contos das crianças - BÚ! Historias de Medo e Coragem

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contos das crianças - BÚ! Historias de Medo e Coragem
Ministério da Cultura e Endesa Brasil apresentam
contos das crianças
contos das crianças
ÍNDICE
Apresentação
6
O Terror da Cidade
34
A Flor Enfeitiçada
64
O projeto em números
92
O que é BÚ! Histórias
de Medo e Coragem
10
A Lenda do Bosque
36
O Grito
66
93
Palavra da Endesa Brasil
12
Uma Noite no Cemitério
38
O Esqueleto
68
Quem participou de BÚ!
Histórias de Medo e Coragem
A Árvore que Assobiava
40
A Armadilha da Morte
70
Créditos
100
Noite de Sexta-Feira
42
A Maldição da Mula
72
Agradecimentos
101
A Menina do Giz
44
Ataque de Zumbis
74
O Lago Negro
46
O Grito da Meia-Noite
76
Formiguinha Lili
48
A Lenda da Surumba
78
Noite de Sexta-Feira 13
50
80
Irmãos Coragem
52
A Lenda da Cobra-Boi Que
Gostava de Mamar
O Bebê Amaldiçoado
54
A Menina dos Olhos de Fogo
82
A Flor do Cemitério
56
O Galpão Assombrado
84
Magia Negra
58
O Buraquinho da Casa
86
A Casa Vizinha
60
Vou Te Pegar!
88
O Espírito que Perturba
62
A Bruxa Genoveva
90
O Sonho Monstruoso
14
O Homem e os Animais
16
A Bruxa Sem Cabeça
18
Boneca Demoníaca
20
A Princesa e o Sapo
22
O Mistério da Meia-Noite
24
Uma Noite Terrível
26
A Bruxa e as Crianças
28
O Segredo das Sapatilhas
30
O Garoto que foi Enfeitiçado
pela Bruxa
32
Apresentação
Desde o tempo dos homens das cavernas usamos as histórias de medo e terror para
tentar nomear o “inominável” que habita nossos corações e mentes.
Ainda bebês somos imersos nas canções de ninar que trazem temas assustadores
para as crianças: “nana, neném, que a Cuca vem pegar...", "boi, boi, boi, boi da cara
preta, pega esse (a) menino (a) que tem medo de careta...”
“O medo foi um dos meus primeiros mestres.
Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas,
aprendi a temer monstros, fantasmas e demônios...”
Mia Couto (Conferência do Estoril, 2011)
Um pouco mais para frente, ainda na infância, os adultos leem histórias
aterrorizantes, que mantêm as crianças no registro do medo (João e Maria,
Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos).
O bicho papão, a Cuca, o lobo mau, as bruxas acompanham a infância das crianças
mesmo que atualmente os adultos façam um grande esforço para evitar esse
assunto... o medo. Alguns chegam a mudar o conteúdo das histórias e das músicas
infantis. Por mais que os adultos tentem evitar o assunto, porém, de algum modo ele
surge. Nas brincadeiras, na escola, com outras crianças...
Muito além de serem contos, lendas, estas histórias refletem os medos que todas
as crianças têm e que são fundamentais para que possam ir criando coragem para
enfrentar os obstáculos da vida, e encontrar saídas a partir de suas próprias histórias.
Afinal, algum de nós nunca teve medo? E não o superamos depois?
O projeto BÚ! Histórias de Medo e Coragem foi inovador. A palavra medo nos
remete, num primeiro momento, a um lugar do qual desejamos nos manter distantes,
um lugar que não desejamos visitar, tendo a crença equivocada de que assim nos
manteremos num lugar seguro. A pergunta é: este lugar existe?
No senso comum circula a ideia de que aquilo que deixamos de falar, de expressar
não existe e não incomoda. Fica lá, num canto, quietinho.
6
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Ledo engano... Sabemos que, para poder elaborar um assunto, é preciso falar sobre
ele. É mexendo e remexendo em nossos monstros que temos a possibilidade de
atribuir-lhes um significado e, aí sim, mandá-los embora ou criar saídas interessantes
para os medos. Para esquecer é preciso lembrar, dar algum sentido para aquilo que
nos ocupa de maneira intensa, mesmo sem nos darmos conta.
Este projeto mostra o quanto as crianças, se acompanhadas, mergulham sem medo
neste universo e podem se jogar neste espaço construindo histórias fantásticas,
possibilitando elaborar questões inerentes a todo ser humano.
As crianças, no seu universo, recontam e transformam as histórias sempre revestidas
de medos. Lendo atentamente os textos, vemos que as temáticas se repetem. O horror
e o medo aparecem nos contos sempre ligados ao que é desconhecido, à morte, ao
abandono, à separação, ao desamparo e tocam as grandes questões humanas: quem
somos? de onde viemos? para onde vamos? o que o outro espera de mim? Questões
presentes nos seres humanos desde que o mundo é mundo e que estão nas histórias
da maioria das crianças.
As crianças são capazes de mergulhar com facilidade neste oceano fértil e farto de ideias
e conseguem construir textos interessantíssimos, capazes de prender nossa atenção.
Lendo-os percebemos o quanto é intenso o medo de não corresponder aos ideais
dos adultos. Em “A Menina do Giz” aparece o medo do abandono de uma aluna que
não responde ao que a professora espera dela. Os adultos e suas reações são um
espelho para as crianças e ajudam na formação de quem eles irão se tornar no futuro.
Neste texto os autores encontram uma saída criativa, transformam o abandono em
presença: a aluna abandonada retorna e marca um lugar para sempre, pelo barulho do
giz todas as vezes que um professor escreve na lousa.
é apropriado, seremos intensamente punidos. Poder reescrever sobre seus receios
cria alternativas para falar do assunto e encontrar outras saídas.
Quando começamos a ler os textos, foi inevitável lembrarmos e comentarmos sobre
nossos medos de infância, mostrando que de certa maneira ainda nos identificamos
com eles e deixando claro que eles ainda habitam nosso mundo adulto.
Talvez esta seja a maior riqueza deste trabalho: proporcionar às crianças que
participaram da escrita do livro entrar em contato com aquilo que de alguma maneira
as aterroriza, e às crianças leitoras do livro, saber que não estão sozinhas. Alivia saber
que outros partilham dos monstros que até então pareciam somente habitar seu
quarto escuro. Alivia saber que bruxas, fantasmas e lobos não são exclusividade da
sua fantasia.
As histórias de medo e horror são histórias arrepiantes e não podemos esquecer que
somente nos arrepia aquilo que toca nossas almas.
Parabéns a todas as crianças que aceitaram o desafio e puderam entrar de cabeça
nesse projeto. Sintam-se representadas pelas 39 histórias que tão bem ilustram esta
linda trajetória.
Preparem-se para a leitura e principalmente deixem seu medo correr solto... porque
para se ter coragem é preciso encarar nossos monstros de frente!
Andréa Maia Assali, Deborah Meniuk e Paula Giraldes Belotti
Psicólogas e Psicanalistas
O texto “A armadilha da morte” fala sobre a ambição e rivalidade inerentes a todo
ser humano. As autoras encontram uma forma, mesmo que assustadora, de obedecer
os adultos. Pode ser muito ameaçador saber que, se não fizermos o que culturalmente
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O que é BÚ! Histórias
de Medo e Coragem
BÚ! Histórias de Medo e Coragem é uma iniciativa do Programa Endesa Brasil de Educação
e Cultura e do Ministério da Cultura. Tem por objetivo contribuir para a qualificação do
processo de alfabetização e letramento de crianças de escolas públicas do 4° e 5° anos do
Ensino Fundamental. Realizado durante o ano de 2013, BÚ! Histórias de Medo e Coragem
inscreveu 1000 professores e esteve presente em 516 escolas de 19 municípios:
Ceará: Aquiraz, Caucaia, Fortaleza, São Gonçalo do Amarante e Iguatu;
Goiás: Cachoeira Dourada de Goiás, Goiânia, Itumbiara;
Rio de Janeiro: Cabo Frio, Macaé, Niterói, Petrópolis, Teresópolis e São Gonçalo;
Rio Grande do Sul: Garruchos, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo;
Minas Gerais: Cachoeira Dourada de Minas Gerais e Capinópolis.
Os professores inscritos foram convidados a participar de um encontro de formação
e receberam um conjunto de materiais didáticos com propostas de atividades para serem
realizadas em sala de aula. Durante o percurso, os alunos e alunas foram convidados
a ouvir histórias de medo, a encontrar seres estranhos, poções, feitiços, encantamentos
e paisagens assustadoras.
O medo é uma travessia, uma passagem, um pedaço do caminho. Ao adentrar no mundo
das narrativas assustadoras, as crianças acolheram seus medos e corajosamente criaram
histórias para eles.
As histórias produzidas pelas crianças foram encaminhadas pelos professores ao Concurso
Cultural BÚ! Histórias de Medo e Coragem. Foram avaliados 3067 trabalhos e os 39 enredos
finalistas foram encenados pelos seus autores durante os eventos de premiação.
Uma pequena parte dessa travessia de escuta, acolhimento e bom humor está
contemplada neste livro.
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Palavra da Endesa Brasil
A Endesa Brasil é uma empresa comprometida com a educação e cultura das crianças e adolescentes brasileiros.
As iniciativas do Programa Endesa Brasil de Educação e Cultura e do Ministério da Cultura visam contribuir para a qualificação do
processo de alfabetização e letramento de crianças em escolas públicas de todo o país.
O resultado dessa contribuição pode ser visto nesta coletânea de contos, que reflete a diversidade cultural do país e a imensa
capacidade de nossas crianças de criar e contar suas histórias.
Desde seu nascimento, em 2011, o programa realizou o projeto Contadores de Histórias Encantadas, que convidou estudantes de mais
de 3 mil escolas para criarem suas próprias narrativas. Depois veio Teatro de Brinquedo, em 2012, em que mais de 8 mil alunos
e alunas participaram da criação de pequenas dramaturgias.
Em 2013, BÚ! Histórias de Medo e Coragem convidou 1000 educadores de 19 municípios brasileiros e seus mais de 30 mil estudantes
para ler, ouvir, escrever e encenar histórias que falam de sentimentos que todos têm: o medo e a coragem. Com esses dois
sentimentos, os alunos e alunas realizaram um percurso inusitado para identificar os elementos da narrativa: criaram uma coleção
de personagens de arrepiar; um livro com poções, feitiços, encantamentos e antídotos; escreveram um guia turístico de lugares
sombrios e tenebrosos e, no final da trajetória, produziram suas próprias histórias – que foram encaminhadas pelos professores para
o Concurso Cultural que deu origem a esta publicação.
Em pesquisa realizada com os professores participantes de BÚ! Histórias de Medo e Coragem, 93% concordaram que o projeto
melhorou de forma significativa a capacidade de se expressar dos alunos. Esse resultado, por si só, já é uma amostra de que investir
com qualidade em educação é uma escolha que, além de refletir o que a Endesa Brasil acredita, tem gerado resultados que de fato
contribuem para o futuro das nossas crianças.
Ana Paula Caporal
Responsável pela área de Responsabilidade Social Corporativa da Endesa Brasil
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O Sonho Monstruoso
Era uma noite escura como breu, quando surgiu em minha frente
um enorme bicho de pele clara, horrível e com aspecto de sono.
O bicho eu não sabia o que era, mas queria descobrir. Então rodeei
o bicho. Ele tinha a pele tão macia. Fiquei fazendo carinho nele, mas
ele me deu um susto enorme, eu quase desmaiei. Então ele cresceu
2 vezes mais.
Eu estava tremendo muito de medo quando pensei que ele poderia
me comer e tremi 3 vezes mais. Me acalmei, então continuei a tentar
descobrir, mas o bicho cresceu 4 vezes mais e eu me tremi 5 vezes
mais que antes. Então senti um frio, na barriga, nos braços,
nas pernas, no corpo todo.
Tentei me acalmar, mas parecia que não estava dando certo. Então
o bicho me deu um susto e eu por pouco não morri. Eu me assustei,
me senti inseguro. Me tremi 10 vezes mais do que antes, e o bicho?
Cresceu 20 vezes mais, e aí foi que deu, deu mesmo, caí duro no chão.
Então o bicho veio para cima de mim, mostrou os dentes e, de um pulo,
me comeu, nhac. Dei um grito, acordei, pensei estar na barriga
do bicho, mas caí na real que era um sonho. O monstro era só o
travesseiro. Minha mãe me acalmou. E todos os dias antes de dormir
falava comigo mesmo:
“Não sonhe, não sonhe”.
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Autores: João Vitor Souza Paz – 10 anos – 5° ano
Vanderson dos Santos Rodrigues – 12 anos – 5° ano
Professora: Maria Evenilta Costa Falcão
Escola: EMEF Padre Heribert Kloos
Cidade: Aquiraz
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O Homem e os Animais
Há algum tempo atrás tinha um homem chamado Calasar. Ele maltratava
muito os animais. Matava os bichos não para comer, só para matar.
Um dia ele morreu e ninguém foi no seu velório porque ele era muito
ruim. Só tinha o coveiro que enterrou. Mas o coveiro estava aprendendo
agora e colocou o caixão virado do outro lado.
À meia-noite vieram vários “ratos” e roeram o caixão todo. Ele saiu lá de
dentro sem o nariz, sem as orelhas e com a cabeça virada para as costas.
E até hoje toda meia-noite ele anda assombrando os moradores daquela
rua e matando os seus bichinhos de estimação.
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Autores: Soraya Nogueira de Sousa – 10 anos – 5° ano
Rayssa Rocha da Silva – 11 anos – 5° ano
Professora: Marciana Rocha da Silva
Escola: EMEF Juvenal Pereira Façanha
Cidade: Aquiraz
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A Bruxa Sem Cabeça
Autores: Maria Naiane Costa Paiva – 10 anos – 5° ano
Ingridy Vitória Lima de Almeida – 11 anos – 5° ano
Professora: Marcus Roberto Damasceno Maia
Escola: EM Ulisses Guimarães
Cidade: Fortaleza
Um certo dia uma feiticeira estava para dar à luz, só que ela estava sozinha
porque o marido ia trabalhar das 23:00 até as 5:00. Ela colocou tanta força
que a menina saiu normal. Ela batizou a menina de Feurinha.
Aí de repente a cabeça da bebê começou a inchar sem parar até explodir.
A feiticeira fez um feitiço para a cabeça de Feurinha nascer.
Só que o marido dela chegou e não sabia de nada. Ele viu uma bebê e disse:
- Nossa filha nasceu!!!
Ela foi crescendo. Quando completou 14 anos, deu meia-noite e ela
levantou dormindo como uma sonâmbula. De repente, Feuirinha se
transformou em uma bruxa muito horripilante, arrancou a cabeça e foi
em direção ao cemitério.
Ela começou a acordar os mortos dizendo:
- Acordem, seus preguiçosos, é hora de diversão!!!
Eles foram levantando e seguindo ela cantando:
- Tomba lá, tomba tá...
Ela continuou fazendo isso.
Um dia Feuirinha cansou de virar bruxa e disse:
- Ai, quero tanto virar uma pessoa normal.
Aí veio uma luz colorida. Essa luz entrou nela e ela virou uma linda moça.
E foi vivendo feliz.
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Boneca Demoníaca
Era vez uma menina chamada
Jaquelynnie. Ela morava em uma casa
encantadora, com as paredes cobertas
de diamante, escadas com pérolas
e o seu quarto cheio de bonecas lindas.
Ela estava completando 9 anos de
idade. Tinha uma feiticeira que odiava
Jaquelynnie e colocou uma praga em uma
boneca, dizendo:
- Abra, cadabra, demônios e pragas venham
das trevas e desperte acordada.
A feiticeira deu a boneca para Jaquelynnie.
Ela ficou muito feliz e passou
a brincar todos os dias com essa boneca. Um
dia a menina não quis brincar com a boneca.
Autores: Barbara Paiva de Sousa – 10 anos – 5° ano
Nathally de Souza Marques – 11 anos – 5° ano
Professora: Kenya de Sousa Lobo
Escola: EM Henriqueta Galeno
Cidade: Fortaleza
- Menina, menina, se comigo você não brincar,
ora bolas, vou ter que te matar.
A menina correu até a cozinha, achou o antídoto
e cantou:
- Há, há, há, não tem como me pegar, porque se
eu ler isso você vai se acabar!
Hi, hi, hi não tem como fugir, vou acabar com
você, você vai explodiiiiiiiir!!
A menina conseguiu derrotar a boneca
e viver em paz!!!
Essa foi a história da Boneca Demoníaca.
Meia-noite a boneca despertou e disse,
cantando:
- Menina, menina, se comigo você não brincar,
ora bolas, vou ter que te matar.
A menina saiu gritando, mas a boneca correu
atrás dela com uma faca, cantando:
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A Princesa e o Sapo
Autores: Fabyolla Dhenesser A. da Silva – 11 anos – 5° ano
Vitória Hellen Silva Matias – 11 anos – 5° ano
Professora: Tereza Raquel Alves Araújo
Escola: EMEF Carlota Távora
Cidade: Iguatu
Era uma vez uma princesa que tinha tudo que queria, mas nunca cansava de
esnobar as pessoas pobres. Todo mundo que pedisse esmola no castelo, ela
mandava os empregados dizerem que pobres não eram nem pra pisar lá.
Mas as pessoas tinham era pena dela.
O maior medo dela era sapo.
Um dia ela disse para seu pai:
- Pai, estou precisando de um sapato novo.
O pai dela respondeu:
- Tá, pode ir.
E a princesa se arrumou e foi para as compras. Ela viu uma loja com sapatos
lindos, mas era a loja da gruta. A princesa entrou.
Quando ela entrou a bruxa falou:
- Entre, querida princesa. Você quer algum sapato de cristal?
- Vamos, eu quero testar, disse a princesa.
A bruxa olhou, olhou, olhou e no pensamento a bruxa disse: “Eu vou
transformá-la em sapa”, porque a bruxa sabia que ela tinha medo de sapa. Aí
a bruxa pá!, transformou a princesa em sapo e disse:
- Você só vai virar humana se beijar um sapo.
Ela desesperada saiu pulando atrás de um sapo.
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Ela encontrou e com nojo beijou o sapo. Os dois viraram princesa e príncipe,
e se tornaram marido e mulher.
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O Mistério da Meia-Noite
Autores: Lucas Bezerra de Souza – 10 anos – 5° ano
Linich da Silva Vieira – 10 anos – 5° ano
Professora: Tereza Raquel Alves Araújo
Escola: EMEF Carlota Távora
Cidade: Iguatu
Era uma vez um garoto de 11 anos que se chamava Mateus. Ele era muito feliz.
Um dia ele já ia deitar pra dormir quando chegou a meia-noite e todos os objetos
e coisas que estavam no quarto de Mateus voaram. Ficou uma bagunça só, a
única coisa que não voou foi a cama dele.
No dia seguinte Mateus ficou apavorado, no outro dia aconteceu a mesma coisa.
Então Mateus bolou um plano. Ele iria ficar acordado até meia-noite. O plano
falhou, ele não conseguiu ficar acordado até meia-noite.
No outro dia depois de arrumar seu quarto ele bolou outra ideia. Dessa vez
ele pensou que seria infalível: ele inventou de colocar seu cachorrinho no seu
quarto. Mas infelizmente não deu certo de novo, seu cachorrinho dormiu.
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Ele ficou sem saber o que fazer. Depois de uns dias arrumando seu quarto teve
uma ideia: ia filmar tudo que acontecia no quarto durante a madrugada, com
uma câmera escondida.
De repente, de madrugada, tudo aconteceu. Papéis voaram e a estante caiu,
e isso provocou um barulho forte que deu pra acordar Mateus. Então Mateus
acordou e viu algo saindo pela janela. Bem rápido Mateus saiu atrás do monstro.
Ele teve que correr muito para alcançar o monstro, mas finalmente conseguiu
alcançar. Ele viu que o monstro realmente era um fantasma muito brincalhão, o
fantasma pediu desculpas e disse que só estava se divertindo.
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Então Mateus voltou para sua casa e foi dormir.
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Autores: Bruna Vitória de O. N. da Silva – 10 anos – 5° ano
Darlene da Silva P. Ladislau – 10 anos – 5° ano
Professora: Elizabeth Almeida de Carvalho
Escola: EEIEF Estevam Matias de Paula
Cidade: Iguatu
Uma Noite Terrível
Era uma noite de Sexta-Feira 13. Meu avô gostava de contar histórias de
assombração para seus netos. Justamente na Sexta-Feira 13, ele resolveu
contar história de bruxa. Ele contou uma história de uma bruxa corcunda,
o nome dela era Dona Bruxela. Dona Bruxela tinha uma vizinha que ela não
gostava, vivia discutindo pra ver se a vizinha iria embora. Certo dia resolveu
que iria fazer uma bruxaria para afastar a vizinha para bem longe. Pegou
uns fios de cabelos da vizinha, perna de cururu, cabeça de calango, teias de
aranhas, veneno de cobra, dente de cachorro e olho de jacaré.
Mas quando foi realizar a bruxaria e começou
a falar “sim salabim salabim bim bim”, de repente
a Bruxela começou a sentir uma quentura que vinha do chão.
Saía de dentro de seu caldeirão um mostro muito assustador.
Ele tinha só um olho que parecia um olho de jacaré, os seus cabelos
eram de pessoas, o braço dele era de calango, a cabeça de aranha
e a perna de cachorro. Quando ela viu este mostro ela se assustou.
O mostro não gostou dela.
Começou a querer pegar ela, e veio um vento forte derrubando tudo.
O mostro disse: “Vou te pegar”. De repente, ele desapareceu e ela ficou muito
assustada. Ela saía embora quando de repente ele pegou no ombro dela e ela
morreu de susto. No outro dia, quando foram enterrá-la, a casa dela encheu
de morcego, cheio de fantasma, todos dizendo “Cadê a Bruxela?”. A vizinha
foi embora e o mostro ficou muito alegre. Toda noite de Sexta-Feira 13 a
Bruxela vai assombrar a vizinha.
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A Bruxa e as Crianças
Era uma vez duas crianças curiosas e corajosas que moravam numa fazenda
e foram passear numa floresta que havia próxima. Resolveram brincar de
esconde-esconde e entraram numa casinha de chocolate que havia por lá.
Não sabiam eles que era a casa de uma bruxa muito má. Quando a bruxa os
avistou deu gargalhadas de felicidade, ah! ah! ah!, e disse: “Querem chocolates,
garotinhos?” Os meninos comeram tanto que adormeceram, e a bruxa os
prendeu num quarto escuro e todo dia dava comida para eles.
Passaram longos anos e os meninos cresceram cheios de sabedoria. Um dia
eles chamaram a bruxa e a convenceram de que não havia mais necessidade
deles ficarem presos, pois nem o caminho de volta para suas casas eles
sabiam. E seria melhor eles livres, pois iriam ajudar a cortar lenha, caçar
animais, enfim, fazer as tarefas de casa, pois ela já estava velha e cansada
para fazer tanta coisa. A bruxa, convencida com o papo deles, abriu a porta
e os deixou livres. Todos os dias eles faziam tudo direitinho e a bruxa ficava
muito contente. Os dois mais uma vez tentaram convencer a bruxa a fazer uma
festa para eles, afinal, só viviam trabalhando e mereciam uma festa. A bruxa
concordou e começou os preparos para a festa. Eles cortaram muita lenha e
pegaram muita caça e a bruxa fez muitos bolos e doces de chocolates.
No dia da festa vieram muitos animais e o feiticeiro da floresta. A bruxa
começou a dançar com o feiticeiro perto de um caldeirão e os dois meninos os
empurraram dentro do fogo e jogaram muita lenha, deixando-os sufocados.
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Eles morreram queimados. Os meninos deixaram a casa de chocolate e
voltaram para casa.
Autores: Alice de Lima Freitas – 9 anos – 4° ano
Kaylane Malta dos Santos – 9 anos – 4° ano
Professora: Maria Inês Vasconcelos
Escola: EEIEF Luiz de Gonzaga Fonseca Mota
Cidade: Caucaia
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O Segredo das Sapatilhas
Em um belo dia, Cristina estava fazendo uma apresentação de balé. Quando acabou a apresentação,
ela sentou-se em um pequeno banquinho e, quando olhou para o lado, viu um velho caixote. Ela o
abriu e viu um par de sapatilhas. Assim que ela olhou se encantou e as levou para casa. As sapatilhas
tinham um brilho especial. Quando ela voltou à escola de balé perguntou a muitas pessoas se alguém
conhecia o dono dessas sapatilhas, mas ninguém o conhecia. Até que uma senhora apareceu e disse:
- Você precisa ir até o fim do lago e encontrará a resposta.
Cristina foi até o fim do lago mais próximo da cidade e encontrou uma velha bruxa. Essa bruxa falou:
- O dono, ou melhor, a dona era uma moça chamada Catarina. E essas sapatilhas tinham sido
enfeitiçadas, então desde que Catarina morreu ninguém teve a coragem de reverter o feitiço. Por isso,
o espírito de Catarina não pode descansar em paz.
Cristina estava com muito medo, mas tinha que libertar o espírito de Catarina. Então ela tomou
coragem e perguntou à bruxa:
- Como eu faço para reverter o feitiço?
A bruxa disse:
- Você precisa invocar o espírito, jogar uma poção nas sapatilhas, dizer o nome de quatro sentimentos
e estará feito.
Autores: Raynara Jucá Amorim – 10 anos – 5° ano
Raynará Sá Matias – 10 anos – 5° ano
Professora: Antonia Silvania Pinto Braga Spinosa
Escola: EEF Joaquim Pacheco de Menezes
Cidade: São Gonçalo do Amarante
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Cristina foi até o porão da escola de balé e disse:
- Apareça espírito, e o espírito apareceu. Ela jogou a poção e disse:
- Medo, liberdade, ódio e coragem!
De repente o espírito e as sapatilhas desapareceram. Cristina tirou um grande peso das costas e
voltou para casa muito feliz.
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O Garoto que foi
Enfeitiçado pela Bruxa
Há muito tempo atrás havia um garoto que gostava de assustar as pessoas. Um
dia ia passando em frente a sua casa uma velhinha e o garoto tentou assustar a
pobre velhinha. Mas, para sua surpresa, a velhinha era uma bruxa.
E a bruxa lançou um feitiço no garoto e o garoto logo foi transformado em um
gato preto. Depois de alguns dias uma menina encontrou o gato preto, gostou
dele e o colocou no colo, mas quase deu um desmaio quando o gato falou:
- Me dê um beijo, menina, para eu me transformar em uma pessoa.
A menina assim fez. Ela beijou o gato preto e o feitiço foi quebrado, e logo o gato
se transformou em uma pessoa, num menino. Mas tinha uma profecia que dizia
que quem beijasse esse gato seria amaldiçoado, e assim a profecia foi realizada.
Mas o menino ficou com pena e resolveu beijá-la novamente, e então os dois se
transformaram em gato e gata e viveram muitas aventuras felizes como gatos.
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Autores: Diego Rocha da Silva Monteiro – 4° ano
Antonio Carlos Soares de Sousa – 4° ano
Professora: Artemízia Matos Bezerra
Escola: EEF Dona Filomena Martins
Cidade: São Gonçalo do Amarante
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O Terror da Cidade
Um dia em uma cidadezinha qualquer nasceu uma criança, que mesmo sem falar
ou andar já fazia o mal. Seu olhar era obscuro e assustava todo mundo, até os
seus pais. Quando era bem pequeno ainda, pegou álcool no armário da cozinha,
jogou na casa do vizinho e tacou fogo, só porque esse vizinho tinha reclamado
dele para seus pais, devido a ele sempre bater no seu filho.
O tempo passou e o menino cresceu cada dia mais malvado, fez muita coisa
errada e até sofreu um acidente quando pulava um muro roubando seus
vizinhos. Nesse acidente ele ficou paralítico. E mesmo assim não aprendeu a ser
melhor. Até mesmo velho e de cadeira de rodas aprontava das suas.
Um dia ele estava andando pela rua e viu um menino passando com um senhor.
O senhor o encarou, pois reconheceu que aquele velho era o garotinho que
incendiou a casa dos seus pais, fazendo-os ficarem na rua. O senhor contou tudo
para seu filho que, zangado, empurrou o velho da calçada.
Ele ficou caído no chão, no meio da rua, quando um carro em alta velocidade
o atropelou. O velho perdeu muito sangue e morreu.
Inesperadamente, do meio do sangue dele saiu um bicho ruim, dizem que
era o diabo que veio buscá-lo. Então o velho virou um monstro terrível.
O diabo deu o nome para ele de “O terror da Cidade”. Agora ele era um
espírito do mal, dos seus olhos saía sangue todas as vezes que via crianças
malcriadas.
Dizem que todas as noites de Sexta-Feira 13 seu espírito ainda aparece para
se vingar das crianças. Quando ele vê uma criança fazendo maldade, vai até
a porta da frente e bate, chamando a atenção dos pais. Enquanto isso, ele
aparece no quarto para pegá-las e transformá-las em monstrinhos escravos,
que são obrigados a fazer tudo o que ele quer. É por esse motivo que os pais
não deixam seus filhos sozinhos e nem atendem à porta nas noites de
Sexta-Feira 13.
Autores: João Pedro Silva – 11 anos – 5° ano
Anderson Felix Figueiredo Filho – 11 anos – 5° ano
Professora: Eliane Silva Oliveira
Escola: EM Instituto Novo Goiás
Cidade: Cachoeira Dourada de Goiás
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A Lenda do Bosque
Era uma vez um bosque perto de uma pequena cidade. Nessa cidade tinha
uma pequena empresa, e nessa empresa os rendimentos não estavam
muito bons.
No bosque morava um espírito de um menino. Este espírito era o guardião
do bosque. Com a ajuda desse menino, o bosque se mantinha sempre
limpo, vivo e protegido.
Esse espírito a cada ano dormia por um mês.
Em um mês que ele estava dormindo, a empresa decidiu destruir o bosque
para ampliar seus negócios, e assim aconteceu...
Quando o espírito despertou, ficou muito triste, e da sua tristeza saíram
nuvens escuras, e das suas lágrimas surgiu uma tempestade, uma terrível
tempestade... Tudo escureceu...
Enquanto essa tempestade aumentava e passava sobre as árvores caídas e
sobre as máquinas que estavam no local, o bosque ia se reconstruindo.
De repente a tempestade parou.
E um clarão tomou conta do bosque.
Autores: Leonardo Araújo Machado – 13 anos – 5° ano
Gustavo Augusto Evangelista de Sousa – 10 anos – 5° ano
Professora: Eliane Silva Oliveira
Escola: EM Instituto Novo Goiás
Cidade: Cachoeira Dourada de Goiás
36
Vieram pessoas de todos os lados ver o que havia acontecido, uma
surpresa! O bosque havia voltado mais bonito ainda!
E daquele dia em diante ninguém mais ousou mexer no Bosque do
Espírito Menino, e o espírito viveu em paz para sempre.
37
Uma Noite no Cemitério
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38
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Autores: Andressa G. Dimarães – 11 anos – 5° ano
Thays Aparecida Silva – 10 anos – 5° ano
Professora: Eliane Silva Oliveira
Escola: EM Instituto Novo Goiás
Cidade: Cachoeira Dourada de Goiás
39
A Árvore que Assobiava
Era uma vez um menino que se chamava Lázaro. Quando ele era pequeno teimava muito
com seus pais. Ele morava em uma fazenda que se chamava Boa Vista.
Lázaro gostava de ficar brincando no terreiro de sua casa perto de uma árvore morta.
Toda vez que ele teimava com seus pais a árvore assobiava para ele. O garoto pensava
que era apenas um pássaro, mas quando ele olhava para a árvore não tinha nada, apenas
uma árvore seca.
O menino foi crescendo cada dia mais teimoso e malcriado, e a árvore não parava de
assobiar. Até que um dia, ele resolveu pegar o machado e cortá-la para acabar com aquele
tormento. Na primeira machadada que Lázaro deu na árvore, sentiu uma coisa estranha,
muito estranha... Um arrepio pela espinha!
Quando foi dormir à noite, começou a sonhar sem parar com a árvore. Com muito medo
ele acordou... Pegou um isqueiro e foi para queimá-la. Quando ela já estava pegando fogo,
ele viu um fantasma saindo de dentro da árvore. O menino aterrorizado caiu desmaiado
no chão. Ao acordar, ainda estendido no chão e quase morrendo de medo, viu o fantasma
se aproximar, falando:
– Se você queimar essa árvore e continuar teimando com seus pais, eu irei te assombrar
para o resto de sua vida!
Desde então, o menino virou exemplo para todos.
40
Autores: Keniel Patric Gomes – 11 anos – 5° ano
Claiton Oliveira Borges – 12 anos – 5° ano
Professora: Eliane Silva Oliveira
Escola: EM Instituto Novo Goiás
Cidade: Cachoeira Dourada de Goiás
41
Noite de Sexta-Feira
Certa noite de uma sexta-feira, eu e uma amiga minha estávamos passando perto do
cemitério até que nós vimos uma luz que estava muito chamativa e resolvemos entrar.
Quando entramos, escutamos um barulho estranho. Fomos chegando e chegando até que
era um monte de cadáveres estudando matemática. Ficamos com muito medo porque tinha
um professor que era fantasma.
Então nós começamos a chorar, tremíamos de medo e até arrepiamos os cabelos. Ficamos
sem fala, mas ainda tivemos força nas pernas para correr e chegar em casa.
Quando chegamos em casa, a mãe da minha amiga estava com dois copos de chocolate
quente nos esperando.
Foi o chocolate mais gostoso que tomamos na nossa vida. E tudo não passou de um sonho,
ou melhor, de um pesadelo.
Autores: Maria Isabela T. de Sousa – 9 anos – 4° ano
Gabrielle Sousa Silva – 10 anos – 4° ano
Professora: Itamária Maria da Silva
Escola: EM Bom Jesus
Cidade: Goiânia
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A Menina do Giz
Autores: Jhennyfer Tauanny R. de Souza – 10 anos – 5° ano
Breno da Silva Ferreira Costa – 10 anos – 5° ano
Professora: Elaine de Sousa Lisboa
Escola: EM Bernardo Élis
Cidade: Goiânia
Contam que há muito tempo atrás numa escola tinha uma menina muito arteira. Ela sempre se
sentava na primeira carteira, conversava demais, brigava com seus colegas e não respeitava
a sua professora. Todos os dias, quando chegava à sala, escondia giz e durante a aula, enquanto
a professora passava a matéria na lousa, a menina jogava pedaços de giz nas costas dela.
E toda vez a professora deixava a menina de castigo no final da aula, obrigando-a a escrever
várias vezes que nunca mais iria jogar giz nas costas da professora.
Certo dia, numa sexta-feira, em um dia de muita chuva, a professora perdeu a paciência com
a aluna e, como de costume, a deixou de castigo na sala de aula escrevendo na lousa a mesma
frase de sempre “Nunca mais vou jogar giz na professora”. Só que desta vez a professora
acabou por ir embora e esqueceu a menina o fim de semana inteiro dentro da sala de aula.
Na semana seguinte, quando voltou à escola, lembrou-se que havia deixado a aluna na sala
de aula e ficou desesperada. Para a surpresa dela, a criança não estava lá, mas a frase estava
escrita na lousa “Nunca mais vou jogar giz na professora”. A professora saiu pela escola à
procura da menina, perguntou aos funcionários, aos colegas e acabou por não encontrá-la.
A menina havia desaparecido, não estava em lugar algum.
Os dias se passaram e ela não apareceu mais, mas para espanto da professora, todos os dias
que ela chegava à sala de aula via escrito na lousa a frase “Nunca mais vou jogar giz na
professora”. E daquele dia em diante a sala da professora passou a ser chamada da sala da
menina do giz. E quando a professora ia escrever na lousa com um giz inteiro, fazia barulho
que parecia uma criança gritando. Por isso, hoje em dia, quando um professor vai escrever
com giz inteiro parece que uma criança está gritando para ser libertada, e é por isso que os
professores quebram o giz no meio.
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O Lago Negro
Numa noite de verão uma família se mudou para uma casa
antiga que tinha um lago muito grande nos fundos... Essa
família era composta pelo pai, a mãe e três filhos, uma menina
mais velha, o menino do meio e o caçula.
O pai achou que tinha feito um bom negócio comprando aquela
casa e realmente tudo ia bem, quando, em uma noite, o casal
teve que sair e deixou seus três filhos sozinhos.
Nesta mesma noite, as crianças curiosas foram até o porão e
retiraram a tampa de um caixão velho onde estava aprisionado
o espírito de uma velha bruxa que morou naquela casa. Sem
saber, estavam libertando uma velha e terrível criatura.
Mais tarde os pais das crianças chegaram e logo foram dormir.
Durante a noite, a bruxa sai de seu caixão e começa a andar pela
casa. Chega no quarto das crianças, abre a porta e fica em frente
à cama do pequeno Felipe, o caçula, talvez se lembrando do
tempo em que comia criancinhas. A menina acorda de repente
e vê aquela mulher feia, suja de sangue com roupa preta em
frente à cama de seu irmão.
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A menina se assusta e grita, mas em seguida ela desaparece.
Seus pais acordam e chegam correndo, perguntando o que tinha
acontecido. A menina conta tudo que viu, mas os pais
a tranquilizam dizendo que é apenas um pesadelo e que
é para ela voltar a dormir. Algumas horas se passam e
ela volta a dormir.
Enquanto isso, a terrível bruxa anda pela casa fazendo
a maior bagunça, revirando lençóis, almofadas, virando
quadros. Ela volta ao quarto das crianças e arrasta o
pequeno Felipe para a margem do lago para tentar
afogá-lo, pois era lá que afogava suas vítimas e depois
comia sua carne. O menino acorda, vê a bruxa e grita,
seus irmãos acordam e vão tentar ajudá-lo. A terrível
bruxa tenta afogar o menino, os irmãos apavorados
gritam e pedem socorro. O irmão do meio corre de
volta para casa para acordar os pais. Quando entra na
casa, se lembra de um arco que encontrou no porão.
Imediatamente pega o arco com flechas de prata,
mira na bruxa e dispara uma flecha só. A bruxa solta o
menino, que sai correndo, e a bruxa cai no lago.
As crianças voltam para dentro da casa, se abraçam
e vão dormir, pois os pais nem acordaram. No dia
seguinte, os pais acordam e ficam bravos com as
crianças por causa da bagunça. As crianças arrumam
tudo e não contam a história para os pais, sabem que
eles não vão acreditar. Lá no lago dorme a terrível bruxa
presa por uma flecha.
Autores: Lisandra Lustosa de Sousa – 11 anos – 5° ano
Gabriel Henrique Sampaio do Rosário – 11 anos – 5° ano
Professora: Ivani Francisca Galvão
Escola: EM Doutor Nicanor de Assis Albernaz
Cidade: Goiânia
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Formiguinha Lili
Lili tinha medo de tudo! Da terra, do sol, da lua... Sua mãe sempre dizia:
- Ooo, Lili, o que é isso? Você tem medo de tudo!
E ela sempre retrucava:
- Mas, mamãe! Foi você mesma quem disse que lá fora é perigoso! Se eu for lá fora vou
desobedecer suas regras.
E todos os dias as mesmas discussões.
Um dia, Lili tomou coragem e saiu, tremendo de medo! Ela pensava que a cada passo que
dava tudo ficava mais perigoso. Ficou com tanto, mas tanto medo do perigo, que esqueceu
de todos os seus medos, principalmente o medo de aranha!
Andando se deparou com uma aranha inofensiva, mas para ela era o pior ser possível!
Ela olhou a aranha de cima a baixo, e entrou em desespero, pânico, paralisada, petrificada!
Mas ela não sabia de uma coisa. A aranha tinha pavor de formiga! Ainda mais aquelas
que ficavam paralisadas te encarando.
De repente, Lili começou a gargalhar:
- KKK... KKK...
A aranha olhou para ela e fez cara de dúvida. Não entendia por que aquele
serzinho assustador ria da cara dela. Mas Lili explicou:
- É, RSRSRS, porque você tá muito engraçada com esse olhão arregalado!
E acabou que o medo de Lili foi embora, e o da dona aranha também.
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As duas riram juntas! E todos os dias brincam de superar seus medos.
Autores: Eduarda Ferreira Silva – 9 anos – 5° ano
Raysa C. Vasconcelos – 9 anos – 5° ano
Professora: Rosângela Maria de Oliveira Maia
Escola: EM Professor Moacir Monclar Brandão
Cidade: Goiânia
49
Noite de Sexta-Feira 13
Numa noite escura, era Sexta-Feira 13. Em um hotel
chamado Mares, havia um menino que estava na
frente do elevador e que, por coincidência, estava
no décimo terceiro andar. E o ponteiro apontava
meia-noite. O menino escutou um barulho vindo do
corredor. Ele entrou no elevador para sair daquele
lugar, mas a energia acabou. Ele permaneceu no
13º andar morrendo de medo, suando frio. Quando
de repente ele escutou uns uivados, alguma coisa
estranha se aproximando. O menino se abaixou
dentro do elevador, todo encolhido, fechou os
olhos. E apareceu um lobisomem assustador. Ele
cheirou o menino e, quando abriu a boca para
engoli-lo, apareceu uma bruxa, com umas risadas
sinistras, que falou para o lobisomem:
- Esse jantar é meu, saco de pelos.
E o lobisomem, com raiva, se aproximou dela e
começou a briga. A bruxa decidiu jogar um feitiço.
Autores: Vitória Francisca da Silva – 9 anos – 4° ano
Matheus Fernando Domingos Silva – 9 anos – 4° ano
Professora: Nayara Ramos Mendes Batista
Escola: EM Dona Venância Magalhães Cotrim
Cidade: Itumbiara
50
- Agora você vai ver só: piolho de mico, escorpião
venenoso, fedor de esgoto, pum de urubu, leite de
cabra, faça esse lobisomem virar um sapo.
O lobisomem virou um sapo e saiu de lá...
- Webber... Webber... Webber.
A bruxa deu aquelas gargalhadas malucas e se
aproximou do menino que estava no elevador. Em
frente ao espelho, ela jogou um feitiço nele, pois
ele não parava de gritar e nem de chorar. A bruxa
falou:
- Que menino tagarela, vou te jogar um feitiço,
seu imprestável: remela de criança pálida, meleca
de menino, catarro de vaca louca, faça essa
criança calar a boca.
O menino se abaixou e o feitiço bateu no espelho
do elevador e voltou na bruxa.
O feitiço tinha virado contra o feiticeiro, e a bruxa
ficou mudinha da silva. E não podia fazer mais
nada contra o menino. Saiu de lá furiosa, sem dar
suas gargalhadas. E o menino desceu as escadas e
nunca mais entrou no elevador. E diz a todos que
foi salvo pela sorte!
51
Irmãos Coragem
Em uma fazenda no Mato Grosso do Sul morava um
casal que tinha dois filhos homens. Jacó e Eduardo.
Jacó era o mais velho e obedecia a seus pais. Já o
Eduardo era caçula e era muito trabalhador, porém,
desobediente.
Já estava na hora de estudarem, então o pai
resolveu colocar seus filhos na escola. Mas era
muito difícil para eles irem à escola e voltarem
para casa.
Um dia, enquanto conversavam com alguns
colegas, chegou um homem vestido de preto
e perguntou se eles estavam sabendo de algum
animal que tinha sido morto naquela região.
Os garotos ficaram muito assustados com a
história que o homem contou, mas Jacó falou
para seu irmão e amigos que não era para eles se
importarem com as histórias do homem, que ele
deveria estar ficando doido doidinho. Então eles
foram estudar.
No outro dia apareceram uma vaca e um cavalo
mortos na fazenda. Então Eduardo disse a Jacó:
- A história que o homem falou está acontecendo.
52
Jacó decidiu ficar a noite acordado para pegar
esse bicho que tinha comido a vaca e o cavalo.
Eduardo não quis acompanhá-lo, pois estava
com muito medo.
A noite caiu e Jacó estava lá, firme e forte
esperando o bicho. Foi quando ele escutou um
barulho vindo de dentro da mata e o medo foi
consumindo o seu corpo. Quando ele viu aquele
bicho estranho, grande e todo peludo, vindo em
sua direção, saiu correndo. Tropeçou em uma
pedra. Viu seu arco e flecha jogados naquela
direção, pegou com bastante rapidez, fez o nome
do pai e disse:
- Meu Deus, é agora ou eu viro espetinho de
monstro, lobisomem, vaca louca, sei lá que bicho
é esse.
E ele acertou com a flecha bem no coração
do tal bicho, e o amarrou em um tronco de
árvore, mas ele já estava morto. Ninguém sabia
dizer que bicho era aquele. Deram o nome de
lobismonva. E Jacó ficou conhecido como o herói
de Mato Grosso do Sul. E Eduardo, seu parceiro
conselheiro. Apesar de na hora do sufoco ele
fugir... Mas ninguém sabe disso, não é mesmo!
Autores: Vitória Francisca da Silva – 9 anos – 4° ano
Matheus Fernando Domingos Silva – 9 anos – 4° ano
Professora: Nayara Ramos Mendes Batista
Escola: EM Dona Venância Magalhães Cotrim
Cidade: Itumbiara
53
O Bebê
Amaldiçoado
Havia uma mulher que toda noite saía da sua casa e se encontrava com
seu amado, e seu amado era amaldiçoado.
E ele falou:
- Não, não eu não vou morrer. Quem vai morrer é Pincatuba.
Toda noite de lua cheia ele virava um Pincatuba. Era meio homem,
meio lobisomem e meio mulher.
Laura perguntou o que iria acontecer com a filha e ele respondeu
que quando ela matasse Pincatuba a maldição acabaria.
Um dia ele descobriu que sua amada Laura estava dando à luz uma
menina e ela era meio homem.
Então quando chegou o dia de lua cheia, Laura criou coragem
e enfiou a faca no peito de Pincatuba. Ele ficou estrebuchando,
enquanto o sangue corria. Laura ficou desesperada e correu pra ver
a filha. Quando viu que a menina era somente menina e não tinha
mais nada de menino ficou aliviada. Mas o coração estava partido.
Ele contou a sua amada que em noite de lua cheia ele virava Pincatuba
e sua amada não aguentou e perguntou:
- Como posso acabar com a maldição?
E ele respondeu:
- Matando o Pincatuba.
E falou que o bebê era amaldiçoado e ela começou a chorar.
Ele disse que quando fosse noite de lua cheia era pra ela enfiar uma
faca dourada no meio do seu coração.
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Autores: Brenda Brasil Medeiros – 10 anos – 4° ano
Luana Rodrigues Ferreira – 11 anos – 4° ano
Professora: Silvana Muniz Xavier
Escola: EM Prof. Zélio Jotha
Cidade: Cabo Frio
Ela falou:
- Você vai morrer!
Sete dias se passaram. Laura estava dando de mamar para a filha
quando escutou um barulho no quintal. Depois bateram na porta e
quando ela foi olhar levou um susto, nem acreditou no que estava
vendo. E começou a gritar:
- Não acredito que você voltou, meu amado!
E ele respondeu:
- Sim, minha amada. E graças a você a maldição acabou.
Assim a maldição do bebê amaldiçoado chegou ao fim.
55
A Flor do Cemitério
Era uma vez uma menina que gostava de estudar no cemitério. Um dia
ela viu uma flor linda num caixão e não resistiu, cheirou, colocou em sua
mochila e foi para sua casa.
Ao chegar em casa, o telefone tocou e a menina ao atender ouviu uma voz
rouca:
- Cadê minha flor? Cadê minha flor?
Autores: Cassiane Alves da Silva – 10 anos – 5° ano
Vivian Lara Lemos Cassimiro – 10 anos – 5° ano
Professora: Tatiana Rosa Santana de Carvalho
Escola: EM Profª. Patrícia Azevedo de Almeida
Cidade: Cabo Frio
Ela desligou de imediato o telefone e, muito assustada, ficou sem entender
nada. De repente, o telefone tocou e ela não atendeu, de um salto foi parar
no seu quarto.
O telefone não parou de tocar e sempre aquela voz rouca dizia:
- Cadê minha flor? Cadê minha flor?
Passou um dia – Cadê minha flor? Cadê minha flor? Uma semana – Cadê
minha flor? Cadê minha flor? Um mês – Cadê minha flor? Cadê minha
flor? Um ano – Cadê minha flor? Cadê minha flor? Aquela tormenta não
deixava a menina em paz até que um dia... A menina enlouqueceu e foi
parar no hospício.
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Magia Negra
Autores: Lidiane da Silva Moretti – 11 anos – 5° ano
Alyce Cordeiro Carvalho – 11 anos – 5° ano
Professora: Marcia Magalhães Rodrigues Coelho
Escola: EM Vera Lúcia Machado
Cidade: Niterói
Um dia em uma cidade estranha chamada Feitiçolândia havia uma mulher
feiticeira e também havia um mago que moravam em uma caverna
mal-assombrada. Eles tinham poderes de controlar o mundo dos feiticeiros
e dos magos.
Numa noite fria, os feiticeiros e os magos saíram de suas moradias para
roubar as crianças de todo o planeta para transformá-las em seus servos.
E para não serem notados durante o dia, eles se transformavam em
humanos.
Eles tinham um segredo que não podia ser revelado para as pessoas.
O segredo era que a fraqueza deles era um feitiço para que eles virassem
pó. Esse feitiço ficava guardado no alto da montanha tenebrosa e muito
assustadora, em que só a Rainha de todos os magos e feiticeiros
poderia encontrar.
Alguns dizem que para quebrar os feitiços e as magias devemos encontrar
um virgem que acenda a vela de chama negra e o feitiço só quebra se ela
derreter toda. Esse virgem tem que ter no máximo 60 anos de idade.
E essa vela de chama negra tem de ser a vela mais antiga de todo o
mundo de feitiço.
Cuidado! A próxima vítima pode ser você!
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A Casa Vizinha
Um dia se mudou alguém para a casa do lado onde
morava uma menina, só que era um homem sem
mulher, sem filhos e sem nenhum animal. Esse homem
tinha umas pernas gigantes, os braços verrugados e era
muito estranho.
Depois disso, quando a menina voltou da escola
lembrou que sua mãe disse:
- Filha, quando você voltar entre e tranque a porta, não
abra para ninguém e não deixe ninguém entrar.
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Autores: Millena da Silva Cortes – 10 anos – 5° ano
Raphaella da C. Sousa – 10 anos – 5° ano
Professora: Patrícia Ferreira Yamamoto
Escola: EM Professor André Trouche
Cidade: Niterói
estava lá, com os olhos vermelhos, como se dentro dos
olhos tivesse sangue.
A menina deu um grito igual filme de terror assim:
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
Debaixo do bruxo tinha um tapete e a menina teve uma
ideia brilhante, como se fosse um cientista.
De repente, ela ouviu uma voz bem grossa falando
assim:
- Latre de gato, rabo de leão, dedo de um morto e, para
terminar, língua de uma bruxa velha de 395 anos.
A menina se abaixou bem rápido e puxou o tapete. O
bruxo caiu no chão e a garota subiu as escadas e se
escondeu na lavanderia dentro da roupa suja. O bruxo
nem viu lá, os pais da garota chegaram e o bruxo fugiu
pela janela do segundo andar.
Ela ficou horrorizada com tudo isso e foi correndo para
casa. O homem ouviu e desconfiou que ela soubesse
que ele era um bruxo mau de 122 anos, mas que tinha a
aparência de 33 anos.
Os pais não viram nenhuma bagunça e a mãe deu um
grito:
-Raquelllllllll, você conseguiu deixar tudo limpo. Assim,
amanhã comprarei um presente pra você.
Ela trancou a porta como se o bruxo estivesse atrás
dela. De repente, a garota olhou pra trás e o bruxo
A menina respondeu:
- Mãe, já sei o que eu quero.
A filha continuou, com uma cara de medo:
-Quero me mudar daqui.
A mãe perguntou:
- Por que, minha filha?
A garota respondeu com uma mentira:
-Ah porque, porque não tem muitas meninas.
A mãe disse:
- Tá bom, amanhã nós vamos. Tá bom?
A garota disse:
- Claro, mãe.
Eles se mudaram, aí o mago fez uma bruxaria e falou:
- Garota, garotinha, bem maluquinha você vai ficar com
a cabeça bem tortinha.
A menina ficou com a cabeça torta por um bom tempo,
até os 84 anos.
61
O Espírito que Perturba
Era uma vez... Uma família que tinha acabado de se mudar para uma casa muito
sinistra, no meio do nada, às margens de um lago. A família era formada por 6
pessoas: o pai – Rodrigo, a mãe – Paula e mais 4 filhos, Clarise, Melissa, Lúcia e
Renato. Eles estavam felizes com a mudança, mas não sabiam que à noite na hora
de dormir iria acontecer algo terrível.
A noite chegou... Todos foram para os seus quartos. E de repente Clarise ouviu um
barulho muito alto vindo do porão da casa. Ela ficou com medo e acordou Melissa.
As duas desceram as escadas até o porão. Quando chegaram lá, encontram uma
boneca sentada em cima de uma cadeira. E ao lado da boneca tinha uma caixinha
de música com um vestido branco, todo rasgado e bem sujo. A caixinha de música
estava com o vidro quebrado. As meninas não se assustaram muito, só que de
repente a boneca gargalhou e começou a se mexer. Melissa, como era muito
medrosa, saiu correndo, pedindo por socorro!
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Clarise estava com tanto medo que não conseguia falar. Com os gritos de Melissa,
a mãe e o pai acordaram e seguiram o som da voz dela. Os pais chegaram no
porão, mas a porta trancou sozinha e a luz se apagou. E a bonequinha virou uma
pessoa muito assustadora, uma bruxa! E a luz acendeu, as meninas viram um
machado, e então Clarise resolveu agir. Pegou o machado e começou a bater
na bruxa. A bruxa morreu, as portas destrancaram e os pais vieram correndo.
As meninas contaram para os pais e eles se mudaram para outra casa em uma
vila. Mas eles queriam saber mais sobre a história da antiga casa e pesquisaram.
Descobriram que há 107 anos atrás naquela casa morava uma bruxa que matou
as próprias filhas e depois se enforcou. A família toda ficou meio “sem palavras”,
mas eles seguiram a vida e a antiga casa foi derrubada. Em cima dela foi criado
um cemitério que existe até hoje.
Autores: Julia Santiago Soares – 11 anos – 5° ano
Dayane da Silva Tavares – 11 anos – 5° ano
Professora: Marli de Souza Dias
Escola: EM Professora Margarida Rosa M. Galvão
Cidade: São Gonçalo
63
A Flor Enfeitiçada
Era uma vez uma menina muito ingênua. Um dia ela foi passear e, no meio do
caminho, encontrou uma velhinha que vendia flores. Ela comprou uma flor, mas
não sabia que aquela flor tinha feitiço.
Autores: Jamilly Victória de S. Sales – 10 anos – 5° ano
Izabela Araújo Marques – 10 anos – 5° ano
Professora: Ana Cleide do E. Oliveira
Escola: CM Amaral Peixoto
Cidade: São Gonçalo
No dia seguinte a mãe perguntou à filha por que ela tinha chegado tão tarde no
dia anterior. A menina disse que estava só passeando, mas não falou que tinha
comprado a flor e nem da velhinha.
A menina foi para escola e, quando chegou, um grupo de meninas disse que atrás
da escola tinha uma mulher dando doce de graça. Como ela era muito ingênua,
acreditou na conversa das meninas e foi. Ao chegar atrás da escola as garotas
começaram a bater na menina até que ela morreu. Os pais souberam o que tinha
acontecido e, desperançosos, enterraram a garota.
Alguns dias depois a mãe viu a flor que a garota tinha comprado da velhinha,
então pegou a flor e a colocou na sepultura da garota. Alguns dias depois a
campainha tocou. A mãe abriu a porta e viu a filha dela vivinha. Ela estava
impecável, nem um arranhão, e naquela noite a velha apareceu na frente da mãe
e disse que a flor era enfeitiçada e que só ajudava as pessoas boas e de bom
coração. A velhinha também disse que sempre havia protegido a menina desde
que ela era criança. A mãe não acreditou na velhinha e botou ela pra fora.
A mãe foi dormir e, quando ela fechou os olhos, de repente a velhinha apareceu
no quarto com uma faca e, furiosa, matou a mãe da menina. A feiticeira pegou a
menina e a levou para o além.
64
65
O Grito
Dizem que todo dia 7 do mês 7 de um ano que termina em 7 na casa 777 no escuro
do porão ouve-se um grito de desespero aterrorizante.
77 anos depois, uma família de 6 pessoas se mudou para lá. A casa era de um azul
desbotado, de janelas pretas, um jardim malcuidado e cortinas de véu rasgado. Um
tempo depois nasceu um filho. Ele era o 7º membro da família.
Quando ele completou 27 anos, encontrou uma chave velha de prata em formato de 7.
Ele achou isso muito estranho. Depois, ele foi ao porão guardar umas coisas e lá
achou uma caixinha de madeira, com partes de prata e 7 diamantes.
De lá saía uma névoa azul. Ele pensou logo na chave e a usou para abri-la.
E lá tinha um pergaminho rasgado escrito em uma língua estranha.
Coincidência ou não, era o dia 07/07/2007. Às 6:59 ouviu-se o grito até que mudou
pra 7:00. Ele correu para o porão escuro até que se sentiu preso por algo. Correu de
volta desesperado. E reuniu os objetos, ou seja, a caixa, a chave e o pergaminho.
Ele viu que na chave tinha um endereço e foi lá, mas a casa estava abandonada e
aberta. Ele entrou, explorou a casa e achou um pedacinho de papel parecido com o
pergaminho. Foi para casa, juntou-os e recitou o pergaminho no porão.
Do escuro surgiu uma adolescente pálida de cabelos negros, de camisola velha e
rasgada e toda ensanguentada, que o matou lenta e cruelmente.
66
Autores: Gabriela Rodrigues da Silva – 11 anos – 5° ano
Victória Barreto Martins – 11 anos – 5° ano
Professora: Cristina Mosqueira Rocha
Escola: EM Paulo Freire
Cidade: Teresópolis
E dizem que até hoje todo dia 7 do mês 7 de um ano que termina em 7 em casas que
tenham 7 ouve-se “O grito”.
67
O Esqueleto
Em um belo dia de sol, um menino chamado Gabriel viu um Esqueleto no
cemitério e, de repente, neste mesmo cemitério assustador, o menino viu um
pedaço de osso no chão.
Gabriel foi pegar o osso, mas o Esqueleto apareceu atrás dele e quando ele
virou levou um baita susto. E o Esqueleto falou com aquela voz horrorosa:
- Deixa meu osso aí no chão.
Gabriel colocou o osso no mesmo instante no chão e saiu correndo. Foi
quando se escondeu ao lado de um túmulo.
Autores: Evelin de Paula Santos de Assis – 10 anos – 4° ano
Isabella de Andrade Feliciano – 11 anos – 4° ano
Professora: Cristina Mosqueira Rocha
Escola: EM Hermínia Josetti
Cidade: Teresópolis
O Esqueleto não desistiu e apareceu junto com outras caveiras, e o Gabriel
começou a correr. E só parou quando chegou em sua casa.
Já era noite, ele mesmo não acreditava no que estava acontecendo e resolveu
contar para seu irmão. Que também não acreditou. Aí eles foram dormir.
O Esqueleto então foi até a casa deles, foi na janela do quarto. E o Gabriel
viu, mas pensando que estava sonhando nem ligou.
Então o Esqueleto voltou ao cemitério, chamou algumas caveiras e juntos
foram atormentar mais uma vez o menino. O caminho era longo e um novo
dia foi chegando. E as caveiras que não suportavam a luz do sol viraram pó.
Quando Gabriel e seu irmão acordaram não tiveram dúvidas, tudo não
passava de um sonho... Ou não.
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A Armadilha da Morte
Na antiga Macaé, onde muitos
morriam por causa da peste negra, três
amigas fizeram um pacto. Juraram ficar
sempre juntas, proteger umas às outras e
acabar com a Morte.
- Não encontrei ninguém que quisesse trocar
sua juventude por minha velhice. Gosto da vida
simples e a Morte jamais quis me levar. Vou lhes
dar um conselho, não sejam assim tão rudes com
as pessoas idosas.
Saíram para uma viagem e caminharam
muito até encontrar um velho muito
estranho, parecia um mendigo.
Elas precisam de carinho e atenção. Agora preciso
partir. Adeus.
- Que Deus as proteja! – disse o velho.
A mais orgulhosa das três não agradeceu
a bênção do velho.
- Seu azarado. Como conseguiu viver
tanto?
Autores: Juliane Novaes de Sá – 11 anos – 5° ano
Marcelly Reis Cordeiro – 11 anos – 5° ano
Professora: Adriane da Silva Lima
Escola: EEM Fazenda Santa Maria
Cidade: Macaé
70
- Seu velho mentiroso, aposto que você é amigo da
Morte. Diga-nos onde ela está para que possamos
derrotá-la – disse a outra menina.
- Bem. Se vocês querem tanto encontrar a Morte
é só virar aquela esquina sentar sob uma figueira
que fica bem no meio da encruzilhada e aguardar.
As meninas foram até a figueira e entre suas
raízes encontraram um grande baú repleto
de moedas. A mais orgulhosa disse:
- Achado não é roubado, esse tesouro nos
pertence. Vamos nos dividir, duas ficam aqui
tomando conta do tesouro enquanto a outra vai
buscar um lanche.
A mais nova se propôs a comprar o lanche.
Enquanto caminhava rumo à lanchonete, as outras
duas resolveram roubar sua parte do tesouro
e combinaram de matá-la assim que voltasse.
Entretanto, a mais nova também teve uma
ideia terrível.
- Bem que eu poderia ficar com o tesouro só pra
mim. Para isso, preciso me livrar das outras.
Então foi até a farmácia e comprou um vidro de
veneno fortíssimo. Colocou dentro de uma garrafa
de suco e voltou. Assim que chegou perto das
amigas foi morta por elas.
- Agora vamos fazer um brinde à nossa fortuna!
Beberam o suco envenenado e morreram
instantaneamente. Foi assim que a Morte saiu
mais uma vez vencedora, levando consigo as três
jovens, enquanto o velho continuou vivendo em
sua calma sabedoria.
Dizem que o tesouro ainda se encontra no pé da
figueira à espera de jovens ambiciosos que muitas
vezes caem nas terríveis armadilhas da Morte.
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A Maldição da Mula
Existe um lugar onde nunca penso em pisar. Este lugar
se chama Portal, um sítio bem no meio de uma mata.
Seu dono é um senhor baixo, com cabelos brancos e
longas barbas brancas, falta-lhe ainda muitos dentes
na boca e tem enormes verrugas, principalmente na
região do nariz.
Seu nome é Sr. Maldonato, até o nome assusta, parece
mal do mato.
Todo mundo que nesse sítio trabalha jura que coisas
estranhas acontecem ao anoitecer. Dizem que um
portal se abre no meio de uma enorme árvore de tronco
muito grosso, uma figueira centenária. Nenhum dos
trabalhadores teve coragem de se aproximar da árvore
e descobrir o que tem nesse portal.
Sabe-se que, durante a noite, quando se escuta o pio da
coruja ela está anunciando a chegada da mula. Esta sai
do portal no tronco da figueira, com muitas correntes
penduradas no pescoço.
Ela sai na madrugada pelo povoado, arrastando suas
correntes, fazendo sair riscas de fogo pelas ruas.
72
Os moradores ficam muito assustados com o barulho.
Dizem que os que tiveram a curiosidade de abrir as
janelas e olhar diretamente a mula ficaram loucos, outros
perderam a visão ou até morreram alguns dias depois.
Autores: Catarina Freitas N. Rasma – 12 anos – 5° ano
Millena Freitas N. Rasma – 10 anos – 4° ano
Professora: Elaine de Oliveira da Fonseca Alves
Escola: EEM Fantina de Mello
Cidade: Macaé
Essa mula carrega uma terrível maldição. Falam os mais
antigos que essa mula era uma linda moça que morava
nesse sítio.
Ela se apaixonou perdidamente pelo seu padrinho. Esse
amor proibido ficou em segredo durante algum tempo.
Mas a madrinha descobriu tudo, e rogou-lhe uma
terrível praga:
- Maldita seja! Que se torne uma mula e vague por toda
eternidade nas ruas desse povoado.
A moça não era mais bem-vinda à casa de sua madrinha,
envergonhada e decepcionada ela não tinha para onde ir.
Acorrentou-se numa árvore e morreu.
Muito cuidado, se escutar à noite o trote de uma mula e o
barulho de correntes sendo arrastadas. Nunca olhe, pois
nunca se sabe o que pode acontecer.
73
Ataque de Zumbis
Um dia Caio pediu para a Morte reviver o seu amigo. Ele não esperava uma
resposta, mas a Morte respondeu. A Morte disse com uma voz de dar medo:
Um cientista chamado Paulo e sua equipe criaram uma empresa antizumbi. O
nome era SAIZUMBI. Eles levaram um zumbi para fazer estudos e fizeram um
antídoto para curar as pessoas mordidas por eles. Esse antídoto era feito de asa
de morcego, olho de sapo, ossos de gaivota, sangue humano O positivo, pó de
café e tinta. No início, o antídoto não funcionou muito bem, mas com o tempo
vários cientistas foram contratados pela SAIZUMBI e foram aperfeiçoando o
produto. Hoje, não existem mais zumbis. O antídoto curou toda a cidade.
- Eu reviverei o seu amigo com uma condição: eu tirarei metade da sua vida
para dar ao Richard.
Caio e Richard voltaram a ser humanos e a Morte não ficou muito feliz com
isso. Depois eles foram rever suas famílias e ficou tudo bem.
Era uma vez um garoto. Ele morava com a mãe e ia todos os dias com um amigo
dele para a escola. O nome dele era Caio e o nome do amigo era Richard. Um
dia, Richard morreu de uma doença misteriosa e Caio virou um cara muito
solitário.
Triste, assustado e gaguejando Caio aceitou a condição e a Morte fez ele virar
um morto vivo chamado Zumbi. Caio também virou um Zumbi.
Eles fizeram um micróbio que infectava os humanos, um por um. E aí a cidade
toda ficou doente.
Autores: Juliana Ventura Camara – 10 anos – 4° ano
Kauê Reis Guedes – 9 anos – 4° ano
Professora: Tânia Maria Cabral Lopes
Escola: Santa Maria Goretti
Cidade: Petrópolis
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75
O Grito da Meia-Noite
Em uma pacata cidade no interior do estado de Minas Gerais
havia um homem cujo nome era Alberto, mas era conhecido
como Sombrio. Era de pouco falar, olhar profundo, andava
meio curvado, com sapatos pretos e sempre sujos de barros,
usava um sobretudo preto. Tendo sol ou chuva lá estava
Sombrio com a mesma roupa e sapatos.
e descobrir todo o mistério que havia por trás daquele
homem calado de semblante amargurado. E assim fez
a moça.
Alguns diziam que ele em noites de lua cheia sumia da
pacata cidade em que morava, e só reaparecia quando a lua
mudava. Outros ainda diziam que ele matou toda sua família,
mas ninguém sabia ao certo. Só se sabia que era medo que
sentiam toda vez que Sombrio passava.
Aquele homem olhava para ela com ternura, como nunca
olhou ninguém.
Um dia (noite de lua cheia), Sombrio disse à moça que teria
que fazer uma viagem de aproximadamente uma semana.
Ela insistiu em ir junto, mas ele não deixou.
O dia chegou, passou-se uma semana. Sombrio voltou a
andar pela cidade, agora mais cabisbaixo do que antes de
conhecer a moça. Verônica nunca mais apareceu e todos
tinham receio de perguntar por ela. No entanto, todos já
sabiam a resposta.
Havia um boato na cidade de que quando Sombrio sumia
sempre apareciam animais mortos na fazenda vizinha à sua.
Porém, poderia ser só coincidência, ou não?
Porém, curiosa que só, esqueceu tudo que ouviu falar a
respeito de Sombrio e o seguiu. Já era 23:50 quando a
menina se aproximou da cerca que estava ao redor de casa
de Sombrio e viu que uma sombra grande se movia na casa,
como se fosse a sombra de um urso. Verônica aproximou-se
da janela para ver se não era algum ladrão. Tocou o sino da
Depois daquele grito que ouviram, o medo tomava conta
da pequena e pacata cidade. Por decisão dos moradores
e depois dos fatos ocorridos, não mais saíam de casa
após as 23:00, e permaneciam assim por toda a semana
em que a lua brilhava no céu, cheia de medo e de
perguntas sem respostas.
Um dia Verônica, uma menina muito bonita e curiosa que
morava na cidade, resolveu que iria se aproximar de Sombrio
76
Autores: Antônia de Abreu R. Simoni – 10 anos – 4° ano
Isabelle Souza Grijó – 10 anos – 4° ano
Professora: Alexandra Vila da Silva Oliveira
Escola: EM Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra
Cidade: Petrópolis
O que ela não contava era que apesar do medo que sentia
dele iria se apaixonar, e foi o que aconteceu.
igreja, já era meia-noite. Foi neste instante que se ouviu
um grito muito assustador, e logo após um silêncio
mais assustador ainda. As luzes das casas dos
moradores daquela pequena cidade acenderam-se
e todos se perguntavam amedrontados o que
foi aquilo.
77
A Lenda da Surumba
A Surumba, pra quem não conhece, têm olhos roxos, cabeça
de touro, corpo de rato, braço de homem e rabo de lagarto.
A Surumba ataca qualquer ser vivo. É um monstro que
aterrorizou a cidade de Garruchos em 1980.
Ela atacava todos os dias, destruía todas as coisas que
você possa imaginar. Ninguém conseguia matar aquele
monstro, até a Aeronáutica brasileira veio tentar matá-la.
Até que um dia chegou à cidade um homem muito valente
chamado Huck. Ele nunca perdia para os monstros, lutar
com monstros era a rotina dele.
Huck era um jovem destemido, um campeão e muito, mas
muito corajoso! Logo se entrelaçou mato adentro à caça do
maldito monstro que aterrorizava a cidade.
Autores: Gabriel A. B. Acosta – 10 anos – 4° ano
Geison T.B. Scapini – 10 anos – 4° ano
Professora: Luciane Scarton
Escola: EMEF 21 de Abril
Cidade: Garruchos
78
Quando de repente uma mulher apareceu na sua frente, seu
rosto brilhava tanto que Huck não podia vê-lo. A mulher
fez uma revelação a Huck. “Para você destruir o monstro,
deverá cortar seus chifres com a espada da coragem, mas
antes você deverá encontrá-la na caverna do monstro.
Tenha cuidado, o monstro é muito poderoso!”
Huck seguiu em direção à caverna em seu lindo e forte
cavalo negro. Ao avistar a caverna, pulou de seu cavalo
e já podia ouvir o som amedrontador de sua fúria. Certo
que Huck era mesmo um jovem de coragem inigualável
e jamais iria desistir. Logo avistou a espada que brilhava
como diamante, pegou e partiu pra cima do temido
monstro. Huck lutou tanto e antes do nascer do sol
cortou-lhe os dois chifres.
O monstro se transformou numa linda jovem que passou a
ser a guardiã da cidade. O Huck... Bom, ele se transformou
em um monstro, tão temido quanto a Surumba e dizem que
ele vive por aí, entranhado no meio do mato, esperando a
hora certa de atacar você.
79
A Lenda da Cobra-Boi
Que Gostava de Mamar
Quem conhece o Rio Paraíba sabe quantas riquezas vivem
em suas águas tortuosas, escuras, barrentas e misteriosas.
- Meu filho mama feito touro – dizia a mãe cheia de
lágrimas.
O rio guarda muitos peixes. Mas o rio tem muitos mistérios,
também tem cobras. E das grandes, cobra braba, serpente
inesperada.
O nenê minguava, minguava, minguava, já estava que nem
pele e osso.
Contam que principalmente quando anoitece, uma cobra
enfeitiçada costuma aparecer de vez em quando no meio do
Rio Paraíba.
É aparição. É bicho fantasma. É coisa de meter medo.
Falam que a bicha é enorme, grossa e muito comprida, mas
o que mais assusta é que esse minhocão danado tem cabeça
de boi, com chifre e tudo.
Há pescadores que juram de pé junto que viram essa cobra
chifruda, beiçuda e rabuda. E tudo é coisa do diabo.
80
Autores: Lara dos Santos da Silva – 11 anos – 5° ano
Cláudia Renata Ferreira – 12 anos – 5° ano
Professora: Sirlene Anchieta de Moura
Escola: EMEF Doutor Orlando Sparta de Souza
Cidade: Santo Ângelo
O certo é que ninguém tinha certeza. Uma vez, faz tempo,
uma moça e um moço recém-casados vieram morar ali
perto do rio.
Meses depois a moça teve filho. Dizem que o bebê nascera
forte, foi muito bem tratado, mas não demorou e o bebê
ficou só pele e osso.
Um dia uma velha que morava perto dali disse ao moço:
– Isso é coisa da danada da cobra – explicou com voz baixa.
– É coisa da serpente enfeitiçada do diabo. A serpente que
mora no rio – e mandou o rapaz não dormir à noite e ficar
escondido. O homem, que morria de medo de cobra, criou
coragem e ficou ali na janela esperando a cobra-boi vir.
Quando deu meia-noite, uma serpente imensa saiu do rio,
lisa e silenciosa, tirou o bebê do colo da mãe, colocou o
bebê no seu rabo e ficou mamando no peito da mãe.
Dizem que o pai ficou de butuca esperando. E a cobra
mamou, mamou, mamou. Quando deu 7:00 da manhã a
cobra foi embora arrotando.
Foi quando o moço chegou de surpresa e Bum!, matou a
cobra e acabou com o feitiço do diabo. Coitada da cobra.
81
Autores: Stephanie França Freitag – 10 anos – 4° ano
Ketlin Mello – 10 anos – 4° ano
Professora: Marta Giziane da Rocha França
Escola: EMEF Mário Pirotini Oliveira da Rosa
Cidade: Santo Ângelo
A Menina dos Olhos de Fogo
Era uma vez a Menina dos Olhos de Fogo, e você sabe por
que ela é chamada assim? É porque essa menina não pode
olhar para nada sem que a coisa que ela olhou pegue fogo.
Quando ela passa numa rua todo mundo entra para dentro
de casa e tranca tudo, tudo mesmo. Até os cachorros se
assustam. Um dia uma mulher estava passando na rua e
queria saber uma informação. Quando a menina olhou para
a mulher, tudo que estava em volta pegou fogo, e da mulher
nem o cadáver restou.
A menina, chorando, voltou para casa e perguntou para si
mesma: “Por que Deus me fez assim? Eu não posso olhar
para nada que isso acontece”. Ela não tinha mais família, ela
não tinha mais amigos, ela não tinha mais ninguém porque
todos se assustavam com a chegada dela.
A menina vivia sofrendo porque não tinha mais ninguém.
Foram anos e anos de sofrimento.
Ela já tinha destruído tudo naquela cidade. Matado quase
todas as pessoas dali e as que sobreviveram se mudaram de
cidade. Até que um dia ela tomou uma decisão, sabe qual
foi? Ela arrancou os seus olhos, colocou em uma bandeja e
se matou. Depois virou uma alma penada, e aparece para
pessoas ruins com as suas bandejas nas mãos.
82
83
O Galpão Assombrado
Era uma vez um peão que acreditava em um cavalo negro que já tinha
morrido. O cavalo ganhou o nome de Corcel Negro.
Porque esse cavalo, quando era vivo, era um cavalo de corrida. Mas
quando faltava uma volta para ganhar ele parou, e quando ele voltou
para casa o dono pegou uma faca e matou o cavalo. Depois transformou o
cavalo em mortadela.
E o espírito ficou assombrando o galpão.
O dono do cavalo quando ia tratar os outros cavalos ouvia barulhos,
relinchos e barulhos de casco troteando. E o homem teve uma ideia. Foi
até uma feiticeira e falou:
- Não aguento mais o fantasma do Corcel Negro atrás de mim.
E a feiticeira disse:
- Pegue uma ferradura e as medalhas do cavalo e enterre, e faça uma reza.
Autores: Luan Wesley da Silva – 10 anos – 5° ano
Alexandre Paulos Aires – 10 anos – 5° ano
Professora: Léia Aparecida Wailand Rei
Escola: EMEF Professora Mathilde Ribas Martins
Cidade: Santo Ângelo
84
O homem pegou a ferradura e as medalhas do cavalo, enterrou e
começou a rezar. No mesmo instante começou a chover. E a reza
começou assim: “Oh, Corcel, que um dia foi um grande corredor, me
desculpe pela facada”. E o homem chorou, e começou a sair aquele
temporal e saiu sol. Ele acreditou que o cavalo tinha sumido e nunca
mais matou outro animal.
85
O Buraquinho da Casa
Lá na Vila Harmonia, onde a Carol e a Camila moram, tinha uma mulher
que tinha medo de buracos. Em casa, tapava todos os buracos com papel,
panos, mas no assoalho tinha um buraquinho especial. Diziam que tinha
ouro embaixo de sua casa.
Então ela pediu para seu vizinho:
- Você pode tirar os assoalhos da casa?
- Sim, dona Zeni, eu arranco os assoalhos.
No outro dia, o homem foi na casa de dona Zeni. Quando começou a
arrancar o assoalho, ela disse:
- Tem buracos na casa! O que você fez?
- Eu não fiz nada, embaixo da sua casa tem um buraco muito grande.
Se você deixar cair coisas dentro desse buraco vai crescer mais ainda.
A mulher apavorada deixou a casa, saiu às pressas e não avisou o homem
que o buraco estava crescendo tanto que iria engolir a casa toda. Dizem
que ela nunca mais foi encontrada e que a casa ficou mal-assombrada.
86
Autores: Luan Wesley da Silva – 10 anos – 5° ano
Alexandre Paulos Aires – 10 anos – 5° ano
Professora: Léia Aparecida Wailand Rei
Escola: EMEF Professora Mathilde Ribas Martins
Cidade: São Luiz Gonzaga
87
Vou Te Pegar!
Era uma sexta-feira, noite
de lua cheia. Estava na minha casa no
bairro Gruta quando ouvi toc... toc... toc.... Pensei:
“Será que é meu vizinho, que é meio doidão?” Mas gritava “vou
te pegar... vou te pegar...”. Fiquei com medo e fui deitar com minha mãe. Corri para o quarto dela.
- Mamãe, que barulho é esse? Toc... toc... toc... Vou te pegar, vou te pegar...
Ela me contou a história do homem que cortava as árvores de facão.
- Então, meu filho, esse barulho pode ser ele.
- Mas cadê meu pai, mãe?
- Está trabalhando.
Senti sede e fui até a cozinha pegar um copo de água, quando escutei toc... toc... toc... vou te pegar,
vou te pegar... Escondi-me atrás do sofá e tremia igual vara verde. Escutei novamente toc... toc...
toc... vou te pegar, vou te pegar... Fiquei branco de medo e continuava ouvindo toc... toc... toc... vou
te pegar, vou te pegar... De repente:
- Volta aqui, Totó! Volta aqui, Totó! Traz a minha chave!
Comecei a rir, então entendi que o toc... toc... toc... era meu pai batendo na porta porque o cachorro
tinha pegado sua chave.
O pai, cansado, sem a chave, gritava “vou te pegar... vou te pegar...” para o cachorro. Fiquei quieto
e entendi que tudo não passou de um susto. Mas tive muito medo.
88
Autores: Vinicius Chaves Bataglin – 11 anos – 5° ano
Igor Gustavo Santos Machado – 12 anos – 5° ano
Professora: Lena Marli Escolar Sarmento
Escola: EMEF Professora Francisca Lencina
Cidade: São Luiz Gonzaga
89
A Bruxa Genoveva
Numa floresta muito escura e sinistra morava uma bruxa chamada
Genoveva. Sempre estava testando poções, feitiços e encantamentos
e também muitas armadilhas.
Um dia a bruxa ouviu de longe a voz de um menino que cantarolava
floresta adentro.
Autores: Bernardo S. Novaczinski – 9 anos – 4° ano
Tayná Kauãni Soares Goltz – 9 anos – 4° ano
Professora: Karina de Souza Zborowski
Escola: EMEF Professora Francisca Lencina
Cidade: São Luiz Gonzaga
90
A bruxa o prendeu para depois cozinhá-lo em seu caldeirão. O menino
implorou e chorou, mas de nada adiantou. Pensou: “preciso ter coragem, já
tenho 12 anos”, e foi pensando que começou a cantar:
- Oh, bruxinha bonitinha, da vassoura de capim...
A bruxa Genoveva, com raiva por haver intrusos em seu território,
escondeu-se rapidamente.
A bruxa irritadíssima, pois odiava elogios, desamarrou o menino para
cozinhá-lo. E mais que depressa, o menino mordeu sua perna. Desesperada,
a bruxa Genoveva gritava de dor e tropeçou, caindo dentro da caldeira
quente.
Quando o menino avistou a casa estranhou, mas logo a curiosidade tomou
conta. Encheu-se de coragem e valentia e entrou devagarinho na casa.
E o menino correu, correu, correu e correndo encontrou seus pais, que o
procuravam pela floresta.
O menino se arrepiou todinho de medo com o caldeirão borbulhante,
morcegos, sapos, aranhas e um gato negro olhando-o fixamente.
Gritou apavorado...
Enquanto os pais felizes retornavam para casa com seu menino, a bruxa
Genoveva, que havia conseguido sair do caldeirão, ardia, cheia de bolhas, e
resmungava:
- “Oh, bruxinha bonitinha...” Ah, se eu pego esse menino!
Com um toque de mágica, a bruxa Genoveva trancou portas, janelas
e deu aquela gargalhada: Ah, ah, ah, ah...
O pânico tomou conta do menino, que tentou fugir, em vão.
91
O projeto em números
ESTADO
CIDADE
Aquiraz
CE
RJ
RS
ESCOLAS
PROFESSORES
633
39
64
Caucaia
163
14
21
Fortaleza
304
16
47
Iguatu
36
5
9
São Gonçalo do Amarante
306
13
28
1442
87
169
Cachoeira Dourada GO
19
2
2
Goiânia
102
7
8
Itumbiara
57
7
12
Total GO
178
16
22
Cabo Frio
128
9
11
Macaé
63
11
14
Niterói
105
9
12
Petrópolis
456
39
62
São Gonçalo
207
18
25
Teresópolis
128
9
12
Total RJ
1087
95
136
Garruchos
10
3
5
Santo Ângelo
273
13
20
São Luiz Gonzaga
77
7
11
Total RS
360
23
36
Total
3067
221
363
Total CE
GO
N° DE PRODUÇÕES
Quem participou de
BÚ! Histórias de Medo
e Coragem
14.052 acessos ao site BÚ! Histórias de Medo e Coragem (de setembro de 2013 a março de 2014)
92
93
UF CIDADE ESCOLA CEC Manuel Assunção Pires
CEI Raimunda de Freitas Façanha
CEM Ferdinando Tansi
EMEF Aloísio Bernardo de Castro
EMEF Antônio de Brito Lima
EMEF Batoque
EMEF CEL Francisco Gomes Farias
EMEF Clarêncio Crisóstomo de Freitas
EMEF Dionísia Guerra
EMEF Francisca Monteiro da Silva
EMEF Francisco da Silva Sampaio
EMEF Guilherme Janja
EMEF Henrique Gonçalves da Justa Filho
EMEF Jarbas Passarinho
EMEF João Jaime Gadelha
EMEF João Pires Cardoso
CE
Aquiraz
EMEF Joaquim de Souza Tavares
EMEF José Almir da Silva
EMEF josé Câmara de Almeida
EMEF José Ferreira da Costa
EMEF José Isaac Saraiva da Cunha
EMEF José Raimundo da Costa
EMEF José Rodrigues Monteiro
EMEF Juscelino Kubitschek
EMEF Juvenal Pereira Façanha
EMEF Lagoa de Cima
EMEF Lagoa do Mato
EMEF Lais Sidrim Targino
EMEF Luiz Eduardo Studart Gomes
EMEF Maria Façanha de Sá
EMEF Maria Margarida Ramos Coelho
EMEF Maria Soares de Freitas
EMEF Padre Heribert Kloos
EMEF Plácido Castelo
EMEF Professora Carmelita de Oliveira
EMEF Raimundo Ramos da Costa
EMEF Rita Paula de Brito
94
EMEF Tia Alzira
NOME DO (A) PROFESSOR (A)
Maria Oliveira da Silva
Nanda Régis X. de Oliveira
Karla Rejane V. de Freitas
Maria Ivanilda Rodrigues da Costa
Maria José G. Dias Turíbio
Virginia Matos de Lima
Enédia Rita de Menezes
Benedita Andrea de Abreu
João da Silva Lima
Vânia Maria R. de Sousa
Paulo André Gois
Cosmo dos Santos Silva
Iris Pereira Lima
Ivelma Maria Bezerra Lima
Bárbara Maria Lopes
Luciene do Nascimento
Douglas Brito dos Santos
Francileide Barbosa Monte
Rosely Batista de Almeida
Eliziene G. da Silva
Ysla Cássia A. Sales
Larissa Nobre Moreira
Sônia Werlane Damasceno
Silvia Adriana Sousa de Oliveira
Adriana de Fátima L. Vasconcelos
Paula Andréa Ferreira
Ana Cristina Marques
Maria Virgílio
Lucinio Peres Cavalcante
Rogélia Barbosa Felito
Maria Rejane Sousa Silva
Elisangela Oliveira
Jamylli Gomes
Vera Lúcia F. de Abreu
Eliane Tavares Rodrigues
Claudete Queiroz Santos
Francisca Célia Ramos
Maria da Conceição
Marciana Rocha da Silva
Francisco Cláudio Santiago
Joabes Nunes de Melo
Elenir Rodrigues Pimenta
Marcélya Câmara Gomes
Zulenice da Silva
Maria Amélia Matias da Silva
Idalina Zeta T. Cruz
Lorena Gomes de Oliveira
Daniele Araújo Ribeiro
Tâmara Muniz Campos
Maria Tânia R. Cavalcante
Ozélia Cesártio Crisóstomo
Maria Evenilta Costa Falcão
Elizângela Costa de Araujo
Maria Imeuda dos S. Costa
Maria Luiza Ferreira da Silva
Kassandra Assef e Maria Sampaio
Sônia de Alencar
Antônio e Ana Claudia
Maria do Socorro D. de Oliveira
Nelta Moisés
Carlos André B. da Silva
Marília Gabriela
UF CIDADE Aquiraz
ESCOLA EMEF Vindina Assunção de Aquino
EDEIEF Abá Tapeba
EEIEF César Nildo Gondim Pamplona
EEIEF Domingos Abreu Brasileiro
EEIEF Doze de Outubro
Caucaia
EEIEF Estevam Matias de Paula
EEIEF Fausto Dário Sales
EEIEF Iná Arruda
EEIEF João Cordeiro de Miranda
EEIEF Luiz de Gonzaga Fonseca Mota
EEIEF Luiza Morães Correia Távora
EEIEF Nely Caúla de Carvalho
EEIEF Santa Joana Darc
EEIEF São Sebastião
EEIEF Tiradentes
EM Alaíde Augusto de Oliveira
EM Conceição Mourão
EM Demócrito Dummar
CE
EM Doutor Sérvulo Mendes Barroso
EM Henriqueta Galeno
EM Herbert de Sousa
EM Joaquim Alves
EM João Paulo II
Fortaleza
EM Noelzinda Sátiro Santiago
EM Padre Antônio Monteiro da Cruz
EM Professor Américo Barreira
EM Rachel Viana Martins
EM Santa Isabel
EM Santos Dumont
NOME DO (A) PROFESSOR (A)
Marciano Vieira de Araújo
Vanessa Maria C. Azevedo
Deborah Kelly F. P. Veras
Daniela de Santana Teixeira Lino
Rozeli Marques Soares
Ana Cristina de S. Gondim
Rosa Maria de Souza Santos
Maria Elizabeth
Rusoalpe Medeiros
Elizabeth Almeida de Carvalho
Roberta Mesquita
Maria Selma M. Cavalcante
Maria de Lourdes
Érica Nascimento
Elizabeth Almeida de Carvalho
Rosiane Belém de Bina
Gildo Pessoa de Araújo
Weber Sampaio Souza
Francisca Cipriano
Waleska da Silva
Alessandra Dória de Lima
Tarciana V. de Almeida
Helena Mariano
Cristiane Viana de Freitas
Maria Jucileide B. de Sousa
Ocezina C. Bezerra
Ingrid Geovanna do Nascimento Costa
Maria Elenice da Silva
Maria Socorro Catunda de Mesquita
Yaysnaya dis Santos Bernardo
João Teles de Aguiar
Cristina Maria Alves
Maria Edileuda Freitas
Edilma Menezes da Silva
Gerluce Abreu N. Ferreira
Kenya de Sousa Lobo
Elaine Nunes da Silva
Maria de Jesus da Silva
Viviane Rodrigues
Adilsa Luíza A. da Silva
Idinéia P. da Silva
Izabel M. S. de Sousa
Laura Maria C. P. Nascimento
Alessa L. do Nascimento
Katia Emanoela S. Mota
Rozenilce Maria de Oliveira
João Teles de Aguiar
Ana Paula de Almeida
Fábia de O. M. Lima
Luciana Silva Lima
Suzana Pereira Viana
Iolanda de Abreu Pereira
Terezinha Henrique Viana
Ana Cleide Silva Alves
Celiane Maria Moreira da Costa
Elane Saraiva Rodrigues
Francisca Evinelle T. Damasceno
Hayanara Ezequiel
Joana Darc Fernandes de Souza
Maria Solange Marques
Silvana Bezerra de Morais
Virginia Mª L. de Oliveira
Suely Souza
95
UF CIDADE ESCOLA EM Ulisses Guimarães
Fortaleza
EMEIF Murilo Aguiar
CAIC Francisco das Graças Alves Berto
Iguatu
EEF Cartola Távora
EEF Elze Lima Verde Montenegro
EEF Marta Maria Sobreira
EEF Onélia Pereira de Lavor
EEB Professora Alba Herculano Araújo
EEF Dona Filomena Martins
CE
EEF Euclides Pereira Gomes
EEF Governador Tasso Jereissati
São Gonçalo do Amarante
EEF João Pinto Magalhães
EEF Joaquim Pacheco de Menezes
EEF José Pereira Barros
EEF Leonice Alcântara Brasileiro
EEF Porfírio de Araújo
EM Almirante Alfredo Carlos Soares Dutra
EM Pastor Alverto Goulart da Silva
EM Professora Zulmira Mathias Netto Ribeiro
Aparecida de Goiânia
Cachoeira Dourada GO
Goiânia
GO
EM São Cristóvão
Escola Rotary Oeste
EM Instituto Novo Goiás
EM Bom Jesus
EM Benedito Soares de Castro
EM Bernardo Élis
EM Doutor Nicanor de Assis Albernaz
EM Jardim Atlântico
EM Professor Moacir Monclar Brandão
EM Zevera Andrea Vecci
CE Doutor José Feliciano Ferreira
Itumbiara
EM Dona Venância Magalhães Cotrim
EM Floriano de Carvalho
EM Oscar Domingos da Costa
96
NOME DO (A) PROFESSOR (A)
Marcus Roberto Damasceno Maia
Patrícia
Dilzimar Vieira
Glassylene Ramos
Irandilma Maria Bezerra de Oliveira
Lúcia Magalhães Dias
Regina Lúcia Carneiro
Cosma Rolin Matos
José C. de Araújo
Maria Iva B. de Carvalho
Pedrina Pinheiro
Tereza. Araújo
Francisca Eridam Fernandes Pinto
Angela Lemos
Cosma Rolin Matos
Jose Clenilton de Araujo
Maria do Socorro O. de Goes
Michele de S. Florindo
Artemizia M. Bezerra
Raimunda Claudênia
Anne Karoline Bezerra
Antônia da Silva Lopes
Eveline de S. Noronha
Lidiane Costa Moura
Marli B. M. da Silva
Sonia Maria Rocha R. Silva
Angela Cassia M. Oliveira
Maria Conceição M. Martins
Maria Fabíola L. Duarte
Josinelma da Silva
Antonia Silvania B. P. Spinosa
Luiza Cristina Nascimento Silva
Ana Claudia Sales Rocha
Maria Eliene F. de Almeida
Joana D’Arc G. B. Cruz
Roberta José M. Viana
Aparecida Maria de Lira
Carmem Lúcia
Débora
Leidimar
Vanessa Rodrigues Galvão
Maria Helena Brasil Lombello
Renata Thaís Torres da Silva
Sandra Serieiro Alberto Pinho
Jakeline Pereira Nunes
Eliane S. Oliveira
Itamária Maria da Silva
Silvana Helmer
Elaine de Sousa Lisboa
Ivani Francisca Galvão
Macimeire Soares dos Santos
Rosângela Maria de Oliveira Maia
Irismar Ribeiro
Rita Nunes
Lindalva C. Ribeiro
Edna Alves Ferreira
Maria Fátima Santos
Mônica Pinheiro Pereira Oliveira
Nayara Ramos Mendes Batista
Angela M. Guimarães
Mariana Ap. da Silva
UF CIDADE ESCOLA EM Peixoto da Silveira
GO
Itumbiara
Cabo Frio
EM Tempo Integral Antônio Luiz Alves Pequeno
EM Tempo Integral Juca Andrade
EM Peró
EM Professor Achiles Almeida Barreto
EM Professor Oswaldo Santa Rosa
EM Professor Zélio Jotha
EM Professora Cilea Maria Barreto
EM Professora Lucélea Rodrigues da Costa
EM Professora Marília Plaisant
EM Professora Patrícia Azevedo de Almeida
EM Santos Anjos Custódios
CM Tarcísio Paes de Figueiredo
EEM Fantina de Mello
EEM Fazenda Santa Maria
EEM Jacyra Tavares Durval
EM Professora Eda Moreira Daflon
EM Dolores Garcia Rodriguez
Macaé
EM Joaquim Breves
EM Joffre Frossard
EM Lions
EM Maria Augusta de Aguiar Franco
EM Onilda Maria da Costa
RJ EM Doutor Alberto Francisco Torres
EM Ernani Moreira Franco
EM Felisberto de Carvalho
EM Padre Leonel Franca
Niterói
EM Paulo Freire
EM Professor André Trouche
EM Professor Antônio Álvares Parada
EM Sitio do Ipê
EM Vera Lúcia Machado
ASVP Colégio Santa Isabel
ED de Nossa Senhora do Amparo
EM Amélia Antunes Rabello
EM Américo Fernandes Ribeiro
EM Augusto Pugnaloni
Petrópolis
EM Carlos Canedo
EM Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra
EM Doutor Rubens de Castro Bomtempo
EM Duque de Caxias
EM Felix Wan Erven de Barros
NOME DO (A) PROFESSOR (A)
Carolina A. Ferrada
Carolina C. Matus
Cirlene Ap. Souza
Marli Dantas da Silva
Edna A. Ferreira
Rossana dos Santos
Marly Solano
Flávia Rodrigues Lemos Honório
Silvana Muniz Xavier
Patrícia Rodrigues
Thayssa Genero
Fabiana Fernandes
Ana Paula Batista
Nathália Caroline
Tatiana Rosa Santana de Carvalho
Raquel da C. Peixoto
Laureci L. Augusto
Elaine de Oliveira da Fonseca Alves
Adriane da Silva Lima
Aricelma Belo de Souza
Rita de Cassia Magaldi Gonçalves
Rogéria Maria Gomes
Ana Claudia Batista
Renata Costa
Rejane Patrícia de Oliveira
Fabrine Almeida Medeiros Rodrigues
Lívia Schueler
Odineá Junior Melo
Isis P. Pinto
Luciana Menezes
Cintia Pereira
Jacqueline Mary
Maria do Carmo Souza
Márien Alves da Costa
Ana Lúcia Bernardino
Janaina Neves
Marli de Souza Dias
Patrícia Ferreira Yamamoto
Tatiana Pereira Gomes
Raquel Viana de Souza Moreira
Alexandra Vidante
Marcia Magalhães Rodrigues Coelho
Maria Cristina Vieira
Alessandra Nunes da Cruz
Claudia Regina Honorato
Maria Cecília Peres
Regina Duarte de Lima
Carla Bruno Motta Pavão
Eliane de Medeiros
Bruna N. R. Costa
Elis Aparecida Pinheiro
Alexandra Vila da Silva Oliveira
Amanda de Oliveira Vieira
Ana Lucia Valle
Vera Rita Francelino Ribeiro
Andréa de Oliveira
Alexandra Aparecida Bulhões Branco
97
UF CIDADE ESCOLA EM General Heitor Borges
EM Geraldo Ventura Dias
EM Governador Marcello Alencar
EM Hildebrando de Carvalho
EM João Kopke
EM Leonardo Boff
EM Luiz Carlos Soares
EM Moysés Furtado Bravo
EM Odette Fonseca
EM Oswaldo Cruz
EM Oswaldo da Costa Frias
EM Professor Joaquim Deister
EM Professor Prado
EM Professora Jandira Peixoto Bordignon
EM Salvador Kling
Petrópolis
EM Santa Terezinha
EM Sérgio Ribeiro Rocha
EM Soroptimista
Escola Nossa Senhora de Fátima
Escola Paroquial Nossa Senhora da Glória
RJ
Escola Paroquial Santa Bernadete
Escola Paroquial São Pio X
Escola Santa Luiza de Marillac
Escola Santa Maria Goretti
Escola Santa Rita de Cássia
Escola São Cristóvão
Escola São Geraldo
Escola São José do Caetitu
Escola São Judas Tadeu
CIEP Brizolão 125 Professor Paulo Roberto Macedo do Amaral Municipalizado
CM Amaral Peixoto
São Gonçalo
EEM Coronel Amarante
EEM Guaxindiba
EM Alfredo de Freitas Dias Gomes
EM Darcy Ribeiro
EM Deputado José Carlos Brandão
EM Doutor Armando Leão Ferreira
EM Duque Estrada
EM Elpídio dos Santos
98
NOME DO (A) PROFESSOR (A)
Merieli A.B.M. da Silva
Ana Paula M. Carvalho
Patrícia G. Rodrigues
Sirlene de Souza Lopes
Waldecir Pereira
Marlene Pereira Santos
Lidiane Maria Fogel
Rafaela S. Ferreira
Leila Cristina Pinto
Rosane Loçasso
Regina Lúcia da Silva
Isabel Cristina M. Costa
Marcela Cardozo Machado
Carla Ferreira Teixeira
Janaina Leite da Silva
Adriane G. Loureiro
Eliana de Souza Araújo
Juliana Soares Sampaio
Marcia S. T. de Lima
Glicia Mendes Pereira
Marcela Cardozo Machado
Sheila Ferreira Gonçalves
Elizabete Peres
Lenir M. Loth Costa
Gisele de Castro
Rosemere Mussel
Eliana de Souza Araújo
Marianna de Barcelos Varella
Cíntia Barbosa de Oliveira
Carla Verônica de Moura Alves
Maria Cristina E. G. Ribeiro
Sonia de Fátima Silva
Renata Gorges Leandro Coutinho
Maria Isabel M. Mota
Raquel S. B. Pisco
Suzana de Sá Klôh
Tânia Maria Cabral Lopes
Nádia Maria Gonçalves
Alexandra V. de Oliveira
Lúcia Helena F. Pessoa
Monique L. Bernardo Valle
Rosemere M. Annecchini
Paula Moreira da Rocha
Rogéria Ap. M. Pinheiro
Juliana Souza de Carvalho
Maria Regina da Silva
Sandra Faria da Costa
Patrícia Gabriela Magdala
Ana Cleide do E. Oliveira
Claudia Alves
Daniella Barbosa
Angela Rodrigues
Valéria Claudia
Marta Cavalcanti da Silva
Crisalina Neves
Soraya Maria
Rose Mary Castro
Ana Claudia Perni
Sueli Paulo Carvalho Gomes
UF CIDADE ESCOLA EM Florisbela Maria Nunes Haase
EM Luiz Gonzaga
EM Nossa Senhora da Boa Esperança
EM Pastor Haroldo Gomes
São Gonçalo
EM Professor Paulo Roberto Azeredo
EM Professora Aurelina Dias Cavalcanti
EM Professora Margarida Rosa M. Galvão
EM Santa Luzia
Centro Pedagógico Rocha Falcão
EM Estolino Peixoto da Rocha
RJ
EM Hermínia Josetti
Teresópolis
EM José Alves Ferreira
EM Maço Lino Oroña Lema
EM Paulo Freire
EM Professor Paes de Barros
EM Rui Barbosa
EM Vera Maria Vianna Pedrosa
EMEF José Rodrigues
Garruchos
EMEF Pedro Nunes de Oliveira
EMEF Vinte e Um de Abril
EMEF Antônio Manoel
EMEF Coronel Eurico de Morais
EMEF Doutor Orlando Sparta de Souza
EMEF Doutor Ulisses Rodrigues
Santo Ângelo
EMEF José Alcebíades de Oliveira
EMEF Liberato Salzano Vieira da Cunha
EMEF Marcelino José Bento Champagnat
EMEF Margarida Pardelhas
EMEF Mario Piratini Oliveira da Rosa
RS
EMEF Nossa Senhora dos Navegantes
EMEF Professora Mathilde Ribas Martins
EMEF Sagrada Família
EMEF Sargento Pedro Krinski
EMEF Boa Esperança
EMEF Coração de Jesus
NOME DO (A) PROFESSOR (A)
Cristiane dos Santos
Karla G. da Silva
Márcia Figueredo Barros Silva
Lilia de F. Ribeiro
Marta Lúcia Soares
Sonia de Oliveira
Elaine de Oliveira Batistone Lima
Flavia Dias dos Santos
Maria Regina
Maria Regina Souza de Paula
Carine da Conceição
Marli de Souza Dias
Elizangela Bruski de Jesus
Denise dos Santos
Leonardo de Oliveira
Cristina Mosqueira Rocha
Kátia Borges Rego
Katia de Almeida
Fernanda Ely Fonseca
Ana Paula Ferreira
Ana Paula Ferreira Luiz Miranda
Cristina Mosqueira Rocha
Marcia Sampaio
Juliana de Souza
Vanda Filomena
Jociéli de Oliveira
Deise Francieli Moraes
Mara Sonia da Rosa
Ana Maria da Silva Gazana
Luciane Scarton
Roseli Rodrigues da Silva
Cíntia Grzywinski
Veronica Lucia Maciel
Marcia Simone Colpo
Sirlene Anchieta de Moura
Daiane Tartari
Denise de Fátima
Marlei da Silva
Sandra Marli
Carla Adriane Franco
Leticia Trindade de Carvalho
Marcia Sloma Fernandes
Eliane Fátima
Marta Giziane da Rocha França
Eugenis Jaskulski Krebs
Léia Aparecida Wailand Rei
Márcia Bella Silva
Juliane de Fátima
Maria Dalila Oliveira
Cerise Ribas Oliveira
Ereni Role Melo
Mariza Amaral
Maribel Lobo de Melo
Beatriz Pacheco
EMEF Ernestina A. Langsch
São Luiz Gonzaga
EMEF Padre Augusto
EMEF Professora Francisca Lencina
EMEF Santa Rita de Cássia
EMEF União
Denise Figueiredo
Geisa Waleski
Helena Fabricio Trindade
Karina de Souza Zborowski
Lena Marli Escolar Sarmento
Neusa Maria Hoff
Marta Machado
99
Créditos
Agradecimentos
Lei de Incentivo à Cultura – PRONAC 129106
patrocínio
Patrocínio: Endesa Brasil: Ampla, Coelce, Endesa Cachoeira,
materiais didáticos e site
Criação e redação de conteúdo: Fabiana Marchezi, Lilian Ana
Endesa Cien e Endesa Fortaleza
Petillo Faversani e Kiara Terra
Coordenação: Endesa Brasil – Ana Paula Caporal e Joice Portella
Criação das histórias: Kiara Terra
Ilustrações: Aurora Orlandi
equipe la fabbrica
Diretora de projetos: Fabiana Marchezi
Diretor administrativo: Mauro Mantica
Relacionamento institucional: Elaine Marin
Coordenação geral: Rita Kerder
Assistente de coordenação: Luciana Cunha
Design gráfico: Bárbara Scodelario
Central de Relacionamento: Thais Rigolon
Projeto gráfico e diagramação: Bárbara Scodelario
Assistentes de diagramação: Júlia Vargas e Júlia Carvalho
Desenvolvimento de marca e blog: Paulo Henrique Martins
Conteúdo do site e revisão: Caroline Mazzonetto
dvd – uma conversa sobre
o medo e a infância
Produção e gravação: Estúdio Zut
Controladoria: Edson Gonçalves
Depoimentos: Ana Paula Giraldes Belotti, Andrea Maia Assali,
Assistente de Controladoria: Vanessa Correa
Deborah Meniuk, Lilian Ana Petillo Faversani
À comissão julgadora: Julia Alves, Ivone Ávila, Alex Tomilin, Solange
Battirola, Eida Maria Teixeira, Joice Portella, Débora Pinho, Sandra Lima,
Fernanda Frambach, Rogéria Maria Gomes Martins, Stanley Siqueira
Pratti, Ana Carolina Santos Gomes, Alan de Sousa e Silva, João Batista
Garcez, Roger Ferreira Suruagy, Julia Barros, Mara Monteiro, Flamsteed
Flamarion Machado Rodrigues, Emanuelle Oliveira, Osiel Gomes.
Ao Ministério da Cultura.
Às Secretarias de Educação de Fortaleza (CE), Caucaia (CE), São Gonçalo
de Amarante (CE), Aquiraz (CE) e Iguatu (CE); Cachoeira Dourada de
Goiás (GO), Goiânia (GO) e Itumbiara (GO); Cachoeira Dourada de
Minas Gerais (MG) e Capinópolis (MG); Niterói (RJ), São Gonçalo (RJ),
Petrópolis (RJ), Cabo Frio (RJ), Macaé (RJ) e Teresópolis (RJ);
Garruchos (RS), São Luiz Gonzaga (RS) e Santo Ângelo (RS).
A todos professores e alunos que participaram do projeto.
Código ISBN: 978-85-64439-17-7
livro das crianças
Texto de abertura: Andréa Maia Assali, Deborah Meniuk
e Paula Giraldes Belotti
Ilustrações: Aurora Orlandi
Idealização e coordenação geral:
La Fabbrica Comunicação e Marketing
Projeto gráfico: Paulo Henrique Martins
Impressão: Pancrom
100
101
Patrocínio
Realização

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