secovi rj - Haganá Segurança

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secovi rj - Haganá Segurança
CARTILHA DE
SEGURANÇA
CONDOMINIAL
SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO
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2. INTRODUÇÃO
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3. SEGURANÇA: UM DEVER DE TODOS
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4. COMO PREPARAR O SEU CONDOMÍNIO
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5. ORIENTAÇÕES AOS SÍNDICOS
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6. ORIENTAÇÕES AOS PORTEIROS
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7. ORIENTAÇÕES AOS MORADORES
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8. LOCAÇÃO POR TEMPORADA: MINIMIZANDO OS RISCOS
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9. O PERIGO MORA AO LADO
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10. TRABALHANDO COM A POLÍCIA
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11. CURSOS
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12. TERCEIRIZANDO A SEGURANÇA
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13. CONSIDERAÇÕES FINAIS
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1. APRESENTAÇÃO
Como representante legal dos condomínios residenciais, comerciais e mistos em
todo o Estado do Rio, o Secovi Rio, com mais de sete décadas de atuação no
segmento, sempre esteve atento à questão da segurança predial, promovendo
treinamentos, cursos e palestras para profissionais de portaria, moradores e síndicos.
Em nossos eventos gratuitos, entre eles a Feira Secovi Rio de Condomínios, e em
outros de menor porte, nas cidades onde o Sindicato possui representação, também
procuramos abordar o tema, fundamental para garantir o bem-estar daqueles que
vivem ou trabalham em edifícios.
Sabemos que os governos e seus mecanismos oficiais não são os únicos responsáveis
por promover a segurança. Os malefícios e benefícios da vida coletiva também são
resultado de nossas ações individuais somadas. Por esse motivo, lançamos em 2000
um programa de treinamento em segurança, em parceria com a Polícia Militar,
oferecendo cursos em várias regiões da cidade. Em 2006, publicamos a cartilha
“Trilogia – Práticas para um Condomínio Seguro”, uma excelente fonte de
informação utilizada até hoje pela Polícia nos cursos ministrados para a população em
diversos batalhões.
Já era hora de nos dedicarmos a um novo projeto nessa área, com atualizações e
dicas que serão extremamente úteis para gestores, empregados e todos aqueles que
vivem ou frequentam os condomínios fluminenses. O Rio está em constante
transformação, e, assim como a cidade muda, é preciso também renovar as técnicas
de segurança, reforçando, obviamente, aquelas que são eficazes em qualquer
momento histórico.
Por isso lançamos a “Cartilha de Segurança Condominial”, cujo conteúdo tem como
base o material da “Trilogia”, elaborado, na época, com a supervisão do consultor
Raimundo Castro, um dos maiores especialistas no assunto no País. Contamos
também com a colaboração da Haganá – empresa fundada em 1997 e que é
referência em terceirização de serviços de segurança – como patrocinadora deste
projeto. A intenção é fornecer informações valiosas para que o seu condomínio
assegure aquilo que todos nós almejamos sempre: segurança e bem-estar.
Boa leitura!
Realização:
Patrocínio:
SINÔNIMO DE SEGURANÇA
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2. INTRODUÇÃO
O lar é o espaço mais íntimo do homem e de sua família e deve, necessariamente, ser
o seu refúgio, o seu abrigo seguro. Você estará sempre melhor se ele dispuser dos
recursos de segurança adequados, num ambiente sem paranoia, usando menos força
e mais inteligência.
A redução da violência não é apenas uma atividade da Polícia e das autoridades, mas
uma tarefa com a qual todos devemos colaborar. Individual e coletivamente, nos
condomínios, nas escolas, nos locais de trabalho, nos bairros ou em associações
comunitárias.
É importante sabermos que a prevenção pode começar com a prática de relações
pacíficas nas famílias e nas relações entre condôminos, empregados, administradores
e síndicos.
Exercida pelo poder público – através da Polícia e da Justiça –, a segurança vem sendo
objeto de atuação direta da sociedade, que reconhece as dificuldades do Estado
diante da violência. Desenvolver mecanismos que diminuam as possibilidades de
crimes e que atuem sobre o clima de hostilidade entre pessoas e grupos sociais é
tarefa que poderá gerar frutos positivos para a nossa sociedade.
Existem duas razões para que o crime aconteça: a primeira é a vontade e a segunda
é a oportunidade. Em relação à vontade, pouco se pode fazer, mas, em relação à
oportunidade, pode-se impedir que ela apareça, adotando-se medidas preventivas.
Os crimes contra condomínios acontecem a todo momento, basta prestar atenção
nos noticiários. Mas evitar que isso aconteça é mais simples do que se pode imaginar.
Uma das questões fundamentais é a integração entre equipamentos, funcionários,
síndicos e moradores. Nosso objetivo é orientar os profissionais que trabalham nos
condomínios, seus moradores e administradores sobre como utilizar os recursos
tecnológicos e também como se portar diante das situações de risco, evitando-as.
Aqui abordaremos os caminhos
que os profissionais dos
condomínios, os moradores e
administradores podem seguir
para eliminar as facilidades,
principais causas dos assaltos.
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3. SEGURANÇA: UM DEVER DE TODOS
Para um dos maiores especialistas no assunto, Raimundo Castro, consultor do Secovi
Rio, o mais importante é aliar tecnologia a recursos humanos bem preparados.
Não existe uma receita pronta para se ter um bom sistema de segurança. Consultar
especialistas confiáveis e ficar atento para as particularidades do condomínio são
atitudes fundamentais para o sucesso. É preciso reforçar: um bom sistema de
segurança é formado com a adequação das instalações, o uso de equipamentos
eficientes e funcionários treinados.
A isso damos o nome de “trinômio da segurança”.
TRINÔMIO
DA
SEGURANÇA
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4. COMO PREPARAR O SEU CONDOMÍNIO
Quando se fala em segurança, aliar soluções de arquitetura com equipamentos
modernos pode ser uma solução inteligente. O intertravamento, um sistema de
controle de acesso simples e fácil de operar – ideal para entradas de condomínios
(garagem ou sociais), onde dois portões formam uma eclusa –, afasta os marginais.
Nesse sistema, o funcionário da portaria deve garantir que uma porta só abra quando
a outra já estiver fechada. Os assaltantes evitam lugares que dificultam a fuga.
O CFTV é o sistema mais utilizado atualmente pelos condomínios para garantir a
segurança. Mas muitos não conhecem bem os recursos do sistema, portanto não
exploram como deveriam. O CFTV bem utilizado é o mais eficiente processo
preventivo e inibitório de um sistema de segurança. As câmeras devem estar
posicionadas na entrada do prédio, monitorando a entrada social, a entrada da
garagem, o interior da portaria e da garagem e os elevadores.
Recomenda-se ao síndico dar preferência aos sistemas de gravação do tipo digital.
Eles são mais confiáveis, gravam quantidade muito maior de horas, trabalham com um
número superior de câmeras simultâneas e têm boa qualidade de imagem, facilitando
uma eventual necessidade de identificação.
O DVR (Digital Video Recorder), sistema responsável por gerenciar e armazenar as
imagens das câmeras, pode ser de dois tipos: stand alone ou por computador (base
PC), sendo o primeiro mais acessível financeiramente.
O monitoramento por câmeras começou a surgir na década de 1980. Elas eram
grandes e os demais equipamentos eram bem menos modernos. Hoje existem
câmeras IP, que podem ser acessadas e controladas pela internet, com movimento
horizontal e vertical (pan/tilt), zoom com infravermelho, entre outras tecnologias.
CFTV
DVR
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Se seu condomínio ou prédio é do tipo comercial, há que se pensar em investir num sistema
de Controle de Acesso, utilizado para limitar e controlar os acessos e a circulação nas
instalações. Ele conta com um gerenciador com software específico, com dispositivos como
catracas, cancelas, portas e portões com abertura eletrônica, interface remota com coletores
para leitura de cartões e liberação de acesso, além de terminal de cadastramento de visitantes.
Tanto as residências localizadas em condomínio fechado quanto os imóveis construídos em
vias de acesso público necessitam de, no mínimo, algum sistema que aumente o nível de
segurança do local, oferecendo mais proteção aos seus moradores e visitantes sem interferir
na comodidade deles. A Haganá elaborou um checklist comparando as ferramentas
recomendadas para as residências condominiais e para as casas de área externa (na rua):
RECOMENDAÇÕES
Fora do residencial
Dentro do residencial
Guarita blindada
SIM
NÃO
Sistema perimetral
SIM
NÃO
Sistema de câmeras
SIM
NÃO
Sistema de sensores
SIM
NÃO
Controle da segurança sobre as portas de acesso
SIM
NÃO
Quarto de segurança
SIM
NÃO
Equipe de segurança
SIM
NÃO
Sistema de alarme interno
SIM
SIM
Projeto estratégico de segurança
Ainda de acordo com especialistas da Haganá,
como o projeto estratégico de segurança é
elaborado conforme a análise dos
especialistas e seguindo as
necessidades
de
proteção do local, o
conceito de segurança
elencado a seguir pode
ser
aplicado
em
qualquer segmento, seja
ele
um
condomínio
residencial ou corporativo
(horizontal ou vertical), indústria,
comércio, escolas, hospitais, entre
outros. Sempre protegendo as quatro
áreas.
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Para que a equipe de segurança tenha o domínio total do estabelecimento em que os
serviços são prestados, é preciso controlar quatro áreas, que podem ser distinguidas
em qualquer local. São elas (destacadas em vermelho):
ÁREA CRÍTICA – É definida pela entrada de veículos e pedestres. É considerada
crítica, pois a maioria das invasões começa ou termina por ela.
ÁREA DE INVASÃO – É delimitada pelo perímetro, ou seja, o muro que faz divisa
com a rua e com os vizinhos.
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ÁREA DE PERIGO – Esta área é definida pelos acessos à própria edificação
(acessos à portaria e recepção).
ÁREA DE CONTROLE – É o espaço entre a área de invasão (muros) e a própria
edificação. São, portanto, os pátios internos.
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5. ORIENTAÇÕES AOS SÍNDICOS
O síndico tem um papel fundamental, já que ele pode transmitir aos moradores e a
outros usuários diversas dicas simples, que não representam custo algum, mas
funcionam. Ele tem que ser um multiplicador, e isso pode ser feito por diversos meios:
nas reuniões da assembleia, com cartazes e circulares afixados nos murais e
elevadores, ou dicas publicadas nas redes sociais, que alcançam principalmente os
jovens. Todo prédio ou condomínio precisa ter um conjunto de normas que
orientem seus moradores com relação à segurança. Evitar a ocorrência de situações
de risco é tarefa de todos.
A técnica, hoje, supera muito a força. A combinação de tecnologia e recursos
humanos bem preparados é que tem mostrado maior eficácia. Não existe receita
pronta para se ter um bom sistema de segurança. Consultar especialistas confiáveis e
ficar atento para as particularidades de seu prédio é fundamental para o sucesso.
Embora no período de férias as pessoas costumem viajar, em muitos condomínios
acaba ocorrendo justamente o contrário: as dependências e apartamentos ficam
ainda mais cheios de crianças, visitantes e turistas de locação por temporada. Isso
significa que o síndico precisa redobrar a atenção.
Fique ligado nessas dicas:
• Um sistema de segurança é formado com a adequação das instalações, o uso da
tecnologia e recursos humanos treinados, o que se denomina trinômio da segurança.
• Um bom sistema de segurança começa pelas instalações. É sabido que, quanto
menor o número de vias de acesso, melhor o controle e menor o custo para
assegurar o patrimônio.
• Muros e grades são barreiras físicas que servem para canalizar acessos e proteger
o porteiro contra o elemento surpresa. Devem ter, no mínimo, 2,40m de altura com
proteção superior. No caso de grades, a abertura entre uma viga e outra não deverá
ser superior a 25cm.
• Passador de objetos é
um compartimento
destinado à
passagem de
encomendas, que
evita o contato
pessoal entre o
entregador e o
recebedor. Ele
pode estar acoplado
à grade, ao muro ou
a qualquer ambiente
antes do contato
físico com o porteiro.
Não deixe de ter um
em sua portaria.
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• Enclausuramento é o ambiente com porta dupla, usado para identificação de pessoas e
veículos, que tem por objetivo permitir o porteiro liberar os acessos para o interior do
prédio com segurança.
• Mande instalar um “ouriço”, barreira construída em aço sobre os muros e grades. O
objetivo é eliminar qualquer tentativa de invasão e/ou evasão dentro da área protegida, uma
vez que suas lâminas afiadas desencorajam qualquer tentativa de transposição.
• Circuito Fechado de Televisão (CFTV) é o sistema mais utilizado na atualidade. Entretanto
devemos conhecer bem seus recursos para explorá-lo melhor. Um CFTV bem utilizado é o
mais eficiente processo preventivo e inibitório de um sistema de segurança. Deve estar com
as câmeras posicionadas na entrada do prédio, monitorando a entrada social, a entrada da
garagem, o interior da portaria e da garagem e os elevadores.
• Estabeleça um sistema rígido de controle de entrada e saída do prédio. Providencie livro
específico para que todo visitante seja registrado na portaria. Como é proibido reter
documentos, oriente o funcionário para que peça uma identificação, anotando nome, número
do documento, número do apartamento a ser visitado, horário de entrada e saída do
visitante.
• Tenha cadastrados os moradores e uma relação de prestadores de serviços do prédio. Ex.:
empregados domésticos, pintores etc.
• Esclareça sempre aos moradores os procedimentos de segurança e peça a colaboração de
todos.
• A gravação das imagens deverá ser realizada em outro local distante da
portaria, para que os assaltantes não levem o equipamento.
• Dê preferência aos sistemas de gravação do tipo digital. São mais
confiáveis, gravam quantidade muito maior de horas, trabalham
com um número superior de câmeras simultâneas e têm boa
qualidade de imagem, facilitando uma eventual necessidade de
identificação.
• Se seu condomínio ou prédio for comercial, opte por um
Sistema de Controle de Acesso caso possa fazer esse
investimento. Trata-se de sistema utilizado para
limitar e controlar os acessos e a circulação nas
instalações. Tem um gerenciador com
software específico, com dispositivos como
catracas, cancelas, portas e portões com
abertura eletrônica, interface remota
com coletores para leitura de cartões
e liberação de acesso, além de
terminal de cadastramento de
visitantes. É de grande
utilidade no gerenciamento
dos acessos de pessoas e
veículos.
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• Intertravamento é o dispositivo instalado entre duas portas posicionadas de maneira que
possam manter o ambiente protegido. Garante que uma porta só abra quando a outra já
estiver fechada. O marginal evita lugares que dificultam a fuga.
• O interfone é a ferramenta de trabalho mais importante do porteiro – e a mais barata. Com
ele o profissional de portaria interage e evita o contato direto com uma pessoa estranha,
eliminando dessa forma a possibilidade da surpresa, ou seja, ser imobilizado por criminosos.
• Sempre que puder, faça um acordo de apoio mútuo com outros prédios e condomínios de
sua vizinhança. Use rádios transceptores de comunicação (walkie-talkies), pois eles facilitam a
comunicação e melhoram o padrão de segurança.
• Uma linha telefônica na portaria, bem utilizada, pode ser útil em caso de emergência,
tornando mais rápida a comunicação emergencial. Para isso é necessário ter os números dos
telefones importantes, com fácil acesso, principalmente os da Central de Operações do
Batalhão, delegacia, da Defesa Civil do bairro etc.
• É aconselhável estabelecer cartões de identificação para o acesso de veículo à garagem ou
selos adesivos para fixação no para-brisa.
• Estabeleça procedimento para os empregados do edifício, no caso de algum deles observar
que o carro que sai da garagem não é conduzido pelo morador. Recomenda-se entrar em
contato com o morador, mas se por algum motivo não for possível, o funcionário do prédio
deve agir de acordo com instruções previamente estabelecidas pelo síndico.
• O aluguel de vagas na garagem para pessoas estranhas ao condomínio deve ser evitado. Se
a Convenção do prédio autorizar, recomenda-se discutir a conveniência para o condomínio.
Lembre-se de que, quando os sistemas de interfone com vídeo são
ligados diretamente aos apartamentos, o nível de segurança de todo o
prédio ou condomínio fica muito mais baixo.
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• Solicite aos moradores que utilizem correntes e cadeados para bicicletas e motos.
• Para contratar funcionários, procure seguir estes passos:
• Entrevistar somente pessoas que tragam algum tipo de referência.
• Pedir indicações a conhecidos para a função que está vaga.
• Dar preferência a pessoas que tenham alguma experiência na área, principalmente para os
cargos de zelador e porteiro.
• Usar processos de recrutamento que incluam entrevistas, testes psicológicos e de saúde
física e mental.
• Verificar se todas as informações fornecidas pelo candidato são verdadeiras. Uma forma de
fazer isso é conferir a carteira de trabalho. Outra é entrar em contato com as referências e
empregadores anteriores e confirmar os dados.
• Nunca fazer as entrevistas em apartamentos do prédio (no seu próprio ou no de outros
condôminos).
• Informar os moradores sempre que um empregado for admitido ou substituído.
• Apresentar o novo empregado ou substituto aos moradores.
• O novo empregado ou o substituto não deve ficar sozinho até conhecer todos os
moradores e a rotina de trabalho do prédio.
• Evitar a rotatividade de funcionários é uma grande contribuição para a segurança do
condomínio.
• Profissionais bem preparados e treinados também são elementos fundamentais para a
segurança de todos.
TEM
EXPERIÊNCIA?
• Se o condomínio pretender terceirizar serviços, é importante pensar em todos os aspectos,
principalmente custos e segurança. Lembre-se de que os serviços prestados por terceiros
podem custar mais caro do que a contratação de pessoas especializadas. Pesquise, peça
orçamentos, solicite o auxílio de um conselho ou da administradora. Se escolher a
contratação de terceiros, faça, de tempos em tempos, uma tomada de preços cobrados por
outras empresas.
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6. ORIENTAÇÕES AOS PORTEIROS
Moradores bem instruídos, síndicos atentos, equipamentos de segurança de última
geração, tudo isso é importantíssimo. Mas um empregado mal treinado pode colocar
tudo a perder. O síndico não pode descuidar dessa parte. Às vezes uma conversa com
os empregados para passar algumas orientações pode surtir um excelente efeito.
A dica número 1 é: oriente o porteiro a jamais permitir que pessoas estranhas usem
o banheiro do condomínio. É um golpe comum, muitos assaltos foram praticados
dessa forma, inclusive utilizando mulheres grávidas como iscas. O funcionário deve
suspeitar de policiais militares, civis e federais, uniformizados ou não, em carros
particulares, querendo entrar no prédio.
Preste atenção nas orientações:
• Procure conhecer todas as instalações do condomínio. Isso melhora sua vida nos
momentos de crise e no auxílio aos moradores.
• Aprenda as normas de funcionamento e de segurança do condomínio.
• Fique atento para alterações na rotina do edifício. Avise ao síndico o que parecer
fora do comum.
• Ao assumir o serviço, faça uma ronda no prédio, verificando se todas as portas e os
portões estão fechados, e registre em livro próprio as observações feitas. O porteiro
substituto deverá ter o mesmo procedimento. Em caso de alguma irregularidade,
comunique-a imediatamente ao síndico.
• Não fique do lado de fora do prédio, ou próximo à grade, e não deixe portas e
portões abertos.
• Colocar o lixo na calçada, varrer a calçada e outros serviços devem ser feitos em
horários alternados para que a rotina não seja percebida. Fique sempre atento ao que
acontece em volta.
• Não converse com estranhos e em hipótese alguma forneça informações sobre o
condomínio e os moradores.
• Fique atento ao monitor para detectar a presença de estranhos nas proximidades
do prédio, principalmente quando as pessoas estiverem perto dos portões de acesso.
Evite a abertura dos portões até a eliminação da suspeita.
• No período noturno, mantenha a portaria com pouca iluminação, dificultando assim
a visão de fora para dentro. Já na parte externa é importante que a iluminação seja
forte e preferencialmente acionada por sensores de presença, uma vez que o
acendimento repentino dará ao elemento mal-intencionado a sensação de exposição.
Além disso, gera-se economia de energia.
Os alarmes sonoros devem ser evitados, pois podem provocar
reações violentas em criminosos, no caso de haver alguém sob
ameaça. Se forem instalados, eles devem ser discretos. Alarmes
luminosos também devem ser discretos, assim podem provocar
dúvida nos invasores, já que fogem do padrão normal. Os mais
indicados são os eletrônicos.
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• Nunca permita que pessoas estranhas usem o banheiro do condomínio. Muitos assaltos
foram praticados usando essa desculpa. Oriente a pessoa para procurar um banheiro público.
• Não se impressione com boa aparência e suposta autoridade. Muitos assaltantes procuram
parecer pessoas de alto nível social.
• Observe bem as pessoas, fique atento para algum volume suspeito no corpo do indivíduo.
Geralmente o porte de arma se faz pela cintura: a arma poderá estar na frente, junto à barriga,
ou atrás, nas costas. A arma poderá estar também do lado direito ou esquerdo da cintura.
Para disfarçar, o suspeito poderá estar com a camisa para fora da calça; ou para dentro, mas
um pouco mais frouxa na cintura; de jaqueta; de paletó ou de terno.
• Suspeite de policiais militares, policiais civis e policiais federais, uniformizados ou não, em
carros particulares, querendo entrar no prédio. Não abra a porta sem autorização, chame o
síndico e peça mandado judicial. Objetos que podem ajudar a escalar paredes, como escadas,
devem ser guardados em local seguro. Nunca os deixe largados.
• Mantenha sempre trancadas as caixas terminais e de distribuição de cabos telefônicos. Seu
manuseio só deve ser feito por pessoas autorizadas pela concessionária contratada ou pelo
condomínio. Se for contratado serviço de terceiros, é importante que um morador ou
representante do condomínio acompanhe.
• Se for adotado um código de segurança, em
hipótese alguma o esqueça e não comente sobre o
código fora do ambiente de trabalho.
• Lembre ao síndico sobre o cadastramento de
novos empregados ou moradores.
• Fique sempre atento para novas formas de
crime. Alguns assaltantes entram em prédios
disfarçados de prestadores de serviços,
por exemplo.
Se o morador estiver
acompanhado de pessoas
desconhecidas para você,
verifique se elas realmente o
conhecem.
• Contribua com sugestões que
possam melhorar a segurança no
edifício.
• Siga as orientações estabelecidas
para a segurança no condomínio.
• Evite conversar na calçada ou
próximo de grade vazada, através da
qual um marginal possa render você.
• Nunca deixe a portaria
abandonada.
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• Se houver sistema de circuito interno de TV em seu prédio, é importante que você preste
atenção nos monitores, mas não se distraia a ponto de prejudicar suas tarefas de rotina.
• Em caso de utilização de radiotransmissor, o som deste equipamento não deve estar mais
alto do que o normal, incomodando moradores ou perturbando a tranquilidade que deve
reinar na portaria. Ou, ainda, impedindo que você se concentre em tarefas como ouvir o
interfone, por exemplo.
• Tenha completo domínio do manejo dos equipamentos que estão sob sua
responsabilidade.
• Comunique imediatamente quando houver defeito nos equipamentos que você usa para
não comprometer a segurança.
• Não permita a entrada de pessoas estranhas no prédio, a não ser que o morador autorize.
• Utilize sempre o interfone, ele é um grande aliado.
• Identifique, pelo interfone, as pessoas que desejam entrar. Só abra a porta após
autorização do morador.
A entrada de entregadores de
flores, vendedores etc., ou seja,
serviços que não foram solicitados
pelo morador, deve ser impedida.
É comum assaltantes usarem
disfarces desse tipo. Se não houver
um “passador” de objetos no seu
prédio, fique alerta.
• Se você estiver identificando um estranho e
um morador quiser sair do prédio, peça a ele
que aguarde alguns instantes na portaria
enquanto você identifica a pessoa.
• Registre em livro específico (fornecido pelo
síndico) a entrada e saída de prestadores de
serviços. Antes de permitir a entrada,
confirme a solicitação do serviço com o
morador. Se for dada autorização para
entrar, peça sua identificação e anote seus dados (nome do
prestador, número do documento de identidade, nome da
firma, telefone etc.). Informe o morador quando o prestador
de serviços estiver deixando o prédio. Mesmo o profissional
já sendo conhecido, não permita que ele entre acompanhado de estranhos.
• Mensageiro com entrega só deve entrar no prédio após confirmação e autorização do
morador. Antes de abrir a porta, observe se existem pessoas próximas em atitude suspeita.
Em caso de dúvida, entre em contato com o morador.
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• Verifique se o mensageiro realmente se dirigiu ao referido apartamento. Após sua saída,
comunique-se com o morador e verifique se está tudo em ordem, informando também que
o mensageiro está deixando o prédio naquele momento.
• Exija a identificação dos empregados de concessionárias de serviços. Se for necessário,
confirme, por telefone, se o empregado é realmente da concessionária.
• Quando houver apartamento a ser locado ou vendido, exija a presença do corretor ou
proprietário do apartamento antes de permitir a entrada no prédio.
• Redobrar a atenção nos horários de maior movimento, que são os seguintes:
• Das 6h às 9h - quando os moradores vão para o trabalho ou para o estudo.
• Das 11h às 14h - chegada e saída de crianças e estudantes.
• Das 17h às 20h - também chegada e saída de crianças e estudantes, e chegada do trabalho.
• Atenção principalmente no horário da manhã, pois tem sido o período de preferência de
bandidos.
• O cuidado deve ser redobrado à noite.
• Atenção também nos finais de semana e feriados, quando o movimento de moradores e
visitantes se mistura.
• Observe os visitantes que chegam ao prédio. Se a visita for considerada suspeita, ou se saiu
e voltou com mais pessoas, o morador deverá ser comunicado imediatamente desse fato.
Suspeite se houver uma pessoa carregando pacote e parecendo estar à
procura de alguém no prédio, sem saber com segurança o nome do
proprietário.
• Fique atento em relação a estranhos que puxam conversa, pois criminosos tentam enganar
moradores e funcionários, fazendo-se passar por vizinhos e dando a entender que estão
acompanhando o morador.
• Observe se há indivíduos em carros suspeitos nas proximidades. Em caso afirmativo,
procure anotar os dados do carro (placa, cor, modelo etc.) discretamente. Entre em contato
com um morador e passe os dados que foram anotados. O morador deverá ligar para a
Polícia.
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Em caso de dois ou mais portões, abra o primeiro portão, deixando o
segundo fechado. Após a passagem do veículo, feche o primeiro e abra
o segundo.
• Observe se há pessoas paradas por mais de 10 minutos nas imediações ou entradas dos
edifícios. Anote as características físicas e se comunique com um morador.
• Antes de abrir o portão da garagem, observe sempre se existe algum movimento suspeito.
• Quando você for abrir o portão da garagem porque chegou um carro e, ao mesmo tempo,
chegar um morador a pé, a prioridade deve ser para o pedestre, que está mais vulnerável.
• Se o acesso à garagem é feito através de portão aberto e fechado manualmente, você deve
ter certeza de que o motorista é realmente o morador, não se guiando apenas pelo veículo.
Se o portão é automático, o procedimento é o mesmo.
• O mesmo cuidado deve-se ter quando sair um veículo da garagem. Sempre observe a parte
externa do prédio antes de abrir o portão.
• Se na saída do veículo for percebido que o condutor não é o proprietário, não abra a
garagem até que a situação seja esclarecida. Aja de acordo com procedimento estabelecido
pelo síndico para essa situação específica.
• É comum o portão da garagem ficar aberto para facilitar o trabalho do manobrista. Isso não
deve acontecer. O portão nunca deve ficar aberto, sem vigilância.
• Tenha cuidado com portões eletrônicos; seu tempo de permanência aberto é longo e
poderão acontecer surpresas desagradáveis.
FIQUE LIGADO NOS DISFARCES MAIS COMUNS
- Instalador/entregador
Chega ao condomínio informando ter que fazer um serviço ou entrega em
determinada unidade, muitas vezes até uniformizado.
- Banhista
Usando roupa de praia e uma mochila, invade o condomínio para furtar. Um tempo
depois, sai tranquilamente levando os produtos do roubo na bolsa.
- Bem-vestido
Para não levantar suspeitas, chega à portaria vestindo terno ou roupa social. Pode
se identificar como oficial de Justiça, advogado ou corretor de imóveis, por
exemplo.
- “Amigo” do morador
Geralmente aproveita a entrada de uma pessoa do condomínio para passar pelo
portão. Em outros casos, diz aos porteiros nomes comuns, como Maria ou João,
para se referir a supostos moradores e tentar entrar.
- Motorista
Posiciona o carro na entrada da garagem e buzina ou dá luz alta. Pensando se tratar
de um morador, muitos porteiros abrem a garagem nessas circunstâncias, mesmo
não conhecendo o veículo.
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OS QUATRO PONTOS BÁSICOS DE TRIAGEM
O ato de morar em comunidade requer a consciência individual de que a atitude de um
morador não pode comprometer a segurança coletiva. Portanto, é fundamental a participação
de todos no processo de elaboração dos procedimentos de segurança bem como na garantia
do respeito mútuo entre segurança e assegurado, para o cumprimento das regras
estabelecidas (definidas e aprovadas em assembleia). Não deve haver tratamento diferenciado
ou pessoas privilegiadas na aplicação dos procedimentos.
A metodologia aplicada para a liberação de acesso de pessoas ao condomínio
segue a seguinte premissa, denominada “Quatro pontos básicos de triagem”.
A única forma de minimizar os riscos quando o invasor se passa por um prestador de
serviços ou visitante é utilizar os quatro pontos básicos.
Qualquer indivíduo que chegar ao condomínio, exceto o morador, deve ser:
1. “AVISADO”
2. “AUTORIZADO”
3. “CONHECIDO”
4. “RECONHECIDO”
AVISADO: No momento da chegada de qualquer visitante, o porteiro deve anunciá-lo ao
destinatário ou à pessoa responsável sobre sua chegada.
AUTORIZADO: O destinatário ou a pessoa responsável autoriza a entrada do visitante. Em
apartamentos, a autorização pode ser concedida pelo interfone da unidade. Em
estabelecimentos comerciais, a situação é diferente, pois a própria recepcionista tem esse
poder de autorização. Nesses casos, recomenda-se, se for possível, que sejam informadas com
antecedência as visitas aguardadas para o dia.
CONHECIDO: Personal trainer, namorado(a) que frequenta o condomínio, só para citar dois
exemplos, naturalmente são pessoas conhecidas dos porteiros, em razão da frequência no
local. Portanto, podem ser reconhecidas pelos colaboradores. Ainda assim, a entrada dessas
pessoas deve ser obrigatoriamente avisada e autorizada, pois a qualquer momento o acesso
pode ser negado.
RECONHECIDO: Quando o visitante não for conhecido e ingressar no condomínio pela
primeira vez, a entrada deve ser avisada e autorizada. Neste caso, já que não é conhecido, deve
ser identificado e reconhecido pelo condômino.
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Entrada de visitantes – a pé ou em seus veículos
Em caso de visitantes previamente anunciados por morador (nome completo, tipo e placa do
veículo), é preciso seguir o seguinte roteiro:
1. Anunciar ao morador a ser visitado – “AVISADO”.
2. Aguardar o morador, ou aquele por ele delegado, autorizar a liberação do acesso –
“AUTORIZADO”.
Em caso de não ser previamente anunciado, o procedimento incluirá outros dois
itens:
1. Caso seja avisado, autorizado e o visitante for conhecido dos porteiros, sua entrada será
permitida – “CONHECIDO”.
2. Caso seja avisado, autorizado, mas o visitante não for conhecido, será, então, reconhecido
através de documento de identificação – “RECONHECIDO”. Esse procedimento só
poderá ser dispensado se o próprio morador, quando avisado, se dirigir à portaria e
acompanhar a entrada do visitante.
Basicamente existem três formas de reconhecer uma pessoa:
1ª – PESSOALMENTE: O procedimento mais seguro é a descida do condômino para
identificação do visitante.
2ª – IMAGENS: Câmera que leva a imagem até o apartamento é pouco eficaz porque a
ferramenta requer do condômino o atendimento do interfone, a visualização da imagem do
visitante no canal de televisão específico para esse fim e a volta para o interfone para então
informar se se trata do visitante aguardado.
3ª – DOCUMENTO: Esta possibilidade se dá por meio de solicitação de documento legal,
com foto.
Se a portaria recebe informações completas sobre o entregador e confere com o documento
original, as eventuais tentativas de invasão são dificultadas e seguramente desestimuladas.
Nos casos de carga e descarga, além da execução dos quatro pontos básicos, deve-se efetuar
vistoria no veículo (baú e boleia), acompanhar sua entrada e a realização do trabalho até o seu
término.
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7. ORIENTAÇÕES AOS MORADORES
O morador também tem um papel importante porque, muitas vezes, por pequenos
descuidos, pode acabar facilitando a entrada de invasores, pondo todo o
planejamento de segurança a perder. Os moradores devem colaborar com o trabalho
do porteiro ou zelador. Ao entrar e sair do prédio, têm que observar se há pessoas
nas proximidades. Havendo alguma movimentação estranha, não entrar ou sair e ligar
imediatamente para a polícia.
Veja outras dicas importantes:
• Aguarde para sair ou entrar se o porteiro estiver identificando um estranho.
• Em caso de dúvida, espere a chegada da polícia para entrar ou sair do edifício.
• Ao entrar ou sair do prédio, espere a porta fechar. Só se afaste quando ela estiver
completamente fechada.
• Não abra a porta do apartamento para quem você não autorizou a entrada, mesmo
que esteja acompanhado pelo porteiro ou pelo zelador.
• Ao contratar empregados para sua casa, verifique a idoneidade deles por meio de
referências. Faça um cadastro, anotando todos os dados necessários para a segurança
de sua família e de seus vizinhos. Anexe uma foto 3x4. A ficha deve ser sempre
atualizada e assinada por você. Se ficar constrangido de fazer a ficha, diga à sua
empregada que é uma rotina do prédio, decidida em assembleia de moradores.
Antes de entrar na garagem do prédio, tenha como hábito olhar
se há algum veículo atrás do seu, e se este está em situação
suspeita. Observe se os ocupantes são moradores do condomínio.
• Cuidado com as empregadas enviadas por agência de emprego. Faça um cadastro.
• Não é recomendável deixar a chave de seu apartamento na portaria do
condomínio.
• Se a Convenção do condomínio exige que haja cópia da chave ao alcance do zelador
ou outro funcionário, para qualquer caso de emergência, é bom certificar-se de que
ela fica em lugar seguro. Em caso de viagem, uma opção é deixar uma cópia da chave
com o vizinho, para qualquer emergência.
• Não deixe as chaves de casa em poder de empregados ou ao alcance deles.
• Não comente sobre sua vida (negócios, bens materiais etc.) na presença de
empregados da sua casa ou do prédio.
• Procure conhecer os hábitos de seus vizinhos e relacionar-se com eles. Lembre-se
de que a construção de relações amistosas e de confiança é uma importante maneira
de se combater a violência.
• Em caso de alguma situação suspeita, entre em contato com seus vizinhos e ligue
também para a polícia.
• Oriente seus filhos para evitar comentários sobre a vida da família (profissão dos
pais; quanto ganham; bens que possuem; horários de chegada e saída das pessoas da
família), principalmente em locais públicos.
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Quando tiver que se ausentar de casa, peça ajuda de um vizinho para
olhar sua residência. Peça a ele que avise, pelo telefone, sobre qualquer
barulho ou ação estranha. Se puder, deixe um telefone de contato. Faça
o mesmo pelos seus vizinhos.
• Não faça alarde sobre viagem que pretenda realizar. Avise apenas ao porteiro ou zelador
que você ficará fora por um período de tempo.
• Ao sair para viajar, verifique se está tudo bem fechado.
• Peça ao síndico para que estabeleça um código de segurança para os moradores.
• Se apesar de todas as medidas de segurança adotadas o assalto acontecer,
proceda como descrito abaixo:
• Durante o assaIto, não reaja em hipótese alguma e procure manter-se o mais calmo
possível. Sabemos que isso é difícil, mas tente. Você não tem nada a perder.
• Não chame os assaltantes de “amigo”, “cara”, “meu irmão”. Dirija-se sempre de forma
neutra e respeitosa, procurando não denotar subserviência nem arrogância.
• Procure ganhar tempo, sem que o bandido perceba que você está fazendo isso.
• Com muito cuidado e de forma dissimulada, observe tudo que se passa à sua volta,
captando o maior número de informações possíveis. Procure observar discretamente, por
exemplo, as características físicas e trajes dos assaltantes; o que eles falaram; os objetos
roubados; o número e tipo de armas que eles portavam; se chegaram motorizados (se
possível, observar características do veículo, como o número da placa, por exemplo). Se
houver sequestro, preste atenção na direção que os bandidos tomaram na fuga. Fique atento
a tudo que se passar.
• Após o assalto, providencie socorro para as vítimas – se houver.
• Preserve o local do crime. Não mexa em nada até que a Polícia Técnica libere o local.
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• Pense em possíveis testemunhas.
• Chame a Polícia.
• Com a chegada da Polícia, contribua para a eficiência do trabalho dela, respondendo
a todas as perguntas de forma clara e objetiva, e informando tudo que possa auxiliar
os policiais.
Adote uma postura, em casa e
no prédio, que tenha como
objetivo desarmar qualquer
resquício
de
violência,
preconceito, intolerância e
agressividade. Isso vale para
você, seus filhos, seus vizinhos e
os empregados. Há muitas
maneiras de se combater a
violência e uma das mais
eficientes começa conosco.
8. LOCAÇÃO POR TEMPORADA:
MINIMIZANDO OS RISCOS
O período de férias é tradicionalmente caracterizado por um aumento na procura de
imóveis para temporada, em especial na Zona Sul. O que pode significar lucro para
alguns pode também ser uma dor de cabeça para outros, já que o entra e sai fragiliza
a segurança. Por isso o síndico precisa redobrar a atenção: deve manter um controle
rigoroso de cadastramento de moradores temporários. Se pelo lado da segurança
esse monitoramento é válido, o amparo jurídico deve ser levado em consideração
antes de colocar em prática tal medida.
Segundo o Departamento Jurídico do Secovi Rio, o cadastramento prévio dos
moradores temporários tem que estar previsto na Convenção ou no Regulamento
Interno do condomínio. Caso não haja essa regra, o síndico poderá convocar uma
assembleia que autorize o controle.
E muitos se perguntam: “É válida a cláusula convencional que proíbe locação por
temporada?” De acordo com advogados do segmento, há que se ter cautela, pois esse
tipo de cláusula interfere diretamente no direito de propriedade. Num eventual
questionamento judicial, há muita chance de a cláusula ser considerada nula.
No entanto, o condomínio pode criar normas mais rígidas para utilização das partes
comuns e instituir multas elevadas, de até cinco vezes o valor da cota condominial,
visando manter as diretrizes desejadas pela comunidade que reside habitualmente na
edificação.
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9. O PERIGO MORA AO LADO
Objetos de decoração roubados dos halls dos apartamentos ou jornais furtados na
porta do morador: como o síndico deve agir? A questão não é de fácil solução,
principalmente se considerarmos que muitos condomínios não dispõem de circuito
interno de TV, de forma a identificar o autor do delito. O entendimento
jurisprudencial é que o condomínio somente tem responsabilidade de ressarcir o
prejuízo nas hipóteses em que disponha de segurança – fiscalização efetiva das partes
comuns –, ou se ficar comprovado que houve participação de empregado do
condomínio.
Em se tratando de providências do síndico, não há muito que fazer, salvo previsão
expressa na Convenção quanto à sua responsabilidade. Talvez seja interessante levar
o assunto para deliberação assemblear. Contudo, se ficar determinada sua
responsabilidade, abrir-se-á um precedente para responsabilização por todo e
qualquer prejuízo causado aos condôminos sem possibilidade de identificação da
autoria.
A Polícia Militar do Estado do Rio chama a atenção para alguns cuidados em relação
aos vizinhos:
• Procure conhecer os hábitos de seus vizinhos e relacionar-se com eles.
• Quando tiver que se ausentar de casa, peça ajuda de um vizinho para olhar seu
apartamento. Peça que ele para avise, pelo telefone, sobre qualquer barulho ou ação
estranha.
• Em caso de alguma situação suspeita, entre em contato com seus vizinhos e ligue
também para a Polícia.
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10. TRABALHANDO COM A POLÍCIA
O andamento das atividades internas do condomínio depende da participação de
todas as pessoas que fazem parte dele. Moradores, colaboradores e prestadores de
serviços de uma maneira geral devem cooperar com o trabalho das polícias civis e
militares quando ele for solicitado.
É muito importante que os colaboradores e moradores estejam atentos aos delitos
que possam ocorrer no ambiente interno dos condomínios e também em suas
imediações, comunicando o fato às autoridades públicas competentes e colaborando
com informações claras e precisas que possam ajudar em seu trabalho investigativo.
No caso de uma ocorrência, a pessoa que está fazendo a comunicação deve se
identificar à autoridade policial, informando nome, telefone e endereço de onde está
falando.
ATENÇÃO: Nunca aplique trotes, pois você poderá ocasionar o desperdício de um
recurso público, o qual poderá ser extremamente necessário em um caso real. Além
disso, você estará incorrendo em um delito: a falsa comunicação de crime.
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11. CURSOS
O Secovi Rio oferece cursos para zeladores e porteiros, enfatizando quais são as suas
responsabilidades e obrigações, além de dar dicas para melhorar a postura no
trabalho com mais eficiência. Para verificar a grade de cursos, acesse o site da
Entidade, www.secovirio.com.br, ou ligue para (21) 2272-8000.
É fundamental notar que tão ou mais importante que o treinamento do colaborador
é a conscientização dos próprios síndicos e moradores no atendimento e respeito às
normas de segurança. Não adianta treinar o funcionário na execução de um
determinado procedimento se não há a cooperação daqueles que vivem em
condomínio.
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12. TERCEIRIZANDO A SEGURANÇA
A segurança dos moradores está sempre entre as maiores preocupações dos
síndicos. Por isso, treinamento dos funcionários de portaria e aquisição de
equipamentos modernos são imprescindíveis. Mas muitos condomínios cariocas já
não se sentem seguros apenas com esse aparato. É crescente o número de gestores
que têm buscado apoio na segurança terceirizada. Para eles, a contratação de
vigilantes oferece mais tranquilidade, já que esses profissionais são treinados para
lidar com situações de risco.
Muitos condomínios, a maioria deles residenciais de grande porte ou comerciais,
optam por contratar quadro de vigilantes próprios, devidamente treinados e
credenciados pela Polícia Federal (PF). O modelo, chamado de vigilância orgânica,
difere da terceirização, já que o empregador é o próprio condomínio. O consultor em
segurança predial do Secovi Rio, Raimundo Castro, ratifica que o sistema pode ter
algumas vantagens.
A vigilância orgânica permite ao síndico ter um controle maior sobre o efetivo, que
ele pode selecionar, treinar, premiar. Já na segurança terceirizada existe mais
rotatividade, o que impede uma maior aproximação com os moradores. Em
segurança predial é fundamental que os empregados conheçam a fundo os hábitos
das pessoas, eles devem se sentir parte daquela comunidade. O treinamento precisa
ser bem específico, de acordo com o dia a dia do condomínio. No modelo
terceirizado isso é mais difícil, embora não seja impossível.
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Mas o especialista vê pontos positivos também. Quando o quadro de funcionários
contratados se mantém fixo, ou seja, quando os vigilantes estão integrados àquela
comunidade e atentos em relação às suas particularidades, o modelo é bastante interessante.
E o síndico ainda tem a vantagem de não precisar se preocupar com as questões trabalhistas,
embora ele deva acompanhar os recolhimentos da terceirizada para não ter nenhum tipo de
problema.
Ao optar por esse tipo de mão de obra, os síndicos devem especificar no contrato a
metodologia do serviço. Os pontos do condomínio que serão cobertos por cada vigilante,
por exemplo, podem ser definidos nesse momento. A carga horária (12 ou 24 horas) também.
Os períodos de trabalho mais comuns são os que vão das 19h às 7h ou das 18h às 6h. Esse
tipo de serviço não cobre atendimento individual. Seguranças pessoais devem ser contratados
diretamente pelos moradores interessados.
Ao optar pela segurança particular, é necessário escolher firmas regularizadas pela Delegacia
de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal (Delesp) do Estado. Há cerca de 140
empresas em território fluminense aptas a fornecer mão de obra para condomínios, bancos,
shopping centers e prédios públicos.
Além de uma ficha criminal limpa, os vigilantes devem ter uma carteira expedida pela PF. Os
profissionais passam por exames psicológicos e recebem aulas de direito penal, tiro, defesa
pessoal, combate a incêndio, primeiros socorros, entre outros temas relevantes para a
atividade. A cada dois anos, devem passar por uma reciclagem, a ser oferecida pela própria
empresa, sem custo para o condomínio. Vale ressaltar que as regras do setor estão definidas
na Portaria nº 387/2006 da PF.
A carteira da PF que permite usar arma de fogo em serviço tem validade de quatro anos.
Existem atualmente em território fluminense cerca de 50 mil vigilantes legalizados, dos quais
menos de 1% atuando em vigilância orgânica. Ao optar por esse tipo de contratação, o gestor
precisa estar atento, já que há cerca de 150 mil pessoas trabalhando clandestinamente como
vigilantes, sem qualquer preparo. O número de armas de fogo usadas por empresas que
funcionam de forma irregular é ignorado.
Muitos síndicos reclamam do alto custo desse tipo de serviço, uma vez que a substituição do
modelo orgânico pelo de segurança privada pode representar um acréscimo de 30% no valor
gasto pelo condomínio. É grande o número de condomínios que trabalham com o orçamento
bastante apertado e que, por isso, ainda resistem à segurança terceirizada. Mas os que podem
arcar com a despesa devem estar cientes de que o sistema oferece uma série de vantagens.
Além de o síndico não precisar se preocupar com salários e encargos, a empresa disponibiliza
uniformes e está atenta à qualificação, dando treinamentos regulares.
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13. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não é de hoje que o tema “segurança” preocupa a população do Rio. Nas ruas e nos
espaços públicos, a apreensão é constante. E o condomínio deveria ser o local onde
o morador ou visitante se sentisse sempre protegido, afinal existem muros e grades.
Mas infelizmente nem todos os condomínios estão atentos para esses cuidados, seja
por falta de recursos ou simplesmente por puro desconhecimento.
A intenção desta cartilha é dar subsídios para que os síndicos possam implementar
mudanças em prol da coletividade. A redução da violência não é apenas uma
atividade da Polícia e das autoridades, mas uma tarefa com a qual todos devemos
colaborar. Individual e coletivamente, nos condomínios, nas escolas, nos locais de
trabalho, nos bairros ou em associações comunitárias.
Por isso precisamos desenvolver mecanismos que diminuam as possibilidades de
crimes e que atuem sobre o clima de hostilidade entre pessoas e grupos sociais, o que
pode gerar frutos positivos para nossa sociedade.
Para minimizar a possibilidade de crimes nos condomínios, é preciso integrar
equipamentos, funcionários, síndicos e moradores. Nosso objetivo, com esta
publicação, é orientar os profissionais que trabalham nos edifícios, seus moradores e
administradores sobre como utilizar os recursos tecnológicos e também como se
portar diante das situações de risco, evitando-as.
Apenas isto não nos torna invencíveis ou 100% seguros, mas contribui, e muito, para
que possamos ter momentos de tranquilidade em nossas casas, sem aquela
preocupação que nos assombra constantemente quando andamos pelas ruas da
cidade.
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Realização:
Patrocínio:
SINÔNIMO DE SEGURANÇA
Av. Almirante Barroso, 52/9º andar • Centro • Rio de Janeiro/RJ • CEP 20031-918
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