Projeto Fomento

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Projeto Fomento
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
SECRETÁRIA MUNICIPAL DE CULTURA
NÚCLEO DE FOMENTOS CULTURAIS
EDITAL N° 12/2014/SMC-NFC PROGRAMA MUNICIPAL DE
FOMENTO AO TEATRO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO 26°
EDIÇÃO – 2015
GRUPO DE TEATRO CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS
PROJETO DE CONTINUAÇÃO
“Artes do Subterrâneo”
Vamos
Venha
Vamos tirar tudo do bolso
e desaparecer.
Faltar a todos os compromissos
e só voltar de barba grande
anos depois
velhos papéis de enrolar cigarro
enfiados na calça e folhas no cabelo.
Vamos parar
de nos preocupar
com os pagamentos.
Eles que venham
e levem tudo
seja lá o que for
pelo que pagamos.
E que até levem a nós.
Vamos levantar para ir
lá onde as piranhas adoram
No Alto do Morro
onde elas seguram tremores
de terra atrás de pardieiros perdidos
entre canos de gás e restos de comida.
Tomemos os Pardieiros Urbanos
pelo que eles são realmente.
A pátria os chora.
Vamos desaparecer imergindo
em cemitérios de automóveis
e reaparecer anos depois
catando trapos e jornais
secando a cueca no
calor do lixo queimado
com o rabo remendado.
Não se dê ao trabalho
de dar adeus
a uma só pessoa.
Nossa ausência não desolará sua esposa.
Vamos com todo
nosso cheiro animal
por onde os bancos estão cheios
de estátuas dispensadas do parque
à escura noite interior
da zona florida
olhos aguados
pela contemplação
das garrafas vazias de moscatel.
Vamos declamar nas esquinas
lendo bíblias bichadas
Seguir piranhas no porto
Falar canções de selvageria
Jogar pedras
Dizer qualquer coisa
Piscar pro sol se coçar
tropeçar para cair no silêncio
Papear nas portas
conhecer putas de terceira mão
depois que todos já se fartaram
andar cambaleando abismado no pôr-do-sol sobre o rio
dormir em cabines telefônicas
vomitar num balcão de loja de prego
batalhando por um casaco de inverno.
Vamos levantar e descer
sob a cidade
onde os cinzeiros de pé saem rolando
e ressurgem em roupas pútridas
como os reis subterrâneos sem coroa
dos mictórios do metrô.
Vamos dar comida aos pombos da Prefeitura
exortando-os a que cumpram com seu dever no gabinete do
Prefeito.
Se apresse que está na hora
o fim de aproxima Faíscas afluem
Há desastres no sol
Os cães estão soltos
E uma irmã na rua
usa o sutiã para trás.
Vamos logo ingressar
na escura noite interior
da zona calma da alma
e encontrar nossos seres renovados
onde os metrôs defeituosos esperam
sob o Rio.
Cruze para
o pleno maravilhar-se.
A Barca do Sul não vai sair para sempre.
Já estão aliás tirando as barcas
da Baía mas ainda não é tarde demais
para ir se perder em Oakland.
Washington ainda
não caiu do cavalo.
Ainda há tempo para incentivá-lo
e então se mandar
largando para trás o formulário do imposto
de renda o relógio à prova d'água
e indo às tontas procurar por pivetes
sob a Ponte de Brooklyn
estátuas de calças largas no vento
nossos gritos de guerra e a voz do lixo
avisando pastosa que vende coisinha!
Vamos parar vamos ir
para o interior real do país
onde o reino do penhor
pende para a pura anarquia.
O fim está aqui
mas o golfe continua lá em Burning Tree.
Está chovendo desabando água
e o Velho continua roncando.
Vem vindo aí outro dilúvio
mas não é do tipo que você pensa.
Ainda há tempo para pular de cabeça
e pensar à beça.
Meu desejo é descer na sociedade.
Quero todo ser livre.
Simples reles quadriga amiga.
Não esperemos cadillacs
que nos carreguem triunfantes
pelo interior
acenando aos nativos
como senadores romanos nas províncias
com lauréis de poeta
postos nas suas testas ilustres.
Não esperemos a matéria na 1ª página do
The New York Times Book Review
imagens de insano sucesso
mandando lá do retrato um sorriso.
Quando eles derem tua foto
na revista Life
você de resto já terá se tornado um negativo
uma cópia de acabamento brilhante.
Já terão vindo e te pegado
para ser famoso
mas você não terá ficado livre.
Tchau que eu me vou.
Vou vender tudo
e dar o resto
para as Indústrias da Boa Vontade.
Lá deve estar fazendo escuro
com a Banda do Exército da Salvação
e a mente sua própria iluminação.
Tchau que estou saindo de cena.
Fim de papo pra mim.
O sistema está todo contaminado.
Roma nunca foi como isso.
Estou cansado de esperar por Godot.
Estou indo para onde as tartarugas saem ganhando
estou indo lá
onde os pilantras morrem de vomitar.
Nada das tristes esplanadas
do mundo oficial.
Coisinha à venda!
E a pátria lamenta.
vamos pois nós dois
largando as gravatas penduradas num poste.
Assumindo a barba
da anarquia andarilha
com uma cara de Walt Whitman
e uma bomba feita em casa no bolso.
Quero descer na escala social.
A alta sociedade é a sociedade baixa.
Na ascensão social
eu subo para baixo
e a descida é dura.
O Ideal da Alta Classe Média
é para os pássaros
mas nem os pássaros precisam dele
pois têm sua ordem de bicar
baseada no canto.
E os pombos se contentam no chão.
Vamos levantar para ir
para a Ilha de Liberfri.
Deixa pra lá os traficantes de paz.
Corre que é hora.
Vamos levantar e avançar
até o fundo
da Cafeteria Foster.
Tchau Emily Post.
Tchau
Lowell Thomas.
Tchau Broadway.
Tchau Herald Square.
Desliguem tudo.
Confundam todo o sistema.
Cancelem nossas folgas.
Percam a guerra
sem matar ninguém.
“Obligatto do Bicho Louco”, do
poeta e editor Lawrence Ferlinghetti
OBJETIVOS
Em 1982, Mário Bortolotto e Lázaro Câmara; fundam na cidade de
Londrina (PR) o Grupo de Teatro Chiclete com Banana que a partir
de 1987 passou a se chamar Cemitério de Automóveis (Nome
que alude ao poema “Obligatto do Bicho Louco”, do poeta e editor
americano, Lawrence Ferlinghetti, um importante nome da geração
beat). O Grupo já montou mais de quarenta espetáculos cumprindo
várias temporadas em Londrina, Rio de Janeiro, Curitiba e São
Paulo, onde está trabalhando desde 1996.
Participou dos mais importantes festivais de teatro do país
colecionando uma galeria respeitável de prêmios.
Com o espetáculo Medusa de Rayban, ganhou o Prêmio
Mambembe de Melhor Ator Coadjuvante de 1997 (Everton
Bortotti) e foi indicado para o Prêmio Shell de Melhor Autor de
1997 (Mário Bortolotto).
Por Diário das Crianças do Velho Quarteirão, que esteve em
cartaz durante os meses de novembro e dezembro de 1998, no
TBC, Mário Bortolotto recebeu a indicação para o Prêmio Shell de
Melhor Autor de 1998.
O Cemitério de Automóveis é reconhecido como um núcleo de
produção constante e intensa, permanecendo em cartaz na
cidade de São Paulo com espetáculos de teatro, eventos sobre
literatura, além de shows com a Banda Cemitério de Automóveis,
formada em 1999 com repertório próprio (e um CD lançado,
Cachorros Gostam de Bourbon) de blues e rock’n’roll.
Em maio de 2000 o Grupo participa do FILO – Festival
Internacional de Londrina com os espetáculos Efeito Urtigão e
Felizes para Sempre. De julho a outubro realiza a 1.ª Mostra de
Teatro Cemitério de Automóveis, com 14 produções no Centro
Cultural São Paulo. A mostra rende a Mário Bortolotto o PRÊMIO
APCA PELO CONJUNTO DA OBRA e o PRÊMIO SHELL DE
MELHOR AUTOR por Nossa Vida não Vale um Chevrolet.
Em 2001 o Grupo esteve em cartaz no Teatro Augusta entre abril e
julho, com o espetáculo Getsêmani. Em setembro participa do
Festival Porto Alegre em Cena. Participa do Projeto Viagem
Teatral a convite do SESI com o espetáculo Efeito Urtigão.
Participa no Rio de Janeiro do Festival de Dramaturgia
Contemporânea com o espetáculo Postcards de Atacama.
Em abril de 2002 o grupo estreia sua nova montagem: E éramos
todos Thunderbirds, cumprindo temporada de dois meses no
Espaço Cultura Inglesa – Vila Mariana. Em junho Mário Bortolotto
integra a Mostra de Dramaturgia Contemporânea, organizada por
Renato Borghi, no Teatro Popular do Sesi. De julho a setembro o
Grupo realiza a 2.ª Mostra de Teatro Cemitério de Automóveis,
que reúne 79 atores para a realização de 26 espetáculos no Centro
Cultural São Paulo. Mário Bortolotto é indicado para o PRÊMIO
SHELL DE MELHOR AUTOR DO ANO por Hotel Lancaster, com
direção de Marcos Loureiro.
Contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro
para a Cidade de São Paulo 2003, o Grupo pode, pela primeira
vez, conquistar uma sede: o Espaço Cemitério de Automóveis.
Confirmando o potencial aglutinador do grupo, com programação
intensa, de terça a domingo, incluindo peças de repertório, shows e
lançamento de livro, o Espaço vira ponto de referência não só para
o público, mas também para escritores, bandas e artistas, com
oficinas gratuitas extremamente concorridas. Estreiam, no próprio
espaço, dois espetáculos inéditos: A Frente Fria que a Chuva traz
– indicado ao Prêmio Shell de Melhor Autor para Mário
Bortolotto – e Homens, Santos e Desertores, com direção de
Fernanda D´Umbra. Em julho o grupo se apresenta com 4
montagens – E éramos todos Thunderbirds; Homens, Santos e
Desertores; Felizes para sempre e Nossa vida não vale um
Chevrolet – no Festival Internacional de Teatro de São José do
Rio Preto.
Contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro
para a Cidade de São Paulo 2004, com o qual ocupou o teatro
Alfredo Mesquita, estreou o espetáculo O que restou do sagrado,
em temporada no Espaço dos Satyros, na Praça Roosevelt, e
realizou o evento Encontros no Cemitério, uma série de debates
sobre teatro realista tendo como convidados os principais nomes do
teatro contemporâneo brasileiro. O Grupo torna-se ponto
preponderante no processo de revitalização humana e artística
da Praça Roosevelt, hoje considerada o maior centro de produção
teatral do Brasil. A Frente Fria que a chuva traz participa em julho
do FILO e em outubro do Festival Rio Cena Contemporânea.
O grupo ofereceu três oficinas gratuitas, no Teatro Fábrica, de
adaptação de textos para teatro (Mário Bortolotto), interpretação
baseada em histórias em quadrinhos (Fernanda D´Umbra),
cenografia (Gabriel Pinheiro) e roteiro para HQ (André Kitagawa).
Chapa Quente cumpriu temporada de maio a julho de 2006 no
Viga Espaço Cênico. Por conta da tradução e inclusão de Hotel
Lancaster, Mário Bortolotto é convidado especial do “Libreto em
Mano”, em Montevideo, festival com leituras dramáticas de
importantes autores brasileiros interpretadas por artistas uruguaios.
Em novembro, Homens, Santos e Desertores faz quatro
apresentações no Auditório Mini Guaíra, na cidade de Curitiba
(PR). Em 2007 o grupo completa 25 anos. Em junho/julho realizou
a IV Mostra de Teatro Cemitério de Automóveis, na Sala
Ademar Guerra do Centro Cultural São Paulo.
No fim do ano o grupo lança sua primeira experiência em cinema
digital: Getsêmani. Baseado no espetáculo homônimo de Mário
Bortolotto, com o elenco original da peça, o longa-metragem foi
filmado no fim de 2006 na Casa das Caldeiras e em diversas outras
locações da cidade de São Paulo. Ainda em 2007, realiza a Mostra
Cemitério de Automóveis no Rio Janeiro.
Em 2008, o grupo remontou “Nossa vida não vale um Chevrolet”, no
Espaço Parlapatões, na data de lançamento do longa-metragem
“Nossa vida não cabe num Opala”, inspirado no texto original de
Mario Bortolotto.
Em 2010, o grupo apresentou a peça inédita de Mário Bortolotto,
“Música Para Ninar Dinossauros” e comemorou 28 anos de
existência com a V Mostra de Teatro Cemitério de Automóveis,
apresentando 10 espetáculos de seu repertório, nos meses de
setembro e outubro, no Centro Cultural São Paulo.
Em 2011 com recursos oriundos do PROGRAMA MUNICIPAL DE
FOMENTO AO TEATRO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO,
ocupou um espaço - na região central, localizado na rua Frei
Caneca, 384 (um espaço de utilidade pública) com uma sala de
espetáculos (que também é usada como sala de exibição de
filmes) uma sala de aula/ensaios, um hall (onde são realizados
shows, saraus e exposições) e um café. É importante ressaltar que,
devido ao caráter não comercial do Grupo (as temáticas
“perturbadoras”, o preço dos ingressos são populares e as
atividades realizadas no projeto foram todas gratuitas), fez-se
imprescindível a ajuda do Poder Público que possibilitou a sua
existência. A contemplação de 2011 proporcionou a realização:
Ensaios; Mostra de repertório com 7 (sete) peças que marcaram a
história do Grupo (a saber: Chapa Quente, 2006, O Natimorto 2007,
Hotel Lancaster, 2002, Deve ser do Caralho o Carnaval em
Bonifácio, 2002, A Frente Fria que a Chuva Traz, 2006, Uma Pilha
de Pratos na Cozinha, 2007, Homens, Santos e Desertores, 2002 )
Produção e apresentações de 3 espetáculos inéditos (Quartos de
Hotel, 269 – 4 peças curtas criadas a partir do livro Crônicas de
Motel de Sam Shepard e o terceiro que será escrito durante este
projeto). Exibição de filmes, saraus de poesia, shows e exposições
de fotos históricas do Grupo; Realização de debates com
especialistas renomados, de diferentes linguagens artísticas
(cinema, literatura, teatro, fotografia, quadrinhos, poesia, música)
que tenham participado direta/indiretamente da História da Cia.
Realização de Encontros com especialistas sobre Teatro,
Sociologia, Psicanálise, Antropologia, Filosofia, Semiótica e
Linguística para discutir e teorizar sobre o trabalho realizado pelo
Grupo e sobre sua obra; Oficinas (dramaturgia, interpretação,
cenografia, HQ, literatura, cinema, figurino e produção).
Desenvolvimento de site para difusão e ampliação do debate sobre
a pesquisa desenvolvida pelo Grupo;
Publicamos o livro comemorativo de 30 anos do Grupo intitulado
CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS 30 ANOS - ARTES DO
SUBTERRÂNEO, distribuído em bibliotecas públicas, escolas de
teatro, centros culturais, outros grupos de teatro e a cooperativa de
teatro, contendo textos e imagens da história da companhia,
depoimentos e a transcrição de todas as palestras e debates
realizados neste projeto – 1000 unidades.
Atualmente o GRUPO CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS se configura
como um grupo de teatro que tem como princípio unir e reunir
outras pessoas (convidados, das mais variadas áreas de atuação)
para integrar suas atividades.
De 2012 a 2014, o teatro deu sequência em sua produção,
mantendo espetáculos de teatro, sem interrupção, com peças
inéditas, reapresentações, com shows, debates, eventos literários,
oficinas de teatro, exposições de arte, com recurso próprio a preços
populares e sem apoio financeiro de terceiros.
Nesse momento, faz-se necessário e urgente o apoio do EDITAL
N° 12/2014/SMC-NFC PROGRAMA MUNICIPAL DE FOMENTO
AO TEATRO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO 26° EDIÇÃO –
2015
para o projeto “artes do subterrâneo” do espaço cultural Cemitério
de Automóveis, que pretende a continuidade de suas atividades
com uma programação cultural rica e diversa, como sempre foi sua
proposta, valorizando a qualidade do trabalho a ser oferecida ao
público Tal programação busca ocupar todos os espaços da sede,
que conta com uma sala de espetáculos e exibição de filmes, uma
sala de aula/ensaios, um hall onde podem ser realizados shows,
saraus e exposições e um café, para público jovem e adulto, com
acesso a cadeirantes.
A verba solicitada para o projeto do espaço cultural de utilidade
pública será para custeio de:
- Pesquisa e aprofundamento do Grupo Cemitério de Automóveis.
Continuidade dos encontros de leitura e pesquisa para novos
textos, a serem selecionados para futuras montagens do Grupo
Cemitério de Automóveis.
- Dança, Corpo e Movimento, com a coreografa Karina Ká
Pinheiro, para os integrantes do grupo. Pretende-se apresentar em
três meses os processos básicos de criação em Dança como
técnicas corporais (balé, yoga, dança moderna, dança
contemporânea, ates marciais, dança-teatro e etc) composição
coreográfica, conceitos e prática de espaço, tempo, ritmo, forma,
fluência e movimento. Noção de anatomia básica, (sistemas) e sua
exploração e desenvolvimento de repertório corporal de ações e
estados. Estudo prático do corpo como matéria prima, ferramenta e
imagem na criação em Dança-Teatro. Preparação corporal do atorintérprete-criador e a dramaturgia do corpo em relação a
dramaturgia do texto na encenação. Criação e apresentação de
pequenos solos de cada ator, com ou sem texto. Duração 3 meses
(para os integrantes do grupo/atores convidados)
Durante 12 meses o Cemitério de Automóveis pretende, em
seu espaço manter uma programação diversa e constante através
dos seguintes conteúdos:
Teatro
- Doze peças do repertório do grupo durante um mês cada, toda
terça e quarta-feira, quinta. Todas as peças terão preços populares
de 20,00 (inteira) e 10,00 (meia)
1) Quartos de Hotel
Texto, Direção e Sonoplastia: Mário Bortolotto
Iluminação: Mário Bortolotto e Pablo Perosa
Elenco: Walter Figueiredo, Luciana Joyce Caruso Borges, Erika
Puga, Francisco Eldo Mendes, Carcarah e Samya Ennes.
Sinopse: Trata-se de uma peça com cenas curtas todas passadas
num quarto de hotel (sempre o mesmo) em particular. É o tipo de
hotel decadente, daquele que as pessoas vão pra passar uma noite
ou então alugam um quarto por um mês. Por esse quarto irão
passar vários personagens com suas histórias e seus dramas
pessoais.
2) Dias e Noites
Texto: Lucas Mayor
Direção, Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Elenco: Mauricio Bittencourt, Karina Ka Pinheiro, Francisco Eldo
Mendes, Gabriela Fontanell, Rodrigo Humberto Leon Contrera,
Majeca Angelucci, Luciana Joyce Caruso Borges e Lulu Pavarin.
Sinopse: Em breves narrativas, a peça trata da banalidade aparente
do cotidiano. Entre as histórias, um casal, que mobiliza o passado
para entender o presente e um catedrático que se apaixona por
uma aluna. Direção Mário Bortolotto. Elenco: Lulu Pavarin,
Contrera, Majeca Angelucci, Karina Ká, Gabriela Fortanell, Mauricio
Bittencourt e Francisco Eldo Mendes.
3) Patrimônio
Texto: Lucas Mayor
Direção: Mário Bortolotto
Sinopse: Cinco histórias formam o drama. Em comum, todas
apresentam recortes familiares. Um pai e uma filha que se
reencontram, dois irmãos refletindo sobre a ausência materna e um
pai e um filho confrontados com uma doença
estão entre as
tramas. Texto: Lucas Mayor
Direção Mário Bortolotto
Elenco Antoniela Canto, Francisco Eldo Mendes, Gabriela Fortanell,
Mauricio Bittencourt, Nelson Peres e Pablo Perosa
4) A queima roupa
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Elenco: Mário Bortolotto, Nelson Peres, Walter Figueiredo, Marcos
Amaral, Rodrigo Humberto Leon Contrera e Gabriel Pinheiro.
Sinopse: É um dos trabalhos mais violentos e elogiados pela crítica.
O texto de Mário Bortolotto foca em uma espécie de psicopata
justiceiro. Ele sai da cadeia depois de dez anos preso e já sai
disposto a tocar o terror. É uma peça curta, rápida e objetiva.
5- “Trilogia da Amizade”
“Borrasca” na terça-feira, Whisky e Hambúrguer” quarta-feira
“A pior das Intenções” quinta.
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Elenco: Carlos Carcarah, Mario Bortolotto, Patricia Vilela, Wanessa
Rudmer, Aline Abovsk,Liz Reis, Renata Airold.
Sinopse: Os textos da trilogia são como um estudo da precariedade
das relações, apenas com o intuito de arriscar um salto em águas
profundas que possibilitem aquela falsa impressão de que é
possível que não voltemos mais à tona. Todas as vezes que
mergulhamos, é o primeiro pensamento que vem à nossa cabeça.
Em “Borrasca” a personagem Diego que acabou de voltar do
velório, conversa com Gabriel, que vive suas tempestades, por ter
sido traído pela mulher com o amigo morto. Em “A Pior das
Intenções” uma escritora coloca em xeque o relacionamento com a
amiga, que despreza seu ofício sem saber os motivos da sua
escolha, colocando em risco a amizade entre as duas.
Relacionamentos amorosos são discutidos em tom de
superficialidade até que o subtexto da relação entre as duas se
revela. “Whisky e Hambúrguer” trata do que resta depois do fim de
um relacionamento. O luto sentimental e o processo de desapego.
Fala de um lugar que todos nós vivenciaremos, cedo ou tarde. Não
há como impedir que as coisas não saiam do lugar. As três peças
fecham um mesmo pensamento. Não é simplesmente o
mapeamento das relações que envolvem aqueles que
consideramos como amigos. É o tour noturno das duas
personagens no final da peça. É a história que vai continuar sendo
contada e da qual não seremos nem testemunhas.
6) O que restou do sagrado
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Elenco: Nelson Peres, Gabriel Pinheiro, Wilton Andrade, Mário
Bortolotto, Lavínia Pannunzio, Mariana Leme e Aline Abovsky.
Sinopse: Por algum motivo que ninguém consegue explicar, seis
pessoas são atraídas para uma igreja. Um padre espera por eles.
São seis pessoas que cometeram pecados muito graves. Eles
devem se arrepender de seus pecados. Do seu arrependimento
depende a salvação do mundo.
7)-Kerouac
Texto: Mauricio Arruda Mendonça
Direção e Iluminação: Fauzi Arap
Interpretação e sonoplastia: Mário Bortolotto
Sinopse: Os últimos dias de vida do escritor Jack Kerouac. Ele está
sozinho em casa e tenta escrever um último livro, mas está por
demais amargurado e sem inspiração.
8) Felizes para Sempre
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Elenco: Nelson Peres, Liz Reis, Fernão Lacerda, Antoniela Canto,
Mário Bortolotto e Aline Abovsky
Sinopse: Três cenas curtas sobre casais desestruturados.
9) Uma pilha de pratos na cozinha
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Elenco: Paula Cohen, Francisco Eldo Mendes, Walter Figueiredo e
Alex Gruli.
Sinopse: Cristina está sofrendo de uma doença terminal. Em uma
noite na casa do ex namorado Julio, ela vai se deparar com os
fantasmas que a assombram em momento tão delicado de sua vida.
10) A frente fria que a chuva traz
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Elenco: Rodrigo Humberto Leon Contrera, Débora Ester, Gabriela
Fontanell, Renata Gouveia, Ana Luisa Hartmann, Francisco Eldo
Mendes, Gabriel Pinheiro, Jiddu Pinheiro, Fernanda Cunha e
Carcarah.
Sinopse: Um grupo de jovens abastados aluga uma laje na periferia
para promover festas onde os legitimos habitantes do lugar são
impedidos
de
frequentar.
11) Hotel Lancaster
Texto e Sonoplastia: Mário Bortolotto
Elenco: Sergio Mastropasqua, Sergio Guizé, Nelson Perez Liz Reis,
Henrique Stroeter e Erika Puga, Maria Manoela
Sinopse: Numa noite de reveillon, um traficante resolve cobrar uma
dívida no "Hotel Lancaster", conhecido reduto junkie da cidade.
12- “Killer Joe”
Elenco: Aline Abovsky, Carlo Carca Rah Ana Hartmann, Fernão
Lacerda e Gabriel Pinheiro.
Sinopse: Texto de Tracy Letts na literatura teatral, Killer Joe foi
escrita em 1991 em homenagem a Holly Wantuch, companheira do
dramaturgo. Em São Paulo, Killer Joe ganhará a primeira
montagem. Tudo se passa num trailler. Chris Smith, 22 anos, é filho
de Ansel e irmão de Dottie e está devendo dinheiro a traficantes de
Dallas, cidade onde mora. Com a ajuda do pai e da madrasta
elabora um plano mortal para se livrar dos problemas. Para isso,
contrata Joe Cooper, o Killer Joe, detetive que é também matador
para começar o trabalho, iniciando assim uma série de eventos que
levam a trama a um clímax chocante. Todos, porém, são
socialmente imprestáveis.
- Três espetáculos inéditos encenados aos finais de semana, com
uma temporada de três meses cada.
1)Tudo que dói
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Elenco: Mário Bortolotto, Carcarah, Ana Luisa Hartman, Liz Reis,
Walter Figueiredo e Valentine Durant
Sinopse: Um escritor mora sozinho. Ele tem um passado nebuloso
que envolve uma filha que ele não vê há muito tempo, porque a
justiça proibiu que ele voltasse a vê-la por conta de sua natureza
violenta. A filha enfim completa a maioridade e tem permissão de
voltar a ver o pai. Ela opta por encontrá-lo. Ele então não sabe
como agir diante da premissa de reencontrar a filha. A peça começa
quando ele recebe a notícia que a filha está vindo. O escritor então
enquanto
espera
a
chegada
da
filha,
começa
a
beber
ininterruptamente e tenta de alguma maneira afogar os seus
fantasmas num delírio de álcool e lembranças que já havia há muito
tempo enterrado.
3) Notícias de Náufragios
NOTÍCIAS DE NAUFRAGIOS
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Elenco: Gabriel Pinheiro, Francisco Eldo Mendes, Patricia Vilela,
Aline Abovsky, Nelson Peres, Walter Figueiredo e Débora Ester.
Um homem volta para sua cidade. Ele deixou mulher e filha recém
nascida quando foi embora. Ele não conhece a filha. Quando chega
na cidade, não consegue ir para casa. Fica andando pela cidade
como se traçasse uma geografia de sua vida pregressa. É quase
como se fosse um périplo sem destino, ou como a história de
alguém incapaz de chegar ao seu destino. No caminho (que seria a
longa noite que antecede o seu encontro com a sua família) ele
reencontra amigos e ex-namoradas e o que seria apenas uma noite
se transforma em dias acordado e em estado de sonambulismo
premeditado.
3) Os velhos garotos do Bill´s Bar
Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação: Mário Bortolotto
Elenco: Nelson Peres, Mário Bortolotto, Carlos Carcarah, Heitor
Goldfluss, Fernão Lacerda e Walter Figueiredo
No Bill´s Bar, um grupo de amigos que são frequentadores há mais
de 30 anos se embriagam e passam a limpo suas vidas.
Oficinas
Nove oficinas gratuitas, sendo uma por mês:
1) Iluminação
Responsável: Fernando Azevedo
Sinopse: técnicas de movimentos de equixion, luz expressionista,
luz realista entre diversas técnicas. Montagem de ribalta, e
montagem em geral. 30 vagas, público jovem e adulto em 4
encontros. 3 horas de duração
2) Interpretação “Cena teatral”,
Responsável: Nelson Perez.
Sinopse: Através de uma série de exercícios físicos que visam
o aprimoramento da percepção da consciência corporal individual
são introduzidas várias dinâmicas coletivas que acabam por
reproduzir importantes elementos que devem ser ponderados no
momento da criação de uma cena teatral. 20 vagas (público jovem
e adulto) Duas vezes semanais, com uma carga horária 1h30 a 2h
(8 encontros)
3) Ilustração
Responsável: João Pirolla
Sinopse: "Ilustrador experiente no mercado publicitário e editorial,
João Pirolla vai dissecar seu traço e temática autoral, e traçar um
paralelo entre seu trabalho próprio e as exigências da indústria do
desenho"
duração 3h , 30 vagas, público jovem e adulto, 4
encontros.
4) Direção
Responsável: Marco Antonio Braz
Serão 4 encontros sobre a direção teatral assim dispostos: direção
e ator; direção e produção; direção e público e direção e
dramaturgia. Através destes encontros, embasados por textos e
entrevistas
de
grandes
diretores,
atores
e
dramaturgos,
pretendemos refletir questões reais da arte do diretor teatral nos
dias de hoje. 20 vagas – 3h
5) DramaturgiaResponsável: Lucas Mayor
Sinopse: “Diálogo, cena, drama”. A partir da análise de
fragmentos de algumas peças e filmes escolhidos, discutiremos
sobre algumas maneiras de estruturação dramática. Encontros de
3h cada. 15 vagas. Uma vez por semana (4 encontros)
6) Figurino
Responsável: Ofélia Lotti
04 encontros de 3 horas – 12 vagas
A oficina visa criar uma ponte entre o realismo do texto e a
subjetividade emocional dos personagens, propondo a criação de
roupas que simbolizem o enredo da história.
Cada roupa deverá ser experimentada, substituída e evoluída
segundo as necessidades do ator ou participante, somadas aos
interesses do grupo e ao conceito do trabalho.
7- Lourenço Mutarelli. Oficina de HQ. Sinópse seria: dividindo a
experiência e experimentação na narrativa gráfica.
8- Marcelino Freire – Oficina de Dramaturgia. 20 vagas – 3 horas 4
encontros
Título da oficina: Soltando a Língua
Conteúdo programático: Por meio de exercícios e de intensa troca
de ideias e de experiências entre os participantes desta oficina, o
escritor MARCELINO FREIRE dará dicas de como “desbloquear” e
“enxugar” um texto, trabalhar a concisão, dar voz a uma ideia, criar
um personagem, organizar um livro, valorizar o repertório e o
vocabulário,
seja
em
qual
gênero
literário
for.
Marcelo
Montenegro.
Palestra
sobre
roteiro.
Tema
“Poeta,
Profissão, Roterista”
Quinta em Cena
O projeto Quinta em cena tem por finalidade a construção de cenas
curtas de textos de dramaturgos contemporâneos, a fim de montar
um painel mais amplo e experimental da produção iniciática destes
autores. Uma vez ao mês, duas cenas ocupam a agenda do teatro.
A regra é o ineditismo do texto e o rodízio de atores, dramaturgos e
diretores, abrindo nossas portas para outros coletivos e artistas
apresentarem. Bilheteria com preço popular, integralmente revertida
aos participantes (2 vezes ao mês) 20 apresentações. 40 lugares
preço popular 20 inteira 10 meia.
Cinetério
- Exibição de filmes escolhidos pelo grupo com temas ligados à arte
musical, documentários e clássicos nacionais e internacionais,
gratuitamente, uma vez ao mês. ( dez meses) Gratuito
Palestras Gratuitas 50 vagas cada
Nesse momento serão abordados seis diferentes temas da área
cultural que serão debatidos com profissionais qualificados, que
serão convidados para o projeto uma vez por mês em seis
diferentes encontros, da seguinte forma:
1) Literatura. Ricardo Lisias. Palestra sobre literatura. Tema: "Entre
a fofoca, a agressão e o tédio: uma análise de certa recepção do
romance 'Divorcio'".
2) Crônica. Xico Sá. Tema: Crônica
3) Poesia. Ademir Assunção. Palestra:: "Poesia selvagem”.
4) Marcelo Montenegro. Palestra sobre roteiro. Tema “Poeta,
Profissão, Roterista”
Exposições Gratuita – publico livre
Serão três exposições 1 fotográficas /ilustrativas da retrospectiva do
grupo Cemitério de Automóveis.
Com Bob Sousa, João Pinheiro e André Kitagawa
CRONOGRAMA
IV. PLANO DE TRABALHO
a) Primeira etapa: pré-produção (3 meses)
1.
MANUTENÇÃO
DO
ESPAÇO
E
NÚCLEO
ARTÍSTICO:
pagamento mensal dos salários do Núcleo Artístico (elenco fixo –
que estará trabalhando para organizar e produzir as atividades) e
das despesas fixas e variáveis do espaço a partir do início de suas
atividades.
2. REFORMA: contratação de fornecedores para execução da
reforma de acústica e melhoramento do espaço cultural.
3. ENSAIOS: preparação, estudo, dança e ensaios dos espetáculos
a serem encenados durante o projeto.
4. DIVULGAÇÃO: início do trabalho de assessoria de imprensa para
divulgação de todas as atividades do projeto. Confecção das peças
de divulgação.
b) Segunda etapa: execução (9 meses)
1. MANUTENÇÃO DA COMPANHIA: pagamento mensal dos
salários do Núcleo Artístico e das despesas fixas e variáveis do
espaço durante todo o período.
2. ENSAIOS: continuidade dos ensaios das peças de repertório e
ensaios das peças inéditas.
3. ESPETÁCULOS DO REPERTÓRIO: estreia toda primeira terçafeira do mês segue em temporada toda terça e quarta-feira durante
o mês inteiro cada, outras serão encenadas as quintas. 1º mês Quartos de Hotel; 2 º mês - Dias e Noites 3º Patrimônio 3º mês - 4º
- A queima roupa; 5º mês – “Trilogia da Amizade” 6º mês - O que
restou do Sagrado; 7º mês – Kerouac; 8º mês - Felizes para
Sempre; 9º mês - Uma pilha de pratos na cozinha; 10º mês - A
frente fria que a chuva traz; 11º mês - Hotel Lancaster.12 º - Killer
Joe.
4. ESPETÁCULOS INÉDITOS: estreia trimestral sempre no primeiro
final de semana. Duração de três meses cada. 1º trimestre: Tudo
que dói; 2º trimestre: Garrafas de Náufragos; 3º trimestre: Os velhos
garotos do Bill´s Bar
5. OFICINAS: durante os 9 meses será realizada uma oficina por
mês. Cada oficina acontecerá 1 vezes por semana, com 3 horas de
aula a cada encontro e terá a duração de 1 mês. Carga horária
total: 12 horas aulas/mês . 4 encontros. (Gratuítas para publico
jovem e adulto) 20 vagas em cada oficina
6. QUINTA EM CENA: apresentação de uma montagem por mês,
apresentada duas vezes ao mês, quinta-feira durante 10 meses.
Preço Popular 20,00 (inteira) 10,00 (meia) 40 lugares
7.CINETÉRIO:
(duas vezes ao mês, durante dez meses) 20 encontros -Gratuitos –
Publico Jovem e adulto.
8. PALESTRAS: um encontro por mês, durante 4 meses, com
quatro temas diferentes abordados.; 4° mês: literatura; 5º mês:
crônica; 6°mês: poesia; 7° Roteiro;
9. EXPOSIÇÕES: 10º ilustrações: André Kitagawa; 11° João
Pinheiro.
12°mês: exposição fotográfica do projeto de continuidade “Artes do
subterrâneo” de Grupo Cemitério de Automóveis; de Bob Sousa.
- Terceira etapa: pós-produção (1 mês)
1. RELATÓRIO E PRESTAÇÃO DE CONTAS: elaboração do
relatório de atividades, organização do clipping e prestação
financeira.
Justificativa
“A arte só serve para alguma coisa se é irreverente, atormentada,
cheia de pesadelos e desespero. Só uma arte irritada, indecente,
violenta, grosseira, pode nos mostrar a outra face do mundo, a que
nunca vemos ou nunca queremos ver, para evitar incômodos à
nossa consciência.”
Pedro Juan Gutiérrez
Esta
afirmação
de
Gutiérrez
(escritor
reconhecido
internacionalmente como um dos mais talentosos da nova narrativa
cubana) define de maneira precisa o universo abordado nos textos
do reconhecido dramaturgo, ator, diretor e compositor Mário
Bortolotto. Com uma produção vasta, constante e continuada de
textos escritos ao longo de seus 30 anos de carreira, premiado e
respeitado no meio teatral, Bortolotto estabelece total
responsabilidade com seu tempo ao criar personagens que vivem
histórias em condições-limite de confronto social, afetivo e
existencial. Personagens estes que poderiam passar despercebidos
em meio à grande multidão de excluídos, ou melhor, de quem se
exclui, mas que em suas mãos se tornam peculiares, carregados de
poesia e são retratados sem retoques. É um teatro às vezes
extremamente trágico, mas sempre impregnados de humor maldito,
sem concessões nos temas, fortemente influenciado pelos ritmos
blues e rock, que dão a cadência aos seus espetáculos.
Segundo Sebastião Milaré "A obra dramática de Bortolotto tem
óbvias influências da literatura, em permanente confronto com o
sistema, de um Kerouac e, mais ainda, de um Bukowski. Na
maneira de abordagem, aos problemas e nos fluentes diálogos,
todavia, prevalecem a cor local, e os estigmas da classe média
brasileira, sufocada em angústias, medos e carências. Numa
linguagem teatral contemporânea, Mário Bortolotto vê o
inconformismo dos filhos da burguesia em face do sistema burguês,
que marcou a arte nos anos 1950 e 1960. E revela a atualidade
desse inconformismo seminal e transformador".
Bortolotto, como um arguto intérprete da realidade, reapresenta, em
seus textos, o fluxo que a urbanidade produz diariamente. Por meio
de suas personagens ficcionais, o
dramaturgo traduz as transformações da sociedade no que diz
respeito ao encurtamento das distâncias, às tribalizações, às
hibridações religiosas e culturais, ao papel da mídia, à
comunicação, ao ritual político, e à pluralidade das novas
identidades. Os temas abordados pelo dramaturgo em seus textos
são atemporais ao tratarem dos relacionamentos humanos
presentes em todos os tempos, como a juventude, a exclusão, os
anseios, dúvidas e escolhas diante das mais variadas situações da
vida.
O conjunto da obra de Bortolotto permite concluir que, como autor,
é um intérprete da contemporaneidade. Sua estética dramatúrgica e
de
direção
(sensibilidade,
sensação,
supermodernidade,
sentimentos, atração) decorre de seus olhares. Este termo é
proposto por Augé (1997, p. 41) para apontar as transformações no
tempo e no espaço devido à globalização, ao desenvolvimento
tecnológico, a aceleração da história, o encurtamento dos espaços,
a planetalização de alguns problemas, a superabundância factual,
as cooperações econômicas e políticas e as individualizações das
referências. Sabe-se que a realidade é uma construção feita não
sobre o real, mas sobre as representações deste real com as quais
o autor entrou em contato enquanto leitor. Bortolotto (2006)
testemunha que prefere escrever sobre as pessoas comuns, sobre
os outsiders, aqueles que não são representados na história oficial
e não querem se enquadrar.
O Cemitério de Automóveis sobrevive há 30 anos produzindo seus
espetáculos com poucos recursos, o que obrigou o grupo a criar um
estilo próprio, centrado no texto e no ator – na música do texto
como uma partitura que deve ser descoberta e seguida e com o ator
sendo solista soberano. Tão notável quanto à capacidade de
produzir intensamente é o talento de seu condutor (Mário Bortolotto)
para agregar pessoas.
A proposta CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS 30 ANOS –
Manutenção - ARTES DO SUBTERRÂNEO pretende revisitar o
percurso construído pelo grupo analisando o passado, refletindo
sobre o presente e planejando suas ações futuras, reunindo
pessoas que contribuíram e contribuem com o nosso pensamento
artístico, calcado em histórias em quadrinhos, poesia, literatura,
cinema, blues, rock e o universo beatnik. O fascínio mútuo pelas
obras uns dos outros e pelas absorções criativas geradas pelo
contato estabelecido entre artistas consagrados e talentos
promissores de diversas áreas proporcionará uma visão do conjunto
da obra do Grupo - que é o reflexo da realidade urbana com
caminho trilhado pelas sendas do non sense e do humor para
invadir o território trágico, sem se perder em psicologismos, onde o
destino dos homens é manipulado por invisíveis e insensíveis
deuses.
O projeto terá divulgação, na mídia virtual e impressa, utilizando
nosso vasto mailing, redes sociais e principais jornais.
Nesse sentido, o projeto aqui apresentado foi elaborado de modo a
dar continuidade ao trabalho do grupo e seus desdobramentos,
conseguindo agregar o máximo de profissionais em diferentes áreas
artísticas, difundindo ainda mais os seus resultados. Além da
própria manutenção do espaço e do grupo, as atividades aqui
propostas buscam democratizar a programação do Cemitério de
Automóveis, tanto pelo valor popular das suas apresentações,
quanto
pela
diversidade
de
formatos,
linguagens e
áreas
contempladas, de forma a atender o interesse cultural das mais
variadas camadas da população.
ORÇAMENTO
RECURSOS HUMANOS:
Núcleo Artístico
Mário Bortolotto (autor ,diretor, sonoplasta e iluminador e ator)
Serão pagos mensalmente durante 12 meses, R$ 3.300,00 ( Três
mil e trezentos reais) para os 1 integrantes do Núcleo Artístico.
Totalizando: 39.600,00
Serão pagos mensalmente durante 12 meses, R$ 2.900,00 (dois
mil e quinhentos reais) para os 3 integrantes do Núcleo Artístico:
Carlos Carcarah (produtor executivo, ator, administrador)
Lucas Mayor (Autor, Coordenador oficina de dramaturgia e diretor)
Liz Reis (Diretora executiva , produtora e coordenação geral e
atriz)
R$ 104.400,00
Serão pagos mensalmente durante 12 meses, R$ 2.000,00 (dois
mil e quinhentos reais) para os 4 integrantes do Núcleo Artístico:
Isabela Bortolotto (Administradora/bilheteria)
Gabriela Fornell (Administração/Atriz)
Antoniella Canto (Produção/Atriz)
Ivone F.S (Produtora/Coordenadora)
R$ 96.000,00
Total Núcleo Artístico 12 meses = R$240.000,00
Oficinas
Serão pagos as 9 oficinas, R$ 2.000,00 (dois mil reais) para cada
totalizando R$ 18.000,00
Oficina de dança
Será pago uma oficina, R$ 1000,00 durante o projeto de pesquisa
do grupo
totalizando R$ 3.000,00
Palestras
Serão pagos aos 4 palestrantes, de notório saber, R$ 1.000,00
(Hum mil reais) para cada.
Totalizando R$ 4.000,00
Exposições
Serão pagas 3 expositores, R$ 2.000,00 (dois mil reais) para cada.
Totalizando R$ 6.000,00
Técnicos
Serão pagos aos 3 técnicos, R$ 1.500,00 (Hum mil reais) para cada
por mês 12 meses).
Totalizando R$ 54.000,00.
Assistentes
Serão pagos para dois assistentes R$5.000,00 cada.
Totalizando R$10.000,00
32 - Atores convidados
Motagem Inédita e Repertório - R$2.000,00 cada, totalizando R$
Totalizando R$66.000,00
TOTAL : R$ 161.000,00
Manutenção do Espaço:
Mesa de Luz
24 canais
R$ 6.000,00
Mesa de Som
R$ 1.289,00
2 rac – dimmer de luz de 12 canais
R$ 2.450,00
R$ 4.900,00
6 Refletores (tipo Fresnel da marca telem)
R$ 510,00
R$ 3.060,00
4 refletores (tipo plano convexo telem)
R$ 465,00
6 Elipsoidal 36
R$ 1420,00
10 Bandor para PC iy Fresnel
R$130,00
6 porta- gel para Elipso
R$ 15,00
R$ 1.860,00
R$ 8.520,00
R$ 1.300,00
R$ 90,00
6 porta-gel para Fresnel
R$ 10,00
R$ 60,00
4 porta-gel para Pc
R$ 10,00
R$ 40,00
10 folhas de gelatina
R$ 18,00
R$ 180,00
20 garras para iluminação CBI 3911
R$12,00
6 Fita adesiva gaffer tape preto rosco
R$108,00
Reforma do balcão café/bilheteria/sebo
R$ 120,00
R$ 648,00
R$6.000,00
50 ms de linóleo preto de 1,40 de largura
R$ 22,00m
R$1.100,00
Total R$ 35.167,00
Material de escritório (lápis, caneta, cadernos, recibos, etc)
Material de limpeza
Faxineira
R$ 100,00
R$1.200,00
R$ 1.800,00
R$21.600,00
Material de divulgação folder, cartaz,
Aluguel (12 meses)
R$ 30.000,00
R$ 6.360,48
Luz
R$ 150,00 (média)
Agua
R$ 300,00 (média)
Telefone/internet
Vedação acústica
Total: 185.925,76
R$ 400,00
R$ 250,00 (média)
R$ 76.325,76
R$ 1.800,00
R$ 3.600,00
R$ 3.000,00
R$48.000,00
c) PRODUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO:
COMBUSTÍVEL ................................................................. R$2.000,00
DESPESAS COM CORREIO...................................................R$1.000,00
SERVIÇOS GERAIS, XEROX, MOTOBOY..............................R$ 3.000,00
TRANSPORTE, HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO
convidados.............R$10.000,00
SITE..........................................................................................R$ 7.000,00
CENOGRAFIA (Verba incluindo transporte).............................R$ 20.000,00
ILUMINAÇÃO (Verba)..............................................
R$ 10.000,00
FIGURINOS (Verba)..................................................
R$ 15.000,00
GRÁFICA (5.000 PROGRAMAS)...................................... R$ 5.000,00
BANNERS ....................................................................
R$ 1.500,00
FLYERS (30.000 UNIDADES) .....................................
R$ 3.000,00
CARTAZES (500 UNIDADES).....................................
R$ 1.500,00
GRAVAÇÃO DE TRILHA SONORA .......................
R$ 10.000,00
VÍDEO E FOTOGRAFIAS (DOCUMENTAÇÃO).......
R$ 30.000,00
ASSESSORIA DE IMPRENSA E CLIPAGEM..........
R$ 20.000,00
VERBA DE MÍDIA.......................................................
R$ 12.000,00
ARTE GRÁFICA.....................................................
R$ 2.000,00
TRANSCRIÇÃO............................................................ R$5.000,00
Direitos autorais.........................................................
R$ 600,00
PROJETO GRÁFICO....................................................... R$4.000,00
Total R$ 152.600,00
Valor total do Projeto: R$774.692,76
Ficha Técnica
Mario Bortolotto (autor ,diretor, sonoplasta, ator)
Carlos Carca Rah (produtor executivo, ator, administrador)
Lucas Mayor (Autor, Coordenador oficina de dramaturgia e
diretor)
Liz Reis (Diretora executiva , produtora e coordenação geral
e atriz)
Isabela Bortolotto (administradora/bilheteria)
Gabriela fortanell (atriz/administração)
Antoniella Canto (atriz/produtora)
Ivone F. S (produtora/coordenadora)
Walter Figueiredo (Ator/ técnico geral)
Ademir Muniz (técnico de som)
Tarcisio Buenas (coordenador do sebo do teatro)
Karina Ká Pinheiro(atriz/oficina de dança)
Nelson Perez (ator/oficina de interpretação)
Fernando Azevedo (oficina iluminação)
João Pirolla (oficina de ilustração)
Marco Antonio Braz (oficina de direção)
Ofélia Lotti (oficina de figurino)
Lourenço Mutarelli (Oficina de HQ)
Marcelino Freire (Oficina de literatura)
Xico Sá (palestra crônica)
Ricardo Lisias (palestra literatura)
Ademir Assunção (Palestra Poesia)
André Kitagawa (exposição)
Bob Sousa (Exposição/Fotografia)
João Pinheiro (Exposição/Fotografia)
Atores Convidados
1- Aline Abovsk
2- Pablo Perosa
3- Luciana Joyce Caruso Borges
4- Francisco Eldo Mendes
5- Samya Ennes
6- Mauricio Bittencourt
7- Rodrigo Humberto Leon Contrera
8-Majeca Angelucci
9-Lulu Pavarin
10- Marcos Amaral
11- Patricia Vilela
12- Wanessa Rudmer
13- Aline Abovsk
14- Renata Airold
15- Valentine Durant
16- Fernão Lacerda
17- Renata Gouveia
18- Ana Luisa Hartmann
19- Jiddu Pinheiro
20-Gabriel Pinheiro
21-Wilton Andrade
22-Lavínia Pannunzio
23-Mariana Leme
24-Alex Gruli
26-Fernanda Cunha
27-Sergio Mastropasqua
28-Henrique Stroeter
29-Erika Puga
30-Maria Manoela
31-Débora Ester
32-Heitor Goldfluss
33- Sergio Guizé