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ISSN 2178-5781
Ano XIII | 228 | Maio 2014
Plano Safra
Governo federal
anuncia Plano Agrícola
e Pecuário 2014/15
PIB
Municípios mais
representativos do
Agronegócio recebem
prêmio em manhã de
homenagens
O bom filho à
casa torna
A história de quem decidiu se capacitar,
voltar para casa e viver no campo
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O AMOR PELO CAMPO
CAMPO
A revista Campo é uma publicação da Federação da
Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) e do Serviço Nacional
de Aprendizagem Rural (SENAR Goiás), produzida pela
Gerência de Comunicação Integrada do Sistema FAEG/SENAR,
O amor pelo campo
com distribuição gratuita aos seus associados. Os artigos
assinados são de responsabilidade de seus autores.
CONSELHO EDITORIAL
Bartolomeu Braz Pereira, Claudinei Rigonatto
e Eurípedes Bassamurfo.
Editora: Catherine Moraes (0002885/GO)
Reportagem: Catherine Moraes e Michelle Rabelo
Fotografia: Larissa Melo, Mendel Cortizo
e Fredox Carvalho
Revisão: Catherine Moraes
Diagramação: Rowan Marketing
Impressão: Gráfica Amazonas Tiragem: 12.500
Comercial: (62) 3096-2123
[email protected]
DIRETORIA FAEG
Presidente: José Mário Schreiner
Vice-presidentes: Leonardo Ribeiro, Antônio Flávio Camilo
de Lima.
Vice-presidentes Institucionais: Bartolomeu Braz Pereira,
Wanderley Rodrigues de Siqueira.
Vice-presidentes Administrativos: Eurípedes Bassamurfo da
Costa, Nelcy Palhares Ribeiro de Góis.
Suplentes: Flávio Augusto Negrão de Moraes, Flávio Faedo,
Vanderlan Moura, Ricardo Assis Peres, Adelcir Ferreira da
Silva, José Vitor Caixeta Ramo, Wagner Marchesi.
Conselho Fiscal: Rômulo Pereira da Costa, Estrogildo Ferreira
dos Anjos, Eduardo de Souza Iwasse, Hélio dos Remédios dos
Santos, José Carlos de Oliveira.
Suplentes: Joaquim Vilela de Moraes, Dermison Ferreira da
Silva, Oswaldo Augusto Curado Fleury Filho, Joaquim Saeta
Filho, Henrique Marques de Almeida.
Delegados Representantes: Walter Vieira de Rezende, Alécio
Maróstica.
Suplentes: Antônio Roque da Silva Prates Filho, Vilmar
Rodrigues da Rocha.
CONSELHO ADMINISTRATIVO SENAR
Presidente: José Mário Schreiner
No meu tempo de jovem havia faculdade em poucos lugares e para pessoas mais pobres, o ensino superior era quase inalcançável. Hoje, além de
toda a facilidade em estudar, seja pela diminuição das fronteiras ou pelas
facilidades de pagamento, financiamentos ou até gratuidade, a realidade é
outra. É satisfatório ver, por exemplo, o Pronatec formar, em pouco mais
de dois anos, mais de 10 mil jovens e adultos apenas em Goiás. E mais que
isso, bom é saber que muitos escolhem permanecer no campo.
O conhecimento não gera apenas uma renda maior, gera qualidade de
vida. Isto porque, é a partir do estudo, da formação profissional que os
produtores, independente da idade, enxergam as propriedades não mais
como um trabalho somente, mas como uma empresa. É para esta visão de
empreendedorismo que caminhamos e, com ela, alcançaremos voos mais
altos.
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) já disponibiliza o curso
superior em tecnologia do agronegócio e o Ensino à Distância (EAD) do
Senar já qualificou mais de 54 mil pessoas em todo o país, desde 2010,
quando foi criado. Os objetivos: suprir a falta de mão de obra no campo e
reverter o êxodo rural.
Nesta edição da Revista Campo, Bruno, Paulo e Joaquim representam
alguns de nossos inúmeros produtores que acreditaram na formação e não
desistiram da vida no campo. Este é o nosso objetivo, nossa meta e a
alegria de ouvir cada depoimento enche nosso coração de alegria. Aos técnicos, instrutores, professores, mobilizadores e a cada um que torna isso
possível, os agradecimentos da Faeg e do Senar. Ouvir essas histórias nos
faz acreditar que estamos no caminho certo!
Titulares: Daniel Klüppel Carrara, Alair Luiz dos Santos, Osvaldo
Moreira Guimarães e Tiago Freitas de Mendonça.
Suplentes: Bartolomeu Braz Pereira, Silvano José da Silva,
Eleandro Borges da Silva, Bruno Heuser Higino da Costa e Tiago
de Castro Raynaud de Faria.
Larissa Melo
Conselho Fiscal: Maria das Graças Borges Silva, Elson Freitas e
Sandra Maria Pereira do Carmo.
Suplentes: Rômulo Divino Gonzaga de Menezes, Marco Antônio
do Nascimento Guerra e Sandra Alves Lemes.
Conselho Consultivo: Arno Bruno Weis, Alcido Elenor Wander,
Arquivaldo Bites Leão Leite, Juarez Patrício de Oliveira Júnior,
José Manoel Caixeta Haun e Glauce Mônica Vilela Souza.
Suplentes: Cacildo Alves da Silva, Michela Okada Chaves, Luzia
Carolina de Souza, Robson Maia Geraldin, Antônio Sêneca do
Nascimento e Marcelo Borges Amorim.
Superintendente: Eurípedes Bassamurfo Costa
FAEG - SENAR
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José Mário Schreiner
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Divulgação Sebrae
Larissa Melo
PAINEL CENTRAL
Prosa
O artesanato de Lagoa do Bauzinho
que encanta todo o estado
Empreendedorismo
dentro e fora da porteira
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Sete mulheres que se uniram para complementar a renda
familiar, hoje vivem uma história de amor com o artesanato
O bom filho à casa torna
8
22
Presidente do Conselho
Deliberativo do Sebrae Goiás,
Marcelo Baiocchi fala sobre a
importância de o setor rural
analisar as propriedades como
empresas
Larissa Melo
A história de quem decidiu se capacitar, voltar para casa e viver
no campo. Primeiro passo foi a busca por qualificação
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Fredox Carvalho
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Dia de Campo
Luiz José Machado abre as portas de sua
propriedade, em Itarumã, e mostra como o
programa Balde Cheio mudou sua vida
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Máquinas agrícolas
Medida publicada no Diário Oficial determina
que tratores e veículos agrícolas tenham registro,
licenciamento e emplacamento
18
Plano Safra
Com aumento em relação ano passado, governo
federal anuncia Plano Agrícola e Pecuário 2014/15.
Para Faeg, novo texto é tímido e conservador
PIB
28
Maiores municípios do PIB goiano e os mais
representativos do Agronegócio em Goiás recebem
prêmio em manhã de homenagens
Agenda Rural
06
Fique Sabendo
07
Delícias do Campo
33
Treinamentos e cursos
do Senar
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Campo Aberto
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A Exposição Agropecuária da capacitação 14
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Larissa Melo
Larissa Melo
ISSN 2178-5781
Stands foram montados no Parque para apresentarem o trabalho feito pela Faeg e pelo
Senar Goiás junto ao homem do campo
Plano Safra
Governo federal
anuncia Plano Agrícola
e Pecuário 2014/15
PIB
Municípios mais
representativos do
Agronegócio recebem
prêmio em manhã de
homenagens
O bom filho à
casa torna
A história de quem decidiu se capacitar,
voltar para casa e viver no campo
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Bruno Thiago,
de Acreúna, se
profissionalizou e agora
volta para o campo
Foto: Larissa Melo
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AGENDA RURAL
5º DIA DE CAMPO
GOIÁS MAIS LEITE
Palestras:
• Recria de Novilhas
• Índices Zootécnicos, Econômicos e Financeiros da Unidade Demonstrativa
• Fortalecimento da Atividade Leiteira em Goiás
Data: 24/05 Hora: 8h
Local: Fazenda Nossa Senhora Aparecida - Portelândia
Informações: (62) 3096-2200
16/05
31/05
Exposição Agropecuária de Goiânia
Data: 16 a 31/05
Local: Parque de Exposição Agropecuária Dr. Pedro
Ludovico - Rua 250 s/n - Setor Nova Vila - Goiânia
Informações: 3269-6800
Campo Saúde em Caldas Novas
Hora: 8h
Local: Rua B/8 Q. 18 S/N - Parque das Brisas, Caldas Novas
Informações: (62) 3096-2200
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FIQUE SABENDO
REGISTRO
ARMAZÉM
Larissa Melo
Divulgação
Faeg doa 19 mil doses de vacina
contra febre aftosa
Gestão Ambiental na
Agropecuária
A segunda edição do livro Gestão Ambiental na Agropecuária,
publicada pela Embrapa, discute
como o produtor rural pode produzir de maneira economicamente
viável e ambientalmente correta.
Na publicação, especialistas falar
sobre o gerenciamento ambiental,
que pode ser realizado por meio de
conhecimentos, práticas e tecnologias. Em busca de oferecer uma
referência brasileira relacionada à
gestão ambiental na agropecuária,
o livro foi desenvolvido em parceria
entre a Embrapa Pecuária Sudeste,
a Embrapa Uva e Vinho e a Empraba Informação Tecnológica. Exemplares podem ser adquiridos pela
página www.embrapa.br/livraria
ou pelo telefone (61) 3448-4236.
A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) realizou a doação
de 19 mil doses da vacina contra a febre
aftosa no dia 30 de abril. O material foi
entregue durante o lançamento da 1ª
Etapa Anual da Campanha de Vacinação dos rebanhos bovino e bubalino.
A doação foi feita à Agência Goiana
de Defesa Agropecuária (Agrodefesa)
e será repassada às comunidades carentes, entidades e instituições de assistência social e de pesquisa.
Para o presidente da Faeg, José
Mário Schreiner, a doação é necessária para que produtores de todo o
Estado tenham tranquilidade e um
rebanho protegido. “Há duas semanas conseguimos garantir mais
R$100 milhões do orçamento geral
da União para o setor agropecuária e
isso prova que a cada dia, com muito
trabalho e dedicação, conquistamos
um espaço maior no cenário econômico”, destacou José Mário.
PESQUISA
Pesquisa mapeia o genoma citrus
www.senargo.org.br
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O Brasil integrou a pesquisa por
meio de trabalhos de estudiosos da
Embrapa e do Instituto de Campinas
(IAC). Foram analisadas e comparadas a sequência de genoma de dez
diferentes tipos de citros, tais como
laranjas doces e azedas, tangerinas e
toranjas. A partir de agora, pesquisadores poderão utilizar ferramentas e
um extenso banco de dados de informações genéricas e genômicas para desenvolver trabalhos de melhoramento
com maior segurança.
Espera-se
ainda
que a pesquisa proporcione o desenvol-
vimento de materiais mais resistentes a mudanças ambientais, pragas
e doenças. Além disso, o estudo
instiga o desenvolvimento de novas
etapas de pesquisa, onde devem ser
realizadas análises que devem explicar a diferença de genomas entre
espécies diferentes, tais como laranja doce e tangerinas.
Shutter
Pesquisadores do Brasil, Estados
Unidos, França, Itália e Espanha se
uniram, desde 2009, num trabalho
que este ano resultou no sequenciamento do genoma citros. Os estudos foram empreendidos para
proporcionar o desenvolvimento de
estratégias para o melhoramento
das espécies frutíferas com vistas
a desenvolver resistência a doenças, como o huanglongbing (HLB).
A doença bacteriana infecciosa tem
atingido pomares em São Paulo e
na Flórida, consideradas as regiões
produtoras de citros mais importante do mundo, e comprometido as
atividades do setor.
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Divulgação Sebrae
PROSA RURAL
Marcelo Baiocchi
é advogado, empresário, Presidente do Conselho
Deliberativo Estadual do Sebrae em Goiás e
Primeiro Vice-Presidente da Fecomercio Goiás
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P
residente do
Conselho
Deliberativo do
Sebrae Goiás e Primeiro
Vice-Presidente da
Fecomercio , Marcelo
Baiocchi é o nosso
entrevistado da Prosa Rural
de maio. Nesta edição, e
ele fala sobre a importância
de o setor rural analisar
as propriedades como
empresas e exercer, de fato,
o empreendedorismo. Em
forte parceria com a Faeg
e com o Senar Goiás, ele
ressalta a importância de
atuarmos juntamente com
o Sebrae e lista os gargalos
do setor produtivo.
Revista Campo: O Sebrae é hoje
o principal parceiro da Faeg e do
Senar Goiás. Entre os projetos, Negócio Certo Rural (NCR), Programa
Empreendedor Rural (PER). Qual a
importância dos produtores analisarem hoje o campo como uma empresa de fato?
Marcelo Baiocchi: Oportunamente, agradeço pelo espaço e
reforço a parceria sempre profícua
do Sebrae Goiás com a Faeg e o
Senar, pela sua representatividade
no segmento rural e parabenizo
pela condução dinâmica e arrojada
das duas instituições, que vem se
modernizando a olhos vistos, para
atender de pronto e acompanhar
o homem do campo em sua lida
diária. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas) é uma entidade privada
e de interesse público, que apoia a
abertura e expansão dos pequenos
negócios no campo e na cidade e
transforma a vida de milhões de
pessoas por meio do empreendedorismo. Entendemos que, atualmente, o empreendedorismo é
um estilo de vida. Cada empreendedor tem a sua dinâmica de
gestão empresarial, mas o Sebrae
sempre mostra caminhos e cenários em que eles podem se tornar
cada dia mais competitivos. Dentro
deste cenário é que as ações conjuntas entre Sebrae/Sistema Faeg/
Senar, que são nossos principais
A Copa 2014
que acontece
com as obras
inacabadas
será a imagem
de um país
que administra
mal os seus
recursos
parceiros, encontram ressonância
e chegam ao homem do campo. O
Sebrae tem atuado fortemente no
agronegócio e no desenvolvimento
rural. Entendemos que não somente os produtores rurais, mas todo
negócio estabelecido precisa se
profissionalizar e ser administrado
como uma empresa de fato e de direito. O agronegócio tem se tornado cada vez mais eficaz e eficiente,
apresentando resultados extremamente significativos na nossa
economia. Desta feita, analisamos
que somente aqueles produtores
rurais que aprimorar a sua gestão
dentro e fora da porteira é que vão
conquistar espaços importantes no
mercado consumidor interno e no
Gestão dentro e fora
da porteira
Catherine Moraes | [email protected]
www.senargo.org.br
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mercado internacional e, por tabela,
vão crescer a olhos vistos. O empreendimento rural, há tempos deixou
de ser visto como um espaço apenas de lazer. A este foi oportunizado tronar-se um espaço empresarial,
por meio da inovação, da tecnologia,
do estudo e pesquisa e da capacitação dos proprietários, de seus agregados, parceiros e colaboradores.
Revista Campo: Qual a proporção
das micro e pequenas empresas hoje
para a economia do Estado?
Marcelo Baiocchi: A força econômica das micro e pequenas empresas em
Goiás e no Brasil é demonstrada pelos números e estatísticas fornecidos
pelos órgãos governamentais e pelo
próprio Sebrae. O segmento de micro
e pequena empresa é responsável por
25% do Produto Interno Bruto (PIB),
gera 14 milhões de empregos (60% do
emprego formal no país), respondendo, ainda, por 99,9% das empresas
que são criadas a cada ano. As micro
e pequenas empresas sempre deram
uma grande contribuição para ajudar
a resolver aspectos fundamentais da
socioeconomia, como o combate à
pobreza pela geração de trabalho, emprego e melhor distribuição da renda;
a redução da informalidade; a interiorização do desenvolvimento pela
promoção de iniciativas locais e dos
arranjos produtivos; e o incremento
da atividade produtiva nacional. Por
outro lado, temos os números do relatório do Banco Mundial, “Perspectivas
Econômicas Mundiais”, divulgado dia
10 de junho14, que mostram a redução
na previsão de crescimento do Brasil.
O PIB brasileiro deve ter uma alta de
1,5%, sendo que a estimativa divulgada em janeiro passado, era avançar
2,4%. Nossa economia deve ter uma
das menores taxas de expansão entre
os países emergentes. Os principais
fatores que provocam este cenário
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Nosso país
não pensa no
empreendedorismo.
São muitos
carimbos,
autenticações e
reconhecimentos
desnecessários
brasileiro, segundo o Banco Mundial,
são as falhas na infraestrutura, a baixa
confiança dos empresários, a demanda interna fraca e o crédito cada vez
mais difícil.
Revista Campo: O que o senhor
acredita serem hoje os maiores gargalos dos empreendedores?
Marcelo Baiocchi: São vários os
obstáculos, mas destaco aqui a burocracia estatal. Nosso país não pensa
no empreendedorismo, mas na forma
“insana” de controle, pois são muitos
carimbos, autenticações e reconhecimentos desnecessários que só servem
para onerar qualquer empreendimento. A sobreposição de função de diversos órgãos públicos em todas as
esferas (federal, estadual e municipal) atrasa a instalação de qualquer
empresa, bem como o seu crescimento. Além do que, o estrangulamento
na infraestrutura do país, como já
foi apresentado pelo mais recente
estudo do Banco Mundial. Geração
de energia, preservação do meio ambiente, investimentos nas malhas viárias, ferroviárias e fluviais, bem como
nos portos e aeroportos são pontos
estratégicos a serem resolvidos. A
Copa 2014 que acontece com as obras
inacabadas será a imagem de um país
que administra mal os seus recursos.
Revista Campo: Em agosto, o Sebrae realizará mais uma edição da
Feira do Empreendedorismo da qual
também somos parceiros. Quais são
as novidades deste ano?
Marcelo Baiocchi: A 10ª edição da
Feira do Empreendedor acontecerá de
31 de julho a três de agosto 2014, em
10,4 mil metros quadrados no Centro
de Convenções de Goiânia com o propósito maior de fomentar o empreendedorismo em Goiás. São esperados
10 mil pessoas para receber as quatro
mil orientações técnicas, 220 capacitações e cinco rodadas de negócios
que o Sebrae e parceiros vão realiza
no evento. Na parte de atendimento,
os destaques são para os espaços do
Sistema “S”, Vapt Vupt Empresarial,
acesso a crédito e serviços financeiros e para o micro empreendedor individual. Além disso, os jovens empreendedores rurais vão realizar um
mega encontro para fomentar a sucessão e a cultura empreendedora no
campo. Além das palestras magnas
com os especialistas e renomados
profissionais: Walter Longo, Marcelo
Rosenbaum, Max Gehringer, Marcos
Fava Naves e Caco Barcellos.
O empreendimento
rural, há tempos
deixou de ser visto
como um espaço
apenas de lazer
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MERCADO E PRODUTO
Setor Sucroenergético
brasileiro à beira
do colapso?
O
setor
sucroenergético
brasileiro enfrenta a sua
pior crise e o fantasma
de 2008 volta a assombrar os investidores, só que desta vez com
mais intensidade. Apesar da safra
recorde em 2013/14, o setor não
tem o que comemorar. Falta de
competitividade e de políticas públicas consistentes e sustentáveis,
problemas climáticos, elevação de
custos e endividamento são alguns dos problemas que culminaram em uma crise sem precedentes na história do setor no Brasil.
No que diz respeito à produção e mercado, a safra 2014/15
dá sinais que seguirá dentro do
prognóstico de perdas agravando ainda mais a situação. Os
gestores desse setor, tão importante para a economia brasileira,
terão que se desdobrar ante a
necessidade de equilíbrio financeiro, especialmente nesse momento tão delicado de crise, e a
falta de perspectiva de uma reação positiva nesse ano eleitoral.
Os desafios são enormes e
nesse momento representam
uma questão de sobrevivência.
Entre eles está a tarefa de fazer
com que a agroindústria canavieira volte a ser competitiva e
para isso, é necessário aumentar a produtividade e reduzir
os custos, o que na verdade não
tem sido fácil mediante ao crescente custo dos insumos, mão-de-obra cada vez mais valoriza-
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da e falta de especialistas. Além
disso, existem as legislações que
devem ser cumpridas e os preços baixos dos produtos, especialmente do etanol que não dá
margem para competitividade.
Vemos claramente um descontrole entre a produção e os
custos. Apesar da falta de respaldo do governo, pecamos em alguns pontos como, por exemplo,
os investimentos maciços que
houve nas unidades industriais
enquanto a parte agrícola ficou
em segundo plano. Isso foi um
erro crasso, já que etanol, açúcar e energia são produzidos no
campo através da cana-de-açúcar
e a indústria apenas a processa.
O ano de 2014 já é considerado por muitos executivos do setor
como perdido. O desafio agora é
buscar medidas emergenciais de
sobrevivência e somente em 2015
é que o setor poderá articular
um diálogo concreto e definitivo
com o governo federal, buscando a construção de uma política
satisfatória para o setor, e não
medidas apenas paliativas. Notoriamente o governo tem priorizado mais a política do petróleo e do controle da inflação em
detrimento ao etanol e isso tem
causado prejuízos imensuráveis
tanto ao setor como ao próprio
governo que a cada ano precisa
importar mais gasolina.
Acreditamos no grande potencial do setor sucroenergético
brasileiro. O etanol, tão discutido em vários fóruns mundiais
nos últimos anos, tendo o Brasil
como grande precursor desse tão
importante combustível sustentável, se vê agora à beira da falência como na época do Proálcool.
São 60 países que já adotaram a
mistura de combustíveis limpos
aos fósseis. Estamos perdendo
oportunidades já que somos os
maiores produtores mundiais de
etanol e açúcar de cana.
Outro contrassenso é política
energética adotada ultimamente.
Estamos acompanhando o colapso do setor elétrico nacional com
gastos que ultrapassam os R$ 63
bilhões no subsidio as termelétricas. Enquanto isso, no período
mais seco e onde os reservatórios
estão mais baixos nas hidrelétricas, acumulam-se montanhas de
bagaço de cana nas usinas por
conta da safra e que poderiam
ser transformadas em energia e
ajudar no abastecimento.
Não se pode deixar um setor
tão importante como esse, que
gera renda, emprego, divisas
para os Estados produtores e
diversificação nas propriedades
rurais, sucumbir em função dos
fatos citados. Não são somente
as usinas sofrem com esses contrassensos e desserviços governamentais, mas toda a cadeia
produtiva da cana-de-açúcar, incluindo produtores, industriais,
empregados e consumidores.
Larissa Melo
Alexandro Alves | [email protected]
Alexandro Alves dos
Santos é assessor
técnico para a
área de cana-deaçúcar e bioenergia
da Federação da
Agricultura e Pecuária
de Goiás (Faeg)
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AÇÃO SINDICAL
ITAUÇU
QUIRINÓPOLIS
Mendel Cortizo
Sindicato Rural de Itauçu
Entrega de certificados
Novo mandato
O Sindicato Rural de Itauçu realizou a entrega de 291
certificados a trabalhadores e produtores rurais que
participaram de 31 cursos e treinamentos do Senar
Goiás. O evento contou ainda com a participação de
produtores filiados e de familiares dos concluintes.
Antelmo Teixeira, gerente sindical da Faeg, e Antônio
Carlos de Souza Lima, supervisor regional do
Senar, também participaram da entrega. Entre as
capacitações realizadas em Itauçu estiveram Doma
Racional e Panificação Rural.
No dia 24 de abril, o presidente reeleito do Sindicato
Rural de Quirinópolis, Cacildo Alves da Silva tomou
posse para mais um mandato de três anos. A cerimônia
de posse foi realizada no Tatersal do Sindicato e
contou com a presença do presidente da Federação da
Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), do prefeito de
Quirinópolis, Odair Resende, e do deputado federal
Heuler Cruvinel, entre outras autoridades. A chapa
vencedora das eleições é composta ainda por Jair de
Sousa Soares Filho, 1º vice-presidente, e por José
Caetano Sobrinho, 2º vice-presidente.
NAZÁRIO
MUTUNÓPOLIS
Sindicato Rural de Nazário
Corrida de cavalos
Sindicato Rural de Mutunópolis
Encontro Técnico
Cerca de 300 pessoas participaram do 1º Encontro Técnico
de Produtores de Mutunópolis realizado pelo Sindicato
Rural do município. Durante o evento, foram realizadas
palestras técnicas sobre inseminação artificial de tempo
de eixo, manejo de ordenha, prevenção de mastite e
cooperativismo. Além disso, o gerente sindical da Faeg,
Antelmo Teixeira, falou sobre o sistema sindical e o Cartão
CNA Card. Na ocasião, o presidente do sindicato, Luiz César
Castro, apresentou o projeto da nova sede do sindicato e
convidou produtores a se filiarem.
12 | CAMPO
Maio / 2014
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O Sindicato Rural de Nazário realizou a 20ª Corrida de
Cavalos de Nazário, com apoio da Prefeitura Municipal.
A festa contou com a participação da comunidade local
e entregou R$ 15 mil em prêmios para os 18 premiados.
O evento foi a primeira realização do Sindicato após
sua reativação. Durante o evento, foram distribuídos
exemplares da Revista da Campo e do livro Empreender
é a Saída, de autoria do presidente da Faeg, José Mário
Schreiner, que foi representado pelo gerente sindical da
Federação, Antelmo Teixeira.
www.sistemafaeg.com.br
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ITARUMÃ
SANTA HELENA
Sindicato Rural de Santa Helena de Goiás
O Sindicato Rural de Santa Helena de Goiás realizou
cavalgada que integrou a programação da Exposição
Agropecuária do município. Ao todo, a competição
premiou com R$ 10 mil os conjuntos mais completos,
que se apresentaram em desfile pela cidade. Para o
presidente do sindicato, Arcino Braz, o evento foi
importante para promover a valorização da cultura
local da agropecuária.
SÃO JOÃO DA PARAÚNA
Koiti Komura
Balde Cheio
Sindicato Rural de Itarumã
Agrinho
Cavalgada integra
exposição
O Sindicato Rural de Itarumã realizou o repasse
metodológico para professores capacitados pelo
Programa Agrinho 2014. Mais de 70 educadores
participaram do evento, que contou com palestra da
professora bicampeã do Agrinho, Maria do Desterro. Na
ocasião, a professora falou dos desafios que culminaram
na sua premiação de dois carros zero quilômetros pela
primeira colocação na categoria experiência pedagógica,
nos anos de 2011 e 2013. O evento contou com a
presença do supervisor regional do Senar Goiás, Renildo
Marques Teixeira, do presidente do Sindicato Elson
Freitas, do secretário municopal de Educação, Alcemi
Freitas, e do presidente da Câmara de Vereadores do
município, Aldivaine Gonçalves.
SÃO LUIZ DE MONTES BELOS
Koiti Komura
Panificação
O produtor de leite Éber Brandão recebeu a visita de
produtores rurais de Palminópolis para apresentar os
resultados de sua Unidade Demonstrativa do Programa
Balde Cheio. Durante o dia 15 de abril, o produtor
pode apresentar aos visitantes como assistência técnica
e gerenciamento da produção podem aumentar os
ganhos do produtor de leite. A visita foi realizada
pelo Sindicato Rural de São João da Paraúna em
parceria com a Cooperativa Mista Agroindustrial de
Palminopolis (Coomap).
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O Sindicato Rural de São Luiz de Montes Belos
promoveu o curso de Panificação Rural para
mulheres do município. Entre técnicas de higiene,
alimentação e comercialização, a turma aprendeu
como transformar uma atividade prazerosa em
renda para as famílias do campo.
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Larissa Melo
EXPOSIÇÃO AGROPECUÁRIA
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Caixas, tapetes e flores
dão vida ao espaço
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Larissa Melo
Larissa Melo
Floraci das Dores
apresenta com
orgulho o tapete de
fuxico que fez com
as próprias mãos
A instrutora Elza
Maria ministra cursos
de artesanatos
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A Pecuária
do rodeio, da
música e da
capacitação
Parceria mostra ao público o que é
feito pelo homem do campo
Michelle Rabelo | [email protected]
N
Montado dentro do Museu Agropecuário e ocupando uma parte da
Alameda Cultural, os stands do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural
(Senar) Goiás atraíram quem passava
pelo local, seja pelas cores e detalhes
dos artesanatos, pela grandiosidade
do tacho no qual o caldo da cana-de-açúcar se transforma em melado, pelo cheiro dos quitutes ou pelas
Larissa Melo
em só de música, rodeio e leilões vive a Exposição Agropecuária de Goiás. Quem compareceu a 69ª edição da festa, realizada
na capital entre 16 de maio a 1º de junho, também teve a oportunidade de
conhecer um pouco mais do trabalho
desenvolvido pela Federação de Agricultura e Pecuária (Faeg) junto à população do campo. Além disso, durante
todos os dias, os visitantes
puderam acompanhar passo
a passo da fabricação de cachaça, melado, pães e bolos,
farinha, artesanatos em couro, tecidos e fibras naturais.
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Antônio Geraldo de
Souza conta como
a cana-de-açúcar se
transforma em melado
e cachaça
Larissa Melo
Larissa Melo
Rogério Rodrigues
ensina os alunos a
confeccionares selas
costuras delicadas no couro rústico.
Toda a estrutura resultou de uma parceria entre a Faeg, o Senar Goiás e o
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro
e Pequenas Empresas (Sebrae).
Não é a primeira vez que o trabalho de capacitação de quem mora na
zona rural é exposto para quem não
está acostumado a sujar os pés de terra. Para o técnico do Senar Goiás, Marcelo Penha, a divulgação é importante
e dá o merecido destaque às entidades
que se preocupam com o futuro de
quem vive no campo. Ao lado de Marcelo, a instrutora Elza Maria Moreira
balança a cabeça com força, como se
aprovasse cada palavra do técnico.
Elza mora na cidade de Vianópolis e
ministra cursos de artesanatos com fibra de bananeira, mandalas, almofadas
e palha de milho. A instrutora defende
a capacitação para quem não está na cidade e precisa ajudar na renda familiar
ou simplesmente aprender um ofício.
“É muito emocionante ver os alunos
atentos e depois fazendo coisas lindas,
aumentando suas rendas e ocupando o
tempo vago. O artesanato já tirou muita
Larissa Melo
Larissa Melo
Esther Souza mostra a
torta de amendoim que fez
para os visitantes da feira
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gente da depressão. Gente que estava se
matando em casa e descobriu na linha e
na agulha uma válvula de escape”.
Alameda Cultural
Com visitação diária de cerca de 500
pessoas, Elza caminha orgulhosa entre
os artesanatos expostos na Alameda
Cultural. Muitos ela ajudou a fazer, ensinando aos alunos a arte de transformar, por exemplo, fibras de bananeira
em uma bolsa. No local foram expostos
para venda artesanatos de alunos dos
cursos do Senar Goiás ministrados nos
municípios de Vianópolis e Bela Vista.
Elza explica que toda a renda é destinada às associações e grupos formados por gente que passou por alguma
capacitação do Senar Goiás e que fez do
aprendizado uma fonte de renda. Jocélio Gonçalves é um exemplo. O artesão,
que também faz bicos como eletricista,
complementa a renda da família vendendo objetos feitos de bambu. Ele não fez
nenhum curso de artesanato no Senar
Goiás, mas foi lá que aprendeu a criar
planilhas de Excel e controlar suas horas
trabalhadas, gasto e ganhos. A esposa
de Jocélio, Jerusa Bento, fez um curso
de Cestaria e com flores e detalhes coloridos dá mais vida as peças do marido.
De mãe para filha
Ao lado de Jocélio, entre tapetes de
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Para o instrutor de confecção de
selas, trançado em couro e curtimento, Rogério Rodrigues, a ação é importante para mostrar aos visitantes
todo o processo de fabricação das
peças. “Quem passou por aqui pôde
acompanhar todo o processo, desde
o couro em pedaços até a sela pronta
para usar”. O espaço também serviu
para tirar dúvidas.
Um pouco adiante de onde Rogério manuseia o couro, o instrutor Antônio Geraldo de Souza faz questão de
contar pausadamente todo o caminho
pelo qual o caldo da cana-de-açúcar
passa até se transformar no que chega
até a mesa das famílias: açúcar mascavo, melado, cachaça e rapadura. Ele
conta dando enfoque para a maneira
como esse preparo era feito há tempos
atrás. Saudoso, Antônio apresenta a
cana moída, os tachos e sua história.
Por fim e comandando a parte
mais disputada do museu, as instrutoras Esther Souza e Cínthya foram
as responsáveis pelos pães, bolos e
quitutes que eram vendidos logo após
saírem do forno. Elas ministram o
curso de Cozinha Rural e Panificação
e contam, enquanto o cheiro se espalha por todo o espaço, que o ouro
da casa é o bolo de amendoim. “Todo
mundo come e adora. O enroladinho
de queijo é o segundo mais pedido,
seguido pelo mané pelado e pelo
bolo de arroz”.
Larissa Melo
Larissa Melo
Detalhe colorido feito pela esposa
do artesão Jocélio Gonçalves
fuxico e retalhos, Floraci das Dores,
exibe seu trabalho como se fossem
filhos. Ela conta que aprendeu em
vários cursos do Senar Goiás a
deixar a casa das clientes mais
aconchegante com seus tapetes
e colchas que misturam cores,
texturas e formatos. A artesã
tem uma fábrica de roupas íntimas e também usa nas peças detalhes em fuxico e bordado.
Floraci faz questão de mostrar
os artesanatos expostos ao lado dos
seus. Eles são da filha que também
passou por vários cursos do Senar
Goiás e complementa a renda entre
tecidos, cumbucas e criatividade.
“As coisas da minha filha são muito
mais bonitas que as minhas. Ela cria
o que vai costurar, bordar e misturar”.
Esse mistura da qual Floraci fala são
o resultado visual das peças de patchwork, técnica que une tecidos com
uma infinidade de formatos variados.
Mas nem tudo são flores. Segundo a instrutora Elza, o perfil dos alunos dos cursos de artesanato é composto por mulheres, entre 18 e 60
anos, mas só 10% dão continuidade
aos trabalhos, fazendo dele sua fonte
de renda. “A continuidade depende
muito do material. Se for difícil de
conseguir, como a palha de bananeira, a grande parte desiste”, conta.
Além de encher os olhos com os artesanatos, os visitantes da Alameda Cultural receberam, gratuitamente, o livro escrito pelo
presidente da Faeg, José Mário
Schreiner. Na publicação, o ruralista conta sua trajetória de vida.
Museu Agropecuário
Ao lado da Alameda Cultural, uma
volta ao passado. No Museu Agropecuário foram montados três stands
do Senar Goiás com demonstrações
de fabricação de cachaça, melado,
açúcar mascavo, rapadura e artesanato em couro. Além disso, eram feitos
durante todo o dia processamento de
arroz, mandioca e panificação rural.
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FALTA DE INVESTIMENTO
Plano Safra
2014/15: tímido
e conservador
Aumento em relação a 2013/14 foi de
14,7% e ficou aquém do esperado
Catherine Moraes | [email protected]
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Shutter
C
om aumento de 14,7% em relação ao Plano Agrícola e Pecuário de 2013/14, foi anunciado no
último dia 19 de maio, o Plano 2014/15.
Avaliado pela Federação da Agricultura
e Pecuária de Goiás (Faeg) como tímido e conservador, o plano ficou aquém
do desejado pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), da
qual o presidente da Faeg, José Mário
Schreiner é vice-presidente de Finanças.
A proposta da Confederação era da
liberação de R$ 180 bilhões de reais,
mas o valor chegou apenas a R$ 156
milhões. Entre as principais preocupações estão ainda: a alta taxa de juros e
a continuidade de um seguro rural que
não é eficaz. O aumento da Selic puxou
as outras taxas e o acréscimo acabou
ocorrendo com variáveis entre 0,5% a
1%, contrário da solicitação da CNA.
No caso do seguro rural, foram
mantidos recursos de R$ 700 milhões,
volume suficiente para alcançar 10 milhões de hectares e 80 mil produtores.
O problema é que cobre apenas entre
10% e 12% da área.
O plano começa em 1º de julho deste ano e vai até 30 de junho de 2015.
Entre os principais eixos: apoio estratégico aos médios produtores, à inovação
tecnológica, ao fortalecimento do setor
de florestas comerciais e à pecuária de
corte. No total, R$ 112 bilhões serão disponibilizados são para financiamentos
de custeio e comercialização e R$ 44,1
bilhões para os programas de investimento. O PAP foi lançado pela presi-
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denta Dilma Rousseff e pelo ministro
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, em Brasília (DF).
“O que tivemos foi um aumento
14,7% em relação ao ano passado, totalizando 156 bilhões. Nós esperávamos
um aumento maior, inclusive de financiamento para o produtor e tivemos um
plano bastante tímido. Apesar de tudo
isso, o produtor está usando recursos
próprios e acreditamos que a área plantada deve aumentar em Goiás”, completa o presidente José Mário. O presidente
destaca ainda a importância de a verba
chegar ao produtor em tempo hábil.
Limite de crédito
“O limite de financiamento para a
comercialização de sementes passa a
ser de R$ 25 milhões por beneficiário,
tendo como referência o preço de mercado”, disse Geller, acrescentando que
foram contratados entre julho do ano
passado e abril de 2014 mais de R$ 127
bilhões pelo PAP atual.
Pelo Programa de Apoio ao Médio
Produtor Rural (Pronamp), estão programados R$ 16,7 bilhões para as modalidades de custeio, comercialização e
investimento. O valor é 26,5% superior
aos R$ 13,2 bilhões previstos na safra
2013/14. Os limites de empréstimo para
custeio passaram de R$ 600 mil para R$
660 mil, enquanto os de investimento
subiram de R$ 350 mil para R$ 400 mil.
Política de florestas
O governo federal pretende ainda
instituir a Política Nacional de Florestas Plantadas no âmbito do Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entre as ações previstas para estimular o setor, estão
investimentos em pesquisa, assistência técnica e extensão rural, além de
crédito específico para fomentar a prática – como já ocorre atualmente pelo
Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), que financia
em até 15 anos (sendo seis anos de
carência) a implantação e manutenção
de florestas comerciais.
Pecuária
Quanto aos incentivos à pecuária,
agora os criadores poderão financiar
a aquisição de animais para engorda
em regime de confinamento; a retenção de matrizes (com até três anos
para pagamento) e a aquisição de matrizes e reprodutores (limite de R$ 1
milhão por beneficiário com até cinco
anos para pagamento, sendo dois de
carência), com o intuito de aumentar
a oferta de carne.
Já para incentivar a inovação tecnológica no campo, serão aperfeiçoadas as condições de financiamento
à avicultura, suinocultura, agricultura de precisão, hortigranjeiros (cultivos protegidos por tela de proteção
contra granizo, estufas, etc) e pecuária de leite por meio do Programa
Inovagro. Por esta modalidade, foram programados R$ 1,7 bilhão em
recursos (alta de 70%), sendo R$ 1
milhão por produtor para ser pago
em até 10 anos, sendo três anos de
carência.
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CAPACITAÇÃO
De volta para casa
Moradores da zona rural se capacitam e decidem
permanecer no campo. Com embasamento técnico,
voos almejados são maiores
Karina Ribeiro | [email protected]
Especial para a Revista Campo
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Larissa Melo
Bruno Thiago, de 28 anos,
planejava deixar o campo
antes de se profissionalizar
pelo Pronatec
O
pecuarista, Bruno Thiago
dos Santos, de 28 anos, estava a um passo de convencer a família a arrendar toda a área
de uma propriedade rural localizada
em Acreúna para uma usina de cana-de-açúcar. Desgostoso com os rumos dos negócios, a perspectiva era
mudar para a cidade e, conforme ele,
‘procurar um serviço qualquer’.
A guinada na vida do trabalhador
rural ocorreu recentemente, após iniciar, em fevereiro, um curso oferecido
pelo Senar/Pronatec de bovinocultura de corte. Para Bruno, os ensinamentos absorvidos durante o curso
são os responsáveis pela decisão de
permanecer trabalhando na propriedade, já que a nova forma de manejar os negócios trás perspectivas de
crescimento. “Para mim foi como se
tivesse ido a um psicólogo. Minha cabeça abriu, estou empolgado de novo
com a fazenda e com muita vontade
de ver o negócio crescer”, resume. Ele
conta que, depois do curso, está mais
comunicativo e consegue ouvir e trocar informações com amigos. “Estou
conversando mais, ouvindo mais e
isso vem melhorando meu convívio
com as pessoas e com minha família”, explica.
Adotado aos 12 anos de idade por
Sebastiana Vital Silva, Bruno conta com a ajuda de sua mãe na terra
desde então, embora já dedicasse aos
trabalhos rurais desde os oito anos
de idade. “É isso que sei fazer”, afirma. Ele explica que, apesar de todo o
esforço de ambos, não vinha colhendo bons resultados.
Com isso, do total de 230 hectares de terra, arrenda, desde 2007, 158
hectares para o plantio de cana-de-açúcar. O restante, explica, é destinado ao gado de corte, leite e uma
pequena criação de frango caipira.
“Mas as coisas estavam devagar”,
diz. Conforme ele, tudo sinalizava
para que o restante da terra também
fosse arrendada. “Aqui na região, a
cana tomou conta, sobraram poucos
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Conhecimento colocado em prática
Ele conta que, aos poucos, está
colocando em prática o que foi apreendido ao longo do curso de Bovinocultura de Corte. Os novos conhecimentos refletem na disposição para o
trabalho. Ele explica que acorda cedo
e realiza todas as tarefas planejadas
para o dia. “Antes tinha mania de
deixar muita coisa para fazer depois,
agora não tem mais isso”, afirma.
Depois do curso, vislumbrando
crescimento e diversificação da ren-
da, a ideia agora é resgatar as terras
após o fim do contrato de arrendamento com as usinas de cana-de-açúcar. “Meu sonho é encher essas terras
de gado de novo”, afirma.
A decisão de voltar para o campo
Foi com um empurrão da namorada, a professora Ercília Marques
Arantes, que o pecuarista Joaquim
Antônio Junqueira Ribeiro, de 47
anos, voltou a ter empolgação para
tocar a propriedade familiar de 120
hectares de área, localizada em Acreúna, Região Sudoeste do Estado.
Desanimado com a falta de perspectiva, Joaquim já havia vendido
metade das cabeças de gado e pensava em trabalhar somente com bezerros. Foi nesse estágio de tomada de
decisão, que a namorada o inscreveu
no curso de Bovinocultura de Corte
do Senar/Pronatec. “Falei para ela
que eu iria somente no primeiro dia
de curso, só para agradá-la. Mas eu
adorei”, relembra.
O primeiro dia de aula já foi suficiente para Antônio perceber que
o problema não estava em sua terra,
tampouco somente no gado, mas sim
na forma como ambos vinham sendo manejados. “Percebi que estava
muito atrasado na forma de trabalhar
e na forma de enxergar o mercado”,
conta.
Ele conta que costumava colocar
o gado no pasto e complementava a
alimentação com sal. Para ele, tratar
a pastagem era observado como custo e não investimento. Ao longo do
curso, foi percebendo a necessidade
de separar o gado, condicionar o ambiente para a vaca parir e uma boa
alimentação.
Colocando em prática os ensinamentos desde o primeiro dia de aula,
os resultados já são visíveis em sua
propriedade. Ele conta que já descartou vacas, comprou bezerros e está remontando seu plantel. “O lucro é mais
alto e o custo mais baixo”, ensina.
Menos gasto e mais lucro
Ele calcula que, se não tivesse feito o curso, estaria com um plantel de
cerca de 80 animais nesta época do
Desanimado com a
propriedade, pecuarista
Joaquim Antônio fez curso
do Pronate após empurrão
da namorada
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Larissa Melo
pecuaristas. Nem arrendar mais está
sendo tão vantajoso”, diz.
Ele conta que foi convidado por
amigos a participar do curso. “Fui
mesmo só pelos meus amigos”, diz.
Mas tudo mudou já no primeiro dia
de curso. Bruno percebeu que o manejo da pastagem e da lida com o
gado vinham sendo feitas de maneira
equivocada em sua propriedade. Conta que não fazia descarte de vacas,
não tratava do pasto, não selecionava
animais, entre outras funções. “Estava fazendo tudo errado”, resume.
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Em dois anos,
Pronatec do Senar
Goiás formou 10
mil alunos
Larissa Melo
Fredox Carvalho
Paulo Henrique divide a
profissionalização conquistada
entre o emprego em uma usina e
a propriedade familiar
Rosilene Jaber, coordenadora do
Pronatec do Senar Goiás ressalta
números alcançados
ano. Agora, conta com 210 cabeças.
Para se ter ideia, antigamente comprava bezerro de um ano de idade
e gastava mais um ano e meio para
engordá-lo. A nova perspectiva é diminuir este período pela metade.
“Já estou inseminando vacas. É
uma margem de investimento alto
no início, mas que é diluído ao longo
do tempo. Agora tudo é planejado”,
diz. Joaquim está longe de querer parar por aí. Articulado, não deixou de
apontar a vontade e a necessidade de
realizar novos cursos, entre eles de
gado de leite. “Estou deslumbrado,
são tantas coisas que existem e que
podemos ter acesso que eu não sabia.
Agora será tudo diferente”, diz.
Em comum, alunos do curso de
Bovinocultura de Corte afirmam que
o curso desperta a curiosidade para a
resolução dos problemas do dia a dia.
“O instrutor deixa a gente se expor e
falar tudo o que está ocorrendo de errado na fazenda. Não deixa ninguém
sair de lá com dúvidas”, diz Joaquim.
“Hoje o instrutor Elson é meu amigo.
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Ligo para ele e conversamos sobre
as coisas da propriedade”, arremata
Bruno.
Acreditando na vocação
Nascido e criado em fazenda, Paulo Henrique Azevedo Machado, de 19
anos, dirigia trator, tirava leite e lidava com outras funções da propriedade rural. Vocacionado para operar
trator, cursou, em 2012, o curso de
Máquinas e Implementos Agrícolas
pelo Senar.
Daí para frente a contratação foi um
pulo. Trabalhou na própria fazenda e,
por três meses como operador de trator em uma usina de cana-de-açúcar em
Rubiataba. “Lá perceberam que eu tinha jeito para mecânica”, diz. Foi quando foi incentivado a começar a trabalhar como mecânico de colheitadeira.
Nesta função foi transferido para
Uruaçu, onde trabalha para outra
unidade da usina de cana-de-açúcar e
ganha cerca de R$ 2 mil, além disso,
ainda auxilia na propriedade familiar
com a mesma função.
O entusiasmo dos produtores vai
ao encontro do sucesso dos cursos
oferecidos pelo Pronatec em Goiás.
Iniciado no Estado em 2012 com 12
cursos, o programa teve 335 turmas
formadas, somando 5.025 diplomas. “A estreia já foi bem acima do
esperado. Nosso maior desafio era
fazer com que o aluno permanecesse dentro da sala de aula, já que a
média da carga horária de cada curso é de 200 horas, bem acima de
outros cursos realizados anteriormente”, diz a gestora do departamento de projetos de inovação do
Senar Goiás, Rosilene Jaber.
Manter o aluno dentro de sala de
aula não é mais o maior desafio do
projeto. Após finalizar o primeiro
curso, muitos alunos buscam novos
temas e pulverizam a ideia para os
companheiros mais próximos.
Essa roda-vida resulta em um
crescimento que impressiona. No
primeiro semestre deste ano, serão
formadas 333 turmas – somente
duas turmas a menos que em todo
o ano de 2012 - dos 24 cursos do
Pronatec disponíveis para os trabalhadores goianos. Ou seja, dois anos
após o início das atividades dobrou
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Revertendo o êxodo rural
Para ela, aos poucos, o Senar/
Pronatec está solucionando dois
problemas de larga escala na zona
Ensino à Distância chega à zona rural
Para garantir conhecimento continuado sem nem mesmo precisar sair
da fazenda, o homem do campo tem
outra ferramenta de aprendizado em
mãos: o Ensino a Distância (Senar)
EAD Senar Goiás. Essa metodologia permite realização de cursos por
meio da internet.
Criada em 2010, o Ensino a Distância (EAD) Senar já contabiliza
54.156 matrículas em todo o País. Em
Goiás, somente em 2013, foram realizadas 2.279 matrículas, distribuídas
em 414 turmas nos cursos de Inclusão
Digital, Empreendedorismo e Gestão
de Negócios, Escola do Pensamento
Agropecuário e Capacitações Tecnológicas (somente silvicultura e piscicultura). Esses dados são do Senar
Central.
Para a assessora técnica do Senar
Central, Larissa Arêa, embora o Senar
tenha capacidade de atingir pequenos
municípios, principalmente por meio
de seus parceiros, é potencializada
com a educação à distância. ”Hoje o
homem do campo tem acesso mais
fácil às novas tecnologias e isso facilita o ingresso dele nos cursos à distân-
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rural – falta de mão de obra no
campo e êxodo rural. Ela explica
que, desatualizados com as novas
formas de manejo no campo e com
pouca renda, muitos trabalhadores
rurais e até proprietários de pequenas terras eram seduzidos pela troca da vida no campo pela cidade.
“Muitos vinham para a cidade
e ficavam perdidos, porque tinham
uma ideia diferente da realidade
dos centros urbanos” ressalta. Por
outro lado, diz, há uma reclamação
cia, que contribui para sua formação
e profissionalização. Dessa forma,
ele consegue conciliar o trabalho e
estudos devido as flexibilidades de
horários de estudo que a educação
à distância permite”, afirma Larissa.
Ela explica que estão disponíveis
11 cursos em três programas, mas
que será oferecido, em breve, dentro
do Programa de Capacitação Tecnológica, novos cursos ligados às cadeias
produtivas da piscicultura, silvicultura, ovinocultura de corte, heveicultura, bovinocultura de leite e de corte,
floricultura e suinocultura. “Todos esses cursos serão disponíveis por meio
de vídeo aulas (teoria e prática) e vão
generalizada de apagão de mão de
obra qualificada no campo. “Estamos percebendo a necessidade de
nossos alunos e regionalizando a
demanda de acordo com a necessidade de cada local”, finaliza.
Entre os cursos mais procurados
estão: bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, inseminação
artificial, operador de máquinas,
produtor de olerícolas, domador de
cavalos, piscicultura e artesão de
pinturas e tecidos.
possibilitar aos profissionais do setor
agropecuário se atualizarem no assunto à sua experiência”, ressalta.
Ele lembra também que está previsto também um curso voltado para
Assistência Técnica e Extensão Rural,
a atualização do curso de Inclusão
Digital e um novo curso de Educação
Postural – que tem como objetivo auxiliar os produtores e trabalhadores
rurais no desempenho de suas funções com conforto, saúde e segurança.
Shutter
o número de cursos oferecidos.
“Em alguns municípios solucionamos o desafio de encontrarmos
parceiros para as aulas práticas –
como frigoríficos e fazendas”, afirma Rosilene, e acrescenta “temos
cursos em assentamentos distantes, estamos indo até o aluno”.
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ASSISTÊNCIA TÉCNICA
Dia de Campo abre ao público
propriedade em Itarumã
Luiz José integra programa Balde Cheio desde 2013
Michelle Rabelo | [email protected]
formados (VPDT) e faz referência às
palavras de desânimo e orientações
precipitadas que podem fazer qualquer
produtor chutar o balde. “A primeira
coisa que a gente precisa fazer é não
dar ouvidos para os outros. Se temos
um técnico na propriedade, temos que
confiar”, diz , com firmeza, Luiz José.
A expectativa é que cerca de 800
pessoas se desloquem até o local para
conhecer de perto os 4.78 hectares de
terra nos quais Luiz vive com esposa, filhos e, é claro, suas preciosidades, entre elas Manchete e Elisa, duas
vacas responsáveis pelo aumenta da
receita da chácara. O produtor utiliza
2,5 hectares para criar os animais, o
que representa a prática da teoria do
Balde Cheio: aumentar lucros dimi-
nuindo custos. Luiz conseguiu saltar
de uma produção 190 litros/dia com 14
vacas em lactação para 450 litros/dia
com 19 animais em lactação.
Programação
Compõem a programação do Dia
de Campo – Goiás Mais Leite, além da
livre visitação à propriedade, palestras
e a apresentação dos números da fazenda. Atualmente o programa Balde
Cheio, cujo objetivo é capacitar técnicos e produtores para melhorar a qualidade do leite e a gestão da propriedade, tem 53 grupos em andamento,
sendo 700 produtores assistidos por
53 técnicos. Para participar, o produtor
deve procurar o Sindicato Rural do seu
município ou o Senar Goiás.
Luiz José e a esposa na
chácara da família. O sorriso
do produtor reflete a boa fase
da propriedade.
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Larissa Melo
D
evidamente vacinado contra
VPDT, como costumam brincar os produtores de leite que
saem em busca de assistência técnica
para otimizar e até profissionalizar a
produção, Luiz José Machado abre as
portas de sua propriedade no próximo
dia 16 de agosto, para outros produtores, técnicos e instrutores do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural
(Senar) Goiás. É que desde janeiro de
2013 a chácara Nova Esperança, situada o município de Itarumã – detentor
do 8º maior rebanho de Goiás -, é uma
Unidade Demonstrativa do programa
Balde Cheio.
A sigla, motivo de boas risadas na
roda de quem vive do leite, significa
Vizinhos, Parentes e Técnicos Desin-
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Fredox Carvalho
PIB
Produtor Ricardo possui
área segurada, mas
afirma que perda chega a
25% da área
Os 10 maiores municípios do PIB goiano e
os 10 mais representativos do Agronegócio
recebem premiação
Em novo
formato, PIB
Goiás 2014
homenageia o
Agronegócio
Premiação foi realizada na sede da Faeg
E
m cerimônia realizada, no mês
de abril, na Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás
(Faeg), os 10 maiores municípios do
PIB goiano foram premiados. Ao lado
do tradicional evento, a novidade de
premiar também os 10 mais representativos do Agronegócio. Na ocasião,
houve ainda uma mesa redonda debatendo temas de relevância para o setor
como: seguro rural, Plano Safra e a
crise do setor sucroalcooleiro.
O evento, realizado pelo Jornal O
Popular, com correalização da Faeg,
contou com a presença ilustre do ex-ministro da Agricultura e atual coordenador do centro de agronegócios
da FGV-GVAGRO, Roberto Rodrigues,
Catherine Moraes | [email protected]
28 | CAMPO
Maio / 2014
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www.sistemafaeg.com.br
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O terceiro lugar do Agro foi pertencente ao município de Cristalina
e, para o prefeito Luiz Carlos Attiê o
prêmio merece ser dividido com os
produtores. “Em Cristalina temos 50
mil hectares irrigados e os produtores
possuem, como aliados, qualidade de
solo e clima diferenciado”, concluiu.
Representatividade do Agro em 2013
Em 2013, o setor agropecuário foi
um dos principais responsáveis por alavancar o Produto Interno Bruto (PIB),
colocando Goiás na 9ª posição entre
as maiores economias do país. Com
colheita recorde de 186,1 milhões de
toneladas de grãos e fibras na safra
2012/2013, o setor agropecuário proporcionou ao Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro um crescimento de 1,5% na
comparação o entre segundo trimestre
de 2013 e o primeiro trimestre. No mesmo período, o PIB do setor agropecuário cresceu mais que os demais setores
juntos e registrou alta de 3,9%. O bom
desempenho foi garantido pelas culturas de soja, milho e feijão.
Fredox Carvalho
Fredox Carvalho
vamente: Goiânia (1º), Anápolis (2º),
Aparecida de Goiânia (3º), Rio Verde
(4º), Catalão (5º), Senador Canedo (6º),
Itumbiara (7º), Jataí (8º), Luziânia (9º) e
São Simão (10º). No quesito agropecuária, a ordem de premiados foi: Rio Verde (1º), Jataí (2º) Cristalina (3º), Chapadão do Céu (4º), Mineiros (5º), Ipameri
(6º), Quirinópolis (7º), Morrinhos (8º),
Montividiu (9º) e Catalão (10º).
Representando o prefeito de Rio
Verde, o secretário de Infraestrutura, Luiz Carlos Sabino afirmou que o
município deve muito ao agronegócio.
“Rio Verde tem como meta apoiar os
setores que alavancam esta economia.
A tecnologia é um dos pontos fortes
que mercê destaque e ainda mais investimento”, completou.
O segundo colocado nos 10 mais
da agropecuária foi Jataí. O representante do prefeito foi o próprio presidente do Sindicato Rural, Ricardo
Peres. “Nosso município ficou em 8º
lugar geral e 2º em agropecuária. Para
nós é motivo de orgulho e satisfação”, completou.
que proferiu palestra com o tema: “O
Agronegócio e seu impacto no PIB
municipal e estadual”.
A abertura foi realizada pelo presidente da Faeg, José Mário Schreiner
que ressaltou a necessidade de investimento em capacitação como meio
de alavancar a economia do país e
destacou programas do Senar Goiás
que possibilitam isso, como o Balde
Cheio. José Mário aproveitou ainda a
oportunidade para enumerar os gargalos que impedem o crescimento, ainda
maior, da economia de Goiás.
Premiados
Os 10 municípios premiados como
os 10 mais do PIB foram, respecti-
www.senargo.org.br
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Roberto Rodrigues falou sobre o
agronegócio e seu impacto no PIB
municipal e estadual
Presidente da Faeg falou sobre os
gargalos que impedem o crescimento
do agronegócio
Maio / 2014 CAMPO
| 29
08/08/2014 13:36:20
legislação
Medida flexibiliza
emplacamento de
máquinas agrícolas
Governador de Goiás afirmou que, nestes casos,
não haverá pagamento de IPVA no Estado
Catherine Moraes | [email protected]
Cristiano Palavro | [email protected]
Francila Calica
Máquinas deverão ter
registro, licenciamento
e emplacamento
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08/08/2014 13:36:21
F
oi publicada no Diário Oficial
da União do último dia 27 de
maio, a medida provisória
646, que simplifica o processo de
emplacamento de tratores e máquinas agrícolas. Há duas semanas, a presidente Dilma Rousseff
havia vetado proposta aprovada
pelo Congresso, que previa o fim
do emplacamento e licenciamento
de veículos agrícolas.
A medida define que os tratores e veículos agrícolas que
transitem em vias públicas, devem ter registro, licenciamento e
emplacamento. Ficam isentos os
veículos produzidos antes de 1º
de agosto de 2014. A MP também
define que o licenciamento deve
ser realizado uma vez apenas, não
sendo necessária à renovação periódica, como ocorres nos veículos urbanos. É necessário também
que os condutores que trafegam
em estradas públicas, tenham a
habilitação do Tipo B, e para condução dentro dos estabelecimentos rurais devem ter o curso de
condutores do Serviço Nacional
de Aprendizagem Rural (Senar).
A proposta foi criticada por
alguns representantes ruralistas,
pois a medida ainda mantém a
obrigação para veículos adquiridos
após 1º de agosto. Desta data em
diante, os produtores serão obrigados a licenciar, emplacar, registrar
e inclusive fazer o pagamento de
IPVA. Segundo representantes da
bancada ruralista, é inconcebível que estes tratores e máquinas
agrícolas sejam cobrados como
os veículos de passeio, pois ficam
praticamente 97% de sua vida útil
dentro das propriedades rurais.
Veto da Dilma
Na época do veto, a justificativa da presidente Dilma Rousse-
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ff era de que o projeto aprovado
pelo Congresso Nacional continha
um teor muito amplo. “Estou publicando, uma medida provisória
sobre emplacamento de tratores,
e isso atinge toda agricultura
brasileira, do pequeno ao grande
agricultor. Com ela, vamos simplificar o processo de emplacamento
e licenciamento agrícola. O emplacamento será feito uma única vez
para tratores ou outras máquinas
para trafegar em vias públicas”,
afirmou na ocasião.
Goiás livre de IPVA
Durante despacho na Exposição Agropecuária de Goiânia
(Expoago), o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de
Goiás (Faeg), José Mário Scheiner
entregou ao governador Marconi
Perillo solicitações referentes à
isenção de pagamento de taxas de
licenciamento de IPVA para máquinas agrícolas e a recuperação e
construção de rodovias.
José Mário destacou que a MP
é importante na medida em que
confere maior segurança ao produtor rural, principalmente em
caso de roubos e furtos. Porém, a
Faeg pretende garantir que a obrigatoriedade não acarrete maiores
gastos ao produtor. “A isenção
do pagamento de taxas de IPVA
é justa uma vez que as máquinas
passam 97% de sua vida útil dentro de propriedades rurais e circulam muito pouco por rodovias”,
argumentou o presidente da Faeg.
No fechamento da revista, entretanto, o governador do Estado
de Goiás, Marconi Perillo anunciou que, em Goiás, no que depender dele, não haverá cobrança de
IPVA para máquinas agrícolas. “Já
vivemos sem esta verba, continuaremos sem cobrá-la”, concluiu.
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© Syngenta, 2013.
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DELÍCIAS DO CAMPO
LASANHA
MOLHO À BOLONHESA:
2 kg de carne de bovino moída
5 dentes de alho amassados
2 cebolas médias cortadas em
pedaços pequenos
5 tomates sem pele e sem
semente cortados em pedaços
pequenos
1 lata média de extrato de
tomate
2 litros de água
Óleo e sal a gosto
MODO DE PREPARO:
Frite bem a carne e tempere com
o sal, o alho e a cebola. Quando a cebola ficar transparente,
acrescente os tomates, o extrato
e refogue até os tomates murcharem. Coloque água, abaixe o fogo
e deixe o molho apurar.
MOLHO BRANCO:
1 litro de leite
2 colheres de sopa de margarina ou manteiga
2 colheres de sopa cheia de
farinha de trigo
2 cebolas médias raladas
Sal e noz moscada ralada a
gosto
MODO DE PREPARO:
Junte a farinha com a margarina
ou manteiga e a cebola ralada
leve ao fogo e mexa até obter
um creme. Acrescente o leite
e vá misturado com o fogo
baixo para não empelotar. Deixe
cozinhar por alguns minutos e
tempere com sal e noz moscada
ralada a gosto.
MONTAGEM DA LASANHA
Massa de lasanha
Molho bolonhesa
Molho branco
Mussarela ralada ou fatiada
MONTAGEM
Coloque o molho branco com
o molho bolonhesa e espalhe
no fundo da vasilha. Coloque a
massa e mais molho para cobrir.
Coloque o queijo (ralado ou
fatiado). Cubra a mussarela com
o molho, coloque outra camada de massa e mais molho até
finalizar. Finalize com o molho
branco cubra com mussarela e o
manjericão e leve a lasanha para
o forno para assar e sirva.
LEMBRE-SE
A massa da lasanha sempre tem
que ficar entre os molhos.
Shutterstock
• Envie sua sugestão de receita
para [email protected]
ou ligue (62) 3096-2200.
• Receita elaborada pelo
tecnólogo em gastronomia e
instrutor do Senar, Cristiano
Ferreira da Silveira.
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CASOS DE SUCESSO
Larissa Melo
A casa das sete
mulheres apaixonadas
por artesanato
Grupo de Lagoa do Bauzinho
complementa renda com fibra de
bananeira
Michelle Rabelo | [email protected]
34 | CAMPO
Maio / 2014
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Foi aí que surgiu a ideia
de trabalharem com sementes. Mas a história não durou
muito, o que forçou o grupo
a buscar um instrumento de
fácil manuseio, grande disponibilidade e bom aproveitamento: a fibra de bananeira.
Era o inicio de uma história de
amor entre as artesãs e o material que hoje se transforma
em porta-guardanapos, mandalas, flores e papel.
Estrada do sucesso
O grupo procurou o Sindicato Rural (SR) de Rio Verde e a subprefeitura de Lagoa
do Bauzinho. A ajuda veio de
ambas as partes. Enquanto
o SR levou os cursos do Senar Goiás para o distrito, a
subprefeitura disponibilizou
o local para a produção das
peças.
As mulheres brincam que
perderam a conta da quantidade de cursos – tipo Promoção Social (PS) – que fizeram no Senar Goiás. Entre
a imensa lista estão: Artesanato em Fibra de Bananeira
e Trançados em Fitas, Flores
de Fibras Naturais, Tecelagem de Fibra de Bananeira,
Larissa Melo
S
ete mulheres em uma
casa, três delas são
Marias e qualquer semelhança com a ficção é
mera coincidência. No caso
de Marias Guadalupe, Maria
Aparecida, Maria Madalena,
Girlaine Vieira, Luciene Maurício, Sebastiana Carrilho e
Nilva Antônia, a junção foi
em prol da arte. O grupo é de
Lagoa do Bauzinho, distrito
do município de Rio Verde, e
complementa a renda familiar com o dinheiro vindo do
artesanato. A história é mais
um caso de sucesso do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Goiás.
No início, o grupo tinha 13
integrantes, mas o tempo e as
dificuldades diárias fizeram
o número cair para sete. Elas
começaram com um curso de
artesanato em argila, já que tinham fácil acesso ao material.
O curso foi ministrado pelo
Serviço de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas (Sebrae),
de onde veio a má notícia: o
barro utilizado era de má qualidade e as mulheres teriam
que encontrar outra matéria
prima se quisessem continuar
trabalhando como artesãs.
www.sistemafaeg.com.br
08/08/2014 13:37:23
Sonhos com cheiro de realidade
Para finalizar, o grupo também
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participou do programa ‘Com licença
vou à luta’ que trabalha com a formação de mulheres proprietárias rurais
em conteúdos de gestão. Neste caso, a
capacitação é composta por cinco módulos nos quais são abordadas disciplinas como empreendedorismo, gestão
financeira, elaboração do planejamento do negócio, legislação e liderança.
Uma das mais falantes do grupo, a
educadora Nilva Antônia conta que seu
grande sonho é colocar o que aprendeu
com o programa em prática, registrando e regularizando uma empresa de
artesanatos. Já Sebastiana sonha um
pouco mais alto: quer expor suas peças
em São Paulo. Boa sorte, Sebastiana!
A arte das sete
mulheres que
sonham em viver
o artesanato
Larissa Melo
Pintura em Tecidos, Técnicas de Pintura e Bordado de Fita. Além disso,
passaram pelo curso de Cooperativismo para aprenderem a unir desenvolvimento econômico e bem-estar social. A lista inclui ainda os cursos de
Produção de Doces e Biojoias.
As peças, que vão desde panos de
prato até convites, são vendidas em
feiras do distrito e de cidades próximas. A arte decora também festas
que vão desde São João até Santo Antônio, passando por batizados, formaturas e aniversários.
Larissa Melo
O grupo, que exibe as peças
feitas a partir dos cursos do
Senar Goiás, e o subprefeito
de Lagoa do Bauzinho
08/08/2014 13:38:02
Mendel Cortizo
CURSOS E TREINAMENTOS
EM ABRIL, O SENAR GOIÁS PROMOVEU
545
60
Na área de
agricultura
CURSOS E TREINAMENTOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL*
234
12
11
Em atividade
Na área de
Na área de
de apoio
silvicultura agroindústria
agrossilvipastoril
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18
153
0
57
Na área de
aquicultura
Na área
de
pecuária
Na área de
extrativismo
Em
atividades
relativas à
prestação
de
serviços
08/08/2014 13:38:04
Solda: união
de força e
delicadeza
Michelle Rabelo | [email protected]
Da solda depende, entre outras coisas, a segurança de quem trabalha em
cima de uma maquina agrícola cuja peça acabou de
ser reparada com a ajuda
do calor e da eletricidade.
Diante de tamanha responsabilidade o mercado pede
cada dia mais, por profissionais capacitados. Caminhando na mesma direção,
o Serviço de Aprendizagem Rural (Senar) Goiás
oferece qualificação – tipo
Formação Profissional Rural (FPR) – para quem está
disposto a trabalhar com a
solda elétrica.
A profissão de soldador exige força e delicadeza, já que a pessoa por
trás do capacete e de todo
o aparato de proteção
precisa ter habilidade e
atenção para detalhes pequenos que fazem toda diferença no final do trabalho. O Senar Goiás realiza
o curso de Solda Elétrica
em parceria com o Sindicato Rural (SR) em todas
as regiões do Estado.
Durante o curso, que é
oferecido para produtores
e trabalhadores rurais com
mais de 18 anos e alfabetizados, são abordados temas como a segurança no
trabalho, a preservação do
meio ambiente, as noções
de metrologia e a preparação de peças para montagens e solda elétrica. A turma pode ser composta por
12 alunos que passam por
32 horas/aula, o que inclui
muita prática.
Para outras informações sobre treinamentos e cursos
oferecidos pelo Senar Goiás entre em contato pelo telefone
(62) 3412-2700 ou pelo site www.senargo.org.br
*Cursos promovidos entre os dias 26 de fevereiro a 25 de março
128 CURSOS E TREINAMENTOS NA ÁREA DE PROMOÇÃO SOCIAL*
58
7
5
10
47
1
Alimentação
e nutrição
Organização
comunitária
Saúde e
alimentação
Prevenção de
acidentes
Artesanato
Educação
para
consumo
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5.248
PRODUTORES E
TRABALHADORES
RURAIS
CAPACITADOS
08/08/2014 13:38:05
CAMPO ABERTO
Apicultura: sistema de
produção sustentável
e lucrativo
Samantha Andrade | [email protected]
Larissa Melo
A
Samantha Andrade
é médica veterinária
e técnica-adjunta do
Senar Goiás
38 | CAMPO
apicultura, ramo de criação
de abelhas, que produz além
do conhecido mel, outros
produtos, como geléia real, pólen,
apitoxina (veneno de abelha), própolis, e cera, tem também gigantesca
importância na polinização dentro
da agricultura.
Criar abelhas para produção de
mel é uma atividade de grande potencial lucrativo, com um comércio
pouco acessado, mas com grandes
facilidades no país. Apesar do mesmo ser pouco praticado dentro do Estado de Goiás, o que explica a 17ª posição no ranking de produção de mel
(IBGE,2013), especialistas no ramo
apontam o baixo custo inicial de implantação como um atrativo para produtores se inserirem na atividade.
O custo de instalação de uma colmeia se encontrava em torno de R$ 350
no ano de 2013 e com retorno deste
investimento na propriedade previsto
para o primeiro ano de produção, visto
que a mesma colmeia é capaz de produzir de 10 até 30 quilos de mel por
ano. Mel este colhido em Goiás, que
por sua qualidade, tem preço superior
à média nacional, sendo muitas vezes
o dobro do valor pago à maior região
produtora da matéria prima, o Rio
Grande do Sul (em 2013, eram R$12, 71
em GO contra R$6,34 do RS).
Para exemplificar casos de sucesso, pode-se citar o município de
Formosa, em Goiás, que superou as
expectativas para o ano de 2013 em
cinco toneladas de produção, subin-
Maio / 2014
LAY B 2517 REVISTA CAMPO MAIO CAN 2014.indd 38
do de 25 para 30 toneladas, o que
gera um pequeno aumento dentro da
já reduzida taxa de 10% de participação estadual.
O mel retirado em Formosa, região
do entorno do Distrito Federal, conta com dois grandes diferenciais que
interferem na cor, viscosidade e paladar e elevam o valor do produto no
mercado. O primeiro é a questão das
bacias hidrográficas da Prata, Amazonas e São Francisco, que influenciam
diretamente na qualidade da água ingerida, em grande quantidade, pelas
abelhas. O segundo é o tempo das
chuvas, já que a umidade também interfere diretamente na qualidade do
mel (a região conta com período de
seca que vai de abril a outubro).
Vera Lúcia, professora na Universidade Federal Rural do Semiárido,
no Rio Grande do Norte, citou em
uma entrevista que “Aproximadamente 75% da alimentação humana
depende direta ou indiretamente de
plantas polinizadas ou beneficiadas
pela polinização animal. Dessas,
35% dependem exclusivamente de
polinizadores. Nos demais casos,
insetos como as abelhas ajudam a
aumentar a produtividade e a qualidade dos frutos”.
O relato apenas fortalece ainda
mais a necessidade da continuidade
e crescimento da atividade da apicultura, tanto para fins lucrativos
não só em Goiás, quanto para fins
agropecuários sustentáveis futuros
em todo o Brasil.
www.sistemafaeg.com.br
08/08/2014 13:38:55
PROGRAMA
SÓLIDOS NO LEITE
Minerais orgânicos Tortuga + serviços =
melhor qualidade do leite, portanto, maior lucro!
Qualidade do leite
O uso de minerais orgânicos é uma ferramenta para controle da contagem de células somáticas. A literatura científica relata efeito de minerais como o selênio na
redução da contagem de células somáticas. Nesse sentido, foi realizado na USP –
Pirassununga um trabalho para demonstrar os benefícios dos minerais orgânicos.
Efeito do zinco, cobre e selênio na contagem de células somáticas
Parâmetros de saúde da glândula
mamária
Fontes de zinco,
cobre e selênio
Inorgânico
Orgânico
P**
Novos casos de infecção - Mastite
subclínica
1
8
0,01
Vacas com mais de 200.000 células/ml
1
3
0,01
Casos clínicos
2
4
-
55,58
237,7
0,056
CCS* média (x1000)/ml
CCS* - Contagem de Células Somáticas ** Análise estatística realizada pelo teste do qui-quadrado.
Fonte: Cortinhas (2009).
Serviços
Além da tecnologia Tortuga, a empresa conta com corpo técnico de profissionais altamente qualificados e treinados, equipados com instrumentos de apoio
para avaliação do teor de fibra da dieta, avaliação de matéria seca, avaliação de
subprodutos e formulação de dietas a partir da composição dos alimentos. Além
do monitoramento da qualidade do leite e contagem de células somáticas. Os
profissionais da Tortuga estão capacitados para treinamento técnico da equipe
da fazenda e de prestadores de serviço.
E o resultado é o maior lucro para a sua produção.
0800 011 6262 | www.tortuga.com.br
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