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jornal olodum jan
INFORMATIVO DO BLOCO OLODUM
Janeiro / 2015
Etiópia – a Cruz de Lalibela,
o Pagador de Promessa é o tema
do carnaval Olodum em 2015.
Os primeiros blocos de africanos no carnaval de Salvador foram o Embaixada
Africana (1885) e o Pândegos de África (1886). Ambos formados por africanos,
descendentes livres e alforriados, que faziam do carnaval seu principal espaço
de crítica, ironia e valorização da cultura de origem africana no Brasil.
Os temas destes dois blocos foram sempre Egito, Etiópia, Abissínia,
e isto assustava a sociedade soteropolitana, pois eram os africanos
mostrando que antes da Europa,
houveram civilizações negras desenvolvidas e que os africanos não
eram selvagens. O impacto destes
blocos de africanos foi tão grande
para a autoestima e orgulho dos
negros baianos, que logo a polícia,
estimulada pelos jornais da época,
proibiu os desfiles dos blocos de negros e dos afoxés.
Na atualidade, coube ao Olodum tratar da Núbia, Axum e Etiópia
no carnaval de 1989, abordando as
origens da cultura sudanesa, relacionando o nordeste brasileiro com
a Etiópia. Em 2015, será a vez de juntar o museu dos povos – a Etiópia –
com a Bahia e com a nossa luta pela
liberdade religiosa. Vamos destacar
a importância da Cruz de Lalilbela, o cristianismo africano anterior
a outras formas desta fé e, através
da saga de Zé do Burro, do filme O
Pagador de Promessa, escrito por
Dias Gomes, tendo como cenário,
as ruas do Pelourinho e a Igreja do
Passo, faremos um grande desfile
carnavalesco.
Assim, o Bloco Olodum apresenta o tema para o carnaval 2015
quando celebraremos os 35 anos
do seu primeiro desfile. A Etiópia,
a Cruz de Lalibela e o Pagador de
Promessa representam uma homenagem ao berço da humanidade, ao
túmulo de Adão, à Mãe do homem,
à Arca da Aliança, ao rastafarianismo, ao reggae e ao pan-africanismo.
O Olodum pretende ser um pagador da promessa de igualdade,
feita em 1798 pelos líderes da Revolta dos Búzios que sonharam, um
dia, haver na Bahia e no Brasil igualdade entre pessoas de diferentes
cores e origens.
Realizar esta tarefa é um dos caminhos da fé do Bloco Afro nascido
no Pelourinho entre templos de
terreiros de candomblés e igrejas
do berço do Brasil moderno, que é
conhecido pelo nome singelo de
Olodum, o diminutivo de Olodumaré – o nome de Deus.
Expediente
JORNAL OLODUM Edição online
Janeiro de 2015, Edição n° 1/2015
Presidente
João Jorge Santos Rodrigues
Vice-presidente
Marcelo Gentil
Revisão
Verônica Gomes
Projeto Gráfico e diagramação
Henrique Duarte
ASSOCIAÇÃO CARNAVALESCA
BLOCO AFRO OLODUM
Rua das Laranjeiras, 30 – Pelourinho
CEP: 40.026-230 – Salvador – BA
Telefone Casa do Olodum (71) 3321-5010
www.olodum.com.br
e-mail: [email protected]
2 | JORNAL DO OLODUM
Olodum: Um espaço privilegiado
para as mulheres
Na edição especial do Jornal Olodum do Femadum
2014, demos início a uma série de matérias visando
destacar a importância do trabalho das mulheres à
frente da entidade. Historicamente o Olodum tem
mantido espaços de destaque para as mulheres. Foram muitas as diretoras, a exemplo de Cristina Rodrigues que presidiu a entidade em um momento
importante que caracterizou a transição de bloco de
carnaval para a consolidação do Olodum como entidade de luta pelos direitos humanos. Esta fase também representou o fortalecimento da luta contra o
racismo e o compromisso da entidade com a transformação social dos afro-baianos, por meio do desenvolRita de Cássia Castro – Ritinha
como é conhecida - fixou residência
em Salvador aos seis anos de idade e
confessa ser apaixonada por história
e, em especial pela que diz respeito a
dos afro-brasileiros e africanos.
Em 1987 escutou em uma emissora de FM a música “Faraó”, na gravação da Banda Mel e ficou apaixonada.
Seus amigos informaram-lhe que a
música era do Bloco Olodum e que interpretada pelo bloco afro tinha bem
mais “pegada”.
Rita Castro com Spike Lee, no Pelourinho em fevereiro de 2013
Era um final de tarde de domingo, um novembro ensolarado e ela
chegou ao Largo do Pelourinho.
Encantou-se com o que viu e se
apaixonou mais ainda pelo suingue
vimento de projetos, a exemplo do desenvolvido pela
Escola Olodum.
Naquela edição histórica, a maestrina Andréia foi a nossa homenageada. Nesta edição, também alusiva ao Festival
de Música e Artes Olodum, prestaremos justa homenagem
a Rita Castro, uma guerreira que traz o Olodum na alma, no
sangue e no coração.
Ela nasceu em Santo Amaro da Purificação – Recôncavo
baiano – terra de figuras ilustres e respeitadas no campo da
música e da cultura em geral, bem como das lutas políticas do Brasil a exemplo do herói nacional Manoel Faustino
Santos Lira, um dos jovens líderes da Revolta dos Búzios,
ocorrida nas ruas do centro histórico de Salvador em 1798.
do samba-reggae, com a percussão
fazendo evoluções conduzidas magistralmente pelo Mestre Neguinho
do Samba.
A partir daquele ensaio, passou
a frequentar todos os ensaios e, no
início de 1989, foi convidada a trabalhar no Grupo Cultural Olodum
como secretária, lotada na tesouraria da entidade. Em 1990, tornou-se
membro do Conselho Consultivo do
grupo e, um ano depois passou a fazer parte da equipe de produção da
Banda Olodum, inicialmente como
assistente de produção, função que
ela considera como preponderante
para se tornar a grande produtora
que hoje é.
No Olodum, Ritinha trilhou uma
carreira meteórica, foi responsável
pelo CDMO, o Centro de Documentação e Memória do Olodum e, em
1992, tornou-se diretora administrativa e financeira.
Inquieta e com a mesma disposição da criança que aos seis anos
trocou o Recôncavo pela capital, no
início do ano 2000, a convite de antigos contratantes do Olodum, trocou
o Brasil pela China, para colocar em
prática, na terra de Mao Tse-Tung,
seus conhecimentos de produtora
de eventos.
Fluente em inglês, iniciou estudos de Massoterapia em medicina
chinesa na INCISA – unidade avançada da Universidade de Pequim em
Tóquio que ministra os cursos naquele idioma.
Em sua passagem pelo Japão,
onde fixou residência, gerenciou o restaurante Copa Tóquio, especializada
em culinária brasileira. Na Iiternational
Gastronomy School, cursou gastronomia visando especializar-se nos segredos da boa cozinha e com isso, obter o
visto de estudo e trabalho para permanecer no país. Após concluir o curso,
tornou-se chefe de cozinha da Churrascaria Tucano e, depois, trabalhou
no Restaurante Carioca, também em
Tóquio e, em 2012, voltou para o Brasil.
De volta à Bahia, retomou ao ofício de sua paixão que é a produção
de eventos, fazendo produções eventuais no Olodum e na Iris Produção,
onde atuou em shows de Kuku Santos, Jauperi, Ana Karolina, Maria Gadu,
Maria Rita, Jorge Vercilo, Djavan, Alcione e produziu o Rock Concha na Concha Acústica do Teatro Castro Alves.
No campo das artes cênicas, produziu
a companhia brasiliense ‘Os Melhores
do Mundo’.
Depois disso e, ainda em 2012,
reintegrou-se definitivamente à produção da Banda Olodum, onde está
responsável pela coordenação de
produção e produção executiva da
banda.
Ritinha faz parte de um grupo que
é majoritário no Olodum. O de mulheres, que como Eunice, Vanusa, Cristina
Calacio, Mara Felipe e a maestrina Andreia, estão à frente de segmentos importantes e estratégicos do Olodum.
Marcelo Gentil
JORNAL DO OLODUM | 3
FEMADUM 2015
“Etiópia – a Cruz de Lalibela,
o Pagador de Promessas”
O Festival de Música e Artes Olodum – FEMADUM – foi criado em 1980, para
divulgar a diversidade das culturas afro-baiana e brasileira e dar oportunidade
a talentos populares de artistas que buscam na cultura afro a sua fonte de
inspiração. O FEMADUM possibilita, também, a compositores, músicos e ao
público em geral, um reencontro com fatos da história do Brasil e com países
africanos, por meio de composições populares. Ou seja, o festival reflete um
olhar do povo sobre a história e sua reprodução através da cultura.
O FEMADUM é o principal evento cultural do Olodum antes do
carnaval. No festival era escolhida
a rainha do carnaval do Olodum e
ocorria a seleção das músicas nas
categorias “samba tema” e “samba
poesia”.
O festival é, sem dúvida, o mais
importante evento público da música afro-brasileira e também o maior
das Américas. Realizado no Largo
do Pelourinho, ao longo de 33 anos
teve a participação de um público
superior a 300 mil pessoas, sendo
10 mil por eventos.
A partir de 2010, a TVE, Televisão Educativa da Bahia, passou a
transmitir o Femadum para o estado, atingindo algo em torno de 280
municípios. Pela internet, o Festival
de Musicas e Artes Olodum chega a
África, América Latina e Ásia. Neste
ano, a TVE vai registrar e transmitir
ao vivo o Femadum 2015.
O Femadum foi responsável por
lançar no cenário musical baiano e
brasileiro, jovens e talentosos compositores, até então desconhecidos,
a exemplo de Luciano Gomes, Suka,
Rey Zulu, José Olissam, Domingos
Sergio, Sergio Participação, Jau Peri,
Pierre Onassis, Tonho Matéria, Valter
Farias, Adailton Poesia e o trio formado por Jucka Maneiro, Roberto Cruz
e Sandoval; e ainda, Legel, Wellington Epiderme Negra, Nego do Barbalho, Zenilton Ferraz dentre outros.
O evento contempla diferentes linguagens artísticas. Vai desde a música
afro no geral passando pelo samba
reggae – criado pelo saudoso Mestre
Neguinho do Samba. Inclui também,
a literatura afro e os workshops. Em
2015, o Femadum terá, como no ano
anterior, a presença do áudiovisual
com a exibição de imagens de clipes
sobre o Bloco e a Banda Olodum.
A programação do Festival contempla também o Femadumzinho,
que este ano completa sua vigésima
segunda realização, sob a responsabilidade da Escola, que apresentará o
espetáculo de música e dança intitulado “Auto de Fé”.
O Femadum ao longo desses
muitos anos de realização teve
Show de Zezé Motta no Femadum 2014
4 | JORNAL DO OLODUM
alguns vencedores importantes,
como Luciano Gomes em 1987,
com a música Deuses Cultura Egípcia, popularmente conhecida como
“Faraó”. Música responsável por
simultaneamente dar visibilidade
e popularidade ao Olodum e ao
Sambareggae.
Já participaram do evento diferentes grupos artísticos baianos,
nacionais e internacionais, particularmente aqueles vinculados à
cultura negra, além de personalidades de notório reconhecimento
público, a exemplo de: Jimmy Cliff;
Linton Kwesi Johnson; Mutabaruka
(Jamaica); o reggaeman do Mali,
Koko Dembele; Ray Lema do Congo; os angolanos Filipe Mukenga,
Irmãos Almeida; MFA Kera de Madagascar, o Grupo musical Kilombo
da Venezuela e Afro Colômbia. Gal
Costa, Caetano Veloso, Sandra de
Sá, Roberto Ribeiro, Luiz Melodia,
Elza Soares, Mário Gusmão, Gilberto Gil, Daniela Mercury, Lazzo, Margareth Menezes, Xangai, Lecy Brandão, Ney Lopes, Banda Mato Seco,
Emicida, Banda Tribo de Jah e Zezé
Motta foram alguns dos artistas nacionais presentes. Personalidades
como Pierre Verger, Mestre Didi,
Mãe Stella de Oxossi do Terreiro Ilê
Axé Opô Afonjá, o senador Abdias
Nascimento e o presidente do SOS
Racismo Francês, Sr. Harlem Desir,
entre outros.
A cada ano o Femadum tem
um tema próprio, podendo ter relação ou não com o carnaval, ou
com algum acontecimento marcante da época em que o mesmo
é realizado. Assim, o Festival já
teve como temas: Em 1992 – 500
anos da América: um olhar para
o futuro; em 1993 - O Berimbau
(instrumento utilizado na capoeira
para a base musical); 1994 - A Música Negra (narrou a trajetória dos
africanos nas Américas através dos
vários ritmos musicais); 1995 – os
300 Anos de Zumbi dos Palmares
(narrou a história do herói brasileiro que morreu por acreditar na
liberdade, igualdade e justiça);
em 2010 – “O Povo das Estrelas”;
em 2011 – “Democracia e Comunicação”; em 2012 – A Energia da
música Percussiva”; e, em 2013 –
“Samba, Futebol e Alegria – Raízes
do Brasil”.
No Femadum 2015, o Olodum
fará algumas merecidas homenagens, oferecendo o Troféu Samba-reggae a personalidades que de
alguma forma contribuíram e/ou
contribuem para o fortalecimento do trabalho do Olodum, e para
aqueles que vêm contribuindo
para a valorização da população
afro-brasileira, a exemplo do ator
baiano Antônio Pitanga, pela sua
participação no filme O Pagador
de Promessas, lançado nos Estados Unidos em 1964 e único filme
brasileiro a conquistar a Palma de
Ouro no Festival de Cannes.
A programação do Femadum
2015 será aberta no dia 16 de janeiro, às 19 horas com o lançamento de
um E-book de música do Olodum,
exibição de clipes sobre o Olodum e
um coquetel para os presentes. Nessa noite, o Grupo afroinstrumental
Ilú Batá, comandada pelo Mestre
Bira Reis, fará um performance para
receber os convidados.
Confira toda a programação do
Femadum.
Sexta-feira, 16/01/15
19h00 às 22h00
Teatro SESC/ SENAC - Pelourinho
‹‹ Recepção aos convidados com o
grupo Ilú Batá - (Música afroinstrumental)
‹‹ Lançamento do E-book Olodum
2015 (com letras de músicas do
Olodum)
‹‹ Coquetel de abertura do Femadum
‹‹ TV Olodum Cinema afro-brasileiro (exibição de clipes e filmes
do Olodum).
Sábado, 17/01/15
12h00 às 18h00
Largo do Pelourinho
‹‹ 12h00 - Banda Percussiva Olodum e Ala de Canto
‹‹ 13h00 - Femadumzinho – Espetáculo “Caminhos da Fé” - (música e dança afro)
‹‹ 13h30 - Samba de Roda Urbano
– (samba)
‹‹ 14h20 - Banda Percussiva
Olodum e Ala de Canto participação
‹‹ 15h30 - Banda Moa Anbesa
(reggae)
‹‹ 16h40 - Banda Percussiva Olodum com participação de Bira
Reis – entrega da premiação aos
vencedores do festival.
Domingo, 18/01/15
12h00 as 18h00
Largo do Pelourinho
‹‹ 12h00 - Banda Percussiva Olodum e Ala de Canto
‹‹ 13h00 - Escola de Samba Unidos
de Itapuã (samba enredo)
‹‹ 13h40 - Marquinhos Marques e
Banda (afro-pop)
‹‹ 14h00 - Banda Percussiva Olodum e Ala de Canto
‹‹ 14h20 - Edu Casa Nova
‹‹ 14h50 - Entrega do Troféu Samba Reggae - Banda Percussiva
Olodum e Ala de Canto
‹‹ 15h20 - Ramiro Naka (música
afro-latina)
‹‹ 15h40 - Edy Vox e A Banda
(reggae)
‹‹ 16h00 - Banda Percussiva Olodum e Ala de Canto.
MÚSICAS DO NOVO CD DO
BLOCO E BANDA OLODUM
No atual mercado da música, os
discos não têm vendagem significativa como no passado, quando este
instrumento era uma das principais
fontes de remuneração dos artistas,
atualmente, grava-se, não com o
objetivo de se comercializar os CDs,
mas sim, para divulgar o trabalho
artístico e, com isso, impulsionar a
venda de shows.
Hoje, o que se grava é para atender à necessidade de divulgação
dos artistas e, assim, os CDs são distribuídos para emissoras de rádio e
distribuídos em eventos do show
business.
As letras constantes desta edição
do Jornal do Olodum, contemplam
as músicas classificadas para a finalíssima do Festival de Música e Artes Olodum e as músicas gravadas
no CD “Olodum Samba-reggae, 35
anos, ao vivo”
JoãoJorge Rodrigues
JORNAL DO OLODUM | 5
MADIBA
Raimundo Santos ( Bida) / Marquinhos
Marques
Madiba ioiô
Madiba ioioioio
Negro guerreiro, negro de alma
leve
Nobre guerreiro, negro lutador
Que os bons ventos calmos assim
te leve aonde você for
Negro guerreiro, negro de alma
leve
Nobre guerreiro, negro lutador
Que os bons ventos calmos assim
te leve aonde você for Madiba.
Madiba ioiô
Madiba ioioioio
CD “Olodum Samba-reggae, 35 anos, ao vivo
PLUGOU LIGOU TOCOU
Ubiratan Santos / Marquinhos
Marques / Wostinho Nascimento
Plugou ligou tocou
Na minha viola o som do Olodum
Chega pra cá você também meu bem
Pra dançar o reggae ( refrão )
Ah! que maravilha
Tá, tá bom demais
Eu não vou esquecer
Teu remelexo que me faz enlouquecer
Refrão
Virou religião
O Love é geral
Janeiro a janeiro
Festeja carnaval
Tu és primeiro e único
No meu coração
Refrão
Circula em todo universo
Batuque sublime Olodumaré
Nessa levada me entrego
Seja bem vinda a alegria axé
Refrão
DOCE MEL
Narcisinho / Jésica Rezende /Zenilton Ferraz
Você é meu mel doce mel
A poesia nessa melodia
eu quero tanto ver você meu grande amor,
sozinho não posso ficar.
Você é na minha vida a razão do
meu viver,
nós vamos lá no céu brilhar com
Olodum eu só quero amar você.
Nós vamos lá no céu brilhar meu
grande amor, eu só quero amar
você.
Vem amor eu fico louco por essa
paixão,
Te dou meu coração só para mostrar o quanto amo você. (2x)
Se algum dia eu te encontrar
não sei se meu coração vai resistir,
mesmo assim vou esperar esse
momento.
Se é para morrer de paixão não
morrerei de solidão (3x)
Esse teu jeito carinhoso me conquistou,
o seu amor é tudo pra mim,
o que eu sinto por você não tem
mais fim meu amor.
Meu amor tá difícil suportar essa
dor (2x)
Meu amor (2x)
Sua luz divinal, nunca se apagará.
Está acesa em nossos corações, não
vamos deixar ela se apagar.
Está acesa em nossos corações, só
basta a gente se manifestar.
Negro guerreiro, negro de alma leve
Nobre guerreiro, negro lutador
Que os bons ventos calmos assim
te leve aonde você for.
Negro guerreiro, negro de alma
leve
Nobre guerreiro, negro lutador
Que os bons ventos calmos assim
te leve aonde você for Madiba.
LALIBELA OLODUM
Alisson Lima e Angelo Lima
Na cruz de Lalibela eu vou
Pelourinho Roma-negra é Salvador
(bis)
É um templo sagrado que vem da
Etiópia
e essa história eu prometo
te contar (oh jah!)
com os pés descalços
eu vou me curar
e agradecer ao todo poderoso Jah!
Na cruz de Lalibela eu vou
Pelourinho Roma- negra é Salvador
(bis)
É terça-feira é domingo
que os tambores aquecem
logo que o sol vai sumindo
meu coração estremece
é Pelourinho Olodum
com seu rufar magistral
6 | JORNAL DO OLODUM
sou pagador de promessas
sou um olodúnico espiritual
Na cruz de Lalibela eu vou... (bis)
Jerusalém, Pelourinho Roma na
mesma unção
Lalibela a capital da salvação
todos carregam a cruz
cantando a mesma canção
Lalibela, Olodum estão no
meu coração
Na cruz de Lalibela eu vou... (bis)
CLAMANDO A PAZ
Mateus Vidal
Minha vida é um livro aberto, não
escondo nada de ninguém
Sou guerreiro, não desisto, firme e
forte vou fazendo o bem
Vou seguindo o meu caminho
minha luta não posso parar
Nas palavras, pensamentos de Mandela fui me inspirar
Com meu canto ecoando pelo
mundo não vou me render
O Olodum clamando a paz, nossa
arma é a nossa voz
Eu vou cantar, fazer você parar e
pensar
Eu vou cantar,pra todos males
espantar...bis/refrão
É longa a estrada a luta é árdua
Mas você não pode parar
Venha depressa a hora é essa
Basta querer prá conquistar...bis
Ê chananananá
Eu vou cantar,fazer você parar e
pensar
Eu vou cantar pra todos males
espantar...bis
DO JEITO QUE SEU NEGO GOSTA
Lazzo Matumbi
Tomara, tomara que a chuva
Tomara que a chuva caia logo
Pra molhar você
Pingo de estrela cai do céu azul
Do jeito que seu nego gosta
O jeito molhado do seu corpo nu
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Te ver brilhando em meu olhar
Do jeito que seu nego gosta
E te amando peço seu cantar
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
É o Olodum, não é papo furado
Som de percussão, poesia e cor
É de apaixonar, caldeirão de amor
Do jeito que seu nego gosta
Cortando espaço de norte a sul
Do jeito que seu nego gosta
Gotas de mel no seu sorriso blue
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
I LOVE OLODUM
Jucka Maneiro / Sandoval / Silvio Almeida
Te ver brilhando em meu olhar
Do jeito que seu nego gosta
E te amando peço seu cantar
Do jeito que seu nego gosta (3x)
Cortando espaço de norte a sul
Do jeito que seu nego gosta
O jeito molhado do seu corpo nu
Do jeito que seu nego gosta
Do jeito que seu nego gosta
Te ver brilhando em meu olhar
Do jeito que seu nego gosta
E te amando peço seu cantar
Do jeito que seu nego gosta (3x)
FALOU TÁ FALADO
Pierre Onassis e Sátira
O povo falou, falou tá falado
É o Olodum, não é papo furado
Som de percussão, poesia e cor
É de apaixonar, caldeirão de amor
E por onde ele passa
Os tambores avisam
Olodum todo mundo, veste sua
camisa
E o perfume da rosa vem na sua
canção
Impossível conter, tá no meu coração.
O povo falou, falou tá falado
É o Olodum, não é papo furado
Som de percussão, poesia e cor
É de apaixonar, caldeirão de amor
É cocada baiana, acarajé Olodum.
Pelô, pegou você
Pelô, pegou você
Baiana, eee baiana
Eeee baiana.
É cocada baiana, acarajé Olodum.
Pelô, pegou você
Pelô, pegou você
O povo falou, falou tá falado
Venha se embalar no balanço dessa
melodia.
Com o corpo parado não pode ficar,
Olodum,
Seu sorriso é sinal da mais pura
alegria,
Me contagia quando te vejo dançar,
A pele arrepia
O êxtase é total,
As mãos acima a chacoalhar,
Traga também seu axé,
Eu me chamo Olodumaré
E faço o povo cantar
Ê lá lá ê, laiá, laiá, lá lá ê, laiá...
Ê lá lá ê, laiá.. Olodum, Olodum
Ê lá lá ê, laiá, laiá, lá lá ê, laiá...
Simbora vamos lá,avante, let’s go,
Seguindo a banda reggae é bom
demais
Simbora vamos lá,avante, let’s go,
Cantando o amor, I love Olodum
Essa canção nos leva às estrelas
Do anjo querubim trombeta ressoou,
É magia do canto da sereia
Que nos leva além do infinito amor
Ê lá lá ê, laiá, laiá, lá lá ê, laiá...
Ê lá lá ê, laiá. Olodum, Olodum
Ê lá lá ê, laiá, laiá, lá lá ê, laiá...
OLODÚNICOS
Sandoval/ Jucka Maneiro / Silvio Almeida
Sou Olodúnico
Olodumaré
Olodúnico
Olodumaré
Sou Olodúnico
Olodumaré
Maré... maré...maré... maré.
O som do Olodum me chamou
Nessa sinfonia eu vou
E o meu coração rega de carinho
Com alegria e amor.
JORNAL DO OLODUM | 7
A minha peqada é de gueto
O sangue das veias tem dendê
O meu batidão tem tambor
E o meu pancadão Olodum no Pelô.
Sou Olodúnico
Olodumaré
Olodúnico
Olodumaré
Sou Olodúnico
Olodumaré
Maré... maré...maré... maré.
Quando eu te encontrar
Vai ser tanta emoção
Quem chegar primeiro liga
Combinado então.
Pra gente se vê lá
A gente se vê lá
Pra curtir nosso som da favela
A gente se vê lá
A gente se vê lá
Pra curtir Olodum sexta feira
Sou Olodúnico
Olodumaré
Olodúnico
Olodumaré
Sou Olodúnico
Olodumaré
Maré... maré...maré... maré.
BELO DE DOM
Pierre Onassis e Jauperi
Olodum belo de dom comum
Que estará na sombra que brotar
Da pétala da flor
Haverá a luz que brilhará
Homens a encontrar
Um verdadeiro amor
Olodum és a coisa mais linda
Que és forte presença no ego
De um compositor ôô ôô
Me mostra Olodum o caminho pra
liberdade
E me faz compreender
Cada vez mais o meu opressor ôôôô
Grandes fortalezas de inquietantes
desejos
Nas quais se destaca uma sociedade igualitária
Onde a paz será filtro para purificar
a alma
E lágrimas quentes rorejarão
Com a voz embargada de emoção
Cantaremos para o Olodumaré
A cantar ô ô ô a ressoar o seu
tambor
Ôôô Olodum
És a luz que brilha e
clareia Salvador (3x)
PROMESSA DE IGUALDADE
Carlinhos Maracanã
Etiópia, Etiópia ah, ah!
Olodum conta a história dessa
antiga nação
Mãe África oh! Mãe África
Judaísmo, Cristianismo, fé, religião
Muçulmanismo, Rastafari, Hhailê
Selassie Imperador
Após a morte da rainha Zewditu
O império ele alcançou
Adis Abeba que beleza é a sua
capital,capital
Amarico sua língua oficial
E viva o povo de lá
Nosso irmão de cor
Etiópia, Pelourinho, Salvador
Tribo de Dam
Etiópia berço da humanidade
Manelik ii Rei Ezana luta realidade
Cruz de Lalibela, arca da aliança,
jardim do éden
A esperança de um novo amanhecer
O pagador de promessa homem
destemido
Porém ingênuo feito um menino
Sua promessa veio de longe pagar
Na igreja de Santa Bárbara
Zé do Burro não pode entrar
E hoje o Olodum declara pra toda a
cidade
Eu sou o Olodum pagador da promessa de igualdade
O Timkat Olodum da Etiópia
Adailton Poesia
Axum, Abissínia, Etiópia
É lá que está o Éden que viveu
Adão e Eva
Terra de Lucy ancestral da humanidade
Ge’ez é a língua e “Nova Flor” a capital
Deus dos deuses fez orvalho
Com as lágrimas da Aurora, Olodum
A Rainha de Makeda foi a Israel
checar
A sabedoria afamada do Rei Salomão
Desse encontro da Candace
Menelike é semeado e vira semeadura
Da Terra fértil e invencível Etiópia
É o Timkat Olodum na venida à
professar
Carregando a sua cruz, com sombreiros a cantar
Transformando água em vinho
Vai subindo o Pelourinho
Do Paço que Zé do Burro esbarrou
intolerado
Vindo pagar a promessa depois de
crucificado
Ê, ê, ê, ê... Olodum (Refrão)
O Pagador de promessas
Cruz de Lalibela, Etiópia - bis
Sião casa de Davi estendeu a mão
a Deus
Gebre Mesqel Rei Lalibela segue o
anjo Gabriel
Fez na rocha onze igrejas até hoje
um desafio
À ciência e seus encantos, é milagre
lá do céu
Feito pelas mãos de homens e uma
legião de anjos
Sóerguendo na Etiópia a Nova
Jerusalém
A sagrada profecia veio no brilho
solar
Hailé Selassié Rastafary assume o
trono
Jah Misericordioso, Leão da Tribo
de Judá
O COMEÇO DA HISTÓRIA
Diggo De Deus
Berço da humanidade
Uma história tão rica marcada pela fé
Escavadas na rocha de Lalibela
Terra da arca da aliança
Gondar e seus castelos, palácios
encanta
Sua imensidão abriga o rio Tana
fonte do Nilo azul
Uma nação poliglota
São oitenta línguas faladas do norte
até o sul
Ethi Ethiopia civilização africana
Onde foi o começo da história
8 | JORNAL DO OLODUM
Ethi Ethiopia mais um cantar do
Olodum
Pra gente guardar na memória
Ethi Ethiopia civilização africana
Onde foi o começo da história
Ethi Ethiopia mais um cantar do
Olodum
Pra gente guardar na memória
Ah! Ah, Addis Abeba
Ah! Ah, Addis Abeba
Ah! Ah, Addis Abeba
Ah! Ah, Addis Abeba
Um santuário da fauna e da flora
Tombado pela UNESCO um patrimônio mundial
O Parque Nacional Montanhas de
Simien
Uma terra de mil sorrisos
Um mosaico cultural
A antiga Axum com seus obeliscos
Embeleza ainda mais um cenário
divinal
Ethi Ethiopia civilização africana
Onde foi o começo da história
Ethi Ethiopia mais um cantar do
Olodum
Pra gente guardar na memória
Ethi Ethiopia civilização africana
Onde foi o começo da história
Ethi Ethiopia mais um cantar do
Olodum
Pra gente guardar na memória
Ah! Ah, Addis Abeba
Ah! Ah, Addis Abeba
Ah! Ah, Addis Abeba
Ah! Ah, Addis Abeba
CULTURA ETIÓPIA
Tica Mahatma e Nem Tatuagem
Etiópia África
Uma antiga civilização
Oromo Harari Gurage Cush Tigres
Povos oriundos retratos de uma
nação
Na fé muçulmana rastafari cristianismo
Hailê Selassiê nobre imperador
Soberania nessa dinastia
comandou
Levante a bandeira da pátria
Espante o mal
Adis Abeba uma negra capital
Salve Olodumaré
Que vem exaltar
A cultura Etiópia (refrão)
Salve Olodumaré
Cruz de Lalibela
E o pagador de promessas
Odisséia ê Etiópia
Eritreia Sudão
Djibuti e Guênia (bis)
Somália nação
Trajetória singela
De um homem sertanejo
Dias Gomes na palma da mão se
inspirou
Olodum que destaca
A arte brasileira
Interligando áfrica Bahia Salvador
Zé do Burro
Olodum Etiópia Pelô
ETIÓPIA E O PAGADOR DE
PROMESSAS
Maestro Socram e Ademir Zaguia
Sou mas um pagador de promessas,
um marco histórico venho narrar
Sobre o início da humanidade em
forma de canto vamos relatar
Um pais dos hebreus e judeus, de
Lucy a primeira mulher
Homenagem ao Rei Lalibela Zé do
Burro Olodumaré
refrão
Ô olodum, Olodumaré
Sou mas um pagador de promessas
fortalecendo minha fé
Ô Olodum que vem desfilar
Com a cruz de Lalibela da Etiópia
vai nos encantar
Olodum traz Lalibela no resgate da fé
Da união entre os povos, contra a
intolerância do axé
O rei Lalibela por sua vez encantou
Esculpindo onze igrejas transbordando seu amor
Fez de blocos monolíticos suas
edificações
Um mosteiro, sepulcros encantando gerações
Em sonho de Lalibela um anjo
deu-lhe a luz
Fez a igreja Bet Giyorgis no formato
de uma cruz
Tombada pela UNESCO patrimônio
da humanidade
Assim como o pelourinho encanta
de verdade
(refrão)
Ô Olodum, Olodumaré
Sou mas um pagador de promessas
fortalecendo minha fé
Ô Olodum que vem desfilar
Com a cruz de Lalibela da Etiópia
vai nos encantar
O pagador de promessas pela estrada viajou
A pé com uma cruz de madeira nas
costas ele carregou
A simplicidade é a essência da vida
com humildade vamos conquistar
A união das raças o resgate da fé
do pagador de promessas canta
Olodumaré
(refrão)
Ô Olodum, Olodumaré
Sou mas um pagador de promessas
fortalecendo minha fé
Ô Olodum que vem desfilar
Com a cruz de Lalibela da Etiópia
vai nos encantar

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