Construção e Expansão da Pedagogia do Ser - ABRH-BA

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Construção e Expansão da Pedagogia do Ser - ABRH-BA
DULCE MOREIRA SAMPAIO
CONSTRUÇÃO E EXPANSÃO DA PEDAGOGIA DO SER educação dos sentimentos e valores humanos
Case apresentado para a participação no
Prêmio Ser Humano Luiz Tarquínio da
ABRH/BA
(Associação
Recursos
Humanos)
recursos
humanos
profissional.
SALVADOR/BA
JULHO DE 2012
e
Brasileira
de
modalidade
–
a
-
categoria
2
RESUMO
A sociedade contemporânea é a representação do padrão ou nível de consciência
dos seres que a compõem. É o resultado de uma civilização excludente e
discriminatória, voltadas para as questões externas materiais, econômicas de
domínio e competição, sem levar em consideração o respeito pela vida, pela
natureza e pela dignidade do ser humano. A Educação é uma das forças que mais
tem sofrido essa influência, mas, ao mesmo tempo, impulsiona para uma nova
ordem social. As instituições de ensino, em todas as áreas de conhecimento,
precisam trabalhar pela sustentabilidade humana e planetária e repensar sua função
social. Isso significa conceber a educação como um processo permanente de
aperfeiçoamento humano, um processo de autoconsciência e de integração de si
mesmo e de sua responsabilidade e compromisso com o outro e com o planeta. A
educação transdisciplinar estabelece a correspondência e a integração entre os
mundos interior e exterior do ser humano, instalando uma nova ordem, uma aliança
da ciência, da filosofia, da tradição e da metafísica. Este Case relata a construção e
expansão de um modelo de educação transdisciplinar, a Pedagogia do Ser –
educação dos sentimentos e valores humanos que tem por objetivo resgatar a
unidade do SER e do conhecimento, a transformação do ser humano em todas suas
dimensões – físicas, emocionais, mentais, espirituais e coletivas, o desenvolvimento
das potencialidades, criatividade e dos valores humanos; a percepção e reflexão
sobre os múltiplos aspectos que interferem no processo educacional. Os princípios e
fundamentos da Pedagogia do Ser têm como base as metodologias qualitativas,
multirreferenciais e sistêmicas, desenvolvidas em forma de oficinas e de encontros
vivenciais integrativos, reflexivos e lúdicos. Os depoimentos demonstram os
resultados observados em todo o seu processo, reconhecido pelos pais,
professores, alunos, funcionários, município e região. Sua construção foi
sistematizada no livro A Pedagogia do SER- educação dos sentimentos e
valores humanos, lançado pela Ed. Vozes - hoje - na 6º edição – sendo referência
para a educação do Estado da Bahia.
Palavras-chave: Ser Humano. Educação Transdisciplinar. Pedagogia do Ser.
3
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
4
1.1
BREVE HISTÓRICO DA PEDAGOGIA DO SER E SUAS
PARCERIAS
5
1.2
JUSTIFICATIVA
6
1.3
OBJETIVOS
8
1.4
PRESSUPOSTOS TEÓRICOS - PEDAGÓGICOS
9
1.5
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO HUMANO, GRUPAL E
ORGANIZACIONAL
10
2
METODOLOGIAS: LINHAS DE PESQUISA
13
3
RESULTADOS ALCANÇADOS E CONCLUSÕES
15
4
EVIDÊNCIAS APRESENTADAS
19
5
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
20
1
REFERÊNCIAS
20
ANEXO A – LIVROS PUBLICADOS
23
ANEXO B – TRABALHOS PUBLICADOS EM ANAIS DE
EVENTOS E PERIÓDICOS
ANEXO C - PALESTRAS SOBRE A PEDAGOGIA DO SER E
24
25
EDUCAÇÃO E RECONEXÃO DO SER
ANEXO D - ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO,
27
GRUPAL E ORGANIZACIONAL
ANEXO E - O DESPERTAR DA TERRA (EXTRAÍDO DO LIVRO
EDUCAÇÃO E RECONEXÃO DO SER)
28
4
1 INTRODUÇÃO
Ao longo da minha trajetória de vida morei em alguns municípios e regiões do
estado da Bahia e, pela minha formação em Pedagogia e Supervisão Escolar,
atuava sempre na estruturação das escolas, implementando o serviço de
coordenação pedagógica.
O trabalho pela transformação humana e da educação tem movido o meu
estudo e esforço contínuo, que me tornaram especialista na atividade técnica
pedagógica, como também, no trabalho de desenvolvimento humano. Nessa jornada
de 43 anos percebi que a realidade educacional, nas zonas rural e urbana, em
escolas pública e privada, passa pelas mesmas dificuldades: a crise da identidade
educacional e da consciência dos valores humanos, dos sentimentos e dos ideais.
Paralelamente ao trabalho pedagógico, elaborei em 1997 um Projeto
Vivencial de Desenvolvimento Humano, baseado no aprendizado dos cursos,
formações
e
especializações
que
participei,
utilizando
as
abordagens
multirreferenciais, sistêmicas e lúdicas. Realizamos no Município de Santo Estevão o 1º Encontro – Ampliando a Consciência Humana, tendo como participantes, o
Prefeito, os Secretários Municipais e os representantes maiores do município, onde
recebi uma placa de agradecimento, marcando o início de todo esse processo. Esse
projeto serviu de alicerce para a construção da Pedagogia do Ser.
O ensino tem se constituído de forma exclusivamente racional sem o
engajamento emocional do professor e do aluno. A dissociação entre o subjetivo e o
objetivo, mundo interno e externo, entrincheirou a Pedagogia a sua adaptação à
realidade externa. Os conhecimentos fragmentados e desintegrados da vivência,
dos valores humanos, da utilidade e aplicabilidade no dia-a-dia são condenados logo
ao esquecimento, ao descaso, à desmotivação e a falta de aprendizagens
significativas.
Portanto, este Case relata a construção e expansão de um modelo de
educação transdisciplinar, a Pedagogia do Ser – educação dos sentimentos e
valores humanos que tem como finalidade resgatar a unidade do SER e do
conhecimento, a transformação do ser humano em todas suas dimensões – físicas,
emocionais, mentais, espirituais e coletivas, o desenvolvimento das potencialidades,
5
criatividade e dos valores humanos; a percepção e reflexão sobre os múltiplos
aspectos que interferem no processo educacional.
1.1 BREVE HISTÓRICO DA PEDAGOGIA DO SER E SUAS PARCERIAS
A Petrobras – RLAM (Refinaria Landulfo Alves) buscou a parceria com a
Secretaria de Educação do Município de São Francisco do Conde e o SENAICETIND, com o propósito de assessorá-la administrativa e pedagogicamente, para
dar continuidade ao Programa de Criança (Programa Social e Educacional da
Petrobras). Este programa atendia a um grupo de mil e cinquenta crianças carentes
da zona rural na faixa etária de 8 a 13 anos de idade, oriundas das escolas do
Ensino Fundamental de 1ª a 4ª séries localizadas no Distrito de São Francisco do
Conde - BA. O objetivo era atender essas crianças numa escola de 5ª a 8ª série do
Ensino Fundamental.
Fui convidada em 1999 pelo SENAI-CETIND, responsável pela condução do
Projeto CEAS (Centro de Estudos e Aperfeiçoamento do Saber), para fazer sua
coordenação geral, criando um centro de experiências pedagógicas e de pesquisaação. O objetivo maior era a transformação deste centro num referencial de
educação dentro da vertente da pedagogia social e no âmbito dos programas de
responsabilidade social de empresas. Neste sentido, o Projeto CEAS se constituiu
em um parâmetro pedagógico que estimula a formação da cidadania e a
empregabilidade, tendo como eixos principais a consciência ambiental, com vistas
ao desenvolvimento de habilidades voltadas para a agricultura ecológica, os valores
humanos e o fortalecimento da cultura local.
As bases da Pedagogia do Ser foram construídas no decorrer dos primeiros
quatro anos. Neste período, foi realizada uma contínua capacitação de todo pessoal
envolvido (coordenadores, professores e funcionários), visando não só as questões
técnicas-pedagógicas, mas, também, o aperfeiçoamento humano e do trabalho
grupal. Em 2004, com os bons resultados observados em todo o seu processo e
reconhecido pelo município e região, o projeto foi sistematizado no livro A
Pedagogia do SER- educação dos sentimentos e valores humanos, lançado
pela Ed. Vozes - hoje - na 6º edição - sendo referência para educação do estado da
Bahia. Durante esse tempo realizamos uma capacitação com os gestores,
6
coordenadores e professores das 12 maiores escolas do município de São
Francisco do Conde. Após essa fase, iniciamos a expansão da Pedagogia do Ser,
conforme relatada no anexo B e C.
1.2 JUSTIFICATIVA
Houve grande progresso, nos últimos anos, na área do conhecimento, da
ciência e da tecnologia da informação. Ao nos voltarmos prioritariamente para a
racionalidade e objetividade, desconectamo-nos da visão global da vida e das
relações. Passamos a ver o mundo, na maioria das vezes, de forma ilusória, em
partes isoladas, através da disciplinarização e especialização, reduzindo o valor
significativo da dimensão humana, subjetiva e da qualidade de vida, como
demonstram as teorias desenvolvidas principalmente por Wilber (1999), Capra
(1982), Weil, D’ambrosio, Crema (1993) e outros.
Presenciamos, ao longo de nossas experiências, pesquisas e reflexões, a
decadência de uma civilização que transferiu o foco do bem-estar humano e social
para o capital, o lucro, a economia, a tecnologia e a ciência para a realidade externa
e material. Como consequência, vemos o descompromisso do ser humano com a
sociedade, por não se perceber como parte dela, distanciando-se cada vez mais do
bem comum, pondo em risco sua própria sobrevivência, como a de todo o planeta.
Essa forma ilusória de ver o mundo em partes fragmentadas criou uma
sociedade competitiva que tem separado os homens uns dos outros. A
contemporaneidade nos revela muito das consequências de nossos atos anteriores.
Estamos vivendo uma crise global profunda, provocada pela manipulação e
desmandos de grupos hegemônicos, favorecendo a miséria, a violência, a
corrupção, o medo, a insegurança, as doenças, os vícios de toda ordem, a
degradação ambiental, resultado da fragilidade das relações e dos valores humanos.
Nós somos construtores da nossa realidade. Somos o que pensamos. E para
que as mudanças ocorram se faz necessário que sejam descobertas as crenças que
nos limitam, as atitudes básicas diante da vida e o que tem impedido o nosso próprio
potencial de se realizar plenamente.
Os conflitos e a inquietação que ocorrem atualmente no planeta são reflexos
dos desequilíbrios emocionais e da falta de alinhamento interior (desequilíbrio entre
7
o pensar, o sentir e o agir). Viver é um movimento de relação interior e exterior. É
relacionar-se com aquilo que está ao nosso redor e dentro de nós. A vida está
contida no movimento de relação e nós precisamos aprender como nos mover
através dela, mantendo nossa própria liberdade, iniciativa e equilíbrio. Nascemos
para descobrir o que significa a vida e o que fazer para viver em liberdade, se
autorrealizar, ser feliz em harmonia com os outros e com tudo que nos cerca. Esse é
o grande propósito enquanto seres humanos, conforme Boff (2000); Yus ( 2002);
O’Donnell (2008) e outros.
Compreender a vida é compreender a nós mesmos; este é o princípio e o fim
da educação. A educação não significa, apenas, adquirir conhecimentos, é
compreender a vida como um todo. A educação no sentido genuíno é a
compreensão de si mesmo, enquanto ser atuante na realidade social porque é
dentro de cada um que se concentra a totalidade da existência. O conflito e a
confusão nascem das relações incorretas com pessoas, coisas e ideias.
Estamos hoje nos dando conta de que, para alcançamos os nossos
propósitos, não precisamos perder nossos valores morais e éticos. Ao contrário,
para sermos vitoriosos, devemos cultivar relações profundas de cooperação e
solidariedade.
Tudo isso está dentro de nós, na conexão com o nosso mundo
interior, nesse espaço desconhecido e inexplorado que clama por ser descoberto e
desenvolvido. É o mundo dos sentimentos, da criatividade, da sabedoria, da intuição
que expande a consciência e nos faz perceber a grande lei natural que nos
impulsiona a sairmos do estágio individual, egoísta, que tem nos fragmentado e
causado tantos males. Ao libertar-nos deste estágio, atingimos a fase do homem
desperto para uma consciência mais abrangente que nos integra, levando-nos a
pensar e agir em benefício de todos.
A educação é o caminho para a realização humana. O desenvolvimento social
sem uma educação de qualidade para todos é criação de riquezas apenas para
alguns privilegiados. A educação não pode restringir-se a treinamentos ou apenas
informações. É necessário repensá-la e fazê-la servir à realização humana, social e
ambiental.
A educação não é uma simples questão de exercitar a mente. O exercício
leva à eficiência, mas não produz a integração. A mente que foi apenas exercitada é
o prolongamento do passado, nunca pode descobrir o que é novo. A educação
8
moderna redundou em completo malogro, por ter exagerado a importância da
técnica. Desenvolvendo capacidades e eficiência, sem a compreensão da vida, sem
uma percepção total dos movimentos da mente e do sentimento, tornar-nos-emos
cada vez mais frios e insensíveis.
Transcender o modelo cartesiano é o grande desafio do século XXI. As
transformações que estamos vivenciando são profundas e dizem respeito ao
indivíduo, a sociedade, ao ecossistema planetário.
Portanto, a Pedagogia do Ser se fundamenta nessas reflexões, é nesse
contexto que a educação exerce um papel fundamental no resgate do seu real
significado: EDUCERE – puxar para fora. Colocar para fora todo o potencial interno
no desenvolvimento dos valores humanos. O ser humano nasce e se aperfeiçoa
com aquilo que já tem em potencial. Temos que passar do mundo artificialmente
criado para o mundo das necessidades humanas, conforme Alfassa (1977); Asmann
(20001); Aurobindo (1974) e outros.
1.3 OBJETIVOS
Objetivo Geral - resgatar a unidade do SER e do conhecimento, a transformação do
ser humano em todas suas dimensões – físicas, emocionais, mentais, espirituais e
coletivas, o desenvolvimento das potencialidades, criatividade e dos valores
humanos; a percepção e reflexão sobre os múltiplos aspectos que interferem no
processo educacional.
Objetivos Específicos
 Exercitar o hemisfério cerebral esquerdo, desenvolvendo os seus potenciais
cognitivos e o hemisfério cerebral direito - desafio dos novos tempos desenvolvendo a intuição, os sentimentos, as emoções, através dos jogos, teatro,
música, dança, poesia, história, brincadeira, vivências, trabalhos corporais,
relaxamento, meditação.
 Transformar o clima da escola, permitindo o equilíbrio nas relações, a integração,
a alegria, o dinamismo, a cooperação, a criatividade e espontaneidade.
9
 Desenvolver a integração e unidade da equipe escolar: direção, coordenação,
professores, alunos, funcionários, pais e comunidade.
 Valorizar os alunos nas suas diferenças e singularidades.
RESSUPOSTOS TEÓRICOS - PEDAGÓGICOS
As disciplinas que são o eixo principal e dão a singularidade à Escola CEAS
são: Filosofia – educação para os valores humanos e o desenvolvimento do pensar,
sentir e agir; Agricultura Ecológica - Iniciação profissional com base na Permacultura
e Agricultura Orgânica; O desenvolvimento da consciência ecológica e educação
ambiental; Informática – iniciação profissional na aquisição da linguagem
tecnológica; Oficinas de Artes e Esportes – diversas manifestações artísticas para o
desenvolvimento da sensibilidade, afetividade, relações interpessoais, comunicação
e socialização (coral, artesanato, karatê, teatro, capoeira, arte, dança e violão).
Os referenciais teóricos adotados para orientar a construção curricular
apresentam uma educação que envolve: o resultado das experiências pedagógicas;
as
manifestações
culturais;
a
dinâmica
da
organização;
a
produção
do
conhecimento; a relação teoria e prática; o conhecimento científico e senso comum;
a relação professor e aluno; a escola, realidade e mundo do trabalho; a construção
do conhecimento; a relação de interdependência; o desenvolvimento dos valores
humanos e a formação para cidadania, de acordo com Barreto (2005); Delores
(2003); Freire ( 1979) e outros.
Construímos a Pedagogia do Ser a partir da experiência, tornando-a base
teórica - metodológica da Escola CEAS, com os seguintes pressupostos: 1) Sócio
Interacionismo Construtivista (Piaget e Vigotsky), 2) Pedagogia da Autonomia
de Paulo Freire, Pedagogi 3) Ecopedagogia e Cidadania Planetária de Gutierrez,
4) Desenvolvimento dos Valores Humanos (dois programas desenvolvidos:
Vivendo os Valores‖, da Brahma Kumaris (Organização não governamentalUniversidade Espiritual Mundial) e o Programa de Valores Humanos desenvolvido
pelo mestre indiano Sri Sathya Sai Baba, utilizado nos diversos países do mundo),
5) Pedagogia de Projetos, 6) Desenvolvimento humano e de equipe, 7) Oficinas
de Artes, 8) Intervenções no processo ensino-aprendizagem (Oficinas
psicopedagógicas, oficinas de leitura e produção de texto e oficina Criando,
10
Experimentando e Aprendendo
Matemática), 9) Parceira Pais e Escola, 10)
Avaliação processual.
Os princípios e fundamentos da Pedagogia do Ser promovem um processo
dinâmico e efetivo das relações de todos os envolvidos na escola. Um processo que
rompe barreiras dissolve resistências, através da liberação e aproveitamento mais
adequado do potencial adormecido existente em cada um, tendo em vista os autores
Kumaris (1999); Gutierrez (2008); Morin (2000); Flavel (1975) e outros.
1.5
PROGRAMA
DE
DESENVOLVIMENTO
HUMANO,
GRUPAL
E
ORGANIZACIONAL
O diferencial da Escola CEAS se deve a capacitação da sua equipe (gestores,
coordenadores, professores e funcionários) no programa de Desenvolvimento
Humano e Grupal, o que possibilitou a unidade da equipe e o êxito do trabalho
realizado (conforme os depoimentos dos resultados alcançados).
É o próprio grupo que vai direcionando sua forma de atuação, assumindo o
papel de responsabilidade social através das trocas nos estudos, encontros,
seminários,
vivências,
como
também,
através
dos
limites,
dificuldades
e
potencialidade dos seus integrantes. Assim, o grupo vai consolidando o seu trabalho
através de um meio que lhe dê segurança, unidade de ação, compromisso,
integridade, cooperação e disponibilidade, podendo então, agir integralmente com a
sua equipe e com toda a escola.
Iniciamos o projeto de Desenvolvimento Humano e grupal em 1997 e
realizamos esse trabalho em vários municípios do estado e instituições, conforme
(anexo C). Buscamos aperfeiçoá-lo ao longo dos anos, com as diversas formações e
cursos realizados. Senti que esses conhecimentos precisavam ser fortalecidos pela
academia, por isso, em 2008 fiz o curso de Especialização em Docência do Ensino
Superior (FVC/BA – Faculdade Visconde de Cairu), elaborando o artigo científico
Educação Superior e Sociedade Emergente publicado na Coletânea Educação,
Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social, vol 5, Ed. Fast Design,
2009. Em seguida, dediquei-me ao Mestrado Multidisciplinar de Desenvolvimento
Humano e Responsabilidade Social (FVC/BA/2009), elaborando a dissertação
Vivências transdisciplinares para a expansão da consciência na formação dos
11
Educadores que se transformou no livro, editado pela Vozes em 2010, intitulado
EDUCAÇÃO E RECONEXÃO DO SER – um caminho para a transformação
humana e planetária.
As Instituições Educacionais precisam ter clareza de sua missão, para poder
agregar seus educadores no comprometimento com a tarefa educacional
emancipatória, superar a fragmentação entre vocação técnica-científica e vocação
humanista, abrindo espaço para a tão almejada transdisciplinaridade.
Os diversos graus de ensino não têm assumido a responsabilidade pelas
dificuldades, problemas e distorções relacionados ao processo educacional. Essa
formação não tem emancipado os indivíduos nem a sociedade. Tem apenas levado a
um sistema competitivo exacerbado, à busca pela certificação escolar na esperança
de inclusão social.
Aos poucos, os seres humanos vão tomando consciência de que os grandes
problemas que afetam o mundo, como as desigualdades sociais, a pobreza, a
marginalização, o preconceito e a degradação ambiental, só podem ser resolvidos
com a participação de todos: o estado, a sociedade civil, o setor empresarial e,
especialmente, a família e os sistemas de ensino.
As Instituições de ensino, em todas as áreas de conhecimento, precisam
trabalhar pela sustentabilidade humana e planetária e repensar sua função social.
Isso
significa
conceber a
educação
como um
processo permanente de
aperfeiçoamento do ser humano, um processo de autoconsciência e de integração
de si mesmo e de sua responsabilidade e compromisso com o outro e com o
planeta.
A importância que se dá nos dias de hoje às questões externas e materiais
fez desaparecer a pessoa, o ser humano, o amor, o sonho e os ideais. Por isso, é
importante que o educador esteja capacitado para assumir com consciência o seu
papel, percebendo todo seu poder transformador e a sua importância e saindo do
lugar comum.
A atitude transcultural, transreligiosa e transnacional pode ser aprendida,
porque dentro de cada ser, há um núcleo sagrado, de infinitas possibilidades,
conforme Nicolescu (2005). Esta é a base fundamental da educação transdisciplinar,
ligar o que o ser humano separou: as dimensões corpo –sentimento –mente –
espírito.
12
Conforme Torres; Pujol; Moraes (2008); Arntz; Chasse; Vicente (2007); Zohar;
Marshall (2000) o avanço das neurociências sobre a mente humana tem criado um
diálogo que possibilita a abertura do entendimento para a compreensão de Deus e
da matéria, do espírito e da ciência com base nos questionamentos básicos: Quem
somos nós? Por que estamos aqui? Qual o propósito de nossa existência? Para
onde vamos?
A dimensão do infinito dentro de nós mesmos, representado por nossas
qualidades e valores e de nossa conexão com a Fonte Criadora (que muitos
denominam de Energia Criadora, Shiva, Deus, Jeová, Krishna, Alá, etc.), independe
de crenças, dogmas ou religião. Todos nós, habitantes da terra, temos uma
cidadania planetária, guiada por Uma Força que transcende toda a separatividade,
nos dando a certeza da nossa irmandade, independentemente, da cor, raça, credo,
cultura e posição social.
A educação transdisciplinar, portanto, responde com urgência, através de
uma ação concreta, ao sistema que ameaça nos destruir. Elabora-se uma visão
global construtiva e criadora, instalando uma nova ordem, uma aliança da ciência,
da filosofia e da metafísica. O conhecimento transdisciplinar estabelece a
correspondência e a integração entre os mundos interior e exterior do ser humano,
superando a contradição, a dualidade e a exclusão, segundo Soares (2007); Randon
( 2000); D’Ambrosio ( 2011); Palavizini (2008).
Quanto mais entendemos de nós mesmos, mais descobrimos que a saída
para encontrar uma harmonia mais efetiva, passa pela atitude de ajuda mútua, ou
seja, o crescimento de um indivíduo só tem sentido se incluir o outro. Por isso, para
alcançar a qualidade no trabalho, é preciso investir no desenvolvimento humano e
de equipe.
O despertar da consciência grupal permite ao indivíduo sair do individualismo,
ampliar sua capacidade de amar e interagir com o outro e de se comprometer com
as pessoas que convive. Isto é possível graças ao processo interior que se
estabelece em cada um e aos objetivos que os une.
Toda organização deve praticar a cidadania através do exercício pleno da
responsabilidade social. Deve buscar a integração entre todos que ali trabalhem e
que somando qualificações juntem-se para realizar uma ação que contribui para a
humanidade e o planeta.
13
As empresas ou instituições que trabalham de forma dissociada e
desintegrada, onde as lideranças são autoritárias, as metas e as ações podem até
ser cumpridas, porém as queixas não aparecem, as insatisfações ficam abafadas ou
proliferam as fofocas. Não há espaço para a espontaneidade e crescimento. O clima
é de desconfiança. Ninguém relaxa, indicando a presença da competição, inveja,
medo, raiva e vingança, de acordo Koziner (2000); Chiorlin (2007); Moggi; Burkhard,
(2004).
O mundo das organizações caminha rapidamente para o reconhecimento
dessas questões e está investindo no trabalho de desenvolvimento humano. A
dimensão do trabalho ampliou-se. O trabalho não é simplesmente uma forma de
ganhar dinheiro, mas um lugar para realizar projetos e sonhos. É o caminho da
realização humana, para que, através da ação e do bem estar, o homem busque o
desenvolvimento individual e coletivo.
Ampliar o universo da formação do educador é um dos objetivos
imprescindíveis das unidades de ensino. As instituições de ensino que atuam dentro
de um clima organizacional marcado pela gestão participativa são as que se
constituem em verdadeiras comunidades de aprendizagem e realizam com
qualidade seu projeto educacional. Mas isto só será possível quando todos
aprenderem a imprescindibilidade dessa participação, tendo consciência da
responsabilidade social que temos para com o indivíduo, a sociedade e o planeta.
2 METODOLOGIAS: LINHAS DE PESQUISA
Utilizamos
para
a capacitação
da
equipe
do
CEAS
o
Curso
de
Desenvolvimento Humano, Grupal, e Organizacional, baseada nas metodologias
qualitativas das abordagens multirreferenciais e sistêmicas de caráter vivencial,
integrativo, reflexivo e lúdico. Essas abordagens sistematizam em suas bases
epistemológicas, filosóficas e metodológicas as questões fundamentais do contexto
atual, sinaliza um caminho para a autotransformação que se dá no processo de
integração do ser humano consigo mesmo, com o outro e com ambiente em que
vive. Esses aspectos estão associados ao desenvolvimento da autoconsciência
(nível físico, emocional, mental e espiritual), da consciência grupal e organizacional.
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Terapia Organizacional (To) — criada por Vilma Chiorlin, possui um caráter
holístico, integrador, e destina-se a todos os tipos de organizações. É um método
processual, que trabalha com os ―temas‖ de cada organização e se vale de
abordagens da Bionergética, Biodança, Biossíntese, Psicologia Transpessoal e
Psicodrama.
Educação Emocional — programa desenvolvido por Mario Koziner com o objetivo
desenvolver competências emocionais e valores humanos nos indivíduos e nas
organizações. Integra os fundamentos da Psicologia Humanista e Transpessoal, da
Psicologia Social e Grupos Operativos e da Programação Neurolinguística.
Grupos Multirreferenciais — criada por Leda Regis é uma abordagem que
potencializa as transformações pessoais, grupais e, consequentemente, o sistema
organizacional. Fundamenta-se e, ao mesmo tempo, integra cinco abordagens:
Grupo Operativo, Terapia Organizacional (To), Dinâmica Energética do Psiquismo
(DEP), Constelação Organizacional e Liderança Sistêmica.
Programação Neurolinguística (PNL) — criada por Richard Wayne Bandle em
parceria com John Grinder é um estudo sistêmico da comunicação humana, uma
nova ciência que estuda a estrutura da experiência subjetiva, as imagens, sons ou
diálogo interno e sensações com que a pessoa cria suas experiências internas e
influencia seu comportamento externo. Trata-se de uma ciência que auxilia o ser
humano a utilizar a sua mente.
Recherche sur le yoga dans l’education (RYE) — instituição fundada pelos
professores Micheline Flak e Jacques de Coulon que desenvolveram uma
aplicação prática dos princípios básicos do Yoga de Pantajali no contexto de
ensino e aprendizagem. Através dos exercícios psicofísicos, essa abordagem
reduz o estresse da sala de aula, favorece a atenção, a concentração, a
autoconfiança, a alegria, a criatividade e a integração dos hemisférios cerebrais.
Danças circulares sagradas — criadas pelo coreógrafo alemão Bernhard Wosien
na comunidade de Findhorn na Escócia, representa uma retomada de antigas
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formas de expressão de diferentes povos e culturas, adaptadas à formação circular
mandálica e (às novas criações, coreografias e ritmos próprios do ser humano).
Estimula a atenção, a concentração, a integração dos hemisférios cerebrais, a
socialização, a sensibilidade, a leveza, alegria, harmonia, a amorosidade, e o
compartilhamento grupal.
3 RESULTADOS ALCANÇADOS E CONCLUSÕES
Os depoimentos a seguir apresentados demonstram que o trabalho da
Pedagogia do Ser promove o desenvolvimento humano e de equipe escolar,
especialmente, do alunado. As considerações e a valorização dos professores,
funcionários, alunos, pais e comunidade pela escola, são o reflexo desses quatro
anos de atuação:
Depoimento de Rilza Valentim de Almeida Pena, Mestra em Química Analítica Secretária de Educação do Município de São Francisco do Conde
Quando esse projeto iniciou havia 72 alunos, em duas turmas da quinta série do
ensino fundamental. Cinco anos depois, tem-se 296 alunos matriculados em turmas
de quinta à oitava série e uma turma de ensino médio,
A importância da transformação de cada indivíduo e o resgate da construção de
uma educação de qualidade, como uma forma de obter resultados realmente válidos
e positivos, são primordiais para transformar a sociedade e assim tem agido o
CEAS, na busca contínua da integridade social e espiritual do aluno.
Depoimento de Maria Luiza Tapioca, Pedagoga e Mestra em Educação,
(Consultora do SENAI-CETIND)
Construímos um jeito de fazer escola, inusitado e diferente. Construímos o nosso
imaginário coletivo de forma simbólica e textual. Tudo ao mesmo tempo, mas de
forma nova e diferente.
16
Aí estava a resposta à pergunta: Que sabor? O saber educar educando-se,
compreendendo com clareza os desejos da alma humana. Subjetividades
expressas individual e coletivamente.
Aperfeiçoamos o afeto, aprofundamos o viver, tudo isso coordenados e acolhidos
pela perspicácia e pela sensibilidade de Dulce, que nos fez ver, sentir e experienciar
um novo jeito de ser, de educar, de existir e de amar.
Depoimento dos Pais na reunião de Parceiros- Pais e Escola sobre o que a
Escola CEAS tem representado para seus filhos?
A escola oferece tudo de bom. O melhor ensino da região. A qualidade de ensino,
tudo o que não tivemos. A segunda casa de meus filhos. Pessoas capacitadas que
valorizam nossos filhos, tratam como humanos. É muito difícil encontrar uma escola
como essa, que se preocupa realmente com os alunos e os incentiva a seguir
sempre em frente. O CEAS é tudo de bom: cultura, lazer, trabalho, esperança,
diversão, aprendizado, tranquilidade e compromisso. Representa tudo na vida dos
nossos filhos, por que esse colégio é um modelo de educação e respeito. Temos
aprendido muito nas reuniões de pais e têm nos ajudado na educação com os
nossos filhos. É o colégio melhor que podíamos querer para os nossos filhos.
Depoimento da aluna Edilma Dias que iniciou com a 1º turma do Projeto:
Foi no CEAS onde aprendi as melhores coisas para minha vida e para meu futuro.
Pois foi aqui que aprendi a respeitar, aqui que minhas qualidades foram
reconhecidas e meus erros corrigidos.
O Ceas é a escola que me fez amadurecer enquanto pessoa que me ensinou os
valores humanos o que é algo não muito presente na vida do ser humano hoje. É
por isso que a cada dia me sinto privilegiada em ser a sementinha que o CEAS
plantou e que hoje está brotando, pronta para dar bons frutos.
Se hoje tenho uma meta a ser alcançada, é graças ao CEAS que a todo momento
está ao meu lado dando –me a motivação que falta.
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Embora hoje, minha esperança como a de muitos jovens como eu, está sendo a
cada dia que passa interrompida cruelmente pela sociedade em que vivemos, eu
tenho certeza e fé que chegarei lá, será difícil, mas eu conseguirei.
No entanto, essa proposta está aí para fazer a diferença na vida de muitos, pois
tenho certeza, que o que aprendi aqui no CEAS, fará a diferença em minha vida.
Depoimento da Profº de geografia, Gloria sobre o CEAS:
Escrever sobre esse projeto, mexe com meus sentimentos mais profundos, até
aqueles ainda adormecidos. Costumo comparar essa escola com uma grande
engrenagem e cada peça possui seu valor significativo que foram escolhidos
cuidadosamente por uma força superior positiva.
Com o tempo, a relação com o grupo, o trabalho, o respeito e a valorização do
indivíduo em seu potencial, independentemente da sua condição social, entre outros
fatores, me fez apaixonar e me entregar cada vez mais a esse projeto.
As reuniões, a coordenação, os cursos e a convivência fizeram uma revolução em
minha vida. Hoje já não me vejo fora desse contexto, fora desse ambiente. Na vida
pessoal, com amigos ou outros lugares que frequento, menciono o CEAS, pois é
onde vivo e acompanho as grandes mudanças na minha vida.
Aqui percebi que uma palavra, um gesto ou um olhar pode valer mais que uma ação.
E que cada ação tem um significado, passando assim, a priorizar os sentimentos, a
perceber que meus alunos não são robores; suas cabecinhas não são caixinhas,
com horários programados, para fechar e abrir em cada disciplina.
Talvez para quem ler esse depoimento, possa parecer tolo, bobo. Mas para quem
está envolvido tem sentido, um valor indescritível. Muitas vezes quando estou
chegando e encontro alunos com flores para me receber, ainda me emociono, pois
acredito que exista um mistério para atrair todas as pessoas para um mesmo lugar.
Com certeza não foi por acaso.
Em conversa, quando falo sobre esses fatos, muitas pessoas me perguntam o que
tem de diferente nessa escola. Paro, penso e respondo: são os sentimentos, pois lá,
eu consigo enxergá-los, não apenas com os olhos, mas também, com o coração.
18
Partilha da Vivência Transdisciplinares para o desenvolvimento humano,
grupal e organizacional na Pesquisa do Mestrado em Desenvolvimento
Humano e Responsabilidade Social para que avaliassem o que representou
esse curso para suas vidas. Foram os seguintes depoimentos:
 Prático,
maravilhoso,
ensinou-me
a
compreender.
É
visível
a
minha
transformação.
 Ajudou-me a enxergar a nova educação a partir da autoestima e do
autoconhecimento.
 A diretora me disse: Você está conseguindo ter um olhar diferente com o aluno.
 Aprendi a olhar o outro de uma outra forma. Procuro observar a mim mesmo.
 Aprendi a conhecer a mim mesmo e saber lidar com os trabalhos de grupo.
 Atingiu as minhas expectativas e consegui o meu autocontrole nas situações.
 Aprendi a conhecer melhor as pessoas, encontrar a paz interior e não ser tão
impulsiva.
 Estou conseguindo autoconhecer-me e provocar mudanças, controlar as
emoções, ouvir o outro, concluir as atividades. Quebrou alguns tabus sobre o
grupo. Procuro me concentrar nas coisas que faço.
 Estou buscando o autoconhecimento, autoconhecer-me, fechar os ciclos, não
deixar nada em aberto.
 Fantástico,
fez levantar a
minha
autoestima,
consegui
superar
muitas
dificuldades.
 Consegui controlar os meus impulsos. Já estive em muitas situações que pude
comprovar. Cheguei nesse curso de uma forma e estou saindo totalmente diferente.
 Percebi muitas transformações pessoais. Eu sempre excluía as pessoas e agora
procuro resgatar tudo isso. Hoje sou uma pessoa segura.
 Trouxe-me muita segurança. Eu ficava magoada com as pessoas fiquei mais
solta, liberal. Estou feliz.
É preciso que a escola seja guardiã e catalisadora dos valores humanos, tão
universais como as verdades científicas que devem ser absolutamente protegidas.
Faz-se necessário repensar os Cursos de Formação e Capacitação dos
professores para que possam ser mais estruturados para atender aos desafios e as
19
demandas que a sociedade requer. Por esta razão, refletir sobre as possibilidades de
desenvolvimento da consciência do educador é evidenciá-lo como elemento
imprescindível na transformação humana e social e, por isso, deve ser cuidado e
preparado, para que exerça sua ação com compromisso, integridade e dedicação.
Estamos seguindo o caminho que acreditamos ser a ―Educação do III
Milênio‖. É na certeza de que cabe a todos nós esta tarefa que busquei ampliar a
base de referência da Pedagogia do Ser, aprofundando sobre a expansão da
consciência humana e a transformação da educação no século XXI.
Diante do exposto, faz-se necessário que as instituições educativas
aumentem seus investimentos no processo de desenvolvimento humano e
profissional dos docentes, para que possam se fortalecer e dar conta dos desafios
da contemporaneidade, ampliando, assim, a compreensão da educação como um
fator de responsabilidade social.
4 EVIDÊNCIAS APRESENTADAS
As evidências dos resultados alcançados e já descritos estão nas publicações
apresentadas nos anexos A, B, C, D e E.
5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Muitos foram importantes nessa jornada e possibilitaram o conhecimento e a
experiência para a realização desse trabalho: o Grupo da Semente Estelar; o
Grupo da UNISOES (União das sociedades espiritualistas, filosóficas, religiosas e
científicas); o grupo da Casa Sri Aurobindo; a escola do Raja Yoga da Brahma
Kumaris; Idalino de Souza Almeida criador do Curso de Expansão da Consciência;
Mário Koziner, criador do Curso Básico de Formação em Educação Emocional e
Qualidade Humana; Maria Vilma Chiorlin Velloso, Gilberto Velloso do Curso de
Especialização em Terapia Organizacional; Leda Maria Régis, do Grupo
Multirreferenciais; Sirlene Barreto das Danças Circulares; os professores,
a
orientadora do Mestrado em Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social
20
Maribel Barreto e a professora Nívea Fraga; os professores da Especialização do
Ensino Superior; os companheiros da Escola CEAS: Coordenadores, Professores,
Alunos, Auxiliares e Funcionários que acreditaram e se uniram ao nosso sonho,
construindo com esforço, persistência e compromisso a Pedagogia do Ser,
vencendo os desafios durante essa caminhada.
Os companheiros de jornada por onde passei e adquiri experiência para a
realização dessa obra:
 Escola Rômulo Galvão – São Félix / Ba 1972/ 1976
 Colégio São João Batista e Escolas Municipais – Jeremoabo/ Ba 1976/ 1978
 Escola Polivalente de Santo Estevão – Santo Estevão / Ba 1978/ 1984
 Colégio Pio XII e Escolas Municipais – Jaguaquara / Ba 1984/ 1987
 Escola de 1º Grau Profº Carlos Sant’Anna – Salvador / Ba 1988/ 1990
 Escola Cooperativa Educar – Salvador / Ba 1991
 Secretaria de Educação do Estado da Bahia – Gerência de Ensino Fundamental e
Médio – Salvador / Ba 1990 / 1997
 ASCEBA – Faculdade da Terceira Idade – Salvador / Ba 1998
REFERÊNCIAS
ALFASSA, Mira (A Mãe). Educação. Um guia para o conhecimento e o
desenvolvimento integral do ser. Revista Educacional, Casa Sri Aurobindo, 1977.
ARNTZ, William; CHASSE, Betsy; VICENTE, Mark. Quem somos nós? A
descoberta das infinitas possibilidades de alterar a realidade diária. Rio de Janeiro:
Prestígio Editorial, 2007.
ASMANN, Hugo. Reencantar a educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.
AUROBINDO, Sri. A evolução futura do ser humano. São Paulo: Cultrix, 1974.
BARRETO, Maribel. O papel da consciência em face aos desafios atuais da
educação. Salvador: Sathyarte, 2005.
BARRETO, Sirlene. Formação em Danças Circulares. Módulos do curso de
formação. Salvador, 2008.
BOFF, Leonardo. Tempo de transcendência. O ser humano como um projeto
infinito. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.
21
BRAMA KUMARIS. Vivendo valores na escola. Manual do orientador. São Paulo:
Brama Kumaris, 1999.
COSTA,A. et. al. Danças sagradas e circulares. São Paulo: TRIOM, 1998.
CAPRA, Fritjof. O ponto de mutação. São Paulo: Cultrix, 1982.
CREMA, R. Introdução a visão holística. São Paulo: Summus, 1988.
D’AMBRÓSIO, Ubiratan. Transdisciplinaridade. São Paulo: Palas Athena, 2001.
DELORS, Jacques. Educação um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, 2003.
FIORAVANTI, Celina. Mandalas - como usar a energia dos desenhos sagrados.
São Paulo: Pensamento, 2003.
FLAVELL, I.H. A psicologia de desenvolvimento de Jean Piaget. São Paulo:
Pioneira, 1975.
FLAK, Micheline; COULON, Jacques. Yoga na educação. Integrando corpo e
mente.
FREIRE, Paulo. Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
GUTIÉRREZ, Francisco. Ecopedagogia e cidadania planetária. 4. ed. São Paulo:
Cortez, 2008.
KOZINER, Mario. Educação emocional e qualidade humana. Módulos do curso de
formação. Salvador, 2001.
MOGGI,Jair; BURKHARD, Daniel. Como integrar liderança e espiritualidade. São
Paulo: Campus, 2004.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2. ed. São
Paulo: Cortez, 2000.
NICOLESCU, Basarab. O manifesto da transdisciplinaridade. São Paulo: Triom,
2005.
O’ CONNER, Joseph; Seymour, John. Introdução à programação
neurolinguística. São Paulo: Summus, 1995.
O’DONNELL, Ken. Caminhos para uma consciência mais elevada. São Paulo:
Brama Kumaris, 2008.
PALAVIZINI, Roseane. O fenômeno do sagrado na formação transdisciplinar. In:
Congresso Internacional Transdisciplinaridade, Complexidade e Ecoformação, 0205/11Brasilia: UNB [Anais], 2008.
22
RANDOM, Michel. O pensamento transdisciplinar e o real. São Paulo: Triom,
2000.
REGIS, Leda. Grupo Multireferencial: teoria e prática de facilitação de grupos.
Salvador: Elvécia, 2006.
______. CHIORLIN, Maria Vilma. Liderança sistêmica. Um caminho para a
transliderança. Salvador: Helvécia, 2007.
SAMPAIO, Dulce Moreira. A Pedagogia do SER –educação dos sentimentos e
valores humanos. 6 ed. Petrópolis: Vozes, 2011.
____________________Educação e reconexão do ser – um caminho para
transformação humana e planetária. Petrópolis: Vozes, 2010.
____________________Educação Superior e a sociedade emergente. In: ROCHA,
Nívea Maria Fraga & RABELO, Patrícia Fraga. Educação, desenvolvimento
humano e responsabilidade social – Fazendo recortes na multidisciplinaridade.
Vol. 5. Salvador: Fast Design, p. 73 -94.
SOARES, Noemi Salgado. Educação transdisciplinar e a arte de aprender.
Salvador: EDUFBA, 2007.
TORRE, Saturnino; PUJOL, Maria Antonia; MORAES, Maria Cândida.
Transdisciplinaridade e ecoformação. São Paulo: Triom, 2008.
WEIL, Pierre; D’AMBROSIO, Ubiratan; CREMA, Roberto. Rumo a nova
transdisciplinaridade. São Paulo: Summus, 1993.
WILBER, Ken. A consciência sem fronteiras. São Paulo: Cultrix, 1979.
YUS, Rafael. Educação integral: uma educação holística para o século XXI. Porto
Alegre: Artmed, 2002.
VELLOSO, Gilberto; VELLOSO, Maria Vilma. A terapia organizacional. Método
Chiorlin Velloso - MCV TEOR 1. São Paulo: Psy, 2000.
ZOHAR, Danah; MARSHALL, Ian. QS inteligência espiritual. Tradução de Ruy
Jungmann. Rio de Janeiro: Record, 2000.
23
ANEXO A - LIVROS PUBLICADOS
24
ANEXO B - TRABALHOS PUBLICADOS EM ANAIS DE EVENTOS E
PERIÓDICOS

SAMPAIO, Dulce Moreira; BARRETO, Maribel. O estudo da consciência e
Educação Transdisciplinar. In: Seminário Nacional Educação e Pluralidade
Sócio- Cultural, Feira de Santana, 2009.

SAMPAIO, Dulce Moreira; ROCHA, Nívea. Expansão da Consciência e
Formação do Educador. In: IV Colóquio Internacional de Políticas e Práticas
Curriculares, João Pessoa, 2009.

SAMPAIO, Dulce Moreira. A Pedagogia do Ser uma experiência de educação
transdisciplinar. In: III Congresso Internacional de Transdisciplinaridade,
Complexidade e Ecoformação, Brasília, 2008.

SAMPAIO, Dulce Moreira: BARRETO, Maribel. As demandas da formação
integral dos docentes do ensino superior. In: III Simpósio Nacional sobre
Consciência, Salvador, 2008.

PEDAGOGIA DO SER. GERE ideias – Um jornal em ação. V. 2, p.2 - 2,
Petrolina, 2005.

EDUCANDO PARA A VIDA – RLAM em Revista Petrobras, vol. 4/ 2004.

RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO ―AÇÃO CORRETA‖. In: Anais do
II Encontro de Educadores do sistema FIEB, V-2, Salvador, 2001.
25
ANEXO C - PALESTRAS SOBRE A PEDAGOGIA DO SER E EDUCAÇÃO E
RECONEXÃO DO SER

Jornada Pedagógica de Dias D’Avila/BA - Secretaria Municipal, 2011

VI Congresso de Gestão de Pessoas – ABRH/BA – 2011

IV Edição da Semana Acadêmica da Faculdade Social – 2011

II Ciclo do Projeto de Extensão Universitária Quinta Jurídica UNEB –
Petrolina/PE – 2011

IX Encontro Institucional da UNIJORGE – Salvador -2010

VII Fórum Regional Sustentabilidade: um desafio de todos = Faculdade
Ages/Paripiranga/BA – 2010

1º Jornada Pedagógica da FTC – EAD – Faculdade de Tecnologia e Ciência –
2010

Jornada Pedagógica da Rede Municipal de Ensino de Piatã/Ba – 2010

Seminário de Psicologia e Sociedade – Faculdade de Psicologia de
Camaçari, 2010.

Fórum Social Mundial – Salvador, 2009

Encontro Gestão e Educação Ambiental – ACEB ( Associação Classista de
Educação do Estado da Bahia) – Colégio Central da Bahia, Salvador, 2007

Encontro de Educadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de
Candeias/ BA, 2007.

Jornada Pedagógica – Secretaria de Educação Camaçari/BA, 2007

Decifra-me ou devoro-te em busca do crescimento pessoal, afetivo e
organizacional - UNEB/ Salvador/BA, 2007.

Encontro Pedagógico da Secretaria de Educação de Maracás/BA, 2006

1º Seminário da Pedagogia do Ser – Aprender Congresso, Eventos e
Assessoria – Itabuna/BA, 2006.

1º Encontrão Lume (Instituto Livre de Ciência de Ciências Educacionais)
Salinas das Margaridas/BA- 2005

Jornada Pedagógica – Secretaria Municipal de Educação de Cachoeira/BA,
2005

Inauguração do Curso Normal Superior da Faculdade Cajazeiras, 2005
26

Encontro com os Profissionais da Educação da Secretaria Municipal de
Educação de Santo Estevão/BA, 2005

Seminário sobre A Pedagogia do SER – educação dos sentimentos e valores
humanos - Universidade Estácio de Sá – Brasília, 2005.

1º Encontro de Educadores do sistema FIEB/SESI/SENAI-CETIND –
Salvador, 2005.

Seminário Intermunicipal de Pedagogia - UNEB – Camaçari/BA - 2004

II Congresso de Educação – Secretaria de Educação de Vitória da Conquista,
2004.

Encontro de Técnicos das Diretorias Regionais de Educação – Secretaria de
Educação de Salvador, 2004

Semana de Educação 2004 – FEBA ( Faculdade de Educação da Bahia)
Salvador , 2004

Encontro Pedagógico de Educação de Jovens e Adulto – GERE (Gerência
Regional de Educação do Sertão do Médio São Francisco - Petrolina/ PE,
2004

III jornada Pedagógica de são Francisco do Conde – Secretaria Municipal de
Educação, 2003.

Encontro de Educadores da Coordenadoria Municipal de Educação de São
Felix/BA - 2002

1º Encontro de Educação do Sistema FIEB Salvador /BA – 2000
27
ANEXO D - ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO, GRUPAL E
ORGANIZACIONAL
 Desenvolvimento Humano, Grupal e Organizacional – Coordenadores
Pedagógicos de Dais D’Avila/ BA – 2011.
 Expansão da consciência humana, grupal e Organizacional – ASPHED/BA –
2010.
 Assessoria Pedagógica da Escola Jovem da Fundação Odebrecht - 2008/2009.
 Oficina – Integração do Pensar, Sentir e Agir – II Colóquio Regional de Educação
– FVC ( Fundação Visconde de Cairu) Salvador/BA, 2009.
 Decifra-me ou devoro-te em busca do crescimento pessoal, afetivo e
organizacional - UNEB/ Salvador/BA, 2007.
 Gestão e Educação Ambiental – ACEB ( Associação Classista de Educação do
Estado da Bahia) – Salvador/ 2007
 Gestão Educacional - Gestores e Coordenadores da Secretaria Municipal de
Educação de Lauro de Freitas/BA - 2006.
 Desenvolvimento Humano e de equipe – Sec/ Maracás e Instituto Leme – 2006.
 II Capacitação de Educadores – Secretaria Municipal de Parnamirim/PE – 2006.
 Capacitação dos Professores – SISPEC – Camaçari/BA – 2006.
 Desenvolvimento Humano e de Equipe – SEC/ Santo Estevão/BA - 2005
 Relações Interpessoais para os Funcionários e Professores do Instituto de
Matemática – UCSAL – 2005.
 Integração Grupal da Escola Polivalente de Santo Estevão/BA - 2005
 Avaliação e Integração dos Funcionários do Instituto Aliança da Bahia – 2004.
 Oficina sobre a Pedagogia do Ser, Faculdade de Educação da Bahia, Salvador,
2004.
 Integração da Gerência de Ensino Médio – SEC/BA 2002.
 Desenvolvimento Humano e de Equipe – FIEB/BA – 2000.
 Atividade de Desenvolvimento Humano – Centro de Treinamento de Líderes da
Bahia – 2000.
 Desenvolvimento Humano e de Equipe dos Secretários e Assessores da
Prefeitura Municipal de Santo Estevão/BA, 1997.
28
ANEXO E - O DESPERTAR DA TERRA (EXTRAÍDO DO LIVRO EDUCAÇÃO E
RECONEXÃO DO SER)
A velha terra está morrendo, ruindo e, junto com ela, a inconsciência, a miséria,
a degradação humana e ambiental, o desamor, o egoísmo, a tirania, as dores, os
vícios, doenças e sofrimentos. A nova terra está se instalando, mobilizando todos
que despertaram para o real sentido da vida e permitiram que os portais divinos se
abrissem e a conexão céu e terra acontecesse.
Os anjos voltaram e os mestres também. Os corações se abrem para a energia
do amor e a consciência se instala para toda a ação realizada. A beleza da terra se
manifesta com a exuberância natural das suas cachoeiras, rios, lagos, oceanos,
montanhas, campinas e dos reinos coirmãos as plantas, árvores, flores e frutos e da
variedade das espécies animais. Estamos nos unindo agora.
Os seres humanos despertos e conscientes abrem os seus corações ao amor
incondicional, buscam resgatar os valores eternos e partilhar seus sonhos, ideais,
saberes, experiências, criando grupos, movimentos, irmandades e comunidades.
Estamos presenciando a energia da Nova Terra se manifestando cada dia nos
corações daqueles que estão sendo tocados pela luz do amor divino.
Renascem as esperanças, todos se unem para o serviço em benefício da
humanidade e do planeta: movimentos pela paz, pelo desenvolvimento dos valores
humanos, transformação da educação, consciência ambiental e os movimentos
sociais em todos os âmbitos, revelando que uma consciência se manifesta dentro do
caos de toda essa civilização agonizante.
A mudança está em ato, para os que têm ―olhos para ver e ouvidos para ouvir,‖
pela expansão do amor daqueles que enxergaram os outros como fazendo parte de
si mesmo, permitindo o alinhamento com os níveis mais sutis, com o núcleo da sua
essência.
A paz se instala e o desejo de colaborar, de partilhar os dons e habilidades, fica
cada vez mais forte, permitindo aproximarem-se uns dos outros, criando redes de
serviço de colaboração. Em todas as áreas do conhecimento essa luz se manifesta,
fazendo com que a mente humana, seja potencializada para assimilar as novas
informações e conhecimentos, provenientes da fonte da verdade universal.
29
O velho e o novo paradigma caminham juntos até que o novo,
verdadeiramente, se instale em toda a terra. É outra humanidade, é um novo tempo:
Os seres humanos se respeitam, os valores humanos se estabelecem. A
família se integra e se consolida nas suas funções.
A consciência grupal se instala e todos trabalham unidos, partilhando suas
criações, conquistas, potencialidades e trabalho. A irmandade se estabelece entre
todos os reinos.
A arte, a criatividade e os dons se desabrocham como a flor em direção ao sol.
O sagrado da natureza se revela em todos os rituais, de amor e conexão com a
grande ―Mãe Terra‖ a grande Gaia.
A criança de cada ser humano se liberta dos grilhões da inconsciência, através
da alegria, espontaneidade, leveza, pureza e amorosidade.
O conhecimento, a ciência, a arte, a filosofia, a educação e a religião se
integram a serviço da realização humana e planetária. A ―luz‖ habita o coração de
cada um, trazendo o universo (um+verso) para se Instalar na terra.