Livro de Resumos

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Livro de Resumos
SPACV
2011/2012
LIVRO ANUAL
SOCIEDADE PORTUGUESA
DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR
ÍNDICE
MENSAGEM DO PRESIDENTE
05
RELATÓRIO DO SECRETÁRIO-GERAL
06
RELATÓRIO DO TESOUREIRO
10
RELATÓRIO DO EDITOR
12
ORGÃOS DIRIGENTES
13
NÚCLEOS TEMÁTICOS
14
REPRESENTANTES INTERNACIONAIS
15
CONGRESSOS ANTERIORES
16
PRÉMIOS E BOLSAS
18
SECRETARIADO
20
XII CONGRESSO ANUAL
22
PROGRAMA
24
PARTICIPANTES
27
SESSÃO MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
28
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 1
40
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 2
48
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 3
56
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 4
64
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 5
72
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 6
80
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
88
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
116
RASTREIO NACIONAL “A AORTA NÃO AVISA”
118
LIVRO DE RECOMENDAÇÕES NA DOENÇA VENOSA CRÓNICA
122
CURSO SOBRE METODOLOGIA CIENTÍFICA E COMUNICAÇÃO
124
ESVS WORKSHOP
126
NÚCLEO DE FLEBOLINFOLOGIA
127
NÚCLEO DE CIRURGIA ENDOVASCULAR
128
NÚCLEO DE ACESSOS VASCULARES PARA HEMODIÁLISE
129
NÚCLEO DE DIAGNÓSTICO VASCULAR
130
NÚCLEO DE BIOLOGIA VASCULAR
131
CAMPANHA “A AORTA É VIDA”
132
PARCERIAS
134
FOTOGRAFIAS XI CONGRESSO ANUAL
138
5
SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
MENSAGEM DO PRESIDENTE
MENSAGEM DO
PRESIDENTE
DR. RUI ALMEIDA
O Congresso da nossa Sociedade é o ponto alto de toda
a actividade desenvolvida ao longo de mais um ano.
A nossa Sociedade de Angiologia a Cirurgia Vascular é
cada vez mais reconhecida como a Sociedade aglutinadora dos cirurgiões vasculares portugueses.
As novas gerações de cirurgiões vasculares têm dado
provas inequívocas que a nossa Sociedade é a sua
Sociedade pela participação interessada em todas as
acções de formação com carácter mais teórico como
o Curso interactivo sobre Metodologia Científica e de
Comunicação, e os simpósios e cursos promovidos pelos Núcleos de Acessos Vasculares para Hemodiálise
e de Biologia Vascular que se realizaram com enorme sucesso e participação. Nas acções de formação
com índole mais prática, promovida pelo Núcleo de
Cirurgia Endovascular a sua participação foi também
entusiástica.
Sem a participação de muitos sócios na campanha de
Rastreio do Aneurisma da Aorta Abdominal, ela não
teria sido possível no modelo que foi planeado pela
Direcção, percorrendo todo o país, e que permitiu chegar a conclusões importantes a apresentar no nosso
Congresso.
Gostava de vos deixar escrito que foi com enorme prazer e honra que fiz parte da Direcção da Sociedade
estes quatro anos, como Vice-Presidente sob a
Presidência do Dr. Joaquim Barbosa e depois como
Presidente.
O Prof. Armando Mansilha foi o Secretário-Geral em
ambos os mandatos. Com as suas qualidades de organizador e aglutinador de esforços soube mobilizar
todos os elementos da Direcção e por contágio um
enorme número de sócios nas nossas múltiplas actividades. O nosso Secretário-Geral pela projecção internacional que tem, pelas responsabilidades que tem
quer na UEMS quer na ESVS honra a nossa Sociedade e
afirma-a a nível externo, sendo prova inequívoca deste facto a participação activa destas organizações nos
simpósios do nosso Congresso. Por várias vezes presenciei as notas de afecto e admiração que muitos cirurgiões vasculares de todo o mundo manifestaram ao
nosso Secretário-Geral.
Este enorme património de contactos por ele desenvolvido tenho a certeza porque o conheço, saberá a
próxima Direcção potenciá-lo no futuro a bem da nossa
Sociedade e da posição de Portugal na comunidade internacional de cirurgiões vasculares.
Recuso-me a deixar uma nota de despedida nesta mensagem, porque ao aceitar a responsabilidade de ser
Presidente de uma forma natural e responsável, sem
ânsia de protagonismo pessoal, mas com algum temor
não o nego, passei a sentir a nossa Sociedade impregnada em mim, não me imaginando no futuro a ser menos participativo nas acções da nossa Sociedade.
O futuro da nossa Sociedade está garantido desde já,
pela nova Direcção que vamos eleger com a Drª Isabel
Cássio a Presidente, que nos acompanhou com imensa
solidariedade no nosso mandato e que imprimirá com
a Direcção que escolheu, o seu cunho pessoal e experiente à nossa Sociedade.
Temos uma Sociedade democrática, que tem estatutos que disso fazem prova. Os sócios, na minha perspectiva, sabiamente entenderam não ser chegado o momento de apresentar listas alternativas para
a Direcção. Deste facto podemos também concluir
que existe uma saudável unanimidade em torno da
nova Direcção que irá ser traduzida na votação em
Assembleia Geral.
A nossa Sociedade irá crescer, dentro dos limites da
formação de novos cirurgiões vasculares. O tempo que
vivemos é de mudanças rápidas a que teremos que nos
adaptar, contando com a enorme inteligência dos nossos novos Sócios, que ajudaremos na gestão do futuro
da nossa Sociedade.
Contem comigo sempre, ao vosso lado, a bem da
Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular.
6
SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
RELATÓRIO DO SECRETÁRIO-GERAL
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SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
RELATÓRIO DO SECRETÁRIO-GERAL
RELATÓRIO DO
SECRETÁRIO-GERAL
PROF. DOUTOR ARMANDO MANSILHA
O Relatório de Actividades do período 07.2011 –
em Cirurgia Vascular, organizado pela Unidade
06.2012, correspondente ao mandato da actual
Hospitalar Padre Américo – Penafiel. Para este Curso,
Direcção da Sociedade Portuguesa de Angiologia e
eminentemente prático, foi convidado Francisco Rielo,
Cirurgia Vascular (SPACV), eleita em Junho de 2010,
do Hospital de Lugo, responsável pelo Curso orienta-
será apresentado procurando abordar sucessivamen-
do online pela SEACV e também responsável pelo cur-
te a Actividade Científica, Participação Internacional,
so online que a ESVS recentemente lançou na sua pla-
Estratégia Financeira, Administração e Secretariado.
taforma educativa.
Esta iniciativa foi apoiada pela Medtronic.
1. ACTIVIDADE CIENTÍFICA
1.1 CONGRESSOS
1.1.1 XII Congresso Anual
O XII Congresso Anual da Sociedade Portuguesa
de Angiologia e Cirurgia Vascular tem lugar em
Tróia de 14 a 16 de Junho de 2012.
As sessões científicas decorrerão no centro de conferências do Hotel Tróia Design.
1.2.3 ESVS Carotid Workshop
Em 14 de Junho de 2012, no âmbito do programa científico do nosso XII Congresso Anual, em Tróia, será organizado pela European Society for Vascular Surgery
este curso prático sobre endarterectomia carotídea.
Haverá estações de trabalho com simuladores e mo-
Científica e Comunicação
A SPACV ofereceu 12 inscrições a internos da especialidade, para este curso interactivo sobre metodologia
parcialmente apoiada pela Maquet, Ethicon-Johnson e
hospitalares que tenham concluído o internato compleNúcleo de Biologia Vascular
mentar há menos de dois anos; valor máximo: 2500 €.
Dr. Frederico Gonçalves
Apoio da Sigvaris e da Biosaúde.
Núcleo de FleboLinfologia
Bolsa Congresso ESVS: destina-se a apoiar finan-
Dr. Mário Macedo
ceiramente em termos de viagem, alojamento e ins-
Núcleo de Cirurgia Endovascular
Dr. Rui Machado
Núcleo de Acessos Vasculares para Hemodiálise
Dr. Óscar Gonçalves
1.3 REUNIÕES
Núcleo de Cirurgia de Ambulatório
Dr. José Carlos Vidoedo
Dra. Maria do Sameiro Caetano Pereira
Microcirculação, juntamente com o Núcleo de Biologia
seguintes aspectos: principais desenhos de investi-
Vascular da Sociedade de Portuguesa de Angiologia e
gação epidemiológica, revisão da literatura e pesqui-
Cirurgia Vascular organizaram no dia 31 de Março de
sa em bases de dados electrónicas, como escrever um
2012 uma reunião científica subordinada ao tema :
artigo científico, análise de dados em Cirurgia Vascular
Hemorreologia, Hemostase e Inflamação na Patologia
(exemplos práticos), escrever um resumo (exercício
Vascular – da Investigação à Prática Clínica, que decor-
prático) e comunicação em Saúde.
reu no Edifício Egas Moniz, Hospital de Santa Maria,
Esta iniciativa foi apoiada pela LEO.
em Lisboa.
1.5 PRÉMIOS
Em Junho de 2012, no âmbito do XII Congresso Anual
da SPACV, serão atribuídos quatro Prémios no valor
de 1500€ cada um:
- Melhor Comunicação SPACV / BAYER
- Melhor Comunicação Jovem SPACV / SERVIER
(exclusivo para internos)
- Melhor Poster SPACV / MEDI
Decorreu no Hospital Militar do Porto, no dia 5 de Maio
Em 4 de Fevereiro de 2012 a SPACV ofereceu a mais
de 2012, a X Reunião de Acessos Vasculares para
de 20 sócios, maioritariamente internos da nossa es-
Hemodiálise, com uma presença muito significativa
pecialidade, a inscrição no Curso Prático de Osirix
das especialidades de Angiologia e Cirurgia Vascular,
Nefrologia mas também de Enfermagem.
para apresentação como comunicação oral no auditório principal do congresso anual da ESVS (European
Society for Vascular Surgery). Apoio da Servier.
1.7 PROJECTOS
1.7.1 Rastreio Nacional do Aneurisma da Aorta
Abdominal
Este projecto teve o patrocínio do Alto Comissariado
para a Saúde e decorreu em todas as capitais de distrito do continente, Funchal e Ponta Delgada, através
Medtronic e GE.
1.7.2 Recomendações no diagnóstico e tratamento da Doença Venosa Crónica
Foi distribuído a nível dos cuidados de saúde primários e com o apoio da Servier o livro de bolso com recomendações de boa prática no diagnóstico e tratamento da doença venosa crónica, elaborado pela SPACV
em 2011.
- Melhor Poster Jovem SPACV / MEDTRONIC
1.7.3 Prevenir para não amputar
(exclusivo para internos)
Iniciativa que pretende sensibilizar os médicos de fa-
1.3.2 X Reunião de Acessos Vasculares para
Hemodiálise
crição qualquer sócio que tenha um trabalho aceite
de Unidade Móvel de rastreio. Teve também o apoio da
e Inflamação na Patologia Vascular – da
19 de Maio de 2012. Neste evento foram abordados os
1.2.2 Curso Prático de Osirix em Cirurgia Vascular
plementares do 5º e 6º anos, bem como a assistentes
Núcleo de Diagnóstico Vascular
Investigação à Prática Clínica
valor máximo: 3000 €. Apoio da Servier e da LEO.
Bolsa de Estágio: destina-se a médicos internos com-
Hartmann.
1.3.1 Reunião sobre Hemorreologia, Hemostase
da SPACV que apresente um projecto de investigação;
res, em exercício de funções desde 2010.
Núcleo de Gestão e Saúde
cuja inscrição será oferecida pela SPACV. A iniciativa é
Bolsa de investigação: destina-se a qualquer sócio
temáticos, e particularmente dos seus coordenado-
a técnica correcta a realizar. Participarão 12 internos,
A Sociedade Portuguesa de Hemorrorreologia e
cala 1-5).
cuja organização esteve a cargo dos nossos núcleos
Dra. Maria José Ferreira
científica e comunicação, realizado em Coimbra no dia
O Curso foi avaliado pelos participantes em 4.81 (es-
Foram várias as iniciativas descritas neste relatório
nitores de vídeo que permitem exercitar e observar
1.2 CURSOS
1.2.1 2º Curso interactivo sobre Metodologia
1.4 NÚCLEOS
mília e população sobre a importância de recurso a
1.6 BOLSAS
cuidados de saúde especializados para diminuição da
Em Junho de 2012, no âmbito do XII Congresso Anual
so a elaboração de um poster a afixar nos Centros de
da SPACV, serão atribuídos as seguintes Bolsas:
taxa de amputação nas situações de DAP. Está em curSaúde e USF.
8
SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
RELATÓRIO DO SECRETÁRIO-GERAL
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SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
RELATÓRIO DO SECRETÁRIO-GERAL
RELATÓRIO DO
SECRETÁRIO-GERAL
1.8 REVISTA “ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR”
2. PARTICIPAÇÃO INTERNACIONAL
2.5 EVC – EUROPEAN VASCULAR COURSE
4.3 WEBSITE
A Direcção da SPACV tem dado todo o apoio institucio-
2.1 REPRESENTANTES SPACV
A SPACV ofereceu 10 inscrições a internos da nossa
Foi totalmente renovado o site (www.spacv.org) da
SPACV. Solicito que façam chegar todas as vossas sugestões e opiniões de forma a podermos melhorar
continuamente este espaço de informação que se pretende activo.
nal e financeiro para que a revista mantenha e incremente o actual padrão de qualidade.
A Direcção da SPACV agradece o esforço dos seus representantes no sentido de reforçar a nossa participa-
sociedade para participação no EVC - European
Vascular Course, dias 11-13 de Março, em Maastricht.
ção a nível das principais Sociedades Internacionais:
1.9 OUTRAS ACÇÕES
ESVS – Dr. Rui Machado
3. ESTRATÉGIA FINANCEIRA
1.9.1 Folheto informativo “Conselhos úteis na
Secção de Cirurgia Vascular da UEMS
3.1 PARCERIAS E APOIOS
4.4 NEWSLETTER MENSAL
Foram acordadas diferentes parcerias com a indústria
Desde Janeiro de 2012 teve inicio uma nova forma de
comunicação regular com os sócios através do envio
de uma Newsletter mensal por via electrónica, sendo
esta actualmente a política definida pela Direcção da
SPACV, nomeadamente por razões de carácter financeiro, com uma diminuição franca de encargos com
correio por via postal.
doença venosa”
Prof. Doutor Luís Mendes Pedro
A Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia
Prof. Doutor Sérgio Sampaio
Vascular, em colaboração com a Servier, continuou a
UIP - Prof. Doutor Armando Mansilha
colocar nas farmácias e centros de saúde do continente e ilhas um folheto informativo sobre conselhos
úteis na doença venosa, com chancela exclusiva da
Biosaúde
EAVST – Drª Joana Carvalho
Gold – Medicinália-Cormédica, Medivaris (Sigvaris),
Sanofi-Aventis, Abbott, Cordis
1.9.2 Campanha nacional “Aorta é Vida”
2.2 ACORDO DE COOPERAÇÃO SPACV-SEACV
A SPACV concedeu apoio científico e institucional à
Reforço do protocolo de cooperação entre a SPACV e a
campanha nacional “AORTA É VIDA”, uma iniciativa
Sociedade Espanhola de Angiologia e Cirurgia Vascular
inédita em Portugal, que pretendeu sensibilizar, prio-
(SEACV), acordado no Porto em 2010. Em Tróia, duran-
ritariamente, a população masculina com mais de 65
te o nosso XII Congresso Anual da SPACV terá lugar a
anos para os aneurismas da aorta e divulgar os princi-
1ª sessão científica conjunta entre as duas sociedades
pais factores de risco, de forma a fomentar o diagnós-
com palestrantes e moderadores de ambos os países.
tico precoce e com isto diminuir o número de mortes
1.9.3 Patrocínio Científico
Vários eventos tiveram o patrocínio científico da SPACV:
- XII Simpósio Internacional de Angiologia
Platinium – Servier, Medtronic, Bayer Portugal, LEO,
IUA – Drª Ivone Silva
sociedade.
por ruptura.
farmacêutica:
2.3 ACORDO DE COOPERAÇÃO SPACV-SBACV
Continuação do protocolo de cooperação entre a SPACV
Silver – Medi Bayreuth, Medinfar, Medinfar Sorológico,
Maquet, Juzo, Pfizer, Bard, Tecnimede, Terumo
Apoios – Joimaster
3.2 QUOTIZAÇÃO
e Cirurgia Vascular
quotas, sendo realçado que este contributo é muito
importante na manutenção do equilíbrio financeiro da
Sociedade e permite manter uma dinâmica qualitativa
e quantitativa científica elevada.
4. ADMINISTRAÇÃO E SECRETARIADO
Porto - 21-22/10/2011
2.4 ESVS JUNIOR MEMBERS
4.1 INSTALAÇÕES
- 2st Lisbon International Fórum
Na última Assembleia Geral da SPACV, em Viseu, ficou
A SPACV tem actualmente a sua sede na Rua de
on Vascular Diseases
decidido actualizar a quota dos Sócios Agregados
Gondarém, 956, r/c, 4150-375 Porto.
Lisboa - 9-10/12/2011
(correspondente a Internos da especialidade de
Angiologia e Cirurgia Vascular) para 75,00€ anuais.
- XI Reunião Galaico-Duriense de Angiologia
Este valor engloba a quotização anual da SPACV mais
e Cirurgia Vascular
a quota anual da ESVS para Júnior Members, com todos
Porto - 11/02/2012
os direitos inerentes, incluindo as duas revistas. O secretariado da SPACV articula toda esta informação diretamente com o secretariado da ESVS.
A Direcção da SPACV decidiu organizar em livro anual
todas as informações institucionais e actividades desenvolvidas pela Sociedade ao longo do ano, sendo
distribuído aos sócios no decorrer do Congresso Anual.
Foi solicitado a todos os sócios a regularização das
e a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular
(SBACV), iniciado em Junho de 2009, no Funchal.
4.5 LIVRO ANUAL SPACV
4.2 ACTUALIZAÇÃO DE CONTACTOS
Contínua em curso a actualização de contactos de todos os sócios da Sociedade (morada, telefone, e-mail,
local de trabalho), pelo que pedimos a vossa colaboração, enviando toda a informação para o e-mail da
Sociedade ([email protected]).
4.6 ACORDO COM A VODAFONE
Mantém-se o acordo estabelecido entre a SPACV e a
Vodafone, que está disponível para todos os sócios
interessados.
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11 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
RELATÓRIO DO TESOUREIRO
RELATÓRIO DO TESOUREIRO
RELATÓRIO DO
TESOUREIRO
DR. GABRIEL ANACLETO
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
BALANÇO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011
31 DEZEMBRO 2011
PASSIVO
ACTIVO
RENDIMENTOS E GASTOS
ACTIVO NÃO CORRENTE
3 582,55 €
VENDAS E SERVIÇOS PRESTADOS
222 217,80€
ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS
0,00€
SUBSÍDIOS À EXPLORAÇÃO
0,00€
PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO
0,00€
GANHOS/PERDAS IMPUTADOS DE SUBSIDIÁRIAS,
ASSOCIADAS E EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS
0,00€
ACTIVOS INTANGÍVEIS
0,00€
VARIAÇÃO NOS INVENTÁRIOS DA PRODUÇÃO
0,00€
CLIENTES
0,00€
INVESTIMENTOS FINANCEIROS
0,00€
TRABALHOS PARA A PRÓPRIA ENTIDADE
0,00€
ACCIONISTAS / SÓCIOS
0,00€
0,00€
OUTRAS CONTAS A RECEBER
3 582,55€
CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS
E DAS MATÉRIAS CONSUMIDAS
FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
-171 264,55€
GASTOS COM O PESSOAL
ACTIVO CORRENTE
PASSIVO NÃO CORRENTE
FORNECEDORES
0,00€
PROVISÕES
0,00€
ACCIONISTAS / SÓCIOS
0,00€
FINANCIAMENTOS OBTIDOS
0,00€
OUTRAS CONTAS A PAGAR
0,00€
PASSIVO CORRENTE
FORNECEDORES
26 525,18€
ADIANTAMENTO DE CLIENTES
0,00€
ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
225,75€
ACCIONISTAS / SÓCIOS
0,00€
FINANCIAMENTOS OBTIDOS
0,00€
OUTRAS CONTAS A PAGAR
0,00€
OUTROS PASSIVOS FINANCEIROS
0,00€
INVENTÁRIOS
0,00€
0,00€
CLIENTES
8 500,00€
IMPARIDADE DE INVENTÁRIOS (PERDAS/REVERSÕES)
0,00€
ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES
10 746,03€
PROVISÕES (AUMENTOS/REDUÇÕES)
0,00€
ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
542,35€
IMPARIDADE DE INVESTIMENTOS NÃO DEPRECIÁVEIS /
AMORTIZÁVEIS (PERDAS/REVERSÕES)
0,00€
ACCIONISTAS / SÓCIOS
0,00€
AUMENTOS / REDUÇÕES DE JUSTO VALOR
0,00€
OUTRAS CONTAS A RECEBER
48 198,81€
DIFERIMENTOS
0,00€
TOTAL DO PASSIVO
26 750,93€
OUTROS RENDIMENTOS E GASTOS
266,73€
OUTROS ACTIVOS FINANCEIROS
0,00€
OUTROS GASTOS E PERDAS
-9 498,85€
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO
299 348,31€
CAIXA E DEPÓSITOS BANCÁRIOS
254 529,50€
TOTAL DO ACTIVO
326 099,24€
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO
E DO PASSIVO
326 099,24€
RESULTADO ANTES DE DEPRECIAÇÕES,
GASTOS DE FINANCIAMENTO E IMPOSTOS
41 721,13€
GASTOS /REVERSÃO DE DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO
0,00€
RESULTADO OPERACIONAL
(ANTES DE GASTOS DE FINANCIAMENTO E
IMPOSTOS)
41 721,13€
JUROS E RENDIMENTOS SIMILARES OBTIDOS
0,00€
JUROS E GASTOS SIMILARES SUPORTADOS
0,00€
RESULTADO ANTES DE IMPOSTOS
41 721,13€
IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DO PERÍODO
56,90 €
RESULTADO LIQUÍDO DO PERÍODO
41 664,23€
CAPITAL PRÓPRIO
CAPITAL REALIZADO
3 320,50€
ACÇÕES (QUOTAS) PRÓPRIAS
0,00€
OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITAL PRÓPRIO
0,00€
PRÉMIOS DE EMISSÃO
0,00€
RESERVAS LEGAIS
0,00€
OUTRAS RESERVAS
0,00€
RESULTADOS TRANSITADOS
254 363,58€
EXCEDENTES DE REVALORIZAÇÃO
0,00€
OUTRAS VARIAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
0,00€
RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO
257 684,08€
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO
299 384,31€
12 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
13 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
RELATÓRIO DO EDITOR
ORGÃOS DIRIGENTES
RELATÓRIO
DO EDITOR
PROF. DOUTOR LUÍS MENDES PEDRO
1
No período que decorreu desde o último congresso da
SPACV a revista manteve a sua periodicidade de 4 números
anuais.
2
Neste período completou-se o volume 7 (números de
Setembro e Dezembro), publicou-se o número 1 do volume
8 e o número 2 deste volume sairá na altura do congresso
de Troia, em Junho.
3
Manteve-se a indexação nos sistemas Latindex e Scielo.
Este último, permite a disponibilização online dos artigos
publicados na nossa revista e o seu download imediato.
4
DIRECÇÃO
O número total de artigos publicados tem estabilizado
nos 6-7 em cada número dos volumes 6 e 7 (2010-2011)
e no volume 8 (2012) mantém-se essa tendência.
—
5
A revista manteve o seu propósito formativo e educacional de que é expressão a publicação de número elevado
de artigos de revisão ou de opinião sobre temas clínicos
e de ciência básica.
6
O número de artigos tipo Caso Clínico manteve-se estável.
7
Recentemente, assistiu-se a um decréscimo acentuado do
número de artigos originais recebidos para publicação. Este
facto deve ser motivo de reflexão por parte dos sócios da
SPACV.
PRESIDENTE
DR. RUI ALMEIDA
—
VICE PRESIDENTE
DRA. ISABEL CÁSSIO
—
SECRETÁRIO GERAL
PROF. DOUTOR ARMANDO MANSILHA
—
TESOUREIRO
DR. GABRIEL ANACLETO
—
VOGAIS
DRA. ANA GONÇALVES
DRA. LEONOR VASCONCELOS
DR. DANIEL BRANDÃO
ASSEMBLEIA
GERAL
CONSELHO
FISCAL
—
—
DR. ANTÓNIO GUEDES VAZ
DRA. ANGÉLICA DAMIÃO
—
—
DRA. TERESA VIEIRA
DR. JOSÉ ARAGÃO MORAIS
DR. JOÃO CORREIA SIMÕES
PRESIDENTE
SECRETÁRIO
—
VOGAL
DRA. JOANA CARVALHO
PRESIDENTE
VOGAIS
14 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
NÚCLEOS TEMÁTICOS
NÚCLEOS TEMÁTICOS
15 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
REPRESENTANTES INTERNACIONAIS
REPRESENTANTES
INTERNACIONAIS
—
—
—
—
COORDENADOR
DR. MÁRIO MACEDO
COORDENADOR
DR. JOSÉ CARLOS VIDOEDO
DR. RUI MACHADO
PROF. DOUTOR ARMANDO MANSILHA —
—
—
—
COORDENADOR
DR. RUI MACHADO
COORDENADOR
DR. FREDERICO GONÇALVES
PROF. DOUTOR SÉRGIO SAMPAIO —
—
—
COORDENADOR
DRA. MARIA DO SAMEIRO
CAETANO PEREIRA
PROF. DOUTOR LUÍS MENDES PEDRO
NÚCLEO DE
FLEBOLINFOLOGIA
NÚCLEO DE CIRURGIA
ENDOVASCULAR
NÚCLEO DE ACESSOS
VASCULARES
PARA HEMODIÁLISE
COORDENADOR
DRA.MARIA JOSÉ FERREIRA
NÚCLEO DE
DIAGNÓSTICO VASCULAR
NÚCLEO DE BIOLOGIA
VASCULAR
NÚCLEO DA CIRURGIA
DE AMBULATÓRIO
EUROPEAN SOCIETY FOR
VASCULAR SURGERY
UEMS SECTION AND BOARD OF
VASCULAR SURGERY
EVST - THE EUROPEAN
ASSOCIATION OF VASCULAR
SURGEONS IN TRAINING
DRA. JOANA CARVALHO
UEMS SECTION AND BOARD OF
VASCULAR SURGERY
—
CONUEI – CONFERENCIA
NACIONAL DE CONSENSO
SOBRE LAS ÚLCERAS DE
LA EXTREMIDAD INFERIOR
DRA. ANGÉLICA DAMIÃO
—
—
COORDENADOR
DR. ÓSCAR GONÇALVES
DRA. IVONE SILVA
NÚCLEO DE GESTÃO E SAÚDE
UNION INTERNATIONALE DE
PHLEBOLOGIE
INTERNACIONAL UNION OF
ANGIOLOGY 16 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
17 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
CONGRESSOS ANTERIORES
CONGRESSOS ANTERIORES
CONGRESSOS ANTERIORES
ANO
LOCAL
2001
ORDEM MÉDICOS
PORTO
PRESIDENTE
SECRETÁRIO-GERAL
PROF. DOUTOR ANTÓNIO BRAGA
DR. JOAQUIM BARBOSA
CO LOCAL
PRESIDENTE
CO LOCAL
SECRETÁRIO-GERAL
PROF. DOUTOR
ANTÓNIO
BRAGA
2002
HOTEL CARLTON PALACE
LISBOA
PROF. DOUTOR ANTÓNIO BRAGA
DR. JOAQUIM BARBOSA
I CONGRESSO
II CONGRESSO
III CONGRESSO
IV CONGRESSO
V CONGRESSO
VI CONGRESSO
VII CONGRESSO
VIII CONGRESSO
IX CONGRESSO
X CONGRESSO
XI CONGRESSO
XII CONGRESSO
DR. JOAQUIM
BARBOSA
2003
CENTRO CONGRESSOS
LISBOA
DR. ALBUQUERQUE DE MATOS
DR. JOAQUIM BARBOSA
DR.
ALBUQUERQUE
DE MATOS
2004
HOTEL MELIÁ CONFORT
2005
HOTEL ROYAL GARDEN
COIMBRA
PONTA DELGADA
DR. ALBUQUERQUE DE MATOS
DR. CARLOS SANTOS CARVALHO
DR. JOAQUIM BARBOSA
DR. JOSÉ DANIEL MENEZES
DRª ISABEL
DRª ISABEL
CÁSSIO
CÁSSIO
DR. CARLOS
SANTOS
CARVALHO
2006
CENTRO CONGRESSOS
LISBOA
DR. CARLOS SANTOS CARVALHO
DR. JOSÉ DANIEL MENEZES
DR. JOSÉ
DANIEL
MENEZES
2007
CENTRO CULTURAL
PROF. DOUTOR JOSÉ FERNANDES
VILA FLÔR – GUIMARÃES
E FERNANDES
DR. JOSÉ DANIEL MENEZES
DR .
DR. AMÍLCAR
MESQUITA
AMÍLCAR
MESQUITA
PROF.
DOUTOR JOSÉ
FERNANDES
E FERNANDES
2008
2009
HOTEL VILLA ITÁLIA
PROF. DOUTOR JOSÉ FERNANDES
CASCAIS
E FERNANDES
HOTEL PESTANA GRAND
FUNCHAL
DR. JOAQUIM BARBOSA
DR. JOSÉ DANIEL MENEZES
PROF. DOUTOR ARMANDO MANSILHA
DR. JOSÉ
DR . JOSÉ
FRANÇA
FRANÇA
DR. JOAQUIM
BARBOSA
2010
CENTRO DE CONGRESSOS
ALFÂNDEGA – PORTO
DR. JOAQUIM BARBOSA
PROF. DOUTOR ARMANDO MANSILHA
PROF. DOUTOR
ARMANDO
MANSILHA
2011
HOTEL MONTEBELO
VISEU
DR. RUI ALMEIDA
PROF. DOUTOR ARMANDO MANSILHA
DR. ANTÓNIO
DR .
3
SIMÕES
ANTÓNIO
SIMÕES
DR. RUI
ALMEIDA
2012
CENTRO CONGRESSOS
TROIA
DR. RUI ALMEIDA
PROF. DOUTOR ARMANDO MANSILHA
SPACVLIVRO
LIVROANUAL
ANUAL2011/2012
2011/2012
18
18 SPACV
PRÉMIOS E BOLSAS
19 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
PRÉMIOS E BOLSAS
PRÉMIOS E BOLSAS
2009
2011
PRÉMIO INOVAÇÃO SPACV
MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
TRANSPLANTE PANCREÁTICO: NOVO FACTOR DE RISCO CARDIOVASCULAR?
ESTUDO RETROSPECTIVO DO IMPACTO DO TRANSPLANTE PANCREÁTICO
NA QUALIDADE DE VIDA E NO ATINGIMENTO DE ÓRGÃOS ALVO
A DISFUNÇÃO ENDOTELIAL COMO FACTOR DE RISCO
DE COMPLICAÇÕES MICROVASCULARES NO FENÓMENO DE RAYNAUD
JOÃO OLIVEIRA, RUI ALMEIDA
PRÉMIO DE INVESTIGAÇÃO SPACV
CIRURGIA HÍBRIDA NA DOENÇA ANEURISMÁTICA AÓRTICA
EXPERIÊNCIA DO SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR
DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO – PORTO
RUI MACHADO, LUÍS VILAÇA, CARLOS PEREIRA, PAULO PONCE,
LUÍS LOUREIRO, CLARA NOGUEIRA, CAROLINA VAZ, TIAGO LOUREIRO, RUI ALMEIDA
PRÉMIO POSTER SPACV
DEGENERESCÊNCIA SARCOMATOSA DE ENXERTO
VENOSO ARTERIALIZADO TROMBOSADO
PEDRO SÁ PINTO, IVONE SILVA, LUÍS LOUREIRO, RUI ALMEIDA
2010
MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
TRATAMENTO ENDOVASCULAR DO ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL
EM CONTEXTO DE URGÊNCIA
EXPERIÊNCIA DO SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR DO HOSPITAL DE SANTA MARTA
ALVES, GONÇALO R.; VASCONCELOS, LEONOR; RODRIGUES, HUGO;
IVONE SILVA, TIAGO LOUREIRO, ISABEL ALMEIDA, CARLOS VASCONCELOS,
ARMANDO MANSILHA, RUI ALMEIDA
MELHOR COMUNICAÇÃO JOVEM SPACV
A VASODILATAÇÃO MEDIADA PELO FLUXO E A SEVERIDA
DE CLÍNICA DO FENÓMENO DE RAYNAUD
TIAGO LOUREIRO, IVONE SILVA, CLARA NOGUEIRA, CAROLINA VAZ,
LUÍS LOUREIRO, DIOGO SILVEIRA, SÉRGIO TEIXEIRA, RUI ALMEIDA
MELHOR POSTER SPACV
ANEURISMA MICÓTICO DA ARTÉRIA ILÍACA COMUM
EM ROTURA NUMA DOENTE TRANSPLANTADA RENAL
LUÍS LOUREIRO, PEDRO SÁ PINTO, CLARA NOGUEIRA, CAROLINA VAZ,
TIAGO LOUREIRO, DIOGO SILVEIRA, SÉRGIO TEIXEIRA
MELHOR POSTER JOVEM SPACV
CORREÇÃO DE ANEURISMA DO TRONCO BRAQUIO-CEFÁLICO, 10 ANOS APÓS
TRAUMATISMO TORÁCICO FECHADO – A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO
ALMEIDA LOPES J, BENJAMIN M, MANSILHA A, CASANOVA J, CARVALHO J,
RAMOS J, PINHO P, RONCON DE ALBUQUERQUE R
BOLSAS DE INVESTIGAÇÃO SPACV
EUFRÁSIO, SÉRGIO; GONÇALVES, FREDERICO; FERREIRA, MARIA EMÍLIA; CASTRO, JOÃO A.; CAPITÃO, LUÍS M.
FACTORES PREDICTIVOS DE COMPLICAÇÕES MICROVASCULARES PERIFÉRICAS NO
FENÓMENO DE RAYNAUD
MELHOR COMUNICAÇÃO JOVEM SPACV
IVONE SILVA, CARLOS VASCONCELOS, ARMANDO MANSILHA,
TRATAMENTO ENDOVASCULAR DE LESÕES TRAUMÁTICAS ARTERIAIS
R. FERNANDES E FERNANDES, L. MENDES PEDRO, J. P. FREIRE, ANA EVANGELISTA,
J. L. GIMENEZ, L. SILVESTRE, J. FERNANDES E FERNANDES
MELHOR POSTER SPACV
TRATAMENTO ENDOVASCULAR DE RUPTURA TRAUMÁTICA DO ISTMO AÓRTICO
R. FERNANDES E FERNANDES, L. MENDES PEDRO, J. P. FREIRE, ANA EVANGELISTA,
J.L. GIMENEZ, J. FERNANDES E FERNANDES
MELHOR POSTER JOVEM SPACV
UMA CAUSA RARA DE HIPERTENSÃO PORTAL: CASO CLÍNICO
LUÍS ANTUNES, ANA BAPTISTA, JOANA MOREIRA, RICARDO PEREIRA, ANABELA GONÇALVES, GABRIEL ANACLETO, JOÃO
ALEGRIO, MANUEL FONSECA, ÓSCAR GONÇALVES, ALBUQUERQUE DE MATOS
MARIA EDUARDA MATOS, TIAGO LOUREIRO, RUI ALMEIDA
POLIMORFISMOS GENÉTICOS NOS MECANISMOS ARTERIOGÉNICOS E ANGIOGÉNICOS
ASSOCIADOS À DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA
JOSÉ DANIEL BRANDÃO, ARMANDO MANSILHA, CARLA COSTA, RUI MEDEIROS, JOANA FERREIRA
BOLSAS DE ESTÁGIO SPACV
JOANA FERREIRA
EMANUEL DIAS
NIVALDO NUNES
20 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
SECRETARIADO
ACROPOLE
DAS 9H00 ÀS 18H30
—
CRISTINA FREITAS
913 267 645
968 174 969
RUA DE GONDARÉM, 956 – RCH
4150-375 PORTO
TLF +351 226 199 686
FAX + 351 226 199 689
E-MAIL [email protected]
www.spacv.org
SECRETARIADO
22 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
23 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII
CONGRESSO
ANUAL
24 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
PROGRAMA
14
JUNHO JUNE
25 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
PROGRAMA
15
JUNHO JUNE
13H00
09H00
16H30
17H45
08H00
11H00
ESVS CAROTID
WORKSHOP
SESSÃO
“A MESA DO INTERNO”
CAROTID DISEASE
DOENÇA CAROTÍDEA
SESSÃO DE COMUNICAÇÕES
LIVRES 3
COFFEE BREAK
LUNCH
COFFEE BREAK
Moderadores / Moderators
ANA GONÇALVES
DIOGO CUNHA E SÁ
11H30
14H30
16H30
SIMPÓSIO SPACV / ESVS
Secretário / Secretary
PAULO DIAS
SPACV / ESVS SYMPOSIUM
DOENÇA ARTERIAL
PERIFÉRICA
SPACV / ESVS SYMPOSIUM
Coordenação / Coordination
ARMANDO MANSILHA
FERNANDO GALLARDO
Tutores / Tutors
ALUN DAVIES
LUÍS MENDES PEDRO
RUI MACHADO
GABRIEL ANACLETO
12H00
REUNIÃO DA DIRECÇÃO
DA SPACV
SPACV COUNCIL MEETING
14H00
SESSÃO DE COMUNICAÇÕES
LIVRES 1
ORAL PRESENTATIONS 1
Moderadores / Moderators
NUNO MEIRELES
MARIA DO SAMEIRO CAETANO PEREIRA
Secretário / Secretary
JOÃO PEDRO ALMEIDA PINTO
15H00
SESSÃO DE COMUNICAÇÕES
LIVRES 2
ORAL PRESENTATIONS 2
Moderadores / Moderators
TERESA VIEIRA
IVONE SILVA
Secretário / Secretary
PEDRO PAZ DIAS
16H00
CAFÉ
COFFEE BREAK
TRAINEES SESSION
Moderadores / Moderators
LUÍS MOTA CAPITÃO
MANOLO MARTINEZ
Discussão
Comissão de Internos
CAROLINA VAZ
JOANA FERREIRA
ANA BAPTISTA
INÊS PINHEIRO
JOSÉ LOPES
LUÍS SILVESTRE
Ética em Cirurgia Vascular,
alguns exemplos
Ethics in vascular surgery,
some examples
JORDI MAESO
Registo Nacional de dados
- importância e análise crítica
National Vascular Database, missing
data, linkage and reporting
JULIAN SCOTT
Importância de cursos
práticos durante o internato
The role of workshops for
vascular trainees
HENNING ECKSTEIN
Avaliar competências técnicas
e não técnicas dos internos
Assessing the technical and non-technical skills of vascular trainees
JONATHAN BEARD
O exame europeu (FEBVS)
deve ser necessário
The european examination
(FEBVS) must be necessary
ARMANDO MANSILHA
Moderadores / Moderators
ALBUQUERQUE MATOS
JOAQUIM BARBOSA
Secretário / Secretary
JOSÉ CARLOS VIDOEDO
Discussão
1 minuto - 1 questão
1 minute - 1 question
PEDRO BRANDÃO
São necessários mais
estudos para comparar CEA
com CAS?
Do we need more carotid trials
for CEA vs CAS?
HENNING ECKSTEIN
A cirurgia é superior ao CAS
no tratamento de doença
carotídea após radioterapia
Surgery is still the better than
CAS in the management of
carotid disease following neck
radiation
ALUN DAVIES
Como ser competente e quem
pode efectuar CEA?
How to become competent and
who can perform CEA?
LUÍS MENDES PEDRO
ORAL PRESENTATIONS 3
09H00
SESSÃO DE COMUNICAÇÕES
LIVRES 4
ORAL PRESENTATIONS 4
Moderadores / Moderators
JOSÉ FRANÇA
JOSÉ TEIXEIRA
Secretário / Secretary
CARLOS PEREIRA
10H00
DOENÇA ANEURISMÁTICA
ANEURISMAL DISEASE
Moderadores / Moderators
PEREIRA ALBINO
DUARTE MEDEIROS
Secretário / Secretary
RICARDO VALE PEREIRA
Discussão
1 minuto - 1 questão
1 minute - 1 question
FREDERICO GONÇALVES
Cirurgia endovascular,
híbrida ou aberta para TAAA:
abordagem individualizada
Endo, hybrid or open repair
for TAAA: a tailor made approach
MICHAEL JACOBS
Como melhorar
a conformabilidade do stent
a nível do arco aórtico
How to improve the stent graft
conformability in the arch
VICENT RIAMBAU
Avanços no tratamento
da dissecção aórtica
Advances in the management
of aortic dissection
IAN LOFTUS
Paraplegia após TEVAR
Paraplegia after TEVAR
MICHAEL JACOBS
CAFÉ
Moderadores / Moderators
RUI ALMEIDA
SIMON PARVIN
Estrutura do trombo
no doente com AAA
Clot structure in patients
with AAA
JULIAN SCOTT
As próximas endopróteses
para EVAR vão corrigir
limitações actuais
Oncoming EVAR endograft will
overcome the current
endograft limitations
VINCENT RIAMBAU
Os novos dispositivos facilitam
o EVAR no AAA roto?
Do new devices facilitate EVAR
for ruptured AAA?
CARLO SETACCI
Porque é necessário um
programa nacional de
rastreio do AAA?
Why we need a national
screening program for AAA?
ARMANDO MANSILHA
Re-intervenções em
eventos vasculares
abdominais crónicos
Re-operations for chronic
abdominal vascular events
PETER LAMONT
Características das futuras
salas híbridas
Characteristics of the future
hybrid rooms
ERIC VERHOVEN
ALMOÇO
PERIPHERAL ARTERIAL DISEASE
Moderadores / Moderators
RAMON SEGURA
DANIEL MENEZES
Secretário / Secretary
RUY FERNANDES E
FERNANDES
Discussão
1 minuto - 1 questão
1 minute - 1 question
ANTÓNIO ASSUNÇÃO
Programas de marcha no
claudicante – são eficazes?
Exercise programmes for
claudication – are they worth it?
JONATHAN BEARD
O papel da farmacoterapia na
claudicação intermitente
The role of pharmacotherapy in
intermittent claudication
MARIA JOSÉ FERREIRA
Isquemia crítica e angiogénese
terapêutica
CLI and therapeutic angiogenesis
MARC CAIROLS
Técnicas alternativas de acesso
em intervenções distais
Alternative access techniques
for distal interventions
DANIEL BRANDÃO
Importância dos DEB na
angioplastia distal
The role of DEB for distal PTA
MAURO GARGIULO
Abordagem endovascular
como primeira opção
na isquemia crítica
Endovascular as first line
approach for CLI patient
CARLO SETTACI
16H00
CAFÉ
SIMPÓSIO SPACV / ESVS
Moderadores / Moderators
FRANCISCO LOZANO
ARMANDO MANSILHA
Discussão
1 minuto - 1 questão
1 minute - 1 question
PAULO SOUSA
Campanha “Aorta é Vida”
JOÃO ALBUQUERQUE E CASTRO
Imagem vascular digital hecha
por y para cirujanos vasculares.
Nuestra experiencia en el seno
de la SEACV
FRANCISCO RIELO
Fisiopatologia del AAA.
Descubriendo la punta del
iceberg desde la SEACV
GUILLERMO DUCAJÚ
Avanços recentes em EVAR
NUNO DIAS
17H30
CONFERÊNCIA DO
PRESIDENTE
PRESIDENTIAL CONFERENCE
26 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
PROGRAMA
16
JUNHO JUNE
27 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
PARTICIPANTES
PARTICIPANTES
08H00
12H00
13H30
ALBUQUERQUE MATOS
JOSÉ FRANÇA
SESSÃO DE
COMUNICAÇÕES LIVRES 5
DOENÇA VENOSA
CRÓNICA
ALMOÇO
ALEXANDRA CANEDO
JOSÉ LOPES
ALUN DAVIES
JOSÉ MEIRA
AMÍLCAR MESQUITA
JOSÉ TEIXEIRA
ANA BAPTISTA
JULIAN SCOTT
ANA GONÇALVES
LEONOR VASCONCELOS
ANGÉLICA DAMIÃO
LUÍS MENDES PEDRO
ANTÓNIO ASSUNÇÃO
LUÍS MOTA CAPITÃO
ANTÓNIO SIMÕES
LUÍS SILVESTRE
ARLINDO MATOS
MANOLO MARTINEZ
ARMANDO MANSILHA
MANUEL FONSECA
CARLO SETTACI
MARC CAIROLS
CARLOS PEREIRA
MARIA DO SAMEIRO CAETANO PEREIRA
CAROLINA VAZ
MARIA JOSÉ FERREIRA
DANIEL BRANDÃO
MÁRIO MACEDO
DANIEL MENEZES
MAURO GARGIULO
DIOGO CUNHA E SÁ
MICHAEL JACOBS
DUARTE MEDEIROS
MICHEL PERRIN
ERIC VERHOVEN
MIGUEL MAIA
FERNANDO GALLARDO
MIGUEL SALAZAR
FRANCISCO LOZANO
NUNO DIAS
FRANCISCO RIELO
NUNO MEIRELES
FREDERICO GONÇALVES
ÓSCAR GONÇALVES
GABRIEL ANACLETO
PAULO BARRETO
GIL MARQUES
PAULO CORREIA
GUEDES VAZ
PAULO DIAS
GUILLERMO DUCAJÚ
PAULO SOUSA
HENNING ECKSTEIN
PEDRO BRANDÃO
19H00
IAN LOFTUS
PEDRO PAZ DIAS
ENCERRAMENTO
INÊS PINHEIRO
PEREIRA ALBINO
ISABEL CÁSSIO
PETER LAMONT
IVONE SILVA
PIER LUIGI ANTIGNANI
JOANA CARVALHO
RAMON SEGURA
JOANA FERREIRA
RICARDO VALE PEREIRA
JOÃO ALBUQUERQUE E CASTRO
RUI ALMEIDA
JOÃO PEDRO ALMEIDA PINTO
RUI MACHADO
JOÃO SILVA E CASTRO
RUY FERNANDES E FERNANDES
JOAQUIM BARBOSA
SÉRGIO SAMPAIO
JONATHAN BEARD
SIMON PARVIN
JORDI MAESO
STAVROS KONSTANTINIDES
JOSÉ ARAGÃO MORAIS
TERESA VIEIRA
JOSÉ CARLOS VIDOEDO
VICENT RIAMBAU
ORAL PRESENTATIONS 5
Moderadores / Moderators
ANTÓNIO SIMÕES
JOSÉ MEIRA
Secretário / Secretary
JOANA CARVALHO
09H00
SESSÃO DE
COMUNICAÇÕES LIVRES 6
CHRONIC VENOUS DESEASE
Moderadores / Moderators
MÁRIO MACEDO
PAULO CORREIA
Secretário / Secretary
PAULO BARRETO
Discussão
1 minuto - 1 questão
1 minute - 1 question
JOSÉ ARAGÃO MORAIS
ORAL PRESENTATIONS 6
Moderadores / Moderators
ÓSCAR GONÇALVES
RUI MACHADO
Secretário / Secretary
MIGUEL MAIA
10H00
PRÉMIO MELHOR
COMUNICAÇÃO SPACV
SPACV BEST ORAL
PRESENTATION PRIZE
Moderadores / Moderators
ISABEL CÁSSIO
GUEDES VAZ
Júri / Jury
ALEXANDRA CANEDO
GIL MARQUES
LEONOR VASCONCELOS
GABRIEL ANACLETO
ARLINDO MATOS
11H30
CAFÉ
COFFE BREAK
LUNCH
O papel da inflamação na
doença venosa crónica
The role of inflammation in
chronic venous disease
PIER LUIGI ANTIGNANI
Que doentes com varizes
devem ser operados no SNS?
Should we operate all patients
with varicose veins in the public
health system?
JORDI MAESO
Quais os custos de não
tratar as varizes?
What are the costs of
not treating varicose veins?
ALUN DAVIES
Estudos randomizados no
tratamento endovenoso
de varizes
Randomized control trials on
varicose vein endovenous
treatment
MICHEL PERRIN
Porquê e como utilizar escalas
para avaliar a qualidade de vida
na nossa prática clínica diária
Why and how to use Qol scores in
our daily practice
ARMANDO MANSILHA
Novos antitrombóticos
orais e o futuro
New oral antithrombotic drugs
and the future
STAVROS KONSTANTINIDES
15H00
PRÉMIO MELHOR
POSTER SPACV
SPACV BEST POSTER PRIZE
Moderadores / Moderators
ANGÉLICA DAMIÃO
AMÍLCAR MESQUITA
Júri /Jury
MANUEL FONSECA
JOÃO SILVA E CASTRO
ANA GONÇALVES
SÉRGIO SAMPAIO
MIGUEL SALAZAR
17H00
CAFÉ
COFFE BREAK
17H30
ASSEMBLEIA GERAL
DA SPACV
SPACV GENERAL ASSEMBLY
CLOSURE
20H30
ENTREGA DE PRÉMIOS
E BOLSAS
AWARDS CEREMONY
28 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
29 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO SPACV
SESSÃO
MELHOR
COMUNICAÇÃO
SPACV
30 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
31 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
TÉCNICA DE SAFARI EM
REVASCULARIZAÇÃO DOS
MEMBROS INFERIORES
FERREIRA J,
BRANDÃO D,
BRAGA S,
VASCONCELOS J,
GOUVEIA R,
CANEDO A,
VAZ A
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR, CENTRO
HOSPITALAR DE VILA NOVA DE
GAIA/ESPINHO
OBJECTIVOS
Revisão dos casos de isquemia crítica tratados pela
técnica SAFARI (Subintimal Arterial Flossing with Antegrade–Retrograde Intervention), avaliando a sua importância, eficácia e segurança.
MATERIAL & MÉTODOS
De Maio de 2011 a Fevereiro de 2012, cinco doentes
(correspondendo a seis membros) foram submetidos a
tratamento endovascular por abordagem anterógrada
da artéria femoral comum e retrógrada da artéria
pediosa.
RESULTADOS
Foram tratados quatro indivíduos do sexo feminino e
um do masculino (dois membros), com uma idade média de 74,6±5,94 anos, por isquemia crónica grau IV.
Quatro eram diabéticos e dois deles apresentavam
doença coronária. Optou-se primeiramente por uma
abordagem anterógrada da artéria femoral comum,
seguida de punção da artéria pediosa guiada por fluoroscopia. Em dois casos utilizou-se a técnica de “rendez-vouz”. O comprimento médio das oclusões foi de
112,02 (58-189) mm e em quatro membros verificouse oclusão concomitante da artéria poplítea. Em todos
os casos foi conseguida a repermeabilização da artéria
correspondente ao angiossoma em causa. Em três casos foi repermeabilizada, quer a artéria tibial anterior,
quer a posterior. O sucesso técnico foi de 100%. Não
se registaram complicações relacionadas com o acesso. Um doente apresentou falso aneurisma da artéria
poplítea tratado com compressão eco-guiada. Followup de 4,8 meses (cinco doentes- seis membros):
OBSERVAÇÕES
amputação minor em quatro casos, com cicatrização
do coto de amputação; um caso de amputação acima
do joelho, por infecção não-controlada e num outro
caso, verificou-se a cicatrização das lesões sem necessidade de amputação.
CONCLUSÕES
Cerca de 20% das oclusões complexas poplíteas e infra-popliteas não são recanalizáveis por via endovascular1,2. Neste contexto é de considerar a técnica de
“SAFARI”, cujos resultados publicados confirmam a sua
segurança e eficácia1,2,3. Contudo, na literatura foram apenas descritos cerca de 100 casos, na maioria
pequenas séries (com menos de 6 doentes) 2. Estudos
de maiores dimensões e com follow-up adequado poderão corroborar a seu benefício clínico2,3.
Referências:
1- Yeh, K, Tsai Y, Huang H, Chou H, Chang H. Dual Vascular Access for Critical Limb Ischemia Immediate and
follow-up results. Catheterization and Cardiovascular
Interventions 2011; 77:296-302.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
INSUFICIÊNCIA RENAL
INDUZIDA POR CONTRASTE
— ESTUDO PROSPECTIVO
LUÍS ANTUNES,
ANA BAPTISTA,
JOANA MOREIRA,
GABRIEL ANACLETO,
ÓSCAR GONÇALVES,
ALBUQUERQUE MATOS
------------CENTRO HOSPITALAR E
UNIVERSITÁRIO DE COIMBRA.
EPE – HUC, SERVIÇO ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
RESULTADOS
A nefropatia induzida pelo contraste é a terceira causa
de insuficiência renal aguda (IRA) hospitalar. Este estudo pretende determinar a incidência de IRA induzida
pelo contraste durante procedimentos angiográficos.
Amostra constituída por 47 doentes do sexo masculino (87%) e 7 do sexo feminino, com idade média de
62,5 ± 13,4 anos. Entre os factores considerados, observou-se hipertensão arterial (HTA) em 44 doentes
(81,5%), DRC em 26 (48,1%), IRC em 8 (14,8%) e diabetes mellitus (DM) em 13 (24,1%). O volume de contraste utilizado foi em média 234,8 mL, com 209,4mL
nos procedimentos diagnósticos e 334,1 mL nos terapêuticos. A incidência de IRA foi 24,1% (13 casos) e
9,3% (5) utilizando a variação de creatinina e da TFG,
respectivamente. A DM foi o único factor com significância na indução de IRA (p=0.049). Uma reavalição
posterior de 38 doentes evidenciou a irreversibilidade
da insuficiência renal em 2 casos (5,2%).
MATERIAL & MÉTODOS
Estudo prospectivo de 54 doentes internados no serviço para realização de procedimentos angiográficos
de diagnóstico ou terapêutica. O contraste administrado foi o Ultravist 370®. Todos os doentes foram
submetidos a profilaxia pré e pós-procedimento com
bicarbonato sódico. Considerou-se IRA uma elevação
da creatinina em 0,5mg/dl ou 25% do valor inicial ou
diminuição de 25% na taxa de filtação glomerular
(TFG). Para o cálculo da TFG utilizou-se a fórmula de
Cockroft-Gault. A doença renal crónica (DRC) e insuficiência renal crónica (IRC) foram definidas conforme
a TFG <90mL/min ou <60 mL/min, respectivamente.
Aplicou-se o teste não paramétrico Kruskal-Wallis para
estudar a influência de possíveis factores de risco para
a IRA. Considerou-se significância estatística p<0.05.
2- Rogers RK, Dattilo PB, Garcia JA, Tsai T, Casserly IP.
Retrograde Approach to Recanalization of Complex Tibial Disease. Catheterization and Cardiovascular Interventions 2011; 77:915-925.
3- Montero-Baker M, Schmidt A, Bräunlich S, Ulrich M,
Thieme M, Biamino G, Botsios S, Bausback Y and Scheinert D. Retrograde Approach for Complex Popliteal
and Tibioperoneal Occlusions. J Endovasc Ther 2008;
15:594-304.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
A incidência de nefropatia foi elevada apesar da profilaxia utilizada. A DM foi o único factor predisponente à
IRA. A maior parte dos casos de IRA parece reversível.
A utilização de contraste iso-osmolar e em menores
quantidades poderá melhorar os resultados.
32 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
33 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
TRATAMENTO HIBRIDO
DE ANEURISMAS DO ARCO AÓRTICO:
EXPERIÊNCIA DO HOSPITAL
DE SANTA MARTA
ALVES, GONÇALO R.,
M. CASTRO, JOÃO,
RODRIGUES ,HUGO,
EUFRÁSIO, SÉRGIO,
VALENTIM, HUGO,
VASCONCELOS, LEONOR,
LARANJEIRO, ÁLVARO,
FERREIRA, Mª EMÍLIA,
CASTRO, JOÃO A.,
FRAGATA, J. ,
CAPITÃO, LUÍS M.
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR E SERVIÇO
DE CIRURGIA CARDIOTORÁCICA,
HOSPITAL DE SANTA MARTA,
CENTRO HOSPITALAR DE LISBOA
CENTRAL
------------REFERÊNCIAS
1 Rita Karianna Milewski, et al.
(2010). “Have hybrid procedures
replaced open aortic arch
reconstruction in high-risk
patients? A comparative study of
elective open arch debranching
with endovascular stent graft
placement and conventional elective
open total and distal aortic arch
reconstruction”. J Thorac Cardiovasc
Surg 2010;140:590-597;
2 Czerny, M., D. Zimpfer, et al. (2004).
“Initial results after combined
repair of aortic arch aneurysms
by sequential transposition of
the supra-aortic branches and
consecutive endovascular stentgraft placement.” Ann Thorac Surg
78(4): 1256-1260.;
3 Antoniou, G. A., K. El Sakka, et al.
(2010). “Hybrid Treatment of Complex
Aortic Arch Disease with Supra-aortic
Debranching and Endovascular Stent
Graft Repair.” European Journal of
Vascular and Endovascular Surgery
39(6): 683-690
OBJECTIVOS
A cirurgia híbrida do arco aórtico (AA) é hoje uma a
xternativa ao tratamento cirúrgico clássico, aplicável
em várias patologias aórticas tanto no contexto electivo como de urgência.1 Nos procedimentos híbridos
do arco aórtico parece existir uma diminuição significativa mortalidade a curto e médio prazo, assim como,
uma menor morbilidade peri-operatória.2,3 Os autores reportam um estudo retrospectivo de todos os casos realizados nesta Instituição.
MATERIAL & MÉTODOS
Foi realizada uma pesquisa nos registos de procedimentos híbridos do AA desde o ano de 2009. Analisaram-se um total de 18 intervenções, das quais 10
foram por aneurisma do AA, 4 por dissecção tipo A, 3
por falso aneurisma do AA e 1 por um endoleak tipo
I após correcção endovascular de um aneurisma da
aorta descendendente. O tempo médio de follow-up é
21,7±8,4 meses
RESULTADOS
Foram realizados 18 debranchings do AA: em 10 doentes procedeu-se à construção de uma pontagem bifurcada da aorta ascendente (AoA) para o tronco braquiocefálico (TBC) e artéria carótida comum esquerda
(CCE); em 3 casos corrigiu-se um aneurisma da aorta
OBSERVAÇÕES
ascendente e realizou-se uma pontagem bifurcada do
conduto protésico para o TBC e CCE; em 2 doentes optou-se por uma pontagem cervical entre a artéria carótida comum direita (CCD) e a CCE; em 3 doentes a pontagem realizada foi entre a AoA e a CCE. Registou-se
uma mortalidade global aos 30 dias de 11% (2/18) dos
doentes tratados. Estes dois casos ocorreram após o
tempo cirúrgico, pelo que, foram submetidos ao procedimento complementar endovascular 16 doentes, sem
mortalidade associada. Não se verificou qualquer caso
de acidente vascular cerebral, (AVC), isquémia medular ou insuficência renal terminal (IRT). Registaram-se
2 casos (11%) de flebotrombose axilar esquerda. O
seguimento destes doentes revelou 1 endoleak tipo
II não tendo ocorrido até à data qualquer trombose de
pontagem vascular.
CONCLUSÕES
Os autores concluem que a experiência institucional
com o tratamento híbrido do arco aórtico è favorável,
comparando-se aos resultados publicados em grandes
séries.3 A menor mortalidade e morbilidade associada
ao procedimento permite tratar um maior espectro de
doentes, assim como permitem alargar a janela terapêutica da cirurgia endovascular. São procedimentos,
menos complexos e mais facilmente reprodutíveis em
Centros Cirúrgicos de menor volume, numa patologia
já por si rara.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
PÉ DIABÉTICO
— O PAPEL DA PONTAGEM
DISTAL NA ERA ENDOVASCULAR
TIAGO LOUREIRO,
JOANA MARTINS,
CLARA NOGUEIRA,
CAROLINA VAZ,
LUÍS LOUREIRO,
DIOGO SILVEIRA,
SÉRGIO TEIXEIRA,
DUARTE REGO,
IVONE SILVA,
RUI ALMEIDA
------------CENTRO HOSPITALAR DO PORTO –
HOSPITAL GERAL DE SANTO ANTÓNIO,
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA
VASCULAR
OBJECTIVOS
CONCLUSÕES
Pretende-se rever o número de pontagens distais realizadas num serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular
durante um ano, avaliando a sua eficácia dentro das
opções terapêuticas para o tratamento do componente isquémico associado ao pé diabético.
A isquemia crítica de membros afecta um número
crescente de doentes particularmente dentro da população diabética. Nestes, a doença obstrutiva é multissegmentar, atingindo frequentemente as artérias
do sector crural e poupando as artérias do pé. As inovações da tecnologia endovascular têm permitido tratar, de forma eficaz e pouco invasiva, doentes de maior
risco cirúrgico, sem conduto autólogo, ou com lesões
no sector infragenicular dificilmente abordáveis pelos
métodos convencionais. Na era endovascular contudo, este estudo reafirma a pontagem distal com veia
autóloga como uma excelente opção com óptimos resultados em termos de sobrevida livre de amputação
em bons candidatos cirúrgicos.
MATERIAL & MÉTODOS
Estudo retrospectivo que avalia o número de pontagens distais efectuadas durante o ano de 2011 em
doentes diabéticos, comparando a taxa de salvamento
de membro associada a este procedimento com a de
outras formas de revascularização, nomeadamente a
terapêutica endovascular.
RESULTADOS
No ano de 2011 foram operados 181 membros inferiores de 168 doentes diabéticos com quadro de isquemia crítica. A amostra é constituída por 107 homens
e 61 mulheres com idade média de 71 anos (mín-37;
máx-98). À maioria dos doentes (76 membros – 42%)
foi oferecido tratamento endovascular. Foram realizadas 19 pontagens a artérias do pé (10,5%). 24 membros não revascularizáveis sofreram amputação major
primária (13,3%). À data, todos os doentes do estudo
estão vivos. Dos membros revascularizados por via endovascular 64 (84,2%) permanecem livres de amputação. Realizaram-se 2 amputações major após pontagem a artérias do pé permanecendo os restantes 17
membros (89,5%) livres de amputação.
OBSERVAÇÕES
34 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
35 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
TROMBO MURAL
EM ENDOPRÓTESE AÓRTICAS
ANÁLISE DE UMA POPULAÇÃO
CONSECUTIVA DE 92 DOENTES
RUI MACHADO,
LUÍS LOUREIRO,
CARLOS PEREIRA,
CLARA NOGUEIRA,
CAROLINA VAZ,
TIAGO LOUREIRO,
DIOGO SILVEIRA,
SÉRGIO TEIXEIRA,
DUARTE REGO,
RUI ALMEIDA
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR,
CENTRO HOSPITALAR DO PORTO
OBJECTIVOS
RESULTADOS
As complicações do EVAR são endoleak, migração,
trombose e kinking. A maioria das publicações médicas raramente faz referência ao trombo endoprotésico
e suas eventuais complicações.
A incidência de trombo mural nesta população foi de
27%. As variáveis sem relevância estatística foram o
sexo, a idade, o diâmetro do aneurisma, a extensão do
colo, a calcificação do colo, a angulação do colo, o oversizing aórtico e o oversizing ilíaco. As variáveis morfologia da endoprótese (aorto-uni-ilíaca, p=0,076), tecido da endoprótese (poliéster, p=0,079) e razão das
áreas, embora estatisticamente não significativas, são
fortemente indiciadores de formação de trombo mural. As variáveis directamente relacionadas com a formação de trombo mural são o trombo no colo do aneurisma (p=0,038) e o diâmetro do colo (p=0,02).
MATERIAL & MÉTODOS
Avaliar a incidência de trombo mural nas endopróteses
em doentes tratados por doença aneurismática aortoilíaca e suas correlações anatomo-clínicas.
MM
A incidência de trombo mural nesta população foi de
27%. As variáveis sem relevância estatística foram o
sexo, a idade, o diâmetro do aneurisma, a extensão do
colo, a calcificação do colo, a angulação do colo, o oversizing aórtico e o oversizing ilíaco. As variáveis morfologia da endoprótese (aorto-uni-ilíaca, p=0,076), tecido da endoprótese (poliéster, p=0,079) e razão das
áreas, embora estatisticamente não significativas, são
fortemente indiciadores de formação de trombo mural. As variáveis directamente relacionadas com a formação de trombo mural são o trombo no colo do aneurisma (p=0,038) e o diâmetro do colo (p=0,02)
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
O trombo mural nas endopróteses aórticas é comum
nos primeiros 6 meses após a sua implantação, não
tendo sido encontradas correlação entre a sua existência e complicações tromboembólicas.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
AGRESSIVIDADE NO TRATAMENTO
DA DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA
E SUA INFLUÊNCIA NA CESSAÇÃO
TABÁGICA
SANDRINA FIGUEIREDO BRAGA,
JOANA FERREIRA,
JOÃO VASCONCELOS,
RICARDO GOUVEIA,
PEDRO BRANDÃO,
ALEXANDRA CANEDO,
A. GUEDES VAZ
------------CENTRO HOSPITALAR
DE VILA NOVA DE GAIA/ESPINHO EPE,
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Determinar se nos doentes com Doença Arterial Periférica (DAP), o tipo de tratamento e o grau de isquemia
influencia os hábitos tabágicos.
A análise estatística revelou uma proporção maior
de doentes que cessaram hábitos tabágicos quando
submetidos a um procedimento endovascular em relação àqueles em tratamento médico (66% vs 51%,
p=0.036) e ainda superior quando revascularizados
cirurgicamente (66% vs 80%, p=0.021). No grupo
de tratamento endovascular, 65% dos ex-fumadores
correspondiam a claudicantes e 69% a doentes com
isquemia crítica (p=0.36). No grupo de tratamento
cirúrgico, a percentagem de doentes que deixou de
fumar foi superior entre aqueles com isquemia crítica em relação aos tratados por claudicação (86% vs
72%, p=0.039).
MATERIAL & MÉTODOS
De Janeiro de 2010 a Dezembro de 2011 foram tratados 317 fumadores, 304 homens e 13 mulheres,
média de idades 66±9.7 anos. Destes, 44% foram
sujeitos a tratamento médico, 22% a revascularização endovascular e 34% a cirurgia. Estudaram-se as
características demográficas da população, presença
de factores de risco e eventos cardiovasculares, indicações para tratamento e a cessação tabágica após a
revascularização ou durante o seguimento.
CONCLUSÕES
Os doentes com Doença Arterial Periférica que são
submetidos a procedimentos de revascularização
mais invasivos, como a cirurgia, são mais propensos à
cessação tabágica do que os sujeitos a tratamento endovascular ou médico. A presença de isquemia crítica
aquando do tratamento cirúrgico influenciou, de forma estatisticamente significativa, a cessação tabágica. Assim, a proposta de tratamento constitui um momento crucial para fomentar a desabituação tabágica.
OBSERVAÇÕES
36 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
37 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FOLLOW-UP APÓS TRATAMENTO
ENDOVASCULAR DE ANEURISMAS DA AORTA:
NENHUM EXAME DE IMAGEM NOS PRIMEIROS
5 ANOS COMO ESTRATÉGIA PREFERENCIAL
EM DOENTES SELECCIONADOS
FREDERICO BASTOS GONÇALVES,
AN JAIRAM,
MICHIEL T. VOÛTE,
HENCE J. M. VERHAGEN
------------DEPARTMENT OF VASCULAR
SURGERY, ERASMUS UNIVERSITY
MEDICAL CENTER, ROTERDÃO
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR, HOSPITAL DE
SANTA MARTA, LISBOA
INTRODUÇÃO
A elevada taxa de complicações após o tratamento endovascular de aneurismas da aorta infra-renal
(EVAR) levou ao desenvolvimento de estratégias de
follow-up apertado, habitualmente realizado por
tomografia computorizada (TC). No entanto, esta estratégia pode ser desnecessária em doentes de muito
baixo risco para as referidas complicações.
OBJECTIVO
Identificação de doentes em que o follow-up de imagem for desnecessário durante os primeiros 5 anos
após EVAR.
MÉTODO
Todos os doentes implantados com a endoprótese
Gore Excluder num centro terciário de 2000 a 2007 foram incluídos. As características pre-operatórias e detalhes intra-operatórios foram registados, e todos os
TC pos-operatórios foram analisados. Todos os doentes seguiram o mesmo esquema de seguimento, que
consistia em TC nas primeiras 48h, aos 6 meses, aos
12 meses e de seguida anualmente.
Os doentes foram incluídos no grupo ideal se algum dos
seguintes critérios fosse observado: anatomia dentro
das instruções para uso; operação sem complicações
(correto posicionamento da prótese, sem endoleaks
tipo I/III) e TC às 48h negative (ausência de endoleaks
tipo I/III e zona de selagem com cumprimento superior a
10mm). Os restantes doentes foram incluídos no grupo
não-ideal. Eventos adversos que não podiam ser previstos ou tratados preventivamente como resultado da realização de TC não foram considerados.
RESULTADOS
Cento e quarenta e quarto doentes foram incluídos
(idade media 71.6, 88.2% homens). A classificação
ASA foi III/IV em 61.8% e 5% dos doentes eram aneurismas em rotura. Nenhum doente foi perdido para
follow-up nos primeiros 5 anos após o procedimento.
A estimativa de sobrevivência sem eventos adversos
aos 5 anos foi 100% no grupo ideal (N=42, 29.2%), e
78% para o grupo não-ideal (P=0.004, figura).
CONCLUSÕES
Em doentes com anatomia favorável, operações sem
complicações e uma primeira TC negative podem ser
acompanhados sem exames de imagem durante os
primeiros 5 anos após EVAR, já que nenhuma vantagem foi verificada com essa estratégia. Isso simplifica
o seguimento consideravelmente, tornando-o comparável ao da cirurgia aberta.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
TRATAMENTO ENDOVASCULAR
DE LESÕES TASC D DO SECTOR
FEMORO-POPLITEU :
EXISTIRÁ INDICAÇÃO PARA
UM GRUPO SELECIONADO DE DOENTES?
ALVES, GONÇALO R.,
VASCONCELOS, LEONOR,
RODRIGUES ,HUGO,
EUFRÁSIO, SÉRGIO,
VALENTIM, HUGO,
M. CASTRO, JOÃO,
MORAIS, JOSÉ A.,
FERREIRA, Mª EMÍLIA,
CASTRO, JOÃO A.,
CAPITÃO, LUÍS M
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR, HOSPITAL
DE SANTA MARTA, CENTRO
HOSPITALAR DE LISBOA CENTRAL
OBJECTIVOS
RESULTADOS
O tratamento endovascular do sector femoro-popliteu
é hoje uma terapêutica estabelecida com resultados
comprovados. O TASC II propõe a cirurgia de bypass
como terapêutica de eleição para as lesões D. Os autores reportam um estudo prospectivo de doentes tratados por terapêutica endovascular a lesões TASC D do
sector femoro-popliteu.
Foram incluídos neste estudo 12 doentes (12 membros), 91% (11/12) do sexo masculino. Destes, 5
apresentavam oclusões da artéria femoral superfical
> 20 cm e 7 oclusões da artéria politeia envolvendo a
trifurcação tibial. A opção endovascular justificou-se
em 6 doentes por elevado risco anestésico-cirúrgico
(ASA IV) e nos rstantes 6 por necessitarem de cirurgia de bypass aos vasos distais e na ausencia conduto
venoso adequado. Registou-se um sucesso técnico
de 100%, não se tendo registado mortalidade perioperatória ou qualquer amputação major até à data.
A taxa de permeabilidade primária foi de 90% aos 3
meses e 75% aos 6 meses, e a taxa de permeabilidade primária-assistida e secundária foi de 100% até a
data. Foi efectuada colocação de stent em 33% dos
doentes (4/12) no procedimento primário e em 100%
dos procedimentos secundários. (3/3).
MATERIAL & MÉTODOS
Foram considerados critérios de inclusão para este
estudo doentes em isquémia crítica (Rutherford 4, 5,
6) com lesões TASC D do sector femoro-popliteu na
ausência de conduto venoso adequado para cirurgia
de bypass ou com elevado risco anestésico-cirúrgico
(ASA IV). Os endpoints primários foram a mortalidade
aos 30 dias e a ausência de amputação major do membro intervencionado. Os endpoints secundários foram
a taxa de permeabilidade primária, a taxa de permeabilidade primária-assistida e a taxa de permeablidade
secundária. Todos os doentes iniciaram dupla antiagregação com ácido acetilsalicílico e clopidogrel após
o procedimento. O tempo médio de follow-up foi de
7,4±3,2 meses. A avaliação foi efectuada ao 3º, 6º e
12º mês através do exame clínico e objectivo do doente e do estudo arterial por eco-doppler.
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
O tratamento endovascular neste grupo de doentes
parece ser uma opção válida, muito embora, este estudo tenha ainda um follow-up curto e um reduzido
número de doentes. Contudo, parece-nos uma opção
segura e legítima, quando a pontagem cirúrgica não
pode ser oferecida em segurança ou com um conduto satisfatório. Um acompanhamento regular destes
doentes através de eco-doppler permite detectar reestenoses críticas com necessidade de reintervenção,
permitindo boas taxas de permeabilidade.
38 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
39 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ANEURISMA TÓRACO-ABDOMINAL:
OPÇÕES TERAPÊUTICAS
E EXPERIÊNCIA INICIAL
INSTITUCIONAL
HUGO RODRIGUES,
GONÇALO ALVES,
HUGO VALENTIM,
ANA CATARINA GARCIA,
LEONOR VASCONCELOS,
JOÃO SILVA CASTRO,
FREDERICO ARAGÃO DE MORAIS,
CARLOS AMARAL,
MARIA EMILIA FERREIRA,
JOÃO ALBUQUERQUE E CASTRO,
LUIS MOTA CAPITÃO
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
HOSPITAL DE SANTA MARTA, CHLC.
OBJECTIVOS
RESULTADOS
A cirurgia convencional do aneurisma tóraco-abdominal (TAAA) representa um dos maiores desafios da cirurgia vascular, quer em termos de técnica cirúrgica,
quer na exigência de cuidados peri e pós-operatórios.
Os resultados favoráveis das endo-reparações aórticas têm expandido as indicações para procedimentos
cada vez mais complexos em doentes sem condições
aceitáveis para cirurgia convencional.
A cirurgia híbrida para o tratamento dos TAAA e a reparação exclusivamente endovascular com endopróteses fenestradas ou ramificadas emergiram nos últimos anos como alternativas válidas no contexto atrás
descrito.
O objectivo deste trabalho é reportar a experiência recente no tratamento de TAAA no nosso centro, nas suas diferentes vertentes: clássica, híbrida e
endovascular.
Idade média: 66,8 anos, co-morbilidades: HTA (n=5),
Tabagismo (n=4), DPOC (n=3), EAM, AVC e Diabetes
(n=2). A estadia média pós operatória foi de 19,2 dias
(9-45 dias).
Registou-se 2 casos de IRC com necessidade de diálise definitiva. Não se registou trombose de qualquer
ramo visceral revascularizado, independente da técnica. Não se registou mortalidade, com um tempo médio
de follow-up de 20,8 meses.
MATERIAL & MÉTODOS
Colheu-se retrospectivamente os dados dos procedimentos de reparação de TAAA consecutivos, realizados no serviço desde 2010.
Neste periodo, registou-se 6 intervenções em doentes com TAAA .
Classificou-se os aneurismas segundo Crawford em
tipo 3 (1 caso), tipo 4 (3 casos) e tipo 5 (2 casos). 50%
dos doentes foram operados em contexto de urgência
diferida por rotura contida do aneurisma (2 casos) ou
sintomatologia álgica abdominal (1 caso).
Os procedimentos realizados foram: 1 cirurgia convencional (técnica de inclusão), 2 cirurgias híbridas (debranching visceral + TEVAR) e 3 reparações com endoprótese ramificada (exclusivamente endovascular)
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
A experiência recente do nosso serviço na reparação
de TAAA é modesta mas favorável, independentemente da técnica utilizada.
A cirurgia híbrida parece-nos uma alternativa válida à
cirurgia convencional em doentes com necessidade de
reparação urgente.
A cirurgia totalmente endovascular, pela elevada complexidade técnica e necessidade de material endovascular “custom-made”, reserva-se ainda para casos seleccionados em doentes sem indicação para cirurgia
convencional.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR COMUNICAÇÃO SPACV
TRATAMENTO ENDOVASCULAR DE
FALSOS ANEURISMAS TRAUMÁTICOS.
EXPERIÊNCIA EM LOCAIS
ANATÓMICOS MÚLTIPLOS
CLARA NOGUEIRA,
RUI MACHADO,
CAROLINA VAZ,
LUÍS LOUREIRO,
TIAGO LOUREIRO,
DIOGO SILVEIRA,
SÉRGIO TEIXEIRA,
DUARTE REGO,
JOSÉ TAVARES,
RUI ALMEIDA
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR DO CENTRO
HOSPITALAR DO PORTO –
HOSPITAL STO. ANTÓNIO
OBJECTIVOS
RESULTADOS
A abordagem e tratamento de falsos aneurismas
traumáticos representa um desafio significativo. Os
autores pretendem avaliar a eficácia e segurança do
tratamento endovascular de falsos aneurismas traumáticos, em diferentes localizações anatómicas.
Os procedimentos decorreram sem intercorrências.
Durante o período de seguimento, reporta-se um caso
de endoleak de falso aneurisma ilíaco, corrigido com
dilatação da endoprótese e um caso de oclusão assintomática de endoprótese poplítea.
MATERIAL & MÉTODOS
CONCLUSÕES
Os autores apresentam uma revisão de treze casos
clínicos de falsos aneurismas traumáticos, resultantes
de acidentes de viação ou iatrogenia: 2 da aorta torácica, 1 da artéria carótida comum, 1 da artéria renal, 3 da
artéria ilíaca, 2 da artéria poplítea, 3 da artéria femoral
superficial e 1 do tronco tibioperoneal. Num caso foi
efectuado controlo de hemorragia de falso aneurisma
da artéria ilíaca com balão oclusor e posterior exclusão
com endoprótese. Nos restantes casos, procedeu-se à
sua exclusão primária com endopróteses adequadas, à
excepção do falso aneurisma da artéria renal, que foi
embolizado.
O tratamento endovascular de lesões traumáticas
complexas torna-se bastante actrativo, pela sua eficácia e baixa morbi-mortalidade. O benefício será tanto
maior quanto mais difícil o acesso anatómico, sendo
necessário estudos a longo prazo, pelas potenciais
complicações associadas.
OBSERVAÇÕES
40 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
41 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO SPACV
SESSÃO
COMUNICAÇÕES
LIVRES 1
42 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 1
43 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
PEDIDOS DE SANGUE VERSUS UNIDADES
DE CONCENTRADOS ERITROCITÁRIOS
DESLEUCOCITADOS TRANSFUNDIDAS:
EXPERIÊNCIA DE UM SERVIÇO
DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR
ANA SPÍNOLA1,
IVONE SILVA2,
CIDÁLIA SILVA1,
LOURDES LIMA1,
MARGARIDA AMIL1,
JORGE COUTINHO1,
RUI ALMEIDA2
------------1SERVIÇO DE HEMATOLOGIA
CLÍNICA, CENTRO HOSPITALAR
DO PORTO
2SERVIÇO ANGIOLOGIA E CIRURGIA
VASCULAR, CENTRO HOSPITALAR
DO PORTO
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Analisar os pedidos transfusionais versus unidades
de concentrados eritrocitários desleucocitados (CED)
efectivamente transfundidas por parte de um Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular (SACV). Auditar
os procedimentos cirúrgicos com maior necessidade
transfusional tendo como objetivo reduzir os pedidos
de unidades de CED inadequados minimizando assim
custos adicionais.
529 doentes foram submetidos a cirurgia (169 mulheres, 360 homens), mediana de idade 72 anos (21 a
103). Cada cirurgia correspondeu a um pedido transfusional (n=529) sendo que 97 cirurgias efectuaram um
2º pedido, total de 1526 CED compatibilizados, média
de 2.9 por procedimento cirúrgico. Dos primeiros pedidos transfusionais 42.7% eram pré-operatórios e a
maioria foram pedidos de reserva (277/529). No total
foram transfundidas 853 unidades, mediana de 1 (0
a 17). Ratio C/T global foi de 1.8, a angioplastia distal
apresentou o maior ratio (7.1).
MÉTODOS
Análise retrospectiva, Janeiro de 2009 a Junho de
2010, dos pedidos de transfusão de CED efetuados
pelo SACV. Consulta dos registos clínicos electrónicos nos softwares informáticos “Gestão de Serviço de
Sangue” e “Sistema de Apoio ao Médico”.
Os procedimentos cirúrgicos foram agrupados em 22
categorias.
Realizada uma análise descritiva referente à idade da
população, tipo de cirurgia, tipo e momento do pedido
transfusional, número de unidades de CED compatibilizadas por pedido e por cirurgia, número de unidades
de CED transfundidas por tipo de cirurgia, número de
tipagens realizadas por tipo de cirurgia e valor de hemoglobina (Hb) pré-operatório.
Foram calculados 3 parâmetros: Razão unidades CED
compatibilizadas/ unidades CED transfundidas (ratio (C/T)), probabilidade de transfusão, index de
transfusão (Ti).
OBSERVAÇÕES
O valor médio de Hb pré-operatório foi de 10 g/dL.
CONCLUSÕES
Existe disparidade entre o ratio C/T obtido e o ideal,
devido a uma tendência excessiva de pedidos transfusionais. Esta análise leva-nos a refletir na necessidade
de estabelecer protocolos transfusionais adaptados a
cada procedimento cirúrgico.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 1
TRATAMENTO ENDOVASCULAR DE
ANEURISMAS ESPLÉNICOS
— A PROPÓSITO DE 3 CASOS CLÍNICOS
JOSÉ ALMEIDA LOPES,
DANIEL BRANDÃO,
TIMMY TOLEDO,
ALEXANDRE FIGUEIREDO,
ARMANDO MANSILHA
------------UNIDADE DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR HOSPITAL CUF PORTO
OBJECTIVO
RESULTADOS
Os aneurismas esplénicos, embora sejam os aneurismas esplâncnicos mais frequentes, cursam com uma
prevalência de apenas 0,01% e apresentam relevante importância clínica, por apresentarem uma elevada
mortalidade aquando da rotura.
O objetivo desde trabalho é mostrar que mesmo face a
patologias aneurismáticas raras, como estes aneurismas de artérias viscerais, se pode utilizar com comprovada eficácia as novas técnicas endovasculares que
têm gradualmente substituído a cirurgia clássica para
o tratamento de aneurismas esplâncnicos.
A taxa de sucesso técnico foi de 100%, sem se ter verificado morbi-mortalidade associada, tendo os procedimentos decorrido sem intercorrências e os doentes
tido alta no dia seguinte à intervenção.
Durante o seguimento realizado, demonstrou-se exclusão dos aneurismas esplénicos, permeabilidade
dos stents colocados e ausência de sinais de enfarte
ou atrofia esplénica.
MATERIAL & MÉTODOS
Foi realizada uma análise retrospetiva dos processos
clínicos dos doentes com aneurisma da artéria esplénica intervencionados pela nossa equipa cirurgica.
Foram identificados dois doentes do sexo feminino e
um do sexo masculino, tendo sido submetidos a correção endovascular sob anestesia local, através da colocação de stent coberto auto-expansível (Viabahn®,
Gore® , Flagstaff, Arizona, EUA)
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
Documentamos assim uma pequena série, embora
recente, de tratamento endovascular de aneurismas
da artéria esplénica, demonstrando que esta técnica
endovascular é hoje uma alternativa viável e segura à
cirurgia convencional no tratamento desta patologia.
Destacando-se assim como ato minimamente invasivo
que permite um menor tempo de internamento, um
período de convalescença mais curto e preservação
da normal função anatomo-fisio-imunológica do baço.
44 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 1
45 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ANEURISMA DA AORTA
ABDOMINAL OU DOENÇA ARTERIAL
OBSTRUTIVA DO SECTOR
AORTO-ILÍACO
— DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS
SANDRINA FIGUEIREDO BRAGA,
JOANA FERREIRA,
JOÃO VASCONCELOS,
RICARDO GOUVEIA,
PEDRO BRANDÃO,
A. GUEDES VAZ
------------CENTRO HOSPITALAR DE
VILA NOVA DE GAIA/ESPINHO EPE,
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
CONCLUSÕES
Determinar se os factores de risco cardiovascular e
o atingimento de órgãos alvo diferem nos doentes
tratados cirurgicamente por aneurisma da aorta abdominal ou por doença arterial obstrutiva do sector
aorto-ilíaco.
Os doentes tratados com AAA apresentaram idade
mais avançada que os tratados por doença obstrutiva do sector aorto-ilíaco. Entre aqueles com DAP, registou-se maior percentagem de doentes com antecedentes de tabagismo. A prevalência dos restantes
factores de risco não foi estatisticamente diferente
entre os dois grupos. Relativamente às manifestações
de doença aterosclerótica nos diferentes territórios
vasculares, apenas se verificaram diferenças estatisticamente significativas na doença cerebrovascular,
com mais doentes no grupo com DAP. Deste modo,
dado que os doentes com AAA apresentam prevalências idênticas de factores de risco vascular e eventos
ateroscleróticos, as profilaxias primária e ad aeternum
devem ser consideradas.
MÉTODOS
De Janeiro de 2010 a Dezembro de 2011 foram tratados cirurgicamente 61 doentes por aneurisma da aorta abdominal, com pulsos distais (grupo AAA) e 99
doentes por doença arterial obstrutiva do sector aorto-ilíaco, sem aneurismas (grupo DAP). Estudaram-se
as características demográficas da população, presença de factores de risco e eventos cardiovasculares.
RESULTADOS
Em relação à presença de factores de risco nos grupos AAA e DAP, as prevalências foram, respectivamente: média de idades 72±9.5 anos vs 64±9.4 anos
(p<0.0001), sexo masculino 95% vs 97% (p=0.27),
tabagismo 72% vs 89% (p=0.0047), diabetes mellitus 28% vs 33% (p=0.25), hipertensão arterial 47%
vs 43% (p=0.7) e dislipidemia 51% vs 54% (p=0.33).
Quanto ao atingimento de órgão alvo, nos grupos AAA
e DAP, constatou-se a presença, respectivamente, de
doença coronária em 34% vs 33% (p=0.55), doença
cerebrovascular em 8% vs 19% (p=0.018) e insuficiência renal crónica terminal em 6,5% vs 5% (p=0.65).
OBSERVAÇÕES
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 1
ESCLEROSE SISTÉMICA
— O ATINGIMENTO MACROVASCULAR
NUMA DOENÇA DE PEQUENOS VASOS
DIOGO SILVEIRA,
IVONE SILVA,
CLARA NOGUEIRA,
CAROLINA VAZ,
TIAGO LOUREIRO,
LUIS LOUREIRO,
SERGIO TEIXEIRA,
DUARTE REGO,
MARIA DO SAMEIRO CAETANO
PEREIRA,
RUI ALMEIDA
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR –
HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO,
CENTRO HOSPITALAR DO PORTO
OBJECTIVOS
RESULTADOS
O sistema imunitário está envolvido na etiopatogénese da aterosclerose que é, por muitos, considerada
uma doença inflamatória. Nos doentes com patologias auto-imunes a aterosclerose é mais prevalente
e o risco de doença cardiovascular está aumentado
quando comparados com indivíduos saudáveis. A Esclerose Sistémica (ES) é uma doença auto-imune com
envolvimento vascular frequente sendo o fenómeno
de Raynaud a primeira manifestação das alterações a
nível microcirculatório. A doença caracteriza-se predominantemente pela microangiopatia, mas cada vez há
mais evidência de um envolvimento macrovascular latente, tardiamente diagnosticado. Existem factores de
risco presentes na ES como o vasoespasmo, inflamação,
disfunção endotelial e aumento dos biomarcadores de
lesão vascular, que poderão justificar um aumento da
morbilidade e aparecimento mais precoce nestes doentes que não é explicado somente pelos factores de
risco tradicionais comuns á população geral.
Dos 75 doentes com Esclerose Sistémica seguidos,
cinco foram operados devido a doença macrovascular:
dois do sexo masculino, três do sexo feminino. A média
de idades foi de 60 anos. Dois eram fumadores, dois
hipertensos. Todos tinham anticorpos ANA positivo
anticentromero + e três anti-RO positivo. Uma doente foi operada por trombose de aneurisma poplíteo e
os restantes por arteriopatia periférica em isquemia
crítica. Quatro doentes foram submetidos a cirurgia
de revascularização, dois destes foram posteriormente simpaticectomizados e ambos foram amputados. O
quinto doente foi apenas submetido a simpaticectomia e amputação de dedo do pé. Um dos doentes faleceu por complicações cardíacas.
MATERIAL & MÉTODOS
Avaliação dos doentes com o diagnóstico de Esclerose
Sistémica e doença macrovascular concomitante, tratados no nosso Serviço.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
A doença macrovascular nos doentes com ES é agressiva e tem um atingimento mais precoce quando comparada com da população geral. Poderá ser interessante o estudo de marcadores de disfunção endotelial e
de aterosclerose nestes doentes como preditivos do
aparecimento da doença macrovascular.
46 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 1
47 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
PERFIL PSICOLÓGICO E QUALIDADE
DE VIDA DOS DOENTES COM
DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA
CAROLINA VAZ,
MAFALDA DUARTE,
CONSTANÇA PAUL,
PAULO VALENTE,
RUI BASTOS,
CLARA NOGUEIRA,
TIAGO LOUREIRO,
LUÍS LOUREIRO,
DIOGO SILVEIRA,
SÉRGIO TEIXEIRA,
DUARTE REGO,
ARLINDO MATOS,
RUI DE ALMEIDA
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR DO CENTRO
HOSPITALAR DO PORTO,
HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO,
PORTO
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Os objectivos desta investigação foram determinar o
perfil psicológico do doente com doença arterial periférica e identificar quais as dimensões que estão mais
afectadas assim como as mais preservadas em relação
à sua qualidade de vida.
Verificou-se um predomínio do sexo masculino
(62,4%), a média de idades foi de 69, 5 anos (desvio
padrão de 11,8), 47, 5% dos doentes frequentou o ensino primário e 12,9% dos doentes nunca frequentaram a escola. No que concerne a esfera familiar, esta
amostra apresenta uma alargada rede familiar em que
a média de filhos foi de 2,9 (desvio padrão de 2,8), todavia é destacar que 9,9 % dos doentes residem sós. A
qualidade de vida geral determinada foi de 41,05, valor com significado estatístico (p< 0,05) quando comparado com outras patologias nomeadamente com a
qualidade de vida geral de doentes oncológicos em estadio avançado (68,33).
MATERIAL & MÉTODOS
Estudo prospectivo desenvolvido num Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular. Procedeu-se ao estudo de
101 doentes em regime de internamento por doença
arterial periférica durante um período de tempo de 2
meses. Realizou-se um protocolo em três patamares
distintos : um pré-protocolo de avaliação, realizado na
admissão do doente tendo como variáveis os dados de
identificação e a avaliação da prestação de cuidados e
condições sócio-familiares. Um segundo protocolo realizado após a alta do doente com variáveis de caracter
clínico e um terceiro protocolo realizado em ambiente
de consulta externa em que se procedeu à avaliação
de determinantes biopsicossociais e à realização de
provas de carácter funcional.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
A doença arterial periférica sendo uma doença crónica e muitas vezes associada a consequências mutiladoras de ordem física torna compreensível e esperado
o seu impacto negativo na qualidade de vida geral dos
doentes.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 1
AVALIAÇÃO DE SCORE DE RISCO
CARDIOVASCULAR GLOBAL EM
CIRURGIA VASCULAR E SUA
APLICAÇÃO CLÍNICA
A.AFONSO,
A. GONÇALVES,
A. GONZALEZ,
G. MARQUES,
I. PINHEIRO,
M.J.FERREIRA,
N. DUARTE,
P. BARROSO
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR DO
HOSPITAL GARCIA DE ORTA
OBJECTIVO
RESULTADOS
A doença cardiovascular é a terceira causa mundial de
morte e, nos doentes com Doença Arterial Periférica
(DAP), há um risco mais elevado de eventos cardiovasculares fatais.
O risco cardiovascular global é o risco obtido pela presença e interação de todos os fatores de risco num
individuo e o objetivo do seu cálculo é identificar os
indivíduos de alto-risco e estabelecer o nível de agressividade da terapêutica.
Este trabalho consiste na avaliação dos fatores de risco cardiovasculares presentes em doentes com idade
inferior a 65 anos com DAP e, a partir deles, calcular
o score de risco cardiovascular global segundo Forth
Joint European Task Force (2007)
Dos 133 doentes analisados, apenas 15% eram do
sexo feminino, 67% doentes eram fumadores, 47%
diabéticos e 31,5% com antecedentes de evento cardiovascular não fatal.
MATERIAL & MÉTODOS
Estudo retrospectivo e descritivo recolhendo dados
de 133 doentes com idades entre 40-65 anos e que
foram submetidos a cirurgia de revascularização periférica nos anos 2007-2011. Foram recolhidos os dados
relativos á Idade, Sexo, Tabagismo, Pressão Arterial,
Colesterol total, presença de Diabetes Mellitus e antecedentes de AVC ou Síndrome Coronário Agudo. Foi
calculado o score de risco baseado nas tabelas de risco
SCORE das regiões Europeias de baixo risco.
OBSERVAÇÕES
O Score de risco para evento cardiovascular fatal em
10 anos foi : ≤1% em 16,6% doentes; 2% em 13,5%;
3-4%: em 18%; 5-9% em 24,8%; 10-14% em 17,3%
e >15% em 9,8% dos doentes.
A maioria dos doentes, apesar da idade jovem, têm um
risco cardiovascular global elevado com 50% doentes
a apresentar um risco> 5% de apresentar evento cardiovascular fatal em 10 anos e 27,1% dos doentes com
risco de evento fatal >10%.
CONCLUSÕES
Apesar do conhecimento comum do risco de mortalidade cardiovascular na DAP, estes doentes apresentam uma elevada taxa de subdiagnóstico, não acompanhamento e tratamento deficitários. A aquisição de
ferramentas diagnósticas acessíveis e práticas, como
as tabelas de risco cardiovascular global, auxiliam na
decisão médica relativamente à agressividade terapêutica e follow-up dos nossos doentes.
48 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
49 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO SPACV
SESSÃO
COMUNICAÇÕES
LIVRES 2
50 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 2
51 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ANÁLISE CASUÍSTICA DA SEGURANÇA
DE PROCEDIMENTOS
ENDOVASCULARES EM REGIME DE
AMBULATÓRIO
JOSÉ VIDOEDO,
JOÃO ALMEIDA PINTO,
MIGUEL MAIA
------------CENTRO HOSPITALAR DO TÂMEGA
E SOUSA, EPE,
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Avaliação retrospectiva das complicações registadas
a nível de procedimentos terapêuticos e diagnósticos endovasculares arteriais dos membros inferiores
numa série consecutiva de doentes
De Fevereiro de 2010 a Fevereiro de 2012 foram realizados 158 procedimentos arteriais endovasculares
de diagnóstico (arteriografia) e/ou terapêuticos (angioplastia percutânea com balão e implantação de endoprótese) em 134 doentes, por isquemia crónica dos
membros inferiores. Desses procedimentos, 76 foram
realizados em regime de ambulatório com admissão
dos doentes na Unidade de Cirurgia de Ambulatório.
Há a registar como complicações relacionadas com o
local de punção, dois hematomas inguinais resolvidos
de forma conservadora (ambulatório).
Complicações não relacionadas com o local de punção:
duas fístulas arteriovenosas a nível das artérias crurais resolvidas de forma espontânea (um em ambulatório e outro em internamento); oclusão de tronco tibioperoneal com necessidade de realização de bypass
por agravamento da isquemia (internamento). Não
foram registadas complicações sistémicas, nomeadamente do foro cardíaco, renal, cerebrovascular, alérgicas. Em nenhum dos doentes admitidos em regime de
ambulatório houve necessidade de prolongamento da
vigilancia ou transição para regime de internamento.
MÉTODOS
Análise dos processos clínicos, colheita de dados demográficos e clínicos dos doentes, análise estatística
descritiva e inferencial desses dados.
CONCLUSÃO
A baixa taxa de complicações registada, a sua rápida
identificação e evolução controlável, permitem realizar em segurança a maioria dos procedimentos endovasculares em regime de ambulatório.
OBSERVAÇÕES
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 2
TRATAMENTO ENDOVASCULAR DE
OCLUSÕES CRÓNICAS TOTAIS
EM DIFERENTES TERRITÓRIOS
— A PROPÓSITO DE 4 CASOS CLÍNICOS
DANIEL BRANDÃO,
PAULO BARRETO,
JOSÉ LOPES,
ARMANDO MANSILHA
------------UNIDADE DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
HOSPITAL CUF PORTO
OBJECTIVOS
O tratamento endovascular das oclusões crónicas totais (OCTs) pode assumir-se como um importante desafio técnico quer pela especificidade da constituição
das OCTs, quer pela sua localização. Neste contexto,
os autores propõem apresentar cinco casos de OCTs
de localização diversa, corrigidas na totalidade por via
endovascular.
MATERIAL & MÉTODOS
Caso 1 doente de sexo masculino, 50 anos, com claudicação intermitente incapacitante (CII) do membro
superior esquerdo. Após realização de angioTC verificou-se a presença de uma OCT da artéria subclávia
esquerda, proximal à emergência da artéria vertebral.
Esta lesão foi corrigida com colocação de stent por via
femoral.
Caso 2 doente de sexo masculino, 58 anos, com CII do
membro inferior direito. O angioTC demonstrou uma
OCT de toda a artéria ilíaca comum (AIC) direita. A passagem desta implicou o snaring de guia introduzido
por via contralateral, tendo-se procedido ao stenting
da lesão.
Caso 3 doente de sexo femino, 81 anos, com CII do
membro inferior esquerdo. Após angioRM, observouse uma OCT femoro-poplítea, grandemente calcificada
e com cerca de 15cm de comprimento. Optou-se pela
correcção endovascular por punção femoral ipsilateral.
Após diversas manobras, foi possível efectuar a passagem da OCT, corrigindo-se a lesão com stenting.
OBSERVAÇÕES
Caso 4 doente de sexo masculino, 68 anos, com isquemia crítica do membro inferior esquerdo (úlcera
infectada do bordo lateral do antepé). Após angioRM,
constatou-se a presença de estenose femoro-poplítea, bem como de múltiplas lesões distais. A lesão
femoro-poplítea foi corrigida com stenting. A nível
infra-poplíteo, tendo em conta as lesões arteriais verificadas e a localização da úlcera, decidiu-se corrigir
a artéria tibial anterior, que apresentava múltiplas
estenoses/oclusões com calcificação marcada. Após
utilização das plataformas 0.018” e 0.014”, foi possível repermeabilizar a artéria tibial anterior, com bom
resultado imagiológico e clínico.
Caso 5 doente de sexo masculino, 65 anos, com CII do
membro inferior esquerdo. Observou-se uma estenose da AIC e uma oclusão calcificada com cerca de 12cm
de comprimento da artéria femoral superficial, quando da realização de angioTC. A lesões descritas foram
adequadamente corrigidas por via endovascular.
RESULTADOS &
CONCLUSÕES
Foi possível alcançar sucesso técnico na totalidade dos
casos apresentados. A adaptação de diferentes técnicas na abordagem endovascular das OCTs,
mediante a sua localização e características específicas, pode permitir maior eficácia no seu tratamento.
52 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 2
53 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
SÍNDROME “NUTCRACKER”
EM CRIANÇA DE 12 ANOS
— A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO
DIOGO SILVEIRA,
RUI MACHADO,
CLARA NOGUEIRA,
CAROLINA VAZ,
TIAGO LOUREIRO,
LUÍS LOUREIRO,
SÉRGIO TEIXEIRA,
DUARTE REGO,
MARIA DO SAMEIRO CAETANO PEREIRA,
RUI ALMEIDA
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR –
HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO,
CENTRO HOSPITALAR DO PORTO
INTRODUÇÃO
RESULTADOS
O Síndrome de “Nutcracker” é uma causa rara de hematúria causada pela compressão da veia renal esquerda.
Geralmente esta compressão surge entre a aorta e a
artéria mesentérica superior (“Nutcracker” anterior),
mas por vezes pode surgir por compressão de uma veia
renal de localização retro-aórtica entre a aorta e a coluna vertebral (“Nutcracker” posterior). Este síndrome
surge maioritariamente em mulheres e é predominantemente diagnosticado na 3ª a 4ª décadas de vida. Os
sintomas incluem dor no flanco esquerdo, dor abdominal e hematúria macro ou microscópica. Pode estar
associado ainda ao “síndrome de congestão pélvica”
caracterizado por dispareunia, dismenorreia, dor perineal, pélvica e varizes dos membros inferiores.
Com restrição de exercício físico e suplementação de
ferro oral, a hematúria e a sua repercussão analítica
têm sido controladas e criança encontra-se assintomática em “follow-up” regular.
MATERIAL & MÉTODOS
Os autores apresentam um caso de uma criança de 12
anos, observada na nossa instituição, com uma duplicação da veia renal esquerda e Síndrome de “Nutcracker” anterior e posterior, com clínica de hematúria
macroscópica intermitente com um ano de evolução,
sintomática, com queda de hemoglobina e necessidade de suporte transfusional.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
O Síndrome “Nutcracker” é raro e existem poucos casos descritos na literatura. O seu tratamento tem evoluído ao longo dos últimos anos e engloba desde a
vigilância clínica periódica com tratamento médico associado, até procedimentos endovasculares ou intervenções cirúrgicas mais complexas como a transposição da veia renal esquerda ou auto-transplante do rim
esquerdo. A sua melhor forma de abordagem é ainda
alvo de alguma controvérsia mas nos doentes de idade
jovem deve ser preferencialmente conservadora dada
a probabilidade de remissão clínica pela alteração da
morfologia anatómica com o crescimento.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 2
CIRURGIA ONCOLÓGICA
ORTOPÉDICA E A IMPORTÂNCIA
DO CIRURGIÃO VASCULAR
CLARA NOGUEIRA1,
RUI MACHADO1,
PEDRO CARDOSO2,
CAROLINA VAZ1,
LUÍS LOUREIRO1,
TIAGO LOUREIRO1,
DIOGO SILVEIRA1,
SÉRGIO TEIXEIRA1,
DUARTE REGO1,
ARLINDO MATOS1,
CARLOS PEREIRA1,
JOSÉ TAVARES1,
ANTÓNIO OLIVEIRA2,
RUI ALMEIDA2
------------1SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR DO CENTRO
HOSPITALAR DO PORTO –
HOSPITAL STO. ANTÓNIO
2SERVIÇO DE ORTOPEDIA E
TRAUMATOLOGIA DO CENTRO
HOSPITALAR DO PORTO –
HOSPITAL STO. ANTÓNIO
OBJECTIVO
RESULTADOS
Avaliar a necessidade e importância da colaboração do
Cirurgião Vascular em cirurgia ortopédica oncológica.
Os procedimentos descritos decorreram sem intercorrências e permitiram a realização de cirurgia oncológica com sucesso, de acordo com os diferentes
objectivos pretendidos: diminuição da massa tumoral,
diminuição do risco hemorrágico (embolização), revascularização arterial e venosa de membro e isolamento
de vasos.
MATERIAL & MÉTODOS
Os autores apresentam seis casos clínicos de cirurgia oncológica efectuada pelo Serviço de Ortopedia
e Traumatologia, realizados entre Janeiro de 2011 e
Fevereiro de 2012, nos quais foi necessária a colaboração da Cirurgia Vascular.
De acordo com o quadro clínico, foram utilizadas diferentes técnicas cirúrgicas: embolização de tumor pélvico, previamente à sua resecção; pontagem entre a
artéria poplítea supra e infragenicular com segmento
de grande veia safena, após ressecção de leiomiossarcoma poplíteo; pontagem venosa ílio-femoral com
conduto protésico, após exérese de sarcoma pélvico
recidivado; isolamento dos vasos ilíacos durante a
ressecção de dois tumores do sacro; e isolamento dos
vasos femorais superficiais durante o isolamento de
lipossarcoma da coxa.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
Tumores extensos, com grande proximidade/envolvimento de vasos ou elevada irrigação, beneficiam de
uma abordagem multi-disciplinar, com maior probabilidade de sucesso terapêutico e melhoria da qualidade
de vida do doente.
54 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 2
ANGIOACESSOAUTÓLOGO
— DETERMINANTES DA
FUNCIONALIDADE E PERMEABILIDADE
ANA SOFIA FERREIRA,
SÉRGIO SAMPAIO,
ALFREDO CERQUEIRA,
RONCON DE ALBUQUERQUE
SERVIÇOS DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
HOSPITAL S.JOÃO
OBJECTIVO
RESULTADOS
Identificação e quantificação do impacto dos factores
determinantes de permeabilidade e funcionalidade
nos angioacessosautólogos
Os 88 doentes incluiam 39 (44%) mulheres e 49 (56%)
homens. A idade média foi de 68 anos (28-89). Cinquenta e um (53,3%) acessos foram construídos no punho, 8 (8,5%) no antebraço e 19 (37,2%) no cotovelo.
As taxas de permeabilidade primária foram 75% aos 6
meses, 74% aos 12 meses tendo-se mantido na última observação, aos 780 dias . Todos os doentes que
iniciaram diálise pela fistula construída mantiveram a
funcionalidade até à data de última observação. Vinte
e quatro doentes foram reeintervencionados : 4 destes angioplastia com balão, 18 novos acesso e 2 encerramentos por síndrome de roubo. Aos 898 dias a taxa
de mortalidade foi 4,5%. Não foi encontrada qualquer
variável da amostra com relação significativa na oclusão precoce ou tardia do acesso embora a existência
de um acesso anterior que ocluiu tenha um valor de p
próximo da significância estatística (p<0.200)
MATERIAL & MÉTODOS
Analisaram-se retrospectivamente os dados relativos a 94 acessos autólogos para hemodiálise realizados em 88 doentes durante o ano de 2010. As taxas
de permeabilidade e funcionalidade foram estimadas
pelo método de Kaplan-Meier. O impacto dos potenciais factores determinantes foi avaliado pelo teste de
log rank (variáveis categóricas) e através da regressão
de Cox (variáveis contínuas).
CONCLUSÃO
A maioria dos acessos construídos está de acordo com
as últimas recomendações da National Kidney Foundation–Kidney Dialysis Outcomes Quality Initiative
(NKF-KDOQI), sendo maioritariamente localizada no
punho, com taxas de permeabilidade e funcionalidade primária sobreponíveis às da literatura. A falência
primária verfica-se em períodos muito precoces do
follow-up ao que se segue uma estabilização das curvas de permeabilidade.
OBSERVAÇÕES
56 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
57 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO SPACV
SESSÃO
COMUNICAÇÕES
LIVRES 3
58 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 3
59 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
EMBOLIZAÇÃO DE
PSEUDOANEURISMA LOMBAR
ASSOCIADO A DOENÇA LIPOMATOSA
RETROPERITONEAL
MÁRIO VIEIRA,
SÉRGIO SAMPAIO,
MARINA NETO,
PAZ DIAS,
RONCON DE ALBUQUERQUE
------------CENTRO HOSPITALAR DE SÃO JOÃO,
EPE – SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
------------REFERÊNCIAS
1 Frankhauser G T, Stone W M, Naidu
S G, Oderich G S, Ricotta J J, Bjarnason
H, Money S R. The minimally invasive
management of visceral artery
aneurysms and pseudoaneurysms. J
Vasc Surg 2011;53:966-70.
2 Tulsyan N, Kashyap V S, Greenberg
R K, Sarac T P, Clair D G, Pierce
G, Ouriel K. The endovascular
management of visceral artery
aneurysm and pseudoaneurysm. J
Vasc Surg 2007;45:276-83.
3 Marone E M, Mascia D, Kahlberg D,
Brioschi C, Tshomba Y, Chiesa R. Is
Open Repair Still the Gold Standard
in Visceral Artery Aneurysm
Management?. Ann Vasc Surg
2011:25:936-946.
OBJECTIVO
RESULTADOS
Apresentação de um caso clínico de pseudoaneurisma
lombar esquerdo em paciente com doença lipomatosa
evolutiva, com especial ênfase na apresentação clínico-imagiológica e tratamento.
O procedimento decorreu sem complicações, com arteriografia de controlo sem evidência de preenchimento do aneurisma. Ao 2º dia, encontrava-se assintomática, sem alterações clinicas ou analíticas. A
biópsia da lesão não confirmou a hipótese de degeneração sarcomatosa.
MATERIAL & MÉTODOS
Doente de 18 anos, do sexo feminino, com antecedentes de doença lipomatosa evolutiva e insuficiência renal crónica por uropatia obstrutiva secundária,
em programa de diálise peritoneal. A doente recorreu
ao serviço de urgência por dor abdominal e obstipação
com 5 dias de evolução, sem história de traumatismo
recente. Ao exame objetivo apresentava dor à palpação dos quadrantes abdominais esquerdos. Realizou
Angio-TC abdominal que revelou uma volumosa lesão
lipomatosa retroperitoneal esquerda, com sinais sugestivos de degeneração sarcomatosa. Identificava-se
ainda estrutura vascular na lesão lipomatosa com 3cm
de maior diâmetro. A arteriografia confirmou tratar-se
de pseudoaneurisma na dependência de ramo da artéria lombar esquerda ao nível de L4, sem sinais de rotura livre. Foi proposta para embolização da lesão, com
cateterização selectiva e embolização proximal com
coils por microcateter.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
Os pseudoaneurismas associados a doença lipomatosa são extremamente raros, não havendo actualmente casos descritos na literatura. A hostilidade abdominal devido às alterações lipomatosas e o estado clínico
inerente às complicações associadas colocam a cirurgia convencional como abordagem de alto risco, não
obstante de ser ainda o tratamento “gold standard” em
diversos centros3. A opção endovascular permite, em
especial nessas condições, a exclusão aneurismática
com taxas de sucesso de 98% a 100%1,2, com baixa
morbimortalidade. Duvidas ainda se mantêm sobre a
taxa de recorrência a longo prazo, sendo assim crucial
uma correcta vigilância dos doentes tratados.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 3
RISCO DA EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO
IONIZANTE DURANTE
PROCEDIMENTOS ENDOVASCULARES
S. EUFRÁSIO,
P. SOUSA,
G. ALVES,
H. RODRIGUES,
J. PEREIRA,
G. RODRIGUES,
A. QUINTAS,
J ARAGÃO MORAIS,
J. ALBUQUERQUE E CASTRO,
M. FERREIRA,
L. MOTA CAPITÃO
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
HOSPITAL DE SANTA MARTA,
CENTRO HOSPITALAR
DE LISBOA CENTRAL
OBJECTIVOS
Com a generalização dos procedimentos endovasculares, cresce a preocupação com os efeitos deletérios que
a execução continuada de tais procedimentos acarreta.
Com este trabalho pretendeu-se avaliar e quantificar a
distribuição pela equipa médica e de enfermagem da
radiação emitida por um aparelho de radioscopia portátil (arco em C), durante diversos procedimentos endovasculares executados num bloco operatório.
MATERIAL & MÉTODOS
O registo e avaliação da dose de radiação foi efectuada
em diversos procedimentos endovasculares aórticos e
periféricos. A medição foi realizada com o apoio de três
dosímetros portáteis de radiação ionizante, instalados
em posição exterior ao fato plumbífero, ao nível do epigastro. As medições foram obtidas por leitura do dosímetro, no final do procedimento e registadas em μSV.
Foram efectuadas medições no cirurgião, ajudante,
anestesista e enfermeira instrumentista. Registou-se
o tempo total de irradiação durante o procedimento,
obtido através de software do aparelho de arco em C.
OBSERVAÇÕES
RESULTADOS &
CONCLUSÕES
A análise dos dados permitiu determinar a distribuição
da radiação pela equipa assistente. O nível de radiação
acumulada durante os procedimentos é inconstante. A
dose de radiação está relacionada com a localização do
cirurgião e dos outros elementos em relação ao doente e em relação à angulação da ampola emissovra de
radiação X. Atendendo à dispersão prevista da radiação determinou-se que os locais sob maior risco para
a equipa são as mãos e os olhos. Os dados obtidos permitem alertar e consciencializar para a necessidade de
utilização de todos os meios de protecção adequados,
de modo a obviar os efeitos nefastos a longo prazo da
radiação que, com o progresso das técnicas endovasculares se tornarão relevantes num futuro próximo.
60 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 3
61 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
TRATAMENTO PERCUTÂNEO DAS LESÕES
ARTERIAIS OBSTRUTIVAS NO SEGMENTO
INFRA-INGUINAL EM DOENTES COM
LESÕES TRÓFICAS POR ISQUÉMIA
CRÍTICA: RESULTADOS DO 1º ANO
NÁDIA DUARTE1,
ANA GONÇALVES2,
GIL MARQUES2,
PEDRO BARROSO3,
ANTÓNIO GONZÁLEZ3,
INÊS PINHEIRO1 ,
ANA AFONSO1,
MARIA JOSÉ FERREIRA4
------------1INTERNO DO SERVIÇO
DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA
VASCULAR DO HOSPITAL GARCIA
DE ORTA (HGO).
2ASSISTENTE HOSPITALAR
GRADUADO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR DO HGO.
3ASSISTENTE HOSPITALAR
DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA
VASCULAR DO HGO.
4DIRECTORA DO SERVIÇO
DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA
VASCULAR DO HGO
OBJECTIVO
RESULTADOS
Descrever e analisar os resultados imediatos intra
hospitalares e ao fim de três meses do tratamento endovascular de doentes com lesões no segmento arterial infra-inguinal, assim como a sua eficácia como
método de salvamento de membros de doentes portadores de lesões tróficas por isquémia crítica.
Foram implantados stents em 3 (27%) das intervenções, a nível da artéria femoral superficial. Dos resultados imediatos obteve-se sucesso em 95% das intervenções, sendo que se considerou sucesso quando se
conseguiu dilatação do segmento arterial com ou sem
estenose residual pouco significativa e sem complicações e o nível de amputação se limitou ao antepé ou
dedos, sem ter havido necessidade de procedimento
cirúrgico de revascularização (bypass), independentemente da terapêutica associada e números de desbridamentos realizados. Aos 3 meses obteve-se cicatrização completa das lesões tróficas em 10 (50%)
doentes Não houve eventos adversos major intrahospitalares (óbito por qualquer causa, enfarte agudo
do miocárdio, acidente vascular cerebral ou necessidade de reintervenção).
MATERIAL & MÉTODOS
No ano de 2012 foram tratados 18 doentes e 19 membros inferiores com lesões no segmento infrainguinal,
sendo 11 (58%) em artérias femorais superficiais, 10
(53%) em artérias popliteias, 11 (58%) em artérias
tibiais anteriores, 11 (58%) em artérias tibiais posteriores, 9 (47%) em artérias peroneanas. Todos os doentes apresentavam isquémia crítica com lesão trófica
- Grau IV da classificação Leriche-Fontaine. Foram analisadas também as prevalências em relação ao sexo
(89% sexo masculino vs 11% sexo feminino), idade
(média de idades 68 anos) e principais comorbilidades (diabetes mellitus presente em 94,4% seguida da
HTA presente em 72,2%).
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
O tratamento endovascular do segmento infra-inguinal é seguro e efectivo (baixa morbilidade e elevado
grau de resolubilidade), constituindo-se numa boa alternativa terapêutica em doentes com lesões tróficas
isquémicas. Estudos adicionais são necessários para
determinar a permeabilidade a longo prazo dos dispositivos nesse segmento arterial.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 3
TRATAMENTO ENDOVASCULAR
DE PSEUDOANEURISMA RECTAL
— CASO CLÍNICO
MÁRIO VIEIRA,
SÉRGIO SAMPAIO,
JOSÉ LOPES,
PAZ DIAS,
RONCON DE ALBUQUERQUE
------------CENTRO HOSPITALAR DE SÃO JOÃO,
EPE – SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
------------REFERÊNCIAS
1 Frankhauser G T, Stone W M, Naidu
S G, Oderich G S, Ricotta J J, Bjarnason
H, Money S R. The minimally invasive
management of visceral artery
aneurysms and pseudoaneurysms. J
Vasc Surg 2011;53:966-70.
2 Tulsyan N, Kashyap V S, Greenberg
R K, Sarac T P, Clair D G, Pierce
G, Ouriel K. The endovascular
management of visceral artery
aneurysm and pseudoaneurysm. J
Vasc Surg 2007;45:276-83.
3 Rockman C B, Moldano T S.
Splanchnic Artery Aneurysms.
Rutherford´s Vascular Surgery 7th
ed. 2010. Chapter 138.
OBJECTIVO
RESULTADOS
Apresentação de um caso clínico de pseudoaneurisma
(PA) da artéria rectal superior, com especial referência
à apresentação clínica, diagnóstico e tratamento.
O procedimento decorreu sem complicações. Executou-se cateterização a montante e a jusante do pseudoaneurisma com microcateter e embolização por
coils. A arteriografia de controlo evidenciou a ausência
de preenchimento do aneurisma. O doente mantevese assintomático no pós-procedimento, com estabilidade clinica e analítica.
MATERIAL & MÉTODOS
Doente do sexo masculino, de 22 anos, com antecedentes de HTA renovascular por fibrodisplasia da artéria
renal direita, observado no serviço de urgência por dor
abdominal intensa de início agudo, interpretado como
apendicite. Durante a cirurgia, constatou-se a presença de extenso hemoperitoneu, tendo-se convertido
para laparotomia exploradora sem identificação de foco
hemorrágico, confirmando-se por arteriografia irregularidade parietal da artéria rectal superior, sem hemorragia activa. O doente manteve-se estável até ao 15º
dia pós-operatório, em que se registou agravamento
clínico e queda da hemoglobina. Foi realizado Angio-TC
que revelou a presença de pseudoaneurisma da artéria
rectal superior com extenso hematoma retroperitoneal
organizado. O doente foi proposto para correcção cirúrgica com drenagem que não realizou por alterações
inflamatórias e fibróticas extensas, sendo referenciado
para exclusão endovascular que realizou com embolização por coils após cateterização selectiva.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
Pseudoaneurismas primários da artéria mesentérica
inferior são condições raras mas potencialmente fatais,
com indicação formal para tratamento, dado o risco de
rotura livre. O mecanismo patogénico é ainda desconhecido, estando associado a condições como degenerescência da camada média arterial, trauma, inflamação
ou infecção. O recurso a técnicas endovasculares permite, de forma minimamente invasiva, a exclusão do
PA, com taxas de sucesso primário elevadas1 2. Duvidas
se mantêm no que respeita à funcionalidade do órgão
envolvido e à taxa de recorrência a longo prazo2 3, sendo por isso imperativo um correcto follow-up destes
doentes.
62 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 3
63 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
MALFORMAÇÕES ARTERIOVENOSAS
— A IMPORTÂNCIA DA
ANGIO-ARQUITECTURA
LUÍS MACHADO,
ALFREDO CERQUEIRA,
ANA FERREIRA,
MÁRIO VIEIRA,
MARINA NETO,
SÉRGIO SAMPAIO,
PAZ DIAS,
RONCON DE ALBUQUERQUE
------------CENTRO HOSPITALAR DE SÃO JOÃO,
EPE – SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
------------REFERÊNCIAS
1 Jacobowitz G R et al. Transcatheter
embolization of complex pelvic
vascular malformations: Results
and long-term follow-up. J Vasc Surg
2001;33:51-55.
2 Young Soo Do et al. Endovascular
treatment combined with
emboloscleorotherapy of pelvic
arteriovenous malformations. J Vasc
Surg 2012;55:465-471.
3 Houbballah R et al. A New
Therapeutic Approach to Congenital
Pelvic Arteriovenous Malformations.
Ann Vasc Surg 2010;
24:1102-1109.
OBJECTIVO
RESULTADOS
Apresentação de 2 casos clínicos de malformações arteriovenosas (MAV) congénitas submetidas a embolização transarterial, com destaque especial para a técnica utilizada e resultados pós-procedimento.
Caso 1 observou-se preenchimento em menor volume da MAV, na dependência de ramos colaterais de
pequeno calibre. Desenvolveu síndrome pós-embolização ao 5º dia, com Angio-TC sem evidência de flush.
Caso 2 arteriografia final com preenchimento por ramos da artéria carótida externa. Aos 2 meses, apresenta diminuição da massa cervical e da hipertrofia do
membro superior direito.
MATERIAL & MÉTODOS
Caso 1 doente do sexo masculino, 47 anos, com antecedente de hipertensão arterial, observado por poliúria e hidronefrose, com diagnóstico de massa pélvica
anterior com 7.8*3.5cm, com compressão uretero-vesicular. O Angio-TC e arteriografia revelaram uma MAV
de alto débito, na dependência principal de ramos da
artéria ilíaca interna esquerda com veia ilíaca interna
de drenagem de alto calibre, submetido a embolização
dos ramos secundários e terciários por coils.
Caso 2 doente do sexo masculino, 44 anos, com antecedente de Síndrome de Parkes Weber referenciado por massa supra-clavicular direita com crescimento progressivo e efeito de massa cervical. O Angio-TC
e arteriografia mostraram uma MAV com componente arterial dominante, na dependência fundamental
de colaterais da artéria subclávia direita, tratado com
oclusão do nidus por microesferas e dos ramos a montante com coils.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
As MAV congénitas são raras e frequentemente difíceis de tratar. A opção cirúrgica é muitas vezes contraindicada, dado o risco hemorrágico e de lesão iatrogénica das estruturas vizinhas. A embolização arterial é
a estratégia terapêutica mais comum, observando-se,
contudo, elevado probabilidade de recorrência, dada a
angioarquitectura destas lesões, com recrutamento e
neogénese de vasos colaterais, sendo o tratamento
frequentemente apenas sintomático e com necessidade de ser repetido. Novas opções, nomeadamente
a embolização transvenosa, podem trazer outras soluções terapêuticas, carecendo ainda de análises dos
resultados a longo-prazo.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 3
SÍNDROME DE KLIPPEL-TRÉNAUNAY
— EXPERIÊNCIA DO SERVIÇO,
TRATAMENTO E FOLLOW-UP
GONÇALO QUEIROZ DE SOUSA,
JOÃO VIEIRA,
PEDRO AMORIM,
LOURENÇO CASTRO E SOUSA,
KARLA RIBEIRO,
GONÇALO SOBRINHO,
TERESA VIEIRA,
NUNO MEIRELES,
PEREIRA ALBINO
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR II
HOSPITAL PULIDO VALENTE CENTRO HOSPITALAR
LISBOA NORTE
OBJECTIVOS
CONCLUSÃO
O Síndrome de Klippel-Trénaunay é uma entidade
nosológica rara, congénita, composta por uma tríade clínica de várias malformações vasculares caracterizadas por uma mancha cutânea tipo “vinho do
porto”(malformação cutânea), veias varicosas e hipertrofia óssea e dos tecidos moles do membro afectado.
Os membros inferiores são os locais de apresentação
mais frequente. Afecta sobretudo doentes jovens, e
apresenta uma morbilidade considerável devido ao
facto de frequentemente se encontrar associada a outras anomalias, algumas delas em órgãos vitais.
O Síndrome de Klippel-Trénaunay, apesar de raro, é
uma patologia que pode surgir na prática clínica do
cirurgião vascular, e que apresenta significativa morbilidade sobretudo nos doentes mais jovens. Os autores descrevem a maior série até hoje reunida no nosso
país deste síndrome concluindo que na sua opinião o
prognóstico é pior nos doentes em que existe componente linfático no membro afectado.
MÉTODOS & RESULTADOS
Os autores apresentam a experiência do seu Serviço
de Cirurgia Vascular no tratamento e follow-up de 18
doentes com esta síndrome. As idades variam entre
os 21 meses e os 38 anos. As anomalias que mais frequentemente foram encontradas foram sem dúvida as
de etiologia linfática (33%). 56% dos doentes foram
intervencionados uma ou várias vezes tendo sido a
recessão da veia marginal o procedimento mais usual.
28% apresentavam anomalias venosas noutros territórios nomeadamente a nível mandibular e cerebral.
OBSERVAÇÕES
64 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
65 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO SPACV
SESSÃO
COMUNICAÇÕES
LIVRES 4
66 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 4
67 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
COMPLICAÇÕES VASCULARES
PÓS-TRANSPLANTE RENAL
E PÓS-TRANSPLANTECTOMIA RENAL
— A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO
LISA BORGES,
NELSON OLIVEIRA,
EMANUEL DIAS,
FERNANDO OLIVEIRA,
ISABEL CÁSSIO
------------HOSPITAL DO DIVINO ESPÍRITO
SANTO DE PONTA DELGADA, E.P.E.
ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR
------------REFERÊNCIAS
1 P. Julia, J. M. Alsac, J. N. Fabiani;
Complications vasculaires de la
transplantation rénale. EMC (Elsevier
Masson SAS, Paris), Techniques
chirurgicales – Chirurgie vasculaire,
43 – 310, 2011
2 Akoh, J.A.; Transplant
nephrectomy. World Journal of
Transplantation, 4 – 12, 2011
3 Eng M.M.P., Poer R.E., Hickey D.P.,
Little D.M.; Vascular Complications
of Allograft Nephrectomy. European
Journal of Vascular and Endovascular
Surgery, 212 – 216, 2006.
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Revisão das complicações vasculares pós-transplante
e pós-transplantectomia renal e apresentação e discussão dum caso clínico relacionado
Doente submetida a aneurismectomia com rafia directa de orifício da anastomose entre artéria ilíaca comum e patch de Carrell. A cirurgia e o pós-operatório
decorreram sem intercorrências; doente mantém artéria ilíaca comum permeável e íntegra, sem estenose, e
pulsos distais dos MI amplos e simétricos. Exame bacteriológico do falso aneurisma negativo.
MATERIAL & MÉTODOS
Caso clínico referente a uma doente de 28 anos, com
antecedentes de IRCT em regime de Hemodiálise,
transplante renal à direita em Dezembro de 2008, internamento em Dezembro de 2010 por quadro clínico
de rejeição crónica do enxerto, não resolvido com terapêutica conservadora e complicado por infecção urinária polimicrobiana multirresistente, com embolização
do enxerto e transplantectomia em Fevereiro e Março
de 2011, respectivamente; endocardite bacteriana em
Abril de 2011.
Doente recorreu ao SU por dor lombar com irradiação
para a fossa ilíaca direita com 24 horas de evolução. Ao
exame objectivo apresentava HTA e tumefacção dolorosa pulsátil na FID, sem defesa e sem reacção peritoneal, sem outras alterações. Realizados ecodoppler
abdominal e TC abdominopélvica que confirmaram falso aneurisma anastomótico (artéria ilíaca comum direita / artéria renal de enxerto prévio).
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
As complicações vasculares pós-transplante renal são
raras mas são responsáveis por 3-15% dos casos de
disfunção do enxerto. Estas dividem-se em estenose
da artéria renal, trombose da artéria ou veia renal, fístula arteriovenosa e falso aneurisma intrarrenal induzidos por biópsia e falso aneurisma extrarrenal.
As complicações vasculares pós-transplantectomia
renal correspondem a 0,9-14% do total de complicações e devem-se sobretudo a infecção no local de
anastomose vascular, que predispõe a disrupção. Dadas a dificuldade técnica, a mortalidade e morbilidade
significativas, a transplantectomia não constitui procedimento de rotina nos enxertos disfuncionais.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 4
SIMPATICECTOMIAS TORÁCICAS
— ESTUDO RETROSPECTIVO DOS
ÚLTIMOS 5 ANOS
ANA VIEIRA BAPTISTA,
LUÍS ANTUNES,
JOANA MOREIRA,
RICARDO PEREIRA,
ANABELA GONÇALVES,
GABRIEL ANACLETO,
JOÃO ALEGRIO,
MANUEL FONSECA,
ÓSCAR GONÇALVES,
ALBUQUERQUE MATOS
------------CENTRO HOSPITALAR
E UNIVERSITÁRIO DE COIMBRA –
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
Elaboração de um estudo retrospectivo de todas as
simpaticectomias torácicas realizadas no nosso Serviço ao longo dos últimos 5 anos.
MATERIAL & MÉTODOS
Procedeu-se à consulta dos processos hospitalares
de todos os doentes submetidos a simpaticectomia
torácica no nosso Serviço entre 01 de Janeiro de 2007
e 31 de Dezembro de 2011 e analisaram- -se variáveis
epidemiológicas, as fontes de referenciação, motivos
da intervenção, tipos de intervenção, complicações e
resultados
RESULTADOS
De um total de 26 doentes, 17 (65,4%) eram do sexo
feminino e 9 (34,6%) do masculino, sendo a média de
idades de 28,9 ± 11,1 anos. 38,5% dos doentes foram
referenciados através da Consulta de Dermatologia e
30,8% através de Centros de Saúde. 23 (88,5%) doentes apresentavam hiperhidrose, 2 (7,7%) hiperhidrose e síndrome de Raynaud primário e 1 (3,8%) lesões ateroscleróticas distais com lesões tróficas dos
OBSERVAÇÕES
dedos. Foi realizado um total de 52 simpaticectomias
torácicas, 11 (21,2%) por via axilar transpleural e 41
(78,8%) por via toracoscópica. Ocorrência de um caso
(1,9%) de síndrome de Hornerligeiro como complicação pós-operatória. Das 50 simpaticectomias realizadas por hiperhidrose (isolada ou em associação
a síndrome de Raynaud), 82,0% resultaram na sua
remissão total, 2,0% em remissão parcial e verificouse recidiva em 16,0% dos casos, tendo o tempo médio de follow-up sido de 12,4 ± 9,1 meses. 9 (34,6%)
doentes referem hiperhidrose compensatória ligeira
a moderada. Melhoria das queixas nos doentes com
síndrome de Raynaud e no doente com as lesões ateroscleróticas distais.
CONCLUSÕES
A simpaticectomia torácica constitui uma intervenção
relativamente simples em termos técnicos e pouco
invasiva se realizada por via toracoscópica, com baixa
taxa de complicações e com resultados efectivos, principalmente nos casos de hiperhidrose. O grau de satisfação dos doentes é, na maioria dos casos, elevado.
68 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 4
69 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
PRESSOTERAPIA NEGATIVA
— EXPERIÊNCIA DE UM SERVIÇO
MÁRIO VIEIRA,
PAZ DIAS,
VIRGÍNIA PEREIRA,
RONCON DE ALBUQUERQUE
------------CENTRO HOSPITALAR DE SÃO JOÃO,
EPE – SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
------------REFERÊNCIAS
1 Vig S et al. Evidence-based
recommendations for the use of
negative pressure wound therapy in
chronic wounds: Steps towards an
international consensus. Journal of
Tissue Viability 2011;20:1-18.
2 Birke-Sorensen H et al. Evidencebased recommendations for
negative pressure wound therapy:
Treatment variables (pressure levels,
Wound filler and contact layer)Steps towards an international
consensus. Jour Plas, Recons & Aesth
Surg 2011;64:1-16.
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Revisão retrospectiva e unicêntrica da utilização de
pressoterapia negativa em doentes com patologia
vascular aguda e crónica.
Observou-se sucesso terapêutico em 23 doentes
(88%), sendo 2 submetidos a amputação major. Registaram-se 3 óbitos por causas não relacionadas com
a vacuoterapia. O número médio de dias de internamento pós-tratamento foi de 15, sendo 88% dos doentes submetidos a procedimentos secundários, 50%
dos quais a plastia cutânea. Em 2 casos, o tratamento
prolongou-se para o ambulatório.
MATERIAL & MÉTODOS
Entre janeiro de 2010 e fevereiro de 2012, registou-se
a utilização de pressoterapia negativa em 26 doentes,
com idade média de 60 anos (±14 anos), sendo 69%
do sexo masculino. As comorbilidades mais frequentemente encontradas foram a hipertensão arterial
(66%), seguido da Diabetes Mellitus (50%) e da dislipidemia (38%). 8% eram insuficientes renais crónicos. O internamento deveu-se a lesão trófica isquémica em 23%, úlcera venosa complicada em 13%, pé
diabético em 8% e aneurisma da aorta abdominal roto
em 8%. O principal motivo da aplicação da pressoterapia foi a aceleração da cicatrização (62%), seguido do
controlo da infecção (46%). 2 dos doentes iniciaram a
aplicação por síndrome do compartimento abdominal.
Todos os doentes começaram o tratamento em internamento, em média 26 dias após a admissão, tendo realizado a aplicação durante cerca de 13 dias (±8 dias),
com pressão média e número de trocas de, respectivamente, 106mmHg (±12mmHg) e 3 trocas (±1.5).
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
Com inicio há cerca de 15 anos, a aplicação de pressoterapia negativa tem vindo a ter uma crescente indicação, com resultados positivos na evolução clinica dos
doentes tratados, conforme é exemplo os resultados
obtidos pela experiência deste serviço.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 4
COLITE A CITOMEGALOVIRUS
APÓS CIRURGIA AORTO-ILÍACA
— CASE REPORT
MARTINS, P.,
SILVA NUNES J.,
COSTA T.,
CORREIA L.,
------------HOSPITAL SANTA MARIA,
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
------------REFERÊNCIAS
Galiatsatos P, Schrier I, Lamoureux
E, Szilagyi A. Meta-analysis of
outcome of cytomegalovirus colitis
in immunocompetent hosts. Dig Dis
Sci 2005;50:609-16.
INTRODUÇÃO
CONCLUSÃO
A colite a Citomegalovirus (CMV) nos doentes imunocompetentes é extremamente rara, encontrando-se
descritos menos de 50 casos no mundo. Os autores
descrevem um caso único de colite a CMV, simulando
colite isquémica, após cirurgia de revascularização
aorto-ilíaca em doente com isquémia crítica dos membros inferiores.
Em doentes imunocompetentes, o estado pós-cirúrgico pode contribuir para o desequilíbrio imunitário, permitindo a infecção/reactivação do CMV. A colite a CMV
pode simular a colite isquémica, complicação temível
após cirurgia aorto-ilíaca, sendo difícil o seu diagnóstico diferencial. A colonoscopia e estudo patológico são
fundamentais para o diagnóstico definitivo e terapêutica complementar.
Caso Clínico Homem de 60 anos, imunocompetente,
fumador, hipertenso, diabético, com isquémia crítica
dos membros inferiores por doença arterial obstrutiva periférica multi-segmentar de predomínio aortoilíaco. Foi submetido a interposição aorto-bifemoral
com reimplantação da artéria mesentérica inferior. O
pós-operatório evoluíu com quadro prolongado de vómitos, diarreia, distensão e dor abdominal difusa. Foi
realizado TC abdomino-pélvico que demonstrou permeabilidade do procedimento de revascularização e
distensão de ansas intestinais, sem líquido livre. Após
três semanas de terapêutica conservadora e melhoria
clínica progressiva, efectuou-se colonoscopia que evidenciou colite ulcerada. O estudo patológico revelou
células com inclusões nucleares típicas de CMV, permitindo estabelecer o diagnóstico clínico de colite a CMV.
Às oito semanas de follow-up o doente encontrava-se
assintomático, com carga viral negativa e colonoscopia
normal, apesar de ausência de terapêutica anti-viral
específica.
OBSERVAÇÕES
70 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 4
EFEITO DA OXIGENIOTERAPIA
HIPERBÁRICA NA CICATRIZAÇÃO DE
ÚLCERAS DE PÉ EM DOENTES DIABÉTICOS
— EXPERIÊNCIA INSTITUICIONAL
INAUGURAL
NELSON OLIVEIRA,
EMANUEL DIAS,
LISA BORGES,
PEDRO ROSA,
FERNANDO OLIVEIRA,
LUÍS CABRAL,
ISABEL CÁSSIO
------------HOSPITAL DO DIVINO ESPÍRITO
SANTO EPE PONTA DELGADA SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
RESULTADOS
As úlceras crónicas do pé diabético acarretam um impacto social e económico elevado por estarem associadas a complicações com ameaça de membro. Este
estudo pretende avaliar o efeito da oxigenioterapia hiperbárica na cicatrização de úlceras de pé em doentes
diabéticos.
A taxa de cicatrização de úlcera foi de 47% (9/19), encontrando-se ainda em tratamento 4 doentes que estão a apresentar uma evolução favorável. Após o início
de oxigenioterapia hiperbárica, 4 doentes foram submetidos a amputação (21%) – 1 amputação transmetatársica, 2 amputações transtibiais e 1 amputação
de coxa. O tempo decorrido entre a primeira sessão de
oxigenioterapia hiperbárica e a cicatrização da lesão
foi de 13 semanas em média (8-29).
MATERIAL & MÉTODOS
Os autores apresentam um estudo retrospectivo observacional em que foram incluídos 19 doentes com
pé diabético observados entre Janeiro de 2010 e Fevereiro de 2012 na Instituição. Entre estes contam-se 12
úlceras de pé do grau II a IV na classificação de Wagner e 7 doentes com amputações minor já realizadas,
tendo sido admitidos por compromisso da cicatrização
da loca de amputação. Foram realizadas entre 14 e 63
sessões de oxigenioterapia hiperbárica por doente à
pressão ambiente de 2,5 atmosferas durante 90 minutos uma vez por dia, cinco dias por semana, à excepção de um doente que desistiu após a primeira sessão.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
A utilização criteriosa de oxigenioterapia hiperbárica adjuvante em casos selecionados poderá contribuir
para a cicatrização de lesões do pé diabético, nomeadamente em doentes com lesões que não tenham cicatrizado sob tratamento convencional e que não possuam
um compromisso significativo do influxo arterial do pé.
72 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
73 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO SPACV
SESSÃO
COMUNICAÇÕES
LIVRES 5
74 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 5
75 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
AVALIAÇÃO DO TRATAMENTO MÉDICO
EM DOENTES TRATADOS
CIRURGICAMENTE POR ESTENOSE
CAROTÍDEA
LUÍS LOUREIRO,
RUI MACHADO,
CLARA NOGUEIRA,
CAROLINA VAZ,
TIAGO LOUREIRO,
DIOGO SILVEIRA,
SÉRGIO TEIXEIRA,
DUARTE REGO,
RUI ALMEIDA
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
CENTRO HOSPITALAR DO PORTO
INTRODUÇÃO
Independente do tratamento adicional proposto está
indicado em todos os doentes com estenose carotídeo o melhor tratamento médico, este contudo tem
taxas de realização díspares consoante os países e a
época.
OBJECTIVOS
Avaliação de uma população de 53 doentes consecutivamente propostos para tratamento cirúrgico num
Hospital Universitário.
MATERIAIS & MÉTODOS
Estudo retrospectivo de 53 doentes tratados durante o ano de 2009. Foram revistos todos os processos
clínicos.
RESULTADOS
Foram realizadas 52 endarterectomias e 1 stenting carotídeos entre 2 de Janeiro e 30 de Dezembro de 2009
num Hospital Universitário. Todos os doentes (44 homens, 9 mulheres) foram incluídos, sendo que destes
32 (60%) estavam sintomáticos e 21 assintomáticos.
Os doentes foram orientados a partir da consulta externa de ACV em 79%, da consulta de Neurologia %
e 19% do SU. Como co-morbilidades refere-se Hipertensão Arterial em 87%, Dislipidemia em 70%, tabagismo em 42% e Diabetes Mellitus tipo 2 em 28%.
Relativamente ao tratamento médico, 94% estavam a
fazer pelo menos um anti-trombótico, 70% uma estatina e 70% um anti-hipertensor.
A mortalidade foi de 0%. A morbilidade foi de 6%
(correspondendo a 3 hematomas cervicais com necessidade de drenagem cirúrgica).
CONCLUSÃO
EMBOLIZAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA
NA EXÉRESE DE TUMOR DO CORPO
CAROTÍDEO
MIGUEL MAIA,
JOÃO ALMEIDA PINTO,
JOSÉ VIDOEDO
------------CENTRO HOSPITALAR DO TÂMEGA
E SOUSA, EPE,
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Apresentação de caso clínico de exérese de tumor do
corpo carotídeo com embolização pré-operatória. Considerações técnicas e vantagens associadas.
A doente teve alta clínica ao 2º dia pós-operatório,
sem complicações a registar.
MATERIAL & MÉTODOS
Doente do sexo feminino, 53 anos, com antecedentes de hipertensão arterial, observada na consulta externa por tumefacção cervical esquerda, indolor, com
crescimento progressivo. Referia rouquidão e disfagia
recente. Realizou eco-doppler dos troncos supra-aórticos que revelou tumor do corpo carotídeo esquerdo
com 4.1 cm de maior diâmetro transversal, grau II de
Shamblin. A angio-RMN confirmou o diagnóstico. Foi
submetida a embolização pré-operatória do tumor do
corpo carotídeo com Bead-Block® 300-500 µm e 500700 µm. Cerca de 24 horas depois foi submetida a exérese do tumor, sem intercorrências e sem perdas hemáticas significativas (< 20 ml).
A melhor terapêutica médica é realizada pela maioria
dos doentes propostos para tratamento cirúrgico da
doença carotídea na população observada. Contudo este é um campo onde a prescrição e a adesão ao
tratamento pode ser melhorado. Em comparação com
estudo alemão recentemente publicado a prescrição
de estatinas é maior na nossa população, a de antitrombóticos e anti-hipertensores é semelhante.
OBSERVAÇÕES
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 5
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
Os tumores do corpo carotídeo são entidades raras e
geralmente benignas. Frequentemente são indolores
mas podem condicionar sintomatologia por compressão local. Recomenda-se, sempre que possível, exérese
cirúrgica precoce. A embolização pré-operatória do tumor do corpo carotídeo tem como objectivo diminuir as
perdas hemáticas, reduzir o tamanho tumoral, facilitar a
dissecção das estruturas nervosas circundantes e a excisão periadventicial do tumor. Apesar de não consensual, alguns autores defendem a embolização pré-operatória em tumores com diâmetros superiores a 2 cm.
No caso clínico exposto, a embolização pré-operatória
permitiu a referenciação e a preservação das estruturas nervosas adjacentes, reduzindo significativamente as perdas hemáticas expectáveis. Assim, propomos
que a embolização pré-operatória seja considerada
em tumores do corpo carotídeo com diâmetro superior
a 2 cm ou em recorrências após exérese.
76 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 5
77 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ESTUDO DE PERMEABILIDADE DO
BYPASS AORTO-BIFEMORAL NA
REVASCULARIZAÇÃO DO SECTOR
AORTO-ILÍACO
JOÃO MANUEL POMBO FIDALGO PEREIRA,
EDGAR BERDEJA,
HUGO VALENTIM,
ANA GARCIA,
LEONOR VASCONCELOS,
CARLOS AMARAL,
JOÃO M. CASTRO,
JOÃO MARTINS,
ARAGÃO MORAIS,
JOÃO A. CASTRO,
MARIA EMILIA FERREIRA,
LUIS MOTA CAPITÃO
------------HOSPITAL DE SANTA MARTA, SERVIÇO
DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
Avaliar a taxa de permeabilidade do bypass aortobifemoral na revascularização do sector aorto-ilíaco.
MATERIAL & MÉTODOS
Foram revistos os casos da totalidade dos doentes
(99) submetidos a bypass aorto-bifemoral no período
compreendido entre Janeiro de 2007 e Dezembro de
2009. O grupo é composto por 91 homens e 8 mulheres, com uma idade média de 63,4 anos. 79,8% são
fumadores, 75,7% têm antecedentes de HTA, 58,6%
de dislipidémia, 19,2% de Diabetes Mellitus tipo II e
19,2% de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica. Dois
doentes apresentavam isquémia crónica grau IIa de
Leriche-Fontaine, enquanto 57 doentes apresentaram-se com isquémia grau IIb, 18 isquémia grau III e
21 isquémia grau IV. Outras variáveis estudadas foram
tipo e dimensão da prótese, tempo cirúrgico e anestésico, dias de pós-operatório em unidade de cuidados
intensivos, quantidade de hemoderivados utilizada e
complicações no pós-operatório imediato.
A taxa de permeabilidade foi avaliada com recurso a
curva de Kaplan-Meier. A influência das variáveis estudadas foi avaliada com auxílio da regressão de Cox.
OBSERVAÇÕES
RESULTADOS
A taxa global de permeabilidade primária calculada
através desde método foi de 89% aos 3 anos. Das variáveis estudadas apenas a idade avançada e o grau
de isquémia elevado estiveram associadas a taxas de
permeabilidade mais baixas.
CONCLUSÕES
O bypass aortobifemoral é uma excelente opção na
revascularização do sector aorto-iliaco e as taxas de
permeabilidade obtidas estão em concordância com
as publicadas na literatura de referência. Doentes que
se apresentam com isquémia de grau mais elevado,
bem como doentes de idade mais avançada têm, no
entanto, piores resultados.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 5
ANEURISMA INFRAPOPLITEO
MICÓTICO EM RUPTURA
ANA SOFIA FERREIRA,
JOSÉ LOPES,
EMÍLIO SILVA,
SÉRGIO SAMPAIO,
ALFREDO CERQUEIRA,
RONCON DE ALBUQUERQUE
------------CENTRO HOSPITALAR DE SÃO JOÃO,
EPE – SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVO
RESULTADOS
Apresentação, sob a forma de comunicação oral, de
um caso clínico de aneurisma popliteo micótico em
ruptura e respectiva solução cirúrgica.
O tratamento incluiu cirurgia aberta com a realização
de um bypass infrapopliteo-tibioperoneal e excisão
aneurismática. A evolução clínica foi favorável, tendo o paciente alta ao décimo dia de pós-operatório
com pulsos pedioso, tibial posterior e peroneal, ligeiro
edema do membro inferior e eco-doppler de controle
normal.
MATERIAL & MÉTODOS
Os aneurismas poplíteos são o tipo mais comum de
aneurismas arteriais periféricos e uma causa importante de morbi-mortalidade e perda de membro. As
suas complicações incluem a embolização distal, trombose e raramente a ruptura.
É apresentado um caso de um individuo sexo masculino, 78 anos, com aneurisma micótico infrapopliteo
roto no contexto de uma endocardite mitral prévia
com isolamento de Streptococcis Mitis e Streptococcus oralis. O diagnóstico foi realizado com base na história clínica e exame objectivo, sendo confirmado
ecograficamente.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
Os aneurismas micóticos popliteos em ruptura são
uma entidade raramente descrita, com apenas alguns
casos publicados na literatura. O diagnóstico precoce
com intervenção cirúrgica urgente é mandatório, preferencialmente a cirurgia de bypass com uso de material autólogo.
78 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 5
79 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
SÍNDROME DE ROUBO
VERTEBRO-SUBCLAVIO
C. JOANA RODRIGUES,
ANTÓNIO SANTOS SIMÕES
------------CENTRO HOSPITALAR
TONDELA VISEU,
UNIDADE DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
INTRODUÇÃO
As lesões oclusivas dos membros superiores correspondem a <5% das lesões hemodinamicamente significativas que afectam os membros inferiores. 3-4
vezes mais frequentes à esquerda, raramente se tornam sintomáticas. A presença de sintomas como claudicação do membro superior, aparecimento de lesões
tróficas, insuficiência vertebro-basilar, associados a
achados de assimetria de pulsos e de um diferencial de
pressão ultrapassando os 20mmHg, levanta a suspeita
de síndrome de roubo vertebro-subclávio. O seu diagnóstico é conseguido com o recurso a exames funcionais e de imagem.
MATERIAL & MÉTODOS
Foram estudados 2 doentes com oclusão, sintomática, da artéria subclávia esquerda na origem.
Caso 1 homem, 61 anos, com antecedentes de HTA,
tabagismo, isquémia crónica dos membros inferiores
grau IIb de Leriche-Fontaine e AVC minor do território
posterior. Apresenta queixas incapacitantes de claudicação do membro superior esquerdo responsáveis
por abstinência laboral prolongada (cozinheiro profissional), associadas a uma pressão arterial 60mmHg
inferior na artéria umeral esquerda comparativamente à contra-lateral. Pulso radial esquerdo não palpável.
Caso 2 mulher, 60 anos, com antecedentes de HTA e
tabagismo; apresenta queixas de tonturas associadas
a diminuição da força muscular e parestesias do membro superior esquerdo, incapacitantes na sua actividade profissional (proprietária/trabalhadora num café).
Apresenta um diferencial de pressão arterial nos 2
membros superiores de cerca de 40-50mmHg, com
pulso radial palpável mas débil à esquerda.
OBSERVAÇÕES
RESULTADOS
O 1º doente foi submetido a bypass protético carótidosubclávio e a 2ª a transposição subclávia. Ambos se
apresentam assintomáticos, com um padrão circulatório normal no membro superior esquerdo, 10 e 4 meses após as respectivas intervenções.
CONCLUSÕES
O síndrome de roubo vertebro-subclávio, como acontece com outras patologias raras, não tem definida
uma abordagem cirúrgica ideal. Existem diversas hipóteses terapêuticas endovasculares e clássicas capazes de tratar estas lesões, no entanto, as actuais taxas
de eficácia, permeabilidade e durabilidade favorecem
largamente a cirurgia convencional.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 5
ENDOLEAK
— A PROPÓSITO DE 3 CASOS CLÍNICOS
JOÃO VIEIRA,
GONÇALO SOUSA,
PEDRO AMORIM,
LOURENÇO C. E SOUSA,
KARLA RIBEIRO,
GONÇALO SOBRINHO,
TERESA VIEIRA,
NUNO MEIRELES,
PEREIRA ALBINO
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR II,
CENTRO HOSPITALAR LISBOA
NORTE – HOSPITAL
PULIDO VALENTE
OBJECTIVOS
RESULTADOS
A reparação endovascular de aneurismas aorta abdominal ( EVAR) é uma alternativa viável à cirurgia convencional. O desenvolvimento de endoleak é uma
complicação do EVAR e representa uma das limitações
a este procedimento. A sua deteção e tratamento é,
por conseguinte, de máxima importância, uma vez que
pode estar associado a aumento do tamanho do saco
aneurismático e rotura
Em todos os casos os intervenções decorreram sem
complicações. No entanto no caso corrigido por via
convencional o doente viria a desenvolver isquemia
membro inferior, pelo que teve que ser submetido a
amputação transmetatarsica
MÉTODOS
Os autores apresentam três casos clínicos de endoleak, pos EVAR, dois de tipo I e um de tipo II e o seu tratamento. Um dos casos de endoleak tipo I foi submetido a cirurgia convencional e os outros dois casos foram
submetidos a reparação por via endovascular.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
Os endoleak podem ser tratados por uma variedade de
métodos, incluindo a conversão para cirurgia convencional, ou inserção de um novo stent. Infelizmente, tanto a primeira como a segunda hipóteses tem uma alta
taxa de morbi/mortalidade. Os autores apresentam
três tipos diferentes de casos com três opções cirúrgicas diferentes, exequíveis e reprodutíveis, revelandose uma boa alternativa para este tipo de patologia.
80 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
81 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO SPACV
SESSÃO
COMUNICAÇÕES
LIVRES 6
82 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 6
83 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO
INFRAINGUINAL
— ANÁLISE DE UM PERÍODO DE 6 MESES
SÉRGIO TEIXEIRA,
IVONE SILVA,
PEDRO SÁ PINTO,
CLARA NOGUEIRA,
CAROLINA VAZ,
TIAGO LOUREIRO,
LUÍS LOUREIRO,
DIOGO SILVEIRA,
DUARTE REGO,
RUI DE ALMEIDA
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
CENTRO HOSPITALAR DO PORTO –
HOSPITAL GERAL
DE SANTO ANTÓNIO
INTRODUÇÃO
RESULTADOS
A auditoria clínica e a avaliação dos resultados de um
serviço são estratégias fundamentais na implementação e melhoria contínua dos cuidados de saúde prestados aos doentes. Esta, através da monitorização das
práticas em vigor, permite comparar resultados com os
padrões de excelência clínica de recomendações baseadas na evidência e, com isso, assegurar a melhor
orientação possível dos profissionais de saúde.
No período considerado, realizaram-se 150 procedimentos de revascularização infrainguinal: 55,3% procedimentos convencionais; 35,3% - procedimentos endovasculares e 9,3% procedimentos híbridos.
Os doentes tratados, com uma média de idades de 70
anos, na sua maioria foram do sexo masculino (74%).
Serão analisados em pormenor os factores de risco
cardiovascular, as comorbilidades, o tipo de cirurgia e
condutos/material endovascular utilizado e as complicações dos procedimentos.
OBJECTIVOS
Pretende-se analisar, de forma prospectiva e no intuito do controlo da qualidade, os resultados dos diferentes procedimentos de revascularização infrainguinal
realizados no nosso serviço. Concretamente, esta comunicação tem por desiderato a apresentação dos dados resultantes da validação do protocolo a utilizar na
recolha de informação.
MÉTODOS
Análise de todos os procedimentos de revascularização infrainguinal (cirurgia convencional, cirurgia endovascular e cirurgia híbrida) realizados no período compreendido entre Outubro de 2011 e Março de 2012.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
A apreciação global dos dados até agora recolhidos
aponta para resultados que se assemelham à última
auditoria nacional prospectiva à isquemia crítica.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 6
RECONHECER OS LIMITES DA
REVASCULARIZAÇÃO
— REFLEXÃO SOBRE 3 ANOS DE
EXPERIÊNCIA EM AMPUTAÇÕES
DE UM CENTRO CIRÚRGICO
GOUVEIA, R.,
CANEDO A.,
BARRETO P.,
FERREIRA J.,
BRAGA, S.,
VASCONCELOS, J.,
VAZ, A. G.
------------CENTRO HOSPITALAR VILA NOVA DE
GAIA/ESPINHO, DEPARTAMENTO DE
ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR
INTRODUÇÃO
MÉTODOS & DISCUSSÃO
A isquemia crítica tem como tratamento de eleição a
revascularização, cirúrgica ou endovascular. Estão a
ser continuamente desenvolvidas novas ferramentas
que permitem, por um lado, garantir um sucesso terapêutico mais prolongado e, por outro, o tratamento de estruturas vasculares que antes se pensavam
inacessíveis.
Tratamentos bem sucedidos nem sempre cursam com
melhoria imediata da autonomia e capacidade de deambulação, podendo verificar-se a perpetuação de um
estado de convalescência e um maior compromisso da
reabilitação.
A amputação, nomeadamente major, é frequentemente vista como um insucesso. Pode, no entanto,
representar um tratamento definitivo para uma patologia crónica causadora de sofrimento prolongado, por
vezes ele próprio mais incapacitante.
Face a um panorama futuro de possibilidades quase
ilimitadas para revascularização, quando deveremos
nós, cirurgiões vasculares, desistir desta forma de tratamento e optar por uma amputação?
Foi efectuada uma apreciação retrospectiva dos últimos 3 anos de experiência de amputações realizadas
no serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do nosso
centro hospitalar, assim como uma análise comparativa dos doentes previamente revascularizados e não
revascularizados. Foi possível a caracterização da população estudada no referido período, com avaliação
da sua morbimortalidade. Foi aplicado um questionário sobre qualidade de vida ao grupo que foi submetido a amputações major, com o intuito de averiguar se a
revascularização prévia representou um acréscimo da
mesma. São exploradas questões como a capacidade
física, autonomia, ausência de dor, a vitalidade, a socialização, o estado emocional e a auto-percepção do
doente em relação à sua saúde.
Este trabalho permite-nos reflectir sobre situações
em que a revascularização foi incessantemente perseguida e a amputação major continuamente rejeitada.
Cabe a nós, cirurgiões vasculares, conhecendo a nossa
população alvo, fazer essa reflexão e tentar coordenar
de forma multidisciplinar o tratamento dos doentes
amputados, de modo a que estes possam usufruir da
melhor reabilitação possível.
OBSERVAÇÕES
84 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 6
85 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ESTENOSE CAROTÍDEA
SINTOMÁTICA NA UNIDADE AVC
— INTERVALO DE TEMPO ENTRE O
EVENTO CEREBRO-VASCULAR E
CORRECÇÃO DA ESTENOSE
JOÃO ALMEIDA PINTO,
JOSÉ VIDOEDO,
MIGUEL MAIA
------------CENTRO HOSPITALAR
DO TÂMEGA E SOUSA, EPE,
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
CONCLUSÃO
Avaliação retrospectiva dos doentes admitidos na Unidade de AVC do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa
(CHTS) por evento cerebro-vascular, no que diz respeito a patologia obstrutiva carotídea e vertebral, avaliação do intervalo de tempo entre o evento e a correcção
da estenose e reflexão sobres as medidas a implementar para optimizar este parâmetro.
O intervalo de tempo que decorre até à correcção cirúrgica de estenose carotídea responsável por um evento
cerebrovascular agudo deve ser optimizado, particularmente nos doentes que mais benificiam com cirurgia carotídea precoce. Este objectivo só poderá ser
atingido com uma articulação eficaz entre a Unidade
de AVC, o Laboratório de Ultrassonografia Vascular e o
Serviço de Cirurgia Vascular.
TRATAMENTO DE PRÓTESE
VASCULAR INFECTADA
— CASO CLÍNICO
DALILA ROLIM,
PAULO DIAS,
SÉRGIO SAMPAIO,
RONCON DE ALBUQUERQUE
------------SERVIÇOS DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
HOSPITAL DE S.JOÃO
OBJECTIVOS
Descrever um caso clínico de um doente com múltiplas
infecções de próteses vasculares apesar da antibioterapia e do tratamento cirúrgico adequados.
MATERIAL & MÉTODOS
Análise dos processos clínicos no que diz respeito à
avaliação clínica e ultrassonográfica nos doentes admitidos na Unidade AVC de Março de 2010 a Março
de 2012 (24 meses). Foram registadas as características demográficas, os factores de risco cardiovascular, a gravidade clínica do acidente vascular e o score
ABCD2, no subgrupo de doentes com estenose carotídea significativa identificada. Foi avaliado o delay entre o evento e a realização da endarteriectomia carotídea e o seu impacto no follow-up dos doentes.
Doente do sexo masculino de 80 anos de idade. Antecedentes de HTA, HBP, Dislipidemia, DAOP e DCV. Submetido a bypass axilo-bifemoral direito em 2006 por
DAOP. Em Fevereiro de 2007 procedeu-se à remoção
da prótese por infecção permanecendo apenas o coto
proximal junto à artéria axilar direita, com encerramento das artérias femorais comuns com patch de veia
basílica. Num segundo tempo cirúrgico realizou-se um
bypass axilo-bifemoral esquerdo composto com anastomose distal da prótese de dacron à artéria femoral
superficial esquerda; cruzado com GVS invertida, desde a prótese até à artéria femoral superficial direita. O
doente permaneceu hipocoagulado. Ainda no mesmo
ano iniciou antibioterapia empírica por apresentar sinais de infecção. Foi efectuada limpeza cirúrgica de
loca peri-prótese no QIE e completou ciclos de antibioterapia. Em 2010, sem resolução e com exteriorização da prótese na parede abdomial, procedeu-se
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES
MÉTODOS
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 6
à remoção da prótese com posterior construção de
bypass axilo-unifemoral direito com translocação de
veia para a esquerda e anastomose distal à artéria
femoral superficial esquerda. Novo diagnóstico de infecção de prótese levou a novo ciclo de antibioterapia
dirigida para S.aureus. Procedeu-se então à remoção
de prótese de dacron e à sua substituição por conduto composto por ambas as veias femorais superficiais. Em Agosto de 2011 foi documentada oclusão
de bypass axilo-bifemoral venoso. Optou-se pelo tratamento médico dado o doente não apresentar sintomas em repouso.
RESULTADOS
Trata-se de um caso que nos aproxima da dificuldade
do tratamento da infecção como complicação da cirurgia vascular.
CONCLUSÕES
A incidência de próteses vasculares infectadas varia
entre 0.2 e 5% sendo menor nos condutos sem componente subcutânea.
86 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO COMUNICAÇÕES LIVRES 6
REESTENOSE APÓS
ENDARTERIECTOMIA E STENTING
CAROTÍDEO 15 ANOS
DE EXPERIÊNCIA
OBJECTIVOS
MESQUITA, A.****
TEIXEIRA, D.*
ALVES, C. **
CORREIA SIMÕES, J.***
CARRILHO, C.***;
Determinar a taxa de reestenose, na intervenção carotídea de etiologia aterosclerótica oclusiva, realizada
no Serviço.
*INTERNA COMPLEMENTAR
CIRURGIA GERAL
MÉTODOS
**INTERNA COMPLEMENTAR
ORTOPEDIA
***ASSISTENTES HOSPITALARES
CIRURGIA VASCULAR
**** DIRECTOR DE SERVIÇO DE
CIRURGIA VASCULAR
------------CENTRO HOSPITALAR DO ALTO
AVE – GUIMARÃES; SERVIÇO DE
ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR
Estudo retrospectivo de Maio de 1997 a Maio de 2012
de 207 doentes interessando factores de risco, tratamento médico, técnica cirúrgica, metodologia da vigilância da eficácia da intervenção e terapêutica da
reestenose.
CONCLUSÃO
Taxa de reestenose de acordo com os parâmetros
aceites na literatura e terapêutica de acordo com o estado da arte.
PALAVRAS-CHAVE
Reestenose carotídea.
OBSERVAÇÕES
88 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
89 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO SPACV
SESSÃO
MELHOR
POSTER
SPACV
90 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
91 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
LISTERIA MONOCYTOGENES
COMO PROVÁVEL AGENTE ETIOLÓGICO
DE FALSO ANEURISMA INFECCIOSO
DA AORTA INFRA-RENAL
— CASO CLÍNICO
ANA VIEIRA BAPTISTA,
JOÃO ALEGRIO,
LUÍS ANTUNES,
JOANA MOREIRA,
ALBUQUERQUE MATOS
------------CENTRO HOSPITALAR
E UNIVERSITÁRIO DE COIMBRA –
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Apresentação, sob a forma de poster, do caso de uma
ruptura contida de um falso aneurisma da aorta infra-renal cujas culturas foram positivas para Listeria
monocytogenes.
Submetido a cirurgia, tendo-se confirmado intraoperatoriamente a existência de um falso aneurisma infectado da aorta infra-renal e oclusão crónica da artéria ilíaca primitiva direita na origem. Procedeu--se
à ressecção total da aorta infra-renal englobando a
parede do falso aneurisma e toda a massa abcedada,
desinfecção do leito aórtico e interposição de homoenxerto fresco de cadáver em posição aorto-ilíaca esquerda e bypass femoro-femoral cruzado esquerdodireito com prótese.
Culturas da parede aórtica e do trombo intraluminal
positivas para Listeria monocytogenes, pelo que efectuou antibioterapia dirigida com ampicilina durante 3
semanas.
Aos 3 meses de follow-up mantém evolução favorável.
MATERIAL & MÉTODOS
Doente do sexo masculino, 73 anos, com várias idas à
Urgência por febre com cerca de 3 meses de evolução.
Dores lombares moderadas. Elevações mantidas da
contagem de leucócitos e da PCR. Medicado com vários antibióticos, mas sem melhoria.
Antecedentes de hipertensão arterial, diabetes mellitus, enfarte agudo do miocárdio e cirurgia de revascularização coronária.
Na última ida ao Serviço de Urgência realizou ecografia
abdominal que sugeriu a existência de uma pequena
ruptura da aorta. Angio-TAC revelou uma provável ruptura de um aneurisma infeccioso, mas sem extravasamento activo de contraste.
Internado sob antibioterapia de largo espectro. Uro e
hemoculturas negativas. Ecocardiograma excluiu endocardite. Estudo angiográfico da aorta e dos membros inferiores revelou também extensa ateromatose.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
Dados os antecedentes e o estudo complementar considera-se tratar de um falso aneurisma secundário a
ruptura prévia da aorta por provável infecção primária
da parede aórtica, sendo o seu agente etiológico bastante raro.
Embora seja uma entidade rara, perante um quadro de
febre arrastada, dor abdominal ou lombar e leucocitose dever-se-à colocar sempre como hipótese a existência de um processo infeccioso da parede aórtica.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
DOENÇA CÍSTICA DA
ADVENTÍCIA DA ARTÉRIA POPLÍTEA
— DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
TEIXEIRA, D.*
ALVES, C. **
CORREIA-SIMÕES, J.***
CARRILHO, C.***
MESQUITA, A.****
*INTERNA COMPLEMENTAR
CIRURGIA GERAL
**INTERNA COMPLEMENTAR
ORTOPEDIA
***ASSISTENTES HOSPITALARES
CIRURGIA VASCULAR
****DIRETOR DE SERVIÇO CIRURGIA
VASCULAR
------------CENTRO HOSPITALAR DO ALTO
AVE – GUIMARÃES; SERVIÇO DE
CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
CONCLUSÃO
Este trabalho tem como pretensão relatar um caso de
doença cística adventícia da artéria poplítea (DCA) e
efectuar uma revisão da literatura com particular ênfase para o seu diagnóstico e tratamento.
Nos pacientes jovens e saudáveis, a claudicação que
advém de estenose/oclusão da artéria poplítea é o
sintoma predominante. Afecta predominantemente
o sexo masculino, numa proporção de 5:1, entre a 4ª5ª décadas de vida. A incidência de DCA é de cerca de
1:1200 casos de claudicação ou 1:1000 arteriografias
dos membros inferiores. O diagnóstico e tratamentos
precoces previnem a progressão para trombose poplítea e isquemia crítica. Contudo o diagnóstico desta
entidade é difícil. O carácter flutuante da gravidade da
sintomatologia, o aparecimento súbito após exercício
vigoroso e a recuperação tardia após repouso constituem os principais sintomas. O diagnóstico pode ser
efectuado com recurso a ultrassonografia com doppler, tomografia computorizada e ressonância magnética. O tratamento de escolha é a excisão do cisto com
preservação da artéria. Muito embora a aspiração do
conteúdo cístico e a angioplastia por dilatação de balão possam ser inicialmente preconizadas para alívio
da sintomatologia, a longo prazo parecem não ser eficazes. Nos casos em que tais opções não são viáveis,
preconiza-se a exérese da zona arterial afectada com
encerramento com “patch” ou enxerto de interposição
venoso.
MÉTODOS
Doente do sexo feminino, 47 anos, referenciada à consulta de Cirurgia Vascular por quadro sintomatológico
de claudicação gemelar intermitente esquerda, com 3
meses de evolução. Doente sem factores de risco cardiovasculares, com pulsos poplíteo-distais presentes
à esquerda, abolidos com a flexão do joelho (sinal de
Ishikawa), com índice tornozelo-braço de 1.1 à direita e 0.8 à esquerda. Efetuada ultrassonografia com
Doppler que revelou formação cística hipoecogénica
com 14*7 mm que condiciona compressão extrínseca
da artéria poplítea esquerda com redução do calibre
de 50-70%. Efetuado estudo complementar com AngioTAC que fundamentou o diagnóstico. Submetida
a exérese de quistos posterior e antero-interno, com
resolução da sintomatologia.
PALAVRAS-CHAVE
Doença cística adventícia; claudicação intermitente.
OBSERVAÇÕES
92 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
93 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FÍSTULA ARTERIO-URETERAL
— UMA CAUSA RARA
DE HEMATÚRIA TOTAL
NELSON OLIVEIRA,
EMANUEL DIAS,
LISA BORGES,
FERNANDO OLIVEIRA,
PEDRO MOTA PRETO,
CARLOS SEBASTIÃO,
ISABEL CÁSSIO
------------HOSPITAL DO DIVINO ESPÍRITO
SANTO EPE PONTA DELGADA SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Apresentação de um caso de fístula arterio-ureteral
como etiologia rara de hematúria total intermitente.
O doente foi submetido a exploração cirúrgica do uretero esquerdo com ressecção segmentar de uretero
intimamente aderente ao aneurisma ilíaco esquerdo,
ressecado em bloco, sem reconstrução arterial associada e ureteroplastia com anastomose topo-a-topo.
O doente teve alta ao 7º dia de pós-operatório. Ao 36º
mês de seguimento o doente encontrava-se sem recidiva da hematúria e sem agravamento da isquémia dos
membros inferiores.
MATERIAL & MÉTODOS
Os autores submetem para apreciação o caso de um
doente do sexo masculino, 74 anos, hipertenso e fumador, com antecedentes de bypass aorto-bifemoral
protésico realizado 27 anos antes numa instituição estrangeira. O doente recorreu ao Serviço de Urgência da
Instituição por lombalgia à esquerda acompanhada de
hematúria macroscópica de início súbito. À entrada, o
doente apresentava-se hemodinamicamente estável.
Ao exame físico salienta-se a exacerbação álgica à palpação da fossa ilíaca esquerda sem defesa abdominal,
não tendo sido identificadas a presença de massas abdominais e não sendo palpáveis quaisquer pulsos nos
membros inferiores. Os exames complementares de
diagnóstico revelaram uma hemoglobina de 10.7 gr/d.
O doente realizou uma tomografia computorizada que
revelou hidroureteronefrose à esquerda e obstrução
do uretero esquerdo por um aneurisma da artéria ilíaca
comum esquerda de 15mm de diâmetro. A arteriografia não revelou a presença de fístula arterio-ureteral. A
pielografia ascendente demonstrou no entanto a sua
presença e relação com o aneurisma da artéria ilíaca
comum esquerda.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
Os aneurismas arteriais ilíacos são a principal causa de
fístula arterio-ureteral primária. No entanto, a revascularização cirúrgica prévia com utilização de material
protésico terá contribuído para o processo de íntima
aderência verificada entre o uretero e o aneurisma ilíaco. O diagnóstico precoce de fístula arterio-ureteral
requer um elevado índice de suspeição clínica.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
INFECÇÃO DE PRÓTESE
AXILOFEMORAL TRATADA COM
PRÓTESE IMPREGNADA COM
PRATA, UM CASO DE SUCESSO?
LUÍS LOUREIRO,
RUI MACHADO,
PEDRO SÁ PINTO,
IVONE SILVA,
CLARA NOGUEIRA,
CAROLINA VAZ,
TIAGO LOUREIRO,
DIOGO SILVEIRA,
SÉRGIO TEIXEIRA,
DUARTE REGO,
RUI ALMEIDA
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
CENTRO HOSPITALAR DO PORTO
INTRODUÇÃO
CASO CLÍNICO
O uso de próteses vasculares está associado a uma baixa taxa de infecção, mas quando esta ocorre a sua morbimortalidade é elevada. As alternativas terapêuticas
são antibioterapia isolada ou associada a tratamento
cirúrgico. Entre estes contam-se desbridamento de tecidos infectados, remoção da prótese isolada, remoção
de prótese e revascularização ou remoção de prótese
e amputação. As opções para a revascularização são
por trajecto livre de infecção com prótese, por trajecto
infectado com enxerto autólogo ou por trajecto infectado com prótese supostamente mais resistente a infecção. A última opção de revascularização será a que
obtém piores resultados, mas por vezes a única.
Apresentamos o caso de um doente com antecedentes
de amputação transfemoral traumática 14 anos antes
e a pontagem femoro-poplítea supra genicular com
veia grande safena 6 anos antes. É internado por isquemia crítica por trombose aórtica com 3 semanas de
evolução. Realiza pontagem axilo-femoral com ePTFE.
No pós-operatório desenvolve supuração da ferida inguinal com isolamento de Pseudomonas Aeroginosa¸
tendo sido decidida remoção da prótese e substituição com prótese impregnada de prata e veia cefálica.
O pós-operatório decorre sem intercorrências. Após 2
anos o doente é referenciado com clínica de isquemia
aguda do membro inferior (pontagem ocluída) associado a exposição da prótese a nível do tórax com drenagem purulenta. O doente foi submetido a remoção
da prótese e amputação transfemoral esquerda.
Não foi em algum momento isolado qualquer microorganismo na prótese, tecidos ou líquidos envolventes.
CONCLUSÃO
A infecção de prótese axilo-femoral coloca problemas
importantes na sua substituição devida à extensão de
prótese autóloga ou heteróloga necessária. A utilização de prótese com propriedades antisépticas será a
última alternativa de revascularização. A definição de
sucesso neste tipo de intervenção é difícil e deverá ser
efectuada a longo prazo.
OBSERVAÇÕES
94 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
95 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ANEURISMA DO ARCO AÓRTICO
— A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO
L. CASTRO E SOUSA,
G. SOUSA,
J. VIEIRA,
P. AMORIM,
K. RIBEIRO,
G. SOBRINHO,
T. VIEIRA,
N. MEIRELES,
J.A. PEREIRA ALBINO
------------HOSPITAL PULIDO VALENTE/
CIRURGIA VASCULAR II
OBJECTIVO
Os aneurismas do arco aórtico constituem uma patologia de risco para os doentes, muito pela sua localização anatómica, mas também pelo facto de afectarem
as artérias da crossa da aorta, que têm uma função imprescindível à vida. Os autores propõem-se a apresentar um caso clínico de um doente tratado na nossa instituição com esta patologia.
MÉTODOS
Apresenta-se um caso clínico de um doente de 82
anos, com antecedentes de DPOC tabágica e HTA, endarterectomia carotídea. Foi referido à nossa consulta
com quadro de tosse irritativa com cerca de 6 meses
de evolução. Foi efectuado um estudo exaustivo, com
realização de, laringoscopia e TAC, que revelou a presença de um aneurisma sacular da crossa da aorta, de
6,1 cm de maior diâmetro, na zona 2. Foi submetido a
uma revascularização extra-anatómica (debranching)
dos troncos supra-aórticos (bypass carótida direitasubclávia esquerda, com reimplantação subsequente
OBSERVAÇÕES
da artéria vertebral na prótese e da artéria carótida interna esquerda na artéria subclávia) e libertação uma
endoprótese aórtica (Medtronic “Valiant”) no mesmo
tempo operatório. Durante a intervenção não se registaram intercorrências. Pós-operatório imediato numa
UCI, tendo-se registado o aparecimento de um derrame pleural esquerdo, com necessidade de drenagem
percutânea, que teve resolução espontânea ao 10º dia
de pós-op. O restante pós-operatório decorreu sem incidentes, tendo o doente, até à data, evoluído
favoravelmente.
CONCLUSÃO
Pretende-se com este poster mostrar um caso correspondente a uma patologia rara na nossa especialidade,
em que houve necessidade de realizar uma intervenção híbrida, que apresentou um resultado satisfatório,
num doente que não seria de bom prognóstico para
uma alternativa mais invasiva (cirurgia aberta). Podese assim constatar que este tipo de intervenção é reprodutível e constitui um enorme benefício, principalmente para os doentes de alto risco cirúrgico.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
APLICAÇÃO DA VACUOTERAPIA
NAS COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS
A INFECÇÃO DE PRÓTESE
— CASO CLÍNICO
MÁRIO VIEIRA,
PAZ DIAS,
VIRGÍNIA PEREIRA,
RONCON DE ALBUQUERQUE
------------CENTRO HOSPITALAR DE SÃO JOÃO,
EPE – SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVO
RESULTADOS
Apresentação de um caso clínico de infecção grave de
tecidos moles após infecção de conduto vascular protésico, com aplicação de sistema de pressão negativa
composto, com especial atenção para evolução clínica
e tratamento.
Observou-se melhoria significativa dos parâmetros inflamatórios locais e gerais, com última cultura negativa e encerramento cirúrgico da ferida em 2 tempos. Na
consulta de seguimento ao 12º mês, não se observam
complicações.
MATERIAL & MÉTODOS
CONCLUSÃO
Doente de 66 anos, do sexo feminino, com antecedentes de Diabetes Mellitus, doença cerebrovascular, doença coronária isquémica (revascularização
em 2009) e bronquite crónica, submetida a bypass
femoro-poplíteo supra-articular no membro inferior
direito, com prótese de PTFE, por isquemia de grau III,
sem complicações registadas. Observou-se posteriormente progressão dos marcadores inflamatórios e tumefacção na coxa direita. Foi nesse sentido submetida
a remoção da prótese, com cultura de tecidos a revelar
infecção por acinectobacter baumannii e enterococcus faecalis multirresistentes, tendo iniciado antibioticoterapia dirigida e posterior construção de bypass
composto com veia grande safena e femoral. Realizou
múltiplas intervenções de limpeza e drenagem que
não evitaram evolução negativa da infecção, pelo que
se decidiu exploração do trajecto prévio da prótese
com desbridamento, protecção do bypass com músculo e aplicação da pressoterapia negativa acoplado a
sistema de instilação de hipoclorito por cateter em “H”,
com alternância horária de aspiração-instilação. Foram realizados um total de 13 dias de tratamento, com
desbridamento cirúrgico ao 10º dia, e pressão média
de aspiração de 100mmHg.
As infecções de condutos vasculares protésicos são
eventos graves, com alta taxa de morbilidade, nomeadamente complicações nos tecidos adjacentes. A
utilização de terapêuticas adjuvantes, como sistemas
de aspiração negativa, simples ou compostos, podem
acrescentar uma nova arma terapêutica na evolução
clinica dos doentes tratados, retardando a progressão
e diminuindo as complicações inerentes à infecção,
tanto locais como sistémicas.
OBSERVAÇÕES
96 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
97 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
TRATAMENTO ENDOVASCULAR DE
ANEURISMA DO TRONCO CELÍACO
FERREIRA J,
BRANDÃO D,
BARRETO P,
BRAGA S,
VASCONCELOS J,
GOUVEIA R,
CANEDO A,
VAZ A
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
CENTRO HOSPITALAR
DE VILA NOVA DE GAIA/ESPINHO
INTRODUÇÃO
O Aneurisma do tronco celíaco (ATC) é uma patologia rara, com uma incidência que varia entre 0,005%
e 0,22%, representando aproximadamente 4% dos
aneurismas viscerais. A complicação mais grave é a rotura com uma mortalidade que pode atingir 100%. Em
Portugal encontram-se descritos oito casos. O tratamento endovascular surge actualmente como primeira opção em muitos centros. Deste modo, propomonos apresentar e discutir um caso de ATC corrigido por
cirurgia endovascular.
CASO CLÍNICO
Doente de 76 anos, sexo masculino, fumador, referenciado por aneurisma da aorta abdominal (AAA), diagnosticado aquando da realização de ecografia para
estudo de patologia hepática. Nesse contexto, realizou um angioTC que confirmou a presença de um AAA
com 4,4cm de maior diâmetro, revelando ainda um ATC
com 2,5cm de maior diâmetro. Foi proposto para tratamento endovascular do ATC e vigilância do AAA. Após
punção braquial esquerda, procedeu-se à embolização
justa-osteal da artéria esplénica com coils, seguida
da colocação de stent coberto auto-expansível (Gore
Viabahn®) 6x50mm, com ancoragem distal na artéria
OBSERVAÇÕES
hepática comum. Durante a colocação proximal do segundo stent coberto (Gore Viabahn®) 8x50mm, verificou-se a migração do stent para o interior da bainha e
deslocação do fio guia da artéria hepática própria.
Colocou-se então um stent coberto expansível por
balão (Abbott Jostent®) 9x28mm, com exclusão do
aneurisma. Aos três meses de seguimento, o doente mantém-se assintomático, tendo-se verificado por
angioTC a permeabilidade dos stents, a exclusão do
aneurisma e a ausência de endoleaks, bem como de
enfartes hepáticos ou esplénicos.
DISCUSSÃO
Actualmente, o tratamento endovascular emergiu
como uma alternativa à cirúrgica clássica, sendo possível a exclusão do ATC por embolização, colocação de
stent coberto ou simplesmente por oclusão da artéria
celíaca. Optámos por colocar um stent coberto, permitindo manter a permeabilidade da artéria hepática comum. Contudo esta escolha, encontra-se condicionada por factores anatómicos, estando contra-indicada
na ausência de zonas de ancoragem proximal e distal e
na presença de angulações ou tortuosidades acentuadas. Embora os resultados iniciais sejam promissores,
esta técnica carece de validação a longo prazo.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
CORRECÇÃO ENDOVASCULAR DE
ANEURISMA DA ARTÉRIA ESPLÉNICA
TIMMY TOLEDO,
DANIEL BRANDÃO,
ARMANDO MANSILHA,
CARLOS SARMENTO
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
DO HOSPITAL SANTO ESPÍRITO
DA ILHA TERCEIRA
OBJECTIVOS
CONCLUSÕES
Apresentação de um caso clínico de aneurisma da artéria esplénica.
Os aneurismas da artéria esplénica são uma identidade rara que cursam, na sua maioria, sem sintomatologia. No caso de ocorrer rotura podem ser fatais. O
tratamento por via endovascular mostrou-se eficaz,
permitindo à doente voltar à sua rotina diária menos
de 24 horas após o procedimento.
MATERIAL E MÉTODOS
Doente do sexo feminino, com 64 anos de idade com
antecedentes de hipertensão arterial e dislipidemia.
História obstétrica constituída por 7 gestações das
quais 5 partos eutócicos e dois abortamentos espontâneos no primeiro trimestre. Sem outros antecedentes de relevância. Assintomática. Realizou uma tomografia computorizada para esclarecimento de imagem
radiológica pulmonar que revelou um aneurisma sacular do terço médio da artéria esplénica com 14mm de
maior diâmetro.
A doente foi submetida a exclusão do aneurisma esplénico por via endovascular (via percutânea através
da artéria femoral direita), sob anestesia local, através
da implantação de uma endoprótese vascular auto-expansível com 6mm x 5mm . O pós-operatório decorreu
sem intercorrências. A doente teve alta, aproximadamente 12 horas após o procedimento.
OBSERVAÇÕES
98 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
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99 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ABORDAGEM HÍBRIDA DA DOENÇA
POLIANEURISMÁTICA
— A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO
JOSÉ ALMEIDA LOPES,
DANIEL BRANDÃO,
ALEXANDRE FIGUEIREDO,
ARMANDO MANSILHA
------------UNIDADE DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULARHOSPITAL CUF PORTO
OBJECTIVOS
Apresentação de um caso clínico de doente corrigido
por via clássica a dois aneurismas popliteos e por via
endovascular a um aneurisma ilíaco.
MATERIAL & MÉTODOS
Doente de do sexo masculino de 63 anos, com antecedentes de dislipidemia e ex-fumador, que recorreu
a consulta de Angiologia e Cirurgia Vascular com quadro de semanas de evolução de claudicação gemelar
para distância curtas (20 metros) do membro inferior
esquerdo.
Efecutou angio-RM que demonstrou um aneurisma
popliteo esquerdo trombosado, um aneurisma popliteo drt e dois aneurismas das artérias ilíacas comuns.
Realizou-se primeiro um bypass poplíteo supra-articular – poplíteo infra-articular com grande veia safena invertida e homolateral no membro inferior esquerdo e num segundo tempo o mesmo procedimento
para correção de aneurisma popliteo drt, tendo o doente permanecido com pulsos tibiais posteriores
bilateralmente.
OBSERVAÇÕES
Posteriormente foi feita a correção por via endovascular de um aneurisma sacular da artéria ilíaca comum
direita, por colocação de uma endoprótese de 6mm x
120 mm (Bard® Fluency®,Murray Hill, NJ, EUA). O posoperatório decorreu sem intercorrências tendo o doente tido alta no dia seguinte, mantendo os pulsos tibiais posteriores.
A angio-TAC aos 3 meses mostrou completa exclusão
do aneurisma ilíaco, permeabilidade e ausência de fugas da endoprotese colocada, bem como exclusão dos
aneurismas poplíteos previamente corrigidos.
CONCLUSÕES
A correção endovascular de aneurismas da artéria ilíaca comum é uma técnica segura e minimamente invasiva, associada a baixa morbi-mortalidade e portanto
adequada como primeira opção para a sua correção.
Este caso clínico demonstra as diferentes possibilidades de abordagem (endovascular e clássica) no tratamento da mesma entidade patológica, com localização
e circunstâncias diversas, no mesmo doente.
XII CONGRESSO ANUAL
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ANEURISMA VENOSO PALMAR
— A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO
JOSÉ ALMEIDA LOPES,
DANIEL BRANDÃO,
ALEXANDRE FIGUEIREDO,
ARMANDO MANSILHA
------------UNIDADE DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
HOSPITAL CUF PORTO
OBJECTIVOS
Apresentação de um caso clínico de uma aneurisma
venoso palmar.
MATERIAL & MÉTODOS
Doente do sexo masculino de 52 anos, aparentemente
sem antecedentes traumáticos da mão, que recorre a
consulta de Angiologia e Cirurgia Vascular por apresentar tumefação dolorosa na região palmar da mão direita.
Efectou uma angio-RM que confirmou tratar-se de um
aneurisma venoso superficial parcialmente trombosado, sem comprometimento arterial concomitante.
Foi então realizada aneurismectomia com laqueação
proximal e distal ao aneurisma.
O pos-operatório decorreu sem intercorrências tendo
o doente tido alta no próprio dia.
CONCLUSÕES
O caso clínico apresentado vale pela sua singularidade
pois os aneurismas venosos palmares são situações
raras que podem condicionar um quadro de desconforto e preocupação para o doente e que apesar da sua
natureza benigna, necessita de adequada resolução.
OBSERVAÇÕES
100 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
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101 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ANEURISMA DA ARTÉRIA
HIPOGÁSTRICA
VIVIANA M. MANUEL,
AUGUSTO MINISTRO,
ANA EVANGELISTA,
ANGÉLICA DAMIÃO,
LUÍS MENDES PEDRO,
A. DINIS DA GAMA
------------CENTRO HOSPITALAR LISBOA
NORTE, HOSPITAL DE SANTA
MARIA, SERVIÇO DE CIRURGIA
VASCULAR
INTRODUÇÃO
CONCLUSÃO
Os aneurismas da artéria hipogástrica constituem uma
entidade rara e um desafio diagnóstico e terapêutico
devido à sua localização e difícil abordagem.
A abordagem endovascular dos aneurismas da artéria
hipogástrica constitui a abordagem preferencial em
doentes de alto risco que não apresentem sintomatologia compressiva.
CASO CLÍNICO
Os autores apresentam o caso clínico de um doente de
75 anos de idade com antecedentes de doença aneurismática da aorta abdominal submetido, em 2002,
a ressecção parcial do aneurisma com interposição
de prótese bifurcada em posição aorto-bifemoral e
bypass protésico-hipogástrica à esquerda. Por estenose da anastomose proximal detectada por controlo
imagiológico 4 anos depois, foi submetido a ressecção
da anastomose aorto-protésica e interposição de prótese recta em posição aorto-protésica. Em 2011, em
Angio-TC de controlo realizada em consulta, encontrando-se o doente assintomático, foi detectado na
artéria hipogástrica esquerda, aneurisma pós-protésico com 4,5 cm de maior diâmetro. O doente apresentava várias comorbilidades nomeadamente doença
cerebro-vascular, cardiopatia isquémica com compromisso moderado da função ventricular esquerda e fibrilhação auricular crónica. Por este motivo optou-se
por uma abordagem endovascular com exclusão de
aneurisma da artéria hipogástrica esquerda por embolização com coils e colocação de ramo de endoprótese Zenith® 14x56 mm no ramo esquerdo do bypass
aorto-bifemoral. O pós-operatório decorreu sem
intercorrências.
OBSERVAÇÕES
XII CONGRESSO ANUAL
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EMBOLIA AÓRTICA,
A IMPORTÂNCIA DO EXAME FÍSICO
— A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO
LUÍS ANTUNES,
ANA BAPTISTA,
JULIANA VARINO,
CAROLINA MENDES,
GABRIEL ANACLETO,
ÓSCAR GONÇALVES,
ALBUQUERQUE MATOS
------------CENTRO HOSPITALAR
E UNIVERSITÁRIO
DE COIMBRA EPE – HUC,
SERVIÇO ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Apresentação de caso clínico de uma doente jovem
com oclusão aórtica não diagosticada na fase aguda.
O ecocardiograma transtorácico e a ressonância
magnética cardíaca mostravam um espessamento
do músculo papilar antero-lateral compatíveis com
inflamação endocárdica. A coronariografia e angiografia aórtica mostravam oclusão da aorta infra-renal
com recanalização ilíaca. A Angio-TAC confirmou a
oclusão aórtica de provável origem embólica e excluiu alterações do calibre da parede aórtica ou dos
seus ramos. Índice tornozelo-braço de 0,63 à direita
e 0,72 á esquerda. Apresentava heterozigotia para a
MTHFR 677 C/T.
Foi submetida a tromboembolectomia aórtica por via
femoral bilateral com recuperação do padrão hemodinâmico normal nos membros inferiores. O estudo anatomopatológico do trombo foi compatível com mixoma
auricular.
A doente actualmente está assintomática, sob antiagregação plaquetar (Triflusal) e anticoagulação oral
(Acenocumarol).
MATERIAL & MÉTODOS
Os autores apresentam o caso clínico de um doente do
sexo feminino, 21 anos, com queixas súbitas de parestesias e dor em ambos os membros inferiores durante
a práctica de natação. Também iniciou quadro de claudicação nadegueira, coxa e gemelar para perímetros
de marcha curtos. Foi admitida noutro hospital para
estudo. Após 5 meses do início das queixas, foi referenciada ao nosso serviço por oclusão aórtica (suspeita de Doença de Takayasu). Apresentava antecedentes de dislipidémia e hipotiroidismo.
CONCLUSÕES
A embolia aórtica é uma situação rara mas associada a
elevada morbimortalidade. Na presença de alterações
súbitas da sensibilidade e motilidade dos membros inferiores, um simples exame físico vascular (ausência
de pulsos femorais) pode fazer o diagnóstico. Um ecocardiograma normal não exclui uma possível origem
cardíaca para a embolia aórtica, pelo que o estudo
anatomopatológico do êmbolo deve ser mandatório.
A tromboembolectomia femoral bilateral é a abordagem preferencial nestas situações e o sucesso é maior
quanto mais precocemente for realizada.
OBSERVAÇÕES
102 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
103 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
“ROTATIONPLASTY”
A NÍVEL DA ANCA EM SARCOMA
DE EWING DO FÉMUR
— ALTERNATIVA A DESARTICULAÇÃO
DA ANCA
GABRIEL ANACLETO2
INÊS BALACÓ1
CRISTINA ALVES1
GABRIEL MATOS1
------------1SERVIÇO DE ORTOPEDIA INFANTIL
DO HOSPITAL PEDIÁTRICO - CENTRO
HOSPITALAR E UNIVERSITÁRIO DE
COIMBRA
2SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E
CIRURGIA VASCULAR - CENTRO
HOSPITALAR E UNIVERSITÁRIO DE
COIMBRA
OBJECTIVOS
RESULTADO
Jogar com a plasticidade da cartilagem epifisária proximal da tíbia, permitindo reconstruir um membro inferior funcional numa criança com 8 anos de idade e
a quem foi diagnosticado e tratado um sarcoma de
Ewing há 5 anos.
Um doente com uma evolução excelente no pós operatório e sem qualquer complicação, clínica ou imagiológica (RX e RMN). Mobilização ativa iniciada às 3 semanas do pós Op. Retirado pelvipodálico às 6 semanas.
Cerca de 2 meses após a cirurgia tem movimentos ativos da anca e irá iniciar carga. Fluxo arterial e venoso
sem alterações.
MATERIAL & MÉTODOS
Rotationplasty tipo-B-IIIa da classificação de Winkelmann num doente com Sarcoma de Ewing de toda a diáfise do fémur, diagnosticado aos 3 anos de idade e no
estádio III de Enneking. Antecedentes de terapia com
quimio neoadjuvante, ressecção cirúrgica segmentar
monobloco e reconstrução com enxerto alógeno, seguido de radioterapia lesional e pulmonar. Evolução
funcional favorável no primeiro ano após cirurgia, com
“outcome” da Musculoskeletal Tumor Society de bom.
Segue-se um período de reabsorção do enxerto, levando à sua substituição, mas complicada com infeção
tardia, exigindo a sua excisão e aplicação de “espaçador” de cimento com gentamicina. Resolvida a infeção
e avaliado do ponto de vista oncológico, encontravase sem doença ao fim de 5 anos mas com incapacidade
funcional grave.
Procedimento realizado por Equipa de Ortopedistas e
Cirurgião Vascular. Após isolamento da artéria e veia femoral comum, superficial e poplítea, optou-se pela sua
acomodação, em “looping”, na face interna da coxa, junto ao nervo ciático, sem necessidade de ressecção e reanastomose ou outro tipo de reconstrução vascular.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
Alternativa a amputação ou a endoprótese extensível,
esta última com complicações previsíveis neste tipo de
doente, diminuindo a morbilidade e tornando-se uma
opção definitiva do ponto de vista cirúrgico.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
TROMBOANGEÍTE OBLITERANTE
DE MEMBRO SUPERIOR
— A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO
TIAGO LOUREIRO,
IVONE SILVA,
CLARA NOGUEIRA,
CAROLINA VAZ,
LUÍS LOUREIRO,
DIOGO SILVEIRA,
SÉRGIO TEIXEIRA,
DUARTE REGO,
RUI ALMEIDA
------------CENTRO HOSPITALAR DO PORTO –
HOSPITAL GERAL DE SANTO
ANTÓNIO, SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
INTRODUÇÃO
DISCUSSÃO
A tromboangeíte obliterante, descrita há um século
por Leo Buerger, é uma vasculopatia crónica que afecta artérias de pequeno e médio calibre das extremidades. Os doentes são tipicamente jovens (<45 anos)
fumadores que apresentam isquemia distal das extremidades, com necrose ou gangrena. Estima-se que a
prevalência ronde os 0,5 a 5,6% na Europa Ocidental
com predominância no sexo masculino de 70 a 90%.
A etiologia da doença de Buerger é desconhecida, podendo envolver factores inflamatórios, endoteliais e
imunológicos. Atinge maioritariamente os membros
inferiores (75%), sendo rara a manifestação isolada
nos membros superiores (5%). O diagnóstico é clínico
e de exclusão, reforçado pelos achados “típicos” mas
não exclusivos do estudo angiográfico. O tratamento
é conservador incluindo obrigatoriamente a cessação
tabágica. A simpaticectomia torácica tem papel no
controle da dor e cicatrização de lesões, não estando
habitualmente indicados os procedimentos de revascularização pelo carácter distal da doença.
CASO CLÍNICO
Homem de 29 anos, orientado para consulta de doenças autoimunes por queixas de poliartralgia. A clínica,
com 3 anos de evolução, era de dor no membro superior direito referida ao punho, eminência tenar e articulações metacarpo-falângicas. Associava o quadro ao
esforço, com incapacidade funcional importante. De
antecedentes: tabagismo activo e cirurgia ortopédica
ao ombro direito 5 anos antes por luxação recidivada.
O exame objectivo foi inconclusivo. Os estudos efectuados, electromiografia e serologias, foram negativos.
Por este motivo é observado na consulta de Cirurgia
Vascular apresentando ulceração do leito ungueal do
polegar e não se palpando pulsos radial ou cubital. Iniciou terapêutica com perfusão de Iloprost e realizou
estudo angiográfico onde se constatou a oclusão das
artérias de médio e pequeno calibre do punho e mão,
com colateralidade em forma de “saca-rolhas”, sem
atingimento dos sectores arteriais proximais. A suspensão do tabagismo, concomitante à terapêutica instituída, conduziu à cicatrização e melhoria significativa
do quadro álgico.
OBSERVAÇÕES
104 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
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105 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FALSO ANEURISMA
IATROGÉNICO DA TIBIAL ANTERIOR
C. JOANA RODRIGUES1,
FRANCISCO AGOSTINHO2,
ANTÓNIO SANTOS SIMÕES1
------------1 CENTRO HOSPITALAR TONDELA
VISEU - UNIDADE DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
2 CENTRO HOSPITALAR TONDELA
VISEU - SERVIÇO DE ORTOPEDIA
INTRODUÇÃO
RESULTADOS
Os procedimentos articulares minimamente invasivos
têm uma crescente aceitação já que aliam eficácia a
uma baixa incidência de complicações e rápida recuperação funcional. A taxa de complicações vasculares
é diminuta, inferior a 1% no caso da artroscopia do tornozelo, sendo a maioria de natureza venosa.
A doente foi submetida ressecção do aneurisma e
anastomose topo-a-topo da artéria tibial anterior.
Mantém normal permeabilidade da artéria tibial anterior aos 9 meses de cirurgia e recuperou o padrão fiuncional do pé, após 1 mês de fisioterapia.
MATERIAL & MÉTODOS
Os autores analisaram o quadro clínico de um doente, sexo feminino, 52 anos, com antecedentes de artroscopia da articulação tíbio-társica direita. Cerca de
3 semanas depois da intervenção inicia um quadro de
edema progressivo do pé, com queixas de impotência funcional e calor na face anterior da articulação.
É mantida sob fisioterapia e analgesia mas, o agravamento gradual do quadro motivou a sua reavaliação
clínica, evidenciando-se uma formação nodular, pulsatil, de limites mal definidos, na face anterior do tornozelo. Realiza uma ecografia que confirmou a presença
de um falso aneurisma da artéria tibial anterior com
cerca de 2x3cm.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
A formação de falsos aneurismas após artroscopia do
tornozelo é extremamente rara (cerca de 0,008%). A
maioria dos casos reportados referem variantes anatómicas no trajecto da arterial tibial anterior ou a presença de patologias do foro hematológico que favorecem
o aumento do tempo de hemorragia. O seu diagnóstico
exige um elevado grau de suspeição embora a confirmação seja facilmente obtida por ultrassonografia. Os
falsos aneurismas devem ser prontamente corrigidos
já que o processo inflamatório a eles associado, é responsável pela progressiva destruição da cápsula articular com consequente evolução para pseudo-artrose.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
COSTELA CERVICAL ACESSÓRIA
— UMA CAUSA DE SÍNDROME DO
DESFILADEIRO TORÁCICO
LUÍS MACHADO,
DALILA ROLIM,
ISABEL VILAÇA,
RONCON DE ALBUQUERQUE
------------CENTRO HOSPITALAR DE SÃO
JOÃO – SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Apresentação de um caso clínico de costela cervical
acessória causando síndrome do desfiladeiro torácico
neurológico.
A doente iniciou um programa de fisioterapia, no entanto sem melhoria dos seus sintomas. Foi submetida
a exérese da costela acessória cervical por via supraclavicular. Procedimento sem intercorrências. No período pós-operatório imediato manteve as parestesias
mas com melhoria da força do braço esquerdo.
Reiniciou o programa de fisioterapia tendo recuperado
todas a funcionalidades do braço, encontrando-se assintomática um ano após o procedimento.
MATERIAL & MÉTODOS
Doente do sexo feminino, 21 anos. Recorreu ao serviço de urgência devido a tumefacção supraclavicular
esquerda, associada a parestesias na face interna do
braço e diminuição da força do membro superior esquerdo, com cerca de 2 meses de evolução mas com
agravamento recente. Nega história de trauma ou outros antecedentes relevantes.
Ao exame objectivo apresentava a tumefacção supraclavicular esquerda, pulsátil, sem expansibilidade.
Pulso radial e cubital palpáveis bilateralmente e simétricos. Teste de Adson negativo, mas agravamento dos
sintomas neurológicos com as manobras provocatórias (abdução a 90º e rotação externa do braço).
Efectuou ecoDoppler que revelou massa supra clavicular sem relação com os vasos arteriais e venosos.
Para esclarecimento dessa massa foi efectuado TC que
demonstrou a existência de costela cervical acessória
esquerda.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
As costelas cervicais acessórias ocorrem entre 0,45
e 1,5% da população, na maioria dos casos são
assintomáticas.
Na síndrome do desfiladeiro torácico neurológico, a
presença de uma costela cervical acessória não é indicativo de cirurgia, a abordagem inicial deve ser conservadora, ficando a cirurgia reservada para os casos
refractários. Um programa de fisioterapia adequado é
essencial tanto no tratamento inicial com no período
pós-operatório, de modo a evitar que a cicatrização
seja feita com limitação dos movimentos.
106 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
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107 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
EMBOLIZAÇÃO DE FÍSTULA
ARTERIO-VENOSA RENAL ADQUIRIDA
DE ALTO DÉBITO
— A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO
LUÍS MACHADO;
ISABEL VILAÇA;
PAULO MORGADO;
SÉRGIO SAMPAIO;
RONCON DE ALBUQUERQUE
------------CENTRO HOSPITALAR
DE SÃO JOÃO –
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Apresentação de caso clínico de uma fístula arterio-venosa (FAV) renal adquirida de alto débito, tratada por embolização com rolhão vascular do tipo
Amplatzer® Plug.
Após avaliação da sua angioarquitectura procedeuse à embolização da FAV com rolhão vascular do tipo
Amplatzer® plug 12x8 mm.
Verificou-se correcto posicionamento e expansão do
plug e exclusão da FAV, com normal patência dos restantes ramos da artéria renal direita.
No dia seguinte referiu melhoria da sintomatologia.
Efectuou ecoDoppler renal que demonstrou exclusão
da FAV renal.
O doente mantém-se assintomático, 5 meses após o
procedimento, com função renal preservada. Realizou
angio-TC de controlo que confirmou exclusão da FAV
renal e discreta atrofia do parênquima inferior e posterior do rim direito.
MATERIAL & MÉTODOS
Doente do sexo masculino, 50 anos. Antecedentes de
HTA, nefropatia de IgA com diagnóstico histológico
após biopsia renal há cerca de 10 anos.
Referenciado para a consulta de Cirurgia Vascular após
realização de angio-TC que revelou ”pseudo-aneurisma de ramo da artéria renal no rim direito e provável
FAV, com alargamento da veia renal”. Cerca de duas semanas antes da consulta refere aparecimento de dispneia para pequenos esforços e ortopneia.
Foi submetido a arteriografia que demonstrou FAV de
alto débito na dependência de ramo intra-renal da divisão posterior da artéria renal direita.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÕES
O maior uso de procedimentos como biopsias renais ou
nefrostomias percutâneas aumentaram o número de
FAV renais adquiridas. O tratamento tradicional passava pela cirurgia, actualmente a embolização percutânea representa uma forma menos invasiva e eficaz de
tratamento.
Em fístulas de alto débito a embolização apresenta maior
dificuldade, com risco de embolização para a circulação
pulmonar. O uso dos dispositivos do tipo Amplatzer®
Plug tinha como objectivo inicial evitar a deslocação dos
coils, no entanto têm sido usados isoladamente com
bons resultados em fístulas de alto débito.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
TRANSPOSIÇÃO DE VEIA FEMORAL
— ACESSO AUTÓLOGO PARA
HEMODIÁLISE
DUARTE REGO,
NORTON DE MATOS,
PAULO ALMEIDA,
JOSÉ QUEIRÓZ,
FERNANDA SILVA,
CLARA NOGUEIRA,
CAROLINA VAZ,
TIAGO LOUREIRO,
LUÍS LOUREIRO,
DIOGO SILVEIRA,
SÉRGIO TEIXEIRA,
RUI DE ALMEIDA
------------CENTRO HOSPITALAR DO PORTO,
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
A superioridade dos acessos autólogos para hemodiálise, relativamente às pontagens arterio-venosas com
prótese ou cateteres endovenosos de longa duração, é
conhecida. A constante melhoria dos cuidados e tratamentos médicos leva a que um número cada vez maior
de doentes realize hemodiálise durante cada vez mais
anos, resultando num número crescente de doentes
cujos acessos autólogos nos membros superiores se
vão progressivamente esgotando.
A fístula arterio-venosa femoro-femoral com veia femoral transposta surge, assim, como um precioso recurso para esses doentes, com boa patência a longo
prazo e baixa taxa de infecção. Apesar de se tratar de
uma solução com boa aceitação internacional é, ainda,
muito pouco utilizada em Portugal.
Neste trabalho, apresentamos a experiência inicial
desta técnica cirúrgica no nosso Serviço, tentando focar os pontos críticos para o sucesso e qualidade desta
intervenção.
OBSERVAÇÕES
108 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
109 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
EXCLUSÃO ENDOVASCULAR
DE FÍSTULA ARTERIOVENOSA
ILIO-CAVA
SÉRGIO TEIXEIRA,
PEDRO SÁ PINTO,
JOANA MARTINS,
JOÃO OLIVEIRA,
CLARA NOGUEIRA,
CAROLINA VAZ,
TIAGO LOUREIRO,
LUÍS LOUREIRO,
DIOGO SILVEIRA,
DUARTE REGO,
RUI DE ALMEIDA
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR.
CENTRO HOSPITALAR
DO PORTO – HOSPITAL GERAL
DE SANTO ANTÓNIO
As comunicações anormais entre o sistema venoso e
o sistema arterial são incomuns e podem ter uma etiologia variada.
A maioria das fístulas adquiridas resulta de traumatismos. As fístulas arteriovenosas congénitas são normalmente associadas com malformações dos grandes vasos e a sua prevalência na circulação periférica
é muito baixa.
A manifestação tardia de uma fístula arteriovenosa,
que se torna geralmente sintomática nos primeiros
anos de vida devido aos efeitos da actividade física
intensa e do metabolismo, reveste-se de um carácter
excepcionalmente raro.
Neste trabalho, pretende-se descrever o caso clínico
de um indivíduo do sexo feminino, 75 anos, que no decorrer de uma vinda ao serviço de urgência por insuficiência renal aguda, desenvolveu um quadro de insuficiência cardíaca de alto débito com edema progressivo
e bilateral dos membros inferiores. No exame físico
constatou-se a existência de um frémito intenso e de
um sopro sistodiastólico grau VI a nível da fossa ilíaca
direita. Colocou-se a hipótese diagnóstica de uma fístula arteriovenosa pélvica, que se confirmou nos exames imagiológicos realizados (ecodoppler, TC e RMN).
A doente foi submetida a exclusão da fístula arteriovenosa por via endovascular com colocação da endoprótese Wallgraft endoprosthesis (Boston Scientific,
Watertown, MA), verificando-se, de imediato, uma
melhoria clínica e hemodinâmica.
OBSERVAÇÕES
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
TRATAMENTO ENDOVASCULAR
DE ANEURISMA INFECCIOSO
DA AORTA EM ROTURA
— CASO CLÍNICO
PEDRO AMORIM,
GONÇALO SOUSA,
JOÃO VIEIRA,
LOURENÇO C. E SOUSA,
KARLA RIBEIRO,
GONÇALO SOBRINHO,
TERESA VIEIRA,
NUNO MEIRELES,
PEREIRA ALBINO
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR II
CENTRO HOSPITALAR
LISBOA NORTE – HOSPITAL
PULIDO VALENTE
OBJECTIVOS
RESULTADOS
Os aneurismas infecciosos correspondem a cerca de
1-3% do total dos aneurismas da aorta infra-renal. O
seu tratamento encerra desafios e a melhor estratégia
de actuação está longe de ser consensual. Os autores
descrevem um caso clínico de tratamento de um aneurisma infeccioso da aorta infra-renal em rotura por via
endovascular e o resultado obtido.
A cirurgia decorreu sem intercorrências e o pós-operatório imediato também. O doente teve alta ao cabo
de duas semanas. Síndrome febril ao segundo dia apos
alta que motivou reinternamento que se viria a complicar de sépsis. Transferido para uma unidade de cuidados intensivos em choque sético e, posteriormente,
diagnosticada endocardite infecciosa de muito difícil
tratamento e orientação. Viria a ter alta após 3 meses.
Actualmente estável e assintomático. Em AngioTC de
controlo não são evidentes endoleaks ou sinais de infecção da endoprotese.
MÉTODOS
Os autores apresentam o caso clínico de um doente
de 67 anos, HIV +, DPOC, cardiopatia isquémica, diabético insulino tratado, doença arterial periférica e
ectasias saculares da aorta abdominal e da ilíaca comum esquerda que recorre ao serviço de urgência por
quadro de febre e lombalgia interpretado como infecção urinária. Após TAC às 24 horas detectou-se franco
crescimento da referida ectasia da aorta e rotura. Em
hemocultura isolou-se salmonela grupo D.
Avaliada a situação decidiu-se pelo tratamento endovascular do aneurisma roto com implantação de uma
endoprótese aorto uni–ilíaca com cross-over femorofemoral direito-esquerdo com PTFE 8 mm e exclusão
da ilíaca comum esquerda. Instituição de antibioterapia de largo espectro prévia ao procedimento.
OBSERVAÇÕES
CONCLUSÃO
Apesar de não nos parecer a abordagem ideal para o
tratamento dos aneurismas infecciosos electivos, o
tratamento endovascular parece-nos uma opção viável e a ter em conta num sub-grupo de doentes que
pelas suas co-morbilidades não são bons candidatos a
cirurgia convencional e nas situações de rotura.
110 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
111 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
VOLUMOSO FALSO-ANEURISMA
EM RELAÇÃO COM FAV
RADIO-CEFÁLICA
ALMEIDA P,
ALMEIDA LOPES J,
MACHADO L, TEIXEIRA J,
RONCON ALBUQUERQUE R
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR DO
HOSPITAL DE S. JOÃO, PORTO –
DIRECTOR: PROF. DOUTOR ROBERTO
RONCON DE ALBUQUERQUE
Apresenta-se o caso de doente do sexo masculino, 73
anos, orientado para a consulta externa de Cirurgia
Vascular por volumosa tumefacção pulsátil no punho
esquerdo, em relação com fístula arterio-venosa (FAV)
para hemodiálise.
Apresentava como antecedentes pessoais insuficiência
renal crónica a nefroangiosclerose hipertensiva, tendo iniciado hemodiálise por FAV radio-cefálica no punho esquerdo em 1996 e sido submetido a transplante renal em 1997. Desde 2009 documentada disfunção
progressiva do enxerto por infecções de repetição do
tracto urinário, culminando em insuficiência renal terminal sem indicação para hemodiálise. De entre as comorbilidades destacavam-se doença cardíaca isquémica (stenting coronário em 2010), fibrilhação auricular,
estenose aórtica severa, insuficiência cardíaca classe III
da NYHA e infecções respiratórias de repetição.
Ao exame objectivo constatava-se tumefacção pulsátil na face lateral do punho esquerdo, com extensão
para o dorso da mão, com dimensões de 10cm x 8cm,
sem sinais de sofrimento cutâneo, sugestivo de falso-aneurisma peri-anastomótico ou degenerescência
aneurismática da veia cefálica ou artéria radial no local
da fístula. O ecodoppler demonstrou aneurisma parcialmente trombosado na dependência da artéria radial, com fluxo arterializado ao nível da veia cefálica e
fluxometria doppler trifásica na artéria cubital durante
compressão da artéria radial.
OBSERVAÇÕES
O doente foi submetido a ressecção cirúrgica do aneurisma, com confecção de anastomose termino-terminal entre os segmentos proximal e distal ao aneurisma
da artéria radial, sem intercorrências. O estudo histológico da peça operatória confirmou o diagnóstico de
falso-aneurisma,
Quando em relação com acessos vasculares autólogos primários, a formação de aneurismas decorre
habitualmente no segmento pós-anastomótico na
presença de estenose justa-anastomótica hemodinamicamente significativa, locais de punção ou ao longo do trajecto venoso de saída, sendo muitas vezes
difícil a sua distinção entre aneurismas verdadeiros e
falsos-aneurismas.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
USO DE NEUROESTIMULADOR
COMO TERAPIA DE RESGATE NA
DOENÇA ISQUÉMICA CRÓNICA
VASCONCELOS, JOÃO,
MARTINS, VICTOR,
FERREIRA, JOANA,
BRAGA, SANDRINA,
GOUVEIA, RICARDO,
VAZ, GUEDES
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
CENTRO HOSPITALAR
VILA NOVA DE GAIA/ESPINHO EPE
Doente de 74 anos, do sexo feminino, com Lupus Eritematoso Sistémico e Esclerodermia com Fenómeno
de Raynaud, foi admitida com cianose fixa e dor em repouso dos primeiros três dedos do pé direito. Objectivamente com pulsos femoral e poplíteo direitos palpáveis, sem pulsos distais (índice tornozelo-braço: 0,65/
pressão transcutânea local de O2- TcpO2: 34 mmHg).
Foi efectuada arteriografia tendo-se realizado angioplastia da artéria tibial posterior. Duas horas após
o procedimento foi constatado quadro de isquemia
aguda do membro devido a um intenso vasospasmo e
eventos trombóticos das artérias distais.
Inciou-se tratamento médico com perfusão de ilomedin, sildenafil 80 mg 3id e patient-controlled analgesia. A progressão das lesões assim como a ausência de
controlo da dor, motivou a colocação de um neuroestimulador na espinal medula. Foi obtido posteriormente
controlo da dor e uma TcpO2 de 74 mmHg. Ao 6º mês
de follow-up, observou-se mumificação dos dedos
sem a necessidade de amputaçãoo major.
O neuroestimulador da medula espinal pode ser uma
arma terapêutica alternativa, em doentes com isquemia crítica dos membros inferiores. Serão discutidas
considerações patofiosiológicas.
OBSERVAÇÕES
112 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
113 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
SÍNDROME DO LIGAMENTO
ARQUEADO MEDIANO (MALS)
DALILA ROLIM,
JOSÉ VIDOEDO,
SÉRGIO SAMPAIO
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
HOSPITAL DE S. JOÃO
OBJECTIVO
RESULTADOS
Breve revisão de critérios imagiológicos e discussão a
propósito de um caso clínico.
Como exame de rastreio a ecogradia-doppler pode
revelar um aumento na VPS durante a expiração que
normaliza na inspiração e na posicção erecta; alterações na origem do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior e fluxo invertido na artéria hepática. A
angiografia aórtica com incidência lateral é o exame
gold standard demonstrando estreitamento focal assimétrico proximal do tronco celíaco que varia com o
ciclo respiratório e dilatação pós-estenótica. O angioTC é menos invasivo e combinado com a reconstrução
3D acrescenta informação da relação do tronco celíaco
com o diafragma, embora seja um exame não dinâmico
assim como a RM.
Nos casos sintomáticos o tratamento passa pela descompressão do ligamento arquedo mediano e eventual bypass arterial visceral. O tratamento endovascular
isolado não é eficaz. A descompressão laparoscópica
tem vindo a ter um papel crescente.
MATERIAL & MÉTODOS
Esta entidade clínica e anatómica é caracterizada pela
compressão extrínseca do tronco celíaco que provoca
epigastralgia, vómitos e perda ponderal. Pensa-se que
compressão seja causada pela inserção diafragmática
anormalmente baixa do ligamento arqueado mediano
ou pela origem anormalmente alta do tronco celíaco.
Descreve-se o caso de um paciente do sexo masculino,
73 anos de idade, assintomático, com antecedentes
de HTA e patologia osteo-articular degenerativa. Em
RM realizada durante estudo da sua patologia osteoarticular observou-se a presença de um aneurisma da
aorta torácica (38mm) achado confirmado por AngioTC que também revelou a presença de uma estenose
ao nível da emergência do tronco celíaco com dilatação
aneurismática distal. Optou-se por tratamento conservador e vigilância clínica dada a ausência de sintomas.
CONCLUSÃO
A apresentação clínica no MALS é variada, o diagnóstico é dificil e muitas vezes de exclusão.
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
ÚLCERAS PENETRANTES DA
AORTA ABDOMINAL (UPAA)
— RELATO DE 2 CASOS E REVISÃO
DA LITERATURA
RODRIGUES G.M.,
VALENTIM H.,
SILVA E CASTRO J.,
ALBUQUERQUE E CASTRO J.,
FERREIRA M.E.,
MOTA CAPITÃO L.
------------HOSPITAL DE SANTA MARTA,
CENTRO HOSPITALAR
DE LISBOA CENTRAL,
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR
------------REFERÊNCIAS
1 Kazan Viviane, et al., Penetrating
abdominal aortic ulcers: case reports
and review of literature, Vascular,
2011; Vol. 19 N. 6: 346–350.
INTRODUÇÃO
As UPAA constituem um tema controverso. São lesões
ateroscleróticas da íntima da parede aórtica que ulceram e penetram na lâmina elástica interna expondo a
túnica media. Frequentemente complicam-se com a
formação de um hematoma intra-mural, de um pseudoaneurisma sacular e/ou ruptura aórtica. Ocorrem
tipicamente em doentes idosos com manifestações de
aterosclerose sistémica severa. A aorta torácica descendente é o segmento mais frequentemente envolvido, sendo raramente encontradas na aorta abdominal infra-renal. A história natural das UPAA permanece
incerta pois a maioria dos estudos existentes analisa o
follow-up das UPA torácica e abdominal em conjunto,
apesar das diferenças na sua evolução natural.
OBJECTIVOS
2 M. Batt et al., Penetrating
Atherosclerotic Ulcers of the
Infrarenal Aorta: Life-threatening
Lesions, European Journal of
Vascular and Endovascular Surgery,
2005; Vol. 29: 35-42
Com base em 2 casos clínicos complementados por
uma revisão da literatura, pretende-se analisar as características, história natural e tratamento das UPAA.
3 Nathan, D.P., et al., Presentating,
complications and natural history
of penetrating atherosclerotic ulcer
disease, Journal of Vascular Surgery,
2012; 55: 10-5.
Apresentam-se 2 casos de UPAA, em doentes do sexo
masculino, 56 e 63 anos de idade, com múltiplos factores de risco para doença aterosclerótica (nomeadamente HTA, tabagismo e dislipidemia).
Caso 1 Recorreu ao SU por início súbito de dor abdominal e lombar constante, sem outros sinais ou sintomas associados. Encontrava-se hemodinamicamente
estável e sem achados de relevo ao exame objectivo. A
TC realizada na investigação inicial do doente revelou
a presença de um pseudoaneurisma sacular da aorta
abdominal de 3,8cm de diâmetro e presença de hematoma retroperitoneal sugestivo de rotura.
MATERIAL & MÉTODOS
OBSERVAÇÕES
OBSERVAÇÕES
Caso 2 Seguido em consulta de Cirurgia Vascular por
AAA diagnosticado em ecografia abdominal, assintomático. O estudo por TC revelou a presença de pseudoaneurisma sacular da aorta abdominal, com cerca de
4,5cm de diâmetro, em relação com uma disrupção de
uma placa aterosclerótica extensa da parede aórtica
que levantou a suspeita de uma UPAA.
RESULTADOS
Ambos os doentes foram submetidos a interposição
aorto-aórtica com prótese de Dacron®, sem intercorrências. Os achados intra-operatórios confirmaram o
diagnóstico de UPAA. Não foram documentadas complicações no pós-operatório imediato e tardio e os
doentes encontram-se assintomáticos e sem novas
intercorrências aos 6 meses de follow-up.
CONCLUSÕES
As UPAA frequentemente são assintomáticas e diagnosticadas incidentalmente num exame de TC realizado por outro motivo. Nestes doentes, tem sido
recomendada uma abordagem conservadora pois a
maioria das UPAA assintomáticas parece apresentar
uma evolução benigna. Quando sintomáticas, é comum a presença de dor lombar ou abdominal e, menos
frequentemente, de isquemia dos membros inferiores por ateroembolismo distal. Apesar do tratamento
ainda ser controverso, nos doentes com UPAA sintomáticas ou complicadas de hematoma intra-mural ou
pseudoaneurisma sacular (como os 2 casos relatados),
o tratamento cirúrgico é mandatório pelo elevado risco
de rotura aórtica associado (40% dos casos). Apesar
da cirurgia convencional ser a tradicionalmente usada
para o tratamento das UPAA e ter sido a opção cirúrgica adoptada em ambos.
114 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
XII CONGRESSO ANUAL
SESSÃO MELHOR POSTER SPACV
DILATAÇÃO ANEURISMÁTICA DE
PRÓTESE DE DACRON® 10 ANOS APÓS
SUA IMPLANTAÇÃO TRATADA POR
VIA ENDOVASCULAR
— A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO
LUÍS LOUREIRO,
RUI MACHADO,
PEDRO SÁ PINTO,
IVONE SILVA,
CLARA NOGUEIRA,
CAROLINA VAZ,
TIAGO LOUREIRO,
DIOGO SILVEIRA,
SÉRGIO TEIXEIRA,
DUARTE REGO,
RUI ALMEIDA
------------SERVIÇO DE ANGIOLOGIA
E CIRURGIA VASCULAR,
CENTRO HOSPITALAR DO PORTO
INTRODUÇÃO
A dilatação aneurismática das próteses vasculares é
uma complicação rara.
CASO CLÍNICO
Doente de 64 anos observado em Outubro de 2003 no
serviço de urgência por dor abdominal, referindo antecedente de cirurgia a aneurisma da aorta abdominal 10
anos antes em outra instituição. Realizou TC abdomino-pélvica que mostrou uma dilatação aneurismática
da prótese com 5,5cm de diâmetro. Foi obtida informação que se tratava de uma prótese de Dacron®. Dado
o risco clínico e anatómico elevado foi proposto para
tratamento endovascular, com colocação de endoprótese aorto-uni-ilíca (Talent®, Medtronic®, Minnesota,
MN) e pontagem femoro-femoral com ePTFE de 8mm.
Com 8 anos de seguimento, o doente está assintomático, sem qualquer tipo de endofuga, oclusão ou dilatação da endoprótese ou prótese de ePTFE.
CONCLUSÃO
A dilatação aneurismática de próteses de Dacron®
apesar de rara, é uma complicação passível de acontecer. Após revisão da literatura médica este é o primeiro
relato de uma dilatação aneurismática de prótese de
Dacron® tratado de forma endovascular.
OBSERVAÇÕES
116 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
117 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES
DESENVOLVIDAS
118 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
RASTREIO NACIONAL “A AORTA NÃO AVISA”
RASTREIO NACIONAL
DO ANEURISMA
DA AORTA ABDOMINAL
“A AORTA NÃO AVISA”
COORDENAÇÃO
PROF. DOUTOR ARMANDO MANSILHA
PROF. DOUTOR PAULO SOUSA
DR. DANIEL BRANDÃO
A Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia
Vascular deu inicio em Viseu, no dia 23 de Junho de
2011, ao projecto de Rastreio Nacional do Aneurisma
da Aorta Abdominal, no âmbito das iniciativas previstas para o mandato da actual Direcção.
Teve o patrocínio do Alto Comissariado para a Saúde, e
foi aprovado pelas Administrações Regionais de Saúde
do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo.
Estivemos presentes em todas as capitais do distrito do continente, bem como no Funchal e em Ponta
Delgada, de acordo com calendarização previamente
anunciada e última acção desenvolvida em 30 de
Março de 2012.
Foram definidos os factores de risco a contemplar na
população alvo (homens com mais de 65 anos) e utilizada uma Unidade Móvel identificada com o símbolo
da campanha e da SPACV. O rastreio englobou o preenchimento de um questionário para posterior tratamento estatístico dos dados, medição da TA e ecografia abdominal. Todos os utentes levaram uma nota
informativa para o respectivo Médico de Família com o
resultado do exame e eventual indicação para encaminhamento de acordo com a respectiva área de referenciação. A divulgação foi feita através da comunicação
social nacional e regional, televisão, rádio e imprensa
escrita. Os Centros de Saúde foram informados da iniciativa, através de poster e folhetos informativos.
Os resultados serão apresentados no XII Congresso
Anual da SPACV, durante a sessão conjunta com a
ESVS, e posteriormente publicados na nossa revista
“Angiologia e Cirurgia Vascular”. Foram efectuados
1604 rastreios tendo sido detectados 38 casos de diâmetro superior a 3 cm, o que corresponde a uma percentagem de 2,37%.
A Direcção da SPACV quer publicamente agradecer
a todos quantos no terreno contribuíram para este
enorme êxito:
António Simões, Carla Joana Rodrigues, Joana Ferreira,
Ricardo Gouveia, Rui Machado, Pedro Almeida, José
Almeida Lopes, Mário Vieira, Rui Chaves, Albano
Rodrigues, Paulo Barreto, Cláudia Silva, Marta Silva,
Maria Magalhães, Raquel Santos, Ana Robalo, Maria
José Teixeira, Alberto Rezende, Pedro Duarte, Luís
Loureiro, Diogo Silveira, Daniela Cunha, Nuno Amado,
Rui Almeida, Armando Mansilha, Sérgio Sampaio,
Daniel Brandão, Paulo Sousa, Cristina Freitas, Susana
Pacheco, Inês Lucena, Olga Magalhães, Manuel Pereira,
Bernardo Portugal, Luzia Amorim, Joana Gomes,
Ana Baptista, Luis Antunes, Juliana Varino, Carolina
Mendes, André Marinho, Gabriel Anacleto, Leonor
Vasconcelos, Gonçalo Alves, Angélica Damião, Gonçalo
Sobrinho, Ruy Fernandes e Fernandes, Luís Silvestre,
Viviana Manuel, Luís Mendes Pedro, Isabel Cássio,
Fernando Oliveira, Ricardo Lima, Nélson Oliveira, Lisa
Borges, José França, Luísa Bernardo, Tânia Teixeira,
Inês Pinheiro, Nádia Duarte, Ana Raquel Afonso, Ana
Gonçalves
119 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
RASTREIO NACIONAL “A AORTA NÃO AVISA”
120 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
RASTREIO NACIONAL “A AORTA NÃO AVISA”
RASTREIO NACIONAL
DO ANEURISMA
DA AORTA ABDOMINAL
“A AORTA NÃO AVISA”
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
RASTREIO NACIONAL “A AORTA NÃO AVISA”
121 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
CIDADE
TOTAIS
RASTREIOS
n com aorta
>=3,0 cm
DIÂMETRO
Aveiro
68
1
6,06
3,0
4,78
Beja
79
2
Braga
49
0
Bragança
Castelo Branco
91
112
2
5,0
3,7
3
3,34
3,07
4,67
Coimbra
86
2
3,80
4,27
Évora
70
1
3,4
Faro
81
1
3,1
Funchal
74
2 3,29
3,57
Guarda
58
3
3,1
3,2
3,65
Leiria
70
3
3,78
3,19
3,57
Lisboa
40
3
3,2
4,23
6,7
Ponta Delgada
90
3
3,1
3,4
4,1
Portalegre
47
0
Porto
136
2
3,54
3,47
4
3,1
3,6
3,5
3,2
3,4
3,1
5,0
3,4
Santarém
138
Setúbal
92
4
Viana do Castelo
92
0
Vila Real
62
1
4,4
Viseu
69
1
3,7
VIANA DO
CASTELO
BRAGANÇA
91
92
VILA
REAL
BRAGA
49
62
PORTO
136
VISEU
69
AVEIRO
GUARDA
58
68
COIMBRA
86
CASTELO
BRANCO
112
LEIRIA
70
PORTALEGRE
SANTARÉM
LISBOA
138
47
40
SETÚBAL
92
ÉVORA
70
BEJA
79
FARO
81
AÇORES
MADEIRA
90
74
PONTA DELGADA
FUNCHAL
122 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
LIVRO DE RECOMENDAÇÕES NA DOENÇA VENOSA CRÓNICA
LIVRO DE RECOMENDAÇÕES NA
DOENÇA VENOSA CRÓNICA
A Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV) decidiu publicar as primeiras recomendações portuguesas na área da doença venosa crónica
(DVC), particularmente destinadas à Medicina Geral
e Familiar.
O livro divide-se em vários capítulos dos quais se destacam em primeiro lugar a epidemiologia, que contem
um resumo dos dados nacionais mais recentes, com
particular destaque para o estudo “O que sabe sobre
as suas veias?”, onde se verificou, por exemplo, que
64% da população feminina, com mais de 50 anos
de idade, sente a sua qualidade de vida significativamente afectada pela DVC.
No sentido de melhor compreender o aparecimento
dos sintomas e sinais da DVC e a sua respectiva progressão, o capítulo da fisiopatologia dá especial atenção ao ciclo vicioso entre a hipertensão e a inflamação
venosa crónica, que está na origem da degradação das
paredes e válvulas venosas. A actuação dos mediadores inflamatórios ao nível da microcirculação e a destruição da rede linfática cutânea também não foram
esquecidas, tendo-se realçado que são estas alterações, no seu conjunto, que levam à progressão da patologia para estadios mais graves, com a lesão do tecido subcutâneo e consequente formação de úlcera
venosa.
No capítulo da classificação da DVC, distingue-se a
perspectiva do médico e a do doente. Na óptica médica, a classificação CEAP é apresentada como o método internacionalmente aceite para classificar a doença venosa consoante a sua gravidade, tendo como
objectivo servir de guia sistemático para um melhor
diagnóstico clínico e caracterização dos doentes venosos.
Por outro lado, na perspectiva do doente é apresentado o questionário de qualidade de vida CIVIQ, o qual
está internacionalmente validado e é específico para
a DVC. De referir que, o uso destes dois instrumentos
permite obter informações únicas e complementares.
No que diz respeito à terminologia, estas recomendações definem diversos conceitos, sendo de realçar
a definição actualizada do termo doença venosa crónica como “qualquer alteração morfológica e funcional
do sistema venoso, manifestada a longo prazo por sintomas e/ou sinais, indicando a necessidade de investigação e/ou tratamento”. Este conceito reforça que
os doentes com sintomas, mas ainda sem sinais visíveis, englobados na classe C0s da classificação CEAP,
devem ser tratados de forma a resolver os sintomas e
prevenir a progressão da DVC.
Ao nível do diagnóstico foi dada particular importância
à anamnese, que alerta o médico para os sintomas e sinais da DVC, e ao exame com Eco-Doppler, considerado
o método de referência para detectar situações de refluxo ou obstrução em qualquer segmento venoso.
Quanto ao capítulo dedicado aos tratamentos, de referir que além das medidas higieno-dietéticas, a compressão elástica e os fármacos venoactivos foram referidos como sendo terapêuticas fundamentais para
todos os doentes independentemente dos estadios
da DVC em que se encontrem. Relativamente aos últimos, são de destacar os fármacos venoactivos que
têm um efeito anti-inflamatório ao nível das paredes
e válvulas venosas, particularmente através da inibição da interacção entre os leucócitos e o endotélio venoso. Foram também referidos os diferentes métodos
de ablação térmica, química e mecânica.
No último ano o livro foi distribuído a nível dos cuidados de saúde primários com o apoio da Servier.
123 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
LIVRO DE RECOMENDAÇÕES NA DOENÇA VENOSA CRÓNICA
AUTORES
Dr. António
Albuquerque de Matos
Prof. Doutor Armando
Mansilha
Dr. Eduardo Serra
Brandão
Dra. Isabel Cássio
Dr. Joaquim Barbosa
Dr. José França
Dr. Mário Macedo
Dr. Paulo Correia
Dr. Rui Almeida
124 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
CURSO SOBRE METODOLOGIA CIENTÍFICA E COMUNICAÇÃO
CURSO SOBRE METODOLOGIA
CIENTÍFICA E COMUNICAÇÃO
COORDENAÇÃO PROF. DOUTOR ARMANDO MANSILHA
Teve lugar em Coimbra (19.05.2012) o II Curso Interactivo sobre Metodologia Científica e Comunicação,
com o apoio da LEO, e a participação empenhada de 11
internos da especialidade.
O programa englobou os seguintes assuntos:
- Principais desenhos de investigação epidemiológica:
esta sessão teve como objectivo descrever as principais metodologias de investigação epidemiológica
e a sua aplicação em contexto clínico. Foi explorada
a relação entre estudos experimentais, estudos de
coorte e estudos caso-controlo, e as características
metodológicas que traduzem as principais vantagens
e limitações de cada um destes desenhos na resposta
a diferentes questões de investigação;
- Revisão da literatura e pesquisa em bases de dados
electrónicas: nesta sessão foram descritas diferentes
estratégias de pesquisa bibliográfica com interesse no
contexto de trabalhos de revisão sistemática e metaanálise. Foi dada especial atenção à utilização de bases
de dados electrónicas na condução de pesquisas com
diferente sensibilidade e especificidade (PubMed) e à
pesquisa de citações para forward citation tracking (ISI
Web of Knowledge e Scopus);
- Como escrever um artigo científico: resumo, introdução, material e métodos, resultados, discussão e conclusões, tabelas, figuras, agradecimentos, referencias;
- Análise de dados em Cirurgia Vascular: exemplos
práticos
- Escrever um resumo: exercício prático
- Comunicação em Saúde: o que interessa aos Media,
análise da percepção de valor-notícia a partir do exercício prático anterior, como comunicar com os Media,
como tornar assunto apelativo para notícia, reacção
em cenário de crise vs projecção de cenário positivo.
A avaliação do curso pelos participantes foi de 4.81
(escala de 1 a 5).
Prelectores
Nuno Lunet, Sérgio Sampaio, Luís Mendes Pedro, Armando Mansilha, Paula Rebelo, Rui Almeida
125 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
CURSO SOBRE METODOLOGIA CIENTÍFICA E COMUNICAÇÃO
126 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
ESVS WORKSHOP
127 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
NÚCLEO DE FLEBOLINFOLOGIA
ESVS WORKSHOP
NÚCLEO DE
FLEBOLINFOLOGIA
TUTORES 2012
ARMANDO MANSILHA, FERNANDO GALLARDO,
ALUN DAVIES, LUÍS MENDES PEDRO,
RUI MACHADO, GABRIEL ANACLETO
COORDENAÇÃO DR. MÁRIO VAZ DE MACEDO
De acordo com um dos objectivos que esteve na base
da criação da Sociedade Portuguesa de Angiologia e
Pelo terceiro ano consecutivo é organizado um
workshop da European Society for Vascular Surgery
e destinado fundamentalmente aos nossos internos.
Em 3 de Junho de 2010, no âmbito do programa científico do nosso X Congresso Anual, no Porto, foi organizado um curso prático sobre aneurismas complexos
(ESVS Complex Aneurysm Workshop), onde participaram 12 internos e recém-especialistas, cuja inscrição foi oferecida pela SPACV. Tratou-se de um curso
eminentemente prático com uma estação de trabalho
para cada grupo e tendo como prelector e tutor principal Michael Jenkins (St Mary’s Hospital, Londres). A iniciativa foi parcialmente apoiada pela Ethicon.
Em 23 de Junho de 2011, no âmbito do programa científico do nosso XI Congresso Anual, em Viseu, foi organizado um curso prático sobre revascularização
infra-inguinal (ESVS Infrainguinal Workshop), onde
participaram 23 internos e recém-especialistas, cuja
inscrição foi oferecida pela SPACV. Teve como coordenador Martin Landaluce (ESVS Open SimuVasc
Coordinator), foi eminentemente prático e incidiu na
realização de técnicas adjuvantes na cirurgia de revascularização distal (Miller/bota St Mary´s/ patch
de Taylor/ prótese Distaflo,…). A iniciativa foi parcialmente apoiada pela Bard.
Este ano, no dia 14 de Junho, no âmbito do programa
científico do nosso XII Congresso Anual, em Tróia, decorrerá um curso prático sobre endarterectomia carotídea (ESVS Carotid Workshop), onde participarão 12
internos e cuja inscrição é oferecida pela SPACV. O programa previsto em detalhe:
- Welcome and Introduction
- Simulators models, instruments and carotid
techniques
- How to perform Conventional Carotid Endarterectomy
and Patch Closure
- How to perform Eversion Carotid Endarterectomy
and ICA Reimplantation
- CEA Tips and Tricks of the procedure
- Feedback session
Esta iniciativa é parcialmente apoiada pela Maquet
e Johnson.
Cirurgia Vascular este Núcleo procurou promover a actualização do conhecimento e da pratica clinica diária
realizando acções junto dos colegas com objectivo de
ajudar no estabelecimento de um melhor diagnóstico
e tratamento da doença venosa crónica dos membros
inferiores.
Em Junho de 2011 promoveu a edição do livro Recomendações no diagnóstico e tratamento da doença venosa crónica -, elaborado por um grupo de trabalho constituído por 9 sócios e destinado não só aos
médicos especialistas, mas também a todos os colegas
de Medicina Geral e Familiar.
Nesta obra foram publicadas as primeiras recomendações portuguesas na área desta patologia e em seu
complemento foi distribuído a todos os “médicos de
família” um fascículo com as respostas a – 7 perguntas
sobre a doença venosa crónica (A perspectiva do médico especialista!).
No mês de Maio de 2012 foi iniciada uma campanha
junto da população de todos os Centros de Saúde
e Unidades de Saúde Familiar denominada - VEIAS
SAUDÁVEIS.
Neste momento está em curso a organização de um
RASTREIO NACIONAL sobre doença venosa crónica
que deverá ser iniciado ainda no decurso deste ano.
Em todas estas acções contámos com o apoio e incentivo da Direcção da SPACV e em particular do seu
Secretário Geral.
Agradecemos aos Laboratórios Servier Portugal o patrocínio destas actividades cientificas sem o qual algumas não podiam ter sido possíveis.
128 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
NÚCLEO DE CIRURGIA ENDOVASCULAR
129 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
NÚCLEO DE ACESSOS VASCULARES PARA HEMODIÁLISE
NÚCLEO DE CIRURGIA
ENDOVASCULAR
NÚCLEO DE ACESSOS VASCULARES
PARA HEMODIÁLISE
COORDENAÇÃO DR. RUI MACHADO
COORDENAÇÃO DRª MARIA JOSÉ FERREIRA
Quando aceitei o convite que a Direcção da SPACV me
formulou para coordenar este Núcleo, a primeira e
imediata questão que coloquei foi como poderia ser
útil nesta função. Poderá parecer simples a acção de
um núcleo, mas não o é. Somos uma especialidade com
um campo de acção definida e limitada, somos um número pequeno de cirurgiões vasculares, temos um elevado número de congressos e actividades similares em
Portugal. Por outro lado a função dos núcleos não deve
colidir com a acção que a Direcção da SPACV promove.
Assim aumentar a oferta no tipo de formação clássica,
não me pareceu ser cativante e ou mobilizadora.
Paralelamente sentia que os nossos Internos e também alguns Especialistas (no qual eu me incluo), têm
uma grande apetência para formações em que a parte
teórica se associa a um componente prático de tratamento de doentes e que tenham curta duração (12h
a 36h). Acresce que em 2009, tínhamos realizado no
serviço de Angiologia e Cirugia Vascular do H.G.St.Antonio uma formação teórico-prática com este tipo de
metodologia, dedicada ao tema “ Indicações do tratamento endovascular na doença obstrutiva aorto-ilíaca
e femuro-poplitea” complementada no dia seguinte
com o tratamento de 4 doentes na suite angio-radiologica. Esta experiência teve como participantes internos portugueses e espanhóis, e mostrou uma grande
proximidade entre formadores e formandos, permitindo uma intensa troca de saberes e experiências.
Assim decidi em colaboração com a direcção da SPACV
e em particular o seu Presidente, Dr. Rui Almeida, reiniciar esta experiencia no Hospital Geral de Santo
António.
Em Outubro de 2011com o apoio da empresa Abott o
tema escolhido foi o tratamento endovascular da doença renal numa estrutura modular de 24h, dividido
numa sessão teórica que contou com a colaboração do
Dr. Arlindo Matos e do Dr. Paulo Almeida, seguida da
apresentação pelo Dr. Luís Loureiro dos doentes a tratar no dia seguinte. Na manha seguinte procedeu-se
ao tratamento de três doentes com 4 estenoses da artéria renal, tendo os participantes contactado na sala
angio-radiologica com os materiais que utilizamos e
diferentes técnicas possíveis.
Em Abril de 2012 com o apoio da empresa Medtronic
o tema escolhido foi o tratamento endovascular dos
aneurismas aórticos numa estrutura modular de 8 horas, dividido na apresentação do doente a tratar, seguida do seu tratamento na sala operatória e posterior
apresentação teórica sobre alguma da nossa experiência em evar.
Em ambas as formações estiveram presentes Internos
de todo Pais ( H.S.João , H.U.C , H.St. Maria , H. St. Marta
, H.Garcia da Orta ), a quem agradecemos a confiança
demonstrada e que se estende aos responsáveis dos
seus Serviços.
Os resultados obtidos, parecem indicar que se tratou
de uma boa opção, e que esta estratégia formativa poderá ser alargada com um envolvimento de mais grupos formadores.
Termino, agradecendo à actual direcção da SPACV a
amizade e colaboração dispensada, e desejando á futura direcção da SPACV um trabalho profícuo para o
próximo biénio.
O Núcleo de Acessos Vasculares foi criado no âmbito
da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia
Vascular com o intuito de afirmar esta área de actividade como legitima da nossa especialidade e, como
em todas as áreas de nossa especialidade, suscitar o
seu desenvolvimento técnico e científico.
Trata-se de uma área particularmente sensível por
abordar vasos de doentes vulneráveis do ponto de vista
vascular, em que as decisões menos boas poderão ter
sérias consequências quando mal planeada e executada. É nesta altura que alguns doentes chegam finalmente aos cuidados da Cirurgia Vascular, que deveria
ter sempre uma palavra a dizer em toda a abordagem
destes doentes.
Desta forma, o núcleo de acessos vasculares procura
consciencializar para a necessidade desta área de intervenção fazer parte do treino dos internos e da vida
diária de um serviço, preparando-os para as situações
complexas e, sobretudo, prevenindo as complicações.
Das actividades organizadas pelo núcleo de acessos
vasculares temos obviamente de realçar a Reunião
Anual do Núcleo de Acessos Vasculares, organizada no
Porto, graças ao dinamismo do Dr. Norton de Matos, entusiasmo do Dr. Mergulhão Mendonça e a capacidade
organizativa, de rigor militar, do Dr. Joaquim Pinheiro.
Este ano comemora-se a sua 10º edição e não podemos deixar de nos congratular com este facto, assim
como com a sua qualidade e por ser tão participada.
Outra das acções propostas pelo Núcleo de Acessos é
a realização de workshops na área da selecção de tipo
de acesso e abordagem das complicações, tendo como
alvo os internos de cirurgia vascular e nefrologia. Estas
acções estão previstas para Outubro de 2012, sendo
a primeira a realizar no Hospital Garcia de Orta, prevendo-se, de acordo com a receptividade, ser estendido o modelo a outras instituições.
Espero que as nossas modestas acções constituam
um estímulo para a afirmação da nossa Especialidade
nesta área de intervenção, contribuindo para a sua
contínua diferenciação.
130 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
NÚCLEO DE DIAGNÓSTICO VASCULAR
131 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
NÚCLEO DE BIOLOGIA VASCULAR
NÚCLEO DE
DIAGNÓSTICO VASCULAR
NÚCLEO DE BIOLOGIA
VASCULAR
COORDENAÇÃO DR. JOSÉ CARLOS VIDOEDO
COORDENAÇÃO DR. FREDERICO BASTOS GONÇALVES
O Núcleo de Diagnóstico Vascular realizou, durante
a vigência do mandato da actual Direcção da SPACV,
dois cursos práticos. Em Maio de 2011 foi realizado o
2º Curso de Ecografia Vascular e em Fevereiro de 2012
teve lugar o Curso Prático de Osirix em Cirurgia Vascular. Para o Curso de Ecografia Vascular foram convidados como prelectores dois especialistas - Colin Deane e David Goss - ambos com funções de docência e
de trabalho clínico no King’s College em Londres. Para
o Curso de Osirix foi convidado Francisco Rielo, colega
do Hospital de Lugo, responsável pelo Curso orientado
online pela sociedade nossa congénere de Espanha e
também responsável pelo curso online que a ESVS recentemente lançou na sua plataforma educativa.
Podemos afirmar que os cursos tiveram uma adesão
entusiasta e a crer no resultado dos inquéritos efectuados no final de cada um deles, também podemos
concluir que terão ido ao encontro das expectativas
dos participantes.
O local onde decorreram – Penafiel – para além das
vantagens logísticas inerentes em termos de organização, reforça o espírito de divulgação das actividades
e âmbito da nossa especialidade para além das grandes cidades com evidentes vantagens para todos – doentes e profissionais de saúde.
Esperamos ter contribuído para melhorar a formação
de todos os colegas que participaram e que estes possam transmitir a outros os conhecimentos que aí adquiriram ou sedimentaram.
A notoriedade e o impacto positivo da nossa especialidade nos nossos doentes e no público em geral depende do contributo de todos, pelo que desde já fica
lançado o repto para que, no futuro, outros colegas
se associem como participantes ou organizadores de
outras actividades.
O Núcleo de Biologia Vascular da SPACV, em conjunto
com a Sociedade Portuguesa de Hemorreologia e Microcirculação (SPHM), organizou a sua primeira reunião conjunta, subordinada ao tema “Hemorreologia,
Microcirculação e Hemostase na Patologia Vascular: da
investigação à prática clínica.” O evento, que decorreu
a 31 de Março em Lisboa, com o patrocínio da Bayer,
da Biosaúde e da Boehringer-Ingelheim, contou com
a participação de reputados palestrantes em diversas
áreas da doença cardiovascular.
Estiveram reunidos cerca de 100 participantes, distribuídos entre diversas especialidades médicas e áreas
de investigação. Daí resultou uma interessante troca
de ideias, com tónus na divulgação de novas descobertas científicas, suas aplicações clínicas e perspectivas
de futuro. A sala esteve bem composta e o tom foi de
comunhão multidisciplinar, no âmbito da terapêutica
médica (e não só) em doença cardiovascular. Salientase a adesão à sessão de comunicações livres, de elevado nível científico. Foram apresentados 8 trabalhos
originais cujos resumos serão publicados na revista da
SPACV, assim como no Boletim da SPHM.
Na sequência do evento, foi criada a Bolsa de Investigação SPHM/SPACV 2012-2013, com o patrocínio exclusivo da Biosaúde e unicamente dedicada a sócios
da SPACV e da SPHM com menos de 40 anos. Esta, no
valor de 2500 euros, será destinada ao melhor projeto
de investigação candidato ao tema: Hemorreologia,
Hemostase e Inflamação em Patologia Vascular. O regulamento e prazos podem ser consultados em www.
spacv.org.
O compromisso deste Núcleo da SPACV é responder as
expectativas e interesses dos associados na área da
Biologia Vascular. O sucesso da recente reunião redobra as nossas energias para novos projetos, com vista
ao melhor tratamento dos nossos doentes em todas as
vertentes da sua patologia. Contamos convosco!
132 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
CAMPANHA “AORTA É VIDA”
133 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
Factores de risco nos indivíduos rastreados
ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
CAMPANHA “AORTA É VIDA”
Idades dos rastreados
CAMPANHA
“AORTA É VIDA”
COORDENAÇÃO DR. JOÃO ALBUQUERQUE E CASTRO
Em 2009, com o apoio da Sociedade Portuguesa de
Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV) e da Sociedade
Portuguesa de Cirurgia Cardio-Torácica e Vascular
(SPCCTV) iniciou-se uma campanha de sensibilização para o Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA). A
estrutura organizacional é simples: um coordenador
nacional e um pequeno grupo de apoio incluindo um
elemento especializado em comunicação.
Um inquérito nacional, efectuado no arranque da
campanha, dava conta que oito em cada dez homens
Portugueses com idade acima dos 65 anos não sabiam
o que era um AAA e que quase 90 por cento (89,3 por
cento) da população masculina nesta faixa etária não
conhecia os factores de risco para esta patologia.
Face a esta realidade justificava-se iniciar a primeira
campanha nacional de sensibilização para o AAA,
a campanha AORTA É VIDA! O desenho inclui três
componentes, a sensibilização da opinião pública, a
informação aos profissionais de Saúde e finalmente o
rastreio de AAA.
Lançada oficialmente a 24 Novembro de 2009, foi iniciada com acções de sensibilização e informação á população em geral. 31 Universidades seniores de Norte
a Sul do país receberam a campanha. Com excepção
de Bragança e Portalegre todos os distritos do país
acolheram iniciativas nas suas universidades seniores.
Nestas acções de sensibilização foram envolvidos 30
cirurgiões vasculares dos vários Centros Hospitalares
do país e participaram nas palestras informativas
mais de 3500 pessoas. Foram transmitidos conceitos
básicos sobre os AAA e alertou-se para os principais
factores de risco e seu controlo.
A campanha AORTA É VIDA! Solicitou e obteve apoio da
APMGF no sentido de procurar chegar aos médicos de
Clínica Geral através da realização de formações clínicas, com o objectivo de alertar e consciencializar a população médica para a importância do diagnóstico precoce do AAA. Assim foi possível participar no Encontro
Nacional de Médicos de Clínica Geral em 2010 com uma
mesa redonda sobre aneurismas e seu diagnóstico.
A campanha – com o apoio de cirurgiões vasculares
dos vários centros hospitalares do País – realizou 53
sessões de formação para cerca de 700 médicos e
enfermeiros. Vários Centros de Saúde acolheram esta
iniciativa que pretende alertar para os factores de
risco relacionados com o aneurisma da aorta abdominal, assim como alertar para os procedimentos diagnósticos e para guidelines diagnósticas e terapêuticas.
Em 2010, foi lançada a ideia da criação do Dia do
Aneurisma da Aorta Abdominal, a celebrar a 24 de
Novembro. Com este objectivo, circula no país uma
petição (online e em formato papel) para a recolha das
4500 assinaturas que permitirão que o tema seja debatido em plenário na Assembleia da República.
Está claramente demonstrada a eficácia da ecografia
abdominal no diagnóstico de AAA, sendo o método
usado nos programas de rastreio instituídos em alguns
países.
Com intuitos fundamentalmente mediáticos, efectuou-se uma primeira experiência com um rastreio na
Assembleia da República Portuguesa.
A Campanha iniciou em 2011 a terceira fase prevista,
o rastreio, efectuando uma série de parcerias com instituições privadas, no sentido de promover acções de
despiste de AAA.
O primeiro rastreio institucional foi efectuado durante
2011 e ocorreu nos Serviços Sociais da Caixa Geral de
Depósitos em todo o país.
Seguiram-se as acções em várias Unidades de Saúde
Privadas e nos Serviços Sociais da Administração
Pública.
No total e até Maio 2012 foram realizadas 18 acções
de rastreio e feitas 1822 ecografias abdominais: 1145
(63,1 %) a homens e 672 (36,9 %) a mulheres.
No balanço destas iniciativas, de destacar a prevalência
global de AAA na população com mais de 60 anos de 2,2
% (40/ 1822). Este valor sobe para os 3,94% (39/912)
se restringirmos a análise a homens com mais de 65
anos.
A prevalência de aneurismas da aorta nos indivíduos
de ambos os sexos com hábitos tabágicos é de 3,6 %
(31/ 872) e no caso dos homens com historia de tabagismo para os 4,24% (30/ 708). A maior prevalência
aparece em homens fumadores e hipertensos 5%
(21/420).
Desde o lançamento que a notoriedade da campanha
junto da população Portuguesa é conseguida graças à
visibilidade dada às acções nos meios de comunicação
social.
Foram contabilizadas 763 notícias nos diversos meios
de comunicação social de abrangência nacional, regional e especializada em saúde. 130 notícias nas TVs e
cerca de 140 peças na imprensa de distribuição nacional foram da maior importância . No total, a audiência
estimada foi superior a 89 milhões de visualizações, o
que significa que, em média, cada pessoa foi exposta
pelo menos oito vezes à mensagem da campanha
AORTA É VIDA!
Resumo de prevalências
TOTAL DE INDIVIDUOS RASTREADOS 1822
HOMENS 1145 ( 62.8%)
MULHERES (EM CINCO CASOS NÃO FOI REGISTADO GÉNERO) 672 (36,9%)
PREVALÊNCIA GLOBAL 2,2% ( 40/1822 )
HOMENS 3,4% (39/1145)
MULHERES 0.15% (1/672)
PREVALÊNCIA GLOBAL EM IDADE > 65 ANOS 2,74% (37/1352)
HOMENS 3,94% (39/912)
PREVALÊNCIA EM FUMADORES 3,6% (21/872)
PREVALÊNCIA EM HOMENS FUMADORES 4,24% (30/708)
FUMADORES > 65 ANOS
4,67% (26/556)
PREVALÊNCIA EM HOMENS FUMADORES E HIPERTENSOS 5% (21/420)
134 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
135 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
PARCERIAS
136 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
PARCEIROS
PLATINIUM
—
SERVIER
MEDTRONIC
BAYER
LEO
BIOSAÚDE
PARCEIROS
GOLD
—
SIGVARIS
ABBOTT
MEDICINÁLIA
SANOFI
CORDIS
137 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
PARCERIAS
PARCEIROS
SILVER
MEDIBAYREUTH
BARD
JUZO
MAQUET
MEDINFAR
MEDINFAR SOROLÓGICO
PFIZER
TECNIMEDE
TERUMO
PARCEIROS
APOIO
JOINMASTER
SOCIME
PARCERIAS
138 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
139 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FOTOGRAFIAS
XI CONGRESSO
ANUAL
140 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FOTOGRAFIAS XI CONGRESSO ANUAL
141 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FOTOGRAFIAS XI CONGRESSO ANUAL
142 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FOTOGRAFIAS XI CONGRESSO ANUAL
143 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FOTOGRAFIAS XI CONGRESSO ANUAL
144 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FOTOGRAFIAS XI CONGRESSO ANUAL
145 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FOTOGRAFIAS XI CONGRESSO ANUAL
146 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FOTOGRAFIAS XI CONGRESSO ANUAL
147 SPACV LIVRO ANUAL 2011/2012
FOTOGRAFIAS XI CONGRESSO ANUAL
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