Paginação Rotary.indd - Rotary Club Duque de Caxias

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Paginação Rotary.indd - Rotary Club Duque de Caxias
anos
ROTARY DE OURO
Cinquentenário do
Rotary Club Duque de Caxias
1
2
ROTARY DE OURO
Cinquentenário
do Rotary Club
Duque de Caxias
Coletânea de textos de autoria de
membros do Rotary Club Duque de Caxias
Coordenação
de Dalva Lazaroni
Duque de Caxias 2015
3
Os direitos desta edição pertecem ao Rotary Club Duque de Caxias.
A reprodução de qualquer parte deste livro depende de autorização
por escrito.
Pesquisa
Eloy Santos e Dalva Lazaroni
Fotos e ilustrações
Jotha R. Kayber
Arquivo Rotary Club Internacional
Arquivo Rotary Club Rio de Janeiro
Arquivo Rotary Club Duque de Caxias
Editoração Eletrônica
Altadena
Rotary Club Duque de Caxias
Sede:
Rua Prefeito Carlos Lacerda, 948 – 25 de Agosto
Duque de Caxias – RJ (21) 2771-0711 [email protected]
Altadena Comunicação e Sistemas Ltda.
Rua Hermenegildo de Barros, 26 - Glória Rio de Janeiro RJ
20241-040 Tel.: 21 - 2221-0414 [email protected]
4
Homenagem
aos pioneiros
Este livro comemorativo dos 50
anos de fundação do Rotary Club Duque de Caxias é o registro da permanente ação de uma instituição dedicada ao bem-estar comunitário em nosso
município e à propagação de valores
éticos e morais que são fundamentos
essenciais à vida em sociedade.
Aqui fica expresso o sincero preito Nilson Teixeira de Souza
de reconhecimento e saudade a todos
os rotarianos e rotarianas duquecaxienses de nascimento e espírito
que tornaram sólida a nossa instituição, fazendo cumprir sempre
um princípio fundamental legado a nós e ao mundo por Paul Harris: viver e agir com tolerância, boa fé e serviço.
É de justiça que se faça uma homenagem especial, bem como
o reconhecimento de todos nós à dedicação e ao esforço permanentes demonstrados há mais de 52 anos, ao Rotary Club de Duque de Caxias, por Nilson Teixeira.
Antes mesmo do nascimento da instituição, em 15 de abril
de 1965, Nilson Teixeira já trabalhava por ela, participando dos
planos e ações para a sua fundação. Como bem lembrou o ex-presidente Orlando Marques, é um privilégio conviver com Nilson
Teixeira em nossas reuniões semanais e nos compromissos rotarianos.
5
6
Sumário
O Rotary Club Duque de Caxias comemora, neste ano, o seu Jubileu de Ouro .............9
O que é o Rotary Club ......................................11
O Rotary, Paul Harris e os livros .....................13
Três brasileiros presidiram o
Rotary International ...............................16
O Papa Francisco é rotariano honorário ....... 17
Três rotarianos ilustres ......................................18
Amizade. O legado maior de Paul Harris ......18
Homenagem a todos os presidentes
do Rotary Duque de Caxias ...................20
O nosso Rotary Club em canção .....................26
Saudação aos casais Rúbia e
Orlando e Ana e Antonio Magalhães 28
Relação de companheiros e companheiras do Rotary Club Duque de Caxias ...............34
Casa da Amizade, um grande aprendizado ...37
Orgulho de pertencer ao
Rotary Internacional ...............................39
Reconhecer o valor dos fundadores ................41
O Rotary na minha vida .................................. 44
O que o Rotary representa em minha vida ....52
7
Rotariana por dois motivos ............................. 57
Casa da Amizade da
Família Rotária 50 Anos ........................ 58
Tenho muito orgulho de ser rotariano ...........60
Canção-homenagem ao
Rotary Club International ......................62
Paul Harris no Brasil ........................................ 63
A prova quádrupla ............................................64
Paul Harris planta Árvore da Amizade
no Jardim Botânico ................................ 67
Sonho que não tem final ..................................68
Evolução do nosso símbolo, a roda denteada, através da História.
8
Prefácio
O Rotary Club
Duque de Caxias
comemora, neste ano,
o seu Jubileu de Ouro
Cinquenta anos de uma vida
profícua de inúmeros projetos realizados em prol da comunidade, trabalhos estes idealizados, sonhados e
colocados em prática pela tenacidade e constância de seus componentes
que, de corpo e alma, dedicam-se ao
trabalho rotário, formando equipes,
desenvolvendo ideias e partindo
para colocá-las em ação, isto é, cumprindo o objetivo maior de Rotary:
SERVIR.
Parece que, absorvendo o destemor e a bravura de Luiz Alves de
Lima e Silva, o Duque de Caxias,
patrono da Cidade e logicamente,
Ivone Sacchetto
também da instituição, atua como um clube corajoso, de homens
fortes e mulheres guerreiras que perseguem seus objetivos e conhecem os caminhos do sucesso e das vitórias.
Este momento especial foi amplamente festejado na noite da
Posse do Conselho Diretor 2015/2016, numa Festa de Celebração
9
que envolveu os demais clubes do Distrito e a sociedade em geral, a todos encantando com a apresentação de um magistral violinista; com o lançamento do coral do clube, o qual contou com
a participação da maioria dos associados e ainda, presenteando
os participantes com a alegria e a categoria da Banda Calistones,
numa encantadora demonstração de sensibilidade e acolhimento.
Este clube que é o terceiro em número de associados no distrito; que tem comprometimento com a Fundação Rotária; que tem
também, em seu quadro associativo, figuras de ponta na sociedade, na política e na cultura de Duque de Caxias; não poderia deixar
de comemorar esta efeméride, sem realizar algo que irá eternizar
todos os seus feitos e glórias, tornando-o orgulho para as gerações
que virão e marcando para sempre sua presença no universo do
Distrito 4570 de Rotary International.
E assim, resolveu lançar o livro “Rotary de Ouro”, que contará
com a participação de todos os associados que desejarem relatar
suas histórias, falar de suas vivências, prestar seus depoimentos e
expor suas experiências.
Será um marco vivo deste momento tão importante e tenho
certeza que todos os que abrirem qualquer um de seus exemplares,
sentirão a força e a vibração dos associados do Rotary Club Duque
de Caxias.
Parabéns a todos. O sucesso, tônica de todos os seus atos, já
está garantido.
Ivone Sacchetto
Governadora do Distrito 4570
10
O que é o Rotary Club
Ética, propagação da paz
e combate à pobreza
O primeiro clube de prestação de
serviços do mundo, o Rotary Club de
Chicago, foi formado, em 23 de fevereiro de 1905, pelo advogado Paul P. Harris, tornando-se logo uma organização
de líderes de negócios, profissionais e
voluntários, unidos pelo bem comum a
todos. A instituição pioneira do Brasil,
o Rotary Club do Rio de Janeiro, sob
a presidência de João Thomé Saboya e
Silva, tornou-se filiada do Rotary International em 28 de fevereiro
de 1923.
Ao longo das décadas, seja nos Estados Unidos, no Brasil, no
Rio de Janeiro ou em Duque de Caxias – ou em qualquer outro lugar – os líderes rotarianos apresentam um elevado padrão de ética,
ajudam a combater a fome, a pobreza, o analfabetismo e estabelecer a paz e a boa-vontade entre as pessoas e no mundo. Outro
nosso objetivo de todos os dias é estimular e fomentar o ideal de
servir, como base de todo empreendimento digno, promovendo e
apoiando:
1º. O desenvolvimento do companheirismo, como elemento
capaz de proporcionar oportunidades de servir;
2º. O reconhecimento do mérito de toda ocupação útil e a difusão das normas da ética profissional;
11
3º. A melhoria da comunidade pela conduta exemplar de cada
um, na vida pública e privada;
4º. A aproximação dos profissionais de todo o mundo, visando à consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre
as nações.
Desde o início deste século, o Rotary dedica-se mais e mais a
atender às necessidades de uma sociedade em constante mudança,
expandindo seus serviços de modo a enfocar tópicos de alta importância como a degradação do meio ambiente, educação e combate ao analfabetismo, fome e crianças em situação de risco, além
de se empenhar para erradicar a poliomielite no mundo.
Em 1989, a organização aprovou a admissão de mulheres nos
clubes e hoje conta com mais de 145.000 rotarianas em seu quadro
social. Atualmente, um milhão e 200 mil rotarianos integram cerca
de 32.000 Rotary Clubs em mais de 200 países e áreas geográficas.
12
O Rotary,
Paul Harris
e os livros
A história do Rotary Club,
desde o princípio, está intimamente ligada aos livros.
Paul Percy Harris nos legou
uma expressiva produção literária, da qual citamos algumas
obras:
• “Peregrinações” – em três
volume, onde Paul Harris descreve suas viagens ao redor do
mundo;
• “Fundação do Rotary”;
• “Meu Caminho Para Rotary” – conta a sua trajetória de
vida que acabou por inspirar a
criação do Rotary;
Paul Percy Harris
• “Sete Caminhos para a Paz;
• “Esta Era Rotária”, 1935;
• “Rotary Hoje”, 1935;
• “Visita à Grã Bretanha e à África do Sul”;
• “Cartas e Documentos Pessoais”.
Os escritos de Paul Harris são de uma ternura impressionante,
deixando transparecer o homem educado que era, com uma inve-
13
jável visão de mundo, revelando-se um verdadeiro sábio ao tentar
interpretar a alma humana. Um pensador! Sabia ele, o homem é o
que escreve.
No seu livro “Meu caminho para Rotary”, em várias páginas
deixei lágrima movidas pela intensidade dos seus relatos. Ele conta
sua história, que considera a inspiração para chegar à formação do
Rotary. Já no prefácio, Paul Harris revela seu coração e, sem qualquer tipo de censura ou hipocrisia, diz:
“Quem escreve este livro tem razões especiais para ser grato
ao que lhe veio da meninice. À pureza da vida rural, às bênçãos
dos lares bem formados da Nova Inglaterra, à importância da educação e à devoção aos altos ideais. Ali o menino compreendeu a
necessidade da tolerância a todas as seitas religiosas e a todos os
credos políticos. Aprendeu a não criticar acerbamente os pontos
de vista de outrem, sejam eles quais forem. Compreendeu e assimilou a ventura da aproximação pela amizade e pela solidariedade
espontânea.
Levou muito tempo para que o reconhecimento disso tudo
chegasse à minha consciência - no crescer, o menino estava mais
interessado nos prazeres que a vida lhe oferecia - mas hoje me sinto feliz por reconhecer que o homem aprendeu do menino o que
tenta transmitir aos outros homens”.
Amei isso, principalmente quando fala que “aprendeu do menino o que tenta transmitir aos outros homens”.
E adiante, no capítulo X, cujo titulo “Os medonhos” é mais
uma lembrança do seu tempo de menino, ele se transforma em
um sensível poeta (talvez inspirado em Edgar Allan Poe, que Paul
admirava e cita no livro). Nesta poesia, Paul Harris envia um sutil
recado aos pais do mundo inteiro e declara seu amor à Natureza:
Criança que brinca, alegre e tranquila,
Que dorme, que sonha e acorda e que ri,
Do corpo saudável, que se rejubila.
De Deus a doação que tomou para si.
Guri, das tarefas da escola se esquece,
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Que da Natureza a ciência se aquece,
Que anda às mãos dadas na vida com ela,
Parceiro animoso e mui tagarela,
Que beija e a envolve em quentes abraços!
Que Deus te abençoe, menino descalço!
Na viagem memorável que fez ao Brasil, Paul Harris falou no
programa de rádio “A voz do Brasil”, em abril de 1936:
“A qualquer parte do Brasil que o viajante se dirija, ele tem
consciência do fato de se achar num mundo novo, um mundo que
apresenta um melhoramento sobre o Velho Mundo e que promete
melhor ordem ainda para os anos que hão de vir.”
Paul Harris incentivou os rotarianos a publicarem artigos em
boletins, jornais, revistas, ou a editarem suas experiências em livros. Então, nós, do Rotary Club Duque de Caxias, do Distrito
4570, quando completamos 50 anos de fundação, resolvemos publicar um livro, contendo diferentes visões de nossos companheiros rotarianos sobre a mesma instituição humanitária.
Esta coletânea de textos, ou melhor, de artigos escritos por
diferentes colaboradores rotarianos do Duque de Caxias, pode trazer relevante contribuição para ampliar o conhecimento a respeito
do nosso Rotary Club. Podendo até se tornar um importante recurso didático sobre a história do Município de Duque de Caxias.
Com este livro pretendemos também registrar a efeméride, os
50 anos de fundação do Rotary Duque de Caxias, deixando por
escrito as nossas experiências enquanto rotarianos e as vivências
positivas que mereçam ser perpetuadas.
Ainda mais: divulgar as ações do Rotary Club Duque de
Caxias e com esta obra, chegarmos às escolas, às associações de
moradores, às autoridades constituídas, enfim, à sociedade como
um todo. Usar esta coletânea para identificarmos, para a sociedade, o papel do Rotary Club e a importância de seus membros para
a solução de problemas que afligem as comunidades.
15
O Papa Francisco
é rotariano honorário
Papa Francisco participa
de inauguração do Polo
de Atendimento a Dependentes Químicos, do
Hospital São Francisco
do Rio de Janeiro. Evento
da Jornada Mundial da
Juventude, 2013
(Foto JMJ)
O Papa Francisco é
rotariano honorário, do
Rotary Club de Buenos Aires. Ele recebeu o título em
1999. Como faz em seu Papado, Francisco manteve,
na condição de cardeal
-arcebispo de Buenos Aires, cordial relação de amizade e apreço com todas as instituições
que prestam serviços às comunidades da capital argentina e de
todo o país-irmão.
Em Buenos Aires, o cardeal Jorge Bergoglio, tornado Papa em
2013, visitava frequentemente organizações humanitárias, para a
celebração de missas e contatos com as pessoas. Ele era visto com
frequência no Hogar de Cristo, um abrigo para drogados, onde
dava a bênção e confortava os internados.
16
Três brasileiros
presidiram
o Rotary International
Três rotarianos brasileiros, já falecidos, foram presidentes do
Rotary Club International: Armando de Arruda Pereira (194041), Ernesto Imbassay de Mello (1975-76) e Paulo Viriato Corrêa
da Costa (1990-91).
Armando de Arruda
Pereira
Ernesto Imbassay
de Mello
Paulo Viriato
Corrêa da Costa
“Aprendamos a conviver” foi o lema rotário do presidente
Armando de Arruda Pereira. O presidente Ernesto Imbassay de
Mello adotou o lema “Dignificar o ser humano”. “Valorize o Rotary
com fé e entusiasmo” foi o lema do mandato do presidente Paulo
Viriato Corrêa da Costa.
O ex-vice-presidente José Alencar Gomes da Silva (1931-2011),
o industrial Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014) e o acadêmico
e diretor de cinema Nelson Pereira dos Santos são três outros nomes
17
Três rotarianos ilustres
brasileiros inscritos em brilhantes páginas na história da família rotária.
Amizade.
O legado maior
de Paul Harris
O Rotary Club nasceu muito antes de fevereiro de 1905, na
cidade de Chicago, Estados Unidos. Na verdade, foi no outono de
1900. Ao ver o amigo Bob Frank cumprimentar e conversar com
pessoas, em passeio pelas ruas, o advogado Paul Harris ficou impressionado e imaginando coisas sobre o poder da amizade. Aquilo era a essência do bem viver e viver para si e para a comunidade.
A cena que se repetia lembrava a cidade natal, da infância e da
juventude de Harris, Vermont, onde esse sentimento humano era
tão cultuado pelas pessoas.
Não demorou e o Rotary Club foi sendo idealizado mais e
mais na mente de Harris: “tinha certeza que estava passando por
uma experiência comum a pessoas que chegam a Chicago provenientes de fazendas e cidades pequenas. Mas se havia outras pessoas em busca de companheirismo, por que não aproximá-las?” Eis a
18
chave do sucesso dessa instituição
tão benemérita: a amizade.
E Paul Harris foi deixando
seu ensinamento às gerações rotarianas que chegavam: “o mais
notável da vida tem sido a amizade. Quanto é ridículo supor que
a amizade pode circunscrever-se
dentro de limites territoriais da fé
religiosa ou do partidarismo político... A amizade é maravilhosa.
Ilumina o caminho da vida, espalha alegria e tem valor inestimável.”
O trabalho é difícil? Há desâ-
Paul Harris, quando começou a
advogar, em 1896
Reunião de Paul Harris
com os companheiros
fundadores do Rotary
Club Internacional, em
Chicago
nimo em seu caminho? Procure guiar-se por estas palavras de estímulo também legadas a nós por Paul Harris: “Quando uma tarefa
é tão grande que a mente e as mãos são incapazes de realizá-la,
tente emprestar a ela um pouco de seu coração. Os maiores feitos
conquistados pelo homem são o resultado do esforço conjunto do
coração, da mente e das mãos, trabalhando em perfeita harmonia.”
19
Nós e a nossa
cidade amada
Todos nós, personagens deste livro, temos amor e dedicação ao
mais do que setentão município de Duque de Caxias e ao seu povo trabalhador – tão determinado e orgulhoso da terra em que vive. Somos
parceiros em tudo. Como membros de uma instituição dedicada ao
bem-estar social, bem sabemos das coisas boas, de outras nem tão boas
assim, que aqui tem acontecido ao longo da História.
Mas o que importa mesmo é que a cidade – já perto de somar 900
mil habitantes – está mais viva do que nunca, que pulsa como uma jovem cidadã trabalhadora e encara a dubiedade de ser rica e ser pobre
ao mesmo tempo. Por vivermos intensamente Duque de Caxias, nós,
os rotarianos, não ignoramos que a cidade sofre os reflexos dos males
da desorganização urbana, que amarga o desprezo de muitos, mas que,
apesar disso, resiste!
Generosa, acolhedora, aqui em Duque de Caxias tem lugar para
todos. É só chegar – como muitos fazem no passar contínuo dos dias. E
ver a cidade com o olhar cúmplice de todos. E ajudá-la a ajudar os que
mais necessitam e a cuidar um pouco de suas gerações. Como nós do
Rotary Club nos obrigamos a fazer, por determinação histórica legada
pelo pioneiro Paul Harris.
Texto baseado no livro Duque de Caxias. Uma cidade para viver,
de Dalva Lazaroni.
20
Homenagem
a todos os presidentes
do Rotary
Duque de Caxias
Marcelo de Souza
Ricardo Augusto de
Coelho.
Azevedo Vianna.
Presidente 1965-1966 Presidente 1966-1967
Heinz Bach
Presidente 1968-1969
Moacir Benazzi.
Presidente 1967-1968
Pedro Garcia dos
José Giupponi
Reis
Presidente 1969-1970 Presidente 1970-1971
21
Raymundo Gonçalves
Pedro Martins Motta
Milagres
Presidente 1971-1972 Presidente 1972-1973
Jaime Pereira de
Souza
Presidente 1973-1974
Ary Milesi
Presidente 1974-1975
Alayde Esporte
Cunha
Presidente 1975-1976
Waldir Tavares.
Presidente 1976-1977
José Pereira da Silva
Presidente 1977-1978
Nilson Teixeira
de Souza.
Presidente 1978-1979
Genival Pinto
Rodrigues
Presidente 1979-1980
22
João da Silva
Figueiredo
Presidente 1980-1981
José Maria Medeiros
de França
Presidente 1981-1982
Pedro Garcia
dos Reis
Presidente 1982-1983
Telmo Garcia
Teixeira
Presidente 1983-1984
Gilberto E. de Mello
Tavares
Presidente 1984-1985
José de Souza
Herdy
Presidente 1985-1986
Iveraldo Carvalho
Pessoa.
Presidente 1986-1987
Adilson Martins
Veillard.
Presidente 1987-1988
José Maria Pimentel
Presidente 1988-1989
23
Djalma da Rocha Vaz
Neto
Ricardo Mitraud
Presidente 1989-1990 Presidente 1990-1991
Francisco Quixaba
Sobrinho.
Presidente 1992-1993
e 1993-1994
Luís Simões Martinho
Presidente 1991-1992
Dirceu T. de Oliveira Edécio Nogueira
Cordeiro
Bonfim.
Presidente 1994-1995 Presidente 1995 - 1996
Geraldo Moreira
Dina Silva Guerra.
Elio da Cás.
Monteiro.
Presidente 1996 - 1997 Presidente 1997 - 1998 Presidente 1998-1999
24
Alcino Ribeiro do
Amaral.
Presidente 1999-2000
João Alberto
Bittencourt
Presidente 2000-2001
Antonio Neuman
Caminha
Presidente 2001-2002
Jorge Rezende
Soares
Presidente 2002-2003
Luiz Carlos Oliveira
Lopes.
Presidente 003-2004
Antonio Joaquim
Coelho da Cunha.
Presidente 2004-2005
José Nogueira
D’Almeida
Presidente 2005-2006
Paulo Roberto Reis
Franco.
Presidente 2006-2007
José Carlos Mariano
Constantino.
Presidente 2007-2008
25
Djalma da Rocha
Vaz Neto
Presidente 2010 - 2011
Juarez Delfino
Santana Filho
Presidente 2008-2009
Carlos Eduardo
Pontes
Presidente 2009-2010
Anselmo Suhett
Presidente 2011-2012
João Carlos
Dina Silva Guerra
Vasconcelos
Presidente 2012 - 2013 Presidente 2013 -2014
Orlando Marques
Presidente 2014 - 2015
26
Relação de companheiros e companheiras do
Rotary Clube Duque de Caxias
Casal Presidente 2014 / 2015:
Orlando Soares Marques e Rubia
Casal Presidente 2015 / 2016:
Antônio José Magalhães e Ana
Afrânio Peixoto de Moura
Agostinho de Oliveira Gomes
Albano Nogueira D´Almeida
Angélica Teresinha Costa
Anselmo Suhett de Almeida
Antônio Batista
Antônio Joaquim Coelho da Cunha
Antônio José Magalhães
Antônio José Menezes
Antônio M. Bighi
Antônio Neuman Caminha
Antônio Pereira Nogueira
Aristeu Garcia
Arody Cordeiro Herdy
Atahualpa Lessa Filho
Carlos Eduardo Pontes
Celia Gomes Curvello
Dalva Lazaroni de Moraes
Débora Caldas Costa
Dina Silva Guerra
Edécio Nogueira Cordeiro
Edir Batista S. Soares
Elio Da Cás
Geir Soares da Costa
27
Henrique Heinz Bach
Iguatemi Gomes dos Santos
Ildenir Maia Barbosa
Itagelson M. Almeida
Jasson Gonçalves de Miranda
João Alberto Bittencourt
João Carlos Vasconcellos de Freitas
Jorge Carlos Fonseca
Jorge J. C. Migon
Jorge Rezende Soares
Jorge Rodrigues do Nascimento
Jose Carlos Mariano Constantino
José Nogueira D’Almeida
José Norival P. Dias
Juarez Santana
Laury de Souza Villar
Lucia Maria Campos Pessanha
Luís Carlos Oliveira Lopes
Manoel Sá Giro
Marcos Aurélio F. Moreira
Marilu Almeida Silva
Mateus C. Bittencourt
Nancy Pereira Alves
Neiva Nogueira Cordeiro
Nilson Teixeira de Souza
Orlando José Silva
Orlando Soares Marques
Paulo Borges Leal
Paulo Roberto Reis Franco
Péricles Lima Ribeiro
Rafael Machado Cordeiro
Regina Célia C. P. Real
Ricardo Martins
Telmo Garcia Teixeira
Vagner Sant’Ana da Cunha
Wagner de Jesus Soares
Wilton José da Silva
28
Saudação aos casais
Rúbia e Orlando e
Ana e Antonio Magalhães
A rotariana e escritora Dalva
Lazaroni foi escolhida para saudar, em nome dos companheiros
e companheiras, os casais Orlando Marques e sua esposa Rúbia,
que se despedem da Presidência do Rotary Club e da Casa da
Amizade da Família Rotária de
Duque de Caxias e Antônio Magalhães e sua esposa Ana, que
conduzem a organização humanitária na jornada iniciada.
Dalva Lazaroni
Orlando Marques passa a presidência do Rotary Club Duque de
Caxias para Antonio Magalhães.
29
Eis o discurso de Dalva Lazaroni:
Saudá-los neste momento, implica em agradecer-lhes em
nome de todas e de todos os rotarianos existentes no mundo. Orlando e Rúbia representaram o casal presidente do Rotary International Gary Huang e sua esposa Corinna, que deixou o cargo,
e Antônio e Ana que representam nosso atual casal presidente do
Rotary International K.R.Ravindran e sua esposa Vanaty, que assumiu o novo ano rotário.
E, neste momento histórico, me vem à mente a grandeza e
sabedoria de Paul Harris, fundador do Rotary. Em seu texto “Esta
Era Rotária”, Harris nos conta a parábola “O elefante e os seis cegos”:
Seis cegos do Industão foram conhecer um elefante.
O primeiro cego dando de encontro com o animal gritou:
– Valha-me Deus! Percebo que o elefante é tal
qual uma parede.
O segundo cego, encontrando o dente, ficou certo que o elefante é parecido com uma lança.
O terceiro, agarrando-se à tromba que se retorcia, asseverou:
– O elefante é parecido com uma cobra.
O quarto, esbarrando numa das grandes pernas disse:
– O elefante é igual a uma árvore.
O quinto cego, que acertou encostar a mão
numa das orelhas, exclamou:
– Esta maravilhosa alimária é parecidíssima
com um leque!
Finalmente o sexto cego, apoderando-se da
cauda bamboleante, disse:
– O elefante é parecido com uma corda.
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A parábola dos seis cegos nos leva a perguntar: o que é Rotary
no seu todo? Ver o Rotary no seu todo é ter uma visão holística do
Rotary, é perceber Rotary no seu conjunto. Rotary não é só festa,
ou apenas companheirismo, ou só sessão plenária, ou somente pagamento das mensalidades...
Rotary é tudo isso e muito... muito mais! Ter uma visão holística do Rotary implica em compreender, propagar e lutar por
todo o bem que o Rotary faz no mundo. Por toda a defesa do meio
ambiente, por toda a união e companheirismo, por toda a amizade, solidariedade, cooperação e harmonia que o Rotary semeia em
toda a parte. Por toda a paz que o Rotary cria, não importa o país,
a raça, a religião, a posição, nem a classe social de qualquer cidadão. Por toda a ética que nos ensina. Isto é Rotary. O verdadeiro
rotariano é aquele que consegue sair de si mesmo e ir ao encontro
do outro praticando a máxima rotária: “Dar de si antes de pensar
em si”. A grandiosidade do rotarianismo está no futuro, e não no
passado. “Esta é a manhã e não o entardecer do Rotary”.
Que bom que o mundo possui pessoas incríveis como Orlando e Rúbia e Antonio e Ana. Que vocês continuem sendo embaixadores da boa vontade, a ricos e pobres, sem discriminar as raças,
gêneros, credos religiosos, e a membros de todos os partidos políticos. Que continuem a disseminar tolerância, clemência, justiça,
amabilidade, urbanidade e amizade aos habitantes deste mundo.
A vocês companheiros Orlando e Rúbia e Antonio e Ana, que estão neste momento sendo os embaixadores maiores de Rotary Internacional, os nossos cumprimentos. Ao Orlando e Rúbia pela
brilhante gestão e Antonio e Ana por estarem dispostos a levar
avante e contagiando a todos com o lema o “Seja um presente para
o mundo”.
Orlando Marques: você é duquecaxiense, advogado, é pai de
cinco filhos, empresário industrial, presidente do Sindicato da Metal Mecânica da Baixada Fluminense, coordenador do Grupo da
Metal Mecânica, que envolve todos os nove sindicatos patronais e
Diretor do Sistema Firjan. Orlando é tudo isso e muito mais: você,
31
companheiro, tem luz própria, por isso faz o Rotary brilhar. De
você, Orlando, emana claridade! Orlando Marques e sua gaúcha
Rúbia mostraram que são um presente para o mundo, pois fizeram
o Rotary Duque de Caxias brilhar. Brilharam ao inserirem o nosso
Rotary na era digital: criaram o nosso Facebook; instalaram Wi-Fi
na sede do Rotary, colocando à disposição dos rotarianos o acesso
à internet; e deram dinâmica e vida ao site da nossa Casa Rotária.
Orlando e Rúbia são modernos e antenados.
Orlando e Rúbia, alegres como são, imprimiram sua marca em
tudo que realizaram. Festejaram o Dia dos Pais, juntamente com
o Moto Clube Coyotes da Serra, arrecadando quase uma tonelada
de alimentos, juntando um público de mais de 3.000 pessoas. Portanto, Orlando e Rúbia são aglutinadores. No Dia das Crianças,
Orlando e Rúbia brilharam, juntamente com os Camponeses de
Portugal, algumas empresas e muitos rotarianos, doando brinquedos, lanches e doces a centenas de crianças. Orlando e Rúbia têm
bom coração, são bons cidadãos.
Junto com o SESI, o Rotary Duque de Caxias participou, com
uma equipe de dentistas, de uma ação humanitária ensinando técnicas de escovação e aplicação de flúor, onde cada criança recebeu
um kit de higiene bucal. Na ocasião, foram plantadas 12 árvores,
sendo uma delas pelo Dr. Eduardo Eugenio, Presidente da Firjan.
Orlando e Rúbia são pessoas humanitárias. Como bons rotarianos,
Orlando e Rúbia promoveram o Rotary Day, em conjunto com o
RC DC-Jd. Primavera, em parceria com a Secretaria de Saúde e
Defesa Civil. Produziram a festa das Vindimas com Os Camponeses de Portugal.
Dando de si antes de pensar em si, Orlando e Rúbia, trabalharam muito para doar roupas para Lar De Narcisa; kits de higiene
bucal, leite em pó, alimentos para o Lar Fabiano de Cristo; leite
em pó para Lar Jesus É Amor; toalhas de banho, leite em pó e remédios para Mansão Da Esperança; alimentos para o Leprosário
de Curupaiti; brinquedos para churrasco beneficente do Elio Da
Cás; alimentos para Casa Ayde; kits de higiene bucal, revistas e re-
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lógios de pulso para festa do Dia Das Crianças do Jardim Gramacho; brinquedos, relógios e revistas para Creche Municipal Laura
Menezes Freitas; alimentos para Creche Rechear de Petrópolis; alimentos para Creche Sossego da Mamãe; kits de higiene bucal para
Casa da Amizade do Rio de Janeiro; kits de higiene bucal para Rotary Jardim Primavera; kits de higiene bucal para Rotary Lote XV.
A alegria do casal Rubia e Orlando contagia. E foi assim, com
alegria, que recebemos, na sede do Rotary, a Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio quando esta nos doou o Busto do Duque
de Caxias, uma verdadeira obra de arte. O referido busto em bronze foi doado pela diretoria da Grande Rio para repor o que nos foi
roubado. Orlando e Rúbia não choram e nem lamentam as perdas
do passado, pois eles estão sempre lutando por um futuro melhor!
E foi assim, ao comemorarmos o Dia Da França em Duque de
Caxias, que Orlando e Rubia demonstraram que pensam globalmente e agem localmente.
Por tudo isso e muito mais, é que a companheira Rúbia foi
agraciada com o maior prêmio oferecido pelo Rotary Internacional: “Prêmio à Cônjuge de Rotariano por Prestação de Serviços”.
Rúbia teve reconhecimento internacional pelos relevantes serviços
prestados à cidade de Duque de Caxias e à humanidade. Este prêmio é dado a apenas 100 pessoas no mundo, sendo o da Rúbia, o
primeiro oferecido a uma mulher rotariana brasileira. Assim, Rubia vê reconhecidos os seus compromissos com o Rotary através
de serviços humanitários. Obrigada por tudo Orlando e Rúbia.
Nos orgulhamos de vocês!
E o que dizer de Antônio José de Magalhães e Ana Magalhães?
Duas pérolas preciosas, da melhor qualidade, que moram em Vilar
dos Teles, mas demoram em Duque de Caxias. Antônio nasceu na
Cidade de Arapiraca, no Estado de Alagoas, há 60 anos. Nasceu
em uma família grande, sendo o primeiro de 14 irmãos. E temos
o prazer de apresentar a todos os seus pais, aqui presentes: casal
Manoel José e Marina Aguiar. Antônio chegou ao Rio de Janeiro
com 17 anos de idade.
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Casado com a advogada carioca, Drª Ana Magalhães, ambos
advogados, têm três filhos, Thiago Magalhães, engenheiro de petróleo, Antonio Magalhães Junior e Rafael Magalhães, ambos advogados. Ana e Antônio são pós-graduados em Direito do Trabalho. Ele é funcionário do Tribunal Regional do Trabalho, onde
ingressou, por concurso público, no ano de 1978, exercendo, entre
outras, as funções de diretor de Secretaria da 3ª Vara Trabalhista
de Duque de Caxias.
Ana é pós-graduada em Responsabilidade Civil e é sócia de
Antônio nos escritórios de advocacia localizados em Vilar dos Teles e Duque de Caxias. Ambos, atualmente, são membros da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São João de Meriti. Ana foi
membro do Rotary Club Vilar dos Teles, até 1998, e ele ingressou
no Rotary Duque de Caxias, em 1999, tendo como padrinho o
companheiro fundador deste clube Nilson Teixeira de Souza.
Antonio José de Magalhães, nosso Presidente 2015-2016, no
dia 29 de julho, na próxima quarta-feira, quando fará a primeira
reunião ordinária da sua gestão, faz 61 anos! Parabéns Antônio!
Como diz Ravidran, Ana e Antônio, vocês terão um ano para mostrar seu potencial e colocá-lo em prática. Um ano para transformar vidas. O tempo é curto, há muito a ser feito, mas vocês continuarão a manter a paixão e o compromisso que temos com a nossa
organização.
Com relação ao nosso maior desafio, a erradicação da pólio, Ravindran diz: “Um futuro sem pólio é o que prometemos às
crianças de todo o mundo. Este é um presente que vamos dar a
elas.” Hoje, a doença está presente em apenas três países: Afeganistão, Nigéria e Paquistão. “Vamos continuar com a nossa luta,
até vencermos a guerra.” Vocês, Orlando e Rúbia, fizeram o Rotary
brilhar. Antônio e Ana são presentes para o mundo. Que Deus os
abençoe e continue protegendo-os nesta bela jornada pois, o
FUTURO DO ROTARY E DO MUNDO ESTÃO EM
NOSSAS MÃOS!
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Antonio José de Magalhães, Nilma Barros e Ana Magalhães
Orgulho de pertencer
ao Rotary Internacional
Antonio José de Magalhães
Sinto imenso orgulho de pertencer ao Rotary Internacional,
pela grandeza da instituição, pela abrangência, e pela robustez de
conteúdo que dissemina paz entre os povos, através de seu lema
principal DAR DE SI ANTES DE PENSAR EM SI e tendo como
carro-chefe a participação na campanha mundial de combate à
poliomielite, doença grave que assolou nossas gerações passadas.
Felizmente agora, em menor proporção e em número ínfimo de
regiões ou países. Temos ainda a Fundação Rotária que, através de
seu programa de subsídios, proporciona a efetivação de projetos
pelo mundo, nas mais diversas áreas.
Sinto igualmente agraciado em fazer parte do Rotary Duque
de Caxias, unidade rotária que acabou de completar cinquenta
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anos, onde contamos com aproximadamente sessenta associados e
onde há uma frequência semanal em torno de cinquenta e sessenta
pessoas. Há sempre uma participação efetiva nas festivas, com a
presença dos familiares e amigos dos associados. Esta participação e engajamento também são notados quando da realização da
conferencia distrital, bem como nos eventos da governadoria. Por
isso, nosso Rotary Club é carinhosamente chamado de CLUBÃO.
Não posso deixar de citar aqui, para que fique registrado em
livro, o nome do companheiro responsável pela minha admissão
em Rotary, meu padrinho Nilson Teixeira, fundador do clube e
participante efetivo nas reuniões e demais eventos, engrandecendo e enaltecendo sempre o companheirismo.
O meu contato com o Rotary ocorreu pelos anos de 1994/1995,
quando minha esposa, Ana Magalhães, era associada, na época
com a nomenclatura de sócia representativa, do Rotary Clube Vilar dos Teles. Naquele período compareci com ela às duas conferências ocorridas, uma em Nova Friburgo, com uma temperatura
em torno de 14 graus, à noite, possibilitando o uso de nossos casacos e o deguste do chocolate quentinho, servido nos restaurantes
maravilhosos da área.
Em 25 de julho deste ano de 2015, tive o meu orgulho redobrado com a minha posse como Presidente do Rotary Club Duque de Caxias em festa memorável, ocorrida nas dependências do
SESI. Contamos com a presença de aproximadamente 600 pessoas, na solenidade composta de companheiros, convidados e familiares. Foi uma linda festa, organizados por nós companheiros e
principalmente pelo casal Élio Da Cás e Beatriz. Conto com Deus
e a participação efetiva dos companheiros para realizarmos, neste
período que se inicia, grandes e boas ações.
Antonio José de Magalhães
Companheiro Presidente
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Rúbia e Orlando Marques viveram
intensamente o Rotary em 2014/2015
Reconhecer o
valor dos fundadores
Orlando Soares Marques
Em meio a muita angústia num período de exceção onde as
reuniões de pessoas eram monitoradas pelos militares que exerciam o poder, um grupo de prósperos profissionais do município não se amedrontou e resolveu fundar, em 15 de abril de 1965,
o Rotary Club Duque de Caxias. Esses abnegados não poderiam
imaginar que a instituição se transformaria numa unidade rotaria
reconhecida internacionalmente graças ao empenho e entusiasmo
de seus membros até os nossos dias. Comemorando suas Bodas de
Ouro, seus fundadores recebem, hoje, o reconhecimento dos que
orgulhosamente ostentam sua filiação.
Procurado certa vez pela redação da Carta Mensal (revista
do Distrito 4570) me declarei satisfeito e honrado em ser um elemento das Bodas de Ouro do “Duque de Caxias” sem esquecer
que todo rotariano atual da unidade têm que reconhecer o valor
e agradecer aos seus fundadores e todos que por aqui passaram e
que por qualquer motivo ou o destino não estão mais entre nós.
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Aos que já nos deixaram, ou pela ordem natural da vida ou por
vontade, bem como o estimado companheiro Nilson Teixeira o
único que ainda temos o privilégio de conviver nas nossas reuniões, o nosso muito obrigado.
Ingressei no Rotary Internacional em 1984, no Rotary Club
Vilar dos Teles, hoje fundido ao RC São João de Meriti, onde permaneci por quase 20 anos. Questões profissionais que me privaram de comparecer às nossas reuniões de almoço, me obrigaram
a pedir baixa naquele clube e ausentei-me da vida rotária por alguns anos, quando então, em 2005, vim para o Rotary Club Duque de Caxias. Quiseram os meus companheiros e o destino que
eu fosse o presidente do cinquentenário do nosso clube. Quando
assumi a presidência do Rotary Club Duque de Caxias, confesso
que minhas pernas tremeram uma vez que era algo que nunca havia experimentado, nem tampouco estava nos meus planos. Mas,
como nunca fugi das responsabilidades, arregacei as mangas. Os
dias foram se passando, as reuniões acontecendo e tudo começou
a se encaixar. Procuramos dar maior visibilidade ao nosso clube.
Minha primeira intervenção foi abrir a conexão Wi-Fi em
nossa sede. Os rotarianos são homens de negócios, empresários
ou profissionais liberais, que dependem de uma comunicação rápida e eficiente. Implantamos um Centro de Multimídia, incorporando o áudio e vídeo às nossas reuniões, tornando-as assim
mais atrativas e interativas. Com a nossa experiência acumulada
no mundo corporativo e dos negócios, e, por entendermos que
não poderíamos permanecer isolados num mundo globalizado
em que vivemos, colocamos nosso clube nas redes sociais e recriamos o nosso site que havia se perdido há anos, resgatando assim a
nossa história. Priorizamos uma experiência que tem dado certo
mundialmente: a parceria. Aproximamos empresas, Firjan, Maçonaria e outras entidades para alcançarmos os nossos objetivos: a
melhoria da qualidade de vida de nossa população, abrindo assim
as fronteiras para a humanização.
Buscamos também a parceria com o Clube Social Camponeses
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de Portugal, que cultua
as tradições portuguesas no nosso município. Ao juntarmos as
nossas forças pudemos atrair a atenção de
pessoas que passavam
ao largo dos acontecimentos rotários e o
que efetivamente a família rotária desenvolve para a melhoria da
qualidade de vida das
pessoas necessitadas.
Registro que a parceria
com o Camponeses de O casal Rúbia e Orlando Marques com a bandeira do Rotary Club Duque de Caxias
Portugal só foi bem sucedida pela garra e o espírito solidário de sua presidente Rita Couto, que abraçou a causa rotária de forma surpreendente. A prova
disso é que ela veio a se tornar rotariana e mais tarde, outro rotariano passou a ser o seu vice-presidente, numa demonstração de
que as entidades com espírito humanitário não podem ficar isoladas.
Com a ajuda e o comprometimento de todos, tivemos a felicidade de ver as nossas ações tomarem vulto internacional, culminando com a distinção dada à minha mulher Rúbia Marques,
que esteve à frente da Casa da Amizade, com o prêmio de Cônjuge
Participativa em Prestação de Serviços. A premiação é inédita no
Distrito 4570 e no Brasil, ou seja, nenhuma outra mulher brasileira
de rotariano recebeu tal comenda, o que nos inspira e estimula a,
cada vez mais, “dar de si, sem pensar em si”.
Orlando Soares Marques
Empresário
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Dina Guerra e suas companheiras e companheiros de muitos anos de
Rotary
O Rotary
na minha vida
Dina Guerra
Transcorria o ano de 1995, exatamente dia 25 de outubro. Em
memorável festa nas dependências do Restaurante Rei do Bacalhau, fui admitida como “associada representativa” do Rotary Club
de Duque de Caxias. Durante alguns meses compareci às reuniões
do clube, sempre procurando aprender as normas da instituição,
bem como me entrosando com os companheiros. Fui levada a assistir às primeiras reuniões pelo meu futuro padrinho Edecio Cordeiro. E esperava, ansiosa, as quartas-feiras, quando acontecia o
encontro. Até hoje, 20 anos depois, aguardo com a mesma atenção
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e vibro de alegria quando me dirijo à sede do clube, naquele mesmo dia da semana e no mesmo horário, 12h, para confraternizar e
almoçar com minhas companheiras e meus companheiros.
Mas vamos voltar à minha posse no Rotary! Naquele dia 25
de outubro era a visita oficial do Governador do Distrito 4570 ao
meu clube. Hertz Uderman e sua esposa Sarinha chegaram até nós
às 7h30 da manhã. O Rotary e a Casa da Amizade já haviam preparado um lauto café da manhã com todas as iguarias de Israel,
terra de Uderman, e também, maravilhas do Brasil. Só de pensar
dá até água na boca... Depois, rumamos para a Rodovia Washington Luiz, para a inauguração do Marco Rotário. Grande comitiva
de associados do clube presente. Após a inauguração, voltamos à
nossa sede, para a Assembleia, ato em que a Governadoria fiscaliza livros e todas as atividades do clube. Também cada Avenida de
Serviço fala sobre sua participação nas ações comunitárias realizadas pelo Rotary.
Outro retorno memorável ao passado da memória. Aquele momento da festa no Rei do Bacalhau, com convidados e associados. E lá estava eu, toda feliz, ao lado de mais dois futuros
companheiros, Marcos Aurelio e Roberto Machado da Costa. As
dependências do restaurante ficaram literalmente tomadas pelos
convidados, companheiros do meu clube e de outros clubes, familiares, amigos e, para mim especialmente, a presença do meu
marido Juarez Santana e meus filhos queridos: Sylvio, Sônia, Sergio e Sidney. Inesquecível mesmo! Quando meu padrinho colocou
o boton de associada na minha lapela confesso que uma lágrima
furtiva rolou dos meus olhos. Os aplausos que se seguiram deixaram-me flutuando...
Ali eu vi a minha realização como pessoa e como mulher: pertencer a um clube de serviço que tantas coisas realiza em prol da
Humanidade, como a erradicação da pólio, graças à ação científica
do Dr. Albert Sabin, figura benemérita que era membro do Rotary. Ele desenvolveu a vacina oral para a poliomielite, que livrou
o Brasil e quase que todos os países do mundo da terrível paralisia
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infantil. Comecei a vivenciar a vida de rotariana. Na época ainda
eram poucas as companheiras. O sexo masculino predominava.
Nosso clube, por exemplo, só tinha dado posse, até então, a uma
companheira, que já não fazia mais parte do quadro de associados. Em nossas fileiras constava uma companheira egressa de outro clube.
Vesti com muito amor e prazer a camisa de rotariana, participando de tudo o que acontecia no meu clube e em todo o Distrito
4570. Assim, um ano depois fui indicada para ser a presidente do
Rotary no período 1998/1999. No primeiro momento fiquei assustada com a responsabilidade que me caberia, mas recebi o apoio do
meu marido, dos meus filhos, do meu padrinho e especialmente
dos meus companheiros de clube. Um saudoso e querido companheiro, Waldir Tavares, me inscreveu em um curso sobre o Rotary.
Semanalmente eu recebia as apostilas com o dever de casa e tinha
que responder tudo e remeter para São Paulo. Foi um aprendizado
de muita valia para o meu desempenho no clube.
O tempo foi passando e finalmente chegou o grande dia da
minha posse como presidente do Rotary Club Duque de Caxias,
em 8 de julho de 1998. Imaginem o nervosismo, a alegria, a felicidade, enfim. Todos os bons sentimentos se misturando ao receber
do presidente que me antecedeu, Elio Da Cás e da Beatriz a “batuta” de primeira mulher presidente, após 50 anos de fundação do
nosso Rotary Club. Mais uma vez lá estavam meus amigos. A sede
comporta 180 pessoas e naquele dia ela estava apinhada, com mais
de 280 pessoas que foram me desejar felicidades. Ali estavam não
só rotarianos como também a fina flor da sociedade de Duque de
Caixas e de cidades vizinhas. Juarez como sempre ao meu lado, me
incentivando. Meus filhos e aí já também os meus netos pequenos
presentes para o beijo nos avós. Enfim, tudo bonito, tudo perfeito.
A mulher brilhava no Distrito 4570. Adelia Antonieta Villas era a
primeira mulher Governadora do Brasil e da América Latina.
Aquele inesquecível ano teve quase que só mulheres como
presidentes dos então 70 clubes. As reuniões no Distrito eram
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O casal Dina Guerra e Juarez Delfino
Santana Filho, em momento especial: homenagem na Alerj
sempre festas ornadas por lindas presidentes. No período 1998/99
tivemos muitos intercâmbios. Companheiros do nosso clube recebiam em seus lares jovens intercambistas, como uma delegação de
Portugal, da qual dois jovens foram hospedados por mim em nossa residência. O quadro social, quando assumi, possuía 44 associados. Na minha saída, o clube contava com 56 companheiros. Foi
aquele um ano de grandes transformações em minha vida, pois
aprendi que o importante é “dar de si sem pensar em si.” Aprendi
que o bom rotariano deve se preocupar com os seus companheiros, procurando saber o porquê de um deles está faltando às reuniões, se existe algum problema de saúde, se é um problema familiar.
Enfim, dar uma palavra de alento em todas as horas.
Não devemos dar apenas almoço ou jantar nos dias aprazados. É muito bom visitar outros clubes, seja no nosso ou em outros
distritos, especialmente quando estivermos viajando no Brasil e
exterior. É o que sempre fazemos, eu e o meu marido, em nossas
andanças.
Em Pucón, Chile, os companheiros de lá nos receberam para
assistir uma partida de futebol entre a seleção deles e a da Argentina. O Chile saiu vencedor e eles disseram que éramos “pé quente.”
Suculento churrasco aconteceu na sede, com todos os companheiros e cônjuges. Trocamos botons, cantamos, dançamos... Foi uma
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festa muito alegre. Os chilenos nos receberam como verdadeiros
irmãos. Eu e Juarez voltamos de lá emocionados.
Em Portugal, visitamos os três clubes do Rotary da cidade de
Coimbra. Em cada visita era como era como se estivéssemos em
nossas reuniões das quartas-feiras em nossa Duque de Caxias, tal
a camaradagem e o afeto dos companheiros lusitanos. Trouxemos
brindes e flâmulas e tantas outras lembranças que guardamos com
muito carinho. Em Barcelona, os rotarianos da Catalunha foram
sempre amáveis e dedicaram uma reunião em nossa homenagem,
apesar de tudo transcorrer no idioma catalão. Não tivemos dificuldade de entender o que eles queriam nos transmitir. Em Nova
York, participamos de uma Festiva de Natal. Cerca de 300 rotarianos do mundo inteiro se faziam presentes. Apesar dos diversos
idiomas, a comunicação entre todos foi perfeita. O Rotary é universal.
Em Paris, visitamos o clube Paris Queste. Coincidentemente,
naquele dia acontecia a visita da Governadora do Distrito e, dentre os franceses, um companheiro havia residido no Brasil por 20
anos. Então, o entrosamento foi perfeito. Em Buenos Aires, nosso
Distrito e os distritos da capital argentina promoveram um grupo
de estudos para avaliar os benefícios da implantação do Mercosul.
Foi um grande aprendizado para os mais de cem rotarianos que lá
estiveram, dentre os quais eu e Juarez. A liderança do Brasil ficou
por conta dos governadores Carlos Henrique Froes, do Rio de Janeiro e Hertz Uderman, do Méier. De Duque de Caxias estavam
inscritos Alcino e Carmem Amaral e eu e Juarez.
Porém, um fato lamentável aconteceu. Alcino viajou com a
sua identidade de advogado, embarcou normalmente. No desembarque em Buenos Aires, ele não pode continuar conosco. Ficou
detido, junto com Carmem, sob custódia, e passou a noite no aeroporto até que outro voo o trouxe de volta ao Brasil. De nada
adiantaram as ponderações dos nossos dirigentes. Até o cônsul do
Brasil na capital portenha lá esteve, sem sucesso. Eu e Juarez ficamos muito tristes. Ainda nesse encontro fizemos uma visita ao
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Club Atlético Boca Juniors. A sede, no tradicional bairro La Boca,
com sua Calle Caminito, tão famosa nos tangos de Carlos Gardel, estava apinhada de rotarianos, argentinos e brasileiros. Nossos
hermanos nos ofereceram um coquetel e, após, uma vitrola tocou
músicas antigas do nosso carnaval, dentre elas a Marcha do Remador, eternizada na voz de Emilinha Borba (“se a canoa não virar,
olê, olê, olê, olá, eu chego lá...”), que animaram bastante a nossa
noite.
Em 2006, Juarez, já aposentado, demonstrava vontade de fazer parte do Rotary Club como associado representativo. Ele era
sócio honorário. Então, resolvi fazer-lhe uma surpresa. Junto com
o secretário do clube, Antônio Joaquim Coelho da Cunha, preparei tudo para que o meu marido fosse empossado no dia da visita
oficial do Governador Waldir Ribeiro e sua esposa Nely ao nosso
clube. Tudo isso feito contando com a cumplicidade dos demais
companheiros. Assim, o Rotary Duque de Caxias ganhou mais um
integrante e eu um afilhado. Em 2008, Juarez foi indicado para
presidente do clube e assumiu numa festa memorável na quadra da Escola de Samba Grande Rio. Elimar Santos foi a grande
atração. Mais de mil pessoas compareceram. Realmente uma festa inesquecível. Até hoje guardamos na nossa memória o grande
acontecimento rotário.
Uma das metas do novo presidente era o aumento e a revitalização de nossa sede. Assim realmente aconteceu. Juarez colocou “a
mão na massa” e, junto com outros companheiros, iniciou a grande virada. Foram quatro meses sem a realização de reuniões na
sede do clube, com a reforma e modernização. Foram trocados pisos, teto de gesso, construídos novos banheiros, inclusive um para
cadeirantes. E mais: a sede foi aumentada e instalados aparelhos
de ar condicionado. Tudo ficou muito lindo. Ao término da obra,
o casal governador do Distrito 2008/2009, José Roberto Lebeis Pires e Lurdinha veio até nossa sede para a reinauguração festiva.
Quando da presidência do Juarez eu estive como presidente da
Casa da Amizade da família rotária de Duque de Caxias. Contei
45
com a boa vontade e o apoio de todas as companheiras.
O tempo foi passando e nós, Juarez e eu, continuávamos participando ativamente das coisas do Rotary: Assembleia Distrital,
Conferência Distrital, PETS, três Convenções Internacionais. A
vida do rotariano é muito rica e temos sempre muito a aprender.
No meu clube assumi todos os cargos do Conselho Diretor, exceto
secretaria e tesouraria. No Distrito 4570 fui Governadora Assistente do Governador Edson Umbelino, Coordenadora de Companheirismo do Governador Salvador Marques Neto, Governadora
Assistente do Governador Sebastião Porto, protocolo do governador José Roberto Lebeis Pires, governadora assistente do governador Wanderley Chiezza, companheirismo do governador Antônio
Carlos Coutinho , protocolo da governadora Alice Cavaliere, companheirismo do governador Pedro Durão e governadora assistente
da governadora Ivone Sacchetto.
No dia 8 de junho de 2013, assumi pela segunda vez a presidência do meu clube, o Duque de Caxias. Uma emoção inenarrável. Depois de 15 anos lá estava eu, cercada pelos meus familiares,
amigos e muito especialmente meu marido e meus filhos. Recebi
do casal João e Alice Vasconcellos aquele presente que é ser presidente de um clube como o Duque de Caxias. Uma vez mais o salão
foi pequeno para tanta gente. Tudo foi perfeito. Aquela manhã de
julho com estará marcada no meu coração para sempre. Dentre as
muitas coisas boas que aconteceram naquele período 2013/2014
posso ressaltar a posse de 19 novos companheiros em nosso clube,
sendo nove mulheres e 10 homens. As mulheres, lembro todas:
Angelica, Debora, Nancy, Marilu, Marcia Freitas, Lucia, Marcia,
Neiva e Dalva Lazaroni. Esta dinâmica mulher já está indicada
para a presidência do nosso clube no período 2016/2017.
Recebemos da Governadoria o troféu do clube que mais cresceu no Distrito. A honraria foi entregue ao Rotary de Duque de
Caxias na Assembleia Distrital, em São Lourenço. Coube ao Governador Fernando Moreira, após a Conferência Distrital, agraciar
o nosso clube com mais um troféu, também referente ao cresci-
46
mento da instituição. Pela passagem dos 49 anos do clube homenageamos várias famílias de nossa terra que fizeram acontecer
nos demais movimentos citadinos do município. Cada reunião foi
uma festa. Lar de Narcisa, Lar Jesus é Amor, Pestalozzi e Abas receberam muitos donativos para minimizar suas necessidades. Não
podia esquecer a grande participação da Casa da Amizade em
nossa presidência. Trabalhamos emparceiradas. Nilzete Amorim
foi a minha fiel presidente e em todos os momentos pude contar
com as “meninas” da casa mais unida do Brasil. Ah, quando estive
presidente no período 1998/1999 a presidente da Casa da Amizade foi a querida Beatriz Da Cás.
No ano de 2006, quando era presidente do meu clube o advogado José Nogueira D’Almeida, fui indicada por ele e pelos meus
companheiros a candidata a Governadora do Distrito 4570. Consultei meu marido e resolvi aceitar o desafio. Um fato inusitado fez
com que eu entregasse ao secretário do clube minha desistência,
isso no dia em que o Colégio de Governadores se reunia para deliberar quem seria o vencedor. Explico: Juarez, já há muito tempo,
estava com o joelho direito com problema, que se agravou. Seu
médico ortopedista diagnosticou a necessidade de uma cirurgia
e disse que Juarez ficaria alguns meses sem poder se locomover.
Por isso, desisti para poder dedicar todo meu tempo à minha “cara
metade”. Se, por acaso eu fosse a escolhida, as obrigações seriam
muitas. Achei melhor desistir enquanto era tempo.
Depois de um ano de muitas realizações do clube, no meu
segundo mandato, passei a responsabilidade para o presidente
2014/2015, Orlando Marques, com um saldo expressivo de caixa,
e com todas as contas pagas. O filme de que falei no início deste
meu relato continua na minha retina e vejo a Grande Rio, escola
de samba do meu coração na minha despedida com a sua bateria,
mulatas e ritmistas. Ainda sinto a emoção à flor da pele.
Dina Guerra
Advogada. Cronista social
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Angelica, Edir Soares e Dina Guerra, rotarianas e amigas
O que o Rotary
representa
em minha vida
Angélica Teresinha Rodrigues da Costa
Seria quase que impossível relatar minha trajetória no Rotary
Club sem mencionar pessoas que marcaram o início de minha
participação nessa casa de portas abertas para compartilhar companheirismo, respeito mútuo e momentos superagradáveis.
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Tudo começou quando minha amiga e “madrinha” no
grupo filantrópico das estrelas de Gilson Robert’s, Dina Guerra,
gentilmente convidou-me para almoçar na Casa da Amizade da
Família Rotária, do Rotary Club de Duque de Caxias onde reencontrei pessoas que há tempos não via, o que me deixou muito
feliz.
Em 2001, almocei lá em várias quartas-feiras, logo passando
a quadro das senhoras da Casa da Amizade. Até então, eu desconhecia a extensão e o alcance do trabalho social realizado com
tamanha determinação e pouco sabia de propostas que se consolidavam a cada semana neste clube de serviços. Observando e vivenciando, passei a admirar tudo que via e ouvia. Em 26 de junho
de 2001, fui convidada para a posse do companheiro e amigo Antônio Neuman Caminha como Presidente do Rotary.
Compareci a esse primeiro evento e tive a honra de admirar
e conhecer mais de perto o lado organizacional e o empenho para
que tudo acontecesse como previsto. Êxito total, um sucesso, como
é de costume. Logo após, no dia 5 de julho, foi a posse da Presidente da Casa da Amizade da Família Rotária, a grande amiga e companheira Marilene Caminha. Dia inesquecível. Na solenidade, fui
contemplada com o primeiro boton da Casa da Amizade, entregue
pela amiga Marilu Almeida Silva. Fui tomada de muita emoção...
Gentilmente recebi da amiga Gisete Teixeira um buquê de flores.
Haja coração!
Passava em meu imaginário, em frações de segundo, o quão
gratificante tinham sido para mim momentos iguais que, anos
atrás, época em que exercia cargos de chefia na Secretaria Municipal de Educação, vivenciava ao comparecer a eventos, representando o então prefeito de Duque de Caxias, Hydekel Freitas ou
a secretaria municipal de educação, professora Maria Aux. Após
alguns anos, passei a ter a honra de pertencer a esse grupo maravilhoso onde homens e mulheres se unem focados nas propostas
do criador do Rotary Internacional, Paul P. Harris, cujo lema ficou
eternizado: “dar de si antes de pensar em si”.
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Assim, tenho participado de todos os eventos da família rotária. Cada evento, cada almoço nas quartas-feiras, cada visita a outros clubes são para mim compromissos que oportunizam estreitar
cada vez mais esse elo fraterno que, com seriedade e responsabilidade, cada um desempenha sua função. Nós nos encontramos
sempre com um sorriso e um abraço amigo de boas-vindas, denotando o respeito mútuo e a observância dos objetivos de Rotary
que são:
Estimular e fomentar o ideal de servir como base de todo empreendimento digno, promovendo e apoiando o desenvolvimento
do companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidades de servir;
O reconhecimento do mérito de toda ocupação útil e a difusão das de ética profissional;
A melhoria da comunidade pela conduta de cada um em sua
vida pública e privada;
E a aproximação dos profissionais de todo mundo, visando à
consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre as
nações.
É realmente um aprendizado permanente no afã de alcançar as nobres propostas da filosofia de Rotary não somente no
sentido cognitivo e afetivo, mas, também, no social. Faz-se mister
enfatizar que ao longo de minha caminhada com esse grupo pude
observar que os presidentes do Rotary Club Duque de Caxias e
suas esposas e, também, todos os demais componentes, têm se esmerado no alcance dos objetivos propostos no sentido de dignificar e manter o lema com ética, dinamismo, competência e trabalho, enfatizando a cada mês a cada ano as atribuições pertinentes.
Agimos no sentido de ter sempre acesa a chama da proposta de Paul Harris: “mantenhamos nossos corações fortes, nosso
entusiasmo jovem, nossa esperança elevada. Enquanto estivermos
imbuídos desse espírito, o Rotary jamais morrerá.”
Engajada na participação dos eventos e acontecimentos
não só em nosso Rotary Club, como em visitas a outros clubes do
50
Distrito 4570, até 2013 eu pertenci à Casa da Amizade, ano em que
nossa amiga, a companheira Dina Guerra, assumiu a presidência
do Rotary Club Duque de Caxias. Dela tive a honra de receber o
convite para pertencer ao quadro das rotarianas que, com muito
carinho aceitei e fico muito agradecida. Desde então, tenho me
esforçado para um maior engajamento e cumplicidade no sentido
de, junto aos companheiros, fortalecer o verdadeiro significado da
“ roda rotária”, emblema oficial da instituição, cujo lema dá a ideia
de “civilização e movimento”, uma roda de engrenagem com 24
dentes e seis raios adotada como símbolo pela então Associação
do Rotary.
Em minha vivência e estudos sobre nosso amado Rotary,
posso afirmar que contemplo suas propostas como também sua
dinâmica como sendo um real exemplo para o mundo. A prova
quádrupla do Rotary deve ser nosso constante pilar e referencial
de reflexão. Lembrando, expomos a seguir: “do que nós pensamos,
dizemos ou fazemos é a verdade?
- é justo para todos os interessados?
- criará boa vontade e melhores amizades?
- será benéfico para todos os interessados?”
Vejo como fundamental importância abordar ética como sendo “um princípio que não pode ter fim”. Esse tema deve ser como o
carro-chefe na mobilização dos clubes brasileiros. Vivendo Rotary
em sua essência, ampliamos nossos horizontes no que tange ao
senso de boa convivência, do respeito mútuo e o prazer em servir.
Enfim, a organização internacional Rotary Club a que
nós orgulhosamente fazemos parte, tem deixado seus legados à
humanidade, com marcas indeléveis na busca de soluções para um
mundo mais igualitário no sentido de promover a paz entre os
povos, minimizando assim o sofrimento dos menos favorecidos.
A condução de exemplos de preceitos valorativos que nos envolve
a cada encontro deve nos fascinar na busca permanente da assiduidade e compromisso com o Rotary e com os companheiros,
pautados no enriquecimento afetivo/social
51
Gostaria ainda de registrar aqui minha gratidão às companheiras e amigas Dina Guerra e Marilene Caminha por me inspirarem no sentido de ser parte integrante desse grupo do mais
alto gabarito do nosso município que. Sinto-me muito honrada
por partilhar desse convívio e ter como amigos e amigas, companheiros e companheiras tão especiais.
Estendo os agradecimentos a cada componente do nosso
querido Rotary Duque de Caxias, indo do mais simples funcionário até os presidentes dos quais tive a honra de acompanhar e
participar em suas gestões.
Ressalto que nada eu seria sem a presença de Deus em
minha vida, bem como os referenciais familiares agregados à formação do meu caráter e personalidade. Eles, ao lado de Deus, são
como porto seguro em minha vida. “O que somos senão instrumento de Sua Vontade para assim tornar possível a realização do
bem para todos e para cada um dos membros de nossa sociedade”?
Agradeço sempre a Deus o dom da vida.
Os meus familiares, presentes que o Senhor me concedeu,
estão sempre se fazendo presentes, monitorando meus caminhos
desde que eu pudesse caminhar em busca dos meus sonhos e objetivos. Homenageio os amigos e amigas que fazem parte de minha
trajetória, em particular a companheira e amiga Dalva Lazaroni,
que me proporcionou expressar e fazer o registro de meus conhecimentos e sentimentos por todos e pelo Rotary Clube Duque de
Caxias.
Espero cumprir sempre minhas responsabilidades com
dignidade e honra, contribuindo para o bem-estar de todos os envolvidos e assistidos pela nossa instituição, bem como contribuir
para o êxito cada vez maior de nosso Rotary Club, essa família
rotária que amo, pautada no lema 2015-2016: “Ser um presente
para o mundo.”
Angélica Teresinha Rodrigues da Costa
Professora
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Edir Soares é rotariana e
defensora do meio ambiente
Rotariana
por dois motivos
Edir Soares
Sou Rotariana por dois motivos: um, pelo companheirismo;
dois, por ter oportunidade de ajudar o próximo. Ingressei no Rotary Club Duque de Caxias, em 2005, e participo das reuniões semanais que procuram manter os sócios atualizados sobre o que
está acontecendo na comunidade, no país e no mundo. Discutem-se temas variados apresentados por palestrantes.
No Rotary fazemos amigos na comunidade local e mundial.
Os rotarianos procuram conseguir que todos sirvam sempre da
melhor maneira através de nossas profissões, sejam elas em quaisquer ramos. Acima de tudo, os rotarianos são pessoas agradáveis.
São indivíduos que crêem que o valor de cada um reside em ter
bom coração e não no destaque pessoal.
Edir Soares
Paisagista ambientalista
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Beatriz e Elio Da Cás. Rotarianos de muita tradição
Tenho muito orgulho
de ser rotariano
Elio Da Cás
Entrei no Rotary Club, em 1978, como sócio-fundador do Rotary Club Dom Pedrito - Ponche Verde, no Rio Grande do Sul.
Oriundo de família onde todos cultuam o “Servir”, no Rotary Club,
pude fortalecer juntamente com minha família esse dom maravilhoso.
Minha esposa, Beatriz, é filha de rotarianos e se criou aprendendo a servir e isso passamos para os nossos filhos e netos. Desde então consideramos o Rotary nossa segunda família. Em um
mundo cada vez mais complexo, foi no Rotary que encontramos
nossos melhores amigos e nos favoreceu um crescimento na área
de relações humanas.
Nas reuniões semanais do nosso Rotary Club Duque de
Caxias, tratamos de projetos e das atividades sociais. Temos um
excelente companheirismo e o mais importante: o Rotary Club
nos deu a oportunidade de prestarmos serviços humanitários, aju-
54
dando nossos semelhantes.
Já ocupei a presidência por duas vezes: no Rotary Club Dom
Pedrito Ponche Verde (RS) e no nosso tão querido Rotary Club
Duque de Caxias (RJ).
Há anos ocupo a Avenida de Serviços à Comunidade, promovendo eventos beneficentes em parceria com várias empresas, com
a renda totalmente revertida para instituições carentes de nossa
comunidade.
Procuramos sempre viver Rotary intensamente acreditando
que quanto mais investimos, mais teremos satisfações. Tenho muito orgulho de ser rotariano.
ROTARY, QUEM CONHECE VALORIZA!
Elio Da Cás
Empresário
Busto do Duque de Caxias, Patrono do Exército, doado ao Rotary Club pela Escola de Samba
Acadêmicos do Grande Rio. Escultura da artista
Marina Vergara.
55
Casa da Amizade
da Família Rotária
50 Anos
Fundada em 1965.
Reconhecida como utilidade Pública pelo Decreto Lei n 5.575,
de 17 de dezembro de 1969. Fundadoras: 1- Wanda Coelho; 2Elza Bach; 3- Emma Xavier Dias; 4- Carmem Maiato do Amaral;
5- Moema Almeida dos Reis. Atual Presidente, 2015-2016: Ana
Magalhães.
Ana Magalhães, presidente 2015-2016, da Casa da Amizade, entre
o Presidente Antônio Magalhães e a Governadora Ivone Sacchetto
56
Presidente 2014-2015: Rúbia Marques.
A ex-presidente da Casa da Amizade, Rúbia Marques, recebeu
o Prêmio “Cônjuge de Rotariano por Prestação de Serviços”. São
somente oferecidas cem distinções no mundo inteiro, pelo Rotary
Internacional, a cônjuges não rotarianos que prestaram relevantes
serviços à instituição.
Rúbia Marques, presidente da Casa da Amizade 2014-2015,
com o presidente Orlando Marques, a porta-bandeira e o mestresala da Escola de Samba Acadêmicos da Grande Rio
57
Rúbia Marques. Muito
trabalho e dedicação à
Casa da Amizade
Casa da Amizade,
um grande aprendizado
Rúbia Marques
Ser Presidente da Casa da Amizade da Família Rotária de Duque de Caxias, no período 2014/2015, além do trabalho tão gratificante, foi um grande aprendizado para a minha vida. Aprendi que todos somos peças importantes na tarefa em equipe e que
ninguém consegue fazer nada sozinho. E isso, foi de grande importância para meu crescimento pessoal. Pude ver de perto todo
o esforço de pessoas que trabalham à frente de instituições e de
como são grandes as dificuldades que passam para dar o mínimo
de dignidade a tantos idosos, educação a tantas crianças e respeito
aos menos favorecidos.
Todos no Rotary estão unidos num único intuito, o de ajudar.
No meu período, o lema de Rotary Internacional era este: “Fazer o
Rotary Brilhar.” Acredito que todos juntos, companheiros do nos-
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Rúbia e Orlando Marques homenageados por componentes da bateria
da Grande Rio
so Clube e senhoras da Casa da Amizade de Duque de Caxias,
irradiamos muita luz. Conseguimos ajudar, doando alimentos,
roupas, leite, fraldas, remédios, entre outras tantas coisas tão necessárias, promovendo eventos para arrecadação de verbas para
ajudar varias instituições que promovem o bem-estar das pessoas.
Foram tantos os objetivos alcançados, que tive o privilegio de
ser escolhida para receber um prêmio de Rotary Internacional, de
Cônjuge Participativo na Prestação de Serviços, Trata-se de prêmio para o qual pouquíssimas pessoas no mundo são escolhidas
para receber e eu tive a honra de ser uma delas.
Não tenho palavras para agradecer todo o aprendizado que
tive nesse um ano à frente dessa maravilhosa instituição que é a
Casa da Amizade. Para mim o significado maior do Rotary Club é
solidariedade, união, companheirismo e muito amor ao próximo.
Como o próprio princípio do Rotary diz, “Dar de si, sem pensar
em si.” Mostrar a todos, que cada um de nos pode fazer pequenas
ações, ter postura e atitudes que podem contribuir para mudar o
mundo. Assim foi feito.
Rúbia Marques
Empresária
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Ana Magalhães e a Governadora Ivone Sacchetto, na posse
do Presidente Antônio Magalhães.
A prova quádrupla
Ana Magalhães
Minha experiência diária com a PROVA QUÁDRUPLA, que é
um guia para os rotarianos e familiares viverem a cada dia um dia,
tentando se enquadrar e tornando-se, como diz seu autor HERBERT TAYLOR, melhores pais, amigos e cidadãos.
Lendo a respeito de como foi criada a famosa prova quádrupla, fiquei fascinada ao saber que o seu autor, vivendo grandes
problemas financeiros, mesmo seguindo alguns padrões de ética,
percebeu que não estava adiantando, pois a ética praticada era de
forma superficial quando, em julho de 1932, resolveu orar sobre o
assunto.
“Naquela manhã, debrucei-me sobre a minha escrivaninha e
pedi a Deus que nos ajudasse a pensar, falar e fazer o que fosse certo. Imediatamente peguei um cartão em branco e escrevi “A PROVA QUÁDRUPLA” do que pensamos, dizemos ou fazemos, assim:
1- É a verdade?; 2- É justo para todos os interessados?; 3- Criará
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boa vontade e melhores amizades?; 4- Será benéfico para todos os
interessados?”
Após vários dias lendo e relendo o que escreveu, ele concluiu
que realmente não agia dentro dos preceitos da ética, dando-se
conta que a primeira mudança deveria ser com o próprio comportamento para somente depois motivar as outras pessoas.
E aconteceu que depois de todo esse exercício que é a prova quádrupla, houve uma grande mudança comportamental na
sua empresa, contagiando não só seus empregados, mas, também,
seus fornecedores e clientes, fazendo com que sua empresa se reerguesse financeiramente e prosperasse.
Pois bem meus amigos. Participo da vida rotária há aproximadamente vinte anos, sendo dois anos como Rotariana e outros
dezoito como esposa de companheiro Rotariano, fazendo parte da
Casa da Amizade da família Rotária de Duque de Caxias, e atualmente presidindo a Casa da Amizade no período Rotário 20152016, cujo Lema é “SEJA UM PRESENTE PARA O MUNDO”, aliás, tema bem sugestivo, não acham?
Escolhi dividir com vocês o quanto é importante para minha a
vida praticar o exercício diário da prova quádrupla, tanto no âmbito familiar quanto profissional, bem como com os amigos e, acima
de tudo, como cidadã. Confesso que em muitos momentos dessa
árdua caminhada, me envergonho e me desanimo, porém, no momento seguinte, volto a me erguer, pois procuro todos os dias ser
uma pessoa melhor e lutar pelo que acredito, não me omitindo,
almejando dias melhores para todos nós.
Fazer parte do Rotary Club Duque de Caxias, fundado em
1965, é gratificante. Somos cinquentenários e temos ainda entre
nós o nosso querido sócio-fundador Nilson Teixeira de Souza,
que, em todas as quartas-feiras, comparece firme e forte para nos
abrilhantar com seu carinho e conhecimento.
Fomos convidados, Antonio e eu, a conhecer o Rotary Duque
de Caxias e confesso que depois de algumas reuniões já estávamos
apaixonados. Antonio, meu esposo e atual Presidente do Club, to-
61
mou posse em 1999, e por tal razão, comecei a fazer parte da Casa
da Amizade da família Rotária.
O que já de início me fascinou foi o fato de que em todas as
reuniões, havia sempre a presença de pelo menos 15 a 20 mulheres, entre companheiras e senhoras da Casa da Amizade, além da
presença dos filhos nas festas e passeios. Posso testemunhar que
meus três filhos, Thiago, Antonio e Rafael, participavam sempre,
assim como os filhos dos nossos companheiros, criando um vínculo de respeito e admiração uns pelos outros.
Nosso clube possui em torno de 150 membros. Vou explicar:
60 companheiros e companheiras, com seus esposos ou esposas
e filhos. Posso afirmar que nossas reuniões todos são conhecidas
por terem um companheirismo vibrante, sendo certo que através
desse companheirismo conseguimos fazer inúmeras ações para os
menos favorecidos e ajudamos frequentemente várias Instituições.
Temos consciência que isso ainda é muito pouco, e é por isso
cada vez mais importante o compromisso de termos como lema
SERVIR, de contagiarmos e sermos contagiados pelo ideal de dar
de si sem pensar em si, e a prática do exercício diário da “PROVA
QUADRUPLA”.
O poder que o companheirismo nos dá é estrondoso. Dividir o pão nos fortalece como irmãos e, ainda que individualmente
não possamos arcar com todas as doações e projetos, mas juntos
motivando e contagiando uns aos outros, conseguimos realizar
eventos, vender rifas, enfim e concretizar o efeito multiplicador e
alcançar nossos objetivos de ser um clube vibrante.
Viver o Rotary é ser desprendido, alegre, sensível, pois os problemas estão em nossa porta, nos nossos arredores e precisamos
dar o nosso testemunho de colaboradores da PAZ MUNDIAL, DA
ERRADICAÇÃO DA POLIOMIELITE, DA ERRADICAÇÃO DA
FOME, DO ANALFABETISMO. Somos soldados querendo combater o bom combate!
Em especial nesse período, o fato de estar Presidente é um
desafio a mais. Poder ajudar e fazer as pessoas sonharem em ter
62
uma vida melhor, seja através da ajuda imediata ou por meio de
projetos que alcancem mais pessoas é algo que me motiva, é um
combustível diário que me alimenta. Poder contar com uma equipe como é a nossa de Duque de Caxias, com pessoas formadoras
de opiniões, mentes pensantes, pessoas generosas, nos dá a certeza
de que juntos conseguiremos colocar nossos planos em AÇÃO e
assim realmente SERMOS UM PRESENTE PARA O MUNDO.
Ana Magalhães
Advogada
Paul Harris planta
Árvore da Amizade,
no Jardim Botânico
O primeiro Rotary Club do Brasil foi o Rotary Club do Rio de Janeiro,
criado em 1922. O fundador do Rotary Club, Paul Harris conheceu a
instituição em 1936. Um gesto signativo desta visita foi o plantio da
Árvore da Amizade no Jardim Botânico. O segundo clube fundado no
Brasil foi o Rotary Club de São Paulo, em 1924. O Rotary de São Paulo
é o maior do Brasil, contando com 300 sócios.
63
O nosso Rotary Club
em canção
Dalva Lazaroni ganhou o título de Madrinha do Coral do
Rotary Duque de Caxias, através do Ato Presidencial 001/2015,
por decisão unânime do Conselho Diretor. Em momento especial,
Dalva apresentou a todos o maestro Allyrio Mello, que se incumbiu de ensaiar o Coral, com a canção composta por ela e pelo violonista e produtor musical João de Aquino.
Primeira apresentação pública do Coral.
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Somos Rotary... Somos Duque de Caxias
O Rotary Duque de Caxias
Que desde abril de sessenta e cinco
Une homens, mulheres e suas famílias
Pra semear o amor
Plantar afeto e colher o bem
Rotary Duque de Caxias
Razão de ser é a alegria
50 anos de pacifismo
Cultivamos companheirismo!
Unidos pelos mesmos ideais
De ajudar a quem mais precisa
Todo bom rotariano é bom cidadão
Paul Harris diz a missão:
Dar de si antes de pensar em si
Rotary Duque de Caxias
Cuja razão de ser é a alegria
50 anos de pacifismo
Cultivamos companheirismo!
No Rotary Duque de Caxias
Onde todo mundo é mesmo igual
Nossa força está a serviço da πaz
Da Justiça social
Recebe o bem... quem mais o bem faz
Rotary Duque de Caxias
Razão de ser é a alegria
50 anos de pacifismo
Cultivamos companheirismo!
65
Canção-homenagem ao
Rotary Club International
Dalva Lazaroni, o maestro e violinista Allyrio Mello e o violonista, compositor e produtor musical João de Aquino são autores
de uma canção em homenagem ao Rotary Club International. No
estribilho, três frases que exprimem bem o fazer e o agir comunitário de todos os rotarianos: onde o bem é conceitual; onde o bem
é fundamental; onde o bem é consensual.
Este é o nosso Rotary
O Rotary busca o bem da humanidade
Que quer ver feliz... e solidária
Nossos valores vêm do bom coração
Do prazer de servir
De fazer o bem sem olhar a quem
Estribilho
Somos uma família que brilha
No Rotary todo mundo é igual
Juntos pela mesma trilha... Ah!
Onde o bem é conceitual
No Rotary o encanto é o acolhimento
Pode entrar que a casa é sua
Todos se reconhecem e se ajudam
O amor
É no nosso melhor sentimento
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Somos uma família que brilha
Estribilho
No Rotary todo mundo é igual
Juntos pela mesma trilha... Ah!
Onde o bem é fundamental
No Rotary arte é fazer amigos
Vivemos... companheirismo
O nosso amor é bem profundo
Rotariano... cidadão do mundo
Estribilho
Somos uma família que brilha
No Rotary todo mundo é igual
Juntos pela mesma trilha... Ah!
Onde o bem é consensual
Paul Harris com Getúlio Vargas
Presidente Getúlio Vargas, primeiro à esquerda, recebe Paul Harris no Palácio Rio Negro, em Petrópolis. O fundador do Rotary
foi condecorado pelo governo brasileiro
67
Posfácio
Sonho que
não tem final
Dalva Lazaroni
Com certeza, a minha união com Paulo Moraes, o nascimento
dos meus filhos Paulo Roberto Júnior, da Adriana Luíza e do André Luiz, o casamento deles e a chegada dos meus cinco netos, foram acontecimentos que transformaram a minha existência – em
todos os sentidos. Em cada um daqueles preciosos momentos, na
medida em que foram acontecendo, percebo com nitidez, a vida ia
ganhando novas perspectivas. Novos horizontes se abriam a minha frente.
E quando Dina Guerra me disse que indicara meu nome para
integrar o Rotary Clube Duque de Caxias, com aprovação, fiquei
emocionada. Mas nunca imaginei, nem pensara no assunto antes,
nem no que viria depois disso. Às vezes sinto a sensação de que
minha vida, na maturidade, tem dois momentos: antes e depois
do Rotary.
A posse foi memorável. Não pela importância do ato em si,
mas pelo carinho com que fui recebida pelos companheiros e
companheiras do Rotary Duque de Caxias. Sou-lhes tão grata, que
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minha vontade, neste texto, era citar o nome de um por um. Mas
encontrei uma forma bem melhor: este livro.
“Rotary de ouro”, livro comemorativo dos 50 anos de fundação do Rotary Club Duque de Caxias, é a maneira concreta que
achei para homenagear a todos. Minha maneira de dizer o quanto
lhes sou agradecida.
Obrigada, é o mínimo que posso dizer à minha Madrinha Rotariana Dina Guerra pela honra que me deu, pela alegria da possibilidade de compartilhar o bem sem olhar a quem. Ainda mais,
pela oportunidade que hoje tenho de dar o melhor de mim antes
de pensar em mim!
Sem saber muito de Rotary, fui entrando de mansinho. Curiosa e pesquisadora que sou, comecei a ler sobre esta instituição internacional para melhor entendê-la. E quanto mais me aprofundava no conhecimento rotário, aprendendo sobre seus reais objetivos
e atividades, mais crescia meu encantamento por esta Organização
Humanitária.
No princípio, devo admitir, não passava de uma “almoçariana”. Uma simples observadora. Toda quarta-feira estava lá, almoçava, ouvia atentamente a tudo que se passava nas reuniões e
voltava para casa. Mas, aos poucos, fui me envolvendo e acabei
entendendo que Rotary não é só festa, ou apenas companheirismo,
ou só sessão plenária, ou somente pagamento das mensalidades...
Rotary é muito mais.
Por fim, compreendi a grandiosidade do presente que Dina
Guerra me dera. E aí, a cada passo... outro passo... um novo passo.
Dina Guerra é mulher que gosta de homenagear as pessoas.
Desde que a conheço, ela é assim. No período em que presidiu
o Rotary pela segunda vez, ela fez várias homenagens às famílias
tradicionais de Duque de Caxias, dentre elas, os Lazaroni, os Cordeiro e os Guerra.
Sobre as famílias homenageadas produzi vídeos para cada uma
delas. E, em poucos minutos, abordei a trajetória dos pioneiros
migrantes e imigrantes, que vieram para Duque de Caxias e daqui
69
jamais saíram. Pessoas que muito contribuíram para a formação
da nossa cidade. Essa iniciativa que a Dina promove poderia ser
permanente, pois a cidade sente falta destas lembranças históricas.
Entre uma campanha e outra, para angariar fundos destinados às ações humanitária do nosso Rotary, conheci o outro lado da
mesma moeda. A primeira instituição social de acolhimento que
visitei, tocou meu coração: o “Lar Jesus é Amor”. Então, depois de
ver o que vi, saí de lá achando que o Brasil tem jeito.
Naquela casa encontrei dezenas de meninos e meninas, de recém-nascidos até dois anos de idade, alguns órfãos, outros vindos
de lares desestruturados, filhos de usuários de drogas e da violência, crianças abandonadas pelos pais e a maioria delas assistidas
pelo Ministério Público. Ah!... Ali também presenciei cenas incríveis do processo envolvendo casais habilitados para adoção.
O cenário que vi no “Lar Jesus é Amor” é de dar gosto: limpeza rigorosa dos pisos, das paredes, camas com lençóis lavados e
bem passados, a cozinha funcionando impecavelmente e tudo isso
feito com trabalho voluntário. Isso prova que ainda existem pessoas que “dão de si antes de pensar em si”.
Impressionante como todo esse tratamento de qualidade dado
ao ambiente, influencia na vida das crianças ali acolhidas. Realmente, tive a sensação de que estava dentro de um lar, com voluntários meigos, amorosos e profissionalizados. E não vimos tristezas nem desalento. As crianças alegres e receptivas aos abraços e
ao carinho que recebiam de nós.
De repente, vi a Angélica Terezinha sentada no chão, brincando com as crianças. Só Deus explica tanta abnegação dos companheiros rotarianos Geir e Irani! Assim, animada com a possibilidade de ir além, superando as barreiras existentes entre fazer o
bem sem olhar a quem e o prazer de servir, resolvi viver Rotary na
sua plenitude. Claro, dentro das minhas limitações naturais.
Dias mais tarde, já na gestão do casal Rúbia e Orlando Marques, fui convidada para saudar o casal Governador Zélia e Pedro
Loureiro Durão, 2014/2015, que visitava nosso clube. Aos poucos
70
fui descobrindo pessoas de qualidades incríveis. Sabemos que todos somos seres humanos, mas poucos exercem o humanitarismo.
Pesquisei muito sobre Durão e cheguei à conclusão de que estava diante de um cientista, um inventor, com inúmeras patentes,
de reconhecimento internacional. Um Governador com o firme
propósito de “fazer o Rotary brilhar”.
E quem é Pedro Durão, que nasceu em Portugal e veio para
o Brasil ainda menino, mas ainda carrega consigo a leveza e a elegância dos vinhos tintos do Dão? Muito antes de tornar-me rotariana, durante os longos anos da minha juventude dedicados ao
ativismo ecológico, ao ambientalismo, já ouvia falar no engenheiro químico, Dr. Pedro Loureiro Durão.
Estudioso e pesquisador de dióxido de carbono, ele é autor de
cinco patentes de aplicações de CO2, sendo duas internacionais,
além de responsável pela implantação no mercado de todos os
usos de CO2. E mais: responsável pelo desenvolvimento de várias
aplicações do composto químico, com destaque na área de controle de pH (tratamento de água, neutralização de tecidos têxteis,
hidrometalurgia, papel e celulose e curtumes.
Pedro Durão e Zélia possuem interesses comuns e profissionais, mentes abertas e mãos solidárias, dedicam suas vidas a prestarem serviços à comunidade. Eles fizeram o Rotary brilhar. Ou
melhor: o casal faz a vida brilhar.
Lançamento do
meu livro Duque
de Caxias - Uma
Cidade para Viver,
na sede do Rotary
71
Cada vez mais surpresa, fui encontrando pessoas, de diferentes áreas profissionais, que dedicavam grande parte do seu tempo
às causas humanitárias do Rotary.
Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece. E é verdade. Pela primeira vez, desde que entrei para o Rotary Duque de
Caxias, participei de uma Conferência Distrital - Distrito 4570 experiência que me valeu um enorme aprendizado.
Devo confessar, tão encantada fiquei, que 100% do tempo de quinta-feira a sábado - o passei dentro do Hotel Atlântico Búzios, participando de todas as atividades. Assisti à sessão solene
de instalação da Conferência das Luzes, ouvi o Pedro Durão fazer a abertura dos trabalhos e vibrei emocionada com a entrada
das bandeiras dos clubes, trazidas por seus presidentes e cônjuges.
Enfim, assisti e gostei muito de todas as palestras do primeiro ao
último dia. Alegria contagiante!
No dia 15 de maio, sexta-feira, absorvi cada palavra do companheiro Luiz Emmanuel Novaes, quando falou sobre a imagem
pública do Rotary. Afinal, na gestão do casal companheiro Ana
e Antônio Magalhães, serei responsável pela imagem pública do
Rotary Duque de Caxias. Então, tenho muito a aprender para dar
o melhor de mim.
Já havia assistido a uma palestra do companheiro Luiz Emmanuel Novais, RC Laranjeiras, na Assembleia Distrital, em 25 de
abril de 2015, no Cefet, na Tijuca, Naquela ocasião, participei do
grupo de trabalho liderado por ele, que disse aos que são responsáveis pela imagem pública do Rotary:
1. que o trabalho deve ser programado para todo o ano rotário, mas elaborado mês a mês;
2. que devemos pensar no público-alvo, isto é, nas pessoas que
queremos atingir durante um projeto de divulgação da imagem do
Rotary;
3. que existem recursos para serem usados na melhoria da
qualidade da imagem pública do Rotary. Devemos fazer um levantamento dos recursos existentes e saber quanto custa cada projeto;
72
O deputado André Lazaroni, em nome da Assembleia Legislativa, agraciou minha amiga Dina Guerra com a Medalha Tiradentes
4. que primeiro se planeja, depois realiza, é a regra básica do
sucesso;
5. que devemos manter o foco na excelência: é importante planejar para os três anos seguintes, reunindo os três próximos presidentes do Clube, fazer o projeto e enviar para a Fundação Rotária;
6. que devemos usar a rede social e os sites existentes na Internet e atrair os presidentes das associações de moradores para
colocarmos em prática ações nas nossas comunidades;
7. que devemos informar aos membros do Rotary sobre os
projetos e suas metas; informar aos membros do clube sobre os
recursos disponíveis da comissão;
8. que devemos reunir outros clubes parceiros e trabalhar junto com eles;
9. que os clubes devem fundar um banco de incentivo à leitura;
10. Elaborar projetos que envolvam os jovens e pessoas de
destaque da comunidade;
73
11. usar a criatividade para a criação de projetos inovadores,
diversificados, divertidos e humanitários;
12. pensar na renovação com o objetivo de atrair novas gerações para o Rotary;
Grupos inspiradores! Pois foi ainda naquela Conferência
Distrital em Búzios, que tive algumas ideias e prometi a mim mesma levar esses projetos como sugestão ao nosso presidente do Duque de Caxias, Orlando Marques.
O primeiro projeto, pensado em Búzios, tive a inspiração
quando fomos à frente da plateia para recebermos os prêmios de
“maior delegação” e de “maior delegação feminina”. Sem dúvida,
nossa alegria contagiou a todos e fomos aplaudidos efusivamente.
Mas eu senti que ficou faltando, da nossa parte, uma atitude que
transmitisse, de forma explicita, o amor por nossa cidade.
E esse sentimento foi mais forte, quando conheci o divertido e interessante GREE – Grupo Rotário Ético e Etílicos, que
nos antecedera. Eles também foram homenageados e, ao receber o
prêmio, cantaram o hino daquele grupo de companheirismo rotário.
Então, naquele momento, tive a ideia de apresentar uma proposta de criação do “Coral do Rotary Duque de Caxias”. Do pensamento à fala foi um pulo. Comentei com o presidente Orlando
que precisámos aprender o Hino (oficial) à Cidade de Duque de
Caxias, do mestre Francisco Barboza Leite, para cantarmos em
ocasiões especiais.
Os companheiros e companheiras do Duque de Caxias aceitaram o desafio, convidei o violinista Allyrio Mello para ensaiar o
grupo, e nos apresentamos pela primeira vez, oficialmente, como
um coral de verdade, no baile comemorativo dos 50 anos de fundação do nosso Rotary, ocasião em que ocorreu a transmissão de
posse dos casais presidentes Rúbia-Orlando Marques para Ana
-Antônio Magalhães.
De repente, tudo mudou. A companheira Dina Guerra indicou meu nome para assumir a Presidência do Rotary Duque de
74
Três gerações da família Lazaroni Moraes. Dalva, Paulo, filhos, genro,
noras e netos
Caxias, período 2016/2017, e a plenária aprovou a indicação.
Apesar de ter ficado atônita e surpresa, mas orgulhosa e feliz,
me propus a aprender mais e mais, para empreender uma gestão
profícua, que seja capaz de levar o bem a todos, que ajude a quem
mais precisa e que possa fazer o Rotary cada vez mais respeitado
em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo.
Quando presidir o Rotary Club Duque de Caxias, minha proposta é trabalhar com projetos simples, mas de vital importância
para as comunidades da Baixada Fluminense – ao lado de outros
clubes – implementando ações que contribuam para melhorar a
qualidade de vida dos duquecaxienses.
E vou citar apenas dois projetos, dos que submeterei ao Conselho do Rotary Duque de Caxias:
75
1. O Empoderamento das Mulheres. Empoderarar mulheres
é promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e
da economia. A ação contribui para se conseguir o efetivo fortalecimento das economias, para impulsionar os negócios, a melhoria
da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e para o
desenvolvimento sustentável.
Ciente do papel das empresas para o crescimento das economias e para o desenvolvimento humano, a ONU Mulheres e o Pacto Global criaram os Princípios de Empoderamento das Mulheres, que ajudam a comunidade empresarial a incorporar em seus
negócios valores e práticas que visem à equidade de gênero e à
conquista da condição e da capacidade de participação delas. Dos
principais, eu cito:
· Reconhecendo e valorizando a contribuição das mulheres;
·
Aprendendo a conviver – necessidades pessoais das mulheres;
·
A mulher e o mercado de trabalho – porque geralmente
ganhamos menos?
·
Saúde da mulher;
·
Vamos viver em paz – violência doméstica;
·
Violência psicológica – valorização da mulher do lar;
·
Menina, mulher, mãe e avó – quem são elas?
·
Mulheres por mais segurança e qualidade de vida;
·
Cultura, comunicação e mídia igualitárias, democráticas
e não discriminatórias;
·
Celebrando a vida em todas as idades;
·
Enfrentamento do racismo;
·
Mulher X Profissão– mecânica, porque não?
2. Água – uma luta de todos nós. Em uma palestra sobre “A
luta pela água – crise e oportunidade”, do companheiro Joper Padrão do Espírito Santo, RC Tijuca, percebi o quanto é importante
elaborarmos um projeto sobre água a ser desenvolvido no Rotary
Club do município de Duque de Caxias.
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O Rotary Internacional já trabalha com um projeto que ensina pessoas, moradoras em comunidades carentes, a fazer um filtro
para transformar a água existente em água própria para beber. Filtro de fácil confecção e manutenção.
No entanto, as surpresas não paravam de vir. Na apresentação
da Governadora Eleita 2015-2016, Ivone Sacchetto, RC RJ Guanabara-Galeão, feita pela companheira Adélia Antonieta Villas, do
mesmo clube, tomei conhecimento de algumas das muitas qualidades que norteiam a vida dela, então indicada como futura governadora. Impressiona seu curriculum!
Ivone Saccetto é escritora e imortal da Abrol – Academia Brasileira Rotária de Letras. Sendo a primeira e única mulher participante da entidade.
Assim, tomei conhecimento de que o Rotary Clube mantém a
Academia Brasileira Rotária de Letras, fundada e instalada no dia
21 de novembro de 2012, na sede da Editora Brasil Rotário, no Rio
de Janeiro, reunindo escritores rotarianos.
“Academia Brasileira Rotária de Letras que cultua a história
dos rotarianos que ajudaram a fazer a História de Rotary no Brasil,
os serviços prestados em favor da vida humana, da compreensão,
da tolerância, da paz, os pensamentos e as ações de rotarianos e
rotarianas, congregando, integrando valores, experiências, sabedoria, cultura acumulada.”
Sendo eu membro da Academia Duquecaxiense de Letras e
Arte, fiquei mais entusiasmada ainda com as atividades do Rotary.
Principalmente depois de saber que o Rotary conta com a Cooperativa Editora Brasil Rotário.
E mais: a Academia Brasileira Rotária de Letras, entregou às
Nações Unidas, um memorial para tornar o português um de seus
idiomas oficiais, ao lado do árabe, chinês, espanhol, francês, inglês
e russo.
Ufa! Esse Rotary é demais!
Diante de tudo isso, uma outra ideia me surgiu avassaladora. Ora, se o Rotary Club de Duque de Caxias acabou – em 2015
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– de completar 50 anos de fundação, por que não produzirmos um
livro, na realidade uma coletânea de autores do nosso clube?
O projeto do livro, que chamamos de “Rotary de Ouro”, nasceu com um foco: que cada um dos escritores rotarianos abordassem fatos relacionados à história do nosso clube, do tempo vivido
e vivenciado por nós. E também surgiu com objetivos claros e definidos:
• contribuir para ampliar o conhecimento a respeito do Rotary;
• podendo até se tornar um importante recurso didático sobre a história do Município de Duque de Caxias;
• registrar a efeméride, ou melhor, comemorarmos tão importante data, deixando por escrito as nossas experiências enquanto rotarianos e as vivências positivas que mereçam ser perpetuadas; divulgar as ações do Rotary Club Duque de Caxias e com
esta obra, chegarmos às escolas, às associações de moradores, às
autoridades constituídas, enfim, à sociedade como um todo;
• usar esta coletânea para identificarmos, para a sociedade,
o papel do Rotary Club e a importância de seus membros para a
solução de problemas que afligem as comunidade.
Coincidência: recebi do Alberto Bittencourt, coordenador da
Feira de Livros de Rotarianos, que acontecerá no Rio de Janeiro,
de 27 a 29 de Agosto de 2015, durante a realização da XXXVIII
Instituto Rotary do Brasil, e-mail falando sobre o lançamento de
livros naquele evento.
Interessei-me pelo assunto, levei a proposta ao presidente Orlando Marques para participarmos do evento. O nosso clube aprovou a ideia e colocamos as mãos à obra!
Em breve começarei a organizar o período rotário em que serei presidente por um ano. E como diz o Presidente internacional
Ravi Ravendran, o período é curto. Mãos à obra mesmo!
E quero terminar, lembrando nosso companheiro rotariano
Sir Winston Churchill, primeiro ministro, Inglaterra (Rotary Club
de London, Inglaterra):
“Na vida de todo homem chega aquele momento especial em
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que fígurativamente lhe tocam no ombro e lhe oferecem a oportunidade de realizar algo muito especial, uma coisa única em sua
vida e ajustada ao seu talento; que tragédia se esse momento vier
a encontrá-lo despreparado ou não qualificado para a tarefa que
representaria o seu melhor momento!”
Levando a sério os ensinamentos do rotariano Sir Winston
Churchill, acabo de entrar na fase de estudos, de qualificação, me
preparando para exercer a tarefa que os companheiros e companheiras me oferecem: o de realizar algo especial. E o faço com a
humildade de quem sabe que nada sabe, mas quer e tem ânsia de
saber. Afinal, de 2015 a 2016, hei de viver meu melhor momento
rotário: o de Presidenta do Rotary Club Duque de Caxias.
E eu conto com Deus – como sempre contei - para acertar
mais do que errar. Mas a vida me ensinou: os erros que cometi
serviram para que eu pudesse reavaliar os resultados e a recriar os
sonhos! Pois meus sonhos não têm fim!
Dalva Lazaroni, acadêmica e rotariana
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