do Divor, São Manços,
São Sebastião da Giesteira, Valverde e Nossa Senhora de
Machede.
Segundo o Cendrev, “Antes de Começar” conta a história de dois bonecos que “ganham vida, encontram-se,
conhecem-se, brincam como as crianças, descobrem o
coração e crescem”.
COIMBRA: Investigadores da Faculdade de Letras
distinguidos pelas associações de Museologia e
de Arqueologia
Os investigadores da Faculdade de Letras da Universidade
de Coimbra (FLUC) Duarte Roque de Freitas e Maria Pilar
dos Reis foram distinguidos pela Associação Portuguesa
de Museologia (APOM) e pela Associação Portuguesa dos
Arqueólogos (AAP), respectivamente.
Duarte Freitas, do Centro de História da Sociedade e da
Cultura (que conquistou, em 2015, o Prémio Victor de Sá
de História Contemporânea), acaba de ser distinguido com
o Prémio APOM 2016, na categoria de Melhor Estudo
sobre Museologia (ex-aequo), pela tese “Memorial de um
complexo arquitectónico enquanto espaço museológico:
Museu Machado de Castro (1911-1965)”, orientada por
Irene Vaquinhas.
Maria Pilar dos Reis, investigadora do Centro de Estudos
em Arqueologia, Artes e Ciências do Património, recebeu
o prémio Eduardo da Cunha Serrão (AAP), pela tese “De
Lvsitaniae Vrbivm Balneis/Estudo sobre as termas e balneários das cidades da Lusitânia”, orientada por Maria da
Conceição Lopes, refere uma nota da FLUC, enviada à
agência Lusa.
LISBOA: Encontro de vinhos no Mercado da
Ribeira de 30 de Junho a 2 de Julho
O Mercado da Ribeira recebe o Encontro de Vinhos de
Lisboa entre os dias 30 de Junho e 2 de Julho, iniciativa que
se estende até 10 de Julho com uma mostra de produtos da
região na Rua Augusta.
COIMBRA: Escultura em madeira de Miguel Neves
Oliveira na Galeria Almedina
A exposição de escultura ‘Estruturas de Sustentação – Do
Arco da Porta Nova (Braga) ao Arco de Almedina (Coimbra)’,
de Miguel Neves Oliveira, é inaugurada quinta-feira (9), na
Galeria Almedina (contígua ao Edifício Chiado), na Baixa
de Coimbra, onde estará patente ao público até final de Julho
e tem entrada livre.
O artista plástico, que é natural de Cucujães (São João
da Madeira), onde nasceu em 1980, e expõe desde 2000,
“trabalha essencialmente com a madeira dando-lhe novas
roupagens” e criando “peças despretensiosas mas com uma
força muito singular, despertadas para a contemporaneidade”,
refere uma nota da Câmara de Coimbra.
“Peça a peça, Miguel Neves Oliveira vai compondo um
novo surgimento, uma nova forma de existir em interface
com o humano e a Natureza”, acrescenta a mesma nota,
sublinhando que nesta exposição, “tal como um arco, as
peças de Miguel Neves Oliveira sustentam numa estrutura,
a passagem livre para um outro lado, para ir e voltar, ficar
ou prosseguir”.
ELVAS: Câmara leva população à praia
As viagens à praia da Comporta, no litoral alentejano,
organizadas pela Câmara de Elvas e destinadas aos residentes
no concelho, vão decorrer no Verão, às quintas-feiras durante
o mês de Julho e às quintas e sextas-feiras em Agosto.
As inscrições são recebidas no município e nas juntas de
freguesia rurais.
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SEM IGUAL
Tradição das Festas de Lisboa mantém-se viva
desde o século XIII como culto a St. António
Arraiais populares com
balões coloridos, sardinhas
assadas e manjericos compõem
as Festas de Lisboa desde o seu
surgimento, no final do século
XIII, mantendo-se até aos dias
de hoje viva a tradição de culto
a Santo António.
Segundo a investigadora do Gabinete de Estudos
Olisiponenses (GEO) Ana
Cristina Leite, o percurso
das festas lisboetas tem sido
“extremamente positivo”, considerando que as celebrações
em torno de Santo António
são “um património que está
vivíssimo, a crescer e cada vez
mais consolidado e adaptado
às questões da vida contemporânea”.
“Enquanto houver Santo
António, Lisboa não morre
mais”, afirmou à Lusa a investigadora, fazendo uso das
palavras do tema “Noite de
Santo António”, da autoria
de Norberto Araújo e Raul
Ferrão, interpretado pela fadista Amália Rodrigues.
Para Ana Cristina Leite,
existem dois momentos marcantes das Festas de Lisboa:
inicialmente, o culto a Santo
António, que remonta ao final
do século XIII, e, posteriormente, a organização de uma
programação mais próxima aos
dias de hoje, que teve início em
1932. Ambos estão “ligados
ao culto e à personalidade da
imagem de Santo António”.
Nascido em Lisboa (cujo
padroeiro é São Vicente), Santo
António tornou-se muito acari-
nhado na cidade após o “milagre” durante a sua canonização
em 1232, no Vaticano, em que
os sinos da capital portuguesa
começaram a tocar sozinhos,
contou a investigadora, acrescentando que a partir dessa
estória se gerou o culto.
o fazedor de muitos milagres”,
explicou Ana Cristina Leite, referindo que “é difícil localizar,
do ponto de vista histórico, o
aparecimento destas questões”
de culto.
A ele estão ainda associados
os milagres de “salvar o pai
Após a canonização, os
lisboetas transformaram as
antigas festas do solstício de
Verão, que coincidiam com a
data da sua morte, em festas
em homenagem ao Santo
António.
A actual celebração do 13
de Junho, feriado municipal,
corresponde à data da morte
de Santo António, que faleceu em Pádua (Itália), tendo
também sido adoptado pelos
italianos como Santo António
de Pádua.
Com fama de “santinho
milagreiro”, Santo António
é considerado “o medianeiro
entre os homens e a divindade,
o advogado das almas do purgatório, dos objectos perdidos e
dos bons casamentos, o protector dos animais, o curandeiro e
da forca, pregar aos peixes e
o milagre da bilha”.
“O culto a Santo António é
de uma espontaneidade muito
grande”, advogou a investigadora, dando como exemplo a
tradição de se atirar moedas à
estátua de Santo António - os
namorados atiram moedas para
se casarem e os casados atiram
para manter o casamento. Ana
Cristina Leite sublinhou que
são as pessoas que criam este
tipo de tradições e rituais, expressando que “quase que se
pode dizer que é um fenómeno
viral”.
Em 1932, a organização das
festas fez surgir as Marchas
Populares e os Casamentos de
Santo António, iniciativas que
ainda se mantêm.
Questionada sobre as tra-
dições que se perderam desde
o século XIII nas Festas de
Lisboa, a responsável lembrou a oferta do bodo, que
eram fogaças e doces que a
Igreja oferecia à família real
e a população, custeadas pelo
município, o pão de Santo
António, a reza de 13 terços no
dia anterior a 13 de Junho, as
fogueiras, a imagem de Santo
António à entrada das casas
e os tronos construídos por
crianças, tradição que só foi
recuperada em 2015.
Apesar de algumas perdas,
“o conceito geral das festas
mantém-se, adaptado, claramente, aos dias de hoje”,
considerou a investigadora,
referindo que a programação
das festas está actualmente
mais espalhada por toda a
cidade.
Sobre o crescimento do
turismo e a perda de lisboetas
a viver na cidade, Ana Cristina
Leite destacou o papel activo
das colectividades em garantir
a autenticidade na organização
das celebrações.
Este ano, as Festas de Lisboa
assinalam o 170.º aniversário
do nascimento de Rafael
Bordalo Pinheiro e os 50 anos
da construção da Ponte Sobre o
Tejo (Ponte 25 de Abril).
Curiosamente, a primeira
representação do Zé Povinho,
figura criada por Bordalo
Pinheiro em 1875, “é, precisamente, o Zé Povinho a
olhar para um trono de Santo
António”, numa sátira à cobrança de impostos.
Cidades portuguesa e francesa sugerem à Europa
exemplo da geminação para unir os povos
Pouco antes das comemorações oficiais do Dia de Portugal, em França, a
poucos quilómetros de Paris, ouviram-se
os hinos dos dois países nas comemorações da geminação de duas cidades que
sugerem à Europa o seu exemplo para
unir os povos.
Nas comemorações oficiais dos
20 anos da geminação de Bragança e
Pavillons-sous-Bois, que se prolongam
até domingo na cidade francesa, os autarcas de ambas as cidades concordaram
que este modelo pode ser um passo para
uma Europa em crise começar a olhar
para os problemas dos seus cidadãos.
“A situação actual da Europa, infelizmente não é boa. Há 20 anos, o
muro de Berlim caiu, esperávamos pela
construção de uma Europa tranquila, que
apelasse à solidariedade de todos, com
pleno emprego, e constatamos que as
coisas estão muito degradadas”, observou o presidente de Pavillons-sous-Bois,
Philippe Dallier.
O autarca francês aponta as responsabilidades políticas de Bruxelas nas
dificuldades económicas e na actual
situação de crise europeia e defendeu
que a solução “não depende apenas do
nível político”.
Tão importante, apontou é “a relação
dos povos da Europa para que se conheçam melhor, para se compreenderem melhor” como acontece com este exemplo
de Portugal e França, “ao contrário de
outros povos europeus, o que não permite
avançar na boa direcção”.
“Infelizmente ainda há muito a fazer
para conseguir construir uma Europa ao
serviço de todos os seus habitantes. As
geminações são uma forma de colocar
essa pedra no edifício”, argumentou.
Da mesma opinião partilha o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni
Dias, para quem “o ideal seria que esta
cooperação, que é feita ao nível mais baixo, que é o das cidades dos variadíssimos
países europeus, fosse estabelecida ao
nível mais alto dos próprios países”.
“Dessa forma, provavelmente não
aconteceria tudo aquilo que acontece
hoje na Europa. Falamos todos muito
da Europa, efectivamente, falamos dos
valores europeus, todos somos cidadão europeus, mas verdadeiramente a
Europa unida que se pretende una com
pessoas com níveis de desenvolvimento
mais ou menos idênticos, não acontece
porque verdadeiramente não há este
bom relacionamento entre os povos “,
constatou.
Uma comitiva de Bragança composta
por autarcas e entidades que estiveram
na origem da geminação, além de
jornalistas, encontra-se, em Pavillonssous-Bois, a comemorar os 20 anos de
geminação das duas cidades.
A colaboração tem-se materializado
em intercâmbios culturais e outros e,
segundo o autarca de Bragança, ao
contrário do que “pode pensar-se, que
estas geminações não passam de uma
visita”, elas “traduzem-se efectivamente
em muito mais do que isso”.
“O relacionamento entre as pessoas,
a descoberta dos próprios territórios é
uma forma de aproximação”, afirmou,
indicando que o relacionamento tem
produzido resultados, nomeadamente ao
nível da procura turística para o território
de Bragança e mesmo para Portugal.
As duas cidades têm actualmente
um número equivalente de habitantes,
perto de 23 mil, e a comunidade portuguesa ultrapassará os 600 habitantes em
Pavillons-sous-Bois, segundo o fundador
desta geminação, Eduardo Lapa, que há
47 anos deixou a aldeia de Montesinho,
em Bragança, para emigrar.
Cr iou a A s s o ciação F ran coPortuguesas Casa de Trás-os-Montes e
poucos anos depois juntou as entidades
dos dois países na assinatura da geminação.
Este emigrante reformado, de 70 anos,
assegurou que “cada vez mais portugueses emigrados em França estão a mudarse para esta zona”, a 13 quilómetros de
Paris, por ser “uma cidade calma”.
Não há portugueses eleitos nos órgãos
autárquicos, mas “sentem-se bem integrados”, segundo ainda o interlocutor.
14 de Junho de 2016 | 5
QUALIDADE
SEM IGUAL
10 de Junho:
“A França é excepcional,
mas nós somos muito
melhores”, diz PR em Paris
O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa,
fez sábado um discurso de exaltação nacional no lugar
do antigo bairro de lata de Champigny-sur-Marne,
nos arredores de Paris, afirmando que “grande país
só há um, Portugal”.
“Sendo a França um grande país, porque é um
grande país, verdadeiramente grande país só há um:
é Portugal. Os melhores somos nós. A França é excepcional, mas nós somos muito melhores, mas muito
melhores”, afirmou o Chefe de Estado, perante centenas de emigrantes portugueses e luso-descendentes,
numa cerimónia de homenagem ao antigo autarca de
Champigny Louis Talamoni.
O primeiro-ministro, António Costa, riu-se quando
Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que Portugal
é o melhor “no futebol, na ciência, nas artes, na
cultura, nas empresas, no trabalho” e que os dois
se batem contra o pessimismo e se complementam:
“Compensamo-nos, porque eu sou hiperactivo, ele é
hiperoptimista”.
O Presidente da República defendeu que os portugueses devem ter a noção das suas qualidades.
“Às vezes temos um ego um bocadinho pequenino,
não temos um amor próprio suficiente, não temos a
auto-estima que é necessária. Eu sou um optimista, o
senhor primeiro-ministro então esse é hiperoptimista”,
considerou.
Nesta parte final do seu discurso, Marcelo Rebelo
de Sousa citou um discurso do imperador francês
Napoleão, em que este expressa contentamento com
os seus soldados.
“Eu estou orgulhoso dos meus concidadãos, o que
é muito mais do que estar contente. Eu tenho orgulho
em ser português”, acrescentou.
actualidade
Bairro da Boavista estreia-se “por sorte”
nas Marchas Populares de Lisboa
Por Sónia Miguel
Um rasgo de sorte ditou a
estreia do bairro da Boavista
nas Marchas Populares de
Lisboa, mas é também “por
sorte” que os marchantes
não vão desfilar de calça de
ganga e t-shirt, devido à falha
do figurinista.
“Tivemos 48 horas, a
bem-dizer, sem ir à cama,
mas felizmente conseguimos
fazer uma marcha”, declarou
a responsável da marcha do
bairro, Gilda Caldeira, explicando que encomendaram
os serviços de um cenógrafo
e figurinista, mas este não
apresentou o trabalho no
prazo estipulado.
Com um financiamento de 27 mil euros
da Empresa de Gestão de
Equipamentos e Animação
Cultural (EGEAC), o bairro
da Boavista, em Benfica,
encomendou os figurinos e
a cenografia através de um
contrato que definia que o
valor seria pago em tranches
e que o trabalho teria de estar completo a 27 de Maio,
data em que seria entregue
a última tranche de sete mil
euros.
No entanto, o cenógrafo
não cumpriu com o contrato
e só informou que os fatos
não estavam prontos no dia
1 de Junho, o que deixou os
marchantes revoltados, pois
tinham que se apresentar a
público 48 horas depois, a 3
de Junho, no MEO Arena.
Para recuperar o material
e tentar remediar a situação,
a responsável da marcha
foi obrigada a desembolsar
mais dois mil euros, que se
somaram aos 20 mil euros
entregues inicialmente.
Gilda Caldeira disse à Lusa
que já avançou com uma participação na esquadra contra
Joaquim Guerreiro, considerando que o cenógrafo tem
que “responder perante a
justiça”.
“No mínimo, que seja
devolvido o valor investido”,
defendeu a responsável da
marcha da Boavista, frisando
que se tratou de “um abuso
de confiança”, que afectou
também as marchas do Alto
do Pina, Bica e Lumiar. A
Lusa tentou contactar o cenógrafo, sem sucesso.
Apesar deste golpe de
azar, os marchantes mostraram-se mais unidos do
que nunca.
Emocionada com o sentimento de família dos participantes, Gilda Caldeira
recorda as palavras dos
marchantes quando teve que
contar que existia um problema com os figurinos: “Deixa
lá, nós vamos à marcha. Nós
vamos, vamos de calça de
ganga e t-shirt”.
Por sorte e graças ao esforço de todos os marchantes, moradores do bairro da
Boavista e pessoal da Junta
de Freguesia de Benfica, a
marcha conseguiu ter os fatos prontos em 48 horas, que
foi o tempo que restava até à
primeira apresentação.
“Pagámos a costureiras.
Não devemos nada a ninguém”, referiu.
A inscrição da Boavista
no concurso das Marchas
Populares de Lisboa surge
no âmbito do 75.º aniversário
do bairro, tendo tido a sorte
de ser uma das seleccionadas
no sorteio.
“Queremos que este seja
o início de muitos anos a
marcharmos”, afirmou a
responsável.
Nas últimas horas que antecedem o desfile na Avenida
da Liberdade, os marchantes
reúnem-se para ensaiar afincadamente a coreografia,
no pavilhão municipal do
bairro, ajustando alguns
pormenores.
“No bairro da Boavista,
ninguém desiste de vir bailar.
A cantar de noite e dia, com
alegria vamos marchar”,
entoam de viva voz.
A coordenar o ensaio,
Erica Miranda conta que na
marcha da Boavista existem
“quatro pessoas que marcharam na vida, o resto é tudo
virgem”, o que dificultou o
trabalho.
“Não é fácil, mas efectivamente para a experiência
que eles têm e para as cambalhotas todas que isto teve que
dar, eles estão triplamente de
parabéns com tudo”, expressou a ensaiadora.
A marchar pela primeira
vez, a moradora Sandra
Ferreira, de 40 anos, admite
que “ao princípio custou um
bocadinho” entrar no ritmo,
mas agora já está preparada
para marchar.
Com experiência desde
2009, Ricardo Almeida, de
38 anos, sente “um orgulho
muito grande” por representar o bairro, reforçando que
não entrou na marcha para
brincar, mas para vencer.
Devido ao problema com
os fatos, os marchantes
tiveram de “andar a correr
por causa de fatos, arcos,
ensaios, tudo até às tantas da
noite”. No entanto, reforça,
“isso foi o que uniu mais a
marcha”.
Com ligação ao bairro da
Boavista desde nascença, os
fadistas Lena Silva e Luís
Graça são os padrinhos da
marcha estreante.
6 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
opinião
Uma velha história da nossa Beira
Rezar uns pelos outros é recomendação bíblica
Convencido que o eremita não apresentara a
e que o Apostolo recomendou, mormente pelos
petição a Deus, assentou concretizar as ameaças,
doentes; mas a oração só será eficaz se o enfermo
já que as não levava a sério.
colaborar.
Uma manhã, ao romper do sol, aproximou-se
Gonçalo Fernandes Trancoso, conhecido escautelosamente, com facalhão na mão, da humilde
critor do século XVI, reconta em “Histórias de
choupana.
Proveito e Exemplo” um
O eremita, que estava de
antiquíssimo conto popular
atalaia, apareceu-lhe de ar
beirense.
sereno:
Por Humberto Pinho da Silva
Reza a tradição que em
– “Se vens matar-me, pri“Se não houver vontade de emenda, de nada
determinado local da nossa
meiro teremos que levantar a
linda Província da Beira
laje que será colocada sobre
serve sermos religiosos. O que nos salva, é o
havia piedoso eremita que era minha sepultura…”
desejo, o esforço – mesmo infrutífero – de
guera, na crista de empinada
Concordou o assassino e
sermos cada vez mais perfeitos.”
serra, humilde casebre.
foram suspender a pesada
Perigoso salteador de eslaje de granito, que consertrada – talvez após séria reflexão – avizinhou-se do eremita vava em casa.
para lhe pedir um favor, já que, segundo lhe disseram, falava
Reparou o facínora que o servo de Deus puxava a pedra
com Deus:
para baixo, enquanto ele a tentava levantar, e disse-lhe de
– “Tu que falas com o Altíssimo, pede-Lhe que me liberte mau modo:
desta ruim vida em que ando, que não me dá sossego. Se
– “Como posso levantá-la, se puxais para baixo!?…”
não me conceder essa graça, talvez venha a praticar o feio
Ao que o eremita repostou, em voz macia:
desatino de te matar! …”
– “Compreendes, agora, como nada é possível quando
Ficou o servo de Deus aflito, temendo o temível sicário cada um puxa para lado contrário?!… Nada adianta pedir
que espalhava o terror em toda a região; e nas suas orações a Deus para que te tornes um homem honrado se não te
rogava, fervorosamente, para que Deus o atendesse.
arrependeres e desejares, do fundo do coração, afastar-te
Mas o ladrão e assassino continuava sempre na vida solta, da má vida que levas?!…”
que sempre levara. Como não sentisse coragem – embora
Se não houver vontade de emenda, de nada serve sermos
a consciência o acusasse – para se emendar, pensou que religiosos.
o servo de Deus não fizera caso do seu pedido, apesar de
O que nos salva, é o desejo, o esforço – mesmo infrutífero
constantes ameaças, gestos e palavras ofensivas.
– de sermos cada vez mais perfeitos.
Muito bem, e então?
O líder do Sindicato dos Magistrados do Ministério
da Mossack Fonseca?...
Público, António Ventinhas, surgiu agora a salientar
Interessante é a constatação de António Ventinhas
que é frequente que os procuradores sejam visados
sobre que por todo o mundo existem situações que
e estejam sob os holofotes da imprensa. E é uma
obstaculizam a realização de uma investigação crirealidade bem conhecida de todos. Basta recordar o
minal na sua plenitude, precisando que em Portugal
caso de Rosário Teixeira, sobre quem ainda há dias
até se consagram vários princípios para preservar
pude escrever.
a autonomia do MP, mas, na
Simplesmente, António
prática, não são alocados os deVentinhas vai mais longe e diz
vidos recursos, ficando assim a
Por Hélio Bernardo Lopes
mesmo que alguns meios de
investigação criminal comple“com um sistema político e económico como
comunicação social são contamente dependente dos meios
trolados por alguns arguidos
que o poder executivo vai
o neoliberal, suportado na globalização e na
poderosos, que tentam, através
concedendo a conta-gotas.
tecnologia, com o Estado reduzido a mera
desses meios, deslegitimar a
Sendo tudo isto uma realidaarbitragem, a grande criminalidade organizada de, sugiro a António Ventinhas
actuação do Ministério Público
transnacional só muito dificilmente poderá ser
na opinião pública ou condicioque leia com grande atenção
nar a sua intervenção. Sempre
a interessante obra “A Europa
parada, e tudo sempre, muito preferencialadmiti este acontecimento
mente, com a tal dita democracia, hoje reduzi- dos Padrinhos: A Máfia ao
altamente provável, até muito
assalto da Europa”, editada
da a uma autêntica mascarada de ilusão.”
para lá de serem esses arguidos
em Portugal pelas Publicações
donos dos referidos meios de
Europa/América. Trata-se de
comunicação social. Há mais de quinze anos que falo de uma uma obra séria, mas que mostra como as próprias magistraturas,
tal realidade.
tal como gente da Igreja Católica, vem estando ligada à grande
Tem toda a razão António Ventinhas quando refere que a criminalidade organizada, mormente a originária da Sicília,
actuação das associações de procuradores no espaço medi- mas que se espalhou por toda a Europa, de Leste a Oeste. E é
ático é determinante para atingirmos os nossos objectivos e até deveras interessante a explicação de um padrinho detido
dignificarmos a nossa profissão. E também que é frequente as para o facto de ter sido Toto Riina encarcerado e condenado.
associações assumirem sozinhas os combates mediáticos contra Talvez António Ventinhas tenha já lido esta obra, mas sempre
diversos inimigos do Ministério Público, assegurando, quase vale a pena voltar a relê-la.
em exclusivo, uma defesa institucional da classe. Também aqui
Por fim, esta realidade muito objectiva: com um sistema
lhe assiste toda a razão, sendo por demais evidente que a classe político e económico como o neoliberal, suportado na glopolítica foge a fortalecer o Ministério Público, nem mesmo balização e na tecnologia, com o Estado reduzido a mera
promovendo a sua imagem no domínio público.
arbitragem, a grande criminalidade organizada transnacional
Por tudo isto, é natural que no tempo que passa, em que impera só muito dificilmente poderá ser parada, e tudo sempre, muito
o relativismo, os criminosos pretendem ascender à categoria de preferencialmente, com a tal dita democracia, hoje reduzida
heróis e transformar os procuradores em torcionários, tentando a uma autêntica mascarada de ilusão. Se temos um Estado de
criar uma imagem distorcida do MP na opinião pública. Sendo Direito Democrático e Social, o que acha António Ventinhas
isto uma realidade, a grande verdade é que tal só é possível que nos falta? Ou será que não temos? E que dizer deste caso
por via de uma objectiva e militante colaboração de uma boa do BANIF, agora que nos está a ser dado ver o caso da família
parte da classe jornalística. E já agora: que é feito dos Papéis Roque? O que falta para se poder fazer justiça?
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T: 416 534-3177
F: 416 588-6441
977 College St, Toronto
SEM IGUAL
Correspondente do Brasil:
O PT condenado!
Por Mário Eugénio Saturno
“Este Maio será um mês que
lembraremos por muito tempo.
Se não bastasse a governanta
mais incompetente e que mais
nomeou corruptos da história
brasileira ser afastada do poder
por uma votação no Senado
muito maior que a necessária
(...) duas notícias varreram o
mundo político.”
Este Maio será um mês que lembraremos por muito
tempo. Se não bastasse a governanta mais incompetente
e que mais nomeou corruptos da história brasileira ser
afastada do poder por uma votação no Senado muito
maior que a necessária – foram 55 senadores favoráveis
quando bastavam 41 – duas notícias varreram o mundo
político.
No dia 17, a Justiça paulista condenou o Partido dos
Trabalhadores por organizar um esquema de corrupção
visando as eleições nas empresas de transporte colectivo
de Santo André na administração do então prefeito Celso
Daniel, assassinado em 2002. É a primeira vez que um
partido foi condenado por corrupção. O único partido
corrupto da história!
O Partido dos Trabalhadores foi condenado a devolver
aos cofres públicos de Santo André o valor de 3,5 milhões
de reais, correspondente a propinas cobradas no período
entre Agosto de 1997 e Dezembro de 2001, e ainda a pagar
multa equivalente a três vezes o valor dos subornos, ou
seja, 10,5 milhões, totalizando 14 milhões de reais.
Para o juiz Genilson Carreiro, da 1.ª Vara da Fazenda
Pública de Santo André, no mandato de Celso Daniel
“organizou-se e implementou-se verdadeira organização
criminosa. Não é possível isentar de responsabilidade o
Directório Nacional do PT: os actos ilícitos foram planejados, organizados e executados por pessoas que figuravam
entre as suas maiores lideranças”.
Também foram condenados o ex-ministro chefe da
Secretaria-Geral da Presidência Gilberto Carvalho, que
era secretário de Governo de Santo André, a pagar multa
equivalente a cinquenta vezes o valor de sua remuneração
à época e suspensão dos seus direitos políticos por cinco
anos; e os empresários Ronan Maria Pinto e Sérgio Gomes
da Silva, conhecido como “Sombra”.
E no dia 18, a cereja do bolo: José Dirceu foi condenado
a 23 anos e três meses de prisão na Lava Jato pelos crimes
de lavagem de dinheiro, corrupção activa e organização
criminosa no esquema de contratos superfacturados da
construtora Engevix com a Petrobras. Essa é a maior pena
da Lava Jato dada pelo juiz Sergio Moro numa única condenação, maior que a do ex-director da Petrobras Renato
Duque, de 20 anos e oito meses.
Moro ressaltou na sentença que “o mais perturbador,
porém, consiste no facto de que recebeu propina inclusive enquanto era julgada pelo Plenário do Supremo
Tribunal Federal a Acção Penal 470. Nem o julgamento
condenatório pela mais Alta Corte do País representou
factor inibidor da reiteração criminosa, embora em outro
esquema ilícito. Dirceu agiu, portanto, com culpabilidade
extremada”.
Dirceu, que já estava preso desde Agosto de 2015,
quando ocorreu a 17.ª fase da Lava Jato, denominada
Pixuleco, teve negada a possibilidade de recorrer em
liberdade “devido ao seu histórico criminal e que ainda
é desconhecida a extensão de todas as suas actividades
criminais praticadas por ele e que o produto do crime não
foi recuperado”.
O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também
foi condenado a nove anos de prisão. Outro tesoureiro
condenado. Essa é a única comparação que se pode
fazer entre Lula e Jesus Cristo, já que Judas Iscariotes
era tesoureiro.
Mário Eugénio Saturno é Tecnologista Sénior do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e
congregado mariano
14 de Junho de 2016 | 7
QUALIDADE
SEM IGUAL
8 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
MADEIRA
CDS-PP quer Madeira aliada aos Açores em
concurso para transporte de carga aérea
O CDS-PP/Madeira defendeu quintafeira (9) que o Governo do arquipélago
deve “aproveitar a oportunidade” e
juntar-se ao executivo açoriano, que
anunciou o lançamento de um concurso
público internacional para o transporte
de carga aérea.
“Temos aqui uma oportunidade para
o Governo [da Madeira] emendar a mão
daquilo que foi o desastre promocional
do avião cargueiro e alinhar-se com o
Governo dos Açores para um concurso
internacional para o transporte de carga
aérea e promover ligações, não só entre
as ilhas, mas, principalmente, entre o
Funchal e Lisboa”, declarou neste dia
aos jornalistas o líder parlamentar do
CDS-PP/Madeira, Rui Barreto.
O deputado falava, em Santa Cruz,
na zona do Aeroporto Internacional da
Madeira, na apresentação de um Projecto
de Resolução que o partido entregou no
parlamento regional, no qual recomenda
ao executivo madeirense que “diligencie,
com a máxima brevidade, a abertura de
um concurso público internacional para
adjudicação da exploração dos serviços
aéreos regulares, exclusivamente para
o transporte de carga aérea e correio,
em regime de concessão, na ligação
Funchal/Lisboa, sujeitos às obrigações
de serviço público”.
Rui Barreto apontou que um dos
principais constrangimentos na região da
Madeira são os transportes, lembrando
que as recentes greves dos estivadores
no porto de Lisboa implicaram uma falta
de alternativas para a deslocação de
mercadorias para este território insular.
O deputado madeirense sublinhou que
“há muitas empresas que querem crescer,
que querem colocar produtos em grandes
centros de logística a partir de Lisboa e
que não conseguem”, devido à ausência
de uma política de transportes efectivos,
à falta de apoios e à pesada carga fiscal
aplicada nesta região, que, indicou é “a
mais alta do país”.
Uma política de transportes aéreos
eficiente e adequada às necessidades
da Região é “muito importante para a
indústria do pescado, para a banana, para
muitas empresas ligadas à floricultura”,
vincou o líder parlamentar centrista,
Últimos 40 anos da Madeira são
história de sucesso e vanguardismo,
diz Tranquada Gomes
O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira,
Tranquada Gomes, disse quinta-feira (9) na apresentação
da “Semana Regional das Artes”, que os últimos 40 anos
da autonomia da Madeira são uma história de “sucesso”
e “vanguardismo”.
“Os 40 anos da nossa história colectiva, em que soubemos realizar profundas transformações económicas,
sociais, políticas e culturais, são uma história de sucesso,
de vanguardismo, de valorização da cultura e da educação”,
defendeu, na conferência de imprensa destinada a divulgar
a “Semana Regional das Artes”, entre segunda-feira e o
dia 21, que, este ano, integra as comemorações dos 40
anos de autonomia da Madeira.
A “Semana Regional das Artes 2016”, promovida pela
Direcção de Serviços de Educação Artística e Multimédia
(DSEAM) da Direcção Regional de Educação e produzida
pela Associação Regional de Educação Artística, integra
este ano também o programa do Festival do Atlântico,
que termina no final deste mês.
Esta Semana compreende momentos diversificados
de práticas artísticas desenvolvidas por cerca de 4.000
crianças e jovens e que animarão a baixa da cidade do
Funchal.
acrescentando que há vontade de colocar
produtos da ilha noutros mercados, o que
pode constituir uma medida para ajudar a
combater o problema do desemprego.
No projecto de resolução entregue
neste dia na Assembleia Legislativa da
Madeira, o CDS-PP considera que há
uma “estagnação da economia regional e
o crescimento acelerado do desemprego,
com a Madeira a liderar a lista ao nível
nacional”, defendendo a necessidade
de convocar “um esforço colectivo” e
proceder à “aplicação de novas políticas e obrigações que sejam capazes de
inverter este ciclo de crise económica
e social”.
Rui Barreto apelou diversas vezes
ao presidente do Governo Regional da
Madeira, Miguel Albuquerque, para
que aproveite esta oportunidade, aconselhando o chefe executivo a “acelerar
o passo” e “não se distrair”, sugerindo
que, em conjunto com o Governo dos
Açores, encontre uma solução, e admitiu
que possa passar por um projecto “tripartido de ligações entre ilhas, ligadas
ao Continente português”.
Novo operador vai produzir até
1.200 toneladas de dourada em
aquacultura na Madeira
A Madeira conta desde
quinta-feira (9) com um novo
operador em aquacultura, um
projecto que representou um
investimento na ordem dos
quatro milhões de euros e
prevê atingir uma produção
anual de 1.200 toneladas.
Segundo a informação
divulgada pela Jerónimo
Martins, o projecto passou
pela constituição de uma
sociedade participada entre
a Jerónimo Martins AgroAlimentar e a Marisland
– Madeira Maricultura,
um acordo de parceria que
foi neste dia celebrado no
Funchal e contou com a presença do secretário regional
da Agricultura e Pescas deste
arquipélago.
A nota também refere que
a nova empresa tem uma capacidade de produção inicial
de 550 toneladas por ano,
“podendo desenvolver-se até
às 1.200 toneladas” e que o
aparecimento deste novo
operador representa a criação
imediata de uma dezena de
postos de trabalho directos,
incluindo mergulhadores e
diversos técnicos, além de
outros indirectos.
Este é o primeiro projecto
da Jerónimo Martins Agroalimentar na área da aquacultura, pretendendo o grupo
apostar na substituição da
importação de douradas pela
produção nacional, enquanto
os responsáveis da Marsiland
estão ligados ao sector há
cerca de duas décadas na
Madeira, considerando que
este é “ um passo natural na
estratégia de consolidação e
crescimento” da empresa na
região.
SEM IGUAL
Baía do Funchal palco de
espectáculos piro-musicais
A baía do Funchal foi palco no sábado de um segundo
espectáculo piro-musical, a cargo de uma empresa italiana,
integrado no concurso internacional do Festival Atlântico
da Madeira, que contribui para uma ocupação hoteleira
de 86 por cento na Madeira.
Estes espectáculos que conjugam música com o
fogo-de-artifício acontecem a cada sábado de Junho e
tornaram-se num cartaz turístico e de animação que faz
convergir alguns milhares de pessoas para a marginal da
cidade e para a Praça do Povo, construída com os detritos
das cheias de 20 de Fevereiro de 2010 .
Organizado pela Secretaria Regional da Economia,
Turismo e Cultura da Madeira, representa este ano um
investimento na ordem dos 200 mil euros e teve influência nos números da ocupação hoteleira global, “que se
situa nos 86 por cento, mais 10% do que a taxa que foi
conseguida em 2015”, segundo aquele departamento do
governo madeirense.
Depois do espectáculo de sábado passado, protagonizado por uma empresa da Ucrânia, neste sábado foi a
italiana Lieto Fireworks a mostrar o seu “The Painted
Veil”.
O fogo-de-artifício foi disparado durante 20 minutos,
do molhe da Pontinha (porto do Funchal), ao som de
músicas de Andrea Bocelli, Luciano Pavarotti, Enya e
Volo, entre outras.
Esta semana será a vez de uma empresa da China mostrar o projecto “Impression of Jiangnan”, terminando o
festival com a prestação de Portugal, através da HC Filhos,
que exibirá um espectáculo intitulado “Brilhos”.
10 de Junho:
Representante da República
na Madeira defende
relações “sãs” para
aprofundar a autonomia
O representante da República para a Região
Autónoma da Madeira, juiz-conselheiro Ireneu Barreto,
defendeu sexta-feira relações “sãs” com a República
para um maior aprofundamento da autonomia política
regional.
Ireneu Barreto entregou sexta-feira, Dia de Portugal,
as distinções honoríficas concedidas pelo Presidente da
República, Marcelo Rebelo de Sousa, a dois artistas
madeirenses nomeadamente a escritora Irene Lucília
Mendes e ao escultor Ricardo Velosa, agraciados com o
grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique,
e à Associação de Desenvolvimento da Costa Norte
da Madeira (ADENORMA), com o título de Membro
Honorário da Ordem de Mérito.
Ao abordar os 40 anos de autonomia política e a
revisão, em curso, do Estatuto Político-Administrativo
da Madeira, o juiz-conselheiro considerou que “relações sãs, transparentes e previsíveis com os órgãos
centrais da República são absolutamente essenciais
para o aprofundamento de uma autonomia real e não
essencialmente simbólica”.
“Esta revisão apresenta-se como fundamental para
melhorar tanto a autonomia político-legislativa da nossa
Região, como as relações com os órgãos centrais da
República”, sustentou.
O representante da República salientou ainda que
“quanto menos forem as zonas cinzentas nessa relação”
“mais todos ganharão”, aconselhando particular atenção à autonomia fiscal e à relação entre titularidade do
domínio público estadual nas regiões.
14 de Junho de 2016 | 9
QUALIDADE
SEM IGUAL
açores
Lajes:
10 de Junho:
Base Aérea n.º 4 celebra este mês 75 anos
A Base Aérea n.º4 das Lajes, nos
Açores, assinala este mês 75 anos e para o
seu comandante, Tito Mendonça, mantém
importância no apoio ao tráfego aéreo e no
auxílio à população do arquipélago.
“Esta base sempre teve e sempre terá
um papel fulcral e muito importante no
arquipélago, principalmente pela salvaguarda da vida humana”, salientou, em
declarações aos jornalistas.
Em 1943, a Força Aérea Inglesa instalou-se nas Lajes, ao abrigo de um acordo
assinado com Portugal, deixando a base
três anos mais tarde, momento em que se
transferiu para o local um destacamento
da Força Aérea norte-americana, que
mantém presença nas Lajes.
Ao longo de 75 anos, foram várias
as catástrofes em que a Força Aérea interveio, como o terramoto de 1980 que
atingiu várias ilhas dos Açores, o desabamento de terras na Ribeira Quente (S.
Miguel) ou um acidente com um navio
na Horta (Faial).
“Nós temos de dar apoio ao comando
da zona aérea nas missões de busca e
salvamento, essa é a missão primária,
enquanto as evacuações inter-ilhas e o
apoio em caso de catástrofe são missões
secundárias, mas na realidade verificamos
que no dia-a-dia essas passaram a ser as
primárias”, salientou o comandante.
Os nascimentos a bordo são também
momentos “marcantes” e os bebés acabam
muitas vezes por ganhar o nome de quem
os socorreu.
“O primeiro nascimento a bordo foi em
1994 e como forma de reconhecimento
os pais quiseram pôr o nome do Aviocar
[aeronave] à criança. Infelizmente depois
a conservatória depois não autorizou”,
referiu Tito Mendonça.
Por outro lado, o comandante defende
que a base, localizada na ilha Terceira,
mantém importância geoestratégica,
apesar da evolução das novas tecnologias
e das aeronaves.
“O facto de termos no meio do oceano
um arquipélago que garanta que numa
emergência ou numa situação anómala
tenha ali alguma coisa é só por isso
muito dignificante e importante para a
base. Basta ver o número de emergências
técnicas, mesmo com aeronaves civis, que
temos tido aqui na unidade, que tem tido
um aumento exponencial”, frisou.
A base, que tem actualmente dois
helicópteros e um avião, espera, sem
data certa, pelo reforço de uma tripulação, que ainda está em formação,
mas, segundo Tito Mendonça, os meios
existentes têm conseguido dar resposta
às necessidades.
“Não houve até agora nenhuma missão
que tivesse sido cancelada por falta de
meios. Os meios têm sido coordenados,
temos também a capacidade de trazer
para cá, quando necessário, em reforço,
outros meios aéreos”, adiantou.
No ano passado, a Força Aérea rejeitou
a aterragem nas Lajes de aeronaves civis,
mas segundo o comandante o problema
colocou-se porque as companhias não
estavam a cumprir a legislação internacional e desde que começaram a fazer
pedidos de acordo com as regras não se
registaram mais incidentes.
“Nunca mais houve problema nenhum.
As coisas têm andado a correr muito
bem”, sublinhou.
A 12 de Junho de 1941 uma esquadrilha
expedicionária da Força Aérea desembarcou em Angra do Heroísmo para iniciar
a construção de um aeroporto na vila das
Lajes, na Praia da Vitória, face à necessidade de existir um ponto de paragem
entre a Europa e a América.
O 75.º aniversário desse momento
está a ser assinalado na Ilha Terceira
desde quinta-feira(9) até 15 de Junho,
com uma exposição, a apresentação de
um livro, momentos musicais, uma cerimónia oficial e um dia de base aberta
à população.
Responsável pelas agências de viagens nos Açores
quer mais fiscalização no turismo
A delegada nos Açores
da Associação Portuguesa
das Agências de Viagens e
Turismo (APAVT) defendeu sábado a intensificação
da fiscalização, referindo a
Inspecção Regional, que tem
incrementado a sua actividade nos últimos três anos.
“Está a crescer o mercado
paralelo em várias vertentes
do turismo e a fiscalização
tem que intensificar a sua
actividade para termos serviços de qualidade e as pessoas
pagarem impostos como
todos os outros que estão no
mercado”, declarou Catarina
Cymbron à agência Lusa.
Catarina Cymbron afirmou que, face ao crescimento do turismo nos Açores, na
sequência da liberalização
parcial do transporte aéreo
nas rotas de Ponta Delgada
e Terceira, têm surgido
alojamentos que não estão
licenciados, designadamente
casas e quartos.
“Espero que não se perca
a autenticidade que caracteriza os Açores e que constitui
um dos seus pontos mais
positivos”, declarou a responsável pelas agências de
viagens na região.
De acordo com Catarina
Cymbron, os recursos hu-
manos existentes na área
da fiscalização “são insuficientes” para fazer face
ao mercado paralelo, onde
também deverão estar a operar, na área dos transportes,
indivíduos que não estarão
licenciados para o exercício
da actividade.
Catarina Cymbron admite
que estes operadores são
mais difíceis de identificar,
daí que não possua dados
concretos.
A responsável afirmou que
estas actividades marginais
surgem num momento em
que se “assiste a uma subida
da procura para os Açores”
este verão, estando os hotéis
com “boa capacidade” e
registando-se um acréscimo,
sobretudo oriundo do mercado continental.
“O crescimento este
Verão, que já foi preparado
em 2015, tem sido notado
pelos hotéis, restaurantes e
operadores turísticos, a par
das ‘rent-a-car’ [aluguer de
veículos]”, frisou.
Catarina Cymbron ressalvou que os Estados Unidos,
Canadá e a Alemanha são
os maiores países emissores
de turismo para os Açores,
tendo “praticamente todos
os mercados subido”.
Representante da República
para os Açores diz que
autonomia não foi o único
factor de progresso da região
O Representante da República para a Região Autónoma
dos Açores, Pedro Catarino, considerou sexta-feira que o
desenvolvimento económico do arquipélago não se deve
exclusivamente à sua autonomia, mas também à solidariedade
da República e aos fundos comunitários.
“A autonomia político-administrativa tem seguramente
constituído um factor determinante do assinalável progresso
económico-social dos Açores. Mas a solidez e a estabilidade
do quadro institucional democrático em que esta se move,
tanto a nível nacional como regional, bem como a solidariedade firme e persistente da República, mormente no plano
financeiro, assim como as políticas de coesão da União
Europeia, não o são menos. Nenhuma casa se constrói com
um único pilar, por mais forte que ele seja. A força resulta
da conjugação de esforços”, frisou.
Pedro Catarino falava na cerimónia das comemorações
do Dia de Portugal, que decorreram em Angra do Heroísmo,
na Ilha Terceira.
Há um ano, no Dia da Região Autónoma dos Açores, o
presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, defendeu
a extinção do cargo de Representante da República nas regiões autónomas, tendo promovido, este ano, encontros para
debater a reforma da autonomia com os partidos políticos
com representação parlamentar, que já se manifestaram a
favor da extinção do cargo.
Sem se referir a ideias específicas ou ao consenso partidário em defesa da extinção do cargo que ocupa, Pedro
Catarino lembrou que o Estatuto Político-Administrativo dos
Açores classifica a açorianidade como uma forma “singular
e orgulhosa de portuguesismo”.
“Nenhuma ideia – nem mesmo as que nos parecem mais
sublimes – ganha em estar acima da controvérsia e da crítica
pública. A nossa adesão individual aos princípios constitucionais, da democracia, da liberdade, da transparência,
da tolerância ou da autonomia, não deve excluir o debate
profundo sobre o seu significado concreto e os seus limites
numa sociedade democrática”, salientou.
O Representante da República para os Açores criticou
ainda os consensos artificiais, que se sobrepõem ao debate
público. “Em democracia, a força das ideias e das instituições que as concretizam resulta mais do debate público,
desinibido e vibrante, do que propriamente da apologia de
um consenso compulsivo, que constrange a liberdade individual, obnubila a divergência crítica e esbate a imaginação
criativa. A democracia tem na liberdade de expressão a sua
fonte de oxigénio e, por isso, tem dificuldade em respirar sob
a pressão do consenso artificial, do politicamente correcto e
da padronização do discurso político e ideológico”, frisou.
Este ano, as comemorações do Dia de Portugal nos
Açores ficaram marcadas pela inauguração de uma estátua
de Vasco da Gama em Angra do Heroísmo, oferecida por
Vítor Baptista, um emigrante açoriano, a viver nos Estados
Unidos da América, que foi condecorado pelo Representante
da República.
Pedro Catarino destacou “amor à Mãe Pátria” e a “generosidade” de Vítor Baptista, acrescentando que as comunidades
portuguesas no estrangeiro devem ser consideradas como
“um activo que deverá ser valorizado e potenciado em todas
as suas vertentes”.
10 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
portugueses no mundo
10 Junho:
Marcelo e Hollande condecoram
portugueses que auxiliaram
vítimas de atentados
Os presidentes de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa,
e de França, François Hollande, condecoraram sexta-feira
em Paris quatro portugueses residentes na capital francesa
que prestaram auxílio a vítimas dos atentados de 13 de
Novembro.
Margarida de Santos Sousa, José Gonçalves, Manuela
Gonçalves e Natália Teixeira Syed foram condecorados com
o grau de Dama/Cavaleiro da Ordem da Liberdade, numa
cerimónia realizada no Salão de Festas da Câmara Municipal
de Paris, inserida nas comemorações do Dia de Portugal, de
Camões e das Comunidades Portuguesas.
Quebrando o protocolo, o chefe de Estado português
convidou François Hollande a atribuir duas das quatro
condecorações. “Vou mudar as regras das condecorações
honoríficas portuguesas, que não permitem a um chefe de
Estado estrangeiro condecorar os portugueses”, disse Marcelo
Rebelo de Sousa.
Depois, o Presidente francês condecorou José Gonçalves
e Margarida de Santos Sousa, e o Presidente português
atribuiu as condecorações a Manuela Gonçalves e Natália
Teixeira Syed.
O primeiro-ministro português, António Costa, e a presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, participaram
também nesta cerimónia, que contou com a presença de
800 convidados portugueses, luso-descendentes ou com
ligação a Portugal.
Os quatro condecorados com a Ordem da Liberdade
receberam essa distinção cerca de sete meses depois de
terem prestado auxílio a vítimas dos atentados de 13 de
Novembro em Paris.
Nessa noite, os quatro portugueses abriram os portões dos
seus pátios para abrigar sobreviventes e ajudaram a prestar
os primeiros socorros a dezenas de pessoas.
A Ordem da Liberdade destina-se a distinguir “serviços
relevantes prestados em defesa dos valores da civilização,
em prol da dignificação da pessoa humana e à causa da
liberdade”.
Várias universidades dos EUA com
procura de cursos de Português
Várias universidades norte-americanas manifestaramse interessadas em estabelecer parcerias para a criação de
cursos de Língua Portuguesa, área que tem muita procura,
disse quinta-feira (9) à agência Lusa a secretária de Estado
dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação (SENEC) de
Portugal.
Contactada telefonicamente pela Lusa desde Lisboa,
Teresa Ribeiro disse a partir de Boston (Massachusetts) que
as direcções das várias universidades que visitou naquele
estado norte-americano onde residem importantes comunidades de portugueses ficaram “muitíssimo interessadas”
com a possibilidade de se estabelecerem parcerias nesse
sentido.
SEM IGUAL
Em Toronto:
Nova vaga de emigração já não quer
regressar a Portugal, afirma historiador
A nova vaga de emigração
portuguesa está a levantar
alguns desafios a Portugal
enquanto Povo e Nação porque
os emigrantes já não querem
regressar, considerou sábado
o historiador Daniel Bastos.
“Toda a crise que a Europa e
Portugal está a passar, levanta
grandes desafios ao nosso futuro colectivo enquanto Povo e
Nação. Os índices baixíssimos
de natalidade registados em
Portugal levam a um despovoamento muito acentuado
sobretudo do interior do país”,
disse à Lusa, em Toronto.
O historiador abordou a
história da emigração portuguesa no domingo, na Galeria
dos Pioneiros Portugueses em
Toronto.
“A partir do momento em
que as pessoas são forçadas
ou impelidas à procura de
melhor condições fora do seu
território, verifica-se, mais
no interior, o esvaziamento
das próprias escolas, ou o
encerramento de escolas
primárias, ou a concentração
em agrupamentos escolares
sobretudo nas zonas litorais”,
indicou.
Os jovens portugueses
emigrantes fizeram-no “motivados pela procura de melhores condições de vida”,
verificando-se actualmente
na nova geração o contrário
do que sucedia no passado,
que era a intenção de um dia
“voltarem à terra, de construírem uma casa, e de se fixarem
novamente em Portugal”.
Hoje, muitos dos jovens
emigrantes não “colocam a
questão de regressarem às sua
origens, mas de se fixarem
na pátria de acolhimento”,
sublinhou.
“Tudo isto coloca grandes
desafios a Portugal, na sustentabilidade da segurança
social, do sistema de ensino,
na geração de riqueza nos
impostos, e o desenvolvimento do nosso país, que está
mais envelhecido, é dos mais
envelhecidos da Europa e do
mundo. Não havendo renovação de gerações, não havendo
um aumento populacional
necessário coloca-nos um
grande desafio no que há-de
ser a nossa existência enquan-
to Povo e Nação”, afirmou
Daniel Bastos.
Na opinião do historiador
existem três grandes ciclos da
emigração portuguesa, que se
verificam a partir dos séculos
XIX e XX.
“Nessa altura dos séculos
XIX e XX verificou-se o ciclo
da imigração transatlântica,
sobretudo para o Brasil. O
segundo realizou-se no pós
Segunda Grande Guerra,
intro-europeia, em particular
para França (décadas de 50 e
60), com mais de um milhão
de portugueses a imigrarem
para França ilegalmente, num
período em que se verificou
a chegada dos ‘Pioneiros’ ao
Canadá”, destacou.
Mais recentemente, hou-
ve uma nova vaga de imigração verificada mais na
Europa (Suíça, Luxemburgo,
Alemanha e mais recentemente Bélgica e Inglaterra) e
Angola e Moçambique.
“Esta foi uma emigração
caracterizada já pela mão de
obra qualificada, como enfermeiros e engenheiros, que
não encontraram mercado de
trabalho em Portugal, e tiveram a necessidade de sair do
país”, disse.
Daniel Bastos também
apresentou ao público em
Toronto o seu mais recente livro intitulado “Gérald
Bloncourt - O Olhar de compromisso com os filhos dos
Grandes Descobridores”, da
Editora Converso, com edição
bilingue e prefácio do ensaísta
Eduardo Lourenço.
Oficialmente, há 375 mil
portugueses ou luso-canadianos no Canadá, mas calcula-se
que existam cerca de 500 mil
a 600 mil, estando a grande
maioria localizada na província do Ontário.
Estima-se que 60 a 70%
sejam de origem açoriana.
Luso-canadianos usam futebol para reduzir
suicídios de comunidade indígena
Uma comunidade escolar de origem
portuguesa no Canadá pretende usar o
futebol para reduzir as tentativas de suicídio numa localidade remota indígena
no norte do Ontário.
futebol e toda a emoção que há nesta
modalidade desportiva. Estamos muito
sensibilizados para toda essa problemática
da tentativa de suicídio. Esta é uma forma
positiva de interagir com a comunidade”,
A equipa de futebol sénior masculina
da Escola Secundária Católica Bishop
Marrocco / Thomas Merton ‘Royals’,
campeã da região de Toronto, e terceira
melhor equipa do Ontário, pretende ganhar também fora do campo de futebol.
“Desde Setembro de 2015 que mais
de 100 jovens de uma comunidade remota de indígenas tentaram suicidar-se.
É necessário fazer alguma coisa”, disse à
agência Lusa Paulo Pereira, de 43 anos,
o treinador dos ‘Royals’.
Há 25 anos no Canadá, o luso-descendente natural de Barcelos (distrito de
Braga), explicou que um grupo da equipa
de futebol com 14 elementos, dos quais
dez são portugueses, vai estar de 18 a 24
de Junho na comunidade Attawapiskat ,
em James Bay, onde vão promover um
campo de Verão com actividades de futebol, interagindo com aquele povo não
só na componente desportiva.
“Vamo-lhes explicar as regras do
sublinhou.
A comunidade declarou em Maio passado, o estado de emergência, após 11 dos
seus elementos tentarem suicidar-se numa
semana, com 28 casos verificados no mês
de Março e já meia centena de tentativas
de suicídio verificadas este ano.
Para o guardar-redes dos ‘Royals’, o
português João Moniz, de 19 anos, o futebol pode ser o remédio para manter activos
os jovens da comunidade indígena.
“Esta é uma forma de refúgio. Estou
no Canadá há cinco anos e tive muitas
dificuldades na adaptação ao país mas
devido ao futebol e apoio dos treinadores consegui ultrapassar todas essas
barreiras”, disse o jogador natural de S.
Miguel (Açores).
Para Henrique Franco, de 20 anos,
também elemento da equipa, o objectivo
da iniciativa é “dar a conhecer um pouco
da paixão do futebol”, e ter um “contacto
constante com aquele povo”.
“Também vamos lá para aprender a
cultura deles, até porque durante a nossa presença naquela localidade, no dia
21 de Junho, vamos assistir ao maior
festival cultural daquela comunidade”,
justificou o estudante natural de Torres
Vedras (distrito de Lisboa), no Canadá
há três anos.
Paulo Pereira acrescentou que o grupo
vai levar também a “marca Portugal”,
ilustrada pelo Galo de Barcelos e pelo
cachecol da selecção portuguesa de
futebol, “porque estamos no Europeu
de Futebol”.
A iniciativa prevê também a doação de
algum material como roupa e equipamento desportivo, com o Toronto FC, equipa
canadiana da liga principal, a contribuir
com mais de mil camisolas de treino e
trinta bolas de futebol. Neste momento o
grupo necessita de equipamento e calçado
para crianças até aos 12 anos.
A comunidade de Attawapiskat conta
com cerca de 1.500 residentes, dois terços
têm menos de 35 anos e está localizada
a mais de mil quilómetros de distância
de Toronto.
Com um orçamento que ronda os 25
mil dólares canadianos (17 mil euros)
de apoios do sector privado, o acesso
àquela região isolada terá que ser feito
de avião.
“Numa primeira fase vamos de avião
até Timmins (cidade situada a cerca de
700 quilómetros a norte de Toronto),
depois vamos alugar dois aviões de nove
lugares cada um, para nos deslocarmos
à comunidade Attawapiskat”, contou
Paulo Pereira.
O canal público de televisão canadiana
CBC associou-se à iniciativa e vai registar através da sua página na Internet as
actividades diárias da equipa de futebol
durante o campo de Verão.
14 de Junho de 2016 | 11
QUALIDADE
SEM IGUAL
12 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
comunidade
Semana de Portugal:
Dundas West Fest palco de Festival de Folclore Infantil
Inserido no programa
das festividades da Semana
de Portugal organizadas
pela Aliança dos Clubes e
cerca das 13h00, foi apresentado por Laurentino Esteves
que foi revelando pequenas
curiosidades sobre os cantares
típicos de cada uma das regiões
representadas.
Associações Portuguesas do
Ontário (ACAPO), a 23.ª
edição do Festival de Folclore
Infantil decorreu no sábado
(11) durante o Dundas West
Fest, festival de rua promovido
pelas associações de comerciantes (Business Improvement
Areas – BIA) da Dundas West
e Little Portugal.
Apresentado pela primeira
vez pela estação de rádio multicultural CIRV FM e o canal
televisivo FPTV, o certame
decorreu num palco próximo da
avenida Ossington e deu a conhecer ao público, muito do qual
não tinha quaisquer vínculos
com a comunidade portuguesa,
as tradições folclóricas de norte
a sul de Portugal, continental e
insular, na vertente juvenil.
O espectáculo, que se iniciou
O vice-presidente do
Conselho de Presidentes da
ACAPO não escondia a sua
satisfação face ao número de
crianças envolvidas no folclore
e fez votos de que estas continuem a manter vivas as tradições lusas nesta província.
Por seu turno, o comendador Frank Alvarez, presidente
da CIRV FM e FPTV deixou
palavras de apreço à ACAPO,
pelo “excelente trabalho” na
promoção contínua da Semana
de Portugal, expressando-se
perante um público mais reduzido do que é habitual devido
às elevadas temperaturas e sol
forte que se faziam sentir.
Também a vereadora lusocanadiana Ana Bailão destacou
o enorme contributo dos portugueses para o desenvolvimento
Por Isabel Alves
daquela zona da cidade e salientou que, com os eventos da
Semana de Portugal em curso,
a comunidade portuguesa compartilha com as outras o que de
melhor tem para oferecer.
O espectáculo etnográfico
abriu com a apresentação do
rancho infantil da Escola do
First Portuguese, a mostrar que
esta instituição de ensino não se
limita ao currículo académico e
procura promover a proximidade dos luso-descendentes com
outras vertentes da cultura dos
pais e avós.
Prosseguiu com o grupo
infantil do Arsenal do Minho
de Toronto, que se apresentou
com o seu grupo de cantadores
e tocadores a dançar as alegres
e dinâmicas modas do norte,
passando de seguida às planícies
do centro do país, com o Rancho
Folclórico Infantil Ribatejano
de Toronto.
O Grupo Folclórico Infantil
Transmontano apresentou as
modas da zona mais a nor-
te de Portugal, incluindo os
Pauliteiros de Miranda, após o
que de Hamilton veio o rancho
infantil Províncias e Ilhas de
Portugal, que representa cantares e dançares de todas as
regiões do país.
Da zona Este de Toronto esteve o rancho infantil do Northern
of Portugal, de Oshawa, que
representou o colorido da
cultura minhota, continuando
a zona norte de Portugal a ser
representada, desta feita pelo
rancho infantil da Associação
Cultural do Minho, que abrilhantou o espectáculo com as
suas cantadeiras e tocadores.
Na recta final, as danças
da Estremadura foram representadas pelo grupo infantil
As Estrelas, do Portuguese
Cultural Centre de Vaughan, e,
a finalizar, o baixo Minho esteve
representado pelas crianças
da Associação Migrante de
Barcelos, colectividade que
também apresentou música
ao vivo.
SEM IGUAL
Consulado celebra
Dia de Portugal na Câmara
Municipal de Toronto
Por Isabel Alves e Noémia Gomes
Na sexta-feira (10), quando se celebrava o Dia de Portugal,
de Camões e das Comunidades Portuguesas, o Consulado
de Portugal em Toronto voltava a promover uma recepção
oficial para assinalar a efeméride.
Desta feita, porém, e pela primeira vez, o encontro decorreu na Câmara Municipal de Toronto, o que levou o cônsul
Luís Barros a expressar publicamente o seu agradecimento
e reconhecimento ao presidente da Câmara, John Tory, pela
disponibilidade e amabilidade.
Numa breve alocução após se terem escutado os hinos
nacionais canadiano e português, interpretados pela cantora
luso-canadiana Isabel Sinde, o representante do governo
português aludiu às boas relações diplomáticas entre os dois
países, que oficialmente celebram este ano 70 anos, e deixou
um convite para a exposição dedicada ao escritor Fernando
Pessoa, que está patente na rotunda da Câmara Municipal.
O presidente da Câmara de Toronto, por seu turno, saudou
a iniciativa e garantiu a sua presença na Parada do Dia de
Portugal, marcada para domingo (12), indicando conhecer
bem a comunidade portuguesa há vários anos.
“Os portugueses não ajudaram apenas a construir os edifícios da cidade de Toronto, mas contribuíram também de
outras formas” para o enriquecimento da sociedade canadiana,
continua na página 14
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QUALIDADE
SEM IGUAL
14 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
comunidade
SEM IGUAL
Mar de gente na Parada do Dia de Portugal
Sousa, Cristina Martins e Teresa Armstrong, acompanhados Empresários e Profissionais Luso-Canadianos, o Agrupamento
pelos colegas deputados Laura Albanese e Han Dong.
de Escuteiros 78 de Saint Sebastian, o núcleo do PSD de Toronto,
a Seniors Aid Society, a Escola Portuguesa Novos Horizontes,
Há 29 anos que a Semana de Portugal tem como ponto alto
o colégio St. Joseph’s, bem como a Ganadaria Sol e Toiros.
a Parada do Dia de Portugal, que constitui um dos maiores
desfiles etnográficos da cidade de Toronto.
Promovida pela Aliança dos Clubes e Associações
Portuguesas do Ontário (ACAPO), nela as mais diversas
expressões de portugalidade desfilam pela rua Dundas, com a
apresentação de organizações, empresas, clubes e associações
com ligações lusófonas.
Por Isabel Alves e Noémia Gomes
Este ano o certame iniciou-se pelas 11h00 de domingo
(12), numa agradável e solarenga manhã de Verão que atraiu
milhares de pessoas para assistirem ao produto final das largas
horas de trabalho desenvolvido pelos voluntários das mais de
60 organizações representadas.
Ao longo da Dundas, entre a Lansdowne e a Ossington, o
público foi-se aglomerando em grandes “vagas”, criando um
“mar de gente” que manifestava, através da sua presença, o
quanto aprecia esta manifestação de portugalidade.
Da Lansdowne começaram a surgir os estandartes do Canadá,
de Portugal e da ACAPO, e do principal patrocinador do desfile,
a empresa Ferma Foods Products, que abriam o desfile.
Em frente à Igreja de Santa Inês, a Banda do Senhor de Santo
Cristo de Toronto entoou os hinos para os convidados de honra
da parada, entre os quais Kathleen Wynne, primeira-ministra
do Ontário, e John Tory, presidente da Câmara Municipal de
Toronto.
Outras entidades políticas participaram de igual modo no
desfile, sendo que ao nível federal se contabilizavam Peter
Fonseca, Julie Dzerowicz, Ahmed Hussen e Michael Levitt
enquanto que em representação da Assembleia do Ontário estiveram três luso-canadianos, o ministro das finanças Charles
A nível municipal compareceram os vereadores que representam as duas circunscrições em que se divide o distrito de
Davenport – onde decorrem os principais eventos da Semana de
Portugal 2016 – designadamente Ana Bailão e César Palacio.
Também de Brampton esteve presente o vereador Martin
Medeiros e o seu homólogo de Cambridge, Frank Monteiro,
verificando-se ainda no rol de convidados de honra o cônsulgeral de Portugal em Toronto, Luís Barros, e a nova representante do banco estatal português Caixa Geral de Depósitos,
Marisol Ribeiro.
O presidente da ACAPO, José Eustáquio, e a presidente do
Conselho de Presidentes, Katia Caramujo, acompanharam os
convidados que, na sua maioria, se mantiveram até ao fim do
desfile, salvo algumas “deserções” para se deslocarem a outras
actividades.
Também a Banda do Sagrado Coração de Jesus marchou na
parada, envolta pelo laranja poderoso do sindicato LIUNA, que
teve representados o Ontário Provincial District Council, a Local
183, a Local 506 e o Canadian Construction Workers Union, com
participação de um grande número de sócios e elementos dos
quadros Executivos, incluindo o luso-canadiano Jack Oliveira,
que administra a “183”, o maior sindicato da construção civil
da América do Norte, bem como o seu homólogo da filial irmã
“506”, liderada por Carmen Principato.
Ainda a convite da LIUNA apresentou-se a banda Couburg
Irish, que trouxe as gaitas de foles e os sons típicos da Irlanda
do Norte a esta festa portuguesa mas que celebra a multiculturalidade do país.
No desfile encontrámos representadas organizações da
comunidade tão distintas como a Federação Portuguesa de
Entre os clubes e associações – membros ou não da ACAPO
– a variedade de organismos e temáticas ou regiões que representavam era igualmente vasta, desde a Casa dos Poveiros à
Casa das Beiras, do First Portuguese Canadian Cultural Centre
à Casa do Benfica de Toronto, ou do Portuguese Cultural Centre
de Vaughan à Casa da Madeira.
Num desfile monumental continuaram a passar organizações
como a Associação de ex-Combatentes, a Associação Cultural 25
de Abril, e a Associação Cultural do Minho, bem como o Peniche
Community Club, a Casa do Alentejo, a Associação Migrante
de Barcelos, a Casa dos Açores do Ontário, a Associação
Portuguesa da Universidade de Toronto e Associação Lusófona
da Universidade de York, a Luso-Can Tuna, o Centro Cultural
Português de Mississauga, o Sporting Clube de Toronto, a Banda
da Moita dos Ferreiros e o Arsenal do Minho.
Representar Portugal implica não esquecer a riqueza do nosso
folclore, que esteve representada nos belos trajares, cantares,
tocares e dançares, ao longo de todo o desfile.
continua na página 23
Consulado celebra Dia de Portugal
na Câmara Municipal de Toronto
continuação da página 12
dando como exemplo os importantes valores de família e
tradição da cultura portuguesa.
Relativamente à exposição patente, lembrou que Fernando
Pessoa foi um progressista, assim como os navegadores
portugueses, aventurando-se a sair das fronteiras delineadas
– no seu caso na área da literatura.
O autarca despediu-se em português com um “Parabéns
à comunidade portuguesa e obrigado por celebrar o seu
património e cultura connosco”.
No evento, durante o qual foi servido um beberete acompanhado por temas tocados e cantados por Nuno Miller,
compareceram ainda vários outros políticos canadianos,
designadamente a vereadora Ana Bailão e a deputada provincial Cristina Martins, assim como o deputado federal
Ahmed Hussen.
14 de Junho de 2016 | 15
QUALIDADE
SEM IGUAL
religião e cultura
Igreja de Oliveira do Hospital considerada
moçárabe pode ter origem nas Astúrias
A Igreja de São Pedro
de Lourosa, em Oliveira do
Hospital, passou à história
no século XX como templo
moçárabe, mas actualmente
alguns investigadores vinculam a sua origem ao reino das
Astúrias.
Classificada há 100 anos
como monumento nacional,
em 14 de Junho de 1916, a
igreja, construída em 912, foi
durante décadas considerada
por diversas entidades públicas e historiadores como a
“única Igreja moçárabe” em
Portugal.
Hoje, terça-feira, um dos
investigadores que diverge
desta tese, Paulo Almeida
Fernandes, vai intervir, em
Lourosa, num colóquio para
assinalar o centenário da publicação do decreto que classificou o monumento nos primeiros anos da I República.
“A Igreja não é o que parece”, disse domingo Paulo
Almeida Fernandes à agência
Lusa, frisando que a edificação
“está vinculada ao reino das
Astúrias”, com capital em
Oviedo, e à reconquista cristã
na Península Ibérica.
Ao longo do século passado, vários investigadores
“tentaram puxar por uma
especificidade que não existe”, ao apostarem numa
suposta origem moçárabe do
monumento, no distrito de
Coimbra.
“Pensava-se que o reino asturiano não tinha chegado tão
abaixo”, mas esta construção
“tem todos os elementos do
reino das Astúrias”, afirmou,
para realçar as semelhanças
de “uma janela dupla” de
Lourosa com outra que existe
em Oviedo, numa Igreja igualmente pré-românica.
descendente que, na verdade,
está bem longe de corresponder à realidade”, informa.
A DGPC reproduz, aliás,
um texto da autoria de Paulo
Almeida Fernandes para apresentar a igreja, restaurada em
meados do século passado.
A Igreja de Lourosa “tem
sido um dos mais incompreendidos monumentos préromânicos em território nacional”, segundo uma nota sobre
o monumento publicada no
portal da Direcção-Geral do
Património Cultural.
“Depois de, na primeira
metade do século XX, ter
sido objecto de variadíssimos
estudos e referências em obras
de síntese, tanto portuguesas,
como espanholas, e de, mais
importante, ter contado com
três distintos projectos de
restauro, as últimas décadas
acentuaram os pretensos
provincianismo, ruralidade e
pouca relevância estilística da
obra, percurso historiográfico
“São Pedro de Lourosa é um
dos mais importantes monumentos peninsulares do século
X (…) e o facto de ter sido construído numa área teoricamente
periférica (distante dos dois
grandes centros civilizacionais
da altura, León e Córdoba) não
deve constituir indicador de
menor importância”, considera
aquele organismo.
Para o investigador do Centro
de Estudos em Arqueologia,
Artes e Ciências do Património
da Universidade de Coimbra,
“o restauro foi desastroso”.
“Não se tinha consciência
que se estava a intervir num
monumento diferente de todo
o resto”, lamenta, em declarações à Lusa.
Música, dança e performance no
“Festival Lá Fora” em Évora
Música, dança e performance são os “ingredientes” da 3.ª edição do Festival Lá Fora, em
Évora, de 16 a 18 deste mês, que apresenta um
programa, com direcção artística do coreógrafo
Rui Horta, que inclui nove actuações.
Promovido pela Fundação Eugénio de
Almeida (FEA), o evento vai decorrer nos
espaços exteriores de dois dos edifícios da
instituição, em pleno centro histórico da cidade alentejana: Páteo de São Miguel e Fórum
Eugénio de Almeida.
No ano do 30.º aniversário de Évora
Património Mundial”, pela Organização das
Nações Unidas para a Educação, Ciência e
Cultura (UNESCO), a FEA “volta a animar
os seus espaços patrimoniais com propostas
contemporâneas, celebrando o presente nos
monumentos do passado”, realçou sábado a
entidade organizadora.
O cartaz da edição deste ano do festival, com
direcção artística de Rui Horta, vai arrancar
com a actuação de Tó Trips (Dead Combo)
e João Doce (WrayGunn), no Páteo de São
Miguel, no dia 16.
Os músicos vão apresentar “uma versão
‘unplugged’ dos temas do álbum ‘Sumba’, num
espectáculo cúmplice e intimista que promete
fazer vibrar a audiência”, afirmou a FEA.
O segundo dia contempla três propostas
musicais no Páteo de São Miguel, a começar
com a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
“O programa reúne obras da autoria de
Mozart e de Beethoven, num concerto que
convida a um encontro com a música de outros
tempos”, referiu a fundação.
Depois, vai ser a vez de Marta Ren, exvocalista dos Sloppy Joe, subir ao palco,
acompanhada por uma formação de 10 músicos,
para apresentar os temas de inspiração soul
do seu primeiro trabalho em nome individual,
intitulado “Stop, Look, Listen”.
O dia 17 vai encerrar com “a mistura ecléctica e electrizante do funk, disco e hip-hop”
dos Da Chick, “banda novíssima e irreverente
do panorama musical português”, que vai
actuar acompanhada pelos bailarinos André e
Gonçalo Cabral.
O terceiro e último dia do festival, a 18 de
Junho, vai ser o mais preenchido. O “pontapé de
saída” é dado, no Fórum Eugénio de Almeida,
pelo espectáculo de dança e teatro de sombras
“Catabrisa”, dirigido a toda a família e que
junta a coreógrafa Joana Providência, o escritor
Eugénio Roda e o ilustrador Gémeo Luís.
“’Hasta dónde’” é o título, em espanhol,
do dueto de dança contemporânea que se vai
seguir, no fórum, mas também, mais tarde, no
Páteo de São Miguel, sendo protagonizado
pelos bailarinos Sharon Fridman e Arthur
Bernard Bazin.
A cantora, guitarrista e compositora Lula
Pena também é um dos destaques da última
jornada do Festival Lá Fora, no Páteo de São
Miguel, apresentando o seu mais recente trabalho discográfico, “Archivo Pittoresco”.
Os The Black Mamba, “a electrizante banda de Pedro Tatanka”, encerram o certame,
actuando em Évora “na sua versão completa,
um octeto com uma fortíssima presença dos
metais”, explicou a FEA.
No colóquio que hoje se realiza, Paulo Almeida Fernandes
vai abordar o tema “São Pedro
de Lourosa: incompreensões
acerca de uma igreja”.
“Se não tivesse sido classificada, há 100 anos, certamente
hoje já não existiria”, segundo
a directora regional de Cultura
do Centro.
Portugal entrou na I Guerra
Mundial um mês depois de
o Ministério de Instrução
Pública, através da Repartição
de Instrução Artística, ter
publicado o decreto de classificação do imóvel como
monumento nacional.
Por sua vez, a vereadora
da Cultura da Câmara de
Oliveira do Hospital, Graça
Silva, salienta que a Igreja
de Lourosa “é certamente a
mais antiga em Portugal em
funcionamento ininterrupto”,
há 1.104 anos.
Enfatizando a alegada origem moçárabe do templo,
Graça Silva refere que o monumento integra a Rota Europeia
da Moura Encantada.
O colóquio “Hei por bem…
comemorar a Igreja de São
Pedro de Lourosa” é uma organização conjunta da Direcção
Regional de Cultura e da
Câmara Municipal, com apoio
da Junta de Freguesia de
Lourosa e da Fábrica da Igreja
de Lourosa.
Quebeque:
Papa Francisco poderá
visitar Montreal em 2017
O Chefe Supremo da Igreja Católica poderá visitar o
Canadá no próximo ano, mais concretamente a província do
Quebeque. Isto, porque o Presidente da Câmara Municipal de
Montreal, Denis Coderre, faz questão que o Papa Francisco
venha assistir e participar nas festas de celebração dos 375
anos da fundação desta cidade canadiana.
Coderre esteve reunido a 6 de Junho com ministros do
governo federal e do governo provincial, que lhe garantiram
um financiamento de 80 milhões de dólares para a renovação
do Oratório de São José.
No final desta reunião, o presidente da Câmara Municipal
de Montreal disse aos jornalistas que os contactos para a
visita do Papa Francisco à cidade, no próximo ano, estão a
correr muito bem.
Coderre revelou que já esteve reunido com a Conferência
Canadiana dos Bispos Católicos, que acolheu com agrado
a iniciativa, e disse já ter o apoio declarado dos governos
federal e provincial, que apoiarão a cidade quebequense na
concretização desta visita papal – Denis Coderre já enviou,
também, documentação para o Vaticano.
O edil disse considerar que a figura do Papa Francisco
transcende a religião, e que ele é um homem interessado em
questões sociais como, por exemplo, os sem-abrigo.
16 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
CPLP – lusofonia
Goa:
Governante indiano pede
transferência de consulado
português para Deli para evitar que
goeses tenham dupla nacionalidade
Um responsável do Governo
indiano pediu sexta-feira que o
consulado português em Goa seja
transferido para Deli, para evitar
que os goeses possam escolher
ter dupla nacionalidade, noticiou
nesse dia o jornal The Hindu.
Sudin Dhavalikar respondia a
perguntas dos jornalistas sobre um
pedido feito durante a semana pelo
grupo dos defensores da liberdade
em Goa para que seja encerrado o
consulado que trata dos documentos para a obtenção da cidadania
portuguesa, seguindo as leis de
Portugal para esta temática.
“Estou a reiterar o meu pedido
para a transferência do consulado
português para Deli”, disse o ministro indiano, citado pelo jornal.
Na terça-feira passada, a associação Goa Freedom Fighters’
pediu o encerramento do consulado
português acusando o Governo
de Portugal de tentar interferir
nos assuntos internos do Estado
indiano ao disponibilizar a cidadania portuguesa para os naturais
de Goa.
O defensor da liberdade e poeta
Naguesh Karmali defendeu que
o Governo da Índia não deve ser
condescendente com os goeses
que optem por integrar o registo
central de Lisboa.
As autoridades da Índia estão
a analisar a forma de resolver a
situação dos naturais de Goa que se
registaram em Portugal sem saber
que essa decisão implicava a perda
da cidadania indiana.
Um comité interministerial,
liderado por um assessor do ministro da Administração Interna da
Índia, recomendou que a questão
da cidadania deve ser apreciada
à luz de leis de 1955 e 2009, que
estabelecem a cidadania única.
Assim, ao contrário de Portugal,
a Índia não reconhece a dupla
nacionalidade.
Em 1961, quando Goa deixou
de estar sob administração de
Portugal, todos os naturais do
território passaram a ter a nacionalidade indiana concedida pelo
Governo da altura.
No entanto, as autoridades
portuguesas concederam a todos
os que viviam em Goa durante
a administração portuguesa a
possibilidade de ficar no registo
de Portugal, com a nacionalidade
portuguesa e respectivos documentos de identificação.
Esta possibilidade terá sido depois alargada a mais duas gerações
de goeses.
No entanto, salienta o jornal, ao
longo dos anos, cerca de 200 mil
goeses, incluindo alguns políticos,
terão optado pela nacionalidade
portuguesa, mantendo também a
sua cidadania indiana.
SEM IGUAL
Executivo de Macau destaca “relações de
sucesso” com Portugal em áreas como a Justiça
O Chefe do Executivo de Macau referiu sexta-feira
que as relações entre Portugal e Macau “têm vindo a ser
concretizadas com sucesso” em áreas como a justiça e
sublinhou o contributo da comunidade portuguesa para
o desenvolvimento da região.
No âmbito da celebração do Dia de Portugal, de Camões
e das Comunidades Portuguesas, Chui Sai On começou
por agradecer a camisola da selecção portuguesa de
futebol com o número 8 – o número da sorte – e o seu
nome em português [Fernando], que, momentos antes,
lhe foi entregue pelo cônsul de Portugal em Macau e
Hong Kong.
“As relações entre Portugal e Macau são de longa data
e, desde o estabelecimento da Região Administrativa
Especial têm vindo a ser concretizadas com sucesso,
em especial nas áreas do comércio, turismo, educação
e saúde”, disse.
“Também na área da Justiça, a cooperação entre
Portugal e Macau saiu consolidada e reforçada, com as
recentes visitas da senhora procuradora-geral da República
Portuguesa e do senhor presidente do Supremo Tribunal
de Justiça de Portugal”, observou.
O chefe do Executivo reconheceu “o contributo activo
dos portugueses e dos macaenses (…) para a construção
e desenvolvimento da região”.
Também referiu que, hoje em dia, Macau tem “a relevante missão de elo de ligação nas relações culturais
e comerciais entre a China e Portugal e também entre a
China e os países de língua portuguesa”.
Neste âmbito, invocou a preparação em curso, “com
o forte apoio do governo central, da quinta edição da
conferência ministerial no âmbito do Fórum para a
Cooperação Económica e Comercial entre a China e os
Países de Língua Portuguesa”.
“Estamos convictos de que, apoiando-se na estratégia
nacional de ‘Uma Faixa, Uma Rota’ e, tirando partido
destas singularidades, Macau continuará a fomentar e
reforçar as suas relações na cooperação com os países
de língua portuguesa”, afirmou.
Já o secretário de Estado da Administração Interna,
Jorge Gomes, disse que comemorar este este dia em Macau
tem “uma carga emocional” por se celebrar “uma relação
histórica de cinco séculos entre Portugal e a China, de
admiração e de respeito mútuo”.
Jorge Gomes disse que em Macau “verifica-se o empenhamento em manter uma matriz portuguesa, facto que
bem simboliza o sucesso da transição”.
“As informações que nos chegam, designadamente
das autoridades portuguesas e do Executivo de Macau,
comprovam que aqui os portugueses não são apenas
bem-vindos. Mais do que isso são vistos como um pilar
essencial desta comunidade empreendedora e virada para
o futuro”, acrescentou.
Por outro lado disse que “esta comunidade tem um
papel insubstituível no futuro de Portugal. A distância
não diminuiu em nada esse papel”.
Da relação entre Portugal e Macau salientou o Acordo
Quadro da Cooperação em matéria de segurança pública
interna, que se tem traduzido na realização de actividades
conjuntas pelas forças de segurança, nomeadamente na
área da formação, afirmando haver condições para o
reforço desta cooperação bilateral.
Jorge Gomes falou ainda do plano de reformas que
está a ser realizado pelo governo português e descreveu
Portugal como um país de oportunidades de investimento
e recordou a participação de investidores chineses nos
processos de privatização de empresas portuguesas, e
a internacionalização de outras que têm identificado
negócios com a China. “Fora da Europa, não podemos
esquecer: a China é um dos principais parceiros comerciais
de Portugal”, salientou.
Além disso, destacou a cooperação multilateral, desejando “os maiores sucessos” para a próxima reunião
ministerial do Fórum Macau a realizar em Macau no
final deste ano.
Já o cônsul de Portugal em Macau e Hong Kong, Vítor
Sereno, afirmou que “não gostaria que, quando se chegar
a 2049 [data até à qual é garantido o funcionamento do
princípio ‘Um país, dois sistemas’], exista a possibilidade
de Portugal ser apenas lembrado por aqui ter deixado
um conjunto de edifícios que são património histórico
da humanidade”.
14 de Junho de 2016 | 17
QUALIDADE
SEM IGUAL
internacionais
Presidente francês diz que “Portugal honra a França”
O presidente francês,
François Hollande, disse
sexta-feira (10) que “Portugal
honra a França” ao comemorar
o Dia de Portugal, Camões e
das Comunidades Portuguesas
em Paris e ao distinguir “quatro portugueses que deram
provas de grande coragem na
noite de 13 de Novembro”.
“Portugal honra a França.
Neste dia de abertura do Euro
e de festa nacional portuguesa,
sabemos o que representa este
protocolo excepcional. Em
França, será que seria possível
ao Presidente da República e
ao primeiro-ministro ir festejar
o 14 de Julho noutra capital
a não ser Paris?”, declarou o
Presidente francês durante as
comemorações do 10 de Junho
no salão de festas da Câmara
Municipal de Paris.
A escassas horas da França
entrar em campo para enfrentar a Roménia no pontapé de
saída do Euro 2016, François
Hollande quis ser breve no
discurso e disse, perante
palmas da sala: “No futebol,
não quero que a França encontre Portugal a não ser na
final! Mas se isto acontecer,
o Presidente da República e
o primeiro-ministro vão ser
obrigados a voltar. Desde já
os convido e seremos felizes
nessa noite.”
Antes de ser convidado, no
final dos discursos, a partilhar
com Marcelo Rebelo de Sousa
a imposição das insígnias aos
quatro portugueses distinguidos pela ajuda prestada a
dezenas de pessoas na noite do
atentado ao Bataclan, François
Hollande louvou a coragem
destas pessoas e a ajuda de
Portugal a seguir aos atentados
de 13 de Novembro.
“Vocês honram a França
e Paris ao distinguir quatro
portugueses que deram provas
de grande coragem na noite
de 13 de Novembro. A Anne
Hidalgo e eu estivemos, nessa
noite, neste bairro martirizado
perto do Bataclan onde estes
homens e mulheres mostraram
sangue frio e fraternidade”,
sublinhou.
François Hollande acrescentou que “Portugal respondeu logo positivamente
mais uma vez” quando pediu
“soldados para a RCA e para
o Mali para aliviar as forças
francesas de modo a que
estas viessem para Paris para
proteger a população”.
O Chefe de Estado francês lembrou também que
Paris tem uma “Avenida dos
Portugueses” em memória dos
“sacrifícios dos soldados lusos
que vieram ajudar a França”
na Primeira Guerra Mundial e
recordou o papel de Aristides
de Sousa Mendes, o cônsul
português que “salvou a vida
de judeus” durante a Segunda
Guerra Mundial.
François Hollande disse,
por isso, que a França “é um
amigo no Conselho Europeu
e não apenas um parceiro”,
destacando que “França e
Portugal devem mostrar que
a Europa não é apenas regras
económicas, mas também
um projecto de civilização e
cultura”.
“Partilhamos o mesmo pro-
Atirador de Orlando jurou
lealdade a ‘jihadistas’ do Estado
Islâmico antes do assassínio
O autor do massacre de Orlando, na Florida, jurou
lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) numa
chamada telefónica feita para o número de emergência 911
imediatamente antes do crime, noticiaram as televisões
norte-americanas.
Segundo a estação televisiva NBC, que cita fontes
policiais, o atirador acusado do massacre de pelo menos
49 pessoas, na madrugada de domingo, num clube nocturno gay de Orlando, telefonou alguns instantes antes
do crime para o número 911 para anunciar a sua lealdade
ao líder do EI.
A CNN avança a mesma notícia, citando um responsável norte-americano que explicou que “o FBI (polícia
federal norte-americana) de imediato acreditou tratar-se de
um ataque islamita por causa dessa chamada telefónica”
e porque eram já conhecidas do FBI as suas “simpatias
islamitas”.
“Sabemos que ele tinha sido alvo de investigação no
passado. Ele não estava no centro das investigações,
mas era suspeito de ter ligações com radicais islâmicos e
simpatias com a ideologia radical islâmica”, precisou o
responsável na CNN.
Horas antes, o pai do autor do massacre, Omar Mateen,
identificado como um cidadão norte-americano de origem
afegã com cerca de 20 anos, afirmara que o crime “não
tem nada que ver com religião”, mas possivelmente com
o facto de o filho ter visto “dois homens a beijar-se em
frente da sua mulher e do seu filho e ter ficado muito
zangado”.
“Não sabíamos de nada. Estamos chocados como todo
o país”, disse o pai, Mir Seddique, pedindo desculpas
em nome da sua família pelo acto do filho, o mais grave
assassínio em massa da história dos Estados Unidos.
jecto europeu. Quando um país
se interroga sobre o futuro da
União, mesmo que pensemos
que o Reino Unido deva ficar
na Europa, nós temos uma
responsabilidade suplementar. (...) Numa altura em que
muitos se interrogam o que é a
Europa, a vossa presença aqui,
mostra que somos em primeiro
lugar europeus”, afirmou.
Hollande sublinhou que em
Paris vivem “100 mil pessoas
da comunidade portuguesa”,
recordando que “a emigração
foi considerável de 1960 a
70” quando “a França era uma
terra de exílio, o que justificou
a presença de Mário Soares e
de Zeca Afonso que gravou
em Paris a Grândola Vila
Morena, o hino da Revolução
dos Cravos”.
“Vocês estão na base da
construção em França, primeiro porque os portugueses
têm muitos empregos na construção civil e muitos criaram
as próprias empresas. Mas
também porque contribuíram
para construir a França e é bem
legítimo que hoje o Presidente
da República Francesa exprima o seu reconhecimento”,
declarou Hollande perante
cerca de 800 convidados.
O Presidente francês comprometeu-se ainda, perante
uma salva de palmas, a “desenvolver o ensino do português
em França”, não apenas pela
“relação excepcional entre
França e Portugal” mas também porque “a comunidade
lusófona são 250 milhões de
falantes”.
François Hollande sublinhou ainda que não esquece
“o que a cultura portuguesa
ofereceu à cultura francesa”,
enumerando o pintor Amadeo
de Souza Cardoso e Amália
Rodrigues, e mencionou
várias outras áreas em que
se destacam portugueses em
França, como o presidente
da Peugeot, Carlos Tavares,
os futebolistas Pedro Pauleta
e Robert Pirès ou a equipa
portuguesa que joga no campeonato francês de futebol, o
US Créteil Lusitanos.
O Chefe de Estado francês
também falou, ainda, sobre
“a intensidade da parceria
económica que se quer ampliar”, dizendo que há cerca
de 700 empresas francesas
em Portugal.
No final do discurso,
François Hollande anunciou
que vai a Portugal em Julho
com uma comitiva de muitos
portugueses e franco-portugueses.
Presidente da Câmara de
Paris elogia portugueses
na cidade que vê como
“segunda capital de
Portugal”
A presidente da Câmara de
Paris, Anne Hidalgo, elogiou
sexta-feira a comunidade
portuguesa durante as comemorações do Dia de Portugal,
de Camões e das Comunidades
Portuguesas, e disse que
“Paris é a segunda capital de
Portugal”.
Perante cerca de 800 convidados, a autarca enumerou
vários portugueses que marcam a vida cultural na capital
francesa e louvou “a felicidade
de se viver enraizado no coração de Paris e ao mesmo tempo
de Portugal”.
A autarca referiu ainda que
ao acolher o Chefe de Estado
e o Chefe de Governo portugueses celebra-se “a ligação
excepcional que liga Paris e
Portugal”, sublinhando que
esta é “a primeira vez que se
comemora a festa nacional
portuguesa em Paris”.
EUA:
John Kerry salienta “riqueza
das contribuições” de
Portugal para a História
O secretário de Estado dos Estados Unidos da América,
John Kerry, salientou sexta-feira a “riqueza das contribuições”
feitas pelos portugueses na história mundial, numa declaração
a propósito do Dia de Portugal, que neste dia se comemorou.
“Em nome do Presidente Obama e do povo americano, estendo
os melhores cumprimentos ao povo de Portugal neste Dia de
Portugal”, escreve o secretário de Estado norte-americano,
que ocupa um cargo semelhante ao de ministro dos Negócios
Estrangeiros nos países europeus.
Segundo o mesmo responsável, esta é uma data em que
“reflectimos sobre a riqueza das contribuições feitas pelo povo
português para a história mundial”, acrescenta o antigo senador,
exemplificando com os feitos de Fernão de Magalhães, Vasco
da Gama e Luís de Camões.
“Hoje, gerações de portugueses-americanos estão a transportar essa cultura vibrante para a fábrica da vida americana”,
acrescenta o diplomata, lembrando que frequentemente ouve
“a língua de Camões” na sua própria casa, dado o casamento
com Teresa Heinz, nascida em Moçambique antes da independência do país.
“É uma lembrança dos nossos laços bilaterais próximos”,
diz John Kerry, numa mensagem onde lembra ainda o “trabalho
conjunto” feito no âmbito da NATO com o Governo português,
um “aliado e forte parceiro no apoio à prosperidade partilhada,
paz internacional, democracia e direitos humanos”.
Breves Internacionais
Detido homem com armas e explosivos antes de
desfile Gay Pride em Los Angeles
Um homem com um arsenal de armas e explosivos foi
detido pela polícia perto de Los Angeles, algumas horas
antes do desfile Gay Pride e após um massacre num clube
nocturno gay em Orlando, indicaram as autoridades.
Candidato republicano à Casa Branca Donald
Trump congratula-se por ter razão sobre
islamismo
Donald Trump, candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, congratulou-se por ter razão
sobre o radicalismo islâmico, na sequência do pior tiroteio da
história do país, em que morreram 50 pessoas, na Flórida.
Papa expressa horror por crime de “ódio sem
sentido” que fez 50 mortos nos EUA
O Papa Francisco expressou “horror” perante o “ódio sem
sentido” do atirador que matou 50 pessoas num clube nocturno gay em Orlando, no estado norte-americano da Flórida.
Pelo menos 20 mortos em ataque do Estado
Islâmico a santuário xiita na Síria
Pelo menos 20 pessoas morreram depois de bombistas
suicidas se fazerem explodir perto de um templo xiita nas
proximidades da capital da Síria, num ataque já reivindicado
pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI).
Polícia francesa volta a dispersar novos
confrontos com adeptos ingleses em Marselha
A polícia francesa usou sábado gás lacrimogéneo para
dispersar novos confrontos entre adeptos na cidade de
Marselha, no dia do jogo entre Inglaterra e Rússia, do Grupo
B do Euro2016 de futebol, informou fonte policial.
Militares da GNR resgataram 89 migrantes
próximo da ilha grega de Chios
Militares da GNR em missão na Grécia resgataram no sábado 89 migrantes que seguiam a bordo de duas embarcações
semi-rígidas que atravessavam o mar Egeu entre a Turquia
e a ilha grega de Chios, anunciou a corporação.
Grupo Estado Islâmico realiza três ataques
suicidas em Syrte, Líbia
O grupo extremista Estado Islâmico (EI) realizou três
ataques suicidas contra as forças do Governo de Unidade da
Líbia (GNA) que combatem em Syrte, provocando várias
vítimas, de acordo com um porta-voz militar.
18 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
DESPORTO
Euro2016: Ronaldo deve igualar Figo e
pode ultrapassar Nuno Gomes
Cristiano Ronaldo deverá hoje (terçafeira) igualar Luís Figo no topo dos
futebolistas com mais internacionalizações pela selecção portuguesa e poderá
ultrapassar Nuno Gomes como melhor
marcador de sempre em fases finais de
Europeus.
Caso se confirme a titularidade frente à Islândia, na estreia no Euro2016,
Ronaldo soma 127 jogos com a camisola
de Portugal e alcança o recorde de Figo,
ficando a apenas um de ultrapassar o antigo jogador de Sporting, FC Barcelona
e Real Madrid.
Um golo frente aos islandeses tornará o
‘capitão’ da selecção nacional como o melhor marcador de sempre em fases finais
do Campeonato da Europa, ultrapassando
Nuno Gomes. Ambos somam seis.
Contudo, juntando qualificação e fase
finais, Cristiano Ronaldo já é mesmo o
melhor marcador de sempre da competição, com 26 golos, estatuto que detém
desde Novembro de 2014, quando ultrapassou o já retirado dinamarquês Jon
Dahl Tomasson com o tento do triunfo
de Portugal sobre a Arménia (1-0), no
Algarve.
O trajecto para a ‘imortalização’ de
Ronaldo no futebol português iniciou-se
em 2003, em Chaves, com apenas 18 anos,
num particular com o Cazaquistão (1-0),
tendo o avançado sido utilizado durante
toda a segunda parte.
Para trás promete ficar o reinado de 10
anos de Luís Figo, que vestiu pela última
vez a camisola da selecção nacional a 8
de Julho de 2006, no jogo de atribuição
do terceiro e quarto lugar do Campeonato
do Mundo da Alemanha.
O jogo 100 de Ronaldo ocorreu em
Outubro de 2012, no apuramento para
Mundial2014, no empate caseiro com a
Irlanda do Norte (1-1), no Porto.
Em Junho de 2014, o avançado chegou
às 111 internacionalizações e ultrapassou
Fernando Couto no segundo lugar da lista,
em Nova Iorque, num particular com a
República de Irlanda (5-1), que serviu de
teste para a fase final do Mundial2014.
Ronaldo estreou-se a marcar por
Portugal no primeiro jogo do Euro2004,
quando fez o tento de honra da selecção
portuguesa frente à Grécia (2-1), no
Estádio do Dragão. O avançado entrou
em campo no início da segunda parte e
‘facturou’ em cima do minuto 90.
Na altura, com apenas 19 anos, o
avançado voltou a inscrever o seu nome
na lista dos marcadores, desta vez nas
meias-finais com a Holanda (2-1), tendo
inaugurado o marcador, aos 26 minutos,
com um cabeceamento certeiro.
No Euro2008, na Áustria e Suíça, numa
prova em que Portugal foi eliminado nos
quartos de final pela Alemanha, Ronaldo
alcançou apenas um golo nos três jogos
que disputou. O avançado fez, aos 63
minutos, o segundo tento do triunfo por
3-1 da selecção lusa sobre a República
Checa, na segunda jornada da fase de
grupos.
Mais recente, em 2012, na Polónia
e Ucrânia, o ‘capitão’ da formação das
‘quinas’ bisou perante a Holanda (2-1), no
último duelo do Grupo B, num encontro
em que Portugal chegou a estar a perder.
Ronaldo protagonizou a reviravolta aos
28 e 74 minutos.
Dias depois, o avançado fez o golo
que colocou Portugal nas meias-finais, na
vitória por 1-0 sobre a República Checa.
O remate certeiro tardou 79 minutos.
Portugal estreia-se na terça-feira frente
à Islândia, em Saint-Étienne, na primeira
jornada do Grupo F, que inclui ainda
Áustria e Hungria.
Síntese: França e Suíça lideram grupo A e País
de Gales isola-se no B concluída 1.ª ronda
A primeira jornada dos Grupos A e B do Euro2016 encerrou
sábado com a Suíça a vencer a debutante Albânia (1-0), o País
de Gales a Eslováquia (2-1), em partida entre estreantes, e
Inglaterra e Rússia a empatarem (1-1).
Feitas as contas, a Suíça colou-se à França na liderança do
Grupo A, ambas as selecções somam três pontos, enquanto a
Roménia e a Albânia estão em branco. No Grupo B, o líder
isolado é o País de Gales, que tira assim partido do empate dos
candidatos Inglaterra e Rússia.
Ao segundo dia do Euro2016, surgiu o primeiro empate, entre
a Inglaterra - que confirmou assim a tendência histórica para
não vencer no jogo inaugural - e a Rússia (1-1) e a primeira
expulsão, a do ‘capitão’ albanês Lorik Cana.
Um golo nas alturas do defesa Fabian Schär, logo aos cinco
minutos, permitiu à Suíça vencer a estreante em fase finais de
Europeus Albânia, selecção que se viu reduzida a 10 desde
os 37 minutos, no jogo que encerrou a primeira jornada do
Grupo A.
Sporting vence Benfica no
primeiro jogo da final do
Nacional de futsal
O Sporting venceu domingo o campeão Benfica, por
3-0, no primeiro de cinco encontros da final do campeonato
português de futsal, disputado em Odivelas.
Fortino (15 minutos), Pedro Cary (22) e Diogo (25)
marcaram os golos dos ‘leões’.
Os terceiro e quarto jogos estão marcados para casa
dos ‘encarnados’, a 17 e 19 de Junho, com a ‘negra’, caso
seja necessária, a disputar-se a 21 de Junho, de novo no
terreno do Sporting.
Com os três pontos conquistados em Lens, a selecção helvética
‘colou-se’ na liderança do Grupo A à anfitriã França, que na
sexta-feira derrotou a Roménia no jogo inaugural do Euro2016
(2-1), no Stade de France, em Saint-Denis.
O golo de Fabian Schär surgiu na sequência de um pontapé de
canto cobrado por Xherdan Shaqiri, logo aos cinco minutos, num
lance em que o guarda-redes albanês, Etrit Berisha, saiu em falso
e falhou o momento de afastar a bola da cabeça do suíço.
A estreante selecção albanesa, que foi a única que venceu
Portugal no apuramento para o Euro2016, criou várias oportunidades de perigo, tendo ficado muito perto de empatar por
Shkelzen Gashi, aos 88 minutos, mas o guarda-redes suíço
Yann Sommer não o permitiu.
Uma das particularidades desde jogo foi o facto de se terem
defrontado dois irmãos. Taulant Xhaka defendeu as cores da
Albânia e Granit Xhaka as da Suíça. Na segunda jornada do
Grupo A, marcada para quarta-feira, a Suíça defronta a Roménia
e a Albânia joga com a anfitriã França.
No segundo encontro do dia, em Bordéus, entre duas selecções estreantes em fases finais de Europeus, que abriram as
hostilidades no Grupo B, duas horas antes do Inglaterra-Rússia,
em Marselha, o País de Gales impôs-se à Eslováquia, por 2-1,
numa altura em que já começava a pairar o primeiro empate
do Euro2016.
O País de Gales necessitou de apenas 10 minutos para se
estrear a marcar num Europeu, graças a um livre directo da
‘estrela’ Gareth Bale, mas os eslovacos empataram aos 61
pelo médio Ondrej Duda, que tinha entrado um minuto antes,
e foi outro suplente, Hal Robson-Kanu, a oferecer o triunfo
aos galeses, aos 81.
Os espectadores presentes no estádio Matmut Atlantique, em
Bordéus, assistiram ao primeiro confronto entre duas selecções
que participavam pela primeira vez no torneio continental em
20 anos, desde que Turquia e Croácia, também em estreia
absoluta, mediram forças no Euro1996.
No derradeiro jogo do dia, em Marselha, cidade onde se tem
verificado confrontos entre adeptos e forças policiais, dois dos
principais candidatos a marcar presença nos oitavos de final
empataram e atrasaram-se.
Um golo de Vasili Berezutski, aos 90+2 minutos, permitiu à
Rússia chegar ao empate frente à Inglaterra (1-1), que se tinha
adiantado por Eric Dier, aos 73 minutos.
Após dominar em toda a primeira parte, só na segunda, e
depois da Rússia ter equilibrado, é que a Inglaterra chegou à
vantagem pelo ex-sportinguista Eric Dier (1-1), aos 73 minutos,
na conversão de um livre em posição frontal à baliza.
Mas, com o jogo já no período de descontos, quando os
ingleses pensavam que tinham contornado a tradição de não
ganharem no jogo de estreia dos Europeus, a Rússia empatou
pelo ‘capitão’ Vasili Berezutski, aos 90+2 minutos, através de
um cabeceamento autoritário.
SEM IGUAL
Breves do Desporto
Euro2016: Espanha vence República Checa com
golo de Piqué sobre o final
A bicampeã em título Espanha estreou-se ontem, segundafeira, com um triunfo no campeonato da Europa de futebol
de 2016, ao vencer a República Checa por 1-0, em encontro
do Grupo D, realizado em Toulouse.
Euro2016: UEFA admite excluir Rússia e
Inglaterra caso se verifiquem mais incidentes
O comité executivo da UEFA admitiu a possibilidade de
excluir as selecções da Rússia e da Inglaterra do Europeu de
futebol de 2016, caso se verifiquem novos incidentes entre
adeptos dos dois países.
Euro2016: Croácia estreia-se com triunfo sobre
a Turquia
A Croácia estreou-se no Euro2016 de futebol com um
triunfo sobre a Turquia, por 1-0, em jogo da primeira jornada
do Grupo C, disputado no Parque dos Príncipes, em Paris.
Euro2016: Polónia vence estreante Irlanda do
Norte na abertura do Grupo C
A Polónia entrou com um triunfo no Euro2016 de futebol,
em França, ao vencer a estreante Irlanda do Norte, por 1-0,
no encontro de abertura do Grupo C.
Euro2016: 19 feridos em Marselha, um inglês
entre a vida e a morte - Polícia
Dezanove pessoas ficaram feridas em Marselha (sul de
França) na sequência de agressões entre apoiantes antes do
jogo Inglaterra-Rússia, indicaram os bombeiros, incluindo
um inglês que foi hospitalizado em estado grave.
Euro2016: Marcelo diz que está no meio do
“optimismo” de Costa e a “preocupação” de
Santos
O Presidente da República afirmou que a selecção nacional de futebol está a fazer “vibrar o coração de todos”
os portugueses e ‘brincou’ com o “optimismo” de António
Costa e a “preocupação” de Fernando Santos.
Euro2016: Inglaterra e Rússia empatam e deixam
País de Gales na frente do Grupo B
Inglaterra e Rússia empataram 1-1, em jogo do Grupo B
do Campeonato da Europa de futebol de 2016, em Marselha,
e deixaram o País de Gales na liderança da ‘poule’.
Euro2016: País de Gales vence Eslováquia por 2-1
num duelo de estreantes
O País de Gales venceu a Eslováquia, por 2-1, num duelo
de estreantes da jornada inaugural do Grupo B do Campeonato
da Europa de futebol de 2016, em Bordéus.
Hamilton vence GP Canadá e aproxima-se do
topo do Mundial de Fórmula 1
O britânico Lewis Hamilton (Mercedes) venceu o Grande
Prémio do Canadá, sétima prova do Mundial de Fórmula
1, ficando a apenas nove pontos do líder do campeonato, o
alemão Nico Rosberg.
Susana Costa confirmou mínimo olímpico e para
os Europeus
Susana Costa confirmou os mínimos para os Jogos
Olímpicos Rio2016 e para os Europeus de atletismo, ao
conseguir 14,15 metros na prova de triplo salto do ‘meeting’
de Benfica, realizado no Estádio 1.º de Maio, em Lisboa.
Bolt admite estar decepcionado com a
possibilidade de perder uma medalha olímpica
O jamaicano Usain Bolt admitiu estar decepcionado com
a possibilidade de ter de devolver a medalha de ouro dos
4x100 metros dos Jogos Olímpicos Pequim2008, devido ao
controlo positivo de Nesta Carter.
Vera Barbosa qualifica-se para os 400 metros
barreiras dos Jogos Olímpicos Rio de Janeiro2016
Vera Barbosa qualificou-se para os Jogos Olímpicos
do Rio2016 ao vencer a prova de 400 metros barreiras do
Meeting de Genebra, em 56,20 segundos, aumentando para
85 o número de portugueses na competição.
14 de Junho de 2016 | 19
QUALIDADE
SEM IGUAL
desporto
Euro2016 de futebol:
Euro2016:
Selecção lusa venceu os dois únicos
embates, rumo ao Euro2012
Vieirinha diz que Portugal
tem que comprovar em campo
favoritismo no Grupo F
Portugal e Islândia vão defrontar-se apenas pela terceira vez,
na primeira jornada da fase de grupos do Euro2016 de futebol,
sendo que a selecção lusa levou a melhor nos dois encontros
rumo ao Campeonato da Europa de 2012.
Na qualificação para a fase final do Euro2012, a equipa das
‘quinas’ ficou inserida com os islandeses no Grupo H, acabando
por vencer o duplo confronto, primeiro em Reiquejavique e,
mais tarde, no Porto.
Depois de um arranque ‘tremido’, com um empate frente a
Chipre e um desaire com a Noruega, Portugal arrancou para
cinco triunfos consecutivos, entre os quais frente à Islândia,
que vai participar pela primeira vez numa fase final de uma
grande competição. A 12 de Outubro de 2010, na quarta
jornada da fase de apuramento, a selecção portuguesa, então
comandada por Paulo Bento, deslocou-se à capital islandesa
e venceu por 3-1.
Cristiano Ronaldo abriu o activo, logo aos três minutos,
mas Heidar Helguson (17) empatou o encontro, antes de Raul
Meireles (27) e Hélder Postiga (72) confirmarem o triunfo da
selecção nacional.
Dos 14 jogadores portugueses utilizados nesse jogo, apenas Eduardo, Ricardo Carvalho, Pepe, João Moutinho, Nani,
Cristiano Ronaldo (todos titulares) e Bruno Alves (suplente não
utilizado) marcam presença no Euro2016, enquanto Ragnar
Sigurdsson, Brikir Saevarsson, Birkir Bjarnason e Eidur
Gudjohnsen são os repetentes do lado islandês.
Praticamente um ano depois, a selecção portuguesa recebeu a Islândia, no Estádio do Dragão, no Porto, na penúltima
ronda da qualificação, também aí venceram por dois golos de
diferença (5-3).
Vieirinha assumiu domingo que a selecção portuguesa de futebol é favorita frente à Islândia, na estreia no
Euro2016, e também no Grupo F, mas tem de provar
esse estatuto no relvado com “concentração, atitude e
vontade”.
“Temos de estar conscientes que somos favoritos, mas
temos que demonstrar isso em campo. Temos estar concentrados e não deixar a Islândia fazer o seu jogo. Temos
que fazer o nosso jogo, sabendo que vai ser difícil. Temos
que estar concentrados, mostrar vontade e atitude durante
todo o jogo”, afirmou Vieirinha.
Em conferência de imprensa, antes de mais um treino de
Portugal no Centro Nacional de Râguebi, em Marcoussis,
o jogador de 30 anos disse que a equipa “aceita o favoritismo” e com isso também a “responsabilidade” de ter a
obrigação de vencer o Grupo F.
“Sabemos a qualidade que temos, as dificuldades que
vamos encontrar e a pressão que temos. É uma pressão
boa. Aceitamos essa pressão”, referiu.
O lateral do Wolfsburgo destacou o poderio físico e o
jogo aéreo da Islândia, admitiu que os jogadores lusos
estão ansiosos para começar a competição e destacou a
qualidade da selecção portuguesa, uma equipa que não é
só Cristiano Ronaldo.
“Vai ser sempre a nossa referência, mas temos outros
jogadores com nível que não estavam por exemplo no
Mundial2014. Temos 23 jogadores focados no mesmo
objectivo e 23 jogadores em que a diferença de qualidade
é quase mínima”, considerou, que tem 22 jogos e um golo
pela formação das ‘quinas’.
Para Vieirinha, que se sagrou campeão europeu de
sub-17 em 2003, só falta mesmo um “bocadinho de sorte”
para Portugal alcançar esse título a nível de selecções
principais.
O jogador formado no FC Porto enalteceu ainda as
qualidades do seleccionador Fernando Santos, técnico com
quem já tinha trabalhado no PAOK Salónica, na Grécia.
Nani, com um ‘bis’, e Hélder Postiga deram uma margem
confortável a Portugal na primeira parte (3-0), mas dois golos
de Hallgrímur Jónasson colocaram em perigo a vantagem da
equipa das ‘quinas’, que apenas ‘respirou’ de alívio na parte
final da partida.
João Moutinho e Eliseu dilataram os números do triunfo
luso nos últimos 10 minutos, de nada valendo o tento de Gylfi
Sigurdsson, em tempo de compensação.
Neste jogo, o então seleccionador, Paulo Bento, fez alinhar um
‘onze’ do qual faziam parte Rui Patrício, Bruno Alves, Eliseu,
João Moutinho, Nani e Cristiano Ronaldo, que são opções de
Fernando Santos neste Europeu, tal como Quaresma, que não
saiu do banco.
Portugal e Islândia jogam hoje (terça-feira), a partir das 21:00
locais (20:00 em Lisboa), no Estádio Geoffroy Guichard, em
Saint-Étienne, em jogo da primeira jornada do Grupo F, que
será dirigido pelo turco Cuneyt Çakir.
- Os dois jogos entre as selecções principais de Portugal e
Islândia:
Data
Prova
Res.
Local
-------------------------------------------------------------------12/10/2010 Euro2012 (Qual.)V 3-1 Reiqueavique
07/10/2011 Euro2012 (Qual.)V 5-3 Porto
- Resumo:
Jogos: 2
Vitórias de Portugal: 2
Vitórias da Islândia: 0
Empates: 0
Golo com o braço afasta Brasil da Copa América
Peru venceu por 1-0 e segue em frente, tal como o Equador
Um golo com o braço do
suplente Raúl Ruidíaz, aos 75
minutos, afastou no domingo
o Brasil da Copa América do
Centenário em futebol e colocou o Peru, vencedor por 1-0,
nos quartos-de-final.
próprios, sobretudo o ‘zero’ na
finalização, apesar de várias
oportunidades criadas.
“Tivemos oportunidades,
mas a bola não quis entrar,
é futebol. Não marcámos e
pagámos por isso. O golo do
Com este resultado, o
Brasil cai na fase de grupos
da competição pela primeira
vez desde 1987.
Necessitado apenas de empatar para seguir em frente, o
“onze” de Carlos Dunga, que
deixou Jonas no banco, foi derrotado por um golo irregular,
uma mão não detectada pelo
árbitro uruguaio Andres Cunha
e seus assistentes.
Em Foxborough, os jogadores brasileiros protestaram
muito, nomeadamente o guarda-redes Alisson, mas, depois
de quase quatro minutos de
hesitações e trocas de palavras
entre árbitro e assistentes, o
golo foi mesmo validado.
O Brasil pode queixar-se
pela forma como foi eliminado, mas o árbitro também lhe
perdoou uma grande penalidade e foram muitos os seus erros
Peru? A gente viu que a bola
bateu na mão, mas não vale
a pena falar disso. Os quatro
árbitros falaram entre eles
e disseram que nenhum viu
mão”, lamentou Mirada, o
“capitão” brasileiro.
O Brasil teve, de facto várias
ocasiões, nomeadamente na
primeira parte, mas o guardaredes Gallese deteve os remates de Filipe Luis (12 minutos)
e Gabriel (26’ e 41’) e, pelo
meio, Willian atirou por cima,
em excelente posição (36’).
Quase em cima do intervalo,
aos 44 minutos, o Peru, que
pouco fez ofensivamente na
primeira metade, deveria ter
beneficiado de um penálti,
por falta de Renato Augusto
sobre Édison Flores. O árbitro
mandou jogar.
Para a segunda parte, o Peru,
obrigado a vencer, trouxe uma
postura mais ofensiva e depois
de uma primeira ameaça, num
livre de Cueva, chegou ao
golo aos 75 minutos: Guerrero
combinou na direita com Andy
Polo, que centrou para o remate
do suplente Raúl Ruidíaz com
o braço direito.
Depois de vários minutos de
discussões entre os árbitros, o
golo foi validado e, até final,
o Brasil pressionou, mas teve
apenas uma ocasião, desperdiçada, aos 90+3 minutos, pelo
ex-‘leão’ Elias, que falhou o
remate na “cara” de Gallese.
O Peru aguentou-se e está
nos quartos-de-final – nos
quais vai defrontar a Colômbia
– juntando-se ao Equador, que,
no primeiro jogo do dia, garantira um lugar nos “quartos” ao
golear o Haiti por 4-0.
No MetLife Stadium, em
New Jersey, os equatorianos
precisavam de vencer por um
mínimo de dois golos de diferença e ganharam por quatro,
num embate em que se destacou Enner Valencia, com um
golo e duas assistências.
O avançado dos ingleses
do West Ham inaugurou o
marcador, aos 11 minutos,
isolado por Christian Noboa,
e, depois, em vez de voltar a
marcar, ofereceu golos de baliza aberta a Jaime Ayovi, aos
20, e Jose Antonio Valencia,
aos 78.
Aos 57 minutos, Noboa parou no peito um cruzamento da
esquerda de Jefferson Montero
e marcou de pé direito o terceiro remate certeiro do Equador,
que tinha empatado os dois
primeiros jogos (0-0 com o
Brasil e 2-2 com o Peru).
O conjunto equatoriano
vai defrontar os anfitriões
Estados Unidos nos quartosde-final, enquanto o Haiti, que
se estreou na Copa América,
despede-se com três derrotas
em outros tantos jogos, um
golo e 12 sofridos.
Portugal perde na Islândia na
primeira mão do ‘play-off’ do
Mundial de andebol
A selecção portuguesa de andebol perdeu domingo em
casa da Islândia, por 26-23, em jogo da primeira mão do
‘play-off’ de apuramento para o Mundial de 2017.
Em Reiquiavique, Portugal chegou ao intervalo a perder
por 13-10, uma desvantagem de três golos que se manteve
no final do encontro e que a equipa lusa terá de recuperar
na quinta-feira, no Dragão Caixa, no Porto.
Portugal não está num Mundial desde 2003, quando
organizou a prova, sendo que a última presença num
grande torneio internacional aconteceu três anos depois,
num Europeu.
20 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
TEMPOS LIVRES
HORÓSCOPO
SEM IGUAL
Medalhões de Novilho
ao Molho de Nata
CARNEIRO 21 de Março a 20 de Abril
Amor: Tenha atitudes coerentes neste campo; cumpra promessas feitas. Finanças: Faça todas as perguntas que achar por bem fazer; acabará por ficar
mais esclarecido/a. Saúde: Pode sentir-se inexplicavelmente com má disposição, faça uma alimentação mais leve.
TOURO 21 de Abril a 20 de Maio
Amor: Mesmo sentindo necessidade de afastamento, não se desligue totalmente de uma relação.
Finanças: Os lucros e os bons resultados teimam
em não chegar, mas não desanime, o tempo será o
juiz de grandes questões. Saúde: Poderá cansaço e
desmotivação, arranje mais tempo para si.
GÉMEOS 21 de Maio a 20 de Junho
Amor: Tende a ser injusto, faça um esforço para
compensar a pessoa de quem gosta. Finanças:
Encontrará soluções para tudo, será quase impossível dar passos em falso. Saúde: Deve acalmar-se
perante situações tensas, só com lucidez fará o que
deve ser feito.
CARANGUEJO 21 de Junho a 22 de Julho
Amor: Conseguirá conduzir a sua vida com maior
liberdade desenvolvendo novos afectos. Finanças:
Decisões repentinas ou radicais serão a melhor forma de resolver assuntos que estão pendentes. Saúde:
Tome cuidado em actividades desportivas ou muito
movimentadas. pode fazer pequenas lesões.
LEÃO 22 de Julho a 22 de Agosto
Amor: Poderá melhorar um relacionamento, todos os
seus gestos positivos levarão a esse fim. Finanças:
Período de muitos gastos mas em que se sentirá
profundamente realizado/a. Saúde: Momento de
bons progressos e estado geral de saúde agradável
e estável.
VIRGEM 23 de Agosto a 22 de Setembro
Amor: Não deixe que interfiram na sua vida, os seus
sentimentos devem ser levados em frente. Finanças:
Sabe exactamente qual o rumo que deve seguir, só
tem de mostrar acção e convicção. Saúde: Não se
desvie dos seus propósitos, tratamentos e terapias
devem ser levados até ao fim.
BALANÇA 23 de Setembro a 22 de Outubro
Amor: Notícias ou propostas poderão quebrar a sua
estabilidade. Poderá lidar com atitudes propositadamente desconcertantes. Finanças: Não precipite
transações imobiliárias ou outros negócios avultados. Saúde: Fragilidade ao nível da saúde, faça uma
vida regrada.
IngredienteS:
• 4 medalhões de novilho da (vazia)
• sal q.b.
• pimenta preta moída na altura q.b.
IngredienteS (para o molho):
•
•
•
•
•
•
•
•
400 ml de natas para culinária
150 g de cogumelos frescos cortados em lâminas
3 dentes de alho descascados e esmagados
100 g de bacon cortado em cubinhos
4 raminhos de salsa fresca
1,5 dl de caldo de carne
sal q.b.
pimenta q.b.
CONFECÇÃO:
Frite os medalhões numa
frigideira com um pouco de
azeite bem quente. A carne
ganhará como que uma crosta, conservando os seus sucos
no interior. Tempere.
Para o molho: ferva os cogumelos e o bacon nas Natas
com o alho e a salsa fresca.
Adicione o caldo, deixe
ferver para que reduza e assim obtenha um molho um pouco
espesso.
Tempere a gosto tendo em atenção o teor do sal e do bacon.
Fatie os medalhões e faça-os servir com o molho.
Decore com salsa.
Acompanhe com puré de batata ou arroz branco.
www.voicenews.ca
ESCORPIÃO 23 de Outubro a 21 de Novembro
Amor: Boa evolução no campo amoroso, saltará etapas e chegará a um ponto em que se sentirá
muito feliz. Finanças: Podem repetir-se situações
de tensão ou alguns atrasos, não baixe os braços.
Saúde: Neste sector está mais fragilizado/a, procure
poupar energias.
SAGITÁRIO 22 de Novembro a 21 de Dezembro
Amor: Alguns conflitos e insatisfações tendem
a aparecer e desaparecer; não faça tempestades.
Finanças: Precisa de acertar melhor algumas estratégias, com esforços concertados tudo correrá melhor. Saúde: A saúde dentária deve merecer-lhe os
maiores cuidados, alguns problemas espreitam.
CAPRICÓRNIO 22 de Dezembro a 19 de Janeiro
Amor: Não conseguirá contornar obstáculos, e resolver diferenças existentes numa relação; pondere
todas as situações. Finanças: Algumas fragilidades
da sua vida virão agora ao de cima, de nada vale
não as assumir. Saúde: Este período pode ser complicado na saúde.
ANEDOTAS
AQUÁRIO 20 de Janeiro a 18 de Fevereiro
Amor: Não hesite em fazer alguns sacrifícios ou cedências, encontrará maior tranquilidade. Finanças:
Dificuldade em concretizar projectos ou obter respostas dado a inoperância de alguns serviços, procure novas saídas. Saúde: Melhoria no campo da
saúde embora possa sentir algum cansaço.
Depois de se atrasarem para
um encontro com o director
do manicómio, os malucos
justificam-se:
- Acordei tarde, senhor
director! Sonhei que fui ao
Polo Norte e demorou muito
a viagem…
E o outro maluco não tardou
muito a justificar-se:
- E eu fui esperá-lo ao aeroporto!
PEIXES 19 de Fevereiro a 20 de Março
Amor: Bom momento sentimental. Crie maior envolvimento nas relações. Finanças: Contará com
óptimos apoios para poder avançar com projectos e
assim realizar os seus sonhos. Saúde: Situações menos boas mas que serão facilmente ultrapassadas;
nada de grave.
Pensamento da Semana
“Não há outro inferno para o homem além da
estupidez ou da maldade dos seus semelhantes.”
- Doantien Alphonse François, marquês de Sade
(1740-1814), escritor francês
SOLUÇÕES PASSATEMPOS
O médico de família na
consulta:
- O meu amigo faz amor
com a sua esposa quantas
vezes por semana?
- Duas vezes, doutor. – responde o homem.
Exclama o médico:
- Duas?! Tem piada, no outro dia a sua esposa esteve
aqui e disse-me que fazia
amor dez a quinze vezes por
semana…
E diz o homem:
- Isso é só até a gente acabar de pagar o apartamento.
Um mês de namoro, o rapaz
todo apaixonado está sentado no banco do jardim ao
lado do amor da sua vida.
- Olha a lua, amor! Ela está
a esconder-se!
E diz o romântico namorado:
- Ela deve estar com vergonha da tua beleza, meu
amor!
Vinte anos depois, os dois
sentados no mesmo banco,
no mesmo jardim. Diz ela:
- Olha a lua, amor! Ela está
a esconder-se!
E diz o homem:
- Não vês que vai chover, sua
parva!
14 de Junho de 2016 | 21
QUALIDADE
SEM IGUAL
ALUGA-SE |
CLASSIFICADOS | EVENTOS
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área da Bathurst & St. Clair. $1,500 por mês, mais utilidades. Para não fumadores e sem animais. Contactar:
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para 3 carros no driveway. Propriedade boa para família
muito grande ou duas médias. Perto de tudo. Localizada
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PINTORES com experiência precisam-se para área residencial. De preferência com viatura própria. Contactar
1440
Carlos: 416-617-9515
COMPANHIA DE RENOVAÇÕES
procura trabalhadores com experiência
(mínimo 5 anos) e ajudantes. Entrada
imediata. Contactar Caio: 647-210-2603
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SILVER Stone Landscaping Ltd.
Jardineiros precisam-se com
experiência em corte e aparagem de
relva, remoção de ervas, plantação de
flores e arbustos, manutenção de
relvado. Contactar por email:
[email protected]
ou telefones: 905-738-1437 ou
1440-41
416-457-5961
SILVER Stone CONSTRUCTION
AND RESTORATION
Ajudantes precisam-se com
1431-42
CARPINTEIROS rough
precisam-se para uma companhia de
formas, no sector civil.
Empregados também se precisam
para trabalhar com cimento, com o
mínimo de 2 anos de experiência.
Têm que ter cartão de trabalho.
Contactar Sandra:
1432-43
647-233-9181
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Por favor envie o seu currículo via e-mail para
[email protected],
1434-41
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cimento. Contactar por email:
[email protected]
ou telefones: 905-738-1437 ou
416-457-5961
HELP WANTED
PEQUENA Empresa de manutenção de jardins
precisa de funcionário para trabalho a tempo inteiro,
durante todo o ano, no apoio à manutenção semanal.
Os candidatos devem ser de confiança, trabalhadores e
pontuais. Para mais informações contacte
1440
Jaime: 416-895-0094
SERV. PROFISSIONAIS |
PROF. SERVICES
TÉCNICA de enfermagem formada, com 7 anos
de experiência, oferece os seus serviços no cuidado de
1440-41
idosos. Contactar Michelle: 647-760-4811
CLUBES & ASSOCIAÇÕES
ASAS DO ATLÂNTICO S.S. CLUB
1573 Bloor St West, Toronto. Tel.: 416-531-7771
Sábado, 2 de Julho: Piquenique 2016, às 8h00 na Quinta dos Macedos (1053
Line 7 Road, Niagara on the Lake). Com pequeno almoço e sardinha para o
almoço oferecidos pelo clube. Informações: 416-532-8154, 647-771-4818 ou
416-457-4135.
ASSOCIAÇÃO CULTURAL DO MINHO
165 Dynevor Road, Toronto. Tel.: 416-781-9290
Domingo, 19 de Junho: Piquenique Anual, no Karlovac Croatian Park
(1860 Thomson Rd, Milton). Informações: 647-533-2922 ou 647-929-8554.
Sexta-feira, 24 de Junho: Cruzeiro da Juventude. Informações: 647-338-0622
ou 416-823-2599.
ASSOCIAÇÃO MIGRANTE DE BARCELOS
2079 Dufferin Street, Toronto. Tel: 416-652-6354
Sexta-feira, 17 de Junho: Assembleia Geral Extraordinária, às 21h00.
CASA DOS AÇORES DO ONTÁRIO
1136 College Street, Toronto.Tel.: 416-603-2900
De domingo, 19 a domingo, 26 de Junho: Festas do Divino Espírito Santo.
Terça-feira, 19 de Julho: Torneio de Golf, às 11h00 no Glen Eagle Golf Club
(15731 Regional Rd, Caledon). Informações: 289-997-8946.
CONSULADO GERAL DE PORTUGAL EM TORONTO
438 University Avenue, 14th floor, Toronto. Tel.: 416-217-0966 ext. 227
Quinta-feira, 16 de Junho: Abertura da exposição “Recordar é viver”, da
pintora Mercês Resendes dos Reis, na Galeria Almada Negreiros, às 18h00.
A mostra ficará patente ao público até 16 de Julho. *Programa “Portugal no
Coração”, destina-se a cidadãos portugueses com mais de 65 anos de idade,
residentes fora da Europa e que por razões de carência económica, não visitam
o país há mais de 20 anos. As fichas resultantes da pré-selecção devem ser
remetidas à DGACCP/EMI até ao próximo dia 5 de Setembro.*
EX-RESIDENTES DE MOÇAMBIQUE
Domingo, 10 de Julho: Encontro de Amizade com piquenique, no mesmo
local de sempre. Informações: [email protected]
Programa da 29.ª Semana
de Portugal 2016
Terça-feira, 14 de Junho: Içar da bandeira portuguesa na
Câmara Municipal de Brampton, às 12h00 (2 Wellington St.
W, Brampton); Exibição do jogo entre Portugal e a Islândia
para o UEFA Euro 2016, no Brampton Garden Square, às
14h45. Sábado, 18 de Junho: Ganadaria Sol e Toiros apresenta Corrida de Toiros à Portuguesa, às 16h00, na Praça
de Toiros Monumental Vítor Mendes, em Dundalk. Domingo,
19 de Junho: Piquenique Anual da Associação Cultural do
Minho de Toronto, às 7h00, no Karlovac Croatian Park ( 1860
Thomson Rd, Milton). Sexta-feira, 24 de Junho: Cruzeiro da
Juventude da Associação Cultural do Minho de Toronto.
Sábado e domingo, 25 e 26 de Junho: Festival de Santos Populares, no Madeira Park (24120 ON Highway 48, Georgina).
Domingo, 26 de Junho: Piquenique do Portuguese Cultural
Club of Vaughan, às 8h30, no Cold Creek Conservation Area
(Nobleton).
ORAÇÕES
ORAÇÃO DOS AFLITOS
Aflita se viu a Virgem Maria aos pés da Cruz, aflita me vejo eu,
valei-me Mãe de Jesus. Confio em Deus com todas as minhas
forças, por isso peço que ilumine os meus caminhos, concedendo-me a graça que tanto desejo. Faça o pedido, mande publicar
no terceiro dia, aguarde o que acontecerá no quarto dia. - S.P.
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precisa-se, com horário de segunda a sexta-feira, das
8h30 às 17h00. Em Toronto. Tem de falar e escrever
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22 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
saúde e ciência
Estudantes de Oliveira do Hospital
insistem em respostas do Ministério
sobre amianto numa escola
Os estudantes de Oliveira do Hospital insistiram sábado no pedido de esclarecimento
do Ministério de Educação acerca da retirada
do amianto de uma das suas escolas, exigindo
respostas até terça-feira, e adiaram a acção
de protesto.
Num texto enviado por
correio electrónico para o
Ministério liderado por Tiago
Brandão Rodrigues sábado
divulgado, a Associação de
Estudantes do Agrupamento de
Escolas de Oliveira do Hospital
pede “o cabal conhecimento
e esclarecimento sobre todo
o processo de remoção do
amianto” da instalação sede e quer saber a
data em que será realizada a operação.
Após terem sido recebidos a 1 de Fevereiro
no Ministério, e verificada a ausência de qualquer evolução no assunto, a 26 de Maio, os
representantes da Associação ameaçaram encerrar a escola durante a época de exames.
O objectivo era chamar a atenção para o
problema da presença de amianto na escola,
uma substância presente em vários edifícios
públicos e que, quando em mau estado de
conservação, pode ser cancerígena.
Agora, apesar do ministro ou secretários
de Estado não terem aceite o convite para
visitarem a escola, os responsáveis da associação de estudantes comprometem-se a “não
avançar com qualquer protesto e a ‘fechar’ este
assunto apenas e só se estas quatro questões
forem respondidas até ao próximo dia 14 de
Junho [terça-feira], inclusive”.
As quatro perguntas referem-se ao esclarecimento acerca do desenvolvimento do
processo, à data do início das obras de retirada
do amianto, à identificação dos elementos
que constituem uma equipa que prepara a
intervenção na escola e ao convite para que
o ministro ou secretários de Estado visitem
a escola sede do agrupamento.
Em resposta a questões de vários grupos
parlamentares, o gabinete do ministro disse,
segundo a associação de estudantes, que “a intervenção
na Escola Secundária de
Oliveira do Hospital está
a ser preparada, a nível
técnico, por uma equipa
constituída por membros
do Ministério da Educação,
da Câmara Municipal de
Oliveira do Hospital e da
direcção do Agrupamento
de Escolas de Oliveira do Hospital”.
A associação de estudantes enviou cópias
do texto endereçado ao gabinete do ministro
da Educação ao primeiro-ministro, assim
como a várias entidades, da Assembleia da
República - comissão desta área, grupos
parlamentares e partidos com assento parlamentar -, aos sindicatos de Educação, à
associação ambientalista Quercus, Câmara
Municipal de Oliveira do Hospital ou órgãos
de Comunicação Social.
Na quarta-feira, no final da reunião extraordinária dedicada ao Ambiente, o ministro
que tutela esta área, João Matos Fernandes,
anunciou que o Governo vai dar prioridade
à retirada do amianto dos edifícios públicos
que apresentem projectos com garantia de
aumento da eficiência energética.
“Existem 2.000 edifícios públicos ainda
com amianto” e sem alocação de fundos
para os trabalhos para a sua retirada, disse o
ministro do Ambiente, acrescentando que “a
priorização dos investimentos está por fazer
e cabe a cada ministério promover as obras
para a eficiência”.
Gestão dos hospitais em PPP sem vantagens
nem pior desempenho que os outros
Um estudo da Entidade
Reguladora da Saúde (ERS)
sobre a gestão dos hospitais em
regime de parcerias públicoprivadas (PPP) não identificou
vantagens significativas neste
modelo, mas também não
apurou um pior desempenho
destas instituições.
O objectivo do estudo,
pedido pelo Ministério da
Saúde, foi identificar o que de
positivo as PPP trouxeram ao
SNS, mas também eventuais
desvantagens.
A avaliação da ERS focouse em quatro vertentes: eficiência relativa, eficácia, qualidade
clínica e custos de regulação.
Os hospitais com gestão
em PPP foram comparados
com outras instituições que
dispõem de um Serviço de
Urgência Polivalente (SUP) ou
um Serviço Médico-Cirúrgico
(SUMC), com vista à restrição
da análise aos hospitais gerais
(não especializados) do SNS
com maior nível de diferenciação.
A primeira experiência de
gestão privada de um estabelecimento público na área da
saúde em Portugal teve início
em 1995 com a celebração
de um contrato para a gestão
privada do Hospital Fernando
Fonseca, que durou até 31 de
Dezembro de 2008.
SEM IGUAL
Médicos ibero-americanos alertam Papa
para a “doença mais grave”, a pobreza
Médicos da Península
Ibérica e da América Latina
entregaram quinta-feira (9)
ao Papa Francisco uma carta
de princípios da profissão,
aprovada num encontro em
Coimbra, na qual alertam
para a “doença mais grave”,
a pobreza.
A pobreza e o seu amplo
leque de expressões, como a
fome, a sede ou a exploração
laboral, assumem-se como “a
mais grave doença conhecida”, sublinham os médicos,
que aprovaram a Carta de
Identidade e Princípios da
Profissão Médica Latinoiberoamericana em Coimbra,
no 9.º encontro do Fórum
Ibero-americano de Entidades
Médicas (FIEM), que terminou na sexta-feira.
Segundo a carta de princípios, os determinantes sociais
da saúde mais importantes
“não são causais”, mas “consequências” de medidas políticas
e económicas que levam a uma
“má distribuição de riqueza e
mecanismos ineficazes para
mitigar as desigualdades”.
Os médicos frisam que “não
se pode estar comprometido
com os valores cristãos e com
os valores da medicina” e
participar na injustiça.
A pobreza, a exclusão e “a
injustiça na redistribuição de
bens e riqueza” são “factores
determinantes para a criação
de efeitos negativos para a
saúde dos indivíduos e das
populações” e são “a causa
fundamental da doença e sofrimento no mundo”, refere a
carta de princípios.
O documento a que a
agência Lusa teve acesso
sublinha ainda que a profissão enfrenta neste momento
problemas “não reconhecidos
previamente”, como a investigação selectiva “sobre o mais
rentável e não sobre o mais
necessário”, o preço “extraordinário” de medicamentos
e tecnologia, assim como a
segurança clínica e a tomada
os preços dos medicamentos
“devem ser socialmente aceitáveis” e fixados “em função
dos custos reais da investigação, das margens de benefício
que se estabelecem e pelo
custo mais baixo a que podem
ser produzidos. Nunca pelo
preço mais alto que alguém
está disposto a pagar”.
de decisões partilhada com os
pacientes.
Apesar de o FIEM considerar que a investigação
científica permite resolver
problemas de saúde e melhorar
a qualidade de vida das pessoas, os médicos realçam que a
patente de medicamentos “não
deve ser um instrumento para
gerar o maior enriquecimento
possível para o detentor” da
mesma.
O sistema de patentes de
medicamentos deve estar “alinhado com os interesses dos
cidadãos e da saúde pública,
de forma que os recursos dedicados à investigação tenham
necessariamente em conta as
necessidades mais prementes
de saúde no mundo”, pode
ler-se no documento escrito
em castelhano.
De acordo com os médicos,
A violência de género
também é destacada na carta
de princípios: os médicos
consideram que é necessária
“especial atenção” para as
acções “violentas e dominadoras produzidas por homens
com o intuito de controlar e
submeter as mulheres com
quem se relacionam”.
Essas acções correspondem
a uma ideologia “que defende
a supremacia masculina sobre
a mulher e considera as mulheres como seres inferiores”,
sendo fundamental “aplicar
instrumentos específicos” para
as proteger.
O FIEM é constituído pela
Confederação Médica LatinoAmericana e do Caribe,
pela Ordem dos Médicos de
Portugal e pelo Conselho
Geral de Colégios Médicos
de Espanha.
Centro Hospitalar do Oeste vai retomar
quimioterapia nas Caldas da Rainha
Os tratamentos de quimioterapia vão ser
retomados até ao final deste mês no hospital
de Caldas da Rainha, depois de em Abril
terem sido ali suspensos após uma inspecção
do Infarmed, anunciou o Centro Hospitalar
do Oeste (CHO).
“Ainda durante este mês,
os doentes podem voltar a
receber o seu tratamento
na unidade de Caldas da
Rainha”, disse a presidente
do conselho de administração do CHO, Ana Paula
Harfouche, em entrevista à
agência Lusa, após terem
sido efectuadas melhorias
de funcionamento para
corrigir os problemas detectados pelo
Infarmed.
A inspecção do Infarmed - Autoridade
Nacional do Medicamento e Produtos de
Saúde incidiu sobre os serviços farmacêuticos, tendo “identificado não conformidades” no seu funcionamento e “impondo a
suspensão imediata da administração de
citotóxicos, conhecidos em termos gerais
como quimioterapia.
Em causa esteve o facto de a câmara de
fluxos laminares não estar no sítio adequado
e de não estarem “garantidos os requisitos
técnicos”, situação que poderia acarretar
“riscos para os profissionais” que preparam
e manuseiam a medicação.
Após receber o relatório do Infarmed, de 15 de
Abril, o CHO suspendeu de
imediato os tratamentos de
quimioterapia na unidade de
Caldas da Rainha.
Os seis doentes a necessitar desse tratamento
foram reencaminhados para
o hospital de Torres Vedras,
pertencente ao mesmo centro hospitalar, tendo sido
assegurado o seu transporte. Segundo Ana
Paula Harfouche, Torres Vedras tem dado
resposta aos doentes, cujo número se tem
mantido estável e não tem crescido.
O seguimento dos doentes oncológicos
continuou a ser feito na unidade das Caldas
da Rainha.
Segundo a presidente do conselho de
administração, não se coloca a hipótese do
serviço de oncologia encerrar nas Caldas
da Rainha.
14 de Junho de 2016 | 23
QUALIDADE
SEM IGUAL
comunidade
Mar de gente na Parada do Dia de Portugal
continuação da página 14
A diversidade etnográfica esteve patente através de vários
ranchos e grupos folclóricos, entre eles o Rancho da Nazaré
de Mississauga, o Rancho
Folclórico Ribatejano, Os
Camponeses de Toronto, o
Grupo Folclórico Português
de Oakville, o Grupo
Transmontano, As Tricanas e
os Estrelas do Norte, bem como
pelos grupos que marcharam a
acompanhar as suas colectividades já indicadas.
Também a imprensa da
comunidade portuguesa esteve
representada, mormente pelos
jornais Sol Português e Voice
e pelas emissoras CIRV FM e
FPTV, num desfile em vários
clubes se destacaram pela originalidade das suas apresentações.
Entre as distintas mostras e variedade das manifestações da
cultura e das tradições portuguesas, destaque para as típicas
lavadeiras, os pescadores, as casas em pedra, as actividades
ligadas às vindimas e ao pisar das uvas, ou à recolha de resina
dos pinheiros, as romarias e as marchas populares.
A comunidade não esquece os seus voluntários
No final da Parada, no parque Trinity-Bellwoods, junto ao
monumento que desde 2001 presta homenagem ao trabalho
voluntário na comunidade portuguesa, reuniram-se entidades
oficiais e público para o ritual
reconhecimento de todo o esforço despendido por milhares
de lusos que, muitas vezes anonimamente, dão gratuitamente
do seu tempo e esforço.
O comendador José
Eustáquio, na qualidade de
presidente da ACAPO, dirigiu
a simbólica cerimónia, pequena na dimensão e aparato, mas
grande no sentimento.
Começou por chamar ao
pódio algumas das individualidades presentes, para que pudessem, também elas, deixar
a sua mensagem de agradecimento aos voluntários
Escutaram-se então as palavras das deputadas federais
Julie Dzerowicz e Kamal Khera, que apesar de não serem
de origem lusa quiseram marcar presença nesta importante
celebração da lusitanidade, enquanto que a nível provincial se
apresentaram as deputadas luso-canadianas Teresa Armstrong
e Cristina Martins, que reforçaram a importância do trabalho
voluntário.
De Cambridge compareceu Frank Monteiro, vereador lusocanadiano naquela cidade, enquanto que os seus homólogos
na Câmara Municipal de Toronto, Ana Bailão e César Palacio,
expressaram de igual modo a sua apreciação pela obras dos
voluntários, sobretudo a todos quantos estiveram envolvidos
nestas gigantescas celebrações da Semana de Portugal.
O comendador Frank Alvarez foi também convidado a
dirigir algumas palavras, aproveitando para agradecer a José
Eustáquio e a restante equipa pelo bom trabalho que todos os
anos realizam na organização
destes festejos.
Em representação do governo de Portugal falou também
o cônsul-geral Luís Barros,
que recordou ter estado presente na cerimónia em que foi
desvendado o monumento aos
voluntários, naquele exacto
local, destacando que o voluntariado não é uma prática
vulgar em Portugal, ao contrário dos países da América
do Norte.
A culminar o momento solene, a artista Isabel Sinde foi
convidada cantar os hinos nacionais do Canadá e de Portugal,
enquanto Katia Caramujo e Laurentino Esteves, respectivamente, presidente e vice-presidente do Conselho de Presidentes
da ACAPO, colocavam simbolicamente uma coroa de flores
em frente ao monumento.
Espectáculos da Semana de Portugal:
Concertos atraem número recorde de espectadores ao parque Earlscourt
Por António Perinú, Fátima Martins e Noémia Gomes
Vindos de Portugal, Pedro Abrunhosa e Augusto Canário
foram cabeças de cartaz para os espectáculos deste ano promovidos pela Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas
do Ontário (ACAPO), três dias de música e festejos que
marcam o auge das comemorações do Dia de Portugal, de
Camões e das Comunidades em Toronto.
De sexta-feira (10) a domingo (12), o vasto programa foi
composto por uma grande variedade de artistas e sonoridades, incluindo a 23.ª edição do Festival de Folclore Raízes
do Nosso Povo, apresentado pelos jornais Sol Português
e Voice, e durante o qual o público pôde contemplar a extraordinária variedade de danças e cantares tradicionais de
Portugal continental e insular.
Os concertos musicais foram apresentados pelas emissoras CIRV-FM e FPTV, com
apresentação do locutor Jorge
Neves, que na sexta-feira deu
as boas vindas ao público,
começando por anunciar que
a troupe de comediantes The
Portuguese Kids, que se deslocava dos Estados Unidos
para actuar nessa noite, não
estava ainda presente, pelo
que o espectáculo abriu com
o folclore.
A apresentação desta componente do espectáculo ficou
a cargo de um perito no assunto, Laurentino Esteves, com
a coordenação de Joaquim Simões, director da Cultura da
ACAPO, e a primeira presença em palco foi do rancho
folclórico do Arsenal do Minho.
Após a actuação, Fátima Martins colocou a tradicional
fita no estandarte do grupo, em representação dos jornais um concerto que fez vibrar a plateia, conquistando mais um
Sol Português e Voice que habitualmente apresentam o cer- sucesso em Toronto.
tame, seguindo-se então o rancho Os Antigos do Portuguese
continua na página 24
Cultural Centre de Vaughn e o
Rancho Folclórico da Nazaré
de Mississauga, cujas fitas
foram colocadas por Katia
Caramujo e Hélder Correia da
ACAPO, respectivamente.
O serão passou então
aos espectáculos musicais,
a começar pela banda de
pop-rock luso-americana
Eratóxica, que tem conquistado grande sucesso não só
nos EUA como também em
Portugal e que mostrou saber agradar aos milhares de
espectadores que assistiam
ao espectáculo.
Actuaram de seguida os
The Portuguese Kids, trio de
comediantes irreverentes que
de imediato provocaram a
hilaridade com a sua marca de
humor centrada na vivência
de jovens luso-descendentes,
criados no seio de famílias
imigrantes deste lado do
Atlântico.
O espectáculo atingiu
o auge com a actuação do
consagrado artista português
Pedro Abrunhosa, que com a
sua banda Caviar apresentou
24 | 14 de Junho de 2016
QUALIDADE
comunidade
SEM IGUAL
Espectáculos da Semana de Portugal:
Concertos atraem número recorde de espectadores ao parque Earlscourt
continuação da página 23 actuações, entregues por Cristina Galrão, David Ganhão, Joe
Assim, a luso-canadiana Karma Band foi seguida pelo
O dia seguinte, sábado (11) foi a todos os níveis histórico Andrade, Mónica Alves, Olívia Rites e António Perinú.
Rancho Ribatejano de Toronto e pelo Académico de Viseu da
ao registar-se a maior enchente de sempre nos concertos da
Para culminar o espectáculo esteve Augusto Canário, artista Casa das Beiras.
Semana de Portugal.
de grande popularidade e que com o seu grupo mais uma vez
deliciou uma assistência em Toronto com música e canções a
criarem um cenário típico de arraial minhoto.
Durante essa noite escutaram-se vários oradores, incluindo os
comendadores Frank Alvarez e José Eustáquio, respectivamente
presidentes da CIRV-FM e FPTV, e da ACAPO e da Semana de
Portugal, assim como António Perinú, dos jornais Sol Português
e Voice, que deixaram palavras de apreço e gratidão a todos os
que tornaram possível um dia a todos os níveis notável.
Também a deputada provincial Cristina Martins e o vereador
César Palacio usaram da palavra, congratulando e dando os
parabéns à organização e ao público, seguidos por Laurentino
Esteves e Joaquim Simões, que foram convidados ao palco.
Nesse dia a entrega das fitas aos ranchos foi feita por Steven
Borges, Laurentino Esteves, Cristina Galrão, Kátia Caramujo,
Bernardino Nascimento e, por último, José Eustáquio, que se
fez acompanhar em palco por António Perinú e Bernardino
Nascimento, presidente da Casa das Beiras, a quem foi louvado
o trabalho desenvolvido na elaboração do carro alegórico da
colectividade, coordenado por Lúcio Oliveira.
O espectáculo prosseguiu com a actuação de Henrik Cipriano
e a sua banda Mexe-Mexe, após o que se voltaram a apresentar
em palco Frank Alvarez, José Eustáquio, Ana Bailão e Cristina
Martins para uma série de agradecimentos.
Num dia extraordinário de Verão, estima-se em cerca de
50.000 pessoas que ao longo do dia passaram pelo parque,
desfrutando do bom tempo e dos grandes espectáculos totalmente gratuitos.
Mais uma vez com apresentação de Jorge Neves, o espectáculo
abriu com o artista nazareno Mário João Estrelinha e passou
ao folclore, quando Laurentino Esteves e Joaquim Simões
procederam à introdução dos grupos para essa tarde.
Actuaram o Grupo Transmontano, seguido do rancho
Províncias e Ilhas de Portugal, intercalados por uma actuação
da banda Sagres.
O programa continuou depois com mais folclore, através
dos ranchos As Tricanas e do Minho, de Oshawa, e voltou às
variedades com o conhecido artista luso-canadiano Henrik
Cipriano, acompanhado pela banda Mexe-Mexe.
O folclore concluiu com as Associações Migrante de Barcelos
e Cultural do Minho, sendo que ao longo das participações os
ranchos foram distinguidos com as fitas que marcaram as suas
José Eustáquio faria saber nessa noite que por intermédio
do ministro Charles Sousa, da deputada Cristina Martins e
da primeira-ministra do Ontarío, Kathleen Wynne havia sido
concedida uma verba adicional às celebrações da Semana de
Portugal, desta feita da parte do departamento de Turismo da
província, no valor de 60 mil dólares, que irá suplementar os
33 mil dólares anteriormente anunciados, depois de um corte
drástico no orçamento, em relação ao ano anterior.
O dia seguinte apresentou-se de características climatéricas
completamente diferentes da véspera, ventoso e frio, o que fez
reduzir a afluência de público ao parque Earlscourt.
Com apresentação de Sérgio Mourato no palco principal e da
dupla dos dias anteriores, Laurentino Esteves e Joaquim Simões,
no palco de folclore, o espectáculo abriu com a actuação do
Grupo Folclórico Português de Oakville, seguido dos ranchos
Os Camponeses de Toronto e da Casa da Madeira.
Ao longo do dia viria a registar-se novamente a actuação de
Mário João Estrelinha, seguido de mais folclore com os Pérolas
do Atlântico, da Casa dos Açores, continuando a intercalar-se
os concertos com as músicas e danças tradicionais.
Esta última agradeceu aos comendadores e aos voluntários,
ressalvando que para o ano a ACAPO celebra 30 anos e o
Canadá 150, aniversário conjunto que certamente vai resultar
numa dupla festa.
A finalizar, registou-se a actuação de uma voz bem conhecida
da comunidade, Isabel Sinde, que actuou com banda ao vivo,
culminando a noite com o concerto da artista luso-canadiana
Sarah Pacheco e a sua banda.

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