Igreja Quadrangular

Сomentários

Transcrição

Igreja Quadrangular
PREPARAÇÃO PARA PROVA DOS POSTULANTES
XXXIX CONVENÇÃO ESTADUAL DE SÃO PAULO
ANO 2014
SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA DE SÃO
PAULO
IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
TEMA ANUAL
“ENSINANDO PARA TRANSFORMAR VIDAS”
SÃO PAULO
2014
A Comissão de Relação de Relações Ministeriais da XXXIX Convenção
Estadual de São Paulo, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e
Cultura, lança uma inovação no processo de seleção dos postulantes deste
ano: Esta Apostila contendo as matérias que servirão de base para as provas.
Seu conteúdo é o seguinte:








EVANGELHO QUADRANGULAR
DECLARAÇÃO DE FÉ
ESTATUTO E REGIMENTO INTERNO
ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA
IGREJA LOCAL
CONHECIMENTOS BÍBLICOS
VIDA CRISTÃ
ATUALIDADES
GRAMÁTICA:
HAVERÁ UMA PROVA DE CONHECIMENTOS BÁSICOS DE GRAMÁTICA:
O candidato deverá ter noções de MORFOLOGIA para saber escrever e falar
utilizando uma boa concordância.
As questões serão objetivas no mesmo estilo que nos anos anteriores.
 O candidato deverá ter noções do uso de:
o Substantivos
o Artigos
o Verbos
o Adjetivos
o Advérbios
o Pronomes
o Numerais
o Preposições
o Conjunções
o Interjeições
EVANGELHO QUADRANGULAR
É o evangelho, ou religião, ou a doutrina que nos dá preceitos espirituais
e conhecimento verdadeiro de nosso glorioso Senhor, a mais formosa
mensagem do mundo, apresentando algo de excepcional e que vem satisfazer
aos mais altos anseios do homem, quer física ou espiritualmente, quer no
presente ou no porvir, ou seja, para esta vida e para a eternidade.
O glorioso Evangelho Quadrangular é tão sólido quanto a Rocha sobre a
qual está fundado. Permanece firme nos quatro ângulos, sólido, forte,
inabalável; e quando o céu e a terra tiverem passado, ele ainda estará de pé.
Por que? Porque é uma mensagem verdadeira de “Jesus Cristo que é o
mesmo ontem, hoje e eternamente. Heb.13:8”.
COMO FOI CONCEBIDO O EVANGELHO QUADRANGULAR?
Veio por inspiração.
O nome Evangelho Quadrangular veio por inspiração à Aimee Semple
Mcpherson, quando pregava em Oklahoma, Califórnia sobre o Querubim de
Quatro Faces. Ez.1. Aimee depois da revelação testemunhou: “Estudando a
Palavra de Deus desde esse dia em que aprendera que o termo Quadrangular
é inteiramente Escritural, e que é tecido através de todas as faces do Velho
Testamento. Como à revelação segue a revelação, parece como se a mesma
vida fosse curta demais para expressar a plenitude quadrada de tudo isso”.
O outro nome foi Cruzada Nacional de Evangelização, surgiu quando
foram criados os primeiros grupos missionários. Hoje nós chamamos Grupos
Missionários de Senhoras, de Crianças, de Homens, etc...No início chamaram
Cruzada de Senhoras, de Crianças, etc...
PEQUENA BIOGRAFIA DE AIMEE SEMPLE MACPHERSON
FUNDADORA DA IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
(1890 - 1944)
Aimee Kennedy, nasceu numa pequena fazenda perto de Ingersoll,
Ontário, no Canadá, a 09 de outubro de 1890, filha única do casal James e
Minnie Kennedy. Lá passou sua infância e mocidade, formando-se no colégio
com honras especiais.
Na sua adolescência, a jovem Aimee se interessou cada vez mais pelos
programas sociais e recreativos da igreja Metodista que ela freqüentava,
usando seus talentos criativos nas apresentações teatrais da igreja. Cinema,
patinação no gelo, romances e bailes foram as diversões que atraíram-na até o
ponto de seu coração ficar cada vez mais frio e longe de Deus.
Com a idade de dezessete anos, enquanto cursava o colégio, ela ficou
fascinada com os ensinamentos da teoria da evolução. Mesmo sendo criada
num lar cristão, Aimee começou a duvidar da verdade de suas crenças
religiosas, até da existência de Deus. Nessa condição de indiferença ateística,
Aimee não se sentiu feliz. Entre as dúvidas e a tristeza por haver discutido com
sua mãe, tendo-a magoado com sua descrença. A luta em seu coração era
muito grande.
CONVERSÃO
Uma noite ela foi para o seu quarto, determinada a achar uma solução
para as suas dúvidas.
Sem acender a lamparina, ajoelhou-se em frente à janela aberta onde
contemplava a paisagem branca, toda coberta pela neve. Levantando seus
olhos aos céus, vendo a lua e as estrelas, pensou: “Certamente deve existir um
grande Criador que fez tudo isto”.De repente, ergueu seus braços para os céus
e clamou: “Oh, Deus, se há um Deus, revele-se a mim”. (Dentro de quarenta e
oito horas Deus respondeu essa oração).
No dia seguinte, passando pelo centro da cidade com seu pai, Aimee viu
uma placa anunciando cultos de avivamento pentecostal num salão grande. A
pedido da filha, o Sr. Kennedy levou-a ao culto na noite seguinte. Aimee foi
com a intenção de se divertir, mas, toda essa frivolidade e zombaria
desapareceram quando o jovem pregador, Robert Semple, se levantou e abriu
a Bíblia. O evangelista pregou sobre o texto: “Arrependei-vos, e cada um de
vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão de pecados e
recebereis o Dom do Espírito Santo.” (Atos 2:38).
Depois de explicar o plano de salvação e o que significa arrependimento
e fé, o evangelista começou a explicar a doutrina do batismo com o Espírito
Santo. Ele mostrou que a salvação e o batismo no Espírito Santo devem ser
ministrados lado a lado, para que o crente possa viver sua vida na plenitude do
plano de Deus. Aimee ficou profundamente convicta de seu pecado.
Repentinamente o pregador deixou de falar inglês e começou a falar em
línguas estranhas pelo Espírito Santo, com seus olhos fechados e os braços
estendidos na direção de Aimee. Imediatamente, Robert Semple continuou a
sua mensagem em inglês, não houve interpretação, mas, Aimee, que até
aquela noite nunca soubera do falar em línguas, sentiu que era a voz de Deus
falando com ela, dizendo: “Tu és uma pobre perdida e miserável pecadora
merecedora do inferno.” Aimee não agüentou mais e deixou o culto para
assistir um ensaio da peça de Natal de sua autoria. Ela mesma descreveu os
eventos que se seguiram com estas palavras: “Não sei como terminei o ensaio
naquela noite, mas eu sei que por três dias lutei com a mais terrível convicção
de pecado e da minha necessidade de Deus. No terceiro dia, sozinha, voltando
do colégio em um trenó, a convicção era mais do que eu podia agüentar.
Levantando minhas mãos eu clamei em alta voz: Senhor Deus, tem
misericórdia de mim, pecadora! Imediatamente o peso se foi glória e alegria
subiam no meu coração e transbordavam em louvor através dos meus lábios.
Lágrimas rolavam pelas minhas faces e eu comecei a cantar: “Toma minha
vida e deixa-a ser consagrada, Senhor, a Ti; Toma meus lábios e deixa-os
cantar sempre, somente ao meu Rei! Agora já se foram as canções mundanas.
Toma minhas mãos e deixa-as moverem-se pelo impulso do teu amor! Então
não haverá música mundana tocada pelas minhas mãos. Toma meus pés e
deixa-os serem ligeiros e formosos para ti. Já acabou para mim o salão de
baile e tudo que ele para mim representava.
A conversão e a consagração foram completas. Chegando em casa,
Aimee pegou todas as músicas de jazz, e juntamente com os romances e
sapatos que usava nos bailes, queimou tudo, explicando a seu pai que veio
correndo, que daquele dia em diante ela ia cantar e tocar hinos, e a Bíblia seria
o seu livro.
CHAMADA PARA SERVIR E BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
Depois de sua conversão, Aimee passou duas semanas numa alegria
impossível de descrever. Um dia em oração, ela sentiu que precisava ganhar
almas. Começou a procurar na Bíblia o segredo do poder e êxito daqueles que
ganham almas. Pelo estudo do livro de Atos, ela descobriu que o revestimento
do poder para servir era sinônimo de batismo com o Espírito Santo. Desde
aquele momento ela começou incessantemente a buscar o Espírito Santo,
perdendo muitos dias no colégio, para assistir reuniões na casa de uma
senhora já batizada com o Espírito Santo que pertencia à Missão Pentecostal
onde Aimee ouviu o Evangelho. Quando a mãe de Aimee recebeu uma carta
do diretor do colégio, comunicando o fato dela estar perdendo muitas aulas,
proibiu-a de freqüentar os cultos, chamando o povo da missão de fanáticos.
Na Segunda-feira seguinte, Aimee conseguiu chegar na cidade, apesar
da neve que estava caindo. Resolveu não ir ao colégio, mas, passar o dia em
oração na casa da irmã da Missão. Elas oraram juntas, pedindo ajuda a Deus,
para que Aimee ficasse na cidade até receber o batismo. O Senhor ouviu a
oração e a neve começou a cair numa tempestade forte.
Ela orou o dia todo e quando foi pegar o trem para voltar `a sua casa,
descobriu que todos os trens estavam parados, as linhas telefônicas
interrompidas e as estradas intransitáveis. Essas condições prevaleceram uma
semana, e Aimee ficou na casa da irmã, passando a maior parte do tempo
ajoelhada e orando horas a fio, comendo e dormindo pouco, levantando na
madrugada, embrulhada em cobertores, continuava em oração.
Na Sexta-feira ela ficou na presença do Senhor até a meia noite.
Levantando bem cedo no Sábado, antes que qualquer pessoa da casa
estivesse acordada, foi à sala, ajoelhou-se, levantou as mãos e começou a orar
pedindo ao Espírito Santo, para melhor servir ao Senhor, contando o seu amor
para os outros. Num momento, uma alegria maravilhosa encheu o seu coração,
e Aimee com os olhos fechados, viu o mundo como um vasto campo de trigo,
já branco para a ceifa. Ainda em oração, o trigo começou a se transformar em
rostos humanos, a folhagem, em mãos levantadas e sobre tudo apareceram as
palavras do Senhor: “Os campos já estão brancos para a ceifa. A Seara é
realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai pois ao Senhor da seara que
mande ceifeiros para a sua seara. “Naquela hora, o Senhor colocou na sua
mão uma foice de dois gumes (A Palavra de Deus), e no seu coração soaram
estas palavras: “Vais recolher o trigo, mas lembres sempre que a foice te é
dada para cortar o trigo. Muitos ceifeiros usam-na corretamente apenas poucas
horas, e depois começam a cortar e marcar os seus colegas. Aplica-te à tarefa
que está perante ti, corte somente o trigo e recolhe os molhos preciosos.”
Esta foi a lição que a irmã Aimee nunca esqueceu. Apesar das críticas,
perseguições e mesmo calúnias terríveis, não procurava se defender,
criticando ou ferindo os outros.
Naquele mesmo Sábado inesquecível, Aimee Kennedy recebeu o
batismo no Espírito Santo, louvando e glorificando ao Senhor numa língua que
ela nunca aprendeu, “Segundo o Espírito lhe concedia que falasse.”
Era quase meio dia quando se levantou com o rosto radiante, após Ter
ficado muito tempo na presença do Senhor, em oração. Fora, a tempestade
havia cessado, os irmãos da casa entraram na sala e regozijaram-se com
Aimee. Ela escreveu mais tarde: “Dentro do meu coração ficaram duas
convicções: primeira, que o Consolador tinha entrado para ficar e viver em
consagrada obediência à Sua vontade; Segunda, que eu tinha recebido uma
chamada para pregar o evangelho eterno.”
CASAMENTO E ENTRADA NO MINISTÉRIO
Logo após essa experiência maravilhosa, o evangelista Robert Semple,
voltou a Ingersoll e no dia 22 de agosto de 1908, casou-se com Aimee. Juntos
entraram no campo evangelístico, seguindo um programa de trabalho intensivo.
Foi nessa fase do seu ministério que Aimee recebeu o Dom de interpretação de
línguas. Um dia enquanto estava orando em seu quarto, começou a falar em
línguas, pelo Espírito Santo. Logo ela ficou consciente pelo fato de poder
entender o significado das palavras dadas pelo Espírito. Durante o culto
daquela mesma noite, o pastor, Reverendo Durham deu uma mensagem em
línguas e Aimee recebeu a interpretação, mas por causa da timidez, não deu a
interpretação. Porém na reunião seguinte, quando uma mensagem de línguas
foi dada, com medo de apagar o Espírito, Aimee foi obediente, deixando que o
Espírito Santo desse a interpretação através dela.
Algum tempo depois, assistindo uma série de conferências, Aimee caiu
numa escadaria e fraturou o osso de um dos pés, ficando com quatro dos
ligamentos completamente soltos, a ponto dos dedos serem puxados para
baixo apontando a direção do calcanhar. Depois de colocar o gesso, o médico
deu pouca esperança de recuperação dos ligamentos e da flexibilidade do pé e
do tornozelo. Com os dedos do pé inchados, pretos e com muita dor, Aimee foi
assistir o culto à tarde, dirigido pelo Reverendo Durham. Não suportando mais
a dor, deixou o culto, resolvendo descansar no seu quarto, que ficava um
quarteirão de distância do salão dos cultos. Chegando ao quarto, ela ouviu uma
voz dizendo: se tu embrulhares o sapato do pé fraturado, voltares ao culto, e
pedires ao Reverendo Durham orar por ti, levando consigo o sapato para calçálo na volta, eu cura-lo-ei. “A princípio , ela estranhou a idéia, mas a voz no seu
coração insistiu tanto que finalmente com a ajuda de muletas, voltou ao culto
levando o sapato. Chegou tremendo e atordoada porque no caminho a muleta
entrou num buraco na calçada, causando aos dedos, já sensíveis, uma dor
terrível por haverem tocado o chão. Contando aos irmãos reunidos o que Deus
tinha falado, e após uns momentos de oração silenciosa, o Reverendo Durham
colocou suas mãos no tornozelo dela e disse: “No nome de Jesus receba a
cura.” Instantaneamente, ela sentiu que fora curada; o gesso foi tirado e num
salto ela colocou-se em pé e começou a andar, louvando ao Senhor. O
testemunho de Aimee foi este: “Desde aquela vez o poder de cura divina se
manifestou vez após vez na minha vida e na vida daqueles que eu tive
privilégio de oferecer a oração da fé.”
Não foi muito tempo depois disso que o casal Semple, sentindo a
chamada de Deus, partiu para a China, como missionários naquele país
idólatra. Enquanto eles ministravam ali, lutando pela causa do Mestre, os dois
caíram doentes com malária, e Robert Semple deixou essa vida, para viver
com Cristo, eternamente.
Após o sepultamento de seu marido em Hong Kong, Aimee voltou à
América com sua filha Roberta, de seis semanas. Depois de alguns anos de
trabalho na seara do Senhor , cansada, sozinha e querendo um lar para criar
sua filhinha, Aimee casou-se com Harold Stewart Mcpherson.
Desse casamento nasceu um filho, Rolf Kennedy Mcpherson que, foi até
1988 o presidente da Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular
(Internacional Church of the Foursquare Gospel), sucederam-no Rev. John
Holland e Rev. Paul Rister
Nesse lar seguro e confortável, Aimee logo percebeu que não poderia
ser inteiramente feliz se não fizesse a vontade de Deus. A Voz do Senhor
falava ao seu coração: “Prega a Palavra. Faze a obra de um evangelista”.
Na intensa luta entre a chamada de Deus e o dever à sua família, Aimee
caiu num estado de depressão que ela procurou afastar, dedicando-se mais às
obrigações domésticas e ao cuidado de seus filhos. A escritura que sempre
voltava à sua mente era “E Jonas se levantou para fugir de diante da face do
Senhor para Tarsis.” Aimee não podia negar a chamada de Deus na sua alma.
Adoeceu e gradativamente foi piorando, ao ponto do ruído da água fervendo ou
da conversa baixa, tornar-se insuportável. Foi necessária uma operação, mas
ela piorou. As complicações resultantes do coração, hemorragias do estômago
e nervosismo intenso levaram o médico a aconselhar uma outra operação
séria.
Aimee adiou a operação por um tempo, na esperança de que Deus iria
curá-la. Mas, cada vez que pedia a cura de Deus, vinham-lhe à mente as
palavras do Senhor, dizendo: “Tu irás? Pregarás a Palavra?” Um ataque
repentino de apendicite, levou-a à mesa de operação, e o seu desespero era
tanto, a ponto dela pedir que Deus a levasse dessa terra. Cinco operações
foram feitas naquele dia, e nos dias que seguiram, ela chegou a um estado tão
crítico, que todos aguardavam sua morte.
Naquela madrugada, no silêncio do quarto no hospital, já com respiração
difícil, Aimee ouviu novamente a voz do Senhor, dizendo: “Agora tu irás?” e ela
reconheceu perfeitamente que estava indo ao túmulo, ou à seara com o
Evangelho. Com a pouca força que lhe restava, e em voz inaudível. Aimee
respondeu: “Sim, Senhor, eu irei.”
Naquele momento ela sentiu nova vida no seu corpo e logo a respiração
tornou-se fácil e a dor desapareceu. Em quinze dias, Aimee estava
completamente recuperada. É interessante observar que muitos oraram por
sua cura, mas, sem resultado por causa da desobediência dela com o Senhor.
Portanto, no momento em que ela submeteu-se à vontade de Deus, a resposta
veio na hora.
“GRANDES COISAS FEZ O SENHOR POR NÓS, E POR ISSO ESTAMOS ALEGRES.”
Salmo 126:3
(Material preparado por Lucille Marie Jonhnson (Missionária), extraído dos livros sobre a vida de Aimee
Semple Mcpherson, e dos dados publicados pela Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular.)
A MENSAGEM QUADRANGULAR
Aimee Semple Mcpherson, estava realizando uma campanha em
Okland, Califórnia, o assunto da pregação era “A Visão de Ezequiel” Ez.1:1-28,
quando sentiu a inspiração quanto a mensagem Quadrangular.
A visão de Ezequiel a inspiração de Aimee:
No rosto do HOMEM, nós vemos o homem dos pesares e acostumado
com a aflição, morrendo sobre o madeiro, fazendo expiação por todos os
nossos pecados.
No rosto do LEÃO, contemplamos o Batizador poderoso com o Espírito
Santo e com fogo.
No rosto do BOI, simboliza o grande removedor de fardos, mesmo que
levou nossas enfermidades e nos afastou as doenças, o qual, em seu amor
limitado e provisão divina, satisfez todas as nossas necessidades.
No rosto da ÁGUIA, contemplamos a Vinda do Rei, quando Ele vier
buscar a noiva que o espera, “a igreja”.
Aimee concluiu:
É um perfeito Evangelho. Um Evangelho completo para o corpo, alma,
espírito e eternidade. Que maravilha o poder, a majestade disso, caindo em
forma de cascata por sobre as muralhas do céu, enchendo, inundando e
envolvendo o meu próprio ser.
Os dedos do Espírito arrebataram as cordas da harpa eólica do meu
coração, e evocaram uma sublime e maravilhosa melodia semelhante ao som
de um grande amém.
Dentro de minha alma nasceu uma harmonia que foi desferida,
desprendida e sustentada sobre cordas plenas, vibrantes, de onde foram
destacadas as palavras que saltaram para a vida: “EVANGELHO
QUADRANGULAR”.
Instantaneamente, o Espírito trouxe o testemunho. Ondas, vagalhões e
oceanos de louvor sacudiram a congregação. Levada sobre os ventos
impetuosos de um reavivamento do Espírito Santo, Essa harmonia que nasceu
naquele dia foi levada a cabo pelo mundo. A expressão EVANGELHO
QUADRANGULAR que o Senhor me deu, distingue vívida e apropriadamente a
mensagem que me fora dada para pregar e tornar-se uma palavra doméstica
através de toda a terra.”
COMO DEVE SER O MINISTÉRIO DO EVANGELHO QUADRANGULAR
Quando Aimee definiu um ministério, ela não sabia que um dia o Instituto
Teológico Quadrangular existiria, porém ela sabia que sempre haveriam
pessoas que amam a Obra e as Crianças da Igreja do Evangelho
Quadrangular.
Vejamos o que disse a esse respeito a fundadora de nossa Igreja nos
Estados Unidos da América, Sra. Aimee Semple Mcpherson:
“Quando Deus me salvou e me chamou para pregar o evangelho, Ele
me deu uma visão das necessidades espirituais da humanidade, uma visão
universal, uma comissão para ir dizer, e um peso consumidor pelas almas
perdidas. Da mesma forma, são todos os Ministros desta organização:
Chamados por Deus, Lavados pelo sangue de Cristo, e Cheios do Espírito. O
Ministro do Evangelho Quadrangular não assume o ministério como fria
profissão ou ocupação na vida, porém é especialmente chamado por Deus,
separado para o propósito de ganhar almas e lhe é dada uma visão dos
campos brancos para a colheita, e um sentimento de pesar pelas almas
perdidas. O Espírito Santo começa a fazer arder em seu coração a mensagem
do Evangelho Quadrangular, coloca a palavra de reconciliação em sua boca e
então, graças a Deus, dá-lhe uma santa ousadia para proclamar esta
mensagem de salvação às almas preciosas.”
FUNDAÇÃO DA IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
A Igreja do Evangelho Quadrangular é o prosseguimento do movimento
Cristão pentecostal iniciado nos tempos apostólicos que atravessou os séculos
e chegou até nossos dias.
O movimento pentecostal, reavivado no início do século XX na Europa e
nos Estados Unidos, foi um marco de um novo tempo de avivamento espiritual
no mundo e como conseqüência, nasceu a mensagem Quadrangular sob
inspiração Divina em julho de 1922, na cidade de Oakland – Califórnia, por
revelação específica de Deus, segundo Ezequiel 1:4-10, à fundadora da
“International Church of the Foursquare Gospel”, missionária Aimèe Semple
McPherson, que elaborou a Declaração de Fé, base doutrinária da Igreja do
Evangelho Quadrangular.
A
Igreja
do
Evangelho
Quadrangular,
uma
Corporação
interdenominacional em espírito, evangélica na mensagem, internacional no
projeto, composta pela união de fiéis que se congregam para a promoção da
causa do evangelismo no mundo e para a pregação do Evangelho
Quadrangular do Reino de Jesus Salvador, Batizador, Médico e Rei que
Voltará, tem os seus fundamentos doutrinários na Bíblia Sagrada, de onde se
extraiu a sua Declaração de Fé.
QUADRANGULAR NO BRASIL
Harold Edwim Willians nasceu no dia 27 de novembro de 1913, em
Hollywood, na Califórnia. Faleceu em Los Angeles - Califórnia, no dia 11 de
Setembro de 2002.
Ele e sua família freqüentavam o Angelus Temple. Ali ele aceitou o
Senhor e foi batizado nas águas por Aimee Sample McPherson. Neste mesmo
tempo conheceu Mary Elizabeth e, no dia 27 de maio de 1939 uniu-se a ela em
matrimônio.
O verdadeiro chamado para dedicar sua vida ao serviço do Senhor veio
numa campanha para a juventude na igreja de Long Beach. Naquele dia,
ajoelhado ao lado do piano de cauda, ele entregou sua vida ao Senhor.
Formou-se no Life Bible College em junho de 1942. Assumiu seu
primeiro pastorado naquele mesmo ano em Arkansas, na igreja de Little Rock.
Foi nomeado pelo gabinete de missões para a Bolívia no ano de 1945, e em
julho de 1946 foi nomeado para o Brasil. Morou na cidade de Poços de Caldas
enquanto aprendia o idioma e ensinava inglês, foi em 1950 para São João da
Boa Vista, onde fundou a Igreja do Evangelho Quadrangular, originalmente
denominada Evangélica do Brasil.
Nos anos de 1953 e 1954 liderou, juntamente com o missionário
Raymond Boatright, um dos maiores movimentos de avivamento que o Brasil
já viu, denominado Cruzada Nacional de Evangelização, o qual se iniciou na
cidade de São Paulo, espalhando-se depois por todo o território nacional. O
movimento utilizava tendas para a realização de suas reuniões, dava ênfase à
cura divina e difundia o lema "Jesus Cristo é o mesmo ontem ,hoje e
eternamente".
Deixou esposa, Mary Elizabeth Willians, os filhos John Robert, Paul
James, Diane Elizabeth, e netos.
(Obtido em http://pt.wikipedia.org/wiki/Harold_Edwin_Williams)
Outro fato importante acontecido em 1º de abril de 1937, na cidade de
Lima, no Peru. Um Jovem peruano de nome Hermílio Vasquez, ingressava na
Escola Bíblica da Assembléia de Deus, a fim de seguir a carreira ministerial,
para a qual fora chamado por Deus.
Hermílio nasceu na cidade de Huaillacayan no Peru, e lá ouviu pela
primeira vez, o evangelho pregado por alguns missionários; entretanto, só se
converteu aos 14 aos de idade, assistindo a um culto em praça pública. Ali
ouviu, creu e declarou a sua fé em Cristo. Por desconhecer a doutrina do
Espírito Santo, somente dois anos mais tarde recebeu esse batismo. Guiado
pelo próprio Espírito Santo, dirigiu-se certo dia a casa de uma família cristã
muito piedosa, que residia a cinco léguas de sua cidade. Por aquela família foi
doutrinado sobre o assunto, e voltou para casa sentindo muita alegria e sede
espiritual. Meditando e orando em seu quarto, sozinho, recebeu o batismo.
Naquele momento sentiu-se chamado para o ministério.
Mas qual a relação entre Hermílio e o missionário americano Harold
Williams? Vejamos: Hermílio, enquanto estudava e ajudava um pastor lá em
Lima, orava para que Deus lhe mostrasse onde deveria abrir uma obra. Mais
tarde, sentiu a direção de Deus de ir para Bolívia. Assim, a 7 de janeiro de
1940, juntamente com um outro seu colega de estudos, iniciava uma obra
missionária na cidade de Trinidad, na Bolívia, onde permaneceu até 1946.
Andou mais um pouco, e chegou à fronteira da Bolívia com o Brasil, entrando
em Porto Velho, já no Brasil. Ali entrou em contato com muitos brasileiros,
percebendo logo a grande receptividade destes ao Evangelho.
Em Trinidad, em 1945, Hermílio já havia entrado em contato pela
primeira vez, com o pastor Willians, que lá desenvolvia o seu trabalho
missionário. Entretanto, as coisas não estavam sendo fáceis para o pastor
Williams, que enfrentava uma fase de sua vida, bastante depressiva. Quando
não pode assumir a direção daquela escola na Bolívia, a Igreja Quadrangular,
de acordo com as suas normas, achava que ele deveria Ter regressado aos
Estados Unidos. Para entrar em outro país, precisava uma nomeação da
Quadrangular, pois ele fora nomeado para a Bolívia. Mas ele achava que era
perda de tempo voltar, enquanto tantas almas pereciam; precisava entrar em
outro país, ou seus superiores que lhe mandassem a nomeação onde ele
estivesse.
Naquela hora difícil, em que devia tomar uma decisão capaz de mudar
toda a sua vida e de sua família, e que até certo ponto parecia uma atitude de
rebeldia contra seus superiores eclesiásticos, o encontro com Hermílio
Vasquez foi a melhor coisa que lhe acontecera. A palavra de estímulo daquele
pastor peruano, calmo, com aquela voz grave, e melhor conhecedor dos
hábitos e costumes latino-americanos, infundiram novo ânimo em Harold
Williams. E a decisão foi tomada: viriam para o Brasil, mesmo com o risco de
entrar em conflito com seus superiores.
Entraram no Brasil, pelo porto de Guarajamirim em maio de 1946,
fronteira do Brasil com a Bolívia. Dali chegaram em Porto Velho, já no Brasil,
onde entraram em contato com os primeiros brasileiros. Depois, por via fluvial,
isto é, descendo toda a extensão do rio Amazonas até Belém, no Pará,
chegaram à cidade de Santos, em São Paulo, seguindo esta rota: Porto Velho,
Manaus, Belém; de Belém, num navio do Loyde Brasileiro chegaram a Santos.
De Santos, chegaram na capital paulista, sentiram que não era a vontade de
Deus que ficassem na capital; seguiram então para Poços de Caldas em
Minas Gerais.
Em Poços de Caldas, pastor Williams dedicou grande parte do seu
tempo ao aprendizado da língua portuguesa, sem o que seria muito difícil
estabelecer-se no país e iniciar uma obra. Aprendeu muito bem o português, a
tal ponto que durante o tempo em que militou no Brasil, podia interpretar os
pregadores americanos visitantes.
No dia 15 de novembro de 1951, fundava-se a “Igreja Evangélica do
Brasil”, em São João da Boa Vista, de doutrina quadrangular, sendo ramo
autônomo da “International Church of the Foursquare Gospel”, cuja sede está
em Los Angeles, no Estado da Califórnia, E.U.A .Oportunamente, foi
organizada a primeira diretoria e registrados os primeiros estatutos, nos moldes
dos estatutos da quadrangular americana. Compunha a primeira diretoria,
Harold Williams como presidente, Dr. Syr de Oliveira Martins como vice, e D.
Mary Williams acumulando as funções de secretária e tesoureira.
Por algum tempo, em São João da Boa Vista as coisas não andaram
fáceis para o pastor Williams. Fazia a sua tentativa como evangelista,
realizando suas campanhas de cura divina, e Deus operou muitas coisas
maravilhosas pelas suas mãos naquela cidade. Mas, como dissemos, não
havia expressão maior da obra. E depois de algum tempo, a obra na cidade
parecia haver estacionado. Pastor Williams sabia que tinha tomado uma
decisão certa vindo para o Brasil. Agora sua situação estava legalizada, e seus
superiores já haviam confirmado sua nomeação. Por outro lado, sentia que
permanecendo só em São João da Boa Vista, não estaria realmente realizando
todo o projeto de Deus para o seu ministério.
Um grande movimento que repercutisse inicialmente em todo o Estado
de São Paulo, iria fatalmente repercutir em todo o Brasil. Mas como fazer? Não
seria empreendimento para um homem isolado fazer. Começou a entrar num
estado de prostração e desânimo. Não podia continuar assim. Embora
estivesse assentando os tijolos do templo dia e noite com as próprias mãos,
decidiu fazer um jejum de 40 dias, buscando pela oração a direção divina.
Desde que viera para o Brasil, nunca deixara de pensar na capital paulistana, a
cidade mais evangelizada do Brasil, como o ponto estratégico para iniciar um
grande movimento de cura divina. Foi quando desse período de jejum e
oração, pastor Williams teve uma espécie de arrebatamento espiritual e uma
visão, onde Deus lhe mostrou o seu grande amigo o evangelista americano
Raymond Boatright pregando às multidões. Ele já tinha vindo a São João, em
1951. Excelente evangelista e pregador da cura divina, mantinha seu próprio
trabalho na América do Norte, por meio das tendas de lona com muito sucesso.
Certo de que esta era a resposta de Deus, pastor Williams, sem perda
de tempo, escreveu uma carta àquele missionário. Entretanto, fato
extraordinário acontecia nos Estados Unidos, na mesma ocasião em que
pastor Williams escrevia a carta para o pastor Boatright: pastor Boatright tivera
também uma revelação de Deus sobre as necessidades da obra no Brasil, e
quando falava disso numa grande reunião na sua tenda, recebeu a carta do
pastor Williams. Deus preparava tudo a seu tempo.
Agora pastor Williams sabia o que tinha a fazer. Sentia-se mais aliviado
e fortalecido, mas sabia que muito trabalho havia a fazer na preparação do
movimento. Muitos obstáculos teria pela frente. Quem iria apoiá-lo? Os
pastores de outras denominações? Não poderia contar com isso. A quem
recorrer? Como conseguir um local amplo para uma campanha de uma ou
duas semanas? E a propaganda pelo rádio, imprensa, etc? Tudo isso custaria
muito caro e não havia dinheiro suficiente.
Contudo ele não sabia, mas Deus vinha preparando as coisas para que
as portas em São Paulo fossem abertas a esse movimento em definitivo.
Desde 1948, mais ou menos, portanto, cinco anos antes de estourar o
reavivamento, um grupo de irmãos cristãos, pertencentes a diversas
denominações, vinha-se reunindo numa sala de uma escola, à Rua Líbero
Badaró em São Paulo, em poderosas reuniões de oração, buscando
reavivamento. Clamavam a Deus por um reavivamento espiritual para as
igrejas frias, um reavivamento para todo o Brasil. Em muitas igrejas a sede de
reavivamento era tal, que surgiam movimentos avivalistas espontâneos dentro
das próprias igrejas mais conservadoras. Isso gerava situações de
incompreensão da parte de líderes e dirigentes mais conservadores, que não
entendiam que um movimento do Espírito Santo não pode ser sufocado.
Entre esses irmãos participantes daquele grupo de oração, estavam
alguns da Igreja Presbiteriana Independente, da Metodista, do Avivamento
Bíblico e outras. Certamente, haveria muitos outros grupos fazendo o mesmo
em todo o Brasil. De alguma maneira, essas pessoas ouviram falar do trabalho
do pastor Williams em São João da Boa Vista, e do evangelista Raymond
Boatright, que lá estava pregando e orando pelos doentes. A notícia era de que
milagres estavam acontecendo em São João. Entre as pessoas que
participaram de uma caravana a São João, estavam Epaminondas Silveira
Lima, Norival Silveira Lima, alguns de seus familiares, o pastor Silas Dias, na
época da Igreja Presbiteriana Independente do Cambuci, em São Paulo e mais
alguns membros dessa igreja.
Algumas dessas pessoas foram milagrosamente curadas de
enfermidades graves nessas reuniões, em São João da Boa Vista. E através
do próprio pastor Silas Dias, que se entusiasmou com as possibilidades de um
movimento avivalista em sua igreja, e daqueles crentes curados, que se
encarregavam de divulgar a novidade, a Igreja toda entrou numa vibrante
preparação para algo que não se sabia bem o que era ainda, pois nunca tal se
vira no Brasil.
O pastor Silas Dias, com muita boa vontade e de todo o coração, apoiou
o movimento planejado pelo pastor Williams e Raymond Boatright, cedendo a
sua igreja para a realização da primeira campanha em São Paulo, que
alcançou sucesso extraordinário! Deus abrira as portas, arranjando um local.
Quanto à propaganda, não precisaram preocupar-se, pois as centenas de
pessoas curadas espalhavam a notícia dos milagres. Ao mesmo tempo, a
notícia chegava aos jornais da capital paulista, com reportagens espetaculares
nas primeiras páginas.
Das inúmeras manchetes nos jornais da capital paulistana naquele ano
de 1953, nos primeiros dias de março, esta era uma: “É A REPETIÇÃO DOS
MILAGRES DE CRISTO” _ cegos enxergando e paralíticos andando.
Evidentemente, sem compreender bem o que estava acontecendo, os
repórteres estavam certos.
Alguns trechos transcritos dessas reportagens dão uma melhor visão
dos acontecimentos, como seguem: “Àquele templo, desde o primeiro dia deste
mês, tem acorrido multidões de pessoas buscando curar seus males físicos,
havendo testemunhas que reconhecem o poder miraculoso do conferencista e
pastor Raymond Boatright, atribuindo virtudes supranormais. Dizem os vizinhos
do templo que curas prodigiosas foram obtidas, motivo por que aumentou a
afluência de enfermos ao local”.
“CURAS – O dia de ontem foi de movimento intenso. Uma enorme fila
saía das proximidades do largo do Cambuci até a porta do templo, onde
verdadeira massa humana se acotovelava. Pessoas que saíam conduzindo
seus enfermos, curiosos, outras pretendendo furar a fila devido ao estado de
saúde dos parentes num aperto tremendo. No interior a atmosfera era
irrespirável. Gente postada nas duas alas do templo, separada por grossas
cordas, gente espalhada pelo corredor e demais dependências. Ali defronte ao
órgão, achava-se Mr. Raymond Boatright, seus auxiliares e intérprete. Ele,
mais conhecido por “Slim”, alto, moreno, olhos azuis, falando inglês, ia
acolhendo doentes de toda as idades de ambos os sexos, arrancando, após
pronunciar a palavra “aleluia!”, um sorriso de gratidão, daqueles que se sentiam
curados, sãos de corpos e espírito.
“Impressionante o caso de um menino, José Miranda, de 9 anos de
idade, de Pirajuí. Desde o primeiro ano de vida sofria de paralisia infantil na
perna direita. Sorridente, palrador, fez questão de mostrar-nos que agora
poderia erguer a perna no chão, até ao assento de uma cadeira, sem auxílio
algum. E fê-lo ante o olhar extasiado de sua tia, dona Zoraide Rangel Miranda,
que confirmou a palavra do garoto.
“Na rua uma senhorita, Elza da Silva, de 18 anos, voltou a enxergar.
Ficou cega parcialmente, ao submeter-se a uma operação no frontal. No dia
anterior, colocada à frente de Raymond Boatright, recuperou a visão.
Concluída a campanha no Braz, o pastor Raymond realizou a sua
terceira campanha em São Paulo, no templo do Avivamento Bíblico, à av
Henry Janot, 22 em Vila Mazzei. Sabemos que Deus operou ali tanto quanto
nas campanhas anteriores; não tivemos oportunidade de participar dessa
campanha. Nessa igreja havia uma vantagem; criam basicamente nas mesmas
doutrinas da Igreja do Evangelho Quadrangular, o que contribuiria
favoravelmente para o derramamento da bênçãos.
Essa primeira etapa terminaria. O pastor Raymond deveria regressar
aos EE.UU. em busca de apoio para a execução da Segunda etapa. Mas antes
fez uma breve visita ao Estado de Mato Grosso, onde filmou aspectos de
região , especialmente as grandes fazendas e rebanhos de gado, e tudo
quanto se relacionava com suas antigas atividades de “cow-boy”. Pretendia
percorrer os EE.UU. divulgando esses filmes, para levantar ajuda em benefício
da obra missionária no Brasil. Foi exatamente o que fez.
Regressando a sua terra natal, estava muito empolgado e maravilhado
mesmo com as possibilidades da evangelização em massa do povo brasileiro.
Decidiria que haveria de trazer alguma doação do povo americano para essa
obra, custasse o que custasse.
Alguns meses mais tarde também no Cambuci num imenso pavilhão
denominado “Cruzada Nacional de Evangelização” os milagres prosseguiram
O expediente das tendas foi repetido em diversos outros estados
brasileiros atraindo multidões para Jesus e expandindo a Doutrina
Quadrangular.
Seguiram-se perseguições, prisões em fim todo tipo de obstáculos, que
graças a Deus não interromperam o desenvolvimento da obra.
A partir daí, ninguém mais poderia impedir ou controlar o reavivamento,
pois o movimento da cura divina alastrou-se por todo o interior de São Paulo, e
rapidamente por todos os demais Estados brasileiros. Os reflexos desse
reavivamento iriam atingir todas as denominações religiosas, de uma forma ou
de outra; algumas com medo de perder os seus membros, despertaram-se
para a evangelização mais objetiva e trabalhos missionários. Outras se
apoiaram quase que diretamente, nesse reavivamento. A meta da Igreja
Quadrangular tem sido evangelizar as massas, e isso vem sendo cumprido.
Começou num templo que comportava apenas umas 400 pessoas, mas, dentro
em pouco, havia cerca de 15 mil pessoas ouvindo o evangelho diariamente
naquele local. A Quadrangular não tem e nunca teve necessidade de tirar
membros de outras igrejas, pois tem sempre em excesso para dar a outras
igrejas.
Pastor Williams teve que mudar-se para São Paulo em seguida, pois iria
pastorear a primeira igreja da Cruzada, que após as campanhas nas tendas do
Cambuci e da Água Branca, seria organizada na Barra Funda. Assim, o pastor
Hermílio Vasquez foi para São João da Boa Vista, no mesmo ano de 1953,
assumindo o pastorado da igreja local, em substituição ao pastor Williams.
Não havia dúvidas de que o pastor Williams, fora guiado por Deus ao vir
para o Brasil. Ficou claro ser ele dotado de grande visão e capacidade para
idealizar grandes projetos. Entre outros, ele tinha um plano de evangelização
para o Brasil, no qual seriam empregadas 24 tendas de lona, sendo metade
doada pelos Estados Unidos, e outra metade doada pelos brasileiros. Ele iria
apresentar esse projeto ao diretor de missões da Quadrangular americana,
visto que o presidente internacional daquela igreja, desejava ajudar
financeiramente a Cruzada no Brasil. Na ocasião, um industrial americano, que
também era evangelista, já havia doado uma tenda e 100 mil evangelhos de
São João, para distribuição gratuita aos novos convertidos; seu nome era Karl
Williams. Outro evangelista interessado na evangelização do Brasil, Rev Fred
George, também fez doação de 1200 dólares para a compra de cinco tendas. A
própria Igreja Quadrangular Internacional, até 1955, já havia ajudado a obra
missionária no Brasil, com perto de 368 mil cruzeiros velhos.
Ainda através da atuação do pastor Williams, os Estados Unidos doou à
Cruzada um órgão eletrônico Hamond. Também doou um carro ao pastor
Williams para seu trabalho. Ele efetuou a compra do grande terreno sito à
Praça Olavo Bilac, 90 em 1957, onde foi construída a sede da Igreja
Quadrangular. Mais uma vez, confirmava-se a sua largueza de visão, pois o
terreno localizado praticamente no centro de São Paulo, e que custou perto de
três mil cruzeiros velhos, é hoje um patrimônio super valioso para a igreja.
Na Convenção Nacional de 1959, apresentando seu relatório, depois de
haver participado da Convenção Pentecostal Mundial no Canadá dizia Ter
voltado com uma visão do trabalho de Deus, e com uma nova mensagem.
Falando sobre a capacidade de liderança de Harold Williams, o pastor
Geraldino dos Santos na Convenção de 1960 dizia: “Não por méritos humanos,
mas por força de uma comissão recebida de Deus, em virtude da qual nossa
igreja é o que é”. Ao ser referido o seu dinamismo na presidência da Cruzada,
dizia-se: “Tem sido valioso o espírito missionário do presidente Harold Williams,
sempre olha para onde Deus olha, o coração do homem.
No ano de 1959, ainda, acompanhado do pastor Geraldino dos Santos,
visitou os Estados Unidos, e ambos pela primeira vez, tiveram a oportunidade
de representar a obra nacional perante a diretoria internacional. Isso iria ajudar
a elevar o conceito da Cruzada perante a igreja internacional. Na ocasião,
acertou a vinda ao Brasil, do supervisor de Igrejas das Quadrangulares nos
Estados Unidos, Dr. Van Cleave, acompanhado do Rev. Loren Wood , o que
aconteceu no mesmo ano, reforçando mais esse conceito. Também Rev
George Faulkner e família, na ocasião missionários no Uruguai e Chile,
visitaram-nos. Deus continuava juntando as peças para a realização de seu
propósito.
Muitos nomes poderiam ser citados, mas para evitar qualquer equívoco,
preferimos agradecer a Deus pelos homens e mulheres que colocando-se ao
dispor do Senhor firmaram em todo o território Nacional a bandeira
Quadrangular.
DOUTRINA
São quatro as doutrinas cardinais da Igreja do Evangelho Quadrangular,
representada por símbolos, cores e quatros rostos como na visão de Ezequiel.
1ª. JESUS CRISTO O SALVADOR
Rosto do homem
O rosto de homem simboliza de Jesus Cristo o Salvador. Jesus Cristo foi
o homem perfeito, ideal, santo, irrepreensível e modelo para todas as
criaturas humanas, para ser o Salvador justo (que justificou a muitos),
em lugar do homem, com o propósito de salvá-lo da perdição eterna.
Evangelho de Lucas
O Evangelho de Lucas é dirigido especialmente para os gregos, cuja
missão era melhorar o homem, intelectual e fisicamente e cujo ideal era
o homem perfeito. A educação para os gregos era muito importante.
Vendo sua incapacidade de salvar a humanidade por meio da sua
educação, muitos filósofos gregos viram que a única esperança de
salvação era a vinda de um homem divino.
Lucas lhes apresenta Jesus como o Homem Divino, o representante, o
Salvador da humanidade.
Símbolo: A Cruz
A cruz só foi oficialmente considerada como símbolo do Cristianismo por
volta do ano 350. A cruz é o símbolo de nossa salvação. Está vazia
porque Cristo não está mais pregado na cruz. CRISTO VIVE.
A cor vermelha escarlate tipifica o sangue derramado do Filho do
Homem; o escarlate que faz correr a límpida corrente carmesim do
Jardim do Éden para a Cidade Quadrangular. É a primeira faixa da
bandeira (de baixo para cima). Está assim colocada, pois a salvação é a
fase mais importante. É o alicerce do cristão.
Peculiaridades sobre a cor vermelha:
A cor escarlate também é símbolo de: sangue, amor intenso e vida.
É a cor que mais chama atenção. É a cor do sinal de alerta.
2ª. JESUS CRISTO O BATIZADOR COM ESPÍRITO SANTO
Rosto de leão
O leão simboliza força e poder...
Como Jesus disse “É- me dado todo o poder no céu e na Terra”...
Como Jesus disse que Ele enviaria o Espírito Santo, e como Jesus
disse que o poder viria com o batismo do Espírito Santo... o Rosto do
Leão só poderia representar Jesus Cristo como Batizador com o
Espírito Santo.
O leão é citado 130 vezes no Velho Testamento, vejamos algumas
passagens: Prov.30:30; Dan.26:13; Isa.35:8; Jó 10:16 e Juízes 14:18.
Evangelho de João
O Evangelho de João é um acervo de testemunhos para provar que
Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo. Foi escrito para os crentes de
todas as raças, línguas e tribos, e muitos anos depois dos outros
Evangelhos. Mateus, Marcos e Lucas registram a origem terrestre de
Jesus, João a celeste.
Símbolo: A Pomba
A pomba é o símbolo do Espírito Santo, Mc.1:10-11.
A pomba é pura, limpa e mansa. A mansidão do Espírito Santo se
reflete nos filhos de Deus, que estão cheios do Espírito Santo. A pomba
não vive em lugares desolados e sombrios, de igual maneira o Espírito
Santo não habita no coração onde se encontra o pecado.
É a Segunda faixa na Bandeira (de baixo para cima). Está assim
colocada, pois o Batismo com o Espírito Santo deve ser o desejo de
todo aquele que é salvo.
Peculiaridades sobre a cor amarela:
A cor amarela é o símbolo de: luz, vida, ação, poder, fogo e alegria.
É o sinal de atenção.
3ª. JESUS CRISTO O MÉDICO DIVINO
Rosto de Boi
O boi é fiel, obediente, submisso, persistente e paciente no trabalho. É o
mais belo símbolo do suportador de cargas. Jesus em sua jornada para o
calvário estava levando uma carga cujo peso não se pode calcular, carga
dos pecados, doenças e vergonhas de todo o universo. Caiu, mas
levantou-se e prosseguiu até o fim. (Isa. 52:14).
Evangelho de Marcos
O Evangelho como vem descrito por Marcos, apresenta o Senhor
Jesus como o Servo Obediente.Escreveu especialmente para os
romanos, que era um povo militar, cujo treinamento cultivava
naturalmente um certo orgulho em obediência aos seus superiores.
Observe Luc.7:7 “dize uma palavra e meu servo sarará”. Marcos lhes
apresenta Jesus o Perfeito Servo que disse (Mat.26:39)... não como
eu, mas como Tu queres, referindo-se ao Grande Ser em comando.
Símbolo: O Cálice
Cálice em sentido figurado designa o conteúdo de um copo quer seja
amargo ou doce e também serve para designar o fardo de cada um.
Passagens que falam sobre o “cálice”, como um copo. O conteúdo do
cálice é o símbolo. I Cor.10:16; Mat.26:27-28.O Cálice é um símbolo de
sofrimento de Cristo. Jesus orou ao Pai. Mat.26:39-42.
Cor simbólica na bandeira Azul simbolizando a cor do céu, de onde vem
a Cura Divina.
Peculiaridades sobre a cor azul:
Azul – cor atmosférica, é a cor que simboliza sinceridade.. Simboliza
também pureza e inteligência. É uma cor tranqüilizante, clara, celestial,
reduz a pressão sangüínea, ilumina para dentro. No Brasil expressa
felicidade:
“Tudo Azul”.
4ª. JESUS CRISTO O REI QUE HÁ DE VIR
Rosto de Águia
A águia é um símbolo de autoridade e poder. Emblema de muitas
nações inclusive de Judá. A águia é um símbolo atraente de nosso Rei
Futuro – O Senhor Jesus.
Versículos que falam sobre a águia e suas características:
Jer.4:13, Jó 39:27-30, Sal.103:5, Jer.49:16, Ex.19:4, Deut.32:11.
Evangelho de Mateus
O Evangelho de Mateus escrito para os Hebreus. Apresenta Jesus
como o “REI”. Sendo escrito especificamente para a nação hebraica,
que há muito esperavam pelo Messias Rei.
João 4:25.
Símbolo: A coroa
Símbolo da Segunda Vinda: a coroa (Apocalipse 14:14 / 19:12)
A Coroa representa realeza. Jesus em sua segunda vinda virá como rei.
“No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos
senhores.” (Apocalipse 19:16)
A cor púrpura (roxa), tipificando a realeza de Jesus Cristo Rei dos Reis,
e Senhor dos Senhores.
Peculiaridades sobre a cor púrpura.
A cor púrpura sempre simbolizou realeza, pois na antiguidade era
extraída de moluscos (animais invertebrados que vivem em conchas),
por isso muito difícil encontrar roupas desta cor, as que haviam eram
de preços elevados e somente as famílias ricas é que podiam adquirílas.
A cor púrpura é símbolo de: realeza, nobreza, domínio, justiça e
riqueza.
SÍMBOLOS DA IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
1. A BANDEIRA
Foi projetada por Aimee Semple Mcpherson
com auxílio de um desenhista. Em 1930,
Aimee sentiu necessidade de um estandarte
que representasse a plenitude do Evangelho
Quadrangular. Durante os primeiros seis
meses deste ano ela costurou a primeira
bandeira quadrangular. A primeira fotografia desta bandeira apareceu no Bridal
Call Foursquare em julho de 1931. A Bíblia tem muito a dizer sobre bandeiras.
Elas são chamadas “estandartes”, nas Escrituras. O salmista entusiasmou-se
porque Deus dá a seu povo uma bandeira: “deste um estandarte aos que te
temem, para o arvorarem no alto, pela causa da verdade.” Sl.60:4. Além disso,
os crentes podem acenar triunfantes com a bandeira da fé: “Celebraremos com
júbilo a tua vitória, e em nome de nosso Deus hastearemos pendões.” Sl.20:5.
De fato, um dos nomes compostos de Deus inclui a palavra bandeira: JeováNissi, que significa literalmente “O SENHOR É MINHA BANDEIRA,” Ex. 17:15.
A bandeira quadrangular pode certamente levar-nos a proclamar: “O
Senhor é a nossa bandeira”, pois a bandeira simboliza para nós o ministério do
Senhor Jesus Cristo.
A Irmã Mcpherson estudou cuidadosamente o Antigo Testamento antes
de desenhar a bandeira. Ela queria que cada aspecto da mesma tivesse um
precedente bíblico:
a. A CRUZ
Símbolo de nossa salvação, o ponto alto do evangelho – A redenção do
pecado.
b. A BÍBLIA ABERTA
Esta fé e experiência apoiam-se sobre a Palavra inspirada de Deus. A
doutrina quadrangular está baseada na Bíblia, e não é invenção
humana. Não aceitamos nada que esteja fora da inspiração sagrada da
Bíblia. Não acrescentamos, nem tiramos, nem mudamos, o conteúdo da
Bíblia.
c. O QUADRADO COM O QUATRO
O quatro lembra os ministérios de Jesus: Salvador, Aquele que batiza,
Aquele que cura, e Rei vindouro.Enquanto o quadrado indica que jamais
ousaremos facilitar as coisas ao proclamar e experimentar este
Evangelho completo de Jesus Cristo. Se cortarmos um dos cantos do
quadrado estaremos negando um dos ensinamentos de Jesus.
Quadrangular significa completo, que não falta nada. Quatro doutrinas.
d. AS CORES
As cores da bandeira são quatro das cores do peitoral do sumo
sacerdote da antiga Israel (Ex.28:15). Essas cores também
predominavam nas cortinas do tabernáculo. O vermelho tipifica o sangue
de Jesus, derramado para salvar os pecadores. O ouro representa o
fogo do Espírito Santo. O azul simboliza a saúde celestial ministrada aos
corpos doentes por Jesus, o Médico Divino. O púrpura ou roxo indica
realeza do Rei Vindouro.
e. AS FRANJAS
Nos falam dos mandamentos do Senhor e de nossa obediência à
Palavra de Deus. Os israelitas, devido a uma ordenação de Deus
usavam as franjas nas extremidades de suas vestes. O propósito era
ajudá-los a lembrar e cumprir os mandamentos de Deus ao olharem
para ela (Num. 15:38-40). Mateus 28:19-20; Mateus 7:21-27.
f. O CORDÃO AZUL
O cordão também era usado pelos israelitas, amarrado na cintura, com o
mesmo propósito das franjas, lembrando dos mandamentos de Deus,
não esquecendo os seus estatutos. Veja: Num.15:38 (Scofield, note). As
medidas oficiais da bandeira da IEQ são 0,90 m x 1,30m.
2. O HINO OFICIAL DA IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
O Hino foi composição de Aimee Semple Mcpherson. Letra original
Eia, crentes, avançai
Nada de temer,
Vamos firmes batalhar,
Prontos para vencer.
Vai conosco o General,
Nosso bom Jesus.
Ele nos dará vitória pela Cruz!
Côro
Avante, pois, e sem parar,
O Evangelho anunciai,
O Evangelho Quadrangular
De Deus o nosso eterno Pai;
Pois CRISTO SALVA o pecador
Para que seja um bom cristão
CURA também a sua dor,
Qualquer doença e aflição;
COM SEU PODER QUER BATIZAR
DO CÉU VIRÁ para nos levar,
E com Ele nós havemos sempre de reinar!
Vamos tendas levantar
Por todo o Brasil
A pregar, sem descansar
Nosso Rei gentil!
Vamos missionários ser
Todos, todos nós
Transmitindo com prazer,
De Deus a voz!
Bibliografia
Livros:
1- ROSA. Júlio de Oliveira. O Evangelho Quadrangular no Brasil
2- COX. RAYMOND . Aimee – Sua Vida Sua Obra
Enciclopédias:
1-Conhecer
2-Delta Larousse
Bíblias:
1- de Estudo Pentecostal
2- de Estudo Scofield
Apostila:
1-JOHNSON Lucile Mary. O Evangelho Quadrangular
Estatuto da Igreja do Evangelho Quadrangular
DECLARAÇÃO DE FÉ
A nossa Declaração de Fé é formada por vinte e cinco tópicos que são
apresentados detalhadamente na Apostila elaborada pela Secretaria Geral de
Educação e Cultura (1) e ministrada em nossos Institutos Teológicos e nas
MQCCs.
Estamos destacando neste trabalho apenas dez tópicos baseados nos
quais iremos elaborar a Prova Escrita.
INTRODUÇÃO
Em I Pedro 3:15 somos convocados a estar preparados para responder
com mansidão e temor a qualquer que nos pedir a razão da esperança que há
em nós.
Por esta e por outras razões bíblicas, eclesiásticas, ministeriais e
humanas, é que nos dedicaremos ao exame da nossa Declaração de Fé, a
qual consta do Estatuto da Igreja do Evangelho Quadrangular no Título II –
DOS PRINCÍPIOS BASILARES que tem um Capítulo Único – DA DOUTRINA,
composto pelo Artigo 6º
A
Igreja
do
Evangelho
Quadrangular,
uma
corporação
interdenominacional em espírito, evangélica na mensagem, internacional no
projeto, composta pela união dos fiéis que se congregam para a promoção da
causa do evangelismo no mundo e para a pregação do Evangelho
Quadrangular do Reino de Jesus Salvador, Batizador, Médico e Rei que
Voltará, tem os seus fundamentos doutrinários na Bíblia Sagrada, de onde se
extraiu sua Declaração de Fé.
Detalhando o Caput do Artigo 6.º
A IEQ é interdenominacional em espírito, ou seja, não conhece barreiras
espirituais para com os que professam o nome do Senhor Jesus Cristo como
seu Salvador e Senhor. Somos todos irmãos. A igreja de Cristo é um só corpo.
A IEQ é evangélica na mensagem, ou seja, a mensagem da IEQ é o
Evangelho (Boas Novas) proclamado tanto no Velho como no Novo
Testamento e que tem por finalidade a salvação do ser humano. Em cada
página do Evangelho o amor de Deus é revelado através de Jesus Cristo,
prefigurado em muitas delas.
A IEQ é internacional no projeto, ou seja, não conhece barreiras de
nacionalismo quanto aos objetivos da Igreja; Sua mensagem é para todos os
povos. Marcos 16:15.
A Declaração de Fé da IEQ – foi compilada por sua fundadora Aimée
Semple McPherson.
AS DOUTRINAS
I. AS SAGRADAS ESCRITURAS
Cremos que a Bíblia Sagrada é a Palavra do Deus Vivo; verdadeira,
imutável, firme, inabalável, como o seu autor – o Senhor Jeová; que foi escrita
por santos homens do passado, conforme movidos pelo Espírito Santo e por
Ele inspirados; que ela é uma lâmpada acesa para guiar os pés de um mundo
perdido, desde as profundezas do pecado e tristeza até às elevações da
honradez e da glória; um espelho claro que revela a face de um Salvador
crucificado; uma linha de prumo a tornar reta a vida de cada indivíduo ou
comunidade; uma afiada espada de dois gumes para convencer de pecado e
maldade; um forte elo de amor e ternura para levar os arrependidos a Cristo
Jesus; um bálsamo, sob o sopro do Espírito Santo, que pode curar e vivificar
todo o coração desfalecente; único sustentáculo verdadeiro da comunhão e
unidades cristã. Apelo de amor de um Deus infinitamente amantíssimo;
advertência solene, trovejar distante da tempestade da ira e retribuição que
cairá sobre os desatentos; uma seta apontando para o Céu; um sinal de perigo
que adverte quanto ao inferno; o divino, supremo e eterno tribunal por cujos
padrões todos os homens, nações, credos e argumentos serão julgados.
Referências Bíblicas:
1) Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos
pais, pelos profetas... Hebreus 1: 1.
2) Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os
homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo. II Pedro 1
:21.
3) Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.
Salmos 119:105.
4) Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer
espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de
juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do
coração. Hebreus 4:12.
5) Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a
Palavra de Deus; Efésios 6: 17.
6) Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para
repreender, para corrigir, para instruir em justiça; II Timóteo 3:16.
7) Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo?
Aquele que é limpo de mãos e puro de coração; que não entrega a sua
alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá do Senhor uma
bênção, e a justiça do Deus da sua salvação. Salmos 24:3-5.
8) Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti. Salmos
119:11.
9) Mas que diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto
é, a palavra da fé, que pregamos. Porque, se com a tua boca confessares a
Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou
dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a
justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura
diz: Ninguém que nele crê será confundido. Romanos 10:8-11.
10) Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as
palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas;
porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3.
Existem muitos fatos que comprovam que a Bíblia é a Palavra de Deus.
Estudaremos apenas alguns:
1. O Livro é produto de uma mente superior. Por Quê?
A. Bíblia no grego BIBLOS, quer dizer Livro ou Rolo de papiros.
Os 66 livros foram escritos por mais ou menos quarenta autores,
distintos, divididos em 39 livros no Velho Testamento e 27 livros no Novo
Testamento.
B. Homens pertencentes a todas classes sociais:
Josué – general, Lucas – médico, Daniel – primeiro ministro, Pedro –
pescador, Mateus – coletor de impostos.
C. Escreveram em ambientes diferentes:
Moisés escreveu no deserto, Davi nas verdes colinas, Paulo nas prisões,
Salomão
no palácio.
D. Escreveram em ocasiões diferentes:
Davi escreveu durante o calor das batalhas, Salomão na calma da paz,
Josué na exultação da vitória.
E. Foi escrito em línguas diferentes:
Hebraico, Aramaico, Grego, e palavras do vocabulário Persa.
F. Foi escrito em épocas diferentes:
Tempo de aproximadamente 1.600 anos para a conclusão da obra.
Moisés 1.500 a 1.400 AC – João 90 a 100 DC.
G. A Bíblia é a revelação de Deus ao homem, é de sua autoria; o melhor
intérprete é o Espírito Santo, e o assunto principal é Jesus Cristo.
2. Todos os autores escreveram quando receberam ordem divina e não por
decreto religioso ou por autoridade humana.



Ex.17:14 - ... escreve isto para memória num livro...
Jer.30:2 - ... escreve num livro todas as palavras que te tenho dito...
Isaías menciona 120 vezes ordens recebidas de Deus:
- ... assim diz o Senhor...
- ... veio a mim a Palavra do Senhor...
 Jeremias menciona 430 ordens recebidas.
 Ezequiel 329 vezes recebeu ordens do Senhor.
Alguns autores receberam ordens por visões e sonhos.
3. Jesus aprovou sem reserva alguma as Escrituras do Antigo Testamento. Dos
1.800 versículos usados para registrar as falas de Jesus, 180 contém
citações do velho Testamento.
4. O Criador do homem é o autor do Livro. A Bíblia revela o homem ao próprio
homem, e penetra até as partes mais recônditas de seu ser. Não há tópico
vital em todo o terreno do pensamento humano que não seja tratado com
autoridade. Há respostas para todas as perguntas. O ser humano é que não
sabe interpretá-las. Heb.4:12.
5. A Bíblia revela o único meio de salvação . A Bíblia não salva . Ela indica o
caminho. Precisa ser lida, ouvida, meditada. O Plano de salvação é
delineado em uma forma tão simples que qualquer pessoa pode chegar-se
a Deus.
6. O mundo reconhece a divindade do livro. Todos os pensadores colocam a
Bíblia numa classe separada, e reconhecem seu caráter sobrenatural. Tem
sido traduzida para mais idiomas e dialetos que qualquer outro livro. É o
livro que mais se vende em todo o mundo. Foram escritas bibliotecas
inteiras para interpretar suas páginas sagradas, e os sábios mais ilustres da
terra se inclinam reverentes a ela. Não é obsoleta nem passou da moda.
7. Sabemos que é divino pelos seus resultados. Em todo o lugar onde se lê,
prega e obedece, os preceitos bíblicos, tem-se observado a transformação
de indivíduos e até de nações inteiras .
8. A Bíblia sobreviverá ao universo. A Bíblia tem resistido ao assalto brutal de
seus inimigos, quer na destruição do livro, quer na má interpretação. Sl
119:89.
9. A ciência, a história, a arqueologia, a agricultura, estratégia militar, etc...
confirmam a divindade do livro. Tudo o que está escrito tem se cumprido
totalmente. A fonte para as maiores descobertas tem sido a Bíblia.
Aqui, portanto está um livro cuja composição é inexplicável do ponto de
vista humano. A Bíblia é uma composição linda e maravilhosamente
harmoniosa de escritos produzidos em 16 séculos. Cada autor, sem sabê-lo
contribui com uma parte essencial do todo, acrescentando as vezes aos
escritores dos demais, esclarecendo outros, mas nunca os contradizendo. Tal
milagre só se pode explicar pelo fato de que existiu uma mentalidade mestra
que dirigiu a pena destes autores. 1 Pe. 1:20-21. A Bíblia não contém a
palavra de Deus como alguns querem. A Bíblia é a palavra de Deus, toda ela.
Devemos lê-la diariamente (SL 119:97) e ensiná-la aos nossos filhos
(Deut.6:6-7). É a espada do Espírito (Ef 119:160).É viva e eficaz (Heb 4:12); é
a verdade (Sl 119:160). É um livro singular e nossa atitude ante suas
ordenanças determinará o nosso destino eterno. Disse Jesus; “Na verdade,na
verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me
enviou, tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte
para a vida . (Jo 5:24).
Ilustração
O que a Bíblia representa para você?
Um moço arrumou sua mala para viajar, quando não tinha mais lugar
para nada, lembrou-se e disse e ao seu colega: “Ainda preciso colocar nesta
mala, um mapa, uma lâmpada, um espelho, um microscópio, um volume de
poesias, algumas biografias, um pacote de cartas velhas, um livro de cânticos,
uma espada, um martelo e uma coleção de outros livros.”
- Como? Retrucou o colega.
- O moço apanhou sua Bíblia, colocou-a na mala e disse: está tudo aí.
A Respeito da Bíblia
A Bíblia Sagrada tem duas principais divisões, que são o Velho
Testamento, escrito antes da vinda de Jesus Cristo; e o Novo Testamento,
escrito durante e após sua vinda à Terra.
Tanto o Velho Testamento como o Novo Testamento estão subdivididos em
cinco partes cada um a saber:
VELHO TESTAMENTO
Divisão
Quantidade de Livros
1. Lei ou Pentateuco
05
2. Históricos
12
3. Poéticos
05
4. Profetas Maiores
05
5. Profetas Menores
12
TOTAL
39 Livros
NOVO TESTAMENTO
Divisão
Quantidade de Livros
1. Evangelhos ou Biográficos
04
2. Históricos
01
3. Epístolas Paulinas ou Cartas de
13
Paulo
4. Epístolas Gerais ou Cartas Gerais
08
5. Profético
01
TOTAL
27 Livros
II- A DIVINDADE ETERNA
Cremos que só há um Deus vivo e verdadeiro; autor do céu e da terra e
de tudo o que neles há; o alfa e o ômega, que sempre foi, é e será pelos
tempos sem fim, amém; que Ele é infinitamente santo, poderoso, terno, amável
e glorioso; digno de todo o amor e honra e obediência, Majestade, domínio e
poder, assim agora e para sempre; e que a unidade da Divindade se constitui
triplicemente em consonância perfeita, executando funções distintas, mas
harmoniosas, no grande trabalho da redenção:
O PAI – Cuja glória é tão indescritivelmente que o homem mortal não
pode contemplar Sua face e ainda viver, mas, cujo coração foi tão
transbordante de amor e piedade pelos seus filhos perdidos e vítimas do
pecado que Ele voluntariamente, deu Seu Filho unigênito, para redimi-los e
reconciliá-los Consigo mesmo.
O FILHO - Co-existente e co-eterno com o Pai, que concebido pelo
Espírito Santo e nascido da Virgem Maria assumiu a forma de homem,
suportou nossos pecados e levou nossas tristezas e, pelo derramamento de
Seu precioso sangue sobre a cruz do Calvário, adquiriu a redenção para todos
os que nEle creiam: então, quebrando os grilhões da morte e do inferno
levantou-se da sepultura e subiu às alturas levando cativo o cativeiro, para que,
como o grande Mediador entre Deus e o homem, pudesse estar à direita do Pai
intercedendo por aqueles por quem entregou a Sua vida.
O ESPÍRITO SANTO - A terceira Pessoa da Divindade, o Espírito do
Pai, derramado,Onisciente, Onipotente, Onipresente, realizando uma missão
indizivelmente importante sobre a terra, convencendo do pecado, da justiça e
do juízo levando pecadores ao Salvador, rogando, buscando, confortando,
guiando, vivificando, glorificando, selando, enchendo, ungindo, batizando e
revestindo de poder do alto a todos aqueles que se entregam às suas sagradas
ministrações, preparando-os para o grande dia do aparecimento do Senhor.
Referências Bíblicas
1) Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel, o Senl1or nosso Deus é o
único Senhor. Marcos 12:29. Ao que lhe disse o escriba: Muito bem, Mestre;
com verdade disseste que ele é um, e fora dele não há outro; Marcos 12:32.
Assim diz o Senhor: Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu
sou O Primeiro e Eu sou o Último e além de mim não há deus. Isa 44:6.
2) Porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e
as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam
potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Col 1: 16. Antes que nascessem
os montes, ou que tivesses formado a terra e o mundo, sim, de eternidade a
eternidade tu ~s Deus. SI 90:2. Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus,
aquele que ~, e que era, c que há de vir, o Todo-Poderoso. Apoc l :8.
3) Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por
dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo:
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era. e que
é, e que há de vir. Apoc 4:8.
4) E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum
pode ver a minha face e viver. Ex 33:20.
5) Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito,
para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Jo
3:16
6) No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Jo 1: 1. Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes
que Abraão existisse, eu sou. Jo 8:58.
7) E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor,
dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que
nela se gerou é do Espírito Santo; Mat 1:20.
8) Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e
oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado
por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre
ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Isaias 53:4-5.
9) E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre.
Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno. Apoc 1:18.
10) E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. I Jo 5
:7.
11) Quando vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito
da verdade, que do Pai procede, esse dará testemunho de mim; Jo 15:26. E
quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo; Jo 16:8
12) Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis
testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os
confins da terra. Atos 1:8
Por que cremos que há um Deus vivo e verdadeiro?
Quem tem vida, tem condições de se comunicar com outros que tem
vida. (Sl.115:3-8, Sl.138:3). Por isso os homens pelo Evangelho estão
convidados a se converterem dos ídolos para o Deus vivo e verdadeiro. I
Tess.1:9.
Deus é o autor do céu e da terra e de tudo o que neles há.
Como um relógio fala da existência de um relojoeiro, assim a criação fala
de um Criador poderoso.Sl.19:1,Sl.135:5,Rm.1:20,Isa.43:10-11.
Deus é o Alfa e o Ômega Ap.21:6
Alfa primeira letra do alfabeto grego, significa princípio, ômega – última
letra do alfabeto grego, significa fim.
Deus sempre foi, é e será pelos tempos sem fim.
Eterno – significa: foi e sempre será. Que não teve princípio e nem terá
fim.
O homem não é eterno, pois teve um começo. O homem tem VIDA
ETERNA.
Deus é santo.
Uma das coisas mais puras deste mundo é um floco de neve. Se você
deixar cair um lenço branco na neve, ficará abismado, pois o lenço branco
parecerá cinzento. No entanto, a neve não é realmente branca, ou de um
branco puro, porque, bem no centro de cada floco, existe uma impureza ao
redor da qual se formam os cristais. Pode-se dizer que nunca vimos a pureza
ou a perfeição. Da mesma maneira não é possível imaginarmos a santidade de
Deus. Porém, Deus nos diz: “Sede santos porque Eu sou Santo.” I Ped.1:16.
Deus é poderoso.
Quatro atributos que só Deus possui:
Onipotente – tudo pode (Jó 5:9).
Onipresente – está em todos os lugares (I Reis 8:27).
Onisciente – sabe todas as coisas (I Jo.3:20).
Onividente – vê todas as coisas (II Cro.16:9).
Deus é terno.
Terno significa, grupo de três pessoas: meigo, sensível, afetuoso.
Deus é amoroso.
Amoroso, significa aquele que tem grande amor (I Jo 4:8).
Deus é glorioso.
Nosso Deus é digno de todo o amor possível e honra e obediência,
majestade, domínio e poder, agora e para sempre. Sl.145:10-13.
Importante:
Através de Jesus Cristo nos tornamos filhos deste Deus que habita
conosco. Isa.57:15.
A TRINDADE
A unidade da divindade se constitui triplicemente, em consonância
perfeita, executando funções distintas mas harmoniosas no grande trabalho da
redenção.
A trindade é um dos assuntos mais profundos da Bíblia. Muitos sábios
debatem, e não conseguem entender. (I Cor.2:14-16).
Perguntou-se uma vez para o índio, o que ele entendia por trindade. Ele
respondeu: para mim são três pauzinhos juntos, que acesos fazem uma só
chama.
A trindade são três pessoas divinas designadas como Pai, Filho e
Espírito Santo, distintos, mas de um caráter e harmonia tão perfeitos que
constituem um só Deus e não três. Três pessoas que existem em eterna
comunhão conhecendo-se, amando-se e doando-se reciprocamente.
Possuem os mesmos atributos divinos. A unidade absoluta das três
pessoas, não desfaz a sua individualidade. São mencionados no mesmo
momento em lugares diferentes – Mat.3:16-17, At.7:55-56.
A natureza nos ajuda a entender:
Exemplos:
O Mundo é composto de: matéria, espaço e tempo – não tem como
separar.
O Espaço possui três dimensões: comprimento, largura e altura.
O Tempo possui: passado, presente e futuro.
A Água pode se apresentar em três formas: líquida, gasosa e sólida. A
essência é a água. A maneira de se apresentar é diferente. O diamante
(essência) pode se apresentar de diversas maneiras: brilhante, grafite,
carbono, etc...
Quando oramos, temos uma experiência com Deus triuno: O Espírito
Santo nos capacita a orar. O Filho nos dá acesso ao Pai, a quem dirigimos
nossas petições. Rom.8:26, Ef.2:18, I Jo.5:8
A Trindade
Unidade: só há um Deus e a sua natureza é uma unidade indivisível,
Deut.6:4; não é um Deus que consiste de partes, nem pode ser dividido em
partes. Deus é Espírito, Jo.4:24, por isso não pode ser dividido em partes,
como o homem, formado de parte material (o corpo) e parte imaterial
(espiritual).
O título divino, Deus, aplicado a todas as pessoas Três Pessoas:
Ex.20:2. Jo. 20:28, At.5:3-4.
Trindade: a palavra trindade em si, não ocorre na Bíblia, porém quer
dizer que há três distinções eternas em uma essência divina, e conhecidas
como o PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO. Essas três distinções são três
pessoas e assim podemos falar da tripersonalidade de Deus. Sabemos que a
doutrina da trindade é um grande mistério, não é um fruto da especulação, mas
da revelação. Devemos buscar esclarecimentos nas escrituras:
No Velho Testamento:
1. Existe distinção entre o Senhor e o Senhor, Gen.19:24, “Então fez o
Senhor chover enxofre e fogo, DA PARTE DO SENHOR sobre Sodoma e
Gomorra”.
2. O Senhor tem um Filho, Sal.2:7, “Tu és o meu Filho, Eu hoje te gerei,
o hoje significa o eterno no presente, refere-se à eterna geração do filho por
parte do Pai”.
3. Existe distinção entre o Espírito de Deus, Gen.1:1 “No princípio criou
Deus os céus e a terra... Vs.2”. O Espírito pairava sobre as águas...
4. As citações em Isa.6:3 e Apo.4:8, parecem insinuar uma trindade,
SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos Exércitos.
5. A bênção harmônica parece também insinuar uma trindade,
Num.6:24-26.
No Novo Testamento:
1. A obra da Salvação da Trindade: II Tess.2:13-14, Tt.3:4-6, I Pe.1:2.
2. No batismo de Jesus por João Batista, Mat.3:16-17.
3. A declaração: Jesus, que oraria ao Pai para lhes dar outro
Consolador, Jo.14:16-17.
4. A fórmula batismal, que os discípulos batizassem em nome (singular)
do Pai, Filho e Espírito Santo, Mat.28:19.
5. A maneira como o Pai, Filho e Espírito Santo estão associados na
Sua obra: I Cor.12:4-6, Vs.4-...mais o Espírito é o mesmo. Vs.5-...mas o Senhor
é o mesmo. Vs.6-...mas é o mesmo Deus...
Obs.: DONS – MINISTÉRIOS – OPERAÇÕES.
6. A bênção apostólica, pela qual invocamos a graça do Senhor Jesus
Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo. II Cor.13:13.
7. A citação de João na primeira epístola 5:7, “porque três são os que
testificam no céu: O PAI, A PALAVRA, E O ESPÍRITO SANTO, e estes três
são Um”.
Curiosidade:
O nome Jeová tem sua origem no Verbo ser e inclui os três tempos
desse verbo (passado, presente e futuro). O nome, portanto significa: Ele que
era, que é, e que há de ser: em outras palavras, o Eterno.
Visto que Jeová é o Deus que se revela a si mesmo ao homem; o nome
significa:
Eu me manifestei,
Manifesto-me,
E ainda me manifestarei.
Os nomes abaixo relacionados são os mais comuns que encontramos
nas Escrituras. No Velho Testamento aparecem oito nomes compostos de
Deus, formados pelo termo J E O V A e um aposto:
1. Jeová – Tsidkenu = Senhor Justiça nossa, Jer.23:5-6.
2. Jeová – M’kadesh = O Senhor que vos santifico, Lev.20:8.
3. Jeová – Shammah = O Senhor está ali, Ez.48:35.
4. Jeová – Shalom = O Senhor é paz, Jz.6:24.
5. Jeová – Rafá = O Senhor que te sara, Ex.15:26.
6. Jeová – Nissi = O Senhor é minha Bandeira, Ex.17:15.
7. Jeová – Jiré = O Senhor proverá, Gn.22:14.
8. Jeová – Ra ‘ah = O Senhor é o meu Pastor, Sl.23:1.
III - PLANO DE REDENÇÃO
Cremos, que sendo nós pecadores, Cristo morreu por nós – o Justo pelo
injusto – espontaneamente, e por eleição do Pai tomando o lugar dos
pecadores, levando pecados, recebendo sua condenação, morrendo sua
morte, pagando inteiramente nossas faltas e assinando, com o sangue de Sua
vida, o perdão de todos aqueles que haveriam de nEle crer; que, simplesmente
pela fé e aceitação da expiação adquirida no Monte do Calvário, o mais vil
pecador pode ser limpo de suas iniqüidades e tornado mais branco do que a
neve.
Referências Bíblicas
1) Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas
iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas
pisaduras fomos sarados.
Is. 53:5.
2) O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e
purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. Tt. 2:14.
3) E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir
os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus
homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; Apoc 5:9.
4) Porque pela graça sois salvos, por meio da fé e isto não vem de vós, é dom
de Deus; Ef2:8.
5) Vinde então, e argui-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam
vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã. Isa. 1:18.
Introdução
O plano de redenção preparado por Deus, foi anunciado desde a queda
do homem, pois a primeira promessa de salvação é a de Gen.3:15; e a seguir
pela voz da profecia de Deus anunciou o seu propósito, e a vinda de Cristo era
claramente prevista.
Paulo diz que Deus nos desvendou “mistério da sua vontade, segundo o
seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir Nele, na
dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como
as da terra”, Ef.1:9-10.
Consideremos o Plano de Deus, onde é ensinado nas Escrituras, que a
salvação para o pecador foi providenciada na pessoa e obra de Jesus Cristo, o
Filho de Deus, que assumiu a nossa carne, morreu em nosso lugar, ressurgiu
dos mortos, subiu ao pai, recebeu o lugar de poder à direita de Deus, e
intercede em favor do pecador arrependido, virá novamente para consumar a
redenção; tudo isto dentro do propósito divino da salvação para o pecador, e
redenção da natureza que ficou sujeita à vaidade por causa da queda do
homem.
Versículos que falam do cumprimento do Plano de Redenção através de Jesus
Cristo:
At.4:12, Luc.19:10, Mat.20:28, I Jo.2:2, Rom. 5:11, Ef.1:7, Heb.9:22.
Como Deus refez a comunhão do homem para com Ele ?
1. João 3:16 – Eis a grandeza do amor de Deus em pagar um preço –
incomensurável por uma vida que às vezes não valorizamos.
Deus estabeleceu um plano, o único capaz de satisfazer as condições de
resgate era Cristo. Ele ofereceu-se voluntariamente. Tito 2:14, Gal.1:14.
Foi uma atitude de amor, e o amor tem razões que a própria razão
desconhece.
2. O justo pelo injusto – I Pe.3:18, Rom.5:12.
Redenção integral e total – Is.1:18.
Jesus realizou sua obra com perfeição não deixando brechas para serem
questionadas pelo diabo na disputa pelas nossas almas. Ele sofreu até as
últimas conseqüências. Qualquer deslize teria comprometido tudo e posto por
terra todo o plano de redenção. Tudo foi feito – Jesus nos resgatou, nos
libertou de todo o mal. Refez a comunhão com Deus. Resta assumir esta
liberdade e desfrutá-la, pois tudo quanto estava no plano de redenção foi
executado. (Jo.8:36).
A palavra justificar é termo judicial que significa quitar.
Justificação reúne mais do que perdão dos pecados e a remoção da
condenação no ato da justificação, Deus coloca o ofensor na posição de justo.
3. Jesus assinou com seu sangue a aliança do Novo Testamento. Este
testamento nos dá o direito à salvação, e a herança que Jesus dividiu
conosco dando-nos o maior
privilégio que se pode receber - o de
tornarmos filhos de Deus.
IV - VIDA CRISTÃ DIÁRIA.
Cremos que, tendo sido purificados pelo precioso sangue de Jesus
Cristo, e, tendo recebido o testemunho do Espírito Santo na conversão é
desejo de Deus que nos santifiquemos diariamente, e nos tornemos
participantes de Sua santidade; crescendo constantemente, cada vez mais
fortes na fé, poder, oração, amor e serviço; primeiramente como crianças
desejando leite não falsificado, neste mundo; depois como homens fortes
vestindo toda a armadura de Deus, marchando avante para novas conquistas
em Seu nome, ao abrigo do Seu estandarte de sangue; vivendo sempre uma
vida paciente, sóbria, não egoísta, segundo Deus, a qual representa um
verdadeiro reflexo de Cristo em nós.
Referências Bíblicas
1) Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação. I Ts. 4:3. E o
mesmo Deus de paz vos santifique em tudo, e todo o vosso espírito e alma e
corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso
Senhor Jesus Cristo. Ts. 5 :23
2) Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a
imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor do
Senhor. II Co. 7:1
3) Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e
mais até ser dia perfeito. Pv. 4: 18
4) Não vos conformeis com este mundo mas transfomai-vos pela renovação
do espírito, para que possais conhecer qual é a vontade de Deus, boa,
agradável e perfeita. Rom 12:2.
5) Tomai, pois, a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e,
vitoriosos em tudo, vos mantenhais inabaláveis. Ef6:13.
6) Estou persuadido de que aquele que entre vós iniciou a boa obra há de
completá-la até o dia de Cristo Jesus. Filipenses 1:6.
V - SANTA CEIA
Cremos na comemoração e observância da ceia do Senhor pelo sagrado
uso do pão partido, um precioso tipo do Pão da Vida – Jesus Cristo, Cujo corpo
foi partido por nós; e do vinho – um maravilhoso tipo a lembrar sempre o
participante, o sangue derramado pelo Salvador, que é a videira verdadeira, da
qual Seus filhos são as varas ; que esta ordenança e como um glorioso arcoíris a transpor a amplitude do tempo entre o Calvário e a vinda do Senhor,
quando no Reino do Pai, Ele compartilhará, novamente, da companhia dos
seus filhos; e que o servir e o receber esse sagrado sacramento, deve ser
sempre precedido pelo mais solene exame do coração, autocrítica, perdão e
amor para com todos os homens, para que ninguém participe indevidamente, e
beba para condenação de sua própria alma.
Referências Bíblicas
1) E tomando um pão, deu graças, partiu-o e deu-lhes dizendo: "Isto é o
meu corpo, que é dado por vós. fazei isto em memória de mim “. Luc 22: 19
2) Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo :
"Este cálice é a nova aliança em meu sangue, derramado por vós. Luc 22:20
3) Pois eu vos digo: Nunca mais a comerei, até que ela se realize no
reino de Deus “. Luc 22: 16. Pois eu vos digo: Não mais beberei deste vinho até
que chegue o reino de Deus “. Luc 22:18.
4) Examine-se, pois, o homem a si mesmo e então coma do pão e beba
do cálice; I Cor 11 :28.
Santa Ceia
A Santa Ceia foi instituída por Jesus na última ceia que Ele participou com
seus discípulos (Luc.22:19-20).
A Santa Ceia é considerada como um penhor de amor deixado por Jesus.
Simboliza um fato passado – sua morte na cruz e um acontecimento
futuro – sua volta nas nuvens (I Cor.11:26).
O suco de uva representa o sangue de Cristo, e a selagem do Novo Pacto
com esse sangue. Este pacto é considerado um testamento. Jesus selou o
pacto com seu sangue. (Luc.22:20).
O pão representa o corpo de Cristo, que foi partido por nós. (I Cor.10:1617).
-.Porque recordar a morte, e não sua vida ministerial ?
Porque é o ponto culminante de seu ministério, e somos salvos não por
sua vida e seus ensinos, embora divinos, mas por seu sacrifício expiatório.
- Quem deve ser admitido ou excluído na Mesa do Senhor?
“Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber este cálice do Senhor
indignamente, será culpado (uma ofensa ou pecado contra), do corpo e do
sangue de Jesus”. I Cor.11:27
- Quem é digno ????
Neste texto o apóstolo fala da indignidade das ações, e não das pessoas.
Em certo sentido apenas os que sinceramente sentem sua indignidade estão
aptos; os que justificam-se nunca serão dignos. Outrossim, as pessoas “mais
espirituais” são as que sentem mais a sua indignidade. (Ex.: Isaías). Paulo
descreve-se como “o principal” dos pecadores, I Tim. 1:15.
Como pode alguém participar indignamente ? Praticando alguma coisa
que nos impeça de claramente apreciar o significado dos elementos, e de nos
aproximarmos em atitude solene, meditativa e reverente. No caso dos coríntios
o impedimento era sério: a saber, a embriaguez
VI- O FRUTO DO ESPíRITO
Cremos que O Fruto do Espírito é uma verdadeira característica da vida
cristã.
Quando Cristo é plenamente formado no crente mediante a habitação do
Seu Espírito, as virtudes verdadeiramente cristãs serão um resultado natural do
caráter de Cristo formado em nós.
Deu-nos o Senhor do Seu Espírito e os dons espirituais para capacitarnos a produzir o fruto de real qualidade cristã e que o apóstolo Paulo assim
relacionou: amor, alegria, paz, longanimidade, mansidão, bondade,
benignidade, fé, temperança; deve ser manifesto, cultivado e cuidadosamente
guardado como adorno resu1tante de uma vida cheia do Espírito e evidência
constante, eloqüente e irrefutável disso.
Referências Bíblicas
1) Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, dá
muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Jo 15:5.
2) Os que são de Cristo Jesus, crucificaram a carne com as paixões e
concupiscências. Gál 5:24.
3) Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi. Eu vos
destinei para irdes dar fruto e para que vosso fruto permaneça, a fim de que ele
vos dê tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome. Jo 15:16
4) Os frutos do espírito são: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade,
bondade, fé, mansidão, temperança. Gál 5 :22.
5) Meu Pai será glorificado, se derdes muito fruto e vos tornardes meus
discípulos. Jo 15:8.
VII - APRESENTAÇÃO DE CRIANÇAS
Cremos na necessidade dos pais num ato de compromisso com a
educação cristã de seus filhos dedicarem-nos ao Senhor.
Zelando pelos princípios bíblicos estabelecidos ainda na antiga aliança e
seguindo o exemplo do que aconteceu ao próprio Senhor Jesus Cristo. a
tradição da igreja primitiva. nós apresentamos as nossas crianças. num ato de
dedicação à Deus; esta dedicação não é um ato pessoal da criança. mas dos
pais. e eles têm consciência do seu compromisso no momento em que
apresentam o filho ao Senhor.
Sendo dever dos pais viver uma vida exemplar. em conformidade com as
santas doutrinas ensina-lhes o temor do Senhor com o objetivo de capacitá-la
para uma vida cristã. obedecendo à vontade de Deus.
Referências Bíblicas
1) Depois que o desmamou, o fez subir consigo, levando um touro
três anos, três arrobas de flor de farinha e um odre de vinho para a casa
Senhor em Silo; o menino ainda era pequeno. Por minha vez, eu o cedo
Senhor; enquanto ele viver seja entregue ao Senhor". E ele prostrou-se
diante do Senhor. I Sam 1:24 e 28.
de
do
ao
ali
2) Terminados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés,
levaram o menino para Jerusalém a fim de apresentá-lo ao Senhor, conforme
está escrito na Lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será
consagrado ao Senhor. Luc 2:22,23.
3) E vós, pais, não exaspereis vossos filhos, mas educai-os na disciplina
e doutrina do Senhor. Efésios 6:4
4) Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que
podem instruir-te para a salvação pela fé em Cristo Jesus. II Tim 3: 15.
5) Se alguém não cuida dos seus, sobretudo os de sua casa, negou a fé
e se tornou pior do que um descrente. I Tim 5:8.
BASES BÍBLICAS PARA O MINISTÉRIO COM CRIANÇAS
A Teologia da Evangelização de Crianças
Introdução
As crianças constituem uma polpuda fatia da população, sendo assim um
enorme campo de trabalho.
Enquanto não entendidas não serão valorizadas. Para tal, será útil
percebermos o significado da criança para Deus, expresso claramente em sua
pala~a, a fim de assimilarmos uma visão correta e ampla deste ministério; o
MINISTÉRIO ENTRE CRIANÇAS.
Nosso estudo seguirá este esquema:
I. O que a criança significa para Deus?
a) é sua criatura merece respeito e valorização depende de Deus é
responsável tem necessidade de adorar não é inferior e não merece
acepção
b) é participante da família do ensino
da convicção do pecado do plano da salvação da vida cristã
c) é importante agora amanhã
2. O que a criança significa para Jesus?
a. sua experiência pessoal como criança Nascimento Desenvolvimento
b. seu envolvimento com crianças curando abençoando usando
3. O que a criança significa para Deus?
a. É SUA CRIATURA
a.1) Merece respeito e valorização.
"Por modo assombrosamente maravilhoso me formaste" Salmo 139: 14.
Cada criança que nasce, independentemente de qualquer causa ou
circunstância, é um novo exemplo do poder criador de Deus. É alguém que
nasce à imagem e semelhança de Deus.
Enquanto a criança se desenvolve, ela merece ter uma personalidade
formada com dignidade. Jesus conferiu este respeito, este valor, esta dignidade
aos pequeninos quando afirmou em Mateus 21: 16 que, o perfeito louvor vinha
da boca dos pequeninos. Seja a criança quem for e como for, merece respeito
e valorização. Quando dizemos a uma criança que ela não tem jeito, estamos
simplesmente atestando a nossa própria incapacidade de amar e entender esta
criança.
a.2) Depende de Deus
"Porque nele vivemos, nos movemos e existimos" Atos 17:28.
"Só pode vir a mim quem for trazido pelo pai... no livro dos profetas está
escrito: Deus ensinará a todos." João 6:44-45.
Deus nos usa como veículos para levar o Evangelho ao coração da
criança.
a.3) É responsável
"Os pais não serão mortos em lugar dos filhos e nem os filhos em lugar
dos pais." Deuteronômio 24: 16.
"Portanto cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” Romanos
14: 12. Deus tem filhos, ele não tem netos.
A criança, cada vez mais cedo, está tendo condições de escolher entre o
pecado e a retidão. A consciência moral está chegando prematuramente. Por
isso, tendo em vista, o versículo acima, a nossa responsabilidade perante a
responsabilidade da criança ante Deus, AUMENTA.
a.4) Tem necessidade de adorar
É nata na criança a necessidade de ter heróis, ídolos, modelos a quem
dedicar amor e veneração.
Há necessidades de apresentar à criança um Deus verdadeiro, vivo e
real, a quem com toda a certeza responderá com adoração e obediência.
A criança que não é levada a adorar a Deus, fatalmente cairá na idolatria
e no fanatismo. Aí está o islamismo ganhando um terreno importante num
continente em que o contingente infantil é expressivo, e vale dizer, não só lá.
a.5) Não é inferior e não merece acepção.
"Deus de um só homem criou todas as raças humanas para viverem na
terra." Atos 17:26.
Deus não tem favoritismo por esse ou aquele povo. As crianças são
igualadas na apreciação de Deus e isto fica bem patente em Gênesis 21 : 16,
17, quando Ele ouve o clamor de Ismael, sendo o fIlho da serva.
b. É PARTICIPANTE
b.1) Da família
"Conte aos teus filhos" quando vossos filhos lhes perguntarem "farás
saber ao teu fIlho" quando o teu fIlho amanhã lhe perguntar: o que é isso?
Responder-lhe-ás: Êxodo 10: 12; 12:26; 13:8; 13: 14.
Estas citações deixam bem claro que Deus estava interessado na
participação da criança em todos os acontecimentos da família.
Como parte integrante da família, a criança deve participar das decisões
que afinal de contas dizem respeito à elas também.
A família deve ser tratada com muito carinho pela liderança da igreja que
precisa e deve promover cursos sobre a educação dos filhos.
b.2) Do ensino
“Ajuntai o povo, os homens, as mulheres, os meninos, e o estrangeiro que
está dentro de vossa cidade, para que ouçam e aprendam e temam ao Senhor
vosso Deus." Deuteronômio 31:10,13.
Compare com II Reis 23:2; Deuteronômio 6:6,7; 11:18-21; Josué 8:35.
No Velho Testamento, o ensino era ministrado, por ordem divina, inclusive
às crianças. Deus estava interessado e que todo ensino, mesmo o mais
profundo fosse ministrado inclusive às crianças.
No Novo Testamento, o apóstolo Paulo revela em diversos textos, este
conceito de Deus sobre a participação da criança no ensino. Paulo ressalta o
fato de que a criança PODE APRENDER.
- experiência própria: ele, Paulo foi criado em Jerusalém sendo instruído
por Gamaliel, e isso fez dele uma pessoa intensamente religiosa e
conhecedora da Palavra de Deus. Atos 22:3; 26:4; Gálatas 1: 14.
- experiência de outros: a infância de Timóteo 3: 14 e 15 "Quanto à você,
continue nas verdades que aprendeu. e em que creu com toda firmeza. Você
sabe que foram os seus mestres na fé cristã, e que desde a sua infância sabes
as sagradas letras."
Esta passagem revela que Timóteo aprendeu e depois creu firmemente e
isto desde muito tema idade. "BREFOS" é o termo grego utilizado para infância
neste versículo e sua tradução abrange feto, bebê, infante. Timóteo foi
considerado participante do ensino da Palavra. A nossa responsabilidade para
com a criança é ensinar as verdades bíblicas, as verdades de Deus, pois a fé
vem pelo ouvir a Palavra de Deus.
b.3) Da convicção do pecado Esdras 10:1.
"Enquanto Esdras orava e fazia confissão chorando, prostrado diante da
Casa de Deus, ajuntou-se a ele de Israel, muito grande a multidão de homens,
de mulheres e de crianças, pois o povo chorava com grande choro.
As crianças participam do ato do arrependimento, chorando juntamente
com os adultos diante do Senhor.
No Novo Testamento em alguns textos aparece o vocábulo Térva que
designa filhos crianças. Por exemplo na carta aos Efésios. destinada aos
Santos de Éfeso, Paulo inclui as crianças (Efésios 6: 1) ensinando-lhes
obediência, demonstrando que no rol de membros daquela igreja, havia
crianças salvas, isto é, que se converteram e para tal, arrependeram-se de
seus pecados. O mesmo acontece em Colossos. Colossenses 1 :2 e 3 :20.
b.4) Do plano da salvação "Escolhei e tomai cordeiros segundo as vossas
famílias e imolai a Páscoa." Êxodo 12:21.
O plano de libertação era o mesmo para todos os membros da família.
b.5) Da vida cristã II Crônicas 20:13-27.
As crianças participam da comemoração da vitória dos exércitos de
Josafá sobre a Síria.
As crianças tem direito de participar de uma vida cristã alicerçada na
Palavra de Deus e por isso vitoriosa.
c. É IMPORTANTE
c.1) Agora
Samuel, Daniel, Davi e a menina da casa de Naamã são exemplos
clássicos de serviço que uma criança pode prestar enquanto pequena.
c.2) Amanhã
O trabalho feito com a criança hoje, influenciará todo o seu futuro.
O trabalho espiritual feito com Josias na sua infância, refletiu-se
admiravelmente - sobre a vida espiritual de todo o povo de Israel que recebeu a
sua influência benéfica:
"Enquanto ele viveu não desviaram a seguir o Senhor, Deus de seus
pais." II Crônicas 34:33 Timóteo é sem dúvida nenhuma um modelo a ser
regiamente copiado: educado com bases na Palavra, conheceu Jesus como
Salvador, demonstrou uma fé sem fingimento, evidência de crescimento
espiritual e finalmente serviu ao Senhor. Dele davam bom testemunho aos
irmãos (Atos 16:2) isto motivou Paulo a convidá-lo para ser seu companheiro
nas viagens missionárias.
1. O que a criança significa para Jesus?
a. SUA EXPERIÊNCIA PESSOAL QUANDO CRIANÇA
a.1) Nascimento
"Quão maravilhosamente, o Onipotente Filho de Deus, a si mesmo se
humilhou tornando-se em semelhança de homem." Filipenses 2:7.
a.2) Desenvolvimento
Jesus desenvolveu-se como qualquer menino. Inteligência, físico e
emoções juntamente com seu relacionamento com Deus e os homens
desenvolveram-se de forma natural. Lucas 2:51. Passando por toda a
experiência de ser humano como criança, Cristo valorizou os pequeninos.
b. SEU ENVOLVIMENTO COM CRIANÇAS
Nos quatro Evangelhos são encontradas referências às crianças
pronunciadas por Jesus: Mateus 23 citações, Marcos 13, Lucas 17 e em João 1
citação.
Jesus envolveu-se com crianças:
b1) Curando
O filho de um oficial João 4:26-54
A filha de Jairo Mateus 9:18,24-25
b.2) Abençoando
Providenciou alimento Mateus 14:13-21
Libertou Mateus 15:21 -28
Impôs as mãos Marcos 10: 16
Para alguns, este tempo dedicado às crianças seria perdido. Para ele,
porém, não.
Em Mateus 18: 1-14 Jesus usou a criança como um modelo e como um
campo missionário .
Modelo: Mateus 18: 1-4.
Ministrando uma lição objetiva, Jesus responde à pergunta: "quem é
porventura o maior no reino dos céus?
Valendo-se de uma criança pequena que Ele colocou no colo, faz duas
colocações extremamente importantes:
1ª a única maneira de entrar no Reino dos céus é pela conversão: "Se
vos não converterdes e não fizerdes como meninos de modo algum entrareis
no Reino dos Céus. Mateus 18: 3.
2ª a única forma de ser grande no Reino dos céus é sendo humilde.
Campo Missionário - Mateus 18:5-14.
A passagem paralela de Marcos 9:36 "Trazendo uma criança colocou-a
no mio deles, e tomando-a nos braços disse-lhes", mostra que primeiramente
Jesus pôs a criança entre os discípulos depois tomou-a nos braços, só a partir
do que diz o versículo 5, Jesus fala especificamente sobre crianças.
Versículo 5: trabalhar com crianças é um direito. um privilégio.
Receber uma criança em nome de Jesus, é o mesmo que recebê-lo a Ele
próprio.
As portas da nossa igreja devem estar abertas às crianças, em nome de
Jesus, pois assim recebendo-as estaremos tendo o privilégio de receber o
próprio Jesus.
Versículo 6: colocando obstáculos
Tropeço - colocar obstáculos no caminho para não deixar passar . Ao
impedirem as mães de levar as crianças para serem abençoadas, os discípulos
fizeram exatamente isto.
Obstáculos Que São Colocados Na Vida Das Crianças
Ensino desqualificado: a criança vive de fé do adulto. A palavra do adulto
para ele é lei. Ensinar errado, sem conhecimento e consciência verdadeiros ou
mesmo omitir da criança verdades sobre salvação, sobre Deus, sobre a
eternidade é colocar obstáculos no caminho da criança para Deus.
Mau exemplo: exige-se absoluta coerência entre a palavra e a atitude.
"Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". Absolutamente não pode ou
não deve ser o adágio de pais, professores e líderes. A fé depositada pela
criança no adulto está de maneira diretamente proporcional, desvirtuando-se
em confusão, na medida exata em que a atitude do adulto está em virtual
conflito frontal com sua palavra. O exemplo abafa o som das palavras a ponto
de não serem ouvidas.
Enquanto não houver coerência, a criança estará sendo deseducada,
estará lutando com tropeços e fatalmente teremos que pagar o preço, e por
sinal, um preço bastante alto. A Bíblia contém diretrizes claras a respeito das
crianças e de todo viver do cristão.
Essas diretrizes tem sido ensinadas verbalmente porém são contraditadas
no exemplo e neste caso o preço a ser pago envolve a eternidade. Teremos
condições de pagá-lo?
A consequência do ato de bloquear o caminho da criança colocando
obstáculo à sua experiência com Deus é muito grave: disse Jesus que 1l1e
seria melhor ser afogado em alto mar de maneira irrevogável, sem
possibilidade de resgate. Isto nos sugere reflexão sobre o real valor da criança
aos olhos de Deus.
Versículo 10 - a criança salva tem anjos
Os anjos tem um ministério especial de cuidar dos que não podem cuidar
de si mesmos.
Cada criança salva tem um anjo que sempre vê a face do Pai. Isto é, os
anjos das crianças salvas tem livre entrada perante Deus de onde conclui-se
que Ele tem muito cuidado com os pequeninos e que nunca os despreza, então
quem somos nós para desprezá- los?
Versículo 11 a 14 - a criança pode perder-se
11: introdução à história da ovelha perdida.
12 e 13: corpo da história.
14: conclusão da história.
Lembrando que a criança está no colo do Senhor Jesus ressaltamos o
uso das palavras: perdido (II); extraviado (12 e 13) e pereça (14).
Jesus apresenta aqui uma solene realidade: os pequenos sem Cristo
estão perdidos e precisam de Salvação. Salmos 51:5 e Romanos 3:23.
Antes de chegar à idade da razão, do discernimento entre o bem e o mal,
a criança não tem responsabilidade. Sua responsabilidade porém chega bem
cedo com a consciência moral que desperta. Uma criança com dois anos já
tenta esconder fatos que possam significar um castigo.
Deus não quer que as crianças se percam.
"Não é fácil assimilar a visão do trabalho com crianças. Para os discípulos
não o foi, pois dentro de um curto espaço de tempo após Jesus ter ministrado a
lição, os discípulos agiram negando a importância das crianças, tentando
proibi-las de estarem com Cristo.
Jesus porém vendo isto indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os
pequeninos. Marcos 10: 14.
Bibliografia
A Teologia da Evangelização de Crianças - Rev. Vassilios constantinidis
1982. Bíblia Vida Nova - Russel P. Sheld
Evangelize Children? Dr. Jonh Wimoord
Métodos para Evangelização - Casa Publicadora Batista
The Biblical Basis ofChild Evangelism - European Child Evangelism
Fellowship.
VIII - RELAÇÕES PARA COM A IGREJA
Cremos que, tendo aceitado o Senhor Jesus Cristo como Salvador
pessoal e Rei, e tendo, assim, nascido na família e no corpo invisível da Igreja
do Senhor, é sagrado dever do crente, quanto esteja em seu poder, identificarse com a visível Igreja de Cristo sobre a terra, e trabalhar com o maior
entusiasmo e fidelidade pela edificação do Reino de Deus; e que essa igreja
visível é uma congregação de crentes que se tem associado entre si, em cristã
comunhão e na unidade do Espírito, a observar as ordenanças de Cristo,
adorando-O na beleza da santidade, falando uns aos outros em salmos e hinos
e cânticos espirituais, lendo e proclamando Sua Palavra, trabalhando pela
salvação das almas, dando dos seus meios temporais para promover a Sua
obra, edificando, encorajando, exortando uns aos outros na mais santa fé e
trabalhando harmoniosamente juntos, como filhos diletos que, embora muitos,
são um só corpo, do qual Cristo é a cabeça.
Referências Bíblicas
1) Louvai ao Senhor. Louvarei ao Senhor de todo o coração, na assembléia
dos justos e na congregação. SI. 111:1
2) E consideremo-nos uns aos outros para estimularmos ao amor e às boas
obras; não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes
admoestando-nos uns aos outros e tanto mais, quando vedes que se vai
aproximando aquele dia. Hb. 10:24,25
3) De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé, e cada dia cresciam em
número. At. 16:5. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que
se haviam de salvar. At. 2:47
4) Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas
individualmente somos membros uns dos outros. Rm. 12:5 (Também ver
Rm.12:6,7,8)
5) Aqueles que temem ao Senhor falam cada um com o seu companheiro, e o
Senhor atenta e ouve; e há um memorial escrito diante dele, para os que
temem ao Senhor, e para os que se lembram do seu nome. E eles serão para
mim particular tesouro; palpá-los-ei como um homem poupa a seu filho, que o
serve. Ml. 3:16,17
O que entendemos por Igreja ?
1.
2.
3.
4.
Edificação
Organização
Congregação
Organismo
Organismo é a Igreja invisível – Ef.1:22-23, I Cor.12:27.
Todo o cristão deve frequentar assiduamente uma igreja, porque a igreja
invisível se manifesta como igreja visível, através das obras. E também para
cumprirmos com a Escritura que diz:
- Louvar a Deus – Sl. 111:1.
- Receber e dar estímulos às boas obras – Heb.10:24.
- Admoestação de um para com o outro – Heb.10:25.
Unidade na fé
Devemos estar inteiramente unidos na mesma disposição mental e no
mesmo parecer no reconhecimento de quem é Cristo. Teremos certeza de que
Ele é o único Senhor.
Na Igreja pode haver opiniões diferentes ?
Fil.2:3. O fato de
discordarmos não nos dá o direito de desrespeitarmos. Podemos ser contra a
idéia e os pensamentos de nosso irmão, mas nunca contra a pessoa de nosso
irmão.
Para bem relacionar-se dentro da igreja, é preciso identificar-me com ela
(Sl.133:1).
Destacamos abaixo os deveres de cada cristão, membro da igreja, em suas
relações:
1. Aceitar Jesus como Salvador e Senhor, ser batizado nas águas por
imersão, aceitar as doutrinas bíblicas, como normas de sua fé e conduta.
2. Procurar conhecer a Deus, como revelação por Jesus Cristo, adorá-lo em
espírito e verdade, e viver sob constante orientação.
3. Testemunhar perante o mundo sua nova vida em Cristo, e como
embaixador de Deus, anunciar com ousadia a mensagem do Evangelho
(ministério da reconciliação).
4. Aceitar e observar em sua vida as normas de comportamento, não dando
escândalo à igreja segundo a doutrina que foi inteirado, e sendo leal a sua
denominação, e tudo fazendo pela grandeza do reino de Deus, isto sem
menosprezar outras denominações cristãs que laboram na seara do
Senhor.
5. Freqüentar assiduamente aos cultos semanais, e também a escola bíblica
entregar com fidelidade os seus dízimos os quais pertencem ao Senhor,
contribuir com ofertas generosas para obra de Deus.
6. Trabalhar com amor e alegria na causa do Senhor, manter boa disposição
para orar e ajudar na Igreja aos irmãos carentes, considerar aqueles que
trabalham no ministério.
7. Quando convidado a fazer visitas à irmãos na fé e ajudá-los em suas
necessidades, ou a enfermos que necessitam de auxílio espiritual, estar
sempre pronto, pois isso faz parte da obra de Deus.
E há ainda tantas outras coisas que podem ser feitas como resultado de
nossa dedicação à Cristo, e com o propósito de servi-lo, como cantar no coral,
participar de conjuntos musicais, trabalhar com crianças e com jovens, ensinar
na escola bíblica, convidar para seguir à Cristo, envolver-se no trabalho de
grupos missionários, dedicar-se a evangelização ou missões etc. Para todos os
cristãos ligados a igreja, há uma tarefa a ser desempenhada em favor da obra
de Deus.
X. GOVERNO
Cremos que os governos na terra são de instituição divina, para a
promoção da boa ordem na sociedade humana e dos interesses da mesma: e
que se deve orar pelos governantes e administradores, devendo eles ser
obedecidos e apoiados em todo tempo exceto somente, nas coisas contrárias à
vontade de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual é soberano da consciência do
seu povo, Rei dos Reis, e senhor dos Senhores.
Referências Bíblicas
1) E as potestades que há foram ordenadas por Deus... porque os
magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Rm. 13:13.
(também Dt. 16:18; II Sm. 23:3; Ex. 18:21-23; Jr. 30:21)
2) Mais importa obedecer a Deus do que aos homens. At. 5:29. E não
temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele
que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. Mt. 10:28 (Também Dn.
3:15-18; 6:7-10; At. 4:18-20)
3) Porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. Mt. 23:10
4) E no vestido e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos Reis e
Senhor dos Senhores.Ap.19:16. (Também SI. 72:11; SI. 2; Rm.14:9-13
Por que obedecer ao Governo Civil?
Porque é uma ordenação de Deus- R.M. 13:1- Admitir que alguém tenha
poder para instruir governantes que não Deus,é dar ao diabo uma honra e um
poder que ele não possui.
Devemos orar pelas autoridades- Pv. 21:1- e obedecê-las, exceto nas
coisas contrárias à vontade de Deus. At. 5:29- “Mais importa obedecer a Deus,
do que aos homens.
“Quando a autoridade constituída se desvia da justiça, se opõe a palavra
de Deus, ela está sendo usada pelo diabo e neste caso não lhe devemos
obedecer.
Dn 6:6-7: 6:25-28, Mt. 10:28.
Em todos os casos a obediência à ordenação superior foi premiada com
um milagre extraordinário.
O cristão na sua relação para com as autoridades civis do país no qual
reside:
1. Como cidadão de uma Pátria terrestre, devemos ser submissos às leis
constituídas pelas autoridades. Rom.13:1.
2. O primeiro dever do cristão é orar, fazer súplicas, intercessões, e ações
de graça em favor de reis, governantes, e de todos que exercem autoridade. I
Tim.2:1-3.
3. Honrar o rei, governantes ou qualquer autoridade no país, acatar as
suas ordens. I Ped.2:13-14.
4. Devemos estar sujeitos à todas as suas leis, pagando os impostos
devidos, pois até nisso Jesus deixou o exemplo. Mat.17:24-27 e Rom.13:7.
Fonte:
(1) Apostila “DECLARAÇÃO DE FÉ”.
Elaborada e Distribuída pela Secretaria Geral de Educação e Cultura
ESTATUTO E REGIMENTO INTERNO
Estatuto é a regulamentação de uma Instituição, uma Associação, que define
suas formas de funcionamento, sua sede, a composição da diretoria, a quem
cabe as decisões, de que forma podem ser tomadas, quem representa a
Entidade, etc.
No nosso caso, ele é a Constituição da Igreja, suas diretrizes administrativas e
procedimentos. Os desafios da contemporaneidade exigem das instituições
permanente capacidade de mudança, abertura de relacionamento e rigor na
definição das finalidades. Seus princípios fundamentais, suas finalidades, o
formato de organização adequado ao melhor cumprimento de suas funções, a
superação dos conflitos entre as várias instâncias de gestão, a composição dos
Conselhos e a organização das atividades-fins, formam a estrutura principal
para o bom funcionamento de todo o organismo (igreja).
O Estatuto e o Regimento Interno da Igreja do Evangelho Quadrangular é o
resultado do estudo apurado de uma comissão de ilustres líderes, onde cada
artigo foi analisado minuciosamente e visto, referente a tudo o que protege a
Instituição e seus membros.
Conhecer o Estatuto e o Regimento Interno é importante para todo líder que
leva com seriedade a obra de Deus. Estar em sintonia com as autoridades
constituídas, prezar a identidade da IEQ, cumprir os preceitos estabelecidos e
promover a união e comunhão, é a demonstração de amor que cada um de nós
pode e deve ter para com nossa Igreja.
Nesta apostila vamos destacar alguns pontos fundamentais e cujo
conhecimento pelo postulante ao ministério na condição de Obreiro
Credenciado ou às respectivas promoções (Aspirante e Ministro) é de
fundamental importância para que possa representar e fazer valer todas as
regras e regulamentos estabelecidos pelo Estatuto e Regimento Interno da
Igreja do Evangelho Quadrangular.
ESTATUTO
TÍTULO VII – DO MINISTÉRIO
CAPÍTULO I – DA COMPOSIÇÃO
Artigo 23 – O Ministério da Igreja do Evangelho Quadrangular, no Brasil, é
composto por três categorias eclesiásticas: Ministros, Aspirantes e Obreiros
Credenciados, estes últimos quando nomeados pelo Conselho Nacional de
Diretores como Pastores titulares.
o
Parágrafo 1 – Dentro das categorias ministeriais oficiais são reconhecidas as
vocações e Ministérios específicos, com as devidas credenciais e
nomeações expedidas pelo Conselho Nacional de Diretores, com direito à
promoção no Ministério.
o
Parágrafo 2 – Os Ministros, Aspirantes e Obreiros Credenciados são
nomeados, anualmente, como Pastores titulares das Igrejas Locais, através de
instrumentos próprios, pelo Conselho Nacional de Diretores.
o
Parágrafo 3 – Os Obreiros Credenciados exercendo a função de auxiliares de
Pastor recebem nomeação emitida pelos Conselhos Estaduais de Diretores.
o
Parágrafo 4 – Os Obreiros Credenciados na função de Pastor auxiliar, em
tempo integral, são nomeados pelo Conselho Nacional de Diretores.
SEÇÃO I – DOS REQUISITOS PARA O EXERCÍCIO
Artigo 24 – São requeridos dos membros do Ministério:
I – ser membro da Igreja do Evangelho Quadrangular;
II – convicção de sua vocação;
III- vida cristã exemplar;
IV – idade mínima de dezoito anos ou ser emancipado;
V-
conhecimentos bíblicos, teológicos e intelectuais devidamente
comprovados pelas instituições oficiais de educação da Igreja; – os
diplomados por instituições de educação de outras denominações,
devem submeter-se a curso de doutrinas da Corporação;
VI – batismo com o Espírito Santo, nas águas, por imersão, em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo;
VII – confissão pública e convicta dos postulados da Bíblia Sagrada e da
Declaração de Fé;
VIII – dedicação diligente ao cumprimento de seus deveres, com obediência
ao Estatuto e regimentos internos;
IX – comparecimento às Convenções, acatando as suas resoluções;
X – comparecimento às reuniões gerais de liderança, devidamente
convocadas por quem de direito;
XI – não faltar com a ética devida aos colegas de Ministério, sejam
antecessores ou sucessores, e
XII – comprovação, através de documentação hábil, de sua idoneidade.
Artigo 25 – Os estrangeiros em situação irregular de permanência no país
não são admitidos em nenhuma categoria do Ministério.
Artigo 26 – Os clérigos oriundos de outras corporações religiosas podem
ser admitidos no Ministério da Igreja do Evangelho Quadrangular, desde que
tenham o seu processo de admissão aprovado pelo Conselho Nacional de
Diretores, Conselhos Estaduais ou Convenções, na forma do artigo 24,
ingressando como Obreiro Credenciado.
SEÇÃO II – DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 27 – Os membros do Ministério da Igreja do Evangelho Quadrangular, quando nomeados como Pastores titulares ou auxiliares na Igreja
Local, exercem o Ministério em caráter itinerante, estando sujeitos à
transferência de igreja ou mesmo de região, em todo território nacional.
o
Parágrafo 1 – Os membros do Ministério são nomeados pelo Conselho
Nacional de Diretores para o exercício de suas atividades religiosas, por
vocação subjetiva ao chamado divino, sem nenhum vínculo empregatício.
o
Parágrafo 2 -Os membros do Ministério podem receber prebendas das Igrejas
Locais ou Obras Novas onde exerçam suas atividades religiosas, a critério
do Conselho Diretor Local e, quando a serviço da Administração Geral ou
Intermediária da Corporação, recebem-nas dos respectivos órgãos
administrativos.
o
Parágrafo 3 -Após os setenta anos de idade, os membros do Ministério podem
ficar em disponibilidade, a pedido, tendo a faculdade de receber ajuda de
custo do Fundo Social Estadual, conforme os critérios estabelecidos pelo
respectivo Fundo.
TÍTULO VIII – DAS CONVENÇÕES
CAPÍTULO I – DA REALIZAÇÃO DAS CONVENÇÕES
Artigo 45 – A Igreja do Evangelho Quadrangular realiza, periodicamente,
Convenções Nacionais e Estaduais, em caráter ordinário e extraordinário.
o
Parágrafo 1 – A convocação da Convenção Nacional e da Convenção
Estadual é feita pelo Presidente do Conselho Nacional de Diretores e do
Conselho Estadual de Diretores, respectivamente.
o
Parágrafo 2 – A Convenção Extraordinária Nacional é convocada de ofício
pelo Conselho Nacional de Diretores ou a requerimento escrito da maioria
dos membros do Ministério.
o
Parágrafo 3 – A Convenção Extraordinária Estadual é convocada de ofício
pelo Conselho Estadual de Diretores ou a requerimento escrito da maioria
dos membros do Ministério Estadual.
o
Parágrafo 4 – A convocação de Convenção Extraordinária deve relacionar as
matérias objeto da mesma convocação, limitando-se a sua pauta de
trabalhos somente a elas.
o
Parágrafo 5 – Após à Convenção o Presidente manda publicar aos membros
do Ministério, as decisões aprovadas em plenário.
Artigo 46 – As Convenções Nacionais e as Convenções Estaduais
realizam-se nas datas e locais fixados pelo Conselho Nacional de Diretores e
pelo Conselho Estadual de Diretores, devendo os Presidentes dos respectivos
Conselhos convocá-las com antecipação mínima de 30 (trinta) dias, se de
caráter ordinário ou de 15 (quinze) dias, se de caráter extraordinário.
Parágrafo Único – A Convenção só se realiza com presença mínima da
metade mais um dos componentes do Ministério, em primeira chamada ou
em segunda chamada, 30 (trinta) minutos após, com qualquer número de
participantes.
Artigo 47 – O membro do Ministério que não puder comparecer à
Convenção deve se justificar ao Presidente, por escrito, até o encerramento
das inscrições.
Artigo 48 – A Mesa Diretora da Convenção é composta de Presidente,
o
o
Vice-Presidente, 1 e 2 Secretários.
o
Parágrafo 1 – O Presidente do Conselho Nacional de Diretores e o Presidente
do Conselho Estadual de Diretores são os presidentes das Convenções
Nacional e Estadual, respectivamente.
o
o
o
Parágrafo 2 – Os cargos de Vice-Presidente, 1 e 2 Secretários são
escolhidos por votação dos convencionais na abertura dos trabalhos.
CAPÍTULO II – DA CONVENÇÃO NACIONAL
Artigo 49 – A Convenção Nacional da Igreja do Evangelho Quadrangular,
no Brasil, é o seu órgão máximo, com funções legislativas e deliberativas.
Parágrafo Único – A Convenção Nacional é soberana e funciona como
Assembléia Geral da Corporação, inclusive para alterações Estatutárias.
SEÇÃO I – DA PERIODICIDADE
Artigo 50 – A Convenção Nacional realiza-se, ordinariamente, uma vez por
ano.
SEÇÃO II – DOS MEMBROS
Artigo 51 – São membros da Convenção Nacional os componentes do
Ministério, devidamente inscritos.
SEÇÃO III – DA COMPETÊNCIA
Artigo 52 – Compete à Convenção Nacional:
I – eleger os membros do Conselho Nacional de Diretores, por maioria
absoluta de votos, presente a maioria dos convencionais com direito a
voto;
II – apreciar e votar os relatórios do Presidente, do Tesoureiro do Conselho
Nacional de Diretores, dos Secretários Gerais da Administração e dos
demais departamentos da Administração Nacional;
III – decidir em última instância sobre doutrina, ética cristã, práticas
pastorais, liturgias, administração e disciplina;
IV – aprovar o Estatuto e Regimento Interno, e suas respectivas
modificações ou alterações;
V – prover os cargos do Conselho Nacional de Diretores, cuja vacância
ocorra durante a Convenção Nacional;
VI – apreciar proposições remetidas pelas Convenções Estaduais.
CAPÍTULO III – DAS CONVENÇÕES ESTADUAIS
Artigo 53 – Nos Estados realizam-se Convenções Estaduais.
Parágrafo Único – As Convenções Estaduais são legislativas e deliberativas
de âmbito estadual, dentro dos limites estabelecidos neste estatuto.
SEÇÃO I – DA PERIODICIDADE
Artigo 54 – As Convenções Estaduais realizam-se, ordinariamente, uma
vez por ano e, extraordinariamente, a qualquer tempo.
SEÇÃO II – DOS MEMBROS
Artigo 55 – São membros natos da Convenção Estadual, com direito à voz
e voto: os Ministros, Aspirantes e Obreiros Credenciados Titulares,
Coordenadores e Secretários Estaduais e Diretores do ITQ e MQCC, Auxiliares
de Tempo Integral, cujas Igrejas e Obras Novas estejam em dia com suas
respectivas taxas e que sejam devidamente inscritos como convencionais.
o.
Parágrafo 1 – São também membros das Convenções Estaduais, com direito
exclusivamente à palavra todos os Obreiros Credenciados, devendo ser
inscritos de maneira diferenciada.
o
Parágrafo 2 – O membro do Ministério no exercício de função acumulada que
dê direito a voto, poderá exercê-lo por uma única vez
SEÇÃO III – DA COMPETÊNCIA
Artigo 56 – Compete às Convenções Estaduais:
I – eleger os membros do Conselho Estadual de Diretores, nos
termos deste Estatuto;
II – apreciar e votar as estatísticas das igrejas no Estado;
III – apreciar e votar os relatórios das comissões;
IV – apreciar e deliberar sobre planos e projetos de crescimento e desenvolvimento das igrejas e obras novas nos respectivos Estados;
V – encaminhar proposições por ela aprovadas à Convenção Nacional;
VI – aprovar Obreiros Credenciados para o exercício do Ministério;
VII – elevar Obreiros Credenciados à categoria de Aspirante ao Ministério;
VIII – consagrar Aspirantes previamente examinados e aprovados pela
Comissão Estadual como Ministros do Evangelho;
IX – prover os cargos do Conselho Estadual de Diretores cuja vacância
tenha se verificado antes ou durante a Convenção, observado o disposto
o
no parágrafo 1 do artigo 76.
X – apreciar e votar relatórios do Presidente, do Tesoureiro do CED, dos
Secretários Estaduais e demais departamentos da administração
intermediária.
CAPÍTULO III – DO SUPERINTENDENTE E DO DIRETOR DE CAMPO
Artigo 142 – O Superintendente Regional e o Diretor de Campo, nomeados
pelo Conselho Nacional de Diretores, são representantes, nas regiões
designadas, dos Conselhos Estaduais de Diretores para assuntos da
Administração Estadual e representantes do Conselho Nacional de Diretores
para assuntos da Administração Superior e Geral.
SEÇÃO ÚNICA – DAS ATRIBUIÇÕES
Artigo 143 – O Superintendente Regional e o Diretor de Campo têm as
seguintes atribuições:
I – representar o Conselho Nacional de Diretores e o Conselho
Estadual de Diretores seguindo suas diretrizes e instruções;
II – visitar as igrejas e obras de sua região superintendendo os interesses
materiais e espirituais da Igreja;
III – receber doações e legados, bens móveis e imóveis em nome da Igreja do
Evangelho Quadrangular;
IV – tomar parte nas reuniões do Conselho Nacional de Diretores e do
Conselho Estadual de Diretores, se houver, com direito à palavra quando o
assunto for pertinente a sua Região ou Campo Missionário;
V – orientar os Pastores das Igrejas, fiscalizando periodicamente os registros
das finanças e dos livros em geral, diretamente ou através de Comissão
Especial, por meio de interventor ou auditoria administrativa e aplicar o
planejamento do departamento de atualização ministerial (DAM) da SGEC;
VI – dar posse aos pastores nomeados pelo Conselho Nacional de Diretores;
VII – preencher, em caráter de urgência, o pastorado vago de igrejas;
VIII – assinar as credenciais dos Obreiros Credenciados juntamente com o
Presidente do Conselho Estadual de Diretores;
IX – transferir Pastores dentro de sua jurisdição e comunicar ao Conselho
Estadual de Diretores ou ao Supervisor de Estado, não havendo aquele;
solicitando imediatamente ao Conselho Nacional a nomeação do Pastor que
ocupou o seu lugar;
X – encaminhar pedido, denúncia, representação, documento ou informações
sobre as igrejas, dando o devido destino conforme a classificação do
assunto, a quem pertinente;
XI – indicar igrejas e obras da sua região para formar novas Regiões ou
Campos Missionários;
XII – solicitar oficialmente ao Conselho Estadual de Diretores ou ao Supervisor
Estadual a organização e criação das igrejas que preencherem os requisitos
regimentais;
XIII – organizar e manter atualizado na Região, o cadastro
geral das igrejas e do Ministério;
XIV – indicar os Coordenadores Regionais de Grupos Missionários e
Diaconato, Diretores Regionais do Departamento de Educação Bíblica
Quadrangular à Secretaria Estadual de Educação e Cultura, e Diretores das
Unidades de Ensino Teológico Pastoral à Secretaria Geral de Educação e
Cultura;
XV – manter em dia a contabilidade da região de acordo com
disposições estabelecidas pela Secretaria Geral de
Administração e Finanças, procedendo da seguinte forma: a –
receber os documentos financeiros de entrada e saída das
igrejas e obras novas da região até o quinto dia útil de cada
mês; b – uma vez que o simples fato de uma igreja não
entregar a documentação financeira prejudica toda a
instituição, o superintendente deve exigir a entrega dos
mesmos no prazo devido; c – juntar aos mesmos a
documentação financeira da região; d – entregar a
documentação ao contador da região para processamento no
sistema geral de administração e finanças; e – receber os
relatórios emitidos e assinados pelo contador após a
contabilização da região; f – entregar os mesmos aos pastores
para assinatura na reunião mensal; g – fazer cópias para
remessa aos órgãos devidos anexando a cada uma os
comprovantes de pagamento das taxas referentes ao mês, de
acordo com as diretrizes estabelecidas e regulamentadas no
Regimento Interno.
XVI – convocar em suas respectivas jurisdições, reuniões mensais, bimestrais
ou trimestrais dos seguintes setores do Ministério:
a – reunião mensal de pastores, tendo em vista o cumprimento da
programação e atualização da execução dos planos estabelecidos,
quando o Superintendente ou o Diretor de Campo prestará contas da
aplicação das taxas arrecadadas na região;
b – reunião trimestral de liderança, com objetivo de manter a unidade da
Igreja, a uniformidade de seus atos, transmitir instruções e informações e
fomentar o crescimento da
Igreja através da liderança, e
c – reunião dos Coordenadores Regionais e Diretores de Departamentos
e Instituições, para controlar as atividades leigas e educacionais da
Igreja, na região.
SUBTÍTULO III – DA ADMINISTRAÇÃO DE BASE
Artigo 144 – A Administração de Base é a direção administrativa da Igreja
Local, quando filiada à Corporação, sob jurisdição de uma Superintendência
Regional ou Campo Missionário, devidamente organizada e registrada no
Conselho Nacional de Diretores.
CAPÍTULO I – DO CONSELHO DIRETOR LOCAL
Artigo 145 – A Administração de Base é exercida na Igreja Local através do
Conselho Diretor Local, órgão deliberativo e administrativo, que tem como
Presidente o Pastor titular da igreja, nomeado pelo Conselho Nacional de
Diretores.
SEÇÃO I – DA COMPOSIÇÃO
Artigo 146 – O Conselho Diretor Local é formado por pessoas escolhidas
dentre os membros da igreja, maiores de idade e se constitui dos seguintes
membros:
I – Presidente ;
- Vice-Presidente;
III – Secretário;
IV – Tesoureiro;
V - Diretor dos Diáconos, e
VI – Diretor de Patrimônio.
o
Parágrafo 1 – O Pastor titular escolhe os respectivos nomes e os indicará à
Assembléia Geral da Igreja Local para o exercício seguinte.
o
Parágrafo 2 – É facultativa a eleição de membros adicionais para os cargos
do Conselho Diretor Local.
o
Parágrafo 3 – É vedada a participação, no Conselho Diretor Local, na
qualidade de membros, de parentes consangüíneos e afins até o terceiro
grau.
o
Parágrafo 4 – A posse do Conselho Diretor Local ocorre nos primeiros dias de
cada ano para evitar dúvidas e contratempos jurídicos quando se fizer
necessária a comprovação da legiti
midade do mandato da Diretoria para o respectivo ano.
SEÇÃO II – DA COMPETÊNCIA
Artigo 147 – Ao Conselho Diretor Local compete: I – aprovar os relatórios
mensais da igreja; II – aprovar as prebendas e os salários dos funcionários
da igreja; III – aprovar a compra de móveis e bens de valor significativo; IV –
tratar sobre construção, orçamento, contrato de mão-de-obra
e contratos de locação; V – recomendar candidatos a
Obreiros Credenciados ao Superintendente ou Diretor de
Campo;
VI – aprovar, por indicação do Pastor titular, os presidentes de Grupos
Missionários e Diaconatos, Superintendente da Escola Bíblica Dominical,
diáconos e diaconisas e demais lideranças da Igreja, para ser
homologados na Assembléia Geral da Igreja;
VII – convocar presidentes de Grupos Missionários e Diaconatos ou líderes
de departamentos para reunião do Conselho Diretor Local, com direito à
palavra, quando for tratado assunto de interesse pertinente a sua área
de atuação;
VIII – tratar sobre desligamento de congregações para criar obra nova ou
nova igreja, e
IX – nomear, além de outras que se fizerem necessárias à administração
local, as Comissões Permanentes, constituídas de 5 (cinco) membros,
sendo um deles escolhido o seu Presidente:
a – Comissão Permanente de Patrimônio;
b – Comissão Permanente de Eventos e Comemorações;
c – Comissão Permanente de Construção.
SEÇÃO III – DAS REUNIÕES
Artigo 148 – As reuniões do Conselho Diretor Local realizam-se,
ordinariamente, a cada 3 (três) meses por convocação do Presidente, com
antecedência mínima de 7 (sete) dias, ou extraordinariamente a qualquer
tempo com comprovada ciência da convocação por todos os seus membros.
CAPÍTULO II – DA COMPETÊNCIA DOS MEMBROS DO CONSELHO
DIRETOR LOCAL
SEÇÃO I – DO PRESIDENTE
Artigo 149 – Ao Presidente e pastor titular compete:
I – convocar e presidir as reuniões do Conselho Diretor Local;
II – convocar e presidir a Assembléia Geral da igreja, ordinariamente
uma vez por ano ou, extraordinariamente, a qualquer tempo;
III – convocar e dirigir reunião de liderança da Igreja Local, para manter o
controle e a unidade da Igreja;
IV – escolher e indicar a Assembléia Geral da igreja os nomes para
formação do Conselho Diretor Local, presidentes dos grupos
missionários, diretores de departamentos e membros das comissões;
V – assinar cheques e os relatórios da igreja, em conjunto com o
tesoureiro ou, na falta deste, com o seu substituto legal, e
VI – apresentar ao Conselho Diretor Local os nomes dos candidatos a
Obreiros Credenciados para efeito de Convenção Estadual.
Parágrafo Único: O plenário da Assembléia Geral da Igreja pode, querendo,
rejeitar qualquer dos indicados pelo presidente, para formação da liderança
da igreja; porém, cabe ao próprio presidente a indicação de um outro para o
lugar do nome vetado.
SEÇÃO II – DO VICE-PRESIDENTE
Artigo 150 – Ao Vice-presidente compete substituir o Presidente em suas
ausências e/ou impedimentos.
SEÇÃO III – DO SECRETÁRIO
Artigo 151 – Ao Secretário compete a escrituração das atas das reuniões
do Conselho Diretor Local, a fiscalização do rol de membros e a elaboração da
ata da reunião da Assembléia Geral.
SEÇÃO IV – DO TESOUREIRO
Artigo 152 – Ao Tesoureiro compete receber, registrar e depositar os
recursos financeiros da Igreja em conta bancária, assinar os cheques e
relatórios juntamente com o Pastor, efetuar pagamentos quando autorizado
pelo Presidente e manter o Livro Caixa em ordem:
I – a conta bancária conjunta é movimentada através de procuração pública
registrada em Cartório, outorgada pelo Conselho Nacional de Diretores
ao Pastor, e
II – é vedada ao Pastor ou qualquer membro do Conselho Diretor Local a
movimentação de recursos financeiros da Igreja, através de conta
bancária própria.
SEÇÃO V – DO DIRETOR DE DIÁCONOS
Artigo 153 – Ao Diretor de Diáconos compete manter o templo em ordem,
dar assistência aos cultos e às reuniões providenciando
o atendimento a todas as exigências para servir a Santa Ceia.
SEÇÃO VI – DO DIRETOR DE PATRIMÔNIO
Artigo 154 – Ao Diretor de Patrimônio compete zelar pelo patrimônio da
igreja e congregação, mantendo toda a escrituração em ordem.
CAPÍTULO III – DA IGREJA LOCAL
Artigo 155 – A Igreja Local forma-se sob jurisdição da Igreja do Evangelho
Quadrangular desde que haja um grupo de cristãos convertidos, batizados nas
águas por imersão, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, adotando a
Declaração de Fé constante do Título I, Capítulo II, deste Estatuto, registrado e
reconhecido pelo Conselho Nacional de Diretores.
o
Parágrafo 1 – A Igreja Local é base do sistema estrutural da Corporação e
parte do Corpo de Cristo que vive e prega o Evangelho Quadrangular
através das seguintes práticas:
I – adoração a Deus, testemunho cristão, pregação da Palavra Sagrada,
apoio, amor e serviço ao próximo;
II – exercício dos dons e Ministérios do Espírito;
III – evangelização do mundo dentro da realidade em que vive, e
IV – crescimento em frutos, graça e conhecimento do Reino de Deus.
o
Parágrafo 2 – O reconhecimento, oficialização e registro das Igrejas Locais
pelo Conselho Nacional de Diretores obedecem ao disposto nos seguintes
requisitos:
I – estar em funcionamento há pelo menos 1(um) ano prestando seus
relatórios regularmente, exceto congregações;
II – dispor de um cadastro de, no mínimo, 50 (cinqüenta) pessoas batizadas
nas águas, por imersão, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo;
III – dispor de uma relação de, no mínimo, 10 (dez) pessoas batizadas com
o Espírito Santo;
IV – dispor de Departamento de Educação Bíblica Quadrangular
organizado;
V – dispor de Grupos Missionários organizados;
VI – dispor de terreno próprio, em nome da Igreja do Evangelho
Quadrangular, mesmo que adquirido através de financiamento e esteja
sendo pago, já com o projeto arquitetônico definido para a construção do
templo e, ainda, que este seja do local onde a igreja esteja funcionando
ou nas suas proximidades;
VII – aprovação do Conselho Diretor Local da igreja onde estava ligada
como congregação, devidamente assinado pelo Pastor titular da igreja
mãe;
VIII – assinatura dos membros referidos no inciso II, deste parágrafo, em
uma relação devidamente numerada, e
IX – encaminhar ao Superintendente ou Diretor de Campo Missionário todos
documentos e informações constantes deste parágrafo, anexados à
solicitação do Pastor titular da igreja, requerendo a oficialização e o
registro da nova igreja.
a – O Conselho Estadual de Diretores encaminha o pedido ao Conselho
Nacional de Diretores.
b – Não dispondo o Estado de Conselho Estadual de Diretores,
o Superintendente ou Diretor de Campo encaminhará ao Supervisor
Estadual que, por sua vez, solicitará ao Conselho Nacional de
Diretores o pedido de oficialização e o registro da nova igreja.
o
Parágrafo 3 – Fazem parte da organização de uma Igreja Local as
congregações e os pontos de pregações que podem ser criados e
regulamentados pelo Conselho Diretor Local como Agências de
Evangelização da Igreja.
o
Parágrafo 4 – As Igrejas Locais organizam Grupos Missionários na forma dos
regulamentos complementares estabelecidos no Regimento Interno, por
ordem de idade, objetivando desenvolver as atividades leigas da Igreja em
suas várias áreas de atuação, primando pelo desenvolvimento espiritual
através do ensino e atividades.
o
Parágrafo 5 – Os Grupos Missionários são órgãos auxiliares da Igreja Local e
seu programa de atividades molda-se às normas gerais da Igreja no Brasil e
ficam sujeitos à aprovação do Conselho Diretor Local de cada igreja.
o
Parágrafo 6 – É vedado, nas igrejas, a qualquer grupo missionário ou
departamento se constituir em pessoas jurídicas.
REGIMENTO INTERNO
TÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Artigo 3º - São símbolos da Corporação Igreja do Evangelho Quadrangular
no Brasil: o Lema, o Hino Oficial, a Bandeira Quadrangular, o Distintivo Oficial,
o Brasão Oficial, como também, em conjunto, a Cruz, a Pomba, o Cálice e a
Coroa.
SEÇÃO I – DO BATISMO
Artigo 9º – A Igreja local poderá ministrar o batismo ao neoconvertido que
confessar publicamente crer no evangelho, provar arrependimento de seus
pecados, confessar disposição para viver uma vida nova e para buscar o
crescimento espiritual e maturidade cristã, conforme Mateus 28:19; Romanos
6:4; Atos 2:41.
o
§ 1 – A pessoa batizada deverá ser apresentada à Igreja e indagada de sua
disposição para ser membro da mesma, ato contínuo deverá ser recebida
no culto, após declarar publicamente crer no Evangelho, estar de acordo
com o Estatuto e Declaração de Fé e querer contribuir de todas as formas
para o crescimento do Evangelho através de sua vida e seu testemunho.
o
§ 2 – A Igreja não batiza crianças por reconhecê-las cidadãs do Reino dos
Céus na forma do que consta em Marcos 10:13-16; e, ainda por considerar
as crianças inconscientes por lhes faltar o uso da razão. A igreja tem como
pressuposto para o batismo a consciência do que é o pecado, o pleno
arrependimento e a fé no Evangelho, capaz de alcançar o perdão de Deus.
o
§ 3 – Qualquer criança pode ser apresentada, desde a recém-nascida até a de
idade do uso da razão, quando deverá ser batizada conforme este
Regulamento e o ritual, mesmo sendo filho de pais que não pertençam à
Igreja.
o
§ 4 – A idade base para batizar crianças é de 10 (dez) anos e com o
consentimento dos pais, ficando a critério do pastor julgar o preparo do
batizando quanto à consciência do significado do batismo e seus
pressupostos.
o
§ 5 – No ato da recepção dos novos membros batizados, o Pastor entregará a
cada um dos recepcionados, diante da Igreja, o Certificado de Batismo e o
seu respectivo cartão de membro.
SEÇÃO II – DA SANTA CEIA
Artigo 10 – A Santa Ceia será celebrada observando-se o sagrado uso do
pão partido representando Cristo, “o pão da vida” (João 6:48), e o sagrado uso
do vinho tipificando o sangue da nova aliança em Cristo Jesus, devendo a
Igreja considerar os seguintes princípios:
o
§ 1 – a Igreja do Evangelho Quadrangular, no Brasil, crê, prega e pratica a
Santa Ceia no sentido apenas “memorial”, tendo nas substâncias “pão” e
“vinho” elementos representativos para servirem de lembrança do corpo e do
sangue de Jesus, tendo na celebração da Ceia a simbologia de nossa páscoa,
(Lucas 22:19,20; I Coríntios 11:28);
o
§ 2 – a Ceia do Senhor pode ser servida a membros de qualquer
denominação evangélica, desde que estejam em plena consciência, em
comunhão com Deus e com sua Igreja.
SEÇÃO III – DO CASAMENTO
Artigo 11 – A Igreja do Evangelho Quadrangular reconhece o casamento
como instituição divina originada de Deus na ocasião da formação do homem,
tendo a mesma o compromisso de abençoar e sancionar os sagrados laços do
matrimônio (Hebreus 13:4).
o
§ 1 – O casamento entre homem e mulher pode ser celebrado entre os
membros da Igreja do Evangelho Quadrangular, membros de qualquer outra
denominação cristã e pessoas que não professem nenhuma religião, mas
que creiam no compromisso originário das Sagradas Escrituras.
o
§ 2 – É permitido a celebração de casamento de pessoas divorciadas, desde
que estejam, na forma da Lei, habilitadas para o novo casamento e não
contrariem princípios bíblicos, legais morais e estatutários que venham
comprometer a boa índole da Igreja.
o
§ 3 – O casamento poderá ser celebrado de forma religiosa ou de forma
religiosa com efeito civil, quando habilitado pelo Cartório e dentro do padrão
bíblico.
a) O casamento será registrado em livro de registro de casamentos da
Igreja e conferido aos nubentes o certificado correspondente,
devendo constar da Ata, o número do registro do casamento civil e
o nome do Cartório onde foi celebrado.
b) O casamento realizado de forma religiosa com efeito civil é aquele
o
regulamentado pela Lei n 1.110 de dezembro de 1950, no seus
o
o
o
parágrafos do 1 a 6 e pela Lei n 10.406 de 10 de janeiro de 2002, pelo
Ministro de Evangelho, cadastrado em Cartório do Sub-distrito Regional
onde está situado o templo da Igreja: b.1) o Pastor se habilita no
Cartório, registrando-se com sua
credencial;
b.2) o Cartório envia à Igreja a certidão de habilitação para o
casamento dos nubentes; b.3) o Pastor terá o prazo de 90
(noventa) dias para celebrar o casamento a contar da data
da expedição da certidão de habilitação; b.4) o Cartório
expedirá a Certidão do Casamento celebrado de forma
religiosa com efeito civil, na forma da Lei.
o
§ 4 - A IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR não reconhece a união
conjugal de pessoas do mesmo sexo.
TÍTULO II – DO MINISTÉRIO
CAPÍTULO I – DA CARREIRA MINISTERIAL
Artigo 12 – Compreende-se como carreira ministerial a ordenação, em
níveis crescentes, das categorias eclesiásticas da Igreja do Evangelho
Quadrangular, abrangendo os cargos de Ministros, Aspirantes e Obreiros
Credenciados, da forma como dispõe o artigo 23 do Estatuto.
SEÇÃO I – DO INGRESSO NO MINISTÉRIO
SUBSEÇÃO I – DOS REQUISITOS PESSOAIS DO POSTULANTE
Artigo 13 – Aos postulantes à categoria de Obreiro Credenciado serão
requeridos os seguintes requisitos:
I – ter idade igual ou superior a dezoito anos;
II – ter sido batizado nas águas há dois anos e permanecido como membro
ativo da Igreja do Evangelho Quadrangular, ininterruptamente, até a data
da apresentação, com suficiente comprovação de uma vida transformada
e regenerada por Deus;
III – ser batizado com o Espírito Santo, conforme Atos 2:4;
IV – Apresentar diploma de um dos cursos oficializados pela Secretaria
Geral de Educação e Cultura: a) Diploma do Curso Básico de Teologia
da ECQ expedido até
2002 não há necessidades do protocolo das disciplinas complementares Administração da Igreja e Igreja Local.
b) Diploma do Curso Básico de Teologia do ITQ expedido até 2002 não
há necessidades do protocolo das disciplinas complementares
Administração da Igreja e Igreja Local.
c) Diploma do Curso Fundamental em Teologia do ITQ em uma das
modalidades, presencial ou à distância EAD, devidamente protocolado
com as disciplinas complementares e obrigatórias Administração da
Igreja e Igreja Local.
d) Diploma do Curso de Formação de Educadores e Evangelistas
de Crianças da Missão Quadrangular Cristo para as Crianças,
sendo que este diploma emitido até 2002 não necessita do
protocolo de Administração da Igreja e Igreja Local. A partir de
2003 este Diploma deve ter o protocolo de Administração da
Igreja e Igreja Local.
e) Diploma do Curso Regular ou Médio em Teologia expedido até 31 de
dezembro de 2003 não há necessidade do protocolo das disciplinas
complementares Administração da Igreja e Igreja Local. Após esta
data os Diplomas s serem apresentados são aqueles citados neste
inciso letra a, ou b, ou c ou d.
V – comprometer-se a cumprir os preceitos do artigo 24, 28 e 29 do
Estatuto;
VI – acatar transferências de igreja e de região, em todo território nacional;
VII – estar em atividade em dos seguintes segmentos da IEQ: congregação,
obra nova, igreja, coordenadoria, secretaria da Administração Superior,
Geral ou Intermediária ou unidade de ensino teológica pastoral,
comprovadamente há pelo menos um ano através de relatório padrão.
SUBSEÇÃO II – DOS PROCEDIMENTOS
Artigo 14 – É de iniciativa do CDL indicar os candidatos a obreiro
credenciado, fazendo constar a decisão em ATA da reunião.
Artigo 15 – Os procedimentos a serem adotados pelo postulante
à categoria de Obreiro Credenciado, atendidos os requisitos e obser
vados as disposições do artigo anterior, são os seguintes:
I – adquirir o Manual do Postulante, por meio do qual formar-se-á o
processo de admissão, seguindo as suas instruções, anexando a
documentação exigida, a ser examinada pela Comissão de Relações
Ministeriais da Convenção Estadual;
II – submeter esse processo ao prévio exame da Comissão Especial para
Assuntos Ministeriais da Região ou Campo Missionário, ou, na falta desta,
ao Superintendente ou Diretor de Campo Missionário;
III – a documentação exigida deverá ser entregue, em sua totalidade,
através de cópias simples, apresentando-se quando solicitado, os
originais.
IV - submeter-se a avaliação escrita sobre conteúdos doutrinários, bíblicos e
administrativos.
Parágrafo único – Os documentos exigidos ao postulante à categoria de
Obreiro Credenciado, são os seguintes: a) RG; b) certidão de casamento; c)
certidão de nascimento (solteiros); d) declaração de Antecedentes
Criminais, e) folha Corrida; f) declaração do SPC (Serviço de Proteção ao
Crédito); g) comprovação de estar em dia com o serviço militar (sexo
masculino); h) título de eleitor; i) CPF; j) diploma de um dos cursos
oficializados pela Secretaria Geral de
o
Educação e Cultura conforme artigo 13 inciso IV deste Regi
mento Interno; k) 1 (uma) foto 3x4 e 1 (uma) foto 2x2, coloridas; l) cópia
da ata do Conselho Diretor Local, aprovando o nome do
postulante a ingresso no Ministério;
m) comprovação de que está em atividade em Congregação, Obra Nova,
Igreja, Unidade de Ensino Teológica Pastoral, Coordenadoria, Diretoria
ou Secretaria Estadual ou Nacional, há pelo menos um ano através de
relatório padrão;
n) declaração de obediência às Sagradas Escrituras, Estatuto e
Regimento Interno da IEQ;
o) manual do Postulante;
p) averbação do divórcio (para os separados);
q) certidão de óbito(viúvos);
r) comprovante de residência.
SUBSEÇÃO III – DA AVALIAÇÃO DO POSTULANTE
Artigo 16 – O postulante a ingresso no Ministério será avaliado pela Mesa
Examinadora da Comissão de Relações Ministeriais da Convenção Estadual.
Artigo 17 – O Superintendente Regional ou Diretor de Campo, tendo em
vista a data da Convenção Estadual, nomeia a Comissão Especial para
Assuntos Ministeriais, na Região, com as seguintes finalidades:
I – orientar e auxiliar o interessado na formação do processo e seleção de
documentos para anexação ao Manual do Postulante;
II – examinar e selecionar o postulante, obedecidos os requisitos constantes
neste regimento nos artigos 13 e 15 para Obreiros Credenciados, artigo
20 para os Aspirantes e Artigo 23 para Ministros, para evitar erros,
dúvidas ou falta de documentos, quando da verificação pela Comissão
de Relações Ministeriais da Convenção Estadual;
III – encaminhar o postulante, munido dos seus respectivos manuais, à
mesa examinadora da Comissão de Relações Ministeriais da Convenção
Estadual, assistindo-o quanto ao atendimento às exigências estatutárias
e regimentais.
SUBSEÇÃO IV – DA APRESENTAÇÃO DO POSTULANTE A OBREIRO
CREDENCIADO
Artigo 18 – O postulante à categoria de Obreiro, depois de cumpridos os
trâmites estabelecidos no estatuto e neste Regimento Interno, é apresentado
pela Comissão de Relações Ministeriais ao plenário da Convenção Estadual,
sendo aprovado estará apto a receber as respectivas credenciais e
nomeações.
SUBSEÇÃO V – DAS NOMEAÇÕES E CREDENCIAIS
Artigo 19- Conta-se o tempo na carreira ministerial a partir da nomeação
feita pelo CND como pastor Titular ou Pastor Auxiliar em tempo integral, em
o
o
o
conformidade com o disposto no artigo 23 parágrafos 1 , 2 , e 4 , do Estatuto.
o
§ 1 – O Obreiro Credenciado não é consagrado ao ensejo do seu ingresso na
Convenção Estadual sendo, portanto, apenas apresentado perante a
Convenção e advertido quanto aos seus compromissos com a Igreja, o
Ministério, o Estatuto e este Regimento Interno que, após oração solene, é
recebido e cumprimentado pelas autoridades eclesiásticas presentes.
o
§ 2 – O Obreiro Credenciado admitido deverá comparecer à solenidade de
apresentação perante a Convenção em traje social, exigindo-se dos
homens o uso de paletó e gravata, portando nas mãos um exemplar da
Bíblia Sagrada.
SEÇÃO II – DO ASPIRANTE
SUBSEÇÃO I – DOS REQUISITOS PESSOAIS DO POSTULANTE Artigo 20
– O postulante à Aspirante, deverá preencher os
seguintes requisitos e dispor da documentação relacionada: I – ter idade
superior a 18 (dezoito) anos, ou emancipado; II – observar, quanto ao seu
o
estado civil, o que dispõem os §§ 1 ,
o
o
o
o
2 , 3 , 4 e 5 do artigo 29 do Estatuto da Entidade; III – não estar sendo
submetido a processo disciplinar, de qual
quer natureza ou cumprindo penalidade imposta pela Igreja; IV – não
estar sofrendo ação judicial, de qualquer natureza na justiça; V – estar de
posse de declaração negativa de restrição de cré
dito dos respectivos órgãos competentes; VI –
estar de posse de folha corrida e atestados de
antecedentes criminais; VII – estar de posse de um
dos diplomas oficializados pela Secretaria Geral de
Educação e Cultura conforme artigo 13 inciso IV
deste Regimento Interno; VIII – estar de posse das
nomeações do que trata o artigo 21, deste
Regimento Interno, consoante a situação específica;
IX – comprovante de residência; X – Manual do
Postulante;
SUBSEÇÃO II – DA POSTULAÇÃO À ASPIRANTE
Artigo 21 – O Obreiro Credenciado postulante à categoria de Aspirante,
atenderá aos requisitos seguintes:
I – ter permanecido na categoria de Obreiro Credenciado por período
mínimo de quatro anos, sendo que os dois primeiros anos com
nomeações consecutivas no cargo de Auxiliar de Pastor em Tempo
Parcial, e nos dois últimos anos com nomeações no cargo de Pastor
Titular ou Pastor Auxiliar em tempo integral;
II – ter exercido, precedentemente, por dois anos, o cargo de Auxiliar de
Pastor em tempo parcial.
o
§ 1 – O Obreiro Credenciado submetido a processo disciplinar ou em
cumprimento de penalidades previstas nos incisos II e III do artigo 34 do
Estatuto, fica impedido de ser promovido na carreira ministerial até que se
conclua o processo e/ou se revogue a penalidade.
o
§ 2 – O Postulante a Aspirante será beneficiado eliminando 01 (um) ano de
nomeação se apresentar Diploma como segue: Curso Regular em Teologia
do ITQ; Curso Médio em Teologia do ITQ; Curso Missões Urbanas e
Transculturais do CTMQ. Assim ser lhe-á necessário 3 (três) anos de
permanência como Obreiro Credenciado, sendo nomeado no 2(dois) últimos
como Pastor Titular ou Pastor Auxiliar em Tempo Integral.
o
§ 3 – Aos cônjuges dos Pastores Titulares ou dos Pastores Auxiliares em
tempo integral, não será exigido o exercício, nos dois últimos anos, nos
cargos de Pastor Titular ou de Pastor Auxiliar em tempo integral, bastando a
sua nomeação como Auxiliar de Pastor em Tempo Parcial, na categoria de
Obreiro Credenciado, por quatro anos, devendo ser anexadas ao processo
as nomeações do cônjuge, comprovando a titularidade do mesmo.
o
§ 4 – Aos diretores das Instituições de Ensino da Igreja do Evangelho
o
Quadrangular do que trata o artigo 98, § 1 , do Estatuto e àqueles que
exercem atividade itinerante, como está disposto no artigo 28, do mesmo
diploma legal, não será exigido o exercício do cargo de Pastor Titular ou
Pastor Auxiliar em tempo integral, bastando a sua nomeação como Auxiliar
de Pastor em tempo parcial na categoria de Obreiro Credenciado, por
quatro anos.
SUBSEÇÃO III – DOS PROCEDIMENTOS
Artigo 22 – Reunidos os documentos e atendidos os requisitos do artigo 15
deste regimento, o postulante à categoria de Aspirante procederá a formação e
o encaminhamento do processo documental na forma como dispõem os incisos
I, II e III do artigo 17, deste Regimento Interno.
o
§ 1 – O postulante à categoria de Aspirante, atendidos os requisitos estabelecidos pelo Estatuto e por este Regimento Interno, é apresentado pela
Comissão de Relações Ministeriais ao plenário da Convenção Estadual e,
aprovado, estará apto a receber a credencial e respectivas nomeações.
o
§ 2 – O Aspirante não é consagrado ao ensejo de sua aprovação pela Convenção Estadual, sendo apenas apresentado à Convenção e advertido
quanto aos seus compromissos com a Igreja, com o Ministério, o Estatuto e
este Regimento Interno e, após oração solene, é recebido e saudado pelas
autoridades presentes.
o
§ 3 – O Aspirante admitido nas condições no parágrafo anterior, deverá
comparecer à solenidade de apresentação à respectiva Convenção Estadual em traje social, exigindo-se dos homens o uso de paletó e gravata,
portando nas mãos um exemplar da Bíblia Sagrada.
o
§ 4 – O Aspirante admitido que não comparecer à solenidade de apresentação
terá desconsiderado todo o processo de admissão, mantendo-se na
categoria de Obreiro Credenciado.
o
§ 5 – O Aspirante, assim aprovado na Convenção Estadual é membro do
Ministério da Igreja do Evangelho Quadrangular, independentemente de
nomeações e, nessa condição, membro da Convenção Nacional, quando
inscrito e membro nato da Convenção Estadual, como dispõem os artigos
51 e 55 do Estatuto, respectivamente, assumindo, em decorrência, as
obrigações decorrentes dessa situação.
SEÇÃO III – DO MINISTRO
SUBSEÇÃO I – DOS REQUISITOS PESSOAIS DO POSTULANTE
Artigo 23 – O Aspirante será elevado à categoria de Ministro quando reunir
as condições seguintes:
I – comprovar ter permanecido na categoria de Aspirante, no mínimo, por
dois anos, recebendo nomeações ininterruptas;
II – ter sido nomeado como Pastor Titular ou Pastor Auxiliar em tempo
integral nos dois últimos anos que antecedem à promoção;
III – o requisito do inciso anterior não se aplica aos cônjuges dos Pastores
Titulares ou Pastores Auxiliares em tempo integral, como, também, dos
diretores de Instituições de Ensino e membros do Ministério Itinerante
cadastrados na Secretaria Geral de Missões. Destes serão exigidas
2(dois) anos na categoria Aspirante ao Ministério, com nomeações como
Auxiliar de Pastor em Tempo Parcial, tendo que anexar também as
nomeações do cônjuge para comprovar a titularidade do mesmo;
IV – Manual do Postulante;
SUBSEÇÃO II – DA POSTULAÇÃO
Artigo 24 – O postulante à promoção à categoria de Ministro, deverá
apresentar-se à mesa examinadora da Comissão de Relações Ministeriais da
Convenção Estadual ou Nacional.
Artigo 25 – A Comissão de Relações Ministeriais da Convenção Estadual
ou Nacional, exigirá dos Aspirantes, postulantes à promoção, os requisitos
pessoais constante do artigo 24, incisos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, XI do
o
artigo 20 e artigo 22, § 2 , deste Regimento.
SUBSEÇÃO III – DOS PROCEDIMENTOS
Artigo 26 – O postulante à categoria de Ministro deverá reunir os
documentos exigidos, procedendo do modo indicado no artigo 23, incisos I, II e
o
o
III, observadas as orientações do artigo 19, parágrafos 1 e 2 , deste
Regimento Interno.
Artigo 27 – O Aspirante, tendo preenchido os pré-requisitos exigidos para a
promoção à categoria de Ministro da Igreja do Evangelho Quadrangular, no
Brasil, após ser examinado pela Comissão de Relações Ministeriais e
apresentado ao plenário da Convenção Estadual ou Nacional, obtendo dela a
aprovação do seu nome, é admitido na categoria de Ministro do Evangelho.
Artigo 28- O Ministro admitido nas condições do artigo anterior,
comparecerá à solenidade especial de consagração, na respectiva Convenção,
sendo ungido com óleo, recebendo autoridade espiritual da Igreja para o
exercício pleno do Ministério, através das autoridades eclesiásticas da
Corporação, presentes à solenidade.
o
§ 1 – O Ministro admitido comparecerá à solenidade de consagração
em traje social, exigindo-se dos homens o uso de paletó e gravata,
e portando em suas mãos um exemplar da Bíblia Sagrada.
o
§ 2 – O Ministro admitido, se casado, comparecerá à solenidade
acompanhado de seu cônjuge, com o objetivo de assumir publicamente,
ante a sua presença, as responsabilidades do exercício ministerial.
o
§ 3 – O Ministro admitido, não comparecendo à solenidade especial de
consagração, terá desconsiderado todo o processo de admissão à
categoria, tornando sem efeito a sua promoção, mantendo-se na categoria
de Aspirante.
ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA
CONCEITUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO
A. O que é ?
Na Igreja do Evangelho Quadrangular o pastor não é apenas um homem
de púlpito, para pregar e ensinar.
De acordo com o Estatuto da IEQ, o Pastor é o presidente da Diretoria da
Igreja Local.
A Administração da Igreja trata exatamente do estudo das atividades
pastorais ligadas à área administrativa.
Administração da igreja é o estudo dos diversos assuntos ligados ao
trabalho do Pastor no que tange à sua função ou administração principal da
Igreja a que serve.
Lembremo-nos de que a Igreja é, simultaneamente, organismo e
organização. É o poder de Deus organizado num tríplice aspecto:
espiritual, social e econômico, para atender à missão para qual Deus a
constituiu.
Numa definição simples poderíamos dizer que Administração da Igreja
é um conjunto de princípios, normas e funções que tem como finalidade
ordenar todos os fatores, para obtenção dos melhores resultados.
Cabe a cada pastor exercer a boa administração em todas as áreas da vida.
Não funciona querer administrar bem apenas em uma ilha de atividade.
Comece ordenando bem todos os fatores para obter os melhores resultados
da sua própria saúde, aparência, sua família, manutenção da sua casa, do
seu carro, para que, ao administrar as coisas de Deus, ou seja, a Igreja, o
faça com naturalidade e esforçando-se para atingir a perfeição.
Como Corporação Eclesiástica
ORIGENS
A Igreja do Evangelho Quadrangular é o prosseguimento do movimento
cristão pentecostal iniciado nos tempos apostólicos que atravessou os
séculos e chegou até nossos dias.
FORMA DE GOVERNO
Cada membro do ministério precisa perceber que o Estatuto, qualquer
que seja a denominação, terá que adotar os princípios filosóficos de
governo que a igreja elegeu como fundamento de sua administração
eclesiástica.
Uma Igreja Cristã é uma sociedade com vida coletiva e organizada
dentro de um certo padrão eclesiástico, adaptada ao objetivo bíblico a que
se propõe realizar; que para tanto, possui um ministério com categorias e
hierarquias definidas, cujas ordenanças, Estatutos, leis e regulamentos
foram instituídos e apropriados para administração de seu governo e
cumprimento de seus objetivos. Durante séculos surgiram várias formas de
governos eclesiásticos:
I. Governo Episcopal – Esta forma de governo descansa o poder nas
mãos dos prelados ou bispos. As decisões são mais dinâmicas e
proporcionam maior unidade e uniformidade nas práticas. Esta forma de
governo é praticada pelas Igrejas Romana, Metodista, Episcopal, Anglicana e
Quadrangular. É reconhecida como governo do bispo.
II. Governo Presbiteral – Esta forma de governo descansa o poder nas
mãos de uma oligarquia, grupo, sínodo, diretoria ou presbitério. O exemplo
mais clássico deste governo é a Igreja Presbiteriana, onde o governo é
exercido pelo presbítero e não pelo bispo, nem pela congregação. Seguem
esta mesma linha os luteranos. É conhecida como o governo do presbitério.
III. Governo Congregacional – Esta forma de governo é aquela onde a
congregação local pratica seu auto-governo. O exercício do governo não é
exercido nem pelo bispo, nem pela diretoria ou presbitério; quem governa é
a congregação. A seção da igreja detém o poder de decisão . Ela é quem
convida ou admite e demite o pastor. As congregações não se submetem
aos poderes das convenções e cada Igreja Local é independente em sua
administração.
A Igreja do Evangelho Quadrangular é originalmente uma denominação que
adotou como princípio e forma de seu governo o modelo episcopal.
Certamente devemos isto ao fator histórico da vida da fundadora de nossa
Igreja, missionária Aimée Semple Mcpherson, que desde sua infância
viveu em rigor administrativo – eclesiástico, da Igreja Metodista
Americana.
OBJETIVOS
A Igreja do Evangelho Quadrangular tem como objetivos :
I- Proclamar ao mundo as mensagens de fé e de poder do Evangelho de
Nosso Senhor Jesus Cristo, salientando a doutrina Quadrangular “Salvação,
Batismo com o Espírito Santo, Cura Divina e Segunda Vinda de Cristo”,
pugnando pela pregação, defesa e prática dos ensinamentos da Bíblia e
adotando para sua orientação a Declaração de Fé constante do Título II;
artigo 6º do Estatuto da Igreja do Evangelho Quadrangular;
II - Manter a Cruzada Nacional de Evangelização para promoção de
movimentos evangelísticos de avivamento espiritual e cura divina em
território brasileiro e estrangeiro, usando para tanto, tendas, salões, terrenos
baldios, programas de rádio e televisão, difusão de publicações, Internet e
outros meios de comunicação disponíveis;
III- Promover, administrar e manter trabalhos missionários nacionais e
internacionais;
IV- Fundar,
administrar,
manter,
subsidiar
ou
patrocinar
estabelecimentos educacionais e de assistência social;
V- Implantar igrejas locais filiadas à Corporação em todo território
nacional, e promover a aplicação dos princípios da doutrina Quadrangular, da
fraternidade, da ética cristã e o desenvolvimento espiritual, social e cultural
de seus membros, nas igrejas locais.
PRINCÍPIOS BASILARES
Doutrina
A
Igreja
do
Evangelho
Quadrangular,
uma
Corporação
interdenominacional em espírito, evangélica na mensagem, internacional no
projeto, composta pela união dos fiéis que se congregam para a promoção
da causa do evangelismo no mundo e para a pregação do Evangelho
Quadrangular do Reino de Jesus Salvador, Batizador , Médico e Rei que
Voltará, tem os seus fundamentos doutrinários na Bíblia Sagrada, de onde
se extraiu sua Declaração de Fé que tem os seguintes tópicos :
I.
As Sagradas Escrituras
II.
A Divindade Eterna
III.
A Queda do Homem
IV.
O Plano de Redenção
V.
Salvação pela Graça
VI.
Arrependimento e Aceitação
VII.
O Novo Nascimento
VIII.
Vida Cristã Diária
IX.
Batismo
X.
Santa Ceia
XI.
Consagração de Crianças
XII.
O Batismo no Espírito Santo
XIII.
A Vida Cheia do Espírito Santo
XIV.
Os Dons do Espírito
XV.
O Fruto do Espírito
XVI.
Moderação
XVII.
Cura Divina
XVIII.
A Segunda Vinda de Cristo
XIX.
Relações para com a Igreja
XX.
Governo
XXI.
O Juízo Final
XXII.
O Céu
XXIII.
O Inferno
XXIV.
Evangelismo
XXV.
Dízimos e Ofertas
OBS. O estudo detalhado de cada um destes fundamentos doutrinários, é
realizado na disciplina Declaração de Fé.
Membros da Corporação
ADMISSÃO
A Igreja do Evangelho Quadrangular pode aceitar como membro aquele
que:
I. aceitar o Senhor Jesus Cristo como seu único Salvador e Senhor;
II. confessar arrependimento de seus pecados, mostrando evidências
de possuir genuína experiência de novo nascimento;
III. ser batizado nas águas por imersão, em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo;
IV. aceitar e viver as doutrinas, regulamentos e tradições da Igreja,
V. solicitar o seu registro no livro de membros da Igreja.
Pode também ser aceito, como membro da Igreja do Evangelho
Quadrangular, pessoa egressa de outra Corporação religiosa, que declare
aceitar como seus, os princípios doutrinários da Igreja, tais como os Tópicos
III, IV e V dos “Vínculos” citados na unidade anterior.
O egresso é recebido como membro, por carta de transferência, por
apresentação de irmãos idôneos, por aclamação, após aprovação pelo
Conselho Diretor Local.
DEVERES
São deveres do membro da Igreja do Evangelho Quadrangular , no Brasil
I.
II.
III.
IV.
V.
VI.
VII.
participar de sua assembléia geral;
participar de seus cultos e reuniões;
apoiar financeiramente a igreja;
defender intelectualmente a sua fé;
ser leal e ético para com a igreja;
sujeitar-se à sua hierarquia e
sujeitar-se à sua disciplina eclesiástica.
DIREITOS
São direitos dos membros da Igreja do Evangelho Quadrangular, no
Brasil .
I. receber assistência pastoral;
II. solicitar arbitragem pastoral em questão litigiosa entre irmãos;
III. apresentar, quando ofendido por um irmão, queixa formal a quem de
direito,
e
IV. recorrer à instância superior em grau de recurso.
PRIVILÉGIOS
São privilégios do membro da Igreja do Evangelho Quadrangular, no
Brasil .
I.
II.
III.
IV.
V.
participar de reuniões de grupos e departamentos;
representar a Igreja por delegação;
votar e ser votado em assembléia geral;
acesso a carreira ministerial, e
ocupar cargos nas atividades leigas, na Igreja.
EXCLUSÃO
A exclusão de membro da Igreja do Evangelho Quadrangular, ocorre:
I.
II.
III.
IV.
por decisão, de ofício ou a requerimento, do Conselho Diretor Local;
por abandono da Igreja;
por transferência para outra corporação religiosa, e
a pedido formal do interessado.
READMISSÃO
A readmissão de membro da Igreja do Evangelho Quadrangular, ocorre:
I. por decisão do Conselho Diretor Local, a requerimento, aos que se
afastarem nos termos do item IV do tópico exclusão.
II. por acatamento de recurso, pela instância superior.
MINISTÉRIO
COMPOSIÇÃO
O Ministério da Igreja do Evangelho Quadrangular, no Brasil, é composto
por três categorias eclesiásticas: Ministros, Aspirantes e Obreiros
Credenciados, estes últimos quando nomeados pelo Conselho Nacional de
Diretores como Pastores Titulares .
Dentro das categorias ministeriais oficiais, são reconhecidas as vocações
e Ministérios específicos, com o direito à promoção no Ministério.
Os Ministros, Aspirantes e Obreiros Credenciados são nomeados,
anualmente, como Pastores titulares das Igrejas Locais ou de Instituições de
Ensino Teológico Pastoral da Igreja do Evangelho Quadrangular, através de
instrumentos próprios, pelo Conselho Nacional de Diretores.
Os obreiros Credenciados exercendo a função de auxiliares de Pastor,
recebem nomeação emitida pelos Conselhos Estaduais de Diretores.
Os Obreiros Credenciados na função de Pastor Auxiliar, em tempo
integral, são nomeados pelo Conselho Nacional de Diretores.
PATRIMÔNIO
ACERVO PATRIMONIAL
O Patrimônio da Igreja do Evangelho Quadrangular, no Brasil, é formado
por bens móveis, imóveis e semoventes, direitos, ações e moeda corrente
nacional.
O Patrimônio da Corporação religiosa Igreja do Evangelho Quadrangular,
no Brasil, em todo o território nacional, é único e vinculado à pessoa jurídica
com sede e foro na capital do Estado de São Paulo, Av. Gal. Olímpio da
Silveira, 190, que ao ser adquirido, na forma prevista no Estatuto, a ele integra
quando passado e registrado em seu nome .
O patrimônio da Corporação religiosa não visa lucros, nem distribui juros
ou dividendos .
A Igreja pode ceder, sob a forma de comodato, bens móveis, imóveis
para uso em tempo determinado ou indeterminado às Associações e
Fundações da própria Igreja , como também às instituições educativas e
beneficientes que forem criadas para desenvolver e executar os objetivos da
Igreja .
Os bens imóveis adquiridos pela Igreja, em todo o território Nacional,
devem ser imediatamente passados e registrados em nome da Igreja do
Evangelho Quadrangular.
É vedado a qualquer Pastor ou a qualquer outra pessoa, registrar em
seu próprio nome os bens adquiridos com recursos da Igreja, por doação ou
oferta.
Os bens imóveis adquiridos pelas Igrejas Locais ou por qualquer órgão
da administração da Corporação, após a lavratura da escritura e seu registro
em nome da Igreja do Evangelho Quadrangular, devem ser encaminhados os
respectivos documentos originais ao Conselho Nacional de Diretores,
mantidas cópias para controle patrimonial na igreja local e na sede regional.
O Conselho Nacional de Diretores, na sede nacional da Corporação,
arquiva os traslados de todos os títulos de propriedade da Igreja no Brasil e
mantém, por razões de segurança , em outro prédio, cópias dos mesmos.
A administração patrimonial da Igreja do Evangelho Quadrangular, no
Brasil , é exercida pela Secretaria Geral de Administração e Finanças ,
através do Departamento de Patrimônio, nos termos do Estatuto, tendo por
finalidade disciplinar o uso adequado dos bens, sua conservação
e
manutenção, assim como, estabelecer normas para o controle dos bens na
Administração Superior, Intermediária e Básica.
A administração deve registrar, sob cadastro, todos os bens imóveis que
constituem o patrimônio da Igreja do Evangelho Quadrangular em todo
território nacional, desdobrados segundo os níveis da administração, ficando
a cargo do Departamento de Patrimônio, o controle referente aos imóveis da
Administração Geral, cabendo aos demais níveis, a responsabilidade pelos
bens ao seu dispor.
ESTRUTURA ADMINISTRATIVA
A administração da Igreja do Evangelho Quadrangular, no Brasil, é
estruturada em três níveis hierárquicos:
I. Administração Superior e Geral, exercida pelo Conselho Nacional de
Diretores;
II. Administração Intermediária, exercida pelo Conselhos Estaduais de
Diretores, nos Estados da Federação que preencham os requisitos para
formação dos Conselhos Estaduais, e
III. Administração de Base , exercida pelos Conselhos Diretores Locais
nas Igrejas filiadas sob jurisdição da Corporação, quando organizadas e
registradas no Conselho Nacional de Diretores, na forma das exigências dos
Regulamentos Internos .
A administração é expressa nos trabalhos de planejamento, coordenação,
execução e controle do plano para vida da Igreja, missões, membros do
Ministério e atividades da Corporação, para Ter efeito na Igreja Local.
ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR E GERAL
O Conselho Nacional de Diretores é órgão superior de unidade da
Igreja, com funções legislativas, deliberativas e administrativas, nos limites
do Estatuto e sua conduta se estriba nos princípios da legalidade, moralidade
e impessoalidade .
CONSELHO NACIONAL DE DIRETORES
Composição
O Conselho Nacional de Diretores é constituído por dez (10) membros:
I. Presidente
II.
1º Vice- Presidente
III.
2º Vice-Presidente
IV.
3º Vice- Presidente
V.
1º Secretário
VI.
2º Secretário
VII.
3º Secretário
VIII.
1º Tesoureiro
IX.
2º Tesoureiro
X.
3º Tesoureiro
Parágrafo único – Os membros do Conselho Nacional de Diretores são
eleitos pela Convenção Nacional por maioria absoluta dos convencionais
presentes com direito a voto através de escrutínio secreto, para mandato
de 4 (quatro) anos, com direito a reeleições sucessivas.
ÓRGÃOS DO CONSELHO NACIONAL DE DIRETORES
O Conselho Nacional de Diretores exerce sua função
através dos seguintes órgãos que lhes são subordinados:
administrativa
I. Secretaria Geral de Administração e Finanças;
II. Secretaria Geral de Ação Social;
III. Secretaria Geral de Educação e Cultura;
IV. Secretaria Geral de Missões;
V. Secretaria Geral de Comunicação;
VI. Secretaria Geral de Disciplina Eclesiástica , e
VII.Secretaria Geral de Coordenadorias de Grupos Missionários
e
Diaconato.
VIII. Secretaria Geral de Cidadania.
- Secretaria Geral de Administração e Finanças
A Secretaria Geral de Administração e Finanças é o órgão destinado a
desenvolver as atividades administrativas de caráter financeiro e burocrático
da Administração Geral .
- Secretaria Geral de Ação Social
A Secretaria Geral de Ação Social é o órgão destinado a desenvolver a
assistência social da Igreja, administrando programas assistenciais, através
de seus departamentos e atividades para situações emergenciais .
- Secretaria Geral de Educação e Cultura
A Secretaria Geral de Educação e Cultura é o órgão destinado a
desenvolver a ação educativa da Igreja como instrumento de transformação
espiritual, moral e social e atua através dos vários departamentos, visando ter
efeito na família e na Igreja Local.
- Secretaria Geral de Missões
A Secretaria Geral de Missões é o órgão responsável pelo programa de
missões de natureza nacional, internacional e transcultural.
- Secretaria Geral de Comunicação
A Secretaria Geral de Comunicação é o órgão responsável pela
administração, controle e produção do material de comunicação falada,
escrita, televisada e informatizada, desenvolvendo, dentro das normas
vigentes no país para área de comunicação em geral, todo o complexo da
imprensa Quadrangular:
- Secretaria Geral de Disciplina Eclesiástica
A Secretaria Geral de Disciplina Eclesiástica é o órgão responsável por
administrar, com justiça e princípio ético, nos limites do Estatuto, a aplicação
da disciplina necessária no sentido de processar e julgar os membros do
Ministério que incidirem em faltas passíveis de ser punidas.
A Disciplina Eclesiástica visa manter o ministério e os membros da
corporação dentro da pureza cristã apostólica, o testemunho, a ética e o
padrão de vida, conforme os ensinos da Palavra de Deus, sendo considerada
em três aspectos: Disciplina Formativa; Disciplina Corretiva e Disciplina
Punitiva.
- Secretaria Geral de Coordenadorias de Grupos Missionários e Diaconatos
A Secretaria Geral de Coordenadorias de Grupos Missionários e
Diaconatos é o órgão responsável pela criação, administração, cooperação e
interação das Coordenadorias de Grupos Missionários e Diaconatos da Igreja
do Evangelho Quadrangular.
Os alunos deverão pesquisar os nomes dos atuais Secretários Gerais e
elaborar um resumo dos projetos de cada Secretaria Geral.
- Secretaria Geral de Cidadania
É o órgão responsável por estabelecer nossas estruturas e temáticas
para estudos dos problemas sociais e políticos que são objetos da atuação da
igreja.
ADMINISTRAÇÃO INTERMEDIÁRIA
A Administração Intermediária da Corporação é feita pelo Conselho
Estadual de Diretores – CED.
Constituem Conselho Estadual de Diretores os Estados que tem, no
mínimo cinqüenta (50) Igrejas Locais ou Obras Novas.
Os Estados com número de Igrejas e Obras Novas inferior a cinqüenta (50),
serão administrados por um Supervisor Estadual, subordinado ao Conselho
Nacional de Diretores.
CONSELHO ESTADUAL DE DIRETORES
O Conselho Estadual de Diretores, órgão administrativo e executivo. é
subordinado à Convenção Estadual e, nos limites estabelecidos pelo Estatuto, ao
Conselho Nacional de Diretores.
O Conselho Estadual de Diretores demarca e organiza Regiões
Eclesiásticas de acordo com as diretrizes estabelecidas no Regimento Interno,
comunicando o fato ao Conselho Nacional de Diretores para a expedição da
nomeação do respectivo Superintendente.
ADMINISTRAÇÃO DE BASE
A Administração de Base é a direção administrativa da Igreja Local, e
exercida pelo CDL – Conselho Diretor Local.
O estudo deste conteúdo é feito no Curso Fundamental, na disciplina
Igreja Local – Implantação e Crescimento.
Supervisão Estadual
O Supervisor Estadual é nomeado pelo Conselho Nacional de Diretores,
por indicação do voto secreto dos Superintendentes e Diretores de Campo, a
partir de uma lista tríplice, para mandato de quatro (4) anos, permitida uma
reeleição.
Superintendente e Diretor de Campo
O Superintendente Regional e o diretor de Campo, nomeados pelo
Conselho Nacional de Diretores, são representantes nas regiões designadas,
dos Conselhos Estaduais de Diretores para assuntos da Administração
Superior e Geral.
IGREJA LOCAL
O DESENVOLVIMENTO NATURAL DA IGREJA
QUEM QUER EDIFICAR A IGREJA NO PODER DO ESPÍRITO SANTO NÃO
PODE IGNORAR OS PRINCÍPIOS DE DEUS
O desenvolvimento natural da igreja é uma declaração de guerra contra
toda a tentativa de "fazer crescer” a igreja por suas próprias forças.
Cristãos que querem agir no poder do Espírito Santo , mas na prática
substituem a ação de Deus por esforços próprios, estão numa tentativa de
"fazer crescer" a igreja.
Os princípios do desenvolvimento natural da igreja são os próprios
princípios de Deus nossa tarefa não é produzir crescimento na igreja, mas
liberar o potencial natural que Deus já colocou na igreja. Liberação dos
PROCESSOS AUTOMÁTICOS de crescimento com os quais Deus edifica sua
igreja.
Desenvolvimento natural da igreja significa despedir-se do pragmatismo
superficial, da lógica de causa e efeito, da obsessão pela quantidade, dos
métodos manipulativos de marketing, e da mentalidade questionável de sempre
querer produzir as coisas. Em outras palavras, deixar para trás programas de
sucesso imaginados por homens e abraçar os princípios de crescimento que
Deus colocou na sua criação.
PRINCÍPIO OU MODELOS
MODELO é um conjunto de conceitos com os quais uma igreja, qualquer
igreja, alcançou sucesso.
PRINCÍPIO o que é válido para TODAS as igrejas, universalmente.
Adotar um modelo significa imitar.
Adotar princípios significa deduzir e aplicar respeitando cada caso.
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA IEQ
A Igreja Local forma-se sob jurisdição da Igreja do Evangelho
Quadrangular, desde que haja um grupo de cristãos convertidos, batizados
nas águas por imersão, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
adotando a Declaração de Fé constante
do Título II - dos Princípios
Basilares, do Estatuto da IEQ registrado e reconhecido pelo Conselho Nacional
de Diretores.
A Igreja Local é base do Sistema Estrutural da Corporação e parte
do Corpo de Cristo que vive e prega o Evangelho Quadrangular, através das
seguintes práticas :
I. Adoração a Deus, testemunho cristão, pregação da Palavra Sagrada,
apoio, amor e serviço ao próximo;
II. Exercício dos dons e Ministérios do Espírito;
III. Evangelização do mundo dentro da realidade em que vive, e
IV. Crescimento em frutos , graça e conhecimento do Reino de Deus.
O reconhecimento, oficialização e registro das igrejas locais, pelo Conselho
Nacional de Diretores, obedecem ao disposto nos seguintes requisitos:
I.
Estar em funcionamento há pelo menos, um (1) ano, prestando seus
relatórios regularmente, exceto congregações;
II. Dispor de um cadastro de, no mínimo, cinqüenta (50) pessoas batizadas
nas águas, por imersão, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo;
III. Dispor de uma relação de, no mínimo, dez (1) pessoas batizadas com o
Espírito Santo;
IV. Dispor de Departamento de Educação Bíblica Quadrangular devidamente
organizado , com no mínimo, duas classes;
V. Dispor de Grupos Missionários organizados;
VI. Dispor de terreno próprio, em nome da Igreja do Evangelho Quadrangular,
mesmo que adquirido através de financiamento e esteja sendo pago, já como o
projeto arquitetônico definido para construção do templo e, ainda, que este
seja do local onde a igreja esteja funcionando ou nas suas proximidades;
VII. Aprovação do Conselho Diretor Local da Igreja onde estava ligada como
congregação, devidamente assinado pelo Pastor Titular da igreja mãe;
VIII. Assinatura dos membros referidos no item
II, em uma relação
devidamente numerada;
IX. Encaminhar ao Superintendente ou diretor de Campo Missionário todos
os documentos e informações acima , anexados à solicitação do Pastor
titular da igreja, requerendo a oficialização e o registro da nova igreja;
a) o Conselho Estadual de Diretores encaminha o pedido ao Conselho
Nacional de Diretores, e
b) não dispondo o Estado de Conselho Estadual de Diretores, o
Superintendente ou Diretor de Campo encaminhará ao Supervisor do
Estado que, por sua vez solicita ao Conselho Nacional de Diretores o pedido
de oficialização e registro da nova igreja .
Fazem parte da organização de uma Igreja Local as congregações e
os pontos de pregações que podem ser criados e regulamentados pelo
Conselho Diretor Local como Agências de Evangelização da Igreja.
As Igrejas Locais organizam Grupos Missionários na forma dos
regulamentos complementares estabelecidos no Regimento Interno , por
ordem de idade, objetivando desenvolver atividades leigas da Igreja em
suas várias áreas de atuação, primando pelo desenvolvimento espiritual
através do ensino e atividades .
Os Grupos Missionários são órgãos auxiliares da Igreja Local e seu
programa de atividades molda-se às normas gerais da Igreja no Brasil e
ficam sujeitos à aprovação do Conselho Diretor Local de cada igreja .
É vedado, nas igrejas, a qualquer grupo missionário ou departamento,
se constituir em pessoas jurídicas.
A Igreja Local, sede da superintendência ou Campo Missionário , a
título de ajuda de custo, repassará ao respectivo Superintendente ou
Diretor de Campo, quando este for seu pastor titular, cinqüenta (50%) da
taxa devida ao Conselho Nacional de Diretores, prevista no parágrafo
anterior, sendo o recibo respectivo, documento idôneo para o acerto com o
CND, acompanhando o relatório mensal .
OBRIGAÇÕES
As Igrejas Locais tem sob sua responsabilidade o dever de prover
seu próprios meios de manutenção, através dos dízimos e das ofertas,
proporcionando aos seus pastores nomeados pelo Conselho Nacional de
Diretores, o sustento pastoral em forma de prebendas, casa pastoral, viagens
e correspondências a serviço da igreja .
A nomeação de integrantes do ministério para exercício numa Igreja
Local não configura nenhuma relação com efeito no mundo jurídico , devendo
o Conselho Diretor Local votar as respectivas prebendas dentro da
possibilidade mensal da igreja e uma gratificação de igual valor, todo final
de ano ou a juízo do próprio Conselho Diretor Local.
A Igreja Local que alugar salões para o culto, terrenos, adquirir
propriedades ou assumir outros compromissos financeiros, deliberados pelo
Conselho Diretor Local , é responsável pelos referidos pagamentos,
devendo honrá-los no prazo e na forma dos referidos contratos, com o
objetivo de preservar o bom nome da Corporação.
As arrecadações dos dízimos e ofertas na Igreja Local, em cada
culto, devem ser registradas no bloco de movimento diário, assinado por
aqueles que fizeram a conferência de cada arrecadação e entregue à
tesouraria da igreja para os lançamentos oficiais da contabilidade, livro caixa
e do relatório mensal.
É responsabilidade da Igreja Local efetuar o pagamento das taxas,
representadas por percentuais sobre o total da arrecadação de cada mês .
assim distribuídos:
I.
II.
III.
IV.
V.
VI.
4% ( quatro por cento) ao Conselho Nacional de Diretores;
4% ( quatro por cento) ao Conselho Estadual de Diretores ou
Supervisores;
4% (quatro por cento) à Região Eclesiástica ou Campo Missionário;
1% ( um por cento) ao Fundo Social;
Oferta de Missões do terceiro Domingo – 50% à Secretaria Geral de
Missões;
Oferta de Missões do terceiro Domingo – 50% à Secretaria Estadual de
Missões
IGREJA LOCAL, CDL E LIDERANÇAS
CONSELHO DIRETOR LOCAL
A Administração de Base é exercida na Igreja Local através do
Conselho Diretor Local, órgão deliberativo e administrativo, que tem como
presidente o Pastor Titular da Igreja, nomeado pelo Conselho Nacional de
Diretores .
COMPOSIÇÃO
O Conselho Diretor Local é formado por pessoas escolhidas dentre os
membros da igreja, maiores de idade e se constitui dos seguintes membros :
I.
II.
III.
IV.
V.
VI.
Presidente
Vice-Presidente
Secretário
Tesoureiro
Diretor de Diáconos , e
Diretor de Patrimônio
O Pastor escolhe os respectivos nomes e os indica à Assembléia Geral
da Igreja Local para o exercício seguinte.
É facultativa a eleição de membros adicionais para cargos do Conselho
Diretor Local .
É vedada a participação , no Conselho Diretor Local , na qualidade de
membros de parentes consangüíneos e afins até o terceiro grau .
A posse do Conselho Diretor Local ocorre nos primeiros dias de cada ano
, para evitar dúvidas e contratempos jurídicos quando se fizer necessária a
comprovação da legitimidade do mandato da diretoria para o respectivo ano.
DEVERES DOS PASTORES
2.1 - É vedado ao Pastor pedir dinheiro e cheque emprestado a membros da
Igreja, bem como pedir para ser avalizado, exceto com autorização do
Superintendente.
2.2 - Todo bem móvel ou imóvel tem que ser adquirido em nome da Igreja
do Evangelho Quadrangular. A escritura original do bem imóvel ou cópia da
documentação de veículos devem ser enviadas ao C.N.D. Além disso, deve-se
remeter cópias para o CED, Superintendência/Direção de Campo, mantendose uma cópia na Igreja local. (Artigo 58 parágrafo 1º do Estatuto)
2.3 - A igreja local só pode vender um bem móvel (veículos) ou imóvel, com
a devida aprovação do CDL, registrado em ata, aprovação do
Superintendente/Diretor de Campo, do CED e do C.N.D. Com a devida
procuração, sendo que o bem vendido tem que ser lançado no relatório
(conforme Artigo 61 do estatuto), baixado do Livro de Registro de Patrimônio e
do Controle de Ativos do Sistema Geral de Administração e Finanças. A partir
de janeiro de 2002, os processos de solicitação de venda de imóveis ou
veículos devem ser realizados de acordo com as normas estabelecidas pelo
Estatuto e pela SGAF.
2.4 - As ofertas concernentes às campanhas realizadas para compra de
terreno, construção ou reforma da igreja, deverão entrar normalmente no
relatório e ter as suas taxas pagas. Veja explicações detalhadas no tópico que
trata acerca dos códigos de lançamentos da movimentação financeira da igreja
que dará origem ao relatório mensal.
2.5 - Se por ventura a igreja paga aluguel, o contrato de locação tem que
ser feito em nome da Igreja do Evangelho Quadrangular.
2.6- Dar normas para a diretoria, para a secretaria e fiscalizar o andamento
dos serviços.
2.7 - Assinar lista de chamada nas reuniões de Pastores, sendo que os
faltosos deverão justificar por escrito (Artigo 32 - VIII do Estatuto).
2.8 - Realizar mensalmente reunião com a diretoria da Igreja para a
aprovação do relatório financeiro e assuntos diversos.
2.9 - Recolher oferta de Missões todo 3° Domingo do mês, e fazer seus
respectivos depósitos bancários: 35% Missões Regionais, 35% Missões
Estaduais e 30% SGM(Secretaria Geral de Missões). Lembramos que as
ofertas do 3º domingo devem ser todo o montante das ofertas arrecadas nos
cultos deste dia.
2.10 - Assinar carteira profissional de todos os funcionários da Igreja.
2.11 - Não comprar à prazo em nome da Igreja, sem autorização por escrito
do superintendente e com aprovação da diretoria lançada em ata.
2.12 - O Pastor que fizer dívida pessoal ou emitir cheques sem fundos e
possuir títulos protestados em seu próprio nome ou da Igreja com
repercussão no SPC ou em cartório de protesto, será excluído da Igreja na
forma do Artigo 32 parágrafo III a X do estatuto, por configurar incapacidade
administrativa.
2.13 - É proibido ao Pastor abrir conta bancária em seu nome ou de
qualquer outra pessoa para movimentar dinheiro da Igreja, isto é uma
irregularidade grave. O Código Civil Brasileiro prevê severas penas para os
casos onde os bens da entidade são confundidos com os bens do
administrador (NCCB, artigo 50). Havendo imperiosa necessidade e não sendo
possível movimentar conta corrente, pode-se abrir uma conta poupança em
nome da IEQ.
2.14 - É obrigatório constar nas fachadas dos templos ou salões da Igreja,
inclusive em folhetos e outras propagandas o nome oficial Igreja do Evangelho
Quadrangular, de acordo com o Artigo 7° do Regimento Interno.
2.15 - Ser dizimista e ofertante fiel.
2.16 - O relatório financeiro da Igreja deve ser verdadeiro, e feito com zelo e
transparência nas suas entradas e saídas.
2.17 - Nenhum Pastor pode comprar sem documento hábil: nota fiscal
modelo 1 – nota grande, cupom fiscal identificado – que traz o CNPJ do
consumidor, RPA – Recibo de Prestação de Serviço Autônomo, recibos que
atendam as formalidades legais. Os documentos hábeis serão válidos para
contabilização na Igreja se estiverem em nome da mesma.
2.18 - Fazer a colagem dos documentos (vide 2.17) sendo que a colagem
tem que conferir com o código do relatório. Não deixar que despesas passem
de um mês para o outro,
2.19 - O livro caixa tem que estar conferindo com o relatório financeiro, que
é resultado dos lançamentos contábeis efetuados pelo contador da região.
2.20 - As secretárias deverão manter a organização do escritório. Qualquer
dúvida procurar a Superintendência ou a Secretaria Administrativa Estadual.
2.21 - Atualizar-se das mudanças na área administrativa e financeira,
orientadas pela SGAF/CND. Lembramos que a partir de 2002, deixam de ter
validade os relatórios emitidos manualmente ou através de qualquer outro
software (planilhas eletrônicas). Os relatórios passam a ser emitidos a partir do
sistema geral de administração e finanças como resultado dos lançamentos
contábeis efetuados pelo contador.
2.22 - É obrigatório aos Pastores expor a liderança e ao C.D.L. as
finalidades das taxas. Exemplos: Aberturas de novas Igrejas; reformas de
igrejas; compra de terrenos e galpões; sustento missionário; programa de rádio
e televisão; campanhas nacionais e etc.
2.23 - É devido aos Pastores honrarem suas autoridades dentro da igreja:
Superintendentes/Diretor de Campo, membros do CED e CND. Além das
autoridades, os pastores devem reconhecer e colaborar com os coordenadores
regionais, estaduais e nacionais, cargos estes de confianças das
Superintendências/Direção de Campo, dos Conselhos Estaduais e do
Conselho Nacional, respectivamente.
2.24 - Os Pastores são obrigados a prestarem contas e se submeterem a
fiscalizações.
2.25 - Nenhum Pastor é independente, pois são resultados de nomeações
não podendo agir omitindo da Igreja a opinião das autoridades.
2.26 - Observar com o maior cuidado possível após consagração dos dízimos e
ofertas no altar, até ao momento do lançamento no movimento financeiro
diário, para que não haja desvio.
IGREJA LOCAL E MEMBROS
MEMBROS
A Igreja Local é a comunidade de base da Corporação e é integrada
pelos membros nela arrolados e que participem das suas atividades e
trabalho .
São membros da Igreja do Evangelho Quadrangular nas respectivas
Igrejas Locais organizadas, as pessoas
que confessarem, pública e
sinceramente, crer em Cristo, aceitando a Declaração de Fé, disposta a
obedecer às leis e aos dirigentes da Igreja e , ainda , quando comprovarem
estar determinadas a uma nova vida e forem batizadas nas águas na forma
do artigo 16, III, do Estatuto da Igreja do Evangelho Quadrangular m “ A Igreja
do Evangelho Quadrangular pode aceitar como membro aquele que – III ser
batizado nas águas, por imersão, em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo”
São deveres dos membros da igreja:
I.
II.
III.
dar bom testemunho de sua vida perante a sociedade;
comparecer às Assembleias Gerais ordinárias e extraordinárias;
filiar-se como membro ativo do grupo missionário pertinente à sua faixa
etária;
IV. contribuir com seu dízimo e ofertas para manutenção e desenvolvimento
da igreja, cumprindo o plano financeiro de Deus para estabelecer sua obra
aqui na Terra;
V. estar ciente
que não
tem direito de reclamar devolução
ou
ressarcimento de suas contribuições em dinheiro, doações ou outros bens;
VI. comunicar à igreja sua ausência por viagem, doença mudança de
residência;
VII. pedir transferência da igreja, em razão de mudança, ou motivos
particulares;
VIII. aceitar nomeações para cargos na Igreja Local e exercê-los nos limites
das leis da Igreja, e
IX.
conhecer as doutrinas da Igreja, a elas sendo leal e primando pela
defesa e unidade da igreja;
ASSEMBLÉIA GERAL DA IGREJA LOCAL
A Assembleias Geral Ordinária da Igreja Local é realizada anualmente e
convocada pelo Pastor Titular, presidente nato da Assembléia, com quinze
(15) dias de antecedência e, de forma extraordinária, quantas vezes se fizer
necessário, convocada com, no mínimo, sete (7) dias de antecedência.
O “quorum” necessário para deliberação é de cinqüenta por cento (50%)
dos membros ativos constantes no rol de membros da Igreja, devidamente
atualizado.
A Assembleia Geral só será instalada havendo um “quorum”.
Não havendo o “quorum” mínimo necessário, o Presidente convoca
nova Assembleia Geral trinta(30) minutos após a primeira chamada e
instala a Assembleia Geral com o número de membros presentes na
reunião, podendo, à critério do presidente, marcar nova Assembleia Geral
para data oportuna .
MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA GERAL
A Mesa Diretora da Assembleia Geral é constituída por quatro(4)
membros e é escolhida por votação, após o Presidente declarar a abertura
dos trabalhos .
I.
II.
III.
IV.
Presidente
Vice-Presidente
1º Secretário
2º Secretário
Os membros da Mesa da Diretoria da Assembléia Geral devem ser
maiores de 21 anos ou emancipados e os seus mandatos terminam com a
declaração de encerramento daquela mesma Assembléia .
UNIDADE VI - ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
OBRIGAÇÕES DAS IGREJAS E PASTORES PERANTE OS ÓRGÃOS
ADMINISTRATIVOS DA IEQ
As igrejas têm obrigações a cumprir para com todos os níveis da IEQ.
Nesta seção você encontra uma síntese das obrigações e como devem ser
cumpridas.
Perante a Região/Campo Missionário
A Superintendência ou Direção de Campo é um órgão definido no Estatuto
da IEQ, possuindo funções específicas dentro da estrutura administrativa
quadrangular e ao qual as igrejas estão subordinadas. Destacamos a seguir as
principais obrigações das igrejas diante a Superintendência/Direção de Campo.
1.1 - Submeter-se às orientações gerais visto que a superintendência é o
representante legal do CED e CND perante as igrejas;
1.2 - Cumprir as diretrizes administrativas previstas no Estatuto e outras
que forem implementadas pelos CED´s e/ou CND, as quais serão passadas
pela Superintendência/Direção;
1.3 - Submeter-se às auditorias administrativas periódicas, previstas em
Estatuto;
1.4 - Comunicar imediatamente a Região/Campo, as alterações cadastrais
dos pastores e obreiros lotados na igreja;
Nota da SGAF: a atualização de dados obrigatoriamente deve ser feita
através do formulário de recadastramento, carta, fax ou
via internet, www.sgaf.org.br. Os funcionários da SGAF
não estão autorizados a alterar um cadastro via
atendimento telefônico.
1.5 - Enviar os relatórios financeiros mensais (vias para a região, CED e
CND) e documentos contábeis da movimentação mensal para a sede regional
ou contador, de acordo com o que for estabelecido na região; mensalmente e
dentro dos prazos legais determinados;
1.6 - Enviar os relatórios mensais dos Grupos Missionários e do
Departamento de Educação Bíblica Quadrangular regularmente e nos prazos
solicitados, preferencialmente entregar junto com a documentação financeira
da igreja local.
1.7 - Comparecer às reuniões convocadas pela Superintendência/Direção
de Campo;
1.8 - Manter em dia o pagamento da Taxa à Região e da taxa de Missões;
Perante o Estado
2.1 - Submeter-se às orientações gerais do CED;
2.2 - Cumprir as diretrizes administrativas que forem implementadas pelo
CED
2.3 - Comunicar imediatamente ao CED, as alterações cadastrais dos
pastores e obreiros lotados na igreja;
2.4 - Manter em dia os pagamentos da taxa ao CED e da taxa de Missões
Estaduais;
2.5 - Comparecer às reuniões convocadas pelo CED, tanto o pastor titular,
quanto aqueles que forem convocados para as mesmas.
Perante o CND/SGAF
3.1 - Submeter-se às orientações gerais do CND/SGAF;
3.2 - Cumprir as diretrizes administrativas que forem implementadas pelo
CND/SGAF;
3.3 - Comunicar imediatamente ao CND/SGAF, as alterações cadastrais
dos pastores e obreiros lotados na igreja;
3.4 - Manter em dia o pagamento da Taxa ao CND, do Fundo Social e
Missões Nacionais;
3.5 - Comparecer às reuniões convocadas pelo CND/SGAF, tanto o pastor
titular, quanto aqueles que forem convocados para as mesmas;
Relatório Financeiro Mensal
Os relatórios mensais, após as reformas administrativas de 2001/2002,
tornam-se documentos meramente informativos e deixam de ser emitidos pelos
pastores, passando a ser o resultado da contabilidade dos documentos das
igrejas, regiões/campos, conselhos estaduais e conselho nacional. Os órgãos
devem arquivar uma cópia mensal para controle e acompanhamento,
devidamente assinados pelo contador, pastor e tesoureiro. O Sistema Geral de
Administração e Finanças permite ao superintendente emitir os relatórios
mensais (igrejas e região/campo) após o encerramento da contabilização dos
documentos pelo contador, verificando assim os serviços realizados pelos
contadores e os pastores conferem os relatórios emitidos para ver se estão de
acordo com a documentação entregue na região. Evidentemente nada impede
que os pastores e tesoureiros locais tenham um controle financeiro da igreja,
isto porque os livros de praxe exigidos permanecem inalterados, devendo ser
mantidos nas igrejas locais e apresentados quanto solicitados.
O que deve ser conferido no relatório emitido pelo contador ou pela região?
Procedimentos Administrativos e documentos
A administração das igrejas organizadas deve ser executada de acordo
com os padrões estabelecidos pela Administração Superior. A Reforma
Administrativa de 2002 veio adequar a administração eclesiástica da IEQ aos
padrões oficiais e legais do país. Porém, estas mudanças não afetam em nada
procedimentos até então adotados nas igrejas no que se refere aos livros,
impressos, fichas e outros documentos previstos na administração diária.
Este capítulo tem por objetivo esclarecer o uso de cada um destes
documentos nas igrejas, constituindo-se num manual para pastores,
tesoureiros, secretários, presidentes de grupos e outros obreiros da IEQ.
LIVROS OFICIAIS DA IGREJA
O controle da igreja se dá por meio de diversos livros que toda igreja
organizada deve possuir. Estes livros, embora tendo finalidades diferentes,
devem obedecer a um padrão básico:




Termo de Abertura e Encerramento (Parte III, modelo 1)
Folhas numeradas tipograficamente;
Rubrica de uso do pastor em todas as páginas;
Modelos fornecidos pela Editora Quadrangular.
A seguir você tem uma síntese destes livros.
ATAS
ATA é o registro resumido, por escrito, dos fatos e das decisões de uma
reunião, realizada para uma finalidade determinada. Todas as ATAS relatando
os trabalhos das assembleias deverão ser lavradas em livro próprio, revestido
das formalidades legais. Esse serviço será feito pelo secretário da assembleia
e o livro mantido na igreja.
A ATA é um documento que tem valor legal, portanto, deve ser lavrada em
livro próprio, fornecido pela Editora Quadrangular, o qual atende aos
parâmetros legais exigidos para que o mesmo seja aceito nas circunstâncias
onde se fizer necessário a apresentação de uma ATA.
Nas ATAS registram-se todas as ocorrências durante as reuniões de
diretoria ou da assembleia geral. São, para o futuro, a base supletiva da
organização do grupo, pois irão conter a jurisprudência das decisões
adotadas pela presidência e pelo grupo, em grau de recurso, nos casos
que o Estatuto e Regimento Interno sejam lacunosos ou omissos. As
ATAS, servem, neste caso como suplemento ao Regimento
Interno.(KESSLER, N., CÂMARA, Samuel. Administração Eclesiástica.
CPAD. 1940. pág. 70).
Livro ATA da Assembléia Anual
ASSEMBLÉIA - O que é? É a Reunião de Membros da Igreja.
O primeiro registro a ser feito no livro de ATA dá Assembleia é a ATA
Histórica (Narra o 1° Culto da Igreja, isto é, o Culto de Abertura da Obra). Veja
no Regimento Interno as informações e regulamentações da Assembleia:
Artigos 71º a 75º. (Modelo 2)
Livro de Registro de ATAS da Reunião do C.D.L.
C.D.L. é o Conselho Diretor Local, ou seja, a diretoria da igreja. Este
livro de ATA é distinto do Livro de ATA das Assembleias da Igreja, porém,
lavrado nos mesmos moldes e obedecendo aos mesmos critérios. Portanto,
havendo qualquer dúvida quanto a este livro e sua forma de preenchimento
remeta-se ao item A.1 deste capítulo. “Dedicado ao registro das ATAS das
reuniões do CDL, deve ser lavrado pelo secretário da diretoria, eleito pela
assembléia. O Livro de ATAS tem, também, um valor histórico, por
mencionar as ATAS mais importantes da igreja local ao longo de sua
existência. E esta é a razão pela qual não pode ser rasurado ou
modificado1“.
LIVROS DE REGISTROS DIVERSOS
Registro de Casamento (Parte III, modelo 6).
Livro de cunho histórico e estatístico que registra as cerimônias nupciais
que ocorreram na igreja. Observe-se que o casamento religioso somente pode
ser realizado mediante apresentação, por parte dos noivos, da certidão de
casamento civil. Quanto a forma de celebração e outras instruções o pastor
deve consultar o Manual de Ritos e Cerimônias. Veja abaixo modelo
preenchido do livro.
Patrimônio - Bens móveis e imóveis (Parte III, modelo 7).
Todos os bens móveis e imóveis deverão ser registrados no livro de
patrimônio da Igreja. Este livro é um dos mais importantes da Igreja e deve ser
fiscalizado pelo Pastor e diretoria da igreja regularmente, visto que toda as
posses da igreja são constantes do mesmo, sendo uma prova da posse dos
bens nele registrados, pela Igreja do evangelho Quadrangular. Além disso:
 A SGAF/CND, através do Sistema Geral de Administração e Finanças
requererá das superintendências/direções de campos, cadastramento
completo do patrimônio das igrejas, obras novas, escritórios regionais e
conselhos estaduais;
 O contador da região registrará no sistema todo o imobilizado das
igrejas, que é uma atividade da Contabilidade.
Normas de preenchimento:
1) Os bens móveis devem ser numerados, os imóveis devem ser registrados,
porém sem numeração;
2) As alterações devem ser feitas nas fichas para a atualização do patrimônio.
Esta alteração é conferida anualmente pelo diretor de patrimônio que entregará
um relatório ao pastor.
3) Todo bem perecível deverá ser registrado apenas nas fichas (copos, pratos,
xícaras, talheres, etc).
4) Alguns itens, muito numerosos, têm sido lançados pela quantidade total,
como por exemplo, um lote de cadeiras. Porém, o controle patrimonial exige
um registro e etiquetação individual, o que exigiria um lançamento para cada
item.
Ofício Fúnebre (modelo 8).
Os pastores e/ou obreiros sempre serão chamados a ministrar em
ocasiões de morte de um membro da igreja ou outra pessoa qualquer. O
Manual de Cerimônias traz orientações básicas quanto a ministração de tal
natureza e deve ser consultado.
Apresentação de Crianças (modelo 9, 53, 62)
A apresentação de crianças pode ser realizada em qualquer culto. Devese sempre explanar à igreja as razões porquê a IEQ apresenta e não batiza as
crianças.
Rol Permanente de Membros (modelo 10)
Como o próprio nome diz, este livro é registro permanente dos membros
da Igreja e não pode sofrer nenhum tipo de alteração, por exemplo: retirar ou
substituir nomes do mesmo. Tais alterações devem ser efetuadas apenas nas
Fichas de membro. Modelo 31.
Caixa (modelo 11)
O Livro Caixa é registro da movimentação financeira da Igreja, para fins
de controle das entradas e saídas, bem como do saldo disponível da Igreja.
Não existe livro caixa com saldo negativo e este é um erro comum, cometido
por muitos tesoureiros e pastores. Se os gastos ultrapassam o montante das
entradas, isto significa que de algum lugar entrou dinheiro para cobrir as
despesas. O tesoureiro deve identificar esta fonte e fazer o lançamento da
entrada no caixa, obrigatoriamente. Alguns simplesmente lançam uma entrada
fictícia. Errado. O dinheiro tem uma origem e deve ser documentada esta
origem para dar suporte ao movimento financeiro. Lembramos que
empréstimos realizados pelas igrejas devem obedecer às normas legais e
contábeis previstas nos códigos 17 a 20 do relatório financeiro mensal (Parte I
– Capítulo III, item B, sub item 6).
Outra questão importante: o caixa não pode conter rasuras. Correções devem
ser efetuadas através de lançamentos de estorno.
Solicitação de Venda de Imóveis e Veículos (Parte III, modelos 17, 18).
Orientações Gerais e Obrigatórias
A SGAF, procurando colocar a IEQ dentro dos mais rígidos padrões e normas,
administrativos e legais, após consultar técnicos e tributaristas, estabeleceu
novos critérios para o procedimento de venda de imóveis e veículos da IEQ.
Estes critérios não vêm de forma alguma substituir as normas estatutárias da
IEQ, pelo contrário, estabelece-as, conferindo-lhes legalidade ao fazer com
que, nas transações imobiliárias, tenha-se o cuidado de agir conforme o
disposto na legislação do país.
Instruções
1. A venda do imóvel ou veículo e sua finalidade devem ser apresentadas à
diretoria da Igreja em reunião do CDL. Na ATA deve constar: aprovação da
venda pela diretoria, descrição do bem em questão, valor e finalidade da
venda;
2. Preencha todos os campos do formulário padrão para SOLICITAÇÃO DE
VENDA DE IMÓVEL OU DE VEÍCULOS, exceto aqueles reservados a SGAF
ou quando não tiver informação cabível para o mesmo (Ex. Nem todos os
imóveis são identificados por quadra e lote). A data de venda será preenchida
somente quando a transação for concluída.
3. A solicitação deve estar assinada pelo Pastor Titular, pelo
Superintendente Regional/Diretor de Campo e pelo Conselho Estadual de
Diretores;
4. Anexar à solicitação cópia da ATA de reunião CDL onde foi aprovada a
venda do bem;
5. Anexar cópia do documento do bem (escritura/contrato de compra e
venda ou documento do veículo);
6. Enviar o processo para a SGAF, para que seja incluso na pauta da
reunião do CND, que aprovará ou não a venda do referido bem. O bem não
deve ser vendido antes da aprovação do CND, pois este pode vetar a venda;
7. Uma vez aprovada a venda, se for um imóvel, a SGAF procede a
atualização do valor do imóvel para apuração do ganho de capital envolvido na
transação. Ao valor do lucro imobiliário apurado (ganho de capital) aplicar-se-á
a tabela do Imposto de Renda sobre ganhos desta natureza. Se houver
imposto a recolher, a SGAF emitirá DARF (documento de arrecadação federal)
anexando-o ao processo.
8. O processo é remetido de volta ao solicitante;
9. Uma vez consumada a transação, o solicitante tem 30 dias para recolher
o imposto (quando devido e quando se tratar de venda de imóvel). O solicitante
deve arquivar o DARF (quando devido) na igreja e enviar cópia a SGAF
imediatamente.
10. O solicitante deve dar baixa do bem no Livro de Patrimônio documentando
o lançamento por meio de cópia do processo de solicitação de venda de imóvel
ou veículo.
IMPORTANTE: O não atendimento de qualquer uma das instruções acima
resultará em atraso na aprovação da solicitação uma vez que processos
incompletos ou incorretos serão devolvidos ou notificados ao solicitante e não
entram na pauta da reunião.
Venda de Bens Móveis e Utensílios (modelo 19)
Instruções
1. A venda de bens e utensílios e sua finalidade devem ser apresentadas à
diretoria da Igreja em reunião do CDL. Na ATA deve constar: aprovação da
venda pela diretoria, descrição do bem em questão, valor e finalidade da
venda;
2. Preencha todos os campos do formulário padrão para VENDA DE BENS
E UTENSÍLIOS, exceto aqueles reservados a SGAF ou quando não tiver
informação cabível para o mesmo. A data de venda será preenchida somente
quando a transação for concluída.
3. A solicitação deve estar assinada pelo Pastor Titular e pelo
Superintendente Regional/Diretor de Campo quando se tratar de valores
significativos;
4. Anexar à solicitação cópia da ATA de reunião CDL onde foi aprovada a
venda do bem;
5. Anexar cópia do documento do bem (contrato de compra e venda/nota
fiscal ou recibo);
6. O bem não deve ser vendido antes da aprovação do CDL, pois este pode
vetar a venda;
7. O solicitante deve dar baixa do bem no Livro de Patrimônio documentando
o lançamento por meio de cópia do formulário de venda de bens e utensílios.
Recepção de Doação - Bens Móveis (modelo 33)
Orientações Gerais e Obrigatórias
Este formulário deve ser utilizado para documentar a entrada de um bem móvel
por meio de doações voluntárias. Além de documentar a transação de
alteração patrimonial da igreja, é um instrumento de segurança para a igreja
diante de reclamações de doadores que acusam a igreja de reter um bem que
lhe pertence. A igreja terá sempre um documento que comprova que o referido
bem foi entregue voluntariamente e conscientemente uma vez que existe um
documento assinado.
Instruções
Sempre solicite ao doador a nota fiscal do bem que está sendo entregue
à igreja;
O doador deve assinar a declaração de doação (modelo 36) na qual renunciará
aos direitos sobre os bens entregues á igreja. Evidentemente, este
procedimento deve ser observado para bens de valores significativos, que
podem ser reclamados futuramente pelo doador ou pessoas a ele ligadas;
Preencha todos os campos do formulário, exceto se não houver informações
cabíveis ao mesmo. Ex. um bem que não tem nota fiscal; o formulário, depois
de preenchido deve ser assinado pelo Pastor Titular, pelo Diretor de
Patrimônio, pelo doador e mais duas testemunhas; Para bens de valor
significativo é recomendável que as assinaturas tenham suas firmas
reconhecidas em cartório; Anexar a nota fiscal (quando houver) do bem ao
formulário;
A DONATÁRIA, através de seu Diretor de Patrimônio deve registrar
imediatamente o bem no Livro de Patrimônio, documentando o lançamento por
meio deste formulário, da nota fiscal (quando houver) e declaração de doação;
Além de arquivar cópia no patrimônio da igreja local, deve-se enviar
obrigatoriamente cópia para a Superintendência Regional/Diretoria de Campo
Missionário(responsável pelo patrimônio da região) e para o contador(escritório
de contabilidade responsável pela escrituração contábil do região/campo)
Recepção de Doação - Bens Imóveis (modelo 34)
Orientações Gerais e Obrigatórias
Este formulário deve ser utilizado para documentar a entrada de um bem
imóvel por meio de doações voluntárias. Além de documentar a transação de
alteração patrimonial da igreja, é um instrumento de segurança para a igreja
diante de reclamações de doadores que acusam a igreja de reter um bem que
lhe pertence. A igreja terá sempre um documento que comprova que o referido
bem foi entregue voluntariamente e conscientemente uma vez que existe um
documento assinado e reconhecido em cartório da cidade. Instruções Fazer
levantamento da situação do imóvel nos cartórios e órgãos públicos; Verificar
se imóvel não é objeto de partilha para que não haja problemas futuros com
herdeiros; Verificar se o imóvel possui documentação legal: escritura, contrato
registrado de compra e venda;
BIBLIOGRAFIA
SGEC – Apostila de Administração da Igreja e Igreja Local – Secretaria
Geral de Educação e Cultura – 2006.
VIDA CRISTÃ
ENSINANDO PARA TRANSFORMAR VIDAS
O PAPEL DO PASTOR NA EDUCAÇÃO BÍBLICA E TRANSFORMAÇÃO DO
SER HUMANO ATRAVÉS DO ENSINO
PASTOR COM MENTE DE EDUCADOR
• E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados
pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual
seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.Romanos 12:2
•
Não se conformar com o que sabe = transformação
•
Renovar o entendimento= Estudar sempre
•
Isso leva a fazer a perfeita vontade de Deus
O PASTOR É O INÍCIO DE TUDO
• A ovelha ouve a voz do seu pastor
•
Se o pastor falar da importância de estudar, a ovelha vai buscar estudar
•
Uma boa escola bíblica começa pelo pastor
•
Da DEBQ o próximo incentivo pastoral = ITQ, MQCC
•
Mesmo o incentivo para o estudo secular será ouvido pela ovelha
A orientação do pastor pode mudar uma vida
• O pastor é um incentivador
•
O pastor é um mentor
•
O pastor é um modelo (por isso deve estudar)
•
O pastor é um educador também
•
NÍVEIS DE IMPORTÂNCIA DADA AO ENSINO EM NOSSAS IGREJAS
• Nível Zero:
•
O ensino gera custos;
•
O ensino demanda muito tempo;
•
Crente tem que aprender com a Bíblia;
•
O ensino vem do púlpito, o povo que venha aos cultos.
•
Então por que ter uma EBQ; ITQ ou MQCC?
“Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do
Senhor”Provérbios 1:29
•
Nível Um:
•
Entendo que o ensino é necessário
•
Não temos muitos recursos
•
Usamos o que temos mesmo que não seja adequado, o importante é
que temos ensino em nossa igreja.
•
Os professores não são bem preparados, mas estão lá fazendo o melhor
deles.
•
Nível Dois:
•
O ensino é importante
•
Temos uma boa EBQ, e incentivamos o ITQ e MQCC
•
Temos bons professores
•
Disponibilizamos alguns recursos financeiros
•
Nível Três – O nível a ser buscado:
•
O ensino para nós é fundamental
•
Investimos forte na formação dos professores, no material didático e nas
instalações;
•
Incentivamos e ajudamos a custear cursos como o ITQ e MQCC
•
Incentivamos os alunos a se tornarem professores
“E, quanto mais sábio foi o pregador, tanto mais ensinou ao povo
sabedoria; e atentando, e esquadrinhando, compôs muitos
provérbios”. Eclesiastes 12:9
CHEGANDO AO NÍVEL TRÊS
•
ALUNOS:
•
Todo novo membro deve ser conscientizado da importância de crescer
na graça e no conhecimento;
•
Todo aluno deve ser estimulado a continuar estudando a Bíblia, o
material didático do curso e bons livros cristãos.
•
Todo aluno deve ser incentivado à pesquisa
•
O pastor e o professor devem ouvir seus alunos, procurar conhecer os
pontos fortes e fracos de cada um deles.
•
O aluno precisa ser visto como alguém em formação e que precisa da
ajuda do pastor e do professor
•
Cada aluno deve ser um motivo de oração e ainda é muito bom que ele
saiba disso, pois isso vai trazer segurança.
•
PROFESSORES:
•
Todo aquele que pretenda ser um professor deve primeiro procurar
estudar o máximo possível sobre: didática; retórica, língua portuguesa;
conhecimentos gerais; atualidades e muito material cristão e
principalmente ser um bom conhecedor da palavra de Deus.
•
O pastor deve estar preocupado em saber se cada professor está
procurando se equipar para ministrar bem a sua aula.
“E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como
tendo autoridade, e não como os escribas”. Marcos 1:22
•
O professor deverá gastar tempo prévio com o conhecimento da matéria
que estará lecionando e não se limitar ao material escrito que por vezes
é passado para o aluno.
•
O professor deve ser um pesquisador e procurar trazer o máximo de
subsídios para ministrar uma boa aula.
•
É muito bom que o pastor procure assistir as aulas sempre que lhe for
possível, pois, isso lhe permitirá avaliar a aula dada e até orientar o
professor no caso de alguma falha.
“Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao
ensino”Romanos 12:7
•
DIRETORIA DA ESCOLA:
•
Seja uma DEBQ, um ITQ ou MQCC é importante que essa escola tenha
uma diretoria.
•
Essa diretoria é composta do Diretor, do Tesoureiro e do Secretário.
•
É bom que essas pessoas sejam pessoas envolvidas e comprometidas
com a área do ensino bíblico ou mesmo secular, pois, eles terão
afinidade com o corpo docente e com os alunos
•
Todo departamento de ensino precisa ser organizado e obedecer ao
nosso Estatuto e Regimento Interno, e procurar junto a SGEC e SEEC
tomar conhecimento de todos os relatórios que devem ser apresentados
mensalmente, de como devem organizar a grade de matérias, lista de
presença, ofertas, taxas, etc.
•
O pastor deve acompanhar os trabalhos da diretoria das DEBQs, ITQ E
MQCC, orientando em tudo quanto for necessário para um trabalho de
excelência.
•
DO MATERIAL DIDÁTICO:
•
O material didático a ser ministrado deve ser bem analisado de forma
prévia.
•
Esse material deve ser adequado ao público alvo que irá ter contato com
ele, e isso inclui tanto o aluno quanto o professor.
•
Em muitas situações, também o momento que a igreja vive, pode ser
determinante do material didático a ser aplicado (se está iniciando um
trabalho por exemplo).
•
Deve-se sempre priorizar o material da lavra de educadores da nossa
própria denominação.
•
É um grande risco a não avaliação criteriosa do material a ser utilizado,
citando-se como exemplo casos de pastores que depois de um bom
tempo de aulas constataram que professores estavam ensinando
doutrinas legalistas, religiosas e até mesmo de seitas. (Em vão, porém,
me honram,Ensinando doutrinas que são mandamentos de
homens. Marcos 7:7)
O pastor deve estar muito atento à definição desse material.
O ENSINO INFANTIL
• Em muitas igrejas o ensino infantil é tratado de forma extremamente
irresponsável.
•
A começar dos professores (adolescentes, pessoas sem formação,
pessoas que não sabem educar nem mesmo seus filhos, pessoas
impacientes, pessoas violentas, pessoas completamente despreparadas
para tratar com crianças).
•
Não podemos entender que porque não temos ainda pessoas
preparadas para ensinar, podemos usar qualquer um para cuidar das
crianças durante o culto ou na EBQ.
•
É preferível que fiquem com os pais durante todo o culto até que o
pastor prepare bem alguém para cuidar das nossas crianças
•
As crianças vêm de famílias diferentes
•
Algumas têm de tudo em suas casas e outras passam necessidade.
•
Você terá filhos de pais separados, crianças abusadas sexualmente,
crianças com traumas como pais drogados ou alcoólatras.
•
É necessário que o pastor se preocupe com o histórico de vida dessas
crianças.
•
Quando o pastor se preocupa com isso ele não coloca qualquer pessoa
para dirigir o departamento infantil da EBQ
•
A MQCC “Missão Quadrangular Cristo para as Crianças”, é um canal
maravilhoso de formação dos docentes para departamento infantil.
•
O pastor deve incentivar membros de sua igreja a cursarem a MQCC.
•
Essas pessoas serão orientadas em todos esses aspectos já falados
anteriormente e estarão aptas a executar um trabalho brilhante com as
crianças e juniores de sua igreja.
•
O investimento é fundamental:
•
Por várias igrejas onde passei o que você encontra de investimento do
departamento infantil são folhas de desenho fotocopiadas com motivos
bíblicos para as crianças pintarem e um ou outro material extremamente
precário para que as crianças “passem o tempo” do culto ou da EBQ,
sem “perturbar” os adultos.
•
Isso é lamentável... É nível zero
•
Existe uma infinidade de material para crianças e juniores, de excelente
qualidade.
•
Em se tratando de crianças é necessário investir no lúdico. Materiais
produzidos por pedagogos e psicólogos cristãos, que não só oferecem
entretenimento, mas a certeza de um aprendizado eficaz sem perder a
alegria.
•
OUTROS DEPARTAMENTOS
Adolescentes, Jovens, Novos Convertidos, Adultos, Melhor Idade:
•
Hoje é necessário em algumas igrejas uma divisão por departamentos.
•
A linguagem para ministrar o adolescente e o jovem, por exemplo, é
diferente daquela que será ministrada numa sala da melhor idade.
•
O material, a didática, tudo muda de uma faixa etária para outra.
•
O pastor deve estar atento a necessidade de dividir as salas em sua
igreja, para que haja um melhor aproveitamento dos alunos.
•
Adolescentes, Jovens, Novos Convertidos, Adultos, Melhor Idade:
•
Hoje é necessário em algumas igrejas uma divisão por departamentos.
•
A linguagem para ministrar o adolescente e o jovem por exemplo, é
diferente daquela que será ministrada numa sala da melhor idade.
•
O material, a didática, tudo muda de uma faixa etária para outra.
•
O pastor deve estar atento a necessidade de dividir as salas em sua
igreja, para que haja um melhor aproveitamento dos alunos.
É ISSO O QUE VOCÊ PENSA SOBRE INVESTIR EM EDUCAÇÃO?
INVESTINDO EM EDUCAÇÃO
A mentalidade errada:
•
Ensino só dá despesa para a igreja;
•
Ninguém mais quer saber de frequentar a escola bíblica;
•
As pessoas não tem tempo para estudar;
•
As pessoas não tem dinheiro para comprar material
•
Etc, etc, etc.
•
Essa mentalidade só vê problemas e com isso traz retrocesso para a
igreja.
•
Igreja que estuda, cresce.
A mentalidade correta:
•
Ensino é básico e fundamental;
•
Uma igreja bem incentivada e motivada deseja estudar;
•
Procuraremos instituir o ensino em turmas para que todos possas
estudar
•
Se alguém não puder subsidiar os seus estudos bíblicos a nossa igreja
irá investir nessa pessoa.
•
Aplicaremos o melhor material e procuraremos oferecer instalações
modernas e confortáveis aos alunos.
•
Investiremos no crescimento dos professores através de cursos de
formação e/ou reciclagem.
•
Enviarei pessoas para cursar o ITQ.
•
Investirei naquele que quiser cursar a MQCC.
•
Vou incentivar todos os oficiais da igreja a estudar não só na EBQ mas
também no ITQ e na MQCC.
•
Incentivarei pessoas a cursarem pedagogia e psicologia
•
Exemplo de investimento: NUEQ – REGIÃO 501
•
Investirei em material escrito da melhor qualidade.
•
Vou propiciar salas de aula adequadas e confortáveis.
•
Investirei em poltronas mais confortáveis para os alunos.
•
Vou adquirir equipamentos de multimídia para utilizar nas aulas.
•
Vou desenvolver programas de incentivo a leitura e ao estudo bíblico
•
Vou promover concursos com premiação para os alunos que mais se
destacarem.
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
Um dos ministérios mais importantes de Jesus foi o de ensino:
•
Jesus formou discípulos ensinando-os;
•
Ele ensinava por meio de parábolas (isso era revolucionário para sua
época);
•
E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas, e lhes dizia na sua
doutrina:Marcos 4:2
•
Ele usava recursos dos quais dispunha. Por exemplo ele gostava de
ensinar da praia pois o vento propagava muito mais o som e atingia um
número maior de pessoas;
•
Ele gastava tempo com seus ouvintes;
•
Ele ordenou que houvesse ensino bíblico:
•
“Ide fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a guardar tudo quanto lhes
tenho ensinado”
O apóstolo Paulo:
•
Em suas duas primeiras viagens missionárias passou ensinando e
formando discípulos e igrejas (ganhou e consolidou)
•
Na sua terceira viagem missionária ele volta conferindo o desempenho
de seus discípulos quase como se fosse o nível universitário teológico.
•
Ele treinou seus discípulos através do ensino.
•
E os enviou.
•
O ENSINO FOI FATOR FUNDAMENTAL PARA QUE A IGREJA
PRIMITIVA CRESCESSE E FIZESSE COM QUE O EVANGELHO
CHEGASSE AOS NOSSOS DIAS.
Homens de hoje, com a mente de Jesus e de Paulo
•
Deus procura entre os pastores, homens e mulheres que tenham a visão
de Jesus e de Paulo.
•
Homens e mulheres que amem o ensino, o estudo e a formação que
transforma vidas.
•
O ensino transforma a vida das pessoas.
•
SEJA UM PASTOR, EDUCADOR – NIVEL TRÊS.
•
Aplica o teu coração à instrução e os teus ouvidos às palavras do
conhecimento. Provérbios 23:12
ATUALIDADES
1. O tema proposto pela Secretaria Geral de Educação e Cultura para o
presente ano letivo é:
“ENSINANDO PARA TRANSFORMAR VIDAS”
Versículo chave: “Como posso entender se ninguém me
explica?” Atos 8:31a
PROJETOS DO CONSELHO ESTADUAL DE DIRETORES DO ESTADO
DE SÃO PAULO – Administração Rev. Rocco Digilio Filho:
Consulte o site www.cedspsocial.com.br e confira todos os projetos da
Igreja do Evangelho Quadrangular no Estado de São Paulo.
FIQUE LIGADO(A) NAS NOTÍCIAS DOS ACONTECIMENTOS
IMPORTANTES OCORRIDOS NO ESTADO DE SÃO PAULO, NO BRASIL
E NO MUNDO, POIS QUALQUER UMA DELAS PODERÁ SE
TRANSFORMAR EM UMA QUESTÃO DA PROVA DE POSTULANTES.
FIQUE POR DENTRO DO PROJETO DE CIDADANIA DA IGREJA.
FIQUE ATENTO AOS ASSUNTOS ACIMA MENCIONADOS E OUTROS
ASSUNTOS DA ATUALIDADE, POIS NA PROVA IRÃO CAIR QUESTÕES
RELATIVAS A ESTES.

Documentos relacionados