A CTAS DA /4. AREUNIA.O

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A CTAS DA /4. AREUNIA.O
A CTAS DA /4. AREUNIA.O
-DA-
REALIZADA COM A PRIMEIRA
EGREjA BAPTISTA DO RIO DE
JANEIRO, NOS DIAS 16.20",:DE
JANEIRO, INCLUSO ~ELA TO.
:: :: RIOS E ESTATISTICAS ::.::
~~nta de Escolas Dominicaes e Mocidade .~~p1!~-='
Caixa 352 -
Rio de Janeiro
DIRECTORIA DA CONVENÇÃO
PRESIDENTE
Pastor Manoe) Avelino de Souza.
10 VICE-PRESIDENTE
Pastor Antonio Ernesto da Silva.
2°· VICE-PRESIDENTE
Pastor W. B. Bagby.
3° -VICE - PRESIDENTE
A. B. Christie.
1 ~ SECRETARIO
Pastor H. E. Cockell.
20 SECRETARIO
Pastor Açhilles Barbosa.
THESOUREIRO
Pastor J. Souza Marques.
JUNTAS E COMMISSÕES PERMANENTES
JUNTAS
JUNTA
1925 19?6 1927 -
DE
MISSOES
S. L. Ginsburg, k B. Deter, F. F. So.ren, Mano.el/Av.elino. de So.uza
i
e lsmall Go.nçalves.
T. C. BagJby, S. A. de So.uza, Almir Gonçalves, E. A. Jackso.n e
Henrique Ro.drigues.
W. B. Bagby, Anto.nio. Ernesto.. Leo.bino. Guimarães, J. F. Lessa e
J., Souza Marques.
MISSõES
1925 1926 1927 -
NACION.AES
ESTRANGEIRAS
.Jo.sé Menezes, M. G. White, T. R. Teixeira.
W. C. Taylo.r, A. Alves. Jo.ão. Maia.
C. Dario.. L., L. Johnso.n e Severo. M. Pazo..
ESCOLAS DOMINICAES E MOCIDADE
O. P. Maddo.x, J . .J. Co.wsert, F. F. So.ren, R. B. Stanto.n e J. F.' Lessa.
L. M~ Reno., Carlo.s Barbo.sa, H. H. Muirhead, Ricardo Pitro.wsky e
L. M. Bratcher.
1927 - ' A. B. Deter. A. B. Langston, A. B. Christie, W. C. Taylor e M. G.
Wlúte.
1925 1926 -
COLLEGIO E SEMINARI.Q DO RIO
1926 - ' L. M. Bratcher, dr. Miranda Pinto., Fernando. Drummond, A. B.
Deter e E. Ã. Jackson.
.
,
1928 -:- J. R. Allen, L. M. Reno., D. F.Cro.sland, S. L. Ginsburg ~ W. B.
1930 -
Sherwo.o.d.
F. F. So.ren, W
Cockell.
H. 'Berry. Paul C. Porter, A. B. Christie e H. E.
COLLEGIO BAPTISTA BRASILEIRO DE S. PAULO
José Gresenberg, R. B. Stanto.n, T. C. Bagby, O. P. Maddox, Pedro. Gomes,
A. B. Deter, S. L. Watso.n. O: T. Piers e W. B. Bagby.
EDUCAÇÃO
F. F. Soren, A. B. Langsto.n,J. W. Shepard, F. W. Taylor. M. G.
White, L. M. Reno., A. L. Dunstan, W H. Berry, Alfredo. Reis, F A. R.
Morgan, E. A. Ingram, José Pinto, H. H. Muirhead, W. C. Taylor e Carlos
Barbo.sa.
COLLEGIO E SEMI'NARIO
EM
PERNAMBUCO
L. L. Johnso.n, M. G. White, Octavio Lima, W. C. Taylor. John Mein,
Tho.maz L. Co.sta, A. E. Hayes, Miss Essie FulIer; ,4ugusto. Santiago.
COMMISSÕES
,
.. /
Commissão de Local e Prégador da Proxima Reunião. Convencional: Fer-
nando. Drummond, W. B. Bagby e CarIos Barbo.sa.
Commissão de Estatutos: W. C. Taylo.r, Jo.sé Nigro e Achilles Barbo.sa.
Commlssão da Grande Campainha: Arito.nio Mesquita. Albrahão. de Oliveira
e
Emygdio, B. Alves.
.
Commissão de Programma: Almir Gonçalves,
S. L. Watso.n,.
Nascimento., S:L. Ginsburg e M. G. White.
Francisco
A'
MEMORIA DO REV. DR. J. J. TAYLOR
I
o dr. J. J. Taylor nafceu n&s Estados Unidos em }.9 de novembro
de 1855 e foi consagrado ao santo .ministerio em abril de 1883. Durante oito' annos trabalhou em sua patria exercendo o pastorado e o
professorado. Fez-se depois missionario ao Brasil, desembarcando
'no Rio de Janeiro, acompanhado de sua. esposa ~m segundas nupcias)
e de um filho de seu primeiro consorcio, em 16 de agosto de 1891.
Vieram na mesma occasião mais duas famílias missionarias, as dos
drs. Entzminger e Downi~g. Durante pouco mais de meia duzia de
annos, exerceu as suas actividades no Rio de Janeiro, já pastoreando a P Egreja Baptista do Rio, já d,irigindo um pequeno seminario
do qual o a'ctual pastor Soren foi um dos alumnos. isto na sua propria residencia, na rua do Bispo. Transferiu-se depois para S. Paulo, onde trabalhou o resto do tempo da sua, vida, excepção de um
pequeno intervallo, em que elle fez parte do Seminario do Rio. Em
S. Paulo organizou e pastoreou por bastante tempo ,a Igreja Baptista
da Liberdade, e trabalhou com outras igrejas, e em todo o trabalho do
Campo. Por bastantes annos foi redactor da. nossa Revista Dom. de
Adultos; traduziu para o português as magnificas ohras de Broadus,
"Harmonia dos Evangelhos" e "Prepara.~ão e Pregação de Ser-mões"
aquella já editada pela nossa Casa, e esta a .ser editada pela Imprensa:
Methodista, segundo um contracto existente. Era um profundo conhecedor da Biblia., que expunha com notavel clareza e originalidade.
Havia bastantes annos que eUe soffria duramente ele rheumatismo
complicado, mas não obstante nunca cessava de trabalhar. Emquant.o de visita á sua patria, em bu~ca de descanso. e melhora., recebeu
a chamada do Senhor. Seu fallecimento deu-se em Little Rock, Ark.,
em 15 de janeiro de 1924. Nos Estados Unidos deixou a sua e~posa,
viuva, um filho do primeiro matrimonio já casado, uma filha do segundo matrimonio, tambem -casada. No Brasil deixou duas filhas casadas em S. Paulo, sendo uma a esposa do dr. R. B. Stanton, e um
filho no Rio, casado, o sr. James Taylor, representante de uma casa
norte -americana.
A' MEMORIA DO REV. F. M. EDWARDS
o rev. F •. M; .Edwards fallecJm em .8, Paula em 11 de Dezembro.
de 1924, deixando., a lA 'lgreJà d~uel~a cidade, ,da' qual- erá pastO.r,
alliviada do. pesadó. onus que. lhe acarretara a co-nstrucçãO. do. seu
magnifico tem pio, e estabelécida em b3.ses·solidas para "um lapido
avanço. I' coni.,ó 'Secretario CO.rrespondente do' C~mpo P.aulista~o.
clu:'go que exe~ceu· por ba~~ntes annos, fod"o princtpaÚnstru'm~nto no
avanço descomiiJ.unal'da càus&. !baptlsta no. Estado. .1~~de:r ,do Br~~iI.
Trà'balhQU :d~:can,te dé~es~te. 'ann~s ço~omisSionario'no,.Bl'asil, 'com
um zelo e dedicação .inexcedivel.'· Era iCasado com:, a ex~a. "I;lra.,"d. lIelett!1 Edwar.ds e nãQ·t~íid~.·:,fii.hos,:viviam umpara."~ O.lltr~ ....em Jaços
de'affeiçãO.' santa e' invejaveL Não temos, infelizmente, á mão, outros
d'ados biographidQs dest~' çonsagra(io" ,0 l?r~ifo do. Senhor' e .amado .
irmão.:Ma,s .que. importa, se,o registro da·' Sua vi~á-, está 'corrEicta':e
meticulosamente. feito no livro 'da' etetniÇl~de! O que', delle todos
sabemos é um exemplo permanente
inspirar-nos.
.
a
HOMENAGEM
DA
DECIIA QUARTA CONVE'NÇÃO
A' Memoria dos batalhadores da fé que o
Senhor chamou á recompensa eterna.
J. J. TAYLOR, fallecido em 15 de Janeiro de 1924MANUEL CORRÊA, fallecido em 13 de Janeiro de
1924.
ADOZINO NETTO, fallecido em Julho de 1924.
.~. BELMIRO BAZILIO DE SOUZA, fallecido em Dezembro de 1924.
F M. EDWARDS, fallecido em 11
de 1924.
de Dezembro
MANOEL MONTEIRO DA SILVA, fallecido em
1924.
ESTATUTOS
DA
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEffiA
PREA,MBULO - Esta Convenção tem por fim executar a vontade das igrej as cooperando com ellas no sentido de executar a vontade de Christo na terra, com o especial fim de levar avante as causas
de evangelizàção e educação, Q estreitar as relações das igrejas representadas, como tambem anima-las no trabalho sacrosanto do divino
Mestre, tendo para o seu governo os seguintes artigos:
Art. 1.
Esta Convenção denominar-se-á CONVENÇÃO BAPTISTA
BRASILEIRA.
Art. 2.° - O fim desta Convenção será o de tratar dos interesses
geraes do reino de Ghristo na terra, e especiall:meIllte da evangelização
e educação christã.
Paragrapho unico. - A relação desta Convenção para com as
igrejas r~presentadas nella será puramente- de conselho, e em sentido
algum legisl:ativa, nem executiva, a não ser no sentido de executar a
vontade das igrejas. A Convenção, portanto, poderá fazer recommendações ás igrejas e dellas pedir auxilio, porém, não obriga-las em
coisa alguma. Assim fica intacta a soberania de cada igreja. Em resumo, a Convenção é a serva das igrejas, nella representadas.
Art. 3.° - A Convenção se comporá de mensageiros eleitos por
igrejas baptistas regulares.
§ 1.0 - Igrejas Baptistas regulares são as que aeceitam as Sagradas Escripfuras como sua unica regra de fé e de pratic,a, reconhecem como fiel a exposição de doutrinas, intitulada: Declaração de Fé
das Iyr.ejas Baptistas ao Brasi~ e estão em harmonia com as demais
igrejas que adoptam a mesma regra de fé e de pratica.
§ 2.° - Cada igreja terá direito de eleger um mensageiro, e mais
um na proporção de cada 50$000 que contribuir para a Convenção
ou para qualquer das suas Juntas.
§ 3.° - À eleição de cada mensageiro á Convenção lhe será officialmente communicada por carta credencial ,da igreja ,que o eleger.
§ 4.' - A Convenção terá o direito de regular a f6rma das cartas
credenciaes.
§ 5.° - Uma igreja, a que se refere o art. 3.°, poderá eleger mensageiros de qualquer sexo.
11
-
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
10
§ 6.'" - Nenhum mensageiro poderá representar mais de uma
igreja
Art. 4.° - O anno financeiro da Convenção começará em 1.- de Janeiro, e terminará em 31 de Dezembro.
§ 1.0 - Todo o dinheiro "destinado a qualquer Junta da Convenção
deverá ser entregue ao respectivo thesoureiro, pelo menos 30 dias
antes da Convenção, quando deve ser apresentado o relatorio financeiro.
(
§ 2.- - Qual'qUer dinheiro .contribuido depois .do prazo referido
no art. 4.°, § 1.0, será levado ao credito do anno seguinte.
Art. 5.° - A Directoria da Convenção se comporá dos membros
seguintes: 1 ,Presidente, 3 Vice-presidentes, 2 Thesoureiros (1.0 e 2.°)
e 2 Secretarlos (1;0 e 2.°).·
§ '1.0 - Esta Directoria tem o mandato de uma Convenção á outra.
§ 2. ~ O presidente da Convenção ,é, membro, ex-officio, de
cada Junta sob a direcção da Convenção.
Art.6.' - A Convenção elegerá as seguintes Juntas: Missões Estrangeiras, Missões Nacionaes, Escolas Dominicaes e Mocidade Baptista, Educação, Collegio e Seminario do Rio, Collegio Americano do
R~cifc, Seminal'io Baptista do Recife, Collegio Baptista Brasileiro em
São Paulo, e tantas outras quantas forem considéradas necessarias
ao des~nvolvimento do seu trabalho.
§ 1.0 - A Convenção, para ,boa ordem dos séus trabalhos, poderá
'
nomear para as Juntas, irm'ãos ausentes.
§ 2.° - Cada Junta eleita pela Convenção constará de 9 membros,
J?o minimo, podendo esse ÍlUmero ser augmentado pela ConvençãC! s~­
gundo as necessfdades do trabalho aos cuidados das mesmas Juntas,
sendo r~novadas pelo terço, pel~ Convenç'ão ,em suas assembléas regulares. Tambem cada Convenção ou Associação dos ,diversos .campos tem o dire~to ~ de el~ger: um membro ,para c.~da .J\lnta ~a ,Conreriçãp, além dos IDen~ibJ,1a4osacima·. .
'
§.~ 3." --:-o.adà j~~ta. terá a. sp.a'. VI"-o-pria Dire,ctoria, eleita por: si
mesma, na súa prirp.,eira, re'\lniã.o;á exc~pção dQ Secretario "Ger~l .d~
cada Junta, qu~, será :el~jto pela ço~v~n~ão, a qual. constará dos ,8e-:
guinte~ m-e.m'Pr.O~.,:pod~ndo" a junta,eleger; thesoureiroao secretario
g~ral :·1 ;Pr~sid.en~e,.1 Yice:-zPres,~~entej j The~lOureiro,.1. Secretar.io .de,
Registro e 1 Secretario Geral, sendo.vogaes .QS outros m;erpbros.
:-',.§ 4.° -.Um:terço dos membros-activ:<!s de:.qualquer Junta formará ,o ·quorum .para sessão lega:L.
. .' .' §·5.
A.cada: uma, 'dessas Juntas seráentr"egue,. dUrante o intervalIa da Convenção, a completa direcção de todos os seus negQcios; dos
q~a.e~ ~s~.iv~r ,e~a~reg:~d~, pireCQão, ~s.saq~e phede~er~á Constjtuição
da Convenção. .
-.
.
0
I
Q
.-
ESTATUTOS
11
§ 6.° - Cada JUlita terá o direito de eleger dentre os seus Yogaes,
alguns ou todos, para substituírem quaesquer vagas que se derem na
sua directoria a!'tiva.
§ 7.° __ Estas Juntas deverão formular as regras internas de seu
governo, de aecordo com a presente Constituição.
§ 8.
O Thesoureiro de cada Junta prestará -contas fielmente de
todo o dinheiro recebido e gasto, á mesma Junta, em suas sessões, ou
sempre que a mesma Junta desejar.
..
§ 9.° - Qualquer das Juntas poderá, quando as circumstancias o
requeiram, se tornar pessôa juridica.
§ 10." - As Juntas publicarão annualmente o seu relatorio espiritual e financeiro.
§ 11. 0 ~ Cada Junta fixará o salario dos seus empregados, não
podendo nenhum de seus membros occupar cargo de remuneração na
directoria ou no trabalho da Junta.
Art. 7.° - Em cada reunião annual, a Convenção elegerá para cada
Junta um Secretario Geral, como official executivo que será responsavel á Junta durante o interregno da Convenção, e que poderá ser
dispensado pela Junta, se fôr necessario, pelos voLos de dois terços
dos seus membros. Em caso de exoneração ou de morte, a Junta fica
autorizada a eleger um Secretario ad-hoc, que ficará no trabalho da
Junta até a primeira reunião da Convenção. Os deveres do Secretario
Geral são os· inherentes ao cargo e outros que a Junta prescreva. Elle
deve consultar a autoridade e pedir a approvação da Junta para todos
os negocios que quizer fazer ~m .nome da Junta.
Art. 8.° - A Convenção el.egerá em sessão. uma Commissão de
Exame de Contas, que examinará as contas da thesouraria 'da Con\venção, bem como das Juntas, e dará parecer numa das sessões da
mesma Convenção, isto é, do mesmo anno.
Art. 9.' - O Thesoureiro da Convenção prestará contas á primeira Convenção que se reunir depois do fim do anno financeiro.
Art. 10. 0 - Os Thesoureiros da Convenção e das Juntas não poderão fazer uso do dinheiro confiado á sua guarda, nem mesmo temporariamente, e só poderão despender por ordem e para os fins que
a Convenção e as Juhtas se acham constituidas.
Art. 11,- - Os Secretarios Geraes das Juntas manterão relações
por correspondencia com todas as pessôas·e organizações, segundo o
interesse das mesmas Juntas, e guardarão cópias de taes correspondencias.
Art. f2°. - Os Secretarios de Registro da Convenção e das suas
Juntas farão registro claro de 'tudo que se dér durante as sessões, lavrando actas de tudo, as quaes serão lidas e consideradas na sessão
seguinte.
0
-
CONVENCÃO BAPTISTA 'BRASILEIRA
12
As igrejas repres~ntadas nesta ConvenQão e cooperando com ella terão o direitO' de espeoifioar os fins para os quaes as
suas contribuições devem ser a~ioadas; não havendo, 'porém, espeoificação alguma, a Convenção dará ás contribuições o desti!l0 que lhe
parecer melhor.
Art. 14.° - Esta Convenção reunir-se-á.:le anno em anno.
'§ 1.0 - O Presidente, com approvação de 3 Juntas, poderá, em
qualquer oocasião, oonvooar uma reunião extraordinaria; ou, a pedido
de 3 Juntas, deverá em .qualquer occasião convocoar uma sessão extraordinaria
§ 2.
Para transooção de negoc,ios na Convenção, será necessario
pelo menos a presença de um terço dos mensageiros enviados.
§ 3.° - A Directoria da Convenção poderá, a pedido de 3 Juntas,
transferir o tempo. e mudar o lugar da' reunião da mesma Convenção,
quando fôr inoonveniente, por força maior, realizar-se no lugar e
tempo já antes determinados.
Art. 15.° - A Convenção poderá negar o direito de votar ou tomar parte nas SUatS 4leliberações, a qualquer mensageiro que não obedecer ao sel1 regulamento, ou ,que se t.ornar IÍmpedimento ao seu trab3l1h'O.
Art. 16." - Qualquer emenda á presente Constituição que se julgar necessaria, poderá ser feita, porém COIl) a approvação de dois terços dos mensageiros presentes na occa.sião da votação, salvo depois do
penultimo dia da Convenção, quando nenhuma emenda poderá ser
feita.
Art. 17.° - A vontade da maioria dos mensageiros presentes e votando será considerada a vontade da Convenção.
Art. 13.
U
-
0
-
LISTA DOS MENSAGEIROS
AMAZONAS
Igreja de MurerÚzinho. Igreja de Itacoatiára -
ManoeI Gomes dos Santos.
Pastor Emyg.dio B. Alves.
PARA'
Igreja de Belém -
Dr. Manuel Tertuliano Cerqueira.
MARANHÃO
1& Igreja de S. Luiz 2a Igreja de S. Luiz -
Eduardo H. Crouch e Ura Geo1rgia Crouch.
AnacIeto Martins Yellozo.
MATTO
GROSSO
Igreja de Corumbá Antonio Augusto de Figueiredo.
Igreja de Campo Grande W. B. Sherwood e ManoeI Alves de Fi-
gueiredo.
GOYAZ
Carlos Mohn e Arlindo Aguiar.
Igreja Crystallina -
CAMPO
PARAHYBANO
José Maria do Nascimento.
E. G. Wilcox.
Francisco. de Azevedo.
Igreja de Parahyba Igreja de Guarabira Igreja de Palrahyba -
,ALAGOAS
Igreja de Maceió -
Dr. John Mein, ApoUonio Falcão, Gen. M. dos San-
tos e Carmina Santos.
Igreja de Rio Largo -
Justino d'Oliveira dos Santos.
SERGIPE
Igreja de Salgado -
Pastor Carlos F. Stapp.
PERNAMBUCO
Igreja de Gravatá José Vidal de Freitas, Luiz José Gonçalves,
Laura Gonçalves e José de Britto.
IgreJa da Torre (Capital) - Hilario Hermínio Coêlho e Severino Alves
Marinho.
'
Igreja da Rua ImperiaJ (capital) Pastor dr. Antonio Mesqúita, Antonio Bernardo, Severino Sera;phim do Monte e Severina do Monte.
Igreja da Victoria Albertino Amaro de LYra.
14
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
Igreja de Afogados (capital) - Severino Vasconéellos, Maria Augusta.
João da Silva, Maria B. da Silva e João Claudino.
Igreja de Caruarú - Pastor Eloy Correia d'Oliveira.
Igreja do Monteiro - Pedro Benjamin.
Igreja Capunga - Dr. H. H. Muirhead, José MariannoLustosa, Arnaldo
Poggi, Aureo Cooper, Josépha Silva 'e Essie Fuller.
Igreja da Va,rzea (Recife) - ROdolpho Francisco Alves e Sebastião de
Freitas.
Igreja de Limoeiro - Pastor Manoel Olym;pio Cavalcantt
Igreja de IIheitas - Dr. L. L. Johnson.
Igreja de Olinda - Dr. w~ C. Taylor e Luiz A. de Santana.
Igreja..-de Concordia - Dr. Orlando do Rego Fa.lcão e d. Paulina White.
18 Igreja do Recife - ·Dr. Adrião O. Bernardo, Isaura Silva e Minervino .Silva.
Igreja de Arruda - Dicomedes Góes e Elisa Gomes.
Igr,eja de Zumby - Severino Baptista, José Alves Ribeiro e d. Blanche
Bice.
Igreja Oit.o Casa Amarella - Dr. John L. Bice.
Igreja de Morenos - Pastor Djalma Cunha.
BAHIA
Igreja do Salvador (capital)
Thomaz L. 'Cos~, d. Sarah F. Costa,
João Rodrigues F. Maia., d. Regina Machado F. Maiá, João Gutemberg e
Leandro Santanna.
1" Igreja da Bahia - Pastor C. C. Duclerc e José Antonio dos Santos.
Igreja Dois de· Julho (capital) - D. Kate C. White, d. Jordelina Pinho,
Paulo Alves da Silva,.
Igreja de Caldeirão - João Martins d'Almeida.
Igreja da Cruz do Cosme - M. G. White, Carlos Barbosa e Chrispiniano
Doria.
Igreja de Plataforma - Arlindo Rodrigues d'Oliveira.
Igreja de Jaguaquára-J. A. Tumblin, d. Francisca Tumblin e Emygdlo
de Miranda.
Igreja Tres Morros - André Angelo Santanna.
Igreja de Olhos d'Agua - José Freyre.
Igreja de Bomfim - Pastor José Felix Pereira.
CAMPO
VICTORIENSE
Igreja de Victoria - L. M. Reno,' d. Alice M. Reno, Almir S. Gonçalves, d. Maria Marçal, Miss Edith West, Alberto Stange Junior e Alves
Drummond.
Igreja de Rio Novo - Pastor Zeferino C. Netto, Fernando Drummond
e Luiz B. d'Almeida.
Igreja do Alegre· - JoSé Felix de Lima.
Igreja do Castello - Pastor Victc.rino Moreira e Octavio Lopes da
Cunha.
MINAS
Igreja de Bello Horizonte - Pastor Casimiro G. d'Oliveira, O. P.
Maddox, J. R. Allen, dr. ,V E. Entzminger, d.· Amelia Entzminger Paulo
. Maddox, Kathleen Maddox, Miss Jennie Lou 'Swearinger e Ottis Maddox.
Igreja de 'Espera Feliz - Pastor Hygino T. de Souza.
Igreja de Divinopol is - Pastot H. E. Cockell.
LISTA DE MENSAGEIROS
15
Igreja emJPôa Vista dos Mattos - D. F. Crosland.
Igreja em Sarandy - Achilles Barbosa.
Igreja em Mirahy - Alpheu de Meno. José Ma.rtins Monteiro e José
Barroso Luit'Z.
.
CAMPO
FLUMINENSE
Igreja de Pureza. - Lino Francisco de Paula.
"
Igreja de Cezario Alvim - Avelino Oliveira Quintanilha. d. Joaquina
Ferreira Quintanilha e d. Etelvina P. Andrade.
Igreja Capim Angola - Pamphilio Barreto.
Igreja de Parahyba dQ Sul - Antonio Gomes Vieira da Cruz.
Igreja de Corrego do Vianna - Jorge Souza Mello e Manoel JORé
Ferreira.
Igreja de Bôa Ventura - Pastor Virgilio Faria, Arthur Venancio Ribeiro e Jósué Azevedo.
Igreja de Conceição de, Macabú - Pastor Manoel de Brito e Ademillo
Brito.
Igreja de Nativid.ade do Carangola Pastor Florentino Ff>rreira,
d. Irene P Ferreira, Manoel Lu~_anna, Liberto Alves e Antonio Angelo.
Igreja de Campos - Fidelis Morales Bentancôr e .Joaquim F. Lessa.
Igreja de Nova Iguassú - Pastor Uba.ldino F. de Souza, Luiz de Assis,
Antonio Gomes Carvalho, Alfredo Joaquim Pacheco, Elias Eugenio da
Cunha, Paulo S. Hermann, Manoel Antunes e LydÍ'a S. Hermann.
Igreja de Alto Moa-cabú - Cyriaco José Freire.
Igreja do Sanoa - Francisco Lopes Gonçalves.
Igreja de Aperibé - Gabriel Luz Motta.
Igreja de Murundú - Pastor Antonio Morales Bentancôr.
Igreja de S. Gonçalo - Leobino da R.· Guimarães, Aurelio de Oliveira
e Isabel Avellar.
Igreja de EntreM Rios. - Pedro Mineiro de Sá, Antonio Pereira da Fonseca, Alberto de Oliveira, d. Julia de Oliveira e Joaquim Marlanno Pereira.
Igreja de California - Bertholino Gomes dos Santos .
.Igreja de Macuco - Pastor Joaquim Coelho dos Santos.
Igreja de S. Luiz (municipio de Campos) - José Oardolso da Silva.
Igreja de Ernesto Machado - Pastor Alberto PorteIla e José Barroso.
Igreja de S. Fidel is - Pastor Benedicto Borges e Talitha da Silva
Portella.
Igreja de Friburgo - Dr. José Nigro, Pastor Antonio Charles.
Igreja de Taquaruçú - Pastor Candido Ignacio da Silva.
Igreja de Correntezas - Vivaldo Pinto d3.. ·Silveira.
Igreja de Cantagallo - :q. Leonor Barros.
Igreja de Padua. - Pastor Octavio D. Costa e d. Maria Silveira Costa.
Igreja de Bôa Esperança - Manoel Furtado de Mello.
Igreja de PorteUa - Pa.stor Erodice Queiroz.
Igreja de Vieira Braga - Agostinho Ignacio ~ereira.
Igreja de Ni.ctheroy - Pastor Manoel Avelino de Souza, A. B. Christie,
E. A. Jackson, Ismail Gonçalves, Bernardino Loureiro dos Santos, ManoeI
CONVENÇÃO
16
BAPTI~TA
BRASILEIRA
Antunes Parreira, Ildefons-ú Silveira, d. Eva de Souza, d. Maria Alcantara,
d. Maria P,arreira e Dionysio dos Santos.
...
DISTRICTO
a
FEDERAL
1 Egreja Baptista do Rio - Theodoro R. Teixeira, Hidualpo A. Gomes
Leal, dr. F. de Miranda Pinto, Guilherme Horacio de Souza, João Alves de
Magalhães, dr. R. J. Inke, dr. J. W. Shepard, Rhella Shepard, João Pa.ulo
Pinheiro, Mrs. Edith Ayers Allen, Jovelina Alves, Miss Ruth Randall,
dr. F. F. Soren, Jane Filson Soren, Hermenegildo Juliol de 8ant'Anna, Ernesto Galdino Torres, Miss Bernice Nee!, Agostinho Alves, José Antonio
Villaça, Miss Minnie Landrum, José Martins dos Santos, Ros,alvo de Queiroz Costa, Francisca Filson Soren, João F. Soren, Alzira Teixeira de Souza,
Nehemias Fabiano Soares. João Galdino Monteiro, Francisco de Medeiros
Simas, Maria Flores Teixeira, Henriqueta T. de Magalhães, Noemia Torres, dr. n Estephania Soares, Gil Bacellar, João Dórea, dr. A. V. da Fonseca,
José de Miranda Pintol, Anselmo Cardoso de Araujo, dr. a Laura da Fonseca, Juvencio Dantas, Annibal Fabiano Soares, Carolina da Silva Oliv.eira,
Emília Ferreira Jorge, Laur,a. Rosalina Monteiro, Carlota Goulart de Almeida, Julio Sampaio, Honorio Cardoso Martins, Castorina Adelia Soares,
Victor Starwiasky, Maria Gesteira, Maria Amelia Daltro Santos e Edna
Magalhães.
Igreja Baptista do Engenho de Dentro - Pa:stor R. Pitrowsky, Angelo
Manzolillo, Julião Passos, Demetric Carvalhaes, Joaquim A. da Silva, Julio
S. K. de Moraes, DanIel do CarnlO, Antonio L. de Menezes, Domingos F.
do Amparo, Sebastião J. Ribeiro, João B. Pares, João G. Uflbieta, Maria
Siqueira, Maria, Passos, Ermelinda Lyra, Eugenia da Silva, Amelia Adiala,
Annita Urbieta, Manoel Carvalho, Nestor Carvalho e Carlos de Carvalho.
Igreja Baptista da Ilha do Governador - Pastor "Americo L. Senna,
Franklin Pinto da Rocha, Mario Eugenio da Silva e Carlos de Lemos.
Igreja Baptista de Catumby - Dr. C. A. Baker, Benedicto José Alves,
Martinho José da Silveira, Gladstone de MelIo, Agostinho J. de Castro,
Thereza de Jesus, Gumercindo C. Silva, Hilda Martins, Luiz Alves Martins, Enedina Villas B5as. Alice d'Almeida e Helena Baptista.
Igreja Baptista de Madu'reira - Justiniano Portugal, Agostinho R.
Gonçalves, Perminio Alves de SaBes, Faustino Rodolpho Gomes e Hildamil
C . Teixeira.
Igreja Baptista de Laranjeiras - Pastor Fr,ancisco Nascimento, Matheus Paulo Guedes, Americo Thomaz de Souza, Hostilio de Mello, João
Joaquim Silva, Provencio Francisco da Silva, Silvino Ferreira de Souza,
Joaquim Machado de Azevedo, Aristides Pereira dos Santos, Margarida
Saboya, Leocadia Machado de Azevedo e Josepha Guedes Pereira da Silva.
Igreja Baptista de S. Christovam - Pastor dr. A. B. Langston. Antonio Freitas,- M.a.rio M. Pinto, Walfrides Trindade, J. J. Cowsert, Pytagoras Ribeiro, Amaro Ribeiro, Mrs. A. B. Langstoll, Mrs. Mario M. Pinto,
Sebastião A. de Souza, Carlos Faria, Syndah Campos. Antoninha Portugal, Ezequiel Nascimento, Daniel de Souza, Luiz dos s.antos, Albertina P.
de Souza e Mrs. Cowsert.
Igreja Baptista de Bom Successo - José Maria da Rocha, Cypriano
João dos Sa:ntos, Gervilio Coutinho, Alcides Teixeira, Florentino Machado,
Maria de Souza Marques e Maria de Lourdes B. Pereira.
Igreja Baptista da Tijuca - Pastor A. R. Crabtree, Nahor Costa, Antonio Marques, José Quintino Silva, Joaquim Mariano Gomes, Delcio Costa,
LISTA DE MENSAGEIROS
17
ClaUdio José de Mello, Adelaide Cardoso, SyÍvina Martins e Elvira Vieira
e Silvll.
Igreja Baptista .do Meyer Pastores dr. S. L, Watson e Antonio E.
da Silva, José F. Sepulveda, José H. da Silva, Theodulo D. Nunes, dr. T.
B. Stover, Alfredo L. S. Bastos, Francisco A. de Azevedo, Luiz Alves, Luiz
Barbosa, Octavio Calazans, Frederico Link, d. Anna Watson, Maria A.
Silva, Mrs. T. B. Stover, Yazinha. Alves, Julia M. de Amorim, Arvilla Falcão,
Etelvina G. Barbosa.
Igreja Baptista de Jockey Club - Flavio B. Souza, J. F. Farias, Leopoldo Alves Feitosa, Juvenal Ferreira, Carlos Penna, l\1rs. Kate de Souza
e d. Ermelinda Carvalho.
Igreja Baptista de Ricardo de Albl,lquerque - Pastor dr. W. E. Allen,
João Marinho Ribeiro, EugeniQ Custodio Sobrinho e Carlos Rodrigues da
Silva.
Igreja Baptista de Pi lares - Pastor Reynaldo Purim, Manoel da Silva
Pinho, Rodolpho Cunha Junior, Silvino Carlos dos Santos, Tertuliano da
Costa Rodrigues, Cecilia Camargo, Etelvina Guima.rães e Cicero Gospeller.
Igreja Baptista de Realengo João Baptista Nascimento, Umbelina
Lope's, José dos Santos, Emilia dos Santos e Augusto dos Santos.
Igreja Baptista de Jacarépaguá Pastor dr. Salomão L. Ginsburg,
d. Emma M. Ginsburg, Boracio de Jesus, Henrique Canongia, Aristides
V. da Costa, Antonio ·José Pacheco, Levy de Moraes, Americo da Silva Sanos, Francisco de Oliveira, Nestor' Mattoso, Gracinda Gomes, Palmyra
Alves d'Oliveira e Juliana Pinto de Moraes.
.
Igreja Baptista de Campo Grande Bernardino da Silva.
Igreja Baptista de Oswaldo Cruz Pastor J. Souza Marques, João
Alvarez Gonça.lves, Genezio Pereira de Azevedo, d. Brigida Ramôa e Ruth
de Campos Mello.
Igreja Baptista da Penha Pastor Florentino Rodrigues da Silva,
Marcellino Leobino de Meira, José Marat de Carvalho, João Ferna.ndes de
Freitas e Emilia Trigúeira da Silva.
SÃO
PAULO
Igreja de Agua Limpa - Pastor Axel Frederico Anderson.
Igreja da Lalpa (capital) Pastor dr. Willia,m B: Bagby.
Igreja de Rio Claro - Pastor Henrique H. Penno.
Igreja de' Assis - Pastor Carlos A. de Mendonça.
Igreja' de Baurú - Manoel Guimarães e Octaviano Cordeiro.
1a Igreja de S. Paulo - Dr. Pa.ulo. C. Porter, Mrs. Lucia Rodwell, Miss
Lucia Rodwell e Luiz de Assis.
Igreja de Ribeirão Preto Pastor Antonio de Oliveira.
Igreja de 'Santos Silas Botelho.
PARANA'
Igreja de Ponta Grossa - Pastor Abrahão J. de Oliveira.
Igreja de Curityba - Dr. W. H. Berry, dr. A. B. Detere Carlos Vieira.
Igreja de Paranaguá -
Dionísio dos Santos.
DEClMA QUARTA REUNIÃO DA CONVENÇÃO
BAPTISTA BRASILEIRA
REUNIDA NOS DJAS 16-20 DE JANEIRO DE 1925, COM A 111 EGREJA
BAPTISTA 1;)0 RIO DE JANEIRO
ACTA. DA 111 SESS.~O, realizada ás dezenove horas e quarenta
minutos do dia 16 ãe Janeiro de 1925, sendo aberta por um culto devocionál dirigido pelo pastor Ricardo Pitrow,~ky, fazendo um ligeiro
commentarioe applicação da passagem dos israelitas pelo Mar Vermelho. Assumindo a presidencia, o i~mão presidente Orlando R. Falcão ,declarou aberta a sessão e convidou o secretario para declinar o
resultado total Cio arrolamento dos mensageiros. O secretario jnformou estarem já arrolados trezr.nlos e ses.senta e cinco (.365). Foi proposto que estes e outros que posteriormente apresentarão as -suas credehciaes, componham a Convenção; o que foi approvado, por unanimidade de votos.
Em seguida passou-se á eleição da nova directoria. Foi proposto
e apoiado que sómente a eleição do presidente fossr. feita por escrutinio secreto e a do's demais officiaes, por acclamação. Foram indica'fios os nomes dos irmãos H. H. r\ruirhead, Manoél Avelino de Souza,
Dr. W. B. Bagby, V. F . .soren e Antonio Ernesto da Silva. ,Apuradas
as cédulas, verificou-se o seguinte resultado: Manoel Avelino de 'Souta. 157 votos; Dr. W B. Bagby, 62'; Antonio E. Silva, 61; F. F. Soren
26; H. H. Muirhead, 12, e Adrião O. Bernardo, 4. Por proposta do Dr.
W. B. Bagby" propost.a esta apoiada, foi tornada unanime a eleição do
irmão Manoel Avelino de Souza para presidente. Antes de se proseguir
ila el~ição e de dar posse ao presidente eleito-, usou da palavra o pre:'"
sidente da gestão findi, 'Para apresentar as suas despedidas do cargo,
.) que fez com palavras repassadas do sentimento christão, agradeeendo a confiança qu~ mereceu e concitando os irmãos em Convenção
a se unirem num verdadeiro esforço ,pelo crescimento da Causa do
Mestre e de sacrificio proprio em prol do Ev,angelh.o. Dada a posse ao
presidenf e eleito, irmão Manoel Avelino de Souz~, este dirigiu-nos em
oracão; e, agradecendo a ponsideração que lhe foi dispensada' na sua
escolha para este espinhoso cargo, pediu que os irmãos cooperassem
uns com os outr03 no' amor christão, para que Jesus Senhor Nosso
fosse glorificado. Continuan'do-se à eleição da direcloria, por acclamação foi este .0 resultado: 10 Vice-Presidente, Antonio Erneslo da
Silva; 2° dito, Dr. 'V. B. Baghy; 3° idem, A.. B. Christie; 1° Secretario.
H. E. Cockell; 2° dito, Achilles ·Barbo~a; 10 Thesoureiro, J. Souza MarQ.ues; e 20 dito, L. L. Jobnson.
ACTAS
19
Foi dada a palavra ao irmão F. F. Soren para dar as boas-vinda,s aos convencionaes. Interpretando os sent.imentos da sua Igreja e
dos irmãos do n'istricto Federal, em palavras repassadas de verdadeira sym,pathia, expoz a alegria e amor com que os mesmos acolhiam
os mensageiros em amplexo }raternal e concluiu pedindo que todos
puzessemos os interesses de Jesus e da sua Causa acima dos nossos
interesses e sentiment'os particulares.
O irmão presidente nomeou a Commissão para :\'omeação de
Comtnissões de Pareceres, composta dos irmãos A. B. Chri~tie, Zeferino
G. Netto, D. F. Crosland, F. F Soren e Tertuliano Cerqueira.
Foi dada a palavra ao iI'\mão Almir Gonçalves para responder
ás saudações de boas-vindas, em substituição do irmão paslor Munguba Sobrinho (ausente). Em ligeiras, mas sineeras palavras, o orador interpret.ou com felicidade os senl imentos fi'al proaes e dI" amor
christão dos convencionaes para com os irmãos que os hospcrlavam.
Usou da ,palavra o irmão Achilles Barbosa para fazpr o S(>rmão
Convenctonal. Fal.ou sobre a origem e obra dos lJaptisl as, aI ravés rios
seculos; e, fazendo uma resenha historica. enalteceu o valor e a obra
gloriosa dos nossos avoeng'os, e concluiu apresentando as nossas opport.unidades acl uaes na pat.ria e além-mar e concitando-nos a um
maior esforço pela ovangelização. Foi proposto e apoiado que psI e di scurso fosse ,pU!blicado n'O Jornal Baptista r em 1'olhel.o.
Houve proposta do irmão Antonio Ernesto da Silva, }J 1'.0]1 os ta
esta apoiada, que: 1°, se consignasse cm acta um voto de pesar pelo
fallecimento do mui querido irmão missionario F :M. Edwards; 2°, S(~
dedicasse uma folha marginada de luto, das nossas Actas, para o seu
retrato; 3°, que sr escrevesse uma carta de pcsames á irmã, d. Helena
Edwards, viuva do pranteado irmão. Teve volo unanime.
O irmão secretario fez ·a leitura de dois Lelegrammas de saudações, um da Associaçãà Christã de Moços desta capital e outro dos.
Christãos Baptistas no Alto Madeira. Foram lidas duas cartas de saudações, uma da Igreja Baptista de Sapucaia, Estado do Rio, e outra
dos irmãos Albert W. Luper e exma. esposa, saudando a Convençãe,
em' nome da Missão Baptista Portuguesa, c da The BapList Missionary
Association of Texas.
Foi proposto que os irmãos visitantes: missionario em Portugal, Antonio Mauricio, e o Dr. J. F. Love', Secretario da Junla Pnl
Richmond, fossem convidados a tomar' assento ,na Convenção como
membros de honra.
A Commissão de Nomeação de Commissões de Pareceres apresen{o~ o seu relatorio provisorio, ficando .para apresentar esse rela-
torio completo
~a
primeira reunião de amanhã.
CONV~NÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
°
presidente procedeu á leftura do programma) provisorio para
'a sas-são de 8 horas do dia' 17, submeUendo-o á deliberação da casa;
Por proposta apoiada e votó' unanime, f:oi adoptado.
r Nada .'mais havendo a tratar foi encerrada a sessão por proposta
e o~açãó.
H. E. CockeU,
,
1 Secretario.
0
ACTA :DA 2" SESSÃO, realizada aos dezesete 'dias doO mês de Jàno iro de 1925, ás oito _horas e trinta miimtos.
O irmãoJ. F. Lessa dirigiu. o culto devocional,.
lendo o,. .psalmo
11:6.
toO presidente OCCUpOU a cadeira e em seguida deu a palavra ao
irmão relator da Commissão de :\omeação deCommissões para dar
pareceres, afim de ..ap-resentar o seu relatorio, 8endo approvado com'o
está e que é o seguinte:
",
PARECER DA COMMISSÃO DE NOMEAÇÃO DE COMMISS.OES
DE P;ARECE·RES
Commissão de Renovacão das Juntas: D. F. Crosland, Theodoro
R. Teixeira, S. L.- Watson, R. B. Stanton, H. H. Muirhead,
A. B. Christie e F. F. Boren.
Commissão de Missões Estrangeiras: Orlando .Falcão, Thomaz L.
Costa
Tertuliano de Cerqueira. .
.
Commissão de Missões Nacionaes: Ismail Gonçalves, S. L. Ginsburg e Zeferino N etto.
Commissão de· Educação: J. W. Shepard, L. M. Reno e Ant~nio
Ernesto da Silva.
Commissão de Escolas Dominicaes e Mocidade: Ricardo PitrowskY,
John Mein, O. P. Ma.ddox, T. B. Stover e J. Lessa.
e
Commissão de Local· e Prégador da proxima Reun~ão Convenoional: Fernando Drummond, W. B. Bagby e Carlos Barbosa.
Commissão de Estatutos:' W. C. Taylor, José Nigro e Aeh1l1ea
Barbosa.
Commissão da Grande Campanha: Antonio Mesquita, Abrahão de
Oliveira e Emygdio B.. Alves.
Commissão de Necrologia: E. A. Jackson, Adrião Bernardo e F.
de Miranda Pinto:
Almir Gonçalves. S. L. Watson,
Francisco Nascimento, S. L.Ginsburg e M. G. White.
Commissão de Neg9cios Extraordinarios: C. A. Bake~, Albet:to
Portella. e Caserríiro de Oliveira.
Comrriissão de Programma:
A
C~'PlmiBsão:
A. B. Christie,
Zeferino C. Netto,
D. F. Crosland)
F. F. Soren,
Tertuliano Cerqueira.
AC.TAS
91
: O \irmão Coronel Antonio Ernesto da Silva pediu .apalavra afim
de resignar os ca'rgos que occupa como membro das Juntas do Collegio
cm .S. Paulo e do CoHeg'io e Seminario do Rio.
Foi entregue á Cornmissão de Nomeação de Commissões, com a
jnclusã-o do irmãú S. L. \Vatson, a eSGolha de uma Gommissão afim
de dar parecer sobre a:-; Bases da C.ooperação entre as Junta da Convenção Baptista Brasileira e a Junta de Missões em Richmond.
O irmão Ismail Gonçalves teve a. palavra para falal' sobre as
\lissões Nacionaes, como representante da Junta. Em ligeiras pala\TaS enalteceu as opporlunidades actuaes e insistiu numa maior e
mais perfeita evangelizaçãú do Brasil, com particularidade dos nossos
selvicolas;e leu o 1'e1aJtori'0 dos trrubalhos da Junta. (Annexo n. 1.)
Na falt1;l do irmão Menandro Martins teve a palavra o irmão Dr.
Antonio Mesquita para apresentar o relato rio financeiro da Junta de
Missões Estrangeiras. (Annexo ll. 2.)
Usando da palavra, o irmão Thomaz L. Costa leu ~ Casa o seu
-relatorio da gestão de 22 de Outubro de 1924 (qúando assumiu a thesouraria) até 16 de Janeiro de 1925. (Annexo n. 3.)
O irmão presidente deu a palavra ao irmão. S. E.. Watson para
falar sobre o trabalho da Junta de ~ Escolas Dominicaes e Mocidade.
Baptista. Limitou-se eIle a apresentar o relatorio dessa Junta, fazendo a1lguns commewtarios bem ponderados. (Annexo n. 4.)
Teve a palavra o irmão A. B. Langston para falar sobre a Edu-·
cação Christã. Em um bem estudado e ponderado discurso apresentou
o valor da Educação Chri!?tã.
<ü Dr. Shepard, usou da palavra ...para falar sobre o Collegio e Seminario do Rio, salientando alguns dos resultados visiveis desta instituição, na preparação de .moços e moças para o trabalho. Considerou
alguns pontos, ainda que ligeirwmente, do relatorio referente ao anno
de 1921. (A:nnexo n. 5.)
O irmão H. H. Muirhead, usando ~a palavra, apresentou o relatorio do Collegio e Seminario de Recife e falou sobre algumas difficuIdades e outras prosperidades da insl ituição, salientandó a percentagem de professores christãos do cor-po docC'llt.e e Lambeni ó numero
de ailumnos convertidos. (Annexo n. 6.)
Na ausencia do irt;não Paulo C. Porter, q.ue devia falar sobre o
CollegioBaptistade S. Paulo, falou o irmão Dr. W. B. Bagby, enalte. cendo as vantagens deste Collegioe os grandes beneficio-s que vem
dispensando durante os annos da sua existencia.
Dada a palavra aos representantes das Sociedades Biblica!;, usou
da' mesma o irmão Rev. Alexandre Telford, que falou em nome da Sociedade Biblica Britannica e EstraI!.geira. Saudando a Convenção,
entre outras cousas; f-ez a declaração de que os baptistas foram os
seus maiores freguezes dl,lrante 1924, o que quer dizer que foram os
I
22
éONVENéÃO BAPTISTA, BRASILEittA
baptistas que distribuíram o maior numero de exemplares das Escripturas na parte do país servida pela Sociedade. Mencionando o trabalho esforçado do "Campo Victoriense, concitou os irmãos a imitarem
esse esforço .. O irmão'presiliente agradeceu em nome da Convenção.
Dada" a palavra ao Dr. J. F. Love, foi, proposto e apoiado que
o irmão Salomão L. Ginsburg se:t:visse de interprete. O Dr. ,Love faiou sobre a Biblia na Russia, trabalho em que tomou parte saliente
a Sociedade Britannica. Grande quantidade de bíblias e porções das
Eseripturas foram apprehendidas na Alfandega da Russia. Ultimamente, nos dias da sua viagem para cá, recebeu a noticia de que estas
caixas foram entregues pelas autoridades, e uma vez retiradas da Alfandega, as Eseripturas tiveram enorme procura. Declarou que tem
conseguido despertar mais interesse entre o povo de Deus, relatando
o facto a que assistiu na reunião passada desta Convenção, quando,
attendendo ao seu convite, se levantaram 1,9 irmãos, que declararam
terem. sido convertidos s6mente pela leitura da Palavra de Deus, sem
terem ouvido uma prégação; e outros muitos se levantaram para testemunhar o seu -conhecimento de outros muito~ que foram levados ao
Salvador e á sua salvação pela mesma maneira. Falou-nos mais sobre a reunião de oração, que se effectua diariamente no seu escriptorio na séde da .Junta de Missões Estrangeiras em Richmond, quando
tadas as machinas de escrever e pennas cessam de trabalhar e todas
as pessõas se entregam á oração a favor das aLma's e dos trabalhos
evangelicos em toda a parte. Estes seus auxiliares penhoraram-lhe a
sua p~avra de que continuariam a orar diariamente pela sua viagem
e os trabalhos. Outros muito-s se comprometteram a orar por elle eos
nossos trabalhos convencionaes. Concluiu ~audaÍ1do a Convenção em
nome da Junta ae Missões em Richmond, em nome dos baptistas do
sul dos Estados Unidos, que verdadeiramente amam a Causa de Jesus,
e em seuproprio nome. O irmão presidente agradeceu.
Dada a palavra ao irmão Antonio Mauricio, este saudou a Convençãoem nome da Convenção Baptista PodQguêsa e de todas as igrejas em Portugal, apresentando as expressões de reconhecimento e
gratidão dos mesmos irmãos pelo trabalho que esta Convenção tem
feito pela evangelização de Portugal.
A Commissão nomeada para fazer indiçação da Commissão para
dar parecer sobre as Bases de Cooperaç.ão entre as Juntas da Convenç.ão e a Junta em Richmo~d, desobrigando-se da incumbencia, indicou os nomes dos irmãosS. L. Watson, H. H. Muirhead, Antonio Mesquita, J. W. Shepard, J. Lessa, Casimiro d'Oliveira, F. F. Soren, L.
M. Reno e Abrahão J. d'Oliveira. Por proposta apoiada foi nomeada
esta commissão.
'
O irmão presidente leu o !programma para' a reunião da tarde,
que ficou adoptadO por proposta e votounaulme. Foi proposto o eu..
·ÀCTAS
23
cerramento dos trabalhos até ás treze horas e trinta minutos, o que
teve lugar com o~ação.
H. E. Cockell,
1 Secretario.
0
ACTA DA ga' SESSÃO, realizada aos dezesete dias do mês de Janeiro de 1925, ás treze horas e cincoenta minutos.
O irmão J. F. Lessa dirigiu o culto devocional.··O irmão ,A. B.
Christie, na ausencia do irmão presidente e dos outros vice-presidenteis, assumiu a pl'esidencia, dando abertura á sessão. O secretario
procedeu á leitura da acta da· ia sessão, sendo approvada por pro.posta.
Houve proposta apoiada que fosse lido o parecer da Commissão
de ~iissões Nacionaes, mesmo não estando assignado pelo relator. O
irmão Salomão L. Ginsburg, membro da Commissão, apresenfou o parecer á Convenção, que é o seguinte:
MISSõES
NACIONAES
Prezados Irmãos:
Com relação á proposta feita pelo pastor da Primeira Igreja
Baptista de Alagôas, para que o Campo GoyaIw voltasse a ser
cultivado pela Junta das Missões Nacionaes, os 'abaixo assignados.
membros desta Junta, reunidos em sessão especial, declaram o
seguinte:
1. Que o Campo Goyano foi entregue áos cuidados da Missão
Baptista do Sul, porque á Junta faltaram os necessarios recursos
para : satisfazer ás necessidades cada vez mais crescentes da C:msa
do Senhor em Goyaz;
2. Que a concentração dos esforçols da Junta na evangelização dos indigenas foi feita para conseguir a harmonia de vistas e
o esforço unanime de todos os elementos baptistas, tanto: os do
Norte como os do Sul, visto esse ser um trabalho que affecta
tanto ao Norte quanto ao Sul;
3. Tambem preponderou nesta resolução da Junta o facto
de que as tribus de indigenas que povoam o vasto; interior, jamais
obtiveram os necessarios cuidados" espirituaes; e ·que, o tratamento
que têm recebido por pa,rte dos dirigentes da religião romana tem
sido e ainda é o mais dolol'oso e triste passiveI;
3. Que a passagem do trabalho em Goyaz da Junta Nacional
para a Missão Baptista. do Sul, foi realizada com o consentimento,
após amadurecido estudo, d,QIS membros da Missão e da Junta, de
Richmond.
4. Que o e·stado actual do trabalho em Goyaz é tal que pa.ra
a Junta assumir de novo a responsabilidade delle necessitará não
menos de dois contos de réis mensaes, quantia esta muitol difficil,
senão impossivel, deIla angariar antes de uma propaganda intensa
e persistente;
5. Acontece tambem que o trabalho em ,prol dos indlgenas
está bem encaminhado. Não só na Ilha do Bananal temos uma
porta aberta, porém tambem no Amazonas, nos rios Atuman, Nha-
.éÓNVENCÃÓ BAPTISTA BRASILEIRA
24
mundá e Andirá, no campo _do trabalho de Itacoatiára, onde existem tribus de indigenas anciosas pelo evangelho e onde um obreiro
da Junta poderá ·fazer um excellente serviço. Tambem no rio Madeira,' a tribu dosParintintins, uma das mais necessitadas do Evan-',
gelho; acaba de abrir' as suas aldeias ao' Evangelho e á civil'ização,
conforme nos r.elatam os irmãos revs. Emygdio e Manoel Gomes dos
Santos;
Os' abaixo assignados, pois, recommendam
1
Que se mude a séde da Junta parà o Rio de Janeiro.
2. Que se inicie quanto antes o trabalho entre os indigenas
do Amazonas, onde' temos umá. porta amplamente aberta.
3. Com. relação ás despezas, a Junta julga nece~s1tar pelo
menos a quantia de do,is contos de réis mensaes.
A Junta almeja o apoio de todos os irmãos e as orações de
todos quantos, amam a causa do Mestre no Brasil. '"
Rio, 20/1/25.
ó
IsmaH jGonoalves.
W. B. Bagby,
A. B. Deter,
Salomão L Ginsburg.
Almir S. Gonçalves,
F. F. Soren,
J. F. Lessa.
Usou da palavra o irmão Salomão para abrir a discussão do 'parecer. Diversos irmãos falaram sobre o assumpto, que foi discutido
com interesse e animação, sendo trocadas francamente idéas e pontos
o Cam1po Goyano fosse reentrede vista. Foi proposto e apoiado ql.le
1
gue á Junta de Missões Nacionaes. Houve proposta apoiada que esta
proposta ficasse sobre a mesa para ulterior deliberação. Foi proposto
que o parecer fosse entregue novamente á Commissão para ser estudado _e corrigido, e depois apresentado em occasião orpportun).t á ConI
vellçao.
Foi dada a palavra ao irmão Dr. José Nigro para apresentar o
parecer da Commissão, nomeada na ultima reumao da Convenção,
para apresentar planos sobre "O amparo aos pastores invalidos". O
citado irmão apresentou o resultado dos seus esforços, que ; revelou
muito trabalho e empenho em bem cumprir a intmmbencia. Foi proposto e apoiado que fosse acceito o parecer com tddas as SUgg~stões.
Para estudar os estatutos e bases apresentadas para a fundação desta
Associação, foi proposta a nomeação .de uma Commissão de cinco
membros. Apoiada a proposta, teve a seguir voto unanime. Fiéou o
presidente ,de nome a-la em sessão proxima.
A Commissão para apresentar parecer sobre os Estalutos da
Convenção pediu permissão. para apresentar um' parecer parcial nesta
s,essã01 ficando para da~ parecer completo em sessão opportuna. Dada
a palavra .ao irmão r~lator, apresentou o mesmo o seguinte parecer ~
ACTAS
65
~~~~---------------------------------------~
DA CONVENÇAO
Esta commissão deseja recommendar, por ora, apenas uma
emenda urgente nos Estatutos. Se o artigo 16° não fôr emendado
hoje, não, poderá haver emenda alguma durante esta Convenção.
Portanto, recommendamos que o referido artigo seja emendado do seguinte modo: Onde se lê "salvo depois dü segundo
dia ", leia-se: "salvo depois do penultimo dia."
Pedimos que a Convenção autorize a Commissão de Programma para indicar uma hora da noite de segunda-feira. 19 d~ andan.
te. para dar o parecer completo desta commissão.'
w. C. Taylor.
A. Barbosa.
José Nigro.
Por proposta apoiaria foi o parecer rupprovado.
Houve proposta apoiada para que o irmão Ant.onio :\lanricio falasse á Convenção hoje. á noite, envez fIe amanhã,. O irmão }lr('~i­
fle'nte leu o programrna provisuriu para a sessão da noite, que foi approvado por proposta e H)to unanime. Foi proposto o eneOI'ramenlo
da sessão, que teve lugar com oração.
H. E. Cockell,
1 Secretario.
0
ACTAS DA 48 SESS.~O, l'ealiz.ada aos dezesete dias do mês de
Janeiro de 1925, ás dezenove horàs e quinze minutos. O pastor Ricardo Pitrowsky dirigiu o culto devocional. O irmão presidente declarou
aberta a sessão. Convidou o visit.ante. ve,lerano Rev. Hippolyto dé
Campos, para fazer qualquer saudação á Convenção. O respeitavel irmão, usando da palavra, referiu-se aos laços de amizade chrislã que o
ligam intimamente aos baptistas e terminou·, saudando a Convenção
com palavras repassaLlas de verdadeiro amol'o O irmão presid'ente
agradeceu em nome da Convenção.
O irmão presidente nomeou a Commissão para estudar e dar
parecer sobre o "Projecto de Estatutos e organização de um plano de
amparo e ,protecção aos pastores invalidos", .composta dos irmãos:
Rjcardo Pi.trowsky, Dr. F. Miranda Pint.o, Dr. José ~igro, Casimiro
Gomes dg Oliveira e Carlos Barbosa.
Foi dada a palavra ao irmão Dr. W B. Bagby para falar sobre
o thema: "As Victorias dos Principios Baptistas na America do Sul",
o que fez dando-nos um apanhado resumido da historia dos baptistas
na America do Sul, que encheu os nossos corações de gratidão a Deus
e nos proporcionou maior animo para as lu! as na Causa Santa de
Jesus.
Em seguida foi dada a palavra ao irmão missionario Antonio
Mauricio para fazer o seu discurso á Convenção, o qual apresentou
dÔNVENCÃÓ BAPTISTA
BRASILEURA
um historico do trwbalho baptista nas pl'aga~ lusitanas. Proposto e
apoiado que o di-scurso do Dr. J. F. Lave seja prom:mciado amanhã á
noite.
Foi proposto e apoiado que fosse reconhecida e recebida pela
Convenção a Igreja Baptista da Lapa (suburbio de S. Paulo).
Foi ap:provado o programma para os trabalhos espirituaes do
dia 18. Foi proposto o encerramento da se.ssão ás vinte e duas horas.
H. E. CockeU,
10 Secretario.
I
ACTA dos trabalhoE do dia dezoito de Janeiro de 1925. (Reunião
informe.) O dia 18 fói consagrado aO:3 trabalhos espirituaes, conforme reza o programma. Usaram o tempo da manhã os irmãos: T. B.
Stover, que falou sobre A Escola Dominical Modelo"; apresentou o
"Padrão de Excellencia", fazendo uma ç.1ara exposição do mesmo.
Teve a pl:!Javra o irmão A. B. LangSM1h para prégar um sermão doutrinario. Falou elle em torno do texto: "Gloriar-me sómente na Cruz
de Christo".
De noite falaram diversos irmãos, e p'or ultimo falou o Dr. J.
F. Love sobre o empolgante assumpto: "OsPrincLpios Baptislás como
uma Força Mundial'.', o que fez com a sua reconhecida facilidade e de
um modo felicissimo.
() irmão presidente leu o programma para os trabalhos da manhã do dia 19. Submettido á vontade da Convenção, foi adoptada por
proposta e voto unanirne. Encerrado:3 os trabalhos co.m oração.
H. E. Cockell,
1 Secretario.
0
ACTA da 5& sessão, realizada ás oito horas·e trinta minutos do
dia dezenove de/Janeiro de 1925.
O irmão Ricardo PHrowsky dirigiu o culto dcvocional. D irmão
presidente declarou aberta a- sessão e 'convidou o irmão secretario a
lêr as Mt&S das sessões 2", 3" e 4a e a das fe-uniões espiriLuaes do dia
18. Foram todas approvadas com ligeiras emendas, por propostas
apoiadas. O irmão 1 secretario pediu que o segundo secretariasse a
sessão, emquanto elle arrurpava as actas. O irmão secretario leu uma
carta do Sr. Herbent S. Harris, Secretario Geral da União das Escolas
Dorriinicaes do Brasil.
Foi dada a palavra ao irmão Thomaz L. da Costa, para apresentar o parecer sobre "Missões Estrangeiras" o qual é o seguinte:
0
PARECER DA COMMISSÃO SOBRE
MISSõ~S
Considerando o magnifico trabalho
ESTRANGEIRAS
realizado
em
Portugal
pelos nossos dignos miss-ionarios Ânto;Q.io Mauricio e s·ua exma.
oonsortei
ACTAS
21
Considerando as prementes necessidades do éampo portuguez;
Considerando o dever que nossa Junta tem de attender a essas
necessidades e appel1os;
. .
Considerando que Deus tem collocado: os baptistas brasileiros
em posição de poderem prestar relevantes serviços ao traball).o de
missões em Portugal;
Considerando que trabalho tão abençoado sOlbre ser um
dever, é uma. inspiração e um In.fio de unificar mais e mais a
nossa obr~ baptista,
A vossa commissão respeitosamente submette o seguinte á
vossa apreciação:
1. Que se oonsigne em acta um voto de louvor aos nossos
missionarias em Portugal, pelo beno desempenho de sua tarefa.
2. Que se intensifique nas igreja.s e pela imprensa a campanha em pról das missões em Portugal, para que sejam levantados
os meios para supprir as urgentes necessidades/ apresentadas pelo
irmão Antonio Mauricio, sendo o minimo a levantar 4: 200$000 por
mês.
3. Que os appellos de nossa Junta ás igrejas sejam sempre
recebidos com sympathia e promptidão para. que ella possa ter
toda liberdade de acção nos !3eus planols para o desenvolvimento
do trabalho em Portugal.
4. Que a séde da Junta seja transferida para a Bahia.;
5. Que na renovação do terço da Junta sejam eleitos irmãos
residentes' na Bahia, afim de que elIa possa reunir o quorum
necessario ás suas sessões;
6. Que a Junta seja autorizada a eleger novos irmãos em
substituição aos que por qualquer circumstancia não puderem continuar como membros, afim de que o seu tra.balho não venha a
soffrer solução de continuidade;
7. Que as senhoras sejam convidadas a cooperar largamente
neste glorioso trabalho de missões, não só com suas fervorosas
orações, mas com as suas contribuições por intermedio tias 80cieda:des de senhoras.
8. Que o dia de missões seja o,bservado com mais regularidade e uniformidade, deixando que a Junta determine a dia especial.
9. Que a denominação seja. 'bem infarmad.·l pela Junta e
pelos missionarias da mesma de todo o movimento do trabalho.
10. Que a Junta em cooperação com os nOSS08 missionarias em
Portugal seja autorizada a estudar com oração.E' toda a reflexão
si o nosso trabalho missionario em Portugal deve continuar na
base em que se acha actualmente em rela.ção ao trabalhai da Junta
de Texas e a tomar resoluções a respeito, si julgar prudente e
necessario.
Respeitosamente,
A Commissão,
Orlando Falcão, Relator.
Thomaz L. Costa,
M. Tertuliano Cerqueira.
Foi acceito para discussão ponto por ponto. O irmão presidente
.lembrou á Convenção a .conveniencia de que as discussões sobre as-
28
CONVENQÃO BAPTISTA BRASILEIRA
sumpto de tão vital importancia fossem feitas com enthusiasmo e convi-cção, IJlas em termos eortezes e fóra do terreno pessoal. O primeiro
ponto foi approvado sem discussão.
2° ponto foi diseutido com animação e interesse. O -irmãb missioúario 'Antqnio Maurüüo foi convidado a dec~arar as necessidades mais urgentes de' Portugal. Elle então
leu uma carta do venerando irmão de Portugal Joseph Jones. (Annexo
fi. 7.) Apresentou a carta de Portugal,
semelhantn á da terra de
Jesus. Declarou que actualmente o trabalho( tem urgente necessidade
de tres trabalhador,es e que, ao menos um, devia seguir immediatamente. Declarou que as igrejas portuguêsas contribuíram cinco contos mais .que a Junta de Missões Estrangeiras.~ F.oi adoptado este
ponto por proposta apoiada, com addição da decliração de serem necessarios no mínimo quatro contos c duzentos mil réis mensaes
(4 :200$000). Foi considerado o 4° ponlo do pareuer. Foi proposto e
,apoiada pa.ra ser acceito Icomo está.
7° foi discutido, sendo ápre.senfada a seguinte emenda: envez de "por intermedio das sociedades de
senhoras", ser "por intermedio das suas igr,ejas' Fo\ acceito por voto
unanime. Foi acceita sem :"emellda a ultima redacção do 2° paragrapho
do parecer. Foi resolv~do adoptar-se o 8° ponto -CôID um pequeno additamento: "deixando que a Junta determine o dia especial:'. Neste
momento foi proposto, apoiado e app,rovado unanimemente que os Secretarias Correspondentes das Juntas que gozam de "Dia Especial"
perante as nossas igrejas, para promoverem os seus interesses combinem entre si sobre a conveniencia de mant.er ou mudar as datas
prefixadas, attendendo ao interesse de todas.
Foram acceitos os dois ultimas pontos sem emenda$-.
Foram suspensàs .os trabalhos até ás .- quatorze horas. Houvr
oração.
Achilles Ba7'bosa~
2° Secretario.
°
°
ACTA DA 6a SESSÃO, realizada aos dezenove dias do mês de
Janeiro de 1925, ás 14 horas.
O oulto devocional foi dirigido pelo irmão Joaquim Coelho dos
Santos. O irmão secretario leu á Convenção um telegramma de saudação da Igreja de Macuco (Uabuna-Bahia). Foram lidas cartas das
Igrejas de Agua Limpa e Santa Rita do Gloria, em Minas.
.
A Gommissão para dar parecer sobre as Bases para Cooperação
entre as Juntas da Convenção e a Junta
Richmond apresentou um
bem estudado e desenvolvido parecer, que é o seguinte:
em
BASES DE COOPERAÇÃO DESTA CONVENÇÃO E DA JUNTA
DE MISSõES ESTRANGEIRAS DA CONVENÇ-ÃO BAPTISTA
DO SUL DOS ESTADOS UNIDOS.
Tendo revisto, não só em sU'b-commfssão como em sessão plenaria, a questão de planos de coperação efficlentes e acceftaveJs
.....
ACTAS
29
por esta Convenção e a Junta de Missões Estrangeiras da Convenção Baptista do Sul, dos Estados Unidos, a Convenção Baptista
Brasileira, resolve:
Estamos plenamente convencidos de que não ha difficuldades
insuperaveis para uma cooperação harmonica entre a Convenção
Ba.ptista Brasileira e as igreja.~ que elIa representa de um lado, e
é.. Junta de Missões Estrangeiras da Convenção Baptista do Sul dos
Estados Unidos de outro. Quaesquer erros que se tenham commettido e quaesquer mal-entendidos que consequentemente se tenham
levantado, nós mesmos temos tido parte nelles, mas é natural que
esses mal-entendidos se dêm em um trabalho grande e crescente e
não devem ser attribuidos a um desejo ou designio, por parte de
qualquer de nós, de ser deshonesto ou injusto para com outrem.
Pass'ando em revista a historia do nosso longo periodo de communhão deliciosa e de cooperação com a Junta America,na e seus missioll'arios, somos obrigados a registrar o nosso reconhecimento da
devoção desinteressada dos mesmos aos nossos proprios interesses
e aos do nos'8O pai,s, Esta revista abrange os mêses recentes desta
historia de cooperação, com todos os seus tristes incidentes e malentendidos.
O Secretario Correspondente da Junta Americana expoz franca
€ plenamente á Commissão a atitude, actos e sentimentos da mesma Junta em relalção a nós, e respondeu cabalmente, sem rodelas
,ou evasivas a todas as perguntas que lhe fizeram, e comquanto a
,Junta não pretenda. eximir-se ou eximir OS seus missionarios de
,erros, estamos plenamente convencidos de que a Junta se tem esforçado para alcançar um entendimento, e um accordo pleno e satisfatorio com todas as nossas igrejas e com o nosso povo, e tem
procurado seguir um curso de modo a attender aos interesses e
aspirações das igrejas brasileiras, e a promover em favor delIas
maiores contribuições das igrejas baptistas do Sul dos Est~dos
Unidos. A evidencia e o espirito exhibidos nesta investigação con..,
vencem-nos de que a, Junta Americana tem seguido um curso,
através de todas estas dolorosas experiencia,s, de todo conforme á
pratica commum e espirita dos baptistas, e se alguns de nós ou outros bons irmãos têm julgado mal a Jmlta nestas quest&es, é porque nós e elles não temos bem comprehendido todos os factos. Estamos satisfeitos em registrar esta conclusão a que este exame nos
levou; e exprimimos a crença e a esperança de que os mal-entendidos que se têm interposto entre n.ós, e que· nos têm levado a esta
investigação, concorram para uma benção maior sobre todos nós e
para que mais fortes se tornem os laços que tão longo tempo nos
têm unido aos nossos irmãos baptistas norte-americanos.
'
Achamos tam:bem que os principias e o modo de agir que a
Junta applica ao seu trabalho no Brasil, são os mesmos que a.pplica
a todos os campos vastos e numerosos em que ella opera e em
que tem recebido riquissimas manifestações das bençãos de Deus
e está conseguindo resultados mara.vilhosos.
Approvamos. pois, os seguintes principios geraes de cooperação
entre esta Convenção e a Junta Americana, e os recommendamos
ás noss'as Igreja.s Baptistas Brasileiras:
.
1. A Autonomia das Igrejas - A cooperação destas duas or. ganizações, - a Convenção Baptista Brasileira e a Junta de Missões Estrangeiras de Richmond, - precisa necessariamente basearse ,em Ulll- principio baptista geralmente acceito, a saber: - a
-'
30 -
CO~V:~~C~9
BAPTISTA BRASILEIRA
autonomia das -igrejas. Nem esta Convenção nem a Junta- Ameriean'8
póde a.rbitraTiarnente forçar as igrejas a fazerem qualquer coisa.
A coparticipação das igrejas nos planos communs desta -Convenção
e da Junta Americana é de livre acceitação por parte das mesmas
igrejas; isto é plena e francamente .reconheci'do por todQs que entram neste convenio.
2. A Autonomia das Juntas. Este convenio visa a cooperação de
todas as Juntas desta Convenção com os planos -desta mesma Convenção. Precli:a ficar bem entendido, sem duvida, que as Juntas Brasileiras ea Junta Americana. são organiza.ções creadas para servirem
as mesmas igrejas, respectivamente no Brasil e nos Estados Unidos,
e que a autonomia das Juntas está dentro de funcções que lhes são
designadas na sua creação. Nem a Junta Americana nem nenhuma
Junta desta - Convenção é um'3. creação propria, independente de
limitações. Comtudo, o principio que --reconhecemos é este: que a.s
Juntas Brasileiras e as Juntas da Convenção do Sul dos Estados
Unidos são, no limite de suas attribuições, inteiramente autonomas.
3. Convenção Baptista Brasileira. Do mesmo modo que as
Juntas, as Convenções, dentro dos limites que lhes são fixados,
são corpos autonomos. cujo fim é executar a vontade das igrejàs,
e estão sujeitas ás igrejas. Isto se applica tanto á ConvençãO' Baptista Brasileira, quanto á Convenção Baptista do Sul dos Esta.dos
Unidos.
4. Cooperação. Procurando planos de cooperação entre esta
Convenção e a Convenção Baptista do Sul dos Estados Unidos -de
um lado, e entre as Juntas desta Convenção e a Junta Americana
do outro, é necess-ario que tomemos em consideração as definições dadas acima. como a expressão da autonomia das varias organizações dentro da vida denominacional. Cada uma destas
organizações precisa, afim de promover coopevação cordial, reconhecer estes principios, que devem ser applicados em pé de igualdade a ca.da uma da~ unidades cooperativas; isto é, não deve
havervi'Ülação alguma destes principios em nossos planos ou em
nossas actividades, quer sejam tratados pela Convenção Brasileira, Juntas e Igrejas Brasjleiras, ou tratados pela Junta Ameri'cana, ou pela Convenção Baptista do Sul dos Estados Unidos.
Cada um deve respeitar a autonomia propria e legitima do
outro. PIOr consequencia, 'a,venturamo-nos a suggerir a applicação destes principios em pontos onde essas definiç.ões de autonomIa precisem ser. cuidadosamente estudados e respeitados, a
menos que uma ou outra das Convenções ou das Juntas no exerciCio da sua autonomia não infrinja ,a autonomia da outra.
A:::: igrej:is, na sua cooperação, permanecem de plena posse
da sua legitima autonomia. Por exemplo, _as igrejas têm o direito
rl~
chamar os seus proprios pastores e administrar os seus
_negocias locaes por votação expressa da maioria dos seus membros. Nenhum individuo ou -organização se acha revestido de auto--rid&<ie para interferir em taes questões. A cooperação, comtudo,
como a não cooperação, exige o exercicio do prmchlio de voluntáríecÍade que governa uma, igreja baptista. Uma Igreja tem tanto
direito de exercer a cooperação e entrar em communhão de serviço com outras Igrejas, com Juntas estaduaes e Convenções, como
~em,de -declinar. Sem duvida alguma, cooperação é em si me:::1P.~,
31
um principio ensinado pelas Escrlpturas. As affirmações e nega~ões de ·uma igreja por si sós declaram a sua indellendencia e o
seu direito de seguir o curso que bem lhe pare~a.
Além disto, quando Igreja.s, Juntas ou Convenç.õe.s, entram
em cooperação com outras Igrejas, Juntas e Convenções, precisam
não sómente garantir a sua propria liberdade e autonomia, mas
talll'bem de respeitar a liberd'ade e autonomia das demais com as
quaes cooperam.
Tambem estas Juntas e ConvenGões devem reconhecer que
outras Juntas e Convenções, como ellas proprias, são creações das
igrejas e têm o seu proposito determinado e suas acções limitadas
dentro da esphera prescripta pelas igrejas.
Applicando.,se este principio, ver-8e-á que nenhuma Junta ou
Convenção Brasileira póde tocar na esphera ou prerogativa, pertencentes ás Convenções e Juntas brasileiras. A Convenção Baptista Brasileira tem Juntas que el1a mesma governa e que são
responsaveis perante ella 8egundo os regulamentos que ena estabelece; e a Junta Americana tem agentes que são responsaveis
perante elIa sómente, e além dos quaes não póde ir a sua autoridade, mas deve chegar até este ponto.
'
Na cooperação que esta Convenção gosa com a Convenção do
Sul dos Estados Unidos, e que as Juntas d'esta Convenção gosam
com a Junta Americana, ha coisas em que cada uma destas Juntas
condescende com o fim de cooperar, mas condescende voluntariamente; emquantoque ha outras coisas que nem as Juntas Brasileiras nem a Junta da Convenção Baptist1a do Sul dos Estados
Unidos pÓde ceder. por ca.usa doa.s reRponsabilidades que têm perante os seus constituintes, responsabilidades estas que não podem
ser delegadas e não podem ir além do controle dessas Juntas e da
possibilidade de uma mordomia fiel exercida por essas Juntas
pa,ra com as Igrejas que eUas serv·em. Por exemplo, o dinheiro
que as Juntas destas Convenções levantam nas igrejas do Brasil,
é uma questão entre estas Juntas Brasileiras e as Igrejas Brasileiras. E ·esta Convenção respons'a.biliza estas Juntas pelo emprego
deste dinheiro, e não póde permittir que a administração vá além
do seu controle. Da mesma maneira a Junta American':t. como
uma creação da Convenção Baptista, do Sul dos Estados Unidos,
precisa administrar seus fundos por meio de agencias que lhe
sejam responsaveis, afim de que ella por sua vez possa dar devidas
contas á Convenção de que ena. é mandataria.
Não devem, pois, ser recebidas com suspeição ou desagrado
as exigencias de qualquer Junta, no exerCicio de suas attribuições,
que. só têm como causa o dever que ella tem de exercer. fielmente
-a sua mordomia. E' necessario frisar que o Aiinheiro não compra
qualquer direito ou prerogativa sobre igreja ou individuo, e nenhum baptista de v'erdade alguma vez pretendeu que o fizesse.
Por outro lado, nenhum baptista de verdade ou agencia baptista
póde pretender controlar dinheiro pelo qual outro baptista ou
agencia baptista é responsavel. Isto é. uma creação das igrejas ou
de uma Convenção não ousará assumir prero~tivas além das que
lhe foram tra.çadas, e ir além de seus limites na distribuição fiel
do dinheiro, ficando assim incapacitada de prestar contas desse
tiinheiro âquelles a quem é peculiarmente responsavel. A autono- mia das Igrejas e Convençc)es Baptistas Brasileiras, que prohibe
que uma Junta ou Convenção Norte-Americana as governe de qualquer maneira, ou as faça responsaveis, implica que 8. Convenção
ou Junta Americana deve conservar a administra~ão financeira
nos campos missionarios deba.ixo do governo daquelles que por
acaso possam ser chamados D. prestar contas da sua mordomia,
sem infringir esta autonomia. Isto -não quer dizer que negamos
ã autoridade das nOssas igrejas brasileiras· se reclamarmos para
aquella Junta o direito de administrar odinhetro contribuido pelas
igrejas norte-'americanas, do qual precisa prestar contas perante
a Convenção que as representa.
Examinemos cuid,adosamente estes princípios fundamentaes
e veremos que elles se applicam tão bem aqui quanto l~; e são
tão necesssarios á nossa propria autonomia como á autonomia das
agencias norte-americanas.
I
Muitos pormenores ha. sem duvida, no avanço dO trabalh() no
Brasil, e na direcção d·as muitas instituioões que servem a esta
Convenção, debaixo de condições e circumstancias um tanto variaveis, aos ,quaes estes principios terão de ser applicadoB, pormenores estes em que este relatorio não pretende toçar. Por muitas annos têm estado em operação pl'anos para a maioria das
nossas escolas. As condições em que a Junta Americana nos quer
auxiliar a promover algumas destas escolas, já foram estudadas
pela Junta Americana e estão sendo executadas pelas escolas.
Em alguns casos, embora - poucos, principalmente em algumas ;das
nossas escolas menores, póde surgir a necessidade de uma definição mais explicita de planos para conducta destas escolas. Não
achamos, porém, que o relataria desta. Convenção precise ir além,
destes principios com taes suggestões para sua applicaçã'O como
temos feito. Mantemos a esperança de que nossos irmãos ficarão
satisfeitos com o pronunciamento inequivoco desta Convenção
sobre os principios baptistas a que nos temos referido no ineio do
nosso mal-entendido, e que, uma vez satisfeitos relativamente a
estas questões, elles applicarão aproprio espirito christão, bem
como estes principias referidos,' a qualquer questão particular que
possa attrahir a attenção, na direcção destas escolas. Exprlmirilos
confiança semelhante na. Junta Americana e' nos seus missionarios.
Queremos que a emphase principal deste acto da Convenção
Baptista Brasileira recaia no espirito e não na letra, nas nossas
relações de cooperação. Os mesmos princ.ipios baptistas não poderão ser postos em 'boa ordem de 'Operação sem o oleo do am5r
christão e do espirita de Christo nos individuos que compõem a
'nossa irmandade. Imploramos, pois, que os nossos irmãos, a quem
nós como \..ma Conyenção representamos, se exercitem diligente.
mente em muita Ol~ação e medita,ção' para fazerem todas as coisas
ele um modo digno dos que tomaram <> nome do Senhor que todos
nós adoramo,s. Enviamos, pois, esta declaração desta Convenção
a todas as igrejas baptistas do Brasil, com uma oração fervorosa
para que a mais intima communhão christã exista em nossas
igrejas, entre nossas igrejas, os membros de nossas igrejas e entre. os balltistas brasileiros e missionarios por toda a parte, e que
poSsa haver em um tal espirito e conr,n1,ln~~0! uma. nova actividade
ACT'AS
33
pa.ra redempção d'o Brasil que produza opimos e abundantes frutos, para nosso goso e para a gloria de Nosso Senhor.
(Assignados)
L. Watson, Relator.
A. J. Oliveira.
Casimiro G. Oliveira,
F. F. Soren.
H. -H. Muirhead,
Loren M. Reno.
J. Lessa.
A. N. Mesquita,
J. W. Shepard.
S~
.~...
o irmão Djalma Cunha, pedindo a palavra, quiz apresentar outro parecer. Considerado fóra de ordem, foi proposto e apoiado que
lhe fosse dada opportumdade de apreseúlar o seu documenlo, finda
a discussão do parecer da Commissão. Foi proposto, alJoiado e deliberado por voto unanime que fosse acceito para discussão, ponto por
ponto. O irmã9 relator foi convidado a apresentar os diversos pontos
para a discussão. O 10 ponto é A ~\utonomia das Igrejas" Depois de
disculido, foi proposto .e apoiado que fosse adoptado, tendo voto unanime. O 2° ponto é "A Autunomia da.s Juntas" -, suas limitações são
estabelecidas pelas Igrejas uu Convenção, que as crearam. Tanto as
Juntas brasileiras como as dos Estados Unidos, são nomearias pelas
respectivas Convenções. Houve franca e livre discussão deste ponto,
muitos irmãos eXiternando as suas opiniõês a respeito. Sendo proposto
e apoiado que fosse adoptado, teve voto unanime.
Foi proposto o eneerramento da sessão até ás 19 horas e 30 minutos, quando se continuará a discussão.
H. E. Cockell"
i o Secretario.
ACTA DA 7a SESS.~O, realizada ás dezesele horas e trinla minutos do dia 19 de Janeiro de 1925.
Foi realizado o culto devocional. O irmão presidente declara
abertos eis trabalhos.
O relator da Commissão de parecer sobre "Bc;tses de Cooperação ", .continuando a apresentar ns pontos do relatoria, leu o 3° ponto,
a saber: a soberania da Conven~'ão Brasileira. Foi proposto e apoiado
que 'seja acceito, o que se verificou. pela votação commutn. Passou-se
então á consideraçã-o' do ~o topico: a base de ... coopéraçaÇ} das Juntas
.\rhericana e Brasileiras. Depois de diversas e animadas discussõe;;; sobre o ponto, foi o mesmo' apprQvado sem emenda.
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
34
Foi dada a palavra ao irmão Djalma Cunha para ler o seu trabalho, que éoseguinle:
BASE
OE
COOPERAÇÃQ
Meus irmãos:
Presado irmão Presidente:
Desde 1922. os batistas. infelizmente, estão divididOS em duas
correntes divergentes que engrossam á medida que o tempo transcorre. com prejuiso da causa que nos é comum; divergencias essas
de metodos e de sistémas, que têm tcmado tal vulto, a ponto de nos
traser o dr. J. F. Loye, cuja visita recebemos com tanta maior alegria, quanto mais confiança no seu critério, ponderação e espirita
de justiça.
Representantes .de uma das correntes, vimos apresentar em
traçqs ligeiros o nosso ponto de vista, afim de que esta convenção
ao tomar conhecimento do parecêr da Commissão encarregada de
estabelecer uma base de cooperação,' possa deliberar com pleno
conhecimento de causa, e da maneira que melhor consulte o desenvo~vimento do ~eino do Mestre, por amor de Quem estamos prontos
a sacrificar todas as nossas preoccupa.ções pessoaes, mas para
honra de Quem, havemos de sêr fieis aos principios que julgamos necessarios á Causa do evangelho no Brasil.
Infelizmente, a Commissão não procurou ouvir os grupos em
divergencia, preferindo elaborar uma base que poderá sêr muito
bôa'e justa, mas que não representa um accordo de partes adversas,
que não contém concessões reci:procas e que, por isso, corre o risco
de sêr ineficaz, por excessivamente vaga e teórica.
Apressamo-nos, portanto, a vir expontaneamente declarar que
estamos de acordo com a formula de coperação, proposta pela
comissão; isto é, que as instituições educacionaes custeadas pela
Junta de' Richmond sejam administradas por uma comissão de
quinze (15) membros, dos quais seis representantes da Convenção
Batista Brasileira e nove (9) representantes daque1la Junta, ou
ainda melhor por batistas brasileiros e estadunidenses, unidos
pelos laços do fim común e sob a egide da confiança mutua e do
mutuo respeito. Aceitamos agradecidos esta prova de confiança e
estamos de acordo em eleger, em nome da Junta de Richmond, os
missionarias que devem compor as comissões àdmiIiistrativas
Cónvindo acrescentar, que estamos de pleno acordo que as Jun~
ias Regionaes ou Estaduais, apresentem anualmeJólte seu orçamento á respectiva missão, declarando qual o auxilio esperado da
Junta de Richmond para fins de evangelização, auxilio esse que
poderá vlr por intermedio da missão para a Junta Estaduail ou
R:e,gional.
Entretanto, pedimo-s vénia para juntar ~ essa base as nossas
condIções:
1. . Que haja· apenas quatro (4) juntas: Missões Extrangeiras, Missões Na.ciómiis, Publicações & Propaganda e Beneficencia.
2. Que em vês de juntas' administrativas, sejam ComiRsões
~nisrativ.as.
a. Que -a Convenção Batista Brasileira se reuna de 3 em
3:"aJlOs.
ACTAS
35
4. Que cada uma dessas Juntas tenha em cada Campo um
representante eleito pelas respectivas Convenções Regionaes ou
Estaduais.
5. Que se elejam Comissões administrativas para o Colégio
e Seminario do Rio, Colégio e Seminario do Recife e Colégio
Batista Brasileiro de S. Paulo, de acordo com a Base de CooperaçiW.
6. Que para o Seminario Batista Brasileiro dÇ) Recife, se
faça. plano identico ao estabelecido para as relações com a Junta
de Richmond, isto é, que tambem essa instituição seja administrada por uma comissão composta de quinze (15) membros, dos
quais seis (6) representantes da Convenção Batista Brasileira e
nove (9) da Convenção Batista Regional.
7. Que com os elementos das comissões adminisrativa.s seja
constituida, com séde no Rio, uma Comissão Central de Educação para traçar e superintender o programa educacional dos
batista.s. sendo considerados membros ex-oficio, os directores de
todas as instituições de educação.
8. Que o numero de mensageiros á Convenção Batista Brasileira fique limitadO a cinco (5), afim de não provocar um desequilibrio injusto na representa.ção de varios campos.
9. Que as conv·ocações extraordinarias e as mudanças de
lugar e tempo da Convenção B. Brásileira sejam autorisadas por
três (3) das quatro (4) juntas executivas.
10. Que se adóte como critério para a escolha do local para
a Convenção a facilidade dos transportes.
11. Que o " Jornal Baptista." seja entregue a um corpo de redatares nacionais, directamente responsavel á Junta de publicações, que manterã,o relações puramente comerciais com a Casa
PUblicadora e emquanto assim conviér.
12. Que haja confraternização das Igrejas do Norte do Brasil.
Protestamos
Mensagem.
defender
oralmente
os
varios artigos desta
Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 1925.
Djalma Cunha, Relator.
Ad rião O. Bernardo.
Depois de lido, foi proposto e apoiado que a petição apresentada fosse entregue á mesma commissão que apresentou o documento
de cooperação das Juntas. Foi, por votação unanime, acceita a proposta com a seguinte emenda: que fizessem tambem parle da commissão os irmãos DjalmaCunha e Salomão L. Ginsburg.
O irmão presidente apresentou a continuação do programma
provisorio, sendo proposto e apoiado qUf~ o mesmo fosse adoptado
para o proseguimento dos trabalhos. Foi proposto o encerramento
desta sessão.
Ackilles .flarbosa,
2° Secretario.
, CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
ACTA DA 8& SEBSÃO,
11Ol'as .e cincoenta mi\
. realizada ás oito
.
nuto's do .dia ta de Jan(~iro de 1925.
O culto devocional foi dirigido pelo irmão O. P :!\lac1dox. O irmão presidente deu como abpl'tos os trabalhos convencionaes. O irmão secretario pl'oeeueu á leitura das act.as das soss5l'S 58, 68 e 7
sendo todas approvadas por proposlas apoiadas. Foram lidos á Convenção dois tel~grammas de saudações de Ilhéos, um ct-a Secrelaria
Correspondente da Convenção Baptist.a Sul Bahiana e "outro do pastor
Deraldo em nome das .Igrejas de Ponlal, IlhéÜis, Itabuna e Ribeirão das
Canôas. O irmão A. B. Deter apresentou uma carta do pastor Carlo's Leimann. obl't'iro do Campo de Paraná, que pastoreia dez igrejas
e adoeceu quando devia vir á Convenção; pediu as orações dos irmãos
em favor do doente.
O irmão Salomão leu o relalorio da Commissão ('ncul'rf'gada do
memorial ao Dr. Z. C. Taylor. (Annexo n. 8.)
Houve prOlposta para 'lue o reJaLorio fosse 'approvado e que a
Commissão cOntinuasse sendo autorizada 'a levanta']' o llpeessario para
pagar o que falta das despezas .
. . Foi informado á Convenção que a Junta em HichrnoI1d provirienciou quanto á retirada da pedra do Memorial da Alfandega e o
'ransporte do mesmo até o .local; e que a pedra já está sobre a sepultura do saudoso missionario. Não obstante a Junta de Richmond
tomar com o maior prazer a inc·umbencia e satisfazer as despezas nece-ssarias. em attenção á memoria do seuze-Ioso missionario, a dita
rjommissão fÓi autorizada a solicitar das igrejas e baptistas brasilei:'os mais offerLas para indemnizar a ,Junta da despeza feita, por ser
mais honroso para nós brasileiros.
A Commissão Geral das Senhoras disl ribuill o sen relatorio impn>sso. A relatora não esteve ,presente para apresentar o parecer.
O irmão Ricardo Pitrowsky deu yerbalmente um relatorio da
Grande Campanha, dizendo que era bastante imperfeito, Entretanto,
disse que, pelos relatorios que recebeu de alguns campos, podia affil'mar que I) alvo foi m.uito ultrapassado. Foi proposto que a Commls3ão continuasse e compillasse um relatorio comp.leto, auxiliada pela
càoperação dos campos, ~esignando nesse relatorio os diversos fins e
Hnportancias, ·devendo ser publicado n'O Jornal Baptista. Foi approvado por voto unanime ..Houve proposta apoiada para que se prosiga
com o programma, ouvindo os pareceres das commissões.
ft
,
Tratando-se do parecer da Commissão sobre lugar e prégador,.
a Commissão informou não ter ·recebido até o presente convife algum.
Foi .proposto e apoiado que' a questão de lugar ficasse entregue á
Mesa da Convenção. :\ Cómmissão dará parecer sobre prégador em
'~essão da tarde,
ACTAs
37
Proposto e apoiado que os trabalhos sejam
suspensos
até
13
horas.
H. E. COtckell,
1 Secretario.
0
ACTA DA 9& SESS.~O, realiza:da aos \'inte dias do mês de Janeiro 'de 1925, ás 13 horas e 40 minutos.
Culto dirigido pelo irmão João Martins Almeida. O presidente
declarou aberta a sessão. O irmão secretario leu a acta da 8& sessão.
que foi approvada por proposta apôiada e voto unanime.
Foi apresentado o seguinte parecer da CÜ'I!J.Il1issão sobre os trabalhos da Junt.a de Escolas Dominicaes e Moe·i(lade:
PARECER SOBRE OS TRABALHOS DA
MOCIDADE
JUNTA DE
E. D.
E
A commissão nomeada para dar parecer sobre os trabalhos da
\Junta das E. D. e Mocidade; desobrigando-se da sua. incumbéncia.,
deseja em primeiro logar exprimir a sua satisfação pela maior efficiencia que se tem patenteado nos diversos ramos affectos a esta
J~nta, especialmente na litteratura da E. D. e Mocidade, e na Casa
Publicadora Baptista. Quanto ao mais recommendamos:
1. Que o Secretario Geral desta .Junta continue a ser o nosso
irmão S. L. Watson.
2. Que esta Junta intensifique mais a publicação e venda de
livros uteis e de toda a. litteratura da nossa denominação. (Reconhecemo,s, na verdade, que esta recommendação depende em
grande parte de um bom equipamento para bôa encadernação dos
livros .. Sabemos tambem que circumstancias diversas têm impedido a Junta de introduzir este melhoramento no seu departamento commercial, isto é, a Casa Publicadora Baptista. Cremos,
porém, que interpretamos o sentimento geral do povo. de Deus em
dizer que anceiamos por este. melhoramento, reconhecendo-o como
uma das maiores necessidades para a causa em geral).
8. Que a Junta estude o melhor meio, e o ponha em execução,
de publicar um livro de bons sermões, para auxilio aos nossos irmã.os obreiros, muitos dos quaes quasi não têm outra fonte de instrucção e orientação, fóra da Bi'blia, para. o estudo dos seus sermões.
f. Que a Convenção recommende aos diversos campos dO Brasil para que promovam institutos na.s igrejas ou districtos, durante
o anno, para instruir os obreiros nas igrejas nos trabalhos da E. D.,
na U.1VI. B. ou sobre outros assum ptos que se prendam ao trabalho
das igrejas;
5. Que os pastores ou evangelistas das igrejas façam todo o
possivel para esta.belecerem classes normaes permanentes, tanto
da E.D. como da U.M.B.~;
6.· Que as igrejas adoptem para si e suas organizações internas, como sejam: a E. D., a U.1VI. B., a União de Senhoras, etc., os
livros do secretario, ,ou d'e registro, cadernetas, etc., que ha na Casa
Publicadora Baptista. (Fazemos esta. recommendação para unifor.
:38
bÔN.VENCÃÓ BAPTiSTA ~ BRA.§ILEIRÁ
~------------------
----------------~~~~
mização do, nosso trabalho em geral; e desta maneira será IDaiS
facil obtermos as estatisticas, o que até a·gora tem sido quasi iJnpossivel.)
7. Que suggiramos ás Convenções Estadoaes que organizem
convenções estadoaes de Mocidade e de Escolas Dominicaes, logo
que lhes· for possivel.
8. Que a Junta continue no esforço de achar um homem
que possa tomar a responsabilidade da redacção do "Jornal Baptista".
R. Pitrowsky, relator.
John Mein,
O. P. Maddox,
T. B. Stover.
Foi proposto e apoiado que o parecer fosse accei-to para discussão ponto por ponto. Todos. os pontos foram approVJados sem
qualquer emeIlda.
Proposto e apoiado que a Convenção nomeie o 'Secretario Correspondente da Junta de Missões Estrangeiras ; teve voto unan~me.
Houve proposta apoiada que fosse Secretario Correspondente e Thesoureiro o irmão Thomaz L. Costa, o que foi ap.provado por voto unanime.
O relator da Gommissão de Parecer sobre Necrologia 'apresentou o seu trabalho, que é o seguinte:
PARECER DA COMMISS,ÃO DE NECROLOGIA
A Commissão deseja fazer um relatorio completo do rol daquelles O'breiros denodados que desde a ultima Convenção depuzeram as armas e agora dormem no Senhor, de fórma a servir de
estimulo a maior consagração áJquelles que ainda permanecem
nas fileiras. No curto praso que lhe é concedido, porém, acha-se
sériamente embaraçada para reunir os dados. Para facilitar o trabalho na proxima Convenção, recommenda que, com as cartas credenciaes, venha uma relação dos obreiros fallecidos, com as informações resumidas quanto ao serviço que cada um prestou á causa.
Deus dá descanço aos seus obreiros, mas a sua obra avança. Comtudo, não podemos deixar de sentir a lacuna nas fileiras dos lutadores, cujos nomes nos foram fornecidos. Apresentamos na ordem
do seu fallecimento:
J. J. Taylor, nascido em 19 de novembro de 1855, no Estado
de Ala;bama. Formou-s~ no Howard College e no Seminario de
Louisv1lle. Serviu no pastorado de diversas igrejas e como professor dO Onachita College. Veiu para o Brasil em 1891; trabalhou no
Rio depois, e em 1899 fundou o trabalho baptista no Estado de São
Paulo; ensinou algum tempo no Seminario no Rio e mais. tarde voltou a S. Paulo, onde foi pastor da Igr-eja da Liberdade. Seus flUímos annos no Brasil foram :oassados em Ribeirão Preto, São Paulo,
e seu ultimo trabalho foi o preparo das lições da Esc. Dom. Falleceu em Little Rock, E. U. da A.
Manuel Corrêa, diacono da Igreja de Ilhétas, Pern. Falleceu
no dia. 13 ele Janeiro de 1924.
39
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Ado.zino Netto, membro da Igr. de Cachoeiros de Macahé. Era
estudante considerado e applieado no Collegio de Campos e vindo
para o Seminario do Rio, grangeou logo a sympathia dos professores e dos seus collegas pelas suas altas qualidades. Era muito considerado pelas igrejas como- bom orador, e ultimamente oecupou
o cargo de evangelista da Igreja de Nictheroy, na ausencia do seu
pastor. Falleceu no Hospital Evangelico, nos primeiros dias de
julho de 1924,. dando nas ultimas horas lindo testemunho- da sua fé.
Sua morte foi muito sentida por todos que o conheciam e houve
grande acompanhamento dos seus restos mortaes ao cemiterio.
Belmiro. BazilÍo de Souza, natutal de Parahyba do Sul, Est~do
do Rio, onde era membro a.ctivo, tornando-se companheiro inseparavel do evangelista Joaquim Mariano. Foi sempre muito dedicado á oração e leitura da Biblia e seu testemunho foi tal que obteve para si o nome de "pacificador". Foi consagrado dia cano e
depois, em 1923, serviu como evangelista na Igreja da Entre Rios.
Fallee~lU de febre typhoide em dezembro de 19~4.
F. M. Edwards, nascidà no Estado de Miss. em 1877. Formou-se"
na Universidade de Baylor e no Seminario de Louisville. Veiu
para o Brasil em 1907 e ficou residindo na cidade de São Paulo,
onde fez um grande trabalho evangelistieo e pastoral. Foi pastor
da P Egreja nesta ciàade e Seer. Corro da Junta Estadual durante
muitos annos. Representou os baptistas do Brasil na reunião da
Alliança Mundial, que se reuniu em Stockholmo, Sueeia. A maior
parte do seu. trabalho foi feita no Estado de São Paulo, mas durante alguns mezes trabalhou no Campo Bahiano. Este irmão primeiro
conquistou para os principios baptista,s e depois effectuou seu casamento com Miss Helen Eustis. Na occasião da sua morte pessoas
de todas as classes disseram: "Foi o nosso melhor amigo." Fal.
leceu em 11 de dezembro de 1924, na cidade de São Paulo. Logo
depois de a,nnunciar que a Igreja estava livre de divida e de pedir
para ena que Deus lhe désse um pastor dedicado, teve o aecesso de
que veiu a fallecer depois.
Manoel Monteiro da Silva, membro da Igreja em S. Vicente.
Foi evangelista da Igreja do Alto Maeabú, Sanna, Cachoeiras de
Maeahé, Salto e Murundú. FaUeceu em melado de 1924 em S. Vi.
cente, Estado do Rio, onde trabalhava.
A Commissão:
E. A. Jackson.
F. de Miranda Pinto.
Carlos Barbota.
Foi -proposta e apoiada à acôeitação e publicação do mesmo. com
toda3 as informações. Foi proposto e apoiado que seja dedicada lJma
pagina das nossas Actas impressas á memoria do amado irmão Dr.
J. J. Taylor. Foi lembrado o nome do dedicado irmão evangelista Manoel Monteiro, da Igreja de S. Vicente, Estado do Rio.
O irmão Shepard leu o pareoer sobre Educação, que é o seguint.e:
PARECER SOBRE EOUCAÇÃO
A Commissão escolhida para allresentar o parecer sobre a
educação deseja, lembrar aos irmãos da Convenção 08 trabalho':!
40
feitos pela Junta de Educação durante os annos subsequentes á
sua organização em 1907. Nos primeiros annos da sua existencia
esta Junta. apresentou relatorios cuidadosamente elaborados com
o plano geral de educação baptista, que têm constituido a base do
desenvolvimento desta causa até o tempo actual. Este mesmo
plano geral tem si'do commentado e rea.ffirmado em todas· as Convenções Baptistas subsequentes á' sua primeira apresentação em
1907. Na sessão da Convenção 'reunida no Rio·de·Janeiro em junho
de 192( a Junta apresentou um' relatorio elabora,de qUA exigiu
muito trabalho, dando JiIlelhor orientação pedagogi,ca nas activida·,
des pedagogicas dos baptistas.
Na sessão da Junta, na nlesma occasião. foram adoptados .os
Programmas de, Énsino para os cursos primarios, 'médios e complementares, programmas esses que tinham sido confeccionados
cuidadosamente durante tres annes de collaboração pelo corpo
do·cente dos cursos elementares do Collegio no Rio de Janeiro.
Este programma, que contem muitos elementos de methodos suggestivos, destinava-se para servir a todos os collegios.
Recommendamos, pois, agora:
1. Que.a Junta de Educação seja organizada de representantes das diversas instituições baptistas, preferivelmnete dos seus
directores, tendo tambem sua sMe no Rio de Janeiro.
2. Que esta Junta seja incumbida de, traçar o plano geral
de educação baptista e de dar uma orientação harmonica a todas
as instituições, de aecordo com as modernas conquistas pedagogicas.
3. Que esta Junta promova a diffusão ampla dos cursos primarios,o estwbelecimento dos cursos mé'dios ,nos principaes centros, e do curso superior na Capital Fed,eral e no Recife, ligados
por uma perfeita sereação no ensino ministrado.
4. Que esta Convenção se manifeste sobre a conveniencia
da confecção de com pendias e pl'ogrammas de ensino para uso de
todas as escolas, trabalho a. se.r feito por duas commissões technicas a -serem escolhidas pela Junta.
A Commissão,
J. W. Shepard.
L. M. Reno.
Antonio Ernesto da Silva.
Foi proposto que o parecer fosse acceito para discussão ponte
por' ponto. Todos os pontos foram ,adoptados por propostas apOiadas.
ü irmão Ricardo Pitrowsky, em nome do irmão S. L. Watson,
relator da Commissão de Parecer sobre a Convenção Baptista da America Latina, disse não, LAr podido reUI~ir a Commissão, razão por que
não pôde apresentar r'ela/orio; pediu a escolha de outro relator. Sendo
proposto o irmão Ricardo Pitrowsky par'a o substituir, foi a proposta
apoiada e leve voto unanime.
Foi proposto e apoiado que fosse entregue á Mesa da Convenção a escolha do, prégador para a proxima reunião da Convenção, proposta que,' ~poiada, teve voto unanime.
ACTAS
4i
o relator da Commissão de Estatistica, em virtude da falta e
falhas das estatisticas, pediu permissão para apresentar o seu relatoriO nas Actas da Convenção. Foi proposto f' apoiado qnr ll1(' fosse
concedido. O mesmo irmão Salomão leu (I parf'cer sobre A Historia
dos Baptistas no Brasil" que é o seguinte:
PARECER
DA COMMISSÃO
DE
HISTORIA DOS BAPTISTAS
Apesar d,e ter a Convenção de 1922 approvado que cada campo
assumisse a responsabilidade de escrever a propria historia,
nenhum manuscripto chegou - ás mãos desta commissão. Sabemos,
entretanto, que no Recife, Bahia, Campos, Santos, e talvez outro,s
lagares, está sendo preparada a historia local, convindo que o
movimento se generalise, para que a commissão possa compilar a
Historia dos Baptistas no Bra.sil.
A commissão é de parecer que para cumprimento de seu mandato, é de conveniencia:
1. Que a Convenção transforme em "commissão permanente" a commissão de Historia dos Baptistas, fundindo-a com a
commissão de Estatistica.
2. Que a sua séde seja a Capital Federal, devendo todos os
documentos ser archivados, em cofre, na Bibliotheca do Seminario
Baptista do Rio, cujo bibliothecario será membro ex-officio, se já
não féJr effectivo, desta commissão, e ficará responsavel pelo seu
archivo.
3 . Que fique a citada commissão autorizada a preparar uma
revista historica, mensal ou bimensal, afim de ir dando publicidade aos trabalhos recebidos e fazer uma activa propaganda de
seus fins.
4. Que se recommende ás igrejas a confecção de relatarias
annuaes, com os principaes dados estatisticos e historicos, que
devem ser transcriptos nas actas das igrejas e remettidos a esta
Commissão.
5. Que se peça. ao dr. W. B. Bagby a confecção de apontamentos historicos sobre os primeiros tempos do trabalho baptista
no Brasil.
A Commissão:
Salomão L.,. Ginsburg, reuttor.
SlIas Botelho.
J. Lessa.
Foi proposto e apoiado que seja acceito para discussão ponto
por ponto. Todos os pontos foram adoptados por propostas apoiadas.
e votos unanimes.
O irmão presidente convidou o Dr. \\Tolmer, dignissimo director do Hospital Evangelicn do Rio. a dizCl' qualquer palavra. Saudou
elle a, Convenção em nome do Corpo Administrativo, do qual fazem
parte diversos baptistas. Referiu-se a alguns incidentes do Hospital,
como fosse o tratâmento de pessõas de to(los os credos, inclusive irmãs de càridade e orphams de asy1r..~ cat.holicos romanos.
A, Commissão para dar parecer sobre a Renovação dos membros das Juntas apresentou o seu parecer, que é o seguinte:
CONVENÇÃO BAPTISTA BRAÉHLElRA
42
PARECER DA COMMISSÃO
Junta de
DE
RENOVAÇÃO DAS JUNTAS
Missões
Nacionaes
1925 - S. L. Ginsburg~ A. B. Deter, F. F. Soren, ManoeI Avelino
de Souza e Ismail Gonçalves.
1926 - T. C. Bagby, S. A. de Souza, Almir Gonçalves, E. A .
. Jackson e Henrique Rodrigues.
1927 - W. B. Bagby, Antonio Ernesto, Leobino Guimarães, J. F.
Lessa e Souza Marques.
Missões
1925 1926 1927 -
Estrangeiras
José Menezes, M. G. White, T. R. Teixeira.
W. C. Taylor, A. Alves, João Maia.
C. Da.rio, L. L. Johnson e Severo M. Pazo.
Escolas Dominicaes e Mocidade
1925 - O. P. Maddox, J. J Cowsert, F Ii' Soren, R. B. Stanton e
J. F.Lessa.
1926 - L. M. Reno, Carlos Barbosa, H. H. Muirhead, Ricardo
Pitrowsky e L. M. Bratcher.
1927 - A. B. Deter, A. B. Langston, A. B. Christie, W. C. Taylor e
M. G. White.
Educação
F F Soren, A. B. Langston, J. W Shepard, F W Taylor,
M. G. White, L. M. R~, A. ·L. Dunstan, W H. Berry, Alfredo
J. dos Reis, F. A. R. Morgan, E. A. Ingram, José M. Pinto, H. H.
Muirhead. W. C. Taylor, Carlos Barbosa.
Collegio e Seminario do Rio
1926 - L. M. Bratcher, dr. Mira.nda Pinto, Fernando Drummond,
A. B. Deter e E. A. Jackson.
1928 - J. R. Allen, L. M. Reno, D. F. Crosland, S. L. Ginsburg e
W. B. Sherwood.
1930 - F. F. Soren, W. H. Berry, Paul C. Porter, A. B. Christie e
H. E. Cockell.
Collegio
Baptista Brasileiro de São Paulo
José Gresenberg, R. B. Stanton, T. C. Bagby, O. P. Maddox,
Pedro Gomes, A. B. Deter, S. L. Watson, O. T. Piers e W. B. Bagby
Collegio e Seminario em Pernambuco
L. L. Johnson, M. G. White, Octavio Lima, V\r. C. Taylor, John
Mein, Thomaz L. Costa, A. E. Hayes, Miss Essie Fuller, Augusto
Santiago.
(Nota: Está completa esta Junta,
10· sessão.)
segundo a deliberação da
.
A nomeação foi fe·ita para cad.a Junta separadamente. Papa. a
Junta de Educação, a representação do Collcgio em Pernambuco ficou
para o director indicar os outros dois, isto .por proposta apoiada e
voto unanime.
AéTÁS
43
\
Não estando prompLo o relatorio sobre Missões Nacionaes, ficou
para a sessão da noite. i<""oi proposto o encerramento desta sessão até
ás dezenove hor~s e~l ponlo. Houve oração.
H. E. Cockell,
1 Secretario.
ACTA DA 10 SESSÃO, realizada aos vint.e clias do mês de Janeiro de 1925, ás dezesete horas,
Realizou-se o culto devocional. A pedido cantou um solo a irmã
senhorinha Stella Ginsburg. O -secretario leu a acta da 9 sessão, sendo approvada com pequenas emendas, por proposta apoiada e voto
unanime.
O relator da Commissão para dar parecer .sobre Missões Naeionaes apresentou o seu relato rio. Foi proposto e apuiadu que o parecer
fosse approvado çonforme está corrigido. o que teve valo unanime.
O a'ssumpto designado para a hora "Trabalho da Junt.a das Escolas Domi~icaes e Mocidade Baptista" foi apL'esentado: A) Departamento de Livros. O re.lat.or dessa secção do par/:'crl' apresentou o seu
relatorio. B) Departamento das Escolas Dominicaes e 1\1oeidade Baptista. O r,elator desta secção apresentou o seu parecer do assumpto
geral. C) Departamento dos poriodicos: "O Jornal Baptista'" por Theodoro Teixeira; "Outra Literatura" pelo irmão Achilles Barbosa.
Houve uma pausa para tirar a photogra'Phia da Convenção. O
irmão thesoureiro da Convenção, professor J. Souza Marques, apresentou o seu relaLurio financeiro, das impor,Lancias recebidas. Foi
proposto e apoiado que esle relatorio parcial fosse acoeito condicionalmente, para ser completado e depois publicado nas Actas desta
reunião da Convenção.
O ,Secretario Corres'pondente e Thesoureiro da Junta de l\1 i5sões Estrangeiras solicitou a cooperação de todos os convencionaes
e suas respectivas igrej,as. Fez appello para uma collecta esvecial.
:f'oi-lhe concedida a permissão. O Dr. Loye falou alguma cousa sobre
a sua experiencia neste sentido.
O rela.tor da Commissão 'para dar parecer sobre o documento
dos irmãos do Norte, .apre'sentado pelo irmão Djalma CUIlha, apreseIÜou o documento de concordata, resultado do cuidadoso ei:ltudo da
mesma commissão, que é o se~uinte:
0
11
11
RELATORIO
DA
COMMISSÁO SOBRE
COOPERAÇÃO
BASES
PARA
Vossa Commissão, á qual foi a;presentado o Mamodal trazido
perante a Convenção pelo irmão Djalma Cunha. assignado por elle
e pelos irmãos Adrião O. Bernardo, Antonio Ernesto da Silva e
SUas Botelho, intitulado .. Ba",e de Cooperação ", deu a este relatorio cuidadosa attenção. A Commissão, nas 'suas discussões, não
Bómente teve o auxilio dos irmãos Djalma Cunha e Salomão L .
.Ginebur;, Que pela
Conven~a.o
foram
~ccrescentados
á commlssão
44
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
original sobre Cooperação, como tambem <> dos irmãos Adrião O.
Bernardo Antonio Ernesto da Silva e SUas Botelho. Devemos
dizer que' o Dr. J. F. Love tambem assistiu a'os trabalhos da Commissão e contribuiu grandemente para a.s resoluções deste Parecer.
A vossa Commissão relata o seguinte:
1. Sentimo-nos satisfeitos em r.elatar á Convenção que tivemos bastantes evidencias da presença do Espirito de Christo nas
nossas deliberaçõef'\, e comquallto a discussão fosoo franca e todas
as questões contidas no documento a que nos referimos tivessem
a nossa maior consideração, houve perfeita coIl1lnunhão e união
entre todos os Baptistas "do Brasil. Talvez não possamos communicar a este relatorio o espirito que prevaleceu em nossas sessões,
mas, por meio delle, enviamos a todos os irmãos e igrejas, que
ach:::.ram por bem' assistir e representar-se nesta Convenção, nossas saudações, e apresentamos este relatorio como uma demonstração de nosso amôr mutuo. como, incentivo a amôr e communhão
entre eUes mesmos.
2. O relatorio que a Conv:enção já adoptou por voto quasi
unanime, e que trata de certos princlpios fundamentaes na vida
organizada baptista, tor,na desnecessario que este relatorio inclua
qualquer nova declaração delles.
3. Demais disto, descobrimos em nossas deliberações que
muitos pormenores relativos á applicação destes principios ao trabalho e instituições desta Convenção, terão de ser postos em pratica mais tarde, de sorte que uma. definição exacta Dara 8steg easos
não procuramos tentar aqui. Cremos, porém, que a~ definições que
a.qui damos e suggerimos,proval'-se-ão um bom auxilio aos que
estão encarregados do trabalho minucioso, a uma cooperação harmonica de todas as nossas fCJ.rças em todo o trabalho da Convenção.
4. Além dtst~, algumas coisas contidas no Memorial que nos
apresentaram, foram no decorrer das nossas conferencias eliminadas, com approvação de todos os presentes. Não encheremos, pois,
este relatorio com eIlas, mas limitar-nos-emos a uma declaração
dos 'pontos em que concordanws nas questões que ficaram para
nossa consideração depois das eliminações a que nos referimos.
Vimos agora relatar á Convenção alguns itens em que nós todos
concordamos, e recommenda-los á Convenção para adopção, conservando-nos promptos, porém, para responder a quaesquer perguntas que por acaso queiram :liazer á Commissão.
Escolas - No Memorial que nos foi trazido, os irmãos que o
escreveram exprimiram-se favoraveis á 'administração das instituições educativas desta Convenção, por commissões compostas
de quinze membros, dos quaes fossem seis representantes dà
Convenção Ba'ptista Brasileira, e ~ove da Junta Americana, etc.
Neste ponto viu a Commissão qu~ as escolas são presentemente
administradas por Juntas com proporç1}es que variam quanto ao
numero de membros brasileiros e missionarios, e crê que deve
ser delineado para todos os Collegios desta Convenção um plano
tão uniforme quanto possivel; e ond-e não fôr possivel haver uniformidade, deve-se dar uma definição para cada' Collegio, de modo
que a Convenção possa saber exactamente como cada COllegio é
dirigido. Recommendamos, pois, que, tomand'O a proporção acima
de irmãos brasileiros e missions.rios, como uma especie de guia.
se reconheçam ou criem Juntas para todos os COllegios da Conyenção, sendo comprehell'dido por nós e pela Convenção que onde
ACTAS
45
não fôr achado praticavel observar-se a proI>orção acima f'ssa
proporção de brasileiros e missionarios possa vari':!r de lim modo
ou de outro. e segundo a necessidade creada pelas CircU11ul tFmciaR
locaes ou quaesquer outras. E recommendamos ainda mais que
esta. questã,o de definição de membros de Juntas para as Escolas
seja apresentada á Junta de Educação desta Convenção, e qu P
com esta apresentação a Junta de Educação seja tambem encarregada de qU3esquer passos necessarios para melhor coordenação do nosso prcgramma educativo, e da relação dessas instituiç:5es para com a Convenção e a Junta Americana. ficando comprehendido que o" controle" da Conv.enção sobre os Col1egios
deve ser exercido por meio dessas Junt:ls.
Auxilio ás Igrejas - Suggerimos que. quando uma igreja desejar obter o auxilio da Junta Americana, sem de fórma alguma
comprometter' a sua autonomia ou independencia., que ella faça o
pedido 'ao Secretario da Convenção Estadual ou Regicmal por uma
fórma que haverá especial para tal fÍJll1, e na qU3..l a igreja declarará claramente a quantia que deseja. especificando c objectivo
para o qual pede, a proporção da quantia total qtie: será contribuida pelos seus proprios membros, e o que ella espera receber
de outras fontes, indicando quaes essas fontes e que p-oporlJão
pede d3. Junta Americana.
Os factos acima mencionados devem ser apresentados por
alguem escolhido pela Igreja á Missão ou á Commissão Executiva
da Missão. a qual por SU3 vez discutirá livrement.e com os representantes da Igreja, fazendo e recebendo suggert6es, fazendo e
respondendo perguntas; mas no caso em que se considerar mais
sabio ou mais conveniente, .os pedidos podem ser feito's a uma
Junta competellte da. Convenção Regional ou Nacional, e depois
ser transmittidos á Missão na qual a Igreja que faz o pedido esteja. situa;da; e o mesmo será trànsmittido á Junta Americana pelo
secretario da Missão, com os accordos e rec,:·mmendações que
existirem de ambas as partes.
No caso àe appropriações de terrenos em que se proponham
erigir templos, ou appropriações para templos em terrenos que
já tenham sido adquiridos, a Junta Americana seguirá o costume
adoptado pelas suas propria.s Juntas de Missões nos Estados
Unidos, e fará um contracto com a Igreja que ella auxilia a obter
terreno ou edificio; o dinheiro que a Junta Americana empregar
em terreno ou edificio reverterá par9,. a mesma Junta em easo que
a Igreja aSSIm auxiliada deixe de existir, ou deixe de existir como
uma Igreja Ba;ptista Missionaria. Este accordo é para o interesse
do trabalho e de outras igrejas do Campo Missionaria. Se por
acaso houver exemplo de uma igreja perder o direito a uma appropriação, esse dinheiro deve, sem ser devolvido aos Estados Unidos,
ir para uma outra igreja ou serviço evangelico no Campo, P \OS irmãos brasileiros, e não os americanos, gozarão o b~neficio delle.
Ernquanto uma igreja assim ajudada pela JunÍ3. Americana preservar a sua identidade como uma Igreja Baptista Missionaria,
este contracto de maneira alguma affectará a sua indepe!ldellcia.
Evangelismo. \ ' Suggerimos que haja uma Commissão ou Junta
nomeada pela Convenção Bqptista Regional ou Estadual s:)bre as
actividades evangelisticas nesse Campo. Esta Commissao ou Junta
póde, segurrdo opção da Convenção, compôro-se inteiramente de
irmãos brasileiros ou parte de irmãos bras.ileíros e de mis:,;ionariOE!
46
CONVENOÃO BAPTISTA BRASILEIRA
membros de igrejas ,brasileiras, os quaes naturalmente, por conseguinte, poderão ser chamados membros elegi veis de commissões
com 'seus irmãos brasileircs. Esta Commissão dev'erá tomar em
consideração as necessidades do Campo, fazer recommendações
ás igrejas quanto ás quantias que ellas devem levantar para o
trabalho evangelistico da. Convenção, e fazer recommendações á
Missão quanto á quantia que essa Missão deverá pedir á Junta
Americana para appropriar para o trabalho evangelistico dentro
dos limites da Convenção Estadual ou Regional.
A Missão tomará em consideração esses pedidos, neste caso
como nos casos de pedidos das igrejas; conferenciará com a
Commissão de Evangelismo e fará recommendações á Junta Americana segundo ella achar que a Junta Americana está em condições de fazer· em taes circumstancias, incluindo n~s suas considerações as necessidades que forem apresentadas, e a provavel
capacidade da Junta Americana. satisfazer a essas necessi'dades.
O thesoureiro da Missão entregará essas appro.priações que
fore,!;U feitas pela Junta Americana directamente aos evangelistas,
indiVidualmente, ou ao thesoureiro da Commissão Brasileira de
Evangelização, segundo accordo feito entre a Commissão Brasileira e a Missão.
O thes'sureiro da Missão e o thesoureiro da Commissão Brasileira deverão exigir um recibo em fórma préviamente combinada,
para cada pagamento, e esses recibos servirão como sahidas de
Caixa. por occ'asião do exame dos livros da Missão.
Nós recommendamos que os seguintes itens contidos no Memorial que nos foi entregue, sejam referidos á Commissão sobre
Modificações dos Estatutos:'
"8. Que o numero de mensageiros á Convenção Baptista Brasileira fique limitado a cinco (5), de cada igreja, afim de não provoca.r um desequllibrio injusto na representação de varios campos."
"9. Que as convocações extraordinarias e as mudanças de
lugar e tempo da Convenção Baptista Brasileira sejam autorizadas
p.or tres (3) da.s quatro (4) Juntas executivas, excepto as dos collegios. "
Considerando a undecima recommendação do Memorial a nós
sWbmettido, a qual élllA seguinte: "Que o "Jornal Baptista" seja
entregue a um corpo de redactores nacionaes, directamente r68ponsavel á Junta. de Publicações, que manterá relações puramente
commerciaes com a Casa Publicadora."...
os irmãos que apresentaram o· dito Mémorial retiraram a estipulação de que o redactOT responsavel fosse unicamente um brasileiro, deixando assim
a Commissão livre para eleger brnsileiro ou americano. Então a
Commissão concordou que esta secção seja referida á Mesa da
Convenção, e que estes irmãos deverão considerar a recommendação dOo Memorial a,nós submettido, incluindo, tambem, nas suas
responsabilidades o pro!Jlema de 'manutenção financeira do Jornal,
e trazer o seu relatqrio á proxima Convenção, c()ll1 as recommendações a respeitá que a sua mais madura. ponderação ditar, tendo
estudado todos os factos.
Com relação ao Semi:aario Baptista Brasileiro, que é mencionado no Memorial sobre que damos aqui o nosso rela.torio, temos a
dizer o seguinte:
Não. desejamos fazer uma recJmmendação arbitraria no tocante a esta escola, mas exprimimos a esp'erança daCommissão
A.CTAS
47
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de que os planos para união que têm occupado a attenção da vossa
Commissão e da Convencão durante estes dias possam, dentro de
breve tempo, trazer como um dos seus abençoados frutos a ce-ssa.ção da duplicata no trabalho educativo em Pernambuco; e a
união de esforço neste ramo de trabalho, como em todos os outros,
de modo a. reservarem-se para os fins mais importantes os dinheiros que se forem appropriando para os Baptistas Brasileiros,
para a salvação e educação do povo,
A recommendação final do Memorial de que trata a vossa
Commissão, é que "Haja fraternização entre as Igrejas do Norte
do Brasil." A este pedido, aliás muito proprio, a vossa Commissão
dá o mais sincero amen, e recommenda ás igreja.s, não sómente
do Norte, mas de todo o Brasil, que procurem até o maximo da sua
capacidade, e com orações incessantes, a direcção e approvação
do Espirito Santo, e procurem tambem diligentemente extender
esse amen ás nossas igrejas.
Finalmente, vossa Commissão recommenda que o Parecer
approvado hontem e este Memorial que agora vos submettemos,
se fôr acceito pela Convenção, juntamelrte com uma declar:l<)ão
feita á Commissão pelo Secretario Correspondente da Junta Americana ( .. ) e que foi pedida para publicação, seja impresso pela
Junta de Escolas Dominicaes e Mocidade em fórma attrehente, e
que este documento seja collocado nas mãos do maior numero
possivel de membros das nessas igrejas 'bapt'istas.
Recommendamos ainda, e imploramos, que esta Convenção
faça soar por todas as igrejas est3!S evidencias da. 'nossa fraternidade em Christo, e o nosso desejo de harmonia e união entre os
nossos irmãos em oração, e que os mensl.geiros desta Convenção
convoquem reuniões especiaes de oração nas suas respectivas
igrejas, para que esta união possa ser perfeitamente sellar1~!., e
que com esta uniã,o cada vez mais crescente possa. haver maiores
bençãos de Deus sobre as igrejas; que haja. uma revivificação do
Christiani~mo do -Novo Testamento
e, consequentemente, conversões de peccadores em toda a nossa terra.
(Assignadosl
S. L. Watson, Relator.
F. F. Soren.
Abraháo de Oliveira.
J. 'W. Shepard.
A. N. Mesquita.
Salo.mão L. Ginsburg.
J. F. Lessa.
H. H. Muirhead.
Casimiro G. Oliveira.
Djalma Cunha.
Loren M. Reno,
r*) Por falta. absoluta de tempo, o illustre Secretario da Jtmta
Americana não pôde escrever esta declaração, mas prometteu exprimir por carta os mesmos conceitos, carta essa que será logo
publicada no "Jornal Baptista", e appenS3. ás Actas da Convenção,
se chegar em tempo para isso. Nota da Redacção.
4~8____________
C_O_N_V_E_N_Ç_A_-_O__B_A_P_T_I_S_T_A__B_RA
__S_I_L_E_IR
__
A_____________
Foi proposto e apoiado que f'O::lSll acceito este parecer sem dissendo approvado por vot.o unallime.
Foi proposto que a Conv.enção ,regisl rasse cm acla um voto de
()l'ofundo agradecimento ao Dr. Love pelo sim concurso nos TlOSSO:-i
'~l'ahalhos, e principalmente na solução des,t·e
problema; tc";e votu
ilIlanime. ,Foi proposto e apoiado que fosse l'egi;stI~ado um votu ue
;;incera gratidão á Commissão, que não mediu esforços ou ~acrit"icios
para cumprir fielmente com a incumbencia que recebeu.
A Commissão de Paref'er para Renovação das Juntas teve a pa.ayra para completar o seu re1atorio, apre5entando os seguintes IlOme~ para as instituições em Pernambuco: L. L. Johnson. M. G. Whit(~"
Octavio Lima, \V !C. Taylor, John :\lein, Thoma-z L. Costa, A. E. Hayes.
\li~s Essic Fuller c Augusto Santiago. Por proposta apoiada foi noJ1cada esta Junta.
Foi prOpDsto c apoiado um voto ele louvor ao irmão presidente,
~elo seu trabalho prestado á Convenção, Foi proposto e a-poiado que
seja registrado em acta, um voto de louvor pelos serviços prestados
!leIo Secretario. Proposto c apoiado que seja transmiti ido um tele;;ramma á esposa e filhos do Dr. Lave, por inlermedio do Dr. Ray.
agradecendo o sacrifício que fizeram, deixando-o vir até nós paJ'a no:;;
auxiliar. Proposto e apoia'do que sejam escriptas duas ('artas, uma á
.Junta ·em Richmond c outra á exma. familia do Dr. Love, agradecendo a contribuição que prestaram na harmonização, pela vinda dellp.
\'oto de louvor foi propost.o á Pr.imeira Egreja do Hio pela hospedagem da Convenção. Proposto que esl a acta seja approvarla sem a IpÍiura, teve yoto unanime. Proposto (' apoiado o encerramento do:-, lranalho~ da Convenção até á proxima reunião.
~ussã(),
H. E. Coclcell.
1 Secretario.
0
UM ADEUS DOS ALTOS MARES
Estas linhas são escriptas do Western W orld a dezoito
horas de partida do Rio, estando eu de regresso á minha
cidade, em Richmond, Va., Estados Unidos. Escrevo porque
sinto o desejo ardente de dar um saudoso adeus aos meus
irmãos brasileiros, protestar-lhes o meu amôr christão e certifica-los de que as minhas anciosas orações a Deus são para
que o accordo a que se chegou na Convenção do Rio sej a
fielmente executado na .letra e no espirito, e ·que redunde
para a gloria das igrejas de Christo e sua maior utilidade no
Brasil.
A-Iém disso, desejo, pel'O Jornal Baptista, manifestarvos, queridos irmãos baptistas brasileiros, o meu profundo
reconhecimento pelas manifestações de carinho e bondade
de que me cercastes durante os poucos dias que permaneci
entre vós. As manifestações da vossa bondade e amôr fraternal, eu as senti antes de chegar e as sinto depois de partir.
Levo com migo, para a minha terra e para o meu trabalho,
as mais gratas recordações do vosso trato fraternal e christão. A todos envio daqui o meu profundo agradecimento,
acompanhado do mais forte desejo de ,que o Senhor vos
abençôe rica e abundantemente.
Considero as nossas reuniões no Rio como um triumpho
da graça de Deus em seus filhos, e attribuo aos meus irmãos
brasileiros uma grandissima parte no successo obtido, humanamente falando. A vossa cortezia, paciencia e sincero desejo
de paz, de um bom entendimento e da .unificação de todos os
baptistas no Brasil, eram indicios evidentes do Espirito de
Christo em vós, que deixaram funda impressão em mim, e
cada vez fortificam mais a minha confiança de que as bases
da paz, as quaes a Convenção enthusiastica e alegremente
approvou, serão fielmente observadas, e que as esperanças
e orações de nós todos se realizarão, traduzindo-se não sómente em uma doce comn1unhão fraternal entre vós, como
em uma mais cordial cooperação entre a Junta de Missões
Estrangeiras de Richmond e vós, berncomo em uma nova
éra de evangelização' e espiritualidade entre os servos do
Senhor no Brasil.
Aventuro-me a pedir que todos aquelles que participaram da Convenção no Rio jurem a si m:3mos, perante Deus,
4S B
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIR.A
continuar a viver aquellas horas de \elevado aInôr e comnlUnhão christã que ali se viveram, e se esforcem por fazer participantes dessas bençãos a todos aquellés COIn os quaes entrarenI ·em contacto, e que nãotivermn a ventura de assistir
á Convenção. Tenho conlO certo que Deus esteve na Convenção Xacional de 1925. Sua presehça foi tão Inanifesta naquella reunião como te1n sido a miIn nas Inelhores experiencias
da minha vida. Se qualquer coisa eu fizesse para prejudicar
ou estorvar a operação dos accordos a que se chegou llaquella
Convenção, conlO que sentiria estar peccando contra o Espirito Santo, e recearia que a sua paz ia ser tirada do Ineu proprio coração, mas estou persuadido a fazer Inelhores coisas
·a vosso respeito, queridos irrnãos brasileiros e Inissionarios.
Tenho a convicção de que cada un1 de vós se esforçou sinceramente para trazer a paz a Sião e está disposto a pratica-la
e préga-Ia. agora quando as bases dessa paz estão estabeledelas, cordial e ll1utuanIente acceitas. Em vossas novas a::-U"idades podeis contar eOIl1 o auxilio das Ininhas orações
(liarias.
X o n1eio da Ininha alegria penso dos Inilhões de brasileiros ainda não s'alvos, e dessa terra futurosa, tendo Christo por Senhor e fieis ehrislãos conlO cidadãos, destinada a
um logar proelnincnte na fanlilia elas nações. O Brasil é unI
dos campos missionados inais sazonados hoje eIn toda a
terra; mas necessita de hOIlIe1B que, pela sua vida individual
e collectivfl, leste111unhenl o que ha de 1nelhor eIn nossa
crença christã evangelica, afinl de poderem por esse m~io
ser conquistados os milhões de brasileiros para Christo,
como seU unico Salvador, RedenIptor, :\leslre e Senhor. Seria
luna grande tragedia se as 111aSSaS de brasileiros não fossem
salvas justanIentc quando ellas estavanI n1eSlno no ponto de
se decidir.
Alé1n disso o typo de denOlninação haptista que existirá
no futuro será em grande parte determinado pela vida, ensino e serviço dos haptistas no presente. Sejamos, pois, queridos
amigos, sobrios e circunIspectos, por,que a nossa conducla é
vigiada por outros.
Com muitos dos innãos brasileiros que eu já conhecera
da minha primeira visi ta, eu desejava confabular, n1as infelizmente o pouco telnpo não permittiu. TambeIn desejava
múito percorrer a fanIosa cidade do Rio e apreciar as suas
bellezas, mas tambem não pude. Desejava falar com nIuHos
missionarios d~ nossa Junta, alguns dos quaes linhaln importantes I)~gocios a tratar commigo ou 11lensagens de amôr a
m,andar por mim aos seus queridos parentes na patria lon-
CONVENÇÃ o BAPTISTA BRASILEIRA
gingua (qu.e .'as~ esperarão certaluellte allciosos), mas tamhenl disto ·fui. privado. O dever iIupunha-nle, desde a nlinhn
chegada até á minha partida: "Uma sô coisa tenho a fazer, ('
essa procurarei fazer." Eu sei {Iue os lnissionarios lue desculparão, porque todos elles am'anl os seus irlnãos brasileiros
tanto quanto eu e desejavanl, sobretudo, que a paz entre todos os baptistas se restaurasse'. De facto parece que todos
tillh~nl ulna preoccupaç"âo luaxima, na Convenção ~acional
de 1925, que era chegar a unI entendiInenfo geral e ohter li
restauração da confiança e do aluôr fraternal na inllandade
baptista no Brasil; e todos se mostravalu dispostos a sacrificar tudo o luais em prol deste grande objectivo.
Finalnlente, inllãos, durante os nlonlentos ,que estive entre vós e COIUVOSCO colla.borei, representei não sómente os
nIeus proprios sentinlen tos, 111as talubem, da lnelhor lnaneira
que eu podia fazer, os sentiInentos e espirito da Junta de
~/Iissões Estrangeiras de RichnIond. Eu desejaria ter podido
representar a Junta melhor, nIas· enl minha collaboração
com ella tenho aprendido que ella alna os seus irnlãos hrasileiros -e que os baptistas do Sul· dos Estados Cnidos, qlH'
ella representa, sentenl profundo interesse elU toda a vida
dos seus irmãos no Brasil, pelos quaes constantelnente oram.
~enhunl 11lenIbro da Junta
alguma vez recebeu siquer um
dollar pelos seus serviços na Junta. Alguns delles têln por
luuitos annos dado gratuitall1ente e de muito boa vontade
grande parte do seu tempo aos trabalhos da Junta. Uns são
prégadores, outros são homens de grandes negocias e respon~ahilidades,
mas estão sempre promptos a acudir á minha
challlada .quarido os interesses do Brasil e de outro Call1pO
Iilissionario reclall1aln a reunião da Junta. Elles consagranl
o seu telupo, a sua vida e nluito dos seus proprios recursos
a este trabalho sel11 fito em qualiquer retribuição nlaterial.
Consideram-se fartamente recompensados com o bom successo da causa de Deus nos call1pos Iuissionarios enl que a
Junta trabalha. Ena se alegrará imlllensalnente COln o restahelecimento da paz entre os innãos haptistas no Brasil.
E que a paz de Deus, que ,excede Lodo o entendinlento.
guarde os vossos corações e sentimen10s elll Christo J psus
(Phil. 4 :7-9).
'
.T. F, LOYE.
48D
OONVENCÃO BAPTISTA BRASILEIRA
DECISION OF THE FOREIGN MISSION BOARD
"That cordial approval be given to the two papers which
were adopted by the Brazilian National Convention, in session
in Rio de Janeiro, J ano 16-20, the titles of such papersbeing,
Basis for the cooperation of this Convention and the Foreign
Mission Board of The Southern J3aptist Convention, and
Report of Commitee on Basis for c6operation; assurançe be
given to all our Brazilian Baptist brethren in the North and
South Brazil Missions and to all Missionaries in these missions
that the Board greatly desires pea.ce and fellowship among
them; that we are gratified that a hasis and plans of cooperation acceptable to all of them have been agreed upon; and
that we will pray for alI our Baptist people in Brazil to the
end that by cordial cooporation multitudes may be brough to
Christ and life and service in Brazil may b,e greatly enriched
. in spiritual value."
DECISÃO DA JUNTA DE MISSõES ESTRANGEIRAS
"Que cordial approvação seja dada aos dois documentos
que foram adoptados pela Convenção Nacional Brasileira,
em sessão no Rio de Janeiro, janeiro 16-20, os titulos dos quaes
são: Base de Cooperação desta Convenção com a Junta de
Missões Estrangeiras da Convenção Baptista do Sul, e Parecer
da Commissão sobre Bases de Cooperação; sej a assegurado a
todos os nossos irmãos Baptistas Brasileiros nas missões do
Norte e do Sul do Brasil e a todos os missionarios nestas missões, que a Junta grandemente deseja paz e fraternidade
entre .elles; que estamos satisfeitos q'ue uma base e planos de
cooperação, acceitaveis a todos, foram combinados (assentadm;); e que oraremos por todo o nosso povo Baptista no Brasil, afim de que, por cordial cooperação, multidões sejam tra·
zidas a Christo e vida e serviço no Brasil sejam immensamente
enriquecidos no valor espiritual."
ANNEXO N. 1
RELATORIO DA JUNTA DE MISSõES
NACIONAES
Quando no principio deste anno tive o insigne privilegio
de assistir a uma reunião da Junta das Missões Nacionaes, em
S. Paulo, longe estava de mim, imaginar que me veria na
obrigação de arcar com as responsabilidades de Sec. Corr.Thesoureiro da mesma Junta. Desde então' até o presente o
meu trabalho tem-se limitado exclusivamente a receber as
generosas offertas que vêm entrando paulatinamente para os
cofres da thesouraria. Falar do trabalho da Junta no interregno da convenção passada á presente, é para mim tarefa
demasiadamente difficil. O que se tem feito nesse tempo,
melhor do que eu sabem os irmãos. Direi, entretanto, alguma
coisa para não fugir á regra. De accordo com os planos da
mesma Junia apresentados na ultima convenção, o trabalho
em Goyaz passou a ser sustentado pela Junta de Richmond,
sob a direcção do incansavel irmão rev. Salomão' Ginsburg.
Com essa transferencia ficou a Junta desobrigada de qualquer
compromisso financeiro. O trabalho em Goyaz resentia-se
de algumas falhas ·que poderiam ser suppridas desde que
houvesse maiores recursos, falhas essas que poderiam ser
aUendidas logo que o .trabalho passasse a ser feito sob a
responsabilidade de uma organização que dispuzesse' de
meios sufficientes. Ficando a Junta sem o trabalho em Goyaz
era mistér procuràr o que fazer, pois não poderia ficar estacionada. A sua razão de existir está no facto de ainda ser
preciso muito esforço para evangelizar este colosso que é o
Brasil. E se ha uma raça que necessite ser salv.a por e para
Christo, esta é a dos indigenas. Haviamos, portanto, chegado
á opportunidade de iniciar a ohra. A tarefa se mostrava muitissimo difficil com os obstaculos que surgiam de todos os
la'dos. Não obstante as difficuldades que se nos antepunham
não deveriamos retiuar. A obra exigia demasiada coragem
para enfrenta-la, mas estavamos certos de que á nossa frente
estava o verdadeiro capitão, Christo Jesus, a nos estimular
a proseguir.
50
CONVENÇÃO BAPTISTA ,:BRASILEIRA
Deparou-se-nos nesse tempo o obreiro talhado para tão
alto empreendimento, o consagrado irmão pastor Benedicto
Propheta, que com ardor e coragem fuetteú mãos ii' obra~O
que foi a sua memoravel viagem aos sertões dé Goyaz, dil-o
meI,hor do que as minhas palavras, o seu relatorio lido per.atfte a Junta rennida, publ~cado no Jornal Baptisla e Ligora'
enfeixado em folheto ,"e distripuido' largamente' entre as
igrejas. Mereceu francos encomiQs o seu heroico tentanlen,
e quando esperavamos' que iriamos prqseguir, eis-nos forçados a paralysar porque o irmão Propheta, por circumstancias, alheias á sua vontade, resignava seu logar ,e não nos foi
~ossivel achar outra pessoa, para continuar essa obra que
exigia muito sacrificio e abnegação. Assim, pois, tem permali'ecido alguns mes~s ag'uardando a Convenção para que
.~lgumacoisa seja resolvida a respeito.
, Achamos que o traba]ho entre os selvicolas não se fará
sem que planos maduramente traçados e ventilados sejam
postos em pratica. E' necessario não só achar os obreiros
<'como tambem prover os recursos. Um plano para ser viavel
é necessario que a parte financeira sej a enéarada devidamente. O nosso desejo sincero e ardente é que num futuro
muÜo breve vej amos a realidade desta obra que deverá
constituir o justo orgulho dos baptistas brasileiros.
Concluindo estas, toscas linhas escriptas desconnexamente, julgamos ter feito o ·melhor que podiamos, pois não
julgamos ter feito um relatorio, mas simplesmente a apresentacão dos factos mais importantes occorridos neste tempo.
". Que m)Tiades de bençams sej am derramadas sobre a
Junta, das Missões Nacionaes e mui particularmente sobre
aquelle que deverá assumir as funcções que agora tão incom~etentement~ exerço.
RELATaRIa FINANCEIRO
DE 1 DE JANEIRO A 31 DE DEZEMBRO. DE 1924
Saldo recebido do Dr. Salomão,
Gin~burg em Janeiro, 924 __ -Campo FederaL_ -- -- -- -- --'-"
Fluminense __ . __ __ -"
Victoriense __ ,__ __ -"
Paulistano ___ ~ _____ . .
"
Mineiro __________ -"
Pernambucano
"
Bahiano
TraRsporte
762$500
1:463$000
838$100
816$000
607$000
581$000
368$300
226$400
5:662$300
R~LATORIO
DA' JUNTA. DE MISSõES NACIONAES
Transporte
"
"
"
"
"
"
51
5:662$300
Paraense __ __ ~_ __
Rio G. do SuL~ _____,-o __
Goyano __________ -;-}' __
Mattogrossense ____ ~_. ~_
., Sergipano__ ___ ...__ _,- __
Alagoano:.....: __ ~ ___ '.__ ~_
!,
Maranhens~_._ __ _._ __ __
"
Amazonense __ ~ ______ _
Avulsos ___________________ _
146$400
114$000
105$000
. 91$000
70$000
32$500
25$200
10$000
186$200
6":442$600
Despezas:
Despezas com correspondencias., tachygraphia,
"etc .. em 192H ______ -_ -- --' __ - ___ -- -_
Pago ao pastor Benedicto Propheta ____ - __ _
Telegrammas ____________ í _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Viagem de membros da Junta a S. Paulo ___ _
Despezas com selIos, bilhetes postaes, etc. ___ _
Pago ao Dr. M. G. White, saldo a si favor com
despezas nar viagem do pa~tor Benedicto
Propheta _____ -:- __________ -:; ___ -;-
100$000
720$000
22$000
267$500
4$000
554$480
Pago á Casa Publicadora Baptista:
Conta atrazada __ -- -- -- -Confecção do folheto: "Uma
Viagem Mellloravel" e remessa
291$200
532$000
823$200
2:491~180
Total recebido ___ _
"
despendido __
6 :L142$600
Saldo -
3:951$420
S.E.O.
2:491$180
ISMAIL S. GONÇALVES,
Secr.-Corr.-Thes.
Rio, 31-XII-1924.
ANNEXO N. 2
JUNTA- DE MISSõES ESTRANGEIRAS
BALANOET,E
ENTRADAS
Saldo em caixa em 31 de Maio de 1922, 6onforme () relatorio apresentado á Conven232$580
ção Nacional
Offenta's geraes, conforme a relação' - annexa,
feitas de 1 de ,Junho de 1922 até 31 de
Outubro de 1924
25 :,640$690 25 :873$270
SAHIDAS
Remessas ao missionario para sustento do
,trabalho
22:505$120
1)espezas diversas
417$610
Restituído ao irmão João Jorge de Oliveira,
-quantia que havia entr.ado como uma offerta do Campo Federal em 15 de Maio
de 1922 .
~
400$000
Remettido ao missionario para . fins de extensão, offerta es·pecial do Campo Victo_~ riense
.
880$000
Remettido ao missionario para o Ckristão
Baptista, offerta especial do Campo Victoriense
,.
44$250
Adiantamentos por conta de aproprmçoes a
Uquidar {:Rs. 520$000 que o irmão João
_Jorge deve entregar ao irmão Mauricio e
12$900 .que~ a Casa Pliblica!dora pagou por
conta dealgnem em Portugal e 'que eu
não pude apurar até agora)
532$900
Remettido ao missionario para o Templo em
Vizeu, offertas especiaes das igrejas e de
diversos irmãos, conforme o relatorio já
p-q,bUca.do
1:093$25~25:87S$1S0
$140Saldo em Caixa nesta data, 31-10-1924
-Recife, 8de J-aneir,o de 1925. -'!
Me·naruJ,'l'o
Martins.
RELATORIO---DA JUNTA DE MISSõES ESTRANGEIRAS
53
Offertas recebidas por ~enandro Martins para Missões Estran-:
geiras de 1 de Junho de 1922 até 31 ,de' Outubro de 1924. conform~
consta do caixa da Junta:
Do Oampo Federal
Do
Pernambucano
Do
Mineiro
Flumin~nse
Do
Paulistano .
Do
Bahiano
Do
Do
Victoriense
Do
Amazonen,se
Do
Alagoano
Paranáense
Do
Do
Mattogrossense
Do
Piauhyense
Do
Parahybàno
Do
Sergipano
Do
Maranhense
Do
Parárnsp
Do
Goyano
De diversos ayulsos
De offertas das igrejas para a construcção do' TempIo em Vizeu
5:473$470
3:192$220
3:085$000
2:885$600
:2 :414$400
2 :175$,800
1 :438$250
1:066$500
768$500
660$000
422$300
200$000
165$500
160$200
135$200'
92$000
65$000
147$500
1:093$250'
Rs. 25 :640$690
ANNEXO N. 3
JUNTA DE MISSõES ESTRANGEIRAS
RelatOrio do Thesoureiro da Junta de MiSiSões EstraI).geiras, correspondente ao periodo de 22 de Outubro de 1924 a 16 de Janeiro de
1925, para ser apreséntado á Convenção Baptista Brasileira:
ENTRADAS:
Campo Bahiano
Federal
Pernambucano
PaulÍst.a .
FlUminense
Espirito Santens'e
Mineiro
Alagoano
Amazonense
l'faranhense
Sergipano
Sul Rio Grandense
Goyano
Parahybano
Paráense
MaUogrossense
Offerta da -Convenção Districtal (Bahia)do Campo Regional (Pernambuco)
de diversos por intermedio da Casa Publicadora Baptistá, para a viagem do Rev.
A. Mauricio
Importancias recebidas pela Casa Publicadora Baptista, no periodo anormal da Junta, até 20-10-24.
Emprestimo tomado; em Recife em Novembro p. p ..
Emprestimo tomado em S. Paulo em Novembro p. p.
2 :418$300
1:346$000
1:145$700
1:131$500
1:093$000
1:023$000
635$700
483$660
214$500
65$500
50$000
45$OOÔ
40$000
38$500
30$000
20$000
48$000
30$700
930$500
5:755$150
2:000$000
3:000$000
-,----21:544$710
RELATORIO DA JUNTA DE MISSõES ESTRANGEIRAS
SAHIDAS:
Dinheiro remettido J~ pago ao Rev. A. Mauricio
Pago por diversas despezas conforme o livro caixa
Pago aos prestamistas as quantias emprestadas em
Novembro
Importancias remettidas e pagas no periodo anormal
da Junta, até 20-1.0-24, pela Casa P. Baptista
Saldo para 1.925
4:703$900
, ·432$400:
5:000$000
·5 :7-55$150
5:653$260
21 :544$71.0
Rio, 16 de Janeiro de 1925.
Thomaz' L. Costa,
Thesoureiro.
55
ANNEXO N. 4
RELATORIO,
DA
JUNTA DE ESCOLAS DOMINICAES E
MOCIDADE BAPTISTA
S.
L.
WATSON -
SEC'RETARIO
GERAL
Desde a ultima Convenção, realizada nesta mesma egreja ha mais
de 2 anno~, até á presente data. as mais ~icas bençams do Senhor da
seara têm repousado .sobl'e a Junta de Escolas Dominicaes e Moci-dade
Baptista. e pela graça de Deus o trabalho que lhe foi entregue por esta
magna assembléa tem r)r{J~redido a largos pass03, pelo qual somos
muitissimo -gratos ao ~\ltissimo. Financeira111ente ,falando, esta Junta
não tem debito a regisll'ar, senão alguns contos de réis em conta COI'rente; mas, se· não' tem debito. lambem não tem grande saldo a seu
credito. -"isto- todo o lucro que o balanço accusa, ser 'dinheiro empatado
em. capital na Casa Publicadora. isto é, .na livraria e no material em
stock nas officinas. Quanto aos resultadôs conseguidos nos diversos
depar! amentos. O~ seu:, respectivos relatorios, mais adiante, vos mostrarão algo a este respeito. Só na eternidade é que se poderão averigUaI' 03 resultados í'spirituaes conseguidos durante
o periodo'
do
.
.
, nosso
relatorio.
Como se sabe, na ultima Convenção foram fundidas em uma só
as Junta3 çle Publicações da Escola Dominical e Mocidade com o novo
nome. de Junta de Escolas Dominicacs e Mocidade. A .Tunta nomeada
para dirigir os Leabalhos das Escolas Dominicaes r Mocidade, das
Uniões de Mocidade BaptisLae das Publicações, inclusive a propaganda por meio de literatut'a periodica e permanente, tem se esforçado
para eumprir fielmente o mandato da Convenção Brasileira. Em uma
t:eunião desta Junt.a, realizada nos fins do anno de 1922, foi definida
a sua esphera de actívidade, resultando desta discussão a divisão dos
seus trabalhos em quatro Departamentos, a saber: o Departamento de
Livros. o Departamento de Escolas Dominicaes e Mocidade, o Departa. mento de' Redacção de' Literatura Periodica e finalmente a "Casa Publicadora Baptista".
.
RELATORIO DA JUNTA DE ESC. DOM. E MOCIDADE
57
o Departamento das Escolas Dominicaes e Mocidade foi encarregado de promover 'os interesses geraes das Escolas Dominicaes e das
Uniões da Mocidade Bapti·sta. Foi tambem incumbi~o de fazer projectos para construcção de templos adequados aos trabklhos das Egrejas
Baptistas no dia de hoje, e que facilitem o trabalho da Escola Dominical bem organizada nos seus diversos departamentos e aulas, e para
a Mocidade e Sociedades de Senhoras e outras organizações dentro do
seio da. Egreja.
O Departamento de Redacção de Literatura Periodica ficou incumbido de preparar a literatura desta natureza, abrangendo o Jornal
Baptista, as Revistas da Escola Dominical e Mocidade e outras public'ações que fossem necessarias para o futuro.
O Departamento chamado a ."Casa Publicadora Baptista" é a
parte commercial da junta, e tem aos seus cuidados a livraria, as officinas, o escriptorio, a propaganda e a distribuição tanto da literatura
periodica como a permanente.
Para podermos executar, mesmo em escala um tanto acanhada,
este programma acima delineado, tem sido necessario recebermos
grandes quantias da Junta Americana. Sem esta cooperação financeira
teria sido impossivel desenyolvermos este tão importante ramo do trabalho da denominação bap! iSla_ A experiencia tem nos mostrado que
certas phases da organizaç,ão sempre têm produzido um deficit, outras
estão chp-gando a ~obr"ir as suas despezas e ainda a deixar saldo. No
periodo que estamos revendo agora, mostra que estes lucros contrabalançam mais ou menos os deficits, e que o lucro geral accusado no
balanço é o capital/fornecido pela citada Junta. Convem notar, entretanto, que sem este capital os lucros se não poderiam produzir. De
modo que damos graças a Deus pelo auxilio dos nossos amigos americanos e registramos aqui a nossa eterna gratidã? por esta franca
cooperação.
l\' os meíados do anno findo embarcou para a America, em goso
de férias, o irmão Rites, comp.etente director da Casa Publicadora Baptista. Ao Secretario Geral logo' foi confiada a chefia deste Departamento. Além deste cargo de director da Casa, o Secretario Geral tambem tem a direcção do Departamento de Redacção de Literatura Periodica. O Dr. W. E. Entzminger, o mais antigo na Casa Publicadora,
é muito estimado por todos e é o director do Departamento de Livros.
Do Departamento de Escolas Dominicaes e Mocidade é director
o irmão T. B. Stover.
Não podemos deixar de fazer· constar neste relatorio o nosso
preito de homenagem á memoria de um membro da nossa Junta, o
saudoso' amigo e irmão F: M. Edwards," que falleceu em S. Paulo no
mês de Dezembro p. p. Que Deus conforte a viuva e a todos que sen-
58
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
tiram este golpe, e que Deus fevante, não um, mas muitos para 1~'Ja­
rem avante o trâbalho que este vinha· fazendo.
Quanto á efficiencia geral dos diversos departamentos desta,
Junta, cremos não errar dizendo que é mais satisfatoria do que nunca.
E' justo llotar que uma instituição. que cresce tão rapidàmente como·
os trabalhôs desta Junta se têm desenvolvido, tem que contar com alguns defeitos, ou por outra, algumas fa.lhas, que vão sendo -corrigidas
na medida em que se revelam. Estas lacunas se criam por si mesmas.
e, quando apparecem, a direcção tem por obrigação resolveI-as convenientemente. A's vezes a conveniencia exige perdas desta natureza,
para não causar .maiores prejuizos por outro lado. Todavia podemos
affirmar sem medo de errar que a Junta de ESGolas Dominicaes e Mocidade ·está hoje fazendo o essencial para satisfazer ás justas exigencias da crescente denominação baptista. Havemos de ver mais adiante
alguns melhoramentos que esta Junta ha de fazer num futuro não,
muito remoto. Portanto, pedimos a todo's deseulpas das nossas faltas,
e dos que porventura sintam em si que merecemos a sua critica esperamos a sua complacencia, lembrando-lhes o facto que esta organização está fazendo o essencial, e que as falhas e lacunas serão passageiras .
.\ relação entre a Junta de Escolas Dominicaes e Mocidade e as
demais organizações denominacionaes. tem por base a cooperação num
só nive! de igualdade ,entre todas. Esta Junta procura desempenharse das, sUas proprias obrigações e permanecer n'o stm proprio terreno.
Dest'arte coopera com os estabelecimentos de ensino em fazer gratuitamente propaganda deste, e exec.,!1tando os seus trabalhos commerciaes
por preços razoaveis. Igualmente, por meio d'O Jornal Baptista, faz a
propaganda de Missões Nacionaes e Estrangeiras, esforçando-se para
crear amôr ao proximo e o espirito de contribuir para a salvação dos
povos brasileiro e português. Da mesma maneira não se tem immiscuido nos trabalhos estaduaes, mas tem offerecido ás organizações
dos diversos Estados a sua cooperação naquillo que pUder ser utH,
como por exemplo na colportagem, e em offerecer graUs, para distribuição, literatura até os limites das nossas forças finánceiras.
Sem mais delongas vamos apresentar os relatorios dos diversos
'departamentos, escriptos p.elos seus respectivos directores:
DEPARTAMENTO DE UVROS
DIRECTOR - w. E. ENTZMINGER
Durante os ultimos seis annos o director deste departamento \
tem estado a ,braços com a sua ,saude um tanto alterada, facto que o
tem· impossibilitado de se désobrigar dos seus compromissos de modo
tão satisfatorio comp seria de desejar.
RELATORIO DA JUNTA DE 'ESC. DOM. E MOCIDADE
59
Entretanto, desde que assumiu o seu' posto de honra, ha mais de
'tres annas, até á presente data, elle se tem esforçado, na medida de
suas fo~ças enfraquecidas, /para a execução de seu programma. Com
o auxilio di:vino esses esforços têm sido coroados de um exilo pelo
menos digno de menção, como patenteia a seguinte lista de livros que
lêm sahido publicados desde a ultima reunião da Convenção, em Junho d_e 1922.
L Livros editados pelo' director deste departamento:
Heroes e Martyres da Ob1'a Jl'issionaria, da autoria de Juan C.
Varetto e traducção do espanhol por Almir S. Gonçalves.
Obra de 228 paginas.
O que Crêm os Baptistas, uma exposição das crenças baptistas
pelo Dr. O. C. S. Wallace, traduzido do inglês pelo Sr. R.
Pitrowsky. Obra de 264 paginas.
O Cantor Ghrístão, 1sa edição, radicalmente reformada, em collaboração com M. A. de Souza e R. PitrO\vsky. A collecção,
contendo 578 hymnos, acha-se publicâda com a letra e tambem com a letra e a musica, preenchendo deste feito uma
longa aspiração dos Baptistas de possqirem o seu proprio
hymnario completo.
:
O Bapt'isuJo Infantil, sob seu aspecto historico, da autoria do Dr.
W. J. McGlothlin, c traducção de \V E. EnLzininger, obra de
160 paginas.
O Palco Evangelico, uma collecção de recitativos, exerclClOS e
hymnos para festas nas egrejas e collegios evangelicos, compilação de D. A,melia C. Entzminger. Obra dé 275 paginas.
II. Livros publicados sob a responsabilidade
mas não editados pelo seu director:
deste
departamento.
Exposição das Epistolas Pastoraes, sendo da ta Timotheo, a Tito,
e a 2a a Timotheo, da autoria do Dr. B. H. Carro lI, e traducção de D. Alina Muirhead. Obra de -161 paginas.
A Bíblia, e como chegou, até ,nós, da autoria de João JIein.
Obra, de 64 paginas.
Autobiographia de J. Hudson Taylor, o fundador da MiSsão do
Interior da China, a que se acha appenso um supplemento,
fornecendo dadüs sobre 'o trabalho da mesma Missão, traduzido do periodico espanhol El Evangelista. Obra de 150 paginas.
Oraç'ão, da autoria de James H. MacConkey, traduzido do inglês.
Obra de 116 paginas.
60
CONVENQÃO BAPTISTA BRASILEIRA
III. Livros que· se acham no prelo:
Os Adventistas do 7° Dia, da autoria de R. Pitrowsky.
A Biblia, Período por Período, da a~toria do Dr. J, B .. Tidwell,
traducção de F;. A. R. Morgan. Obra de 160 paginas.
Estudos no ~Yovo Testamento, da autoria do Dr. A. T. Robertson,
tl'aducção de T. R. T. Obra de 296 paginas.
Coma Traze?' Homens a Christo, a 3& edição do livro do Dr. R. A.
Torrey, revista e augmentada, e éliyidida em duas partes,
sendo a primeira de materia preparada pelo director deste
departamento e a segunda do trabalho do })1'. Torrf'y.
Prelecções sobre Homilctica, da autoria do Dr. J. W. She.pard.
IV Livros em preparação pelo director do departamento:
A. Pratica da Oração, 2a edição, revisla e augmentada.
O Ministerio do Espü'ito -Santo, na vida particülar e na Egreja.
A Vida, ou o que significa a existencia para a Mocidade.
4 Pessôa de Christo, traduzido do inglês.
A Explanação do Apo~alypse, traduzido do inglês.
RELATORI O DO
DEPARTAMENTO DE ESCOLAS
DOMINICAES E MOCIDADE BAPTISTA
DA CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
:\0 correr da Convenção ~acional que sr reuniu em 1922. como
todos já sabe~as antigas tres Juntas, de Escolas Dominicaes, da
União da :\Iocidade e da Casa Publicadora Baptj~ta, foram fundidas em
uma só Junla com o nome de Junta de Escolas Dominicaes e .l/ocidcule
Baptista. Segundo o plano delineado então, essa Junta foi organizada
com o Secretario Correspondente e os dirigentes dos diversos departamentos, um delles sendo justamente o de Escolas Dominicaes e Mooidade, cujo trabalho relatamos agora.
O tr.abalho entregue a esl e departamenlu (~ de fazer propaganda
em prol do melhoramento (' progrf'SSO de todas as phases duma Escola
Dominical e da Uniãu da Mocidade. A base do Christianismo acha-se
na Bíblia, e a Biblia é a fonle de todo o ensinftmento em nossas Escolas Dominicaes; portanto, se quisermos uma denominação bem firme
na fé, teremos de cuidar do crescimento das Escolas Dominicaes em
toda parte. Chamando sempre a attenção á summa importancia da Escola Dominical como agente para o bem na causa do Senhor, animando as escolas acluaes a organizar outras e encorajando as recem-organizadas e as fracas, estamos nos esfo.rçando para dar impeto ao ínovi-
RELATORIO DA JUNTA DE ESC. DOM. E MOCIDADE
61
mento progréssivo e educativo que permeia todos os circulos baptistas. O maior serviço, porém, emprehendido por este departamento é o
treinamento e a preparação dos officiaes e professores para melhor
,cumprirem com .os deveres dos cargos que lhes são entregues pelas
egrejas. O interesse manifeStado tanto na Escola Dominical como na
U. M. B. é geral. Cada Estado em que ha trabalho baptista organizado
teHf a sua JU!lta de Escolas Dominicaes e Mocidade, ou se não tem
uma Junta encarregada deste trabalho, possue ao menos um secretario correspondente para promover o mesmo.
o
CURSO
NORMAL
O Curso Normal de Treinamento para os officiaes e professores
das Escolas Dominicaes foi iniciado com a traducção do Novo Manual
Normal que foi adoptado em 1918. Esse e mais sete outros livros compõem o Curso Normal, que offerece aos nossos officiaes e professores
os elementos de organização, de administração e de pedagogia, indis-,
pensaveis á escola efficiente. Não ha curso tão resumido que tenha
tanta materia. O proprio Novo Manual ~ormal dedica doze capitulas
á administração e ao ensino; mais seis occupam-se com um lindo tratado da psychologia do alumno desde o principiante até o adulto, emquanto que a ultima divisão do livro dedica-se a um breve, mas incomparavel esboço da hist.oria da Biblia, findando com alguns capitulos doutrinarios. Os nomes dos outros sete livros indicam o conteúdo deIles: O Coração do Velho Testamento, Estudos sobre o Novo
Testamento, O que Crêm os Baptistas, um, livro doutrinaria; Como Ganhar Vidas rpara Christo, estudo do evangelismo; Palestras conlJ a Classe Normal,e em ulUmo logar ,dois, ou Igrejas do Novo Te'stamento, ou
Breve Historia dos Baptistas, que contém alguma coisa da historia
dos BapUsLas desde o advento de Jesus Christo.
F~eram-se mudanças neste curso desde a ultima Convenção, a3
quaes se devem notar àqui. O terceiro livro A Vida de Christo foi
substituído por Estudos sobre o Novo Testamento; o quarto livro Doutrinas de fYossa Fé, por O que Crêm os Baptistas; e o oitavo Breve
Historia dos Baptistas fica electivo. emquanto que I(Jrejas do ;Yovo
Testamento é o subsifituto escolhido.
As pessoas que est.udarem o l'iovo Manual Normal e fizerem o
exame receberão um diploma, e as pessoas que completarem o estudo
de outro qualquer dos sete livros receberão um sello para collocar no
diploma. O que completar o curso inteiro receberá o seIlo azul, que
é a marca de maior distincção conferida pela Junta.
Até agora podemos dizer que 'existem diplomados, pelo menos,
em 17 Estados. As nossas estatisticas não são completas, mas, a .S8guir, damos os dados dos referidos Estados:
../"~
c:"
..... ". ,"s,'
CONVENÇ_~O
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CAMPO
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~,"'O, ~?
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~ ~
;z;::
.-
~
&:i
==========~~==~======~==========~~===========~=~rn~~===
1
Alagoas ...•. '1
Amazonas ...
36
4
g~h~ed~;~i:~1
~~
Campo flu-
minense ... : .2
Maranhão ... \ 1
M. Geraes ... , 20
~:~:h;b~"N:1 ~
Paraná ....... ~
2
Pernambuco I 78
PiauhY ......
4
R. G. Norte
1
S.Paulo ...... , 17
E. Santo ..... 1 39
'.1
1.
51
I,". t 2
I
72
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I
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18
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13
13
20
5
Esperamos que no anno yindouro os diversos campos nos enviem relatarias mais animadores do que os que ora temos em mão.
INSTITUTOS
Durante os dois armas passados realizaram-se muitos institutos
nos diversos campos deste grande país. Alguns maiores e outros menores, porém todos esforçando-se para conseguirem o melhor' preparo
dos oHiciaes e professores da E. D. Cremos que o maior numero effectuou-se na Capital Federal, que foi de 17, sendo 'I no primeiro anno
e 10 no segundo; tambem é digno de menção um instituto realizado
em connexão com a Convenção das E. D. na Báhia, que teve 'lugar na
capital ·do Estado, hayendo grande numero de pessoas que receberam
diplomas e se11os. _-\.lgum tempo depois, em Recife, realizou-se um
outro, que ápresentou o melhor movimentodeconcorrencia e o mais
animado da historia da Convenção de E. D. em Pernambuco. Antes,
houve outro entre os obreiros do Campo Alagoano, que tambem bateu
. os 'f'eC o'f'ds de-todos os annosanteriores., O insUtu'to de S. Paulo, o ultimo de 1924, alcançou resultados além da expectativa dos obreiros do
mesmo campo. Tambem no prjncipio do anno findo, em connexão com
a Escola de Verão, organizar~.am-se umas classes para estudo do purso
Normal e tambem do :l\'ovo Manuai} da U. M. B.; estas classes· findar:am
com muita animação. ~ão podem passar despercebidas as classes ensinadaJannualmenfe em nossos. sem·inarios. -cullegios, ,Chautauqu~, as
_ RELATORIO DA .JUNTA. DE ESC. DOM. E- MOCIDADE
63
quaes deram bom -resultado entre Os jovens -obreiros. Merecem consideração os insti~utos de propaganda e inspiração realizados nas egrejas dos diversos campos, e mui especialmente no Campo Fluminense,
que teIl) -feito grandes campanhas nesse sentido com o fim de despertar o interesse e mesmo cons>truir alicerces para os institutos de "erdadeiro estudo dos livros r-equeridos pelo Curso Normal:
ESTATISTICAS
Esta phase de trabalho representa um dos ramos em que temos
fallútdo. Enviámos -fórmulas em branco, acompanhadas de uma circ'ular, a todas as E. D. e Uniões da Mocidade de que Unhámos o endereço, mas não conseguimos o resultado desejado, por não haver cooperação por parte de mais de metade. Algumas não receberam, nem reclamaram outra fórmula, embora enviassemos uma segunda circular
reclamando a remessa dos relatorios. Outras não n'as entenderam,
apesar de fazermos explicações por meio do orgam Qfficial da denominação, o Jornal Baptista. Ainda outras negligenciaram, não dando
a devida attenção ao pedido. D'ora avante "amos procurar informações
com os secretarios esl aduaes das E. D.
Este meio fracassou, em grande parte, porque os secretarias das
não tinham livl'os apropriados para guardar os relatorias e as
estatist.icas de suas proprias escolas; porém, agora, com Q Livro do
Secreta'rio, que combina exactamente com a Cadei'neta do P/'o(essor,
esperamos evitar essas desculpas. Não podemos dar uma informação
exacta quanto ao numero de E. n.; sabemos, no entanto, que em 1923
funccionaram 345 esçolas com 19.534 alumnos. Este numero com certeza cresceu. muito, tanto em escolas como em alumnos. Temos communicados . de 3 Escolas Modelo, se-ndo que existem outras mais. QuanLo ao nume-ro de Uniões da Mocidade não sabemos nem podemos estimar inl elligenl emente, excevto no Districto Vederal, onde existem 15.
E. D.
UNlôES
DA
MOCIDADE
BAPTISTA
Como dissemos acima, não temos estatística das U. :\1. B., senão
em parte, mas podemos dizer. sem medo de errar, que o interesse neste
trabalho bemdii o cresce numa proporção muito animadora por todo o
Campo Baptista no Brasil.
A Convençã0 das r. M. B. no Districto Federal está organizada
-ha dois annos e_ realizou a segunda assembléa em sete.mbro do anno
p. p_, com um crescimento bem notavel sobre a primeira. Tambem em
abril do mesmo anno 'roi iniciado o movimento entre a mocidade junto
á Convenção das E. D. na Bahia. Na ultima Convenção Fluminense os
pastores e obreiro-s, ü.i.terpretando o -desejo dos moços naquelle campo,
.J
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
64
\
organizaram 'a Convenção das U. M. B. Fluminense. Parece-nos tambem que ha alguns annos já' se iniciou este trabalho nos Estados de
S. Pa.ulo, Pernambuco e Espirito Santo, os quaes muito têm progredido.
-
o
o
CURSO
DE
ESTUDO
No principio do anno de 1923 a nossa Junta de E. D. e Mocidade
adaptou como base de um Curso de Estudo para a n'ossa mocidade o
Novo Manual da U. M. B., que foi .traduzido e adaptado ás necessidàdes
de jovens crentes. Este livro saiu das offiicnas em janeiro de 1924, tendo tido boa acceitação pelos moços que já o estudaram em varios institutos e elasses especiaes organizadas nas Uniões, obtendo, depois de
concluir em o seu estudo e prestarem exame, um diploma com lugares
para se110s de outros livros projec-taaos, dos quaes um está em preparo,
sahhi(,lo a lume este anno.
São. 119 as pessoas que já obtiveram o diploma, havendo algumas
que 'já o estudaram segunda vez, .tend{) assim direito ao primeiro seIlo.
Para nós é um' progresso muito substancial e animador, e esperamos
ainda coisas maiores e melhores, das Uniões durante o anno fluente.
Uma outra indicação do crescimento da U. M. B. mostra-se na procura da Revista da Mocidade, que está sendo usada cada vez mais pelos
unionistas. Esta revista segue o plano esboçado no Manual, dando quatro topicos, a saber: um devocional, um doutrinaria, um bíblico ou
biographico e um missionaria.
NOVO
MATERIAL
Ha muita falta de material parâ os obreiros, tanto da E. D. como
da Mocidade. Temo-nos esforçado em, preparar as c,oisas mais necessarias logo no principio, mas não é passiveI fazer tudo num anno ou
dois. Não obstante, temos conseguido alguma coisa. Os tres livros do
Curso Normal da E. D. que estavam em preparo no tempo da ultima
Convenção já se encontram nas mãos dos obreiros. .
Recebemos muitas reclamações pela falta dum livro para o secretarjo da E. D.; po~tanto, fizemos '0 Livro do Secretario e a nova
Caderneta para Professores, que se relacionam perfeitamente.
Tambem o Noyo Manual da U. M. B., a que nos referimos na se ..
cção "O CURSO DE ESTUDO", foi preparado neste periodo.
Os Padrões de Excellencia para E. D. e U. M. B., mencionados
nos respectivos ~lanuaes, já foram impressos de maneira a serem usados como cartões parielaes. Do mesmo modo já estão em uso os certificados entregues pelo professor a quem estudar qualquer livro do
Curso, que, sendo enviados a este departamento, .serão trocados por um
se110,' para o diploma. Está p:cestes a sahir o Livro do Secretario da
U. M. B. Os enveloppes para relatorios individuaes, dos unionistas, os
RELATORIO DA JUNI:A -DE ESC. DOM. E MOCIDADE
65
cartões para as~ignalar as leituras diariase os c,artazes para relatorios de grupos já se acham á disposição dos obreiros.
PROPAGANDA
Cab~ - a este departamento fazer propaganda em prol de todas
as phases do trabalho das E. D. e Mocidade, principalmente sobre '0
melhor treinamento dos professores e tambem dos jovens obreiros,
e .que tem sido feito por intermedio-d'O Jornal' Baptista, por meio de
car>tas-circu1ares, folhetos e jornaes dos diversos campos; porém os
melhores resultados foram obtidos pelas visitas do nosso Director ás
Convenções estaduaes, ás Convenções de E. D. e Mocidade, ás igrejas
. e principalmente pela sua c?operação, ensinándo nos institutos e
dando orientação sobre as organizações da Escola Modelo.
COISAS
EM
PROJECTO
Não queremos gabar as coisas feitas nem as que vamos fazer;
devemos, BO entanto, mencionar algumas necessidades no correr 00
nosso trabalho. A Junta já autorizou o Director a preparar para o
nosso uso as Lições Graduadas, ql,le estão sendo usadas por uma grande parte dos Baptistas do mundo, o que decerto será tratado no relatorio da litératura desta Junta, que tambem renov?u o pedido aos Sra.
Dr. A: B. Langston e Pastor Joaquim Lessa para completarem a sérié
de lições evangelisticas, autoriza-das anteriormenté. Ha necessidade de
UI[l' curso além do Curso Normal, para os que. já completaram este;
portanto, teremos de project:y- um curso de post-graduação. Pretendemos aperfeiçoar o material para o DepartamenLó do Lar, Rol .do Berço, e iambem mandar imprimir versiculos das Escripturas pára 08
prinCipiantes; um folheto contendo as leituras diarias de accordo com
_o plano do Novo Manual, da U. M. B., que é completar o Curso de Lelturas Diarias e distinctivg.8 para as. Uniões da Mocidade.
CONCLUSÃO
Assim, temos mostrado, em parte; o trabalho feito e esboçado
alguns planos para o desenvolvimento .futuro. Sentimos não ter apre ..
sentado um relatorio absolutamente perfeito, devido não só á nossa
... inexperiencia, como tambem á falta de cooperação por part.e de alguns
obreiro~ que, parece, não deram a devida attenção.
Mas o trabalho em todo o logar está crescendo e o interesse de
todos se mostra cada vez mais patente; os professores e officiaes das
E. D. estão recoIftJ.ecendo as grandes opportunidades que têm para angariar almas para Christo e os jovens das nossas U. M. a. se tornam'
mais zelosos na tarefa que se propuzeram realizar. Estamos muiLo animados e esperamo's grandes coisas para o proximo anno convencional.
I
"
CONVE..~ÇÃO BAPTISTA. .BRASILEIRA
DEPARTAMENTOPE LITERATURA PERIODICA
S.
O
"JORNAL
L.
WATSON -
DIRECTOR-INTERIN.O
BAPTISTA"
Com ,o '1° numero desLe anno o Jornal Baptista entrou no 25°
anno da sua existencia. Este semanario é devéras·o amago dos trabalpos desta Junta. Foi para crear .-o Orgam Official da denominação que
ha mais de 24 annos lançaram-se os alicerces do que os baptistas hoje
ppssuem aos cuidados da Junta de Escolas Dominicaese Mocidade, e
até hoj.e permanece o Jornal desempenhando o seu papel de generàlissimo entré as demais phases do trabalho. Tambem é opportuno observar . que esta instituição não poderia existir sem o seu orgam de
propaganda,visto ser elle o-coração do organismo todo, e que a tudo'
dá vida.
O Jornal Baptista é que faz a propaganda dos educandarios pela
denominação, das Missões X'acionaes e Estrangeiras e da Educação em
.geral. O Jornal é o noticiario que s.e~'ve para. consolidar as egrejas baptistas no Brasil numa sõ familia. O Jornal Baptista faz a propaganda
dos diversos d.epartamentos desta Junta. Elle coopera tambem com os
~emais jornaes estaduaes e regionaes e de nenhum destes tem o menor vestigio de ciumes, antes''!'az votos pela prosperidade e utifidade
de todos, não cubiçando ~ccupar o terreno que não lhe cabe.
Despidos .de toda a jactancia, confessamos humildemente que o
Jornal, Baptista 'éo leader responsavel, em grande parte, pela orientação dà vida da denominação. 'P9r isto o Jornal tem que ser conservador e' ao mesmo tempo progresSista, isto é, tem que se bater pela conservação das instituições e organizações da Convenção Baptista Brasileira. Tem tambem por- obrigação, orientar a denominação em questões e problemas que se apresentam de tempos' a tempos. Nestas questões que e~volvem outras Juntas da Convenção, Juntas estas que estão
no mesmo pé de igualdade com a nossa, e que não nos compete a nós
a sua solução. Temos a obrigação de p~blfcar qualquer pronunciamento das mesmas; é lambem o nosso dever. defender os justos interesses dos estabelecimentos' da Convenção Naéional, e vindo agora,
apresentar o nosso relatorio, nada temos que receiar ás mãos da Convenção, que julgará como lhe parecer justo e fará as suas recommendações para o futuro.
O Jornal Baptista sempre finda o anno financ~iro com um deficit, que este anno importou em pouco mais de 17 :000$000 (dezeseie
contos de réis); si fossem acorescentados a este deficit os. vencimentos aos seus redactores, e não são poucos' os . que cooperam neste trabalho, o saldo devedor seria muito maior. Eis ahi, portanto, a ,prova
RELATORIO DA JUNTA DE ESC. 'DOM. E MOCIDADE
67
da oonvÉmienoia mutua d'O Jornal Baptista ficar ligado com esta Junta,
qu~ tem de outras fontes uma receita para cobrir este deficit, emquanto ,o Jornal presta os seus serviços de propaganda, oomo fioou
..
.
acima indicado.
O programma d'O Jornal Baptista para o co~rente anno tem augmeI1-tado as suas diversas secções; tem oonseguido a cooperação de
um bom numero de oollaboradores das diversas parteS do país e tem
tornado as suas paginas cada vez mais attrahentes, e apresenta semanalmente um saboroso banquete aos seus .leitores. E si fôr passiveI,
.eUe deverá sahir durante todo o anno com 16 :paginas ou mais. O papel ,empregado na sua oonfeoçãQ é de bôa qualidade. Augmenteu-se <?
preço das assignaturas, de 8$000 para 10$000, mas nem assim ha esperanças de terminar o anno com menor def.icit do que este agora apresentado.
O "concurso" promovido' para angariar novas assignaturas tem
produzido .0 resultado, quasi attingindo o alvo de 1.000 novas assignaturas. A tiragem actualmente é de 4.000 mais 0\1 menos. No ultimo relataria oonstaque a edição era de 5.000. Havia, porém, muitas assignaturas em duplicata e muitas outras em grande atrazo, de modo que fioou dest'arte a tiragem reduzida a 3.200 exemplares.
LITERATURA
DAS
ESCOLAS
DOMINICAE6
Para as Esoolas Dominioaes a Casa publica a Reyista para Adultos, redigida pelo irmão R. B. Stanton; a Revista para Jovens, redigida
pelo irmão Almir S. Gonçalves; O Guia da Infancia, redigido por
D. Alice M. Reno; Joias de Christo, redigida por D. Kate White, e
Pontos Salientes, por H C. Moore, traduzido pelo irrnáoMario de Miranda Pinto e com notas pedagogioas por uma senhora, livro este em
formato portatil, que serve muito bem, como se diz no seu frontespicio, de companheiro do professor. Este livrinho merece uma palavra
pa~a recommenda-Io ao,s officiaes e professores das Escolas Dominicaes em tod~ parte. O àlumno tambem que quizer todas as lições do
anno encadernadas em um só volume, tem neste livro o seu des1'deratum. Si as revistas accusam um sal-do credor de 2 :000$000 (dois contos de réis) e pouco, este lucro é todo absorvido por este livrinho para
professor e o alumno que quer apparelhar-se como obreiro prepa·
rado para toda a boa obrá.
o
Dentro de poue.as annos, senão de mês.es, será neoessario crear
mais uma revista e haver alguma modificação na redacção das já
existentes, para se adaptarem mais adequadamente ás idades dos
alumnos nos' diversos departamentos da Esco.J.a Dominical, organizada
e graduada ae accordo oom o Novo Manual Normal.
CONVENÇÃO BAPTISTA BR~SILEIRA
68
A
REVISTA
DA
MOCIDADE
o seu red~ctor éo Sr. T. B. Stover, 'director do Departamento de
Escolas Dominica,es e Mocidade. Ultimamente o numero de suas paginas tem sido augmentado e a sua apparencia tem( 'Sido admiravelmente
melhorada. A sua accEiitação tambem tem sido maior, sendo ás vezes a
sua procura maior
que a suaAirag'em. Damos os nossos parabens
á Mocidade Baptista pelo seu desenvolvimento e zelo no seu treinamento.
,do
A respeito da Revista de &nhoras, cumpre-nos dizer que' a sua
redacção cabe ã Commissão Central da União Geral' de Senhoras. Mas
de bom grado a Casa publica não só esta revista como tod~ a literatura da Uniã'o Geral.
A CASA PUBUCADORA BAPTISTA 'DO ,BRASIL
(MEMORIA A J. S.CARROLL)
S.
L.
WATSON -
DIRECTOR-INTERINO
OFFICINAS
Desde a ultima Convenção não tem havido grande modificação
na phase mecanicado nosso trabalho. O almoxarifado tem sido organIzado, tendo o seu inventario permanente. P.ara isso se installaram
'prateleiras de- feitio convenient~. Esta org~nizaçãQ do materiàl em
deposito tornou-se necessaria devido ao grandeaugmento de variedade
e quantidade dos materiaes em stock. Comparando o valor do material
ora exis'tente no deposito com o de 1921, vemos que tem mais do
dobro actualmente do que então; o valor desta conta sendo de mais de
61 :000$000 (sessenta eum contos de réis). 9utro melh,Ç)ramento ,na
orgánização. das officinas é a installação de um systema para determinar' os\ custos dos tr~ba~hos' executados e inventariar em qualquer
época os trabalhos em andamento. Permitte-se aqui, por meio' de um
parenthesis, dizer que o valor dos trabalhos em andamento no fim. do
anno, na occ~sião do ~alanço geral, .era .de mr,is de 15 :000$000 (quinze
contos de réls) , quantIa esta que nao flgura no balanço, porque em
annos anteriores 'não figurava. Talvez o léigo não possa apr:eeiar a necessidade de um systema destes, de. determinar os custos, mas os que
entendem desta arte sa~em dar-:-lhe o. seu justo valor.
O producto das officinas no. anno firido~ isto é, o valor bruto dos
trabalhos feitos dura~te o annó findo, montou em 292 :863$310, n~-
RELATORIO DA JUNTA DE ESC. DOM. E MOCIDADE
69
tando-se, entretanto, que uma parte de alguns destes trabalhos tinha
sido executada ·no anno anterior. Osystema de custos tem por base
contar as de9pezas' fixas e correntes, inclusive as geraes e as -directas.
nos diveI"sosdepartamentos das officinas, e então cobrar sobre este
custo total, 10 % de lucro. Dahi podemos ver que as officinas renderam um lucro bem regular, que voltou para (}S cofres da instituição
para augmentar os fundos para distribuição gl1atuita de literatura
evangelica.
LIVRARIA
Notamos em primeiro logar o valor do stock existente, que é
pouco mais de 200 :000$000 (duzentos contos de réis) e ha 3 annos o
valor do stock de então era de pouco menos de 40: 000$000 (quarenta
contos de réis). Dahise "Vê que existe em stock material de 5 vezes do
valor daquelle quando a Convenção aqui se reuniu em 1922. Notamos
tambem que o lucro augmentou mais de 8 vezes, aUingindo' no anno
findo a mais de 40: 000$000 ' (quarenta contos de réis), que reverte
tambem para a disseminação das J30as Novas pelos cantos e recanto.,
do Brasil.
•
Este augmento de stock provém de duas fontes: Primeiro, estamos constantemente produzindo novas obras, como registrou acima o
relatorio do Departamento de Livro\.). Tambem o stock de folhetos
conserva-se sempre repleto. EJIl segundo lagar, acahamos de comprar
grande stock de livros que a Imprensa Methodista t~nha na sua livraria aqui na Capital até ha pouco tempo. Embora se achem entre as
obras deste stock alguns livros puramente pedo-baptistas, existem
muitos mais de valor geral que podem ser muito bem vendidos em
qualquer livraria evangelica. Quanto ao local da nossa livraria, os
mensageiros para esta Convenção, com certeza, já notaram que não ha
comparação entre a nossa pasa actual e a de 1922. Então a Casa occupava um 1 andar, quasi inaccessivel; e agora occupa a loja toda, um
quarto no 1 andar e o segundo andar todo do predio á rua S. José 22.
Ha ires annos a Casa não tinha armações adequadas a uma livraria;
actualrpente estamos installando uma armação propria para exposição
da literatura da Casa. Esperamos ainda a compra d~ balcões envidraçados, .que attrahem o publico e que melhor expõem ao menos as
amostras da literatura evangelica. Grande é o nosso regosijo ao podermos estar junto a uma importante arteria da grande Capital, offereeendo á venda as Sagradàs Escripturas e uma literatura adequada
para evan~elizacão da nossa patria.
0
0
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
70
o
ESCRIPTORIO
Um bom e efficjente escriptorio é -o pivot de~ um estabelecimento prospero que satisfaz os seus freguezes~ A contabilidade ' da
Casa Publicadora actualmente está sendo mais bem feita do qu~ nunca. 'Os livros são examinados mensalmente por um guarda-livros di~
plomadoe todas as contas 'correntes são conferidas pelo pessoal -doesci'iptorio.s -A gerencia da Casa promptifica-se
a 'ajustar qualquer du- , '
v ida- que porventura se' dê na sua escrjpturação. As queixas de ,que se
ouve a respeito da administração da Casa, -muitas vezes são provenientes de enganos dos freguezes, e outras vezes de relaxamento - nos
Correios, e ás vezes, mas relativamente poucas, dos erros dapropria "
Casa. Cumpre-nos, 'todavia, chamar a attenção dos nossos caros am~­
gos . que muito difficil seria organizar, um pessoal mais habilitado e
traquejado para este trabalho dQ que, o actual' da Ca'sa J?ublicadora, que
de verdade se creou no proprio escriptorio da instituição.
A
PROPAGANDA
o fim para que foi organizada a Casa Publicadora é este' mesmo,
o dé -fazer a propaganda dó Evangelho de saJvaçãopela fé. Durante o
"correr do anno findo, a Casa distribuiu -gratuitamente
literaturadé
.
toda a sorte no valor de não menos de 20 :000$000 (vinte contos de
réis)" e al~m desta importaIicia 'concedeu aos revendedores o desconto
de 25 %~ Não nos é pOBsivel .distribuir Biblias e Novos Testame'ntos,
gratuitamente, em' grande escala, porque não temos verba sufficiente
para isto; entretanto, a Casa distribuiu no anno de .1924. mais de 33.000
Biblias e Porções. O total de paginas de literatura espalhada por toda
a parte monta em 10.000.000 de paginas majs ou menos, que é uma
média de uma pagjna para cada tres brasileiros.
.
I
'
Esta phase do trabalho da Casa, nofuLuro ha de exigir maiores
esforços da parte ,de:, tod'Os os -crentes para a:' distribuição das Boas
Novas. Não nos faltam os ineios. para pôr um exemplar das Sagradas
Escripturas ou uma porção da palavra de Deus nas mãos de todos na
nossa queridá patril:t'. Por exemplo, uma s6 classe de uns 15 membros,
constituida de moças, distribuiu, no anno de f 924, mais de 4.000 folhetos: si todas as classes de todas as Eseolas Dominicaes fizessem a mesma cóisa, poderiam distribuir nunca menos de f 0.. 000.000 de folhetos.,
Uma §6 companhia. .fabricante ,de pílulas faz a distribuição de 1.000;000
d~ folhetÇ>s em propaganda do sou remedio, e ella não tem espalhadas
por toda a p~rte aggremiaçõesq:ue auxiliem: no seu trabalho. Por, que
l'azãd então.;é que mais de 25.000.baptistas não podem dar, por meio
dapagipa 'i~pressa, a pal'avra de peus aos que perecem nas trey,as es~
pirituaes? !
..,'
RELATORIO DA JUNTA DE> ESC ..DOM. E MOCIDADE
71
Conclusão
NOSSOS
AÜXILlARES
PRINCIPAES
Sem a cooperação de todos que trabalham nesta instituição não
teria sido possiv~l apresentar um relatorio satisfatorio. Pois a estes ~
devida toda a honra pelo bom exíto de que nós nos orgulhamos, 'e, si'
melhor não fizemos, a falta muitas vezes não édelles e sim do responsavel geral. Actp.almente o Sr. Flavio de . Souza é o ·chefe das OfficinaS\'
O Sr. Ismail Gonçalves é o chefe do Escriptorio. O Sr. Mario de Miranda Pi;nto é o' Secretario no Departamento da Redacção. de Litera- (
tura Periodica. O Sr. Neutel Bastos é o Secretario do Director do De....
partamento de ESGolas Dominicaes e Mocidade e, final\Ilente, o Srl
Theodoro R. Teixeira é praticamente o redactor d'O Jornal B ap!tiis ta.
O Secretario Geral da Junta não tem palavras> adequadas á expressão
verdadeira da sua gratidão para com estes irmãos pela sua coopera-·
ção no trabalho que vêm fazendo. Seria talvez enfadonho mencionar
os nomes de mais de 50 outros auxiliares que trabalham denodadamente para o bom exito de todas as actividades desta Junta.
Sabemos que precisamos de tratar da distribuição da nossa literatura em maior escala. Como ficou dito acima, temos em stock livros e folhetos no valor de nada menos de 200 :000$000 (duzentos contos de réis). Estes livros, folhetos, folhas avulsas, textós parietaes,
etc .. eLc., exisi em no total de 30.262.060 pagina~, e dahi se YÔ que um
dos maiores problemas diante da denominação, e não só da Casa Publicadora, é o da distribuição da nossa literatur,a.
Precisamos tambem de educar os nossos devedores a satisfazerem os suus compromissos com a Casa, visto o balanço g,eral em 31 de
Dezembru do anno p. p. mostrar a somma total de saldos de"edores
em mais 'de 106 :000$000 (cento e sei~ contos de réis); todaYia, estes
algarismos decresceram, em 3 annos, 30 :000$000 (trinta contos de
réis) ~ais ou menos.
Ainda estamos lutando para conseguirmos QS machinismos n8cessarias para o departamento de encadernação nas officin{!s, e outros
para podermos nós mesmos fazer os clichés afim de enriquecermos a
nossa literatura por meio de economias, augmentando bastante a sua
variedade e quantidade.
Finalmente depara-se-nos o problema, talvez o maior, o de alojamento dos diversos Departamentos dos trabalhos da Junta de ESoolas Dominicaes e Mocidade. A casa em que se acham installadas as officinas, além de ser uma residencia que difficilmente se adapta aos
fins da arte graphica, é muito velha e tem muitas divisões: cantos~
corredores, quartos, escadas para hospedar ratos e bichos de toda a
sorte. O ·deposito para os materiaes é uma construoção de madeira ve-
I.
'12
CONVENÇÃO \BAPTISTA BRASILEmA
lha que está' ficando ,pôdre. O assoalho é de madeira, não tendo por
baixo o concreto que às .oonstrucções modern~s exigem.
Tratando-se das offioinas, devemos notar que, para os seus trabalhos, são necessarios diversos liquidos altamente' in'flammaveis,
como gazolina, kerosene, gaz, além de enormes .quantidades de papel,
etc., que -emfim flldo que está ahi nas offic1nas apre~enta um perigo
de.. Togo devéras assustador. O predio á rua S. José -22 serve-nós por em'quanto, mas por muito tempo não será sufficiente para alojar todos os
eseriptorios e gabinetes dosdiverso~ directores. ~\lém. disto o prazo
do contracto findará em pouco mais de, 3 annos. A'té então estes magnos
problemas de alojamento dos diversos departamentos da Junta de Escolas Dominicaes e Mocidade devem ser resolvidos. Para isto pedimos
encarecidamente a cooperação e oração de todos os baptistas no Brasil.
BALANÇO DA
CAS~\
PUBLICADORA BAPTISTA EM 31 DE DEZEMBRO DE 1924
Activo
243:i28$680
121:295$910
35:700$760
41 : 431$390
11 :868$190
106:627$410
200:726$210
61:846$680
48:034$740
2:912$600
17:879$430
3:151$050
Immoveis
Machinismos
Typos e Cavalletes
Moveis e Utensílios
Caixa
CjCorrentes •.
Livraria
Material em Deposito
Material
Construcção
Contracto da Casa
4
Automovel
895:203$050
PtuBivo
Capital
CICorrentes
. ., l
883:987$440
11 :215$610
895:203$050·
RELATORIO DA JUNTA DE ESC. DOM. E .MOCIDADE
73
DEMONSTRAÇÃO DA CONTA DE LUCROS- E PERDAS
Debito
Jornal Baptista
Despezas Geraes
Contracto da Casa
Automovel
Systema de Calcular
Cozinha
Lucros que passam para a CICapital
17:161$420
7:362$000
19:244$500
7:732$100
4:523$000
429$000
150:787$900
207:239$920
Credito
Livraria
Officinas
Literatura
Material em Deposito
Juros de Descontos
Junta Americana
42:702$370
63:079$630
2:165$340
30:059$710
243$100
68:989$770
... 207:239$920
DECLARAÇÃO
I
Americo L. Senna, guarda-livros diplomado pela Academia de CÕinmercio a~ Rio de Janeiro, declaro que conferi da Casa Publicadora Baptista os
livros seguintes: Borrador, Diario, Caixa, Notas, Recibos e Facturas do
movimento de Dezembro de 1924; e verifiquei o Balancete Annual: achei
08 lançamentos em ordem chronoló'gica e as respectivas sommas de Entradas e Sahidas de dinheiros perfeitamente exactas.
Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 1925.
AMERICO .L. SENNA.
ANNEXO N.
5
RELATORIO DO COLLEGIO E SEMINARIO
BAPTISTA DO RIO
DIRECTO'R, J. W. SHEPARD
A marcha dos annos. pela benção de Deus, sempre traz para o
nosso Collegio e Seminario na Capital Federal um augmento de vida e
de actividades. Pelo Prospecto Geral dessa instituição, que acaba de
sahir do prelo, pode-se averiguar que ella tem um augmento consideravel no Corpo Docente e Discente, uma organização mais elaborada
dos departamentos e cursos, um desenvolvimento nos seus planos.. ·e
ideaes. Em 1919 a matricula de alumnos attingira 446, em 192~ matriculámos 650 e depois o numero subiu ao alto de 800, aitingindo' os
limites da capacidade dos internatos e 'excedendo especialmente nos
edifícios principaes, á rua Dr. José Hygino 350 e Conde de Bomfirn 743.
a lotação e' espaço necessarios para a boa organização das aulas.
ORGANIZAÇÃO
Essa instituição não é mais o Oollegio e Seminario do Rio. EUa
tem .outros rámos de organização que competem com o Seminario e
Collegio para o primeiro logar na ordem de desenvolvimento rapido.
Depois da fundação do COllegio e Seminario em 1907, duas instituições
coordenadas sob a mesma administração e Junta, foi estabelecida a Escola Normal e Collegio para o Sexo Feqlinino em 1913. Essas duas
instituições rivalizam-se com o Collegio e Seminario no seu progrésso substancial e no seu serviço efficienLe. Mais tarde, em 1919, a
Junta. reconhecendo a- grande opportunidade em chamar pessoas da
alta SOCIedade e ,preparaI-as para a vida commercial, 'lllWIOU o seu
Ourso Commercial, que acaba de· apresentar uma turma de cincojovens na lista de formatura deste estabelecimento do anno lectivop. p.
Na' mesma época foi fundada uma Escola de Linguagem Portuguêsa
parapr~pal~ar devidamente os novos' missionaríosque vêm .iniciar as
sUas actividades no Sul do Brasil. Além destas novas phases de actividades na instituição acabámos de' dar inicio em 1923-1924 á Escola de
Verão, qUe abrange diversas phase-sou cursos -das instituições ouescolas aoimareferidas, sendp organizadas eínNova Friburgo e j~O, lempa
RELATORIO DO ÇOLLEGIO E SEMINARIO DO RIO
75
do Verão, principalmente para edificar o preparo dos obreiros, pastores, evangelistas e pro.fessores que se acham alistados em serviços
activos dos quaes elles, difficilmente, se possam afastar por. mais que
poucas semanas em seguida.
I. OS COLLEGIOS
.Predios. O Collegio occupa quatro grandes predios, e acaba de
.,..,alugar mais. um devido ao facto que não tem espaço para organizar
devidamente os seus cursos. A instituição tem mais os dois predios do
Seminario, um. dos quaes. serve de refeitorio commum para todos os
alumnos do internato par'a o Sexo Masculino. Além destes predios se
acha em processo de construcção o grande pr.edio para a Escola Normal e Escola de Applicação.
Terrenos. E' causa de eterna gratidão a Deus por nos haver dado
terrenos tão maravilhosamente adaptados ás necessidades da nossa
instituição. ·Ha poucos que sabem avaliar esta dadiva de Deus para a
causa dos baptistas no Brasil. Não ha na bella cidade do Rio um local
tão bom para os nossos fins. Devemos ser agradecidos.
Departamentos
Na· organização do CollegiO" como consta no novo Prospecto,
todos os cursos primarios e complementares constituirão a Esco.la Modelo, que será a Escola de Applicação, organizada pedagogicamente
para observação e participação de normalistas que vêm cursar as
aulas da Escola Normal. O Collegio Junior, de quatro annos de cursos
secundarios, comprehenderá todos os .preparaiorios para as matriculas
lIas Escolas Superiores do paiz, bem como certas materias de uma cultura mais ampla, asquaes o alumno regular é obrigado a cursar. A
Escola de Sci';ncias e Artes é organizada com tres annos de estudo elaborado que abrange muitas ,materias que não se encontram na curl~icuJ.a dos irrstit.utos de ensino secundario do paiz. O alumno que completa est e curso recebe o grau de Bacharel em Sciencias e Letras deste
qOllegio. O curso de IJs/udos no Collegio para. o Sexo FeminÍ'1w' se acha
adaptado, partieularmenLe. ás necessidades das alumnas. _.\ cultura do
curso é egualmente aprofundada com a dos quatro cursos facultativos
da Escola de Sciencias e Artes no Col.legio para o Sexo Masculi1w. A
instrucção acríninistrad;' nesta Escola de Sciencias e ..\rtes ultrapassa
a dos collegi08- ~ecundarios COl1generes em extensão bem 'eomo em· pro:...
i'undidade, pOi:-; o horario para diversas. materias é quasi o duplo e o
numero de materias que o alumno cursa em cada anno é bem menor.
O numero de annos foi augmentado e o estudo aprofundado e intensificado pela diminuição do numero de materias exigindo um estudo
mais profundo de cada. .
CONVENCÃO BAPTISTA ·BRASILEIRA
76
Corpo Docente
A Junta continúa a seguir o 'plano sabio de collocar em ,primeiro
Iogar nos seus planos o Corpo Docente, procurando e ,contractando unicamente professores dOs mais reconhecidos por suas habilitações, experiencia, pr'eparo technioo' e profissional. Actualmente a instituição
tem setenta· e cinco professores na lista' dos docentes. Muitos destes
professores figuram entre os mais reconhecidos educadores da Càpilal
. Federal. Diversos prqfessores norte-americanos de alta .êompetencia
regem .certas cadeiras como, por exemplo, as de Ethica, Sociologia,
~
Economia Politica, Inglez e Historia.
Admin~tração
A administração interna é organizada de modo efficiente, havendo, além das organizações parcelladas em cada phase ou instituição separada, um Conselho Administrativo Interno, que unifica e harmQniza os interesses das' diversas instituições no seu movimento int-erno. Esse Conse'lho é composto de todos os officiaes de administração dos diversos departamentos da instituição composita. A Júnta Admi~istr.ativa, composta de quinze membros eIejtos pela Convenção Baptista Brasileira e a Junta de Missões em Richmond, Va., na proporção das contribuições respectivas de fontes norte-americanas e de
fontes brasileiras, administra as instituições todas, assim assegurando
uma unidade e orientação commum.
ESTATISTICA DAS MATRICULAS
SEDES
i
CURSOS
I
i
I
·1
! José Hygino.
·f
PRIMARIO
I
Complementar
I
I
SECUNDARIO
I
Alumnos
TOTAL
283
37
172
492
Collde de Bomfim •
104
15
45
164
.
69
8
-
I Ba4dock
Lobo.
TOTAiS: -
I
456
I
60
!
217
I
I
77
73,3
II
f
OBSERVAÇÃO: Alumnos matriculados no Curso Commercial, ~6; no Curso
Especial de Preparatorios, 32; no Curso Normal, 42.
O Professorado da Instituição nos· tres departamentos sobe a 75,
distribuidos na seguinte ordem: Curso PriDUÍrio, 34; Curso Se.cundarlo, 33; Curso de Musical 4; Artes DomesUcas~ 1; Instructor
Milltar,l.
'
RELATORIO DO COLLEGIO E ~EMINARIO DO RIO
77
II. O SEMINARIO
Durante os annos de int!3rvallo entre a Convenção de 1922 e a
presente, o Seminario tem feito um trabalho solido, havendo actualmente um Corpo Docente maior do que em tempos anteriores a este
periodo:
PREDIOS
PROPRIOS.
Essa instituição se acha installada em edifícios proprios, á rua
Dr. José Hygino 332, que occupa o sitio mais v~lho dos terrenos do
Collegio. O edificio prinoipal é o Palacete Hacurussá, que, além de
proporcionar salas para as aulas theologicas, serve tambem de' refeitórío, temporariamente~ para todos os internos, tanto seminaristas
como alumnos do ColIegio. Além deste predio o· Seminario oecnpa mais
o edificio de dormitor.ios, situado perto deste.
RESUL TADOS.
E' incontestavel o facto que O' Seminario tem dado fructos dignos, que justificam todo o apoio da parte das egrejas. Varios pastores têm recebido seu preparo aqui e estão dando constantemente evidencias do valor dos seus cursos nessa instituição. Appellamos, pois,
aos irmãos nas egrejas afim de rogarem ao Senhor da seara para
mandar mais ceifeiros para sua seara. Mas o irmão que ore assim deve
saber que, quando Deus apresentar o moço chamado por elIe para o
ministerio, é dever nosso e de todos nós ajudar o chamado se eUe precisar do nosso auxilio, para preparar-se por um curso de estudos convenientes afim de poder fazer -com mais perfeição o trabalho do Mestre. Para o esforço unido em levantarmos o ministerio evangelico baptista no Brasil exhorto-vos a vós todos. e a mim, pois o augmento da
~causa depende em grande parte do prégador devidamente preparado.
CLASISIFICAÇAO
5,
DOS
ESTUDANTES.
Cursos Fundamentaes :
i.tI·Anno
2.° Anno
3.° Anno
2
7
12
Cursos Superiores:
1.° Anno
2.° Anno
3.° Anno
Aspirantes matriculados durante o anno
6
7
3
8
18
CONVENÇÃO, BAPTISTA BRASILEIRA
CURSOS.
o Seminario proporciona aos aspirantes, para a vocação 'ministerial, tres cursos, a sa'ber: o curso de dois annos para os pastores que
não podem ,permanecer muito tempo no Seminario; o .curso de Graduado em Theologia, que é eguaI ao curso de Bacharel com a unica
~xeepção das linguas grega e hebraica, que só fazem parte deste; e o
curso de Bacharel' em Theologia.
, O E A L.-
Almejamos o dia quando o Seminario terá o seu novo edificio,
destinado a occupar a beBa elevação, sitio do' edifício Itacurussá, que
é b mais belIo local em todo este bairro da Tijuca. Alli esperamos ver,
em dias não muito distantes, queira Deus, duzentos seminaristas reunidos nos estudos preparatorios á sua grande tarefa de evangelizar
este vasto paiz. Qual é o sacrificio qtÍe o que"rido. leitor está prompto
a fazer para realizarmos este grande ideal? Qual é a· cooperação que
podemos esperar da sua parte? Não é impossivel realizarmos este ideal
em breves' tempos.
CONDIÇCES
DE
MATRICULA.
A instituição está fazendo um grande esforço para cooperar com
todos os campos e com todos o;s estudantes; pondo o preço do sustento
do seminarista em bases admiravelmente modicas. O campo missionario, ou a egreja que envia um estudante para o Seminario não paga
nem a metade do que .paga o alumno pelo seu sus~ento. Elle recebe o
ensino gratuitamente e metade ou mais da pensão .por intermedio de
duas horas de .trabalho feito para a .instituição diariamente. Elle reoebe tudq pela quantia diminuta de 45$000 mensaes, que é muito
aquem do cústo do seu sustento. A instituição espera que os irmãos
baptistas venham a comprehender o grande esforço que fazemos para
sustentar o seminario, coope~andoliberalmente depois para ajudar os
pretendentes 'ao estudo, afim de que haja um gr~nde numero de estudantes nas aulas do 'Seminaria e um numero sempre crescente de
pastores pre,parado.s ,para assumirem os postos importantes de responsabilida'de pelos campos que Já estão brancos para a ceifa.
III. ESCOLA NORMAL
A nossa Escola Normal sempre vem vencencÍo as díffículdades e
fazendo novas conquistas. A turma de formatura do anno atrazado deu
pára a instrucção baptista dois moços de valor, que hOje estão no meio
das actividades é dando conta do recado: a do anno passado, isto é, em
RELATORIO DO COLLEGIO E SEMINARIO DO RIO
'79
Novembro de 1924, contribuiu com seis moças doutadas e altamente
preparadas para' o serviço do magisferio. Cinco das seis vão iniciar os
seus trabalhes na Alma Mater em Março proximo, assumindo a regencia de cadeiras na Escola Modelo.
I'
NECEStiIDADE.
Não ha necessidade mais evidente nos trabalhos baptistas hoje
que boas professoras crentes para tomarem os logares importantes de
ensino nos collegios e escolas fundados em nossas egrejas. A causa neees~ita da' instrucção das filhas d.os crentes. A Escola Dominical, ainda'
-que seja bem organizada, não satisfaz as necessidades da instrucção
religiosa, para não. falar no ensino das mate rias fundamentaes, primarias. As nossas egrejas devem tomar mais a serio o trabalho de
fundar escolas annexas. Sem tratar de instruir os filhos sob a influencia do Evangelho o trabalho se evapora mais. A solidificação da
causa depende de f~ndarmos mais escolas annexas e instruirmos os
filhos dos crentes e juntament.e com elles os filhos de muitos amigos
da nossa causa, que virão mais tarde se identificar completamente
comnosco.
PREÇO.
o preço que temos a pagar para levantarmos a causa da instrucção baptista é o de sacrificio e -cooperação com os pretendentes ao
magis,terio ba.ptista que se apresentam, dando evidencias da sua dignidade" do seu caracter e da sua aptidão.
Crear um corpo de professores e professoras baptistas é uma tarefa tão digna como difficil. Quem não semeia não poderá ceifar. Devemos coBocar a responsabilidade sobre os nossos hombros e leval-a
de um modo digno, afim de que as pedras preciosas escondidas nos
lares baptistas venham passar pelas mãos dos lapideiros. soffrendo o
preparo, nece.ssario ,para brilharem depois no 'reino de Jesus aqui na
terra.
FUTURO
RISONHO.
A nossa~ Escola Normal tem uma grande missão, um vasto campo
de actividades, a base firme de serviços validos já prestados á denominação, um,grande e glorioso idea~.
O Corpo Docente continúa a crescer, havendo já nove professores e professoras que regem as diversas cadeiras, proporcionando já o
ensino technico em· mais de yinte' diversas materias pedagogicas, que
80
CONVENCÃO BAPTISTA BRASILEIRA
I
.
> '
•
constituem,' a base. da formatura de professores e professoras, habilitados para leccionar em instituições primarias ou secundarias., '
,
CURSOS.
\
.A instituição ofrerece um curso qu'e-:-se adapta a preparar proféssora~ .para xHrigir Jardins de IInfancia, outro para profe~sores destinados ao inagister~o dos cursos primarios e' com'plementares e o
ourso-alto· normal, que dá direito 'ao- diploma de .Bacharel e~ 'Sciéncia
de- Educação, que é um grau que' ultrapassa o de Bachárel em Sciencias e Letras, no .preparo que exige. E' de n.ot.ar que o Curso' Alto Normal dessa instituição leva quatro annosmais que o curso de' norma-lista da Escola Normal desta Capital. A differença' é.que o, noss,o prepara professOres para leccionarem nos Collegios secundarios" emquanto ~elle adapta as professoras ao ensino prim.ario unicamente.
MATRICULA.
A normalista paga a mesma coisa que o seminarista. O estudante
na Escola Normal, seja moço, seja moça, paga a mesma coisa que o
seminarista. Não deve serdifficil nessa base economica encher as salas
de aula da nossa Escola Normaloom bons aspirantes ao magisterio na
~nstrucção baptista. Não ha falta de pessoas no seio da mocidade das
nossas egrejas que se dariam bem no· magisterio. Mas é neeessario alguem estimular essa mocidade para aproveitar as boas opportunida.
des para fazer um bom serviço. Deus ajuda quem ajuda a si mesmo.
O moço ou a moça que tem a vontade de fazer um bom esforço para
entrar na carreira de estudante encontrará auxilio da parte de Deus e
de seus servos. O que é necessario é a iniciativa de uma fé inabalavel
'e a convicção de que' Deus re~er o seu serviço.
NOVO
ÉDIFICIO.
Actualmente a Escola Normal espera 'o grande e beIlo predio em
processo de construcçãopara entrar em uma nova phase da su. vida.
A Escola Modelo fieará installada nesse predio, qué terá muitossaIões grandes, onde ainstallação .será feita em condições ideaes. As
pro(essoras ,que regem as cadeiras' dos' cursos preliminai'es e complementares nesse edifício serãoescolbidas com espeCial, cuidado, afim de
serem essas aulas uHlizadas para observaçAo dos. trabalhos pelas" normalistas; que assim aprenderão 'pór aproveitRI'e~ a experiencia e periciade professoras bastante ·experimentadas. Esperamos/6ompleta~
este edificio dentro do anno lectivo 'de t 925.
;'
RELATORIO DO COLLEGIO ·E SEMINARIO DO RIO
bl
GARANTIAS.
Os Bacharels em Sciencia de Educação têm garantias absoluta':)
desde o dia da sua formaLura, pois ha n;lais que uma duzia de pedidos,
esperando cada t;lm delles antes de findarem seus cursos. No anno
findo seis moças Sl' formaram, cinco das quaes ficaram contractadas
immediatamente para os serviço.s desta instituição. Podíamos ter .co]locado uma duzia em nosso collegio e mais uma dtlzia em outros co11egios baptistas, que carecem tan! o de bons professores e boas professoras.
IV. ESCOLA COMMERCIAL
o Curso Commercial, fundado ha cinco annos na nossa instituição, já deu uma boa turma de Dactylographos e Estenogra"hos para
o meio commercia1. .\í o anno passado este departamento recebeu um
accrescimo consideravrl de equipamento e com a entrega do novo edificio para os cursos elementares. quanto ás suas aulas diurnas, ha de
gozar outra vida em salões amplos, onde o trabalho e actividades da
Escola poderão ser desenvolyídos sem restringimento.
AULAS
NOCTURNAS.
o
local cio Collegio Hàddock Lobo se ada,pl a muito melhor ás
das aulas noctlll'na~ e esperamos em época convenient e
montar o curso noc·turno alIi em condições a satisfazer as necessidades·
de grande numero de jOVelh que não podem cursar nas aulas diurnas.
J1eces~idades
IDEAL.
o ideal que visamos na Escola Commercía.l está sendo tocado
de:ide o j empo quando começámos a receber bons alumnos do grando
Interior do Brasil que \"I'm adquirir seu preparo debaixo das influencias beneficas do Evang'elho nos nossos Internatos. Estes cursos estão
abertos para' ambo~ O~ sexos, como toQ,os os cursos deste estabelecimento, e o Collegio offerece grandes gar~ntia.s para todos aquelles que
cursam estas aulas. pois p facil ·collocarmos os nossos alumnos que
degLa eidade.
se formam nesses cursos bem no meio commercial
\.
V.. EsCOLA PARA ,OBREIRAS
o Curso para preparar obrei"as foi fundado lIa pouco tempo;
não tem atlrahido muito a attenção dos irmãos baptist.as a si até agora. Era de desejar que as egrejas comprehendessem melhor a natureza
e a
fu~cção
deste
cur.~o.
, :OONVENCÃOBAPTisTA BRASILEIRA .
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NECESSIDADE.
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:~: ":,",, :Ehtre' as '$rlndes nee'essidàdes r;lo campo não ha' oútra .' mais pat~Ílte" que' a neéessUiade' parà ''Obreiras. nas' egrejas para tomarem" ini'(fHit~va 'n~d~se!l-volviniento das' socied~d,éspara sen:hc.~as, li'niões '.da:
irióêidade, sociedádes juvenis e das Escolas Dominieaes. Em' .muitas
. dâs nossas' -egrejas às' pesso'âs do sexo'iemiIiino não têm nem rudimende :insir:ueção' e' 'não se.acham em co'ndições para fàier' serviço al·guin. Este ''Curso, que aJunta do nossoCol1egioe Seminario fundou,
'Visa o preparo de.fi.l9.ra~. ~u~, ,mais tarde poderã~ ~azer este trabalho
'... }. '
nas fegrejas., ,', .-' : .. ~; .:. ,: .
tus'
NJ'TURI;:ZA
DO
CUR$O.
O :QUe o curso theologieoé para o aspirante ministerial no nosso
este curso é para a moça que tema ambição santa para
prepar-ar-se melhor .afim de poder servir a causa do Senhor. O curSQ
....
Se~ina-rio
versa em materias {lo ·estudo biblico. do estudo de methodos de trabalho- nas egrejas e certas materias geraes que são fundamentaes em
todQs' os cursos.
... ."';.
COOPERAÇAO•
. Sem a cooperação não se consegue nada Qa causa do Senhor. E'
uecessario que a .moça em qu~lquer das nossas egrejas ·que ~eníe no
sl\ coração () desejo de estudar para melhor desempenhar opápel,de
SCl'ya do Senhor na egreja externasse esse sentimento na presença de
,possoas ,quc sc .,syimp~fJlizam para não, deixar d~ fazer a sua parte em
;C OQlleração.
.
S~ o~ pae~ têm recursos e são bons,crentes deverão'recqnhecer
Que não .{ioüeriam faúú' serviço' melhor para a sua filha e para a causa
q'ue" e:itfregitl-a' ao" ~eÍ1hol: e41judal~a a começar a' vida de fé activa.
"susteiÍtandó-adurànte' algUns"mezes no estudo deste curso para obreiras até ellà poder demonstrar' claramente a sua aptidão para este trabalho: glorwso:Deus proverá 0.8: pIeio.s depois para alia 'continuar seu~
estudos 'até c.ompletar o curso, ficando assim prompta para o serviço
da su~'Vida. H.a·1miteos: pa~ qUé~ pedsainnão..valer a .pena tal sacrificio, tkfrqueca filba mais :tarde. talvez. se casará e não virá utilizar-se
do eit:udo.··que fez. Até"os 'paes-aprenderem que 'a mã~ de familia deve
sei' \1mbáluarle da':caus~fütura na educação dos proprios 'rUhospor
'. rêr' 'feitO
tal curso.dce.studos
c' ;amá'.fOI"La18Z3
da causa pela '
sua;acti, - .\0' .
"
......
..
vi~* ~.{}ader.~çana· es.reja, mesmo .~(}Udo ,.c~da .. o·tra,balho b~ d.e
RELATORIO DO COLLEGIO E SEMINARIO. ·DO RIO
83
ficar sem ·vis~o e sem grande desenvolvimento. O ·éasameítlo é'· Uina
condição de vida e ~ão é o fim priucipal da vida da bôa fil.ha que
peus deu áquelles paes, qüe estão andando com um ideal tão aquem
da crença evangelica que ,professam, mas que não entendem b~m. .
CONDIÇOES.
As condíções mais favoraveis possiveis se estabelecem por esta
instituição para essas moças destinadas ao curso de obreiras, sendo ;as
mesmas que prevalecem para os seminar~stas e normalistas, a exposição das quaes foi feita acima.
CORPO
DOCENTE.
o Corpo Docente dest.e curso é composto de professores do Collegio da Escolal'jormal e especialmente do Seminario. O curso:sei:ú~ha
bem organizado e o ensino que se adm~nistra .. é bom ~ sàliçlo.
VI. ESCOLA DE VERÃO
Entre as phases desta instituição, que interessam mais os irmãos baptistas por toda à' parte, uma das mais lffiporlàntes' éà·tla
Escola de Verão.
O fim que yisa a Escola de Verão é ext.ender os privilegias das
aulas dessa' instituição a· todos que querell; apró~·eilar a época das férias para adquirir gradualmenll' e por cursos abreviados um preparo
mais solido e uma orientação sempre melhor. A Junta do ilO3:3 II Collegio e Seminario quer trazer a instituição para 05 obreiros bapJislas de
loda a categoria que se acham alistados no róI dos acliyos no serviço
e que não se podem afastar por longos tempos do trabalho, afim de
fazerem cursos na instituição.
PLANO.
Organizamos, pois, cursos de tres semanas ou seis semanas durante as férias para a conveniencia dos obreiros 'e com o fim de ajudaI-os na elevação de si proprios na escala de efficiencia no trabalho
do·Senhor.
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
NOVA
-
FRIBURGO.
A séde da Escola de Vel~ão é Nova ~'riburgo. NQ tempo de verão
clima dessa beIla cidade, sif.uada no ~eio das montanh,as, é muÜo
favoravel para o estudo: O soceg'o dessa cidade. a pureza do ar das
. montanhas, a belleza inspiradora das paizagens e muitas outras condições contribuem para' tornar aquelle {'.entro de· grande valor para n
.progresso da instrucç.ão entre o~ dedicados obl'eiro~ que dl1rant c 0"
outros mezes do an.no se, acham no meio das actividades da evangeliz.ação baptista.
,0
CONDIÇOES
DE
MATRICULA.
As eondiçõe!' do estudo são extremament.e favoraveis. Cada
obreiro paga por mez o preço modico de' 60$000, sendo este preço' inclusivo de pensão. ensino, matricula, emfim tudo.
CURSOS.
A Escola de Verão proporciona cursos evangelisticos e outros
para os pastores, evangelistas e 'outros obreiros; cursos pedagogicos
para professores e professoras; cursos biblicos e de- methorios para
obreiros e obreiras; e curso geraes para todos.'
CORPO
DOCENTE.
o Corpo Docente se compõe de professores do Collegio e Seminario do Rio, de professores de outros... institutos baptistas de ensino ('
de diversas outras pessoas que representam os interesses da Junta de
Escolas Dominicaes, e Campos missionarios.
VII. DEPARTAMENTO DE EXTENSÃO
Ha diver.sas phases de activicladl' do nu~~ü Uollegjo e ~mllillario'
em que ba nat,ureza de extensão dos seus privilegios ao.; obreiros do:,
campos _e a muitas ,pessoas na~ fa~i1ias mais cultas não só dest.a Capital, mas de Dutros lo~ares.
CHAUTAUQUA.
A Cbaut.auqua é um meio de dar visão aos Obl'eif'()!-' por l'Punil-o~
uma vez por anno âurante o período df~ dez dias ou mui!' Tla~ ~revt':;
férias de Junho, e no ·proprio local do Collsgio e Seminal' iu, administrando-lhes um programma ilheio de inspiração que não sú informa
mas tambem estimula mira grandes 'emprehendimentos no reino dt,
Jesus. Essa série de reuniões abençoadas têm contribuído grandemenf f'
ltELAT01Ub DÓ COLLElGlb E SÉMINARIO DO RIO
-------
St;
para o desenvolvimento dos obreiros. sendo semI}re bem eoncorrida e
enthusiasmada.
CURSOS'" POR
CORRESPONDENCIA.
Desde muitos annos .esta instituição tem mantido aberta sua maLricula para Cursos por COl'resIJondencia. O t{'abalho destes cursos tem
'soffl'ido por falta dê pes~oal Jmra pôr o plano, que é bom, em execução
efficazmente. :\las, com o desén\rolvimellto .da organização do estabe..,
lecimento, já nos achamos em condições mell~ores para fazer este- serviço. Estamos abrindo matricula este anno de 1925 para todos que
querem fazer os cursos biblicos, theologicos, pedagogicos, e geraes. As
condições de matricula no:s cursos geraes, como por exemplo de Português, traz a despeza de professores que precizam fazer este trabalho. Pará ficar um curso bem' feito e altamente serio e solido 'Cobramos O sufficiente para exécut aI-o sem prejuízo á instituição e tambem
um preço modico que conta eom lucro para essa instituição.
O preço/é de 25$000 pela matricula e. 1;:)$000 'por trimestre adiantadamente. Para este preço podemos mandar, além da materia do curso
geral, mais uma materia dns outros cursos acima referidos, á escolha
do pretendente.
OUTRAS
PHASE8.
Ha diversas outras phases do departamento de extensão que servem, principalmente, o local e não precisam ser mencionadas· nesse
relatorio senão para revelar a diversidade das actividades no nosso
Collegio e Seminario.
Algumas dessas phases são a Associação de Paes e Professores, Escola Elementar de Verão, Aulas Nocturnas, Prelecções Publicas de Lyceu e outras reuniões publicas como as da Sociedade Missionaria do
Seminario.
REVISTA.
Ha muitos annos o Corpo Docente e a ~unta desta instituição
têm alimentado a esperança de fundar uma Revista que pudesse servir
de porta-voz do professorado dessa instituição ao povo brasileiro dentro e f6ra das nossas" egrejas. Se fôr da vontade de Deus essa Revista
começará, durante o presente anno, a sua vida. ElIa ha de explorar diversos ramos de actividade intellectual, principalmente os de educação, religião, .philosophia, sooio]ogia, exposição biblica, historia. literatura e economia politira, p~ra buscar as mensagens' e interpre.taçõ~s
de coisas velhas e novas afim de servir e py;omover um desenvolVImento intellectual, moral e religioso, seguindo' a orientação' deste
instituto .. Os nossos pastores, evangelistas, professores, obreiros e lei.:·
.oONVENCÃO BAPTISTA BRASILEIRA
86
gQS .intelligentes· encontrarão nessa Revista comida e gymnastica intelleotuaes para o seu desenvolvimento. A Revista levará tambem a
mensagem desta instituição sobre os themas do m~is alto aloanoe para
os inteUectuaes fóra dos circulos baptistas. Que Deus seja servidO·
abençoar este plano .para servir a causa de instrucção. popular sob a
orientação do Collegio e Seminario Baptista do Rio.
Necessidades e Planos
A primeira necessidade ~e uma instituição como esta é de amigos espirítuaes que cooperam com as suas orações fervorosas a Deu.,
para o seu bem. E' difficil uma instituição christã fazer progresso.
Sem as orações dos crentes o Collegio e Seminario deixará de conseguir os' seus justos fins. Pedimos, pois, as orações dos crentes em toda
a parte para que est" instituição venha a attingir o seu alto ideal,
quando uma verdadeira corrente de pessoas da mocidade inculta entrará .pelas portas para sahi~em depois .polidas, instruídas para toda
a boa obra. Outra necessidade é de cooperadores que estejam promptos
para.se sacrificarem afim de ajudar a mocidade a aproveitar as opportunidades que a instituição proporciona para um preparo solido e
amplo~ Muitas vezes uma pessoa da mocidade só precisa de um pouco
. de ~stimulo para se collocar em caminho de preparar-se para o serviço da. vidâ. A's vezes uma palavra é sufficiente. Mas muitas vezes o
moço que quer estudar para prégar o EvangelhO é pobre, e é necessario alguem ajudaI-o afim de que não desfalleça no esforço para ganhar
o preparo devido para a tarefa difficil. Não ha um meio de gastar o
dinheirD ·. melhor que no preparo de um futuro prégador ou de uma
futura professora. Que Deus levante muitos cooperadores no seio das
nossas egrejas para ajudarem os candidatos ao minislerio e magisterio no esforço para ganharem preparo.
o
, ESforço Proprio
moço que não quer fazer um esforço para ganhar o seu preparo, antes quer depender dos outros unicamente, não deve receber
nosso apOio.
Estudantes
As instituições, o Seminario, a Escola Normal, o Collegio, a Escola. para Obreiras, emfim todas as Esc~las carecem de bons estudantes, que, podem, depois de PStssar alguns annos no estudo, tomar os
seu.! logares na, vanguarda dos ~eader8 -&la no~sa clenomina9io na eyan. .
RELATORIÓ, DO eÓI,.,LEGIO E SE~INA:RIO !.DO RIO
.87
gelização' e 'instrucção -baplista. O Corpo Docente de :setenta, b~ns professores de diversas naciona.lidades riã-o pode fazer ~natlà '~-bem da
causa sem que Deus levante muitos bons estudantes. Devemos rogar ao
Senhor da Seara e depois ajudar aqueHes que' apparecem para que adquiram o seu preparo e comecem as suas carreiras no serviço da
grande causa.
'
Equipamento
1. T~mos grande necessidade do novo predio em processo .'de
consfrucção. O edificio Judson Hall já está mais do que replet.o de alT'las. Já no começ,o ,doanno lectivo de 1925 encontraremos grandB:; rlif~'
ficnldades em organizarmos as aulas naqu-elle -predio.
2. O Collegio para o Sexo Feminino tambem passou além d'a sua
lola~,ão e acha-se em circumstancias difficeis para organizar os seus
trabalhos ou receber mais alumnas internas. Ha urgente necess'idade
de um edificio para dormitorios para aquelle Collegio.
3. O numero de alumnos vai augmentando de anno a anno, trazendo maiores necessidades de equipamento mat.erial mais elaborado.
Já estamos precizando de mais uma ala do novo dormitorió, Ray-Hall,
que, além de mais salões de dormitorios, proporcionava um granp,e re-,
feitorio para o Internato para o Sexo Masculino.
4. O Seminario continúa a crescer solidamente e merece ser
attendido no seu appello pelo novo edificio que vai 00cupar o sitio do
Palacete' Itacurussá. Esperamos que breve venha o dia quando pode-,
mos ver o bello edificio novo do Seminario coroando a elevação maravilhosa que apresenta lindas vistas de ,todos os grandes bairros de
Tijuca, S. Christovão, Andarahy e outros.
Relatorio Financeiro
o relatorio f.inanceiro annual do Collegio e Seminario fala por
si mesmo. Durante esse anno ajudámos mais de cem estudantes, que
reoeberam ensino gratuito e lambem meia pensão na base de serviços
de economia feitos para a instituição. Essa despeza só montaria em
mais de cem contos de téis. Pelo relataria se pode verificar que. eonsiderando o faoto agora cilado e mais o facto que a Junta em Richmond deu para as despezas correntes da instituição somente
91 :678$670, o Collegio e Seminario' paga com seus rendimentos procedentes de cobranças com
a h'nub'Os , lodos os professores brasileiros, suas despezas; de interhatos, s'eus 'alugueis e mais despezas.
os
CONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEHRA
ReIatorio fi Dan [ eiro '~ o anD9 ~ e 1~ l4
RECEITA
DESPESAS
Q:320$000
Joia
Taxa Medica
3:240$000
Dinheiro
15:134$600
Seminario
5:898$700
Ext. na _Livraria
9:688$600
ExL no Internato.
1:023$300
Externat.o Feminino 17:106$000
Internato
8:538$280
~lensalidades .
266:721$900
E.;;rola oe Yerão
-í :355$800
Cultura Phy~i('a.
108$000
Luz e Gaz
1 :í22$900
Aulas de Lingua~
400$000
Chacara
248$000
Junta Americana,
91:678$670
Equipamento
42:573$100
:\turo
12:000$000
Chautauqua.
5:0498000
Diplomas
695$000
Internato
102:530$090
G. Geraes
9:026$200
Empregados
'I5:482$60n
Professores.
135:337$500
Dinheiro a diversos. 15 :111$700
Aluguel
18:240$000
Automovel
21:697$700
Externato Feminino 13:824$400
Internat.o
5:132$880
Escola de Verão.
5:942~8011
Officinas.
8:634$750
Equipamento
33:909$900
Muro
f2:401$120
Light
5:717$65\
Propaganda.
9:971$900
Propriedades.
-13 :765$280
Hest ituições fei! as
721$500
Impostos
fi :710$800
Seguros
1:330$900
:Jfoveis
2:213$360
Diplomas __
978$000
rnstrucção ~filitar.
t :H4$00n
Aulas de Línguas
400$000
Differença em Caixa
2'0$000
Cultura Physica.
2:892$100
Livraria
8:323$410
Chautauqua.
157$200
Bibliotheca
10$000
Material Escolar
117$500
Beneficencias.
211$800
Casa Publicadora.
1:692$310
Saldo
rjl~
1923
492:20f$850
7:236$61-'!
499:438$464
Saldo para f 925.
tO :5t9$110
Sornma
Balanço
488:919$354
10:519$HO
499:438$464
A. CockellJ
Tbesoureiro.
Rto de Janeiro, 3i de Dezembro de f 9~4.
RELATORIO DÓ COLLÉGI0 E SEMiNARIO
DEMONS'DRATrvO
89
DO RIÓ
DO. }rOVIMENTO FINANCEIRO DO
DURANTE O ANNO DE 1924
COLLEGIO
BAPTr~TA
ENTRADAS
Saldo da caixa do anno de 1923
Movimento liquido das entradas da caixa
Contas a serem recehidas
7:236$614
492:201$850
17:157$900
516:596$364
SAlDAS
Saídas liquidas pela caixa
Contas a serem pagas
Credito de titulos do ele ~.' 5
Saldo bruto de balanço para 1925
:9Hl$354
12::174$180
4:801$450
10 :50'1$380
516:596$364
Total
Saldo liquido em caixa para 19:2 5
Saldo bruto .a ser recebido
Total
~488
10 :519$110
4:783$720
15:303$830
Rio de Janeiro, 31 de Dezembro de 1924.
Aristides Cockell,
Thesoureiro.
CONVENOÃO BAPTIStA· BRASILEIRA
90
RELATORI<).·····ANNUAL
00 .MO;VIMENTO FINANCEIRO DO OEPART'AMENTO FEMININO DO
COLLEGIO BAPTISTA
REOEITA
DESPESAS
Joia
3:540$000
Mensalidades.
U2:293$000
Musica
9:862$100
Automovel
770$000
Livraria
5:626$100
Dinheiro
187$700
Contas recebidas de
1923
934$100
Equipamento
9:315$884
Light.
4:389$595
G. Geraes
83$800
Livraria
4 :446$/,00
Differença creditada
17~000
Internato.
54:303$820
Professores e Empregados.
40:420$000
Musica
8:637$000
Automovel
780$000
Impostos.
3:251$500
Deficit de Dez. de
1923.
693$700
133:213$000
Saldo para 1925
6:716$301
Somma
Balanço
.i
126:496$699
6:716$301
133:213$000
Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1924.
Concluindo o relatorio. composto muito ás pressas e, portanto.
com grande imperfeição, recordamos agradecimentos pela cooperação
de todos 08 bons professores e amigos, que tanto se esforçaram para
que houvesse bom exito dos trabalhos durante este anno. Na minha
ausencia o Dr. A. B. Langston desempenhou bem o papel de Director
Interino e temos muitas razões para darmos graças ao bom Pae Celestial pelas abundantes riquezas da sua bondade durante o anno lectivo
lindo.
ANNEXO N. 6
RELATORIO DO COLLEGIO E SEMINARIO.
DO RECIFE
ÁCONVENÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
Os trinta ,mêses decorridos. desde a ultima Convenção, registram
um progresso gigantesco em lodas as phases do trabalho baptista do
país, e especialmente no trabalho educacional. De certo, nenhuma
instituição ha gosado de maiores bençãos celestiaes do que o Collegio
e Seminario do Recife, educandario este que esl á servindo a todo o
norte do país. TanLas teem sido as bençãos, que difficilmente poderiamos enumera-las. A matricula total, excluindo as duplicatas, (os
matriculados em mais de uma escola) atlingiu á bôa cifra de mais de
2.000, e as receitas, de todas as fontes, cerca de Rs. 800 :000$000. O numero de seminaristas e alumnas da E. T. C. passou de 150.
Tambem houve augmenlo no patrimonio. Gastámos em concertos e equipamentos mais de 100 :000$000 e comprámos por 170 :000$000
mais duas magt;tificas chacaras adjacentes, com optimos predios que
servirão de dormitorio ás moças. O patrimonio da instituição attingiu a 2.000 :000$000.
Foram organizados: o Jardim da Infancia; a Escola de Musica,
com 7 instructores formados nos melhores Conservatorios da Euro.pa.
da America do Norte e do Brasil; a Escola Normal; a Escola Superior
de Literatura, sob a direcção do dr. Luiz de França Pereira, presidente da Academia Pernambucana de Letras e autor de reputação internacional; a Escola 'Superior de Sciencias, incluindo 3 annos de estudos em Chimica Industrial, especializando-se na canna de assucar, sob
a direcção de professores formados nas melhores universidades da
Europa e da America do Norte e do C. A. B.
O numero de professores tem augmentado bastante, sendo o numero actual de 51. Mas, o que para nós é de maior valor, é que todos
os professores do Collegio, com a exclusão de dois, dão todo o seu tempo inteiramente á instituição.
Tambem a coeducação se tem tornado uma realidade. Reza o
nosso prospecto: "Admittimos a coeducação porque a nossaexperiennos tem demonstrado as suas 'l'ossibilidad~s neste país. Presellt~.•
CiB
92
CONVENÇÃO BAPTISTA. BRASILEIRA
mente não nos achamos devidamente apparelhados para admittir
grande numero de internas. Esperamos, porém, dentr; de pouco tempo
ati,ender aos desejos 'e solicita~'õe~ daquelLes que são concordes comnosco em acceitar que a \"erdadeü'a educação não é a que, procurando
systematicament.e separar os jovens, destróe a bôa, honesta e intelligente camaradagem entre ell~s. Formando o seu espirito lado a lado,
poderão ·o~ jóvens, sem c5forço p sem manei-ras fingidas. aprender qm'
cada vez mais a humanidade exig,e a cooperação' de todos os seus membros para a felicidade commum. O isolamento seria méra tolice. si não
constituisse, ás vezes, requintada ri1aldade."
O que nos enche de maior orgulho é o desenvolvimento espiritual da Instituição durante os dnis ultimos annos. ~m 1924, além das
classes theologicas, foram mantidas classes biblicas em todos os departamentos, desde o "Jardim da Infancia" até os cursos superiores.
Todos os crentes e filhos de crentes, num total de 283, te em estudado
nas aulas biblicas. Ou, para ser mais exacto, tem havido uma frequencia média de 51 % dos alumnos na escola" diurna, estudando nas aulas biblicas, que são facultativas para t.odos, menos para os crentes.
Cerca de 30 alumnos e J professor fizeram profissão publica de sua
fé em Christo, e 12 foram baptizados.
O seguinte relatorio parcial para o anno p. f. revela que os prQfessores e alumnos estão activos na Causa do Mestre:
L251
Sermões prégados
291
Outros discursos
Escolas Dominicaes dirigidas
174
Outras reuniões dirigidas
456
. Classes na E. D. ensinadas
493
1.494
Visitas evangelisticas feitas
183
Livros vendidos :
Tratados distribuidos
12.669
Igrejas organizadas
3
Numero de decisões
212
Profissões de fé
203
168
Baptizados
Unidos com a igrej a por carta demissoria
56
Unidos com a igreja por reconciliação
11
Contribuições pelas igrejas dirigidas, 30: 138$200.
No mês de Agosto 0., dr. A. B. Deter dirigiu uma série de conferencias evangelisticas no Collegio, que resultou no despertar-o de mui-
RELATORIO
nó
COLLEGIO E SEMINARIO DO RECIFE
93
tos e na conveJ,'são de 15. O dito conferencista, numa carta escripta á
nossa Junta de Richmond, teve a bondade de dizer que "O Collegio do
Recife está pondo em pratica o programma religioso que os dire,ctores
dos outros collegios falam cm fazer" Esta é a opinião de todos os que
nos hão visitado nestes dois ultimos annos. Um Collegio missionaria,
onde não se préga o Evangelho abertamente, está excusando-se da sua
missão. Temos perdido alumnos por causa da propaganda do Evangelho, mas nem por isso deixámos de fazer o nosso dever. Quasi a totalidade dos 200 internos, e uin bom numero de externos, durant.e 1924,
foram matriculados nas diversas Escolas Dominicaes, e 70 tomaram
parte activa nas Uniões da Mocidade da Igreja de Capunga.
ORGANIZAÇÃO
~em poucos comprehendem a organização do nosso educandario
no RecIfe. E' um conjuncto de oito escolas, para a direcção das quaes
pedimos, de conformidade com a recommendação da Junta de Richmond, seja nomeada por esta Convenção uma só junta administrativa,
na mesma base em que é nomeada uma só junta para o Collegio 'e Seminario. do Rio. Si pudessemos achar um nome geral para a instituição inteira seria melhor, pois as suas funcções e actiyidades são majs
amplas que o~ seu nome actual indica; é mais que 'Collegio e Seminario.
Ficaremos gratos áquelle que nos snggerir um nome adequado.
Eis a organização:
I. COLLEGIO AMERICA.NO BAPTISTA, que abrange os seguintes cursos, de doze annos:
(1) Jardim da lnfancia, de dois annns. _\ cl'eação deste departament.o foi sempre um dos nossos sonhos. Antes do principio do anno
p. IJ. não passava de sonho. por falta de uma professora. No fim de
1923, d. Josepha Silva, bacharel em Sciencias e Letras pelo Collegio.
voltou da America do Norte, onde estudára numa das melhores escola~
ó curso completo de "Jardim da Infancia". E~te departamento tem tido
uma acceitaç,ão extraordinaria pelos recifenses.
(2) CtU'so Primario, de três annos. Este curso está sob a competente direcção de d. Bertha Hunt e 4 prufessoras, todas titulada::
pela nossa Escola Normal. A matricula de 'Í 92i attingiu a 110. Para
o anno funccionaráno seu proprio predio.
(3) Curso Medio, de -tr0s annos. E-ste. cUrso' 1'uncciona ·no seu proprio predio, com sàla~ ampla~. urrl corpo' docente- de oito profes&ôres.
lodos diplomados pela Instituiç,ão, sob a habil direcção do professor
Carlos Barbosa, que fez os seus estudos no C. A. B. e nus Estados Unidos da America do Norte. A matricula de 1924 attingiu a 291.
(4) Gymnasio. E' um curso de quatro annos, que inclue no seu
programma os doze preparatoriós _.exigjslo$'. pelas.· Í.!l6uldades s:uperiores
94
CONVENÇÃO' BAPTISTA BRASILElttA
do país. Este departamento está sob a direcção immooiatâ do dr.' R:· S.
Jones, vice-presidente 'da, Instituição, auxiliado por seis lentes' competentes, que dedicam todo o seu tempo ao ensino. Provisoriamente
occupa o predio das Escolas Commercial e Superior Literaria.
II. ACADEMIA COMMERCIAL, de quatro annos, com seis lentes
sob a direcção provisoria do director do Gymnasio. A matricula de
1924 attingiu a 187. Esta escola já collocou no commercio do Recife
mais de 200 moços e moças. Não ha casa bancaria ou commercial importante, nem repartição publica do Recife, que não conte entreoa
seus empregados, um ou. mais alumnos desta escola.
III. COLLEGE (empregado no, sentido americano). A parte literaria, qué actualmente abrange um curso de dois annos, está sob a
direcção do dr. Luiz de França Pereira, bacharel em direito e actualmente presidente da Academia Pernambucana de Letras, e aulor de
reputação internacional. O objectivo deste curso é dar uma cultura
mais larga á~ humanidades e especialmente ás literaturas portuguêsa,
inglêsa e francêsa. A. parte scientifica está sob a direcção dos drs.
John L. Bice, da Universidade de'Texas, U. S. A., dr. Guilherme Gueisner, da Universidade de Vienna, 6 o bacharel Arnaldo Poggi. Esta escola offerece uIll curso de dois annos em Chimica e Physica, industrial e commercial, incluindo um curso completo na especialização da
canna de assucar, o producl.o principal desta zona. Funcciona no seu
proprio predio, com laboratori'o completo e amplo.
IV ESCOLA XORMAL. Depois da fundação do Collegio, h8 19
annos, sentia-se a necessidade de professores devidamente preparados. Assim é que por muitos annos a Instituição vinha offerecendo um
curso limitado que Yis~va o preparo de professores para as escolas primarias. O successo colhido neste curso, juntamente com a necessidade
de professores para o curso medio, não só da nossa instituição, mas
dos outros collegios já fundadus. e a serem fundados no norte do país,
obrigaram-no:;: a transformar (} simples curso normal em Escola N~r­
mal, que offel~ecp 5 annos de trahalho. Esta escola visa o prf'paro de
p1"ores~oras para as escolas primal'ia~ e média~.
Só augmentaremos
este programma., si as circumstancias ]lOS obrigarem a faze-lo. Quando
outros, melhores· apparelhados, puderem fornecer os professores de
que as nossas escolas d~ norte carecem, de bom grado acceitaremos a
sua cooperação, mas emquanto eonLinuarem a não poder f.ornecer nem
o seu proprio prOfessorado, somos ob~igados a preencher a lacuna.
Neste' primeiro ann" dez alumnos estudaram na escola. O corpo docente é composto de cinco instruétores. Além dos cinco annos de estudo. ós professores são obrigadOS a ter um anno de pratica antes de
serem diplomados.
\" ESCOLA DE MUSICA. Eslaescola é tambem umagrandeevolução., Sa emeo annds começámos, ~m uma SÓ professora, que ensinava
RELATORIO.DO C.OLLEGIO E SEMINARIO ;DO RECIFln
95
solfejo, piano:,. canto e violino. HOje. a escola conta no seu 'corpo do,..
cente seis ,professores e esperamos mais outro casal antes da abertura
das aulas em Fevereiro. A' frente desta escola acha-se o maestro Antonio:de Alcantara, que serve, na qualidade de secretario, de professor
de solfejo :e director da orchestra. A' frente do Departamento de Canto
acham-se as. eximias professoras D. Frau Elise Jehle; outrora' professora do Conservatorio de Berlim, e D. Alyna Muirhead,alumna desta
e de professores .celebresna' America do Norte; Sr. Aureo Bandeira,
hoje reconhecido como o primeiro violinista de Pernambuco e que,
formado pelo Conservatorio do Rio de Janeiro, está fazendo um optimo
lrabalhocomo professor da nossa ·escola de musica. Consideramos
como a maior acquisição, D. Maja Fausei, professora de. piano. Pianista, ex-aI um na do professor Max Von Paner, diplomada pelo conservatorio de StuttgarL (Wurttembergia), 4 annos foi professora do Instituto "Paulimenstift", em Friedrichsnapen. Ex-professora da Duqueza
de Wurttembergia.
A' frente da musica sacra acham-se os professores J. And"erson
Lyle e D. AlynaMuirhead. A influencia deste departamento está sendo
sentida em lodasas igrejas do norte, e com a chegada do ciasal Zimmeramn, esperado, em Janeiro, este departamento deve prestar grandes serviços á causa. o estudo de musica é obrigatorio para os seminaristase alumnas da E. T. C.
VI. O CQLLEGIO DA BIBLIA, cujo plano geral já .foi apresentado pelo dr. Taylor, nas seguintes palavras:
A Suprema emphase da nossa instituição tem sido sobre a educação do jovem ministro de ehristo nas Escripturas. Ha oHo annos,
nOSSO:-i seminaristas estudavam mais livros a respeito da Biblia do que
as proprias paginas desta. Mas. com o desenvolvimento de um corpo
docente adequado, não ~reso a tantas outras responsabilidades que
não restasse tempo para séria interpretação da Biblia, mas somente
para aproveitar estudos alheios, de segunda mão, num livro, o propi'io
Seminario cbegou a fazer da Biblia seu texto por excellencia no vernaculo e nas linguas originaes. Mantemos estes propositos c curso~
eomo outrora para os alumnos ~diantados."
"Porém, a separação organica do Seminario do Collegio e a occupação consequent-e dO$ lentes do Seminario, quasiunieamente, no
ensiíl(') d.e suasmaterias theologicas. deixaram os 'principiantes sem a
devida instrucção bíblica. A reunião das instituições vem remediando
esta falta, havendo este anno ensino biblico systematico, desde o depart.amento primario até o Seminario. Tambem a experien(}ia ·deste
anno nos levou mais um passo adiante, a bem dos ,principianLes.
'"Chcgámo8 á {'.Jnclusão de que a inexpel'iencia -dest-cs tOI>na :ueéessal"ia a ap,plic~ão da Pá\asra dé"~us ás ·s~as iVidas::e'ÓónSci.elWw.s.
· OONVENÇÃO BAPTISTA BRASlLEIltA
no, pr,incipio dei seus cursos e não depois de seus estudos. literarios.
Porisso,.:deliberámos remover 'os seminaristas do ·meio ,dos dormito,rios do OoUegio, para um .dormitorfo adequado· fóra do sitio do Collegio, ,e responsabilizar 'umafaroilia dentre 'ós professor.es para superintender o dormitorio.a ,disciplina e o trabalho religioso dos al~mnos.
sob a direcção geral <do presidente e vice-presidente da Instituição.
"O plano que contemplamos dará uma' especie de três colanias
ou nucleos de actividade· educativa: o dormitorio das moças, num predio ideal para seus fins, sito na rua Pereira da Costa, antiga do Padre
Inglê~, sendo a directora das trabalhadoras chrislãs D. Pa&lina White
e os responsaveis pelo ct'ormitorioa familia Bice, oCol1egio ~mericano
Baptista e escolas alliadas '(normal, commercial, scientifica, etc.), sob
o immediato cuidado {}as familias Muirhead e Jones, e odormitorio
dos seminar-istas, a· Livraria Baptista; a typographia, uma bibliotheca
evangelica para o publico e as classes ,do Collegio da Biblia, sob a' responsabilidade da familia Taylor. havendo para lodos os alumnos um
refeitorio .commum, no centro, como sempre, sendo esLe' ,0 maior factor na economia, admüÍistnativa.
Será
associado comnosco na livrai
'
ria,bibliotheca evangelica e typographia o irmão Luiz Santanna."
VII. ESCOLA DE TRABALHADORAS tCHRISTANS. Esta escoJa'
visa o preparo de moças crentes para o trabalho nas igrejas e nas escolas annexas. Q curso é de dois annos e consiste em estudos biblioos
e pratioos esoolhido$ das materias offerecidas no Collegio da Biblia, e
certas disoiplinas literarias.
VIII. O ponto culminante da nossa instituição é o SEMINARlO,
que offere.ce dois cursos complet os, um de dois annos e outro de irê"
annos, conferindo os gráus -respectivos de baoharel . em Theologia e
mestre em Theologia. Para continuar o trabalho biblico, começado no
Collegio da Bíblia, .pelo .qual lodos ·os seminaristas t,eem de passar.
achou-se conveniente f.azer os estudos gymnasiaes e theologioos ao
mesmo tempo, permittindo assim ao alumnocompleLar os cursos de
bacharel em sciencias elelras e theologia ao mesmo tempo. Para
obter o gráu de Mestre em· theologia, torna-se necessario mais um
anno de estudo e a apresentação de uma the8e.
As aulas do SeminatiQ te em funocionado com toda a regularidade, durante os dois nH imor:; annos;"desde a uUJma Convenoão, ainda
.que oom numero reduziPo"devido '.~ sabida 4e' alguns profess9res e
alumnós no p1!incipio dê ül~3.:Felizmente,.. alguDsd~Les jáwoltttr"am .
.e.outrQ8ioraín:;a6~eitos. ~j:).ara .o aimo, o numero, tanto d.e jpstruc.tores oomo de Alunmos, ,se&ã '&ugmentado. o. "corpo d0gente actual ,é
composto de 5 missionarias e 2 pastores brasileiros. Todos concluiram
,() seu preparo nos melhores seminarios dos Estados Unidos da Amerioa do No~ a. sab~r, em L9uisvi11e ê" Fort WQrth, , e teem demonstra:dQ.a'~ua. e~~p~;t~i~~QIÍlo 1~,1J:~,8.
.
~J:" .. , " ,
"," , • ,
ii'
RELATORIO DO COLLEGIO E .SEMINARIO DO RECIFE
97
FINANÇAS
o Collegio e Seminario continuam a fazer importantes contribuições á denominação. Desde a ultima {J;onvenção a instituição tem
con'lribuido em ensino e pensão em favor dos seminarist.as e alumnas
da E. T. C. e outros crentes. e filhos de crentes .com a bôa somma 'rll'
mais de 100 :000$000. A contribuição total feita pela jus! ituição 'durante os se~s 19 annos está calculada em mais de 600 :000$000. :\ão P.
com espirito de jactancia nem de queixa que !lpresentamos uma parte
bem insignificante d~ real serviço ·que a instituição tem prestado á denominação. Somos gratos a Deus pela opportunidf.de de servir á causa,
e esperamos no futuro ,poder servi-la melhor. A-penas pedimos. o que
parece justo, a gratitlão e a cooperação por parte de todos os baptista-s
deste glorioso pàís.
BALAIVCETE PARA 1923
Entrada
3:917$081
45:000$000
-10:282$000
94:131$500 90 :~5t1:n;W
5ü :,868$750 95 :·G85$200
878$980
6 :079$9'80
18 :182$6-40 j7:989$100
3:317$280
803$900
4:860$000
9 :7:?1:i~750
Deficit de 1922
na
Ju~a
de nichmond
Diversas Fon! es
P('n~ão
,
Ensinu
.\luguel
Movimento da Livraria
Luz e Telephone
'- S('uctaria (px'pedipnle)
\
\
Pl'opagal\(J~
Equipunll'nl u
CreadoR
I :771 ::;?OO
:1:054*?1r>
•
7:688$900
11 : i fi\)~16n
2o:9!11$:!·H 19: 4IHi~H()O
28: 195$841 14:887$950
10:560$600
~itio
Concerto;.;
:\1 iS('I'Jlant'u
ES('(da iI(' Tl'ahalhadnl'as Christal1s
Seminario
Contas a receber
COlltãs a pagar
Mercadoria exisfe~lt e
.\..
"
3:1:Ji$;)20
22:0Q5$840
23 :100$669
Saldo'
Sahida
~ij.2 ;i46$-3~-5
"
312;246$395
I
'CONVENÇÃO 'BAPTISTA BRASILEIRA
BALANCETE PARA 192i
... ~'-
Entrada
Saldo de 1923
Da Junta de Richmond. para o Collegio
.,
Diversas Fontes
Pensão
Ensino.
.'
.
~luguel
Movimento da Livraria
Luz e Telephone
Secretaria (ex.pediente)
Propaganda ..
Equipamento
Creados .
Sitio
Concertos
Bilbllotheca _ _
Labora lor io
Enfermaria
Lucr~s e Perdas
Mi scellanea
na Junta· de Richmond para a E. T. C.
Escola de Trabalhadoras Çhristans
Seminario ..
Da iJunta ele Richmond para o .8eminario
Contas a -Receber.JJo '~ollegio
\Iercadoria Existente na Livral'ia
Stock .Existente na Typographia
.Contas a Receber, da Typographia
Productos Chlmicos Exist. no Laboralorio
'Saldo
',;
..."
".
Sahida
23:100$669
22:000$000
9:423$000
119:053$600 10-1 : 460$645
63:424$800 106:312$000
20$000
3:026$i04
18 :H}1$800 17:122$000
4:774$763
1:157$700
16-:034$800
20:93-9$900
3:249$360
2:083$800
7:483$150
1:604$350
1 :546$190
282$500
6 :861$140
4:028$500
13:750$000
4:123$584
I -'1 : 5U~$25U
16:247$590 18:661$~O(}
18:333$326
8:955$600
20:278$000
633$000
9:468$957
932$650
22:631$883
350~852$680 350:852$680
RELATOiUO DO cottEGIO
É SEMiNARÍO
nó RECIFE
99
ESTATISTICA
Distribuição por cursos dos alumnos" d~, 1923 :
Primario
Medio
Gymnasio
Escola ,Commercial (Diurna)
Escola ,Commercial (l\"octurna)
Cursos Superiores
Musica
140
297
66
88
•
99
32
.- 69
/91
Contados duas vezes
em dous cursos
por
serem
matriculados
TaLaI liquido
110
.tiS 1
Distribuição por cursos dos alumnos de 1924:
Jardim da Infancia
Primario
Medio
Gymnasio
Academia Commercial· (Diurna)
Academia Commercial (2\;octurna)'
Superior
Musica Normal
Escola de Trabalhadoras Chrislans
Seminario
10
109
291
70
56
120
6
71
tO
20
15
718
Total de alumnos matriculados
Duplicatas
778
94
Total liquido
684
Ap'provado pela Junta Administrativa em ·sessão de 5 de ~ovem­
bro de 1924.
ANNEXÓ
N
.
G
•
7
Yilla Nova de Gaya, 30 de Dezembro de 1924.
Prezado irmão Mauricio.
•
Na vespera da sua viagem, perlia ao irmã'o de apresentar na Convenção das Igrejas do Brasil {) meu I f'stf'rnunho de apreço 'pelos valiosos esfôrços das ~esmas. feitos até hoje, em / prol da evangelização de
Portugal, ainda que esse meu testemunhQ seja de pouca importancia.
GlorIosa campanha, irmão! Que melhor :parte ,póde ter quem luta
contra as trevas, a bem do Reino do nosso amado Mesf:re?
Sómente pedir{'i mais que eu, tendo 76 annos em Po.rtugal, pelos
poooos dia~ que me restam de vida, ·possa ainda vêr que os irmãos no
Brasil nunca se esquecem do clamor dos portuguêses, que pedem lhes
dêem o Evangelho da graça dei nosso Senhor Jesus Christo, ajudandonos sempre até que Portugal fique, semeado de Baptistas zelosos da
honra de Jesus.
.
Rogando que o Senhor da gloria acompanhe a Convenção em toda
a sua obra e deliberações e Lambem pelo irmão, para que em tudo seja
acompanhado da benção do Altissimo,
Sou, seu irmão na fé de Jesus,
Joseph lones.
.
.
ANNEXO N. 8
RELATORJO DA COMMISSÃO ENCARREGADA DO
MEMORIAL AO DR. ZACHARIAS C. TAYLOR
A Commissão abaixo indicada, incumbida de levantar recursos
para enviar aos Esta,dos Unidos da A.merica do ~ortf' um monumento
feito de gra~ito brasileiro, para ser -collocado sobre o tumulo do nosso
. saudoso missionalLÍo Rev. Dr. Zacharias C. Taylor, como prova da nossa
gratidão a este ob.reiro abnf'gado e dedicado que gastou a sua vida em
prol da evangelização, vem relJ.iar-vos o seguinte:
-1. Que as contribuições em prol desta obra alcançaram a quantia de 2: 175$400, inclusive a somma recebida do thesoureiro da Convenção de 1922, pat enteando assim à unh'ersalidade da psf ima em que
era tido o obreiro denodado.
2. Que a pedra foi adquirida, preparada e enviada por intermedio da Companhia Ex-presso Federal aos filhos do Dr. Z. C. T., em
prineipi68 do mês de Abril de 1924.
3. Que a dita pedra chegou ao porto de Xova' Orleans, E. U. A.
do N., onde foi detida .pela Alfandega, como sendo ;'obra de arte" sujeita ao pagamenf o de sessenta e tantos dollars, além das despezas de
armaienagem, que já devem montar a mais de cem dollars.
4. Que os filhos do saudoso missionario tudo têm fe'ito pa,ra retirar essa pedra da Alfandega, não o tendo conseguido até ao .presente,
por falta dos necessarios recursos.
5. Que a Commissão, depois o'e ter pago as despezas da compra,
prep'aro e despacho da pedra, tem em mãos da Junta Patrimonial a
quantia de 350$000, que não dá para ,pagar essas despezas da Alfandega, o transporte de ~ova Orleans até o cemiterio de Waco, Téxas, etc.
6. A Commissão solicita mais ipstrucções sobre o que deve fazer
nesta eIQ,ergencia, julgando de melhor alvitre pedir á nossa Junta em
Richmonct' tomar a si a tarefa. garantindo o \pagamento de qualquer
.despeza que porventura venha a ter.
7. Com relação ás placas de bronze para serem collocadas na Primeira Igreja Bapti-sta da Bahia e outra no Collegio Taylor-Egydio, a
Commissão ainda não eogitou na realização çlesta [parte da sua incumbencia.
À' Commissão:
Salomão L. Ginsbttrg, relator.
C. C. Duclerc.
f
'--
(O Dr. J. N. Paranaguá está ausente.)
CON\'tNÇÃO BAPTISTA BRASILEIRA
14& Reunião Geral
MOVIMENTO FINANCEIRO
RECEITA
1· Egreja Bapfista do Rio_.:. __________ ... _
Igreja do Realengo - D. F. _______ .... ___ _
.. do Zumby - Pernambuco __ __ ___ _
.. 2 de JuÍho - Bahia. __ __ __ __ __ __
do S"alvadol' - Bahia __ -_________ _
" Taquarussú - - E. do Rio __
Correntezas - E. do Rio _____ _
" de Pilares - D. F. ________ :._
Curityba - Paraná ________ , __
" Serra. do Victorino - Bahia __ .___ _
Olhos p'Agua - Bahia__ __ __ __
Santõ Antonio de Jesus- Bahia__ __
,. Jaguaquara"":"" Bahia__ __ __ __ __ __
" Agua Fria - Recife ___________ _
Santo Amaro - Recife__ __ __
" de Madureira - D. F. _________ _
" California - E. do Rio __ __ __ ___ _
" Imbahú - E. do Rfo __ -- -- -- 1- -Rio Novo - E. 8anto _________ :.. __
" de Castello - E. 8anto__ __ __ __
" Jacarépaguá - D. F. _________ _
São Christovam - D. F. __ __
" Ilha do Governador - D. F. __
" de Villa Christallina - Goyaz __
" Laranjeiras - D. Federal ___ _
" Corumbá - M. G. _________ _
" cà.mpo Grande - M. G. ____________
" Ipamery --- Goyaz _____________ _
.1a Igreja do. Parahyba - ParahYba do Norte
Igreja de Guarahira - Parahyba do Norte __
" de Cantaga.11o - E. do Rio__ __ __ __
" São Lulz do' Maranhão, Maranhão __
" Nova 19uasstl - ·E. do &10 _______ _
2· Igreja Baptista do 1\faranhão - Maranhão
Igreja de Duas Barras - E. do Rio ___ _
tf'
de Natividade - E. do Rio _____ _
" de S. Domingos - E. do Rio __
Transporte._
o
200$000
6$000
253000
50$000
50$000
10$000
10$000
10$000
50$000
10$000
20$000
20$000
100$000
20$000
10$000
70$000
6$000
15$000
100$000
50$000
40$000
50$000
60$000
30$000
50$000
30$000
10$000
30$000
16$000
5$000
6$000
1~$000
20$000
20$000
5$000
10$000
10$000
1:232$000
MOVIMENTO
FINANCEIRO
Transporte__ __ __ __
Igreja de Liberdade - E. do Rio__ __ __
de Padua - E. do Rio _________ _
de Agua Clara - São Paulo _______ _
" de Conceição de Macabú - E. do RiG
de Ilheitas - Pernambuco __ __ __
do Caldeirão ~ Bahia ____________ /
do Meyer - D. F. - __________ _
de Varge!ll Alta - E. Santo ___'_
de Maria Luiza - Páraná- ______ _
Assunguy - Paraná-_ __ _~ __
de Serra Negra - Paraná •
Haquy - Paraná - ________ _
de Plataforma - Bahia _____ _
de Morundú - E. do Rio _____ _
de Ricardo de Albuquerque - D. F.
em Ba.rra' de Itabapuana - E. do Rio
de Campos ~ E. do Rio _______ _
de Sarandy - Minas _________ _
de Corrego do Vianna - E. do Rio
Campo Sergipano __ - ______________ _
Igreja do Divinopolis - Minas _______ _
de Apparecida - E. do Rio _____ _
do Engenho de Dentro - D. F. ___ _
da Tijuca - D. F. _____.____ _
de "Nictheroy - E. do Rio __ -- -- --
10:-1
1:232$000
5$000
10$000
50$000
10$000
20$000
10$000
50$000
15$000
13$300
20$000
6$000
15$000
10$000
10$000
20$000
20$000
10$000
20$000
11$000
50$000
30$000
5$000
100$000
50$000
50$000
1:842$300
DESPESAS
SeBos para correspondencia ___________ _
Despesas com a policia" Sàlvo-conductos, etc.
Lancha para os men~ageiros ____ -- -- -- -Despesas com bagagem dos mensageiros __ -Ditas com hospedagem do dr. Love (Taxi) __
Ditas idem idem no Hotel GloriL ___ -- -- -6 quadros do Rio de .Janeiro e films. etc. -7 telegrammas pagos ao Dr. Orlando Falcão -Despesas com a recepção do Dr. A. Mauricio
Despesas com a estatística ____ -- -- -- -1. 000 programmas da Convenção __ -- -- -- -Impressão de fitas dá Convenção -- -- -- -Hospedagem dos mensageiros· no Internato
Masculino ____ :_ -- -_ -- -- -- -- -- -Dito idi;lm no Internato Femini-no __ -- -- -- -Despesa.s de recepção pelo irmão J. A.
Magalhães • ____ .. -- -- -- -- -- -- -Dito idem, ao mesmo irmão -- -- -- -- -- -Balanço én~regue á Casa Public3.dora . para
public'à.gão das actas da Convenção -- -1~tRl--
-- -- -- -- -- -- -- -- -- --
10$000
27$500
35$000
125$000
33$000
219$500
47$700
54$900
25$000
40$000
90$000
58$000
371$000
106$000
10$600
8$300
...- 5~.0$800 "
1:842$300
COMMISSÃO DE ESTATISTICA
"-
Não tendo esta Commissão recebido estatistica completa de todos os campos, reserva-se para fazer mais tarde
a publicação da Estatistica geral, referente a 1924, em
folheto, acompanhada dos nomes e endereços dos. pastores
baptistas no Brasil.
Pela Commissãà,
s.
Fevereiro de 1925.
L. GINSBURG, relator.

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