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 PROGRAMA E RESUMOS Convidados Internacionais Anne Brun Bruno Rebillaud Christine Davoudian Nora Woscoboinik Scheimberg Comissão Organizadora Nacional Regina Orth de Aragão (RJ) – Presidente da ABEBÊ Isabel Kahn Marin (SP) Eloisa Tavares de Lacerda (SP) Débora Regina Unikowski (RJ) Cisele Ortiz (SP) Paulina Rocha (PE) Nadja Rodrigues de Oliveira (DF) Comissão Organizadora Local Coordenação: Nadja Rodrigues de Oliveira e Daniela Scheinkman Chatelard Sancha Benvindo Lopes Dione Zavaroni Eliana Amorim Comissão Científica Coordenação: Silvia Zornig Ana Elizabeth Cavalcanti (PE) Angela Rabello (RJ) Claudia Amorim Garcia (RJ) Cristina Abranches (MG) Cristina Kupfer (SP) Damaris Maranhão (SP) Ednamara Santos (DF) Laurista Correia Filho (DF) Manoel Tosta Berlinck (SP) Maria Cecilia Pereira da Silva (SP) Mariangela Mendes de Almeida (SP) Silvana Rabello (SP) Silvia Ferreira (PE) Vital Didonet (DF) Zilma de Moraes (SP) Apoios PROGRAMA 31 de outubro quinta-­‐feira Cursos Pré-­‐Encontro Auditório 08h00 -­‐ 10h00 Curso 1 – “A PINTURA E A MODELAGEM COMO MEIOS TERAPÊUTICOS NO TRATAMENTO DOS AUTISMOS E OUTRAS PATOLOGIAS PRECOCES” Professora: Anne Brun, professora de Psicologia e Psicopatologia Clínica da Universidade de Lyon II, Lyon, França 08h00 -­‐ 10h00 Coffee Break 10h30 -­‐ 12h30 Curso 3 – “RELAÇÃO ENTRE O AMBIENTE E OS CUIDADOS MATERNOS -­‐ EFEITOS DE PREVENÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA” Professor: Bruno Rebillaud, Diretor do Centre Myriam David e do L’Ilôt Bébés – Centro de acolhimento para pais e bebês. Paris, França 12h30 – 13h30 Almoço 13h30 -­‐ 15h30 Curso 4 – “DESAFIOS DA EDUCAÇÃO DE BEBÊS EM CRECHE: NA DIVERSIDADE, COMO GARANTIR A SINGULARIDADE?” Professores: Cisele Ortiz, coordenadora do Instituto Avisa-­‐lá e Maria Teresa Venceslau de Carvalho, professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz e formadora do Instituto Avisa-­‐lá, São Paulo. 15h30 – 16h00 Coffee Break 16h00 -­‐ 18h00 Curso 2 – “TRANSTORNOS ALIMENTARES NA PRIMEIRA INFÂNCIA” Professor: Wagner Ranna, professor do Curso de Psicossomática Psicanalítica do Instituto Sedes Sapientae, São Paulo 1 de novembro sexta-­‐feira Auditório Jacarandá 8:15h -­‐ 8:30h Abertura 8:30h -­‐ 10:30h Simpósio PROMOÇÃO, PREVENÇÃO OU PREDIÇÃO? Coordenadora – Nadja Rodrigues Palestrantes: Nora Scheimberg, Bruno Rebillaud, Regina Orth de Aragão 10:30 -­‐ 11h Intervalo Sala Caviúna 11h – 12h30 Oficina 1 ASSISTÊNCIA À SAÚDE MATERNO INFANTIL EM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE: HÁ ESPAÇO PARA PREVENÇÃO? MOLES TGMG, CONDES RP Ipê Amarelo 11h – 12h30 Painel 2 INTERVENÇÕES VINCULARES PRECOCES E A VIDEOGRAFIA COMO MÉTODO CLÍNICO GERASIMCZUK A, RABELLO S CLÍNICA MÃE-­‐BEBÊ NA PREVENÇÃO DE AUTISMO: A TRANSFERÊNCIA CONTINENTE PARA MÃE-­‐BEBÊ MUTARELLI A, INFANTI R B INTERVENÇÕES VINCULARES PRECOCES RABELLO R Tingui Serrado 11h – 12h30 Painel 5 A PSICANALISE NO BERÇARIO: UMA INTERVENÇAO IMPOSSÍIVEL FREIRE KFB O PAPEL DE UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NA PROMOÇÃO DE SAÚDE DE BEBÊS E CRIANÇAS DE 0 A 3 ANOS EM CRECHE PASCHOAL L, BORIOLLO BC, SÃO MARCOS DBF, CREMONEZI AK ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A POSSIBILIDADE DE INTEGRAR O OLHAR DO PSICANALISTA E O OLHAR DO PEDAGOGICO SOUZA V Macauba 11h – 12h30 Painel 8 A PARENTALIDADE CONTEMPORÂNEA E A DIMENÇÃO TEMPORAL DO BEBÉ NO APARECIMENTO DE DISTURBIOS GASTROENTEREOLÓGICOS PRECOCES COBRA CB A IMPORTÂNCIA DOS REFLEXOS PRIMÁRIOS NO LAÇO SOCIAL REDA M, ALVIM VM,VORCARO AMR A CRIAÇÃO DE ESPAÇOS POTENCIAIS POR MEIO DA MÚSICA NA RELAÇÃO CUIDADOR-­‐BEBÊ HOSPITALIZADO CALDEIRA ZA, TOSTA RM Sucupira Branca 11h – 12h30 12h30 às 13h30 Painel 19 PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO: ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE A MÃE E O BEBÊ ARANHA FP, WINOGRAD M DA MATERNIDADE À MATERNAGEM: O LUGAR DO SOCIAL HADDAD G TORNA-­‐SE IRMÃO: O IMAGINÁRIO DA CRIANÇA FRENTE A GRAVIDEZ MATERNA E A CHEGADA DE UM IRMÃO. FAINGUELERNT T, TOSTA RM Exibição Multimídia Filme: “Ballade à I’ilot” – (“Passeio na Ilhota”) de Jonhatan L’ennuyeux, sobre Centro do Acolhimento pais/bebês em Paris, seguido de debate com Bruno Rebilaud – Diretor do Centro. Almoço Sessão de Pôsteres Auditório Jacarandá 13h30 -­‐ 15h30 Simpósio EDUCAÇÃO E ATENÇÃO À SAÚDE: TEMPOS DA PROMOÇÃO E DA PREVENÇÃO COORDENADORA – DANIELA S. CHATELARD Palestrantes: Ednamara Santos, Maria Teresa de Carvalho, Patrícia Leite 15h30h -­‐ 16h Intervalo para café Sala Caviúna 16h – 17h30 Oficina 2 PSICANÁLISE E PERINATALIDADE: GERAR E GERIR UMA CLÍNICA SOCIAL IACONELLI V, KEHDY, W, R ; DRIGA,L; ANTUNES, G; BICUDO, S; COUTINHO, I; GARCIA, I; NUNES,M,E; KO, S,L Ipê Amarelo 16h – 17h30 Painel 3 CONSTRUÇÃO DA MATERNIDADE EM PERÍODO PERINATAL: PROCESSOS PSQUICOS E IMPACTOS SOBRE A SUBJETIVIDADE FRANÇA J, TAFURI M I O DISCURSO PARENTAL NA CONSTITUIÇÃO DO EU: A TRANSMISSÃO DA PARENTALIDADE VARELLA MRD, TAFURI MI, SCHAUDER C TORNAR-­‐SE PAI”: EXPECTATIVAS ATUAIS EM RELAÇÃO AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE TAFURI M Tingui Serrado 16h – 17h30 Painel 6 CLÍNICA DA CONSTITUIÇÃO DO LAÇO LACERDA ET Macauba 16h – 17h30 PRIMEIROS TEMPOS DA MATERNIDADE: INDIFERENCIAÇÃO OU INTERSUBJETIVIDADE NA RELAÇÃO PRIMITIVA COM O BEBÊ? SANTOS NTG NASCER: COMO SAIR DE DENTRO DA MÃE E DOS ENREDOS TRANSGERACIONAIS MARQUES V, SQUIRES C Painel 9 PERINATALIDADE E EXILIO DRIGA L COMO A ESCUTA PSICANALÍTICA PODE COLABORAR NA ELABORACÃO DO LUTO PERINATAL KEHDY R NARCISISMO E A FERIDA MATERNA POR NATIMORTO FREIRE TCGP, CHATELAR DS Sucupira Branca 16h – 17h30 Painel 11 SINTOMAS PSICOFUNCIONAIS EM BEBÊS NO CONTEXTO DA DEPRESSÃO PÓS-­‐PARTO SILVA HC, DONELLI TMS, MÜLLER PW RELAÇÃO MÃE-­‐BEBÊ COM DIFICULDADES ALIMENTARES MÜLLER PW, SILVA HC, DONELLI TMS OS SINTOMAS PSICOFUNCIONAIS E A CLÍNICA COM O BEBÊ QUE EXPERIMENTOU INTERNAÇÃO NEONATAL DONELLI T, SILVA HC, MÜLLER PW Sala Caviúna 17h30 – 19h Painel 1 CONSULTA PSICOLÓGICA NO PRÉ-­‐NATAL DE ALTO-­‐RISCO: UMA PROPOSTA DE PREVENÇÃO E PROMOÇÃO EM SAÚDE MENTAL KLIEMANN A, CUSTODIO Z. A. DE O.,CREPALDI M. A. GRUPO MÃES-­‐BEBÊS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: UM ESPAÇO DE ACOLHIMENTO E PREVENÇÃO EM SAÚDE MENTAL MARTINS PG, GIRARDI QHV, GOLART J UMA REDE PARA EMBALAR O BEBÊ? – PREVENÇÃO E INTERVENÇÃO PRECOCE EM SAÚDE MENTAL MATERNO-­‐INFANTIL A PARTIR DE UM CASO CLÍNICO RODRIGUES N Ipê Amarelo 17h30 – 19h Painel 4 O BEBÊ IMAGINÁRIO E O BEBÊ REAL NO CONTEXTO DA PREMATURIDADE FLECK A, PICCININI CA MASSAGEM NEONATAL TOQUE DE BORBOLETA DA DR.A EVA REICH E A BIOENERGÉTICA SUAVE FELICI F INTERVENÇÃO PSICOPROFILÁTICA COM BEBÊS DOENTES E SEUS PAIS: SAÚDE X TRAUMA TOSTA RM Tingui Serrado 17h30 – 19h Macauba 17h30 – 19h Painel 7 O DESENVOLVIMENTO MOTOR DE LACTENTES FILHOS DE MÃES ADOLESCENTES: UM ESTUDO COMPARATIVO COM LACTENTES FILHOS DE MÃES ADULTAS NUNES CJRR A CONSTELAÇÃO DA MATERNIDADE NA GESTAÇÃO ADOLESCENTE: UM ESTUDO DE CASOS MARTINS LWF, FRIZZO GB, DIEHL AMP CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE PARA A TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTO NA MATERNIDADE SIQUEIRA T, PAZINI MM, MOLTERER PS, MAIA MP, RIZZI HL, OLIVEIRA MM Painel 10 UM ACONTECER PSÍQUICO EM UTI NEONATAL: EXPERIÊNCIAS ENTRE MÃE E BEBÊ GUERRA ACD, VORCARO A O BEBÊ PREMATURO NA UTI-­‐NEONATAL: IMPASSES E POSSIBILIDADES NOS CUIDADOS TORRES CM, FREJ NZ CUIDADOS AMPLIADOS: OS IRMÃOS EM UTI NEONATAL E A TESSITURA DOS VÍNCULOS FAMILIARES CONDES RP 02 de novembro Sábado Auditório Jacarandá 8h30 – 10h30 Simpósio SOFRIMENTO PSÍQUICO NA PRIMEIRA INFÂNCIA Coordenadora – Silvia Zornig Palestrantes: Anne Brun, Ana Elizabeth Cavalcanti, Cristina Abranches 10h30 – 11h Intervalo para café Sala Caviúna 11h – 12h30 Oficina 3 AMPLIANDO BRECHAS EM SITUAÇÕES DE RISCO DE DESENVOLVIMENTO PSÍQUICO: CENAS FILMADAS DE ATENDIMENTO CONJUNTO A PAIS, BEBÊS E CRIANÇAS PEQUENAS ALMEIDA MM, CANGUEIRO, L.,CARREGARI, L. P. Ipê Amarelo 11h – 12h30 Oficina 5 DESENV. EMOCIONAL DE 0 A 3 ANOS: CHAVE PARA A PRIMEIRA INFÂNCIA...E SEUS DESTINOS SCHEIMBERG N, ARMUS, M. Tingui Serrado 11h – 12h30 Painel 13 REFLEXOES SOBRE AGRESSIVIDADE INFANTIL: UM OLHAR CLÍNICO. ROLIM LR INCLUSÃO ESCOLAR DO AUTISTA À LUZ DA LEI Nº 12764/2012 MELLO MEB, CRUZ O, SABINA GESSNER ,MARTINEZ DE MORAIS INDICADORES CLÍNICOS DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL (IRDI) E AUTISMO: POSSIBILIDADES E LIMITES CAMPANA N, LERNER R Macauba 11h – 12h30 Painel 15 AMBIENTE FACILITADOR COMO UMA ALTERNATIVA À MEDICALIZAÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA SERRALHA C A CONTRIBUIÇÃO DO MÉTODO DE OBSERVAÇÃO DE BEBÊS PARA A FUNÇÃO TERAPÊUTICA NO ATENDIMENTO DO GRUPO PAIS-­‐BEBÊS. CANGUEIRO L, LUCIANA P O CUIDADO NAS RELAÇÕES INICIAIS PAIS-­‐BEBÊS: DA CRISTALIZAÇÃO À DESCOBERTA DE POTENCIALIDADES CARREGARI LP, CAMARANO LV,CANGUEIRO L Sucupira Branca 11h – 12h30 Painel 17 O VALOR DO INSTRUMENTO INDICADORES CLÍNICOS DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL (IRDI) NA DETECÇÃO DO BRINCAR PRECOCE EM CRIANÇAS DOS CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL (CEIS) BOULANGER CSAL BRINCAR EM CENA: INTERSEÇÕES ENTRE A PSICANÁLISE E A EDUCAÇÃO CARAM S 12h30 às 13h30 Exibição Multimídia Filme: “Une terre d’avenir” – (“Uma terra de Futuro”), de Christine Davoudian, sobre o acolhimento no Serviço de Proteção Materno-­‐Infantil de Seine St. Denis seguido de debate com a diretora do filme e médica do Serviço. Almoço Sessão de Pôsteres Auditório Jacarandá 14h -­‐ 16h Simpósio Prevenção e Situações de Vulnerabilidade Coordenadora – Isabel Kahn Marin Palestrantes: Beatriz Lima, Bruno Rebillaud, Christine Davoudian 16h -­‐ 16:30 Lançamento do Livro “Do que fala o corpo do Bebê” Isabel Kahn Marin e Regina Orth de Aragão – (organizadoras). Sala Caviúna 16h30 – 18h Oficina 4 ESPAÇO BEBÊ: FUNDAMENTOS, ATUAÇÕES E REFLEXÕES PRYNGLER T Ipê Amarelo 16h30 – 18h Painel 12 DA LEITURA À INTERVENÇÃO: CONSIDERAÇÕES ACERCA DA METODOLOGIA IRDI E A SINGULARIZAÇÃO DO LAÇO EDUCADOR-­‐BEBÊ NAS CRECHES LINS FRS, FONSECA PF O LAÇO SUBJETIVANTE NA RELAÇÃO EDUCADOR-­‐BEBÊ OU A SURPRESA COMO DIMENSÃO ÉTICA FONSECA PF METODOLOGIA IRDI – PSICANÁLISE, PESQUISA E FORMAÇÃO DE EDUCADORES DE CRECHE MARIOTTO RM, KUPFER MCM, BERNARDINO LMF Tingui Serrado 16h30 – 18h Painel 14 O SOFRIMENTO NO DESMAME E A TRANSGERACIONALIDADE CAMARGO AC O ATENDIMENTO VINCULAR NA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE MENTAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. PRADA AC, CAMARGO ACO PALAVRA DE BEBÊ – INTERVENÇÕES JUNTO À PRIMEIRA INFÂNCIA EM SERVIÇOS DE ACOLHIMENTO ALENCAR R, NADDEO L, LIMA SC, ESTELLES A Macauba 16h30 – 18h Painel 16 CONSTRUÇÕES E INQUIETAÇÕES DE UM GRUPO INTERDISCIPLINAR SOBRE O TRABALHO COM BEBÊS EM SITUAÇÃO DE ACOLHIMENTO E SUAS FAMÍLIAS KESSELRING B, PENHA DA, BUENO K, GRINFELD PLP, LIMA SCP, DAFFRE SD CLÍNICA DOS BEBÊS SEPARADOS/ABANDONADOS: INTERVENÇÕES POSSÍVEIS? ZEN ET CLÍNICA PSICANALÍTICA COM BEBÊS INSTITUCIONALIZADOS: A FACILITAÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL ROCHA R, CARETA DS, MOTTA IF Sucupira Branca 16h30 – 18h Painel 18 PREMATURIDADE E A CONSTRUÇÃO DA MATERNAGEM: CUIDADOS E RISCOS ROSENVAIG AM EFEITOS DO DIAGNÓSTICO DE PATOLOGIAS ORGÂNICAS NO IMAGINÁRIO PARENTAL E A VULNERABILIDADE DA CONSTITUIÇÃO PSÍQUICA DA CRIANÇA ABRAO L, PAVONE, S. TUDO QUE É SÓLIDO DESMANCHA NO AR: CONSTRUINDO MODOS MAIS RESILIENTES EM PAIS DE BEBÊS DEFICIENTES PATRICIO SF Auditório Jacarandá 18h -­‐ 20h Exibição do filme “O Renascimento do Parto” Assembléia Plenária da ABEBÊ. 3 de novembro Domingo Sala Caviúna 08h30 – 10h00 Roda de Conversa 1 A ÉTICA DO CUIDADO – PROMOÇÃO, PREVENÇÃO OU PREDIÇÃO Coordenadores: Daniela Chatelard e Vital Didonet Ipê Amarelo 08h30 – 10h00 Roda de Conversa 2 CUIDADOS POR MEIO DA EDUCAÇÃO: PROMOÇÃO E PREVENÇÃO Coordenadores: Cisele Ortiz e Maria Teresa de Carvalho Tingui Serrado 08h30 – 10h00 Roda de Conversa 3 CUIDADOS POR MEIO DA ATENÇÃO À SAÚDE: TEMPOS DA PROMOÇÃO E DA PREVENÇÃO Coordenadora: Nadja Rodrigues e Dione Zavaroni Macauba 08h30 – 10h00 Roda de Conversa 4 A PREVENÇÃO E SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE Coordenadora: Isabel Kahn Marin Sucupira Branca 08h30 – 10h00 Roda de Conversa 5 CUIDADOS NO CENÁRIO DO POTENCIAL DESENVOLVIMENTO ATÍPICO: PROMOÇÃO OU PREDIÇÃO? Coordenadora: Regina Orth de Aragão 10h -­‐ 10:30 Intervalo para café Auditório Jacarandá 10:30 -­‐ 12:30 Simpósio POLÍTICAS PÚBLICAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA Coordenador – Vital Didonet Palestrantes: Wagner Ranna, (Professor do Instituto Sedes Sapientiae e Supervisor em Saúde Mental), Representante da Secretaria de Direitos Humanos, Representante do Ministério da Educação, 12:30h -­‐ 13h Encerramento POSTERES EXPOSTOS P01 -­‐ PECULIARIDADES DA PATERNIDADE E MATERNIDADE NA COMPOSIÇÃO DA PARENTALIDADE COSTA LCV, CAFUNDÓ NR, PAIVA AVS, ALVES AR Eixo: A Ética do Cuidado -­‐ Promoção, Prevenção ou Predição Subeixo: A parentalidade nos dias de hoje P02 -­‐ ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA DÍADE MÃE-­‐BEBÊ NOS DIFERENTES MÉTODOS DE ALEITAMENTO MATERNO: SEIO, MAMADEIRA E COPO OLIVEIRA AC, TANIOS BS, CARVALHO LP, NASCIMENTO GCM, PAZETTO FR, PRADO TS, CONCEIÇÃO SERRALHA CA, VIDOTTO LT, BARROSO S Eixo: A Ética do Cuidado -­‐ Promoção, Prevenção ou Predição Subeixo: Relações com a família P03 -­‐ DIREITOS DA INFÂNCIA: A PROTEÇÃO INTEGRAL DA CRIANÇA ANACLETTO R, BERTOLDI ME Eixo: A Prevenção e Situações de Vulnerabilidade Subeixo: As intervenções jurídicas nos vínculos familiares P04 -­‐ ESPECTRO AUTISTA: ABORDAGEM DO CONCEITO E DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS COMO FATORES ESSENCIAIS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE PELO CLÍNICO CANABRAVA LBE, CASTRO RSB,BATTESTIN B,RODRIGUES CD,PALMEIRA AB Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Autismos P05 -­‐ SUPERPROTEÇÃO: MENSAGEM DE “NÃO CRESÇA”. RELATO DE CASO DE UM PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR PAIVA AVS, TATSCH JFS, DE SIMONI C Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Modalidades clínicas de prevenção, de intervenção precoce e de promoção do desenvolvimento infantil P06 -­‐ DEPRESSÃO NA INFÂNCIA: A IMPORTÂNCIA DO RECONHECIMENTO DA DOENÇA SILVA GS, YOSHIMOTO DMR, PIRES HHM, HAJJAR SOE, NEVES ACPS, SILVA TF Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Quadros Clínicos e Primeira Infância: depressões, psicoses, TDAH, dentre outras P07 -­‐ A INTERVENÇÃO PRECOCE PSICANALÍTICA NA UTI NEONATAL: A ESCUTA DA POSSIBILIDADE DE SUSTENTAÇÃO DA FUNÇÃO SIMBÓLICA A PARTIR DOS PRESSUPOSTOS PROPOSTOS PELA PESQUISA IRDI. BARRETO CPO Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Quando a vida começa diferente: o bebê prematuro, as síndromes e as malformações P08 -­‐ HIPEROXALÚRIA PRIMÁRIA COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA TERMINAL NA PRIMEIRA INFÂNCIA: ABORDAGEM DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA COUTO FFS, ALVES MCM, FERREIRA SH, VALE ICA, CARRIJO PV, SILVA MC Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Quando a vida começa diferente: o bebê prematuro, as síndromes e as malformações P09 -­‐ MALFORMAÇÃO CONGÊNITA: ASPECTOS DO VÍNCULO PAIS-­‐BEBÊ SCHULTZ JAD, RODRIGUES FF Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Quando a vida começa diferente: o bebê prematuro, as síndromes e as malformações P10 -­‐ RELATO DE EXPERIÊNCIA DA IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO DE PSICOLOGIA NA UNIDADE DE PEDIATRIA DO HOSPITAL REGIONAL DA CEILÂNDIA GIMENES T Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Sofrimento psíquico na primeira infância P11 -­‐ SIGNIFICADOS DA GESTAÇÃO PARA GRÁVIDAS COM DIABETES GESTACIONAL PONCIONI M Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Atenção à gestação e ao Pré-­‐Natal P12 -­‐ O DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL PRIMITIVO E O AMBIENTE FACILITADOR MUNDIM MI, MAIA MS Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Cuidados em torno do nascimento -­‐ antes, durante e depois P13 -­‐ A MÃE, O BEBÊ E SEU ENTORNO: ELEMENTOS RELACIONADOS AO CONTEXTO DA ALIMENTAÇÃO EM CRIANÇAS DE ATÉ 3 ANOS DE IDADE. TOMÉ LF, BONALDO PM, RODRIGUES RL Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Diagnóstico precoce: potencialidades e riscos P 14 -­‐ IMPRESSÕES E SENTIMENTOS MATERNOS ACERCA DA AMAMENTAÇÃO DO FILHO NASCIDO PRÉ-­‐
TERMO NICOLINI G, FLECK A, LOPES RCS Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Unidades Neonatais: Os cuidados aos bebês em internação hospitalar RESUMOS* Oficinas OFICINA 1 Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Cuidados em torno do nascimento -­‐ antes, durante e depois Autor(a): TATIANA GARDELLINI MOLES GARDELLINI MOLES Título: ASSISTÊNCIA À SAÚDE MATERNO INFANTIL EM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE: HÁ ESPAÇO PARA PREVENÇÃO? Os cuidados em torno do nascimento de um bebê, em um serviço de alta complexidade em saúde, tem início durante a gravidez e se estende para após do nascimento do mesmo, tendo como foco assistencial intervenções de orientação, apoio e psicoterapêuticas a familiares e pacientes. Devido ao avanço da técnica e da tecnologia em Medicina na possibilidade de manutenção da gestação de alto risco e na sobrevivência de bebês de risco, demandas da ordem de saúde mental da dupla mãe-­‐bebê passaram a ser valorizadas, abrindo espaço para a inserção de psicólogos neste campo de atuação. Paralelamente, a Psicologia e a Psicanálise dedicam-­‐se ao estudo de bebês e à intervenção precoce e problematizam, inclusive, o caráter dessa intervenção em torno da noção de prevenção na primeira infância. Assim, este trabalho tem como objetivo descrever e problematizar as ações da Psicologia em serviço de alta complexidade em saúde materno-­‐infantil, com as gestantes de alto risco, bebês hospitalizados em UTI neonatal e familiares. A noção de intervenção precoce e prevenção na primeira infância será abordada ao serem apresentadas as atuações da Psicologia em hospital geral antes, durante e depois do nascimento. Considerando-­‐se que a constituição subjetiva do bebê se dá na relação com o outro, entraves podem ocorrer diante do atravessamento que um diagnóstico traz em termos de angústia de perda e de um bebê que é marcado pelo diferente. Nesse sentido, a intervenção psicológica pode funcionar como um espaço de elaboração e acolhimento, com possíveis repercussões na (re)construção do vínculo mãe-­‐bebê, ao possibilitar inscrições psíquicas deste bebê na mãe e no núcleo familiar. Assim, a atuação do psicólogo é fundamental, e também desafiadora, uma vez que este cenário é caracterizado pela urgência dos fatos que se contrapõem e coexistem com a sutileza das questões subjetivas da relação mãe-­‐bebê e dos vínculos familiares. Para tanto, partiremos da discussão de um caso clínico, o qual foi atendido pelo Serviço de Psicologia desde a assistência pré-­‐natal até após o nascimento do bebê. Este caso será tomado como eixo norteador para a discussão teórico-­‐clínica das possibilidades de atuação do psicólogo. Klaus, M, Kennel, J. Pais/bebê: a formação do apego. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992. Quayle J, Tedesco J, Zugaib M. Obstetrícia Psicossomática. São Paulo: Atheneu, 1997. *
Os resumos dos trabalhos estão ordenados segundo o programa do Encontro. OFICINA 2 Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Cuidados em torno do nascimento -­‐ antes, durante e depois Autor(a): VERA IACONELLI Título: PSICANÁLISE E PERINATALIDADE: GERAR E GERIR UMA CLÍNICA SOCIAL O Instituto Brasileiro de Psicologia Perianatal_Gerar existe desde 1999 e a partir de 2007 iniciou sua clínica social. A Clínica Social Gerar é formada por professores e alunos do instituto e oferece atendimento psicológico à população carente na área da perinatalidade (gravidez, parto e pós-­‐parto). Inicialmente, os atendimentos eram disponibilizados apenas em suas instalações, mas com o tempo, ficou clara a barreira logística enfrentada por parte da população alvo desta ação para chegar até nossa sede. Em função disso estabeleceu-­‐se uma uma parceria com instituições de saúde e educação públicas e do terceiro setor atuantes na comunidade com maior número de gestantes de São Paulo, localizada na zona oeste da cidade. Passamos , então a disponibilizar apoio e atendimento à gestantes, bem como mães e pais de bebês , nas instalações oferecidas por estas instituições, numa região que conta com poucos profissionais da psicologia em seus quadros de trabalho. Nossa intervenção visa estabelecer uma relação, na qual a escuta do sujeito, para além da informações acessíveis nos pré-­‐natais pedagógicos, possa repercutir na saúde mental dos pais, da família e da prole desde o início de cada gestação. Sabemos também que anomalias fetais, perdas perinatais, distúrbios psíquicos associados à excessiva demanda emocional decorrente da situação de risco sócio econômico afetam a família como um todo. Trabalhando estes laços desde os primórdios, temos mais chances de estabelecer uma relação na qual aquele que se vê sendo cuidado, encontra mais disponibilidade para cuidar. Pretendemos nesta oficina apresentar o percurso deste trabalho, que envolveu e envolve um manejo considerável da interdisciplinaridade (enfermagem, obstetrícia, agentes comunitários, educadores, psiquiatras, assistência social), das relações institucionais (serviços públicos, OSCIP e setor privado) e das problemáticas da perinatalidade (óbitos perinatais, violência obstétrica, distúrbios psíquicos...), além do suporte dado à pesquisa e supervisão da equipe da clínica social. OFICINA 3 Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Modalidades clínicas de prevenção, de intervenção precoce e de promoção do desenvolvimento infantil Autor(a): MARIÂNGELA MENDES DE ALMEIDA Título: AMPLIANDO BRECHAS EM SITUAÇÕES DE RISCO DE DESENVOLVIMENTO PSÍQUICO: CENAS FILMADAS DE ATENDIMENTO CONJUNTO A PAIS, BEBÊS E CRIANÇAS PEQUENAS Esta Oficina pretende refletir, através da apresentação e discussão detalhada de vinhetas filmadas, questões evocadas e demandas recebidas em nosso espaço terapêutico de atendimento conjunto a pais, bebês e crianças, acompanhando ansiedades emergentes no desenvolvimento das relações iniciais, como parte da rede de acolhimento imediato e processual em situações de vulnerabilidade ao longo dos 3 primeiros anos de vida. Este trabalho tem se mostrado particularmente útil nesse momento de grande atenção e preocupação dos profissionais e famílias para os primeiros sinais de desenvolvimento atípico com destaque para dificuldades de vínculo, comunicação e socialização. Ao sensibilizar e legitimar os pais em sua observação do desenvolvimento dos filhos no contexto vincular em ambiente favorecedor de interações entre pais-­‐ crianças e crianças – crianças, o grupo propicia a integração de percepções iniciais acerca de eventuais riscos, beneficiando famílias que frente a uma detecção de risco oportuna, necessitam suporte para articular a rede terapêutica e refletir acerca das dificuldades relacionais e globais da criança. Favorece também famílias com crianças pequenas com dificuldades no vínculo e brechas para o desenvolvimento, que muitas vezes recebem diagnóstico “precoce” (cuidado importante na detecção e prognóstico ou falta de cuidado em polêmica “falsa epidemia” autística?), em que a busca de sinais se realiza de maneira automática, sem a compreensão de como estas manifestações, por vezes transitórias e paralelas a um desenvolvimento comum, se constroem para a criança e são vivenciadas na dinâmica familiar. Desta forma, o espaço do grupo promove tanto o olhar para aspectos do desenvolvimento comum, em contexto amparado pela troca de experiência entre as crianças e pais, quanto para preocupações e riscos que, ao continuarem recebendo investimento terapêutico e familiar, podem seguir rumos alternativos à cristalização. OFICINA 4 Eixo: Cuidados por meio da Educação: Promoção e Prevenção Subeixo: Outras modalidades de atendimento à primeira infância: brinquedotecas, centros culturais, dentre outros Autor(a): TALITA PRYNGLER Título: ESPAÇO BEBÊ: FUNDAMENTOS, ATUAÇÕES E REFLEXÕES A Oficina propõe uma apresentação e reflexão acerca dos fundamentos, transformações e formas de atuação do projeto “Espaço Bebê”, implementado há 4 anos no clube A Hebraica de São Paulo. Esse tem como objetivo ser um ambiente de interação e convivência de grande riqueza lúdica e educativa, acompanhando as famílias desde a gestação até o 3º ano de vida. A equipe, formada por psicólogos e educadores, atua por meio de intervenções no dia-­‐a-­‐dia através da brincadeira livre, mediação com os profissionais, instalações e interferências no ambiente. Oficinas dirigidas são também uma forma de intervenção que oferecem diferentes linguagens como recurso: as artes, o canto, a música, a dança e o movimento. Estas oficinas proporcionam uma forma lúdica de interação promovendo a vinculação e a mediação entre o bebê e seu cuidador, construindo e resgatando um repertório que favorece a relação, tanto entre a dupla como com o espaço. Permeando e articulando todos estes momentos, queremos ressaltar o lugar da escuta, do olhar e das trocas. Configura-­‐se assim um setting específico através do qual a percepção dos limites profissionais e institucionais tornam-­‐se mais claros. As discussões e reuniões de equipe também caracterizam um momento importante no qual o saber e a palavra podem circular, tornando mais harmônicas e afinadas todas estas frentes de atuação. Painéis PAINEL 2 Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Modalidades clínicas de prevenção, de intervenção precoce e de promoção do desenvolvimento infantil Trabalho 1 Autor(a): ANDREI CATTARUZZI GERASIMCZUK Título: INTERVENÇÕES VINCULARES PRECOCES E A VIDEOGRAFIA COMO MÉTODO CLÍNICO Trata-­‐se de uma pesquisa que se utiliza do método clínico e da videografia para o estudo das manifestações psíquicas do autismo nos primeiros anos de vida de uma criança. Pretende-­‐se apresentar um estudo sobre as pesquisas em psicanálise que utilizam essa metodologia para estudar as manifestações clínicas precoces e sua evolução, descrevendo a dinâmica de seu funcionamento, desde o período anterior e durante as intervenções vinculares oferecidas. Para além da apresentação desta metodologia no trabalho clínico com o autismo, pretende-­‐se apresentar como teve início o uso desta metodologia neste campo, suas contribuições e impasses para a análise clínica das dificuldades apresentadas nas diversas facetas do desenvolvimento instrumental de uma criança, do desenvolvimento dos seus laços primordiais e de seu processo de subjetivação. Trata-­‐se, portanto, de uma pesquisa que acontece no campo da saúde mental, da psicanálise e das questões que envolvem o desenvolvimento da criança em seus primeiros anos de vida, assim como o desenvolvimento dos seus laços primordiais. Tem suas raízes no trabalho clínico e de pesquisa que acontece no Projeto Espaço Palavra – uma das modalidades de aprimoramento clínico institucional orientado e supervisionado por essa pesquisadora na Clinica Psicológica Ana Maria Poppovic -­‐ PUCSP, desde 1990. Trabalho 2 Autor(a): ANDREIA MUTARELLI Título: CLÍNICA MÃE-­‐BEBÊ NA PREVENÇÃO DE AUTISMO: A TRANSFERÊNCIA CONTINENTE PARA MÃE-­‐BEBÊ A presente apresentação baseia-­‐se em artigo escrito, a partir da experiência de estágio no Centro Alfred Binet, um centro de atendimento infantil na área da saúde mental em Paris. O estágio teve duração de seis meses e consistia em observar e filmar consultas com enquadramento mãe-­‐bebê e referencial teórico psicanalítico. Os bebês atendidos foram encaminhados para este serviço por apresentarem risco de autismo. Pudemos observar em diversos casos que os sinais de autismo foram revertidos inaugurando para o bebê uma outra forma de se relacionar com o mundo. Ao estudar as intervenções da psicanalista Marie-­‐
Christine Laznik, pode-­‐se ilustrar a prática clínica de bebês com riscos de autismo dado que não existe vasta produção bibliográfica sobre este dispositivo clínico com esta população. Observou-­‐se que a partir da transferência entre mãe-­‐terapeuta e da presença ativa do infante, o vínculo mãe-­‐bebê se transforma qualitativamente, sendo possível uma nova forma de relação. Percebemos assim que por meio do acolhimento do terapeuta, a mãe pode ampliar a sua compreensão e interpretação dos comportamentos do bebê. Enfocaremos as ações do terapeuta para estabelecer uma transferência continente com a mãe e bebê, sendo este um processo contínuo. Afim de atingir este objetivo selecionamos um caso observado durante este período de estágio visando identificar algumas intervenções realizadas pelo terapeuta que podem contribuir para a formação de um vínculo continente. Estas últimas foram dividas nos seguintes itens: 1) a terapeuta se mostra disponível para as demandas da mãe e do bebê, sendo assim um ponto de apoio para ambos, 2) a terapeuta autentica as dificuldades em que a díade mãe-­‐bebê tem passado colocando a relação em foco e tirando assim a estigmatização da mãe sobre a causa do risco de autismo, 3) a terapeuta conta para o bebê com vocabulário acessível o que está sendo dito na sessão de forma à inscrever no campo simbólico questões que antes não puderam ser colocadas em palavras pela mãe na relação com seu filho, 4) a terapeuta orienta a mãe em suas ações no momento presente da sessão, 5) a terapeuta oferece informações teóricas sobre o que acontece com o bebê, 6) a terapeuta tem uma visão global do caso trabalhando em parceria com profissionais de outras disciplinas e 7) a terapeuta se coloca no lugar do bebê através da fala e de gestos facilitando para que a mãe possa fazer hipóteses sobre as necessidades do seu filho. Trabalho 3 Autor(a): SILVANA RABELLO Título: INTERVENÇÕES VINCULARES PRECOCES Considerando-­‐se as questões que envolvem a constituição subjetiva, entre elas, especialmente, os quadros autísticos e psicóticos, entende-­‐se que o sofrimento está sempre vinculado ao laço mãe bebê e porque não pais bebê. No primeiro caso, onde os circuito pulsional não se estabelece devidamente e por consequência a inscrição do Outro materno no universo psíquico do bebê. No segundo caso onde o circuito pulsional está plenamente estabelecido assim como a inscrição do Outro primordial porém a separação que irá configurar as possibilidades de alterização e transitivação encontra impasses em sua efetivação. Ambas configurações psíquicas que podem ser favorecidas por intervenções vinculares precoces. Este trabalho pretende fundamentar tal afirmação através da experiência clinica acumulada neste campo de estudos. PAINEL 5 Eixo: Cuidados por meio da Educação: Promoção e Prevenção Subeixos: A formação dos profissionais da educação infantil; Creches e projetos pedagógicos Trabalho 1 Autor(a): KARINA DE FATIMA BONALUME FREIRE Título: A PSICANALISE NO BERÇARIO: UMA INTERVENÇAO IMPOSSÍVEL Desde sua fundação o Espaço Singular, como o nome singular já anuncia, tem a difícil, se não impossível tarefa, de articular a prática pedagógica ao saber psicanalítico. Como diz Freud, são três as tarefas impossíveis: Governar, psicanalisar e educar. Estamos entre elas. Acompanhamos as principais fases da constituição. Cuidamos de bebês e de crianças muito pequenas, tentando unir este dois saberes para que dêem voz aos que não podem dizer, aos que são falados pelo outro, mas que nem por isso estão excluídos da linguagem. Este trabalho busca refletir sobre o lugar do psicanalista junto `a equipe interdisciplinar, em sua prática, `a partir de autores como Alfredo Jerusalinsky, Maria Cristina Kupfer e Rosa Maria Mariotto. Tenta traçar uma linha reflexiva sobre o lugar da psicanálise no cotidiano do berçário em que estão inseridos pedagogos, T.O, fisioterapeuta, auxiliar de enfermagem, auxiliares, pais, bebês e crianças muito pequenas. Concluímos que o lugar do psicanalista na equipe interdisciplinar marca um lugar reflexivo sobre a prática pedagógica, `a medida que dá lugar ao discurso e sentido para cada vivência. Em suas intervenções o psicanalista dá espaço para que o discurso deslize em diversas direções, seja no olhar do bebê, seja no discurso da educadora ou dos pais. Desta forma intervenções com a equipe, com os pais e com os bebês marcaram um lugar importante de ritmicidade e de significado para cada experiência. Trabalho 2 Autor(a): LIGIA PASCHOAL Título: O PAPEL DE UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NA PROMOÇÃO DE SAÚDE DE BEBÊS E CRIANÇAS DE 0 A 3 ANOS EM CRECHE Este trabalho pretende apresentar práticas de promoção de saúde de bebês e crianças de 0 a 3 anos desenvolvidas pela atuação de uma equipe multidisciplinar (Psicóloga, Pedagoga, Técnica em Enfermagem e Técnica em Nutrição) em uma creche universitária localizada no interior do Estado de São Paulo. Por meio do relato dos princípios que norteiam o trabalho e das práticas de construção de hábitos e relações saudáveis, pretende-­‐se refletir acerca da importância do cuidado de si e do outro em articulação com a construção da identidade, da autonomia e do processo de subjetivação dentro de um ambiente coletivo. Partindo-­‐se do pressuposto de que é papel da Educação Infantil apresentar o mundo à criança e inseri-­‐la na cultura, compreendemos ser de fundamental importância a promoção de hábitos saudáveis de higiene, nutrição e cuidados marcados pela cultura nos primeiros anos de vida, enfatizando a importância da participação ativa das crianças nesse processo e considerando suas particularidades. Por isso, ações diárias como a lavagem de mãos, escovação de dentes, momentos de sono e alimentação, e administração de medicamentos são realizadas de modo a promover a participação das crianças em uma atividade prazerosa na qual possam perceber as sensações de conforto/desconforto e prazer/desprazer, sentirem-­‐se responsáveis por e capazes de cuidarem de si mesmos ao mesmo tempo em que se apropriam de diversos elementos de nossa cultura e se constituem enquanto sujeitos na relação com o outro. As famílias também são consideradas como parte integrante do processo desde a entrada na creche, quando é realizada uma entrevista acerca dos hábitos familiares e do desenvolvimento do bebê. Acreditamos que as condutas da creche são muitas vezes orientadoras das práticas das famílias assim como os saberes destas acerca de seus filhos contribuem para o aprimoramento do atendimento oferecido. Questões particulares são discutidas e acompanhadas pela equipe junto às professoras e, se necessário, profissionais externos. Os efeitos destas ações na primeiríssima infância são visíveis nas crianças mais velhas atendidas na mesma instituição e se reflete tanto em fatos concretos (reduzido índice de obesidade e sobrepeso e baixa incidência de cáries) como em efeitos mais subjetivos, como a apropriação destas acerca de seus desejos, vontades e necessidades. A atuação integrada de uma equipe multiprofissional é fundamental, assim, para a promoção de saúde e desenvolvimento integral das crianças. Trabalho 3 Autor(a): VERA SOUZA Título: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A POSSIBILIDADE DE INTEGRAR O OLHAR DO PSICANALISTA E O OLHAR DO PEDAGOGICO “Uma jovem professora da escola maternal não está biologicamente orientada para qualquer criança, exceto de um modo indireto, através da identificação com uma figura materna. Para ela é, portanto necessário ser levada gradualmente a compreender que está na presença de uma psicologia complexa de crescimento e adaptação infantis, a qual necessita de condições especiais do meio ambiente. O exame das crianças a seu cuidado habilitá-­‐la a, a reconhecer a natureza dinâmica do crescimento emocional normal”. D.W. Winnicott Pensando sobre qual é o lugar de um psicanalista, em uma instituição de base construtivista, que lida com a primeira infância, gostaria de compartilhar aqui, minha trajetória nesta instituição que trabalha com bebês e crianças, de uma faixa etária que varia de três meses a cinco anos. É um trabalho muito instigante que me arremessou a diversos questionamentos, reflexões e a querer saber qual o foco de um Psicanalista em uma creche, já que “não” está fazendo um trabalho clínico, tradicionalmente falando. Voltar aos primórdios é sempre um bom começo. Esse trabalho relata essa experiência desde seu início passando pelas reformulações necessárias para chegar à forma que trabalho na atualidade. REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA WINNICOTT, D.W., A criança e o seu mundo. Ed. LTC, 1964. KUPFER, Maria Cristina Machado, Educação para o futuro. Psicanálise e Educação. São Paulo: Ed. Escuta 2001. CAMAROTTI, Maria do Carmo (org.), Atendimento ao Bebê, Uma abordagem Disciplinar. Ed. Casa Do Psicólogo, 2001. PAINEL 8 Eixo: A Ética do Cuidado -­‐ Promoção, Prevenção ou Predição Subeixos: A parentalidade nos dias de hoje; Bebês de 0 a 3 -­‐ aventuras e desventuras; Relações com a família Trabalho 1 Autor(a): CARLA BERGAMINI COBRA Título: A PARENTALIDADE CONTEMPORÂNEA E A DIMENÇÃO TEMPORAL DO BEBÊ NO APARECIMENTO DE DISTURBIOS GASTROENTEREOLÓGICOS PRECOCES Este trabalho é fruto de uma pesquisa de doutorado atualmente em vigor no Hôpital Necker – Enfants Malades, Paris. A pesquisa corresponde a um estudo de cohorte prospectivo que acompanha a tríade pai-­‐
mãe-­‐bebê desde o final do período pré-­‐natal até os três meses. Propomos uma reflexão sobre a influência da representação parental e a da dimenção temporal do bebê no que concerne à alimentação e formação de sintomas gastro-­‐entereológicos precoces. A pergunta que norteia o trabalho é: Qual o eco que tais representações parentais, bem como o modo vida atual, produzem no corpo do infante? Constamos, nos últimos anos, um aumento significativo de manifestações patológicas na esfera oro-­‐alimentar da primeira infância. Dos diagnósticos que recebemos na chegada dos pacientes, 70% narram “transtornos de ordem alimentar”. Partindo desta constatação, visamos estabelecer uma relação entre as dificuldades do bebê e a fidedignidade do diagnóstico recebido, ou seja: entender a disparidade entre a natureza das experiências exteriores e a qualidade do mundo interior do bebê. Trabalho 2 Autor(a): MARCELA RÊDA Título: A IMPORTÂNCIA DOS REFLEXOS PRIMÁRIOS NO LAÇO SOCIAL O presente trabalho visa a pesquisar a relação dos reflexos de recém nascidos com o que a psicanálise compreende da constituição do sujeito. Nossa hipótese é a de que, além de manifestar o estado de desorganização neurológica do neonato, ainda desprovido de uma coordenação voluntária central, tais reflexos presentes no início da vida do bebê teriam uma função de comunicação. Na medida em que o cuidador toma tais reflexos como manifestações subjetivas, este anteciparia um sujeito, posicionando o neonato em um lugar em que ele pode referenciar-­‐se. “...a gente sente que, segurando na mãozinha, como ele pega com força, ele percebe a nossa presença”. Esta observação de um cuidador evidencia como o reflexo de preensão palmar pode ser tomado como manifestação de enlaçamento procedente do bebê. Reflexos são reações automáticas desencadeadas por estímulos externos que os bebês apresentam desde o início de suas vidas. Encontramos além deste reflexo de preensão palmar: o reflexo de moro, o reflexo de caminhada ou marcha reflexiva, o reflexo dos pontos cardeais, o reflexo tônico-­‐cervical e o reflexo de preensão plantar. Todos estes reflexos encontram-­‐se presentes desde o nascimento do bebê e são perdidos ao longo do primeiro ano da vida. Coriat (1977) ao tratar a questão do desenvolvimento infantil e da função dos reflexos na vida das crianças afirma: O desenvolvimento infantil se processa em base à caducidade, inibição ou superação das funções que, ao desaparecerem, auxiliam a formação de novas estruturas, mais evoluídas, e mais ainda, sendo o processo contínuo, se evidencia por etapas que às vezes aparecem surpreendentemente ante os olhos absortos dos pais. O começo da deambulação é uma destas etapas: requereu um ano de desenvolvimento da estática e do equilíbrio, maturação emocional e meio externo favorável, e também junto a outros requisitos, foram necessário que os pés abandonassem definitivamente suas funções preensoras para assumir a responsabilidade de sustentar o homem, ser bípede por excelência." (CORIAT, 1977, p.67) Ainda que os reflexos ocupem importante lugar no desenvolvimento dos bebês, ajudando-­‐os a superar as funções corporais e, segundo Cortez & Moraes (1977), a facilitar a adaptação do neonato ao ambiente, a relação de tais reflexos com a constituição do sujeito nos parece uma questão ainda obscura. Tal adaptação ao ambiente não seria também uma forma inicial do bebê se relacionar com o Outro? Trabalho 3 Autor(a): ZOICA ANDRADE CALDEIRA Título: A CRIAÇÃO DE ESPAÇOS POTENCIAIS POR MEIO DA MÚSICA NA RELAÇÃO CUIDADOR-­‐BEBÊ HOSPITALIZADO Dentro do contexto hospitalar, um aspecto importante da assistência oferecida à criança hospitalizada é o cuidado viabilizado pelo laço mãe-­‐bebê. A falta de interações significativas do bebê com o familiar que exerce a função materna no período de internação pode trazer prejuízos ao desenvolvimento integral deste, comprometendo, desta forma, sua recuperação. Em pesquisa realizada num hospital público de São Paulo pelas autoras deste trabalho, utilizou-­‐se a música como um instrumento de interação entre os cuidadores e bebês (quatro duplas), tendo como principal objetivo sensibilizar e instrumentalizar cuidadores participantes ao diálogo musical com seu bebê internado, oferecendo, assim, formas alternativas de se envolverem, de se comunicarem e de enfrentarem as dificuldades decorrentes da internação. Por meio de atividades de percepção e sensibilização musical, entrevistas semiabertas com o cuidador e observações da pesquisadora, foi possível constatar que a música, ao favorecer o contato e a comunicação entre a dupla, pode contribuir para que os bebês ficassem mais atentos aos cuidadores e estes, por sua vez, se sentissem menos tensos e mais próximos deles. Conclui-­‐se que a música criou pontes, ligações do bebê com os cuidadores, com o ambiente e com eles mesmos. Portanto, a pesquisa permitiu a criação de espaços potenciais de trocas significativas entre os cuidadores e os bebês. Palavras-­‐chave: relação cuidador-­‐bebê, música, hospitalização. PAINEL 19 Eixo: A Ética do Cuidado -­‐ Promoção, Prevenção ou Predição; Relações com a família Subeixos: Bebês de 0 a 3 -­‐aventuras e desventuras; A parentalidade nos dias de hoje Trabalho 1 Autor(a): FERNANDA PORTO ARANHA Título: PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO: ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE A MÃE E O BEBÊ Muito se fala atualmente, e não apenas na psicologia, sobre a importância crítica das experiências primitivas no desenvolvimento físico e emocional do indivíduo. Em particular, são as primeiras relações do bebê que viabilizam e que moldam a organização e a sustentação de sua subjetividade. As impressões – positivas e negativas – resultantes dessas experiências interpessoais primárias estendem-­‐se para além da infância, marcando as relações do sujeito ao longo de sua vida. Diante desse cenário, propomos, neste trabalho, uma reflexão sobre o universo intersubjetivo do bebê, considerando, de um lado, seu estado de vulnerabilidade e de dependência ao nascer, e, de outro, consequentemente, o papel fundamental da maternagem no seu desenvolvimento físico e psíquico. Com isso em mente, objetiva-­‐se identificar alguns desafios e riscos inerentes a esse processo (intersubjetivo) de subjetivação, onde o bebê deverá, gradativamente, a partir das experiências vividas por/no seu próprio corpo e contando com os cuidados maternos/ambientais, organizar-­‐se psiquicamente em torno de um sentimento robusto de Eu. Em particular, localizamos a capacidade de cuidar de si (ou falta desta) como uma internalização por parte do bebê da função materna primária, entendendo esta não apenas como contenção física e psíquica, mas também como uma atividade de pensar, derivada da capacidade empática materna-­‐ambiental de sentir e pensar as experiências sensorias do bebê. Na temática dos cuidados com o bebê e dos riscos à sua saúde e desenvolvimento, ressalta-­‐se a importância dos cuidados com a mãe, particularmente em termos de sua capacidade de cuidar de si e do seu bebê. É somente a partir dessa matriz que a capacidade de conter as próprias emoções e de pensar os próprios pensamentos pode ser internalizada pelo bebê-­‐criança-­‐
indivíduo. E é por meio dessa internalização que o bebê poderá desenvolver sua capacidade de ser mãe de si mesmo, de cuidar de si de maneira adequada, buscando caminhos que conduzam à sua própria saúde e integração psíquica ao longo da vida. Trabalho 2 Autor(a): GISELA HADDD Título: DA MATERNIDADE À MATERNAGEM: O LUGAR DO SOCIAL Um dos discursos recorrentes na atualidade é sobre a falencia das instituições que regeram a construção da Modernidade.Um exemplo é o modelo da família nuclear (pai, mãe,filhos) com seus lugares pre-­‐
estabelecidos e cultuados que ao longo das últimas décadas vem sendo paulatinamente desconstruído. Algumas destas mudanças, tais como o poder do pai ou a função da mulher-­‐ mãe são faceis de serem detectadas, ainda que estes valores persistam em algum grau na cultura atual. Este trabalho pretende se debruçar sobre a experiencia social do tornar-­‐se mãe" no contexto de uma favela de São Paulo através de atendimentos feitos no Programa Einstein na Comunidade Paraisopolis cujos programas de atendimento a gestante e materno-­‐infantil possibilitam uma reflexão sobre o tema." Trabalho 3 Autor(a): TAMAR FAINGUELERNT Título: TORNA-­‐SE IRMÃO: O IMAGINÁRIO DA CRIANÇA FRENTE A GRAVIDEZ MATERNA E A CHEGADA DE UM IRMÃO. O “tornar-­‐se irmão” provoca muitas mudanças nas relações familiares até mesmo durante a gestação da mulher que são sentidas por toda a família, principalmente, pela criança que se tornará primogênita. Esta pesquisa buscou compreender: 1-­‐ Como o filho primogênito percebe a segunda gravidez da mãe e a chegada de um irmão, 2-­‐ Quais as fantasias e sentimentos que surgem no primogênito em relação ao irmão que está sendo gestado. Tendo como referencial a teoria psicanalítica, e tendo como sujeito a criança, as informações foram colhidas através da utilização de procedimentos projetivos: “Teste do Desenho da Família” e “Teste Desenho-­‐Estória”, com três filhos primogênitos de mães gestantes. Observou-­‐se através da pesquisa que o nascimento de um irmão provoca grande impacto na vida do primogênito, gerando ansiedade e conflitos de sentimentos na criança em relação à sua família. Os conteúdos despertados em cada criança a partir desse tema são imprevisíveis, porém evidentes, de modo que em cada criança são manifestados de formas diferentes. Os resultados oferecem subsídios para que pais, familiares e profissionais possam auxiliar a criança a atravessar essa fase de uma forma mais tranquila, beneficiando também aqueles que a rodeiam. PAINEL 3 Eixo: A Ética do Cuidado -­‐ Promoção, Prevenção ou Predição Subeixo: A parentalidade nos dias de hoje Trabalho 1 Autor(a): JANAÍNA FRANÇA Título: CONSTRUÇÃO DA MATERNIDADE EM PERÍODO PERINATAL: PROCESSOS PSQUICOS E IMPACTOS SOBRE A SUBJETIVIDADE O tempo perinatal como contexto singular do processo de tornar-­‐se mãe, particularizado pela emergência de novas vivências e transformações do corpo, desencadeia na mulher um trabalho psíquico único, marcado por movimentos regressivos e identificatórios que participarão da construção do vínculo mãe-­‐
bebê. No objetivo de aprofundar a compreensão desse processo na vida subjetiva da mulher hoje, empreendeu-­‐se um estudo qualitativo de abordagem psicanalítica, segundo a perspectiva longitudinal e por meio de entrevistas ao longo de toda a gravidez até os primeiros três meses após o parto, junto a duas mães à espera de seus primeiros filhos. No curso das novas reformulações identitárias em jogo, puderam ser acompanhados os processos psíquicos envoltos na progressiva objetalização do bebê e elaboração do objeto internalizado materno, bem como suas articulações e impactos sobre as diferentes dimensões subjetivas da mulher. Na especificidade desse estudo, toma destaque as dinâmicas relacionais com o pai do bebê sobre o processo de construção da maternidade. Trabalho 2 Autor(a): MARIA DO ROSÁRIO DIAS VARELLA Título: O DISCURSO PARENTAL NA CONSTITUIÇÃO DO EU: A TRANSMISSÃO DA PARENTALIDADE Antes do nascimento da criança já existe um discurso no qual, o sujeito desejante desta criança é filho de uma historia que o concerne, transmitindo um desejo parental que se sucede por meio das gerações. A criança, ao nascer, ocupa o lugar de um primeiro objeto desejado, o que permite a transmissão da interdição necessária à organização do espaço psíquico da criança. O tornar-­‐se pai e o tornar-­‐se mãe acarreta uma reorganização das representações de si e de suas relações com os outros e com os próprios pais.Palavras-­‐chave: desejo parental, transgeracional, constituição do eu. Trabalho 3 Autor(a): MARIA TAFURI Título: TORNAR-­‐SE PAI”: EXPECTATIVAS ATUAIS EM RELAÇÃO AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE O presente trabalho é parte integrante dos estudos desenvolvidos no âmbito da pesquisa internacional “Prevenção em Perinatalidade”, coordenada por Claude Schauder da Universidade de Strasbourg, França, em cooperação com o Brasil, China, Canadá e Rússia. Os dados levantados evidenciam transformações psíquicas complexas, pouco conhecidas, do processo psicológico de tornar-­‐se pai na contemporaneidade. Os homens, na sua grande maioria, não apresentaram expectativas em relação a eles mesmos, diante dos profissionais da saúde. Foi possível identificar uma demanda significativa: um mal-­‐estar dos homens em ‘se sentirem quase que obrigados a ocupar o lugar de coadjuvante e/ou de provedor’. Eles se identifam com as questões práticas, materiais e financeiras sobre o período da perinatalidade, ficando para a mulher a vivência das incertezas, angústias e ambivalências. O estudo tece relações entre a falta de expectativas dos homens em relação a eles mesmos, diante dos profissionais da saúde e o mal estar deles em ocuparem apenas o lugar de coadjuvantes e provedores. Os resultados apontam para questões centrais sobre a prevenção em perinatalidade. PAINEL 6 Eixo: A Prevenção e Situações de Vulnerabilidade; A Ética do Cuidado -­‐ Promoção, Prevenção ou Predição Subeixos: Os vínculos familiares e os fatores de risco; Relações com a família Trabalho 1 Autor(a): ELOISA TAVARES DE LACERDA Título: CLÍNICA DA CONSTITUIÇÃO DO LAÇO Este trabalho se perfila na esteira da prática clínica com pais -­‐ bebês -­‐ crianças muito pequenas. A essa prática chamei de A Clínica Interdisciplinar da Constituição do Laço. Comecei esse fazer clínico a partir do Tratamento Psicanalítico Pais/Bebê que sempre fiz em meu consultório, só que de forma mais solitária. Atualmente, me sinto mais confortável trabalhando simultaneamente com outros clínicos, onde não se coloca em questão a importância de um campo sobre outro, porque o mais importante, é que todos se organizam em torno da teoria psicanalítica e todos possam enxergar que o vínculo primeiro sustentará tanto as aquisições neuro-­‐perceptivo-­‐motoras quanto a constituição psíquica de bebê. A partir das descobertas clínicas que me mostravam a rapidez na movimentação da organização da díade mãe/bebê, novos ajustes técnicos foram necessários. Essas descobertas, portanto, ao me demandarem ampliações da técnica com importantes ajustes no enquadre, me movimentaram também na possibilidade de uma escuta à equipe. Penso que, ao reunir na mesma cena clínica profissionais da área do desenvolvimento do organismo e da área da constituição do psiquismo, precisei reconhecer para mim mesma que minha prática com a primeira infância exigia de mim uma atitude muito mais ativa, já que me demandava atribuir um sentido na troca interativa entre a mãe e seu bebê, ou mesmo na ausência dessa troca, atribuir a presença de um sujeito – mesmo que ainda em constituição, para a mãe e ainda, permitir à mãe que seu bebê que ela um dia foi, aparecesse em cena mesmo que em muitas vezes com uma força tal que impedia o aparecimento de sua Majestade o Bebê! Trabalho 2 Autor(a): NATALIA DE TONI GUIMARÃES DOS SANTOS Título: PRIMEIROS TEMPOS DA MATERNIDADE: INDIFERENCIAÇÃO OU INTERSUBJETIVIDADE NA RELAÇÃO PRIMITIVA COM O BEBÊ? Desde os primórdios do pensamento freudiano a dependência objetiva da criança ao nascer é tematizada. Incapaz de alcançar a satisfação de suas necessidades a partir de seus próprios recursos, o bebê depende do outro. Freud, no encaminhamento dessa questão, envereda pelos caminhos da instauração do desejo sexual por apoio na autoconservação, trazendo à cena dos primórdios da vida psíquica o conceito de auto-­‐
erotismo e dando pouca importância à relação com o objeto. Na nossa leitura, no entanto, o encontro entre a criança e sua mãe não pode ser pensado apenas em termos de processos intrapsíquicos e de natureza sexual. A qualidade do encontro com o objeto, o prazer que emerge especificamente desse encontro, não se reduz à descarga da autoconsevação e ao prazer sexual, mas refere-­‐se ao desenvolvimento do que Winnicott chamou de “self inicial do bebê”, a partir de um campo afetivo de acolhimento e identificação. Sob um olhar winnicottiano, então, discutiremos a função materna nos primórdios da vida psíquica do bebê, salientando a dimensão relacional desse encontro e seu papel fundamental na constituição subjetiva do bebê. Nessa perspectiva, problematizaremos a relação primária mãe-­‐bebê e, em especial, o estado de preocupação materna primária, recorrendo também outros autores, para refletir sobre seu caráter: indiferenciação ou intersubjetividade? Trabalho 3 Autor(a): VIVIAN MARQUES Título: NASCER: COMO SAIR DE DENTRO DA MÃE E DOS ENREDOS TRANSGERACIONAIS Este trabalho visa discutir as interferências dos conteúdos transgeracionais e os vínculos familiares na construção do eu. Para tanto, será apresentado um caso sob a ótica da psicanálise, um recorte da tese de mestrado. A mãe de Thomas era bulímica, nota-­‐se que a relação dessa dupla é baseada neste modo de pensar. A bulimia está associada à relação dentro e fora, absorver e rejeitar, ao excesso de alimentos e sua carência. Assim, na relação, a mãe de Thomas alterna entre mantê-­‐lo dentro dela, colado, absorvido e depois rejeitá-­‐lo, expulsá-­‐lo para longe. O pai de Thomas também apresenta dificuldades para se relacionar com a criança pequena, pois para ele, um sujeito só existe após os dezoitos anos, quando já pode conversar. Então, Thomas ainda não existe para seu pai. « As crianças são obrigadas a suavizar todos os tipos de conflitos familiares, e portam, sobre seus ombros fragéis, o fardo de todos os outros membros da família” (Ferenczi, 2004, p. 51). Thomas porta os traços de experiências psíquicas não elaboradas da história transgeracional. Assim, não lhe é permitido crescer, é preciso ficar regredido e no silêncio. A partir dessas articulações clínicas, pode-­‐se pensar sobre a importância de trabalhar com os pais e a criança, proporcionando um espaço para as elaborações das questões transgeracionais que aprisionam o desenvolvimento emocional da criança. Assim como, colaborar para que os pais possam ver e escutar seu filho, o psicanalista pode dar voz à criança que tem o gesto, mas não a palavra. Palavras-­‐chaves : família, conteúdos transgeracionais, constituição do eu. PAINEL 9 Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixos: Atenção à gestação e ao Pré-­‐Natal; Cuidados em torno do nascimento -­‐ antes, durante e depois Trabalho 1 Autor(a): LIANA DRIGA Título: PERINATALIDADE E EXILIO Nesse trabalho pretendemos abordar a intersecção entre a clínica com populações migrantes e a da perinatalidade. Procuramos entender como são as possibilidades de transmissão da cultura e de construção da função parental por pais em exílio, assim como delinear algumas possibilidades de intervenção. Tendo como foco àquelas pessoas que são forçadas a fazerem deslocamentos territoriais em função de contextos sociopolíticos e econômicos insustentáveis: migrantes, imigrantes e refugiados. Ao abandonarem os seus países de origem à procura de asilo, encontram-­‐se em uma nova nação onde vivem um estado de falta de referências e estrangeiridade radical. A violência perpassa as suas expulsões do país de origem, marcados por guerra e miséria. Os migrantes vivem impasses subjetivos de cunho traumático e lutos negados ou cujo processo de elaboração se encontra impedido. A fixação ao momento traumático produz o silenciamento como efeito subjetivo, impedindo a transmissão. Processo fundamental para o movimento de criação e recriação de uma história subjetiva vinculada à herança familiar e cultural. Nesse contexto de trauma e impedimento da elaboração do luto trataremos dos impasses na construção das funções parentais, do processo de humanização do bebê e da transmissão. Utilizaremos os conceitos de transparência psíquica de Bidlowsky e transparência cultural de Moro. Muitas vezes o confronto entre as práticas de cuidados e as formas de pensar a gestação, parto e puerpério da cultura dos migrantes e do país de acolhimento é conflitante. Traçamos considerações sobre como integrar essas outras lógicas culturais, levando em conta a singularidade desse encontro terapêutico a fim de evitar efeitos dessubjetivantes e deletérios no período da perinatalidade. O que nos interessa particularmente é como o luto impedido ou negado que se instaura em função do trauma do exílio marca profundamente às gerações futuras. A dor é escondida, mantida em segredo, na esperança de não transmiti-­‐la aos descendentes. Porém, o trauma opera exatamente o inverso e seus efeitos se propagam transgeracionalmente. A elaboração do luto, o compartilhamento da experiência, é fundamental para romper o ciclo mortífero da repetição. A meta das estratégias clínicas é a transformação do trauma em experiência compartilhada, na construção da posição de testemunha, de transmissor da cultura, através da elaboração do luto. Trabalho 2 Autor(a): ROBERTA KEHDY Título: COMO A ESCUTA PSICANALÍTICA PODE COLABORAR NA ELABORACÃO DO LUTO PERINATAL O luto perinatal vem despertando cada vez mais interesse para a psicologia e psicanálise, mas ainda são poucos os trabalhos que abordam esta temática. Notamos que a cultura contemporânea tem muitas estratégias para não se deparar com a morte, entre elas: evitar o contato com a angústia por meio da negação do sofrimento, alimentar a fantasia de superação da finitude por meio da tecnologia médica. Esta dificuldade se revela ainda maior quando se trata da morte de um feto ou de um bebê. Este trabalho pretende apresentar como a escuta psicanalítica colaborou em situações distintas para a elaboração de perdas perinatais e reiterar como descrito por Klaus e Kennell (1993) a importância de espaços de escuta e fala no processo de elaboração do luto perinatal. Consideramos que quando isto não é possível, pode-­‐se instalar um luto patológico que pode trazer consequências na relação destes pais com futuros filhos. Trabalho 3 Autor(a): TERESA CRISTINA GUEDES DE PAULA FREIRE Título: NARCISISMO E A FERIDA MATERNA POR NATIMORTO Durante a gestação surge uma nova configuração no que tange ao investimento libidinal. Pode-­‐se considerar o amor e outros sentimentos direcionados ao feto como narcísicos. Segundo Bydlowski (2007), no período gestacional o investimento libidinal seria simultaneamente narcísico e objetal. Após ter um filho natimorto a mulher volta para casa como uma mãe não-­‐mãe. O abalo ao narcisismo em condição de óbito fetal seria ainda mais específico que em qualquer outro contexto: sem o objeto externo para investir sua libido, falta do Princípio de Realidade. Este fato dificulta o desinvestimento deste objeto internalizado, o feto (Bydlowski, 2007). A passagem pelo teste de realidade pressupõe a experiência do luto, da dor, com a participação de todos a sua volta. De acordo com Lebovici (1987) o nascimento de um filho vivo renarcisa sua mãe. A ferida narcísica por natimorto é sentida em vários aspectos, pois implica: na morte da vivencia plena de sua feminilidade, via maternidade, no impedimento de amar intensa e narcisicamente a sua realeza, o filho, na impossibilidade do reconhecimento social de sua capacidade de gestar uma vida, e no sentimento de humilhação e fracasso. Szejer e Stewart (1997) consideram que após o parto a mulher fica descentrada. No caso de pós-­‐parto de natimorto o descentramento seria ainda maior. Assim, instala-­‐se no puerpério um luto diferenciado, que nomeio de enlutamento melancólico. Pois, ao contrário dos demais lutos exige intervenção, falta do princípio de realidade, que obstrui o trabalho de luto, o mundo torna-­‐se vazio e o Eu se empobrece, e ocorre um abalo na autoestima com sentimentos de inferioridade e culpa. A este luto agrega-­‐se o fato de a mulher vivenciá-­‐lo no puerpério.Conclui-­‐se que a mãe não-­‐mãe necessita de um atendimento diferenciado durante e após o parto. PAINEL 11 Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Diagnóstico precoce: potencialidades e riscos Trabalho 1 Autor(a): HELOISA CARDOSO DA SILVA Título: SINTOMAS PSICOFUNCIONAIS EM BEBÊS NO CONTEXTO DA DEPRESSÃO PÓS-­‐PARTO (Sugere-­‐se a composição de uma sessão coordenada com os trabalhos Os sintomas psicofuncionais e a clínica com o bebê que experimentou internação neonatal" e "Relação mãe-­‐bebê com dificuldades alimentares") A depressão pós-­‐parto (DPP) configura-­‐se, na atualidade, como um relevante problema de saúde pública. Nos últimos dez anos, pesquisas realizadas apontaram uma prevalência de 10% a 19%, demonstrando a forma significativa que essa psicopatologia se expressa no puerpério. Esse período envolve diversas modificações tanto biológicas, quanto psíquicas, que refletem claramente na saúde maternoinfantil. Assim, esse contexto psicopatológico sinaliza a possibilidade de dificuldades da mãe no exercício da função materna, podendo haver repercussões na relação que ela estabelece com o seu bebê. Nesse sentido, isso pode trazer efeitos sobre o bebê, dentre os quais é plausível o aparecimento de sintomas psicofuncionais, compreendidos como manifestações somáticas e comportamentais na criança, sem causa orgânica, relacionadas a um determinismo psíquico e que indicam dificuldades na relação do bebê com sua mãe ou figuras parentais. Dessa maneira, esse trabalho objetiva compreender e discutir a manifestação de sintomas psicofuncionais no contexto da DPP, visto que se abre possibilidade para reflexões acerca de estratégias de ação preventivas e de tratamento que visem à promoção da saúde maternoinfantil. Trabalho 2 Autor(a): PATRÍCIA WOLFF MÜLLER Título: RELAÇÃO MÃE-­‐BEBÊ COM DIFICULDADES ALIMENTARES Sugere-­‐se a composição de uma sessão coordenada com os trabalhos Sintomas psicofuncionais em bebês no contexto da depressão pós-­‐parto" e "Os sintomas psicofuncionais e a clínica com o bebê que experimentou internação". No início da vida, as relações do bebê com seus cuidadores são fundamentais, pois é a partir delas que a criança constitui-­‐se psiquicamente e molda seu psiquismo. As dificuldades na interação mãe-­‐bebê estão na gênese do surgimento de sintomas psicofuncionais, que são manifestações de característica psicossomática e podem afetar as diferentes áreas funcionais, tais como o sono, respiração, digestão, pele e, também, alimentação. As dificuldades alimentares, no início da vida da criança, são relativamente frequentes e, sob esta perspectiva, estão ligadas à forma e à qualidade de interação e vínculo entre o bebê e sua mãe. O objetivo do presente estudo foi investigar a interação entre mãe-­‐bebê frente às dificuldades alimentares da criança. Foi utilizado delineamento de estudo de caso único, composto por uma mãe e sua bebê de sete meses, com dificuldades alimentares. Foram utilizados os instrumentos M.I.N.I Plus, Questionário Symptom Check List, Interaction Assesment Procedure (IAP) e observação do momento da refeição. A aplicação do M.I.N.I Plus não evidenciou indicadores de psicopatologia na mãe, entretanto, o Questionário Symptom Check List apontou dificuldades alimentares no bebê, o que tornou a dupla elegível para este estudo. Resultados preliminares apontaram que, embora mãe e filha interagissem satisfatoriamente, a transição entre a amamentação e a alimentação complementar gerava conflito entre elas, pois a bebê apresentava resistência em aceitar outros alimentos, fazendo com que este fosse um momento de difícil manejo. Desta forma, espera-­‐se encontrar, neste caso, associação entre a qualidade da interação mãe-­‐bebê e as dificuldades alimentares. Trabalho 3 Autor(a): TAGMA DONELLI Título: OS SINTOMAS PSICOFUNCIONAIS E A CLÍNICA COM O BEBÊ QUE EXPERIMENTOU INTERNAÇÃO NEONATAL (Sugere-­‐se a composição de uma sessão coordenada com os trabalhos Sintomas psicofuncionais em bebês no contexto da depressão pós-­‐parto" e "Relação mãe-­‐bebê com dificuldades alimentares") No estudo da psicopatologia do bebê e da criança pequena, os sintomas psicofuncionais são entendidos como indicadores de problemas, passageiros ou persistentes, ao nível das trocas interacionais entre pais e bebê. Por sintoma psicofuncional entendem-­‐se as manifestações somáticas e do comportamento da criança, sem causa orgânica, que sinalizam dificuldades na interação mãe-­‐bebê, ou pais-­‐bebê. Assim, na clínica com bebês, a escuta do discurso parental e a forma como esse discurso é posto em ação nos cuidados com o bebê e na relação que se estabelece entre eles, possibilita um melhor entendimento da produção sintomática do bebê. Assim, partindo do pressuposto de que as relações iniciais entre o bebê e seus cuidadores são estruturantes, constituintes do psiquismo humano e potencialmente responsáveis pela saúde mental atual e futura do bebê, este trabalho pretende, a partir de uma breve revisão da literatura, abordar as especificidades da clínica psicológica com o bebê, o sintoma do bebê, e os problemas do diagnóstico na primeira infância, refletindo sobre as possíveis implicações psicológicas e manifestações sintomáticas no bebê que experimentou uma internação neonatal. PAINEL 1 Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixos: Atenção à gestação e ao Pré-­‐Natal, Atenção Primária -­‐ Puericultura e Perinatalidade; Cuidados em torno do nascimento -­‐ antes, durante e depois Trabalho 1 Autor(a): AMANDA KLIEMANN Título: CONSULTA PSICOLÓGICA NO PRÉ-­‐NATAL DE ALTO-­‐RISCO: UMA PROPOSTA DE PREVENÇÃO E PROMOÇÃO EM SAÚDE MENTAL Atualmente no SUS a atenção básica realiza a assistência às gestantes de baixo risco e referencia as gestantes de alto risco, que apresentam chances de resultado desfavorável para mãe e/ou bebê, para os serviços especializados. Historicamente a medicina e a enfermagem são responsáveis pela assistência no pré-­‐natal, baseado num paradigma biomédico de saúde. Em contrapartida, vêm sendo adotado um conceito ampliado de saúde, que rompe com a concepção de saúde como “ausência de doenças”, considerando a complexidade do fenômeno para o alcance da integralidade nas ações em saúde. Em 2010, o Ministério da Saúde apontou a necessidade de equipe multidisciplinar para a adequada assistência da gestante de alto risco. O presente trabalho terá como foco a gestação de alto risco e o papel do psicólogo nesse contexto. O Ambulatório de Pré-­‐Natal de Alto Risco do Hospital Universitário da UFSC conta com dois psicólogos, cinco médicos, duas enfermeiras, médicos residentes e graduandos em medicina. O protocolo de atendimento da Psicologia prevê duas modalidades de atendimento: consulta psicológica de pré-­‐natal e acompanhamento psicológico de pré-­‐natal. A consulta psicológica é oferecida a cada trimestre da gestação e visa identificar fatores de risco psicossociais à saúde materna, infantil e familiar e orientações psicoeducativas. Os casos em que se identificam fatores de risco são encaminhados para acompanhamento psicológico, isto é, seguimento psicoterápico na modalidade de psicoterapia breve, objetivando a redução dos riscos identificados, o fortalecimento de estratégias de enfrentamento, o incremento do vínculo pais-­‐
bebê-­‐familia e o fomento da rede social de apoio. Um eixo que permeia toda a atuação do psicólogo é a prevenção e promoção da saúde mental da gestante, bebê e família. A gravidez enquanto situação de transição pode acarretar vulnerabilidade do ponto de vista da saúde mental (BORTOLETTI, 2007, MALDONADO, 1997). Porém, o processo de intensas mudanças pode possibilitar atingir novos níveis de integração, amadurecimento e expansão da personalidade (MALDONADO, 1997). Além disso, a relação construída entre pais e bebê será a base para todas as formações de vinculo subseqüentes do bebê e é neste relacionamento que iniciará o desenvolvimento do sentido de si mesmo (KLAUS & KENNEL, 1992). Assim, o psicólogo no pré-­‐natal de alto risco atuará como importante ferramenta para fomentar a saúde mental no processo de desenvolvimento do bebê e da construção da família. Trabalho 2 Autor(a): MILENA DA ROSA SILVA Título: GRUPO MÃES-­‐BEBÊS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: UM ESPAÇO DE ACOLHIMENTO E PREVENÇÃO EM SAÚDE MENTAL O puerpério é um período caracterizado por intensas alterações e necessidade de readaptações emocionais, relacionais, sociais e fisiológicas. Além disso, é um momento de extrema importância na formação do laço mãe-­‐bebê e para a constituição psíquica deste. O bebê encontra-­‐se em um estado de dependência absoluta da mãe/cuidador, sendo importante que ela seja capaz de possibilitar as condições para que o bebê possa se desenvolver plenamente em seus potenciais (Winnicott, 1945,1962). O acompanhamento às puérperas vem sendo preconizado pelo Ministério da Saúde como uma importante ação das equipes de saúde, devendo incluir ações de prevenção e promoção, além de diagnóstico e tratamento adequado dos problemas que ocorrem nesse período (Brasil, 2005). Respeitando a diretriz do SUS que se refere à integralidade do atendimento, deve-­‐se considerar a importância do acompanhamento da saúde emocional no pós-­‐parto, da mãe e do bebê. Nesse contexto, surgiu o grupo de mães e bebês na rede básica de saúde. Seu objetivo é propiciar escuta, atenção e continência, viabilizando a intervenção em possíveis dificuldades que estejam se manifestando na relação da díade. Acredita-­‐se que, ao oferecer um espaço de acolhimento continente, possa ocorrer a elaboração de conflitos (Watillon-­‐Naveau, 1998) e o alívio da pressão sobre a mãe e sobre o bebê (Norman, 2003). O grupo aconteceu, no ano de 2011, na UBS Rincão, em Porto Alegre (RS). Atualmente, está se iniciando na UBS Santa Cecília. Na primeira edição, participaram cerca de 30 mães (16 a 60 anos), com bebês de 0 a 2 anos. No grupo foram trabalhadas questões trazidas pelas mães e pelos bebês ? entendendo-­‐se que eles também são capazes de comunicação ? trabalhando-­‐se a relação mãe-­‐bebê e as dificuldades do puerpério. Observou-­‐se uma grande demanda de um ?espaço? para falar sobre as alegrias e dificuldades na relação com seus bebês. Ao final do trabalho, observou-­‐se, em muitos casos, mudanças sutis no decorrer do breve contato que tínhamos com as mães: por vezes, a mãe ?compreendia? algo que o bebê estava manifestando, aliviava sua ansiedade em relação ao bebê ou ao seu lugar de mãe. A troca de experiências entre as mães também se mostrou muito benéfica. O trabalho atual está se iniciando, mas com um funcionamento diferente, o que parece apontar para efeitos também distintos. Trabalho 3 Autor(a): NADJA RODRIGUES Título: UMA REDE PARA EMBALAR O BEBÊ? – PREVENÇÃO E INTERVENÇÃO PRECOCE EM SAÚDE MENTAL MATERNO-­‐INFANTIL A PARTIR DE UM CASO CLÍNICO Luisa (nome fictício) tem 18 anos e está no alojamento conjunto da Maternidade com seus filhos gêmeos. Aos 11 anos, engravidou e sofreu aborto espontâneo. “Tudo o que eu queria era sair de casa, se eu engravidasse eu ia ter que sair de casa, ter outra pessoa pra ficar comigo”. Ela narra uma infância marcada por sofrimentos e desamparo tanto junto ao ambiente familiar quanto junto ao ambiente das instituições públicas de cuidado. Múltiplos serviços de saúde e assistência social, médicos, psicólogos, etc. “Eu já tô craque, já falei com mil psicólogos. Eles ficam tudo assustado comigo, viu? Cuidado!”. Ela mostra as marcas de quem despencou vezes demais de uma rede que se propunha a sustenta-­‐la e a promover-­‐lhe saúde. Ela mostra marcas de quem perdeu a esperança e experimenta em si os buracos das rupturas da rede que não a embalou. Valter (nome fictício) é um de seus filhos. Ele nasceu bem menor do que seu irmão. Luisa sente dificuldade em embalá-­‐los, em especial Valter. Ela o percebe como ameaçador ao pouco de integração que ela conquistou, e vê espelhado nele o bebê que ela foi: subnutrido de afeto, amassado pelas constantes quedas, danificado e danificador. “Este aí é a morte, é coisa do demônio! Eu tenho nojo dele, ele veio pra acabar comigo!”. Luisa e seus filhos precisam de uma rede coesa que promova amparo favorável à atenção à saúde física, mental e aos cuidados de ordem social. Uma rede que promova embalo contínuo, reparador, construtor de parâmetros de saúde. Entretanto, há uma rede intersetorial devidamente costurada? A saúde mental materno-­‐infantil se encontra de fato integrada às redes de atenção à saúde? Qual é o lugar da saúde mental materna e do bebê junto às políticas e aos profissionais de saúde? Quais dispositivos terapêuticos são necessários para a promoção, prevenção e intervenção em saúde mental materno-­‐
infantil? Qual é o papel das redes de atenção à saúde neste contexto? E quando estas redes falham em embalar o bebê? Quais são os potenciais efeitos de uma assistência fragmentada às mães e aos bebês – da falta de um olhar que lhes juntem os pedaços? O objetivo deste trabalho é discutir estas questões a partir do caso clínico de Luisa e seus filhos, assim como expor algumas costuras que viemos traçando na Regional de Saúde de Sobradinho a fim de favorecer uma rede de atenção à saúde materno-­‐infantil que abranja a prevenção e a intervenção precoce em saúde mental e que procure se adaptar às necessidades de saúde dos usuários. PAINEL 4 Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixos: Cuidados em torno do nascimento -­‐ antes, durante e depois; Unidades Neonatais: Os cuidados aos bebês em internação hospitalar Trabalho 1 Autor(a): ADRIANA FLECK Título: O BEBÊ IMAGINÁRIO E O BEBÊ REAL NO CONTEXTO DA PREMATURIDADE O nascimento pré-­‐termo é potencialmente traumático na vida da mãe e do filho e, neste contexto, o confronto entre o bebê imaginário da gestação e o bebê real tende a ser intensificado. Assim, este estudo investigou o bebê imaginário e o bebê real prematuro, no pós-­‐parto, na pré-­‐alta e no 3º mês após a alta hospitalar do bebê buscando compreender o confronto entre o bebê imaginário e o bebê real e o processo de adaptação da mãe a este último. Participaram quatro mães de bebês pré-­‐termos, primíparas, com idade entre 19 e 31 anos, com bebês nascidos entre 28-­‐29 semanas gestacionais, com pesos entre 1000-­‐1500g e que estavam internados na UTINeonatal de hospitais públicos de Porto Alegre. Com o delineamento de estudo de caso coletivo, buscou-­‐se compreender longitudinalmente cada caso, examinando as semelhanças e particularidades entre eles. As entrevistas realizadas com as mães, em profundidade, investigaram a experiência da gestação e da maternidade, desde o nascimento pré-­‐termo do filho, e foram examinadas através de uma análise qualitativa de conteúdos manifestos e latentes, com base no referencial psicanalítico. Os resultados confirmaram a expectativa inicial de que o contexto da prematuridade do bebê intensificaria o confronto entre o bebê real e o bebê imaginário, gerando sofrimento psíquico intenso nas mães, dificultando a elaboração da perda do bebê imaginário e adaptação da mãe ao bebê real, no período pós-­‐parto. Na pré-­‐alta e no 3º mês após a alta, notou-­‐se que as mães conseguiram se aproximar mais, tanto física como emocionalmente do bebê real, elaborando a perda do bebê imaginário, e se vinculando com o filho. No entanto, mesmo após a alta hospitalar e o bom estado de saúde do filho, a maternidade esteve associada a constantes preocupações e exigências em relação ao próprio desempenho como mãe. Assim, o nascimento pré-­‐termo gerou um impacto emocional intenso nas mães e constituiu-­‐se em um desafio para a adaptação destas às necessidades do filho e para a maternidade. Desta forma, ressalta-­‐se a importância de serem realizados estudos que investiguem em profundidade os sentimentos, as emoções, os desafios destas mães durante a internação na UTI Neonatal e após a alta hospitalar, e que possam auxiliar no desenvolvimento de intervenções psicológicas dirigidas a este contexto. Palavras-­‐chave: bebê imaginário e bebê real, nascimento pré-­‐termo, maternidade. Trabalho 2 Autor(a): FRANCESCA FELICI Título: MASSAGEM NEONATAL TOQUE DE BORBOLETA DA DR.A EVA REICH E A BIOENERGÉTICA SUAVE A Dr.a Eva Reich deu o nome de Bioenergética Suave ao seu trabalho porque é um trabalho que é realizado com a Energia. E Suave porque muito delicado mas que derrete a couraça muscular construída pelos traumas precoces. O objetivo da Bioenergética Suave é a prevenção.A massagem neonatal Toque de Borboleta, que pode ser aplicada a partir do primeiro dia de vida,na primeira hora de vida,e também em bebês pré-­‐termos, é a principal técnica da Bioenergética Suave. Ela foi desenvolvida pela Dr.a Reich nos EUA, caracterizando-­‐se pelo seu toque carinhoso. Recebeu esta denominação porque seu toque é leve como o movimento das asas de uma borboleta. A massagem foi criada para bebês, para evitar aqueles bloqueios emocionais que podem acontecer na gestação, parto ou pós-­‐parto, ou para restaurar o mais rápido possível o fluxo de energia vital e dissolver os bloqueios formados por traumas re-­‐estabelecendo o mecanismo de auto-­‐regulação do bebê. Exemplos desses traumas, que podem ocorrer desde a concepção no útero até o nascimento são:uma criança indesejada, vivências emocionais dos pais durante a gravidez, abuso de drogas pelos pais, nascimento difícil, cesariana, cordão umbilical enrolado, separação da mãe após o parto, morte e outras situações de mágoa. Por acreditar firmemente na importância da vida pré-­‐
natal e perinatal para a saúde física, vital, emocional, mental e espiritual numa abordagem multidimensional do ser humano, foi fundada em 2010, a Associação Nacional para Educação Pré-­‐Natal (ANEP BRASIL). Ela uma associação que promove estudos e difunde conhecimentos científicos sobre vida pré-­‐natal e perinatal, saúde reprodutiva e desenvolvimento infantil, que possibilitem a escolha e a experiência consciente de conceber, gestar, parir, amamentar e educar. Para isso a ANEP tem um curso de Formação em Educação Pré-­‐natal com o objetivo de formar pessoas que possam difundir este conhecimento e ampliar a educação da população jovem para que quando estes forem iniciar uma família o façam com mais consciência e possam receber melhor a seus filhos A promoção do vinculo com a criança desde antes de seu nascimento faz com que os pais ampliem sua capacidade de perceber seus filhos e portanto fortalece a saúde física e psíquica destes, que no futuro formarão a sociedade. A ANEP BRASIL é regulada pela OMAEP (Organização Mundial das ANEPs), que por sua vez é faz parte do ECOSOC (Economic Social Counseling / Conselho Social-­‐Econômico) junto à ONU. Trabalho 3 Autor(a): ROSA MARIA TOSTA Título: INTERVENÇÃO PSICOPROFILÁTICA COM BEBÊS DOENTES E SEUS PAIS: SAÚDE X TRAUMA Trata-­‐se de desenvolver os conceitos de saúde e trauma, especialmente a partir da teoria de D.W.Winnicott, e discutir se, quando atuamos junto aos bebês doentes e seus pais, não estaríamos, ao mesmo tempo, resgatando a saúde e prevenindo o trauma psíquico. Em termos de fundamentos, inclui-­‐se a extensão do significado de saúde na primeira infância, o que compreende a dinâmica relacional do bebê e seu cuidador principal, o viver criativo, a possibilidade de experimentação de si mesmo, arriscando novos gestos ao rabiscar o ambiente com sua presença ao encontro do outro. Como contraste, temos o conceito de trauma, com questões ligadas a falhas relacionais e de dependência, imprevisibilidade ambiental e ruptura no processo desenvolvimental. Além da discussão teórica, há relatos de experiência de intervenção psicológica junto a bebês doentes e seus pais ou mãe em contextos, tais como hospitalização ou casas de apoio e utilizando diferentes recursos transicionais. Palavras chaves: intervenção psicoprofilática, bebês-­‐
pais, saúde, trauma. PAINEL 7 Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixos: Gestação na adolescência; Cuidados em torno do nascimento -­‐ antes, durante e depois Trabalho 1 Autor(a): CAROLINE JONAS REZAGHI RICOMINI NUNES Título: O DESENVOLVIMENTO MOTOR DE LACTENTES FILHOS DE MÃES ADOLESCENTES: UM ESTUDO COMPARATIVO COM LACTENTES FILHOS DE MÃES ADULTAS Introdução: Um dos maiores problemas referentes à adolescência, no âmbito da saúde pública em alguns países, incluindo o Brasil, são as altas taxas de gestação nessa fase da vida. Ao longo das últimas décadas, várias pesquisas têm documentado os riscos de uma gravidez na adolescência tanto para a mulher como para os seus filhos, das quais podemos destacar os estudos relacionados aos resultados gestacionais, perinatais, os cuidados que essas mães destinam aos seus filhos bem como o desenvolvimento neuropsicomotor de crianças filhas de mães adolescentes. Objetivo: O objetivo principal deste estudo foi avaliar o desenvolvimento motor grosso de lactentes filhos de mães adolescentes comparando-­‐o ao de lactentes filhos de mães adultas. Métodos: Realizou-­‐se um estudo transversal, do qual participaram 59 crianças, selecionadas em dois serviços públicos de assistência à saúde localizados na região administrativa de Ceilandia-­‐DF. Aplicou-­‐se o instrumento Alberta Infant Motor Scale (AIMS) para avaliar o desenvolvimento motor grosso e foram coletados dados socioeconômicos e biológicos das mães. Utilizou-­‐
se o teste exato de Fisher para as variáveis categóricas e o teste não paramétrico de soma de postos de Wilcoxon para as variáveis continuas, considerando diferença estatisticamente significativa quando p< 0.05. Resultados: sugerem um desempenho motor inferior em filhos de mães adolescentes (p= 0.0336) quando comparados aos filhos de mães adultas. As mães adolescentes também apresentaram diferença estatisticamente significativa em relação ao estado civil (p=0.014), assim como anos de escolaridade (p= 0.047). Outras características como número de consultas de pré-­‐ natal, tipo de parto, renda familiar e apoio familiar não mostraram diferenças significativas entre os grupos. Conclusão: a idade materna pode ser um fator de risco para atraso do desenvolvimento motor do bebê. Trabalho 2 Autor(a): LETÍCIA WILKE FRANCO MARTINS Título: A CONSTELAÇÃO DA MATERNIDADE NA GESTAÇÃO ADOLESCENTE: UM ESTUDO DE CASOS O objetivo deste estudo foi investigar a Constelação da maternidade no contexto da gravidez na adolescência. Foi utilizado um delineamento de estudo de caso coletivo, com a participação de três adolescentes grávidas, primíparas, que estavam no terceiro trimestre da gestação. Foi realizada uma análise de conteúdo qualitativa das entrevistas e os dados foram categorizados seguindo os quatro temas da Constelação da maternidade: vida-­‐crescimento, relacionar-­‐se primário, matriz de apoio e reorganização da identidade. Por serem gestantes, as questões do tema relacionar-­‐se primário apareceram fortemente ligadas as suas expectativas em relação à maternidade e ao bebê, porém algumas participantes demonstraram dificuldades em criar tais expectativas. A diferença mais marcante da Constelação da maternidade entre as gestantes adolescentes se deu no tema da reorganização da identidade, onde os aspectos mais salientados disseram respeito a uma reorganização e busca da identidade adolescente concomitante à passagem para o mundo adulto. Trabalho 3 Autor(a): THAIS SIQUEIRA Título: CONTRIBUIÇÕES DA PSICANÁLISE PARA A TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTO NA MATERNIDADE Este trabalho pretende fazer uma reflexão acerca da transmissão de conhecimento e como ela opera na constituição da maternidade. Ações educativas no pré e pós-­‐natal constituem uma diretriz do SUS, e vem sendo amplamente desenvolvidas na atenção primária. Tais ações, realizadas por equipes multiprofissionais, têm por objetivo transmitir informações, constituídas a partir de saberes específicos, sobre os inúmeros fenômenos que envolvem a gestação, parto e puerpério. A psicanálise nos ensina sobre a importância do saber da família, construído através das gerações e que antecede a chegada do bebê. Saber este fundamental na construção da relação da mãe com seu bebê bem como para a constituição psíquica deste. Por fim pretende-­‐se problematizar os efeitos do cruzamento entre os saberes técnicos/formativos e os saberes familiares/subjetivos. PAINEL 10 Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Unidades Neonatais: Os cuidados aos bebês em internação hospitalar Trabalho 1 Autor(a): ANA CAROLINA DINIZ GUERRA Título: UM ACONTECER PSÍQUICO EM UTI NEONATAL: EXPERIÊNCIAS ENTRE MÃE E BEBÊ O presente trabalho trata da construção de um caso clínico acompanhado em uma UTI neonatal no ano de 2009. Tal caso nos coloca algumas questões sobre os processos de subjetivação de uma UTI, onde o neonato humano se encontra. Vorcaro (2010) ressalta: A questão é a modalidade pela qual as condições da UTI podem permitir a implantação primária dessa ordem simbólica nesse espaço indiferenciado quanto ao que é próprio ao bebê e ao que lhe é externo e que, posteriormente, situará a criança como singularidade e como pertencente ao campo simbólico. (Vorcaro, 2010, p.265) A partir da construção do caso foi possível tecer e avançar em algumas considerações acerca da clínica psicanalítica em UTI neonatal, como também de repensar a dialética doença e saúde se apropriando de um fazer clínico que se estabelece e se constrói na clínica pela experiência transferencial a três – mãe, bebê e terapeuta. Situo o pensamento winnicottiano referente à concepção de saúde e desenvolvimento emocional. Winnicott (1945) faz uma advertência aos profissionais que cuidam de crianças no tocante à utilização dos termos saúde" e "doença". Segundo o autor, o antagonismo entre eles deve ser enfraquecido em prol da “pobreza e riqueza da personalidade, que é uma coisa bem diferente” (p. 60). “(...) Não estamos apenas interessados na saúde individual, em que os indivíduos estejam livres da doença mental ou neurose, estamos interessados com a riqueza do indivíduo não em termo dinheiro, mas de realidade psíquica interna.(...) Nosso objetivo é mais do que prover condições favoráveis para produzir saúde. Riqueza de qualidade, ainda mais do que saúde, é que fica no topo da escalada do progresso humano.” (Winnicott, 1962, p. 84) Assim, para o desenvolvimento deste texto, proponho o estudo da realidade psíquica constituída entre mãe e bebê em contexto de UTI neonatal. Segundo Winnicott (1950), há um saber materno na relação primordial que se instala entre a mãe e seu bebê. Como ocorre a produção do saber advindo da experiência estabelecida na relação entre a mãe e o bebê em contexto de UTI neonatal? Para responder a essa questão, proponho o desenvolvimento de expressões cunhadas por Winnicott, a saber: "mãe devotada comum", "preocupação materna primária" e "mãe suficientemente boa". Por conseguinte, serão retomadas as concepções pelas quais o saber materno se constituiu, bem como especificidades produzidas em um contexto de UTI neonatal. Trabalho 2 Autor(a): CYNTHIA MARDEN TORRES Título: O BEBÊ PREMATURO NA UTI-­‐NEONATAL: IMPASSES E POSSIBILIDADES NOS CUIDADOS O presente trabalho pretende refletir sobre o caso clínico do bebê Lucas, nascido prematuro, com 26 semanas de idade gestacional, interno em Uti-­‐neonatal e portador de uma anomalia congênita grave chamada megacólon congênito. Esta enfermidade, caracterizada pela ausência de inervação intrínseca na parede intestinal do aparelho digestivo, tem como sintomas principais a falta da eliminação de fezes, distensão abdominal, e no recém-­‐ nascido, retardo na eliminação do mecônio. Joana, a mãe de Lucas, tentou engravidar por 4 anos, pois possuía o diagnóstico de incompetência istmo-­‐cervical, ou seja, uma incapacidade do colo uterino em manter uma gravidez devido a defeitos anatômicos ou funcionais. Com base nesse dado, focaremos o aspecto relacional que se desenvolveu entre mãe e filho, visto que a dificuldade de segurar o bebê que o diagnóstico médico apontou, fez vir à tona muitas outras, como a de segurar psiquicamente esse bebê que se encontrava em situação de extrema fragilidade. A partir da análise das dificuldades nas relações estabelecidas entre Lucas com sua mãe e com a equipe médica no contexto da UTI-­‐neonatal, destacaremos a importância das intervenções pela palavra e da escuta profissional como elementos de cuidados ao bebê, a fim de prevenir riscos psíquicos nesse momento precoce, bem como impulsionar a viabilização do processo de constituição subjetiva. Sabe-­‐se que os bebês prematuros são mais susceptíveis a patologias orgânicas pela imaturidade mais acentuada dos órgãos do que um bebê nascido a termo. Dado esse fato, é reconhecida, nos cuidados com o recém-­‐nascido, a importância das palavras que lhes são dirigidas no sentido de favorecer a ultrapassagem dos impasses existentes em uma relação dificultada pelo diagnóstico, pela patologia do corpo e a urgência que esta impõe aos cuidados. Assim, fundamentamos teoricamente nossas idéias em Freud e sua noção de massa relida por Nanette Frej (2003), além de outros psicanalistas que trabalharam essas questões ligadas à primeira infância como: Bergès e Balbo (2002), Graciela Crespin (2004) e Telma Queiroz (2005), que trazem as modalidades de construção do laço mãe/bebê. Portanto, refletiremos como uma situação como essa de Lucas e Joana nos ajuda a repensar sobre quais aspectos subjetivos podem circular nos cuidados oferecidos ao bebê, e como as palavras ditas a ele podem auxiliar na criação de novos lugares psíquicos mesmo quando as circunstâncias são desfavoráveis. Trabalho 3 Autor(a): RENATA PEREIRA CONDES Título: CUIDADOS AMPLIADOS: OS IRMÃOS EM UTI NEONATAL E A TESSITURA DOS VÍNCULOS FAMILIARES A inclusão de um novo membro familiar configura um período crítico que necessita de ajustamento e adaptações de todos, sendo o nascimento de um filho importante momento de transição no ciclo de vida da família. As respostas das crianças ao nascimento de um irmão mostram que são comuns sentimentos de hostilidade e agressão para com a mãe e o bebê, sinais regressivos, ameaça de perda do lugar na família, fantasia de abandono, ciúme, rivalidade e o sentimento de ambivalência em relação aos pais e ao novo irmão. Adaptar-­‐se ao nascimento de um irmão hospitalizado torna-­‐se ainda mais difícil: percebem que os pais estão diferentes, pois tristes e preocupados, além de menos disponíveis emocional e fisicamente. Embora notem mudanças, não possuem muitas informações sobre o que está acontecendo, ficando sob os cuidados de parentes e afastados dos pais. Nesse cenário é provável que as reações apresentadas pelos irmãos sejam respostas aos sinais de preocupação parental e também ao próprio sentimento de ambivalência, que pode levá-­‐los a se sentirem responsáveis pelo que está ocorrendo com o irmão, ou seja, o sentimento de culpa pode emergir. Sugere-­‐se que visitas sejam feitas durante a hospitalização do bebê a fim de tornar sua existência real. Diante disso, a inclusão dos irmãos no período de hospitalização do recém-­‐nascido é recomendada pelo Manual do Programa de Atenção Humanizada ao Recém-­‐Nascido de Baixo Peso – Método Canguru (Ministério da Saúde, 2002), e internacionalmente pela Academia Americana de Pediatria em 1985. Objetiva-­‐se com este trabalho apresentar a intervenção de visita de irmãos em UTI neonatal com os objetivos e procedimentos propostos e resultados observados, a partir da exposição de um caso clínico. Pretende-­‐se também evidenciar como tal medida pode trazer efeitos profiláticos, ao prevenir dificuldades na instalação do vínculo fraterno e do bebê na história familiar, e terapêuticos, ao propiciar aos familiares certa elaboração psíquica desta experiência. Por fim, aponta-­‐se para as repercussões que a presença dos demais filhos pode ter sobre os pais e as influências disso no vínculo com o bebê hospitalizado. KLAUS, M., KENNEL, J. Pais/bebê: a formação do apego. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992. MOREIRA, M.E.L., BRAGA, N.A., MORSCH, D.S. (Orgs.). Quando a vida começa diferente: o bebê e sua família na UTI neonatal. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2003. PAINEL 13 Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixos: Sofrimento psíquico na primeira infância, Autismos; Aplicação dos indicadores de risco na primeira infância -­‐ paradoxos da prevenção Trabalho 1 Autor(a): LIVIA ROCHA ROLIM Título: REFLEXOES SOBRE AGRESSIVIDADE INFANTIL: UM OLHAR CLÍNICO. O presente artigo tem como foco a agressividade na primeira infância compreendida a partir do estudo de um caso. Esta análise foi feita sob os fundamentos teóricos da Psicanálise. Tem como objetivo pesquisar os fatores presentes na agressividade de uma criança de três anos, como também, investigar a agressividade desta perante os seus pais e refletir sobre o trabalho psicoterápico na clinica com esta criança. Constatou-­‐
se que a criança apresentava-­‐se como agressiva por apresentar uma grande excitação, pois como ela não sabia o que fazer com sua excitação, ela agredia, também apresentava um sentimento de desamparo perante a mãe, onde na maioria das vezes atingia-­‐a, ou seja, tinha atitudes de agressão e destrutividade. Concluiu-­‐se que trabalhar com agressividade infantil é uma clinica difícil, pois o psicoterapeuta precisa estar muito inteiro para suportar seus ataques, como também é uma experiência clinica bastante rica, quando se consegue dar outro destino a essa agressividade. Diante disso, esta pesquisa visa contribuir para o estudo da agressividade infantil. Trabalho 2 Autor(a): MARIA EUGENIA BERTOLDI MELLO Título: INCLUSÃO ESCOLAR DO AUTISTA À LUZ DA LEI Nº 12764/2012 O presente trabalho versa sobre a Lei nº 12.764 de 27 de Dezembro de 2012, em seu artigo 3º, parágrafo único, no que diz respeito à inclusão escolar da pessoa com transtorno do espectro autista. A metodologia utilizada é a de Revisão Bibliográfica, visando apresentar a lei e conceituar o autismo, bem como buscar entre os autores, o que seja inclusão escolar. Consta no texto desta referida Lei, em seu Art.1º, que, “para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do Espectro Autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada na forma dos seguintes incisos I e II: I -­‐ deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social, ausência de reciprocidade social, falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento, II – padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns, excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados, interesses restritos e fixos”. O artigo 3º, diz que: são direitos da pessoa com transtorno do espectro autista o acesso à educação e ao ensino profissionalizante, sendo que em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2º, terá direito a acompanhante especializado. Esta Lei institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Esta medida, sancionada em Dezembro de 2012, possibilita que os autistas sejam agora considerados, de modo oficial, pessoas com deficiência, podendo gozar de todas as políticas de inclusão social existentes no Brasil, entre elas, as de Educação, que constituem o foco de nosso trabalho. Palavras-­‐chave: Legislação. Autismo. LEI Nº 12764/2012. Inclusão escolar. Trabalho 3 Autor(a): NATHALIA CAMPANA Título: INDICADORES CLÍNICOS DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL (IRDI) E AUTISMO: POSSIBILIDADES E LIMITES A investigação em torno da detecção de sinais iniciais de problemas para o desenvolvimento, articulado ao campo da psicanálise com bebês, se constituiu como área de interesse de diversos pesquisadores, dado que sinais de sofrimento psíquico não devem passar despercebidos pelos profissionais que se ocupam de bebês e intervenções clínicas que ocorrem no período de instalação de um sintoma são mais favoráveis para o desenvolvimento infantil. Dentre os transtornos da primeira infância, os quadros que podem levar a incapacitações das mais severas são aqueles pertencentes ao espectro de autismo. No contexto da saúde coletiva é vantajoso que os profissionais utilizem instrumentos de fácil aplicação e que não seja necessário aplicar diversos protocolos para triar transtornos específicos. Desta forma, o instrumento Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil (IRDI) por ser inespecífico para diagnóstico se revela como uma opção interessante. O presente estudo é uma análise exploratória da associação de resultados obtidos com o IRDI e resultados de risco para autismo segundo o Modified Checklist for Autism in Toddlers -­‐ instrumento desenvolvido com a finalidade de identificar crianças com características de autismo a partir dos 18 meses de vida. O objetivo desta investigação visa contribuir tanto para o aumento da compreensão do autismo a partir de conceitos da psicanálise que fundamentam os Indicadores, quanto para se pensar a possibilidade de o instrumento ser utilizado como ferramenta de avaliação no contexto da saúde coletiva. Será dada ênfase ao fato de que no processo de avaliação de sinais de autismo embora o diagnóstico psiquiátrico feito por questionário possa confirmar a presença e o grau de severidade do autismo, este pouco informa a respeito da experiência da criança e de sua família. Desta forma, a triagem de características de autismo é apenas uma parte da avaliação. Além de instrumentos padronizados, o profissional que estiver à frente das avaliações deve contar seus próprios recursos para identificar os sentimentos que lhes são despertados ao longo das entrevistas e utilizá-­‐los como ferramenta para compreender a situação pesquisada. Por fim, um indicador deve ser considerado como possibilidade, e não como uma necessidade, de associação com a condição que pretende indicar. PAINEL 15 Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixos: Medicalização na primeira infância; Modalidades clínicas de prevenção, de intervenção precoce e de promoção do desenvolvimento infantil Trabalho 1 Autor(a): CONCEICAO SERRALHA Título: AMBIENTE FACILITADOR COMO UMA ALTERNATIVA À MEDICALIZAÇÃO NA PRIMEIRA INFÂNCIA medicalização de problemas comportamentais e do aprendizado tem se apresentado cada vez mais cedo, ou seja, já na primeira infância. Esse fenômeno tem conduzido à destituição da responsabilidade dos processos educativos e dos cuidados ambientais pelas dificuldades que a criança encontra. Visando ao rigor científico, estudiosos têm buscado na biologia e fisiologia humanas respostas para os impasses vividos na relação ambiente-­‐criança, já que essas áreas permitem a generalização na espécie e a uniformização do tratamento – essencialmente por via medicamentosa –, desprendendo-­‐se de explicações de uma ou outra teoria. Este trabalho, entendendo a importância de um embasamento teórico e subsidiado pela teoria do amadurecimento emocional de D. W. Winnicott, que tem em seu bojo uma teoria sobre a agressividade que precisa ser integrada à personalidade total da criança, pretende apresentar outra via de compreensão para a maioria dos problemas apresentados pela criança na sua relação com o seu ambiente próximo e que envolve, também, o ambiente mais amplo. Discutir-­‐se-­‐á o direito da criança à reação ao não atendimento de suas necessidades fundamentais de segurança e confiabilidade, bem como a importância do cuidado oferecido a ela não só pelos pais, mas também por aqueles que a recebem na ausência destes, como os educadores de creches, escolas de educação infantil, berçários, entre outros, para que ela não necessite reagir e possa continuar a ser. Em termos do ambiente mais amplo, serão discutidos também os papéis das políticas públicas de saúde e educação, bem como de todos os organismos que devem implementá-­‐las de forma ética, dando o suporte necessário aos educadores e às famílias, para afastar a via fácil da medicalização. Entende-­‐se que, se por um lado, atender às necessidades da criança demanda tempo, paciência, empenho, modificação de projetos pessoais, institucionais e discussões teóricas, por outro lado, facilita o crescimento da criança, pois permite que ela encontre, em razão de um ambiente facilitador, soluções pessoais para problemas surgidos com a vida e nas relações interpessoais. Trabalho 2 Autor(a): LARISSA CANGUEIRO Título: A CONTRIBUIÇÃO DO MÉTODO DE OBSERVAÇÃO DE BEBÊS PARA A FUNÇÃO TERAPÊUTICA NO ATENDIMENTO DO GRUPO PAIS-­‐BEBÊS. O trabalho apresenta uma discussão sobre o potencial do método de observação de bebês de Ester Bick, que proporciona recursos para melhor instrumentalizar um profissional que queira trabalhar na promoção e prevenção de saúde mental pediátrica. A observação que é hoje incluída no currículo do curso de formação de psicoterapeutas da Clínica Tavistock, em Londres, é descrita, com sua história e metodologia, seguido com vinhetas de uma observação de bebe. Dentre os pontos que a experiência de observação oferece temos a possibilidade de aproximar o observador da criança que foi um dia, uma melhor compreensão da conduta não-­‐verbal e seus jogos, a possibilidade de presenciar o desenvolvimento esperado de um bebê, desde o seu nascimento no ambiente da família, e sua relação com os mesmos. Em paralelo apresentamos vinhetas de um grupo psicoterápico aberto de atendimento conjunto à pais e bebês que ocorre no Núcleo de Atendimento a Pais e Bebês, Setor de Saúde Mental, Departamento de Pediatria da UNIFESP, sendo este um grupo aberto com muitos participantes, o qual acompanho como discente na especialização Psicologia da Infância. A quantidade de conteúdo inconsciente que surge a cada encontro é imensa, conteúdo que é repleto de angustia e dúvidas compartilhadas pelos pais e cuidadores. Desta forma a capacidade desenvolvida e aflorada pela observação de bebês, como por exemplo, uma maior capacidade de continência, é constantemente usada na permanência do grupo que gera muita angustia e uma grande carga emocional. Trabalho 3 Autor(a): LUCIANA POSSATO CARREGARI Título: O CUIDADO NAS RELAÇÕES INICIAIS PAIS-­‐BEBÊS: DA CRISTALIZAÇÃO À DESCOBERTA DE POTENCIALIDADES Diante da calorosa discussão que se tem observado nos dias atuais sobre o transtorno do espectro do autismo (TEA) e suas manifestações na criança, este trabalho evidencia os benefícios da intervenção nas relações iniciais pais-­‐bebês, a partir do relato de um caso clínico realizado na modalidade de Intervenção das Relações Iniciais no Núcleo Pais-­‐Bebês no Setor de Saúde Mental, do Departamento de Pediatria da UNIFESP, como discente do Curso de Especialização em Psicologia da Infância. Essa modalidade de atendimento apresenta o diferencial de acompanhar através de encontros semanais a criança e seus pais/cuidadores conjuntamente, promovendo um espaço de acolhimento das angústias, das dificuldades emergentes do desenvolvimento, dos conteúdos inconscientes advindos das cenas e vivências referentes às questões do universo dos pais e de suas famílias. Diante disso, o paciente L.S.G, hoje com 3 anos, que no momento do atendimento também estava em acompanhamento e investigação com neuropediatra com possível diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista), apresenta-­‐se no início do processo com comportamentos estereotipados de tronco e cabeça, emitia sons repetitivos e escondia-­‐se por debaixo das cadeiras e espaços onde podia se encaixar. A mãe por sua vez, apresentava-­‐se de maneira ansiosa, acreditando que as ações de seu filho em sessão eram sinais associados ao autismo, engessando sua ação diante dele e assim não sendo capaz de observar outros fatores que poderiam influenciar neste modo de expressão que demonstrava. No decorrer dos atendimentos, nota-­‐se o progressivo interesse pelos brinquedos e brincadeiras, que gradativamente vão adquirindo novas consistências para a criança, permitindo o acesso à função lúdica dos objetos, passando a interagir durante as conversas com mais frequência, expressando suas necessidades e sentimentos diante da fala da mãe. Por sua vez, a mãe pode vivenciar sentimentos de impotência, de fragilidade, de desamparo, sinalizando suas aprendizagens com seu filho e amplificando sua capacidade de distinguir questões pessoais e da criança. Percebe-­‐se que diante da hipótese diagnóstica apontada e impulsionada pelo acompanhamento psicológico, nova olhares vão se despontando para a criança e na relação com a mesma, e atualmente L.S.G vem apresentando comportamentos compatíveis com sua idade, não evidenciando no momento, comportamentos que se cristalizariam em um quadro de Transtorno do Espectro do Autismo. PAINEL 17 Eixo: Cuidados por meio da Educação: Promoção e Prevenção Subeixo: Creches e projetos pedagógicos Trabalho 1 Autor(a): CAMILA SABOIA A. L. BOULANGER Título: O VALOR DO INSTRUMENTO INDICADORES CLÍNICOS DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL (IRDI) NA DETECÇÃO DO BRINCAR PRECOCE EM CRIANÇAS DOS CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL (CEIS) Constata-­‐se que, nos centros educacionais infantis, os cuidados físicos, corporais e cognitivos são largamente priorizados em detrimento dos cuidados psíquicos do bebê. Pesquisas apontam as tendências destas instituições em não privilegiar os aspectos subjetivos do bebê – observam, por exemplo, que o brincar e as atividades lúdicas são pouco explorados na relação professor-­‐bebê. Esta constatação parece preocupante se considerarmos a hipótese de que o brincar do bebê, ou o brincar precoce, exerce um papel fundamental no processo da construção psíquica da criança. A presente pesquisa (FAPESP/2012) tem como objetivo verificar a capacidade do instrumento IRDI em detectar o brincar precoce, com o intuito de propor um instrumento que permita avaliar se este brincar está sendo privilegiado, ou não, nos espaços das creches e CEIs. Para isso, associamos nosso trabalho à uma pesquisa maior intitulada Metodologia IRDI – uma intervenção com os educadores de creche a partir da psicanálise (KUPFER, 2012 –FAPESP). Recorrendo-­‐se ao banco de dados desta pesquisa principal, propomos comparar os resultados obtidos por bebês de quatro a onze meses nos quatro indicadores que sinalizam o brincar precoce do IRDI, com os resultados obtidos por esses mesmos bebês aos 2 anos de idade fornecidos pelo MPPE (P.Roman, 2004) (Mallette Projective de la Première Enfance) um teste projetivo que avalia minuciosamente a qualidade da produção do brincar simbólico de crianças. A sensibilidade do instrumento IRDI para a detecção do brincar precoce será confirmada se as crianças que tiverem Ausente nos indicadores associados ao brincar precoce do IRDI apresentarem também, pela avaliação da MPPE, uma baixa frequência de respostas associadas a produções simbólicas. PAINEL 12 Eixo: Cuidados por meio da Educação: Promoção e Prevenção Subeixos: Creches e projetos pedagógicos; A formação dos profissionais da educação infantil Trabalho 1 Autor(a): FLÁVIA R. S. LINS Título: DA LEITURA À INTERVENÇÃO: CONSIDERAÇÕES ACERCA DA METODOLOGIA IRDI E A SINGULARIZAÇÃO DO LAÇO EDUCADOR-­‐BEBÊ NAS CRECHES O presente trabalho parte das discussões realizadas no âmbito da pesquisa, “Metodologia IRDI: uma intervenção com educadores de creche a partir da psicanálise”. Esta metodologia derivou do instrumento IRDI – Indicadores de Risco do Desenvolvimento Infantil -­‐ validado originalmente para o acompanhamento do desenvolvimento psíquico dos bebês realizado por pediatras. A pesquisa adaptou o uso dos indicadores para o contexto das creches, dada a constatação de que as crianças estão cada vez mais cedo submetidas aos cuidados oferecidos pelas instituições educacionais. Nesta perspectiva, o objeto de nosso estudo é a relação que se constitui entre educador e a criança pequena, por se considerar os educadores de creche como participantes da constituição subjetiva dos bebês. As contribuições dos estudos psicanalíticos sobre a saúde mental dos bebês e os estudos que comprovam a importância da educação na primeira infância são de especial interesse na fundamentação teórica quando articulamos a possibilidade de intervenção precoce dentro do ambiente educacional com crianças entre 0 e 18 meses. Com o intuito de pensar o alcance da Metodologia IRDI como um operador de leitura na singularização do laço entre o educador e o bebê, traremos alguns recortes e cenas vividas pelas pesquisadoras em uma das creches da USP que participam da pesquisa. Com um projeto educacional interessante e pioneiro, a proposta desta creche dialoga intimamente com a psicanálise. Ainda assim foi interessante perceber as perguntas que foram levantadas após uma aplicação inicial do protocolo IRDI, em alguns dos bebês que freqüentam o berçário desta instituição. Àquilo que aparecia num primeiro momento como autonomia e liberdade de circulação dos bebês do berçário pôde ser transformado em questionamento, uma vez que o protocolo mostrava como ausente uma série de indicadores que seriam fundamentais para pensar o estabelecimento de um traço personalizado entre educador e criança. As crianças estariam perambulando pela creche? Estariam educadores e crianças estabelecendo laços? O presente trabalho discute o acompanhamento do laço educador-­‐bebê realizado por meio da metodologia IRDI a e intervenção que decorre desta leitura. Desta maneira, propomos que a intervenção, sustentada pela Metodologia IRDI, visa ao deslocamento de posição do educador na relação com o bebê em direção à singularização do laço. Trabalho 2 Autor(a): PAULA FONTANA FONSECA Título: O LAÇO SUBJETIVANTE NA RELAÇÃO EDUCADOR-­‐BEBÊ OU A SURPRESA COMO DIMENSÃO ÉTICA Este trabalho insere-­‐se nas discussões realizadas no âmbito da pesquisa, ?Metodologia IRDI: uma intervenção com educadores de creche a partir da psicanálise? e apresenta parte das discussões realizadas em meu trabalho de doutorado em curso na Faculdade de Educação da USP. Originalmente o instrumento IRDI (Indicadores de Risco do Desenvolvimento Infantil) foi proposto como um protocolo de investigação que buscava localizar a presença de determinados indicadores na relação mãe-­‐bebê e daí decorrer uma leitura acerca da tendência inconsciente em curso na constituição subjetiva de determinado bebê. Na presente pesquisa a metodologia IRDI passa a ser usada como um guia para as intervenções no campo educativo tendo por objeto a relação educador-­‐bebê. As experiências educativas podem ser consideradas compondo o campo no qual se dá a constituição subjetiva. A metodologia IRDI se propõe a ser um guia no acompanhamento do laço estabelecido na creche de modo a possibilitar que o educador tome o bebê numa relação singular diante desta rede discursiva a qual por vezes atualiza. Resgatar o um a um da relação educador-­‐bebê faz frente à tendência universalizante presente na rede discursiva escolar da qual o educador participa. Para abordamos essa temática tomaremos algumas cenas vividas em um estágio realizado numa creche do município de São Paulo na qual uma das crianças recebe um diagnóstico de autismo. O intuito é refletir sobre a possibilidade desta metodologia ser um instrumento de interpretação que nos permita aceder para além daquilo que é dado a ver num ambiente de educação infantil, seguindo a esteira de Freud em seu deslocamento de uma postura observadora para outra na qual a interpretação tem lugar, da constatação para a construção de laço. Trabalho 3 Autor(a): ROSA MARIA MARIOTTO Título: METODOLOGIA IRDI – PSICANÁLISE, PESQUISA E FORMAÇÃO DE EDUCADORES DE CRECHE Atualmente, as ações visando ao esclarecimento e à formação dos profissionais da primeira infância a respeito do desenvolvimento, em especial sobre a constituição subjetiva dos bebês, ganham especial interesse. O profissional da primeira infância bem esclarecido sobre a vida subjetiva de um bebê pode tornar-­‐se um agente de promoção de saúde mental de grande valor. No entanto, a noção de sujeito psíquico proposto pela psicanálise não está contemplada nos esforços atuais voltados para a promoção da saúde e da educação na primeira infância. Embora já se tenha elementos suficientes para reconhecer que a atenção a essa dimensão organizadora do desenvolvimento pode diminuir significativamente a incidência de transtornos mentais tanto na infância como na idade adulta Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar a pesquisa sobre as bases da metodologia IRDI nas creches, uma intervenção proposta como instrumento de promoção de saúde mental de crianças em instituições de educação infantil e alguns de seus resultados preliminares. Esta pesquisa de caráter interestadual – São Paulo e Paraná – reuniu 70 professores professores/educadores de creche e alcançou 300 crianças (mais 300 crianças dos grupo controle) e está dividida em duas etapas, sendo que a segunda delas se derá ainda em 2014. Nesta comunicação será apresentada a primeira etapa, em que se realizou junto ao professores um acompanhamento em serviço, visando o trabalho de construção de um novo olhar sobre o bebê e seu desenvolvimento incluindo-­‐se aí como parte integrante desse processo. Deste trabalho, alguns resultados significativos foram observados mostrando que o trabalho com profissionais da educação infantil é terreno fértil não apenas para a prevenção mas também a promoção da saúde mental de bebês e pequenas crianças. PAINEL 14 Eixo: A Prevenção e Situações de Vulnerabilidade Subeixos: Os vínculos familiares e os fatores de risco; A prevenção nos cuidados em situações sociais adversas -­‐ Abrigos, crianças em situação de rua, dentre outras Trabalho 1 Autor(a): ANA CAROLINA CAMARGO Título: O SOFRIMENTO NO DESMAME E A TRANSGERACIONALIDADE O referido trabalho visa compartilhar achados clínicos e literários relativos ao atendimento psicanalítico realizado à uma dupla mãe-­‐bebe, frente a dificuldade de desmame apresentada pela mesma. Este trabalho têm sido estudado e sistematizado enquanto uma das ações de intervenção realizado pela pesquisa Detecção Precoce de Psicopatologias Graves – PUCSP. Os casos clínicos atendidos por esta equipe, tendo sido estes detectados precocemente, trazem como queixa central a dificuldade existente no desmame, configurando na dupla um laço peculiar, sendo este marcado pela ausência de bordas e assim, uma constituição da dimensão de alteridade. Deste modo, a partir do caso apresentado e de uma prática clínica que vêm sido feita, esta reflexão exige a discussão de pontos nodais desta clínica que aqui nomeamos enquanto vincular, sendo necessária a discussão de pontos que abarquem o sofrimento vivido por esta dupla, atentando assim para a demanda, lógica subjetiva existente e o sujeito em sua complexidade e transgeracionalidade. Trabalho 2 Autor(a): ANA CAROLINA PRADA Título: O ATENDIMENTO VINCULAR NA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE MENTAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Este trabalho visa apresentar um tipo de atendimento de crianças com quadros autísticos inseridas em uma instituição pública de atenção à saúde mental (CAPS infantil de Guarulhos). Se trata de uma intervenção vincular, onde a criança é atendida em conjunto com seus pais, por uma dupla de profissionais – sendo pelo menos um deles psicólogo – na tentativa de se resgatar ou se instaurar um contato prazeroso entre a criança e seus cuidadores e assim melhorar a qualidade do laço que existe entre eles. Serão relatados dois casos de famílias que recebem este tipo de atendimento desde o início de 2013, abordando as peculiaridades de cada criança, que apesar de trazerem o mesmo diagnóstico, se comportam de maneiras bastante distintas. As autoras utilizam a Psicanálise como referencial teórico para este trabalho, com enfoque nos escritos e na prática da psicanalista francesa Marie-­‐Christine Laznik. Trabalho 3 Autor(a): ROBERTA ALENCAR Título: PALAVRA DE BEBÊ – INTERVENÇÕES JUNTO À PRIMEIRA INFÂNCIA EM SERVIÇOS DE ACOLHIMENTO O acolhimento institucional é uma medida de proteção prevista pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), de caráter excepcional e provisório que visa garantir os direitos da criança e do adolescente quando os mesmos foram violados. No Brasil, aproximandamente 37.000 crianças e adolescentes vivem em instituições de acolhimento. O Instituto Fazendo História atua neste cenário em parceria com serviços de acolhimento e através do programa Palavra de Bebê se dedica às questões da primeira infância em situação de acolhimento institucional. Sabe-­‐se da importância dos primeiros laços e dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento físico e psíquico das crianças, de forma que as experiências vividas nessa fase são relevantes e tem influencia na vida futura. Todos os bebês vivem um desamparo primordial, que é constitutivo desde que a criança encontre um adulto que lhe ofereça cuidados não anônimos e um interesse particularizado. O que dizer das crianças que vivem esse período separadas de suas famílias? E como fica o tempo da primeira infância quando ele é marcado por rupturas, vivido entre separações e no ambiente coletivo dos serviços de acolhimento? Qual a especificidade do laço que se constitui entre os profissionais dos serviços de acolhimento e os bebês? Como articular o singular e o coletivo no cotidiano da instituição? O trabalho com bebês em instituições de acolhimento traz muitas questões e configura-­‐se como um trabalho delicado, exigente e muito mobilizador, que apresenta especificidades e desafios importantes aos profissionais envolvidos. O presente texto apresentará o trabalho desenvolvido pelo programa Palavra de Bebê em parceria com serviços de acolhimento institucional bem como as estratégias e os desafios enfrentados nessa empreitada. PAINEL 16 Eixo: A Prevenção e Situações de Vulnerabilidade Subeixo: A prevenção nos cuidados em situações sociais adversas -­‐ Abrigos, crianças em situação de rua, dentre outras Trabalho 1 Autor(a): BEATRIZ KESSELRING Título: CONSTRUÇÕES E INQUIETAÇÕES DE UM GRUPO INTERDISCIPLINAR SOBRE O TRABALHO COM BEBÊS EM SITUAÇÃO DE ACOLHIMENTO E SUAS FAMÍLIAS Este trabalho apresenta inquietações sobre a primeiríssima infância – aqui compreendida pela faixa etária de 0 a 3 anos – em situação de acolhimento institucional. O conteúdo da apresentação baseia-­‐se nas crônicas escritas a partir das discussões no grupo de estudos do programa Palavra de Bebê, do Instituto Fazendo História, e tem como objetivo apresentar algumas reflexões que tem permeado os encontros deste grupo de profissionais e levantar questionamentos junto aos especialistas presentes no II Encontro Internacional e IX Encontro Nacional sobre o Bebê. O grupo de estudos configura-­‐se em um espaço de reflexão, do qual participam psicólogos, psicanalistas, enfermeira obstetra, arte-­‐educador e terapeuta ocupacional. Esses profissionais, inseridos em serviços públicos, instituições privadas e organizações civis, buscam novos posicionamentos e práticas para a primeira infância, compartilhando experiências múltiplas junto aos bebês, famílias e equipes de serviços de acolhimento, atendidos nos diversos dispositivos da rede de apoio. A heterogeneidade do grupo proporciona ricos debates em torno dos desafios que envolvem o trabalho com essa população vulnerável e, muitas vezes, marginalizada. Trabalho 2 Autor(a): ELOISA TROIAN ZEN Título: CLÍNICA DOS BEBÊS SEPARADOS/ABANDONADOS: INTERVENÇÕES POSSÍVEIS? Colocamos a questão dos bebês, fruto de gestações não desejadas, filhos de dependentes de drogas ilícitas. Essas mulheres chegam em número crescente no HFB, gestando/processo de parturição, sem PN, queixas de dor no baixo ventre, sem “saber” da gravidez. Declaram-­‐se usuárias, nunca dependentes. Não mencionam companheiro/pai do bebê como suporte. Após nascimento não apresentam disposição para cuidar do RN não os nomeiam e estes parecem não interessá-­‐las face ao torpor apresentado. Nossas intervenções se traduzem em uma postura de acolhimento/escuta do discurso desta mulher individualmente e interlocução com a família ou seu círculo afetivo/social. Elas não possuem rede que lhes dê sustentação/apoio. Em função de determinações legais preconizadas pelo ECA a equipe multidisciplinar foi instada a notificar os órgãos de sócio–proteção: Vara da Infância/Adolescência/ Idoso/Conselho Tutelar nestas situações de alto risco psicossocial. Há casos da alta e registro do bebê ocorrerem diante do juiz. Nos têm preocupado o destino dos bebês pós alta. Algumas conseguem cuidar deles, sob o olhar da equipe; não é rotina. A depender do tempo cronológico/lógico em que são levadas a Vara da Infância, os bebês são colocados na UI-­‐NEO cuidados pela equipe: alimentados por fórmulas e visitados pelos avós/familiares. Apos 7 a 15 dias são levados junto com a genitora e assistente social. Além do atendimento à mulher desamparada observamos as reações do bebê com a genitora, as interações com a equipe “assistente” da dupla. O bebê não revela seu mundo facilmente: desprovido de linguagem, só pode exprimir seus estados: conforto, desconforto, sono, irritação e desejos através do corpo. Tornando difícil a formulação de sua experiência íntima. A observação e leitura de sinais de risco, revela-­‐se complexa até a um observador atento. O bebê é um ser de ação e reação. Sua singularidade determinará suas atitudes e a natureza de suas interações. Frente a estudos sobre o laço pais/bebês e a clínica psicanalítica desenvolvemos um espaço de escuta/palavras a ambos, com a história desses bebês: nome sugerido pela mãe, sua evolução clínica, singularidades registradas pela equipe. Dirigimos palavras ao bebê sobre sua verdadeira história. Ao ser abrigado ou adotado tais dados estarão disponíveis no relatório. Duvidamos se essa postura junto ao bebê e sua história é a melhor e favorecerá sua saúde mental, porém não temos dúvidas que em cada um deles há um sujeito em constituição. Trabalho 3 Autor(a): RENATA ROCHA Título: CLÍNICA PSICANALÍTICA COM BEBÊS INSTITUCIONALIZADOS: A FACILITAÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL Saúde, no pensamento de winnicott, está intrinsecamente associada à possibilidade de viver os estágios de desenvolvimento emocional plenamente, sendo fundamental um ambiente sustentador. A teoria winnicotiana prioriza os momentos iniciais de vida como base para a saúde mental. A partir desta abordagem, justificamos a importância do provimento do ambiente suficientemente bom para bebês institucionalizados. O estudo foi realizado em um abrigo para acolhimento de crianças e adolescentes em situação de risco, no abc paulista. Os encontros aconteceram semanalmente, no próprio abrigo, amparados pela psicanálise com enquadres diferenciados, seguindo a visão de Winnicott. Apresentamos recortes clínicos de atendimentos psicológicos com um bebê, cujo início de vida foi composto por vários rompimentos nos relacionamentos, os quais anteriores ao seu acolhimento no abrigo, quando contava com apenas oito meses de vida. Ao ingressar no abrigo, o bebê apresentava um quadro sintomatológico constituído por intensas angústias, as quais eram expressas pelo movimento de esfregar um pé no outro, chegando a sangrá-­‐los, choro intermitente e pelo comportamento intenso de atirar objetos para fora do berço. Ao longo dos encontros, tornou-­‐se imprescindível a adaptação do ambiente psicoterapêutico às necessidades do bebê, o holding, cujas evoluções emocionais do bebê se apresentavam de maneira crescente. Observamos a minimização das angústias de separação e de ansiedade no bebê, facilitando sua permanência no abrigo. Além dos encontros com a criança, intervimos com orientações às cuidadoras do abrigo e com a mãe biológica, a qual restabelecia vínculos com o filho. Esta experiência confirmou a importância das práticas psicológicas nos abrigos. PAINEL 18 Eixos: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição?, A Prevenção e Situações de Vulnerabilidade Subeixos: Quando a vida começa diferente: o bebê prematuro, as síndromes e as malformações; Os vínculos familiares e os fatores de risco Trabalho 1 Autor(a): ANA MARIA ROSENZVAIG Título: PREMATURIDADE E A CONSTRUÇÃO DA MATERNAGEM: CUIDADOS E RISCOS Partindo da prática de atendimento a pais e bebês no ambiente de UTI Neonatal, o trabalho propõe uma reflexão sobre o desafio parental na construção de uma maternagem saudável, quando o bebê é prematuro. Problematizamos ainda, nessas circunstâncias, a importância da ação dos profissionais de saúde em geral e suas possibilidades de intervenção no sentido do cuidado e da prevenção em saúde mental. Trabalho 2 Autor(a): LAURA ABRAO Título: EFEITOS DO DIAGNÓSTICO DE PATOLOGIAS ORGÂNICAS NO IMAGINÁRIO PARENTAL E A VULNERABILIDADE DA CONSTITUIÇÃO PSÍQUICA DA CRIANÇA Este estudo propõe uma discussão a respeito das incidências de encefalopatias e outras patologias orgânicas nos tempos da constituição do sujeito, com base nos efeitos desses quadros nas funções materna e paterna, vistas como suportes fundamentais para a estruturação do infans no campo da linguagem. Para sustentar esta discussão, são relatados três casos clínicos de crianças com alguma afecção orgânica e que chegaram à clínica da DERDIC/PUC-­‐SP por seus problemas de fala. Até que ponto tais problemas de fala deviam-­‐se aos impedimentos decorrentes desses quadros orgânicos ou também representavam um sintoma, sinal de entrave em tempos da estruturação do sujeito? O diagnóstico precoce de perda auditiva, de síndrome ou encefalopatias das crianças promoveu efeitos distintos nestes casos. Entretanto, em todos, criou-­‐se uma situação de vulnerabilidade para a constituição psíquica da criança, na medida em que, as funções materna e paterna sustentadas pelos pais sofreram os efeitos de lesões imaginárias e simbólicas provocadas pelo impacto do diagnóstico da doença. Assim, sob o efeito do corpo tomado apenas em sua dimensão de organismo e de suas deficiências, não foi possível nesses casos estabelecer o circuito das demandas nem supor sujeito nas crianças, situando-­‐as no limbo entre o ser vivo e o sujeito. Considerando a vulnerabilidade da estruturação do sujeito na criança com afecções orgânicas entendemos que a escuta psicanalítica para os pais, desde o início do diagnóstico, pode operar como intervenção precoce facilitadora da estruturação dos tempos do sujeito. Identificando conjuntamente os limites, mas também as possibilidades dos filhos, reconhecendo a marca real do corpo e oferecendo condições para supor sujeito para além do déficit. Não se trata de buscar estabelecer de antemão um diagnóstico de patologia psíquica para essas crianças, o que seria igualmente desastroso. Propomos uma intervenção a tempo por sabermos que na infância as inscrições psíquicas se fazem precocemente e ainda estão em construção. Intervir quando ainda contamos com a plasticidade neuronal e enquanto a estruturação psíquica da criança não está decidida. Descritores: psicanálise, criança, vulnerabilidade, encefalopatias, perda auditiva. Trabalho 3 Autor(a): SOLANGE FRID PATRICIO Título: TUDO QUE É SÓLIDO DESMANCHA NO AR: CONSTRUINDO MODOS MAIS RESILIENTES EM PAIS DE BEBÊS DEFICIENTES O nascimento de um filho, por si só, é um evento na vida do casal que implica a necessidade de reorganização e adaptação, podendo até constituir uma situação perturbadora e indutora de elevados níveis de stress. Quando a criança nasce com algum tipo de deficiência (cegueira, surdez, entre outras), os pais experimentam a perda das expectativas e dos sonhos que haviam construído em relação ao futuro descendente de maneira radical. Entretanto, apesar da situação adversa que se impõe, a família acaba procurando meios de se adequar à nova realidade. Os pais desenvolvem duas maneiras de lidar com a informação: enfrentando e reagindo. Ao enfrentar lidam com o problema e avançam, reagindo, lidam com emoções como confusão e até medo da incompetência. Nesse momento, o acompanhamento psicológico pode ofertar um outro significado a condição atual, que não o negativo. Pôsteres Pôster 01 Título: PECULIARIDADES DA PATERNIDADE E MATERNIDADE NA COMPOSIÇÃO DA PARENTALIDADE Autores: COSTA LCV, CAFUNDÓ NR, PAIVA AVS, ALVES AR Eixo: A Ética do Cuidado -­‐ Promoção, Prevenção ou Predição Subeixo: A parentalidade nos dias de hoje Resumo: Desde que o termo parentalidade foi proposto por Recamier em 1961, ele vem se transformando e ganhando novos significados, especialmente pelo aspecto subjetivo que incorpora. O fato de ela ser resultado de gradativa construção social e cultural determina uma composição singular do seu vivenciamento pelos pais e mães. Diante disso, o estudo dedica-­‐se a analisar a relação estabelecida pelos pais com seus filhos e a entender as especificidades atribuídas a cada um dos gêneros na vivência da parentalidade por meio de uma revisão bibliográfica. A análise das bibliografias sugere que a relação mãe-­‐
bebê ocorre mais precocemente, quando comparada a que os pais desenvolvem com a criança. As mães iniciam uma relação intraútero, já a percepção da paternidade tende a ser desenvolvida somente após o nascimento das crianças. As diferenças no vivenciar da parentalidade ocorrem, também, pelo fato de os pais não se sentirem competentes a desenvolver os cuidados com o bebê, creditando, assim, essa função às mães e restringindo a sua participação aos momentos que requerem autoridade ou provimento de bens materiais à família. No entanto, o papel dos pais na gestação e no cuidado com os filhos está ganhando mais relevância. Isso pode ser evidenciado por meio da postura paterna de acompanhar as mulheres na consulta de pré-­‐natal, nos exames e de se envolver emocionalmente com esse momento na vida do casal. Esse papel de participação efetiva do homem no relacionamento com a criança é capaz de criar um ambiente de bem-­‐
estar para todos aqueles que estão envolvidos no processo. Deste cenário, o modelo de participação paterna passou a ter um papel mais ativo no cuidado rotineiro com os filhos, dividindo a responsabilidade com a mãe e deixando de ter um lugar secundário. Corroborando com essa afirmativa, estudos apontam que há diferentes formas de interação e percepção da maternidade e da paternidade e a maioria deles sustenta que há um maior envolvimento materno no cuidado à criança, em detrimento do paterno. Contudo, parte significativa dos pais adotam comportamentos de modificação em relação ao estereótipo de pai desinteressado e outros demonstram dificuldade em assumir um papel que exige intensa participação e envolvimento no cuidado de um terceiro. Percebe-­‐se, por fim, que a parentalidade desenvolvida por cada um deles deve ser complementar, e não paralela a do outro. Pôster 02 Título: ASPECTOS PSICOLÓGICOS DA DÍADE MÃE-­‐BEBÊ NOS DIFERENTES MÉTODOS DE ALEITAMENTO MATERNO: SEIO, MAMADEIRA E COPO Autores: OLIVEIRA AC, TANIOS BS, CARVALHO LP, NASCIMENTO GCM, PAZETTO FR, PRADO TS, CONCEIÇÃO SERRALHA CA, VIDOTTO LT, BARROSO S Eixo: A Ética do Cuidado -­‐ Promoção, Prevenção ou Predição Subeixo: Relações com a família Resumo: Introdução: Pesquisa realizada com o objetivo de estudar os aspectos psicológicos das díades mãe-­‐
bebê, que permeiam as diferentes formas de aleitamento materno (seio, mamadeira e copo), desde o nascimento do bebê (pré-­‐termo ou não) até a idade de 01 ano e 2 meses. Investigou-­‐se também as circunstâncias que favoreceram a adoção de costumes familiares alternativos de alimentação do bebê em detrimento das orientações realizadas em puericultura. Metodologia: Participaram do estudo oito díades mãe-­‐bebê, acompanhadas por meio de observações semanais, gravadas em áudio e vídeo com duração aproximada de 1 h. Os dados foram analisados quantitativamente (porcentagem, média e diferenças entre as categorias de comportamento observadas) e qualitativamente (Análise do Conteúdo). Resultados: Foram feitas 260 observações completas: 173 com mães que puderam amamentar e 87 com mães que não puderam amamentar e utilizaram outro método de aleitamento. Os bebês apresentaram mais protestos, desconforto, retorcimento facial e vocalizações negativas quando alimentados no seio. As mães que amamentavam olhavam menos para os filhos do que as que utilizavam mamadeiras. Não houve diferença significativa quanto ao uso do copinho ou sonda. Crenças da cultura familiar e ausência da mãe foram os principais fatores para a adoção de costumes alternativos de alimentação do bebê. Conclusão: Dificuldades na interação mãe-­‐bebê foram percebidas ligadas à condição emocional da mãe e não à diferença de métodos de aleitamento. Fonte financiadora: CNPq e FAPEMIG. Pôster 03 Título: DIREITOS DA INFÂNCIA: A PROTEÇÃO INTEGRAL DA CRIANÇA Autores: ANACLETTO R, BERTOLDI ME Eixo: A Prevenção e Situações de Vulnerabilidade Subeixo: As intervenções jurídicas nos vínculos familiares Resumo: A Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), aprovados pelo Congresso Nacional em junho de 1990, são os primeiros documentos jurídicos legais brasileiros onde crianças e adolescentes são considerados sujeitos de direitos. A Constituição Federal, no artigo 227, determina que: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-­‐los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (BRASIL, Constituição Federal, 1988) Este artigo enumera os direitos fundamentais da criança e do adolescente por meio de uma listagem, na qual o direito à vida é o primeiro deles e o direito à saúde o segundo. Na Parte Geral do Estatuto da Criança e do Adolescente, o artigo 4º faz o mesmo exercício que o artigo 227 da Constituição, traz um rol dos direitos fundamentais da criança e do adolescente iniciado pelo direito à vida e seguido pelo direito à saúde. O artigo 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente, por sua vez, é o responsável por inaugurar o Capítulo I, Do Direito à Vida e à Saúde, do Título II, Dos Direitos Fundamentais. Seriam estes direitos os primeiros do rol de direitos fundamentais da criança e do adolescente na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente por mera coincidência? O presente trabalho tem como objetivo elucidar essa questão. Pôster 04 Título: ESPECTRO AUTISTA: ABORDAGEM DO CONCEITO E DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS COMO FATORES ESSENCIAIS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE PELO CLÍNICO Autores: CANABRAVA LBE, CASTRO RSB,BATTESTIN B,RODRIGUES CD,PALMEIRA AB Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Autismos Resumo: O autismo infantil foi descrito primeiramente por Kanner, em 1943, que descreveu crianças com prejuízos nas áreas da comunicação, comportamento e interação social. Um ano depois, Asperger descreveu crianças com características semelhantes às apresentadas, porém que não possuíam atraso significativo no desenvolvimento da linguagem. Atualmente, utiliza-­‐se o termo desordens do espectro autista, que engloba o autismo (transtorno autista), a síndrome de Asperger e o transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação. É válido o agrupamento dessas desordens, pois possuem características comuns, como deficiências na socialização, comunicação e comportamento. Apesar da relação dessas deficiências, há diferenças entre os transtornos: transtorno autista é caracterizado por dificuldades em todas as três áreas, síndrome de Asperger é caracterizada por habilidades de linguagem relativamente normais, porém dificuldades em interações sociais e em manter conversações, já transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação descreve uma pessoa que se enquadra em alguns, mas não todos os critérios de autismo, por possuir sintomas atípicos ou apenas desenvolver manifestações em idade mais avançada. A maioria dos sintomas do espectro autista aparece no segundo ano de vida, porém podem ser mais precoces, entretanto, no Asperger são percebidos mais tardiamente. Estudos demonstram que a média de suspeita da família no autismo é de 22 meses de idade, enquanto que a primeira consulta para diagnóstico de Asperger é por volta dos 44 meses. Vale ressaltar que grande parte dos médicos não está preparada para fazer diagnóstico de espectro autista, e muito menos de diagnósticos diferenciais. A constante necessidade de diagnóstico pelo especialista atrasa o diagnóstico definitivo, o que prejudica o planejamento educacional, suporte familiar e tratamento adequado. Por isso, é válido reforçar diagnósticos diferenciais do espectro autista, que incluem atraso global (deficiência mental), distúrbios do desenvolvimento de linguagem, problemas auditivos, síndrome de Rett, transtorno obsessivo compulsivo, síndrome de Landau-­‐Kleffner, transtorno desintegrativo da infância, transtorno de afeto e transtorno de ansiedade. Apenas com o pleno conhecimento dos critérios diagnósticos e diagnósticos diferenciais será possível proporcionar um diagnóstico precoce do espectro autista. Pôster 05 Título: SUPERPROTEÇÃO: MENSAGEM DE “NÃO CRESÇA”. RELATO DE CASO DE UM PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR Autores: PAIVA AVS, TATSCH JFS, DE SIMONI C Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Modalidades clínicas de prevenção, de intervenção precoce e de promoção do desenvolvimento infantil Resumo: Introdução O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um plano de tratamento integral, considerando os aspectos psíquicos, biológicos e sociais do usuário. Pode ser feito para indivíduos, grupos ou famílias. É realizado em contexto único, não passível de reprodutibilidade, é composto de diagnóstico, definição de metas, divisão de responsabilidades e reavaliação. A partir deste instrumento, espera-­‐se a modificação do curso de adoecimento de maneira eficiente e resolutiva. Metodologia Este projeto foi realizado por dois estudantes e uma docente do curso de medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde, tendo como caso índice a usuária Y.L.S., atualmente com 1 ano e 4 meses. O caso surgiu durante o acompanhamento da família de M.S.V.L., mãe da paciente, a qual teve dificuldades em aceitar o possível atraso no desenvolvimento neuropsicomotor da filha. Realizou-­‐se a leitura do prontuário da paciente e cinco visitas domiciliares, permitindo a criação de vínculos. Resultados e discussão Durante a primeira visita domiciliar, o desenvolvimento neuropsicomotor de Y.L.S. foi avaliado com base na caderneta da criança e foi compatível com a idade entre 6 a 9 meses. O serviço de saúde local a encaminhou ao Hospital da Criança, onde foram realizados diversos exames, que apresentaram resultados normais. A neuropediatra referido hospital ensinou alguns exercícios de fortalecimento muscular para que a mãe realizasse com a criança e a encaminhou para a fisioterapia. No decorrer das visitas, evidenciou-­‐se claramente que o atraso de Y.L.S. se devia à sua superproteção por sua mãe. M.S.V.L., que tentava resolver todas as dificuldades que eram colocadas diante de sua filha, de modo a não propiciar oportunidades para Y.L.S. crescer e amadurecer. Durante a última visita, M.S.V.L. demonstrou que está começando a entender este fato. Seguiu as orientações da neuropediatra, de modo que, após nova avaliação com a caderneta da criança, foi identificada idade neurológica compatível com 12 a 15 meses. Conclusão O atraso no crescimento e desenvolvimento de Y.L.S. não tem um substrato biológico, contudo, está relacionado à superproteção. Desse modo, a postura da mãe revela uma relativa fragilidade emocional. Discute-­‐se possível acompanhamento psicológico, para que ela mude seu relacionamento com a criança e previna a formação de dependência emocional por parte de sua filha. Pôster 06 Título: DEPRESSÃO NA INFÂNCIA: A IMPORTÂNCIA DO RECONHECIMENTO DA DOENÇA Autores: SILVA GS, YOSHIMOTO DMR, PIRES HHM, HAJJAR SOE, NEVES ACPS, SILVA TF Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Quadros Clínicos e Primeira Infância: depressões, psicoses, TDAH, dentre outras Resumo: Já há algum tempo, a depressão vem ganhando cada vez mais espaço entre os diagnósticos relacionados a transtornos afetivos. Desde 1970 houve um aumento no interesse pelo distúrbio, tanto academicamente quanto pelo conhecimento da população em geral. Com esse avanço em pesquisas e diagnósticos, ficou cada vez mais claro que a depressão é um distúrbio com presença significativa também em crianças e adolescentes. No entanto, quando a patologia atinge tal faixa etária, o diagnóstico não é tão comum. Isso porque a sintomatologia difere bastante daquela apresentada pelos adultos, o que consequentemente dificulta o diagnóstico. Além dos sintomas clássicos da depressão, como tristeza e insegurança, a depressão infantil comumente está associada a distúrbios do sono, déficit de atenção, dificuldades no aprendizado e sintomas somáticos, como dor abdominal, cefaleias e enurese noturna. Em alguns casos, podem se observar alterações comportamentais, hiperatividade e até mesmo agressividade (dirigida a outros ou a si mesma). Outro fator importante são os mitos que comumente se atribuem a esse assunto, como por exemplo, a suposição de que crianças não têm a estrutura psicológica necessária para sofrer uma experiência depressiva. Também é importante lembrar que é comum a depressão infantil vir associada a outros distúrbios de comportamento e comorbidades, o que acaba mascarando a sintomatologia menos saliente da depressão. A criança com sintomas depressivos pode apresentar comprometimentos significativos em seu aprendizado e relações familiares e sociais, o que explica a importância de se reconhecer a doença e intervir de forma correta. É ainda importante observar e prevenir fatores de risco para o desenvolvimento da depressão em crianças, como baixo rendimento escolar, ambiente familiar hostil ou desestruturado e bullying. O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão de literatura evidenciando os eventos mais comumente relacionados à ocorrência de depressão na faixa etária pediátrica: Identificar causas, discutir sobre como fazer o diagnóstico, considerando o quadro clínico diferenciado, observar as particularidades no tratamento, e abordar brevemente os prejuízos que a depressão na infância pode acarretar na vida adulta, mostrando assim a enorme importância do diagnóstico e intervenção precoces. Pôster 07 Título: A INTERVENÇÃO PRECOCE PSICANALÍTICA NA UTI NEONATAL: A ESCUTA DA POSSIBILIDADE DE SUSTENTAÇÃO DA FUNÇÃO SIMBÓLICA A PARTIR DOS PRESSUPOSTOS PROPOSTOS PELA PESQUISA IRDI. Autor: BARRETO CPO Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Quando a vida começa diferente: o bebê prematuro, as síndromes e as malformações Resumo: A que serve a intervenção psicanalítica em uma UTI Neonatal? Ao se pensar que essa é uma situação adversa e sem lugar no imaginário dos pais a respeito do nascimento de um filho, a presença de um psicanalista aí nesse lugar sem palavras pode vir a sustentar a possibilidade de elaboração psíquica desse encontro faltoso", como nos diz Lacan (1969-­‐1970), o que poderá evitar a instalação de patologias no laço pais-­‐bebê. Ao considerar que a origem da constituição psíquica do bebê se dá a partir das primeiras experiências subjetivas com o outro/Outro, para esse nascimento psíquico há de existir um agente que sustente a função simbólica que conduza um bebê à sua condição de sujeito. Como investigar essa possibilidade no âmbito de uma UTI Neonatal? Esse trabalho, parte de uma pesquisa realizada por ocasião da dissertação de mestrado dessa autora, foi realizado em um hospital da rede particular da cidade de São Paulo, feito a partir de recortes clínicos pela fala das mães dos bebês internados a fim de investigar se a condição de internação pode acarretar em efeitos no exercício da função materna, segundo a teorização da psicanálise lacaniana e com fundamentação nos quatro eixos teóricos estabelecidos pela pesquisa IRDI (Pesquisa Multicêntrica de Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil, financiada pelo Ministério da Saúde, CNPQ e FAPESP, a saber: suposição de sujeito, estabelecimento da demanda, alternância presença-­‐ausência, função paterna. A escuta das mães durante e após a hospitalização revela a presença de sofrimento pelo impacto psíquico causado pelo nascimento prematuro de um filho e a internação em UTI Neonatal, bem como pela dificuldade em maternar o bebê. No entanto, apesar do arrebatamento psíquico, na análise da função simbólica -­‐ a partir das quatro operação fundamentais, deduzidas por mim a partir dos eixos teóricos da Pesquisa IRDI -­‐ foi possível notar as condições para que a função materna possa vir a se desempenhar. Nesse sentido, a escuta psicanalítica nesse âmbito hospitalar me parece fundamental e pode colaborar positivamente para a prática da prevenção em saúde mental infantil, oferecendo um convite à narratividade que leva a retomada do projeto antecipado para esse filho e à elaboração desse acontecimento nessas vidas, sustentando o desejo e, quem sabe, evitando o desamparo psíquico que podem vir a desencadear em quadros psicopatológicos." Pôster 08 Título: HIPEROXALÚRIA PRIMÁRIA COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA TERMINAL NA PRIMEIRA INFÂNCIA: ABORDAGEM DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA Autor: COUTO FFS, ALVES MCM, FERREIRA SH, VALE ICA, CARRIJO PV, SILVA MC Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Quando a vida começa diferente: o bebê prematuro, as síndromes e as malformações Resumo: Introdução. A hiperoxalúria primária (HOP) trata-­‐se de uma desordem hereditária autossômica recessiva relacionada com defeitos no metabolismo do glioxilato. Atualmente a HOP dividi-­‐se em três tipos, 1, 2 e 3. O distúrbio metabólico do glioxilato apresenta diferentes etiologias segundo o tipo da HOP, assim, o tratamento definitivo de cada tipo será individualizado e de prognósticos diferenciados. Ainda que de etiologias diferentes, todos os tipos de HOP se direcionam para o mesmo processo patogênico, ou seja, possuem em comum a superprodução endógena de oxalato e consequentemente uma excreção urinária fortemente elevada deste sal. A litíase e nefrocalcinose podem estar presentes em qualquer tipo de HOP a custo da deposição dos cristais de oxalato a nível renal, assim como posteriormente evoluir para uma insuficiência renal crônica terminal (IRCT). Ao mesmo tempo em que apresenta uma prevalência notadamente baixa (em torno de três casos por um milhão de habitantes) a HOP mostra-­‐se também como uma doença devastadora. O índice de mortalidade na primeira infância para os pacientes que evoluíram para IRCT beira os 50%. Objetivo. Essa revisão sistemática objetiva esclarecer os diversos mecanismos diagnósticos para HOP, assim como o tratamento dessa desordem nos seus diferentes tipos para os pacientes da primeira infância que evoluíram à IRCT. Método. Realizou-­‐se um levantamento bibliográfico de artigos científicos publicados nos últimos dez anos em português, espanhol e inglês utilizando-­‐se os descritores: hiperoxalúria primária, HOP1/HOP2/HOP3, oxalose infantil, primary hyperoxaluria, oxalosis in infancy. Resultados. A pesquisa bibliográfica demonstrou que a medida em que foram elucidadas as etiopatogenias para cada tipo de HOP, o tratamento, pricipalmente o cirurgico, na presença de IRCT, modificou-­‐se para melhor se adequar ao tipo específico da doença. Chegando-­‐se ao consenso de que na HOP1 com IRCT os transplantes combinados de fígado e rim seriam mais benéficos e que na HOP2 com IRCT apenas o transplante de rim faz-­‐se necessário. Em tempo não se evidenciou caso algum de IRCT na HOP3. Conclusões. Concluimos que não só a detecção precoce da HOP é de suma importância, como também a especificação do seu tipo. Esse fato decorre das diferentes abordagens que surgem, sejam elas conservadoras ou cirúrgicas, para cada tipo específico da desordem. Pôster 09 Título: MALFORMAÇÃO CONGÊNITA: ASPECTOS DO VÍNCULO PAIS-­‐BEBÊ Autores: SCHULTZ JAD, RODRIGUES FF Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Quando a vida começa diferente: o bebê prematuro, as síndromes e as malformações Resumo: De acordo com alguns autores (Lebovici, 1987, Brazelton & Cramer, 1992) múltiplos fatores influenciam a formação do vínculo entre pais e filhos, dentre eles podemos citar a história de vida dos pais, as representações parentais, as características do bebê, o contexto familiar e social. Todo nascimento provoca grandes mudanças na vida e na personalidade dos pais. Os mais diversos sentimentos emergem e ocupam a cena doméstica. Mas quando o bebê que está para nascer tem uma malformação congênita, os pais vivenciam sentimentos de desespero e de angústia e dependendo da gravidade da doença, os pais podem apresentar dificuldades no processo de vinculação afetiva com o bebê. O presente estudo buscou desenvolver uma reflexão sobre a construção da parentalidade no contexto da malformação congênita, assim como sobre o impacto do diagnóstico desta no psiquismo dos pais. Esta pesquisa foi realizada, por meio de uma entrevista semi-­‐estruturada, no ambulatório da Maternidade Escola da UFRJ, no ano de 2013. Participaram da pesquisa três mães e dois pais de crianças com malformação congênita do sistema nervoso central (SNC) nascidas, operadas e tratadas na Maternidade Escola da UFRJ, no período de 2009 a 2013. Os resultados confirmaram alguns achados de estudos anteriores quanto às reações psicológicas dos pais ao diagnóstico de malformação congênita. A análise das falas mostrou a desintegração dos sentimentos dos pais no momento do diagnóstico e ressaltou a importância das informações fornecidas pela equipe de saúde no processo diagnóstico e terapêutico. Um prognóstico demasiadamente desalentador gera muito sofrimento nos pais e impede que eles se preparem para a chegada do bebê. Por outro lado, outros estudos revelaram que os pais também não aprovam quando a seriedade do problema é minimizada (KLAUS e KENNEL, 1993). As narrativas dos pais revelaram que o suporte emocional oferecido pelos profissionais de saúde é importante na medida em que os auxilia no processo de vinculação com o bebê e permite que os pais possam se tornar mais ativos e confiantes quanto a sua capacidade de cuidar do filho e de si – mesmos. Assim, o presente estudo também mostrou a importância de se tratar a malformação não apenas na sua dimensão física e funcional, mas também na sua dimensão psíquica. Pôster 10 Título: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO DE PSICOLOGIA NA UNIDADE DE PEDIATRIA DO HOSPITAL REGIONAL DA CEILÂNDIA Autor: GIMENES T Eixo: Cuidados no Cenário do Potencial Desenvolvimento Atípico: Promoção ou Predição? Subeixo: Sofrimento psíquico na primeira infância Resumo: Introdução: A hospitalização infantil é um momento de grande sofrimento físico e psíquico para a criança. Cabe ao psicólogo hospitalar atuando em pediatria buscar intervenções que minimizem a ansiedade, o medo e a angústia, tanto das crianças quanto dos familiares e profissionais de saúde frente aos procedimentos invasivos e ao processo de adoecimento. Justificativa: A unidade de pediatria era composta por equipe multiprofissional, entretanto não contava com a participação de psicólogo. Objetivo: Relatar a experiência de implantação durante o período de 6 meses do serviço de psicologia na unidade de enfermaria de Pediatria do Hospital Regional da Ceilândia. Metodologia: Execução do Plano de Trabalho confeccionado tendo como principais objetivos específicos: desenvolver ações com foco na diminuição dos efeitos nocivos da hospitalização da criança, contribuir para uma abordagem multidisciplinar da criança atendida na unidade, incorporar o brincar na rotina da unidade pediátrica, incentivar a vinculação entre acompanhante e criança hospitalizada, orientar o acompanhante quanto aos efeitos da hospitalização frente a criança, promover ações que visem a humanização da unidade, contribuir para fomento na equipe de uma visão integral da criança, construção de instrumentais adequados para a utilização na unidade, sistematização e concretização de um modelo de atuação, entre outros. Resultados: Após o período de 6 meses pode-­‐se dizer que o serviço de Psicologia na unidade de Pediatria do HRC encontra-­‐se implantado. A prática do serviço estruturada em: Ronda Psicológica, Atendimento individualizado à criança, Atendimento individualizado à família, Orientação à equipe multiprofissional que presta atendimento a criança, Atividades lúdicas na Brinquedoteca, Preparação e acompanhamento em procedimentos, Atividades em grupo na enfermaria, Estudo de caso, Encaminhamentos e Elaboração de relatórios. Considerações Finais: Acredita-­‐se que o serviço de psicologia foi implementado adequadamente na unidade de enfermaria da Pediatria do HRC. Como fatores que facilitadores citamos a disponibilidade da equipe médica para a recepção de novos profissionais, a cultura organizacional de equipe multiprofissional e a demanda crescente da unidade pelo serviço desse profissional. Já os fatores que dificultaram a implantação do serviço de Psicologia na enfermaria de Pediatria foram a ausência de uma coordenação do setor do psicologia no HRC. Pôster 11 Título: SIGNIFICADOS DA GESTAÇÃO PARA GRÁVIDAS COM DIABETES GESTACIONAL Autor: PONCIONI M Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Atenção à gestação e ao Pré-­‐Natal Resumo: A gravidez caracteriza-­‐se como um período marcado por emoções decorrentes de mudanças físicas e sociais, bem como de modificações na dinâmica financeira e relacional. A gestação quando vivenciada com o agravante de uma doença torna-­‐se ainda mais complexa e exige um maior cuidado por parte da gestante. No presente estudo, o objetivo foi de compreender o significado da gestação quando feito o diagnóstico de Diabetes Melitus Gestacional. A pesquisa qualitativa, realizada com quatro gestantes no último trimestre da gestação, analisou que os sentimentos vivenciados pelas grávidas são em geral ansiedade e medo, principalmente pela falta de informação dos riscos e das consequências que a doença pode ocasionar tanto para mãe quanto para o bebê. Momento onde há a necessidade do apoio de uma equipe multidisciplinar e da rede familiar da mulher para uma melhor adesão ao tratamento. Pôster 12 Título: O DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL PRIMITIVO E O AMBIENTE FACILITADOR Autores: MUNDIM MI, MAIA MS Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Cuidados em torno do nascimento -­‐ antes, durante e depois Resumo: O desenvolvimento emocional primitivo, considerado como a espinha dorsal da obra de Donald Winnicott é o tema do presente estudo. A partir do principio de que cada sujeito tem uma experiência singular, e que um ambiente facilitador é requisito indispensável ao desenvolvimento saudável das potencialidades do ser humano, esse trabalho tem como objetivo, pesquisar o processo de constituição da subjetividade. Faz-­‐se um recorte da teoria do amadurecimento pessoal, focando nos estágios de dependência absoluta e de dependência relativa. Privilegiamos o período compreendido entre o estágio pré-­‐natal e o estágio do Eu Sou, descrevendo as respectivas tarefas e conquistas essenciais, que juntamente com a facilitação ambiental irão favorecer a emergência da subjetividade e a capacidade para relacionar-­‐se com a realidade compartilhada. Desta forma, no primeiro capitulo, procura-­‐se descrever as tarefas e conquistas essenciais do amadurecimento psíquico nas etapas iniciais de dependência absoluta. No segundo capítulo descreve-­‐se o funcionamento psíquico precoce detalhando os três processos evolutivos que constituem os primórdios da realidade interna: integração, personalização e realização. O terceiro capítulo aborda a adaptação do bebê à realidade compartilhada, na transição da dependência absoluta para a relativa rumo ao estágio do Eu Sou. O último capitulo apresenta uma interlocução entre alguns conceitos Winnicottianos e a construção de políticas públicas através da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis/MS/Fiocruz. Palavras-­‐chave: desenvolvimento emocional primitivo – ambiente facilitador – mãe-­‐
bebê – políticas públicas. Pôster 13 Título: A MÃE, O BEBÊ E SEU ENTORNO: ELEMENTOS RELACIONADOS AO CONTEXTO DA ALIMENTAÇÃO EM CRIANÇAS DE ATÉ 3 ANOS DE IDADE. Autores: TOMÉ LF, BONALDO PM, RODRIGUES RL Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Diagnóstico precoce: potencialidades e riscos Resumo: Este trabalho apresenta parte dos resultados da pesquisa Transtornos alimentares na infância: fatores de risco, prevenção e clínica", desenvolvida no Laboratório de Psicanálise dos Processos de Subjetivação (UnB/IP/PCL). A pesquisa teve como principal objetivo contribuir com os estudos sobre dificuldades e transtornos da alimentação na infância. Participaram do estudo 18 díades mãe-­‐bebê, cujas crianças estavam na faixa etária entre 1 mês e 3 anos de idade. Procedimentos: preenchimento do Formulário sobre o Grupo Familiar, entrevistas clínicas semi-­‐dirigidas com as mães, sobre a história de vida da criança, observação vídeo-­‐registrada da Interação Alimentar mãe-­‐bebê, análise dos vídeos com base na Scala di Valutazione della Interazione Alimentare Madre-­‐bambino (Ammaniti et al., 2001), versão italiana da Feeding Scale (Chatoor et al., 1997). Na amostra pesquisada, a mãe aparece como a principal cuidadora da criança. Durante a semana, 60% das mães dividem esses cuidados com avós, empregados domésticos e a creche. Nos finais de semana, o pai aparece como cuidador principal em 29% das díades e a mãe permanece como cuidadora principal em 61% das díades. Em relação ao preparo da alimentação, a mãe se ocupa desta função em 46% das díades, seguidas pelas avós (27%) e empregados domésticos (15%). 60% das mães entrevistadas mencionaram situações adversas relacionadas à alimentação. Em todas as Subescalas, todas as díades estudadas alcançaram resultados acima da média, mas em especial na subescala Conflito Interativo, quando os resultados foram significativamente mais elevados. Em síntese, a pesquisa aponta a mãe como principal cuidadora na faixa etária até 3 anos. Avós, empregados domésticos e creches aparecem com as principais referências de suporte às mães no cuidado com o bebê durante a semana. Cerca de um terço dos pais da amostra estudada aparecem na posição de cuidador principal no final de semana. No contexto da interação, os elevados índices na subescala Conflito Interativo, sugerem que as questões de interação e harmonização das trocas mãe-­‐bebê são aquelas que mobilizam mais significamente a díade. Nesta interação, as situações adversas citadas pelas mães podem ser interpretadas como aspectos dificultadores desta interação. A elevação dos resultados em todas as subescalas sugerem que, na faixa etária estudada, o contexto da alimentação é um momento mobilizador de tensões, exigindo da díade e de seu entorno recursos de manejo das situações vivenciadas. Pôster 14 Título: IMPRESSÕES E SENTIMENTOS MATERNOS ACERCA DA AMAMENTAÇÃO DO FILHO NASCIDO PRÉ-­‐
TERMO Autores: NICOLINI G, FLECK A, LOPES RCS Eixo: Cuidados por meio da Atenção à Saúde: Tempos da Promoção e da Prevenção Subeixo: Unidades Neonatais: Os cuidados aos bebês em internação hospitalar Resumo: O nascimento pré-­‐termo vem acompanhado, muitas vezes, por preocupações e angústias das mães devido à hospitalização do bebê e de dificuldades em assumir os cuidados com o filho. A amamentação no peito, por sua vez, é considerada importante para o vínculo e interação mãe-­‐bebê e pode sofrer interferências no contexto da prematuridade. Poucos estudos têm se dedicado a investigação deste processo e das primeiras experiências de amamentação da dupla mãe-­‐filho nascido pré-­‐termo. O objetivo deste estudo foi investigar as impressões e sentimentos maternos acerca das primeiras experiências de amamentação no peito do filho pré-­‐termo. Participaram 14 mães de bebês nascidos pré-­‐termo, selecionadas da UTI Neonatal de hospitais públicos de Porto Alegre. As participantes tinham idades entre 19-­‐43 anos. O peso dos bebês no nascimento variou entre 970g e 2250g e a idade gestacional entre 26-­‐35 semanas. As participantes integravam o projeto “Prematuridade e parentalidade: Do nascimento aos 36 meses de vida do bebê” – PREPAR (Piccinini, et al., 2012). As mães foram entrevistadas na pré-­‐alta hospitalar do bebê e as respostas maternas foram examinadas através da análise qualitativa dos conteúdos manifestos baseada no referencial psicanalítico, a partir de duas categorias principais: 1) Impressões e sentimentos maternos acerca da amamentação com o filho nascido pré-­‐termo, 2) Impressões e sentimentos maternos acerca das reações e comportamentos do filho nascido pré-­‐termo durante a amamentação. Em relação à primeira categoria, constatou-­‐se nas mães felicidade, angústia, dúvidas e sentimento de estranheza frente à amamentação. Além de ter sido vivenciada como mais uma forma de cuidado com o filho. Os relatos mostraram também a presença de dificuldades frente ao processo de amamentação. Os resultados apontaram também para a presença de preocupações maternas frente à amamentação no peito após a alta do filho. Com relação à segunda categoria, constatou-­‐se que, assim como as mães, alguns bebês apresentaram dificuldades frente à amamentação. A maioria das mães referiu perceber os movimentos de interação e comunicação do filho durante a amamentação. Estes resultados apoiam a expectativa inicial de que o processo de amamentação no peito é um desafio para as mães e bebês nascidos pré-­‐termo. Sendo assim, ressalta-­‐se a importância destas mães serem acompanhadas por uma equipe multidisciplinar, tendo em vista a complexidade do processo de amamentação no contexto da prematuridade. 

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