Setor Têxtil e do Vestuário - efinerg

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Setor Têxtil e do Vestuário - efinerg
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Ficha técnica
Titulo
Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME
Setor têxtil e do vestuário
Autor
CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal
Coordenação
IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação
LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia
Edição
IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação
ISBN: 978-989-8644-02-2
novembro 2012
Apoio
1
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Índice
1.
Enquadramento........................................................................................................... 7
2.
As cadeias de valor e os stakeholders no setor ........................................................... 9
3.
Caracterização energética do setor .......................................................................... 21
3.1 Número de empresas e distribuição geográfica das Indústrias Têxteis e do
Vestuário ................................................................................................................... 24
3.2 Dimensão das empresas do setor incluindo número de funcionários,
sazonalidade, regime de funcionamento .................................................................. 27
3.3 Estrutura de custos.............................................................................................. 33
3.4 Produtos lançados no mercado........................................................................... 36
3.4.1 Mercado Nacional/Exportações ....................................................................... 42
3.4.2 Exigências energéticas previsíveis na utilização/consumo .............................. 55
3.4.2.1 Consumos diretos de energia na utilização .................................................. 57
3.4.2.2 Implicações no consumo energético na utilização/atividade da sociedade . 62
3.5 Processos produtivos .......................................................................................... 64
3.5.1 Principais fluxos produtivos ............................................................................. 68
3.5.2 Fiação ............................................................................................................... 70
3.5.3 Tecelagem ........................................................................................................ 77
3.5.4 Tricotagem ....................................................................................................... 79
3.5.5 Enobrecimento ................................................................................................. 80
3.5.6 Confeção........................................................................................................... 82
3.5.7 Identificação de operações/grupo de operações ............................................ 83
3.5.8 Tipos de energia utilizada................................................................................. 87
3.5.9 Consumos e custos energéticos ....................................................................... 88
3.6 Identificação de boas práticas e tecnologias de eficiência energética ............... 98
3.6.1 Levantamento de boas práticas e tecnologias em termos internacionais
específicas do setor e gerais que aí possam ser aplicadas ........................................ 99
3.6.1.1 Em processos produtivos ............................................................................ 105
3.6.1.2 Em produtos ................................................................................................ 108
3.6.2 Levantamento de boas práticas e tecnologias em termos nacionais,
especificas do setor e gerais que aí possam ser aplicadas ...................................... 109
3.6.2.1 Em processos produtivos ............................................................................ 111
3.6.2.2 Em produtos ................................................................................................ 123
3.7 Casos de sucesso ............................................................................................... 124
2
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Índice tabelas
Tabela 1 - Programa de medidas de poupança transversais .............................................. 8
Tabela 2 - Programa de medidas de poupança para os setores da Indústria Têxtil e do
Vestuário ............................................................................................................................. 8
Tabela 3 – Número de empresas registadas no SGCIE........................................................ 9
Tabela 4 – Principais Distritos dos registos do SGCIE........................................................ 10
Tabela 5 - Evolução dos setores da Indústria Têxtil e do Vestuário.................................. 21
Tabela 6 - Classificação das empresas pelo Número de efetivos e pelo Volume de
Negócios ............................................................................................................................ 22
Tabela 7 - Número de empresas em 2008 e 2009 nos setores da Indústria Têxtil e do
Vestuário e no total da Indústria Transformadora ........................................................... 23
Tabela 8 - Total de PME e taxa de variação 2009 em relação a 2008 (2009/2008) .......... 23
Tabela 9 - Percentagem de PME da ITV (Indústria Têxtil e do Vestuário) ........................ 24
Tabela 10 - Número de empresas da Indústria Têxtil e do Vestuário e da Indústria
Transformadora por regiões em 2008 .............................................................................. 25
Tabela 11 - Percentagem das Indústrias Têxtil e do Vestuário por regiões em 2008 ....... 26
Tabela 12 - Número de empresas por classes de dimensão de pessoal ao serviço Indústria Transformadora ................................................................................................. 28
Tabela 13 – Número de empresas por classes de dimensão de pessoal ao serviço –
Fabricação de Têxteis – CAE 13 ......................................................................................... 29
Tabela 14 - Número de empresas por classes de dimensão de pessoal ao serviço Indústria do Vestuário - CAE 14 ........................................................................................ 30
Tabela 15 - Dimensão média pelo quociente entre o nº número de pessoal ao serviço
(NPS) e o nº de empresas (NPS/Nº empresas).................................................................. 31
Tabela 16 - Número de Funcionários e a percentagem em relação à Indústria
Transformadora 2008 e 2009 ............................................................................................ 32
Tabela 17 - Número de trabalhadores por regime de duração de trabalho a tempo
completo, segundo o escalão do período normal de trabalho semanal - Outubro 2008 . 33
Tabela 18 - Número de trabalhadores por regime de duração de trabalho a tempo
parcial, segundo o escalão do período normal de trabalho semanal - Outubro 2008 ..... 33
Tabela 19 - Estrutura de custos de tecido até ao acabamento......................................... 34
Tabela 20 – Representação de custos de tecidos de Algodão e Lã/Poliéster ................... 34
Tabela 21 – Estrutura de custos de uma empresa de acabamentos ................................ 35
Tabela 22 - Produtos produzidos na Fabricação de Têxteis – 2008 [1] .............................. 37
Tabela 23 - Produtos produzidos na Fabricação de Têxteis – 2009 [2] .............................. 38
Tabela 24 - Produtos produzidos na Indústria do Vestuário – 2008 [1] ............................. 39
Tabela 25 - Produtos produzidos na Indústria do Vestuário – 2009 [2] ............................. 40
Tabela 26 – Vendas de produtos e Prestações de serviços 2008 e 2009 .......................... 42
Tabela 27 - Vendas de produtos por mercados e exportações nacionais 2008 e 2009.... 44
Tabela 28 - Valor de vendas e serviços prestados por subsetores em 2009 - Fabricação
de Têxteis .......................................................................................................................... 46
3
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 29 - Subsetores com vendas superiores a 100 milhões euro (em 2009) .............. 47
Tabela 30 - Valor de vendas e prestação de serviços por subsetores em 2009 - Indústria
do Vestuário ...................................................................................................................... 48
Tabela 31 - Subsetores com vendas superiores a 100 milhões de euro (em 2009).......... 48
Tabela 32 – Classificação energética das máquinas de lavar roupa ................................. 58
Tabela 33 – Classificação energética das máquinas de secar roupa ................................. 60
Tabela 34 – Classificação energética das máquinas de lavar e secar roupa ..................... 61
Tabela 35 - Consumo de energia elétrica em Portugal ..................................................... 62
Tabela 36 – Poupança de energia – Máquina de lavar roupa ........................................... 63
Tabela 37 – Poupança de energia – Máquina de secar roupa .......................................... 63
Tabela 38 – Classificação das fibras têxeis naturais .......................................................... 66
Tabela 39 – Classificação das fibras têxteis não naturais.................................................. 67
Tabela 40 – Principais etapas da Fiação ............................................................................ 75
Tabela 41 – Principais processos de fabrico de fibras não naturais ................................. 76
Tabela 42 – Principais processos de Tecelagem/ Tricotagem ........................................... 77
Tabela 43 – Principais processos de Tratamento prévio................................................... 81
Tabela 44 – Principais processos de Coloração ................................................................. 82
Tabela 45 – Principais processos de Acabamento ............................................................ 82
Tabela 46 – Principais processos de Confeção .................................................................. 83
Tabela 47 – Análise do processo de Fiação ....................................................................... 84
Tabela 48 – Análise dos processos de Tecelagem e Tricotagem ...................................... 84
Tabela 49 – Análise do processo de Tratamento Prévio ................................................... 85
Tabela 50 – Análise do processo de Tingimento ............................................................... 85
Tabela 51 – Análise do processo de Estamparia ............................................................... 86
Tabela 52 – Análise do processo de tratamento Acabamentos........................................ 86
Tabela 53 – Análise do processo de Confeção .................................................................. 87
Tabela 54 - Balanço energético na Fabricação de Têxteis 1990-2009 (tep) ..................... 88
Tabela 55 - Balanço energético nas Cogerações na Fabricação de Têxteis 1990-2009 (tep)
........................................................................................................................................... 90
Tabela 56 - Balanço energético na Indústria do Vestuário, Calçado e Curtumes 19902009 (tep) .......................................................................................................................... 92
Tabela 57 - Balanço energético da Indústria do Vestuário, Calçado e Curtumes 19902009 (tep) .......................................................................................................................... 94
Tabela 58 - Preços médios anuais de combustíveis e energia elétrica ............................. 96
Tabela 59 - Metodologia dos escalões para consumidores de Gás Natural ..................... 97
Tabela 60 - Preços médios anuais de Gás Natural por escalão (€/GJ) (sem IVA).............. 98
Índice gráficos
Gráfico 1 - Evolução da Indústria Têxtil e do Vestuário .................................................... 21
Gráfico 2 - Evolução do emprego na Indústria Têxtil e do Vestuário................................ 22
Gráfico 3 - Percentagem de PME da Indústria Têxtil e do Vestuário na Indústria
Transformadora................................................................................................................. 24
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Gráfico 4 - Percentagem de empresas da Indústria Têxtil e do Vestuário por regiões em
2008................................................................................................................................... 26
Gráfico 5 - Relação do número de empresas da Indústria Têxtil e do Vestuário na
Indústria Transformadora entre 2007 e 2008 ................................................................... 27
Gráfico 6 - Percentagem de empresas por classes de dimensão de pessoal ao serviço em
2009 - Indústria Transformadora ...................................................................................... 28
Gráfico 7 - Percentagem de empresas por classes de dimensão de pessoal ao serviço em
2009 - Fabricação de Têxteis ............................................................................................. 29
Gráfico 8 - Percentagem de empresas por classe de dimensão de pessoal ao serviço em
2009 - Indústria do Vestuário............................................................................................ 30
Gráfico 9 - Representatividade percentual da Indústria Têxtil e do Vestuário na Indústria
Transformadora por classes de dimensão de pessoal ao serviço em 2009 ...................... 31
Gráfico 10 - Relação percentual do número de funcionários na Indústria Têxtil e do
Vestuário com a Indústria Transformadora ...................................................................... 32
Gráfico 11 – Vendas e prestações de serviços 2008/2009 – Fabricação de Têxteis ......... 42
Gráfico 12 - Vendas e prestação de serviços 2008/2009 - Indústria do Vestuário ........... 43
Gráfico 13 - Vendas para o mercado interno e externo 2008/2009 - Fabricação de Têxteis
........................................................................................................................................... 44
Gráfico 14 - Vendas para o mercado interno e externo 2008/2009 - Indústria do
Vestuário ........................................................................................................................... 45
Gráfico 15 - Exportações nacionais na Indústria Têxtil e do Vestuário ............................. 45
Gráfico 16 - Percentagem das vendas por mercados em 2009 - Fabricação de Têxteis... 47
Gráfico 17 - Percentagem das vendas por mercados em 2009 - Indústria do Vestuário . 49
Gráfico 18 - Evolução das exportações em Portugal (Indústria Transformadora) ............ 50
Gráfico 19 - Evolução das exportações na Fabricação de Têxteis..................................... 50
Gráfico 20 - Evolução das exportações na Indústria do Vestuário ................................... 51
Gráfico 21 - Relação percentual das exportações na Fabricação de Têxteis com o total
das exportações em Portugal ............................................................................................ 51
Gráfico 22 - Relação percentual das exportações da Indústria do Vestuário com o total
das exportações em Portugal ............................................................................................ 52
Gráfico 23 - Exportações na ITV por escalões de Volume de Negócios (Milhares Euros). 53
Gráfico 24 - Exportações na ITV por escalões de Volume de Negócios (Nº de
trabalhadores) ................................................................................................................... 53
Gráfico 25 - Exportações na ITV por escalões de nº de pessoas ao serviço (Milhares
Euros) ................................................................................................................................ 54
Gráfico 26 - Exportação na ITV por escalões de nº de pessoas ao serviço (Nº de
trabalhadores) ................................................................................................................... 55
Gráfico 27 - Evolução do consumo doméstico de energia elétrica em Portugal (%) ........ 63
Gráfico 28 - Evolução do balanço energético na Fabricação de Têxteis 1990-2009......... 89
Gráfico 29 - Evolução do balanço energético nas Cogerações na Fabricação de Têxteis
1990-2009 ......................................................................................................................... 91
Gráfico 30 - Evolução do balanço energético na Indústria do Vestuário, Calçado e
Curtumes 1990-2009......................................................................................................... 93
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Gráfico 31 - Evolução do balanço energético nas Cogerações na Indústria do Vestuário,
Calçado e Curtumes 1990-2009 ........................................................................................ 95
Índice Figuras
Figura 1 – Cadeia de valor da ITV ...................................................................................... 10
Figura 2 - Etiqueta energética para máquinas de lavar roupa .......................................... 58
Figura 3 - Etiqueta energética para máquinas de secar roupa ......................................... 59
Figura 4 - Etiqueta energética para máquinas de lavar e secar roupa.............................. 61
Figura 5 – Esquema representativo da fileira têxtil .......................................................... 64
Figura 6 – Principais produtos do processo de transformação têxtil................................ 65
Figura 7 – Fluxo produtivo do algodão.............................................................................. 68
Figura 8 – Fluxo produtivo da lã ........................................................................................ 68
Figura 9 – Fluxo produtivo de fibras sintéticas e artificiais ............................................... 69
Figura 10 – Fluxo produtivo de confeção .......................................................................... 69
Figura 11 – Fiação.............................................................................................................. 70
Figura 12 – Sistemas de fiação de fios fiados .................................................................... 70
Figura 13 – Fios produzidos pelo sistema algodoeiro ....................................................... 71
Figura 14 – Fios produzidos pelo sistema laneiro ............................................................. 71
Figura 15 – Fotos dos principais tipos de fios (Fonte: CITEVE) ......................................... 71
Figura 16 – Fluxo de fiação de fibras curtas (sistema algodoeiro) .................................... 72
Figura 17 – Fluxo de fiação não convencional (open-end) ............................................... 73
Figura 18 – Fluxo de fiação de fibras longas (sistema laneiro) ......................................... 74
Figura 19 – Esquema representativo da formação de um tecido (Fonte: CITEVE) ........... 77
Figura 20 – Fluxo de Tecelagem ........................................................................................ 78
Figura 21 – Representação esquemática de fileiras e colunas (Fonte: CITEVE)................ 79
Figura 22 – Famílias de teares de malha trama ................................................................ 80
Figura 23 – Famílias de teares de malha teia .................................................................... 80
6
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
1.
Enquadramento
A preocupação na conservação da energia pelas empresas tem vindo a ter um papel
cada vez mais proponderante, procurando para isso a implementação de medidas e de
procedimentos para assegurar a racionalização e promover a eficiência energética que
visa a diminuição do consumo de energia através da introdução de novas tecnologias,
modificação dos processos de fabrico e mudança de comportamentos, como medidas
para a redução de consumo e custo de energia. Estas medidas incluem a eficiência, a
utilização e a manutenção dos equipamentos, que posteriormente assegurará o seu
bom desempenho energético, sem colocar em causa a qualidade da produção, levando a
uma diminuição dos custos associados.
O projeto EFINERG é promovido por IAPMEI e AEP, em parceria como o LNEG, o Pólo de
Competitividade e Tecnologia da Energia, a ADENE, a RECET, o CTCV, o CATIM e o
CITEVE, e visa estruturar estratégias setoriais indutoras da implementação de medidas
de melhoria da eficiência nas PME com consumo energéticos anuais entre 250 a 500 tep
(tonelada equivalente de petróleo), localizadas nas regiões Norte, Centro e Alentejo.
A intervenção efetuada, tem a finalidade de consciencializar os gestores de topo para
esta problemática existente na Indústria Têxtil e do Vestuário e propor melhorias para o
bom desempenho energético.
O presente plano setorial de melhoria energética em PME, setor Têxtil e do Vestuário,
incide nos setores da Fabricação de Têxteis (CAE 13) e Indústria do Vestuário (CAE 14).
Estes setores, devido à produção intensiva que os caracteriza, são grandes
consumidores de energia, nomeadamente as empresas verticais com toda a fileira têxtil.
No Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE), mais concretamente no
Programa 7 – Sistema de Eficiência Energética na Indústria, ficou definido o Sistema de
Gestão dos Consumos Intensivos de Energia (SGCIE) e o Programa para a Energia
Competitiva na Indústria. Este programa propõe medidas de poupança transversais à
indústria que abrange os motores elétricos, a produção de calor e frio, a iluminação e a
eficiência do processo industrial. São também propostas medidas de poupança setoriais,
sendo específicas para cada um dos 12 setores abrangidos pelo programa.
Com estas medidas podemos verificar a poupança energética por ano e qual a sua
percentagem. Na tabela 1, apresentamos os valores estimados pelo PNAEE de poupança
energética com base no consumo de energia da indústria registado no balanço
energético de 2005.
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 1 - Programa de medidas de poupança transversais
Motores Elétricos
Poupança Energética
Medidas e/ou tecnologias
tep/ano
%
Otimização de motores
19.115
0,35
Sistemas de bombagem
2.294
0,04
Sistemas de ventilação
510
0,01
5.161
0,10
27.080
0,50
Sistemas de compressão
Total
Produção de calor e frio
Poupança Energética
Medidas e/ou tecnologias
tep/ano
%
Cogeração
27.000
0,50
Sistemas de Combustão
64.043
1,18
Recuperação de calor
72.048
1,34
Frio industrial
1.338
0,02
164.429
3,04
Total
Iluminação
Poupança Energética
Medidas e/ou tecnologias
Total
tep/ano
%
1.911
0,04
Eficiência do processo industrial
Poupança Energética
Medidas e/ou tecnologias
tep/ano
%
Monitorização e controlo
10.554
0,20
Tratamento de efluentes
2.402
0,04
Integração de processos
94.986
1,76
Manutenção de equipamentos consumidores de energia
24.871
0,46
Isolamentos térmicos
18.012
0,33
Transportes
48
0,001
Formação e sensibilização de recursos humanos
3.166
0,06
Redução da energia reativa
1.125
0,02
Total
155.164
2,87
Total das poupanças das medidas transversais
348.584
6,45
Tabela 2 - Programa de medidas de poupança para os setores da Indústria Têxtil e do Vestuário
Setor
Fabricação de Têxteis
Indústria do Vestuário
Total das poupanças das medidas setoriais
Poupança Energética
tep/ano
%
2.296
0,0425
78
0,0015
2.374
0,044
Fonte de dados Tabela 1 e 2: “Medidas de eficiência energética aplicáveis à Indústria Portuguesa:
um enquadramento tecnológico sucinto” de ADENE – Agência para a Energia, Julho de 2010.
8
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
2.
As cadeias de valor e os stakeholders no setor
Introdução
Em Abril de 2008 foi criado o Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia
(SGCIE), através do Decreto-Lei 71/2008. Este tem como objetivo promover a eficiência
energética e monitorizar os consumos energéticos de instalações Consumidoras
Intensivas de Energia (CIE). Uma empresa considerada CIE é aquela que tem consumos
anuais de energia superiores a 500 tep.
Este regulamento veio substituir o antigo RGCE – Regulamento de Gestão dos Consumos
de Energia, existente desde 1982.
Caso uma empresa seja CIE deverá efetuar o registo da sua instalação no sítio do SGCIE,
na ADENE, elaborar Auditoria Energética e Plano de Racionalização dos Consumos de
Energia e submeter para aprovação. O plano após aprovado pela DGEG – Direção Geral
de Energia e Geologia passa-se a designar Acordo de Racionalização dos Consumos de
Energia (ARCE).
Tendo em conta o Relatório Síntese elaborado pela ADENE, em 12 de Setembro de 2011,
sobre o SGCIE, existe um total de 878 registos, incluindo Planos do RGCE ainda em curso,
no sítio do SGCIE, como se pode verificar na tabela 3.
Tabela 3 – Número de empresas registadas no SGCIE
Data
Instalações RGCE/PNALE
Novos Registos
Total
Dez/2008
360
293
653
Dez/2009
303
506
809
Dez/2010
262
589
851
Jun/2011
215
663
878
Jul/2011
211
670
881
Set/2011
204
674
878
Fonte de dados: Relatório Síntese de 12 Set/2011, ADENE, SGCIE. www.adene.pt
Verifica-se que o número de registos de empresas consumidoras intensivas de energia
tem vindo a aumentar desde 2008, tendo estagnado entre Junho e Setembro de 2011.
Das 878 empresas registadas, em Setembro de 2011, 34,6% tem consumos anuais de
energia superiores a 500 tep e inferior a 1000 tep, tendo os restantes 65,4% consumos
anuais de energia superiores ou iguais a 1000 tep.
A distribuição do número de empresas pelos principais distritos é a que se representa na
tabela 4. Como se pode verificar o distrito com mais empresas registadas é o de Aveiro
com 120 empresas.
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 4 – Principais Distritos dos registos do SGCIE
Distrito
Nº de Registos
Aveiro
120
Lisboa
102
Porto
99
Braga
87
Santarém
62
Setúbal
48
Leiria
47
Fonte de dados: Relatório Síntese de 12 Set/2011, ADENE, SGCIE
A maior repartição do número de empresas pelos setores de atividade verifica-se com a
Indústria Alimentar com 95 empresas, seguido da Indústria Têxtil com 77 empresas.
A cadeia de valor da ITV
Na figura 1 apresenta-se a cadeia de valor da ITV.
Figura 1 – Cadeia de valor da ITV
A fileira têxtil e do vestuário é uma fileira complexa que integra diferentes tipologias de
processos e de atores, desde a matérias-primas até o produto acabado. O esquema
acima ilustra as interdependências e as ligações entre os diferentes subsetores e os
diferentes stakeholders que de uma forma mais ou menos direta interagem ao longo da
cadeia de valor. Em suma a indústria têxtil tem por output materiais cujas caraterísticas
técnicas e estéticas se orientam preferencialmente a três grandes campos de aplicação:
1) A confecção de vestuário, seja no segmento moda, seja em segmentos mais técnicos
ou profissionais como é o caso do corporate wear; 2) A confecção de têxteis-lar,
destinados ao mercado de consumo privado e também ao mercado de consumo
profissional, como é o caso da hotelaria e restauração ou do sector hospitalar; 3) Os
têxteis para aplicações técnicas como é o caso por exemplo do têxteis para integração
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
no setor automóvel ou na construção civil, aplicações essas onde a componente técnica
se sobrepõe claramente à componente estética e onde o material têxtil tem sempre
uma função específica, de forte cariz técnico, numa solução mais abrangente ou num
produto mais complexo como é , por exemplo, um automóvel.
Os stakeholders nos setores
Os principais agentes Nacionais associados ao tema energia, são os seguintes:
DGEG – Direcção Geral da Energia e Geologia
“A Direcção Geral de Energia e Geologia e o órgão da Administração Pública Portuguesa
que tem por missão, contribuir para a concepção, promoção e avaliação das políticas
relativas à energia e aos recursos geológicos, numa óptica do desenvolvimento
sustentável e de garantia da segurança do abastecimento. Na missão da DGEG inclui-se,
naturalmente, a necessidade de sensibilizar os cidadãos para a importância daquelas
políticas, no quadro do desenvolvimento económico e social que se deseja para o país,
informando-os sobre os instrumentos disponíveis para a execução das decisões políticas
e divulgando os resultados do seu acompanhamento e execução.”
Fonte: http://www.dgge.pt/
ADENE – Agência para a Energia
“A ADENE - Agência para a Energia tem por missão promover e realizar actividades de
interesse público na área da energia e das respectivas interfaces com as demais políticas
sectoriais.
Os estatutos da ADENE foram publicados no Decreto-Lei nº 314/2001 de 10 de
Dezembro.”
Fonte:
http://www.adene.pt/pt-pt/InformacaoInstitucional/QuemSomos/Paginas/QuemSomos.aspx
ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos
“A ERSE tem por missão a regulação dos sectores da electricidade e do gás natural, a
qual deve constituir um instrumento efectivo para o funcionamento eficiente e
sustentado dos respectivos mercados, assegurando a protecção dos consumidores e do
ambiente com transparência e sem discriminações. No âmbito desta missão de serviço
público, a ERSE recebe da lei e dos seus Estatutos um conjunto de atribuições, entre as
quais se salientam a protecção dos direitos e interesses dos consumidores em relação a
11
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
preços, serviços e qualidade de serviço, a verificação do cumprimento das obrigações de
serviço público e demais obrigações legais, regulamentares e outras, a garantia às
empresas reguladas do equilíbrio económico - financeiro no quadro de uma gestão
adequada e eficiente e a implementação da liberalização dos sectores da electricidade e
do gás natural.”
Fonte: http://www.erse.pt/pt/aerse/missao/Paginas/default.aspx
LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia
“O LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia é um organismo de investigação,
demonstração e desenvolvimento tecnológico cuja missão é promover a inovação
tecnológica orientando a ciência e tecnologia para o desenvolvimento da economia
contribuindo para o aumento da competitividade dos agentes económicos no quadro de
um progresso sustentável da economia Portuguesa.
No âmbito das atribuições decorrentes da estratégia e da política de desenvolvimento
económico e social do governo português, o LNEG assume-se como a interface de
integração de tecnologia e resultados de I&DT junto do tecido empresarial.
As diversas parcerias internacionais posicionam-no como parceiro dinamizador da
internacionalização e fonte de informação privilegiada nas suas áreas de intervenção.
O LNEG, enquanto instituição do Ministério da Economia e do Emprego, colabora como
consultor para as políticas públicas nas áreas da energia e geologia, ambiente,
sustentabilidade, metrologia, normalização, qualidade e certificação.”
Fonte: http://www.lneg.pt/lneg/missao
EDP – Electricidade de Portugal
“A missão da empresa assenta em três vectores fundamentais: a criação de valor para o
accionista, a orientação para o cliente e a aposta no potencial humano da empresa,
tendo em vista ser o mais competitivo e eficiente operador de electricidade e gás da
Península Ibérica.
Para atingir este objectivo, a EDP assume a condução das suas actividades segundo
princípios de transparência, respeito pelo ambiente e cumprimento dos mais altos
padrões de ética e honestidade.
Em Março de 2004, o Conselho de Administração da EDP aprovou os Princípios de
Desenvolvimento Sustentável do Grupo EDP, um conjunto de oito princípios que passa a
orientar a procura do equilíbrio entre a vertente económica, ambiental e social das
actividades do Grupo.”
Fonte: http://www.edp.pt/pt/aedp/sobreaedp/principiosepoliticas/Pages/PDS.aspx
12
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Galp Energia
“Oferecer soluções que facilitam a vida, em termos de mobilidade, conforto e
conveniência. Soluções que, em casa e na estrada, contribuam para a qualidade de vida
dos nossos clientes e para o desenvolvimento sustentável do nosso país, em termos
sociais, económicos e ambientais.”
Fonte:http://www.galpenergia.com/PT/agalpenergia/marcaecomunicacao/Paginas/Home.aspx
REN – Rede Eléctrica Nacional, S.A.
“A REN tem como missão garantir o fornecimento ininterrupto de electricidade e gás
natural, ao menor custo, satisfazendo critérios de qualidade e de segurança mantendo o
equilíbrio entre a oferta e a procura em tempo real, assegurando os interesses legítimos
dos intervenientes no mercado e conjugando as missões de operador de sistema e de
operador de rede que lhe estão cometidas.”
Fonte: http://www.ren.pt/vPT/GrupoREN/Missao/Pages/Missao.aspx
CBE – Centro de Biomassa para a Energia
“O CBE - Centro da Biomassa para a Energia tem por missão contribuir para a
diversificação energética, promovendo a utilização da biomassa para a produção de
energia.
Os principais objectivos do CBE são:
Conjugar e coordenar esforços das diversas entidades privadas e organismos
públicos no aproveitamento da biomassa;
Apoiar técnica e tecnologicamente as empresas na produção de energia pela
utilização da biomassa;
Promover a transferência tecnológica de conhecimentos e tecnologias para as
empresas industriais;
Realizar e dinamizar trabalhos de demonstração, de investigação e
desenvolvimento, visando novas tecnologias ligadas à produção, transformação
e utilização da biomassa;
Promover o desenvolvimento de equipamentos adequados à recolha,
preparação, transformação e utilização da biomassa;
Promover a formação técnica e tecnológica especializada, contribuindo para a
formação de pessoal qualificado nas empresas e instituições, nos domínios
relativos à sua finalidade;
Divulgar informação técnica e tecnológica na área da sua especialização.”
Fonte: http://www.centrodabiomassa.pt/
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
AP2H2 – Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio
“A Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio –AP2H2–, fundada em 2003,
surge num contexto em que o enorme potencial do hidrogénio, enquanto fonte de
energia compatível com os desígnios de um desenvolvimento sustentável, afirma-se
como o vector energético alternativo aos combustíveis convencionais.
A AP2H2 nasce graças ao empenhamento de várias empresas e instituições que na sua
actividade cobrem as principais áreas de intervenção no mundo da implementação do
hidrogénio como novo vector energético, nomeadamente a produção de combustíveis e
a sua utilização como fonte de energia, o desenvolvimento das tecnologias associadas,
bem como a investigação e o ensino.
Objectivos da AP2H2:
Divulgar e informar sobre os temas relacionados com o hidrogénio, através da
realização de acções (seminários e outras actividades), não só junto do núcleo
científico ou do tecido empresarial, mas também da população em geral;
Promover o desenvolvimento no domínio do hidrogénio através de investigação
científica levada a cabo em Portugal ou em parceria com outros países;
Representar os interesses dos associados junto de outras associações, entidades
oficiais, etc., bem como interagir com entidades nacionais e internacionais em
temas relacionados com o hidrogénio;
Contribuir para criar e implementar legislação e regulamentação no quadro do
hidrogénio, colaborando com as autoridades competentes.”
Fonte: http://www.ap2h2.pt/missao.aspx
LAFS – Laboratório de Aplicações Fotovoltaicas e Semicondutores
“Bem-vindo à página do LAFS que funciona em estreita colaboração com o grupo de
Energia dos Edifícios e faz parte do Centro de Sistemas Sustentáveis de Energia da
Universidade de Lisboa, associado ao Departamento de Engenharia Geográfica,
Geofísica e Energia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde está
envolvido no Mestrado Integrado em Engenharia da Energia e do Ambiente e no
programa de Doutoramentos em Sistemas de Energia Sustentáveis, no contexto do
programa MIT Portugal.
A investigação do LAFS concentra-se no desenvolvimento de técnicas para o crescimento
de fitas de silício para aplicações fotovoltaicas, nomeadamente através dos métodos EZ
Ribbon e SDS.
No capítulo da formação, entre outras, o LAFS é responsável pela cadeira de energia
fotovoltaica do Mestrado Integrado em Engenharia da Energia e do Ambiente. O LAFS
também está envolvido no programa de Bolsas de Integração na Investigação.
O LAFS desenvolve actividades de divulgação científica e consultoria na área da energia
fotovoltaica, mantendo ainda um blogue com notícias sobre fotovoltaico.”
Fonte: http://solar.fc.ul.pt/
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
SPES – Sociedade Portuguesa de Energia Solar
“A Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES), associação de utilidade pública, sem
fins lucrativos, secção portuguesa da ISES - 'International Solar Energy Society', tem
como missão a promoção da energia solar focando os seus aspectos técnicos,
económicos, sociais, ambientais, legislativos e de investigação, elaborando estudos,
participando em projectos, nacionais e internacionais, em parceria com outras
instituições de reconhecida idoneidade, e desenvolvendo actividades de formação e
divulgação, quer através da organização de eventos (Seminários, Congressos, Concursos
para as Escolas e outros), quer através da publicação de revistas da especialidade quer
ainda através da disponibilização de um serviço de informação pública sobre energia
solar no âmbito do seu Portal na INTERNET”
Fonte: http://www.spes.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=45&Itemid=68
Wave Energy Center - Centro de Energia das Ondas
“O Centro de Energia das Ondas - Wave Energy Center é uma associação sem fins
lucrativos fundada em 2003, vocacionada para o desenvolvimento e promoção da
utilização da energia das ondas através de suporte técnico e estratégico a empresas,
instituições de I&D, entidades governamentais e autoridades locais. O WavEC procura,
igualmente, colaborar com empresas e outras instituições estrangeiras que reconheçam
a necessidade de cooperação internacional, em particular aqueles que procuram uma
associação com empresas Portuguesas.
O WavEC oferece os seus serviços a entidades e empresas interessadas no
desenvolvimento da energia das ondas em Portugal e noutros países, nomeadamente
em estudos de natureza estratégica, de políticas públicas e de avaliação tecnológica e
ainda em áreas tecnológicas (modelação numérica e monitorização) e de formação de
recursos humanos.
O Centro realiza, igualmente, projectos de investigação, nacionais e europeus, para
apoio ao desenvolvimento da energia das ondas, de que são exemplos o projecto de
Wavetrain2, CORES, EQUIMAR, WAVEPLAM, entre outros.”
Fonte: http://www.wavec.org/
Os principais agentes Nacionais associados ao Setor Têxtil e do Vestuário, são os
seguintes:
CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal
“Instituição de referência nacional e europeia para a promoção da Inovação e
Desenvolvimento Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário, o CITEVE – Centro
Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal é uma entidade privada, de
utilidade pública e sem fins lucrativos.
15
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Em actividade há duas décadas, tem como missão o apoio ao desenvolvimento das
capacidades técnicas e tecnológicas das indústrias têxtil e do vestuário (ITV), através do
fomento e da difusão da inovação, da promoção da melhoria da qualidade e do suporte
instrumental à definição de políticas industriais para o sector.
Com instalações em Vila Nova de Famalicão e na Covilhã, e representações no Brasil e na
Tunísia, o CITEVE promove serviços tecnológicos de excelência em várias áreas de
intervenção: Testes e Ensaios laboratoriais, Engenharia de Produto e Processo,
Certificação e Normalização de Produtos, I&D+I, Inteligência Moda, e Formação e
Qualificação.
O CITEVE desempenha ainda um papel importante na definição, difusão e apoio na
implementação de políticas públicas orientadas ao sector, através de uma cooperação e
colaboração estreita quer com as diferentes associações empresariais da ITV, quer com
os mais variados organismos públicos. Dentro da mesma lógica, o CITEVE colabora
regularmente com diversos serviços da Comissão Europeia, nomeadamente com a DG
Enterprise & Industry e a DG Research.”
Fonte: http://www.citeve.pt/default.asp
ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal
“A “ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal” é uma Associação Patronal, de
âmbito nacional, que agrupa cerca de 600 empresas de toda a fileira têxtil e do
vestuário, que, no seu conjunto, asseguram mais de 45.000 postos de trabalho e quase
3.000 milhões de euros de facturação, sendo dois terços desse valor destinado aos
mercados de exportação.
A “ATP” resultou da fusão da APIM (Associação Portuguesa das Indústrias de Malha e de
Confecção) e da APT (Associação Portuguesa dos Têxteis e Vestuário), realizada em Julho
de 2003, tornando-se a maior organização representativa do Sector Têxtil e do Vestuário
português e uma das mais importantes em termos europeus, coincidindo com o
destaque que a Indústria Têxtil e do Vestuário ainda tem em Portugal, já que assegura
cerca de 11 % do VAB, perto de 22% do emprego na indústria transformadora e 3.448
milhões de Euros exportados, 11% do total nacional.
Mais recentemente, a ATP realizou mais uma fusão, desta feita com a ANET – Associação
Nacional das Empresas Têxteis (antigos Grossistas Têxteis), dando assim continuidade à
sua estratégia de concentração e reforço do associativismo do Sector, garantindo assim
a representatividade de todas as actividades da fileira, das actividades industriais a
montante e jusante aos serviços, com especial destaque, neste caso, para a distribuição
têxtil e do vestuário.”
Fonte: http://www.atp.pt/gca/index.php?id=7
ANIVEC/APIV – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção
“A Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção - ANIVEC/APIV representa a indústria de vestuário e confecção portuguesa junto de várias instituições a
16
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
nível nacional (Estado, CIP, Sindicatos, Imprensa) e internacional (IAF, Euratex, IFTF,
Ginetex, Intercolor) associando empresas fabricantes e distribuidoras dos mais diversos
produtos.
Internamente a ANIVEC/APIV oferece aos seus associados um leque variado de serviços
de natureza técnica, económica, jurídica, comercial, tecnológica, informativa e moda.
A associação assume como missão dotar as empresas de vestuário e confecção
portuguesas com todo o tipo de ferramentas que lhes permita serem mais competitivas
perante os desafios que o mercado global lhes apresenta. Para isso, implementou e
continua a implementar projectos na área das novas tecnologias e internet, disponibiliza
aos seus associados os serviços e aconselhamento de um Centro de Moda reconhecido
internacionalmente, efectua permanentemente estudos sobre os mais diversos mercados
e tendências a nível global, organiza seminários e reuniões subordinados a todo o tipo de
temas, procura promover a formação profissional em áreas de importância real para as
empresas através do Centro de Formação Profissional da Indústria de Vestuário (CIVEC)
sendo o único parceiro do estado na sua administração, do Centro de Formação
Profissional da Indústria Têxtil (CITEX) e do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do
Vestuário de Portugal (CITEVE). Na área das novas tecnologias é importante salientar o
projecto www.newportex.com que é encarado como a grande ferramenta dinamizadora
não só da indústria de vestuário e confecção mas de toda a fileira têxtil portuguesa”
Fonte: http://www.anivec.com/?q=pt/apresentacao
ANIL – Associação Nacional das Industrias de Lanifícios
“A ANIL - Associação Nacional dos Industriais de Lanifícios é uma estrutura de carácter
sectorial que associa e representa empresas têxteis que exercem a sua actividade no
âmbito do subsector dos Lanifícios em Portugal.
Esta representa e defende os interesses das indústrias de lanifícios, respondendo às suas
necessidades, de forma a garantir o desenvolvimento e a promoção das mesmas.”
Fonte: http://www.anil.pt/
ANIT – LAR – Associação Nacional das Indústrias de Têxteis - Lar
Associação que representa as empresas de têxteis lar.
AICR – Associação dos Industriais de Cordoaria e Redes
Associação que representa as empresas de cordoaria e redes.
PME Portugal – Associação de Pequenas e Médias Empresas em Portugal
“A PME-Portugal caracteriza-se como interlocutor privilegiado com as micro, pequenas e
médias empresas, suas associadas ou não, na defesa e na criação de condições
favoráveis ao seu desenvolvimento. Como associação generalista e de âmbito nacional, a
sua acção pauta-se por uma série de medidas suportadas por múltiplas acções com
17
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
diferentes níveis de intervenção, apostando na reorganização, internacionalização,
qualidade, qualificação de recursos humanos e modernização produtiva.
A PME-Portugal promove programas de formação ajustados às necessidades das
empresas, encaminhando os apoios, geralmente escassos e de difícil acesso pelas
pequenas e micro empresas, para os empresários e suas organizações.
A missão da PME-Portugal é, assim, representar as PME na defesa dos seus direitos e
interesses, perante entidades oficiais, ministérios e organismos públicos, bem como
assegurar o seu lugar num mercado global cada vez mais competitivo e acompanhar a
sua evolução, enfrentando os desafios crescentes.”
Fonte: http://www.pmeportugal.pt/PME-Portugal/Quem-Somos.aspx
AEP – Associação Empresarial de Portugal, Câmara de Comércio e Indústria
“O desempenho ambiental e a eficiência energética podem ser considerados, pelo facto
de existirem inúmeros pontos em comum, as duas faces da mesma moeda, o
desenvolvimento sustentável.
Neste sentido a AEP disponibiliza um leque alargado de serviços abrangendo a
componente informativa e formativa, através da realização de seminários, sessões de
sensibilização e cursos de formação.
Na componente técnica, através da Eurisko, a AEP apoia as empresas no processo de
Certificação Ambiental, Licenciamento Ambiental (IPPC) e na adopção de soluções
integradas nestes domínios.”
Fonte: http://www.aeportugal.pt/
APETT – Associação Portuguesa dos Engenheiros e Técnicos Têxteis
“A APETT tem por objectivo:
a) Congregar esforços e desenvolver acções tendentes à defesa do prestígio e dos
interesses dos técnicos da indústria têxtil, em ordem ao mais racional aproveitamento
das potencialidades deste sector de actividades, tanto no domínio técnico como no
científico, apoiando e promovendo o seu avanço tecnológico e o seu nível de
competitividade e defendendo-o perante o desenvolvimento da concorrência
internacional.
b) Intervir, sempre que solicitada, no processo de reordenamento e modernização do
sector têxtil e, designadamente nos domínios da implementação e organização regional
do sector, do equipamento e da formação a todos os níveis de novos técnicos da
especialidade e, em particular dos quadros intermédios da organização empresarial;
c) Coadjuvar a Administração Pública e o Governo e até onde for possível, no processo de
permanente optimização de custos no ensino da ciência e técnicos têxteis;
d) Promover e incentivar a constante formação, actualização e reciclagem profissional
dos seus associados;
18
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
e) Estimular e orientar o estudante jovem à opção têxtil;
f) Divulgar a história técnico-científica e socioeconómica da indústria têxtil e o seu
impacto e importância no desenvolvimento regional e global do País.”
Fonte: http://www.apett.com.pt/conteudos/?ler=9
IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação
“O IAPMEI actua sob a tutela do Ministro da Economia e do Emprego e tem como missão
facilitar e assistir as PME nas suas estratégias de crescimento inovador e internacional,
de aumento da produtividade e da competitividade, de reforço de competências e da
capacidade de gestão e de acesso aos mercados financeiros, a par da promoção de
empreendedorismo.”
Fonte: http://www.iapmei.pt/iapmei-ins-01.php?tema_id=7
CIP – Confederação Empresarial de Portugal
“A CIP - Confederação da Indústria Portuguesa, defende um modelo de desenvolvimento
assente na economia de mercado e na livre iniciativa, sendo um parceiro económico e
social reconhecido pela influência, idoneidade e coerência das suas posições.
Constitui missão da CIP contribuir para o crescimento da economia, a competitividade
das empresas, a inovação, a melhoria da produtividade, a eficiência da justiça e do
sistema fiscal, a qualidade do ensino e formação profissional, a contenção da despesa
pública – a par da intervenção em temas como a energia, o ambiente ou a
responsabilidade social das empresas. A modernização da Administração Pública, a
adaptação das leis do trabalho a novas realidades económicas e sociais, a legislação
sobre segurança social e a consolidação da malha associativa empresarial fazem
também parte da orientação da CIP, visando melhorar as condições de funcionamento
dos agentes económicos. A CIP exerce a sua missão com total independência face a
quaisquer poderes e grupos de pressão.”
Fonte: http://www.min-economia.pt/innerPage.aspx?idCat=94&idMasterCat=48&idLang=1
CENIT – Centro de Inteligência Têxtil
“O CENIT – CENTRO DE INTELIGÊNCIA TÊXTIL é uma organização sem fins lucrativos,
constituído em Abril de 2007 pelas associações sectoriais ANIVEC/APIV – Associação
Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção e ATP – Associação Têxtil e Vestuário
de Portugal.
O CENIT pretende assumir-se como um centro de competência e de excelência na sua
área de intervenção no âmbito da fileira têxtil e de vestuário em Portugal, dando
19
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
continuidade e expansão aos serviços de grande utilidade e reconhecido interesse
prestados anteriormente pelo extinto Cenestap.
Neste quadro, o CENIT estabelece-se como uma unidade de “inteligência estratégica e de
mercado” ao serviço do sector têxtil e da moda nacional, contribuindo para a orientação,
dinamização e integração das acções de promoção da competitividade, harmonizando
projectos privados e acções públicas, e desenvolvendo actividades de informação,
formação, sensibilização e prestação e gestão de serviços e projectos.”
Fonte: http://www.portugaltextil.com/default.aspx?tabid=97
20
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
3. Caracterização energética do setor
Segundo informação obtida através do sítio da Associação Têxtil Portuguesa (ATP), o
setor Têxtil e do Vestuário é uma das mais importantes indústrias na economia
portuguesa, sendo na sua maioria PME, localizadas na sua maioria no Norte de Portugal,
representando sensivelmente:
 11% do total das exportações portuguesas;
 22% do emprego da Indústria Transformadora;
 8% do volume de negócios da Indústria transformadora;
 7% da produção da Indústria Transformadora
Tabela 5 - Evolução dos setores da Indústria Têxtil e do Vestuário
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Produção (milhões €)
7.890
6.756
6.749
6.733
6.166
5.695
5.779
Volume de Negócios (milhões €)
8.145
6.993
6.931
6.980
6.409
5.763
6.120
Exportações (milhões €)
4.319
4.118
4.113
4.295
4.086
3.512
3.737
Importações (milhões €)
2.971
2.993
3.086
3.329
3.220
2.969
3.290
Emprego
209.768
201.265
186.837
180.335
175.797
164.211
157.770
Fonte de dados: http://www.atp.pt/gca/index.php?id=18
Milhões €
Gráfico 1 - Evolução da Indústria Têxtil e do Vestuário
9.000
8.000
7.000
6.000
5.000
4.000
3.000
2.000
1.000
0
2004
Produção
2005
2006
Volume de Negócios
2007
2008
Exportações
2009
2010
Importações
Pela análise do gráfico 1 podemos verificar que ao longo dos anos a Indústria Têxtil e do
Vestuário tem vindo a diminuir quer em termos de produção quer de volume de
negócios., registando-se no entanto um aumento de 2009 para 2010. Em relação às
exportações e importações verifica-se uma estabilização ao longo dos anos tendo as
exportações sofrido uma pequena quebra entre 2008/2009, ligeiramenterecuperada em
2010.
21
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Milhares Efectivos
Gráfico 2 - Evolução do emprego na Indústria Têxtil e do Vestuário
250
200
150
100
50
0
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
No gráfico 2 verifica-se uma diminuição no emprego, número de efetivos, ao longo dos
últimos anos.
Definição de PME
O estatuto de PME (pequenas e médias empresas) é definido de acordo com o DecretoLei nº 372/2007 de 6 de Novembro, em função dos efetivos existentes nas empresas
tendo de ser inferior a 250, o volume de negócios tem de ser inferior ou igual a 50
milhões de euros e o balanço total anual ser inferior ou igual a 43 milhões de euros.
Tabela 6 - Classificação das empresas pelo Número de efetivos e pelo Volume de Negócios
Dimensão
Nº Efetivos
Volume de Negócios (VN) ou Balanço Total Anual (BTA)
Micro
< 10
≤ 2 Milhões de Euros
Pequena
< 50
≤ 10 Milhões de Euros
< 250
≤ 50 Milhões de Euros (VN)
≤ 43 Milhões de Euros (BTA)
Média
Fonte de dados: Decreto-Lei nº 372/2007 de 6 de Novembro
Empresas em Portugal da Indústria Têxtil e do Vestuário
Segundo os dados obtidos no sítio do INE – Instituto Nacional de Estatística, referente á
publicação Indústria e Energia em Portugal 2008-2009, na Edição de 2011, o número de
empresas em Portugal referentes aos setores da Indústria Transformadora em estudo
nos anos de 2008 e 2009, Fabricação de Têxteis (CAE 13) e Indústria de Vestuário (CAE
14) em termos de PME (Pequenas e Médias Empresas) e GE (Grandes Empresas), são os
que se apresenta na tabela seguinte.
22
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 7 - Número de empresas em 2008 e 2009 nos setores da Indústria Têxtil e do Vestuário e no total
da Indústria Transformadora
Setor
2008
PME
GE
CAE 13
3.869
28
CAE 14
11.268
22
Total CAE 13 e 14
Total Indústria
transformadora
15.137
50
79.317
272
2009
Total
PME
GE
Total
3.897
3.597
23
3.620
11.290
10.034
16
10.050
15.187
13.631
39
13.670
79.589
73.984
250
74.234
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=120
933113&PUBLICACOESmodo=2 (Indústria e Energia em Portugal 2008-2009 – Edição 2011)
Entre 2008 e 2009, na Indústria Transformadora, verifica-se uma redução no número de
empresas que, como podemos observar, na tabela 7 também foi sentida na Indústria
Têxtil e do Vestuário.
Tabela 8 - Total de PME e taxa de variação 2009 em relação a 2008 (2009/2008)
Setor
2008
2009
Taxa de variação
2009/2008
CAE 13
3.869
3.597
- 7,0%
CAE 14
11.268
10.034
- 11,0%
Total CAE 13 e 14
Total da Indústria
Transformadora
15.137
13.631
- 10,0%
79.317
73.984
- 6,7%
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=120
933113&PUBLICACOESmodo=2 (Indústria e Energia em Portugal 2008-2009 – Edição 2011)
Como podemos verificar, na tabela 8, o decréscimo no número de empresas, ente 2008
e 2009, na fabricação de têxteis, foi de - 7% e, na indústria do vestuário de - 11%.
Outro cenário que se verifica é que as PME são o grande tecido empresarial em Portugal
devido ao elevado número de empresas, em relação às grandes empresas. Entre os dois
CAE definidos observa-se um domínio da Indústria do Vestuário (CAE 14) em relação à
Fabricação de Têxteis (CAE 13), representando 26,5% o setor de Fabricação de Têxteis e
73,5% o setor de Vestuário, face ao número total de empresas destes setores.
23
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 9 - Percentagem de PME da ITV (Indústria Têxtil e do Vestuário)
PME
Setor
% PME da ITV na IT
2008
2009
2008
2009
CAE 13
3.869
3.597
4,9%
4,9%
CAE 14
11.268
10.034
14,2%
13,6%
CAE 13 + CAE 14
15.137
13.631
19,1%
18,4%
Total Indústria
Transformadora (IT)
79.317
73.984
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=120
933113&PUBLICACOESmodo=2 (Indústria e Energia em Portugal 2008-2009 – Edição 2011)
Gráfico 3 - Percentagem de PME da Indústria Têxtil e do Vestuário na Indústria Transformadora
19,1%
18,4%
20,0%
15,0%
14,2%
13,6%
10,0%
CAE 13 + CAE 14
5,0%
4,9%
4,9%
CAE 14
CAE 13
0,0%
2008
2009
Em Portugal, a Indústria Têxtil e de Vestuário tem alguma representatividade no setor
das Indústrias Transformadoras, verificando-se que representam 4,9% e 13,6%,
respetivamente, no ano de 2009, ou seja, um total de 18,4% de empresas. Apesar do
decréscimo sentido nestes setores, a sua percentagem continua a representar cerca de
um quinto da Indústria Transformadora.
3.1 Número de empresas e distribuição geográfica das Indústrias Têxteis e do
Vestuário
Na tabela seguinte está representado o número de empresas a nível nacional, da
Indústria Transform adora e dos setores da Indústria Têxtil e do Vestuário (ITV).
24
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 10 - Número de empresas da Indústria Têxtil e do Vestuário e da Indústria Transformadora por
regiões em 2008
Total empresas em
Portugal
Indústria
transformadora
CAE 13
CAE 14
1.096.255
79.589
3.897
11.290
1.054.373
77.432
3.801
11.204
Norte
355.991
37.872
2.802
8.734
Centro
237.534
19.341
517
1.100
Lisboa
333.774
13.345
331
1.137
Alentejo
67.502
4.749
94
145
Algarve
59.572
2.125
57
88
R. A. Açores
19.999
1.180
49
32
R. A. Madeira
21.883
977
47
54
Total
Continente
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=104
996740&PUBLICACOEStema=00&PUBLICACOESmodo=2 (Anuário Estatístico de Portugal – 2009
Edição 2010)
A representatividade da Indústria Têxtil e do Vestuário é notória no Norte de Portugal
onde, em 2008, existiam 2.802 empresas, de Fabricação de Têxteis (CAE 13) e 8.734
empresas, da Indústria do Vestuário (CAE 14), representando cerca de 74% no CAE 13 e
78% no CAE 14, tendo em conta as empresas existentes no Continente.
Nas regiões do Alentejo, Algarve, Autónoma dos Açores e Autónoma da Madeira o
número de empresas da ITV é relativamente baixo, já as regiões do Centro e de Lisboa
possuem um número de empresas considerável, representando cerca de 10% do total
de empresas.
Na tabela 11 e gráfico 4 apresenta-se a repatição das empresas pelos CAE 13 e CAE 14
por regiões.
25
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 11 - Percentagem das Indústrias Têxtil e do Vestuário por regiões em 2008
CAE 13 (%)
CAE 14 (%)
Norte
71,9%
77,4%
Centro
13,3%
9,7%
Lisboa
8,5%
10,1%
Alentejo
2,4%
1,3%
Algarve
1,5%
0,8%
R. A. Açores
1,3%
0,3%
R. A. Madeira
1,2%
0,5%
Gráfico 4 - Percentagem de empresas da Indústria Têxtil e do Vestuário por regiões em 2008
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Norte
Centro
Lisboa
Alentejo
CAE 13
Algarve
Açores
Madeira
CAE 14
No gráfico 5, apresenta-se a relação do número de empresas da Indústria Têxtil e do
Vestuário na Indústria Transformadora entre 2007 e 2008.
26
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Gráfico 5 - Relação do número de empresas da Indústria Têxtil e do Vestuário na Indústria
Transformadora entre 2007 e 2008
90 000
80 000
70 000
60 000
50 000
79 589
82 294
40 000
30 000
20 000
11 290
11 671
10 000
3 897
4 074
0
2007
CAE 13
2008
CAE 14
Indústria transformadora
Ao compararmos o número de empresas dos dois CAE com o restante número de
empresas da Indústria Transformadora, em 2008, verificamos que os dois CAE juntos,
Têxtil e Vestuário, tem uma grande representatividade na Indústria (19,4%), apesar da
Fabricação de Têxteis dar um menor contributo, gráfico 5.
3.2 Dimensão das empresas do setor incluindo número de funcionários, sazonalidade,
regime de funcionamento
Dimensão das empresas pelo número de efetivos
Na tabela 12 apresenta-se o número de empresas na Indústria Transformadora, em
2008 e 2009, por classes de dimensão de pessoal ao serviço (efetivos) e a percentagem
de peso de cada uma dessas classes.
27
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 12 - Número de empresas por classes de dimensão de pessoal ao serviço - Indústria
Transformadora
Efetivos
PME
GE
2008
2009
Peso de cada classe
(%)
2008
2009
<10
65.048
60.757
81,7%
81,8%
10 – 49
11.883
11.027
14,9%
14,9%
50 – 249
2.386
2.200
3,0%
3,0%
Mais de 250
272
250
0,3%
0,3%
Total
79.589
74.234
100,0%
100,0%
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=120
933113&PUBLICACOESmodo=2 (Indústria e Energia em Portugal 2008/2009 – Edição 2011)
Verifica-se que, na Indústria Transformadora o maior número de empresas tem menos
de 10 trabalhadores, sendo que cerca de 97% das empresas tem menos de 50
trabalhadores.
No gráfico 6 apresenta-se a repartição do número de empresas, por classe de dimensão
de pessoal ao serviço, em 2009, da Indústria Transformadora.
Gráfico 6 - Percentagem de empresas por classes de dimensão de pessoal ao serviço em 2009 - Indústria
Transformadora
81,8%
<10
14,9%
3,0%
10 – 49
50 – 249
Mais de 250
0,3%
Na tabela 13 apresenta-se o número de empresas por classes de dimensão de pessoal
ao serviço, para a Fabricação de Têxteis (CAE 13), nos anos 2008 e 2009.
28
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 13 – Número de empresas por classes de dimensão de pessoal ao serviço – Fabricação de Têxteis –
CAE 13
Efetivos
PME
GE
2008
2009
Peso de cada classe
(%)
2008
2009
<10
2.999
2.825
77,0%
78,0%
10 – 49
685
611
17,6%
16,9%
50 – 249
185
161
4,7%
4,4%
Mais de 250
28
23
0,7%
0,6%
Total
3.897
3.620
100,0%
100,0%
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=120
933113&PUBLICACOESmodo=2 (Indústria e Energia em Portugal 2008/2009 – Edição 2011)
Verifica-se que na Fabricação de Têxteis (CAE 13) a maioria das empresas tem menos de
50 trabalhadores (cerca de 95%), sendo que cerca de 77% tem menos de 10
trabalhadores. Estima-se que estas empresas têm consumos de energia inferior a 500
tep/ano.
Gráfico 7 - Percentagem de empresas por classes de dimensão de pessoal ao serviço em 2009 - Fabricação
de Têxteis
78,0%
16,9%
4,4%
0,6%
<10
10 – 49
50 – 249
Mais de 250
Em 2009, na Fabricação de Têxteis, as PME com efetivos inferior a 10, tinham uma
representatividade de 78%, demonstrando que as micro empresas dominam o setor.
Na tabela 14 apresenta-se o número de empresas, por classes de dimensão de pessoal
ao serviço, para a Indústria do Vestuário (CAE 14), nos anos 2008 e 2009.
29
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 14 - Número de empresas por classes de dimensão de pessoal ao serviço - Indústria do Vestuário CAE 14
Efetivos
2008
2009
Peso de cada classe
(%)
2008
2009
<10
8.743
7.801
77,4%
77,6%
PME
10 – 49
2.094
1.851
18,5%
18,4%
50 – 249
431
382
3,8%
3,8%
GE
Mais de 250
22
16
0,2%
0,2%
Total
11.290
10.050
100,0%
100,0%
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=120
933113&PUBLICACOESmodo=2 (Indústria e Energia em Portugal 2008/2009 – Edição 2011)
Na Indústria do Vestuário verifica-se a mesma realidade da Fabricação de Têxteis, ou
seja, em 2008 e 2009 as micro empresas representavam, respetivamente, 77,4% e
77,6% do total das Indústrias do Vestuário. Estima-se que estas empresas têm consumos
de energia inferior a 500 tep/ano.
Gráfico 8 - Percentagem de empresas por classe de dimensão de pessoal ao serviço em 2009 - Indústria do
Vestuário
77,6%
18,4%
3,8%
0,2%
<10
30
10 – 49
50 – 249
Mais de 250
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Gráfico 9 - Representatividade percentual da Indústria Têxtil e do Vestuário na Indústria Transformadora
por classes de dimensão de pessoal ao serviço em 2009
100%
90%
80%
17,5%
22,3%
24,7%
12,8%
16,8%
17,4%
5,5%
7,3%
15,6%
70%
60%
50%
40%
30%
6,4%
20%
10%
9,2%
4,6%
0%
<10
% CAE 13
10 – 49
50 – 249
% CAE 14
Mais de 250
% CAE 13 + CAE 14
Em 2009 a Indústria Têxtil e do Vestuário representa sobre a totalidade das Indústrias
Transformadoras, 17,5% nas micro empresas, 22,3% nas pequenas empresas e 24,7%
nas médias empresas, gráfico 9.
Dimensão de efetivos na Indústria Têxtil e do Vestuário
Na tabela 15 apresenta-se a dimensão média das empresas traduzido pelo quociente
entre o número de pessoal ao serviço pelo número de empresas, nos anos 2008 e 2009.
Tabela 15 - Dimensão média pelo quociente entre o nº número de pessoal ao serviço (NPS) e o nº de
empresas (NPS/Nº empresas)
2008
2009
CAE 13
14,02
13,32
CAE 14
9,98
9,89
Total da Indústria
Transformadora
9,71
9,68
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=120
933113&PUBLICACOESmodo=2 (Indústria e Energia em Portugal 2008/2009 – Edição 2011)
Verifica-se que no CAE 13 (Fabricação de Têxteis) o número médio de trabalhadores por
empresa é de cerca de 14 e no CAE 14 (Indústria do Vestuário) é de cerca de 10, estando
o valor do CAE 14 mais próximo do valor médio da Indústria Transformadora.
31
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Na tabela 16 apresenta-se o número de funcionários ao serviço em 2008 e 2009, no
total da Industria Transformadora e na Fabricação de Têxteis (CAE 13) e Indústria do
Vestuário (CAE 14).
Tabela 16 - Número de Funcionários e a percentagem em relação à Indústria Transformadora 2008 e 2009
2008
Peso ITV
2009
Peso ITV
CAE 13
54.637
7,1%
48.217
6,7%
CAE 14
112.681
14,6%
99.430
13,8%%
Total Indústria
Transformadora
773.090
718.507
-
-
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=120
933113&PUBLICACOESmodo=2 (Indústria e Energia em Portugal 2008/2009 – Edição 2011)
Gráfico 10 - Relação percentual do número de funcionários na Indústria Têxtil e do Vestuário com a
Indústria Transformadora
25%
21,6%
20,5%
20%
14,6%
15%
10%
13,8%
7,1%
6,7%
5%
0%
2008
CAE 13
2009
CAE 14
CAE 13 + CAE 14
No gráfico 10, observamos que apesar do decréscimo sentido no número de
funcionários, entre 2008/2009, a Indústria Têxtil e do Vestuário tem uma
representatividade acentuada na Indústria Transformadora, 20,5% em 2009, o que
significa uma equivalência a um quinto do número de funcionários na Indústria.
Sazonalidade dos efetivos
Na tabela 17 apresenta-se o número de trabalhadores por regime de duração de
trabalho a tempo completo, segundo o escalão de período normal de trabalho semanal,
em Outubro de 2008, para a Fabricação de Têxteis (CAE 13), Indústria de Vestuário (CAE
14) e Indústria do Couro e dos Produtos do Couro (CAE 15).
32
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 17 - Número de trabalhadores por regime de duração de trabalho a tempo completo, segundo o
escalão do período normal de trabalho semanal - Outubro 2008
Número de horas
CAE 13, 14 e 15
≤30
>30 e ≤35
>35 e ≤39
6
257
7.677
Total de trabalhadores
>39 e <40
=40
Desconhecidos
364
180.346
957
189.607
Fonte de dados: http://www.gep.mtss.gov.pt/estatistica/gerais/index.php#boletim (Quadros do
pessoal 2008)
Segundo os dados obtidos através do Ministério de Trabalho e de Solidariedade Social,
em Outubro de 2008, 180.346 efetivos cumpriam o horário laboral obrigatório, 40
horas/semana, que representam 95,1% do total de trabalhadores dos CAE 13, 14 e 15.
Em relação ao trabalho realizado em tempo parcial, tabela 18 (em Outubro de 2008, nos
CAE 13, 14 e 15), verifica-se que, existe um maior número de efetivos a trabalhar entre
15 a 20 horas/semana (341 efetivos) e entre 25 e 30 horas/semana (320 efetivos).
Verifica-se ainda algumas representatividade nos efectivos a trabalhar até 15
horas/semana (206 efetivos).
Tabela 18 - Número de trabalhadores por regime de duração de trabalho a tempo parcial, segundo o
escalão do período normal de trabalho semanal - Outubro 2008
Número de horas
CAE 13, 14 e 15
≤15
>15 e ≤20
>20 e ≤25
>25 e ≤30
>30
Desconhecidos
206
341
77
320
41
58
Total de trabalhadores
1.043
Fonte de dados: http://www.gep.mtss.gov.pt/estatistica/gerais/index.php#boletim (Quadros do
pessoal 2008)
3.3 Estrutura de custos
Segundo a “Encyclopedia of Textile Finishing” de H.K. Rouette a estrutura de custos para
o tingimento de fio e tingimento de peças é a que se apresenta na tabela 19.
33
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 19 - Estrutura de custos de tecido até ao acabamento
Totalidade de custos (%)
Acabamento
Tingimento de
fio
12,7
Revista
3,0
Tecelagem
24,2
Preparação à tecelagem
6,0
Produção de fio
32,2
Matéria-prima
21,9
33,2
54,1
Acabamento
Tingimento de
peças
25,7
Revista
3,2
Tecelagem
25,2
Preparação à tecelagem
5,2
Produção de fio
18,0
Matéria-prima
22,9
33,6
40,9
Fonte de dados: Encyclopedia of Textile Finishing de H.K. Roette, Volume 1, de 2001.
Verifica-se que a percentagem de custos com o acabamento no tingimento de peças
(25,7%) é superior ao acabamento de tingimento de fio, 12,7%. De notar que nesta
apresentação de resultados, no tingimento de fio, a “Produção de fio” incluí o
tingimento propriamente dito do fio e no tingimento de peças o “Acabamento” incluí o
tingimento e acabamento de peças.
A representação dos custos de processamento de tecidos com algodão e lã/poliéster é a
que se apresenta na tabela 20. O processo de produção tem um efeito nos custos de
produção dependendo do tipo de fibra têxtil utilizada.
Tabela 20 – Representação de custos de tecidos de Algodão e Lã/Poliéster
Algodão
Lã/Poliester
Matéria-Prima
23%
34%
Fiação
14%
38%
Preparação à Tecelagem
8%
Tecelagem
35%
Revista
6%
Tingimento e Acabamento
14%
19%
9%
Fonte de dados: Encyclopedia of Textile Finishing de H.K. Rouette, Volume 1, de 2001
Numa empresa de acabamentos a estrutura de custos é a que se representa na tabela
21, não considerando os custos com a matéria-prima.
34
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 21 – Estrutura de custos de uma empresa de acabamentos
Tipo de Custo
%
Salários
42%
Energia
18%
Corantes
16%
Efluentes
3%
Manutenção
4%
Amortizações
6%
Outros custos
11%
Fonte de dados: Encyclopedia of Textile Finishing de H.K. Rouette, Volume 1, de 2001
Como se pode verificar os custos com os salários representa 42% seguidos dos custos
com a energia com 18%.
A representação dos custos de energia, face aos custos totais da empresa, caso se trate
de uma empresa vertical, com toda a fileira têxtil, ou com tinturaria e acabamentos
estima-se de 15% a 25%. Se for uma empresa com apenas um subsetor, estas
percentagens decrescem, representando, por exemplo numa empresa com apenas
confeção, valores de cerca de 1% a 6%.
35
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
3.4 Produtos lançados no mercado
Grande parte da inovação que se verifica neste setor é de cariz incremental, sendo que a
inovação produto tem recentemente assumido maior importância para as empresas da
ITV, do que a inovação de processos propriamente dita.
Esta tipologia de inovação resulta da frequente combinação criativa de materiais,
técnicas de acabamento, padrões, funcionalidades e desenhos, que em conjunto
permitem diferenciar o produto, conferindo-lhe sistematicamente apontamentos
inovadores. Mesmo porque, quando se verificam processos de inovação no âmbito dos
processos produtivos, essas inovações são frequentemente orientadas a um objetivo
último de se alcançar uma caraterística ou funcionalidade diferenciadora no produto em
si, mais do que uma economia de recursos ou uma reengenharia, que do ponto de vista
produtivo se possa traduzir numa vantagem competitiva do ponto de vista económico.
Exceção a esta tendência são as estratégias de inovação no domínio da produção
sustentável, onde para além da incorporação de fibras com menor impacto ambiental,
se procura uma utilização mais eficaz de recursos como a água e a energia, muito pela
via da intensificação de processos, procurando reduzir a quantidade de água, energia e
químicos por kg de matéria processada.
Mais do que uma estratégia de redução de custos, esta linha de inovação, procura
também posicionar melhor o produto do ponto de vista das suas credenciais ambientais,
reforçando os seus argumentos de venda e de aceitação num mercado global cada vez
mais sensível a estas questões.
Também importante, particularmente para as empresas posicionadas total ou
parcialmente no retalho e na distribuição é a inovação organizacional. Seja com vista ao
desenvolvimento de novas estratégias de marketing e comercialização, seja com vista à
implementação de metodologias e ferramentas avançadas de gestão das operações e
dos processos comerciais e logísticos, que permitam responder de forma competitiva
aos cada vez mais curtos ciclos de desenvolvimento de produto e distribuição,
associados aos tempos modernos.
Nas tabelas 22 a 25, apresenta-se os produtos fabricados na Fabricação de Têxteis e
Indústria do Vestuário em 2008 e 2009, obtidos no sítio do INE, em quantidade
produzida, vendida e valor de vendas em euro.
36
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 22 - Produtos produzidos na Fabricação de Têxteis – 2008 [1]
2008
Produtos Produzidos
Unid.
Quantidade
produzida
Quantidade
vendida
Valor vendas
(Euros)
Outros tecidos de malha, n.e., exceto veludos e tecidos turcos
kg
55.006.680
49.123.667
225.698.006
Roupas de cama, de algodão
kg
21.500.538
21.175.508
173.015.186
Roupa de toucador e de cozinha, de tecidos turcos para toalhas ou tecidos turcos
semelhantes de algodão
kg
22.369.119
18.649.514
142.117.201
Tecidos de algodão, de fios de diversas cores, com peso ≤ 200 g/m², para camisas,
camiseiros e blusas
m²
27.684.369
25.646.732
83.868.054
Tecidos revestidos, impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados (exceto
telas pneumáticos, linóleos, revestimentos para paredes e com borracha)
m²
38.359.291
35.885.857
83.229.456
Cordas e cabos, de fibras sintéticas (nylon, PE/PP/PS/PA), com > 50 000 decitex (5
g/m), exceto cordéis para atadeiras ou enfardadeiras
kg
23.983.485
23.136.742
68.651.999
Produtos têxteis acolchoados, em peça (exceto os bordados)
m²
14.168.800
14.164.797
67.087.492
Tecidos de fibras sintéticas descontínuas combinadas com lã penteada ou pêlos
finos penteados
m²
15.401.642
13.504.658
60.992.927
Tecidos turcos, de algodão
m²
37.643.883
14.323.755
59.043.855
Cordéis de polietileno ou polipropileno, para uso agrícola (atadeiras ou
enfardadeiras)
kg
34.593.647
34.112.048
55.965.845
Outros artefactos para guarnição de interiores, inclui capas para almofadas e
coberturas para assentos de automóveis (exceto cortinados, sanefas, estores,
roupas de cama, mesa, toucador e de cozinha)
x
x
x
49.391.072
Telas para pneumáticos fabricadas com fios de alta tenacidade, de nylon ou de
outras poliamidas, poliésteres ou de raiom de viscose
m²
…
…
…
x
x
x
41.795.474
Tecidos de fibras sintéticas descontínuas, combinadas com outras matérias
(exceto lã ou pêlos finos e algodão)
m²
8.791.871
8.199.819
34.843.973
Feltros
kg
8.210.566
8.226.193
32.524.454
Fios de algodão não penteados (exceto para tapetes e outros revestimentos para
pavimentos), n.a.v.r., para tecelagens
kg
19.612.789
15.598.503
31.332.679
Fios de filamentos sintéticos retorcidos ou retorcidos múltiplos, n.a.v.r.
kg
6.403.482
6.084.605
28.613.752
Colchas
nº
2.522.246
2.509.030
25.692.726
Tecidos de fios de filamentos sintéticos, n.e.
m²
32.984.262
21.374.167
24.554.971
Fibras sintéticas descontínuas, cardadas, penteadas ou transformadas de outro
modo para fiação
kg
7.091.339
6.943.067
23.258.310
Outros produtos da atividade
x
x
x
…
x
x
x
1.976.120.153
Bordados químicos, aéreos ou com fundo recortado em peça, em tiras ou em
motivos para aplicar
Total de Produtos Produzidos
37
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 23 - Produtos produzidos na Fabricação de Têxteis – 2009 [2]
2009
Produtos Produzidos
Unid.
Quantidade
produzida
Quantidade
vendida
Valor vendas
(Euros)
Outros tecidos de malha, n.e., exceto veludos e tecidos turcos
kg
50.157.914
44.669.068
209.375.585
Roupas de cama, de algodão
kg
18.520.638
18.935.091
159.715.984
Roupa de toucador e de cozinha, de tecidos turcos para toalhas ou tecidos turcos
semelhantes de algodão
kg
13.699.670
15.465.822
116.368.965
Tecidos revestidos, impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados (exceto
telas pneumáticos, linóleos, revestimentos para paredes e com borracha)
m²
36.983.270
34.928.814
77.845.824
Tecidos de algodão, de fios de diversas cores, com peso ≤ 200 g/m², para camisas,
camiseiros e blusas
m²
18.534.287
17.285.432
58.672.766
Outros artefactos para guarnição de interiores, inclui capas para almofadas e
coberturas para assentos de automóveis (exceto cortinados, sanefas, estores,
roupas de cama, mesa, toucador e de cozinha)
x
x
x
52.225.950
Cordéis de polietileno ou polipropileno, para uso agrícola (atadeiras ou
enfardadeiras)
kg
35.144.279
32.786.322
50.802.317
Tecidos turcos, de algodão
m²
29.543.206
12.085.804
50.583.174
Cordas e cabos, de fibras sintéticas (nylon, PE/PP/PS/PA), com > 50 000 decitex (5
g/m), exceto cordéis para atadeiras ou enfardadeiras
kg
17.241.204
16.298.692
49.654.015
Tecidos de fibras sintéticas descontínuas combinadas com lã penteada ou pêlos
finos penteados
m²
11.273.261
11.183.275
47.869.203
Produtos têxteis acolchoados, em peça (exceto os bordados)
m²
11.156.082
11.152.246
45.062.166
Telas para pneumáticos fabricadas com fios de alta tenacidade, de nylon ou de
outras poliamidas, de poliésteres ou de raiom de viscose
m²
…
…
…
Tingimento de tecidos de malha e outros tecidos (falsos tecidos) e vestuário
kg
5.075.616
3.944.826
31.000.517
Feltros
kg
6.628.201
6.624.895
25.299.436
Tecidos de fibras sintéticas descontínuas, combinadas com outras matérias
(exceto lã ou pêlos finos e algodão)
m²
5.476.609
6.105.969
24.718.374
Tapetes, carpetes e outros revestimentos para pavimentos de matérias têxteis,
tecidos, (exceto os tufados e os flocados), mesmo confecionados, do tipo Kelim,
Schumacks e tapetes semelhantes tecidos à mão
m²
2.631.193
2.625.864
24.078.163
Fios de algodão não penteado, n.a.v.r., para tecelagens (exceto para tapetes e
revestimentos para pavimentos)
kg
12.994.523
11.720.922
22.288.966
Tecidos de fios de filamentos sintéticos, n.e.
m²
22.802.551
22.578.020
21.843.117
Fios de algodão para costurar (exceto linhas), a.v.r.
kg
14.158.576
10.596.887
21.741.854
Fibras sintéticas descontínuas, cardadas, penteadas ou transformadas de outro
modo para fiação
kg
5.937.344
6.333.963
21.447.726
Outros produtos da atividade
x
x
x
…
x
x
x
1.681.972.388
Total de Produtos Produzidos
38
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 24 - Produtos produzidos na Indústria do Vestuário – 2008 [1]
2008
Produtos Produzidos
Unid.
Quantidade
produzida
Quantidade
vendida
Valor vendas
(Euros)
T-shirts e camisolas interiores, de malha
nº
103.165.324
102.095.796
511.300.429
Camisas, de uso masculino (exceto de malha)
nº
8.689.511
8.672.024
107.183.556
Outras meias de qualquer espécie e artefactos semelhantes, de malha, inclui as
meias para varizes, artigos em forma de palmilha, ponta do pé, calçado sem sola
e semelhantes (exceto meias-calças (collants) e meias com < 67 decitex, de uso
feminino e unisexo)
par
174.131.996
172.847.441
88.310.714
Casacos (exceto de malha e de trabalho), de uso masculino
nº
2.005.159
1.976.071
68.503.741
Fatos (exceto de malha e de trabalho), de uso masculino
nº
854.311
841.582
66.263.410
Coletes, fatos de treino, vestuário especial de desporto, dança ou ginástica e
outro vestuário, n.e., de uso masculino (exceto fatos de esqui e de malha)
nº
7.310.265
7.269.714
60.125.877
Camisas de malha, de uso masculino
nº
6.272.884
6.188.261
51.234.011
Casacos (exceto de malha e de trabalho), de uso feminino e unisexo
nº
1.637.689
1.564.997
48.706.641
Coletes, fatos de treino, vestuário especial de desporto, dança ou ginástica e
outro vestuário, n.e., de uso feminino (exceto fatos de esqui e de malha)
nº
6.592.848
6.517.495
47.376.920
Camiseiros, blusas, blusas-camiseiros (exceto de malha e de trabalho), de uso
feminino e unissexo
nº
3.896.986
3.847.856
44.701.145
Vestidos, de malha
nº
4.917.405
4.856.949
42.707.116
Camiseiros, blusas, blusas-camiseiros de malha, de uso feminino e unisexo
nº
6.487.340
6.403.116
40.087.857
Calças e bermudas de algodão, inclui veludos e pelúcias (exceto de "denim", de
malha e de trabalho), de uso feminino e unissexo
nº
2.195.314
2.154.348
33.744.449
Calças e bermudas de "denim" (exceto de trabalho), de uso feminino e unisexo
nº
2.768.337
2.736.737
31.554.020
Vestuário e seus acessórios para bebés (crianças de tenra idade de estatura ≤ 86
cm), de malha, incluindo as camisolas interiores, fatos-macacos, cuecas,
babygrows, fraldas, luvas, mitenes e artigos semelhantes
nº
2.962.768
2.931.669
31.363.012
Soutiens, inclui os de cós alto
nº
3.576.805
3.230.552
29.568.291
Camisolas, pulóveres, sweatshirts, coletes e cardigans de lã ou de pêlos finos
(excepto camisolas e pulóveres com ≥ 50%, em peso, de lã e ≥ 600g/unid.), de
uso feminino e unissexo
nº
2.595.818
2.580.960
28.591.895
Calças, jardineiras, bermudas e calções (shorts) de malha, de uso feminino e
unissexo
nº
5.132.866
5.047.881
26.682.833
Casacos (exceto casacos compridos), de malha, de uso feminino e unisexo
nº
2.748.952
2.738.129
25.962.290
Anoraques, blusões (inclui de esqui) e artigos semelhantes, de matérias têxteis
(exceto de malha, de tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou
estratificados com plástico ou borracha e de trabalho), de uso masculino
nº
663.435
651.061
25.796.325
Outros produtos da atividade
x
x
x
579.129.127
x
x
x
1.988.893.659
Total de Produtos Produzidos
39
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 25 - Produtos produzidos na Indústria do Vestuário – 2009 [2]
2009
Unid.
Quantidade
produzida
Quantidade
vendida
Valor vendas
(Euros)
T-shirts e camisolas interiores, de malha
nº
78.731.502
76.483.339
398.527.258
Camisas, de uso masculino (exceto de malha)
nº
6.898.262
6.827.657
86.006.239
Outras meias de qualquer espécie e artefactos semelhantes, de malha, inclui as
meias para varizes, artigos em forma de palmilha, ponta do pé, calçado sem sola
e semelhantes (exceto meias-calças (collants) e meias com < 67 decitex, de uso
feminino e unisexo)
par
161.026.457
161.670.868
80.239.819
Fatos (excepto de malha e de trabalho), de uso masculino
nº
648.963
645.152
48.401.944
Camiseiros, blusas, blusas-camiseiros (exceto de malha e de trabalho), de uso
feminino e unissexo
nº
4.541.227
4.498.482
46.350.067
Casacos (exceto de malha e de trabalho), de uso masculino
nº
1.179.164
1.165.136
45.758.555
Vestidos, de malha
nº
4.892.163
4.856.574
43.749.306
Camisas, de malha, de uso masculino
nº
6.083.468
5.919.920
42.812.250
Casacos (exceto de malha e de trabalho), de uso feminino e unisexo
nº
1.255.221
1.242.534
36.830.893
Coletes (exceto acolchoados), fatos de treino, vestuário especial de desporto,
dança ou ginástica e outro vestuário, n.e., inclui swaetshirts, de uso masculino
(exceto fatos de esqui e de malha)
nº
4.432.658
4.386.276
36.273.903
Vestuário e seus acessórios para bebés (crianças de tenra idade de estatura ≤ 86
cm), de malha, inclui as camisolas interiores, fatos-macaco, cuecas, babygrows,
fraldas, luvas, mitenes e artigos semelhantes
x
x
x
33.934.351
Coletes (exceto acolchoados), fatos de treino, vestuário especial de desporto,
dança ou ginástica e outro vestuário, n.e., inclui swaetshirts, de uso feminino
(exceto fatos de esqui e de malha)
nº
4.880.838
4.813.146
33.125.722
Camiseiros, blusas, blusas-camiseiros, de malha, de uso feminino e unissexo
nº
5.050.470
4.542.830
31.481.188
Soutiens
nº
4.068.962
3.755.934
31.169.734
Calças e bermudas de algodão, inclui veludos e pelúcias (exceto de "denim", de
malha e de trabalho), de uso feminino e unissexo
nº
2.187.626
2.165.718
27.771.898
Camisolas, pulóveres, sweatshirts, coletes e cardigans de lã ou de pêlos finos
(exceto camisolas e pulóveres com ≥50%, em peso, de lã e ≥ 600g/unid.), de uso
feminino e unissexo
nº
1.786.408
1.819.050
25.924.849
Casacos, de malha, de uso feminino e unisexo (exceto casacos compridos)
nº
2.464.879
2.445.467
23.433.097
Vestidos, exceto de malha
nº
1.444.005
1.432.901
21.252.240
Calças, jardineiras, bermudas e calções, de malha, de uso feminino e unissexo
nº
4.274.512
4.240.914
20.693.539
Anoraques, blusões (inclui de esqui) e artigos semelhantes, de matérias têxteis
(exceto de malha, de tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou
estratificados com plástico ou borracha e de trabalho), de uso masculino
nº
568.110
571.791
20.573.156
Outros produtos da atividade
x
x
x
484.731.255
x
x
x
1.619.041.263
Produtos Produzidos
Total de Produtos Produzidos
Fontes de dados:
[1]http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=101366336
&PUBLICACOEStema=00&PUBLICACOESmodo=2 (Estatísticas da Produção Industrial – 2008)
[2]http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=71448057&
PUBLICACOEStema=00&PUBLICACOESmodo=2 (Estatísticas da Produção Industrial – 2009)
40
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Na fabricação de têxteis os produtos mais representativos são os “Outros tecidos de
malha, n.e., exceto veludos e tecidos turcos” com 11,4% em 2008 e 12,5% em 2009. Na
Indústria de Vestuário, em 2008 e 2009, os produtos mais representativos são os
considerados “Outros produtos da atividade” com 29,1% e 29,9% respetivamente.
41
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
3.4.1 Mercado Nacional/Exportações
Volume de vendas (produto e serviços)
Na tabela 26 apresenta-se as vendas de produtos e prestações de serviços, em 2008 e
2009, dos setores Fabricação de Têxteis e Indústria do Vestuário, em euros.
Tabela 26 – Vendas de produtos e Prestações de serviços 2008 e 2009
Fabricação de Têxteis (CAE 13)
Anos
Venda de produtos
(euro)
Prestação de serviços
(euro)
Valor Total
(euro)
2008
1.976.120.153
279.039.244
2.255.159.397
2009
1.681.972.388
257.063.548
1.939.035.936
Indústria do Vestuário (CAE 14)
2008
1.988.893.659
232.784.688
2.221.678.347
2009
1.619.041.263
201.969.001
1.821.010.264
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=714
48057&PUBLICACOEStema=00&PUBLICACOESmodo=2 (Estatísticas da Produção Industrial –
2009)
Como se pode verificar, quer na Fabricação de Têxteis quer na Indústria do Vestuário o
volume de vendas é mais representativo na venda de produtos do que na prestação de
serviços, gráfico 11 e 12.
Milhões €
Gráfico 11 – Vendas e prestações de serviços 2008/2009 – Fabricação de Têxteis
2.500
2.000
1.500
1.000
500
0
2008
Valor Total
42
Venda de produtos
2009
Prestação de serviços
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Milhões €
Gráfico 12 - Vendas e prestação de serviços 2008/2009 - Indústria do Vestuário
2.500
2.000
1.500
1.000
500
0
2008
Valor Total
Venda de produtos
2009
Prestação de serviços
Vendas mercado nacional e internacional
Na tabela 27 apresenta-se as vendas (em milhões de euro) verificadas na produção
industrial e comércio internacional, traduzido em vendas por mercado e exportações
nacionais para a Fabricação de Têxteis e Indústria do Vestuário, em 2008 e 2009.
43
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 27 - Vendas de produtos por mercados e exportações nacionais 2008 e 2009
Fabricação de Têxteis (CAE 13)
Produção Industrial
Comércio Internacional
Vendas totais
(Milhões euro)
Vendas para o
Mercado Interno
(Milhões euro)
Vendas para o Mercado
Externo
(Milhões euro)
Exportações Nacionais
(Milhões euro)
2008
1.976
789
1.187
1.459
2009
1.682
690
992
1.246
Indústria do Vestuário (CAE 14)
Produção Industrial
Comércio Internacional
Vendas totais
(Milhões euro)
Vendas para o
Mercado Interno
(Milhões euro)
Vendas para o Mercado
Externo
(Milhões euro)
Exportações Nacionais
(Milhões euro)
2008
1.989
545
1.444
2.511
2009
1.619
364
1.255
2.181
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=714
48057&PUBLICACOEStema=00&PUBLICACOESmodo=2 (Estatísticas da Produção Industrial –
2009)
Em 2009, as vendas para o Mercado Externo representaram 59% face às vendas totais,
enquanto as vendas para o mercado interno representaram 41%, no setor de Fabricação
de Têxteis, gráfico 13.
Enquanto que, no mesmo ano (2009), as vendas para o Mercado Externo representaram
77,5%, face às vendas totais, e para o mercado interno representaram 22,5%, na
Indústria do Vestuário, gráfico 14.
Milhões €
Gráfico 13 - Vendas para o mercado interno e externo 2008/2009 - Fabricação de Têxteis
1.500
1.000
500
0
Vendas para o Mercado
Interno
2008
44
Vendas para o Mercado
Externo
2009
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Milhões €
Gráfico 14 - Vendas para o mercado interno e externo 2008/2009 - Indústria do Vestuário
1.600
1.400
1.200
1.000
800
600
400
200
0
Vendas para o Mercado
Interno
2008
Vendas para o Mercado
Externo
2009
No gráfico 15, apresenta-se as exportações nacionais na Indústria Têxtil e do Vestuário.
Milhões €
Gráfico 15 - Exportações nacionais na Indústria Têxtil e do Vestuário
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
0
Fabricação de Têxteis
2008
Indústria do Vestuário
2009
Vendas mercado nacional e internacional por subsetores
Na tabela 28 apresenta-se o valor de vendas de produtos e serviços, em 2009, por
subsetor da Fabricação de Têxteis.
45
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 28 - Valor de vendas e serviços prestados por subsetores em 2009 - Fabricação de Têxteis
Valor das Vendas de Produtos (euro)
CAE Rev.3
Total
Mercado
Nacional
União Europeia
Países Terceiros
Serviços
Prestados
(euro)
Designação
13100
Preparação e fiação de fibras têxteis
193.998.668
146.775.705
34.314.500
12.908.463
13.978.607
13200
Tecelagem de têxteis
295.212.089
85.760.414
170.926.346
38.525.329
4.725.052
13300
Acabamento de têxteis
73.568.646
36.391.354
35.382.438
1.794.854
205.019.486
13910
Fabricação de tecidos de malha
212.137.567
180.317.776
27.343.513
4.476.278
5.582.598
13920
Fabricação de artigos têxteis
confecionados, exceto vestuário
426.329.356
98.386.617
250.921.843
77.020.896
2.088.597
13930
Fabricação de tapetes e carpetes
55.555.793
13.984.368
31.529.053
10.042.372
895.656
13941
Fabricação de cordoaria
125.549.136
7.125.412
77.969.021
40.454.703
322.455
13942
Fabricação de redes
26.120.831
2.072.455
14.194.370
9.854.006
0
13950
Fabricação de não tecidos e respetivos
artigos, exceto vestuário
9.330.243
6.633.402
2.605.646
91.195
…
13961
Fabricação de passamanarias e
sirgarias
23.446.540
16.442.849
5.943.920
1.059.771
…
13962
Fabricação de têxteis para uso
técnico e industrial, n.e.
140.195.951
54.382.477
77.347.756
8.465.718
4.369.509
13991
Fabricação de bordados
18.422.336
15.782.207
1.865.011
775.118
14.882.288
13992
Fabricação de rendas
1.318.581
884.740
433.841
0
0
13993
Fabricação de outros têxteis diversos,
n.e.
80.786.651
24.926.404
48.084.767
7.775.480
3.980.128
1.681.972.388
689.866.180
778.862.025
213.244.183
257.063.548
41%
46%
13%
13
Total Fabricação de Têxteis
% de Vendas
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=714
48057&PUBLICACOEStema=00&PUBLICACOESmodo=2 (Estatísticas da Produção Industrial –
2009)
Na tabela 29 conseguimos ver quais os subsetores na Fabricação de Têxteis com maior
valor de vendas, considerando apenas os que têm valores superiores a 100 milhões de
euro. A Fabricação de artigos têxteis confecionados, exceto vestuário é o mais
representativo com 25,3% das vendas totais.
46
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 29 - Subsetores com vendas superiores a 100 milhões euro (em 2009)
CAE
Total de vendas
(euro)
Designação
(%)
13920
Fabricação de artigos têxteis confecionados, exceto
vestuário
426.329.356
25,3
13200
Tecelagem de têxteis
295.212.089
17,6
13910
Fabricação de tecidos de malha
212.137.567
12,6
13100
Preparação e fiação de fibras têxteis
193.998.668
11,5
13962
Fabricação de têxteis para uso técnico e industrial, n.e.
140.195.951
8,3
13941
Fabricação de cordoaria
125.549.136
7,5
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=714
48057&PUBLICACOEStema=00&PUBLICACOESmodo=2 (Estatísticas da Produção Industrial –
2009)
No gráfico 16 é visível que a maior percentagem das vendas na Fabricação dos Têxteis é
a União Europeia (46%), seguida do mercado nacional (41%) e por último os Países
Terceiros com uma percentagem mais reduzida (13%).
Gráfico 16 - Percentagem das vendas por mercados em 2009 - Fabricação de Têxteis
13%
41%
46%
Mercado Nacional
União Europeia
Países Terceiros
Na tabela 30 apresenta-se o valor de vendas de produtos e serviços, em 2009, por
subsetor da Indústria do Vestuário.
47
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 30 - Valor de vendas e prestação de serviços por subsetores em 2009 - Indústria do Vestuário
Valor das Vendas de Produtos(Euro)
CAE
Rev.3
Designação
Total
Mercado
Nacional
União Europeia
Países
Terceiros
Serviços
Prestados
(Euro)
14110
Confeção de vestuário em couro
2.186.221
2.167.357
…
…
478.505
14120
Confeção de vestuário de trabalho
29.886.823
17.263.493
10.164.115
2.459.215
2.371.195
14130
Confeção de outro vestuário exterior
(exceto vestuário de trabalho)
509.328.882
136.939.658
345.595.633
26.793.591
132.728.108
14140
Confeção de vestuário interior (inclui
camisas, blusas e t-shirts)
713.576.417
102.126.379
584.000.747
27.449.291
50.881.897
14190
Confeção de outros artigos e
acessórios de vestuário
154.237.739
32.011.097
110.191.796
12.034.846
4.739.000
14200
Fabricação de artigos de peles com
pêlo
1.826.729
1.029.261
…
…
265.687
14310
Fabricação de meias e similares de
malha
114.071.153
34.184.282
74.219.450
5.667.421
5.891.971
14390
Fabricação de outro vestuário de
malha
93.927.299
38.072.051
52.594.356
3.260.892
4.612.638
1.619.041.263
363.793.578
1.177.476.139
77.771.546
201.969.001
22%
73%
5%
14
Total Indústria de Vestuário
% de Vendas
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=714
48057&PUBLICACOEStema=00&PUBLICACOESmodo=2 (Estatísticas da Produção Industrial –
2009)
Na tabela 31 apresenta-se os subsetores na Indústria do Vestuário com maior valor de
vendas, considerando apenas os que têm vendas superiores a 100 milhões de euro.
Como se pode verificar a confeção de vestuário interior é a mais representativa, com
44,1% face, às vendas totais.
Tabela 31 - Subsetores com vendas superiores a 100 milhões de euro (em 2009)
CAE
Designação
Total de vendas
%
14140
Confeção de vestuário interior (inclui camisas, blusas e t-shirts)
713.576.417
44,1
14130
Confeção de outro vestuário exterior (exceto vestuário de trabalho)
509.328.882
31,5
14190
Confeção de outros artigos e acessórios de vestuário
154.237.739
9,5
14310
Fabricação de meias e similares de malha
114.071.153
7,0
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=714
48057&PUBLICACOEStema=00&PUBLICACOESmodo=2 (Estatísticas da Produção Industrial –
2009)
48
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
No gráfico 17 é visível que a maior percentagem das vendas na Indústria do Vestuário é
o mercado da União Europeia (73%), seguida do mercado nacional (22%) e dos Países
Terceiros com (5%).
Gráfico 17 - Percentagem das vendas por mercados em 2009 - Indústria do Vestuário
5%
22%
73%
Mercado Nacional
União Europeia
Países Terceiros
Exportações em Portugal
Pelos dados no sítio do INE, na publicação “Estatísticas do Comércio Internacional –
1993-2009”, relativos à Indústria Transformadora, verificamos que as exportações têm
tido a evolução apresentada no gráfico 18. De notar que os valores de 2009 são
provisórios.
49
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Comércio Internacional
Comércio Intracomunitário
2009 (Po)
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
40.000
35.000
30.000
25.000
20.000
15.000
10.000
5.000
0
1993
Milhões de euros
Gráfico 18 - Evolução das exportações em Portugal (Indústria Transformadora)
Comércio Extracomunitário
Nota: Valores de 2009, são provisórios. Comércio Extracomunitário - Exportação de mercadorias
de Portugal para países terceiros; Comércio Internacional - Conjunto do comércio
intracomunitário e do comércio extracomunitário, ou seja a soma das saídas de mercadorias;
Comércio Intracomunitário - Expedição de mercadorias transacionadas entre Portugal e os
restantes Estados-Membros da União Europeia.
Face à informação do gráfico 18 pode-se concluir que o Comércio Intracomunitário tem
uma representatividade elevada nas exportações, da Indústria Transformadora, em
Portugal, sendo o principal meio do Comércio Internacional.
Tanto o Comércio Intracomunitário como o Extracomunitário tiveram um crescimento
gradual ao longo dos anos até 2008, tendo em 2009 (valores provisórios) uma queda nas
exportações.
Gráfico 19 - Evolução das exportações na Fabricação de Têxteis
Milhões de euros
2.500
2.000
1.500
1.000
500
Comércio Internacional
Comércio Intracomunitário
2009 (Po)
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
1993
0
Comércio Extracomunitário
Nota: Valores de 2009, são provisórios. Comércio Extracomunitário - Exportação de mercadorias
de Portugal para países terceiros; Comércio Internacional - Conjunto do comércio
intracomunitário e do comércio extracomunitário, ou seja a soma das saídas de mercadorias;
Comércio Intracomunitário - Expedição de mercadorias transacionadas entre Portugal e os
restantes Estados-Membros da União Europeia.
50
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Na Fabricação de Têxteis, gráfico 19, também se apurou que o Comércio
Intracomunitário é o mais representativo tendo os melhores resultados entre 2011 e
2002.
Comércio Internacional
Comércio Intracomunitário
2009 (Po)
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
3.500
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
0
1993
Milhões de euros
Gráfico 20 - Evolução das exportações na Indústria do Vestuário
Comércio Extracomunitário
Nota: Valores de 2009, são provisórios. Comércio Extracomunitário - Exportação de mercadorias
de Portugal para países terceiros; Comércio Internacional - Conjunto do comércio
intracomunitário e do comércio extracomunitário, ou seja a soma das saídas de mercadorias;
Comércio Intracomunitário - Expedição de mercadorias transacionadas entre Portugal e os
restantes Estados-Membros da União Europeia.
Na Indústria do Vestuário, gráfico 20, o Comércio Intracomunitário também é o mais
representativo, tendo neste caso um maior peso do que na Fabricação de Têxteis.
Gráfico 21 - Relação percentual das exportações na Fabricação de Têxteis com o total das exportações em
Portugal
Comércio Internacional
Comércio Intracomunitário
2009 (Po)
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
1993
14%
12%
10%
8%
6%
4%
2%
0%
Comércio Extracomunitário
Nota: Valores de 2009, são provisórios. Comércio Extracomunitário - Exportação de mercadorias
de Portugal para países terceiros; Comércio Internacional - Conjunto do comércio
intracomunitário e do comércio extracomunitário, ou seja a soma das saídas de mercadorias;
Comércio Intracomunitário - Expedição de mercadorias transacionadas entre Portugal e os
restantes Estados-Membros da União Europeia.
51
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
O peso das Exportações da Fabricação de Têxteis, em relação às Exportações de
Portugal, é genericamente maior no Comércio Intracomunitário. A partir de 1999
verifica-se uma queda quer do Comércio Extracomunitário quer Intracomunitário
atingindo a partir de 2008 valores idênticos entre os dois comércios, gráfico 21.
Gráfico 22 - Relação percentual das exportações da Indústria do Vestuário com o total das exportações
em Portugal
25%
20%
15%
10%
5%
Comércio Internacional
Comércio Intracomunitário
2009 (Po)
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
1993
0%
Comércio Extracomunitário
Nota: Valores de 2009, são provisórios. Comércio Extracomunitário - Exportação de mercadorias
de Portugal para países terceiros; Comércio Internacional - Conjunto do comércio
intracomunitário e do comércio extracomunitário, ou seja a soma das saídas de mercadorias;
Comércio Intracomunitário - Expedição de mercadorias transacionadas entre Portugal e os
restantes Estados-Membros da União Europeia.
Na Indústria do Vestuário verifica-se o inverso, gráfico 22, ou seja, o seu peso das
Exportações, em relação ao total das Exportações de Portugal é maior no Comércio
Intracomunitário.
Para uma melhor compreensão dos dados das exportações nos setores da Indústria
Têxtil e do Vestuário, apresentamos de seguida alguns gráficos, tendo em conta
escalões, por volume de negócios e pelo número de pessoas ao serviço. Os dados foram
retirados do sítio do INE.
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=102
798929&PUBLICACOEStema=55448&PUBLICACOESmodo=2
(Estatísticas
do
Comércio
Internacional – 1993-2009)
52
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
1
2
3
DESCONHECIDO
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
4.500
4.000
3.500
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
0
1993
Milhares Euro
Gráfico 23 - Exportações na ITV por escalões de Volume de Negócios (Milhares Euros)
TOTAL
Nota: Escalões de volume de negócios: 1 – Menos de 5.000.000 €; 2 – Entre 5.000.000 € e
24.999.999 €; 3 – Superior a 25.000.000 €
Entre o ano de 2000 e 2001 as exportações na Indústria Têxtil e do Vestuário sofreram
uma reviravolta e isso pode-se constatar através do gráfico 23 assim como nos seguintes
gráficos. Enquanto as empresas que possuíam um volume de negócios do escalão 1
(menos de 5.000.000 euro) e 2 (entre 5.000.000 euro e 24.999.999 euro) cresceram no
valor de vendas, para exportação, as empresas do escalão 3 (superior a 25.000.000
euro) tiveram uma queda no valor das vendas, de exportação. Os valores em euros das
exportações nos anos seguintes praticamente mantiveram-se.
Gráfico 24 - Exportações na ITV por escalões de Volume de Negócios (Nº de trabalhadores)
2.000
1.800
1.600
1.400
1.200
1.000
800
600
400
200
1
2
3
DESCONHECIDO
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
1993
0
TOTAL
Nota: Escalões de volume de negócios: 1 – Menos de 5.000.000 €; 2 – Entre 5.000.000 € e
24.999.999 €; 3 – Superior a 25.000.000 €
53
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
No gráfico 24, verifica-se que entre o ano 2000 e 2001 o número de trabalhadores
aumentou nas empresas em que o volume de negócios pertence ao escalão 1, todavia as
empresas pertencentes ao escalão 2 e 3 teve uma queda no número de trabalhadores.
Milhares Euro
Gráfico 25 - Exportações na ITV por escalões de nº de pessoas ao serviço (Milhares Euros)
4.500
4.000
3.500
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
1
2
3
4
5
DESCONHECIDO
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1993
1994
0
TOTAL
Nota: Escalões de número de pessoas ao serviço: 1 – Menos de 10 pessoas ao serviço; 2 – Entre
10 e 19 pessoas ao serviço; 3 – Entre 20 a 49 pessoas ao serviço; 4 – Entre 50 a 249 pessoas ao
serviço; 5 – Mais de 250 pessoas ao serviço
Este gráfico demonstra que no mesmo período (2000/2001), as empresas do escalão 5
(mais de 250 pessoas ao serviço) tiveram uma quebra no número de vendas de
exportações enquanto, que nas empresas do escalão 4 (entre 50 a 249 pessoas ao
serviço) subiu. Em relação às empresas de escalão 3 (entre 20 a 49 pessoas ao serviço)
tiveram um pequeno aumento nas vendas e os restantes escalões praticamente
mantiveram o mesmo volume de vendas.
54
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Gráfico 26 - Exportação na ITV por escalões de nº de pessoas ao serviço (Nº de trabalhadores)
2.500
2.000
1.500
1.000
500
1
2
3
4
5
DESCONHECIDO
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
1993
0
TOTAL
Nota: Escalões de número de pessoas ao serviço: 1 – Menos de 10 pessoas ao serviço; 2 – Entre
10 e 19 pessoas ao serviço; 3 – Entre 20 a 49 pessoas ao serviço; 4 – Entre 50 a 249 pessoas ao
serviço; 5 – Mais de 250 pessoas ao serviço
No gráfico 26, verifica-se a mesma situação, as exportações tiveram uma quebra nas
empresas do escalão 5 (mais de 250 pessoas ao serviço), no período de 2000/2001 e os
restantes escalões tiveram ligeiros crescimentos a partir deste período.
3.4.2 Exigências energéticas previsíveis na utilização/consumo
As exigências energéticas, na utilização dos produtos lançados no mercado, pela
Indústria Têxtil e do Vestuário, são essencialmente o consumo de energia elétrica na
lavagem, secagem e engomagem dos artigos têxteis (vestuário, roupa de cama,
atoalhados, toalhas de mesa, etc.).
Existe legislação europeia no que diz respeito à rotulagem energética de aparelhos
domésticos (Diretiva do Conselho nº 92/75/CEE, de 22 de Setembro, relativa à indicação
do consumo de energia dos aparelhos domésticos por meio de etiquetagem e de outras
indicações uniformes relativas aos produtos), legislação já transposta para legislação
nacional. A etiqueta energética permite informar os consumidores sobre os consumos
de energia elétrica dos aparelhos domésticos. Assim, permitem, aos consumidores,
comparar a eficiência energética dos vários aparelhos constantes no mercado de modo
a adquirirem os mais eficientes.
O Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia, devido à necessidade de novas
alterações por razões de clareza revogou esta Diretiva pela Diretiva nº 2010/30/UE, de
19 de Maio e transporta para direito nacional pelo Decreto-Lei nº 63/2011, de 9 de
55
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Maio. Esta Diretiva, permite mais poupanças de energia e benefícios ambientais, pois há
a necessidade de aumentar a eficiência energética na União, a fim de atingir o objetivo
de reduzir em 20% o consumo de energia da União até 2020, o desenvolvimento das
energias renováveis a nível da UE e a redução das emissões de gases com efeito de
estufa.
A Diretiva 2010/30/UE, leva à existência de uma informação rigorosa, adequada e
comparável sobre o consumo específico de energia dos produtos relacionados com a
energia e deverá orientar a escolha do utilizador final em benefício dos produtos que
consumam, ou indiretamente, levem a consumir menos energia.
Desde 1995 que os consumidores conhecem a Etiqueta Energética nos aparelhos
eletrodomésticos, o que lhes tem permitido fazer uma escolha informada quando
compram um produto.
Em 2003, o sucesso do sistema de etiquetagem levou a União Europeia à introdução de
mais duas novas classes na etiqueta dos frigoríficos, A + e A ++. Com estas novas classes,
colocadas no topo da classe A, procurou-se resposta para um mercado de procura cada
vez mais orientada para produtos amigos do ambiente, ao mesmo tempo que se
procurou incentivar os fabricantes para o desenvolvimento de produtos ainda mais
eficientes nesta categoria de aparelhos. A nova Diretiva entrou em vigor a 19 de Maio de
2010 e introduziu um novo layout para a etiqueta energética. Nesta nova configuração
permanecem porém as características de design simples que já lhe eram conhecidas e
agora de modo uniforme em todas as categorias de produtos.
Os elementos básicos da etiqueta, que a tornam facilmente reconhecível, mantêm-se
neste novo layout:
A escala de classificação;
As sete classes de energia;
As cores: do verde escuro (alta eficiência energética) ao vermelho (baixa
eficiência energética).
Para além desses elementos foram agora acrescentados outros, comuns a todas as
categorias de produtos, para continuar a incentivar o progresso técnico dando destaque
aos produtos mais eficientes:
À escala atual de classificação de A a G podem ser adicionadas até mais três
classes: A +, A ++ e A +++;
A nova etiqueta é uniforme em todos os Estados-Membros da UE27;
A nova etiqueta é neutral quanto ao idioma. Os textos serão substituídos por
pictogramas que informam os consumidores sobre as características e o
desempenho de um determinado produto;
Cada produto traz a sua própria etiqueta completa. Em Portugal era comum a
“faixa estreita” ir com o produto e a “base da etiqueta” ser fornecida em
56
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
separado. Essa prática vai acabar. Com a nova etiqueta passará a ser fornecida
uma etiqueta completa com cada unidade de produto;
A declaração de ruído será obrigatória para os produtos onde o ruído é um
critério relevante;
Há novas obrigações quanto à publicidade e ao material promocional.
A etiqueta tem sido um fator de dinamização do progresso tecnológico aplicado aos
produtos. De tal modo que os ganhos de eficiência já obtidos na conceção dos produtos
obrigaram à atualização da etiqueta. Só com a atualização da etiqueta é possível
continuar a transmitir informação relevante ao consumidor com a necessária clareza e
transparência e, ao mesmo tempo, continuar a estimular os processos de inovação dos
fabricantes com consequentes ganhos na eficiência energética dos aparelhos.
A Diretiva é complementada por uma série de Regulamentos delegados da Comissão,
que fornecem informações específicas para cada uma das categorias de produtos
abrangidas pela Legislação Europeia. Um Regulamento delegado para cada categoria de
produtos.
3.4.2.1 Consumos diretos de energia na utilização
Neste ponto serão analisados os consumos diretos de energia durante o período de
utilização dos produtos da ITV, mais concretamente decorrentes da sua utilização em
máquinas de lavar roupa, secar roupa, máquinas combinadas de lavar e secar roupa e
ferros de engomar.
Máquinas de lavar roupa
O consumo de energia elétrica das máquinas de lavar roupa representa cerca de 5% do
consumo total de energia elétrica de uma casa. Sendo que, 80 a 90% do consumo,
corresponde ao processamento de aquecimento da água, nos casos de lavagens com
temperatura elevada, através de resistências elétricas.
A etiqueta energética é a que se apresenta na figura 2.
57
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Figura 2 - Etiqueta energética para máquinas de lavar roupa
Fonte: http://www.newenergylabel.com/pt/conteudoetiqueta/washers
A classificação energética das máquinas de lavar roupa, que está representada na tabela
32, baseia-se em lavagens a 60ºC. A classificação mais eficiente é a classe A+++ sendo a
D a menos eficiente. Estes dados estão de acordo com o Regulamento Delegado nº
1061/2010 de 28 de Setembro de 2010 que complementa a Diretiva 2010/30/EU do
Parlamento Europeu e do Conselho e de acordo com o Decreto-Lei nº 63/2011, em vigor
desde 20 de Dezembro de 2011.
Tabela 32 – Classificação energética das máquinas de lavar roupa
Classe de eficiência
energética
Índice de Eficiência Energética
A+++
EEI < 46
A++
46 ≤ EEI < 52
A+
52 ≤ EEI < 59
A
59 ≤ EEI < 68
B
68 ≤ EEI < 77
C
77 ≤ EEI < 87
D
EEI ≥ 87
Fonte de dados: Regulamento Delegado nº 1061/2010 de 28 de Setembro de 2010
De acordo com o Decreto-Lei nº 63/2011, as Portarias 117/96, de 15 de Abril e 1095/97,
de 3 de Novembro, referentes à obrigatoriedade de etiquetagem energética de
58
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
máquinas de secar roupa e máquinas combinadas de lavar e secar roupa,
respetivamente, serão revogadas e apenas produzirá efeitos quando por acto delegado
da Comissão Europeia, for emitido um Regulamento ao abrigo da Diretiva 2010/30/EU,
de 19 de Maio.
Máquinas de secar roupa
As máquinas de secar roupa apresentam consumos superiores às máquinas de lavar
roupa, facto justificável pelo processo de aquecimento do ar, para a secagem
propriamente dita.
Existem dois tipos de máquinas de secagem de roupa, extração do ar húmido para o
exterior e condensação. Nas máquinas de condensação, o ar quente e húmido da
secagem é utilizado num circuito de condensação que elimina a água da roupa e
recolhe-a num depósito.
A etiqueta energética é a que se apresenta na figura 3.
Figura 3 - Etiqueta energética para máquinas de secar roupa
Fonte de dados: “Guia da eficiência energética”, Adene – Agência para a Energia, Maio de 2010
A classificação energética das máquinas de secar roupa está representada na tabela 33 e
baseia-se num ciclo de carga máxima de algodão. A classificação mais eficiente é a classe
A sendo a G a menos eficiente.
59
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 33 – Classificação energética das máquinas de secar roupa
Classe de eficiência
energética
Máquina de secar por extração
Consumo de energia
(C) (kWh/kg)
Diferença de
consumos
Máquina de secar por condensação
Consumo de energia
(C) (kWh/kg)
Diferença de
consumos
A
C ≤ 0,51
X
C ≤ 0,55
X
B
0,51 < C ≤ 0,59
X + 16%
0,55 < C ≤ 0,64
X + 16%
C
0,59 < C ≤0,67
X + 32%
0,64 < C ≤0,73
X + 33%
D
0,67 < C ≤0,75
X + 47%
0,73 < C ≤0,82
X + 49%
E
0,75 < C ≤0,83
X + 63%
0,82 < C ≤0,91
X + 65%
F
0,83 < C ≤ 0,91
X + 78%
0,91 < C ≤ 1
X + 82%
G
C > 0,91
> X + 78%
C>1
> X + 82%
Fonte de dados: Eficiência energética em equipamentos e sistemas elétricos no setor residencial,
DGGE / IP-3E, Abril de 2004
Máquinas de lavar e secar roupa
A maior vantagem de utilizar uma mesma máquina que lava e seca roupa tem a ver com
a disponibilidade de espaço na habitação, pois substitui 2 máquinas numa só. Neste tipo
de equipamento a função da secagem é por condensação. Normalmente, neste tipo de
máquina pode-se secar metade da roupa que se pode lavar.
A etiqueta energética é a que se apresenta na figura 4.
60
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Figura 4 - Etiqueta energética para máquinas de lavar e secar roupa
Fonte de dados: “Guia da eficiência energética”, Adene – Agência para a Energia, Maio de 2010
A classificação energética das máquinas de lavar e secar roupa está representada na
tabela 34 e baseia-se no mesmo princípio utilizado nas máquinas de lavar roupa. A
classificação mais eficiente é a classe A sendo a G a menos eficiente.
Tabela 34 – Classificação energética das máquinas de lavar e secar roupa
Classe de eficiência
energética
Consumo de energia (C)
(kWh/kg)
Diferença de consumos
A
C ≤ 0,68
X
B
0,68 < C ≤ 0,81
X + 19%
C
0,81 < C ≤0,93
X + 37%
D
0,93 < C ≤1,05
X + 54%
E
1,05 < C ≤1,17
X + 72%
F
1,17 < C ≤ 1,29
X + 90%
G
C > 1,29
> X + 90%
Fonte de dados: Eficiência energética em equipamentos e sistemas elétricos no setor residencial,
DGGE / IP-3E, Abril de 2004
Ferros de engomar
Este tipo de aparelho ainda não possuí etiquetagem energética. Como é um
equipamento que tem por função primeira a produção de calor, normalmente tem
61
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
potências superiores a outros tipo de equipamentos domésticos como sejam,
batedeiras, faca elétrica, varinha mágica, etc..
3.4.2.2 Implicações no consumo energético na utilização/atividade da sociedade
Com a revolução industrial e a evolução da sociedade. cada vez mais se utilizam
aparelhos domésticos, em detrimento do trabalho manual, o que implica um aumento
dos consumos de energia elétrica ao longo dos anos, tabela 35.
Tabela 35 - Consumo de energia elétrica em Portugal
Total
Doméstico
(kWh)
(kWh)
Doméstico (%)
1994
27.751.311.565
7.350.104.713
26,5%
1995
29.237.207.073
7.588.342.008
26,0%
1996
30.793.680.351
8.164.227.460
26,5%
1997
34.410.979.269
8.422.850.630
24,5%
1998
34.410.979.269
8.784.151.478
25,5%
1999
36.741.116.273
9.523.451.113
25,9%
2000
38.939.469.070
10.056.118.861
25,8%
2001
40.540.701.913
10.624.533.591
26,2%
2002
42.116.729.684
11.381.968.792
27,0%
2003
43.802.993.542
11.835.470.870
27,0%
2004
45.498.596.452
12.432.290.454
27,3%
2005
47.028.809.174
13.242.117.759
28,2%
2006
48.545.712.359
13.406.261.524
27,6%
2007
49.676.037.009
13.863.085.380
27,9%
2008
49.186.865.934
13.443.517.549
27,3%
Fonte de dados:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=104
996740&PUBLICACOEStema=00&PUBLICACOESmodo=2 (Anuário Estatístico de Portugal – 2009
Edição 2010)
62
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Gráfico 27 - Evolução do consumo doméstico de energia elétrica em Portugal (%)
29%
28%
27%
26%
25%
24%
23%
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
22%
Assim, cada vez mais deve-se racionalizar os consumos de energia, quer na utilização
dos equipamentos/eletrodomésticos quer no ato da compra do mesmo, optando pelos
mais eficientes.
Nas tabelas 36 e 37 apresenta-se a poupança de energia que se pode obter, ao longo da
sua vida útil, com uma máquina de lavar roupa e secar roupa de Classe A face a outra de
classe inferior.
Tabela 36 – Poupança de energia – Máquina de lavar roupa
Classe de eficiência
energética
Consumo de energia em 10
anos (kWh)
Custo económico em
10 anos (euro)
Poupança na substituição
por um produto de classe A
(euro)
A
2.508
276
-
B
2.964
326
50
C
3.762
414
138
D
4.560
502
226
E
4.788
527
251
F
5.358
589
314
G
5.700
627
351
Fonte de dados: Guia da Eficiência Energética, ADENE, Maio de 2010
Tabela 37 – Poupança de energia – Máquina de secar roupa
Classe de eficiência
energética
Consumo de energia em 10
anos (kWh)
Custo económico em
10 anos (euro)
Poupança na substituição
por um produto de classe A
(euro)
A
1.672
184
-
B
1.976
217
33
C
2.508
276
92
D
3.040
334
150
E
3.192
351
167
F
3.572
393
209
G
3.800
418
234
Fonte de dados: Guia da Eficiência Energética, ADENE, Maio de 2010
63
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
3.5 Processos produtivos
O setor Têxtil e do Vestuário compreende o processamento de diversos tipos de
matérias-primas (naturais e não naturais) como por exemplo: algodão, lã, poliéster,
poliamida, acrílica, etc.. O processo de transformação destas fibras pode ser efetuado de
forma singela (uma só fibra) e na forma de misturas. O processamento de cada matériaprima é específico da mesma, no entanto as várias operações podem organizar-se em:
fiação, tecelagem e/ou tricotagem, enobrecimento (tinturaria, estamparia e
acabamento) e confeção, segundo o esquema a seguir apresentado:
FIBRAS TÊXTEIS
FIAÇÃO
TECELAGEM
TRICOTAGEM
ENOBRECIMENTO
CONFEÇÃO
Figura 5 – Esquema representativo da fileira têxtil
Genericamente:
=> Fiação: etapa de obtenção do fio, a partir das fibras têxteis, que pode ser enviado
para o enobrecimento ou diretamente para a tecelagem ou para a tricotagem;
64
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
=> Tecelagem e/ou Tricotagem: etapas de fabrico de tecido plano, tecidos de malha
circular ou retilínea, a partir dos fios têxteis (em crú ou já previamente submetidos ao
enobrecimento);
=> Enobrecimento: etapa de tratamento prévio (também denominada de preparação),
tingimento, estamparia e acabamento de fibra, fio, tecidos, malhas ou artigos
confecionados;
=> Confeções: etapa de união de painéis para dar origem a peças finais.
•Tecido
•Malha
PEÇA CONFECCIONADA
•Penteado
•Cardado
ESTRUTURA TÊXTIL
•Naturais
•Não
naturais
FIO
FIBRAS
Os principais produtos resultantes do processo de transformação têxtil são:
•Vestuários
•Têxtil lar
•Outras
aplicações
Figura 6 – Principais produtos do processo de transformação têxtil
Segundo a Diretiva 96/74/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro
de 1996 “Fibra é um elemento caracterizado pela sua flexibilidade, finura e grande
comprimento relativamente à dimensão transversal máxima, que o tornam apto para
fins têxteis”.
O quadro apresentado a seguir divide as fibras em dois grupos denominados de Fibras
Naturais e Fibras Não Naturais (também usualmente denominadas de químicas,
manufaturadas, etc.), conforme o TECHNICAL REPORT ISO/TR 11827:2011(E).
As fibras têxteis naturais são aquelas que a natureza proporciona ao homem e que este
aproveita como tal. As fibras têxteis não-naturais são todas as fibras produzidas por
processos químicos, a partir de polímeros naturais ou a partir de polímeros obtidos por
síntese química (sinteticamente) ou mesmo de origem inorgânica.
65
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 38 – Classificação das fibras têxeis naturais
Caule
Linho
Juta
Ramie
Cânhamo
Kenaf
Giesta
Outras
Folhas
Sisal
Abacá
Alfa
Henequen
Maguey
Outras
Semente
Algodão
Sumaúma
Outras
Fruto
Coco
Outras
Pêlos
Lã
Mohair
Caxemira
Lama
Alpaca
Vicunha
Camelo
Coelho angorá
Coelho comum
Castor
Lontra
Boi
Vison
Cavalo
Outras
Secreções
Seda
Outras
Naturais
Vegetais
Animais
Minerais
66
Amianto
Asbestos
Outras
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 39 – Classificação das fibras têxteis não naturais
Artificiais
Não Naturais
Orgânicas
Sintéticas
Inorgânicas
67
Viscose
Acetato
Triacetato
Celulósicas
Lyocel
Cupro
Modal
Outras
Alginato
Protéica
Outras
Elastodieno (latex)
Outras
Acrílica
Modacrílica
Fluorofibra
Poliamida
Poliéster
Aramidas
Polimidas
Polietileno
Polipropileno
Poliácidos
Elastano
Elastodieno
Elastolefina
Melamina
Policarbomida
Trivinil
Elastomultiester
Outras
Vidro
Carbono
Boro
Silício
Metálicas
Metalizadas
Cerâmicas
Outas
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
3.5.1 Principais fluxos produtivos
Os esquemas seguintes apresentam os fluxos produtivos de algumas fibras.
Processo produtivo do algodão
Figura 7 – Fluxo produtivo do algodão
Processo produtivo da lã
Figura 8 – Fluxo produtivo da lã
68
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Processo produtivo de fibras sintéticas e artificiais
Figura 9 – Fluxo produtivo de fibras sintéticas e artificiais
O esquema seguinte apresenta o fluxo produtivo da confeção.
Processo produtivo de confeção
Figura 10 – Fluxo produtivo de confeção
69
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
3.5.2 Fiação
A fiação é um conjunto de operações mecânicas necessárias à transformação das fibras,
que, na maioria dos casos, se apresentam de uma forma desordenada, entrelaçadas e
carregadas de impurezas, em fios de secção o mais circular possível, cujas fibras se
encontram individualizadas, com um certo grau de paralelismo e com uma coesão que
lhes é conferida por operações como a torção, a vaporização, a retorção, etc.
MATÉRIA-PRIMA
FIAÇÃO
Figura 11 – Fiação
Geralmente, as fiações de fios fiados são classificadas em função da natureza das fibras
e do comprimento das fibras. De acordo com o esquema a seguir, a fibra curta, por
excelência, é o algodão e a fibra longa é a lã.
As fibras artificiais e sintéticas são classificadas como fibra curta ou fibra longa de
acordo com o comprimento com que forem cortadas.
FIAÇÃO FIOS FIADOS
FIAÇÃO DE FIBRAS
FIAÇÃO DE FIBRAS
CURTAS
(SISTEM A ALGODOEIRO)
(SISTEM A LANEIRO)
LONGAS
Figura 12 – Sistemas de fiação de fios fiados
A fiação de fios fiados, também designada por fiação convencional ou fiação de anel, dá
origem a diversos tipos de fios, consoante o sistema de fiação utilizado, nomeadamente,
70
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
sistema de fiação de fibras curtas (algodoeiro) ou sistema de fiação de fibras longas
(laneiro).
Assim, no caso da fiação de algodão existem dois tipos de fios que podemos produzir a
partir de um processo de fiação convencional ou de anel:
Fiação de fibras curtas
(Sistema algodoeiro)
Fios cardados
100%
algodão
Mistura de
fibras
Fios penteados
Mistura de
cores
100%
algodão
Mistura de
fibras
Mistura de
cores
Figura 13 – Fios produzidos pelo sistema algodoeiro
No caso da fiação de lanifícios, podemos obter três tipos de fios:
Fiação de fibras longas
(Sistema laneiro)
Fios cardados
100% lã
Mistura de
fibras
Fios semipenteados
Mistura de
cores
100% lã
Mistura de
fibras
Fios penteados
Mistura de
cores
100% lã
Mistura de
fibras
Mistura de
cores
Figura 14 – Fios produzidos pelo sistema laneiro
Fio cardado
Fio penteado
Fio Open-End
Figura 15 – Fotos dos principais tipos de fios (Fonte: CITEVE)
71
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Na fiação de fibras curtas (sistema algodoeiro) existem dois processos de fiação
convencional para produzir um fio, designadamente: processo de fio cardado e processo
de fio penteado, de acordo com o esquema a seguir:
Matéria- prima
em fardos
Abertura
Cardaç ão
Fita
Fita
Cardado
Penteado
Paralelizaç ão e
homogeneizaç ão
Paralelizaç ão e
homogenizaç ão
Fita
Fita
Preparaç ão para
a penteaç ão
Manta
Penteaç ão
Fita
Ac abamento de
penteaç ão
Fita
Preparaç ão para
fiaç ão
propriamente
dita
Preparaç ão para
a fiaç ão
propriamente
dita
Mecha
Mecha
Fiaç ão propriamente dita
(Fiaç ão de anel)
Fio em canelas
Figura 16 – Fluxo de fiação de fibras curtas (sistema algodoeiro)
Devido às limitações apresentadas pelo processo de fiação convencional (velocidade do
viajantes e dos fusos, tamanho de canelas, limitações da estiragem, etc.), houve a
necessidade de desenvolver novas técnicas de fiação, designadas por não convencionais,
das quais se destacam a fiação open-end ou por rotor e a fiação por jacto de ar. O
processo utilizado apresenta-se a seguir:
72
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Matéria- prima
em fardos
Abertura
Cardaç ão
Fita
Open-end
Paralelizaç ão e
homogeneizaç ão
das fitas
Fita
Fiaç ão propriamente dita
(c ontínuo open-end)
Fio em bobinas
Figura 17 – Fluxo de fiação não convencional (open-end)
Na fiação de fibras longas (sistema laneiro) existem três processos de fiação
convencional para produzir um fio, processo de fio cardado, processo de fio
semipenteado e processo de fio penteado.
Cada um dos processos engloba mais ou menos operações consoante o tipo de fio que
se pretende produzir, de acordo com o esquema a seguir apresentado.
73
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Lavagem
Abertura
Mistura
Matéria- prima
em fardos
Cardaç ão
Mecha
Fita
Cardado
Fita
Semipenteado
Penteado
Preparaç ão para
a penteaç ão
(Desfeltragem)
Fita
Penteaç ão
Fita
Ac abamento de
penteaç ão
Fita
Mistura
Fita
Repenteaç ão
Fita
Baixa
preparaç ão para
a fiaç ão
Fita
Fita
Alta preparaç ão
para a fiaç ão
Mecha
Baixa
preparaç ão para
a fiaç ão
Fita
Alta preparaç ão
para a fiaç ão
Mecha
Fiaç ão propriamente dita
(Fiaç ão de anel)
Fio em canelas
Figura 18 – Fluxo de fiação de fibras longas (sistema laneiro)
Na tabela seguinte são apresentadas as principais etapas de produção e a sua finalidade
básica.
74
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 40 – Principais etapas da Fiação
Principais Processos
FIAÇÃO DE FIBRAS CURTAS
Limpeza e depuração
-Abertura (equipamentos utilizados: Abridor de fardos, Separador
multifuncional de partículas estranhas, Misturador, Limpador / abridor,
Separador de corpos estranhos)
-Cardação (Carda)
Ppreparação para a Fiação
-Paralelização e homogeneização (Laminador)
-Preparação para a penteação (reunideira de fitas); Penteação; Acabamento
de penteação (Laminador autorregulador)*
-Preparação para a fiação propriamente dita (Torce)
Fiação (Contínuo de fiação)
Acabamento de fiação
-Bobinagem (Bobinadeira – conicadeira)
-Vaporização (Vaporizador)
-Retorção (Retorcedor)
* apenas para fios penteados
** no caso de fiação não convencional (open end, air jet) o material em
processamento passa diretamente da paralelização e homogeneização para o
acabamento de fiação constituído pelo contínuo de fiação.
FIAÇÃO DE FIBRAS LONGAS
Lavagem, abertura e mistura
- Escolha
- Abertura e limpeza (lobas)
-Lavagem e secagem (lavadouros)
Cardação (cardas)
1) Cardado
-Fiação (contínuo de fiação)
2) Semipenteado
Preparação para a fiação
-Baixa preparação para a fiação (intersecting)
-Alta preparação para a fiação (friccionadores, banco de fusos)
-FIAÇÃO
3) Penteados
Preparação para a fiação
-Preparação para a penteação (intersecting)
-Penteação (penteadeira)
-Acabamento de penteação (intersecting)
-Mistura (misturador)
-Repenteação (intersecting)
-Baixa preparação para a fiação (intersecting)
-Alta preparação para a fiação (friccionadores, banco de fusos)
-Fiação
Acabamento de fiação
- Bobinagem (Bobinadeira – conicadeira)
- Vaporização (Vaporizador)
- Retorção (Retorcedor)
* apenas para fios penteados
FIBRAS SINTÉTICAS /ARTIFICIAIS
- Chips (polímero)
- Extrusão (por via húmida ou seca)
- Bobinagem
- Estiragem
- Bobinagem
- Texturização
* o circuito de fabrico varia em função da dimensão da tipologia e diversidade
de cada empresa
75
Finalidade Básica
Estes processos consistem basicamente em:
-Remover impurezas da fibra
-Separar fibras curtas
-Paralelizar, estirar e torcer as fibras para obtenção do fio
-Juntar e torcer para a formação de fios retorcidos
-Enrolar os fios em suportes adequados ao seu
processamento nas operações seguintes
-Estabilizar dimensionalmente as características físicas do
fio por efeito térmico (calor/vapor)
Estes processos consistem basicamente em:
-Remover impurezas da fibra (sujidades, gorduras, ceras,
etc.)
-Separar fibras curtas
-Paralelizar, estirar e torcer as fibras para obtenção do fio
-Juntar e torcer para a formação de fios retorcidos
-Enrolar os fios em suportes adequados ao seu
processamento nas operações seguintes
- Estabilizar dimensionalmente as características físicas do
fio por efeito térmico (calor/vapor)
Estes processos consistem basicamente em:
-Obtenção de filamentos contínuos constituintes dos fios
-Estirar os filamentos por forma a estabilizar
dimensionalmente as suas características físicas
-Enrolar os fios em suportes adequados ao seu
processamento nas operações seguintes
- Alterar as características dimensionais dos filamentos por
forma a adquirir elasticidade e volume
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
As fibras não naturais são obtidas a partir da dissolução (em solvente adequado) ou da
fusão de um polímero. No seu processo produtivo obtêm-se: filamentos contínuos, fibra
cortada e filamentos texturizados.
O processo de fabrico do filamento designa-se por extrusão, podendo ser considerados
vários tipos de extrusão (via húmida, via seca e via de fusão), de acordo com a tabela 41.
Tabela 41 – Principais processos de fabrico de fibras não naturais
Fibra
Polímero base
Extrusão
Viscose
Celulose
Via húmida
Cupro
Celulose
Via seca
Modal
Celusose
Via húmida
Acetato
Celulose
Via seca
Triacetato
Celulose
Via seca
Caseína
Caseína do leite
Via húmida
Alginato de cálcio
Ácido algínico
Via húmida
Poliéster
Poliamida 6.6
Politereftalato
Poli(hexametilenoadipamida)
Via de fusão
Via de fusão
Polimida 6
Policapromida
Via de fusão
Aramidas
Poliamidas aromáticas
Via de fusão
Acrílicas
Poliacrilonitrilo (pelo menos
Via seca ou via
85% de acrilonitrilo)
húmida
Poliacrilonitrilo (de 50 a 85%
Via seca ou via
de acrilonitrilo)
húmida
Policroleto de vinilo
Via seca ou via
Modacrílicas
Policloreto de vinilo
Fibra
húmida
Policloreto de
Policloreto de vinilideno
Via de fusão
Politetrafluoroetileno
Politetrafluoroetileno
Via húmida
Polietileno
Polietileno
Via de fusão
Polipropileno
Polipropileno
Via de fusão
Poliuretano (elastano)
Poliuretano
vinilideno
76
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
3.5.3 Tecelagem
A tecelagem é a operação de cruzamento ortogonal de dois sistemas de fios de modo a
produzir um tecido e realiza-se em máquinas denominadas por teares ou, mais
modernamente, por máquinas de tecer.
Por tecido entende-se um corpo têxtil laminar mais ou menos elástico, resistente e
flexível, produzido pelo cruzamento dos dois sistemas de fios: um longitudinal – teia – e
o outro transversal – trama.
TRAMA
TEIA
Figura 19 – Esquema representativo da formação de um tecido (Fonte: CITEVE)
No quadro seguinte são apresentadas as principais etapas de produção e a sua
finalidade básica.
Tabela 42 – Principais processos de Tecelagem/ Tricotagem
Principais Processos
Preparação tecelagem:
Bobinagem
Urdissagem
Encolagem
Atar teias
Montagem de lamelas
Remetido
Picar o pente
Montagem automática
Tecelagem:
Abertura da cala
Inserção de trama
Revista
77
Finalidade básica
Estes processos consistem basicamente em preparar as teias e
efetuar a sua montagem no tear através de:
-seleção dos fios apropriados e a sua preparação para a tecelagem
- enrolar uma parte ou a totalidade dos fios de teia a tecer, no
órgão do tear, na forma de camadas sucessivas, com uma tensão
tão uniforme quanto possível e mantendo os fios em posição
paralela entre si
-aplicar uma encolagem de tal modo que se envolva cada fio com
uma película de matéria encolante para que as fibras adiram entre
si, formando um corpo compacto
-atar teias, proceder à montagem de lamelas, remeter liços
(empeirar liços), introduzir os fios de teia nas puas do pente
-através da montagem automática consegue-se realizar, numa só
fase, as operações de montar lamelas, remeter liços e picar o pente.
-fabrico de tecido plano (teares de pinça, de ar ou de água, etc.),
fazendo passar um fio de trama, através da cala, de um lado ao
outro do tear.
-inspeção do tecido onde se procede à identificação, classificação e
rastreabilidade dos defeitos.
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Em termos de fluxo produtivo o processo de tecelagem organiza-se da seguinte forma:
BOBINAGEM
EventualmenteC A N E L A G E M
URDISSAGEM
ENCOLAGEM
EventualmenteE N S I M A G E M
MONTAR LAMELAS
REMETER / EMPEIRAR
REMETER / EMPEIRAR
PICAR PENTE
PICAR PENTE
MONTAR LAMELAS
MONTAGEM NO TEAR
ATAR TEIAS
Montagem de todo o
conjunto no tear
TECELAGEM
Figura 20 – Fluxo de Tecelagem
Do esquema constata-se que, após a encolagem, duas situações podem surgir:
=> O tecido a produzir no tear possui as mesmas características técnicas do
anteriormente tecido e, assim, limitamo-nos a efetuar uma operação de atar as duas
teias;
=> O tecido a produzir no tear é diferente do anterior e, então, há que montar lamelas,
remeter a teia nos liços dos quadros e picar o pente.
A importância de cada uma das operações de preparação é indiscutível, pois a qualidade
final do artigo será o somatório dos níveis de qualidade utilizados nas várias fases do
processo.
O aumento no consumo de fibras sintéticas, sobretudo em misturas com fibras naturais,
veio acrescer a importância das operações de preparação.
As operações de preparação à tecelagem deverão rodear-se dos maiores cuidados e
rigor, pois possuem uma importância crítica na qualidade do produto final.
78
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
3.5.4 Tricotagem
O processo de tricotagem consiste na produção de malhas (malhas de trama ou malhas
de teia) através do entrelaçamento de fios utilizando técnicas de formação de laçadas.
Muitas laçadas juntas compõem fileiras (linha horizontal de laçadas produzida por
agulhas adjacentes) e colunas (linha vertical de laçadas produzida pela mesma agulha).
Fileira
Coluna
Figura 21 – Representação esquemática de fileiras e colunas (Fonte: CITEVE)
As secções fundamentais de um tear são:
=> Sistema de alimentação – tem como função fazer o transporte do fio até às agulhas. É
entre outros elementos constituído por guias e tensores;
=> Sistema de formação da malha - constituído pelos diversos elementos intervenientes
na produção das laçadas. Os principais elementos são agulhas, platinas, jacks, cames e
transferidores;
=> Sistema de tiragem da malha - tem como função tensionar a malha de forma a ajudar
a agulha a fazer a descarga das laçadas velhas, sem que estas subam, quando a agulha
sobe para agarrar o fio da nova laçada, e ainda acomodar a malha, de forma a ser mais
fácil retira-la do tear. Este sistema inclui elementos de tensionamento e enrolamento ou
acomodação da malha.
Principais famílias de teares:
79
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Figura 22 – Famílias de teares de malha trama
Figura 23 – Famílias de teares de malha teia
3.5.5 Enobrecimento
O processo de enobrecimento ou de ultimação têxtil é um conjunto de operações às
quais se submete um substrato têxtil após o seu fabrico.
As principais etapas deste processo são: Tratamento prévio, Tingimento, Estamparia e
Acabamentos.
Uma vez que é possível efetuar este processo em quase todos os estados de
transformação, desde o início do processo (rama), até ao seu estado de transformação
mais avançado (peça confecionada), o seu posicionamento não é fixo, podendo aparecer
ao longo de todo o processo produtivo.
80
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 43 – Principais processos de Tratamento prévio
Operações da
enobrecimento
Principais Processos
Gasagem (Chamuscagem)
Desencolagem/
desensimagem
Fervura
Tratamento prévio ou
preparação
Mercerização e Caustificação
81
Finalidade básica
Eliminar fibrilas da superfície do material
têxtil, por meio de queima de forma a
melhorar a regularidade da superfície do
fio ou do tecido;
Eliminar
os
agentes
encolantes
introduzidos nos fios da teia ou os
produtos de ensimagem que são
aplicados nos fios;
Remover materiais oleosos e impurezas
através de reações de saponificação,
emulsão e dissolução de forma a tornar
os artigos hidrófilos
Tratamento alcalino do material têxtil
com objetivo de melhorar propriedades
físico-químicas da fibra (brilho, aumento
da afinidade tintorial, estabilidade
dimensional etc.)
Nota: a diferença básica entre a
mercerização e caustificação é que a
primeira é efetuada com maior
concentração de álcali, sob tensão, à
temperatura
ambiente
e
em
equipamento específico (mercerizadeira).
Braqueamento (químico e
óptico)
Remover coloração amarelada (natural)
do material têxtil através da oxidação dos
seus pigmentos amarelados, bem como,
eliminar as restantes impurezas vegetais.
Termofixação
Estabilizar as tensões internas das fibras
sintéticas, evitando que nas operações
posteriores a molhado não ocorram
deformações
dimensionais,
encolhimentos e enrugamentos.
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 44 – Principais processos de Coloração
Operações da enobrecimento
Principais Processos
Preparação de receitas
Tingimento propriamente dito
Tingimento
Lavagens e enxaguamentos
Preparação de pastas
Estamparia propriamente dita
Estamparia
Secagem, fixação e lavagem
Finalidade básica
Conferir ao substrato têxtil uma cor
uniforme em toda a sua extensão, dando
aos têxteis um aspeto mais agradável
(valorizando os artigos) e dar resposta às
necessidades da moda ou da tradição.
Conferir coloração ao substrato têxtil de
forma localizada (tipo tingimento
localizado) a uma ou várias cores, através da
transferência de uma pasta colorida para o
artigo têxtil, utilizando para tal um
intermediário (quadro plano ou rotativo).
Tabela 45 – Principais processos de Acabamento
Operações da enobrecimento
Principais Processos
Finalidade básica
Secagem
Remover a água existente na
matéria, através de processos
de processos mecânicos
(expressão, centrifugação,
sucção) seguidos de processos
de evaporação.
Cardação, esmerilagem, laminagem,
decatissagem, calandragem,
compactação, termofixação, outros
Aumentar de volume e
melhoria das suas
propriedades de isolamento
térmico, toque, regularidade,
estabilidade dimensional,
eliminar ou aumentar o brilho,
e outros efeitos especiais
(moiré, gofragem, etc.).
Químicos
(amaciamento
enzimático, oleófugo, impremeabilização,
anti nódoas, neutralização de odores,
proteção ao fogo, aos micróbios, aos
raios UV, aos mosquitos, etc.)
Eliminar as substâncias
estranhas ao tecido;
Desenvolver as características
do artigo nas componentes
toque e aspeto, funcionalidade
e estética;
Conferir ao artigo
propriedades que assegurem
um bom comportamento na
confeção e durante o uso.
Acabamento Mecânico
Acabamento
Químico
3.5.6 Confeção
O objetivo da Indústria da Confeção é transformar materiais têxteis planos em artigos de
vestuário, têxteis-lar ou outros.
A grande maioria das empresas têxteis não têm o ciclo completo das etapas de
produção o que obriga muitas vezes a subcontratar algumas das etapas do processo a
outras empresas. Este sistema de trabalho por subcontratação é ainda mais frequente
nas indústrias de confeção.
82
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
As principais fases de fabricação são o corte, a costura e o acabamento, de acordo com a
seguinte tabela.
Tabela 46 – Principais processos de Confeção
Principais Processos
Modelagem
Estendimento
Corte
Costura
Acabamento
Embalagem/Expedição
Finalidade básica
-elaborar os moldes base a partir do esboço idealizado pelo
estilista e os respetivos escalados para os diferentes
tamanhos da peça. Este processo pode ser efetuado em papel
ou recorrendo a sistemas computadorizados.
-empilhar folhas de tecido ou outro material numa mesa,
corretamente alinhadas à largura e comprimento e sem
tensão, formando o colchão, de forma a que possam ser
cortadas simultaneamente em componentes para
processamento posterior. Os principais equipamentos e
ferramentas são as mesas, os sistemas de estender e as
ferramentas de controlo do tecido.
O objetivo da estendida é preparar os materiais para o corte,
formando o colchão com as folhas.
-cortar as matérias-primas nos componentes requeridos. O
corte pode ser efetuado basicamente por duas formas: em
blocos ou em moldes. O corte em moldes origina
componentes com o perfil exato para utilizar no processo
seguinte, enquanto que o corte em blocos secciona o colchão,
sendo depois necessário o recorte em moldes.
Os principais equipamentos e ferramentas são as ferramentas
de corte que podem ser de comando manual (tesoura de
lâmina circular ou vertical e serra de fita) ou automático
(máquina de corte automático).
-unir os diferentes componentes de uma peça de vestuário
pela formação de uma costura, utilizando técnicas mecânicas
(costura), físicas (solda ou termofixação), ou química (por
meio de resinas).
-remate das peças (sistema manual), a revista para verificação
da qualidade da costura, limpeza (no caso de peças com
sujidades) a passagem a ferro e/ou prensagem e
eventualmente a lavandaria de peças (peças lavadas após
confeção).
-dobra, etiquetagem e embalagem das peças utilizando saco
plástico, papel, caixa de papelão, etc.
3.5.7 Identificação de operações/grupo de operações
Nas tabelas a seguir são identificadas as principais fontes de energia associadas às
operações produtivas.
Fiação
Na tabela 47 estão identificadas as fontes de energia para cada etapa do processo de
fiação.
83
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 47 – Análise do processo de Fiação
Fontes de energia
- Energia elétrica
- Ar comprimido
(principalmente,
bobinadeiras/conicadeiras)
- Vapor
- Energia elétrica
- Vapor (utilizado nas
operações de texturização e
outras)
- Ar comprimido
(principalmente,
bobinadeiras/conicadeiras)
- Ar (sistema de climatização)
Processo
Com Fibras Naturais
- Abertura
- Carda
- Laminador
- Reunideira de fitas
- Penteadeira
- Torce
- Contínuo de fiação
- Bobinadeira
- Retorcedor
- Vaporizador
Com Fibras Sintéticas Artificiais
- Chips (polímero)
- Extrusão (por via húmida ou
seca)
- Bobinagem
- Estiragem
- Bobinagem
- Texturização
Fabrico de estruturas têxteis (Tecelagem/Tricotagem)
Na tabela 48 estão identificadas as fontes de energia associadas a cada etapa do
processo de tecimento.
Tabela 48 – Análise dos processos de Tecelagem e Tricotagem
Fontes de energia
- Energia eléctrica
- Energia eléctrica
- Vapor
- Ar comprimido (cilindros
espremedores da encoladeira)
- Energia elétrica
- Ar comprimido (tear a jacto
de ar)
- Vapor (sistema de
climatização)
- Energia elétrica
- Ar comprimido (teares)
- Vapor (sistema de
climatização)
84
Processo
Urdissagem
Encolagem
Tecelagem
(Tecido)
Tricotagem
(malha)
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Processo de Enobrecimento
Tratamento prévio
Na tabela 49 estão identificadas as fontes de energia para cada etapa do processo de
tratamento prévio.
Tabela 49 – Análise do processo de Tratamento Prévio
Fontes de Energia
- Energia elétrica
- Vapor (cilindros)
- Gás natural ou GPL
- Energia elétrica
- Vapor (cilindros)
- Ar comprimido (cilindros
espremedores)
- Energia elétrica
- Vapor
- Energia elétrica
- Vapor
- Energia elétrica
- Vapor
- Ar comprimido (cilindros
espremedores)
Processo
Gasagem / Chamuscagem
Desencolagem (tecidos)
Fervura
Branqueamento
Mercerização e Caustificação
(operações individuais)
Processo de Tingimento
No caso do tingimento são apresentadas as fontes de energia para o processo de
tingimento, tabela 50.
Tabela 50 – Análise do processo de Tingimento
Fontes de energia
- Energia elétrica;
- Vapor
- Ar comprimido (cilindros
espremedores)
Processo
Tingimento
Processo de Estamparia
Na tabela 51 são apresentadas as fontes de energia para o processo de estamparia.
85
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 51 – Análise do processo de Estamparia
Fontes de energia
- Energia elétrica
- Ar comprimido
- Vapor
- Fluído térmico
- Gás Natural ou GPL
Processo
Estamparia
Processo de Acabamentos
Na tabela 52 são apresentadas as fontes de energia para o processo de acabamentos.
Tabela 52 – Análise do processo de tratamento Acabamentos
Fontes de energia
- Energia elétrica
- Gás natural ou GPL
(secadeiras, râmulas, etc.) e/ou
vapor, óleo térmico
- Ar comprimido
- Energia elétrica
- Vapor, óleo térmico
- Energia elétrica
- Vapor, óleo térmico
- Ar comprimido
- Energia elétrica
- Ar comprimido
- Energia elétrica
- Ar comprimido
- Energia elétrica
- Ar comprimido
- Energia elétrica
- Vapor
- Energia elétrica
- Gás natural ou GPL (râmulas,
etc.) e/ou vapor, óleo térmico
- Ar comprimido
Processo
Secagem
Compactação
Calandragem
Cardação (Perchagem)
Laminagem (Tesouragem)
Esmerilagem
Amaciamento
Acabamentos Químicos, técnicos
e funcionais
Confeção
A seguir, estão identificados as fontes de energia do processo de confeção.
86
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 53 – Análise do processo de Confeção
Fontes de energia
- Energia elétrica
- Vapor
- Gás Natural/ GPL
- Ar comprimido
Processo
Confeção
3.5.8 Tipos de energia utilizada
Com base no conhecimento do Citeve, os tipos de energia utilizados nos sectores da
Indústria Têxtil e do Vestuário são: energia eléctrica para geração de força motriz e
iluminação, combustíveis (fuelóleo pesado, gás natural e gás propano) para produção de
vapor, aquecimento de óleo térmico ou utilizado directamente em máquinas produtivas.
Na frota de transporte é ainda utilizado gás propano, gasóleo e/ou gasolina.
Com base nos balanços energéticos existentes no sítio da DGEG (http://www.dgge.pt/),
nos setores da Indústria Têxtil e do Vestuário são utilizados vários tipos de energia, quer
no processo produtivo e nas instalações, quer nas Cogerações. Nas tabelas e gráficos
apresentados nos pontos seguintes, apresenta-se o balanço energético e a sua evolução
de 1990 a 2009, nos sectores da Indústria Têxtil e do Vestuário assim como nas
Cogerações inseridas nestes sectores. Dados retirados dos Balanços Energéticos do sítio
da DGEG (Fonte de dados: http://www.dgge.pt/ (Estatísticas e preços – Balanços e Indicadores
Energéticos – Balanços Energéticos).
87
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
3.5.9 Consumos e custos energéticos
Tabela 54 - Balanço energético na Fabricação de Têxteis 1990-2009 (tep)
Balanço Energético (tep) Têxteis
Tipos de
energia
Total de petróleo
energético
Total de petróleo
não energético
Total de Petróleo
Gás Natural
Total de
Electricidade
Calor
Renováveis sem
Hídrica
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
(Provisório)
218186
203748
199706
170090
164766
147754
164897
220660
180056
131426
138758
106745
106000
102739
99299
92608
91331
37657
17742
13438
3587
3669
3232
2734
2122
2006
3258
597
572
878
1582
1273
763
758
681
520
324
274
811
524
221773
207417
202938
172824
166888
149760
168155
221257
180628
132304
140340
108018
106763
103497
99980
93128
91655
37931
18553
13962
0
0
0
0
0
0
0
0
376
14963
97808
119435
139475
145833
150138
124618
125705
108262
121373
92437
162751
157869
155043
145626
151239
152564
149038
154972
160304
158928
159564
151323
160742
139310
126499
119648
111131
114053
103010
85028
41798
15290
7848
5538
8317
10205
14134
16674
18790
22882
20754
36342
36835
36722
33343
40052
38935
50932
50203
46893
8008
21995
19438
20212
20924
20707
22286
24157
27398
48591
49222
49222
49222
51147
52174
53201
53989
55662
55662
55662
Total geral
430743 398902 382035 341466 345246 331230 350355 416463 386924 376790 466106 463067 492274 475751 461453 430127 421091 366566 347990
293458
Nota: No processo produtivo e nas instalações - Petróleo Energético (GPL, Gasolina, Petróleo, Gasóleo, Fuelóleo); Petróleo Não Energético (Lubrificantes, Asfaltos, Parafinas,
Solventes); Gás Natural; Eletricidade; Calor; Renováveis sem hídrica (Lenhas e resíduos vegetais).
Nas Cogerações: Petróleo Energético (Gasóleo, Fuelóleo); Gás Natural; Eletricidade; Renováveis sem hídrica (Lenhas e resíduos vegetais)
88
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Gráfico 28 - Evolução do balanço energético na Fabricação de Têxteis 1990-2009
Consumo de energia (tep)
250000
200000
150000
Total de Petróleo
100000
Gás Natural
50000
0
Total de Electricidade
Calor
Renováveis sem Hídrica
Como se verifica no gráfico 28, o consumo de petróleo na Fabricação de Têxteis diminui ao longo dos anos ao invés do gás natural que subiu o seu consumo
desde a sua introdução no mercado.
89
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 55 - Balanço energético nas Cogerações na Fabricação de Têxteis 1990-2009 (tep)
Tipos de
energia
Total de Petróleo
Energético
Total de Petróleo
não Energético
Total de Petróleo
Gás Natural
Total de
Electricidade
Calor
Renováveis sem
Hídrica
Balanço Energético (tep) Têxteis - Cogeração
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
(Provisório)
36806
15919
4053
15129
44970
75531
120602
147128
177112
168090
149346
129965
128705
97860
87274
96521
93564
94266
94266
87784
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
36806
15919
4053
15129
44970
75531
120602
147128
177112
168090
149346
129965
128705
97860
87274
96521
93564
94266
94266
87784
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2417
28221
49886
55011
55770
65971
72384
95985
95985
94652
-1466
-580
-828
-6885
-19233
-31983
-46577
-60765
-72071
-74999
-64224
-63860
-69566
-60425
-55771
-63689
-65431
-72232
-72232
-68822
-41798
-15290
-7848
-5538
-8317
-10205
-14134
-16674
-18790
-22882
-20754
-36342
-36835
-36722
-33343
-40052
-38935
-50203
-50203
-46893
19156
4694
6849
5549
4837
5054
5054
3183
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Total Geral
12698
4743
2226
8255
22257
38397
64945
72872
86251
70209
66785
57984
72190
55724
53930
58751
61582
67816
67816
Nota: No processo produtivo e nas instalações - Petróleo Energético (GPL, Gasolina, Petróleo, Gasóleo, Fuelóleo); Petróleo Não Energético (Lubrificantes, Asfaltos, Parafinas,
Solventes); Gás Natural; Eletricidade; Calor; Renováveis sem hídrica (Lenhas e resíduos vegetais).
Nas Cogerações: Petróleo Energético (Gasóleo, Fuelóleo); Gás Natural; Eletricidade; Renováveis sem hídrica (Lenhas e resíduos vegetais)
90
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
66721
Gráfico 29 - Evolução do balanço energético nas Cogerações na Fabricação de Têxteis 1990-2009
200000
Consumo total de energia (tep)
150000
100000
50000
0
-50000
-100000
Total de Petróleo
Gás Natural
Total de Electricidade
Calor
Renováveis sem Hídrica
Nas Cogerações existentes nas instalações do setor da Fabricação de Têxteis também se verifica o mesmo. Aumentou o consumo do gás natural e diminui o
consumo do petróleo estando nos últimos anos o consumo de ambos os tipos de energia é equivalente.
91
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 56 - Balanço energético na Indústria do Vestuário, Calçado e Curtumes 1990-2009 (tep)
Tipos de
energia
Total de petróleo
energético
Total de petróleo
não energético
Total de Petróleo
Gás Natural
Total de
Electricidade
Calor
Renováveis sem
Hídrica
Total geral
Balanço Energético (tep) Vestuário, Calçado e Curtumes
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
(Provisório)
21023
24522
35566
43774
32106
17094
20266
16468
15275
12911
7468
8963
9936
8276
7502
6556
5830
4834
6919
5131
165
163
191
288
325
189
243
650
942
839
540
2699
936
1377
1374
234
5
10
15
26
21188
0
24685
0
35757
0
44062
0
32431
0
17283
0
20509
0
17118
0
16217
184
13750
805
8008
3549
11662
5041
10872
6202
9653
8669
8876
6790
5835
4844
6934
5157
10525
10230
10926
12226
13893
13478
28996
31309
33091
33200
34373
34744
37324
38786
39818
40764
40721
41084
39797
39323
37218
31910
33840
31945
29259
27618
0
0
169
350
383
485
565
452
1421
1544
1078
3136
2222
1468
2090
1303
1489
1634
1815
3753
6691
6574
6475
6346
6345
6345
6730
6730
6744
6750
6755
6755
6755
0
0
0
0
0
0
0
56710
62405
75301
83670
73207
58668
64885
62436
63442
62774
59571
64979
64912
57736
57335
49999
52085
50639
51886
49980
Nota: No processo produtivo e nas instalações - Petróleo Energético (GPL, Gasolina, Petróleo, Gasóleo, Fuelóleo); Petróleo Não Energético (Lubrificantes, Asfaltos, Parafinas,
Solventes); Gás Natural; Eletricidade; Calor; Renováveis sem hídrica (Lenhas e resíduos vegetais).
Nas Cogerações: Petróleo Energético (Gasóleo, Fuelóleo); Gás Natural; Eletricidade; Renováveis sem hídrica (Lenhas e resíduos vegetais)
92
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Consumo total de energia (tep)
Gráfico 30 - Evolução do balanço energético na Indústria do Vestuário, Calçado e Curtumes 1990-2009
50000
45000
40000
35000
30000
25000
20000
15000
10000
5000
0
Total de Petróleo
Gás Natural
Total de Electricidade
Calor
Renováveis sem Hídrica
Na Indústria do Vestuário, Calçado e Curtumes verificamos que são grandes consumidores de eletricidade em relação aos restantes tipos de energia.
Observamos também que o consumo do petróleo desceu desde o aparecimento do gás natural.
93
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 57 - Balanço energético da Indústria do Vestuário, Calçado e Curtumes 1990-2009 (tep)
Tipos de
energia
Total de Petróleo
Energético
Total de Petróleo
não Energético
Total de Petróleo
Gás Natural
Total de
Electricidade
Calor
Renováveis sem
Hídrica
Total Geral
Balanço Energético (tep) Vestuário, Calçado e Curtumes - Cogeração
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
(Provisório)
0
0
2979
6107
6557
6727
7286
10716
10832
11082
7104
8580
9070
6546
6593
5302
5506
4423
4423
8587
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2979
6107
6557
6727
7286
10716
10832
11082
7104
8580
9070
6546
6593
5302
5506
4423
4423
8587
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
4523
0
916
901
1036
1227
1982
1982
4279
0
0
-1233
-2540
-2708
-2749
-2977
-4361
-4395
-4520
-2847
-5091
-3981
-2950
-3233
-2492
-2723
-2075
-2075
-4809
0
0
-169
-350
-383
-485
-565
-452
-1421
-1544
-1078
-3136
-2222
-1468
-2090
-1303
-1489
-1815
-1815
-3753
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1577
3217
3466
3493
3744
5903
5016
5018
3179
4876
2867
3044
2171
2543
2521
2515
2515
4304
Nota: No processo produtivo e nas instalações - Petróleo Energético (GPL, Gasolina, Petróleo, Gasóleo, Fuelóleo); Petróleo Não Energético (Lubrificantes, Asfaltos, Parafinas,
Solventes); Gás Natural; Eletricidade; Calor; Renováveis sem hídrica (Lenhas e resíduos vegetais).
Nas Cogerações: Petróleo Energético (Gasóleo, Fuelóleo); Gás Natural; Eletricidade; Renováveis sem hídrica (Lenhas e resíduos vegetais)
94
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Consumo total de energia (tep)
Gráfico 31 - Evolução do balanço energético nas Cogerações na Indústria do Vestuário, Calçado e Curtumes 1990-2009
12000
10000
8000
6000
4000
2000
0
-2000
-4000
-6000
Total de Petróleo
Gás Natural
Total de Electricidade
Calor
Renováveis sem Hídrica
Nas Cogerações existentes no setor da Indústria do Vestuário, Calçado e Curtumes, o consumo de energia é maioritariamente de petróleo mas observa-se um
decréscimo no seu consumo desde a introdução do gás natural, que tem aumentado gradualmente o seu consumo.
95
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Custos energéticos
Nas tabelas seguintes, apresentamos os preços médios anuais dos tipos de energia,
combustíveis, eletricidade e gás natural.
Tabela 58 - Preços médios anuais de combustíveis e energia elétrica
Gasolina
[1]
(€/L)
Gasóleo
[1]
(€/L)
GPL
[1]
(€/L)
Fuelóleo
[1]
(€/kg)
Petróleo
[2]
($/L)
Eletricidade
(Cêntimos do
[3]
€/KWh)
1990
---
---
---
---
92,00
8,24
1991
0,69
0,50
---
0,14
91,20
9,23
1992
0,68
0,50
---
0,14
91,20
9,73
1993
0,70
0,51
---
0,14
90,00
9,73
1994
0,77
0,52
---
0,13
---
9,61
1995
0,77
0,52
---
0,13
---
9,10
1996
0,79
0,56
---
0,14
---
8,62
1997
0,81
0,57
---
0,16
---
8,52
1998
0,84
0,56
---
0,14
---
8,42
1999
0,84
0,56
0,372
0,17
---
7,58
2000
0,87
0,68
0,439
0,27
---
7,54
2001
0,91
0,68
0,485
0,26
---
7,65
2002
0,92
0,67
0,459
0,26
---
7,24
2003
0,97
0,71
0,474
0,29
---
7,38
2004
1,033
0,789
0,500
0,268
---
7,59
2005
1,149
0,939
0,550
0,352
---
8,20
2006
1,279
1,044
0,592
0,411
---
8,73
2007
1,322
1,081
0,597
0,435
---
9,13
2008
1,386
1,260
0,668
0,548
---
9,37
2009
1,235
1,003
0,572
0,446
---
9,93
2010
1,373
1,153
0,677
0,589
---
10,25
Fonte de dados:
[1] http://www.dgge.pt/ (Estatísticas e preços – Preços e fiscalidade – Preços de combustíveis –
Preços médios anuais de combustíveis líquidos e gasosos em Portugal Continental (1991 a 2010))
[2] http://www.dgge.pt/ (Estatísticas e preços – Preços e fiscalidade – Preços de combustíveis –
Preços de combustíveis líquidos em Portugal Continental (1960 a 2003) - Petróleos)
[3] http://www.dgge.pt/ (Estatísticas e preços – Preços e fiscalidade – Tarifas e preços de energia
eléctrica – Tarifas da rede eléctrica Nacional)
96
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 59 - Metodologia dos escalões para consumidores de Gás Natural
Até 1º semestre de 2007
Consumidor - Tipo
Consumo anual em GJ
Fator de carga
I1
418,6
I2
4.186
200 dias
I3-1
41.860
200 dias, 1.600h
I3-2
41.860
250 dias, 4.000h
I4-1
418.600
250 dias, 4.000h
I4-2
418.600
330 dias, 8.000h
I5
4.186.000
330 dias, 8.000h
A partir do 2º semestre de 2007
Bandas de consumo
Consumo anual em GJ
I1
<1.000
I2
De 1.000 a <10.000
I3
De 10.000 a <100.000
I4
De 100.000 a <1.000.000
I5
De 1.000.000 a ≤4.000.000
Fonte de dados: http://www.dgge.pt/ (Estatísticas e preços – Preços e fiscalidade - Tarifas de gás
natural – Tarifas de gás natural na Indústria, em Portugal Continental e na União Europeia)
97
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Tabela 60 - Preços médios anuais de Gás Natural por escalão (€/GJ) (sem IVA)
Escalões
I1
I2
I3
I3-1
I3-2
I4
I4-1
I4-2
I5
2000
[1]
9,000
6,725
---
4,800
4,315
---
4,100
4,140
---
2001
[1]
12,145
9,235
---
6,850
6,825
---
5,705
4,550
---
2002
[1]
10,200
7,880
---
6,215
6,015
---
4,300
4,160
---
2003
[1]
10,445
7,910
---
6,080
6,030
---
3,875
3,745
---
2004
[1]
10,110
7,740
---
5,745
5,700
---
3,865
3,655
---
2005
[2]
9,580
8,200
---
6,030
5,970
---
4,150
4,040
---
2006
[2]
11,480
9,970
---
7,630
7,580
---
5,720
5,610
---
2007
[2]
11,630
10,160
---
7,760
7,720
---
5,920
5,820
---
2008
[2]
14,586
11,079
8,690
---
---
6,594
---
---
6,323
2009
[2]
14,251
11,477
9,422
---
---
7,099
---
---
8,549
2010
[2]
11,799
8,961
7,620
---
---
7,215
---
---
7,022
2011
[2]
14,930
12,090
9,400
---
---
8,000
---
---
7,290
Fonte de dados:
[1] http://www.dgge.pt/ (Publicações – Preços de energia – Publicação 214, Preços de energia
(trimestral) nº 47, Lisboa 2004))
[2] http://www.dgge.pt/ (Estatísticas e preços – Preços e fiscalidade - Tarifas de gás natural –
Tarifas de gás natural na Indústria, em Portugal Continental e na União Europeia)
Face ao número de empresas têxtil e do vestuário apresentado nas tabelas 13 e 14 e
tendo em conta o número de empresas registadas no SGCIE (Sistema de Gestão dos
Consumos Intensivos de Energia), bem como, as empresas abrangidas pelo PNALE (Plano
Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão) estimamos que cerca de 95% das
empresas do setor têxtil e vestuário têm consumos de energia inferiores a 250 tep
(tonelada equivalente de petróleo). Estimamos que cerca de 1% das empresas do setor
têxtil e vestuário têm consumos de energia entre os 250 e 500 tep, sendo que o restante
número de empresas terá consumos superiores a 500 tep.
3.6 Identificação de boas práticas e tecnologias de eficiência energética
O objetivo da Diretiva IPPC (Intregrated Pollution Prevention Control) é a prevenção e
controlo integrados da poluição (PCIP), resultando num elevado nível de proteção do
ambiente no seu todo, incluindo a eficiência energética e uma utilização prudente dos
recursos naturais. A Diretiva prevê um sistema de licenciamento para determinadas
categorias de instalações industriais, que implica que os operadores e as entidades
reguladoras procedam a uma análise integrada e global do potencial poluente e de
consumo da instalação. O objetivo geral deve consistir na melhoria da conceção,
construção, gestão e controlo de processos industriais, para assegurar um elevado nível
de proteção do ambiente no seu todo. O princípio geral é que todos os operadores
98
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
devem tomar todas as medidas preventivas apropriadas contra a poluição que lhes
permitam melhorar o seu desempenho ambiental, nomeadamente em termos de
eficiência energética, através da aplicação de MTD (Melhores Técnicas Disponíveis).
Ao determinar as MTD e fixar as condições de licenciamento, deve-se ter sempre em
conta o objetivo global de alcançar um elevado nível de proteção do ambiente no seu
todo, nomeadamente em termos de eficiência energética.
Está previsto que as novas instalações possam ser concebidas de modo a terem um
desempenho igual ou mesmo melhor do que os níveis das MTD apresentadas. As
instalações existentes poderão evoluir no sentido de que os níveis geralmente
associados às MTD sejam alcançados ou mesmo ultrapassados e a situação económica e
técnica da sua modernização sejam considerados viáveis.
Fonte:http://circa.europa.eu/Public/irc/env/ippc_brefs/library?l=/bref_efficiency&vm=detailed&s
b=Title – BREF Energy efficiency
3.6.1 Levantamento de boas práticas e tecnologias em termos internacionais
específicas do setor e gerais que aí possam ser aplicadas
Em termos internacionais, foi publicado um BREF (documento de referência sobre as
MTD – Melhores Técnicas Disponíveis) para a eficiência energética na indústria e outros
BREF para cada setor industrial. Estes BREF foram efetuados nos termos do nº 2 do
artigo 17º da Diretiva 2008/1/CE (Diretiva IPPC ou PCIP).
O BREF da eficiência energética contém diferentes e pormenorizadas técnicas
específicas para a eficiência energética. Este documento é muito abrangente podendo
estas técnicas serem aplicadas a determinados setores, mas não incluí informação
específica sobre os processos e as atividades. A primeira prioridade deste BREF é a
utilização eficiente da energia.
MTD genéricas
Fonte:http://circa.europa.eu/Public/irc/env/ippc_brefs/library?l=/bref_efficiency&vm=detailed&s
b=Title – BREF Energy efficiency
Gestão da eficiência energética
Aplicar e respeitar um sistema de gestão de eficiência energética que inclua os
seguintes elementos:
o Empenho dos quadros superiores;
o Definição de uma política de eficiência energética para a instalação;
o Planeamento e definição de objetivos e metas;
99
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
o
Desenvolvimento e aplicação de procedimentos, com particular atenção
para: a estrutura e responsabilidades do pessoal; a formação,
sensibilização e competências; a comunicação; a participação dos
trabalhadores; a documentação; um controlo eficaz dos processos; os
programas de manutenção; a prevenção e capacidade de resposta a
emergências; a salvaguarda da conformidade com a legislação e com os
acordos no domínio da eficiência energética;
o Parâmetros de referência (análise comparativa);
o Verificação dos desempenhos e adoção de medidas corretivas, com
particular atenção para: a monitorização e medição; medidas de
correção e prevenção; conservação de registos; auditorias internas,
quando possível independentes, que permitam determinar se o sistema
de gestão da eficiência energética é ou não conforme com os
mecanismos previstos e se está a ser corretamente aplicado e mantido;
o Revisão, por parte dos quadros superiores, do sistema de gestão e da
respetiva sustentabilidade, adequação e eficácia permanentes;
o Aquando da conceção de uma nova unidade, tomar em consideração o
impacte ambiental da futura fase de desmantelamento da mesma;
o Desenvolvimento de tecnologias eficientes em termos energéticos e o
acompanhamento da evolução das técnicas de eficiência energética.
Preparação e publicação periódica de um documento relativo à eficiência
energética, de modo a possibilitar a comparação de ano para ano em função dos
objetivos e metas definidos;
Análise e validação externas do sistema de gestão e dos procedimentos de
auditoria;
Aplicação e cumprimento de um sistema voluntário de gestão da eficiência
energética que mereça aceitação a nível nacional ou internacional.
Melhoria constante do ambiente
Minimizar de forma constante o impacte ambiental de uma instalação através
da programação das ações e dos investimentos de maneira integrada e a curto,
médio e longo prazo, tendo em conta os custos e benefícios e também os
respetivos efeitos transversais.
Identificação dos aspetos relacionados com a eficiência energética de uma instalação e
de oportunidades de poupança de energia
Efetuar uma auditoria para identificar os aspetos que influenciam a eficiência
energética de uma determinada instalação. A auditoria poderá ser interna ou
externa;
Garantir a identificação dos seguintes aspetos:
o Consumo e tipo de energia da instalação e dos respetivos componentes
e processos;
o Equipamento consumidor de energia e tipo e quantidade de energia
utilizada na instalação;
100
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
o
Possibilidades de diminuição do consumo de energia, como por
exemplo: controlo/redução do tempo de operação, nomeadamente
desligando os sistemas quando não estiverem a ser utilizados;
otimização do isolamento; otimização das redes de abastecimento e dos
sistemas e processos que lhes estejam associados;
o Possibilidades de utilização de fontes alternativas ou de utilização mais
eficiente da energia, nomeadamente aproveitando a energia excedente
de outros processos e/ou sistemas;
o Possibilidades de aplicação da energia excedente e outros processos
e/ou sistemas;
o Possibilidades de aumento da qualidade do calor.
Utilizar instrumentos e metodologias apropriadas para assistir à identificação e
quantificação da otimização energética, como por exemplo:
o Modelos, bases de dados e balanços energéticos;
o Técnicas como a metodologia de constrição (pinch), a análise da entalpia
ou a termoeconomia;
o Estimativas e cálculos.
Identificar as possibilidades de otimização da recuperação de energia da
instalação no seu todo.
Uma abordagem de sistema da gestão energética
Otimizar a eficiência energética adotando uma abordagem de sistema da gestão
energética da instalação. Os sistemas a tomar em consideração para a
otimização do todo são, por exemplo:
o Unidades de processo;
o Sistemas de aquecimento, por exemplo: vapor, água quente;
o Arrefecimento e vácuo;
o Sistemas motorizados, por exemplo: ar comprimido, bombagem;
o Iluminação;
o Secagem, separação e concentração.
Estabelecimento e revisão dos objetivos e indicadores de eficiência energética
Definir indicadores adequados da eficiência energética através da aplicação de
todas ou algumas das seguintes medidas:
o Identificação de indicadores adequados da eficiência energética da
instalação e, quando necessário, de determinados processos, sistemas
e/ou unidades, bem como medição da sua evolução ao longo do tempo
ou após a aplicação de medidas de eficiência energética;
o Identificação e registo de limites adequados associados aos indicadores;
o Identificação e registo dos fatores que fazem variar a eficiência
energética dos processos, sistemas e/ou unidades correspondentes.
101
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Avaliação comparativa
Proceder a comparações sistemáticas e regulares com valores de referência
setoriais, nacionais ou regionais, sempre que existam dados validados.
Integração da eficiência energética na fase de projeto
Otimizar a eficiência energética aquando do projeto de uma nova instalação,
unidade ou sistema ou de uma modernização significativa dos mesmos,
tomando em consideração todos os seguintes elementos:
o A integração da eficiência energética na fase de projeto deve ser
iniciada logo nas primeiras etapas da fase de projeto conceptual/projeto
de base, mesmo que os investimentos planeados possam não estar
ainda bem definidos, e deverá ser tomada em consideração nos
concursos realizados;
o Desenvolvimento e/ou escolha de tecnologias com boa eficiência
energética;
o Poderá ser necessário recolher dados adicionais, quer no quadro da
elaboração do projeto quer de forma separada, de modo a
complementar os dados existentes ou a preencher lacunas no
conhecimento;
o O trabalho deverá ser efetuado por um perito em energia;
o A discriminação inicial do consumo de energia deverá também verificar
quais são as partes envolvidas na organização do projeto que
influenciam o futuro consumo de energia e otimizar a futura instalação
em conjunto com essas partes. É o caso, por exemplo, do pessoal da
instalação existente que seja responsável pela especificação dos
parâmetros operacionais.
Aumento da integração dos processos
Otimizar a utilização de energia entre os diversos processos ou sistemas, no
interior da instalação ou com o envolvimento de terceiros.
Manter a dinâmica das iniciativas no domínio da eficiência energética
Manter a dinâmica do programa de eficiência energética através de diversas
técnicas, como por exemplo:
o Aplicação de um sistema específico de gestão da energia;
o Contabilização da energia com base em valores reais (medidos),
transferindo as obrigações e as vantagens da eficiência energética para
o utilizador/consumidor pagante;
o Criação de centros de lucro financeiro para a eficiência energética;
o Avaliação comparativa;
o Um novo olhar sobre os sistemas de gestão existentes;
o Utilização de técnicas de gestão da evolução organizativa.
o
102
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Conservação das competências
Conservar as competências em eficiência energética e em sistemas
consumidores de energia através de técnicas como:
o Recrutamento de pessoal especializado e/ou formação do pessoal. A
formação poderá ser prestada por pessoal interno ou por peritos
externos, através de cursos ou de auto-formação/desenvolvimento
pessoal;
o Partilha dos recursos internos da instalação entre os diferentes locais da
mesma;
o Recurso a consultores com as competências necessárias em
investigações de duração determinada;
o Contratação externa de sistemas e/ou funções especializados.
Controlo efetivo dos processos
Garantir um controlo efetivo dos processos através da aplicação de técnicas
como:
o A implantação de sistemas que garantam que os procedimentos sejam
conhecidos, entendidos e cumpridos;
o A garantia da identificação, da otimização em termos de eficiência
energética e do seguimento dos principais parâmetros de desempenho
dos processos;
o A documentação ou o registo desses parâmetros.
Manutenção
Proceder à manutenção das instalações de modo a otimizar a sua eficiência
energética, aplicando todos os seguintes instrumentos:
o Atribuição clara das responsabilidades pelo planeamento e execução
das ações de monitorização;
o Estabelecimento de um programa estruturado de manutenção, com
base na descrição técnica dos equipamentos, normas, etc., bem como
nas eventuais falhas dos equipamentos e nas respetivas consequências.
Poderá ser preferível programar determinadas atividades de
manutenção para os períodos de paragem da instalação;
o Apoio do programa de manutenção através de sistemas de conservação
de registos e de ensaios de diagnóstico adequados;
o Identificação, nas operações de manutenção de rotina, avarias e/ou
anomalias de funcionamento, de eventuais perdas de eficiência
energética ou de situações em que a mesma possa ser melhorada;
o Deteção de fugas, equipamentos avariados, rolamentos gastos, etc., que
possam condicionar o consumo de energia e retificação tão rápida
quanto possível dessas situações.
103
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Seguimento e medição
Estabelecer e manter procedimentos documentados para o seguimento e
medição regulares das principais características das operações e atividades que
possam ter impacto significativo na eficiência energética.
MTD para garantir a eficiência energética em sistemas, processos, atividades ou
equipamentos consumidores de energia, na ITV
Fonte:http://circa.europa.eu/Public/irc/env/ippc_brefs/library?l=/bref_efficiency&vm=detailed&s
b=Title – BREF Energy efficiency
Gerais
Otimizar a combustão e os sistemas de vapor;
Otimizar os seguintes auxiliares:
o Sistemas de ar comprimido;
o Sistemas de bombagem;
o Sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado;
o Iluminação;
o Processos de secagem. Procurar possibilidades de utilização de extração
mecânica juntamente com processos térmicos.
Recuperação de calor
Manter a eficiência dos permutadores de calor através:
o Do seguimento periódico do mesmo;
o Da prevenção ou remoção dos resíduos acumulados.
Cogeração
Procurar possibilidades de cogeração.
Abastecimento de energia elétrica
Aumentar o fator de potência em conformidade com os requisitos do
distribuidor local de energia elétrica, em função da respetiva viabilidade;
Verificar o fornecimento de energia elétrica para procurar eventuais harmónicos
e se necessário aplicar filtros;
Otimizar a eficiência do fornecimento de energia elétrica, em função da
respetiva viabilidade.
Subsistemas que utilizam motores elétricos
Substituição por motores elétricos eficientes com variadores de velocidade
Otimizar os motores elétricos na seguinte ordem:
o Otimizar todo o sistema em que o motor está integrado;
104
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
o
o
Otimizar o motor presente no sistema de acordo com os requisitos de
carga assim definidos, aplicando uma ou mais das técnicas descritas, em
função da respetiva viabilidade;
Otimizar os restantes motores de acordo com as técnicas descritas e
critérios como: substituição prioritária dos motores que estejam em
funcionamento mais de 2.000 h/ano; em relação aos motores elétricos
com carga variável que funcionem a menos de 50% da capacidade
motriz durante mais de 20% do seu tempo de funcionamento e que
estejam em funcionamento mais de 2.000 h/ano, ponderação da
possibilidade de se utilizarem variadores de velocidade.
3.6.1.1 Em processos produtivos
Segundo a Fonte:
http://circa.europa.eu/Public/irc/env/ippc_brefs/library?l=/translation_executive_2&v
m=detailed&sb=Title – BREF Textile, para o setor têxtil foi publicado um BREF destinado
a dar informações para orientação na Indústria Têxtil sobre como alcançar um melhor
desempenho ambiental e energético utilizando técnicas específicas nos processos. Neste
consideramos essencialmente as MTD relativas à energia, além das MTD genéricas.
MTD’s Genéricas
Gestão
Educação e formação do pessoal;
Definição de procedimentos documentados, como: Manutenção do
equipamento, armazenamento, manuseamento, dosagem e utilização de
produtos químicos;
Bom conhecimento de todo o processo (entradas e saídas)
o Entradas (matérias-primas, produtos químicos, calor, energia e água);
o Saídas (produto, águas residuais, emissões para a atmosfera, lamas,
resíduos sólidos e sub-produtos);
Monitorização das entradas e saídas
o Identificar as opções e as prioridades;
o Melhorar o desempenho ambiental e económico;
Melhoria das práticas laborais;
Redução da relação de banho no processamento descontínuo;
Aumento da eficiência da lavagem;
Combinação de processos (p. ex., fervura e desencolagem);
Reutilização/reciclagem da água (utilizada para aquecer banhos de processo);
Otimização da utilização de energia (p. ex.: isolamento térmico de tubagens,
válvulas, tanques e máquinas; separação de águas residuais quentes e frias e
recuperação de calor das águas residuais quentes).
105
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Gestão da água e da energia
Monitorizar o consumo da energia nos vários processos;
Instalar dispositivos de controlo de fluxos e válvulas de paragem automática em
máquinas contínuas;
Estabelecer procedimentos de produção bem documentados a fim de evitar
desperdício de recursos de práticas de trabalho inapropriadas;
Otimizar horários na produção e ajustar processos no pré-tratamento para
requisitos de qualidade em processos a jusante;
Investigar a possibilidade de combinar diferentes tratamentos numa única
etapa;
Instalar máquinas de relações de banho baixas e muito baixas nos processos
descontínuos;
Melhorar a eficiência da lavagem em ambos os processos descontínuos e
contínuos;
Reutilizar água de arrefecimento como água do processo (também permite
recuperação de calor);
Investigar possibilidades para reutilização e reciclagem de água por uma
sistemática caracterização da qualidade e volume dos vários fluxos do processo
a fim de identificar processos para os quais as substâncias contidas nos vários
fluxos são ainda válidos e/ou não interferem com a qualidade do produto. Para
fins de reciclagem nos processos descontínuos é conveniente instalar maquinas
com aspetos de construção que facilite a recuperação e reutilização de fluxos
residuais;
Montar exaustores e coberturas assegurando o fecho total das máquinas que
podem dar origem a perdas de vapor;
Isolar tubos, válvulas, tanques, máquinas para minimizar perdas de calor;
Otimizar a casa das caldeiras através da aplicação da reutilização de
condensados, pré-aquecimento do fornecimento de ar, recuperação de calor
dos gases de combustão;
Segregar fluxos de águas residuais quentes e frias antes da recuperação de calor
e recuperar calor do fluxo quente;
Instalar sistemas de recuperação de calor para efluentes gasosos;
Instalar motores elétricos de frequência controlada.
MTD no processo de lavagem de lã
Lavagem de lã com água
Reduzir consumo de energia para 4 – 4,5 MJ/kg de lã em bruto processada, é
composto aproximadamente de 3,5 MJ/kg para energia térmica e 1 MJ/kg para
energia elétrica por uma adequada combinação das seguintes técnicas (além do
ciclo de recuperação de gordura mencionado acima):
106
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
o
Montagem de coberturas nas caixas de lavagem para prevenir perdas de
calor;
o Otimizar o desempenho da pressão de aperto final a fim de melhorar a
remoção mecânica de água antes do processo de secagem;
o Trabalhar com a última caixa com temperaturas relativamente altas. A
temperatura ótima rinda os 65°C, exceto quando o branqueamento por
o peróxido é realizado na última caixa. Neste caso a temperatura ótima do
branqueamento é 48°C;
o Controlar automaticamente a humidade no secador por sensores que
medem a humidade da atmosfera do secador ou da própria lã;
o Instalação de unidades de recuperação de calor para secadores.
MTD no processo de acabamentos
Remoção de lubrificantes na tricotagem do tecido
Realizar a etapa de termofixação antes da lavagem. Ao realizar a termofixação,
controlar no quadro da râmula, as emissões do ar gerados por um sistema de
electrofiltração seca que permite recuperação de energia e recolha separada do
óleo.
Desencolagem
Combinar desencolagem/fervura e branqueamento em uma única etapa.
Processo de tingimento em descontínuo
Utilizar máquinas equipadas com: controladores automáticos do volume de
enchimento, temperatura e outros parâmetros do ciclo de tingimento, sistemas
indiretos de aquecimento e arrefecimento, coberturas e portas para minimizar
perdas de vapor;
Escolher a maquinaria que mais se adequa ao tamanho do lote a ser processado
para permitir as suas operações na faixa da relação de banho nominal para o
qual foi desenvolvido. Máquinas modernas podem ser operadas na relação de
banho aproximadamente constante enquanto está a ser carregada até um nível
baixo de 60% da sua capacidade nominal (ou até 30% da sua capacidade
nominal com máquinas de tingimento de fio);
Selecionar novas máquinas de:
o Relação de banho baixa ou ultra-baixa;
o Separação em processo do banho do substrato;
o Separação interna do processo do banho de lavagem;
o Extração mecânica do banho para reduzir o arrastamento e melhorar a
eficiência da lavagem;
o Reduzir a duração do ciclo.
Substituir o método de enxaguamento por transbordo por métodos de
drenagem e enchimento ou outros (enxaguamento inteligente para tecidos).
107
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Processo de tingimento em descontínuo com corantes reativos
Evitar a utilização de detergentes e de agentes complexantes nas etapas de
enxaguamento e neutralização após o tingimento através da aplicação de
enxaguamento a quente integrado com um sistema de recuperação da energia
térmica do efluente de enxaguamento.
Acabamento
Minimizar o consumo de energia nas râmolas através da:
o Utilização de equipamento de remoção mecânica da água para reduzir o
teor de água do tecido à entrada;
o Otimização do fluxo de exaustão de ar através da estufa, mantendo
automaticamente a humidade entre 0,1 e 0,15 kg de água/kg de ar seco,
tendo em consideração o período de tempo necessário para atingir
condições de equilíbrio;
o Instalação de sistemas de recuperação de calor;
o Instalação de sistemas de isolamento;
o Assegurar uma manutenção otimizada dos queimadores nas râmolas de
aquecimento direto.
Lavagem
Substituir a lavagem/enxaguamento por transbordamento por métodos de
drenagem/enchimento ou técnicas de “lavagem inteligente”;
Reduzir o consumo de água e de energia nos processos contínuos mediante:
o Instalação de máquinas de lavar de alta eficiência;
o Introdução de equipamento de recuperação de calor.
3.6.1.2 Em produtos
Como foi referido no ponto 3.4.2 existe legislação sobre a etiquetagem energética. As
exisgências nas novas etiquetas são a seguir apresentadas.
Máquinas de Lavar Roupa
Para as máquinas de lavar roupa, o Parlamento Europeu e do Conselho, adotou o
Regulamento Delegado nº 1061/2010, de 28 de Setembro, que complementa a Diretiva
2010/30/EU, no que respeita à rotulagem energética das máquinas de lavar roupa para
uso doméstico, com efeitos a partir de 20 de Dezembro de 2011. As exigências nas
novas etiquetas são as seguintes:
Etiqueta uniforme em todos os Estados-Membros da UE27;
7 classes no máximo: de A+++ a D;
108
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
São usadas setas coloridas para diferenciar os produtos mais eficientes dos
menos eficientes energeticamente: verde escuro indica um produto altamente
eficiente e o vermelho um produto de baixa eficiência;
Todas as máquinas de lavar roupa com capacidade nominal > 3 kg que venham a
ser colocadas no mercado a partir de 1 Dezembro 2011 deverão ser classe A na
eficiência de lavagem. É por isso que a eficiência de lavagem deixa de fazer parte
das informações a transmitir com a etiqueta;
Os pictogramas referem-se a informação sobre:
o A classe de Eficiência de Centrifugação;
o Capacidade em quilogramas;
o Consumo anual de água em litros;
o O consumo anual de energia em kWh;
o As emissões de ruído em decibéis;
O consumo anual de energia e de água e a classe de eficiência da centrifugação
indicada na etiqueta são calculadas com base em:
o Programa de algodão a 60º, com carga total e parcial;
o Programa de algodão a 40 º em carga parcial;
o Estado inativo (left-on mode) e desligado (off-mode);
Os valores para o consumo anual de água e a classe de eficiência de
centrifugação são baseados no mesmo conjunto de ciclos de lavagem do que os
dados do consumo de energia.
Para as máquinas de secar roupa e as máquinas combinadas de lavar e secar roupa, só
produzirá efeito a Diretiva 2010/30/UE, quando, por ato delegado da Comissão Europeia
do Parlamento Europeu, produza efeitos de revogação das Diretivas 95/13/CE e
96/60/CE, respetivamente, relativas à indicação do consumo de energia elétrica por
meio de etiquetagem.
Fonte de dados: http://www.agefe.pt/index.php?content=97 (Guia AGEFE – CECED na Internet)
3.6.2 Levantamento de boas práticas e tecnologias em termos nacionais, especificas do
setor e gerais que aí possam ser aplicadas
Em termos nacionais, foi aprovado na Resolução de Conselho de Ministros nº 80/2008
de 20 de Abril, o Plano Nacional Ação Eficiência Energética (PNAEE), em articulação com
o Plano Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC), onde ficou definido um conjunto
de medidas e programas denominado por “Portugal Eficiência 2015”, para alcançar os
objetivos fixados pela Diretiva nº 2006/32/CE de 5 de Abril, do Parlamento Europeu e do
Conselho, referente à Eficiência na utilização final de energia e serviços energéticos.
Estes programas têm como principal objetivo o incentivo à utilização das novas
tecnologias, à melhoria de processos organizativos e à mudança de comportamentos e
de valores que conduzam a hábitos de consumo mais sustentáveis.
109
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
O programa “Portugal Eficiência 2015” é o seguinte:
1º. Renove Carro
2º. Mobilidade urbana
3º. Sistema de eficiência energética nos transportes
4º. Renove casa e escritório
5º. Sistema de eficiência energética nos edifícios
6º. Renováveis na hora
7º. Sistema de eficiência energética na Indústria
8º. Eficiência energética no Estado (E3)
9º. Programa mais
10º. Operação E
11º. Fiscalidade verde
12º. Fundo de eficiência energética
O 7º programa – Sistema de eficiência energética na Indústria, é o programa
correspondente ao setor em estudo, Indústria têxtil e do Vestuário. Este programa tem
como principais medidas e objetivos:
Acordo com a Indústria Transformadora para a redução de 8% do consumo
energético.
Criação do sistema de Gestão de consumos Intensivos de Energia com
alargamento às médias empresas (>500 tep/ano) e incentivos à implementação
das medidas identificadas. Já criado, SGCIE.
As entidades responsáveis pelo acompanhamento da implementação das medidas são a
Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) e a Direção Geral pelas Atividades
Económicas (DGAE). A Monitorização/Mapas de Seguimento é da responsabilidade da
Agência para a Energia (ADENE).
O PNAEE é obrigatório para as instalações abrangidas pelo Sistema de Gestão dos
Consumos Intensivos de Energia (SGCIE) com um consumo energético superior a 500
tep/ano, Decreto-Lei nº 71/2008 de 15 de Abril. As instalações com um consumo inferior
a 500 tep/ano podem aderir voluntariamente ao SGCIE podendo adotar as medidas
estipuladas no PNAEE.
Para a elaboração do PNAEE e de acordo com a realidade Portuguesa, analisou-se e
selecionou-se um número de medidas de atuação para os setores da Indústria
Transformadora para uma maior eficiência energética, tendo como referência
documentos referentes às MTD – Melhores Técnicas Disponíveis, da Comissão Europeia
e dos países Espanha, Holanda e EUA e documentos publicados pela Agência
Internacional da Energia.
No programa para a Energia Competitiva na Indústria definiram-se quatro áreas de
atuação prioritária:
110
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Dinamização das medidas de poupança transversais e de medidas de poupança
específicas em 12 subsetores.
Apoio a operadores com Acordos de Racionalização dos Consumos de Energia
do SGCIE.
Promoção da instalação ou reconversão de sistemas de cogeração.
Medidas de apoio à eficiência no âmbito do QREN.
3.6.2.1 Em processos produtivos
Neste ponto será definido quais as medidas adotadas nos processos produtivos dos
setores da Indústria Têxtil e do Vestuário., tendo em conta os referenciais seguintes:
Medidas de Eficiência Energética Aplicáveis à Indústria Portuguesa: Um
Enquadramento
Tecnológico
Sucinto,
ADENE,
Julho
de
2010
(http://efinerg.aeportugal.pt/Areas/Projecto/Documentos/Publica%C3%A7%C3%A3oMe
didasEfici%C3%AAnciaEnerg%C3%A9ticaInd%C3%BAstria-SGCIE.pdf);
Guia de boas práticas de medidas de Utilização Racional de Energia (URE) e
Energias Renováveis (ER), Projeto Renovare no âmbito do programa Interreg
IIIA, RECET, CITEVE, CTCV, CTIC e Fundación CARTIF, 2007
Resolução Conselho Ministros nº 80/2008 de 20 de Abril
Manual de gestão de energia – Projeto EMS Textile no âmbito do programa
Energia Inteligente, SIGMA, CITEVE, SEPEE, AITEX, BSREC e BAATPE.
Medidas e/ou tecnologias de Poupança Transversais
Otimização de motores eléctricos
Substituir os motores elétricos convencionais avariados ou em fim de vida por
motores mais eficientes;
Avaliar o potencial de utilização de variadores eletrónicos de velocidade para
ajustar a velocidade do motor de acordo com a carga;
Utilizar arrancadores suaves para evitar picos de corrente durante o arranque;
Garantir a manutenção adequada dos motores;
Evitar o sobredimensionamento dos motores e desligar os mesmos quando
estes não estão a ser utilizados. Comprovar que operam com fator de carga
entre os 65% e os 100%;
Desligar os motores nos momentos de stand-by;
Evitar o arranque e a operação simultânea de motores. Realizar o arranque de
forma sequencial e planificada;
Verificar as horas de funcionamento anuais de cada motor, analisar a eficiência
e identificar aqueles que possam ser substituídos;
111
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Verificar a existência de variações de tensão e o correto dimensionamento dos
cabos.
Verificar o desequilíbrio entre fases;
Verificar o dimensionamento dos motores, evitando que este seja superior aos
5%, recomendando-se que seja inferior a 1%;
Retificar o fator de potência e verificar a necessidade de instalar baterias de
compensação de energia reativa;
Verificar a existência de possíveis perdas por más ligações ou na distribuição de
energia;
Retificar o correto alinhamento do motor com a carga da alimentação, evitando
possíveis perdas por atritos desnecessários;
Verificar o número de arranques do motor. Em caso de serem excessivos,
analisar a possibilidade de instalar motores de arranque de tensão reduzidas;
Instalar equipamentos de controlo de temperatura do óleo de lubrificação dos
rolamentos dos motores de grande capacidade a fim de minimizar as perdas por
fricção e elevar a eficiência;
Retificar a correta ventilação dos motores.
Motores eléctricos - Sistemas de bombagem
Avaliar todos os sistemas de bombagem e identificar aqueles que necessitam de
ser rapidamente melhorados;
Analisar detalhadamente os sistemas identificados;
Desligar bombas desnecessárias ou usar interruptores de pressão de modo a
controlar o número de bombas em funcionamento;
Repor as folgas internas da bomba;
Substituir ou modificar as bombas sobredimensionadas;
Instalar variadores eletrónicos de velocidade ou usar arranjos com múltiplas
bombas para garantir uma variação do caudal sem recorrer ao uso de um
dispositivo de estrangulamento;
Substituir os motores elétricos convencionais por motores de alta eficiência;
Reparar fugas e válvulas deficientes e eventualmente conservar ou modificar os
impulsadores das bombas;
Estabelecer um programa de manutenção periódico.
Motores eléctricos - Sistemas de ventilação
Selecionar o tipo adequado de motor para o ventilador;
Determinar a velocidade do ar como parte do projeto de dimensionamento;
Minimizar a perda de pressão através da tubagem de distribuição;
Selecionar o ventilador mais adequado para a aplicação particular em questão;
Efetuar uma instalação correta;
112
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Efetuar uma manutenção regular com limpeza periódica dos filtros, verificar o
correto funcionamento das válvulas e dos ventiladores, verificar se existem
tubagens mal isoladas;
Efetuar uma revisão anual;
Quando se realiza a extração de ar quente nas zonas de trabalho, analisar a
possibilidade de recuperar este calor;
Analisar a possibilidade de substituição os ventiladores monofásicos por
trifásicos pois consomem menos eletricidade, entre 40% a 45%;
Ajustar os variadores dos ventiladores à velocidade adequada;
Analisar a possibilidade de incorporação do sistema de recirculação de ar;
Desligar os ventiladores de extração quando não são necessários;
Analisar se a chaminé está bem estruturada em relação ao ar extraído.
Motores eléctricos - Sistemas de Compressão
Produção de Ar Comprimido
Otimização da utilização do sistema: ajuste dos controlos e regulação da
pressão, desligar quando não utilizado;
Otimização do nível de pressão do ar comprimido do sistema em função das
necessidades dos dispositivos de utilização final;
Redução da temperatura do ar de admissão, mantendo uma ótima filtragem na
tomada de ar;
Melhoramento do sistema de controlo do compressor;
Otimização das mudanças de filtros (em função da queda de pressão);
Filtragem e secagem do ar até aos requisitos mínimos do sistema
(possivelmente mediante instalação de filtros/secadores pontuais para
necessidades especificas);
Recuperação e utilização do calor desperdiçado através dos sistemas de
arrefecimento dos compressores;
Aumento da capacidade do reservatório principal de ar comprimido;
Utilização de variadores eletrónicos de velocidade;
Possível utilização de um sistema de múltiplas pressões, com a utilização de
sobrepressores (boosters) para aumentar a pressão em determinados locais;
Substituição dos motores elétricos convencionais avariados ou em fim de vida
por motores de alto rendimento;
Substituição de compressores exageradamente sobredimensionados por outros
com menores consumos específicos de energia e ajustados às necessidades do
sistema.
113
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Rede de distribuição de ar comprimido
Instituição de um programa regular para a verificação de fugas de ar
comprimido;
Redução de fugas com a utilização de adaptadores de fugas reduzidas, uniões
rápidas de elevada qualidade, etc.;
Divisão do sistema em zonas, com reguladores de pressão apropriados ou
válvulas de corte. Fecho de linhas que estão fora de serviço;
Utilização de purgas de condensados do tipo “sem perdas de ar”;
Dimensionar adequadamente as capacidades de armazenamento (permitindo
que os compressores funcionem com um rendimento otimizado e evitando
arranques e paragens bruscas);
Instalação de reservatórios suplementares de ar comprimido próximos de cargas
variáveis;
Diminuir a extensão da rede e criar rede em anel;
Otimizar o diâmetro da tubagem;
Limitar o número de cotovelos, de mudanças de direção e de mudanças de
secção.
Dispositivos de utilização final
Eliminação de utilizações não apropriadas ao ar comprimido;
Reparação ou substituição de equipamentos com fugas de ar comprimido;
Desligar o ar comprimido quando o dispositivo não está em operação;
Verificação e otimização da necessidade de dispositivos específicos de regulação
de pressão, filtros e secadores;
Para limpeza, usar preferencialmente aspiradores elétricos. Estes consomem
menos energia que os aparelhos insufladores de ar (bicos de sopro ou pistolas
de ar).
Produção de calor - Cogeração
Aproveitamento da energia térmica, normalmente perdida nas centrais
termoelétricas convencionais;
Analisar a possibilidade da utilização de outros tipos de combustível (biomassa,
gás natural, etc);
Utilização da energia térmica para aquecimento ambiente do edifício entre
outras aplicações;
Recuperação do calor dos circuitos de refrigeração para produzir água quente;
Substituição das unidades com potências elétricas menores que 1 MW por
microturbinas que geram potências elétricas entre 25 e 200 kW.
114
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Produção de calor - Sistemas de Combustão
- Diminuição das perdas térmicas num sistema de combustão
Redução da temperatura de saída dos gases de combustão
o O aumento da área ou da taxa de transferência de calor;
o A integração energética de modo a alimentar processos que necessitem
de calor;
o O pré-aquecimento do ar de entrada com os gases de saída da
combustão;
o A limpeza e manutenção das superfícies de transferência de calor de
modo a evitar a deposição de resíduos sólidos e a manter elevadas taxas
de transferência;
Diminuição do caudal mássico dos gases de combustão;
Uso de isolamentos térmicos mais eficazes e substituição de isolamentos
danificados.
- Aumento da eficiência energética de caldeiras, fornos e secadores.
Caldeiras
o Melhorar o armazenamento, a preparação e a distribuição do fuelóleo e
de combustíveis sólidos;
o Inspecionar e proceder à manutenção da caldeira e dos queimadores;
o Controlar as condições de combustão através da análise dos gases de
combustão (regulação do excesso de ar);
o Adequar a produção da caldeira às necessidades do processo;
o Limpar os tubos de fumos;
o Instalar isolamentos térmicos e inspecioná-los regularmente;
o Evitar perdas de calor em stand-by;
o Tratar as águas e efetuar purgas adequadas;
o Investigar o potencial de recuperação de calor;
o Instalar sistemas de controlo automático;
o Avaliar a possibilidade de substituir a caldeira ou o combustível.
Secadores
o Controlar a humidade do produto a secar;
o Usar pré-secagem mecânica antes da secagem térmica;
o Não secar os produtos mais do que o necessário;
o Controlar as condições de humidade do ar de secagem;
o Efetuar a manutenção dos isolamentos em bom estado, evitando fugas
de ar quente e/ou entradas de ar parasita;
o Estudar a recuperação de calor residual;
o Otimizar os regimes de carga.
Tecnologia de combustão com ar a alta temperatura.
o Recuperadores ou permutadores de calor;
o Regeneradores ou queimadores regenerativos.
Aumentar a eficiência na geração e distribuição de vapor
115
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
o
Utilização de permutadores de calor (economizadores) para pré-aquecer
a água de alimentação à caldeira;
o Remoção de depósitos de calcário e/ou de fuligens das superfícies de
transferência de calor;
o Minimização de purgas da caldeira;
o Recuperação de calor das purgas;
o Recolha e reutilização dos condensados na caldeira;
o Reutilização do vapor de flash (p.ex. vapor gerado por expansão de
condensados);
o Programa de controlo e manutenção dos purgadores;
o Isolamento das tubagens, válvulas e flanges;
o Eliminação de fugas de vapor e de condensados;
o Melhoramentos no lay-out da rede de distribuição.
Aumentar a eficiência da combustão
o Ajuste das condições de combustão;
o Instalação de um pré-aquecedor de ar de combustão através dos gases
de combustão;
o Instalação de um controlador de teor de oxigénio nos gases de
combustão (ajuste em tempo real do excesso de ar).
Controlo e manutenção
o Manutenção da caldeira;
o Atualização do sistema de controlo de funcionamento da caldeira;
o Minimização das perdas em ciclos curtos de funcionamento;
o Instalação de controladores automáticos do total d sólidos dissolvidos
na água do interior da caldeira;
o Substituição de caldeiras em fim de vida.
- Utilização de economizadores para pré-aquecimento da água de alimentação da
caldeira;
- Remoção preventiva de depósitos nas superfícies de transferência de calor;
- Minimização de purgas das caldeiras;
- Recuperação de calor nas correntes de purga;
- Implementação de programas de controlo, reparação e substituição de purgadores;
- Recolha de condensados para reutilização na caldeira;
- Utilização de vapor flash;
- Isolamento térmico das tubagens de distribuição de vapor e de retorno de condensado
e de válvulas e flanges;
- Instalação de um pré-aquecedor de ar;
- Minimização de perdas em ciclos curtos de funcionamento das caldeiras.
116
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Produção de calor – Recuperação de calor
- Recuperação da energia térmica através de:
Gases de combustão;
Efluentes quentes ou frios;
Ar de exaustão;
Produtos quentes ou frios ou restos de produção;
Água de arrefecimento e óleo hidráulico;
Fontes termais naturais;
Painéis solares;
Calor de sobreaquecimento e calor de condensação rejeitado dos processos de
refrigeração;
Outras fontes.
- Permutadores de calor para fazer uso direto do calor no mesmo estado em que se
encontra;
- Bombas de calor e recompressão de vapor, que transformam o calor de modo a gerar
trabalho mais útil do que se este se encontrasse à sua temperatura inicial;
- Operações multi-estágio, tais como evaporadores multi-efeito, expansão de vapor e
combinações das técnicas acima mencionadas.
Iluminação
Dar prioridade à iluminação natural, mantendo limpa as áreas de entrada de luz;
Dimensionar corretamente os níveis de iluminação necessários para os
diferentes postos de trabalho;
Optar pelo tipo de iluminação mais adequada para cada local e para as tarefas a
executar;
Utilizar sempre equipamentos de rendimento elevado (lâmpadas, luminárias e
acessórios);
Utilizar sistemas de controlo e comando automático nas instalações de
iluminação;
Utilizar sempre que possível luminárias que permitam uma integração com o ar
condicionado;
Proceder a operações de limpeza regulares e manutenção das instalações, de
acordo com um plano estabelecido;
Definir corretamente os períodos de substituição das lâmpadas e optar sempre
pela substituição em grupos.
117
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Eficiência do processo Industrial – Monitorização e controlo
Realização de um diagnóstico energético às instalações;
Avaliar a necessidade de colocação de aparelhos de medida nas instalações e
proceder à sua instalação;
Estabelecer metas de redução do consumo energético;
Implementação de medidas para o aumento da eficiência energética;
Monitorização periódica dos consumos de energia e da produção e proceder a
uma atualização das metas sempre que se justifique.
Eficiência do processo Industrial - Tratamento de efluentes
Tratamento anaeróbio de águas residuais;
Tratamento de águas residuais com tecnologia de membranas;
Eficiência do processo Industrial – Integração de processos
Recolha de dados/caraterísticas sobre o processo e o sistema de utilidades;
Determinação dos objetivos a alcançar de modo a maximizar o desempenho em
vários aspetos;
Construção de uma rede de permutadores de calor;
Simplificação da rede proposta para diferentes cenários económicos.
Eficiência do processo Industrial – Manutenção de equipamentos consumidores de
energia
- Manutenção nos equipamentos em geral
Alocar de forma clara a responsabilidade pelo planeamento e execução da
manutenção;
Estabelecer um programa de manutenção estruturado com base nas normas e
nas descrições técnicas dos equipamentos, bem como em qualquer avaria nos
equipamentos e respetivas consequências;
Suportar o programa de manutenção pela adoção de sistemas de registo de
dados apropriados e por testes de diagnóstico;
Identificar, através da manutenção de rotina, avarias, anormalidades em
eficiência energética ou identificar áreas onde a eficiência energética pode ser
melhorada;
Identificar e retificar rapidamente qualquer fuga ou equipamento em falha que
afete ou controle a utilização da energia.
118
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
- Manutenção de caldeiras
A produção de vapor na caldeira deve ser medida, direta ou indiretamente,
medindo-se o total da água de alimentação e calculando as quantidades
perdidas nas descargas de fundo da caldeira. A relação vapor/combustível é a
melhor medida de eficiência da caldeira e deve ser mantida a um nível elevado;
Deve-se manter um registo permanente da eficiência da caldeira de modo que
os sinais de mau funcionamento possam ser detetados com antecedência;
Deve-se examinar periodicamente os contadores de vapor, pois deterioram-se
com o tempo. Se a pressão de operação for alterada, o contador deverá ser
recalibrado ou, alternativamente, as leituras realizadas devem ser corrigidas;
Deve-se vistoriar com regularidade o sistema de tubagem;
As tubagens fora de uso devem ser isoladas ou retiradas se redundantes;
O cálculo do consumo e do fornecimento de energia à casa das caldeiras deve
ser o mais realista possível;
A manutenção da casa das caldeiras deve ser revista, principalmente no que diz
respeito ao equipamento de combustão, aos controlos e aos instrumentos. Deve
adotar-se uma rotina de verificação regular;
Limpeza periódica das superfícies de transferência de calor ou dos tubos de
fumo;
O estado dos isolamentos térmicos e do sistema de exaustão das caldeiras deve
ser verificado periodicamente;
Em instalações de caldeiras mais antigas, as canalizações subterrâneas de
exaustão devem ser inspecionadas com vista a possíveis infiltrações de água;
As fugas de vapor devem ser prontamente reparadas de modo a se evitarem
desperdícios de energia e potenciais acidentes.
- Manutenção de permutadores de calor
Limpeza (química ou mecânica) das superfícies de transferência de calor.
- Manutenção de sistemas de iluminação
Operações de limpeza e de manutenção de acordo com um plano préestabelecido.
- Outros equipamentos
Manutenção a efetuar aos equipamentos consumidores de energia de acordo
com o mencionado anteriormente em cada equipamento.
119
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Eficiência do processo Industrial – Isolamentos térmicos
- Para evitar perdas deve-se isolar termicamente:
Tubagens de vapor;
Tubagens de água quente;
Tubagens de termofluído;
Tubagens de condensados.
- Inspeção periódica do isolamento térmico das tubagens e das válvulas;
- Evitar o sobredimensionamento da espessura do isolamento.
Eficiência do processo Industrial – Transportes
- Efetuar uma análise à otimização das cargas e dos motores elétricos;
- Implementar um sistema de gestão de combustível;
- Monitorizar a gestão do combustível através de:
Registo regular dos consumos;
Relacionar o consumo com o trabalho efetuado;
Identificar padrões a atingir e informar os condutores do seu desempenho;
Tomar ações para reduzir o consumo de combustível;
- Motivar e formar os condutores.
Eficiência do processo Industrial – Formação e sensibilização de recursos humanos
- Realizar ações de sensibilização e formação sobre os seguintes temas:
Os impactos ambientais da utilização da energia;
Os benefícios da economia de energia;
A dependência energética da empresa e o que esta pode fazer para economizar
energia;
Qual a atitude cívica individual para economizar energia.
Eficiência do processo Industrial – Redução da energia reactiva
- Instalar bancos de condensadores adicionais e melhorar a distribuição dos bancos de
condensadores já instalados;
- Evitar a operação de motores sem carga ou com cargas muito abaixo do ótimo;
120
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
- Substituir motores convencionais por motores de alta eficiência energética e manter
estes a operar perto da sua capacidade (carga) ótima.
Medidas e/ou tecnologias de Poupança Setoriais – Indústrias da Têxtil e do Vestuário
Otimização do funcionamento dos banhos
- Adoção de máquinas de tingimento com relações de banho reduzidas;
- Otimização de processos de tingimento e acabamento em processos descontínuos, por
eliminação de algumas etapas ou banhos;
- Utilização de substratos (produtos químicos, corantes, produtos auxiliares têxteis,
enzimas, etc.) que promovam uma maior eficiência para se obter os mesmos resultados
com menores temperaturas, quantidades de água e tempos de processo.
Pré-secagem mecânica/Infravermelhos (IV)
- Pré-secagem por painéis radiantes cerâmicos.
A combustão de uma pré-mistura de gás, ao contactar com a superfície em cerâmica
porosa provoca radiação na frequência dos infravermelhos.
A gama de funcionamento varia entre 70% e 100% da potência instalada. Durante a fase
de arranque e paragem, os painéis são ocultados por uma película de fibra cerâmica.
Aplicação na pré-secagem de tecidos e papel.
Capacidade de evaporação: 50% da água contida no tecido;
Alargamento da produção;
Baixo custo de exploração;
Limitação da migração dos corantes graças à homogeneidade de temperaturas
em ambas as faces;
Diminuição da sujidade acumulada nos rolos do “Hot Flue”;
Consumo específico de secagem: 1,3 kWh/kg de água evaporada.
- Pré-secagem por painéis radiantes fibrosos
A combustão de uma pré-mistura a gás efectua-se à superfície de um painel fibroso, que
irradia no espectro dos infravermelhos, sendo a superfície de emissão infravermelha
ajustada em função do plano de desfiamento do tecido.
Os painéis radiantes fibrosos permitem uma boa homogeneidade de temperaturas
emitidas, o que faz com que a água existente nos tecidos seja colocada à temperatura
ideal antes da entrada nos secadores.
As vantagens deste equipamento são as seguintes:
Excelente qualidade de impressão: a radiação infravermelha limita a difusão dos
colorantes das fibras;
Ganhos de produção introduzidos pelo conjunto da linha: 20% a 40%;
Rápido aumento de temperatura: 85°C em 5 segundos na temperatura da
superfície do emissor infravermelho;
121
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Sem qualquer inércia à extinção da chama;
Adaptabilidade dos painéis a todas as superfícies;
Potência da superfície elevada: 140 kWh/m2 (PCI).
Fonte de dados: http://www.edpgassu.pt/index.php?id=365
Aquecimento de águas por painéis solares
A água quente utilizada em todo o processo têxtil pode ser aquecida através de painéis
solares que se baseia na utilização de geradores elétricos convencionais em que a
energia térmica necessária para fazer circular o fluído ao longo das lâminas da turbina é
produzida pela energia solar que é concentrada para atingir as temperaturas exigidas
pelo processo.
Otimização dos processos de produção têxtil
- Utilização de tecnologias emergentes, p. ex., tecnologia plasma, tecnologia de ozono,
tingimento por ultrassons, preparação enzimática, branqueamento catalítico, tecnologia
jacto de tinta (estamparia digital), aplicação de nanotecnologias, polimerização por
ultravioletas, fluidos dióxido de carbono – supercrítico (CO2) para tingimento sem água.
- Utilização de novas tecnologias para produção de estruturas filiformes (fiação,
extrusão e retorcedura) e para a produção de estruturas têxteis (tecidos, malhas, não
tecidos, entrançados e híbridos) mais eficientes.
Melhoria em limpeza/banhos
- Redução do consumo de água e energia em banhos de tingimento;
- Otimização energética do processo de secagem pós-tingimento.
Tecnologias de corte e de união de peças
- Utilização de novas tecnologias de corte (p. ex., laser e ultrassons);
- Utilização de novas tecnologias de união de peças (p. ex., substituição de costura de
linhas por costuras seladas e colagem através de entretela com temperatura e pressão).
Aquecimento de águas por painéis solares
A água quente utilizada em todo o processo têxtil pode ser aquecida através de painéis
solares que se baseia na utilização de geradores elétricos convencionais em que a
energia térmica necessária para fazer circular o fluído ao longo das lâminas da turbina é
produzida pela energia solar que é concentrada para atingir as temperaturas exigidas
pelo processo.
122
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
3.6.2.2 Em produtos
A utilização e manutenção dos produtos têxteis (vestuário, roupa de cama, toalhas de
mesa, etc.) obriga ao consumo de energia, assim, neste ponto apresenta-se boas
práticas de redução do consumo de energia nos equipamentos de utilização doméstica.
Máquinas de Lavar roupa
- Utilizar a máquina na sua capacidade máxima, ou seja, com carga completa;
- Escolher programas de baixa temperatura ou mesmo a frio;
- Colocar produtos anticalcário nas lavagens e limpar regularmente o filtro da máquina;
- Utilizar a máquina de noite, caso a habitação tenha tarifário bi-horário no contrato de
energia elétrica;
- Comprar máquinas com classificação energética classe A+++;
- Adequar a temperatura e os programas de lavagem ao tipo de roupa e ao seu grau de
sujidade;
- Separar a roupa consoante o tipo de tecido e adequar a quantidade de detergente em
função da sujidade da roupa;
- Evitar a utilização de pré lavagens exceto se a roupa estiver muito suja;
- Colocar as máquinas em locais secos e ventilados.
Máquinas de Secar roupa
- Secar a roupa ao sol em vez de utilizar máquina de secar roupa;
- Centrifugar bem a roupa na máquina de lavar, antes de a secar;
- Utilizar a máquina na sua capacidade máxima;
- Separar a roupa, antes de secar, em função das fibras utilizadas e em função da
gramagem da roupa;
- Limpar regularmente o filtro da máquina e verificar a saída de ventilação, de modo a
não estar obstruída;
- Não secar excessivamente a roupa;
- No ato da compra, adquirir máquinas com classificação energética A+++.
Ferros de engomar
- Ao utilizar o ferro de engomar desligar um pouco antes de acabar de passar a
totalidade da roupa;
- Não deixar o ferro ligado, caso tenha de interromper a tarefa;
- Passar grandes quantidades de roupa em vez de engomar pequenas quantidades,
várias vezes;
- Adequar a temperatura de passagem em função do tipo de fibra do vestuário.
123
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
3.7 Casos de sucesso
De seguida apresentam-se casos de sucesso, de empresas do STV (Setor Têxtil e de
Vestuário), a nível de eficiência energética, redução dos consumos e custos de energia,
contemplando medidas já implementadas e algumas a implementar prevista no âmbito
das auditorias realizadas no âmbito do RGCE – Regulamento de Gestão dos Consumos
de Energia e SGCIE – Sistemas de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia.
PAULO DE OLIVEIRA, S.A.
A Paulo de Oliveira, S.A., é uma unidade vertical, que se dedica à fiação, tecelagem
tinturaria e acabamento de lãs e mistos. Está localizada em Boidobra, Covilhã e é a
maior empresa produtora de tecidos de lã da Península Ibérica, fazendo parte de um
grupo (Paulo de Oliveira), que é um dos maiores da Europa, neste setor.
Tem capacidade de produção 8.000.000 m² de tecido por ano (a capacidade de
produção do grupo é de 16.000.000 m² por ano). A empresa tem um horário de
produção 24 horas por dia e 5 dias por semana.
Em estudos efetuados pela revista "EXAME", em colaboração com a Arthur Andersen e
com a Dun & Bradstreet foi considerada a melhor Empresa Têxtil Portuguesa durante
quatro anos consecutivos.
Em termos de ultimação a empresa tem operações desde crabing, lavagem/batanagem,
râmulas para secagem e termofixação, tesouragem, decatissagem e vaporização.
A empresa já implementou medidas de racionalização dos consumos de energia, bem
como tem previsto a implementação de medidas no atual Acordo de Racionalização dos
Consumos de Energia (ARCE) com a DGEG, tais como:
Redução e controlo das fugas de ar comprimido que irão permitir uma redução
de 0,2% dos consumos totais de energia da empresa;
Instalação de lâmpadas eficientes com balastro electrónico e sistema Dali, nos
locais ainda não existentes, que irão permitir uma redução dos consumos totais
de energia de 1,8%. De realçar que a empresa já tem instalados estes sistemas
em alguma zonas da fábrica;
Alteração da captação de ar na caldeira de vapor. Com a presente medida
propõe-se captar o ar na parte superior da sala das caldeiras, de modo a
permitir que a temperatura do ar de entrada das caldeiras seja superior ao valor
atual. Com esta alteração a empresa economiza 0,2% dos consumos totais da
empresa;
A empresa já tem instalados Variadores Eletrónicos de Velocidade (VEV) em
muitos motores, no entanto pretende instalar, outros, em todos os ventiladores
existentes , quer de extração de ar, quer das centrais de humidificação. Com
124
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
esta medida a empresa economizará cerca de 1,7% face aos consumos totais da
Paulo de Oliveira;
Com a redução da pressão de ar comprimido da central geral de ar comprimido
a Paulo de Oliveira economizou 13% do consumo total de energia utilizada nesta
central;
Na caldeira de vapor, a gás natural, a empresa tem instalado um economizador
nos gases de exaustão da caldeira, permitindo assim aquecer a água de entrada
da mesma;
A empresa possuí uma râmula a gás natural com um permutador ar/ar na
conduta de exaustão da máquina. Permitindo assim pré-aquecer o ar de entrada
da râmula;
As centrais de ar comprimido estão equipadas com compressores com variação
de velocidade;
As tubagens de vapor e condensados estão devidamente isoladas.
Para além destas medidas a empresa está já a implementar outras soluções de
economia de energia que lhe permitirão ir além do preconizado no plano de
racionalização como são a instalação de inverters nas bombas de captação de água e em
todos os contínuos da Fiação (substituição dos sistemas de regulação de velocidade
existentes nos 20 continuos Zinser por inverters de ultima geração, esta instalação
permitirá uma redução de mais de 35% no consumo de cada máquina), substituição de
alguma iluminação fluorescente por iluminação com leds.
FILOCORA – TINTURARIA E ACABAMENTOS TÊXTEIS, S.A.
Localizada em Lordelo – Guimarães, a Filocora dedica-se à tinturaria de fio de algodão e
de fibras mistas, tinturaria e acabamento de tecidos de algodão e de fibras mistas.
Normalmente funciona 24 horas por dia, e cinco dias por semana.
Os processos de tingimentos são efetuados em Jet e autoclaves respetivamente para o
tingimento de tecidos e fios. Sendo que no caso dos fios são secos em secador rápido ou
num secador por alta frequência.
Juntamente com uma empresa do grupo, a Neiper, o grupo fica com um processo
vertical, desde urdissagem, tecelagem, tinturaria, acabamentos e confeção.
A empresa já implementou medidas de racionalização dos consumos de energia, bem
como tem previsto a implementação de medidas no atual Acordo de Racionalização dos
Consumos de Energia (ARCE) com a DGEG, tais como:
Instalação de inverter num hidro e VEV nos ventiladores de uma râmula. Com
esta medida a empresa irá obter uma economia de 0,3% nos consumos totais de
125
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
energia. De referir que a Filocora já tem instalados outros VEV nas máquinas
produtivas bem como auxiliares;
Substituição dos transformadores por uns de maior potência. Para além da
maior disponibilidade de potência, estima-se uma poupança de 0,2% sobre o
valor total dos consumos de energia da Filocora;
A empresa já recupera o calor dos efluentes da tinturaria, para aquecer a água
de entrada. No entanto, pretende aumentar a capacidade de recuperação dos
existente, bem como, a instalação de um novo permutador. Com esta medida a
empresa irá obter uma economia de 2,6% face ao consumo total de energia da
empresa;
Instalação de sistema de controlo de potência e oxigénio na caldeira de vapor.
Com esta medida estima-se uma economia de 3% do consumo de gás natural na
caldeira;
Otimização da central de ar comprimido. A empresa irá instalar um compressor
com variador de velocidade, bem como, adquirir um secador de ar mais
eficiente. Com esta medida a empresa irá obter uma economia de energia
elétrica de 1,8%;
A empresa recupera o calor de exaustão das 2 râmulas existente através de um
permutador de calor ar/ar. Nesta medida pretende-se interligar o ar de
exaustão do Tumbler no permutador de calor existente, permitindo assim
recuperar também o calor do ar de exaustão deste equipamento. Com esta
medida estima-se uma economia de 2,4% sobre os consumos totais da empresa;
As tubagens de vapor e condensados estão devidamente isoladas;
A empresa tem uma cogeração (central combinada de calor e energia elétrica)
independente, Filocora Energia, Lda., sendo que o vapor e a água quente
provenientes são utilizados no processo produtivo da Filocora, propriamente
dita;
Para além da energia térmica utilizada, resultante da cogeração, a Filocora
utiliza o gás natural nos equipamentos de queima.
BASTOS VIEGAS, S.A.
A Bastos Viegas dedica-se à produção de uma larga variedade de dispositivos médicos e
de outros produtos descartáveis para os mercados interno e externo, entre outros,
pensos, sacos e manga, toucas e capas, ligaduras elásticas, compressas americanas,
compressas em não tecido, compressas operatórias, bolas com elástico, etc.. Além disso,
a Bastos Viegas representa em Portugal diversos produtores estrangeiros, para a
distribuição dos seus produtos no mercado nacional. Está localizada em Guilhufe –
Penafiel, tem um regime de trabalho que funciona normalmente em 1 ou 2 turnos por
dia, cinco dias por semana, dependendo dos setores.
126
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
As fases de produção comportam a preparação e conversão de gaze, tecelagem e
conversão de tecidos tubulares e de tecidos elásticos e também de conversão de muitas
matérias-primas como tecido não tecido, papel, plásticos, filmes, celuloses, etc. Existe
igualmente uma grande capacidade instalada para empacotamento e esterilização, por
vapor e óxido de etileno, de todos os diferentes artigos.
A empresa conta ao seu serviço com 3 armazéns automáticos, com uma capacidade
total de 18.000 paletes/contentores plásticos, onde armazena componentes de
produção e artigos acabados. lsto permite uma grande eficiência na distribuição e no
serviço de vendas.
Todos os produtos considerados dispositivos médicos estão registados e autorizados
para a aposição da marca CE.
A empresa já implementou medidas de racionalização dos consumos de energia, bem
como tem previsto a implementação de medidas no atual Acordo de Racionalização dos
Consumos de Energia (ARCE) com a DGEG, tais como:
Redução e controlo do caudal de fugas na rede de ar comprimido. Com esta
medida a empresa economizará 1% do consumo total de energia;
Otimização da central de ar comprimido. Com a instalação de um compressor
novo com variação de velocidade a empresa economizou 4,2% do consumo total
de energia elétrica consumida na fábrica;
Instalação de balastros eletrónicos nas lâmpadas fluorescentes. Com a presente
medida a empresa economizará cerca de 2,4% nos consumos totais de energia
elétrica;
Alteração da captação de ar das caldeiras de vapor. Com a presente medida
propõe-se captar o ar na parte superior da sala das caldeiras, de modo a
permitir que a temperatura do ar de entrada das caldeiras seja superior ao valor
atual. Com a presente medida a Bastos Viegas economizará 0,2% do consumo
total de energia;
Instalação de variadores de velocidade. A empresa já tem instalados variadores
de velocidade em algumas máquinas. Com a instalação de variador de
velocidade no grupo de bombagem de água, a empresa economizou 0,4% do
consumo total de energia elétrica da fábrica.
SAMOFIL - TÊXTEIS, LDA
A Samofil, na unidade industrial localizada em Pousada de Saramagos – Vila Nova de
Famalicão, dedica-se à tinturaria, estamparia e acabamentos de malhas de algodão e de
fibras mistas. A empresa em Novais tem ainda processos de tecelagem e confeção,
sendo assim a Samofil uma empresa vertical.
127
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Nos acabamentos a empresa tem operações de ramulagem, calandragem, compactação,
laminagem, tumbler e secadores. Na estamparia a empresa tem 2 máquinas de
estampar, uma plana e outra de rolos, até 8 cores por desenho.
A empresa normalmente funciona 24 horas por dia e cinco dias por semana.
A empresa já implementou medidas de racionalização dos consumos de energia, bem
como tem previsto a implementação de medidas no atual Acordo de Racionalização dos
Consumos de Energia (ARCE) com a DGEG, tais como:
Redução e controlo do caudal de fugas na rede de ar comprimido. Com esta
medida a empresa economizará 2,4% do consumo total de energia elétrica;
Isolamento térmico de válvulas de vapor e tanques de água quente, o que irá
permitir uma economia de 4,6% sobre o valor total de energia consumida;
Substituição de equipamentos produtivos por outros mais eficientes,
nomeadamente barcas por jet. A empresa substituiu 3 equipamentos de
tingimento do tipo barca aberta por equipamentos mais eficientes do tipo jet. A
melhoria na eficiência energética é resultado da menor razão de banho e do
reduzido tempo de tratamento. Com esta medida a Samofil economizou 1% do
consumo total de energia;
Instalação de balastros eletrónicos nas lâmpadas fluorescentes. Com esta
medida a empresa irá economizar cerca de 0,9% do consumo de energia elétrica
da empresa;
Instalação de compressor de ar comprimido com VEV que irá permitir uma
economia de 1,8% do consumo total de energia elétrica da Samofil.
MARPEI – ESTAMPARIA TÊXTIL, S.A.
A Marpei, é uma unidade vertical, que se dedica à tinturaria, acabamento e estamparia
de malhas e tecidos. Localizada em São João da Ponte – Guimarães, trabalha 24 horas
por dia e cinco dias por semana nas secções de tinturaria, acabamento e estamparia.
Nos acabamentos a empresa tem operações de ramulagem, calandragem, compactação,
laminagem, cardação, tumbler e secadores. Na estamparia a empresa tem 2 máquinas
de estampar, uma plana e outra de rolos.
A Marpei tem ainda uma cogeração independente, Beligáz – Empresa de Cogeração a
Gás Natural, Lda, sendo que o vapor e a água quente resultantes são utilizados no
processo produtivo da empresa.
A empresa já implementou medidas de racionalização dos consumos de energia, bem
como tem previsto a implementação de medidas no atual Acordo de Racionalização dos
Consumos de Energia (ARCE) com a DGEG, tais como:
128
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Isolamento térmico de válvulas e tubagem de vapor. Com esta medida a
empresa economizará 2% do consumo total de energia;
Redução e controlo do caudal de fugas na rede de ar comprimido, o que irá
permitir uma economia de 3,4% sobre o valor total de energia elétrica
consumida;
Instalação de compressor de ar comprimido com VEV para substituição de um
dos existentes. Esta instalação irá permitir uma poupança de energia elétrica de
0,4% sobre o consumo total de energia;
Instalação de balastros eletrónicos. Com a substituição dos balastros
convencionais por balastros eletrónicos em parte das luminárias a empresa irá
economizar 0,7% do consumo total de energia elétrica;
Aplicação de chapa de cobertura opalina e limpeza da existente para iluminação
natural. A limpeza e instalação de translúcidos na cobertura da Marpei irá
permitir um maior aproveitamento da luz solar diminuindo assim o número de
horas de consumo de energia da iluminação artificial. Estima-se uma economia,
com esta medida, de 0,2% sobre o consumo total de energia;
Instalação de recuperador de calor ar/ar na exaustão numa das râmulas. Com
esta medida a empresa economizará 2,9% do consumo total de energia.
MABERA – ACABAMENTOS TÊXTEIS, S.A.
A empresa Mabera, dedica-se ao tingimento e acabamento de malhas. Normalmente
labora 24 horas por dia, 5 dias por semana. A empresa fica localizada em Mogege – Vila
Nova de Famalicão.
O processo de acabamento pode compreender diferentes operações, que vão desde a
simples secagem da malha que sai húmida do processo de tingimento, até à combinação
de diferentes processos que adequam as características físicas da malha às necessidades
funcionais solicitadas pelos clientes.
A empresa tem nas suas instalações uma central de cogeração a gás natural, sendo que
a energia elétrica gerada é consumida na empresa, sendo o excedente vendido à rede. A
água quente e o vapor provenientes da central são utilizados, na sua totalidade, no
processo produtivo da empresa.
A empresa tem ainda 2 caldeiras de geração de vapor, sendo que uma consome gás
natural e a outra briquetes de madeira (biomassa), sendo que esta última trabalha como
adjuvante da cogeração e a de gás natural se encontra de reserva. Para o aquecimento
de termofluído utilizado nas máquinas dos acabamentos a empresa tem ainda 2
caldeiras desta fonte de energia a gás natural, sendo que a de maior capacidade se
encontra desligada, só entrando em funcionamento em caso de avaria da outra.
129
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
A empresa tem implementado medidas de racionalização dos consumos de energia, tais
como:
Recuperação do calor dos gases de exaustão de uma râmula. Permutação ar/ar,
esta medida permite à empresa uma economia de 16% do consumo total de gás
natural desta râmula;
Recuperação do calor de outras râmulas, permutar ar/água;
Instalação de contadores de energia elétrica, que permitiram controlar os
consumos dos grandes consumidores de energia e das várias secções;
Redução e controlo do caudal de fugas na rede de ar comprimido. Com esta
medida a empresa economizou 0,3% do consumo total de energia;
Instalação de sistema de controlo da combustão na caldeira de briquetes, que
permitirá à empresa economizar 0,3% do consumo total de energia na empresa;
Instalação de reguladores de fluxo luminoso nas lâmpadas de vapor de
mercúrio. Esta medida origina reduções em manutenção e permite o aumento
da eficiência e da vida útil das lâmpadas. Esta medida permitirá uma economia
de 0,35% dos consumos de energia elétrica da empresa.
A empresa tem instalado variadores de velocidade nos motores onde se justifica
a sua instalação, ou seja, funcionamento variável.
FÁBRICA DE TECIDOS DE VIÚVA DE CARLOS DA SILVA AREIAS & Cª S.A. (FELPOS
BOMDIA)
A empresa Felpos Bomdia, dedica-se à tecelagem, tinturaria de fios e felpos,
acabamento de felpos e confeção de artigos em algodão e fibras mistas.
A Felpos Bomdia, localizada em Vizela, tem um regime de trabalho que funciona
normalmente 2 ou 3 turnos por dia, cinco dias por semana, dependendo das secções.
Tem uma capacidade de produção de 2.500.000 kgs de felpo de algodão, abrangendo
produtos cada vez mais variados. A felpos Bomdia tem diversas marcas, tais como,
Bomdia Prestige® (toalhas de alta qualidade), Bomdia Classic® (toalhas “boutique” –
artigos de cozinha), Bomdia Discount® (toalhas de uso diário), Bomdia Mini® (artigos
para criança e bébé), Bomdia Sport® (toalhas de praia e desporto).
O aquecimento de banhos é efetuado através de permutadores de calor utilizando
vapor saturado. As caldeiras para a produção de vapor utilizam o gás natural como
combustível. Existe uma instalação de recuperação de energia de água quente.
Os processos de acabamentos consistem somente em tratamentos físicos, não existem
tratamentos químicos. A secagem é efetuada nas râmulas e tumbler. Estes
equipamentos têm queima direta de gás natural como fonte de energia térmica.
130
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
A empresa já implementou medidas de racionalização dos consumos de energia, bem
como tem previsto a implementação de medidas no atual Acordo de Racionalização dos
Consumos de Energia (ARCE) com a DGEG, tais como:
Redução e controlo do caudal de fugas na rede de ar comprimido, o que irá
permitir uma economia de 1,3% sobre o valor total de energia elétrica
consumida;
Instalação de balastros eletrónicos. Com esta medida a empresa irá economizar
0,7% do consumo total de energia;
Isolamento de depósito de condensados e tubagens. Com este isolamento a
empresa economiza 1,7% do consumo total de gás natural;
Instalação de economizador numa caldeira. Com esta medida a empresa
economizou 3% do consumo total de energia da empresa;
Alteração da captação de ar nas caldeiras. Com esta alteração a empresa
economiza 2% do consumo total de gás natural;
A empresa isolou a casa das caldeiras, permitindo assim aumentar a
temperatura ambiente e consequentemente o ar de entrada das caldeiras,
aumentando a eficiência das mesma;
Instalação de redutores de pressão nas linhas de vapor, de 10 bar para 6,5 bar, o
que permitiu uma redução de 7% do consumo total de gás natural.
HABIDECOR – INDÚSTRIA TÊXTIL PARA A HABITAÇÃO, S.A.
A empresa Habidecor, dedica-se à confeção de obras têxteis para uso doméstico produção de tapetes para casa de banho em acrílico, algodão, linho e seda e ao fabrico
de lençóis.
A empresa tem um regime de trabalho que funciona normalmente 1 a 3 turnos por dia,
cinco dias por semana, dependendo das secções.
Trata-se de uma unidade técnica de produção implantada num terreno com área
aproximada de 37.713 m², sendo 19.247 m² de área coberta, localizada na Zona
Industrial de Mundão (Viseu). Iniciou a sua laboração em Julho de 1977 com 10
funcionários. Emprega, presentemente 133 trabalhadores. É uma unidade equipada com
moderna tecnologia e informatizada, não obstante a atividade crítica do processo de
fabrico («tufting») ser de mão-de-obra intensiva, dado o produto final ter características
semi-artesanais.
Para o processo de fabrico de tapetes, a empresa tem fases de produção desde tufting,
tinturaria de algodão, tecelagem e embalagem. No processo dos lençóis a empresa tem
as fases de produção, tecelagem, confeção, tingimento e acabamento.
131
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
A empresa tem ainda nas suas instalações uma piscina, com capacidade 162 m 2, para
utilização de funcionários e familiares e dois campos de jogos, um de ténis e um
polivalente.
A empresa já implementou medidas de racionalização dos consumos de energia, bem
como tem previsto a implementação de medidas no atual Acordo de Racionalização dos
Consumos de Energia (ARCE) com a DGEG, tais como:
Redução e controlo do caudal de fugas na rede de ar comprimido, o que irá
permitir uma economia de 3,6% sobre o valor total de energia elétrica
consumida;
Redução da pressão de ar comprimido produzida. Com esta redução a empresa
economizou 1,1% do consumo total de energia da empresa;
Isolamento térmicos. Com o isolamento térmico de válvulas, coletor de
condensados a empresa economizou 7% do consumo total de energia da
empresa;
Alteração da relação de transmissão nos motores da ETAR. Esta medida permitiu
economizar 1% do consumo total de energia elétrica da fábrica;
Recuperação da exaustão da bomba de condensados e condensados
propriamente ditos através de permutador como objetivo de aquecer águas
quentes sanitárias. Permitiu uma economia de 0,5% dos consumos totais da
empresa.
TMG – ACABAMENTOS TÊXTEIS, S.A.
A Empresa TMG – Acabamentos Têxteis S.A., está sediada em Ronfe – Guimarães, tendo
como atividade o branqueamento e Tingimento de Tecidos e Malhas. Está classificada na
CAE – 13301.
A empresa dedica-se à preparação, tingimento e acabamento de tecidos (divisão de
Tecidos) e dedica-se também ao tingimento e acabamento de malhas (divisão de
Malhas).
A empresa utiliza essencialmente energia elétrica e gás natural como fontes de energia.
O gás natural é utilizado na central de caldeiras para produção de vapor e aquecimento
de fluido térmico e em queima direta em algumas máquinas do processo.
A central térmica está equipada com 4 caldeiras para Vapor com uma capacidade
instalada total de 47 ton/h e duas caldeiras a fluido térmico com capacidade instalada
de 4500 Mcal/h.
O consumo de energia anual da empresa é superior a 5000 tep/ano.
132
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
A empresa nos últimos anos implementou as seguintes medidas de racionalização:
Substituição dos queimadores das Caldeiras de Fuel para Gás Natural, com uma
redução de 8% do consumo de energia;
Redução de fugas de ar comprimido, com uma redução de 1,5% do consumo de
energia elétrica;
Instalação de um sistema de gestão de energia com recolha de dados de
contadores de energia, permitindo uma melhor análise do real consumo de
energia e posterior identificação e contabilização de novas medidas de
racionalização;
Otimização da programação da produção, permitindo a concentração de
produção e consequente redução de consumo especifico;
Instalação de um Permutador de Calor “Ar- Agua” para aproveitamento do calor
dos gases de exaustão da chaminé principal da central de caldeiras, com o
objetivo de obter água quente a 60 ºC, com uma redução do consumo da
energia térmica em 10 %;
Substituição de bomba de captação de água adequada às reais necessidades e
com motor de melhor eficiência energética (EFF1), com uma redução de 0,8% do
consumo de energia elétrica;
Redução do consumo de Água no processo, contribuindo pra uma redução do
consumo de energia elétrica tanto na captação e transporte da água e como no
processo de tratamento de efluentes líquidos.
FITOR – COMPANHIA PORTUGUESA DE TÊXTEIS, S.A.
A empresa FITOR dedica-se à texturização de filamentos sintéticos e artificiais,
torcedura, tingimento e bobinagem de fios de filamento contínuo sintéticos e artificiais.
Localizada em Avidos – Vila Nova de Famalicão, a Fitor labora 5 dias por semana.
Fitor iniciou suas atividades em 1964 e é uma das maiores empresas na Europa nas
áreas de texturização e tingimento, tanto de Poliamida (PA 6.6 e PA 6) como de Poliéster
(PES).
A Fitor cria e desenvolve misturas inovadoras de fibras texturizadas e investe no
desenvolvimento de soluções personalizadas nas mais diversas áreas do ramo têxtil,
nomeadamente: meias, artigos de desporto, vestuário, artigos de decoração, tecelagem
estreita, rendas, seamless,etc.
Alguns destes desenvolvimentos incluem acabamentos como: antibacterianos, anti-UV,
neutralizador de odor, retardante de chama, hidrofilidade, alta resistência à lavagem,
proteção da água salgada, fluorescentes, fibras com aromas (aloe vera, lavanda, limão,
ginseng, etc) sensação de frescura e calor, cuidados de saúde, etc.. Algumas das
inovações são aplicadas diretamente na fibra, algumas no processo de acabamento e
outras através da utilização da tecnologia de microcápsulas.
133
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Têm uma capacidade total de 200 toneladas/mês e têm mais de 9000 cores
reproduzidas.
A empresa tem implementado ou irá implementar medidas de racionalização dos
consumos de energia, tais como:
Redução e controlo do caudal de fugas na rede de ar comprimido. Permitiu à
empresa economizar 1% do consumo total de energia;
Recuperação de calor dos gases de exaustão das caldeiras de vapor, através de
economizador. Com esta instalação a empresa irá economizar 1,5% dos
consumos totais da empresa;
Instalação de balastros eletrónicos nas lâmpadas fluorescentes. Com esta
medida a empresa economizou 1,6% do consumo total de energia elétrica.
FIOFIBRA – COMPANHIA PRODUTORA DE FIBRAS SINTÉTICAS, LDA
A Fiofibra, dedica-se à texturização de filamentos sintéticos e artificiais, torcedura,
tingimento e bobinagem de fios de filamento contínuo sintéticos e artificiais.
A Fiofibra tem um regime de trabalho que funciona normalmente 3 turnos por dia, cinco
dias por semana. A empresa está localizada em Esmeriz – Vila Nova de Famalicão.
A empresa já implementou medidas de racionalização dos consumos de energia, bem
como tem previsto a implementação de medidas no atual Acordo de Racionalização dos
Consumos de Energia (ARCE) com a DGEG, tais como:
Redução e controlo do caudal de fugas na rede de ar comprimido. Com esta
medida a empresa economizou 2,2% do consumo total de energia elétrica;
Isolamentos térmico. A presente medida consiste em isolar termicamente,
depósitos, tubagem e válvulas o que irá permitir uma economia de 16,2% do
consumo total de combustível utilizado na empresa;
Instalação de balastros eletrónicos nas iluminarias fluorescentes. Com esta
instalação a empresa economizou 0,4% do consumo total de energia elétrica da
Fiofibra.
134
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
TÊXTIL ANTÓNIO FALCÃO, S.A.
A Têxtil António Falcão, SA pertence ao Grupo Falcão dedicando-se à produção de
Meias e Collants de Senhora e à Texturização de fio poliamida.
Fica localizada em Arcozelo – Barcelos e funciona normalmente 1 ou 3 turnos por dia,
cinco dias por semana, dependendo dos setores.
A Têxtil António Falcão na produção Meias e Collants de senhora fabrica collants
propriamente ditos, mini meias, soquete e meia liga. Dentro do fio texturizado
poliamida a empresa produz fio cru, recoberto, fio cores, tinto em massa etc. Estes fios
podem ser utilizados nas seguintes aplicações: meias e collants, passamanarias,
bordados/rendas, etiquetas, tecidos de malha, têxtil lar, vestuário, etc.
A empresa comercializa em meias as seguintes marcas próprias: Nana, Maggiolly e Can
Can. É também agente da Meryl Fiber em Portugal de fios Poliamida.
A empresa já implementou medidas de racionalização dos consumos de energia, bem
como tem previsto a implementação de medidas no atual Acordo de Racionalização dos
Consumos de Energia (ARCE) com a DGEG, tais como:
Redução e controlo do caudal de fugas na rede de ar comprimido. Com esta
medida a empresa economizou 3,8% do consumo total de energia elétrica;
Instalação de balastros eletrónicos nas lâmpadas fluorescentes o que permite
uma economia de 0,4% face ao consumo total de energia elétrica;
Substituição de motores de corrente contínua por motor com variador em
alguns teares o que permitirá uma economia de 1% sobre o consumo total de
energia elétrica.
FITEXAR - FIBRAS TÊXTEIS ARTIFICIAIS, S.A.
Pertencente ao Grupo Falcão, a Fitexar dedica-se à produção de Fio POY (fio
parcialmente orientado) – Filamento contínuo e à Texturização de Fio Poliéster
(processamento de fio POY em fio texturizado).
Localizada em Arcozelo – Barcelos tem um regime de laboração na secção de filamento
contínuo de 24 horas por dia, sete dias por semana, e na secção de Texturização de Fio
Poliéster labora 24 horas por dia, cinco dias por semana, ou 7 dias dependendo das
necessidades do mercado.
O fio Poliéster pode ser utilizado nas seguintes aplicações: indústria automóvel (tecidos
técnicos, estofos, bagageiras e tecidos resistentes à abrasão, rasgão e toque), vestuário
técnico (bombeiros, polícia e outros técnicos; resistência à chama; anti bacteriano) e
135
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
outras aplicações (passamanarias; bordados/rendas; etiquetas; tecidos de malhas;
têxteis lar; vestuário; decoração e tecidos não malhas).
A empresa tem instalado variadores de velocidade em todos os motores passíveis de
instalação. Com a instalação de balastros eletrónicos nas lâmpadas fluorescentes
(medida de racionalização de energia) a empresa irá economizar 0,2% do consumo total
de energia.
De seguida apresentam-se casos de sucesso, de empresas do STV (Setor Têxtil e de
Vestuário), a nível de eficiência energética, redução dos consumos e custos de energia,
contemplando medidas já implementadas e algumas a implementar previstas no âmbito
dos diagnósticos flash do EFINERG.
GUERNER & IRMÃOS, S.A.
A Guerner & Irmãos, S.A., é uma unidade, que se dedica à fabricação de redes, que inclui
extrusão, tecelagem e confecção. Localiza-se em Perosinho, Carvalhos.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
O contrato para fornecimento de energia elétrica é revisto periodicamente face
às alternativas oferecidas pelo mercado;
A empresa tem uma analisador de redes elétricas que permite a análise dos
consumos de energia dos consumidores de energia elétrica;
Foi proposto avaliar a possibilidade de utilização de energia solar térmica para
aquecer água para os banhos das extrusoras;
Foi sugerido instalar variadores de velocidade nos teares.
RICON INDUSTRIAL – PRODUÇÃO DE VESTUÁRIO, S.A.
A Ricon Industrial – Produção de Vestuário, S.A. dedica-se à produção de vestuário
exterior em série e está localizada em Ribeirão, Vila Nova de Famalicão.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
Têm um compressor de ar comprimido com variação de velocidade;
Os compressores de ar comprimido são desligados no final do turno e ao fim de
semana;
Verificam diariamente as fugas de ar comprimido;
O arranque das máquinas é faseado;
Foi proposto substituir os balastros convencionais por balastros eletrónicos, nas
lâmpadas fluorescentes, tendo já efetuada a substituição em cerca de 30% das
lâmpadas.
136
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
P.A. & C.O. – Design Têxtil, Lda
A P.A.& C.O. – Design Têxtil, Lda, dedica-se à confecção de vestuário exterior. Está
localizada na Vila Frescaínha S. Pedro, Barcelos.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
A empresa está atenta no que diz respeito à renegociação de contratos de
fornecimento de energia elétrica, de forma a terem o o contrato mais vantajoso
para a empresa;
Foi proposto desligar as máquinas quando estas não estão a trabalhar;
Foi sugerido verificar se têm encargos com a energia reativa, de uma forma
sistemática.
COINDU – COMPONENTES PARA A INDÚSTRIA AUTOMÓVEL, S.A.
A Coindu – Componentes para a Indústria Automóvel, S.A., tem duas instalações, em
Portugal, localizadas em Mogege/Joane (Vila Nova de Famalicão) e em Arcos de
Valdevez. Dedica-se à produção de capas para assentos para a indústria automóvel, bem
como outro tipo de acessórios (apoio de braços, enconsto de cabeça e painéis).
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
Têm contadores de energia elétrica, cujos consumos são monitorizados através
de um Sistema de Gestão de Energia Elétrica Centralizado;
Existem sensores de presença e luminosidade em corredores e balneários;
Foram colocados balastros eletrónicos nas lâmpadas fluorescentes;
Existem variadores de velocidade em todas as máquinas de corte, compressores
de ar comprimido e bombas de água;
Têm paínéis solares térmicos para aquecimento de águas sanitárias;
O calor residual dos compressores é utilizado para aquecer corredores da
empresa;
Têm uma bomba de calor para climatização;
Foi proposto a redução e controlo das fugas de ar comprimido;
Foi sugerido a redução de 1 bar na produção de ar comprimido.
137
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
DELOS – FRADELOS CONFECÇÕES, LDA
A DELOS – Fradelos Confecções, Lda pertence ao grupo da Ricon. Dedica-se à produção
de vestuário exterior em série e está localizada Fradelos, Vila Nova de Famalicão.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
Utilizam transmissão mecânica do tipo trapezoidal dentado;
Substituiram o motor da aspiração que estava sobredimensionado;
Foi proposto instalar baterias de condensadores de forma a não haver encargos
com a energia reativa;
Foi sugerido desligar as máquinas quando estas não estão a trabalhar;
Foi aconselhado reduzir as fugas de ar comprimido;
Foi proposto substituir um compressor de ar comprimido por um com variação
de velocidade;
Foi sugerido instalar balastros eletrónicos nas lâmpadas.
DELCON – INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES, LDA
A Delcon – Indústria de Confecções, Lda pertence ao grupo da Ricon. Dedica-se à
produção de vestuário exterior em série e está localizada Fradelos, Vila Nova de
Famalicão.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
Têm instalado baterias de condensadores, para compensação do fator de
potência;
A empresa aproveita os condensados da caldeira a vapor para aquecer o
armazém de produto acabado;
Foi sugerido desligar as máquinas quando estas não estão a trabalhar;
Foi proposto susbtituir um compressor por um com variação de velocidade;
Foi sugerido substituir as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas mais eficientes e
ou substituir os balastros convencionais por balastros eletrónicos;
Foi proposto isolar o corpo da caldeira, depósito de condensados, colector e
válvulas.
INARBEL – INDÚSTRIA DE MALHAS E CONFECÇÕES, S.A.
A INARBEL – Indústria de Malhas e Confecções, S.A. dedica-se à fabricação de vestuário
de malha. Localiza-se em Vila Boa de Quires, Marco de Canavezes.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
138
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
As faturas das fontes de energia são analisadas periodicamente, bem como a
análise de contratos;
A empresa tem instalado baterias de condensadores para a compensação do
fator de potência;
A empresa tem instalado variadores de frequência/arrancadores suaves na
central de aspiração, prensas e máquinas de tricotar;
Foi proposto reduzir e controlar as fugas de ar comprimido;
Foi sugerido susbtituir um compressor de ar comprimido por um com variação
de velocidade;
Foi proposto substituir as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas mais eficientes
e/ou substituir os balastros convencionais por eletrónicos.
FABRICA DE TECIDOS INVICTA, LDA
A Fabrica de Tecidos Invicta, Lda dedica-se ao fabrico de passamanarias e está localizada
na Rua D. João IV, no Porto.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
As faturas das fontes de energia são analisadas periodicamente;
Foi sugerido substituir as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas mais eficientes
e/ou substituir os balastros convencionais por eletrónicos;
Foi proposto colocar refletores espelhados nas armaduras das lâmpadas
fluorescentes de modo, a eventualmente, diminuir a quantidade de luminárias
Foi sugerido proceder a melhorias na envolvente do edifício, isto é, isolamento
de paredes, tetos e calafetação de portas e janelas.
COSTAMPA – ESTAMPARIA, LDA
A Costampa – Estamparia, Lda dedica-se à estampagem peça a peça. Localiza-se em
Infías, Vizela.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
A empresa tem contadores de energia elétrica para medição dos escritórios,
produção I e II;
A empresa sempre que possível concentra a produção no mesmo equipamento,
evitando assim o funcionamento desnecessário de outras máquinas;
A empresa aproveita o ar de arrefecimento dos compressores e os gases de
combustão das estufas para secagem dos utensílios da produção;
A empresa tenta minimizar a utilização de energia eléctrica nas horas de ponta;
Foi sugerido reduzir e controlar as fugas de ar comprimido;
139
EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Foi proposto reduzir a temperatura do ar de admissão para os compressores de
ar comprimido;
Foi sugerido aplicar refletores espelhados nas armaduras.
ANTÓNIO DA COSTA GUIMARÃES, Fº & Cª, S.A.
A empresa António da Costa Guimarães (Castanheiro) dedica-se à tecelagem e
confecção de atoalhados, na unidade fabril localizada em Urgeses, Guimarães. A
empresa tem ainda uma unidade, em Campelos, Guimarães, que se dedica ao
tingimento e acabamento dos atoalhados.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
A empresa analisa periódicamente os contratos de energia;
A central de ar comprimido tem já um compressor com variação de velocidade;
Foi sugerido verificar periodicamente o estado e escalonamento das baterias de
condensadores de modo a não haver encargos com a energia reativa;
Foi sugerido desligar, sempre que possível, os equipamentos que não estejam a
produzir;
Foi proposto reduzir as fugas de ar comprimido;
Foi sugerido substituir as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas mais eficientes
e/ou substituir os balastros convencionais por eletrónicos.
NEIPER HOME, S.A.
A Neiper Home, S.A., dedica-se à tecelagem e confecção de atoalhados. Está localizada
em Guardizela, Guimarães.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
A empresa analisa periódicamente os contratos de energia;
A empresa tem instalados balastros eletrónicos nas lâmpadas fluorescentes;
Existe variador de velocidade na bomba hidráulica do ar condicionado da
tecelagem;
Foi sugerido reduzir e controlar as fugas de ar comprimido;
Foi proposto reduzir a pressão de ar comprimido produzida.
IRMÃOS RODRIGUES – CONFECÇÕES, S.A.
A Irmãos Rodrigues – Confecções, S.A., dedica-se à confecção de vestuário exterior em
série. Localiza-se em Gilmonde, Barcelos.
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
A empresa substituiu lâmpadas de descarga por lâmpadas mais eficientes;
A empresa tem instalado um variador de velocidade na máquina de corte;
Foi proposto reduzir e controlar as fugas de ar comprimido;
Foi sugerido substituir um compressor de ar comprimido por um com variação
de velocidade.
PEDROSA & RODRIGUES, S.A.
A Pedrosa & Rodrigues, S.A., dedica-se à confecção de vestuário exterior em série.
Localiza-se em Gilmonde, Barcelos.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
A empresa substituiu as lâmpadas fluorescentes T8 por lâmpadas mais eficientes
T5, na área produtiva;
A empresa tem instalado um variador de velocidade na máquina de corte;
A empresa tem instalado um variador de velocidade na aspiração de resíduos;
Foi sugerido reduzir e controlar as fugas de ar comprimido;
Foi proposto substituírem um compressor de ar comprimido por um com
variação de velocidade.
RAITH – EXPORTAÇÃO DE TÊXTEIS, S.A.
A Raith – Exportação de Têxteis, S.A., dedica-se à confecção de vestuário para criança e
bébé. Localiza-se em Túias, Marco de Canavezes.
Foi proposto no âmbito do EFINERG medidas de racionalização de energia, entre outras:
Reduzir e controlar as fugas de ar comprimido;
Desligar as máquinas quando estas não estão a trabalhar;
Instalar balastros eletrónicos nas lâmpadas fluoresentes.
MALHINTER – CONFECÇÕES, LDA
A Malhinter – Confecções, Lda, dedica-se à confecção de vestuário interior. Está
localizada em Cabeçudos, Vila Nova de Famalicão.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
A empresa tem instalado um compressor com variação de velocidade;
Foi sugerido desligar máquinas quando estas não estão a trabalhar;
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
Foi proposto reduzir e controlar as fugas de ar comprimido;
Foi sugerido desligar a central de ar comprimido à noite e ao fim de semana.
TÊXTEIS TEXDIA, S.A.
A Têxteis Texdia, S.A., dedica-se à confecção de vestuário interior para homem. Está
localizada em Riba de Ave, Vila Nova de Famalicão.
A empresa já implementou algumas medidas de racionalização dos consumos de energia
e no âmbito do EFINERG foram propostas outras medidas:
A empresa tem a preocupação de desligar a iluminação não necessária;
A empresa tem instalado variadores de velocidade na máquina de corte
automática, na central de aspiração de resíduos e em alguns teares;
A empresa aproveita o ar de exaustão dos compressores para aquecer a área
fabril;
Foi proposto reduzir e controlar as fugas de ar comprimido;
Foi sugerido susbtituir um compressor de ar comprimido por um com variação
de velocidade.
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário
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EFINERG – Plano setorial de melhoria da eficiência energética em PME – Setor Têxtil e do Vestuário

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