Fauna - Entomofauna

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Fauna - Entomofauna
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2. FAUNA
2.1. ENTOMOFAUNA
2.1.1. Introdução
A Amazônia, que abriga uma das últimas extensões contínuas de florestas
tropicais úmidas da Terra, detém cerca de 1/3 do estoque genético planetário. Embora
não haja dados conclusivos, estima-se que existam na região cerca de 60.000 espécies
de plantas (das quais 30.000 de plantas superiores, sendo mais de 2.500 espécies de
árvores), 2.000 espécies de peixes, 300 de mamíferos e 2,5 milhões de espécies de
artrópodes como insetos, aranhas, centopeias e outros (Albagli, 2001).
Os artrópodes em geral apresentam respostas demográficas e dispersivas mais
rápidas do que organismos com ciclos de vida mais longos, podendo estes ser
amostrados em maior quantidade e em escalas mais refinadas do que os organismos
maiores. Essas vantagens são contrabalançadas por dificuldades taxonômicas em
muitos, se não na maioria, dos táxons e pelo tempo necessário para processar grandes
amostras (Lewinsohn et al., 2005).
Apesar dessas dificuldades, os artrópodes estão sendo cada vez mais utilizados
para avaliar a diversidade e a composição de espécies de habitats ou fisionomias
distintas, e para avaliar respostas a diferentes regimes de perturbação ou manejo. No
Brasil, borboletas e formigas aparecem como indicadores potenciais em muitos relatos
(Brown & Freitas, 2000; Shoereder et al., 2004), apesar de vários outros grupos também
estarem sendo estudados para o mesmo fim.
Um tema destacado em muitos estudos recentes são respostas a diferentes
sistemas de perturbação ou de manejo da terra enfocando em sua maioria, organismos
do solo (Lopes Assad, 1997). Segundo Stork & Blackburn (1993), muito pouco é
conhecido atualmente sobre a distribuição de artrópodes tropicais, especialmente na
Floresta Amazônica. Os estudos ecológicos e taxonômicos sobre invertebrados
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terrestres na Amazônia Oriental são antigos e fragmentados (Jardim & Macambira,
2007).
Embora muitos pesquisadores estejam trabalhando diretamente com artrópodes
no Brasil, o estudo de invertebrados em Mato Grosso é escasso, devido à falta de vagas
para esses profissionais nas universidades do Estado. Essa situação torna-se mais
preocupante quando se buscam trabalhos realizados na região norte do Estado,
localidade com ocorrência de formações florestais amazônicas. Os estudos com maior
destaque restringem-se aos desenvolvidos no Pantanal por Marques et al. (2001) que
estudaram a composição taxonômica da comunidade de artrópodes em copa de
Vochysia divergens Pohl (Vochysiaceae), Santos et al. (2003) e Battirola et al. (2004)
que avaliaram a composição e estrutura da comunidade de artrópodes em copas de
Attalea phalerata Mart. (Arecaceae) durante o período de seca e cheia, respectivamente,
Battirola et al. (2005) que avaliaram a composição da comunidade de formigas em
copas dessa mesma espécie durante o período de cheia, além de PINHO (2003) e
Castilho (2005) que abordaram a artropodofauna associada ao solo e serapilheira de um
cambarazal e acurizal, respectivamente.
Nesse sentido, o emprego dos artrópodes em projetos de licenciamento
ambiental, além de cumprir a legislação vigente, colabora para um levantamento da
fauna que dificilmente seria realizado na região norte do Estado de Mato Grosso, devido
à escassez de financiamentos para efetivação de estudos voltados ao conhecimento da
biodiversidade de invertebrados daquela localidade.
Desta maneira, este trabalho objetivou realizar um estudo de impacto ambiental
na área de possível exploração mineral, na Serra do Expedito, localizada no Município
de Aripuanã/MT, empregando-se métodos de coleta como extrator mini-Winkler, iscas
atrativas, baldes com iscas atrativas, armadilha luminosa modelo Luiz de Queiroz,
varredura com rede entomológica e coletas manuais, a fim de avaliar a riqueza e
abundância de espécies do grupo entomofauna, bem como estimar o impacto ambiental
sobre a comunidade local.
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2.1.2. Materiais e Métodos
2.1.2.1. Extrator mini-Winkler
Empregou-se o extrator mini-Winkler segundo modelo e procedimentos
propostos por Bestelmeyer et al., (2000), com o objetivo de amostrar a fauna edáfica da
área estudada. Em cada ponto foram coletadas cinco amostras de 1 m2 de serapilheira
em intervalos de 10 metros no mínimo. A serapilheira coletada foi peneirada em campo
e após esse procedimento, cada metro quadrado foi acondicionado em sacos de malha
de 4 mm, suspensos em extratores por 72 horas em ambiente natural. Durante esse
período, os artrópodes coletados foram conservados em frascos contendo álcool a 92%
associados ao funil dos extratores (Fotos 2.1.2.1-1, 2.1.2.1-2 e 2.1.2.1-3).
Foto 2.1.2.1-1. Coleta de serapilheira.
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Foto 2.1.2.1-2. Peneiramento da serapilheira.
Foto 2.1.2.1-3. Serapilheira acondicionada nos extratores do mini-Winkler suspensos.
2.1.2.2. Iscas atrativas
Iscas atrativas foram empregadas na amostragem da mirmecofauna edáfica
(formigas de solo e de serapilheira), com o intuito de complementar o número de
espécies amostradas pelo extrator mini-Winkler. Para isso, cerca de 5 g de sardinha e 1
ml de mel foram depositadas em papel guardanapo de 20 cm x 10 cm sobre a
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serapilheira, de forma alternada e, colocada a 10 m de distância entre si, totalizando dez
subamostras em cada ponto. Expôs-se um total de dez iscas em um transecto de 100 m
que permaneceram em atividade por uma hora. Coletou-se com pinça entomológica,
todas as espécies sobre e sob a área do papel, acondicionando as formigas em frascos
contendo álcool a 70% (Fotos 2.1.2.2-1, 2.1.2.2-2 e 2.1.2.2-3).
Foto 2.1.2.2-1. Instalando isca de sardinha.
Foto 2.1.2.2-2. Instalando isca de mel.
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Foto 2.1.2.2-3. Formicidae atraída pela isca.
2.1.2.3. Baldes
Baldes amarelos de 15 litros foram empregados para a atração de insetos de copa
(dossel). Foram distribuídos tanto na borda da mata (cinco baldes) quanto no centro
(cinco baldes), permanecendo por 12 horas em cada ponto. Para isso, aos baldes foram
adicionados 300 mL de água, 50 mL de álcool 70% e uma gota de detergente neutro.
Foram amarrados na sua alça metálica fios de barbante com pedaços de banana madura,
que serviram de atrativos aos insetos. Após estes procedimentos, foram elevados a uma
altura de cinco a sete metros (dependendo da árvore escolhida para empregar o balde) e
atados com auxílio de barbantes, ficando apoiados nas copas das árvores e/ou nos
galhos de lianas (Fotos 2.1.2.3-1, 2.1.2.3-2 e 2.1.2.3.-3).
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Foto 2.1.2.3-1. Acondicionamento da isca atrativa.
Foto 2.1.2.3-2. Instalação da isca no balde.
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Foto 2.1.2.3-3. Armadilha de balde suspenso em meio à vegetação da área de estudo.
2.1.2.4. Armadilha Luminosa Modelo Luiz de Queiroz
As armadilhas luminosas para a coleta de insetos noturnos foram dispostas
sempre no centro da mata no período compreendido entre 18:00 e 6:00 horas. Para isso
utilizou-se uma armadilha para cada ponto, associada a uma bateria de carro de 60 Ah
que mantiveram as lâmpadas acessas durante o período necessário. Ao serem atraídos
pela luz, os insetos batiam na armadilha e desciam pelo funil (parte inferior da
armadilha) até o frasco coletor contendo álcool 70% (Fotos 2.1.2.4-1 e 2.1.2.4-2).
Foto 2.1.2.4-1. Instalação da armadilha luminosa.
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Foto 2.1.2.4-2. Armadilha luminosa em atividade.
2.1.2.5. Varredura entomológica
A varredura com rede entomológica foi realizada em horários de maior
incidência de insetos diurnos (entre 9:00 e 11:00 e entre 15:30 e 17:30 horas) com o
objetivo de coletar grupos característicos de sub-bosque, empregando-se duas redes por
coleta (Foto 2.1.2.5.-1).
Foto 2.1.2.5.-1. Varredura com rede entomológica para captura de insetos.
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2.1.2.6. Coleta manual
Utilizou-se a coleta manual com o intuito de efetuar uma amostragem qualitativa
dos invertebrados da região. Para tanto, efetuou-se uma busca de duas horas com auxílio
de uma pinça e um pote plástico de 500 mL, revirando-se folhas, gravetos, galhos,
troncos e pedras na procura de grupos de difícil amostragem.
2.1.2.7. Esforço amostral
O Quadro 2.1.2.7-1 sumariza as informações referentes ao esforço amostral
empregado por cada método de coleta em cada ponto amostral.
2.1.3. Resultados
2.1.3.1. Riqueza geral
Foram amostrados um total de 10.856 indivíduos, distribuídos em quatro classes,
18 ordens, quatro subordens e 17 famílias. A classe mais representativa foi Insecta (14
ordens) seguida de Arachnida com quatro ordens (Tabela 2.1.3.1-1).
Os táxons mais representativos foram Formicidae (6.730 ind.; 61,99%), seguido
de Diptera (1.304 ind.; 12,01 %) e Acari (846 ind.; 7,79%). Os menos representativos
foram Dermaptera (3 ind.; 0,03%), Diplopoda (3 ind.; 0,03%), Mantodea e Chilopoda,
com apenas um indivíduo (0,01%) cada (Tabela 2.1.3.1-1).
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Quadro 2.1.3.1-1. Esforço amostral por fitofisionomia e métodos empregados para amostragens da entomofauna na Serra do Expedito,
Município de Aripuanã/MT.
Pontos
Coordenada Geográfica
Esforço por ponto
Esforço por
Fitofisionomias
Métodos
amostrais
(WGS 84)
amostral
fitofisionomia
Baldes
10 baldes em 12 h
10 baldes em 12 h
Armadilha luminosa
1 armadilha em 12 h 1 armadilha em 12 h
Rede entomológica
2 horas.homem
4 horas de amostragem
Floresta
S 10º 04' 16,3''
P1
Ombrófila Aberta
W 59º 29' 17,5''
Extrator mini-Winkler
10 m² em 24 h
10 m² em 24 h
Isca de sardinha
10 iscas
10 iscas
Coleta manual
2 horas.homem
4 h de amostragem
Baldes
10 baldes em 12 h
30 baldes em 36 h
Armadilha luminosa
1 armadilha em 12 h 3 armadilhas em 36 h
Rede entomológica
2 horas.homem
12 h de amostragem
Floresta
S 10º 03' 11,7''
P2
Ombrófila Densa
W 59º 29' 38,9''
Extrator mini-Winkler
10 m² em 24 h
30 m² em 72 h
Isca de sardinha
10 iscas
30 iscas
Coleta manual
2 horas.homem
12 h de amostragem
Baldes
10 baldes em 12 h
20 baldes em 24 h
Armadilha luminosa
1 armadilha em 12 h 2 armadilhas em 24 h
Rede entomológica
2 horas.homem
8 h de amostragem
Floresta
S 10º 02' 34,8''
P3
Ombrófila Aberta
W 59º 29' 33,8''
Extrator mini-Winkler
10 m² em 24 h
20 m² em 48 h
Isca de sardinha
10 iscas
20 iscas
Coleta manual
2 horas.homem
8 h de amostragem
.
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Tabela 2.1.3.1-1. Número de indivíduos coletados durante amostragens da entomofauna nas áreas de influencia direta e indireta do empreendimento,
na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Baldes
Luminosa
Rede
Manual
Winkler
Iscas
Total
%
Táxons
P1 P2 P3
P1
P2 P3 P1 P2 P3 P1 P2 P3 P1
P2
P3
P1
P2 P3
Arachnida
Acari
Araneae
Opiliones
Pseudoescorpiones
Diplopoda
Chilopoda
Insecta
Blattodea
Coleoptera
Cerambycidae
Cicindelidae
Cleridae
Curculionidae
Elateridae
Histeridae
Limulodidae
Meloidae
Scarabaeidae
Scolytidae
Scydmaenidae
Staphilinidae
1
5
-
3
11
-
13
2
-
5
102
-
11
64
-
232
-
2
-
2
-
1
-
-
-
-
176
44
10
1
-
189
27
4
28
1
-
211
9
2
35
1
1
-
-
-
846
264
6
73
3
1
7,79
2,43
0,06
0,67
0,03
0,01
1
22
5
5
62
20
3
1
2
2
1
2
15
1
13
2
1
8
10
9
11
1
2
37
9
13
40
1
3
1
1
5
2
100
1
1
2
4
-
1
-
4
7
-
2
-
-
1
-
-
3
85
-
1
36
-
4
85
-
-
-
-
35
311
10
8
3
21
4
1
5
1
5
48
2
194
0,32
2,86
0,09
0,07
0,03
0,19
0,04
0,01
0,05
0,01
0,05
0,44
0,02
1,79
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Baldes
Táxons
P1
P2
Luminosa
P3
P1
P2
P3
Rede
Manual
Winkler
P1 P2 P3 P1 P2 P3
Collembola
Entomobryoidea
3
3
5
Poduroidea
Dermaptera
2
1
Diptera
30 31
3 1133 83
1
2
Hemiptera
11 23 15
78
25
1
1
Auchenorryncha ad+nf 10
3
3
Sternorrhyncha ad+nf
Hymenoptera
36 43 50
16
11
2 11
Formicidae
102 266 391 38
19
3
Isoptera
Lepidoptera
4
19 17
1
3
Mantodea
Odonata
1
Orthoptera
35
1
Acrididae
2
3
1
Gryllidae
1
3
1
Tettigonidae
12
Plecoptera
6
2
Psocoptera
5
29
1
Thysanoptera
5
6
8
1
1
NI
3
3
TOTAL
310 480 535 1510 393 252 20
1
2
8
1
1
1
27
5
1
24
11
1
3
2
50
1
6
4
2
13
4
1
3
1
10
1
1
P1
P2
Iscas
P3
P1
P2
P3
Total
%
1
0,01
2
10
3
26
0,24
1
1
0,01
3
0,03
2
3
4
1304 12,01
10
3
9
179
1,65
1
1
18
0,17
3
3
6
0,06
26
6
12
249
2,29
1419 363 766 2242 772 331 6730 61,99
18
56
24
99
0,91
3
5
10
66
0,61
1
0,01
7
0,06
1
1
38
0,35
6
0,06
6
0,06
12
0,11
8
0,07
8
35
15
94
0,87
66
28
40
155
1,43
6
0,06
1874 801 1235 2242 772 331 10856 100
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2.1.3.2. Riqueza por área
2.1.3.2.1. Área 1 (P1)
No ponto de coleta P1 foi amostrado um total de 5.969 indivíduos, distribuídos
em três classes, 14 ordens, duas subordens e 10 famílias. A classe mais representativa
foi Insecta (14 ordens) seguida de Arachnida com três ordens (Tabela 2.1.3.2.1-1).
Os táxons mais representativos foram Formicidae (3.803 ind.; 63,71%), seguido
de Diptera (1.173 ind.; 19,65 %), Coleoptera (249 ind.; 4,17%) e Acari (184 ind.;
3,08%). Os menos representativos foram Diplopoda e Odonata, com um indivíduo
(0,02%) cada (Tabela 2.1.3.2.1-1).
Tabela 2.1.3.2.1-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna no ponto de coleta P1, na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
TÁXONS
TOTAL
%
Arachnida
Acari
184
3,08
Araneae
151
2,53
Pseudoescorpiones
10
0,17
1
0,02
Diplopoda
Insecta
Blattodea
14
0,23
Coleóptera
116
1,94
Curculionidae
16
0,27
Elateridae
1
0,02
Limulodidae
5
0,08
Scarabaeidae
3
0,05
Scolytidae
37
0,62
Staphilinidae
71
1,19
Collembola
1
0,02
Entomobryoidea
5
0,08
Dermaptera
2
0,03
Díptera
1.173
19,65
Hemíptera
100
1,68
Auchenorryncha ad+nf
11
0,18
Hymenoptera
93
1,56
111
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TÁXONS
Formicidae
Isoptera
Lepidóptera
Odonata
Orthoptera
Acrididae
Gryllidae
Tettigonidae
Plecoptera
Psocoptera
Thysanoptera
NI
TOTAL
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TOTAL
3803
18
7
1
35
3
2
12
6
14
71
3
5.969
%
63,71
0,30
0,12
0,02
0,59
0,05
0,03
0,20
0,10
0,23
1,19
0,05
100
2.1.3.2.2. Área 2 (P2)
No ponto de coleta P2 foi amostrado um total de 2.483 indivíduos, distribuídos
em três classes, 14 ordens, três subordens e 12 famílias. A classe mais representativa foi
Insecta (14 ordens) seguida de Arachnida com quatro ordens (Tabela 2.1.3.2.2-1).
Os táxons mais representativos foram Formicidae (1.425 ind.; 57,39%), seguido
de Coleoptera (246 ind.; 9,91%) e Acari (205 ind.; 8,27%). Os menos representativos
foram Diplopoda, Mantodea e Poduroidea com um indivíduo (0,04%) cada (Tabela
2.1.3.2.2-1).
Tabela 2.1.3.2.2-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna no ponto de coleta P2, na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Táxons
Total
%
Arachnida
Acari
205
8,26
Araneae
102
4,11
Opiliones
4
0,16
Pseudoescorpiones
28
1,13
1
0,04
Diplopoda
Insecta
Blattodea
15
0,60
112
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Táxons
Coleóptera
Cerambycidae
Cicindelidae
Cleridae
Curculionidae
Elateridae
Meloidae
Scolytidae
Scydmaenidae
Staphilinidae
Collembola
Entomobryoidea
Poduroidea
Díptera
Hemíptera
Auchenorryncha ad+nf
Sternorrhyncha ad+nf
Hymenoptera
Formicidae
Isoptera
Lepidóptera
Mantódea
Odonata
Orthoptera
Acrididae
Gryllidae
Plecoptera
Psocoptera
Thysanoptera
NI
TOTAL
Fone – 55 65 3682-7603 Fone Fax 3682-3273
Total
96
8
8
3
3
3
1
7
2
115
13
1
118
53
4
3
68
1.425
56
25
1
4
2
3
1
2
65
35
3
2.483
%
3,87
0,32
0,32
0,12
0,12
0,12
0,04
0,28
0,08
4,63
0,00
0,52
0,04
4,75
2,13
0,16
0,12
2,74
57,39
2,26
1,01
0,04
0,16
0,08
0,12
0,04
0,08
2,62
1,41
0,12
100
113
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E-mail : [email protected]
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2.1.3.2.3. Área 3 (P3)
No ponto de coleta P3 foi amostrado um total de 2.404 indivíduos, distribuídos
em quatro classes, 13 ordens, três subordens e oito famílias. A classe mais
representativa foi Insecta (13 ordens) seguida de Arachnida com quatro ordens (Tabela
2.1.3.2.3-1).
Os táxons mais representativos foram Formicidae (1.502 ind.; 62,48%), seguido
de Acari (457 ind.; 19,01%) e Coleoptera (118 ind.; 4,91%). Os menos representativos
foram Opiliones (2 ind.; 0,08%), Odonata (2 ind.; 0,08%), seguido de Diplopoda e
Chilopoda com 1 indivíduo (0,04%) cada (Tabela 2.1.3.2.3-1).
Tabela 2.1.3.2.3-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna no ponto de coleta P3, na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Táxons
Total
%
Arachnida
Acari
457
19,01
Araneae
11
0,46
Opiliones
2
0,08
Pseudoescorpiones
35
1,46
1
0,04
Diplopoda
1
0,04
Chilopoda
Insecta
Blattodea
6
0,25
Coleóptera
99
4,12
Cerambycidae
2
0,08
Curculionidae
2
0,08
Histeridae
1
0,04
Scarabaeidae
2
0,08
Scolytidae
4
0,17
Staphilinidae
8
0,33
Collembola
Entomobryoidea
8
0,33
Dermaptera
1
0,04
Díptera
13
0,54
Hemíptera
26
1,08
Auchenorryncha ad+nf
3
0,12
114
Geologia Mineração e Assessoria Ltda.
E-mail : [email protected]
Táxons
Sternorrhyncha ad+nf
Hymenoptera
Formicidae
Isoptera
Lepidóptera
Odonata
Orthoptera
Gryllidae
Psocoptera
Thysanoptera
TOTAL
Fone – 55 65 3682-7603 Fone Fax 3682-3273
Total
3
88
1.502
25
34
2
1
3
15
49
2.404
%
0,12
3,66
62,48
1,04
1,41
0,08
0,04
0,12
0,62
2,04
100
2.1.3.3. Riqueza por método
2.1.3.3.1. Armadilha Luminosa Luiz de Queiroz
Por este método foi amostrado um total de 2.155 indivíduos, distribuídos em
duas classes, 11 ordens, uma subordem e 11 famílias. A classe mais representativa foi
Insecta (11 ordens) seguida de Arachnida com duas ordens (Tabela 2.1.3.3.1-1).
Os táxons mais representativos foram Diptera (1.217 ind.; 56,47%), seguido de
Acari (248 ind.; 11,51%) e Coleoptera (229 ind.; 10,63%). Os menos representativos
foram Psocoptera e Dermaptera com um indivíduo (0,05%) cada (Tabela 2.1.3.3.1-1).
Tabela 2.1.3.3.1-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna pelo método de armadilha luminosa Luiz de Queiróz, na Serra do
Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Luminosa
Táxons
Total
%
P1
P2
P3
Arachnida
Acari
5
11
232
248
11,51
Araneae
102
64
166
7,70
Insecta
Blattodea
10
13
1
24
1,11
Coleóptera
9
40
1
50
2,32
Cerambycidae
1
2
3
0,14
Cleridae
3
3
0,14
Curculionidae
11
1
12
0,56
115
Geologia Mineração e Assessoria Ltda.
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Táxons
Elateridae
Scarabaeidae
Scolytidae
Scydmaenidae
Staphilinidae
Dermaptera
Díptera
Hemíptera
Auchenorryncha ad+nf
Hymenoptera
Formicidae
Lepidóptera
Orthoptera
Acrididae
Tettigonidae
Plecoptera
Psocoptera
Thysanoptera
NI
TOTAL
Fone – 55 65 3682-7603 Fone Fax 3682-3273
Luminosa
P1
P2
1
1
2
37
5
2
9
100
1.133
83
78
25
3
16
11
38
19
1
35
1
2
3
12
6
2
1
1
3
3
1.510
393
P3
4
1
1
1
2
3
3
1
252
Total
%
2
2
46
2
109
1
1.217
104
3
29
60
4
36
5
12
8
1
2
6
2.155
0,09
0,09
2,13
0,09
5,06
0,05
56,47
4,83
0,14
1,35
2,78
0,19
1,67
0,23
0,56
0,37
0,05
0,09
0,28
100
2.1.3.3.2. Extrator mini-Winkler
Por este método foi amostrado um total de 3.910 indivíduos, distribuídos em
quatro classes, 15 ordens, quatro subordens e uma família. A classe mais representativa
foi Insecta (11 ordens) seguida de Arachnida com quatro ordens (Tabela 2.1.3.3.2-1).
Os táxons mais representativos foram Formicidae (2.548 ind.; 65,17%), seguido
de Acari (576 ind.; 14,73%) e Coleoptera (206 ind.; 5,27%). Os menos representativos
foram Orthoptera e Auchennorrhyncha (2 ind.; 0,05%), seguido de Chilopoda com um
indivíduo (0,03%) cada (Tabela 2.1.3.3.2-1).
116
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Tabela 2.1.3.3.2-1. Número de indivíduos obtidos durante a
entomofauna pelo método de extrator mini-Winkler, na Serra
município de Aripuanã/MT.
Winkler
Táxons
P1
P2
P3
Arachnida
Acari
176
189
211
Araneae
44
27
9
Opiliones
4
2
Pseudoescorpiones
10
28
35
1
1
1
Diplopoda
1
Chilopoda
Insecta
Blattodea
3
1
4
Coleóptera
85
36
85
Collembola
Entomobryoidea
2
10
3
Poduroidea
1
Díptera
2
3
4
Hemíptera
10
3
9
Auchenorryncha ad+nf
1
1
Sternorrhyncha ad+nf
3
3
Hymenoptera
26
6
12
Formicidae
1419
363
766
Isoptera
18
56
24
Lepidóptera
3
5
10
Orthoptera
1
1
Psocoptera
8
35
15
Thysanoptera
66
28
40
TOTAL
1874
801
1235
amostragem da
do Expedito, no
Total
%
576
80
6
73
3
1
14.73
2.05
0.15
1.87
0.08
0.03
8
206
15
1
9
22
2
6
44
2548
98
18
2
58
134
3.910
0.20
5.27
0.38
0.03
0.23
0.56
0.05
0.15
1.13
65.17
2.51
0.46
0.05
1.48
3.43
100
2.1.3.3.3. Balde
Por este método foi amostrado um total de 1.325 indivíduos, distribuídos em
duas classes, 13 ordens, duas subordens e 11 famílias. A classe mais representativa foi
Insecta (11 ordens) seguida de Arachnida com duas ordens (Tabela 2.1.3.3.3-1).
Os táxons mais representativos foram Formicidae (759 ind.; 57,28%), seguido de
Coleoptera (164 ind.; 12,38%) e Hymenoptera (129 ind.; 9,74%). Os menos
117
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representativos foram Gryllidae (4 ind.; 0,30%) e Blattodea (2 ind.; 0,15%) (Tabela
2.1.3.3.3-1).
Tabela 2.1.3.3.3-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna pelo método de baldes, na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Baldes
Táxons
Total
%
P1
P2
P3
Arachnida
Acari
1
3
13
17
1,28
Araneae
5
11
2
18
1,36
Insecta
Blattodea
1
1
2
0,15
Coleóptera
22
20
13
55
4,15
Cerambycidae
3
3
0,23
Cicindelidae
1
1
0,08
Curculionidae
5
2
2
9
0,68
Elateridae
2
2
0,15
Histeridae
1
1
0,08
Limulodidae
5
5
0,38
Meloidae
1
1
0,08
Scolytidae
2
2
0,15
Staphilinidae
62
15
8
85
6,42
Collembola
0
0,00
Entomobryoidea
3
3
5
11
0,83
Dermaptera
2
2
0,15
Díptera
30
31
3
64
4,83
Hemíptera
11
23
15
49
3,70
Auchenorryncha ad+nf
10
3
13
0,98
Hymenoptera
36
43
50
129
9,74
Formicidae
102
266
391
759
57,28
Lepidóptera
4
19
17
40
3,02
Orthoptera
Gryllidae
1
3
4
0,30
Psocoptera
5
29
34
2,57
Thysanoptera
5
6
8
19
1,43
TOTAL
310
480
535
1325
100
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2.1.3.3.4. Coleta manual
Por este método foi amostrado um total de 24 indivíduos, pertencentes a uma
classe, oito ordens e duas famílias (Tabela 2.1.3.3.4-1). Os táxons mais representativos
foram Formicidae (6 ind.; 25%), seguido de Diptera (6 ind.; 25%) e Hymenoptera (4
ind.; 16,67%) (Tabela 2.1.3.3.4-1).
Tabela 2.1.3.3.4-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna pelo método de coleta manual, na Serra do Expedito, no Município
de Aripuanã/MT.
Manual
Táxons
Total
%
P1
P2
P3
Insecta
Blattodea
1
1
4,17
Collembola
1
1
4,17
Díptera
6
6
25
Hymenoptera
4
4
16,67
Formicidae
2
4
6
25
Lepidóptera
1
1
4,17
Mantódea
1
1
4,17
Odonata
3
3
12,50
Orthoptera
Gryllidae
1
1
4,17
TOTAL
13
10
1
24
100
2.1.3.3.5. Varredura
Por este método foi amostrado um total de 97 indivíduos, distribuídos em duas
classes, nove ordens e seis famílias. A classe mais representativa foi Insecta (nove
ordens) seguida de Arachnida com uma ordem (Tabela 2.1.3.3.5-1).
Os táxons mais representativos foram Hymenoptera (43 ind.; 44,33%), seguido
de Coleoptera (14 ind.; 14,43%) e Formicidae (12 ind.; 12,37%).
Os menos
representativos foram Psocoptera e Isoptera com um indivíduo (1,03%) cada (Tabela
2.1.3.3.5-1).
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Tabela 2.1.3.3.5-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna pelo método de varredura, na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Rede
Táxons
Total
%
P1
P2
P3
Arachnida
Acari
2
2
1
5
5.15
Insecta
Coleóptera
Cerambycidae
4
4
4.12
Cicindelidae
7
7
7.22
Scarabaeidae
1
2
3
3.09
Díptera
2
1
5
8
8.25
Hemíptera
1
2
1
4
4.12
Hymenoptera
11
8
24
43
44.33
Formicidae
1
11
12
12.37
Isoptera
1
1
1.03
Lepidóptera
3
3
3.09
Odonata
1
1
2
4
4.12
Orthoptera
Acrididae
1
1
1.03
Gryllidae
1
1
1.03
Psocoptera
1
1
1.03
97
100
TOTAL
20
27
50
2.1.3.3.6. Iscas
Por este método foi amostrado um total de 3.345 indivíduos de Formicidae, pois
trata-se de uma metodologia específica para este grupo (Tabela 2.1.3.3.6-1).
Tabela 2.1.3.3.6-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna pelo método de amostragem iscas, na Serra do Expedito, Município
de Aripuanã/MT.
Iscas
Táxon
Total
%
P1
P2
P3
Formicidae
2242
772
331
3345
100
3345
100
TOTAL
2242
772
331
120
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2.1.3.4. Grupos Bioindicadores
2.1.3.4.1. Formicidae
Foram amostrados 6.730 indivíduos, distribuídos em 56 morfoespécies, 20
gêneros e quatro subfamílias (Tabela 2.1.3.4.1-1).
Tabela 2.1.3.4.1-1. Lista de espécies do grupo bioindicador Formicidae coletadas
na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT, utilizando os métodos de iscas e
extrator mini-Winkler.
Iscas
Winkler
Total
Subfamília / Espécie
%
P1
P2
P3
P1
P2
P3
DOLICHODERINAE
Azteca sp
82
1
83
1,23
Dolichoderus sp.1
1
1
0,01
Dolichoderus sp.2
3
3
0,04
0
0,00
FORMICINAE
Anoplolepis sp
1
1
0,01
Brachymyrmex sp.1
171
1
172
2,56
Brachymyrmex sp.2
1
1
0,01
Camponotus sp.1
20
20
0,30
Camponotus sp.2
1
1
0,01
Camponotus sp.3
1
1
0,01
Camponotus sp.4
1
1
0,01
Paratrechina sp.1
3
1
4
0,06
Paratrechina sp.2
1
1
2
0,03
0
0,00
MYRMICINAE
Atta sp
18
18
0,27
Blepharidatta sp.1
3
3
0,04
Carebara sp.1
2
101
28
131
1,95
Crematogaster sp.1
640
846
36
1522 22,62
Crematogaster sp.2
1401
191
608
201
12
2413 35,85
Crematogaster sp.3
21
21
0,31
Crematogaster sp.4
1
1
0,01
Crematogaster sp. 5
850
850 12,63
Cyphomyrmex sp.1
1
6
5
12
0,18
Myrmicinae sp.1
14
20
34
0,51
Myrmicinae sp.2
3
3
0,04
Pheidole sp.1
4
4
0,06
Pheidole sp.2
2
3
5
0,07
121
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Subfamília / Espécie
Pheidole sp.3
Pheidole sp.4
Pheidole sp.5
Pheidole sp.6
Pheidole sp. 7
Pheidole sp. 8
Pheidole sp. 9
Pheidole sp.10
Pheidole sp.11
Pheidole sp.12
Solenopsis sp.1
Solenopsis sp.2
Solenopsis sp.3
Solenopsis sp.4
Trachymyrmex sp
Wasmania sp
PONERINAE
Dinoponera
Ectatomma sp.1
Ectatomma sp.2
Odontomachus sp.1
Pachycondyla sp.1
Ponerinae sp.1
Ponerinae sp.2
Ponerinae sp.3
Ponerinae sp.4
Ponerinae sp.5
Ponerinae sp.6
Strumigenys sp.1
Strumigenys sp.2
Strumigenys sp.3
Strumigenys sp.4
Total
P1
21
Iscas
P2
1
4
2
194
Fone – 55 65 3682-7603 Fone Fax 3682-3273
P3
P1
Winkler
P2
6
29
1
21
1
35
23
25
7
27
27
2
23
68
27
60
1
3
1
14
29
1
1
1
3
2
1
1
1
51
1
2381
1168 671
1203
6
2
47
17
1
568
P3
Total
22
4
2
194
6
29
1
21
1
9
28
113
77
195
25
28
115
2
236
237
0
1
3
2
6
10
1
186
229
2
2
1
1
1
6
1
4
70
168
1
17
1
739 6730
%
0,33
0,06
0,03
2,88
0,09
0,43
0,01
0,31
0,01
0,13
1,68
2,90
0,37
1,71
0,03
3,52
0,00
0,01
0,04
0,03
0,15
0,01
3,40
0,03
0,01
0,01
0,09
0,06
2,50
0,01
0,25
0,01
100
122
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2.1.3.4.2. Lepidoptera
No presente estudo foram coletados 124 lepidópteros divididos em sete famílias
e 15 subfamílias. Do total, doze indivíduos são borboletas de onze espécies, nove
subfamílias e três famílias (Tabela 2.1.3.4.2-1).
As mariposas totalizam 112 indivíduos: 32 espécies, das quais uma não foi
determinada, de seis subfamílias e quatro famílias (Tabela 2.1.3.4.2-2).
Tabela 2.1.3.4.2-1. Lista de espécies de borboletas coletadas na Serra do Expedito,
Município de Aripuanã/MT.
Táxon
N° de indivíduos
%
Nymphalidae
Biblidinae
Eunica sp.
2
16,67
Brassolinae
Opsiphanes invirae
1
8,33
Heliconiinae
Heliconius erato amazona
1
8,33
Laparus doris
1
8,33
Ithomiinae
Mechanitis polymnia casabranca
1
8,33
Satyrinae
Taygetis laches
1
8,33
Pieridae
Coliadinae
Eurema elathea
1
8,33
Riodinidae
Euselasiinae
Euselasia hygenius
1
8,33
Euselasia sp.
1
8,33
Riodininae
Lemonias zygia
1
8,33
Symmachiini
Panaropsis thyatira
1
8,33
Total
12
100
123
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Tabela 2.1.3.4.2-2. Lista de espécies de mariposas coletadas na Serra do Expedito,
Município de Aripuanã/MT.
Táxon
N° de indivíduos
%
Geometridae
Sterrhinae
Idaea sp.
1
0,89
Ennominae
Iridopsis sp.
1
0,89
Saturniidae
Hemileucinae
Cerodirphia sp1
1
0,89
Cerodirphia sp2
1
0,89
Heliconisa pagenstecheri
2
1,79
Hylesia sp1
2
1,79
Hylesia sp2
2
1,79
Noctuidae
Catocalinae
Ceromacra tymber
2
1,79
Metria célia
2
1,79
Ramphia albizona
17
15,18
Zale peruneta
1
0,89
Ophiderinae
Antiblemma sp1
7
6,25
Antiblemma sp2
3
2,68
Chamyna homichlodes
2
1,79
Coenipeta dimidiata
1
0,89
Coenipeta sp1
11
9,82
Coenipeta sp2
1
0,89
Cyclopis caecutiens
1
0,89
Dolichosomastis dorsilinea
1
0,89
Encruphion sp.
11
9,82
Epitausa perseverans
1
0,89
Erocha sp.
1
0,89
Euclystis sp.
3
2,68
Hemeroblema scolopacea
15
13,39
Letis lignitis
1
0,89
Letis mycerina
1
0,89
Letis scops
1
0,89
Letis sp.
1
0,89
124
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Táxon
Nymbis sp.
Thysania sp.
Notodontidae
Hemiceratinae
Hemiceras maronita
NI
Total
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N° de indivíduos
1
1
%
0,89
0,89
1
15
112
0,89
13,39
100
2.1.4. Discussão
Insecta foi a classe mais representativa em todas as metodologias, seguido de
Arachnida, assim como os táxons Formicidae, Coleoptera, Acari e Diptera.
Segundo Tobin (1995), Formicidae (Hymenoptera) é dominante dentre os
artrópodes em florestas úmidas tropicais, devido às suas associações com animais,
plantas e fungos, possuindo, portanto, papel significante sobre todos os níveis tróficos.
Coleoptera constitui um importante grupo e, provavelmente, um dos táxons mais
rico e diverso da Classe Insecta, com 357.899 espécies descritas e, potencialmente,
milhões ainda a serem identificadas, representando 40% do total de artrópodes (May,
1994; Overal, 2001). Esses indivíduos exercem diversas funções nas comunidades
arbóreas, principalmente nos diferentes níveis tróficos que atuam devido aos seus
múltiplos hábitos alimentares, além de participar dos processos de decomposição da
matéria orgânica e ciclagem de nutrientes, e desempenharem o papel de polinizadores
em inúmeras espécies vegetais (Endress, 1994; Erwin & Scott, 1980). Segundo Overal
(2001), algumas famílias como Carabidae, Cerambycidae, Cicindelidae, Chrysomelidae
e Scarabaeidae encontradas neste inventário, devido ao seu padrão de ocorrência, são as
mais utilizadas como indicadoras de biodiversidade.
A Ordem Diptera constitui uma das maiores da Classe Insecta e representa um
dos grupos mais diverso e rico, ocorrendo em quase todos os lugares, desde matéria
orgânica do solo, casca de árvores, poças d’água, lagoas, açudes, entre outros
(Triplehorn & Johnson, 2005).
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Acari constitui um dos mais abundantes grupos da Classe Arachnida com 30.000
espécies descritas e, talvez, um milhão ou mais a serem descobertas (Brusca & Brusca,
1990). É o mais abundante em qualquer ecossistema e, entre os artrópodes edáficos,
pode representar entre 60% a 95 % da fauna capturada (Anthony, 2004). Estima-se que
este grupo corresponda a 80% de toda fauna do solo na região Amazônica (Harada &
Bandeira, 1994). Esta representatividade significativa se deve a enorme diversidade de
espécies e comportamentos, explorando os mais variados habitats (Flechtmann, 1975;
Morrone & Coscarón, 1998).
As aranhas são consideradas o sétimo maior grupo dos invertebrados, sendo
superado, em número de espécies, apenas pela Ordem Acari (Arachnida) e cinco ordens
de insetos (Parker, 1982). Existem 39.725 espécies descritas, distribuídas em 108
famílias (Platnick, 2007). Investigações apresentam estimativas de que apenas metade
das espécies existentes seria conhecida atualmente (Platnick, 1999). Segundo Nentwig
(1983), as aranhas são predadores obrigatórios que alcançam elevada abundância em
todos os habitats terrestres e na maioria das comunidades bióticas, elas representam um
dos grupos predadores mais importantes. Apresenta ainda uma grande variedade de
hábitos de vida, incluindo táticas de construção de teias e de obtenção de alimentos, o
que possibilita a ocupação dos mais variados tipos de habitats, como a Amazônia, onde
o inventário foi realizado.
O grupo Hymenoptera, dentro de Insecta, é considerado um dos mais evoluídos.
Podem ser divididos em um grupo, que compreende as espécies nocivas, representadas
principalmente pelas saúvas, formigas quen-quéns, abelha irapuá (que são pragas de
flores de citros), vespas fitófagas, espécies cecidógenas (causadoras de galhas) e
hiperparasitóides e outro grupo, maior, as quais pertencem às espécies úteis, como as
abelhas polinizadoras, as vespas predadoras e os micro-himenópteros parasitóides, que
mantém o equilíbrio ambiental, pois são poucas as espécies que não têm pelo menos um
micro-himenóptero como inimigo natural (Triplehorn & Johnson, 2005). Neste
inventário foi um dos grupos mais abundantes, com o maior destaque para Formicidae,
devido à metodologia específica de isca atrativa sardinha e mel e extrator mini-Winkler.
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Dentre as quatro subfamílias de Formicidae amostradas, as mais representativas
foram Myrmicinae, Ponerinae, seguidos de Formicinae e Dolichoderinae. Myrmicinae
foi a subfamília que apresentou a maior riqueza (29 morfoespécies e nove gêneros). Os
gêneros que apresentaram o maior número de morfoespécies foram Pheidole (12 spp.),
seguido de Crematogaster (5 spp.), Strumigenys (4 spp.), Solenopsis (4 spp.) e
Camponotus (4 spp.; Tabela 2.1.3.4.1-1).
A Subfamília Myrmicinae contribuiu com a maior parte das espécies e gêneros
de formigas coletados (nove gêneros), seguida por Ponerinae (seis gêneros; Tabela
2.1.3.4.1-1). Tais dados corroboram com outros trabalhos (Silva & Lopes, 1997; Bruhl
et al., 1998; Silva & Silvestre, 2000, 2004) que demonstraram que essas subfamílias são
tipicamente mais numerosas em serapilheira do que Formicinae e Dolichoderinae.
Myrmicinae é a maior e mais diversificada subfamília de formigas tanto em termos
regionais como globais (Hölldobler & Wilson, 1990) e ainda, segundo Bolton (1995), a
esta subfamília pertencem mais de 45% das espécies e mais de 52% dos gêneros de
Formicidae.
Pheidole foi o gênero que apresentou o maior número de morfoespécies (12
spp.), seguido de Crematogaster (5 spp.), Strumigenys (4 spp.), Solenopsis (4 spp.) e
Camponotus (4 spp.; Tabela 2.1.3.4.1-1). O gênero Pheidole está entre os dez mais
ricos em número de espécies (Bolton, 1995), podendo ter mais de 700 espécies válidas
(Fowler, 1993). Outros gêneros que apresentaram um alto número de morfoespécies
corroboram com as ideias de Wilson (1976), que apontam os gêneros Camponotus,
Crematogaster e Pheidole como sendo os mais abundantes e ricos em espécies do
mundo.
O gênero Crematogaster, que apresentou cinco morfoespécies, é uma linhagem
cosmopolita de Myrmicinae (Hölldobler & Wilson, 1990; Tabela 2.1.3.4.1-1). A
maioria das espécies é tropical, onde são elementos dominantes da fauna arbórea. As
operárias são monomórficas e as castas possuem normalmente o mesmo tamanho. É
conspícuo na maioria das faunas, especialmente nos trópicos, possuindo pequenas
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variações morfológicas que variam local e regionalmente (Bolton, 1995; Longino,
2003).
O gênero Solenopsis (Myrmicinae) foi representado por quatro morfoespécies e
encontrado nos três pontos de coletas (Tabela 2.1.3.4.1-1). Às vezes são consideradas
como influentes sobre o processo de recuperação florestal (Ramos et al., 2003).
Possivelmente a área de estudo esteja em fase de regeneração, pois foram coletadas
espécies do gênero em todos os pontos de amostragem.
Paratrechina (Formicinae) foi representado por apenas duas espécies (Tabela
2.1.3.4.1-1). As espécies deste gênero são conhecidas como “formigas-loucas”, porque
possuem movimentos rápidos e erráticos. São pequenas, vivendo em ambientes abertos,
em praticamente todas as áreas tropicais, e também sob rochas e madeiras. Espécies
desse gênero são consideradas muito abundantes e forrageiam durante a noite, próximo
aos ninhos. São onívoras, alimentando-se de insetos vivos e mortos, sementes e
exsudatos de plantas. As “formigas-loucas” também são frequentemente encontradas
nas cidades tropicais, em todos os tipos de construções sendo, portanto, consideradas
antrópicas (Trager, 1984).
A análise do estimador de riqueza Jackknife de 1ª ordem, que estimou 85 (±
10,1) espécies a partir das 56 espécies encontradas (Figura 2.1.4-1), demonstra a
necessidade de um maior esforço amostral, pois o número de amostras foi compatível
ao período estipulado para realização do inventário e, consequentemente, ao
licenciamento ambiental.
A seguir algumas considerações das famílias, subfamílias e espécies de
borboletas capturadas neste inventário.
A família Nymphalidae é talvez a mais diversificada em hábitos e morfologia
representando de 25 a 29% das espécies de borboletas em comunidades neotropicais
(Brown & Freitas, 1999). Os indivíduos desta família são capazes de indicar
perturbação ambiental, são bons indicadores da qualidade ambiental e respondem a
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perturbações antrópicas impostas a sistemas naturais que levam à desestruturação
ecológica do conjunto de condições ideais para muitos organismos (Foto 2.1.4-1).
100
80
No. de espécies
60
40
20
0
-20
1
3
5
7
9
11
13
15
17
19
21
23
25
27
29
31
No. de amostras
Figura 2.1.4-1. Curva de acumulação do número de espécies de Formicidae estimadas por
Jackknife 1, empregando-se o extrator mini-Winkler e iscas atrativas, na Serra do
Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-1. Eunica sp. (Nymphalidae), coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
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Segundo Moraes (2003), os indivíduos da Subfamília Brassolinae aparecem
associados a ambientes mais complexos, sendo, portanto, indicadores de entorno em
melhores condições ambientais. Opsiphanes invirae, coletada neste inventário, é
facilmente atraída a frutos (Brown, 1992; Foto 2.1.4-2).
Foto 2.1.4-2. Opsiphanes invirae, coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
A Subfamília Heliconiinae é neotropical e muito diversificada. Os adultos têm
vida longa, voo calmo, olhos e sistema nervoso bem desenvolvidos (Brown, 1992;
Fotos 2.1.4-3 e 2.1.4-4).
Foto 2.1.4-3. Heliconius erato amazona, coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
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Foto 2.1.4-4. Laparus doris, coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
A Subfamília Ithomiinae é quase restrita à região neotropical (Brown, 1992).
Mechanitis polymnia casabranca, coletada no presente estudo, segundo Brown (1992) é
geralmente abundante (Foto 2.1.4-5).
Foto 2.1.4-5. Mechanitis polymnia casabranca, coletada na Serra do Expedito, Município
de Aripuanã/MT.
Brown (1992) cita que são características da Subfamília Satyrinae a oviposição e
desenvolvimento das lagartas em gramíneas e bambus. Adicionalmente temos Daily &
Ehrilch (1995) defendendo a associação das espécies de Satyrinae a ambientes que
apresentam certo nível de impacto ambiental (Foto 2.1.4-6).
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Foto 2.1.4-6. Taygetis laches, coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
A Família Pieridae é em boa parte de cor amarelada ou branca, com algumas
áreas escuras, embora existam várias espécies mais coloridas e envolvidas em anéis
miméticos. Costumam visitar flores e praias de rios, onde formam imensos aglomerados
de muitas espécies, e possuem muitos representantes comuns em áreas antrópicas
(Brown & Freitas, 1999). Em geral têm pouco valor como indicadores, mas muitas
espécies podem ser indicadoras do aumento de perturbação no sistema e algumas
poucas (Pereute, Charonias, Catasticta) têm sua presença associada a ambientes bem
preservados em áreas de altitude > 1000 m (Brown & Freitas, 1999). Segundo Brown
(1992), Eurema elathea é muito comum em ambientes secundários.
As espécies da Família Riodinidae geralmente pousam no lado inferior de folhas
e voam apenas curto período do dia. São encontradas em micro-habitats ideais mesmo
quando amplamente distribuídas (Brown, 1992; Foto 2.1.4-7).
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Foto 2.1.4-7. Euselasia hygenius, coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Na segunda maior família da Ordem Lepidoptera, Geometridae, os adultos têm
corpo alongado e asas largas variando muito em tamanho. As lagartas apresentam graus
variados de redução das propernas, sendo chamadas de “mede-palmos” devido ao seu
modo característico de deslocamento (Brown & Freitas, 1999).
A Família Saturniidae inclui mariposas de tamanho médio a muito grande,
portadoras de corpo robusto e densamente piloso, asas podendo apresentar manchas
ocelares características ou áreas translúcidas. A maioria das espécies tem hábito
noturno, algumas são crepusculares (Costa Lima, 1950).
Suas lagartas são hóspedes de plantas nativas; algumas podem apresentar
importância agrícola ou florestal, por danificarem também plantas cultivadas, entre as
quais se destacam as frutíferas (Silva et al., 1968). Outras possuem importância médica,
por apresentarem estruturas urticantes, causando dermatites (Costa Lima, 1950) ou até
mesmo acidentes hemorrágicos que podem resultar em óbitos.
Segundo Costa Lima (1950), as mariposas da Superfamília Noctuidae em geral
são de porte médio; algumas, porém, têm pouco mais de um centímetro de envergadura;
outras são grandes, ou mesmo muito grandes, com perto de 30 centímetros de
envergadura. Na maioria de hábitos noturnos, ficam em repouso com as asas dispostas
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em telha ou horizontalmente sobre o corpo (Fotos 2.1.4-8, 2.1.4-9, 2.1.4-10, 2.1.4-11,
2.1.4-12, 2.1.4-13, 2.1.4-14, 2.1.4-15, 2.1.4-16, 2.1.4-17, 2.1.4-18, 2.1.4-19, 2.1.4-20,
2.1.4-21, 2.1.4-22, 2.1.4-23, 2.1.4-24, 2.1.4-25 e 2.1.4-26).
Foto 2.1.4-8. Ceromacra tymber, coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-9. Metria celia, coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
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Foto 2.1.4-10. Ramphia albizona, coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-11. Zale peruneta, coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-12. Antiblemma sp2, coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
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Foto 2.1.4-13. Chamyna homichlodes, coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-14. Coenipeta dimidiata, coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-15. Coenipeta sp1, coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
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Foto 2.1.4-16. Coenipeta sp2, coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-17. Cyclopis caecutiens, coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-18. Encruphion sp., coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
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Foto 2.1.4-19. Epitausa perseverans, coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-20. Hemeroblema scolopacea, coletada na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-21. Letis lignitis, coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
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Foto 2.1.4-22. Letis mycerina, coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-23. Letis scops, coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-24. Letis sp., coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
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Foto 2.1.4-25. Nymbis sp., coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Foto 2.1.4-26. Thysania sp., coletada na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
2.1.5. Monitoramento da Entomofauna (1ª Campanha – chuva/2012).
2.1.5.1. Introdução
A infraestrutura de transportes, energia e comunicações abrem o território para
atividades econômicas e promovem o desenvolvimento ao reduzir custos de produção
em áreas populosas. Esta premissa consolidou o investimento em infraestrutura como
um dos maiores responsáveis pela destruição dos ecossistemas brasileiros (Jr & Reid,
2005).
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Segundo Jr & Reid (2005), projetos de infraestrutura têm efeitos físicos diretos,
como alagamentos, desmatamentos e movimentos de terra. Possuem também um amplo
espectro de impactos indiretos – quando, por exemplo, promovem acesso a regiões
remotas e estimulam novas atividades econômicas, como atividades de mineração, que
têm impacto notável na biodiversidade terrestre.
Várias atividades antrópicas vêm criando problemas ambientais no uso do solo e
subsolo, entre as quais se destacam: a urbanização desordenada, agricultura, pecuária,
construção de barragens visando à geração de hidroeletricidade, uso não controlado de
água subterrânea e atividades de mineração (Farias, 2002).
Os efeitos ambientais estão associados às diversas fases de exploração dos bens
minerais, ao uso de explosivos no desmonte de rocha, ao transporte e beneficiamento do
minério (geração de poeira e ruído) afetando os meios como água, solo e ar, além da
população local, e ainda, como à abertura da cava, (retirada da vegetação, escavações,
movimentação de terra e modificação da paisagem local; Bacci et al., 2006) e a
destruição do habitat.
Um dos principais fatores que causam o declínio do número de espécies em todo
o globo é a destruição de habitats. Segundo Stuart Pimm, da Universidade de Columbia,
nos Estados Unidos, a destruição de habitats pode levar à perda de 50% das espécies da
Terra nos próximos 50 anos (Sih et al., 2000). Além disso, durante a atividade de
mineração observa-se, frequentemente, a fuga de espécies com maior poder de
locomoção e a morte por esmagamento de espécies sésseis e sedentárias (Gomes et al.,
2000).
Nesse sentido, os insetos, que detêm um importante papel nos estudos aplicados
em biologia tropical, ecologia de comunidades e conservação de habitats (Edwards et
al., 1993) encontram-se em ameaça de extinção mesmo sem terem sido catalogados.
Contudo, estes organismos são adequados ao uso em estudos de avaliação de impacto
ambiental e efeitos de fragmentação florestal, pois além de ser o grupo de animais mais
numeroso do globo terrestre, com elevadas densidades populacionais, apresentam
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grande diversidade, em termos de espécies e habitats, grande variedade de habilidades
para dispersão e seleção de hospedeiros, de respostas à qualidade e quantidade de
recursos disponíveis (Ehrlich et al., 1980; Boer, 1981; Rosenberg et al., 1986; De Souza
& Brown, 1994; Schoereder, 1997).
Desta maneira, este estudo objetivou realizar o monitoramento da entomofauna,
sob influência direta e indireta da área de pesquisa mineral da empresa Mineração
Dardanelos Ltda., na Serra do Expedito, no Município de Aripuanã/MT.
2.1.5.2. Métodos
Os métodos aplicados para a primeira campanha do monitoramento de fauna
seguem exatamente o realizado nas campanhas do EIA, nos mesmos pontos de coleta.
2.1.5.3. Resultados
2.1.5.3.1. Riqueza geral
Foi amostrado um total de 4.691 indivíduos, distribuídos em quatro classes, 24
ordens, três subordens e sete famílias. A classe mais representativa foi Insecta (19
ordens) seguida de Arachnida com cinco ordens (Tabela 2.1.5.3.1-1).
Os táxons mais representativos foram Formicidae (2.029 ind.; 43,25%), seguido
de Hymenoptera (792 ind.; 16,88 %) e Coleoptera (559 ind.; 11,92%). Os menos
representativos foram Dermaptera, Odonata, Trichoptera, Thysanoptera, Scorpiones,
com um indivíduo (0,02%) cada (Tabela 2.1.5.3.1-1).
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Tabela 2.1.5.3.1-1. Número de indivíduos obtidos durante amostragens da entomofauna na primeira campanha do
Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Baldes
Manual
Rede
Winkler
Luminosa
Iscas
Táxons
P1 P2 P3 P1 P2 P3 P1 P2 P3 P1 P2 P3 P1 P2 P3 P1 P2 P3
Arachnida
1
29 144 45
Acari
3
5
9
1
1
1
3
2
2
6
4 12
Araneae
1
1
1
0
1
2
Opiliones
2
6
5
Pseudoescorpiones
1
Scorpiones
3
1
9
Diplopoda
1
0
1
Chilopoda
Insecta
6
2
9
3
0
2 22 36 7
Blattodea
31 25 59 52 31 4
5
3
2 31 54 41 12 77 26
Coleoptera
0
0
0
1
Cerambycidae
0
0
0
3
4
7
Curculionidae
0
0
0
1
1 12
Elateridae
0
0
0
1
2
2
Scarabaeidae
0
0
0
8
32
Scolytidae
0
0
0
7 16 9
Staphilinidae
0
0
0
58 27 24
Collembola
1
1
1
Entomobryoidea
monitoramento, na
Total
%
219
49
6
13
1
13
2
4,67
1,04
0,13
0,28
0,02
0,28
0,04
87
453
1
14
14
5
40
32
109
3
1,85
9,66
0,02
0,30
0,30
0,11
0,85
0,68
2,32
0,06
143
Geologia Mineração e Assessoria Ltda.
E-mail : [email protected]
Táxons
Fone – 55 65 3682-7603 Fone Fax 3682-3273
Baldes
Manual
P2 P3 P1 P2 P3
0
0
83 156
0
0
0
5
25 20 2
0
2
56 40 1 16
25 34 13 1 10
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
1
7
4
2
1
1
P1
0
Dermaptera
97
Diptera
0
Ephemeroptera
0
Hemiptera
Auchenorryncha ad+nf 14
0
Sternorrhyncha ad+nf
108
Hymenoptera
133
Formicidae
1
Isoptera
2
Lepidoptera
0
Mantodea
0
Neuroptera
0
Odonata
3
Orthoptera
1
Psocoptera
Syphonaptera
Trichoptera
Thysanoptera
Zoraptera
8
NI*
409
TOTAL
P1
Rede
P2 P3
3
1
1
3
1
4
1
3
2
6
3
4
6
Winkler
P1 P2 P3
0
0
1
10 15 3
1
0
1
5
1
0
1
6
2
51
17
10
32
19
12
36
34
P1
Iscas
P2 P3
9 10 9 33 462 32
227 195 628
153 107 500
19 0
3
1
4
0
2
1
0
0
1
2
0
9
2
3
226 347 75
Luminosa
P1 P2 P3
29
15
1
1
1
1
3
9
1
11 4
1
40 21 24
16 456 500 818 111 702 159 153 107 500
Total
%
1
430
2
103
74
2
792
2.029
23
3
3
3
1
35
3
2
1
24
1
98
4.691
0,02
9,17
0,04
2,20
1,58
0,04
16,88
43,25
0,49
0,06
0,06
0,06
0,02
0,75
0,06
0,04
0,02
0,51
0,02
2,09
100
144
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2.1.5.3.2. Riqueza por área
2.1.5.3.2.1. Área 1 (P1)
Foi amostrado um total de 1.233 indivíduos, distribuídos em quatro classes, 20
ordens, duas subordens e cinco famílias. A classe mais representativa foi Insecta (15
ordens) seguida de Arachnida com cinco ordens (Tabela 2.1.5.3.2.1-1).
Os táxons mais representativos foram Formicidae (529 ind.; 9,73%), seguido de
Hymenoptera (157 ind.; 12,73%), Coleoptera (151 ind.; 12,24%) e Diptera (120 ind.;
9.73%). Os menos representativos foram Ephemeroptera, Mantodea e Odonata com 1
indivíduo (0.08%) cada (Tabela 2.1.5.3.2.1-1).
Tabela 2.1.5.3.2.1-1. Número de indivíduos obtidos na área 1 (P1) durante a
amostragem da entomofauna na primeira campanha do monitoramento, na Serra
do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Táxons
Total
%
Arachnida
Acari
29
2,35
Araneae
13
1,05
Opiliones
2
0,16
Pseudoescorpiones
2
0,16
Scorpiones
0
0,00
3
0,24
Diplopoda
1
0,08
Chilopoda
Insecta
Blattodea
31
2,51
Coleoptera
131
10,62
Curculionidae
3
0,24
Elateridae
1
0,08
Scarabaeidae
1
0,08
Scolytidae
8
0,65
Staphilinidae
7
0,57
Collembola
58
4,70
Entomobryoidea
1
0,08
Diptera
120
9,73
Ephemeroptera
1
0,08
Hemiptera
20
1,62
145
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Táxons
Auchenorryncha ad+nf
Hymenoptera
Formicidae
Isoptera
Lepidoptera
Mantodea
Odonata
Orthoptera
Psocoptera
Syphonaptera
Thysanoptera
NI*
TOTAL
Fone – 55 65 3682-7603 Fone Fax 3682-3273
Total
18
157
529
20
3
1
1
12
1
2
9
48
1.233
%
1,46
12,73
42,90
1,62
0,24
0,08
0,08
0,97
0,08
0,16
0,73
3,89
100
2.1.5.3.2.2. Área 2 (P2)
Foi amostrado um total de 1.601 indivíduos, distribuídos em três classes, 13
ordens, duas subordens e seis famílias. A classe mais representativa foi Insecta (13
ordens) seguida de Arachnida com quatro ordens (Tabela 2.1.5.3.2.2-1).
Os táxons mais representativos foram Hymenoptera (548 ind.; 34%), seguido de
Formicidae (328 ind.; 20%), Coleoptera (245 ind.; 15,4%) e Acari (144 ind.; 9%). Os
menos representativos foram Opiliones, Diplopoda, Mantodea, Neuroptera, Psocoptera
e Trichoptera, com um indivíduo (0,1%) cada (Tabela 2.1.5.3.2.2-1).
Tabela 2.1.5.3.2.2-1. Número de indivíduos obtidos na área 2 (P2) durante a
amostragem da entomofauna na primeira campanha do monitoramento, na Serra
do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Táxons
Total
%
Arachnida
144
9,0
Acari
12
0,7
Araneae
1
0,1
Opiliones
6
0,4
Pseudoescorpiones
1
0,1
Diplopoda
Insecta
38
2,4
Blattodea
146
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Táxons
Coleoptera
Curculionidae
Elateridae
Scarabaeidae
Scolytidae
Staphilinidae
Collembola
Entomobryoidea
Diptera
Hemiptera
Auchenorryncha ad+nf
Hymenoptera
Formicidae
Mantodea
Neuroptera
Orthoptera
Psocoptera
Trichoptera
Thysanoptera
Zoraptera
NI*
TOTAL
Total
190
4
1
2
32
16
27
1
131
41
32
548
328
1
2
6
1
1
11
1
23
1.601
%
12,0
0,2
0,1
0,1
2,0
1,0
1,7
0,1
8,2
2,6
2,0
34,0
20,0
0,1
0,1
0,4
0,1
0,1
0,7
0,1
1,4
100
2.1.5.3.2.3. Área 3 (P3)
Foi amostrado um total de 1.857 indivíduos, distribuídos em quatro classes, 19
ordens, três subordens e seis famílias. A classe mais representativa foi Insecta (14
ordens) seguida de Arachnida com cinco ordens (Tabela 2.1.5.3.2.3-1).
Os táxons mais representativos foram Formicidae (1.172 ind.; 63,1%), seguido
de Diptera (179 ind.; 9,64 %) e Coleoptera (163 ind.; 8,78%). Os menos representativos
foram Scorpiones, Ephemeroptera, Dermaptera, Psocoptera, Mantodea e Neuroptera
com um indivíduo (0,05%) cada (Tabela 2.1.5.3.2.3-1).
147
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Tabela 2.1.5.3.2.3-1. Número de indivíduos obtidos na área 3 (P3) durante a
amostragem da entomofauna na primeira campanha do monitoramento, na Serra
do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Táxons
Total
%
Arachnida
46
2,48
Acari
24
1,29
Araneae
3
0,16
Opiliones
5
0,27
Pseudoescorpiones
1
0,05
Scorpiones
9
0,48
Diplopoda
1
0,05
Chilopoda
Insecta
18
0,97
Blattodea
132
7,11
Coleoptera
1
0,05
Cerambycidae
7
0,38
Curculionidae
12
0,65
Elateridae
2
0,11
Scarabaeidae
9
0,48
Staphilinidae
24
1,29
Collembola
1
0,05
Entomobryoidea
1
0,05
Dermaptera
179
9,64
Diptera
1
0,05
Ephemeroptera
42
2,26
Hemiptera
24
1,29
Auchenorryncha ad+nf
2
0,11
Sternorrhyncha ad+nf
87
4,68
Hymenoptera
1172
63,1
Formicidae
3
0,16
Isoptera
1
0,05
Mantodea
1
0,05
Neuroptera
17
0,92
Orthoptera
1
0,05
Psocoptera
4
0,22
Thysanoptera
27
1,45
NI
1.857
100
TOTAL
148
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2.1.5.3.3. Riqueza por método
2.1.5.3.3.1. Armadilha luminosa Luiz de Queiroz
Foi amostrado um total de 972 indivíduos, distribuídos em uma classe, sete
ordens e seis famílias (Tabela 2.1.5.3.3.1-1).
Os táxons mais representativos foram Hymenoptera (527 ind.; 54,22%), seguido
de Coleoptera (221 ind.; 22,73%) e Hemiptera (82 ind.; 8,44%). Os menos
representativos foram Orthoptera (13 ind.; 1,34%) e Mantodea (3 ind.; 0,31%; Tabela
2.1.5.3.3.1-1).
Tabela 2.1.5.3.3.1-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna, pelo método de armadilha luminosa Luiz de Queiróz, na primeira
campanha do monitoramento, na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Luminosa
Táxons
Total
%
P1
P2
P3
Insecta
Blattodea
22
36
7
65
6,69
Coleoptera
12
77
26
115
11,83
Cerambycidae
1
1
0,10
Curculionidae
3
4
7
14
1,44
Elateridae
1
1
12
14
1,44
Scarabaeidae
1
2
2
5
0,51
Scolytidae
8
32
40
4,12
Staphilinidae
7
16
9
32
3,29
Diptera
10
32
19
61
6,28
Hemiptera
12
36
34
82
8,44
Hymenoptera
33
462
32
527
54,22
Mantodea
1
1
1
3
0,31
Orthoptera
1
3
9
13
1,34
TOTAL
111
702
159
972
100
2.1.5.3.3.2. Extrator mini-Winkler
Foi amostrado um total de 1.774 indivíduos, distribuídos em quatro classes, 20
ordens, uma subordem e uma família. A classe mais representativa foi Insecta (16
ordens) seguida de Arachnida com quatro ordens (Tabela 2.1.5.3.3.2-1).
149
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Os táxons mais representativos foram Formicidae (1.050 ind.; 59,19%), seguido
de Acari (218 ind.; 12,29%) e Coleoptera (126 ind.; 7,1%). Os menos representativos
foram Orthoptera e Zoraptera, com um indivíduo (0,06%) cada (Tabela 2.1.5.3.3.2-1).
Tabela 2.1.5.3.3.2-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna, pelo método do extrator mini-Winkler, na primeira campanha do
monitoramento, na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
mini-Winkler
Táxons
Total
%
P1
P2
P3
Arachnida
Acari
29
144
45
218
12,29
Araneae
6
4
12
22
1,24
Opiliones
0
1
2
3
0,17
Pseudoescorpiones
2
6
5
13
0,73
3
1
9
13
0,73
Diplopoda
1
0
1
2
0,11
Chilopoda
Insecta
Blattodea
3
0
2
5
0,28
Coleoptera
31
54
41
126
7,10
Collembola
58
27
24
109
6,14
Dermaptera
0
0
1
1
0,06
Diptera
10
15
3
28
1,58
Ephemeroptera
1
0
1
2
0,11
Hemiptera
5
1
0
6
0,34
Auchenorryncha ad+nf
1
6
2
9
0,51
Hymenoptera
9
10
9
28
1,58
Formicidae
227
195
628
1.050
59,19
Isoptera
19
0
3
22
1,24
Neuroptera
0
2
1
3
0,17
Orthoptera
0
0
1
1
0,06
Syphonaptera
2
0
0
2
0,11
Trichoptera
0
1
0
1
0,06
Thysanoptera
9
11
4
24
1,35
Zoraptera
0
1
0
1
0,06
Larvas NI
40
21
24
85
4,79
TOTAL
456
500
818
1.774
100
150
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2.1.5.3.3.3. Balde
Foi amostrado um total de 982 indivíduos, distribuídos em duas classes, 13
ordens, uma subordem e uma família. A classe mais representativa foi Insecta (10
ordens) seguida de Arachnida com três ordens (Tabela 2.1.5.3.3.3-1).
Os táxons mais representativos foram Diptera (336 ind.; 34,22%), seguido de
Hymenoptera (204 ind.; 20,77%) e Formicidae (192 ind.; 19,55%). Os menos
representativos foram Isoptera e Acari, com um indivíduo (0,10%) cada (Tabela
2.1.5.3.3.3-1).
Tabela 2.1.5.3.3.3-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna, pelo método de balde, na primeira campanha do monitoramento, na
Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Balde
Táxons
Total
%
P1
P2
P3
Arachnida
1
Acari
1
0,10
3
5
9
Araneae
17
1,73
1
0
0
Opiliones
1
0,10
Insecta
6
2
9
Blattodea
17
1,73
31
25
59
Coleoptera
115
11,71
1
1
1
Entomobryoidea
3
0,31
97
83
156
Diptera
336
34,22
0
0
5
Hemiptera
5
0,51
14
25
20
Auchenorryncha ad+nf
59
6,01
0
0
2
Sternorrhyncha ad+nf
2
0,20
108
56
40
Hymenoptera
204
20,77
133
25
34
Formicidae
192
19,55
1
0
0
Isoptera
1
0,10
2
0
0
Lepidoptera
2
0,20
3
1
7
Orthoptera
11
1,12
1
1
1
Psocoptera
3
0,31
8
2
3
NI
13
1,32
409
226
347
TOTAL
982
100
151
Geologia Mineração e Assessoria Ltda.
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2.1.5.3.3.4. Coleta manual
Foi amostrado um total de 143 indivíduos, distribuídos em duas classes, oito
ordens, uma subordem e uma família. A classe mais representativa foi Insecta (cinco
ordens) seguida de Arachnida com três ordens (Tabela 2.1.5.3.3.4-1).
Os táxons mais representativos foram Coleoptera (87 ind.; 60,84%), seguido de
Formicidae (24 ind.; 16,78%) e Hymenoptera (17 ind.; 11,89%). Os menos
representativos foram Odonata e Scorpiones, com um indivíduo (0,70%) cada (Tabela
2.1.5.3.3.4-1).
Tabela 2.1.5.3.3.4-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna, pelo método de coleta manual, na primeira campanha do
monitoramento, na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Coleta manual
Táxons
Total
%
P1
P2
P3
Arachnida
1
1
1
3
2,10
Araneae
1
1
2
1,40
Opiliones
1
1
0,70
Scorpiones
Insecta
52
31
4
87
60,84
Coleoptera
2
2
1,40
Auchenorryncha ad+nf
1
16
17
11,89
Hymenoptera
13
1
10
24
16,78
Formicidae
1
1
0,70
Odonata
4
2
6
4,20
Orthoptera
75
51
17
143
100
TOTAL
2.1.5.3.3.5. Varredura
Foi amostrado um total de 60 indivíduos, distribuídos em duas classes, oito
ordens, uma subordem e uma família. A classe mais representativa foi Insecta (seis
ordens) seguida de Arachnida com duas ordens (Tabela 2.1.5.3.3.5-1).
Os táxons mais representativos foram Hymenoptera (16 ind.; 26,67%), seguido
de Hemiptera e Coleoptera com 10 indivíduos (16,67%) cada. Os menos representativos
152
Geologia Mineração e Assessoria Ltda.
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Fone – 55 65 3682-7603 Fone Fax 3682-3273
foram Formicidae (3 ind.; 5%), seguido de Auchenorrhyncha e Orthoptera com quatro
indivíduos (6,67%) cada (Tabela 2.1.5.3.3.5-1).
Tabela 2.1.5.3.3.5-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna, pelo método de varredura, na primeira campanha do
monitoramento, na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Varredura
Táxons
Total
%
P1
P2
P3
Arachnida
Araneae
3
2
2
7
11,67
Insecta
Coleoptera
5
3
2
10
16,67
Diptera
3
1
1
5
8,33
Hemiptera
3
4
3
10
16,67
Auchenorryncha ad+nf
1
1
2
4
6,67
Hymenoptera
6
4
6
16
26,67
Formicidae
3
3
5,00
Lepidoptera
1
1
1,67
Orthoptera
4
4
6,67
TOTAL
29
15
16
60
100
2.1.5.3.3.6. Iscas
Foi amostrado um total de 760 indivíduos de Formicidae, pois se trata de
metodologia específica para este grupo (Tabela 2.1.5.3.3.6-1).
Tabela 2.1.5.3.3.6-1. Número de indivíduos obtidos durante a amostragem da
entomofauna, pelo método de iscas, na primeira campanha do monitoramento, na
Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Iscas
Táxon
Total
%
P1
P2
P3
Formicidae
153
107
500
760
100
760
100
TOTAL
153
107
500
153
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2.1.5.3.4. Grupos bioindicadores
2.1.5.3.4.1. Formicidae
Foram amostrados 1.191 indivíduos, distribuídos em 34 morfoespécies, 16
gêneros e quatro subfamílias (Tabela 2.1.5.3.4.1-1).
Tabela 2.1.5.3.4.1-1. Lista de espécies de Formicidae coletadas na primeira
campanha do monitoramento, na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT,
utilizando os métodos de iscas e extrator mini-Winkler.
Iscas
Mini-Winkler
Táxons
Total
%
P1 P2
P3
P1
P2
P3
DOLICHODERINAE
Dolichoderus sp.1
0
0
37
0
0
0
37
1,82
FORMICINAE
Brachymyrmex sp.1
0
0
0
0
5
2
7
0,34
Camponotus sp.1
14
0
5
0
0
0
19
0,94
Paratrechina sp.1
0
0
0
0
6
29
35
1,72
MYRMICINAE
Acromyrmex sp
0
0
76
0
0
0
76
3,75
Blepharidatta sp.1
0
0
0
0
0
3
3
0,15
Carebara sp.1
0
1
0
0
0
0
1
0,05
Crematogaster sp.1
0
0
503
0
19
56
578
28,49
Crematogaster sp.2
0
0
0
0
0
12
12
0,59
Myrmicinae sp.1
0
0
0
1
2
10
13
0,64
Myrmicinae sp.2
0
0
0
9
0
6
15
0,74
Myrmicinae sp.3
0
0
0
10
3
2
15
0,74
Myrmicinae sp.4
0
0
0
7
2
0
9
0,44
Pheidole sp.1
3
0
0
0
0
0
3
0,15
Pheidole sp.2
60 35
13
0
17
1
126
6,21
Pheidole sp.3
13 43 606
24
7
31
724
35,68
Pheidole sp.4
0
7
0
0
0
0
7
0,34
Pheidole sp.5
0
18
19
0
0
0
37
1,82
Pheidole sp.6
0
0
0
0
0
2
2
0,10
Solenopsis sp.1
0
3
0
2
2
0
7
0,34
Solenopsis sp.2
0
0
79
16
3
7
105
5,17
Solenopsis sp.3
0
0
0
4
9
14
27
1,33
Trachymyrmex sp
1
0
0
3
0
0
4
0,20
Wasmania sp
62
0
0
3
0
1
66
3,25
154
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Táxons
PONERINAE
Odontomachus sp.1
Odontomachus sp.2
Ponerinae sp.1
Ponerinae sp.2
Ponerinae sp.3
Ponerinae sp.4
Ponerinae sp.5
Ponerinae sp.6
Strumigenys sp.1
Strumigenys sp.2
TOTAL
P1
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Iscas
P2
P3
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
153 108 1.338
Mini-Winkler
P1
P2
P3
Total
%
0
0
0
12
4
1
12
2
12
0
122
3
2
3
21
12
4
12
2
41
1
2.029
0,15
0,10
0,15
1,03
0,59
0,20
0,59
0,10
2,02
0,05
100
3
0
2
8
8
3
0
0
14
0
113
0
2
0
1
0
0
0
0
15
1
195
2.1.5.3.4.2. Lepidoptera
No presente estudo foram coletados 48 lepidópteros divididos em quatro
famílias (Tabela 2.1.5.3.4.2-1).
Tabela 2.1.5.3.4.2-1. Lista de espécies de Lepidoptera coletadas na primeira
campanha do monitoramento, na Serra do Expedito, Município de Aripuanã/MT.
Táxons
P1
P2
P3
Total
%
Noctuidae
12
22
8
42
87,50
Nymphalidae
1
1
2
4,17
Pieridae
2
2
4,17
Pyralidae
2
2
4,17
TOTAL
17
22
9
48
100
2.1.5.4. Discussão
Insecta foi a classe mais representativa em todas as metodologias, seguido de
Arachnida assim como os táxons Formicidae, Coleoptera, Acari e Diptera.
A fauna de artrópodes tem sido ressaltada como de fundamental importância
para o funcionamento dos processos ecológicos que estruturam ecossistemas terrestres,
especialmente nos trópicos (Wilson, 1987). Artrópodes de floresta tropical são
extremamente abundantes e diversos, mas muito pouco é conhecido atualmente sobre a
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distribuição de abundância de artrópodes tropicais (Stork & Blackburn, 1993),
especialmente na Floresta Amazônica.
Acari constitui um dos mais abundantes grupos da Classe Arachinida com
30.000 espécies descritas e talvez um milhão ou mais a serem descobertas (Brusca &
Brusca, 1990). Sua presença está relacionada com as variações sazonais, principalmente
de umidade e temperatura, assim como a espécie vegetal predominante e o uso do solo
(Lopes Assad, 1997).
Hymenoptera são considerados os insetos mais evoluídos. Podem ser divididos
em um grupo que compreende as espécies nocivas, representadas pelas saúvas,
principalmente; pelas formigas quen quéns; pela abelha irapuá que são pragas de flores
de citros; pelas vespas fitófagas; pelas espécies cecidógenas (causadoras de galhas) e
pelos hiperparasitóides e outro grupo maior que pertencem espécies úteis, como as
abelhas; as polinizadoras; as vespas predadoras e os microimenópteros parasitóides, que
mantém o equilíbrio ambiental, pois são poucas as espécies que não têm pelo menos um
microimenóptero como inimigo natural.
Dentre as quatro subfamílias amostradas, as mais representativas foram
Myrmicinae, Ponerinae, seguidos de Formicinae e Dolichoderinae. Myrmicinae foi a
subfamília que apresentou a maior riqueza (20 morfoespécies e nove gêneros). Os
gêneros que apresentaram o maior número de morfoespécies foram Pheidole (6 spp.),
seguido de Solenopsis (3 spp.), Strumigenys (2 spp.) e Odontomachus (2 spp.; Tabela
2.1.5.3.4.1-1).
Segundo Silva & Lopes (1997), Bruhl et al., (1998), e Silva & Silvestre (2000;
2004), Myrmicinae é uma subfamília tipicamente mais numerosa em serapilheira do que
Formicinae e Dolichoderinae, conforme os dados amostrados neste relatório. Com seis
morfoespécies, Pheidole foi o gênero que apresentou maior número, seguido de
Solenopsis (3 spp.; Tabela 2.1.5.3.4.1-1).
Pheidole sempre é o gênero melhor representado em coletas de formigas de
serapilheira de áreas florestadas (Leal, 2002; Vasconcelos, 1999; Bieber et al., 2006)
como amostrado no inventário, pois a sua abundância na Amazônia está ligada a grande
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quantidade de serapilheira. É um grupo hiperdiverso e cosmopolita, distribuído mais
frequentemente em locais de clima quente, ocorrendo em um amplo espectro de habitats
em regiões com pouca elevação, como savanas, desertos e florestas tropicais, como a
Amazônia (Wilson, 2003). Segundo Wilson (2003), sua diversidade singular deve-se à
combinação de alguns fatores como tamanho corporal pequeno, curto período
reprodutivo e um conjunto de adaptações comportamentais que permite explorar novos
nichos ou excluir competidores.
Solenopsis é um dos gêneros que se destaca em levantamentos faunísticos,
possuindo 90 espécies descritas para região Neotropical, habitantes comuns da
serapilheira (Taber, 2000; Fernández, 2003). Segundo Ramos et al., (2003), são
consideradas como influentes sobre o processo de recuperação florestal, inferindo que a
área de estudo esteja em fase de regeneração pois, foram amostradas espécies do gênero
em todos os pontos de amostragem.
As subfamílias Pseudomyrmecinae e Ecitoninae não foram amostradas. No caso
da primeira subfamília, isso é explicado pelo seu hábito de nidificar principalmente em
árvores, salvo umas raras exceções terrícolas, sendo que a metodologia utilizada não
abrange esses indivíduos. São territorialistas e predadoras generalistas (Mill, 1981;
Fowler et al., 1991). A subfamília Ecitoninae está presente na Amazônia, porém foi
pouco representada por ser composta por formigas nômades que dificilmente são
amostradas com armadilhas de mini-Winkler (Bestelmeyer et al., 2000).
Também
registrados
no
presente
estudo,
os
gêneros
Wasmannia
e
Crematogaster englobam espécies de formigas com alta capacidade de recrutamento,
que permitem, assim, uma grande capacidade de colonização de áreas perturbadas,
inclusive com vários registros em áreas urbanas; espécies deste gênero também são
indicadoras de perturbação ambiental, como amostrado neste inventário, onde área
como o P1 possui interferência antrópica.
Empregando-se o estimador Jackknife de 1ª ordem foram estimadas 40,77
espécies em comparação às 34 espécies da riqueza observada, demonstrando, portanto,
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que 83,4% das espécies existentes na região foram coletadas (Figura 2.1.5.4-1). Este
resultado demonstra que o emprego em conjunto dos métodos (extrator mini-Winkler,
armadilha de baldes e iscas atrativas) pode possivelmente fornecer estimativa eficiente
do padrão de riqueza de Formicidae na região do empreendimento, embora esse
resultado não confirme se o número de amostras efetuadas no presente estudo tenha sido
suficiente (Figura 2.1.5.4-1).
60
50
40
No. de espécies
30
20
10
0
-10
-20
1
3
5
7
9
11
13
15
17
19
21
23
25
27
29
31
No. de amostras
Figura 2.1.5.4-1. Curva de acumulação do número de espécies de Formicidae coletadas
com o uso de extrator mini-Winkler e iscas atrativas, estimadas por Jackknife 1, na
primeira campanha do monitoramento, na Serra do Expedito, Município de
Aripuanã/MT.
A maior representatividade dos lepidópteros encontra-se na região Neotropical,
sendo Noctuidae a família mais rica, representada por 8.539 espécies descritas
(Heppner, 1991), observado neste inventário como a mais abundante. Noctuidae é
composta por mariposas de todos os tamanhos, variando desde muito grandes, chegando
a 30 cm, até microlepidópteros com menos de 15 mm de envergadura. As diferentes
espécies se relacionam com diversos ambientes e recursos, especialmente no período
larval, agindo como lagartas filófagas, brocas de caules e brotos, comedoras de raízes,
flores, frutos, sementes, detritos e algumas predadoras. Várias espécies, por se
alimentarem de plantas cultivadas, sendo de extrema importância econômica, e incluem
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diversas espécies que causam danos a grandes culturas. Um dos exemplos é a lagartada-soja (Anticarsia gemmatalis) e Spodoptera frugiperda, uma praga polífaga
conhecida como lagarta-militar, lagarta-do-cartucho-do-milho ou lagarta-da-folhadoarroz. Esta grande diversidade diferencia os noctuídeos de outros grupos relacionados
com determinados ambientes e recursos alimentares (Holloway et al., 1992).
Os noctuídeos constituem a maior proporção dos lepidópteros amostrados com
armadilhas luminosas (Gaston, 1988; Barlow & Woiwod, 1989; Chey et al., 1997),
conforme amostrado neste inventário.

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