Clipping Outubro

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Clipping Outubro
Clipping outubro de 2014
31.10.2014 – IstoÉ - O salão da virada ...................................................................................... 3
Menção ao conselheiro Cledorvino Belini ............................................................................................................... 3
31.10.2014 – Brasil Econômico – Câmbio e minério levam Vale a ter prejuízo de R$ 3,38
bi .................................................................................................................................................. 4
Menção ao conselheiro Murilo Ferreira ................................................................................................................... 4
31.10.2014 – O Globo – Queda no preço do minério e câmbio fazem Vale ter prejuízo ...... 5
Menção ao conselheiro Murilo Ferreira ................................................................................................................... 5
30.10.2014 – Zero Hora – Grito das ruas sem eco nas urnas ................................................. 7
Artigo do conselheiro Murillo de Aragão .................................................................................................................. 7
29.10.2014 – Brasil 247 – Um Conselho para o Brasil ............................................................. 8
Artigo do conselheiro Jacy Afonso .......................................................................................................................... 8
29.10.2014 – Brasil Econômico – Reforma política e plebiscito .......................................... 10
Menção ao conselheiro Murillo de Aragão ............................................................................................................ 10
28.10.2014 – Revista Exame – Montadoras transformam Salão de SP em mostra de
utilitários ................................................................................................................................... 11
Menção ao conselheiro Cledorvino Belini ............................................................................................................. 11
28.10.2014 – Revista Exame – Fiat vai começar a produzir modelos Jeep no Brasil em
2015 ........................................................................................................................................... 12
Menção ao conselheiro Cledorvino Belini ............................................................................................................. 12
28.10.2014 – R7 – Fiat investirá R$ 15 bilhões no Brasil até 2016 ....................................... 13
Menção ao conselheiro Cledorvino Belini ............................................................................................................. 13
23.10.2014 – Zero Hora – Cargueiro militar decola até o fim do ano ................................... 15
Menção ao conselheiro Jackson Schneider .......................................................................................................... 15
21.10.2014 – IstoÉ Dinheiro – Embraer aposta em vendas fortes do KC-390 ..................... 16
Menção ao conselheiro Jackson Schneider .......................................................................................................... 16
20.10.2014 – Revista Globo Rural – Número de Cooperativas de transporte dobrou na
última década ........................................................................................................................... 16
Menção ao conselheiro Márcio Lopes de Freitas .................................................................................................. 16
15.10.2014 – Correio Braziliense – Dinheiro não é o problema............................................ 17
Artigo do conselheiro Ruy Martins ......................................................................................................................... 17
13.10.2014 – Revista Globo Rural – Metade da produção brasileira de alimentos passa
por uma cooperativa ................................................................................................................ 19
Menção ao conselheiro Márcio Lopes de Freitas .................................................................................................. 19
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http://www.cdes.gov.br/
13.10.2014 – Rede Brasil Atual – Para 77% dos brasileiros, cortar impostos reduz a
desigualdade, aponta pesquisa .............................................................................................. 20
Menção ao conselheiro Clemente Ganz ............................................................................................................... 20
08.10.2014 – Rede Brasil Atual – Com reação da atividade industrial, Dieese espera
retomada de investimentos ..................................................................................................... 21
Menção ao conselheiro Clemente Ganz ............................................................................................................... 21
06.10.2014 – Brasil Econômico – O “fiel da balança” na Usiminas ..................................... 21
Menção ao conselheiro Benjamin Steinbruch ....................................................................................................... 21
http://www.cdes.gov.br/
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31.10.2014 – IstoÉ - O salão da virada
Menção ao conselheiro Cledorvino Belini
Máquinas de R$ 4 milhões, lançamentos a preços acessíveis e ligeira melhora das vendas fazem a feira
de automóveis de São Paulo espantar o pessimismo do mercado brasileiro.
Pouco depois de apresentar com entusiasmo os lançamentos da Fiat Chrysler Automobiles no 28o
Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, na terça-feira 28, Cledorvino Belini, presidente da
empresa para a América Latina, concedeu uma entrevista exclusiva à ISTOÉ. As palavras, cautelosas e
escolhidas a dedo, manifestam a expectativa do mercado para o futuro próximo. ―O Brasil tem um
potencial imenso, mas precisa de desenvolvimento econômico‖, disse Belini. ―Depois de ser eleita, a
presidenta reconheceu que é hora de promover mudanças. Acreditamos que elas vão acontecer.‖
Apesar de o Brasil ter pisado no freio nos últimos meses, a Fiat manteve planos ambiciosos. Belini
anunciou que a montadora vai investir R$ 15 bilhões no País até 2016. No primeiro semestre de 2015,
a Fiat inaugura uma nova planta em Pernambuco, onde vai fabricar o Jeep, marca adquirida
recentemente pelo grupo. Se a economia brasileira parou, a indústria automobilística quer acelerar.
VITRINE
Abertura do Salão em São Paulo: exposição de 500 veículos de 41 marcas
O discurso da mudança predominou nos 85 mil metros quadrados do Pavilhão de Exposições do
Anhembi, onde estarão expostos, até o dia 9 de novembro, 500 veículos de 41 marcas. O evento
funciona como uma espécie de termômetro do mercado. Com os lançamentos apresentados na feira, as
montadoras esperam despertar nos 750 mil visitantes o desejo de comprar um carro novo. Há máquinas
para todos os bolsos. Uma das apostas desta edição são os veículos de luxo, setor que, até agora, não
viu a cor da crise. Nos últimos dois anos, as vendas da Jaguar Land Rover dispararam 500% no Brasil
(com a ressalva de que, como a base de vendas é pequena, oscilações fortes são comuns). De janeiro a
setembro de 2014, a Audi colocou na praça o dobro de carros do que no mesmo período do ano
anterior. O bólido mais caro exposto no Salão é o Porsche 918 Spyder, que faz de 0 a 100 km em 2,6
segundos, quase a velocidade de um Fórmula 1. O preço da brincadeira: R$ 4 milhões.
HORA DE CRESCER
Belini, da Fiat: "O Brasil tem potencial imenso,mas precisa de desenvolvimento econômico"
A edição 2014 do Salão traz uma boa safra de novidades. A começar pelo Jeep Renegade, que promete
fazer barulho entre os utilitários esportivos pelo preço acessível (começa em R$ 70 mil). Outros
lançamentos com valores convidativos são o Peugeot 2008, crossover compacto cotado a R$ 60 mil, e
o Volkswagen Cross UP (a partir de R$ 39 mil). Uma das líderes do mercado nacional, a Volks, a
exemplo da Fiat, não vai segurar seus aportes no País. Serão R$ 10 bilhões até 2018. ―Nossos
investimentos são de longo prazo‖, diz o presidente da empresa, Thomas Schmall. ―Nenhuma
montadora vai basear seus investimentos um em um único governo ou no câmbio atual.‖ Em sua
apresentação no Salão, a marca anunciou 13 novos automóveis – um dos recordes entre os
participantes. ―Em um momento difícil como esse, todas as montadoras fazem esforços e investem
para apresentar novidades‖, diz Paulo Octávio Pereira de Almeida, vice-presidente da Reed
Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do Salão.
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A indústria automotiva é crucial para o crescimento econômico, especialmente em um país com as
dimensões do Brasil. Nos últimos anos, poucos setores se desenvolveram tanto. Novas marcas
desembarcaram por aqui, as vendas dispararam e, diante do sucesso do mercado nacional, não foram
poucas as montadoras que compensaram as perdas internacionais com o lucro gerado no mercado
brasileiro. Agora, o cenário virou do avesso. De janeiro a setembro de 2014, as vendas totais caíram
8,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com a retração, velhos fantasmas ressurgiram,
como as férias coletivas anunciadas por alguns fabricantes. E não foi só a produção dos nacionais que
caiu. Os brasileiros compraram também menos importados. De janeiro a setembro de 2014, o segmento
encolheu 12,5% ante igual período de 2013. ―O principal motivo da desaceleração foi a oscilação do
câmbio‖, diz Marcel Visconde, presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e
Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) e da Porsche no Brasil. ―Quanto mais flutuações, mais
nosso mercado é arranhado.‖
Se até agora os resultados alcançados pelas empresas foram ruins, os últimos dois meses de 2014 estão
sendo encarados com certo otimismo. As montadoras esperam que, nesse período, a indústria se
recupere um pouco. Novas previsões anunciadas no Salão do Automóvel apontam uma estimativa de
queda nas vendas de 7,5%, em vez dos 8,9% projetados anteriormente. Para 2015, as montadoras
anseiam por medidas que estimulem as vendas, como a redução das alíquotas do Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI). ―Temos um trabalho grande pela frente e medidas de incentivo não
podem demorar muito‖, diz André Beer, consultor para a indústria automobilística, que trabalhou
durante 48 anos na General Motors, 18 deles como vice-presidente. ―Faz 40 anos que falamos sobre a
questão tributária, mas ela só piora. E o custo da nossa mão de obra está perdendo competitividade.‖
Enquanto uma solução para o setor não vem, o jeito é apreciar as supermáquinas expostas em São
Paulo.
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31.10.2014 – Brasil Econômico – Câmbio e minério levam Vale a ter prejuízo de R$ 3,38
bi
Menção ao conselheiro Murilo Ferreira
Mineradora fecha o terceiro trimestre com perda de R$ 3,38 bilhões. Cenário internacional é desafio
para próximos meses
Nicola Pamplona
Apesar dos recordes na produção de minério de ferro e cobre, a Vale apresentou no terceiro trimestre
de 2014 prejuízo de R$ 3,381 bilhões. O resultado sofreu forte impacto da depreciação do real no
período, mas já traz efeitos significativos da queda no preço internacional do minério de ferro: a receita
operacional líquida caiu 26,5% com relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 9,062 bilhões
e o EBITDA (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) caiu
48,3%, para R$ 6,854 bilhões. Embora admita que "a bola de cristal ainda está embaçada", a empresa
conta com o crescimento de países asiáticos como Indonésia e Tailândia para recuperar território
perdido com a desaceleração da economia chinesa. "O prejuízo se deve principalmente à depreciação
do real. Isso ocorreu no segundo trimestre de 2013 e depois foi anulado nos trimestres seguintes. O
importante é que não tem impacto no caixa, é contábil", afirmou o presidente da companhia, Murilo
Ferreira, durante teleconferência para explicar o resultado.
http://www.cdes.gov.br/
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No balanço divulgado ontem, a empresa lembra que o real caiu 11,3% em relação ao dólar no
trimestre, provocando um impacto negativo de de US$ 1,943 bilhão na dívida da companhia. Além
disso, a variação cambial trouxe perdas de US$ 740 milhões com o impacto em derivativos. Mas o
cenário para os próximos meses permanece incerto, uma vez que os preços do minério de ferro,
produto que representa 64,2% da receita da companhia, não dão sinais de recuperação. No terceiro
trimestre, a empresa produziu 85,7 milhões de toneladas em suas minas e vendeu 63 milhões de
toneladas a um preço médio de US$ 68 por tonelada, uma queda de US$ 16,6 por tonelada com relação
ao trimestre anterior. "A bola de cristal está meio embaçada, mas acredito que o preço possa voltar ao
patamar de US$ 100 por tonelada. Há muitos produtores saindo do mercado", disse José Carlos
Martins, diretor executivo de ferrosos.
Ferreira espera aumento nas compras por outros países asiáticos, que precisam de investimentos em
infraestrutura e agora contam com apoio financeiro do novo banco de desenvolvimento lançado pela
China na semana passada. "Não estamos vendo o encerramento de um ciclo. Estamos vendo a
moderação de um ciclo econômico", afirmou o executivo. Principal consumidor mundial de minério, a
China tem perdido participação nas vendas da companhia: no terceiro trimestre, representou 30,3% da
receita, contra 41,9% um ano antes. No mesmo período, houve crescimento da fatia da América do
Norte, Brasil e outros países asiáticos. Enquanto a esperada retomada não acontece, a empresa vem
reforçando a política de austeridade, disse Ferreira. Este ano, os cortes de custos chegam a US$ 500
milhões e os investimentos foram reduzidos. "Estamos fazendo as mesmas coisas com menos
recursos", comentou o presidente da companhia.
A empresa já fechou minas de carvão ao redor do mundo e vendeu ativos considerados nãoprioritários. Agora, prepara-se para se desfazer de suas ações na Mineração Rio do Norte, produtora de
bauxita. A Vale espera ainda o início da geração de caixa do projeto Moatize, em Moçambique, que
pode contribuir para o resultados dos próximos trimestres. Ferreira disse que, "em breve", terá notícias
sobre parcerias no projeto, que inclui um corredor logístico de 902 quilômetros. "Temos que atravessar
2015 e 2016", disse o executivo, acrescentando que os impactos da crise no mercado mundial de
minério devem ser revertidos antes que atinjam as operações da empresa. "Os ativos da Vale estão no
quartil superior da indústria. Antes que chegue à gente, uma gama enorme de produtores vai ter
dificuldades."
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31.10.2014 – O Globo – Queda no preço do minério e câmbio fazem Vale ter prejuízo
Menção ao conselheiro Murilo Ferreira
Companhia registra perda de r$ 3,38 bi no terceiro trimestre
Glauce Cavalcanti
A valorização do dólar frente ao real e a queda nos preços internacionais das Commodities fizeram
com a que a Vale registrasse um prejuízo líquido de R$ 3,38 bilhões no terceiro trimestre, apesar de, no
mesmo período, a companhia ter tido uma produção recorde de minério de ferro, de 85,7 milhões de
toneladas. No segundo trimestre, a mineradora havia obtido lucro líquido de R$ 3,187 bilhões.
- A Vale teve um forte desempenho operacional, com recorde de produção de minério de ferro e de
cobre, além de excelente produção de níquel. A queda do lucro líquido é consequência da depreciação
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da moeda brasileira na comparação com o dólar americano e do preço do minério de ferro - disse o
presidente da mineradora, Murilo Ferreira, em teleconferência com jornalistas.
De acordo com dados da Bloomberg, a tonelada do minério do ferro estava a US$ 135 no início do
ano. Ontem, encerrou os negócios em US$ 79,82, com alta de 0,73%. Desde o começo do ano, o preço
do produto caiu cerca de 40%. O presidente da Vale reconheceu que a cotação do minério é um fatorchave. Nos últimos seis meses, a companhia trabalhou com um valor de US$ 102 por tonelada. Nos
últimos três meses, este caiu para US$ 85; no mês passado, para US$ 80.
Ações recuam mais de 4%
O resultado surpreendeu o mercado, já que boa parte dos analistas esperava um pequeno lucro. Isso se
refletiu nos papéis da empresa: na Bolsa de Valores de São Paulo, as ações ordinárias (ON, com direito
a voto) recuaram 4,28%, a R$ 23,70, e as preferenciais (PN, sem voto) caíram 4,47%, a R$ 20,50.
- O preço do minério de ferro no patamar em que está pesou muito. É difícil fazer previsões para este
último trimestre. A longo prazo, com o aumento da capacidade de produção da Vale, que traz custo
menor e qualidade maior ao minério, esse efeito deve se diluir - afirmou Daniela Martins, analista da
Concórdia Corretora.
No acumulado do ano, o ganho líquido está em R$ 5,715 bilhões, quase um terço dos R$ 14,982
bilhões registrados entre janeiro e setembro de 2013. No terceiro trimestre, a receita operacional bruta
encolheu em 6,3%, para R$ 21,055 bilhões. O preço em queda das Commodities afetou esse total
negativamente em R$ 3,319 bilhões. Em nove meses, a retração da receita foi de 8,7%, para R$ 66,36
bilhões, frente ao mesmo período do ano passado.
Embora Ferreira tenha ressaltado que o problema da desvalorização teve efeito apenas contábil, a
geração operacional de caixa (Ebitda) também foi afetada. Ela recuou 25% em relação ao segundo
trimestre, ficando em R$ 6,85 bilhões.
A Vale, disse seu presidente, mantém a estratégia de cortar custos e despesas, já tendo obtido uma
economia de US$ 500 milhões na comparação com o período de janeiro a setembro de 2013. Também
há prudência em relação ao endividamento: no terceiro trimestre, a dívida líquida foi reduzida de US$
23,19 bilhões para US$ 21,03 bilhões.
Outro fator que afetou o resultado foi o acúmulo de 9,3 milhões de toneladas de minério de ferro em
estoque ao longo da cadeia produtiva da Vale. Parte desse volume foi consequência da interrupção da
Estrada de Ferro Carajás, em setembro.
- Um terço dos estoques em minério já tinha sido vendido, mas não foi possível considerar como
receita para o período. Também há um estoque associado com a operação na Malásia. No quarto
trimestre, boa parte desse estoque deve ser eliminada - explicou José Carlos Martins, diretor-executivo
de Ferrosos e Estratégia da empresa.
Para Pedro Galdi, analista chefe da SLW Corretora, há uma combinação de vendas e preços menores
do minério, que afeta o resultado do setor:
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- O preço médio de venda do minério de ferro da Vale caiu de US$ 84,6 por tonelada, no segundo
trimestre, para US$ 68. A empresa adotou a estratégia de elevar a capacidade, ofertar mais minério no
mercado e baixar o preço para ganhar mercado de produtores menores.
"Bola de cristal embaçada"
Martins, da Vale, brincou dizendo que a bola de cristal para prever o que vai acontecer neste trimestre
está embaçada: tudo vai depender de como a curva de preços, combinando a alta da oferta e a redução
da demanda, irá responder. A companhia e os analistas concordam, porém, que a demanda persiste,
ainda que tenha havido uma desaceleração.
Para breve, a Vale promete anunciar novas operações em carvão, ligadas à mina de Moatize e ao
Corredor Nacala (ferrovia e porto), em Moçambique. E pode se desfazer de ativos considerados não
estratégicos. Os projetos e investimentos programados estão em dia. No terceiro trimestre, os
investimentos da Vale somaram US$ 3,177 bilhões. No ano, totalizam US$ 8,232 bilhões.
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30.10.2014 – Zero Hora – Grito das ruas sem eco nas urnas
Artigo do conselheiro Murillo de Aragão
Protestos que tomaram conta do país em 2013 pedindo reformas drásticas não transformaram o cenário
político após as eleições. O percentual de renovação da Câmara, por exemplo, foi inferior à média
registrada em pleitos anteriores.
Em junho de 2013, barulhentos protestos tomaram as principais cidades brasileiras, exigindo, entre
outras coisas, mudanças na política do país. Na primeira oportunidade de transformar o cenário pela
via democrática, porém, o grito das ruas não ecoou nas urnas. Tanto no âmbito federal, que pela quarta
vez seguida teve PT e PSDB em embate direto no segundo turno, quanto nas eleições parlamentares, o
que se viu foi mais do mesmo – na Câmara, o percentual de renovação foi de 46,4%, inferior à média
de 49% registrada em pleitos anteriores.
Para Valeriano Costa, doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das explicações para que o elenco congressual
não tenha se alterado drasticamente está no próprio caráter das manifestações de 2013, que pregavam o
distanciamento da política tradicional.
– Como o movimento recusava os partidos e qualquer organização partidária, seus potenciais
representantes não concorreram e não puderam ser eleitos. Para eles, não havia sentido em cobrar
renovação na política. Eles queriam uma nova política, e não novos políticos – argumenta Costa.
Outra razão para que a voz dos protestos não tenha sido ouvida nas urnas um ano e quatro meses
depois dos protestos seria, segundo Costa, a pouca representatividade numérica dos manifestantes
diante da população como um todo. de acordo com o estudioso, embora formasse uma massa
barulhenta, o contingente de pessoas que participaram dos atos não chegava a ser expressivo quando
considerados os 142 milhões de eleitores.
http://www.cdes.gov.br/
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Para completar, em regra, os manifestantes tinham um perfil comum – adolescentes, jovens e adultos
jovens de classe média, urbanos, com padrão de renda média/alta – que não refletia a população
brasileira em todas as suas variáveis econômicas, sociais e culturais.
– Quem se mobilizou foram alguns poucos milhões de pessoas, não há como precisar. Quem estava na
rua não dá nem 5% do eleitorado. Este contingente não tem a menor capacidade de conseguir um
resultado eleitoral significativo – completa Costa.
RADICALISMO DISTANCIOU POPULAÇÃO DOS PROTESTOS
O cientista político destaque1'>Murillo de Aragão, presidente da Arko Advice, empresa de análise
política e políticas públicas, acredita que a imensa gama de bandeiras estampadas nos protestos de
junho – do passe livre estudantil à revolta contra a corrupção, passando pelo repúdio aos gastos
públicos com a Copa – ajudou a diluir o reflexo das manifestações. Além disso, segundo Aragão, a
radicalização de algumas alas, como os black blocs, teria afastado a massa da população do ideário do
movimento.
– Aquela mobilização tinha interesses difusos e, basicamente, se direcionava a questões urbanas, como
por exemplo o transporte coletivo e a questão da cura gay. Foi um movimento pontual, que não criou
raízes, já que foi apropriado por setores radicais. Com isso, a população ficou distante, e não houve
impacto eleitoral.
Ainda na opinião do cientista político, mesmo que eventuais expoentes das manifestações tenham
buscado participar da política tradicional, procurando filiar-se a partidos consolidados no cenário
nacional, é provável que a maioria não tenha recebido oportunidade de participar do pleito pelas
principais siglas.
– Os partidos são muitos fechados, não abertos à renovação. A renovação é lenta, sempre submetida
aos caciques e àqueles que comandam os partidos. Existem milhares de pessoas que tentam entrar na
política por partidos pequenos e não conseguem – sentencia Aragão.
MARCELO MONTEIRO
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29.10.2014 – Brasil 247 – Um Conselho para o Brasil
Artigo do conselheiro Jacy Afonso
A luta contra a ditadura e pela redemocratização do país fortaleceu a sociedade organizada no campo
democrático e popular e exigiu um novo tipo de democracia, a que combina a democracia
representativa com o diálogo permanente e profícuo e constrói entre Estado e Sociedade o amálgama
das transformações sociais requeridas em cada momento histórico.
Um dos principais líderes no processo que restaurou o Estado de Direito no País, o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, quando assumiu a Presidência da República, em 2003, iniciou um processo de
ampliação dos espaços de participação social no Governo e, no âmbito dessa política, criou o Conselho
de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
http://www.cdes.gov.br/
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O Conselho seria uma arena política onde ideias potencialmente antagônicas e conflituosas seriam a
matéria prima de um diálogo que buscasse convergência para a ação e que apresentasse ao Executivo
caminhos para a superação de uma realidade onde as fragilidades sociais perpassavam governos e
gerações de brasileiros, sem solução.
O CDES consolidou-se como experiência exitosa, para a qual contribuíram vários fatores, dentre eles o
histórico de inovações que o Partido dos Trabalhadores (PT) havia desenvolvido na esfera municipal
antes de seu primeiro mandato presidencial. As experiências de participação popular como o
orçamento participativo, a miríade de conselhos, fóruns, conferências e congressos que caracterizavam
a forma de governar do PT.
Ao tempo em que se consolidava institucionalmente, o Conselho foi chamado a tratar de temas difíceis
como a reforma tributária, a reforma política e o aperfeiçoamento das condições de Trabalho no setor
sucroalcooleiro, a crise internacional que eclodiu em 2008 e o desenvolvimento sustentável. As
posições do CDES sobre essas matérias são, até hoje, paradigmáticas e representam contribuições que
foram e são importantes subsídios para a ação governamental.
O CDES se afirmou também pela capacidade de articular documentos densos e complexos que
apontaram princípios, valores e diretrizes que deveriam orientar o processo de concertação nacional; de
pactuar agendas com o objetivo de articular o curto, o médio e o longo prazo de um projeto nacional de
desenvolvimento com equidade, combinando os objetivos de crescimento econômico com a simultânea
redução das desigualdades sociais e regionais.
Ao final do primeiro mandato da Presidenta Dilma Rousseff, os mecanismos de participação social
construídos ou fortalecidos ao longo dos últimos doze anos foram consolidados no decreto presidencial
que instituiu o Compromisso Nacional com a Participação Social, indicando a intenção da Presidenta
de dar um caráter de política pública permanente para esse processo participativo.
Essa iniciativa vem ao encontro de dois fatos relevantes, as manifestações de junho e a participação de
milhões de pessoas no plebiscito popular da Constituinte. Essa mobilização pela Reforma Política
representou a maior articulação e unidade dos movimentos social e sindical desde a campanha pelas
Direitas Já.
Nesse novo contexto, compreendemos que o CDES tem um papel singular que resulta da sua
capacidade de construir proposições que contemplem a multiplicidades de atores políticos e sociais
como os que estavam presentes nessas manifestações. Esse é o principal aprendizado desse fórum e
indica que a reprodução dessa experiência em larga escala pode contribuir para superar a cultura
elitista e autoritária que ainda persiste na sociedade brasileira, como observamos nessas eleições.
O sucesso do próximo Governo está vinculado à sua capacidade de compreender a realidade
contemporânea, de propor inovações políticas que construam a relação Estado-sociedade apropriada a
lidar com novos problemas e oportunidades no atual patamar de desenvolvimento nacional e para
conduzir soluções ancoradas nos princípios de equidade e de justiça social.
Quando pensamos a questão do desenvolvimento do Brasil no âmbito do CDES, impossível não
recordamos as palavras de Celso Furtado em memorável reflexão neste Conselho: "o desenvolvimento
é uma construção da sociedade, mas é preciso que ela tenha vontade de fazê-lo [...] A coisa mais
http://www.cdes.gov.br/
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importante para o governo de um país são os homens que você vai governar, é a massa da população
[...] Portanto, é preciso colocar o social à frente de tudo".
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29.10.2014 – Brasil Econômico – Reforma política e plebiscito
Menção ao conselheiro Murillo de Aragão
Analistas ressaltam papel importante da pressão popular para que regras possam ser aprovadas, mas
divergem no grau de decisão que a população deverá ter em eventual consulta por mudança das normas
Eduardo Miranda
Mais importante reforma do próximo mandato de Dilma Rousseff, segundo a própria presidenta em
discurso de vitória na noite de domingo, a reforma política apresenta um leque tão variado de propostas
que talvez seja este o maior empecilho para ela ir adiante. Analistas concordam, no entanto, que a
pressão popular será fundamental para que o parlamento brasileiro perceba a urgência da
implementação da reforma. Atualmente, há em curso um Projeto de Lei deiniciativa popular de uma
coalizão que reúne 104 entidades da sociedade civil e que vêm discutindo alguns dos pontos da
reforma. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é uma das entidades à frente do movimento e está
contemplando quatro questões fundamentais, "partindo da constatação da crise de representação ligada
ao nosso sistema eleitoral", segundo o secretário da Comissão Especial de Mobilização de Reforma
Política do Conselho Federal da OAB, Aldo Arantes.
"Nossos principais pontos dizem respeito ao financiamento democrático de campanha, ao voto
proporcional em dois turnos (no primeiro turno, seria voto no partido), o estímulo à participação da
mulher na política e a democracia direta por meio de plebiscitos em que questões relevantes sejam
submetidas à população", enumera Arantes, frisando que a reforma dependerá da participação da
sociedade no debate nacional: "Queremos coletar 1,5 milhão de assinaturas, isso pode assegurar que o
Congresso seja sensibilizado". Para o cientista político destaque1'>Murillo de Aragão, da Arko
Advice, apesar da dependência do Congresso para aprovar a reforma, a presidenta Dilma deve assumir
o papel que ela reivindicou para si, no sentido de liderar o movimento. "Para encaminhar a reforma, ela
precisa convocar os três poderes e assumir a liderança. Ninguém queria aprovar a Lei da Ficha Limpa,
mas terminou aprovando por pressão da sociedade civil, da imprensa e de diversos setores", compara
Aragão.
Outro ponto de dissenso e que provoca receios entre parlamentares desde quando se iniciou o debate
sobre a reforma diz respeito ao momento em que cada tópico será colocado em prática no sistema
partidário e eleitoral. Por isso,Aragão afirma que o maior empecilho à aprovação da reforma não é o
que será contemplado. "O maior problema é o tempo de entrada da reforma. Por isso, deve haver um
cronograma que permita a implementação em etapas. O ideal é saber onde existe consenso, para
aprovar com rapidez. Onde houver dissenso, (teremos) mais tempo para discutir", defende Aragão,
adiantando que mudanças no financiamento de campanha tendem a provocar menos discordâncias,
enquanto o número de deputados por estado na Câmara deve ser discutido por um prazo maior.
Diante das dificuldades que possam surgir com o novo Congresso, que ganhou mais representantes
conservadores, Rafael Kritski, líder do Levante Popular da Juventude, que conduziu, junto com outras
entidades e movimentos sociais, o plebiscito popular pela reforma política, defende que os
beneficiários do sistema atual não deveriam participar da elaboração da reforma. "Propomos um
http://www.cdes.gov.br/
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processo diferente, por exemplo, da Constituinte de 1988, em que, por imposição do presidente José
Sarney, representante colocado pela ditadura, a assembléia foi conduzida por aqueles que já estavam
submissos às regras do sistema político", argumenta Kritski.
Posição ainda mais progressista é a defendida pelo cientista político Júlio Aurélio Vianna Lopes, da
Fundação Casa de Rui Barbosa. Junto de um grupo de acadêmicos, ele pretende apresentar ao
Congresso e à presidenta Dilma a proposta de plebiscito que delegue à população o poder de responder
sim ou não a aproximadamente oito questões sobre os sistemas partidário e eleitoral e sobre as
configurações institucionais. "Apesar da boa intenção das entidades que estão envolvidas na proposta
da reforma, elas complicam politicamente, porque têm o projeto com vários pontos definidos e buscam
tornar esse projeto norma constitucional através de consultas à população.
Eles chamam de plebiscito, mas a rigor a proposta é fechada. Estou propondo que o consenso surja da
consulta. O melhor sistema é aquele ao qual a população aderir. Se escolher mal, que escolha. Esse
risco é intrínseco ao aprendizado democrático", afirma o pesquisador. Vianna espera vencer o receio
do Congresso, de que ele estaria alijado do processo decisório. "Não é uma destituição do Congresso.
Só ele poderá conformar as normas votadas pela população".
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28.10.2014 – Revista Exame – Montadoras transformam Salão de SP em mostra de
utilitários
Menção ao conselheiro Cledorvino Belini
São Paulo - O mercado brasileiro de veículos caminha para ter em 2014 um segundo ano consecutivo
de queda de vendas e mantém perspectiva morna para 2015, mas isso não tem constrangido
montadoras de lançar uma série de utilitários esportivos e picapes, contrariando tendência de dois anos
atrás, quando a aposta no país era de carros compactos.
No Salão do Automóvel de São Paulo, aberto à imprensa nesta terça-feira, até a popular Fiat, por meio
da recém-adquirida Jeep, fez lançamento de SUV.
A montadora exibiu o compacto Renegade, prometendo desbancar Ford, Renault e General Motors da
liderança do segmento de utilitários esportivos compactos.
A montadora norte-americana, que passou para o guarda-chuva de marcas da Fiat após a fusão do
grupo italiano com a Chrysler neste ano, exibiu o Renegade para uma multidão de jornalistas descrente
que o modelo será capaz de superar as vendas do EcoSport, da Ford, do Duster, da Renault, e da
Tracker, da GM, já em 2015, quando começa a ser produzido na nova fábrica da marca em
Pernambuco.
Para o presidente da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para a America Latina, Cledorvino Belini, a
participação dos SUVs no mercado brasileiro deve dobrar nos próximos anos.
Atualmente, a fatia está em 8 por cento das vendas totais de veículos leves no país, sendo que há quatro
anos a participaçao era de 4 por cento.
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Segundo a Jeep, a fatia de SUVs nas vendas carros no mundo é de 18 por cento e, na América Latina,
de 12 por cento.
No pano de fundo dessa expansão está a aposta da indústria em SUVs compactos, segmento
inaugurado há alguns anos pela Ford e que teve vendas de 130 mil unidades em 2013, segundo o
diretor da Jeep para América Latina, Sérgio Ferreira.
Em um ano em que o setor se vê obrigado a fazer promoções cada vez mais agressivas para ajudar a
desovar estoques elevados, a aposta em SUVs e picapes pode ajudar as montadoras a conter queda em
suas margens de lucro.
Além da FCA, a Honda surpreendeu jornalistas especializados ao anunciar que começará a produzir no
Brasil o parrudo compacto HR-V, que está um degrau abaixo do utilitário de maior porte CR-V.
O HR-V foi lançado no Japão em 2013 e no Brasil dividirá espaço na fábrica da montadora em Sumaré
(SP) com os carros mais populares da marca Fit, Civic e City. Isso vai ocorrer até que a nova fábrica da
Honda em Itirapina (SP) fique pronta, no final de 2015.
A expectativa da Honda é de vendas de 50 mil unidades por ano do HR-V no Brasil, cerca de um terço
da capacidade atual da fábrica em Sumaré, disse o presidente da montadora para a América do Sul,
Issao Mizoguchi.
A Renault mostrou o conceito Duster Oroch, que se for levado adiante vai marcar a entrada da empresa
no competitivo segmento de picapes médias, disputado a tapas por Ford, GM e Volkswagen, que
mostram modelos renovados de seus modelos no salão.
O presidente da Renault no Brasil, Olivier Murguet, evitou comentar se a montadora produzirá o Oroch
no Brasil, mas afirmou que a Renault está avaliando a resposta do público sobre o modelo para se
decidir.
Do mesmo grupo que a Renault, a japonesa Nissan mostrou o conceito Kicks, um SUV compacto
projetado no Brasil e focado para ser competidor direto do EcoSport.
O presidente da Nissan para o Brasil, François Dossa, afirmou que o conceito poderá se tornar
realidade e ser produzido na fábrica da marca em Resende (RJ) a partir de 2016, mas que uma decisão
ainda não foi tomada.
A Volkswagen foi outra marca a trazer conceito de utilitários ao salão, mostrando o T-ROC. A SUV
projetada pela montadora alemã é baseada no hatch Golf e, se confirmada, vai reforçar a linha da
companhia em um segmento abaixo do Tiguan.
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28.10.2014 – Revista Exame – Fiat vai começar a produzir modelos Jeep no Brasil em
2015
Menção ao conselheiro Cledorvino Belini
http://www.cdes.gov.br/
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São Paulo - A FCA, originada após a fusão da montadora italiana Fiat com a norte-americana Chrysler,
que foi finalizada em janeiro deste ano, anunciou que inaugurará a fábrica da Jeep em Pernambuco
ainda no primeiro trimestre de 2015. Os carros da marca devem começar a ser produzidos no decorrer
do primeiro semestre.
O anúncio foi feito pelo presidente do grupo, Cledorvino Belini, durante coletiva no Salão do
Automóvel de São Paulo, nesta terça-feira.
Na ocasião, ele também anunciou que a FCA investirá R$ 15 bilhões até 2016, para fortalecer a Fiat e a
Jeep na América Latina.
Segundo Belini, a planta da Fiat em Betim (MG) também está recebendo altos investimentos em
modernização. Um exemplo disso é a nova cabine de pintura da fábrica, a mais moderna do mercado,
de acordo com ele, com capacidade para receber até 180 veículos por hora.
O Brasil é o segundo mercado da FCA, depois dos Estados Unidos. O grupo possui, ao todo, 16
marcas.
No Brasil, a Fiat é líder de mercado em vendas há 13 anos. Há cinco meses consecutivos, o Palio tem
sido o também o modelo mais vendido no país. Com isso, a montadora conquistou uma vantagem
histórica, vendendo, até agora, 100.000 carros a mais que o segundo modelo mais vendido, da
concorrência.
Ao todo, a Fiat oferece 13 modelos de veículos e lançará mais quatro nos próximos dois anos.
Para Belini, 2015 será um ano de resultados melhores para a companhia. Ele acredita em uma retomada
da economia e uma redução da inflação.
Até setembro, a Fiat liderou as vendas de automóveis no país com mais de 516.515 unidades
comercializadas. Sozinha, a montadora detém 21,48% de participação de mercado por aqui.
O Salão do Automóvel de São Paulo abre as portas para o público a partir do dia 30 de outubro e vai
até 9 de novembro. O evento acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na Avenida Olavo
Fontoura, 1.209.
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28.10.2014 – R7 – Fiat investirá R$ 15 bilhões no Brasil até 2016
Menção ao conselheiro Cledorvino Belini
Anúncio foi feito em coletiva do Salão do Automóvel em São Paulo
O presidente da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para América Latina, Cledorvino Belini, anunciou
nesta terça-feira (28) que o grupo surgido após a fusão da montadora italiana com a norte-americana
tem um plano de investimentos de R$ 15 bilhões até 2016 para fortalecer a Fiat e a Jeep na região.
Belini também informou que a inauguração da nova fábrica da Jeep em Goiana, Pernambuco, ocorrerá
no primeiro trimestre de 2015. Lá, será fabricado o Jeep Renegade.
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A declaração foi dada em uma apresentação à imprensa no 28º Salão Internacional do Automóvel de
São Paulo, que acontece entre os dias 30 de outubro e 9 de novembro. O evento ocorre em um
momento em que o mercado automobilístico brasileiro pode encerrar o ano com queda de 9% nas
vendas.
"Na realidade, não há uma queda, mas sim, uma manutenção do volume de vendas. Não está havendo
aquela nossa expectativa de grande crescimento. Porém, novembro e dezembro são meses que,
historicamente, o mercado cresce", ponderou Belini.
O executivo, no entanto, disse acreditar que 2015 será um ano de recuperação, principalmente a partir
do segundo semestre.
— Os agentes econômicos tendem a retomar no ano que vem. Até então, o País estava em uma
volatidade muito grande: tivemos a Copa do Mundo, o que significa menos dias de trabalho, processo
eleitoral, etc... Entendemos que, a partir do ano que vem, voltaremos à normalidade.
Apesar de demonstrar "otimismo" em relação às promessas da presidente reeleita Dilma Rousseff para
reaquecer a economia brasileira, Belini admite que o País precisa de ajustes.
— É fundamental ter transparência e credibilidade dos agentes econômicos, redução da inflação, além
da redução dos juros e o crescimento econômico do País.
Segundo ele, o mercado brasileiro deve registrar vendas entre 3,3 milhões e 3,4 milhões de unidades
em 2014.
— No próximo ano, acreditamos que o mercado fique superior a 3,4 milhões veículos vendidos. Nós
temos 21,5% de participação no mercado. Somos líder no mercado brasileiro, com 100 mil carros à
frente do segundo colocado, e esperamos continuar nessa marcha.
Sobre os investimentos futuros da FCA na América Latina, porém, o presidente da marca na região
disse que o tema ainda é "prematuro".
— É prematuro dizer qualquer coisa, depende da evolução do mercado, do crescimento econômico, do
PIB. Esses são fatores que vão determinar o novo pacote de investimentos.
A FCA apresentou, com antecipação à imprensa, dois lançamentos que estão no Salão do Automóvel:
o novo 500, com inspiração no antigo Abarth, e o novo Bravo. Mantendo a tradição, a Fiat também
exibiu seu modelo conceito, o FCC4, um cupê de quatro portas que inova na linguagem visual e pode
antecipar as linhas dos modelos futuros.
Belini prometeu quatro novos modelos da Fiat até 2016 no Brasil. Além do Jeep Renegade e da picape
média que a empresa pretende lançar até o fim de 2015, estão previstos um SUV compacto e um
substituto ao Palio Fire.
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23.10.2014 – Zero Hora – Cargueiro militar decola até o fim do ano
Menção ao conselheiro Jackson Schneider
DESENVOLVIDO PELA EMBRAER, avião capaz de transportar 23 toneladas de carga substituirá
inicialmente os quadrimotores Hércules na frota da Força Aérea Brasileira. Fabricante pretende
disputar mercado global e negocia com outros compradores
Apresentado pela Embraer na última terça- feira, o avião militar KC-390 – maior aeronave já
desenvolvida e produzida na América do Sul – trará avanços não só para as Forças Armadas, como
também para a aviação civil. Capaz de transportar até 23 toneladas de carga a 860 quilômetros por
hora, o jato poderá realizar missões de busca e resgate, combater incêndios, operar em pequenas pistas
na Amazônia, lançar paraquedistas, reabastecer aeronaves no ar e até operar na Antártica. O primeiro
voo está programado para o fim do ano.
Foram criados 9 mil empregos no projeto. O investimento total chega a R$ 12,1 bilhões. Desse valor,
R$ 4,9 bilhões foram aplicados no desenvolvimento. A compra de 28 KC-390 pela Força Aérea
Brasileira (FAB), por R$ 7,2 bilhões, completa o valor global. Na FAB, o novo modelo vai substituir
gradualmente os C-130 Hércules, fabricados pela americana Lockheed.
– O avião traz um novo conceito para o mercado. Hoje são produzidos modelos com demandas
específicas, como combate a incêndio. O KC-390 pode ser adaptado a qualquer função. É o primeiro
projeto multinacional comandado pelo Brasil. Tem um peso grande de inovação. Os softwares serão
desenhados aqui, o que nos dá autonomia doméstica – afirma o presidente da Embraer Defesa &
Segurança, Jackson Schneider.
PRIMEIRA ENTREGA ESTÁ PREVISTA PARA 2016
Conforme o executivo, mais de cem fornecedores estão envolvidos no projeto, sendo 50 empresas
brasileiras. Além disso, três países são parceiros: Argentina (Fábrica Argentina de Aviones), República
Checa (Aero Vodochody) e Portugal (Empresa de Engenharia Aeronáutica e Ogma).
– Além das 28 encomendas da FAB, há 32 em negociação com outros países. A aviação brasileira terá
um impulso nas exportações – ressalta Schneider.
O KC-390 poderá decolar de Brasília e chegar, sem escalas, a qualquer capital brasileira transportando
carga máxima.
– O cargueiro inova ao trazer para uma aeronave de transporte tático o uso de turbinas. Há sistemas
contra mísseis que a credenciam a ser usada em vários cenários de combate – comenta Nelson Düring,
analista militar especialista em defesa.
A empresa estuda desenvolver versões do KC-390 para fins não militares e atender a indústrias como a
do petróleo e da mineração. A primeira entrega deve ocorrer no segundo semestre de 2016.
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21.10.2014 – IstoÉ Dinheiro – Embraer aposta em vendas fortes do KC-390
Menção ao conselheiro Jackson Schneider
O presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, disse nesta terça-feira, 21, ver um
grande potencial de exportações para a aeronave KC-390, cargueiro desenvolvido pela Embraer em
parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB) e apresentado na manhã de hoje, por meio de seu
primeiro protótipo. Ele salientou que a cerimônia de apresentação da aeronave contou com a presença
de representantes de 32 países, o que seria a prova do potencial do KC-390.
Segundo ele, o avião - o maior já produzido pela Embraer - "terá posição extremamente positiva". O
executivo reiterou que a competitividade se dará, seja pelo conceito da aeronave, que pode ser
adaptada para diversos tipos de missão, seja pelas configurações de aviônica (sistemas elétricos e
eletrônicos das aeronaves), capacidade de carga, e menor custo no ciclo de vida. (Essas características)
vão levar o avião uma posição extremamente competitiva", disse, sem revelar patamar de preços,
porque explicou que os valores serão definidos a cada negociação específica, dependendo das
especificidades exigidas.
Questionado sobre se o KC-390 poderia levar a companhia a dar um novo salto em sua receita, tendo
em vista o histórico da companhia quando lançou novos produtos, o executivo disse; "(O KC-390) vai
agregar valor, vai adicionar possibilidade de ganho de receita, principalmente lá na frente, não agora,
mas é difícil falar em saltos", disse, comentando que hoje o porte da companhia é maior.
Ele reiterou a estimativa da companhia de que há um mercado de 700 aeronaves para cargueiros de
médio porte para os próximos 15 anos, mas não revelou qual a meta da companhia. Em maio, os
executivos da empresa haviam dito que esperavam ter entre 15% e 20% do mercado, mas agora
Schneider disse que não trabalha mais com uma participação meta. "Queremos uma boa fatia", disse,
apenas. Ele comentou que internamente a companhia tem um objetivo, mas não divulga esse número.
Atualmente, a Embraer possui contrato com a Aeronáutica brasileira para a venda de 28 aeronaves,
além dos dois protótipos que serão utilizados nos próximos dois anos para os testes. Também possui
cartas de intenção para outras 32 aeronaves. As entregas devem iniciar no final de 2016.
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20.10.2014 – Revista Globo Rural – Número de Cooperativas de transporte dobrou na
última década
Menção ao conselheiro Márcio Lopes de Freitas
Setor movimenta por ano 330 milhões de toneladas de cargas e transporta 2 bilhões de passageiros
O ramo das cooperativas de transporte é um dos que mais cresce no país, atraindo cada vez mais o
interesse de profissionais que descobrem as vantagens do associativismo. Ao longo dos últimos treze
anos o setor teve um crescimento expressivo, passando de 542 cooperativas em 2001 para 1.228 no ano
passado. O número de cooperados passou de 38.211 para 140.51 profissionais. As cooperativas
agregam tanto transportadores de carga, quanto de passageiros, com um papel importante na
organização e profissionalização desses motoristas.
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http://www.cdes.gov.br/
Segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o ramo de transporte tem uma
frota de 33 mil veículos e é responsável pela circulação de 330 milhões de toneladas de cargas, com
movimentação econômica superior a R$ 6 bilhões por ano, desempenhando importante papel no
escoamento da produção brasileira. Já as cooperativas de transporte de passageiros contam com 46 mil
veículos e transportam ao ano aproximadamente 2 bilhões de pessoas.
No mês passado as cooperativas de transporte deram um passo importante para aumentar a
competitividade do setor, com o lançamento de uma central nacional de compras, que proporcionará
redução de custos na compra de produtos e contração de serviços, como pneus, recapagens e
implementos; combustível, óleo e lubrificantes; seguros de cargas, contra terceiros e de vida,
tecnologia; veículos, peças e assessórios.
Na avalição do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a central de compras é um
grande avanço a serviço do movimento cooperativista brasileiro. ―A expansão da rede para todo o
Brasil é extraordinária e dará a oportunidade de desenvolvimento para toda a categoria, frente aos
grandes avanços que ocorrem no país e no mundo‖, diz ele, que assumiu o compromisso de apoiar a
rede em todos estados e transformá-la em referência para o cooperativismo brasileiro.
O coordenador nacional do ramo transporte do Sistema OCB, Abel Paré, explicou que a ideia da
criação da central nacional de compras surgiu a partir do sucesso da Rede Transporte fundada em 25 de
janeiro de 2011 no Rio Grande do Sul. A central terá um conselho de administração, constituído por
um colegiado, composto de oito membros, todos associados, eleitos pela assembleia geral, sendo três
ocupantes dos cargos de presidente, vice presidente e secretário, e um representante de cada região
geográfica, denominados conselheiros. A administração da Central será exercida por um diretor
executivo e outro financeiro.
A central desenvolverá uma plataforma virtual contendo o registro de preços, ou seja, um sistema de
homologação de fornecedores e compradores/associados. A sede administrativa estará localizada no
mesmo local onde já se encontra a Rede Transporte, na cidade de Arroio do Meio (RS).
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15.10.2014 – Correio Braziliense – Dinheiro não é o problema
Artigo do conselheiro Ruy Martins
"Além de prejudicar a qualidade de ensino, as deficiências da gestão escolar, em especial na rede
pública, acabam também por prejudicar o professor que, na melhor das hipóteses, se vê privado de
condições adequadas para exercer seu ofício"
―Em São Paulo existem 300 mil professores e só quem deu aula sabe como essa profissão é difícil.
Você entra na sala e enfrenta uma audiência que nem sempre é amistosa. E essas 300 mil pessoas
fazem isso todos os dias. A expressão ―Guerreiro da Educação‖ vale para cada uma delas.‖ Essas são
palavras de José Goldemberg, eleito Professor Emérito 2014 – Troféu Guerreiro da Educação – Ruy
Mesquita, numa homenagem do CIEE e do jornal O Estado de S.Paulo extensiva a todos os professores
do Brasil.
http://www.cdes.gov.br/
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Hoje, os professores raramente recebem o reconhecimento merecido pela profissão que exercem, quase
sempre enfrentando adversidades de toda a ordem, em especial no ensino básico. Até há algumas
décadas, contavam com o apoio dos governantes, a gratidão dos pais e o respeito dos alunos. Mas,
numa perniciosa inversão de valores, passaram a ser agredidos por alunos, questionados por pais, mal
remunerados e não amparados na medida necessária pelos governantes. Um dos resultados é a
desprezo dos jovens pela carreira, tanto que de 2012 a 2013 houve uma queda de 22 mil concluintes
dos cursos de licenciatura, segundo o Censo do Ensino Superior. Ou seja, centenas de escolas do
ensino básico continuarão sem professores para disciplinas estratégicas, como matemática e português,
entre outras.
Há mais fatores desestimulantes, como a precariedade ou ausência de segurança dentro e fora das
escolas; despreparo gestores; transferência pelas famílias da responsabilidade pela transmissão ao
aluno de valores pessoais e sociais, de noções de cidadania e mesmo de questões de saúde. Além disso,
é comum pais isentarem os filhos quando estes são punidos por faltas graves, em mais um exemplo da
cultura de impunidade que viceja no País. São pais que criticam os professores e não pronunciam uma
palavra de recriminação, correção ou orientação contra malfeitos dos filhos, muitas vezes graves, como
agressões físicas e morais ao docente, aos colegas ou ao patrimônio físico da instituição.
Além de prejudicar a qualidade de ensino, as deficiências da gestão escolar, em especial na rede
pública, acabam também por prejudicar o professor que, na melhor das hipóteses, se vê privado de
condições adequadas para exercer seu ofício. Primeiro ponto criticado por especialistas: a prevalência
de indicações políticas para cargos de gestão, sem critérios de competência ou formação profissional.
Dois recentes editoriais do jornal O Estado de S.Paulo colocam o dedo na ferida, ao afirmar que a má
qualidade do ensino não se deve – como é voz comum – à falta de verbas para a educação. Analisando
os números do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (Fundeb), a Controladoria-Geral da União (CGU) detectou que, de 2007 a
2013, os repasses saltaram de R$ 67 bilhões para R$ 116 bilhões, a serem usados para pagamento de
professores, compra de equipamentos e atividades básicas, como transporte e merenda. Apesar da
dinheirama, a maior parte dos estados beneficiados, principalmente no Norte e no Nordeste, não
atingiu a patamares médios de qualidade de ensino, havendo queda no Pará e no Piauí. Além da má
gestão, tais recursos também são alvo de corrupção: a CGU aponta para a existência de desvios de
verbas em 73% dos 180 municípios fiscalizados.
Entre os ralos pelos quais escoa o dinheiro da educação, a CGU identificou gastos perdulários,
financiamento de campanhas eleitorais, falhas administrativas, contratos irregulares, superfaturamento,
fraudes em licitações, notas fiscais frias, documentos falsificados, empresas de fachada, envolvendo
políticos, servidores e prestadores de serviços – sendo que as vencedoras de licitações municipais
pagam uma comissão média de 20% do valor do contrato.
Como o número de alunos não cresce na mesma proporção do salto constatado nas transferências do
Fundeb para estados e municípios, é razoável inferir que há algo estranho, pois as contas não fecham.
Se há mais dinheiro, porque a qualidade do ensino vem subindo, na média geral, a passos de tartaruga,
como confirmam os péssimos indicadores nacionais e internacionais. Sem um órgão eficaz de
fiscalização dos recursos, o ensino público continuará a ser mais uma prova de que, no serviço público,
nem sempre o que falta é dinheiro para corrigir as distorções e melhorar o desempenho do mestre e do
aluno. Do que a educação necessita, de verdade, para atingir o patamar de qualidade desejável, é de
ética no trato da coisa pública, de competência na gestão e de olhar vigilante da sociedade (até agora
quase ausente).
http://www.cdes.gov.br/
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(*) Ruy Martins Altenfelder Silva é presidente do Conselho de Administração do CIEE e da Academia
Paulista de Letras Jurídicas (APLJ).
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13.10.2014 – Revista Globo Rural – Metade da produção brasileira de alimentos passa
por uma cooperativa
Menção ao conselheiro Márcio Lopes de Freitas
Eleições de outubro mostram importância do setor, que manteve sua forte representação no Congresso
O ramo agropecuário tem a marca registrada do espírito democrático do movimento cooperativista,
pois congrega grandes, médios e pequenos produtores rurais, que são responsáveis por
aproximadamente 48% da safra brasileira de grão, com destaque para 57% de soja e 48% de café. O
setor também tem participação expressiva na oferta de leite e derivados, e na produção de carnes de
suínos e aves.
As dez maiores cooperativas brasileiras (singulares e centrais), que estão no ranking das 100 maiores
empresas brasileiras, movimentaram no ano passado R$ 30,8 bilhões, reunindo 179 mil associados.
Vale destacar que em algumas delas mais da metade do quadro social é composto por agricultores
familiares. Segundo o IBGE, cerca de 70% das propriedades agrícolas vinculadas às cooperativas do
sistema têm até 50 hectares.
Para dar suporte aos seus associados, as cooperativas agropecuárias atuam em todos os elos da cadeia
produtiva: antes, dentro e depois da porteira. Elas fornecem insumos, máquinas e equipamentos para os
seus cooperados; transferem tecnologia por meio dos seus 8 mil técnicos (engenheiros agrônomos e
florestais, veterinários, zootecnistas e técnicos agrícolas); e promovem a venda da produção em
melhores condições de negociações, tanto in natura como produtos de maior valor agregado.
saiba mais
Um papel importante desempenhado pelas cooperativas agropecuárias é na armazenagem da produção,
que possibilita reduzir a oferta logo após a colheita da safra e diminuir a pressão baixista sobre preços.
Segundo dados oficiais das 143 milhões de toneladas de capacidade estática de armazenagem existente
no Brasil cerca de 20% pertencem as cooperativas agropecuárias, ou seja 30 milhões de toneladas.
Neste contexto, é importante ressaltar que espera-se um crescimento na participação do sistema
cooperativista em função do Plano Nacional de Armazenagem (PNA), implementado para a safra
2013/14.
O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, ao
comentar estes dados, ressalta a importância do setor cooperativista para que os produtores possam ter
mais acesso a tecnologias e insumos, bem como para ganhar economia de escala nos processos de
compra e venda e acesso ao mercado. Ele observa que para prestar maior apoio aos agricultores o setor
conta com a atuação da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional. Na
atual legislatura a bancada é formada por 210 deputados federais e 29 senadores de todos os partidos.
Ele explica que a representação política do cooperativismo está ligada ao acompanhamento contínuo e
à atuação efetiva em mais de 550 projetos de lei, medidas provisórias e demais proposições de
http://www.cdes.gov.br/
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interesses do setor. No ano passado foram conquistados avanços significativos no marco regulatório,
com impacto mensurável de mais de R$ 1 bilhão de economia para as cooperativas, por meio da
aprovação de medidas provisórias que trataram sobre a desoneração da folha de pagamento.
Márcio Lopes, ao comentar o resultado do primeiro turno das eleições deste ano, observa que o saldo
foi bastante positivo na escolha e no apoio aos candidatos, pois índice de reeleição entre integrantes da
Frencoop superou ao apresentado entre os demais congressistas. Em relação ao segundo turno da
corrida presidencial, Lopes lembra que a OCB já apresentou as propostas do setor e acredita que ―este
é o momento ideal para que o cooperativismo, como movimento apartidário, possa se fortalecer dentro
da agenda dos candidatos, demonstrando os nossos inúmeros diferenciais como alternativa de
desenvolvimento econômico e social‖.
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13.10.2014 – Rede Brasil Atual – Para 77% dos brasileiros, cortar impostos reduz a
desigualdade, aponta pesquisa
Menção ao conselheiro Clemente Ganz
Maioria é a favor da redução de impostos quando a desoneração traz investimento, afirma Clemente
Gaz Lúcio, diretor técnico do Dieese e comentarista econômico da Rádio Brasil Atual
São Paulo – Pesquisa realizada pelo Pew Research Center em 44 países sobre expectativas e
percepções da população em relação à desigualdade mostra que, no Brasil, a maioria apoia redução de
impostos como medida efetiva de combate à desigualdade social. Em todo o mundo, o estudo realizou
48.643 entrevistas entre 17 de março e 5 de junho. No Brasil, foram 1.003 entrevistas.
Para 68% dos brasileiros, a desigualdade é um "problema muito grave". Contudo, o diretor técnico do
Dieese, Clemente Ganz Lúcio, comentarista da Rádio Brasil Atual, afirma que ―a população percebe,
nos últimos anos, uma redução da desigualdade, especialmente pelas políticas públicas, seja na geração
de emprego, seja nas transferências de renda ou no sistema de seguridade e previdência‖.
Como medidas de combate à desigualdade, além da redução de impostos, sugere-se também a redução
da desigualdade salarial e a redução da diferença entre os salários e os ganhos do capital.
Clemente compara o cenário brasileiro ao internacional e diz que "nos países, onde a carga tributária é
muito menor do que a brasileira, a questão dos impostos não é observada com tanto destaque, mas, no
Brasil, onde nós temos uma carga tributária da ordem de 35%, é percebida, por boa parte dos
respondentes, como uma medida importante, especialmente, a redução dos impostos quando ela gera
um investimento e incremento da atividade econômica".
"É uma pesquisa importante que revela, também, que o brasileiro é um povo que tem muita
expectativa, muita esperança, em termos do desenvolvimento econômico", afirma Clemente. E conclui:
"Somos um país que tem a expectativa de que as transformações reduzam as desigualdades".
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08.10.2014 – Rede Brasil Atual – Com reação da atividade industrial, Dieese espera
retomada de investimentos
Menção ao conselheiro Clemente Ganz
Segundo pesquisa divulgada ontem pelo IBGE, a produção cresceu em agosto em dez de 14 regiões
pesquisadas
São Paulo – O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, ao analisar dados divulgados ontem
(8) pelo IBGE, avalia que o crescimento é "muito positivo" e é capaz de dar à indústria, a médio e
longo prazos, os investimentos necessários para retomar uma atividade continuamente positiva. Para
ele, o Rio Grande do Sul apresenta peculiaridades na "performance" industrial, com desempenho maior
no setor agroindustrial.
De julho para agosto, a produção industrial cresceu em dez dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, com
o segundo resultado positivo seguido. Os três estados que mais cresceram foram Rio Grande do Sul
(4,2%), Goiás (3,3%) e Espírito Santo (3,2%). Na comparação com agosto do ano passado, o resultado
ainda é negativo (-5,4%).
Outros locais que tiveram alta maior do que a média nacional, de 0,7%, foram Ceará (2,8%),
Pernambuco (2,7%), Paraná (2,1%), Pará (2%) e São Paulo (0,8%). Além deles, completam a lista
Santa Catarina (0,5%) e Minas Gerais (0,1%). Quatro locais registraram queda: Amazonas (-4,5%), a
Bahia (-4,2%), o Rio de Janeiro (-1,6%) e a região Nordeste (-1,2%).
"São muito importantes esses resultados. O segundo mês consecutivo talvez esteja indicando uma
retomada da atividade econômica, mas ela dependerá, em grande medida, da continuidade de políticas
industriais e estímulos", afirma Clemente à Rádio Brasil Atual. Segundo ele, o crescimento da
atividade industrial propicia uma demanda econômica, que cria mais emprego em outros setores.
Na comparação com agosto do ano passado, houve alta em apenas quatro locais, com destaque para o
Espírito Santo (13,7%). Onze tiveram queda, sendo a maior delas observada no Paraná (-10,3%). No
acumulado do ano, houve avanços em seis locais e queda em nove. No acumulado de 12 meses, sete
locais tiveram crescimento e oito apresentaram recuo na produção industrial.
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06.10.2014 – Brasil Econômico – O “fiel da balança” na Usiminas
Menção ao conselheiro Benjamin Steinbruch
A disputa entre a argentina Ternium e a japonesa Nippon Steel pelo controle da Usiminas pode
valorizar a fatia da empresa de Benjamin Steinbruch na companhia, que tem de ser reduzida por
determinação do Cade
Nicola Pamplona
Dona de 11,66% das ações ordinárias da Usiminas, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) entra na
mira dos controladores da empresa mineira, que é alvo de uma disputa entre a argentina Ternium e a
japonesa Nippon Steel. Segundo analistas, a empresa controlada por Benjamin Steinbruch pode
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aproveitar a oportunidade para acatar decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade), que lhe obriga a se desfazer de sua posição, com maior lucro. Na quinta-feira, a Techint
comunicou ao mercado a aquisição de ações da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do
Brasil, com prêmio de 82% sobre a cotação dos papéis em bolsa de valores.
"A CSN tem a chave para resolver o conflito em favor de Ternium ou de Nippon", comentou Roberto
Altenhofen, analista da Empiricus, em newsletter distribuída na sexta-feira, na qual diz que a empresa
pode ser o "fiel da balança"na disputa e tem a oportunidade de gerar valor com sua posição acionária
na Usiminas, que hoje lhe rende apenas dividendos — uma vez que, por decisão do Cade, a empresa
não pode ter assento no conselho de administração da Usiminas. Termo de Compromisso de
Desempenho assinado em abril entre a CSN e o Cade determina a redução da posição da empresa de
Steinbruch na siderúrgica mineira, em um momento de preços descontados no setor. "Pode acontecer
da Ternium querer aumentar ainda mais sua posição e se voltar para a CSN", concorda Lenon Borges,
analista da Ativa Corretora.
"Mas ainda há muitas coisas a serem explicadas neste processo. O prêmio pago pela Ternium (pelas
ações da Previ) foi muito alto e não há fundamentos que justifiquem isso. Nem do ponto de vista
macro, uma vez que as perspectivas do mercado continuam ruins, nem do ponto de vista micro, porque
enfrentar um período de crise sem um comando é muito pior", completa. A posição da CSN começou a
ser adquirida em meados dos anos2000, quando Steinbruch tinha o interesse em unir duas das maiores
siderúrgicas do país, estratégia que enfrentou resistências nos órgãos de defesa da concorrência.
Com a crise de 2008, porém, o mercado global de aço sofreu um baque, que reduziu a atratividade do
setor e perdura até hoje. A Justiça deve analisar esta semana pedido de liminar, feito pela Ternium,
para reconduzir executivos destituídos há 10 dias por decisão da Nippon Steel. A saída dos executivos
aprofundou a crise entre os maiores acionistas da companhia. O anúncio da compra da fatia da Previ
elevou a participação da argentina no bloco de controle de 27,66% para 37,83% (contra 29,45% da
japonesa) e foi encarada pelo mercado como um sinal deque a Ternium não tem interesse em sair da
companhia.
Em relatório intitulado "Uma Declaração de Guerra?", analistas do Citigroup liderados por Alexander
Hacking consideram que a divisão do grupo de controle da empresa pode criar uma batalha legal de
vários anos. O acordo de acionistas da Usiminas diz na cláusula 4.8 que Nippon e Ternium "terão o
direito de indicar por consenso" o diretor-presidente da empresa e também a sua destituição ou
substituição. Representantes da Nippon no Japão disseram que a compra dos papéis adicionais pela
Ternium "não afetará nossos direitos na gestão da Usiminas", e que o motivo para a saída dos
executivos deveu-se a auditorias na empresa que "mostraram que eles receberam dinheiro de maneira
indevida". Sobre a destituição — que incluiu o presidente-executivo Júlian Egurén — a Ternium
informou que irá tomar "todas as ações razoáveis para proteger seus direitos". Com Reuters
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