Coleção Pontão de Cultura 2009 - Labrimp

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Coleção Pontão de Cultura 2009 - Labrimp
PONTÃO DE CULTURA
Realização
BRINCADEIRAS
MUSICAIS NA
SALA DE AULA
Daniela Thomas
de Carvalho
FE-USP
São Paulo - SP
2009
Coleção Pontão de Cultura
Caderno 1
Créditos
Coordenação: Tizuko Morchida Kishimoto
Realização: Roselene Crepaldi
Roseli A. Monaco
Colaboradores: Vera Lucia Guerra
Lucia M. S. S. Lombardi
Organização do material: Débora Pereira dos Santos
Iomar Zaia
Roseli A. Monaco
Produção Gráfica: PoloPrinter - www.poloprinter.com.br
Apoio institucional: Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo
Fundação de Apoio à Faculdade de Educação (FAFE), Ministério da Cultura.
Ficha Catalográfica
Agradecimentos
LABRIMP
www.labrimp.fe.usp.br
e-mail: [email protected]
Pontão de Cultura
e-mail: [email protected]
Telefones para contato: +55 (11) 3091-2080 ou 3091-3351
Professora de matemática, arte-educadora, dançarina e
percussionista. Cursou disciplinas como ”Matemática aplicada à
Música” e “Metodologia de Ensino de Arte e Movimento Corporal” na
USP. Em 2000, participou de cursos “Percussão Vocal e Sucata Sonora
para Arte-Educadores” no CEM Tom Jobim. Os cursos deram origem
a um grupo de pesquisas que por quatro anos foi aprofundando seus
exercícios, suas dinâmicas e vivências sob a coordenação de
integrantes do Barbatuques. Sua coreografia de dança percussiva
intitulada Sonora recebeu o Atestado de Capacitação Profissional
(2003).
Ministra aulas e oficinas desde 2001. Realizou oficinas musicais
para crianças, jovens e adultos através de projetos de ONGs, SESCs,
da Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo, das prefeituras de São
Paulo e de cidades vizinhas.
Realizou oficinas musicais para educadores e estudantes na PUC, na
FEUSP, no CEU-Atlântica, em SESCs, no Programa USP Recicla,
entre outros.
Ao realizar oficinas para educadores, Daniela busca difundir
brincadeiras e dinâmicas musicais que podem ser incorporadas às
demais atividades de sala de aula. O objetivo é promover a inclusão
social através da música.
Contato: e-mail: [email protected]
BRINCADEIRAS
MUSICAIS NA
SALA DE AULA
BRINCADEIRAS MUSICAIS NA
SALA DE AULA
O papel do professor deveria ser como o de um
regente de orquestra, para o qual os alunos (instrumentistas) têm participação única e significativa na
construção coletiva e individual dos processos e produtos de aprendizagem.
(Rosa Iavelberg)
A música é, sem dúvida, um rápido e eficiente meio de comunicação, um poderoso canal de expressão. Através dela, o ser humano
expressa suas alegrias e emoções, seus anseios e aflições, celebra
seus amores e paixões. Por permitir a comunicação fácil com grupos
e massas, a música pode ainda ser utilizada para incentivar ou condenar atitudes, difundir ou discutir valores.
A percussão corporal é uma linguagem musical que explora os
diferentes sons do corpo. Permite o desenvolvimento da atenção,
concentração, percepção, memória, ritmo, coordenação motora e
consciência corporal. Podemos afirmar que a percussão corporal é
uma atividade inclusiva e interativa, uma vez que o material exigido
para a sua realização é apenas o próprio corpo e o seu maior potencial sonoro está na harmonia do grupo.
Cada pessoa possui um corpo diferente, um tamanho de mão, um timbre de voz, uma facilidade para
produzir determinado tipo de som. Por essa razão,
os sons produzidos também são diferentes. Assim,
cada pessoa adquire um certo “RG” musical, compatível com as possibilidades sonoras de seu próprio corpo. Na prática coletiva, o som de cada pessoa interage com os sons das outras, numa colaboração mútua para se chegar à harmonia, no sentido
amplo da palavra. Para se fazer música é preciso
ouvir o outro, ouvir a si próprio e exercitar o diálogo,
a cooperação e a tolerância.
(Carlos Eduardo de Souza Campos Granja)
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A construção e o toque de instrumentos musicais de material
reciclável são de grande estímulo na musicalização e no desenvolvimento do processo criativo, motivadores de várias discussões sobre
a questão do lixo e o meio ambiente, sua relação com a cidadania, a
reciclagem e as infinitas possibilidades de reutilização de materiais.
Esta publicação tem como objetivo principal difundir algumas
brincadeiras e dinâmicas musicais que, por sua simplicidade, podem
ser incorporadas às demais atividades de sala de aula.
As brincadeiras desenvolvidas podem ser realizadas por qualquer educador, mesmo que não entenda especificamente de música.
Aqui, o mais importante é entender como valorizar a experiência de
cada um, como propor uma criação coletiva e, principalmente, como
promover a inclusão social através da música.
I - Brincadeiras Musicais
1)
Geral nos sons do corpo: O grupo experimentará os diferentes timbres musicais produzidos por_ diferentes partes do corpo. Palmas, estalos, boca, peito, barriga, pernas e pés. Pode-se
adotar uma ordem para realizar este exercício, como por exemplo, de cima (boca) para baixo (pés).
2)
Jogo da flecha: Em roda, como num jogo de bola, um participante envia a outro uma palma, e este envia a outro e assim por
diante. O importante é olhar para os olhos do colega para quem for
enviar a palma. Aumenta a velocidade conforme aumenta a concentração. O exercício explora direção, sentido e ângulos de visão.
Variação: Jogo da seta com ritmo - O grupo marca o ritmo (pulso) com os pés e envia a palma no tempo do pé, depois fora do tempo do pé, no contratempo.
3)
3 palmas e 1 perna: Em roda, o grupo deverá executar a seqüência 3 palmas e 1 perna no sentido anti-horário. Cada participante fará uma única batida. Criar outros exemplos com dificuldade crescente.
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4)
Seqüência rítmica: Para construirmos seqüências rítmicas o
exercício da soma é muito eficiente. Primeiro, fixamos bem a
execução de cada uma das parcelas. A seguir, apresentamos uma
lógica para ordenar a execução da soma das parcelas, de forma
a facilitar a memorização e a execução da seqüência sonora.
5)
Siga o mestre sonoro: Numa grande roda, cada participante
cria e executa um som ou seqüência sonora simples e o resto do
grupo repete o mesmo som em seguida, como a resposta do
eco. Adotar um sentido (anti-horário, por exemplo) para a brincadeira.
6)
Naipes musicais: Dividimos o grupo em dois ou mais naipes
musicais.
A) Naipes simples – os naipes executam a mesma seqüência
sonora, um de cada vez.
B) Naipes alternados – os grupos alternam a execução de duas
ou mais seqüências diferentes. Ex.: coco naipe 1 - 2 peito/1
estalo (4x); naipe 2 - chocalho com a boca (4x).
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C) Naipes complementares – os grupos executam sons diferentes a fim de complementar e melhorar a qualidade final do
som.
7)
Partitura geométrica: Cada figura geométrica representa uma
seqüência de sons relacionada com seu número de lados e suas
cores. Com várias figuras podemos formar frases sonoras. A
turma toda aprende a executar a seqüência de cada figura, em
seguida uma frase composta por 3 ou 4 figuras. Divida a turma
em 4 ou 5 grupos. Cada grupo criará, ensaiará e executará uma
seqüência com 3 ou 4 figuras. A turma toda aprenderá cada
frase. O conjunto de todas as frases criadas formará uma composição coletiva, que a turma toda deverá executar 3 vezes
seguidas.
Ex.: círculo 2 tempos, triângulo 3 tempos e quadrado 4 tempos
Cor azul – começa pela palma e completa com estalos
Cor rosa – começa pelo peito e completa com estalos
8)
Refrão / Improvisação: Em roda o grupo canta o refrão de
um coco, e bate na palma da mão em oito tempos, e faz oito
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tempos só de marcação com estalos. Um participante por vez
deverá fazer algum som de improviso no intervalo de marcação. Após cada participação individual, o grupo volta a cantar
o refrão.
Coco
Agora meu bem agora
agora que eu estou querendo
Eu sou feita na manteiga
Estou toda me derretendo
9)
Sequência minimal: Em roda, um integrante inicia um som
simples e repetitivo, o seu colega do lado direito acrescenta um
outro som e assim por diante, até que todos estejam improvisando juntos. A mesma ordem deve ser seguida para finalizar a
seqüência, ou seja, o primeiro a iniciar o som será o primeiro a
parar e assim por diante. Inverter o sentido da brincadeira.
10) July Baby: O ritmo das 2 primeiras estrofes pode ser marcado:
2 batidas na perna e 1 palma.
2 batidas com o pé e 1 palma
July, July Baby (2x)
Agora eu vou chamar
A ‘fulana’ pra dançar o July Baby (2x)
Não dá. (fulana)
Por que não dá? (todos)
Porque não dá (fulana)
Por que não dá? (todos)
Porque meus braços doem
Minha camisa aperta
E meu bumbum balança
Pra direita e pra esquerda (2x)
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11) Estátua musical: O tambor marca o ritmo, o grupo caminha
livremente. Um sinal sonoro avisa que é hora de se movimentar
e outro avisa que é hora de parar.
Variação para crianças: estátua animal – a cada estátua o professor avisa que a partir daquele momento todos vão imitar determinado animal.
12) 4 toques do chocalho: O grupo memoriza 4 diferentes toques
com chocalhos de mão. Em roda, o grupo deverá executar 8
tempos de cada toque em movimento, depois 4 tempos, depois
2 tempos de cada. A cada recomeço o grupo muda de sentido,
ou seja, a roda pára e gira para o outro lado.
13) Escravos de Jó: Dinâmica com latinhas e coreografia seguindo a letra. Após a primeira rodada, o grupo deve fazer só cantarolando e depois em silêncio.
Escravos de Jô
Jogavam caxangá
Tira, põe, deixa ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem zigue zigue zá
14) Trava-latas: Passar um exemplo de seqüência rítmica com chocalho de mão e depois dividir a turma em grupos para criar suas
próprias seqüências rítmicas. Cada grupo deverá apresentar o
trava-latas criado para o restante da turma, que deverá aprender e executar a seqüência. Esta brincadeira pode ser feita com
o grupo sentado no chão, usando as batidas da lata no chão. O
grupo pode experimentar executar a brincadeira com todos sentados em carteiras escolares ou em pé.
15) Dança da Piaba: Dança de letra e coreografia simples especial para crianças. Dinâmica que exige atenção e interação do
grupo. Enquanto canta os dois primeiros versos o grupo caminha livre no ritmo da música, depois a coreografia segue a le7
tra. A marcação do tambor auxilia na hora de conduzir o andamento da brincadeira.
Sai, sai, sai ô Piaba
Saia da lagoa
Põe a mão na cabeça
Tira põe na cintura
Dá um remelexo no corpo
E um abraço no outro
16) Ciranda: Dança circular popular brasileira que lembra o balanço do mar, é uma dança que inclui a todos por sua simplicidade. Caminhando para a direita, a roda de mãos dadas segue
colocando o pé direito para dentro e para fora da roda. É um
exercício de integração. Caso o grupo pegue bem a coreografia, fazer a ciranda com giro no quarto tempo. Marcar o ritmo
com um tambor ajuda na integração do grupo.
Casa de Farinha
Mandei fazer uma casa de farinha
Bem maneirinha que o vento possa levar
Oi passa o Sol, oi passa a chuva, oi passa o vento
Só não passa o movimento do cirandeiro a rodar
Achei bom, bonito
Meu amor brincar
Ciranda maneira
Vem cá cirandeira
Vem cá balançar
17) Nó humano: O grupo forma uma roda. Cada integrante deve
memorizar bem os colegas que estão em seu lado direito e esquerdo. Ao som do tambor o grupo começa a dançar livremente, alguns sinais sonoros são combinados com os comandos de
reunir, espalhar, parar e continuar.
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Ao acompanhar o som do tambor, o grupo se embaralha, se
junta num bolo dançante e, ao sinal do professor, se paralisa. Cada
integrante, sem sair do lugar, deve procurar dar as mãos aos mesmos
colegas do início do jogo. Sem soltar as mãos, o grupo tem como
desafio desfazer o nó e voltar à roda inicial. Caso a turma seja muito
numerosa divida a sala em dois ou três grupos, lembrando de delimitar o espaço de movimentação de cada grupo e; mantendo os seus
integrantes separados entre si.
II - Instrumentos de Sucata
Todas as brincadeiras musicais descritas podem ser realizadas
com a utilização de instrumentos de sucata. Para fazer a decoração
dos instrumentos, uma opção ecológica e econômica é a utilização
de sobras de adesivos coloridos descartados por lojas de faixas comerciais. Folhas de revistas também podem ser utilizadas, mas requerem uma ou duas mãos de cola por cima. Para a confecção de
todos os instrumentos utilizaremos tesouras, fita adesiva colorida e
transparente.
1) Chocalhos de mão
Latinha refrigerante ou cerveja (1 por participante) • Grãos (arroz, feijão, milho, canjica) ou pedrinhas •
Abridor de latas.
Dicas: Prepare em um copinho de plástico a medida certa de
recheio para os chocalhos. Ao estipular a medida para o recheio do
chocalho, o educador evita desperdício de material e estimula o grupo a se organizar. Faça um funil de garrafa pet para colocar pedrinhas e grãos na latinha, o que também evita desperdício e sujeira.
2) Chocalhos de pés
Potes de plástico rígido de Bliss ou Danup (2 por participante)
• Copinhos plásticos para café • Grãos (arroz, feijão, milho, canjica)
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3kg • Câmera de pneu de moto cortada em fatias para fixar o chocalho nos pés.
Dicas: Fechar os chocalhos de pés com o fundo de copinhos de
café e reforçar com fita adesiva. Toda sucata, como potinhos plásticos e latinhas, deve ser previamente lavada e seca para aumentar a
durabilidade do instrumento.
3) Conduítes e vidrinhos
Vidrinhos e potinhos (gargalo redondo com diâmetro máximo
de 2 cm) • Conduítes finos sopro limpos ou sem uso anterior (3/4
polegadas e 90 cm de comprimento por peça) • Conduítes largos
giro - podem ter uso anterior (1 polegada e 110 cm de comprimento
por peça)
Dicas: Antes de comprar conduíte em grandes quantidades, peça
um pequeno pedaço ao vendedor e teste a sonoridade do material
soprando ou girando. Alguns tipos de conduíte não produzem som
algum. Após testar o som, estipule a melhor medida de comprimento
para o corte dos conduítes de giro e de sopro, evitando o desperdício
de material.
4) Sopros
Latas de Nescau, leite ou café com tampa de plástico • Canos
de papelão rígido ou PVC (de até 10 cm de diâmetro ou DN150) •
Lixas para PVC • Durepox • Folhas de plástico quadriculado para
encapar caderno • Canudo de plástico de chuveirinho (limpo ou sem
uso anterior) • Abridor de latas e alicate.
Dicas: A lata deve ser perfurada em dois locais. No fundo da
lata, a perfuração deve ter a dimensão grande o suficiente para a
passagem do cano, que deve chegar ao outro lado da lata percorrendo seu interior. Outra perfuração menor deve ser feita na lateral da
lata para colocar um pedaço de cano plástico de chuveirinho. Após a
colocação destas peças, o instrumento deve ser vedado nestes dois
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locais com durepox para evitar a passagem de ar. Na boca da lata
deve ser colocado um pedaço de plástico de encapar caderno. Corte
o interior da tampa de plástico e utilize o seu aro exterior para fixar
o plástico na lata. A lata deve ser trocada periodicamente, pois o seu
interior oxida e enferruja com o tempo de utilização. Ao lixar PVC
cortado com serra manual tenha cuidado para não cortar as mãos nas
rebarbas das bordas do cano. Este material é altamente cortante. Para
os instrumentos de sopro utilizar peças novas ou bem limpas, pois o
contato direto do instrumento com a boca pode ocasionar ingestão
de bactérias. O mais indicado é que este tipo de peça tenha o uso
individual.
5) Tambores e Tamboretes
Galões de plástico rígido (4 ou 5 por turma) • Canos de papelão
rígido de vários tamanhos • PVC DN150 cortado em pedaços de 10
cm (1 pedaço por participante) • Fita adesiva bege larga (4 rolos) •
Palitos de comida chinesa e/ou churrasco • Lixas para PVC • Cabos
de vassouras (4) • Retalhos de espuma e tecido.
Dicas: Os tamboretes de PVC devem ser lixados antes de sua
confecção. Estique em uma das bocas pedaços de fita adesiva bege
até formar uma superfície lisa e rígida. Utilizar os palitos de madeira ou plástico com baqueta. Para os tambores maiores, construir as
baquetas com pedaços de cabos de vassoura, colocando na ponta
retalhos de espuma, fechando com retalhos de tecido e fita adesiva.
Para facilitar o toque do tambor em movimento construir alças com
retalhos de tecido e fixar em suas laterais. Não estique demais a fita
adesiva para não repuxar o tamborete. Os galões cilíndricos ou arredondados produzem som melhor do que os retangulares. Ao colocar alças nos tambores maiores, evite perfurar as peças, o que prejudicaria a qualidade do som. Para a construção dos tambores maiores, divida a turma em grupos. Ao sinal do professor, os grupos
devem trocar os tambores entre si, e continuar a arte iniciada pelo
outro grupo. Desta forma evitamos o apego dos alunos a determinadas peças, mostrando que os instrumentos são de uso coletivo da
orquestra.
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Referências Bibliográficas
GRANJA, Carlos Eduardo de Souza Campos. Musicalizando a escola: música, conhecimento e educação. São Paulo: Escrituras, 2006.
IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2003.
MARQUES, Isabel A. Ensino de dança hoje: textos e contextos. São
Paulo: Cortez, 1999.
MATTOS, Mauro Gomes. Educação física infantil: construindo o
movimento na escola. São Paulo: Plêiade, 1998.
Catalogação na Publicação
Serviço de Biblioteca e Documentação
Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo
371.12
C331b
Carvalho, Daniela Thomas de
Brincadeiras musicais na sala de aula ; Daniela Thomas de Carvalho ;
coordenação
Tizuko Morchida Kishimoto.
São Paulo :
FEUSP/FAFE/LABRIMP, 2009.
12 p. : il. (Coleção Pontão de Cultura. Caderno 4)
ISBN: 978-85-60944-18-7 (coleção completa)
978-85-60944-22-4 (volume)
1. Formação de professores 2. Musica - Educação 3. Linguagem
musical 4. Brincadeiras 5.Instrumentos musicais 6. Sala de aula Atividade I. Kishimoto, Tizuko Morchida, coord.