O léxico da Plantas Medicinais no Nordeste

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O léxico da Plantas Medicinais no Nordeste
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGÜÍSTICA – PPGL
GRUPO DE ESTUDOS LINGUAGEM E CULTURA - GELC
PROJETO DE PESQUISA
O Léxico das Plantas Medicinais no Nordeste:
Uma Abordagem Etnolingüística
Fortaleza-CE, 2008
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SUMÁRIO
I- IDENTIFICAÇÃO
1. Título do Projeto: O Léxico
Uma Abordagem Etnolingüística
das
Plantas
Medicinais
no
Nordeste:
2. Coordenação: Profa. Dra. Maria do Socorro Silva de Aragão - Coordenadora
Profa. Maria Elias Soares – Vice-coordenadora
3. Equipe Técnica:
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Maria do Socorro Silva de Aragão - Professora, Doutora em Lingüística(UFC/UFPB)
Maria Elias Soares – Professora, Doutora em Lingüístca (UFC)
Maria Silvana Militão de Alencar - Professora, Doutora em Lingüística (UFC)
Samantha de Moura Maranhão - Professora, Mestre e Doutoranda em Lingüística (UFPI)
Carlos Alberto Souza – Professor, Mestre em Letras (UFC)
Georgiana Márcia Oliveira Santos - Professora, Mestranda em Lingüística (UFMA)
Anairan Jeronimo da Silva – Professora, Mestranda em Lingüística (UFMA)
Ednardo Luiz da Costa – Professor, Mestrando em Lingüística (UFC)
Carlos Magno Viana Fonseca – Professor, Doutorando em Lingüística (UERN)
Francisco Ednardo Pinho dos Santos – Professor, Mestrando em Lingüística (UFC)
Moisés Batista da Silva – Professor, Doutorando em Lingüística (UERN)
Kátia Cilene David Silva – Professora, Doutoranda em Lingüística (UERN)
Jeane Maria Alves de Mendonça – Professora, Mestranda de Lingüística (UFC)
Francisca Natália Sampaio Pinheiro – Professora, Mestranda de Lingüística (UFC)
Fabiana dos Santos Lima
Francisco Eduardo Pinho dos Santos
Letícia Adriana Pires Teixeira
Mirna Gurgel da Silva
Maria Sorahya dos Santos – Bolsista (UFC)
Estudantes de Graduação em Letras (UFPB-UFC-UERN-UFPI-UFMA)
4. Consultores:
• Profa. Dra. Maria Aparecida Barbosa USP
• Prof. Dr. Antonio Luciano Pontes UECE
• Profa. Dra. Maria de Fátima Barbosa Batista de Mesquita - UFPB
5. Unidades Executoras:
5.1. Universidade Federal do Ceará: Programa de Pós-Graduação em Lingüística
5.2. Universidade Federal da Paraíba: Programa de Pós-Graduação em Letras
6. Recursos Financeiros
7. Cronograma de Execução
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II - O PROJETO
1. TEMA: O Léxico das Plantas Medicinais no Nordeste Uma Abordagem Etnolingüística
2. OBJETIVOS
2.1. GERAL
Elaborar um glossário etnoterminológico das plantas medicinais encontradas nos estados
da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão.
2.2. ESPECÍFICOS
2.2.1. Registrar as expressões, os termos e suas variantes, presentes nas modalidades oral e
escrita da terminologia das plantas medicinais no Nordeste, considerando aspectos
morfossintáticos e léxico-semânticos;
2.2.2. Analisar o processo de formação de palavras do léxico das plantas medicinais: análise
semântico-lexical;
2.2.3. Elaborar um glossário sistemático, com notas enciclopédicas, das plantas medicinais do
Nordeste.
3. OBJETO DE ESTUDO
3.1. Problema
a) Há um léxico específico das plantas medicinais nos falares populares nordestinos?
b) O léxico das plantas medicinais tem marcas da estrutura sócio-cutural do povo
nordestino?
3.2. Hipóteses
a) Há um léxico específico das plantas medicinais nos falares populares nordestinos;
b) O léxico das plantas medicinais nos falares populares nordestinos contém termos e
estruturas da língua comum;
c) O referido léxico possui termos e estruturas que são marcas de cada um dos estados
estudados;
d) A terminologia das plantas medicinais, no Nordeste, é um reflexo da cultura local e
regional.
4. JUSTIFICATIVA
Os modernos estudos lingüísticos relativos ao léxico vêm se estendendo além das
fronteiras da lexicologia, da lexicografia, da terminologia e da terminografia, chegando a outros
ramos da lingüística como a dialetologia, a sociolingüística e a etnolingüística. Isto porque a
língua de modo geral e o léxico em particular refletem marcas dialetais, sociais e culturais dos
falantes.
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Assim, as novas abordagens dos estudos do léxico com enfoques sociais e culturais deram
origem a outros campos de estudo, como, por exemplo, a socioterminologia e a
etnoterminologia, cujos conceitos surgiram a partir da constatação de que mesmo o termo, até
então considerado invariável ou monorreferencial, pode apresentar variações dentro de uma
mesma área de especialidade, ou seja, ele passa a ser estudado, também em sua
multirreferencialidade. Dessa forma, tais abordagens deram uma outra dimensão aos estudos do
léxico como um todo e ao estudo das línguas de especialidade em particular.
A socioterminologia e a etnoterminologia trouxeram novos olhares para os trabalhos
terminográficos, acrescentando-lhes um perfil sócio-lingüístico-cultural, mostrando a existência
da influência de aspectos diatópicos, diatécnicos e diastráticos, nas terminologias de línguas de
especialidade.
Ao trabalharmos as unidades terminológicas da medicina popular, através das plantas
medicinais, pretendemos ver como essas unidades se constituem e que fatores extralingüísticos,
como os sociais e culturais, interferem e determinam essa terminologia.
A pesquisa levará em conta os aspectos de variações de uso que sejam utilizadas, as que
migraram da língua comum para a língua de especialidade, num processo de terminologização e
na passagem do termo técnico, num processo de banalização e no caso das línguas de
especialidades.
A originalidade desta proposta decorre da existência de compilações dos termos
designativos das plantas medicinais no Nordeste elaboradas por não-lingüistas, não
fundamentadas, portanto, em critérios técnico-científicos da área de estudos da linguagem.
Considerando-se o desenvolvimento teórico-metodológico mais recente das ciências do
léxico, o presente trabalho, valendo-se de novas ferramentas de análise, trará contribuições
significativas para o conhecimento da realidade sócio-lingüístico-cultural dos falares
nordestinos.
Conseqüentemente, o glossário resultante desta pesquisa poderá servir de instrumento não
apenas para estudiosos da linguagem e da cultura, mas também para profissionais de áreas
específicas, como farmacologia, botânica e mesmo da medicina alternativa.
Além disso, levando-se em conta o amplo alcance e influência dos meios de comunicação
de massa, especialmente nas classes sócio-economicamente menos favorecidas, o registro e a
divulgação dos termos, bem como do processamento e da utilização das plantas medicinais serão
de fundamental importância para a preservação desse rico acervo da cultura regional popular.
5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA PESQUISA
5.1. PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
Para a fundamentação teórica e para o conhecimento e comparação de trabalhos
semelhantes na área, será realizada uma pesquisa bibliográfica em dicionários gerais da língua
portuguesa, livros, teses, dissertações, artigos, especialmente nos seguintes campos:
a) Léxico, Lexicologia, Lexicografia, Terminologia, Etnolingüística e Sociolingüística;
b) Obras técnicas sobre plantas medicinais: extração, formas de manipulação e de utilização;
c) Literatura popular: folhetos de cordel, contos populares;
d) Literatura especializada: livros técnicos de botânica, farmacologia e medicina.
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5.2. PESQUISA DE CAMPO
5.2.1. Delimitação do corpus
O corpus será constituído da seguinte forma:
•
Localidades: municípios dos estados nordestinos supracitados.
•
Locais da pesquisa: feiras livres, mercados populares, lojas especializadas em plantas
medicinais, farmácias de manipulação, terreiros afro-religiosos, locais especializados em
cultivo de plantas medicinais, viveiros de plantas medicinais.
•
Informantes: feirantes,vendedores de ervas, populares, farmacêuticos, membros de
terreiros afro-religiosos, plantadores, isto é, pessoas que trabalhem em qualquer dos
processos relacionados às plantas medicinais.
O corpus da pesquisa será composto de textos orais (entrevistas com os informantes) e
escritos (literatura especializada, literatura popular: cordel e contos).
5.3. INSTRUMENTOS DE PESQUISA
5.3.1. Ficha das localidades
5.3.2. Ficha dos informantes
5.3.3. Ficha terminológica
5.4. LEVANTAMENTO DO CORPUS
5.4.1. Preenchimento da fichas de localidade em todos os municípios considerados na pesquisa.
5.4.2. Preenchimento das fichas de informantes.
5.4.3. Aplicação dos questionários aos informantes.
5.4.4. Transcrição ortográfica das entrevistas.
5.5. REGISTRO DOS DADOS
Preenchimento das fichas terminológicas e dos dados terminográficos (com registro dos
dados relevantes e pertinentes sobre cada unidade terminológica. Os dados mais importantes que
levaremos em consideração são:
a) termo-entrada: termo propriamente dito que pode ser constituído de uma ou mais palavra;
b) domínio de aplicação do termo;
c) classe lexical e categoria gramatical;
d) contexto de atualização ( + fonte );
e) nome do informante (+ código da ficha do informante);
f) conceito do informante para o termo;
g) os termos equivalentes encontrados no corpus;
h) remissiva: Conceitos relacionados. Informações sobre relações de significação mantidas entre
o termo-entrada com outros termos do mesmo campo semântico ou conceitual (sinonímia,
parassinonímia, hiperonímia-hiponímia);
i) notas gerais e observações sobre o comportamento semântico do termo;
j) ilustrações.
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5.6. ORGANIZAÇÃO DO GLOSSÁRIO
5.6.1. Delimitação da nomenclatura
Serão considerados os termos populares com seus equivalentes científicos.
5.6.2. Organização interna da obra
A obra será organizada a partir de três componentes estruturais: a macroestrutura, a
microestrutura e o sistema de remissivas.
5.6.3. Critérios para seleção dos termos do vocabulário
O vocabulário terá como entrada:
a) Termos que denominam o plantio, a manipulação e a utilização das plantas medicinais.
b) Termos que caracterizam o universo socio-cultural das pessoas relacionadas às atividades com
plantas medicinais.
5.6.4. A Macroestrutura
Os termos serão apresentados alfabeticamente.
Na medida do possível, incluiremos ilustrações: (fotos, desenhos, gráficos) relacionados
aos termos do domínio em estudo.
No final do glossário, apresentaremos um índice remissivo ordenado alfabeticamente.
5.6.5. - A Microestrutura
A organização dos dados contidos nos verbetes do glossário das plantas medicinais no
Nordeste será composta pelos seguintes elementos: termo-entrada, termo técnico-científico a ela
referente, categoria gramatical, gênero, número, definição, contexto de uso, remissiva e nota
explicativa.
A nota explicativa terá como objetivo fazer referência a particularidades semânticas de
alguns termos e para apresentar informações enciclopédicas importantes.
6. EMBASAMENTO TEÓRICO
Esta proposta de trabalho fundamenta-se nos modelos teóricos das ciências do léxico:
lexicologia, lexicografia, terminologia, terminografia, socioterminologia e etnoterminologia.
Faremos breves considerações teóricas sobre cada uma deles.
6.1. Lexicologia e Lexicografia
O estudo científico do léxico das línguas e dos princípios gerais e mecanismos de sua
estruturação recebe diferentes definições dos especialistas, muitas são complementares, algumas
contraditórias, outras determinam as unidades de estudo, outras ainda apresentam sua
metodologia de trabalho. Entre essas definições podemos ver:
Segundo Coseriu a Lexicologia é o
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[...] ramo da lingüística que estuda a estrutura do vocabulário da língua, sua
composição, variedade, origem, mudanças históricas e adaptação às condições
sociais da comunidade respectiva. Na lexicologia clássica se parte da palavra,
como unidade natural das línguas naturais, modernamente esta disciplina estuda
a estrutura interna dos vocábulos; por exemplo: a análise componencial, suas
regras de sub-categorização e de inserção no marco oracional e suas
modalidades morfológicas a partir de entidades subjacentes como os lexemas.
Autores, como Massó (1986:179) acrescentam além da estrutura do vocabulário, a
composição, a variedade, a origem e as mudanças históricas, as adaptação feita às condições
sociais da comunidade a que se refere.
Lewandowski, (1986, p.209) vê a lexicologia em termos de doutrina quando diz:
Doutrina do estudo do vocabulário ou do léxico de uma língua; a descrição de
sua estrutura; a doutrina da palavra e o vocabulário, o subsistema léxico da
língua, sua articulação e sua mudança. O objeto principal da lexicologia é a
palavra como elemento do vocabulário.
O campo de atuação da Lexicologia está bem delimitado como se vê na definição de
Xavier/Mateus, (1992, p.227) quando afirmam:
Estudo teórico do vocabulário nos seus múltiplos aspectos como freqüência,
distribuição, conteúdo, autonomia ou dependência de uma gramática. De modo
geral, a lexicologia incorpora no seu domínio todos os processos de derivação.
Na lexicologia são utilizadas várias metodologias que representam diferentes
tendências como a lexicologia estatística, a lexicologia estrutural e descritiva, a
histórica, a social.
Ou na definição de Benveniste quando diz que:
A lexicologia fornece os pressupostos teóricos e traça grandes linhas que
coordenam o léxico de uma língua, sua função é apresentar as informações
acerca das unidades lexicais necessárias à produção do discurso e caracterizar a
estrutura interna do léxico, tanto no aspecto conteúdo, como no aspecto forma.
Matoré acrescenta em sua definição a relação léxico-sociedade quando afirma:
[...] é partindo do estudo do vocabulário que poderemos explicar uma
sociedade. Também podemos definir a lexicologia como uma disciplina
sociológica utilizando o material lingüístico que são as palavras.
Enquanto a lexicologia é tida como uma ciência, a lexicografia é tida como uma
tecnologia, um método de estruturação e descrição de palavras, elaboração e apresentação de
informações sobre as palavras.
Uma das definições que se pode dar de Lexicografia é: uma tecnologia de tratamento da
lexicologia, de compilação, classificação, análise e processamento, de que resulta a produção de
dicionários, vocabulários técnico-científicos, vocabulários especializados e congêneres.
Para Haensch uma das grandes dificuldades do fazer lexicográfico é a da classificação do
tipo de obra que se quer fazer.
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Para ele, a classificação deve partir da história da lexicografia, dos trabalhos
lexicográficos existentes e de critérios teórico-lingüísticos e propõe uma distinção entre as
codificações lexicográficas que tem por objeto os discursos individuais são: glossários,
dicionários, vocabulários de obras literárias; e codificações lexicográficas do discurso coletivo,
os tesauros.
Uma outra forma de classificar as obras lexicográficas é quanto ao emissor e ao receptor.
A maioria das codificações lexicográficas leva em conta o papel do emissor, onomasiológicos,
ou do receptor, semasiológicos, ou dos papéis que eles representam.
6.2. Terminologia e Terminografia
O termo terminologia é polissêmico, no dizer de Cabré (1995), por poder designar uma
disciplina, uma prática ou o produto gerado por essa prática.
Sager (1998), complementa essa afirmação ao dizer que a terminologia, como teoria, é
um conjunto de premissas, argumentos e conclusões necessários para explicar a relação entre
conceitos e termos especializados; como prática, é um conjunto de métodos, técnicas e atividades
utilizados para a coleta, descrição, processamento e apresentação de termos; e como produto, é
um conjunto de termos, vocabulário ou glossário, de uma determinada especialidade.
Pode-se ainda definir a terminologia como “estudo científico dos conceitos e respectivos
termos considerados no seu funcionamento social e pertencentes a áreas da experiência humana” (ISO
1087)
Quanto à terminologia como disciplina, existem correntes divergentes na literatura,
surgindo assim várias "escolas" com abordagens muitas vezes conflitantes. Tais escolas
continuam influenciando até hoje os trabalhos desenvolvidos no mundo todo.
Nos seus primórdios a terminologia se preocupava com a nomeação das coisas; com o
contato entre civilizações; e com o registro e compilação de termos.
A Terminologia como ciência iniciou-se em 1931, com o engenheiro, industrial e
professor Wüster, por meio da publicação de sua obra Sprachnormug in der Technik, besonders
in der Elektronik, que situava a terminologia como ciência normativa e metodológica.
A história da Terminologia moderna pode ser dividida em quatro vertentes ou escolas:
• Escola de Viena – 1930 – que estabeleceu as bases da Terminologia e que tem como
representante máximo E. Wüster, cuja obra deu a base para a chamada Teoria Geral da
Terminologia – TGT;
• A Escola de Praga, com Vachek e Troubetzkoy, Vancura, Kopecky e Coda que cuidaram
da caracterização de vários tipos de línguas especiais;
• A Escola Soviética, que tinha a preocupação especial em determinar marcos teóricos e
uma metodologia específica para os trabalhos terminológicos. Teve como principais
representantes Caplygin e Lotte;
• Terminologia Moderna – de 1975 a 1985 – com os trabalhos de Cabré e sua equipe de
trabalho em Barcelona, que deu início à chamada Teoria Comunicativa da Terminologia
– TCT. Nessa mesma linha, na França, há os trabalhos de François Gaudin;
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• Terminologia Contemporânea – de 1985 a 1990 à atualidade com os trabalhos de Pierre
Auger, no Canadá; Rita Temmerman, na Alemanha, com sua Terminologia Congnitiva e
Marcel Diki-Kidiri, na França e Senagal, com a terminologia Cultural.
Krieger & Finatto (2004, p.34) mostram novos caminhos para a Terminologia ao afirmar:
Na última década do século XX, a terminologia inicia um novo percurso em sua
trajetória pautado pelo incremento de investigações terminológicas de bases
lingüístico-comunicacional. Os novos fundamentos levam em consideração o
comportamento dos léxicos terminológicos no âmbito das comunicações
especializadas.
A terminologia pode ser teórica ou prática. Na terminologia teórica temos:
•
•
•
•
um conjunto de diretrizes e princípios que regem a compilação, formação de termos e
estruturação de campos conceituais (ou nocionais).
um conjunto de premissas;
argumentos;
conclusões necessárias para explicar o relacionamento entre conceitos e termos
especializados; como prática, é um conjunto de métodos e atividades voltado para
coleta, descrição, processamento e apresentação de termos; como produto, é um
conjunto de termos, ou vocabulário, de uma determinada especialidade. Sager (1998)
A Terminologia enquanto prática, cupa-se da “aplicação de um saber a um fazer, ou seja,
à elaboração de obras terminológicas.” (Ferreira, 1997, p. 7). E nesta perspectiva, temos então a
Terminografia.
O objeto de estudo da terminologia é o termo, que faz parte da linguagem de
especialidade. A denominação linguagem ou língua de especialidade divide os estudiosos sobre o
que melhor de ajusta a esse tipo de linguagem.
Sobre este assunto diz Finatto (2004, p. 342):
Uso o termo linguagem especializada e não “linguagem de especialidade” por
entender que não haveria uma “posse” estrita dessa linguagem pelo usuário ou
pela área de saber/conhecimento. Entendo que é a linguagem que se faz
diferenciada; ela se altera em alguns de seus formatos pela ação dos sujeitos
envolvidos e pelas condições pragmático-lingüísticas e situacionais da
comunicação entre profissionais.
Já Garmadi (1983) prefere o termo língua especial, uma vez que em sua visão, este tipo
de variedade só é empreguado por indivíduos ou subgrupos colocados em “condições especiais”.
Para ela, as línguas técnicas são também variedades lingüísticas marcadas principalmente no
nível de um léxico especializado indispensável a certos grupos profissionais, ou a certos ramos
da técnica, da produção, da economia de uma sociedade complexa.
Barbosa (1996) para esse tipo de linguagem, usa vocabulários técnico-científicos e
especializados, mostrando que eles estão no nível de uma forma não apenas lingüística mas
também sociocultural. São conjuntos vocabulares representativos de universos de discurso.
Situam-se, também, numa perspectiva sincrônica, própria dos tecnoletos, não sendo consideradas
pertinentes variações diatópicas e diastráticas, exceto quando essas variações são caracterizadas
como fenômenos relacionados à Socioterminologia.
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A Terminografia é a ciência aplicada à qual cabe a elaboração de modelos que permitam
a produção de obras terminológicas / terminográficas no que diz respeito à sua macroestrutura, à
sua microestrutura, ao seu sistema de remissivas.
A Terminografia ocupa-se do inventário de termos de diferentes domínios de
especialidade.
Segundo Silva (p. 42):
A Terminografia é uma disciplina aplicada possui aplicabilidade, já que se volta
para a produção de glossários, dicionários técnicos ou terminológicos e bancos
de dados, podendo, também, ser chamada de Lexicografia Especializada.
Quanto à definição de terminologia, a afirmação de Barbosa (2001, p. 26) é bastante
pertinente, quando diz:
Considerando o conjunto de obras lexicográficas e terminológicoterminográficas produzidas em épocas mais recentes, diríamos que não se tem
muita clareza, quanto às fronteiras conceptuais, denominativas, definicionais
dos tipos desses textos, não obstante o estágio avançado em que se encontram,
neste fim de século, as pesquisas das ciências da palavra, nessas áreas, não
obstante, igualmente, a existência de numerosos organismos e obras de
normalização terminológica em diferentes países, que não conseguiram
assegurar, para certos conceitos, uma terminologia de Terminologia uniforme e
consensual1.
Segundo Faulstich (2006, p. 27) atualmente temos que pesquisar, também, as formas
faladas do léxico, uma vez que é na linguagem onde ocorrem com mais freqüência a variação
terminológica, que vai ser estudada pela socioterminologia:
Para falar de terminologia em sentido mais estrito, quer dizer, de terminologia
como disciplina que sistematiza termos e conceitos, é preciso falar também do
discurso de onde provém. Neste caso, excetuando o linguajar corriqueiro que,
como já se disse, apresenta grande quantidade de terminologias usadas no dia-adia, é preciso considerar que, pelo menos três discursos estão na base da
produção terminológica, isso porque nenhum termo é usado fora da situação
discursiva em que é criado. Assim sendo, discursos de diversas naturezas, como
o científico, o técnico e o de vulgarização, são a fonte natural de onde emergem
os termos usados nas comunicações entre profissionais. Muitos desses termos
entram vulgarizados no léxico comum, por meio dos mais diversos recursos,
como a metáfora, a elipse, a co-referência, entre outros, sem, por isso, perderem
o sentido de base. É este sentido que ativa o senso comum e difunde o conceito
original.
3. Socioterminologia e Etnoterminologia
A Socioterminologia, surge por influência dos estudos socioligüísticos de Labov (1960),
tem como objetivo o estudo das unidades terminológicas de um determinado domínio, levando
1
BARBOSA, M. A. Dicionário, vocabulário, glossário: concepções. In: ALVES, I. M. A constituição da
normalização terminológica no Brasil. 2 ed. São Paulo: FFLCH/CITRAT, 2001. Caderno de Terminologia, 1). p.
23-46.
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em conta as condições sociais de criação, circulação e uso comunicativo dessas unidades
temáticas.
Enquanto a Sociolingüística estuda as relações entre as estruturas lingüísticas e as
variações sociais da língua comum, a Socioterminologia por sua vez, reconhece que as variações
terminológicas nas línguas especializadas são determinadas por fatores sociais.
Segundo Gaudin (1993), a primeira aparição do termo Socioterminologia ocorreu em um
pequeno artigo de Boulanger publicado em 1981 no Terminograme do Comitê de Terminologia
OLF (Office de la Langue Française), Québec. A partir desse momento, muitos lingüistas
começaram a reconhecer que a variação e o registro social são características inerentes ao termo.
Os primeiros estudos com abordagem socioterminológica surgem na França, com François
Gaudin, no Canadá, com Pierre Auger, entre outros, na Alemanha com Rita Temmerman, na
França e Senegal, com Marcel Diki-Kidiri, que trabalharam na reorganização das ações de
planejamento lingüístico. Temos, também nessa mesma perspectiva, os estudos de terminologia
cultural, além dos trabalhos que usam uma abordagem pragmática e semiótica da terminologia,
através da Teoria do Discurso, da Lingüística Textual e da Semiótica das Culturas.
Para Boulanger (1995, p.197)
La Socioterminologie a commencé à affirmer son existence comme
discipline de recherche dans des travaux doctoraux, des articles, des
communications lors de rencontres scientifiques dont on trouvera un
ample écho dans les bibliographies qui accompagnent les écrits sur les
recherches. La première intervention solide et mûrement réfléchie fut
certainement celle d’Y. Gambier lors d’un colloque qui s’est tenu à Paris
en 1986 sur le thème de la fertilisation terminologiques dans les langues
romanes.
Barite (2000), dá a seguinte definição para o termo Socioterminologia:
Socioterminología. Rama da Terminología que se ocupa del análisis de los
términos (surgimiento, formación e interrelaciones), considerándolos desde una
perspectiva lingüística en la interacción social. // 2. Disciplina eminentemente
práctica del trabajo terminológico, que se fundamenta en el análisis de lãs
condiciones sociales y lingüísticas de circulación de los términos2.
Ao mostrar o caráter social da termimologia diz Auger (1999, p.24):
La Socioterminologie, en se définissant comme une práxis à base sociale,
consacre en même temps sa rupture avec la Terminologie wüstérienne ( et par le
fait même avec une bonne partie du monde international de la Terminlogie) qui
nie tout droit à la variation pour les terminologies.
Assim, a base da socioterminologia é a variação social do termo, até então visto como
invariável. Está, assim, associada às variações e mudanças que ocorrem na sociedade como meio
onde o termo é gerado, é usado, é modificado.
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Ao falar sobre socioterminologia diz Faulstich (2006, p. 27):
Para falar de socioterminologia é preciso, antes de tudo, situar a terminologia no
espaço da interação social. No Brasil, por exemplo, a história da terminologia se
confunde com a formação da sociedade brasileira por meio da mistura de falares
dos habitantes naturais da terra e dos que para cá vieram. Vejam-se, nos
dicionários, termos da fauna e da flora, como indicadores da terminologia
indígena no português brasileiro (...). Assim sendo, não é novidade dizer que a
diversidade da cultura brasileira aparece refletida na terminologia cotidiana.
Para Gaudin (1993, p.216):
[…] a socioterminologia, com o suposto de que deseja ultrapassar os limites de
uma terminologia "de escrivão", deve localizar a gênese dos termos, sua
recepção, sua aceitação, mas também as causas do insucesso e as do sucesso, no
âmbito das práticas lingüísticas e sociais concretas dos homens que empregam
tais termos. Estas práticas são essencialmente aquelas que se exercem nas
esferas de atividade. Eis porque a socioterminologia devia reencontrar as
reflexões nos laços que se criam entre trabalho e linguagem" (Gaudin,.
No que diz respeito à etnoterminologia, campo mais recente dos estudos
termimnológicos, o objeto de estudo é a variação cultural do termo, ou seja, os modos de viver
pensar e sentir das comunidades são representados nos termos por elas utilizados.
Segundo Barbosa (2007):
[...] a Etno-terminologia estuda os discursos etno-literários, como osa de
literatura oral, literatura popular, literatura de cordel, fábulas, lendas, mitos,
folclore e os discursos das linguagens especiais com baixo grau de tecnicidade
e de cientificidade.
Segundo a autora “as unidades lexicais do universo do discurso etno-literário têm um estatuto
próprio e exclusivo”, e continua “[...] essas unidades lexicais combinam qualidades das línguas
especializadas e da linguagem literária, de modo a preservar valores semânticos, sociais e
constituir, por outro lado, documentos do processo histórico da cultura”.
As relações entre língua, sociedade e cultura se manifestam, desta forma, no léxico, nas
palavras e nos termos, pois, como diz Lévi-Strauss (1975, p. 86), a relação entre cultura e
linguagem (incluindo a língua como modo de manifestação de linguagem) nem sempre é bem
definida. Para ele, a linguagem pode ser vista sob os seguintes aspectos:
•
•
•
produto da cultura – "uma língua, em uso na sociedade, reflete a cultura geral
da população";
parte da cultura – "constitui um de seus elementos, dentre outros";
condição da cultura – é por meio da linguagem que o individuo adquire a
cultura de seus grupo.
Para Martinet (p. 100, s/d), a questão não está em relacionar linguagem e cultura
como duas realidades que agem uma sobre a outra, mas em estabelecer uma "identidade de
relações entre factos lingüísticos e factos culturais, sendo ambos condicionados pela necessidade
da vida em sociedade".
Como ciências de fronteira que têm a ver com a socioterminologia e a
etnoterminologia, temos, assim, a sociolingüística que estuda as relações entre língua e sociedade
13
e a etnolingüística, que trata das relações entre língua e cultura, determinando as variações
regionais, sociais e culturais.
1. RECURSOS FINANCEIROS NECESSÁRIOS
1.1. Itens de Dispêndios
7.1.1. Equipamentos
7.1.2. Material Permanente
7.1.3. Custeio
7.1.3.1. Passagens
7.1.3.2. Hospedagens
7.1.3.3. Alimentação
7.1.4. Material de Consumo
14
Especificação das Despesas
1.1.1. Equipamentos
Descrição
Quant.
Vl.Unit.
Vl.Total
NOTEBOOK NOVA N52C
1
2.199,00
2.199,00
UDP GN SIMI-I36L (CD2.2, 1GB, 160GB, DVD)
1
829,00
829,00
MONITOR 17” LCD AOC WIDE
1
521,00
521,00
KIT TECLADO E MOUSE OPTICO S/FIO MICROSOFT
1
169,00
169,00
SUBWOOFER 1000W CLONE
1
75,00
75,00
MULTIF. HP F4180 (IM/CO/SC)
1
285,00
285,00
MÓDULO ISO. ESTAB. MICROSOL 440V
1
199,00
199,00
MESA E CADEIRA OFFICE
1
900,00
900,00
CAM. DIGITAL SONY DSC-S730
1
699,00
699,00
MP4 PLAYER 2GB LCD 1.8 X SOUND
1
171,00
171,00
MICRO-GRAVADOR DE ÁUDIO DIGITAL
2
600,00
1.200,00
SUBTOTAL 1: R$ 7.247,00
1.1.2. Material Permanente
Descrição
LIVROS BÁSICOS DA ÁREA
ASSINATURA DE PERIÓDICO DA ÁREA P/2ANOS
Quant.
Vl.Unit.
Vl.Total
100
40,00
4.000,00
4
250,00
1.000,00
SUBTOTAL 2: R$ 5.000,00
1.1.3. Custeio
1.1.3.1. Passagens
Descrição
Quant.
Vl.Unit.
Vl.Total
PASSAGENS AÉREAS (FORTALEZA/JUAZEIRO)
10
300,00
3.000,00
PASSAGENS TERRESTRES (CIDADES DO INTERIOR
DO RIO GRANDE DO NORTE)
10
80,00
800,00
SUBTOTAL 3: R$ 3.800,00
15
1.1.3.2. Hospedagens
Descrição
Quant.
DIÁRIAS
24
Vl.Unit.
Vl.Total
80,00
1.920,00
SUBTOTAL 4: R$ 1.920,00
1.1.3.3. Alimentação
Descrição
REFEIÇÕES
Quant.
48
Vl.Unit.
Vl.Total
6,00
288,00
SUBTOTAL 5: R$ 288,00
1.1.4. Material de Consumo
Descrição
Quant.
Vl.Unit.
Vl.Total
RESMA DE PAPEL A4 75G HP OFFICE
15
14,00
210,00
CARTUCHO HP C9351AL-21 PR
5
41,00
205,00
CARTUCHO HP C9352AL-22 CL
5
47,00
235,00
CD-R 700MB C/ENVELOPE FABER CASTELL
50
1,00
50,00
DVD-R 4.7GB C/ENVELOPE NIPPONIC
30
2,00
60,00
PORTA CD-64 UNIDADES CLONE
1
21,00
21,00
TRANSPARÊNCIAS PARA IMPRESSORA
100
1,50
150,00
CÓPIAS XEROX
2000
0,08
160,00
CAIXAS PLÁSTICAS PARA CDS E DVDS
80
1,00
80,00
ENVELOPES TAMANHO GRANDE
50
0,50
25,00
ENVELOPES TAMANHO PEQUENO
100
0,10
10,00
SUBTOTAL 6: R$ 1.285,00
TOTAL GERAL: R$ 19.540,00
16
ATIVIDADES / SEMESTRE
1º ANO
1º
Proposta do Projeto
X
Pesquisa Bibliográfica
X
Delimitação do Corpus
X
Elaboração dos Instrumentos de Pesquisa
X
2º ANO
2º
1º
X
X
Pesquisa de Campo
X
Arquivamento e Transcrição do Corpus
X
Análise do Material
2º
X
X
X
Proposta de Aplicação
X
Relatório Final
X
6. RECURSOS FINANCEIROS
Este projeto será negociado com as seguintes instituições: CNPq, FUNCAP,
Universidade Federal do Ceará.
6.1. Itens de Dispêndios
6.1.1. Equipamentos
6.1.2. Material Permanente
6.1.3. Custeio
6.1.3.1. Passagens
6.1.3.2. Hospedagens
6.1.3.3. Alimentação
6.1.4. Material de Consumo
6.2. Especificação das Despesas
17
6.2.1. Equipamentos
Descrição
Quant.
Vl.Unit.
Vl.Total
CÂMARA DIGITAL SONY DSC-S730
2
699,00
1.398,00
MP4 PLAYER 2GB LCD 1.8 X SOUND
4
200,00
800,00
IMPRESSORA MULTIFUNCIONAL. HP F4180
1
285,00
285,00
4
350,00
1.400,00
HEAD-PHONES
6
25,00
150,00
MICROFONE DE LAPELA SEM FIO - Kasect
2
400,00
800,00
NOTEBOOK NOVA N52C
1
2.199,00
2.199,00
(IM/CO/SC)
MICRO-GRAVADOR DE ÁUDIO DIGITAL
POWERPACK DVR
SUBTOTAL 1: R$ 7.032,00
6.2.2. Material Permanente
MESA
2
687,00
1.374,00
AIR SPLIT CONSUL, 18.000 BTUS
1
1.549,00
1.549,00
ARMÁRIOS FECHADOS – 2 PORTAS
2
523,00
1.046,00
ARMÁRIO PARAPASTAS AZ
1
323,00
323,00
CADEIRA ERGOMÉTRICA
6
265,27
1.591,62
SUBTOTAL 2: 5.883,62
6.2.3. Custeio
6.2.3.1.Passagens
Descrição
Quant.
Vl.Unit.
Vl.Total
PASSAGENS AÉREAS (JOÃO PESSOA/SÃO LUIZ)
01
1.185,96
1.185,96
PASSAGENS AÉREAS (JOÃO PESSOA/SALVADOR)
01
934,04
934,04
PASSAGENS TERRESTRES (CIDADES DO INTERIOR)
10
80,00
800,00
SUBTOTAL 3: R$2.920,00
6.2.3.2.Hospedagens
18
Descrição
Quant.
DIÁRIAS
20
Vl.Unit.
Vl.Total
80,00
1.600,00
SUBTOTAL 4: R$ 1.600,00
6.2.3.3.Alimentação
Descrição
REFEIÇÕES
Quant.
40
Vl.Unit.
Vl.Total
12,00
480,00
SUBTOTAL 5: R$ 480,00
6.2.3.4.Material de Consumo
Descrição
Quant.
Vl.Unit.
Vl.Total
RESMA DE PAPEL A4 75G HP OFFICE
30
14,00
420,00
CARTUCHO HP C9351AL-21 PR
5
41,00
205,00
CARTUCHO HP C9352AL-22 CL
5
47,00
235,00
CD-R 700MB C/ENVELOPE FABER CASTELL
100
1,00
100,00
DVD-R 4.7GB C/ENVELOPE NIPPONIC
50
2,00
100,00
TRANSPARÊNCIAS PARA IMPRESSORA
300
1,50
450,00
CÓPIAS XEROX
3000
0,08
240,00
CAIXAS PLÁSTICAS PARA CDS E DVDS
150
1,00
150,00
ENVELOPES TAMANHO GRANDE
50
0,50
25,00
ENVELOPES TAMANHO PEQUENO
100
0,10
10,00
ETIQUETA PIMACO PARA CD
2 cx.
38,50
77,00
ETIQUETA PIMACO PARA ENDEREÇAMENTO
10 cx
8,00
80,00
SUBTOTAL 6: 2.155,00
TOTAL GERAL: R$ 20.007,62
19
7. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO
ATIVIDADE
2O
1O
2O
1O
SEM
SEM
SEM
SEM
(2008)
(2009)
(2009)
(2010)
X
X
X
Elaboração do Projeto
X
Pesquisa Bibliográfica
X
Elaboração de instrumentos
X
de pesquisa
Sócio-história
dos
X
X
arabismos portugueses
Análise
fonético-
X
fonológica dos dados
Análise
morfossintática
X
dos dados
Análise
semântica
dos
estatística
dos
arabismos
Análise
dados
Sistematização
das
conclusões
Redação da tese
X
X
X
Revisão, entrega e defesa
da tese
Ano I
Ano II
Trimestre
Etapas
Preparação
Projeto
do
X
20
Pesquisa
Bibliográfica
Elaboração
de
instrumentos de
pesquisa
Aplicação
do
Teste Piloto
Reformulação do
Projeto
e
alteração
dos
instrumentos de
pesquisa
Pesquisa
de
Campo:
Levantamento do
corpus
(transcrição
e
arquivamento das
entrevistas)
Pesquisa
de
Campo: recolha
dos
termos;
recolha, registro e
levantamento dos
dados em fichas
Pesquisa
de
Campo:
Tratamento dos
dados
(redação
dos conceitos)
Elaboração
e
organização
do
Vocabulário
Análise
dos
Dados
e
interpretação dos
resultados
Redação
preliminar
da
Dissertação
Revisão e redação
final
da
Dissertação
Apresentação
e
Defesa
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