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Vismando
Comércio de Máquinas e Reparação, Unipessoal, Lda
Conc. para o Distrito de Viseu
Máquinas de Cortar Relva
Corta Sebes Moto-Roçadoras
Moto-Enxadas Moto-Cultivadores
Moto-Bomba Geradores
Estrada de Nelas - Cabanões - 3500-322 VISEU
Telem.: 961 096 681 . Telf.: 232 413 531 . Fax.: 232 468 477
E-mail.: [email protected]
Feira de São Mateus 2013
nono aniversário
Director: José Luís Araújo | N.º 206 | 31 de Julho de 2013 | Preço 2,00 Euros
w w w. g a z e t a r u r a l . c o m
Propriedade da LusoVini
Adega de Nelas
volta a receber uvas
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O utros destaques
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Manchete
MAGRIL
Adega de Nelas volta a receber uvas
Máquinas Agrícolas Lda
Consumado o acto de posse pela Lusovini, após a conclusão do processo de insolvência, a Adega de Nelas vai voltar a laborar na próxima campanha, recebendo uvas dos
viticultores da região. Com esse intuito, os responsáveis
da LusoVini decidiram ofertar cerca de 15 mil garrafas de
vinhos aos viticultores que ali entregaram uvas nos últimos dois anos de laboração (2009 e 2010), iniciativa bem
recebida e que contou com a adesão de mais de seis dezenas de ex-associados da Cooperativa.
Oleiros - Feira do Pinhal
Oleiros recebe mais uma edição da Feira do Pinhal, de 7 a 11 de Agosto, certame que este ano teve a particularidade de ter sido apresentado no Hotel Santa Margarida, uma unidade hoteleira de 4 estrelas
sedeada naquela vila.
SEDE: Lugar o Barbeiro - Est. Aeródromo 3515-342 CAMPO VISEU
Tel.: 232 424 182 - E-mail: [email protected] - www..magril.pt
FIlial: EN 111 - Quimbres - 3025-528 SÃO SILVESTRE COIMBRA
Viseu - Feira de São Mateus 2013
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Vila da Feira - Viagem Medieval
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Mirandela -
Sátão - Festas de São Bernardo
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Lisboa - Associações de Desenvolvimento
Sob o olhar vigilante de Viriato, o Espaço Multiusos, em Viseu, recebe
de 9 de Agosto a 22 de Setembro mais uma edição da Feira de São
Mateus, uma das maiores e mais antigas feiras francas que se realizam no nosso país.
É, reconhecidamente, uma das grandes feiras medievais que se realizam em Portugal. A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria, que
terá lugar entre 1 e 11 de Agosto, em Santa Maria da Feira, que vai na
sua XVII edição, viaja até ao reinado de D. Afonso II.
A Câmara de Sátão leva a feito, de 17 a 20 de Agosto, as tradicionais
Festas de S. Bernardo, que habitualmente leva milhares de pessoas
até ao centro da Vila. Rui Veloso e Fernando Mendes são cabeça de
cartaz do programa de animação, onde não faltarão os grupos locais.
Viseu - 10 Anos de Vines & Wines
Foi há 10 anos que três jovens licenciados decidiram correr o risco
de se aventurarem no mundo dos vinhos. João Paulo Gouveia, Carlos
Silva e Miguel Oliveira, hoje três dos mais reputados enólogos nacionais, criaram a Vines & Wines, uma empresa de consultoria nas áreas
de viticultura e enologia.
Pequenos agricultores
dispensados de guias de transportes
O director regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel Cardoso, esclareceu que os pequenos agricultores estão dispensados de
emitirem guias de transportes para circularem com os bens das suas
produções.
Local vão ter loja
Os produtos regionais de 34 municípios do interior do país deverão
estar disponíveis numa loja no centro de Lisboa. Dezembro foi o mês
apontado para abrir portas ao público.
VISITE A ADEGA COOPERATIVA DE SILGUEIROS E SURPREENDA-SE...
ESPECIAL PARA QUEM NÃO ESQUECE O SEU PAÍS!
Editorial
Passaram 9 anos
Com esta edição iniciamos o décimo ano de
publicações da Gazeta Rural. É muito tempo. Foram
muitas páginas escritas, muitas fotos tiradas, muitos
quilómetros percorridos, muitas entrevistas, muitas
palavras escritas, muitos teclados enviados para
reciclagem, por terem atingido o fim da linha, e muitas
dores de cabeça. Apesar de tudo isto, valeu a pena.
Olhando para trás ficamos satisfeitos com o
trabalho produzido. Os elogios que recebemos ao
nosso trabalho são sempre agradáveis ao ouvido e ao
ego. Porém, sou avesso a ‘relaxamentos’, porque subir
a pulso custa, mas a queda é rápida.
Vivemos um período muito difícil, fruto da situação
que o país vive. Apesar das muitas dificuldades,
continuamos, combatendo a crise, com empenho,
determinação e criatividade.
A Gazeta Rural assumiu-se com um projecto
plural, na defesa do mundo rural, dos nossos produtos
endogenos, da nossa gastronomia, dos nossos
vinhos e dos nossos saberes e sabores tradicionais.
Provavelmente, ao longo destes nove anos, não
fizemos tudo bem, mas estamos de consciência
tranquila, porque olhámos para o nosso sector
primário pelo lado positivo, damos a conhecer
novas realidades, recordámos tradições, demos
a conhecer o melhor da nossa gastronomia
e dos nossos vinhos, vimos nascer novos
projectos agrícolas, lamentando apenas
que alguns que ‘gravitam’ à volta do
mundo rural por ele façam muito pouco e
dele apenas tirem proveito.
Tenho dito, por diversas vezes, que
falta organização e planeamento
à agricultura em Portugal. Neste
ponto, parece-me, estamos todos
de acordo. Assim, a pergunta
que deixo para reflexão é: Afinal,
porque continuamos atrás das
modas e não antecipamos o
que o consumidor vai querer
daqui a 10, 15 ou 20 anos?
O
momento
que
vivemos não é risonho, mas
mantenho a esperança
de que haja um novo
olhar, efectivo, para
o mundo rural. As
gerações vindouras
agradecerão…
o
que conseguirmos,
agora, fazer por
elas.
Por fim, um agradecimento
especial a quem me acompanha
neste projecto, nesta luta diária de manter
quinzenalmente os nossos leitores informados. Ao
Filipe, ao Fernando, à Helena, ao João Luís, ao Jorge,
mas também à equipa da Sá Pinto Encadernadores- Viseu, em especial ao João Pinto, pela paciência de
nos aturar quinzenalmente.
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José Luís Araújo
[email protected]
De 7 a 11 de Agosto o coração do Pinhal Interior
Feira do Pinhal celebra 500 anos
do Foral Manuelino a Oleiros
Oleiros recebe mais uma edição da Feira do Pinhal, de 7 a 11
de Agosto, certame que este ano teve a particularidade de ter
sido apresentado no Hotel Santa Margarida, uma unidade hoteleira de 4 estrelas sedeada em Oleiros. O presidente da Câmara
de Oleiros não escondeu a “enorme satisfação, simbolismo e
motivo de orgulho” para o concelho. “O Hotel Santa Margarida
representa um empreendimento necessário” para Oleiros, sublinhou José Marques.
Quanto à Feira do Pinhal, que vai na sua XIII edição, o autarca diz que “é um certame consolidado e com notoriedade,
que atrai milhares de visitantes”, assumindo-se como uma feira
de atividades económicas de relevo e de capital importância, no
âmbito da dinamização socioeconómica de toda a região”.
O secretário de Estado da Segurança Social, Marco António
Costa, é o membro do Governo convidado para a inauguração
do certame, que ocorrerá pelas 18,30 horas do dia 7 de Agosto
No ano em que se comemoram os 500 anos da atribuição
do Foral Manuelino a Oleiros, a tónica do certame vai centrar-se na celebração desta efeméride, a qual “entendemos como
momento único e um marco na nossa história”, refere o autarca.
“Consideramos que a sua evolução constitui um aspecto fundamental na preservação da nossa memória concelhia e um apoio
à consciência cívica de todos, enquanto cidadãos, que respeitam o património que herdaram e, no fundo, o estatuto da sua
cidadania”, refere José Marques. Por este motivo, acrescenta, “o
stand do município vai dar visibilidade a esta efeméride e centrar
se na temática do Foral Manuelino, destacando o orgulho de ser
oleirense, a nossa identidade e a antiguidade desta terra”. No
fundo, acrescenta o edil, “pretendemos continuar a promover a
essência cultural deste território, algo que ao longo destes 13
anos a Feira do Pinhal sobe tâo bem valorizar”.
O certame vai contar com 200 stands, onde os visitantes
poderão encontrar uma oferta variada, com destaque para o
artesanato e os produtos endógenos do concelho, mas também
oriundos de outros pontos do país, para além do artesanato.
Como é habitual, a Feira do Pinhal prima por inovar, pelo que 33
stands apresentarão novidades em relação à edição de 2012.
Do programa de animação, destaque para o habitual espectáculo da Pirotecnia Oleirense, mas também para a actuação de
Toi, na quinta-feira dia 8; para o desfile de moda “Vestindo Tradições - da Chita ao Sorrebeque” e a actuação do Teatro Aéreo
Argentino “Voalá Station”, na sexta-feira; o tributo ao Pink Floyd,
no sábado; ou os Expensive Soul a encerrar os festejos a 12 de
Agosto, dia do Município.
Do balanço das edições anteriores, José Marques realçou a
“evolução da Feira do Pinhal, não só em termos quantitativos,
mas especialmente na qualidade e diferenciação da oferta”,
dado que, refere o autarca, “o certame tem tido a preocupação
de se actualizar, superando-se ano a pós ano, o que se traduz na
atração e fidelização de muitos expositores e visitantes”.
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De 9 de Agosto a 22 de Setembro
Feira de São Mateus 2013
“para todos os gostos”
IV EcoRaia vai decorrer nos dias 24 e 25 de Agosto
Pinhel acolhe feira de produtos
regionais transfronteiriços
A cidade de Pinhel vai acolher em Agosto a IV edição da feira
Eco-Raia, organizada pela Associação de Municípios da Cova da
Beira (AMCB) e pela Diputación de Salamanca (Espanha) para
promoção de produtos endógenos transfronteiriços.
O evento anual vai decorrer nos dias 24 e 25 de Agosto no
Centro Logístico de Pinhel, por ocasião das comemorações do
feriado municipal. Segundo António Ruas, presidente da AMCB
e da Câmara de Pinhel, a feira transfronteiriça visa “impulsionar
a actividade da iniciativa privada na zona da raia” através da
promoção, divulgação e venda “de produtos regionais da mais
elevada qualidade”.
Participam no certame 83 produtores, 64 nacionais e 19
espanhóis, com produtos como vinho, lacticínios e derivados,
azeites, enchidos, produtos secos, farinhas e derivados, marmeladas e conservas.
A Eco-Raia tem sido realizada em Dezembro, mas a organização apostou este ano na sua realização em Agosto, quando a
região da Guarda regista uma elevada presença de emigrantes
em gozo de férias, para aferir se “valerá a pena mudá-la para
esta altura ou mantê-la em Dezembro”, justificou o líder da
AMCB.
José Prieto, da Diputación de Salamanca, referiu que o evento transfronteiriço já está consolidado com as três edições anteriores realizadas em Salamanca e Trancoso, que registaram
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mais de 35 mil visitantes. Disse que nesta quarta edição a realizar em Pinhel “não estão representados todos os produtores”
das regiões transfronteiriças abrangidas, “mas estão representados todos os produtos dos diferentes sectores de actividade”.
A feira transfronteiriça Eco-Raia é uma das actuações previstas no projecto “Valorizar, Inovar e Potenciar a Beira Interior
Norte e a Província de Salamanca”, em que são parceiros a Deputação de Salamanca e a Associação de Municípios da Cova
da Beira.
O projecto foi aprovado no âmbito do Programa Operativo
de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013
(POCTEP) e também inclui o lançamento de uma loja online e de
um centro de exposição e venda na fronteira de Vilar Formoso,
Almeida.
O presidente da AMCB referiu que o projecto de compras
online deverá ser posto a funcionar “brevemente” e deu conta
da existência de “condições logísticas” nos concelhos do Sabugal e de Pinhel para a sua execução.
Quanto ao centro de divulgação, exposição e venda de produtos das duas regiões de Portugal e de Espanha, que ocupará
parte do edifício da antiga alfândega de Vilar Formoso deverá
funcionar “até ao final do ano, indicou o presidente da Câmara
de Almeida.
Sob o olhar vigilante de Viriato, o Espaço Multiusos, em Viseu, recebe de 9 de Agosto a 22 de Setembro mais uma edição
da Feira de São Mateus, uma das maiores e mais antigas feiras
SEMANÁRIO DA
francas que se realizam no nosso país.
REGIÃO DE VISEU
No certame viseense, os visitantes encontram as tradicionais tasquinhas com petiscos e iguarias, como as tradicionais
enguias e farturas, feira de artesanato, diversões e muitos conAnúncio: certos
rodapéfazem
+ 1/8 parte do programa de actividades da feira. Carminho, Tony Carreira, Luís Represas, Augusto Canário, Expensive
Soul, HMB, Pedro Abrunhosa, Miguel Ângelo, Quim Barreiros,
Ricardo Azevedo, Mónica Ferraz, Richie Campbell, entre outros
nomes do panorama musical vão passar pelos palcos da Feira.
A apresentação do certame foi presidida por Fernando Ruas
que, em final de mandato, inaugurará o certame. Marcaram
presença, ainda, Joaquim Escada, presidente da Associação de
Andebol de Viseu, Ulisses Pereira, presidente da Federação de
Andebol de Portugal e o gerente Executivo da Expovis, José Moreira, que garantiu que a Feira d e S. Mateus oferece “uma programação rica e variada”, frisando que é um “avanço decisivo
no caminho da modernidade e da construção de uma feira para
o Seculo XXI, aberta à participação imprescindível dos agentes
culturais da cidade e da região”. José Moreira destaca o carácter
“ambicioso” do programa, “que privilegia a música portuguesa”.
SUPLEMENTO
A edição deste ano conta com três palcos, o principal, onde
decorrerão os grandes espectáculos, o palco Luz, onde decorrerão, entre outras actividades, as Quartas FNAC, e o palco
Água, onde actuarão os jovens músicos e bandas viseenses.
Cliente: Tractopais
Novidade nesta edição é o Festival Musidanças, herdeiro de
uma das actividades de grande relevo que se realizava na região,
em que a organização da feira deposita “muitas expectativas”.
O Festival é um evento que visa receber e promover artistas de
toda a Lusofonia e estará em Viseu nos dias 10 e 11 de Setembro,
na Feira São Mateus.
Uma Mostra da Beira, evento organizado em colaboração
com a Associação de Criadores de Gado da Beira Alta, onde
os visitantes poderão conhecer a pecuária da região, desde o
gado bovino, ovino e caprino, actividades ligadas à avicultura,
mas também encontrar e adquirir os produtos regionais, como
queijos, enchidos, frutas, com destaque para os pequenos frutos, para além de outros produtos endógenos da região.
Um Mercadinho Português, junto ao Museu da Luz, é outro
dos pontos a merecer especial atenção dos visitantes, para
além de um programa desportivo com eventos de grande relevo,
desde logo com a Supertaça de Andebol, masculina e feminina,
mas, especialmente, a Gala do Andebol Nacional, onde vão estar os melhores a nível nacional.
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De 14 e 18 de Agosto, no novo Parque Urbano
Município prepara Mostra
Castro Daire 2013
O novo Parque Urbano vai receber, de 14 e 18 de
Agosto, a Mostra Castro Daire 2013, Feira de Actividades Económicas e Culturais do Concelho, certame que
promete aos visitantes uma diversidade de experiências, nomeadamente na gastronomia local, passando
pela industria, artesanato, turismo, associativismo, entre
outros, demonstrando a vitalidade e o dinamismo de um
concelho que quer desenvolver-se também pelas suas
tradições.
Castro Daire promete ainda, nas noites do certame,
muita animação através de apresentações de diversos grupos de música tradicional que complementam esta festa.
Sendo uma tentativa de impulso à actividade económica e cultural do concelho, esta Mostra Castro Daire pretende, acima de tudo, criar novas e mais sinergias
no desenvolvimento de uma região do interior, onde os
espaços de desenvolvimento e de agregação devem ser
criados em prol da própria região.
Nesta décima edição do certame a aposta num novo
espaço, como é o parque Urbano de Castro Daire, com
mais e melhores condições, vai ainda permitir à organização a inclusão de novos pólos de atracão de visitantes
e de demonstração das riquezas naturais e pólos de desenvolvimento da região.
A organização espera que a Mostra Castro Daire 2013
seja uma referência para os castrenses e visitantes e que
esta edição receba ainda mais participantes, de forma
a tornar este evento num catalisador de boas energias
para a economia local e o progresso do concelho.
De 2 a 04 de Agosto, junto à Igreja
Santo André de Vagos
realiza IX Feira Gastronómica
Sopa da pedra, sopa de legumes, canja de galinha, galo caseiro,
sarrabulho, tripas, chanfana, vitela, sainhas, grelhada mista e prato
de peixe, pão caseiro e pão com chouriço são algumas das iguarias gastronómicas que os visitantes pdoerão encontrar, de 2 a 4
de Agosto, na já tradicional Feira Gastronómica de Santo André de
Vagos, que terá lugar junto à Igreja de Santo André de Vagos.
Do programa, destaque para o desfile de moda patrocinado
pela loja Nós & Casa, de Sónia Conde, que decorrerá no dia 3 de
agosto, pelas 21 horas, evento organizado pela Junta de Freguesia
de Santo André de Vagos, com o apoio da Câmara de Vagos.
Fica o convite para uma visita e aproveite para degustar boa
comida e contribuir para uma boa causa: Ajudar o Centro social de
Sto. André de Vagos.
Semana da Cultura e Gastronomia de Vagos
A Praça da Corredoura, em Vagos, recebe de 8 a 11 de Agosto
mais uma edição da Semana da Cultura e Gastronomia de Vagos,
que contará com um programa cultural e gastronómico vasto, dinamizado pela Banda Vaguense, Confraria “As Sainhas”, Grupo de
Escuteiros de Vagos, Futebol Clube Vaguense e Associação Dunameão.
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tão muita gente. Esperamos que este ano
seja igual e que, em termos de público,
não vai ser inferior a edições anteriores,
tendo em conta o cartaz de artistas, mas
também a projecção que as Festas de S.
Bernardo já têm ao nível do concelho e
da região.
De 1 e 11 de Agosto são esperados
mais de 230 mil visitantes
Vila da Feira recebe
“a maior viagem medieval
de todos os tempos”
É, reconhecidamente, uma das grandes feiras medievais que se realizam em
Portugal. A Viagem Medieval em Terra de
Santa Maria, que terá lugar entre 1 e 11 de
Agosto, em Santa Maria da Feira, que vai
na sua XVII edição, viaja até ao reinado
de D. Afonso II.
À Gazeta Rural, a vereadora do Pelouro
da Cultura da Câmara de Vila da Feira, espera “a maior viagem medieval de todos os
tempos”. Serão onze dias de muita animação e muitos milhares de visitantes. Cristina
Tenreiro quer ver ultrapassados os 230 mil
que em 2012 por lá passaram.
tasia, de história e de vivências que procuramos, mais uma vez, proporcionar a
todos os visitantes, mas também a toda
a comunidade santamariana.
Serão 11 dias inesquecíveis, de muita festa, muita alegria, mas, acima de
tudo, sentir o orgulho de ser português,
algo de muito especial nesta nossa viagem medieval, que nos dá força, que nos
faz sentir mais fortes, porque somos um
grande povo, que conseguimos a nossa
independência, conseguimos consolidar
um país, atravessámos grandes adversidades, mas vencemos sempre.
Gazeta Rural (GR): São dias de
grande animação?
Cristina Tenreiro (CR): São 11 dias
de grande emoção, espectáculo, de fan-
GR: Qual o tema em destaque na
edição deste ano?
CT: Procuramos sempre que haja
muito rigor histórico na nossa viagem
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medieval e procuramos recriar um período da nossa história. Nos últimos anos a
opção tem sido que ela seja sequencial,
desde a sua fundação, e este ano vamos
abordar o reinado do D. Afonso II, “o rei
sem tempo”, que teve um reinado pequeno, de apenas 12 anos, mas que teve
um papel muito importante de tornar
Portugal um país uno e indivisível. É isso
que vamos procurar recriar, dando a conhecer o papel pertinente que D. Afonso
II teve em termos administrativos para o
nosso país. Queremos fazer isto de uma
forma lúdica, diversificada, dando a conhecer a parte histórica mas em diferentes maneira e formas, desde o teatro,
à animação ancora, às áreas temáticas,
mas também permitir que o visitante possa experienciar, de diferentes maneiras e
de forma agradável e emocionante, a
nossa viagem medieval.
Temos uma panóplia de espectáculos, de grande e pequena dimensão.
Temos dois grandes espectáculos que
recriam batalhas que ocorreram naquela época, nomeadamente a conquista de
Alcácer. Temos uma peça de teatro, que
é ‘O Testamento’, a não perder, onde se
dá a conhecer a importância que o testamento de D. Sancho teve para o reinado
de D. Afonso II.
Temos a animação âncora todos os
dias no exterior e no interior do Castelo.
Em resumo, diria que temos uma panóplia muito grande de animação e de
emoção para todos os visitantes.
GR: Que perspectiva tem para a
edição deste ano?
CT: As nossas expectativas são sempre de ano para ano. Este ano será a
maior viagem medieval de todos os tempos, a melhor e com mais visitantes do
que em 2012. No ano passado tivemos
cerca de 230 mil visitantes e, nesta edição, queremos ter mais. Estamos crentes
que isso vai acontecer.
GR: É incontornável falar do concurso pecuário. Como será este ano?
AV: Infelizmente o concurso pecuário tem cada vez menos participantes e,
por conseguinte, menos gado que vem
a concurso, porque a agricultura, nomeadamente a pecuária, cada vez se
encontra pior. Portanto, julgo que este
ano vamos ter o mesmo problema do ano
passado, em que contamos ter o mínimo
de concorrentes com gado. Isso tem-se
verificado nos concursos de gado que
fazemos noutras três feiras, em Lamas,
no Ladário e no Avelal, onde temos um
número de concorrentes muito limitado,
comparado com o que tínhamos há 30
anos, em que havia uma quantidade significativa.
De 17 a 20 de Agosto no Sátão
Rui Veloso
e Fernando Mendes
nas Festas de S. Bernardo
A Câmara de Sátão leva a feito, de 17
a 20 de Agosto, as tradicionais Festas de
S. Bernardo, que habitualmente leva milhares de pessoas até ao centro da Vila.
Rui Veloso e Fernando Mendes são cabeça de cartaz do programa de animação,
onde não faltarão os grupos locais.
Do programa, destaque para o Festival das Sopas, um dos pontos altos da
Feira, mas também o Concurso de Gado,
que procura premiar os melhores criadores do concelho. Neste campo, o presidente da Câmara de Sátão mostra-se
bastante pessimista, pois o número de
criadores tem vindo a diminuir. Em compensação, há novos projectos no concelho, nomeadamente nos sectores da
avicultura, pequenos frutos e cogumelos.
Gazeta Rural (GR): Que novidade
destacaria nas Festas de S. Bernardo
deste ano?
Alexandre Vaz (AV): As novidades
são, sobretudo, ao nível de artistas. Vamos ter o Fernando Mendes, com a revista ‘Mendes.come’ e Rui Veloso. Este ano
retomamos a perícia automóvel, interrompida o ano passado e, no plano gastronómico, para o Festival de Sopas. De
resto, não temos mais novidades.
GR: Como antevê as festas deste
ano?
AV: Todos os anos temos tido algumas críticas às festas. Algumas pessoas
dizem bem, outras dizem mal. É sempre
assim. A verdade é que todos os anos
verificamos que as festas trazem ao Sa-
GR: Como está o sector primário no
concelho. Há novos projectos e novos
agricultores?
AV: Há alguns projectos novos, nomeadamente no sector da avicultura,
com a instalação de alguns novos aviários e a remodelação de outros, mas também na área dos pequenos frutos, como
o mirtilo, framboesa e morangos.
Há, também, dois novos projectos
na área dos cogumelos, um em Ferreira
de Aves e outro na freguesia de Satão.
Ambos estão com muitas esperanças nos
projectos, com uma aposta significativa
na exportação.
Na área da vinha, Rio de Moinhos,
Silvã, São Miguel de Vila Boa e Romãs
continuam a ser freguesia com algum
peso. Basta dizer que concelho de Satão
entrega na Adega de Penalva do Castelo
cerca de 33% das uvas que a Cooperativa
recebe, o que é uma quantidade bastante
grande.
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Em Idanha-a-Nova até 4 de Agosto
Feira Raiana quer promover
a inovação no mundo rural
Decorre até 4 de Agosto, em Idanha-a-Nova, a XVII Feira
Raiana, que este ano pretende destacar os projectos inovadores que dignificam o mundo rural. Armindo Jacinto, presidente da
autarquia raiana, explicou que no certame, que decorre de 31 de
Julho a 4 de Agosto, “vão ser lançados um conjunto de projectos
inovadores que visam fixar população jovem e dar dignidade ao
mundo rural”.
“Esta deve ser uma montra do que de melhor se faz no concelho e na região da Extremadura, em termos de produtos locais,
mas deve também ser um espaço onde se mostra a inovação e
tecnologia”. Exemplo disso é a apresentação pública da primeira
“Casa Sustentável Modelo Idanha”, construída numa semana,
privilegiando os materiais tradicionais, com a madeira, a cortiça
e o barro.
“Esta é uma casa económica, pode custar entre 25 a 30 mil
euros, e sustentável, vocacionada para gente jovem que queira
instalar-se neste território e tirar da sua própria habitação alguma
rentabilidade, já que a esta pode estar associada uma cozinha para
produzir bolos, compotas, enchidos ou queijos, de modo tradicional, ou uma oficina de artesanato, ou ainda um quarto para ser
aproveitado como turismo rural”, reitera Armindo Jacinto.
O tema do certame vai ser “Produtos da Terra/Productos de
la Tierra” e é um slogan que vem para ficar. Será sempre este o
mote da Feira Raiana, quer se realize em Idanha-a-Nova, quer
em Moraleja.
O tema justifica-se porque “é preciso criar riqueza e postos
de trabalho nestes territórios. E os jovens podem aproveitar as
imensas potencialidades que aqui existem em termos de exploração dos produtos locais, tornando o mundo rural num espaço
de excelência”.
À mostra da economia local, de ambos os lados da fronteira,
alia-se a gastronomia e a cultura ibérica, pois «do flamenco ao
fado, passando pela música tradicional ou aos artistas de renome, como Rui Veloso e Os Azeitonas, cabeças de cartaz, há
propostas para todas as idades e gostos, incluindo a festa dos
touros, com uma garraiada e uma tourada à portuguesa».
Este certame, que funciona como mostra agro-industrial,
turística e cultural e constitui o exemplo mais significativo de
promoção e cooperação entre os municípios da Beira Interior
Sul e da Província de Cáceres (Extremadura), decorre em anos
alternados em Idanha-a-Nova, Portugal, e Moraleja, Espanha,
sendo esta XVII edição organizada pelo município de Idanha-a-Nova, em conjunto com o Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento, no âmbito da cooperação transfronteiriça da
Associação A Raia/La Raya.
Em Vila Nova de Paiva, de 7 a 11 de Agosto
Ana Malhoa é cabeça de cartaz
das Festas Ver Paiva 2013
Vila Nova de Paiva promete muita animação de 7 a 11 de Agosto, com
as Festas Ver Paiva 2013, que têm em Ana Malhoa, a cabeça de cartaz do
programa de animação. As festas prometem muita animação aos milhares
de visitantes e emigrantes, que nestas alturas visitam a região. Uma peça
de teatro, o Dia do Emigrante, a VI MAGAD - Mostra de Artesanato, Gastronomia e Artes Decorativas e muita animação fazem parte do programa
das festas.
A vice-presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva espera que a edição Ver Paiva 2013 “seja tão boa ou ainda melhor do que as dos últimos
anos”. Delfina Gomes destaca o concerto de Ana Malhoa, com “a grande
atracção”, para além do Dia do Emigrante”, que, à semelhança dos últimos
anos, “tem sido um grande evento”, numa altura do ano “em que temos
por cá os nossos emigrantes”.
Do programa das festas Ver Paiva faz parte a MAGAD - Mostra de Artesanato, Gastronomia e Artes Decorativas, que visa mostrar o que de
bom tem o concelho nas três áreas. “Com esta iniciativa tentamos juntar
os produtores locais de artesanato e de gastronomia para divulgarem os
seus produtos, mas também artesãos da região”, diz Delfina Gomes, referindo que esta mostra é “uma das grandes atracções no Ver Paiva”.
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Certame começa dia 6 de agosto
Vinho Português
e Pêra Rocha em destaque
no Bombarral
A Mata Municipal do Bombarral vai abrir as suas portas para mais uma edição do
Festival do Vinho Português e da Feira Nacional da Pêra Rocha, que ali decorrerá de
6 a 11 de Agosto. Após a recepção das entidades oficiais, dar-se-á início à inauguração do certame, com uma visita aos vários expositores.
No XXX Festival do Vinho Português e na XX Feira Nacional da Pêra Rocha os
visitantes poderão aproveitar para provar os melhores vinhos nacionais e dar um
“trinca” na rainha da fruticultura portuguesa.
Do programa de animação cultural, a cantora Ana Ritta subirá ao palco no primeiro dia do certame, a que seguirão Mónica Sintra, Dora, Adelaide Ferreira e Wanda
Stuart, entre outros.
No dia 7 está marcada a abertura do Espaço Gourmet, por onde irão passar vários chefes de cozinha da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, confeccionando
ao vivo pratos onde a pêra rocha será um dos ingredientes principais. Por este espaço passará também, no dia 11, o chefe Ivan Guimarães, do Agrupamento de Escolas
Fernão do Pó, participação que incluiu a apresentação de um livro de culinária dos
estudantes deste estabelecimento de ensino.
Para o dia 9 está agendado o Jantar da Pêra Rocha e do Vinho, que inclui a entrega de lembranças aos produtores presentes no certame, bem como dos prémios
do concurso de vinhos. O evento realiza-se nos Claustros do Palácio Gorjão a partir
das 20 horas.
Para o último dia do evento o grande destaque vai para o regresso do Corso
Agrícola e Etnográfico, uma tradição que marcou os primeiros festivais do vinho e
que a organização decidiu recuperar tendo em conta que este ano se realiza a XXX
edição do certame.
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Especialista norte-americano seleccionar os 50 melhores para os EUA
Exportações alavancam aumentos, no período homólogo
Joshua Greene conquistado
pelos vinhos portugueses
Adega do Fundão com vendas superiores
a 15% em relação a 2012
Na sua terceira e última estadia em Portugal, Joshua Greene
terminou a degustação de vinhos portugueses com o objectivo
de compor a sua selecção dos 50 melhores vinhos portugueses
para os EUA. O crítico e especialista norte-americano provou
600 vinhos, de várias regiões nacionais. “Foi difícil escolher só 50
vinhos” afirmou o especialista, que revelou procurar “escolher vinhos tradicionais” e formar uma selecção que reflicta o seu gosto
e a forma como conhece e vê Portugal. Admira o “modo como os
vinhos se expressam de maneira distinta nas diferentes regiões.
Há características consistentes e as castas mudam”.
Questionado sobre a dimensão dos produtores portugueses
e as oportunidades no mercado norte-americano, Joshua Greene
considerou que “há oportunidades para os pequenos produtores
nos EUA”, devendo os produtores escolher uma área geográfica
pois o mercado norte-americano é enorme para atacar.
Há mais de 30 anos que Joshua Greene conhece Portugal, tendo
viajado muito pelo nosso país. O ponto de partida foram umas férias
passadas em Estremoz e Évora, nas quais descobriu um país incrível
e parecia-lhe impossível encontrar vinhos a um dólar. Confessa que
“por muitas vezes que venha cá, há sempre coisas novas no vinho,
porque os produtores evoluem no modo de entender as castas, solos, modo de cultivar de uma forma que é sempre entusiasmante”.
Conclui que os “vinhos portugueses continuam muito bons, mas já
não se encontram tão bons preços.”
A revelação da selecção de Joshua Greene dos 50 melhores vinhos portugueses para o mercado norte-americano está
agendada para dia 24 de Janeiro de 2014, em Nova Iorque, estando prevista a participação dos produtores escolhidos nesta
importante mostra da produção nacional.
Segundo dados da Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense
Região do Douro prevê produzir
233 mil a 253 mil pipas nesta vindima
A Região Demarcada do Douro prevê para esta vindima uma
produção de vinho entre as 233 e as 253 mil pipas, valores superiores à produção declarada no ano passado, de 218 mil pipas.
Os dados foram divulgados pela Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), sediada no Peso da Régua.
A directora geral da instituição, Rosa Amador, advertiu, no
entanto, que o resultado final da próxima vindima vai depender
das condições climáticas e fitossanitárias que se registarem até
Setembro. As previsões da ADVID são efectuadas com base no
modelo pólen, recolhido na fase de floração da videira, entre
Maio e Junho, nas três sub-regiões do Douro: Baixo Corgo, Cima
Corgo e Douro Superior.
De acordo com a associação, a expectativa de colheita para
esta vindima vai das 233 mil às 253 mil pipas, previsões que apontam para um ligeiro aumento comparativamente com a produção
declarada no ano passado, que foi de 218 mil pipas de vinho.
O enólogo Paulo Ruão afirmou que se prevê “uma boa colheita” para esta vindima. O enólogo trabalha para a Lavradores
de Feitoria, que junta 18 quintas espalhadas por toda a região
demarcada, desde o Baixo Corgo ao Douro Superior. Paulo Ruão
referiu que existe, neste momento, um “bom vigor na vinha”, sem
registo de doenças, e salientou que ainda existe muita água no
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solo, o que ajuda a proteger do calor que se tem feito sentir nas
últimas semanas.
No entanto, o responsável ressalvou o risco de doenças
que ainda podem surgir até ao pintor, fase que corresponde à
mudança de cor da uva. Mas, por agora, garante que a “videira
está muito viva, ainda está na fase de crescimento”. “Em termos
de produção achamos que vai ser boa”, acrescentou. O enólogo prevê um aumento da colheita nesta vindima e lembrou que
2012 foi um ano muito complicado para o Douro, muito por causa da falta de água no solo.
As previsões apontadas pela ADVID para o ano passado tinham um intervalo entre as 269 e as 325 mil pipas, mas, nesse
ano, o Douro foi atingido por um dos anos mais secos das últimas quatro décadas e a videira foi afectada pelo desavinho e
bagoinha.
O desavinho é um acidente fisiológico em que não ocorre
a transformação das flores em fruto, enquanto na bagoinha
no mesmo cacho aparecem, além de bagos normais, bagos de
dimensões reduzidas, por vezes sem grainha e sem atingirem a
maturação. Este ano verifica-se, segundo Paulo Ruão, um atraso de cerca de duas semanas no ciclo vegetativo da vinha devido principalmente ao frio que se fez sentir em Maio.
Se no mercado interno a venda em
bag-in-box tem tido um aumento significativo, em detrimento da garrafa, as
exportações têm sido a forma de escoamento do vinho, como acontece na
Adega do Fundão, que este ano vai com
um volume de vendas de 15% a mais em
relação ao período homólogo de 2012.
Em conversa com a Gazeta Rural, o
presidente da Adega do Fundão, Albertino Nunes, realçou os prémios obtidos
pelos vinhos da Cooperativa em concursos internacionais, que comprovam
a excelente qualidade dos mesmos, mas
também o ano vitícola que deverá ser
bastante positivo, tanto em qualidade
como em quantidade, isto se não houver
nenhum contratempo até à vindima.
Albertino Nunes que aproveitou uma
recente reunião com o Secretário de Estado da Agricultura para o alertar para as
novas medidas fiscais, que estão a fazer
com que muitos viticultores, especialmente
os de mais idade, abandonem a actividade.
Gazeta Rural (GR): Como tem sido
o ano de 2013?
Albertino Nunes (AN): Felizmente
estamos com um volume de vendas acima dos 15% em relação ao ano passado,
nomeadamente as exportações, que têm
estado a aumentar, o que é animador.
No mercado interno tem estado a
aumentar a procura de vinho em bag-in-box, que, diga-se, tem uma excelente
qualidade e detrimento das garrafas, que
se têm vendido menos. Aliás, os vinhos de
qualidade tiveram uma grande queda nos
preços. É preocupante o preço a que se
está a vender a garrafa, tendo em conta
a qualidade dos vinhos.
Há muitos bons vinhos, mas também
há muitos compostos, maquilhados ou
com toilete, como dizem os brasileiros. É
triste que isso esteja a acontecer, o que
não é muito abonador para o sector e
para o mercado nacional.
GR: A Adega do Fundão tem obtido
prémios significativos em concursos
internacionais?
AN: Concorremos com três vinhos ao
Wine Masters Challenge 2013 e obtivemos três medalhas de prata com o Cova
da Beira 2012 Branco, o Cova da Beira
2012 Rosé e o Fundanus Prestige Aragonez/Jaen 2011 Tinto.
Concorremos com os mesmos vinhos ao Monde Selection, que este ano
decorreu em Bratislava, onde o Fundanus Prestige conquistou uma medalha
de prata, enquanto os outros dois andaram pelos 83 e 81 pontos, ficando,
por isso, próximos de serem galardoados também.
Há, no entanto, uma coisa que me
admira. Num concurso com cinco mil vinhos tivemos três medalhas, em 100 vinhos não tivemos nenhuma. Há qualquer
coisa que não entendo.
GR: Em relação ao ano vitícola.
Houve algumas preocupações, há algum tempo atrás. Como estão as vinhas na região?
AN: Na região as uvas estão adiantadas cerca de uma semana. Os solos têm
humidade, não há fungos e a uva está a
desenvolver-se muito bem. Se tudo correr normalmente, acredito que teremos
uma boa colheita, em quantidade e em
quantidade, se não houver nenhum contratempo até às vindimas. Houve alguma
queima localizada, mas não haverá uma
quebra significativa na produção.
GR: As questões do foro fiscal são
uma preocupação para os pequenos
viticultores?
AN: Recentemente, numa reunião tida
aqui na Adega, abordei o senhor Secretário
de Estado da Agricultura dando-lhe conta
da preocupação que temos com as implicações dessas medidas, nomeadamente
com a desistência de associados desta
casa. Já temos cerca de duas dezenas de
pedidos de associados que não estão para
se chatear, quase todos com mais de 65
anos. Acho que no Governo há pessoas
que pensam que toda a gente já tem um
computador, sabe passar farturas e sabe
ler. Esquecem-se que, na grande maioria
dos casos, são pequenos produtores, quase
todos com idade avançada, que preferem
abandonar, neste caso, as vinhas, do que estar agora a preocupar-se com burocracias.
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CG: Dizemos sem qualquer problema.
Nós próprios fazemos essa afirmação
internamente. Quando as pessoas perguntam: “mas onde estão localizados?”.
Estamos na “Adega de Nelas”. Nunca
vamos deixar isso. É o ADN que ela tem
do passado, inclusivamente nalgumas
coisas que vamos anunciar mais para Setembro. Queremos valorizar o passado da
Adega de Nelas. Não temos dúvidas absolutamente nenhumas disso.
Consumada a compra pela LusoVini
Adega de Nelas volta a receber
uvas na próxima vindima
Consumado o acto de posse pela Lusovini, após a conclusão do processo de
insolvência, a Adega de Nelas vai voltar a
laborar na próxima campanha, recebendo uvas dos viticultores da região. Com
esse intuito, os responsáveis da LusoVini
decidiram ofertar cerca de 15 mil garrafas de vinhos que se encontravam nas
instalações da Cooperativa Agrícola de
Nelas, no momento da sua aquisição, aos
viticultores que ali entregaram uvas nos
últimos dois anos de laboração (2009 e
2010), iniciativa bem recebida e que contou com a adesão de mais de seis dezenas de ex-associados da Cooperativa.
Na próxima campanha a Lusovini
pretende adquirir dois milhões de quilos
de uvas de qualidade aos viticultores da
região que o pretendam, com o objectivo de produzir os melhores vinhos do
Dão, assegurar aos consumidores a melhor relação qualidade preço, explorando
as fortes ligações e qualificações, que a
equipa da empresa apresenta na viticultura e na enologia da região.
m conversa com a Gazeta Rural, Casimiro Gomes diz que o Dão é “estratégico” para a LusoVini, mas também, “por
ser uma das regiões com mais potencial”.
“Acreditamos que nos próximos 6 anos
seremos uma grande referência no Dão”
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Gazeta Rural (GR): A Lusovini vai
receber uvas na Adega de Nelas?
Casimiro Gomes (CG): Só agora pudemos anunciar publicamente, porque só
há pouco tempo é que ficou consumada
a transmissão do imóvel e respectivos
equipamentos.
Não queremos ser vistos como mais
um operador que compra uvas, mas alguém que quer fidelizar viticultores, num
processo a médio/longo prazo, em que
vamos fazer a rastreabilidade dos vinhos,
um trabalho que vamos começar este
ano. Estamos, por isso, disponíveis para
receber os viticultores que já cá estiveram ou outros que querem ajustar connosco a entrega das suas uvas.
GR: O objectivo, para já, é receber
dois milhões de quilos de uvas?
CG: Sim. Como princípio essa é a base.
Naturalmente que estamos preparados,
em termos económicos/financeiros, para
aumentar, se houver a adesão dos viticultores. Dois milhões de quilos é a base que
consideramos interessante para começar.
GR: Falou num investimento significativo nas instalações, mas esse é um
processo gradual?
CG: Claro. Parte das coisas já estamos a fazer, nomeadamente aquelas que
GR: No final do ano passado disse
que a grande aposta da LusoVini em
2013 era o mercado interno. Como está
a decorrer?
CG: Estamos a crescer. É verdade que
investimos muito e somos um pouco loucos. Fazemos o contrário daquilo que o
sector tem feito. Temos um conjunto de
quadros que contratámos este ano, duplicámos a estrutura comercial em Portugal e está a dar frutos ao fim de 6 meses.
Claro que estamos sempre a ver isso a
médio/longo prazo. Que fique muito claro,
que não acreditamos em retornos rápidos.
Tanto faz ser na distribuição, na produção,
nas adegas ou na vinha. Quem pensar no
negócio a menos de 10 anos não tem futuro. Mas isso é a nossa opinião. Mas dizemos
isso com muita clareza.
A nossa empresa faz quatro anos em
Novembro e dissemos isso no dia que a
criámos. Durante 10 anos não vamos fazer
remuneração dos nossos capitais e vamos
considerar que estamos a fazer o projeto.
Ainda não passaram quatro anos e já
estamos em três países com empresas próprias, para além de Portugal. Temos um grau
de exportação dos mais elevados no sector,
tendo em conta a dimensão da organização
e o investimento que fizemos no Dão, o que
nem sempre é valorizado. Aliás, muitas vezes
até cria alguma intriga. Podíamos ter localizado o nosso investimento noutra parte do país,
porque distribuímos vinhos de todas as regiões, e decidimos investir no Dão. Não porque houve a insolvência da Adega de Nelas,
mas porque consideramos o Dão estratégico
no nosso projecto, mas também, por ser uma
das regiões com mais potencial.
GR: Como olha, neste momento,
para a região do Dão?
CG: Eu nunca olho… para o momento,
porque se assim fosse fechava a porta e
ia-me embora. Olho sempre mais para a
frente, numa lógica a longo prazo. Olho
o Dão com potencial. Aliás, o Dão pesa
quase 40% na nossa actividade e temos
produtores distintíssimos, que são muito
importantes no nosso portefólio de distribuição das outras regiões. Está aqui a
demonstração do nosso querer, da nossa
vontade e a forma como nós olhamos,
sem qualquer preconceito, para o Dão.
Quando se fala numa prova de topos
de gama, de vinhos famosos portugue-
ses, colocamos o Pedra Cancela ao nível
dos melhores do país e do mundo. Não
temos nenhum preconceito, porque são
realmente vinhos autênticos, daqueles
que temos na memória.
Esta é a grande diferença para olharmos o Dão a médio e a longo prazo com
algum optimismo, tradição com modernidade.
GR: Que mensagem gostaria de
deixar aos viticultores da região?
CG: Sei que os viticultores pensam
sempre a curto prazo, mas é logico. As
uvas são o ganha-pão, para pagar as
contas. Uma das políticas que vamos ter
é ser rigorosos nos prazos de pagamento. Prevemos pagar em Janeiro e em Maio
estará tudo liquidado. Porém, se algum
viticultor tiver uma necessidade pontual,
teremos flexibilidade para ajudar esse viticultor. Não queremos as uvas ao quilo,
mas como se as vinhas fossem nossas e
dessem potenciais vinhos diferenciados.
GR: Irão fazer o acompanhamento
técnico das vinhas?
CG: Essa é uma tarefa que está entregue ao Engº João Paulo Gouveia, porque,
independentemente de também ser sócio da LusoVini, é um dos maiores experts
nessa área em Portugal e até no mundo. Se
falarmos de conhecimento da viticultura do
Dão está entregue à pessoa certa.
interferem mais com o mercado, já investimos mais de 3 milhões euros no mercado e, com a aquisição e melhoramentos,
mais 2 milhões de euros na unidade em
Nelas. Temos consciência de que temos
que ser fortes na distribuição, no ponto de
venda, para podermos trazer à produção
mais-valias. E, portanto, temos investido
imenso no negócio no ponto de venda em
Portugal e muito no estrangeiro.
Estamos a fazer agora o contrário
do que fizemos no passado e o que era,
aparentemente, logico, que é apostar na
produção e depois no comércio. Nós pensamos, exactamente, o projecto do comércio para a produção. Apostámos tudo no
comércio, na promoção do produto junto
do consumidor e agora, sim, sentimo-nos
confortáveis para dizer, com alguma segurança, que deve ser esse o caminho. Contudo, vale o que vale, porque os economistas
não prevêem coisas a mais de dois meses.
Acreditamos que nos próximos 6 anos seremos uma grande referência, não em volume mas na diferenciação no Dão.
GR: Numa recente comunicação
aos antigos associados, a LusoVini diz
que não pretende romper com o passado. Quer que os viticultores continuem a
olhar,independentemente do nome que
esta estrutura tem, para a Adega de Nelas?
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Miguel Oliveira: “A riqueza e diversidade do Dão não está completamente
potenciada e aproveitada”
Gazeta Rural (GR): A região tem
aproveitado todas as potencialidades
das suas castas autóctones, para além
das mais tradicionais, como a Touriga
Nacional ou o Encruzado?
Miguel Oliveira (MO): A região do
Dão tem vindo a apostar forte nas suas
duas castas rainhas, Touriga-Nacional e
Encruzado. No entanto, tem uma grande
riqueza e diversidade vitícola que ainda está longe de estar completamente
potenciada e aproveitada. Dou lhe por
exemplo o caso das castas Alfrocheiro,
Alvarelhão e Tinta Pinheira, nos tintos,
e o Verdelho, nos brancos, que nos dão
vinhos singulares, mas que o consumidor
ainda tem de conhecer e explorar melhor.
Propriedade de três dos mais reputados enólogos nacionais
Vines & Wines
comemorou 10 anos de sucessos
Foi há 10 anos que três jovens licenciados decidiram correr o risco de se
aventurarem no mundo dos vinhos. João
Paulo Gouveia, Carlos Silva e Miguel Oliveira, hoje três dos mais reputados enólogos nacionais, criaram a Vines & Wines,
uma empresa de consultoria nas áreas
de viticultura e enologia, que hoje presta
serviço em mais de duas dezenas de produtores, dos Vinhos Verdes ao Alentejo,
passando pela Beira Interior. É, todavia,
na região do Dão que estão sedeados e
onde têm a maior parte dos seus clientes.
O trabalho está definido e dividido.
Enquanto Carlos Silva e Miguel Oliveira
assentam a sua actuação na parte enológica, João Paulo Gouveia dedica-se
mais à área da viticultura, sendo hoje reconhecido com um dos maiores especialistas portugueses nesta área.
Os 10 anos foram comemorados em
Lisboa, no restaurante Zambeze, propriedade da Visabeira, empresa que explora a
Casa da Ínsua, de que também são consultores. À sua volta estavam muitos dos
seus clientes e amigos, numa noite de
festa da gastronomia e de celebração
dos vinhos com a chancela Vines & Wines.
João Paulo Gouveia: “Foram 10 anos
de desafios e de muito trabalho”
Gazeta Rural (GR): Que balanço faz
destes 10 anos?
João Paulo Gouveia (JPG): Foram 10
anos de desafios! 10 anos de muito trabalho!
10 anos de muitas alegrias. Foram também,
e sobretudo, 10 anos de evolução. Acompanhamos muito de perto e com intervenção
parte dos projectos que se desenvolveram
nesta nossa região do Dão e noutras regiões
vitícolas de Portugal. Desenvolvemos um
trabalho de parceria e aqui aproveito para
agradecer ao Pedro Prata e ao João Oliveira.
Tudo isto também nos fez estudar, consolidar e, sobretudo, atingir a maturidade.
GR: Se tivesse que eleger dois momentos (o mais marcante e o menos
positivo), quais destacaria?
JPG: O mais marcante foi o reconhecimento pela crítica da Vines & Wines
como EMPRESA DO ANO! O menos positivo foi o falecimento do meu pai, que
era um empreendedor e que sempre me
apoiou nos meus projectos, também ele
produtor comigo com o Pedra Cancela.
GR: As alterações climáticas preocupam cada vez mais os viticultores.
É, neste momento, um grande desafio
para os técnicos?
JPG: Eu próprio, enquanto professor
do Ensino Superior na Escola Superior
Agrária do Instituto Politécnico de Viseu,
desenvolvo investigação científica na minha Tese de Doutoramento nessa matéria em parceria com o Centro de Estudos
Vitivinícolas do Dão e com o Instituto Superior de Agronomia. É urgente serem estudadas e preservadas as castas do Dão.
É necessária, e urgente, muita investigação nessa e noutras áreas da ecofisiologia da videira. É um grande desafio para
a tecnologia da vinha, da engenharia e
também na Enologia.
TIPOGRAFIA
LITOGRAFIA
ENCADERNAÇÃO
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GR: O Dão é comparado às grandes
regiões vinhateiras mundiais, como
Bordéus, Borgonha, Ribera del Duero,
Toscânia, etc. No seu entender, que
salto falta dar ao Dão para atingir o
mesmo patamar de visibilidade?
MO: O Dão já é uma grande Região,
falta-lhe apenas a implementação no
mercado Mundial em que as regiões que
referiu estão completamente instaladas.
Têm excelentes vinhos, como nós temos,
têm excelente imagem, como nós estamos a começar de ter, têm é uma situação que os favorece sobremaneira, que
é a sua história e tradição, que é muito
maior que a da nossa. Acredito, todavia,
que vamos chegar lá, mas não será de um
dia para o outro.
GR: Qual a história que mais o marcou no decorrer destes 10 anos de Vines & Wines?
MO: Foi a formação da empresa, sem
dúvida! Três jovens de vinte e poucos
anos juntarem-se e apostarem numa
empresa de consultadoria vitícola e enológica é de coragem! Claro que houve
também o alavancar desse nosso desejo por parte de algumas pessoas, que
acreditaram em nós e nos incentivaram
a formar a VW, como o Eng.º Magalhães
Coelho, o Prof. Vergílio Loureiro, o Prof.
Jorge Ricardo da Silva, o Prof. Rogério de
Castro, entre muitos outros.
Carlos Silva: “O sucesso dos vinhos do
Dão assenta num equilíbrio delicado
de vários factores produtivos”
Gazeta Rural (GR): O que mudou na
região nestes 10 anos?
Carlos Silva (CS): Durante este período assistimos à criação e ao crescimento
claro de várias marcas de empresas de
vinhos que, com trabalho contínuo, viram
elevar a sua notoriedade, a surgirem em
diferentes mercados e a constarem nos
mais conceituados palcos da imprensa
especializada do mundo. Constatamos
a consolidação e sustentabilização dos
projectos que asseguramos. Evidentemente que todo este trabalho deve-se
ao empenho constante dos produtores e
de todos os profissionais.
Mas, acima de tudo, assistimos a uma
renovação de estratégia assente no facto de a região possuir excelente potencial
e por tal é necessário percorrer o caminho da dinamização, da internacionalização e da diferenciação.
GR: Que contributo atribui à Vines
& Wines na mudança de mentalidades
(se é que houve) nos viticultores na região?
CS: Claramente que existe uma mudança. Todos nós crescemos quer Vines &
Wines quer os produtores. Compreender
melhor o nosso terroir, compreender a
região e o mercado faz com que consecutivamente tenhamos melhores vinhos,
uma melhor sustentabilidade dos projectos vitivinícolas e no fundo ter uma mentalidade mais crítica e mais evoluída.
GR: Das regiões onde prestam serviços de consultoria, qual ou quais as
mais difíceis de trabalhar e porquê?
CS: A região do Dão, sem dúvida.
Devido às suas características de heterogeneidade climática e microclimática.
Verdadeiramente, o sucesso dos vinhos
do Dão assenta num equilíbrio delicado
de vários factores produtivos que requerem muito controlo e afecto por parte
dos profissionais de viticultura e enologia. Por outro lado, é necessário elaborar
vinhos que respeitem o terroir, a tradição
e o mercado, ao mesmo tempo que assistimos a mudanças climáticas, é verdadeiramente um desafio. Mas estou seguro
que o estamos a fazer bem.
RESTAURO
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Última hora
Decorreu em Castelfranco Veneto, Itália
No IWC Challenge 2013
Prémios do concurso “La Selezione
del Sindaco” entregues em Palmela
Vinho da Quinta de Lemos
eleito entre os cinco melhores do mundo
Palmela foi palco da cerimónia de entrega de prémios
aos municípios portugueses galardoados no XII concurso
internacional de vinhos “La Selezione del Sindaco”, que
decorreu em Castelfranco Veneto, Itália, entre 30 de Maio e 2
de Junho. Realizada na Pousada do Castelo de Palmela, numa
organização da Câmara Municipal com a Associação dos
Municípios Portugueses do Vinho, a cerimónia reuniu autarcas
e produtores de vinho de todo o país, que obteve o melhor
resultado de sempre no certame, ao arrecadar 54 medalhas
entre 114 vinhos a concurso, em representação de 21 municípios.
À semelhança de 2012, Palmela voltou a ser o Município
português mais premiado no Concurso, com onze Medalhas (3
de Ouro e 8 de Prata), num total de 19 prémios para a Península
de Setúbal, que se sagrou, também, como a região mais
premiada em Itália, seguida do Dão e de Lisboa.
O concurso “La Selezione del Sindaco” – que contou, este
ano, com a participação de 1.197 vinhos europeus - é promovido,
anualmente, pela RECEVIN, Rede Europeia de Cidades do Vinho
e a “Associazione Nazionale delle Città del Vino, com o apoio da
AMPV e dos organismos e entidades nacionais e internacionais
que trabalham para valorizar economicamente os territórios
das Cidades do Vinho e das respectivas produções vinícolas de
qualidade. Em 2014, este concurso será realizado, pela primeira vez,
em Portugal, com mais de cem júris de todo o mundo reunidos em
Lisboa para seleccionar os melhores vinhos europeus do ano.
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O IWC Challenge 2013, um dos mais reconhecidos concursos de vinho do mundo,
premiou o vinho Dona Georgina 2005 da Quinta de Lemos triplamente. O vinho recebeu o
Prémio especial “James RogersTrophy 2013”, que premeia o melhor vinho no primeiro ano de
produção de uma adega; foi eleito o melhor vinho tinto da Região do Dão com uma medalha
de ouro e melhor vinho tinto português com um troféu. O ‘Dona Georgina’ foi ainda nomeado
como um dos cinco melhores vinhos do mundo.
O ano de 2005 foi o primeiro de produção de vinhos da Quinta de Lemos, e Dona
Georgina em particular, caracteriza-se por ser um “blend” duas castas: Touriga Nacional e
Tinta Roriz.
As notas de prova do IWC descrevem-no como “um vinho muito complexo, com presença
de coro, e saborosas notas misturadas de molho de soja e casca de laranja com a cereja
muito presente, apresenta textura aveludada e fim de boca persistente”. O envelhecimento
é feito em carvalho francês durante 15 meses e posteriormente é engarrafado fazendo um
estágio em garrafa de cerca de três anos.
Hugo Chavez, enólogo da Quinta de Lemos, comentou com satisfação a distinção obtida
no IWC: “É um enorme orgulho ganhar estes prémios e distinções com o nosso primeiro vinho.
Faz-nos acreditar que temos potencial para muito mais. A nossa meta é fazermos vinhos de
referência Portugueses e do Dão. Prémios destes motivam-nos a trabalhar mais e melhor”.
Toda a quinta produz vinho sob produção integrada, um sistema de controlo de produção
equilibrado entre a produção biológica e a chamada “convencional”. De acrescentar que
‘Dona Georgina’ é alusivo ao nome da mãe do produtor, sendo uma homenagem à matriarca
da família.
IN: Diário Digital
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Na freguesia do concelho de Fornos de Algodres
Peixinhos do rio e varandas floridas
foram atracções em Juncais
Juncais voltou a levar a cabo mais um Festival do Peixinho do Rio, iniciativa que este ano foi ‘abençoada’ pela chuva, mas que não espantou quantos quiseram provar aquela
iguaria, assim como a animação cultural, com música tradicional, num cartaz sempre atractivo.
O presidente da Junta de Freguesia de Juncais, no concelho de Fornos de Algodres, não perdeu a esperança de ali realizar um dos maiores festivais do peixinho do rio, juntando três
formas diferentes de o cozinhar, - Douro, Mondego e Tejo.
“É um projecto que continua por concretizar, porque
não conseguimos tirar as pessoas dos sítios de onde estão.
Já tentámos reunir aqui peixes e formas de cozinhar dos três
rios principais do país, mas não o conseguimos fazer”, lamenta Manuel Paraíso. O festival continua a ser realizado com a
prata da casa e, diz o autarca de Juncais, “vale a pena, apostando naquilo que temos, mas também a nossa música tradicional”.
A urtiga é um elemento marcante na gastronomia de Juncais. Neste festival não falta a tradicional sopa de urtigas e a
feijoada. Para além disso, a freguesia oferece “uma gastronomia
variada”. Aliás, “os visitantes e os membros dos grupos que nos
visitam ficam impressionados com alguns dos pratos que apresentamos, porque nunca tinham comido urtigas”, refere Manuel
Paraíso.
Concurso “varandas floridas” com bastante participação
O concurso das varandas coloridas continua a ser um
traço marcante nesta feira. “Este ano tivemos a adesão de
cerca de 20 varandas a concurso, também porque os prémios são significativos e isso leva as pessoas a mudar a atitude e a decorarem as varandas”, naquilo que Manuel Paraíso,
considera “um regresso ao passado”, para além das pessoas
“terem brio e uma povoação bonita”.
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Promovida pela Leicar - Associação de Produtores de Leite e Carne
Agroleite 2013
foi a “melhor feira agrícola” de sempre
Terminou a edição comemorativa do décimo aniversário da
Agroleite, que o presidente da Leicar - Associação de Produtores de Leite e Carne, entidade organizadora do certame, diz ter
sido a “melhor feira agrícola” do sector de sempre.
O certame contou com uma elevada participação de público às diferentes iniciativas contempladas no programa da Feira,
nomeadamente no concurso da raça Holstein Frísia, mas também a presença de várias empresas ligadas ao sector agrícola.
José Oliveira destacou a participação no certame “do maior número de expositores de sempre, mas também dos produtores às
diversas actividades, o que se traduziu na maior e melhor feira
de sempre”.
Seminário sobre a PAC muito participado
No habitual seminário sobre a nova Politica Agrícola Comum, que contou com uma elevada adesão de criadores de
gado, o presidente da Leicar justificou a ausência de José Diogo
Albuquerque, o membro do Governo convidado para a abertura
do certame, esperando que o mesmo se desloque à Leicar logo
que esteja concluída a reforma da PAC, para “apresentar as novas linhas orientadoras do que será o novo quadro comunitário,
em especial para o sector leiteiro”.
Por sua vez o presidente da Confederação dos Agricultores
de Portugal referiu a importância da nova PAC para a agricultura
no nosso pais, de modo a torná-la mais competitiva e inovadora.
Já o director regional de Agricultura e Pescas do Norte, corroborando as palavras do presidente da Leicar, admitiu que as propostas que estavam em cima da mesa na reforma da PAC, “vinham,
de alguma maneira, onerar e prejudicar fortemente alguns sectores
da agricultura portuguesa”, aspectos que se espera sejam corrigidos, segundo Manuel Cardoso, devido ao “grande esforço posto
nas conversações, dificílimas, que só terminarão em Outubro”.
Todavia, Manuel Cardoso garantiu que “das perspectivas
iniciais, estamos numa situação melhor do que seria expectável
há uns meses atrás, fruto do grande empenhamento por parte dos políticos para corresponder àquilo que foram os alertas,
mas também todo o trabalho feito por parte das organizações
do sector, que trabalharam em conjunto com o governo, para
que isto fosse possível”.
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Realizado em Vilar Formoso
Inaugurado há cerca de um ano
Festival Económico Raiano
quer ter âmbito regional
Hotel Santa Margarida
quer ser polo de atracção para o interior
O pavilhão Multiusos, em Vilar Formoso, recebeu o Festival
Económico Raiano, certame que regressou após dois anos de
interregno e que, em próximas edições, quer ter um âmbito mais
alargado.
Mais de 10 mil pessoas passaram pelo evento durante os três
dias, nomeadamente aproveitando a passagem de muitos emigrantes que atravessaram a fronteira de Vilar Formoso
O Festival, promovido pela Câmara de Almeida, apostou
na diversidade da oferta, desde um mercado de segunda mão,
um mini mercado de trocas, mostra de equipamento ligados às
energias renováveis, produtos endógenos e de agricultura biológica.
Para o vereador da Câmara de Almeida, António José Machado, “foram compridos os objectivos” do evento, que visou
“mostrar as potencialidades locais”, em áreas tão distintas como
as energias renováveis, mas também o artesanato e a produção
agrícola, onde a Câmara tem apostado”. António José Machado
diz que “foi uma pequena mostra, mas também o arranque para
futuras edições deste certame, que queremos consolidar”.
A adesão do público foi significativa, apesar da instabilidade do tempo, numa altura em que o comércio local procura
aproveitar a vinda dos emigrantes que demandam o nosso país
através de Vilar Formoso. “Quisemos dar esta oportunidade aos
nossos comerciantes que resistem, mas também àqueles que
enceraram portas, dizendo-lhes que com este Festival há novas
oportunidades e as pessoas vão-se habituando a visitar, quer
os habitantes do concelho, quer de autarquias vizinhas e mesmo os nossos vizinhos espanhóis, de modo a conseguirem fazer
escoamento das mercadorias”, afirmou António José Machado,
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que, para a próxima edição, quer “alargar mais a oferta local,
apostando numa certame de cariz mais regional, para lhe dar
maior dimensão”.
No sector primário o concelho de Almeida é forte no ramo
da pecuária, mas não têm aparecido novos projectos. “Há bastantes interessados, mas os tempos não são fáceis para investimentos”, diz o vereador da Câmara de Almeida, admitindo que
“com as ajudas que estão a implementar e com a melhoria no
estado da economia, pode haver novas possibilidades”.
Inaugurado há menos de um ano, o
Hotel Santa Margarida, em Oleiros, era
uma velha aspiração da Câmara local e
que este ano serviu para a apresentação
da Feira do Pinhal, cumprindo um dos últimos desejos de José Marques, o autarca
desta vila do Pinhal Interior.
Quase um ano depois o balanço é
positivo. O hotel tem sido procurado por
portugueses, nomeadamente da região
do grande Porto, mas também de turistas do norte e centro da Europa e de
Israel. À Gazeta Rural Conceição Rocha,
directora do hotel, não escondeu a satisfação da aposta feita na exploração daquela unidade, referindo estar a ser “uma
experiência enriquecedora”, mas que é
também uma “mais-valia” para o Pinhal
Interior.
Gazeta Rural (GR): Quase um ano
depois da abertura do Hotel Santa
Margarida, valeu a pena investir no Pinhal Interior?
Conceição Rocha (RC): Daqui a
poucos meses completamos um ano de
exercício no Hotel Santa Margarida, em
Oleiros. Tem sido uma experiência enriquecedora que pensámos para esta re-
gião, permitindo que Oleiros passasse a
fazer parte do circuito turístico da zona
centro e que fosse conhecido em todo
o país. Temos sido muito procurados por
pessoas de Vila Nova de Gaia, Porto, Trofa e Aveiro.
Para além da divulgação que tem sido
feita da unidade hoteleira, a gastronomia
tem sido uma mais-valia na atracção de
visitantes e clientes, nomeadamente a
aposta no cabrito estonado aos domingos ao almoço, no restaurante do hotel.
desfrutar. Uma delas é a zona de Álvaro,
com o rio, mas também com uma riqueza religiosa assinalável, e depois a zona
do Geoparque Naturtejo, que envolve a
cascata de água alta e o miradouro do
orvalho. São dois circuitos que recomendamos em termos paisagísticos, que têm
uma grande beleza natural, para além da
paisagem incluída no Geoparque, que
tem uma mancha única de azereiros, uma
planta que está em vias de extinção na
Europa.
GR: O hotel que começa a ser procurado por estrangeiros?
CR: Sem dúvida. Temos sido muito
procurados por pessoas do norte e centro da Europa, nomeadamente Finlândia,
Holanda e Bélgica. Recentemente, tivemos cá hóspedes de Israel, o que, para
nós, é uma novidade.
GR: Em termos turísticos até onde
pode ir esta região?
CR: Pode ir muito longe e nós, nesta aposta, queremos ser uma mais-valia
para a região, apostando no mercado
externo, trazendo ou atraindo turistas a
esta região do Interior.
GR: Oleiros, além do sossego, da
paisagem, do ar puro e da gastronomia, o que oferece mais?
CR: Quando os nossos hóspedes
chegam ao hotel recebem um dossier,
onde, entre outras informações, propomos duas áreas culturais de que podem
GR: As pessoas procuram cada vez
mais este tipo de unidades hoteleiras
no interior?
CR: Sim, cada vez mais. Temos casais
jovens, que vêm para repouso, e casais
de meia-idade, que querem desfrutar
deste espaço tranquilo e de uma gastronomia também muito rica.
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Quintais foram à vila e coloriram o Jardim Municipal
Centenas de pessoas no mercado de Oleiros
O IX Mercado dos Quintais nas Praças do Pinhal, realizado no
passado dia 14 de julho (domingo), no Jardim Municipal de Oleiros,
revelou-se novamente um sucesso atraindo largas centenas de
pessoas. A “praça de Oleiros” começa assim a ser uma das mais
concorridas da região e segundo os 46 produtores dos cinco concelhos do Pinhal (Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de
Rei) o mercado esteve muito bom, com grande variedade de produtos e afluência de público que passou pelo Jardim Municipal de
Oleiros e adquiriu uma quantidade significativa de bens. Situado
no centro da vila, com sobras frondosas e a frescura da fonte existente, este revelou-se o local ideal para a realização do evento.
No que se refere à animação ocorrida no coreto daquela
praça, para além das atuações do Grupo de Música Popular de
Cernache do Bonjardim e do Rancho Folclórico e Etnográfico de
Oleiros, houve lugar para duas demonstrações de yoga e pilates,
numa inovadora componente desportiva, em harmonia com a temática do evento: saúde e bem-estar.
Na nona edição dos Quintais nas Praças do Pinhal, verificou-se que este é um projeto com pernas para andar e que começa
a dar frutos. A atestar isso mesmo, registou-se em Oleiros a presença de um grupo de jovens que está a dar os primeiros passos
na criação de uma cooperativa de produtores, a qual pretende
dar escoamento aos produtos gerados no território, assim como
fomentar o consumo de produtos locais nos restaurantes IPSS´s,
mercearias e consumidores finais da região. Da parte dos produtores, a receptividade foi enorme e este era mesmo o anseio de
muitos. Na opinião geral, Oleiros funcionou como um excelente
barómetro desta iniciativa.
Garantia dada pelo director regional de Agricultura e Pescas do Norte
Pequenos agricultores
dispensados de guias de transportes
O director regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel
Cardoso, esclareceu que os pequenos agricultores estão dispensados de emitirem guias de transportes para circularem com
os bens das suas produções.
A entrada em vigor, a 01 de Julho, do novo regime de guias
de transporte está a lançar confusão junto de muitos agricultores de Bragança convencidos e aflitos com a ideia de terem
de emitir o documento electrónico para as Finanças e de serem
multados por não se fazerem acompanhar do mesmo.
O director regional de Agricultora e Pescas do Norte garantiu que “os pequenos lavradores podem estar descansados
porque estão excluídos” desta obrigação. “Os bens provenientes de produtores agrícolas, apícolas, silvícolas ou de pecuária,
resultantes da sua própria produção transportados pelo próprio
ou por sua conta” estão excluídos da obrigação de emissão de
guia de transporte, segundo a legislação em vigor. “Não têm
que estar preocupados, não é mais um entrave”, assegurou o
director regional, indicando que “a maioria” dos agricultores
transmontanos estão isentos, “na medida em que são pequenos
produtores”.
Esta excepção ainda não é do conhecimento de Manuel
Carvalho, um agricultor de Bragança, para quem a alternativa
era “transportar a castanha às costas”, pois entre os agriculto26
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res “praticamente ninguém tem Internet, a maior parte são pessoas com 70 ou 80 anos e nunca sabem o que vão recolher”. Da
mesma forma, esta gente nunca sabe o que vai colher. Se chover, não podem andar no campo e “se o javali se lembrar de ir na
frente” antecipa-se à apanha, o que torna impossível declarar
no dia anterior a carga a transportar.
Manuel fala da castanha porque ainda é “um dos poucos
produtos que ainda vai dando”.
Olema Damião partilha das mesmas preocupações até porque lhe disseram também “que agora quem quisesse dar alguma
coisa de agricultura para filhos ou assim, tem que declarar”.
As multas previstas, a partir de Outubro, adensam os receios dos agricultores partilhados pela maior empresa nacional
de transformação e exportação de castanha, a Sortegel, que
anunciou publicamente estar “a tentar sensibilizar as Finanças e
todas as entidades oficiais” para esta situação.
O administrador Vasco Veiga manifestou recentemente, nas
comemorações do 25.º aniversário da empresa, preocupação
com a próxima campanha por estar convencido de que “um
agricultor que vá entregar umas sacas de castanha tem de levar
guia”, caso contrário, “se forem apanhados na fiscalização, são
multados”.
Revela a Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas
Portugueses preferem
frutas e legumes nacionais
Os portugueses preferem a fruta e os legumes nacionais.
Consideram os produtos de origem portuguesa melhores - mais
saborosos, frescos, saudáveis e seguros - ainda que sejam mais
caros. Esta é a principal conclusão de um estudo realizado
pela FNOP. No momento da compra, 80% das vezes em grandes superfícies, os factores que contam são o preço, cor, país
de origem e aparência do produto. A actual conjuntura económica também alterou os comportamentos dos portugueses:
compram menos quantidade de cada vez mas mais vezes por
semana.
Este estudo sobre “Comportamentos de compra de frutas
e hortícolas em Portugal”, tem por base um inquérito on-line
executado, a pedido da Federação Nacional das Organizações
de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP), pela Agriciência,
e desenvolvido, no âmbito do projecto Redes Temáticas de Informação e Divulgação do ProDeR, com o nome “HORTINET:
Hortícolas em rede-Interagir para Competir”, tendo a recolha
de informação decorrido entre 22 de Outubro de 2012 e 23 de
Janeiro de 2013. O estudo teve ainda a coordenação e validação
científica de uma especialista em marketing agro-alimentar da
Universidade de Évora.
De realçar que o inquérito registou uma adesão acima das
expectativas. Ao nível dos critérios de escolha, tanto nas frutas
como nos vegetais o “preço” é um critério de escolha importante para a maioria dos portugueses. No entanto, para muitos,
o preço não é o principal critério. No caso da fruta é apenas o
4º critério em termos de importância, sendo o critério “país de
origem” o mais frequentemente mencionado como o mais importante.
A aparência (incluindo a cor no caso das frutas) é o primeiro critério de escolha para mais compradores, sendo o “país de
origem” também seleccionado mais vezes que o “preço” como
primeiro critério de escolha, tanto da fruta como dos vegetais.
De notar a relativa pouca importância do critério “promoções” e da informação constante nos rótulos ou outra informação no ponto de venda como critério de escolha na compra
destes produtos. A embalagem é um critério pouco valorizado,
o que poderá estar relacionado com as grandes quantidades de
produto adquirido a granel no comércio tradicional.
No caso dos legumes frescos, a “aparência” é o critério que
é mais frequentemente mencionado como sendo o mais importante, logo seguido pelo critério “país de origem”.
Em relação à origem dos produtos e no que respeita à fruta,
vegetais e legumes portugueses, os inquiridos demonstraram
uma atitude muito positiva relativamente aos produtos nacionais. Tendem a comprar produtos portugueses ainda que estes
sejam mais caros e grande parte tem em atenção o local de
produção no momento da compra; 80% dos inquiridos prefere
comprar fruta portuguesa independentemente do preço. Para
os vegetais e legumes frescos, este comportamento é muito
semelhante.
Ao nível de frequência de aquisição, e no que respeita às frutas e vegetais, a maioria dos inquiridos afirma ser um consumidor frequente, uma vez que adquire estes produtos pelo menos
uma vez por semana (88%).
No que se refere à compra de vegetais congelados e embalados e em concreto em relação à batata, a frequência de aquisição é
menor, comprando a maioria menos de uma vez por semana.
No caso da aquisição de batata, 41% dos respondentes a
esta questão afirma comprar este produto menos do que uma
vez por semana.
Em matéria de quantidades adquiridas, a maioria dos portugueses são “grandes” compradores de fruta, comprando mais
de 2kg por semana e 8% mais de 5kg.
Já a compra de vegetais e legumes frescos é mais reduzida,
ou seja, a grande maioria dos respondentes compra menos de 2
kg por semana.
A compra destes produtos mas congelados ou embalados é
ainda menor, sendo que mais de metade dos compradores compra menos de 1kg por semana.
A batata é comprada em maior quantidade, quase 60% dos
compradores afirma comprar entre 2 e 5 kg por semana (em
média).
Quanto ao local de aquisição, a maioria dos compradores
afirma comprar em híper ou supermercados. Em todas as categorias de produto estudados cerca de 3/4 dos compradores
afirma comprar nestes estabelecimentos, embora os pontos de
venda tradicionais (mercearias, frutarias, praças e mercados)
também sejam referidos por uma parte considerável dos compradores. No entanto a sua importância varia consoante a categoria de produto, sendo relevante no caso das frutas.
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Deverá “contribuir para conquistar novos apreciadores”
Melancia de Idanha já tem certificado de qualidade
A melancia de Idanha-a-Nova está este ano a ser
vendida com selo e certificado de qualidade, disse o
administrador da Sociedade Hortas de Idanha, Joaquim
Soares. O processo de certificação realiza-se ao abrigo
do projecto Global GAP, que é reconhecido em mais de
150 países e deverá “contribuir para conquistar novos
apreciadores” da melancia produzida na localidade do
Ladoeiro, Idanha-a-Nova - uma das principais áreas de
produção de melancia nacional. “Com isto, conseguiremos colocar o produto nas grandes superfícies, além
de podermos fazer uma maior aposta na exportação”,
esclareceu o administrador.
A campanha da apanha e respectiva comercialização deste ano já decorrem e as expectativas são
elevadas. Só a Sociedade Hortas de Idanha, que está
a trabalhar com 22 dos produtores do Ladoeiro (há
outros que trabalham individualmente), pretende colocar no mercado mais de 1.500 toneladas de melancia,
todas com o rótulo de certificação e respectivo código
de barras.
A qualidade do produto é ainda atestada pelo
próprio representante dos produtores, que afirma
que a “melancia de Idanha é a melhor do mundo e
será o primeiro fruto a ser comercializado na lua”.
Joaquim Soares adianta ainda que, desde 2012,
está a ser comercializada uma nova variedade: a melancia sem sementes, que tem tido “grande sucesso e
muita procura”. O administrador da sociedade acredita
que este ano serão colocadas no mercado cerca de
450 toneladas de melancia sem sementes.
A esta “novidade” juntam-se ainda as características inerentes a um fruto que se distingue pela
quantidade de açúcar (é mais doce) e pelas dimensões. O peso médio de cada melancia produzida no
Ladoeiro ultrapassa os 10 quilos, mas no ano passado o vencedor do concurso no Festival da Melancia
apresentou uma que pesava 22 quilos.
Este ano, Joaquim Soares acredita que o “recorde” será ultrapassado. “Estão reunidas todas as condições para isso e acredito que a melancia vencedora será de um dos produtores da Horta de Idanha”,
assegura.
A melancia foi rainha de um Festival, em Idanha, que
tem como objectivo promover este e outros produtos.
A autarquia vai mesmo colocar no terreno um quiosque
que tem o formato de uma melancia. A nova estrutura
de promoção vai dar a provar os “produtos terra” de
Idanha, nomeadamente, os queijos, o azeite, as ervas
aromáticas e a melancia que, durante a campanha,
garante emprego a centenas de pessoas do concelho.
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Lançado na Universidade de Évora.
“Livro Verde” pede medidas integradas
de gestão do montado
A necessidade de Portugal adoptar medidas integradas de
gestão do montado para que o sistema, considerado “único”,
possa ser preservado é um dos alertas de um ‘livro verde’ para o
sector, lançado na Universidade de Évora.
Teresa Pinto Correia, uma das investigadoras envolvidas no
trabalho, disse que o livro “chama à atenção dos decisores” para
o facto de o montado ser “um sistema único”, para o qual “já
existe muito conhecimento, mas que é preciso que seja objecto
de medidas integradas de gestão de forma a ser preservado”.
“Se só tiver medidas parciais e políticas sectoriais para cada
uma das componentes do montado, não se preserva o sistema”,
advertiu a especialista, apontando a “necessidade de políticas
que considerem o sistema de forma integrada”.
Por outro lado, Teresa Pinto Correia defendeu que o montado deve ter uma “categoria específica” em termos estatísticos
e de classificação dos sistemas agrícolas e florestais do país,
o que “não existe actualmente”. “É a questão de diferenciar o
montado como um sistema único e que tem uma posição que
deveria ser considerada como tal e isso deveria ser a base para
uma política que fosse integrada em que se pensasse a sustentabilidade do sistema”, realçou.
O apoio à investigação em programas com uma escala temporal adaptada ao montado, uma maior formação para quem
trabalha no sistema e a criação de mais medidas de divulgação e
de sensibilização das instituições europeias são outras medidas
propostas pelo livro.
A docente e investigadora do Instituto de Ciências Agrárias e
Ambientais Mediterrânicas (ICAAM) da Universidade de Évora (UÉ)
falava no final da sessão de apresentação e discussão do “Livro
Verde dos Montados”, que decorreu na academia alentejana.
O documento, adiantou, juntou contributos de “quase 70
investigadores de várias instituições nacionais”, como da União
Europeia, Politécnico de Santarém, das universidades Técnica
de Lisboa, de Coimbra e de Vila Real e do Instituto Nacional de
Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), entre outras.
Segundo a investigadora, o ‘Livro Verde dos Montados’, que
surgiu de “um repto lançado por investigadores espanhóis”, faz
um “resumo do estado do conhecimento actual sobre o montado, as ameaças e o que poderia ser acautelado para uma gestão
mais sustentável do sistema”.
É um trabalho que está “acessível ao público em geral”, que
pode ficar a conhecer “o montado, desde o solo, à fisiologia das
árvores e até à produção da cortiça”, mas é também “uma chamada de atenção para a fragilidade e para a riqueza do sistema”,
acrescentou Teresa Pinto Correia.
Para áreas nacionais de sobreiro
Corticeira Amorim disponibiliza serviço
de aconselhamento técnico gratuito
Um serviço de aconselhamento técnico gratuito está a ser
disponibilizado a produtores florestais de sobreiro pela Corticeira
Amorim, com o objectivo de identificar oportunidades para adopção de
melhores práticas de gestão florestal do montado e da biodiversidade
associada. O diagnóstico será desenvolvido com base nas visitas
efectuadas às herdades seleccionadas e o trabalho de campo será
executado por técnicos especializados da WWF.
Os proprietários florestais interessados podem solicitar este
serviço, através do formulário de candidatura disponível em www.
sustentabilidade.amorim.com.
Totalmente financiado pela Corticeira Amorim, este serviço é uma
das iniciativas desenvolvidas pela empresa no âmbito da sua adesão à
iniciativa europeia Business & Biodiversity.
Iniciado em 2008, este serviço já contemplou a gestão de cerca de 17
500 ha de área florestal de sobreiro em Portugal, tendo-se verificado, na
maioria dos casos, que as propriedades florestais que dele beneficiaram
optaram por certificar os respectivos sistemas de gestão florestal pelo
FSC® (Forest Stewardship Council). Esta certificação reveste-se de
grande importância, pelas garantias acrescidas que daí advêm de gestão
sustentável do montado de sobro e da biodiversidade associada.
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A cultura arvense com maior expressão em Portugal
Área semeada de milho regista
um aumento de 7% face a 2012
A área de cultivo de milho aumentou em Portugal, num ano marcado pela acentuada e
crescente volatilidade das cotações dos cereais no mercado mundial. Segundo os dados
provisórios do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), a que a ANPROMIS
teve acesso, a área cultivada com milho para grão registou em Portugal, face a 2012, um
aumento de 7%, passando de 94.784 ha para os actuais 101.766ha.
Este aumento reflecte, de forma inequívoca, o significativo esforço de investimento
efectuado pelos produtores nacionais de milho, num ambiente de elevadas restrições financeiras e confirma o milho como a cultura arvense com maior expressão em Portugal,
ocupando cerca de 40% da área total de cereais.
Analisado com maior pormenor o aumento da área de milho no nosso país, semearam-se este ano 146.719 ha, dos quais 101.766 ha correspondem a milho para grão e 44.953
ha de milho para silagem. Por região, o maior aumento de área do milho grão verificou-se
no Alentejo (+4.541ha), nomeadamente na zona de Alqueva, seguindo-se-lhe a região de
Lisboa e Vale do Tejo.
De realçar ainda, que no espaço de três campanhas agrícolas, a área nacional de milho
(grão e silagem) aumentou 9.307 ha, a que corresponde um acréscimo de 14.031 ha no caso
do milho para grão e a uma redução de 4.724 ha no caso do milho para silagem, a que não
é alheia a crise que atravessa o sector leiteiro nacional.
Em relação ao desenvolvimento da cultura, cabe-nos recordar que as condições climatéricas bastante adversas que se fizeram sentir durante esta Primavera (precipitação abundante e temperaturas reduzidas), dificultaram não só as sementeiras do milho em vastas
áreas do nosso território, como condicionaram consideravelmente o normal desenvolvimento de inúmeras searas de Norte a Sul do país.
Segundo Luís Vasconcellos e Souza, presidente da ANPROMIS, “as últimas três campanhas foram sem dúvida positivas para quem apostou nesta cultura. Os resultados obtidos
em 2011 e 2012, constituíram uma clara prova do interesse determinante que a cultura do
milho tem para os agricultores portugueses e para a economia nacional”.
“Apesar da habitual e acentuada volatilidade dos preços que caracteriza o mercado
mundial de cereais, a verdade é que os nossos produtores têm-se revelado cada vez mais
competitivos e capazes de responder às necessidades do mercado. A comprová-lo está o
cultivo do milho em novas áreas de regadio como Alqueva, que é hoje em dia uma realidade,
e que traduz a capacidade de investimento e de afirmação dos produtores nacionais de milho, numa altura de grandes restrições financeiras”, acrescenta Luís Vasconcellos e Souza.
Diz o presidente da CAP
Ministério da Agricultura volta a ter forma
mais correcta
O presidente da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP),
João Machado, considerou que o Ministério da Agricultura volta,
com a recente remodelação governamental, a ter uma forma mais
correcta e equilibrada”. “Desde a primeira hora que dissemos que
o Ministério nos parecia muito grande e que tinha áreas que não
tinham nada a ver com a nossa e, portanto, retiravam tempo e foco à
ministra”, disse João Machado.
Com a remodelação, a ministra Assunção Cristas perdeu a tutela
do Ordenamento do Território e do Ambiente, ficando apenas ministra
da Agricultura e do Mar. No entender do responsável da CAP, com esta
remodelação, o Ministério volta a ter uma “forma normal, mais correta”.
“Foi corrigido um erro. Parece-nos que os ministérios voltam a ter formas
equilibradas e de dimensão possível para um ministro dirigir”, sublinhou.
De acordo com o presidente da CAP, o Ministério da Agricultura
não tem funcionado mal nos últimos dois anos. “Parece-nos que
se perdeu muito tempo. O Ministério esteve a fazer leis orgânicas
para incorporar outras áreas e agora vai ter de desfazer novas leis
orgânicas para deixar sair as áreas para os outros ministérios”, disse,
salientando que isto tem custos e consome recursos humanos.
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Utilizando como matéria-prima apenas frutas da Madeira
Quatro jovens combatem desemprego
com doces e polpas madeirenses
Quatro jovens criaram uma empresa de produção de doces
e polpas para enfrentarem o desemprego, utilizando como matéria-prima apenas frutas da Madeira e o memorial de receitas
conservadas ao longo de gerações.
Localizada na Estrada Regional 207, em Água de Pena, no
concelho de Machico, é uma empresa familiar que se dedica à
produção, transformação e comercialização de produtos de origem madeirense, com a preocupação de reflectir “a identidade
da ilha na diversidade dos doces e outros produtos derivados
de frutas cultivadas na Madeira”, conta Carlota Alves de Barros,
uma das responsáveis pelo projecto.
Criada em 2012 pelas irmãs Margarida Alves de Barros, de 14
anos, Carlota, de 19 anos, Joana, de 21, e pelo tio, Filipe Alves, de
37 anos, a “Alves de Barros” produz, por agora, os doces de maracujá, de tomate inglês e de physalis, e as polpas de maracujá e
de tomate inglês. “Estes produtos são fabricados conforme uma
receita caseira madeirense, sem adição de corantes e conservantes”, realça Carlota Alves de Sousa.
Nos expositores de algumas lojas gourmet na Madeira e
no continente, os produtos da “Alves de Barros” já granjearam
fama, entre uma clientela exigente, na qual se destaca o ex-libris
da hotelaria madeirense, o Reid´s Palace Hotel, satisfazendo
palatos aristocráticos, republicanos e comuns.
Carlota Alves, uma das jovens, explica que a empresa acompanha todo o processo de produção, desde a plantação da fruta
até à sua recepção na fábrica: “A nossa unidade de transformação
tem capacidade para transformar diariamente 200 quilogramas de
fruta”.
A matéria-prima é adquirida através de acordos celebrados
com a vários produtores regionais, “mas a ideia é reforçá-la com
produção própria, dado que a empresa tem em execução um
projecto agrícola que se desenvolve numa extensão de oito mil
metros quadrados, com vista também a aumentar a variedade
de sabores dos seus produtos”.
Carlota Alves adianta que a empresa tem também como objectivo a exportação dos seus produtos para a Europa, designadamente através da sua “loja online”, a “Mercearia do Santo” A
empresa É uma réplica das velhas mercearias madeirenses.
Estes dois empreendimentos representaram um investimento
global que ascende a 255 mil euros, tendo beneficiado de apoios
do Governo Regional e da União Europeia na ordem dos 105 mil
euros.
30 hectares de terrenos já foram entregues
Bolsa de Terras de Sever do Vouga
disponibiliza mais parcelas a jovens agricultores
Após ter atribuídas todas as parcelas disponíveis, a Bolsa de Terras de Sever do Vouga tem ao
dispor novos lotes de terreno e continua à procura de mais para satisfazer a procura.
Em apenas um mês a Bolsa de Terras de Sever do Vouga atribuiu todas as parcelas de terrenos
disponíveis a jovens agricultores. Ao todo, foram entregues 30 hectares de terrenos semiabandonados que agora irão ser ocupados por plantações de mirtilos ao abrigo de uma parceria que envolve a
Associação para a Gestão, Inovação e Modernização do Centro Urbano de Sever do Vouga (AGIM),
a Fundação Bernardo Barbosa de Quadros (proprietária dos terrenos) e a empresa Espaço Visual Consultores de Engenharia Agronómica, Lda. Segundo os seus promotores, estima-se que a Bolsa
de Terras vá criar 22 postos de trabalho permanentes e cerca de 400 postos de trabalho sazonais
por ocasião da apanha do mirtilo, que ocorre entre Maio e Agosto. O investimento total a ser feito na
Bolsa de Terras ultrapassa os três milhões de euros.
Face à elevada procura, a AGIM vira-se agora para os particulares que possuam terrenos abandonados e apela a que os cedam para arrendamento e, desse modo, passem a integrar a Bolsa de Terras
de Sever do Vouga. “Quem possua terrenos abandonados e os queira arrendar pode contactar a AGIM
que os irá incluir na nossa Bolsa de Terras”, afirma Sofia Freitas, coordenadora da AGIM, que explica
as vantagens deste processo: “Seria benéfico para os proprietários desses terrenos abandonados,
pois poderiam retirar algum rendimento, seria benéfico para os jovens agricultores que assim teriam
terreno disponível para o cultivo do mirtilo e seria benéfico para a própria economia do concelho”.
Para já, vão estar disponíveis mais seis hectares de terrenos em vários pontos do concelho de
Sever do Vouga para jovens agricultores que se queiram dedicar à cultura do mirtilo.
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Futuro espaço de promoção abre portas em Dezembro
No âmbito do programa “Alentejo Bom Gosto”, promovido pela ERT
Associações de Desenvolvimento Local
vão ter loja em Lisboa
Carta Gastronómica do Alentejo “enriquece”
ementas dos restaurantes da região
Quando chegar o Natal, os produtos regionais de 34 municípios do interior do país deverão estar disponíveis numa loja no
centro de Lisboa. Durante a sessão de assinatura do protocolo
de cooperação entre o Município de Lisboa e seis Associações
de Desenvolvimento Local (ADL), com vista à criação do espaço no Largo do Intendente, Dezembro foi o mês apontado para
abrir portas ao público.
Durante a cerimónia, uma degustação de pratos regionais
e uma mostra de artesanato deram a conhecer um pouco do
que será divulgado na futura loja. Além de produtos, visa-se promover territórios, procurando captar turistas que visitam a capital. As seis ADL reunidas no projecto, incluindo a Pinhal Maior,
abrangem uma vasta área que vai desde Bragança a Campo
Maior.
Começando por destacar que a capital é resultado de migrações e encontro de populações oriundas de todo o país, o
presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, afirmou querer
“uma cidade que cada português sinta como uma parte de si”.
Sendo de todos, Lisboa deverá ser “uma montra do melhor do
país”, um espaço de diversidade que rasgue as fronteiras de um
ou outro município.
Recordando as primeiras conversas na base do projecto, de
que o presidente da Câmara de Proença-a-Nova foi um dos impulsionadores, António Costa agradeceu aos autarcas presentes
a “confiança” que tiveram ao investir numa zona da cidade que
atravessa um processo de regeneração. “Foi preciso muita gente arriscar e investir para o Intendente ser hoje o que é”, afirmou,
apontando exemplos como o de Catarina Portas, que abrirá em
breve na praça mais uma loja da cadeia A Vida Portuguesa.
Coube a Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara
de Abrantes (em representação da associação Tagus), apresentar o projecto. Criar condições para acesso dos produtores ao
mercado nacional e internacional é o principal objectivo, num
trabalho em rede que visa ultrapassar a falta de escala de “territórios pequenos, que sozinhos não conseguem fazer a promoção”. Além do apoio do ProDeR ao projecto, a autarca destacou
o papel “essencial” do Município de Lisboa, que contribuirá para
a promoção da loja nos circuitos turísticos. Está ainda prevista a
realização de acções regulares de animação cultural. A sessão
incluiu um espectáculo da Orquestra Nova de Guitarras e uma
sessão de cozinha ao vivo com o chefe Hélio Loureiro.
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“Queremos dar esta ‘arma’ aos nossos
restaurantes” para que “possam, através
da carta, melhorar e tornar mais ricas as
suas ementas”, com o que “é mais tradicional e típico do Alentejo”, afirmou o presidente da Entidade Regional de Turismo
(ERT) do Alentejo. António Ceia da Silva
falava à margem da apresentação da Carta
Gastronómica do Alentejo, que decorreu
numa unidade hoteleira de Évora.
O trabalho foi desenvolvido, ao longo do último ano e meio, pela Confraria
Gastronómica do Alentejo, no âmbito do
programa “Alentejo Bom Gosto”, promovido pela ERT. O presidente da Turismo do
Alentejo indicou que a Carta Gastronómica, com cerca de mil receitas, vai ser enviada para todos os restaurantes da região, além de ficar também disponível na
Internet. “Queremos que os restaurantes
possam utilizar estas receitas e que possam sair valorizados com este repositório, para que o consumidor e turista possa
usufruir daquilo que é mais típico e mais
tradicional do Alentejo”, realçou.
O responsável destacou a “riqueza
económica” do trabalho, mas também a
sua “riqueza cultural e patrimonial”, sublinhando tratar-se da “bíblia da gastronomia” da região e de um repositório com um
valor “incalculável”. “A média de idades das
pessoas a quem foi dirigida a pesquisa é de
63 anos. Portanto, significa que seria um
bem que se perderia daqui a algum tempo”,
assinalou. Contudo, lamentou, “um conjunto de receitas já se perdeu” e “jamais se
conseguirá recuperar”.
Ceia da Silva revelou igualmente já ter
arrancado a certificação da restauração da
região, outra vertente do programa “Alentejo Bom Gosto”. Segundo o responsável,
foi certificado, recentemente, o primeiro
restaurante, localizado em Évora, encontrando-se “em vias de certificação” mais
“50 a 60” estabelecimentos do sector.
O programa, disse, pressupõe ainda
um conjunto de roteiros enogastronómicos. “Estão a ser elaborados para estarem no mercado no final deste ano ou no
princípio do próximo ano”, oferecendo,
por exemplo, a possibilidade de os turistas verem “como se fazem os enchidos
ou os azeites”, indicou.
O produto gastronomia e vinhos é um
dos principais motivos de visita à região
Em apenas três anos e meio de actividade
AgroCluster Ribatejo chegou aos 100 associados
Em apenas três anos e meio de actividade o AgroCluster
Ribatejo chegou aos 100 associados. Para o cluster agroindustrial, este número representa o reconhecimento da qualidade
do trabalho de campo realizado, e que se tem como objectivo
apoiar as reais necessidades e interesses das empresas da fileira
agroindustrial.
“Conseguir 100 associados para o AgroCluster Ribatejo em
três anos e meio de actividade é um objectivo cumprido que
reflecte a pertinência da criação deste cluster e um factor que
impulsiona a sua continuidade. É também resultado da tenacidade do trabalho da equipa técnica e o reconhecimento do
contributo que o Agrocluster aportou na competitividade e desenvolvimento de um dos sectores mais importantes da região
do Ribatejo, com condições naturais únicas e um forte potencial
de crescimento e inovação”, afirmou Carlos Lopes de Sousa,
presidente do AgroCluster Ribatejo.
A par deste, explicou ainda, “está uma constante preocupação com os interesses das empresas agroindustriais e um trabalho de campo que vai ao encontro das suas pretensões. Só com
um serviço de qualidade e uma proximidade real às empresas
se conseguem atingir padrões de desempenho deste tipo”, con-
cluiu Carlos Lopes de Sousa, acrescentando ainda que estes 100
associados se tratam de “sócios activos, ou seja, com efectiva
relação com o cluster agroindustrial”.
O AgroCluster do Ribatejo tem-se esforçado por colocar
em prática as suas linhas de acção, nomeadamente o apoio à
internacionalização das empresas do sector agroindustrial, realizada através da visita de importadores estrangeiros à região
do Ribatejo, organização de missões internacionais de negócio
a mercados chave, participação em feiras internacionais de referência, fomento da inovação e do desenvolvimento de novos
produtos e processos (mais de 80 processos de inovação e qualificação desenvolvidos pelas empresas associadas nos últimos
dois anos com um investimento de 120 milhões de euros), promoção da realização de negócios (identificação de mais de 80
oportunidades de negócio entre empresas associadas) e ainda
a presença activa em redes internacionais (realização, em 2012,
em Santarém, da 2.ª edição do Plant Intercluster Meeting (PIC)).
De referir que os 100 associados do AgroCluster Ribatejo representam um volume de facturação superior a 1.800M€, cerca
de nove mil postos de trabalho e mais de 40% das exportações
da região.
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Mais e melhor floresta!
Com as maiores especialistas nacionais, Hélia e Elizabete Marchante
Mata Nacional do Buçaco
recebe Campo de Trabalho Científico
Decorre até 4 de Agosto, na Mata Nacional do Buçaco, um
Campo de Trabalho Científico (CTC), numa iniciativa da Escola
Superior Agrária de Coimbra e a Universidade de Coimbra, que
conta com o apoio de vários parceiros, nomeadamente a AXA
Seguros. Nesta semana de trabalho científico voluntário participam cerca de 20 pessoas, que receberão formação sobre combate a invasoras, pelas maiores especialistas nacionais, Hélia
Marchante e Elizabete Marchante.
Este campo realiza-se há anos, sempre em locais diferentes
e em 2013 acontece na Mata Nacional do Buçaco, no âmbito do
Projecto BRIGHT, que envolve três milhões de euros e é financiado pelo programa europeu LIFE+ Biodiversidade com o objectivo de assegurar a conservação do Adernal - habitat apenas
existente em toda a Europa na área de floresta relíquia da Mata
Nacional do Buçaco – e trabalhos de combate e controlo de espécies invasoras que ameaçam aquele habitat e de valorização
e reabilitação da flora autóctone que o integra.
Os Campos de Trabalho Científico estão inseridos no âmbito das actividades de investigação e divulgação científica sobre invasões biológicas, realizadas no CFE/UC e na ESAC. Visam
contribuir para a divulgação do tema das invasões biológicas e
simultaneamente contribuir para a resolução deste grave problema ambiental.
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Este CTC decorre em regime de voluntariado, sendo o alojamento, a alimentação e o seguro de acidentes pessoais assegurados pela organização. É uma oportunidade única para
participar em acções de controlo de plantas invasoras e simultaneamente receber formação sobre Invasões Biológicas e
Plantas Invasoras.
Aprender a combater espécies invasoras com especialistas
da área
Aprender a combater espécies invasoras, com especialistas
da área, é o objectivo deste dia aberto à população. A actividade
realiza-se dia 3 de agosto, a partir das 14h30, sendo o ponto
de encontro junto à Esplanada da Mata do Bussaco. No âmbito do 13.º Campo de Trabalho Científico, vai realizar-se um dia
aberto à população em geral para controlo de espécies invasoras. Aprender a combater aquelas espécies, com especialistas
da área (Hélia Marchante e Elisabete Marchante), é o objectivo
desta jornada a decorrer na Mata do Buçaco, no próximo dia 3
de Agosto. A actividade tem início com uma pequena reunião
às 14h30, junto à Esplanada da Mata, no núcleo central da Mata
Nacional do Buçaco. Posteriormente haverá uma breve apresentação sobre invasões biológicas. Ao final da tarde será oferecido um lanche.
O mês que agora finda voltou a colocar a floresta no centro das
atenções dos portugueses. O grande incêndio ocorrido em Trásos-Montes voltou a demonstrar as fragilidades do nosso território
rural (e dos meios de combate) face à principal ameaça para a
sustentabilidade da floresta portuguesa – os incêndios florestais!
Este incêndio percorreu cerca de 15.000 hectares de
povoamentos florestais, áreas de matos e terrenos agrícolas,
causando prejuízos estimados em 3 a 4 milhões de euros só na
agricultura. Destruição de alimentação para animais e animais
mortos, destruição de olivais, amendoais, vinha, pomares, pastagens
(além de fardos), apiários e equipamentos e infraestruturas
agrícolas, como maquinaria e sistemas de rega, foram os principais
prejuízos contabilizados na área agrícola pela DRAP Norte.
Também no final de Julho foi publicada a legislação que
irá regulamentar o licenciamento de novas arborizações e
rearborizações, um diploma que ainda há um ano esteve
envolto em grande polémica. Do que li, parece-me que a
solução encontrada incorpora um conjunto de reflexões e
contributos que resultaram do processo de consulta pública,
dotando-o de maior assertividade. Parece-me, pois, que este
diploma estabelece uma boa relação de compromisso e uma
vez implementado, poderá resultar num instrumento útil para a
normalização da floresta privada nacional, um aspecto cada vez
mais exigido para o controlo da origem da madeira, conferindo
maior transparência ao mercado madeireiro no cumprimento
das exigências comunitárias da circulação de madeira.
Na sequência da publicação deste diploma, as principais
associações ambientalistas pediram que o Parlamento
procedesse à sua análise, o que me parece ser uma proposta
sensata, pois trata-se de um instrumento regulador que irá ter
impactos na dinâmica de evolução da floresta nacional, uma
floresta em mudança como bem evidenciaram os números
preliminares do último inventário florestal nacional.
De facto, 2013 promete trazer novidades para a política
florestal nacional. No final de Junho, a Comissão de Agricultura
da Assembleia da Republica procedeu a uma audição pública
para discussão do estudo de avaliação da implementação da
Estratégia Nacional para as Florestas (ENF). Foi uma sessão
bastante participada, que proporcionou um conjunto de
reflexões pertinentes dos principais agentes do sector e que
demonstra a importância do sector florestal para o País.
Tendo tido a oportunidade de integrar a Equipa Técnica que
desenvolveu esse Estudo, posso afirmar que estão reunidas as
condições necessárias para iniciar um novo ciclo na política
florestal nacional, passados quase 17 anos da aprovação por
unanimidade da Lei de Bases da Política Florestal.
Atendendo aos desafios cada vez mais exigentes que
se colocam ao sector florestal e assente na necessidade de
estabelecer uma visão de longo prazo que oriente as actuações
conducentes ao desenvolvimento sustentável do sector, julgo
que estão reunidas as condições de base necessárias para a
formulação de um verdadeiro programa florestal nacional, que
tendo como ponto de partida a revisão em curso da ENF permita
estabelecer um conjunto de programa de acção sectoriais de
curto/médio prazo no horizonte de 2020 e que permita servir de
suporte para a mobilização dos recursos financeiros do próximo
programa de desenvolvimento rural.
Conforme foi destacado num suplemento recentemente
publicado no Diário Económico, “a floresta portuguesa é mais
um dos tesouros nacionais ainda mal explorados”, que importa
rentabilizar e desenvolver numa perspectiva sustentável e de
longo prazo. Entretanto, recentemente o País esteve suspenso
numa crise política, que cessou com mais uma remodelação
governamental que voltou a separar, após dois anos de “união
de facto”, o Ministério da Agricultura do Ministério do Ambiente.
Subsiste uma dúvida: com a criação da Secretaria de Estado do
Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza no
Ministério do Ambiente, em que Tutela fica o ICNF?
No meu ponto de vista, a floresta portuguesa, assente numa
floresta privada de cariz essencialmente produtivo, necessita
de uma Administração Florestal dialogante com os agentes do
sector, dotada de capacidade técnica, de presença no terreno
e com autonomia financeira para assegurar uma boa gestão
dos territórios florestais a seu cargo. Assim, será possível ter um
futuro com mais e melhor floresta em Portugal.
Termino com uma palavra de felicitação para o amigo José
Luis Araujo pelo nono aniversário da Gazeta Rural. Acompanho
há já alguns anos o trabalho desenvolvido na melhoria continua
da informação que, quinzenalmente, publica na Gazeta Rural.
Deixo os meus votos de sucesso para que daqui por um ano
possamos estar a celebrar uma década de informação de
qualidade sobre o mundo rural.
Miguel Galante
(Eng. Florestal)
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De 9 a 11 de Agosto
BREVES
Ribeira de Pena é capital nacional do linho
De 9 a 11 de Agosto a vila de Ribeira de Pena volta a ser a
capital nacional do linho, com a realização da XV edição da Feira do Linho - Mostra de Produtos Locais, certame onde estarão
presentes cerca de uma centena de artesãos, constituindo uma
autêntica montra das artes e saberes de cunho popular.
Os milhares de visitantes esperados e apreciadores do linho,
poderão ver e adquirir os melhores panos e peças saídos dos
teares antiquíssimos e das arcas centenárias do concelho. Os
stands exibirão as mantas, os lençóis, peças de vestuário, rendas, bordados, lenços, colchas, um rol de artigos com a “marca”
de qualidade das várias gerações que têm sabido emprestar aos
“linhos de Ribeira de Pena” uma distinção impar.
Mas além do linho, os produtos locais serão um outro motivo de
visita à feira, nomeadamente o mel, as compotas, os vinhos, vestuário tradicional, os fumeiros, entre outros. Os visitantes poderão
apreciar, no recinto da feira, a autenticidade e a boa gastronomia
de Ribeira de Pena e da região em três restaurantes, cujas ementas
assentarão na confecção dos milhos e nas carnes das raças autóctones bovinas, nomeadamente a Maronesa.
A partir de material vegetal proveniente de diferentes origens
Investigadores de Coimbra clonam tamarilho
para produzir o fruto em Portugal
Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) obtiverem,
através de “técnicas de clonagem”, um “conjunto de plantas seleccionadas” de tamarilho “altamente promissoras para afirmar
a produção e consumo deste fruto exótico” em Portugal.
A partir de material vegetal proveniente de diferentes origens, designadamente da Madeira e dos Açores (onde há pequenas produções), os investigadores conseguiram desenvolver
“um método de clonagem por embriogénese somática” (processo que permite “multiplicar plantas seleccionadas”) do tamarilho, anunciou hoje a UC.
Fruto originário da América do Sul, “ainda pouco conhecido em Portugal”, tanto pela população como pelos produtores
e pela indústria, o tamarilho possui “características nutricionais
muito interessantes, devido ao elevado índice antioxidante e
baixo teor calórico”.
A técnica utilizada pelos investigadores permite a manutenção, através das plantas seleccionadas, das “características originais com interesse e garantir uma produção rápida e resistente”, como, por exemplo, a “pragas e intempéries”, o que “no caso
do tamarilho assume grande importância, já que é uma fruteira
muito sensível às geadas”.
Os métodos convencionais de propagação por semente
“não permitem manter a qualidade da planta mãe”, salienta a
bióloga Sandra Correia, que desenvolveu a sua tese de doutoramento no âmbito desta pesquisa.
Os resultados da investigação, desenvolvida no Centro de
Ecologia Funcional da UC, têm um grande potencial de aplicação na gastronomia e na indústria, acredita Jorge Canhoto,
coordenador do estudo. “Há dez anos”, o mirtilo “também não
era conhecido em Portugal e agora, não só é muito consumido”,
como também é já significativa a sua exportação, refere o especialista, sublinhando que existe “plantas, os genótipos de excelência e a tecnologia para transferir para indústria”.
Trata-se de “um nicho económico a explorar”, sustentam os
autores do estudo, sublinhando que “a designada gastronomia
gourmet aposta em produtos novos e o tamarilho, devido à sua
característica agridoce, pode fazer diferença no cardápio” – é
um fruto “excelente para inovar e surpreender nos doces, sumos, compotas e pratos gastronómicos”.
Com um ensaio piloto em curso no Jardim Botânico da UC,
os investigadores tencionam “micropropagar plantas em larga
escala”, no âmbito da UC InProplant, uma associação estabelecida entre a UC e a empresa InProplant, que tem como principais
áreas de actuação os sectores agro-frutícola e florestal.
Ano IX - N.º 206
Director José Luís Araújo (CP n.º 7515), [email protected] | Editor Classe Média C. S. Unipessoal, Lda.
Redacção Isabel Costa | Departamento Comercial Filipe Figueiredo, Teresa Morgado, João Silva, Helena Antunes
Opinião Miguel Galante | Apoio Administrativo Jorge Araújo
Redacção Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu | Telefones 232436400 / 968044320 Fax: 232461614 - E-mail: [email protected] | Web: www.gazetarural.com
ICS - Inscrição nº 124546
Propriedade Classe Média - Comunicação e Serviços, Unipessoal, Limitada Administração José Luís Araújo
Sede Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu
Capital Social 5000 Euros | CRC Viseu Registo nº 5471 | NIF 507021339 | Dep. Legal N.º 215914/04
Execução Gráfica Sá Pinto Encadernadores - Telf. 232 422 364 | E-mail: [email protected] | Marzovelos - Viseu
Tiragem média Versão Digital: 73000 exemplares | Versão Impressa: 2500 exemplares
Nota: Os textos de opinião publicados são da responsabilidade dos seus autores
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Penedono promove Mostra
de Saberes e Sabores 2013
Festas do Senhor do Calvário
Gouveia 2013
Evidenciar as características da doçaria e artesanato
regional, áreas sobre as quais recai a responsabilidade de
espelhar e promover a cultura e identidade de um povo são os
objectivos da Mostra de Saberes e Sabores, que o Município de
Penedono vai promover, de 7 a 11 de Agosto, junto aos Paços do
Concelho. Assim para além do espaço expositivo, os visitantes
poderão tomar contacto com o processo de manufactura dos
diversos produtos.
A Mostra de Saberes e Sabores de Penedono não pretende
ser somente um evento comercial; para tal, a organização
do mesmo planeou diversos espectáculos musicais que
acontecerão ao longo do decorrer do evento.
As Festas do Senhor do Calvário 2013 vão decorrer de 9
a 12 de Agosto em Gouveia. O cartaz de espectáculos conta
com os Azeitonas na noite de sexta-feira, o tradicional Festival
Internacional de Folclore de Gouveia no sábado, 10 de agosto,
e Ala dos Namorados com a Orquestra Ligeira de Gouveia no
domingo, 11 de agosto, com um espectáculo único. Na segundafeira, 12 de agosto, David Carreira subirá ao palco para encerrar
os festejos.
A programação das Festas do Senhor do Calvário 2013
continua a privilegiar o envolvimento da comunidade local nas
actividades do evento valorizando a cultura e envolvimento dos
agentes locais. Na edição de 2013 está de regresso a Mostra de
Associativismo, uma actividade organizada em parceria com o
CLDS, que este ano cumpre a sua quinta edição após dois anos
de interregno e a apresentação de um espectáculo piromusical
na noite de segunda-feira a encerrar o evento.
Festas da Cidade de Mangualde
de 31 de Agosto a 8 de Setembro
De 31 de Agosto a 8 de Setembro, Mangualde vai estar em
festa com um programa repleto de animação. As festas da
cidade e as festas da Sra. do Castelo, promovidas pela Câmara
de Mangualde, são já uma tradição da cidade mangualdense e
esperam atrair inúmeros visitantes ao município. As festas da
Sra. do Castelo contam com a organização da Santa Casa da
Misericórdia de Mangualde.
Assim, durante os dias de festa são várias as iniciativas
esperadas e que se dividem por vários locais da cidade, com uma
mostra de produtos regionais, desfile de Bandas Filarmónicas,
IV Torneio Jovem Internacional de Xadrez, Encontro de Tunas,
Jogo de Futebol de Veteranos, Encontro de Folclore, Festival
das Sopas de Mangualde, Noite de Magia, Warm up 20º
Mangualde HardmetalFest, Espetáculo de Rua On Stage e
MangualdeFashion. Será ainda possível assistir aos concertos
do Real Tunel Académico, Grupo TGV, Grupo de Concertinas
“Os Lusitanos”, Grupo As Band, Grupo Função Públika, Grupo
Taskavelha e Be Flat.
Festas de Redondo 2013
De 3 a 11 de Agosto decorrem as Festas do Redondo com as
Ruas Floridas, um evento bienal de base popular, cuja tradição
remonta ao século XIX, que consiste na decoração das ruas
da vila de Redondo com flores e outros objectos elaborados
em papel colorido. Os residentes de cada rua organizam-se e
escolhem um tema, cabendo a coordenação geral ao Município
de Redondo. Esta tradição da vila do Redondo, de realce para
o trabalho colectivo e voluntário e para a criatividade dos
residentes, desde os idosos aos jovens, que mostram a arte de
trabalhar o papel.
O programa dos festejos inclui, entre outras iniciativas,
espectáculos musicais, de teatro, animação de rua, mostra
de artesanato e actividades desportivas. Os Amor Electro
protagonizam o primeiro dia das festividades, antecedendo
noites dedicadas ao Canto Alentejano, DJS, Fado, Jazz e Bandas
de Garagem. Cabe às músicas do mundo levadas a palco pelos
UXU CALHUS o concerto de encerramento.
Fexpomalveira de 13 a 18 de Agosto
A Fexpomalveira 2013 decorre em Malveira de 13 a 18 de
Agosto e conta no cartaz de espectáculos com Emanuel, Ala dos
Namorados, David Antunes, Nucha, Vanessa Silva, FF e Tiago
Bettencourt com grandes destaques musicais.
A Fexpomalveira faz 25 anos em 2013, a mostrar o que de
melhor se faz e se tem na Malveira.
A par desta iniciativa e mantendo a sua vertente
socioeconómica e cultural, a Fexpomalveira 2013 conta ainda
com o habitual programa lúdico composto por um alargado
leque de actividades, nomeadamente, espectáculos musicais
e de variedades, passeios pedestre, BTT e a cavalo, tourada,
folclore, concurso de Bandas de garagem, fado e animação
infantil, produtos tradicionais saloios, palestra, exposições,
discoteca e feira popular, além do programa religioso composto
por Missa seguida de Procissão na Capela de Nossa Senhora dos
Remédios.
Festas da Cidade de Santa Comba Dão
de 14 a 18 de Agosto
As Festas da Cidade de Santa Comba Dão, uma iniciativa da
Câmara Municipal, realizam-se entre os dias 14 e 18 de Agosto,
no Largo do Município e espaços envolventes.
Para além da componente musical, composta por folclore,
dança, teatro e artes circenses, a edição de 2013 das Festas da
Cidade conta, como habitualmente, com diversas tasquinhas e
espaços de associações concelhias.
Este ano as Festas da Cidade 2013 contam com um
atelier de actividades infantis e uma oficina de percussão da
responsabilidade da Expressart’ – Escola d’Artes do Município
de Santa Comba Dão. A 15 de Agosto, Filipa Duarte, poetisa
natural de Tondela, apresenta, pelas 19 horas, a sua nova obra
“Singulares e Eternos”.
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Na Figueira da Foz de 1 a 4 de Agosto
FUSING Culture Experience
junta cultura e gastronomia
Distribuidor Exclusivo
Galp
A Lubridão tem como sua atividade o comércio
e distribuição de combustíveis e lubrificantes
Áreas geográficas Combustíveis e Lubrificantes:
Distritos de Viseu, Guarda, Évora e Beja
Áreas geográficas Gás: Concelhos de Viseu, Nelas
Sátão, Carregal do Sal, Santa Comba Dão e Mortágua
Combustíveis
Gás Garrafa
Butano, Propano e Minigás
Gasóleos, Gasolinas, Petróleos,
Serviexpress (gasóleo Aquecimento Hi confort)
Uma fusão entre a música, arte, desporto e gastronomia só
podia resultar no FUSING Culture Experience, um evento artístico, multicultural e transversal que decorrerá de 1 a 4 de Agosto
na Figueira da Foz.
Começando pela música, para além das performances espalhadas pela cidade, são três os palcos que vão garantir aos
apreciadores desta arte momentos únicos e de puro êxtase. O
destaque vai para o cartaz 100% nacional, constituído apenas
por bandas portuguesas.
O FUSING é uma experiência cultural e é alimentado pelo
pescado mais fresco da Costa de Prata e pelo melhor arroz do
Baixo Mondego, onde as possibilidades de escolha vão do sushi
à culinária macrobiótica, apoiada pelo IMP. É aqui que, para além
de experimentar, os participantes poderão fazer e aprender
como se faz, nos diversos Workshops e Showcookings a acontecer no Mercado Municipal, que contam com nomes como Viriato
Pã ou o Chef Vitor Esteves, da marca Pingo Doce.
Maior Workshop de Cozinha do Mundo é na Figueira
Inscrever o FUSING Culture Experience no World Guiness Book
of Records é o objectivo do maior “workshop de cozinha do Mundo” by Chakall. Mais de 500 pessoas vão confeccionar simultaneamente três receitas. Chakall, que tem já a sua marca espalhada pelo
mundo, aceitou o desafio e estará no dia 4 de Agosto na Figueira da
Foz para dar a aula de cozinha que todos anseiam que, com a ajuda
de alguns assistentes, terão a oportunidade de confeccionar três
receitas e, obviamente, usufruírem delas.
O único recorde existente deste tipo é para o maior número de pessoas a cozinharem no mesmo espaço, mas sem ser
em simultâneo e sem ser a mesma receita. Para a proposta em
questão têm havido já algumas tentativas, mas falhadas. Este é
o grande desafio, sendo que o número superior a 500 é o mínimo para que o desafio seja bem-sucedido.
Posto GPL Auto
Assistência Técnica
Instalações de Gás - Redes de Utilização e Distribuição
Rede de Postos Co-branded
36 parceiros de negócios, postos
com imagem Lubridão
Lubrificantes
Pórtico do Fusing com o Cunho da Verallia Portugal
50.000 é o número de garrafas com o cunho da Verallia Portugal cedidas para a construção do Pórtico do Fusing Culture
Experience. Este marco de entrada dará as boas vindas a todos
os visitantes, estando a construção a cargo do colectivo de arquitectos FAHR 021.3.
Na zona de entrada do evento o colectivo de arquitectos FAHR
021.3 tem a seu cargo a construção do marco de acesso ao festival,
um pórtico com mais de 6 metros de altura feito com 50.000 garrafas de vidro fabricadas e cedidas pela Verallia Portugal.
O objecto escultório pretende ser um ponto de referência
do evento e da cidade da Figueira da Foz. Composto por duas
significativas paredes de garrafas promete marcar os olhares de
quem por lá passar.
Equipamentos Galp Gás
Aquecedores de exterior e interior, material de praia, montanha, campismo, etc...
Linde Sogás
Loja de Conveniência
Sede: Parque Industrial de Coimbrões, Lote 73 - Apartado 5099 I 3501-908 VISEU
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