Zoo teve 144 mortes desde 2012

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Zoo teve 144 mortes desde 2012
Zoo teve 144 mortes desde 2012
Número é relativamente menor que o registrado apenas em 2009, quando 109 morreram
Janda Nayara 04 de setembro de 2014 (quinta-feira)
Filhotes carneiro-da-bavária ou aoudad correm no recinto criado para eles no zoo
Desde sua reabertura para o público, há dois anos e três meses, o Parque Zoológico de
Goiânia registrou 144 óbitos de animais, número que parece pequeno se comparado com o
registrado apenas em 2009, ano de interdição do parque, quando as mortes chegaram a 109.
Além da redução de mortes, desde maio de 2012 foram registrados 127 nascimentos, número
considerado satisfatório pelo diretor do parque, Raphael Cupertino. Neste mesmo período, o
zoo recebeu 50 novos animais, como duas onças pintadas, tamanduá bandeira, arpia, lobo
guará, entre outros.
Em 2014, o número de nascimentos registrado está superior ao de óbitos. Foram 44 para 36
mortes. Para Cupertino, os índices estão dentro do esperado. “Essa taxa de nascimentos
elevada mostra que o trabalho vem dando resultados. Conseguimos reproduzir animais em
risco de extinção como veado catingueiro, tigre real de bengala e ararajuba”.
Cupertino também defende que são contabilizados animais que morrem nas primeiras horas de
vida. “Muitos parques não utilizam esta metodologia, mas preferimos ter esta transparência.
Estamos trabalhando com a prevenção de doenças e os técnicos estão conseguindo obter
resultados”, pontua.
O plantel do parque, que já teve 1,5 mil animais e que em 2011 era de 480, hoje conta com 530
animais. Segundo o diretor do local, o número caminha de acordo com o permitido. “Temos
pouquíssimos recintos vazios. Nossa preocupação não é apenas em ter, mas em manter as
espécies”.
HISTÓRICO
O Parque Zoológico foi fechado em julho de 2009, depois de uma série de mortes ocorridas no
local - inclusive de animais de grande porte, como hipopótamo, leão, onça e girafa - o que
levou à interdição do local pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama). A reabertura do zoo foi condicionada ao cumprimento de uma série de
medidas estabelecidas num Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre a Prefeitura de
Goiânia e os Ministérios Públicos estadual e federal, além do próprio Ibama. O prazo, que
inicialmente seria até fevereiro de 2011, precisou ser prorrogado por mais de uma vez devido o
atraso nas obras.
Toda a estrutura do parque foi reformada, as grades foram substituídas por vidros e os recintos
foram enriquecidos com a colocação de troncos, pedras e outros objetos para fazer o animal
interagir, proporcionando um ambiente mais interessante e próximo ao natural. Também foram
criados pontos de fuga para os animais se esconderem caso não queiram ser vistos.
AVALIAÇÃO
Segundo o responsável pelo núcleo de Fauna do Ibama, Leo Caetano Fernandes, o órgão
acompanhou o cumprimento do TAC e tem analisado os relatórios anuais recebidos pelo
parque. “Percebemos que as mortes que aconteceram após a reabertura não tiveram nenhuma
ligação entre si, o que não demanda maior preocupação”.
Entre as principais mudanças estabelecidas pelo TAC, ele destaca a reforma da cozinha, para
combater os riscos de contaminação dos alimentos. “Percebemos que eles reformularam o
setor de nutrição e que os zootecnistas fizeram cursos de aperfeiçoamento em outros
zoológicos”.
Sobre uma avaliação do antes e depois, Fernandes diz que o Ibama só pode exigir o que é
garantido por lei, mas que seria interessante a apresentação de estudos que mostrem a
evolução do comportamento dos animais após a reforma.
O Popular.
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