31 de outubro

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31 de outubro
CLIPPING
31/10/2012
CLIPPING VIVAVOZ
Fonte: Folha SP
Seção:
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Data: 31/10/2012
"Internação compulsória é a melhor medida", diz juíza
Para Ivone Caetano, que determinou a internação de crianças viciadas em crack no Rio,
tratamento forçado tem apoio da sociedade
MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
Às 12h30 de anteontem, ao voltar de Petrópolis, na região serrana do Rio, a juíza de menores
da capital, Ivone Ferreira Caetano, 68, se assustou ao olhar pela janela do carro e ver dezenas
de usuários de crack numa obra da prefeitura para a Olimpíada de 2016 em plena avenida que
virou nome da novela de TV.
"Parecia a continuação da novela: lá está o lixão e toda aquela criançada exposta,
desorientada em plena avenida Brasil. Só que não era ficção. A situação ali é bem real,
caótica". Foi a primeira entrevista após o prefeito Eduardo Paes anunciar que estenderia a
internação compulsória aos adultos.
Formada em Direito pela Universidade Estácio de Sá, em 1975, a ex-comissária de menores
que determinou a internação no Rio chega a rir dos que a acusam de "faxina social para a
Copa".
"Chega a ser hilário que alguém tenha a pachorra de me acusar disso."
Folha - O prefeito Eduardo Paes disse que criará 600 vagas para a internação
compulsória de adultos.
Ivone Caetano - Espero que pelo menos 400 sejam para crianças. Não tenho como falar sobre
essa medida extensiva ao adulto. Como cidadã, acho correto. Como juíza, não existe o mesmo
amparo e as mesmas leis que protegem as crianças para que isso ocorra.
Mas não podemos esquecer que se trata de uma questão de saúde e de segurança.
Segurança para a sociedade e para os viciados.
A droga chegou ao Rio em 2007. A senhora não acha que enquanto se discutia se era um
problema de saúde ou de segurança nada foi feito?
Os dois setores deveriam trabalhar juntos. Não devemos esperar um novo holocausto. Adotei a
medida entre as crianças e os adolescentes e só recebo críticas até hoje. Recebo crítica de
estar praticando uma ação de faxina, higienista e étnica para a Copa do Mundo. Chega a ser
hilário que alguém tenha a pachorra de me acusar disso.
Houve críticas por levarem à força para tratamento.
Não posso acreditar que se use o argumento de que não há liberdade no direito de ir e vir
quando todos os demais direitos estão sendo postergados. O direito superior é a vida com
dignidade.
Como a senhora avalia a política de internação compulsória de menores um ano após a
adoção da medida no Rio?
Já deu bons resultados. Não os resultados que eram esperados porque, na verdade, houve um
primeiro momento, quando passou-se a executar a medida. Agora é necessária uma ampliação
de forma a atender completamente essas crianças e adolescentes.
O que é preciso fazer?
Falta um número maior de unidades. Que a internação compulsória é necessária? É. Que não
se está violando algum direito? Não. Pelo contrário. Está atendendo aos princípios que
fundamentam a política da criança e do adolescente.
A reincidência é alta?
Sim. Até porque o crack é diferente das demais drogas.
A senhora já internou a mesma criança quantas vezes?
Não posso detalhar isso mas já internei um menor mais de uma vez. O que você acha melhor?
Que ele entre para uma internação com uma tentativa de, pelo menos, ter tratamento ou que
permaneça debaixo de lixo?
Acabou-se a cracolândia de Manguinhos, Jacarezinho e ela agora está instalada em plena
avenida Brasil. Me pareceu a continuação da novela: lá está o lixão e toda aquela criançada
exposta, desorientada em plena avenida Brasil. Só que não era ficção. A situação ali é bem
real, caótica.
Não acredito que a sociedade esteja de acordo com isso. Pelo contrário. Pelo menos 95% da
sociedade entende a necessidade de que a internação seja impositiva.
Os pais aparecem?
Geralmente, esses pais não têm o poder familiar, não têm consciência de como exercer esse
poder. Muitos estão no crack. Outros abandonaram seus filhos. Então, a obrigação e o dever é
do Estado.
A situação chegou ao estágio atual porque o poder público não agiu?
O Estado demorou a agir e, quando agiu, houve dezenas de opiniões contrárias de gente
poderosa. Sem pensar que, se fossem filhos deles, lá não estariam.
Parece opinião de engenheiro de obra pronta. Tivemos a coragem de fazer algo onde não se
fazia. Aí, surge aquele engenheiro e diz: "Essa parede está torta". Por que não fez nada? As
crianças e os adolescentes estão viciados numa droga violenta, cruel.
A senhora evita tratar desse tema. Por quê?
Fui acusada de revelar casos que julgava e disseram que estava impedida de falar sobre a
situação. Discordo. Posso dar a minha opinião como cidadã, como parte de um dos poderes
deste país.
A senhora está convencida de que o melhor é a internação?
É lógico que há limitações. A internação ainda é a melhor medida. O crack não espera que
determinados tipos de terapia façam efeito. Não entendo o que essas pessoas que são contra
pensam. Talvez não tenham filhos. E se têm filhos, nenhum deles foi para o crack.
CLIPPING VIVAVOZ
Fonte: Folha SP
Seção:
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Data: 23/10/2012
Prefeito do Rio anuncia que internará à força adulto dependente de crack
Eduardo Paes não prevê data para início da medida, mas afirma que a decisão já está
tomada
Método é indicado para alguns casos, diz médica; para OAB-RJ, medida pode ser
questionada na Justiça
DENISE MENCHEN
MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
A Prefeitura do Rio irá internar compulsoriamente adultos dependentes de crack. A decisão foi
anunciada pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB) após reunião com líderes comunitários da
favela do Jacarezinho, na zona norte.
Até o início do mês, a favela abrigava a maior cracolândia do Rio. Com a ocupação para a
instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), no dia 14, usuários da droga se
espalharam por outros pontos.
"Não vou ficar de camarote assistindo às pessoas se drogarem nas ruas. Tem gente quase se
jogando debaixo dos carros na avenida Brasil. Não vou ficar no debate ideológico. Nossa
obrigação é salvar vidas", disse Paes.
O prefeito afirmou que a medida não começa agora, mas não previu data. Também não
informou se será preciso ter autorização da Justiça para a internação. Disse ter pedido que os
secretários de Assistência Social e de Saúde apresentem até 5 de novembro um plano.
"Prefiro não me aprofundar porque a decisão política, que é o que me cabe, está tomada. Sei
que é polêmico e nem quero comparar com detenção. Estamos lidando com doentes, e
doentes a gente auxilia."
Segundo o prefeito, o primeiro passo será criar de 600 a 700 vagas para atender os
dependentes. Depois, será verificada a necessidade de contratação de pessoal.
A prefeitura já faz o abrigamento compulsório de crianças e adolescentes com alto grau de
dependência. A medida, em vigor desde maio de 2011, é amparada por decisão judicial. Desde
então, 170 jovens já passaram por abrigos e 120 continuam internados.
Já os adultos são levados para centros de acolhimento, onde podem ser encaminhados para
tratamento nos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), de atendimento ambulatorial, sem
internação.
Quem não tem para onde ir pode ficar em abrigos municipais, mas o trânsito é livre. Muitos
acabam de volta às ruas.
"Sei que isso é polêmico, mas acho que a gente tem respaldo para tomar essa decisão no caso
do crack. Não se confunde internação compulsória com hospitalização de pessoas com
problemas mentais. Para a gente está muito claro que os dependentes de crack não
conseguem tomar decisões.
A chefe do setor de dependência química da Santa Casa, Analice Gigliotti, diz que a medida é
indicada para alguns casos, mas o risco é que se torne "higienista". "É preciso ter critérios
claros. Nem todo mundo precisa de internação."
Para o presidente da comissão de política sobre drogas da OAB-RJ, Wanderley Rebello Filho,
a medida corre o risco de ser questionada judicialmente. "É uma violação de direitos humanos
fundamentais, como o direito de ir e vir."
CLIPPING VIVAVOZ
Fonte: Folha SP
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Data: 23/10/2012
Ação na cracolândia de São Paulo teve 1.176 internações voluntárias
DE SÃO PAULO
Balanço do governo de SP aponta que, na operação da cracolândia, no centro da capital,
realizada no início do ano, houve 1.176 internações, mas todas foram voluntárias.
Segundo o coordenador estadual de políticas sobre drogas, Luiz Alberto Chaves de Oliveira, só
há internação sem a concordância do usuário de drogas quando há laudo médico (internação
involuntária) ou decisão judicial (internação compulsória).
Ou seja, não cabe à prefeitura ou ao Estado decidir, diretamente, se o usuário deverá ser
internado, conforme prevê lei federal de 2001.
"Além disso, todos os indivíduos toparam a internação, ou seja, foi voluntária", afirmou o
coordenador estadual.
A operação na cracolândia envolve Estado e prefeitura, em ações policiais e de saúde.
Oliveira afirma que já houve internações voluntárias ou compulsórias no Estado, fora da
operação da cracolândia.
CRÍTICAS
No início da operação no centro de São Paulo, quando se levantou a possibilidade de haver
internações compulsórias, o candidato à prefeitura pelo PT, Fernando Haddad, criticou a ação agora adotada pela gestão Eduardo Paes, no Rio, alinhada ao PT.
No final da tarde de ontem, Haddad foi procurado pela Folhapara comentar a decisão do aliado
Eduardo Paes, mas não foi localizado.
O Ministério da Saúde afirmou ontem que não iria se pronunciar sobre o assunto.
CLIPPING VIVAVOZ
Fonte: Folha SP
Seção:
Página:
Data: 23/10/2012
ANÁLISE
Abrigar, isolar ou tratar os dependentes de drogas?
IVONE STEFANIA PONCZEK
ESPECIAL PARA A FOLHA
As notícias sobre a disseminação do uso do crack têm sido alarmantes desde sua entrada no
Rio de Janeiro há cerca de seis anos.
No Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas da Universidade do Rio de
Janeiro (Nepad-Uerj), 70% dos pacientes que chegam são usuários de crack.
Várias iniciativas polêmicas têm sido tomadas visando esvaziar as cracolândias, levando suas
populações para abrigos e encaminhando menores para internação compulsória.
Na área da saúde mental, tal medida ficou identificada com prisão, isolamento, tortura e maustratos, que realmente aconteciam antes da reforma psiquiátrica.
O uso de drogas foi recentemente descriminalizado e a identificação vinculando internação a
punição ficou muito forte. Urge desmontar esta associação que impede que os usuários
procurem e aceitem ajuda.
Fala-se da internação compulsória, mas onde seria esta internação, mesmo que não fosse
compulsória? Quais equipes iriam cuidar destes pacientes? Abrigar não é tratar!
Não há quase locais para internação de adolescentes no Rio, nem equipes capacitadas para
acolhê-los e efetivamente tratá-los.
Se houvesse, poderia transformar a internação compulsória no direito de tratamento que a
Constituição garante: "saúde é um direito de todos e um dever do Estado". Tal mudança de
enfoque é fundamental e faz toda a diferença.
O tratamento para dependentes de droga requer uma equipe interdisciplinar de saúde
capacitada para as especificidades desse atendimento.
A internação deve ser pautada em rigorosos critérios de elegibilidade, tais como risco de vida
ou de terceiros, descontrole no uso de drogas ou pedido espontâneo de ajuda, etc. Não há
"pacotes de tratamento" que ignorem a singularidade do sujeito.
'MÃES-MENININHAS'
Outrossim, a triste visão das cracolândias, que lembram as cenas do Holocausto -onde o ser
humano é reduzido à sua mais degradante condição-, é mesmo chocante, não pode ficar
invisível. As intervenções públicas não devem incidir apenas nas consequências, mas também
nas profundas causas sociais e psicológicas.
Por que as pessoas, sobretudo as mais desamparadas, estão se drogando tanto?
O governo tem que intervir em saúde, educação, prevenção e numa distribuição de renda mais
justa.
Esta vulnerável população é constituída predominantemente de jovens e crianças relegados à
sua própria sorte.
Elas não brincaram de "bandido e mocinho", estes fazem parte do seu dia a dia. E as bonecas
não são de brinquedo, são filhos de gestantes precoces que já vêm predestinados a repetir o
triste destino de suas "mães-menininhas".
IVONE SFETANIA PONCZEK é psicanalista e diretora do Nepad (Núcleo de Estudos e
Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro
CLIPPING VIVAVOZ
Fonte: Folha SP
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Data: 22/10/2012
Escolas aplicam exames antidoping
Por MARY PILON
MILFORD, Pensilvânia - A filha mais velha de Glenn e Kathy Kiederer tinha 12 anos, era
estudante da sétima série e queria participar de esportes e do clube de "scrapbooking" na
escola de ensino fundamental Delaware Valley, em Milford.
Um dia ela levou para casa uma autorização a ser assinada por seus pais. O papel dizia que,
para participar do clube ou da atividade esportiva, ela teria que concordar em fazer exames
antidoping. "Queriam testar a urina de uma menina de 12 anos", disse Kathy Kiederer. "Eu
tenho um problema com isso. Estão violando o direito de privacidade dela para ela fazer
'scrapbooking'? Praticar esportes?"
Como acontece com atletas profissionais, crianças de apenas 12 anos estão ouvindo que
precisam fornecer uma amostra de urina para poder praticar esportes na escola ou participar
da aula de teatro. Esse tipo de exame antidoping nas escolas dos últimos anos do ensino
fundamental dos EUA, que abrangem da 6a à 9a séries, está deixando estudantes perplexos e
provocando objeções de pais e defensores das liberdades civis.
Kathy Kiederer e seu marido, Glenn, estão movendo uma ação contra o distrito escolar de
Delaware Valley. Eles alegam que os exames antidoping infringiram os direitos de sua filha.
Os Estados em que há escolas que já testaram seus alunos para verificar o consumo de
drogas incluem Flórida, Alabama, Missouri, Virgínia Ocidental, Arkansas, Ohio, Nova Jersey e
Texas.
Algumas autoridades do sistema escolar disseram que os exames antidoping servem para
desencorajar os alunos a entrar em contato com esteroides, maconha e álcool."Quisemos fazer
isso em nome da prevenção", explicou Steve Klotz, superintendente assistente do distrito
escolar Maryville, no Missouri.
Não existem casos conhecidos de estudantes do ensino fundamental que apresentaram
resultados positivos para drogas que intensificam o desempenho físico, como esteróides. Os
raros resultados positivos já vistos foram atribuídos à maconha.
Em 2003, o Departamento de Educação dos EUA começou a financiar exames antidoping para
crianças. As verbas alocadas para os exames vão acabar neste outono americano.
"Os exames para a verificação de drogas representam uma atividade que movimenta bilhões
de dólares", comentou Linn Goldberg, diretora da Divisão de Promoção da Saúde e Medicina
Esportiva na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon. "Eles (os representantes do setor)
vão a essas escolas e dizem que os exames são ótimos. Mas será que as escolas realmente
analisam os dados?"
As penalidades por um resultado positivo variam de um aviso até a expulsão da equipe.
"A coisa começa cedo com as crianças", disse Matthew Franz, dono da empresa de exames de
drogas Sport Safe, de Columbus, Ohio. "É recomendável ir lá e plantar essas sementes,
explicando o que há aí fora e fazendo prevenção precoce."
Mas alguns especialistas colocam em dúvida a eficácia desses exames. "Há pouca evidência
de que esses programas funcionam", falou Goldberg. "Acho que é preciso analisar as razões
de serem feitos os exames. No caso dos Jogos Olímpicos, os exames visam identificar e
eliminar as pessoas que estão trapaceando. Se você usa exames antidoping para combater um
problema entre crianças ou adolescentes, precisa levá-los à terapia. Mas isso não vai reduzir a
incidência de crianças que usam drogas."
Algumas autoridades escolares dizem que a escassez de resultados positivos é um indicativo
de que os exames estão funcionando bem como dissuasão.
Na Pensilvânia, no ano passado, os Kiederer conseguiram um mandato judicial autorizando
suas filhas a participar de atividades extracurriculares.
Kiederer disse: "Elas estão perdendo seus direitos todos os dias. Você se pergunta 'o que
estamos ensinando aos nossos filhos?'"
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Fonte: Guardian
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Data: 23/10/2012
Uruguay plans to legalise marijuana under state monopoly
José Mujica's government says more damage is done by illegal dealings in drug
Legal high ... a woman places a poster during a demonstration in favour of decriminalising
marijuana in Montevideo, Uruguay. Federico Gutierrez/DPA/Corbis
The president of Uruguay, José Mujica, has announced plans to legalise the production and
sale of marijuana under a state monopoly, triggering a lively controversy in Montevideo. The
relevant bill will soon be tabled in parliament, where the governing centre-left coalition led by the
Broad Front (FA) enjoys a majority but is divided on this issue.
Possessing and consuming marijuana was decriminalised in 2000. "There is no question of
Uruguay producing and distributing drugs, but the state will control and regulate the market,"
said interior minister Eduardo Bonomi.
"We have a progressive tradition," said Bonomi who, with Mujica, belonged to the Tupamaros
urban guerrillas in the 1970s. "At the beginning of the 20th century our country ended the
prohibition of alcohol, prostitution and gambling." Abortion is currently in the process ofbeing
legalised. "Our approach to marijuana is equally pragmatic," Bonomi said. "The negative effects
of consuming marijuana are far less harmful than the outbreak of violence associated with the
black market."
About 300,000 people (8% of the population) occasionally consume the drug. But the domestic
market, currently illegal, is worth about $75m, according to the minister. "The main hazard is not
marijuana but the dealers who supply much more dangerous substances such as paco [a lowgrade cocaine base], which does terrible damage."
The government has not made it clear how production will be managed. Mujica has suggested
that 150 hectares of land would be sufficient to cover demand, with distribution being entrusted
to a "private company" under strict state control.
The opposition is critical of the bill, arguing that it will boost drug use without reducing insecurity.
Bonomi admits that crime is steadily increasing in Uruguay, but stresses that "it is much lower
than neighbouring countries such as Brazil or Argentina."
Insecurity is a prime concern for Uruguayans and a main cause of criticism of the president,
whose approval ratings have fallen from 66% in 2004 when elected to 40%, according to a
recent poll. However, three former Latin American presidents – Fernando Henrique Cardoso,
César Gaviria and Ernesto Zedillo, respectively of Brazil, Colombia and Mexico – have called for
governments to take control of drugs. Guatemala is in favour of the Mujica plan, and Bolivia is
looking at ways of legalising coca leaves.
• This article appeared in Guardian Weekly, which incorporates material from Le Monde
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Fonte: G1
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Estudo associa gene a propensão à hiperatividade e ao uso de tabaco
Cientistas afirmam que pesquisa deve ser vista como
Estudo foi publicado no 'British Medical Journal'.
Do G1, em São Paulo
Data:30/10/2012
'evidência
preliminar'.
Pesquisadores da Universidade McGill e do Instituto Universitário Douglas de Saúde Mental, ambos
no Canadá, apontam em um estudo que a variação de um gene específico pode estar vinculada a
um maior risco de aparecimento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH ou
ADHD, na sigla em inglês) em crianças e à propensão para o consumo de cigarro em adultos.
Os cientistas afirmam que a pesquisa, publicada nesta segunda-feira (29) no "British Medical
Journal", deve ser vista como "evidência preliminar" e que ainda precisa ser aprofundada. A
hiperatividade infantil e o tabagismo na vida adulta frequentemente andam em conjunto, de acordo
com o estudo. Fatores genéticos, no entanto, ainda não haviam sido verificados.
Para chegar ao resultado, os cientistas estudaram 454 crianças entre 6 e 12 anos com quadro de
Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade confirmado e que estão em tratamento. Eles
colheram amostras de sangue das crianças, dos pais e irmãos para checar se havia variações de
DNA transmitidas ou não por hereditariedade.
Foram estudadas cinco variações em sequências de DNA de diferentes genes que estão associadas
ao hábito de fumar. Só uma das variações foi encontrada mais facilmente em crianças com TDAH,
de acordo com os cientistas.
"A conclusão é que o alelo pode estar aumentando o risco de TDAH e do tabagismo por um
mecanismo comum, possivelmente externalizando comportamentos e déficits cognitivos específicos
que se manifestam na infância e que são o caminho para o hábito do fumo mais tarde na vida",
dizem os pesquisadores no estudo.
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Fonte: Portal
Senado
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Data:23/10/2012
Pesquisa do DataSenado: brasileiro rejeita liberação das drogas
Marilia Coêlho e Nelson Oliveira
Um amplo retrato da opinião pública brasileira, revelandocautela, por exemplo, quanto
à liberação das drogas,
mas
exigindo firmeza
contra
a
homofobia,
emerge
de pesquisarealizada em setembro pelo DataSenado. Entrevistados por telefone sobre a
reforma do Código Penal, 1.232 cidadãos de 119 municípios, incluindo todas as capitais,
opinaram sobre outros temas polêmicos, como o aborto, e confirmaram que esse procedimento
permanece um tabu para a maioria.
O PLS 236/2012, que trata da reforma do Código Penal, está em análise em uma comissão
especial presidida pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). O texto foi elaboradopor um
grupo de juristas e entregue ao presidente da Casa, senador José Sarney, que convocou os
especialistas por sugestão do senador Pedro Taques (PDT-MT).
No que se refere ao sistema penal, a maioria dos entrevistados (36%) quer aumentar de 30
para 50 anos o tempo máximo de prisão, e diminuir a idade a partir da qual um indivíduo pode
ser imputado criminalmente. A redução de pena para os que trabalharem na prisão foi
defendida por 70% dos entrevistados. Mas a redução de pena com base no
comportamento do preso não foi consensual, sendo apoiada por 55% das pessoas e
desaprovada por 41%.
No caso dos adolescentes e jovens, 35% dos participantes dapesquisa se disseram favoráveis
a reduzir para 16 anos, especificamente, a chamada maioridade penal, enquanto 20%
manifestaram o desejo de que ela deve cair para qualquer idade. O percentual de entrevistados
favoráveis à maioridade a partir dos 14 anos foi de 18%. Na opinião de 16% dos participantes,
uma criança de 12 anos deve receber a mesma condenação de um adulto.
Surpreendentemente, o segmento das mulheres foi majoritário na defesa dos menores limites
de idade para a sanção penal.
Drogas, aborto e ortotanásia
A pesquisa também mostra que 89% dos brasileiros
são contra a liberação do uso de drogas, uma das inovações doprojeto em exame. O
levantamento do DataSenado indica, da mesma forma, postura restritiva em relação ao aborto.
Para 82% dos entrevistados, deve ser mantida na lei a proibição do aborto no caso de gravidez
indesejada. Mas, em situações como a do estupro e a de risco de morte para a mulher, 78% e
74% aprovaram o procedimento, respectivamente. Também há aprovação do aborto nos casos
em que o bebê tem uma doença grave, como a anencefalia, e pode morrer depois do parto
(67%) ou quando a gravidez traz risco de saúde para a mulher (62%).
Outro tema que dividiu opiniões foi o da ortotanásia - limitação ou suspensão de tratamentos
que prolonguem a vida de um paciente em estado terminal ou em coma, desde que
baseado em autorização prévia do doente. Dos entrevistados, 49% apoiaram a ortotanásia e
48% foram contra.
Preconceito e discriminação
A discriminação ao estrangeiro, ao que vem de outra regiãodo país ou ao homossexual
também deve ser criminalizada de acordo com a pesquisa. Para 85% dos entrevistados, tratar
mal uma pessoa por ela ser estrangeira ou de outra região deve ser crime. No
caso do homossexualismo, 77% acham que a homofobia deve ser punida. No entanto, quase
80% discordaram da inimputabilidade penal de indígenas quando, agindo em acordo com seus
costumes e crenças, praticam ato tipificado como crime na legislação do país.
Comportamentos ainda não criminalizados
A pesquisa desvela ainda o ponto de vista dos brasileiros sobre práticas, antigas e recentes,
em relação às quais a lei é omissa ou vaga. Para 85% dos entrevistados, o abandono de
animais deve ser considerado ilegal. A atividade do cambista deve ser punida,
segundo 70% dos entrevistados. E no entender de 94% das pessoas consultadas, quem
acessar informações sigilosas na internet deve ser punido.
O pagamento do direito autoral, mesmo sem objetivo de lucro, é outro tema que divide
opiniões. Para 52% dos consultados, deveria ser permitida a cópia de livro, CD ou DVD
somente para uso pessoal. Para 46%, o direito autoral deve ser remunerado para qualquer uso
da cópia. Os mais jovens, provavelmente estudantes, apoiaram em sua maioria o não
pagamento de direito autoral para cópia de uso pessoal.
CLIPPING VIVAVOZ
Fonte: UNIAD
Seção:
Página:
Data:23/10/2012
USO DE ENTREVISTA MOTIVACIONAL EM DEPENDENTES DE
CRACK
Nepomuceno RCA, Sampaio AM, Freitas Filho E.
O objetivo deste artigo é rever estudos científicos que utilizaram a
Entrevista Motivacional (EM) como instrumento terapêutico contra
dependência ou abuso ao “crack” com o propósito de avaliar sua
efetividade em relação a outras abordagens ou grupo controle. A
metodologia empregada foi uma revisão bibliográfica da literatura
científica sobre Entrevista Motivacional, prioritariamente por meio de
pesquisa no Pubmed, Medline, Cochrane, Lilacs, Scielo. A literatura é
essencialmente escassa quando se trata do uso da EM no tratamento da
dependência ao “crack”. Nesta revisão, foram identificados dezoito
estudos científicos e outras duas publicações sobre o tema. Os estudos
científicos encontrados sobre eficácia da EM, apesar de escassos,
mostram que essa abordagem apresenta resultados satisfatórios no
tratamento da dependência ao “crack” ou cocaína.
40-115-1-PB.pdf
CLIPPING VIVAVOZ
Fonte: G1
Seção:
Página:
Data: 2210/2012
Maconha pode causar dores abdominais, náuseas e vômitos
Efeito pouco conhecido acarreta graves problemas para a saúde
Maconha pode causar efeitos pouco conhecidos como náusea e vômitosREPRODUÇÃO
LAS VEGAS — O consumo de maconha — tanto a natural quanto a sintética — pode causar
“cannabinoid hyperemesis”. O efeito pouco conhecido é responsável por sérios problemas à
saúde, uma vez que leva a dispendiosos testes de diagnóstico e tratamentos ineficazes,
conforme foi explicado nesta segunda-feira (22), durante o 77º encontro anual de Ciência do
“American College of Gastroenterology”, em Las Vegas.
Caracterizado por um histórico de uso crônico de cannabis seguido por um padrão cíclico de
náuseas, vômitos e dores abdominais com cólicas, o “cannabinoid hyperemesis”, pode ser
aliviado temporariamente com banhos quentes.
— A maioria dos profissionais de saúde não conhece a ligação entre o uso de maconha e
esses episódios de náuseas cíclica e vômitos e acabam não perguntando aos pacientes que
chegam com esses sintomas à sala de emergência. Os pacientes que usam maconha natural
ou sintética, por sua vez, também não relacionam esses efeitos ao uso da erva. Alguns,
inclusive, acreditam que as dores, náusea e vômitos podem melhorar com o uso, quando na
verdade os sintomas só param quando o consumo é interrompido — disse a pesquisadora Ana
Maria Crissien-Martinez, da “Scripps Green Hospital” and “Clinic in San Diego”, que diz ser
importante ter conhecimento desses efeitos para diagnosticar e tratar de forma mais rápida e
econômica o paciente.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/maconha-pode-causar-doresabdominais-nauseas-vomitos-6483025#ixzz2AvPljLhF
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