O violino de Auschwitz

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O violino de Auschwitz
O VIOLINO DE AUSCHWITZ
3a edição
Em memória de
Aristides de Sousa Mendes
e de todos os portugueses
vítimas do Holocausto.
Um encontro para não esquecer a maior
tragédia do séc. XX
através do insólito olhar da música.
Execuções musicais, recontos,
imagens e filmagens,
revelarão aspetos curiosos e inéditos
da política cultural da ditadura
nazifascista e dos horrores
dos campos de concentração.
Um encontro desprovido de retórica,
capaz de surpreender e comover.
Execuções musicais ao vivo
IMAGENS – VÍDEO - FILMES
Violinista/relator
Maurizio Padovan
Maurizio Padovan
916 930 224 – 258 518 207
[email protected]
Maurizio Padovan: músico, professor de dança e
investigador. Foi docente de “História da dança e
da música para dança” na Faculdade de
Musicologia da Universidade de Cremona-Pavia
(Itália).
Violinista, é diretor do ensemble “Accademia
Viscontea”, e da “Camborchestra” de Cremona.
Participou em numerosos convénios internacionais,
gravou discos, deu cursos musicais e centenas de
concertos em Itália e no estrangeiro.
Colabora com o Departamento de Instrução da
Província de Milão no projecto “La musica nella
didattica”. No ambito deste projecto deu 700 liçõesconcertos para 80.000 alunos da Escola Secundária e
publicou os volumes Voci, ritmi e strumenti del
Medioevo, Musica e società del Rinascimento e Il
Barocco: musica e scoietà.
Participou em numerosos convénios internacionais e
deu cursos de dança renascentista e seminários de
música e dança em escolas e instituições didácticas.
A partir de 1989 esteve com regularidade em
Portugal, a convite da Escola Superior de Dança de
Lisboa, da APEM, da Universidade do Minho, de
vários Centros de Formação de Professores, de
Clube Unesco de Educação Artística de Lisboa, da
Casa da Música de Porto, de Camaras Municipais e
Casa das Artes
para lecionar cursos de
especialização e formação, para dar concertos e para
a realização de espetáculos de dança.
Colaborou com José Sasportes (ex ministro da
cultura) na rivista “La danza italiana” e no livro
“Storia della danza Italiana” (2011). É autor dos
volumes A dança no ensino obrigatório (2000) e
Dançar na Escola (2010) editadas pela Fundação C.
Gulbenkian e de numerosas publicações relativas à
história da dança, história da música e
etnomusicologia.
DIA EM MEMÓRIA 2016
O Violino
de Auschwitz
Sons, imagens e testemunhos
do Holocausto
(1938-1945)
.
Maurizio Padovan
Tel.: 91.6930224 - 258.518207
[email protected]
Concerto-conferência
com audiovisuais
O VIOLINO
DE AUSCHWITZ
Sons, imagens e testemunhos
do Holocausto
Nos anos que precederam a Segunda Guerra
Mundial, o género musical da canção,
difundido através da rádio, tornou-se um
importante fenómeno de massas amplamente
utilizado para a propaganda do regime
fascista.
O otimismo triunfante “prebélico” deu lugar,
no início do conflito, à necessidade de distrair
as gentes do drama da guerra propondo temas
românticos, sentimentais e as assim chamadas
canções de alegria, de tom ligeiro e divertido
em ritmo de swing
O regime nazi instituiu uma eficiente organização
da vida musical, desenvolvendo uma potente
máquina de propaganda e um instrumento de luta
contra os opositores políticos, os judeus e a
cultura “degenerada” (no âmbito musical:
dodecafonia. Jazz, cabaret berlinense, etc.).
Nos campos de concentração nazis, a música
assumiu um papel de exaltação do horror e da
aniquilação da dignidade humana.
Em Auschwitz, como em Mauthausen,
orquestras formada pelos próprios detidos,
davam concertos para o espairecimento das SS,
acolhiam os novos deportados, marcavam o
compasso das marchas dos prisioneiros nos
trabalhos forçados, acompanhavam os
condenados às câmaras de gás e exaltavam o
sadismo dos oficiais na violência perpetrada
contra as mulheres e crianças.
.
Em 1938, com o surgimento das leis raciais,
um grande número de músicos, cantores,
coristas e trabalhadores em organizações
musicais perderam o seu posto de trabalho. Na
verdade, o antisemitismo em Itália não se
difundiu como no Reich, ainda que bem
poucos se tenham revoltado com a política
fascista; as perseguições mais graves deram-se
durante a ocupação alemã.
Instrumento de tortura, a música contribuía para
reduzir a personalidade dos indivíduos; contudo,
para os músicos deportados, poder tocar ou cantar
significava reencontrar a dignidade violada e, em
muitos casos, sobreviver.
Ser selecionado para as orquestras, em
determinadas ocasiões de festa, dava a certeza de
que seriam sobreviventes por mais um dia.
Em Treblinka como em Flossemburg,
Buchenwald, Janowska ou Golleschau, não ser
músicos podia tornar-se uma implacável
condenação.
Mas a música teve uma importância
extraordinária na capacidade de iludir os detidos a
esquecer o horror quotidiano e incutir esperança
até nos momentos de desespero e sofrimento. Não
faltaram exemplos de pequenas e grandes peças
musicais compostas pelos próprios prisioneiros,
como as comoventes canções da jovem poetisa
Ilse Weber, realizadas para aliviar as dores das
crianças no gueto de Therezin. Transferida para
Auschwitz em 1944, será morta, assassinada na
câmara de gás junto ao seu filho Tommy
.

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