herança adquirida - Livraria da Vila

Сomentários

Transcrição

herança adquirida - Livraria da Vila
Edição 133
●
Ano 12
●
Seu Jeito de Ler
●
Maio 2015
HERANÇA ADQUIRIDA
Histórias e valores de mães (e pais)
que cultivam a leitura como hábito prioritário
para que ele se consolide na infância e por toda a vida
ENTREVISTA
A obra, o estilo e os
projetos do escritor
Joca Reiners Terron
RETRATO
Aurélio Buarque de
Holanda, um autor que
virou dicionário
AGENDA
Uma degustação de
histórias budistas com
cardápio vegano
D
M
ã
e
s
s
a
d
ia
Na
2
Liv r a ria d a
a
l
Vi
De 01 a 10 de maio
você ganha
pontos em dobro
no Programa Seu Jeito de Ler
*Programa
Seu Jeito de Ler:
- A cada R$ 20,00 em compras nas nossas lojas, o cliente acumula 1 ponto.
- Com 20 pontos acumulados, ele ganha R$ 30,00 em créditos no sistema para a compra
de um livro ou o abatimento deste valor em compras maiores, sempre de livros!
- O programa, por ter um objetivo principal de incentivo à leitura, não permite o resgate
em outros produtos.
- Itens com desconto, livros didáticos, Kindle, colecionáveis, vale-presente, entre outros
não pontuam no programa.
3
ÍNDICE | maio_2015
16agenda
5editorial
Um workshop ensina
as melhores formas de
apresentar conteúdos
Por Samuel Seibel
17lançamento
Vencedora do MasterChef
Brasil, Elisa Fernandes
lança livro de receitas
18encontro
Tom Zé participa de batepapo para o lançamento da
coleção O livro do disco
19debate
6entrevista
O escritor Joca Reiners Terron
fala sobre livros e realismo
Abertas as incrições para o estudo
Histórias talmúdicas sobre a
intimidade com Nilton Bonder
20sabores
Ilan Brenman e César Obeid
fazem Degustação de Histórias
com budismo e cardápio vegano
Edição 133
●
Ano 12
●
Seu Jeito de Ler
●
Maio 2015
21história
Thales Guaracy autografa
A conquista do Brasil no
Shopping Pátio Higienópolis
Ilustração: Jonas Ribeiro
22retrato
HERANÇA ADQUIRIDA
Histórias e valores de mães (e pais)
que cultivam a leitura como hábito prioritário
para que ele se consolide na infância e por toda a vida
ENTREVISTA
A obra, o estilo e os
projetos do escritor
Joca Reiners Terron
RETRATO
Aurélio Buarque de
Holanda, um autor que
virou dicionário
10capa
AGENDA
Uma degustação de
histórias budistas com
cardápio vegano
Histórias de mães
(e pais) que influenciam
os filhos no gosto por livros
Por que o nome de
Aurélio Buarque de Holanda
virou sinônimo de dicionário
25programação
Cursos, workshops, lançamentos
e todos os programas da agenda
de maio
43nossas dicas
Sugestões para ver, ouvir e ler
NOSSAS LOJAS
FRADIQUE COUTINHO
R. Fradique Coutinho, 915
11 3814-5811
...............................................................
LORENA
Alameda Lorena, 1731
11 3062-1063
...............................................................
MOEMA
Av. Moema, 493
11 5052-3540
...............................................................
SHOPPING
PÁTIO HIGIENÓPOLIS
Av. Higienópolis, 618
11 3660-0230
...............................................................
SHOPPING JK IGUATEMI
Av. Juscelino Kubitscheck,
2041
11 5180-4790
...............................................................
SHOPPING CIDADE JARDIM
Av. Magalhães de Castro,
12000
11 3755-5811
...............................................................
Campinas
GALLERIA SHOPPING
Rod. Dom Pedro I, s/nº
19 3706-1200
...............................................................
Curitiba
PÁTIO BATEL
Av. do Batel, 1868
41 3020-3500
www.livrariadavila.com.br
Trabalhe conosco:
[email protected]
A Revista Vila Cultural é uma publicação mensal da Livraria da Vila • Editor-chefe: Samuel Seibel
[email protected] • Editor & Publicidade: Rafael Seibel [email protected] •
Jornalista responsável: Sérgio Araújo MTB - 4422 • Programação: Gil Torres [email protected]
e Ana Luiza Arra [email protected] • Revisão: Valéria Palma • Colaboraram: Marina Melo
e Fernanda Coutinho • Estagiária de criação: Fernanda Oliveira • Capa & Diagramação: Jonas Ribeiro
[email protected]
4
EDITORIAL | por Samuel Seibel
De volta ao rio Negro
E
Foto: Gil Torres
screvo na véspera de embarcar para
Manaus, de onde pegarei o barco que
durante cinco dias receberá público e
autores no evento literário que batizamos de
Navegar é Preciso. Pelo quinto ano consecutivo ‘singramos’ (como diz Humberto Werneck,
“sempre quis usar esta palavra”) pelas águas
limpíssimas e turvas do rio Negro.
Já falamos um bocado sobre o Navegar
é Preciso em nossa última edição da Vila
Cultural. Só voltei ao assunto em função de
uma notícia veiculada na semana passada
sobre o sensível aumento do desmatamento em diferentes localidades na chamada
Amazônia Legal brasileira. Li a matéria duas
vezes para ter certeza de que era aquilo
mesmo: continuamos nosso processo de
autodestruição sem o menor constrangimento
com as consequências. É mais uma dentre
tantas manifestações de absoluto descaso
com o que ocorre de maneira tão corriqueira.
Nosso passeio revela matas cerradas, árvores majestosas e muita, muita água. Parece
que a natureza se recusa a aceitar de braços
cruzados o que, espero, jamais aconteça: a
transformação do chamado pulmão do mundo em deserto. Claro, isso não vingará em
10, 30 ou mesmo 50 anos (minha cabeça não
permite imaginar essa eventual tragédia).
Portanto, o desmatador talvez até durma seu
sono tranquilo ao saber que não será ele que
viverá para ver a destruição total. “Apenas”
seus netos é que irão vivenciar o pior.
Ecolegais, ecochatos, cientistas, políticos,
civis engajados e até antiecologistas reconhecem que desmatar afeta o equilíbrio da
Terra. Que tirar mata ciliar tem relação direta
com a falta de água. Todos querem morar
em ruas arborizadas ou perto de alguma
pracinha. Todos acham lindo o campo, as
árvores, a cachoeira, o rio. Todos curtem a
mata densa, o barulhinho da água, a fruta
no pé, a verdura da horta. Todos “não veem
a hora de sair da cidade grande”, respirar
o ar puro, ver e ouvir os pássaros, curtir o
‘barulho’ do silêncio. Dar-se a oportunidade
de contemplar, refletir, meditar, relaxar. Só
isso. É pedir demais?
Bom, estou indo. Do rio Negro estico por
uma semana em Alter do Chão, pertinho de
Santarém, outro paraíso brasileiro.
Até a volta. Boa leitura.
Abraços. Samuel.
5
ENTREVISTA | Joca Reiners Terron
A realidade desafiada
Foto: Isabel Santana Terron/Divulgação
“É fundamental ter a consciência de que um texto na
internet nem sempre é um texto. Às vezes é um machado,
mas também pode ser uma forca”, diz o escritor Joca
Reiners Terron, convidado do Navegar é Preciso
6
O escritor Joca Reiners Terron
participa este mês do Navegar é
Preciso 2015 e finaliza um novo
romance, que será publicado pela
Companhia das Letras
ENTREVISTA | Joca Reiners Terron
O
escritor Joca Reiners Terron
costuma se entediar com a
“realidade pura e simples”.
Movido pela imaginação, tenta
entender e testar os limites do realismo com personagens que, não
raro, assumem certo sentido de
delírio na visão que têm do mundo, das coisas, das situações que
vivem. O escritor encontra motivos
de sobra, afinal, para escrever
livros em que o extraordinário é
sempre um ingrediente essencial.
A banalidade da vida e do cotidiano pouco tem a ver com o interesse
de Terron para esculpir o texto
ao contar suas histórias. Como
costuma dizer, muitas das suas
criações se resolvem exatamente
pela construção com as palavras,
como as de um escultor que vai
definindo aos poucos a forma final
de sua obra.
Terron nasceu em Cuiabá, no
Mato Grosso, no final da década
de 1960. Aos 30 anos, já em São
Paulo, fundou a editora Ciência do
Acidente, pela qual editou seu primeiro livro, a coletânea de poemas
Eletroencefalodrama (1998). Com
a editora, conseguiu prestígio e
credibilidade como editor. Como
autor, Terron lançou, entre outros,
os livros de relatos Hotel Hell (Livros do Mal, 2003), Curva de rio
sujo (Planeta, 2003, a ser filmado
por Felipe Bragança) e Sonho interrompido por guilhotina (Casa
da Palavra, 2006), além do Guia
de ruas sem saída (Edith, 2012),
a bela graphic novel ilustrada por
André Ducci.
Em 2010, Terron recebeu o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional de melhor romance
por Do fundo do poço se vê a lua
(Companhia das Letras, 2010). O
livro, que integra a coleção Amores
Expressos, conta a história dos
irmãos gêmeos Wilson e William,
nascidos em São Paulo nos
anos finais da ditadura. Eles são
completamente diferentes: William
é violento, taciturno e masculino,
enquanto Wilson é feminino e dono
de uma inteligência sagaz e compulsiva. A espinha dorsal do romance é a batalha de Wilson para
livrar-se da imagem espelhada do
8
Tenho certa tendência à pompa
e à emotividade, e sou obrigado
a policiar esses defeitos o tempo
todo enquanto escrevo.
irmão e se transformar numa figura
feminina inspirada pelo objeto de
sua obsessão, a rainha egípcia
Cleópatra. Após uma tragédia que
separa os gêmeos, uma trama envolvendo trocas de sexo, assassinatos e perda de memória conduz
a história até a enigmática cidade
do Cairo, onde, incitado por um
cartão-postal enviado pelo irmão
desaparecido, William segue à sua
procura na tentativa de resolver o
mistério de seu paradeiro e de sua
identidade.
O romance mais recente de
Terron é A tristeza extraordinária do
leopardo-das-neves (Companhia
das Letras, 2013), que escreveu
enquanto desenvolvia a dramaturgia de Bom Retiro 958 metros,
dirigida por Antônio Araújo e encenada pelo Teatro da Vertigem. A
exemplo do que acontece na peça,
encenada nas ruas do tradicional
bairro da região central de São
Paulo, o Bom Retiro é quase um
personagem do livro. A história
leva a um velho casarão, onde
uma enfermeira especializada em
pacientes terminais atende a uma
criança de hábitos noturnos. A
criatura não fala uma palavra e
jamais sai de casa. Também não
recebe visitas e seu único contato com o mundo exterior é uma
grande janela que dá para a rua.
Do lado de fora, o bairro que viveu
três grandes ondas migratórias e
onde as sinagogas se misturam
às confecções coreanas, que por
sua vez empregam os milhares
de bolivianos que chegaram nas
últimas décadas. É por ali que caminha desde a infância o escrivão
encarregado do estranho caso do
Nocturama, que vem ocupando
o noticiário policial. No encontro
das duas histórias, Terron cria
sua trama de suspense e terror,
que junta também “o humor seco e cínico” e “a voz lírica e ao
mesmo tempo ríspida que marca
sua obra”.
A Companhia das Letras, pela
qual Terron lança um novo livro, em
fase de finalização, também reeditou, em 2010, Não há nada lá, primeiro romance do autor, publicado
originalmente em 2001. A obra
é uma declaração de amor aos
livros e à literatura, em que Terron
faz alguns nomes-referências se
transformarem em personagens.
“Os devaneios de Guilherme Burgos, o encontro de Jaime Hendrix
com Torquato Neto e a relação do
ocultista Alistério Crowley com o
‘astrólogo’ Fernando Pessoa levam
a trama por um labirinto de acontecimentos insólitos, que podem (ou
não) conduzir o mundo ao Apocalipse”, diz a sinopse do livro.
Terron, que também assinou a
dramaturgia de Cedo ou tarde tudo
morre, dirigida por Haroldo Rego,
é organizador da coleção Otra
Língua, publicada pela Rocco,
que tem preenchido uma lacuna
importante no mercado editorial
brasileiro ao disponibilizar, em
português, autores importantes
da literatura contemporânea americana escrita originalmente em espanhol. “É histórico, o Brasil sofre
da ilusão da autossuficiência. Está
voltado para o norte e esquece o
que está ao redor. Isso se reflete,
como um espelho, só aumentando
o desconhecimento quase místico
que a América espanhola tem de
nós”, disse Joca Reiners Terron
ao jornal O Globo, quando do
lançamento dos primeiros títulos
da coleção. Terron diz que a inventividade estrutural, a riqueza
vocabular dos diversos registros
da língua espanhola da América
e a capacidade imaginativa são
Minhas histórias já são
suficientemente sem pé nem
cabeça para que o texto seja
complicado.
aprendizados relevantes que tem
tido com o projeto. Convidado da
edição 2015 do Navegar é Preciso,
o escritor concedeu a seguinte
entrevista à Vila Cultural:
Vila Cultural. Você gosta de
entrevistas?
Joca Reiners Terron. Não especialmente. Prefiro ler entrevistas.
Augusto Monterroso dizia que a
entrevista é o único gênero literário
inventado pela modernidade. Com
a internet, as entrevistas passaram
a ser feitas por e-mail, de forma
escrita, o que tornou a blague de
Monterroso um truísmo.
VC. Em que projetos trabalha
atualmente?
JRT. Finalizo um romance que
mereceu o Petrobrás Cultural e
será publicado pela Companhia
das Letras.
VC. Como surgiu a ideia e a possibilidade da coleção Otra Língua? Que novos títulos/autores
serão lançados?
JRT. Surgiu do meu gosto pela ficção hispano-americana contemporânea e da boa vontade da Rocco,
que abrigou o projeto. Agora saem
Um ano, novela de Juan Emar e O
uruguaio, de Copi. Neste ano ainda
saem A sinagoga dos iconoclastas,
de Juan Rodolfo Wilcock e Prosas
apátridas, de Julio Ramón Ribeyro.
VC. O que você descobriu de
mais relevante junto com o seu
interesse por autores latino-americanos pouco conhecidos
no Brasil?
JRT. A inventividade estrutural,
a riqueza vocabular dos diversos registros da língua espanhola da América, a capacidade
imaginativa.
VC. Qual a diferença entre publicar um livro por uma grande editora e por uma menos influente?
JRT. Para mim as coisas nunca
foram fáceis e em ambos os casos
é preciso arregaçar as mangas
e fazer o trabalho de divulgação
leitor a leitor. Porém, me sinto feliz
em poder dialogar com um editor
que vai procurar o melhor para
o meu texto. É o caso do André
Conti, da Companhia das Letras.
VC. Como descobriu sua habilidade para o texto?
JRT. Não saberia responder, mas
não tenho tanta certeza assim de
que tenho alguma habilidade para
escrever. Como disse, é resultado
de muito trabalho.
VC. Ter estudado arquitetura e
desenho industrial agrega ao seu
trabalho de escritor?
JRT. Sempre fui um bom leitor, e
se algo contribui é isto.
VC. Você já disse que tende a
ser “barroco e minucioso”. Como
lida com essas características
numa época que valoriza a superficialidade e desconsidera
o requinte e a importância dos
detalhes?
JRT. Tenho certa tendência à
pompa e à emotividade, e sou
obrigado a policiar esses defeitos
o tempo todo enquanto escrevo.
Superficialidade e brevidade não
estão exatamente em polos contrários, a urgência é uma qualidade
a ser buscada, assim como evitar
o rebuscamento. Minhas histórias
já são suficientemente sem pé
nem cabeça para que o texto seja
complicado.
VC. Quais as melhores e as piores lembranças que você tem da
experiência com a editora Ciência do Acidente?
JRT. As melhores eram quando os
livros saíam da gráfica quentinhos.
As piores: as dívidas.
VC. O que aprendeu com o Teatro
da Vertigem?
JRT. A ter paciência. O teatro é
para abnegados.
VC. Como decide pelos títulos
dos seus livros?
JRT. Tenho uma coleção deles.
Mas gosto de pensar que os títulos
são as primeiras frases de meus livros. A história já começa na capa.
VC. Como lida com os compromissos “oficiais” de escritores e
qual a expectativa para viajar no
Navegar é Preciso?
JRT. É sempre complicado quando
se está finalizando um livro. Por
outro lado, é uma felicidade
encontrar leitores. O Navegar é
Preciso é uma fantasia tornada
realidade, será uma diversão.
VC. Qual é a sua partipação nos
booktrailers que divulgam os
seus livros e como esse “minuto
audiovisual” pode levar ao interesse pela leitura?
JRT. Quase nenhuma, por enquanto. Dos que já fiz, apenas esbocei
o roteiro do booktrailer de Do fundo
do poço se vê a lua, além de ter
feito a leitura em off. Um booktrailer
serve para fisgar o leitor.
VC. O que aprende fazendo o
blog Sorte & Azar S/A?
JRT. Antes desse blog tive outro por vários anos, o Hotel Hell.
É fundamental ter a consciência
de que um texto na internet nem
sempre é um texto. Às vezes é um
machado, mas também pode ser
uma forca.
VC. Como define o seu estilo, o
seu jeito de escrever?
JRT. Mau ou bom, é só meu.
VC. O que significam prêmios
para você?
JRT. Ganhei poucos, então significam pouco.
9
CAPA
Ler para viver
M
ãe de Vinícius, 14 anos, e
Luiza, 9, a atriz Fernanda
Couto, 47, se lembra com
o maior carinho da maneira como
seu pai determinou, quando ela
era criança, o horário da leitura no
ambiente familiar. Foi um tempo
valioso pelo qual ainda hoje Fernanda agradece. Mais que uma
obrigação, a experiência ficou na
memória como um prazer repleto
de aprendizado. Primordialmente,
se estabelecia ali o respeito pelos livros. Igualmente importante
era respeitar, em grupo, as escolhas de cada um na hora de ler.
Para completar, outra conquista
fundamental: as descobertas da
alfabetização e da leitura compartilhada se transformaram numa
alternativa voluntária para compartilhar a vida. “Nunca imaginei
que meus filhos pudessem ser
privados desse prazer. Na minha
casa, a leitura é ‘hábito natural’,
sem pedantismos”, diz Fernanda.
“Ler abre janelas, cria um caldeirão
de ideias”, ela afirma, lembrando
que, no caso de seu filho, agora
em plena adolescência, “há uma
fase que requer cuidados para
que ele não se desconecte desse
hábito”. “Até os quadrinhos eu
já percebo como uma forma de
‘literatura’, e o mais importante é
viver, em família, a valorização do
10
conhecimento que vem com os
livros”, diz Fernanda que, como
regra, no convívio social, incentiva
sempre a presentear com livros e
deixa claro que adora ganhá-los.
“Nem discutimos mais qual vai ser
o presente. A discussão é sempre
em torno de qual livro pode ser
o melhor presente. E claro que o
que mais gostamos de ganhar de
presente são os livros”, declara
a atriz.
Como leitora convicta, Fernanda é também um exemplo de
como os hábitos dos pais podem
influenciar os filhos, para o bem ou
para o mal, já que a inexistência
de um comportamento específico
pode obviamente refletir na vida
adulta por causa dos costumes
adquiridos (ou não) na infância.
Realizada em 2011 pelo Ibope –
sob encomenda, para o Instituto
Pró-Livro –, a pesquisa Retratos
da Leitura no Brasil confirma que,
junto com os professores, são pais
e mães os que mais têm o poder
de influenciar no gosto pela leitura.
Com um total de 5012 entrevistados ouvidos em 315 cidades brasileiras, a pesquisa indica, entre
as pessoas consideradas leitoras,
ou seja, cerca de 50% da população, que pelo menos 22% estavam
acostumadas a ver a mãe sempre
lendo e 13% dizem ver sempre o
pai na mesma atividade. Segundo
a pesquisa, entre os não leitores os
números parecem ainda mais reveladores: 68% deles declararam
nunca terem visto o pai ler, assim
como 63% nunca presenciaram a
leitura por parte das mães.
Para muito além dos percentuais, sabe-se que o hábito familiar
continua sendo a principal influência para fazer uma criança gostar
de alguma coisa. A fotógrafa Daniela Nunes, que trabalhou durante
vários anos no mercado editorial,
não pensou duas vezes quando,
ainda na gravidez, começou a fazer a lista dos livros que gostaria
que o filho lesse. Inclusive porque,
ao longo da vida, ela sempre listou e sistematizou os livros que
gostaria de ler. Assim, o pequeno
Santiago, hoje com 2 anos e meio,
já nasceu, digamos, gostando dos
livros – e aprendendo a descobri-los antes mesmo da alfabetização.
Até recentemente, a fotógrafa lia
diariamente, à noite, pelo menos
uma história para o menino. “Livros, para mim, são uma ferramenta de autonomia, uma maneira
de fazer as pessoas descobrirem
um jeito próprio, que é de cada
um, de lidar com o mundo”, afirma
Daniela, que sempre zela para
que os livros de Santiago tenham
uma narrativa e sejam capazes de
Ilustrações: Jonas Ribeiro
Histórias, valores e surpresas de
mães (ou pais) que, por tradição, gosto ou vocação,
cultivam a leitura em família como hábito prioritário para
que ele se consolide na infância e por toda a vida
11
CAPA
instigar a curiosidade do menino. “Há personagens que
as crianças adoram e que são basicamente produtos do
marketing. Nada contra eles, mas existem formas de fazer
as crianças gostarem tanto das histórias quanto desses
personagens mais óbvios.” Como Santiago já tem, apesar
da pouca idade, uma biblioteca considerável, Daniela
acaba dividindo na escola do menino o hábito que cultivou
em família. “É bom poder promover este tipo de influência,
inclusive porque a atenção das crianças é alvo de muitas
informações e muitas delas nem sempre têm o acesso
devido aos livros”, afirma a fotógrafa que, pelo menos uma
vez por mês passa algumas horas com o filho na livraria,
renovando interesses e reforçando o acervo familiar.
“Não é só a riqueza do vocabulário que faz a diferença.
É a riqueza das ideias. A leitura faz a criança pensar e
avaliar situações que ainda não viveu, às vezes com temas
complexos como doença e gratidão. Provavelmente vai ser
um adulto mais consciente da realidade, não só quando
chegar lá, mas durante outras fases da vida, como na
adolescência”, diz Danilo Rodrigues Bezerra, que trabalha
no Senai e durante 15 anos atuou como professor. Ele e
sua mulher, Mônica Victoria Gutierrez Ulloa, que optou
por ser “mãe em tempo integral”, fazem questão de fazer
da rotina de Liziane, 12, e Álvaro, 4, uma experiência
repleta de livros. “Num mundo em que a vivência da
tecnologia parece hors-concours e, por si só, é sempre
muito atraente pelas possibilidades que oferece, a
leitura tem que ser um processo mais conduzido.
São gostos que podem, sim, ser aliados. Quando
as amigas da minha filha vão visitá-la e se surpreendem perguntando se ela já leu tudo que
tem na estante é que dá para entender que o
mundo é mais interessante quando não está
restrito à superficialidade”, afirma Danilo,
atribuindo à Mônica muito da responsabilidade pelo gosto que as crianças
aprenderam a ter.
12
Cinco dicas para ler em família
O que é consenso entre pais leitores e especialistas em educação
sobre a importância de cultivar o hábito de ler na infância
Leia junto
Num mundo em que a tecnologia pode, sozinha, mobilizar plenamente a atenção de
adultos ou crianças, estar junto (com o filho, com a criança) para ler um livro, num
lugar tranquilo, sem correria nem pressa ou interferências, pode ser um momento
extraordinário. É importante que os pais demonstrem interesse pela história e deixem
espaço para que interpretações e dramatizações aconteçam naturalmente, o que
sempre desperta a imaginação dos pequenos.
Frequente livrarias e bibliotecas
Ajudar o filho a descobrir os espaços específicos dos livros e “investigá-los” é um
programa fascinante no qual as crianças quase sempre entendem a relevância e
a diversidade de alternativas para ler. Vale tanto a seção infantil da livraria, onde é
possível descobrir muitos interesses, como frequentar bibliotecas para compartilhar
espaços reservados para leituras. Mais do que um “evento” isolado, a regularidade
desse programa (a cada duas semanas, a cada mês, não importa) é fundamental para
formatar o hábito.
Encontre o tema certo
A diversidade de temas, personagens e situações é sempre um leque muito extenso de
possibilidades na hora de definir leitura, mas pedagogos e psicólogos especializados
em infância dizem ser importante eleger temas que interessem a criança para, a partir
deles, inseri-la no contexto da leitura. É um caminho inicial para que a diversidade
não gere nem desinteresse nem fadiga prévia, ou seja, tanta coisa para ler que ela
acaba não lendo.
Converse sobre os livros
Falar sobre os personagens, a narrativa, os momentos marcantes de uma história ou
de um livro é sempre enriquecedor – sobretudo com as crianças, já que estimula-se
com isso o entendimento, as dúvidas, as preferências. Às vezes o simples interesse
por saber qual parte da história a criança mais gostou pode ser o melhor estímulo
para que ela queira ler mais, tenha novas preferências e desenvolva o vocabulário e
a imaginação.
Conte e ouça histórias
Se a criança já sabe ler, ela se sentirá imensamente prestigiada se o adulto pedir para
que ela conte, por exemplo, a história de um livro que acabou de ler. Para os pequenos
ainda não alfabetizados, o desafio de contar uma história também é um belo exercício
imaginário que trabalha a criatividade. Esse é um ótimo exercício para intercalar com
o hábito clássico de contar histórias aos pequenos ouvintes.
13
CAPA
Uma vida entre livros
“A escolha de ser escritor foi totalmente dele. Ele poderia
ter escolhido ser mágico, e eu também ficaria feliz”, diz a
escritora Elisa Nazarian, que é mãe do escritor Santiago
Nazarian e sempre foi apaixonada por leitura
Vila Cultural. De onde vem sua
paixão por livros?
Elisa Nazarian. Não sei dizer.
Meus pais não liam. Não tive nenhuma referência de infância que
me incentivasse à leitura. Talvez
14
Elisa com Valentina, sua neta
eu tenha começado a ler por pura timidez. Para mim era quase
impossível ser sociável, fui uma
criança excessivamente “recolhida” e os livros me levavam para
longe, o que era um alívio.
VC. Você já disse que trabalhar
numa livraria foi uma das experiências mais enriquecedoras que
teve. Por quê?
EN. Para mim, trabalhar em livraria
é quase igual a pôr formiga em
açucareiro, raposa em galinheiro.
Saber em primeira mão tudo que
está sendo editado, conversar o
dia todo sobre livros, escolher o
que colocar em destaque, ajudar as pessoas a descobrirem
grandes e desconhecidos autores,
tudo isso é mágico. Além disso, fiz
grandes e eternos amigos trabalhando em livrarias. Conheci pessoas interessantíssimas, aprendi
muito. Comecei a trabalhar em
livrarias em 1979 e só parei em
1998. Nesse meio tempo, alternei
com outros tipos de trabalho, de
acordo com as necessidades e
as possibilidades, mas não me
lembro de ter passado uma semana sem entrar numa livraria.
Essa vivência me deu um maior
conhecimento da alma humana.
Numa livraria as pessoas, de uma
maneira ou de outra, se dão a
conhecer.
VC. Como define a experiência
da leitura?
EN. Eu costumo brincar que a
leitura me salvou de vários suicídios. A verdade é que ela me
faz uma grande companhia, me
leva a conhecer outras vivências,
acalma a minha melancolia. Uma
semana antes de me mudar aqui
Foto: Arquivo pessoal
D
esde sempre apaixonada por livros e livrarias, a
escritora e tradutora Elisa
Nazarian também é mãe de escritor. Santiago Nazarian, um de seus
três filhos (Tamayo e Rhena são os
outros dois filhos de Elisa), sempre
é citado como uma das revelações
recentes da prosa brasileira. Elisa
é autora de Bilhete seco, que reúne 30 contos com experiências
cotidianas, Feito eu, em focaliza
o afeto como protagonista, e Resposta, em que trata da relação de
um casal. Ela diz que não se sente
responsável pela escolha do filho
pela carreira literária. Quando se
mudou para uma chácara, em
São Roque, interior de São Paulo,
a escritora assumiu a slow life
como filosofia de vida. Não tem
celular, não usa o “sem parar”
para ir e vir e mantém interesse
zero pela urgência acelerada da
época contemporânea. Elisa falou
sobre leitura e maternidade, entre
outras questões, à Vila Cultural:
pra chácara, trouxe todos os meus
livros e arrumei todas as estantes.
Era quase como saber que teria
muitos amigos à minha espera,
prontos para me receber.
VC. E como define a experiência
da maternidade?
EN. Não acho que consiga definir a
experiência da maternidade. Antes
de ter o meu primeiro filho eu não
tinha essa ansiedade em ser mãe,
mesmo porque eu tinha apenas 22
anos. Mas a experiência do parto
foi tão avassaladora, tão maravilhosamente poderosa, que foi como
se um novo mundo se abrisse para
mim. Percebi minha sensualidade,
minha feminilidade, meu poder de
mulher, em pleno parto. Ter filhos
foi a coisa mais importante que me
aconteceu na vida, e acompanhar
o crescimento deles foi o que vivi
de melhor e de mais intenso. Agora
que tenho uma neta ando recuperando essa sensação de uma nova
maneira, com mais tempo livre e
menos interferências.
VC. O que é preciso para fazer
com que os filhos e a família compartilhem o gosto pelos livros?
EN. Não acho que se possa
fazer grande coisa. Meus filhos
cresceram me vendo com um livro
na mão, desde pequenos tiveram
uma grande quantidade de livros e
nem por isso são grandes leitores,
com exceção do Santiago. Mas
sempre fica alguma coisa. Minha
filha leva minha neta toda semana
à livraria, é um programa, e elas
sempre compram pelo menos um
livro. Acho que o importante é criar
os filhos com valores humanistas.
Meu outro filho é ator, minha filha é
atriz e palhaça. E todos são muito
ligados a cinema, a teatro, a música. Tudo de realmente importante
vem pela arte, e só quis que eles
tivessem uma visão mais profunda
e consequente da vida. Se puderem ter o prazer da leitura, melhor.
VC. Você se sente “responsável”
por ter um filho que escolheu ser
escritor?
EN. Não, não me sinto. Estimulei
meus filhos em todas as áreas
Tudo de realmente
importante
vem pela arte, e só
quis que eles
tivessem uma visão
mais profunda
e consequente
da vida."
criativas. Levei muito a cinema,
teatro, música, comprei livros,
coloquei em escolas mais alternativas. Era o que eu acreditava ser
o melhor. Nunca estimulei a competitividade. Mas a escolha de ser
escritor foi uma escolha totalmente
dele. Ele poderia ter escolhido ser
mágico, e eu também ficaria feliz.
VC. Como mãe, você também é
leitora de Santiago Nazarian?
EN. Sou igual mãe de miss. Gosto
de estar presente em tudo que eles
fazem. Leio os livros do Santiago,
vou às peças e aos espetáculos
dos meus outros filhos. Mas sou
bem crítica. Não bato palmas
pra tudo.
VC. Muitos autores referem-se
aos seus livros como filhos, às
vezes por serem tão diferentes
entre si, mas principalmente e
igualmente amados. Como é
que você se relaciona com a sua
obra?
EN. Que pergunta difícil! Minha
relação com a minha obra se dá
enquanto ela vai sendo feita. Depois de editada, eu largo mão.
Sou muito crítica em relação aos
meus textos, e passo muito tempo refinando o que foi escrito de
um jato. Gosto do que escrevi,
adoro escrever.
VC. O que há em comum entre
Bilhete seco, Feito eu e Resposta e o que faz deles livros tão
diferentes?
EN. Os três são livros confessionais, não são “criações” e sim
recriações do que vivi, entreouvi ou
que me contaram. No Bilhete seco,
o último, foi onde abri mais o meu
leque, narrei coisas que não me
pertenciam, costurei fatos da minha
imaginação em vivências verdadeiras. Para mim, é o melhor dos
três, sob o ponto de vista literário.
O Feito eu é um apanhado poético
de vinte anos da minha vida, em
narrativas curtas e simples, embora
não simplistas. Tudo que está lá
é confessional. O Resposta é um
romance quase circular.
VC. Por que decidiu pela slow
life e o que faz para manter-se
conectada, em sintonia com um
mundo e uma época tão acelerados quanto urgentes?
EN. Não tive uma vida muito
simples. Fui sendo meio atropelada
pela necessidade de ganhar
dinheiro, e, ao mesmo tempo, de
não me perder de mim mesma.
Mas vivia perseguida pela minha
experiência de infância, na fazenda do meu avô, todas as férias.
Gosto do silêncio, preciso de um
recolhimento. Não quero nada desse mundo acelerado e urgente, ele
não me atrai. Acho a vida muito
curta, e quero ter tempo para tentar
entender tudo o que já vivi e que
estou vivendo. O que me mantém
em sintonia com a parte que me
interessa são os meus ótimos amigos e minhas idas a São Paulo,
minhas viagens, meus livros, a
TV a cabo. Tenho uma irrestrita
curiosidade que me leva a assistir
coisas muito díspares. E não quero
perder o contato humano em seu
sentido mais amplo. Gosto da proximidade, do olho no olho, de ouvir
a voz da pessoa, de notar os seus
gestos, seja quem for.
VC. Qual o maior legado que
imagina deixar para seus descendentes?
EN. Não sei. Talvez o de estar
inteira em tudo que faço, o de
tentar fazer tudo com paixão. Em
outros tempos, pode ser que isso
não tivesse grande importância,
mas agora, onde tudo é tão descartável, rápido e inconsequente,
pode vir a ter outro peso.
15
CURSO
Formas possíveis
Para ensinar a montar apresentações
de maneira eficiente, a La Gracia Design promove o
workshop Revolucione seu jeito de estruturar conteúdos
dia 14 de maio na loja da Fradique
A
16
Juliana Calderón, Flávio Reis, Ed Conde e Joyce Baena, da La Gracia Design
a transformar o conteúdo em uma
história que facilita a compreensão
do público”, afirma a publicitária
Joyce Baena, sócia-diretora da La
Gracia e especialista que dividirá o
conhecimento com o público nessa
primeira fase da jornada.
Fundada em 2009 por Joyce
e por Flávio Reis, também publicitário, a La Gracia criou, entre
outros, o primeiro curso de design
de apresentações do Brasil. O
principal negócio da agência é
transformar informação complexa
em informação simples e fácil de
entender. Com uma metodologia
própria e exclusiva, a empresa
capacita profissionais para desenvolverem apresentações de maneira mais eficaz, com resultados
imediatos e totalmente aplicáveis
aos projetos corporativos.
WORKSHOP
Revolucione seu jeito de estruturar
conteúdos, dia 14 de maio, entre
10h e 17h, na loja da Fradique,
com especialista da agência La
Gracia Design, que desenvolve
projetos e cursos de design de
apresentações. Inscrições e outras informações: http://br.lagracia.
com.br/jornada-pela-comunica
cao-inteligente/
Fotos: Divulgação/La Gracia
Livraria da Vila e a La Gracia Design, que desenvolve
projetos e cursos de design
de apresentações, promovem o
workshop Revolucione seu jeito de
estruturar conteúdos, no dia 14 de
maio, entre 10h e 17h, na loja da
Fradique. O encontro dá sequência
à programação da Jornada pela
comunicação inteligente, que estreou em abril. A cada mês, acontecem uma palestra e um workshop
que têm o propósito de discutir e
estruturar apresentações de conteúdo de maneira atual e eficiente.
A ideia do projeto, segundo os
organizadores, é abrir ao público a
oportunidade de conhecer de perto
um novo jeito de pensar e fazer comunicação com uma metodologia
que vem sendo aperfeiçoada pela
La Gracia para ajudar empresas a
construírem comunicação simples
e eficiente, seja em reuniões, apresentações, palestras ou eventos.
O ponto de partida é sempre
o mesmo, já que, ao participar de
uma reunião ou fazer uma apresentação, a grande maioria das
pessoas sabe definir exatamente o que vai dizer, mas costuma
não pensar em como vai passar a
mensagem de forma correta. Isso
acaba, muitas vezes, deixando o
público confuso e desinteressado.
Estruturar conteúdo, como se verá
no workshop, significa criar um
roteiro, ou seja, um esquema-guia
que leve em consideração o perfil
do público, a linguagem adequada, o contexto da apresentação
e a ordem em que os assuntos
serão abordados. “O roteiro ajuda
COMIDA
Chef e campeã
Vencedora da primeira edição brasileira
do reality show culinário MasterChef, que é exibido
em 145 países, Elisa Fernandes lança seu livro de
receitas antes de embarcar para estudar em Paris
Fotos: Divulgação
A
bóbora, espinafre, carne
de porco, entre outros tantos ingredientes que ela
adora, estão no livro que Elisa
Fernandes, vencedora da edição
brasileira do programa de TV
MasterChef, lança nos dias 12 e
13 de maio, respectivamente nas
lojas da Livraria da Vila da alameda Lorena, em São Paulo, e do
Galleria Shopping, em Campinas.
MasterChef Brasil – As receitas de
Elisa Fernandes sai pela Editora
Planeta.
“Fizemos o livro num prazo curto, em algumas semanas, mas são
todas receitas que têm a minha
assinatura e que já revelam muitas
das técnicas que aprendi, assimilei
e aprimorei ao longo da participação do programa”, diz Elisa, que
tem 25 anos e se prepara para
uma temporada de seis meses
em Paris. Ela vai estudar na famosa escola de culinária Le Cordon
Bleu como parte do prêmio que
ganhou ao vencer o reality show
culinário exibido no Brasil pela TV
Bandeirantes.
No livro, a exemplo do que fez
na televisão, Elisa mostra potencial e talento ao misturar sabores,
texturas, ingredientes e temperos
de maneira muito peculiar. Além
das receitas, o leitor vai conhecer
um pouco mais da vida da chef,
que revela as aflições, emoções,
alegrias e tristezas que permearam
toda a competição na TV, assim como a pressão, que é comum nesse
tipo de reality show. “Elisa soube
perceber o momento e entender
que a figura da menina frágil não
A jovem chef Elisa Fernandes
era suficiente para ganhar. Não
procurávamos somente o ‘rostinho bonitinho’. Há concursos que
procuram isso, mas o MasterChef
não. Queríamos alguém sensível,
mas com raça, criatividade e um
repertório que pudesse ser bem
explorado”, diz a chef e jurada
Paola Carosella, que também começou a cozinhar muito jovem, aos
18 anos.
De Ribeirão Preto, interior de
São Paulo, Elisa trabalhou como
produtora executiva e, aos 24 anos
de idade, venceu a primeira edição do MasterChef Brasil. Além
da bolsa de estudos para estudar
em Paris, ganhou um prêmio de R$
150 mil e um carro.
LANÇAMENTO
Do livro MasterChef Brasil – As receitas de Elisa Fernandes (Editora
Planeta), dia 12 de maio, às 19h,
na Livraria da Vila da alameda
Lorena, em São Paulo, e dia 13, na
Livraria da Vila do Galleria Shopping, em Campinas.
17
ENCONTRO
Música para ler
O músico Tom Zé participa de um bate-papo
dia 26 na loja da Fradique para o lançamento
da coleção O livro do disco, dedicada a grandes
álbuns da discografia brasileira e mundial
O
18
O músico Tom Zé e a capa do livro Estudando o samba
Assim, a ideia é que cada livro
tenha sua própria estrutura e passeie livremente pelos temas considerados mais interessantes em
relação ao disco escolhido, seja
reconstituindo o processo de gravação das músicas, explorando o
contexto histórico do momento de
criação do álbum, pesquisando as
consequências e heranças críticas
da obra ou analisando as letras
das canções.
Entre os álbuns internacionais
que aparecem agora em livros,
o músico e produtor Joe Harvard
trata de The Velvet Underground
And Nico, o crítico musical Eliot
Wilder escreve sobre Endtroducing…, do DJ Shadow, e o escritor
e crítico Matthew Stearns detalha
Daydream nation, do Sonic Youth.
“Liberdade editorial não deve ser
confundida com liberdade para
matar, logo, fiz o que pude para
evitar o assassinato de reputações,
buscando fontes que confirmassem toda a informação que aqui
se encontra”, escreve Joe Harvard,
que é músico e tem uma banda,
ao apresentar o trabalho que fez
sobre o grupo com o qual Lou
Reed fez fama e história, numa
amostra do que pode ser o desafio
de documentar grandes álbuns
e artistas quando o disco rende
um livro.
LANÇAMENTO
Da coleção O livro do disco, dia
26 de maio, na Livraria da Vila da
Fradique, às 19h, com bate-papo
com os autores Paulo da Costa e
Silva e Bernardo Oliveira, o músico
Tom Zé e a editora Isabel Diegues.
Fotos: Divulgação
livro do disco é nome da
coleção que a editora Cobogó apresenta dia 26 de
maio, terça-feira, na Livraria da
Vila da Fradique. Para marcar o
lançamento, um bate-papo com
os autores Paulo da Costa e Silva
e Bernardo Oliveira e o músico Tom
Zé – que fala sobre seu disco Estudando o samba, que mereceu um
livro na coleção –, além da mediação da editora-chefe da Cobogó,
Isabel Diegues.
Como sugere o nome, O livro do
disco trata de grandes álbuns da
discografia brasileira e estrangeira
e apresenta, de forma abrangente,
pesquisas, entrevistas, reportagens e ensaios sobre o universo
sonoro de cada artista selecionado
e os bastidores das canções reunidas no disco destacado.
Nos primeiros volumes, o crítico
e pesquisador Bernardo Oliveira
escreve sobre o disco Estudando
o samba (1976), de Tom Zé, e o
pesquisador Paulo da Costa e Silva analisa o Jorge Ben dos anos
1960-70, tendo como epicentro
o disco A tábua de esmeralda
(1974). Há ainda, neste primeiro
momento, o livro assinado pelo
ensaísta e professor de literatura
Frederico Coelho, que escreve
sobre LadoB LadoA, d’O Rappa.
Ao lado do editor Mauro Gaspar,
Frederico é também organizador
da coleção.
Com textos assinados por críticos, músicos, escritores, produtores e pesquisadores, a coleção, dizem os editores, se constrói a partir
do fascínio que os álbuns produziram nos autores convidados.
ENCONTRO
Histórias íntimas
Já estão abertas as inscrições para
Histórias talmúdicas sobre a intimidade, estudo-debate
que o rabino e escritor Nilton Bonder apresenta nos dias
9 e 16 de junho na loja do Shopping Pátio Higienópolis
C
onvidado especial da
convenções. Existem
Livraria da Vila em juganhos que compensam
nho, o rabino e escrioutras perdas nessas
tor Nilton Bonder apresenta
escolhas, mas todas
Histórias talmúdicas sobre
as escolhas envolvem
a intimidade nos dias 9 e 16
bônus e ônus. Tem a
do mês que vem, na loja do
ver com a harmonia
Shopping Pátio Higienópolis. É
e n t re c o r p o e a l m a .
onde ele vai apresentar duas
Devemos entender que
sessões do estudo-debate
os sacrifícios não são
inspirado no livro sagrado do
apenas desperdícios,
judaísmo, no qual a ética e as
mas deles se faz posleis aparecem como palavrassível o que é sagrado.
-chaves entre as muitas disO que nós coibimos de
cussões rabínicas. Intimidade
forma consciente, tendo
e o casamento será o tema em
o livre arbítrio para abrir
debate no dia 9. Intimidade e
mão às vezes até do
filhos é o tema do segundo enlivre arbítrio, gera em
contro, no dia 16. As inscrições
nós compromissos e o
já estão abertas e os encontros
sagrado. E dessas viacontecem sempre às 19h30.
vências fica preservada
Autor de mais 20 livros,
a autonomia quando ela
Bonder ficou conhecido no
nos coíbe e constrange
mercado editorial pelo best- O escritor Nilton Bonder, autor de Segundas intenções
o que pareceria ser de
-seller A alma imoral, lançado
interesse do indivíduo.
em 1998, premiado com o Jabuti
Para refletir, mas existem momenEntrevistado por Vila Cultural
em 2000 e transformado em peça
tos onde saciar desejos nos rouba
quando lançou o livro Segundas
teatral com performance memoa autonomia”.
intenções – Vestindo o corpo
rável da atriz Clarice Niskier. Na
moral, Bonder respondeu o secomunidade judaica ou nas inúESTUDO
guinte ao ser perguntado sobre
meras participações em palestras,
Histórias talmúdicas sobre a inticomo, afinal, conciliar desejos
debates, workshops, não necesmidade, com o rabino Nilton Bonindividuais e vida em família e
sariamente ligados a tradições
der, nos dias 9 e 16 de junho, às
sociedade? “É possível conciliar
religiosas, Bonder é reconhecida19h30, na loja do Shopping Pátio
a vida individual e vínculos
mente uma presença que inspira
Higienópolis. As inscrições custam
familiares e fidelidade. A grande
e ilumina a reflexão sobre temas
R$ 200 (para os dois encontros) e
questão é se preservamos nossa
primordiais para compreensão do
podem podem ser feitas pelo e-mail:
autonomia. O que é insuportável
humano na experiência da vida.
[email protected]
é fazermos pelos outros ou por
19
AGENDA
Para saborear
Os escritores Ilan Brenman e César Obeid
fazem uma Degustação de Histórias que junta
os simbolismos budistas e um cardápio vegano de
citações orientais, dia 19 de maio, na Fradique
20
Ilan Brenman
César Obeid
daqueles que invariavelmente cativam a audiência, não importa
se o público é infantil ou adulto.
Brenman diz que a referência para
o repertório que apresenta no Degustação de Histórias deste mês
é o livro As 14 pérolas budistas,
que lançou pela Brinque-Book em
2010. O livro começa contando
sobre o esforço de um monge que
queria muito alcançar a iluminação.
Não media esforços para que isso
acontecesse e queria que fosse o
mais rápido possível. Assim, meditava mais que os outros monges,
recitava mantras ininterruptamente
e jejuava para além do que seria
necessário. “Com o passar do
tempo, o jovem foi emagrecendo
muito e, apesar do terrível aspecto,
continuava suas práticas sem esmorecer. Certa manhã, o mestre
do templo interrompeu um mantra
do seu ansioso aluno e perguntou:
Por que tamanha pressa?”. A partir
daí, várias respostas para muitas
questões da ordem do espírito
aparecem no melhor formato da
sabedoria budista.
DEGUSTAÇÃO DE HISTÓRIAS
Com os escritores Ilan Brenman e
César Obeid, que apresentam histórias budistas e cardápio vegano.
Dia 19 de maio, na Livraria da Vila
da Fradique. As inscrições custam
R$ 100 e podem ser feitas pelo
e-mail: [email protected]
com.br.
Fotos: Divulgação
T
odo o simbolismo da sabedoria e das verdades budistas junto com os sabores de
um cardápio vegano de citações
orientais. É essa combinação inspiradora que celebra a reestreia,
no dia 19 de maio, na loja da Fradique, da série Degustação de
Histórias, programa que fez fama
na agenda cultural da Livraria da
Vila. Em cena, os escritores Ilan
Brenman e César Obeid assumem
respectivamente os lugares do
contador de histórias e do chef
para uma noite que promete.
“Quando você aprende a cozinhar e consegue descobrir o
prazer que vem daí, é um processo
gratificante. A Mãe Terra nos dá o
alimento e, ao preparar a comida,
temos a oportunidade de atuar
nesse ciclo que é próprio da manutenção da vida”, diz o escritor e
chef César Obeid, que tem vários
livros publicados e realiza, entre
outras, oficinas de contação de
histórias, de criação literária e de
culinária natural. Para a cena que
divide com Brenman, Obeid vai
preparar delícias como o arroz
no óleo de coco com legumes,
castanhas e amêndoas e salada de
brotos, entre outros pratos.
Dos mais produtivos autores de
livros infantis do Brasil, Brenman
é exímio contador de histórias,
AGENDA
Outras descobertas
O escritor e jornalista Thales Guaracy
tenta mapear um “DNA brasileiro” em
A conquista do Brasil, que ele autografa dia 20
na Livraria da Vila do Shopping Higienópolis
O
jornalista e escritor Thales
Guaracy lança dia 20 de
maio, na Livraria da Vila
do Shopping Pátio Higienópolis, A
conquista do Brasil (Editora Planeta), livro em que mapeia, como diz,
novas nuances sobre o descobrimento do país e que podem ajudar
a compreender as raízes do “DNA
brasileiro”, já que, ele argumenta,
há muito mais fatos envolvendo
índios, portugueses, espanhóis e
franceses do que o que é revelado
nos livros didáticos.
Com prefácio de Laurentino
Gomes, autor do best-seller 1808,
o livro de Guaracy quer mostrar,
via pesquisa, que o povo brasileiro
– famoso por seu espírito festivo e
alegre – é “herdeiro de uma tradição ambiciosa, escrita à espada
de desbravadores sanguinários,
com a chibata dos mercadores de
escravos e a ambição de nobres
que enriqueceram à margem da
lei e do próprio mundo civilizado”.
Em ritmo de romance, Guaracy
enfatiza a disputa dos europeus
pela primazia da colonização do
Brasil, com “o extermínio genocida
da população nativa, que, na época
do descobrimento, contava cerca
de 1,5 milhões de nativos”. A partir
de documentos originais, Guaracy
revê grandes acontecimentos e
seus personagens. Entre eles, cita
O escritor Thales Guaracy
João Ramalho, o desterrado que se
amoldou à vida dos índios e fundou
uma dinastia de mestiços caçadores de escravos; os jesuítas, que
aplicaram as diretrizes implacáveis da Inquisição na guerra santa
contra uma coalizão de “hereges”;
os franceses protestantes e seus
aliados canibais; e nativos como
Cunhambebe, o “cacique imortal”,
líder da resistência indígena, que
devorava seus inimigos dizendo
que era um jaguar.
Nomes “quase mitológicos”
da história são vistos novamente
como gente de carne e osso.
Entre os portugueses, povo de um
país pequeno, mas com grandes
ambições, estavam os jesuítas
Manoel da Nóbrega, padre gago
incumbido de catequizar um povo
de “língua indecifrável”, e José de
Anchieta, o santo brasileiro, para
quem a melhor pregação para os
índios era “a espada ou a vara
de ferro”. Do lado dos nativos,
postavam-se guerreiros antropófagos com líderes implacáveis –
como Aimberê, o ex-escravo que
se tornou líder da resistência.
Para Guaracy, A conquista do
Brasil não muda o passado, mas
ajuda o leitor a ver com olhos de
hoje em que circunstâncias aconteceu o descobrimento do país. “E
isso, por si só, já é capaz de mudar
a compreensão que temos de nós
mesmos”.
LANÇAMENTO
Do livro A conquista do Brasil (Editora Planeta), dia 20 de maio, na
Livraria da Vila do Shopping Pátio
Higienópolis, a partir das 19h.
21
RETRATO | AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA (1910-1989)
Palavra por palavra
F
oi nos anos de 1970 que o
professor, lexicógrafo, escritor e crítico literário Aurélio
Buarque de Holanda deu formato
definitivo à paixão que alimentava
desde a infância por sua “língua-pátria”, o português. Ao lançar,
em 1975, o Novo dicionário da
língua portuguesa, o autor alagoano, na época com 65 anos, nem
podia imaginar que seu prenome
se transformaria, nas décadas seguintes, em sinônimo de dicionário,
tamanha a importância do livro e
do trabalho que Aurélio desenvolveu ao longo de toda a vida.
Preocupado com o uso do idioma, ele começou a dar aulas de
português quando tinha 14 anos. E
nunca mais parou de pesquisar o
tema que, bem antes do seu famoso dicionário, fez dele, a partir do
dia 4 de maio de 1960, um imortal
na Academia Brasileira de Letras.
Outro ilustre lexicógrafo, Antonio Houaiss (1915-1999), escreveu que Aurélio é “a figura mais
importante da língua portuguesa
nos últimos 150 anos”. Faz todo o
sentido. Ao sistematizar e atualizar, vocábulo por vocábulo, todas
as palavras do português, ele
também revigorou o idioma como
“patrimônio” vivo, dinâmico e em
constante transformação.
Também filólogo e tradutor, Aurélio nasceu há 105 anos, no dia 3 de
maio de 1910, na cidade de Passo
de Camaragibe. O nome que consta em sua certidão de nascimento é
Aurélio Buarque Cavalcanti Ferreira.
Quando atingiu a maioridade, aos
21 anos, decidiu adotar o sobrenome materno, e passou a assinar
Aurélio Buarque de Holanda.
22
Antes de iniciar a faculdade de
Direito, no Recife, em 1932, Aurélio
já sabia de sua vocação literária e,
como autor e pesquisador, aproximou-se de intelectuais nascidos no
nordeste e já influentes no Brasil,
nomes como os dos escritores José Lins do Rego, Graciliano Ramos
e Rachel de Queiroz. No final da
década de 1930, mudou-se para
o Rio de Janeiro e fez fama como
professor de língua portuguesa do
Instituto Rio Branco e do Colégio
Pedro II. Foi nessa época também
que começou a publicar seus textos na imprensa carioca e se aproximou do linguista húngaro Paulo
Rónai, com quem desenvolveu
vários projetos de tradução. Além
de render a coleção Mar de histórias: Antologia do conto mundial,
que teve dez volumes, o convívio
dos dois confirmou o gosto e o interesse de Aurélio pelo significado
e pela etimologia das palavras, o
que fez com que fosse convidado pelo escritor Manuel Bandeira
para pesquisar brasileirismos e
colaborar com a publicação do
Pequeno dicionário brasileiro de
língua portuguesa.
Outra referência importante
na obra de Aurélio é o trabalho
desenvolvido, nos anos de 1960,
na Comissão Machado de Assis,
que tinha o objetivo de trabalhar
os originais do autor de Memórias
póstumas de Brás Cubas. Ainda
que o dicionário tenha lhe dado
fama, Aurélio desde precocemente era autor inspirado e fluente,
como se lê no conto O chapéu
do meu pai, publicado em 1941,
no livro Dois mundos. O conto
é uma homenagem feita depois
da morte do pai do escritor, em
1935. O texto, cuja íntegra está
no site da Academia Brasileira de
Letras, revela toda a habilidade e
sensibilidade de um filho respeitoso, amoroso e bem-humorado,
conforme se lê no seguinte trecho:
“Cristo é filho de Deus, explicava
meu Pai, ao falar-me do mistério da
Santíssima Trindade, que eu não
havia jeito de compreender bem.
Meu Pai acreditava em Deus, na
religião. Só não ia lá muito com os
padres, tanto que, sabendo que
morreria, não pediu confessor. E,
católico, não participava do horror
de alguns aos protestantes – os
‘freis-bodes’, como dizia minha
avó – e gostava de, uma vez ou
outra, ir às suas sessões de espiritismo. Contudo, esse ecletismo
religioso não excluía uma crença
poderosa, entranhada, que não o
desamparou nem nos derradeiros
momentos: a crença em Deus. Ao
fazer um plano, ao sacar sobre o
futuro, invariavelmente Deus entrava em cena, como força de que
dependesse a concretização daquele desejo: ‘Este ano as coisas
estiveram muito ruins. Uma crise
pavorosa. Mas o ano vindouro, se
os negócios melhorarem, com os
poderes de Deus, eu...’. Se estava de chapéu, tirava-o na certa,
erguia-o por um instante, muito respeitoso, ao dizer – ‘com os poderes
de Deus’. ‘Eu tenho fé em Deus’,
‘Deus há de me ajudar’, ‘Deus é
pai’ – estas frases não lhe saíam
da boca sem lhe sair da cabeça
o chapéu”.
Aurélio Buarque de Holanda
morreu aos 79 anos, no Rio de
Janeiro, em 1989.
Ilustração: Jonas Ribeiro
Nascido há 105 anos, o escritor e
lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda
dedicou-se com tanta devoção à língua portuguesa
que seu nome virou sinônimo de dicionário
23
ACONTECEU
Feliz aniversário
O ator e escritor Gregorio Duvivier, o cantor
e compositor Zeca Baleiro, os jovens do projeto
Movimentarte e um inspirado vendedor de poesia
em plena Vila Madalena animaram os 30 anos da Vila
A
24
Duvivier, Marcelo Carnevale e Zeca Baleiro na Fradique
de que a arte ajuda a expressar o
que não se consegue dizer apenas
com palavras. No Movimentarte,
a partir dos estudos corporais, os
alunos vivem o aprimoramento da
consciência corporal e do equilíbrio
mental.
Com uma mesa, uma máquina de
escrever e muita, muita inspiração,
Victor Hugo Cremasco deu vida, na
loja da Fradique, à performance O
vendedor de poesia, numa iniciativa que tem tudo a ver com a Vila
Madalena. De repente, andando
pela rua, os frequentadores encontravam uma “barraquinha” onde
era possível comprar, por valores
simbólicos, um poema original feito
sob medida (e sob encomenda)
para alguém especial. Porque sem
poesia, afinal, a vida perde muito
da sua graça.
Foto: Ana Arra/Divulgação
bril marcou oficialmente o
início das comemorações
dos 30 anos da Livraria da
Vila. Um aniversário e tanto que,
além da agenda cultural com atrações diárias na rotina da Vila,
também incluiu eventos pensados
sob medida para marcar a data. Na
loja da Fradique, o mês começou
com presenças do ator e escritor
Gregorio Duvivier e do cantor e
compositor Zeca Baleiro, convidados do projeto A vizinhança
pela palavra, série de encontros
que reúne diversos artistas, músicos e autores para uma conversa
sobre a importância do diálogo e
da aproximação quando vivemos
juntos e, em especial, sobre a compreensão das diferentes maneiras
de viver e descobrir “vizinhos” em
comunidade.
Outro momento emocionante
aconteceu na loja do Shopping
JK Iguatemi, o cenário escolhido
para a estreia de um grupo profissionalizante do Movimentarte, que
trabalha com jovens com síndrome
de Down. É uma iniciativa que tem
o intuito de divulgar através de
aulas de dança, palestras, eventos
e workshop a importância da dança e da arte no desenvolvimento
das pessoas, reforçando a ideia
PROGRAMAÇÃO | maio_2015*
Foto: Ana Colla/Divulgação
Ao mestre,
com carinho
Lançamentos, teatro, cursos, oficinas,
pocket shows e uma sessão de autógrafos
especial com o escritor Ziraldo estão entre
as atrações na agenda de maio
O escritor e cartunista Ziraldo, que fez do Menino
Maluquinho um personagem inesquecível para
muitas gerações, participa de uma tarde de autógrafos
sábado, dia 23 de maio, às 16h, na loja da Fradique
25
PROGRAMAÇÃO | maio_2015*
Lançamentos
28/5, QUINTA, das 19h às 21h30
Condutas terapêuticas do
Instituto Dante Pazzanese
De Ari Timerman
Ed. Atheneu
2/5, SÁBADO, das 17h às 19h30
Lançamento de CD: Mandando
bala
De Bola Preta
Independente
6/5, QUARTA, das 18h30 às 21h30
Ronald Golias – O gigante do
humor
De Luis Carlos Barbano
Ed. RiMa
7/5, QUINTA, das 18h30 às 21h30
O diário de bordo do parto
De Luciana Herrero
Ed. Instituto Aninhares
Haverá bate-papo com a autora.
14/5, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Busca vida
De Fernanda Nogueira
Independente
20/5, QUARTA, das 18h30 às 21h30
Um livro de amor
De Cristiane Mesquita e
Rosane Preciosa
Ed. Dash
26/5, TERÇA, das 19h às 21h30
Estudando o samba
De Bernardo Oliveira
Ed. Cobogó
Haverá bate-papo com o autor.
27/5, QUARTA, das 19h às 21h30
Raízes do Amazonas
De Marcelo Leite
Ed. Gente
Haverá bate-papo com o autor.
29/5, SEXTA, das 18h30 às 21h30
Biscuit
De Bruna Piantino
Ed. Edição de Autor
30/5, SÁBADO, das 11h às 14h
Psicanálise entrevista – Vol. 2
De Mara Selaibe e Andréa Carvalho
(Org.)
Ed. Estação Liberdade
Haverá bate-papo.
26
Lorena
6/5, QUARTA, das 18h30 às 21h30
Espessantes na confeitaria
De Sandra Canella-Rawls
Ed. Senac
8/5, SEXTA, das 18h30 às 21h30
A simetria de lírios
De Diva Vilas Boas Pimentel e Geraldo
Fortes Bustamante Neto
Ed. Netebooks
12/5, TERÇA, das 18h30 às 21h30
MasterChef – As receitas de Elisa
Fernandes
De Elisa Fernandes
Ed. Planeta
14/5, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Os ossos do mundo
De Rui Moreira Leite e Flávia Carneiro
Leão (Org.)
Ed. Unicamp
14/5, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Ensino em ciências da Saúde:
Formação e prática profissional
De Maria Cecília Sonzogno e Otília
Maria Seiffert (Orgs.)
Ed. Fap-Unifesp
15/5, SEXTA, das 18h30 às 21h30
Sistema político brasileiro: Uma
introdução
De Lúcia Avelar e
Antônio Octávio Cintra (Org.)
Ed. Unesp e
Fundação Konrad Adenauer
19/5, TERÇA, das 18h30 às 21h30
Sobre a natureza do tempo
De Lia do Rio
Ed. Virgiliae
20/5, QUARTA, das 18h30 às 21h30
Práticas e cláusulas abusivas
nas relações de consumo de
aquisição imobiliária
De Cássio Ranzini Olmos
Ed. Almedina
Shopping
JK Iguatemi
9/5, SÁBADO, das 16h às 19h
A caverna cristalina – Vol. 3
De Christiane de Murville
Ed. Chiado
14/5, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Mas, afinal, o que é essa tal
organização?
De Sidney Zaganin Latorre
Ed. Senac
16/5, SÁBADO, das 18h às 21h30
A convenção do amor
De Enoque Albuquerque
Ed. Lachâtre
Shopping
Cidade Jardim
27/5, QUARTA, das 18h30 às 21h30
Tratado de audiologia
De Edilene Boechat
Ed. Gen
* Programação sujeita a alteração.
Fradique
Shopping
Pátio Higienópolis
7/5, QUINTA, das 18h30 às 21h30
O regime jurídico da expulsão
de estrangeiros no Brasil – Uma
análise à luz da Constituição
Federal e dos tratados de
Direitos Humanos
De Luis Vanderlei Pardi
Ed. Almedina
14/5, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Receitas para conjugalidade
De Vera Lucia Pereira Alves
Ed. Annablume
20/5, QUARTA, das 18h30 às 21h30
Arbitragem internacional e sua
aplicação no Direito Brasileiro –
2ª Edição
De Carolina Iwancow Ferreira
Ed. D'Plácido
29/5, SEXTA, das 18h30 às 21h30
Cozinhar com arte, intuição e
amor
De Cléo Martins
Ed. Independente
13/5, QUARTA, das 19h às 21h30
Perdas compartilhadas
De Fabiana Grandela Casarini e Maria
Cristina della Santa Baumgartner (Org.)
Ed. Com-Arte
20/5, QUARTA, das 19h às 21h30
A conquista do Brasil
De Thales Guaracy
Ed. Planeta
25/5, SEGUNDA, das 18h30 às 21h30
As filhas do rio
De Ilko Minev
Ed. Livros de Safra
28/5, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Faces da ajuda humanitária
De Sibele Oliveira
Ed. Chiado
Batel
9/5, SÁBADO, das 16h às 19h
Nova York com crianças
De Fernanda Ávila
Ed. Pulp
16/5, SÁBADO, das 18h30 às 21h30
Trabalhador versus automação
De Patrícia Dittrich Ferreira Diniz
Ed. Juruá
21/5, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Bem-vindo ao inferno
De Vana Lopes e Claudio Tognolli
Ed. Matrix
23/5, SÁBADO, das 15h às 18h
O mundo surreal
De Diego Alvarez
Ed. Giostri
Galleria
Fotos: Divulgação
7/5, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Vida & amores – Poemas e
poesias
De João Cândido de Lima Neto
Ed. Pontes
13/5, QUARTA, das 18h30 às 21h30
MasterChef – As receitas de Elisa
Fernandes
De Elisa Fernandes
Ed. Planeta
30/5, SÁBADO, das 15h às 18h
She Wolf
De Paula Araújo
Ed. Giostri
Degustação de
histórias
Participe de uma noite muito especial,
com histórias do mundo regadas a
vinho e alta gastronomia!
A Degustação de Histórias é um projeto exclusivo da Livraria da Vila, em
parceria com o contador de histórias
Ilan Brenman e a chef de cozinha Tanea Romão. Uma noite inesquecível!
19/5, TERÇA, das 19h45 às 21h30
Tema: Budista-Vegana
Com Chef César Obeid
Apresentação musical: Renata von
Poser
Loja: Fradique
Valor: R$ 100 por pessoa
Inscrições:
[email protected]
Vagas limitadas!
Sarau
30/5, SÁBADO, das 19h às 21h
Sarau dos Conversadores
Com Os Conversadores
Evento gratuito.
Loja: Lorena
Clube de leitura
11/5, SEGUNDA, das 20h às 21h
Clube da Vila: O homem que
amava os cachorros, de Leandro
Padura
Apoio: Companhia das Letras e
Boitempo
Com Kim Doria
Inscrições: clubedavila.companhia
[email protected]
Loja: Fradique
22/5, SEXTA, das 19h30 às 21h30
Leitura Compartilhada: O
estranho caso do cachorro
morto, de Mark Haddon
Com Os Espanadores
Loja: Fradique
26/5, TERÇA, das 19h30 às 21h30
Clube Companhia
Com Lívia Brito e Rita Vianna
Loja: Lorena
27
PROGRAMAÇÃO | maio_2015*
Palestras
6/5, QUARTA, das 15h às 17h
Bate-papo Educacuca
Com Cris Vairo
Loja: Lorena
6/5, QUARTA, das 19h30 às 21h30
Noites de gestão: O poder do
hábito
Com Almir Neves e Melissa Guimarães
Inscrições: http://clickconhecimento.
com.br/index.php/noites-de-gestao/
Evento gratuito.
Loja: Pátio Batel
7/5, QUINTA, das 19h30 às 21h30
Bioarquitetura
Com Flávia Ralston
Evento gratuito
Loja: Galleria Shopping
9/5, SÁBADO, das 11h às 13h
Café lacaniano: Destinos da
libido no século 21
Com Fani Hisgail e Paul Kardous
Cento e dez anos depois da primeira
edição dos Três ensaios para uma teoria
da sexualidade, escrito por Freud,
a cultura capitalista, abrangendo o
conjunto dos processos de produção,
circulação e consumo de significações
na vida contemporânea, parece estar
anos-luz na frente do pioneirismo
freudiano. Agora, tudo ou quase tudo
seria possível no mundo dos corpos...
Entretanto, como cada época padece
do estilo de recalcamento que lhe é
próprio, quais seriam hoje os limites
28
das pulsões e dos gozos, socialmente
permitidos ou inadmissíveis?
Evento gratuito.
Loja: Fradique
9/5, SÁBADO, das 19h30 às 21h30
Encontro de fãs: Séries de TV
Com Saga Via HP
As séries de TV estão se tornando cada
vez mais populares entre as pessoas.
Já imaginou juntar sua série favorita e
uma boa leitura? O encontro séries de
TV/Livros é a oportunidade de você
conhecer sua série favorita através
das páginas de um livro. Venha a esse
encontro onde vamos debater sobre
The walking dead, Game of thrones,
The 100, Once upon a time, Sherlock
Holmes e muitas outras séries.
Evento gratuito.
Loja: Pátio Batel
12/5, TERÇA, das 19h30 às 21h30
Amor singelo: Solidão, encontro,
separação e reencontro
Com Sergio Seixas e Lygia Franklin
de Oliveira
Valor: R$ 20
Loja: Pátio Batel
13/5, QUARTA, das 19h às 21h30
Palestra e exibição do
documentário Um diálogo sobre
energia
Com Marta Maia e Sérgio Zeigler
Apoio CPFL Cultura
Evento gratuito.
Loja: Shopping Pátio Higienópolis
13/5, QUARTA, das 19h30 às 21h30
Você cria sua própria realidade
Com Maria Helena Ramos
Evento gratuito.
Loja: Pátio Batel
14/5, QUINTA, das 19h30 às 21h30
Cineleitura: O tambor
Com Paulo de Tarso
Evento gratuito
Loja: Galleria Shopping
16/5, SÁBADO, das 11h às 13h
Sócrates ao café: o ambiente
privilegiado do sonho noturno
Com Bernadette Biaggi
Qual a função da experiência onírica?
Segundo Mattew Walker, o estágio
do sonho é uma espécie de terapia
durante a noite. Na tribo senoi, na
Malásia, no desjejum os sonhos são
compartilhados numa verdadeira
terapia familiar, onde conselhos e
simulações futuras são vivenciados
pelos integrantes.
O sonho é um processo ativo onde
surgem ideias importantes. Freud era
um grande neurocientista e contribuiu
para o entendimento da psique. Em
1900, ele nos deu a ideia de que
nossos sonhos teriam significado
oculto e seria uma tentativa do nosso
inconsciente de realizar desejos. Viaos como “estrada real para alcançar
o conteúdo oculto, inconsciente”. Na
psicanálise muito se pensou a respeito
dos sonhos e novas observações e
teorias foram surgindo. Para refletir
sobre os processos psíquicos afetivos
e emocionais e os mecanismos de
imaginação e fantasia no ambiente
fisiologicamente privilegiado dos
sonhos noturnos com seus conteúdos,
enredos e personagens, a psicóloga
Thaisa Barros Quintão, a psicanalista
Bernadette Biaggi do Instituto Biaggi
e a contadora de história, atriz e arte-educadora Xika Fonseca, convidam
você pra um gostoso bate-papo ao
sabor da arte e cultura.
Evento gratuito.
Loja: Fradique
16/5, SÁBADO, das 11h às 13h
Diálogos do lacaneando: Ética e
desejo do analista
Com Shirley Sesarino, Maria Lucia
Homem e Silvana Pessoa e mediação
de Patrizia Corsetto
A partir de um fragmento da peça
Antígona, de Sófocles, encenada pelo
Grupo Gota D'agua, as psicanalistas
falam sobre ética da Psicanálise e
desejo do analista
Evento gratuito.
Loja: Pátio Batel
19/5, TERÇA, das 19h30 às 21h30
Ouvindo Leminski
Com Estrela Leminski
Bate-papo com Estrela Leminski sobre
o songbook Paulo Leminski. O material
é um resgate e documentação histórica
da obra musical de Paulo Leminski,
falando sobre o processo do trabalho,
a recuperação do acervo que estava
em fita-cassete e demais assuntos
relacionados à produção musical do
poeta, pouco conhecida do público.
Após o bate-papo, haverá noite de
autógrafos.
Loja: Pátio Batel
* Programação sujeita a alteração.
5/5, TERÇA, das 19h30 às 21h30
Mais ainda: Sexualidade e
linguagem
Com Paul Kardous e Araceli Albino e
mediação de Patrizia Corsetto
A psicose sempre marcou a sua posição
de existência pelo assombramento
e pelo sofrimento, distanciando o
ser humano de sua humanidade. A
experiência clínica mostra que uma
das grandes questões de angústia do
psicótico está relacionada de alguma
forma com o corpo. Jacques Lacan
(1953), no texto Função e campo da
fala e da linguagem, aponta para o
corpo marcado pelo simbólico, por
meio do estabelecimento de relação
entre a fala-linguagem e corpo, nos
quais as diversas partes do corpo
podem servir de significantes, ou seja,
vão além do corpo vivo.
Evento gratuito.
Loja: Lorena
20/5, QUARTA, das 19h30 às 21h30
Pocket Show: Leminskanções
Com Estrela Leminski
O pocket show trará Estrela Leminski,
que se apresentará acompanhada
de Téo Ruiz, e vai mostrar ao público
canções de autoria de Paulo Leminski
(letra e música) e parcerias dele
com outros artistas, como Itamar
Assumpção e Moraes Moreira. Muitas
das músicas que serão apresentadas
compõe o disco duplo Leminskanções,
que, entre parcerias, inéditas e
composições exclusivas de Leminski,
foram selecionadas por Estrela após
seis anos de pesquisa, resgate e
registro documental de todo o legado
musical deixado por Leminski.
Loja: Pátio Batel
23/5, SÁBADO, das 10h30 às 13h30
Diálogos do lacaneando:
Conferência: Enlaces e
desenlaces da vida sexual
Com o psicanalista Antonio Quinet
Coordenação: Patrizia Corsetto
O que enlaça homens e mulheres
na vida sexual? A vida sexual dos
seres humanos é atravessada pelo
inconsciente. Não há nada natural
em nossa vida sexual. O sexo é
desnaturalizado por sermos seres
de linguagem. O ser humano é um
ser-para-o-sexo. Afinal: o que enlaça
homens e mulheres na vida sexual?
Evento gratuito.
Loja: Lorena
23/5, SÁBADO, das 11h às 13h30
Ciclo Banalidade do mal
Com Maria Rita Kehl e Marcia Tiburi
Apoio: Núcleo Távola
Evento gratuito.
Loja: Shopping Pátio Higienópolis
26/5, TERÇA, das 19h30 às 21h30
Educação em debate: O Livro
didático de matemática e
ciências da natureza
Com Luis Carlos de Menezes,
Nelson José Machado, Rogério Nigro e
mediação de Marcelos Lellis
Apoio ABRALE
Evento gratuito.
Loja: Shopping JK Iguatemi
28/5, QUINTA, das 19h30 às 21h30
Maturidade feminina: O tempo
de contar a própria história
construindo sentidos
Com Paula F. L. Cordeiro Zilio
Loja: Galleria Shopping
28/5, QUINTA, das 19h30 às 21h30
Projeto: A vizinhança
Com Marcelo Carnevale
A roda comunitária oferece partilha
das experiências de vida e saberes
de for ma horizontal e circular. A
proposta tem como foco encorajar
os participantes para que eles
próprios possam redescobrir o prazer
da convivência e da celebração. O
projeto A vizinhança valoriza a palavra
como elo capaz de fortalecer os
laços comunitários, a cooperação e o
acolhimento na cidade.
Evento gratuito.
Loja: Fradique
30/5, SÁBADO, das 10h30 às 13h30
Diálogos do lacaneando: A voz na
experiência psicanalítica
Com Conrado Ramos, Mauro Mendes
e Lucília Abrahão Souza e mediação
de Patrizia Corsetto
A mudança de posição do lugar da
voz na clínica inaugurou a psicanálise.
Essa inovação aconteceu porque
Freud deu voz às histéricas. Ao escutálas, Freud fez emergir a voz tomando-a
como objeto pulsional. Uma voz, ao
emitir palavras, transmite muito além
do que letras conjuntas que quando
abraçadas oferecem significado aos
objetos, aos sentimentos, às emoções.
Evento gratuito.
Loja: Shopping Pátio Higienópolis
Cursos e workshop
Dia 4 e 18/5, SEGUNDAS, das 19h30
às 21h
Descobrindo novos sabores com
Alimentação Integrativa
Com Anah Locoselli
Tomar consciência do que nutre, como
e por quê nos permite reconhecer padrões, ressignificar a vida e integrar
novas ações que conduzem a estados
de alegria, tranquilidade, vitalidade,
saúde, beleza, leveza, confiança, poder, bem-estar e amor consigo mesmo
e com o todo. Percepção sensorial,
respiração, meditação, aromaterapia,
canto, expressão corporal e alimentação fazem parte da linguagem da
Alimentação Integrativa. Um despertar
conduzido pelo saborear que possibilita assimilar e manifestar verdades
internas, transitando naturalmente para
hábitos saudáveis. Uma vivência para
purificar, transformar e nutrir o seu ser.
Valor: R$ 38
Inscrições: (11) 97691-8135 e
[email protected]
Loja: Fradique
14/5, QUINTA, das 10h às 17h
Revolucione seu jeito de
estruturar conteúdos
Com Joyce Baena
Aprenda a “amarrar” informações
soltas em uma sequência lógica e
interessante para o público. Vamos trabalhar estratégia, clareza, objetividade
e ordem do conteúdo.
Apoio: La Gracia Design
Mais informações: http://br.lagracia.
com.br/jornada-pela-comunicacaointeligente/
Loja: Fradique
16/5, SÁBADO, das 10h30 às 13h30
Disciplina Positiva: Construindo
pontes com o adolescente
Com Bette Rodrigues
Inscrições: [email protected]
gmail.com
Loja: Lorena
29
PROGRAMAÇÃO | maio_2015*
VILA DA CRIANÇA
FRADIQUE
2/5, SÁBADO, das 16h às 17h
Oficina: Mitologia das flores
Com Aline Gandolla
Apoio: Ed. Vergara & Riba
Educacuca
O objetivo primordial do Educacuca é
promover o desenvolvimento, a aprendizagem e a socialização das crianças
em seus primeiros anos de vida, além
de instrumentalizar o adulto cuidador,
orientando-o e enriquecendo seu repertório de brincadeiras. Para isso,
oferecemos um programa em que a
criança e um adulto responsável, mediados por educadoras capacitadas,
participam de até dois encontros semanais em que, inseridos num grupo,
vivenciam uma série de experiências
lúdicas, planejadas e organizadas
cuidadosamente de modo a estimular
seu desenvolvimento físico, socioemocional e cognitivo, além de propiciar a
aquisição e o aprimoramento da linguagem verbal. Para agendamento de
aula experimental e informações sobre
horários para cada grupo, consulte o
site www.educacuca.com.br
Idade Permitida: 3 a 30 meses.
Terças e quintas – Loja: Lorena
Quartas – Loja: Fradique
CIDADE JARDIM
16/5, SÁBADO, das 16h às 17h
Oficina: Mitologia das flores
Com Aline Gandolla
Apoio: Ed. Vergara & Riba
9/5, SÁBADO, das 15h às 18h
Lançamento: Sombra de um anjo
– 2ª edição
De Ana Beatriz Brandão
Ed. Novo Século
16/5, SÁBADO, das 11h às 14h
Lançamento: Doncobim
e A menina que queria ser um
elefante
De André J. Gomes
Ed. Nova Alexandria
16/5, SÁBADO, das 15h às 18h
Lançamento: Paulo, o polvo
De Daniel Goltcher
Ed. Globo
Haverá contação de histórias.
17/5, DOMINGO, das 11h às 14h
Lançamento: Conversa de
Mirella com Jesus
De Sônia de Almeida
Ed. Ação 7
17/5, DOMINGO, das 16h às 17h
Atividade: Roda de leitura com
cães
Com Andrea Petenucci
23/5, SÁBADO, das 16h às 19h
Bate-papo e sessão de autógrafos
Com Ziraldo
Ed. Melhoramentos
24/5, DOMINGO, das 16h às 17h
Contação de histórias: A casa
sonolenta
Com Rute Beserra
Apoio: Ed. Vergara & Riba
LORENA
16/5, SÁBADO, das 16h às 19h
Lançamento: Malala – A menina
que queria ir para a escola
De Adriana Carranca
Ed. Cia. das Letrinhas
17/5, DOMINGO, das 16h às 17h
Oficina: Mitologia das flores
Com Aline Gandolla
Apoio: Ed. Vergara & Riba
23/5, SÁBADO, das 16h às 17h
Contação de histórias: Ser e
parecer
Com Marina Bastos
Apoio: SM Edições
30/5, SÁBADO, das 16h às 17h
Oficina: Mitologia das flores
Com Aline Gandolla
Apoio: Ed. Vergara & Riba
HIGIENÓPOLIS
16/5, SÁBADO, das 16h às 19h
Lançamento: Juca pé de fruta
De Léo Tafuri
Ed. Alaúde
16/5, SÁBADO, das 16h às 19h
Lançamento: A luz da lua
De Giovana Umbuzeiro Valent
Ed. Fundamar
Haverá contação de histórias.
9/5, SÁBADO, das 16h às 17h
Atividade: Oficina play-doh
Com Ateliê Maria Flor
30
30/5, SÁBADO, das 16h às 17h
Contação de histórias: O coelho
de veludo
Com Juliana Araújo
Apoio: Ed. Poetisa
GALLERIA
MOEMA
24/5, DOMINGO, das 16h às 17h
Oficina: Mitologia das flores
Com Aline Gandolla
Apoio: Ed. Vergara & Riba
24/5, DOMINGO, das 16h às 17h
Oficina Cola Pritt
Com Ateliê Maria Flor
Livro: A menina que queria
ser um elefante
Autor: André J. Gomes
ilustrações: Júnior Caramez
Ed. Nova Alexandria
31
PROGRAMAÇÃO TEATRAL | maio_2015*
Teatro Infantil
De 2/5 a 31/5, SÁBADOS e DOMINGOS, às 16h
Os Três Porquinhos
Era uma vez... – como todas as histórias começam –
Três Porquinhos. Um belo dia, eles receberam de suas
mães algumas valiosas moedas para comprar materiais
e construir cada um a sua própria casa. Foi uma alegria
danada, porque a partir de então todos teriam um cantinho
para chamar de seu. Mas eis que na hora da construção
alguns materiais não chegaram... e foi aí que começou
a confusão!
Local: Galleria Shopping de Campinas
Valor: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada
32
De 2/5 a 31/5, SÁBADOS e DOMINGOS, às 16h
A fantástica história de João e Maria
Nessa adaptação da história dos irmãos Grimm, João e
Maria, muito espertos, saem em busca de alimentos e
acabam se perdendo no meio de uma imensa floresta.
O que eles não sabiam é que o perigo se aproximava e
uma bruxa iria surpreendê-los. Nesta releitura, a imagem
da bruxa má, com nariz enorme e chapéu assustador, é
descaracterizada, dando espaço a uma bruxa boazinha
e atrapalhada.
A peça traz uma reflexão sobre o perigo e o mal, que
muitas vezes não são visíveis e podem estar escondidos
atrás de boas aparências.
Local: Pátio Batel de Curitiba
Valor: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada
* Programação sujeita a alteração.
De 2/5 a 28/6 – exceto dias 23 e 24 de maio. SÁBADOS
e DOMINGOS, às 15h
O Gato de Botas
A famosa história se passa em torno das aventuras de
um Gato muito esperto e inteligente que transforma
seu dono, um simples camponês, em um marquês, o
marquês de Carabás. Mas o jovem Carabás se preocupa
com o futuro do reino e com a destruição da floresta e
não aceita as condições impostas pela vilã, a bruxa
Genoveva. A tirana, então, joga sobre ele um feitiço para
que pare de falar e de se rebelar contra suas ordens,
mas o seu Gato é atingido e o efeito da magia funciona
ao contrário. O Gato então começa a falar! Vira um ser
mágico, encantado, e usa toda sua astúcia para ajudar
seu amo a fazer justiça.
Local: Shopping JK Iguatemi
Valor: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada
De 2/5 a 28/6, SÁBADOS e DOMINGOS, às 16h
Passe mágico
Irreverente e com muito humor, todos entram no clima
espirituoso das brincadeiras, piadas e mágicas deste
espetáculo que apresenta números fascinantes e de
última geração, como “o poder da palavra mágica”, “o
mistério da corda” (rotina premiada com o primeiro lugar),
entre outros. As mágicas acontecem com a participação
das crianças e, ao final da apresentação, todos querem
mais!
Local: Shopping Pátio Higienópolis
Valor: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada
Teatro Jovem
De 16/5 a 4/7, SÁBADOS, às 17h30
O alvo
Amanda, Maria Anna, Rebecca e Nina são amigas inseparáveis desde o Ensino
Fundamental. Já viveram um monte de coisa juntas, coisas legais e outras nem
tão legais assim, que, de uma maneira ou de outra, uniu as amigas até o primeiro
ano do Ensino Médio. Mas agora que elas estão na sala de espera da diretoria do
colégio, a amizade está ameaçada. Em meio a divertidas situações e discussões
acaloradas, a trama fará com que elas revelem fatos e opiniões surpreendentes
umas às outras e mudem as suas vidas para sempre.
Local: Shopping JK Iguatemi
Valor: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada
Teatro Adulto
De 11/4 a 31/5, SÁBADOS às 20h e DOMINGOS às 18h
Ninguém vai rir
Um obsessivo crítico de arte persegue outro crítico de arte em busca de aprovação
de um artigo escrito para uma importante revista. Mas, para não confrontá-lo
na crítica, ele inventa uma rede de mentiras com graves consequências que
afetam seus alunos, seu cargo na universidade, sua reputação profissional, sua
namorada, sua casa e seu destino como escritor.
Local: Shopping Pátio Higienópolis
Valor: R$ 40 inteira | R$ 20 meia-entrada
Fotos: Eli d'amore (Isso não é uma ilusão) e Divulgação
De 9/5 a 28/6, SÁBADOS às 20h e DOMINGOS às 18h
Tudo sobre os homens
Obra do escritor croata Miro Gavran, traduzida para o português pelo ator e
diretor Flávio Faustinoni, que assina também a direção cênica do texto, Tudo
sobre os homens tem 12 personagens, vividos por Oscar Magrini, Denis Victorazo
e Flávio Faustinoni, que contam diferentes histórias sobre o universo masculino,
retratando cenas do cotidiano com bom humor e sensibilidade.
Local: Shopping JK Iguatemi
Valor: R$ 40 inteira | R$ 20 meia-entrada
De 14/5 a 25/6, QUINTAS, às 20h
Fale mais sobre isso
Fale mais sobre isso é um texto que discute com humor a capacidade e o desejo
da mudança. Tendo como pano de fundo o consultório de uma psicoterapeuta
onde passam quatro personagens distintos, o texto discute e revela angústias,
dramas, dúvidas, questionamentos e o desconforto que leva cada personagem a
procurar ajuda para mudar. Trata-se de um espetáculo-solo em que a atriz Flávia
Garrafa, formada em psicologia pela USP, encena os cincos papéis de maneira
dinâmica e divertida e leva para o palco a junção dessas tão antagônicas, porém,
complementares, profissões: psicóloga e atriz. Texto escrito pela própria atriz
com direção de Pedro Garrafa.
Local: Shopping JK Iguatemi
Valor: R$ 60 inteira | R$ 30 meia-entrada
Dias 8/5 e 22/5, SEXTAS, às 20h
Isso não é uma ilusão
Três dos principais mágicos do Brasil se unem para produzir um espetáculo
totalmente novo e bem-humorado. Os mágicos Cláudio Grassi, Ortega e Wagner
Messa interagem no palco e a todo momento o público é convidado para
participar das ilusões e entrar em um mundo de diversão e mágica. Dirigido por
Ozcar Zancopé, o show embarca no formato stand-up, já consagrado no humor.
Local: Shopping JK Iguatemi
Valor: R$ 60 inteira | R$ 30 meia-entrada
TEATRO DA LIVRARIA DA VILA
Mais informações e ingressos: www.ingressorapido.com.br
33
34
35
36
37
38
30 livros com
30% de desconto
Literatura inglesa
Moll Flanders, Admirável mundo novo, Um lugar chamado liberdade,
Os herdeiros e mais 26 títulos imperdíveis com 30% de desconto!
39
40
41
Vila do Leitor
por nkaísa*
* Paulistana e “suburbana”, Kaísa Tembela Santos, que assina nkaísa (que signifca saudade, no idioma kikongo, de Angola), desenha desde
a infância. Estudou arquitetura, design e história da arte e, a pedidos, começou a publicar seus trabalhos na internet enquanto aprimora,
como diz, sua linguagem para uma “ilustração infantojuvenil afrocentrada”. Veja outros trabalhos da artista em nkaisa.tumblr.com
A página Vila do Leitor é um espaço aberto para todos aqueles que gostam de escrever, ilustrar e fotografar. Todos os interessados em ter seus
trabalhos aqui publicados devem enviá-los para o e-mail: [email protected]
42
NOSSAS DICAS
MAIS VENDIDOS |abril_2015
LI E GOSTEI
CDs
DVDs
Marina Melo
Cadastro
1º Zoró [Bichos esquisitos] – Vol. 1
Zeca Baleiro (Canal 3)
2º Rebel heart
Madonna (Universal Music)
3º Wallflower – Deluxe
Diana Krall (Universal Music)
4º Leminskanções – Estrelinski e/os
Pauleiras
Estrela Leminski (Tratore)
5º In the lonely hour
Sam Smith (Universal Music)
1º Operação Big Hero
Chris Williams (Disney Home)
2º Peppa – Soltando pipa
Mark Baker (Universal Pictures)
3º Boyhood – Da infância à
juventude
Richard Linklater (Universal Pictures)
4º Coleção Flip 10 anos
Gustavo Rosa de Moura (Primo
Filmes)
5º Caixa de mudança
(Maria Farinha Filmes)
Ficção
Não Ficção
1º Trinta e oito e meio
Maria Ribeiro (Língua Geral)
2º Judas
Amós Oz (Companhia das Letras)
3º Meu quintal é maior que o mundo
Manoel de Barros (Objetiva)
4º O homem que amava os cachorros
Leonardo Padura Fuentes (Boitempo)
5º O pintassilgo
Donna Tartt (Companhia das Letras)
1º Jardim secreto
Johanna Basford (Sextante)
2º Floresta encantada – Livro
de colorir e caça ao tesouro
antiestresse
Johanna Basford (Sextante)
3º Jardim encantado – Livro de
colorir antiestresse
Sophie Leblanc (Alaúde)
4º Fantasia celta – Livro de colorir
antiestresse
Michel Solliec (Alaúde)
5º Bela cozinha – As receitas
Bela Gil (Globo)
Infantil
Juvenil
1º Lá e aqui
Carolina Moreyra (Pequena Zahar)
2º Meu livro animado: O sapo guapo
e sua turma
(Publifolha)
3º Selvagem
Emily Hughes (Pequena Zahar)
4º Olivia não quer ser princesa
Ian Falconer (Globinho)
5º O que tem dentro da sua fralda?
Guido van Genechten (Brinque-Book)
1º Diário de um Banana – Caindo na
estrada
Jeff Kinney (Vergara & Riba)
2º Extraordinário – Não julgue um
menino pela cara
R. J. Palacio (Intrínseca)
3º Diário de Pilar na Amazônia
Flávia Lins e Silva (Pequena Zahar)
4º Diário de uma garota nada
popular: Histórias de uma estrela de
TV nem um pouco famosa – Vol. 7
Rachel Renée Russell (Verus)
5º Convergente
Veronica Roth (Rocco)
Importados | adulto
Importados | infantojuvenil
1º Genesis
Sebastião Salgado (Taschen)
2º Os Gemeos
Pedro Alonzo (Gingko Press)
3º Fluidità
Massimiliano e Raffaele Alajmo
(Alajmo)
4º O livro dos símbolos
(Taschen)
5º Where chefs eat
(Phaidon Press)
1º Harry Potter – Lord Voldemort's
wand with sticker kit
(Running Press)
2º Harry Potter – Horcrux locket and
sticker book
(Running Press)
3º O dia em que os lápis desistiram
Drew Daywalt (Orfeu Negro)
4º Peppa pig’s book and toy gift set
(Ladybird Books)
5º The very hungry caterpillar
Eric Carle (Penguin Books USA)
Selva de gafanhotos
Andrew Smith
Austin Szerba está passando pelo momento
mais confuso de sua vida.
Sua única certeza é que
o mundo está acabando e
seu trabalho é registrar a
história. Não há como não
rir com a perplexidade
que o livro causa – nele,
todas as estradas se encontram da maneira mais
inusitada possível. Com dilemas adolescentes, cientistas audaciosos e uma
pitada de terror, Selva de gafanhotos é
um verdadeiro dínamo quando se trata
de narrar o fim do mundo.
Ed. Intrínseca
OUVI E GOSTEI
Fernanda Coutinho
Moema
Dreamland
Andrew Smith
Ouvi uma música do
C D D re a m l a n d d e
Madeleine Peyroux e
comprei o CD no dia
seguinte! Um álbum
incrível pra quem
gosta de blues. E Madeleine tem um tom
de voz marcante que
lembra muito Billie Holiday!
Warner Music
43
44

Documentos relacionados

shopping pátio higienópolis

shopping pátio higienópolis de Guarulhos, fora do circuito que eu chamo de “zona sul” paulistana (Higienópolis, Vila Madalena, Jardins, Morumbi e adjacências), a filial foi instalada no

Leia mais