Uso de CAD em PME do Sector da Construção e

Сomentários

Transcrição

Uso de CAD em PME do Sector da Construção e
Parceiros
O projecto euCAD reúne parceiros de seis países Membros da União Europeia.Cada entidade envolvida apresenta um considerável conhecimento e experiência na
promoção da inovação e criatividade e/ou nas tecnologias de Desenho Assistido por
Computador. Mais informações podem ser obtidas através do website do projecto.
Universidade Politécnica de Bucareste, Roménia
MACDAC Engineering Consultancy Bureau Lda. Malta
Inovaformação , Portugal
Institudo de Tecnologias de Informação, Lituânia
Product First Lda, Reino Unido
Usesoft As, Estónia
www.camis.pub.ro/eucad.
Aviso
Projecto Leonardo da Vinci N.º: 142514-LLP-1-2008-1-RO-LEONARDO-LMP
A informação contida nesta publicação reflecte apenas a perspectiva da parceria do
Projecto euCAD, não sendo a Comissão Europeia responsável pela utilização que
dela possa ser feita.
Estudo de caso:
Uso de CAD em PME do Sector
da Construção e Soldadura
P1 Roménia
Universidade
Politécnica
de Bucareste
P2 Malta
MECB Lda
P3 Portugal
INOVAFOR
Lda
P4 Lituânia
Instituro de
Tecnologias
de Informação
P5 Reino
Unido
Product First
Lda.
P6 Estónia
Usesoft As
eu
CAD
Impulsionar a Criatividade e a Inovação
através do Desenho Assistido por Computador
Education and Culture DG
Lifelong Learning Programme
USO DE CAD EM PME DO SECTOR
DA CONSTRUÇÃO E SOLDADURA
PME
Expert Engineering (EE) é uma PME sedeada na Roménia, no sector da
.engenharia industrial. A empresa foi fundada em 2000 pelo engenheiro
mecânico, Gabriel Garleanu. A principal actividade da empresa centrase no design e fabrico de construções soldadas, aplicando processos de
soldadura, reacondicionamento de peças com tamanho grande e/ou
pequeno, ensaios não-destrutivos, investigação de tecnologias e
equipamento para inovar no manuseamento do metal, trabalhando
com tecnologias invulgares, melhorando-as e sobrepondo-as. Tendo
em consideração os elevados custos e dificuldades envolvidas na
mudança dos vários componentes das peças grandes e muito grandes, a
empresa foca a sua actividade no design e implementação de um
reacondicionamento óptimo de tecnologias, procurando soluções para
construções inovadoras e aumentar o tempo de exploração.
A Expert Engineering (EE) conta até ao momento com 8 colaboradores
permanentes e, dependendo da natureza e tamanho dos contratos
estabelecidos, contam ainda com ajuda externa no desenvolvimento
dos projectos. O volume de negócios sofreu um aumento exponencial
de milhares de euros, sendo que no primeiro ano atingiu quase 1 milhão
de euros.
A empresa possui um moderno equipamento para diferentes
processos de soldadura (incluindo processos especiais para materiais
como alumínio e ligas leves). Os colaboradores da EE são todos
soldadores certificados e a companhia responsabiliza-se pela gestão
da qualidade do processo, implementado desde 2006.
Desafio
O principal obstáculo que a EE atravessa consiste em atrair novos
clientes e manter os clientes actuais. Combinando a concorrência nesta
área, com o declínio do mercado, a EE irá necessitar de um impulso
considerável de forma a oferecer vantagens competitivas face aos
outros concorrentes directos. Entre os seus maiores clientes, destaca-se
a Alro Slatina, produtor de renome especialista em produtos de
alumínio (Alro é uma das maiores companhias de fundição de alumínio
localizada na Europa Central e Oriental, excluindo CEI). Com o objectivo
de conseguir um contrato com esta firma, a EE necessita de ser a mais
competitiva no mercado. O foco para esta serviço centra-se em
encontrar a solução para um problema que envolve o
reacondicionamento de peças grandes, sendo que o veio utilizado na
mistura anódica permitiu colar na linha de produção cubas electrolíticas
(como parte de um grande conjunto). O diâmetro de um veio é de
aproximadamente 500 mm e todo o conjunto de peças montado tem
uma altura de 8 metros.
A cola anódica encontrada nas cubas electrolíticas e utilizada na linha de
produção do alumínio é obtida pela mistura de 2 substâncias chave: a grafite e
o alcatrão a uma temperatura de 350 graus Celsius. Esta fusão de materiais é
extremamente dura e encontra-se a altas temperaturas, necessitando de
muito cuidado e precaução no seu manuseamento. Nestas condições, a taxa
de desgaste do veio ocorre muito rapidamente,em 60 dias, sendo que a
mistura de todo o conjunto da cola depende de 15 a 17 toneladas por hora. A
solução para o desgaste (reacondicionamento) implica a interrupção da linha
de produção, montagem e arrefecimento para a temperatura ambiente. O
tempo necessário para estes processos é de, normalmente, 2 dias, nos quais a
produção se encontra imóvel, gerando assim custos de produção muito
elevados e difíceis de suportar.Será urgente para a EE apresentar uma solução
original que optimize o processo de reacondicionamento de modo que o ciclo
de vida do conjunto seja tão longo quanto possível.
Solução
Apesar da concorrência, a EE percebeu rapidamente que poderia beneficiar
em larga escala da nova tecnologia CAD. Assim, com a oferta de um pacote de
aplicações de modelagem e simulação em 3D, a empresa criou um modelo de
escala para as respectivas partes envolvidas que, posteriormente, seriam
apresentadas ao cliente. Para além do referido, conseguiam um impacto visual
com qualidade acrescida, simulando a animação de todo o processo a realizar,
de forma a passarem uma imagem de maior credibilidade e profissionalismo às
soluções propostas.
A simulação revelava, igualmente, informação sobre as forças envolvidas no
processo, assim oferecendo uma perspectiva do problema mais compreensiva
e uma solução original. A escolha da solução demonstrada viabiliza o processo
de solução na medida que tem como objectivo ampliar o tempo de vida das
peças para vários meses, praticamente durante 2 anos, de forma a reduzir os
custos de produção para 30%. A solução escolhida foi já aplicada com sucesso
por dois anos e meio e os resultados da simulação foram, assim, verificados
durante a actividade normal de produção.
”Sem as vantagens oferecidas pelo uso da tecnologia CAD, eu acredito
que não teríamos o sucesso que tivemos e seríamos incapazes de criar
as mesmas soluções inovadoras para resolver este problema. A solução
surgiu naturalmente quando a simulação nos mostrou exactamente
quais eram os problemas. Além disso, eu estou absolutamente
convencido de que se nos apresentássemos com um esboço numa folha
de papel, o cliente não nos teria escolhido para parceiros. Usando as
aplicações CAD, o design do processo tornou-se muito mais rápido,
oferecendo soluções óptimas e fáceis de adaptar às necessidades do
cliente. Poderiam ser somados uma série de processos mecânicos e
térmicos e material desgastado, com o objectivo de simular o
funcionamento das peças nas condições reais em que operam, de
forma a identificar os problemas que surgem naturalmente, e
encontrar soluções para esses problemas.” - Comenta o administrador
da EE – Dr. Gabriel Gârleanu.