Dia Internacional da Mulher 2015

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Dia Internacional da Mulher 2015
Algumas figuras femininas tiveram destaque na luta pelos direitos das
mulheres ao longo da história do Brasil, em diferentes épocas e locais,
com atuação em diversos setores. Conheça um pouco sobre elas:
NÍSIA FLORESTA:
Nísia Floresta Brasileira Augusta é o pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto. Nasceu no Rio Grande do Norte, em
1810, e morreu em Rouen, na França, em 1885. Foi educadora, escritora e poetisa. É considerada uma pioneira do
feminismo no Brasil e foi, provavelmente, a primeira mulher a romper os limites entre os espaços público e privado,
publicando textos em jornais na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava. Nísia também dirigiu um
colégio para moças no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos.
Uma publicação especial da Federação dos Trabalhadores em Educação
de Mato Grosso do Sul • FETEMS • Março | 2015
BERTHA LUTZ:
Bertha Maria Julia Lutz nasceu em São Paulo, em 1894, e morreu no Rio de janeiro, em 1976. Foi bióloga, especializada
em anfíbios, pesquisadora do Museu Nacional, e uma das figuras mais significativas do feminismo e da educação
no Brasil do século XX. Foi a fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), em 1919. Também
se tornou advogada em 1933 pela Faculdade do Rio de Janeiro. Foi eleita suplente de deputado federal em 1934, e
em 1936 assumiu o mandato, que durou pouco mais de um ano. Lutou pelo direito feminino ao trabalho, contra o
trabalho infantil, direito à licença-maternidade e pela equiparação de salários e direitos.
CELINA GUIMARÃES VIANA: Celina Guimarães Viana nasceu no Rio Grande do Norte, em 1890, e morreu em Minas Gerais, em 1972. Foi professora
e a primeira eleitora do Brasil, ao votar, em 5 de abril de 1928, na cidade de Mossoró. Celina invocou o artigo 17 da
lei eleitoral do Estado, que dispunha: “No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexo,
todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas em Lei”. Em 25 de novembro de 1927, ela deu entrada numa
petição requerendo a inclusão no rol dos eleitores, e recebeu parecer favorável.
MIETTA SANTIAGO:
Escritora, advogada e feminista mineira, Mietta Santiago, em 1928, notou que a proibição ao voto feminino
contrariava o artigo 70 da Constituição da República Federativa dos Estados Unidos do Brasil (Constituição de 1891),
então em vigor. O artigo dizia: “São eleitores os cidadãos maiores de 21 anos que se alistarem na forma da lei”, sem
fazer qualquer discriminação de sexo. Com base nisso, Mietta impetrou, como advogada, Mandado de Segurança e
obteve sentença (fato inédito no país) que lhe permitiu votar em si mesma para um mandato de deputada federal.
Embora não tenha conseguido se eleger, o que seria uma ousadia para a época, o Partido Republicano do Rio Grande
do Norte, aproveitando-se dessa brecha aberta por Mietta Santiago, pôde candidatar a potiguar Luiza Alzira Soriano
Teixeira, a primeira mulher eleita para um mandato político no Brasil. Em 1929, Alzira Soriano tomou posse no cargo
de intendente do município de Lages (RN).
DORCELINA FOLADOR:
Dorcelina Folador nasceu em 27 de julho de 1963, em Guaporema/PR. Mudou-se para Mundo Novo/MS quando
tinha onze anos de idade e lá começou sua trajetória no movimento político. Sempre teve visão crítica e espírito
de liderança. Ainda jovem, ajudou a organizar o Movimento Sem Terra (MST) e o Partido dos Trabalhadores (PT) na
região. Foi duas vezes candidata a vereadora e uma a deputada estadual, mas não se elegeu. Nunca desistiu de seus
ideais e, em 1996, foi eleita prefeita de Mundo Novo com 3.422 votos. Seus princípios de administração pública séria
e transparente passou a incomodar várias pessoas. Dorcelina Folador foi assassinada aos 36 anos por um pistoleiro
em 30 de outubro de 1999, na varanda da casa onde morava. O mandante do assassinato, Jusmar Martins da Silva,
era amigo de Dorcelina, ocupava a Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária e foi, inclusive, coordenador da
campanha dela à prefeitura. Dorcelina morreu com dignidade, lutando para que um mundo melhor fosse possível.
Português/matemática
Grupo 1 - Faça um levantamento em sua escola para saber o número absoluto e a proporção de
meninos e meninas:
1. Na sua sala;
2. Em todas as turmas do mesmo ano que a sua;
3. Em toda a escola.
Grupo 2 - Pesquise junto à coordenação se houve episódios ou incidentes que possam caracterizar
algum tipo de discriminação e descreva:
1. O que aconteceu;
ACOMPANHE A FETEMS
NAS MÍDIAS SOCIAIS
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twitter/fetems
youtube/fetems
2. Quando aconteceu;
3. Como foi administrado pela escola.
A partir dos resultados, desenvolva um relatório e apresente aos demais colegas.
EXPEDIENTE
www.fetems.org.br - Rua 26 de Agosto, 2.296, Bairro Amambaí - Campo Grande - MS - CEP 79005-030. Fone: (67) 3382.0036. E-mail: [email protected]
Presidente: Roberto Magno Botareli Cesar; Vice-presidente: Sueli Veiga Melo; Secretária-Geral: Deumeires Batista de Souza Rodrigues de Morais; Secretário Adjunto: Marcos Antonio Paz Daz Silveira; Secretário de Finanças: Jaime Teixeira (Licenciado); Sec. Adjunto
de Finanças: José Remijo Perecin; Sec. de Formação Sindical: Joaquim Donizete de Matos; Sec. para Assuntos Jurídicos: Amarildo do Prado; Sec. de Assuntos Educacionais: Joscemir Josmar Moresco; Sec. dos Func. Administrativos: Wilds Ovando Pereira; Sec. de
Comunicação: Ademir Cerri; Sec. de Administração e Patrimônio: Paulo Antonio dos Santos; Sec. de Política Municipal: Ademar Plácido da Rosa; Sec. de Políticas Sociais: Iara Gutierrez Cuellar; Sec. dos Aposentados e Assuntos Previdenciários: José Felix Filho; Sec.
dos Espec. em Ed. e Coordenadores Pedagógicos: Sebastião Serafim Garcia; Sec. de Relações de Gênero: Cristiane de Fátima Pinheiro; Sec. de Combate ao Racismo: Maria Laura Castro dos Santos; Sec. da Saúde dos (as) Trabalhadores (as) em Educação: Maria Ildonei
de Lima Pedra; Departamento dos Trabalhadores na Educação no Campo: Leuslania Cruz de Matos; Suplente 1: Nilson Francisco da Silva; Suplente 2: Rejane Eurides Sichinel Silva; Suplente 3: Idelcides Gutierres Dengue; Suplente 4: Elizabeth Raimunda da Silva
Sigarini; Suplente 5: Ivarlete Pinheiro; Suplente 6: Maria Suely Lima da Rocha; Vice-presidentes regionais: Amambai: Olga Tobias Mariano e Valério Lopes; Aquidauana: Jefersom de Pádua Melo e José de Ávila Ferraz; Campo Grande: Paulo Cesar Lima e Renato Pires
de Paula; Corumbá: Luizio Wilson Espinosa e Antonio Celso M. dos Santos; Coxim: Thereza Cristina Ferreira Pedro e Onivan de Lima Correia; Dourados: Anderci Silva e Apolinário Candado; Fátima do Sul: Maria Jorge Leite da Silva e Nilsa Maria Bolsanelo Sales; Jardim:
Ludemar Solis Nazareth Azambuja e Sandra Luiza da Silva; Naviraí: Valdecir Roberto Mandalho e Margareti Macena de Lima; Nova Andradina: Edson Granato e Izabel Silveira da Rosa; Paranaíba: Tânia Mara de Morais Silva e Tânia Aparecida da Silva Marques; Ponta
Porã: Joel Aparecido Barbosa Pereira e Luiz Carlos Marques Valejo; Tacuru: Jandir Carlos Dallabrida e Elizeu Gomes da Silva; Três Lagoas: Maria Aparecida Diogo e Maria Inês Anselmo Costa. Jornalista Responsável: Karina Vilasboas e Azael Júnior.
Programação visual: Íris Comunicação Integrada.
Um mundo melhor se constrói
com o compromisso e a participação de cada um!
Viver sem violência é um direito de todos, sejam crianças, jovens ou idosos, homens ou mulheres.
Para as mulheres, a luta por esse e outros direitos tem sido um desafio de muitos anos.
Em 2014, a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) registrou aumento de 40% no número
de casos de violência contra a mulher. O serviço recebe mais de 1,3 mil ligações por dia, com
denúncias que envolvem todo o tipo de agressão.
A maioria das denúncias (51,6%) é de violência física, seguida por 31,8% de violência psicológica
e 9,6% de violência moral. As denúncias de violência sexual aumentaram 20% em comparação
a 2013, e a central registra, em média, três casos de estupro por dia.
Esses números mostram que o Brasil, apesar dos avanços, ainda tem muito a fazer para
realmente mudar a realidade. A violência contra a mulher – ou violência de gênero – acontece
em todas as classes sociais e atinge mulheres de todas as idades, que são agredidas e até
mortas simplesmente por serem... mulheres!
Entender para combater
A raiz desse problema está na nossa formação cultural e ideológica, por isso é uma
questão tão difícil de entender e combater. Ao longo da história, construiu-se
um regime chamado de patriarcado, com os homens dominando as relações e
exercendo o poder em todas as esferas sociais, a começar pela família (a palavra
patriarca vem de “pai”).
Relações de poder implicam dominação. Assim, por muitos séculos, apenas
os homens tinham direitos, podiam estudar, trabalhar, votar, exercer cargos
públicos. As mulheres, assim como as crianças, eram vistas como incapazes.
Portanto, eram totalmente dependentes e submissas aos homens.
Primeiro aos pais e irmãos mais velhos e, depois, aos maridos, sendo
que o casamento era uma etapa vista como obrigatória na vida de uma
mulher.
O
8 DE MARÇO
E SUA LONGA HISTÓRIA
Você provavelmente já ouviu falar que a criação do Dia Internacional da Mulher se deu por causa de um incêndio
em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida,
o trágico episódio ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século
20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a esse acontecimento. Mato Grosso do Sul tem
Casa da Mulher Brasileira
Desde o final do século 19, organizações femininas que nasceram dentro dos movimentos operários protestavam
em vários países da Europa e nos Estados Unidos contra as jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias
e os salários muito baixos. As mulheres fizeram greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do
trabalho infantil, que era comum nas fábricas. O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908, nos Estados
Unidos, quando cerca de 1.500 mulheres aderiram a uma manifestação pela igualdade
econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou
a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas
no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil
que fechou quase 500 fábricas americanas.
Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na
Dinamarca, mais de cem representantes de 17 países aprovaram resolução para criar
uma data anual em celebração dos direitos da mulher. O objetivo era honrar as lutas
femininas e obter suporte para instituir o voto universal em diversas nações. Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) surgiram ainda mais protestos em
todo o mundo. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano,
adotado pela Rússia até então), aproximadamente 90 mil operárias fizeram uma
manifestação contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e
a participação russa na guerra. O protesto ficou conhecido como “Pão e Paz”,
e foi então que a data se consagrou, embora tenha sido oficializada como Dia
Internacional da Mulher apenas em 1921.
Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações
Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava
princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960,
o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se
oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de
março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.
No início de fevereiro, a presidente Dilma
Rousseff inaugurou, em Campo Grande, a
primeira Casa da Mulher Brasileira. A Casa é um
projeto inovador do governo federal, e faz parte
do Programa “Mulher, Viver Sem Violência”.
No mesmo local funcionam vários serviços
integrados de atendimento à mulher vítima de
violência, desde o acolhimento até a assistência
jurídica. Na Casa também funciona uma unidade
da Delegacia Especializada de Atendimento
à Mulher (DEAM) com plantão 24 horas. Isso
representa um grande avanço, pois, antes, o
atendimento da DEAM era feito em horário
comercial, de segunda a sexta-feira.
No discurso, a presidente Dilma disse que,
com a Casa da Mulher Brasileira, Mato Grosso
do Sul não será mais reconhecido pelos altos
índices de violência contra a mulher, mas
sim pelo trabalho de excelência realizado no
enfrentamento da questão. “O combate à
violência significa o reconhecimento do papel e
da importância da mulher na sociedade”, disse
a presidente.
Na Casa da Mulher Brasileira funcionam
os seguintes setores: Acolhimento e Triagem,
Apoio Psicossocial, Delegacia Especializada
de Atendimento à Mulher, Juizado/Vara
Especializada de Violência Doméstica e
Familiar contra a Mulher, Ministério Público,
Defensoria Pública, Promoção da Autonomia
Econômica, Central de Transportes (possibilita o
deslocamento de mulheres atendidas na Casa
da Mulher Brasileira para os demais serviços
da Rede de Atendimento), Brinquedoteca,
Alojamento de Passagem (até 24h).
Mulher,
negra e pobre
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Como se constrói
o sexismo
Estudar, trabalhar, votar e ser votada, ser
independente, enfim, ter autonomia, foram
conquistas que exigiram das mulheres muita
coragem, determinação e enfrentamento. Mas,
como se trata de uma questão que está enraizada
no nosso modo de pensar e viver, muitas vezes
nem percebemos que estamos repetindo o velho
modelo “sexista”, que determina o que é “coisa
de homem” e o que é “coisa de mulher”.
E isso começa cedo, antes mesmo de nascer. O
bebê ainda está na barriga e já vai recebendo esse
tratamento. Para as meninas, roupinhas e enxoval
cor-de-rosa. Tudo azul para os meninos. Carrinhos,
bolas, ferramentas e até armas são brinquedos de
menino. Para as meninas, bonecas e panelinhas.
Assim, enquanto eles vão sendo ensinados a
brigar e a serem donos de suas vontades, elas vão
aprendendo a cuidar dos filhos e da casa.
Falando assim, parece uma coisa muito antiga,
mas, se a gente reparar bem, dá para ver que
ainda tem muita gente que pensa e age dessa
forma, acreditando que é o “normal”. Será?
Feminicídios por 100 mil mulheres
.
Menor ou igual a 4,50
4,51 a 5,50
5,51 a 6,50
Maior que 6,50
Elaboração: IPEA/DISET
Mapa: Base Cartográfica Digital IBGE
Dados: Elaboração própria com dados IBGE e SIM/DATASUS
Data: Ago/2013
Mais de 60% das mulheres assassinadas no Brasil entre 2001 e 2011 eram negras. O
dado é de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As pesquisas
mostram que as mulheres negras, além de terem de enfrentar situações cotidianas de
opressão, ocupam os lugares mais desfavoráveis na estrutura social e econômica do país.
Estudo recente do Ipea também mostra que os negros ganham 36% menos que
os brancos, mesmo possuindo a mesma qualificação. Quando se observa apenas a
remuneração das mulheres negras, essa diferença sobe para 40%.
Inicialmente o movimento feminista se recusava a discutir a questão racial como um
fato específico dentro da questão geral das mulheres, por considerar que isso apenas
dividiria a luta. Porém, sem prejuízo da aliança entre as feministas, agora já se reconhece
que a opressão atinge de forma diferente as mulheres negras.
Especialistas apontam ainda um fenômeno descrito como “tríplice discriminação”,
que atinge as mulheres negras e pobres. Ou seja, a pessoa é discriminada em três esferas:
por ser mulher, por ser negra e por ser pobre, gerando situações que muitas vezes levam
à morte, até por terem menos condições de acesso aos serviços públicos de saúde.
Situação semelhante é vivenciada pelas mulheres indígenas. Na região de fronteira em
que está localizado Mato Grosso do Sul, é fácil verificar que as mulheres indígenas estão
também relegadas a uma espécie de “subcidadania”, na medida em que sofrem essa
mesma tríplice discriminação: de gênero, racial e social.
As marcas da violência
Em 2013, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) divulgou o 2º Relatório Sobre
Violência Homofóbica, referente a 2012. O documento aponta que o número de denúncias cresceu 166% em relação
ao ano anterior, saltando de 1.159 para 3.084 registros.
Ainda segundo o relatório, o número de violações também cresceu: saiu de 6.809 para 9.982, um aumento de
46,6%, sendo que em uma única denúncia pode haver mais de um tipo de transgressão. As fontes do relatório são o
Disque 100, da SDH/PR, o Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, e a Ouvidoria do SUS (Sistema Único
de Saúde), do Ministério da Saúde.
As denúncias mais comuns foram, na ordem, violência psicológica, discriminação e violência física. Essa foi a segunda
edição do estudo, que apresentou uma mudança no perfil dos denunciantes em relação ao primeiro relatório. Enquanto
em 2011, 41,9% dos registros partiam da própria vítima, no ano passado a maioria das denúncias (47,3%) partiram de
terceiros, que observam e registram a violação.
O relatório de 2012 mostrou que jovens e adolescentes continuavam sendo as maiores vítimas de violência homofóbica
no Brasil: 61,43% das vítimas estavam na faixa etária entre 13 e 29 anos. Os dados também apontaram que travestis
e transexuais seguem sendo a maioria das vítimas de violência homofóbica e sofrendo violências de maior gravidade,
como homicídios e lesões corporais.

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