Descargar

Сomentários

Transcrição

Descargar
4
Relatório econômico
e financeiro
102 Relatório financeiro consolidado
102Resumo do exercício de 2014 para o
Grupo Santander
104 Resultados do Grupo Santander
110 Balanço do Grupo Santander
120Informação por segmentos
123Europa continental
137Reino Unido
140 América Latina
155Estados Unidos
158 Atividades Corporativas
160 Informação por segmentos secundários
160 Banco Comercial
162 Banco Global de Atacado
165 Gestão de Ativos e Seguros
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
RESUMO DO EXERCÍCIO
Relatório financeiro
consolidado
Resumo do exercício de 2014 para o Grupo Santander
No exercício de 2014, a economia mundial cresceu acima de 3%,
reflexo de uma revitalização das economias desenvolvidas, princi­
palmente do Reino Unido e dos Estados Unidos, e de uma mode­
ração no crescimento dos países emergentes.
Esse ambiente de crescimento não ficou isento de episódios de
incertezas e de volatilidade nos mercados. Além disso, a ativi­
dade bancária voltou a ser afetada por taxas de juros que perma­
neceram em mínimos históricos em muitas economias. Somado a
isso, as novas exigências regulatórias estão afetando também as
receitas e os custos do sistema financeiro.
Nesse ambiente, o Grupo Santander está concentrando sua ges­
tão em dar impulso a medidas que permitam aumentar o nível do
lucro e da rentabilidade, ao mesmo tempo em que mantém um
balanço sólido, com liquidez e de baixo risco.
Os aspectos mais destacados na gestão do Grupo em 2014 foram:
• Solidez de resultados. Durante os últimos anos, e apesar do
cenário difícil, o Grupo Santander demonstrou sua capacidade
de geração de resultados recorrentes, com o apoio da diversi­
ficação geográfica e focos de gestão adaptados a cada mer­
cado. Isso permitiu obter resultados positivos ao longo de
todos os exercícios da crise e estar em boa posição para apro­
veitar um ciclo econômico de maior crescimento.
O Grupo Santander obteve um lucro atribuído de 5,816 bilhões
de euros no exercício de 2014, o que representou um aumento
de 39,3% em relação a 2013. Esse crescimento foi motivado
pela boa evolução de três grandes linhas da demonstração de
resultados:
– A receita aumentou em comparação à queda do ano ante­
rior, em virtude da tendência de crescimento da margem de
juros e de comissões.
– As provisões para perdas com créditos continuaram em seu
processo de normalização e melhoria do custo de crédito.
Esse crescimento também aconteceu de forma generalizada
considerando as regiões geográficas, com todas as unidades
aumentando o resultado antes de impostos em sua moeda de
gestão.
• Aceleração da atividade. A evolução dos volumes reflete a es­
tratégia adotada pelo Grupo em segmentos, produtos e países.
O ano apresentou uma mudança nas tendências do crédito,
que depois da queda em exercícios anteriores, registrou alta
em 2014, tanto em pessoas físicas como jurídicas. Esse cresci­
mento foi observado em nove das dez grandes unidades do
Grupo.
Também em recursos, o ano terminou com maior crescimento
do que em 2013. De forma similar ao crédito, essa expansão foi
generalizada em termos de países e foi compatibilizada com
uma política de redução do custo financeiro, especialmente
nos países em que as taxas de juros eram mais baixas.
• Houve avanços no programa de transformação comercial,
que tem como eixos principais a melhoria do conhecimento dos
clientes do Grupo, a gestão especializada de cada segmento, o
desenvolvimento de um modelo de distribuição multicanal e a
melhoria contínua da experiência dos clientes com o Banco.
Entre as medidas realizadas, estão um novo front comercial, a
expansão do modelo Select para os clientes de alta renda e o
lançamento do programa Advance para PMEs.
Com tudo isto, o objetivo é aumentar o vínculo e satisfação do
cliente em todas as unidades.
• Sólida estructura de financiación y liquidez.
– As despesas cresceram abaixo da inflação média do Grupo,
favorecidos pelos processos de integração realizados (Espa­
nha e Polônia), e pelo plano de eficiência e produtividade
em três anos lançado no final de 2013.
102
A melhoria da posição de liquidez foi um objetivo prioritário na
estratégia do Grupo nos últimos anos, e foi obtida graças à ca­
pacidade de captação no mercado de varejo da extensa rede de
agências e ao acesso amplo e diversificado aos mercados de
atacado, por meio do modelo de filiais.
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
RESUMO DO EXERCÍCIO
Em 2014, o índice de créditos líquidos sobre depósitos e o de
depósito mais captação em médio e longo prazo sobre créditos
permaneceram nos níveis de conforto tanto no nível do Grupo
como nas principais unidades.
Aproveitamos a melhoria do ambiente de mercado com taxas
mais baixas para emitir em prazos mais longos, aumentando a
reserva de liquidez para cerca de 230.000 milhões de euros.
Tudo isso permitiu atingir antecipadamente os índices regula­
tórios no Grupo e nas principais unidades.
• Melhoria da qualidade de crédito do Grupo. Os principais in­
dicadores de risco evoluíram de forma positiva no exercício.
Em primeiro lugar, houve destaque para a redução de entradas
líquidas de créditos em mora, que, sem taxas de câmbio nem pe­
rímetro, tiveram queda de 51% no ano.
O índice de inadimplência melhorou, passando de 5,61% no final
de 2013 para 5,19% no final de 2014, o que se repetiu em todos os
trimestres do exercício. Espanha, Brasil, Reino Unido e Estados
Unidos registram melhor evolução. Por outro lado, a cobertura
registrou alta de 2 pontos percentuais, chegando a 67%.
• Solvência reforçada. O Grupo encerrou o ano com níveis ele­
vados de capital, que foi reforçado com o aumento de capital
de 7,5 bilhões de euros realizado no mês de janeiro de 2015.
Depois disso, o Grupo passou a ter um índice de capital
(CET1) phase-in de 12,2% e, considerando fully loaded de 9,7%.
Esses níveis posicionam o Santander entre os grupos bancá­
rios com maior solidez de capital a nível internacional, tendo
em conta seu modelo de negócio, diversificação geográfica e
resistência a cenários adversos de stress.
• Aumento da rentabilidade. A evolução dos resultados e do
balanço se refletiu na melhoria dos índices financeiros de ges­
tão e de rentabilidade.
A eficiência melhorou 1,1 pontos percentuais no ano, atingindo
47%, posição de destaque em relação aos concorrentes; o lucro
por ação aumentou 24%, e a rentabilidade sobre o capital tangí­
vel (RoTE) avançou 1,4 ponto percentual, chegando a 11,0%, já
incluindo neste último o aumento de capital.
• Além disso, e com o objetivo de obter um melhor posiciona­
mento competitivo, o Grupo implantou uma série de iniciati­
vas, as quais devem se refletir na melhoria dos resultados
futuros:
1. Aquisição na Espanha, por parte do Santander Finance, de
51% da Financiera El Corte Inglés.
2. Aquisição, pelo Santander Consumer Finance, do negócio da
GE Capital na Suécia, Dinamarca e Noruega, principalmente
os segmentos de crédito direto e cartões.
3. Acordo inédito do Santander Finance com o Banque PSA Fi­
nance, unidade de financiamento de veículos do Grupo PSA
Peugeot Citröen, para a colaboração em diversos países eu­
ropeus. Durante o mês de janeiro de 2015 foram obtidas as
aprovações regulatórias para iniciar atividades na França e
no Reino Unido.
4. A realização de uma oferta de aquisição de minoritários do
Banco Santander Brasil, aceita por títulos representativos de
13,65% do capital social, pela qual a participação do Grupo
Santander passou a ser de 88,30% do capital.
5. Aquisição, por parte do Banco Santander Brasil, da institui­
ção GetNet para fortalecer o negócio de adquirência.
6. Criação, pelo Banco Santander Brasil, de uma joint-venture
com o Banco Bonsucesso, visando dar impulso às atividades
do segmento de crédito consignado, que deve ser concreti­
zada no primeiro trimestre de 2015.
7. Acordo para a aquisição da empresa canadense Carfinco, es­
pecializada no financiamento de veículos.
Taxas de câmbio: Paridade 1 euro=moeda
2014
Dólar USA
Libra
Real brasileiro
Novo peso mexicano
Peso chileno
Peso argentino
Zloty polaco
Câmbio final
1,214
0,779
3,221
17,868
737,323
10,277
4,273
2013
Câmbio médio
1,326
0,806
3,118
17,647
756,718
10,747
4,185
Câmbio final
1,379
0,834
3,258
18,073
724,579
8,990
4,154
Câmbio médio
1,327
0,849
2,852
16,931
656,524
7,220
4,196
103
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Resultados do Grupo Santander
Lucro atribuído de 5,816 bilhões de euros em 2014, com
aumento de 39,3%. Além disso, o resultado antes de
impostos cresceu em todas as unidades em sua moeda.
A receita comercial (margem de juros e comissões) cresceu
7,9% sem efeito da taxa de câmbio, frente à queda
registrada em 2013.
Um controle rígido das despesas, com queda de 0,6%
graças ao plano de eficiência e produtividade.
Continuidade da tendência de redução das provisões para
perdas com créditos (-14,4%), com tendência à
normalização.
Melhoria da rentabilidade: RoTE +1,4 p.p. (até 11,0%).
O Grupo Santander continua com seu processo de melhoria dos
resultados e de normalização da rentabilidade, com um lucro atribuível à Controladora de 5,816 bilhões de euros no exercício de
2014, o que representa um aumento de 39,3% em relação a 2013.
Esse resultado já está ajustado à entrada em vigor, retroativa­
mente, da interpretação da norma contábil internacional CINIIF21,
a qual implica um reconhecimento contábil antecipado dos apor­
tes aos fundos garantidores de depósitos, o que deve reduzir os
lucros do ano passado em 195 milhões de euros e o lucro de 2012
em 12 milhões de euros.
O forte crescimento se deve ao bom comportamento das principais
linhas da demonstração de resultados e à melhoria da atividade em
praticamente todas as unidades de negócio. Destaque para a evolução das receitas comerciais, que voltam a crescer após a queda em
2013, e para a redução das provisões para perdas com créditos, agora
em queda. Além disso, há uma contenção da despesas, resultado do
plano de eficiência e produtividade anunciado.
Antes de analisar a evolução das linhas da demonstração de resul­
tados, detalha-se a seguir os itens que afetaram a comparação
com o ano passado:
Resultados
Milhões de euros
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos de operações financeiras
Outras receitas
Rendimentos sobre instrumentos de capital
Resultados de equivalência patrimonial
Outras receitas/despesas operacionais (líquidos)
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Perdas com outros ativos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro (ordinário)
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas (ordinário)
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período (ordinário)
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo (ordinário)
Líquido de ganhos e saneamentos
Lucro líquido atribuído ao Grupo
LPA (euros)
LPA diluído (euros)
Promemória:
Ativos Totais Médios
Recursos Próprios Médios*
2014
29.548
9.696
2.850
2013
28.419
9.622
3.496
Variação
absoluta
1.129
74
(646)
%
4,0
0,8
(18,5)
% sem TC
8,8
5,4
(16,1)
2012
31.914
10.125
2.691
519
435
243
(159)
42.612
(20.038)
(17.781)
(10.213)
(7.568)
(2.257)
22.574
(10.562)
(375)
(1.917)
9.720
(2.696)
7.024
(26)
6.998
1.182
5.816
—
5.816
383
378
283
(278)
41.920
(20.158)
(17.758)
(10.276)
(7.482)
(2.400)
21.762
(12.340)
(524)
(1.535)
7.362
(1.995)
5.367
(15)
5.352
1.177
4.175
—
4.175
136
57
(39)
119
693
120
(23)
63
(86)
143
813
1.778
149
(382)
2.357
(701)
1.657
(11)
1.646
5
1.641
—
1.641
35,5
15,0
(14,0)
(42,7)
1,7
(0,6)
0,1
(0,6)
1,1
(6,0)
3,7
(14,4)
(28,4)
24,9
32,0
35,1
30,9
73,2
30,8
0,4
39,3
—
39,3
37,1
16,7
(5,7)
(36,8)
6,2
3,0
3,9
2,8
5,3
(3,3)
9,1
(10,5)
(27,6)
28,3
41,3
44,5
40,1
70,2
40,0
7,1
49,3
—
49,3
259
423
185
(349)
44.989
(20.236)
(18.044)
(10.474)
(7.570)
(2.193)
24.753
(13.521)
(853)
(1.437)
8.942
(2.617)
6.325
70
6.395
1.066
5.329
(3.047)
2.283
0,479
0,478
0,385
0,383
0,094
0,095
24,4
24,7
0,546
0,542
1.203.260
82.545
1.230.166
71.509
(26.906)
11.036
(2,2)
15,4
1.287.619
72.689
(*) Recursos próprios. Fundos próprios + ajustes de avaliação. Em 2014, dato proforma considerando o aumento de capital de janeiro de 2015.
104
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
• Um ambiente macroeconômico global de recuperação mais fa­
vorável, apesar dos sinais de fraqueza surgidos em algumas
economias europeias e emergentes durante a segunda metade
de 2014.
• Mercados onde as condições financeiras melhoraram, mas as
taxas de juros foram mantidas baixas, em geral.
• Um ambiente regulatório mais exigente, com impactos na limi­
tação de receitas e aumentos de custos.
• Para facilitar a análise comparativa com o período anterior, as
informações financeiras de períodos anteriores foram reformu­
ladas (não auditadas), conforme descrito na página 120 do pre­
sente relatório. As mudanças devem-se principalmente ao fato
de considerar como se a assunção do controle do Santander
Consumer USA (SCUSA), realizada em 2014, e a perda de con­
trole das sociedades gestoras no encerramento de 2013 tives­
sem ocorrido nos períodos anteriores apresentados. Assim, os
ganhos e saneamentos não recorrentes são divulgados separa­
damente como Líquido de ganhos e saneamentos.
Os ganhos correspondem à operação de Altamira (385 milhões
de euros líquidos), à saída a Bolsa do SCUSA (730 milhões de
euros líquidos), a modificação nos compromissos por pensões
no Reino Unido (224 milhões de euros líquidos) e a operação de
Seguros (250 milhões de euros líquidos).
Por outro lado, foram realizados débitos a custos de reestru­
turação, perda de valor de ativos intangíveis e outros sanea­
mentos por um valor conjunto, líquido de impostos, de 1,589
bilhão de euros. Portanto, o impacto desses números sobre o
lucro é nulo.
• Um efeito perímetro positivo de 2 p.p., resultado das incorpora­
ções da Financiera El Corte Inglés, GetNet e o negócio de finan­
ciamento ao consumo da GE Capital nos países nórdicos, além
da aquisição de participações minoritárias no Brasil em setem­
bro de 2014.
• O impacto das taxas de câmbio de diferentes moedas em rela­
ção ao euro é de 4/5 p.p. negativos para o total do Grupo na
comparação em termos de receitas e custos durante o ano pas­
sado. Por grandes áreas geográficas, o impacto foi negativo no
Brasil (-8/-9 p.p.), México (-4 p.p.) e Chile (-14/-15 p.p.), e posi­
tivo no Reino Unido (+6p. p.). Nos Estados Unidos apenas
houve impacto (+0.1 p.p.).
A seguir os comentários sobre a evolução das principais linhas da
demonstração de resultados:
Resultados por trimestres
Milhões de euros
2013
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos de operações financeiras
Outras receitas
Rendimentos sobre instrumentos de capital
Resultados de equivalência patrimonial
Outras receitas/despesas operacionais (líquidos)
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Perdas com outros ativos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro (ordinário)
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas (ordinário)
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período (ordinário)
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo (ordinário)
Líquido de ganhos e saneamentos
Lucro líquido atribuído ao Grupo
LPA (euros)
LPA diluído (euros)
2014
1T
7.206
2.484
967
66
59
66
(59)
10.722
(5.068)
(4.497)
(2.631)
(1.865)
(571)
5.655
(3.142)
(110)
(262)
2.141
(577)
1.564
—
1.564
359
1.205
—
1.205
2T
7.339
2.494
880
134
145
58
(69)
10.847
(5.088)
(4.485)
(2.606)
(1.879)
(602)
5.760
(3.399)
(126)
(422)
1.812
(453)
1.359
(14)
1.345
294
1.050
—
1.050
3T
6.944
2.300
995
94
72
80
(58)
10.333
(4.943)
(4.381)
(2.478)
(1.902)
(562)
5.390
(3.025)
(141)
(368)
1.856
(518)
1.338
(0)
1.337
282
1.055
—
1.055
4T
6.930
2.345
653
89
102
79
(92)
10.017
(5.060)
(4.395)
(2.559)
(1.836)
(665)
4.957
(2.774)
(146)
(483)
1.554
(447)
1.107
(1)
1.106
242
864
—
864
1T
6.992
2.331
767
34
31
65
(63)
10.124
(4.847)
(4.256)
(2.455)
(1.801)
(590)
5.277
(2.695)
(87)
(347)
2.149
(569)
1.579
(0)
1.579
277
1.303
—
1.303
2T
7.370
2.403
511
204
220
42
(58)
10.488
(4.906)
(4.360)
(2.515)
(1.844)
(546)
5.582
(2.638)
(71)
(438)
2.435
(664)
1.771
(0)
1.771
318
1.453
—
1.453
3T
7.471
2.439
952
99
72
72
(45)
10.961
(5.070)
(4.509)
(2.572)
(1.937)
(560)
5.891
(2.777)
(67)
(491)
2.556
(649)
1.908
(7)
1.901
296
1.605
—
1.605
4T
7.714
2.524
620
182
112
64
6
11.040
(5.216)
(4.656)
(2.670)
(1.985)
(560)
5.824
(2.452)
(151)
(642)
2.580
(814)
1.766
(19)
1.746
291
1.455
—
1.455
0,116
0,115
0,098
0,098
0,096
0,095
0,076
0,076
0,113
0,113
0,122
0,122
0,131
0,131
0,112
0,112
105
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Margem de juros
Comissões líquidas
Milhões de euros
Milhões de euros
O conjunto das receitas se situa em 42,612 bilhões de euros, com
um aumento de 1,7% em relação ao exercício de 2013. Sem o im­
pacto da taxa de câmbio, esse número sobe 6,2%. Trata-se de um
crescimento de qualidade, apoiado nos aumentos nas alavancas
mais comerciais das linhas de receitas (margem de juros e comis­
sões), e aliado a uma queda nos resultados de operações financei­
ras, as quais representam somente 7% das receitas do Grupo. Os
maiores destaques do ano são:
• O crescimento das receitas se deve, fundamentalmente, à margem de juros, a qual representa 69% das receitas e totaliza
29,548 bilhões de euros, após um aumento de 4,0% em compa­
ração ao mesmo período do ano passado (ou de 8,8% sem
efeito da taxa de câmbio). Sobre este último destaca-se:
– Melhora generalizada em todos os países, exceto o Brasil,
com crescimentos muito positivos na Espanha, Reino Unido,
Estados Unidos e Chile.
– Boa evolução dos créditos, com crescimentos em todas as
unidades, exceto Portugal, onde o sistema financeiro en­
frenta um processo de desalavancagem atualmente.
– Crescimento dos recursos compatível com quedas no custo
médio, principalmente nos países desenvolvidos.
Se em vez de por conceito, analisa-se a margem de juros por
áreas geográficas, destaca-se:
– Evolução favorável no Reino Unido (+16,5%) e nos EUA
(+11,2%), com aumentos de dois dígitos graças ao esforço rea­
lizado para reduzir o custo dos depósitos no varejo, no pri­
meiro caso, e o aumento na atividade de consumo (SCUSA),
no segundo. A Europa continental cresceu 7,9% sem taxa de
câmbio, com crescimento em todas as unidades. Destaque
para a Espanha, com um aumento de 9,4% por maior ativi­
dade e queda no custo do passivo. Por último, a América La­
tina cresce em seu conjunto pelo aumento nos volumes.
– O Brasil foi a única unidade que apresentou queda (-2,7%),
devido à queda nos spreads derivados do câmbio de mix para
segmentos de menor risco. Essa evolução foi compensada
pela melhoria associada ao custo de crédito, o que levou sem
margem de juros sem provisões a crescer 11,5% no ano.
Comissões líquidas
Milhões de euros
Comissões por serviços
Fundos de investimento e pensão
Serviços de títulos
Seguros
Comissões líquidas
106
2014
5.827
913
763
2.193
9.696
2013
5.851
831
655
2.284
9.622
Variação
absoluta
(24)
81
108
(91)
74
%
(0,4)
9,8
16,4
(4,0)
0,8
2012
6.217
903
678
2.326
10.125
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Despesas totais
Eficiência
Milhões de euros
%
• Continuando com a evolução dos resultados, as comissões al­
cançaram 9,696 bilhões de euros, com aumento de 0,8%, ou
5,4% sem o efeito das taxas de câmbio. Essa linha foi afetada
pela queda na atividade em alguns mercados, devido ao am­
biente econômico, e por impactos regulatórios que afetaram al­
guns países nos segmentos de seguros e cartões por limites nas
taxas de intercâmbio. Em detalhe, o melhor comportamento é
visto nos fundos de investimento, de títulos e custódia, de as­
sessoria e direção e de operações, e de câmbio de moedas.
• Os outros resultados operacionais chegaram a 519 milhões
de euros, um aumento de 136 milhões e 35,5%. Esse cresci­
mento é o resultado líquido dos seguintes movimentos: au­
mento de 57 milhões nos rendimentos de instrumentos de
capital; aumento de 119 milhões em outros produtos e custos
operacionais, fundamentalmente pelo aumento na geração de
operações de leasing nos Estados Unidos; e queda de 39 mi­
lhões nos resultados de equivalência patrimonial, devido ao
menor perímetro no negócio de gestão de ativos.
• A somatória da margem de juros e comissões aumentou 7,9%
sem taxa de câmbio, e representou 92% da receita total do
Grupo (91% em 2013).
As despesas totais tiveram queda de 0,6% em comparação a 2013.
Sem o impacto das taxas de câmbio, o incremento teria sido de 3,0%
ou de 2,2% sem perímetro, um crescimento inferior em mais de um
ponto porcentual em relação à taxa de inflação média nas regiões
onde o Grupo atua (3,6%). Esse é o resultado do plano trienal de efi­
ciência e produtividade anunciado no fim de 2013, o qual levou a
uma economia de 1,1 bilhão de euros no seu primeiro ano. Parte des­
sas economias foi usada como investimento para aumentar a produ­
tividade do negócio.
• Os resultados de operações financeiras tiveram queda de
18,5% devido à queda nos resultados obtidos na atividade de
banco de atacado e na gestão da carteira de ativos e passivos.
Despesas totais
Milhões de euros
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Tecnologia e sistemas
Comunicações
Publicidade
Imóveis e instalações
Impressos e suprimentos
Despesas tributárias
Outras despesas
Despesas administrativas
Amortizações
Despesas totais
2014
10.213
7.568
936
489
654
1.775
155
460
3.098
17.781
2.257
20.038
2013
10.276
7.482
985
540
637
1.815
169
458
2.879
17.758
2.400
20.158
Variação
absoluta
(63)
86
(49)
(51)
17
(40)
(13)
2
219
23
(143)
(120)
%
(0,6)
1,1
(4,9)
(9,5)
2,7
(2,2)
(7,8)
0,5
7,6
0,1
(6,0)
(0,6)
2012
10.474
7.570
877
660
669
1.750
167
422
3.025
18.044
2.193
20.236
107
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Provisões para perdas com créditos
Custo do crédito
Milhões de euros
%
Os comportamentos foram diferenciados por unidade:
• Um primeiro bloco formado pelas unidades envolvidas em pro­
cessos de integração (Espanha e Polônia) ou reestruturação
(Portugal), que apresentaram reduções nominais. O Brasil tam­
bém apresentou uma evolução excelente, o que demonstra o
esforço que está sendo realizado de acordo com o plano de me­
lhoria da eficiência, refletido no aumento nominal de 1,0%
(-0,6% sem perímetro) frente a uma inflação superior a 6%.
• Em um segundo bloco, o Reino Unido está compatibilizando in­
vestimentos em seu plano de transformação digital, comercial e
em agências com melhora da eficiência, o mesmo que no Chile.
• Por último, maiores aumentos no México e Argentina, por seus
planos de expansão ou de melhoria da capacidade comercial, e
nos Estados Unidos, imerso em um processo de melhora fran­
quia do Santander Bank e de adaptação às exigências regulató­
rias, com aumento de 7,6%.
A evolução das receitas e despesas reflete uma melhora na efi­
ciência de um ponto percentual no ano, situando-se em 47%, uma
taxa que se compara muito favoravelmente aos principais concor­
rentes europeus e norte-americanos.
Consequentemente, a margem líquida foi de 22,574 bilhões de
euros, aumento de 3,7% em comparação a 2013 (+9,1% sem im­
pacto da taxa de câmbio).
As provisões para perdas com créditos situam-se em 10,562 bi­
lhões de euros, 14,4% abaixo do resultado do anterior. Sem a taxa
de câmbio, a queda das provisões teria sido de 10,5%. Por uni­
dade, as principais reduções foram registradas no Reino Unido (­
45,7%), Espanha (-27,6%), Brasil (-17,7%) e Portugal (-35,7%) pela
melhoria na situação macroeconômica e pela gestão do balanço.
Nas demais grandes unidades, o único aumento significativo foi
registrado nos EUA devido às maiores provisões realizadas pelo
SCUSA, em parte pelo aumento no volume de atividade regis­
trado após o acordo com a Chrysler.
Por outro lado, as linhas de perda de valor de outros ativos e ou­
tros resultados são negativas em 2,292 bilhões de euros (2,059 bi­
lhões no exercício anterior).
Ganhos de operações e saneamentos líquido de impostos
Milhões de euros
108
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Provisões para perdas com créditos
Milhões de euros
2014
11.922
(24)
(1.336)
Para créditos
Para risco-país
Ativos em suspenso recuperados
Total
10.562
Finalmente, o resultado antes de impostos é de 9,720 milhões de
euros, 32,0% acima de 2013.
Após considerar impostos, operações interrompidas e participa­
ções minoritárias, o lucro atribuível tem aumento de 39,3%,
atingindo 5,816 bilhões de euros (49,3% sem o impacto das taxas
de câmbio).
2013
13.405
2
(1.068)
12.340
Variação
absoluta
(1.483)
(26)
(268)
(1.778)
%
(11,1)
—
25,1
(14,4)
2012
15.497
(2)
(1.974)
13.521
ações realizado para atender o pagamento de importâncias equi­
valentes aos dividendos para acionistas que optaram por receber
ações do Santander.
O lucro por ação de 2014 é de 0,48 euros (24,4% acima do ano
passado), cuja evolução foi afetada pelo aumento do número de
O RoE (lucro atribuível à Controladora sobre o resultado de fundos
próprios mais ajustes por avaliação) se situa em 7,0% e o RoTE em
11,0%, em ambos os casos considerando efetivo o aumento de capi­
tal realizado como se tivesse sido feito durante todo o exercício.
Por outro lado, o RoRWA teve queda de 1,3%. Em todos os casos
melhoram sobre os resultados do exercício anterior.
Lucro líquido
Lucro por ação
Milhões de euros
Euros
(*) Lucro líquido ajustado à entrada em vigor com caráter retroativo da interpretação
da normativa contábil internacional CINIIF 21.
ROTE*
%
(*) RoTE: Lucro líquido atribuído ao Grupo / (cifra média de capital + reservas + lucro
retido + ajustes por valoração – ágio – outros intangíveis). Em 2014, proforma
considerando o aumento de capital de janeiro de 2015.
109
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Balanço
Milhões de euros
Ativo
Caixa e depósitos em bancos centrais
Ativos financeiros para negociação
Instrumentos de dívida
Crédito a clientes
Instrumentos de patrimônio
Derivativos
Empréstimos em instituições de crédito
Outros ativos financeiros avaliados pelo seu valor justo
Crédito a clientes
Outros (empréstimos em instituições de crédito, instrumentos
de dívida e instrumentos de patrimônio)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instrumentos de dívida
Instrumentos de patrimônio
Empréstimos e recebíveis
Empréstimos em instituições de crédito
Crédito a clientes
Instrumentos de dívida
Participações
Ativos tangíveis e intangíveis
Ágio
Outros ativos
Total ativo
2014
69.428
148.888
54.374
2.921
12.920
76.858
1.815
42.673
8.971
2013
77.103
115.309
40.841
5.079
4.967
58.920
5.503
31.441
13.255
Variação
absoluta
(7.675)
33.579
13.533
(2.158)
7.953
17.938
(3.688)
11.232
(4.285)
%
(10,0)
29,1
33,1
(42,5)
160,1
30,4
(67,0)
35,7
(32,3)
2012
118.488
177.917
43.101
9.162
5.492
110.319
9.843
28.356
13.936
33.702
115.251
110.249
5.001
781.635
51.306
722.819
7.510
3.471
26.109
27.548
51.293
1.266.296
18.185
83.799
79.844
3.955
731.420
57.178
666.356
7.886
3.377
18.137
24.263
49.279
1.134.128
15.517
31.452
30.406
1.046
50.216
(5.872)
56.463
(376)
93
7.972
3.284
2.014
132.168
85,3
37,5
38,1
26,4
6,9
(10,3)
8,5
(4,8)
2,8
44,0
13,5
4,1
11,7
14.420
92.339
87.797
4.542
770.349
54.817
708.473
7.059
2.427
17.346
25.652
50.005
1.282.880
109.792
5.544
—
79.048
25.200
62.318
33.127
3.830
25.360
961.053
122.437
608.956
193.059
17.132
19.468
713
15.376
27.331
1.176.581
91.664
6.292
94.695
8.500
1
58.910
27.285
42.311
26.484
4.086
11.741
880.115
92.390
572.853
182.234
16.139
16.499
1.430
14.599
20.680
1.053.830
84.479
5.667
15.097
(2.956)
(1)
20.138
(2.085)
20.007
6.644
(255)
13.619
80.937
30.047
36.103
10.825
993
2.969
(717)
776
6.651
122.752
7.185
625
15,9
(34,8)
(100,0)
34,2
(7,6)
47,3
25,1
(6,3)
116,0
9,2
32,5
6,3
5,9
6,2
18,0
(50,2)
5,3
32,2
11,6
8,5
11,0
143.244
8.897
1
109.746
24.600
45.418
28.638
4.904
11.876
971.659
134.467
589.104
210.577
18.238
19.273
1.425
16.019
23.369
1.201.133
81.268
80.026
5.816
(471)
(10.858)
8.909
89.714
1.266.296
75.044
4.175
(406)
(14.153)
9.972
80.298
1.134.128
4.982
1.641
(64)
3.295
(1.063)
9.416
132.168
6,6
39,3
15,8
(23,3)
(10,7)
11,7
11,7
Passivo e patrimônio líquido
Passivos financeiros para negociação
Depósitos de clientes
Obrigação por emissão de títulos
Derivativos
Outros
Outros passivos financeiros avaliados pelo seu valor justo
Depósitos de clientes
Obrigação por emissão de títulos
Depósitos captados junto à bancos centrais e à instituições de crédito
Passivos financeiros avaliados pelo custo amortizado
Depósitos captados junto à bancos centrais e à instituições de crédito
Depósitos de clientes
Obrigação por emissão de títulos
Passivos subordinados
Outros passivos financeiros
Contratos de seguros passivos
Provisões
Outros passivos
Total passivo
Recursos próprios
Capital
Reservas
Lucro líquido atribuível à Controladora
Menos: dividendos e remunerações
Ajustes de avaliação
Participação de acionistas não controladores
Patrimônio líquido total
Total passivo e patrimônio líquido
110
5.161
74.475
2.283
(650)
(9.471)
9.950
81.747
1.282.880
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Balanço do Grupo Santander
Crescimento generalizado em crédito e recursos em 2014:
• No crédito, aumento nos 10 mercados chave, exceto
Portugal, com destaque para os países da América Latina.
• Em recursos, também crescimento geral, com maior foco
no custo dos depósitos e na comercialização de fundos de
investimento.
• O índice de créditos líquidos / depósitos do Grupo é de
113% (112% em dezembro de 2013).
O índice CET1 fully loaded atingiu 9,7% depois do aumento
de capital realizado em janeiro de 2015. O índice de capital
total fully loaded é de 11,8%.
Em 31 de dezembro de 2014, o total de negócios geridos e comer­
cializados pelo Grupo Santander totalizou 1,428 trilhão de euros,
dos quais 89% (1,266 trilhão) correspondem a ativos do balanço, e
o restante a fundos de investimento, fundos de pensão e ativos
sob gestão.
As variações nas taxas de câmbio das moedas em que o Grupo
opera tiveram impacto significativo na evolução dos saldos no
ano. Dessa forma, considerando as taxas de câmbio finais, com va­
lorização de 14% do dólar americano, 7% da libra e em torno de 1%
do real brasileiro e do peso mexicano, enquanto o peso chileno e
o argentino desvalorizaram 2% e 13%, respectivamente, e o zloty
polonês 3%. Isso levou a uma incidência positiva de 3-4 pontos
percentuais nas variações de créditos e recursos de clientes na
comparação ao ano anterior.
Por outro lado, no crédito, existe um efeito de perímetro positivo,
inferior a um ponto percentual, decorrente das incorporações da
financeira El Corte Inglés e do negócio da GE nos países nórdicos,
ambas na unidade Santander Consumer Finance.
Crédito a clientes
Distribuição dos ativos totais
O crédito bruto a clientes do Grupo atingiu 761,928 bilhões de
euros no final de dezembro, com alta de 7% no ano. Sem conside­
rar o efeito das variações das taxas de câmbio e eliminando aqui­
sições temporárias de ativos (ATAs), o crescimento dos saldos foi
de 5%, com um avanço sustentável em todos os trimestres do ano.
A seguir detalha-se as variações por regiões em 2014:
Dezembro 2014
EUA: 8%
Resto: 4%
Resto América Latina: 3%
Espanha: 25%
Chile: 3%
México: 4%
Brasil: 12%
Reino Unido: 28%
Portugal: 3%
Polônia: 2%
Alemanha: 3%
Ativ. imob. Espanha: 1%
Resto Europa: 4%
Na Europa continental, evolução desigual por unidades. Redu­
ções em Portugal, atualmente afetada pela baixa demanda por
crédito; e na Atividade Imobiliária Descontinuada na Espanha,
pela manutenção da estratégia de redução desse tipo de risco. Por
outro lado, houve crescimento no Santander Consumer Finance,
em parte favorecido pelo perímetro; na Polônia, com boa evolução
em produtos e segmentos; e na Espanha, invertendo a tendência
dos últimos ano com o aumento do crédito em empresas e administrações públicas.
Crédito a clientes
Milhões de euros
Crédito à Administrações Públicas Espanholas
Crédito a outros setores residentes
Carteira comercial
Crédito com garantia real
Outros créditos
Crédito ao setor não residente
Crédito com garantia real
Outros créditos
Créditos a clientes (bruto)
Provisões para perdas - crédito
Créditos a clientes (líquido)
Promemoria: Ativos Duvidosos
Administração Pública
Outros setores residentes
Não residentes
2014
17.465
154.905
7.293
96.426
51.187
589.557
369.266
220.291
761.928
27.217
734.711
40.424
167
19.951
20.306
2013
13.374
160.478
7.301
96.420
56.757
537.587
320.629
216.958
711.439
26.749
684.690
41.088
99
21.763
19.226
Variação
absoluta
4.091
(5.572)
(8)
6
(5.570)
51.970
48.637
3.333
50.489
468
50.021
(664)
68
(1.812)
1.080
%
30,6
(3,5)
(0,1)
0,0
(9,8)
9,7
15,2
1,5
7,1
1,7
7,3
(1,6)
69,1
(8,3)
5,6
2012
16.884
183.130
8.699
103.890
70.540
558.572
339.519
219.052
758.586
27.014
731.572
36.002
121
16.025
19.856
111
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
• Na Espanha (excluindo a unidade de Atividade Imobiliária Des­
continuada), o crédito bruto a clientes, descontando aquisições
temporárias de ativos, subiu 2% com o seguinte detalhamento:
– O crédito a pessoas físicas totalizou 59,746 bilhões de euros,
dos quais 47,333 bilhões representaram crédito imobiliário
para a compra de imóveis residenciais. Essa carteira repre­
senta as linhas de financiamentos para a compra do primeiro
imóvel residencial das famílias, com uma forte concentração
nos tranches mais baixos do loan to value (73% com LTV infe­
rior a 80%). No ano, o saldo do crédito imobiliário registrou
queda de 6%, uma vez que o forte aumento de 64% na produ­
ção não compensou as amortizações realizadas.
– Os empréstimos concedidos diretamente a PMEs e pessoas
jurídicas sem finalidade imobiliária, e que totalizaram 86,459
bilhões de euros, constituíram o item mais relevante dentro
das operações de crédito, representando 53% do total. Seu
crescimento no ano atingiu 5%, favorecido pelo plano espe­
cial para a promoção do segmento de PMEs.
– O crédito a administrações públicas espanholas registrou
crescimento considerável no exercício, devido ao aumento do
financiamento, tanto à Administração Central como a Corpo­
rações Locais e Administrações Autônomas, em virtude da
participação em operações corporativas, como do financia­
mento do chamada déficit tarifário elétrico.
• Em Portugal, houve queda de 5% em relação ao mesmo período
do ano anterior, devido ao ambiente de desalavancagem do
país, o que levou o Santander Totta a ganhar participação de
mercado em pessoas físicas e jurídicas. Quanto a esses dois úl­
timos itens, os saldos em construção e imobiliário, que repre­
sentam menos de 2% dos créditos a clientes no país, tiveram
queda de 27%.
• Na Polônia, o crédito registrou alta de 7% no ano em moeda
local, com crescimento generalizado por produtos e segmentos.
Destaque para PMEs (+11%) e grandes empresas, segmento em
processo de desenvolvimento no país, que teve alta de 32%,
porém sobre uma base pequena.
• No Santander Consumer Finance, os saldos aumentaram 9%,
com comportamentos diferentes por países. Dessa forma, em
suas respectivas moedas locais, a Alemanha, que representou
quase 50% do crédito da área, manteve saldos estáveis, na Polô­
nia houve crescimento de 6%, e nos Países Nórdicos e na Espa­
nha os aumentos foram de 48% e 32%, respectivamente, ambos
favorecidos pelo efeito de perímetro. Em Portugal e na Itália foi
mantido o ajuste da carteira.
A nova produção em 2014 teve expansão de 14% em relação ao
mesmo período de 2013. Em sua composição por produtos, au­
mentos significativos no crédito direto, cartões e veículos
novos, que continuam a manter uma evolução melhor do que o
setor.
• Por fim, o crédito líquido incluído na unidade de Atividade Imo­
biliária Descontinuada na Espanha totalizou 3,787 bilhões de
euros, com uma redução no ano de 1,948 bilhões, represen­
tando 34%.
No Reino Unido, o saldo de crédito a clientes registrou alta de 3%
em libras no ano. Em critério local, crescimento de 1% no crédito
imobiliário e de 8% em empréstimo a pessoas jurídicas.
A América Latina registrou aumento de 12% frente ao ano ante­
rior em moeda constante, com avanços importantes em todos os
países: Brasil (+10%), México (+18%), Chile (+8%), Argentina
(+23%), Uruguai (+17%) e Peru (+28%).
Crédito a clientes (bruto)
Créditos a clientes
Bilhões de euros
% sobre áreas operacionais. Dezembro 2014
EUA: 9%
Resto América Latina: 2%
Chile: 4%
Espanha: 22%
México: 4%
Brasil: 10%
Reino Unido: 34%
(*) Sem efeito do tipo de cambio: +3,3%
112
Portugal: 3%
Polônia: 2%
Alemanha: 4%
Ativ. imob. Espanha: 1%
Resto Europa: 5%
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Gestão de risco de crédito*
Milhões de euros
2014
41.709
5,19
28.046
21.784
Ativos inadimplentes e duvidosos
Índice de inadimplência (%)
Provisões
Específicas
Coletivas
Índice de cobertura (%)
Custo de crédito (%) **
6.262
67,2
1,43
2013
42.420
5,61
27.526
22.433
5.093
64,9
1,69
Variação
absoluta
(711)
(0,42 P.)
520
(650)
1.170
2,3 P.
(0,26 P.)
%
(1,7)
1,9
(2,9)
23,0
2012
36.761
4,55
27.704
22.213
5.491
75,4
2,38
* Não considera risco país
** Provisões para perdas com créditos 12 meses / carteira de crédito média
Nota: Índice de inadimplência: Ativos inadimplentes e duvidosos/Carteira de Crédito com garantias e avais
Por fim, alta de 4% em dólares nos Estados Unidos, relacionada
às securitizações e vendas de ativos realizadas no segundo se­
mestre do ano (+7% excluindo esse efeito). Em termos de unida­
des, o Santander Bank registrou crescimento de 1% (6%
excluindo vendas de ativos), o SCUSA elevou seus saldos em
13%, favorecido pela aliança estratégica com a Chrysler, e em
Porto Rico houve redução de 16% dentro do ambiente de redu­
ção da alavancagem do setor.
Com esta evolução, no final de 2014, a Europa continental repre­
sentou 37% dos créditos líquidos a clientes do Grupo (22% na Es­
panha), o Reino Unido 34%, a América Latina 20% (10% no
Brasil) e os Estados Unidos representaram os 9% restantes.
ção de 51% em relação ao exercício anterior, com quedas genera­
lizadas em todas as regiões. Destaque para Espanha, Portugal,
Polônia, Reino Unido e Chile.
Os ativos inadimplentes e duvidosos apresentaram redução de
711 milhões de euros no ano, atingindo 41,709 bilhões no final
de 2014. Esse saldo, aliado aos níveis atuais de investimento,
situaram a taxa de inadimplência do Grupo em 5,19%, represen­
tando a primeira redução anual (-42 pontos-base) desde o iní­
cio da crise.
As entradas em mora líquidas atingiram 9,652 bilhões de euros,
excluindo os efeitos de perímetro e taxas de câmbio, uma redu-
Para cobrir essa inadimplência, foi contabilizado no balanço um
fundo total para créditos de liquidação duvidosa de 28,046 bi­
lhões de euros, dos quais 6,262 bilhões correspondem a fundos
para provisões coletivas. O fundo total teve um discreto au­
mento no ano (+2%), o que, aliado à redução dos riscos de atra­
sos, permitiu registrar cobertura de 67% no final do exercício
(65% em dezembro de 2013).
Inadimplência e cobertura. Total Grupo
Inadimplência e cobertura. Principais unidades
%
%
Riscos
113
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
O custo do crédito (expresso como o percentual representado por
provisões para perdas com crédito dos últimos doze meses em re­
lação à média das operações de crédito no mesmo período) atin­
giu 1,43% (1,69% em dezembro de 2013). Excluindo SCUSA, que
pelo tipo de operação tem um nível elevado de provisões e recu­
perações, o custo do crédito atingiu 1,15%, frente a 1,53% em de­
zembro de 2013.
As informações mais detalhadas sobre a evolução do risco de cré­
dito, dos sistemas de controle e acompanhamento ou dos mode­
los internos de risco para o cálculo de provisões estão incluídas no
capítulo específico de Gestão do Risco deste relatório.
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
O total de recursos de clientes sob gestão, incluindo fundos de in­
vestimento, fundos de pensão e ativos sob gestão, atingiu 1,023
trilhões de euros, com alta de 8% em relação a dezembro de 2013.
Excluindo o impacto das taxas de câmbio, o aumento foi de 5%.
A estratégia adotada de forma geral é crescer em contas à vista,
reduzir passivos caros e comercializar fundos de investimento. O
resultado foi um aumento de 9% nas contas à vista (com alta nas
dez unidades principais), redução de 5% nas contas a prazo e cres­
cimento de 18% em fundos de investimento.
• Na Espanha, o total de recursos aumentou 5% na comparação
com dezembro de 2013. O país é um exemplo claro da estratégia
adotada no ano: aumento de 25% em contas à vista e de 28%
em fundos de investimento, consolidando a liderança do Grupo
Santander em fundos imobiliários. Por outro lado, os saldos a
prazo tiveram queda de 22%.
• Em Portugal, o total de recursos registrou crescimento de 5%
(+4% de depósitos de clientes sem CTAs e +21% dos fundos de
investimento). Destaca-se o forte aumento das contas à vista,
ao passo que as contas a prazo mantiveram os mesmos saldos
do final de 2013.
• Na Polônia, e em moeda local, houve alta de 12% nos depósitos
e sem variação nos fundos de investimento, totalizando um
crescimento conjunto de 10%.
• Por fim, o Santander Consumer Finance registrou redução de
2% nos depósitos, em virtude da política de redução dos saldos
de maior custo na Alemanha, que representaram 81% dos depó­
sitos da área.
Considerando esses conceitos, isto é, o agregado de depósitos ex­
cluindo as cessões temporárias de ativos (CTAs) e fundos de inves­
timento, o aumento foi de 9% (+6% excluindo o impacto das taxas
de câmbio).
No Reino Unido, os depósitos de clientes sem cessões (em libra)
aumentaram 3%, devido à estratégia de substituição de depósitos
caros e menos estáveis pelos que oferecem uma maior oportuni­
dade de vinculação. Nesse sentido, as contas à vista cresceram
24% em 2014, devido ao aumento em contas correntes impulsio­
nado pelo bom desempenho da comercialização dos produtos da
gama 1|2|3, que compensaram a redução dos saldos a prazo. En­
quanto isso, os fundos de investimento caíram 8% no ano.
Em termos de regiões geográficas, a Europa continental mostrou
a seguinte evolução por unidades principais:
Na América Latina, houve aumento de 14% em moeda constante
no total de depósitos sem cessões temporárias mais os fundos de
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
Bilhões de euros
% sobre áreas operacionais. Dezembro 2014
TOTAL
+8,2%*
Outros
+19,0%
Empréstimos e
passivo subor­
dinados
+5,7%
EUA: 7%
Resto América Latina: 3%
Chile: 4%
Brasil: 15%
Depósitos
+6,5%
Reino Unido: 30%
(*) Sem efeito de tipo de cambio: +5,0%
114
Espanha: 25%
México: 5%
Portugal: 3%
Polônia: 3%
Alemanha: 3%
Resto Europa: 2%
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
Milhões de euros
2014
9.349
163.340
88.312
67.495
7.532
474.939
273.889
151.113
49.937
647.628
196.890
17.132
861.649
124.708
11.481
25.599
161.788
1.023.437
Administrações Públicas residentes
Outros setores residentes
Vista
Prazo
Outros
Setor não residente
Vista
Prazo
Outros
Depósitos de clientes
Obrigação por emissão de títulos*
Passivos subordinados
Recursos de clientes em balanço
Fundos de investimento
Fundos de pensão
Patrimônios administrados
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
2013
7.745
161.649
74.969
80.146
6.535
438.442
230.715
161.300
46.427
607.836
186.321
16.139
810.296
103.967
10.879
21.068
135.914
946.210
Variação
absoluta
1.604
1.691
13.343
(12.650)
998
36.497
43.175
(10.187)
3.509
39.791
10.569
993
51.354
20.741
602
4.531
25.873
77.227
%
20,7
1,0
17,8
(15,8)
15,3
8,3
18,7
(6,3)
7,6
6,5
5,7
6,2
6,3
19,9
5,5
21,5
19,0
8,2
2012
8.487
157.011
71.526
75.414
10.071
461.141
228.698
179.503
52.940
626.639
215.482
18.238
860.359
100.709
10.076
18.952
129.737
990.096
(*).- Inclui notas promissórias de varejo (milhões de euros): 274 em dezembro 2014, 3.553 em dezembro 2013 e 11.536 em dezembro 2012
investimento. Em sua composição: Brasil registrou alta de 12%;
México, 13%; Chile, 17%; Argentina, 37%; Uruguai, 18%; e Peru, 32%.
Por fim, nos Estados Unidos a somatória de depósitos sem ces­
sões temporárias e fundos de investimento apresentou alta de
6%. No detalhamento, os depósitos aumentaram 5% e seguem
uma trajetória de melhoria em sua composição e custo similar ao
apresentado por outras unidades (à vista: +7%; a prazo: -10%). Ao
mesmo tempo, os fundos de investimento aumentaram 79% sobre
uma base pequena.
Além dos avanços anteriores, os fundos de pensão registraram
crescimento de 5% na Espanha e de 7% em Portugal, únicos países
em que esse produto é comercializado.
Em 2014, foram realizadas emissões de dívida sênior a médio e
longo prazo no valor de 26,423 bilhões de euros e de cédulas hipo­
tecárias de 7,711 bilhões de euros.
Destaques: a colocação do Santander Totta no valor de 1,750 bi­
lhão de euros em duas emissões de covered bonds hipotecários,
depois de quatro anos sem presença no mercado de covered bonds
internacional; a emissão sênior de 1,5 bilhão de euros realizada no
mercado europeu pelo Banco Santander S.A. no primeiro trimes­
tre; as operações do Santander UK no mês de setembro, colo-
Créditos / depósitos. Total Grupo
%
Em termos dos segmentos mais importantes, a Europa continental
representa 36% dos recursos sob gestão e comercializados de
clientes (25% correspondem à Espanha), Reino Unido 30%, Amé­
rica Latina 27% (15% no Brasil) e Estados Unidos os 7% restantes.
Em conjunto com a captação de depósitos de clientes, o Grupo
Santander considera estratégico manter uma política seletiva de
emissão nos mercados internacionais de renda fixa, buscando
adaptar a frequência e o volume de operações de mercado às ne­
cessidades estruturais de liquidez de cada unidade, bem como à
receptividade de cada mercado.
115
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Fundos de investimento sob gestão e comercializados
Milhões de euros
Espanha
Portugal
Polônia
Reino Unido
América Latina
EUA
Total
cando a dívida sênior no mercado norte-americano no valor de 1,5
bilhão de dólares e covered bonds no mercado europeu por 1,5 bi­
lhão de euros; a emissão em novembro por parte de Banco San­
tander S.A. Espanha de uma cédula hipotecária em duas tranches
no valor agregado de 3 bilhões e prazos de 10 e 20 anos, respecti­
vamente, o maior prazo de uma cédula desde o início da crise; e a
dívida sênior emitida pelas diversas unidades europeias do San­
tander Consumer Finance no valor total de 4,571 bilhões de euros
nos mercados locais em que operam.
Em termos de atividade de securitização, as filiais do Grupo realiza­
ram colocações de diversas securitizações no mercado durante o
ano de 2014, somando um total de 13,391 bilhões de euros, principal­
mente por meio de unidades de financiamento ao consumo.
Essa atividade de emissão demonstra a capacidade de acesso do
Grupo Santander aos diferentes segmentos de investidores insti­
tucionais por meio de mais de dez unidades com capacidade de
emissão, inclusive a matriz, Banco Santander, S.A., e as principais
filiais nos países em que atua. Tudo isso reafirma a política de fi-
2014
42.183
1.276
3.430
9.524
66.657
1.640
124.708
2013
33.104
1.050
3.525
9.645
55.835
807
103.967
Variação
absoluta
9.078
226
(96)
(122)
10.821
833
20.741
%
27,4
21,5
(2,7)
(1,3)
19,4
103,3
19,9
2012
26.720
1.544
2.460
13.919
54.606
1.460
100.709
liais autônomas em liquidez do Grupo, de forma que cada uma
adapte sua política de emissão à evolução de seu balanço.
Por outro lado, em 2014, ocorreram em todo o Grupo vencimentos
e amortizações de dívida a médio e longo prazo no montante de
33,765 bilhões de euros, compostos da seguinte forma: dívida sê­
nior totalizando 20,111 bilhões de euros; cédulas hipotecárias com
10,175 bilhões de euros; subordinadas com 1,731 bilhão de euros; e
preferenciais com 1,749 bilhão de euros.
A evolução do crédito e dos recursos levou o índice de crédito /
depósitos a atingir 113% em dezembro, dentro da zona de con­
forto do Grupo (em torno de 120% ou menos). Por sua vez, o ín­
dice de depósitos mais financiamento de médio / longo prazo
sobre créditos atingiu 116%, mostrando a estrutura confortável
de financiamento.
Em termos de financiamentos provenientes de bancos centrais, o
Grupo participou em 2014 dos leilões de liquidez de longo prazo
condicionados ao volume e evolução do crédito não imobiliário
Fundos de pensão sob gestão e comercializados
Milhões de euros
Espanha
Portugal
Total
116
2014
10.570
911
11.481
2013
10.030
848
10.879
Variação
absoluta
539
63
602
%
5,4
7,4
5,5
2012
9.289
787
10.076
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
(TLTRO) realizados pelo Banco Central Europeu. No total dos dois
leilões, foi obtida uma liquidez de 8,200 bilhões de euros, por
meio dos bancos da Espanha, Portugal e SCF.
Os derivativos de negociação totalizaram 76,858 bilhões de euros
no ativo e 79,048 milhões no passivo, com altas em comparação
ao mesmo período do ano anterior, devido à queda nas taxas na
curva de longo prazo.
Outras rubricas do balanço
Recursos próprios e índices de solvência
O total de ágio atingiu 27,548 bilhões de euros, com aumento de
3,284 bilhões em 2014 por conta da saída à bolsa do SCUSA, as in­
corporações da Getnet e do negócio da GE nos países nórdicos, e
em virtude da evolução das taxas de câmbio, principalmente do
dólar americano e da libra.
Os ativos financeiros disponíveis para venda totalizaram 115,251 bi­
lhões de euros, um número que representa um aumento de 31,452
bilhões e 38% sobre o contabilizado no final do ano passado, de­
vido aos aumentos das posições da dívida da Espanha, Portugal,
Reino Unido, Brasil e Estados Unidos.
O total de fundos próprios, depois de lucros retidos, chegou a
91,664 bilhões de euros, com crescimento de 7,185 bilhões (9%)
no ano.
Durante 2014, ocorreram diversas emissões de ações ordinárias
para atender aos acionistas que optaram por receber o valor equi­
valente aos sucessivos dividendos em ações nos programas San­
tander Dividendo Elección. Dessa forma, em função dos quatro
scrip dividend realizados no ano, dois para o terceiro e o quarto
dividendos de 2013 e os outros dois para o primeiro e segundo de
2014, foi emitido um total de 880.057.105 ações, com um percen­
tual de aceitação total de 87,1%.
Patrimônio líquido e capital com natureza de passivo financeiro
Milhões de euros
Capital
Prémio de emissão
Reservas
Valores próprios
Lucro atribuído
Menos: dividendos e remunerações
Fundos próprios
Ajustes de avaliação
Recursos próprios
Participação de acionistas não controladores
Patrimônio líquido
Participações preferenciais em passivos subordinados
Patrimônio líquido e
capital com natureza de passivo financeiro
2014
6.292
38.611
41.425
2013
5.667
36.804
38.248
Variação
absoluta
625
1.807
3.177
%
11,0
4,9
8,3
(10)
5.816
(471)
91.664
(10.858)
80.806
8.909
89.714
6.978
(9)
4.175
(406)
84.479
(14.153)
70.326
9.972
80.298
4.053
(1)
1.641
(64)
7.185
3.295
10.480
(1.063)
9.416
2.925
11,1
39,3
15,8
8,5
(23,3)
14,9
(10,7)
11,7
72,2
(287)
2.283
(650)
81.268
(9.471)
71.797
9.950
81.747
4.740
96.692
84.351
12.341
14,6
86.487
2012
5.161
37.302
37.460
117
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Além disso, no mês de setembro, foram emitidas 370.937.066
ações para atender à troca decorrente da oferta de aquisição de
minoritários do Banco Santander Brasil, S.A.
Quanto aos ajustes por avaliação, houve uma melhoria de 3,295 bi­
lhões de euros, com incidência do impacto positivo exercido pelas
taxas de câmbio sobre o valor das participações em subsidiárias
estrangeiras (em parte protegidas por coberturas) e pelas avalia­
ções das carteiras, principalmente de renda fixa.
Com isso, os recursos próprios encerraram 2014 em 80,806 bi­
lhões de euros, com aumento de 10,479 bilhões e de 15% no ano.
Somando os 7,500 bilhões do aumento de capital realizado em ja­
neiro de 2015, os recursos próprios subiram para 88,306 bilhões.
Os recursos próprios computáveis do Grupo, já atualizados com o
aumento do capital, atingiram 77,854 bilhões de euros.
computáveis como capital adicional de nível 1 (additional tier 1 ou
AT1) e com as quais reforçou sua solvência (Tier 1).
Essas operações envolveram valores de 1,500 bilhão de euros (em
março), 1,500 bilhão de dólares (em maio) e 1,500 bilhão de euros
(em setembro), com taxas anuais de 6,25% 6,375% e 6,25%, respec­
tivamente, para os primeiros cinco anos nas duas primeiras e nos
primeiros sete na última. Todas registraram um considerável ex­
cesso de demanda por parte dos investidores internacionais aos
quais foram dirigidas, tornando necessário realizar os devidos ra­
teios em cada uma delas.
Do ponto de vista qualitativo, o Grupo Santander apresenta índi­
ces sólidos e adequados a seu modelo de negócios, à estrutura do
balanço e a seu perfil de risco.
O índice CET1 (common equity tier 1) phase-in é de 12,2%, igual ao
índice de Capital Tier 1, enquanto o índice total é de 13,3%.
No âmbito da nova norma europeia para recursos próprios e vol­
tadas exclusivamente para investidores qualificados, o Banco San­
tander, S.A. realizou em 2014 três emissões de participações
contingentemente conversíveis em ações ordinárias do Banco,
Em termos fully loaded, o índice CET1 é de 9,7% e o índice total é
de 11,8%. Todos esses índices, e incorporando o aumento de capi­
tal realizado em janeiro de 2015.
Fundos próprios computáveis*. Dezembro 2014
Índice de capital. Fully loaded
Milhões de euros
%
CET1 (Capital Principal Nível I)
Phase-in
71.598
Fully loaded
56.282
Fundos próprios base
Fundos próprios computável
Ativos ponderados pelo risco
71.598
77.854
585.243
61.010
68.570
583.366
12,2
12,2
13,3
9,7
10,5
11,8
CET1 capital ratio*
T1 capital ratio
Índice de Basileia
(*).- Dado proforma, considerando o aumento de capital de janeiro de 2015
118
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO FINANCEIRA DO GRUPO
Agências de rating
O acesso do Grupo aos mercados de financiamento no atacado e
o custo das emissões, dependem, em parte, das classificações das
agências de rating.
As agências de classificação revisam periodicamente os ratings do
Grupo. A classificação da dívida depende de uma série de fatores
endógenos da entidade (solvência, modelo de negócio, capacidade
de geração de resultados) e outros exógenos relacionados com o
ambiente econômico global, a situação do setor e do risco soberano
das localidades onde atua.
A classificação e a perspectiva do rating soberano da Espanha me­
lhorou em 2014. Moody’s elevou a classificação de Baa3 para Baa2
e a perspectiva de estável a positiva; a Fitch elevou a classificação
de BBB para BBB+, confirmada em outubro; e, em maio, a S&P ele­
vou de BBB- para BBB.
Em alguns casos, a metodologia das agências limita o rating de um
banco acima do rating soberano da sua sede; por esse motivo, ape­
sar dos bons fundamentos do Grupo, o rating do Grupo pode estar
limitado pelo rating soberano espanhol.
No final de 2014, o Banco Santander era o único banco no mundo
com um rating acima do rating soberano de sua sede em quatro
agências, após as elevações registradas em 2014 por parte da Mo­
ody’s, de Baa2 para Baa1 com perspectiva estável; da Fitch, de
BBB+ para A- com perspectiva estável; e da S&P de BBB para BBB+
também com perspectiva estável. A classificação com a DBRS con­
tinua em A. Essas classificações superiores ao rating soberano são
reconhecimentos da solidez financeira e da diversificação do San­
tander.
No primeiro trimestre do ano de 2014, o Grupo obteve a classifica­
ção A+ e A, respectivamente, pela GBB Rating e Scope.
A boa avaliação que as agências têm do perfil de crédito do San­
tander é refletida no rating por fundamentos individuais do Banco,
os quais, no caso da S&P, o coloca em "a-", um nível de rating equi­
valente a outros bancos concorrentes, incluindo aqueles domicilia­
dos em países em melhor situação macroeconômica.
Agências de rating
DBRS
Fitch Ratings
GBB Rating
Moody’s
Standard & Poor´s
Scope
Longo
prazo
A
A­
A+
Baa1
BBB+
A
Curto
prazo
R1(bajo)
F2
P-2
A-2
Perspectiva
Negativa
Estável
Estável
Estável
Estável
Estável
119
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS
Descrição de segmentos
Em 2014, o Grupo Santander manteve os critérios gerais aplicados em
2013, bem como os segmentos de negócio, com as seguintes exceções:
1) Nas demonstrações financeiras do Grupo:
• O Grupo apresentou a Interpretação CINIIF 21 “Taxas”, a qual
aborda a contabilização dos passivos para pagar gravames dentro
da NIC 37. Sua adoção deve modificar a contabilização dos apor­
tes realizados pelo Santander UK ao Financial Services Compensa­
tion Scheme, bem como os aportes feitos por instituições
financeiras espanholas do Grupo ao Fundo de Garantia de Depósi­
tos. De acordo com a norma, a referida mudança foi aplicada re­
troativamente, procedendo a modificação dos saldos dos
exercícios de 2013 (impacto de -195 milhões de euros no lucro atri­
buído e de -65 milhões de euros nas reservas do Grupo) e de 2012
(impacto de -12 milhões de euros no lucro atribuído e de -53 mil­
hões de euros nas reservas do Grupo).
• Por outro lado, algumas operações corporativas realizadas pelo
Grupo recentemente implicam mudanças no método de consoli­
dação. A assunção do controle do Santander Consumer USA
(SCUSA), realizada em 2014, significa passar a consolidar a em­
presa por integração global em lugar de pelo método de equiva­
lência patrimonial e, por outro lado, a renúncia ao controle das
sociedades gestoras vendidas, refletida no encerramento do exer­
cício de 2013, significa que passam a ser consolidadas pelo mé­
todo de equivalência patrimonial em lugar de por interação
global. São oferecidas informações proforma com as demonstra­
ções financeiras do Grupo referentes a períodos anteriores, mo­
dificadas para facilitar a comparabilidade, como se essas
mudanças tivessem se efetivado nos períodos correspondentes.
2) Nas regiões geográficas, após as mudanças:
• A área geográfica dos Estados Unidos passa a incluir o Santander
Bank, Santander Consumer USA, o qual, conforme indicado,
havia sido consolidado pelo método de equivalência patrimonial
e passa a fazer parte da consolidação por integração global, além
de Porto Rico, que anteriormente figurava como incluído na
América Latina.
• As unidades vendidas do Santander Asset Management passam
a ser consolidadas pelo método de equivalência patrimonial, con­
forme indicado acima, nos diversos países.
3) Outros ajustes:
• Ajuste anual do perímetro do Modelo de Relação Global de clien­
tes entre o Banco Comercial e Global Banking & Markets. Essa
mudança não tem impacto sobre os segmentos principais (ou ge­
ográficos).
• Modificação da área de Gestão de Ativos e Seguros, que passa a
ser chamada de Private Banking, Gestão de Ativos e Seguros. Em
relação aos dados publicados em 2013 foram incorporadas as uni­
120
dades de Private Banking doméstico da Espanha, Portugal, Itália,
Brasil, México e Chile, onde é feita uma gestão compartilhada
com os bancos locais. Também inclui o Santander Private Ban­
king na América Latina.
Em termos comparativos, os dados dos períodos anteriores dos
segmentos principais e secundários foram reformulados para in­
cluir as mudanças nas áreas afetadas.
A elaboração das demonstrações financeiras de cada segmento de
negócio é realizada a partir da agregação das unidades operacio­
nais básicas que existem no Grupo. A informação de base corres­
ponde tanto aos dados contábeis das unidades jurídicas que
integram cada segmento como os disponíveis dos sistemas de in­
formação de gestão. Em todos os casos são aplicados os mesmos
princípios gerais utilizados no Grupo.
A estrutura das áreas operacionais de negócios é apresentada em
dois níveis:
Nível principal (ou geográfico). A atividade das unidades opera­
cionais é segmentada por área geográfica. Essa visão coincide
com o primeiro nível de gestão do Grupo e reflete o posiciona­
mento do Santander nas três áreas de influência monetária no
mundo (euro, dólar e libra). Os segmentos divulgados são os se­
guintes:
• Europa Continental. Incorpora todos os negócios do Banco Co­
mercial, Banco de Atacado, Private Banking e Gestão de Ativos
e Seguros realizados na região, bem como a Unidade de Ativi­
dade Imobiliária Descontinuada na Espanha. Ficam disponibili­
zadas informações financeiras detalhadas da Espanha, Portugal,
Polônia e Santander Consumer Finance (as quais incorporam
todos os negócios na região, incluindo os três países citados).
• Reino Unido. Inclui os negócios de Banco Comercial, Banco de
Atacado, Private Banking, Gestão de Ativos e Seguros desenvol­
vidos pelas por diversas unidades e filiais do Grupo ali presen­
tes.
• América Latina. Abrange todas as atividades financeiras que o
Grupo desenvolve por meio de seus bancos e filiais na América
Latina. Também inclui as unidades especializadas do Santander
Private Banking, como uma unidade independente administrada
globalmente, e os negócios de Nova York. As demonstrações de
resultados do Brasil, México e Chile estão detalhadas.
• EUA. Inclui os negócios do Santander Bank, Santander Consu­
mer USA e Porto Rico.
Nível secundário (ou de negócios). A atividade das unidades de ne­
gócio é distribuída por tipo de negócios nos seguintes segmentos:
Banco Comercial, Banco de Atacado, Private Banking, Gestão de
Ativos e Seguros e a unidade de Negócios Imobiliários Desconti­
nuada na Espanha.
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS
• Banco Comercial. Compreende todos os negócios do Banco en­
volvendo clientes, exceto Private Banking e Banco Corporativo ge­
ridos de pelo Modelo de Relação Global. Por seu peso relativo, as
principais áreas geográficas são destacadas (Europa Continental,
Reino Unido, América Latina e Estados Unidos). Além disso, inclui
os resultados de posições de hedging em cada país, tomadas no
âmbito do Comitê de Gestão de Ativos e Passivos de cada um deles.
• Banco Global de Atacado (GBM). Reflete o rendimento dos ne­
gócios de Banco Corporativo Global, Banco de Investimento e
Mercados em todo o mundo, incluindo títulos do tesouro com
gestão global, tanto em termos de comércio e distribuição aos
clientes (sempre após a partilha realizada com os clientes de
Banco Comercial), bem como o negócio de renda variável.
• Private Banking, Gestão de Ativos e Seguros. Inclui a incorpo­
ração, pelo Grupo, do desenho e gestão dos negócios de fundos
de investimentos, pensões e seguros, em alguns casos através de
unidades distintas totalmente controladas pelo Grupo, e em ou­
tros de unidades onde o Grupo participa através de joint ventures
com especialistas. Essas unidades remuneram as redes de distri­
buição utilizadas para a comercialização desses produtos (basi­
camente do Grupo, embora sem exclusividade) por meio de
acordo de partilha de receitas. Portanto, o resultado considerado
nesse segmento é, para cada uma das unidades incluídas (de
acordo com sua participação e modo de consolidação), o resul­
Distribuição do lucro por segmentos geográficos
operacionais*. 2014
Resto América Latina: 5%
Chile: 6%
México: 8%
Além dos negócios operacionais descritos, tanto por área geográfica
quanto setor, o Grupo continua a manter a área de Atividades Cor­
porativas. A área incorpora os negócios de gestão centralizada re­
lativos a participações financeiras, a gestão financeira da posição
estrutural de câmbio e de risco de juros estrutural da matriz, bem
como da gestão da liquidez e dos recursos próprios por meio de
emissões e securitizações.
Como holding do Grupo, administra o total de capital e reservas, as
atribuições de capital e a liquidez com o resto dos negócios. Como
saneamentos, inclui amortização de ágio e não inclui os custos dos
serviços centrais do Grupo que são apropriados às áreas, com ex­
ceção das despesas corporativas e institucionais relacionadas com
o funcionamento do Grupo.
Os dados das diferentes unidades do Grupo relacionadas abaixo
foram elaborados de acordo com os mesmos critérios utilizados
para o Grupo, e podem não coincidir com aqueles publicados in­
dividualmente por cada entidade.
Distribuição do lucro por segmentos de negócios
operacionais*. 2014
Banco Comercial: 72%
Europa continental: 33%
América Latina: 38%
EUA: 10%
tado líquido entre a receita bruta e o custo de distribuição deri­
vado dos acordos de partilha. Além disso, inclui o negócio de Pri­
vate Banking, conforme definido anteriormente.
Private Banking,
Gestão de Ativos e
Seguros: 8%
Banco Comercial Europa
continental: 21%
Espanha: 14%
Portugal: 2%
Polônia: 6%
Banco Global de
Atacado: 20%
Alemanha: 5%
Resto Europa: 6%
Brasil: 19%
Banco Comercial
Reino Unido: 17%
Banco Comercial
EUA: 9%
Reino Unido: 19%
Banco Comercial
América Latina: 25%
(*) Sem incluir a unidade de atividade imobiliária descontinuada na Espanha.
121
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Margem líquida
Milhões de euros
Europa continental
dos quais: Espanha
Portugal
Polônia
Santander Consumer Finance
Reino Unido
América Latina
dos quais: Brasil
México
Chile
EUA
Áreas operacionais
Atividades Corporativas
Total Grupo
2014
2013
Absoluta
%
% sem TC
6.485
3.515
465
795
1.857
2.651
11.049
7.092
1.812
1.343
3.611
23.795
(1.221)
22.574
5.969
3.220
421
725
1.720
2.276
12.186
8.194
1.796
1.322
2.975
23.406
(1.644)
21.762
515
295
44
70
137
375
(1.137)
(1.102)
16
20
636
390
423
813
8,6
9,2
10,5
9,6
8,0
16,5
(9,3)
(13,5)
0,9
1,5
21,4
1,7
(25,7)
3,7
8,8
9,2
10,5
9,3
8,0
10,6
0,4
(5,4)
5,2
17,0
21,3
6,5
(25,7)
9,1
2014
2013
Absoluta
%
% sem TC
2.078
1.121
189
358
891
1.576
3.150
1.558
660
509
800
7.605
(1.789)
5.816
1.115
466
114
334
794
1.149
3.181
1.577
713
435
801
6.246
(2.071)
4.175
963
655
75
24
97
427
(31)
(20)
(53)
74
(1)
1.359
282
1.641
86,4
140,5
65,1
7,2
12,3
37,1
(1,0)
(1,3)
(7,4)
17,0
(0,1)
21,8
(13,6)
39,3
87,4
140,5
65,1
6,9
12,3
30,2
10,8
8,0
(3,5)
34,8
(0,2)
27,5
(13,6)
49,3
Lucro líquido atribuído ao Grupo
Milhões de euros
Europa continental
dos quais: Espanha
Portugal
Polônia
Santander Consumer Finance
Reino Unido
América Latina
dos quais: Brasil
México
Chile
EUA
Áreas operacionais
Atividades Corporativas
Total Grupo
Crédito a clientes
Milhões de euros
Europa continental
dos quais: Espanha
Portugal
Polônia
Santander Consumer Finance
Reino Unido
América Latina
dos quais: Brasil
México
Chile
EUA
Áreas operacionais
Total Grupo
2014
2013
Absoluta
%
% sem TC
266.827
157.047
23.180
16.976
60.448
251.191
144.714
74.373
25.873
30.550
67.175
729.908
734.711
266.355
159.753
24.482
16.214
56.024
231.046
128.684
66.446
22.269
28.783
57.374
683.460
684.690
471
(2.706)
(1.302)
761
4.424
20.145
16.030
7.927
3.604
1.767
9.801
46.448
50.021
0,2
(1,7)
(5,3)
4,7
7,9
8,7
12,5
11,9
16,2
6,1
17,1
6,8
7,3
(0,6)
(1,7)
(5,3)
7,7
7,9
1,6
12,1
10,7
14,9
8,0
3,1
3,3
3,8
2014
2013
Absoluta
%
% sem TC
255.719
178.446
24.016
20.144
30.847
202.328
137.726
68.539
28.627
23.352
46.575
642.348
647.628
256.138
181.117
24.191
18.503
30.878
187.467
122.176
61.490
24.663
20.988
39.206
604.985
607.836
(418)
(2.671)
(174)
1.641
(30)
14.862
15.551
7.049
3.964
2.364
7.369
37.363
39.791
(0,2)
(1,5)
(0,7)
8,9
(0,1)
7,9
12,7
11,5
16,1
11,3
18,8
6,2
6,5
(0,1)
(1,5)
(0,7)
12,0
(0,1)
0,8
12,1
10,2
14,8
13,2
4,6
3,0
3,4
Depósitos de clientes
Milhões de euros
Europa continental
dos quais: Espanha
Portugal
Polônia
Santander Consumer Finance
Reino Unido
América Latina
dos quais: Brasil
México
Chile
EUA
Áreas operacionais
Total Grupo
122
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Europa continental
Milhões de euros
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos por operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
Variação
absoluta
622
37
(321)
20
357
158
106
171
(66)
52
515
724
184
1.423
(406)
1.017
(20)
997
33
963
%
7,7
1,1
(41,5)
12,1
2,9
(2,4)
(1,8)
(4,9)
2,9
(6,9)
8,6
(20,1)
(24,2)
88,6
115,6
81,0
345,3
79,8
24,8
86,4
50.317
37.319
38.547
6.148
39.902
438.589
256.138
16.781
406
1.430
59.440
79.309
25.086
55.278
48.559
6.719
328.602
471
15.543
15.539
27.207
(311)
(17.379)
41.070
(418)
2.654
4
(717)
17.449
22.641
(543)
9.998
9.810
187
12.237
0,2
30,9
41,6
70,6
(5,1)
(43,6)
9,4
(0,2)
15,8
1,0
(50,2)
29,4
28,5
(2,2)
18,1
20,2
2,8
3,7
4,35
52,1
9,13
57,3
58.033
6.160
3,76
(2,7)
(0,20)
(0,1)
(1.788)
(678)
(3,1)
(11,0)
2014
8.728
3.457
453
184
12.822
(6.337)
(5.632)
(3.316)
(2.315)
(706)
6.485
(2.880)
(576)
3.030
(756)
2.273
(26)
2.247
168
2.078
2013
8.107
3.420
774
164
12.465
(6.495)
(5.737)
(3.488)
(2.249)
(758)
5.969
(3.603)
(759)
1.607
(351)
1.256
(6)
1.250
135
1.115
266.827
266.355
65.859
52.858
65.754
5.838
22.523
479.659
255.719
19.435
409
713
76.889
101.950
24.543
65.275
58.369
6.906
340.839
8,11
49,4
8,93
57,2
56.245
5.482
% sem TC
7,9
1,1
(41,5)
12,2
3,0
(2,3)
(1,7)
(4,8)
3,1
(6,8)
8,8
(20,0)
(24,2)
89,4
116,8
81,8
363,0
80,5
24,4
87,4
Balanço
Crédito a clientes**
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instituições de crédito**
Imobilizado
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes**
Obrigação por emissão de títulos**
Passivos subordinados**
Passivos por contratos de seguros
Instituições de crédito**
Outros passivos
Capital e reservas***
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
0,6
30,9
42,3
70,9
(4,9)
(43,4)
9,7
0,1
17,2
3,3
(50,1)
30,1
28,7
(1,7)
18,3
20,4
2,8
4,0
Indicadores (%) e outras informações
ROE
Eficiência (com amortizações)
Índice de inadimplência
Índice de cobertura
Número de funcionários
Número de agências
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
(**).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito
(***).- Não inclui o lucro do exercício
123
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Europa continental
Lucro atribuído em 2014 de 2,078 bilhões de euros, 86,4%
acima do registrado em 2013, devido ao bom
comportamento de todas as grandes linhas da
demonstração de resultados.
• As receitas cresceram 2,9% apoiadas na melhora da
margem de juros (+7,7%, com bom comportamento em
todas as unidades).
• As despesas recuaram 2,4%, com quedas na Espanha,
Portugal e Polônia.
• As provisões para perdas com crédito tiveram queda de
20,1%, com recuo na Espanha, Portugal e Santander
Consumer Finance.
A estratégia de crescimento foi direcionada ao aumento do
crédito em um ambiente de demanda ainda baixa e à
redução do custo do passivo.
• Controle de custos e aproveitamento de sinergias.
• Gestão ativa de riscos.
Além disso, foram intensificadas as ações voltadas para dar impulso
aos segmentos considerados estratégicos, especialmente no con­
texto das PMEs e empresas.
Atividade
Os créditos sem aquisições temporais de ativos registraram um au­
mento de 2% em 2014 devido à evolução registrada na Espanha, Polô­
nia e Santander Consumer. No sentido contrário, registraram quedas
em Portugal, que continua seu processo de desalavancagem e, princi­
palmente, a Atividade Imobiliária Descontinuada na Espanha.
Em relação ao passivo, a evolução de depósitos sem cessões, com
crescimento de 2% em relação ao fechamento de 2013, reflete a po­
lítica de redução do custo dos depósitos e o aumento da comerciali­
zação de fundos de investimento, que registraram alta de 24%.
Além disso, os fundos de pensão tiveram crescimento de 6%.
Resultados
A Europa continental inclui todas as atividades realizadas nessa
área geográfica, correspondentes a banco comercial, banco global
de atacado, private banking e gestão de ativos e seguros, bem como
os negócios imobiliários descontinuados na Espanha.
Ambiente e estratégia
Em 2014, as unidades da Europa continental desenvolveram suas
atividades em um ambiente de crescimento moderado, com dife­
renças significativas por país e sob taxas de juros baixas. A elevada
liquidez do sistema facilitou as emissões corporativas e um melhor
acesso de empresas e famílias ao crédito bancário. Tudo isso não
impediu uma nova queda no crédito na Zona do Euro (em outubro,
-1,5% em comparação ao mesmo período do ano passado), reflexo
da desalavancagem de algumas economias e da desintermediação.
Os depósitos de empresas e famílias mantiveram seu ritmo de cres­
cimento, em torno de 3%.
Nesse contexto foram concluídas as integrações das redes comer­
ciais na Espanha e dos bancos da Polônia. Além disso, foram manti­
das as linhas estratégicas gerais dos últimos exercícios:
A comparação com o exercício de 2013 foi muito favorável nas prin­
cipais linhas da demonstração de resultados.
As receitas registraram alta de 2,9%, sustentadas pela expansão da
margem de juros (+7,7%). A redução observada no custo dos depó­
sitos impactou de forma positiva a margem de juros em todas as
unidades. Por outro lado, as comissões tiveram aumento de 1,1%, le­
vando em consideração na Espanha o efeito da incorporação de
clientes procedentes do Banesto ao programa Queremos ser tu
Banco e impactos regulatórios na Espanha, Portugal e Polônia.
As despesas tiveram queda de 2,4%, devido aos recuos na Espanha
(-6,7%), Polônia (-2,2%) e Portugal (-0,9%).
A evolução das receitas e despesas implica um aumento de 8,6% na
margem líquida e uma melhoria de 2,7 pontos percentuais no índice
de eficiência, que se situa abaixo de 50%.
Por outro lado, as provisões para perdas com crédito tiveram queda de
20,1% sobre 2013, com recuo em todas as unidades, exceto Polônia.
• Defesa das margens tanto nos ativos como no passivo.
• Política de redução do custo dos depósitos em todas as unidades
da área.
Consequentemente, a margem líquida após provisões atingiu 3,605
bilhões de euros, com alta de 52,4%, percentual que chega a 86,4%
no lucro atribuído, devido à menor incidência de saneamentos e
outros resultados.
Atividade
Margem bruta
Margem líquida
Lucro líquido
% var. 2014/2013 (euros constantes)
Milhões de euros constantes
Milhões de euros constantes
Milhões de euros constantes
124
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Espanha
Milhões de euros
2014
4.768
1.796
284
149
6.997
(3.482)
(3.130)
(1.929)
(1.201)
(352)
3.515
(1.745)
(173)
1.597
(469)
1.127
—
1.127
6
1.121
2013
4.358
1.832
610
153
6.954
(3.734)
(3.349)
(2.115)
(1.234)
(384)
3.220
(2.411)
(135)
674
(207)
467
0
467
1
466
Variação
absoluta
411
(36)
(326)
(4)
43
252
219
185
34
33
295
666
(38)
923
(263)
660
(0)
660
5
655
%
9,4
(2,0)
(53,5)
(2,8)
0,6
(6,7)
(6,5)
(8,8)
(2,7)
(8,5)
9,2
(27,6)
28,3
136,9
127,0
141,2
(100,0)
141,2
414,9
140,5
Crédito a clientes**
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instituições de crédito**
Imobilizado
157.047
62.470
38.353
48.881
3.423
159.753
47.062
25.608
25.092
4.111
(2.706)
15.408
12.745
23.789
(688)
(1,7)
32,7
49,8
94,8
(16,7)
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes**
Obrigação por emissão de títulos**
Passivos subordinados**
Passivos por contratos de seguros
Instituições de crédito**
Outros passivos
Capital e reservas***
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
5.166
315.340
178.446
704
6
539
38.519
86.235
10.891
58.554
52.605
5.949
237.710
21.183
282.808
181.117
3.953
8
525
22.759
62.926
11.521
48.267
42.976
5.291
233.344
(16.017)
32.531
(2.671)
(3.248)
(2)
14
15.759
23.308
(629)
10.288
9.629
658
4.367
(75,6)
11,5
(1,5)
(82,2)
(21,9)
2,7
69,2
37,0
(5,5)
21,3
22,4
12,4
1,9
9,88
49,8
7,38
45,5
24.979
3.511
3,93
53,7
7,49
44,0
27.237
4.067
5,95
(3,9)
(0,11)
1,5
(2.258)
(556)
(8,3)
(13,7)
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos por operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
Balanço
Indicadores (%) e outras informações
ROE
Eficiência (com amortizações)
Índice de inadimplência
Índice de cobertura
Número de funcionários
Número de agências
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
(**).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito
(***).- Não inclui o lucro do exercício
125
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Espanha
O lucro atribuído chegou 1,121 bilhão de euros com um
incremento anual de 140,5% e melhoria em todas as linhas.
Destaques:
• Aumento da margem de juros (alta de 9,4%), reflexo da
redução no custo dos depósitos.
• Redução de 6,7% em despesas por conta das sinergias da
fusão e planos de otimização.
• Queda de 27,6% nas provisões para perdas com crédito
devido à forte redução de entradas em mora e melhora
na qualidade do crédito.
Em atividade: aumento na produção do crédito frente a
2013 com saldos crescentes no ano. O conjunto de
depósitos mais fundos de investimento compõe o
crescimento de volumes com queda no custo do passivo.
Na Espanha, o Grupo Santander conta com uma presença comer­
cial sólida (3.511 agências, 4.986 caixas automáticos e 12,6 milhões
de clientes), reforçada por negócios globais em produtos e seg­
mentos-chave (banco de atacado, private banking, gestão de ati­
vos, seguros e cartões).
Ambiente e estratégia
A previsão de otimização das redes e do quadro de funcionários
está permitindo antecipar a obtenção de sinergias de gastos, con­
tribuindo positivamente para a eficiência e rentabilidade.
Quanto aos negócios, destaque para o forte impulso da estraté­
gia Santander Advance, com a qual o Banco aspira se transformar
na entidade de referência para o crescimento das PMEs, por
meio do apoio financeiro e do compromisso integral com seu de­
senvolvimento.
Com essa iniciativa, a produção de novos créditos e a captação de
clientes avançou, o que constituiu um evidente ponto de inflexão
na atividade com as PMEs. Em 2014, mais de 10.000 empresas e
PMEs participaram de atividades não financeiras, seja de treina­
mento (presencial, workshops à distância) ou de promoção de ne­
gócios internacionais (conexão virtual de empresas espanholas
com potenciais clientes no Reino Unido, Brasil, México e Polônia).
Além disso, foi processada a concessão de 6.000 bolsas de treina­
mento e práticas empresariais.
No segmento de pessoas físicas, o projeto Queremos ser tu banco
foi modificado para inserir diferentes níveis à função da vincula­
ção do cliente com o Banco a fim de proporcionar uma melhor ex­
periência ao cliente.
Quanto aos recursos, o Banco manteve a estratégia de otimização
do custo do passivo iniciada em meados de 2013, depois de alcan­
çados níveis elevados de liquidez do balanço. O índice de créditos
líquidos / depósitos ficou em 88%.
Em 2014, a Espanha mostrou uma sólida recuperação de cresci­
mento, aliada à melhora das condições financeiras (prêmio de
risco a 10 anos em 107 p.b. no encerramento de 2014). Isso impul­
sionou os fluxos de crédito do banco de varejo, tanto no seg­
mento de pessoas físicas como PMEs. Entretanto, o saldo do
crédito de empresas e famílias voltou a cair afetado pela desala­
vancagem de alguns setores e pelo aumento nas emissões por
grandes empresas. Por outro lado, os depósitos registraram uma
ligeira queda em um ambiente de taxas baixas, o que favorece os
fundos de investimento.
Isso está possibilitando uma forte redução dos custos do passivo,
especialmente depósitos a prazo, e um aumento de comissões
pela comercialização de fundos de investimento. Nesse segmento,
o Banco se posiciona nos fundos de maior valor para o cliente, o
que permite liderar as captações líquidas do mercado e continuar
aumentando a participação.
Foi concluída a integração da rede do Santander, Banesto e Banif,
além da continuidade do exercício de especialização da rede co­
mercial na Espanha, com a migração de clientes dentro do pro­
cesso de fusão.
Atividade
No final de 2014, foram implementados planos para aumentar o
posicionamento em algumas regiões específicas, onde o Banco
tem presença abaixo de sua participação natural.
A atividade de crédito continua em processo de recuperação, com
maior geração de novos créditos, tanto a pessoas físicas (hipote-
Atividade
Margens s/ ATMs
Margem bruta
% var. 2014/2013
%
Milhões de euros
126
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
cas: +64%; consumo: +72%), como jurídicas (+29% sem desconto
comercial). Foram concedidas 400.000 operações de crédito e
empréstimo por 34 bilhões de euros, o que supôs um aumento da
participação de mercado de 84 pontos básicos.
O saldo de créditos brutos a clientes, sem aquisições temporais de
ativos, aumentou no exercício em 3,8 bilhões de euros, o que re­
presenta um fato diferencial versus a maior parte dos concorren­
tes e do setor como um todo.
No passivo, a somatória de depósitos sem cessões e fundos de in­
vestimentos registrou um aumento de 5% no ano.
No detalhamento, os depósitos à vista registraram alta de 25% e
os depósitos a prazo tiveram redução de 22%. Essa evolução re­
flete a estratégia mencionada de redução do custo do passivo, re­
fletindo a evolução da margem de juros. No ano, houve uma
redução do custo das novas produções em 94 p.b., traduzindo-se
em uma queda no custo do estoque de depósitos de 64 p.b. entre
os dois períodos.
Essa redução nos depósitos a prazo foi acompanhada por um au­
mento contínuo nos fundos de investimentos geridos e comercia­
lizados pelo Santander, com aumento de 28% em comparação
interanual. A explicação para essa evolução está no aumento na
demanda por esses produtos e na evolução dos mercados, com
sua respectiva reavaliação.
Por outro lado, o saldo gerido em fundos de pensão teve aumento
de 5%. Por fim, as cessões temporárias de ativos registraram que­
das de aproximadamente 3 bilhões de euros nos últimos doze
meses, em virtude da redução da atividade em câmaras de com­
pensação.
As demais receitas, que incluem comissões, ROF e outros resulta­
dos operacionais, registraram queda no ano. As comissões foram
afetadas pela estratégia Queremos ser tu banco e as mudanças re­
gulatórias, os ROF pela queda da receita no banco de atacado, e
os outros resultados pelo menor perímetro das alianças nos negó­
cios de gestão de fundos e seguros.
A redução nas despesas durante o ano totalizou 6,7%, em conse­
quência das sinergias obtidas no processo de fusão e planos de
otimização implantados.
As provisões para perdas com crédito, que continuam em processo
de normalização, foram a principal alavanca do lucro, chegando a
1,745 bilhão de euros, 27,6% abaixo das registradas em 2013.
Todos os fatores acima resultaram em um lucro atribuído de 1,121
bilhão de euros frente a 466 milhões no ano anterior, represen­
tando um crescimento de 140,5%.
A taxa de inadimplência atingiu 7,38%, com queda de 11 p.b. no
ano. Por outro lado, em dezembro, a cobertura atingiu 45%, per­
manecendo estável em relação ao ano anterior. O destaque foi a
redução de entradas líquidas em inadimplência no ano, que fica­
ram 92% abaixo das registradas em 2013.
Estratégia e objetivos em 2015
• Aumento da base de clientes. Foco na vinculação com au­
mento da transacionalidade e vendas cruzadas.
• Aumento da participação em ativos, com maior ênfase em
PMEs (Plan Advance).
Resultados
A margem de juros no exercício chegou a 4,768 bilhões de euros,
representando um aumento de 9,4% sobre o ano anterior. Esse au­
mento reflete o bom comportamento do custo do passivo e o iní­
cio da recuperação da atividade de crédito.
• Dar continuidade à melhoria do custo do crédito.
Eficiência
Margem líquida
Custo do crédito
Lucro líquido
%
Milhões de euros
%
Milhões de euros
• Estratégia de captação e fortalecimento do negócio agroali­
mentar.
127
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Portugal
Milhões de euros
2014
546
280
88
42
956
(491)
(419)
(297)
(122)
(72)
465
(124)
(99)
243
(57)
185
—
185
(4)
189
2013
514
318
51
34
916
(495)
(417)
(299)
(118)
(79)
421
(192)
(78)
150
(44)
106
—
106
(8)
114
Variação
absoluta
32
(38)
37
8
40
4
(3)
2
(4)
7
44
69
(20)
92
(14)
79
—
79
4
75
%
6,3
(11,8)
72,9
23,8
4,3
(0,9)
0,7
(0,5)
3,6
(9,0)
10,5
(35,7)
26,2
61,4
30,8
74,1
—
74,1
(52,4)
65,1
Crédito a clientes**
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instituições de crédito**
Imobilizado
23.180
2.082
7.011
2.163
729
24.482
1.831
4.724
2.895
821
(1.302)
252
2.288
(732)
(92)
(5,3)
13,7
48,4
(25,3)
(11,2)
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes**
Obrigação por emissão de títulos**
Passivos subordinados**
Passivos por contratos de seguros
Instituições de crédito**
Outros passivos
Capital e reservas***
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
6.450
41.616
24.016
2.855
0
27
11.538
559
2.620
2.501
2.187
314
29.372
7.096
41.848
24.191
2.329
0
75
12.319
356
2.579
2.041
1.898
142
28.560
(646)
(232)
(174)
526
(0)
(48)
(781)
204
41
460
289
172
812
(9,1)
(0,6)
(0,7)
22,6
(71,6)
(63,6)
(6,3)
57,3
1,6
22,5
15,2
120,7
2,8
8,10
51,4
8,89
51,8
5.410
594
5,78
54,1
8,12
50,0
5.608
640
2,32
(2,7)
0,77
1,8
(198)
(46)
(3,5)
(7,2)
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos por operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
Balanço
Indicadores (%) e outras informações
ROE
Eficiência (com amortizações)
Índice de inadimplência
Índice de cobertura
Número de funcionários
Número de agências
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
(**).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito
(***).- Não inclui o lucro do exercício
128
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Portugal
Lucro atribuído de 189 milhões de euros, com alta de 65,1%
frente a 2013, devido a:
• Aumento da margem de juros (+6,3%) como
consequência da redução no custo de financiamento.
• Redução das despesas (-0,9%).
• Redução das provisões para perdas com crédito (-35,7%).
A evolução de depósitos e créditos melhorou o índice de
créditos líquidos/depósitos, que chegou a 97
O Santander Totta é o terceiro banco do país em termos de ativos,
com foco de negócio em banco comercial. Conta com uma rede de
594 agências, mais de 3 milhões de clientes e participação de mer­
cado de 10%.
No passivo, foi possível conciliar uma estratégia de redução no
custo com um notável avanço dos depósitos, uma vez que foram
aproveitadas as oportunidades do mercado e um efeito de flight to
quality para crescer.
No ativo, e apesar do ambiente de redução da alavancagem do
setor, o Santander Totta deu grande ênfase no segmento de pes­
soas jurídicas, o que se refletiu em um ganho de 72 pontos-base de
participação na nova produção de crédito frente a 2013.
Durante 2014, os índices de capital permaneceram bastante sólidos,
encerrando o ano com o CET1 CRD IV/CRR de 15,1%, muito acima do
mínimo exigido.
No primeiro semestre do exercício, com um ambiente de mercado
mais favorável, o Banco voltou aos mercados internacionais por
meio de duas emissões de covered bonds. A primeira, em final de
março, de 1 bilhão de euros com vencimento em 3 anos, e a se­
gunda, no início de junho, no valor de 750 milhões de euros em 5
anos. Com essas emissões, que registraram uma grande demanda, o
Banco reduziu sua exposição no Banco Central Europeu.
Atividade
Ambiente e estratégia
Em 2014, Portugal recuperou taxas de crescimento positivas, finali­
zou o Programa de Ajuste Econômico e Financeiro, e voltou aos
mercados de capitais internacionais aproveitando a forte queda no
prêmio de risco. Entretanto, o saldo total de crédito continuou a
baixar, em virtude da redução da alavancagem na economia, espe­
cialmente em empresas. Por outro lado, os depósitos permanece­
ram estáveis ao longo do ano, contribuindo para a posição de
liquidez do setor.
Em 2014, a estratégia do Santander Totta permaneceu muito con­
centrada no aumento dos níveis de rentabilidade e nas participa­
ções de mercado nos diversos segmentos. Simultaneamente, a
gestão da margem de juros e o controle da inadimplência conti­
nuam a ser objetivos críticos de atuação.
Em recursos, os depósitos de clientes registraram um aumento de
4% frente ao final de 2013, em virtude do forte crescimento de
contas à vista (+17%). Junto a isso, houve também um avanço de
21% em fundos de investimento.
Esses crescimentos, em um mercado que permaneceu basica­
mente estável, implica um ganho de 73 pontos-base de participa­
ção no agregado de depósitos e fundos de investimento.
Por outro lado, o crédito continuou a recuar (-5% em 2014) em um
ambiente de redução da alavancagem. Apesar disso, houve um
ganho de 46 pontos-base de participação de mercado em doze
meses, tanto em pessoas físicas como em jurídicas (principal­
mente). Destacamos os aumentos significativos na produção de
crédito imobiliário, em um mercado que se mostra mais dinâmico,
Atividade
Margens s/ ATMs
Margem bruta
% var. 2014/2013
%
Milhões de euros
129
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
com ganho de participação de mercado de 112 pontos-base nos úl­
timos doze meses, e em PMEs onde o aumento é de 104 pontos­
base.
Essa evolução dos negócios contribuiu para que o índice de cré­
dito líquido sobre depósitos chegasse a 97% no final do exercício,
representando uma melhoria frente a índice 101% em 2013.
O Santander Totta encerrou o ano com taxa de inadimplência de
8,89%, frente a 8,12% no final de 2013. Por outro lado, a cobertura
atingiu 52% (50% em dezembro de 2013). No critério local, os índi­
ces de inadimplência e cobertura permaneceram significativa­
mente menores em relação à média do setor, de acordo com os
últimos dados disponíveis.
Resultados
As despesas (491 milhões de euros) mostraram queda pelo quinto
ano consecutivo (-0,9% frente ao ano anterior), devido à manu­
tenção de uma política de otimização da rede comercial adequada
ao ambiente de negócios.
A evolução da receita e despesas implicou em uma melhora de 2,7
pontos percentuais no índice de eficiência, que chegou a 51,4%.
As provisões para perdas com crédito totalizaram 124 milhões de
euros, com queda de 35,7% frente a 2013, tirando proveito da redu­
ção das entradas em mora (-69%) nos últimos doze meses.
Consequentemente, o resultado antes de impostos atingiu 243
milhões de euros, com alta de 61,4% em relação ao ano anterior.
Considerando impostos e minoritários, o lucro atribuído de 2014
totalizou 189 milhões de euros, com crescimento de 65,1% em
comparação ao ano passado.
Em 2014, o Santander Totta recuperou o caminho de cresci­
mento do lucro, depois de um bom comportamento registrado
pelas principais linhas da demonstração de resultados. O desta­
que foi o crescimento das receitas em um ambiente de negócios
ainda frágil.
A receita total registrou alta de 4,3%, atingindo 956 milhões de
euros no final de 2014. Esse crescimento ocorreu devido à evolu­
ção positiva da margem de juros e dos resultados de operações fi­
nanceiras, que compensou a queda em comissões líquidas.
Em sua composição, a margem de juros atingiu 546 milhões de
euros, com alta de 6,3% em relação a 2013, em virtude da redução
nos custos de financiamento, em especial dos depósitos.
As comissões totalizaram 280 milhões de euros, com queda de
11,8% na comparação com o ano anterior, afetadas pela redução no
volume de negócios e por mudanças regulatórias.
Estratégia e objetivos em 2015
• Aumento da vinculação de clientes com maior esforço em
PMEs/pessoas jurídicas.
• Aumentar as participações de mercado, principalmente em
pessoas jurídicas, com expectativa de alterar a tendência dos
últimos anos e voltar a crescer em volumes.
• Dar continuidade ao processo de normalização do custo dos
depósitos e do crédito.
Os resultados de operações financeiras atingiram 88 milhões de
euros, crescendo em comparação a 2013 em virtude de ganhos na
gestão de carteiras.
• Manter planos de eficiência para reduzir os custos pelo sexto
ano consecutivo.
Eficiência
Margem líquida
Custo do crédito
Lucro líquido
%
Milhões de euros
%
Milhões de euros
130
• Reforçar o negócio internacional.
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Polônia
Milhões de euros
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos por operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
Variação
absoluta
54
35
(39)
9
58
11
7
3
4
5
70
(18)
16
68
(28)
40
—
40
16
24
%
7,0
8,6
(33,2)
46,2
4,4
(1,9)
(1,2)
(0,9)
(1,7)
(9,0)
9,6
10,8
—
12,3
26,3
9,0
—
9,0
14,2
7,2
532
5.325
667
273
2.095
25.106
18.503
121
333
84
1.206
2.984
1.875
3.631
3.525
106
22.588
761
634
491
394
(37)
446
2.688
1.641
110
4
(6)
55
891
(7)
(117)
(96)
(21)
1.638
4,7
119,1
9,2
59,1
(13,5)
21,3
10,7
8,9
91,0
1,1
(7,4)
4,6
29,9
(0,4)
(3,2)
(2,7)
(19,8)
7,3
15,85
45,0
7,84
61,8
12.363
830
0,31
(2,7)
(0,42)
(1,5)
(392)
(42)
(3,2)
(5,1)
2014
834
435
79
28
1.376
(581)
(532)
(309)
(223)
(48)
795
(186)
11
620
(135)
485
—
485
127
358
2013
780
400
119
19
1.317
(592)
(539)
(312)
(227)
(53)
725
(167)
(6)
552
(107)
445
—
445
111
334
16.976
16.214
1.166
5.816
1.061
236
2.540
27.794
20.144
230
337
77
1.261
3.876
1.869
3.515
3.430
85
24.226
16,16
42,2
7,42
60,3
11.971
788
% sem TC
6,7
8,3
(33,3)
45,8
4,1
(2,2)
(1,5)
(1,2)
(2,0)
(9,3)
9,3
10,5
—
12,0
25,9
8,7
—
8,7
13,9
6,9
Balanço
Crédito a clientes**
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instituições de crédito**
Imobilizado
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes**
Obrigação por emissão de títulos**
Passivos subordinados**
Passivos por contratos de seguros
Instituições de crédito**
Outros passivos
Capital e reservas***
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
7,7
125,4
12,3
63,6
(11,1)
24,7
13,9
12,0
96,5
4,0
(4,7)
7,6
33,6
2,5
(0,4)
0,1
(17,5)
10,3
Indicadores (%) e outras informações
ROE
Eficiência (com amortizações)
Índice de inadimplência
Índice de cobertura
Número de funcionários
Número de agências
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
(**).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito
(***).- Não inclui o lucro do exercício
131
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Polônia (variações em moeda local)
Lucro depois de impostos em 2014: 358 milhões de euros,
com alta de 6,9% frente a 2013:
• Forte aumento da receita comercial no ano (+7,2%) e boa
gestão de despesas (-2,2%).
• O resultado antes de impostos atingiu 620 milhões de
euros (+12,0%). O lucro atribuído foi afetado pelo
aumento dos impostos e pela participação de
minoritários.
Foi concluída com sucesso a integração com o Kredyt Bank,
com melhoria em produtividade e atividade.
Aumento em créditos e depósitos, mantendo uma sólida
estrutura de financiamento.
Foi dada continuidade ao programa estratégico Next
Generation Bank, com o objetivo principal de ser o Bank of
First choice para os clientes.
O Santander se posicionou como o terceiro banco do país em ter­
mos de participação de mercado em créditos e depósitos (8,9% e
9,5%, respectivamente, incluindo o negócio do Santander Consu­
mer Finance na Polônia). Excluindo essa operação, as participa­
ções são de 7,5% em créditos e 8,3% em depósitos. Conta com 788
agências e 115 pontos de atendimento.
Ambiente e estratégia
Em 2014, a economia polonesa apresentou um crescimento acima
de 3% em parte favorecido pela queda nas taxas de juros e pela es­
tabilidade do zloty frente ao euro. Isso possibilitou uma acelera­
ção no saldo de crédito durante o ano (+7%), com maior foco em
empresas do que em consumo. Os depósitos (+8%) acompanha­
ram essa evolução em um ambiente de juros que aumenta o atra­
tivo dos fundos de investimento.
A fusão entre BZ WBK e Kredyt Bank foi concluída no segundo se­
mestre do ano. Esse processo foi realizado com uma gestão de
custos bastante eficaz pelas medidas de eficiência adotadas e pela
boa execução do plano de integração do antigo Kredyt Bank. Isso
também se refletiu no aumento da produtividade.
O modelo de negócio do Grupo na Polônia continua a ser de
banco comercial, com destaque em gestão de ativos, intermedia­
ção de valores, e factoring e leasing.
Durante o ano, foi impulsionada a participação da área de Global
Banking & Markets (GBM) nos negócios do Banco na Polônia, por
meio da oferta de serviços bancários aos grandes clientes do BZ
WBK e aos clientes globais do Banco Santander. Em 2014, a car­
teira de clientes do GBM no país contava com quase 150 empre­
sas, incluindo os 36 principais grupos poloneses. Nesse segmento,
houve um aumento de 44% nos depósitos de clientes e de 34%
nos empréstimos.
Em cartões, mobile banking e interne banking, o Santander conti­
nuou em posição de liderança, comercializando diferentes produ­
tos e iniciativas. Por exemplo, o internet banking BZWBK 24
ganhou relevância e as vendas pela plataforma apresentaram um
aumento de 52%. A partir de novembro, os empréstimos em di­
nheiro e a possibilidade saques a descoberto em contas correntes
também foram incluídos no mobile banking.
Com relação ao segmento de cartões, e apesar do aumento da re­
gulamentação nesse mercado (redução recente das taxas de inter­
câmbio), o Banco continuou mostrando boa evolução. O número
de cartões de débito emitidos foi de 680.000 (+19%) e o de car­
tões de débito foi de 57.000 (+9% frente a 2013). Estes últimos,
também apresentaram aumentos relevantes nos saldos totais e de
faturamento (+11% e +14%, respectivamente).
Tudo isso oferece um grande potencial de receita para os próxi­
mos anos. Além disso, o Banco deu continuidade ao programa
Next Generation Bank para o desenvolvimento do negócio em
todos os níveis. Neste programa, estão envolvidos todas as áreas
de negócios e segmentos de produtos, além do conselho de admi-
Atividade
Margens s/ ATMs
Margem bruta
% var. 2014/2013 (euros constantes)
%
Milhões de euros constantes
132
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
nistração. O programa se concentra nos clientes e em sua satisfa­
ção, e tem como objetivo principal simplificar os processos e pro­
dutos como parte de sua estratégia.
Atividade
No final de dezembro de 2014, a Polônia registrou 16,976 bilhões
de euros em crédito líquido e 20,144 bilhões em depósitos de
clientes, mantendo uma estrutura sólida de financiamento, com­
provada pelo índice de créditos líquidos / depósitos de 84% (88%
em dezembro de 2013). Na comparação com o ano anterior, os cré­
ditos brutos aumentaram 7% e os recursos 10%.
Na área de retail, 2014 foi um bom ano no que se refere ao cresci­
mento dos volumes. Em depósitos, houve forte crescimento gra­
ças ao sucesso das campanhas realizadas no segundo semestre do
exercício. Em créditos, foi um ano recorde em vendas, com cresci­
mento frente a 2013 de 27% em crédito imobiliário, 20% em PMEs
e 7% em empréstimos em dinheiro.
Na área de banco corporativo, foram lançadas diversas campanhas
dirigidas a esse segmento, a fim de facilitar o acesso ao crédito e a
formas alternativas de financiar o desenvolvimento do negócio.
O destaque do ano foram as áreas de leasing e factoring. A carteira
de factoring registrou um aumento de 36%, alta de 33% nas ven­
das, o que possibilitou chegar à terceira posição do mercado com
uma participação de 13%. Por outro lado, a carteira bruta de lea­
sing aumentou 18%, com crescimento de 35% na nova produção
(PMEs +32% e demais empresas +53%).
de queda de juros. As comissões líquidas registraram alta de 8,3%,
com destaque para as de crédito comercial e de seguros. Por fim,
os ROF apresentaram queda de 33,3% (-40 milhões), em virtude de
ganhos elevados obtidos em 2013, em um ambiente de queda
acentuada de taxas de juros.
As despesas recuaram 2,2% no ano, refletindo as sinergias da inte­
gração. A evolução das receitas e despesas implica una melhoria
de 2,7 pontos percentuais no índice de eficiência, que chegou a
42,2%.
As provisões para perdas com crédito registraram alta de 10,5%,
com melhora da qualidade do crédito no ano. Assim, ao final de
dezembro de 2014, a taxa de inadimplência atingiu 7,42%, frente a
7,84% no final de 2013.
Por fim, o lucro atribuído foi afetado pelo aumento nos impostos
(+25,9%) e pela participação minoritária (+13,9%). O lucro antes de
impostos totalizou 620 milhões de euros, representando um au­
mento de 12,0% em relação a 2013.
Em resumo, o Santander continuou a mostrar resultados superio­
res ao de seus concorrentes na Polônia, reforçados pelo sucesso
da estratégia comercial e aumento na produtividade.
Estratégia e objetivos em 2015
• Ser o primeiro banco dos clientes e funcionários, concen­
trando-se em conseguir maior satisfação dos mesmos.
Resultados
O lucro atribuído atingiu 358 milhões de euros, com alta de 6,9%
frente a 2013. Esse crescimento teve como base a receita comer­
cial e a boa gestão das despesas, que causou um avanço da margem líquida de 9,3%.
• Aumentar a participação de mercado em pessoas jurídicas.
• Manter a liderança em cartões, mobile banking e internet ban­
king.
Em termos de receita, a margem de juros aumentou 6,7% graças
ao aumento dos volumes e à gestão dos spreads em um ambiente
• Melhorar em eficiência, produtividade e rentabilidade, man­
tendo sólida estrutura de liquidez e capital.
Eficiência
Margem líquida
Custo do crédito
Lucro líquido
%
Milhões de euros constantes
%
Milhões de euros constantes
133
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Santander Consumer Finance
Milhões de euros
2014
2.459
836
3
12
3.309
(1.452)
(1.237)
(664)
(572)
(215)
1.857
(544)
(37)
1.277
(320)
956
(26)
930
39
891
2013
2.333
787
(7)
(2)
3.111
(1.391)
(1.172)
(646)
(526)
(219)
1.720
(565)
(70)
1.085
(255)
830
(6)
824
31
794
Variação
absoluta
126
49
10
14
198
(61)
(65)
(19)
(46)
4
137
21
33
191
(65)
126
(20)
106
8
97
%
5,4
6,2
—
—
6,4
4,4
5,5
2,9
8,8
(1,8)
8,0
(3,7)
(47,2)
17,6
25,6
15,2
345,2
12,8
27,1
12,3
Crédito a clientes**
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instituições de crédito**
Imobilizado
60.448
87
988
5.476
786
56.024
864
705
8.158
934
4.424
(776)
283
(2.682)
(148)
7,9
(89,9)
40,1
(32,9)
(15,8)
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes**
Obrigação por emissão de títulos**
Passivos subordinados**
Passivos por contratos de seguros
Instituições de crédito**
Outros passivos
Capital e reservas***
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
3.734
71.520
30.847
15.646
66
—
13.333
4.091
7.537
7
7
—
46.566
3.723
70.409
30.878
10.377
64
—
18.060
3.901
7.128
6
6
—
41.326
10
1.111
(30)
5.268
2
—
(4.727)
189
408
1
1
—
5.241
0,3
1,6
(0,1)
50,8
3,3
—
(26,2)
4,9
5,7
9,8
9,8
—
12,7
10,89
43,9
4,82
100,1
13.046
579
9,95
44,7
4,01
105,3
11.695
613
0,94
(0,8)
0,81
(5,2)
1.351
(34)
11,6
(5,5)
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos por operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
Balanço
Indicadores (%) e outras informações
ROE
Eficiência (com amortizações)
Índice de inadimplência
Índice de cobertura
Número de funcionários
Número de agências
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
(**).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito
(***).- Não inclui o lucro do exercício
134
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Santander Consumer Finance
Em 2014, os focos de gestão foram:
O lucro atribuído foi de 891 milhões de euros, 12,3%
superior a 2013, em virtude de:
• Crescimento da receita (+6,4%), com base na melhoria da
margem de juros e comissões (+5,6% no total).
• Considerando perímetro constante, houve redução nas
despesas (-0,5%).
• Redução de provisões para perdas com crédito (-3,7%).
Aumento de participação de mercado rentável.
• O impulso da nova produção e a venda cruzada de acordo com
o momento de cada mercado e com base nos acordos de marca
e na penetração em carros usados.
• O aproveitamento de suas vantagens competitivas no mercado
europeu de financiamento ao consumo.
Vários acordos obtidos e/ou concretizados no ano reforçaram a
posição da SCF:
• Na Espanha, somos líderes em consumo desde o início do ano.
Alta qualidade de crédito em relação aos padrões do
negócio: inadimplência de 4,82% e cobertura de 100%,
devido à entrada da GE Nordics (3,86% e 106% sem seu
efeito).
• Nos Países Nórdicos durante o quarto trimestre, e com a aquisi­
ção do negócio da GE, chegamos à posição de liderança em veí­
culos, crédito direto e cartões.
Os acordos obtidos reforçaram o potencial de crescimento
futuro.
• A partir de 2015, e em diversos países europeus (incluindo
França e Suíça, onde a SCF não opera atualmente), foi imple­
mentado o acordo com o Banque PSA Finance reforçará a lide­
rança da SCF no segmento automotivo.
Atividade
Ambiente e estratégia
Em 2014, as unidades do Santander Consumer Finance (SCF) na
Europa continental desenvolveram suas atividades em um am­
biente de recuperação moderada do consumo (+1% na compara­
ção com o mesmo período do ano passado no terceiro trimestre
da zona do euro) e dos emplacamentos de veículos de pessoas fí­
sicas (+5% na comparação com o mesmo período do ano passado
no footprint), além de um aumento na concorrência.
O investimento em crédito bruto atingiu 63,509 bilhões de euros
no final de 2014, com alta de 9% em comparação ao final do ano
anterior. Em termos geográficos, houve aumentos significativos
nos Países Nórdicos e na Espanha, tirando proveito das incorpora­
ções realizadas, bem como na Polônia. Na Alemanha, houve ape­
nas variação, e quedas em Portugal e na Itália.
Nesse ambiente, o SCF continuou a ganhar participação de mer­
cado, apoiado em um modelo de negócios que foi reforçado nos
últimos anos. Suas bases são uma elevada diversificação geográ­
fica com massa crítica em produtos chave, eficiência superior a
dos pares comparáveis e um sistema de controle de riscos e recu­
perações em comum, que permite manter uma alta qualidade do
crédito.
Em 2014, a nova produção totalizou 25,073 bilhões de euros, com
crescimento de 14% em relação a 2013. Em termos de produtos,
esse aumento se apoiou em crédito direto e cartões (em con­
junto, +37%) e em veículos novos, que propiciou crescimento de
8%, um nível que ultrapassou a taxa de emplacamentos. Em ter­
mos de unidades, todas apresentaram crescimento em moeda
local. Destaque para a Polônia (+21%), países periféricos (apre­
sentando crescimento de dois dígitos), Países Nórdicos (+12%) e
Alemanha (+3%).
Distribuição por carteiras de produtos
Nova produção
%
Bilhões de euros
Financiamento
veículos estoque: 5%
Bens duráveis: 6%
Veículos novos: 23%
Hipotecas: 14%
Cartão de crédito e
outros: 11%
Veículos usados: 21%
Produto direto: 20%
135
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Quanto ao passivo, destaca-se a estabilidade em depósitos de
clientes (em torno de 30,800 bilhões de euros), elemento diferen­
cial frente aos concorrentes.
cobertura de 100%. Ambos índices foram atingidos pela incorpo­
ração do negócio da GE nos Países Nórdicos já que, sem seu
efeito, a inadimplência chegou a 3,86%, com cobertura de 106%.
Em termos da captação no atacado, foram realizadas em 2014
emissões sênior e securitizações em um valor total de 6,750 bi­
lhões de euros, frente a 6,200 bilhões captados em 2013.
A margem líquida depois de provisões para perdas com crédito
apresentou alta de 13,7% no ano, com aumentos em todas as gran­
des unidades.
Assim, no final do exercício de 2014, o total de depósitos de clien­
tes e emissões-securitizações em médio e longo prazo no mer­
cado cobriram 73% do crédito líquido.
O destaque foi o crescimento na Polônia (+11,7% em virtude do
aumento da receita e da redução dos custos operacionais), nos
Países Nórdicos (+24,1%, devido ao forte aumento da receita, fa­
vorecida pelo perímetro), e a recuperação dos periféricos (com
bom comportamento tanto em receita como em despesas e provi­
sões). Na Alemanha houve crescimento de 8,9%, com comporta­
mento favorável da receita, em especial de comissões, e redução
em despesas e provisões.
Resultados
O lucro atribuído em 2014 totalizou 891 milhões de euros, com
crescimento de 12,3% em relação ao exercício anterior. Esse au­
mento foi ligeiramente favorecido pelas novas incorporações.
Em termos das linhas da demonstração de resultados, a gestão de
diferenciais de ativo e a redução do custo do passivo absorveram
a queda nas taxas de juros e levaram a margem de juros a oferecer
um aumento de 5,4%. Por outro lado, houve crescimento de 6,2%
em comissões. Assim, a receita total obtida atingiu 3,309 bilhões,
com crescimento de 6,4% em comparação ao ano anterior.
As despesas apresentaram alta de 4,4%, totalmente em virtude da
incorporação de novas unidades na Espanha e Países Nórdicos
(em perímetro constante, houve queda de 0,5%).
Essa evolução da receita e das despesas implica uma melhoria de
0,8 pontos percentuais no índice de eficiência, que chegou a 43,9%.
As provisões para perdas com crédito mostraram redução de 3,7%,
atingindo níveis mínimos do custo do crédito, que permaneceu
abaixo de 1%, e refletindo uma alta qualidade do crédito para os
padrões do negócio. O índice de inadimplência atingiu 4,82%, com
Por fim, o Reino Unido (incluído para efeitos contábeis no Santan­
der UK), o lucro atribuído atingiu 113 milhões de euros em 2014,
implicando, sem o efeito da taxa de câmbio, um aumento de 6,2%
sobre o obtido em 2013.
Estratégia e objetivos em 2015
• Foco na integração de novas operações conjuntas com PSA e o
negócio adquirido da GE Nordics.
• Impulsar da nova produção, com defesa das margens, de
acordo com o momento de cada mercado e com base nos acor­
dos de marca e na penetração em carros usados.
• Potencializar a venda cruzada por meio de ferramentas de TI,
bem como o financiamento online.
Margens s/ ATMs
Margem líquida
Lucro líquido
%
Milhões de euros
Milhões de euros
136
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Reino Unido
Milhões de euros
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos por operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
2014
4.234
1.028
241
37
5.541
(2.890)
(2.458)
(1.613)
(845)
(432)
2.651
(332)
(318)
2.001
(425)
1.576
—
1.576
—
1.576
2013
3.451
992
403
36
4.881
(2.605)
(2.181)
(1.401)
(780)
(424)
2.276
(580)
(236)
1.460
(301)
1.159
(9)
1.149
—
1.149
Variação
absoluta
784
36
(162)
2
660
(285)
(277)
(212)
(65)
(8)
375
248
(82)
541
(123)
418
9
427
—
427
%
22,7
3,6
(40,1)
5,6
13,5
10,9
12,7
15,1
8,4
1,8
16,5
(42,8)
34,9
37,1
40,9
36,0
(100,0)
37,1
—
37,1
% sem TC
16,5
(1,7)
(43,2)
0,2
7,7
5,3
7,0
9,2
2,8
(3,4)
10,6
(45,7)
28,0
30,1
33,8
29,1
(100,0)
30,2
—
30,2
Balanço
Crédito a clientes**
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instituições de crédito**
Imobilizado
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes**
Obrigação por emissão de títulos**
Passivos subordinados**
Passivos por contratos de seguros
Instituições de crédito**
Outros passivos
Capital e reservas***
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
251.191
231.046
39.360
11.197
14.093
2.700
35.695
354.235
202.328
69.581
5.376
—
26.700
35.833
14.415
9.667
9.524
143
286.953
28.831
6.003
17.136
2.498
38.229
323.743
187.467
64.092
5.805
—
26.882
26.855
12.642
9.645
9.645
—
267.010
20.145
10.528
5.193
(3.043)
202
(2.534)
30.492
14.862
5.489
(429)
—
(182)
8.978
1.774
21
(122)
143
19.943
8,7
36,5
86,5
(17,8)
8,1
(6,6)
9,4
7,9
8,6
(7,4)
—
(0,7)
33,4
14,0
0,2
(1,3)
—
7,5
11,21
52,2
1,79
41,9
25.599
929
8,87
53,4
1,98
41,6
25.421
1.011
2,34
(1,2)
(0,19)
0,3
178
(82)
0,7
(8,1)
1,6
27,5
74,2
(23,2)
1,0
(12,8)
2,2
0,8
1,4
(13,5)
—
(7,2)
24,7
6,5
(6,4)
(7,8)
—
0,4
Indicadores (%) e outras informações
ROE
Eficiência (com amortizações)
Índice de inadimplência
Índice de cobertura
Número de funcionários
Número de agências
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
(**).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito
(***).- Não inclui o lucro do exercício
137
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Reino Unido (variações em libras)
O lucro atribuído foi de 1,270 bilhão de libras, 30,2%
superior a 2013:
• A margem de juros aumentou 16,5% no ano, registrando
alta pelo oitavo trimestre consecutivo.
• Eficiência em despesas, absorvendo o aumento no
investimento.
• As provisões caíram 45,7% por conta da melhoria da
qualidade em todas as carteiras e de um ambiente de
crédito mais favorável.
O número de clientes 1/2/3 continua em alta, atingindo 3,6
milhões de pessoas, com melhoria do perfil de risco,
aumento na vinculação e maior volume de atividade.
Houve forte crescimento em créditos (+8%) e depósitos
(+7%) de pessoas jurídicas, favorecido pelo
desenvolvimento de produtos inovadores e aumento da
capacidade de distribuição.
aprofundar o relacionamento com os clientes e aumentar a transa­
cionalidade e a vinculação. Esses produtos, que continuam a ser co­
mercializados com grande sucesso, contribuíram para aumentar os
saldos em contas correntes em 47% nos últimos doze meses. Além
disso, o Santander UK continuou a dar impulso à proposta Select
para clientes de alta renda, a fim de oferecer produtos e serviços di­
ferenciados aos diversos segmentos.
Também houve investimento na reforma de agências e em tecnologia.
Durante o ano, foram efetuadas diversas melhorias em todas as plata­
formas digitais, incluindo serviços de internet banking e mobile ban­
king, bem como a introdução de mais tecnologia nas agências. Tudo
isso se refletiu em um aumento na satisfação dos clientes, situando o
Santander como o banco que mais melhorou a satisfação do cliente
desde dezembro de 2012, diferenciando-se de seus concorrentes.
A diversificação do negócio do Santander UK é cada vez maior, gra­
ças ao crescimento de suas capacidades no segmento de pessoas ju­
rídicas, o que permitiu expandir sua participação nesse mercado e
ampliar a oferta de produtos e serviços. Dessa forma, foi mantido o
apoio aos negócios do Reino Unido, com crescimento de 8% no cré­
dito a pessoas jurídicas nos últimos doze meses em comparação à
diminuição registrada no setor. Também foi observada uma boa evo­
lução dos depósitos, que registraram alta de 7%, com um aumento
de 33% na abertura de contas correntes.
Ambiente e estratégia
Em 2014, o Reino Unido registrou uma forte aceleração de sua ativi­
dade, o que causou a valorização de sua moeda frente ao euro em
um ambiente de queda nos juros e de grandes impulsos quantitati­
vos. Nesse ambiente, o crédito ao setor privado apresentou cresci­
mento limitado (+2%), com aumento no crédito para a compra de
imóveis residenciais pela recuperação da atividade de crédito imobi­
liário, favorecida pela alta do preço dos imóveis. Persiste o recuo em
pessoas jurídicas. Por outro lado, os depósitos mantiveram cresci­
mento próximo a 5%.
A estratégia do Santander UK continuou centrada em três priorida­
des: potencializar a vinculação e a satisfação dos clientes; ser o
“banco de referência” para as empresas do Reino Unido, e manter a
solidez e a rentabilidade do balanço.
O Santander UK continuou a apoiar seus clientes em um momento
de recuperação econômica em todas as regiões. Em banco retail,
esse processo foi impulsionado pela gama 1/2/3 World, criada para
A solidez de balanço continua apoiando estrutura do Banco, com ín­
dices de capital, financiamento e liquidez também muito sólidos.
Nesse sentido, o Santander UK conta com uma das melhores posi­
ções de capital dentre as principais instituições britânicas e passou
no exame de stress test de 2014 da Prudential Regulation Authority,
com um índice de capital, considerando o padrão end point Basel III
CET1, de 7,9% (muito acima do limite de 4,5%). Isto demonstra sua
solidez de balanço, e sua resistência a uma possível recessão econô­
mica no Reino Unido.
No final de dezembro de 2014, o índice de capital atingiu 11,9%, con­
siderando o padrão CRD IV end point Common Equity Tier 1, e o ín­
dice de alavancagem chegou a 3,8%.
Atividade
O Santander UK concentra sua atividade no Reino Unido, uma vez
que apenas 3% de seus ativos estão fora do país. Aproximada­
mente 79% dos créditos são compostos por crédito imobiliário re-
Atividade
Margem de juros s/ ATMs
Margem bruta
% var. 2014/2013 (euros constantes)
%. Em critério local
Milhões de euros constantes
138
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
sidencial de alta qualidade, sem exposição a hipotecas self-certified
ou subprime, uma vez que os empréstimos buy-to-let representam
em torno de 2% do total de empréstimos. O índice de créditos lí­
quidos / depósitos atingiu 124%, com alta de um ponto percentual
frente a 2013.
Esse crescimento foi apoiado pela margem de juros, que apresen­
tou alta de 16,5%, graças ao esforço para reduzir o custo dos depó­
sitos retail, seguindo a estratégia descrita anteriormente. A receita
total registrou aumento de 7,7%, absorvendo a redução em comis­
sões e ROF.
Usando o critério local, os empréstimos atingiram 190,700 bilhões
de libras, 2% acima de 2013, devido principalmente ao crescimento
de 1% no crédito imobiliário e de 8% em empréstimos a pessoas
jurídicas.
As despesas aumentaram 5,3% no ano, com continuidade de inves­
timentos nos segmentos de retail e empresas, compensados em
parte pelos planos de eficiência em andamento. Esses programas
de investimento continuam apoiando a transformação do negócio,
uma vez que facilitam as bases para uma melhoria futura da efi­
ciência. No final de 2014, a eficiência atingiu 52,2%, com melhoria
de 1,2 ponto percentual frente a 2013.
A produção bruta de crédito imobiliário chegou a 26,260 bilhões
de libras, 43% acima de 2013, incluindo 5,600 bilhões de libras di­
recionados a compradores de primeiro imóvel, e 1,200 bilhão de li­
bras correspondentes ao programa Help to Buy. A produção
líquida de crédito imobiliário ultrapassou 2 bilhões de libras em
2014, colocando o Santander UK novamente em trajetória de cres­
cimento nesse segmento. A expectativa é manter esse desempe­
nho em 2015.
Pela sua parte, o crédito a pessoa jurídicas e PMEs registrou
alta de 8%.
No final de 2014, o Santander UK contava com 3,6 milhões de
clientes na categoria de produtos 1/2/3 World, depois do aumento
de 1,2 milhão no ano. Esse crescimento foi sustentado pela conta
corrente 1/2/3, que atrai os clientes porque oferece uma melhor
oportunidade de vinculação: 93% desses clientes têm sua conta
corrente principal no Santander UK. Dessa forma, o total dos sal­
dos em contas correntes atingiu 41,100 bilhões de libras, com o
aumento de 47% frente a 2013, representando 1 bilhão de libras ao
mês.
Os depósitos comerciais, que atingiram 152,400 bilhões de libras,
registraram alta de 4% frente a 2013, devido à continuidade da es­
tratégia de redução de depósitos no varejo, que são caros e de
curto prazo (principalmente vencimentos de produtos eSaver de
maior custo) e a sua substituição pelos que oferecem uma maior
oportunidade de vinculação e produtos ISA de custo mais baixo.
Resultados
O lucro atribuído ao Grupo foi de 1,270 bilhão de libras, 30,2% su­
perior a 2013.
As provisões para perdas com crédito recuaram 45,7%, em vir­
tude da melhoria da qualidade do balanço e do melhor ambiente
econômico. O índice de inadimplência atingiu 1,79% em dezem­
bro de 2014 (1,98% em comparação ao final de 2013). Foi mantido
o critério conservador em loan-to-value, com LTV médio de 65%
em novos empréstimos, incluindo Help to Buy, e de 47% no esto­
que de crédito imobiliário. O índice de inadimplência do seg­
mento de pessoas jurídicas caiu para 2,96%, frente a 3,01% em
dezembro de 2013.
Em resumo, os resultados refletiram um aumento na rentabilidade
e confirmam o progresso apresentado durante o ano, principal­
mente na margem de juros, o que melhorou sua ponderação sobre
ativos médios rentáveis, atingindo 1,85% no quarto trimestre de
2014, em comparação a 1,71% no mesmo período de 2013.
Estratégia e objetivos em 2015
Serão mantidas as estratégias e tendências de 2014:
• No ativo, crescer no crédito a pessoas jurídicas e imobiliário.
• No passivo, aumentar o número de clientes que têm sua conta
principal com o Santander UK.
• Melhorar o índice de eficiência, com uma gestão de margens que
permita um aumento maior na receita do que nas despesas.
• Manter boa qualidade do crédito, tanto em pessoas físicas
como jurídicas.
• Continuar a fortalecer a base de capital, mantendo ao mesmo
tempo uma posição conservadora em liquidez.
Eficiência
Margem líquida
Custo do crédito
Lucro líquido
%
Milhões de euros constantes
%
Milhões de euros constantes
139
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
América Latina
Milhões de euros
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos por operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
Variação
absoluta
(1.034)
(95)
(499)
32
(1.596)
459
354
196
158
105
(1.137)
1.316
(295)
(116)
14
(102)
(0)
(102)
(71)
(31)
%
(6,9)
(2,0)
(48,1)
64,0
(7,7)
(5,4)
(4,7)
(4,7)
(4,7)
(11,7)
(9,3)
(20,5)
54,4
(2,2)
(1,2)
(2,5)
(100,0)
(2,5)
(8,3)
(1,0)
23.097
20.822
28.073
3.895
40.354
244.925
122.176
28.987
4.833
—
24.489
44.999
19.442
65.599
55.835
9.764
221.595
16.030
12.788
10.394
(4.174)
72
2.151
37.262
15.551
2.933
1.635
—
10.773
3.054
3.316
13.695
10.821
2.874
33.813
12,5
55,4
49,9
(14,9)
1,9
5,3
15,2
12,7
10,1
33,8
—
44,0
6,8
17,1
20,9
19,4
29,4
15,3
13,76
41,0
5,00
85,4
85.320
5.789
0,29
1,0
(0,35)
(0,7)
(311)
(60)
(0,4)
(1,0)
2014
13.879
4.565
538
83
19.065
(8.017)
(7.226)
(4.012)
(3.214)
(790)
11.049
(5.119)
(839)
5.091
(1.151)
3.940
—
3.940
790
3.150
2013
14.913
4.660
1.037
51
20.661
(8.475)
(7.580)
(4.207)
(3.372)
(895)
12.186
(6.435)
(543)
5.207
(1.165)
4.042
0
4.042
861
3.181
144.714
128.684
35.886
31.216
23.899
3.967
42.505
282.187
137.726
31.920
6.467
—
35.263
48.053
22.758
79.294
66.657
12.637
255.407
14,04
42,0
4,65
84,7
85.009
5.729
% sem TC
2,9
9,1
(41,3)
86,7
2,3
5,0
5,9
5,9
5,8
(2,0)
0,4
(12,7)
73,3
9,4
12,7
8,5
(100,0)
8,5
0,3
10,8
Balanço
Crédito a clientes**
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instituições de crédito**
Imobilizado
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes**
Obrigação por emissão de títulos**
Passivos subordinados**
Passivos por contratos de seguros
Instituições de crédito**
Outros passivos
Capital e reservas***
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
Indicadores (%) e outras informações
ROE
Eficiência (com amortizações)
Índice de inadimplência
Índice de cobertura
Número de funcionários
Número de agências
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
(**).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito
(***).- Não inclui o lucro do exercício
140
12,1
51,9
49,0
(16,2)
1,9
4,0
14,3
12,1
9,6
33,1
—
42,4
5,4
15,4
18,5
18,1
20,3
14,1
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
América Latina (variações em moeda constante)
Lucro atribuído em 2014: 3,150 bilhões de euros, com
aumento de 10,8% interanual:
• As receitas apresentaram aumento de 2,3%, por conta de
margem de juros e comissões.
• As despesas subiram (+5,0%) tendo em vista os
investimentos em expansão comercial, principalmente
no México, Chile e Argentina, e as pressões
inflacionárias.
• As provisões para perdas com crédito recuaram 12,7%,
basicamente pela melhoria no Brasil.
Quanto à atividade comercial, houve um avanço de 12% em
crédito e de 11% em depósitos.
O Grupo Santander é a primeira franquia internacional da região,
conta com 5.729 pontos de atendimento (incluindo agências tradi­
cionais e pontos de atendimento bancário), uma base de mais de
49 milhões de clientes e participação de mercado de 9,9% em cré­
ditos e 10,1% em depósitos.
A estratégia em 2014 esteve focada na expansão, consolidação e
melhoria do negócio comercial na região.
Reforçou-se a oferta especializada de produtos e serviços de
acordo com as necessidades dos clientes, o que contribui para o
crescimento do negócio a longo prazo e para aumentar a transa­
cionalidade dos clientes. Por sua vez, continua a prudência em
riscos e as medidas que estão sendo implantadas para melhorar
a eficiência deverão refletir na rentabilidade.
Em seguida, destacam-se os aspectos mais relevantes da ativi­
dade e os resultados do Grupo. Todos os percentuais de variação
são expressos sem impacto das taxas de câmbio.
Atividade
O crédito sem aquisições temporárias aumentou 12% em relação
a dezembro de 2013. Por país, destacam-se os crescimentos no
México (+18%), Argentina (+23%) e Uruguai (+17%).
Os depósitos sem cessões cresceram 11% interanual. Houve um
aumento generalizado em todos os países, tanto nos depósitos à
vista (+15% no total da região), como nos depósitos a prazo, que
aumentaram 8%. Ao mesmo tempo, os fundos de investimento
aumentaram 18%.
Ambiente e estratégia
Resultados
Em 2014, a região registrou uma desaceleração de sua atividade
em função do contexto internacional. Com uma intensidade desi­
gual entre os países, as autoridades alteraram as taxas de juros, às
vezes reduzindo, para apoiar o crescimento (México e Chile), às
vezes aumentando, para conter a inflação (Brasil).
Esse recuo também se refletiu nos sistemas financeiros operados
pelo Santander, desacelerando o segmento bancário como um
todo. Contudo, o total de crédito manteve um crescimento intera­
nual de 11%, com maior impulso nas empresas e no crédito imobi­
liário do que no consumo. Os depósitos aumentaram 8%, muito
em função dos depósitos à vista.
As moedas se desvalorizaram frente ao dólar, não frente ao euro,
registrando uma valorização ligeira, com a exceção do peso chi­
leno e do argentino.
A receita totalizou 19,065 bilhões de euros, um aumento de 2,3%
sobre o ano anterior:
• A margem de juros cresceu 2,9%, afetada pela mudança de mix
para produtos de menor custo de crédito, mas também de
margens mais reduzidas. A isso se somou a pressão sobre os
spreads, particularmente no Brasil e México. Esses impactos
foram neutralizados com o aumento dos volumes e a redução
do custo do crédito.
• As comissões aumentaram 9,1% interanual, com um cresci­
mento generalizado nos vários países. Destacam-se as proce­
dentes de cartões (+9,8%) e seguros (+4,4%).
Atividade
Margens s/ ATMs
Margem bruta
% var. 2014/2013 (euros constantes)
%
Milhões de euros constantes
141
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
América Latina. Resultados
Milhões de euros
2014
Brasil
México
Chile
Argentina
Uruguai
Peru
Restantes
Subtotal
Santander Private Banking
Total
12.008
3.072
2.197
1.158
255
52
2014
% % sem TC
(2,9)
(11,2)
6,0
1,7
(2,3)
12,6
(9,8)
0,8
34,3
14,9
26,5
33,0
18.773
292
391,3
(7,8)
0,8
394,9
2,3
0,7
19.065
(7,7)
2,3
32
Lucro líquido
atribuível à Controladora
Margem líquida
Margem bruta
7.092
1.812
2014
1.558
660
509
298
54
% % sem TC
(5,4)
(13,5)
5,2
0,9
% % sem TC
8,0
(1,3)
29,3
36,0
24
24,7
(3,5)
34,8
33,3
16,2
31,1
(22,9)
0,5
(54)
(3,7)
(3,1)
10.907
142
(23,3)
(9,4)
(4,3)
3.049
101
(0,8)
(4,8)
11.049
(9,3)
3.150
(1,0)
1.343
591
97
35
(62)
1,5
17,0
(14,2)
6,6
27,8
21,6
(4,4)
0,4
(7,4)
17,0
(10,5)
1,9
11,4
(4,9)
10,8
• Os resultados de operações financeiras caíram 41,3% relativa-
mente a 2013, quando as receitas aumentaram com a venda de
carteiras, principalmente no Brasil.
Depois de incorporar provisões e outros saneamentos, o lucro
antes de impostos ficou em 5,091 bilhões de euros, com au­
mento de 9,4%.
As despesas aumentaram 5,0% por conta de investimentos na
rede de agências (algumas tradicionais e outras voltadas a segmentos de clientes prioritários), de projetos comerciais, de pressões inflacionárias em convênios e de serviços contratados.
Também houve certo impacto pela consolidação da GetNet no
Brasil. Por conta disso, a margem líquida totalizou 11,049 bilhões
de euros.
A maior taxa fiscal efetiva, principalmente no México, e a queda
dos minoritários no Brasil fizeram com que o lucro atribuído em
2014 fosse de 3,150 bilhões de euros (+10,8%).
As provisões para perdas com crédito caíram 12,7%, em função do
recuo de 17,7% no Brasil, acentuando a mudança de tendência registrada no começo de 2013. O México também apresentou ligeira
diminuição e, no Chile, a situação se repetiu.
A melhoria no custo do crédito refletiu a queda da inadimplên­
cia no ano. A taxa de inadimplência encerrou o ano em 4,65%,
uma redução de 35 pontos-base em relação ao encerramento de
2013, impactada positivamente pelo Brasil. Por outro lado, a co­
bertura atingiu 85%.
Estratégia e objetivos em 2015
Melhorar o negócio e a franquia comercial na região:
• Aumentar a base e a vinculação transacional dos clientes.
• Oferecer propostas de valor inovadoras (Programa Santander
Advance para PMEs, Select para alta renda, e ser o banco tran­
sacional das empresas).
• Melhorar a produtividade e rentabilidade graças aos planos de
eficiência e qualidade de serviço.
E tudo isso com uma vigilância permanente da qualidade dos
riscos.
Eficiência
Margem líquida
Custo do crédito
Lucro líquido
%
Milhões de euros constantes
%
Milhões de euros constantes
142
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Brasil
Milhões de euros
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos por operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
2014
8.959
2.836
96
117
12.008
(4.916)
(4.407)
(2.386)
(2.021)
(509)
7.092
(3.682)
(805)
2.604
(679)
1.926
—
1.926
368
1.558
2013
10.067
2.871
540
41
13.518
(5.324)
(4.743)
(2.563)
(2.180)
(581)
8.194
(4.894)
(499)
2.802
(763)
2.039
—
2.039
461
1.577
Variação
absoluta
(1.108)
(35)
(444)
76
(1.510)
408
336
177
159
72
(1.102)
1.212
(307)
(197)
85
(113)
—
(113)
(93)
(20)
74.373
66.446
7.927
18.256
22.939
10.276
2.640
27.803
156.287
68.539
21.903
4.368
—
22.826
25.684
12.967
49.806
46.559
3.248
144.616
10.321
14.175
14.734
2.793
25.456
133.925
61.490
20.002
2.734
—
12.929
25.229
11.542
42.640
39.675
2.965
126.866
7.935
8.764
(4.458)
(153)
2.347
22.362
7.049
1.901
1.634
—
9.897
455
1.425
7.166
6.884
282
17.750
11,9
76,9
61,8
(30,3)
(5,5)
9,2
16,7
11,5
9,5
59,8
—
76,6
1,8
12,4
16,8
17,3
9,5
14,0
13,28
40,9
5,05
95,4
46.464
3.411
12,64
39,4
5,64
95,1
49.371
3.566
0,64
1,6
(0,59)
0,3
(2.907)
(155)
(5,9)
(4,3)
%
(11,0)
(1,2)
(82,2)
187,8
(11,2)
(7,7)
(7,1)
(6,9)
(7,3)
(12,4)
(13,5)
(24,8)
61,5
(7,0)
(11,1)
(5,5)
—
(5,5)
(20,2)
(1,3)
% sem TC
(2,7)
8,0
(80,6)
214,7
(2,9)
1,0
1,6
1,8
1,4
(4,2)
(5,4)
(17,7)
76,5
1,6
(2,8)
3,3
—
3,3
(12,7)
8,0
Balanço
Crédito a clientes**
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instituições de crédito**
Imobilizado
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes**
Obrigação por emissão de títulos**
Passivos subordinados**
Passivos por contratos de seguros
Instituições de crédito**
Outros passivos
Capital e reservas***
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
10,7
74,9
60,0
(31,0)
(6,6)
8,0
15,4
10,2
8,3
58,0
—
74,6
0,7
11,1
15,5
16,0
8,3
12,7
Indicadores (%) e outras informações
ROE
Eficiência (com amortizações)
Índice de inadimplência
Índice de cobertura
Número de funcionários
Número de agências
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
(**).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito
(***).- Não inclui o lucro do exercício
143
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Brasil (variações em moeda local)
Lucro atribuído em 2014: 1,558 bilhão de euros, com
aumento de 8,0% em moeda local.
2) Melhorar a recorrência e a sustentabilidade: crescer em negó­
cios com maior diversificação de receita, mantendo ao mesmo
tempo uma prudente gestão do risco.
• A receita apresentou queda de 2,9%, por conta da
margem de juros (mudança de mix) e ROF. Melhoria em
comissões.
3) Manter a disciplina de capital e liquidez com o objetivo de con­
servar a solidez de balanço, gerenciar as mudanças regulatórias
e aproveitar as oportunidades de crescimento.
• As despesas cresceram apenas 1%, muito abaixo da
inflação.
4)Aumentar a produtividade por meio de uma agenda intensa de
transformação produtiva.
• A qualidade creditícia continua melhorando: as provisões
diminuíram 17,7% no ano e a inadimplência recuou 59
pontos-base.
5) Fortalecer os segmentos de negócio com participação inferior à
natural.
Os créditos e depósitos aumentaram a uma taxa de 10%,
com crescimento superior aos bancos privados.
O Santander Brasil é o terceiro maior banco privado do país em
termos de ativos e o primeiro entre os estrangeiros. Presente nas
principais regiões do Brasil, conta com uma rede de 3.411 agências
e pontos de atendimento bancário (PABs), 14.856 caixas automáti­
cos e mais de 31 milhões de clientes.
Ambiente e estratégia
Em 2014, a atividade bancária no Brasil desenvolveu-se em um
ambiente de crescimento próximo a zero e com juros mais altos
para conter a inflação, pressupondo a desvalorização do real
frente ao dólar (ligeira valorização em relação ao euro). A desace­
leração econômica refletiu-se em um menor crescimento do cré­
dito (+11% em dezembro), o qual continua motivado pelo crédito
direcionado (+20%) e pelos bancos estatais, que dobraram em
crescimento em relação aos privados (+16% contra +6%, respecti­
vamente). Por outro lado, o total de recursos de clientes aumen­
tou 10% interanual, com um peso crescente dos fundos de
investimentos e outras captações (debêntures e letras financei­
ras), com expansão de 26%.
Nesse ambiente, o Santander Brasil, como banco universal com en­
foque comercial, manteve as seguintes diretrizes:
1) Aumentar a preferência e a vinculação dos clientes: oferecer
produtos e serviços segmentados, simples e eficientes, por
meio de uma plataforma multicanal, com o objetivo de melho­
rar a satisfação de nossos clientes.
Ao longo de 2014, houve avanço em todas essas diretrizes estraté­
gicas, com, entre outras iniciativas, a reformulação dos canais de
atendimento e o lançamento do novo modelo comercial, que permite uma gestão mais eficiente e ágil dos negócios. Nos segmen­
tos de pessoas físicas e PMEs, foram lançados novos produtos,
firmados outros acordos, inauguradas agências Select (85 em
2014) e fortalecido o negócio de adquirência. Quanto ao seg­
mento de veículos, foi alcançada a liderança em financiamentos
com 19% de participação de mercado).
• Reformulação dos canais de atendimento com a criação de um
novo conceito de “multicanalidade” para melhorar a experiência
dos clientes com processos mais simples e acessíveis. Nesse
sentido, destacamos o lançamento de versões atualizadas do
App Minha Conta, do novo Internet Banking e do caixa especial
para retirada em dólares.
• Lançamento do Santander Conta Conecta, conta corrente desti­
nada aos segmentos de pessoas físicas e PMEs, oferecendo um
dispositivo que permite receber pagamentos com cartões em
smartphones e tablets. Atualmente, o Banco conta com quase
60.000 contas.
• Acordo para a criação de uma joint-venture com o Banco Bonsu­
cesso S.A. para alavancar as atividades no segmento de crédito
consignado e também ampliar a oferta de produtos e melhorar a
capacidade de distribuição e comercialização. A expectativa é en­
cerrar a operação no primeiro trimestre deste ano.
• Aquisição de 50% do SuperBank, uma plataforma digital que ofe­
rece a venda de produtos e serviços financeiros para o segmento
massivo de pessoas físicas, com uma estrutura mais eficiente.
Atividade
Margens s/ ATMs
Margem bruta
% var. 2014/2013 (euros constantes)
%
Milhões de euros constantes
144
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
• Fortalecimento do negócio de adquirência, com a conclusão da
compra da GetNet. O Banco Santander (Brasil) S.A. tem partici­
pação indireta de 88,5%.
• Lançamento do Pague Direto, novo produto de meio de paga­
mento que oferece uma solução orientada para o segmento das
PMEs. Esse produto permite aos estabelecimentos comerciais
pagarem seus pedidos no terminal de pagamentos do Santan­
der de uma forma mais prática, rápida e segura.
• Ao final de 2014, foi lançado o Modelo Comercial CERTO, que
consiste em oferecer maior simplicidade e dedicação comercial
aos clientes. O modelo conta com uma plataforma única de ges­
tão comercial, com ferramentas mais integradas e alinhadas
com uma “visão cliente”, favorecendo o aumento do volume de
negócios, a eficiência e o foco no cliente.
Resultados
As receitas totalizaram 12,008 bilhões de euros, com uma diminuição
de 2,9% interanual, principalmente pela redução no ROF, em função
de menores ganhos de atividades. Além disso, a margem de juros bai­
xou devido à mudança no mix de produtos para segmentos de risco
reduzido e em virtude da compressão dos spreads de crédito.
As comissões, por outro lado, totalizaram 2,836 bilhões de euros em
2014, com crescimento de 8,0%, sustentadas pelos cartões, que
apresentaram alta de 9%, e pelo banco transacional, com 15%. Parte
desse crescimento é decorrente da aquisição da GetNet.
Excelente evolução das despesas, com aumento de 1,0% (diminui­
ção de 0,6% sem perímetro) em relação às taxas de inflação acima
de 6%, o que mostra o esforço realizado nos últimos anos no con­
trole dos mesmos.
Atividade
O crédito a clientes apresentou expansão de 10% interanual, su­
perior à média dos bancos privados, sustentada pelo crédito imo­
biliário (+34% - segmento no qual o Banco ainda tem baixa
penetração de mercado) e pelas grandes empresas, que cresceu
24%. Houve também aumento nos segmentos de menor
risco/spreads, como agronegócio (+23%) e BNDES (+21%), nos
quais o Banco pretende aumentar sua participação de mercado.
Por outro lado, o financiamento ao consumo diminuiu 4% nos últi­
mos doze meses, em um mercado que desacelera o crédito conce­
dido a PMEs, o negócio ficou estável, após cair nos trimestres
anteriores com aporte positivo de adquirência.
Os depósitos sem cessões temporárias registraram crescimento
de 8% interanual, com bom comportamento dos depósitos à vista
(+10%). Enquanto isso, os fundos de investimento subiram 16%.
As participações de mercado do Santander Brasil em dezembro
atingiram 8,1% para o total de crédito, com 12,4% referente ao cré­
dito livre, e de 7,9% para depósitos.
A estratégia seguida nos últimos meses está permitindo aumentar
a participação de mercado em segmentos nos quais o Banco tem
presença reduzida, como BNDES (+32 pontos-base) ou crédito
imobiliários a pessoas físicas (+32 pontos-base), assim como em
veículos, no qual o Santander é líder de mercado.
Por outro lado, as provisões para perdas com crédito apresentaram
boa evolução, com uma queda de 17,7% no exercício. Tudo isso im­
plica um custo do crédito de 4,9%, abaixo dos 6,3% do final de 2013.
Essa evolução fez com que a margem líquida sem provisões aumen­
tasse 13,0%. O índice de inadimplência apresentou melhoria de 0,6
ponto percentual, atingindo 5,05%.
Após impostos e minoritários, o lucro atribuído ficou em 1,558 bi­
lhão de euros, com crescimento de 8,0% interanual.
Estratégia e objetivos em 2015
• Continuar a melhoria comercial e a percepção positiva dos ser­
viços pelos clientes.
• Aumentar a base de clientes e incrementar a vinculação com
produtos mais rentáveis.
• Manter a tendência favorável do crédito.
• Melhorar a produtividade comercial por meio de ferramentas
ágeis e modernas.
• Manter custos abaixo da inflação.
• Oferecer uma proposta de valor inovadora a PMEs, por meio
do programa global Santander Advance.
Eficiência
Margem líquida
Custo do crédito
Lucro líquido
%
Milhões de euros constantes
%
Milhões de euros constantes
145
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
México
Milhões de euros
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos por operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
Variação
absoluta
62
(12)
24
(22)
52
(36)
(24)
(14)
(10)
(12)
16
44
(15)
45
(127)
(82)
—
(82)
(29)
(53)
%
2,9
(1,6)
17,0
94,6
1,7
2,9
2,1
2,4
1,9
9,9
0,9
(5,5)
(89,8)
4,5
160,7
(8,8)
—
(8,8)
(13,4)
(7,4)
8.685
3.387
7.975
402
5.681
48.398
24.663
2.896
931
—
5.494
11.601
2.814
10.349
10.349
—
38.838
3.604
1.500
1.238
(917)
38
(136)
5.328
3.964
370
157
—
658
(597)
775
1.174
1.174
—
5.665
16,2
17,3
36,6
(11,5)
9,5
(2,4)
11,0
16,1
12,8
16,9
—
12,0
(5,1)
27,5
11,3
11,3
—
14,6
15,15
40,5
3,66
97,5
14.745
1.258
(0,91)
0,5
0,18
(11,4)
2.188
89
14,8
7,1
2014
2.182
770
165
(45)
3.072
(1.260)
(1.129)
(607)
(522)
(131)
1.812
(756)
2
1.057
(207)
851
—
851
191
660
2013
2.120
783
141
(23)
3.021
(1.225)
(1.105)
(593)
(512)
(120)
1.796
(801)
17
1.012
(79)
933
—
933
220
713
25.873
22.269
10.185
4.624
7.058
440
5.545
53.726
28.627
3.266
1.088
—
6.152
11.004
3.589
11.523
11.523
—
44.504
14,25
41,0
3,84
86,1
16.933
1.347
% sem TC
7,3
2,6
21,9
102,9
6,0
7,2
6,5
6,7
6,2
14,6
5,2
(1,6)
(89,4)
8,9
171,8
(4,9)
—
(4,9)
(9,7)
(3,5)
Balanço
Crédito a clientes**
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instituições de crédito**
Imobilizado
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes**
Obrigação por emissão de títulos**
Passivos subordinados**
Passivos por contratos de seguros
Instituições de crédito**
Outros passivos
Capital e reservas***
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
Indicadores (%) e outras informações
ROE
Eficiência (com amortizações)
Índice de inadimplência
Índice de cobertura
Número de funcionários
Número de agências
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
(**).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito
(***).- Não inclui o lucro do exercício
146
14,9
15,9
35,0
(12,5)
8,3
(3,5)
9,7
14,8
11,5
15,6
—
10,7
(6,2)
26,1
10,1
10,1
—
13,3
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
México (variações em moeda local)
Resultado antes de impostos de 1,057 bilhão de euros, com
aumento de 8,9%, motivado por:
• Crescimento de 6,0% em receitas, sustentado pelo
dinamismo da atividade e gerenciamento de spreads.
• Os custos subiram 7,2% pela maior capacidade instalada.
Abertura de 95 agências em 2014.
• As provisões para perdas com crédito recuaram 1,6%.
• A normalização da carga tributária efetiva e os
minoritários levaram o lucro atribuído a 660 milhões de
euros, com diminuição de 3,5%.
Aceleração da atividade comercial. O crédito aumentou
18% e os depósitos sem cessões temporárias subiram 14%.
O Santander é o terceiro banco do país em volume de negócios e
tem participação de mercado de 13,8% em créditos e 13,7% em de­
pósitos. Ao final de 2014, contava com 1.347 agências e mais de 11
milhões de clientes.
Ambiente e estratégia
Em 2014, a economia mexicana, apesar de abaixo de seu potencial,
apresentou certa recuperação e a expectativa é que continue a
melhorar ao longo de 2015, apoiada na solidez econômica dos EUA
e nas reformas estruturais do governo. A redução da taxa de juros
também contribuiu para essa recuperação, uma vez que houve
desvalorização do peso frente ao dólar (ligeira valorização em re­
lação ao euro). Nesse ambiente, o crédito do sistema financeiro
do país registrou uma ligeira desaceleração (+9% interanual) em
função do crédito ao consumo, com aumento em empresas (+9%)
e no âmbito imobiliário (+9%). Os depósitos cresceram 9%, moti­
vados pelos depósitos à vista.
Nesse contexto, o Santander México continuou fortalecendo sua
franquia comercial com enfoque em seu plano de expansão, na
melhoria da qualidade de serviço, na inovação e na criação de re­
lacionamentos mais estreitos com os clientes.
O plano de expansão, iniciado em 2012, prevê inaugurar 185 novas
agências bancárias no país (95 aberturas em 2014), o que permitiu
chegar a uma participação de mercado em agências de 16,2% em
setembro. Também houve aumento no número de caixas automá­
ticos, totalizando 5.528 (incluindo os novos caixas Full Function).
Essa maior capacidade instalada foi acompanhada por uma me­
lhoria nas plataformas de venda multicanal e na ampliação da
oferta de produtos.
No que diz respeito à atividade multicanal e à inovação, as iniciati­
vas de Internet e Mobile Banking, e de melhoria da experiência e
segurança do cliente continuaram sendo desenvolvidas por meio
da plataforma Huella Vocal. Também foram integradas as lojas
7/eleven à rede de correspondentes (1.800 novos pontos), che­
gando a 16.350 pontos de atendimento adicionais na rede de agên­
cias tradicionais.
Quanto à estratégia, o Santander México centrou-se no desenvol­
vimento do banco comercial, especialmente nos segmentos de
PMEs, empresas e pessoas físicas.
Concretamente nos segmentos de empresas, o Banco reforçou sua
posição tornando-se uma das principais opções do sistema mexi­
cano. No segmento de PMEs, foi lançado o programa Santander
PMEs (dentro do programa global do Grupo Santander Advance)
com o objetivo de continuar promovendo o crescimento desse im­
portante setor para o país. O programa, como nos outros países,
consiste em uma oferta integral, não somente financeira, com bene­
fícios para as PMEs como bolsas, capacitação, apoio para o desen­
volvimento de suas empresas, internacionalização, etc. Santander
México encerrou 2014 com 18 centros PMEs (6 novas aberturas esse
ano) e 6 novas agências especializadas. Essa estratégia se refletiu
em um aumento de 26% no crédito concedido às PMEs.
Quanto às pessoas físicas, destaca-se o segmento de crédito imo­
biliário, em que continuou oferecendo uma ampla gama de produ­
tos com o objetivo de atender às necessidades dos clientes, tais
como o Crédito Imobiliário Light, com pagamento inicial baixo; o
10 *1000, que trabalha com pagamentos fixos; e o Premier, entre
outros. Além disso, foi adquirida uma pequena carteira imobiliá­
ria, com a qual o Santander se consolida como a segunda institui­
ção de crédito imobiliário do país.
Atividade
Margens s/ ATMs
Margem bruta
% var. 2014/2013 (euros constantes)
%
Milhões de euros constantes
147
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Quanto ao consumo, foi lançado o crédito para segmentos de alta
renda e novos produtos de cartões de crédito. Entre esses últimos,
destaque para o primeiro cartão de marca compartilhada com a
American Express e o primeiro cartão voltado ao agronegócio.
Em relação ao segmento de alta renda, consolidou-se o modelo de
atendimento Select por meio de 121 agências especializadas (14
novas aberturas em 2014) e o Contact Center Select, com a finali­
dade de oferecer um serviço diferenciado. Durante o ano, houve o
lançamento do Mundo Select, com produtos e serviços exclusivos.
Atividade
As atividades comentadas foram traduzidas em crescimentos su­
periores aos obtidos pelo Grupo em 2013, tanto em créditos
quanto em depósitos, o que permitiu superar o comportamento
do setor no ano.
O crédito aumentou 18% no exercício, principalmente em função
das PMES (+26%) e do crédito imobiliário (+17%). Também apre­
sentaram altas, ainda que em menor percentual, o consumo
(+15%) e os cartões (+5%).
juros de referência e pela redução dos spreads, seguindo uma es­
tratégia de mudança de mix para produtos de menor risco. Isso foi
compensado pela expansão nos volumes.
As despesas aumentaram 7,2%, refletindo novos projetos comer­
ciais e maior capacidade instalada. Tal fator levou a uma expansão
da margem líquida de 5,2%.
As provisões para perdas com crédito caíram 1,6% no ano, bem
abaixo em função do crescimento natural que acompanha a ex­
pansão de 18% no crédito, favorecida pelos cargos pontuais (prin­
cipalmente pelas construtoras) em 2013.
O índice de inadimplência ficou em 3,8%, mantendo-se bastante
estável no exercício (3,7% em dezembro de 2013). Por outro lado, a
cobertura atingiu 86%.
O lucro antes de impostos alcançou 1,057 bilhão de euros, com au­
mento de 8,9%.
Depois da dedução de impostos (cuja carga tributária aumentou
19,5% em relação a 7,8% em 2013) e minoritários, o lucro atribuído
ficou em 660 milhões de euros.
Houve crescimento de 14% nos depósitos, com a melhoria de sua
estrutura e maior foco nas contas à vista, que aumentaram 14%.
Por outro lado, os fundos de investimento apresentaram uma ex­
pansão de 10%.
Essa evolução permitiu ao Banco ganhar participação de mercado,
tanto em créditos quanto em depósitos. Nos dois casos, em torno
de 1 ponto percentual em doze meses.
Resultados
As receitas registraram alta de 6,0% no ano, em função do bom
comportamento da margem de juros, que apresentou elevação de
7,3%, e das comissões, com aumento de 2,6%.
Estratégia e objetivos em 2015
• Manter o foco nos segmentos de PMEs, empresas e pessoas
físicas.
• Impulso do negócio por meio da inovação tecnológica e mul­
ticanalidade, com a finalidade de aumentar a vinculação
transacional dos clientes.
As receitas foram prejudicadas por um crescimento econômico
menor frente ao inicialmente previsto, pela baixa das taxas de
• Posicionar o Banco como líder no financiamento do “Plano
de Infraestrutura” anunciado pelo governo, e nos projetos re­
lacionados com a reforma do setor energético.
Eficiência
Margem líquida
Custo do crédito
Lucro líquido
%
Milhões de euros constantes
%
Milhões de euros constantes
148
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Chile
Milhões de euros
Resultados
Variação
absoluta
38
(42)
(51)
3
(52)
72
36
23
13
36
20
76
(28)
68
48
116
—
116
42
74
%
2,2
(11,4)
(30,5)
22,5
(2,3)
(7,8)
(4,4)
(4,6)
(4,1)
(33,5)
1,5
(12,8)
—
9,3
(45,1)
18,7
—
18,7
22,7
17,0
1.388
2.385
2.599
327
3.072
38.553
20.988
6.022
1.147
—
4.253
4.021
2.122
5.469
4.067
1.402
33.626
1.767
1.687
(111)
1.238
20
(392)
4.210
2.364
628
(163)
—
129
911
341
1.787
1.497
291
4.616
6,1
121,5
(4,7)
47,7
6,2
(12,8)
10,9
11,3
10,4
(14,2)
—
3,0
22,6
16,1
32,7
36,8
20,7
13,7
17,19
41,2
5,91
51,1
12.200
493
2,70
(2,3)
0,06
1,3
(119)
(18)
(1,0)
(3,7)
2014
1.734
329
116
18
2.197
(854)
(782)
(484)
(299)
(72)
1.343
(521)
(24)
798
(59)
739
—
739
230
509
2013
1.696
371
167
14
2.249
(926)
(819)
(507)
(312)
(108)
1.322
(597)
4
730
(107)
623
—
623
187
435
Crédito a clientes**
30.550
28.783
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instituições de crédito**
Imobilizado
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes**
Obrigação por emissão de títulos**
Passivos subordinados**
Passivos por contratos de seguros
Instituições de crédito**
Outros passivos
Capital e reservas***
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
3.075
2.274
3.837
347
2.680
42.763
23.352
6.650
985
—
4.382
4.932
2.463
7.256
5.564
1.693
38.242
19,89
38,9
5,97
52,4
12.081
475
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos por operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
% sem TC
17,8
2,2
(19,9)
41,2
12,6
6,3
10,2
10,0
10,5
(23,4)
17,0
0,5
—
26,0
(36,7)
36,8
—
36,8
41,4
34,8
Balanço
8,0
125,4
(3,0)
50,2
8,1
(11,2)
12,9
13,2
12,4
(12,7)
—
4,8
24,8
18,1
35,0
39,2
22,8
15,7
Indicadores (%) e outras informações
ROE
Eficiência (com amortizações)
Índice de inadimplência
Índice de cobertura
Número de funcionários
Número de agências
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
(**).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito
(***).- Não inclui o lucro do exercício
149
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Chile (variações em moeda local)
Lucro atribuído em 2014 de 509 milhões de euros, um
aumento de 34,8%.
• A receita cresceu 12,6%, sustentada pela margem de
juros (+ 17,8%) e por comissões (+2,2%).
• As despesas cresceram 6,3%, um pouco acima da
inflação, por conta dos desenvolvimentos tecnológicos.
• As provisões para perdas com crédito se repetiram, com
melhoria do custo de crédito.
Quanto à atividade, houve crescimento de 8% interanual em
crédito, principalmente nos segmentos-alvo: pessoas físicas
de alta renda (16%) e empresas (8%). Os depósitos cresceram
13%, com destaque para os depósitos à vista (+16%).
O Santander é o principal banco do Chile em termos de ativos e
clientes, com uma destacada orientação ao varejo (pessoas físicas
e PMEs). Suas participações de mercado são de 19,2% em créditos
e 17,6% em depósitos. Destaque para sua participação em crédito a
pessoas físicas: é o principal banco do país com participação em
consumo de 24,6% e em crédito imobiliário de 20,9% (participa­
ções excluindo os investimentos do Corpbanca na Colômbia).
Conta com uma rede de distribuição de 475 agências e 1.645 caixas
automáticos, atendendo 3,6 milhões de clientes.
Ambiente e estratégia
O Chile registrou uma desaceleração econômica em 2014, acima
do esperado, apesar da redução das taxas de juros e da forte des­
valorização do peso em relação ao dólar e em menor medida em
relação ao euro. Contudo, os créditos do sistema (excluindo o in­
vestimento do Corpbanca na Colômbia) aumentaram 11% intera­
nual, sustentados pelas pessoas físicas, considerando que as
empresas apresentaram desaceleração em linha com o investi­
mento. Os depósitos registraram alta de 10%, frente às menores
taxas e à maior atratividade dos fundos monetários. Os depósitos
mais fundos de investimentos se expandiram atingindo 14%.
Nesse ambiente, o Grupo mantém seu objetivo de assegurar a
rentabilidade a longo prazo em um cenário de redução de margens e maior regulamentação. Para isso, o plano estratégico do
Santander Chile reconhece a importância de posicionar o cliente
no centro da estratégia, procurando consolidar a franquia nas po­
sições de liderança mantidas historicamente. A estratégia está ba­
seada em três pilares fundamentais:
• Melhorar a qualidade do três atendimento e a experiência dos
clientes.
• Foco no negócio de banco comercial, especialmente com clien­
tes do varejo (pessoas físicas de renda média e alta, e PMEs) e
empresas médias.
• Gestão conservadora dos riscos e uma melhoria contínua dos
processos para ganhar eficiência operacional.
Essa gestão se reflete nos negócios. Em matéria de qualidade de
serviço, a satisfação dos clientes melhorou em todas as redes e ca­
nais, estreitando os diferenciais com a concorrência. Houve con­
solidação do modelo Select e avanço contínuo do NEO CRM
(Client Relationship Management) por segmentos de negócio, com
expansão em toda a rede comercial por meio de NEO PMEs e NEO
ONE (uma versão para supervisores).
Esse fato vem se traduzindo em um crescimento sustentado da
base de clientes (+7% desde março de 2013, data de lançamento
do Select e do NEO CRM) junto com uma melhoria importante na
vinculação transacional. Finalmente, quanto ao segmento de car­
tões de crédito, houve a renovação do acordo com a companhia
aérea LATAM (Lanpass) por mais 5 anos.
Os esforços realizados se refletiram no prêmio de Melhor Private
Banking em 2014 pela revista Euromoney e no prêmio de Melhor
Página Web para Clientes Pessoas Físicas pelo Global Finance.
No segmento de empresas, o Banco continuou melhorando o mo­
delo de atendimento especializado desenvolvido em 2013, voltado
ao crescimento dos produtos com maior valor agregado para o
cliente e sustentando-se em ofertas diferenciadas como Santander
Trade e Santander Passport, na incorporação de oito centros em­
presariais durante o ano e na definição de um novo modelo de
qualidade próprio do segmento.
O GBM apresentou com sucesso seu plano TOP 20 para se reposi­
cionar entre os 20 principais grupos econômicos presentes no
Chile, resultando em crescimento de receita e lucro. O foco recaiu
principalmente sobre os clientes multinacionais, graças às vanta­
gens proporcionadas pelas capacidades globais do Grupo.
Atividade
Margens s/ ATMs
Margem bruta
% var. 2014/2013 (euros constantes)
%
Milhões de euros constantes
150
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
No mercado de emissão de títulos internacionais, foram coloca­
dos mais de 6,800 bilhões de dólares, o que fez com que fôssemos
líderes no mercado local de financiamento das principais obras de
infraestrutura, incluindo a Ponte Chacao, ligando a ilha Chiloé
com o continente no futuro.
Atividade
A estratégia seguida resultou na alta de 8% do crédito, com avan­
ços de 16% em alta renda e de 8% em empresas, segmentos-alvo.
Por outro lado, os depósitos aumentaram 13% ao ano, com expan­
são dos depósitos à vista de 16%.
Finalmente, durante o ano foram realizadas diversas emissões.
Entre elas, o Santander foi o primeiro banco chileno a acessar o
mercado australiano, com títulos em dólares australianos em feve­
reiro de 2014
Resultados
Global Connect e market-making) mostrou bom comportamento
por conta da maior demanda para cobertura de risco cambial
devido à desvalorização do peso.
As despesas cresceram 6,3%, um pouco acima da inflação, devido
tanto à indexação dos contratos, aluguéis e salários à mesma,
como pela desvalorização da taxa de câmbio que afeta particular­
mente os contratos de serviços tecnológicos, indexados ao dólar
e ao euro.
Por outro lado, as provisões para perdas com crédito pratica­
mente se repetiram (+0,5%), o que implica melhoria em termos
do custo de crédito. A taxa de inadimplência registrou 5,97% e a
cobertura 52%.
O lucro antes de impostos apresentou um aumento de 26,0%.
Depois da dedução de impostos, cuja alíquota tributária diminuiu
7% devido à atualização dos impostos diferidos de acordo com a
reforma tributária, e minoritários, o lucro atribuído cresceu 34,8%
no ano, atingindo 509 milhões de euros.
A receita registrou alta de 12,6% na comparação ao ano anterior,
com o seguinte detalhamento:
• A margem de juros aumentou 17,8%, motivada pelo crescimento
dos volumes nos segmentos-alvo, pelo mix mais favorável de
depósitos e pelo aumento da receita da carteira UF indexada
pela inflação.
• As comissões cresceram 2,2% ao ano, ainda impactadas pelos
efeitos regulatórios sobre comissões de seguros. Destaque para
o aumento das comissões de meios de pagamento (+11%), fundos de investimento (+17%) e banco transacional (+14%).
Estratégia e objetivos em 2015
Esses objetivos pertencem ao plano para o período 2014-2017:
• Continuar a transformação do banco comercial, com a finali­
dade de desenvolver uma nova forma de relacionamento com
os clientes.
• Gerir o desenvolvimento das pessoas, transformando-as em
motivadoras da cultura centrada no cliente.
• Os ROF caíram 19,9% sobre o ano anterior, principalmente
pelos resultados reduzidos da carteira de gestão de ativos e
passivos. Alternativamente, a atividade de clientes (Santander
• Crescer nos segmentos de empresas, instituições e GBM.
Eficiência
Margem líquida
Custo do crédito
Lucro líquido
%
Milhões de euros constantes
%
Milhões de euros constantes
• Aumentar a vinculação por meio do Select.
151
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Argentina (variações em moeda local)
O Santander Rio obteve em 2014 um lucro atribuído de 298 mi­
lhões de euros, o que significa um aumento de 33,3% em moeda
local.
O Santander Rio é o primeiro banco do país em volume de ativos,
empréstimos e recursos de clientes, com participação de 9,2% em
créditos e de 9,5% em depósitos. Conta com 396 agências e 2,5 mi­
lhões de clientes.
• Também deu continuidade ao plano de transformação das
agências, adaptando o modelo de atendimento às necessida­
des atuais dos clientes, melhorando a automatização e a auto­
gestão. Em dezembro de 2014, o Santander Río contava com 68
agências transformadas.
• Por outro lado, dentro do programa de Inclusión Financiera, o
Banco inaugurou duas agências de bancarização na área metro­
politana de Buenos Aires, procurando incorporar ao sistema fi­
nanceiro clientes não bancarizados. Além disso, iniciou a oferta
do produto de microcréditos, em associação com governos mu­
nicipais.
Ambiente e estratégia
Em 2014, a atividade bancária se desenvolveu em um ambiente de
contração econômica, inflação e liquidez elevadas. A forte desvalo­
rização do peso frente às moedas fortes no início do ano levou a
uma taxa de juros Badlar máxima em abril (27%), reduzida poste­
riormente e estabilizada em torno de 20%. O crédito, com queda de
duração (60% do total com menos de um ano), desacelerou ao
longo do período (+20%), principalmente no que tange às empre­
sas, ao passo que o crédito de cartões (+34%) teve seu peso aumen­
tado. Maior crescimento dos depósitos (+31%), mais estável e
equilibrado entre à vista e a prazo, para elevar a liquidez do sistema.
A estratégia comercial do Banco continua focada em potencializar
sua penetração e vinculação nos segmentos de pessoas físicas de
alta renda e PMEs, desenvolvendo novas funcionalidades dos prin­
cipais produtos e com ações de melhoria da qualidade do serviço.
Dentro da estratégia comercial, o Banco manteve seu foco nos
serviços transacionais, recebimentos e meios de pagamento, me­
diante uma oferta ajustada às necessidades de cada segmento de
clientes. O objetivo é continuar aumentando a receita recorrente,
a partir do financiamento com depósitos à vista de baixo custo, e
a receita mais ampla de serviços.
Cabe destacar as seguintes atuações realizadas no ano:
• Lançamento do Select, com o objetivo de melhorar a oferta de
valor aos clientes de alta renda e oferecer um atendimento per­
sonalizado. O Banco continuou incentivando os produtos e ser­
viços Infinity Black e inaugurando espaços e corners Select,
destinados a atender às necessidades do segmento. Essas
ações permitem incrementar a venda cruzada, a vinculação
transacional e a rentabilidade desses clientes.
Argentina. Atividade
Argentina. Lucro líquido
% var. 2014/2013 (euros constantes)
Milhões de euros constantes
• Lançamento do projeto para a construção de dois novos edifí­
cios corporativos. Estima-se que os mesmos estarão operacio­
nais em 2017, fortalecendo o uso eficiente de recursos e
espaços.
O trabalho do Santander Rio foi reconhecido em 2014 com vários
prêmios: Melhor Banco da Argentina pela revista Euromoney; Me­
lhor Banco da Argentina pela Internet e Melhor Empresa para tra­
balhar na Argentina, pelo Great Place to Work Institute.
Atividade
Quanto à atividade, o crédito aumentou 23% interanual, destacando
o crescimento nas PMEs e empresas. Por outro lado, os depósitos
apresentaram expansão de 31%, com crescimento a prazo (+40%) e à
vista (+26%). Crescimentos e tendências em crédito e depósitos bas­
tante alinhados com o mercado.
Resultados
A estratégia comercial se refletiu em um aumento de 38,8% na margem de juros e de 29,6% em comissões, que, somados ao incremento
dos ROF, levaram o crescimento do total da receita em 34,3%.
As despesas cresceram 41,8%, após a ampliação e transformação
da rede de agências. A margem líquida aumentou 27,8%.
As provisões para perdas com crédito subiram 52,3% sobre uma
base pequena. O custo do crédito chegou a 2,54%, refletindo uma
elevada qualidade do crédito, com a taxa de inadimplência em
1,61% e a cobertura em 143%.
Estratégia e objetivos em 2015
• Ganhar penetração nos segmentos de pessoas físicas de alta
renda e PMEs por meio de uma maior vinculação.
• Potencializar os produtos de transacionalidade.
• Aumentar a rede de agências, principalmente nas regiões do
interior do país com alto potencial econômico.
• Continuar o projeto de transformação das agências e melho­
rias tecnológicas para aumentar a eficiência e qualidade dos
serviços.
152
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Uruguai (variações em moeda local)
dade de facilitar o acesso ao sistema financeiro a novas em­
presas.
O lucro atribuído foi de 54 milhões de euros, com aumento de
16,2% sobre 2013.
• O apoio a empresas do Estado permanece, com o financia­
mento a projetos importantes para o país.
O Grupo manteve sua posição de liderança no Uruguai, como pri­
meiro banco privado, com participação de mercado em créditos de
17,7% e em depósitos de 15,1%, ao passo que a financeira Creditel é a
que tem maior posicionamento e reconhecimento da marca. O
Grupo tem em conjunto uma rede de 90 agências e mais de
500.000 clientes.
• Melhoria na qualidade do serviço, com diminuição das reclama­
ções e menor tempo de resposta. A pesquisa de mercado mos­
tra uma satisfação de clientes em alta, sendo que os cartões de
crédito e débito são os produtos com melhor avaliação.
Ambiente e estratégia
No que tange a volumes, o crédito aumentou 17% interanual,
destacando o crescimento de pessoas físicas (+19%) e PMEs
(+31%). Os depósitos, por outro lado, apresentaram incremento
de 18%.
Em 2014, o Uruguai mostrou um nível de crescimento elevado em
relação aos países vizinhos (+3,4% estimado) ainda que inferior a
2013. Com a inflação em queda (8,3% em dezembro), as taxas em
moeda nacional se mantiveram em níveis elevados, segundo a
desvalorização do peso frente ao dólar (estável contra o euro) e a
alta volatilidade no mercado interbancário de 1 dia. No sistema,
créditos e depósitos apresentaram crescimentos equilibrados
(+21% e +20%, respectivamente).
Quanto à estratégia, o Banco manteve seu foco na qualidade do
atendimento ao cliente e em realizar uma oferta de acordo com
suas necessidades e pelo canal mais adequado em cada caso.
Do ponto de vista comercial, as atuações de destaque no ano
foram:
• Lançamento do cartão de débito Select, com alta aceitação no
mercado e penetração na base de clientes, garantindo a vincula­
ção transacional.
• Foco em ser o banco transacional das empresas, incrementando
a vinculação e desenvolvendo produtos inovadores no mercado.
Atividade
Resultados
A receita cresceu 14,9% sem taxa de câmbio, bastante sustentada
pela alta da margem de juros (+ 20,5%) e por comissões (+24,1%).
As despesas cresceram 11,2%, depois de absorver o aumento de
custo devido ao plano de melhoria de eficiência implementado.
O índice de eficiência melhorou 2,1 pontos percentuais, chegando a
62,0%, sendo que a margem líquida aumentou 21,6%.
As provisões para perdas com crédito, sobre uma base muito redu­
zida, aumentaram 37,5%. A inadimplência ficou em 1,22% e a cober­
tura em 217%.
Em consequência disso, a margem líquida após provisões registrou
alta de 16,0% e o lucro atribuído, de 16,2%.
• Em PMEs, houve o lançamento do Mi proyecto, uma campanha
de crédito inovadora de apoio a esse segmento, com a finali-
Resumindo, o Banco continuou avançando em seus objetivos de ge­
ração de resultados recorrentes, com maior peso de clientes a partir
do crescimento do negócio de varejo, da otimização do gasto e da
melhoria da eficiência.
Uruguai. Atividade
Uruguai. Lucro líquido
% var. 2014/2013 (euros constantes)
Milhões de euros constantes
Estratégia e objetivos em 2015
• Manter a estratégia do negócio, focada no crescimento do
segmento varejista.
• Posicionar sua liderança nos segmentos Select, PMEs, rendas
médias e mercado massivo.
• Melhorar a eficiência
• Manter baixos níveis de inadimplência.
153
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Peru (variações em moeda local)
O lucro atribuído foi de 24 milhões de euros em 2014, com au­
mento de 31,1% interanual em moeda local.
por um sócio internacional de trajetória ampla na América Latina.
A sociedade conta com um modelo de negócio especializado, fo­
cado no serviço e com participações que permitem o acesso aos
clientes que compram veículos novos em todas concessionárias
presentes no país.
Ambiente e estratégia
Atividade
Em 2014, a economia peruana registrou uma desaceleração em
seu crescimento (+2,6% estimado), que continuou fortemente ba­
seada na demanda interna (em torno de 5%). Com uma inflação
sob controle (+3,2%), o Banco Central reduziu as taxas de juros,
contribuindo à desvalorização versus o dólar (6%), não frente ao
euro. No sistema, créditos e depósitos apresentaram crescimen­
tos de 13% e 4%, respectivamente.
Os créditos aumentaram 28% ao ano, enquanto que os depósitos
subiram 32%, em adição a um crescimento estável do financia­
mento no médio prazo.
Nesse ambiente, o Grupo Santander enfocou sua atividade no
país no banco corporativo, no banco comercial de empresas e a
prestar serviço aos clientes globais do Grupo. Priorizou-se uma re­
lação próxima com os clientes e a qualidade do serviço, aprovei­
tando simultaneamente as energias operacionais e do negócio
com outras unidades do Grupo.
Em 2014, uma nova instituição financeira especializada em crédito
para veículos consolidou sua atividade no Uruguai, introduzida
Peru. Atividade
% var. 2014/2013 (euros constantes)
Peru. Lucro líquido
Resultados
A receita total aumentou 33,0% (principalmente pela margem de
juros, que subiu 36,6%), ao passo que os custos apresentaram
alta de 27,3%.
Consequentemente, o índice de eficiência melhorou 1,5 ponto
percentual, chegando a 32,8%, ao passo que a margem líquida
aumentou 36,0%.
As provisões para perdas com crédito subiram 82,0% sobre uma
base pequena. A taxa de inadimplência se manteve bastante redu­
zida (0,23%) e sua cobertura se situou em níveis muito elevados.
Estratégia e objetivos em 2015
Milhões de euros constantes
• Aumento do crédito ao segmento corporativo, a clientes glo­
bais e a grandes empresas do país.
• Incentivar o desenvolvimento de assessoria em banco de in­
vestimentos e estruturação financeira em infraestruturas pú­
blicas por meio de associações público-privadas.
• Continuidade ao desenvolvimento do negócio de financia­
mento a veículos, em um ambiente econômico estável e de
crescimento sustentável.
Colômbia
O Banco Santander de Negócios Colômbia, S.A., a nova subsidiá­
ria do Grupo no país, iniciou suas operações durante o mês de ja­
neiro de 2014.
A Colômbia é um mercado importante para o Grupo. O terceiro
país da região em população e oferece um elevado potencial de
crescimento econômico com base nos planos do país de infraestru­
tura e desenvolvimento econômico e social. Os investimentos es­
trangeiros no país comprovam esse potencial e mostram o
interesse crescente das empresas em instalar-se na Colômbia.
154
O novo banco tem um capital de 100 milhões de dólares. Seu
objetivo é o mercado corporativo e empresarial, com um foco
especial em clientes globais, clientes do programa Internatio­
nal Desk do Grupo e os clientes locais em processo de interna­
cionalização.
O Banco Santander de Negócios Colômbia obteve uma licença
bancária com permissão para operar como banco local, para
todos os efeitos. Nesse sentido, os produtos centrais serão
banco de investimento, produtos de tesouraria e hedging de ris­
cos, financiamento de comércio exterior e produtos de financia­
mento de capital de giro em moeda local, como o confirming.
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Estados Unidos
Milhões de euros
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos por operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
Variação
absoluta
471
83
66
161
781
(145)
(107)
(71)
(36)
(38)
636
(713)
95
19
26
45
—
45
46
(1)
%
11,3
13,9
69,5
—
16,1
7,7
6,3
7,4
4,9
20,7
21,4
46,9
—
1,4
(6,5)
4,6
—
4,6
26,3
(0,1)
149
8.978
1.649
2.144
6.474
76.768
39.206
11.989
1.225
—
11.966
4.464
7.918
5.392
807
4.585
57.811
9.801
777
3.716
813
4.715
390
20.213
7.369
4.010
(453)
—
5.288
1.446
2.554
2.160
833
1.327
13.086
17,1
521,6
41,4
49,3
219,9
6,0
26,3
18,8
33,4
(37,0)
—
44,2
32,4
32,2
40,1
103,3
28,9
22,6
9,04
38,8
3,09
148,1
15.334
821
(1,09)
(2,8)
(0,55)
44,7
585
(10)
3,8
(1,2)
2014
4.642
683
162
155
5.643
(2.031)
(1.813)
(1.029)
(784)
(219)
3.611
(2.233)
11
1.389
(370)
1.019
—
1.019
219
800
2013
4.172
600
96
(6)
4.861
(1.887)
(1.705)
(958)
(747)
(181)
2.975
(1.520)
(85)
1.370
(395)
975
—
975
174
801
67.175
57.374
926
12.695
2.462
6.858
6.864
96.982
46.575
16.000
772
—
17.254
5.910
10.472
7.552
1.640
5.912
70.897
7,96
36,0
2,54
192,8
15.919
811
% sem TC
11,2
13,7
69,4
—
16,0
7,6
6,2
7,3
4,7
20,6
21,3
46,8
—
1,3
(6,6)
4,5
—
4,5
26,2
(0,2)
Balanço
Crédito a clientes**
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Instituições de crédito**
Imobilizado
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes**
Obrigação por emissão de títulos**
Passivos subordinados**
Passivos por contratos de seguros
Instituições de crédito**
Outros passivos
Capital e reservas***
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
3,1
447,3
24,5
31,5
181,7
(6,7)
11,2
4,6
17,5
(44,5)
—
26,9
16,5
16,4
23,3
78,9
13,5
8,0
Indicadores (%) e outras informações
ROE
Eficiência (com amortizações)
Índice de inadimplência
Índice de cobertura
Número de funcionários
Número de agências
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
(**).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito
(***).- Não inclui o lucro do exercício
155
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Estados Unidos (variações em dólares)
Lucro atribuído em 2014: 1,061 bilhão de dólares, estável
frente a 2013. Antes de participação minoritária, alta de
4,5%.
• A receita registrou alta de 16,0%, com melhorias em
todas as linhas.
• As despesas aumentaram 7,6%, devido, principalmente,
aos custos associados a conformidades regulatórias.
• As provisões para perdas com crédito tiveram alta de
46,8% devido ao SCUSA.
Em atividade:
• O Santander Bank registrou aumento no crédito a
pessoas jurídicas e melhoria da estrutura dos recursos.
• Houve um crescimento considerável em originações e
vendas no SCUSA, em virtude da aliança estratégica
com a Chrysler.
O perímetro do Santander US inclui a atividade de banco comercial,
por meio do Santander Bank e Banco Santander Porto Rico, e o ne­
gócio de financiamento ao consumo, por meio do Santander Consu­
mer USA (SCUSA).
Com 705 agências e 2 milhões de clientes, o Santander Bank desen­
volve um modelo de negócios orientado a clientes do varejo e a pes­
soas jurídicas. Sua atividade está localizada no noroeste dos EUA,
região que concentra 22% do PIB nacional.
O Santander Porto Rico conta com 54 agências bancárias, 410.000
clientes e participações de mercado de 10,0% em créditos e de 11,7%
em depósitos, além de uma rede de 52 lojas para o atendimento de
clientes de consumo. O Banco concentra suas atividades em pessoas
físicas e jurídicas.
A SCUSA, com sede em Dallas, é uma empresa especializada em fi­
nanciamento ao consumo, especialmente em empréstimos e leasing
de veículos novos e usados (principalmente direcionados a clientes
do varejo, embora também a concessionárias de veículos), e em cré­
dito ao consumidor sem garantia, além de gestão de cobrança (servi­
cing) de carteiras para terceiros.
Entorno económico
O setor bancário desenvolveu sua atividade em um ambiente eco­
nômico em aceleração ao longo de 2014. Isso permitiu, com taxas
de juros em níveis mínimos, a redução dos estímulos quantitativos
e a valorização do dólar frente ao euro. Como reflexo, em dados de
setembro, e tomando como fonte o “Quarterly Banking Profile” da
FDIC, o crédito total aumentou 5%, basicamente sustentado em
pessoas jurídicas (comerciais e industriais), cartões e veículos a pes­
soas físicas. Esse último reflete o aumento das vendas e do financia­
mento de veículos novos e usados. Por outro lado, houve alta de 5%
em depósitos, com maior peso de depósitos à vista do que a prazo,
em virtude do ambiente de juros.
Banco Comercial
A estratégia no banco comercial foi desenvolvida através do Santan­
der Bank e do Banco Santander Porto Rico.
O Santander Bank* concentrou a estratégia comercial de 2014 no
crescimento de empréstimos a pessoas jurídicas, e na consolidação
do negócio derivado do financiamento de veículos no ativo e no au­
mento e melhoria da qualidade dos depósitos no passivo. Além
disso, foram implementadas medidas de otimização do balanço, as
quais terão um impacto positivo nos resultados no futuro.
Durante o ano, continuou o crescimento do crédito a pessoas jurídi­
cas (comerciais e industriais), liderado por Global Banking and Mar­
kets. Também foi efetuada a consolidação das operações no
segmento de financiamento automotivo, o qual se espera que seja
uma das principais fontes de crescimento para o Santander Bank nos
próximos anos, obtendo sinergias da experiência global do Grupo e
a local da SCUSA.
No segmento de varejo, bom funcionamento do produto inovador
Extra20, lançado no final de 2013. Seu principal objetivo é a captação
de novos clientes, o aumento da vinculação e o aumento dos depósi­
tos à vista (core). Em cartões, o destaque foi o lançamento do cartão
Bravo, dirigido ao segmento de alta renda.
Em depósitos, a estratégia comercial se concentrou em conseguir
aumentos em contas à vista e reduções em depósitos a prazo. Além
disso, o negócio de captação de depósitos com instituições públicas
(Government Banking) manteve seu bom andamento.
Por outro lado, durante o segundo semestre, houve uma reestrutura­
ção do balanço do Banco, com a venda de 700 milhões de dólares de
ativos improdutivos e securitização de 2,1 bilhões de dólares de cré­
dito imobiliário. Os resultados obtidos nessas ações foram destina­
dos ao reposicionamento do balanço em termos de rentabilidade,
cancelando dívida histórica no longo prazo com custos superiores
aos de mercado.
Atividade
Margens s/ ATMs
Margem bruta
% var. 2014/2013 (euros constantes)
%
Milhões de euros constantes
156
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Tudo isso se refletiu na evolução do crédito, que apresentou alta
de 6% frente ao ano anterior sem considerar as ações referentes
ao balanço mencionadas, e com um aumento de 7% em depósitos
(+11% em depósitos core à vista).
Em relação aos resultados, o lucro atribuído do Santander Bank
em 2014 foi de 490 milhões de dólares, com queda de 10,6% na
comparação com o ano anterior.
Houve redução de 5,2% na receita, afetada pelo recuo da carteira
de investimentos, com impacto na margem de juros, bem como a
queda nas comissões, principalmente devido à nova regulamenta­
ção sobre descobertos.
As despesas aumentaram 9,7% em relação ao ano anterior, devido
à necessidade de se adaptar aos requisitos regulatórios, bem
como o reflexo do esforço em investimentos em tecnologia (cai­
xas automáticos, mobile banking e cartões).
Quanto à qualidade do crédito, o bom comportamento continua,
com taxa de inadimplência de 1,41% (-82 pb em relação a 2013) e
cobertura de 109%, reflexo da melhoria na composição da carteira
e à rígida gestão do risco. Isso permitiu que as provisões ficassem
em níveis muito reduzidos.
O Santander Porto Rico se destaca frente aos concorrentes por
sua boa qualidade de crédito, nível de capitalização, liquidez e
qualidade do serviço.
Com relação à atividade comercial, foi adotada uma estratégia de
redução da alavancagem, que motivou uma redução de 16% no
crédito.
O lucro atribuído foi de 90 milhões de dólares, 12,1% abaixo do
ano anterior, queda produzida pelo reconhecimento de ativos fis­
cais diferidos realizado em 2013. Sem esse efeito, o lucro antes de
impostos aumentou 5,2%.
Quanto à qualidade do crédito, o índice de inadimplência atingiu
7,45% (+116 pb em 2014) com cobertura de 56% (-6 pp).
sem garantia. A estratégia dos últimos trimestres foi dirigida a aumen­
tar as produções, mas mantendo a estabilidade dos saldos no balanço,
em consequência da realização de securitizações e vendas de carteiras.
A SCUSA continuou buscando oportunidades de expansão na opera­
ção de gestão de cobrança de carteiras para terceiros (servicing),
como o acordo firmado no segundo trimestre de 2014 com Citizens
Bank of Pennsylvania para a venda da carteira prime de financia­
mento de veículos, mantendo a gestão de cobrança, operação que se
somou a um acordo já existente com o Bank of America.
Com relação a atividades, houve aumento de 25% na produção e de
13% nos saldos no balanço, em grande parte pelo acordo firmado
com a Chrysler em 2013. Nos últimos trimestres, não menor cresci­
mento do balanço.
Essa evolução se refletiu no aumento da receita (+32,3% na compa­
ração com o ano anterior), o qual, porém, não se traduziu totalmente
no lucro, devido a maior exigência de provisões (+45,6%), em parte
vinculadas ao aumento da produção e à carteira de consumo sem
garantia. No que se refere ao lucro atribuído, o crescimento foi de
16,5% ao ano atingindo 481 milhões de dólares.
A taxa de inadimplência recuou 38 pb em 2014, chegando a 3,97% e a
cobertura atingiu níveis muito elevados (296%).
(*) Inclui Santander Holding USA
Estratégia e objetivos em 2015
• Banco comercial (Santander Bank e Porto Rico):
- No segmento de varejo, o foco se concentra na captação e
vinculação de clientes. Consolidar Select.
- Em pessoas jurídicas e GBM, crescimento nos segmentos
comercial e industrial e em depósitos transacionais.
• Em financiamento ao consumo (SCUSA):
Financiamento ao consumo
- Consolidação do negócio em consequência do acordo com a
Chrysler.
No primeiro trimestre de 2014, a SCUSA concluiu sua oferta pública
de venda de ações e iniciou as operações na Bolsa de Nova York.
- Em crédito automotivo e leasing, a estratégia será originar
para vender, mantendo um balanço estável.
- Incremento do negócio de servicing para terceiros.
Em 2014, deu continuidade a seu plano de financiamento de veículos
decorrente do acordo com a Chrysler, bem como de ações e acordos
que lhe permitiram manter o crescimento em créditos de consumo
• Reforçar as estruturas de governança e controle, por meio de
investimentos adicionais em tecnologia, riscos e conformi­
dade regulatória.
Eficiência
Margem líquida
Custo do crédito
Lucro líquido
%
Milhões de euros constantes
%
Milhões de euros constantes
157
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Atividades Corporativas
Milhões de euros
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos de operações financeiras
Outras receitas
Rendimentos sobre instrumentos de capital
Resultados de equivalência patrimonial
Outras receitas/despesas operacionais
Margem bruta
Despesas totais
Despesas administrativas
Despesas de pessoal
Outras despesas administrativas
Amortização de ativos tangíveis e intangíveis
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro (ordinário)
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas (ordinário)
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período (ordinário)
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuível à Controladora (ordinário)
Líquido de ganhos e saneamentos
Lucro líquido atribuído ao Grupo
2014
(1.937)
(37)
1.456
60
30
(28)
58
(458)
(763)
(653)
(243)
(410)
(111)
(1.221)
2
(571)
(1.790)
6
(1.785)
—
(1.785)
4
(1.789)
—
(1.789)
2013
(2.223)
(50)
1.186
139
35
(10)
114
(948)
(696)
(555)
(221)
(333)
(141)
(1.644)
(201)
(436)
(2.282)
218
(2.064)
(0)
(2.064)
7
(2.071)
—
(2.071)
Variação
absoluta
286
13
270
(79)
(5)
(18)
(56)
490
(67)
(98)
(22)
(77)
31
423
203
(135)
491
(212)
279
0
279
(3)
282
—
282
%
(12,9)
(26,2)
22,8
(56,9)
(13,8)
170,1
(49,3)
(51,7)
9,7
17,7
9,8
23,0
(21,8)
(25,7)
—
30,8
(21,5)
(97,4)
(13,5)
(100,0)
(13,5)
(43,1)
(13,6)
—
(13,6)
2.916
7.285
643
27.548
42.130
72.189
56.127
208.837
5.279
59.954
4.107
53.179
86.318
—
—
—
69.340
2.743
10.676
477
24.254
17.712
65.088
61.880
182.829
2.851
64.470
3.871
30.926
80.711
—
—
—
71.192
173
(3.391)
167
3.294
24.419
7.100
(5.753)
26.009
2.428
(4.516)
236
22.253
5.608
—
—
—
(1.852)
6,3
(31,8)
35,0
13,6
137,9
10,9
(9,3)
14,2
85,2
(7,0)
6,1
72,0
6,9
—
—
—
(2,6)
2.633
2.432
201
8,3
Balanço
Ativos financeiros para livre negociação (sem créditos)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Participações
Ágio
Liquidez prestada ao Grupo
Dotação capital ao resto do Grupo
Outros ativos
Total ativo/passivo e patrimônio líquido
Depósitos de clientes*
Obrigação por emissão de títulos*
Passivos subordinados*
Outros passivos
Capital e reservas do Grupo**
Outros recursos de clientes sob gestão e comercializados
Fundos de investimento e de pensão
Patrimônios administrados
Recursos de clientes sob gestão e comercializados
Meios operativos
Número de funcionários
(*).- Inclui a totalidade de saldos em balanço neste conceito.
(**).- Sem incluir o lucro do exercício.
158
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS PRINCIPAIS
Atividades Corporativas
No ano, resultado negativo de 1,789 bilhão de euros.
• Esse resultado significa uma melhora de 13,6% em relação
aos 2,071 bilhões de euros no exercício passado.
• A melhoria teve origem na margem de juros (queda no
custo das emissões) e nos ROFs (melhoria nos resultados
por gestão de ativos e passivos).
Dentro das Atividades Corporativas, a área de Gestão Financeira
desenvolve as funções globais de gestão do balanço, tanto do
risco de juros estrutural e risco de liquidez (este último por meio
da realização de emissões e securitizações), como da posição es­
trutural das taxas de câmbio:
• O risco da taxa de juros é administrado de forma ativa por meio
da assunção de posições no mercado. Essa gestão tem como
objetivo suavizar o impacto das variações nas taxas sobre a
margem de juros, e é realizada por meio de bônus e derivativos
com alta qualidade de crédito e liquidez, além de baixo consumo de capital.
• A gestão da liquidez estrutural tem como objetivo financiar a
atividade recorrente do Grupo em condições ideais de prazo e
custo, mantendo um perfil adequado (em volumes e prazos)
com a diversificação das fontes de financiamento.
Além disso, e de forma independente da gestão financeira des­
crita, a área de Atividades Corporativas é responsável pela gestão
do total de capital e reservas e pelas alocações de capital a cada
uma das unidades, além de proporcionar a liquidez que algumas
unidades de negócio possam precisar. O preço sob o qual essas
operações são realizadas é a taxa do mercado (euribor ou swap)
acrescido do prêmio com o qual, em conceito de liquidez, o Grupo
arca pela imobilização dos fundos durante o prazo da operação.
Por fim, e de forma marginal, nessa área estão refletidas as partici­
pações de caráter financeiro realizadas pelo Grupo dentro de sua
política de otimização de investimentos.
No detalhamento das demonstrações de resultados, os principais
aspectos a destacar são:
• A margem de juros apresentou um valor negativo de 1,937 bi­
lhão de euros frente a um prejuízo de 2,223 bilhões em 2013.
Essa melhoria se deve exclusivamente à queda no custo finan­
ceiro pelo recuo dos saldos médios em aberto de recursos no
atacado, após captações da matriz inferiores a vencimentos e
amortizações (diretamente relacionados à existência de depósi­
tos de clientes superiores aos créditos).
• Os resultados de operações financeiras, produzidos basica­
mente pela gestão centralizada do risco de juros e câmbio da
matriz, bem como os de renda variável, registraram um aporte
positivo de 1,456 bilhão de euros em 2014, 22,8% acima do regis­
trado no ano passado.
• A gestão da exposição a oscilações nas taxas de câmbio nos ati­
vos e no equivalente dos resultados em euros das unidades
também é realizada de forma centralizada. Essa gestão (que é
dinâmica) é feita por meio de instrumentos financeiros derivati­
vos de taxa de câmbio, otimizando constantemente o custo fi­
nanceiro das coberturas.
• As despesas, embora inferiores aos do ano passado devido a um
efeito combinado de uma estabilidade nas despesas com pes­
soal (em que se começa a ver o resultado dos planos de eficiên­
cia corporativos) e o aumento nas despesas relacionadas a
operações corporativas em desenvolvimento. Além disso, é pre­
ciso levar em conta o aumento dos gastos em função dos requi­
sitos regulatórios.
Nesse sentido, a cobertura dos investimentos líquidos nos ativos
dos negócios no exterior tem como objetivo neutralizar o impacto
na conversão para euros dos saldos das principais entidades con­
solidáveis cuja moeda funcional seja diferente do euro.
• As provisões para perdas com crédito registraram uma libera­
ção de 2 milhões de euros em 2014, frente a uma alocação de
201 milhões de euros em 2013, quando foi contabilizada uma
despesa decorrente do processo de integração na Espanha.
A política do Grupo considera necessário minimizar o impacto das
oscilações bruscas nas taxas de câmbio sobre essas exposições de
caráter permanente em situações de alta volatilidade nos merca­
dos. Os investimentos que atualmente possuem cobertura são os
do Brasil, Reino Unido, México, Chile, Estados Unidos, Polônia e
Noruega, e os instrumentos utilizados são spot, fx forwards ou tú­
neis de opções. A posição coberta por hedge é de 15,546 bilhões
de euros.
• A linha de outros resultados inclui o valor líquido entre as dife­
rentes provisões e saneamentos e resultados positivos. No ano,
foi registrado 571 milhões negativos em comparação aos 436 mi­
lhões também negativos no ano passado. A diferença se deve
fundamentalmente a saneamentos por contingências realizados
no último trimestre de 2014.
Por outro lado, as exposições de caráter temporário, isto é, relati­
vas aos resultados contribuídos pelas unidades do Grupo nos pró­
ximos doze meses quando se tratar de moedas diferentes do euro,
também serão administradas de forma centralizada, a fim de limi­
tar sua volatilidade em euros.
• Por último, a linha de impostos registrou uma recuperação de 6
milhões de euros (218 milhões em 2013), consequência do au­
mento da carga tributária, associada aos aumentos nos resulta­
dos nas unidades de negócio na Espanha.
159
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS SECUNDÁRIOS
Banco Comercial
Lucro atribuído em 2014 de 5,870 bilhões de euros, com
aumento de 21,8%. Excluindo a taxa de câmbio, o aumento
foi de +26,4%, em virtude de:
• Aumento da receita por margem de juros
• Controle de custos
• Redução de provisões.
O Grupo avançou na transformação do banco comercial no
ano, por meio de três eixos:
No que se refere a aprofundar o conhecimento dos clientes, houve
avanços na melhoria das capacidades analíticas e foi desenvolvido
um novo front comercial com o objetivo de disponibilizar esse co­
nhecimento a todos os canais e assim melhorar a produtividade
comercial e a satisfação dos clientes.
Essa ferramenta comercial, baseada em uma melhor prática do
Chile, já está em desenvolvimento no Brasil, Espanha, Estados
Unidos e Reino Unido. Durante 2015, será concluída a implanta­
ção da ferramenta nessas regiões, estendendo-a para o resto
do Grupo.
• Gestão especializada de segmentos: implantação de
Santander Select, Santander Advance, Club Santander
Trade e Passaporte Santander.
Com base em um melhor conhecimento do cliente, em 2014
houve um avanço importante na implantação dos modelos espe­
cializados por segmentos. Destaca-se o avanço em três frentes:
• Desenvolvimento do modelo de distribuição multicanal.
• Expansão do modelo Select para os clientes de alta renda. Em
2014, foi implantado na Argentina, Uruguai, Portugal, Estados
Unidos e Alemanha. Isso implica que o modelo Select já está dis­
ponível em 11 países e presta serviços a 2 milhões de clientes.
• Melhoria da experiência dos clientes.
O segmento de Banco comercial representa 85% da receita e 72% do
lucro atribuído obtido pelas áreas operacionais do Grupo em 2014.
Estratégia
Durante 2014, foram obtidos avanços importantes no programa
de transformação do banco comercial, que tem como eixos princi­
pais a melhoria do conhecimento dos clientes, a gestão especiali­
zada de cada segmento, o desenvolvimento de um modelo de
distribuição multicanal e a melhoria contínua da experiência dos
clientes com o Banco. Tudo isso, promovendo a inovação e apro­
veitando ao máximo as oportunidades ligadas ao posicionamento
internacional do Grupo Santander.
Como parte dos benefícios para os clientes Select, foi lançado o
cartão de Débito Global Select, que recebeu o prêmio como uma
das Melhores Ideias de 2014 por parte da revista Atualidade
Econômica.
• Lançamento do programa Advance, para que sejamos o parceiro
de referência das PMEs. O programa Advance tem como obje­
tivo apoiar as PMEs em seu desenvolvimento e crescimento,
oferecendo uma poderosa oferta financeira e medidas de apoio
não financeiras. Durante 2014, foi lançado na Espanha, México e
Portugal e a expectativa é que se estenda aos demais países do
Grupo durante 2015.
Banco Comercial
Milhões de euros
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos de operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
2014
28.493
7.700
615
(177)
36.631
(16.659)
19.972
(9.736)
(1.335)
8.901
(2.070)
6.831
(26)
6.805
935
5.870
2013
27.745
7.817
1.111
(330)
36.343
(16.948)
19.395
(10.874)
(1.057)
7.464
(1.678)
5.786
(15)
5.771
952
4.819
Variação
absoluta
748
(117)
(497)
153
288
289
577
1.138
(279)
1.437
(392)
1.045
(11)
1.034
(17)
1.050
2,7
(1,5)
(44,7)
(46,4)
0,8
(1,7)
3,0
(10,5)
26,4
19,2
23,4
18,1
73,2
17,9
(1,8)
21,8
629.874
522.388
583.915
508.237
45.959
14.151
7,9
2,8
%
% sem TC
7,0
3,4
(41,8)
(44,2)
5,2
2,2
7,9
(5,9)
32,4
24,5
29,6
23,0
70,2
22,8
4,2
26,4
Magnitudes do negócio
Crédito a clientes
Depósitos de clientes
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
160
4,0
(0,6)
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS SECUNDÁRIOS
Banco Comercial. Resultados
Milhões de euros
Margem bruta
Europa continental
Reino Unido
América Latina
EUA
Total Banco Comercial
2014
10.125
4.984
16.058
5.464
36.631
Margem líquida
% % sem TC
5,9
6,1
13,9
(9,4)
16,8
0,8
8,1
0,5
16,7
5,2
• Lançamento do Club Santander Trade e Passaporte Santander
para colocar a globalidade do Banco a serviço dos clientes.
O Club Santander Trade foi lançado em meados de 2014, aju­
dando a gerar novas oportunidades de negócios internacionais,
por facilitar que exportadores e importadores estejam conecta­
dos entre si. Até esta data, o portal recebeu mais de 1 milhão de
visitantes.
O Passaporte Santander é um modelo de atendimento especiali­
zado, que oferece aos clientes a possibilidade de atendimento em
todas as filiais do Santander, de forma homogênea, aproveitando
o posicionamento internacional do Grupo.
Foi mantido o impulso à multicanalidade, com o objetivo de que
os clientes possam se relacionar com o Banco da forma mais con­
veniente para eles. Alguns exemplos concretos são:
2014
5.046
2.410
9.018
3.499
19.972
Lucro atribuído
% % sem TC
18,5
18,8
18,2
(12,0)
22,8
3,0
12,1
(2,7)
22,7
7,9
2014
1.694
1.398
2.037
741
5.870
% % sem TC
71,4
72,4
43,4
(5,2)
4,9
21,8
36,1
5,8
4,8
26,4
cedido ao Chile como a melhor web da América Latina em oferta
de produtos financeiros e em pagamento de faturas e ao Santan­
der Rio como o melhor banco em Internet na Argentina.
Continua-se a trabalhar em todos os países com o objetivo de me­
lhorar a experiência dos clientes. O caso do Reino Unido merece
destaque, onde, por meio de seu programa Simple, Personal and
Fair e do sucesso da conta 1/2/3, tem sido possível obter melhorias
recorrentes nos níveis de satisfação dos clientes.
Incentiva-se também a inovação como alavanca chave para liderar
o mercado em um ambiente em constante mudança. Como re­
flexo dessa filosofia, foi lançado o SANTANDER ideas:), uma rede
social corporativa que permite aproveitar melhor a diversidade, o
talento e a inteligência de todos os funcionários do Grupo.
• Webs comerciais novas e melhores na Argentina, Espanha, Por­
tugal e Reino Unido.
Foram lançados três desafios relacionados com a transformação
do banco comercial, a melhoria da gestão do talento e a transfor­
mação das agências, com o compromisso de implantar as melho­
res ideias geradas pelos funcionários.
• Novos aplicativos móveis na Alemanha, Brasil, Polônia, Porto
Rico e Uruguai, e o novo conceito de banco móvel simples,
Smartbank, no Reino Unido e o sWallet na Espanha.
Nos próximos meses, o Santander continuará a avançar no pro­
cesso de transformação dos bancos comerciais, evoluindo até um
modelo cada vez mais simples, pessoal e justo.
• Novos serviços, como o consultor virtual na Polônia, que permite a assessoria remota aos clientes, a capacidade de colabo­
ração online cliente-gestor na Espanha ou a possibilidade de
pagamentos P2P entre telefones no Reino Unido, Polônia, Espa­
nha e México.
Resultados
• Lançamento do gestor digital na Espanha, aplicativo para tablet que
oferece suporte à atividade comercial dos gestores de empresa.
Como reconhecimento à proposta de valor em multicanalidade, o
banco comercial recebeu prêmios da revista Global Finance, con-
Essa evolução ocorreu devido às principais linhas da demonstra­
ção de resultados: aumento de 5,2% na receita, impulsionada pela
margem de juros, que apresentou alta de 7,0%; controle das des­
pesas, que recuaram 1,4% em termos reais; e redução de 5,9% nas
provisões para perdas com crédito.
Margem líquida
Lucro líquido
Milhões de euros constantes
Milhões de euros constantes
Estratégia e objetivos em 2015
Em 2014, o lucro atribuído atingiu 5,870 bilhões de euros, com alta
de 21,8% frente a 2013. Sem a incidência das taxas de câmbio, o
crescimento foi de 26,4%.
Dar continuidade ao processo de transformação dos bancos co­
merciais do Grupo, com foco especial em:
• Conhecer melhor os clientes por meio da melhoria das capaci­
dades de inteligência comercial.
• Fortalecer a franquia Santander, por meio da implantação de
modelos especializados e propostas globais.
• Avançar na transformação multicanal do banco comercial, e no
impulso dos canais digitais.
• Tudo isso, com foco claro na experiência do cliente e aprovei­
tando ao máximo as oportunidades ligadas ao posicionamento
internacional do Grupo Santander.
161
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS SECUNDÁRIOS
Banco Global de Atacado
Lucro atribuído de 1,614 bilhão de euros (+10,0% frente ao
ano anterior; 16,3% em euros constantes). Destaques:
• Solidez das receitas (+2,5%) e forte redução das provisões
(-41,4%), ambas em euros constantes.
• Aumento das despesas por investimento em franquias em
desenvolvimento. A eficiência (36,4%) é referência do setor.
Foi mantido o do foco no cliente (89% das receitas) e na
gestão ativa de riscos, liquidez e capital.
Em 2014, o Santander Global Banking & Markets (SGB&M) gerou
12% da receita e 20% do lucro atribuído das áreas operacionais do
Grupo.
Estratégia
Em 2014, o SGB&M manteve os principais pilares de seu modelo
de negócio focado no cliente, nas capacidades globais da divisão e
em sua interação com as unidades locais, dentro de uma gestão
ativa dos riscos, capital e liquidez.
• Potencializar os resultados da franquia de clientes nas demais
regiões, com o objetivo de ganhar participação de mercado.
• Criar a unidade de Financing Solutions & Advisory para oferecer
uma solução integral às necessidades de assessoria e de finan­
ciamento estrutural dos clientes.
• Tudo isso dentro de uma rígida gestão sobre o consumo de ati­
vos ponderados pelo risco, com o objetivo de maximizar a ren­
tabilidade da área.
Resultados e atividade
Em 2014, o lucro atribuído da área registrou alta de 10,0%, totali­
zando 1,614 bilhão de euros. Descontando o efeito das taxas de
câmbio, o crescimento chegou a 16,3% em comparação ao ano
anterior, com base na solidez da receita e na forte redução de
provisões.
A margem bruta aumentou 2,5%, sustentada pela margem de
juros e comissões (+13,4% no total). A forte queda no ROF
(-32,8%), decorrente do impacto dos mercados nas operações com
clientes e ajustes de avaliação, causou uma redução na visibili­
dade das receitas.
• Desenvolver junto com o Banco Comercial uma oferta de pro­
dutos de alto valor para os diferentes segmentos de clientes em
todas as unidades do Grupo.
As despesas (+6,5%) refletiram os investimentos em mercados de
alto potencial, em especial no Reino Unido e EUA. A combinação
das receitas e das despesas leva a um índice de eficiência de
36,4%, um patamar que continua a ser uma das referências do
setor, e manteve uma margem líquida estável frente a 2013 em
euros constantes (+0,4%).
• Dar impulso ao negócio transacional no Reino Unido, Estados
Unidos e Polônia.
A forte redução das provisões para perdas com crédito (-41,4%),
basicamente concentrada na Espanha e no México, aumentou a
As atuações básicas do SGB&M se concentraram em:
Banco Global de Atacado
Milhões de euros
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos de operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
2014
2.533
1.414
747
302
4.997
(1.820)
3.177
(546)
(107)
2.524
(689)
1.835
—
1.835
220
1.614
2013
2.361
1.293
1.154
279
5.088
(1.764)
3.324
(953)
(70)
2.301
(637)
1.664
—
1.664
197
1.468
Variação
absoluta
172
121
(407)
23
(91)
(56)
(147)
406
(36)
223
(52)
171
—
171
24
147
%
7,3
9,4
(35,3)
8,4
(1,8)
3,2
(4,4)
(42,7)
51,6
9,7
8,2
10,3
—
10,3
12,1
10,0
86.589
84.496
85.390
61.427
1.199
23.068
1,4
37,6
% sem TC
13,5
13,2
(32,8)
8,2
2,5
6,5
0,4
(41,4)
47,7
16,9
16,6
17,0
—
17,0
22,5
16,3
Magnitudes do negócio
Crédito a clientes
Depósitos de clientes
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais
162
(0,2)
36,5
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS SECUNDÁRIOS
margem líquida depois de provisões em 17,9% em comparação ao
ano anterior, crescimento mantido no lucro atribuído.
sico, em virtude de uma retração generalizada de margens na Eu­
ropa, que não foi compensada pelo resultado das demais regiões.
Esses resultados foram sustentados pela solidez e diversificação das
receitas de clientes, que representaram 89% da receita total da área
e que registraram alta de 1,0% na comparação com 2013, sem consi­
derar o efeito das taxas de câmbio (em euros, 2,9%), com diferenças
por subáreas de negócios:
Financing Solutions & Advisory
O segmento de Financing Solutions & Advisory(2) mostrou em 2014
uma evolução crescente da receita, que permitiu encerrar o ano com
um aumento de 15,1% excluindo o efeito das taxas de câmbio (+11,6%
em euros), graças à sólida evolução de seus diferentes negócios.
Banco Transacional
No Global Transaction Banking(1) foi registrado um aumento de 2,8%
na receita de clientes em euros constantes com boa contribuição da
maioria das atividades em um ambiente de contenção de spreads e
baixas taxas de juros. Em euros, houve queda de 2,3% devido ao im­
pacto da desvalorização das moedas latino-americanas.
Em termos de negócios, houve uma melhoria em trade finance, com
forte crescimento em todas as regiões. Merecem destaque o Reino
Unido, as unidades localizadas na Ásia, bem como os três grandes
países da América Latina, região que, em 2014, voltou a receber prê­
mios por parte do setor em operações significativas.
Também se destacou a posição de liderança mantida pelo Santander
em export finance pela ajuda aos clientes em suas grandes operações
de exportação, além do forte crescimento em Working Capital Solu­
tions, fruto da expansão em um contexto em que as empresas estão
conscientes das vantagens competitivas representadas pela gestão
eficaz de sua cadeia de suprimentos.
As operações mais relevantes do ano foram: a participação como
lead arranger em um financiamento no valor de 300 milhões de dóla­
res com garantia MIGA (Multilateral Investment Guarantee Agency)
com prazo de 12 anos; a participação como arranger no Bono Pemex
com garantia US Exim de 1 bilhão de dólares; também a assinatura
de um Receivables Purchase Program (desconto de contas a receber)
no valor de 500 milhões de dólares, que incorpora estruturas de mi­
tigação de risco por meio de uma apólice de seguro de crédito da
Euler Hermes.
Por outro lado, em 2014, foi mantida a sólida contribuição do negó­
cio de cash management. O destaque foi a evolução no Brasil e no
México, onde o Santander deu impulso a uma oferta local combi­
nada com soluções regionais de gestão de tesouraria. A isso se
somou a crescente contribuição das unidades europeias.
Em Project finance, o Santander continuou a ser um dos bancos líde­
res em nível mundial, contribuindo de forma ativa para a adequação
do negócio e do mercado às novas condições regulatórias e de finan­
ciamento. Em 2014, o SGBM voltou a se destacar na colocação de
Project bonds para Europa, México e Brasil, implicando uma evolu­
ção para um negócio com menor consumo de capital. Também me­
recem destaques os resultados da colaboração com a área de Trade
and Export Finance na estruturação de transações, que combinam fi­
nanciamentos em longo prazo com o apoio de instituições de cré­
dito (dois deals fechados no ano), e também a atividade de
assessoramento, principalmente na América Latina, onde o Banco
ocupa as primeiras posições dentre as league tables.
Dentre as operações mais relevantes, se sobressaem: a emissão de
um novo Project bond para uma subsidiária do grupo brasileiro Ode­
brecht no valor de 580 milhões de dólares, na qual o Santander
atuou como global coordinator e rating advisor; a assessoria do déficit
tarifário e o projeto Capibara na Espanha; a assessoria e a futura par­
ticipação na dívida da Ramones junto com o projeto Ventika I e II no
México, e no Complexo Eólico Alto Sertão II da Renova no Brasil.
Em empréstimos corporativos sindicalizados, o Santander também
manteve posições de referência na Europa e na América Latina. O
destaque foi a participação da SGBM durante 2014 em empréstimos
sindicalizados para grandes empresas como: Imperial Tobacco, no
valor de 7,750 bilhões de libras no qual atuou como underwriter, boo­
krunner e mandated lead arranger; Bayer no valor de 14,200 bilhões
de dólares, como mandated lead arranger; BSkyB, em duas opera­
ções, em valores de 6,500 bilhões de euros e 1,450 bilhão de libras,
nos quais atuou como mandated lead arranger.
Houve também boa evolução de custódia-liquidação, com base prin­
cipalmente na recuperação da Espanha e na contribuição do Brasil.
Por outro lado, houve queda na contribuição do financiamento bá-
No mercado de capitais, e em resposta ao cenário de desintermedia­
ção enfrentado atualmente pela indústria financeira, o Santander
potencializou suas capacidades de originação e distribuição, o que
lhe permitiu liderar os rankings em diversas regiões e mercados,
indo desde emissões brasileiras em euros até um local e específica,
como o de Housing Associations no Reino Unido. As emissões realiza­
das em euros para os Tesouros do Brasil e do Chile, e também para a
Codelco, a primeira realizada por uma empresa chilena em 15 anos,
Margem líquida
Lucro líquido
Detalhe margem bruta
Milhões de euros constantes
Milhões de euros constantes
Milhões de euros
Clientes
-3%*
(*) Sem efeito taxa de câmbio: receitas totais +3%; clientes: +2%
163
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS SECUNDÁRIOS
são bons exemplos. Além disso, o SGBM continuou a fortalecer suas
capacidades globais com projetos de crescimento no mercado High
Grade nos Estados Unidos, Private Placements e High Yield na Europa.
Em corporate finance, o SGBM também aproveitou a posição do
Grupo nos mercados e clientes relevantes para participar de ope­
rações significativas. Destaques: a assessoria à American Tower na
compra da brasileira BR Towers; o aumento de capital da Fibra
Uno no México, a segunda maior colocação da história do país, na
qual o Santander atuou como coordenador global; a assessoria na
oferta pública de aquisição da Orange sobre 100% da Jazztel, na
OPV da Endesa e no aumento de capital da FCC, todas na Espa­
nha; e também a OPA da Energis para aumentar sua participação
na brasileira Coelce.
Por fim, o negócio de A&CS continua a aumentar sua contribuição
para o grupo em paralelo com o crescimento de sua carteira de
clientes em todas as regiões. Dentre as operações mais relevan­
tes, destaca-se as de operating lease financing de 3 Boeing 777-300
ER para a Singapore Airlines e o bridge equity financing de um pro­
jeto eólico de 138 MW no México para Renovalia e First Reserve.
todas as unidades, com uma contribuição mais desigual do seg­
mento de clientes corporativos.
Forte queda na receita derivada da formação de mercados na Europa,
compensada apenas em parte pelo aumento na América Latina. Em
termos de produtos, o destaque foi o aumento por colocação primá­
ria de emissões de crédito e a queda no mercado secundário de pro­
dutos flow na Europa.
Aumento da contribuição da renda variável, com alta na receita de
clientes, em euros constantes, apoiada na solidez da atividade na Eu­
ropa, tanto no mercado primário como no secundário, compensando
a queda registrada nos países latino-americanos. Fragilidade dos mer­
cados organizados de derivados, nos quais o Grupo mantém posições
de liderança na Espanha (MEFF – Mercado Español de Futuros Finan­
cieros) e no México, com participações em liquidação e execução
acima de 20%, em todos os ativos listados (taxas de câmbio, taxas de
juros e Índices de Bolsa).
Mercados
Estratégia e objetivos em 2015
A área de Global markets(3) sofreu uma redução de 12,2% na receita de
clientes em comparação com o mesmo período do ano anterior (­
9,1% excluindo o efeito da taxa de câmbio) sob forte influência da re­
dução da contribuição das unidades europeias.
As atuações básicas para 2015 se concentrarão em:
Houve uma evolução da receita do negócio de vendas, que repre­
sentou mais de metade da receita da área, com base no cresci­
mento de dois dígitos em euros constantes nos três grandes países
da América Latina. Também houve aumentos, embora mais mode­
rados, na Espanha e no Reino Unido. Em termos de tipos de clien­
tes, houve aumento nos segmentos de retail e institucional em
• Dar continuidade às linhas de atuação do exercício anterior:
colaboração com redes varejistas; aposta na capacidade tran­
sacional; impulso de franquias com alto potencial (Reino
Unido, Estados Unidos e Polônia).
• Ampliar a oferta de produtos de crédito para clientes corpora­
tivos e investidores.
• Avançar na cobertura na Ásia e na região andina, em linha com
o aumento da atividade do Grupo nessas regiões.
Ranking em 2014
Prêmio
Prêmio
Prêmio
Prêmio
Prêmio
Prêmio
Prêmio
Prêmio
Prêmio
Prêmio
Prêmio
Prêmio
N1.
N1.
N1.
N1.
N1.
Atividade
Área
País / região
Fonte
Best Trade Advisor in Latin America
Best Supply Chain Finance Bank in Latin America
Best Commodity Finance Ban in Latin America
Best Export Finance Arrager in Latin America
Best Overall Trade Bank in Latin America
Best Trade Finance Bank in Latin America
Americas Oil & Gas Deal of the Year: Los Ramones Sur
Europe Power Deal of Year: Gemini
Middle East & Africa Refinery Deal of the Year: Star Rafineri
North American Renewables Deal of the Year - Regulus
SSAR Bond / Euro Bond: Spain’s € 10Bn 10-year bond
Latin America Bond: Fibra Uno’s US$1Bn dual-tranche bond
Equities Research Iberia
Equities Research Iberia
Equities Sales Iberia
Equities Sales Trading Iberia
Equities Corporate Access Iberia
GTB
GTB
GTB
GTB
GTB
GTB
FS & Advisory
FS & Advisory
FS & Advisory
FS & Advisory
FS & Advisory
FS & Advisory
Global Markets
Global Markets
Global Markets
Global Markets
Global Markets
América Latina
América Latina
América Latina
América Latina
América Latina
América Latina
America
Europa
Middle East y Africa
North America
Espanha
América Latina
Iberia
Iberia
Iberia
Iberia
Iberia
Trade Finance
Trade Finance
Trade Finance
Trade Finance
Trade Finance
GTR
Project Finance International
Project Finance International
Project Finance International
Infrastructure Journal
IFR
IFR
Institutional Investors
Thomson Reuters Extel
Thomson Reuters Extel
Thomson Reuters Extel
Thomson Reuters Extel
(*).- Ranking de acordo critério seleção.
(1) Global Transaction Banking (GTB): Inclui as operações de cash management, trade finance, financiamento básico e custódia.
(2) Financing Solutions & Advisory (FS&A): inclui as unidades de originação e distribuição de empréstimos corporativos ou financiamentos estruturados, as equipes de
originação de bônus e securitização, as unidades de corporate finance (fusões e aquisições –M&A–; mercados primários de renda variável –ECM–; soluções de
investimento para clientes corporativos via derivativos –CED-); além de asset & capital structuring.
(3) Global Markets (GM): Inclui a venda e distribuição de derivativos de renda fixa e variável, taxa de juros e inflação; negociação e hedging de taxa de câmbio e mercados
monetários a curto prazo para clientes de atacado e varejo do Grupo; gestão contábil associada à distribuição; e intermediação de renda variável e derivativos para
soluções de investimento e hedging.
164
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS SECUNDÁRIOS
Private Banking, Gestão de Ativos e Seguros
O lucro atribuído em 2014 totalizou 703 milhões de euros,
com alta de 18,4% frente a 2013.
• Sem o efeito de perímetro (venda de 50% das gestoras em
2013) e da taxa de câmbio, o lucro teria registrado alta de
31,3%.
• A receita total para o Grupo (incluindo cedida para as
redes) representou 10% do total de áreas operacionais,
com crescimento de 6,8% frente ao ano passado em
termos constantes de perímetro e taxas de câmbio.
Private Banking: a recuperação da receita e a redução das
provisões impulsionaram o lucro atribuído a taxas de dois
dígitos (+16,9% frente ao mesmo período do ano anterior
em euros constantes).
Gestão de Ativos: em termos constantes, houve aceleração
da receita total (+22,4% frente ao ano anterior) e do lucro
atribuído, que dobrou em relação a 2013.
Seguros: aumento da receita (+2,9% em termos constantes),
aliada à valorização do negócio por meio de operações
corporativas.
Em 2014, o lucro atribuído de Private Banking, Gestão de Ativos e
Seguros atingiu 703 milhões de euros, representando 8% das
áreas operacionais do Grupo.
Estratégia
Private Banking. Durante 2014, foi dada continuidade ao processo
de desenvolvimento e implantação de um modelo homogêneo
que oferece soluções integrais para as necessidades financeiras
dos clientes com maior patrimônio do Grupo por meio de unida­
des comerciais especializadas por regiões geográficas, que contam com o apoio de outras áreas globais do Grupo. Seus pilares
básicos são:
• Segmentação, como ferramenta para definir uma oferta de
valor adequada e eficiente, e que também atenda às necessida­
des das próximas gerações.
• Vinculação e satisfação de todas as necessidades do cliente.
• Aposta multicanal voltada para um ambiente cada vez mais di­
gital.
Um fato importante no ano foi a integração das três redes espe­
cializadas na Espanha, que consolidarão o Santander como refe­
rência para os clientes de alto patrimônio no país.
Gestão de Ativos. Com base na aliança estratégica com a Warburg Pincus e General Atlantic para impulsionar o negócio global
de gestão de ativos, a área continuou a avançar em seu modelo de
comercialização, o qual se apoia na solidez e no conhecimento de
seus mercados locais. Dentre os aspectos chave de 2014, houve
destaque para:
• Uma revisão e adequação geral da oferta de produtos, com au­
mento do foco no cliente e em suas necessidades de investi­
mento em poupança.
• Um esforço importante na formação das redes comerciais para
reforçar o conhecimento da oferta de produtos e garantir sua
correta distribuição de acordo com as características de cada
cliente.
• A extensão e consolidação de soluções de investimento na
forma de fundos perfilados em oito dos países core do Grupo,
Private Banking, Gestão de Ativos e Seguros
Milhões de euros
Resultados
Margem de juros
Comissões líquidas
Resultados líquidos de operações financeiras
Outras receitas*
Margem bruta
Despesas totais
Margem líquida
Provisões para perdas com créditos
Outros resultados e provisões
Resultado antes dos impostos sobre o lucro
Imposto de renda
Lucro líquido das operações continuadas
Resultado de operações descontinuadas (líquida)
Lucro líquido do período
Resultado atribuído aos acionistas não controladores
Lucro líquido atribuído ao Grupo
2014
462
610
32
402
1.506
(579)
927
(0)
(7)
919
(193)
726
—
726
23
703
2013
498
547
43
343
1.431
(575)
857
(50)
(19)
787
(171)
616
—
616
22
594
Variação
absoluta
(36)
63
(11)
59
75
(4)
70
50
12
132
(22)
110
—
110
1
109
%
(7,3)
11,5
(25,8)
17,2
5,2
0,8
8,2
(99,2)
(62,0)
16,8
12,8
17,9
—
17,9
4,6
18,4
% sem TC
(5,6)
13,4
(24,7)
23,6
8,0
2,1
11,9
(99,2)
(61,4)
21,1
14,8
23,0
—
23,0
14,2
23,3
(*).- Inclui rendimentos sobre instrumentos de capital, resultados de equivalência patrimonial e outras receitas/despesas operacionais.
165
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS SECUNDÁRIOS
bem como o lançamento de categorias especializadas para o
segmento Select em três deles.
Seguros. Durante 2014, a área continuou a avançar na construção
de um modelo de negócios sustentável, com foco no cliente e em
suas necessidades de proteção. Seu objetivo: construir relações de
confiança de longo prazo com base na experiência do cliente, so­
luções de proteção adaptadas a cada segmento e um modelo ino­
vador de comercialização multicanal.
Os focos de atuação do exercício foram:
• Ampliar a gama de seguros open market, com maior grau de seg­
mentação e multicanalidade. Com lançamentos de seguros para
diferentes perfis de clientes em todos os países, o principal foco
se concentrou nos segmentos Select (alta renda) e Advance
(PMEs).
• Potencializar o negócio de bancassurance por meio de alianças
estratégicas com seguradoras líderes no mundo, o que permite
aos clientes do Santander ter acesso a um catálogo de produtos
mais amplo e inovador. Em 2014, foi firmado um acordo com a
CNP para o desenvolvimento do negócio de seguros do Santan­
der Consumer Finance na Europa e foi ampliado o acordo de co­
laboração com a Aegon para o mercado português.
Resultados e atividade
Durante o exercício, a divisão de Private Banking, Gestão de Ati­
vos e Seguros mostrou uma tendência de melhoria sustentável da
receita e das margens, o que levou seu lucro atribuído no último
trimestre a atingir níveis de pico em dois anos.
Em relação a 2013, o destaque foi o aumento da margem bruta no
acumulado do ano (+5,2%), absorvendo a redução do perímetro
(venda de 50% das gestoras no quarto trimestre de 2013) e à des­
valorização das moedas da América Latina. A estabilidade das des­
pesas e a redução de saneamentos motivaram um aumento de
18,4% no lucro atribuído em relação a 2013. Excluindo esses efei­
tos, as duas variáveis mostram crescimentos mais significativos
(11,2% e 31,3%, respectivamente).
Em uma perspectiva mais global, a receita total gerada para o
Grupo por esses três negócios globais (incluindo a contabilizada
pelas redes comerciais) totalizou 4,528 bilhões de euros (+1,9% in­
teranual, com perímetro e taxas de câmbio constantes) e repre­
sentou 10% da receita total das áreas operacionais.
Private Banking. A área aumentou seu lucro atribuído para o
Grupo em 2014 para 319 milhões de euros (+15,7%; +16,9% em
euros constantes), com boa evolução da receita, despesas e
provisões.
• Por outro lado, os acordos estratégicos com a Zurich nos cinco
países latino-americanos, com Aegon na Espanha e com Aviva
na Polônia continuaram a cumprir seus objetivos.
Sem o efeito da taxa de câmbio, a receita apresentou uma recupe­
ração no ano, com base na receita mais comercial (+3,9%), com
Margem líquida
Lucro líquido
Receitas totais
Milhões de euros constantes
Milhões de euros constantes
Milhões de euros
(*) A perímetro e taxa de câmbio homogêneos: Total +7%, Seguros +3%, Gestão de Ativos +22%, Private Banking: +2%
Private Banking, Gestão de Ativos e Seguros. Resultados
Milhões de euros
Margem bruta
Private Banking
Gestão de Ativos
Seguros
Total
166
2014
889
162
455
1.506
% % sem TC
1,0
2,4
29,8
33,7
6,7
12,2
5,2
8,0
Margem líquida
2014
481
121
325
927
% % sem TC
1,9
3,0
50,0
57,0
7,0
14,4
8,2
11,9
Lucro atribuído
2014
319
114
270
703
% % sem TC
15,7
16,9
36,8
43,1
14,9
24,0
18,4
23,3
RELATÓRIO ANUAL 2014
RELATÓRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO
INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS SECUNDÁRIOS
despesas (+1,6%) crescendo abaixo da inflação. Sua combinação
permitiu elevar a margem líquida (+3,0% em moeda constante) e
melhorar a eficiência a 46%, nível que é referência no setor. Por
fim, a forte queda das provisões para perdas com crédito explica
as taxas de crescimento do lucro.
Em termos de países, houve destaque para a contribuição de Es­
panha e Portugal. Na América Latina, houve melhor evolução no
Brasil e no Chile, com contribuições mais estáveis das demais
unidades.
Estratégia e objetivos em 2015
Estratégia e objetivos em 2015
Gestão de Ativos
• Continuar a desenvolver um modelo de negócios sustentável
com base nas capacidades institucionais e de distribuição da
aliança estratégica em andamento.
• Dar continuidade a extensão aos mercados em que o Grupo
opera de soluções perfiladas mais diversificadas e adaptadas
aos diversos segmentos de clientes com o objetivo de lhes
oferecer um maior valor agregado.
Private Banking
Foi mantido o foco na consolidação do modelo de assessoria in­
tegral aos clientes do segmento, permitindo aumentar o número
de clientes, sua satisfação e os ativos geridos. Dessa forma, os
aspectos chaves são o desenvolvimento de:
• uma oferta de valor que inclua capacidade transacional, finan­
ciamento e assessoria em matéria de investimento;
• e de uma plataforma tecnológica que garantisse a qualidade
na prestação do serviço, e que permita adequar as recomen­
dações ao perfil de risco do cliente.
Gestão de Ativos. Em 2014, o lucro atribuído da área atingiu 114 mi­
lhões de euros, com alta de 36,8% frente ao ano anterior, depois da
absorção da venda de 50% das gestoras e da desvalorização das moe­
das latino-americanas. Em termos constantes de perímetro e taxas de
câmbio, o lucro atribuído teria duplicado (+100,4%), basicamente sus­
tentado no aumento da contribuição das gestoras compartilhadas.
Em relação à sua contribuição total para o Grupo, a receita gerada
pelo negócio no exercício (incluindo comissões cedidas às redes)
atingiu 1,039 bilhão de euros, com alta de 13,3% frente a 2013 (+22,4%
com perímetro e câmbio constantes).
O aumento no volume de negócios contribuiu para esse resultado.
O total de ativos comercializados e geridos atingiu 162 bilhões de
euros, com alta de 17% ante dezembro de 2013, com taxas de câmbio
constantes. Desse valor, 136 bilhões correspondem a sociedades e
fundos de investimento e de pensões e o restante a carteiras geridas
de clientes que não fazem parte dos fundos. Em termos de regiões
geográficas, três países concentram mais de três quartos do volume:
Seguros. Em 2014, o negócio atingiu um lucro atribuído ao Grupo de
270 milhões de euros, com alta de 14,9% frente a 2013. Excluindo o
efeito das taxas de câmbio, o lucro atribuído teria apresentado alta
de 24,0%, com base principalmente no aumento da contribuição das
seguradoras compartilhadas em 50% em alianças estratégicas.
Em termos de sua contribuição total para o Grupo, a receita gerada
pelo negócio no exercício (incluindo comissões cedidas às redes)
atingiu 2,600 bilhões de euros no semestre, com alta de 2,9% em
comparação ao gerado em 2013 considerando as taxas de câmbio
constantes (-1,7% em câmbio corrente).
A evolução do resultado total para o Grupo foi similar (resultado
antes de impostos, mais comissões cedidas às redes), com aumento
de 3,0% frente ao mesmo período do ano anterior em euros constan­
tes, com evolução diferenciada por regiões geográfica:
• A Europa reduziu ligeiramente sua contribuição no ano (-0,8%). A
melhor evolução do Santander Consumer Finance (+5,8%) e Polô­
nia (+42%) compensaram as quedas registradas na Espanha, Por­
tugal e Reino Unido.
• A América Latina aumentou seu resultado total (+8,1%) em um
ambiente regulatório cada vez mais rígido. Maior impacto do
Chile (-4,1%). Os demais países continuaram a aumentar seu re­
sultado total, em especial o México (+18,5%).
• Por fim, houve um aumento da contribuição dos Estados Unidos,
de 8,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, com
base na distribuição de seguros de terceiros do Santander Bank e
na atividade das unidades de Porto Rico.
• Espanha, com 59 bilhões de euros em ativos geridos, com aumento
de 21% sobre o final de 2013. Destaca-se neste caso a evolução de
Santander Asset Management que, com o apoio de captações de
produtos mistos perfilados (quatro fundos incluídos nos top tem do
ano), consolidou sua liderança em fundos mobiliários.
Estratégia e objetivos em 2015
• Na América Latina, o Brasil aumentou seus ativos, totalizando 50
bilhões de euros (alta de 15% interanual em reais), impulsionado
por clientes dos segmentos de alta renda e corporativos.
• Contribuir para aumentar a vinculação dos clientes das diver­
sas unidades do Grupo, com uma gama de produtos mais seg­
mentada e adaptada a suas necessidades.
• O México aumentou em 10% seus ativos em pesos no ano, che­
gando a 11,500 bilhões de euros, em vista da robusta demanda de
fundos perfilados Select e Elite durante o exercício.
• Facilitar a contratação por meio de qualquer dos canais dispo­
níveis no Banco.
Dentre as demais unidades, destaca-se o grande crescimento dos
volumes em moeda local no Chile (+35%), Portugal (+23%) e Estados Unidos (+25%).
Seguros
• Aumentar o peso de produtos de proteção não vinculados.
• Extrair o máximo valor das alianças estratégicas com segura­
doras líderes mundiais no desenvolvimento de um modelo de
negócios sustentável.
167

Documentos relacionados