Homenagem aos 150 anos Augusta e Respeitável e Sublime Loja

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Homenagem aos 150 anos Augusta e Respeitável e Sublime Loja
Homenagem aos 150 anos Augusta e Respeitável e Sublime Loja Capitular Regeneração
Catharinense
Ir:. Paulo Roberto Riccioni Gonçalves Gr:. 33
PREFÁCIO
A Aug .: e Resp .: e Subl.: Loj .: Cap .: Regeneração Catharinense, por ser uma entidade
influenciada pelo iluminismo, sempre deu ênfase as idéias de progresso e de perfeição
humana, assim como, na defesa do conhecimento racional como meio para a superação de
preconceitos e de ideologias tradicionais, espondo-se a interpretações errôneas de inimigos da
razão e da liberdade de pensamento.
No ano 1893 com a chamada revolução Federalista, ela teve que destruir ou esconder toda a
sua documentação e sua história para não prejudicar os IIr.: e para evitar comprometimentos
diante de um interventor sanguinário chamado Coronel Antônio Moreira César.
Graças aos jornais e documentos, achados da época, encontramos alguma documentação de
suas atividades no século XIX.
As informações aqui apresentadas sobre esta época, tiveram como fonte alguns livros
referente a historia da maçonaria no Brasil, Biblioteca Nacional, museu Maçônico do
Paranaense e principalmente os resultados das pesquisas realizada pelo Ir.: José Bernardino
Mangrich, nos jornais da época arquivados na Biblioteca Estadual de Florianópolis. Quanto
ao período do Século XX, as informações foram fruto de pesquisas realizadas pelo Ir.: Paulo
Roberto Riccioni Gonçalves, através da leitura dos livros e das atas contidas nos balaústres da
Benemérita, Augusta, Respeitável e Sublime Loja Capitular Regeneração Catharinense.
INTRODUÇÃO
Antes de apresentarmos a história da nossa homenageada - Augusta, Respeitável e Sublime
Loja Capitular Regeneração Catharinense, cabe esclarecermos que este trabalho procura
contextualizar o Rito Escocês Antigo e Aceito no Brasil e principalmente em Santa Catarina
abordando: a origem do Rito Escocês Antigo e Aceito e das Lojas Capitulares; a Cor do
REAA; o avental do REAA; o Oriente Elevado e com Área Delimitada; o REAA no Brasil, o
Surgimento do REAA em Santa Catarina e a apresentação de alguns documentos que
compõem o acervo histórico da homenageada. E não podemos esquecer da sua mãe nossa
sesquicentenária, a Benemérita, Augusta, Respeitável e Sublime Loja Capitular Regeneração
Catharinense, pois juntas fizeram e fazem a história da maçonaria catarinense, pois a maioria
de seus membros são os mesmos atores que fizeram a história de nosso Estado.
A ORIGEM DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO
Afinal, qual é a origem do Rito Escocês Antigo e Aceito?
Escocês? Francês? Ou Americano?
Resposta mais prudente seria: ―Depende!‖ Pois, nesse caso, tudo depende do que você
considera por ―ORIGEM‖.
Se você responder que a origem do REAA é escocesa, você não estará de todo errado. A base
do Rito é tida como levada pelos Stuarts e sua corte, quando exilados na França. Todos eram
de famílias escocesas.
É dito "Escocês" face à origem das personagens envolvidas em sua fundação que foi lenta,
sofrendo inúmeras alterações.
Assis Carvalho nos relata:
"Que os Grandes nomes da Maçonaria Primitiva, eram escoceses. Que o primeiro Maçom
Especulativo - John Boswell, iniciado em 8 de junho de 1600 -, era escocês, que a Primeira
Loja Maçônica - a Loja de Kilwinning - por isso chamada de Loja Mãe do Mundo foi
fundada na Escócia, que o Primeiro Compilador de uma Constituição Maçônica - o
Reverendo James Anderson, em 1721, Constituição que até hoje rege os destinos de
Maçonaria, no mundo todo, era escocês, que o idealizador dos Altos Graus, em 1737, André
Miguel, Cavaleiro de Ransay, era escocês, o Primeiro Professor de Maçonaria - 1772,
William Preston, também nascera na Escócia, e muitos outros".
Já se você responder que a origem do REAA é francesa, José Castellani esclarece que o
"escocesismo" nasceu na França stuartista, como primeira manifestação maçônica em
território francês, precedendo a fundação da primeira Grande Loja de Londres (1717)
remontando o evento ao ano de 1649, após a decapitação do Rei Carlos I, da família dos
Stuarts, pelos partidários de Oliver Cromwell.
Além de que o rito só criou forma na França, onde foi batizado como ―Rito de Heredon‖,
possuindo 25 graus, e a partir de onde foi difundido.
Por último, se você responder que a origem do REAA é americana, não terá como desmentilo. Foi nos EUA que surgiu o termo ―Rito Escocês Antigo e Aceito‖ para denominar o
sistema composto pelos 25 graus do Heredon e mais os 08 graus lá criados, formando o
sistema de 33 graus como é praticado hoje.
Nos EUA , em 1801, também nasceu o 1º Supremo Conselho do REAA no mundo.
Desse modo, se você considerar a origem com base no nome e formato, o Rito é americano.
Se considerar a origem com base no local onde sua prática começou a se desenvolver, o Rito
é francês. Mas se considerar a origem com base em suas raízes e tradições, o rito é escocês.
Foi seguindo essa linha de raciocínio que os americanos denominaram o Rito de ―escocês‖,
pois as raízes do rito são realmente escocesas. Já seguindo o ponto de vista formal, legal, o
rito é indiscutivelmente americano, pois foi nos EUA que ele foi organizado, nomeado,
registrado, publicado, e onde a primeira organização para administrar o Rito foi criada.
Digamos então que é um rito criado nos EUA sobre uma base francesa com raízes
escocesas.
Neste prédio em 31 de maio de 1801 surgiu o nome Rito
Escocês Antigo e Aceito foi anunciado para o mundo maçônico
após a criação do primeiro Supremo Conselho para o REAA em
Charleston, Corolina do Sul, Estados Unidos da America.
Em 4 de dezembro de 1802 foi criado o Supremo Conselho dos
Soberanos Grandes Inspetores do grau 33º para o Rito
Escocês Antigo e Aceito.
Tavern Shepheard - Charleston Carolina do
Sul- Estados Unidos
Nos três primeiros anos de vida do Supremo Conselho norte
americano, o Rito Escocês Antigo e Aceito permaneceu sem ritual
próprio.
Os Altos Graus funcionaram com os
Heredon, acrescentados oito novos graus que totalizavam os 33.
25 Graus do Rito de
Os novos graus não eram Iniciáticos e ganharam conteúdo mais administrativo que litúrgico.
Nesta época o termo Lojas Azuis designava os três primeiros graus da maçonaria.
Em 12 de outubro de 1804, foi criado em Paris o Supremo Conselho de França, o segundo no
mundo, para difundir na Europa o Rito Escocês Antigo e Aceito vindo dos Estados Unidos,
sem ritual próprio para os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre.
No dia 22 de outubro de 1804, uma Assembleia Geral do Supremo Conselho de França
fundou, também em Paris, a Grande Loja Geral Escocesa para organizar o ritual francês das
Lojas Azuis do Rito Escocês Antigo e Aceito (ainda não havia sido cunhado o termo
simbolismo para os três primeiros graus), tendo por base o Rito Antigo Aceito, praticado pela
Grande Loja de Londres.
Na França, o Grande Oriente tinha como rito oficial, o Rito Escocês dos Modernos, ou Rito
Francês, semelhante ao rito praticado pelas Lojas da Grande Loja de Londres de 1717.
LOJA CAPITULAR
A primeira ideia de Loja Capitular surge em 1816, quando o Grande Oriente de França
assumiu a jurisdição de parte do Rito Escocês Antigo e Aceito, decidindo que ficaria
com o poder sobre o conjunto dos graus 1 ao 18.
Essa escolha baseou-se na intenção de dirigir o Rito Escocês Antigo e Aceito na mesma
abrangência simbólica que já fazia com o Rito Moderno, ou seja, do grau de Aprendiz ao
Rosa-Cruz. No Rito Moderno, o Rosa-Cruz é o 7º e no Escocês Antigo, o 18º.
Em 1820, o Grande Oriente francês organiza um ritual para o REAA voltado para o
funcionamento sequencial do grau de Aprendiz ao grau Rosa-Cruz.
A esse conjunto de graus, sob a mesma direção, foi atribuída a denominação de Loja
Capitular, presidida preferencialmente por um Cavaleiro Rosa-Cruz.
Com o surgimento das Lojas Capitulares na França, a denominação Lojas Azuis
desaparecem, passando a ser empregado o termo "simbolismo" para representar o conjunto de
graus - Aprendiz, Companheiro e Mestre - dentro da então nova concepção de obediência no
Rito Escocês Antigo e Aceito: Lojas Simbólicas, Lojas de Perfeição, Capítulos (obedientes ao
Grande Oriente de França), Conselhos Kadosh, Consistórios, Supremo Conselho (obedientes
ao Soberano Supremo Conselho do Grau 33).
Da França, o Rito Escocês Antigo e Aceito foi difundido para maioria dos países de língua
latina. Os países anglo-saxônicos, no entanto, não se submeteram às decisões do Grande
Oriente de França e seguiram o modelo inicial do Supremo Conselho norte-americano.
O Supremo Conselho norte-americano continuou administrando o Rito Escocês Antigo e
Aceito dos graus 4 ao 33, servindo-se das Lojas Azuis americanas, obedientes às Grandes
Lojas, para perfazer o total de 33 graus.
A COR DO REAA
Apesar de alguns autores, como Castellani, terem declarado que a cor principal do REAA é a
cor púrpura, a cor oficial é a cor VERMELHA. Mesmo a águia
bicéfala sendo ilustrada geralmente na cor púrpura, a cor vermelha foi
formalizada como oficial para o Rito Escocês no Congresso de “Lösane”,
em 1875.
Um suposto motivo é que as cores purpura (vermelho escuro) e carmesim
(vermelho vivíssimo) eram sinais de realeza e usadas só pelos aristocratas e ricos, obtidas de
pigmentos raros e caros, a partir de cascas e conchas de crustáceos.
Outro suposto motivo é que no Catolicismo são várias as cores litúrgicas, e variam conforme
as datas simbólicas; todavia os paramentos vermelhos são usados nos dias dos Santos
Mártires, assim como os dignitários da Igreja, nos mais altos cargos da hierarquia,
diferenciam-se pelo vermelho de suas vestes e chapéus, como ocorre com os cardeais, que no
mundo profano equiparam-se aos príncipes da realeza.
Outro suposto motivo é a Revolução Francesa, que teve seu lema ―Liberdade, Igualdade,
Fraternidade‖ adotado pela Maçonaria, e tinha no Vermelho a cor da Liberdade, tendo como
símbolo maior o barrete vermelho dos republicanos franceses, que se tornou com o tempo um
emblema da coragem, da resistência e da liberdade.
Graças a isso é que os Rituais e Instruções do Rito Escocês, desde os seus primórdios,
estabelecem a cor vermelha como básica para ele, estando presente nas paredes do Templo,
nas tapeçarias, nas almofadas, no estandarte, e nos paramentos dos Mestres Maçons.
MITO - A cor do REAA é vermelha porque era a cor dos Stuarts.
Essa é uma das mentiras mais divulgadas por alguns escritores maçons. Talvez eles
sejam daltônicos, pois a verdade é que o Brasão dos Stuarts é Azul e Amarelo, e
recebeu apenas uma borda vermelha no Escudo quando de seu primeiro reinado, na
Escócia.
O AVENTAL E AS LETRAS M:. E B:.
MohaBon
Respeitando as várias opiniões, já que existem muitas controvérsias sobre a origem do
M:.B:., preferimos ficar com o que nos ensinou nossos mestres, que alias
é endossado pela convenção de ―Lösane‖, Setembro de 1875, que afirma
o seguinte:- O avental do M:.M:. do Rito Escocês Antigo e Aceito, será
branco forrado de vermelho com as iniciais M:. B:. alusivas à palavra S:.
do Grau . Quando fomos exaltado, aprendemos sobre a belíssima lenda
do nosso mestre Hiran, e a parte que mais nos tocou, foi quando os
irmãos encontraram o corpo, já em estado de putrefação, e ao tentar
levantá-lo, exclamaram:-‗A carne se desprende dos ossos‖!! em hebraico M:. H:. B:., que foi
adotada pela maioria dos ritos maçônicos, como a palavra S:. do M:.M:. . É lógico que a
tradução difere de acordo com o idioma, mas a essência é e será sempre a mesma em todos os
ritos e potências.
ORIENTE ELEVADO E COM ÁREA DELIMITADA
O piso do templo no ritual de 1804 era plano em toda a sua extensão. As colunas do norte e
do sul se estendem de oeste a leste. O Oriente é constituído pelo Venerável Mestre, que fica
no Trono num plano elevado. Não havia área demarcada do Oriente, como conhecemos hoje.
O fundo do Oriente era um semicírculo e todos os Irmãos presentes, inclusive Oficiais,
estavam incluídos em uma das colunas; norte ou sul.
A exceção se fazia quando da presença de autoridade maçônica, dos Altos Graus do Rito ou
de outros Ritos. Nessa ocasião, o Venerável Mestre mandava sentar próximo e abaixo do
Trono, acompanhando a curvatura da parede de fundo, de frente para o oeste. O tratamento
era pessoal, sendo concedida a palavra nominalmente, após a mesma circular nas colunas, por
iniciativa do Venerável Mestre, sem, contudo, anunciar a palavra no Oriente, como
presentemente.
O Oriente elevado, em comparação com o restante do templo, surgiu com as Lojas
Capitulares, na França, no ritual de 1820. Um terço da área do templo foi cercada por
uma balaustrada com uma abertura no centro para a passagem dos Irmãos, que
separou Oriente do Ocidente. O acesso ao oriente se dá através de quatro degraus. O
Oriente elevado e cercado foi idealizado para simbolizar o Santuário do Grau RosaCruz, onde está a direção da Loja, representada pelo Sapientíssimo Príncipe Rosa-
Cruz. Os Irmãos iniciados no grau 18º e acima, sentam-se no Oriente durante o
desenvolvimento dos trabalhos da Loja.
Durante o período em que os graus simbólicos estiveram incluídos na sequência ininterrupta
até o grau 18º das Lojas Capitulares, os Aprendizes e Companheiros não tinham permissão
para ingressarem no Oriente.
Nessa fase, os maçons ainda aspirantes ao grau de Mestre, não desempenhavam cargos
ritualísticos. Nas cerimônias de Iniciação nos dois primeiros graus, Aprendizes e
Companheiros não subiam ao Oriente.
Nessa etapa, o Sapientíssimo Mestre descia do Oriente e lhe era apresentado o candidato no
Ocidente, junto aos degraus de acesso ao Oriente.
Loja Capitular Regeneração Catharinense na década de 50, Sec. XX.
O REAA NO BRASIL
Apesar de a maçonaria estar presente no Brasil desde 1797 com a Lojas Cavaleiros da Luz,
na povoação da Barra, Bahia, sendo a primeira loja maçônica brasileira filiada ao Grande
Oriente da França, e instalada em 1801 no contexto da Conjuração Baiana.
De 1797 até 1822 várias lojas maçônicas foram criadas no Brasil, mas sem a orientação de
um poder central.
Em 28 de maio de 1822 foi fundado o Grande Oriente do Brasil (GOB) com a participação
de 3 lojas: Comercio e Arte na Idade do Ouro, União e Tranquilidade e a Esperança de
Niterói.
Nesta época os Ritos praticados pelas lojas brasileiras era em sua maioria o Rito
Adonhiramita e o Rito Moderno, ou Francês.
O SURGIMENTO DO RITO ESCOCÊS NO BRASIL.
12/03/1829 – o Irmão Francisco Ge Acayaba de Montezuma, depois Visconde de
Jequitinhonha, então no exílio, recebe do Supremo Conselho dos Países Baixos, hoje Bélgica,
uma carta de autorização para instalar um Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e
Aceito no Brasil.
12/11/1832 – de volta ao Brasil o Irmão Montezuma instala o Supremo Conselho usando a
autorização do Supremo Conselho da Bélgica.
O Grande Oriente do Brasil, Potência Simbólica, fundada em 17 de Junho de 1822, mantém
desde a fundação do Supremo Conselho do Brasil para o REAA no Estado do Rio de Janeiro
em 12 de Novembro de 1832, reconhecimento mútuo, contínuo e constante, sendo que em
1854 houve a total fusão das duas obediências quando era Soberano Grande Comendador o
Duque de Caxias (Patrono do Exército Brasileiro).
O SURGIMENTO DAS LOJAS CAPITULARES NO BRASIL
Por volta de 1832, o Supremo Conselho de França fez tratado de condomínio com o Grande
Oriente do Brasil nas condições definidas na França: o GOB assumiu os graus 1 ao 18,
constituindo as Lojas Capitulares e o Supremo Conselho os graus 19 ao 33.
Essa fusão só seria desfeita em 1951 (mesmo com a cisão ocorrida em 1927), quando, pela
Constituição do Grande Oriente do Brasil aprovada nesse ano, as duas Obediências tornaramse independentes uma da outra, originando o atual "Tratado de Amizade e Aliança", de mútuo
reconhecimento e que, continua em vigor até hoje, pelo qual, o Supremo Conselho do Brasil
para o REAA reconhece o Grande Oriente do Brasil como única Potência Regular, legítima e
soberana no Brasil, para os três graus simbólicos.
Com relação às Lojas Capitulares o Tratado de amizade trata da seguinte maneira:
Art. 18 - O Grande Oriente do Brasil comunicará ao Supremo Conselho a fundação de novas
Lojas Simbólicas do Rito Esc.: Antigo e Aceito e a expedição da respectiva Carta
Constitutiva, e também a incorporação ou reincorporação de Lojas Simbólicas e a
regularização de maçons escoceses. Por sua vez, o Supremo Conselho comunicará ao
Grande Oriente do Brasil a nomeação e dispensa de seus Delegados, a expedição de
Patentes e Cartas para Lojas de Perfeição, Capítulos, Conselhos de Kadosch e Consistórios
destinados aos trabalhos do Rito em todo o território nacional.
Parag. 1o. - O Supremo Conselho envidará todos os seus esforços no sentido de serem
instalados os Capítulos Regionais com os maçons Rosa-Cruz das Lojas Simbólicas do mesmo
Oriente, quando nele existirem, pelo menos, 5 (cinco) Lojas Simbólicas, ou de vário Orientes
vizinhos.
Parag. 2o. - O Supremo Conselho determinará às Lojas Capitulares ainda existentes em sua
jurisdição que se organizem em Sublimes Capítulos, tendo administração, escrita e economia
própria, completamente independentes e separadas da Oficina Base.
A MAÇONARIA EM SANTA CATARINA
Na década de 30 do século XIX, mais precisamente no ano de 1831, com a chegada de
Jerônimo Coelho na bucólica cidade de Nossa Senhora do Desterro, teve inicio a maçonaria
Catharinense com a Loja Concórdia por ele ―fundada‖, sendo que em 1854 quando de seu
retorno para o Rio de Janeiro, a mesma abateu colunas.
1855 (29 de dezembro), fundada a Loja ―À Amizade Alemã‖, por imigrantes alemães e
suíços, na colônia Dona Francisca, atual Joinville.
1856, fundaram outra Loja com o título ―Ao Cruzeiro do Sul‖ e em maio de 1859 as duas
lojas se fundem com o título de ―Loja Amizade ao Cruzeiro do Sul ‖, filiando-se em 9 de
setembro de 1859 à Grande Loja de Hamburgo e em 1863 ao Grande Oriente do Brasil ao
Vale dos Beneditinos.
Suspende suas atividades em 1936 e em 1951 retorna, adotando o R.E.A.A.
Na década de 50 do século XIX, mais precisamente entre 1854 e 1859 a cidade de Nossa
Senhora do Desterro via-se num clima de decadência dos costumes. Havia uma degeneração
da sociedade. Uma grande parte da população se dedicava às jogatinas, bebedeiras e brigas,
até mesmo ao furto desde galinhas até objeto de mais valor.
A situação politica do Brasil estava bastante agitada, desde independência do Brasil, em
1822, o episodio do Fico em 09/01/1822 que foi liderado pelos maçons José Joaquim da
Rocha e José clemente Pereira, Abdicação de Dom Pedro I em 1931, pensamentos
conservadores, liberais e republicanos os quais se apresentavam sob a liderança de vários
Irmãos e ainda para agravar havia a questão religiosa onde encontrava-se um clero era
bastante hostil às Artes Reais, sendo que neste período muitas lojas se escondiam em grêmios
e associações para não serem perseguidos.
Artigos dos jornais da época conclamavam para a necessidade de haver uma regeneração dos
costumes.
Diante deste cenário, Cypriano Francisco de Souza, Augusto Galdino de Souza, Francisco
Antônio Cameu, Manoel Francisco Pereira Netto, José Theodoro da Costa, Senhor Dutra e
José Carlos Galdino fundaram em 1859 a ASSOCIAÇÃO REGENERAÇÃO
CATHARINENSE, imbuídos do desejo de se organizarem para participarem do processo de
regeneração dos costumes.
Em 24 de junho de 1859, o Jornal Argus comunica a sociedade a Fundação do CLUBE
CATHARINENSE (ASSOCIAÇÃO REGENERAÇÃO CATHARINENSE) no imóvel de
Dona FRANCISCA BENEDITA DA COSTA, a qual cedeu o imóvel por seis meses grátis
aos seus fundadores, onde o tronco da primeira reunião obteve a importância de 2$000,00
(dois mil réis).
Nesta data ocorre o Surgimento do REAA em Santa Catarina
No discurso de fundação, o Senhor José Carlos Galdino comentou que são três os objetivos
principais: regenerar os costumes, combater o descrédito que assolava a sociedade e
reagrupar os maçons avulsos.
Além de ―...destruir vícios, combater paixões‖, e fazer viver o que hoje apenas vegeta.
Em 01 de setembro de 1859 o Jornal Argus comunica através de uma nota o baile da
ASSOCIAÇÃO REGENERAÇÃO CATHARINENSE no dia 06 de setembro em
comemoração ao dia 07 de setembro – Dia da Independência, a nota diz o seguinte:
“Tendo a Sociedade Regeneração Catharinense nomeado uma comissão para fazer convite
para o baile na noite do dia 06 de setembro, em festejo ao dia 07. Ela o cumpriu exatamente
não se persuadindo de que os seus convites fossem transmitidos a outros, o que tendo-se
realizado, obriga a mesma comissão a tomar a resolução de fazer imprimir cartões para
servir de entrada devendo todas as pessoas que se acharem convidadas mandar procura-los
em mão do Secretário da Comissão”
Pela primeira vez aparece o nome Sociedade Regeneração Catharinense no convite para o
baile de 06 de setembro de 1859.
Em 09 de setembro de 1859 o Jornal Cruzeiro do Sul no 144, pag.3 – publica a prisão do Sr.
Joaquim da Silva Lobo, Alferes do Esquadrão de Cavalaria da Guarda Nacional da Província.
Em 18 de setembro de 1859 o Jornal Cruzeiro do Sul pag.3 e 4– publica o sucesso da Festa
oferecida pela Regeneração Catharinense
Em documento expedido pelo Mui Poderoso Supremo Conselho do Grau 33 para o Rito
Escossez Antigo e Aceito junto ao Grande Oriente do Brasil, datado de 02 de abril de 1860,
prova que a Loja Regeneração Catharinense foi filiada e regularizada, e não fundada nesta
data e a mesma foi denominada de Loja Simbólica de São João da Escócia com titulo
distintivo de Regeneração Catharinense, até então pertencendo a circulo dissidente de Lojas
Maçônicas (Passeio).
A primeira Loja maçônica do Estado de Santa Catarina a seguir o Rito Escocês Antigo
e Aceito, foi a Regeneração Catarinense e que a partir do ano de 1862, passa a funcionar
como Loja Capitular com o título de Augusta e Respeitável e Sublime Loja Capitular
Regeneração Catharinense, no 138 de 1862 a 1951 as duas Lojas mãe e filha
caminharam juntas elevando o nome da maçonaria e do REAA ao mais alto prestigio
perante a sociedade.
Havendo a necessidade dos Ir de seguirem nos altos graus do
REAA. Dois anos após a sua fundação, a Loja Simb a
mesma passou a denominar-se Aug e Respe Sublime Loj Cap
Regeneração Catharinense com Carta de Autorização para iniciar no
grau 18 - Cavaleiro Rosa Cruz - os seus Mestres Maçons.
Segundo o Jornal ―Argos‖
- 1861
―Em 11 de dezembro de 1861 regressa a Desterro, Juntamente com
Joaquim Gomes de Oliveira Paiva (Arciprestes Paiva), o eminente médico Duarte Paranhos
Schutel, também humanista, escritor e jornalista político, a maior personalidade do século
passado na RC, após cursar medicina no Rio de Janeiro e especializar-se em Paris e
bacharelado em Bellas letras.
No Ano de 1868, Duarte Paranhos Schutel lança o Jornal ―A Regeneração‖ com tiragens as
quartas-feiras e aos sábados que aparece como um órgão do Partido Liberal, sem vinculo,
portanto, à Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense‖.
De 1862 a 1868, pelo agravamento da questão religiosa, por razões politicas e pela guerra do
Paraguai a loja não se apresentava muito a mídia da época.
Graças aos jornais da época realizamos um Resgate Documental da história da Aug e
Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense e de suas atividades no século XIX,
vejamos:
Através do JORNAL A REGENERAÇÃO obtivemos as seguintes notícias:
A partir de 1868 com a criação do Jornal a Regeneração, o Ir.: Duarte Paranhos Schutel
começou a divulgar a maçonaria em seu Jornal, na segunda semana de lançamento ele
publicou a seguinte nota - 12 Set 1868 - Ano I, n°4 - uma pequena nota.
26 Set 1868 - Obs: Pela primeira vez se fala em eleições no dia 30 de setembro.
20 Jan 1869 - Primeira vez se fala em Sessão Econômica de Finanças.
Nesta época muito secretamente os padres já praticavam as artes reais - 03 Mar 1869 - Sessão
Fúnebre pelo falecimento do Ir.: PE. JOAQUIM GOMES DE OLIVEIRA PAIVA às 1900
horas.
24 Jul 1869 - Sessão Extraordinária - Primeira vez aparece a assinatura do anunciante - Sec.:
COSTA.:
4 Set 1869 - Sessão Magna. Sessão de Eleição Loj.:
18 Set 1869 - Sessão Magna. Sessão de Eleição Loj.:
9 out 1869 - Sessão Magna. Sessão de Eleição Cap.:
13 out 1869 - Sessão Magna. Sessão de Eleição Cap.:
13 Nov 1869 - Hoje Sessão Magna de Posse Cap.: - Primeira vez aparece o local e data.
27 Nov 1869 – A Família do falecido Ir:. Manoel Antonio Caminha agradece aos amigos em
particular o Ir.: Virgílio José da Costa Venerável da RC em 1900.
01 Dez 1869 - Loja LEALDADE – CONVIDA-SE A TODOS OS SÓCIOS A
ASSISTIREM OS SUFRÁGIOS QUE SE FARÃO NA IGREJA MATRIZ ÀS 08:00
HORAS DA MANHÃ DO 1o DEZEMBRO PELO FINADO SÓCIO MANOEL ANTÔNIO
CAMINHA - O Sec.: FRAGOSO
08 Jan1870 – Fernando Gomes Caldeira de Andrada , Dona Francisca Benedita da Costa,
Coronel José Bonifácio Caldeira de Andrada e o Tenente Coronel Antonio Mancio da Costa,
convidam os amigos para missa de 9º dia da Cunhada Maria Eulália da Costa e Andrada.
Cabe observar que a família Costa e a família caldeira de Andrada sempre apoiaram a
maçonaria em nosso Estado.
12 Jan 1870 – Convite para sessão da Loja e do Capitulo com o mesmo secretario Ir.: Costa
10 set 1871 – Sessão Cap.
04 Fev 1873 – O Cap.: e a Loja Regeneração Catharinense , ao longo de sua história,
apresentou-se como uma entidade abolicionista. Nos jornais da época encontramos
referências a eventos e promoções motivando os irmãos do quadro a libertarem os escravos.
LUTA ABOLICIONISTA - A REG.: CATH.: foi quase 100% abolicionista. Promovia, festas
e incentivavam os Ilr.: a libertarem seus escravos.
NOTA:
A Regeneração Catharinense , ao longo de sua história, apresentou-se como uma entidade
abolicionista. Nos jornais da época encontramos referências a eventos e promoções
motivando os irmãos do quadro a libertarem os escravos.
“AULA NOTURNA GRATUITA DE INSTRUÇÃO
PRIMÁRIA: O ABAIXO ASSINADO PROF. DE AULA
NOTURNA DE INSTRUÇÃO PRIMÁRIA CRIADA PELA
LOJA CAP REG CATH PREVINE A TODAS AS
PESSOAS QUE SE QUIZEREM MATRICULAR NA
REFERIDA AULA QUE ,E ENCONTRARÃO NA CASA
DE MINHA RESIDÊNCIA À RUA SENADO OU NA
CASA DA AULA À RUA DO IMPERADOR, JUNTO A
LOJA ACIMA, DAS 5 ÀS 8 HORAS DA NOITE,
DEVENDO,
OS
QUE
FOREM
ESCRAVOS,
APRESENTAREM LICENÇA DE SEUS SENHORES”.
IrCândido Melchiades de Souza
(04.02.1873 – Jornal Regeneração)
16 Abr 1873 - O Cap.: e a Loja Regeneração Catharinense convidando os Ir.: para suas
respectivas sessões no mesmo Jornal.
10 Dez 1873 - Eleição para Gram Mestre da Ordem e Gram Mestre Adjunto.
03 Jan 1874 – Sessão Magna de Iniciação
17 Set 1874 - Sessão Magna. Sessão de Eleição Cap.:
28 Set 1874 - Sessão Magna. Sessão de Eleição Cap.:
15 Nov1874 - Sessão ordinária Cap.:
03 Dez 1874 - Sessão Magna. Iniciação ao Cap.:
20 Dez 1874 – Recepção e festejos pela chegada a Desterro no dia 27 de dezembro ao
Gram-Mestre e Gram-Comendador Joaquim Saldanha Marinho.
1875 - Livro que relata a Viagem ao Sul do país do Gram-Mestre e Gram -Comendador
Joaquim Saldanha Marinho. Pag.16 e 17.
Fala-se de lindo templo da Loja, luxuosamente decorada com jardim, sala de Banquetes,
etc.” Boletim 183/86. ANEXO III – Trabalho maçônico escrito por Maneco Boletim GG.:
LOJAS PAG. 8 –ANO 1989
26 Abr 1877 - REGENERAÇÃO CATARINENSE com brasão diferente.
07 0ut 1877 – Sessão de Eleição
24 Fev 1878 - Parece que nesta Sessão foi resolvida a volta dos Ilr.: da LEALDADE para a
REGENERAÇÃO CATARINENSE pois desde esta data não se falou mais na Loja
LEALDADE.
2 Abr 1881 - Surge o Jornal "O APRENDIZ" - Periódico literário e recreativo. Este jornal
era de propriedade dos AApr.: da REGENERAÇÃO.
1885 - Agrava-se a Questão Religiosa, iniciada em 1872.
1889 - Proclamação da República – última publicação do Jornal Regeneração.
Provocou uma grande luta na REG.: CATH.: Houve um "racha". Duarte Schutel e outros Ilr.;
tinham a certeza de que assumiriam os destinos do Estado. Mas foram golpeados pela
designação do jovem LAURO FELINTO MULLER (21 anos), a mando do Marechal
Floriano.
1893/1894 - Revolução Federalista - Coronel Antônio Moreira César
Regeneração "passou a estado de vida latente.―
1896 – A Loja adormece durante 4 anos
A GRANDE TURBULÊNCIA
A Grande turbulência na Maçonaria de Desterro ocorreu em 1893 com a chamada revolução
Federalista. Nesta época Santa Catarina tinha conflitos internos entre o partido Republicano e
Federalista. Desterro chegou a ser elevada a categoria de Capital do Governo Provisório da
Republica Brasileira.
Posteriormente, com a Proclamação da Republica, assumiu o Governo de Santa Catarina o
Coronel Antônio Moreira César, realizando perseguições e condenando a morte todos aqueles
que fossem considerados por ele como inimigo da República.
A Regeneração Catharinense, por ser uma entidade influenciada pelo iluminismo e com
grande número de irmãos com ideais diversos como liberais, monarquistas, republicanos e
federalistas em seu quadro.
A devassa atingiu também a Loja. A fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim foi palco de
execuções sumárias por enforcamento de mais de 100 (cem) homens, entre pessoas da
sociedade e nomes de projeção da política catarinense. Entre estes, foi fuzilado o Ir da
Regeneração Catarinense, Coronel José Bonifácio Caldeira de Andrada.
Toda a sua documentação, registros e arquivos foram queimados para evitar
comprometimentos diante de um interventor sanguinário. A Loja adormece de 1896 à 1900,
pelos problemas políticos que ocorriam à época.
Fênix Renasce das Cinzas
Em quatro de março de 1900, após período político de perseguições as liberdades
ideológicas, na cidade de Florianópolis, Instalou-se, primeiramente, na residência do seu
primeiro Venerável, Virgílio José Tobias da Costa Gr30, na praça XV de novembro casa
número 11, primeira sessão da Aug e Resp Loja Cap Regeneração Catharinense, Em
27 de setembro de 1900 houve a reinstalação do CAPÍTULO no seio da Aug e Resp
Loj Regeneração Catharinense, já no Templo da Rua Trajano no 5 e em 20 de dezembro
do mesmo ano a regularização, conforme consta em Ata no 1 e 2 do Livro Balaustre 19001919.
Sendo regularizado Em 20 de dezembro de 1900.
Em oito de janeiro de 1901, houve a sessão para eleição geral, conforme acta no 3, e em 16
de janeiro de 1901, e a sessão magna de posse conforme acta 04, onde assumiram os cargos:
Primeiro Presidente (Artezata) após a proclamação da república o Ir. Alcibiades Cabral
30º,
1º Vig.: Fernando Gomes Caldeira de Andrada 18º,
2º Vig.: José Tobias da Costa 18º,
Gr.: Orador Francisco Campos da Fonseca Lobo 30º ,
Gr.: Secret.: Arthur P. Alvim 18º,
Gr.: Mestre de Cerimônia Francisco de Almeida Machado 18º.
A Presidência da Loja e do Capítulo RC sempre foram dirigida pelo mesmo Ir.: desde
que o mesmo tivesse no mínimo o Grau 18.
Pelos fatos históricos o ano de 1900, foi o ano que a Loja Regeneração se estruturou como
organização. Elegeu a sua primeira Diretoria, criou o seu primeiro Regimento Interno, criou
um Jornal, seu estandarte e procurou um local seguro para sua instalação, visando adquirir
um local próprio para o seu funcionamento.
No Regimento Interno compete ao Capítulo o seguintes artigos:
CAPITULO VIII – DO SUBLIME CAPÍTULOS
Dos Art.31o ao Art.37o – A Loja relata a competência referente ao Capítulo no que se
refere ao dia de seu funcionamento (1a quarta-feira de cada mês), no que se referem as
suas receitas e despesas, as suas obrigações com a loja mãe e de suas eleições (17 de junho
ou 1o dia útil seguinte) para dar posse aos novos funcionários.
Observa-se que a questão religiosa ainda era muito delicada cito fato ocorrido em sessão e
registrado em ata:
Aos oito de julho de 1900, conforme Ata no 39, o Ir Orador no uso da palavra diz:
―EXERCENDO O CLERO CATHOLICO GRANDE PRESSÃO EM NOSSO
SUBL ORIENTE, PEDIA AOS IIR QUE NÃO FORNECESSEM ARMAS A
ESSES NOSSOS ACÉRRIMOS (OBSTINADOS) INIMIGOS, QUE CONTRIBUEM
PARA O PATRIMÔNIO DO BISPADO QUE QUEREM CRIAR NESTE ESTADO
O QUE DEVEMOS CONSIDERAR COMO MAIS UM ELEMENTO PERNICIOSO
A SOCIEDADE‖
Preocupada em divulgar sua filosofia e semear os bons costumes à sociedade , Aug e
Resp e Subl Loja Cap Regeneração Catharinense em primeiro de agosto de 1900,
conforme Ata no 40, pediu permissão ao Grande Oriente do Supremo Conselho do Brasil
para edição e publicação do Jornal o ―HIRAM‖ vide anexo I. E em quatro de agosto de 1900,
conforme Ata no 41, a Loja investiu 40$000 (quarenta mil reis) na impressão do jornal em sua
primeira edição. Contudo em primeiro de dezembro o Jornal foi extinto pela Reg.:Cath.:,
motivado pelos reportagens ofensivas aos pensamentos e costumes da época e em seu lugar
surge o Jornal ―A Regeneração‖.
OBS: O nome foi em provavelmente uma homenagem ao Jornal ―A Regeneração‖ lançado
em 1868 por Duarte Paranhos Schutel que na época lançou o Jornal ―A Regeneração‖ que
aparece como um órgão do Partido Liberal, sem vinculo, portanto, à Associação Regeneração
Catharinense.
A Regeneração deste de sua fundação teve como um de seus objetivos a construção de seu
Templo, cabe destacar esta saga que durou 14 anos.
ENDEREÇOS RESIDENCIAIS DA AUG E RESP e SUBL.: LOJA CAP
REGENERAÇÃO CATHARINENSE
Em quatro de março de 1900, na cidade de Florianópolis, na praça XV de novembro casa
número 11, primeira sessão da Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração
Catharinense, nesta data houve a instalação da Loja Regeneração Catharinense.
Aos dezoito de abril de 1900, na cidade de Florianópolis, na Rua Trajano número 5,
―Sobrado‖, a Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense, conforme
sessão Ata no 10, realizou a sua primeira sessão, após deixar o prédio da Praça XV de
Novembro casa número 11 e se instalar em um prédio na rua Trajano no 5 - “Sobrado”.
Aos treze dias do mês de fevereiro1904 na cidade de Florianópolis, na Rua João Pinto, casa
número 34 , a Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense, conforme
sessão Ata no 286 , realizou a sua primeira sessão, após deixar o prédio da Rua Trajano
casa número 5.
Aos doze dias do mês de julho de 1910 na cidade de Florianópolis, na Rua João Pinto, casa
número 34 , a Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense, conforme
sessão Ata no 613 , realizou a sessão de finanças que foi apresentado a loja a situação
financeira e uma proposta de compra de um imóvel para a R.:C.:.
Nesta sessão foi apresentado pelo Thesoureiro o saldo de 6.477$914 contos de réis na
caderneta da Caixa Econômica e mais um documento no valor de 300$000 mil réis em letras
e em moeda circulante e 201$030 em posse do thesoureiro. A comissão designada para
aquisição de um prédio para R.:C.: apresentou proposta de um prédio a Rua João Pinto, casa
número 28 no valor de 12.000$000 contos de réis pago da seguinte forma: 8.000$000 à vista
e 4.000$000 em letras de cambio de 1 conto de réis de vencimento anual sem juros. A
proposta foi aceita e aprovada pela Loja. Contudo a transação não pode ser realizada, pois a
proprietária do imóvel tirou sua palavra, não resolvendo mais vender o imóvel.
Aos sete dias do mês de março de 1911 na cidade de Florianópolis, na Rua João Pinto, casa
número 34 , a Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense, conforme
sessão Ata no 641 , realizou a sessão de finanças que foi apresentado a proposta de compra
do imóvel a Rua Generalíssimo Deodoro, casa número 6, rua esta hoje conhecida como Rua
Deodoro. A comissão de Aquisição de imóvel, relatou a Loja que a transação de compra seria
realizada diretamente com o Banco Comercial, no valor de 10000$000 contos de réis, sendo
que a REG.: CATH.: podia dispor de 6.700$000 contos de réis e que pegaria 5.000$000 de
empréstimo com o mesmo banco e sendo que deste valor deixaria a importância de 550$000
mil réis, para os primeiros reparos, sendo a proposta aceita e aprovada por unanimidade.
Aos vinte e oito de março de 1911 na cidade de Florianópolis, à Rua Deodoro, casa número
06, a Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense, conforme sessão Ata no
645. Nesta data houve a instalação e Consagração do novo Templo da Loja Regeneração
Catharinense.
Aos vinte e três de julho de 1912 na cidade de Florianópolis, à Rua Deodoro, casa número
06, a Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense, conforme sessão Ata no
720. O Ir.: Francisco Machado, Presidente da Comissão, responsável por adquirir um local
maior para funcionamento da Loja, levou a proposta a Loja da empresa BRANDO & CIA
que propôs construir um prédio na importância de 8.000$000 contos, seguindo as
especificações da Loja, contudo, sem o terreno. Se a Loja quisesse o terreno teria que pagar a
importância de 15.000$000 contos de réis, ou seja, tendo que pagar a Empresa BRANDO &
CIA mais sete mil contos de réis.
A Comissão achou o preço muito elevado e a Loja não concordou com o negócio. A
comissão pediu autorização a Loja para negociar a venda do imóvel com o Sr. Carlos
Hoepck & Cia, pelo maior preço possível, sendo que a oferta inicial seria de 16.000$000
contos de réis, posto em votação a proposta foi aceita por unanimidade e o prédio foi
vendido.
Aos dezenove dias do mês de agosto de 1913, na cidade de Florianópolis, à Rua Deodoro,
casa número 06, a Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense, conforme
sessão Ata no 791. Nesta data houve aprovação de compra do terreno sito a Rua 28 de
setembro pela importância de R 2.417$300 (dois mil quatrocentos e dezessete contos e
trezentos mil reis).
Aos dezessete dias do mês de setembro de 1913, na cidade de Florianópolis, à Rua Deodoro,
casa número 06, a Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense, conforme
sessão Ata no 800. Nesta data houve abertura de envelopes contento 5 propostas de
construtores para construção do Templo definitivo da Aug e Resp e Subl.: Loj Cap
Regeneração Catharinense, as propostas foram:
1 – A proposta do construtor Romão Brucher foi de R 11.800$000 em três prestações
iguais;
2 – A proposta do construtor Frederico Kluser foi de R 12.300$000 em três prestações
iguais;
3 – A proposta do construtor Pedro Julio Roque foi de R 12.000$000 em três prestações
iguais;
4 – A proposta do construtor Brando F. Cia. foi de R 16.500$000 em três prestações
iguais;
5 – A proposta do construtor de João José Monguilhotte foi de R 10.600$000 em três
prestações iguais a 1a no ato, a 2 a quando o prédio receber a cobertura e a 3a na entrega
das chaves.
Dentre as propostas apresentadas a 5a proposta foi a vencedora e a aprovada pela Off.
Contudo, na sessão de sete de outubro de 1913, na cidade de Florianópolis, à Rua Deodoro,
casa número 06, a Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense, conforme
sessão Ata no 803. O Ir.: João José Monguilhotte desistiu de sua proposta para construção
do templo e na sessão seguinte do dia catorze de outubro de 1913, o seu pedido foi aceito e a
construção do templo passou para o menor preço seguinte que foi do Ir.: Romão Brucher,
conforme sessão Ata no 803.
Aos dez de fevereiro de 1914 na cidade de Florianópolis, à Rua Alvaro de Carvalho, casa
número 16, a Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense, conforme
sessão Ata no 820. Neste templo a Loja Regeneração Catharinense trabalhou provisoriamente
durante 49 dias enquanto o Templo definitivo estava em construção.
Aos trinta e um de março de 1914 na cidade de Florianópolis, à Rua 28 de setembro, casa
número 44, mais tarde número 80, a Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração
Catharinense, conforme sessão Ata no 825 realizou a sua primeira sessão em residência
definitiva.
Em vinte quatro de novembro de 1917, Loja Capitular Regeneração Catharinense teve a
honra de receber em seu Templo o Ir.: Nilo Peçanha ocupando então o cargo de Ministro das
Relações Exteriores do Brasil, Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil e futuro Presidente
da Republica, lhe transmitindo juntamente com a Loja Ordem e Trabalho e todo povo
maçônico de Santa Catarina a posição da Ordem em relação a 1a Grande Guerra e suas
ramificações no Estado, principalmente do clero germânico que esta impondo a filosofia e o
nacionalismo alemão a cidadãos brasileiros. Solicitando assim que o Eminente Ir.: tomasse as
providências cabíveis para solução dos problemas. (vide Ata visita Nilo Peçanha).
Nereu de Oliveira Ramos (Lages, 3 de setembro de 1888 — São José dos Pinhais, 16 de
junho de 1958) foi um advogado e político brasileiro.
Foi presidente da República durante dois meses e 21 dias, de 11 de novembro de 1955 a 31
de janeiro de 1956. Foi vice-presidente do Brasil, eleito pelo Congresso Nacional, de 1946 a
1951.
Filho de Vidal Ramos, governador de Santa Catarina de 1910 a 1914, formou-se pela
Faculdade de Direito de São Paulo, em 1909.
Iniciado na Loja Ordem e Trabalho em seis de fevereiro de 1918 e filiado a Aug e Resp e
Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense em catorze de março de 1922.
Quando da Inauguração da Biblioteca Januário Corte na Loja Regeneração Catharinense em
sete de setembro de 1926, a R.:C.: colocou o seu retrato na biblioteca e reservou uma estante
com o seu nome fazendo-lhe uma homenagem em ―3 de agosto 1926‖ em 26 de setembro de
1930, recebeu o título de benemérito do quadro da Aug e Resp e Subl.: Loj Cap
Regeneração Catharinense e da Loja Ordem e Trabalho.
A Aug
e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense Criou a ESCOLA
PROFISSIONAL PEDRO BOSCO, em dois de agosto de 1920, como conta da ata 2139,
sendo a primeira escola de datilografia fundada no Estado de Santa Catarina.
A ESCOLA PEDRO BOSCO, através do seu curso de datilografia, que em seus 62 anos de
ininterruptas atividades formou mais de seis mil datilógrafos, além de alfabetizar inúmeros
adultos, formou, ainda, um grande número de taquígrafos, alcançando, desta forma, os
objetivos de seus fundadores.
Em 24 de junho de 1938, ocorreu a alteração do nome da Loja Regeneração Catharinense
para Loja Regeneração Catarinense, sendo retirando o ―th‖, provavelmente pela alteração
ortográfica de 1938. Vide Ata de no 2150.
A instalação do Grande Oriente Estadual de Santa Catarina deu-se no dia 24 de julho de
1950, no Palacete da Aug e Resp e Subl.: Loj Cap Regeneração Catharinense, à Rua
Vidal Ramos, 80.
A Regeneração Catharinense vai completar 152 anos e o capitulo 150 anos, vivenciando as
grandes transformações que o mundo passou nestes últimos 2 séculos, sobrevivendo a
Guerras e revoluções (Paraguai, Contestado, 1a Grande Guerra, Revolução de 30, 2a Grande
Guerra, Bomba Atômica, Estado Novo, Revolução de 64, ...), passando por 10 papas,
apreciando o início e o fim de nações, apreciou mudanças sociais e de paradigmas mantendose sempre progressista e evolucionista.
CONCLUSÃO
Daqueles tempos em diante a Aug e Resp Loja Cap Regeneração Catharinense
continuou pelo anos afora a criar Aprendizes, Companheiros, Mestres Maçons e Cavaleiros
Rosa-Cruzes. Temos dito sempre que, desde 1862 até 1952, todos os Cavaleiros Rosa-Cruzes
catharinenses foram criados pela nossa Loja Capitular "REGENERAÇÃO
CATHARlNENSE". Quanto a isto não resta a menor dúvida.
Como todos nós sabemos, em 1951 houve a separação do Grande Oriente do Brasil do
Supremo Conselho. Em virtude disto, a Loja Simbólica e o SubI Capitulo Rosa-Cruz
"REGENERAÇÃO CATHARINENSE" passaram a existir independentes, obedecendo a
Potências administrativamente separadas, mas unidas, como sempre, pelos objetivos
maçônicos.
Por algum tempo andou este Capitulo Rosa-Cruz com funcionamento vagaroso. E isto era
natural, porque com a reorganização do Supremo Conselho do Brasil, os Mestres Maçons,
que eram elevados diretamente ao Grau 18 (os graus 4 ao 17 eram considerados
intermediários) tinham que passar pelos Graus de Perfeição. Somente depois da fundação da
nossa primeira Loja de Perfeição - ''FLORISBELO SILVA"- em 15 de março de 1975, onze
anos após a separação, é que o SubI.: Capitulo Rosa-Cruz começou a ter sessões normais. Até
1981, entretanto, com a fundação da Loja de Perfeição "FRANCISCO PACHECO CLETO" e
do SublCapitulo Rosa-Cruz "VALE DO IGUAÇÚ", na região de Porto União, todos os
irmãos de nosso Estado, que aspiravam cursar os graus Inefáveis e Capitulares, se
deslocavam a Florianópolis.
Em novembro de 1994, a Aug e Resp Loja Cap Regeneração Catharinense ao
completar 132 anos, o Ir Sérgio Boppré, o então Delegado Litúrgico para o Grau 33 do
Rito Escocês, Antigo e Aceito, dirigiu prancha ao Supremo Conselho do Brasil, solicitando
que lhe fosse conferida a Medalha competente.
O Sob.Grande Comandador, PodIrDrMoacir Arbex Dinamarco, não teve dúvida em
atender ao nosso pedido e pelo Decreto m. 3.136, de 26 de outubro de 1994, condecora este
Subl.Capitulo com a MEDALHA DE OURO por haver completado mais de 100 anos de
fundação e relevantes serviços prestados à Ordem e ao Rito Escocês Antigo e Aceito. "
REFERÊNCIAS:
1. O Rito Escocês Antigo e Aceito - José Castellani - Editora Maçônica "A Trolha" -2.ª
edição - 1996 - pág. 146.
2. A Cor Púrpura do Rito Escocês Antigo e Aceito - Irm:. José Castellani
3. Curso Básico de Liturgia e Ritualística - José Castellani - Editora Maçônica " A
Trolha" - 2.ªdição - 1994 - pág. 79.
4. Consultório Maçônico VI - José Castellani - Editora Maçônica " A Trolha" - 1.ª
edição- 1998 - pág. 98.
5. A Simbólica Maçônica - Jules Boucher -Editora Pensamento - 1948 - 1997 - pág. 223.
6. Pérolas Maçônicas - Simbolismo das Cores na Franco-Maçonaria - Gilson da Silveira
Pinto - Traduções - Editora Maçônica "A Trolha" - 1998 - pág. 151.
7. Análise da Constituição de Anderson - José Castellani e Raimundo Rodrigues Editora Maçônica "A Trolha" - 1995
8. As cores Vermelhas do Rito Escocês - Coletânea de diversos autores - Editora
Maçônica "A Trolha" - 1994
9. A ORIGEM DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO, escrito Helio P. Leite em
22.03.2011
10. Por Kennyo Ismail
11. "Catálogo Geral das Lojas Maçônicas do Brasil" - Ir.: Kurt Prober.
12. Origens da Maçonaria no Brasil, http://www.obreirosdeiraja.com.br/17-de-junhoorigens-da-maconaria-no-brasil/.
13. Pequena (?!) História da Maçonaria no Brasil, William Almeida de Carvalho
14. Museu Maçônico do Paraná,
http://www.museumaconicoparanaense.com/
Loj_Mac_Gr_Or_Bened.htm
15. Atas dos balaústres da Ben.: Aug:. Resp:. Subl:. Loja Cap:. Regeneração
Catharinense, no 138.
16. Arquivos secretos do Vaticano e a Franco-Maçonaria, José A. Ferrer Benimeli,
Madras, 2007, p.18
17. Pesquisas realizada pelo Ir.: José Bernardino Mangrich, nos jornais do Sec. XIX,
arquivados na Biblioteca Municipal de Florianópolis
18. O Grande Oriente do Brasil em Santa Catarina de Jeronimo Coelho até nossos dias,
escrito por Júlio do Carmo Hildebrand e Pedro Moacir Mendes Campos, 2008.
ANEXO I – Jornal Hiram, Anno I, no 5 de 1 de outubro de 1900

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