O ENSINO DA CONTABILIDADE NO BRASIL

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O ENSINO DA CONTABILIDADE NO BRASIL
O ENSINO DA CONTABILIDADE NO BRASIL – CARACTERÍSTICAS E
TENDÊNCIAS
RAIANA SIMÕES DA SILVA
Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas – FACESM
[email protected]
JOSÉ CARLOS RODRIGUES
Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas – FACESM
[email protected]
RESUMO
Verificando a importância que o setor Contábil possui, tem-se a necessidade de haver uma
educação que possa suprir essa necessidade. Em função do exposto, a pesquisa apresenta o
ensino da Contabilidade no Brasil, sendo mostrado suas características e tendências; onde
através de uma pesquisa bibliográfica, se faz uma retrospectiva cronológica desde o seu
surgimento no Brasil; e tem uma análise de toda regulamentação legislativa, com enfoque na
criação da primeira escola de Contabilidade. Este estudo bibliográfico é complementado com
uma análise quantitativa do crescimento de cursos de graduação e a relação das Instituições
que oferecem pós-graduação em nível stricto sensu. Estes dados são obtidos nos portais
oficiais educacionais do país. Ao final a pesquisa mostra um crescimento elevado dos cursos
de graduação, onde seus egressos optam mais pelas atividades profissionais não acadêmicas.
Palavras-chaves: Educação Contábil, Regulamentação, Profissional Contábil.
1.
INTRODUÇÃO
Constado o grande crescimento da história da Contabilidade e instituído que a
evolução e possível se obtiver profissionais bem qualificados e instituído de uma boa
educação, a pesquisa se desenvolveu atendendo a esses objetivos; no qual delimitou o campo
de estudo em fontes históricas que permite recuperar a evolução de conceitos, temas e áreas, e
a inserção dessa evolução em um quadro referencial que ajude a explicar os fatores
determinantes e as implicações das mudanças ocorridas (LUNA, 1997).
Com essa análise histórica, a pesquisa traz conceitos e certificações que basearam em
trabalhos sólidos e conceituados que reflete o objetivo do trabalho.
Apoiado na legislação brasileira e como suporte de fonte secundaria dados
quantitativos dos portais educacionais oficiais brasileiros, o artigo trouxe conclusões
significativas que detiveram de expor as características dessa educação. No qual pode traçar o
perfil do profissional de contabilidade dedicado à vida acadêmica.
2.
OBJETIVOS
Apresentar um estudo de como está a Educação Contábil no Brasil, considerando seus
aspectos evolutivos, nas áreas de formação do profissional Contábil. Onde têm como destaque
a análise do crescimento de número de cursos de graduação presencial no período 2001-2011
1
e a distância 2010-2011 e a relação das Instituições que oferecem pós-graduação em nível
stricto sensu.
3.
METODOLOGIA
Usado de bases bibliográficas, onde segundo Marion et al. (2002) consiste em explicar
um problema com base em contribuições teóricas publicadas em documentos, a pesquisa se
embasou em fontes que assegurasse e confirmasse as informações; para tal foi feito um estudo
em pesquisas de autores que possui artigos e livros no assunto, tendo como acessória a
regulamentação de Leis e Decretos que confirmasse as informações. Sendo assim feito uma
retrospectiva histórica da Contabilidade no Brasil, onde o objetivo foi fazer um contexto do
ensino Contábil nessa evolução.
Para tal demonstração e certificação das informações, a pesquisa se embasou em
primeira instância, numa pesquisa descritiva, de estudo exploratório; tendo assim pressuposto
um levantamento da estrutura Contábil, para de acordo com Oliveira (1999) o “objetivo a
formulação de um problema para efeito de uma pesquisa mais precisa ou, ainda, para a
elaboração de hipóteses”.
Considerando essa abordagem, a pesquisa teve como confirmação, a utilização de
dados secundários quantitativos buscados nos sites educacionais oficiais do país, sendo eles:
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); sendo auxiliado
pelo Ministério de Educação (MEC).
No qual em nível de conclusão utilizou de análise matemática, com aplicação de regra
de três simples para demonstração de porcentagem.
4.
DESENVOLVIMENTO
4.1.
OS ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA CONTABILIDADE
A contabilidade tem sua expansão relacionada com o ser humano, sua modernização
caminha junto com o desenvolvimento e necessidade da humanidade como costa Marion
(1998).
No Brasil essa situação também não é diferente, pois a contabilidade começou a se
desenvolver na era colonial quando influenciado pela metrópole Portugal necessitava de
controle para as recentes Alfandegas que aqui surgiram em 1530 devido à evolução da
sociedade aqui presentes (REIS; SILVA, 2008).
2
Essa situação permaneceu até seu marco histórico que caracteriza a chegada da
Família Real no Brasil em 1808, que fez com que houvesse uma expansão e aumento de
gastos nas atividades colonial, exigindo assim um melhor controle das contas públicas e
receitas do estado, adotando dessa forma o sistema de partidas dobradas que era utilizado nos
países Europeus. (PELEIAS; BACCI, 2004).
Tendo que a Contabilidade seria devidamente implantada com a criação do primeiro
Código Comercial Brasileiro (Lei nº556); em 1850.
4.2.
MODIFICAÇÃO DO ENFOQUE ITALIANO PARA O NORTE-AMERICANO
O Brasil não possui uma doutrina verdadeiramente brasileira, seus fundamentos
contábeis foram baseados primeiramente nos princípios Italianos, sendo mais tarde transferido
para o padrão Norte-Americano o qual persiste até os dias de hoje.
O padrão Italiano permaneceu até a década de 50, considerando que durante essa
época a informação contábil era mais de caráter financeiro, atendendo apenas as obrigações
fiscais e legais. A partir de 1964 a doutrina Italiana começou a ser substituída pela escola
Norte-Americana, determinando com que o enfoque agora não se destinava apenas ao lado
fiscal (MAUSS et al. ,2007).
4.3.
BASE LEGAL DO ENSINO CONTÁBIL, COM ENFOQUE NA IES FACAP.
O ensino Contábil passou por diversas etapas até conciliar suas grades curriculares e
adequar a separação de Técnico e Bacharel em Ciências Contábeis. Pois até então sua
formação não acompanhava o novo cenário da globalização.
A primeira Escola de Contabilidade no Brasil foi a Fundação Escola de Comércio
Álvares Penteado-FACAP que surgiu em 1902 como “Escola Prática de Comércio”; devido à
necessidade de encontra mão de obra eficaz para realizar as operações de gestão das
empresas, sendo que seu ensino era focalizado no comércio, pois seus fundadores tinham o
objetivo de estruturar o desenvolvimento econômico, financeiro e industrial paulista
(GODOY, 1999).
A partir da década de 30 ocorrem modificações no cenário contábil, pois com criação
do Decreto n°20.158, houve modificações e regulamentação da profissão contábil no país,
obedecendo às mudanças que estavam ocorrendo em todo cenário educacional. Com as
mudanças instituídas pelo decreto houve se a criação e adaptação dos cursos; porém ainda não
havia a graduação do bacharel em Ciências Contábeis, como descreve Marion e Robles Júnior
(1998).
3
4.4.
MUDANÇAS SIGNIFICATIVAS QUE PRODUZIRAM O DESENVOLVIMENTO
Com toda euforia que o país passava, devido à nova onda de globalização que se
manifestava, onde agora se revelava toda força de crescimento, como descreve Furtado (1995,
p.198 apud Peleias et al; 2007 p.26) “O país passa por um período de inflexão de sua matriz
produtiva, deixando de ser unicamente produtor agrícola para se industrializar”.
Nesse novo cenário e que surge o curso superior de Ciências Contábeis, onde devido
consta no Decreto-Lei n°7.988 Art.3° devia ter duração de quatro anos, para se concede o
titulo de bacharel em Ciências Contábeis.
Porém somente em 1946 com a fundação da Faculdade de Administração, Economia e
Contabilidade da USP (FEA), no qual até 1990 apresentava o nome Faculdade de Ciências
Econômicas e Administrativas (FCEA); e que o Brasil conseguiu um núcleo efetivo de
pesquisa contábil no modelo norte-americano, embora simples, possuindo professores
dedicados a pesquisa, produzindo trabalhos científicos de grande valor e tendo agora sua
dedicação integral ao ensino como descreve Iudícibus (2006). Sendo que neste mesmo ano
foram criados os órgãos do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e Conselho Regionais
de Contabilidade (CRC’s), conforme Decreto-Lei nº 9.295.
As décadas seguintes, tendo como auge os anos de 1950 e 1960 foram de grande
avanço e modificação na economia global, conhecido como “Golden Age”, no qual houve
expressivo crescimento industrial (PELEIAS et al; 2007).
Sob todo esse novo cenário, fez com que houvesse um melhoramento dos profissionais
da área, consequentemente o setor Contábil foi afetado, tendo com que agora pela
implantação da Lei n° 4.024 de 1961 que fixou as Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB), na qual também teve a criação do Conselho Federal de Educação (CFE), que
regularizou as bases para a formação do profissional Contábil.
Aonde em 1965 pelo extinto CFE n°977, teve se a regulamentação dos cursos de pósgraduação no qual se referia à letra b, do Art. 69 da LDB, sendo devidamente implantado.
Com essas medidas os próximos 30 anos, não ocorreram mudanças significativas.
Sendo somente em 1992 com a Resolução CFC n°3 fixou os conteúdos mínimos e a duração
dos cursos de Graduação para Ciências Contábeis (PELEIAS et al;2007).
Em 1996 a Lei n° 4024/61 das LDB sofreu alteração sendo agora revogada pela Lei
n°9.394 que alterou e introduziu mudanças no ensino superior. Essa revogação na LDB
instituía a legalidade dos cursos à distância a nível básico e superior. Sendo que a partir dessa
data os diplomas certificados pelas instituições a distância tivesse o mesmo valor que o
4
diploma dos cursos presenciais. Sendo claro, reconhecidos pela portaria de legalidade do
MEC.
E atendendo a essa nova mudança os cursos de pós-graduação é dividido em duas
categorias, sendo diferidos segundo o portal do MEC como: Lato sensu e stricto sensu.
Sendo que os cursos de pós-graduação lato sensu são cursos de especialização,
abrangidos e designados como MBA- Master Business. Já os cursos stricto sensu
compreendem programas de mestrado e doutorado, para candidatos diplomados em cursos
superiores de graduação, obtendo no final do curso diploma.
Somente em 16 de Dezembro de 2004 com a Resolução CNE/CES n°10 são instituídas
as diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Ciências Contábeis, no qual segundo o
Art.2º deveria estabelecer a organização curricular para o curso, por meio de Projeto
Pedagógico.
Sendo que conforme descrito no Art.10º da presente Resolução, a duração e a carga
horária dos cursos de graduação e bacharelados, seriam estabelecido em Resolução da Câmara
de Educação Superior.
Essa disposição sobre a carga horária mínima para os cursos de graduação,
bacharelados, na modalidade presencial; ocorreria em 18 de Junho de 2007, com a Resolução
nº2; que instituía para o curso de Ciências Contábeis carga horária mínima de 3.000h, sendo
seu limite mínimo para integralização de quatro anos.
5.
RESULTADOS
5.1.
CRESCIMENTO NO NÚMERO DE CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS.
Comparando dados estáticos, percebe se um grande crescimento dos números de
instituições que oferecem o curso de Ciências Contábeis. Esse crescimento que a cada ano se
torna maior, é devido a grande importância, no novo cenário mundial que o contador
desempenha; e também devido ao crescimento como um todo no setor educacional no país.
Essa confirmação se torna relevante pelos dados anuais do INEP. Conforme Tabelas:
TABELA 1
Cursos de Graduação Presenciais de Ciências Contábeis
IES Públicas
IES
Ano
Total
Federal
Estadual
Municipal
Privadas
2001
51
47
17
448
563
2011
70
62
35
907
1074
Fonte: INEP 2013.
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TABELA 2
Cursos de Graduação a Distância de Ciências Contábeis
IES Públicas
IES
Ano
Total
Federal
Estadual
Municipal
Privadas
2010
2
1
-
25
28
2011
2
1
-
27
30
Fonte: INEP 2013.
Na tab.1 a análise de 2001-2011 nos cursos presenciais de Ciências Contábeis, onde
tendo como referencia a FEA/USP, as instituições aprimoraram seus currículos e ofereceram
cursos de grande prestigio.
Já na tab.2 na análise dos cursos a distância de ciências contábeis, tendo como mostra
o período de 2010-2011, observa o aumento razoável, onde o crescimento nesse setor é
devido à flexibilidade que o aluno possui, tendo como escolha a hora para se dedicar aos
estudos e também possui economia de deslocamento até o local de ensino. Sendo que nesse
novo sistema possui interação e experiências com diferentes culturas e tecnologia.
5.2.
CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
No Brasil a pós-graduação sofre grandes dificuldades para se desenvolver, são muito
poucas as instituições que oferecem cursos de stricto sensu na área Contábil, deixando assim
com que tenha pouca pesquisa e desenvolvimento no setor. Como pode ser observado quadro
1.
QUADRO 1
Programa
IES
UF
Tipo de Curso
stricto sensu
Ciências Contábeis
Universidade Federal do Espirito Santo (UFES)
ES
Mestrado
Ciências Contábeis
Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em
Contabilidade, Economia e Finanças (FUCAPE)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
MG
Mestrado/Doutorado/
Mestrado Profissional
Mestrado
Ciências Contábeis
Ciências Contábeis
Ciências Contábeis
Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
MG
PE
RJ
Mestrado
Mestrado
Mestrado
Ciências Contábeis
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
RJ
Mestrado
Ciências Contábeis
Universidade do Vale do Rio dos Sino (UNISINOS)
RS
Mestrado/Doutorado
Ciências Contábeis
Ciências Contábeis
Universidade Regional de Blumenau (FURB)
Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)
Centro Universitário Álvares Penteado
(UNIFECAP)
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(PUC/SP)
SC
SP
Mestrado/Doutorado
Mestrado Profissional
SP
Mestrado
SP
Mestrado
Ciências Contábeis
Ciências Contábeis
Ciências Contábeis e
Atuariais
ES
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Continuação quadro 1:
Contabilidade
Universidade Federal da Bahia (UFBA)
BA
Mestrado
Contabilidade
Universidade Federal do Paraná (UFPR)
PR
Mestrado
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
SC
Mestrado/Doutorado
Universidade de Brasília (UNB)
DF
Mestrado/Doutorado
Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
AM
Mestrado Profissional
Universidade de São Paulo (USP)
SP
Mestrado/ Doutorado
USP Ribeirão Preto (USP/RP)
SP
Mestrado/ Doutorado
Contabilidade
Contabilidade- UNBUFPB-UFRN
Contabilidade e
Controladoria
Controladoria e
Contabilidade
Controladoria e
Contabilidade
Fonte: CAPES 2013.
Tendo como amostra os dados obtidos no portal da CAPES; observa que a maior
concentração de números de cursos stricto sensu de mestrado se concentra na região sudeste,
tornando assim com que menos da metade restante seja repartido no território brasileiro, onde
a concentração é nos polos industriais e de desenvolvimento.
E sendo os cursos de mestrado Profissional diferindo do acadêmico, pois enfatizam
estudos e técnicas diretamente voltadas ao desempenho de um alto nível de qualificação
profissional segundo o portal da CAPES, possuem uma quantidade muito baixa; no qual dos
três cursos oferecidos, dois estão na região Sudeste também.
Os cursos de Doutorado apesar do avanço no crescimento de oferta, ainda é muito
pouco perante a necessidade. Sendo com exceção do curso de Controladoria e Contabilidade
da USP/SP que possui avaliação da CAPES com nota seis; com reconhecimento e grade
credibilidade, os outros cursos tem média de quatro, que significa ter bom desenvolvimento;
onde na avaliação da CAPES é de “1” a “7”, ainda é razoável.
Contudo perante a Resolução CNE/CES n°1 os cursos de especialização lato sensu
presenciais e a distância, não precisam possuir autorização e reconhecimento para atuarem nas
instituições já credenciadas para o ensino superior ou por entidades especialmente
credenciadas para atuarem nesse nível educacional; constituindo assim com que haja um
número elevado de cursos de pós-graduação em nível de especialização, porém sem a devida
necessidade que o mercado necessita.
Isso devido ao grande número de cursos oferecidos atualmente no Brasil no setor
Contábil, onde falta profissional qualificado para lecionar nas instituições de ensino superior
do país (NOSSA, 1999). Tendo que essa exigência de formação complementar é imposta pelo
7
MEC, segundo a Lei nº 9.394, art. 52, inciso II, que pelo menos um terço do corpo docente
das IES com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado.
Com isso tendo como quesito o papel do professor nas instituições; observa que
muitos não estão preparados para vida acadêmica, pois não tem formação necessária para
repassar os conhecimentos para o aluno (NOSSA, 1999).
Considerando nessa análise apresentar o perfil do profissional contábil, observa que
um dos grandes desafios enfrentados na docência contábil e a dedicação integral as atividades
universitárias por parte do professor, que buscando melhores salários e condições
operacionais, exerce as atividades de ensino apenas como complemento salarial e em tempo
parcial, pois seu foco se destina para o mercado de trabalho principalmente, como profissional
liberal. Fazendo assim que não haja dedicação para pesquisas cientificas por parte do mesmo
(NOSSA, 1999).
6.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando que o objetivo do trabalho é expor o ensino da contabilidade no Brasil,
estabelecendo suas características e tendências; fez-se como premissa a análise de todo
antecedente histórico da Contabilidade; no qual seu ponto relevante para o surgimento no país
foi à chegada da Família Real Portuguesa, em 1808.
Tendo que o setor Educacional Contábil tem seu desenvolvimento e crescimento pela
implantação da primeira escola de Contabilidade no Brasil a FECAP, em 1902, que atendia as
necessidades de suprir a mão de obra que o país necessitava; sendo que seu auge ocorreu na
década de 50, pela adoção das doutrinas norte-americanas que diferiram o enfoque que o setor
contábil se destinava.
Onde a conciliação das grades curriculares e tempo de duração seriam com a
implantação das LDB (Lei n° 4.024, revogado pela Lei n°9.394 em 1996) e regulamentação
na legislação do Ministério da Educação.
E pelo embasamento nos dados quantitativos encontrados no INEP, os quais servirão
para analisar as novas aberturas de cursos de Ciências Contábeis durante o período de 20012011, na modalidade presencial; o crescimento foi de quase 50% por análise feita em dados
que revelaram que no ano de 2001 o Brasil detinha de 563 cursos e depois na proporção de
dez anos passados revelava número expressivo de 1074.
Já na análise de cursos a distância, onde devido a dados incompatíveis de comparação
houve demonstração de período de 2010-2011, o crescimento é de aproximadamente 7% que
confirma o crescimento considerado nesse setor, motivado pela demanda do novo mercado.
8
E feita à verificação de acordo com a CAPES das Instituições que oferecem cursos de
pós-graduação em Ciências Contábeis em nível stricto sensu, observou um contexto inferior
que a realidade brasileira necessita; onde o número de profissionais qualificados nessa
modalidade é muito inferior. E sendo avaliado o perfil do profissional que se dedica a vida
acadêmica os resultados encontrados não atende ao padrão de excelência exigido no setor
educacional.
Novos estudos que poderão contribuir para a pesquisa será a verificação de dados que
certifique as vagas disponíveis nas instituições de ensino superior para cursos de graduação e
pós-graduação; onde poderá ter uma análise mais abrangente do crescimento educacional nos
cursos de Ciências Contábeis.
7.
REFERÊNCIAS
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profissão de contador e dá outras providências. Publicado no Diário Oficial de 9 de Julho de
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__________. Lei n°9.394, de 20 Dez. de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação
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__________. Conselho Federal de Educação. Parecer n° 977, de 3 Dez. de 1965. Definição
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__________. Ministério da Educação. Resolução CFE n°3, de 3 Out. de 1992. Fixa os
mínimos de conteúdo e duração do curso de graduação em Ciências Contábeis.
__________. Ministério da Educação. Resolução CNE/CES n°10, de 16 de Dez. de 2004.
Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Ciências Contábeis, Bacharelado,
e dá Outras providências.
__________. Ministério da Educação. Resolução CNE/CES nº 1, de 8 de Jun. de 2007.
Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação lato sensu em nível de
especialização
9
__________. Ministério da Educação. Resolução CNE/CES n°2 de 18 de Jun. de 2007.
Dispõe sobre a carga horária mínima e procedimentos relativos á integralização e duração dos
cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial.
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