ORGANIZAÇÃO E POLÍTICA DA IGREJA DO NAZARENO

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ORGANIZAÇÃO E POLÍTICA DA IGREJA DO NAZARENO
ORGANIZAÇÃO E POLÍTICA
DA
IGREJA DO NAZARENO
PROF. SILA D. RABELLO
SEMINÁRIO TEOLÓGICO NAZARENO
ÁREA: PASTORAL - Revisado Out. 2011
1
SUMÁRIO
CONSTITUIÇÃO DA IGREJA:
Artigos de fé – Credos – p.5
A reforma: Nós Somos Protestantes – p.12
A Igreja- p. 15
Declaração de Fé Convencionada- p.15
Regras Gerais- p. 17
Artigos de Organização e Governo- p.20
PACTO DE CONDURA CRISTÃ:
Pacto de Conduta Cristã- p.24
Casamento e Divórcio- p. 29
Santidade da Vida Humana- p.31
Assuntos Morais e Soc. Contemporâneos- p.34
GOVERNO DA IGREJA:
A Junta de Oficiais- p.40
Chamada de um Pastor- p. 43
O Pastor e seus deveres- p.44
Ofertas Especiais e Relatórios Estat. P.47
Revisão Pastoral- p. 53
Mordomos e Ecônomos- p.55
Educação Superior- p. 56
Educação para Ministros- p.60
O DISTRITO:
O Distrito- p.61
Fases e estrutura do Distrito- p.62
Desmembramento do Distrito Nordeste Pta.
As Assembléias – p.66
LICENÇAS E ORDENAÇÃO:
Licenças e Ordenação –p. 68
Currículo para Ordenação – GDM- p.71
Entrevistas p/Renovação de Licença- p.72
Categorias e Funções Ministeriais – p.79
Os Oficiais da Igreja/Apóstolos? p.80
RITUAIS:
Ritual para Casamento – p. 80
Formulários- p.84
Normas para Elaboração de Atas- p.87
2
DESCRIÇÃO DO CURSO
Compreende o estudo da organização e política da Igreja do Nazareno em seus níveis
local, distrital, regional e geral, tal como se apresentam no Manual da Igreja.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
ORGANIZAÇÃO – Esta palavra faz referência à estrutura que permite levar adiante
uma causa ou missão. Para crescer, a igreja deve desenvolver sua estrutura
organizacional. O desenvolvimento organizacional não garante crescimento, mas sem
ele, o crescimento é abafado.
POLÍTICA – Com a palavra “política”, aludimos à forma ou estilo de levar adiante a
missão que dá sentido à organização.
Organização e política são necessárias. Não pode haver organização sem política, nem
política sem organização. Esta é uma verdade que se aplica a todo tipo de instituição,
começando com a família como organização básica da vida social.
A Igreja do Nazareno surgiu do impulso ao cumprimento de uma missão. Os cristãos
fundadores assumiram que havia um chamado específico de Deus e isto demandava
organização ( estrutura), mas também política (estilo ou forma de operar a nova
igreja). Isto imprimiu uma característica na identidade da nascente igreja, ou seja, o
seu jeito de ser e de agir.
CONSTITUIÇÃO – O dicionário define este termo como “Lei fundamental e suprema de
um Estado, que contém normas relativas à formação dos poderes públicos, forma de
governo, distribuição de competências, direitos e deveres dos cidadãos, etc.” (Pequeno
Dicionário da Língua Portuguesa.FERREIRA,Aurélio Buarque de Holanda.Ed.Civilização
Brasileira.RJ.1987.p.317) A Constituição é chamada de “Carta Magna”.
Justificativas para uma Constituição da Igreja:




Preservar a herança que nos foi dada por Deus;
A fé uma vez dada aos santos,
A experiência da Inteira Santificação como segunda obra da Graça,
Para somar esforços no avanço do Reino de Deus.
Esta constituição engloba:

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
Artigos de fé
Regras Gerais
Artigos de organização e Governo

3
OBJETIVOS GERAIS
Ao concluir este curso o aluno estará em condições de:
1. Compreender os princípios que servem de marco para organização, política e
prática da Igreja do Nazareno.
2. Conhecer a estrutura e a dinâmica organizacional da Igreja do Nazareno no âmbito
local e distrital.
3. Entender a organização da Igreja do Nazareno no nível geral de governo, assim
como a perspectiva que a denominação tem respeito ao papel da educação
superior na missão da igreja.
4. Apreciar a filosofia, estratégia formativa e regulamentações gerais da Igreja do
Nazareno com respeito ao Ministério e Serviço Cristão.
5. Conhecer a natureza e regulamentações da Administração Judicial e dos
Departamentos da Igreja do Nazareno.
1234-
BIBLIOGRAFIA
“Bem-vindo à Igreja do Nazareno – Nossas Raízes e Identidade. CNP. 2004
“Manual da Igreja do Nazareno- 2009-2012 Indianápolis. CNP. 2010 (Disponível
em sistema eletrônico site: www.nazarenopaulista.com.br
“Guia de Desenvolvimento Ministerial 2003-2007 – Igreja do Nazareno Região
da América do Sul.
“Explorando a História e a Política da Igreja do Nazareno. Desenvolvimento
clérigo-Igreja do Nazareno. Kansas City,Missouri.USA. 2002.
ARTIGOS DE FÉ – Teologia Dogmática
Por volta do ano 50 da era cristã, pertencia à igreja cristã, quem tivesse recebido o
batismo, o Espírito Santo e atribuísse a Jesus o nome de Senhor.
Segundo Willey e Culbertson em “Introdução à Teologia Cristã”, “O Credo
é uma confissão de fé, um grupo de doutrinas compreendidas para
aceitação...Podem ser individuais ou coletivos...Supostamente baseiam-se
na Bíblia.” Desta maneira, os credos são fontes derivadas ou secundárias.
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3 Grandes Credos Ecumênicos
1- CREDO APOSTÓLICO
2- CREDO NICENO
3- CREDO DE ATANÁSIO
PESQUISA EM CLASSE:
Consultas: CULBERTSON,WILLEY.Introdução à Teologia Cristã.Casa Nazarena de
Publicações.SP.1990.pp.36-38
OLSON,Roger. “História da Teologia Cristã” Editora Vida. SP. 2001. pp.133 a 136
“As Regras de Fé”.
SHELLEY,Bruce.L.História do Cristianismo...Shedd Public. SP.2009.pp.62-64
TRABALHO EM EQUIPE
Análise, e entrega de resumo do artigo científico “A Relevância dos Credos e
Confissões” de autoria de Héber Carlos de Campos.
(apêndice)
I – A definição de credo e confissão.
II- A importância da historicidade da fé
III- A origem eclesiástica dos credos e confissões
IV- A origem escriturística dos credos
V- A necessidade dos credos e confissões
VI- Os principais propósitos na formulação dos credos e confissões
VII- São os credos uma imposição da Igreja sobre os membros?
VIII- Possibilidade de revisão dos credos
IX- As razões para a depreciação dos credos
X - A autoridade dos credos e confissões
XI- A importância da subscrição dos credos.
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ARTIGOS DE FÉ – Manual p.30-38
Os quatro primeiros artigos ligam a igreja do Nazareno aos grupos cristãos e nos
separam de outras religiões.
I. O Deus Trino
1. Cremos num só Deus infinito, eternamente existente, Soberano do universo; que
somente Ele é Deus, criador e administrador, santo na Sua natureza, atributos e
propósitos; que Ele, como Deus, é trino no Seu ser, revelado como Pai, Filho e
Espírito Santo.
(Gênesis 1; Levítico 19:2; Deuteronômio 6:4-5; Isaías 5:16; 6:1-7; 40:18-31; Mateus 3:16-17; 28:19-20; João 14:627; I Coríntios 8:6; II Coríntios 13:14; Gálatas 4:4-6; Efésios 2:13-18)1
II. Jesus Cristo
2. Cremos em Jesus Cristo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade; que Ele é
eternamente um com o Pai; que encarnou pelo Espírito Santo e nasceu da Virgem Maria e,
assim, duas naturezas perfeitas e completas, isto é, a Divindade e a humanidade, se
uniram em uma Pessoa, verdadeiro Deus e verdadeiro homem — o Deus-homem.
Cremos que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados e que Ele verdadeiramente
ressuscitou dos mortos e tomou de novo o Seu corpo, juntamente com tudo o que
pertence à perfeição da natureza humana, e com isto subiu ao céu, onde Se ocupa em
interceder por nós.
(Mateus 1:20-25; 16:15-16; Lucas 1:26-35; João 1:1-18; Atos 2:22-36; Romanos 8:3, 32-34; Gálatas 4:4-5; Filipenses
2:5-11; Colossenses 1:12-22; I Timóteo 6:14-16; Hebreus 1:1-5; 7:22-28; 9:24-28; I João 1:1-3; 4:2-3, 15)
Controvérsias cristológicas: Ebionismo, Docetismo, Sabelianismo, Arianismo,
Apolinarianismo, Nestorianismo, Eutiquianismo, Monofisitismo, Adopcionismo,
Socianismo. (Vide WILLEY E CULBERTSON.Introdução à Teologia Cristã.CNP. PP.218-220)
III. O Espírito Santo
3. Cremos no Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade; que Ele está
sempre presente e operando eficientemente dentro da Igreja de Cristo e com ela,
convencendo o mundo do pecado, regenerando aqueles que se arrependem e crêem,
santificando os crentes e guiando em toda a verdade tal como está em Jesus.
(João 7:39; 14:15-18, 26; 16:7-15; Atos 2:33; 15:8-9; Romanos 8:1-27; Gálatas 3:1-14; 4:6; Efésios 3:14-21; I
Tessalonicenses 4:7-8; II Tessalonicenses 2:13; I Pedro 1:2; I João 3:24; 4:13)
Controvérsias: Monarquianismo, Subordinacionismo, Trinitarianismo.
IV. As Escrituras Sagradas
4. Cremos na inspiração plena das Escrituras Sagradas, pelas quais entendemos os 66
livros do Antigo e Novo Testamentos, dados por inspiração divina, revelando sem erros a
vontade de Deus a nosso respeito em tudo o que é necessário à nossa salvação, de
maneira que o que não se encontra nelas não pode ser imposto como artigo de fé.
(Lucas 24:44-47; João 10:35; I Coríntios 15:3-4; II Timóteo 3:15-17; I Pedro 1:10-12; II Pedro 1:20-21)
TEORIAS DA INSPIRAÇÃO: Inspiração Plena, Verbal, Parcial, da Intuição, da Iluminação,
do Ditado, Dinâmica.
V. Pecado, Original e Pessoal
5. Cremos que o pecado veio ao mundo através da desobediência dos nossos primeiros
pais e, pelo pecado, veio a morte.
Cremos que o pecado se manifesta de dois modos: pecado original ou depravação, e
pecado atual ou pessoal.
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5.1. Cremos que o pecado original, ou depravação, é aquela corrupção da natureza de
todos os filhos de Adão pela qual o homem está muito longe da retidão original, ou seja do
estado de pureza dos nossos primeiros pais quando foram criados, é contrário a Deus, não
tem vida espiritual e é inclinado para o mal, e isto continuamente. Cremos, além disso, que
o pecado original continua a existir com a nova vida do regenerado, até que seja
[erradicado] o coração inteiramente limpo pelo batismo com o Espírito Santo.
5.2. Cremos que o pecado original difere do pecado atual, em que constitui uma
propensão herdada para o pecado atual, pela qual ninguém é responsável até o momento
em que se negligencia ou se rejeita o remédio divinamente providenciado.
5.3. Cremos que o pecado atual ou pessoal constitui uma violação voluntária da vontade
conhecida de Deus, feita por uma pessoa moralmente responsável. Portanto, não deve ser
confundido com limitações involuntárias e inescapáveis, enfermidades, faltas, erros, falhas
ou outros desvios de um padrão de perfeita conduta, que são os efeitos residuais da
Queda do Homem. Contudo, tais efeitos inocentes não incluem atitudes ou respostas
contrárias ao espírito de Cristo que, propriamente, podem ser consideradas pecados do
espírito.
Cremos que o pecado pessoal é, primária e essencialmente, uma violação da lei do
amor; e, que em relação a Cristo, pecado pode ser definido como descrença.
(Pecado Original: Gênesis 3; 6:5; Jó 15:14; Salmo 51:5; Jeremias 17:9 -10; Marcos 7:21-23; Romanos 1:18-25; 5:1214; 7:1—8:9; I Coríntios 3:1-4; Gálatas 5:16-25; I João 1:7-8 Pecado Pessoal: Mateus 22:36-40; (com I João 3:4);
João 8:34-36; 16:8-9; Romanos 3:23; 6:15-23; 8:18-24; 14:23; I João 1:9—2:4; 3:7-10)
Vide Pelagianismo e Semi-pelagianismo.
VI. Expiação
D. Cremos que Jesus Cristo, pelos Seus sofrimentos, pelo derramamento do Seu
próprio sangue e pela Sua morte na Cruz, fez uma expiação completa para todo o
pecado humano; e que esta Expiação é a única base de salvação; e que é
suficiente para cada pessoa da raça de Adão. A Expiação é benignamente eficaz
para a salvação dos irresponsáveis e para as crianças na inocência, mas somente
é eficaz para a salvação daqueles que chegam à idade da responsabilidade,
quando se arrependem e crêem.
(Isaías 53:5-6, 11; Marcos 10:45; Lucas 24:46-48; João 1:29; 3:14-17; Atos 4:10-12; Romanos 3:21-26; 4:17-25; 5:621; I Coríntios 6:20; II Coríntios 5:14-21; Gálatas 1:3-4; 3:13-14; Colossenses 1:19-23; I Timóteo 2:3-6; Tito 2:1114; Hebreus 2:9; 9:11-14; 13:12; I Pedro 1:18-21; 2:19-25; I João 2:1-2)
VII. Graça Preveniente
D. Cremos que a criação da raça humana à imagem de Deus inclui a capacidade de
escolher entre o bem e o mal e que, assim, seres humanos foram feitos
moralmente responsáveis; que pela queda de Adão se tornaram depravados, de
maneira que agora não são capazes de se voltar e se reabilitar pelas suas próprias
forças e obras, e, desta forma, renovar a fé e a comunhão com Deus. Mas também
cremos que a graça de Deus mediante Jesus Cristo é dada gratuitamente a todos
os seres humanos, capacitando todos os que queiram converter-se do pecado
para a retidão, a crer em Jesus Cristo para perdão e purificação do pecado, e a
praticar boas obras agradáveis e aceitáveis à Sua vista.
Cremos que todas as pessoas, ainda que possuam a experiência de regeneração e
inteira santificação, podem cair da graça, apostatar e, a menos que se arrependam do seu
pecado, ficar eternamente perdidas e sem esperança.
(A imagem de Deus e a responsabilidade moral: Gênesis 1:26-27; 2:16-17; Deuteronômio 28:1-2; 30:19; Josué 24:15;
Salmo 8:3-5; Isaías 1:8-10; Jeremias 31:29-30; Ezequiel 18:1-4; Miqueias 6:8; Romanos 1:19-20; 2:1-16; 14:7-12;
Gálatas 6:7-8 Inabilidade natural: Jó 14:4; 15:14; Salmos 14:1-4; 51:5; João 3:6ª; Romanos 3:10-12; 5:12-14, 20ª;
7:14-25 Graça gratuita e obras de fé: Ezequiel 18:25-26; João 1:12-13; 3:6b; Atos 5:31; Romanos 5:6-8, 18; 6:15-16,
23; 10:6-8;11:22; I Coríntios 2:9-14; 10:1-12; II Coríntios 5:18-19; Gálatas 5:6; Efésios 2:8-10; Filipenses 2:12-13;
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Colossenses 1:21-23; II Timóteo 4:10ª; Tito 2:11-14; Hebreus 2:1-3; 3:12-15; 6:4-6; 10:26-31; Tiago 2:18-22; II
Pedro 1:10-11; 2:20-22)
VIII. Arrependimento
8. Cremos que o arrependimento, que é uma sincera e completa mudança do
pensamento no que diz respeito ao pecado, incluindo o sentimento de culpa pessoal e o
afastamento voluntário do pecado, é exigido de todos aqueles que, por ato ou propósito,
se fazem pecadores contra Deus. O Espírito de Deus dá a todos que quiserem arrependerse a ajuda benigna da penitência do coração e a esperança da misericórdia, a fim de que
possam crer para o perdão e a vida espiritual.
(II Crônicas 7:14; Salmos 32:5-6; 51:1-17; Isaías 55:6-7; Jeremias 3:12-14; Ezequiel 18:30-32; 33:14-16; Marcos
1:14-15; Lucas 3:1-14; 13:1-5; 18:9-14; Atos 2:38; 3:19; 5:31; 17:30-31; 26:16-18; Romanos 2:4; II Coríntios 7:8-11;
I Tessalonicenses 1:9; II Pedro 3:9)
IX. Justificação, Regeneração e Adoção
9. Cremos que a justificação é aquele ato gracioso e judicial de Deus, pelo qual Ele
concede pleno perdão de toda a culpa, a remissão completa da pena pelos pecados
cometidos e a aceitação como justo a todos aqueles que crêem em Jesus Cristo e O
recebem como Senhor e Salvador.
10. Cremos que a regeneração, ou o novo nascimento, é aquela obra da graça de Deus
pela qual a natureza moral do arrependido que confia em Deus é vivificada
espiritualmente, recebendo uma vida distintamente espiritual, capaz de fé, amor e
obediência.
11. Cremos que a adoção é aquele ato gracioso de Deus pelo qual o crente justificado e
regenerado se constitui um filho de Deus.
12. Cremos que a justificação, a regeneração e a adoção são simultâneas na
experiência daqueles que buscam a Deus e são obtidas na condição de haver fé,
precedida pelo arrependimento; e que o Espírito Santo testifica desta obra e estado
de graça.
(Lucas 18:14; João 1:12-13; 3:3-8; 5:24; Atos 13:39; Romanos 1:17; 3:21-26, 28; 4:5-9, 17-25; 5:1, 16-19; 6:4; 7:6;
8:1, 15-17; I Coríntios 1:30; 6:11; II Coríntios 5:17-21; Gálatas 2:16-21; 3:1-14, 26; 4:4-7; Efésios 1:6-7; 2:1, 4-5;
Filipenses 3:3-9; Colossenses 2:13; Tito 3:4-7; I Pedro 1:23; I João 1:9; 3:1-2, 9; 4:7; 5:1, 9-13, 18)
X. Inteira Santificação
13. Cremos que a inteira santificação é aquele ato de Deus, subseqüente à regeneração,
pelo qual os crentes são libertados do pecado original, ou depravação, e levados a um
estado de inteira devoção a Deus e à santa obediência do amor tornado perfeito.
É operada pelo batismo com o Espírito Santo e compreende, numa só experiência, a
purificação do coração e a permanente presença íntima do Espírito Santo, dando ao crente
poder para uma vida santa e para serviço.
A inteira santificação é garantida pelo sangue de Jesus, realiza-se instantaneamente
pela fé, precedida pela inteira consagração; e desta obra e estado de graça o Espírito
Santo testifica.
Esta experiência é também conhecida por vários termos que representam diferentes
aspectos dela, tais como: “perfeição cristã”, “perfeito amor”, “pureza do coração”, “batismo
com o Espírito Santo”, “plenitude da bênção” e “santidade cristã”.
14. Cremos que há uma distinção bem definida entre um coração puro e um caráter
maduro. O primeiro é obtido instantaneamente, como resultado da inteira santificação; o
último resulta de crescimento na graça.
Cremos que a graça da inteira santificação inclui o impulso para crescer na graça.
Contudo, este impulso deve ser conscientemente alimentado; e deve ser dada cuidadosa
atenção aos requisitos e processos de desenvolvimento espiritual e avanço no caráter e
personalidade semelhantes a Cristo. Sem tal esforço intencional, o testemunho do crente
pode ser enfraquecido e a própria graça comprometida e mesmo perdida.
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(Jeremias 31:31-34; Ezequiel 36:25-27; Malaquias 3:2-3; Mateus 3:11-12; Lucas 3:16-17; João 7:37-39; 14:15-23;
17:6-20; Atos 1:5; 2:1-4; 15:8-9; Romanos 6:11-13, 19; 8:1-4; 8-14; 12:1-2; II Coríntios 6:14—7:1; Gálatas 2:20;
5:16-25; Efésios 3:14-21; 5:17-18, 25-27; Filipenses 3:10-15; Colossenses 3:1-17; I Tessalonicenses 5:23-24;
Hebreus 4:9-11; 10:10-17; 12:1-2; 13:12; I João 1:7, 9) (“Perfeição cristã”, “perfeito amor”: Deuteronômio 30:6 ;
Mateus 5:43-48; 22:37-40; Romanos 12:9-21; 13:8-10; I Coríntios 13; Filipenses 3:10-15; Hebreus 6:1; I João 4:1718. “Pureza do coração”: Mateus 5:8; Atos 15:8-9; I Pedro 1:22; I João 3:3; “Batismo com o Espírito Santo”:
Jeremias 31:31-34; Ezequiel 36:25-27; Malaquias 3:2-3; Mateus 3:11-12; Lucas 3:16-17; Atos 1:5; 2:1-4; 15:8-9
“Plenitude da bênção”: Romanos 15:29 “Santidade cristã”: Mateus 5:1—7:29; João 15:1-11; Romanos 12:1—15:3; II
Coríntios 7:1; Efésios 4:17—5:20; Filipenses 1:9-11; 3:12-15; Colossenses 2:20—3:17; I Tessalonicenses 3:13; 4:7-8;
5:23; II Timóteo 2:19-22; Hebreus 10:19-25; 12:14; 13:20-21; I Pedro 1:15-16; II Pedro 1:1-11; 3:18; Judas 20-21)
XI. A Igreja
15. Cremos na Igreja, a comunidade que confessa a Jesus Cristo como Senhor, o povo
da aliança de Deus feito novo em Cristo, o Corpo de Cristo chamado e congregado pelo
Espírito Santo através da Palavra.
Deus chama a Igreja a exprimir a sua vida na unidade e comunhão do Espírito; na
adoração através da pregação da Palavra, na observação dos sacramentos e no ministério
em Seu nome; pela obediência a Cristo e responsabilidade mútua.
A missão da Igreja no mundo é a de continuar a obra redentora de Cristo no poder do
Espírito, através de viver santo, evangelismo serviço.
A Igreja é uma realidade histórica que se organiza em moldes culturalmente
condicionados; existe tanto como um corpo universal quanto congregação local; separa
pessoas chamadas por Deus para ministérios específicos. Deus chama a Igreja para viver
sob a Sua orientação, enquanto ela anticipa a consumação na vinda do nosso Senhor
Jesus Cristo.
(Êxodo 19:3; Jeremias 31:33; Mateus 8:11; 10:7; 16:13-19, 24;18:15-20; 28:19-20; João 17:14-26; 20:21-23; Atos
1:7-8; 2:32-47; 6:1-2;13:1; 14:23; Romanos 2:28-29; 4:16; 10:9-15; 11:13-32; 12:1-8; 15:1-3;I Coríntios 3:5-9; 7:17;
11:1,17-33; 12:3,12-31; 14:26-40; II Coríntios 5:11-6:1, Gálatas 5:6, 13-14; 6:1-5,15; Efésios 4:1-17; 5:25-27;
Filipenses 2:1-16; I Tessalonicenses 4:1-12; I Timóteo 4:13; Hebreus 10:19-25; I Pedro 1:1-2, 13; 2:4-12, 21; 4:1-2;
10-11; I João 4:17; Judas 1:24; Apocalipse 5:9-10)
XII. Batismo
16. Cremos que o batismo cristão, ordenado pelo nosso Senhor, é um sacramento que
significa a aceitação dos benefícios da expiação de Jesus Cristo, para ser administrado
aos crentes e é declarativo da sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador e do seu pleno
propósito de andar obedientemente em santidade e justiça.
Sendo o batismo símbolo da nova aliança, as crianças poderão ser batizadas quando os
pais ou tutores o pedirem, os quais ficarão na obrigação de lhes assegurar o necessário
ensino cristão.
O batismo pode ser administrado por aspersão, afusão ou imersão, segundo o desejo
do candidato.
(Mateus 3:1-7; 28:16-20; Atos 2:37-41; 8:35-39; 10: 44-48; 16:29-34; 19:1-6; Romanos 6:3-4; Gálatas 3:26-28;
Colossenses 2:12; I Pedro 3:18-22)
XIII. A Ceia do Senhor
17. Cremos que a Ceia Memorial e de Comunhão, instituída por nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo, é essencialmente um sacramento do Novo Testamento declarativo
da morte sacrificial de Jesus, e de que os crentes, pelo merecimento desta, têm vida e
salvação e promessa de todas as bênçãos espirituais em Cristo. É distintivamente para
aqueles que estão preparados para uma reverente apreciação do seu significado e por
meio dela anunciam publicamente a morte do Senhor, até que Ele venha de novo. Sendo
esta a festa da Comunhão, somente aqueles que têm fé em Cristo e amor pelos irmãos
devem ser convidados a participar dela.
(Êxodo 12:1-14; Mateus 26:26-29; Marcos 14:22-25; Lucas 22:17-20; João 6:28-58; I Coríntios 10:14-21; 11:23-32)
Controvérsias: Transubistanciação e Consubistanciação. (Vide Introd. À Teol.Cristã.
PP.449-452)
9
XIV. Cura Divina
18. Cremos na doutrina bíblica da cura divina e exortamos o nosso povo a procurar
oferecer a oração da fé para a cura dos doentes. Cremos, também, que Deus cura através
de recursos da ciência médica.
(II Reis 5:1-19; Salmo 103:1-5; Mateus 4:23-24; João 4:46-54; 9:18-35; Atos 5:12-16; 9:32-42; 14:8-15; I Coríntios
12:4-11; II Coríntios 12:7-10; Tiago 5:13-16)
XV. Segunda Vinda de Cristo
19. Cremos que o Senhor Jesus Cristo voltará outra vez; que nós, os que estivermos
vivos na Sua vinda, não precederemos aqueles que morreram em Cristo Jesus; mas que,
se permanecermos n’Ele, seremos arrebatados com os santos ressuscitados para
encontrarmos o Senhor nos ares, de sorte que estaremos para sempre com o Senhor.
(Mateus 25:31-46; João 14:1-3; Atos 1:9-11; Filipenses 3:20-21; I Tessalonicenses 4:13-18; Tito 2:11-14; Hebreus
9:26-28; II Pedro 3:3-15; Apocalipse 1:7-8; 22:7-20)
XVI. Ressurreição, Juízo e Destino
20. Cremos na ressurreição dos mortos: que tanto os corpos dos justos como dos
injustos serão ressuscitados e unidos com os seus espíritos—“os que tiverem feito o bem,
sairão para a ressurreição da vida; e os que tiverem feito o mal, para a ressurreição da
condenação”.
21. Cremos no juízo vindouro, no qual cada pessoa terá de comparecer diante de Deus,
para ser julgada segundo os seus feitos nesta vida.
22. Cremos que uma vida gloriosa e eterna é assegurada a todos aqueles que crêem em
Jesus Cristo, nosso Senhor, para salvação, e O seguem obedientemente; e que os que
são impenitentes até o fim sofrerão eternamente no inferno.
(Gênesis 18:25; I Samuel 2:10; Salmo 50:6; Isaías 26:19; Daniel 12:2-3; Mateus 25:31-46; Marcos 9:43-48; Lucas
16:19-31; 20:27-38; João 3:16-18; 5:25-29; 11:21-27; Atos 17:30-31; Romanos 2:1-16; 14:7-12; I Coríntios 15:12-58;
II Coríntios 5:10; II Tessalonicenses 1:5-10; Apocalipse 20:11-15; 22:1-15)
ARTIGOS DE FÉ – Explicações:
O Preâmbulo da Constituição da Igreja que imediatamente precede os Artigos de Fé
fornece perspectivas adicionais respeitantes ao papel da doutrina na Igreja do
Nazareno. A declaração mais uma vez revela o principal fundamento no qual a Igreja
do Nazareno foi formada. A frase chave lê-se assim, “a fé que uma vez foi dada aos
santos, especialmente a doutrina e a experiência da inteira santificação como uma
segunda obra da graça”. A identidade da Igreja está ligada com a experiência da
doutrina da inteira santificação. Um segundo ponto é que estas declarações
doutrinárias são apresentadas para aprofundar a cooperação com outros grupos
cristãos de forma a fazer avançar o Reino. A colocação
de referências bíblicas no final de cada Artigo de Fé sugere a vontade que há de ser ver
estas declarações como baseadas na Bíblia.
Os Artigos de Fé em si mesmos podem ser agrupados de várias formas.
Vamos examiná-los em termos daquilo que une a Igreja a outros grupos, a
natureza da salvação, a igreja e a escatologia.
10
Os primeiros quatro artigos ligam a Igreja do Nazareno a outros grupos
cristãos e os separa de outras religiões. A primeira declaração sobre a Trindade
diferencia os cristãos de muitas outras religiões, particularmente do Islamismo.
Depois, a ênfase é colocada sobre a fé em Jesus Cristo, o qual, como Deus e homem ,
providencía a salvação para o mundo. A salvação apenas no nome de Jesus provoca
conflito entre o cristianismo e religiões tais como Islã, Budismo e Hinduísmo.
O próximo artigo afirma que Deus trabalha no mundo através do Seu Espírito Santo.
Esta primeira secção conclui com a colocação de toda a fé e prática sob a autoridade
das Escrituras. A frase chave dessa declaração é, “revelando sem erros a vontade de
Deus a nosso respeito em tudo o que é necessário à salvação”. Mais uma vez, a ênfase
das Escrituras tal como a doutrina deve ser a de informação sobre a experiência
religiosa. Os cristãos estudam as Escrituras para descobrir como se relacionar com
Deus.
A segunda divisão dos artigos centraliza-se na salvação. O pecado é reconhecido como
o problema pelo qual a salvação é necessária. O pecado é visto tanto da perspectiva de
uma condição como de um ato. A condição de ser um pecador vem desde o
nascimento. A salvação é necessária para curar o pecador tanto dos atos do pecado
como da própria condição do pecado. Os dois artigos seguintes indicam a família de
denominações cristãs á qual a Igreja do Nazareno pertence. A expiação revela que
Jesus veio para morrer por todos os homens e liberdade de escolha significa que ao ser
humano foi agraciado com a capacidade de responder à mensagem do evangelho
quando a escutar.
O próximo artigo considera a natureza da experiência da salvação através da discussão
sobre a natureza do arrependimento. Depois é dada atenção ao ato da salvação ou o
significado de ser salvo e inteiramente santificado. A regeneração é através da graça
de Deus. A inteira santificação é vista tanto como um ato de crise para ter Deus no
centro da vida da pessoa como também um estímulo para o desenvolvimento
espiritual.
A doutrina da igreja e os sacramentos são os próximos assuntos tratados nos Artigos
de Fé. A igreja é tanto um corpo universal centralizado em Cristo com todos os
cristãos, e também uma realidade histórica na forma de grupos tais como a Igreja do
Nazareno, carregados com todos os fatores nacionais e culturais.
Como a igreja, ela ministra os sacramentos de batismo e Comunhão. O caráter
ecumênico da Igreja do Nazareno é visto no batismo. Está disponível tanto para
crentes como para infantes e o formato pode ser por aspersão, afusão (
derramamento) ou imersão.
Os Artigos de Fé concluem-se com declarações sobre temas escatológicos tais como a
Segunda Vinda, a ressurreição final e o julgamento final. Uma vez mais a natureza
ecumênica da igreja está presente na sua forma de ver a Segunda Vinda, na medida
em que essas declarações não assumem nenhuma posição milenialista , específica,
bem assim em como ou quando voltará.
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A REFORMA: NÓS SOMOS PROTESTANTES
A história do movimento Protestante começa com a busca pessoal de Martinho Lutero
quando procurou segurança para sua salvação. Depois de procurá-la em obras pessoais
de santidade, Lutero se convenceu que a graça era a base para salvação. O seu estudo
das Escrituras levou-o à conclusão da justificação pela fé, não por obras. Em 31 de
Outubro de 1517, a preocupação de Lutero para que a igreja tivesse uma
compreensão clara da natureza da salvação levou-o a pregar uma lista de declarações
à porta da igreja. Ao fazer isso, ele lançou uma série de eventos que deram lugar a um
movimento, o qual em 10 anos resultou no reconhecimento da existência de dois
movimentos cristãos na Europa: Católicos e Protestantes.
O movimento Protestante abrange uma rica diversidade de grupos cristãos.
• Os Presbiterianos a favor dum sistema de governo que enfatiza o poder
compartilhado entre clérigos e leigos e a denominação e a igreja local.
• Os Batistas enfatizam o governo da igreja local.
• Os Pentecostais trouxeram intensidade e energia com o seu estilo de adoração, cura
e os dons do Espírito.
• Os Menonitas e Amisch enfatizam a separação da cultura e do estado de forma a
manter um estilo de vida de santidade.
• Os Metodistas que contribuíram para o tecido do cristianismo com a sua ênfase na
graça livre e SANTIDADE.
Quando a Igreja do Nazareno se autodenomina como Protestante, o que ela quer
dizer? Quais práticas ou crenças comuns fazem dum determinado grupo ou indivíduo
Protestante? Três crenças teológicas deste movimento têm sido:
• salvação pela graça através da fé
• a autoridade das Escrituras
• o sacerdócio dos crentes
Os Protestantes também se tornaram conhecidos pelo seu envolvimento nas missões.
A salvação pela graça através da fé foi a tentativa de Lutero de separá-la de qualquer
compreensão que a baseava em obras. A salvação resulta da ação graciosa de Jesus e
através dum ato de fé expresso numa resposta positiva à revelação de Deus por
intermédio de Jesus Cristo. A nossa resposta é o arrependimento; confessamos os
nossos pecados e abandonamos a vida pecaminosa. Graça significa que Deus faz o
nosso arrependimento e fé possíveis através da morte e ressurreição de Jesus. Sem a
graça de Deus, o homem nunca poderia responder à oferta de Deus da salvação.
Portanto, o dom da graça de Deus para a humanidade significa que se ouvirmos a
mensagem do evangelho, podemos responder e sermos salvos. Ouvir a mensagem do
evangelho também é graça. A graça também se encontra na obra do Espírito Santo
chamando-nos para o evangelho e convencendo-nos do nosso pecado. Sem a ação do
12
Espírito Santo, nós estaríamos irremediavelmente perdidos. O Espírito Santo muitas
vezes trabalha por intermédio da igreja para apresentar esta mensagem. De forma a
poder ser salvo, o ser humano depende da ação expiatória de Deus e da obediência da
Sua igreja na proclamação do evangelho. Os Protestantes afirmam a salvação pela
graça através da fé.
No seu esforço para encontrar a verdadeira base da salvação, Lutero voltou-se para o
estudo das Escrituras. A principal base de autoridade para qualquer crença ou prática é
a Palavra de Deus. É certo que os cristãos também dependem da razão, experiência e
tradição, mas as Escrituras são a principal fonte de autoridade. Os cristãos requerem
acesso às Escrituras e precisam estudá-la como parte essencial do seu programa para
desenvolvimento espiritual. O entendimento protestante em como o indivíduo precisa
ler as Escrituras resultou num esforço massivo para tradução da Palavra na linguagem
comum e no ensino da leitura às pessoas.
Os Protestantes afirmam a autoridade das Escrituras. O acesso às Escrituras também
se relaciona com o sacerdócio do crente. O movimento protestante quer colocar o
homem diretamente diante de Deus. Não há necessidade nenhuma para alguém se
confessar a um padre ou orar a um santo por ajuda de Deus. Ao contrário, o indivíduo
vai diretamente a Deus para confessar os seus pecados e orar pelas suas necessidades.
O crente tem tanto a responsabilidade de orar como de estudar pessoalmente as
Escrituras para saber a vontade de Deus.
Aqui está a descentralização da salvação ,do padre, para o indivíduo. Essa
responsabilidade pessoal se estende à própria natureza da salvação, na qual o
indivíduo tem de experimentar pessoalmente a salvação. É preciso cuidado. Existe o
perigo de compreender o cristianismo apenas em termos do indivíduo. Alguns
movimentos protestantes reduziram a fé ao ato individual numa experiência
salvadora. Contudo, os cristãos são chamados a viverem em comunidades, adorarem
em igrejas e serem responsáveis uns aos outros. Os protestantes afirmam o sacerdócio
dos crentes e a chamada para viver em comunidade.
O cristianismo protestante também tem sido identificado com evangelismo ou
missões. Os cristãos reformados desempenharam um papel de relevo em levar o
evangelho da Europa para os quatro cantos do mundo. Os Arminio-Wesleyanos, com a
sua ênfase sobre o livre arbítrio e a declaração de Wesley de ser o mundo a sua
paróquia, acreditaram ser evangelismo o coração do que significava ser cristão e uma
organização cristã.
• Os Estados Unidos foram fundados sobre o princípio da liberdade religiosa porque
uma diversidade de grupos religiosos emigrou para as suas costas.
• Os europeus levaram o evangelho consigo para a África e para a Ásia como parte do
seu empreendimento econômico.
• O século XX assistiu a uma explosão de movimentos protestantes indígenas na
América Latina, África e Ásia.
• Pela primeira vez na história do cristianismo, há mais cristãos a sul do que a norte do
Equador. Os cristãos protestantes desempenharam durante o último século um papel
13
de relevo no movimento. (Explorando a História e a Política da Igreja do Nazareno. Kansas
City,Missouri.2002.p.2-4)
A Igreja – p. 39 Manual
I. A Igreja Universal
23. A Igreja de Deus é constituída por todas as pessoas espiritualmente regeneradas,
cujos nomes estão escritos no Céu.
II. As Igrejas Individuais
24. As igrejas individuais são constituídas pelas pessoas regeneradas que, por
permissão providencial e direção do Espírito Santo, se associam para comunhão santa
e ministério.
III. A Igreja do Nazareno
25. A Igreja do Nazareno compõe-se daqueles que voluntariamente se associaram
segundo as doutrinas e forma de governo da dita igreja e procuram a santa comunhão
cristã, a conversão de pecadores, a inteira santificação dos crentes, a sua edificação
em santidade e a simplicidade e o poder espiritual manifestos na primitiva Igreja do
Novo Testamento, juntamente com a pregação do Evangelho a toda a criatura.
DECLARAÇÃO DE FÉ CONVENCIONADA- p. 39 Manual
26. Reconhecendo que o direito e privilégio de alguém ser membro de uma
igreja se baseiam no fato da sua regeneração, devemos requerer somente uma
declaração de fé essencial à experiência cristã. Julgamos, portanto, que será
suficiente crer nas seguintes breves declarações. Cremos:
26.1. Que há um só Deus— o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
26.2. Que as Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos, dadas por
inspiração plena, incluem toda a verdade necessária à fé e à vida cristã.
26.3. Que todo o ser humano nasce com uma natureza corrompida e é,
portanto, inclinado ao mal, e isto continuamente.
26.4. Que aquele que continua impenitente até o fim fica perdido
eternamente e sem esperança.
26.5. Que a expiação mediante Jesus Cristo é para toda a raça humana; e
que aquele que se arrepende e crê no Senhor Jesus Cristo é justificado,
regenerado e salvo do domínio do pecado.
26.6. Que os crentes, depois da regeneração, deverão ser inteiramente
santificados pela fé no Senhor Jesus Cristo.
26.7. Que o Espírito Santo testifica do novo nascimento e também da inteira
santificação dos crentes.
26.8. Que o nosso Senhor voltará, os mortos serão ressuscitados e se
realizará o juízo final. (Futuro) *
14
*Isto implica dizer que não endossamos o “Preterismo”. Preterismo é doutrina que
ensina que os eventos futuros como arrebatamento, Grande Tribulação, Conversão
Nacional de Israel e o Milênio, são simbólicos e já se cumpriram no passado.
Amilenismo – é a doutrina que provém da “Teologia do Pacto” (Covenant Theology) e
despreza as diferenças claras entre a igreja e Israel.
Na Constituição do Manual da Igreja do Nazareno, o artigo quarto da secção sobre “A
Igreja” é intitulado Declaração de Fé Convencionada. Nos primeiros manuais, esta
secção era a secção central acerca da doutrina. Depois da revisão do Manual de 1923,
foi dada proeminência aos Artigos de Fé. A Declaração Convencionada avança com
importantes aspectos do papel da doutrina na Igreja do Nazareno.
O princípio controlador de toda a secção encontra-se na primeira declaração,
“Reconhecendo que o direito e privilégio de alguém ser membro de uma igreja se
baseia no fato da sua regeneração, devemos requerer somente uma declaração de fé
essencial à experiência cristã”. Portanto esta declaração confirma o princípio que a
membresia da igreja é baseada sobre a existência da experiência religiosa, “ser
membro de uma igreja se baseia no fato da sua regeneração”.
A segunda parte da declaração claramente articula o principio que as crenças
selecionadas, colunas mestras, devem ser as que providenciam os fundamentos para a
experiência cristã. Aqui há uma tentativa de ser flexível nas diferenças doutrinárias
que podem ser encontradas entre os cristãos. Muitas idéias podem ser importantes,
mas só devem ser ligadas a todos se forem fundamentos diretos da experiência
religiosa da pessoa. Esse ponto de vista sobre o papel da doutrina sugere, uma vez
mais, o significado que a igreja coloca na experiência pessoal com Deus.
O segundo princípio encontrado na secção da Declaração Convencionada é que a
apresentação destas idéias significativas seria breve. Aqui está um sumário dessas oito
crenças.
• A primeira declaração de fé reconhece Deus e a Trindade.
• A segunda centraliza a fé e a prática nas Escrituras.
• A terceira e a quarta reconhecem a pecaminosidade do ser humano e a sua
necessidade de salvação.
• A quinta liga a salvação a Jesus Cristo O qual é a nossa expiação e o objeto do
arrependimento.
• A sexta declara que os crentes devem ser inteiramente santificados.
• A sétima afirma que o Espírito Santo garante segurança tanto para os que forem
salvos como também para os que forem inteiramente santificados.
• A oitava contém declarações gerais referentes ao retorno de Jesus e o juízo final.
15
Cada declaração possui pouca ou nenhuma elaboração. A razão principal para o estudo
da doutrina parece ser para que a pessoa tenha plena compreensão do seu
relacionamento com Deus. Também se enfatiza o tipo de crenças compartilhadas que
moldam os requisitos para se ser membro da comunidade. Como indivíduos, podemos
ter uma variedade de crenças em assuntos tais como milenialismo e a forma de
batismo. Esta comunidade da Igreja do Nazareno foi formada para enfatizar o
relacionamento da pessoa com Deus e como este relacionamento se revela no viver
uma vida de santidade.
REGRAS GERAIS
Uma das questões de discussão para aqueles que estão esperando para serem
membros da Igreja do Nazareno tem sido quais eram formalmente as Regras Especiais
e Gerais e são agora Pacto de Caráter Cristão e Pacto de Conduta Cristã. Desde os
primórdios da história da Igreja, tem havido sempre declarações concernentes ao
estilo de vida. Estes pactos refletem o compromisso para compartilhar uma visão de
um estilo de vida de santidade.
A pergunta que se levanta é como, através duma cultura global múltipla, pode ser
possível encontrar consenso sobre questões de estilo de vida? A existência dos Pactos
(Regras Especiais e Gerais) afirmam que os cristãos precisam estar envolvidos em
relacionar assuntos de estilo de vida com fé. Por causa do domínio dos Estados Unidos
na história formativa da Igreja do Nazareno, muitos destes assuntos refletem aquela
cultura. Nos últimos 30 anos, a igreja começou a descobrir o que significa viver num
contexto global.
O Pacto de Caráter Cristão (Regras Gerais) datam as regras de João Wesley, fazer o que
é bom e evitar o mal. O Pacto de Conduta Cristã (Regras Especiais) a princípio
considerou apenas assuntos bem selecionados, tais como diversão e aborto. Também
incluía uma lei que os oficiais da igreja devem estar na posse da experiência da inteira
santificação.
Uma terceira secção do Manual que contém declarações sobre assuntos de caráter
ético é o Apêndice. Em 1928, R. T. Williams explicou o funcionamento do Apêndice,
como sendo o espaço onde uma particular Assembléia pode dar voz à sua opinião
sobre determinado assunto.
A cada doze anos a Assembléia tem de decidir se determinado assunto deve continuar
no Manual. Uma variedade de assuntos que vão desde dança folclórica, passando pelo
atletismo, discriminação racial, de socialização do álcool e o SIDA tem sido a ênfase de
uma particular Assembléia.
A questão volta outra vez a ser colocada em termos do significado de se viver numa
comunidade comum.
16
AS REGRAS GERAIS CONFORME MANUAL – Pacto de Caráter Cristão –
p.40 Manual
27. Identificar-se com a Igreja visível é o bem-aventurado privilégio e dever sagrado
de todos quantos estão salvos dos seus pecados e buscam ser completos em Cristo
Jesus. É exigido de todos que desejem unir-se com a Igreja do Nazareno, e assim andar
em comunhão conosco, que mostrem evidência de salvação dos seus pecados por um
comportamento santo e uma piedade vital; que estejam, ou ardentemente desejem
estar, purificados de todo o pecado inato; e que dêem evidência da sua entrega a
Deus—
27.1. PRIMEIRO. Fazendo aquilo que se ordena na Palavra de Deus, que é não só a
nossa regra de fé como de prática, incluindo:
(1) Amar a Deus de todo o coração, alma, entendimento e força, e ao próximo como a
si mesmo (Êxodo 20:3-6; Levítico 19:17-18; Deuteronômio 5:7-10; 6:4-5; Marcos 12:2831; Romanos 13:8-10).
(2) Trazer insistentemente à atenção dos perdidos as exigências do evangelho,
convidando-os para a casa do Senhor e procurando alcançar a sua salvação (Mateus
28:19-20; Atos 1:8; Rm. 1:14-16; II Co. 5:18-20).
(3) Ser cortês para com todos os homens (Efésios 4:32; Tito 3:2; I Pedro 2:17; I João
3:18).
(4) Ser útil àqueles que também são da fé, suportando uns aos outros em amor
(Romanos 12:13; Gálatas 6:2, 10; Colossenses 3:12-14).
(5) Procurar fazer o bem aos corpos e às almas dos homens; alimentando os famintos,
vestindo os nus, visitando os doentes e os presos, ministrando aos necessitados,
conforme permitirem as oportunidades e bens (Mt. 25:35-36; II Co.9:8-10; Gl. 2:10;
Tiago 2:15-16; I João 3:17-18).
(6) Contribuir com dízimos e ofertas para o sustento do ministério, da igreja e da sua
obra (Ml. 3:10; Lc.6:38; I Co.9:14; 16:2; II Co. 9:6-10; Fp. 4:15-19).
(7) Participar fielmente de todas as ordenanças de Deus e dos meios da graça,
incluindo a adoração pública de Deus (Hebreus 10:25), o ministério da Palavra (Atos
2:42), o sacramento da Ceia do Senhor (I Co. 11:23-30), o estudo das Escrituras e a
meditação nelas (Atos 17:11; II Tm. 2:15; 3:14-16), o culto doméstico e devoções
privadas (Dt. 6:6-7; Mateus 6:6).
27.2. SEGUNDO. Evitando o mal de toda a espécie:
(1) Tomar o nome de Deus em vão (Êxodo 20:7; Levítico 19:12; Tiago 5:12).
(2) Profanar o dia do Senhor participando em atividades seculares desnecessárias,
portanto, entregando-se a práticas que violam a sua santidade (Êx. 20:8-11; Isaías
58:13-14; Mc. 2:27-28; Atos 20:7; Ap.1:10).
(3) Imoralidade sexual, tal como relações pré-matrimoniais ou extra-matrimoniais,
perversões de qualquer forma, frouxidão e impropriedade de conduta (Êx.20:14; Mt.
5:27-32; I Co. 6:9-11; Gl. 5:19; I Tes. 4:3-7).
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(4) Hábitos ou práticas que se sabem ser prejudiciais ao bem estar físico e mental. Os
cristãos devem considerar-se templos do Espírito Santo (Provérbios 20:1; 23:1-3; I
Coríntios 6:17-20;II Coríntios 7:1; Efésios 5:18).
(5) Disputar, pagar o mal com o mal, tagarelar, caluniar, divulgar suspeitas
prejudiciais ao bom nome de outros (II Coríntios 12:20; Gálatas 5:15; Efésios 4:30-32;
Tiago 3:5-18; I Pedro 3:9-10).
(6) Desonestidade, lucros indevidos nos negócios, falso testemunho e obras
semelhantes das trevas (Levítico 19:10-11; Rm. 12:17; I Co. 6:7-10).
(7) Entregar-se à vaidade de vestuário ou comportamento. O nosso povo deve vestirse com a simplicidade e modéstia cristãs que convêm à santidade (Pv.29:23; I Tm. 2:810; Tiago 4:6; I Pedro 3:3-4; I João 2:15-17).
(8) Música, literatura e divertimentos que desonram a Deus (I Coríntios 10:31; II
Coríntios 6:14-17; Tiago 4:4).
27.3. TERCEIRO. Permanecendo em comunhão cordial com a igreja, não atacando ou
injuriando as suas doutrinas e costumes, mas estando totalmente submetido a elas e
ativamente envolvido no seu testemunho e expansão (Efésios 2:18-22; 4:1-3, 11-16;
Filipenses 2:1-8; I Pedro 2:9-10).
ARTIGOS DE ORGANIZAÇÃO E GOVERNO – (Art.28)
H.Orton Wiley e Paul T.Culbertson em seu livro “Introdução à Teologia Cristã”, explica
as diversas formas de governo eclesiástico. Diz ele: “Há três formas gerais com
respeito à organização da igreja. A primeira ensina que ela é exclusivamente um corpo
espiritual e não precisa de organização externa.
A segunda coloca-se no extremo oposto e afirma que as Escrituras nos dão um
plano formal de organização para a igreja...Há muita controvérsia com respeito à
forma de governo.
A terceira e mediatória teoria afirma que o N.T. oferece princípios gerais de
organização, mas não prescreve nenhuma forma específica de governo eclesiástico.
Esta é a posição geralmente aceita pelas igrejas protestantes.(
WILEY,CULBERTSON.Introdução à Teologia Cristã.Casa Nazarena de Publicações. SP
.1990 . pp.422-423)
“Um dos principais conceitos determinados nos primeiros anos da Igreja do
Nazareno foi “santidade organizada.” Uma das razões para as uniões do período entre
1907-1908 foi a criação de uma estrutura que iria facilitar o desenvolvimento de um
ministério global. A independência e associações provaram como sendo incapazes de
produzir um ministério de larga escala como era o seu desejo.
Na história da Igreja Cristã, existem pelo menos 3 abordagens filosóficas ao ministério.
• Episcopal
18
• Congregacional
• Presbiteriana
A forma episcopal de política pode ser encontrada em igrejas tais como Anglicana,
Metodista,Católica e Ortodoxa. O princípio básico é uma autoridade forte, centralizada
e administração de cima para baixo. Esta forma de governar a igreja centraliza todo o
poder a volta de um líder tipo arcebispo ou bispo, cuja autoridade é conseqüência da
ordenação que liga o seu bispado ao dos da Igreja Primitiva. Estas igrejas normalmente
também mantêm uma forma mais formal de adoração a qual mais uma vez seria
centralizada a volta da liderança sacerdotal. O poder e a liderança da igreja residem
nas mãos do clero. Em tal contexto, o pastor ou sacerdote normalmente é nomeado.
Coloca-se uma forte ênfase sobre a denominação. [ Obs: No caso da igreja Católica,
Temos o Papado, onde a autoridade suprema e final se encontra com o Papa.] No
sistema episcopal, um arcebispo tem autoridade sobre muitos bispos. Estes, por sua
vez, têm autoridade sobre uma “diocese” (Igrejas sob a jurisdição de um bispo). O
oficial encarregado de uma paróquia é um Reitor ou Vigário, e todos,
independentemente do grau de autoridade, são sacerdotes.
Uma forma oposta de política seria a forma “congregacional” , usada por
igrejas tais como os Batistas. Nessa estrutura toda a autoridade reside dentro da
igreja local, com o pastor e as pessoas da igreja local. É caracterizada por uma
autoridade descentralizada. A igreja local pode pertencer a associações nacionais ou
regionais, mas estes grupos não ditariam ordens sobre a igreja local. [ a autoridade se
encontra nas congregações separadas e tidas como independentes] A ordenação e o
apoio missionário normalmente são feitos dentro do contexto da igreja local. O pastor
recebe a sua ordenação de uma igreja local em particular e os missionários procuram
apoio através duma igreja local.
O mais alto grau clerical seria o pastor. O pastor pode ter poder absoluto dentro da sua
igreja local, mas só que tal poder seria condicionado ao apoio da congregação local. A
principal ênfase é colocada sobre a igreja local e a sua independência. Em tais
situações, normalmente o pastor é selecionado por uma junta composta por
elementos da igreja local.
A política “presbiteriana” ou representativa, combina componentes dos outros dois
tipos de política. O tema desta estrutura é o poder compartilhado entre os leigos e o
clero(Ministério) bem assim como entre a igreja local e a denominação. [O Conselho
exerce o poder na igreja local. O presbitério é a autoridade regional e os Concílios a
autoridade nacional.] A Igreja do Nazareno segue este modelo de governo de igreja,
dando-lhe o nome de “Representativo”.
Na Constituição da Igreja no Manual, dentro dos Artigos de Organização e Governo, é
abordada a questão do governo. A igreja reconhece que segue um padrão
representativo de governo. Ao se unir a uma igreja local a pessoa se une tanto a igreja
local como à denominação. Na escolha de um pastor, tanto a liderança distrital como a
igreja local, desempenham um papel preponderante.
Na igreja local, a liderança está a cargo da junta da igreja que é liderada pelo pastor.
19
(Explorando a História e a Política da Igreja do Nazareno. Kansas City,Missouri.2002.p.10-3)
CONCLUSÃO
Forma de governo não é uma doutrina central como a Trindade, a Divindade de
Cristo, a Expiação vicária ou a Autoridade das Escrituras.
A História da Igreja atesta que diferentes formas de governo têm funcionado
bem por séculos.
O cristão maduro deve estar preparado para servir a Deus em qualquer forma
de governo eclesiástico.
Em todos os sistemas de governos temos severas críticas, inclusive no sistema
adotado por nós nazarenos. O teólogo Wayne Grudem em sua obra “Teologia
Sistemática”, é crítico em relação ao governo exercido por uma junta. Diz ele:
“...É modelada a partir do exemplo de uma empresa moderna em que a
diretoria contrata um executivo que tem então autoridade de dirigir os negócios
conforme achar melhor...É uma forma de dirigir a igreja como uma empresa da
atualidade, em que se vê o pastor não como um líder espiritual, mas apenas como um
funcionário pago...Além disso, os membros da junta também são membros da igreja
local sobre a qual espera-se que o pastor tenha alguma autoridade, a qual, porém,
estará seriamente comprometida se os líderes da igreja são, na verdade, os chefes do
pastor.” (GRUDEM,Wayne.Teologia Sistemática Atua e Exaustiva.Ed.Vida Nova. SP.
1999.pp.784-785)
Nos tempos apostólicos as igrejas locais não eram completamente
independentes. Os apóstolos e evangelistas exerciam certo domínio e
superintendência geral sobre elas. Parece, portanto, que o tipo de organização
estabelecido pelos apóstolos foi uma forma de sistema associativo em que as igrejas
locais retinham elevado grau de domínio sobre os seus próprios negócios, embora
sujeitas, num sentido geral, a um governo comum.
O governo da Igreja do Nazareno é representativo e, assim, evita os extremos do
episcopado, por um lado, e do congregacionalismo ilimitado, por outro.(Manual.p.64)
Artigo I. Forma de Governo (Manual) p. 42 Manual
28. A Igreja do Nazareno tem uma forma representativa de governo.
28.1. Concordamos que é necessário haver uma superintendência que complemente e
auxilie a igreja local no cumprimento da sua missão e objetivos. A superintendência
deve edificar a moral, prover motivação, suprir gerência e assistência quanto ao
método, organizar e estimular a organização de novas igrejas e missões por toda a
parte.
28.2. Concordamos que a autoridade concedida aos superintendentes não interferirá
com a ação independente de uma igreja completamente organizada.
20
UNIDADE II – PACTO DE CONDUTA CRISTÃ – A VIDA CRISTÃ- p.48
Manual
Textos: Livro “Bem Vindo à Igreja do Nazareno – Nossas raízes e
Identidade.CNP,2004 e Manual 2005-2009
Quando se fala em Regras de Conduta, pode-se passar a idéia de “legalismo”.
Legalismo, no sentido entanto, se aplica às entidades sociais que procuram mascarar a
conduta social humana, sem mudar o intimo do coração humano. O artigo 33 diz:
33. A igreja proclama alegremente as boas novas de que podemos ser libertos de todo
o pecado para uma nova vida em Cristo. Pela graça de Deus, nós cristãos devemos
“despojar-nos do velho homem” — os velhos padrões de conduta, bem como a velha
mente carnal — e “revestir-nos do novo” — um novo e santo modo de viver, bem
como a mente de Cristo (Efésios 4:17-24).
Isto é aplicar a “Teologia da cruz” redescoberta por M.Lutero. “A maneira
correta de entender Deus é olhar para a cruz e não meditar sobre a Via Láctea...A cruz
é um microscópio que localiza Deus no emaranhado de nossa
pecaminosidade...Conhecer Deus pela cruz é conhecer o nosso pecado e seu amor
redentor.”(SHAW,Mark.Lições de Mestre.Ed.Mundo Cristão.SP.2004 pp.24-32)
Se a igreja trabalhar bem a questão da pecaminosidade, do Novo Nascimento e
da Inteira Santificação, as regras sugeridas de Conduta Cristã serão naturalmente
aceitas e praticadas.
33.1. A Igreja do Nazareno pretende transmitir à sociedade contemporânea princípios
bíblicos atemporais, de tal modo que as doutrinas e pactos da igreja sejam conhecidas
e compreendidas em muitas terras e numa variedade de culturas. Sustentamos que os
Dez Mandamentos, como reafirmados no Novo Testamento, constituem a ética cristã
básica e devem ser em tudo obedecidos.
Este artigo fala de princípios bíblicos imorredouros e reafirma a atualidade ética
dos 10 Mandamentos, devendo ser integralmente obedecidos. Como devemos
trabalhar a questão do 4º mandamento?
Os 10 Mandamentos formam o código ético fundamental do judaísmo,
cristianismo e islamismo. Eles são o sustentáculo da ética de três religiões universais.
Só isto é suficiente para torná-lo digno de estudo e consideração.
Na “Nova Aliança”, sob a qual estamos, não existe mandamento
correspondente para o 4º mandamento:
1º - Êxodo
20:2-3
I Co. 8:4-6, At. 17:23-31
21
2º “
3º “
4º
“
5º
“
6º
“
7º
“
8º
“
9º
“
10º “
20:5-6
20:7
20:8-11
20:13
20:13
20:14
20:15
20:16
20:17
I João 5:21
Tiago 5:12
Ef. 6:1-3
Rm. 13:9
I Co. 6:9-10
Ef. 4:28
Cl. 3:9, Tg. 4:11
Ef. 5:3
Estudos complementares sobre o tema: “A Atualidade dos Dez Mandamentos. Isaltino
Gomes Coelho Neto. Juerp. RJ.2003.
“O Sábado, a Lei e a Graça”. Abraão de Almeida. CPAD.RJ.1998
33.2. Também reconhecemos que há valor no conceito da consciência cristã coletiva
iluminada e dirigida pelo Espírito Santo. A Igreja do Nazareno, como expressão
internacional do Corpo de Cristo, está consciente da sua responsabilidade de buscar
meios de particularizar a vida cristã de modo a conduzir a uma ética de santidade. Os
padrões éticos históricos da igreja são expressos, em parte, nos números seguintes.
Devem ser observados cuidadosa e conscientemente como diretrizes e ajuda no viver
santo. Os que violam a consciência da igreja fazem-no para seu perigo e prejudicam o
testemunho da igreja. Adaptações devidas a diferenças culturais devem ser referidas à
Junta de Superintendentes Gerais e por ela aprovadas.
33.3 Ao enumerar as práticas que devem ser evitadas, reconhecemos que nenhum
catálogo, por mais completo que seja, pode pretender abarcar todas as formas do mal
através do mundo. Portanto, é imperativo que a nossa gente procure encarecidamente
a ajuda do Espírito para cultivar uma sensibilidade para com o mal que transcenda a
mera letra da lei; recordando a admoestação: “Julgai todas as coisas, retende o que é
bom; abstende-vos de toda a forma de mal” (I Tessalonicenses 5:21-22).
33.4. Espera-se que os nossos líderes e pastores dêem grande ênfase nos nossos
periódicos e dos nossos púlpitos a verdades bíblicas fundamentais que desenvolvam a
faculdade de discernir entre o bem e o mal.
Como o pastor nazareno pode perseguir este objetivo de 33.4?
a) Dedicando-se ao ministério por excelência: da oração e da Palavra. (Atos 16:4)
b) Dedicando-se ao Ministério do Ensino.
Pelo ensino, os crentes são arraigados e edificados (Cl. 2:6-7) e aprendem a vencer
erros e hábitos condenáveis. ( Tt. 1:9-11) Portanto, todo o conselho de Deus, isto é,
todas as verdades reveladas, devem ser objeto de ensino.( At. 20:27) O ensino não
é mera transmissão de conhecimentos, porém, é fator de mudança, correção e
edificação. Logo, o ensino é um modo importante de comunicar a Palavra de Deus.
c) Usando diferentes abordagens nos sermões:
22
Evangelística – Apresentar o plano de salvação aos perdidos. Mostrar para quem
os desesperançados devem olhar. “Olhai para mim e sereis salvos...” (Is.45:22)
Charles H.Spurgeon converteu-se ouvindo um sermão com base neste versículo.
Doutrinária - Temas como: A existência de Deus, A encarnação, a Trindade, a
Criação, Os Anjos, A doutrina do Pecado, Inteira Santificação ou Perfeição Cristã,
Graça Preveniente, Escatologia, etc.
Ética – Assuntos morais e sociais contemporâneos que carecem de elucidação.
Exemplos: A Santidade da vida Humana, O Preconceito Racial, a Responsabilidade
para com os pobres, Mulheres no ministério, Abuso de substâncias químicas,
bebidas, tabaco, pornografia, etc.
Pastoral – Sermões de encorajamento . “Consolai, Consolai o meu povo.”( Is. 40:1)
A Igreja precisa deste tipo de sermão, o problema é ficar somente no
encorajamento a ano todo.
Missionária – Conscientização da missão da igreja e do cumprimento da “Grande
Comissão”. Mateus 24:14 diz: “E será pregado este Evangelho do Reino por todo o
mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.”
33.5. A educação é de maior importância para o bem-estar social e espiritual da
sociedade. O mandato das escolas públicas é de educar a todos. Contudo, estas são
limitadas no que respeita ao seu alcance e, na verdade, mesmo proibidas por
regulamentos judiciais de ensinar os elementos básicos do Cristianismo. Organizações
e instituições educativas nazarenas, tais como Escolas Dominicais, escolas (creche até à
secundária), centro de cuidado à criança, centros de cuidado a adultos, faculdades e
seminários, têm por alvo ensinar os princípios bíblicos e os padrões éticos a crianças,
jovens e adultos, de tal modo que as nossas doutrinas possam ser conhecidas. Esta
prática pode ser exercida em vez de ou em adição às escolas públicas que,
freqüentemente, ensinam o humanismo secular e negligenciam os princípios
respeitantes a um viver santo. A educação proporcionada pelas escolas seculares deve
ser complementada no lar pelo ensino da santidade. Os cristãos devem também ser
estimulados a trabalhar em instituições públicas e com elas, de modo a testificar e a
influenciar as ditas instituições para o reino de Deus (Mateus 5:13-14).
34. Sustentamos especificamente que as seguintes práticas devem ser evitadas:
34.1. Diversões que subvertam a ética cristã. O nosso povo, tanto individualmente
como em unidades de famílias cristãs, deve reger-se por três princípios.
Primeiro, a mordomia cristã do tempo livre.
O segundo princípio é o reconhecimento do dever cristão de aplicar à família cristã os
mais elevados padrões morais de vida cristã. Porque vivemos em dias de grande
confusão moral, em que enfrentamos a possível intromissão dos males atuais nos
recintos sagrados dos nossos lares através de diferentes meios, como a literatura
popular, rádio, televisão, computadores de uso pessoal e a Internet, é essencial que
observemos as mais rígidas salvaguardas para evitar que nossos lares se tornem
secularizados e mundanos.
23
Contudo, sustentamos que o entretenimento que apóia e estimula o viver santo e
afirma valores bíblicos deve ser endossado e encorajado. Estimulamos, especialmente,
os nossos jovens a que usem seus dons no campo da mídia e das artes para influenciar
positivamente esta parte infiltradora da cultura.
O terceiro princípio é o dever de testificar contra tudo quanto trivialize ou blasfeme
contra Deus, bem assim males sociais como violência, sensualidade, pornografia,
profanidade e o ocultismo, conforme apresentados por e através de indústrias
comerciais de diversão em suas inúmeras formas, e empenhar-se na extinção de
empresas conhecidas como patrocinadoras deste tipo de diversões. Isto incluirá evitar
todos os tipos de diversão e produções de mídia que produzem, promovem ou focam
o violento, o sensual, o pornográfico, o profano ou o ocultismo; ou que espelham ou
embelezam a filosofia mundana de secularismo, sensualismo e materialismo, e assim
corroem os padrões divinos de santidade de coração e vida. Isto torna necessário o
ensino e a pregação destes padrões morais da vida cristã, e que o nosso povo seja
instruído no uso de discernimento, em oração, na escolha contínua do “alto caminho”
do viver santo. Por isso, exortamos nossos líderes e pastores a que dêem ênfase
vigorosa, nos nossos periódicos e dos nossos púlpitos, a verdades fundamentais que
venham a desenvolver o princípio da discriminação entre o bem e o mal que se
encontram nesses meios de comunicação.
Sugerimos que o padrão dado a João Wesley por sua mãe forme as bases deste ensino
de discriminação. Nomeadamente: “Tudo que enfraqueça a tua razão, diminua a
sensibilidade da tua consciência, obscureça a tua percepção de Deus ou atenue o teu
gosto pelas coisas espirituais, tudo que aumente a autoridade do teu corpo sobre a
mente, essa coisa para ti será pecado”. (33.2-33.4, 903.12/903.14)
(Romanos 14:7-13; I Coríntios 10:31-33; Efésios 5:1-18; Filipenses 4:8-9; I Pedro 1:1317; II Pedro 1:3-11)
34.2. Loterias e outras formas de jogos de azar, quer sejam legais ou ilegais. A igreja
sustenta que o resultado final destas práticas é nocivo tanto ao indivíduo como à
sociedade.(Mateus 6:24-34; II Tessalonicenses 3:6-13; I Timóteo 6:6-11; Hebreus 13:56; I João 2:15-17)
34.3. Membresia em ordens ou sociedades secretas sujeitas a juramento. A natureza
quase religiosa de tais organizações dilui a lealdade do cristão, e o caráter secreto
delas opõe-se ao seu testemunho público (I Coríntios 1:26-31; II Coríntios 6:14—7:1;
Efésios 5:11-16; Tiago 4:4; I João 2:15-17).
34.4. Todas as formas de dança que distraem do crescimento espiritual e tendem a
quebrar a devida reserva moral e inibição (Mateus 22:36-39; Romanos 12:1-2; I
Coríntios 10:31-33; Filipenses 1:9-11; Colossenses 3:1-17).
34.5. O uso, como bebida, de líquidos embriagantes, ou o seu comércio; exercer
influência ou votar a favor da existência de lugares para a venda de tais bebidas; o uso
de drogas ilícitas ou o seu comércio; o uso do tabaco, em qualquer das suas formas,
ou o seu comércio.
24
À luz das Escrituras Sagradas e da experiência humana quanto às conseqüências
nocivas do uso do álcool como bebida, e à luz de apuramentos da ciência médica
quanto ao efeito detrimental tanto do álcool como do tabaco ao corpo e à mente,
como uma comunidade de fé empenhada no alcance duma vida santa, a nossa posição
e prática é a abstinência, em vez de moderação. As Escrituras Sagradas ensinam que o
nosso corpo é o templo do Espírito Santo. Com amorosa atenção a nós e a outros,
pedimos ao povo abstinência total de todos os intoxicantes.
Além disso, a nossa responsabilidade social cristã leva-nos a usar quaisquer
meios legítimos e legais para minimizar a disponibilidade a outros quer de bebidas
alcoólicas quer do tabaco. A vasta incidência do abuso do álcool no nosso mundo exige
que assumamos uma posição que se afirme como testemunho a outros. (903.12903.14)
(Provérbios 20:1; 23:29—24:2; Oséias 4:10-11; Habacuque 2:5; Romanos 13:8; 14:1521; 15:1-2; I Coríntios 3:16- 17; 6:9-12, 19-20; 10:31-33; Gálatas 5:13-14, 21; Efésios
5:18)
(Somente vinho não fermentado deve ser usado no sacramento da Ceia do Senhor.)
(413.11, 427.7, 428.2, 429.1, 802)
34.6. O uso, sem prescrição médica, de alucinógenos, estimulantes e sedativos, e o
mau uso ou abuso de medicamentos obtidos regularmente com prescrição. Somente
por conselho médico competente e sob vigilância clínica devem tais drogas ser usadas.
(Mateus 22:37-39; 27:34; Romanos 12:1-2; I Coríntios 6:19-20; 9:24-27)
Casamento e Divórcio e ou Dissolução do Casamento – p. 52 Manual
Os pastores são conclamados a usarem práticas e ensinos que fortalecerão a
permanência do casamento. Para fomentar este alvo, o pastor deve investir em um
ministério para casais e contar com outros recursos disponíveis às igrejas.
A igreja entende que o contrato de casamento é moralmente obrigatório
enquanto ambos os cônjuges viverem e quebrá-lo é uma violação do plano divino da
permanência do casamento
3 situações:
Celebração de matrimônios ( 35.2)
Infelicidade Conjugal de membros da igreja (35.3)
Recebimento à membresia de pessoas com histórico de separação
B. Casamento e Divórcio e/ou Dissolução do Casamento1
35. A família cristã, unida num laço comum por Jesus Cristo, é um círculo de amor,
comunhão e adoração, que deve ser cultivado encarecidamente numa sociedade em
que os laços familiares são facilmente dissolvidos. Constrangemos o clero e as
congregações da nossa igreja ao ensino e práticas que fortalecerão e desenvolverão os
25
laços familiares. Em especial, urgimos nossos ministros a que dêem mais importância
ao ensino e à pregação do plano bíblico da permanência do matrimonio.
A instituição do casamento foi ordenada por Deus no tempo da inocência do homem e
é, segundo a autoridade apostólica, “digna de honra entre todas as pessoas”; é a união
mútua de um homem e de uma mulher para comunhão, auxílio e propagação da raça.
O nosso povo deve prezar este estado sagrado, como convém a cristãos, e contrair
matrimonio somente depois de oração sincera para que lhe seja dada direção divina e
após a certeza de que a união pretendida está em conformidade com as exigências das
Escrituras. Deve buscar sinceramente as bênçãos que Deus ordenou em relação ao
estado do matrimonio, nomeadamente, um santo companheirismo, paternidade e
amor mútuo— os elementos de edificação do lar.
O contrato de casamento é moralmente obrigatório enquanto ambos os cônjuges
viverem e quebrá-lo é uma violação do plano divino da permanência do casamento.
(Gênesis 1:26-28, 31; 2:21-24; Malaquias 2:13-16; Mateus 19:3-9; João 2:1-11; Efésios
5:21—6:4; I Tessalonicenses 4:3-8; Hebreus 13:4)
35.1. Segundo o ensino bíblico, o casamento é um compromisso mútuo do homem e
da mulher, por toda a vida, refletindo o amor sacrificial de Cristo pela Igreja. Como tal,
o casamento foi instituído sob a intenção de ser permanente, sendo o divórcio uma
infração clara do ensino de Cristo.
Tais infrações, entretanto, não se acham para além da graça perdoadora de Deus,
quando buscada com arrependimento, fé e humildade. Reconhecemos que alguns
tiveram de se sujeitar a um divórcio contra a sua própria vontade ou foram compelidos
a este recurso para a proteção legal ou física.
(Gênesis 2:21-24; Marcos 10:2-12; Lucas 7:36-50, 16:18; João 7:53-8:11; I Coríntios 6:911; 7:10-16; Efésios 5:25-33)
35.2. Instruem-se os ministros da Igreja do Nazareno a que dêem cuidadosa atenção a
assuntos respeitantes à celebração de matrimônios. Devem os ministros procurar, de
toda a maneira possível, transmitir às suas respectivas congregações o conceito de que
o matrimonio cristão é sagrado.
Deverão oferecer aconselhamento pré-matrimonial sempre que possível, antes de
celebrar uma cerimônia matrimonial, incluindo orientação espiritual adequada àqueles
que tiveram a experiência do divórcio. Só deverão solenizar o matrimonio de pessoas
que tenham bases escriturísticas para o casamento. (107-107.1)
35.3. Exortamos os membros da Igreja do Nazareno que se vejam envolvidos em
infelicidade conjugal a buscarem com muita oração um curso redentor de ação, em
plena harmonia com os votos feitos e o ensino claro das Escrituras, tendo por alvo
preservar o lar e salvaguardar o bom nome de Cristo e Sua Igreja. Os casais que
estejam tendo sérios problemas matrimoniais e a devem buscar o conselho e
orientação do seu pastor e/ou de quaisquer outros líderes espirituais apropriados. O
não cumprimento destas instruções, em boa fé e com um desejo sincero de encontrar
uma solução cristã, e a subseqüente busca de um divórcio e, depois, contrair um novo
matrimonio, resultará em que um dos cônjuges ou ambos fiquem sujeitos à possível
disciplina prevista no parágrafo 504-504.2 e 505-505.12.
26
35.4. Devido à ignorância, ao pecado e às fraquezas humanas, há muitas pessoas na
nossa sociedade que ficam aquém do plano divino. Cremos que Cristo pode redimir
estas pessoas, tal como procedeu com a mulher junto ao poço de Samaria,( Que tivera
5 maridos e vivia maritalmente, sem estar casada.) e que o pecado contra o plano de
Deus para o casamento não situa a pessoa fora da graça perdoadora do evangelho.
Onde houve dissolução do casamento e ocorreu novo matrimonio, exorta-se aos que
assim se casaram a que busquem a graça de Deus e Sua ajuda redentora no
relacionamento matrimonial. Tais pessoas poderão ser recebidas
na membresia da igreja quando tiverem dado evidências da sua regeneração e de que
agora têm compreensão da santidade do matrimonio cristão. (27, 107.1)
[A orientação é para que a pessoa que agora é uma nova criatura, que
regularize a situação, transformando o concubinato, numa união estável.]
Santidade da vida humana- p. 54 Manual
C. Santidade da Vida Humana
36. A Igreja do Nazareno acredita na santidade da vida humana e esforça-se por
proteger contra as práticas de aborto, pesquisa de células estaminais (células tronco)
em embriões humanos, eutanásia e a negação do necessário tratamento médico aos
fisicamente incapacitados e aos idosos.
Aborto Induzido. A Igreja do Nazareno afirma a santidade da vida humana como
estabelecida pelo Deus Criador, e crê que essa santidade se estende à criança que
ainda não nasceu. A vida é uma dádiva de Deus. Toda a vida humana, incluindo a que
está em desenvolvimento no útero materno, é criada por Deus à Sua imagem e,
portanto, é para ser nutrida, cuidada e protegida. A partir do momento da concepção,
a criança é um ser humano com o desenvolvimento de todas as características da vida
humana e esta vida depende totalmente da mãe para a continuidade do seu
desenvolvimento. Por isso, acreditamos que a vida humana necessita ser respeitada e
protegida a partir do momento da sua concepção. Opomo-nos ao aborto induzido por
qualquer meio, por conveniência pessoal ou controle populacional. Opomo-nos a leis
que permitem o aborto. Cientes de que há condições médicas raras, porém reais, em
que a mãe ou a criança por nascer, ou ambas, não poderiam sobreviver à gravidez, o
término da gravidez só poderá ser feito após aconselhamento médico e cristão
adequados. Oposição responsável ao aborto exige a nossa consagração ao início e
apoio a programas designados a prover cuidados adequados para mães e crianças. A
crise de uma gravidez indesejada compele a que a comunidade de crentes
27
(representada apenas por aqueles a quem seja apropriado o conhecimento da crise)
ofereça um contexto de amor, oração e aconselhamento. Em tais casos, o apoio
poderá tomar a forma de centros de aconselhamento, casas para mulheres grávidas e
a criação ou utilização de serviços cristãos de adoção.
A Igreja do Nazareno reconhece que considerações dadas ao aborto como meio de
terminar uma gravidez indesejada muitas vezes ocorrem porque se ignoraram
princípios cristãos da responsabilidade sexual. Assim, a Igreja apela a que as pessoas
pratiquem a ética do Novo Testamento no que se refere à sexualidade humana, e a
que tratem a questão do aborto situando-a no seu contexto mais vasto de princípios
bíblicos que oferecem orientação quanto a como fazer-se decisão moral.
(Gn. 2:7, 9:6; Êx. 20:13; 21:12-16, 22-25; Lv. 18:21; Jó 31:15; Sl. 22:9; 139:3-16; Is. 44:2,
24; 49:5; Jr. 1:5; Lc. 1:15, 23-25, 36-45; At. 17:25; Rm. 12:1-2; I Co. 6:16;7:1 e
seguintes; I Tes. 4:3-6)
A Igreja do Nazareno também reconhece que muitos já foram afetados pela
tragédia do aborto. Desafia-se a cada congregação local e a cada cristão a oferecer a
mensagem do perdão de Deus a cada pessoa que já experimentou o aborto. As nossas
congregações locais devem ser comunidades de esperança e redenção para todos os
que sofrem dores físicas, emocionais e espirituais conseqüentes da interrupção
voluntária de uma gravidez. (Romanos 3:22-24; Gálatas 6:1)
Engenharia e Terapia Genética. A Igreja do Nazareno apóia o uso de engenharia
genética para alcançar a terapia genética. Reconhecemos que a terapia genética pode
levar à prevenção e cura de doenças, desordens mentais e anatômicas. Opomo-nos a
qualquer uso de engenharia genética que promova injustiça social, despreza a
dignidade da pessoa ou tenta alcançar superioridade racial, intelectual ou social
sobre outros (Eugênico). Opomo-nos à iniciação de estudos do DNA cujo resultado
possa encorajar ou apoiar o aborto humano como uma alternativa para interrupção da
vida antes do nascimento. Em todos os casos, humildade, respeito pela inviolabilidade
da dignidade da vida humana, igualdade humana diante de Deus e compromisso com a
misericórdia e justiça devem governar a engenharia e a terapia genética. (Mq.6:8)
Pesquisa de Células Estaminais (Células Tronco) em Embriões Humanos e Outras
Diligências Médico/Científicas que Destroem a Vida Humana após a Concepção.
A Igreja do Nazareno encoraja fortemente à comunidade científica para prosseguir
agressivamente os avanços na tecnologia de células estaminais (células tronco)
obtidas a partir de fontes tais como tecidos humanos adultos, placenta, sangue do
cordão umbilical, fontes animais e outras fontes embrionárias não humanas. Isto tem
como fim correto a tentativa de trazer saúde para muitos, sem se violar a santidade da
vida humana. A nossa posição sobre a pesquisa de células estaminais (células tronco)
em embriões humanos surge a partir da nossa afirmação que o embrião humano é
uma pessoa feita à imagem de Deus. Por isso, opomo-nos ao uso de células estaminais
(células tronco) produzidas a partir de embriões humanos para pesquisa, intervenções
terapêuticas ou qualquer outro propósito.
À medida que avanços científicos disponibilizam novas tecnologias, nós
apoiamos fortemente esta pesquisa quando ela não viola a santidade da vida humana
ou qualquer outra lei moral ou bíblica.
28
Contudo, opomo-nos à destruição do embrião humano para qualquer propósito e
qualquer tipo de pesquisa que tira a vida de um ser humano após a concepção.
Coerente com este ponto de vista opomo-nos ao uso, para qualquer propósito, de
tecidos derivados de fetos humanos abortados.
Clonagem Humana. Opomo-nos à clonagem do ser humano individual. A humanidade
é valorizada por Deus, que nos criou à Sua imagem e a clonagem de um ser humano
individual trata este ser como um objeto, negando desta forma a dignidade pessoal e o
valor que nos são conferidos pelo Criador. (Génesis 1:27)
Eutanásia (Incluindo Suicídio Medicamente Assistido). Acreditamos que eutanásia
(fim intencional da vida de uma pessoa com doença terminal ou alguém portadora de
uma doença degenerativa e incurável que não é ameaça de vida imediata, com o
propósito de por fim ao sofrimento) é incompatível com a fé cristã. Isto se aplica
quando a eutanásia é requerida ou consentida pela pessoa com doença terminal
(eutanásia voluntária) ou quando a pessoa terminalmente doente não está
mentalmente capacitada para dar o seu consentimento (eutanásia involuntária).
Acreditamos que a rejeição histórica da eutanásia pela igreja cristã é confirmada pelas
convicções cristãs derivadas da Bíblia e que são centrais à confissão de fé da Igreja em
Jesus Cristo como Senhor. A eutanásia viola a confiança cristã em Deus como Senhor
soberano da vida ao reivindicar o senhorio da pessoa sobre si mesma; viola o nosso
papel como mordomos diante de Deus; contribui para a erosão do valor que a Bíblia
coloca na vida e comunidade humanas; dá demasiada importância à cessação do
sofrimento; e reflete a arrogância humana diante de um Deus graciosamente
soberano. Desafiamos o nosso povo a se opor veementemente a todos os esforços de
legalização da eutanásia.
Permitindo Morrer. Quando a morte humana é iminente, acreditamos que, tanto o
retirar como o não iniciar de sistemas artificiais de apoio à vida, são permitidos dentro
dos limites da fé e prática cristãs. Esta posição aplica-se a pessoas que estejam num
persistente estado vegetativo e aquelas aos quais a aplicação de meios extraordinários
para o prolongamento de vida não traz nenhuma esperança razoável de retorno à
saúde. Acreditamos que quando a morte é iminente, nada na fé cristã requer que o
processo de morrer seja artificialmente adiado. Como cristãos confiamos na
fidelidade de Deus e temos a esperança da vida eterna. Isto faz com que os cristãos
aceitem a morte como uma expressão de fé em Cristo, que venceu a morte no nosso
lugar e roubou-lhe a vitória.
D. Sexualidade Humana
37. A Igreja do Nazareno vê a sexualidade humana como uma expressão da santidade
e da beleza que Deus o Criador pretendeu para a Sua criação. É uma das vias pelas
quais é selada e expressa a aliança entre um marido e esposa. Os cristãos devem
compreender que no casamento a sexualidade humana pode e deve ser santificada
por Deus. A sexualidade humana só alcança realização como um sinal de amor
compreensivo e de lealdade. Maridos e esposas cristãos devem ver a sexualidade
29
como parte do seu compromisso muito mais vasto, feito um ao outro e a Cristo de
quem se extrai o significado da vida.
O lar cristão deve servir de lugar no qual se ensina às crianças o caráter sagrado da
sexualidade humana, e para lhes mostrar como o seu significado se realiza no contexto
de amor, fidelidade e paciência.
Os nossos ministros e educadores cristãos devem afirmar claramente o conceito
cristão da sexualidade humana, urgindo os cristãos a celebrarem a sua devida
excelência e a rigorosa guarda contra o que a possa trair ou distorcer.
A sexualidade perde o seu propósito quando tratada como um fim em si própria, ou
quando barateada pelo uso de uma outra pessoa para satisfazer interesses sexuais
pornográficos ou perversos. Consideramos todas as formas da sexualidade humana
que ocorrem fora do pacto do casamento heterossexual como distorção pecaminosa
da santidade e da beleza que Deus quis ver nela.
A homossexualidade é uma das formas pelas quais se perverte a sexualidade humana.
Reconhecemos a profundidade da perversão que leva a atos de homossexualidade,
mas afirmamos a posição bíblica de que tais atos são pecaminosos e sujeitos à ira de
Deus. Cremos que a graça de Deus é suficiente para subjugar a prática da
homossexualidade (I Coríntios 6:9-11). Deploramos qualquer ação ou declaração que
pareça implicar compatibilidade entre a moralidade cristã e a prática da
homossexualidade. Urgimos que haja pregação e ensinos claros respeitantes aos
princípios bíblicos quanto à moralidade sexual.
(Gênesis 1:27; 19:1-25; Lv. 20:13; Rm. 1:26-27; I Co. 6:9-11; I Tm. 1:8-10)
ASSUNTOS MORAIS E SOCIAIS CONTEMPORÂNEOS- p.374 Manual
903.1. Doação de Órgãos
A Igreja do Nazareno exorta seus membros que não tenham objeções pessoais, a
apoiarem a doação e a recepção de órgãos anatômicos através de testamentos e
dádivas. Mais ainda, apelamos para uma distribuição moral e eticamente justa dos
órgãos aos qualificados para os receber. (2001)
903.2. Discriminação [ Opomo-nos historicamente a todo tipo de discriminação;
racial, social, religiosa, econômica, educacional, política,etc.]
A Igreja do Nazareno reitera a sua posição histórica de compaixão cristã por
pessoas de todas as raças. Cremos que Deus é o Criador de todas as pessoas, e que
de um sangue todas foram criadas. Cremos que cada indivíduo,
30
independentemente de raça, cor, gênero ou crença, deve ter igualdade perante a
lei, incluindo o direito de votar, igual acesso a oportunidades educacionais, a todos
as instalações públicas e, de acordo com a sua capacidade, igual oportunidade de
ganhar a vida, livre de qualquer discriminação profissional ou econômica.
Exortamos nossas igrejas em toda a parte a que continuem e incremente
programas de educação para promover harmonia e compreensão racial. Cremos
também que a admoestação bíblica de Hebreus 12:14 deve guiar as ações do nosso
povo. Exortamos que todos os membros da Igreja do Nazareno examinem
humildemente as suas atitudes e ações pessoais para com outras etnias, como
primeiro passo para alcançar o alvo cristão de plena participação de todos na vida
da igreja e de toda a comunidade.
Realçamos de novo a nossa crença que a santidade de coração e de vida é a base para
uma vida justa. Cremos que a caridade cristã entre grupos raciais ou sexos diferentes
existirá quando os corações dos homens forem transformados mediante completa
submissão a Jesus Cristo, e que a essência do verdadeiro Cristianismo consiste em
amar a Deus de todo o coração, mente, alma e forças, e ao próximo como a si mesmo.
(2005)
903.3. Abuso de Desprotegidos [ abomina quaisquer práticas abusivas e de má
conduta sexual de seus líderes e ou membros. Aí se enquadra a PEDOFILIA, o
Trabalho Infantil e qualquer outro abuso de autoridade contra os desprotegidos.]
A Igreja do Nazareno abomina o abuso a qualquer pessoa de qualquer idade ou sexo; e
apela para um aumento de consciência pública através de suas publicações e provendo
informação educacional adequada.
A Igreja do Nazareno reafirma a sua política histórica de que todos quantos atuam
sobre a autoridade da igreja são proibidos de má conduta sexual e outras formas de
abuso do desprotegido.
Quando coloca pessoas em posição de confiança ou autoridade, a Igreja do Nazareno
presumirá que a conduta passada é, geralmente, indicadora segura de possível futura
conduta. A Igreja recusará posições de autoridade a pessoas que previamente usaram
uma posição de confiança ou de autoridade para se entregarem a má conduta sexual
ou ao abuso do desprotegido, a não ser que passos apropriados sejam tomados para
prevenir mal comportamento futuro. Expressões de remorso da parte da pessoa
culpada não serão consideradas suficientes para anular a presunção de que é provável
que venha ocorrer futura má conduta, a não ser que as expressões de remorso sejam
acompanhadas de observável mudança de conduta por suficiente espaço de tempo, de
modo a indicar ser improvável uma repetição da má conduta. (1997)
903.4. Responsabilidade para com o Pobre
A Igreja do Nazareno crê que Jesus ordenou a Seus discípulos terem um
relacionamento especial com os pobres deste mundo; que a Igreja de Cristo, deveria,
primeiro, manter- se simples e livre de ênfase a riqueza e extravagância e, em
segundo lugar, cuidar, alimentar, vestir e abrigar os pobres. Através da Bíblia e na vida
e exemplo de Jesus, Deus Se identifica com e presta assistência a pobres, oprimidos e
31
aos indefesos na sociedade que não podem falar por si mesmos. Da mesma maneira,
também nós somos chamados a identificar-nos e a estar em solidariedade com os
pobres, e não simplesmente a oferecer-lhes caridade das posições de conforto onde
nos encontramos. Cremos que os ministérios de compaixão a necessitados incluem
atos de caridade assim como esforço em oferecer oportunidade, igualdade e justiça
aos pobres.
Cremos ainda que a responsabilidade cristã para com os pobres é um aspecto essencial
na vida de cada crente na procura de uma fé que opera através do amor.
Finalmente, entendemos que a santidade cristã é inseparável do ministério aos pobres
e que ela leva o cristão para além de sua própria perfeição individual; conduz à criação
de uma sociedade e mundo mais justos e imparciais. A santidade, ao invés de
distanciar os crentes das desesperadas necessidades econômicas de pessoas em nosso
mundo, motiva-nos a oferecer nossos recursos para aliviá-las e, também, ajustar os
nossos desejos de acordo com as necessidades de outrem. (2001)
(Êxodo 23:11; Dt.15:7; Salmos 41:1; 82:3; Provérbios 19:17; 21:13; 22:9; Jeremias
22:16; Mateus 19:21; Lucas 12:33; Atos 20:35; II Coríntios 9:6; Gálatas 2:10)
903.5. Mulheres no Ministério
A Igreja do Nazareno apóia o direito de mulheres usarem na igreja seus dons
espirituais outorgados por Deus. Afirmamos o direito histórico de mulheres serem
eleitas e nomeadas para posições de liderança na Igreja do Nazareno, incluindo os
ofícios tanto de presbíteros como de diáconos.
O propósito da obra redentora de Cristo é libertar a criação de Deus da desgraça da
Queda. Os que estão “em Cristo” são novas criaturas (II Coríntios 5:17). Nesta
comunidade redentora, nenhum ser humano deve ser considerado inferior em bases
de posição social, raça ou sexo (Gálatas 3:26-28).
Reconhecendo o aparente paradoxo criado pela instrução de Paulo a Timóteo
(I Timóteo 2:11-12) e à igreja em Corinto (I Coríntios 14:33-34), cremos que a
interpretação destas passagens como limitando o papel de mulheres no ministério
apresenta sérios conflitos com passagens específicas das Escrituras que recomendam a
participação feminina em cargos de liderança espiritual (Joel 2:28-29; Atos 2:17-18;
21:8-9; Romanos 16:1,3,7; Filipenses 4:2-3), e viola o espírito e a prática da tradição
Wesleyana de santidade. Finalmente, ela é incompatível com o caráter de Deus
apresentado através das Escrituras, especialmente como revelado na pessoa de Jesus
Cristo (2001).
903.6. A Igreja e a Liberdade Humana
Tendo a preocupação que a nossa grande herança cristã seja compreendida e
salvaguardada, lembramos ao nosso povo que tanto a nossa liberdade política como a
religiosa baseiam-se nos conceitos bíblicos da dignidade da humanidade como
criatura de Deus e da santidade da consciência individual. Exortamos o nosso povo a
participar em atividades apropriadas para apoiar estes conceitos bíblicos e a estar
sempre vigilante quanto às ameaças a esta preciosa liberdade.
Estas liberdades estão em constante perigo, por isso recomendamos com insistência a
eleição, para cargos públicos em todos os níveis do governo, de pessoas que creiam
nesses princípios e que respondam somente a Deus e perante o eleitorado que as
elegeu para desempenhar um cargo público de confiança. Mais ainda, resistimos a
32
qualquer violação destes princípios por grupos religiosos que procurem favores
especiais.
Cremos que o papel da Igreja deve ser profético e constantemente relembre às
pessoas que “a justiça exalta as nações”. (Provérbios 14:34). (2005)
903.7. Guerra e Serviço Militar
A Igreja do Nazareno crê que a paz é a condição ideal do mundo e que se torna
obrigação da Igreja Cristã usar a sua influência para encontrar meios que permitam às
nações da terra viver em paz e devotar todos os seus recursos à propagação da
mensagem da paz. Contudo, reconhecemos que vivemos num mundo em que forças e
filosofias do mal estão ativamente em conflito com estes ideais cristãos, e que podem
surgir emergências internacionais que levem uma nação a recorrer à guerra para
defender os seus ideais, liberdade e existência.
Conquanto assim empenhada na causa da paz, a Igreja do Nazareno reconhece que a
lealdade suprema do cristão é devida a Deus; portanto, a igreja não se empenha em
vincular a consciência dos seus membros quanto à participação no serviço militar em
caso de guerra, embora creia que o cristão, individualmente, na qualidade de
cidadão, deve servir a sua nação por todos os meios compatíveis com a fé cristã e
com o modo de vida cristão.
Também reconhecemos que, como conseqüência do ensino cristão e do anelo cristão
por paz na terra, há entre os nossos membros indivíduos que têm objeções de
consciência quanto a certas formas de serviço militar. Por isso, a Igreja do Nazareno
reclama para esses seus membros as mesmas isenções e considerações, quanto ao
serviço militar, concedidas a membros de organizações religiosas reconhecidamente
anti-bélicas.
A Igreja do Nazareno, através do seu secretário geral, estabelecerá um sistema de
registro em que as pessoas que provem serem membros da Igreja do Nazareno
possam declarar as suas convicções quanto a essas formas de serviço, por questões de
consciência. (2005)
903.8. Criação [ Posição criacionista e oposição à hipótese evolucionária]
A Igreja do Nazareno crê no relato bíblico da criação (“No princípio criou Deus os céus
e a terra...”—Genesis 1:1). Opomo-nos a qualquer interpretação ímpia da origem do
universo e da humanidade. Contudo, a igreja aceita como válidas todas as descobertas
cientificamente verificáveis em geologia e outros fenômenos naturais, pois
firmemente cremos que Deus é o Criador. (Artigos I.1., V.5.1, VII) (2005)
903.9. Evidência do Batismo com o Espírito Santo [ Não aceitamos a Glossolália como
a única evidencia do Batismo com o Espírito Santo.]
A Igreja do Nazareno crê que o Espírito Santo testemunha do novo nascimento e da
subseqüente obra da purificação do coração, ou inteira santificação, através do
enchimento com o Espírito Santo.
Afirmamos que a única evidência da inteira santificação, ou do enchimento com o
Espírito Santo, é a purificação do coração do pecado original, pela fé, como se afirma
em Atos 15:8-9: “E Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, dando33
lhes o Espírito Santo, assim como a nós; e não fez distinção alguma entre eles e nós,
purificando os seus corações pela fé”. E esta purificação manifesta-se pelos frutos do
Espírito numa vida santa. “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não
há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e
concupiscências” (Gálatas 5:22-24).
Afirmar-se mesmo que qualquer evidência física, especial ou suposta, ou “linguagem
de oração” constitui evidência do batismo com o Espírito, contraria a posição bíblica
e histórica da igreja. (1997)
903.10. Pornografia
A pornografia é um mal que está minando a moral da sociedade. Materiais impressos e
visuais que degradam a dignidade do ser humano e são contrários à perspectiva
escriturística da santidade do matrimônio e da natureza saudável do sexo, devem ser
rejeitados.
Cremos que somos criados à imagem de Deus, e que a pornografia degrada, explora e
abusa homens, mulheres e crianças. A indústria pornográfica tem por motivação a
ganância, é inimiga da vida familiar, tem levado a crimes de violência, envenena a
mente e destrói o corpo.
Para honrarmos a Deus como Criador e Redentor, exortamos oposição ativa à
pornografia, através de qualquer meio legítimo e apoiamos todos os esforços
positivos visando alcançar para Cristo aqueles que estão envolvidos neste mal. (1997)
[ Os crentes devem cuidar das janelas da alma: Os olhos.”São os
olhos a lâmpada do corpo...” (Mt.6:22)
903.11. Modéstia Cristã no Vestuário
Reconhecendo o aumento da tendência da moda para a imodéstia no vestir, em
lugares públicos, lembramos ao nosso povo o nosso conceito Cristão da modéstia
como uma expressão da santidade e exortamos que modéstia Cristã seja sempre
exercida em lugares públicos. (2005)
[ Bom senso no uso de roupas adequadas à natação, banhos de sol e
academias]
903.12. Abuso de Substâncias Químicas
A Igreja do Nazareno continua tendo forte objeção ao uso de entorpecentes,
considerando-os um mal social. Exortamos os membros da igreja a exercerem um
papel ativo e altamente visível, bem como a participarem na educação relativa ao
abuso de estupefacientes e à compatibilidade desse uso com a experiência cristã e
uma vida santa. (2001)
903.13. Uso Social de Bebidas Alcoólicas
A Igreja do Nazareno publicamente denuncia a prática do consumo do álcool em
reuniões sociais. Nós exortamos agências e organizações cívicas, de trabalho, de
negócios, profissionais, sociais, voluntárias e privadas a cooperarem na rejeição da
imagem social do consumo do álcool, para combater a publicidade e a promoção da
aceitabilidade social da “cultura do álcool” feita pelos meios de comunicação. (2001)
34
903.14. Tabaco, Seu Uso e Publicidade
A Igreja do Nazareno exorta o seu povo a pronunciar-se contra o uso do tabaco, tanto
como um risco à saúde como um mal social.
A nossa posição histórica firma-se na Palavra de Deus, onde somos admoestados a
manter os nossos corpos como templos do Espírito Santo (I Coríntios 3:16-17; 6:19-20).
A nossa posição contra o uso do tabaco em todas as suas formas é fortemente
apoiada por evidência médica, documentada por numerosas agências sociais,
governamentais e de saúde à volta do mundo. Estas agências têm demonstrado que é
um grande risco para a saúde, e mostrado conclusivamente que o seu uso pode
produzir modificações sérias e permanentes na fisiologia normal do corpo.
Reconhecemos que os nossos jovens são grandemente influenciados pelos milhões
gastos na promoção do tabaco e do mal idêntico que é a bebida alcoólica. Endossamos
banir toda a publicidade do tabaco e de bebida alcoólica em revistas, cartazes, rádio
e televisão. (2001)
903.15. HIV/AIDS/SIDA - Vírus de Imunodeficiência Humana/ Síndrome de
Imunodeficiência Adquirida.
Desde 1981, o nosso mundo tem sido confrontado pela mais devastadora doença
conhecida como HIV/AIDS/SIDA. Perante a profunda necessidade dos que sofrem de
HIV/AIDS/SIDA, a compaixão cristã nos motiva a que sejamos corretamente
informados acerca de HIV/AIDS/SIDA. Cristo desejaria que encontrássemos um meio
de comunicar o Seu amor e cuidado aos que assim sofrem em todo e qualquer país do
mundo. (2001)
GOVERNO DA IGREJA – p. 66 Manual
Anúncio que saiu no boletim da Igreja de Campinas:
Somos uma Igreja Multicongregacional
A Igreja Central de Campinas deixa de ser uma igreja local e passa a usar o termo
multicongregacional. O modelo já é usado em várias partes do mundo. Quando uma
igreja tem um estilo próprio, como é o nosso caso, ela pode se repetir por todos os
cantos da cidade e até em outros municípios. A mesma equipe pastoral, com o mesmo
líder, o pastor titular, se mobiliza, para servir em todas as frentes. As frentes são
qualificadas de “campus”.
35
Os artigos 100 a 114 do Manual tratam da organização de uma igreja local, Igreja
Multicongregacional, Colocação e mudança de nome de Igreja, Incorporação de
igrejas, propriedades, Retirada de igreja da Denominação, Uniões, Igreja Inativa,
Membresia, e reuniões. Vamos analisar alguns pontos:
REUNIÕES:
Reuniões regulares com a Junta de Oficiais, dentro dos primeiros quinze dias de
cada mês, sob a presidência do pastor.(Art.413-23 O pastor é presidente Ex Officio
de todos os comitês da igreja) Nestas reuniões a Junta deliberará sobre a “pauta”
do mês: Aprovação do relatório Financeiro, aprovação do Orçamento mensal,
Recebimento e Disciplina de membros (Exceto onde funcione o Comitê de
Evangelismo e Membresia (Art.110-8), Ajuste de Planos e Metas, etc.
Reuniões Extraordinárias – Podem ser convocadas pelo pastor, pelo
Superintendente Distrital, pelo secretário da igreja com a aprovação do pastor.
Assembléia Anual da Igreja Local. ( Art.113.7)
A junta de oficiais:
O governo da Igreja do Nazareno é exercido por uma “Junta de Oficiais” (art. 127)
A Junta é composta de:
 Pastor
 Superintendente da E.B.D. (MED)
 Presidente da J.N.I.
 Presidente de M.N.I.
 3 Mordomos (art. 137)
 3 Ecônomos (Art. 141)
 Membros do Comitê de Educação da Junta da Igreja eleitos em Assembléia.
O número de membros regulares da Junta da Igreja não pode exceder 25 pessoas.
Secretário e Tesoureiros participam das reuniões da Junta e não têm direito a
voto.




Não podem fazer parte da Junta:
Ministros ordenados e ou licenciados sem o cargo pastoral
Funcionários pagos pela Igreja Local
Pessoas que não professem a experiência da inteira santificação ( A vida do
oficial deve ser de piedade inquestionável.)
Quem não estiver em harmonia com as doutrinas, regulamentos e práticas da
Igreja do Nazareno.
36

Não Dizimista
Principais Atribuições da Junta:
1- Em harmonia com o pastor, cuidar do trabalho e interesses da igreja. A Junta é
o braço direito do pastor, é a extensão de sua administração.
2- Se a igreja estiver sem pastor, compete à Junta consultar o Superintendente
Distrital e indicar nomes de ministros licenciados ou ordenados que julgar apto
a servir como pastor.
3- Cooperar com o novo pastor no desenvolvimento dum acordo escrito quanto a
alvos e expectativas. Isto já está previsto no art. 115.2. “A Junta da Igreja e o
pastor devem comunicar-se claramente, por escrito, quanto aos alvos e
expectativas de cada um.”
4- Realizar com o pastor, anualmente, uma sessão de planejamento com o
propósito de atualizar uma compreensão clara e escrita de expectativas, alvos,
planos e objetivos.
5- Providenciar e adotar a elaboração de orçamentos. Poderá se trabalhar com
orçamento mensal e anual.
6- Conferir a um comitê da Junta, a responsabilidade de: Orientar o orçamento da
Igreja, relatar à Junta as condições financeiras e preocupações da igreja.
7- Determinar o salário que o pastor deverá receber, e rever a sua remuneração
pelo menos uma vez por ano.
8- Prover meios para o sustento do pastor, do pastor provisório ou de qualquer
outro obreiro pago pela igreja. Estimular e apoiar através de planejamento e
financiamento o compromisso de aprendizagem ao longo da vida do pastor e
seus assistentes. Normalmente as juntas são desatentas ao estimulo da
aprendizagem contínua e o pastor fica constrangido de pedir que a igreja
custeie congressos e cursos. Uma junta atenta deve estimular que seu pastor
participe ao menos uma vez a cada ano de um congresso para líderes. Outra
forma de apoio é programar a compra de obras de referência, compêndios de
Teologia, dicionários, que permanecerão no gabinete pastoral, como
propriedade da igreja. Estimular também a reciclagem de professores da EBD
de todas as faixas etárias.
9- A Junta da Igreja, em consulta com o Superintendente Distrital, poderá propor
uma “Licença Sabática”, licença para estudo, durante o sétimo ano consecutivo
de trabalho pastoral prestado a uma congregação, mantendo a remuneração
mensal.
10- A Junta deverá dar a devida atenção ao sustento do Distrito, dentro do plano
estabelecido do envio do “Fundo Distrital” (Dízimo dos Dízimos – 10%) e 2% a
título de “Fundo Educacional”.
37
11- Licenciar ou renovar a licença, a seu critério, de qualquer pessoa que tenha
sido recomendada pelo pastor para ministro local e ministro leigo.( Art. 402.3 –
“A igreja local fornecerá um certificado de ministro leigo, assinado pelo pastor
e pelo secretário da Junta.” Igual procedimento para o Ministro Local.
12- Recomendar a seu critério, à Assembléia Distrital, sob proposta do pastor,
qualquer pessoa que deseje obter a credencial de Ministro Licenciado, ou a
renovação da mesma. (Art.426.5 427)
13- A Junta elege: Diretores para ministérios com crianças e ou adultos, secretário
da Igreja e Tesoureiro.
14- A Junta aprova: O presidente da J.N.I. eleito pela organização da juventude. O
presidente da M.N.I eleito pelo comitê de M.N.I., a seleção de administradores
de creches, jardins de Infância, escolas nazarenas e órgãos paralelos.
15- Fazer que seja mantida cuidadosa contabilidade de todo o dinheiro recebido e
gasto pela igreja, bem como das escolas de qualquer outro corpo auxiliar como
“Projetos Sociais”, casas de recuperação, restaurantes, etc. Todos esses
relatórios devem passar pelo crivo da reunião mensal da junta. Devem ser
mantidas cópias de todos os relatórios para a confecção do “Consolidado
Anual”. A pessoa que contabiliza os dízimos e ofertas, não deve ser a mesma
que recolhe o ofertório, conta e relaciona os nomes e valores. A Junta, de
acordo com o art. 129.23, deve providenciar um comitê de no mínimo dois
membros que deverão contar e cuidadosamente relatar os dízimos e ofertas
identificadas e as ofertas em geral.
16- É dever da Junta estabelecer uma “Comissão de Exame de Contas”, de no
mínimo dois membros, que poderá ser chamado de “Comitê de Auditoria”,
que examinará, pelo menos uma vez por ano, o registro financeiro da igreja e
ministérios paralelos e emitirá parecer de aprovação e sugestões para
correções.
17- A Junta deve preocupar-se também com as ações evangelísticas da igreja. Na
prática, vemos que os oficiais das Juntas deixam totalmente sob a iniciativa dos
pastores as ações evangelísticas. A Junta pode trabalhar com um comitê de três
pessoas que sejam amantes das almas perdidas, gente de oração e ação.
Chamada de um Pastor – Art. 115
Quando uma igreja decide que quer chamar determinado ministro como o seu
pastor, o processo tem início com a junta da igreja local, a qual tem de ter o mínimo
de dois terços de seus membros votando a favor da nomeação de tal ministro como
pastor. A nomeação tem também de ter aprovação do superintendente do distrito.
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Em caso de haver uma diferença de opinião entre a igreja local e o superintendente do
distrito, o assunto pode ser resolvido pelo superintendente geral ou pela Junta
Consultiva Distrital. Após receber a nomeação apresentada pela junta, a igreja, numa
reunião especial, vota no candidato. O ministro tem de receber dois terços dos votos
dos membros da igreja com idade de votar presentes.
A chamada da igreja tem de incluir muitas coisas:
• O montante proposto da remuneração deve ser determinado pela junta e
oficialmente comunicado.
• A igreja local também deve pagar pela viagem e as despesas da mudança.
• A junta da igreja e o pastor devem comunicar um ao outro, por escrito, as suas
expectativas.
• O ministro tem 15 dias, a contar da data em que a igreja votou a chamada, para
aceitar o convite.
• O secretário da junta da igreja é quem comunica ao superintendente do distrito a
chamada e este, por sua vez, comunica ao candidato.
115.5. A remuneração do pastor deve começar na segunda feira antes do seu primeiro
domingo de serviço oficial à igreja.
118. A chamada de um pastor que é ministro licenciado terminará no final da
assembléia distrital se não for renovada a licença do ministro.
119. Nenhum pastor poderá renunciar ao pastorado de uma igreja sem apresentar à
junta da igreja e ao superintendente distrital a sua resignação, por escrito, pelo menos
trinta dias antes do término do pastorado; e sem que essa resignação tenha sido
aceite pela junta da igreja e aprovada, por escrito, pelo superintendente distrital.
Quando a resignação tiver sido aceite, a terminação poderá ser acordada em qualquer
data dentro dos trinta dias seguintes.
O Pastor e seus Deveres
Os deveres para um pastor apresentados no Manual são um pouco extensos.
São enumerados vinte e seis itens. A maioria são expectativas comuns sobre pregar a
Palavra, equipar os santos, administrar os sacramentos, cuidar do rebanho e
procurar a conversão dos pecadores. Outros estão relacionados com as
responsabilidades administrativas tais como nomeação de todos os professores e
supervisionar as estatísticas da igreja e outros ainda estão relacionados com os
negócios tais como assinar documentos legais.
A chamada de um pastor para a igreja local exemplifica o poder compartilhado entre o
leigo e o clérigo e entre a igreja local e a superintendência. O trabalho da chamada de
um pastor envolve tanto a junta da igreja local como o superintendente do distrito. O
tamanho da igreja normalmente afeta o papel a desempenhar pelo superintendente
distrital e pela junta da igreja local. Numa igreja grande, a igreja pode envolver-se mais
no processo de seleção.
39
412. Um pastor é um ministro (115) que, sob a chamada de Deus e do Seu povo, tem o
encargo de dirigir uma igreja local. Um pastor que esteja encarregado de uma igreja
local será considerado um ministro designado. (210)
413. Os deveres de um pastor são:
413.1. Pregar a Palavra.
413.2. Equipar os santos para o trabalho do ministério.
413.3. Receber pessoas como membros da igreja local, segundo 107 e 107.1.
413.4. Administrar os sacramentos.
413.5. Cuidar do povo mediante visitas pastorais, particularmente aos enfermos e
necessitados.
413.6. Confortar os que choram.
413.7. Corrigir, repreender e animar, com grande paciência e cuidadosa instrução.
413.8. Buscar, por todos os meios, a conversão dos pecadores, a inteira santificação
dos convertidos e a edificação do povo de Deus na santíssima fé. (25)
413.9. Cuidar de todos os departamentos de trabalho na igreja local.
413.10. Designar os professores da Escola Dominical, de harmonia com 145.8.
413.11. Administrar o sacramento da Ceia do Senhor pelo menos uma vez por
trimestre. Um ministro licenciado que não tenha cumprido completamente as
provisões do parágrafo 427.7 (ver também 802), procurará que o sacramento seja
administrado por um ministro ordenado. Deve ser dada a devida consideração à
extensão do serviço da Ceia do Senhor, sob a supervisão do pastor, a pessoas que não
possam sair de sua casa.
413.12. Ler à congregação, dentro de cada ano eclesiástico (114), a Constituição da
Igreja do Nazareno e o Pacto de Conduta Cristã contidos em 1-27, 33-39, ou então
mandar imprimir essa secção do Manual e distribuí-la anualmente aos membros da
igreja.
413.13. Orientar na preparação de todos os relatórios estatísticos dos departamentos
da igreja local e apresentá-los pontualmente à assembléia distrital, por intermédio do
secretário distrital. (114.1) ( VIDE RELATÓRIOS ESTATÍSTICOS)
413.14. Dirigir os programas de evangelismo, educação, devoção e expansão da igreja
local, em harmonia com os alvos e programas de promoção da igreja distrital e geral.
413.15. Submeter um relatório à reunião anual da igreja, incluindo informação sobre o
estado da igreja local e seus departamentos; salientará também áreas de futuras
necessidades, fazendo recomendações à igreja a fim de esta encaminhar a qualquer
oficial ou departamento da mesma para fins de estudo e/ou implementação em
futuros passos, para crescimento e progresso.
413.16. Designar um comitê de investigação composto de três pessoas, no caso de
acusação feita contra algum membro da igreja. (501-501.2)
413.17. Providenciar que todas as receitas do Fundo de Evangelismo Mundial,
levantadas mediante MNI local, sejam remetidas prontamente ao tesoureiro geral; e
que todas as receitas do Fundo de Ministérios Distritais sejam enviadas prontamente
ao tesoureiro distrital. (136.2) (VIDE OFERTAS ESPECIAIS )
40
413.18. Propor à junta da igreja todas as pessoas empregadas e pagas pela igreja local
e supervisionar os trabalhos das mesmas. (160.1-160.3)
413.19. Assinar, em conjunto com o secretário da igreja, todos os documentos
respeitantes a bens imóveis, hipotecas, terminação de hipotecas, contratos e outros
documentos legais não estipulados no Manual. (102.3, 103-104.3)
413.20. Notificar o pastor da igreja mais próxima quando um membro ou simpatizante
de uma igreja local ou de qualquer dos departamentos da igreja mudar para outra
localidade no mesmo distrito de assembléia, ficando assim impossibilitado de
freqüentar a igreja local anterior; e fornecer o nome e o endereço do indivíduo em
causa.
413.21. Tomar providências, juntamente com a junta da igreja e conforme os planos
adotados pela Assembléia Geral e aceitos pela assembléia distrital, para o
levantamento das quotas dos fundos para o Fundo de Evangelismo Mundial e o Fundo
de Ministérios Distritais respeitantes à igreja local a seu cargo; cabendo-lhe fazer esse
levantamento. (38.2, 130, 154)
413.22. O pastor pode, quando um membro o solicitar, conceder uma carta de
transferência, um certificado de recomendação ou uma carta de despedida. (111111.1, 112.2, 813.2-813.5) ( VIDE FORMULÁRIOS )
413.23. O pastor será, ex officio, presidente da igreja local, presidente da junta da
igreja, e um membro de todas as juntas e comitês eleitos e estabelecidos da igreja
onde ele ou ela serve. O pastor terá acesso a todos os documentos da igreja local.
(127, 145, 150, 152, 153.1)
413.24. Estimular a chamada que pessoas sentem para o ministério cristão e ser
mentor de tais pessoas chamadas. Isto incluirá guiá-las à preparação adequada ao
ministério.
413.25. Realizar o que Deus e a Igreja esperam para um programa de aprendizagem
ao longo da vida. (433.15)
413.26. Estimular a sua própria chamada, ao longo dos anos de ministério, para
manter uma vida de devoção pessoal que lhe enriqueça a alma e, se casado, para
preservar a integridade e a vitalidade dessa relação matrimonial.
414. O pastor terá o direito de se pronunciar quanto à nomeação de todos os
dirigentes de todos os departamentos da igreja local e de qualquer organização
escolar nazarena (da creche à secundária).
415. O pastor não deve contrair dívidas, criar obrigações financeiras, contar dinheiros
ou desembolsar fundos para a igreja local, exceto quando autorizado e dirigido por
uma maioria absoluta de votos da junta da igreja ou da reunião da igreja; tal ação, se
for tomada, necessita ser aprovada por escrito pela Junta Consultiva Distrital, sendo
tal registrado nas minutas da junta da igreja ou da reunião da igreja. Nenhum pastor
ou qualquer membro da sua família imediata será autorizado a assinar cheques em
qualquer conta da igreja, exceto quando autorizado por escrito pelo superintendente
distrital. A família imediata incluirá cônjuge, filhos, irmãos ou pais. (129.1, 129.21
129.22)
416. O pastor terá sempre devida consideração pelo parecer conjunto do
superintendente distrital e da Junta Consultiva Distrital. (222.2, 433.2)
417. No caso de um ministro, licenciado ou ordenado, apresentar as suas credenciais
de outra denominação e solicitar, durante o intervalo das reuniões da assembléia
41
distrital, a sua filiação numa igreja local, o pastor poderá não receber tal candidato
sem obter primeiramente a recomendação favorável da Junta Consultiva Distrital.
(107, 225)
418. O pastor será responsável pelo exercício do seu cargo perante a assembléia
distrital, à qual apresentará o seu relatório anual, dando um breve testemunho da sua
experiência cristã pessoal. (203.3, 427.8, 433.9)
419. O pastor tornar-se-á automaticamente membro da igreja local de que é pastor;
ou, no caso de ter a seu cargo mais de uma igreja local, tornar-se-á membro da igreja
da sua escolha. (433.8)
420. O Serviço Pastoral inclui o ministério de um pastor ou um pastor associado, que
pode servir em áreas especializadas de ministério reconhecidas e aprovadas pelas
agências apropriadas que governam, licenciam e endossam. Um membro do clero
chamado para qualquer um destes níveis de serviço pastoral em conexão com uma
igreja poderá ser considerado um ministro designado.
OFERTAS ESPECIAIS
ALABASTRO – Recolhida em FEVEREIRO E SETEMBRO
Os fundos de Alabastro são usados para a construção de edifícios. Nada é usado para
fins administrativos. Esses fundos são assim distribuídos:
80% para áreas de Missão Mundial
20% para congregações Multiculturais
PÁSCOA – Recolhida em Abril
Destina-se ao Evangelismo mundial num compromisso de sustento de mais de 800
famílias missionárias ao redor do mundo.
AÇÃO DE GRAÇAS – Recolhida em Novembro
Destina-se à expansão missionária onde se fizerem necessários investimentos.
RELATÓRIOS ESTATÍSTICOS
A seguir, temos os principais relatórios que são enviados pelos pastores no final de
cada ano, dependendo da data da Assembléia Distrital. O distrito dispõe de meios
eletrônicos para que cada igreja possa enviar relatório mensal.
42
RELATÓRIO PASTORAL PARA A ASSEMBLÉIA DISTRITAL
(Prepare 3 cópias para o Secretário Distrital)
ANO
DISTRITO
NOME DA IGREJA LOCAL
NOME DO PASTOR
DATA QUE SEU PASTORADO COMEÇOU NESTA IGREJA (mês e ano)
SITUAÇÃO PASTORAL (Presbítero, Diácono, Ministro Licenciado, Ministro com Licença Local)
LOCAL DA IGREJA
SITUAÇÃO
Organizada
_________ Missão
Quantos pontos de pregação ou missões você está operando?
(Não inclua igrejas ou missões que estão dando seu próprio relatório a assembléia)
MEMBRESIA
Número de MEMBROS PLENOS DA IGREJA relatados ano passado
1.
(Coluna dez do quadro do ano passado)
MEMBROS PLENOS DA IGREJA RECEBIDOS
Recebidos por PROFISSÃO DE FÉ
2.
Recebidos de OUTRAS DENOMINAÇÕES
3.
43
Recebidos por TRANSFERÊNCIA DE OUTRAS IGREJAS DO NAZARENO
4.
Total de MEMBROS PLENOS DA IGREJA RECEBIDOS (some as colunas 2, 3 & 4)
5.
MEMBROS PLENOS DA IGREJA PERDIDOS
Perdidos por MORTE
6.
Perdidos por _______ REMOÇÃO DA JUNTA, + _______ TRANSFERÊNCIA PARA
OUTRA DENOMINAÇÃO e/ou + _______ LIBERADOS = __________ (Total #7)
7.
Perdidos por TRANSFERÊNCIA PARA OUTRA IGREJA DO NAZARENO
8.
Total de MEMBROS PLENOS DA IGREJA PERDIDOS (some as colunas 6, 7 & 8)
9.
Total de MEMBROS PLENOS DA IGREJA (Total de membros Ativos e Inativos)
Total de MEMBROS INATIVOS DA IGREJA (Número de membros inativos do #10)
Total de MEMBROS ASSOCIADOS DA IGREJA
44
10.
10a.
11.
MÉDIA DE FREQÜÊNCIA DO CULTO DE DOMINGO semanalmente
12.
Total da LISTA DE RESPONSABILIDADE DA ESCOLA DOMINICAL (matriculados)
13.
MÉDIA DE FREQÜÊNCIA DA ESCOLA DOMINICAL semanalmente
(incluindo os Professores e Escolas Dominicais de Missões e Pontos de Pregação)
13a.
Total de MATRÍCULAS DA EBF
14.
Total da MEMBRESIA DA MNI (SEM incluir os membros associados)
15.
Total da MEMBRESIA DA JNI (inclua todos os participantes jovens e a liderança adulta envolvidos
16.
no ministério de jovens)
Total de crianças envolvidas em CARAVANA
17.
RESUMO FINANCEIRO
Os valores devem indicar dinheiro recebido pelas igrejas locais (use a moeda local)
Valor total LEVANTADO PARA TODOS OS PROPÓSITOS
Valor total de FUNDOS PAGOS LOCALMENTE para PRÉDIOS,
18.
19. ____________________
PROPRIEDADES & INVESTIMENTOS DE CAPITAL
Valor total PAGO para OUTRAS DESPESAS LOCAIS
20. _____________________
Valor total PAGO A DESPESAS LOCAIS (some os itens 19 & 20)
21.
45
* Valor total PAGO AO ORÇAMENTO DISTRITAL
22.
* Valor total PAGO AO ORÇAMENTO DE EDUCAÇÃO
23.
* Valor total PAGO AO FUNDO DE EVANGELISMO MUNDIAL
24.
* Valor total PAGO A OUTRAS OFERTAS GERAIS APROVADAS
25.
(Oferta de Alabastro, Rádio, Especiais Aprovados, etc.)
* Valor total PAGO AO ORÇAMENTO DE PENSÃO
26.
VALOR TOTAL PAGO pela igreja local
27.
(some os itens 21, 22, 23, 24, 25 & 26 = 27)
* = os fundos têm que ter sido enviados para o escritório apropriado
Assinatura do Pastor
Data
46
EM MEMÓRIA DE
Nome da Igreja:
Nome do Distrito:
Data da Assembléia:
Membros da
Igreja Falecidos
PASTOR:
Por favor, escreva abaixo todos os membros da igreja que faleceram desde a última
Assembléia Distrital. Este formulário deve ser enviado para o SECRETÁRIO DISTRITAL pelo
menos 30 dias antes da Assembléia Distrital. Esta informação NÃO é para o Rol de Memória
da MNI.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
Assinatura: __________________________________________ _____/_____/_____
Pastor
Data
_______________________________________________________________________________________________________________
2006
Gerado pelo Escritório do Secretário Geral
47
REVISÃO PASTORAL – Art.122
A processo formal de revisão é conduzido dentro dos 60 dias antes da segundo
aniversário de um pastor na igreja e a cada quatro anos depois da primeira revisão
ser feita. Todos os pastores, ordenados ou licenciados, devem passar por esse
processo. Exemplo:
No dia 08/05/2007 A Junta de Oficiais da Igreja Central de Campinas
reconduziu por unanimidade, o seu pastor Titular, Lázaro Aguiar, por um período de
mais quatro anos. O seu mandato vigora até Maio de 2011.
Uma reunião de revisão deve ser planeada e coordenada pelo superintendente do
distrito e pelo pastor.
Uma reunião executiva da junta e o superintendente ou o seu representante discutirá
a situação atual do relacionamento pastoral. A igreja local deve ser informada sobre a
realização da reunião regular com o superintendente do distrito. Um dos resultados da
revisão deverá ser um relatório conjunto do pastor e da junta da igreja sobre o
progresso em direção ao cumprimento da “missão, visão e valores centrais da igreja.”
O motivo central da reunião é levar a junta a um consenso quanto a continuação do
relacionamento pastoral. A discussão gira em torno do relacionamento entre o pastor
e o povo e da eficiência da liderança pastoral. A junta da igreja apenas votará se
quiserem recomendar o assunto para uma votação Congregacional. Se assim for, a
junta da igreja tem de votar por uma maioria dos seus membros presentes no sentido
de enviar a questão para toda a igreja.
Se a votação da junta for no sentido de enviar o assunto para a igreja, então a igreja
terá de reunir num prazo de 30 dias para considerar a questão. A questão sobre a qual
se votará é, “Deverá o relacionamento atual igreja/pastor continuar?” A igreja tem de
votar por dois terços de votos “Sim,” para a continuidade do relacionamento atual.
O pastor pode decidir demitir-se ao invés de ir à uma votação pela igreja. Se assim
acontecer, o relacionamento atual terminará entre 30 e 180 dias seguintes à sua
resignação. Se a votação da igreja for negativa, então ele terá os mesmos 30 a 180 dias
a partir da votação para se mudar.
RESUMO:
Na revisão do relacionamento pastor/igreja, quando por parte da Junta
não houver consenso da maioria para a permanência do pastor, então:
1º - Vota a Junta – O pastor precisará de maioria absoluta. ( 50% +1) Se
perder junto à Junta, o pastor se submeterá, se assim o desejar, à votação
da igreja local reunida em assembléia.
2º - Vota a Igreja – O pastor precisará de dois terços da maioria para se
sustentar no cargo.
Parecer pessoal do professor: “Há aqui grande incentivo aos insidiosos e
mal intencionados que se comprazem em perseguir e derribar pastores por
48
motivos fúteis. Para eles lograrem êxito, precisam de apenas 1/3 do povo,
enquanto que o pastor para se defender, precisa de 2/3.
122. Revisão Regular Igreja/Pastor.(Manual) O relacionamento igreja/pastor será
revisto pela junta da igreja, em reunião com o superintendente distrital ou um
ministro ordenado ou leigo designado pelo superintendente distrital, dentro de
sessenta dias do segundo aniversário do serviço pastoral e em cada quatro anos daí
em diante. O superintendente distrital, ou um ministro ordenado ou leigo designado
pelo superintendente distrital, será responsável pela marcação da reunião de revisão
com a junta da igreja. Esta reunião de revisão será marcada em consulta com o pastor.
A(s) reunião(ões) de revisão será(49o) conduzida(s) em sessão executiva (junta da
igreja, incluindo o pastor). À discrição do superintendente distrital, uma porção da
revisão pode ser conduzida na ausência do pastor. No caso da esposa do pastor ser um
membro eleito da junta, ele ou ela não deverá participar na revisão.
Um anúncio público e/ou escrito explicando o propósito desta reunião da junta deve
ser feito à congregação no domingo antes da junta da igreja e o superintendente se
reunirem para a revisão regular igreja/pastor.
Nessa reunião de revisão, será discutida a questão da continuação do relacionamento
igreja/pastor. O objetivo é descobrir se há consenso, sem necessidade dum voto
formal da junta da igreja.
Se a junta da igreja não votar para apresentar à membresia da igreja a questão da
continuação do re acionamento igreja/pastor, continuará o relacionamento
igreja/pastor.
A junta da igreja pode votar para apresentar a questão da continuação da chamada
pastoral à membresia da igreja. O voto da junta será por cédula e requererá para sua
passagem a maioria absoluta de todos os membros presentes da junta da igreja.
Se a junta da igreja votar para apresentar a questão da continuação do relacionamento
igreja/pastor à membresia da igreja, a questão deve ser apresentada numa reunião da
igreja devidamente convocada para este propósito e realizada dentro de 30 dias após
a ação. A questão será apresentada desta maneira:
“Deverá continuar o presente relacionamento igreja/pastor?” O voto será por
escrutínio secreto e a sua passagem exigirá dois terços da maioria, exceto quando a lei
civil de um dado país requeira o contrário.
Se a membresia da igreja votar pela continuação do relacionamento igreja/pastor,
continuará o relacionamento igreja/pastor como se a votação não tivesse sido feita;
caso contrário, o relacionamento igreja/pastor terminará em data marcada pelo
Superintendente distrital, mas não menos de trinta ou mais de 180 dias depois da
votação. Se um pastor escolher não levar a congregação a votar, ele ou ela submeterá
a sua demissão.
Neste caso, o relacionamento igreja/pastor terminará em data estabelecida pelo
superintendente distrital, não menos de 30 dias nem mais de 180 dias após a decisão
do pastor de não levar a congregação a votar. Como parte da revisão regular
igreja/pastor, um relatório será feito ao superintendente distrital pelo pastor e pela
junta da igreja quanto ao progresso rumo à realização da missão, visão e valores
básicos da igreja.
MORDOMOS E ECÔNOMOS
49
As previsões para mordomo e ecônomos estão nos artigos 137 a 144 do Manual.
Mordomos:
Servem como comitê de crescimento da igreja, a não ser que haja outra provisão, com
responsabilidades nos campos de alcance exterior, evangelismo e extensão, incluindo
o patrocínio de novas igrejas e missões, sendo o pastor o presidente ex-officio deste
comitê. Providenciam assistência e ajuda aos necessitados e aflitos. Um dos papéis
bíblicos dos dirigentes leigos é ministrar em áreas de serviço prático (Atos 6:1-3; Rm.
12:6-8). Portanto, os mordomos oferecem o seu tempo e dons espirituais em atos de
serviço, administração, encorajamento, misericórdia, visitação e outros ministérios.
Servem, a critério da junta da igreja, como Comitê de Evangelismo e Membresia da
Igreja. Assistem ao pastor na organização da igreja, de modo que haja oportunidades
de serviço cristão para todos os membros. Atenção especial é prestada ao
desenvolvimento de ministérios entre indivíduos de outras estruturas sócioeconômicas e culturais nas comunidades imediatas e vizinhas da igreja.
Servem de ligação como organizações da comunidade para ação cristã e serviço.
Assistem o pastor na adoração pública e na nutrição cristã na igreja local.
Promovem os elementos para a Ceia do Senhor e, quando solicitados pelo pastor,
ajudam na distribuição dos mesmos.
Visando fidelidade no desempenho dos seus deveres, os mordomos são responsáveis
perante a igreja local.
Ecônomos: sentido secular da palavra: (s.m). Aquele que se encarrega da
administração de uma casa, de um internato, de um hotel; despenseiro.
Conservam os títulos das propriedades da igreja local, orientam com relação ao
desenvolvimento das instalações [ comitê de preservação patrimonial] e ao
planejamento financeiro, a não ser que a junta da igreja faça outras provisões.
Dão orientação especial ao levantamento de fundos para o sustento da igreja e do
pastor, para que este esteja livre de cuidados seculares e ansiedades e possa consagrar
todo o seu tempo à obra do ministério.
Visando fidelidade no desempenho dos seus deveres, os ecônomos são responsáveis
perante a igreja local.
EDUCAÇÃO SUPERIOR
Historicamente, o ministério global nazareno tem-se centralizado à volta de
Evangelismo, ministérios de Compaixão e educação.
50
A educação é um aspecto do ministério mundial cedo exemplificado pela Escola
Esperança para moças, fundada em Calcutá, Índia, pela Sra. Sukhoda Banarj, em
1905, e adotada no ano seguinte pela Igreja do Nazareno. Fora da América do
Norte, nazarenos têm estabelecido escolas para a educação primária e
treinamento ministerial especializado. Há seminários de nível de graduação nos
Estados Unidos e nas Filipinas; instituições de artes liberais nos E.U, África e Coréia,
escolas de ensino médio no Brasil e Japão, duas escolas de enfermagem na Índia e
em Papua Nova Guiné e mais de 40 instituições de ensino teológico ao redor do
mundo. (Bem-Vindo À Igreja do Nazareno.CNP. p.20-21)
►A educação teológica é um processo dinâmico que leva o aluno ao
conhecimento de Deus, por meio de Cristo, e com a aplicação em todos os
ministérios da igreja.(litúrgico, querigmático, didático e diacônico.)
►O sustentáculo do conhecimento teológico é a Bíblia e não há nenhuma
outra fonte do saber, mais elevada.
►A educação teológica é teocêntrica e Cristocêntrica no seu fundamento
básico e antropocêntrica e eclesiocêntrica na sua essência aplicativa. Deve estar
comprometida com a Palavra de Deus, com a Igreja, com a sociedade, por
conseqüência estratégica, com a denominação Nazarena.
Os artigos 380 e 380.1 dizem respeito a Educação superior:
380. Desde o seu princípio, a Igreja do Nazareno tem-se devotado à educação superior.
A igreja provê estudantes à faculdade/universidade, liderança administrativa e corpo
docente bem como apoio financeiro e espiritual. A faculdade/universidade educa os
jovens e muitos dos adultos da igreja, orienta-os à maturidade espiritual, enriquece a
igreja e envia ao mundo servos de Cristo que pensam e amam. A faculdade/
universidade da igreja, embora não seja uma congregação local, é parte integrante da
igreja; é uma expressão da igreja.
A Igreja do Nazareno crê no valor e na dignidade da vida humana e na necessidade de
prover um ambiente em que as pessoas podem ser redimidas e enriquecidas espiritual,
intelectual e fisicamente, “santificado e útil ao seu possuidor, estando preparados para
toda boa obra” (II Timóteo 2:21). A função primária e as expressões tradicionais das
atividades da igreja local — evangelismo, educação religiosa, ministérios de
compaixão e cultos de adoração — exemplificam o amor da igreja a Deus e sua
preocupação por pessoas.
A nível local, a educação cristã de jovens e adultos nos vários estágios do
desenvolvimento humano intensifica a efetividade do evangelho. Congregações
podem incorporar, nos seus objetivos e funções, creches/escolas de qualquer ou de
todos os níveis, desde o nascimento ao secundário. A nível de igreja geral, será
mantida a prática histórica de prover instituições para educação superior ou
preparação ministerial. Onde quer que estas instituições estejam em operação, elas
funcionarão dentro dos moldes filosófico e teológico da Igreja do Nazareno, como
estabelecidos pela Assembléia Geral e expressos no Manual.
51
380.1. Declaração de Missão Educacional. A educação na Igreja do Nazareno,
enraizada nos postulados bíblicos e teológicos dos movimentos Wesleyano e de
santidade, bem como responsável à missão declarada da denominação, visa guiar,
aqueles que a utilizam, à aceitação, à nutrição espiritual e à expressão, em serviço à
igreja e ao mundo, de compreensões cristãs consistentes e coerentes de vida social e
individual. Adicionalmente, tais instituições de educação superior procurarão prover
um currículo, qualidade de instrução e evidência de alcance de nível acadêmico que
adequadamente prepararão os formados de modo a funcionarem com eficiência nas
vocações e profissões que eles escolham.
Sistema descentralizado de estudos – ETEDs.
SEMINÁRIO TEOLÓGICO NAZARENO DO BRASIL
FUNDAMENTOS DO ETED
O Programa de Estudos Teológicos Descentralizados – ETED dos Seminários que
provem a formação teológica na Igreja do Nazareno na América do Sul, permite a
pessoa que tem sido chamada por Deus receber a capacitação básica para o ministério
e ao mesmo tempo dar a oportunidade para exercer seu trabalho ministerial em seu
próprio contexto.
A . OBJETIVO GERAL
Prover uma educação teológica contextualizada a todos àqueles que Deus tem
chamado, a fim de que possam responder desde uma perspectiva integral às
exigências atuais da Igreja do Nazareno e da sociedade em geral.
B. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1. Prover uma formação ministerial paralela ao exercício do seu ministério, de tal
forma que combine de uma forma frutífera sua experiência ministerial com o trabalho
em sala de aula.
2. Facilitar a prática do ministério, sem que a pessoa tenha que sair por longos
períodos de sua cultura ou contexto, aplicando seus novos conhecimentos adquiridos
3. Prover como mínimo, os requisitos educativos para a ordenação estipulados no Guia
de Desenvolvimento Ministerial da Igreja do Nazareno 2003-2007, Região América do
Sul.
C. PROPÓSITO
O propósito do Programa de Estudos Teológicos Descentralizados-ETED é prover
formação integral às pessoas que testificam que Deus os tem chamado ao ministério
cristão. No sentido mais amplo, o propósito deste projeto é servir à igreja colaborando
no cumprimento de sua missão. Um dos aspectos fundamentais deste programa é seu
52
caráter predominantemente prático. Qualquer estudante para poder continuar no
programa deve estar comprometido responsavelmente no ministério cristão em
alguma de suas formas.
D. NATUREZA E MODALIDADE
Este programa é de natureza descentralizada. Isto significa que cada núcleo de
extensão está vinculado à instituição teológica em jurisdição e deve conservar as
características do currículo, créditos, horas de classe requeridas, docência, bibliotecas,
entre outras.
O Programa de Estudos Teológicos Descentralizados – ETED incluem todos os cursos
que correspondem ao programa de Nível Médio em Teologia.
http://www.stnb-eted.com
FACULDADE NAZARENA DO BRASIL
Com o seu campus na estrada da Rhodia, Barão Geraldo, Campinas, oferece os
cursos de Administração, música, Pedagogia e Teologia, cursos com o
reconhecimento do MEC. Temos um diferencial que é a possibilidade de
intercâmbios com várias universidades nazarenas ao redor do mundo. A FNB
constitui parte da Estrutura Global de Educação Superior Internacional da Igreja do
Nazareno: são 56 faculdades, universidades e seminários em 40 países nos 6
Continentes. Na área da Administração e Negócios o maior parceiro que é a Olivet
Nazarene University possui uma grande reputação no EUA. O resultado deste
convênio é a possibilidade de freqüentarem o Módulo Internacional sem nenhum
custo adicional. Site: http://www.fnb.edu.br
53
EDUCAÇAO PARA MINISTROS – Art.424
O principal conteúdo da preparação dos ministros é primariamente teológica e
bíblica em caráter, orientada para a ordenação no ministério da igreja do
Nazareno. Em todo o currículo das instituições nazarenas há que se dar cuidadosa
atenção a um programa de estudo que inclua estas 4 áreas: Conteúdo,
competência, Caráter e Contexto.
Um Programa de Estudos validado é descrito nas seguintes categorias:
• Conteúdo— O conhecimento do conteúdo do Antigo e do Novo Testamentos, da
teologia da fé cristã, da história e missão da Igreja é essencial ao ministério. O
conhecimento de como interpretar a Escritura, da doutrina de santidade e dos nossos
distintivos Wesleyanos, bem como da história e princípios da Igreja do Nazareno deve
ser incluído nestas
disciplinas.
• Competência— Habilidades em comunicação oral e escrita; administração e
liderança; finanças; e pensamento analítico, são também essenciais ao ministério. Em
adição à educação geral nestas áreas, devem incluir-se disciplinas que providenciem
habilidade em pregação, cuidado e aconselhamento pastoral, exegese bíblica,
adoração, evangelismo efetivo, mordomia bíblica dos recursos da vida, educação
cristã e administração da Igreja. A graduação de um Programa de Estudos validado
exige uma parceria entre o provedor da educação e uma igreja local, para levar o
estudante a práticas ministeriais e ao desenvolvimento de competências.
• Caráter— O crescimento pessoal em caráter, ética, espiritualidade e relacionamento
pessoal e familiar são vitais ao ministério. Devem incluir-se disciplinas referentes a
áreas de ética cristã, formação espiritual, desenvolvimento humano, a pessoa do
ministro, bem como sobre o casamento e a dinâmica da família.
• Contexto— O ministro tem de compreender o contexto tanto histórico como
contemporâneo e interpretar a cosmovisão e o ambiente social da cultura na qual a
Igreja testifica. Disciplinas que abordam questões de antropologia e sociologia,
comunicação transcultural, missões e estudos sociais têm de ser incluídas.
54
O DISTRITO
A igreja do nazareno é distribuída em 17 distritos dentro do território nacional.
São eles:
DistritoGaúcho
Romero Moreira Silva
Fone: (51) 3340-4732
E-mail: [email protected]
Distrito Nordeste Setentrional
Gerson P. Cardoso
Fone: (84) 611-2953
E-mail: [email protected]
Distrito GrandeRio
Pedro Paulo
Fone: (21) 2791-7887
E-mail: [email protected]
Distrito R.J. Baixada
Amadeu A.Teixeira
Fone: (21) 2796-6900
E-mail: [email protected]
Distrito Capixaba
Pr.L.Aguiar (interino)
E-mail: [email protected]
Distrito Minas Gerais
Romerson Cangussu
Fone: (31) 3332-9850
E-mail: [email protected]
Distrito Curitiba
Flávio Valvassoura(interino)
Fone: (41) 3332-2238
E-mail: [email protected]
Distrito Londrina/Mt.do Sul
Eloi Moutinho
Fone: (43) 3325-6129
E-mail: [email protected]
Distrito Sudeste Paulista
Fernando César Oliveira
Fone: (19) 3231-4578
E-mail:
[email protected]
Distrito Paulista
Luciano Duarte
E-mail:
[email protected]
Distrito Norte
Manuel Gamaliel Lima
Fone: (92) 3646-8968
E-mail: [email protected]
Distrito Nordeste Meridional
Mario Alcaraz
E-mail: [email protected]
Distrito Sta. Catarina
Markus Eberhart
E-mail:
[email protected]
Distrito Paulistano
Matheus Andrade
Fone: (11) 5595-8799
E-mail:
[email protected]
m
Distrito Centro - Oeste
Eduardo C. Oliveira
Fone: (61) 3345-3205
E-mail: [email protected]
Diretores de área:
ÁREA NORTE
REV. RUBENS RODRIGUES
E-mail:
[email protected]
ÁREA CENTRAL
DR. L. AGUIAR VALVASSOURA
E-mail:
[email protected]
ÁREA SUL
REV. PEDRO PAULO FERREIRA
MATOS
E-mail:
[email protected]
55
Distrito Nordeste Central
Rubens Rodrigues
Fone: (81) 3426-6435
E-mail:
[email protected]
Distrito Nordeste Paulista
Luiz Henrique Biazon
Fone: (19) 3524-3072
E-mail:
[email protected]
FASES DE UM DISTRITO
A unidade básica de governo na Igreja do Nazareno é o distrito. Eles estão organizados
sobre a nomenclatura de Fase 1, 2 ou 3.
Os distritos de Fase 1 são criados quando a igreja entra numa nova área, área pioneira
onde a igreja estará sendo implantada. O superintendente de tal distrito é nomeado
ou recomendado pelo diretor regional ou de área e homologado pelo Superintendente
Geral.
FASE 2 – Pode assim ser designado quando existir as seguintes condições:
 10 igrejas Organizadas
 500 membros em plena comunhão
 5 presbíteros (pastores Ordenados)
 Um mínimo de 50% das despesas administrativas do distrito deve ser gerado
pelo fundo de ministérios do Distrito.
FASE 3 - Diretrizes Mensuráveis:
 Mínimo de 20 igrejas organizadas
 100 membros em plena comunhão
 10 ministros ordenados
 Deve ser 100% auto-sustentável quanto à sua administração.
 O superintendente Distrital será eleito pela Assembléia Distrital segundo as
provisões do Manual.
Nesta eleição, votam os presbíteros, os ministros licenciados e os Delegados inscritos
para a Assembléia.
O Distrito Fase 3 deve evidenciar liderança, Infraestrutura, responsabilidade
orçamental e integridade doutrinária. Deve ser capaz de suportar encargos e
compartilhar os desafios da Grande Comissão, dentro do panorama global da Igreja
Internacional.
A Estrutura do Distrito
O superintendente do distrito tem sido uma figura de incontornável importância na
Igreja do Nazareno desde o seu começo. Mais uma vez, uma das razões para a
formação da igreja em 1907 foi facilitar “santidade organizada.” Acreditava-se que era
necessário supervisão para cumprir tarefas que iam para lá das capacidades da igreja
local. Uma organização que fosse muito flácida na forma de associações não levaria ao
crescimento e desenvolvimento que tinham em mente.
O superintendente do distrito tem sido uma posição chave para o crescimento da
igreja e para a provisão de cuidados pastorais para os pastores.
56
O superintendente distrital é nomeado para os distritos de nível mais baixo mas eleitos
nos de Fase 3 e algumas vezes nos de Fase 2. O superintendente do distrito controla a
saúde das congregações locais e a condição dos pastores. O S.D. deve intervir em
casos de crise quer com a igreja local quer com o pastor.
Ele também é o responsável pelo processo de revisão dos pastores. O S.D. é o
responsável pela supervisão dos negócios e atividades espirituais do distrito. Mais
uma vez encontramos a natureza de compartilha de poder da Igreja do Nazareno no
sentido em que todos os atos oficiais do superintendente do distrito podem ser
revistos e analisados pela assembléia do distrito.
Há outras cinco entidades oficiais adicionais no distrito, o secretário do distrito, o
tesoureiro do distrito, a Junta Consultiva Distrital, a Junta de Credenciais Ministeriais
e a Junta Distrital de Estudos Ministeriais.
O secretário do distrito funciona em moldes muito semelhantes aos do secretário da
junta local. Ele deve cuidar de todos os registros estatísticos do distrito. O tesoureiro
do distrito manuseia as finanças do distrito recebendo os fundos e guardando os seus
registros. A Junta Consultiva Distrital é composta tanto por leigos como por clérigos e
funciona de forma muito semelhante a junta da igreja só que a nível distrital.
A Junta de Credenciais Ministeriais e a Junta Distrital de Estudos Ministeriais estão
envolvidos com os processos de licença e ordenação. Todos os candidatos a licença
distrital devem dar um relatório e ser entrevistados por estas juntas. A Junta Distrital
de Estudos Ministeriais também monitora o progresso educacional dos candidatos.
Sobre a Junta de Credenciais recai a mais ampla responsabilidade de se certificar que o
candidato é plenamente aceitável em termos da sua experiência religiosa, doutrina e
estilo de vida.
A Junta de Credenciais pode também ser chamada a investigar porque razão um
determinado ministro não apresentou relatório ao distrito.
A assembléia distrital conduz os negócios do distrito. Os delegados são eleitos a nível
da igreja local. Durante a assembléia distrital, os delegados votam para a eleição ou
reeleição do superintendente.
Também é a assembléia que tem a última palavra quando aos que procuram uma
licença distrital e elege os qualificados para ordem de presbítero ou diácono. É ela que
também elege as juntas antes mencionadas e os delegados à Assembléia Geral. A
assembléia distrital é sem dúvida um tempo especial.
(“Explorando a História e a Política da Igreja do Nazareno. Desenvolvimento clérigoIgreja do Nazareno.Kansas City,Missouri.USA. 2002.p. 15-4 e 15-5)
Artigos do Manual: Limites da ação Distrital
28.1. Concordamos que é necessário haver uma superintendência que complemente e
auxilie a igreja local no cumprimento da sua missão e objetivos. A superintendência
deve edificar a moral, prover motivação, suprir gerência e assistência quanto ao
57
método, organizar e estimular a organização de novas igrejas e missões por toda a
parte.
28.2. Concordamos que a autoridade concedida aos superintendentes não interferirá
com a ação independente de uma igreja completamente organizada. Cada igreja terá o
direito de escolher o seu próprio pastor, de acordo com as normas de aprovação que a
Assembléia Geral julgar razoável estabelecer...
O Distrito poderá intervir nos casos previstos nos art. 124 , 124.1 e 208.3. Igreja
Local em Crise. Crise financeira, moral ou de outra proveniência. Num recurso
final, com votos da maioria da Junta Consultiva Distrital, o Superintendente Geral
pode determinar a dissolução da Junta e a remoção do pastor. Também estão
previstas sanções por não envio do Fundo Distrital por mais de 3 meses.
DESMEMBRAMENTO DO DISTRITO NORDESTE PAULISTA
Conforme expôs o nosso Superintendente Distrital, Rev. Luis Henrique Biazon, o
nosso Distrito vêm mostrando um crescimento expressivo e cobrindo uma vasta
região do Estado de São Paulo. A proposta é subdividir o atual Distrito em 3
futuros distritos: O Sudoeste Paulista, o Noroeste Paulista e o Norte Paulista.
58
59
AS ASSEMBLÉIAS
A igreja do Nazareno mantém três tipos de Assembléias:
Local, Distrital e Geral.
LOCAL: Deve ocorrer com antecedência de 90 dias da Assembléia Distrital. Ser
anunciada publicamente nos dois Domingos anteriores à reunião. Será presidida
pelo pastor.
Na assembléia local apresentarão relatórios anuais consolidados:
 O pastor
 O superintendente da Escola Bíblica Dominical
 O presidente da J.N.I.
 O presidente de Missões (M.N.I.)
 Os diáconos e diaconisas
 Os Ministros Locais
 Os Mordomos e Ecônomos
 O secretário e o Tesoureiro.
Comitê de Nomeações: (Art.113.9) Pode-se trabalhar com este comitê para nomear
oficiais, juntas e delegados à Assembléia Distrital.
Eleições: ( Art. 113.10) Na Assembléia anual da igreja serão eleitos mediante escrutínio
secreto, os mordomos, os ecônomos, o superintendente da EBD, e membros da Junta
de Ministérios da EBD.
Nas Assembléias anuais da igreja, somente os membros que tenham atingido a
idade de 15 anos, terão direito a voto. (Membresia Plena Art.107)
ASSEMBLÉIA DISTRITAL:
30. A Assembléia Geral organizará os membros da igreja em Assembléias Distritais,
dando-lhes a representação leiga e ministerial que julgue apropriada e justa, e
determinará as qualificações de tais representantes, conquanto que todos os ministros
ordenados designados sejam membros dela. A Assembléia Geral também fixará os
limites dos Distritos de Assembléia e definirá as atribuições e responsabilidades das
Assembléias Distritais. (200-205.6)
As atribuições de uma Assembléia Distrital estão contidas nos Artigos 203 a
204.3. As principais são:
 Escutar e receber relatórios de todos os ministros ordenados e licenciados
servindo como pastores.
 Licenciar e renovar as licenças de “Ministros Licenciados”, após terem sido
examinados pela “Junta de Credenciais Ministeriais”.
 Eleger a Junta Consultiva Distrital ( 3 ministros ordenados e 3 leigos) para
servirem por no máximo 4 anos.
 Eleger a Junta de Credenciais Ministeriais (mínimo de 5 e não mais de 15
ministros ordenados, por 4 anos)
60


Eleger uma Junta Distrital de Estudos Ministeriais. (mínimo 5 membros por 4
anos)
Prover auditoria para livros dos tesoureiros do Distrito, em exame anual.
ASSEMBLÉIA GERAL:
31.1. Como Será Composta. A Assembléia Geral será composta de delegados
ministeriais e leigos em igualdade numérica, eleitos pelas Assembléias Distritais da
Igreja do Nazareno; dos membros ex offi cio conforme indicados de tempos a tempos
pela Assembléia Geral; e dos delegados dos distritos sob a administração dos comitês
de Missão Mundial e Missão/Evangelismo EUA/Canadá da Igreja do Nazareno,
conforme for estabelecido pela Assembléia Geral.
As atribuições da Assembléia Geral estão exaradas no art.305, tais como referenciar
todas as resoluções, relatórios de comitês da Assembléia, etc. Eleger superintendentes
Gerais, Aposentar superintendentes que tenham atingido 68 anos de idade, Eleger um
tribunal de apelações.
A assembléia Geral que aconteceu neste ano de 2009 elegeu parte da nova Junta Geral
de Superintendentes, sendo eleitos:
EUGENIO DUARTE – Ilhas de Cabo Verde
DAVID W.GRAVES – Pr.Colege Church em Olathe,Kansas
STANLEY A.TOLER – Pr.Trinity Church em Oklahoma City
Estes novos superintendentes juntar-se-ão aos já eleitos:
JERRY PORTER, JESSE MIDDENDORF E J.K.WARRICK.
O mais alto corpo legislativo da Igreja do Nazareno é a assembléia geral. Esta reunião
que é composta por delegados eleitos em todos os cantos do mundo, reúne-se a cada
quatro anos. Algumas pessoas tornam-se delegados por causa da posição que ocupam
dentro da igreja geral, mas a maioria dos delegados vêem como parte duma delegação
distrital. O tamanho de cada delegação é proporcional à membresia do distrito e é
dividido em partes iguais entre leigos e clérigos.
A assembléia debate e vota sobre resoluções ou recomendações enviadas pelos
distritos ou alguma divisão da igreja geral, tais como os superintendentes gerais ou a
Junta Geral. A legislação é enviada a um comitê que trabalha nela e a adota, rejeita ou
emenda. O relatório da ação do comitê é enviado a toda a assembléia, a qual pode
então responder ao relatório pela mesma via. A maioria dos itens sob consideração
envolve a política/governo da igreja e normalmente resulta em mudanças no Manual.
Qualquer mudança constitucional tem de ser ratificada por pelo menos dois terços de
todos os distritos de Fase 3 e 2.
A assembléia também pondera assuntos de grande monta da direção da igreja. Isto
pode ser visto nas comissões que estudaram assuntos durante os últimos trinta anos.
Um dos tópicos em consideração tem sido o processo de internacionalização da igreja.
(“Explorando a História e a Política da Igreja do Nazareno. Desenvolvimento clérigoIgreja do Nazareno.Kansas City,Missouri.USA. 2002.p.16-3)
61
LICENÇAS E ORDENAÇÃO
Os artigos 426 a 427.9 tratam das credenciais e regulamentos ministeriais:
O Ministro local:
426.1. Qualquer membro da Igreja do Nazareno que sinta a chamada de Deus para
pregar ou para prosseguir num ministério de vida integral através da igreja, pode ser
licenciado como ministro local, pelo espaço de um ano, pela junta da igreja de uma
igreja local que tenha como pastor um presbítero, mediante recomendação do pastor;
ou, então pela junta da igreja de uma igreja local que não tenha como pastor um
presbítero, se a concessão da licença for recomendada pelo pastor e aprovada pelo
superintendente distrital...
Um ministro local não será elegível para administrar os sacramentos do
Batismo e da Ceia do Senhor e não oficiará casamentos. (426-7)
Ministro Licenciado – Art. 427
Este cargo representa um passo para a ordenação como presbítero ou diácono. O
ministro licenciado terá a sua credencial reconhecida formalmente pela Assembléia
Distrital e anualmente passará por uma banca examinadora de presbíteros. Se ainda
não completou o seu programa de estudos ministeriais, deve se esforçar por cumprilo, completando pelo menos duas matérias por ano.
O processo ministerial para licença e ordenação começa com a igreja local e o
pastor. Qualquer membro da Igreja do Nazareno que se sinta chamado para o
ministério pode receber uma licença de um ano concedido pela igreja local. O pastor
faz a recomendação e a junta da igreja emite a licença. É requerido um processo de
exame de todos os que requererem uma licença local. O exame é feito com base no
testemunho de experiência religiosa e chamada para o ministério e também sobre o
seu conhecimento das doutrinas bíblicas e do governo da igreja.
No final do ano requer-se que o ministro local apresente um relatório de suas
atividades à igreja. Também se espera que prossigam com o curso de estudos. No final
do ano, a igreja local pode recomendar o ministro local ao distrito para que receba
uma licença do distrital.
O distrito é a principal agência de licenciamento e regulação dos relacionamentos
ministeriais na Igreja do Nazareno. Todos os ministros devem apresentar um relatório
ao distrito. Todos os ministros recebem as
suas licenças e são ordenados a nível do distrito. A pessoa interessada no ministério
declara se quer seguir o caminho do presbitério ou do diaconato.
As qualificações para recepção duma licença distrital incluem:
• possuir uma licença local durante um ano
• ser recomendado pela junta da sua igreja local
• ter completado os progressos exigidos na educação
• mostrar evidência de graça e dons
62
• ter sido examinado pelo distrito em termos da sua educação e chamada
• ter sido removido qualquer impedimento à sua qualificação
• estar num perfeito relacionamento marital para aqueles que estão casados.
A licença distrital é válida por um ano e pode ser renovada seguindo o processo de
obtenção de licença.
Os ministros licenciados são comissionados para servirem na sua forma de chamada
ministerial e se agindo como um ministro designado podem
administrar sacramentos e oficiar casamentos onde a lei o permitir.
A licença distrital é o processo através do qual o interessado prossegue em direção à
ordenação como presbítero ou como diácono.
Os requisitos para ordenação como presbítero incluem:
• término do curso de estudos
• ter sido um ministro licenciado do distrito por dois anos.
• ter recebido as recomendações da igreja local e da Junta de Credencial Distrital
• os anos de serviço requeridos dependem da natureza da atividade ministerial da
pessoa
— dois anos consecutivos de serviço integral são requeridos aos pastores ou
evangelistas registrados
— três anos como pastor assistente ou associado
— quatro anos como professor no departamento de religião de uma instituição
Nazarena
• o relacionamento matrimonial do candidato deve ser tal que não sirva para
desqualificá-lo.
A ordenação é realizada durante a Assembléia Distrital durante um culto especial de
adoração. O superintendente geral encarregue é normalmente a pessoa quem realiza
a ordenação.
(“Explorando a História e a Política da Igreja do Nazareno. Desenvolvimento clérigoIgreja do Nazareno.Kansas City,Missouri.USA. 2002.p. 12-6 a 12-8)
63
CURRÍCULO EXIGIDOPARA ORDENAÇÃO – GDM
01- Hermenêutica Bíblica
02- Antigo Testamento I
03- Antigo Testamento II
04- Novo Testamento I
05- Novo Testamento II
06- Teologia Sistemática I
07- “
“
II
08- “
“
III
09- Doutrina de Santidade I
10- História Eclesiástica I
11- “
“
II
12- História da Igreja do Nazareno
13- Educação Cristã I
14- “
“ II
15- Comunicação Escrita
16- Homilética I
17- Cuidado e Assessoramento pastoral
18- Desenvolvimento Integral da Igreja
19- Organização e Política da Igreja do Nazareno
20- Administração e Liderança Cristãs
21- Identidade Nazarena
22- Ética Ministerial
23- Psicologia do Desenvolvimento Humano
24- Bases Bíblicas e Wesleyanas da Adoração
25- Formação Espiritual
26- Bases Bíblicas e Teol. Da Família
27- Introdução à Sociologia
28- Seitas e Novos Movimentos Religiosos
29- Introdução à Missões Urbanas
30- Introdução à Missiologia
64
ENTREVISTAS PARA RENOVAÇÃO DE LICENÇA
Anualmente, antes da Assembléia Distrital, os ministros licenciados passam por uma
entrevista para que haja a renovação da licença. Os presbíteros são convocados e
auxiliam a Junta de Credenciais Ministeriais nessa revisão. Com a direção e apoio do
Superintendente Distrital que dá o tom da encontro, em média, 30 minutos com cada
candidato, com perguntas que vão cobrir as áreas:
 Teológica – Doutrinária
 História e Governo da Igreja do Nazareno
 História do Movimento Wesleyano
 Experiência Ministerial
 Experiência pessoal de Salvação e Santificação
 Área Familiar – Finanças
Candidato para Ordenação
( ) Presbítero ( ) Diácono
Igreja do Nazareno
QUESTIONÁRIO DE ORDENAÇÃO /
RECONHECIMENTO
 Candidato Solicitando
Reconhecimento de Credenciais
( ) Presbítero ( ) Diácono
para Candidatos a Ordenação ou Ministros
Ordenados Solicitando Reconhecimento de Credenciais
INFORMAÇÃO DO CANDIDATO
Date: ____/____/____
dd/mm/aa
Nome Completo: ____________________________________________________  Homem
 Mulher
Endereço: ________________________________________ Telefone: _______________
E-mail: ____________________________________________________________________
Cidade/Estado ou Província/Cód. Postal
Distrito: _________________________________ Igreja Local de Membresia:
_____________________________________________________________________________
Reg. Pessoa Física: _________________________
Nasc.: ___________________________________
dd/mm/ano
65
Data de Nasc.: ____/____/____ Local de
Estado Civil: ______________________________
Data de Casamento: ____/____/____
dd/mm/aa
Cônjuge: _________________________________
Data de Nasc.: ____/____/____
dd/mm/aa
# de filhos: _________
Nasc: ____/____/____
Nome do(a) Filho(a) ___________________________Data de
dd/mm/aa
Nome do(a) Filho(a) ___________________________Data de
Nasc: ____/____/____
dd/mm/aa
Nome do(a) Filho(a) ___________________________Data de
Nasc: ____/____/____
dd/mm/aa
* Para mais nomes de crianças e datas de nascimento, por favor escreva em uma folha de papel separada e anexe a
este questionário.
INFORMAÇÃO EDUCACIONAL
Lista de escolas onde estudou e graus adquiridos.
Ano de
Formatura
Escola
Grau / Nível
Nome
Colegial
Faculdade/Univ.
Instituto Bíblico
Seminário
Outro
Você já completou o Curso de Estudo para ministros licenciados?
 Sim
 Não
ORDENAÇÃO E RECONHECIMENTO DE CANDIDATOS
Todas as pessoas se candidatando a ordenação ou para reconhecimento pela Assembléia Distrital devem completar
as questões de 1 a 18.
1.
Você tem um chamado específico para pregar?
66
 Sim
 Não
Curso Principal
/ Secundário
Você tem um chamado específico para um ministério cristão de vida toda?

 Não
Sim
Há quanto tempo você tem esse chamado?
____________________________________________________
2.
Data de conversão:___________________________
_______________________
Data de santificação:
3.
Testemunho pessoal:
______________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________
4.
Você já se divorciou?
 Sim  Não
Detalhes do dito divórcio têm que ser submetidos para o Superintendente Geral em
jurisdição para revisão, de acordo com os parágrafos 320 e 427.1 do Manual (#7, #8).
Você já fez isso?  Sim
 Não
Se você ainda não enviou, você deve contatar o Secretário Distrital imediatamente sobre
isso.
 Sim
 Não
5.
Seu(ua) cônjuge já foi divorciado(a)?
6.
Se casado(a), você está morando agora com o(a) seu(ua) cônjuge?
 Sim  Não
Se não, favor explicar:
____________________________________________________________________
7.
 Sim  Não
Seu(ua) cônjuge e filhos têm boa saúde?
________________
Se não, dê detalhes:
________________________________________________________________________
_______________
8.
9.
Há irregularidades físicas na sua família que limitariam o seu ministério?  Sim 
Não
Se sim, favor explicar:
_____________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________
O(a) seu(ua) cônjuge lhe apóia em seu compromisso para realizar o seu chamado? 
Sim
 Não
Se não, favor explicar:
_____________________________________________________________________
67
________________________________________________________________________
_______________
10.
Escreva suas pendências financeiras.
Pendências Financeiras
11. Você está atrasado com alguma dívida ou obrigação?
explicar: __________
Valor
 Sim  No Se sim, favor
________________________________________________________________________
_______________
12.
Você tem simpatia total e concorda de coração com os padrões, doutrinas e governo da
Igreja do Nazareno?  Sim  Não
13.
Se depois que você tiver sido ordenado (ou reconhecido) pela Igreja do Nazareno e você
descobrir que não se encaixa aos padrões, doutrinas e governo da dita igreja ou não que
não apóia de coração inteiro a igreja e suas instituições, você vai voluntariamente entregar
suas credenciais e se retirar do ministério sem processos ou envolvimento judicial?
 Sim  Não
14.
Você já leu no Manual da Igreja do Nazareno a parte de “Ministério & Serviço Cristão?”
15.
Você apoiará de coração inteiro a igreja e as suas instituições?
16.
Membros recebidos por profissão de fé nos últimos dois anos
______________________________________
 Sim  Não
Crescimento Líquido de Membresia ________________ Decréscimo de Membresia
____________________
17.
A sua igreja tem cumprido com as obrigações financeiras:
Educação:
Igreja Geral:
 Sim
 Sim
 Sim
 Não
 Não
 Não
Se não, favor explicar:
____________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_______________
18.
Número de chamados pastorais feitos anualmente nos últimos dois anos
_____________________________
68
 Sim Não
19.
Você sente a urgência dos cristãos serem inteiramente santificados e o seu ministério
resulta na santificação dos crentes?
 Sim  Não
20.
Quantas pessoas você estima que foram inteiramente santificadas em seu ministério durante os
últimos dois anos?
________________________________________________________________________
_______________
SOMENTE PARA CANDIDATOS A ORDENAÇÃO
Todas as pessoas se candidatando a ordenação pela Assembléia Distrital devem completar as
questões de 19 à 22.
21.
Você planeja se dedicar integralmente ao ministério?  Sim
 Não
22. Você já teve algum problema com alguma igreja local onde você foi pastor o pastor
auxiliar?  Sim  Não
Se sim, dê detalhes
____________________________________________________________________________
23.
Primeiro ano que recebeu licença ministerial distrital: ____________ Por qual distrito?
_________________
24.
Registro de Ministério Licenciado
Ano
Serviu como*
Licenciado pelo Distrito
* Evangelista, pastor, professor, estudante, outro. Se outro, explique.
Assinatura: ___________________________________________ Data: _____/_____/_____
(dd/mm/aa)
SOMENTE PARA RECONHECIMENTO DE CREDENCIAIS
Ministros ordenados de outros denominação desejando ser suas credenciais reconhecidas pela
Igreja do Nazareno devem completar as perguntas de 25 à 34. Exceção: Se o ministro foi
originalmente ordenado na Igreja do Nazareno, o processo para uma credencial atual é para
ser “Restaurado ao Rol.”
25. Data de ordenação: ___________________
Ordenado
 Presbítero Ordenado  Diácono
26. Nome da Igreja:
__________________________________________________________________________
27. Nome do Distrito ou conferência:
__________________________________________________________________________
69
Local
28.
Quais assinaturas aparecem em suas credenciais?
Nome do Presidente:
__________________________________________________________________
Nome do Secretário:
___________________________________________________________________
Outra:
_____________________________________________________________________
29. Registro de Ministério nos Últimos Sete Anos
Ano
Distrito ou Conferência
Serviu como*
Local
* Evangelista, pastor, professor, estudante, outro. Se outro, explicar.
30.
Você tem se dedicado integralmente ao ministério?
 Sim  Não
Se tiver alguma ocupação adicional, explique:
_____________________________________________________________________________
31.
Se você for pastor, você já teve algum problema com alguma igreja que você pastoreou?
 Sim
 Não
Se sim, dê detalhes:
_____________________________________________________________________________
32.
Você está em ministério ativo?
 Sim  Não
Se não, por quê?
_____________________________________________________________________________
33. Explique sua(s) razão(ões) para se unir a Igreja do Nazareno.
_____________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
34.
Você já leu no Manual da Igreja do Nazareno a parte de “Reconhecimento de
Credenciais?”  Sim  Não
Assinatura: _____________________________________________________
_____/_____/_____
70
Data:
dd/mm/aa
TRABALHO EM EQUIPE
1- Formar equipes de no máximo____ alunos.
2- Usar o livro “Guia de Desenvolvimento Ministerial” 2003-2007
paginas 35 a 42
3- Preparar uma exposição em sala de aula sobre: “O Que é a
Ordenação e a sua Importância.”
MINISTÉRIO E SERVIÇO CRISTÃO
CATEGORIAS E FUNÇÕES DE MINISTÉRIO
As funções ministeriais estão previstas nos Art. 402 a 412 do Manual. A igreja
do Nazareno reconhece que Deus nos chama a servir de muitas maneiras e
apresenta uma lista de funções ministeriais. Trata-se de uma variedade muito
ampla de ministérios na igreja.
1- ADMINISTRADOR – Eleito em assembléia para servir junto à igreja local,
junto ao Distrito ou como oficial geral. Exemplo: Superintendente Distrital.
2- DIACONISA – Ministra aos enfermos e necessitados, atua no trabalho de
benevolência cristã, preside ao ministério de Compaixão e atua nos serviços
de apoio aos cultos.
3- CAPELÃO – Especializado em capelania militar, prisional ou hospitalar.
4- EDUCADOR – Ou Ministro de Educação Cristã - Para servir junto às
instituições educativas da igreja como colégios,seminários, Faculdades e
também ministra na igreja local.
5- EVANGELISTA – Este devota a sua vida viajando e pregando o Evangelho.
Está autorizado pela igreja a promover campanhas de avivamento e de
divulgação do evangelho.
6- MINISTRO LEIGO – Pode ser como plantador de igrejas, pastor suplente,
pastor bi vocacional e outros ministérios de apoio à igreja.
71
7- MINISTRO DE MÚSICA – Desde que atendidos os requisitos de estudo e
vocação, poderão ser designados para esse cargo.
8- MISSIONÁRIO – Pode ser membro do clero ou um leigo, nomeado pela
Junta Geral, para ministrar em nome da igreja, como ministro designado.
9- PASTOR – Tem o encargo da direção da igreja local com todas as
atribuições que lhe são peculiares.( Ver o pastor e seus deveres- Art. 413 a
420 do Manual)
OS OFICIAIS DA IGREJA
Um OFICIAL da igreja é alguém publicamente reconhecido como detentor do
direito e da responsabilidade de desempenhar certas funções para o beneficio de
toda a igreja.
Oficial é quem desempenha o ofício público na igreja. Subentende que foi
ordenado ou empossado em tal cargo. Temos: O pastor, o presbítero, o diácono, o
tesoureiro, o evangelista, os líderes de ministérios, etc.
Há diferenciação entre “Ofício” para reconhecimento público do direito de agir
e dons (Karismas) que não precisam ser oficialmente votados ou empossados.
Exemplos: Dons de socorros- I Co. 12:28, Fé operosa e Discernimento de Espíritos I
Co. 12:10, Dom de Contribuição Rom. 12:8
“Apóstolos” ?
A palavra “apóstolo” vem sendo usada com freqüência na atualidade para designar
pastores. Há um segmento de igrejas chamadas “Apostólicas”. Fala-se em unção
apostólica, etc.
A palavra pode designar um fundador de igrejas ou um missionário pioneiro,
como Poe exemplo: “Willian Carey”, o apóstolo da Índia! Ou Sadhu Sundar Singh,
cujo Livro o apresenta como:”O apóstolo dos Pés Sangrentos”.
No Novo Testamento a palavra, às vezes, foi usada num sentido amplo. Paulo
chamou Epafrodito de “Vosso mensageiro” (Fp.2:25)
Os que levavam a oferta para Jerusalém eram os “apóstolos” ou emissários. ( 2
Co. 8:23)
A palavra apóstolo (Gr. Apostelo) assume o sentido de mensageiro, enviado,
emissário. No sentido restrito, o N.T. refere-se a um oficio especial, o de ser
apóstolo de Jesus Cristo. Nesse sentido, não há mais apóstolo hoje. Não que os
pastores não sejam mensageiros da mensagem de Jesus, como de fato o são.
Características dos apóstolos primitivos
72


Autoridade para falar e escrever palavras que eram “Palavras de Deus”,
inspiradas, em sentido absoluto. (Atualmente ninguém pode acrescentar
palavras ou novas revelações ao texto bíblico.)
Ter visto o Senhor Jesus, ser testemunha ocular de sua ressurreição e ter sido
comissionado por Cristo como seu apóstolo. (At.1:22)
“Foi aos apóstolos que escolhera , que depois de ter padecido, se apresentou
vivo...” ( Atos 9:5-6; 26:15-18, I Co. 15:7-9)
Wayne Grudem, em sua “Teologia Sistemática”, p.764 conclui: “Embora alguns
joje usem a palavra apóstolo para referir-se a fundadores de igrejas e
evangelistas, isso não parece apropriado e proveitoso...É digno de nota que
nenhum dos grandes nomes da história da Igreja – Atanásio, Agostinho,
Lutero, Calvino, Wesley – assumiu o título de APÓSTOLO.”
“Logo, levantam suspeita de que são motivados por um orgulho
impróprio e por desejos de auto-exaltação, além de excessiva ambição...
Alguns pretendem ter autoridade superior sobre outros que simplesmente
são “pastores”.
RITUAIS
O Manual, art.800.p.242 Traz modelos de Liturgia para ocasiões especiais, tais
como:
 Sacramento do Batismo
 Dedicação e apresentação de Infantes
 Recepção de Membros
 Sacramento da Ceia do Senhor
 Matrimônio
 Ofício Fúnebre
 Instalação de Oficiais
 Dedicação de Templos
Reproduzimos aqui apenas o art. 803 que trata do Matrimônio. Com base neste
artigo, você deve preparar uma cerimônia para oficiar a celebração de um
casamento.
CELEBRAÇÃO NA CLASSE
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Alguns alunos serão sorteados para oficiar a cerimônia e reproduziremos em sala
de aula o ambiente de uma celebração de casamento.
MATRIMÓNIO
No dia e hora marcados para a solenidade do matrimônio, as pessoas a serem unidas
em casamento —tendo cumprido os requisitos legais do país e depois de terem
recebido aconselhamento e orientação apropriados do ministro—, se apresentarão de
pé diante deste, o homem à direita e a mulher à esquerda, e o ministro se dirigirá à
congregação nos seguintes termos:
CARÍSSIMOS: Estamos aqui reunidos na presença de Deus e destas testemunhas, para
unir este homem e esta mulher pelo santo matrimônio, estado honroso instituído por
Deus no tempo da inocência do homem, e que significa para nós a união mística que
existe entre Cristo e a Sua Igreja. Nosso Senhor Jesus Cristo adornou e embelezou este
santo estado com a Sua presença e o Seu primeiro milagre em Caná da Galileia; e o
apóstolo Paulo o recomenda, dizendo que é digno de honra entre todas as pessoas.
Portanto, não deve ser contraído imprudentemente, mas sim reverente e
discretamente, e no temor de Deus.
É para serem unidas neste santo estado que estas pessoas estão aqui presentes.
Dirigindo-se aos nubentes, o ministro dirá:
_________ e _________, eu requeiro e exorto a ambos, perante Deus, que se lembrem
que o compromisso assumido pelo casamento é permanente.
Deus estabeleceu o casamento com o propósito que dure a vida inteira, e que só a
morte venha a separar-vos.
Se os votos agora trocados entre vós forem guardados sem violação, e se procurardes
conhecer e fazer sempre a vontade de Deus, as vossas vidas serão abençoadas com a
Sua presença e o vosso lar estará em paz.
Após a admoestação, o ministro dirá ao homem:
__________ queres receber esta mulher por tua esposa, para viverem juntos, segundo
os mandamentos de Deus, no santo estado do matrimônio?
Queres amá-la, honrá-la e conservá-la, tanto na enfermidade como na saúde; e,
renunciando a todas as outras, conservar-te somente para ela, enquanto ambos
viverem?
Resposta: Sim, quero.
Então o ministro dirá à mulher:
_________, queres receber este homem por teu marido, para viverem juntos, segundo
os mandamentos de Deus, no santo estado do matrimônio?
Queres amá-lo, honrá-lo e conservá-lo, tanto na enfermidade como na saúde; e,
renunciando a todos os outros, conservar-te somente para ele, enquanto ambos
viverem?
Resposta: Sim, quero.
Então o ministro perguntará:
Quem apresenta esta mulher para se casar com este homem?
Resposta (dada pelo pai, ou quem quer que esteja dando a noiva em casamento): Eu.
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Olhando um para o outro, e unindo as mãos direitas, o casal trocará os seguintes
votos: O noivo repetirá com o ministro:
Eu, ____________, recebo a ti _____________, por minha esposa, para ter-te e
conservar-te de hoje em diante, na alegria ou na tristeza, em riqueza ou na pobreza,
enferma ou com saúde, para amar-te e querer- t e até que a morte nos separe, de
acordo com a santa vontade de Deus; para isso empenho a minha honra.
A noiva repetirá com o ministro:
Eu, _____________, recebo a ti ____________, por meu marido, para ter-te e
conservar-te de hoje em diante, na alegria ou na tristeza, em riqueza ou na pobreza,
enfermo ou com saúde, para amar-te e querer-te até que a morte nos separe, de
acordo com a santa vontade de Deus; para isso empenho a minha honra.
Caso se deseje, a cerimônia das alianças pode ser inserida neste ponto.
O ministro toma as alianças e dá a da noiva ao noivo para que este a coloque no dedo
anular da mão esquerda da noiva; e o noivo, segurando a aliança colocada, repete
com o ministro:
Dou-te esta aliança como prova do meu amor e penhor da minha constante fidelidade.
Repita esta parte da cerimônia, dando a noiva uma aliança ao noivo.
Então o casal se ajoelha enquanto o ministro faz uma oração espontânea, ou a oração
seguinte:
Eterno Deus, Criador e Conservador de toda a humanidade, Doador de toda a graça
espiritual e Autor da vida eterna, derrama a Tua bênção sobre estes Teus servos, este
homem e esta mulher, que abençoamos em Teu nome; que, da mesma forma como
Isaque e Rebeca viveram juntos fielmente, este casal também possa cumprir e guardar
constantes os votos e promessas que acabam de fazer um ao outro, e possam sempre
permanecer juntos em amor e paz, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
Amém.
Então o ministro dirá:
Porquanto este homem e esta mulher consentiram ambos no santo matrimônio e o
testificaram na presença de Deus e desta congregação, e o confirmaram pela união das
mãos, eu os declaro marido e mulher, casados em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo. Aqueles que Deus ajuntou ninguém os separe. Amém.
O ministro acrescentará então esta bênção:
Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, vos abençoe, conserve e guarde; e o Senhor
contemple favoravelmente o vosso lar com Sua misericórdia, e vos encha de toda a
bênção e graça espiritual.
Que assim vivais juntos nesta vida, para que no mundo futuro possais ter a vida
eterna.
O ministro pode encerrar a cerimônia com uma oração espontânea e/ou
invocação da bênção. (427.7)
FORMULARIOS:
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O artigo 813 trata dos formulários. Temos ali modelos de:
 Recomendação à Assembléia Distrital
 Certificado de Recomendação
 Carta de Despedida
 Transferência de Membros
 Aviso de Recepção de Transferência
 Licença de Ministro Local
813.2 Certificado de Recomendação
Certificamos que ____________________________________é membro
da Igreja do Nazareno em _______________________, e é por este meio
recomendado à confiança cristã daqueles a quem este certificado for
apresentado.
________________________________________________
Pastor
Data ______ de_________________________ , __________(ano)
NOTA: Quando for passado um certificado de recomendação, a membresia do
interessado termina imediatamente na igreja local que expedir o certificado. (111.1)
813.3. Carta de Despedida
Certificamos que ____________________________________________ foi
até esta data membro da Igreja do Nazareno em _____________________
_________________e que, a seu pedido, lhe é outorgada esta carta de
despedida.
________________________________________________
Pastor
Data _____________ de_____________, __________(ano)
NOTA: A membresia termina imediatamente após a outorga duma carta de despedida.
(112.2)
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813.4. Transferência de Membros
Certificamos que ___________________________________é membro da
Igreja do Nazareno em __________________________________, e que, a
seu pedido, lhe é por este meio outorgada transferência para a Igreja do
Nazareno em ____________________, no Distrito _________________
__________.
Quando a recepção desta transferência for confirmada pela igreja local
receptora, cessará a membresia nesta igreja local.
________________________________________________
Pastor
________________________________________________
Endereço
Data _____________ de_____________, __________(ano)
NOTA: Uma transferência é válida apenas por três meses. (111)
813.5. Aviso de Recepção de Transferência
Certificamos que ____________________________________________foi
recebido na membresia da Igreja do Nazareno em _________________ __
em_____ de _________________ de ________(ano).
________________________________________________
Pastor
________________________________________________
Endereço
NOTA: Os Formulários 813.2, 813.3, 813.4 e 813.5 podem ser preparados
simplesmente, à medida que necessários, no papel timbrado da Igreja.
813.6. Licença de Ministro Local
CERTIFICAMOS que __________________________ ______________está
licenciado como Ministro Local da Igreja do Nazareno pelo período de um
ano, contanto que seu espírito e prática sejam dignos do Evangelho de
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Cristo, e que seus ensinos correspondam às doutrinas estabelecidas nas
Escrituras Sagradas e sustentadas pela referida igreja.
Por Ordem da Junta da Igreja do Nazareno em _____________________
______________________________ Concedida em
_____________________________________ a_____ de
_____________________ de ________(ano).
________________________________________________
Presidente
________________________________________________
Secretário
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NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE ATAS
Na elaboração das atas das assembléias, serão observadas as seguintes normas:
I - As atas devem ser lavradas pelo secretário eleito e, em sua falta, por secretário
adhoc, nomeado regularmente, em livro próprio, aberto e encerrado pelo respectivo
presidente, sendo suas páginas numeradas e por ele rubricadas.
II - As atas poderão ser elaboradas e registradas de acordo com suas condições
técnicas, obedecendo às mesmas formalidades previstas no item anterior e às normas
técnicas constantes do item XIV.
III - Das atas, devidamente numeradas, constarão quem presidiu e quem secretariou a
reunião, quem fez a oração inicial e final, o local, a data e a hora de seu início e de seu
término, os nomes completos dos que a ela compareceram e dos que, devidamente
convocados, não o fizeram.
IV - À determinação do presidente, as atas poderão ser resumidas, desde que não se
perca a clareza e a precisão dos registros. Neste caso, as datas e o número de imóveis
(e outros) poderão ser registrados em algarismos e os títulos "Reverendo" e
"Presbítero", ou equivalentes, poderão ser abreviados. No caso de se repetir
referência à pessoa física na mesma ata, o segundo registro poderá ser efetuado
apenas com o nome ou sobrenome (com restrições a homônimos), desde que, no
primeiro registro, haja citação nominal completa. No caso de se repetir referência à
pessoa jurídica na mesma ata, o segundo registro poderá ser efetuado apenas com o
nome principal ou "sigla", desde que no primeiro registro haja citação nominal
completa.
V - As rasuras ou entrelinhas porventura existentes no corpo das atas serão
ressalvadas
VI – Quando não aprovadas na própria reunião, as atas sê-lo-ão no início da que se
seguir, salvo se for aprovado o seu adiamento. O adiamento será sempre por motivo
justificado, em caráter excepcional, do qual se fará o devido registro.
VII - Nas atas dos Conselhos serão consignados os atos pastorais realizados desde a
data da reunião anterior, o nome, nacionalidade, naturalidade, filiação, data de
nascimento, profissão, estado civil e batismo das pessoas examinadas para profissão
de fé.
VIII - Com relação aos batismos, serão mencionados os mesmos dados previstos no
inciso anterior, no que for aplicável.
IX - O registro das atas não conterá espaços em branco e os que se verificarem, por
inadvertência, serão inutilizados por traço indelével, pelo secretário.
X - As atas registrarão apenas as súmulas das deliberações, sem se referirem às
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propostas, a menos que envolvam fatos relevantes para a vida e para a história da
Igreja, podendo, entretanto, consignar os votos contrários, quando o requerer o
interessado, fundamentadamente e em termos adequados.
XI - As homenagens que forem aprovadas, porém, serão acompanhadas das razões
que as justificaram e de resumo histórico ou biográfico, se proposto.
XII - Os livros de atas serão guardados em lugar seguro, sob a responsabilidade do
secretário, e somente sairão do arquivo para o seu exame pelo órgão competente.
XIII - A juízo do presidente poderão ser entregues cópias das atas ou de parte delas
aos interessados que o requererem, justificando devidamente o seu interesse.
XIV – As atas lavradas com uso de editoração eletrônica em computador obedecerão
as seguintes normas técnicas:
A) Formatação do texto da ata
1. Deve ser utilizada uma das seguintes fontes: “ARIAL”, “COURIER NEW”, “TIMES
NEW ROMAN”, devendo ser 12 o tamanho padrão. A fonte escolhida deverá ser
usada em todas as atas que compuserem o livro. Recomenda-se que se utilize
a “COURIER NEW”, pois ela ocupa todos os espaços da página igualmente, facilitando o
alinhamento.
2. O espaçamento entre linhas deve ser duplo, para permitir maior clareza do
texto e tornar sua leitura mais fácil.
3. Todo o corpo de uma ata deve constituir um só parágrafo.
4. Transcrições extensas e especiais tais como: atas da assembléia da igreja,
estatutos, etc, devem ser impressas com caracteres do tipo itálico no corpo de
atas.
5. Todo o título de ata deve ser feito com texto centralizado, letras em negrito e
de tamanho igual a 14 pt.
6. Todos os tópicos ou divisões de uma ata devem ser realçados com a fonte em
negrito.
7. Toda ata deve começar em uma folha nova e para isso deve-se usar o recurso
de inserir quebra de páginas, presentes nos programas processadores de
textos. O uso do traço diagonal para os espaços de linha deixados em branco
numa folha é obrigatório, como no processo do tradicional livro.
B) Termo de Abertura / Encerramento
1. Deve ser incluído o termo de abertura, da seguinte forma:
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“Contém este livro [número de páginas por extenso] páginas numeradas de 01 a
[número de páginas] e assinaladas com a rubrica do presidente, como segue,
_________, e destina-se à transcrição das atas das reuniões do [nome da igreja] com
sede à [endereço da sede conforme os estatutos], inscrito no CNPJ [número do CNPJCadastro Nacional de Pessoas Jurídicas] do Ministério da Fazenda, cujos estatutos
estão registrados sob número [número do registro] no [número do cartório] Cartório
de Registro de Títulos e Documentos na cidade de [nome da cidade e estado], feitas
por sistema de folhas soltas através de editoração eletrônica em computador,
encadernadas, e sendo o livro, que toma o número [número seqüencial].”
2. O termo de encerramento deve ser da seguinte forma:
“Contém este livro [número de páginas por extenso] páginas numeradas de 01 a
[número de páginas], assinaladas com a rubrica do presidente, como
segue,_________, e destinou-se à transcrição das atas das reuniões do [nome da igreja
] com sede à [endereço da sede conforme os estatutos], inscrito no CNPJ [número do
CNPJ -Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas] do Ministério da Fazenda, cujos
estatutos estão registrados sob número [número do registro] no [número do cartório]
Cartório de Registro de Títulos e Documentos na cidade de [nome da cidade e estado],
feitas por sistema de folhas soltas através de editoração eletrônica em computador,
encadernadas, e sendo o livro, que tomou o número [número seqüencial].”
3. O termo de abertura faz parte das folhas numeradas e deve ser feito na primeira
folha numerada. O termo de encerramento deve ser feito na última página numerada
do livro.
4. A data de abertura deve ser a da primeira ata e a do encerramento, a da última.
5. Todas as folhas devem ter a rubrica original do presidente junto ao número da
página.
C) Configuração de Página para Impressão
1. O papel a ser usado deve ser do tipo A4, cor branca, de 210 milímetros de
largura por 297 milímetros de altura. A gramatura, i.e., a densidade do papel,
nunca deve ser menor que 75 g/m2; é recomendável que seja 90 g/m2.
2. Os números de página deverão ser impressos, em tamanho 18 pts, na parte
superior direita de cada folha.
3. As margens das folhas, onde serão impressas as atas, deverão ter a seguinte
configuração: esquerda =4cm; direita=3cm; superior= 3cm; inferior=3cm.
D) Encadernação
1. Nenhum livro feito pelo sistema de folhas soltas poderá ser apresentado sem que
esteja devidamente encadernado.
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2. A encadernação deve obedecer ao seguinte padrão: a) O tipo da encadernação
deve ser de capa dura; b) A capa do livro deve conter inscrições que o identifique e o
ano em que as atas foram lavradas; c) Devem ser deixadas, pelo menos, duas folhas
em branco, sem numeração, sendo uma antes da primeira folha numerada e outra
após a última folha numerada.
E) Impressão
1. O uso de impressoras matriciais e à laser são as mais recomendadas, devendo
ser evitada a impressão final do livro em jato-de-tinta (inkjet), pois borram
facilmente sob ação de água.
2. Não se deve imprimir textos nos versos das folhas; apenas a frente de cada folha
deverá ser utilizada.
3. Após ter todo o trabalho pronto, com todas as correções feitas, deve-se usar o
recurso de hifenização e alinhamento de ambas as margens (esquerda e direita)
para garantir um bom acabamento estético.
F) Aspecto Legal
As atas devem ter, além da assinatura do secretário, a assinatura dos demais membros
presentes à reunião.
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Esta apostila foi preparada pelo prof. Sila D.Rabello para a disciplina “ORGANIZAÇÃO
E POLÍTICA DA IGREJA DO NAZARENO”, para uso no ETED , núcleos de Piracicaba e
Rio Claro, do Seminário Teológico Nazareno.
Este material pode ser usado por outros colegas, desde que mantenham os
créditos e as fontes indicadas na apostila.
Por ser uma matéria técnica, pedimos aos amigos que nos notifiquem de
falhas e incorreções.
Contatos: Rev. Sila D.Rabello
E-mail: [email protected]
Site: www.nazarenopaulista.com.br
Piracicaba , Outubro de 2011
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