Referênciais Europeus de Acção e de Formação da Relação de

Сomentários

Transcrição

Referênciais Europeus de Acção e de Formação da Relação de
TRANSFERÊNCIA DOS PERFIS DE ACÇÃO – FORMAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO
DA RELAÇÃO DE AJUDA AOS TRABALHADORES SOCIAIS QUE INTERVÊM JUNTO DE PÚBLICOS
EM SITUAÇÃO DE ABANDONO (CRIANÇAS, ADOLESCENTES, IDOSOS)
Referênciais
Europeus
Referênciais Europeus
Documento no.
3.3.pt
de Acção e de Formação da
Relação de Ajuda
para os Trabalhadores Sociais
que intervêm junto de
crianças em Situação de Abandono
Documento redigido por:
Universidade "Alexandru Ioan Cuza" de Iasi - ROMÉNIA
Referênciais
Europeus
de Acção e de Formação da
Relação de Ajuda
para os Trabalhadores Sociais
que intervêm junto de
crianças em Situação de Abandono
Novembro de 2008
ÍNDICE
I. Nota metodológica sobre a elaboração dos referenciais profissionais e de formação p 5
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
método de trabalho
natureza e distribuição dos trabalhos
composição do grupo profissional
objectivos desta fase dos trabalhos
apresentação das grelhas dos referenciais
questão dos "níveis de formação"
pessoas de contacto
II. Referencial profissional da relação de ajuda a crianças em situação de abandono
p 23
III. Referencial de formação para a relação de ajuda a crianças em situação de abandono
73
IV. Anexo : Guia de viagem para a transferência
3
p 97
p
4
ª
PARTE
I. NOTA METODOLÓGICA SOBRE A
ELABORAÇÃO DOS REFERENCIAIS
PROFISSIONAIS E DE FORMAÇÃO
5
6
1. Método de trabalho
O método de trabalho para a elaboração dos referenciais profissionais e de formação foi elaborado no
âmbito do projecto Leonardo Relais I (2000-2004), através dos trabalhos realizados em França, Itália
e Roménia.
Os trabalhos realizados em França, Itália e Roménia
- sobre as condições de vida das crianças em situação de abandono
- sobre as formas de intervenção social visando proporcionar-lhes uma ajuda adequada
- sobre o diagnóstico das necessidades de profissionalização
permitiram identificar pontos de convergência e de divergência entre os três países.
Permitiram, em particular, especificar, a partir de algumas das profissões directamente
relacionadas com a relação de ajuda, as diferenças eventualmente existentes entre as
competências necessárias e as que os profissionais em actividade efectivamente possuíam.
Esta análise foi efectuada cruzando as perspectivas dos profissionais que desempenham funções
variadas com diferentes níveis de responsabilidade com as perspectivas dos "beneficiários" da
ajuda.
Um documento sintético centrado no diagnóstico das necessidades de competências, validado por
todas as equipas 1 serviu de ponto de partida para modelizar a relação de ajuda sob a forma de
um referencial profissional.
Por último, foi decidido não se partir desta ou daquela profissão existente, que não tem
necessariamente correspondência nos outros países, mas elaborar referenciais adaptáveis a uma
grande diversidade de profissões da intervenção social, desde que as mesmas estivessem
relacionadas com crianças em situação de abandono e que incluíssem ipso facto uma dimensão
da relação de ajuda sobre a qual incidissem os referenciais.
Esta escolha de uma perspectiva que se interessa primeiramente pelas pessoas necessitadas de
ajuda, pelas suas situações concretas e pelos elos com elas estabelecidos, valoriza, sem dúvida,
uma visão mais global do que é habitual na intervenção dos profissionais.
A partir de exigências comuns, aproxima os profissionais que muitas vezes intervêm de forma
compartimentada e de acordo com hierarquias que subestimam algumas das suas intervenções,
sobretudo quando estas são levadas a cabo por profissionais com menos qualificações.
Intervém na construção do conceito de competências de equipa e mais amplamente no conceito
de competências colectivas.
Esta abordagem deixa entrever uma eventual renovação das modalidades de formação (em
equipa, inter-categorias…), juntando-se assim à preocupação de criar canais de comunicação
entre as profissões, a despeito das resistências mais ou menos acentuadas que, todavia, convém
reconhecer e ter em conta.
É o sentido que se deve dar a este termo genérico que optámos por utilizar no singular:
"profissão da relação de ajuda".
Visar a coerência tendo em conta a especificidade e a heterogeneidade dos contextos: este
desafio é permanente num projecto europeu.
1
In : Etat des lieux et diagnostic des besoins de professionnalisation des acteurs de la relation d'aide aux publics en
situation d'abandon. Documento n°2 – Projecto Relais 1
7
Foi particularmente esse o caso neste projecto Relais 1 em que a situação em cada um dos
países é por si só complexa e está em grande evolução.
Mas através do diálogo, da confrontação, da discussão sem excessivas concessões, da
preocupação positiva de não nos limitarmos ao menor denominador comum, progredimos para
uma cultura comum que integra as especificidades de cada um, que se enriquece e se mantém
suficientemente aberta para poder posteriormente ser adaptada a outros contextos ou outros
públicos.
No âmbito do projecto Relais II, a elaboração dos referenciais profissionais e de formação
baseou-se na transferência e na valorização da metodologia utilizada no projecto inicial. Desta
forma, no quadro do projecto Relais I, realizou-se uma síntese europeia do referencial profissional
e de formação para a relação de ajuda a públicos em situação de abandono, que constituiu a
estrutura de base na qual se integraram as contribuições dos novos parceiros – Portugal, Bulgária
e Hungria. Os aspectos específicos evidenciados no que se refere à relação de ajuda nestes três
novos países parceiros vieram enriquecer significativamente o referencial profissional e de
formação elaborado no âmbito do primeiro projecto Relais.
Na elaboração dos referenciais profissionais e de formação em Portugal, na Bulgária e na Hungria,
utilizou-se:
- o ponto de situação e diagnóstico das necessidades de profissionalização dos actores da relação
de ajuda a públicos em situação de abandono, realizado em cada um dos 3 novos países
parceiros
- a metodologia dos referenciais profissionais e de formação criada no âmbito do projecto Relais I,
ou seja, a utilização da metodologia dita dos “grupos profissionais”. A associação dos parceiros
sociais nestes grupos de trabalho – que reuniram práticos / peritos que trabalham em diversos
contextos profissionais representativos da relação de ajuda, formadores de todos os tipos de
especialistas da relação de ajuda e gestores/decisores das instituições que apoiam a relação de
ajuda – para incentivar análises pertinentes e propostas de enriquecimento .
- os referenciais profissionais e de formação elaborados no quadro do projecto Relais I ;
- os documentos nacionais de referência existentes que regulamentam a profissionalização das
diversas categorias de especialistas implicados na relação de ajuda.
O documento está organizado em função de dois eixos de análise, a saber:
•
Os locais/espaços onde se desenrola a intervenção profissional, bem como as actividades
relacionadas com a ajuda às crianças em situação de abandono, nomeadamente:
- Estabelecimentos;
- Serviços;
- Domicílios;
- Locais públicos.
•
Dada a diversidade dos intervenientes sociais, as actividades realizadas junto do público-alvo
diferem pela sua natureza e dividem-se em:
- Actividades de contacto com o público, orientadas para a realização de actividades
baseadas numa abordagem individual e colectiva;
- Actividades orientadas para públicos colectivos.
8
A orientação geral seguida para esta fase do projecto foi a de tentar chegar a um perfil geral da
relação de ajuda a pessoas em situação de abandono, definindo um perfil a partir de actividades
transversais a todos os intervenientes da relação de ajuda.
2. Natureza, distribuição dos trabalhos
Os trabalhos decorreram de forma um pouco diferente da primeira fase de elaboração do ponto da
situação, pois cada um dos países estava encarregado de aprofundar o trabalho a partir de um
dos públicos considerados, e de o propor em seguida para discussão com os parceiros.
A distribuição foi a prevista pelo projecto, tendo havido um esforço no sentido de mobilizar ao
máximo as competências disponíveis. No âmbito do projecto Relais I, a distribuição das
responsabilidades na elaboração dos referenciais profissionais e de formação fora efectuada
segundo o tipo de beneficiários da relação de ajuda: crianças, adolescentes, idosos, conforme
segue
Público
País
Crianças
Roménia
Adolescentes
Itália
Idosos
França
No âmbito do projecto Relais II, através da designação dos responsáveis pela transferência de
metodologia e da supervisão dos trabalhos realizados pelos novos parceiros, a experiência
acumulada no projecto anterior foi valorizada de forma óptima e generalizada; os parceiros
responsáveis pela transferência tiveram a seu cargo a elaboração da síntese europeia dos
referenciais profissionais e de formação no domínio de expertise presente também no Projecto
Relais I, apoiado nos referenciais profissionais e de formação elaborados em cada um dos três
novos países. As responsabilidades foram distribuídas da seguinte forma:
Público
País - Instituições
Crianças
Roménia - Universidade de Iasi
Adolescentes
Roménia – Partener
Idosos
França - GIP FIPAG
O referencial profissional foi produzido em cada um dos países pelas equipas dos parceiros do
projecto Relais às quais se juntaram profissionais em actividade em cada um dos sectores
abrangidos, recorrendo à metodologia denominada "grupos profissionais" (membros associados).
Os "grupos profissionais" constituídos por professores, formadores, consultores e profissionais
reúnem-se, sempre que necessário, para analisar, em termos de funções e de actividades, a
«profissão da relação de ajuda» a partir de grelha de referências apresentada mais adiante.
9
O documento aqui apresentado respeita aos referenciais profissionais e de formação para a
relação de ajuda a crianças 2
3. Composição do grupo profissional
No projecto Relais I, o grupo profissional romeno era composto por:
Coordenador científico :
Universidade «Alexandru Ioan Cuza» de Iasi, Faculdade de Psicologia e das Ciências da
Educação:
• Adrian NECULAU, professor, doutorado em psicologia
• Cristina NEAMTU, professora universitária, doutorada em ciências da educação.
Perito primeira infância:
Associação PARTENER – Agrupamento de Iniciativa para o Desenvolvimento Local de Iasi:
•Catalin ILASCU, presidente
•Oana PETROVICI, assistente social
•Contiu Tiberiu SOITU, professor universitário, doutorado em psicologia
Profissionais:
•Daniela RUSU, assistente social, Fundação WORLD VISION, delegação de Iasi, organização não
governamental, desenvolvendo actividades no sector da protecção e da intervenção das crianças
em situação de abandono
•Daniela COSTACHESCU, assistente social, Direcção Distrital para a protecção dos direitos da
criança, autoridade para a protecção da infância ao nível do distrito de Iasi
•Veronica Bruma, assistente social, Fundação Holt, delegação de Iasi, organização não
governamental, desenvolvendo actividades no sector da protecção e da intervenção junto de
crianças em situação de abandono
No projecto Relais II, a estrutura dos grupos de peritos segundo as profissões e segundo o país
é a seguinte:
3.1. Portugal
2
Foram elaborados dois outros documentos para os referenciais profissionais e de formação respeitantes ao público
dos idosos e ao dos adolescentes. Documentos n°3 e n°4
10
NOME
INSTITUIÇÃO
RESPONSABILIDADE/FUNÇÕES
Casa Pia de Lisboa
Director dos Serviços de Educação,
Ensino e Acção Social da Casa Pia de
Lisboa – Líder
Instituto Superior de
Serviço Social de Lisboa –
Universidade Lusíada
Professor. Investigador
Casa Pia de Lisboa
Assessora de Serviço Social. Professora
Inês Martins
Associação para o Bem –
Estar Infantil -ABEI
Educadora de infância, (crianças dos 3
aos 18 meses ). Coordenadora de
equipamento (para crianças até aos 3
anos). Profissional
Samuel Branco
ABEI
Psicólogo. Trabalha com crianças
provenientes de famílias carenciadas de
Vila Franca de Xira. Profissional
Maria Ivone
Catarino Simões
Monteiro
Instituto da Segurança
Social, I.P
Técnica superior no sector da infância e
da juventude do Departamento de
Desenvolvimento social.
Pedro Figueiredo
Líder
Jorge Ferreira
Especialista
Perito científico
Graça André
Acompanhamento
da equipa de
coordenação
Paula do Carmo
Rodrigues Paço
Formadora
Instituto de Apoio à Criança Responsável de equipa
Profissional
11
3.2. Hungria
Instituição
Nome da pessoa
Função da pessoa na
agência
Universidade de Pécs
Gizella Cserné Adermann
Líder
Universidade de Pécs
Teréz Reisz
Perito científico
Fundação «Tipegő»
Judit Appl
Profissional
Centro regional de
protecção da criança de
Baranya
Tamás Barka
Profissional
Escola de formação
profissional para
profissões sociais e
sanitárias
Éva Mikli
Formadora
Direcção das instituições
sociais para crianças
Ákos Komlósi
Formador
12
3.3. Bulgária
Instituição
Nome da pessoa
Função da pessoa
Universidade de Sofia
Nelly Petrova
Líder
Agência Estatal para a
Protecção da Criança
Vessela Banova
Vice-presidente
Perito científico
Instituto de Actividades e
Práticas Sociais (SAPI)
Nadya Stoykova
Director executivo
Profissional
Complexo para os serviços
sociais de Shumen
Veneta Gospodinova
Assistente social, DirectoraProfissional
Complexo para os serviços
sociais de Shumen
Nelly Alexandrova
Assistente social,
Responsável do serviço para
as crianças - Profissional
Complexo para os serviços
sociais de Shumen
Krassi Todorova
Complexo para os serviços
sociais de Shumen
Diana Nincheva
Centro "mamã e bebé" de
Shumen
Ivelina Ivanova
Assistente social
Comunidade para crianças e
adolescentes em Novi Pazar
Maria Hristova
Directora
Diana Ruseva
Psicóloga.
Galina Manova
Psicóloga.
Estabelecimento para
crianças privadas de
cuidados parentais em
Detelina
Estabelecimento para
crianças privadas de
cuidados parentais em
Detelina
Psicóloga – responsável
pelo serviço de apoio à
família - Profissional
Assistente social –
responsável pelo serviço de
prevenção e formação Profissional
Formador
Formador
13
4. Objectivos e desenvolvimento desta fase dos trabalhos
Esta fase do projecto visa consolidar os seguintes objectivos:
-
Elaborar os referenciais profissionais e de formação para os trabalhadores sociais que
intervêm junto de crianças em situação de abandono;
-
Analisar as actividades exercidas na prática profissional a fim de identificar a diversidade das
intervenções e das respostas em função da idade da criança em situação de abandono;
-
Sistematização dos referenciais profissionais e de formação no quadro da relação de ajuda às
crianças em situação de abandono, susceptíveis de serem submetidos à crítica dos outros
parceiros e cujos resultados finais possam ser transversais aos três tipos de públicos
(crianças, adolescentes e idosos).
O objecto deste trabalho consistiu em propor uma análise da actividade que fosse
simultaneamente o mais exaustiva e o mais aberta possível para dar conta de situações
diversificadas e em rápida evolução e permitir, conforme previsto, a elaboração de um programa
de formação pertinente.
Houve que ter em conta os condicionalismos inerentes ao exercício, mas que constituíam também
a sua riqueza
Existem vários métodos de análise do trabalho mas eles inscrevem-se em abordagens muito mais
extensas ou segmentadas.
Podemos evocar aqui o método ETED (Estudo do emprego em dinâmica elaborado em França
pelo CEREQ 3 ), ou análises que incidem mais nos modelos ergonómicos e assentam na
observação directa dos profissionais na sua actividade.
O método aqui adoptado visa oferecer um quadro que permita articular de forma muito simples o
referencial profissional e o referencial de formação, que esteja adaptado a contextos culturais
diferentes e que leve simultaneamente em conta várias profissões em diferentes níveis de
qualificação.
As grelhas validadas no início dos trabalhos foram entretanto modificadas ao longo do processo,
por forma a responder a uma necessidade de legibilidade e de simplificação, particularmente para
todos os potenciais utilizadores que não tenham uma familiaridade espontânea com este tipo de
instrumentos, que não tenham “mergulhado” na sua elaboração, mas que deverão poder
aproveitar dos mesmos em função de preocupações específicas. A preocupação com a
operacionalidade e a difusão deveria ser uma prioridade.
Simultaneamente, era necessário fazer com que esta simplificação não fosse prejudicial à
preocupação, senão de exaustividade, pelo menos de abordagem dos pontos essenciais
Simultaneamente, era necessário fazer com que esta simplificação não fosse prejudicial à
preocupação, senão de exaustividade, pelo menos de abordagem dos pontos essenciais
Os seminários que pontuaram a progressão dos trabalhos constituíram a ocasião para estes
diversos reajustamentos. O seu distanciamento temporal conferiu, evidentemente, um carácter um
pouco laborioso a esta etapa, ainda que as trocas de ideias durante o intervalo prosseguissem,
em especial por meio de um fórum na Intranet.
3
Centre d'études et de recherche sur les qualifications (França)
14
Pode dizer-se também, a contrario, que esta distribuição no tempo favoreceu uma maturação
progressiva e evitou esquecimentos importante.
Os seminários transnacionais foram também, na sua grande maioria, consagrados à apresentação
e à explicação de cada uma das produções nacionais, à sua crítica e também ao enriquecimento
dos conteúdos pelas equipas de outros países, por forma a que cada um pudesse finalmente
reconhecer-se na produção proposta.
Por vezes, foi necessário voltar a pôr em cima da mesa aquilo que já parecia ser um dado
adquirido, mas que a progressão dos trabalhos obrigava a modificar. Todos se lançaram a essa
tarefa com boa vontade.
Os seis referenciais propostos apresentam na sua fase final a forma mais homogénea possível e
testemunham a um tempo as transversalidades e as especificidades respeitantes à relação de
ajuda aos três públicos considerados.
5. Apresentação das grelhas dos referenciais
O referencial profissional e o referencial de formação são propostos numa versão separada por
razões de comodidade de leitura e de utilização, mas devemos entendê-los como fazendo parte
de um documento único que permite uma compreensão global das actividades decorrentes da
"profissão da relação de ajuda", das competências que mobilizam e que a formação deve permitir
adquirir.
Está compreendido neste quadro reestruturado:
Relação de ajuda às pessoas em situação de abandono
Referencial profissional
Metodologia
Funções
Activida
de
des
realização
Referencial de formação
Pontos
Condições
de
críticos
realização
Saberfazer
Saberes
associados
Saberser
Recursos
Precaução de utilização: qualquer classificação organiza a realidade de forma parcialmente
arbitrária mas tem por função propor a sua compreensão.
A actividade constitui um todo e a divisão proposta seria contraproducente
compreendêssemos como uma compartimentação da realidade.
15
se a
O quadro permite observar sucessivamente os diferentes aspectos desta realidade. Os termos
utilizados poderiam eventualmente dar origem a debate, mas a dada altura é necessário optar por
uma terminologia e assegurar a maior clareza possível.
Cada pessoa poderá privilegiar alternadamente uma leitura horizontal a partir das funções ou uma
leitura vertical coluna a coluna, e evidentemente navegar a seu gosto entre estes seis
documentos, sendo que as ferramentas multimédia constituirão uma outra porta de acesso 4 .
Discriminamos aqui o que convém saber em cada uma das rubricas seleccionadas.
Referencial profissional: descreve a actividade exercida por diversos tipos de profissionais que
ocupam funções variadas mas estão empenhados numa relação de ajuda a um dos públicos-alvo
do projecto.
Referencial de formação: descreve o conjunto dos saberes que devem ser adquiridos numa
formação ou que, caso já o tenham sido antes da formação, devem ser re-situados e o seu
domínio validado de forma a que o profissional possa justificar a sua competência
Funções: a escolha das oito funções propostas decorre do trabalho em torno das competências
transversais e específicas julgadas necessárias para uma relação de ajuda com qualidade.
É a divisão que estrutura toda a sequência do trabalho. Convém ter sempre em mente que se
trata de um sistema em que cada função remete para as outras. Abordar a actividade a partir das
funções, é de alguma forma fazer um «zoom» sobre um aspecto que se torna prioritário.
Mas passando agora para o segundo plano, as outras funções não estão menos presentes, e sem
elas o sentido da relação de ajuda e a intervenção junto da pessoa não passariam de palavras
vãs.
As zonas de sobreposição parcial são evidentes. A formação integrará o trabalho sobre as
relações entre as funções: a inteligibilidade do sistema impõe-se.
Uma função, neste aspecto, desempenha um papel específico, o da profissionalização, pois tratase menos de uma função própria da relação de ajuda, e mais de uma forma de exercer a profissão
que permite adquirir competência, aperfeiçoar-se, fazer-se reconhecer, evitar o esgotamento
próprio das profissões de relacionamento com públicos em situação difícil, retomar de alguma
forma o sentido daquilo que se faz, de o questionar, de o colocar em perspectiva, de se tornar um
"praticante reflexivo".
4
Para este efeito e no âmbito deste projecto, foram produzidos um DVD e um CD-ROM.
16
Profissionalização
Acolhimento
Escuta
Comunicação
Socialização
animação
Funções da
relação de
ajuda
Identificação
das
necessidades
Assistência à
vida quotidiana
Protecção
Acompanhamento
Apresentação das diversas funções tal como foram diferenciadas e articuladas para a construção
dos referenciais profissionais e de formação.
Actividades: é um conjunto de tarefas complexas, aquilo que é necessário ser capaz de realizar
para cumprir a missão. São, portanto, formuladas através de verbos que exprimem acção. Este
agrupamento constitui uma espécie de crivo de malha grossa para subdivisão das funções em
tarefas concretas, agrupando-as, porém, no pressuposto de que ainda não chegámos à
pormenorização de todas as tarefas possíveis, que são em número quase ilimitado, tendo em
conta a diversidade de cada situação.
Esta "malha" permite organizar a actividade, articular as intenções do profissional com a
expectativa do beneficiário da ajuda.
É em torno destas actividades que ocorre o encontro dos actores cujas expectativas estão por
vezes em tensão, ou pelo menos não são espontaneamente acordadas. A dificuldade aqui reside
em fazer compreender o relacional que suporta estas actividades, que não é directamente visível
mas lhes confere sentido.
17
Metodologia de realização: trata-se de especificar de que forma as actividades são
implementadas. A malha é mais fina a fim de descrever aquilo que o profissional executa; a
descrição é mais segmentada; também neste caso, não poderíamos ser exaustivos, mas as
situações descritas são suficientemente numerosas para dar a ver a relação de ajuda
consubstanciada nas situações mais concretas, das mais corriqueiras às mais excepcionais.
A pedido dos profissionais associados, e numa preocupação de simplificação, o número foi
voluntariamente reduzido.
A metodologia utilizada é de natureza qualitativa, sabendo-se que a fonte directa de dados é o
ambiente natural e que o pesquisador constitui o instrumento principal, isto é, que os
profissionais/investigadores frequentam os locais de estudo, que eles analisam as acções no
ambiente em que estas habitualmente ocorrem.
Neste trabalho, a metodologia consiste na manifestação da maneira/modo de fazer, de ensinar,
segundo os princípios e em função de uma certa orientação. É o modo de actuação baseado nos
princípios de uma ciência ou de um quadro de referências técnicas.
A metodologia utilizada para este trabalho assume as dimensões de uma intervenção individual e
colectiva, fundada em matrizes de intervenção multidisciplinar e transdisciplinar.
Condições de realização: trata-se de dispor de uma ferramenta para análise do contexto no qual
a intervenção é realizada, sendo este contexto multidimensional descritível a partir de vários
pontos de vista. Esta grelha de leitura do contexto é, a nosso ver, absolutamente essencial
quando se faz um esforço de melhoria do desempenho. Permite ancorar os projectos,
especialmente os de formação, numa realidade situada, datada, apoiando-se em recursos
materiais e humanos. Favorece o exercício de uma responsabilidade efectiva.
Permite igualmente ultrapassar a abordagem frequentemente muito individualista da relação de
ajuda, reduzida a um frente-a-frente. Convida a re-situar a prestação na sua dimensão de equipa,
nas suas dimensões institucionais e de parceria.
As condições são também a base material, os meios concretos de que os profissionais dispõem
para realizar as tarefas que lhes são confiadas.
Pontos críticos: esta rubrica é original e permite introduzir um certo número de elementos para
os quais os profissionais ou os beneficiários chamam a atenção. Alguns destes pontos críticos
reaparecem como um leitmotiv nos "grupos profissionais". São como sinais de alerta que podem
fazer balançar a intervenção no sentido oposto ao que se pretende, a despeito das intenções
declaradas, e por vezes mesmo à revelia dos protagonistas. Estes pontos críticos estão
vocacionados para alimentar a formação, permitindo igualmente abrir pistas para recomendações.
Os pontos críticos foram estruturados com base numa análise Swott, tendo em conta os pontos
fortes, os pontos fracos e as alterações a implementar.
Os saberes: para realizar as actividades, há que ser capaz de mobilizar saberes com diferentes
registos.
Para maior simplicidade, a opção é a de manter a tripartição, de ora em diante clássica, nas
análises de competência: saber-fazer, saberes, saber-ser.
Foi possível complexificar esta organização através da referência a uma classificação mais
precisa das formas de inteligência, em especial no que se refere à sua dimensão emocional.
Mas mais do que as distinções, são os elos que importam. Também neste caso dissociados por
necessidades de análise, os três tipos de saberes que compõem as competências são totalmente
indissociáveis, ainda que as formas de aquisição não sejam idênticas.
18
É a articulação dinâmica destas três formas de saberes, mobilizadas de forma original em cada
uma das situações encontradas pelo profissional, que permite falar de competência e de
profissionalismo.
É ela que permite "fazer face ao acontecimento".
O referencial de formação testemunha a ambição do projecto de jogar nestes três registos, seja
qual for o nível dos profissionais.
Obviamente, os graus de aprofundamento teórico não serão os mesmos para todas as tarefas de
cada profissional, mas a formação deve dar a todos ocasião de ligar estes três tipos de saber.
Trata-se de, num mesmo passo, fornecer ao profissional simultaneamente o domínio das técnicas
que lhe conferem desembaraço na sua intervenção, mas também referências mais teóricas que
lhe permitam dar sentido à sua prática, analisar as situações novas e efectuar transferências entre
as situações familiares ou as que o são menos ou o não são de todo.
A rubrica saber-ser é, sem dúvida, a mais complexa: esta noção é, desde há muito, objecto de
numerosos debates teóricos, em especial sobre a educabilidade da pessoa, e sobre os modos de
aprendizagem possíveis e de modificação dos comportamentos que radicam na estrutura da
personalidade.
A aposta da profissionalização reside no facto de existirem neste registo possibilidades de
aquisição, de maturação, de revisão crítica da sua maneira de ser profissional que, por sua vez,
está ligada à maneira de ser pessoal, mas que pode e deve distinguir-se desta.
Também neste caso é a composição original entre estes diferentes registos que permite a cada
um funcionar num quadro de referências explícitas mas sem colocar entraves às margens de
iniciativa e de expressão pessoal.
Recursos: este termo designa o conjunto da logística pedagógica que permite tornar as situações
de formação mais apropriadas à diversidade das pessoas em formação. Estes recursos fazem eco
das condições concretas da actividade, tal como descritas no referencial profissional. Bem
entendido, estes recursos evoluem em função das inovações pedagógicas e do grau de
sofisticação da engenharia. No entanto, elas mantêm-se sempre na ordem dos meios e não
saberiam prevalecer na dos fins.
6 A questão dos "níveis de formação"
Esta questão surge recorrentemente no decurso dos trabalhos, testemunhando visões muito
diferentes, mais uma vez ligadas aos contextos que simultaneamente condicionam as maneiras
de pensar e constrangem as possibilidades objectivas.
Na realidade, esta questão decompõe-se, pelo menos, em três sub-questões:
- uma questão de ordem técnica que é a das equivalências e que pressuporia que as
hierarquias em vigor em cada um dos seus países fossem unívocas, o que está longe de ser o
caso.
- uma questão mais estratégica: quais as pessoas a formar prioritariamente para melhorar a
qualidade dos serviços: as pessoas já formadas, supostamente "de bom nível" e susceptíveis de
ocupar lugares de gestão ou pelo menos de coordenação de equipa e capazes de desmultiplicar
as competências adquiridas, ou as pessoas com menos formação até à data, caracterizadas como
"de baixo nível" mas que estão muitas vezes "na primeira linha" e realizam tarefas falsamente
simples?
- e ainda uma interrogação de ordem mais pedagógica: convirá organizar acções de formação
por níveis supostamente homogéneos ou trata-se não apenas de uma ilusão, mas até de um mau
19
preconceito, sendo a heterogeneidade, pelo contrário, uma escolha pedagógica positiva para a
confrontação e o enriquecimento de experiências que não decorrem dos níveis mas do
posicionamento e da sensibilidade?
As respostas serão progressivamente elaboradas
Foi decidido não fazer constar nos referenciais os indicadores de níveis, por um lado para não
tornar a sua apresentação ainda mais pesada, e por outro porque pareceu mais sensato que estes
referenciais pudessem servir de suporte à elaboração de uma oferta formativa acessível ao maior
número de pessoas possível 5 .
Isto reflecte-se nos programas de formação destinados às pessoas já em actividade, em primeiro
lugar, bem entendido, os funcionários, mas sem excluir as pessoas com um estatuto muito mais
ambíguo, por vezes a meio caminho entre o profissional e o voluntário, que ainda existe muito,
sem esquecer as pessoas em regime de trabalho não declarado que poderiam progressivamente
ganhar visibilidade através do acesso à formação e que não devem ser remetidas para a sombra
através das barreiras dos níveis.
Em contrapartida, pareceu possível fazer distinções de níveis, que geralmente envolvem menos a
natureza dos conteúdos e mais o seu grau de aprofundamento, no que se refere aos candidatos a
emprego, para os quais foram elaboradas propostas diversificadas.
Foi adoptada a nomenclatura francesa; era necessário escolher uma, sem lhe atribuir qualquer
superioridade, abordando também as categorias propostas pela Itália e pela Roménia.
Níveis dos ajudantes e dos ajudados, níveis das actividades, níveis das formações, níveis de
reconhecimento social: tudo isto se imbrica e atravessa todo o tipo de hierarquias. A tentativa de
acordar ou pelo menos de clarificar as dificuldades específicas contribui para a clarificação do
posicionamento das profissões de intervenção social.
5
Referir-nos-emos à oferta de formação no documento n°8 : Formação sobre a relação de ajuda a crianças em situação
de abandono
20
Tabela dos níveis de formação a partir da nomenclatura utilizada em França, com indicação de alguns diplomas atribuídos nestes níveis
Nível de
referência
considerado
França
Itália
Roménia
Espanha
Portugal
Hungria
Bulgária
para o
projecto
VI
Sem qualificação, fim da escolaridade obrigatória
Escola
Formação
Escolaridade
Escola
Matura
Certificado de aptidão Aprendizagem
Formação
secundária +2
profissional de
obrigatória
secundária +2
(Exame de fim
profissional (CAP)
profissional
anos de escola
nível 2
(nível I)
anos escola
de escolaridade
V
Diploma de estudos
profissional
profissional
não
profissionais (BEP)
sancionador)
Bacharelato
Formação
Bacharelato
Maturità
Bacharelato
Formação
Escolaridade
profissional
profissional
profissional, Diploma
profissional de
obrigatória e
Diploma
de técnico, Diploma
nível 3
formação
profissional
IV
profissional
profissional
Diploma de estudos
profissionais
(nível II)
Formação
Escola
Diploma de técnico
IFTS
Escola pós-liceal
Formação
superior
secundária
superior
profissional/
profissional
III
Diploma universitário
Formação técnica
de tecnologia
Bacharelato
(nível III)
Licenciatura
Diploma
Colégio
Diploma
Formação técnica, Diploma do nível Universidade
bacharelato
« Bacalavar »
profissional
universitário
universitário
universitário ou
pós-secundária
(4 anos)
II
engenharia
Certificado de
técnica
aptidão profissional
(nível IV)
Diploma do nível Universidade
Mestrado, diploma de
Laurea
Licenciatura 1, 2 Licenciatura ou
Diploma
licenciatura
«Mestrado»
engenheiro
34
engenheiro
universitário,
Doutoramento
superior
Licenciatura,
I
(5 anos)
Mestrado, diploma
especializado
(nível V)
21
7. Pessoas de contacto :
PORTUGAL
Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa – Universidade Lusíada
Jorge FERREIRA
00.351 21 3611500
00.351 21 3648050
@ [email protected]
Casa Pia de Lisboa
Graça ANDRÉ
00.351 21 3614000
00.351 21 3633448
@ graç[email protected]
7,2. HUNGRIA
Universidade de Pécs
Terézia Reisz
Tel:003672501500
@ [email protected]
7,3. BULGÁRIA
Instituto de Actividades e Práticas Sociais (SAPI) Sofia
Nadya Stoykova
Tel : (+ 359 2) 852 4713 ; 953 31 47
@ [email protected]
7.4. ROMÉNIA
Universidade «Al.I.Cuza» de Iasi
Cristina Neamtu
Tel : (00 40) 232 215 535 ; 0745 943 627
@ [email protected]
22
ª
PARTE
II - REFERENCIAL PROFISSIONAL
DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS
EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
23
24
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
1
Actividades
Metodologia de realização
• Diminuir a ansiedade •
da criança e/ou dos
pais
A
C
O
L
H
I
M
E
N
T
O
• Desenvolver uma
escuta empática,
activa
E
E
S
C
U
T
A
• Utilizar a
observação
participativa
Criar um espaço adequado de recepção,
agradável para as crianças.
• Utilizar tons cromáticos com um efeito calmante.
• Utilizar música de fundo relaxante.
• Convidar a criança a escolher uma guloseima
ou um brinquedo.
• Estar permanentemente acessível e disponível
para a criança/adulto.
• Encorajar as crianças a exprimirem os seus
sentimentos.
• Aceitar todos os sentimentos transmitidos pelo
interlocutor, seja qual for a sua natureza, sem
emitir juízos
• Receber todas as mensagens com interesse,
sem julgar, sem rejeitar.
• Assegurar-se permanentemente de que o
especialista manifesta claramente a sua
disponibilidade, a sua benevolência e a
compreensão correcta da mensagem que lhe é
transmitida.
• Reflectir perante o interlocutor o sentimento
expresso por este.
• Utilizar o contacto físico ou, dependendo das
reacções da criança, a distância ideal em
relação ao seu rosto, um tom amigável,
tranquilizador, benévolo.
• Utilizar as grelhas de observação relativas ao
comportamento dos pais na interacção paiscriança, o comportamento da criança na
situação de jogo, na interacção com os
25
Condições de realização
Situação da pessoa ajudada
• Com pedido
• Sem pedido
• Em dificuldades
• Abandonada
• Maltratada
• Em perigo
• Numa relação violenta
• Em recusa de ajuda
• Situação suicida
• Situação de depressão
permanente
• Situação de mudança de vida
• Reconhecendo a sua situação
difícil
• Não reconhecendo a sua
situação de vida difícil
• Subjugação/
sujeição
Pontos críticos
• Experiências
traumatizantes da criança
que constituem um
entrave à sua participação
activa
• Intervenção das diversas
barreiras de comunicação:
- culturais
- psicológicas
- sociais
- linguísticas
•
•
•
Local de intervenção
• No domicílio do interveniente
(família de acolhimento)
• Em instituição permanente
• Em instituição ocasional
•
(hospital)
• Em centro de dia
•
• À distância
• No domicílio temporário do
itinerante
Falta de meios humanos
e financeiros para um
acolhimento
personalizado da criança
Tendência para dar
prioridade à linguagem
verbal em detrimento da
linguagem para-verbal /
não verbal.
Modo de vida, valores
familiares, costumes e
práticas das comunidades
cigana e turca (casamento
prematuro, patriarcado)
Papel marcante da família
na educação das crianças.
Não aceitação por parte
da criança da substituição
da família pela instituição
para esta função.
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
1
Actividades
Metodologia de realização
E
E
S
C
U
T
A
Pontos críticos
• Dificuldades de
identificação das pessoas
•Fazer por ser bem
criança em perigo
itinerantes por não
•
Respeitar
a
especificidade
sociocultural
da
recebido em casa da
•No local de residência dos
estarem registadas
criança
família (nomeadamente para as crianças
parentes e vizinhos da família
Registo Civil.
pertencentes a uma população etnocultural
•Administração social local /
minoritária).
distrital (municipalidade
• Descontinuidade da
•Apresentar a intervenção como uma
local/distrital, departamento
história institucional da
oportunidade de mudança benéfica para a
social e político da juventude,
criança.
criança e igualmente para os pais.
autoridade tutelar
• Os órgãos administrativos /
• Mudança de local de
policiais (serviço de
trabalho do especialista (a
•Integrar a opinião dos pais nas decisões de
estrangeiros, polícia,
relação desenvolvida é
intervenção profissional e estabelecer as
alfândega, serviços de
interrompida)
responsabilidades dos pais até à reintegração
imigração
•Fazer com que a
da criança na família (se for o caso).
e respectivos campos, asilos,
ajuda seja aceite
etc.)
• Incompatibilidade de
•Informar-se para obter uma imagem clara
•Estabelecimento social/de
temperamentos entre o
(verificada por todas as fontes acessíveis) da
educação/ de higiene mental
educador e a criança.
história psico-médico-social da criança e dos
/creche, escola, internato)
problemas.
•Instituição de lazer (campos
•
Construir
passo
a
passo
uma
nova
relação
com
para crianças e jovens, locais • Inacessibilidade a
•Intervir na área do
informações claras sobre
a
criança
e
ganhar
a
sua
confiança
através
de
de recreação e de lazer)
sofrimento, dos mausos momentos importantes
uma atitude benévola, aberta, sincera, paciente •Serviços de prevenção
tratos, ser capaz de
da história da criança.
(prevenção do alcoolismo, da
fazer face à indigência, e perseverante.
toxicodependência)
trabalhar na reparação, •Tolerar as manifestações de desconfiança,
• Transmissão da violência
hostilidade e rejeição.
•Serviços de ambulâncias
pelos meios de
•Integrar o ponto de vista da criança nas decisões •Rua, estação, meios de
comunicação
a tomar.
transporte
• Localização da instituição
•Respeitar a intimidade de cada criança.
num ambiente violento
•Meios especiais (floresta,
•Respeitar os prazos estabelecidos com a
esconderijos abandonados)
criança.
•Locais públicos frequentados
•Motivar a criança a aceitar a relação de ajuda
por prostitutas e traficantes de
• Na família e no ambiente da
profissionais da relação de ajuda.
A
C
O
L
H
I
M
E
N
T
O
Condições de realização
26
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
1
A
C
O
L
H
I
M
E
N
T
O
E
E
S
C
U
T
A
Actividades
Metodologia de realização
sem fazer promessas que não possam ser
honradas.
•Colocar a criança em contacto com exemplos de
êxito da relação de ajuda.
•Envolver outras crianças do grupo na relação de
ajuda.
•Encorajar a criança a personalizar o seu espaço
de vida.
•Conhecer a história de sofrimento da criança
• Colocar os seus
limites e introduzir a
•Observar e anotar a evolução da criança.
complementaridade, a •Respeitar as recomendações do psicólogo e
não omnipotência, ser criar oportunidades de valorização da criança.
capaz de explicitar o
•Utilizar histórias e jogos terapêuticos.
seu papel.
•Abordar com a criança o fenómeno dos maustratos em geral, discutindo as causas e os
efeitos a longo prazo.
•Conhecer e utilizar as técnicas de neutralização
dos efeitos do sofrimento da criança.
•Utilizar o contacto físico ou situar-se a uma
distância correcta em relação ao rosto da
criança, utilizar um tom caloroso,
tranquilizador.
•Ajudar a criança a
situar-se numa relação •Definir o seu papel no âmbito da relação de
ajuda, utilizando como referência o plano
de substituição, a
individual de intervenção que estabelece
encontrar referências
etapas que favorecem o desenvolvimento da
em laços complexos
criança).
•Conhecer a actuação e a metodologia
dos outros especialistas envolvidos
na relação de ajuda.
27
Condições de realização
Pontos críticos
droga/álcool;
•Locais dos serviços de ajuda
telefónica ou on-line, etc.
• Resignação, sentimento de
impotência, fatalismo
Período de intervenção
• Quotidiana
• Pontual
• Urgente
• Vespertina
• Nocturna
• Confusão entre o seu
papel profissional e os
restantes papéis.
Sistema de actores
• Reduzido
• Complexo
• Coerente e inteligível
• Fiável
• Conflitual
• Resistência à mudança
• Tendência para remeter
para terceiros a
responsabilidade pelas
dificuldades
• Risco de favoritismo em
relação a certas crianças
Modo de intervenção
• a solo
• em equipa
• em rede
• em complementaridade com
a família
•A falta de um mínimo de
Posição do interveniente
• responsabilidade total
• responsabilidade delegada
• em complementaridade com
a família
•As relações hierárquicas
Qualidade do interveniente
• estreante ou experiente
profissionalismo e ética
atrasa a eficácia da
actividade de assistência
podem levar à
desvalorização dos valores
profissionais, humanos, à
corrupção moral e material
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
1
Actividades
Metodologia de realização
• Ser capaz de definir os valores específicos
da sua intervenção na relação de ajuda
A
C
O
L
H
I
M
E
N
T
O
E
E
S
C
U
T
A
• Explicar o seu papel à criança / aos pais.
•Solicitar informações e expertise da parte dos
outros especialistas.
•Participar na realização de certas formas
específicas de seguimento, supervisão
clínica, etc.
•
•
•
•
•
Receber bem a criança e fazê-la
compreender que é aceite sem juízos de
valor.
Apresentar a criança aos outros.
Apresentar-se a si próprio, as outras crianças
e os colaboradores.
Explicar o seu papel profissional e propor à
criança modalidades de cooperação
Apresentar a instituição, as instalações, as
regras de funcionamento e favorecer o
acesso a todas as oportunidades
proporcionadas pela instituição
• Respeitar as preferências e o ritmo da
•
•
criança, permitir-lhe expressar-se e levar em
conta a suas opiniões.
Personalizar a relação, respeitar a intimidade,
o segredo
Oferecer permanentemente um feedback
positivo específico, comentar o
comportamento de cada criança,
favorecendo o processo de comparação
28
Condições de realização
• estagiário; aprendiz
Organização do trabalho
• organigrama
• utilização específica das
novas tecnologias no
processo de qualidade
• espaço e tempo dedicados á
conversa, adequados ao
estado e ao ritmo de
desenvolvimento de cada
criança.
• existência de um espaço
tranquilizador e familiar para
encontros de carácter
confidencial
• acessibilidade às informações
significativas sobre a história
psico-médico-social da
criança.
• Apoio da equipa
interdisciplinar.
• Recursos materiais
necessários.
• Seguimento e apoio por parte
da equipa de especialistas
• Existência de espaços para
onde a criança se possa
retirar e descarregar a sua
agressividade sem incomodar
ninguém.
• Relação adequada entre o
número de crianças
acompanhadas pelo educador
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
1
A
C
O
L
H
I
M
E
N
T
O
E
E
S
C
U
T
A
Actividades
Metodologia de realização
social
•Oferecer apoio para que todas as crianças
consigam tomar consciência das suas
diferenças, dos seus atributos e das
oportunidades de valorização
• Observar e identificar as diferenças culturais
e sociais, valorizá-las
• Recorrer à escuta activa
• Proporcionar um sistema de valores estável e
constante
• Observar as interacções entre as crianças
• Estimular a criança a personalizar o seu
espaço de vida
• Contribuir para a manutenção e interpretação
das relações da criança com a sua família
• Favorecer o papel da família e dos
colaboradores na relação de ajuda.
29
Condições de realização
e as particularidades das
crianças
• Acessibilidade às informações
significativas sobre a criança.
• Espaço personalizado de
residência da criança em
função da idade, do sexo, dos
interesses (através de
diversos brinquedos, livros,
objectos pessoais, etc.)
Encontros periódicos para
análise da situação, das
necessidades, da evolução de
cada criança - com a
participação de cada uma das
pessoas envolvidas
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
2
Actividades
• Efectuar um
I
D
E
N
T
I
F
I
C
A
Ç
Ã
O
D
A
S
N
E
C
E
S
S
I
D
A
D
E
S
diagnóstico completo
do estado actual da
criança do ponto de
vista médico, sóciofamiliar e psicológico
• Interpretar o
comportamento da
criança
Metodologia de realização
• Informar-se para obter uma imagem clara
(verificada por todas as fontes acessíveis) da
história psico-médico-social da criança e dos
seus problemas.
• Solicitar informações e expertise da parte dos
outros especialistas.
• Observar o comportamento lúdico, a
interacção com os adultos e as outras
crianças, o comportamento alimentar, as
características da actividade de instrução, a
presença de tiques, de estereótipos
psicomotores, as características do sono, etc.
Condições de realização
Pontos críticos
Situação da pessoa ajudada
• Com pedido
• Sem pedido
• Em dificuldades
• Abandonada
• Maltratada
• Em sofrimento
• Numa relação violenta
• Em recusa de ajuda
•
•
•
•
• Tomada de consciência por
•
•
•
parte da criança dos
acontecimentos e lesões
que a afectam
• Abordar sistematicamente as necessidades da
• Hierarquizar e/ou
• Rejeição por parte da
criança
•
determinar as
criança das histórias de
• Determinar a ordem de prioridades na
prioridades na
fracasso do destino da sua
satisfação das necessidades.
satisfação das
vida
• Identificar e obter os recursos necessários às
necessidades da
•
Incapacidade
de a criança
necessidades da criança.
criança
pedir
socorro
(porque não a
• Avaliar regularmente as necessidades da
aprendeu)
criança, comparando-as com as avaliações
precedentes
• A criança só consegue levar
• Determinar
a cabo as actividades da
modalidades de
•
Adaptar
as
próteses
às
características
vida com assistência
compensação ou de
antropométricas
e
funcionais
da
criança.
• Capacidade da criança de
realização de
• Formar novos hábitos adaptativos para
tomar decisões autónomas
próteses
compensar os hábitos perdidos.
em harmonia com a sua
para as crianças com
idade
deficiências
• Evidenciar – seja qual for a situação – os
sensoriais e/ou
• Não há tomadas de decisão
aspectos positivos do comportamento dos pais
neuromotoras
por parte da criança
• Oferecer modelos de interpretação do
comportamento dos pais
Local de intervenção
30
Psicopatologia dos pais
Deficiência física dos pais
Psicopatologia das crianças
Situações de abusos
graves por parte dos pais
Situação de pobreza,
dificuldades
socioeconómicas graves
dos pais (desemprego,
precariedade)
Falta de meios
Preocupação pecuniária da
família de substituição
superior aos interesses da
criança
Incompatibilidade de
temperamento com a
criança.
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
2
Actividades
• Ajudar a criança a
I
D
E
N
T
I
F
I
C
A
Ç
Ã
O
D
A
S
N
E
C
E
S
S
I
D
A
D
E
S
reflectir sobre a
inadequação dos
seus pais ou sobre a
sua ausência.
• Avaliar os
sintomas
associados ao
abandono, remediálos em função da
idade
Metodologia de realização
• Assegurar à criança que ela não é a causa do
Condições de realização
•
abandono
• Observar e registar o comportamento dos pais
na relação com a criança
• Avaliar e fazer recomendações – com base nos
factos observados – sobre a oportunidade de
manter a relação com os pais
• Oferecer à criança critérios de apreciação do
comportamento dos adultos / dos pais.
• Identificar e desenvolver estratégias de
adaptação aos comportamentos inadequados
dos adultos / pais.
• Elaborar uma lista completa dos sintomas
determinados pelo abandono
• Utilizar grelhas de observação, registar
continuamente os sintomas e compará-los
com a norma
• Interpretar o comportamento da criança como
revelador de necessidades insatisfeitas
• Anotar os diferentes sintomas em função dos
critérios considerados pelos especialistas: o
momento do dia, o tipo de actividade, etc.
• Recorrer à escuta activa
• Realizar as actividades terapêuticas
recomendadas pelo psicólogo e pelo médico
• Envolver a criança nas suas actividades
preferidas
• Deixar a criança exprimir o seu sofrimento
• Envolver a criança nas actividades baseadas na
cooperação, utilizando como recursos outras
crianças que tenham ultrapassado os efeitos
31
•
•
•
•
No domicílio do
interveniente (família de
acolhimento)
Em instituição permanente
Em instituição ocasional
(hospital)
Em centro de dia
À distância
Período de intervenção
• Quotidiana
• Pontual
• Urgente
• Vespertina
• Nocturna
Pontos críticos
• Incapacidade de tolerar e
gerir a agressividade da
criança
• Perda de confiança da
criança nos adultos
Sistema de actores
• reduzido
• complexo
• coerente e inteligível
• fiável
• conflitual
• cooperação de
especialistas no
diagnóstico do nível de
gravidade, do tipo e
acumulação de handicaps
das crianças
desfavorecidas
• O pessoal está assegurado
•
Durante o processo de
assistência,
• Perturbações do
comportamento na criança
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
2
I
D
E
N
T
I
F
I
C
A
Ç
Ã
O
D
A
S
N
E
C
E
S
S
I
D
A
D
E
S
Actividades
Metodologia de realização
•
•
do abandono.
Dar à criança diversas responsabilidades em
função das suas preferências
Construir um sentimento de pertença e de
identidade em função das outras crianças
Condições de realização
Pontos críticos
aperfeiçoamento das
funções jurídicas e
profissionais dos
participantes e definição
precisa e clara dos níveis
de intervenção e de
responsabilidade.
• Pouca tolerância do adulto
à frustração
• Atenuar a competição e promover a cooperação
• Gerir as
descontinuidades
(associadas às
decisões judiciais, às
mudanças de família
de acolhimento…)
•
•
•
•
•
•
•
•
entre as crianças.
Conhecer o historial da relação de ajuda
Recorrer à escuta activa e dar à criança
oportunidade de falar das suas experiências
pessoais, dos acontecimentos significativos do
seu passado,
Identificar as pessoas às quais a criança ainda
se sente ligada e recomendar / facilitar a
manutenção desses laços, utilizando-os como
recursos
Participar na avaliação dos sintomas produzidos
pela descontinuidade
Recorrer a modalidades terapêuticas
adequadas, recomendadas pelo especialista.
Avaliar o nível de integração da criança no que
respeita ao seu percurso institucional
Interpretar/explicar à criança o modo de
funcionamento do sistema de protecção de
menores para a ajudar a captar a coerência da
relação de ajuda, para lá das
descontinuidades
Proporcionar modelos alternativos de
interpretação positiva das suas experiências
de colocação anteriores
32
Qualidade do interveniente
• estreante ou experiente
• estagiário; aprendiz
Organização do trabalho
• organigrama
• contributo específico das
novas tecnologias
• processo de qualidade
• existência de informações
referentes à relação paiscriança.
• Espaço adequado para os
encontros
• Colaboração com a equipa
pluridisciplinar, sobretudo
com o psicólogo
• Existência de recursos
materiais
• Política institucional flexível
e aberta - que permite a
integração das pessoas
significativas para a
criança na actividade da
instituição
• Cooperação com o
•
Risco de atraso no
crescimento e
desenvolvimento psíquico e
social da criança
institucionalizada,
especialmente para os
adolescentes de etnia cigana
e para as crianças de rua,
devido à sua pobreza
extrema e às discriminações
•
Falta de profissionais
•
Dificuldades do ajudante em
ver as qualidades da criança,
para lá dos seus problemas
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
2
I
D
E
N
T
I
F
I
C
A
Ç
Ã
O
Actividades
• Assegurar-se de que todas as crianças
•
•
• Avaliar o risco de
marginalização e de
maus-tratos da
criança
D
A
S
N
E
C
E
S
S
I
D
A
D
E
S
Metodologia de realização
Favorecer a
reconstrução
narcísica
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Pontos críticos
professor/director da
e comportamentos
escola,
desviantes
Participação nas
actividades comuns das
crianças
• Discernir entre o não pedido
Recursos materiais
e a solicitação permanente
Relação adequada entre o
número de crianças
acompanhadas pelo
educador e as
particularidades das
crianças
• Falta de profissionais que
• Espaço habitacional
falem a língua das minorias
personalizado
compreenderam que as descontinuidades são
determinadas pelo funcionamento do sistema •
e não por culpa sua.
Preparar a criança para fazer face às mudanças
•
previstas na relação de ajuda.
•
Manter o contacto com a criança após a
transferência para outro enquadramento
(família de origem/adopção/colocação noutra
instituição)
• Acompanhar a adaptação escolar da criança,
• Avaliar a vulnerabilidade específica da criança,
• Avaliar a integração social da criança no grupo
•
Condições de realização
de actividade,
Avaliar o risco de a criança maltratar outras
crianças,
• Realização do exame de
saúde por especialistas
(pediatra, pedopsiquiatra)
Colaborar com o psicólogo para a diminuição
das dificuldades associadas à situação de • Realização de testes
estandardizados por
abandono
profissionais
Observar e registar o comportamento da
criança
• Ferramentas de avaliação
Identificar as necessidades da criança
simples e eficazes
Avaliar o nível de auto-estima da criança
concebidas por uma equipa
Desenvolver programas terapêuticos de
profissional pluridisciplinar.
consolidação da auto-estima
Criar oportunidades de valorização da criança,
Período de intervenção:
tendo em conta as suas preferências
Ajudar a criança a descobrir-se e a aceitar-se
- Semanal
utilizando a comparação social
- A longo prazo
Facilitar a auto-avaliação da criança num
processo permanente
Ajudar a criança a estabelecer metas e
33
• A avaliação errónea do nível
de validade dos traumas e
das necessidades
• Monotonia profissional,
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
2
I
D
E
N
T
I
F
I
C
A
Ç
Ã
O
D
A
S
N
E
C
E
S
S
I
D
A
D
E
S
Actividades
Metodologia de realização
•
•
•
•
•
•
•
•
objectivos realistas, adaptados às suas
possibilidades e ao contexto
Utilizar
uma
abordagem
cognitivocomportamental na relação com a criança que
se confronta com um fracasso
Proporcionar permanentemente um feedback
positivo específico
Atribuir responsabilidades às crianças e
partilhar o poder de decisão com elas
Recorrer à escuta activa e encorajar as
crianças a exprimirem os seus sentimentos
Identificar as crianças com auto-estima
negativa, isoladas, não cooperantes e orientálas para programas de remediação
Utilizar o role play para facilitar a identificação
da criança com os modelos de sucesso em
todos os domínios
Encorajar as crianças a falarem dos aspectos
que não lhes agradam na instituição e a
procurarem soluções
Organizar eventos para festejar os momentos
importantes para cada criança (o aniversário,
um êxito)
34
Condições de realização
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função 3
A
S
S
I
S
T
Ê
N
C
I
A
Actividades
• Dinamizar, favorecer
•
o desenvolvimento dos
•
recursos da pessoa
ajudada, a sua
•
resiliência
•
À
•
V
I
D
A
Q
U
O
T
I
D
I
A
N
A
Metodologia de realização
•
•
• Apreciar as
necessidades de
cada pessoa
(materiais,
psicológicas, sociais,
culturais, espirituais)
•
•
•
•
Reconhecer e valorizar as aptidões e
capacidades de cada criança
Proporcionar experiências e ambientes
diversos
Envolver a criança em todas as actividades
específicas da vida familiar adaptadas à
idade, à cultura e ao sexo
Ajudar as crianças a aprenderem com os
fracassos sofridos e a desenvolverem
estratégias de adaptação e de integração.
Proporcionar à criança critérios de apreciação
do grau de confiança que pode ter perante as
pessoas / situações de risco.
Ensinar a criança a evitar as pessoas mal
intencionadas e a falar disso
Proporcionar estímulos diversos e modelos de
reacção a esses estímulos
Informar-se sobre a história de cada criança
para poder fazer face às suas necessidades
Interpretar todo o comportamento da criança
como um possível indicador de uma
necessidade não satisfeita.
Completar e verificar permanentemente as
suas próprias observações sobre a criança
com as opiniões, observações e informações
das outras pessoas do seu meio: a equipa
pluridisciplinar, as crianças (colegas, amigos),
os pais, etc.
Criar oportunidades de valorização, de
formação e de desenvolvimento da autoestima.
35
Condições de realização
Situação da pessoa ajudada
• Com pedido
• Sem pedido
• Em dificuldades
• Abandonada
• Maltratada
• Em sofrimento
• Numa relação violenta
• Em recusa de ajuda
Local de intervenção
• No domicílio do
interveniente (família de
acolhimento)
• Em instituição permanente
• Em instituição ocasional
(hospital)
• Em centro de dia
• À distância
• No domicílio das famílias
itinerantes.
Período de intervenção
• Quotidiana
• Pontual
• Urgente
• Vespertina
• Nocturna
Sistema de actores
• reduzido
Pontos críticos
• Experiências
traumatizantes da criança
que constituem um entrave
à sua participação activa
• Tendência para considerar
como suficiente a
satisfação das
necessidades materiais e
de saúde.
• Tendências autoritárias
• Atitude superprotectora e
asfixiante
• Tendência para utilizar
excessivamente os
métodos/técnicas
educativas compatíveis
com o estilo cognitivo do
educador, ignorando a
diversidade de estilos
cognitivos das crianças.
• Conflito de funções e
ciúmes das outras crianças.
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função 3
A
S
S
I
S
T
Ê
N
C
I
A
À
Actividades
•
• Desenvolver a
capacidade das
crianças para pedirem
e oferecerem ajuda.
• Adaptar o tipo de
ajuda às
particularidades da
criança e à situação
V
I
D
A
Q
U
O
T
I
D
I
A
N
A
Metodologia de realização
Proporcionar modelos culturais diversos.
• Utilizar métodos da pedagogia dramática e da
pedagogia social (animação sociocultural)
•
•
• Favorecer a
•
autonomia
•
•
•
•
•
•
•
•
complexo
coerente e inteligível
fiável
conflitual
Modo de intervenção
que o adulto deve contribuir com a sua ajuda e • a solo
aquelas em que deve ser a própria criança a • em equipa
• em rede
ajudar.
Graduar a intensidade da assistência, para que • em complementaridade
com a família
a criança não se torne passiva ou dependente
•
do adulto:
Posição do interveniente
Prestação incondicional de apoio emocional.
• responsabilidade total
• responsabilidade delegada
Criar situações em que as crianças tomem
decisões sozinhas, em total segurança física e
emocional
Encorajar e recompensar a realização
correcta de uma tarefa por parte da criança
Transformar os fracassos em situações de
aprendizagem, encorajar as iniciativas
Aceitar os sentimentos expressos e as
diversas modalidades de comunicação das
necessidades da criança (verbal, não verbal)
sem juízos de valores.
Apoiar a criança na construção da sua
identidade pessoal
Utilizar as crianças e as relações entre as
crianças como fontes de aprendizagem.
• Encontrar o equilíbrio entre as actividades em
•
Condições de realização
36
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função 3
A
S
S
I
S
T
Ê
N
C
I
A
À
V
I
D
A
Q
U
O
T
I
D
I
A
N
A
Actividades
• Formar para a
autonomia pessoal e
social as crianças
portadoras de
deficiências
sensoriais e/ou
psicomotoras
• Definir o quadro
(higiene, trabalhos
domésticos,
segurança,
ergonomia)
Metodologia de realização
• Realizar exercícios de deslocação/orientação
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
espacial dentro da instituição e no espaço
social aberto.
Utilizar as oportunidades de lazer da
comunidade.
Encorajar a participação independente das
crianças nas actividades da comunidade sem as expor a situações de risco.
Ensinar as crianças a planificarem e a
organizarem diversas actividades.
Participar em todos os eventos organizados
pelas crianças.
Inscrever as intervenções técnicas numa
relação de ajuda, isto é, uma relação que leve
realmente em conta as necessidades da
pessoa (educação gestual, manutenção,
higiene, conforto, primeiros socorros,
segurança, alimentação, tarefas domésticas,
diligências externas, socialização…)
Identificar e compreender as necessidades da
criança
Aplicar diferentes métodos e técnicas
educativas para a formação da autonomia
pessoal da criança
Seleccionar e integrar as intervenções
técnicas necessárias à criança em função dos
objectivos que se pretende alcançar
Utilizar diversas variantes de um método ou
técnica para realizar um objectivo preciso.
Dar prioridade aos métodos activos e
37
Condições de realização
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função 3
Actividades
A
S
S
I
S
T
Ê
N
C
I
A
Metodologia de realização
•
•
•
À
V
I
D
A
Q
U
O
T
I
D
I
A
N
A
•
•
• Desenvolver a
motivação para o
ensino e a formação
de novas
competências
•
•
•
participativos (centrados na criança e não na
autoridade do adulto)
Encorajar rapazes e raparigas a serem
responsáveis pela sua própria higiene, pela
arrumação e cuidados do espaço privado, em
função da sua idade
Ensinar a criança a utilizar e a cuidar dos
electrodomésticos específicos para as
actividades domésticas.
Ensinar as crianças a efectuarem pequenas
reparações (mudar uma pilha, uma lâmpada,
um fusível, etc.) em condições de total
segurança
Escolher materiais didácticos
ergonomicamente adequados às
particularidades da criança
Organizar um acompanhamento escolar
regular (se possível quotidiano) e de
qualidade
Propor actividades educativas lúdicas
Facilitar o acesso à cultura (biblioteca gratuita,
espectáculos para crianças...)
Adaptar as infra-estruturas, os métodos de
aprendizagem, etc... às necessidades das
crianças deficientes
38
Condições de realização
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função 3
A
A
S
S
I
S
T
Ê
N
C
I
A
Actividades
• Desenvolver valores
cívicos
Metodologia de realização
• Criar hábitos de colaboração e de ajuda
•
•
recíproca.
Cultivar os valores cívicos – a solidariedade, a
participação, o envolvimento – por meio de
actividades adequadas à idade.
Formar no respeito pelos outros.
À
V
I
D
A
Q
U
O
T
I
D
I
A
N
A
39
Condições de realização
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
4
Actividades
• Compreender os
diferentes modos de
comunicação (verbal,
não verbal…)
C
O
M
U
N
I
C
A
Ç
Ã
O
• Escutar, observar,
transmitir
observações
oralmente, por escrito
Metodologia de realização
• Interpretar as reacções da criança na presença
de outras pessoas.
• Aceitar sem juízos de valor as diversas
modalidades de expressão das necessidades
da criança (verbais, não verbais)
• Distinguir os aspectos reais dos imaginários nas
narrativas da criança
• Identificar as palavras-estímulo da comunicação
da criança e interpretar adequadamente o seu
valor psicológico.
• Analisar o valor simbólico e o sentido da
comunicação da criança através do jogo, do
desenho, etc.,
• Reformular o discurso da criança.
• Interpretar o comportamento da criança e
validar esta interpretação através de
reformulações e de perguntas.
• Adaptar o comportamento não verbal à
conduta da criança.
• Investigar e verificar as informações
provenientes de outras fontes, referenciar a
pessoa com quem a criança mantém uma boa
comunicação.
• Respeitar o silêncio da criança, conceder-lhe o
tempo necessário para se exprimir.
• Diferenciar e interpretar os diversos tipos de
choro.
• Interpretar a agressividade/auto-agressividade
como expressão de necessidades não
satisfeitas.
•
Estar permanentemente acessível e
disponível para a criança durante o programa
40
Condições de realização
Situação da pessoa ajudada
• Com pedido
• Sem pedido
• Em dificuldades
• Abandonada
• Maltratada
• Em perigo
• Numa relação violenta
• Em recusa de ajuda
• Com uma motivação
comunicativa normal
• Com uma motivação
comunicativa defeituosa,
confusa
• Com um problema de fala
devido a hábitos de
comunicação reduzidos
• Capacidade da criança para
elaborar e interpretar os
seus problemas
• Incapacidade da criança
para falar dos seus
problemas
Local de intervenção
• No domicílio do
interveniente (família de
acolhimento)
• Em instituição permanente
•
Em instituição ocasional
(hospital)
Pontos críticos
• Interferência das diversas
barreiras de comunicação:
- culturais
- psicológicas
- sociais
- linguísticas
• Dificuldades em associar e
motivar certos interlocutores
/ pais
• Experiências traumatizantes
da criança que constituem
um entrave à sua
participação activa
• Tendência para julgar os
pais
• Tendência para
responsabilizar os outros
(pais / crianças /
especialistas) pelas
dificuldades
• O conflito entre o papel de
confidente da criança e o de
principal fonte de
informações para os
colaboradores
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
4
Actividades
Metodologia de realização
•
C
O
M
U
N
I
C
A
Ç
Ã
O
•
•
•
•
•
• Manter uma
conversa
•
•
•
•
•
•
•
de trabalho.
Encorajar a criança a comunicar através de
uma atitude aberta, benevolente, com um
sorriso e um tom caloroso
Condições de realização
•
•
•
Em centro de dia
•
À distância
No domicílio temporário do
itinerante
•
Observar na criança os elementos
Período de intervenção
significativos para os diferentes profissionais • Quotidiana
(assistente social, psicólogo, médico, etc.)
•
• Pontual
Realizar o contacto visual com a criança, cada • Urgente
vez que haja comunicação verbal, não verbal • Vespertina
com ela.
• Nocturna
Respeitar o ritmo de comunicação da criança
•
e adaptar-se a ele.
Sistema de actores
Informar o referente e a equipa de trabalho de • reduzido
todas as alterações no desenvolvimento da
• complexo
criança.
• coerente e inteligível
Analisar e registar o comportamento da
• fiável
criança utilizando todos os instrumentos
• Conflitual
•
elaborados com os especialistas.
Verificar as informações imprecisas ou
Modo de intervenção
passíveis de várias interpretações diferentes; • a solo
•
Ordenar as informações segundo a fonte, a
• em equipa
credibilidade e a utilidade
• em rede
Preparar o encontro estruturando as • em complementaridade
com a família
informações a receber e a transmitir.
Encorajar a comunicação através de uma
Posição do interveniente
atitude benévola
Demonstrar interesse pelas informações • responsabilidade total
recebidas, dando provas de tolerância, de • responsabilidade delegada
• em complementaridade
aceitação e de disponibilidade
com a família
Demonstrar flexibilidade ao tomar uma
decisão
Encontrar o meio termo entre a manifestação - Qualidade do interveniente
quando esta se impõe - de uma atitude firme, • estreante ou experiente
• estagiário; aprendiz
41
Pontos críticos
Obsessão da exaustividade,
Auto-suficiência,
Tendência de uniformização
institucional
Dificuldade em tomar
consciência dos seus
preconceitos e em renunciar
aos mesmos
Falta de motivação
Resistência à mudança
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
4
Actividades
Metodologia de realização
•
C
O
M
U
N
I
C
A
Ç
Ã
O
• Emitir uma
mensagem adequada
à situação, ao
interlocutor
•
•
•
•
•
•
• Transmitir
informações
•
•
•
•
•
•
de autoridade, e a atitude benévola e
acessível
Adaptar-se aos interlocutores de meios sociais
e culturais diferentes.
Verificar permanentemente a justeza da
interpretação da mensagem recebida /
transmitida, através de reformulações
Condições de realização
Organização do trabalho
• organigrama
• contributo específico das
novas tecnologias
• Processo de qualidade
• Acessibilidade às
informações significativas
Exprimir-se de forma clara oralmente e por
para a história psicossocial
escrito
da criança permitindo a
Captar a atenção da criança
aceitação de
Utilizar uma linguagem adequada à situação /
comportamentos
à pessoa
específicos.
Respeitar o ritmo de comunicação da criança
e adaptar-se a ele.
• Disponibilidade das
Utilizar todos os métodos e meios para
informações fornecidas
realizar uma comunicação eficaz (tom
pelas pessoas que tiveram
amável, frases curtas e linguagem adequada,
relações significativas com a
em consonância com as mensagens verbais,
criança. os outros
não verbais e para-verbais, a intimidade e a
especialistas, os membros
segurança do espaço de discussão, etc.)
da família de origem, etc.
Transmitir as informações - seja qual for a
sua natureza - de forma não ameaçadora.
• Utilização de um plano
Utilizar "as mensagens EU" e a autoindividual de intervenção
descoberta
para o desenvolvimento da
Comunicar com a criança através do contacto criança a fim de favorecer a
físico, do sorriso, à distância óptima do seu
sua evolução harmoniosa,
rosto, e adoptar um tom caloroso,
tranquilizador.
• Observância dos protocolos
Utilizar gestos, objectos, exclamações,
previstos
interjeições, incentivar a aprendizagem pela
imitação de um modelo.
• Existência de redes
Usar o mais possível as palavras utilizadas /
funcionais de comunicação
preferidas da criança
no interior da instituição
Utilizar as palavras familiares à criança
42
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
4
Actividades
Metodologia de realização
•
•
C
O
M
U
N
I
C
A
Ç
Ã
O
•
•
•
•
• Identificar as
diferentes fontes de
informação
•
•
•
• Desenvolver a
capacidade de
expressão verbal e
não verbal da criança
•
•
•
Condições de realização
Definir muito claramente junto da criança as
• Acessibilidade dos recursos
palavras necessárias à comunicação
educativos adequados (o
acesso às manifestações
Utilizar uma linguagem adequada para cada
culturais, religiosas, o
categoria de pessoas com as quais se
acesso às tradições).
trabalha (crianças, pais, colegas /
especialistas)
Controlar permanentemente a
correspondência entre a linguagem não verbal
e a mensagem comunicada verbalmente
• Existência de uma base de
Repetir as informações de forma diferente
dados com informações
(escrita, oral, através do desenho, da mímica,
que permitam entrar em
do gesto) para assegurar que a criança as
contacto com os
assimila
especialistas (morada,
telefone, etc.)
Integrar as novas tecnologias na comunicação
em rede com os parceiros da equipa
interdisciplinar
Transmitir à criança as informações de forma
tranquilizadora, não ameaçadora.
Dar à criança todas as informações solicitadas
e / ou significativas, não atraiçoar o seu
sentido
Avaliar o impacte das informações na criança
e adaptar a comunicação em função da
pessoa.
Avaliar a justeza e utilidade das informações
em função da fonte
Estabelecer correlações entre as informações
provenientes de diversas fontes,
Transmitir a todas as pessoas envolvidas as
novas informações obtidas.
Realizar actividades de enriquecimento do
vocabulário.
43
Pontos críticos
•
Efeitos nocivos da avaliação
verbal fundada em
princípios inconstantes
• Avaliação incorrecta das
vantagens/desvantagens do
plurilinguismo
• Ignorância dos elementos
normativos e morais da
comunicação
• Efeitos negativos da
comunicação dos média
(violência)
• Efeitos nocivos da televisão,
do computador, do vídeo
que servem de mãesubstituta
• A bagagem cognitiva e
comunicacional da criança
não lhe permite
compreender
completamente a sua
situação (tomadas de
posição da autoridade...)
• Reticência em reconhecer
publicamente os seus
próprios limites e a
necessidade de ajuda
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
4
Actividades
Metodologia de realização
•
• Corrigir as
C
O
M
U
N
I
C
A
Ç
Ã
O
perturbações da
linguagem das
crianças
•
•
•
•
• Formar as crianças
para as aptidões
metalinguísticas
• Abrir novas vias de
comunicação com as
crianças
Condições de realização
Pontos críticos
Realizar as actividades de educação da
expressividade da fala.
Realizar exercícios de adaptação da
comunicação ao interlocutor e ao contexto.
Realizar exercícios de expressividade mímicocorporal.
Aplicar técnicas ortofónicas de melhoramento
da pronúncia, do ritmo e da fluidez do
discurso.
Fazer exercícios de correcção da linguagem
escrita, de aprendizagem da língua mímicogestual utilizada pelas crianças surdas
profundas
• Realizar exercícios de aprendizagem de novos
termos.
• Ajudar a criança a estruturar a sua linguagem.
• Realizar exercícios de interpretação da
linguagem.
• Criar e manter
circuitos de
comunicação com os
pais, com os
especialistas
• Ter em conta a
interculturalidade
• Realizar exercícios de criatividade linguística,
jogos verbais.
• Utilizar o desenho, a música, a dança, os
animais de companhia, a informática, etc. com
as crianças que não comuniquem verbalmente
• Construir uma base de dados que integre as
•
coordenadas dos parceiros da relação de
ajuda e a sua actualização periódica.
Identificar as novas fontes de informação
•
Valorizar a interculturalidade do grupo de
44
• Falta de profissionais que
dominem as línguas das
minorias turca e sobretudo
cigana.
• Falta de ajudantes oriundos
de culturas diferentes
• Falta de tempo e
reticências de alguns
ajudantes em reconhecer o
grau de compreensão das
crianças
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
4
C
O
M
U
N
I
C
A
Ç
Ã
O
Actividades
Metodologia de realização
crianças, favorecendo a aprendizagem em
grupo.
• Ajudar as crianças a compreender a sua
própria cultura.
• Disponibilizar informações correctas sobre os
diversos modelos culturais.
• Conhecer as especificidades socioculturais das
crianças oriundas das minorias
• Assegurar a comunicação com as crianças na
língua materna.
• Ajudar as crianças a utilizarem a língua do país
em que vivem
•
Tomar consciência dos seus próprios
preconceitos e efectuar permanentemente um
esforço de eliminar / diminuir a sua
manifestação.
•
Na falta de um intérprete, estabelecer uma
comunicação não verbal com a criança que
não fala a língua do interveniente.
•
Desenvolver nas crianças o espírito de
tolerância apresentando os valores /
realizações de cada cultura.
Analisar com as crianças os preconceitos
revelados pela multiculturalidade.
Respeitar as opiniões e possibilitar a
realização de certos costumes ligados à
cultura / religião da criança.
•
•
45
Condições de realização
Pontos críticos
•
Avaliação correcta das
situações
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
5
Actividades
Metodologia de realização
• Elaborar o plano de
• Transformar as necessidades não satisfeitas
da criança em objectivos a alcançar.
• Identificar os recursos necessários, determinar
as modalidades de avaliação da intervenção
dos especialistas.
intervenção
personalizada
• Personalizar a
•
relação
A
C
O
M
P
A
N
H
A
M
E
N
T
O
•
•
•
•
•
• Situar-se numa
•
•
Constituir a partir de todas as fontes
acessíveis uma imagem clara da história
psico-médico-social da criança e dos seus
problemas.
Adaptar-se e experimentar diversos
comportamentos para encontrar a via de
comunicação mais eficaz
Saber o apelido da criança e tratá-la pelo
nome próprio ou por uma outra variante da
preferência da criança.
Conhecer as eventuais alcunhas utilizadas
pelas crianças e empregá-las, mas apenas se
não tiverem carácter pejorativo ou
embaraçoso.
Organizar e participar em eventos para
festejar os momentos importantes para cada
criança (aniversário, sucessos, festas da
comunidade).
Interessar-se pelas preferências / paixões de
cada criança e tê-las em conta sempre que
possível.
Respeitar o ritmo da criança.
Guardar confidencialidade.
relação de apoio
Condições de realização
Situação da pessoa ajudada
• Com pedido
• Sem pedido
• Em dificuldades
• Abandonada
• Maltratada
• Em perigo
• Numa relação violenta
• Em recusa de ajuda
Local de intervenção
• No domicílio do
interveniente (família de
acolhimento)
• Em instituição permanente
• Em instituição ocasional
(hospital)
• Em centro de dia
• À distância
• No local de permanência
do itinerante
Período de intervenção
• Quotidiana
• Pontual
• Urgente
• Vespertina
• Semanal (consultas)
Sistema de actores
46
Pontos críticos
• Descontinuidade da história
institucional da criança.
• Mudança de local de
trabalho do profissional (a
relação desenvolvida é
interrompida)
• Interferência das diversas
barreiras de comunicação:
- culturais
- psicológicas
- sociais
- linguísticas
• Aceitação das origens de
cada criança
• Transmissão da violência
pelos meios de
comunicação
• Resignação, sentimento de
impotência
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
5
A
C
O
M
P
A
N
H
A
M
E
N
T
O
Actividades
Metodologia de realização
(saber encontrar a
•
distância correcta,
fazer a distinção entre •
o seu desejo e o
desejo do outro)
•
•
•
•
•
•
•
• Construir a
capacidade de autoconhecimento da
criança
•
•
•
•
Oferecer apoio incondicional e um sentimento
de permanência.
Responder prontamente às solicitações de
cada criança / pessoa com a qual existe um
relacionamento
Aceitar sem juízos de valor os sentimentos
expressos e as diversas modalidades de
comunicação da criança (verbal, não verbal).
Encorajar a iniciativa da criança e
proporcionar oportunidades para que ela
possa tomar decisões sozinha
Ensinar as crianças a tomar decisões
prevendo as consequências, e não apenas
em função dos seus impulsos de momento.
Proporcionar um sistema de valores coerente
e aberto.
Interpretar e cultivar os valores.
Ter em conta os desejos dos outros, mesmo
que não correspondam aos seus próprios
desejos
Ajudar a criança a tomar consciência das suas
próprias necessidades, interesses e
sentimentos.
Seguir a criança nos seus espaços de
brincadeira, de actividade.
Condições de realização
•
•
•
•
•
reduzido
complexo
coerente e inteligível
fiável
Conflitual
• Falta de um ajudante de
origem turca ou cigana
Modo de intervenção
• a solo
• em equipa
• em rede
• em complementaridade
com a família
• Incompatibilidade de
temperamentos entre o
profissional e a criança.
Posição do interveniente
• responsabilidade total
• responsabilidade delegada
• em complementaridade
com a família
Qualidade do interveniente
• estreante ou experiente
• estagiário; aprendiz
Organização do trabalho
• organigrama
• contributo específico das
Informar-se sobre a história pessoal e social da
novas tecnologias
criança.
• processo de qualidade
• Espaço de residência da
Utilizar a comparação social e dos métodos
criança securizado e
para obtenção de sucesso.
personalizado em função
Utilizar as técnicas psicológicas de diagnóstico.
47
Pontos críticos
• Encontrar o equilíbrio entre
o envolvimento e o
distanciamento
• Conflito de papéis
• Tolerar a agressividade da
criança
• Tendência para evitar a
moralização
• Descontentamento dos
ajudantes quanto a certos
assuntos (tabu)
• Dificuldade dos ajudantes
em encontrar o equilíbrio
entre o respeito pela cultura
e o interesse da criança
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
5
Actividades
• Desempenhar o
A
C
O
M
P
A
N
H
A
M
E
N
T
O
papel de
mediador com
o ambiente
escolar,
socioeconómico e
cultural
• Intervir na área do
Metodologia de realização
• Realizar actividades de aconselhamento do
ponto de vista da orientação.
• Abrir a criança ao conhecimento, ajudá-la a
•
Ajudar as crianças oriundas de culturas
diferentes a integrarem-se no seio da
sociedade de onde são nacionais.
•
Acompanhar a criança no reconhecimento da
riqueza das origens de cada um, a fim de
preparar a sua socialização
•
•
•
tipos de maus-tratos
(físico, psicológico)
aceitar as mudanças corporais.
•
Informar-se sobre os costumes das diferentes
populações, e em particular das minorias
étnicas, a fim de facilitar a sua integração na
sociedade.
•
sofrimento, dos maustratos, ser capaz de
•
fazer face à
•
indigência, trabalhar
na reparação,
•
• Prevenir todos os
Condições de realização
•
•
•
Conhecer a história de sofrimento da criança
Observar e anotar a evolução da criança.
Respeitar as recomendações do psicólogo e •
criar oportunidades de valorização da criança.
Utilizar histórias e jogos terapêuticos.
Abordar com a criança o fenómeno dos maus- •
tratos em geral, discutindo as causas e os
efeitos a longo prazo.
Conhecer e utilizar as técnicas de
•
neutralização dos efeitos do sofrimento da
criança nas suas próprias práticas educativas.
•
Criar ferramentas adequadas à criança
(cartazes, livros, concursos de desenho, etc...)
para lhe ensinar que o seu corpo lhe pertence
48
da idade, da cultura, dos
interesses (através de
diversos brinquedos, livros,
objectos pessoais, etc.)
Recursos materiais para
organizar pequenos
eventos, aniversários, etc...
Pontos críticos
(esperam por vezes em vão
que a criança exprima o
seu sofrimento para
assinalar o seu caso junto
do departamento de
protecção de menores)
• Medo das repreensões...
Consultas de acesso fácil
(formalidades de marcação • Perda da confiança da
reduzidas ou sem
criança nos adultos
marcação)
• Pouca tolerância do adulto
à frustração
Acolhimento de urgência
(célula de crise),
acolhimento mãe-criança
• Tendência para acusar a
,acolhimento de irmãos...
família do abandono da
criança
Estabilidade do profissional • Recusa das famílias
no posto de trabalho
• Estereótipos associados ao
universo prisional
Apoio da equipa
• Isolamento da instituição,
interdisciplinar.
dificuldades de acesso
• Conflito de papéis
Tempo suficiente para o
• Pais com problemas
desenvolvimento da relação
gravíssimos
• Dificuldades de
Conhecimentos e
acompanhamento devido à
experiências de negociação
ligação ambivalente da
e de mediação de conflitos
criança
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
5
Actividades
Metodologia de realização
•
•
A
C
O
M
P
A
N
H
A
M
E
N
T
O
•
•
• Colocar-se como
•
profissional numa
•
relação de substituição •
à família de origem
•
•
•
e tem valor, dar-lhe meios para se proteger,
para a levar a assinalar as situações de risco
Identificar pessoas-recurso para levar a
criança a falar disso
Sensibilizar as crianças e as respectivas
famílias por todos os meios possíveis e
adequados (equipa móvel no terreno, acções
de formação, campanhas de sensibilização,
concursos de desenhos, cartazes...)
Gerir a urgência
Condições de realização
• Seguimento e apoio por
parte da equipa de
especialistas
• Existência de espaços para
onde a criança se possa
retirar e descarregar a sua
agressividade sem
incomodar ninguém.
• Espaço personalizado de
residência da criança em
função da idade, do sexo,
dos interesses (através de
diversos brinquedos, livros,
objectos pessoais, etc.)
Recolher todos os dados disponíveis
respeitantes à criança
• Comunicação constante
Observar, interpretar e registar os
para criar na criança o
comportamentos da criança
sentimento de permanência
Aceitar incondicionalmente a criança
da relação.
Respeitar o ritmo de expressão e as
preferências da criança
Construir uma relação terapêutica com a
• Desenvolver serviços
criança, fazendo-a entender que tem o direito
sociais próximos do local de
de ali estar, de usufruir da atenção e do afecto
vida dos pais, incluindo da
do adulto, que este está consciente da
prisão
presença da criança e que lhe atribui valor;
Proporcionar um modelo de valores (uma
• Política institucional flexível
grelha de interpretação dos comportamentos /
e aberta - que permita a
situações quotidianas) estáveis e constantes
integração das pessoas
Convidar a criança a comunicar através do
significativas para a criança
49
Pontos críticos
• A falta de afecto e de
confiança restringe a
estabilidade das relações e
o profissionalismo do
acompanhamento
• Os défices da avaliação, os
feedback erróneos ou
atrasados provocam a
instabilidade do
acompanhamento
• Os preconceitos, os efeitos
da estigmatização
podem desencadear apatia,
depressão, perturbações da
relação
• Métodos utilizados não são
suficientemente variados
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
5
Actividades
Metodologia de realização
•
A
C
O
M
P
A
N
H
A
M
E
N
T
O
•
•
•
•
•
•
• Acompanhar a
família de origem a
fim de lhe permitir
participar na
educação da sua
criança
•
na actividade da instituição
seu comportamento, da sua atitude, o
conteúdo e o modo de comunicação, através
da sua disponibilidade, da sua abertura e da
• Acessibilidade da
sua sinceridade.
instituição (proximidade
geográfica e cultural).
Apresentar regras de conduta, propor e
negociar recompensas e sanções.
Apresentar e discutir os direitos da criança.
Participar nos eventos importantes da vida da
criança (êxitos, fracassos).
Brincar com as crianças
Apoiar o processo de formação da identidade,
ajudando as crianças a aproximarem-se umas
das outras e a tomar consciência das suas
diferenças.
Valorizar as diferenças entre as crianças
criando oportunidades de êxito para todas
elas.
Ensinar as crianças a planificarem e a
organizarem as suas actividades.
Proporcionar um feedback positivo
•
Colaborar com a família biológica / de
adopção
•
Desenvolver serviços de apoio à família
(consultas familiares, parentais...)
Assegurar a manutenção dos laços entre os
pais e os filhos em caso de prisão
• Gerir as
•
descontinuidades
(associadas às
decisões judiciais, às
mudanças de família
de acolhimento…)
•
•
Condições de realização
Conhecer o historial da relação de ajuda da
criança
Recorrer à escuta activa e dar à criança
50
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
5
Actividades
Metodologia de realização
•
A
C
O
M
P
A
N
H
A
M
E
N
T
O
•
•
•
•
•
•
• Integrar a criança
na sua própria família
•
•
oportunidade de falar das suas experiências
pessoais, dos acontecimentos significativos do
seu passado,
Identificar as pessoas às quais a criança ainda
se sente ligada e recomendar / facilitar a
manutenção desses laços, utilizando-os como
recursos
Participar na avaliação dos sintomas
produzidos pela descontinuidade
Tomar e aplicar medidas terapêuticas
adequadas, recomendadas pelo especialista.
Avaliar o nível de integração da criança no
que respeita ao seu percurso institucional
Interpretar/explicar à criança o modo de
funcionamento do sistema de protecção da
criança para a ajudar a captar a coerência da
relação de ajuda, para lá das
descontinuidades
Proporcionar modelos alternativos de
interpretação positiva das suas experiências
de colocação anteriores
Assegurar-se de que todas as crianças
compreenderam que as descontinuidades são
determinadas pelo funcionamento do sistema
e não por culpa sua.
Preparar a criança para fazer face às
mudanças previstas na relação de ajuda.
Manter o contacto com a criança após a
transferência para outro enquadramento
(família de origem/adopção/colocação noutra
instituição)
51
Condições de realização
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
5
A
C
O
M
P
A
N
H
A
M
E
N
T
O
Actividades
Metodologia de realização
•
•
•
•
•
•
•
•
Conhecer a história das relação da criança
com a sua família
Observar a interacção da criança com a sua
família
Contribuir para avaliar a oportunidade da
continuidade da relação da criança com a sua
família
Discutir com a criança a sua família
Facilitar a compreensão das necessidades da
criança por parte da família
Informar a família sobre a evolução da criança
Convidar a família a participar nos eventos
organizados na instituição
Associar a família para desempenhar o seu
papel na coerência e na continuidade.
52
Condições de realização
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função 6
Actividades
• Favorecer o
P
R
O
T
E
C
Ç
Ã
O
desenvolvimento da
resiliência da criança
• Controlar e regular
progressivamente o
seu próprio lugar no
seguimento
Metodologia de realização
•
•
•
•
S
E
C
U
R
I
Z
A
Ç
Ã
O
•
•
• Securizar através de
uma relação fiável, ser •
capaz de recriar laços
•
•
•
•
Propor modalidades de interpretação dos
problemas de comportamento dos adultos/
das crianças.
Formar para a capacidade de confrontação dos
problemas – propor modelos e estratégias
para abordar os problemas de forma
construtiva e controlar progressivamente o
seu próprio comportamento.
Clarificar os riscos do comportamento do tipo
"evasão"
Treinar, através de role play, a capacidade da
criança de resistir às pressões do grupo,
quando os seus objectivos e os do grupo não
sejam coincidentes.
Manifestar disponibilidade.
Dar provas de tolerância, de paciência e
atitudes abertas, sinceras e benévolas
constantes
Aceitar sem preconceitos os sentimentos
expressos e compreender as diversas
modalidades de comunicação das
necessidades da criança (verbal, não verbal).
Propor à criança situações que permitam
compreender a relatividade da verdade.
Manifestar benevolência, amizade, cuidado,
empatia, mesmo quando houver necessidade
de transmitir mensagens de desaprovação.
Ajudar a criança a descodificar a sua
experiência de vida, o seu passado.
Informar-se sobre as abordagens utilizadas na
relação de ajuda com a equipa de educadores
anterior, aplicar o que se revelou eficaz,
53
Condições de realização
Situação da pessoa ajudada
• Com pedido
• Sem pedido
• Em dificuldades
• Abandonada
• Maltratada
• Em sofrimento
• Numa relação violenta
• Em recusa de ajuda
Pontos críticos
• Experiências
traumatizantes da criança
que constituem um entrave
à sua participação activa
Local de intervenção
• Interferência das diversas
• No domicílio do
barreiras de comunicação:
interveniente (família de
culturais; educativas;
acolhimento)
psicológicas;
• Em instituição permanente
- sociais
• Em instituição ocasional
(hospital)
• Em centro de dia
• Tendência para o
• À distância
autoritarismo
Período de intervenção
• Quotidiana
• Pontual
• Urgente
• Vespertina
Sistema de actores
• reduzido
• complexo
• coerente e inteligível
• fiável
• conflitual
• Transmissão da violência
pelos meios de
comunicação
• Localização da instituição
num ambiente violento
• A segurança em primeiro
lugar em detrimento da
responsabilização da
criança.
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função 6
P
R
O
T
E
C
Ç
Ã
O
S
E
C
U
R
I
Z
A
Ç
Ã
O
Actividades
Metodologia de realização
Condições de realização
Pontos críticos
Modo de intervenção
• a solo
• Risco de desvio para um
• em equipa
controlo excessivo e
• em rede
intrusivo
• em complementaridade
• Negociar com a criança as regras, os direitos,
com a família
os deveres, as recompensas.
• certas derivas sectárias ou
• Reduzir a ansiedade
fanáticas
Posição
do
interveniente
•
Seguir
a
criança
no
seu
espaço
de
e/ou as fobias das
brincadeira, de actividade.
• responsabilidade total
crianças
• responsabilidade delegada
• Avaliar o medo da criança.
• em complementaridade
• Conflitos de papéis.
com a família
• Utilizar a técnica da dessensibilização
sistemática.
do interveniente
• Proporcionar modalidades de controlo do nível Qualidade
• estreante ou experiente
• Gerir a
de ansiedade.
• estagiário; aprendiz
agressividade, os
• Medo
conflitos, as situações • Interpretar a agressividade da criança como
Organização do trabalho
de violência
uma reacção normal à não satisfação de
• organigrama
certas necessidades legítimas.
• Informar-se sobre a personalidade da criança: • contributo específico das
• Resignação
novas tecnologias
agressividade, resistência à frustração, tipos
de reacções agressivas, situações em que ela • processo de qualidade
se torna agressiva.
• Observar o comportamento da criança e
• Indiferença
• Securizar e personalizar o
anotar os incidentes.
espaço de residência da
• Tomar consciência do risco de se tornar
criança em função da idade, • Deficiências jurídicas da
também uma fonte de frustração e de
protecção de menores
da cultura, dos interesses
violência para a criança: ser correcto,
(através de diversos
• Opacidade dos graus de
imparcial, não "rotular" as crianças, não as
brinquedos,
livros,
objectos
protecção em favor da
ofender.
pessoais, etc.)
intervenção eficaz
• Ensinar as crianças a resolverem os seus
•
Relação
adequada
entre
o
conflitos através da negociação.
número de crianças
• Identificar as fontes que geram manifestações
acompanhadas pelo adulto
agressivas.
•
procurar novas abordagens.
Encorajar a criança a falar das suas relações
com os adultos.
54
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função 6
Actividades
•
P
R
O
T
E
C
Ç
Ã
O
•
•
• Securizar o acesso
S
E
C
U
R
I
Z
A
Ç
Ã
O
Metodologia de realização
aos programas
televisivos e a certos
sites da Internet
•
•
•
• Dominar os
protocolos de
qualidade, de
segurança
•
•
•
•
•
•
•
Condições de realização
e as particularidades das
Oferecer alternativas às actividades, objectos,
crianças
situações que geram ou alimentam o conflito
Oferecer à criança a possibilidade de libertar a • Disponibilidade de toda a
informação necessária.
sua agressividade de forma legítima e não
• Conhecimentos e
destrutiva.
experiências de negociação
Negociar / propor regras de conduta, limites e
e de mediação de conflitos
sanções quando estas são violadas.
• Seguimento e apoio por
parte da equipa de
Elaborar um contrato com as crianças mais
especialistas
agressivas.
• Existência de espaços para
Bloquear o acesso aos sites pornográficos ou
onde a criança se possa
que contenham diversos tipos de violência.
retirar e descarregar a sua
agressividade sem
Interpretar os comportamentos violentos
incomodar ninguém.
presentes nos programas televisivos e nas
produções artísticas a fim de prevenir as
imitações destes comportamentos.
• Reuniões de monitorização
para discutir problemas
Aplicar as recomendações dos especialistas
detectados
sobre a educação da criança
•
Existência
de critérios de
Criar um meio securizado e adaptado às
avaliação
da
qualidade e da
necessidades da criança.
segurança
estabelecidos
Identificar todos os riscos possíveis do meio
com o empregador para
de vida e das actividades específicas.
avaliar o estado e a
Diminuir os riscos identificados, adoptar
evolução da criança e da
comportamentos preventivos
sua própria actividade
Elaborar periodicamente relatórios sobre a
•
Existência
de um manual de
avaliação da criança.
segurança.
Avaliar o risco de maus-tratos e de abusos
• Ambiente físico e social
(físicos, emocionais) em função das
tranquilizador.
características da criança e da instituição.
• Apoio especializado
(psicológico, médico, social)
Desenvolver os valores e os sentimentos
55
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função 6
Actividades
• Formar
P
R
O
T
E
C
Ç
Ã
O
S
E
C
U
R
I
Z
A
Ç
Ã
O
comportamentos prosociais
Metodologia de realização
•
•
• Prevenir as doenças
e / ou prestar os
primeiros socorros
•
altruístas, empáticos através de role play.
sempre disponível onde
necessário
Respeitar e permitir a prática religiosa, favorecer
•
Colaboração
com as
todos os tipos de assistência (nomeadamente
instituições
do
ambiente
a emanente de congregações religiosas).
social.
Envolver nas acções de assistência as crianças
com necessidades especiais.
Isolar as crianças suspeitas de doenças
contagiosas.
• Dar formação sobre as regras de higiene
corporal e alimentar
• Manter um registo das pessoas que visitam a
criança na instituição.
• Ajudar a criança a
reencontrar a autoconfiança e a
confiança nos adultos
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Condições de realização
Conhecer bem a personalidade das crianças,
as suas preferências, as suas aptidões
Individualizar a relação educativa e propor
actividades adaptadas às preferências da
criança para assegurar possibilidades
máximas de sucesso
Recorrer à escuta activa
Aceitar incondicionalmente a criança
Encorajar as iniciativas da criança, participar
na sua realização
Apresentar o fracasso como componente
inevitável da vida
Explicar à criança a relação entre o sucesso e
a auto-confiança
Explicar à criança a relação entre a autoconfiança e a confiança nos outros
Recorrer ao role play e ao estudo de casos
Ajudar as crianças a tomarem consciência e a
analisarem em conjunto as qualidades das
56
• Encontro com profissionais
de saúde ou especialistas
em comportamentos
adictivos.
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função 6
P
R
O
T
E
C
Ç
Ã
O
S
E
C
U
R
I
Z
A
Ç
Ã
O
Actividades
Metodologia de realização
•
•
•
•
• Integrar a sua acção
•
numa política de
prevenção (crianças
•
de rua, exploração,
escravatura moderna)
•
•
•
•
•
•
pessoas em quem elas confiaram ou confiam
Respeitar os procedimentos acordados com
as crianças
Respeitar a confidencialidade
Propor um modelo de adulto em que as
crianças possam confiar
Ajudar as crianças a encontrarem soluções
para os seus problemas / dificuldades /
censuras
Realizar actividades para ganhar a confiança
dos outros.
Analisar com as crianças os riscos inerentes à
vida na rua, ao trabalho clandestino, à
infracção à lei, etc.
Cooperar com as instituições da comunidade
(Polícia, Igreja, Escola, etc.) para apresentar às
crianças fenómenos como: o crime organizado, o
alistamento em seitas, a prostituição, o tráfico de
drogas, etc.
Apresentar às crianças os seus direitos e
elementos de legislação
Acompanhar a evolução das crianças depois
de terem deixado o centro
Ensinar as crianças a fazerem a distinção
entre as pessoas "perigosas" e aquelas em
quem eles podem confiar
Utilizar diversos modos de sensibilização
(afixação de cartazes, reuniões,
testemunhos...)
Apresentar às crianças uma lista de
instituições / pessoas às quais poderão
recorrer se vierem a ser vítimas de
exploração, de tráfico, etc.
57
Condições de realização
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função 6
Actividades
Metodologia de realização
•
P
R
O
T
E
C
Ç
Ã
O
•
•
•
Prevenir as instituições competentes (Polícia,
Ministério Público, etc.) da existência de
certos casos de crianças exploradas
Promover encontros entre as crianças da
instituição e as que viveram a experiência da
rua, situações de exploração, droga, etc., para
dar a conhecer as situações de risco.
Informar a criança sobre os diferentes tipos de
drogas e os seus efeitos nocivos na saúde.
Criar uma medida preventiva contra os efeitos
nefastos do consumo de estupefacientes.
S
E
C
U
R
I
Z
A
Ç
Ã
O
58
Condições de realização
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
7
Actividades
• Favorecer a
A
N
I
M
A
Ç
Ã
O
Metodologia de realização
•
autonomia
•
•
•
•
S
O
C
I
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
•
•
•
•
•
• Mobilizar as
•
técnicas de
•
animação adequadas •
às idades, aos
gostos
•
Criar situações em que as crianças tomem
decisões sozinhas, em total segurança física e
psíquica
Encorajar e recompensar a realização
correcta de uma tarefa por parte da criança
Transformar os fracassos em situações de
aprendizagem, encorajar as iniciativas
Aceitar os sentimentos expressos e as
diversas modalidades de comunicação das
necessidades da criança (verbal, não verbal)
sem juízos de valores.
Apoiar a criança na construção da sua
identidade pessoal
Recorrer às crianças e às relações entre elas
como fontes de aprendizagem.
Encorajar a participação independente das
crianças nas actividades da comunidade sem as expor a situações de risco.
Ensinar as crianças a planificarem e a
organizarem diversas actividades.
Participar em todos os eventos organizados
pelas crianças.
Facilitar na criança o desenvolvimento da sua
auto-consciência.
Utilizar técnicas diferentes: role play, jogo
didáctico, dramatização, torneio, etc.
Ter em conta as preferências da criança
Desenvolver a cooperação, em grupos
reduzidos, a dois
Participar com as crianças na organização de
certas actividades propostas por elas.
59
Condições de realização
Pontos críticos
• Tendências autoritárias do
Situação da pessoa ajudada
profissional, da instituição
• Com pedido
• Sem pedido
• Em dificuldades
• Abandonada
• Atitude de super-protecção
• Maltratada
que restringe a liberdade da
• Em perigo
criança
• Numa relação violenta
• Em recusa de ajuda
• Integração no programa
• Equilíbrio entre a tónica nas
individual de cenas
preferências da criança e a
conhecidas e valorizáveis
necessidade de realizar
de socialização da criança
• Integração nos programas de determinados objectivos
momentos de
relacionamento com os
pares
• Problemas de acesso a
determinadas tecnologias
Local de intervenção
em comunidades isoladas
• No domicílio do
interveniente (família de
• Risco de dependência das
acolhimento)
novas tecnologias e perda
• Em instituição permanente
de hábitos de
• Em instituição ocasional
relacionamento directo
(hospital)
• Em centro de dia
• Incompatibilidade de
• À distância
temperamentos entre o
• No domicílio temporário do
educador e a criança.
itinerante
Período de intervenção
• Quotidiana
• Experiências
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
7
Actividades
Metodologia de realização
•
A
N
I
M
A
Ç
Ã
O
S
O
C
I
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
•
• Utilizar as novas
•
tecnologias
•
•
•
Saber impor um
•
enquadramento
suficientemente
amplo, firme e
•
coerente, sem ser
•
rígido, e adaptá-lo ao
longo do tempo
•
Condições de realização
•
•
Utilizar técnicas de estimulação da criatividade •
colectiva e individual
Utilizar os recursos do meio social.
Informar-se sobre a possibilidade de utilizar as
novas tecnologias no domínio educativo,
cultural ou social.
Integrar as novas tecnologias – sempre que
possível – nas actividades realizadas com o
grupo de crianças (comunicação na rede,
tarefas de pesquisa na Internet, realização de
certos produtos com a ajuda do computador,
sistemas áudio / vídeo, utilização de imagens
e de sons para ilustrar actividades
organizadas pelas crianças, contactar através
da Internet personalidades ligadas à cultura,
ao desporto.
Organizar concursos em rede com a
participação de crianças de outras
localidades.
Encorajar as crianças a desenvolverem
relações sociais com a ajuda da comunicação
pela Internet
Utilizar as novas tecnologias (computador,
telefone, portátil, fax, etc.) nas actividades
correntes.
Explicar às crianças as regras da instituição
Negociar com as crianças um número
específico de limites, bem como as
recompensas e as sanções que lhes estão
associadas
Formular os limites de forma simples, positiva,
convincente
60
Pontos críticos
traumatizantes da criança
que constituem um entrave
à sua participação activa
Pontual
Urgente
Vespertina
Sistema de actores
• reduzido
• complexo
• coerente e inteligível
• fiável
• conflitual
• Integração no
desenvolvimento individual
de um mentor por iniciativa
da criança ou mediante
escolha mútua
Modo de intervenção
• a solo
• em equipa
• em rede
• em complementaridade
com a família
• Ciúme das outras
crianças.
•
Manutenção do equilíbrio
entre a autoridade e a
permissividade, entre a
tónica nas regras e o
encorajamento da
iniciativa
• O regulamento interno
impede o desenvolvimento
das exigências pessoais, da
autonomia
• As mudanças frequentes do
pessoal de serviço
ameaçam a segurança do
programa de tratamento
individual
Posição do interveniente
• responsabilidade total
• responsabilidade delegada
• em complementaridade
com a família
• O equipamento e o material
Qualidade do interveniente
• estreante ou experiente
• estagiário; aprendiz
• Os riscos das manifestações
não permitem um nível de
serviço satisfatório
interpessoais dos grandes
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
7
Actividades
Metodologia de realização
•
A
N
I
M
A
Ç
Ã
O
•
•
•
S
O
C
I
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
• Proporcionar um
•
ambiente estimulante
•
•
•
•
•
•
•
•
Assegurar-se da compatibilidade dos limites
negociados com as regras da instituição
Avaliar permanentemente a validade dos
limites, das regras e introduzir as alterações
necessárias
Respeitar as regras da instituição e os limites
acordados com as crianças.
Condições de realização
Organização do trabalho
• Organigrama
• Contributo específico das
novas tecnologias
• Processo de qualidade
• Meios materiais para a
realização de diversas
actividades
Ser constante na aplicação das regras e dos • Articulação entre a
limites e na avaliação da sua observância
instituição e a comunidade
Associar as crianças na interpretação e
sanção dos comportamentos que infringem os
limites acordados
• Recursos financeiros,
Identificar as necessidades de
objectos e serviços
desenvolvimento e de aprendizagem da
dedicados às actividades
criança
recreativas dentro da
instituição e na
Identificar os recursos necessários para
comunidade
satisfazer as necessidades de
desenvolvimento da criança
Identificar as preferências de cada criança
• Recursos documentais
Individualizar a actividade em função das
Acesso às tecnologias com
necessidades / preferências de cada criança
impacte educativo, cultural
Participar no equipamento de um espaço
ou social
modular de recreação, de brincadeira, de
aprendizagem que proporcione segurança e
diminua o risco de acidentes
Encorajar a personalização do espaço de
aprendizagem para que este seja estimulante
para as crianças
Facilitar a aprendizagem oferecendo uma
diversidade de estímulos e de formas de
aprendizagem
Utilizar um leque de recompensas tão
61
Pontos críticos
grupos: rivalidades,
relações pessoais não
sinceras
• Pouco tempo para dispensar
individualmente à criança
•
Rigidez da disciplina
•
Acentuação dos
estereótipos de género
•
Crença do ajudante na
possibilidade de a criança
ocupar um lugar na
sociedade
• Dificuldade em tomar
consciência dos seus
próprios preconceitos
•
Dificuldade em mobilizar as
crianças para certas
actividades culturais
•
Falta de meios
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
7
Actividades
Metodologia de realização
•
A
N
I
M
A
Ç
Ã
O
•
•
•
•
•
• Integrar agentes de
S
O
C
I
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
socialização no
processo de
desenvolvimento
•
•
diversificado quanto possível
Colocar a tónica no sucesso e não no
fracasso
Organizar actividades educativas segundo os
centros de interesse
Utilizar a fórmula "aprender fazendo"
Diversificar as práticas culturais
Utilizar a competição e a cooperação de forma
equilibrada como processos de motivação
Propor às crianças papéis e responsabilidades
diversas.
Utilizar métodos pertinentes para animar o
ambiente.
Propor experiências culturais variadas
• Permitir escolhas
• Integrar as crianças • Utilizar um estilo de direcção democrático,
partilhar a decisão com as crianças
portadoras de
•
Permitir
o movimento e a livre expressão do
deficiência em
corpo
da
criança durante a actividade
diversas actividades
•
Estimular
e valorizar a criatividade
comuns, para que
• Utilizar no programa pessoal de apoio, os pais,
tenham
os representantes da Igreja, as pessoas que
oportunidades iguais
tenham participado ou assistido às situações
de valorização.
de vida anteriores da criança.
•
Propor actividades comuns para as crianças
• Desenvolver a
portadoras
de deficiências e para as crianças
criatividade das
normais.
crianças
• Estimular a participação das crianças nos
concursos de criação artística e científica e em
• Desenvolver o
projectos inovadores.
espírito cívico
• Realizar actividades de conhecimento dos
direitos fundamentais da criança e do homem.
• Favorecer a
•
Realizar
actividades de conhecimento do modo
formação da
62
Condições de realização
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
7
Actividades
Metodologia de realização
identidade sexual
A
N
I
M
A
Ç
Ã
O
• Valorizar a
identidade cultural
das crianças
pertencentes às
minorias étnicas
•
•
•
•
•
•
S
O
C
I
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
•
de funcionamento da sociedade e dos valores
da democracia
Participar nas acções a favor de causas de
interesse local, etc.
Favorecer a identificação dos valores sexuais
da criança
Propor actividades adaptadas a cada sexo
Propor actividades adaptadas para viver em
conjunto em bom entendimento
Apresentar os papéis sociais de cada sexo e
fazer uma leitura crítica
Realizar as actividades de conhecimento da
língua, religião, tradições, valores, rituais,
personalidades específicos de cada cultura
Participar nos eventos importantes das minorias
63
Condições de realização
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
8
Actividades
• Ter formação
Metodologia de realização
•
contínua
•
•
P
R
O
F
I
S
S
I
O
N
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
•
•
•
•
• Pedir ajuda
• Procurar recursos
Analisar e exprimir as suas próprias
necessidades de formação em articulação
com a entidade patronal
Participar nos cursos de formação contínua
Manter-se permanentemente informado sobre
as alterações introduzidas na legislação e as
práticas respeitantes à protecção da criança
em dificuldade
Informar-se e procurar novas aplicações no
domínio das ciências sociais na sua prática
profissional.
Integrar as novas tecnologias na sua prática
profissional
Assistir
às
actividades
terapêuticas
implementadas por outros especialistas
(ortofonista, psicólogo, fisioterapeuta, médico,
etc.) e integrar na sua actuação profissional
as técnicas necessárias à criança
Consultar publicações da especialidade
• Para os casos atípicos, analisar e verificar com
os especialistas a justeza das suas
interpretações / decisões / comportamentos.
• Definir claramente o tipo de ajuda de que o
interveniente necessita.
• Para cada tipo de situação em que o
interveniente tenha necessidade de ajuda,
saber a quem se dirigir
• Reencaminhar o caso para outros especialistas
quando a situação ultrapassar as suas
competências
64
Condições de realização
Situação da pessoa ajudada
• Com pedido
• Sem pedido
• Em dificuldades
• Abandonada
• Maltratada
• Em perigo
• Numa relação violenta
• Em recusa de ajuda
Pontos críticos
• Complexidade dos
dispositivos de formação
contínua
• Reticência em reconhecer
publicamente os seus
próprios limites e a
necessidade de ajuda
Local de intervenção
• No domicílio do
interveniente (família de
• Resignação
acolhimento)
• Em instituição permanente
• Em instituição ocasional
(hospital)
• Estilo de direcção autoritário
• Em centro de dia
• À distância
Período de intervenção
• Quotidiana
• Pontual
• Urgente
• Vespertina
• Nocturna
Sistema de actores
• reduzido
• complexo
• coerente e inteligível
• Resistência à mudança
• Ausência de recuo
• Tendência para separar
claramente o processo de
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
8
P
R
O
F
I
S
S
I
O
N
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
Actividades
fora do âmbito da
formação contínua
Metodologia de realização
•
•
•
•
•
•
•
• Analisar a sua
prática
•
•
Acumular as relações profissionais e as
relações pessoais com os seus próprios
colegas e outros especialistas da área
Identificar as modalidades de integração de
novos recursos na instituição
Condições de realização
•
•
fiável
conflitual
Modo de intervenção
Utilizar os recursos existentes na comunidade: • a solo
• em equipa
clubes de crianças, museus, bibliotecas,
• em rede
especialistas, grupos de apoio
Reconhecer os sintomas de stress profissional • em complementaridade
com a família
grave e mobilizar os meios necessários para
diminuir os efeitos.
Posição do interveniente
Integrar os seus centros de interesse e
• responsabilidade total
competências extra-profissionais na
• responsabilidade delegada
actividade educativa com as crianças.
• em complementaridade
Tentar especializar-se em certos problemas
com a família
(tais como: a gestão da agressividade, a
criatividade, as actividades com a criança
Qualidade do interveniente
vítima de maus-tratos, portadora de
• estreante ou experiente
deficiência, etc.) tornando-se uma fonte de
• estagiário; aprendiz
informações / expertise para outros
educadores / especialistas.
Organização do trabalho
Aproveitar as oportunidades de promoção
• organigrama
pessoal, social e de reconhecimento de
• contributo específico das
competências.
novas tecnologias
Utilizar sistematicamente os instrumentos de • processo de qualidade
análise e de formalização da sua prática.
• Existência de uma base de
Utilizar formas específicas de seguimento:
dados / biblioteca para
observação a dois, acompanhamento clínico,
informação / documentação
etc.
65
Pontos críticos
avaliação da actividade
educativa e a avaliação
global da criança
• Flutuações do pessoal
• Alterações rápidas /
frequentes da legislação, da
política e das práticas
sociais
• Esgotamento
• Resignação
• Fatalismo
• Resistência à mudança
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
8
Actividades
Metodologia de realização
•
P
R
O
F
I
S
S
I
O
N
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
• Avaliar a sua
intervenção
•
•
•
•
•
• Gerir em conjunto o
seu interesse e o da
pessoa ajudada
•
•
•
•
• Informar-se e
estudar as actividades
culturais,
•
Utilizar como elementos de análise da prática
o plano individual de desenvolvimento da
criança, a sua evolução, o grau de satisfação
profissional e a medida na qual a sua prática
apoia as acções terapêuticas dos outros
especialistas.
Comparar a sua prática com a dos colegas.
Estabelecer indicadores de desempenho e
critérios de avaliação para cada actividade
projectada / desenvolvida.
Utilizar o feedback dos outros especialistas
para adaptar as suas actividades.
Condições de realização
•
•
Integrar a avaliação da sua própria acção nos
•
resultados de avaliação da relação global de
ajuda.
Considerar os desempenhos da criança como
indicadores da eficácia da sua própria
•
actividade
Ajudar a criança na formação da sua
identidade e do seu auto-conhecimento.
Associar proporcionalmente o sucesso
pessoal aos êxitos da criança
Facilitar o contacto da criança com os
modelos de sucesso
Oferecer à criança diversos modelos
comportamentais.
Ajudar a criança a fixar objectivos a curto /
longo prazo
66
•
•
•
em todas as áreas
necessárias
Encontros periódicos com
as equipas pluridisciplinares
da agência (eventualmente
com convidados externos)
para analisar as evoluções
ao nível legislativo, de
política pública ou de
prática institucional.
Política institucional que
recompensa as inovações
na educação e formação
contínua
Existência de
oportunidades formais de
formação contínua (cursos,
conferências, seminários)
Acesso às informações
respeitantes à criança e
respectiva família, e às
alterações legislativas
introduzidas no domínio da
protecção de menores em
dificuldade
Disponibilidade de
ferramentas de
referenciação do stress
Disponibilidade de recursos
na comunidade de trabalho
Disponibilidade dos
exemplos profissionais de
Pontos críticos
• Rigidez
• Competição entre colegas
• Comportamento deslocado
• Dificuldades de alguns
ajudantes em aceitarem
realizar uma intervenção
global junto da criança
devido à concepção que
têm da sua profissão
• Complexidade da relação de
ajuda e riscos do seu
tratamento unidimensional
• Utilização excessiva do
computador em detrimento
das relações interpessoais
directas
• Formulação de diagnóstico
e terminologia que
estigmatizam a criança
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
8
P
R
O
F
I
S
S
I
O
N
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
Actividades
Metodologia de realização
desportivas…
•
destinadas às crianças
a fim de lhes propor
uma utilização
inteligente dos seus
tempos livres.
Conhecer as actividades lúdicas apreciadas
pelas crianças
•
•
•
•
•
•
•
• Conhecer o contexto
institucional, político
•
•
• Dispor de critérios
de avaliação para
cada uma das suas
competências
Condições de realização
•
Elaborar periodicamente relatórios que
compreendam a avaliação da situação, das
necessidades e da evolução da criança, mas
também a auto-avaliação das suas
necessidades e da relação criança–
especialista e criança-criança.
Relacionar permanentemente as práticas
educativas com os critérios de avaliação
fornecidos pelos especialistas.
Verificar na prática a validade dos critérios e
informar os especialistas.
Participar nas reuniões de acompanhamento
para analisar os problemas encontrados
Definir muito claramente os seus objectivos
Elaborar grelhas de observação
Seleccionar os instrumentos adequados de
avaliação em função da situação e da
personalidade da criança.
Utilizar formas específicas de monitorização:
observação a dois, monitorização clínica,
supervisão e intervisão.
67
•
•
Pontos críticos
• Formação de voluntários
valor
Existência do plano
individual de
desenvolvimento da criança
elaborado pelos
especialistas
• Ausência de formalização
Critérios úteis de análise da
das normas deontológicas
prática
da profissão
Disponibilidade de um
• Discriminação em relação
leque de instrumentos de
às minorias
auto-avaliação e de
avaliação dos
• Estigmatização e
desempenhos da criança
encerramento das crianças
Análise da actividade
em representações falsas
• Monitorização e apoio por
parte da equipa de gestão e
dos especialistas
• Encontros periódicos de
análise da situação, das
necessidades, da evolução
de cada criança - com a
participação das pessoas
envolvidas
• Disponibilidade dos
diversos modelos culturais.
• existência de uma base de
dados / biblioteca legislativa
• Recursos materiais
(computador, outros
• Instabilidade da situação
financeira profissional e
organizacional das
associações e instituições
de assistência que
trabalham com voluntários.
Resulta dessa situação um
risco para a manutenção da
actividade de assistência
• Deficiência das
competências profissionais
dos ajudantes..
• Ajuda que pode ser
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
8
Actividades
Metodologia de realização
•
•
P
R
O
F
I
S
S
I
O
N
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
•
• Adoptar uma
dinâmica de adesão
às novas políticas de
intervenção junto da
criança.
• Integrar um conjunto
•
•
Solicitar informações junto da entidade
patronal relativamente às alterações
legislativas e respectiva aplicação
Analisar o impacte da política institucional
sobre as actividades profissionais
(condicionalismos e oportunidades) e
identificar as adaptações necessárias
Iniciar e participar nas actividades de recolha
de fundos / atracção de novos parceiros
Promover a instituição e o interesse da
criança na comunidade
Respeitar as normas deontológicas da
profissão
•
Participar na implementação das novas
políticas de intervenção junto da criança
(reuniões…)
•
Informar e retransmitir a informação sobre as
novas modalidades de intervenção
•
Participar na elaboração dos valores
deontológicos e processuais
•
Interpretar a relação de ajuda como uma
articulação
dos factores de personalidade
de referências
específicos da criança com o conjunto de
jurídicas, económicas,
factores jurídicos, económicos, administrativos,
administrativas,
psicológicos, culturais, éticos, deontológicos,
psicológicas, culturais,
•
Construir um sistema de referências para a
éticas, deontológicas
relação de ajuda centrado nas necessidades
da criança
• Identificar o impacte das condições jurídicas,
68
Condições de realização
equipamentos, ligação à
Internet, etc.)
• Possibilidade de consultar
um perito externo
• Acesso aos diferentes
meios de comunicação e
informação
Aceitação das origens de cada
criança.
Pontos críticos
estigmatizante para a
criança em perigo
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
8
P
R
O
F
I
S
S
I
O
N
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
Actividades
• Dominar os
protocolos de
qualidade, de
segurança
• Utilizar
Metodologia de realização
económicas, administrativas, psicológicas,
culturais, éticas, deontológicas na sua própria
prática profissional
• Informar-se e estudar as especificidades
culturais (história, língua...) de cada minoria
•
•
adequadamente os
procedimentos
profissionais, cumprir
as formalidades
administrativas
•
• Gerir o fim do
acompanhamento
social
•
Preparar o fim da intervenção com suficiente
antecedência
Estabelecer modalidades de comunicação
com a criança após a conclusão formal da
relação de apoio, comunicar as oportunidades
de valorização socioprofissional que surjam,
considerá-la como um recurso potencial para
outras relações de ajuda.
•
Aprender a aplicar procedimentos especiais
aconselhados por especialistas de outras
áreas.
•
Tornar-se fonte de informação-formação para
outros parceiros envolvidos na relação de
ajuda
• Desenvolver as
aptidões de trabalho
em equipa
Utilizar o computador para criar bases de
dados dos recursos territoriais; para elaborar
e transmitir relatórios.
Conhecer e utilizar correctamente os meios de
comunicação e de informação (diversas
formas de telefonia, correios, telégrafo,
Internet, imprensa escrita e audiovisual, livros,
etc.) para desenvolver e capitalizar as suas
competências
69
Condições de realização
Pontos críticos
REFERENCIAL PROFISSIONAL DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SOTUAÇÃO DE ABANDONO
Função
Actividades
8
P
R
O
• Participar na gestão
F
da instituição
I
S
S
I
O
N
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
Metodologia de realização
•
Identificar novos recursos, gerir de forma
optimizada os recursos existentes.
70
Condições de realização
Pontos críticos
ª
PARTE
III - REFERENCIAL DE FORMAÇÃO
DA RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS
EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
71
72
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
1
Actividades
• Diminuir a
E
E
S
C
U
T
A
Saber-fazer
• Escolher um fundo
musical e tons
cromáticos com efeito
calmante
• Reflectir perante o
interlocutor o
expresso
• Desenvolver uma sentimento
por este.
escuta empática,
• Utilizar o contacto
activa
físico, a distância
óptima em relação ao
rosto da criança, um
tom tranquilizador.
• Utilizar a
• Explicar o seu papel
observação
profissional à criança
participativa
/ aos pais.
• Integrar a opinião dos
pais nas decisões da
• Fazer por ser bem intervenção
profissional.
recebido em casa
• Interpretar as
da criança
manifestações de
desconfiança,
hostilidade e rejeição
da criança.
• Integrar o ponto de
vista da criança nas
• Fazer com que a decisões a tomar.
• Respeitar a
ajuda seja aceite
intimidade de cada
criança.
• Respeitar os prazos
estabelecidos com a
criança.
ansiedade da
criança e/ou dos
pais
A
C
O
L
H
I
M
E
N
T
O
SABERES
Saber associado
• Psicologia do
desenvolvimento /
das idades
• Teoria da
comunicação
• Técnicas de
observação
• Técnicas de escuta
activa
• Ética / deontologia
• Elementos de arte
teatral
• Psicologia dos
maus-tratos e do
sofrimento
• Conhecimento das
instituições
envolvidas na
relação de ajuda
• Elementos de
direito e de
legislação
• Conhecimento da
família
• Conhecimento do
contexto
multicultural
• Motivar a criança para Conhecimentos gerais:
73
Recursos
Saber-ser
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Empático
Paciente
Perseverante
Rigoroso
Tolerante
Criativo
Motivado, Motivador
Compreensivo
Convincente
Atento
Envolvido na tarefa
Equilibrado do
ponto de vista
emocional
• Curioso
• Ético na relação
- Ser responsável e
dominar o
funcionamento da
instituição
- Disponível
- Tranquilizador
- Acessível
Ferramentas pedagógicas
•
•
•
•
role play
jogos didácticos
análise de casos
tecnologias de informação
Condições materiais gerais
•
•
•
•
•
•
espaço especialmente equipado
enquadramento formal e informal
para análise de casos com uma
equipa interdisciplinar de
especialistas
rede de computadores para a
comunicação interna na
organização (por escrito, áudio ou
vídeo)
base documental: diversos tipos
de grelhas de avaliação,
formulários de registo / relatórios,
actos jurídicos internos e
nacionais, etc.
informações sobre os "actores
sociais" do sector
parceiros internos e externos à
instituição
Recursos humanos
• Base de dados contendo
informações sobre os actores
sociais pertencentes ao contexto
no qual os jovens se situam
• Espaços lúdicos
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
1
A
C
O
L
H
I
M
E
N
T
O
E
E
S
C
U
T
A
Actividades
SABERES
Saber-fazer
aceitar a relação de
• Intervir na área do ajuda
• Informar-se sobre a
sofrimento, dos
história de sofrimento
maus-tratos, ser
capaz de fazer face da criança
• Utilizar histórias e
à indigência,
jogos terapêuticos.
trabalhar na
•
Personalizar a
reparação,
relação, respeitar a
intimidade, o segredo
• Recorrer à escuta
• Colocar os seus • activa
Proporcionar um
limites e integrar a
sistema de valores
complementariestável e constante
dade, a não
• Observar as
omnipotência, ser
interacções entre as
capaz de explicitar
crianças
o seu papel
• Estimular a criança a
personalizar o seu
espaço de vida
• Ajudar a criança a • Contribuir para a
situar-se numa
manutenção e
relação de
interpretação das
substituição, a
relações da criança
orientar-se em
com a sua família
laços complexos
• Favorecer o papel da
família e dos
colaboradores na
relação de ajuda.
Saber associado
História, etnologia e
sociologia das
minorias;
Psicologia
etnocultural;
Psicologia da família
ƒ Técnicas de
observação
ƒ Expressão
dramática
ƒ Técnicas de
optimização dos
espaços
ƒ Enquadramento
jurídico e legal
Metodologias
• Trabalho de grupo
com as crianças e
os seus pares
• Trabalho individual
com as crianças
74
Recursos
Saber-ser
•
Equipas multidisciplinares e
pluridisciplinares
Outros apoios:
•
•
•
Vídeos, CD-ROM, DVD, filmes,
livros
Serviços de apoio telefónico
Documentos explicativos
adequados: contos, desenhos
explicando o funcionamento da
intervenção.
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
2
Actividades
• Efectuar um
I
D
E
N
T
I
F
I
C
A
Ç
Ã
O
D
A
S
diagnóstico completo
do estado actual da
criança do ponto de
vista médico, sóciofamiliar e psicológico
• Interpretar o
comportamento da
criança
• Hierarquizar e/ou
determinar as
prioridades na
satisfação das
necessidades da
criança
SABERES
Saber-fazer
• Solicitar informações e
expertise da parte dos
outros especialistas.
• Observar o comportamento
da criança
• Estabelecer a ordem de
prioridades na satisfação
das necessidades.
• Identificar e obter os
recursos necessários às
necessidades da criança.
• Avaliar regularmente as
necessidades da criança,
comparando-as com as
avaliações precedentes
• Adaptar as próteses às
N
E
C
E
S
S
I
D
A
D
E
S
características da criança
• Determinar
modalidades de
compensação ou de
realização de
próteses para as
crianças portadoras
de deficiências
sensoriais e/ou
neuromotoras
• Formar novos hábitos
adaptativos para
compensar os hábitos
perdidos.
• Oferecer modelos de
interpretação do
comportamento dos pais
• Observar e registar o
comportamento dos pais na
relação com a criança
Saber associado
•
•
•
•
Saber-ser
Psicologia social
Pedagogia cooperativa
Pedagogia participativa
Psicologia do
desenvolvimento
• Conhecimentos
psicológicos,
etnológicos e
sociológicos da
interculturalidade
• Teoria da comunicação
• Regras deontológicas
• Técnicas de
aconselhamento
• Teorias das
necessidades
• Teoria do apego
Abordagem da literatura e
do cinema
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
• Psicologia dos maustratos e do sofrimento
•
•
•
•
• Conhecimento dos
direitos da criança
• Elementos de
conhecimento do
desenvolvimento
psicomotor e elementos
de conhecimento
médico
75
Empático
Paciente
Perseverante
Rigoroso
Tolerante
Criativo
Motivado
Motivador
Compreensivo
Convincente
Atento
Envolvido na tarefa
Equilibrado do ponto de
vista emocional
• Curioso
Resistente ao stress e à
frustração
Resiliente
Dinâmico
Ético
Firme
• Capaz de aculturação,
particularmente nas
intervenções no
domicílio das pessoas
itinerantes
Recursos
Ferramentas
pedagógicas
• Role play
• Jogos didácticos
• Análise de casos
• Actividades lúdicas
• Actividades artísticas
• Actividades desportivas.
Condições materiais
gerais
• espaço especialmente
equipado
• espelhos espiões
• equipamento áudio/vídeo
• enquadramento formal e
informal para análise de
casos com uma equipa
interdisciplinar de
especialistas
• base documental:
diversos tipos de grelhas
de avaliação, formulários
de registo/relatórios,
actas jurídicas, manuais
de boa prática, análises
de casos significativos.
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
2
SABERES
Actividades
Saber-fazer
• Ajudar a criança a
I
D
E
N
T
I
F
I
C
A
Ç
Ã
O
D
A
S
N
E
C
E
S
S
I
D
A
D
E
S
reflectir sobre a
inadequação dos
seus pais ou sobre a
ausência destes.
• Avaliar os sintomas
associados ao
abandono, remediálos em função da
idade
• Gerir as
descontinuidades
(associadas às
decisões judiciais, às
mudanças de família
de acolhimento…)
• Avaliar o risco de
marginalização e de
maus-tratos da
criança
• Identificar e desenvolver
estratégias de adaptação
aos comportamentos
inadequados dos adultos /
pais.
• Elaborar uma lista completa
dos sintomas determinados
pelo abandono
Saber associado
• Convenções específicas
em matéria de protecção
da criança.
• Teoria da resiliência
- Teoria sistémica
- Teoria das relações
humanas
- Sociologia da família
• Aplicar modalidades
terapêuticas adequadas,
recomendadas pelo
especialista.
• Preparar a criança para
fazer face às mudanças
previstas na relação de
ajuda.
•
Avaliar a integração social
da criança no grupo de
actividade,
• Avaliar o risco de a criança
maltratar outras crianças,
• Avaliar o nível de auto-
estima da criança
• Favorecer a
reconstrução
narcísica
• Criar oportunidades de
valorização da criança
76
Saber-ser
Recursos
Recursos materiais
diversos
Ferramentas de avaliação
das necessidades
individuais
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
2
SABERES
Actividades
Saber-fazer
•
Saber associado
Ajudar a criança a
estabelecer metas e
objectivos realistas.
77
Saber-ser
Recursos
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
3
A
S
S
I
S
T
Ê
N
C
I
A
À
V
I
D
A
Q
U
O
T
I
D
I
A
N
A
SABERES
Actividades
• Dinamizar,
favorecer o
desenvolvimento dos
recursos da pessoa
ajudada, a sua
resiliência
Saber-fazer
• Valorizar as aptidões
•
•
• Apreciar as
necessidades de cada •
pessoa (materiais,
psicológicas, sociais,
culturais, espirituais)
• Desenvolver a
•
capacidade das
crianças para pedirem •
e oferecerem ajuda.
• Adaptar o tipo de
ajuda às
particularidades da
criança e à sua
situação
•
•
• Incentivar a
autonomia
•
•
de cada criança
Proporcionar
experiências e
ambientes diversos
Envolver as crianças
nas actividades
específicas da vida em
família
Interpretar o
comportamento da
criança como um
possível indicador de
uma necessidade não
satisfeita.
Propor modelos
culturais diversos.
Utilizar métodos da
pedagogia dramática e
da pedagogia social
(animação
sociocultural)
Graduar a intensidade
da assistência, para
que a criança não se
torne passiva ou
dependente do adulto
Estimular as crianças a
tomarem decisões.
Transformar os
fracassos em situações
de aprendizagem.
Realizar exercícios de
deslocação/orientação
Saber associado
• Conhecimentos
técnicos básicos:
socorro de emergência,
ergonomia, higiene,
saúde pública.
• Conhecimento da
família
• Psicologia social
• Pedagogia cooperativa
• Pedagogia participativa
• Psicologia do
desenvolvimento
• Artes plásticas
• Geografia e história
locais
• Desportos (de equipa)
• Trabalhos manuais
• Técnicas de criatividade
• Técnicas de motivação
• Elementos de direito e
de legislação
• Conhecimentos
técnicos básicos:
Socorro de urgência,
• Ergonomia, higiene,
saúde pública
• Conhecimento da
família
• Psicologia social
Som, música e luz.
78
Recursos
Saber-ser
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Empático
Paciente
Perseverante
Rigoroso
Tolerante
Criativo
Motivado
Motivador
Compreensivo
Convincente
Atento
Emocionalmente
equilibrado
Resiliente
Colaborador
Com capacidade de
iniciativa
Capaz de se envolver
numa reflexão e
comunicação éticas e
deontológicas com
outros profissionais.
Constituir um modelo
para a criança através
das suas acções
quotidianas
• Imparcial, não
discriminatório
• Sensível ao sofrimento
psíquico associado às
desigualdades sociais
Condições materiais
gerais
• espaço especialmente
•
•
•
•
•
•
equipado (ex. :
espelho espião)
registos audiovisuais
e visionamentos das
situações de
comunicação dos
profissionais
registos áudio/vídeo
(para amplificação)
ferramentas de
recolha de
informação e
avaliação
base documental:
diversos tipos de
protocolos e guias,
formulários,
registo/relatórios, etc.
meios materiais
(incluindo transporte)
para observar “na
natureza ” formas
específicas de
comunicação:
procissões, rituais,
acontecimentos
especiais, etc.
Infra-estruturas
adaptadas às
crianças com
deficiência
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
3
A
S
S
I
S
T
Ê
N
C
I
A
À
V
I
D
A
Q
U
O
T
I
D
I
A
N
A
SABERES
Actividades
• Formar para a
autonomia pessoal e
social as crianças
portadoras de
deficiências
sensoriais e/ou
psicomotoras
Saber-fazer
espacial dentro da
instituição e no espaço
social aberto.
• Utilizar as
•
•
•
• Definir o quadro de
vida (higiene,
trabalhos domésticos,
segurança, ergonomia) •
• Desenvolver a
motivação para o
ensino e a formação
de novas
competências
• Desenvolver valores
cívicos
•
•
oportunidades de lazer
da comunidade.
Utilizar diversas
variantes de um
método ou técnica para
realizar um objectivo
preciso.
Ensinar a criança a
utilizar e a cuidar dos
electrodomésticos
específicos para as
actividades domésticas.
Adaptar as infraestruturas, os métodos
de aprendizagem, etc...
às necessidades das
crianças deficientes
Criar hábitos de
colaboração e de ajuda
recíproca.
Cultivar os valores
cívicos – a
solidariedade, a
participação, o
envolvimento - por meio
de actividades
adequadas à idade.
Saber associado
Conhecimentos das
técnicas relacionadas com
a relação de ajuda, das
técnicas de
acompanhamento social e
psicológico, bem como
das técnicas de
desenvolvimento social e
humano.
Psicoterapias - terapia
pela arte, musicoterapia
Noções elementares de
outras línguas (línguas
das minorias)
Conhecimento dos
métodos educativos e de
intervenção junto das
crianças abandonadas
e/ou deficientes
Conhecimentos de gestão
de recursos
Recursos
Saber-ser
•
Documentos
explicativos
adequados às
crianças
abandonadas e/ou
deficientes,
explicando o
funcionamento, a
organização da
intervenção e os
direitos e deveres da
criança
Ferramentas
pedagógicas
• Role play
• Jogos didácticos
• Análise de casos
• Ferramentas lúdicas
• Ferramentas ligadas às
actividades artísticas
• Ferramentas ligadas às
actividades desportivas
Rede
Parceria com as
municipalidades, as
escolas
79
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
4
Actividades
• Compreender os
Saber-fazer
• Identificar as palavras-
diferentes modos de
comunicação (verbal, •
não verbal…)
•
C
O
M
U
N
I
C
A
Ç
Ã
O
•
•
• Escutar, observar,
transmitir
observações
oralmente, por
escrito
•
•
•
•
•
• Manter uma
•
conversa
•
• Emitir uma
•
mensagem
estímulo na comunicação
das crianças.
Interpretar o sentido da
comunicação da criança
através do jogo, do desenho,
etc.,
Parafrasear o discurso da
criança.
Adaptar o comportamento
não verbal à conduta da
criança.
Procurar e verificar as
informações provenientes de
outras fontes.
Interpretar os diversos tipos
de choro.
Interpretar a agressividade/
auto-agressividade da
criança.
Respeitar o ritmo de
comunicação da criança e
adaptar-se a ele.
Informar o referente e a
equipa de trabalho de todas
as alterações no
desenvolvimento da criança.
Observar e registar o
comportamento da criança
Verificar as informações
imprecisas.
Preparar o encontro
estruturando as informações
a receber e a transmitir.
Adaptar-se aos
interlocutores de meios
SABERES
Saber associado
• Psicologia social
• Psicologia do
desenvolvimento / das
idades:
• Teoria da comunicação
• Técnica de escuta
activa
• Actividades de
expressão
• Sociologia / Método de
observação
• Metodologia da
conversação
• Ética / deontologia
• Entrevista
• Arte teatral
• Linguística / ciência da
linguagem
• Técnicas de
comunicação verbal e
não verbal
• Noções elementares de
outras línguas (línguas
das minorias)
• Novas tecnologias
• Técnicas de elaboração
de relatórios e de
registos
• Técnicas de entrevista
• Técnicas de análise de
conteúdo
• Convenção dos Direitos
da Criança
80
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Saber-ser
Empático
Paciente
Perseverante
Rigoroso
Tolerante
Criativo
Motivado
Motivador
Compreensivo
Convincente
Atento
Envolvido na tarefa
Equilibrado do ponto de
vista emocional
Curioso
Flexível, maleável
Resiliente
Capaz de aculturação
Acessível
Recursos
Condições materiais
gerais
• espaço
especialmente
equipado (ex. :
espelho espião)
• registos audiovisuais
e visionamento das
situações de
comunicação dos
profissionais
• meios materiais
(incluindo transporte)
para observar “na
natureza ” formas
específicas de
comunicação:
procissões, rituais,
acontecimentos
especiais, etc.
• documentos
explicativos
adequados: contos,
desenhos explicando
o funcionamento da
intervenção.
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
4
Actividades
adequada à
situação, ao
interlocutor
C
O
M
U
N
I
C
A
Ç
Ã
O
Saber-fazer
•
•
• Identificar as
•
informações
•
• Desenvolver a
capacidade de
expressão verbal e
não verbal da
criança
• Corrigir as
perturbações da
linguagem das
crianças
• Formar para as
aptidões
metalinguísticas
• Criar e manter
sociais e culturais diferentes. • Legislação nacional
referente à família e à
oralmente e por escrito
criança
Transmitir as informações de • Elaboração de
forma não ameaçadora.
genogramas
Integrar as novas
tecnologias na comunicação
em rede com os parceiros da
equipa interdisciplinar
Avaliar a justeza e utilidade
das informações em função
da fonte
Estabelecer correlações
entre as informações
provenientes de diversas
fontes,
Realizar actividades de
enriquecimento do
vocabulário.
Realizar as actividades de
educação da expressividade
da fala.
Aplicar técnicas ortofónicas
de melhoramento da
pronúncia, do ritmo e da
fluência do discurso.
Aplicar os exercícios de
correcção da linguagem
escrita, de aprendizagem da
linguagem mímico-gestual
das crianças surdas
profundas
Realizar exercícios de
abordagem de novos termos.
• Exprimir-se de forma clara
• Transmitir
diferentes fontes de
informação
SABERES
Saber associado
•
•
•
•
circuitos de
•
comunicação com os
pais, com os
especialistas
• Realizar exercícios de
81
Saber-ser
Recursos
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
4
C
O
M
U
N
I
C
A
Ç
Ã
O
Actividades
Saber-fazer
• Abrir novas vias de
comunicação com as •
•
crianças
• Ter em conta a
interculturalidade
•
•
•
criatividade linguística, jogos
verbais.
Construir a base de dados.
Utilizar o desenho, a música,
a dança, os animais de
companhia, o computador,
etc. com as crianças que não
comunicam verbalmente
Ajudar as crianças a
compreender a sua própria
cultura.
Conhecer as especificidades
socioculturais das crianças
oriundas das minorias
Comunicar com as crianças
na língua materna.
Ajudar as crianças a utilizar
a língua do país em que
vivem
SABERES
Saber associado
82
Saber-ser
Recursos
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
5
Actividades
Saber-fazer
Saber associado
Empático
•
Paciente
•
Perseverante
•
Rigoroso
•
• Sociologia / Métodos de
observação
•
Tolerante
• Psicologia social
intervenção
personalizada
• Psicologia do
desenvolvimento / das
idades
relação
• Situar-se numa
relação de apoio
(saber encontrar a
distância correcta,
fazer a distinção
entre o seu desejo e
o desejo do outro)
• Construir a
capacidade de autoconhecimento da
criança
• Desempenhar o
papel de
mediador com
o ambiente
escolar,
socioeconómico e
cultural
não satisfeitas da criança em
objectivos a alcançar.
• Organizar eventos para
festejar os momentos
importantes para a criança
• Identificar as preferências de
cada criança
• Encorajar a iniciativa da
criança
• Ensinar as crianças a tomarem
decisões
• Proporcionar um sistema de
valores coerente e aberto.
• Ter em conta os desejos dos
outros, mesmo que não
correspondam aos seus
próprios desejos
• Utilizar a comparação social
• Utilizar as técnicas psicológicas
de diagnóstico.
• Realizar actividades de
conhecimento e aceitação das
alterações corporais.
• Explicar às crianças oriundas
de minorias étnicas a sua
cultura.
• Informar-se sobre a história de
sofrimento da criança
• Teoria da comunicação
• Técnicas de escuta
activa
Criativo
• Metodologia de
conversação
•
Motivado
• Ética / deontologia
•
Motivador
•
Compreensivo
•
Convincente
• Conhecimento dos
maus-tratos
•
Atento
• Teoria da resiliência
•
Envolvido na tarefa
•
Equilibrado do
• Arte teatral
• Conhecimentos
médicos básicos:
• Teoria do apego
• Semiologia
(interpretação dos
símbolos
• Psicologia dos maustratos e do sofrimento
83
Recursos
Saber-ser
•
• Elaborar o plano de • Transformar as necessidades
• Personalizar a
A
C
O
M
P
A
N
H
A
M
E
N
T
O
SABERES
ponto de vista
emocional
Ferramentas
pedagógicas
•
•
•
•
Role play
Jogos didácticos
Análise de casos
Grupos de
sociabilização
• brainstorming
Condições materiais
gerais
• espaço especialmente
equipado (ex. : espelho
espião)
• registos audiovisuais e
visionamento das
situações de
comunicação dos
profissionais
• meios de comunicação
(telefone, computador,
fax, etc.)
• "actores" capazes de
desempenhar diversos
papéis (entre os
estagiários, os
formadores ou os
profissionais)
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
5
Actividades
SABERES
Saber-fazer
• Observar e anotar a evolução
da criança.
sofrimento, dos
• Utilizar histórias e jogos
maus-tratos, ser
terapêuticos.
capaz de fazer face à
indigência, trabalhar • Gerir a urgência
na reparação,
• Explicar os direitos da criança
• Brincar com a criança
• Prevenir todos os • Recorrer à escuta activa
tipos de maus-tratos
• Assegurar a manutenção dos
(físico, psicológico)
laços entre os pais e os filhos
em caso de prisão
• Explicar à criança o modo de
• Colocar-se como
funcionamento do sistema de
profissional numa
protecção de menores
relação de
• Propor modelos
substituição da
alternativos de interpretação
família de origem
positiva das suas experiências
de colocação anteriores
•
Preparar
a criança para fazer
• Acompanhar a
face às mudanças previstas na
família de origem a
relação de ajuda.
fim de lhe permitir
•
Conhecer
a história da relação
participar na
da
criança
com a sua família
educação da sua
• Observar a interacção da
criança
criança com a sua família
• Avaliar a oportunidade da
• Gerir as
continuidade da relação da
descontinuidades
criança com a sua família
(associadas às
decisões judiciais, às • Informar a família sobre a
evolução da criança
mudanças de família
Saber associado
• Curioso
• Intervir na área do
A
C
O
M
P
A
N
H
A
M
E
N
T
O
Saber-ser
• Firme
• História, etnologia e
sociologia das minorias • Acessível
• Psicologia etnocultural
• Conhecimentos das
• Aberto
técnicas de intervenção
nas situações de stress • Reactivo face às
e de frustração
Recursos
• meios materiais
(incluindo transporte)
para observar “na
natureza ” formas
específicas de
comunicação:
procissões, rituais,
acontecimentos
especiais, etc.
• base documental:
diversos tipos de
protocolos e guias,
• Elementos de direitos
situações de perigo, de
formulários de
da criança e do homem
registo/relatórios, etc.
crise
• Teoria sistémica
- Dinâmica de grupo
• Assertivo
- Teorias da
• Programas de
personalidade
competências sociais
- Necessidades
• Confiante
educativas especiais
Rede
• Teorias de advocacy e
de empowerment
• Técnicas de grupos de
sociabilização (autoestima, controlo da
agressividade)
84
Parceria com as
municipalidades, as
escolas, os outros
profissionais
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
5
de acolhimento…)
A
C
O
M
P
A
N
H
A
M
E
N
T
O
SABERES
Actividades
•
Integrar a criança
na sua própria família
Saber-fazer
Saber associado
• Associar a família para
desempenhar o seu papel na
coerência e na continuidade.
•
Assegurar a manutenção dos
laços entre os pais e os filhos
em caso de prisão
85
Saber-ser
Recursos
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
6
Actividades
• Propor modalidades de
interpretação dos
problemas de
desenvolvimento da
comportamento dos
resiliência da criança
adultos/ das crianças.
• Propor modelos e
estratégias de abordagem
construtiva dos problemas.
• Securizar através
•
Incutir nas crianças o
de uma relação
controlo
sobre o seu
fiável, ser capaz de
próprio
comportamento.
recriar laços
• Ajudar a criança a
interpretar a sua
experiência de vida.
•
Estimular a criança a falar
• Reduzir a
das suas relações com os
ansiedade e/ou as
adultos.
fobias das crianças
• Negociar com a criança as
regras, os direitos, os
deveres, as recompensas.
• Gerir a
• Avaliar o medo da
agressividade, os
criança.
conflitos, as
• Utilizar a técnica da
situações de
dessensibilização
violência
sistemática
• Observar o comportamento
da criança e anotar os
incidentes.
• Avaliar o risco de
• se tornar o próprio uma
fonte de frustração e de
para a criança
• Securizar o acesso • violência
Ensinar as crianças a
aos programas
resolver os seus conflitos
televisivos e a certos
através da negociação.
sites visuais
• Canalizar a agressividade
• Favorecer o
P
R
O
T
E
C
Ç
Ã
O
Saber-fazer
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
SABERES
Saber associado
Música e luz
Modelagem
Horticultura
Ergonomia
Design, arquitectura
Psicologia do
desenvolvimento / das
idades
Teorias e técnicas de
comunicação e de
mediação
Regras deontológicas
Técnicas de
aconselhamento
Teoria da comunicação
Dinâmica de grupo
Técnicas de negociação
Princípios básicos das
regras e protocolos de
qualidade de segurança
Saber-ser
• Empático
• Paciente
• Perseverante
• Rigoroso
• Tolerante
• Criativo
• Motivado
• Motivador
• Compreensivo
• Convincente
• Atento
• Envolvido na tarefa
• Equilibrado do ponto
de vista emocional
• Curioso / interessado
• Tranquilizador
• Positivo
• Responsável
• Conhecimentos
psicológicos, etnológicos • Participativo
e sociológicos da
interculturalidade
• Parceiro na relação
• Conhecimentos de
• Cooperante
segurança rodoviária.
• Conhecimentos médicos: • Inovador
• Resiliente
- Higiene e segurança.
- Nutrição / Estilos de
• Elevado nível de
vida saudáveis
inteligência social e
• Conhecer os
emocional
comportamentos de
risco: comportamentos
• Corajoso
adictivos, toxicologia.
• Conhecimentos básicos
86
Recursos
Ferramentas
pedagógicas
• Role play
• Jogos didácticos
• Jogos desportivos
• Terapia teatral
• Análise de casos
Condições materiais
gerais
• espaço especialmente
equipado
• equipamento
audiovisual (registo e
restituição de
exercícios - projecções
de trabalhos)
• espelhos espiões
• registos áudio/vídeo
(para amplificação)
• base documental:
diversos tipos de
protocolos e guias,
formulários de
registo/relatórios, etc.
- Meios informáticos
- Novas tecnologias de
informação /
comunicação
- Robótica
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
6
P
R
O
T
E
C
Ç
Ã
O
Actividades
Saber-fazer
da criança
• Utilizar o contrato com as
crianças mais agressivas.
• Dominar os
•
Bloquear os sites para
protocolos de
adultos
qualidade, de
• Interpretar os
segurança
comportamentos violentos.
•
Criar um meio securizado.
• Formar os
•
Diminuir
os riscos
comportamentos próidentificados.
sociais
• Avaliar o risco de maustratos e de abusos.
• Prevenir as doenças
•
Utilizar o role play para
e / ou assegurar os
gerar sentimentos
primeiros socorros,
altruístas, empáticos.
conforme o caso
• Formar hábitos de
observância das regras de
• Ajudar a criança a
higiene, de alimentação
reencontrar a autosaudável
confiança e a
• Recorrer à escuta activa
confiança nos
• Encorajar as
adultos
• iniciativas da criança
• Recorrer ao role play e ao
• Integrar a sua
estudo de casos
acção numa política
• Respeitar
a
de prevenção
confidencialidade
(crianças de rua,
• Apresentar às crianças os
exploração,
seus direitos e elementos
escravatura
de legislação.
moderna)
• Informar a criança sobre as
drogas e os seus efeitos
nocivos na saúde.
• Cooperar com a Polícia
SABERES
Saber associado
de informática e Internet
• Conhecimentos
psicológicos, etnológicos
e sociológicos da
interculturalidade
• Psicologia e sociologia
da violência
• Psicologia dos maustratos e do sofrimento
• Técnicas cognitivocomportamentais
87
Saber-ser
Recursos
Base documental:
• Diferentes tipos de
protocolos e de guias
• Formulários de registo
(relatórios, grelha
ecológica, genograma)
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
7
Actividades
E
A
N
I
M
A
Ç
Ã
O
Saber-fazer
• Utilizar as crianças e as
relações entre as crianças
autonomia
como fontes de
aprendizagem.
• Encorajar a participação
das crianças nas
• Mobilizar as
actividades da comunidade
técnicas de
•
Ensinar as crianças a
animação
planificarem
ea
adequadas às
organizarem diversas
idades, aos gostos
actividades.
• Utilizar o role play, o jogo
didáctico, a dramatização,
o torneio, etc.
• Utilizar as novas
•
Utilizar técnicas de
tecnologias
estimulação da
criatividade.
• Utilizar as novas
• Saber impor um
tecnologias nas actividades
enquadramento
correntes.
suficientemente
•
Negociar com as crianças
amplo, firme e
as regras, as recompensas
coerente, sem ser
e sanções que lhes estão
rígido, e adaptá-lo ao
associadas.
longo do tempo
• Associar as crianças na
interpretação e sanção dos
comportamentos
que
infringem
os
limites
• Proporcionar um
acordados
ambiente estimulante
• Identificar as preferências
de cada criança
• Incentivar a
S
O
C
I
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
SABERES
Saber associado
• Pedagogia cooperativa • Empático
• Pedagogia participativa
• Paciente
• Psicologia do
desenvolvimento
• Perseverante
• Conhecimentos
psicológicos,
etnológicos e
sociológicos da
interculturalidade
• Teoria da comunicação
• Regras deontológicas
• Técnicas de
aconselhamento
• Dinâmica de grupo
• Técnicas de gestão de
conflitos
• Artes plásticas
• Desportos (de equipa)
• Trabalhos manuais
• Técnicas de
criatividade
• Conhecimentos
informáticos básicos:
88
Recursos
Saber-ser
• Rigoroso
• Tolerante
• Criativo
Ferramentas
pedagógicas
•
•
•
•
Role play
Jogos didácticos
Análise de casos
Ferramentas para as
actividades lúdicas
• Ferramentas para as
actividades artísticas
• Motivado
Condições materiais
gerais
• Motivador
• espaço especialmente
equipado (ex. : espelho
espião)
• Compreensivo
• Convincente
• Atento
• Envolvido na tarefa
• registos audiovisuais e
visionamento das
situações de
comunicação dos
profissionais, manuais
de boas práticas
• Equilibrado do ponto de • "actores" capazes de
vista emocional
desempenhar diversos
papéis (entre os
• Curioso / interessado
estagiários, os
formadores ou os
• Resistente ao stress e
profissionais)
à frustração
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
7
S
O
C
I
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
E
A
N
I
M
A
Ç
Ã
O
Actividades
SABERES
Saber-fazer
• Organizar actividades
educativas segundo os
• Integrar os agentes centros de interesse
de socialização
nos processos de
desenvolvimento
• Utilizar a fórmula "aprender
fazendo"
• Estimular e valorizar a
criatividade
• Integrar as
crianças portadoras • Utilizar no programa
pessoal a apoio dos pais
de deficiência em
ou das pessoas que
diversas actividades
tenham assistido às
comuns, para que
situações de vida
tenham
anteriores da criança.
oportunidades iguais
• Propor actividades comuns
de valorização.
para as crianças
• Desenvolver a
portadoras de deficiências
criatividade das
e para as crianças
crianças
normais.
• Explicar às crianças o modo
de funcionamento da
sociedade e os valores da
• Desenvolver o
democracia.
espírito cívico
• Envolver as crianças nas
acções a favor de causas
de interesse local, etc.
• Propor actividades
• Favorecer a
adaptadas para viver em
formação da
conjunto em bom
Saber associado
• Técnicas de motivação
Saber-ser
• Resiliente
Competências sociais
• Construção de
• Activo no seu meio
projectos de vida
natural de vida (exercício
• Orientação profissional da cidadania).
• Técnicas de
criatividade
• Desenvolvimento da
auto-estima
• Conhecimentos de
anatomia, de
contracepção
• Teoria da
sensorialidade
• Regras de higiene e
segurança
• Organização do quadro
de vida
• Maus-tratos e violência
familiar
• Técnicas de trabalho de
grupo
• Violência e desvio
• Crianças com
necessidades
educativas especiais
89
Recursos
• registos áudio/vídeo
(para amplificação)
• base documental:
diversos tipos de
protocolos e guias,
formulários de
registo/relatórios, etc.
• meios materiais
(incluindo transporte)
para observar “na
natureza ” formas
específicas de
comunicação:
procissões, rituais,
acontecimentos
especiais, etc.
• Documentos
importantes referentes
a cada problemática,
objecto de
acompanhamento.
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
7
identidade sexual
S
O
C
I
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
E
A
N
I
M
A
Ç
Ã
O
SABERES
Actividades
• Valorizar a
identidade cultural
das crianças
pertencentes às
minorias étnicas
Saber-fazer
entendimento
• Apresentar os papéis
sociais de cada sexo e
fazer uma leitura crítica
• Realizar as actividades de
•
conhecimento da língua,
religião, tradições, valores,
rituais, personalidades e
produtos específicos da
respectiva cultura.
Estimular a participação das
crianças nos
acontecimentos
importantes da respectiva
minoria
Saber associado
(abandono)
• Políticas nacionais de
saúde e de auxílio a
crianças e às
respectivas famílias
• Religião e cultura
• Legislação comunitária
• Conhecimentos
informáticos básicos
• Internet
• Técnicas de
aconselhamento
• Histórias de vida e
processos identitários
• Conceito de resiliência
• Conceito de inteligência
emocional
• Participação e
responsabilidade
• Regras deontológicas
• Trabalho em rede e
recursos
• Equipamento e gestão
dos espaços educativos
• Educação e vida
privada
90
Saber-ser
Recursos
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
7
S
O
C
I
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
Actividades
SABERES
Saber-fazer
Saber associado
• Recompensas e
punições
• Psicologia do
desenvolvimento e
puberdade
• Sociologia da família
• Modelo sistémico de
trabalho com as
famílias
• Educação sexual
E
A
N
I
M
A
Ç
Ã
O
91
Saber-ser
Recursos
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
8
Actividades
• Participar nos cursos de
formação contínua
• Informar-se
permanentemente sobre as
• Pedir ajuda
novidades profissionais.
•
Assistir
às actividades
• Procurar recursos
terapêuticas
fora do âmbito da
implementadas por outros
formação contínua
especialistas.
• Reencaminhar o caso
para outros especialistas
quando a situação
• Analisar a sua
ultrapassa as suas
prática
competências
• Reconhecer os sintomas
do stress profissional
grave.
• Integrar os seus centros
• Avaliar a sua
de interesse e
intervenção
competências.
• Utilizar formas específicas
de seguimento:
observação a dois,
• Reconhecer os
acompanhamento clínico,
seus limites, eliminar
etc.
a omnipotência
• Comparar a sua prática com a
dos colegas.
• Aceitar as
• Estabelecer indicadores de
frustrações, a não
desempenho e critérios de
reciprocidade
avaliação para cada
actividade.
• Utilizar o feedback dos
• Gerir em conjunto
outros especialistas para
o seu interesse e o
melhorar as suas
da pessoa ajudada
• Ter formação
contínua
P
R
O
F
I
S
S
I
O
N
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
Saber-fazer
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
SABERES
Saber associado
Psicologia social
Pedagogia cooperativa
Pedagogia participativa
Psicologia do
desenvolvimento
Conhecimentos,
etnológicos e
sociológicos da
interculturalidade
Teoria da comunicação
Conhecimentos
informáticos básicos:
Regras deontológicas
Conhecimentos
informáticos básicos:
Princípios básicos das
regras e protocolos de
qualidade de segurança
Regras deontológicas
• Metodologias formais e
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Empático
Paciente
Perseverante
Rigoroso
Tolerante
Criativo
Motivado
Motivador
Compreensivo
Convincente
Atento
Envolvido na tarefa
Equilibrado do ponto
de vista emocional
Curioso / interessado
Resistente ao stress
e à frustração
Ético
Organizado e
sistemático
Metódico
Observador
Objectivo
• Confidente
Espírito empresarial no
• Aberto às novas
domínio social
políticas
de intervenção
Economia social
Política social
Antropologia cultural
Análise crítica reflexiva
sobre a prática
profissional
informais
• Sociologia do trabalho
•
• Gestão e administração •
social
•
•
Saber-ser
92
Recursos
Ferramentas
pedagógicas
• Role play
• Jogos didácticos
• Terapia teatral
• Análise de casos
• Reuniões
• Testemunhos
• Encontros
profissionais
Condições materiais
gerais
• espaço
especialmente
equipado
• instruções / tutores
com experiência na
prática directa com as
crianças e formação
teórica adequada
• ferramentas
audiovisuais
• espelhos espiões
• base documental:
diversos tipos de
grelhas de avaliação,
formulários de registo
/ relatórios, actos
jurídicos internos e
nacionais, manuais
de boas práticas,
• análises de casos
significativos, etc.
• E-learning
• Nova tecnologias e
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
8
P
R
O
F
I
S
S
I
O
N
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
Actividades
Informar-se e
estudar as
actividades
culturais,
desportivas, etc.
destinadas às
crianças, a fim de
lhes propor uma
utilização
inteligente dos
seus tempos livres.
Saber-fazer
•
•
•
•
• Dispor de critérios •
de avaliação para
cada uma das suas
competências
•
• Conhecer o
contexto
institucional, político
• Adoptar uma
•
dinâmica de adesão
às novas políticas de •
intervenção junto da
criança.
• Integrar um
SABERES
Saber associado
actividades.
Métodos de supervisão e
de intervisão
Definir claramente o seu
papel na relação de ajuda.
Comunicar com os outros
especialistas
Controlar a frustração para
que ela não se reflicta na
relação com a criança.
Ajudar a criança a fixar
objectivos a curto / longo
prazo
Informar-se sobre as
actividades lúdicas
apreciadas pelas crianças.
Relacionar
permanentemente as
práticas educativas com os
critérios de avaliação
fornecidos pelos
especialistas.
Verificar na prática a
validade dos critérios e
informar os especialistas.
Participar nas reuniões de
acompanhamento para
analisar os problemas
encontrados
Promover a instituição e o
interesse da criança na
comunidade
Respeitar as normas
deontológicas da profissão
•
conjunto de
referências jurídicas,
•
económicas,
administrativas,
psicológicas,
• Participar na
culturais, éticas,
implementação das novas
deontológicas
93
Recursos
Saber-ser
•
•
meios informáticos
Estudos
Investigações
REFERENCIAL DE FORMAÇÃO PARA A RELAÇÃO DE AJUDA A CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABANDONO
Função
8
P
R
O
F
I
S
S
I
O
N
A
L
I
Z
A
Ç
Ã
O
Actividades
• Dominar os
protocolos de
qualidade, de
segurança
Saber-fazer
•
•
• Utilizar
adequadamente os
procedimentos
profissionais, cumprir •
as formalidades
administrativas
•
• Gerir o fim do
•
acompanhamento
social
• Desenvolver as
aptidões de trabalho
em equipa
•
• Participar na
gestão da instituição
•
políticas de intervenção
junto da criança
Informar e retransmitir a
informação sobre as novas
modalidades de
intervenção
Identificar o impacte das
condições jurídicas,
económicas, administrativas,
psicológicas, culturais,
éticas, deontológicas na
sua prática profissional
Informar-se e estudar as
especificidades culturais de
cada minoria
Preparar o fim da
intervenção a montante
Estabelecer as
modalidades de
comunicação com a
criança após o fim formal
da relação de apoio
Tornar-se a fonte de
informação e formação para
os outros parceiros
envolvidos na relação de
ajuda.
Identificar os novos
recursos, administrar
eficazmente os já
existentes.
SABERES
Saber associado
94
Saber-ser
Recursos
ª
PARTE
VI – ANEXO
GUIA DE VIAGEM PARA A TRANSFERÊNCIA
95
96
Guia de viagem para a transferência
2
FAZER A MALA
9
3
ITINERÁRIO
GRAUS DE
SATISFAÇÃO
1
8
ENCONTROS
Finalidade da transferência
Bom-trato
Dignidade
Públicos em situação de
abandono
7
TOMAR NOTAS
TIRAR FOTOGRAFIAS
4
ACOMPANHANTES
PARCEIROS
5
6
HISTÓRIA E CULTURA DO
PAÍS
97
OS GUIAS
1 – FINALIDADE DA VIAGEM
PERSPECTIVA DO CHEFE DE PROJECTO
PERSPECTIVA ANGLO-SAXÓNICA
ESCANDINAVA
OBJECTIVOS
OPERACIONAIS
OBJECTIVO GERAL
Pág. 51
- Diagnóstico das
necessidades
- Identificar os entraves
- Visar os problemas
Desenvolver
Consolidar
Relação de ajuda pág. 13 § 3.2
*definida pág.12 §2.1
Pág. 11 doc. 3
(referencial
profissional)
*
PARA QUÊ VIAJAR?
Finalidade
*definida pág. 11 § 1.1
* Abandono
dignidade
Maus-tratos
Bom-trato
Desigualdade de oportunidades
PERSPECTIVA
AVALIADOR
Pág. 32 § 1
pág. 9
pág. 23 docum. 2 ponto situação
igualdade
de oportunidades
pág. 29 § 1 4.4
GESTÃO DA
QUALIDADE
Pág. 63 § E 1. 4
98
2 – FAZER A MALA
•
CAIXA DE
FERRAMENTAS METODOLÓGICAS
PROFISSÃO
- Parceria
DE MONITORIZAÇÃO
DE APOIO
Definido pág. 48
Composição em anexo
DE PRODUÇÃO
Definido
Pág. 19 § 10
- Pontos críticos
- Processo de qualidade
- Avaliação por critérios
- Descompartimentação
e transversalidade
- Novos processos
ILUSTRADO DOCUMENTO N°3 Definido pág. 17 § 715
pág. 63
pág. 64
pág. 17 § 717
§ 17 § 72
•
DESPERTADOR
- Tempo concedido
- Calendário de reuniões
- Calendário de realização
pág. 53 54 55
•
ESCOVA DE DENTES
- Inovação
- Novas abordagens
pág. 16 § 7
pág. 16 (alínea 71...)
ACESSORIAMENTE MEDICAMENTOS
- Paracetamol / aspirina
- Tranquilizante
«Isto dá-me cabo da cabeça»
«Já estou pelos cabelos»
«Estou farto»
3 – ITINERÁRIO (DA
TRANSFERÊNCIA)
99
PONTO DE PARTIDA
RELAIS I
Que formas de abandono
FRANÇA
CONTROLOS DE RADAR
Que relação de ajuda
ITALIA
Que profissionalização
de actores
ROMÉNIA
CONTROLOS DE RADAR
IDA-E- VOLTA
DE: AVALIAÇÃO
DE :
DK : EXPERTISE
TRABALHO SOCIAL
DK : METODOLOGIA
HUNGRIA
PORTUGAL
FASE I
FASE II
PONTO DE CHEGADA
RELAIS II
100
BULGÁRIA
4 – ACOMPANHANTES –
PARCEIROS DE VIAGEM
I.
QUEM?
FAZ O QUÊ
ƒ QUADRO SINÓPTICO (pág. 30-31 formulário)
PARTENER
- LÍDER ROMÉNIA
PERITO CIENTÍFICO
UNIVERSIDADE AIC-IASI
GIP FIPAG
- EXPERTISE CIENTÍFICA
PROMOTOR GESTOR DO PROJECTO
ROMÉNIA
OS ANTIGOS
FRANÇA
OS NOVOS
GRETA LEMAN
BULGÁRIA
HUNGRIA
EXPERIMENTAÇÃO
PORTUGAL
PERITO CIENTÍFICO
APROPRIAÇÃO
Beneficiários da transferência
DE PRO INNOVATION
PERITO AVALIAÇÃO
DK KOEDS SKOLE
PERITO TRABALHO SOCIAL
LÍDER
FRANÇA
VALORIZAÇÃO
OS PERITOS
II.
OS ASSOCIADOS
Quadro dos 55 organismos associados pág. 39, 40, 41, 42, 43, 44 FORMULÁRIO
III .
MODO DE FUNCIONAMENTO DA PARCERIA
IV.
FORMAS DE COOPERAÇÃO
Em cada país
Entre os países
V.
pág. 17 § 7,4
PARCEIROS SOCIAIS
pág. 45 FORMULÁRIO
TRABALHO EM REDE
FORMAS DE ABANDONO
COMPETÊNCIAS
pág. 17 § 743
TRATAMENTO DIVERSIDADES SITUAÇÃO COMPARADA
página 18 § 744
101
5 – OS GUIAS
FORMULÁRIO pág. 47
II
O LÍDER (pág. 47§ 262)
O GRUPO DE APOIO
Relatório
Relatório
III
I
PERITOS CIENTÍFICOS (pág. 47§263)
CHEFE DE PROJECTO
REPORTAM A
CRIANÇAS
ADOLESCENTES
IDOSOS
COMISSÃO DE CONTROLO
(formulário pág. 47 § 2.6.1)
GRUPO DE INVESTIGAÇÃO - PRODUÇÃO
Observação
IV.
AVALIADOR DE
EXPERTISE SOCIAL DK
102
Assistência
6 – HISTÓRIA E CULTURA
FUNDAMENTO
DOS VALORES
PRIORIDADES
DAS
POLÍTICAS
SOCIAIS
VIDA
ECONÓMICA
HISTÓRIA DAS
INSTITUIÇÕES
ESTRUTURA
DAS
PROFISSÕES
DADOS SINGULARES
Formulário pág. 13§ 32
BULGÁRIA
PORTUGAL
HUNGRIA
CONSEQUÊNCIAS
ABORDAGEM
CONCEPTUAL
ABANDONO
RELAÇÃO DE
AJUDA
PROBLEMÁTICAS
SOCIAIS
RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS
DIAGNÓSTICO
NECESSID. – EXPECTATIVAS
PONTO DE SITUAÇÃO
103
PROFISSIONALIZAÇÃO
ACTORES
7 – TOMADA DE NOTAS
TOMADA DE VISTAS
DEFINIÇÃO DOS
CONCEITOS
(a língua)
METODOLOGIA
VIDA DOS GRUPOS
COESÃO
IDENTIDADE
VALORIZAÇÃO DOS
CONTRIBUTOS
RELATÓRIO
RELAIS I
PONTOS CRÍTICOS
GRANDE ANGULAR
ZOOM
RELAIS II
RELATÓRIOS
DE EXPERTISE
PONTO DE
SITUAÇÃO
ESTADO DAS
NECESSIDADES
FORMULÁRIO pág. 17§715
104
8 – ENCONTROS
PARADOXOS
DIFICULDADES
METODOLÓGICAS
OS PÚBLICOS
CRIANÇAS
ADOLESCENTES
IDOSOS
ESCOLHA DOS REPRESENTANTES
QUEM FALA DE QUÊ
QUEM DIZ O QUÊ
GRUPOS REPRESENTATIVOS
ESTUDO SOBRE ESPAÇOS DE
EXPRESSÃO
ESTUDO SOBRE FORMAS DE
EXPRESSÃO
ESCOLHIDAS POR QUEM
EM QUE ESPAÇOS
CRITÉRIOS DE ABANDONO
PERTINÊNCIA
CRITÉRIOS DE MAUS-TRATOS
ACTORES - TRABALHADORES SOCIAIS
INSTITUCIONAIS
FUNCIONÁRIOS
VOLUNTÁRIOS
COLOCAÇÃO EM CAUSA
DISCURSOS OFICIAIS
INVESTIGAÇÕES
COLOCAÇÃO EM CAUSA
PROTECÇÃO DO ESTATUTO
HIERARQUIA
ORGANIZAÇÕES
FAMÍLIAS
INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS
PARCEIROS SOCIAIS
INSTÂNCIAS REPRESENTATIVAS
REIVINDICAÇÕES
ESGOTAMENTO NO TRABALHO
TEÓRICAS
REAIS
FUNCIONÁRIOS
QUALIFICAÇÃO
ANÁLISES
RESPOSTAS
9 – GRAU DE SATISFAÇÃO
RESPEITAR O CADERNO DE ENCARGOS
105
1. RESPEITAR OS OBJECTIVOS OPERACIONAIS ASSOCIADOS AOS OBJECTIVOS GERAIS
2. DOMINAR A CAIXA DE FERRAMENTAS METODOLÓGICAS
3. CUMPRIR O ITINERÁRIO, OS PONTOS DE PARTIDA E DE CHEGADA
4. APOIAR-SE NOS PARCEIROS - ACOMPANHANTES
5. IDENTIFICAR - TRABALHAR COM OS GUIAS
6. SITUAR OS ELEMENTOS CULTURAIS PRÓPRIOS
7. PRESTAR CONTAS IDENTIFICANDO OS PONTOS CRÍTICOS
8. ENCONTRAR - QUESTIONAR OS PÚBLICOS, OS ACTORES
COMUNICAR
O que é transferido
O que é transferível
O que não o é :
O cálice de Porto branco no cais do Douro
A compota de pétalas de rosa no sopé dos Balcãs
106

Documentos relacionados