Oruxmaps Guia de Utilização

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Oruxmaps Guia de Utilização
Oruxmaps
Guia de Utilização
24 de Junho de 2013
1
Introdução
Este documento descreve como realizar tarefas básicas de navegação em imagens
georreferenciadas (ou, se quisermos, mapas), através do OruxMaps.
Antes de começarmos é bom sabermos que:


O OruxMaps é uma aplicação que é executada nas versões do sistema operativo
Android em dispositivos do tipo smartphone ou tablet.
OruxMaps utiliza imagens em formato digital (tipo raster e vetorial) como fundo,
permitindo a navegação, a visualização e modificação de dados do GPS, a criação de
rotas (routes), pontos de passagem (Waypoints) e trajetos (Tracks), à semelhança do
que sucede com o OziExplorer para a “família” MS Windows ou com o Bit Map para
iOS.
Tem como funcionalidades mais importantes:






Visualização, navegação sobre mapas online (Google Maps, Microsoft Bing, OpenStreet
Map, etc.) e armazenamento dos mapas percorridos em cache local;
Criação de mapas offline a partir de mapas online;
Suporte de recetores GPS externos Bluetooth;
Visualização e navegação sobre mapas offline (raster ou vetorial);
Registo automático e armazenamento dos pontos de localização fornecidos pelo
receptor GPS à medida que nos deslocamos, criado o trajeto percorrido (função de
track log);
Carregamento e visualização de rotas e trajetos, a partir dos formatos .gpx e .kml/kmz;
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





Função de Moving map, a qual fornece em tempo real a posição sobre o mapa e
procura automaticamente o mapa mais detalhado;
Rotação do mapa, através da bússola ou da direção seguida (em mapas offline);
Ampliação do mapa;
Registo e edição de pontos de passagem;
Interface de descarregamento (download) de rotas e trajetos a partir da plataforma
www.everytrail.com;
Interface de carregamento (upload) de rotas e trajetos nas plataformas
www.gpsies.com e www.trainingstagebuch.org.
O presente documento aplica-se às versões 5.2.0./ 5.2.1. do Oruxmaps e posteriores.
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A Interface do Oruxmaps
A primeira vez que é executado, o OruxMaps procede à criação das pastas de trabalho no
dispositivo/cartão SD e carrega um dos mapas online disponíveis (configurados no ficheiro
oruxmaps/mapfiles/onlinemapsources.xml).
Ao trabalharmos com um mapa, o ecrã é estruturado em diversas áreas:

O topo e o lado esquerdo da aplicação são ocupados por duas barras de botões, os
quais permitem ao utilizador realizar as ações mais comuns em navegação, como
sejam a seleção e ampliação de mapas, ligar e alterar o modo de aquisição de dados
do recetor GPS, adicionar e editar pontos de passagem, percorrer rotas e armazenar
trajetos.
Estas barras podem ser configuradas e personalizadas a partir da área Mais >
Configuração > Elementos Visuais.

Logo abaixo da barra de topo são apresentados ícones de estado relacionados com a
orientação (face ao Norte magnético, a receção de dados por parte do recetor GPS e
atividade de track log.

Ao centro, o cursor marca a posição corrente sobre o mapa.

Na base situa-se uma barra designada de “quadro de comandos”, a qual fornece
informações sobre altitude, velocidade e precisão.
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A estrutura das diversas áreas em que se decompõe o OruxMaps, as quais permitem ao
utilizador realizar as ações mais comuns, como sejam a seleção visualização e ampliação de
mapas, ligar e sincronizar o dispositivo GPS, adicionar e editar pontos de passagem, desenhar,
percorrer rotas ou trajetos, pode ser vista a seguir:
1
2
3
4
5
6
1. Barra de Botões Superior.
Esta área ocupa o topo da janela onde é executado o OruxMaps. No topo, a barra de
menus que proporciona ao utilizador acesso a diversas funções e tarefas: Ajuda, controlo
das definições da própria aplicação, gestão de trajetos, pontos de passagem, rotas e
mapas.
2. Barra de Estado.
Posicionada logo abaixo da barra de botões, encontra-se as barras de estado, fornecedora
de informações como: GPS ligado, função de track log ativa, trajeto carregado no visor.
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O utilizador durante o trabalho com o OruxMaps pode vir a deparar-se com os seguintes
símbolos gráficos na barra de estado:
Bússola (indica o Norte magnético);
GPS ativo;
GPS ativo (em modo economizador);
GPS ativo (em modo rápido);
Função de track log ativa (registo e armazenamento de trajeto
efetuado);
Pulsímetro BT ativo (compatível com os modelos Zephyr, Polar
e SportsTracker)
Alarme de rota /ponto de passagem ativos;
Geocaching;
Indicação de navegação por rota;
Indicação de camadas (overlays) KML/KMZ carregadas no mapa
ativo e em exibição;
Variómetro ativo;
Indicação de navegação por pontos de passagem;
MultiTracking ativo;
LiveTracking activo (depende de um ativar prévio da função de
track log e tem por objetivo o envio de modo integrado das
coordenadas do trajeto que vai sendo efetuado para a
plataforma GPSGATE ou para sítios web como o
www.MapMyTracks.com ou o www.okmap.org;
Rota carregada e em exibição no ecrã;
Sensor ANT+ ativo (o OruxMaps suporta sensores ANT+, desde
que o dispositivo Android seja compatível);
Trajeto carregado e em exibição no ecrã;
Desativar a deslocação automática do mapa com o GPS ativo.
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3. Barra de Botões (lateral esquerda).
Aqui o utilizador pode encontrar funções como: Ampliar (zoom in), Zoom 1:1, Reduzir
(zoom out) Medir distâncias e rumos entre pontos
4. Barra de Botões (lateral direita).
Funções: ativar do GPS, ativar da função de registo do trajeto percorrido (track log), modo
manual (o mapa não se desloca em função da posição corrente), vista 3D do mapa e
acesso às páginas com os comandos disponíveis quadro de comandos, de modo a fornecer
ao utilizador informações como a altitude, velocidade ou precisão.
As barras de botões laterais, bem como a superior são configuráveis. O utilizador tem a
possibilidade de exibir ou esconder botões nas mesmas através do menu Configurar,
comandos Elementos Visuais / Botões / Construtor de Botões.
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Pode igualmente configurar-se o tempo de exibição das barras de botões, levando a que
as mesmas possam ficar ocultas de modo automático ao fim de dez segundos: menu
Configurar, comandos Elementos Visuais / Botões / Ocultar Botões.
5. Escala.
6. Quadro de Comandos.
Área fornecedora de informação diversa, como seja as coordenadas, nível de ampliação
(zoom) ou altitude correntes.
O aspeto, dimensão, número de elementos a visualizar, ocultar automático ou até a sua
divisão em dois quadros (um na base do ecrã e outro no topo) são configuráveis pelo
utilizador, a partir do menu Configurar, comandos Elementos Visuais / Quadro de
Comandos.
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Menu Android:
O botão de menu do dispositivo Android proporciona ao utilizador acesso a outras opções:

Perfis: acesso à área de gestão dos perfis de utilização por parte do utilizador. Um
perfil é entendido como uma parametrização da aplicação (em termos de GPS, botões
ou parâmetros indicados na barra de estado /quadro de comandos) e que pode ser
criado pelo utilizador em função de uma determinada atividade.

Ferramentas: botão de acesso rápido a funcionalidade de medição de distâncias,
cálculo de áreas, radar ou computador de bordo (páginas com os comandos
disponíveis na barra de estado ou quadro de comandos, que fornecem ao utilizador
informações como a altitude, velocidade ou precisão), estado de receção do GPS,
Calcular áreas e Layar (utilização da funcionalidade Layar, por vezes denominada
“realidade aumentada”).
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
Ajustes: Acessos rápido à definição parâmetros do OruxMaps, como sejam:
o
o
o
o
o
o
o
o

Rolar: deslocação manual do mapa (e não por ação do modo de GPS ativo);
GPS: configuração do modo de funcionamento (e consumo) do recetor GPS;
Barómetro: Calibrar do barómetro (caso o dispositivo Android disponha de
um);
Calibrar mapa: permite corrigir temporariamente os dados de
georreferenciação de um mapa offline;
Perfis: Trocar o perfil corrente;
Modo noturno: diminui a luminosidade do ecrã.
DATUM: permite ao utilizador trocar o datum para o mapa corrente.
Bloqueio de downloads: inibe o descarregar de áreas num mapa online, de
modo a que se utilize apenas a informação já armazenada na cache da
aplicação.
Ajuda: hiperligações de acesso a documentação de ajuda (nas línguas espanhola e
inglesa) sobre o OruxMaps.
Botões (da barra de botões):
As barras de botões superior e laterais são configuráveis pelo utilizador. Este, tem a
possibilidade de exibir ou esconder botões nas mesmas através do menu Configurar,
comandos Elementos Visuais / Botões / Construtor de Botões.
O conjunto de botões disponibilizados pelo OruxMaps pode ser visto a seguir:
Configuração do GPS:
•
Por defeito : segue as parametrizações definidas pelo utilizador ao nível
das preferências do OruxMaps;
•
Rápido: armazena um ponto de passagem cada 5 metros, mantendo o
GPS sempre ativo;

Poupança de energia: armazena um ponto de passagem cada 80 metros e
30 segundos.
Limpar do ecrã o trajeto ativo.
Permite visualizar os pontos de passagem que compõem o trajeto / rota ativo.
Abrir e carregar no ecrã um ficheiro nos formatos .KML, .KMZ ou .GPX.
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Aceder às funções gerais de configuração do OruxMaps
Criar um trajeto manualmente.
Criar um ponto de passagem. Se o dispositivo Android possuir câmara
fotográfica, um premir longo permite criar o ponto e tirar uma fotografia.
Estatísticas do trajeto corrente.
Ativa/desativa o GPS. Uma vez ativo, o GPS controla o deslocamento no
mapa. Um premir longo, ativa o GPS externo (caso exista e esteja
configurado).
Indicação do estado de receção do GPS.
Reduzir (zoom out).
Zoom 1:1.
Ampliar (zoom in)
Vista 3D do mapa.
Ativar da função de track log (registo do trajeto percorrido).
Computador de bordo: acesso às páginas com os comandos disponíveis na
barra de estado ou quadro de comandos, que fornecem ao utilizador
informações como a altitude, velocidade ou precisão.
Abre a funcionalidade Layar (caso esteja instalada).
Pesquisa por geocoding (processo de pesquisa coordenadas geográficas a partir
de dados como os arruamentos ou códigos postais, cartografando-os ou
incorporando-os em fotografias como geotags).
Ativar/desativar a deslocação automática do mapa com o GPS ativo
Medir distâncias e rumos entre pontos.
Criar um mapa offline a partir de um mapa online.
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Selecionar e exibir um novo mapa (offline ou online).
Selecionar um novo mapa na posição atual.
Mover um mapa. Através de um premir longo o mapa é deslocado para a
última posição registada pelo GPS.
Quadro de comandos lateral:
O utilizador dispõe na barra de botões de acesso às páginas com os comandos disponíveis na
barra de estado ou quadro de comandos, que fornecem ao utilizador informações como a
altitude, velocidade ou precisão. Trata-se do seguinte botão:
Computador de bordo.
No entanto, é possível ativar a exibição destas páginas no ecrã, partilhando-o com o mapa.
Para tal o utilizador deve rodar e manter o dispositivo Android para o “lado” (landscape) e
aceder ao menu Configurar, comandos Elementos Visuais / Vários UI / Quadro de Comandos
Lateral.
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O utilizador pode, depois, navegar entre as páginas e a informação nelas constantes, através
dos seguintes botões:
Tais páginas de informação podem ser vistas nas imagens que se seguem:
Página de bússola.
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Página de estatísticas sobre a rota / trajeto corrente, exibindo dados de altitude, velocidade ou
pendente.
Página de navegação, a qual oferece uma bússola com velocímetro, bem como informação
sobre o rumo, distância em falta, percentagem já percorrida, hora de chegada estimada,
tempo em percurso estimado, atraso.
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Lista de pontos de passagem. Através dos botões M e R é possível realizar de um modo rápido
as seguintes operações:

Botão M: selecionar os pontos de passagem mais próximos da posição atual ou os
pontos da rota;

Botão R: selecionar os pontos de passagem num raio de busca (em km).
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Se se selecionar um ponto de passagem da lista, é possível, depois, proceder à sua visualização
no mapa ou navegar.
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O trabalho com pontos de passagem (waypoints)
Um ponto de passagem representa um conjunto de coordenadas que identifica um ponto
físico no mapa. Estas coordenadas incluem longitude, latitude e altitude, permitindo assim a
navegação terrestre ou aérea.
Os pontos de passagem são tradicionalmente associados a características distintivas do mundo
real, como formações rochosas, nascentes, oásis, montanhas ou edifícios, mas também a
artefactos físicos, como faróis.
Criar um ponto de passagem:
O Oruxmaps permite criar pontos de passagem. Estes podem depois ser organizados como
rotas (sequência de pontos de passagem intermédios que conduzem a um destino).
Para criar um ponto de passagem, o utilizador dispõe de várias opções

Tocar no ecrã, até surgir o menu contextual,;

Aceder à barra superior de botões, pressionar o botão
comando “Criar”;
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e depois selecionar o
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
Ou premir (caso esteja disponível na barra de botões lateral) o botão
“Criar”.
Se o equipamento possuir câmara fotográfica, um premir longo sobre o mapa permite criar o
ponto e tirar uma fotografia.
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São propriedades do ponto de passagem, passíveis de edição:






Nome;
Símbolo, selecionável a partir de uma lista;
Coordenadas;
Projeção, que permite criar um ponto deslocado da localização corrente numa
determinada distância e direção;
“Geocoding” ou atribuição de identificadores geográficos à localização corrente
(requer conexão à Internet);
Extensões informativas ao ponto, como sejam imagens, áudio, vídeos ou textos a
anexar.
Gerir pontos de passagem:
Se possuirmos um trajeto ativo o Oruxmaps apenas exibirá os pontos desse mesmo trajeto,
caso contrário serão visualizados todos os pontos armazenados na base de dados. No ponto de
passagem final encontram-se estatísticas do segmento.
O utilizador pode aceder à janela de gestão dos pontos de passagem armazenados a partir do
da barra de botões superior.
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Nesta janela, e com a ajuda do menu Android, é possível realizar várias ações, como sejam:








Ordenar a lista de pontos;
Filtrar, criando assim subconjuntos de pontos;
Reiniciar / limpar filtro;
Exibir no mapa os pontos listados / selecionados;
Criar uma rota a partir dos pontos listados / selecionados;
Eliminar todos os pontos;
Importar pontos, a partir de ficheiros .GPX ou .KML;
Exportar pontos para ficheiros .GPX ou .KML.
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Criar uma rota a partir dos
pontos listados / selecionados
Mostrar ponto no mapa
Ordenar
Seleção do ponto
Distância
Exportar /
Guardar
Eliminar
Tipo e
Símbolo gráfico
Selecionado um ponto surgem ao utilizador outras opções:
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





Editar as propriedades básicas do ponto;
Eliminar o ponto da base de dados;
Aceder às extensões informacionais do ponto, como sejam os conteúdos multimédia
anexos;
Visualizar o ponto no mapa;
Navegar;
Eliminar o ponto da lista de pontos selecionados / filtrados.
Navegar para um ponto de passagem:
É possível em determinadas circunstâncias ser-se conduzido para um ponto de passagem
(quando o mesmo se encontra sobre um caminho) através das funcionalidades de navegação
do Google ou do Sygic.
Sobre um ponto projetado no mapa há que:


Selecionar o ponto;
Escolher a opção Navegador.
É executada a navegação do Google ou do Sygic
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Criar automaticamente pontos de passagem:
O Oruxmaps possibilita ao utilizador a criação automática de um ponto de passagem,
afetando-lhe um nome genérico e sem exigir quaisquer dados adicionais (mais tarde editáveis).
Para tal o utilizador terá que configurar a aplicação através do botão “Pontos de Passagem” e
selecionar o comando “Configuração”:
Depois, basta marcar a opção “criar wpts. Automaticamente”:
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O Oruxmaps pode ainda criar automaticamente os pontos inicial e final do trajeto a percorrer
(função de track log).
No ponto de passagem final ficarão armazenadas as estatísticas do trajeto.
Esta opção é ativada através através do botão “Pontos de Passagem” e selecionar do comando
“Configuração”. Então, terá que marcar a opção “Criar primeiro/ultimo wpt”:
Alarmes:
É possível ativar um alarme de aproximação ao ponto de passagem. Se associarmos extensões
áudio ao ponto (propriedades do ponto de passagem), serão estes os utilizados em lugar de
um simples aviso sonoro ou “beep”.
Este alarme será repetido por omissão quatro vezes. No entanto, o utilizador pode modificar
tal parametrização através do menu Configurar / comandos Avisos de voz/sons:
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Modificar pontos de passagem “em lote”:
O Oruxmaps possibilita ao utilizador modificar em lote (e não apenas um a um) determinadas
propriedades dos pontos de passagem:
 Afetar um mesmo ponto de passagem a várias rotas;
 Afetar um mesmo símbolo gráfico ou som a vários pontos de passagem;
 Modificar a descrição de um grupo de pontos de passagem.
Acedendo à janela de gestão dos pontos de passagem armazenados a partir do da barra de
botões superior, basta ao utilizador marcar os pontos pretendidos, ativar o menu Android
selecionar o comando “Modificação massiva”:
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Opções avançadas:
Determinadas funcionalidades do Oruxmaps podem ser controladas por meio da edição de
ficheiros .txt nas pastas onde aquela aplicação se encontra instalada.
Estes ficheiros são lidos e verificados pela aplicação durante o seu arranque. Alguns deles
controlam o tipo, aspeto gráfico e áudio associado aos pontos de passagem.
A informação que se segue é baseada na versão v5.2.0 e posteriores.
customwpts.txt
Ficheiro localizado na pasta “oruxmaps/customwpts”. Destina-se a endereçar as questões
associadas à definição dos tipos de pontos de passagem (tipo, símbolo e som).
Um exemplo deste ficheiro pode ser visto a seguir:
É permitida a criação de novos tipos:



Cada tipo ocupa uma linha nova (no nosso exemplo, temos o novo tipo
“voltar_esquerda”;
Caso se pretenda um símbolo gráfico específico, deverá ser criado um ficheiro .png
com o mesmo nome do tipo (por exemplo “voltar_esquerda.png”) e armazenado na
pasta “oruxmaps/customwpts”;
De acordo com o tipo de dispositivo, as dimensões da imagem deverão situar-se entre
os 32x40px e 48x60px.
Finalmente, se se quiser associar uma mensagem áudio ao ponto de passagem, à
designação do tipo deve inserir-se o caracter “|”, seguida da mensagem a utilizar.
A mensagem de áudio só será reproduzida se o utilizador alterar a parametrização da
aplicação, através do menu Configurar / comandos Avisos de voz/sons / Alarme wpt.
Áudio.
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Rotas (routes).
A rota é uma sucessão de pontos de passagem que definem um caminho. É possível ao
utilizador navegar por uma rota, dirigindo-se desde o primeiro ponto de passagem (ponto de
origem) até ao último (destino) de uma forma ordenada.
Criar e visualizar rotas.
O Oruxmaps suporta várias formas de criação e visualização de rotas:



Diretamente, a partir de ficheiros GPX, KML ou KMZ que contenham dados;
A partir de um trajeto previamente criado ou importado para a base de dados da
aplicação; ou
Com base num conjunto de pontos de passagem.
Importar rotas.
Para importar os dados a partir de um ficheiro GPX, KML ou KMZ, o utilizador deve

Aceder à barra superior de botões, pressionar o botão
comando “Carregar ficheiro”;
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e depois selecionar o
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
A partir de então, o utilizador tem acesso à janela de gestão e seleção de ficheiros.

Tal como em outros objetos é possível ao utilizador selecionar o ficheiro com a rota
pretendida, de modo a ser visualizada no ecrã e a se navegar sobre a mesma.
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Criar uma rota a partir de pontos de passagem.
Existe por vezes a necessidade de projetar um percurso a partir de um conjunto de pontos de
passagem que o utilizador foi catalogando e armazenando no seu dispositivo.
Em Oruxmaps esta funcionalidade está disponível em dois modos.
1. Carregar e apresentar no mapa os pontos de passagem, que servem assim de guia ao
percurso a realizar;
Aceder ao segundo botão mais à esquerda da barra de comandos que ocupa o topo do
ecrã e selecionar a opção “Gerir”.
O utilizador passa a ter acesso à janela de gestão de pontos de passagem. Deve,
depois, filtrar e marcar os pontos pretendidos.
Os pontos de passagem selecionados passam a ser visualizados no mapa:
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2. Criar uma rota a partir de um conjunto de pontos de passagem selecionados.
Funcionalidade obtida ao nível da janela de gestão de pontos de passagem. O
utilizador deve, para tal, selecionar os pontos pretendidos, e premir o segundo botão
mais à esquerda que ocupa o topo da referida janela de gestão de pontos de
passagem.
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Será então gerada uma rota unindo os pontos.
Navegar em rotas.
O utilizador pode carregar várias rotas no ecrã e sobre um mapa. No entanto, apenas uma
pode estar ativa e sobre ela se pode seguir ou navegar.
Numa rota o primeiro ponto de passagem é assinalado por uma bandeira verde. Este, marca o
início da rota.
Caso o utilizador pretenda tornar uma rota na rota ativa, basta premir o seu ponto de início e
depois a opção “Ativar”. Se desejar eliminar uma rota do ecrã, o processo é muito idêntico:
premir o seu ponto de início, seguido da opção “Eliminar”.
Carregada uma rota no ecrã, é possível segui-la, ou melhor, navegar sobre a mesma. Para tal, o
utilizador pode aceder ao menu de gestão das rotas a partir do da barra de botões superior e
selecionar a opção “Seguir”.
Esta opção pressupõe que o GPS esteja ativo.
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Durante a navegação, são dadas informações na base do ecrã, ao nível do denominado
“quadro de comandos”:
 Distância em falta;
 Percentagem da rota já percorrida;
 Hora de chegada estimada (ETA);
 Tempo em roto estimado (ETE);
 Atraso face à rota original (caso possua pontos com valores hora).
Caso o utilizador tenha projetado uma rota a partir de um conjunto de pontos de passagem, as
indicações fornecidas no “quadro de comandos” são sempre relativas ao próximo ponto de
passagem.
É possível ativar um alarme de afastamento face à rota. Este, pode ser parametrizado pelo
utilizador através do menu Configurar / comandos Avisos de voz/sons:
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Para inverter uma rota o utilizador tem que:

Aceder à barra superior de botões, pressionar o botão
comando “Inverter”;
e depois selecionar o
Os pontos que integram a rota serão então reordenados.
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Trajetos (tracks).
O trajeto consiste numa sucessão de pontos interligados, que contêm informação de posição e
elevação, registados automaticamente por um dispositivo GPS à medida que o utilizador se
desloca num percurso.
É possível transferir os trajetos criados e registados pelo dispositivo GPS para o Oruxmaps,
para posteriormente se proceder à sua visualização em mapa e eventual edição. Para além
disso é possível criar diretamente trajetos sobre um mapa.
Gerir trajetos.
É possível aceder à janela de gestão de trajetos armazenados a partir do botão
localizado na barra de botões > comando Gerir.
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,
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Tal como no caso dos pontos de passagem é possível:


Filtrá-los, importar/exportar trajetos a partir de ficheiros nos formatos .GPX ou .KML, e
Selecionar qual o trajeto a exibir no mapa.
Selecionado um trajeto da janela de gestão é possível ao utilizador, entre outras operações,
aceder a:





Estatísticas;
Abrir o trajeto (“Continuar o Track”), operação que carrega o trajeto no ecrã e permite
ao utilizador adicionar-lhe novos segmentos e pontos;
Abrir o trajeto como rota;
Corrigir os dados de altitudes;
Aceder à lista de pontos de passagem que integram o trajeto.
Visualizar trajeto
selecionado no mapa
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Exportar
Eliminar
Unir
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Importar trajetos.
Para importar os dados a partir de um ficheiro GPX, KML ou KMZ, o utilizador deve

Aceder à barra superior de botões, pressionar o botão
comando “Gerir”;

Já nesta janela, e ao nível da barra de botões, teremos que escolher o menu
“Android” > “Importar Track”, o qual dará acesso às pastas e ficheiros constantes do
dispositivos, de modo a podermos selecionar os dados a importar.
e depois selecionar o
menu “Android”
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Criar um trajeto.
É possível criar, ou se preferirmos traçar (plot) um trajeto, marcando pontos no mapa ou
desenhando o trajeto no mapa.
Em Oruxmaps o trajeto é concebido como um objeto aberto ou “vivo”, na medida em que
resulta de um percurso efetivamente percorrido pelo utilizador, ou que se encontra a ser
percorrido.
Neste sentido, quando um trajeto é aberto em modo de edição é possível alterá-lo a qualquer
momento eliminado ou adicionando-lhe pontos, segmentos e pontos de passagem
(waypoints).
O Oruxmaps permite ao utilizador criar trajetos de dois modos:
1. Através da função de registo do trajeto percorrido (função de track log), a qual
será desenvolvida em capítulo próprio;
2. Por meio do comando “Criar”, disponível a partir do botão Trajetos, localizado na
barra superior de botões.
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O comando “Criar” permite ao utilizador de um modo muito simples deslocar-se pelo mapa e,
através dos botões disponíveis na base do ecrã (
),



Criar / unir ou eliminar pontos;
Adicionar nos segmentos ao trajeto;
Criar ou eliminar pontos de passagem.
Mira onde será
criado um ponto e
unido ao anterior
Ponto de passagem
Barra de comandos
e opções
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Caso o utilizador pretenda criar pontos de passagem ao longo do trajeto a caixa de marcação
“Criar waypoint” deverá estar selecionada. O objeto será então criado com um símbolo
específico:
Ponto de passagem
(waypoint)
Ponto
A operação de criação /edição de um trajeto é concluída aceitando ou cancelando (botões
). O trajeto recém-criado surgirá então na lista, junto de outros.
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Unir trajetos.
Existe, por vezes, a necessidade de unir os trajetos a percorrer ou já percorridos e que o
utilizador foi catalogando e armazenando no seu dispositivo.
Objetivo: unir, refazer e seguir os trajetos como rota ativa (única opção de trackback em
Oruxmaps).
Para unir dois ou mais trajetos, o utilizador deverá:


Aceder à janela de listagem e gestão de trajetos;
Selecionar os trajetos a unir, através da caixa marcação à sua esquerda;

Utilizar o segundo botão mais à direita da janela de listagem e gestão de trajetos;

Os trajetos serão então unidos ao último selecionado.
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Navegar em trajetos.
São opções que o utilizador deve ter em conta:




Eliminar do visor a rota ativa;
Inverter a rota (função de track back);
Seguir a rota ativa;
Navegar de ponto de passagem em ponto de passagem (distância e rumo ao ponto de
destino);
 Ativar o aviso de afastamento da rota ativa;
 Ativar o aviso de proximidade de um ponto de passagem.
Navegar sobre o trajeto como rota , pressupõe que o utilizador aceda à janela de gestão de
trajetos armazenados a partir da barra superior de botões e, posteriormente, selecione a
opção “Gerir”.
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Selecionado o trajeto da lista, surge ao utilizador, através de um menu contextual, a opção de
o carregar como rota:
Registar do trajeto percorrido (função de track log).
O comando “Iniciar a gravação” (Track logging) ativa o modo de registo e armazenamento de
trajetos, cujo nome por omissão assume o valor data + hora.
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É a partir deste que se traçará o trajeto sobre o mapa, o qual toma a cor vermelha (valor
alterável, bem como a espessura do traço, na janela de Definições). Caso exista um trajeto já
iniciado o Orux Maps pergunta ao utilizador se pretende prolongar o segmento anterior, criar
um novo segmento ou iniciar um novo trajeto (o qual eliminará o trajeto até aí visível).
O comando “Iniciar a gravação” pode, pois, ter diversas repercussões no funcionamento global
da aplicação e do próprio dispositivo Android. Assim,

Ativa automaticamente a receção de sinal do GPS. O modo de receção permanecerá
ativo, mesmo que o utilizador transite para outras aplicações no dispositivo Android,
sendo notificado através de de um símbolo específico na barra de estado do sistema
operativo.

Caso não exista um trajeto previamente iniciado, será criado um novo trajeto na base
de dados, cuja designação será a data + hora.
Mas, se o utilizador tiver já iniciado um trajeto, o Orux Maps pergunta ao utilizador se
pretende prolongar o segmento anterior, criar um novo segmento ou iniciar um novo
trajeto.

Tendo o modo de registo do trajeto percorrido ativo (ou “track log”), aquele pode ser
interrompido a qualquer momento pelo utilizador através do comando “Parar a gravação” e os
dados até aí recolhidos são armazenados na base de dados.
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43
A frequência de registo é configurável através do menu Android > Ajustes > GPS
Na configuração do dispositivo GPS o utilizador deve ter em conta três parâmetros, de modo a
melhor controlar o detalhe do trajeto a guardar:
1. Tempo mínimo entre medições
2. Distância mínima entre medições
3. Precisão para registar a posição recebida.
Através do referido menu temos uma forma muito simples e rápida de controlar a conjugação
dos referidos parâmetros:

Por defeito: recorre aos valores definidos na configuração do Oruxmaps (menu
Android > Configuração > GPS);
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

Rápido: o mais preciso, pois realiza muitas medições, mas também a opção que mais
consome bateria;
Poupança de energia: regista um ponto cada 30 segundos e 80 metros.
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45
Partilhar o trajeto percorrido.
O Oruxmaps fornece ao utilizador um conjunto de interfaces que lhe permitem partilhar o
trajeto que vai percorrendo em tempo real (live tracking).
Neste modo, estão disponíveis ligações a:



MapMyTracks.com
OkMap.org
GpsGate.com
A aplicação é igualmente compatível com dispositivos de diagnóstico:


Pulsómetros (Zephir HxM, Sports Tracker, Polar Bluetooth), ou
Sensores ANT+ (tecnologia sem fios de interoperabilidade que funciona sobre
protoloco ANT, muito utilizada por fabricantes de bicicletas e de dispositivos de
diagnóstico, tais como monitores de ritmo cardíaco, pedómetros, monitores de
cadência ou velocidade).
Os pulsómetros são descobertos e ligados (ou “emparelhados”) pelo próprio sistema operativo
Android, recorrendo para tal a tecnologia Bluetooth. Já os sensores ANT+ exigem ao utilizador
a inserção manual de um ID no Oruxmaps (menu Android > Configuração > ANT+ > ID
Pulsómetro).
Este ID pode ser descoberto através da aplicação IpSensorMan (disponível no Google Play).
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46
O Oruxmaps permite ainda partilhar sobre um mapa o posicionamento de um conjunto de
utilizadores, os quais podem, por exemplo, encontrar-se a navegar sobre uma mesma rota e
assim conhecerem a posição relativa de cada um (multitracking).
Este registo partilhado tem alguns requisitos (e é definível a partir de menu Android >
Configuração > MultiTracking):




Os utilizadores envolvidos devem estar equipados com dispositivos Android e
Oruxmaps instalado,
A existência de uma conexão de dados;
O fornecimento de permissões aos utilizadores envolvidos;
Uma conta de correio eletrónico e acesso à mesma, já que as permissões são
confirmadas por mensagens de correio.
Ativado o GPS o utilizador tem acesso a uma nova opção a partir do botão Trajetos, localizado
na barra superior de botões: a opção “MultiTrack”.
Veremos então os diversos utilizadores autenticados e com permissões posicionados no mapa.
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Mapas.
A primeira vez que o OruxMaps é executado é carregado no ecrã um dos mapas online
disponíveis.
Os mapas online disponíveis encontram-se configurados no ficheiro “onlinemapsources.xml”,
localizado na pasta “OruxMaps/mapfiles”.
Ao trabalharmos com um mapa, o ecrã é estruturado em diversas áreas:

O topo e o lado esquerdo da aplicação são ocupados por duas barras de botões, os
quais permitem ao utilizador realizar as ações mais comuns em navegação, como
sejam a seleção e ampliação de mapas, ligar e alterar o modo de aquisição de dados
do recetor GPS, adicionar e editar pontos de passagem, percorrer rotas e armazenar
trajetos.
Seleção e gestão de mapas
Estas barras podem ser configuradas e personalizadas a partir da área Mais >
Configuração > Elementos Visuais.

Logo abaixo da barra de topo são apresentados ícones de estado relacionados com a
orientação (face ao Norte magnético, a receção de dados por parte do recetor GPS e
atividade de track log.

Ao centro, o cursor marca a posição corrente sobre o mapa.
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
Na base situa-se uma barra designada de “quadro de comandos”, a qual fornece
informações sobre altitude, velocidade e precisão.
Através dos gestos “base” do sistema operativo Android (como sejam o arrastar, o deslizar ou
o tocar) é possível deslocarmo-nos pelo mapa ou até ampliá-lo.
Existe igualmente ao nível das barras de botões superior e laterais a possibilidade de controlar
a ampliação do mapa :
Reduzir (zoom out).
Zoom 1:1.
Ampliar (zoom in)
Ao ativarmos a receção de sinal do GPS, e assim que se receber o primeiro posicionamento,
aquele passa a controlar o deslocamento no mapa. Trata-se de uma opção de importância
especial pois permite ter em tempo real a posição sobre o mapa.
Tipos de mapas.
O OruxMaps utiliza um formato proprietário de mapas. Trata-se de uma opção técnica que,
segundo o autor, procura lidar com as limitações de memória e processamento típicas dos
dispositivos móveis no que toca à gestão e apresentação de imagens. Trata-se de um formato
otimizado para dispositivos móveis (do tipo tablet ou smartphone) onde os recursos de
memória são sempre reduzidos e não existe a possibilidade de carregar por inteiro a imagem
do mapa, tal como sucederia em formatos gráficos comuns do tipo raster (png, jpeg, png, tiff,
bmp).
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Um mapa em formato proprietário corresponde a uma pasta, cujo nome toma o próprio nome
do mapa. Esta, por sua vez, contém sempre:


Um ficheiro de extensão “.otrk2.xml”, com os dados de calibragem.
Um ficheiro de extensão “.db” ou um conjunto de pastas, os quais contêm as várias
áreas ou quadrículas de imagem que compõem o mapa.
O Oruxmaps suporta dois tipos de mapas:

Mapas por camadas, onde cada nível de ampliação é na realidade um novo mapa.
Tipo de mapas que a presenta como vantagem a nítida visualização dos detalhes e
demais elementos (gráficos e/ou textuais) constituintes. Pode ser penalizador em
equipamentos menos potentes, já que a transição de camada implica na verdade o
carregar de um novo mapa.

Mapas de uma só camada, onde a ampliação é apenas digital.
A ampliação é imediata, mas degrada a nitidez dos detalhes do mapa. No sentido
contrário (redução), possui a seguinte limitação: abaixo dos 60% o mapa deixa de
ocupar a totalidade do ecrã.
O OruxMaps permite, mesmo em combinado, a ampliação digital e sobre camadas: a
ampliação pode ser utilizada para saltar entre mapas, se existirem para a zona em causa e nos
níveis superiores ou inferiores.
Mapas online.
O OruxMaps permite descarregar e visualizar mapas em tempo real, a partir de fontes online
como o Google Maps ou o Microsoft Bing Maps. Estes, são configuráveis pelo utilizador no
ficheiro “OruxMaps/mapfiles/onlinemapsources.xml”.
A aplicação possui ainda a capacidade de descarregar e armazenar tais imagens de modo a que
possam ser visualizadas em locais sem conexões de dados presentes, como uma rede celular
de telemóvel ou uma rede WIFI.
O último mapa online em que o utilizador navegou é carregado por omissão, bem como o nível
de ampliação selecionado.
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Para selecionar um novo mapa online de uma lista pode ser utilizado o botão
disponível na barra de botões, e depois o comando “Novo Mapa”.
,
Existe um conjunto de mapas disponíveis. Podemos inclusivamente trocar entre mapas online
e offline a qualquer momento
Nesta lista estão disponíveis cerca de cinquenta mapas, com coberturas geográficas diferentes.
Caso seja selecionado um mapa sem cobertura para a localização corrente é obtida uma
imagem em branco no ecrã.
É possível adicionar novos mapas online. O Oruxmaps permite fontes que suportem o
protocolo WMS e sob o sistema geodésico WGS84.
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O que é o Web Map Service?
O Web Map Service, mais conhecido pelo acrónimo WMS, é um protocolo destinado a
disponibilizar imagens georreferenciadas através da Internet, as quais são geradas a partir de
bases de dados GIS (Geographic Information System). E aqui tomamos este conceito na sua
forma mais lata: um qualquer sistema de informação que captura, armazena, analisa, gere e
apresenta dados relacionados com localizações.
A especificação do protocolo WMS (http://www.opengeospatial.org/standards/wms) foi
desenvolvida e publicada logo em 1999 pelo Open Geospatial Consortium (OGC). A primeira
versão do protocolo (1.0.0) foi lançada em Abril de 2000, seguindo-se depois as versões 1.1.0 e
1.1.1, respetivamente em Junho de 2001 e Janeiro de 2002. A última versão (1.3.0) saiu em
Janeiro de 2004. A sua especificação pode ser analisada em detalhe a partir da seguinte
hiperligação:
http://portal.opengeospatial.org/files/?artifact_id=14416
Atualmente o protocolo WMS é suportado como um formato para mapas pela maior parte de
aplicações GIS, sejam elas comerciais, como o ESRI ArcGIS, MapInfo Professional, GeoMedia,
Global Mapper, ou livres, como o Google Earth, MapGuide, NASA World Wind.
Aceder a um Web Map Service.
Para “consumir” mapas WMS numa aplicação GIS, seja ela qual for, tem que, pelo menos,
conhecer-se o URL do serviço, mas também informação relativa a outros aspetos:




Identificação,
Níveis de ampliação que podem ser consultados,
Camadas visualizáveis,
Formatos de imagem fornecidos.
Esta informação pode ser obtida interrogando-se diretamente o Web Map Service, utilizando
para tal métodos que fazem parte da especificação do protocolo. Um deles, o método
GetCapabilities, permite ao utilizador obter meta-informação sobre os parâmetros necessários
à utilização do serviço, camadas a visualizar e em que formatos gráficos.
O resultado da chamada ao Web Map Service com o método GetCapabilities é dado sob a
forma de um ficheiro em formato XML, o qual poderá depois ser processado internamente
pela aplicação GIS ou aberto e lido pelo utilizador.
Assim, e como forma de exemplo, vamos interrogar o serviços WMS disponibilizado pelo
IGEOE, o qual fornece a Carta Militar Itinerária do Continente à escala 1:500 000.
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No browser é dado o seguinte URL:
http://www.igeoe.pt/igeoearcweb/wmsconnector/com.esri.wms.Esrimap/500k_Continente?v
ersion=1.1.1&service=WMS&request=GetCapabilities
Note-se os parâmetros de chamada do serviço WMS “version=1.1.1” e
“request=GetCapabilities”, os quais indicam o que o utilizador procura e em que versão do
protocolo.
O resultado é devolvido como um ficheiro no formato XML (500k_Continente.xml), de que
apresentamos apenas os fragmentos mais relevantes:
…
<Name>OGC:WMS</Name>
< Title>Web Map Service 500k_continente</Title>
…
(Elementos que fornecem a referência do service WMS)
…
<OnlineResource xmlns:xlink=”http://www.w3.org/1999/xlink”
xlink:href=”http://www.igeoe.pt/igeoearcweb/wmsconnector/com.esri.wms.Esrimap/500k_continente?”
xlink:type=”simple” />
…
(URL do serviço)
…
<Format>image/png</Format>
< Format>image/jpeg</Format>
< Format>image/gif</Format>
…
(formatos gráficos em que são disponibilizadas as imagens do mapa)
…
<Layer queryable=”0” opaque=”0” noSubsets=”0“>
<Name>4</Name>
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<Title>500k</Title>
<SRS>EPSG:4326</SRS>
<LatLonBoundingBox minx=”-10.181375771” miny=”36.8793377744” maxx=”-6.0820216161” maxy=”42.227177389”
/>
<BoundingBox SRS=”EPSG:4326” minx=”-10.181375771” miny=”36.8793377744” maxx=”-6.0820216161”
maxy=”42.227177389” /> </Layer>
…
(definições e referência da camada)
…
A informação que reunimos na sequência da chamada ao método GetCapabilities do serviço
WMS é fundamental para o adicionarmos como um mapa online à coleção de mapas do
OruxMaps.
Esta aplicação armazena e gere a informação relativa a mapas WMS num ficheiro XML
(wms_services.xml), o qual, como já dissemos, pode ser editado pelo utilizador.
O ficheiro wms_services.xml pode ser descarregado a partir da seguinte hiperligação:
http://www.OruxMaps.com/wms_services.xml
Nele, encontram-se já pré-definidos dois mapas. Mas o objetivo é adicionarmos mais mapas,
pelo que se continuarmos com o exemplo de integração do serviço WMS fornecido pelo IGEOE
teremos que adicionar-lhe o seguinte fragmento XML:
<wms>
<name>500k_continente</name>
<uid>1002</uid><!–unique identifier in your database cache; >1000 –>
<desc>ArcIMS 9.3.0 500k_continente Web Map Service</desc>
<url>http://www.igeoe.pt/igeoearcweb/wmsconnector/com.esri.wms.Esrimap/500k_continente?</url&gt;
<minzoomlevel>8</minzoomlevel><!– 0 to 20 –>
<maxzoomlevel>17</maxzoomlevel><!– 0 to 20 –>
<version>1.1.1</version><!– do not change –>
<layers>500k</layers>
<coordinatesystem>EPSG:4326</coordinatesystem><!– do not change –>
<format>image/png</format>
<cache>1</cache><!– not in use –>
</wms>
O aspecto final do ficheiro wms_services.xml será agora o seguinte:
<?xml version=”1.0″ encoding=”utf-8″?>
< wms_services>
<wms>
<name>Terraserver (USA)</name>
<uid>1001</uid><!–unique identifier in your database cache; >1000 –>
<desc>USA topo maps</desc>
<url>http://terraserver-usa.com/ogcmap6.ashx?</url&gt;
<minzoomlevel>8</minzoomlevel><!– 0 to 20 –>
<maxzoomlevel>17</maxzoomlevel><!– 0 to 20 –>
<version>1.1.1</version><!– do not change –>
<layers>DRG</layers>
<coordinatesystem>EPSG:4326</coordinatesystem><!– do not change –>
<format>image/jpeg</format>
<cache>1</cache><!– not in use –>
</wms>
<wms>
<name>Kartverket sea (NOR)</name><!–ERROR DE UNOS 200 mts SE SUPONE SOPORTA EPSG:4326???–>
<uid>1309</uid><!–unique identifier in your database cache; >1000 –>
<desc>Norway sea maps</desc>
<url><![CDATA[http://openwms.statkart.no/skwms1/wms.sjo_hovedkart2?SERVICE=WMS&BGCOLOR=0xFFFFFF
&TRANSPARENT=FALSE&]]></url>
<minzoomlevel>8</minzoomlevel><!– 0 to 20 –>
<maxzoomlevel>17</maxzoomlevel><!– 0 to 20 –>
<version>1.1.1</version><!– do not change –>
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<layers>Sjokart_Hovedkartserien2</layers>
<coordinatesystem>EPSG:4326</coordinatesystem><!– do not change –>
<format>image/png</format>
<cache>1</cache><!– not in use –>
</wms>
<wms>
<name>500k_continente</name>
<uid>1002</uid><!–unique identifier in your database cache; >1000 –>
<desc>ArcIMS 9.3.0 500k_continente Web Map Service</desc>
<url>http://www.igeoe.pt/igeoearcweb/wmsconnector/com.esri.wms.Esrimap/500k_continente?</url&gt;
<minzoomlevel>8</minzoomlevel><!– 0 to 20 –>
<maxzoomlevel>17</maxzoomlevel><!– 0 to 20 –>
<version>1.1.1</version><!– do not change –>
<layers>500k</layers>
<coordinatesystem>EPSG:4326</coordinatesystem><!– do not change –>
<format>image/png</format>
<cache>1</cache><!– not in use –>
</wms>
< /wms_services>
Para os mapas WMS ficarem a funcionar basta ao utilizador instalar o referido ficheiro xml na
pasta “OruxMaps/mapfiles” do cartão de memória do dispositivo Android e reiniciar a
aplicação.
Da próxima vez que o utilizador executar o OruxMaps e selecionar a opção “Mapas Online”
passa a dispor na base de dados dos mapas WMS:
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O aspeto final é este:
O mapa pode ser sempre armazenado no dispositivo como um mapa offline e assim utilizado
em zonas sem conexões WIFI ou 3G, recorrendo ao gerador integrado do OruxMaps (Menu >
Tools > Map Creator).
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Lista de mapas online para Portugal.
A lista de mapas online pode ser enriquecida através da adição de mapas que cumpram a
norma WMS (Web Map Service, protocolo aberto originalmente desenvolvido pelo Geospatial
Consortium e que tem como objetivo a disponibilização de imagens georreferenciadas sobre
canal Internet e a partir de bases de dados GIS).
Em Portugal, o Instituto Geográfico Português (IGP), através do serviço [email protected] online
(http://mapas.igeo.pt/), e o Instituto Geográfico do Exército Português (IGEOE) , através do
projecto Geo-WebServices (http://www.igeoe.pt/mapas/html/AplicacoesClientes.htm),
disponibilizam gratuitamente um conjunto de serviços de dados geográficos de acordo com os
padrões do Open GeoSpatial Consortium, e o protocolo WMS e Web Feature Service (WFS).
No IGP os serviços disponíveis (http://mapas.igeo.pt/) são os seguintes:
Nome
Endereço do serviço WML (URL)
Carta Administrativa Oficial de
Portugal (CAOP Continente)
http://mapas.igeo.pt/ows/caop/continente
Carta Administrativa Oficial de
Portugal (CAOP Madeira)
http://mapas.igeo.pt/ows/caop/madeira
Carta Administrativa Oficial de
Portugal (CAOP Açores)
http://mapas.igeo.pt/ows/caop/acores/gocidental
http://mapas.igeo.pt/ows/caop/acores/gcentral
http://mapas.igeo.pt/ows/caop/acores/goriental
Carta de Risco de Incêndio
Florestal 2010 (CRIF)
http://mapas.igeo.pt/wms/crif
Carta de Portugal Continental à
escala 1:500 000 (sc500k)
http://mapas.igeo.pt/wms/sc500k
Modelo Digital de Terreno
(mdt50m)
http://mapas.igeo.pt/wms/mdt50m
Rede Geodésica Nacional –
Continente (vgs)
http://mapas.igeo.pt/ows/vgs
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Já ao nível do IGEOE, são disponibilizados os seguintes serviços:
Nome
Endereço do serviço WML (URL)
Carta Militar Itinerária
1:500 000 Continente
http://www.igeoe.pt/igeoearcweb/wmsconnector/com.esr
i.wms.Esrimap/500k_Continente
Cartas Militares de Portugal – http://www.igeoe.pt/igeoearcweb/wmsconnector/com.esr
1:500 000 e 1:250 000 do
i.wms.Esrimap/WebMapSrv
Continente e Regiões autónomas
Configurador de serviços WMS.
Existe junto à opção de mapas online um configurador de serviços WMS, o qual mediante a
inserção do URL permite:




Seleção das camadas a visualizar,
Teste e pré-visualização do mapas,
Níveis de ampliação,
Utilização de cache e da capacidade de criação em modo offline.
A alternativa é editar o ficheiro XML, já existente nas primeiras versões.
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O aspeto do configurador WMS pode ser visto na imagem que se segue:
Através deste utilitário e para os mapas WMS ficarem a funcionar basta ao utilizador seguir
quatro passos:
1. Introduzir o URL (por exemplo o url
http://www.igeoe.pt/igeoearcweb/wmsconnector/com.esri.wms.Esrimap/500k_Conti
nente?version=1.1.1&service=WMS&request=GetCapabilities)e premir o botão OK.
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Caso o serviço WMS utilize o protocolo HTTPS, o OruxMaps permite o registo da
identificação/palavra-chave.
Entretanto, o Web Map Service será interrogado diretamente de modo a obter-se
meta-informação sobre os parâmetros necessários à utilização do serviço, camadas a
visualizar e em que formatos gráficos
2. Selecionar as camadas
3. Caso se conheçam as coordenadas (latitude/longitude), bem como um nível de
ampliação, é possível proceder a um teste.
4. Finalmente, são introduzidos um conjunto de parâmetros WMS que ajudam à
visualização e armazenamento do mapa no OruxMaps, tais como




Nome do mapa,
Nível máximo de ampliação (ou zoom),
Nível mínimo de ampliação (ou zoom),
Definição da capacidade das imagens que constituem o mapa em poderem ser
carregadas na cache local do Oruxmaps,
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
Definição da capacidade do mapa para poder ser descarregado e, assim, ser
criado como um mapa offline.
Composição de mapas “múltiplos” online.
O Oruxmaps permite a criação de novos mapas “múltiplos” online, compostos a partir da
sobreposição de camadas de diferentes fontes de mapas online.
O único pré-requisito é que as camadas superiores sejam transparentes.
Exemplo:


OpenStreetMaps + WMS:USGS Imagery Large Scale (transparente);
OpenStreetMaps + WMS:Portugal Continental 500k (transparente).
O utilizador, para compor este tipo de mapa, necessita de criar primeiro uma fonte WMS, a
qual será utilizada para fornecer ao mapa as camadas superiores.
É muito importante que, no passo 4 de criação e registo da fonte WMS no OruxMaps
(“parâmetros adicionais”), se registe o seguinte valor:
&TRANSPARENT=true
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Uma vez configurado e verificado o correto funcionamento da fonte WMS,o utilizador deve
selecionar a opção “Compor mapa”. Esta opção encontra-se junto aos mapas online e ao
configurador de serviços WMS:
Através dela temos acesso a uma nova janela:
Nesta, o utilizador deve:
1. Selecionar o mapa online que fornecerá as camada de base e não é transparente (por
exemplo, o Google Maps) ,e, posteriormente premir o botão “Adicionar”.
2. Selecione o(s) mapa(s) com camadas transparentes e premir o botão “Adicionar”.
3. Finalmente, definir o nome para o novo mapa e premir o botão “OK”.
O mapa criado, passa a constar de lista de mapas online.
Nas imagens que se seguem podemos ver um mapa “múltiplo”, criadoa partir da sobreposição
de camadas entre o Google Maps e o WMS:Catastro Español:
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Google Maps
WMS:Catastro Español
Google Maps + WMS:Catastro Español
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Configuração e gestão da cache.
O OruxMaps descarrega e armazena automaticamente na memória do dispositivo Android os
mapas por onde o utilizador se desloca, de modo a não ter que descarregar os dados de novo.
Os dados guardados em cache ficam, pois, disponíveis para serem utilizados offline.
Por omissão o OruxMaps define uma cache com a dimensão mínima de 256Mb e a dimensão
máxima de 512Mb. Tais valores podem ser ajustados pelo utilizador. Basta aceder, a partir do
ecrã principal, ao botão Configuração > Mapas > Mapas Online.
Atingido o limite são eliminadas automaticamente as imagens mais antigas, até que a cache
atinja o limite mínimo definido por omissão. No entanto o utilizador dispõe sempre da
possibilidade de reiniciar em qualquer momento a cache do OruxMaps. Basta aceder, a partir
do ecrã principal, ao botão Configuração > Mapas > Reiniciar Cache Mapas.
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Em Orux Maps, a cache traduz-se num ficheiro (OruxMapsCacheImages.db), armazenado na
pasta “oruxmaps/mapfiles”.
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Mapas Offline.
Os mapas offline para OruxMaps podem ser criados pelo utilizador a partir de:




Imagens raster georreferenciadas;
Utilização de ferramentas interativas de criação de mapas, como o Mobile Atlas
Creator (MOBAC) ou o OkMap;
Mapas vetoriais e raster, nos formatos TwoNav (.rmap), OpenStreetMap (.map) ou
Garmin (.img);
Através do próprio OruxMaps , mais especificamente do comando .”Criador de
Mapas”, o qual permite a criação de conjuntos de mapas offline a partir de fontes
online.
Na configuração do OruxMaps deverá ser definido uma pasta (ou diretório) raiz para todos os
mapas offline. Por omissão, a aplicação, a quando da sua instalação, criará automaticamente
aquela como “oruxmaps/mapfiles” na área pré-definida para armazenamento do dispositivo
Android (cartão SD ou memória interna).
É a partir desta pasta raiz que armazenamos e organizamos os mapas offline. Estes, organizamse também a partir do conceito de pastas. Assim, o utilizador tem a possibilidade de organizar
e armazenar os seus mapas por “famílias”, escalas, fontes, áreas geográficas, formatos, etc.
Uma pasta pode ser ativada/desativada em OruxMaps, o que leva a que a aplicação ignore os
mapas e as pastas que aquela contém. Tal ação pode ser levada a cabo pelo utilizador na
janela de seleção de mapa: um premir longo sobre uma pasta ativa-a/desativa-a.
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Sempre que o utilizador adiciona ou remove mapas, o OruxMaps atualiza automaticamente a
sua base de dados interna. Porém, ocorrem ocasiões em que a aplicação não consegue tal
sincronização com sucesso, como seja a substituição de um mapa por outro com a mesma
referência. Nestes casos o utilizador deve premir o botão “Reiniciar Lista de Mapas”, disponível
na própria janela de seleção de mapas offline. Se ainda assim o mapa pretendido se mantiver
ausente da listagem de mapas offline do OruxMaps, tal indicia um problema ao nível do
próprio mapa.
Imagens raster georreferenciadas (OruxMapsDesktop).
A preparação e obtenção de mapas para OruxMaps a partir de Imagens raster
georreferenciadas requer uma aplicação adicional: o OruxMapsDesktop.
O OruxMapsDesktop é uma aplicação que tem por objetivo a obtenção/conversão de imagens
raster georreferenciadas (ou não) num formato compatível com Orux Maps.
Os mapas podem ser gerados a partir de duas fontes:


Mapas calibrados para OziExplorer (.map), kap, tfw, jpw ou geotiff (sendo que este
último formato exige ainda a instalação das Java Advanced Imaging Image I/O tools);
Imagens raster e o conhecimento de, pelo menos, duas coordenadas das mesmas.
Dado que se trata de uma aplicação em Java, o OruxMapsDesktop tem como pré-requisito a
instalação da máquina virtual de Java
Partindo de uma imagem georreferenciada, por exemplo, no formato OziExplorer (o qual,
lembramos, é formado por um par de ficheiros), há que selecionar:


O ficheiro com os dados de georreferenciação (ficheiro .map), premindo o botão
“Calibration File” e,
A imagem (desde que se encontre na mesma pasta, a imagem será carregada
automaticamente);
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
As coordenadas relativas aos pontos utilizados para georreferenciar a imagem, bem
como o datum e o método de projeção em que aquela se encontra são igualmente
carregados;

Depois, o utilizador apenas tem que se preocupar em definir: nome do mapa a criar
para Orux Maps, apasta onde será criado, oformato gráfico da imagem a produzir

Finalmente, o utilizador deve premir o botão “Create Map”. Caso já possua o mapa e
pretenda apenas reconstruir os dados de georreferenciação, deverá ativar a caixa de
marcação “Only otrk2 file
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Ao partir-se apenas de uma imagem, o utilizador tem que introduzir manualmente no
OruxMapsDesktop a seguinte informação:




Selecionar e carregar a imagem a georreferenciar, premindo o botão “Image File”;
Definir o método de projeção utilizado na geração da imagem;
Definir o datum em que serão carregadas as coordenadas dos pontos de calibragem;
Carregar, pelo menos, dois pontos (separados e na diagonal).
O OruxMapsDesktop possui ainda um conversor por lote (“batch converter”) de imagens
georreferenciadas. Trata-se, no entanto, de um módulo desenvolvido fundamentalmente para
o formato OziExplorer.
Na utilização deste há que ter alguns cuidados:


Colocar os mapas “fonte” a converter na mesma pasta de origem;
Definir uma pasta de destino vazia, de modo a evitar sobreposições de mapas
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Criar conjuntos de mapas offline a partir de fontes online.
Utiliza um gerador interno e deve ser utilizado apenas quando se possui uma boa conexão
WIFI, dado o peso que tais mapas apresentam.
Estes mapas offline serão armazenados na pasta “oruxmaps/mapfiles” do cartão de memória.
Trata-se de uma opção que tem a vantagem de permitir ao utilizador especificar a área
geográfica e os níveis de ampliação a descarregar e a armazenar.

Selecionada a fonte (mapa online), o utilizador pode dar início ao processo através do
botão

, disponível na barra de botões, e depois o comando.”Criador de Mapas”
Carregar ao nível do mapa nos cantos superior esquerdo e inferior direito que criarão a
área a importar
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

Seleção de níveis de ampliação (níveis superiores requerem mais espaço e onde o
máximo permitido é de 2Gb).
Atribuir do nome.
O mapa é armazenado junto de outros mapas offline e acede-se do mesmo modo que aqueles
Para selecionar um novo mapa online de uma lista pode ser utilizado o botão
disponível na barra de botões, e depois o comando “Novo Mapa”.
,
Criar mapas a partir do Mobile Atlas Creator (MOBAC).
O Mobile Atlas Creator, também conhecido como TrekBuddy Atlas Creator, é uma aplicação
open source que permite resolver aquele problema ao deixar o utilizador criar mapas offline,
passíveis de serem utilizados por aplicações em smartphones ou PDA’s, dotados sistemas
operativos Android ou Windows Mobile.
Assim, esta aplicação acaba por ter vantagens como :
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


Rapidez de visualização dos mapas
Funcionamento em zonas sem cobertura de rede de dados
Possibilidade de combinação de ortofotos, como os que são extraídos do Google
Maps, com cartografia topográfica detalhada, onde são exemplos os mapas calibrados
para OziExplorer
Através do Mobile Atlas Creator é possível criar diretamente mapas no formato aceite pelo
Oruxmaps.
A versão a descarregar deverá ser a 1.8 ou superior, já que é somente a partir daquela que
estão contemplados os formatos Oruxmaps.
Deverá ser utilizado preferencialmente o formato “OruxMaps Sqlite”.
O interface básico da aplicação Mobile Atlas Creator (MOBAC) apresenta-se dividido em duas
grandes zonas:


A zona de visualização da fonte, a partir da qual serão extraídas áreas que darão
origem a mapas;
A zona de controlos que permitem ao utilizador gerir as propriedades do mapa a criar.
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Os mapas são organizados nesta aplicação como “atlas”. Segundo a lógica do MOBAC, à
semelhança do Trekbuddy, um atlas é um conjunto de mapas, organizado em diferentes
camadas. Uma camada pode conter várias mapas e pode representar um nível de ampliação
(zoom)/detalhe ou um tipo de mapa.
É aconselhável o utilizador definir, antes de mais o formato em que quer criar o mapa. Para tal
basta abrir a caixa de combinação “Format” da secção “Atlas Settings”:
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Como já o dissemos o MOBAC tira partido de informação do tipo raster, capaz de ser utilizada
em aplicações como o Oruxmaps, o OziExplorer ou em dispositivos Garmin Dakota, Oregon e
Colorado, através dos denominados “Custom Maps” e com um formato KML/KMZ (Keyhole
Markup Language e Keyhole Markup Language zipped, formatos já de si nativos do
GoogleEarth).
Assim, para o utilizador criar mapas compatíveis com a aplicação Oruxmaps deve selecionar a
opção “OruxMaps Sqlite”.
É preciso ter em atenção que o MOBAC pode produzir imagens neste formato que atingem
grandes dimensões, tornando lento o seu carregamento.
O utilizador tem à partida a possibilidade de controlar a dimensão máxima do mapa,
prevenindo, pois, tais operações de redimensionamento. Para tal deve-se pressionar o botão
“Settings”, o qual dá acesso a uma caixa de diálogo com o mesmo nome. A dimensão máxima
do mapa é definida no separador “Map size”.
Há que ter o cuidado para definir sempre a dimensão máxima do mapa a criar. Se o utilizador
deixa ativo o valor por omissão e produz um mapa grande, este dará erro ao ser visualizado no
Oruxmaps:
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Os passos para a criação de mapas nesta aplicação são bastante simples:
1. Selecionar a fonte a partir do qual serão criados os mapas.
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2. Dar um nome ao atlas
3. Deslocar-se e localizar na fonte a área de interesse: o utilizador pode realizar
operações de ampliação utilizando o “Controlo de Mapa”, disponíveis no canto
superior esquerdo de cada fonte, ajustando assim a visualização do mesmo, como
mover-se, premindo o botão direito do rato.
4. Selecionar a área que quer criar como mapa, premindo o botão esquerdo do rato. O
modo como é efetuado a seleção depende das opções exibidas no “Controlo de
Mapa”. Assim se a opção marcada for “grid disabled”, o utilizador tem a possibilidade
de selecionar áreas como dimensões específicas. Qualquer outra opção cria uma rede
de quadrículas e a operação de seleção conforma-se às mesmas.
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5. Selecionar o nível apropriado de ampliação (zoom): pessoalmente aconselho que se
comece por um nível 14, o qual poderá ir até 18 em caso de caminhada.
6. Adicionar a área selecionada ao atlas, premindo o botão “Add selection”, localizado na
secção “Atlas content”. Caso o formato de criação do mapa seja “Garmin Custom Map
(KMZ)”, convém verificar o número de imagens/fracções que serão geradas, de modo
a não exceder a dimensão máxima imposta pelo fabricante Garmin e que é de 100. Se
for esse o caso, terá então que ser selecionada uma área de menor dimensão ou um
nível de ampliação menor.
(veja-se este caso, onde com um nível de ampliação de 14 se seleccionou toda a zona
oriental de Marrocos)
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7. Criar o Atlas, premindo o botão “Create Atlas”.
A aplicação gera automaticamente os mapas e a estrutura de pastas. Estas são
posicionadas sob a pasta “atlases”.
No formato “Oruxmaps Sqlite” é criada uma pasta por mapa, contendo os ficheiros
.otrk2.xml e .db.
Caso o utilizador tenha selecionado o formato “OziExplorer (PNG & MAP)” , é criada
uma pasta por camada e, naquela, um par de ficheiros .png e .map por mapa.
Caso o formato de criação do mapa seja “Garmin Custom Map (KMZ)”, a pasta, bem
como o ficheiro .KMZ que armazena, podem ser copiados então para a estrutura de
pastas “GarminCustomMaps” do dispositivo GPS.
8. No final basta copiar a pasta que contém o mapa criado para aquela onde são
armazenados os mapas offline no Oruxmaps. Por omissão trata-se da pasta
“oruxmaps/mapfiles”, no cartão de memória.
Criar mapas a partir do OkMap.
OkMap é uma aplicação gratuita que permite trabalhar com mapas. O OkMap ajudará o
utilizador a:





Calibrar mapas raster com diferentes tipos de projeções;
Criar mapas digitais
Visualizar em simultâneo mapas raster e vetorial;
Criar, importar pontos de passagem, rotas e trajetos em formato GPX;
Carregar e/ou descarregar dados de e para um dispositivo GPS (Garmin ou Magellan);
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



Navegar em tempo real com um dispositivo GPS no protocolo NMEA;
Trocar dados com servidores gpsgate.com e OkMap;
Suporte de dados DEM;
Proceder a conversões entre diferentes tipos de coordenadas, datums, formatos.
Os dados suportados mais relevantes são os seguintes:






Imagens: ECW, BMP, GIF, JPG, PNG, TIF, entre outras;
Mapas possíveis de importar: GFW, JGW, PGW, TFW, BPW, ECW, GeoTiff (.tif),
OziExplorer (.map), CompeGps (.imp), GPS TrackMaker (.gtm), GpsTuner (.gmi);
Mapas possíveis de exportar: World file, KML/KMZ (Google Earth, Garmin Custom
Maps), OziExplorer, GpsTuner, JNX, Oruxmaps e OkMap;
Dados vetoriais: SHP, DBF (Esri shape file); DCW (Digital Chart of World)
Dados de GPS, tais como rotas (routes), trajetos (tracks) ou pontos de passagem
(waypoints): GPX (GPS Exchange Format); CompeGPS, EasyGPS, Fugawi, Garmin,
Geocaching LOC, Google Earth (kml/kmz), GPS TrackMaker, Open StreetMap,
OziExplorer;
Dados DEM (digital earth model): HGT (SRTM-1 e SRTM-3).
Através do OkMap é possível converter mapas raster no formato aceite pelo Oruxmaps. Os
passos a dar são muito simples:
1. Abrir a aplicação OkMap e aceder ao menu “Utilities”, comando “Map tiling / Garmin
Custom Maps”.
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2. Na área de trabalho abre-se uma nova janela onde será carregado o mapa que servirá
de base àquele a criar para Oruxmaps. Esta janela encontra-se dividida em duas
grandes zonas: a primeira onde se encontra a fonte, a partir da qual serão extraídas
áreas que darão origem a mapas; e a zona de controlos que permite ao utilizador gerir
as propriedades do mapa a criar.
Zona de controlos que
permite ao utilizador
gerir as propriedades
do mapa a criar.
Zona de exibição da fonte e
seleção das quadrículas que
servirão de base ao novo mapa.
O topo da zona de exibição da “fonte” é ocupado por uma barra de ferramentas. Esta
concentra um conjunto de comandos de controlo dos níveis de ampliação (zoom) e de
seleção das quadrículas a exportar:
Comandos de
controlo da
ampliação
Comando de
seleção do “mapa
fonte”
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Assistente de
otimização automática
do mapa
Comandos que
desencadeia a
conversão do mapa
Comandos de
controlo das
quadrículas
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Como exemplo vamos socorrer-nos de um mapa raster 1:200.000 da região de
Nouadhibou, Mauritânia, já no formato OziExplorer. Lembramos que ao nível
do OziExplorer os mapas são sempre compostos por um par de ficheiros com as
seguintes características: Imagem (num formato gráfico, tipo PNG, GIF ou
JPEG e ficheiro de calibragem do mapa (métricas GPS) no formato .map.
Assim, através do botão
, selecionamos o mapa que servirá de fonte.
Convém, não esquecer na caixa de listagem o tipo de mapa
3. Selecionar as quadrículas a exportar.
No nosso exemplo, optámos por incluir todas as quadrículas.
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4. Definir o formato do novo mapa a gerar, o formato gráfico e o fator de compressão
das imagens, já ao nível da zona de controlos.
Uma taxa de compressão de 75% oferece qualidade suficiente para dispositivos com
pequenos ecrãs, como os smartphones ou tablets.
5. Indicar o número e a dimensão das quadrículas~.
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Trata-se de um dado importante e que o utilizador não pode negligenciar. O Oruxmaps
apenas suporta quadrículas com as seguintes características: 128x128, 256x256 e
512x512. Caso estas restrições não sejam respeitadas surgirá ao utilizador a seguinte
mensagem:
6. Gerar o novo mapa, pressionando o botão
.
O utilizador será questionado sobre o nome e a localização (ou pasta de destino) do
novo mapa.
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7. Copiar o novo mapa para o dispositivo Android, mais especificamente para a pasta (ou
diretório) onde se encontram armazenados os mapas offline. Por omissão, trata-se da
pasta “oruxmaps/mapfiles, localizada na área pré-definida para armazenamento do
dispositivo Android (cartão SD ou memória interna).
Outros formatos.
O Oruxmaps suporta diretamente a exibição de Mapas vetoriais e raster, em outros formatos,
desde que aqueles nãos se encontrem “protegidos”:




TwoNav (.rmap),
OpenStreetMap (.map),
Garmin (.img), ou
MBTiles (bases de dados SQLite).
O formato “.rmap” está associado à aplicação TwoNav, desenvolvida e comercializada pela
CompeGPS para plataformas móveis do tipo smartphone ou tablet. Trata-se de uma aplicação
utilizada para a navegação e visualização de informação geográfica sobre mapas, produzidos a
partir de dados vetoriais, imagens digitalizadas ou ortofotos. O formato “.rmap” armazena o
mapa num formato proprietário.
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Os passos a dar para utilização deste formato através do Oruxmaps são os seguintes:
1. Copiar o ficheiro .rmap para o dispositivo Android, mais especificamente para uma
pasta (ou diretório), localizada no interior daquela onde se encontram armazenados os
mapas offline. Por omissão, trata-se da pasta “oruxmaps/mapfiles, localizada na área
pré-definida para armazenamento do dispositivo Android (cartão SD ou memória
interna).
2. Premir o botão “Reiniciar Lista de Mapas” de modo a atualizar a base de dados interna
do Oruxmaps relativa aos mapas offline acessíveis ao utilizador. Este comando está
disponível na própria janela de seleção de mapas offline.
3. Caso o datum seja desconhecido para o Oruxmaps, surge ao utilizador uma janela
onde deverá necessariamente proceder à sua seleção.
OpenStreetMap é um projeto fundado em 2004 com o objetivo de criar e disponibilizar dados
geográficos gratuitos a nível global, a partir de experiências voluntárias e segundo um espírito
colaborativo. Os dados podem ser descarregados livremente por parte do utilizador e usar sob
licença aberta. Os mapas produzidos são vetoriais.
O Oruxmaps suporta os mapas OpenStreeMap, não em OSM XML ou PBF, mas num formato
binário especificamente construído para apresentar os mapas em dispositivos com poucos
recursos (processador e memória), onde poderia não existir a possibilidade de carregar por
inteiro a imagem do mapa: .map (também conhecido como “mapsforge binary map file
format”). Este formato permite:



O armazenamento eficiente da informação geográfica.
A informação que compõe o mapa é estruturada e armazenada em áreas ou
quadrículas. Cada área ou quadrícula pode depois ser individualmente referenciada,
lida e rapidamente carregada em tempo real.
As operações de ampliação e redução do mapa são igualmente consumidoras de
recursos ao nível do CPU, pelo que um ficheiro no formato .map contém já os objetos
do mapa em diversos níveis de ampliação/redução, através de filtros.
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A visualização deste tipo de mapas (.map) pode ser controlada a partir de temas. Tratam-se de
ficheiros no formato XML que contêm definições ou parametrizações específicas (conhecidas
como regras e instruções de apresentação) quanto ao modo de representar os objetos no
mapa, substituindo assim o modo de visualização por omissão do do Oruxmaps (tema
"Osmarender"). Este tipo de ficheiros começa normalmente por ser criado como um ficheiro
de texto, também ele estruturado internamente em secções, onde são definidas as formas de
representação dos vários tipos de objetos do mapa.
Adicionalmente, o Oruxmaps permite alterar a partir do seu menu de configuração a dimensão
do texto: menus Configuração > Mapas, comando “Tamanho do texto Mapsforge”.
MBTiles é um formato para armazenar mapas, bem como as áreas ou quadrículas que os
compõem, em bases de dados SQLite. Segue a especificação TMS (Tile Map Service)e foi criado
propositadamente para suprir as deficiências dos sistemas de gestão de ficheiros (tais como
FAT32, HFS ou EXT3) quando lidam com o armazenamento, representação e download/upload
de grandes conjuntos de imagens, como aqueles que compõem atualmente os mapas
disponíveis na Web. Estes mapas são compostos a partir de imagens raster.
Os ficheiros do tipo MBTiles são conhecidos como "tilesets".
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Suporte de mapas vetoriais Garmin (.img).
O processo de obtenção e incorporação no OruxMaps é muito simples e apenas requer o
MapSource ou o BaseCamp:
1. Abrir o mapa;
2. Selecionar as áreas pretendidas (que irão constituir o mapa a navegar em Orux Maps)
3. Concluída a seleção de áreas, devemos enviá-las para um dispositivo amovível.
Neste processo irá ser criado um mapa, constituído por um único ficheiro “contentor”:
gmapsupp.img /gmapsup2.img.
Posteriormente, o utilizador poderá alterar o seu nome, já que será este o exibido na lista de
mapas offline do Orux Maps e, finalmente, proceder à sua cópia para a pasta mapfiles do
dispositivo Android (/sdcard/oruxmaps/mapfiles).
O Oruxmaps deverá atualizar automaticamente a sua base de dados interna. Porém, ocorrem
ocasiões em que a aplicação não consegue tal sincronização com sucesso. Nestes casos, o
utilizador deve premir o botão “Reiniciar Lista de Mapas”, disponível na própria janela de
seleção de mapas offline.
Devido aos limitados recursos de memória dos dispositivos Android, é perfeitamente possível
que este ficheiro possa não ser aberto e representado no Oruxmaps, especialmente se o
conjunto de mapas criado contenha muitas áreas ou quadrículas e um nível elevado de
detalhe. O modo de contornar este problema passa por:
1. Segmentar os conjuntos de mapas, contendo assim menos áreas/quadrículas logo a
partir do Basecamp ou Mapsource,
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2. Gerar a partir deles o denominado “ficheiro contentor” (gmapsupp.img
/gmapsup2.img ),
3. Oganizar os ficheiros resultantes em pastas, já no dispositivo Android e ao nível de
“oruxmaps/mapfiles”, na área pré-definida para armazenamento do dispositivo
Android (cartão SD ou memória interna)
Adicionalmente, o Oruxmaps permite alterar a partir do seu menu de configuração proceder a
algumas alterações sobre o modo de visualização dos objetos: menus Configuração > Mapas >
Definições Mapas Garmin.
Sobreposição de camadas (overlays).
O Oruxmaps permite lidar com a separação de informação geográfica em categorias lógicas,
denominadas camadas de mapa (overlays). Estas deverão encontrar-se no formato KML/KMZ.
São igualmente conhecidas como temas de mapa, níveis ou coberturas.
As camadas separam-se de modo lógico e contêm informações com um só tipo de
características (solos, trânsito) ou um conjunto restrito de características relacionadas (limites
político-administrativos, rede de utilidades públicas de água, telefone, água e eletricidade).
Podem ser usadas para criar mapas compostos, a partir da sua sobreposição num mapa base,
tal como se sobrepõem transparências, e controladas com base no mapeamento e
coincidência dos pontos.
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Os passos a seguir para sobrepor camadas são os seguintes:
1. Copiar os ficheiros KML/KMZ para a pasta “ourxmaps/overlay”;
2. Selecionar a camada a sobrepor ao mapa base através do botão “Carregar camada
KML”;
A informação a visualizar pode ser controlada e ajustada através do botão “Ajustar camadas
KML”, caso se encontre organizada e distribuída em pastas no interior do próprio ficheiro.
Na imagem que se segue podemos visualizar uma camada no formato KML que representa os
castelos e fortalezas de Portugal. Trata-se de uma compilação levada a cabo por Hugo
Valentim e que inclui as coordenadas geográficas (latitude, longitude e altitude) de cerca de
700 pontos interesse de castelos, fortes, fortalezas, torres, castros, citânias, praças e
construções fortificadas de Portugal Continental. Pode ser descarregada a partir da seguinte
hiperligação: http://hugovalentim.com/castelos.
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O que são os formatos KML/KMZ (Keyhole Markup Language e Key hole
Markup Language zipped)?
O formato KML é conhecido através da sua utilização pela aplicação Google Earth para
visualização de dados geográficos. A popularidade do Google Earth, devida à facilidade de
navegação e disponibilidade de imagens de satélite de alta resolução, levou ao
desenvolvimento de outras aplicações que conseguem gerar e utilizar o formato KML.
Keyhole Markup Language (KML) é uma notação em XML (Extensible Markup Language) para
exprimir informação geográfica em mapas bi ou tridimensionais. Partilha conceitos e
gramáticas da linguagem GML (Generalized Markup Language) desenvolvida pela IBM.
O format KMLfoi desenvolvido especificamente para a aplicação GoogleEarth pela empresa
Keyhole, Inc , a qual viria a ser absorvida em 2004 pela própria Google. É desde 2008 uma
norma internacional reconhecida pelo organismo Open Geospatial Consortium.
Internamente, um ficheiro KML armazena e especifica um conjunto de informação, tal como
pontos, imagens, polígonos, imagens, modelos tridimensionais (3D), descrições textuais,
passível de ser representada em aplicações geoespaciais. Tais objetos detêm
obrigatoriamente preenchido os atributos relativos à longitude e latitude. Estes constituem
mesmo as propriedades mínimas. No entanto, existem objetos que especificam ainda
atributos relativos a declive ou inclinação, rumo, altitude, e que, trabalhados em conjunto,
permitem uma perspetiva fotográfica do objeto em causa.
Olhemos agora de um modo mais profundo para o sistema de referências do formato KML.
Assim, o KML utiliza:




Coordenadas geográficas 3D, pela seguinte ordem: longitude, latitude e altitude;
Valores negativos para Oeste, Sul e abaixo do nível do mar (se existirem dados
referentes a altitude);
A longitude e a latitude são expressas pelo elipsoide de referência ou datum World
Geodetic System of 1984 (WGS84);
A altitude é medida a partir do datum WGS84 EGM96.
Caso a altitude seja omissa numa coordenada (por exemplo -8.234260500207611,
40.12268595058548), então o valor por omissão para este atributo será de 0 (8.234260500207611, 40.12268595058548,0), ou seja, ao nível do mar.
Os ficheiros KML são frequentemente distribuídos de modo comprimido, pelo que tomam a
extensão .kmz (ou ficheiros KMZ). Utilizam o método de compressão ZIP 2.0 (algoritmo
DEFLATE).
Internamente, um ficheiro KMZ é composto na raiz por um documento KML,
convencionalmente denominado “doc.kml”. Camadas, imagens, ícones, modelos
tridimensionais e hiperligações podem opcionalmente encontrar-se junto a este ficheiro na
raiz ou em pastas. Este ficheiro “doc.kml” é o ficheiro selecionado e executado pela aplicação
Google Earth.
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Mapas 3D.
O Oruxmaps permite incorporar diretamente dados de altimetria estereoscópica, caso se
encontrem nos formatos SRTM-DTED ou GTOPO30/SRTM30:


.hgt
.dem + .hdr (sobre o datum WGS84)
Estes ficheiros deverão ser colocados na pasta “oruxmaps/dem”.
Ao premir o botão “Mapa 3D” o utilizador tem acesso imediato ao mapa em relevo, desde que
os dados de altimetria se encontrem previamente carregados. Na falta destes, o Oruxmaps
pode pesquisar e obter diretamente os dados de altimetria para o mapa, com uma resolução
espacial de 3 segundos de arco (≈90m).
Caso o utilizador pretenda dados com maior resolução (resolução espacial de 1 segundo de
arco ≈ 30m), é possível integrar diretamente com a aplicação DEM1 – World Elevation Data.
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Fornece informação na norma SRTM1 (resolução espacial de 1 segundo de arco ≈ 30m) para as
regiões da Europa, Estados Unidos da América, América Central e Oceânia.
A visualização deste tipo de mapas é controlada por um conjunto de gestos:




Movimentar-se pelo mapa: deslizar o dedo pelo ecrã;
Ampliar / reduzir: movimento em pinça com os dois dedos;
Aumentar / diminuir o ângulo do horizonte: deslizar dois dedos na vertical;
Rodar: rodar dois dedos no ecrã.
Na imagem que se segue temos um exemplo do mapa de Portugal continental 1:500.000
fornecido pelo IGEOE como um serviço WMS, sobre o qual foram aplicados dados de altimetria
na norma SRTM3 (resolução espacial de 3 segundo de arco ≈ 90m):
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Digital Elevation Model (DEM)
Trata-se de um modelo que descreve a altimetria do terreno, Logo, trata-se de um modelo
tridimensional de representação da superfície do terreno.
A modelação do relevo do terreno, realiza-se com base em dois modelos de estruturas de
dados:


Modelo geográfico vetorial (rede irregular de triângulos − RIT ou TIN);
Modelo geográfico matricial (matrizes de cotas).
Ao nível das aplicações em SIG, a modelação geográfica de terrenos (MDT) é mais frequente
de acordo com um modelo raster, embora em outras aplicações e produtos geoespaciais
predomine a modelação vetorial.
Esta modelação geográfica de terrenos constitui a base mais comum para a construção de
mapas de relevo. A aquisição de informação sobre o relevo do terreno é levada a cabo com
recurso a vários métodos e tecnologias:

Ao nível vetorial:
o Aquisição de pontos com o auxílio de uma estação total;
o Aquisição de pontos com o auxílio de equipamento GPS;
o Digitalização vetorial de cartografia em formato analógico;
o Aquisição de curvas de nível e grelha regular de pontos, por fotogrametria;

Ao nível matricial:
o Utilização de radares, baseados em plataformas aéreas ou de satélite
(tecnologia IFSAR);
o Utilização de tecnologia Laser (LIDAR) para obtenção de modelos
tridimensionais, baseados em plataformas aéreas (uso preferencial em áreas
urbanas;
o Tecnologia baseadas em Sonares para a determinação do relevo do fundo do
mar.
A construção de uma representação digital do relevo do terreno de acordo com uma
estrutura gráfica vetorial, tem por base a construção de um conjunto de superfícies de faces
triangulares planas. Este conjunto é designado “Rede Irregular de Triângulos” (RIT ou TIN em
inglês: Triangulated Irregular Network).
A superfície gerada por aquele conjunto de triângulos toma o nome de Modelo Digital de
Terreno (MDT).
Shuttle Radar Topography Mission (SRTM)
Nome de uma missão científica internacional conduzida pela NASA no ano de 2000, em
parceria com a NIMA (National Geospatial-Intelligence Agency), com o objetivo de proceder
ao levantamento altimétrico digital (DEM) da superfície terrestre entre os paralelos 60 Norte
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e 58 Sul.
Da SRTM resultaram dois produtos em forma de DEM, um de 1 segundo de arco (≈ 30m) de
resolução horizontal e outro de 3 segundos de arco (≈ 90m).
Os valores de elevação estão codificados em metros, correspondendo à altura elipsoidal para
o datum WGS84 (altura elipsoidal designa a distância vertical de um ponto a um elipsoide de
referência).
Atualmente os modelos de 3 segundos de arco estão disponíveis gratuitamente para toda a
área terrestre levantada, ao passo que os modelos de 1 segundo estão disponíveis apenas
para a América do Norte.
Os modelos de dados derivados da SRTM são hoje utilizados por diversas aplicações nos
domínios dos sistemas de informação geográfica (SIG). Podem aceder-se através da Internet
e têm a extensão .hgt.
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