Memória - Rotary Club de Florianópolis

Сomentários

Transcrição

Memória - Rotary Club de Florianópolis
Memória
Do Rotary Clube de Florianópo is
Organizadores:
Edson José Cardoso
José Edú Rosa
Paulo E. Tatim
Remaclo Fischer
Ronaldo Schara
Wanderley Vargas Filho
Wesley O. Collyer
Revisora: Luz Carpin
Capa e diagramação: Edgard Alfredo Canteros
[email protected]
(48) 8408-3903
Memória do Rotary Clube de Florianópolis / Organizadores
Edson José Cardoso... [et al.]. – Florianópolis: Rotary
Clube de Florianópolis, 2007.
266 p.: Fots. Color. ; 21 cm
1. Rotary Clube – Florianópolis. I. Cardoso, Edson
José.
(Catalogação na fonte por Mariana Vieira da Costa – CRB - 14/
SC nº. 1069)
CONSELHO EDITORIAL
EDSON JOSÉ CARDOSO
JOSÉ EDÚ ROSA
PAULO E. TATIM
REMACLO FISCHER
RONALDO SCHARA
WANDERLEY VARGAS FILHO
WESLEY O. COLLYER
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
SUMÁRIO
Prefácio
Capítulo I – Antecedentes históricos
1
2
3
3.1
4
5
5.1
5.2
5.3
5.3.1
6
6.1
7
7.1
7.2
A fundação do Rotary ......................................... 9
Paul Harris, o visionário .....................................12
A Prova Quádrupla ............................................ 18
A história da Prova Quádrupla .......................... 18
Emblema Oficial – roda rotária ......................... 19
Os símbolos oficiais do Rotary ......................... 21
Distintivo ........................................................... 21
Bandeira rotária ................................................. 23
Sino e malhete ................................................... 24
Sua história ........................................................ 25
A expansão territorial e os Distritos .................. 25
Clubes fundados pelo Rotary Clube de Florianópolis ...................................................... 31
O crescimento Internacional do Rotary ............. 34
Trabalhando pela paz ......................................... 34
O Rotary atualmente .......................................... 36
Capítulo II – O Rotary Clube no Brasil
1
2
3
4
A fundação dos primeiros clubes ....................... 37
A expansão territorial do Rotary ........................ 39
A situação atual .................................................. 40
O Rotary no Estado de Santa Catarina ............... 40
Capítulo III – O Rotary Clube de Florianópolis – historio-
grafia
1
A cidade de Florianópolis – antecedentes da
fundação ............................................................. 41
1.1 Perfil histórico .................................................... 41
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
1.1.1
2
3
3.1
4
5
5.1
5.2
5.2.1
5.2.2
5.2.3
6
7
8
9
9.1
9.2
9.3
9.4
9.5
9.6
A cidade no final da década de trinta ................. 45
A fundação do Rotary Clube de Florianópolis .. 51
Os rotarianos fundadores ................................... 55
Certificado de admissão do Rotary Florianópolis
no R.I. .............................................................. 57
A fundação do Rotary Clube de Florianópolis na
visão de um de seus fundadores – companheiro João Eduardo Moritz........................................... 58
Jubileu de Ouro .................................................. 65
Introdução .......................................................... 66
Discurso ............................................................. 66
Conselho Diretor do Cinqüentenário ................. 78
Companheiros integrantes do Rotary em
20/09/1889 ....................................................... 78
Fotos do Jubileu de ouro e do monumento ........ 80
Fundação Rotária ............................................... 84
Companheiros Paul Harris ................................. 85
Galeria de fotos dos companheiros que completaram de 25 a 65 anos de Rotary ................... 88
Associação de Senhoras de Rotarianos de
Florianópolis mantenedora da “Casa da Amizade” ...................................................................... 97
O que somos? ..................................................... 97
Quantas somos? ................................................. 97
Como trabalhamos? ........................................... 97
Objetivos ........................................................... 98
Breve histórico ................................................... 99
Fotos da Associação de Senhoras de
Rotarianos ........................................................ 101
10
Destaque das Avenidas .................................... 103
10.1 Programa de Intercâmbio Internacional
de Jovens .......................................................... 103
10.2 Intercâmbio de Rotarianos ............................... 106
11
Instituto João Eduardo Moritz ......................... 108
12
Ascensão da mulher no Clube ......................... 110 Memória do Rotary Clube de Florianópolis
13
14
15
16
17
18
Rotarianos Famosos ......................................... 112 Rotarianos em destaque ................................... 114
Governadores do Distrito pertencentes
ao Rotary Clube de Florianópolis .................... 119
Ex-Presidentes do Rotary Clube
de Florianópolis ............................................... 122
Lema Rotário ................................................... 140
Ex-Presidentes de R.I. ..................................... 142
Capítulo IV - O Rotary Clube de Florianópolis na atualidade
1
2
3
3
4
Quadro social ....................................................144
Conselho Diretor .............................................. 147
Gestão 2007/2008 .......................................... 147
Plano de Ação do Conselho Diretor
(2006-2007) ..................................................... 148
Decálogo de Gestão 2007/08 ........................... 150
Capítulo V – Uma visão do futuro do Rotary .................... 151
Capítulo VI - Breve história dos atuais membros do Rotary
Clube de Florianópolis .................................. 161
Anexos
1. Galeria de fotos .................................................... 236
2. Patrocinadores ..................................................... 258
Referências Bibliográficas ................................................... 263
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Capítulo I
Antecedentes históricos
1 A fundação do Rotary
Uma milenar filosofia oriental afirma que o universo é
nada mais, que um sonho da Divindade. Aqui no ocidente, Fernando Pessoa explica a gênese das coisas do mundo com estes
versos:
“O homem sonha, Deus permite, e a obra nasce.”
Assim nasceu o ROTARY no início deste século, em Chicago, cidade então dominada pela ignorância e egoísmo, crimes e
vícios – por inspiração do jovem advogado Paul Percy Harris que,
em sua solidão, percebeu a urgente necessidade de as pessoas fazerem amigos que se ajudassem mutuamente.
Certa noite, após jantar em casa de um amigo, Paul Harris
foi por ele apresentado aos vizinhos e pôde constatar que as amizades existentes eram exclusivamente profissionais.
Percebeu então, que podia transformar alguns de seus
clientes em verdadeiros amigos.
Dedicou-se a um estudo analítico da “Vida dos Negócios”
e resolveu fundar um Clube de Homens de Negócios e Profissionais, para desenvolverem entre si relações de companheirismo e
amizade.
Convidou três de seus clientes: Gustavus E. Loehr – Engenheiro de Minas, Hiram E. Shorey – Alfaiate e Sylvester Schielle
– Comerciante de Carvão, para, com ele próprio, serem os fundadores do Clube.
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Reuniram-se pela primeira vez no escritório de Sylvester
Schielle e decidiram que o quadro social do Clube seria composto
por uma pessoa de cada ramo de negócio ou profissão, evitando
assim, concorrência entre os seus membros.
Em 23 de fevereiro de 1905 realizou-se a primeira reunião
e a instalação do Rotary Club de Chicago, sendo eleito para presidente Sylvester Schielle.
Em 1907, Paul Harris foi eleito Presidente do Rotary Club
de Chicago e sua principal meta de trabalho foi desenvolver o
quadro social de seu Clube e estender o movimento Rotário a outras cidades, dirigindo-o à prestação de serviços à comunidade.
O objetivo inicial do Rotary que era o “Auxílio Mútuo”
foi acrescido e suplantado pelo “Ideal de servir”, visando especialmente a Paz Mundial.
Nessa ocasião, vários Rotary Clubes foram fundados em
diferentes cidades.
Em 1910 realizou-se a 1ª Convenção do Rotary, quando
foi criada a Associação Nacional de Rotary Clubes.
O crescimento internacional do Rotary durante o ano rotário de 1911-12, ocorreu devido ao estabelecimento de um Rotary
Club em Winnipeg, Manitoba, no Canadá. Pouco depois, o Rotary
cruzava o Oceano Atlântico para estabelecer clubes na Inglaterra,
Irlanda e Irlanda do Norte.
A Associação Nacional de Rotary Clubes tornou-se, assim, a Associação Internacional de Rotary Clubes em 1912, para
em 1922 adotar o nome de Rotary International (Rotary International), contando já com 50 Clubes, quando foram criados os
primeiros Distritos-regiões,que sediam determinado número de
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Rotary Clubes, supervisionados por um Governador.
Os limites dos Distritos de Rotary não correspondem aos
limites geográficos existentes; um distrito pode abranger parte de
um país ou Estado, ou pode abranger parte de um, dois ou mais
países ou Estados e será desmembrado sempre que o número de
Clubes atingirem determinado limite.
Em 15 de dezembro do mesmo ano foi fundado o primeiro
Rotary Clube do Brasil: o Rotary Clube do Rio de Janeiro.
A partir daí, o movimento rotariano continuou crescendo
no Brasil e em todo o mundo.
Antes de chegar a seu vigésimo aniversário, o Rotary já
contava com quase 200 clubes, e mais de 20.000 sócios ao redor
do mundo:
• O primeiro Rotary Club na América Latina foi organizado em Havana, Cuba, em 1915.
• O primeiro clube da Ásia foi estabelecido em Manila,
nas Filipinas, em 1919.
• Em 1921, pela primeira vez foram organizados os Rotary
Clubes na Europa continental (Madri –Espanha), (Johannesburgo
– África do Sul) e (Melbourne – Austrália).
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Os Quatro Fundadores do Rotary
Sylvester Schiele - Paul P. Harris - Hiram E. Shorey - Gustavus E. Loehr
2 Paul Harris o visionário
Bertold Brecht, grande teatrólogo e fundador do Teatro Épico,
sintetiza muito bem a apreciação dos
valores humanos ao afirmar que:
“Há homens que lutam um
dia e são bons; Há outros que lutam
um ano e são melhores; Há os que lutam por anos e são excelentes;
Mas, há os que lutam toda a
vida e estes são imprescindíveis.”
“Paul Harris foi um destes. Foi, sobretudo, um predestinado, um visionário. O resultado de sua obra é o atestado de seu
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
sucesso. Nasceu em 19 de abril de 1868 em Racine, Wisconsin,
EUA, filho de George e Cornelia Bryan Harris. George, um comerciante, era filho de Howard Harris, de Wallingford, Vermont,
EUA, e Cornelia, filha de Henry Bryan, o segundo prefeito de
Racine. Paul Percy era o segundo filho do casal, o primeiro chamava-se Cecil.
Administrar seu dinheiro não era um dos maiores talentos
do casal, de modo que uma boa parte do sustento vinha do pai de
George. Quando passaram por uma fase difícil em 1871, George
levou os meninos para a casa de seus pais, em Vermont, deixando
Cornelia – e seu bebê recém-nascido – morando em uma pensão
em Racine.
Cecil, então com cinco anos e meio, e Paul, com três, logo
se acostumaram com o ambiente do vale das Montanhas Verdes
de Verrnont. Caminhavam pelas trilhas, ajudavam a alimentar os
animais da fazenda e saboreavam os doces caseiros, sob o olhar
vigilante de seus rígidos e ternos avós.
Cecil logo voltou para a companhia de seus pais e irmãos
– além do bebê, logo viria mais dois – mas Paul ficou com os
avós. Howard Harrís, homem de pouca escolaridade, havia, um
dia, desejado ser advogado, sonho que logo transmitiu para Paul,
que escreveria mais tarde que toda a firmeza de propósito, integridade e sinceridade com que nasceu foram herdadas de seu avô;
e o amor pelos seres humanos, especialmente pelas crianças, veio
de sua avó Pamela.
Paul era um menino levado, e freqüentemente, pulava a janela de seu quarto para brincar com os colegas, enquanto seus
avôs pensavam que estivesse dormindo. Ao terminar o curso secundário, Paul se matriculou na Academia Black River, em Ludlow, mas acabou sendo “convidado a se retirar” por causa de
suas travessuras. Seus avôs, então, o matricularam na Academia
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Vermont, uma escola militar. Em 1885, ele entrou para a Universidade de Vermont, em Burlington, de onde foi expulso por mau
comportamento, só que, desta vez, injustamente. Anos depois, a
universidade se desculpou e conferiu um título a Paul e a mais
três colegas que também haviam sido injustiçados.
Paul começou a trabalhar como professor particular e entrou
para a Universidade de Princeton, nesse período seu avô morreu,
o que o fez ficar mais próximo ainda de sua avó.
Depois de seu primeiro ano na universidade, Paul foi trabalhar em uma marmoraria, como office-boy, ganhando um dólar
por dia. Seu bom desempenho mereceu elogios do patrão. Confiante de que sua avó ficaria bem na casa da filha, Paul foi estudar Direito na Universidade Estadual de Iowa, onde adquiriu um
grande amor pela leitura, especialmente dos trabalhos de Charles
Dickens e das biografias dos grandes líderes.
Pouco tempo depois de sua formatura, em 1891, sua avó
morreu. Em seu enterro, Paul percebeu que ela havia vivido toda
a sua vida em um pequeno vale. Embora tenha sido feliz, ele decidiu que iria conhecer o mundo e passar os próximos cinco anos
estudando todos os ângulos possíveis da vida humana, em tantos
lugares quanto possível. Depois, voltaria para Chicago para exercer a advocacia.
A primeira parada de Paul foi a Califórnia. Em julho de
1891, chegou a São Francisco, de bolsos vazios. Conseguiu um
emprego de repórter no jornal “Chronicle”, mas logo ele e um
colega deixaram o jornal para viajar pelo Estado. Trabalharam
como ajudantes em fazendas, colheram uvas, deram aulas em escolas profissionalizantes, fizeram parte de uma companhia de teatro e viajaram por toda a região. Paul, então, foi para a Flórida e
começou a trabalhar como recepcionista noturno em um hotel da
cidade de Jacksonville. Depois, trabalhou como caixeiro-viajante
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
para uma firma de compra e venda de mármore de propriedade
de George W. Clark que, vinte anos depois, seria presidente do
Rotary Club de Jacksonville.
Depois de conhecer Washington, durante a posse do Presidente dos EUA, Grover Cleveland, foi vender mármore no “Velho
Sul.” Na Filadélfia, empregado como tratador de gado, embarcou
em um navio que ia para Liverpool, numa cansativa viagem de 14
dias. Por ter data marcada para voltar e honrar seus compromissos, não pôde realizar o sonho de conhecer Londres.
De volta à Filadélfia, resolveu ir de trem para a Feira Mundial de Chicago. De lá seguiu para Nova Orleans, onde trabalhou
encaixotando laranjas e pescando ostras nas baías pantanosas. De
volta a Jacksonville, foi trabalhar outra vez na empresa de George
Clark, e, durante um ano, cobriu todos os estados do sul, Cuba e
a Bahamas. George o enviou, então, para a Grã Bretanha, para
supervisionar as minas de granito e mármore de toda a Europa
Continental. Em cada lugar por onde passava, fazia amigos.
Já de volta aos EUA, Paul começou a planejar sua vida em
Chicago. Passado três anos e meio dos cinco planejados, ele precisava de dinheiro. Mais uma vez, voltou a trabalhar para George
Clark, que lhe deu a chefia do escritório de Nova Iorque.
Em 27 de fevereiro de 1896, quatro meses antes do limite
de cinco anos terminar, Paul chegou em Chicago. Alugou um pequeno conjunto de escritórios e toda a mobília para equipá-los,
escolheu um para si e sublocou os outros. A Chicago da virada do
século era uma cidade em crescimento e as constantes mudanças
sociais e financeiras proporcionavam bons negócios para os advogados.
A natureza amável de Paul lhe rendeu amizades em todas
as camadas sociais. Mas, aos domingos e feriados, o “rapaz do
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
campo” adorava sair da cidade. E, ao passear pelos arredores da
cidade, sonhava com as amizades simples de seu lar.
Em uma noite de verão de 1900, Paul jantou com um amigo
no bairro Rogers Park, de Chicago. Depois, os dois foram dar um
passeio, parando em vários lugares nos quais se concentravam as
empresas da cidade. Em cada uma delas, seu amigo o apresentava ao proprietário. Paul começou a pensar que seria uma boa
idéia reunir um grupo de colegas de negócios em um ambiente
informal, de amizade. E ainda haveria uma vantagem especial se
cada um representasse uma profissão diferente. Pensou em seus
próprios clientes: Sylvester Schielle, comerciante de carvão; Gustavus Loehr, engenheiro de minas; Harry Ruggles, gráfico. Na
noite de 23 de fevereiro de 1905, Paul, Silvester e Gus se reuniram, junto com Hiram Shorey, alfaiate, no escritório de Gus, no
Edifício Unity, no centro de Chicago.
Assim, começaram a se encontrar regularmente, levando-os
para o seu “clube”. Paul sugeriu alguns nomes para esse clube, e
escolheram Rotary, já que o plano era realizar encontros em esquema rotativo, nos escritórios de todos. O número de associados
cresceu rapidamente, atraindo homens que obtiveram êxito em
seus negócios sem qualquer ajuda, a maioria solteiros vindos de
fazendas ou cidades pequenas. Logo, clubes do Rotary começavam a ser fundados em outras cidades.
Paul compreendeu que o sistema de clubes – com seus diferentes membros compartilhando seu ponto em comum, a amizade
– era uma ótima oportunidade para encorajar a tolerância política
e religiosa e também para servir. Ele tinha convicção de que a
amizade levava, inevitavelmente, à boa vontade e às grandes realizações.
Paul Harris não gastava todas as suas energias no Rotary.
Trabalhava muito como advogado, e também era membro da As16
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
sociação Comercial de Chicago, do Clube da Cidade, da Associação dos Advogados de Chicago e do Hinsdale Golf Club.
Além de todas essas associações, ainda fazia parte de um
clube de caminhadas e passeios, o Prairie Club. Lá, conheceu
uma moça chamada Jean Thomson, que viera da Escócia há três
anos e apenas três meses depois, casaram-se.
Em 1907, Paul sucedeu Albert L. White como presidente
do Rotary Club de Chicago, e exerceu a metade de um mandato. Em 1910, representantes de 14 Rotary Clubs independentes
compareceram à primeira convenção em Chicago, “com Chesley
Perry marcando o ritmo do trabalho”. A partir daí, a “Associação Nacional de Rotary Clubs emergiu, com estatuto e regimento
interno cuidadosamente preparado” – e com Paul Harris como
presidente e Ches Perry como secretário.
Quando Ches pediu a Paul que escrevesse uma mensagem
para os então 1.800 sócios dos Rotary Clubs, ele respondeu com
um ensaio tão longo que Ches teve que mandar imprimi-lo em
uma gráfica. O resultado disto foi o lançamento em 1º de janeiro
de 1911, do v. 1, n. 1 do boletim The National Rotarian.
Ches Perry guiava a organização e a administração da Associação, e Paul trabalhava principalmente com as relações públicas. Visitava clubes em Cincinnati, Cleveland, Detroit, Pittsburgh, Indianápolis e também em outros países, pois o Rotary estava
se expandindo. Como fundador e “presidente emérito” do Rotary,
ele era uma inspiração poderosa para a expansão e influência da
organização aonde quer que fosse. Dizia ele: “da mesma forma
que um indivíduo que se furta de prestar serviços a comunidade
não tem o direito de se considerar um cidadão completo, nenhum
Rotary Clube da atualidade que seja indiferente ao bem-estar da
cidade em que está localizado atinge a estrutura de um Rotary
Clube maduro.”
17
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
3.1 A Prova Quádrupla
A História da Prova Quádrupla
por Herbert J. Taylor
“Em 1932, fui encarregado pelos credores do Club Aluminium Products Company de evitar a falência e conseqüentemente
fechamento da empresa. Atuava a mesma como distribuidora de
utensílios de cozinha e devia uma importância superior a US$
400.000 acima do ativo total. Estava falida, mas ainda viva. Nessa ocasião, um banco de Chicago emprestou-nos US$ 6.100, parcos recursos para prosseguir operando. Enquanto tínhamos um
bom produto, nossos concorrentes comercializavam com material
excelente, de marcas amplamente anunciadas. Nossa companhia
dispunha de ótimos empregados, mas a concorrência igualmente
os possuía. E, além disso, achava-se, naturalmente, em condições
econômicas muito mais sólidas do que as nossas. Com tremendos
obstáculos e desvantagens a enfrentar, sentimos a necessidade de
criar em nossa organização algo com que os concorrentes não
contassem com idênticas proporções.
Decidimos, então, que teria que girar em torno do caráter,
da noção do dever e do espírito de servir do nosso pessoal. Determinamos principiar por selecionar cuidadosamente nossos colaboradores e, em seguida, ajudá-los a se tornarem melhores homens e mulheres, à medida que avançassem nas suas carreiras.
Acreditávamos na força da razão e resolvemos tentar o máximo para que estivesse ela sempre do nosso lado. A indústria a
que nos consagrávamos, como acontecia a várias outras, tinha um
código de ética – mas esse era muito longo e quase impossível de
decorar e, portanto, impraticável. Concluímos que precisávamos
de um padrão simples para avaliar a correção da nossa maneira
de proceder e que pudesse ser rapidamente lembrado por todos da
empresa. Entendíamos que o texto proposto não deveria apontar
18
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
aos nossos empregados o que lhe competia fazer, porém, dirigirlhes perguntas que lhes facilitassem verificar se seus planos, normas, informes e ações estavam certos ou errados. “Consumiu-se
bastante tempo em redigir o conjunto das quatro curtas interrogações que agora constituem a Prova Quádrupla.”
A Prova Quádrupla do que nós pensamos, dizemos ou fazemos.
1. É a VERDADE?
2. É JUSTO para todos os interessados?
3. Criará BOA VONTADE e MELHORES AMIZADES?
4. Será BENÉFICO para todos os interessados?
Durante muitas décadas, Rotary Clubs e rotarianos em
todo o mundo têm usado a Prova Quádrupla, como instrumento
para desenvolver o respeito e compreensão entre os povos. Como
se emprega a Prova é indicado pelo rotariano de Chicago que a
idealizou.
Ele sugere que, primeiro, se decore o texto e, depois, se
adquira o hábito de confrontar pensamentos, palavras e atos com
as perguntas formuladas. É um guia para se agir direito. Se guardada de memória e aplicada no tratamento com terceiros, contribuirá definitivamente para mais efetivas e amistosas relações. A
experiência de muitos tem mostrado que se deve consultar sistematicamente a Prova Quádrupla para avaliar a retidão de pensamentos, palavras e atos, logrando-se maior felicidade e êxito.
4. Emblema Oficial – Roda Rotária
Seu primeiro desenho foi idealizado pelo rotariano Montagne Bear, do Rotary Club de Chicago, representando uma roda
de trem ou, para alguns, uma roda de carroça, com traços ao seu
redor para dar a impressão de movimento.
19
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Segundo seu criador, a roda transmitiria a idéia de Civilização em Movimento. Diversos Clubs, existentes à época, usavam
esse emblema.
Tendo sido considerado demasiadamente estático, a partir
de 1920, esse emblema passou a sofrer algumas modificações e,
finalmente, em 1922, foi deliberado pela então Associação do
Rotary Internacional que todos
os Rotary Clubes deveriam adotar esse símbolo, passando ser
de uso exclusivo dos rotarianos.
A atual Roda Rotária foi
redesenhada por um grupo de
engenheiros, com as seguintes
especificações: uma roda de
engrenagem com seis raios ou
braços, vinte e quatro dentes ou
projeções e um rasgo de chaveta; um dente é colocado sobre o
eixo de cada braço e três entre as linhas centrais dos braços.
As duas palavras “Rotary lnternational” aparecem em espaços rebaixados no aro.
Com a roda na posição vertical, a palavra “Rotary” aparece
na depressão superior, que ocupa um espaço de cerca de cinco
dentes, e a palavra “International” aparece na depressão inferior,
que ocupa o espaço de cerca de nove dentes e meio.
Entre essas duas depressões, de cada lado das mesmas, há
outras duas depressões sem letras.
O espaço entre quaisquer dessas quatro depressões é de cer20
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
ca de duas unidades de acordo com as proporções dadas nas especificações técnicas, e o espaço entre as depressões e qualquer das
bordos do aro é de cerca de uma unidade e meia.
Os braços são cônicos e de seção transversal elíptica. Quando a roda está em posição vertical com a palavra “Rotary” em
cima, os eixos de dois braços opostos formam um diâmetro vertical da roda, que corta ao meio o rasgo de chaveta, então no ponto mais alto de sua rotação. Os lados dos dentes são levemente
convexos, de maneira que o espaço deixado entre os dentes é, do
ponto de vista da mecânica, aproximadamente correto.
5 Os Símbolos Oficiais do Rotary
Como todas as organizações, oficialmente registradas, o
ROTARY também possui seus símbolos, internacionalmente reconhecidos, e com normas de procedimentos para seu uso.
O Manual de Procedimento (edição de 2004 - capítulo 17)
discorre sobre esses símbolos e as condições de uso:
Os símbolos são oficialmente registrados no Departamento
de Marcas e Patentes dos Estados Unidos da América. Esse registro proíbe a sua reprodução de forma imprópria ou por pessoas
não autorizadas, não podendo ser modificados ou alterados, sob
nenhuma circunstância, sem prévia autorização do Rotary International.
5.1 Distintivo
O Distintivo é de uso exclusivo dos Rotary Clubes e dos
rotarianos. É autorizado o uso nos papéis de carta do Rotary International e dos Clubes; na bandeira oficial do Rotary; em crachás,
21
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
flâmulas, decorações das convenções, conferências e encontros
rotários e nos atos oficiais dos Clubes; nos marcos rotário e em
placas públicas, geralmente nas entradas das cidades, onde existem os Clubes.
O Distintivo poderá também ser reproduzido em canetas,
bonés, camisas, chaveiros e outros artigos de uso, desde que seja
por empresas ou pessoas licenciadas pelo Conselho Diretor do
Rotary International, não podendo ser utilizado para fins comerciais.
Os sócios ainda poderão usar o símbolo rotário em cartões
de visitas e em outros artigos de uso pessoal, desde que seja para
o envio de felicitações a outras pessoas, inclusive podendo conter
nesses cartões o nome de seu cônjuge. Não deve conter frase,
marca, logotipo comerciais, nem mesmo a classificação do rotariano, a fim de evitar o comercial de sua atividade profissional.
Seu uso é terminantemente proibido em campanhas políticas.
O Distintivo nada mais é que a própria Roda Rotária, em
tamanho miniatura, o qual se usa na lapela das vestimentas.
Esse Distintivo é de uso exclusivo dos Rotary Clubes e dos
rotarianos.
O Distintivo do Rotary transmite a impressão de força em
movimento, portanto do trabalho vigoroso, da energia construtiva
e da perspectiva do crescimento permanente do ser humano.
Para o rotariano, demonstra o orgulho de ser um líder de
sua comunidade, com a sublime missão de servir desinteressadamente aos seus semelhantes, reconhecendo o mérito de todas as
ocupações úteis.
22
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
O uso desse Distintivo promoverá o crescimento do companheirismo, no seio do próprio Clube ou nos encontros casuais
com companheiros de outros Clubes, iniciando-se, muitas vezes,
uma amizade duradoura.
Por fim, o Distintivo estará identificando um profissional
cônscio de suas obrigações com a sociedade, que aproveita parte
do seu tempo para construir relações sadias com outros povos e
nações, divulgando onde quer que esteja o lema do Rotary: “dar
de si antes de pensar em si.”
O Distintivo do Rotary foi impresso pela primeira vez no
ano de 1931, em um selo comemorativo à realização da Convenção de Viena.
5.2 Bandeira Rotária
A atual Bandeira oficial do Rotary foi adotada em 1929,
durante a Convenção de Dallas, no Texas, EUA, consistindo de
um pano em fundo branco, contendo a Roda Rotária, conforme já
descrita, aposta no meio do pano.
A primeira Bandeira foi hasteada no mês de janeiro de
1915, na cidade de Kansas, estado do Missouri, EUA. Em 1922,
uma Bandeira do Rotary foi hasteada no Pólo Sul, pelo Almirante Richard Byrd, sócio do Rotary Club de Winchester, Virgínia,
EUA. Quatro anos depois esse mesmo almirante hasteou a Bandeira Rotária no Pólo Norte.
Aos Rotary Clubes é facultado colocar as palavras Rotary
Clube em letras grandes, na cor azul, no pano branco, acima da
Roda Rotária, e na parte inferior da Roda o nome do Clube, a
província ou município e a sigla do Estado e País.
23
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
A bandeira do Rotary foi levada ao espaço, pela primeira
vez, pelo astronauta Frank Borman, sócio do Clube do Centro
Espacial de Houston.
5.3 Sino e Malhete
Embora não apresentem os destaques, nem a notoriedade
como a Roda Rotária, o Distintivo e a Bandeira, o Sino e o Malhete também são símbolos rotários.
O Sino representa a disciplina e a ordem que deve dominar
o ambiente das reuniões, principalmente quanto à atenção que
deve ser dispensada pelos rotarianos, quando das instruções rotárias, das palestras proferidas e das informações do protocolo e do
secretário, além das informações transmitidas pelo presidente.
Ele marca o tempo e o trabalho. O primeiro toque do Sino
ocorre para informar o início da reunião rotária, quando todos
os presentes deverão ficar de pé. Idêntico procedimento acontece
para representar o final da reunião e a saudação ao Pavilhão Nacional.
O Malhete simboliza a autoridade para com o rotariano
que estiver investido do cargo maior, na hierarquia do Rotary, a
exemplo do que ocorre nas reuniões maiores do poder judiciário,
quando o juiz, através do malhete, faz lembrar aos presentes a sua
autoridade máxima.
Quando da transmissão do cargo, o presidente que está concluindo seu mandato, executa a última batida do malhete no Sino
e, imediatamente, entrega o malhete ao Presidente que está tomando posse, simbolizando a transferência da autoridade que até
então estava investido.
24
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
5.3.1 Sua história
Em 1922, realizou-se entre os clubes dos Estados Unidos
um grande concurso de freqüência, combinando-se que o clube
perdedor daria o prêmio ao clube vencedor. Venceu o Rotary Clube de Nova York e a ele foi dado como prêmio o sino de um navio
patrulheiro, colocado numa base de madeira procedente do navio
VITÓRIA, capitania da esquadra do Almirante Nelson, na Batalha de Trafalgar. Desde então, o sino, nas reuniões do Rotary,
passou a representar – como nos navios – a ordem e a disciplina.
6 A expansão territorial e os Distritos
Quando da fundação do Rotary Clube do Rio de Janeiro,
em 1922, havia 41 Distritos englobando somente os clubes dos
Estados Unidos, Canadá, México e Cuba. Os clubes dos demais
países não pertenciam a nenhum distrito.
25
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Essa situação perdurou até 1927, quando foi criado o Distrito 63, abrangendo a Argentina, o Uruguai, o Brasil (seis Rotary
Clubes) e depois o Paraguai. A orientação, coordenação e a assistência aos clubes integrantes do Distrito 63 ficaram sob a responsabilidade de Herbert P. Coates, comissário especial do Rotary
International para a América do Sul.
Residindo em Montevidéu, numa época em que não havia
aviões e telefone internacional, o trabalho não podia ser por certo,
muito eficiente e correto e os clubes passaram a pleitear a existência de um Governador.
Somente com a realização da Conferência Sul Americana
dos Rotary Clubes, em Montevidéu, nos dias 17 a 20 de fevereiro
de 1927, contando com a presença de nove clubes de cinco países,
Rotary Clubes de Buenos Aires, Córdoba, La Plata e Rosário da
Argentina, Rotary Clubes do Rio de Janeiro e São Paulo do Brasil, Rotary Clube de Santiago do Chile, Rotary Clube de Lima do
Peru e do Rotary Clube de Montevideo do Uruguai, o primeiro
clube fundado na América do Sul, a reivindicação foi amplamente discutida, criado os Distritos 63 (Argentina, Brasil e Uruguai)
e 64 (Chile e Peru). No ano seguinte, o Paraguai foi incluído no
Distrito 63 e a Bolívia no Distrito nº 64.
Como primeiro Governador do Distrito 63, foi escolhido o
engenheiro Don Donato Gaminara, Presidente do Rotary Clube
de Montevidéu e da Conferência.
Em 1927, foi também realizada a primeira Convenção de
Rotary Clubes do Brasil, no Rio de Janeiro. Nessa Convenção foi
decidido que as reuniões rotárias deveriam principiar com a saudação ao Pavilhão Nacional e oficialmente esta prática iniciou-se
na reunião de 26 de julho de 1929 no Rotary Clube do Rio de
Janeiro.
26
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Em abril de 1928 realiza-se em Buenos Aires a Primeira
Convenção do Distrito 63 e é eleito o segundo governador: Cupertino Del Campo, do Rotary Clube de Buenos Aires, Argentina.
Em 1929, todos os Rotary Clubes do Brasil passaram a integrar o Distrito 72 (13 Rotary Clubes), sendo eleito Governador
Edmundo de Carvalho, Presidente Rotary Clube de São Paulo e
em 2 e 3 de maio de 1930 é realizada a primeira Conferência do
Distrito 72 em São Paulo. Eram 12 Clubes no Brasil.
Esta situação permaneceu até 1938, quando o Distrito foi
dividido em 4 seções sob a administração geral de um governador
e a colaboração de 3 assistentes.
A partir do ano rotário 1939/40 as quatro seções do Distrito
72 passaram a constituir-se nos Distritos 26, 27, 28 e 29 (Santa
Catarina).
Em Santa Catarina já contávamos com o Rotary Clube de
Joinville, fundado em 26/10/1934 e o Rotary Clube de Florianópolis, fundado em 17/09/1939.
Nesta época, em praticamente todos os Estados do Brasil já
existiam Rotary Clubes.
1º- Rotary Clube do Rio de Janeiro, RJ. 29/09/1922 (e
28/02/1923 Rotary International)
2º- Rotary Clube de São Paulo, SP. 24/3/1925
3º- Rotary Clube de Santo, SP. 27/2/1927
4º - Rotary Clube de Belo Horizonte, MG. 13/9/1927
5º - Rotary Clube de Juiz de Fora, MG. 9/11/1927
6º - Rotary Clube de Niterói, RJ. 4/9/1928
7º - Rotary Clube de Petrópolis, RJ. 12/9/1928
8 º- Rotary Clube de Campos, RJ. 5/10/1928
9º - Rotary Clube de Porto Alegre, RS. 10/10/1928
27
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
10º - Rotary Clube de Pelotas, RS. 24/11/1928
11º - Rotary Clube de Rio Grande, RS. 1/12/1928
12º - Rotary Clube de Ribeirão Preto, SP. 3/5/1929
13º - Rotary Clube de Nova Friburgo, RJ. 13/7/1930
14º - Rotary Clube de Recife, PE. 8/4/1931
Em 1931 foram também criados os Rotary Clube de São
Luiz, MA e de Belém, PA.
Em 1933, em João Pessoa, PB; Salvador, BA; Curitiba,
PR.
Em 1934, em Fortaleza, CE; Manaus, AM; Vitória, ES;
Joinville, SC; Aracaju, SE.
Em 1936, em Natal, RN.
Em 1937, em Terezina, PI; Maceió, AL.
Em 1939, em Campo Grande, MT e em Florianópolis, SC.
Em 1948-49 houve uma nova divisão territorial dos Distritos e Santa Catarina passou a pertencer ao Distrito 120, no qual
permaneceu até 1956.
Em 1956/57 nosso Distrito foi o 141. Ainda em 1957 foi
criado o Distrito 465, ao qual passamos a integrar.
Com o tempo as dificuldades de administrar o Distrito iam
aumentando porque em 1980 já existiam 66 Clubes no Distrito
465, em todo o Estado. Então o Governador Dario Maciel conseguiu apoio para o desmembramento do Distrito, sendo criado o de
nº 474, com sede inicial em Lages, em 1981, e jurisdição sobre o
território que ia desde a BR 116 até a fronteira com a Argentina.
28
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Em 1991 os Distritos tiveram a numeração aumentada em
um dígito e os nossos Distritos passaram a ser os de números
4650 e 4740.
Com a expansão do número de clubes, no período 1991/97,
foi proposto a criação de um novo Distrito, passando o de nº 4650
a administrar a parte norte do Estado, com a divisa com o Paraná,
e o Distrito 4651 tendo como limite, ao norte, o Rio Itajaí-açu, ao
sul, o Estado do Rio Grande do Sul, a oeste a BR- 116 e a leste o
Oceano Atlântico. Possui 54 clubes, distribuídos por 28 municípios com um total de 900 sócios numa área de 19 253 m².
O DISTRITO 4651 de Rotary Internacional, o mais novo
do Brasil, em Santa Catarina, teve como seu primeiro Governador, ano rotário 1998-1999, o Companheiro OTTOKAR ADOLFO HAGEMANN / THECLA.
O distrito 4651 está dividido em 4 Regiões:
REGIÃO
NORTE
REGIÃO
CENTRO
Itajaí
Balneário
Camboriú
Camboriú
Itapema
Biguaçú
Governador
Celso Ramos
Antonio Carlos
Major Gercino
Brusque
Guabiruba
Botuverá
Presidente
Nereu
Porto Belo
Leoberto Leal
Vidal Ramos
Florianópolis
São José
Bombinhas
São Pedro de
Alcântara
Angelina
REGIÂO
CENTRO
SUL
REGIÃO
SUL
Garopaba
Imbituba
Imaruí
São Martinho
Sta Rosa de
Lima
Rio Fortuna
Grão Pará
Laguna
Capivari de
Baixo
Tubarão
Urussanga
Treviso
Sideropólis
Cocal do Sul
Morro da Fumaça
Nova Veneza
(Caravagio)
Criciúma
Içara
Gravatal
Meleiro
Forquilhinha
29
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Tijucas
Canelinha
São João Batista
Nova Trento
Bombinhas
Palhoça
Sto Amaro da
Imperatriz
Águas Mornas
Armazém
Turvo
Braço do Norte Ermo
Rancho Queimado
Alfredo Wagner
Anitápolis
São Bonifácio
Orleans
Paulo Lopes
São Ludgero
Jacinto Machado
Sombrio
Lauro Müller
Santa Rosa do
Sul
Pedras Grandes Praia Grande
Treze de Maio São João do
Sul
Jaguaruna
Passo de Torres
Araranguá
Sangão
Balneário Gaivota
Balneário
Rincão
Meleiro
Total Clubes: Total Clubes: Total Clubes: Total Clubes:
13
15
15
11
30
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
CLUBES FUNDADOS PELO ROTARY CLUBE
DE FLORIANÓPOLIS
20/04/1942 - Rotary Clube de Itajaí
07/10/1943 - Rotary Clube de Blumenau
20/04/1946 - Rotary Clube de Laguna
20/07/1947 - Rotary Clube de Brusque
28/02/1958 - Rotary Clube Florianópolis Estreito
13/05/1969 - Rotary Clube Florianópolis Leste
25/04/1988 - Rotary Clube de Biguaçú
16/04/1997 - Rotary Clube Florianópolis Ilha
08/08/2000 - Rotary Clube Florianópolis Atlântico
16/03/2000 - Rotary Clube Florianópolis Ingleses
15/08/2001 - Rotary Clube Florianópolis Sol e Mar
27/08/2003 - Rotary Clube Florianópolis Lagoa
29/03/2004 - Rotary Clube Florianópolis Jurerê
31
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Atualmente o Brasil faz parte das zonas 19 e 20 e compõe-se de 38
Distritos, com 2268 Clubes com 49849 rotarianos (maio/2007):
- Distrito 4310: parte de São
Paulo
- Distrito 4390: Alagoas, Sergipe e parte da Bahia
- Distrito 4410: Espírito Santo
- Distrito 4420: parte de São Paulo
- Distrito 4430: parte de São
Paulo
- Distrito 4440: Mato Grosso
- Distrito 4470: parte do Mato
Grosso do Sul, São Paulo e
Paraguai
- Distrito 4480: parte de São Paulo
- Distrito 4490: Maranhão, Piauí e Ceará
- Distrito 4500: Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco
- Distrito 4510: parte de São Paulo
- Distrito 4520: parte de Minas Gerais
- Distrito 4530: parte de Goiás, Distrito Federal e Tocantins
- Distrito 4540: parte de São Paulo e Minas Gerais
- Distrito 4550: parte da Bahia
- Distrito 4560: parte de Minas Gerais
- Distrito 4570: parte do Rio de janeiro
- Distrito 4580: parte de Minas Gerais
- Distrito 4590: parte de São Paulo
- Distrito 4600: parte de São Paulo e Rio de Janeiro
- Distrito 4610: parte de São Paulo
- Distrito 4620: parte de São Paulo
- Distrito 4630: parte do Paraná
- Distrito 4640: parte do Paraná
- Distrito 4650: parte de Santa Catarina
32
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
- Distrito 4651: parte de Santa Catarina
- Distrito 4660: parte do Rio Grande do Sul
- Distrito 4670: parte do Rio Grande do Sul
- Distrito 4680: parte do Rio Grande do Sul
- Distrito 4700: parte do Rio Grande do Sul
- Distrito 4710: parte do Paraná
- Distrito 4720: Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia e Roraima
- Distrito 4730: parte do Paraná
- Distrito 4740: parte de Santa Catarina e Paraná
- Distrito 4750: parte do Rio de Janeiro
- Distrito 4760: parte de Minas Gerais
- Distrito 4770: parte de Goiás
- Distrito 4780: parte do Rio Grande do Sul
Conforme foi visto anteriormente, o primeiro clube de prestação de serviços foi fundado no dia 23 de fevereiro de 1905,
quando o Advogado Paul Harris reuniu-se com três amigos em
um pequeno escritório no centro de Chicago.
Eles queriam reavivar durante a virada do século o espírito
de amizade conhecido em suas cidades natais. Mais pessoas foram convidadas a juntar-se ao grupo à medida que o clube tornouse mais conhecido. Ele foi denominado “Rotary”, já que o local
onde os sócios reuniram-se era rotativo – cada vez no escritório
de um deles.
Inicialmente formado por razões de companheirismo, o primeiro Rotary Club rapidamente evolui passando a aproveitar as
habilidades e recursos dos sócios para prestar serviços à comunidade.
No final de 1905, o Rotary Club de Chicago tinha 30 sócios. Três anos depois, um segundo clube foi estabelecido em São
Francisco, na Califórnia, EUA. No ano seguinte, três outros clu33
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
bes foram estabelecidos na costa oeste dos Estados Unidos e um
quarto em Nova Iorque. Em poucos anos outros Grupos inspiravam-se no exemplo do Rotary para formar seus próprios clubes.
A primeira convenção do Rotary realizou-se no Congress
Hotel, em Chicago, durante o mês de agosto de 1910. A Associação Nacional de Rotary Clubs foi organizada nessa época com 16
clubes participantes. O fundador do Rotary, Paul Harris, foi eleito
o primeiro presidente da Associação.
7 O crescimento internacional do Rotary
É importante lembrar que durante o ano rotário de 1911/12,
a Associação tornou-se internacional devido ao estabelecimento
de um Rotary Club em Winnipeg, Manitoba, no Canadá. Pouco
depois, o Rotary cruzava o Oceano Atlântico para estabelecer clubes na Inglaterra, Irlanda e Irlanda do Norte.
A Associação Nacional de Rotary Clubs tornou-se assim
a Associação Internacional de Rotary Clubs em 1912, para em
1922 adotar o nome de Rotary International (R.I.). Antes de chegar a seu vigésimo aniversário, o Rotary já contava com quase
200 clubes, e mais de 20.000 sócios ao redor do mundo.
7.1 Trabalhando pela paz
Ao passo que o Rotary crescia, aumentava também o alcance de suas atividades. Durante a Primeira Guerra Mundial, o
Rotary descobriu novas maneiras de servir, ou seja, por meio de
arrecadações para trabalhos de assistência e auxílio em situações
de emergência. Em 1917, o então presidente do Rotary International Arch Klumph propôs o estabelecimento de um fundo de
dotações, que em 1928 tornou-se a Fundação Rotária. A Funda34
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
ção fez sua primeira doação humanitária (US$500) em 1930 a
International Society for Crippled Children.
Após a Segunda Guerra Mundial, muitos clubes que haviam
sido desativados durante o conflito foram restabelecidos e deram
início a novos projetos de prestação de serviços, que incluíam
auxílio a refugiados e prisioneiros de guerra.
A delegação do Rotary International, composta de quarenta
e nove rotarianos, foi a maior entre todas as Organizações NãoGovernamentais na conferência de Fundação das Nações Unidas,
realizada em 1945 em San Francisco (USA). Uma conferência
patrocinada pelo Rotary em Londres, em 1943, serviu como inspiração para a Criação da Organização para a Educação, Ciência
e Cultura (UNESCO), estabelecida pela ONU em 1946.
A Fundação Rotária experimentou crescimento modesto
até 1947, quando rotarianos fizeram doações significativas em
memória de Paul Harris, falecido em janeiro de 1947. No mesmo
ano, a Fundação inaugurava seu primeiro programa de bolsas de
estudos, enviando 18 estudantes a 7 países diferentes.
Atualmente, mais de 1.300 estudantes viajam ao exterior
como bolsistas do Rotary a cada ano.
Dois dos programas do Rotary para jovens, o Rotaract e o
Interact, foram formados durante a turbulenta década dos anos
60. Interact Clubes (para jovens de 14 a 18 anos de idade) e Rotaract Clubes (para pessoas de 18 a 30 anos) funcionam sob a
supervisão e liderança de seus Rotary Clubes patrocinadores e
dão aos jovens a oportunidade de prestar serviços à comunidade
além de desenvolver sua capacidade de liderança e promover paz
e compreensão mundial. Prestar serviços aos jovens continua a
ser uma importante ênfase do Rotary.
35
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
7.2 O Rotary atualmente
O empreendimento mais ambicioso do Rotary, anunciado
em 1985, é o programa Polioplus – uma abrangente campanha
cujo objetivo é a erradicação da pólio até 2005, ano do centenário
do Rotary. Conduzida com a cooperação de governos nacionais
e agências não-governamentais como a Organização Mundial da
Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a
Pólio Plus é um paradigma de cooperação dos setores públicos e
privado na luta contra uma doença.
O Polio Plus ajuda programas de erradicação da poliomielite a níveis regional e nacional, oferecendo vacinas, vigilância e
mobilização social. Até o ano 2005 as contribuições de rotarianos
à erradicação mundial da pólio atingiram meio bilhão de dólares.
A partir de sua admissão ao Rotary em 1987, as mulheres
são o grupo de crescimento mais rápido do Rotary, gradualmente
ocupando posições de liderança na organização. Mais de 1.900
mulheres são presidentes de clube e esse grupo está rapidamente
assumido posições de liderança regional. Atualmente, aproximadamente 1220 milhões de homens e mulheres em suas profissões,
participam de mais de 32.600 clubes ao redor do mundo.
O Rotary continua a crescer internacionalmente. Após o
colapso da Cortina de Ferro, Rotary Clubs que haviam sido desativados durante a Segunda Guerra Mundial foram restabelecidos
na Europa Central e Ocidental. Em 1990, pela primeira vez foram
formados Rotary Clubs na Rússia e, em seguida, em outras antigas repúblicas soviéticas. A Armênia, antigamente parte da União
Soviética, é uma opção recente ao mundo rotário com o estabelecimento do Rotary Club de Yerevan em 1996.
36
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Capítulo II
O Rotary Clube no Brasil
1 A fundação dos primeiros clubes
Ao final do mês de fevereiro de 2003, decorreram 80 anos
da admissão do Rotary Clube do Rio de Janeiro em Rotary International, fato que também marcou a chegada da organização ao
Brasil, haja vista ter sido este o primeiro Rotary Clube no nosso
país e, conseqüentemente, o primeiro clube em que se falava o
idioma português no mundo.
Ao pesquisarmos a história deste clube, nos deparamos com
alguns fatos interessantes, tais como, a quase oficialização em
duplicidade da chegada do Rotary no Brasil.
De volta a 1916, um advogado norte-americano de nome
Richard Momsen, que atuou como Cônsul Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, participou de uma das reuniões semanais
do Rotary Club de Chicago. Herbert Percival Coates, um inglês,
residente permanente em Montevidéu, no Uruguay, também esteve presente a referida reunião, assim como o legendário Ches
Perry, que atuou como organizador e Secretário da Associação
Internacional de Rotary Clubs, atualmente, conhecida como Rotary International.
Momsen e Coates ficaram bastante entusiasmados com o
que viram e pelo que lhes foi dito a respeito pelo Empreendedor
de Rotary Ches Perry, a ponto de, ao retornarem a seus países anfitriões, iniciarem os trabalhos de organização do primeiro Rotary
Clube da América do Sul.
Nesta empreitada Herbet Coates levou a melhor: dois anos
37
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
após o início de seus trabalhos, em Julho de 1918, era fundado o
Rotary Clube de Montevidéu.
Momsen reuniu alguns amigos, contudo, a princípio, não
obteve boa receptividade e entusiasmo às suas idéias.
Em decorrência disto, somente em 29 de janeiro de 1921,
Momsen realizou sua primeira reunião com a participação de um
grupo de senhores interessados na fundação de um Rotary Club
no Brasil. A minuta daquela primeira reunião, ainda assim foi
lavrada e assinada por 14 estrangeiros e 3 brasileiros.
Naqueles dias, havia a preocupação de que Rotary poderia ser considerada uma instituição estrangeira, preocupação esta
também compartilhada com a administração do Rotary em Chicago que, embora enaltecesse os esforços de Momsen e de seus
companheiros, não aprovou a formação de um clube com um número tão reduzido de sócios brasileiros. Desta forma, a primeira
tentativa de se organizar um Rotary Clube no Brasil não foi bem
sucedida.
Após o decorrer de aproximadamente um ano, em 1922,
as comemorações dos 100 anos de Independência do Brasil, bem
como suas fortes repercussões, serviram como incentivo para a
fundação do Rotary Clube do Rio de Janeiro. Herbert Coates, então Secretário Geral do Rotary Club de Montevidéu, e também
membro do Comitê para Expansão de Rotary além da Associação
de Rotary Clubs, veio ao Rio de Janeiro e conseguiu despertar o
interesse de 16 indivíduos, em sua maioria brasileiros, os quais,
em 15 de dezembro de 1922, fundaram o primeiro Rotary Clube
do Brasil.
Contudo, a oficialização da admissão do Rotary Clube do
Rio de Janeiro em Rotary International somente foi registrada em
28 de fevereiro de 1923, data esta que passou a ser a data de ani38
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
versário da organização no Brasil.
A história do Rotary Clube do Rio de Janeiro é bastante
rica; o plantio da semente do Rotary em todo o Brasil resultou
em 1924, na fundação do Rotary Clube de São Paulo e, subseqüentemente, dos Rotary Clubes de Santos (1927), Belo Horizonte (1927), Juiz de Fora (1928) e Niterói (1928). O clube também
participou da fundação de vários outros clubes em outros estados
da República Federativa.
Foi também através da iniciativa de um grupo de dedicados sócios do Rotary Clube do Rio de Janeiro que o informativo
“Notícias Rotárias” (fundado em 1924), subseqüentemente teve
seu nome mudado para “Rotário Brasileiro”, passando, depois, a
chamar-se definitivamente “Brasil Rotário”, uma publicação que
visa a difusão do Ideal de Servir, sendo a revista regional oficial
de Rotary International para os rotarianos do Brasil.
2 A expansão territorial do Rotary
O Brasil acompanhou a expansão territorial do Rotary pelo
mundo. A semente plantada em 1923 pelo Rotary Clube do Rio
de Janeiro germinou e deu frutos: atualmente, são 38 distritos no
Brasil, com mais de 2.300 unidades rotárias, das quais fazem parte mais de 50.000 rotarianos. O primeiro clube brasileiro teve um
princípio de muita boa vontade de seus associados que trabalharam com seriedade para cumprir o ideal do Rotary e para a expansão do rotarismo pelo território nacional. O ponto de partida começou com a fundação de um novo clube na cidade de São Paulo
em 13 de fevereiro de 1924, outro em Santos em 26 de fevereiro
de 1927. Neste tripé, no Estado do Rio de Janeiro e São Paulo,
o Rotary foi se desenvolvendo e, em poucos anos, muitos clubes
foram fundados em todos os estados brasileiros. No mundo rotário, o Brasil encontra-se em terceiro lugar em número de clubes e
39
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
quinto em número de sócios. Além disso, duas convenções internacionais já foram realizadas no Brasil: uma em 1948, na cidade
do Rio de Janeiro, com 7.511 participantes e outra na cidade de
São Paulo, em 1981, com 15.222 participantes.
Três ilustres rotarianos brasileiros também já ocuparam a
posição de Presidentes de Rotary International: Armando de Arruda Pereira (1940-41), Ernesto Imbassahy de Mello (1975-76) e
Paulo Viriato Corrêa da Costa (1990-91), todos falecidos.
3 A situação atual
O Brasil conta, atualmente com 50.425 rotarianos, distribuídos em 2.288 clubes, reunidos em 38 distritos. Possui 15.203
rotaractianos em 661 clubes; 15.900 interactianos em 695 clubes.
Possui ainda 257 Núcleos Rotary de Desenvolvimento Comunitário e 5.865 Voluntários. As rotarianas totalizam 8.408. São dados
oriundos do escritório do Rotary Internacional no Brasil, publicados no Brasil Rotário n° 1019 de maio de 2007.
4 O Rotary no Estado de Santa Catarina
O primeiro Rotary Clube fundado no Estado de Santa Catarina foi o Rotary Clube de Joinville, no dia 26 de outubro de
1934, tendo como padrinho o Rotary Clube de Curitiba e como
Presidente o companheiro Albrecht Engels, contando com a assistência do companheiro James Roth, representante do Rotary
International. O Clube de Joinville teve contínua assistência do
Rotary Clube de Curitiba. Quatro anos após a sua fundação, o
Rotary Clube de Joinville começou a estudar a possibilidade de
expansão da organização no Estado de Santa Catarina, tendo em
vistas que os estudos preliminares mostraram a viabilidade de
fundar muitos clubes no estado.
40
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Capítulo III
O ROTARY CLUBE DE FLORIANÓPOLIS
ANTECEDENTES DA FUNDAÇÃO
Por Toni Jochem
1 A Cidade de Florianópolis:
1.1 Perfil histórico
A Ilha de Santa Catarina com seu Porto de Nossa Senhora
do Desterro foi uma das principais portas de entrada para o Brasil
Meridional.
Os primeiros registros do povoamento europeu na Ilha de
Santa Catarina datam do início do século XVI e coincidem com a
abordagem intensiva de exploradores de madeira, aventureiros e
estrangeiros de diversas procedências e origens, que acorreram ao
litoral brasileiro, tentando configurar a posse e ocupação jurídica
do território.
Estes viajantes europeus transitaram e estacionaram na ilha
e sua imponente Baía dos Patos, mais tarde conhecida, em alusão
ao estreito que tem entre as baías do Norte e do Sul, pelo nome de
Y-Jurirê Mirim. Esta gente, não deixou o mínimo núcleo de população no lugar, porquanto o seu único objetivo era a exploração
das riquezas que se dizia existir no Prata.
A ilha, que permanecia habitada apenas por indígenas, passou a receber diversos nomes, entre eles, Ilha dos Patos, e Meyembipe, palavra indígena que significa ilha costeira.
Inicialmente foram alguns náufragos, degredados, deserto41
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
res e contrabandistas de madeira, provenientes também das primeiras expedições portuguesas e espanholas ao sul do Brasil que
se fixaram na região próxima do que viria a ser Desterro. A população nativa local, composta por índios carijós, foi gradativamente abandonando as terras insulares e se dirigindo para o interior
do continente fronteiro.
A fundação efetiva da Póvoa de Nossa Senhora do Desterro
ocorreu por iniciativa do bandeirante paulista Francisco Dias Velho, por volta de 1651. Em 1675, Dias Velho ergueu uma cruz e,
em 1678 deu início à construção da capela de Nossa Senhora do
Desterro. A igreja primitiva definiu o centro do povoado e marcou o nascimento da Vila de Nossa Senhora do Desterro, podendo
ser considerada o berço de Florianópolis. O núcleo central da ilha
denominada Santa Catarina passou a ser chamado Freguesia de
Nossa Senhora do Desterro, depois simplesmente Desterro.
O efetivo povoamento da região foi enriquecido com a campanha migratória que transferiu em torno de 6.000 colonizadores
açorianos para o sul do país e meia centena de madeirenses. A
Coroa Portuguesa criou a Capitania Subalterna de Santa Catarina
em 1738, passando sua vinculação de São Paulo para o Rio de
Janeiro.
Foi no período compreendido entre 1747 e 1756 que a ocupação da Ilha realmente tomou impulso. Os constantes abalos sísmicos em suas ilhas no Arquipélago dos Açores, em Portugal, e
também a superpopulação, serviram de estímulo para que cerca
de cinco mil imigrantes açorianos decidissem colonizar a Ilha e o
litoral catarinense.
Os primeiros imigrantes a desembarcar instalaram-se na
rua próxima à Igreja, que hoje é denominada Rua dos Ilhéus em
sua homenagem. Estes colonos criaram e desenvolveram comunidades, fundando diversas freguesias, tais como a da Santíssima
42
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Trindade, a da Lagoa da Conceição, a de Santo Antônio de Lisboa, a de São João do Rio Vermelho, a de Canasvieiras, e a do
Ribeirão da Ilha.
A agricultura de subsistência foi a primeira atividade desenvolvida pelos colonizadores com ênfase à cultura da mandioca,
que mais tarde iria atender em pequena escala ao mercado externo. A classe mais numerosa da época era a dos militares e devido
à sua presença no então Porto de Desterro, foi necessário importar
roupas, alimentos e objetos de consumo para atendê-los.
Assim, surgiu próximo ao porto um pequeno centro comercial para venda de alimentos e produtos artesanais feitos pelos
moradores. A economia de Desterro era fraca e voltada para a
subsistência, com períodos de modesto aquecimento, em função
das atividades portuárias e do comércio de cabotagem. Entretanto, a caça à baleia não representou um incremento ao comércio da
região, já que a maioria do produto era enviada a Portugal.
O impulso mais significativo ao Porto de Desterro com a
caça à baleia foi a necessidade de abastecimento com água e alimentos a muitos baleeiros norte-americanos que também aproveitaram para contrabandear escravos. Não demorou muito para
que a atividade predatória entrasse em declínio.
No século XIX, Desterro foi elevado à categoria de cidade.
Tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823.
A vitória das forças comandadas pelo Marechal Floriano
Peixoto determinaram, em 3 de outubro de 1894, a mudança do
nome da cidade para Florianópolis, em homenagem a este marechal.
Ao entrar no século XX, a cidade passou por profundas
transformações, sendo que a construção civil foi um dos seus
43
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
principais suportes econômicos. A implantação das redes básicas
de energia elétrica e do sistema de fornecimento de água e captação de esgotos somou-se à construção da Ponte Governador Hercílio Luz como marcos do processo de desenvolvimento urbano
da cidade do século XX e Florianópolis se afirmou como capital
do Estado.
Atualmente, a sua área territorial, compreende 433km²,
com uma população estimada de 406.564 mil habitantes em julho
de 2006. A cidade tornou-se um importante centro comercial do
sul brasileiro e um dos maiores centros de turismo da América do
Sul. A ligação entre a ilha e o continente é feita por três pontes:
Hercílio Luz, Colombo Sales e Pedro Ivo Campos.
Florianópolis tem sua economia alicerçada nas atividades
do comércio, prestação de serviços, indústria de transformação e
turismo. Recentemente, a indústria do vestuário e a informática
vêm se tornando também setores de grande desenvolvimento.
Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se, além
das magníficas praias e rústicas trilhas pelo interior da ilha, as pitorescas localidades em que instalaram as primeiras comunidades
de imigrantes açorianos, tais como, o Ribeirão da Ilha, a Lagoa
da Conceição, Santo Antônio de Lisboa, além do próprio centro
histórico da cidade de Florianópolis.
Essas localidades compõem um ambiente de práticas artesanais tradicionais, tais como a pesca, a produção de trançados
com as redes, tramóias e a renda de bilros, de farinha de mandioca
e aguardente de cana, de cestaria, por exemplo, são ainda encontradas, destacando as características típicas do ilhéu e sua herança
histórica de raízes açorianas. Verifica-se também a permanência
das manifestações folclóricas de influência lusitana e açoriana,
indicando uma estrutura sócio cultural transplantada dos Açores
e da Madeira. Presenciam-se, ainda hoje, as festas populares do
44
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Boi-de-Mamão, do Terno de Reis e a Festa do Espírito Santo.
Florianópolis detém um dos melhores índices de renda per
capita e está entre as capitais que mais recebem turistas, principalmente no verão quando, além dos gaúchos, paulistas e paranaenses que afluem em massa, acolhe muitos turistas do MERCOSUL – argentinos, uruguaios e paraguaios.
1.1.1 A cidade no final da década de 30
No final da década de trinta, tudo era lento na comunidade florianopolitana, a começar pelo crescimento populacional. O
registro estatístico mostra que, ao término dos anos trinta, a cidade contava com 46.771 habitantes. Corrobora esta afirmação
a comparação com a população existente no início da década de
vinte, de 41.339 moradores. Em vinte anos a população cresceu
apenas 5.432 pessoas, muito pouco para uma capital de estado em
duas décadas, pois correspondem aos minguados 5%, aproximadamente.
A tranqüilidade da cidade pode ser comprovada pelas poucas ocorrências policiais. Os crimes e delitos tinham no furto sua
maior incidência, onde o destaque registrava pequenos furtos,
com a predominância da atuação dos ladrões de galinhas, o que
não é metáfora. Raras famílias escapavam da astúcia destes insignificantes predadores. Quando ocorria um caso mais grave, como
homicídio ou adultério, chocava a comunidade e o acontecimento
permanecia por longo tempo alimentando as conversas no cotidiano da população.
Quase a totalidade das ruas era de chão batido. Poucas ruas
no centro da cidade apresentavam calçamento com paralelepípedos.
45
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
O transporte de passageiros dispunha de alguns ônibus que
circulavam no centro no centro da cidade, chamados de “circular”
e, de ônibus que serviam à periferia. As localidades mais distantes também contavam com transporte coletivo. Paralelamente ao
ônibus, funcionava um sistema de transporte marítimo feito por
pequenas embarcações com capacidade para quinze ou vinte pessoas e que faziam a ligação com a parte continental da cidade e
com a vizinha cidade de São José. As lanchas atracavam no trapiche do Miramar, bem no centro da cidade, local que homenageava o Presidente Getúlio Vargas. A manifestação do afeto popular
ao Presidente também podia ser vista na maioria das residências,
nas quais aparecia instalado, imponente, o retrato do Presidente,
carinhosamente chamado de GG.
O Estado tinha como administrador, um interventor nomeado pelo poder central, advogado e político chamado Nereu de
Oliveira Ramos de tradicional família do interior do Estado. Homem austero, de larga experiência política, que tinha sido eleito
Governador em 1935 e que, em conseqüência do Golpe de Estado, foi designado Interventor, ficando no cargo até o final do
Estado Novo em 1945. Releva observar que ele não possuía carro
particular ou oficial. Diariamente percorria o trajeto de sua residência ao Palácio do Governo a pé, como um cidadão comum,
sem jamais ser molestado. A sua administração impulsionou o
Estado e a capital devido ao aumento substancial da receita estadual, permitindo expressiva melhoria em vários setores, com
destaque para a educação e saúde.
A educação sobressaía na estrutura organizacional do país.
Embora a cidade fosse pequena, possuía instituições de ensino
que atraiam alunos das cidades do interior e até de fora do Estado.
O ensino elementar ou primário, hoje ensino fundamental,
estava representado pelo ensino público, através dos Grupos Es46
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
colares e pelo ensino privado. A classe média matriculava seus
filhos nas escolas particulares. O mesmo acontecia com o ensino
médio, na época curso ginasial e científico, clássico ou normal.
Duas instituições de ensino se destacavam: o Ginásio Catarinense – hoje Colégio Catarinense – privativo do gênero masculino,
administrado pelos padres jesuítas, e o Colégio Coração de Jesus,
destinado exclusivamente ao gênero feminino, sendo administrado pelas irmãs da Divina Providência. Estas duas instituições de elite eram preferidas pelas classes
mais abastadas. Vale registrar que, as duas escolas mantinham o
regime de internato para os alunos que não moravam na cidade.
Existia, também, uma Academia de Comércio, destinada a formar
Contadores.
Os mais humildes estudavam no Instituto Estadual Dias
Velho, que funcionava na Rua Saldanha Marinho atualmente
ocupado pela Faculdade de Educação e mudou-se para a Avenida
Mauro Ramos em 1964, tornando-se o maior centro educativo de
Santa Catarina com mais de 6.500 alunos matriculados.
O ensino superior tinha pouca expressão. Apenas uma faculdade de Direito, fundada em 1932. Anteriormente, existiu na
cidade o Instituto Polythécnico, oferecendo os curso de Farmácia,
Odontologia, Agrimensura e Contabilidade, mas encerrou as suas
atividades em 1932. A ausência de outras faculdades ou cursos
obrigava as famílias que podiam financeiramente, enviarem os
filhos para estudarem em centros maiores, principalmente na cidade do Rio de Janeiro.
O ponto de convergência da comunidade tinha como centro
de gravidade a Praça XV, visto que ali desembocava as mercadorias vindas através dos diferentes meios de transporte.
A população se divertia de várias formas, bem diferente do
47
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
tempo atual. A inexistência de televisão e a má qualidade de recepção do rádio direcionavam o povo para outras atividades. O
cinema tinha grande prestígio e assídua freqüência, pois a cidade
contava com uma rede de três ou quatro salas de projeção. As representações teatrais no confortável teatro e a periódica presença
de circos alegravam a gente da cidade.
O comportamento da população apresentava dual centro
de gravidade. Os homens costumavam se reunir à noite ou nos
fins de semana, nos chamados “cafés”, no centro da cidade, quase
todos na região da praça central, alguns famosos como os Café
Java, Café Popular e Café Nacional. As mulheres cultivavam as
visitas à casa de parentes ou amigos, onde exercitavam as suas
habilidades domésticas e mantinham em dia os acontecimentos.
No dia-a-dia, dos habitantes ocorria a freqüência sistemática ao Mercado Público, geralmente no período da manhã, pois a
ausência de refrigeradores nas residências exigia a constante renovação dos alimentos perecíveis. Os mercados são construções
tradicionais de cidades próximas ao mar, sendo pólo de concentração dos habitantes.
O Mercado Público da cidade apresentava a mesma estrutura arquitetônica e funcional atual, reservava a parte interna
para a comercialização de alimentos, destacando-se a variedade
de frutos do mar e carne bovina. A parte externa destinava-se ao
comércio variado. O jogo de futebol nos fins de semana contava
com considerável público, fanáticos torcedores de seus clubes, à
semelhança da atualidade. A disputa entre os times de futebol se
realizava no campo da Liga, apelido do estádio Adolpho Konder,
situado no local onde está construído o Shopping Beira-Mar.
Os principais clubes de futebol eram o Avaí e Figueirense,
ligados com partidos políticos à época, PSD e UDN respectivamente. Existiam, também, os clubes Paulo Ramos, Atlético, Ta48
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
mandaré, Colegial e Postal Telegráfico.
As regatas de barcos tinham, também, garantidas freqüência e se realizavam na baia sul, entre os Clubes Aldo Luz, Martinelli e Riachuelo.
O sistema de saúde apresentava razoável eficiência para os
padrões da época. Os poucos médicos atuavam nos hospitais existentes capitaneados pelo Hospital de Caridade, administrado pela
Irmandade do Senhor dos Passos, como é até os dias de hoje.
O dinheiro circulante estava representado pelos “réis”, cuja
a unidade básica era o Mil Réis, dividido em moedas de 100, 200,
300, 400 e 500 réis. Os valores superiores se apresentavam em cédulas de papel moeda de 5.000, 10.000, 20.000, 50.000, 100.000,
200.000, 500.000 e um milhão ou, como era chamado, um conto
de réis. Em 1942 o novo padrão monetário substituiu o Réis pelo
Cruzeiro, sendo 1.000 réis igual a 1 cruzeiro.
Merecem destaque no cotidiano da cidade as atividades
sociais realizadas nos clubes sociais, nos quais se organizavam
bailes nos finais de semana. Eram festas que oportunizam o encontro de jovens. Nesta recreação, os freqüentadores se dividiam
em classes sociais.
As classes mais altas freqüentavam os tradicionais clubes
Doze de Agosto e Lira Tênis Clube. As classes intermediárias
usavam o Clube Democrata e Quinze de Novembro na Ilha e o
Seis de Janeiro no Continente. Os mais pobres dispunham de clubes na periferia da cidade, o mais freqüentado tinha o nome de
Flor do Abacate. Os negros, independente da classe, não podiam
freqüentar os clubes dos brancos. Para eles existia um clube exclusivo, chamado Brinca Quem Pode.
A segurança da cidade estava a cargo, principalmente, da
49
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Polícia Militar, que pouca coisa tinha a fazer. O Exército mantinha no Continente um batalhão – 14 BC e a Marinha mantinha
desde 1857 a Escola de Aprendizes de Marinheiros, a mais antiga
instituição de ensino de Santa Catarina que funciona até os dias
de hoje. Ambas gozavam de grande prestígio.
As demais situações seguiam os padrões das pequenas cidades. Justamente neste panorama aconteceu a fundação do Rotary
Clube de Florianópolis.
Paul Harris em companhia do Presidente da República Getúlio Vargas
O companheiro Paul Harris em companhia do Presidente da República Getulio
Vargas quando de sua visita ao Brasil, acompanhado do Chanceler Macedo
Soares, do Almirante Álvaro Alberto Presidente do Rotary Club do Rio de
Janeiro) e Armando Arruda Pereira ( presidente 1940/41 do Rotary Internacional).
50
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
2 A Fundação do Rotary Clube de Florianópolis
A bucólica cidade de Florianópolis, no final da década de
trinta, foi cenário para a fundação e instalação do segundo clube
rotário do Estado de Santa Catarina.
No período que antecedeu a segunda Guerra Mundial, o
Rotary se espalhou pelo mundo ocidental com uma força extraordinária, conquistando grande parte da Europa e das Américas.
No Brasil, o Rotary encontrou terreno fértil nas grandes
metrópoles, chegando ao nosso Estado pelo portal da cidade de
Joinville, ancorando, em seguida na sua capital, onde o ambiente
encontrado tinha condição propícia para a instalação de um clube ou de uma sociedade com característica e propósito oferecido
pelo Rotary Internacional. O panorama da cidade mostrava, neste
momento que existiam poucos locais de encontros das lideranças
comunitárias.
A maioria se reunia em clubes sociais como o Doze de
Agosto e Lira Tênis Clube ou em clubes esportistas ligados ao futebol e ao remo. Havia, portanto, uma imensa lacuna a ser preenchida. Justamente neste espaço ocorreu a inserção do Rotary, com
proposta diferenciada, altamente seletiva à época, na tentativa de
formar um quadro social amplamente representativo da sociedade
local. A configuração dos membros escolhidos corroborou esta
assertiva, demonstrando a abrangência da participação dos diferentes segmentos da população.
Os primeiros movimentos que levaram a fundação do Rotary ilhéu, se originaram dos membros da sociedade que freqüentavam a capital do país, então a cidade do Rio de Janeiro, geralmente políticos e comerciantes que participaram, a convite, de
reuniões do Rotary, familiarizando-se com as atividades rotárias
e, principalmente com o ambiente de companheirismo existente,
51
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
marca registrada do Rotary desde o seu primórdio.
A memória oral do clube registra que um oficial do Exército Brasileiro, Coronel Gentil Falcão, profundo conhecedor de
Rotary, com larga experiência na fundação de clubes. Transferido do Rio Grande do Sul para Florianópolis, aqui chegando,
procurou de imediato, contato com pessoas representativas da comunidade com o firme propósito de fundar um clube nos idos de
1938. Embora não haja registro, parece que conseguiu expressiva
aceitação.
Ecoava, também, na cidade, o sucesso que vinha alcançando o Rotary Clube de Joinville, principalmente através do rotariano Guilherme Abry que, transferido para Florianópolis, chegou
cheio de entusiasmo para motivar a fundação de um clube rotário.
Neste sentido, em novembro de 1938, juntamente com o Governador do Distrito, A. J. Renner, residente em Porto Alegre, começaram a tecer a fundação do Clube. Mas, as tentativas iniciais não
deram resultado por falta de divulgação na comunidade, ficando o
assunto para ser estudado em ocasião mais propícia.
Novamente, em fevereiro de 1939, ocorreu uma nova tentativa sem resultado, provavelmente pela transferência para a cidade do Rio de Janeiro do companheiro Gentil Falcão, encarregado
da fundação do Clube.
Demorou, um pouco, a aglutinação dos segmentos da sociedade local em torno do ideal rotário, seguindo a tradição da
época em que, todas as ações eram lentas, devidamente mastigadas antes de serem aceitas. Mas, aos poucos, a discussão em torno
da possibilidade de se fundar um clube desta natureza ampliouse, como também aumentou o número de pessoas curiosas com a
novidade.
O fator indutor mais provável parece fulcrado em dual
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
aspecto – a necessidade de reunir cidadãos exercendo o salutar
companheirismo e a possibilidade de participar da prestação de
serviços à comunidade tão carente de realizações. A conjugação
de todos estes fatores criou o clima ideal para a fundação de um
Rotary Clube na cidade.
Tudo isso, ensejou que o Rotary International na América
do Sul enviasse um representante com a finalidade específica de
auxiliar os trâmites necessários para a fundação do clube. Assim,
começaram as primeiras reuniões realizadas na biblioteca da antiga sede do Clube 12 de Agosto, situada na Rua João Pinto, em
setembro de 1939 que, culminaram com a decisão de fundar o
Rotary Clube de Florianópolis, tendo como orientador o Companheiro James H. Roth, representante do Rotary International,
contando com 27 sócios fundadores e tendo na Presidência o Desembargador Guilherme Abry.
O Rotary Clube de Joinvile recebeu a honra de apadrinhar
o novo Clube.
O diploma de Admissão oficial do Clube foi entregue no
dia 5 de outubro de 1939, pelo rotariano Paulo Franco dos Reis,
sócio do Rotary International de Porto Alegre, classificação Advocacia, representando oficialmente o Governador do Distrito 29,
Companheiro A. J. Renner.
O que chama a atenção no quadro social, é o número acentuado de membros à época, ao todo 27 companheiros. Fato que,
se comparado a alguns clubes atuais mostra-se altamente relevante. Igualmente, observa-se a harmonia na distribuição das classificações, próxima da composição ideal preconizada, representativa
da comunidade onde está inserida. Vale notar, também, a elevada
estatura cultural do grupo componente no contexto social do momento.
53
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
A maior representação fica no campo da indústria e comércio, fortes componentes sociais, portanto dentro do esperado e
desejado, somando nove pessoas. Também com nove profissionais aparecem as profissões liberais, com destaque para a medicina. No entanto, o que chama a atenção é o número de rotarianos vinculados na classificação governo – aparecem políticos de
alto prestígio como Nereu Ramos, então Governador do Estado e
membros do Parlamento.
No processo que resultou na fundação do Rotary Clube
de Florianópolis deve-se destacar a participação do companheiro João Eduardo Moritz, o mais jovem dos fundadores do Clube
que, seguindo as pegadas de seu pai, companheiro João Moritz,
participou dos debates com argumentos oriundos do seu relacionamento com dois rotarianos ilustres, ocorrido durante a longa
trajetória a bordo de navio na travessia do Atlântico, de Hamburgo até São Francisco do Sul – James Roth que voltava da Itália e
Samuel Leão Moura, então governador distrito no Brasil à época
que retornava de evento rotário na Áustria.
Este ilustre rotariano, ainda em atividade no Clube, ao longo do tempo, desde a fundação até o presente dia, apresenta o notável feito de ser companheiro 100%, possuindo no seu currículo
rotário a participação efetiva de numerosos eventos internacionais, nos quais teve a oportunidade de conviver com importantes
personalidades do Rotary International, inclusive Paul Percy Harris. No Rotary Clube de Florianópolis ocupou diversos cargos,
inclusive de presidente. Em âmbito nacional foi Governador de
Distrito.
A primeira Diretoria (1939-1940) ficou assim constituída:
Presidente: Guilherme Abry
Vice-Presidente: Affonso Wanderley Júnior
Secretário: Cornélio Fagundes
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Tesoureiro: Antônio Tavares do Amaral
Diretor de Protocolo: Cid Rocha Amaral
Vogal: Ivens de Araújo
A composição social mostra os detalhes no quadro seguinte com os nomes e respectiva classificação dos fundadores.
3 Os rotarianos fundadores
Nome
Aderbal Ramos da Silva
Afonso Vanderley Júnior
Altamiro Lobo Guimarães
AntónioTavares do Amaral
ArminioTavares
Arnaldo Maranhão
Carlos Leissmer
Celso Ramos
Cid Amaral
Cornéilo Fagundes
Djalma Moellmman
Ernesto Rigenbach
Florêncio Costa
Guilherme Abry
Ivens de Araújo
Jaime Linhares
João Leão de Meireles
João Bayer Filho
João Eduardo Moritz
João Moritz
Joaquim Madeira Neves
Nereu O. Ramos
Reginaldo James Drew Nias
Saulo Ramos
Theodoro Brüggmam
Classificação
Direito Civil
Educação Ensino superior
Finanças Públicas
Bebidas Importação
Medicina Otorrinolaringologista
Mercadorias J / Representação
Mercadorias G /Atacado
Madeira Exportação
Educação Ensino Profissional
Governo - Guarda Marinha
Medicina - Clinica Geral
Couro / Peles - Exportação
Mercadoria em Geral - Varejo
Governo Tribunal da Justiça
Governador - Segurança
Política
Finanças - B Brasil
Direito Criminal
Eng° Eletricidade
Indústria de Alimentos
Medicina Oftalmológica
Direito Constitucional
Comunicação
Medicina – Cirurgia
Indústria / Construção – Prédios
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Udo Decker
Willy Hoffman
Engenharia Civil
Máquinas / Equipamentos – Atacado
A consolidação do clube recém-criado fez-se de forma
rápida, de acordo com a expectativa, sustentada pelo entusiasmo
decorrente dos ideais rotários e, sobretudo, pela qualidade dos
membros do clube.
As reuniões semanais, inicialmente realizadas na antiga
sede do Clube 12 de Agosto foram, com o passar do tempo, transferidas para a nova sede do referido clube, na Avenida Hercílio
Luz. Posteriormente ocorreu a mudança para o Lira Tênis Clube,
na Rua Tenente Silveira. Mais tarde, as reuniões passaram a ser
feitas no Tiro Alemão, situado na Avenida Mauro Ramos, encerrando esta primeira fase no próprio Lira Tênis Clube.
Merece registro a primeira grande realização do Rotary
Clube de Florianópolis, a participação na Conferência Distrital
Nacional, ocorrida em 1942.
Na análise do processo de consolidação do Clube, deve-se
levar em conta que o imaginário popular via o Rotary como uma
instituição de elite, agregando parcela significativa dos notórios
da cidade, com capacidade de exercer poderosa força política nos
diferentes setores metropolitanos. O fato de pertencer ao Rotary
proporcionava a elevação do status social, com todos os possíveis
desdobramentos. O perfil dos membros do clube recém criado
mostra claramente essa assertiva.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
3.1 Certificado de admissão do Rotary Florianópolis
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
4 A fundação do Rotary Clube de Florianópolis na
visão de um dos seus fundadores - Companheiro
João Eduardo Moritz
Costuma-se inicialmente citar o dia, mês e ano ao fundarse alguma coisa. No caso do Rotary Clube de Florianópolis, foi
diferente.
Sabe-se que Rotary, em seu começo, surgiu da necessidade
de amizade e companheirismo de um homem solitário.
O Rotary foi um estado de espírito que os homens levaram
às ruas, as fábricas, escritórios, ou em qualquer parte. Eles lutaram para criar ordem onde havia caos, beleza onde havia lealdade
e companheirismo onde havia solidão e compreensão.
A história de Rotary é a história dos rotarianos, homens
comuns chamados a uma atuação superior em um cenário de incrível complexidade: o século da conquista dos espaços, dos satélites artificiais, do desembarque do primeiro homem na lua.
Da semente nasce a árvore e, assim, foi o caso do Rotary
Clube de Florianópolis.
É claro que toda iniciativa merece cuidado especial e Rotary International recomenda, destacadamente, a importância dos
passos iniciais para a fundação de um clube rotário por depender
do alicerce toda a estrutura-sucesso ou fracasso.
Não são recomendações teóricas, mas fruto de larga experiência dos que habitam e integram os cargos administrativos de
Rotary e zelam, carinhosamente, por todos os núcleos rotários
que se vão formando.
Por ausência desse cuidado é que fracassou a primeira ten58
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
tativa na formação de um Rotary Clube em nossa cidade.
Pessoa bem intencionada e que pertencera a um Rotary
Clube por pouco tempo, chegando a Florianópolis, em função de
sua profissão, por desconhecimento das formalidades estatutárias
da organização, sem apoio e não autorizada por parte de Rotary
International, no ano de 1938, convidou certo número de pessoas
da cidade para formar um clube. Contava-se que não houve reunião de instalação, nem tão poucas reuniões periódicas.
Contudo, o movimento foi divulgado chegando ao conhecimento do representante de Rotary Internacional, residente no
Brasil e credenciado pela Diretoria de Rotary International para
orientar a organização de novos Rotary Clubes na América Latina, chamava-se James Roth, conhecido em Rotary por “Jim”,
rotariano do Rotary Clube da California – USA.
E assim, em setembro de 1939, amerissou na baía sul de
nossa ilha um hidroavião da Panamérica trazendo entre seus passageiros o nosso querido amigo “Jim”, com a finalidade de procurar regularizar a situação criada e cujo autor, no ínterim, já havia
se afastado de Florianópolis.
O clima criado facilitou a tarefa, possibilitando reuniões
preliminares na biblioteca da sede do Clube 12 de Agosto, localizada em um sobrado da Rua João Pinto.
A relação dos nomes convidados foi organizada e as adesões aumentando, até se chegar ao total de 27 pessoas, cujos nomes são mencionados adiante.
É bom que seja destacado o ambiente de bom entendimento
existente nas reuniões preliminares de formação do Clube, pois
líderes políticos dos dois partidos da época – o PSD e a UDN,
constavam da relação dos fundadores, entendendo-se na maior
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
camaradagem e fraternidade, como é Rotary.
Esse Clube só poderia nascer forte.
Jim que me conhecera (João Moritz) em 1932 numa viagem
marítima, onde meu companheiro de cabine do navio era o rotariano Samuel Leão de Moura, do R. C. de Santos que acabara de
ser eleito na comemoração do R. I. realizada em Viena – Áustria,
Governador do Distrito 72 (Brasil), lembrou-se de meu nome,
convidando-me para fazer parte da relação dos fundadores de R.
C. de Florianópolis.
E foi assim que nasceu o Rotary Clube de Florianópolis e
de cuja Ata da sessão de fundação, transcrevemos, a seguir, alguns trechos:
“Na biblioteca do Clube 12 de Agosto, nesta cidade de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, aos dezessete dias do mês
de setembro de 1939, às 11 horas, reunidos sob a presidência de
James H. Roth, representante de Rotary Internacional, compareceram os senhores: Dr. Nereu Ramos, desembargador Guilherme Abry, Drs. Afonso Wanderley Junior, Ívens de Araújo, Cid
Amaral, Aderbal Ramos da Silva, Willy Hoffmann, João Eduardo Moritz, Udo Deeke, Cornélio Fagundes, Ernesto Riggenbach,
Jaime Linhares, Antonio Tavares do Amaral, Arnaldo Maranhão,
Florêncio Costa, Reginaldo James Drew Nias e contando-se com
a adesão dos senhores João Moritz, João Leal Meirelles Junior,
Celso Ramos, Carlos Leissner e Dr. Altamiro Lobo Guimarães,
Armínio Tavares, Saulo Saul Ramos, Djalma Moellmann, Joaquim Madeira Neves, Teodoro Brugguemann e João Bayer Filho,
o Sr. James H. Roth falou das finalidades do Rotary, as obrigações e privilégios dos sócios e as bases para a organização definitiva do Rotary Clube de Florianópolis, historiando o processo
desde o seu início.
60
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
As reuniões ordinárias deste clube serão realizadas as quintas-feiras, às 12 horas, no Hotel Glória.
Aprovados o Estatuto e os Regimentos Interno, procedeuse a eleição do Conselho Diretor, cujo mandato terminará aos 30
de junho de 1940, com o seguinte resultado:
Presidente, Desembargador Guilherme Abry; Vice-Presidente, Dr. Wanderley Junior; Secretários Dr. João Bayer Filho e
Cornélio Fagundes; Tesoureiro, Sr. Antonio Tavares do Amaral;
Diretor de Protocolo, Dr. Cid Amaral e vogal Dr. Ivens de Araújo.
Ficou estabelecido que a reunião inaugural do Clube teria
lugar, quarta-feira, 20 do corrente mês, ao meio-dia, no Hotel
Glória e uma reunião do Conselho Diretor, na segunda-feira às 17
horas, no Clube 12 de Agosto.
O Sr. James H. Roth felicitou os membros do Conselho
Diretor e não havendo mais o que tratar, deu-se por encerrada
a reunião, às 13 horas, do que para constar eu, Cornélio Fagundes, Secretário, lavrei a presente ata, que depois de lida e achada
conforme será assinada pelo Sr. James H. Roth, representante do
Rotary Internacional, pelo Conselho Diretor e por todos os sócios
fundadores.
Rotary Clube de Florianópolis, 20 de Setembro de 1939.
‘Foi feita pelo sócio Dr. Nereu Ramos a corrigenda quanto à ordem da classificação dos Secretários, achando que o do consócio
Cornélio Fagundes dever ser enumerado em primeiro lugar de
acordo com a eleição realizada’.
Seguem-se as assinaturas dos 27 sócios fundadores aqui relacionados e mais a de James H. Roth.
61
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Em um dia de sol primaveril, 20 de Setembro de 1939, às
12 horas, em um dos salões do Hotel Glória, anteriormente denominado Hotel La Porta, no edifício de mesmo nome, sito na
Praça XV de Novembro esquina com a Rua Francisco Tolentino
e Conselheiro Mafra hoje sede da Caixa Econômica Federal de
Santa Catarina, teve lugar a primeira reunião - almoço do Rotary
Clube de Florianópolis. Dessa primeira reunião foi lavrada uma
Ata e que consta dos arquivos do Clube. Presentes 17 rotarianos
fundadores, e ainda James H. Roth, representante de Rotary Internacional, companheiro Hermano Machado, rotariano do R. C.
de Curitiba.”
Nessa reunião foi empossado o primeiro Conselho Diretor
do Clube, sob a presidência de Guilherme Abry constituíram as
Comissões e Sub-Comissões permanentes, a saber:
Comissões:
Serviços Internos: Pres. Afonso Wanderley Jr.
Serviços Profissionais: Pres. Carlos Leissner
Serviços Comunidade: Pres. Ivens de Araújo
Serviços Internacionais: Pres. Nereu Ramos
Sub-Comissões:
de Programa: Pres. Afonso Wanderley Jr.
de Classificações: Pres. Cornélio Fagundes
de Informações: Pres. João Bayer Filho
de Companheirismo e Freqüência: Pres. Aderbal Ramos da Silva.
A 5 de outubro de 1939, foi publicado o primeiro número
do Boletim do Clube.
A 12 de outubro de 1939, foi o Clube reconhecido e admiti62
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
do em Rotary Internacional, tomando a sua carta o Nº 5119.
A 23 de Novembro de 1939 em sessão solene com jantar
festivo, na sede do Lyra Tênis Clube, procedeu-se a entrega oficial da Carta Constitutiva do Clube, feita pelo companheiro Paulo
Franco dos Reis, do Rotary International de Porto Alegre, representando o Governador A. J. Renner do Distrito 29 de Rotary
International, à época abrangendo o território dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Iniciou-se, assim, a trajetória do 2º Rotary Clube instalado
em Santa Catarina, pois o primeiro foi o de Joinville, nosso Clube
padrinho, fundado em 1934.
Sediou o Clube, a 13ª Conferência Nacional Distrital Conjunta, no ano de 1941, com a presença de 314 participantes vindos
de todo o território brasileiro. Representou o Presidente do Rotary Internacional, o rotariano Rodolfo de Almeida Pinto do Rotary
International de Montevidéu – Uruguai.
Achamos que devemos destacar a participação de Armando
de Arruda Pereira, do Rotary International de São Paulo (Pres.
De R.1. 40/41) e Ernesto Embassahy de Meio do R. C. de Niterói
- RJ, que posteriormente ocupou, em 1975/76, a Presidência do
Rotary International. O Clube sediou inúmeras conferências Distritais Conjuntas, Assembléias e Conferências do nosso Distrito;
fez-se presente a inúmeros eventos rotários, tais como:
Conferências Nacionais, Distrital de Fortaleza, Santos, Teresópolis, São Paulo, Caxambu, Curitiba, Porto Alegre, Poços de
Caldas, Londrina, além das regionais do nosso Distrito, e Convenções de Rotary International em São Francisco (Califórnia),
NewYork, Rio de Janeiro, Paris, México, Roma e São Paulo.
Paraninfamos a fundação dos Rotary Clubes de Itajaí, Blu63
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
menau, Laguna, Florianópolis Estreito, Florianópolis Leste.
Indicamos bolsistas à Fundação Rotária que no exterior foram os embaixadores do Clube – seis (6) rotarianos. Foram distinguidos para governador do Distrito de Rotary, a saber: João Eduardo Moritz 47/48, Arnoldo Suarez Cúneo 49/50, Lauro Fortes
Bustamante 67/68, Jorge Marques Trilha 74/75, Remaclo Fischer
81/82, Genovêncio Mattos Neto 86/87.
“17 de Setembro de 1939”
Este dia não significa apenas mais uma data. Foi o começo.
Precisamos, individualmente, estar conscientes de que nós
somos Rotary e, independentemente do quanto ou do que nós e
outros possamos ter contribuído em anos anteriores, o contínuo
sucesso e maior força de Rotary amanhã, na próxima semana e no
decorrer dos dias seguintes, depende do que viveremos e expressaremos Rotary em todos nossos pensamentos e ações.
Portanto, é ao rotariano que cabe prestigiar o clube a que
pertence, sem usufruir o prestígio do clube.
Eis porque é grande a responsabilidade do rotariano. Ele
deve dar o exemplo de acatamento às regras de ética profissionais
e aos ditames da ordem cívica.
Sem isso, Rotary perde a sua razão de ser.
Terminando a breve história do Rotary Clube de Florianópolis, desejamos reverenciar a memória daqueles companheiros
que deixaram o nosso convívio e registramos as homenagens aos
que por motivos vários se afastaram do clube.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Separadamente, relacionamos os nomes dos fundadores do
clube com suas respectivas classificações, bem como os que ocuparam a presidência até a presente data.
5 Jubileu de Ouro
Rotary Clube de Florianópolis Dist. 465
1939 - 1989
65
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
5.1 Introdução
No dia 20 de Setembro de 1939 foi realizada a sessão inaugural do Rotary Clube de Florianópolis; Há 50 anos, portanto,
o Conselho Diretor do Clube estabeleceu que o ano Jubilar se
estenderia de 20 de Setembro de 1989 a igual dia de 1990, com a
efetivação de vários acontecimentos que marcassem o transcurso
do Jubileu de Ouro.
Com esse objetivo foi desenvolvida intensa programação
da qual destacamos a Reunião Solene de 24 de setembro de 1989
e a inauguração do monumento alusivo à efeméride.
Esta publicação visa registrar os acontecimentos dando ciência à comunidade e aos pósteros do regozijo de todos os companheiros pelo transcurso de tão importante evento.
Florianópolis, Maio de 1991
Comp. Amaury Medeiros de Figueiredo
Presidente do Rotary Club International de Florianópolis
5.2 Discurso
Do Presidente do Rotary Clube de Florianópolis, companheiro Jayme Linhares Filho, pronunciado no jantar comemorativo do Jubileu de Ouro, realizado no dia 22/10/89, às 20 horas, no
salão do Clube 12 de Agosto, em Florianópolis.
“Meus Companheiros
Sejam as nossas primeiras palavras, as de agradecimento
pela honrosa presença do nosso Governador Manoel Miranda e
esposa dona Ruth, de nossos convidados especiais, da Presidente
da Associação de Senhoras de Rotarianos de Florianópolis, Sra.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Wanda Irene Szpoganiez Linhares, minha esposa, dos companheiros sócios fundadores João Eduardo Moritz e Celso Ramos,
aqui representado pelo seu filho Celso Ramos Filho que se acha
acompanhado de sua esposa Júlia, do Dr. Ataliba Cabral Neves
e de sua esposa dona Maria Celeste que ornamentou o nosso hall
de entrada, e pais do companheiro Alceu Neves; da Sra. Hilda
Szpoganicz e sua filha Therezinha, sogra e cunhada do meu irmão
Jairo D. Linhares e Senhora; e do meu genro Makian Noldin e
Sra.; dos nossos Governadores, e dos nossos ex-Governadores:
João Eduardo Moritz - 1947/1948
Arnoldo Suarez Cúneo - 1949/1950
Jorge Marques Trilha - 1974/1975
Dalci Catani - 1975/1976
Pier Lourenzo Marchesini - 1978/1979
Crezo de Jesus Tavares - 1978/1980
Remaclo Fischer - 1981/1982
Joaquim Santana - 1984/1985
Aldo Abrahão Nassif - 1985/1986
Genovêncio Mattos Neto - 1987/1988
Luiz Roberto Franco - 1988/1989
e governador indicado - Ary Aquilino Buzzi - 1990/1991,
Dos convidados de nossos companheiros, dos meus convidados, e dos companheiros de outros clubes. Bem sabemos que
um grande número de companheiros aqui presentes, fizeram um
grande sacrifício, ao abandonarem os seus lares e as suas cidades
e aqui se encontram com um único objetivo, o de prestigiar esta
reunião.
Agradecemos comovidos esta demonstração de solidariedade e de companheirismo, que bem revela o alto espírito rotário
de que sois possuído.
Senhoras, Senhores e Companheiros.
67
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
É da praxe rotária, quando da realização de uma reunião
festiva, fazermos um destaque todo especial às senhoras presentes. Hoje, mais do que em outras ocasiões, elas merecem este destaque.
Não só porque elas enfeitam a nossa festa, com o colorido
de suas vestes, com o brilho de seus ornamentos pessoais, o murmúrio de suas vozes, o encanto de seus sorrisos e aquele perfume
que nos embriaga, mas também, porque já, de algum tempo, elas
poderão se tornar nossas companheiras, em Rotary. Sim, minhas
senhoras e meus senhores, todos os rotarianos já tomaram conhecimento da decisão histórica do Conselho Diretor de Rotary International de permitir a admissão em Rotary, de mulheres, desde
que tenham uma profissão, sejam líderes nestas profissões na sua
comunidade e sejam apresentadas por um companheiro ou uma
companheira rotariana.
Podeis estar certas, de que esta decisão, que consideramos
de transcendental importância, irá contribuir em muito, para a
criação de novos clubes, com o conseqüente aumento do número
de rotarianos e, com isto, nos colocar mais próximo do grande
objetivo de nossa associação, que é atingir a paz e a compreensão
mundial.
Mas, senhoras, senhores e companheiros. Qual é a razão
especifica desta reunião?
É que em 17 de Setembro de 1939, dezessete dias após
ter sido deflagrada a II Guerra Mundial, era fundado em nossa
cidade, o Rotary Clube de Florianópolis, o segundo a se formar
em Santa Catarina.
Conforme a nossa ata de fundação, foi naquele dia de 17
de Setembro de 1939, às 11 horas da manhã, que se reuniram
na biblioteca do Clube Doze de Agosto, sito à Rua João Pinto,
68
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
em Florianópolis, o rotariano James H. Roth, representante do
Rotary Internacional, e os Srs. Nereu Ramos, Guilherme Abry,
Afonso Wanderley Junior, Ivens de Araújo, Cid Amaral, Aderbal Ramos da Silva, Willy Hoffmann, João Eduardo Moritz, Udo
Decke, Cornélio Fagundes, Ernesto Riggenbach, Jayme Linhares (meu pai), Antônio Tavares do Amaral, Arnaldo Maranhão,
Florêncio Costa, Reginaldo James Drews Nias, João Moritz, João
Leal Meireles Júnior, Celso Ramos, Carlos Leissner, Altamiro
Lobo Guimarães, Arminio Tavares, Saulo Saul Ramos, Djalma
Moellmann, Joaquim Madeira Neves, Teodoro Brüggmann e
João Bayer Filho, aprovaram os estatutos e o regimento interno
do Clube que passou a se chamar Rotary Clube de Florianópolis.
Estes senhores pertenciam às mais diferentes profissões.
Eram magistrados, profissionais liberais, professores, comerciantes, industriais, representantes comerciais e vários pertenciam ao mais alto escalão da Administração do Governo do Estado de Santa Catarina. Estes vinte e sete valorosos companheiros,
dos quais apenas dois, os companheiros Celso Ramos e João Eduardo Moritz, têm a ventura de poderem festejar este cinqüentenário – representavam condignamente a vida econômica, política e
social de nossa cidade. Justo, portanto, que hoje demos a devida
dimensão àquele ato de fundação. Para isto, é necessário que nos
reportemos para aquela época, a fim de sentirmos o que era nossa
cidade, a sua cultura, os seus usos e seus costumes. Como ponto de partida para esta retrospectiva, vamos nos socorrer de uma
quadra do poeta catarinense Arquimínio Lapagesse, que tom sua
sensibilidade de síntese, que só possuem aqueles que se dedicam
a feitura de quadrinhas, assim se expressava:
Florianópolis passa, ante meus olhos febris. Meus pais, a
figueira, a praça, o mar, a ponte, a matriz.
Se incluirmos o Mira-Mar e o edifício de cinco andares,
69
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
onde se instalava o Hotel La Porta – hoje o edifício da Caixa
Econômica Federal – teríamos com certeza uma descrição, a mais
próxima possível, do que era materialmente Florianópolis no fim
da década de trinta. Se incluirmos mais os seguintes detalhes:
Com água encanada escassa – a captação era na própria ilha
e a população se socorria de poços artesianos; energia elétrica deficiente - havia como complemento, um conjunto de motores diesel, instalado no Largo Fagundes, antiga Carioca, que funcionava
diariamente das dezoito às vinte e três horas, suprindo apenas o
centro da cidade:
Com poucas indústrias – fábrica de renda, de pregos, de
gelo, de moagem de café, de refrigerante (a gostosa gasosa), de
balas, de doces e congêneres.
Com um bom comércio – com algumas casas importantes
como as casa Hoepcke, Moellmann, Mayer, Busch, Oscar Lima,
Perrone e muitas outras, que eram bem supridas principalmente
pelos transportes marítimos, com navios de passageiros e cargas
das firmas Hoepcke – (Carlos Hoepke – Ana e Max), da companhia costeira (os itas) e algumas chatas para transportes a granel
e de madeira, assim como, algumas empresas rodoviárias, que
atravessavam a ponte Hercílio Luz, ainda não asfaltada, levando e
trazendo passageiros e cargas das cidades vizinhas para a capital;
uma única empresa aérea, de capital alemão, a Condor, depois
Cruzeiro do Sul, que amerissava na nossa baía sul, despejando
passageiros e cargas no famoso trapiche municipal – Mira-Mar;
tendo ainda como transporte urbano após a destruição pelos estudantes dos bondinhos tradicionais a burros, poucas empresas de
ônibus, os carrinhos de quatro rodas, puxados por uma parelha de
cavalos, liderados pelo Opuska, e uma pequena frota de carros,
que estacionava ao longo da praça XV de Novembro; a grande
força de trabalho é os grandes comunicadores, eram principalmente os funcionários públicos, federais, estaduais e municipais
70
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
e os comerciários; por não haver televisão, e o rádio pouco difundido, dada a precária voltagem da energia elétrica que vinha
de lmaruim, a vida social da cidade era rotineira e pouco intensa;
as famílias se visitavam à tarde, com hora previamente marcada,
com as senhoras portando chapéus com véus, e eram recebidas
em salas, chamadas de visitas, com móveis austeros e cortinas
pesadas, para tomar, quase sempre, um licorzinho feito em casa,
acompanhados de indefectíveis biscoitinhos caseiros; as famílias
também se reuniam nos clubes (Doze, Lira, Quinze, Democrata
e outros), que festejavam seus aniversários e a passagem do ano,
com bailes a rigor e promoviam obrigatoriamente saraus na Páscoa e Natal, e algumas domingueiras, pela manhã ou ao cair da
tarde para os adolescentes; promoviam um excelente Carnaval,
(como até hoje); sendo que o Carnaval de rua com seus blocos de
sujo, batalha de confete, corso feitos em carros de cavalos e automóveis com capota abaixada, que circulavam ao redor da praça
XV de Novembro; com carros de alegorias e mutações, sempre
muito elogiados pelos poucos turistas que nos visitavam; fora
dos clubes, o encontro se dava nas barraquinhas, que se repetiam
ano a ano, sendo as mais famosas a do Espírito Santo, na praça
Getúlio Vargas com belíssimos fogos de artifícios, a da laranja
na Trindade e do Preventório, na praça Pereira Oliveira, cujo resultado financeiro era para atender os filhos dos hansenianos; os
poucos cinemas ficavam lotados por adultos, na quintas feiras e
domingos; as matinês dos domingos e a sessão das moças nas terças feiras, eram para atender as crianças e jovens; havia também
o famoso “footing” – já, naquela época, usávamos as expressões
inglesas – que era efetuado na rua Felipe Schmidt, entre a esquina
com a rua Trajano e a praça XV de Novembro, e que se encerrava
as 20 horas para crianças menores de 14 anos, e não acompanhada pelos pais, assim determinava o juizado de menores da época
naquele trecho de rua se situava a Confeitaria e o Bar do Chiquinho com suas almôndegas, camarões recheados e a excelente empadinha, e os cafés onde os homens diariamente se reuniam para
discutir política, fechar negócios ou fazer mexericos, hoje chama71
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
dos de fofocas, a vida intelectual deixava muito a desejar; tínhamos uma boa biblioteca para assuntos literários, deixando muito
a desejar os técnicos, o que se justificava pelo fato de possuirmos
bons colégios de primeiro e segundo graus, mas éramos carentes
em cursos de nível superior; possuíamos uma escola que formava
contadores e a Faculdade de Direito; o nosso teatro Álvaro de
Carvalho, transformado em cinema, raramente apresentava alguma peça; conferências de algum valor intelectual, eram raras.
Esses detalhes complementam o que era a nossa capital naquela época, mais se parecendo com uma cidade do Interior, do
que uma capital do Estado.
Senhoras, Senhores e Companheiros. Esta cidade que acabamos de descrever, foi no ano de 1939, sacudida pela a presença de um norte americano, nascido em Ventura - Califórnia, de
nome James H. Roth.
Mais conhecido como Jim Roth, este californiano foi definido como uma figura lendária, pelas intensas e imensas atividades em torno da implantação de Rotary Clubes no Brasil, na
América do Sul e até na Europa. O companheiro Jim que serviu
no consulado dos Estados Unidos, em Recife, foi condecorado
pelo Governo Brasileiro como Cavaleiro da Ordem do Cruzeiro
do Sul.
Tendo fundado o Rotary Clube de Porto Alegre em 1929, e
outros no interior do Rio Grande, voltou seus olhos sobre Santa
Catarina, que possuía apenas o Rotary Clube de Joinville, fundado em 1934, pelo Rotary Clube de Curitiba.
Continuando a sua missão de fundar clubes rotários, Jim
Roth desloca-se para Florianópolis, e consegue em pouco tempo
vender a idéia de Rotary a vinte sete personalidades ilustres da
cidade, e convida o Rotary Clube de Joinville para ser o padrinho
72
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
do Rotary Clube de Florianópolis.
Pela sua dedicação ao Rotary, na 13ª Conferência Rotária,
de caráter nacional, realizada entre os dias 09 e 12 de Abril de
1942, em Florianópolis, James H. Roth foi agraciado pelo companheiro Armando de Arruda Pereira, com um mimo artístico, em
nome de todos os distritos rotários do Brasil, numa demonstração
inequívoca e eloqüente do apreço que todos devotavam àquele
ilustre rotariano.
Esta homenagem que aqui fazemos a este extraordinário
companheiro James Roth, que preparou a fundação do nosso
clube, nos enseja a demonstrar o nosso agradecimento ao Rotary
Clube de Joinville, que em virtude das precárias condições de
nossas estradas – longe ainda estava a ser implantada a BR-101
teve de desenvolver um grande esforço, deslocando-se para nossa
cidade, a fim de nos servir de padrinho, e nos acompanhar até
a nossa plena consolidação. Companheiros do Rotary Clube de
Joinvile podem contar sempre com a nossa gratidão e a nossa
solidariedade rotária.
Senhoras, Senhores e Companheiros.
A missão de um Clube rotário é detectar, através da pro
fissão de seus sócios, as deficiências nas comunidades em que o
Clube atua, procurando estudá-las, equacioná-las e apresentar sugestões às autoridades constituídas, senão soluções, pelo menos
orientações seguras que possam minimizar os seus efeitos. Sempre apoiar as autoridades constituídas em suas iniciativas, fazer
campanhas, participar de outras, dentro ou fora da comunidade.
Assim, o nosso Clube procedeu, nestes cinqüenta anos.
Alguns detalhes a mais ficam por conta do nosso companheiro João Eduardo Moritz, que ao final desta reunião dará seu
testemunho sobre a fundação e a vida do nosso clube. Já que fa73
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
lamos em João Eduardo Moritz, é necessário, que se teça, aqui e
agora, um panegírico a este extraordinário companheiro. Após
ter exercido todos os cargos no clube, chegou a sua presidência,
cumprido o seu mandato rotário no ano de 44/45. Por sua dedicação ao seu clube, e ao Rotary de uma forma geral, o nosso clube o
indicou para governador do distrito (465), sendo eleito para exercer suas funções no ano Rotário 1947/1948.
Do seu fecundo trabalho na governadoria resultou a fundação dos seguintes clubes: de Criciúma, de Lages e o de Videira.
Além destes clubes, o companheiro Moritz ajudou a fundar outros, e deu-lhes uma assistência assídua até que estivessem perfeitamente consolidados. Pelos cinqüenta anos de serviços prestados
ao Rotary, por ser um amigo leal, por ser um companheiro prestativo, sempre disposto a ajudar o próximo, por ser um companheiro cem por cento, o que caracteriza como um exemplo a seguir,
o nosso clube o homenageia com uma placa, onde está gravada
uma frase, que procura expressar os sentimentos de todos os seus
amigos e companheiros do Rotary Clube de Florianópolis.
Peço ao companheiro Moritz que venha à frente da mesa
para receber a placa. As palavras nelas gravadas são as seguintes:
‘Ao fundador João Eduardo Moritz o carinho, o apreço e a gratidão de seus companheiros, pelos 50 anos de amizade e fecunda
dedicação, do Rotary Clube de Florianópolis.
17/09/39 - Jubileu de Ouro - 17/09/89
Peço a todos uma salva de palmas ao companheiro Moritz.
Senhoras, Senhores e Companheiros.
É de justiça que também rendamos, neste momento, nossas
homenagens ao companheiro honorário, Celso Ramos, o outro
sócio fundador remanescente. O porquê da homenagem?
74
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
É que Celso Ramos, muito embora tivesse se desligado de
Rotary, algum tempo depois, em virtudes de suas atividades comerciais e públicas, conservou consigo o espírito rotariano, praticando um dos lemas de Rotary, ‘Mais se beneficia, quem melhor
serve’.
Pelos relevantes serviços prestados a nossa comunidade,
não só como grande empresário que foi, mas também como extraordinário homem público, que chegou à governança do Estado,
nós o elegemos sócio honorário para o ano 89/90, a fim de que
ele pudesse receber, como um companheiro, as homenagens que
bem merece.
A nossa homenagem de hoje, se traduz numa placa, onde
está gravada uma frase, que bem expressa os sentimentos de todos os companheiros de nosso clube. Eu peço a seu filho Celso
Ramos Filho, que aqui o representa, que venha à frente da mesa
para receber a placa. As palavras nela gravadas são as seguintes:
‘Ao fundador Celso Ramos pelos relevantes serviços prestados a
nossa comunidade a gratidão do Rotary Clube de Florianópolis.
17/09/39 – Jubileu de Ouro – 17/09/89.’
Senhoras, Senhores e Companheiros.
As homenagens que fizemos foram justas e merecedoras,
mas não podemos deixar de citar alguns companheiros que nestes
cinqüenta anos muito deram de si, não só para o clube como para
o Rotary Internacional. Assim é que alguns companheiros nossos,
revelaram excelentes qualidades como rotarianos, o que nos permitiu indicá-los para o cargo de governadores de nosso Distrito.
Foram indicados e eleitos governadores os seguintes companheiros:
Aroldo Suarez Cúneo, Jorge Marques Trilha, Remaclo Fischer e Genovêncio Mattos Neto todos aqui presentes. De saudo75
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
sa memória ainda tivemos como Governador indicado por nós
e eleito, o companheiro Lauro Fortes Bustamante, e também de
saudosa memória, um grande rotariano, que foi governador por
Lages, mas que pertenceu, por muitos anos, ao nosso clube, o
nosso muito querido Cleones Velho Carneiro Bastos.
Da atividade, mas, sobretudo da dedicação destes companheiros o nosso clube fundou e foi padrinho dos seguintes clubes
do nosso distrito: os Rotary Clube de Itajaí, Laguna, Blumenau,
Rotary Clube Florianópolis Leste e recentemente o Biguaçú.
Além de ajudar a fundar outros Clubes, os acima mencionados já
fundaram muitos outros.
Assim, se fizermos uma árvore genealógica, nós estaríamos
ligados à fundação de mais de quarenta clubes. Como se pode ver
o nosso trabalho foi bastante fecundo.
Senhoras, Senhores e Companheiros.
Com um grande esforço de memória e utilizando e abusando da memória de alguns companheiros, procuramos contar a
história de nosso clube, falando sobre a sua fundação e as nossas
atividades nestes cinqüenta anos e destacando com justiça alguns
companheiros por funções exercidas dentro e fora do clube.
Chegamos, portanto, ao hoje. O que é hoje a nossa cidade?
Como ela se desenvolveu nestes cinqüenta anos?
O desenvolvimento de Florianópolis foi bastante lento até o
ano de 1964, quando então foi criada a Universidade Federal de
Santa Catarina. Poucos anos depois surgia a Universidade para
o Desenvolvimento de Santa Catarina – UDESC foi feito o alargamento da faixa litorânea da baía sul, aumentando de quase um
terço a área central da capital, o que possibilitou a construção de
76
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
mais uma ponte, a Colombo Salles, e o início de uma terceira, que
em breve estará pronta, para atender ao fluxo sempre crescente de
turistas, que desejam conhecer nossas 42 praias, que hoje estão
praticamente ligados por um sistema rodoviário todo asfaltado;
possuímos hoje quatro canais de televisão; um aeroporto internacional e estamos ligados com o mundo, por satélites.
E a nossa cidade cresceu, tornou-se uma grande cidade,
com seus espigões de concreto e todas as dificuldades de uma
grande metrópole, se a qualidade de vida melhorou, em compensação passamos a enfrentar problemas como as drogas que propiciam os assaltos que acabam levando ao crime. Acreditamos que
o maior mal é a insegurança de que estamos já possuídos e que
vem gerando um medo que está sendo inoculado paulatinamente,
mas com perseverança, em nossas mentes. Como rotarianos, só
nos resta pedir a Deus que continue a nos proteger e nos inspirar
e de nos acumular de força e coragem para enfrentarmos todos os
problemas e vencê-los.
Temos de ser otimistas. O mundo não está para se acabar.
Para cada problema, há sempre uma solução. Estou certo que os
anos transcorrerão, uns bons, outros piores, mas em 2005, o nosso
clube há de festejar o centenário de Rotary Internacional, e grandes homenagens serão prestadas ao fundador – Paul Percy Harris
– deste extraordinário movimento que se chama Rotary. Tenho
certeza que em 17 de Setembro de 2039, o nosso clube comemorará seu centenário e comemorará com a presença de muitos
companheiros que hoje aqui se encontram, pelo menos, a aqueles
que estão na faixa etária dos trinta anos.
Senhoras, Senhores e Companheiros
Renovo, mais uma vez, os nossos agradecimentos pela honrosa presença de todos que aqui vieram prestigiar esta nossa reunião festiva de comemoração de nosso cinqüentenário.
77
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Eu quero vos dizer, com toda a pureza de minha alma, que
não fui tão longe quanto seria de se exigir para historiar cinqüenta
anos de vida de nosso clube, mas também não fui tão curto como
era, por certo, o desejo de todos vós.
Muito obrigado.”
5.2.1 Conselho Diretor do Cinqüentenário
01/07/89 a 30/06/91
Presidente: Jayme Linhares Filho
Vice-Presidente: Genovêncio Mattos Neto
Secretário: Osny Lisbôa
Tesoureiro: Rozendo Vasconcellos Lima
Diretor do Protocolo: Remaclo Fischer
Presidente Eleito: Amaury Medeiros de Figueiredo
5.2.2 Companheiros integrantes do Rotary
Clube de Florianópolis em 20/09/1989
Abelardo Vianna Filho
Ademar Valsechi
Amaury Medeiros de Figueiredo
Annito Zeno Petry
Antônio Helio Barão
Aquilles Amaury Córdova Santos
Arnoldo S. Cuneo
Benedito Therezio de C. Netto
Candido J. Rodrigues Neto
Carlos A.Grijó Lacombe
Carlos Rodolpho Pinto da Luz
Caspar Erich Stemmer
78
Luiz Carlos Lopes Manhães
Maurílio Prats Fernandes
Murilo Rezende Salgado
Nilton de Oliveira Cunha
Norton Candemil Pereira
Osny Lisboa
Piraguahy Rosa
Remaclo Fischer
Roberto Mundell de Lacerda
Roberto Waldir Schmidt
Rozendo Vasconcellos Lima
Rubens Víctor da Silva
Sérgio José da Silveira
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Charles Edgar Moritz
Clóvis José Prudêncio
Daniel Barreto
Dejalmo Baltazar Dummer
Édson José Cardoso
Enio Miguel de Souza
Everton Jorge da Luz
Genovêncio Mattos Neto
Giovanni Aieta
Henrique Stefan
Ivo Gasparino da Silva
Jayme Linhares Filho
João Eduardo Moritz
João Eduardo Souza Varella
João Ernesto E. Castro
Jorge Daux
Jorge Marques Trilha
José Edú Rosa
Lauro Salvador
Tibério da Costa Mitidieri
Tranquilanês B. Fogaça
Waldir Velloso da Silva
Walter Celso de Lima
Yamandú Carlevaro Elizondo
Sócio Honorário:
Celso Ramos
79
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
5.2.3 Fotos do Jubileu de Ouro
Companheiros que compareceram ao jantar comemorativo
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Mesa que presidiu ao jantar
Discurso do Governador do Distrito 465 – Comp. Manoel Miranda
81
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
O Comp. Joào Eduardo Moritz, socio fundador é homenageado
Ex-Governadores do Distrito ao jantar
82
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Inauguração do Monumento em 23-02-1961
83
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
6 Fundação Rotária
O Presidente de Rotary International, Comp. Arch Kluph
lançou na Convenção de Atlanta, Georgia, EUA, a idéia da criação de um “fundo de dotação para o Rotary, com a finalidade de
espalhar em todo o mundo o bem através da caridade, da educação e de outras sendas do programa comunitário.”
Foi aprovada e constituída a “Fundação Rotária” que é a
menina dos olhos do Rotary.
Atualmente, é a maior obra educativa e filantrópica do mundo que não conta com a ajuda de qualquer governo, direta ou indiretamente, sendo financiada e mantida pelos rotarianos de todos
os países e por beneméritos que reconhecem a sua atuação e que
a ela destinam fundos. Pelo que vemos, estamos diante de uma
organização honesta e séria, reconhecida mundialmente como capaz de alterar a mentalidade dos homens de nosso planeta.
A nossa Fundação desenvolveu-se rapidamente após o falecimento de Paul Harris, quando os rotarianos e seus clubes começaram a entender e a praticar o objetivo que a Fundação poderia
trazer para o bem da humanidade carente, pelo aperfeiçoamento de estudantes em outros países e, ultimamente, num esforço
sobre-humano, encetar uma campanha mundial para erradicar a
poliomielite no nosso universo, medida que está, praticamente,
cumprida com pequenas exceções.
Os recursos vieram de doações especiais de rotarianos e
não rotarianos que abraçaram a idéia e deram reforço pecuniário
à Fundação para atender tal objetivo.
Foi criada a Comenda Companheiro Paul Harris para homenagear e agradecer a todos os que dessem uma contribuição de
US$ 1.000,00 para atender as necessidades, valor que poderia ser
84
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
completado de uma só vez ou em parcelas durante vários anos.
Grande foi a adesão dos rotarianos em todo o mundo e com
extensa repercussão no Brasil para atender a Fundação.
O Rotary Clube de Florianópolis lançou a semente junto
a seus associados para que aqueles que, livremente, quisessem
aderir ao movimento.
O resultado foi auspicioso e conseguimos, até 2007, completar 59 títulos Companheiro Paul Harris, existindo, ainda, alguns em fase de conclusão.
Damos, a seguir, a relação dos rotarianos que completaram
os títulos e respectivas datas.
7 Companheiros Paul Harris – Rotary Clube de Florianópolis
NOME
01º - Caspar Erich Stemmer
02º - Remaclo Fischer
03º - Cleones Velho Carneiro Bastos
04º - Genovêncio Mattos Neto
05º- Walter Celso de Lima
06º - Arnaldo Suarez Cúneo
07º - Terezinha Ranzini de Lima Comp. Lima)
08º - Glauco Sanford Vasconcellos
09º - Alzira Passoni Mattos (Comp. Genovêncio)
10º - Climene Cardoso Trilha - (Comp. Trilha).
11º - Dejalmo Baltasar Dummer
12º - Jorge Marques Trilha
13º - Annito Zeno Petry
14º - Amaury Medeiros de Figueiredo
ENTREGA
DO TÍTULO
27.04.1979
30.12.1984
25.11.1986
14.01.1987
22.09.1987
30.06.1988
27.09.1988
07.11.1988
10.12.1988
20.12.1989
07.04.1989
09.11.1989
14.11.1989
22.05.1990
85
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
NOME
15º - Aquiles Amaury Córdova Santos
16º - João Eduardo Moritz
17º- Walter Celso de Lima
18º- João Eduardo Moritz Neto (Comp. Moritz)
19º - Jurema Xavier Ficher (Comp. Fischer)
20º - Fernando Tereza de Lima (Comp. Lima)
21º - Everton Jorge da Luz
22º - Celso Renato de Lima (Comp. Lima)
23º - Rodrigo Clasen Moritz (Comp. Moritz)
24º - Abelardo Vianna Filho
25º - Osny Lisboa
26º - Tranquilanês Belíssimo Fogaça
27º - Murilo Rezende Salgado
28º- Norton Candemil Pereira
29º - Luiz Carlos Manhães
30º - Rubens Victor da Silva
31º - Maria Stela Amaral Moritz (Comp. Moritz)
32º - Hilda Abbt de Lima (Comp. Lima)
33º - Heloisa M. Horn Vianna (Comp. Abelardo)
34º - Luiz F. Tocchetto Castro (Comp. Castro)
35º- Vaine Teresa Zanatta Barão (Comp. Barão)
36º - Maria Maura Richter Lisboa (Comp. Lisboa)
37º - Mauricio Cordeiro Manhães
(Comp. Manhães)
38º - Wolney Wilmar Andrade (Comp. Manhães)
39º - Walter Manoel Gomes
40º - Maria da Conceição C. Manhães
(Comp. Manhães)
41º - Carlos R. Pinto da Luz
42º - Piraguahy Rosa
43º - Mauro César Lisboa (Comp. Osni Lisboa)
43º- Paulo E. da Cunha Tatim
44º - Thiago da Luz Ruiz
45º - Ivan César Fischer Junior (Comp. Fischer)
46º - Thiago Augusto da Rosa da Silva
(Comp. Edu)
86
ENTREGA
DO TÍTULO
22.05.1990
02.07.1990
20.11.1990
21.11.1990
06.04.1991
28.06.1991
23.08.1991
30.11.1993
25.10.1993
26.02.1994
26.02.1994
20.05.1994
30.06.1995
30.06.1995
23.02.1996
10.05.1996
07.11.1996
07.11.1996
07.11.1996
07.11.1996
13.06.1997
12.06.1999
12.08.1999
06.04.2000
08.12.2001
07.04.2002
29.11.2002
12.06.2003
13.11.2003
13.11.2003
04.09.2004
12.05.2005
28.06.2005
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
NOME
47º - Guilherme Horn Vianna
(Comp. Abelardo Vianna)
48º - Jaílson José de Sá
49º - Dinah Lopes Manhães, através
do R.C. de Marília – SP – Presente de
aniv. de seu filho Companheiro Manhães
50º - Henrique Stefan
51º - Marcelo Lisboa - filho do Comp. Osny
Lisboa
52º - Sergio Luiz Gargioni
53º - Guilherme Mauzer Casarotto
54º - Vitor Hoffmann Vianna (Comp. Abelardo)
55º - Lauro Salvador
56º - Ademar Valsechi
57º - Alceu Neves
58º - Roberto Sergio Cárdenas Pires Ferreira
(Comp. Sergio)
59º - Moacir A. Marajon
ENTREGA DO
TÍTULO
23.06.2005
29.06.2006
10.10.2006
07.04.2006
30.09.07
30.09.07
30.09.07
30.09.07
30.09.07
30.11.07
30.11.07
30.11.07
87
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
8 Galeria de fotos dos Companheiros que completaram de 25 anos a 65 anos de Rotary
Jubileu de Safira
Comp. JOÃO EDUARDO MORITZ
Admitido em 19/09/1939
Recebe o prêmio do Presidente Wesley O. Collyer
88
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Jubileu de Esmeralda
Comp. ROBERTO LACERDA
Admitido em 09/09/1948
Jubileu de Ouro
Comp. REMACLO FISCHER
Admitido em 30/09/1965
89
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Jubileu de Esmeralda
Comp. NORTON PEREIRA
Admitido em 27/09/1979
Comp. ABELARDO VIANNA
Admitido em 15/08/1977
90
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Comp. LUIZ CARLOS TRONCA
Admitido em 26/07/1976
Comp. REOMAR BONOTTO
Admitido em 23/07/1973
91
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Comp. CASPAR ESTEMMER
Admitido em 20/08/1962
Comp. JAYME LINHARES FILHO
Admitido em 11/09/1959
92
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Comp. HENRIQUE STEFAN
Admitido em 22/02/1968
Comp. JOSÉ EDU ROSA
Admitido em 10/07/1959
93
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Comp. CARLOS P. DA LUZ
Admitido em 09/10/1969
Comp. DEJALMO DUMMER
Admitido em 03/03/1981
94
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Comp. MURILO SALGADO
Admitido em 22/02/1973
Comp. CLÓVIS PRUDÊNCIO
Admitido em 30/09/1971
95
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Companheiro TRANQÜILANÊS FOGAÇA
Admitido em 01/09/1977
96
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
9 Associação de Senhoras de Rotarianos de Florianópolis mantenedora da “Casa da Amizade”
Reconhecida de Utilidade Pública Municipal. Lei N° 1904
de 617/83. Reconhecida de Utilidade Pública Estadual. Lei 6.262
de 12/9/83. Reconhecida de Utilidade Pública Federal. Decreto
98.147 de 15/9/89. Registrada no Conselho Nacional de Serviço Social em 12/09/89 CGC/MF 76.276.831/0001-52 Rua Rui
Barbosa, 810 - Casa 2 CEP 88025-301 – Florianópolis – Santa
Catarina.
9.1 O que somos?
Uma entidade beneficente, reconhecida de utilidade Pública
a nível municipal, estadual e federal. Temos registro no Conselho
Nacional de Serviço Social do Ministério da Justiça, na Coordenação de Promoção Social, da Secretaria de Desenvolvimento
Social do Estado de Santa Catarina. Também, temos cadastro junto à Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Comunitário
do Estado e ainda, inscrição no Conselho Geral do Ministério da
Fazenda, tendo, portanto, o CNPJ. Existimos já há vinte e seis
anos, somos pessoa jurídica de direito e de fato.
9.2 Quantas somos?
Atualmente somos cinqüenta e duas associadas. Temos
uma freqüência média semanal que varia de vinte a vinte e cinco
associadas. As demais sócias se dividem entre aquelas que não
podem freqüentar por razões pessoais, familiares e profissionais,
mas contribuem sempre que solicitadas.
9.3 Como trabalhamos?
Temos reunião nas quartas-feiras, a partir das 14:00 hs, na
sede da Casa da Amizade. Na primeira quarta-feira de cada mês
97
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
fazemos a reunião administrativa, ocasião em que são discutidas
e encaminhadas as questões de ordem geral, para assegurar um
bom funcionamento da Casa. Faz parte do nosso plano de trabalho a realização de atividades culturais, as quais devem acontecer
no dia e horário da reunião semanal.
Nas últimas quartas-feiras de cada mês, realizamos o lanche festivo com as contribuições das associadas que, organizadas
em grupos, possibilitam a concretização do referido lanche quase
com custo zero para a Associação. Faz parte do lanche: sorteio
de brindes, e rifas. A renda obtida com o lanche mensal somada
ao pagamento das mensalidades e algumas doações, nos permite
cumprir os nossos compromissos assistenciais.
Paralela a toda e qualquer atividade realizada no decorrer
das reuniões, a confecção dos trabalhos manuais pelas associadas
se mantém e representa uma atividade financeira fundamental.
Para cuidar dessa atividade contamos com um grupo que compõe
o que chamamos de Departamento de Trabalhos Manuais responsável pela organização e manutenção dos trabalhos (trabalhos distribuídos e confeccionados), da aquisição e organização do material para a confecção dos mesmos.
9.4 Objetivos
– manter assistência de caráter beneficente, filantrópico e cultural
em sua comunidade;
– estimular as associadas para os ideais de servir, amar e unir os
membros de sua comunidade;
– desenvolver entre as associadas um verdadeiro e justo companheirismo;
– colaborar para o desenvolvimento social da comunidade, zelando pela conduta de cada uma associada, na sua vida pública e
privada.
98
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
9.5 Breve histórico
A Associação de Senhoras de Rotarianos de Florianópolis,
foi fundada no dia 20 de agosto de 1980. As fundadoras começaram a por mãos à obra e vinte dias após a fundação. Promoveram
um chá beneficente no Clube Doze, que contou com a presença
de cerca de 1.200 participantes. Este chá foi realizado durante
muitos anos até que os gastos para a realização do mesmo começaram a ficar altos, o que já não compensava porque os resultados
passaram a ser pequenos.
A partir de então, foi decidido fazer um lanche mensal. Este
lanche continua sendo a principal fonte de renda da Associação.
Além do lanche, a renda para as obras sociais é conseguida, também, através das mensalidades e dos trabalhos manuais feitos pelas associadas. Nos primeiros anos de sua existência, a Associação
realizava suas reuniões semanais nas residências das associadas.
A partir de outubro de 1981, as reuniões passaram a se realizar na
Casa da Amizade do Rotary Clube do Estreito, à Rua Paul Harris
s/n. Em 1992, a Casa da Amizade foi desalojada do Estreito e se
instalou numa sala da Delegacia do MEC. Funcionou ali, na Rua
Dom Joaquim 767, desde 15 de maio de 1992 até abril de 1993.
Em 06 de abril de 1993, transferiu sua sede para a Rua Presidente Coutinho, na casa que havia sido o Restaurante da Escola Industrial Federal e que estava reservada para ser a sede do
Rotary Clube de Florianópolis. Funcionou ali, por deferência do
Rotary Clube e da DEMEC, até o ano 2000. Nesse ano, a Casa
da Amizade construiu uma sede no terreno do Lar Recanto do
Carinho, então, mudou-se para lá e devolveu a sede da Presidente
Coutinho para o Rotary Clube. Nesse período, de 1992 a 2000,
recebeu total apoio do Clube e deu total apoio às suas realizações
e também, desenvolveu um programa de parceria com o Rotary
Clube, de Florianópolis, para dotar o Lar Recanto do Carinho de
um Laboratório de informática com três computadores devida99
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
mente equipados, um aparelho de Raios-X odontológico, uma
mini-geladeira para conservação do material radiológico e a colocação de grades de ferro nas janelas para maior segurança do
Lar. Nos últimos anos, além de haver construído um prédio cujo
andar térreo foi doado ao Lar Recanto do Carinho, as senhoras
da Casa da Amizade, doaram uma bicicleta ao Posto de Saúde de
Ingleses para ajudar no trabalho de visitação domiciliar daquele
Posto, duzentas escovas de dente a uma escola da rede pública
estadual, da praia dos Ingleses, em colaboração com o programa
de saúde bucal daquela escola; confeccionaram e doaram mantas
de lã para os internos do Lar, tendo custeado, nos últimos anos,
o fornecimento de fraldas descartáveis, remédios e material de
limpeza para as crianças ali internadas.
Também foram feitas doações de fraldas descartáveis para o
Hospital Infantil “Joana de Gusmão” e entregues cinqüenta palhacinhos de fuxico, em comemoração ao Dia da Criança, para aquelas que ali se encontravam em tratamento. Foram doadas fraldas
descartáveis para o Educandário Santa Catarina, da Comunidade
do Roçado em São José e fraldas geriátricas para a SEOVE. Foi
criado o Banco de Cadeira de Rodas com a aquisição inicial de
nove cadeiras e três andadores.
Com a ajuda financeira do Rotary Clube de Florianópolis
e de uma das associadas, foram adquiridos e doados à SERTE
em Cachoeira do Bom Jesus, vinte cobertores, além de mantas,
gorros, sapatos de lã, bolsas de fuxico e bijuterias tudo confeccionado pelas associadas. Além disso, tem atendido a inúmeros
casos de pessoas carentes que procuram a casa da Amizade, e
mantêm, há mais de 20 anos, uma bolsa de estudo para universitários carentes.
100
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
9.6 Fotos da Associação de Senhoras de Rotarianos.
Comemoração dos 25 anos da Associação, no Restaurante Píer
54, em 2005.
101
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Entrega de cadeiras de rodas pela casa da amizade a idosos carentes
Entrega de equipamentos odontológicos ao Lar Recanto do Carinho
102
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
10 Destaque das Avenidas
10.1 Programa de Intercâmbio de Jovens
O Programa de Intercâmbio de Jovens visa à paz mundial,
a integração da juventude e o preparo de novas gerações. Teve
início em 1929, em Copenhagem, entre Clubes europeus, tornando-se mais efetivo a partir de 1939, com a participação de Clubes
da Califórnia e países latino-americanos. A primeira atividade
entre distritos teve início em 1962. No Brasil, em 1964, o Dr.
Rui Pimenta, rotariano de Belo Horizonte iniciou a troca de seus
estudantes com o estado da Pennsylvania nos Estados Unidos,
embora, somente em 1972, o Conselho Diretor de Rotary Internacional tenha reconhecido esta importante atividade entre os jovens patrocinados pelos Clubes.
Atualmente, cerca de 80 países envolvendo aproximadamente 8000 estudantes participam do programa a cada ano rotário, tanto na categoria de longa duração, durante um ano letivo,
como em curta duração, durante 2 a 8 semanas no período de
férias escolares. Podem participar jovens na idade compreendida
entre 16 e 18 ½ anos, incluindo os parentes de rotarianos.
O Rotary Clube de Florianópolis, iniciou efetivamente suas
atividades no Intercâmbio de Jovens, com o Companheiro Edson
Cardoso, em 1991, que desde então tem proporcionado o intercâmbio a Andre Inácio Carmona, Natália Duarte Moritz, Gustavo Guedert, Luis Felipe A. S. Ungaretti, Marília Luz David,
Gustavo Amante de Souza, Michelle Machado Gerent, Ana Luiza
Lisboa Capella, Júlia Becker Modesto, Rafael Goulart, Karoline
Becker Gerent, Leonardo Oliveira, Daniel Vieira, Marcos Rodrigues Schmidt, Juliana Berretta Cardoso, Débora Ambrozini,
Thaisi Baesso, Juliana Pires, Maria Fernanda Bar, Cláudia Clasen, Rafael Caldeira, Juliana A. Vieira, Bernardo Sá Silva, Aline
Damásio, Flávio Amaral, Patrícia Corti Saraceno, Silvia Oliveira
103
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Moritz, Julia Aguiar Silva, Alexandre Silvestre, Mariana Schutel,
Ana Carolina Bernardes, Carolina Silvestre, Maria Helena Lenzi,
Karen Schmaltz Tatim, Cristina Berretta Cardoso, Maira Bonetti
Scirea, Ana Petryna Alves, Rafaela K. Silvestre, Fabiano Dias
Botelho, Juliana A. Vieira, Bernardo Sa Silva, Patricia Thiago
Freitas, Daniele Folletto, Rogerio Aguiar, Guilherme Lisboa,
Vicente Capella, Karine Becker Gerent, Ana Luiza Pederneiras,
Cristina Bastos Schlemper, Marina Almeida, Renato Della Giustina, Franco Fretta, Eduardo Althoff, Fernanda de Barba, Günther Emmendorfer, Ana Luiza O Pederneiras, Aline Ferreira, Fernanda G. De Barba, Joyce Doralice do Amaral, Moyses Furtado
Neto, Fernanda C. Bettini, Max Zuffo, Thiago Freitas, Fernanda
D’ Acampora, Fernando Teixeira, Eduardo Rau, Renato Lima,
Diego Ramos, Andre Meurer, Rafael Gomes, Bruno Vidal, Simone Aurich, Franco Fretta, Rodrigo Bazzo, Hivy Araújo, Ana Carolina Pederneiras, Mariana Mussi, Paula Berretta Cardoso, Luciano Faustino da Silva Lucas Balsini Gracindo, Pedro D´Avila
Schimer , Regiane Dayse Scoz, Crisley Juliana Papior, Rodrigo
Clasen Moritz.
Atualmente o Rotary Clube de Florianópolis, com participação efetiva no programa, tem como Oficial de Intercâmbio o
Companheiro Osny Carmona.
104
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Intercambistas e Rotarianos na Escola de Aprendizes Marinheiros de
Santa Catarina - Florianópolis-13/12/2002
Aula de português em nossa sede ao programa de intercambio do RI
e Comitê de Intercambio de Jovem do Distrito 4561 - Agosto/07
105
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
10.2 Intercâmbio de Rotarianos
Uma sólida base para a paz forma-se mediante inúmeros
empenhos de pequeno porte dedicados ao fomento da compreensão e da boa vontade entre os povos de diferentes nações e ao
melhoramento das condições de vida do ser humano.
Nesse contexto uma das maneiras que o Rotary Internacional encontrou para tornar realidade tal ideal necessário nos dias
atuais foi congregar rotarianos interessados em trocar propostas
de boa convivência e que tenham interesses de conhecer outras
culturas, povos, regiões, países, agrupando pessoas que professam os mesmos ideais de servir, avançando fronteiras visando à
consolidação de boas relações, da cooperação e da paz entre as
nações.
Assim, prestigiado por Rotary International, o intercâmbio
de rotarianos, nas suas diversas formas, foi à oportunidade para os
membros de Rotary Clubes compartilharem interesses recreativos
e culturais com companheiros de um mesmo país ou de outras
partes do mundo. Ao reunirem-se em uma atmosfera de diversão
e companheirismo, além da troca de experiência nas atividades
que atuam, os intercambistas procuram também oportunidades
para servir.
É muito importante que exista afinidade entre os intercambistas nas atividades profissionais e de lazer, além da compatibilidade família em todos os seus aspectos. Previamente, os
interessados rotarianos em um programa de intercâmbio devem
reunir-se e eleger um coordenador para, através de pesquisas, eleger um clube de Rotary que tenha em seus membros companheiros de diversas profissões e atividades que têm afinidades com os
membros de seu clube.
Pressupõem-se um bom intercâmbio, se as partes interes106
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
sadas mutuamente se interessam pelas mesmas atividades sejam
elas quais forem. Se os companheiros gostam de pescar, de museus, de jardinagem, de praia, de cinema, automobilismo, atletismo, futebol, aviação, etc, são fatores que deverão ser levados em
consideração na programação de um bom programa de intercâmbio.
É que havendo afinidade de cultura, estado social e atividades comuns, as barreiras de dificuldades regionais e de idioma se
tornam fáceis de serem contornadas e se tornam até motivadoras
de um maior relacionamento entre os interessados intercambistas.
As atividades de intercâmbio de rotarianos de um mesmo
país não acarretam maiores dificuldades, resumindo-se estas tão
somente num bom planejamento prévio, levando-se em consideração os fatores descritos anteriormente e os detalhes de boa apresentação trazidos a seguir.
Já as atividades de intercâmbio com companheiros de clubes de outros países merecem maiores atenções na organização
dos programas a serem desenvolvidos, presente o deslocamento
às vezes de muitas milhas de distância do local de origem, idiomas diferentes, hospedagem em lares de rotarianos sem qualquer
contacto prévio, aspectos culturais etc.
Levando em conta o pressuposto de que os contatos iniciais
já foram efetuados e definidos as datas e horários do início de um
intercâmbio de rotarianos, conclui-se a programação pré-viagem
com uma série de reuniões entre os interessados, aprovando-se de
comum acordo e respeitadas às peculiaridades de cada um de seus
membros um cronograma que deverá ser seguido rigorosamente.
Considerando-se que os intercambistas são embaixadores
da boa vontade todos os aspectos de bom relacionamento e convi107
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
vência devem ser observados: envio de fotos de todo o grupo reunido e de cada integrante de per si, a fim de que o clube anfitrião
e intercambistas integrantes do programa, de antemão já identifique seu parceiro ou casal intercambista; definir crachá, cartão
de visita, folder, distintivo do Rotary, etc.; encaminhamento do
pedido de vistos, passagens aéreas, estadias em hotel em caso de
força maior, material promocional da cidade em que o rotariano
reside; dependendo do interesse do grupo intercambista, discutir
e aprovar uniforme de apresentação; definir presentes, flâmulas
dos clubes a que pertencem e bandeiras do Brasil.
Tudo preparado e organizado, chega à hora de embarque e a
certeza de um profícuo início de relacionamento para toda a vida
como acontece em muitos casos, entre pessoas de boa vontade
que participam dos ideais rotários.
11 Instituto João Eduardo Moritz
Florianópolis, até o encerramento da edição deste livro, possui 9 (nove) Rotary Clubes, sendo oito na Ilha de Santa Catarina
e um na parte continental do município. Diversas outras regiões
no continente e na ilha estão mapeadas para a formação de novos
clubes para o futuro.
O lema do Rotary é a prestação de serviços a comunidade
nos seus mais variados aspetos, com a intenção de divulgar e de
cumprir o bom entendimento entre os homens e, conseqüentemente, contribuir para a paz mundial.
Numa comunidade como a nossa, igual a de muitos outros
municípios, é premente a ajuda a organizações e associações que
se dedicam à benemerência e ajuda fraterna moral e material a
famílias ou centros comunitários carentes de benefícios.
108
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Neste particular, individualmente, os Rotary Clubes recebem pedidos de ajuda para núcleos carentes que são atendidos em
pequena escala. Juntos, os clubes terão melhores oportunidades
de poderem resolver certos problemas em definitivo.
A partir disso, surgiu a idéia da fundação de entidade que
reunisse todos os clubes de Florianópolis que culminou na constituição do Instituto João Eduardo Moritz com o “objetivo, a captação e utilização de recursos materiais e econômico-financeiros
para a execução na região dos programas rotários, incluindo também a prestação de serviços:
I – de educação, ministrando cursos regulares da educação
infantil a cursos de graduação superior; formação profissionalizante básica, técnica e tecnológica e ainda cursos de atualização e
outros previstos em Lei;
II- de promoção e assistência social a família, a infância, a
adolescência e a velhice carente e ainda aos portadores de deficiência;
III- de educação, habilitação, reabilitação e integração à comunidade de pessoas portadoras de deficiência;
IV- de desenvolvimento da cultura (Dos Estatutos do Instituto).”
O Instituto João Eduardo Moritz já é uma realidade e está
funcionando com a Diretoria Executiva eleita e registrada no Cartório competente em junho de 2005.
O nome do Instituto é uma homenagem especial e merecida
ao rotariano João Eduardo Moritz que, neste ano (2007) completou 99 anos de idade e, como fundador do Rotary Clube de
Florianópolis, tem 68 anos de vida rotária com freqüência perfei109
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
ta e exemplar e, também, o mais antigo Governador mundial de
Distrito, pois está completando sessenta anos de atividades que
desenvolveu nos Distritos 29, 120, 465, 4650 e 4651.
12 Ascensão da mulher no Clube
No contexto mundial a participação da mulher em muito
mudou. Atualmente, galga posições de destaque na política, no
mercado de trabalho e nas decisões da coletividade. O ingresso
da mulher em Rotary foi visto pelos membros do Conselho de
Legislação, reunidos em 1990 em Cingapura, como uma forma
de dinamizar as atividades dos clubes, dando uma nova dimensão
à nossa organização.
Engrandecendo a atitude tomada pelos conselheiros, o saudoso diretor de Rotary International Paulo Viriato Correa da Costa, em entrevista à Revista Brasil Rotário de 06.07.2001, disse:
“Sempre fui defensor dessa idéia e hoje vejo com muita satisfação que a mulher rotariana tem dado excelente contribuição para
o crescimento e engrandecimento do Rotary no mundo. Prevejo
que nos próximos 25 anos, o Rotary, mais do que uma Organização de homens e mulheres se firmará e se consolidará como uma
‘Organização da Família.’”
Sem dúvida, Paulo Viriato estava certo e hoje os Rotary
Clubes já contam com uma expressiva participação de companheiras rotarianas no desempenho de importantes cargos como
presidentas de clubes e governadoras de distritos. A participação
das mulheres seja em Rotary ou nas Associações de Senhoras de
Rotarianos, conhecidas também como “Casas da Amizade”, em
muito contribuiu para a transformação de nossas entidades em
organizações familiares.
No nosso clube, graças à ferrenha oposição de alguns com110
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
panheiros conservadores, os quais entendiam que o ingresso de
mulheres no clube seria um fator de constrangimento e de perda
de privacidade, muitas tentativas foram realizadas sem sucesso,
visto que o referido grupo, composto por antigos e tradicionais
companheiros, ameaçava retirar-se do clube.
A resistência somente foi quebrada na gestão 2003/2004
que, em uma única proposição, apresentou os nomes das companheiras Maria Atherino Neves, Rosana Saraiva, Rosane Gonçalves e Sandra Regina Niederauer, as quais foram admitidas em
13.11.2003.
Posteriormente, foram admitidas as companheiras Rosa
Marli Dalsotto e Sônia Márcia de Castilho, todas elas participando ativamente dos nossos trabalhos e mantendo um agradável e
cordial companheirismo com todos os membros do Clube.
Companheiras do Rotary Clube de Florianópolis da esquerda para
direita: Rosana, Sandra, Rosa, Maria Atherino, Sônia e Rosane.
111
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
13 Rotarianos Famosos
No ano rotário de 1990-1991, o Governador do Distrito
Comp. Ary Aquiliano Buzzi, recebeu instruções do Rotary International para apresentar nomes de companheiros que se destacaram, em suas vidas, como expoentes na sua profissão ou que
tiveram uma vida pública brilhante e reconhecida no país.
O Governador encarregou o EGD Remaclo Fischer para
esse fim, como titular da Comissão Distrital e Relações Públicas,
para apresentar nomes de rotarianos do Distrito, com seus respectivos curriculum vitae, para serem apreciados por ROTARY
INTERNACIONAL.
O Relações Públicas, dentro do prazo concedido, apresentou ao Governador do Distrito os nomes de dois rotarianos que,
em sua opinião, eram merecedores do título “Rotarianos Famosos”, com os seus nomes inscritos na sede de Rotary International, em Evanston (Illinois) Estados Unidos.
São eles: Nereu de Oliveira Ramos, do Rotary Clube de Florianópolis e Willy Zumblick, do Rotary Clube de Tubarão.
NEREU DE OLIVEIRA RAMOS
13º governador do Estado e Interventor Federal no Estado
Nereu Ramos, filho de Vidal José de Oliveira Ramos e Teresa Ramos, nasceu na cidade de Lages, Santa Catarina em 3 de
setembro de 1888. Casou com Beatriz Pederneiras Ramos com a
qual teve os filhos: Olga, Nereu Filho, Murilo e Rubens.
Matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo em
1905 e teve a sua formatura em 1909, quando voltou a Lages,
Santa Catarina, para exercer a advocacia. Seu pai, político de renome no Estado, aconselhou-o a ingressar na política aos 21 anos,
112
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
quando elegeu-se Deputado Estadual em 28 de janeiro de 1910.
Em 1912 exerceu o cargo de
Secretário da Delegação Brasileira
na Conferência de Bruxelas e Haia.
No seu regresso, continuou a vida
política a ela dedicando-se com
fervor. Em 1933 é eleito Deputado
Federal Constituinte onde integrou
a Comissão Constitucional. É reeleito Deputado Federal em outubro
de 1934, mas não assumiu por ter
sido eleito também Governador do
Estado de Santa Catarina e, em 26
de novembro de 1937, foi nomeado Interventor no Estado.
Em 1945 foi eleito Deputado Federal e Senador, optando
por uma cadeira no Senado e em 1946 foi eleito Presidente da
Assembléia Nacional Constituinte. Promulgada a nova Constituição é eleito Vice-Presidente da República e Presidente do Senado
Federal. Com a viagem do Presidente Eurico Gaspar Dutra aos
Estados Unidos, Nereu Ramos assumiu a Presidência da República de 13 a 30 de maio de 1949. Novamente eleito Vice Presidente do Senado e, nessa condição como segundo nome na linha
de sucessão à República definitivamente, de 11 de novembro de
1945 até o dia 31 de janeiro de 1955, quando transmitiu o cargo
ao Presidente Eleito Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Faleceu em 16 de julho de 1958, com 69 anos, em acidente
aéreo nas imediações de Curitiba (Paraná).
Na Presidência da República, como em toda a sua vida profissional (advogado) ou política, deixou marcas indeléveis na história de Santa Catarina e do Brasil, como um homem honrado e
empreendedor.
113
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Quando foi fundado o Rotary Clube de Florianópolis, em
17 de setembro de 1939, Nereu Ramos, teve destacada atuação no
ingresso de expressivos nomes de empresários e de profissionais
liberais no quadro de associados, dando o prestígio de sua rara inteligência para o êxito do 1º clube de serviços em Florianópolis.
Foi, sem dúvida, um “Rotariano Famoso”.
14. ROTARIANOS EM DESTAQUE
Os rotarianos Aderbal Ramos da Silva e Celso Ramos elegeram-se Governadores do Estado de Santa Catarina e, enquanto
membros do Rotary Clube de Florianópolis, tiveram expressivas
atuações, pautando-se sempre pelos princípios sustentados nos
ideais rotários, razão pelas quais o merecido destaque.
ADERBAL RAMOS DA SILVA
14º Governador do Estado
Filho do Desembargador João Pedro da Silva e Raquel Ramos, Aderbal nasceu no interior do Palácio do Governo de Santa
Catarina, a 18 de janeiro de 1911, durante o Governo de seu avô
materno, Vidal José de Oliveira Ramos Júnior.
Bacharel em Direito pela Faculdade Nacional do Rio de Janeiro, em 1932, foi Inspetor de Ensino
Secundário e, quando da fundação
da Faculdade de Direito de Santa
Catarina, foi também seu primeiro
Inspetor Federal.
Iniciando-se na política, foi
eleito Deputado Estadual em 1935,
114
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
mandato que exerceu até 1937. Em 1947 foi Deputado Federal
até 1950 e, posteriormente, reeleito para as mesmas funções de
1955 a 1958.
Eleito Governador do Estado após a redemocratização do
país, em 1947, a 26 de março daquele ano recebeu o Governo
do último Interventor Federal. Udo Deeke, tendo administrado o
Estado, com longos períodos de afastamento, até 31 de janeiro de
1951, quando entregou o Governo a Irineu Bornhausen.
Feitos importantes de sua administração foram à criação do
Serviço Florestal do Estado e o desenvolvimento da produção rural.
Diretor de empresas comerciais e industriais. Aderbal Ramos da Silva é casado com Ruth Hoepcke da Silva, da qual teve
duas filhas: Anita e Sylvia.
Sua participação no Rotary Clube de Florianópolis foi intensa, exercendo vários cargos administrativos, sendo presidente
do Clube no ano notário 1942-1943.
CELSO RAMOS
17º Governador do Estado
Nascido a 18 de dezembro de 1897, em Lages, e filho do
ex-governador Vidal José de Oliveira Ramos Júnior e Teresa Fiuza Ramos, Celso Ramos foi Conselheiro Municipal de sua cidade
natal, dividindo suas atividades entre a pecuária e a política local.
Transferindo-se para Florianópolis, fundou a Federação
das Indústrias de Santa Catarina, exercendo a presidência por três
períodos consecutivos, organizando as agências do Serviço Social da Indústria (1952) e do Serviço da Aprendizagem Industrial
115
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
(1954).
Antes, porém, havia sido agente da Companhia Nacional
de Costeira, cargo que exerceu na
capital até 1968.
Em julho de 1959 integrou
a comitiva chefiada pelo Dr. João
Goulart para participar da Conferência Internacional do Trabalho,
na Europa. Em 1960 foi eleito Governador do Estado, assumindo o
cargo a 31 de janeiro de 1961, tendo
recebido a administração de Heriberto Hulse e governando até 31de
janeiro de 1966, quando o passou a
Ivo Silveira.
Ao deixar o Governo, voltou à presidência da Federação
das Indústrias e a 15 de novembro de 1967 foi eleito Senador da
República, função que exerceu até o fim de seu mandato.
Seu Governo em Santa Catarina foi um dos que mais impulsionaram o desenvolvimento. Criou um órgão incumbido de
executar a programação estadual Plano de Metas do Governo
– PLAMEG, criou a Universidade Para o Desenvolvimento do
Estado – UDESC, Banco do Desenvolvimento do Estado, o Departamento de Caça e Pesca, o Hospital dos Serviços Públicos,
além de outras obras importantes.
Casado com Edite Gama Ramos possui os seguintes filhos:
Doris Filho, Newton, Teresa, Wilma e Maria Helena.
Pertenceu ao quadro de sócios fundadores do Rotary Clube
de Florianópolis.
116
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
UDO DEEKE
Interventor Federal no Estado
Udo Deeke nasceu em Blumenau a 29 de dezembro de 1905,
sendo filho do agrimensor Caetano Deeke e Rosália Deeke.
Estudando inicialmente em sua cidade natal e em Florianópolis, em 1923 ingressou na
Escola Politécnica do Rio de Janeiro, formando-se em Engenharia
em 1928. No ano seguinte empregou-se na International Machinary
Company, onde permaneceu até
1930, passando a exercer a chefia
do Serviço Técnico da Diretoria
de Terras e Colonização de Santa
Catarina.
Em 1932 foi Chefe da Secção
Técnica da Inspetoria de Estradas
de Rodagem e de Minas, sendo,
também, no período de 1933 e 1945, Diretor de Obras Públicas e
Serviço de Água e Esgoto e Luz e Força de Florianópolis.
Nesta época, foi professor de Hidráulica Técnica e Aplicada e de Geometria no Instituto Politécnico de Florianópolis.
Nomeado para exercer a Interventoria Federal em Santa Catarina em substituição ao Dr. Luiz Gallotti, naquele cargo tomou
posse a 8 de fevereiro de 1946, permanecendo até 26 de março do
ano seguinte, quando, após a normalização do regime democrático, entregou o Governo ao Governador eleito, Aderbal Ramos da
Silva. Durante a administração de seu antecessor na Interventoria,
Dr. Gallotti, exerceu, em 1945 e 1946, a Secretaria de Viação e
Obras Pública e Agricultura.
117
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Retirando-se da política, foi Presidente da Comissão de
Energia Elétrica de Santa Catarina e, posteriormente, Diretor Administrativo Regional de Blumenau da mesma Comissão.
Udo Deeke é possuidor do Diploma de Honra ao Mérito da
Federação da Agricultura de Santa Catarina.
Casado com Olga Weickert Deeke possui dois filhos: Marita e Henrique José.
Foi sócio fundador do Rotary Clube de Florianópolis.
118
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
15 Governadores do Distrito pertencente ao Rotary
Clube de Florianópolis
João Eduardo Moritz
1947 - 1948
DISTRITO 465
Arnoldo Suarez Cúneo
1949 - 1950
DISTRITO 465
Lauro Fortes Bustamante
Jorge Marques Trilha
1974 - 1975
DISTRITO 465
DISTRITO 465
119
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Remaclo Fischer
1981 - 1982
DISTRITO 465
Genovêncio Mattos Neto
1986 - 1987
DISTRITO 465
Reomar Antonio Bonotto
1986 - 1987
DISTRITO 4740
Everton Jorge da Luz
1999 - 2000
DISTRITO 4651
120
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Carlos Rodolfo da Luz
2002 - 2003
DISTRITO 4651
Luiz Carlos
Cavallcante Tronca
1987 - 1988 (4670)
Abelardo Vianna Filho
1995 - 1996
DISTRITO 4650
Luiz Carlos L. Manhães
1993 - 1994
DISTRITO 4651
121
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
16 Ex-Presidentes do Rotary Clube de Florianópolis
Guilherme Luiz Abry
1939 - 1940
Armínio Tavarez
1940 - 1941
Affonso Wanderley Júnior
1941 - 1942
Aderbal Ramos da Silva
1942 - 1943
122
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Artur Costa Filho /
Armínio Tavarez
1943 - 1944
João Eduardo Moritz
1944 - 1945
A. Tolentino de Carvalho /
João A. Cunha
1945 - 1946
João Alcântara de Cunha
1946 - 1947
123
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Arnoldo Suarez Cúneo
1947 - 1948
Flavio Ferrari
1949 - 1950
124
Adalberto T. de Carvalho
1948 - 1949
Charles Edgar Moritz
1950 - 1951
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Tom Traugot Wildd
1951 - 1952
Roberto Mündel
de Lacerda
1952 - 1953
Lauro Fortes Bustamante
1953 - 1954
Arnoldo Suarez Cúneo
1954 - 1955
125
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
126
Wilson Abraham
1955 - 1956
Theodoro C. German
Dücker
1956 - 1957
Norberto Riehl
1957 - 1958
Dietrich von Wangenheim
1958 - 1959
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Paulo Sampaio Guimarães
1959 - 1960
Randulfo Cunha
1960 - 1961
Tom Traugot Wildi
1961 - 1962
José Bahia Spinola
Bittencourt
1962 - 1963
127
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
128
José Edu Rosa
1963 - 1964
Osvaldo Mello Filho
1964 - 1965
Almiro Caldeira
de Andrade
1965 - 1966
Hélio Freitas
1966 - 1967
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Carlos Passoni
1967 - 1968
Rubens Victor da Silva
1968 - 1969
Jorge Marques Trilha
1969 - 1970
Genovêncio Mattos Neto
1970 - 1971
129
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Walmor Zommer García
1971 - 1972
Remaclo Fischer
1972 - 1973
Caspar Erich Stemmer
(muda-se para Brasília)
1973 - 1974
Asume
Jorge Marques Trilha
1973 - 1974
130
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Reinaldo Fischer
1973 - 1974
Gentil Reinaldo Cordioli
1974 - 1975
Carlos Roberto Mayer
(renuncia)
1975 - 1976
Eleito
Ivo Gasparino da Silva
1975 - 1976
131
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
132
Annito Zeno Petri
1976 - 1977
Jorge Daux
1977 - 1978
Clóvis José Prudêncio
1978 - 1979
Murilo Rezende Salgado
1979 - 1980
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Álvaro Cerne Carvalho
1979 - 1980
Henrique Prisco Paraíso
1981 - 1982
Carlos Rodolpho
Pinto da Luz
1982 - 1983
Abelardo Vianna Filho
1983 - 1984
133
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
134
Osny Lisboa
1984 - 1985
Djalmo Dummer
1985 - 1986
Everton Jorge da Luz
1986 - 1987
Waldir Velloso da Silva
1987 - 1988
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Aquiles Ameuri
Córdova Santos
2000 - 2001
Jayme Linhares Filho
1889 - 1990
Amaury Medeiros
de Figueiredo
1990 -1991
Walter Celso de Lima
1991 - 1992
135
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Piraguahy Rosa
1992 - 1993
Luiz Carlos L. Manhães
1993 - 1994
Norton Candemil Pereira
1994 - 1995
Daniel Barreto
1995 - 1996
136
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Lauro Salvador
1996 - 1997
Alceu Neves
1997 - 1998
Yamandú Carlevaro
Elizondo
1998 - 1999
Edson José Cardozo
1999 - 2000
137
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Paulo Emani Tatim
2000 - 2001
Sérgio José da Silveira
2001 - 2002
Nilton de Oliveira Cunha
2002 - 2003
Israel Lisboa
2003 - 2004
138
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Osny Carmona
2004 - 2005
Lauro Bandeira de Souza
2005 - 2006
Weslley O. Collyer
2006 - 2007
Ronaldo Schara
2007 - 2008
139
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
17 - Lema Rotário
Até o ano Rotário 1954/1955 – Lema “Dar de Si antes de
pensar em Si”
A partir de 1955-56, o lema do ano rotário foi simplificado para uma só palavra, ou uma frase, e esses motes emulativos
passaram a constituir a motivação principal, não somente dos presidentes do RI - que os idealizam -, como também dos governadores e dos presidentes dos Rotary Clubes. Esses dirigentes máximos se esmeram para que a divisa do ano rotário seja objetiva e
abrangente, numa demonstração da internacionalidade do Rotary
também em termos de unidade de propósitos. O lema anual é,
portanto, a bússola que nortea o trabalho rotário na busca de uma
meta comum, proposta pela sintética mensagem de estímulo e de
incentivo.
1955-56
Desenvolvamos nossos 1956-57 Mais Rotary nos
Recurso
Rotarianos
1957-58
Servir
1958-59 Ajudem a Moldar o
Futuro
1959-60
Construam Pontes da
Amizade
1960-61 Vocês são Rotary
1961-62
Agir
1962-63 Alimentemos a Centelha Interior
1963-64
Linhas de Orientação
para Rotary na Era
Espacial
1964-65 Vivam Rotary
1965-66
Ação, Consolidação,
Continuidade
1966-67 Um mundo Melhor
Através do Rotary
1967-68
Tornem Eficiente a sua 1968-69 Participem
Afiliação Rotária
1969-70
Revisar e Renovar
140
1970-71 Transponham as
Barreiras
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
1971-72
1973-74
1975-76
1977-78
1979-80
1981-82
1983-84
1985-86
1987-88
1989-90
1991-92
1993-94
1995-96
1997-98
A Boa Vontade Come- 1972-73 Examinemos Novaça Conosco
mente
É Hora de Agir
1974-75 Renove o Espírito de
Rotary
Dignificar o Ser Hu1976-77 Eu Creio em Rotary
mano
Servir Para Unir a
1978-79 Estenda a Sua Mão
Humanidade
Que o Ideal de Servir 1980-81 Encontremos Tempo
Ilumine o Caminho
para Servir
Compreensão e Paz
1982-83 Criemos Pontes de
Amizade em Todo o
Mundial Através do
Rotary
Mundo
Compartilhemos Ro1984-85 Descubra um Novo
Mundo de Serviço
tary, Sirvamos nossos
Semelhantes
Você é a Chave
1986-87 Rotary leva Esperança
Rotarianos: unidos
1988-89 Dê vida ao Rotary:
para servir, dedicados
viva-o intensamente
à Paz
Desfrute Rotary
1990-91 Valorize Rotary com
fé e entusiasmo
Olhe mais além de si
1992-93 A verdadeira felicimesmo
dade está em ajudar
o próximo
1994-95 Seja Amigo
Acredite no que faz.
Faça aquilo em que
acredita
Atue com Integrida1996-97 Construa o Futuro
de / Sirva com Amor
com Ação e Visão
Trabalhe pela Paz
Mostre que Rotary se 1998-99 Torne Real Seu Sointeressa
nho de Rotary
141
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
1999-00
2001-02
2003-04
2005-06
2007-08
Rotary 2000: Aja com
Coerência, Confiança,
Continuidade
A Humanidade é Nossa Missão
Dê a Mão ao Próximo
Dar de Si Antes de
Pensar em Si
Rotary Compartilha
2000-01 Criar Consciência
Ser Atuante
2002-03 Plante Sementes do
Amor
2004-05 Celebremos Rotary
2006-07 Mostremos o Caminho
18 - Ex-Presidentes de R.I.
1910-11
1912-13
1914-15
1916-17
1918-19
1920-21
1922-23
1924-25
1926-27
1928-29
1930-31
Paul P. Harris
Glenn C. Mead
Frank L. Mulholland
Arch C. Klumph
John Poole
Estes Snedecor
Raymond M. Havens
Everett W. Hill
Harry H. Rogers
I. B. Tom Sutton
Almon E. Roth
1911-12
1913-14
1915-16
1917-18
1919-20
1921-22
1932-33
1934-35
1936-37
1938-39
1940-41
Clinton P. Anderson
Robert E. Lee Hill
Will R. Manier JR.
George C. Hager
Armando de Arruda
Pereira
Fernando Carbajal
Richard H. Wells
Richard C. Hedke
1931-32
1933-34
1935-36
1937-38
1939-40
1941-42
1943-44
1945-46
1947-48
1942-43
1944-45
1946-47
142
1923-24
1925-26
1927-28
1929-30
Paul P. Harris
Russell F. Greiner
Allen D. Albert
E. Leslie Pidgeon
Albert S. Adams
Crawford C. McCullogh
Guy Gundaker
Donald A. Adams
Arthur H. Sapp
M. Eugene Newsom
Sydney W. Pascall
John Nelson
Ed. R. Johnson
Maurice Duperrey
Walter D. Head
Tom J. davis
Charles L. Wheeler
T. A. Warren
S. Kendrick Guernsey
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
1948-49
1950-51
1952-53
Angus S. Mitchell
Frank E. Spain
H. J. Brunnier
1954-55
1956-57
1958-59
1960-61
1962-63
1964-65
1966-67
1968-69
1970-71
1972-73
1974-75
Herbert J. Taylor
Gian Paolo Lang
Clifford A. Randall
J. Edd McLaughlin
Nitish C. Laharry
Charles W. Pettengitl
Richard L. Evans
Kiyoshi Togasaki
Willian E. Walk JR
Roy D. Hickman
Willian R. Robbins
1976-77
Robert A. Manchester
II
Clem Renouf
Rolf J. Klarich
1978-79
1980-81
1994-95
1996-97
1998-99
2000-01
2002-03
2004-05
Hiroji Mukasa
Carlos Canseco
M. A. T. Caparas
Royce Abbey
Paulo V. C. Costa
Clifford L. Dochterman
Bill Huntley
Luis Vicente Giay
James L. Lacy
Frank J. Devlyn
Bhichai Rattakul
Glenn E. Estess Sr.
2006-07
William B. Boyd
1982-83
1984-85
1986-87
1988-89
1990-91
1992-93
1949-50 Percy Hodgson
1951-52 Arthur Lagueux
1953-54 Joaquim Serratosa
Cibilis
1955-56 A. Z. Beker
1957-58 Charles G. Tennent
1959-60 Harold T. Thomas
1961-62 Joseph A. Abey
1963-64 Carl P. Miller
1965-66 C. P. H. Teenstra
1967-68 Luther H. Hodges
1969-70 James F. Conway
1971-72 Ernst G. Breitholtz
1973-74 Willian C. Carter
1975-76 Ernesto Imbassahy
de Mello
1977-78 W. Jack Davis
1979-80 James L. Bomar JR.
1981-82 Stanley E. McCaffrey
1983-84 William E. Kelton
1985-86 Edward F. Cadman
1987-88 Charles C. Keller
1989-90 Hugh M. Archer
1991-92 Rajendra K. Saboo
1993-94 Robert Barth
Herbert G. Brown
Glen W. Kinross
Carlo Ravizza
Richard D. King
Jonathan Majiyagbe
Carl Wilhem Stenhammar
2007-08 Wilfrid J. Wilkinson
1995-96
1997-98
1999-00
2001-02
2003-04
2005-06
143
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Capítulo IV
O Rotary Clube de Florianópolis na atualidade
1 Quadro Social
Sócio
Abelardo Vianna Filho
Alceu Neves
Antônio Bencz
Antônio H. Barão
Aquilles A. C. Santos
Áttila A Rothsahl
Breno Gonçalves Filho
Carlos A. Schmidt
Carlos R. Bessa Teixeira
Carlos R. Pinto da Luz
Caspar Erich Stemmer
Clóvis Prudêncio
Daniel Barreto
Dejalmo B. Dummer
Dorivaldo Duarte
Edson J. Cardoso
Eder Vieira Couto
Elizeu Machado de Lima
Everton J. da Luz
Fábio de Souza Trajano
Francisco Feliciano
Genovêncio Mattos Neto
Geraldo Leal de Moraes
Fábio de Souza Trajano
144
Classificação e nº Rotary
Internacional
Psiquiatria - 61951
Arquitetura e Edificações 1499857
Direção de Supermercado 6043129
Repr. Comercial - 1536416
Odontologia - 864695
Advocacia - 5303726
Represent. Comercial - 2270785
Auditoria Financeira - 2344978
Administração de suprimentos
- 6043123
Procuradoria Federal -61940
Engenharia - 2277455
Odontologia - prótese - 61942
Advocacia - 61955
Processamento de Fumo - 61956
Cirurgião Dentista - 6568169
Cirurgia Vascular - 1366913
Construção civil - 6144903
Varejo - 6094037
Procurad. Geral da Justiça
- 61941
Promotor de Justiça 6568185
Adm. dos Correios - 6043133
Odontologia - 61930
Consultoria Empresarial 6044262
Promotor de Justiça 6568185
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Francisco Feliciano
Genovêncio Mattos Neto
Geraldo Leal de Moraes
Glauco S. Vasconcellos
Guilherme R. de Lisboa
Henrique Stefan
Ilário Bruno Pasin
Israel de Jesus Lisboa
Ivo Gasparino da Silva
Jayme Linhares Filho
João Eduardo Moritz
João Ernesto E. Castro
Jorge M. Trilha
José Edú Rosa
José Valério Guedert
Julíbio D. Ardigo
Lauro Bandeira de Souza
Lauro Salvador
Leonardo Schmalz Tatim
Luiz Carlos Godinho
Luiz Carlos Manhães
Luiz Carlos C. Tronca
Maria Atherino Neves
Marcos Spada Aliberti
Mauro Nunes Mazetto
Moacir Antônio Marafon
Murilo R. Salgado
Nelson Casarotto Filho
Norberto Dias
Adm. dos Correios - 6043133
Odontologia - 61930
Consultoria Empresarial 6044262
Bioquímica - 1997908
Direito Empresarial - 6043119
Calçados Varejo - 61965
Odontologia - 3316789
Consultoria Imobiliária 2476543
Ensino - 61924
Engenharia Civil - 994249
Engenharia Mecânica - 61934
Engª de Prod. Industrial 1742958
Trans. Rod. de Cargas - 61931
Ens. Sup. - Odontologia - 61945
Administração Bancária 2405833
Ensino Superior - 3118050
Tributação Estadual – 2401207
Planejamento Público - 61944
Advocacia – Direito Previdenciário - 6568199
Contadoria Bancária - 2556856
Ensino Superior - 1536424
Adm. de Energia Elétrica 64330
Adv. Tributarista - 6043141
Advocacia – Direito Societário
6568201
Gastronomia Restaurante 5902494
Engenharia Civil - 3299394
Advocacia Cível - 61936
Engenharia Química - 3118051
Tecnologia da Informação 5902495
145
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Norton C. Pereira
Osny Carmona Garcia
Osny Lisboa
Pablo Martin Pizzanelli
Paulo Ernani C. Tatim
Piragahy Rosa
Remaclo Fischer
Reomar Antônio Bonotto
Roberto M. Lacerda
Rodrigo B. Azambuja Jr.
Rodrigo B. de Mello
Ronaldo Schara
Rosa Marli da Silva Dalsotto
Rosana Saraiva
Rosane Gonçalves
Rubens Szpoganicz
Sandra Regina K. Niederauer
Sérgio José Silveira
Sérgio Pires Ferreira
Sílvio Luiz R. Testaseca
Sônia Márcia B. de Castilho
Tranqüilanês B. Fogaça
Valmir Gomes
Walter Celso de Lima
Wanderley Vargas Filho
Wan Yu Chih
Wesley O. Collyer
Yamandú Carlevaro
146
Advocacia Comercial - 61937
Advocacia Bancária - 2401204
Ens. Super. de Odontologia
- 61949
Gerência Operacional - 6094070
Advocacia Empresarial 1924496
Odontologia Clínica - 786225
Finanças Bancárias - 61962
Comércio de madeiras - 70134
Advocacia Civil - 61953
Advocacia Trabalhista - 1920583
Ens. Sup. de Adm. - 5902496
Marinha - 3491068
Publicidade e Comunicação
6568202
Comércio de Alimentos 6043144
Cirurgiã Dentista - 6043146
Engª Industrial Mec. - 1887395
Com. de Alimentos - 6043147
Medicina Veterinária - 1542719
Consultor Empresarial - 5195397
Engenharia Agronômica 6094081
Representação Financeira 6568210
Adm. Imobiliária - 61938
Ens. Super. Educ. Física 2270784
Ens. Super. Engª Bioméd. 810680
Ensino superior - 5142131
Empresário de informática 6568211
Advocacia - 5195390
Arquitetura e Planejamento
- 1216057
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Sócios Honorários
Alfons Schneider
Edson Giamarusti
Paulo Guilamellau
Valter Manoel Gomes
Henrique Stefan Jr.
Carlos Enrique Speroni
Mario R. Zermoglio
62014
3385766
6072246
5390199
6573145
2 Conselho Diretor
Gestão 2006/2007
Presidente: Wesley O. Collyer
Vice-Presidente: Norton C. Pereira
Secretário: Wanderley Vargas Filho
Protocolo: Francisco Feliciano
Tesoureiro: Ronaldo Schara
Avenida de Serviços Internos: Osny Carmona Garcia
Av. de Serviços à Comunidade: Lauro Bandeira
Av. de Serviços Profissionais: Paulo Tatim
Av. de Serviços Internacionais: Norberto Dias
Conselho de Finanças: José Valério e Luiz Carlos Godinho
Coordenador do Site e Editor de Boletim: Wanderley Vargas Filho
Gestão 2007/2008
Presidente: Ronaldo Schara
Vice-Presidente: Aquiles A. C. Santos
Secretario: Rubens Szpoganicz
147
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Tesoureiro: Antonio Bencz
Protocolo: Maria Atherino Neves
Avenida de Serviços Internos: Luis Carlos Tronca
Avenida de Serviços Profissionais: EderVieira Couto
Avenida de Serviços Internacionais: Wan Yu Chih
Avenida de Serviços à Comunidade: Genovêncio Mattos Neto
Conselho de Finanças: Valmir Gomes e Luiz Carlos Godinho
Coordenador do Site e Editor do Boletim: Wanderley Vargas Filho
3 Plano de ação do Conselho Diretor
(2006 – 2007)
- Metas da Presidência do Clube 2006/2007: - “Livros para o Timor Leste; Remessa de Selos para entidade internacional (Alemanha); Recolhimento de remédios; Apoio à Casa da Amizade;
continuação do Projeto Sorteio do Vinho e o Projeto Quem Sou
Eu?”
- Metas do Vice-Presidente do Clube, Comp. Norton, “Substituir
o Presidente e administrar o Clube em sua falta, seguindo os ditames de nosso regimento interno, ouvido o Conselho Diretor e
outros das normas e diretrizes do Rotary Internacional”.
- Metas da Secretaria do Clube, Comp. Wanderley: “Dar uma
nova dinâmica à secretaria do Clube, assessorando o Presidente e
apoiar as Comissões em suas metas”. “Criar um Site para resgatar a História do Clube”. “Sabendo que uma Secretaria é a mola
propulsora de qualquer sociedade, para tal, não medirei esforços
para o sucesso de nossa administração.” Secretário Adjunto Companheiro Mauro Mazzeto.
- Metas do Protocolo do Clube, Comp. Francisco, Adjunto Companheira Rosane Mazzeto: “Organizar, em colaboração com o
148
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Presidente, a parte formal das reuniões semanais e outros eventos, observando as normas do Rotary Internacional, a legislação
brasileira sobre cerimonial e as regras de boa conduta”.
- Metas da Tesouraria do Clube, Comp. Schara “Informatizar a
Tesouraria e saldo suficiente para o sucessor de forma a atender
os compromissos imediatos, para o Presidente 2007/2008”.
- Metas da Comissão de Serviços Internos, Comp. Carmona, “Estimular a freqüência e desenvolver o Companheirismo, para manter estável o quadro social do clube e dar uma nova dinâmica, no
Boletim Informativo do Clube”.
- Metas da Comissão de Serviços a Comunidade, Comp. Lauro
Bandeira, “Serviços a comunidade como é um programa de serviços dos quais os rotarianos programem, projetos que elevam o
nível de vida, atendendo as necessidades humanas a fim de promover maior compreensão e boa vontade. 1ª – Procuraremos desenvolvimento humano no sentido de dar uma atenção especial
aos IDOSOS CARENTES. 2ª – Desenvolvimento comunitário
procurará fazer uma parceria com sociedade Alfa Gente, no sentido de diminuir o ANALFABETISMO. 3ª – Desenvolver projetos
de proteção ao meio ambiente, dar ênfase a proteção à ÁGUA. 4ª
– Procurar parceria no servir com outras instituições.” Adjunto:
Companheira Maria.
- Metas da Comissão de Serviço Profissionais, Comp. Paulo Tatim, “Implementar o Projeto Palestra e Ensino, cujo objetivo e
defender o conhecimento sobre diversas profissões aos membros
e seus convidados.” Adjunto Comp. Leonardo Tatim.
- Metas da Comissão de Serviços Internacionais: Comp. Norberto Dias: “1ª – Elaboração e encaminhamento de um projeto de
subsídios equivalentes junto a Fundação Rotária com objetivo
social visando ser auto-sustentável. 2ª – Instrução rotária sobre
149
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
o funcionamento da Fundação Rotária a ser ministrada durante
o ano rotário. 3ª – Ministrar e convidar palestrantes de peso para
explanação de temas sobre comércio internacional e panoramas
mundiais.” Adjunto Comp. Sílvio Testaseca.
4 Decálogo de Gestão 2007/08
1º) Fazer um Rotary dinâmico e atuante tanto externamente como
internamente;
2º) Incentivar e motivar os associados para uma participação eficaz em todos os programas do clube;
3º) Trabalhar para o melhoramento comunitário buscando uma
melhor condição de vida aos seus moradores;
4º) Identificar e executar projetos de relevância à comunidade;
5º) Desenvolver trabalhos voluntários à comunidade utilizando as
classificações dos associados;
6º) Exercer, desenvolver e cultivar o companheirismo dentro do
clube através de programas direcionados para este fim;
7º) Organizar e participar de eventos sociais, artísticos, culturais,
turísticos e gastronômicos para o desenvolvimento do companheirismo dentro do clube;
8º) Buscar nos programas da Fundação Rotária meios de melhoramento para qualidade de vida da comunidade e da qualificação
pessoal, intelectual e profissional dos seus moradores;
9º) Intensificar e aprimorar o intercâmbio com os Clubes de Rotary da região;
10º) Promover palestras que objetivem o crescimento intelectual
e informativo dos associados do clube.
150
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
CAPÍTULO V
Uma visão do futuro do Rotary
Por Paulo Viriato Corrêa da Costa
(Presidente R.l. 1990-91)
(Sócio do Rotary Clube de Santos (SP)
O Rotary, como organização expressivamente internacional, já se firmou como uma entidade conceituada, respeitada, sólida e com objetivos bem identificados.
Sua trajetória se desenvolveu no período mais tumultuado
e mais contestador de toda a história da humanidade. Período de
grandes avanços tecnológicos e de radicais transformações políticas, econômicas e sociais.
Guerras, revoluções e violentas transformações em todos
os campos da atividade humana dividiram, marcaram e influenciaram todas as organizações e entidades, principalmente aquelas
que possuíam caráter internacional.
Rotary, nascido nos primórdios deste turbulento século, enfrentou todas as dificuldades e todos esses tropeços. Viveu momentos difíceis e sofreu perseguições, mas, apesar de tudo isso,
prosseguiu sempre firmemente em sua marcha ascendente.
Não parou de crescer, evoluiu bastante e continuou sempre
ampliando a prestação de seus serviços, mas manteve-se fiel aos
princípios básicos e essenciais que deram origem à sua existência.
Como clube de serviços foi pioneiro e assim tornou-se modelo e exemplo para a criação de várias outras organizações similares também com grande expressão no mundo.
151
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Hoje Rotary conta em suas fileiras com mais de 1.200.000
membros, homens e mulheres, líderes profissionais em suas comunidades, que voluntariamente decidiram oferecer sua experiência, seu talento e sua ação em favor das boas causas. Espalhados em mais de 180 países e regiões geográficas do mundo, os
Rotarianos servem através de mais de 26.000 Rotary Clubes.
Rotary é atualmente uma importante organização que com
seus 90 anos de existência apresenta-se ao mundo com três relevantes características que muito se distinguem no cenário mundial.
Rotary é expressivamente internacional.
Rotary é solidamente unido.
Rotary é autenticamente ecumênico.
Alicerçado nesses três básicos pilares e com um passado e
um presente marcados por efetivas e extraordinárias realizações,
Rotary possui um potencial imenso para desenvolver e implementar projetos de grande envergadura.
Após viver por um século de forma atuante e dinâmica, Rotary adquiriu preciosa experiência humana, cultural e profissional, que o credencia a assumir um papel de maior amplitude em
favor de um mundo melhor, mais justo e mais feliz.
Preparar Rotary para um firme e decisivo passo no futuro
próximo é um verdadeiro desafio que os Rotarianos de hoje têm
que enfrentar. Analisar e planejar a nossa ação no futuro, a fim
de que o Rotary seja sempre uma organização vibrante, útil e atuante.
Na realidade, essa tem sido uma grande preocupação. Inte152
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
ressantes comitês têm sido formados com essa precípua intenção.
Estudiosos têm analisado o assunto, nunca com fantasias futurologistas, mas com a realidade lógica que provém da previsão
cautelosa lastreada na experiência vivida.
Nestes últimos anos vários grupos de dedicados Rotarianos
têm pesquisado os novos caminhos do Rotary.
Podemos citar como expressivos exemplos:
• Comitê Novos Horizontes;
• Comitê de Planejamento Estratégico;
• Comitê do Século 21;
• Comitê das Direções Futuras;
• Comitê da Décima Década;
Novas janelas se abriram para o Rotary e muitos planos foram ousadamente implementados.
É interessante também registrar e exaltar que o Rotary não
é um organismo fossilizado ou desatualizado. A cada três anos o
Conselho de Legislação se reúne com a mais ampla representação
mundial para adaptar o Rotary à realidade moderna.
À medida que o mundo evolui, oferecendo novos desafios,
Rotary procura também atualizar seus meios e seus métodos de
ação, indo ao encontro dos grandes problemas que afligem a humanidade. Exemplo muito significativo é o seguinte:
Durante 70 anos a Revolução Bolchevista dividiu a Europa e grande parte do mundo entre Leste e Oeste. O abominável
153
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
“Muro de Berlim” era o símbolo dessa terrível dicotomia. Rotary
não pôde estender-se aquelas áreas onde a liberdade estava reprimida.
Mas assim que caiu o Muro de Berlim, Rotary foi ao encontro dos anseios daqueles povos, primeiramente com a prestação de
serviços e depois com a implantação de Rotary Clubes. O desafio
foi imediatamente aceito e Rotary construiu então pontes de bom
entendimento entre o Leste e o Oeste. Outro grande problema
que, contudo continua a desafiar o mundo e o Rotary é a grande
diferença de progresso e desenvolvimento entre Norte e Sul.
Na geografia do nosso planeta, a maioria dos países ricos e
de grande desenvolvimento se situa no Hemisfério Norte, enquanto os países mais pobres e em fase de desenvolvimento se situam
no Hemisfério Sul. O Rotary tem, assim, a grande e importante
tarefa de construir novas pontes de assistência e de amparo entre
o Norte desenvolvido e o Sul subdesenvolvido. E, isso, indiscutivelmente, já tem sido feito através dos programas da Fundação
Rotária. Mas, a tarefa é gigantesca e precisa continuar ainda por
muitos anos.
Um mundo só, mais equilibrado, mais compartilhado, é um
desafio fantástico que também empolga o Rotary.
E é exatamente nessa linha de ação internacional que devemos analisar e mesmo empreender grandes parcerias mundiais,
juntando forças para vencer os desafios.
As experiências vitoriosas que aceitamos com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a UNICEF e a Organização PanAmericana da Saúde (OPAS) visando à erradicação total da Poliomielite da face da terra, se constituem em marcantes exemplos.
Os programas humanitários desenvolvidos pela Organiza154
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
ção das Nações Unidas (ONU) são bastante idênticos aos programas humanitários atendidos por Rotary, conduzindo-nos a refletir
sobre as vantagens de somarmos esforços para atacarmos e vencermos juntos os mesmos problemas universais.
Os cientistas políticos do mundo moderno identificam as
megatendências que a humanidade, como um todo, vem adotando
como necessidade universal.
Rotary, como organismo vivo e perfeitamente inserido no
contexto mundial, também caminhou nesse ritmo. Os válidos e
necessários projetos comunitários que atuam em restrito âmbito
local ou regional têm alcançado novas e amplas dimensões mundiais.
São os nossos macroprogramas, inicialmente representados
pelas Bolsas Educacionais, enfatizados mais tarde pelo Programa
3 H e posteriormente consagrados pelo Programa PolioPlus.
A seguir, despontaram também outros programas imensamente válidos. No campo educacional, o Programa Alfabetização
Racional e, no campo ecológico, o Programa Preserve o Planeta
Terra.
Dessa forma Rotary ganhou dimensões universais na prestação de serviços e o êxito dessas megatendências nos indica que
é esse o caminho certo a ser trilhado no futuro.
Pessoalmente estou convencido de que já é chegado o momento de o Rotary assumir por inteiro e em profundidade o seu
grande destino como organização verdadeiramente internacional.
O mundo se apequenou pela velocidade das comunicações,
enquanto Rotary cresceu e se engrandeceu.
155
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Assim, creio que três grandes missões se constituem nos
três mais importantes parâmetros em escala mundial a motivar os
Rotarianos nos próximos anos.
A missão Civilizadora.
A missão Pacificadora.
A missão Espiritual.
Toda a nossa ação e todos os nossos programas devem tender e procurar “civilizar” o mundo, dando condições dignas de
saúde, de trabalho, de respeito e de básico conforto a todo ser
humano.
Como “Pacificadores” devemos acentuar nossa participação em todos os problemas que dividem os homens e as nações.
Rotary já possui respeitável conceito universal; é necessário, no entanto, que conquistemos ainda mais espaço para que
tenhamos a oportunidade de participar ativamente, com decisão e
coragem, na pacificação do mundo.
Pode parecer utopia indicar uma missão espiritual para o
Rotary. Não é assim que eu sinto. Não se trata de missão espiritual ligada a todas as religiões que tanto respeitamos, nem mesmo a transcendência de uma vida pós terrena. “Espiritualizar” o
mundo é trabalhar pela supremacia do espírito sobre a matéria. É
preservar e proteger o homem contra a voracidade do império da
máquina, da computadorização, da robotização...
É reconhecer e exaltar a personalidade de cada ser humano,
com todos os seus valores morais, éticos e espirituais. É identificar o homem como a obra-prima da criação e como o verdadeiro
soberano da Terra.
156
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Na atualidade constata-se um fenômeno universal que nos
convida a meditar com muita atenção na procura de válidas soluções.
Todas as “Ciências Exatas” apresentam um espetacular progresso. A física, a química e a matemática alcançaram um extraordinário clímax, oferecendo maior e melhor qualidade de vida.
No entanto as “Ciências Humanas” não seguiram o mesmo
ritmo ascensional e algumas até declinaram.
A ética, a moral, o respeito e os direitos humanos, o conceito de família e a sublimação do sexo estão em plena decadência,
quase como valores ultrapassados e até indesejáveis.
A constatação desse fenômeno nos indica um amplo caminho para a atuação do Rotary no futuro próximo, fazendo-nos
desde já ampliar os nossos contatos e as nossas ações com a juventude, visando a uma humanidade mais consciente da grandeza
dos básicos valores morais. Creio que o ingresso da mulher em
Rotary foi outro grande passo que demos. A mulher, por sua própria natureza, é mais propensa a resgatar todos os valores familiares tão desprezados neste fim de século.
Eu tenho perfeita consciência de que todo este quadro e estado do mundo moderno transcendem muito as possibilidades de
atuação do Rotary.
“É claro que nós não podemos consertar e eliminar todos
os problemas que afligem a humanidade, mas sempre poderemos
atuar e fazer” algo em benefício de um mundo melhor e isso se
constitui numa positiva contribuição e numa marcante diferença.
Eu também sei que:
157
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Rotary não possui o poder dos governos
Rotary também não possui a força dos exércitos e nem o
dinheiro das grandes corporações mundiais.
Rotary nem mesmo possui a mística das religiões, que prometem a vida eterna.
Mas, Rotary possui mais de um milhão de líderes, homens
e mulheres devidamente selecionados, que aceitaram e adotaram
o Ideal de Servir.
É um verdadeiro exército qualificado de voluntários, animados por um mesmo ideal.
O ideal é um componente absolutamente essencial para valorizar todas as nossas ações.
Sem ideal, Rotary é apenas um clube social.
Sem ideal, a profissão é apenas um meio de subsistência.
Os serviços à comunidade, apenas meros atos de filantropia.
E os serviços internacionais se tomam frios contatos diplomáticos.
Mas quando existe o ideal as simples ações se transformam
em sublimes missões.
E é exatamente esse especial componente que Rotary pode
oferecer para valorizar todas as nossas futuras ações.
As lideranças mundiais se concentram em quatro diferentes
158
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
áreas, todas igualmente importantes.
A liderança social,
A liderança política,
A liderança religiosa e
A liderança profissional.
Apesar de os Rotarianos terem tido a excelente oportunidade de atuar como cidadãos nos campos sociais, político e religioso, Rotary como organização deve colocar toda a sua ênfase no
campo profissional.
A liderança profissional dos Rotarianos precisa e deve ser
incentivada, visando ao mundo do futuro.
Essa liderança profissional em megadimensão é que nos
dará as mais importantes possibilidades de atuar em escala universal.
Sem dúvida, muitas vezes analisaremos o Rotary com um
“microscópio” para detectar e proteger as preciosas sementes de
sua origem.
No entanto, também precisamos de um bom “telescópio”
para divisar o mundo do futuro, preparando e atualizando o Rotary para que cumpra o seu grande destino, tão bem definido no seu
excelente objetivo através de quatro pontos básicos essenciais.
159
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
sou a primeira e difícil fase de sua existência.
É chegado o momento de darmos um novo e ousado passo, entrando decisivamente no próximo milênio com uma agenda
bem clara e bem definida que corresponda à expectativa de todos
aqueles que amam e que acreditam no Rotary.
Finalizo minhas considerações afirmando que: Rotary é:
Um patrimônio a preservar com fé
Um ideal a disseminar com entusiasmo
Um presente a usufruir com ação
Uma paz a construir entre irmãos.
160
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Capítulo VI
Breve história dos atuais membros do Rotary Clube
de Florianópolis
01
JOÃO EDUARDO MORITZ
Filho de João Moritz e Maria Rosa Moritz, nasceu na cidade de Palhoça (SC),
no dia 14 de julho de 1908.
Iniciou o curso primário na Escola Alemã (hoje na Rua Nereu Ramos) passando para o Ginásio Catarinense em 1919, lá concluindo o curso ginasial
em 1923, quando seguiu para Itajubá, Minas Gerais, para cursar Engenharia
Elétrica e Mecânica até 1932, quando viajou para Berlim - Alemanha, para
fazer pós-graduação.
Prestou serviços em várias empresas geradoras de energia elétrica nos Estados
de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Casou com a Sra. Maria Stella Amaral, natural de Florianópolis, tendo o casal
três filhos: João Eduardo, Flávio e Antônio Carlos.
Em 22 de março de 1978 faleceu sua esposa Maria Stella.
Em 29 de dezembro de 2000, João Eduardo Moritz contraiu núpcias com a Sra.
Lídia Zapeline.
João Eduardo é sócio fundador do Rotary Club de Florianópolis, evento que
ocorreu no dia 17 de setembro de 1939. Foi eleito para o cargo de Governador
do Distrito 29 para o ano rotário de 1947/48, que na ocasião, compreendia
os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ele é hoje o mais
antigo dos Governadores de Rotary no mundo. Em Florianópolis, seu nome
foi dado como homenagem ao Instituto de Rotarianos João Eduardo Moritz
pelos muitos e brilhantes serviços prestados à comunidade rotária nacional e
internacional.
Ele é um exemplo como cidadão e um incansável batalhador do lema rotário:
“Dar de si antes de pensar em si”.
161
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
02
ROBERTO M. LACERDA
Nascido em 29 de agosto de 1925, na cidade de Santos, Estado de São Paulo.
Filho de Manoel Barbosa de Lacerda e Indiana Mundell Lacerda. Casado, desde 6 de outubro de 1951, com Sylvia Neves de Lacerda, filha de José Fernandes Neves e Ernestina Donner Neves, com quem tem cinco filhos: Sonia, Vera,
Paulo, José, Luiz, todos casados; 13 netos e 3 bisnetos.
Sua escolaridade: Primário, Secundário, Superior, tendo colado grau como Bacharel em Direito em 1948, na Faculdade de Direito de Santa Catarina.
Habilitação Profissional: Advogado, Economista, Administrador e Estatístico
Principais Atividades Públicas e Privadas:
Estatístico do Serviço Público do Estado de Santa Catarina;
Diretor-Geral do Departamento Estadual de Estatística;
Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas de Santa Catarina no período
anterior à criação da UFSC;
Assessor Econômico e Jurídico da CELESC;
Diretor da CELESC; Vice-Reitor da UFSC; Reitor da UFSC (1972 a 1976).
Associações às quais pertence ou pertenceu:
Ordem dos Advogados do Brasil (SC);
Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina;
Rotary Clube de Florianópolis, no qual foi admitido em 09/09/1948, e presidente no mandato de 52/53.
Atividades didáticas e científicas:
Professor da Cadeira de Estatística na Faculdade de Ciências Econômicas de
Santa Catarina;
Professor Titular de Estatística da Universidade Federal de Santa Catarina.
Honrarias Recebidas:
Sócio Emérito do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina;
Professor Emérito da Universidade Federal de Santa Catarina.
162
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
03
JOSÉ EDÚ ROSA
Nascido em Florianópolis em 27 de junho de 1932. Filho de José Rosa e Jupira
Fernandes Rosa (ambos falecidos). Casado com Lea Lamego Rosa, professora
de Psicologia aposentada da UDESC e UFSC. Três filhas: Luciana, Promotora
de Justiça; Isabela, Médica Pediatra e Emir, Advogada. Três netos: Thiago,
Eduardo, e Leonardo.
Formado em Odontologia e Direito. Especialista e Livre Docente em Radiologia Odontológica. Doutor em Ciências. Professor Titular de Radiologia Odontológica na Universidade Federal de Santa Catarina. Vinte e quatro livros publicados, duas teses e vários trabalhos nas áreas de Radiologia, Odontologia,
Educação e Ensino.
Principais cargos ocupados na UFSC – Diretor de Centro, Chefe de Departamento e Presidente da Coperve (Comissão Permanente do Vestibular) por três
vezes.
Foi homenageado com 53 Comendas ou Méritos, em destaque a Comenda
“Honra ao Mérito Nacional” do Conselho Federal de Odontologia, a mais alta
distinção da Odontologia Brasileira.
Membro Honorário ou Emérito das seguintes instituições: Academia Catarinense de Odontologia, Academia Mineira de Odontologia, Associação Brasileira de Cirurgia Oral, Academia José Joaquim da Silva Xavier, Associação
Brasileira de Odontologia Secção de Minas Gerais – Regional de Pouso Alegre, Associação Brasileira de Odontologia Secção de Minas Gerais – Sub-Secção de Visconde do Rio Branco, Associação Brasileira de Radiologia Odontológica, Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores, Fellow do International
College of Dentist e Fellow da Pierre Fauchard Academy.
Admitido no Rotary Clube de Florianópolis em 10 de julho de 1959 na categoria de: Ensino Superior - Odontologia. Presidente do Clube no biênio 1963/64.
Por duas vezes Diretor de Protocolo.
163
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
04
JORGE M. TRILHA
Nascido em Florianópolis, 14 de janeiro de 1926.
A esposa é a Dª. Climene (10/12).
A filha é Adélia.
Vida rotária:
Ingresso: 06 de dezembro de 1962.
Presidente (69/70). Governador do Distrito (74/75)
Comp. Paul Harris (02/11/89) e Comp. Paul
Harris/Climene (20/02/89).
É Sócio Honorário do RC. Florianópolis/Estreito.
Profissão:
É comerciante e está decididamente engajado nas
atividades de Sindicatos, Federações, Confederações e
Conselho Regional relacionadas com transporte de
Cargas.
Outras distinções:
Ordem do Mérito do Transporte Brasileiro (Brasília/96)
Medalha Paul Harris da Fundação Rotária e Título de
Manézinho da Ilha (1994).
164
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
05
IVO GASPARINO DA SILVA
Nascido em Florianópolis, Santa Catarina em 28/10/1925, filho de Gasparino
João da Silva e Catarina Ana da Silva. Seus irmãos são João Gasparino da
Silva, Zulma da Silva, e Carlos Silva. É casado com Yvonnette Gonçalves da
Silva. Tem as filhas: Ana Maria Machado, Professora; Vera Lucia Gonçalves
da Silva, Arquiteta; Eliane Gonçalves Veríssimo de
Souza, Enfermeira;
Ângela Gonçalves da Silva - Administradora de Empresas.
Pauta sua vida em família, trabalho, fé e honestidade.
Início dos estudos no Grupo Escolar José Boiteux, onde concluiu até o curso
complementar. Matriculou-se na Academia de Comércio em Florianópolis,
tendo concluído o Curso Técnico em Contabilidade, em Curitiba. Formado
pela Faculdade Ciências Econômicas do Paraná em 1969.
Atuou na Empresa Carlos Hoepcke, setor de Contabilidade; Banco Nacional
do Paraná e de Santa Catarina onde exerceu as funções de contador, gerente
da sucursal do Banco em Florianópolis e, posteriormente, Gerente regional
do Banco em Santa Catarina; Corretor de Seguros; Corretor de Imóveis; Economista com registro no Conselho Regional de Economia, atualmente sócio
remido.
No esporte vice-campeão de futebol da 2ª divisão do campeonato da cidade de
Florianópolis.
Rotariano desde agosto de 1963 tendo exercido cargos em várias comissões,
Diretor de Protocolo e Presidente do Clube em 1975-76.
165
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
06
GENOVÊNCIO MATTOS NETO
Nasceu em 12 de fevereiro de 1936, na cidade de São Joaquim-SC. Filho de
José Mattos e Otilia Caetano Mattos. É casado Com Alzira Passoni Mattos.
Tem duas filhas Beatriz Mattos formada em Pedagogia e Sílvia Passoni Mattos
em Direito. Tem 3 netos Artur, Otávio e Gustavo.
Sua esposa Alzira é aposentada do Ministério da Fazenda e Advogada.
Formado em Odontologia, Pos Graduação em Saúde Pública, na Faculdade de
Higiene e Saúde Pública de USP.
Como Professor fez parte da Comissão de Ensino e Pesquisa. Foi por anos
membro da comissão CERTIAL de Vestibular.
Fui chefe do Departamento de Saúde Pública da UFSC, Chefe do Gabinete do
Reitor Professor Caspar Erich Stemmer.
Em 1975, cursou a Escola Superior de Guerra, indicado pela UFSC.
Em 1965 ingressou no Departamento Autônomo de Saúde Pública, onde teve
a oportunidade de implantar o serviço de Odontologia Sanitária do Estado.
Em 1970, foi nomeado Diretor Geral do DASP. Exerceu ainda as funções de
Secretário Adjunto da Secretaria de Saúde do Estado por 2 vezes e por 6 meses
o cargo de Secretário do Estado da Saúde.
Foi fundador e membro do Conselho Estadual de Entorpecentes, sendo seu
Presidente por 9 anos. Também exerceu o cargo de Delegado Estadual da
ADESG – SC.
Ingressou no Rotary Clube de Florianópolis na reunião do dia 06 de maio de
1965, tendo como padrinho o saudoso rotariano e estimado sogro Carlos Passoni. Exerceu todas as funções com exceção da de Tesoureiro do Clube. Foi
Presidente em 1971/72, Governador no ano de 1986/87, cujo lema era “Rotary
leva Esperança”.
166
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
07
REMACLO FISCHER
Nasceu em Itajaí - SC - em 08/03/1921, filho de José Theodoro Fischer e Mathilde Reichert Fischer. Casado com Jurema Xavier Fischer. Tem 3 filhos:
Eliane, Ivan César e Remaclo Fischer Junior.
Técnico em Contabilidade e Administrador.
Bancário - Banco Nacional do Comércio – Gerente nas Cidades de: Tubarão
– Brusque – Itajaí e Florianópolis. Aposentado por Tempo de Serviços.
Presidente do Centro Cultural de Itajaí - de l959 a 1963. - Membro da Diretoria
da Sociedade Itajaiense de Ensino Superior – SIES até 1965.
Ingressou no Rotary Clube de Tubarão em 07/03/52 até 31/03/53; em Brusque
de 04/53 a 08/55 Em Itajaí de 08/55 a 09/65, onde exerceu o cargo de Presidente de 60/61. Transferido para Florianópolis, profissionalmente, foi admitido
no R.C. de Florianópolis, em 30/09/65, tendo exercido o cargo de Presidente
72/73.
No Distrito 465 – Atualmente 4651 – Participou de Comissões de Redistritamento. Relações Públicas. Presidente da Comissão da Fundação Rotária.
Conselheiro da Conferência do Distrito 465 em Florianópolis ano 1986. Homenageado com seu nome no 1° Fórum de Integração, promovido pelo R.C.
de Itajaí Porta do Vale em 20/10/2001. Homenageado com seu nome na VIII
Conferência do Distrito 4651, em Florianópolis 28 e 29/04/2006.
No Rotary International: Governador do Distrito 451 – 81/82. Participou da Assembléia Internacional em Boca Raton – USA, em 1981. Membro da Comisão
de Indicação de diretor para Rotary Internacional para – 88/89 representante
os Distritos 465 (SC) – 466 (RS) e 474 (SC), 1986 em Curitiba. Representante
Pessoal do Presidente do Rotary Internacional M.A.T. Caparras na Conferência do Distrito 455 em Aracajú – SE, e Representante Pessoal do Presidente
Charles C. Keller, na conferência do Distrito 4600, em Campos do Jordão - SP,
em 1988. Delegado votante do Distrito 4650, no conselho de Legislação do
Rotary Internacional, realizado em Caracas – Venezuela – de 22 a 27/01/55.
167
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
08
HENRIQUE STEFAN
Nasceu em São Paulo em 16 de Junho de 1916. Filho de imigrantes, filho de
mãe suíça e pai austríaco, passou sua infância em São Paulo, e, adolescente,
foi interno de um Colégio em Rio Claro, onde estudou e aprendeu alemão e
o inglês.
Sempre adorou a música e o teatro. Fui professor de ginástica, atleta, cantor, e
formou-se como torneiro mecânico no Liceu de Artes e Ofícios do Estado de
São Paulo.
Em Florianópolis, conheceu a Wanda Mussi, com quem se casou. Após o casamento, abriu uma filial da firma de calçados em Blumenau.
No casamento, três filhos, Vera Lúcia, Elisabeth e Henrique Junior. Vera Lúcia casou-se com o Engenheiro Aníbal Borin, proporcionando a mim e Wanda,
sermos avós de três maravilhosos netos: Geórgia, casada com Gil Maranhão
que recentemente o fizeram bisavô de Franco; Bianca que com seu Alexandre
o fizeram bisavô da Lorena e o neto Augusto; Elisabeth casou-se com o Médico dermatologista Vicente Pacheco Oliveira, e lhe brindaram com dois maravilhosos netos, o Gustavo, que casou com a Gracie e fazem pós-graduação em
Odontologia nos Estados Unidos, e, a Maria Luíza, estudante de Medicina; por
fim, seu filho caçula, o Júnior, que casou-se com a querida nora Teresa Maria
Evangelista Vieira que também o brindaram com dois maravilhosos netos, o
Henrique Neto e a Bruna, que este ano casa-se com o Alexandre Ferraz.
Ingressou no Rotary em 22/2/1968.
168
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
09
CARLOS R. PINTO DA LUZ
Nasceu em Florianópolis, em 14 de abril de 1937.
É Sócio do Rotary Clube de Florianópolis desde 09 de Outubro de 1968, tendo
exercido todos os cargos nesse Clube, exceto o de Tesoureiro. A Presidência
em 1982-1983, sendo possuidor de 100% de freqüência há mais de 35 anos.
Foi Governador Assistente em 1999-2000 e Governador do Distrito 4651 no
período 2002-2003.
Na vida profissional, bacharelou-se em Direto pela Universidade Federal de
Santa Catarina em 1965, tendo exercido atividades administrativas junto ao
Departamento Nacional de Estradas de Rodagem - DNER, onde foi admitido
em 1962. Posteriormente a sua Colação de Grau em Direito, ascendeu em 1976
ao cargo de Procurador Federal por Concurso Público, passando a chefiar a
Procuradoria do DNER em Santa Catarina por 16 anos.
Em 1971 foi admitido na Universidade Federal de Santa Catarina como Auxiliar de Ensino, exercendo o Magistério por 21 anos. Após a rescisão de seu
contrato de trabalho com a Universidade de Santa Catarina, aposentando-se
das funções públicas de Procurador Federal, vindo a estabelecer-se com sua
Banca de Advocacia na Cidade de Florianópolis, sua Terra Natal, exercendo
advocacia desde 1991 juntamente com seus 4 filhos.
Casado com Corina Maria Glavam Pinto da Luz, Odontóloga de profissão,
Especialista em Odonto-Pediatria pela Universidade Federal de Santa Catarina
atualmente aposentada da Fundação Legião Brasileira de Assistência – LBA,
local em que exerceu sua atividade profissional e de Legionária na Cidade de
Florianópolis, Capital do Estado de Santa Catarina tendo sido agraciada com
diversas honrarias e medalhas pelo seu dedicado trabalho de Legionária junto
a população menos favorecida de Florianópolis.
169
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
10
CLÓVIS PRUDÊNCIO
Filho de Antonio Manoel Prudêncio e Irene Piazza Prudêncio, natural de Tubarão – SC. Nasceu 2 de maio em 1936.
Estudou no Ginásio Coração de Jesus – Tubarão Iº Grau, IIº Grau no Colégio Santo Inácio, Rio de Janeiro e Instituto de Educação em Florianópolis em
1957. Graduado pela Faculdade de Odontologia UFSC em 1962. Tem especialidade em Prótese Dentária e Reabilitação Oral.
Exercício profissional nas cidades de Joaçaba, Caçador, Tubarão e Florianópolis. Foi fundador da associação Brasileira de Odontologia – Regional de
Caçador exercendo a presidência durante 6 anos. Presidente do Conselho da
Comunidade de Caçador. Presidente do Hospital de Caridade e Maternidadde
de Jonas Ramos – Caçador, por 4 anos.
Membro do Rotary Clube de Caçador de 1966 - 1971 e do Rotary Clube de
Florianópolis desde 1971 onde exerceu os cargos de Tesoureiro, Secretário
e Protocolo. Governador assistente de Marchesine (Distrito 4650) Assistente
especial do Governador Everton e Tesoureiro do Governador Pinto da Luz.
Vice – presidente de Everton da Luz e de Yamandú Carlevaro.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
11
OSNY LISBOA
Nasceu 18 de janeiro de 1930, em Florianópolis/SC. Filho de Jovita Lisbôa
e de Maria Ortiga Lisbôa, casado com Maria Maura Richter Lisbôa. Filhos:
Mauro César, Thais Helena, Marcelo e Roberto. Cirurgião-Dentista pela Faculdade de Farmácia e Odontologia de Santa Catarina em 1954. Conselheiro
efetivo da União Catarinense de Estudantes (1952 e 1953). Cirurgião-Dentista
do Hospital Colônia Sant’Ana de 1955 a 1957 e da Prefeitura Municipal de
Florianópolis de 1958 a 1961. Cirurgião dentista do TRESC de 1965 a 1983.
Professor assistente voluntário em 1958. Professor titular e chefe das disciplinas de Materiais Dentários I e II pela UFSC, por 15 anos. Especialista em
Odontopediatria pela UFSC em 1973. Em 1984 defendeu tese para obter título
de professor titular da UFSC. Membro Diretor-Presidente da Associação Brasileira de Odontologia – Seção de Santa Catarina, de 1968 a 1970. Fundador
da Associação dos Professores da UFSC. Fundador da Academia Catarinense
de Odontologia (25.10.1991), Patrono da Cadeira 14. Presidente da Academia
Catarinense de Odontologia, de 25.10.2001 a 25.10.2003. Em 4 de julho de
1955, eleito diretor da Associação Irmão Joaquim, que compreende o Hospital
e Maternidade Dr. Carlos Correa e o Asilo Irmão Joaquim. Eleito Presidente
da Instituição em 1987, ficou no cargo até 4 de julho de 1999.
Rotary – Ingressou em 1º. 09.1971. Cargos: Protocolo, Secretaria, Avenida de
Serviços Internos, Secretário do Distrito, Vice-Presidente e Presidente. Foi 4
vezes representante do Governador na Grande Florianópolis.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
12
MURILO R. SALGADO
Filho de José Tibúrcio Salgado e Maria da Conceição Rezende Salgado, nasceu no Município de Andrelândia, Estado de Minas Gerais.
Concluiu o antigo curso primário em Cruzília e o também antigo curso ginasial
na cidade de Varginha, ambos em Minas Gerais e em regime de internato.
Prestou concurso para o Banco do Brasil S.A., aprovado, tomou posse em abril
de 1955. Passado o primeiro ano transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde graduou-se na Faculdade Nacional de Direito, da Universidade do Brasil.
Pleiteou sua transferência para o quadro de advogados do Banco do Brasil e
conseguiu mediante nomeação para a agência de Florianópolis.
Em Florianópolis, casou-se com Cecília Colombina Moniz Salgado, atual professora Titular aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina.
Exerceu o magistério como Professor Titular de Instituições de Direito Privado
da Escola Superior de Administração e Gerência, da Universidade do Estado
de Santa Catarina, sendo o primeiro professor concursado e organizador da
cadeira.
Mais tarde, prestou concurso para auxiliar de ensino da cadeira de Direito Processual Civil, da UFSC, sendo aprovado e classificado.
Publicou 4 trabalhos em revistas jurídicas. Simultaneamente, sempre exerceu
e continua exercendo a advocacia.
Ingressou no Rotary Clube de Florianópolis em 22 de fevereiro de 1973, a convite, primeiramente, do companheiro Remaclo Fischer e reiteração posterior
do companheiro Genovêncio Mattos Neto.
No Clube, exerceu os cargos de Protocolo e Presidência, período 1979/82, e
três Presidências de Comissões.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
13
ABELARDO VIANNA FILHO
Nasceu no Rio de Janeiro no dia 19 de agosto de 1939. É Médico inscrito no
Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina, com o número 571. Casado
com Heloisa Maria Horn Vianna em 07 de outubro 1966, tendo o casal quatro
filhos: Alexandre (Medicina), Eduardo (Computação e Administração), Guilherme (Administração) e Ricardo (Direito e Administração) e quatro netos:
Vitor, Sofia, Luísa e Amanda.
Formado em medicina pela primeira turma da Universidade Federal de Santa
Catarina em 11 de dezembro 1965. Tem Especialização em Saúde Mental pela
Fundação de Ensino Especializado em Saúde Publica (Fundação Osvaldo Cruz
– RJ) e Curso de Especialização em Saúde Pública da Faculdade de Administração Hospitalar do Centro de Pós-Graduação da União da Associação de
Ensino de Ribeirão Preto.
Vice-Presidente do XXIII Congresso Nacional de Neurologia, Psiquiatria e
Higiene Mental realizado em Curitiba em 1977. Presidente da Comissão Executiva Local do V Congresso Brasileiro de Psiquiatria em Balneário Camboriú, 1978. Delegado Federal de Saúde de Santa Catarina – 1985/1987. Diretor
Regional da SUCAM (atual FUNASA) – 1987/1988. Diretor do Departamento de Saúde Pública da Secretaria de Saúde de Santa Catarina – 1988/1990.
Médico Psiquiatra e Fundador da Clínica Psiquiátrica Solar das Colinas de
1999 até os dias atuais, onde exerce suas atividades profissionais.
Atividades Rotárias: Admitido no RC Florianópolis em 15 de agosto de 1977,
com a classificação Medicina-Psiquiatria. Presidente – 1983/1984, Governador do Distrito 1995/1996. Participou dos Institutos Rotários em Goiânia,
Águas de Lindóia, Foz do Iguaçu, Aracaju e Florianópolis. Convenções Internacionais de Calgary, Indianápolis e Barcelona. Participou da Assembléia
Internacional de Rotary em Anaheim - Califórnia - USA em 1995. Tesoureiro
Geral do XXVII Instituto Rotário do Brasil, Florianópolis – 2004. Freqüência
100% até a presente data – aproximadamente 30 (trinta) anos. Possui quatro
Títulos Paul Harris em nome de: Abelardo Vianna Filho, Heloisa Maria Horn
Vianna, Guilherme Horn Vianna e Vitor Horrmann.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
14
TRANQUILANÊS FOGAÇA
TRANQUILANÊS FOGAÇA
Nascido em Porto Alegre, em 22 de fevereiro de 1926.
É viúvo.
Os filhos são Vera Helena, Mirian Cristina e Leonardo.
Vida rotária:
Ingresso: 01/09/77 (antes pertencera a outros Clubes).
Presidiu o R.C. de Esteio -RS - (60/61).
Foi Presidente da Comissão de Freqüência.
Comp. Paul Harris (20/05/95).
Profissão:
Entre outras funções, exerceu as de Diretor;
Administrativo e Financeiro de Empresas.
Atualmente, está aposentado.
Outras distinções:
Medalha Companheiro Paul Harris.
Placa de Agradecimento da Lansul Futebol Clube, de Esteio.
Comenda D’Honeur du Laniere, Roubaix, France.
Placa de Reconhecimento da Prefeitura Municipal de Sapucaia do Sul
– RS.
Quadro de Reconhecimento por relevantes Serviços - Companhia Lorenz
de
Blumenau.
Bodas de Ouro (17/07/96).
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
15
LAURO SALVADOR
Nascido em 27 de outubro de 1929.
A esposa é a Dª. Nilce (29/12).
Os filhos são Andréa e Ana PauIa.
Vida rotária:
Ingresso: 22 de março de 1972.
Presidente em 96/97.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
16
NORTON C. PEREIRA
Nascido em Florianópolis, no dia 4 de julho de 1942. Filho de Oscar dos Santos Pereira, falecido, (telegrafista na Western Telegraph Company) e Zulma
Candemil da Silva Pereira (professora aposentada).
Iniciou estudos no Curso Elementar Antonieta de Barros. Após passar no exame de admissão ao ginásio formou-se no Instituto de Educação Dias Velho.
Cursou a Escola Técnica de Comércio São Marcos, formando-se Contador.
Em 1958, foi admitido como bancário no Banco Indústria e Comércio de Santa
Catarina, o Banco INCO. Em 1961 prestou concurso para ingresso no Banco
do Brasil e vestibular para a Faculdade de Direito. Foi muito comemorado a
aprovação em ambos os certames em vista de que os resultados ocorreram em
dias consecutivos. Assumiu o Banco do Brasil em Tubarão, no ano de 1962, resididindo naquela cidade por dois anos, quando a pedido foi transferido para a
agência de Florianópolis. Em Tubarão conheceu Maria Izaura Tavares Pereira,
com quem se casou em 1966. Da união nasceram 4 filhos, Adriana, Fernando,
Simone e Eduardo, que já nos pesentearam com 04 netos. Trabalhando no Banco do Brasil em Florianópolis, formou-se em Direito em 1973. Foi nomeado
Advogado, Assistente Jurídico, e Chefe da Assessoria Jurídica Regional com
jurisdição em todo o Estado de Santa Catarina. Aposentou-se em 1994, com
31 anos de serviço.
Ingressou no Rotary em 1976, tendo por padrinho o companheiro Murilo Salgado, onde exerceu os cargos de Secretário, Presidente de diversas comissões
e Presidente do Clube no ano rotário de 1994-1995.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
17
DANIEL BARRETO
Filho de Manoel Barreto Primo e Olga Vieira Barreto.
É Casado com Erna Willemann Porto Barreto – advogada e aposentada do
IPESC.
Seus filhos são Luciano, Economista e Empresário; Eduardo, Advogado e
Assessor no Tribunal Regional do Trabalho; Antônio Benedito, formado em
Gestão Imobiliária e Diretor de Administração de Bens da BESCOR; Daniela,
advogada.
Formação Profissional e Cargos Ocupados: Professor de História Geral e do
Brasil e Geografia Geral e do Brasil no Colégio Catarinense, no Instituto Estadual de Educação e Escola Técnica São Marcos, em Florianópolis.
Professor Titular de Direito Internacional Público da UFSC; Diretor da Penitenciária do Estado de SC; Representante do Ministério da Educação e Cultura para o Estado de SC; Consultor Jurídico do Estado de SC; Secretário da
Corregedoria Geral de Justiça de SC; Assessor Jurídico do Tribunal de Justiça
de Santa Catarina; Membro da Comissão Consultiva que implantou o Plano
Estadual de Educação em Santa Catarina; Sub-Reitor de Assistência e Orientação da UFSC; Chefe de Gabinete do Magnífico Reitor da UFSC; Diretor do
Departamento de Pessoal da UFSC, na gestão do Magnífico Reitor Roberto Mündell Lacerda; Secretário-Adjunto da Casa Civil, nos Governos Jorge
Konder Bornhausen e Henrique Córdova; Integrou a Delegação Brasileira na
Conferência Internacional sobre Direito do Mar, realizada em l974 na cidade
de Porto Alegre (RS) e, posteriormente em Buenos-Aires, em que defendeu a
Tese de 200 Milhas Marítimas para o Mar Territorial Brasileiro.
Curso Superior: Curso de Direito na Universidade Federal de Santa Catarina.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
18
EVERTON J. DA LUZ
Nasceu em Araranguá (SC), filho de Aldo Ávila da Luz e Ester Elias da Luz.
Casado com Roseli Laus da Luz; filha Denise Laus da Luz e netos, Thiago da
Luz Ruiz e Júlia Laus Luz da Silva.
Formado pela Faculdade de Direito de Santa Catarina.
Foi admitido no Rotary Clube de Florianópolis em data de 06/04/82, classificação Ministério-Público - Procuradoria da Justiça. Foi Secretário do Clube e
Presidente, respectivamente, nos Anos Rotários de 84/85 e 86/87. Companheiro ”Paul Harris” no ano de 1991, obtendo uma safira em 2004; Governador
do Distrito 4651, Ano Rotário 1999/00; Coordenador Zonal da Força Tarefa
“Friendship and Fellowship”; Coordenador Zonal e Distrital para o Desenvolvimento do Quadro Social, 2001/2003;
Participação nos Institutos Rotários de Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Foz
de Iguaçu e Aracajú; Sócio Honorário dos Clubes: R.C. de Florianópolis –
Trindade, R.C. de Florianópolis-Atlântico, R. C. de Florianópolis-Sol e Mar e
R.C. de São José Kobrasol. Chairman do XXVII Instituto Rotário do Brasil,
realizado em Florianópolis no período de 02/05 de Setembro do ano de 2004;
Representante do Presidente de Rotary Intemational, Glenn E. Stesss, na 76a
Conferência Distrital do Distrito 4610, no período de 02/09 de junho de 2005;
Vice-Presidente, exercendo a Presidência do Instituto de Rotarianos “João
Eduardo Moritz”, Ano 2006/07;
Representante Distrital da Comissão Inter-países Brasil-Portugal e Países de
Língua Oficial Portuguesa CIPIPLOP;
Coordenador Zonal do Comitê Imagem Pública do Rotary para os Distritos
4651,4650 e 4740, indicado pelo Diretor de Rotary Intemational, Themistocles
Pinho, Ano Rotário 2007/2009;
Membro do Conselho de Administração 2007/2009, da Revista Brasil Rotário.
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotária, Ano Rotário 2006/07
e 2007/08.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
19
DEJALMO DUMMER
Nascido em 28/05/1937, filho de Wendelino Dummer e Wanda Boesel Dummer.
Sua esposa é Clara Therezinha Pereira Dummer.
Seus filhos: Roberto Dummer, Beatriz Dummer.
Formado em Ciências Econômicas pela Faculdade do Sul de Santa Catarina da
cidade de Tubarão.
Foi professor substituto na matéria de microeconomia na mesma faculdade por
dois anos.
Ingressou no Rotary Club Tubarão em abril de 1963, e no Rotary Club de Florianópolis em abril de 1982.
Foi presidente no ano rotário de 1985-1986. Tesoureiro do distrito no ano rotário de 1999-2000. Também atuou em diversas comissões e secretaria. Companheiro Paul Harris.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
20
PIRAGUAHY ROSA
Natural de Florianópolis, Capital do Estado de Santa Catarina, nascido aos 24
dias do mês de Novembro de 1928.
Cirurgião Dentista formado pela Faculdade de Farmácia e Odontologia de
Santa Catarina. Ingressou no Rotary Clube de Concórdia, Cidade em que exerceu a profissão por 27 anos.
Ocupou os cargos de Secretário e Presidente, além de fazer parte de Comissões
no referido Clube, foi Representante do Governador Darcy Zenetti, Governador do Distrito 465, no período rotário 1965/1966.
Fundador do Rotary Clube de Chapecó no ano de 1959 sendo Padrinho do
EGD Dario Maciel, atualmente rotariano militante do Rotary Clube Balneário
Camboriu.
Após 25 anos, com sócio do Rotary Clube de Concórdia, ocupando a Classificação Odontologia Clínica, transferiu-se para Florianópolis e ingressou no
Rotary Clube de Florianópolis em Agosto de 1983, como Sócio Veterano.
Exerceu a Secretaria da Presidência do Companheiro Aquiles Córdova dos
Santos e assumiu a Presidência do Rotary Clube de Florianópolis no ano rotário 1992/1993.
Militou em diversas Comissões, tais como a Comissão de Admissão de Sócios
e outras Comissões relacionadas com Saúde e Bem Estar Social.
No ano rotário 2002/2003 foi convidado pelo Governador Carlos Rodolpho
Pinto da Luz para assumir a Secretaria do Distrito 4651 de Rotary International.
Casado com Elza Alaíde Rosa em data de 11 de fevereiro de 1958; e desta
sagrada e consagrada união nasceram quatro filhos: Moema, advogada; Piraguahy Junior, Comerciário; Lara Arquiteta; e, Alexandre, Administrador de
Empresas.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
21
WALTER C. DE LIMA
Nascido em 5 de Julho de 1942, em São Paulo, SP, fixou residência em Florianópolis em 1969. É casado com Maria Angelina Martins. Tem 2 filhos do
primeiro casamento: Fernanda (médica, doutora em ciências, casada que vive
em São Paulo), Renato (engenheiro, mestre em ciências, reside atualmente no
Rio de Janeiro) e 3 enteados: Eloísa (formada em hotelaria e turismo, casada,
reside em Nova Iorque há 10 anos), Hamilton (advogado, residente em Brusque) e Carla (advogada, casada, residente em Itajaí). Lima é cidadão honorário
(honorary citizen) norte-americano, cidade de Mobile, Alabama, USA.
É graduado em engenharia eletrônica, estudou medicina (embora nunca tenha
sido engenheiro ou médico, pois sempre foi professor universitário). É Mestre
em Ciências, Doutor em Ciências, Livre Docente e fez pós-doutorado. Trabalhou em diversas universidades no exterior, destacando-se City University
(Londres, Inglaterra), Universidade da Virginia (Charlottesville, Va, USA),
Universidade do Sul do Alabama (Mobile, Alabama, USA), Universidade de
Pádua (Itália) e Universidade de Kyoto (Japão). No Brasil trabalhou na PUC
do Rio de Janeiro e na UNICAMP (Campinas). É Professor Titular (aposentado) da UFSC (disciplina de engenharia biomédica) e, atualmente, é Professor
efetivo da UDESC (disciplinas de neurofisiologia e bioética). Tem diversos artigos científicos publicados no Brasil e no exterior e 3 livros editados. É membro correspondente de The New York Academy of Sciences, desde 1994.
É sócio do Rotary Club de Florianópolis desde 1983, onde ocupou vários cargos, sempre companheiro 100%. Foi presidente do Clube entre 1991/1992.
Foi, também, Chairman do Intercâmbio de Grupos de Estudos do Distrito. É
companheiro Paul Harris sete vezes. Sua esposa Maria Angelina é rotariana do
Rotary Clube de Florianópolis-Leste.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
22
AQUILES A. C. SANTOS
Nasceu em São Joaquim, Santa Catarina no dia 24 de abril de 1941. Seus pais
Guaracy Amaury dos Santos e Zulma Cordova Santos. Casado com Neusa Duarte de Queiroz e seus filhos: Manoel e Pedro. O primeiro é formado em Engenharia Mecânica e trabalha como Engenheiro de Configuração na EMBRAER.
O segundo é formado em Direito e tem banca na cidade de Florianópolis.
Concluiu o segundo grau na Escola Preparatória de Cadetes do Ar em Barbacena, Minas Gerais, onde realizou concomitantemente o serviço militar. Em
1963 iniciou a Faculdade de Odontologia da UFSC, formando-se em 1967.
Em 1968 foi para a Universidade do Brasil onde realizou curso de Especialização em Microbiologia e Imunologia. De 1968, ano que iniciou a carreira
de docente na UFSC, até o final de 1971 trabalhou em clínica particular como
Cirurgião Dentista. De 1972 até 1976 realizou o curso de Doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1987 realizou curso de pós-doutorado
em Microbiologia Clínica de Anaeróbios no Virginia Polytechnic Institute, em
Blacksburg, USA. Sua ocupação principal foi docente do Departamento de
Microbiologia e Imunologia onde atuou desde a reforma universitária de 1970
até maio de 2004. Como docente da UFSC, foi eleito Vice-reitor para o período 1984-1988 e ocupou o cargo de presidente da Comissão Permanente do
Vestibular (COPERVE) no período de 1980-1988.
Foi admitido no Rotary Clube de Florianópolis em 15/03/1984, na categoria representativa, classificação Ensino Superior – Odontologia. Presidente no
exercício: 1988/1989 – Companheiro Paul Harris – Janeiro 1990.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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JAYME LINHARES FILHO
Filho de Jayme Linhares e Edith Dentice Linhares. Irmãos: Ivan, Lauro Luiz
e Jauro.
Nascido em Florianópolis em 10 de setembro de 1926. Casado com Wanda
Irene Spoganicz Linhares. Filha: Patrícia Linhares Dutra. Genro: Alexandre
Corrêa Dutra.
Netos: Luiz Guilherme, Pedro Henrique e Bárbara.
Cursos: Primário no Grupo Escolar Lauro Muller. Secundário – Ginásio e
Científico no Ginásio Catarinense. Superior – Formado em Engenharia Civil
pela Universidade do Paraná.
Atividades profissionais: Funcionário do Departamento Nacional de Estradas
de Rodagem (DNER). Funcionário da Rede Ferroviária Federal (Estrada de
Ferro Dona Teresa Cristina, em Tubarão). De 1969 a 1979, exerceu o Cargo de Diretor da Indústria Carboquímica Catarinense S/A, requisitado que foi
pelo Ministério das Minas e Energia, empreendimento localizado em Imbituba
– SC.
Atividades associativas: Presidente do Rotary Clube de Tubarão (admitido em
setembro de 1959). Presidente do Clube 29 de Junho, de Tubarão, no ano de
seu cinqüentenário. Presidente, por duas vezes, da Associação Catarinense de
Engenharia, na entidade sediada em Tubarão. Presidente do Rotary Clube de
Florianópolis, no ano rotário de seu cinqüentenário. Admitido em setembro de
1984. Foi agraciado com o título de Sócio Honorário do Rotary Clube de Florianópolis Ilha, no ano rotário de 2006-2007. Exerceu os cargos de Presidente,
por várias vezes, das Avenidas de Serviços Internos e da Comunidade e, várias
vezes como Protocolo.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
24
YAMANDÚ CARLEVARO
Yamandú Jorge Carlevaro Elizondo nasceu em Montevideu – Uruguai em 09
de Setembro de 1934. Seus pais Jorge Whasington Carlevaro e Olga Esmeralda Elizondo.
Filhos: Marcos Carlevaro Fedele, Engº de Sistemas; Paola Carlevaro Fedele
Arquiteta; Silvana Carlevaro Fedele, Arquiteta.
Sua esposa: Maria deI Pilar Fedele Büsch, Arquiteta e Professora
Arquiteto Urbanista e Professor.
Possui Faculdade de Arquitetura da Universidade de República do Uruguai.
1965. Faculdade de Arquitetura e Urbanista da Universidade Federal de Rio
Grande do Sul, Porto Alegre 1974-75.
Cursos de Pós-Graduação Organização dos Estados Americanos – O.E.A.
União Panamericana. Curso de Vivienda Superior- 09 meses- no CINV A.
Centro Interamericano de Vivienda e Planejamento Bogotá - Colômbia. Curso
de Vivienda e Planejamento - 09 meses - Ministério de Ia Vivienda de Espanha. Viagens de Estudos: Europa, Egito, Colômbia, Espanha, Peru.
Atividade Profissional: Escritório Próprio no Uruguay e Brasil. Colaborador
do Escritório de Arquitetura e Urbanismo do Arqto Antonio Lamela (19681970), Madrid Espanha. Sócio do Arquiteto Oscar Diaz Arnesto – Montevidéu
– Uruguai Sócio do Arqto Enrique Hugo Brena Nadotti. Sócio Cuotista da Zeta
Engenharia.
Atividade Docente: Faculdade Arquitetura do Uruguai Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Brasil Departamento de Arquitetura e Urbanismo da FURB. Brasil.
Sócio do Rotary Clube de Florianópolis em Fevereiro de 1978. Sócio do Rotary Clube de Buceo – Montevideo – Uruguai (1981-1986). Categoria: Arquiteto
Urbanista.
Presidente do Clube no biênio 1999/2000.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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EDSON J. CARDOSO
Nascido em Florianópolis, em 17 de janeiro de 1945, filho de Irineu Estanislau
Cardoso e Jordelina Fidelis Cardoso.
Do casamento com Marilene Berretta Cardoso, teve as filhas Juliana, arquiteta;
Cristina, bioquímica e Paula, formada em Turismo.
Graduou-se em Medicina pela UFSC em 1969. Paralelamente aos estudos de
medicina, foi professor de matemática, aprovado por concurso, da Escola Técnica Federal de Santa Catarina, ingressando com apenas 18 anos de idade.
Fez curso de especialização em Cirurgia Vascular no Hospital das Clínicas de
São Paulo, anos de 1970 e 1971, visitas ao Instituto Policlínico de BarcelonaEspanha (1971); Moffitt Hospital, em San Francisco – Califórnia - USA (1980)
e Medical College of Virginia, Richmond, VA-USA (1987). É Doutor em Cirurgia pela Escola Paulista de Medicina. Professor Titular do Departamento de
Clínica Cirúrgica da UFSC, Chefe de Departamento, Coordenador do Curso de
Medicina, Membro da Câmara de Ensino e do Conselho Universitário. É especialista em Medicina do trabalho. Atualmente é responsável pela disciplina de
Cirurgia Vascular – UFSC, Chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do HU e do
Hospital Governador Celso Ramos.
Coordenador da Área da Saúde do Programa Companheiros das Américas
(Partners of Americas). Em 1999 foi agraciado com o título de Manézinho da
Ilha.
Admitido no Rotary Clube de Florianópolis, em 1990, sendo Genovêncio Mattos o padrinho. De 1992 a 2007 se dedicou ao Programa de Intercâmbio de
Jovens (PIJ). Foi Secretário, Protocolo, Presidente (1999-2000) e Vice Presidente. Representou o (PIJ) do D-4651, na América do Norte e Europa, tendo
sido conferencista em Berlim. É Membro Honorário da Associação Européia
de Intercâmbio de Jovens. Participou das Convenções em Orlando, Melbourne, Nice, Calgary, Glasgow, Indianapolis, Buenos Aires 2000, San Antonio
2001, Barcelona 2002 e Chicago 2005. É sócio fundador do Instituto João
Eduardo Moritz.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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ANTÔNIO H. BARÃO
Natural de Joaçaba – SC, nascido em 17 de março de 1951.
Filiação: Octacílio Barão (in memoriam) - Lorena Izabella Linck Barão.
Esposa: Vaine Teresa Zanatta Barão.
Filhos: Andrey Zanatta Barão, Luigi Zanatta Barão e Thayse Maria Zanatta
Barão.
Formação: Administrador – ESAG – UDESC.
Experiências Profissionais:
1º Ten R/2 Infantaria – CPOR – 5ª RM – 3º Ex, durante 7 anos – 63º Batalhão
de Infantaria.
Casan - Assistente de Administração - 08 anos. Diretor da Impulso Representações Comerciais Ltda.
Representa: Empresas fabricantes de produtos para a área de Geração de Energia e Saneamento Básico desde 1987.
Ingressou no Rotary Club de Florianópolis em 8 de dezembro de 1988.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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LUIZ CARLOS MANHÃES
Nascido em Marília/SP, em 19 de setembro de 1938.
Concluiu cursos de Direito em 1964; ADESG em 1972; Licenciatura na Área
Terciária em 1974; Doutorado na França, em 1983. Cento e seis cursos de
Curta Duração.
Paralelamente ao cargo de Inspetor Federal e de Representante do MEC, foi
professor da Universidade Federal de Mato Grosso, no período noturno, tendo
colaborado na implantação daquela Universidade.
Em 1988, já como Assistente Jurídico do MEC mudou para Florianópolis,
onde trabalhou na Delegacia do MEC até se aposentar em 1996 . Paralelamente, lecionou na UFSC até 2004. Foi especialista em Legislação Escolar, tendo
publicado seis livros nessa área, um livro na área de tecnologia educacional e
um na área de legislação de pessoal. Proferiu centenas de palestras na área de
Legislação Escolar e de Tecnologia Educacional.
Ingressou no Rotary Clube de Cuiabá em 20 de dezembro de 1973, tendo ocupado todos os cargos. Participou de todas as campanhas iniciais do programa
Pólio-Plus, em Cuiabá. Implantou e coordenou programa de doação de livros
dos EUA à UFMT. Implantou o intercâmbio de Jovens em Mato Grosso e foi
o Chairman do Programa desde 1985 até 1988. Criou, para a Casa da Amizade
em Cuiabá, a Escola de 1º Grau “Paul Harris. Em 1988 mudou-se para Santa
Catarina e ingressou no R.C. de Florianópolis no qual ocupou todos os cargos,
inclusive o de Presidente em 1993/1994. Criou o Boletim do Clube e o dirigiu
durante os 16 anos iniciais, até 2004. Conseguiu uma sede para o Clube, a qual
vem sendo usada também pela Governadoria do Distrito. Adquiriu cinco títulos Paul Harris. Participou, como colaborador, da instalação do Rotary Clube
Florianópolis - Ilha e da recuperação do Florianópolis Lagoa, tendo sido eleito
sócio Honorário dos mesmos. No ano de 2005, a pedido do companheiro Everton, criou o Instituto de Rotarianos João Eduardo Moritz em Santa Catarina e
o presidiu até ser eleito em 2006 Governador do Distrito 4651. Em 2006/2007
foi Governador Assistente dos Rotary Clubes: Florianópolis, Florianópolis
Leste, Florianópolis Atlântico e Florianópolis Ilha.
É casado com Maria da Conceição Cordeiro Manhães, doutora em Ciências da
Educação, tendo uma filha, dois filhos e seis netos.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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SÉRGIO JOSÉ DA SILVEIRA
Filho de José Ruben da Silveira e Maria Bueno da Silveira nasceu em Montenegro-RS em 09 de setembro de 1952. Passou a infância e adolescência entre
Montenegro, Carázinho, Jaguarão e Porto Alegre. Em Jaguarão tornou-se verdadeiramente gaúcho e adquiri a alcunha de Diplomata.
Casado com Celina Mª. M. V. da Silveira em Porto Velho - RO no dia
31/01/1980. Pai de três filhas. Nascidas em Porto Velho nos anos de 1981
(Janaina), 1984 (Gabriela) e 1987 (Suzana).
O primário e o ginásio, até a 2ª série ginasial, cursou em Montenegro. A 3ª e
4ª série em Carazinho e o cientifico em Jaguarão. Fui diplomado em Medicina
Veterinária, em 27/07/1977, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Exerceu a Medicina Veterinária em MG, GO, DF, AC, RO e SC. Exerce as
atividades profissionais na Superintendência Federal de Agricultura em SC até
a presente data.
Em Porto Velho-RO foi admitido no RC Porto Velho em 1980. Em Rondônia
havia, nesta data, dois R. C. (um em Guajara Mirim, fronteira com a Bolívia,
e o de Porto Velho). Foi Secretário em 1984 e Presidente em 1985. Fundou o
3º RC de Rondônia em Vilhena fronteira com o MT. Em 1989 foi admitido no
R. C. de Florianópolis, onde exerceu o cargo de Protocolo na Presidência do
Companheiro Lima e presidiu o clube no período de 2001 a 2002. Continua até
a presente data no R. C. de Florianópolis onde pretende desenvolver cada vez
mais o Ideal de Servir.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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ALCEU NEVES
Nasceu em Tubarão, Santa Catarina, em 10 de dezembro de 1948, filho de
Ataliba Cabral Neves e Maria Celeste Carvalho Neves. Casado com Maria
Atherino Neves, com quem tem 3 filhos: Christina, Alceu e Augusto. Formouse como Engenheiro Civil pela UFSC, em 1972; em Fotografia, pela Nikon
School, em 1978; Arquiteto Urbanista pela UFSC, em 1982; Corretor de Imóveis pelo Centro Educacional de Niterói, em Janeiro de 1994.
Atualmente atua como Profissional Liberal: Elaboração de Projetos, Execução
e Fiscalização de obras (construção e reforma) e serviços de Arquitetura, Urbanismo, Construção Civil, Orçamentos, Incorporação e Planejamento de Novos
Empreendimentos.
De 1974 à 1977 foi Chefe do Setor de Obras Regionais, da ECT-SC;
De 1979 à 1991 foi Assessor de Engenharia e Arquitetura, da Associação dos
Municípios da Região da Grande Florianópolis;
De 1991 à 1994 foi Gerente de Saneamento, da Secretaria de Estado da Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Comunitário do Governo de Santa
Catarina;
De 1993 à 2001, atuou como sócio proprietário e Diretor Técnico da empresa
ATHERINO NEVES Empreendimentos e Participações Ltda, com sede em
Governador Celso Ramos.
De maio de 1994 à março 1997 foi Responsável Técnico da Empresa “ROSA
DOS VENTOS” Construções E Incorporações Ltda, em Florianópolis;
Prestou serviços como Engenheiro para a Prefeitura Municipal de BiguaçuSC, de 1981 à 1998.
É Rotariano desde 25/04/1988 (fundador do R.C. Biguaçu, SC) e desde
14/04/1989 no Rotary Clube de Florianópolis, tendo sido presidente no ano
rotário 97/98. Foi Secretário e presidente da Avenida de Serviços Internos.
Participou de vários eventos rotários em Santa Catarina e Paraná (Tubarão,
Bal. Camboriú, Blumenau, Brusque, Florianópolis, Biguaçu, Foz do Iguaçu e
Francisco Beltrão).
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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JOÃO ERNESTO E. CASTRO
Nascido em Porto Alegre em 20 de outubro de 1952. Filho de Ernesto Llepart
Castro e Giselda Escosteguy Castro. Casado com Norma Maria Tocchetto,
médica. Dois filhos: Luis Felipe engenheiro de produção mecânica e portador
do título Paul Harris; e Débora estudante.
Formado em Engenharia Metalúrgica pela UFRGS. Mestre em engenharia de
produção em Julho de 1980 e pela UFSC em dezembro de 1976. Chefe de
departamento Engenharia de produção e Sistemas. Coordenador do curso de
graduação.
Professor Universitário na UFSC.
Fundador e supervisor do laboratório sistema de apoio a decisão em 1985.
Fundador e vice- presidente da Associação de engenharia de Produção.
Diretor financeiro do Sindicato dos engenheiros de Santa Catarina.
Diretor do Sindicato dos Engenheiros de Santa Catarina
Vice comodoro administrativo financeiro do Iate Clube de Santa Catarina
– Veleiros da Ilha.
Na Associação catarinense de engenheiros diretor de Políticas Profissionais.
Fundador e editor da revista de Produção On-line.
Coordenador do Núcleo disciplinário de engenharia mecânica e produção das
Universidades do Grupo Montevidéu.
Conselheiro fiscal da fundação do ensino de engenharia em Santa Catarina.
Admitido no Rotary Clube de Florianópolis em 14 de setembro de 1989, padrinho Walter Celso de Lima na gestão Jayme Linhares. Foi governador assistente do Ottokar Adolfo e, novamente, na gestão de Everton Jorge da Luz.
Coordenou o IGE (Intercâmbio de Grupo de Estudos) na gestão do Abelardo
Vianna Filho na Florida - Bahamas com a participação da Julibio.
Afilhados em Rotary: Nelson Casarotto Filho, Julibio Ardigo, Rodrigo Bandeira de melo, Carlos Bessa Teixeira, Norberto Dias.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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PAULO E. C. TATIM
Nascido em 27de dezembro de 1940 em Soledade – RS, filho de Olavo Tatim
e Elvira da Cunha Tatim, fez o curso ginasial no Colégio São José em Lajeado
e, em 1960 a fim de prestar o serviço militar, mudou-se para a cidade de Cruz
Alta onde concluiu o curso científico.
Formou-se em Ciências Econômicas pela Faculdade de Ciências Políticas e
Econômicas de Cruz Alta em 1971 e, em Direito, pela UFSC em 1994. Casado
com Meire Schmalz Tatim tem os filhos Leandro, Leonardo e Karen.
Seu primeiro emprego foi como escriturário no Banco do Estado do Rio Grande do Sul, onde trabalhou por onze anos, galgando inúmeros postos em sua
estrutura funcional. Demitiu-se em 1973 para ocupar, mediante aprovação em
concurso público, o cargo de Fiscal de Tributos Estaduais – RS no qual permaneceu até 1977 quando, através de novo concurso público, assumiu o mesmo
cargo na Secretária da Fazenda de Santa Catarina trabalhando nas cidades de
Joaçaba, Blumenau e Florianópolis, desempenhando as funções de Coordenador de Arrecadação e Fiscalização e Secretário Adjunto da Fazenda do Estado
de Santa Catarina.
Em 1995 foi nomeado Diretor Econômico-Financeiro da CELESC e em 1996
seu Presidente, cargo em que permaneceu até 1997 quando foi nomeado VicePresidente do Banco Regional do Extremo Sul – BRDE.
Atualmente exerce a advocacia no escritório Paulo Tatim e Advogados Associados e é membro da Comissão de Estudos Tributários da OAB-SC.
Iniciou sua vida rotária ao ingressar em 1975 como sócio do RC de Horizontina – RS vindo a transferir-se em 1977 para o RC de Joaçaba-SC, em 1988
para o RC Florianópolis Noroeste e em 20.06.1991 para o RC Florianópolis,
sendo seu Presidente no ano rotário 2000/2001. Atualmente, ocupa o cargo de
Diretor da Avenida de Serviços Internos.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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RUBENS SZPOGANICZ
Seus pais descendentes de alemães e poloneses. Sua família era composta de
seis filhos, que concluíram o curso secundário em Florianópolis.
Seu pai foi durante muitos anos, proprietário de uma casa de comércio que era
denominada “Armazém de Secos e Molhados”, situada na esquina da Avenida
Hercílio Luz com a Rua Fernando Machado.
Passou sua infância e adolescência residindo na Hercílio Luz.
Aos dezessete anos de idade foi estudar em São Paulo e depois no Rio de Janeiro, aonde se formou Engenheiro em 1965.
Em 1970 casou-se com Vera Lucia Duarte e foram residir em Joinville. Tem
três filhos, Ana Paula, Luciana e Carlos Alexandre.
Em 1987, após trinta anos, como bom ilhéu, retornou à Florianópolis.
Estudou no Colégio Catarinense durante sete anos. Graduação em Engenharia
Industrial Mecânica na Universidade Católica de Petrópolis – Rio de Janeiro.
Pós Graduação em Administração de Empresas na UFSC. Mestrado em Engenharia da Produção na UFSC.
Professor durante cinco anos no curso de Engenharia da Produção na UNISUL.
Engenheiro e Chefe de Departamento na Companhia Siderúrgica Nacional.
Engenheiro, Gerente e Superintendente na Fundição Tupy durante dezessete
anos.
Desde 1986, tem trabalhado como consultor autônomo, com enfoque em eficientização do uso de energia e modernização de empresas.
Ingressou no Rotary Clube de Joinville Sul em 1971.
Ingressou no Rotary Clube Florianópolis em 1991.
Na atual gestão, exerço a função de Secretário do Presidente Ronaldo Schara.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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RODRIGO B. AZAMBUJA
Rodrigo Brasileiro de Azambuja Junior, casado com Dircea Conceição Valente de Azambuja, nasceu em Santo Ângelo – RS em 17 de fevereiro de 1925. É
filho de Rodrigo Brasileiro de Azambuja e Amantina Bermann de Azambuja,
ambos fazendeiros.
Advogado, cursou Direito na Universidade Federal de Santa Catarina.
Foi Gerente e Diretor Superintendente da Companhia Telefônica Catarinense em Florianópolis, aposentando-se após 46 anos de serviço (iniciou em
01/04/1948).
Ingressou no Rotary Clube de Florianópolis em 25 de outubro de 1991.
Possui cinco filhos, Cezar, Rodrigo, Luiz Carlos, Maria Luiza e Joyce Maria.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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GLAUCO S. VASCONCELLOS
Nascido em Florianópolis, em 14 de novembro de 1934.
É viúvo.
Os filhos são Cláudio, Álvaro e Karina.
A companheira atual é a Dª. Marília.
Vida rotária:
Ingresso: 21 de março de 1992.
Foi tesoureiro e Presidente de Avenida.
Profissão:
É bioquímico e professor aposentado.
Outras distinções:
Placa com seu nome no Setor de Pós-graduação do
Departamento de Ciências e Tecnologia de Alimentos –
UFSC.
Medalha Paul Harris.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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BRENO GONÇALVES FILHO
Nascido em Curitiba no dia 02 outubro 1941, porém, foi registrado em Porto
Alegre, talvez, por isso, não goste de chimarrão e não faz churrasco. Casado
com a Dulce, ex-funcionária do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul.
Possuí dois filhos, Letícia, com formação em hotelaria, morando em Londres e
André Luiz, técnico em motores veiculares, morando em São Sepé – RS.
Sua vida profissional teve início como técnico de manutenção de aeronaves,
formado pela escola da Varig, com especialização nos aviões Caravelle, boing
707 e Convair 990, empresa onde exerceu função de mecânico de aeronaves
até 1961. Formado em administração de empresas com pós - graduação em
marketing. Sua carreira profissional se definiu no grupo Saint Gobain, onde
trabalhou 27 anos, nas empresas Bárbara, Brasilit, Fortilit e Eternit ocupando os cargos de gerente de filial, gerente regional, gerente nacional vendas,
gerente de marketing e assessoria comercial. Iniciou a carreira profissional
em Porto Alegre, com transferências para Florianópolis, Rio de Janeiro e São
Paulo. Atualmente, ainda em atividade, atua com representações no mercado
do saneamento básico.
Seu início no Rotary se deu em 05 de janeiro 1972, no Rotary Clube de Pelotas,
posteriormente em Porto Alegre e atualmente Florianópolis.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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VALMIR GOMES
Valmir Gomes filho de Manuel Boaventura Gomes e Martimiana Corrêa Gomes, natural de Florianópolis, Santa Catarina.
Possui pós-graduação em Educação Física, curso incompleto de graduação em
Administração e Gerência, Técnico em Contabilidade e especializado em Corretor de Imóveis.
Por concurso público é Professor de Educação Física da rede de ensino do 1º
do 2° graus de Santa Catarina; Professor do Curso de Graduação em Educação
Física da UDESC e da UFSC.
Tendo como padrinho o Companheiro Daniel Barreto, em 21/05/1994, foi admitido no Rotary Clube de Florianópolis e até o ano rotário 2007/08, desenvolveu as seguintes atividades: Presidente da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente: 1997/98; Tesoureiro: 1998/99, 2003/04 e 2005/06; Diretor da Comissão
de Desenvolvimento Humano: 2000/01; Presidente da Avenida de Serviços à
Comunidade: 2001/02 e 2002/03; Presidente da Avenida de Serviços Internos:
2004/05 e 2007/08 e membro efetivo de várias comissões das Avenidas.
Apresentou no ROTARY os trabalhos: Benefícios da prática correta da atividade física – com o título: “GANHE A MEDALHA DE OURO DA OLÍMPIADA DA SUA VIDA – VIVA MELHOR – EVITE DOENÇAS: 2000/01;
projeto “VlNHO”: com os objetivos de apoiar a Fundação Rotária, incentivar a freqüência 100%, e criar condições para manter ambiente agradável
para o desenvolvimento de um companheirismo leal, sincero e despreendido:
2004/05 e um “SUPLEMENTO DO BOLETIM com os objetivos de divulgar
os projetos desenvolvidos pelo Clube, bem como, a revista Brasil Rotário”,
destacando as reportagens sobre as alterações climáticas e a preservação do
meio ambiente: 2004/05.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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CARLOS A. SCHMIDT
Nascido em Florianópolis em 25 de fevereiro de 1964, filho de Alfredo Carlos
Schmidt e Maria de Lourdes Schmidt, passou toda a sua infância e adolescência na sua cidade natal.
Participou do Grupo Escoteiro do Ar Hercílio Luz por muitos anos, representou diversas agremiações desportivas na modalidade de natação, disputando
várias etapas dos Jogos Abertos de Santa Catarina, Campeonatos Estaduais de
Natação e Travessias Marítimas.
Representou o Brasil em Competições Internacionais de Natação, entre as
mais importantes destaca-se a Travessia Internacional do Lago de Ipacaray no
Paraguai, sagrando-se campeão.
Durante muitos anos foi jogador de Pólo Aquático, também disputando inúmeras competições.
Casado com a Economista Rosana Paganini e pai de duas filhas: Bruna e Luiza
Schmidt.
É graduado em Ciências Econômicas em 1988 pela Universidade Federal de
Santa Catarina e pós-graduado em Engenharia Econômica, UFSC em 1990.
Nas Centrais entrais Elétricas de Santa Catarina S. A – Celesc é Auditor Interno e exerce as atividades de Professor na Prefeitura Municipal de São José
– Santa Catarina.
Ingressou no Rotary Clube de Florianópolis em 28/1/1995, tendo ocupado a
tesouraria do clube nas gestões dos Companheiros: Daniel Barreto e Paulo
Tatim.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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OSNY CARMONA GARCIA
Nasceu em Alto Alegre, região noroeste do Estado de São Paulo, em 24 de
junho de 1950, de descendência espanhola (os quatro avos eram espanhóis
imigrados entre 1907/1910) e veio com 1,5 ano para Maringá, no Paraná, onde
passou sua infância e adolescência e estudou Direito na Universidade local.
Seu pai é motorista de táxi aposentado. Em 1969 ingressou no Banco do Brasil
como escriturário e, em 1976, passou ao serviço Jurídico do Banco, tendo sido
nomeado advogado efetivo do Banco em março de 1979, em Videira, meiooeste catarinense. Ali se casou em 1984 com Neivone aparecida Straginski
Carmona, professora licenciada de português, e advogou naquela cidade até
1987. Neste ano foi removido para a Assessoria Jurídica Estadual do Banco
em Florianópolis, onde foi nomeado chefe em janeiro de 1994, aposentando-se
em julho de 1998. Atualmente exerce advocacia geral em Florianópolis. De
seu casamento teve dois filhos, André Inácio Straginski Carmona, em 1985, e
Marina Straginski Carmona, em 1989. No Rotary, ingressou no Clube em 20
de maio de 1995, juntamente com o Companheiro Lauro Bandeira de Souza.
Exerceu diversos cargos, entre os quais o de Protocolo, Secretário, Presidente
de Comissão, e em 2.005/2.006, ano do centenário, o de Presidente do Clube. Atua no Programa de Intercâmbio de Jovem distrital, e no de Intercâmbio
da Amizade OSNY CARMONA GARCIA Nasceu em Alto Alegre (SP), em
24/06/1950, filho de André Carmona Martins e Joanna Garcia Carmona. Advogado. Cursou direito na Universidade Estadual de Maringá, Paraná. Foi advogado de carreira do Banco do Brasil de 1975 a 1998, tendo atuado em Videira,
de 1979 a 1987 e em Florianópolis de 1987 a 1998, onde foi chefe do serviço
jurídico do Banco no Estado e se aposentou. Exerce advocacia civil, comercial
e bancária. Ingressou no Clube em 20/05/1995. Exerceu diversos cargos, como
o de Presidente de Avenida, Protocolo, Secretário e, em 2004/2005, ano do
centenário, o de Presidente do Clube. Atua nos programas de Intercâmbio de
Jovens e Intercâmbio da Amizade.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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LAURO BANDEIRA DE SOUZA
Nasceu em Florianópolis (SC) em 19 de novembro de 1938, filho de Pedro
José de Souza e Alice Josefa de Oliveira. Casado com Carmen Regina de Souza, nascida em Florianópolis em 19/11/1944, tiveram cinco filhos: Lauro Bandeira de Souza Junior, Sirley Bandeira de Souza, Patrícia Bandeira de Souza,
Marcos Henrique de Souza, Makian Roberto de Souza.
É Técnico em Contabilidade, graduado em Ciências Contábeis pela Univale e
Auditor Fiscal vinculado à Secretaria da Fazenda de Santa Catarina.
Foi Presidente da Sociedade Recreativa Copa Lorde, Presidente da Sociedade
Recreativa Novo Horizonte, Presidente da Associação dos Funcionários do
Tesouro do Estado de Santa Catarina (Secretaria da Fazenda).
Ingressou no Rotary Clube de Florianópolis, em 20/05/1995, sendo presidente
em três períodos de Serviços da Avenida de Serviços à Comunidade. Presidiu
o Rotary Clube de Florianópolis em 2005/2006, exercendo atualmente a função de Governador Assistente na Região de Florianópolis.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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JOSÉ VALÉRIO GUEDERT
Nasceu na Palhoça – SC em 19 de fevereiro de 1947.
Filho de José do Patrocínio Guedert e Alcides Santos Guedert.
Casado com Zélia Maildes da Cunha Guedert, nascida em 29/08/1951, natural
de Rio Brilhante – MS
Seus são: Paula Cristina da Cunha Guedert – 19/02/1974, natural de Florianópolis.
Vanessa da Cunha Guedert – 31/08/1981, natural de Florianópolis.
Gustavo da Cunha Guedert – 26/1 0/1986, natural de Florianópolis.
Nível Superior - Formado em Ciência Contábeis pela UFSC.
Atualmente Aposentado (em 02/10/2002)
Seu primeiro emprego foi na Campanha de Erradicação da Malária (CEM)
Em 1968 admitido através concurso efetuado pelo IT AG (Esag) na Caixa Econômica do Estado de Santa Catarina, transformada na BESCRI (Besc Crédito
Imobiliário), depois incorporada pelo BESC.
Admitido no Rotary Clube de Florianópolis em 29 de junho de 1995.
Ocupou o cargo de membro e Presidente da Comissão de Finanças em diversas
gestões. Tesoureiro Distrital no Ano Rotário 2007/2008.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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ISRAEL DE JESUS LISBOA
Ingressou em Rotary Internacional em 1972, como sócio do Rotary Clube de
Florianópolis Noroeste, onde permaneceu até 1974, pouco antes da dissolução
daquele Clube.
Reingressou em Rotary em 1995 associando-se ao Rotary Club de Florianópolis. Nesse Clube, presidiu a Comissão Permanente de Serviços Profissionais no
ano 1996 -1997; foi diretor secretário no ano 1997-1998 e presidente no ano
2003-2004. Sua passagem pela presidência foi marcada com a Menção Presidencial de R.I. pelos serviços prestados, mais sete prêmios distritais, dentre
eles, o destaque pelo desenvolvimento do quadro social em 35%. Destacou-se
ainda pela primeira admissão de sócias mulheres, quebrando um tabu de 67
anos e pela indicação do primeiro presidente afro-brasileiro.
É advogado militante desde 1980 no foro de Florianópolis e corretor de imóveis atuante desde 1969, tendo sido um dos fundadores do CRECI/SC – Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Santa Catarina – onde exerceu
os cargos de diretor tesoureiro e, posteriormente, diretor secretário. Presidiu
ainda o Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de Santa Catarina nos
anos 1984 - 1987. Criou e dirigiu as empresas IMOCAP – Empreendimentos
Imobiliários Ltda – umas das primeiras corretoras de imóveis de Florianópolis
e Predial Lisboa Ltda, e Silva e Lisboa Advogados Associados.
É sócio representativo do Rotary Club de Florianópolis sob a classificação
Consultoria Imobiliária.
É 2º Vice-presidente da Escola de Cães Guia Helen Keller.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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LUIZ CARLOS GODINHO
Nascido em Florianópolis em 13 de abril de 1947, filho de Edmundo Godinho
e Sussem Mansur Godinho.
Casado com Sônia Regina Andrade Godinho. Duas filhas, Tamara, médica
pediatra e Mariana, bacharel em artes cênicas.
Formado em Ciências Contábeis pela UFSC e pós-graduado em contabilidade,
custos e orçamento na UFSC.
Bancário desde l967, trabalhando no Banco Nacional do Comércio SA, Caixa Econômica do Estado de Santa Catarina SA e Banco do Estado de Santa
Catarina SA, exercendo os cargos de Contador Geral, Gerente Financeiro e
Assessor Financeiro.
Conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina de
1973 a 1989, sendo presidente nos anos de 1988 e 1989.
Membro efetivo do Instituto dos Auditores Internos do Brasil e diretor financeiro da regional de Santa Catarina de 1990 a 1993.
Admitido no Rotary Club de Florianópolis em 10 de maio de 1996. Sendo
tesoureiro no período de 2000/2001.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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NELSON CASAROTTO FILHO
Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (1974), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (1977) e doutorado em Engenharia de Produção
pela Universidade Federal de Santa Catarina (1995).
Atualmente é Professor Associado (estatutário) da Universidade Federal de
Santa Catarina e Técnico em desenvolvimento do BRDE. Ocupou diversos
cargos públicos como Diretor da Secretaria da Indústria e Comércio de Santa
Catarina, Gerente de Planejamento do BRDE em Santa Catarina, Secretário
Executivo do Fórum Catarinense de Desenvolvimento, Presidente da Câmara
das Aglomerações Produtivas e Redes de Empresas de Santa Catarina.
Tem experiência na área de Engenharia de Produção, com ênfase em Avaliação de Projetos, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento regional, competitividade industrial, redes de empresas, competitividade e
análise de investimentos.
É autor dos livros Análise de Investimentos, Projeto de Negócio, Gerência de
Projetos/Engenharia Simultânea e Redes de Pequenas e Médias Empresas e
Desenvolvimento Local, todos pela Editora Atlas.
Ingressou no Rotary Club de Florianópolis em 6 de novembro de 1996.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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MOACIR A. MARAFON
Nasceu em Xavantina, Santa Catarina, no dia 17 de junho de 1956, filho de
filho de Luiz Marolli Marafon e Terezinha Canesso Marafon.
É pai de Thiago Antônio Marafon (Bacharel em Ciência da Computação) e
Diego Luiz Marafon (Bacharel em Ciência da Computação).
É Engenheiro Civil com Pós-Graduação em Ciência da Computação, ex-funcionário público da Secretaria dos Transportes e Obras de SC e do Centro de
Automação do Estado de SC – CIASC. Sócio Fundador e Diretor das Empresas
Softplan/Poligraph, com atuação nacional na modernização e informatização
da Justiça, Indústria da Construção Civil, Departamentos de Infra-Estrutura e
Projetos co-financiados por organismos Internacionais.
Ingressou no Rotary Club de Florianópolis em 14 de janeiro de 1998, tendo
sido Presidente da Avenida de Serviços Internacionais.
204
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
45
CASPAR ERICH STEMMER
Nasceu em Nova Hamburgo, RS no dia 22 de Junho de 1930. É casado com
Helena Amélia Stemmer. Seus filhos são: Gaspar Henrique, Marcelo Ricardo
e Miriam Helena Stemmer.
Agraciado em 1957 com uma bolsa da Fundação Rotária para estudos avançados por um ano, na Alemanha pela Universidade Técnica do Reno - Westfalia.
Admitido em 22/08/62 no Rotary Club de Porto Alegre e em 21/07/66 no
Rotary Club de Florianópolis. Eleito Presidente do clube para o ano rotário
1973/74. Membro do Rotary Club Brasília Cruzeiro de 1994 até 1999. Titulo
Companheiro Paul Harris em 1919.
Engenheiro Mecânico-Eletricista e Engenheiro Civil – UFRGS.
Estudos Avançados (Especialização), Technische Hochschule Aachen RWTH
– Alemanha, Período: 16/9/1957 a 01/8/1958 e Universidade Técnica de: Berlim, Instituto de Comando Numérico de Máquinas-ferramenta do Prof. Wilhelm Simon, Período: Setembro a Dezembro de 1958.
Professor Regente da disciplina de construção de máquinas da Escola de Engenharia da UFRGS.
Diretor Industrial da WEG Automação AS.
Secretário Executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia – MCT.
Ministro Interino de Ciência e Tecnologia – MCT.
Professor Titular por concurso da disciplina de Processos de Fabricação do
curso de Engenharia Mecânica da UFSC. Diretor da Escola de Engenharia
Industrial, Diretor do Centro Tecnológico e Reitor da UFSC no período de
10/05/76 até 10/05/80.
Chefe do Departamento de Engenharia Mecânica de 05/01/92 até 05/01/94.
Foi entre outros, professor honorário da Universidade Autônoma de Guadalajara – México; Cidadão honorário – Ehrengast der Westfalische Technische
Hochschule de Aachen, República Federal da Alemanha; Professor Emérito da
UFSC; Admitido na Ordem do Mérito Naval, no grau de Oficial em 09/05/96;
Membro da Comissão de Reavaliação do Programa Nuclear Brasileiro, nomeado pelo Exmo.sr. Presidente da República.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
46
RONALDO SCHARA
Nasceu no Rio de Janeiro em 16 de julho de 1942, filho de Luiz Schara e Bertha Baumann Schara.
Casado com Tânia Modesto de Almeira Schara, tem três filhos: Ivan Luiz,
economista formado pela PUC-SP, funcionário do Banco do Brasil; Ronaldo
Schara Junior, Capitão de Corveta da Marinha do Brasil; Marco Antonio, Engenheiro Civil de Produção, formado pela UFSC, trabalha na Carioca Engenharia S/A. Três netos.
Devido a sua profissão, a família viajou muito. Moraram no exterior, Inglaterra
e Estados Unidos e, no Brasil, nos Estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso do
Sul, São Paulo e Santa Catarina, onde radicou-se em 1985, quando comandou
a Escola de Aprendizes Marinheiros.
Bacharel em Ciências Navais, pela Escola Naval, em 1962.
Curso de Aperfeiçoamento em Submarinos, 1967.
Mestrado, em 1978, pela Escola de Guerra Naval.
Curso Superior de Guerra Naval em 1985, pela Escola de Guerra Naval.
Pós-Graduação em Administração de Recursos Humanos pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), SP, 1988.
Na Marinha do Brasil desempenhou diversas atividades técnicas e administrativas, ressaltando os Comandos da Escola de Aprendizes Marinheiros de Santa
Catarina, 1985/87, do Submarino Amazonas, 1983/85 e do Submarino Bahia,
1977.
Chefe da Divisão de Serviços Gerais da Comissão Naval Brasileira na Europa,
em Londres, 1979/81.
Entrou no Rotary Clube de Florianópolis em 01/04/2000 e exerceu as funções
de Presidente da Avenida de Serviços Profissionais, Diretor de Protocolo, Tesoureiro e Presidente 2007/08.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
47
WANDERLEY VARGAS FILHO
Nascido em 09 de junho de 1948, filho de Wanderley Vargas e Lucy Mafra
Vargas – natural de Florianópolis – SC – Brasil – Casado com Maria de Lourdes Vargas. Filhos: Maximiliano, Willian, Emiliana e Anna Carolina Vargas.
Superior- Economia – Pós-Graduação em Nível de Especialização “Administração de Recursos Humanos” UFSC – CSE – Depto. De Administração
– 1990/1993.
Servidor Público Federal – UFSC admitido em 13/04/70, no Departamento de
Pessoal. Foi remanejado para o Centro de Ciências Humanas - CCH, assumindo a Função de Secretário de Centro. Exerceu as funções de Diretor da Imprensa Universitária. Alem das atividades da UFSC, lecionou nos Cursos Técnicos
e Administração da Escola Técnica de Comércio Nereu Ramos, Escola Técnica de Comércio Senna Pereira. Inativo a partir de 04/11/1992 – UFSC.
Em 06/01/2000, a convite do Companheiro Valter Manoel Gomes, ingressei
no Rotary Clube de Florianópolis, onde ocupou os Cargos de Tesoureiro, Presidente da Avenida de Serviços Internos, Presidente da Avenida de Serviços
a Comunidade editor do Boletim Mensal do Clube nas duas últimas gestões.
Na Administração 2006/2007, ocupou o Cargo de 1° Secretário, participando
ativamente na dinâmica estrutural do Clube, com a criação de um site e continuidade do boletim mensal. Fui agraciado com o Titulo de Sócio Honorário
do Rotary Clube de Florianópolis Ingleses, clube que ajudou na sua formação
em 2000 e editou seu Boletim por três anos e do Rotary Clube de Florianópolis
Atlântico, no qual também editou o boletim 2005/2006.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
48
SÉRGIO PIRES FERREIRA
Nasceu em 28 de agosto de 1929, filho de Ivan Pires Ferreira e Dalka Bettamio
Pires Ferreira.
Casado com Lygia Carolina Cárdenas Pires Ferreira.
Possui três filhos: Claudia Cárdenas Pires Ferreira, Roberto Sérgio Cárdenas
Pires Ferreira e Christiane Cárdenas Pires Ferreira.
Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro, tem faculdade de Administração e Economia da UFRJL, Bacharel em Economia, Pós-graduado em Análise
Economia – CENDEC/IPEA, Curso de Operações de Commoditos – IBESSC,
Professor de Comércio Exterior – PUC/FEV/Centro de Estudos do Comercio
Exterior – CENDEC, Funcionário aposentado do Banco do Brasil, consultor
de empresas na área de C. Exterior.
Ingressou no Rotary Clube Florianópolis em 6 de janeiro de 2001.
Participou de Avenidas de Serviços Profissionais, foi protocolo na gestão de
Lauro Bandeira, participou do Intercambio da Amizade no Canadá em setembro de 2005.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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WESLEY O. COLLYER
Wesley O. Collyer tem dois filhos: Wesley e William Schneider Collyer. É
casado em segundas núpcias com Luz Carpin e mora em Florianópolis desde
1999.
Formou-se Oficial da Marinha Mercante e navegou o equivalente a 15 voltas
em torno da Terra. Aos 36 anos alcançou o posto máximo da carreira: Capitãode-Longo-Curso.
Ocupou, em terra, dentre outros, os cargos de Inspetor-Geral da Frota Nacional
de Petroleiros (a maior do Hemisfério Sul) e Chefe do Setor de Marítimos da
Petrobras (quase 5.000 empregados marítimos, portuários e fluviários).
É formado em Direito pelo Instituto Metodista Bennett/RJ, pós-graduado em
Altos Estudos de Política e Estratégia pela Escola Superior de Guerra e Mestre
em Ciência Jurídica pela Univali.
Foi Juiz Federal do Trabalho no Pará e Amapá.
Recebeu as comendas da Ordem do Mérito Naval, da Marinha do Brasil e “Jus
et Labor”, da Justiça do Trabalho.
Foi professor de Navegação Astronomia, Técnica de Transporte Marítimo,
Operação de carga/Descarga de Navio Petroleiro, Conferencista e Coordenador de Cursos da Fundação de Estudos do Mar/RJ, Direito do Trabalho (no
Centro Regional da Universidade Marítima Mundial, no CIAGA/RJ), Direito
Civil no NETI/UFSC; Técnicas de Mediação Aplicadas à Conciliação Judicial
Trabalhista (para Juízes do Trabalho de Santa Catarina) e Direito Marítimo (no
CESUSC/SC).
É autor do Dicionário (Inglês/Português) de Comércio Marítimo, em 3ª edição,
pela Lutécia/Record, do Rio de Janeiro, e de diversos artigos em revistas e na
internet, como Revista Eletrônica Forense, Jus Navigandi, e Revista Jurídica
da Presidência Republica.
Escritor e poeta, publicou “ Poesias em Três Estações” e “Mar de Memórias”.
É presidente da Academia Catarinense de Letras e Artes.
É sócio do Rotary desde 30/03/2000, tendo ocupados os cargos de Diretor de
Protocolo, Secretário e Presidente (2006/2007).
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
50
ÁTTILA A. ROTHSAHL
Raymundo Rothsahl e Yolanda Rothsahl, ele, Engenheiro Geógrafo; ela, do
lar. Seus pais foram responsáveis pela boa formação de todos os seus filhos,
Hélcio, Attila e Sérgio Rothsahl.
Como fatos e passagens mais significativas de sua vida, considera a vida conjugal casado com Ivonete H. Rothsahl e os filhos Ana Maria, Débora e Vinícius, sendo as duas primeiras advogadas e o último cursando a última fase do
Curso de Direito.
Sua formação educacional obedeceu a seqüência natural dos cursos primários e 2° grau completo, graduando-se posteriormente em Direito. Ingresso
no Ministério Público de Santa Catarina em 1972, instituição a qual integrei
como seu membro por mais de 30 anos, aposentando-se em 2002, no cargo de
Procurador de Justiça.
Diplomado pela ADESG – Associação dos Diplomados da Escola Superior de
Guerra em 1987, realizado na cidade de Blumenau/SC.
Na vida rotária, ingressou em 30 de outubro de 2000, exerceu a função de Secretário do Rotary na gestão do então Presidente Israel Lisboa.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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NORBERTO DIAS
Filho de Carlos Dias e Rina Baraldi Dias, nasceu em São Caetano do Sul – São
Paulo, no dia 11 de maio de 1967.
Casado há quatro anos com Daniela Brandão Nascimento e pai de Leandro
Nascimento Dias nascido em 26 de maio de 2007.
Estudou em colégios tradicionais e formou-se técnico eletrônico em nível de
segundo grau. Graduou-se em engenharia de Produção Elétrica da UFSC e
cursa mestrado em gestão do conhecimento da UFSC.
É empresário há 13 anos do ramo de tecnologia de comunicação de dados e
atualmente é presidente da Cianet Networking.
Participação em entidades de classe:
Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE) – Diretor de
Telecomunicações;
Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicações de Santa Catarina
(SUCESU-SC) – Diretor de políticas institucionais e Telecomunicações;
Membro do Conselho Fiscal do IEL-SC - Sistema FIESC
Membro do conselho deliberativo (CEFET-SC)
Governo do Estado - Membro da Câmara de Tecnologia da FIESC e do Governo do Estado de SC (FIESC)
Ingressou no Rotary Clube Florianópolis – distrito 4651 em 28 de setembro
de 2002.
Presidente da avenida de serviços profissionais, presidente da avenida de serviços da comunidade e presidente da avenida de serviços internacionais.
Co-autor de um projeto de subsídios equivalentes em processo de aprovação.
Membro das sub-comissões distritais de: subsídios equivalentes e bolsas de
intercâmbio internacional – gestão 2007- 2008 distrito 4651.
211
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
52
RODRIGO B. DE MELLO
Nasceu em Fortaleza, Ceará, em 3 de Janeiro de 1973. É filho do Engenheiro
Civil e Advogado Paulo Roberto Bandeira de Mello e da Administradora de
Empresas Ana Maria Rodrigues Bandeira de Mello. Primogênito de uma família de quatro filhos,
Rodrigo foi aluno do Colégio Militar de Fortaleza e, durante a adolescência,
atleta de basquetebol. Terminou o ensino médio nos Estados Unidos e formouse Engenheiro Civil aos 21 anos pela Universidade Federal do Ceará.
Mudou-se para Florianópolis em 1995 com a finalidade de continuar seus estudos. Em 2004, casou-se com a florianopolitana Juliana Ozol de Pádua, estilista formada pela UDESC e pela Chambre Sindicale de la Haute Couture
Parisienne, em Paris. Em nível de pós-graduação, Rodrigo dedicou-se ao estudo da Administração de Empresas. Cursou mestrado e doutorado na UFSC.
Ingressou no magistério superior em 1996, na Universidade do Vale do Itajaí,
onde é, atualmente, membro do corpo docente do Programa de Doutorado em
Administração e Turismo. Foi professor visitante na Universidade da Pensilvânia e professor convidado pela Universidade Paris Dauphine, na França, onde
realizou seu pós-doutorado.
Além de pesquisador e professor, foi gerente de planejamento na Secretaria de
Planejamento e Gestão, do governo estadual.
Foi admitido no Rotary a convite do seu padrinho o Professor João Ernesto Escosteguy Castro, em 2002, para representar o ensino superior de Administração. Na gestão 2004-05, exerceu o cargo de Tesoureiro do clube e, em seguida,
membro da comissão de finanças.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
53
MAURO NUNES MAZETTO
Casado com a companheira Rosane Gonçalves (Cirurgiã Dentista) e filho,
Gabriel Gonçalves Nunes Mazetto (estudante de Sistema de Informação na
UFSC).
Arquiteto com especialização em Saúde Pública pela USP e empresário no
ramo da alimentação.
Foi bolsista pela Fundação Rotária no programa do IGE em 1999 na França,
ingressando a seguir no Rotary Club de Birigui (SP), em outubro de 1999. Residindo, em Florianópolis, desde o ano de 2002, fui admitido no Rotary Club
de Florianópolis, no mesmo ano.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
54
LUIZ CARLOS C. TRONCA
Nascido em 13 de março de 1930 em Caxias do Sul, filho de Luiz e Aury Cavalcanti Tronca. Casado com Dinorah Sanvitto Tronca, mestre em Educação.
Tiveram como filhos, Luiz Carlos Tronca Júnior - Cirurgião Dentista, George
Alfredo Tronca - Médico Oftalmologista, Débora Tronca – Advogada, Maximiliano Tronca – Advogado.
Funcionário Público Estadual Aposentado, tendo ingressado na Comissão Estadual de Energia Elétrica em 03 - 12 - 1948. Exerceu os cargos de Auxiliar de
escritório, Escriturário; Auxiliar de Administração, Técnico em Contabilidade
e Administrador da Empresa.
Primário completo no Colégio Nossa Senhora do Carmo – 1936-1940. Técnico
em Contabilidade. Curso de Técnico em Administração. Cursos de Pós Graduação em Administração e Extensão FGV.
Ingressou como rotariano em 26-07-1976 no Rotary Clube Imigrante de Caxias do Sul, exercendo vários cargos.
Eleito Governador do Distrito 467 em Porto Alegre.
Governador 1987-1988, participando da Assembléia em Nasheville USA, em
fevereiro de 1987, pelo presidente Charles Keller. Foi representante do Distrito
467 no Conselho de Legislação realizado em Los Angeles – USA. Fundador
do Rotary Clube Florianópolis Jurerê.
Como Governador fundou sete novos clubes e deixou em andamento 12 clubes
para futura fundação. Participou como representante da campanha Pólio Plus
em Caxias do Sul, Porto Alegre e Florianópolis.
Recebeu troféu do Rotary Internacional pela maior contribuição da Pólio Plus
da SACAMA e com destaque na revista – O Rotary Internacional.
É sócio honorário do Rotary Clube Imigrante, Flores da Cunha, São Marcos e
Jurerê. Recebeu como distinções: Troféu Internacional de RI por citação de serviços
meritório da Fundação Rotária, Troféu Distinguished Service Award 1991 1992.
Título Paul Harris, Membro da ADESG - medalha 25 anos.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
55
ILÁRIO BRUNO PASIN
Filho de Antônio Pasin e Judith Vedolin Pasin, nasceu em 10/01/1937, em
Cruz Alta – RS. É casado com Solange Maria Pasin, tendo os filhos Rodrigo
Luis, Mauricio, Eduardo e Gabriel Fernando.
Em 1962 – foi professor fundador da Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo, tendo exercido a função no Magistério Universitário até
1969. Em 1968 ingressou como funcionário do SESC, na função de Cirurgião
Dentista.
Em 1976 foi eleito Vereador, pelo MDB, e foi presidente da Câmara Municipal de Carazinho, em 1982, 1984, 1988, 1990. Elegeu-se Deputado Estadual
Constituinte, pelo PDT. Em 1990 – Segunda suplência de Deputado Estadual,
pelo PDT.
Em 1991 foi designado a assumir a Diretoria Administrativa das Centrais Elétricas do Sul do Brasil S/A (ELETROSUL) em Florianópolis-SC.
Em 1992, foi designado representante da ELETROSUL, junto ao Comitê de
Gestão Empresarial – COGE. Em 21/01/92 - foi designado representante titular da ELETROSUL, junto ao Conselho de Administração da Memória da
Eletricidade.
Em 28/05/92, dentro do Projeto “Liderança para a Qualidade”.
Exerceu atividades comunitárias, tendo sido presidente por vários anos do Clube Atlético de Carazinho. Em 1988, recebeu o Título de Cidadão Honorário
de Carazinho.
Desde 1962 foi admitido membro do Rotary Clube de Carazinho - RS, tendo
exercido diversos cargos no clube. Em 1975, exerceu a presidência do Clube.
Em 1988, transferiu residência para Porto Alegre, exercendo atividade rotária
no Rotary Clube Beira-Rio, tendo sido seu Presidente, em 1962-1963.
Em 1992, foi admitido no Rotary Clube de Florianópolis, onde permanece
como associado até a presente data.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
56
GUILHERME R. LISBOA
Nascido em Florianópolis em 29 de outubro de 1978. Filho de Israel de Jesus
Lisboa e Elizabete Rodrigues Lisboa. Solteiro e sem filhos.
Formado em Direito. Foi professor do Curso de Graduação em Direito e do
Curso de Graduação em Relações Internacionais da Universidade do Sul de
Santa Catarina – UNISUL, ministrando as disciplinas de: Direito Internacional, Contratos Internacionais de Comércio e de Direito Comercial. Atualmente
é Advogado atuante na área de Direito Empresarial.
Entre outras atividades, é Corretor de Imóveis inscrito no CRECI/SC. Músico
inscrito na OMB/SC, atividade que tem por hobby.
Admitido no Rotary Club de Florianópolis em 31 de julho de 2003 na categoria
de: Direito Empresarial - Advocacia. Secretário do Rotary Club de Florianópolis na gestão 2005/2006.
Inglês Fluente. Participou do Rotary Exchange Studant, em Intercâmbio Cultural promovido pelo Rotary Club de Florianópolis para África do Sul entre
1996 e 1997.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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CARLOS BESSA TEIXEIRA
Nasceu em 1940 na Laguna. Tem duas irmãs. O pai foi membro do Rotary
Clube local. Aos onze anos nos mudou-se para Curitiba. Alguns anos após, foi
morar em Belo Horizonte onde vivi até 1966, quando se formou Engenheiro
Mecânico na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais.
Seu primeiro emprego foi na indústria automobilística em São Paulo. Em 1970
deixou a Ford e foi para os EUA onde fez pós-graduação em Business Administration (MBA) na University of Bridgeport. Nos EUA teve a oportunidade
de velejar muito nas vizinhanças de New York e também na baía de São Francisco.
Quando terminou o curso deparou-se com um anúncio de emprego em que a
empresa “The Stanley Works” – grande fabricante de ferramentas – “necessitava de uma pessoa com formação em engenharia, que falasse português ou
espanhol e que não se incomodasse de ir morar no Rio de Janeiro”. Assim,
voltou ao país. Em 1975 soube que a Eletrosul estava se transferindo para Florianópolis e me interessou-se. Devido sua experiência em Comercio Exterior,
foi contratado para fundar a Divisão de Importação e prosseguiu carreira até
chefiar o Departamento de Administração de Contratos. Em 1992 deixou a
empresa e pouco depois se aposentou.
Casou em 1977 e tem um filho nascido em 1982.
Atualmente exerce o trabalho de Perito Naval para avaliar embarcações de
lazer e comerciais com vistas à contratação de seguro.
Entrou no Rotary de Florianópolis em 2003, a convite do companheiro João
E. Castro.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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ANTONIO BENCZ
Natural da Cidade de Agudos Sul – PR, nascido em 28 de maio de 1948.
Filho de José Bencz e Emilia W. Bencz. Casado com Marli Medeiros Fogaça,
tendo os filhos: Melissa G. Bencz e Marco Aurélio Bencz.
Atividade Profissional: Empresário
Até 1971 trabalhou com seu pai em Comércio Varejista, tradicional na Cidade
de Agudos do Sul PR.
De 1971 a 1986 trabalhou na Empresa Supermercados Riachuelo na cidade de
Joinville SC, iniciando como auxiliar de Depósito e por último como Diretor
Comercial.
Em 23 de abril de 1986 iniciei como empresário de Supermercado, fundando
o Supermercado Emília na Praia dos Ingleses, até abril de 2005.
Foi Delegado Regional para Grande Florianópolis da Associação Catarinense
de Supermercados de 1976 a 1977.
1982 – Fundação Getulio Vargas “Administração em Supermercados”
2002 – Food Marketing Institute “Administração de Supermercados”
Chicago USA 2002 – Fundação ABRAS “Montagem de Loja de Supermercado”
2003 – GrowUP Estrategia Empresarial “ Planejamento Estratégico”
2005 – Dalle Carnegie “Como falar em Público e Relacionamento com pessoas”
Ingressou no Rotary Club Florianópolis no dia 17 de setembro de 2003.
Em 2007 exerce a Função de Tesoureiro do Clube na Gestão do Presidente
Ronaldo Schara.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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FRANCISCO FELICIANO
Nasceu em Criciúma, na localidade de Laranjinha, em 3 de dezembro de 1956.
Filho de Valdi Antônio Feliciano (operário das minas de carvão) e de Therezinha Ronchi Feliciano (agricultora), sendo o primogênito de oito filhos.
Aos 18 anos mudou-se para Blumenau, onde ingressou nos Correios e continuou seus estudos.
Casou em Blumenau, com Vanir Araújo Feliciano e tiveram três filhos (Vivian,
Franco e Vanessa – todos nascidos em Blumenau). Têm duas netas (Gabriela
e Laura), filhas da Vivian, que residem em Gramado (RS). Depois de morar
por 19 anos em Blumenau, transferiu-se para Lages, onde morou por um ano e
meio. Em seguida, transferiu-se para Florianópolis, onde reside atualmente.
Concluiu o segundo Grau no Colégio Vale do Itajaí, em Blumenau. Graduouse em Administração, pela FURB/Blumenau e fez pós-graduação, em nível de
especialização, em Recursos Humanos, pela UFSC.
Ingressou nos Correios em abril de 1975, onde fez carreira e permanece até
hoje. Hoje é Administrador Sênior. Ocupou diversas funções de confiança,
dentre elas: gerente da agência de Blumenau, gerente de outras unidades operacionais em Blumenau, Gaspar, Itajaí e Itapema; Coordenador Comercial em
Blumenau, Gerente Regional em Lages, Assessor de Comunicação Social para
SC (em Florianópolis), Gerente de Recursos Humanos para SC (em Florianópolis), Ouvidor e assessor da Diretoria Regional de SC.
Ingressou no Rotary Clube de Florianópolis em agosto de 2003. Seu padrinho
foi o companheiro Alceu Neves.
Na gestão 2006/2007 exerceu o cargo de Diretor de Protocolo.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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MARIA ATHERINO NEVES
Nasceu em 01 de junho de 1950 em Florianópolis, Capital do Estado de Santa
Catarina. Filha de Iconomus Atherino e de Parasqevi Kotzias Atherino
Casada com Alceu Neves, tem três filhos: Christina (30 anos), Alceu (29 anos)
e Augusto (26 anos). Tem dois netos: Maria Eduarda (3 anos) e Pedro (10
meses).
Primário no Colégio Elementar Menino Jesus e Secundário até a formatura do
curso Normal, no Colégio Coração de Jesus. Curso de Direito, da Universidade Federal de Santa Catarina, com formatura em 1973, Advogada inscrita na
OAB/SC nº1779).
Em 13/03/1975, após aprovação em 1º lugar em Concurso Público, foi admitida
na Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – CASAN, onde trabalhou
como advogada por vinte e sete anos. Em 30/12/1998, aderiu ao Programa de
Demissão Incentivada da “CASAN”, mas desde 1995 faz parte do escritório
Bessatherino Advogados Associados, onde desenvolve a advocacia.
Conheceu o Rotary no ano de 1988, quando Alceu Neves foi admitido como
um dos fundadores do Rotary Clube de Biguaçú. O carinho daqueles rotarianos
ficou registrado em sua vida.
Em 13 de Novembro de 2004, ingressou no Rotary, juntamente com mais duas
companheiras. O ingresso foi um marco histórico, uma vez que foram as primeiras do sexo feminino a ingressar no Rotary Clube de Florianópolis.
Cargos ocupados: Avenida dos Serviços Internos, com participação na SubComissão de Recepção (2004/05 e 2005/06). Avenida dos Serviços à Comunidade – apoiando e fazendo visitas às entidades, com o companheiro Lauro
Bandeira, no Ano Rotário 2006/2007. Diretora de protocolo, no Conselho Diretor de 2007/2008.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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ROSANA SARAIVA
Nasceu em 28 de agosto de 1957, filha de João Carlos Melo Saraiva e Marza
Tereza Vieira Saraiva. Casada com Juan Carlos Pizzanelli e com ele seis filhos
Tatiana, Juliana, Fabiana, Victoria, Pablo, Esteban.
Possui segundo grau completo, superior incompleto (Direito 3ª fase), e vários
cursos técnicos, na área de vendas, relações públicas, eventos, gastronomia e
Rh.
Admitida no clube 13 de novembro de 2003.
Participou de várias comissões de Rotary, dando ênfase a Casa da Amizade.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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ROSANE GONÇALVES
Nasceu em Pereira Barretos interior de São Paulo, em 17/ 01/58, filha de Samuel Gonçalves (ex Rotariano) e Sidnei Defente Gonçalves.
Casada com o companheiro Mauro Nunes Mazetto (arquiteto e empresário na
área de restaurantes) e filho, Gabriel Gonçalves Nunes Mazetto (Sistema de
informação – estudante).
Cirurgiã Dentista, formada pela Unesp (Universidade do Estado de São Paulo),
especialista em Odontopediatria, atualmente trabalha na área de restaurante
(empresa familiar).
Filha de pai Rotariano, teve contato com o Rotary Clube desde a infância.
Foi bolsista pela Fundação Rotária no programa de IGE em1996 em Israel
e participei do Clube da Amizade do Rotary Club de Birigui, no interior de
São Paulo, frente a um projeto de um consultório dentário para atendimento a
crianças carentes naquele local.
Ingressou como membro do Rotary Clube Florianópolis, em setembro de 2005,
juntamente com o primeiro grupo de mulheres a ingressar neste clube.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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SANDRA R. NIEDERAUER
Nasceu em 09 de agosto de 1955, na cidade de Bom Retiro – SC.
Freqüentou o Instituto Estadual de Educação, cursou enfermagem na Universidade Federal de Santa Catarina se formando no ano de 1976.
Trabalhou no Departamento de Autônomo de Saúde Pública como chefe de
enfermagem, trabalhou na área de alimentação com o passar do tempo se identificando nessa área montou uma empresa que atualmente se chama Pimpão
onde desenvolve o trabalho com seus filhos Caroline Niederauer Rodrigues
com quem atribui às funções de RH e Gustavo Niederauer Rodrigues que desempenha a função financeira.
Ingressou no Rotary em 13/11/04 através do convite do rotariano Israel de
Jesus Lisboa.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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GERALDO LEAL DE MORAES
Nasceu em São Paulo no dia 4 de maio de 1942 seu pai Domingos Ferreira de
Moraes casado com Heloisa Leal de Moraes.
É economista formado em 1964 e com pós-graduação em micro e macro economia.
Tenho 5 filhos. Geraldo Filho, Ana Estela, Vanessa, Thiago e Elisa. Esta última com Sílvia Moraes, com quem estou casado há 20 anos.
Em 1968 como diretor industrial na Penedo gerenciou o projeto de produtividade com o apoio da Universidade de Delf da Holanda, USP e FIESP. Em
1969 implantou já como profissional uma empresa de grandes grupos no ramo
de alimentos e depois uma grande empresa no Centro Industrial de Aratú-BA
nos anos 70 a 71.
Foi diretor por 6 anos da Ordem dos Economistas de São Paulo e fundador da
ANPAR, UNAT e SBQS. E fiz a ADESG - São Paulo em 1975.
Entrou em Rotary em março de 1976 no Rotary Clube São Paulo Jardim América, exerceu todos os cargos e foi presidente em 1988/1989. Participou de
1990 do Rotary Clube São Paulo Interlagos e foi presidente em 1996/1997.
Nos anos de 1998 a 2004 participou do Rotary Clube São Paulo. Foi líder de
IGE em 1983 para Oklahoma – USA, em 1986 para Melbourne – Austrália e
1986 para Índia. Atuou nos treinamentos de liderança para equipes distritais e
presidentes de mais de 12 governadores. Participou ativamente do programa
de intercâmbio de jovens.
Considera-se feliz no Rotary Clube Florianópolis em que 3 anos já se passaram
e pude colaborar com a governadoria do Distrito 4651 nos anos de 2005/2006
e 2007/2008.
224
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
65
SÍLVIO TESTASECA
Descendente de bisavós italianos e portugueses, nasceu em São Paulo, em 02
de julho de 1963, filho de Roberto Testaseca, bancário aposentado do Banco
do Brasil e de Maria da Penha Rodrigues, professora aposentada do Governo
do Estado de São Paulo.
Desde a infância até adolescência viveu no bairro do Cambuci, até a ida para
a faculdade, em Piracicaba, SP, onde veio a conhecer sua primeira mulher,
Cláudia, Engenheira Agrônoma, com quem casou-se em 1987, aos 23 anos.
Viveram na Fazenda Linda Flora (gado de corte, café, soja, milho e algodão)
em Abatiá, PR, onde nasceram seus 3 filhos, Bruno (1987), Lucas, (1988) e
Pedro (1991). Após o falecimento de Cláudia, aos 31 anos de idade, mudou-se
para a Cooperativa Holambra II, onde conheceu Jussara, sua atual mulher, com
quem teve a filha Gabriela (1995).
Estudou durante 10 anos no Colégio Marista Nossa Senhora da Glória, com
passagem pelo Colégio Objetivo e cursinho Anglo. Foi aprovado no vestibular
para a Universidade de São Paulo - USP, para o curso de Engenharia Agronômica, tendo se formado em 1987, pela Escola Superior de Agricultura Luiz de
Queiroz, em Piracicaba, São Paulo.
Foi admitido no Rotary Clube de Florianópolis em abril de 2004, a convite do
companheiro Israel Lisboa.
225
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
66
EDER V. COUTO
Nasceu em Nova Friburgo - Rio de Janeiro, em 06 de dezembro de 1944, filho
de Sebastião Vieira Couto e Nicolina Scafo Vieira Couto. Passou sua infância
e juventude no Rio de Janeiro, tendo se transferido com seus familiares aos
32 anos de idade para Florianópolis, por motivos profissionais, onde fixou
residência há 30 anos.
Casado desde 1970, com Sonia Maria Alonso Vieira Couto, carioca, atualmente Empresária do ramo de confecções para bebê, com quem tem 2 (dois) filhos:
André Luis Alonso Vieira Couto, nascido no Rio de Janeiro, Publicitário, casado com a Advogada Daniela Fontes e Silva Vieira Couto; e Fábio Alonso
Vieira Couto, nascido em Florianópolis, estudante de Engenharia de Produção
na Unisul.
Cursou o 1º e 2º graus no Colégio de São Bento – Rio de Janeiro – 1956/1962,
Engenharia Civil – Escola de Engenharia da UFRJ – Rio de Janeiro – 1964/1969,
Engenharia Econômica e Administração Industrial – FRJ – Rio de Janeiro –
1970, Administração para Desenvolvimento de Executivos – FGV/RJ – 1979,
Especialização em Construção Civil – UFSC/SC – 1998.
Durante 23 anos trabalhou como Engenheiro no Setor Elétrico nacional, sendo
3 anos em FURNAS e 20 anos na ELETROSUL. Fundador da Costa Rica Engenharia em 1992, da qual é Diretor até a presente data.
Foi Secretário de Transportes e Obras do Município de Florianópolis.
Ingressou no Rotary Clube de Florianópolis em 17 de junho de 2004, na Gestão do Presidente Israel Lisboa, tendo como padrinho o Companheiro Carlos
Roberto Bessa Teixeira. Foi convidado recentemente pelo futuro Presidente
da Gestão 2007/2008, Companheiro Ronaldo Schara, para participar do seu
Conselho Diretor, respondendo pela Avenida de Serviços Profissionais. Como
preparação participou da X Assembléia Distrital do Distrito 4651, realizada
em 5 de maio de 2007.
226
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
67
REOMAR A. BONOTTO
Natural de Caxias do Sul – RS, com data de nascimento em 13 de janeiro de
1934.
Seus pais Diniz Bonotto e Isabel Denicol.
Do primeiro casamento com Méri Montari (falecida) tem as filhas: Juliana
(Magistério – artes) Carla (Psicóloga), Denize (Engenheira Mecânica) e Méri
Isabel (Medicina).
Estudou no Colégio Duque de Caxias e Nossa Senhora do Carmo, em Caxias
do Sul. Na mesma cidade graduou-se Bacharel em Direito.
Atualmente é casado com Dona Ivanir Anna (ramo de ótica) possui um casal
de filhos: Nádia (Magistério Artes) e Fernando (ramo de ótica). Nadia é casada com Fernando Luzzi (arquitetura), que tem a filha Chandra, estudante de
Farmácia na UFSC. Fernando, que reside em Recife, é casado com Andrelize
(Arquitetura) e seu único filho chama-se Henrique.
Ingressou em Rotary, a convite do companheiro Sebastião de Souza, no Rotary
Clube de Curitibanos em 23 de Julho de 1973 – Distrito 465, pertencendo a
este até 1981, quando foi criado o distrito 474. Participou de várias Assembléias e Conferências do Distrito 465, e exerceu a presidência do Clube em
1983/84, sendo Governador Heins Alberto Reicert.
Compareceu as Convenções de São Paulo em 1981 e Barcelona em 2002, sendo delegado votante pelo D- 4740.
Participou do Conselho de Legislação como representante do Distrito 4740
– Chigago – USA – 2004. É Companheiro Paul Harris, homenagem de seus
companheiros do R. C. de Curitibanos, quando de sua Governadoria 86/87,
quando Mat Caparas foi Presidente de Rotary Internacional, sob o lema de
“Rotary leva Esperança”.
A partir de 4 outubro 2004 ingressou no R. C. de Florianópolis, tendo como
padrinho o Companheiro Remaclo Fischer.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
68
LEONARDO S. TATIM
Nasceu em 22 de março de 1971 na Cidade de Cruz Alta - RS, filho de Paulo
Ernani da Cunha Tatim e Meire Schmalz Tatim. Passou por diversas outras
cidades no decorrer de sua infância e juventude, filho de funcionário público
estadual, vivendo em Cruz Alta - RS, Horizontina - RS, Joaçaba - SC, Blumenau e Florianópolis.
Tem um filho com Elaine Jaqueline Cordeiro (falecida), de nome Vinícius,
tem um irmão (Leandro) e uma Irmã (Karen). Sempre apaixonado por esportes
praticou natação, saltos ornamentais, atletismo e atualmente, só joga bocha,
canastra e dominó.
Cursou o ensino fundamental em colégio de Freis Franciscanos (Colégio
Franciscano Santo Antônio). Formado em direito pela UNIVALI – Itajaí em
1995.
Cursou a Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina e Mediação e Arbitragem. Trabalha no escritório Paulo Tatim & Advogados Associados.
Desde a infância está envolvido com a vida rotária, pois ao nascer seu pai já
era rotariano em Cruz Alta. Foi sócio do Rotaract Clube Desterro (Florianópolis) 1992, sócio e presidente fundador do Rotary Clube Florianópolis Ilha em
1996. Atualmente é sócio representativo do Rotary Clube de Florianópolis,
desde março de 2006.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
69
MARCOS SPADA ALIBERTI
Nasceu em Piracicaba, Estado de São Paulo, em 26 de junho de 1979. Filho de
Laércio Tadeu Aliberti e Marli Aparecida Spada Aliberti. Possui duas irmãs,
Márcia Spada Aliberti e Mariana Spada Aliberti. É casado desde 30 de novembro de 2003 com Cecília de Moraes Álvares Aliberti, advogada.
Formado em direito pela Universidade Estadual de Londrina/PR – UEL, é advogado militante no Estado de Santa Catarina junto ao escritório Paulo Tatim & Advogados Associados SS, localizado na cidade de Florianópolis. É
Especialista em Direito Processual Civil pela Universidade Federal de Santa
Catarina – UFSC e Especialista em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro
de Estudos Tributários – IBET.
Admitido no Rotary Clube de Florianópolis em 23 de fevereiro de 2006 na
categoria de advogado.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
70
ROSA MARLI DALSOTTO
Nasceu em Canoas, Rio Grande do Sul no dia 08 de março de 1953.
Tem 2 filhas e 1 filho. É divorciada.
Tem os cursos de Assistente Social incompleto e Administração de Empresas.
Foi bancária por 17 anos e 6 anos gerente do Banco Real. Atualmente é proprietária da Agência de Publicidade Alpha.
Sua vida rotária iniciou em 2005, quando foi convidada por sua amiga e madrinha Sandra Niederauer, desde então participou de projetos na administração
do Presidente Lauro Bandeira. Além, de prestar serviço voluntário de Evangelização no presídio de Florianópolis.
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
71
SÔNIA B. DE CASTILHO
Sônia Márcia Borcelli de Castilho, naturalidade: Porto Alegre/ RS. Estado Civil: casada
Nasc.: 30/05/1959
Filhos: Caroline e Gustavo
Profissão: Empresária
Formação: Superior - Serviço Social e Direito
1997 à 2007 - Terceirização Representações Bancárias
1992 à 1997 - Empresa de de Factoring,
1987 à 1992 - Gerente do Banco Bandeirantes S/A - Pessoa Física
1986 à 1987 - Gerente de Contas do Unibanco S/A - Pessoa Física
1982 à 1986 - Chefia de Investimentos - Banco Crefisul de Investimentos
S/A.
Descendente de Italianos/ e Alemães, (agricultores) mãe de dois filhos, a segunda filha de uma prole de quatro.
Com trabalhos sociais, atuou em Porto Alegre, durante minha passagem pela
FUNDAÇÃO DE BEM ESTAR DO MENOR - FEBEM, o que trouxe uma
visão geral da problemática do menor carente em nosso País.
Conquistou o cargo de Gerente de Banco aos 22 anos de idade, (primeira mulher em Florianópolis) o que me trouxe uma boa bagagem para aos 37 anos me
tomar Empresária.
Atualmente, responsável pela empregabilidade de mais de 150 famílias.
Em 13/11/04 fui admitida no clube, cujo padrinho foi Israel Lisboa.
231
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
72
WAN YU CHIH
Nasceu em Tóquio, Japão, em 8 de setembro de 1957. Filho de Wan Chih
Hsiung e Kyoko Wan. Casado com Tânia Maria Surmann, administradora de
empresas. Quatro filhas: Tatiana, Carolina, Fabiana e Daniela, estudantes.
Cursou Engenharia Naval, pela Universidade de São Paulo (USP), turma de
1979, Economia, pela USP, turma de 1983, e Mestrado em Engenharia Naval,
pela USP, 1983. Foi durante 13 anos, Professor de Cursos de Pós-Graduação
em Administração de Transportes e Logística pela Escola de Engenharia Mauá
de SP.
Atuou profissionalmente na área de transportes, desde 1980, tendo trabalhado
na empresa Refinações de Milho Brasil, como Gerente de Operações de Distribuição Física, na DHL Transportes Aéreos como Diretor de Operações, e na
São Paulo Transportes como Diretor de Projetos.
É sócio-diretor, desde 1999, da Wplex Software Ltda., empresa catarinense de
desenvolvimento de softwares de gestão operacional para empresas de transporte urbano por ônibus e transporte aéreo. Atua na área de projetos e comercial.
Ingressou no Rotary Clube de Florianópolis em 30 de junho de 2006, na categoria de Empresário de Informática Logística de Transporte. Diretor da Avenida de Serviços Internacionais no biênio 2007/2008.
232
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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FÁBIO DE S. TRAJANO
Nasceu em Santa Rosa do Sul/SC, em 06 de março de 1966. Filho de
Altamiro Antonio Trajano e Quirina de Souza Trajano. Casado com
Adriana Peres Trajano, Psicóloga e Psicopedagoga. Filhos: Mariana
Peres Trajano e Fábio de Souza Trajano Filho, nascidos, respectivamente, em 25/01/90 e 24/07/91.
Formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina.
Especialista em Direito Processo Civil pela Faculdade de Direito de
Joinville. Promotor de Justiça da Promotoria de Justiça do Consumidor
da Comarca de Florianópolis. Professor de Direito do Consumidor da
Escola de Preparação e Aperfeiçoamento do Ministério Público e da
Universidade do Vale do Itajaí.
Participação em vários eventos nacionais relacionados ao direito do
consumidor como Palestrante e autor de artigos em revistas científicas
sobre o tema.
Principais cargos ocupados - Coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor do Ministério Público de Santa Catarina. Presidente da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor
– Mpcon. Diretor Regional do Instituto Brasileiro de Política e Direito
do Consumidor – Brasilcon.
Admitido no Rotary Clube de Florianópolis em 13 de julho de 2006.
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ANEXOS
1 - GALERIA DE FOTOS
2 - PATROCINADORES
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Governador e Ex-Governadores do Distrito 465 de Rotary Internacional que compareceram ao jantar festivo em 17/09/1989 em
comemoração ao 50° aniversário de fundação do Rotary Clube de
Florianópolis, no Clube Doze de Agosto: Na 1ª fila, da direita para
esquerda: Jaime Linhares Filho, Presidente do Cinqüentenário do
Clube, João Eduardo Moritz, Manoel Miranda - Governador do
Distrito, no ano do cinqüentenário e Remaclo Fischer. Na 2ª fila da
direita para esquerda: Jorge Marque Trilha, Aroldo Suarez Cuneo
e Dalcí Cattani. 3ª fila da direita para esquerda: Ruy Eduardo Willecke, Creso de Jesus Tavares e Joaquim de Assis Santana. 4ª fila
da direita para esquerda: Píer Lorenzo Marchesini, Ary Aquilino
Buzzi, Luiz Roberto Franco e Genovêncio Mattos Neto.
236
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Sessão Solene comemorativa do 25º Aniversário de Fundação do
Rotary Clube de Florianópolis.
Realizada no Clube 12 de Agosto na Rua João Pinto em 1964.
Sessão Solene comemorativa do 25º Aniversário de Fundação do
Rotary Clube de Florianópolis. Orador Tom T. Wilde
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Sessão Solene comemorativa do 25º Aniversário de Fundação do
Rotary Clube de Florianópolis. Orador Arnoldo Suarez Cúneo e a
direta os Companheiros Roberto Lacerda e Charles Edgar Moritz.
Realizada no Clube 12 de Agosto na Rua João Pinto em 1964.
Comemoração do Centenário do Clube Doze de Agosto, realizado
em 12/08/1972, com a presença marcante do Rotary Clube Florianópolis representado pelo seu presidente Remaclo Fischer.Orador
Tom T. Wilde
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Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Sessão Solene comemorativa do 25 anos a fundação de Rotary Clube de Florianópolis realizado no Clube 12 de Agosto
Reunião Conjunta do Rotary Clube de Fpolis e Rotary Clube de
Blumenau Norte, realizada na Sede da Asociação Atlética Banco do
Brasil, em Coqueiros - Fpolis. Na foto rotarianos e familiares dos
dois Clubes 100 pessoas
239
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
O rotariano Willy Zumblick e sua esposa Célia cortam a fita de
inauguração da 1ª conferência do Distrito 4651 em Tubarão
Reinauguração do monumento na Avenida Beira Mar Norte em
17/09/1999 comemorativo ao 60º aniversário de fundação do Rotary Club de Florianópolis
240
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Festiva de Final de Ano - 2006
241
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
67º Aniversário do Rotary C. de Florianópolis
Setembro de 2006
Reunião realizada no Lira Tênis Clube - 2002
242
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Festiva 2006
Festiva 2006 - 67º Aniversário do Rotary Clube de Florianópolis
243
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Visitas oficiais do Gov. Distrito 4651
244
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Reuniões de companheirismo com a participação dos
Companheiros dos USA- NewYork e do Canadá
Intercâmbio da Amizade
245
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Reunião Festiva, quando o Clube Homenageou o Diretor de RI,
Carlos H. Speroni e Mario R. Zermoglio. Já o nosso Companheiro.
Henrique Stefan, com o Titulo Paul Harris
246
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Descerramento na Galeria de Fotos de EGDs 4651, em nossa sede,
do Governador 2006/2007, companheiro Eloir André Kuser
Lançamento do Livro “João Moritz e o desenvolvimento de
Florianópolis no Século XX” realizado na Associação Catarinense
de Engenheiros
247
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Governador do Estado de Santa Catarina Dr. Ivo Silveira 1966-71
prestigiando o lançamento do livro
Última Reunião do Conselho Diretor 2006/2007 e transmissão e
Posse Conselho de Diretor 2007/2008
248
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
249
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Presidente Schara e esposa, recepcionando o casal Companheiro
Presidente 2006/2007 Wesley O. Collyer e Luz Carpim
As esposas de rotarianos do Rotary Clube de Florianópolis festiva
na casa de praia do Companheiro Abelardo Vianna e Heloisa, em
1994
250
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Reunião festiva do Rotary clube de Florianópolis na casa de praia
do Companheiro Abelardo Vianna e Heloisa, em 1994
Forum de Ética nas Profissões realizado na Assembléia da Legislatura em novembro de 2007
251
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Reunião semanal do Rotary Clube de Florianópolis no Lira Tênis
Clube
Entrega do diploma de admissão do Rotary Clube de Biguaçu pelo
Governador Luiz Roberto Franco em 1988
252
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Programa de subsidio equivalentes entre os Rotary Clubs de Florianópolis e Ganguli na India
Conselho Editoral: Schara, Wesley, Wanderley, Tatim, Edson,
Remaclo e Edú
253
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Companheiros Edu, Schara, Wanderley e Remaclo
Companheiros Norton, Aquiles, Osni Lisboa, Edu Rosa e
Jaime Linhares
254
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Companheiros Stefan, Montardo, Àttila, Trilha, Wanderley
e João Moritz
Companheiros Tronca, Alceu, Maria Neves, Ronaldo Schara,
Tania Schara, Tânia Surmann e Wan
255
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Festiva do Instituto João Moritz em 24-11-2006
256
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Conselho Diretor 2007/08
Presidente Schara e esposa Tania com o Presidente eleito
2008/09 Rubenz Szpoganicz e Sra. Vera
257
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
Ronaldo Schara, o Presidente do Rotary Internacional, Glenn
Stess, Osni Carmona Garcia e Everton Jorge da Luz, durante
o XXVII Instituto Rotario realizado em Florianópolis em setembro de 2004
Presidente Ronaldo Schara e esposa Tania, com o Governador do
Distrito 4651 Luiz Carlos Lopes Manhâes e Sra. Conceição
258
PATROCINADORES
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
260
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
261
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
262
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Memória do Rotary Clube de Florianópolis
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267

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