escola estadual guaraituba – ensino fundamental

Transcrição

escola estadual guaraituba – ensino fundamental
ESCOLA ESTADUAL GUARAITUBA – ENSINO FUNDAMENTAL
NRE – ÁREA METROPOLITANA NORTE
PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO
Rua Carlos Alberto Dugonski, 76.
Jardim Viviane – Colombo – PR
E-mail: [email protected]
Autorização de funcionamento: Resolução n.° 3739/82
Reconhecimento do curso: Resolução n.° 550/91.
Fone: 3666-3335
COLOMBO
2007
Não somos pescadores domingueiros,
esperando o peixe. Somos agricultores,
esperando a colheita, porque a
queremos muito, porque conhecemos as
sementes, a terra, os ventos e a chuva,
porque avaliamos as circunstâncias e
porque trabalhamos seriamente.
Danilo Gandin
“Construindo futuros brilhantes”
2
1. APRESENTAÇÃO
“Tudo o que a gente puder fazer no sentido de
convocar os que vivem em torno da escola, e
dentro da escola, no sentido de participarem, de
tomarem um pouco o destino da escola na mão,
também. Tudo o que a gente puder fazer nesse
sentido é pouco ainda, considerando o trabalho
imenso que se põe diante de nós que é o de
assumir esse país democraticamente.” (Paulo
Freire)
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº. 9.394/96, prevê que os
estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e às de seu sistema de
ensino, terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica (Art.12).
Para nortear e orientar as atividades curriculares, a gestão escolar, enfim, a
organização do trabalho pedagógico, que se expressa nas práticas cotidianas, as quais
visam cumprir a função precípua da escola: formar o cidadão assegurando-lhe o acesso
e a apropriação do conhecimento sistematizado, mediante um clima favorável que
estabeleça um ambiente propício às aprendizagens significativas e às práticas de
convivência democrática. Neste sentido é que nos propomos a construir, de forma
coletiva, o presente projeto de cunho político-pedagógico.
Através de leituras, discussões, trabalhos individuais e coletivos, análises da
realidade do contexto escolar, levantamentos e síntese de dados, onde participaram
todos os envolvidos no processo educacional, ou seja, pais, alunos, professores,
funcionários, equipe administrativa e pedagógica.
“Construindo futuros brilhantes”
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2. IDENTIFICAÇÃO
2.1 IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA
Instituição: ESCOLA ESTADUAL GUARAITUBA (Código: 0029-9).
Endereço: Rua Carlos Alberto Dugonski, 76.
Bairro: Jardim Viviane.
CEP: 83.420-390
Cidade: Colombo (Código: 0580)
Núcleo Regional de Educação: Área Metropolitana Norte (Código: 02)
Estado: Paraná
E-mail: [email protected]
Telefone: 41-3666-3335.
Autorização de funcionamento: Resolução n.° 3.739, de 30/12/1982.
Reconhecimento do Curso Fundamental: Resolução n.° 550, de 15 /02/1991.
Renovação do Reconhecimento: Resolução no 3.245, de 24/11/2005.
Aprovação do Regimento Escolar: Parecer no 76, 18/06/2002.
Mantenedor: Governo do Estado do Paraná
“Construindo futuros brilhantes”
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2.2 ASPECTOS HISTÓRICOS
A primeira sala de aula foi construída em 1957. Ao lado, foi construída uma casa
com quatro peças na qual veio morar a professora Alda Milani da Silva.
No primeiro ano de funcionamento a escola funcionou com apenas uma sala,
atendendo a 63 alunos da primeira série. Não havia livros de chamada, nem qualquer
tipo de registro. Os alunos vinham do Atuba, Alto Maracanã, parte da Colônia Faria e
Roseira. Nesta época a sala também serviu como igreja, sendo sala de catequese no
sábado a tarde e local para a realização das missas no domingo pela manhã.
A primeira inspetora se chamava Rosália Vernália e permaneceu na escola até
1959. Entre os primeiros alunos encontramos os Senhores: João Dalprá (Vereador,
Vice-prefeito e Prefeito do Município de Colombo), Carmem Dugonski, Adair Santos e
Sandra Casero.
Em 1962, foi construída mais uma sala de aula, no entanto as dificuldades
continuaram, as salas eram multi-seriadas e atendiam a todos os alunos, inclusive os
com necessidades especiais.
A ampliação da escola foi iniciada após o Cônsul Português Senhor Joaquim
Ferreira Gomes doar a comunidade um terreno próximo a BR 476 (Estrada da Ribeira).
A construção teve início pela ação dos Senhores Tadeu Subchinski (Deputado Estadual)
e Raulino Costacurta (da Prefeitura Municipal de Colombo). A primeira denominação
da escola foi “Escola Isolada de Guaraituba”.
Em 1982, a escola contava com 6 salas de aula, mas o número era insuficiente e
a escola teve que funcionar em três turnos para atender aos cerca de 400 alunos
matriculados.
Em 30 de dezembro de 1982, o Decreto Estadual n.° 3.739/82 dá à escola a
denominação de Escola Estadual de Guaraituba. A Escola funcionou atendendo de 1.ª a
4.ª séries até 1984, e então a partir de 1985 foi autorizada pelas Resoluções n.° 3.772 de
13 de junho de 1984 e n.° 8.234 de 12 de dezembro 1984, a implantação gradativa de 5.ª
a 8.ª série do primeiro grau. Em 1988 nossa escola terminou a implantação do ensino
fundamental.
Nos anos seguintes ocorreram mais mudanças, materialmente foram construídas
de mais salas, biblioteca, entre outras melhorias.
Com a municipalização do ensino de educação infantil e series iniciais através
do Decreto n.° 591 de 05 de março de 1991, ocorre à separação entre as etapas de
escolarização, sendo as séries iniciais do Ensino Fundamental assumidas pela Escola
“Construindo futuros brilhantes”
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Municipal Ângelo Falavinha Dalprá, a Escola Estadual Guaraituba passa a ofertar
apenas o ensino de 5.ª a 8.ª séries do Ensino Fundamental.
No ano de 2003, foi construída mais uma sala de aula, totalizando 11 salas
(sendo 4 de madeira) que atendem 22 turmas nos turnos manhã e tarde.
A primeira Diretora da Escola foi a Senhora Dirce de Arruda Monteiro que ficou
no cargo de sua posse até 1992. De 1993 a 1996 assumiu a Senhora Janete Dalprá
Bianchesi, a partir de 1996, assumiu a Senhora Terezinha de Jesus Carneiro Galdino
que permanece até a presente data.
“Construindo futuros brilhantes”
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2.3 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
 Direção
 Equipe pedagógica
 Corpo docente
 Assistentes administrativos
 Auxiliar de serviços gerais
 Órgãos complementares e Instâncias colegiadas:
- Conselho Escolar;
- Conselho de Classe;
- Associação de Pais, Mestres e Funcionários;
- Grêmio Estudantil.
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2.4 CARACTERIZAÇÃO DO ATENDIMENTO
A Escola funciona no período da manhã das 07h30min às 11h50min; no período
da tarde das 13h00min às 17h20min e atende a 921 alunos1, no ensino fundamental de
5ª a 8ª séries.
Turno da manhã: 6ª a 8ª séries
Turno da tarde: 5ª a 6ª séries
Sendo sete turmas de 5ª série, seis turmas de 6.ª série, cinco turmas 7a série,
quatro turmas de 8ª série. São ofertadas vinte e cinco aulas semanais, divididas nos
cinco dias úteis, cada aula com 50 minutos de duração.
Também conta com um período intermediário, onde atende três turmas para o
aprendizado da Língua Estrangeira Espanhol, através do Centro de Línguas Estrangeiras
Modernas (CELEM).
Turma A - 2ª e 5ª feiras das 17h45min às 19h25min
Turma B - 4ª e 6ª feiras das 17h45min às 19h30min
Turma C - 2ª e 5ª feiras das 19h30min às 21h10min
Nos finais de semana a Escola é aberta para atender eventos referentes as
atividades pedagógicas complementares.
Biblioteca: atendemos nos períodos da manhã (das 8 horas às 10 horas) e da
tarde (das 13 horas às 15 horas).
Secretaria: atendemos durante os horários de aula.
Equipe Pedagógica e Direção: atendemos durante os horários de aula.
1
Número absoluto de alunos em 15 de março de 2007.
“Construindo futuros brilhantes”
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2.5 QUADRO DE PESSOAL
Direção:
Vínculo:
Habilitação:
Terezinha de Jesus C. Galdino
QPM
Pedagogia/Geografia
Equipe Pedagógica:
Vínculo:
Habilitação:
Clarice P. R. Sguissardi
QPM
Pedagogia/Psipedagogia
Valter André J. O. Abbeg
QPM
Pedagogia
Professores:
Vínculo:
Habilitação:
Língua Portuguesa
Renata de Oliveira
QPM
Letras (Hab.: Português)
Florisvaldo Monteiro de Lima
PSS
Letras (Hab.: Português/Inglês)
Nina Silvia de Castro
QPM
Letras (Hab.: Português)
Roque Ferreira Dias
QPM
Letras (Hab. Português/Inglês)
Elza Vieira Santos
PSS
Letras e Pedagogia
Gilson Pereira da Silva
PSS
Letras (Português/Espanhol)
Nelci Santos Ferreira
PSS
Educação Artística
Márcia Depetris Moraes
PSS
Letras (Português)
Raquel Mª Lazarotto
PSS
Educação Artistica
Júlio César Leite
PSS
Educação Física
Marcelo Hamasaki
PSS
Ac. Educação Física
Viviane Garcia Lemes
PSS
Letras (Hab.: Português/Inglês)
Márcia Depetris Moraes
PSS
Letras (Português)
Rafael Ribeiro da Silva
PSS
Educação Artística
Educação Física
LEM - Inglês
Letras (Hab.: Português/Inglês)
Matemática
Maria Lúcia Ferraz
QPM
Matemática
“Construindo futuros brilhantes”
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Eraldo Antonio dos Santos
PSS
Ciências (Hab.: Matemática)
Cinthia Dalprá Bianchesi
PSS
Matemática
Cloveis Soldani Maciel
PSS
Ciências (Hab.: Biologia)
Fernanda Taverna
QPM
Ciências (Hab.: Matemática)
Valdlem César N. de Alves
QPM
Matemática/Física
Valdriano Scremim
PSS
Economia
Ciências
Vivian Thes
PSS
Biologia
Carla Cristina F. Dalprá
PSS
Psicologia
Fernanda Taverna
QPM
Francieli Witiuk
PSS
Ciências (Hab.: Matemática)
Educação Física
Geografia
Ana Alice Otto Carneiro
PSS
Geografia
Silvana Mara Moriggi
PSS
Geografia
Juciane do Rocio M. Lima
PSS
Ciências Sociais
Nerci Ribeiro de Oliveira
PSS
Estudos Sociais
História
Evelyn Cristhiane Car Cordeiro
QPM
História
Ricardo de Jesus Gonçalves
QPM
História
Juciane do Rocio M. Lima
PSS
Ciências Sociais
Daniel Aprígio Silva
PSS
Filosofia
Juciane do Rocio M. Lima
PSS
Ciências Sociais
Evelyn Cristhiane Car Cordeiro
QPM
História
Gilson Pereira da Silva
PSS
Letras (Português/Espanhol)
Equipe Técnico-administrativo:
Vínculo:
Formação/Habilitação:
Cristiano Reis Valdeira
QPPE Ensino Médio
Devanir Aparecido Borges
QPPE Ensino Médio
Jefferson Luis Polli de C. Andrade
QPPE Ens. Sup. Geografia
Ensino Religioso
CELEM –Espanhol
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Keith Mayra de Melo Alexandre
QPPE Ensino Médio
Sandra Regina da Silva
QPPE Ensino Médio
Sheron dos Santos Ferraz
QPPE Ensino Médio
(Secretária, Port. 01039/06. DOE 12/09/06)
Auxiliar de Serviços Gerais:
Vínculo:
Formação/Habilitação:
Ana Maria da Silva
CLAD
Joel Francisco Martins
PEAD
Ensino Médio
Lucimara Bronoski Mocelin
PEAD
Ensino Fundamental
Maria Lucia Marcondes Bronoski
CLAD
Ensino Fundamental
Maria Aparecida IusKaw
PSS
Ensino Fundamental
Glória Vicente Leal
PSS
Ensino Fundamental
Rositéia Aparecida Kons Ferrari
CLAD
Ensino Fundamental
Ensino Médio
“Construindo futuros brilhantes”
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3. MARCO SITUACIONAL
3.1 DESCRIÇÃO DA REALIDADE BRASILEIRA, DO MUNICÍPIO E DA ESCOLA
Vivemos um país de contrastes. Contrastes que se acentuaram no século XX,
quando a população rural, sem instrução ou acesso à escolarização iniciou uma
migração forçada às grandes cidades. Migração causada pela mecanização do campo,
que deixou diversos braços da colheita desprovidos de serviços.
Este movimento foi lento no passar das décadas a população rural parou de
crescer e começou a diminuir, enquanto a população urbana crescia paulatinamente de
15% a 30% a cada década, na segunda metade do século XX. Homens e mulheres
migraram para as metrópoles, que não estavam preparadas para recebê-los, pois já
possuíam seus problemas oriundos do mau planejamento urbano que assolava o país.
Este povo ficou em volta das grandes metrópoles, criando bolsões de pobreza.
Estes locais eram desprovidos das políticas públicas, o povo carecia de infra-estrutura, e
entre elas a escola.
Este processo migratório, de acentuar as regiões metropolitanas, afetou
tardiamente o Estado do Paraná, Estado eminentemente agrário. A população de
Curitiba pelo contrário quase triplicou de 1950 a 1970. Este processo atingiu as regiões
circunvizinhas da Capital do Estado, nas décadas de 1980 e 1990, sendo que a
população dos municípios da grande Curitiba quase dobrou na última década.
O município de Colombo, atualmente com cerca de 200 mil habitantes encontrase neste processo de crescimento desordenado. Todavia as políticas públicas de
democratização da escola ampliaram a oferta, favorecendo esta população que antes não
possuía acesso à escola pública.
“Construindo futuros brilhantes”
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3.2 CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE
Nossos alunos são provenientes, na sua maioria das escolas municipais da região
sendo as principais: Escola Municipal Jardim das Graças, Escola Municipal Ângelo
Falavinha Dalprá, Escola Municipal Santa Izabel, Jardim Guaraujá e Escola Municipal
Pedro Viriato Parigot de Souza.
QUADRO
PROCEDÊNCIA DOS ALUNOS DA 5ª SÉRIE POR ESCOLA
Escola
Número
Absoluto
Porcentagem
66
3
1
6
1
69
34
1
1
8
11
37
15
7
25,38
01,15
00,38
02,31
00,38
26,54
13,08
00,38
00,38
03,08
04,23
14,23
05,77
02,69
Esc. Mun. Ângelo Falavinha Dalprá
Esc. Mun. Carlos Fontoura Falavinha
Esc. Mun. Dr. Manoel Costacurta
Esc. Mun. Durval Sechi
Esc. Mun. Elvira Nodari Alberti
Esc. Mun. Jardim das Graças
Esc. Mun. Jardim Guarujá
Esc. Mun. Jovino do Rosário
Esc. Mun. Padre Jones João Tibola
Esc. Mun. Parque Santa Terezinha
Esc. Mun. Pedro Viriato Parigot de Souza
Esc. Mun. Santa Isabel
Outros
Transferências
QUADRO
PROCEDÊNCIA DOS ALUNOS POR LOCALIDADE DE MORADIA
Localidade
5ª.
Jardim Ana Terra
Jardim Aurora
Jardim Cristina
Jardim das Graças
Jardim Eucaliptos
Jardim Guaraituba
Jardim Guarujá
Jardim Monza
Jardim Paloma
Jardim Samambaia
Jardim Viviane
Parque Santa Terezinha
São Gabriel
Vila Cordeiro
Vila Maria do Rosário
37
8
13
91
2
34
25
1
4
6
18
27
3
3
Números Absolutos
6ª.
7ª.
8ª. Total
33
3
9
86
35
4
4
73
35
5
7
51
49
21
27
21
1
3
6
5
12
15
1
7
25
16
1
2
4
3
5
8
1
1
6
8
5
14
18
1
4
“Construindo futuros brilhantes”
140
20
33
301
2
135
83
3
15
24
13
49
68
6
15
Porcentagem
15,17
02,17
03,58
32,61
00,22
14,63
08,99
00,33
01,63
02,60
01,41
05,31
07,37
00,65
01,63
13
GRÁFICO
PROVENIÊNCIA DOS ALUNOS DA 5ª SÉRIE POR ESCOLA
Esc. Mun. Dr. Manoel Costacurta
Esc. Mun. Elvira Nodari Alberti
Esc. Mun. Padre J ones J oão Tibola
Esc. Mun. J ovino do Rosário
Esc. Mun. Carlos Fontoura Falavinha
Esc. Mun. Durval Sechi
Transferências
Esc. Mun. Parque Santa Terezinha
Esc. Mun. Pedro Viriato Parigot de Souza
Outros
Esc. Mun. J ardimGuarujá
Esc. Mun. Santa Isabel
Esc. Mun. Ângelo Falavinha Dalprá
Esc. Mun. J ardimdas Graças
GRÁFICO
PROCEDÊNCIA DOS EDUCANDOS POR LOCALIDADE
J ardimEucaliptos
J ardimMonza
Vila Cordeiro
J ardimViviane
J ardimPaloma
Vila Maria do Rosário
J ardimAurora
J ardimSamambaia
J ardimCristina
Parque Santa Terezinha
São Gabriel
J ardimGuarujá
J ardimGuaraituba
J ardimAna Terra
J ardimdas Graças
“Construindo futuros brilhantes”
14
Visando esclarecer as realidades da comunidade que é atendida pelo ensino da
Escola Estadual de Guaraituba – Ensino Fundamental, a Equipe Pedagógica realizou
uma pesquisa para traçar o perfil sócio-econômico dos educandos. Para esta pesquisa
foram utilizados questionários com diversas perguntas obtendo os resultados abaixo
analisados.
Foram aplicados 857 questionários, um para cada aluno da escola, até o
momento2, retornaram apenas 344 questionários.
Nossos pais em sua maioria possuem o Ensino Fundamental Incompleto (pais
43% e mães 38%), uma minoria possuiu o ensino superior (pais 8% e mães 7%). Neste
sentido acreditamos que está ocorrendo uma valorização da educação e um
compromisso destes pais e mães que não tiveram oportunidade de terminar o ensino
fundamental, em manter seus filhos na escola.
Com relação à moradia 76% dos nossos alunos moram em casa própria, sendo
uma população que fixou moradia na região e estabeleceu ou pode estabelecer vínculos
com o local, com a Escola.
A maioria dos nossos alunos (65%) moram em casa com mais de seis cômodos,
que revela além de nível sócio-econômico razoável, confrontado com o índice de casas
próprias, demonstra certa estabilidade financeira. Apesar disto, 4% dos nossos alunos
trabalham, sendo que todos sem registro oficial, em serviços informais; e a renda
familiar de 60% das famílias é de apenas dois salários mínimos.
Nossas famílias são compostas em sua maioria (55%) de quatro a cinco
membros, sendo a maioria das famílias (63%) com núcleo estruturado, composto por
pai e mãe, sendo que ambos, na maioria (53%), contribuem para a formação da renda
familiar.
A maioria dos nossos alunos (43%) gosta da escola, o restante ou freqüenta por
necessidade de prosseguir nos estudos (28%) ou por imposição da família (29%).
O atendimento na escola foi definido pelos responsáveis como: um bom na
Secretaria (54%); um bom atendimento na Biblioteca (46%); e um ótimo atendimento
da Direção e Equipe Pedagógica (60%).
2
Dia 23 de novembro de 2005.
“Construindo futuros brilhantes”
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3.3 ORGANIZAÇÃO DO TEMPO
A Escola é um local onde o tempo deve ser organizado de acordo com os
objetivos educacionais, com as metas e missão de ensino que lhe é proposta. Neste
sentido, seguindo a Lei de Diretrizes e Bases, a Instrução SUED n.º 03/2005,
considerando a Resolução n.º 2.961/2005, acatamos que o ano letivo deverá possuir o
mínimo de oitocentas horas distribuídas no mínimo de duzentos dias letivos.
Aprovado o Calendário Escolar, conjuntamente com os Professores e Equipe
Pedagógica, elaborou-se o Calendário de Atividades. Para o ano de 2006, elencaram-se
diversas atividades que ultrapassaram o número de dias letivos propostos em calendário
oficial. Estes dias referem-se necessariamente aos encontros pedagógicos (realizados
aos sábados), as atividades complementares (realizadas nos finais de semana) e aos
jogos internos (a serem realizados na primeira semana de férias de Julho).
Estas atividades realizadas com a presença de alunos serão consideradas como
forma de complementação de carga horária, caso seja necessário, a fim de cumprir com
o mínimo de oitocentas horas, em virtude das necessidades da comunidade escolar.
“Construindo futuros brilhantes”
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3.3.1 Horários das Atividades Complementares
Dias
Segunda
Manhã
Tarde
Noite
Futsal
CELEM
16:00-17:00 h
17:45--21:10 h
Handebol
16:00-17:00 h
Terça
Basquete
16:00-17:00 h
Quarta
CELEM
17:45--21:10 h
Quinta
Voleibol
Coral
9:00-10:00 h
14:00-15:20 h
Sexta
Dança
CELEM
13:30-15:20 h
17:45--21:10 h
“Construindo futuros brilhantes”
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3.3.2 Calendário de Atividades na Escola
JANEIRO
D
S
T
Q
FEVEREIRO
Q
S
S
D
S
T
Q
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
4
5
6
14
15
16
17
18
19
20
11
12
21
22
23
24
25
26
27
18
19
28
29
30
31
25
26
Q
MARÇO
S
S
D
T
Q
7
8
9
10
4
5
6
13
14
15
16
17
11
12
20
21
22
23
24
18
19
27
28
25
26
S
S
D
S
Q
S
S
1
2
3
7
8
9
10
13
14
15
16
17
20
21
22
23
24
27
28
29
30
31
S
S
31 Encontro Pedagógico
MAIO
Q
Q
3
ABRIL
S
T
2
20 Carnaval
D
S
1
T
Q
JUNHO
Q
S
S
D
S
T
Q
Q
1
2
3
4
5
1
2
3
4
5
6
7
6
7
8
9
10
11
12
3
4
5
6
7
8
9
8
9
10
11
12
13
14
13
14
15
16
17
18
19
10
11
12
13
14
15
16
15
16
17
18
19
20
21
20
21
22
23
24
25
26
17
18
19
20
21
22
23
22
23
24
25
26
27
28
27
28
29
30
31
24
25
26
27
28
29
30
29
30
S
S
09 a 13 Semana de Provas
20 Conferência sobre Meio
Ambiente
1
11 Dia das Mães
28 Feira do Conhecimento
14 a18 Semana Cultural
11 a 15 Semana de Provas
2
29 Replanejamento
26 e 27 Jogos Interclasses
30 Conselho de Classe
28 Conselho de Classe
JULHO
D
S
T
Q
AGOSTO
Q
S
S
D
S
T
Q
SETEMBRO
Q
S
S
D
1
2
3
4
S
T
Q
Q
1
1
2
3
4
5
6
7
5
6
7
8
9
10
11
2
3
4
5
6
7
8
8
9
10
11
12
13
14
12
13
14
15
16
17
18
9
10
11
12
13
14
15
15
16
17
18
19
20
21
19
20
21
22
23
24
25
16
17
18
19
20
21
22
22
23
24
25
26
27
28
23
24
25
26
27
28
29
29
30
31
26 27 28 29 30 31
09 e 10 Festival de Teatro e Dança/
Caça Talentos
04 Encontro Pedagógico
10 a 14 Semana de Provas
S
S
23 a 25 Formação Continuada
06 Festa Julina
30
27 e 28 Jogos Interclasses
29 Conselho de Classe
OUTUBRO
D
S
T
Q
Q
NOVEMBRO
S
S
D
S
T
Q
Q
DEZEMBRO
S
S
D
S
T
Q
Q
1
2
3
1
2
3
4
5
6
4
5
6
7
8
9
10
2
3
4
5
6
7
8
7
8
9
10
11
12
13
11
12
13
14
15
16
17
9
10
11
12
13
14
15
14
15
16
17
18
19
20
18
19
20
21
22
23
24
16
17
18
19
20
21
22
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
23
24
25
26
27
28
29
28
29
30
31
25 26 27
01
Halloween
30
31
20 Dia da Consciência Negra
11 Dia das Crianças
15 Dia do Professor
“Construindo futuros brilhantes”
1
13 Formatura das 8as.
13 a 18 Jogos Interclasses/Exposições
de Arte
15 Conselho de Classe
18
3.3.3 MATRIZ CURRICULAR
ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR DE 5.ª A 8.ª SÉRIE
NRE: Área Metropolitana Norte
Município: Colombo
Estabelecimento: Escola Estadual Guaraituba – Ensino Fundamental
Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná
Curso: 4000 – Ensino Fundamental 5/8 Série
Turno: Manhã/Tarde
Ano de Implantação: 2006 – Simultânea
Módulo: 40 Semanas
Base
Nacional
Comum
Parte
Diversificada
Total Geral
Disciplinas
Artes
Ciências
Educação Física
Ensino Religioso
Geografia
História
Língua Portuguesa
Matemática
Sub-total
LEM – Inglês
Sub-total
5.ª série
2
3
3
1
3
3
4
4
22
2
2
24*
6.ª série
2
3
3
1
3
3
4
4
22
2
2
24*
7.ª série
2
4
3
3
3
4
4
23
2
2
25
8.ª série
2
4
3
3
3
4
4
23
2
2
25
*A esta carga horária deve ser acrescida 01 h/a destinada ao Ensino Religioso, de matrícula facultativa e oferta obrigatória.
“Construindo futuros brilhantes”
19
3.4 CAPACIDADE FACE A DEMANDA
Atualmente estrutura física existente na Escola não atende as demandas da
comunidade e precariamente do projeto pedagógico. A execução das Atividades
Complementares são realizadas em espaços precários, impróprios, improvisados e
adaptados a realidade da Escola Pública. A deficiência encontrada e presente no
cotidiano da Escola não se restringe unicamente as atividades extra-classe, mas
percebemos a ocorrência da crescente demanda nas matrículas, que levam a lotação das
turmas na Escola.
Esta lotação se relaciona diretamente ao grande crescimento populacional do
município de Colombo (aproximadamente 10% ao ano). Nossa clientela provém em sua
maioria dos bairros circunvizinhos, compreendendo que alguns deles foram formados
por loteamentos novos (Parque Santa Terezinha I e II) e houve o inchaço de bairros
próximos (Guaraituba, Jardim das Graças e Ana Terra). Esta situação, de lotação, não é
diferente em outras escolas do município, que atendem a demanda da região do
Guaraituba/Alto Maracanã.
Nossa demanda cresceu trinta por cento em sete anos, período que houve apenas
o acréscimo de uma sala de aula, ocupada por duas turmas (uma em cada período).
Atualmente nossa estrutura física, de salas, não atende diversos pedidos de pais e mães
que gostariam que seus filhos estudassem em nossa Escola. Até
momento foram
contabilizados 187 pedidos de pais e mães, que não podem ser atendidos devido ao
inchaço de nossas turmas (média de 41.9 alunos por turma).
“Construindo futuros brilhantes”
20
QUADRO
NÚMERO DE ALUNOS NA ESCOLA ESTADUAL DE GUARAITUBA
Período
Letivo
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
Total
5ª Série
6ª Série
7ª Série
8ª Série
NT
NA
M
NT
NA
M
NT
NA
M
NT
NA
M
NT
NA
M
20
20
20
22
22
22
22
22
706
734
767
815
844
854
923
919
35.3
36.7
38.3
37.0
38.3
38.8
41.9
41,7
6
6
6
7
7
7
7
7
218
230
222
250
267
246
277
267
36.3
38.3
37.0
35.7
38.1
35.1
39.5
38.1
5
5
5
6
6
6
6
6
186
182
222
226
227
242
268
272
37.2
36.4
44.4
37.6
37.8
40.3
44.6
45,3
5
5
5
5
5
5
5
5
159
177
174
192
195
204
215
212
31.8
35.4
34.8
38.4
39.0
40.8
43.0
42.4
4
4
4
4
4
4
4
4
143
145
149
147
155
162
163
168
35.7
36.3
37.3
36.8
38.7
40.5
40.7
42.0
Legenda:
NT – NÚMERO DE TURMAS
NA – NÚMERO ABSOLUTO DE ALUNOS MATRICULADOS
M – MÉDIA DE ALUNOS MATRICULADOS POR TURMA
GRÁFICO
CRESCIMENTO NO NÚMERO DE ALUNOS MATRICULADOS
940
920
900
880
860
840
820
800
780
760
740
720
700
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
Atualmente temos o esforço de trazer o esporte para a Escola, como elemento de
formação permanente do cidadão participativo e ativo em nossa sociedade.
Contando com nosso grupo de professores, e com nossa comunidade
participativa, temos ofertado treinamentos e oficinas de Futsal, Voleibol, Basquetebol e
Handebol; no desenvolvimento destas atividades utilizamos uma quadra a céu aberto, e
a realização das atividades dependem das variáveis climáticas; quando há chuva não a
treino.
“Construindo futuros brilhantes”
21
O Coral, o Grupo de Danças Típicas e Folclóricas e o Grupo de Teatro utilizamse da Biblioteca, do saguão ou do pátio, para a realização de suas atividades, que são
constantemente interrompidas pelas funções reais de tais espaços.
Nossa Escola apresenta grande espaço para a construção, mas depende do
investimento governamental, em linhas gerais necessitamos: da cobertura da quadra
poliesportiva; de um anfiteatro; de um refeitório para 500 alunos; de sala de arte; de sala
de multi-meios; e de, no mínimo, mais quatro salas de aula para atender a atual
demanda, que tende a crescer nos próximos anos.
Temos certo que estes dados já foram analisados e esperamos a ampliação e
adequação do espaço físico para atender a demanda da comunidade, os pedidos
insistentes de pais e mães que gostariam que seus filhos estudassem em nossa Escola.
“Construindo futuros brilhantes”
22
3.5 FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE SERVIDORES
“A formação do professor abrange duas dimensões: a formação teórica-científica
e a formação técnica-prática” (LIBÂNEO,1994, p.27).
Neste
sentido,
as
aprendizagens
acadêmicas
mostram-se
em
parte
diferentes/desconexas da realidade cotidiana das escolas, para unir essas duas
dimensões, tornando a escola um espaço de reflexão sobre as inovações educacionais e
não de sua apropriação imediata, a Equipe Pedagógica oferece apoio técnico e
informacional, acrescido de sugestões metodológicas e propostas de instrumentos
didáticos para a melhoria das ações educativas dos professores.
“Na era do conhecimento, a pedagogia tornou-se a ciência mais importante
porque ela objetiva justamente promover a aprendizagem. A era do conhecimento é
também a era da sociedade aprendente: todos tornam-se aprendizes. [...] Muda a relação
de ensino-aprendizagem [...] O professor não é mais o que sabe e o aluno o que aprende.
Ambos, em sessões de trabalho, aprendem e ensinam com o que juntos descobrem”.
(GADOTTI, 2000, p.46)
A formação continuada acontece: nas horas-atividades planejadas e orientadas
pela Equipe Pedagógica da escola; nos encontros pedagógicos periódicos organizados
no interior da mesma; nos grupos de estudos; e, nos diferentes cursos
oportunizados/financiados pela Secretaria de Estado da Educação contando ativamente
com a coordenação, supervisão e orientação da Equipe Pedagógica do Núcleo Regional
de Educação - A. M. Norte.
Compreendendo que a investigação sobre a prática educativa é condição sine
qua non para que o educador desempenhe as funções políticas, estéticas, éticas, enfim,
pedagógicas e educativas, faz-se necessário estudar os mecanismos de construção do
saber, próprios a área de conhecimento, partindo dos diferentes métodos de estudo,
pesquisa e investigação disponíveis. O professor, deste modo, insere-se num contexto
de formação continuada para eterno aprimoramento do processo ensino-aprendizagem:
planejamento, execução e avaliação. Assim cabe ao professor empenhar-se em construir
e ultrapassar pontes seguras entre sua prática educativa e o conhecimento
historicamente construído pela humanidade. Outrossim, torna-se necessário levar o
professor a uma condição de pesquisador da educação, o que significa,
simultaneamente, efetivar um processo contínuo e crescente de ensino qualitativo, ao
passo da procura pela autonomia intelectual.
“Construindo futuros brilhantes”
23
Neste sentido encontramos, na Instrução nº 02/2004, da Superintendência de
Educação, da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, a hora atividade docente,
que deve ser compreendida como um momento de “estudo, reflexão e planejamento”,
sendo reservado ao estabelecimento de ensino a organização deste processo que deve se
efetivar no contexto da instituição. Desta forma, propõe-se a organização de parte desta
hora atividade para que sejam discutidos e elaborados novos saberes pela coletividade
de educadores do estabelecimento.
Tendo como objetivo central: promover um momento de estudo e
aprofundamento, levando a atualização das questões e problematização das diferentes
dimensões ligadas à realidade da escola, procurando soluções para os diferentes
problemas encontrados na práxis educativa cotidiana.
Estes estudos deverão ser articuladores da prática educativa cotidiana dos
professores com a teoria pedagógica e educativa, historicamente construída, consistindo
numa ação planejada e dirigida ao crescimento profissional, educativo e corporativo,
tendo como meta o constante aperfeiçoamento da qualidade de ensino ministrado na
Escola.
“Construindo futuros brilhantes”
24
3.6 PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE
3.6.1 Assembléia de Pais, Mestres e Funcionários
Seguindo o regimento escolar, a Escola, promove anualmente a assembléia de
pais, mestres e funcionários. Ação que revela o grande interesse dos participantes, que
no debate com os funcionários e professores contribuem para a harmonia do ambiente
escolar.
3.6.2 Associação de Pais, Mestres e Funcionários
A Associação de Pais, Mestres e Funcionários participam efetivamente na
organização de eventos e nas decisões relacionadas ao destino dos recursos financeiros
enviados pelo governo e ou angariadas a partir de arrecadações provenientes das
contribuições durante o período das matriculas, o que é livre para os querem assim
fazer, e eventos realizados como bazar, festa junina e outros.
3.6.3 Grêmio Estudantil Guaraituba
Nosso grêmio estudantil foi organizado no final do ano de 2005, e atualmente
busca legitimação e sua formalização como órgão de representação dos estudantes da
Escola Estadual de Guaraituba. Ainda estamos em fase de implementação, mesmo os
integrantes apresentando imaturidade, já estamos atuando e colhendo os frutos de um
trabalho sério e comprometido com a realidade da Escola, do Estado e da aldeia global.
Num primeiro momento, visando a formação efetiva do Grêmio Estudantil, a
Diretoria Provisória foi constituída por alunos representantes das turmas e indicados
pela Direção e Equipe Pedagógica: a fim de estudar os regulamentos da escola e
participar dos encontros promovidos pela SEED para este fim. Esta primeira formação
está em fase de recomposição, tornando-se mais livre das decisões e opiniões dos
Professores e Funcionários e, portanto, mais responsável pelo grupo de alunos que
representa. Neste momento, o Grêmio ainda não-formal, desenvolve em parceria com a
APMF e Equipe Pedagógica, diferentes projetos: Grupo de Danças Típicas e
Folclóricas, com encontros semanais, coordenado pelos próprios alunos com a
colaboração de mães; Programa de Coleta Seletiva de Materiais para Reciclagem,
realizada pelos próprios alunos, consiste numa forma de obtenção de renda, para os
“Construindo futuros brilhantes”
25
demais projetos do Grêmio; e, Campeonatos, realizado durante os intervalos (recreio),
organizado e arbitrado pelos próprios alunos.
São componentes da Diretoria:
Presidente: Letícia Silva Ferreira
Vice-Presidente: Grimaldo Conceição de Souza
Secretária Geral: Ana Caroline Dias
1ª Secretária: Andgella Dgianine Tonhato
Tesoureira: Lígia Leal Cardoso da Silva
Diretoria de Imprensa: Camila Di Renzo do Nascimento e
Bruna Mendonça Hermann
Diretoria de Cultura: Lucas Kutinaski dos Santos
Stephany Caroline Anoiz Prestes
Diretoria de Esportes: Thayara Bronoski
Diretoria de Saúde e Meio Ambiente: Luanda Cristina de Oliveira Goulart
Atualmente a Direção, Equipe Pedagógica e Corpo Docente procuram
acompanhar as reuniões, fazendo sugestões, críticas e orientações ainda necessárias,
visando a estruturação de suporte permanente para as ações, idéias e sonhos dos
educandos da Escola Estadual de Guaraituba.
“Construindo futuros brilhantes”
26
3.7 RELAÇÃO AVALIAÇÃO-APRENDIZAGEM
Como parte constitutiva do processo ensino-aprendizagem, a avaliação se
configura num processo contínuo e sistemático de obter informações, de diagnosticar
processos, metas e objetivos, de identificar dificuldades de aprendizagens com vistas a
retomada de decisões nos encaminhamentos metodológicos.
3.7.1 Instrumentos de Registros
A escola dispõe de vários instrumentos de registros e escrituração, referentes à
documentação escolar, acompanhamento de alunos, professores e funcionários, e
demais registros que se fizerem necessários.
Entre os instrumentos de registro são utilizados: Livros de Registro de Classe,
documento no qual se registram todas as atividades do professor e destina-se a qualquer
tempo como prova das atividades realizadas juntos aos alunos. É um instrumento
específico de escrituração diária, elaborado com a finalidade de documentar freqüência,
conteúdos e aproveitamento escolar. Livros Atas, sendo um documento de valor jurídico
a Escola Estadual de Guaraituba, dispõe deste instrumento de registro, onde se
registram dados sobre o rendimento escolar dos alunos, as ocorrências, decisões em
assembléias, reuniões ou sessões realizadas por comissões, conselhos e outros órgãos
colegiados.
3.7.2 Recuperação
Tendo em vista a legislação vigente em consonância com o descrito no
Regimento Escolar a recuperação, de estudos praticada neste estabelecimento de ensino,
é paralela e de oferta obrigatória.
3.7.3 Forma de Comunicação dos Resultados
A devolutiva aos pais e responsáveis, dos resultados obtidos, é realizada através
de reuniões bimestrais, onde os boletins de notas são entregues e a direção, equipe
pedagógica e corpo docente ficam a disposição para sanar dúvidas que poderão ocorrer.
Quando necessário os pais e responsáveis são convocados para reuniões
específicas, atendimentos individuais, durante o período letivo.
3.7.4 Conselho de Classe
“Construindo futuros brilhantes”
27
Realizado bimestralmente, compreende uma importante discussão entre os
Professores e Equipe Pedagógica, visando o encaminhamento das atividades escolares
para a promoção do aluno.
No Conselho de Classe são priorizadas as questões de ensino-aprendizagem,
procurando sempre uma reorientação junto aos demais professores, valorizando a troca
de experiências significativas de ensino (estratégias que “funcionaram”), a fim de que
os problemas encontrados em sala de aula possam ser solucionados no decorrer do
processo de ensino-aprendizagem; não sendo mais encarado os resultados como
produtos finais de um processo imutável.
“Construindo futuros brilhantes”
28
3.8 PROJETOS EDUCATIVOS
A Escola Estadual de Guaraituba desenvolve diversos projetos educativopedagógicos que visam: fortalecer os vínculos da escola com a comunidade e com os
alunos; e, contribuir para a formação do cidadão atuante na sociedade.
Procuramos dividir os diferentes trabalhos educativos e pedagógicos: projetos de
ensino-aprendizagem (ligados ao desenrolar das atividades em sala de aula, referindo-se
a filmes, passeios, montagens e exposições); eventos (envolve atividades dirigidas a
todos os alunos da escola, destacam-se entre as comemorações os festivais, feiras e
jogos escolares); e, projetos educativos (que desenvolvidos paralelamente às atividades
escolares, comumente no contra-turno, vislumbram objetivos específicos mas
congruentes aos objetivos da educação pública de qualidade).
A grande diferenciação destes projetos educativos está na sua continuidade, pois
uma vez que ultrapassem a fase de implantação, são considerados permanentes e de
duração indeterminada.
Os eventos para serem executados:
•
Feira da Literatura Brasileira;
•
Feira do Conhecimento;
•
Feira das Cidades do Paraná;
•
Festival de Música e Canto (Caça-Talentos);
•
Festival de Teatro;
•
Festival de Danças Típicas e Folclóricas;
•
Olimpíada da Escola;
•
Olimpíada de Matemática na Escola;
•
Conferência sobre Meio Ambiente na Escola.
Abaixo listamos os projetos educativos que estão sendo desenvolvidos na
Escola:
•
Coral e Banda Guaraituba (em desenvolvimento desde 2003);
•
Escola de Pais e Mestres (em fase de implantação);
•
Grupo de Danças Típicas e Folclóricas (em desenvolvimento desde
2005);
•
Grupo de Jogos Matemáticos (em fase de implantação);
•
Grupo de Teatro (em fase de implantação);
“Construindo futuros brilhantes”
29
•
Grupo de Xadrez (em desenvolvimento desde 2005);
•
Horta da Escola (em fase de implantação);
•
Oficina de Handebol (em desenvolvimento desde 2005);
•
Treinamento Esportivo de Basquetebol;
•
Treinamento Esportivo de Futsal;
•
Treinamento Esportivo de Voleibol.
“Construindo futuros brilhantes”
30
4. MARCO CONCEITUAL
4.1 ORGANIZAÇÃO INTERNA DA ESCOLA
A organização escolar consiste num amplo processo que rege o funcionamento
da escola, não se reduz a administração escolar, pois compreende não apenas as
tomadas de decisão conjunta no planejamento, execução, acompanhamento e avaliação
das questões administrativas e pedagógicas, mas um posicionamento de todos os
membros da comunidade escolar. Assim, a escola ultrapassa as ordens administrativas,
as decisões colegiadas, construindo uma cultura organizacional que se legitima no
cotidiano da escola.
A organização de assembléias, reuniões e encontros no decorrer do ano letivo,
fortalecem os laços com a comunidade escolar, contribuindo para aproximar seus
membros e definir uma única política de ação.
“Construindo futuros brilhantes”
31
4.2 FILOSOFIA DA ESCOLA
Concepções de Sociedade
Concebemos sociedade como uma forma orgânica, construída historicamente
sobre os alicerces das relações humanas.
As primeiras sociedades tribais organizavam-se por meios de costumes e ritos,
criaram o mito como a primeira forma de conhecimento e de explicação da natureza e
do homem. Estas sociedades primitivas organizaram aldeamentos, cidades, diversas
divisões entre os homens; surgiam as primeiras divisões entre classes sociais.
Quando o mito já não satisfazia a necessidade de explicação do meio, surgiu a
astúcia. Da astúcia, a evolução do pensar passou para a filosofia, o homem começou a
indagar sobre sua própria existência e sobre todo o resto de coisas possíveis e
impossíveis; no início a palpadelas passando a organizar sistemas de pensamento,
metáforas e métodos de explicação e de investigação sobre o universo que se tornou o
homem.
As sociedades começaram a organizar-se em nações através das representações
de pertencimento. As formas de conhecer foram sendo substituídas pelo dogma, pela
força e pelo poder de dominar. No ocidente as nações e seus líderes eram referendados
pela Igreja Católica que monopolizaram o conhecimento clássico e os sistemas de
pensar criados na antiguidade.
Com o renascimento dos clássicos antigos são criadas novas formas de pensar,
novas formas de agir, o homem desprendeu-se dos dogmas, entrando numa corrida pelo
saber. O ápice desta caminhada está ancorado no ideal de modernidade.
Neste mundo pós-moderno, onde a fragmentação do homem destitui de sentido a
existência humana, procuramos uma sociedade não alienada, portanto, crítica,
desvinculada de falsos dogmas, consciente dos valores humanos e de sua construção no
tempo e no espaço. A utopia de uma sociedade que respeite as diversidades (gênero,
opção sexual, cor, credo, classe econômica, etnia) e trabalhe conjuntamente para a
superação das potencialidades de cada indivíduo, assegurando real igualdade de
condições, dirimindo o fosso da iniqüidade sócio-econômica que persiste nestes brasis.
Homem, Educação, Escola, Ensino-Aprendizagem, Avaliação
Homem, ser dotado de razão e potencial de transformar a natureza e transformarse a si mesmo, na história. O homem transforma o espaço, a matéria, criando culturas, e
“Construindo futuros brilhantes”
32
suas manifestações concorrem no tempo para a transformação das gerações futuras. A
própria história, noção (idéia) de tempo constitui uma construção humana, dimensões da
cultura.
O homem convivendo em sociedade cria laços de participação e de
representação, que o torna consciente de sua situação na sociedade. Quando estes laços
são constituídos de forma ativa e participativa, construídas através da razão, o homem
torna-se responsável pelos seus deveres e consciente de seus direitos.
Educação é uma construção histórico-social que objetiva o enlace das gerações
anteriores, do conhecimento historicamente construído pela humanidade e suas
representações, com as gerações presentes, formando a possibilidade do ser humano
constituir a plenitude de sua própria essência: a humanidade.
Desta forma, ao pensarmos o homem e sua existência pensamos algum tipo de
educação, sendo sempre alguma forma de comunicação e transmissão de bens culturais,
contínua e abrangente: “Ninguém escapa da educação”.
Escola Moderna representa uma instituição oficial de ensino, poder atribuído
pela representação de um povo, incumbida de processar, construir, repassar ao educando
o principal patrimônio da humanidade: o conhecimento.
“Enquanto reprodutora, a escola atua na seleção e distribuição do conhecimento,
da mesma maneira estratificada pela qual está constituída a sociedade; e o currículo
nada mais é que uma seleção da cultura, uma filtragem do conhecimento de modo a
torná-lo acessível aos diferentes grupos, conforme as necessidades do controle social e
da maximização da produção.” (SAVIANI, 1998, p.39)
“A escola assim concebida é um espaço de busca, construção, diálogo e
confronto, prazer, desafio, conquista de espaço, descoberta de diferentes possibilidades
de expressão e linguagens, aventura, organização cidadã, afirmação da dimensão ética e
política de todo o processo educativo.” (CANDAU, 2000, p. 15)
Desejamos uma escola inovadora, democrática diversificada, dotada de infraestrutura física e pedagógica capaz de atender ao processo de construção-produção dos
saberes, conhecimentos e significados necessários a constante transformação da
sociedade.
Ensino escolar é um processo sistematizado, orientado e objetivado de educação,
que consiste num transmissor, conteúdo e avaliação de tais processos. Produzindo uma
intervenção planejada na realidade do contexto escolar.
“Construindo futuros brilhantes”
33
Diferente de aprendizagem que se define como um processo qualquer de
aquisição de saberes que modifique o comportamento. No contexto escolar esta
aprendizagem refere-se diretamente ao processo de ensino, sendo por si, sistematizada e
orientada para uma assimilação e construção de novos significados, gerando uma
modificação esperada no comportamento do educando, fator que leva aos critérios
próprios do processo de avaliação.
O processo de ensino-aprendizagem deve valorizar o educando, seus saberes,
sua cultura, fazendo-o um cidadão consciente e ativo no meio em que vive.
A avaliação deve ser processual, contínua e diagnóstica; fundada nas normas da
legislação escolar vigente. A avaliação não deve ter objetivo de punição, sendo flexível,
valorizando o saber do educando e seu desenvolvimento integral.
“Construindo futuros brilhantes”
34
4.3 OBJETIVOS DA ESCOLA
Proporcionar ao educando condições de aprendizagem e formação integral,
tornando-o participativo em seu contexto social.
Através de ações planejadas e refletidas, de todos os envolvidos no processo de
ensino-aprendizagem, no cotidiano escolar, a escola cumpre seu maior objetivo: fazer
com que seus educandos aprendam e adquiram o desejo de aprender cada vez mais e
com autonomia.
“Construindo futuros brilhantes”
35
4.4 CARACTERIZAÇÃO DAS FUNÇÕES EDUCATIVAS-PEDAGÓGICAS
Direção
A direção cabe convocar e presidir as reuniões dos órgãos colegiados, elaborar
planos de aplicação financeira e a respectiva prestação de contas. Elaborar e submeter a
aprovação dos órgãos colegiados diretrizes especificas da administração do
estabelecimento, em concordância com as normas e orientações gerais emanadas da
Secretaria de Educação do Estado
Equipe Pedagógica
A superação da dicotomia entre as funções pedagógicas de supervisão e
orientação educacional, deve ser encarada como um processo lento e que despenda
espaço e tempo para a reorganização no âmbito da Organização do Trabalho
Pedagógico.
O pedagogo não mais tem o papel punitivo e restritivo, hoje, deve ser concebido
como um agente de transformação de mentes. Um indivíduo que não apenas relacione a
prática educativa a teoria, mas que realmente aplique a teoria necessária para a obtenção
dos objetivos que são almejados pela escola pública.
Neste sentido, o Professor-Pedagogo deve ser capaz de assessorar o processo
pedagógico-educativo dos professores e funcionários; orientar a execução do trabalho
escolar segundo as normatizações vigentes; relacionar, analisar e atuar na organização
das ações escolares mais básicas e mais elementares; compreendendo que toda ação que
intervêm no processo de ensino-aprendizagem favorece a construção do indivíduo
inovador e atuante.
O pedagogo não é mais o fiscalizador do trabalho docente, mas o apoio seguro
na condução das atividades escolares, devendo enriquecer o cotidiano da escola
favorecendo, organizando, promovendo atividades complementares, que fortaleçam o
envolvimento do aluno com a escola, com a sociedade.
Professor
O professor deve focar sua prática pedagógica no desenvolvimento do educando,
o que significa observá-lo de perto, conhecê-lo, compreender suas diferenças, procurar
“Construindo futuros brilhantes”
36
conhecer suas dificuldades e incentivar suas potencialidades. Visto que os educandos
da atualidade vivem num contexto social cheio de informação, reforça a necessidade de
o professor planejar e refletir sobre sua práxis, com base no conhecimento que o
educando já se apropriou e o que precisam e desejam, ainda, saber.
Técnico administrativo
Auxilia na organização administrativa, o setor que serve de suporte ao
funcionamento de todos os setores do estabelecimento de ensino, proporcionando
condições para que os mesmos cumpram suas reais funções.
Secretária
A secretaria escolar é a porta de entrada da escola para a comunidade escolar. “A
secretaria é um braço executivo da Equipe Administrativa e Pedagógica e dela depende
o bom funcionamento da escola”
Cabe a secretária cumprir e fazer cumprir as determinações de seus superiores
hierárquicos; distribuir tarefas decorrentes dos encargos da secretaria, entre outros,
descritos no Regimento Escolar, desta escola.
Serviços Gerais/Cozinheira/Inspetor
De acordo com o Regimento Escolar, os serviços gerais têm a seu encargo o
serviço de manutenção, preservação do ambiente escolar, segurança e merenda, sedo
coordenado e supervisionado pela direção.
Compõem aos serviços gerais e suas respectivas funções: servente, cozinheira,
caseiro e outros previstos em ato especifico pela Secretaria de Estado de Educação.
Compete ao Servente efetuar a limpeza e manter em ordem o ambiente e as
dependências escolares, à Cozinheira preparar e servir a merenda escolar, controlando-a
qualitativa e quantitativamente bem como conservar o local de preparação da merenda
em boas condições de trabalho. Ao Inspetor de Alunos, zelar pela segurança e disciplina
individual e coletiva, orientando o aluno sobre as normas disciplinares mantendo assim
a ordem e evitando acidentes, auxiliar no controle de horários acionando o sinal
determinando o início e o final das aulas, entre outras tarefas correlatas a sua função.
“Construindo futuros brilhantes”
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4.4.1 Princípios da Gestão Democrática
A gestão democrática na escola pressupõe a participação coletiva nas decisões
da prática e na vida escolar. Consiste num processo contínuo de aprimoramento das
estruturas e mecanismos institucionais, que enredados na cultura da escola, propiciam a
participação cada vez mais efetiva e decisiva de todos os membros da comunidade
escolar.
A gestão democrática representa não apenas a participação nos processos
decisórios, mas a participação na solução das problemáticas cotidianas da escola,
participação da comunidade na escola e da escola na comunidade.
A gestão na escola pública consiste em abrir suas portas, ampliar seus limites,
devendo ultrapassar os muros da escola; alcançar, chegar aos educandos e
conjuntamente com as demais instâncias públicas agir na formação integral do
educando.
Pressupõe agilidade e veracidade nas informações, transparência nos processos
de decisão, capacitação dos envolvidos, para que todos possam participar,
compreendendo as funções e limitações da escola e suas especificidades.
Uma comunidade atuante revigora-se nas ações de construção da gestão
democrática escola, pois exige e participa da construção política da educação do país.
“Construindo futuros brilhantes”
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5. MARCO OPERACIONAL
Tomando como referência as discussões, os trabalhos individuais e coletivos,
análise da realidade, do contexto no qual estamos inseridos, definirmos algumas
metas/ações de trabalho para serem alcançadas, algumas a curto e outras a médio e
longo prazo.
5.1 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NA ESCOLA
“A escola convive com as alunas e com os alunos
diariamente e, de maneira consciente ou não,
ensina não só por meio do conteúdo com o qual
trabalha em sala de aula, mas também pelas
relações que estabelece com eles no dia-a-dia.”
(CISEKI, 1998, p.43)
A realidade da escola pública brasileira é cerceada por dificuldades, tais quais se
assemelham às dificuldades do próprio povo brasileiro, encontrar formas de superação
destas dificuldades promovendo o alcance de nossas metas, configura-se a essência do
trabalho pedagógico desenvolvido na Escola.
Cabe, portanto, a Equipe Pedagógica direcionar o fortalecimento das estruturas
escolares que favorecem o desenvolvimento de uma educação de qualidade em
detrimento a uma educação pautada no comodismo e na simplicidade.
Neste sentido consolidamos nossas ações através de um plano de ação a ser
desenvolvido em médio tempo, frutos que não serão colhidos no ano vindouro, mas no
decorrer da próxima década.
“Construindo futuros brilhantes”
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5.1.1 Projetos Educativos
“Ao serem valorizadas, as iniciativas e
experiências realizadas pelas escolas, no
enfrentamento a uma série de questões
(indisciplina, agressões, ameaças, intimidações,
baixo desempenho escolar, desmotivação)
promovem uma maior integração da comunidade
escolar, fortalecendo ou mesmo criando laços e
mecanismos de compartilhamento de interesses e
objetivos possibilitando um contraponto aos
diferentes tipos de violências praticados no
interior da escola.” (ABRAMOVAY, 2004, p. 33)
As atividades complementares consistem num processo de intervenção
planejada, não se refere a programas de voluntariado, mas a um processo interno de
mobilização dos Professores e Funcionários. Cabe a Equipe
Pedagógica o
desenvolvimento, a programação e a avaliação destas atividades; incitando e motivando
os membros da comunidade escolar para o desenvolvimento de novas atividades.
Organizamos grupos de atividades ambientais, culturais e esportivas: Horta,
Xadrez, Teatro, Dança, Coral & Banda, Futsal, Atletismo, Voleibol, Handebol,
Basquetebol, entre outros.
Estas atividades são desenvolvidas no contra-turno ou nos finais de semana,
dado que amplia a ação da escola e sua relação com a comunidade.
“Estas e outras ações, a serem implementadas no âmbito educacional, objetivam
a mudança de atitudes diante dos alunos, das minorias culturais ou das culturas em
desvantagens sociais, permitindo a reelaboração e a adoção sistemática de atitudes que
permitam o reconhecimento e a valorização da diversidade cultural como uma das
maiores riquezas do patrimônio da humanidade.” (PEE, 2004)
“Construindo futuros brilhantes”
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Conferência sobre Meio Ambiente na Escola
a) Objetivos:
•
Ouvir a voz dos alunos, propiciando a todos, o direito de participar, na
construção de um futuro sustentável para o Brasil; a discussão nas escolas, da
diversidade étnico-racial, cultural, social e ambiental, através da qual a
comunidade escolar se apropriam localmente dos compromissos planetários,
interligando o local e o global;
•
Debater e assumir uma responsabilidade e um compromisso de ação global;
•
Tornar a escola fóruns de enraizamento da Educação Ambiental e do
reconhecimento da diversidade nos sistemas de ensino.
b) Justificativa:
A escola é um rico espaço para “pensar e agir global e localmente” é também
espaço para construirmos uma educação para a sustentabilidade e para o
reconhecimento da diversidade, um processo de aprendizagem permanente, baseado no
respeito a todas as formas de vida e a todos os povos do planeta.
Sabendo da urgência do debate, tomada de ações e responsabilidades para a
construção de uma educação para a sustentabilidade e para o reconhecimento da
diversidade, colocamos no planejamento de ações permanentes a Conferência do Meio
Ambiente na Escola com temas variados, este ano o trabalho foi realizado com o tema:
Vivendo a Diversidade na Escola, proposto pelo Ministério da Educação e do Meio
Ambiente, no ano de 2005, visto que devido às várias atividades não foi possível
realizá-la em tempo hábil, de acordo com o cronograma do material que nos foi
enviado.
“Construindo futuros brilhantes”
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Comemoração: Dia das Mães
a) Objetivos:
•
Aproximar a comunidade escolar;
•
Homenagear as mães;
•
Valorizar a condição feminina e suas múltiplas funções neste mundo moderno;
•
Promover a convivência, a comunicação e as relações interpessoais dos
responsáveis pelos nossos educandos, através de atividades lúdicas, dinâmicas,
em um ambiente descontraído e prazeroso.
Comemoração: Dia dos Pais
a) Objetivos:
•
Aproximar a comunidade escolar;
•
Homenagear os pais;
•
Promover a convivência, a comunicação e as relações interpessoais dos
responsáveis pelos nossos educandos, através de atividades lúdicas, dinâmicas,
em um ambiente descontraído e prazeroso.
Comemoração: Festa Junina
a) Objetivos:
•
Aproximar a comunidade escolar;
•
Homenagear os pais;
•
Promover a convivência, a comunicação e as relações interpessoais dos
responsáveis pelos nossos educandos, através de atividades lúdicas, dinâmicas,
em um ambiente descontraído e prazeroso.
•
Resgatar a memória e preservar as festividades históricas.
b) Justificativa:
“Construindo futuros brilhantes”
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Durante preparação para a festa junina a comunidade escolar se mobiliza se
efetivando assim, o envolvimento e a cooperação de todos para que a festa aconteça.
Simultaneamente há o resgate da tradição despertando o interesse do aluno, sua
criatividade e gosto pela história construída pelos nossos antepassados.
Comemoração: Independência
a) Objetivos:
•
Aproximar a comunidade escolar;
•
Estimular o senso de pertencimento, o civismo e o patriotismo sadios;
•
Reconhecer os símbolos da Pátria e seus significados;
•
Promover a convivência, a comunicação e as relações interpessoais dos
responsáveis pelos nossos educandos, através de atividades lúdicas, dinâmicas,
em um ambiente descontraído e prazeroso.
Comemoração: Dia das Crianças
a) Objetivo:
•
Oportunizar momento de reflexão sobre a identidade dos educandos e de
descontração no ambiente escolar.
Comemoração: Páscoa
a) Objetivos:
•
Oportunizar momento de descontração no ambiente escolar;
•
Relacionar as questões sócio-econômicas e os reais significados das datas
religiosas e comemorativas;
•
Explorar os elementos da religião judaico-cristã e seus significados, tendo como
parâmetro as demais manifestações religiosas;
“Construindo futuros brilhantes”
43
•
Promover ações de relacionamento interpessoal entre os alunos das diferentes
classes e a participação efetiva nas atividades culturais realizadas.
Feira da Literatura Brasileira
a) Objetivos Específicos:
•
Desenvolver o “gosto” pela literatura, estimulando a imaginação e a criatividade,
numa atividade prazerosa;
•
Reconhecer os autores clássicos da Literatura Brasileira e suas obras como
representantes, de determinado período social-histórico, da realidade e cotidiano
brasileiros;
Feira das Cidades do Paraná
a) Apresentação
Neste ano na Escola Estadual de Guaraituba, realizamos uma festividade que
comemorou a diversidade cultural deste grandioso país.
Somos cidadãos de um cosmos cultural; pois compreendemos a diversidade de
nosso povo; nossas origens culturais, advindas dos mais diversos continentes e povos,
forjaram uma identidade única: o brasileiro.
Reconhecer o outro é exigência para compreender nossa situação, nosso mundo,
nossa própria identidade e existência. Na ocasião foram apresentados aspectos culturais,
folclóricos e sociais de alguns dos países que contribuíram para que nossa existência
seja rica em compreensão, harmonia e tolerância. Pois com os exemplos destes países,
com suas experiências, com as suas frustrações e vitórias aprendemos um pouco mais
sobre a sociedade em que vivemos. Foram envolvidos cerca de novecentos educandos,
mais de quarenta Professores e Funcionários, procurando atender às metas de nossa
missão: uma educação pública de qualidade; desenvolvendo através da pesquisa o
vislumbre de aspectos culturais de países que favoreceram a construção de nossa
identidade cultural. O momento foi de descontração e superação de possibilidades
educacionais, aproximando cada vez mais, a comunidade que integra e consolida nossa
instituição escolar.
“Construindo futuros brilhantes”
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5.2 RECURSOS QUE A ESCOLA DIPÕE PARA REALIZAR SEU PROJETO
Possuímos onze salas de aula, sendo quatro de madeira que se encontram em
situação precária, com iluminação deficiente e sem ventilação. Todas as salas possuem
assoalho ou piso de madeira.
A umidade nas salas de madeira é sentida por todos em tempos chuvosos e frios,
em contra partida, o calor é excessivo em dias quentes. Nas salas de alvenaria, o sistema
elétrico é totalmente deficiente. Há falta de carteiras e cadeiras.
O número de sanitários (3 masculino e 3 femininos) é insuficiente em relação ao
porte da escola; estão localizadas incorretamente em frente à cozinha.
A quadra de esportes existente foi construída com recursos oriundos da APMF
com parceria da Prefeitura Municipal (que cedeu a mão de obra), porém não
corresponde com os padrões oficiais das modalidades esportivas, e já apresenta sinais de
deterioração.
No espaço reservado a cancha de areia, não há areia por falta de drenagem no
local. No pátio, há falta de abrigo para os alunos, tanto em dias de chuva, quanto nos
dias de sol. Não existe um espaço para lazer. A biblioteca existente foi construída com
recursos próprios, é um espaço pequeno, cuja iluminação é deficiente. Muitas vezes é
utilizada para outros fins, devido a insuficiência física da escola.
Em relação ao porte da escola, a área administrativa é pequena e irregular. Fato
que causa deficiências de material permanente e ambiente para atendimentos específicos
(comunidade).
A cozinha possui um bom espaço físico, porém está localizada incorretamente
na entrada do prédio. Usa-se o botijão de gás de 13 kg no interior da cozinha, mesmo
existindo a tubulação para fora da mesma. O não uso do cilindro de gás se justifica por
ser inviável economicamente. Usa-se como refeitório, a área de circulação.
O muro que delimita a área escolar é baixo e a parte que fica atrás da área
administrativa está constantemente com problemas devido a um afluente do rio Palmital
que passa “canalizado” pelo terreno da escola. Assim sendo, verifica-se a necessidade
de materiais permanentes: carteiras novas, armários, computadores, mesas, ventiladores,
bebedouros, para o melhor funcionamento do espaço escolar.
“Construindo futuros brilhantes”
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5.3 ORGANIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS ESPAÇOS EDUCATIVOS
Necessitamos uma “ressignificação dos espaços escolares” (ABRAMOVAY).
Os passeios e visitas serão organizados pelo conjunto de professores dado o
interesse institucional.
A agenda de vídeos e filmes educativos, e outros materiais áudio-visuais, é
direcionada para a formação complementar do educando, favorecendo aos melindres da
interdisciplinaridade. Cabe a Equipe Pedagógica receber a agenda dos Professores e
incluí-las no quadro de informações.
O espaço escolar têm marcas profundas, visíveis e paupáveis, e estas marcas e
suas nuances atuam diretamente na representação que os educandos fazem da escola
(ALVES, 1998), e por extensão interferem no sentimento de “pertença” (PICHONVIVIÈRI, 1988), no processo de identificação do educando com a escola, com seu
ambiente.
Neste sentido ambientes escolares agradáveis favorecem o desenvolvimento de
laços entre educandos e escola, contribuindo com a construção de um conjunto vasto de
significados; novas normas de convivência são geradas; novas formas de conhecer e de
se relacionar com o mundo. A escola também educa pelo/no/com seus espaços.
“Construindo futuros brilhantes”
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5.4 PROJETOS INTEGRADOS AO PROJETO-POLÍTICO PEDAGÓGICO
5.4.1 Escola de Pais e Mestres
Aproximar cada vez mais nossos pais do ambiente escolar é um pressuposto para
a construção da participação democrática das decisões no âmbito da escola. Trazer o pai
e a mãe, a avó e o avô, para discutirem temas contemporâneos que nos afetam e irão,
certamente, afetar nossos educandos num futuro próximo, é o objetivo da Escola de Pais
e Mestres.
Organizado pelo conjunto de Professores, e realizado no horário de 18:00 horas
às 18:30 horas, compreende atividades, encontros semanais, reuniões e palestras
realizadas pelos professores e convidados.
Cada grupo será dividido por temáticas (temas sociais contemporâneos):
Sexualidade; Saúde e Qualidade de Vida; Meio Ambiente; Violência & Agressividade;
Direitos da Criança e Adolescente.
5.4.2 Grupo de Danças Típicas e Folclóricas
a) Objetivos:
•
Favorecer a integração dos alunos;
•
Despertar consciência corporal e entender como o corpo se relaciona com o
espaço;
•
Aumentar a sociabilidade do grupo e quebrar a timidez;
•
Estimular o interesse por atividades físicas.
b) Justificativa:
Vive-se atualmente uma época de grandes transformações. Em setores como a
economia e a política surgem “crises” a todo o momento. A vida moderna torna-se cada
vez mais prejudicial à saúde, acarretando problemas como o stress, obesidade, postura
entre outros. A prática de exercícios físicos tem sido cada vez mais deixada de lado e
poucos são os que têm condições econômicas par freqüentar uma academia.
Outra questão preocupante é a do desenvolvimento de relacionamentos. Com
base nesses dados, pensou-se em uma proposta que fosse capaz de integrar os grupos,
aproximando os alunos e de alguma maneira despertar o interesse pela prática de
“Construindo futuros brilhantes”
47
atividades físicas. Uma das soluções para trabalharmos essas questões foi encontrada na
dança.
c) Organização/Metodologia:
•
Será realizado alongamento antes da prática de qualquer atividade física;
•
Os alunos deverão observar os movimentos corporais de diversos ritmos
e depois tentar executa-los sem preocupação com a “perfeição”. O
importante será respeitar o ritmo de seu próprio corpo;
•
Serão
também
trabalhados
exercícios
que
contribuam
para
o
desenvolvimento de equilíbrio, elasticidade, lateralidade, localização,
espacialidade e movimento.
d) Cronograma:
Inscrição e seleção dos alunos: Fevereiro.
Início das Atividades do Grupo: Março.
Encerramento:
e) Avaliação:
Serão avaliados o esforço, interesse e participação do aluno, não será atribuída
nota nem escolha do que obteve melhor desempenho.
5.4.3 Grupo de Xadrez
a) Apresentação
Goethe, o grande escritor alemão, disse um dia “o xadrez é a ginástica do
intelecto” e tinha absoluta razão. O xadrez é um jogo que se joga num quadrado de 64
casas alternadamente, claras e escuras. Esse quadrado foi denominado tabuleiro. O jogo
de xadrez e disputado por dois jogadores que tem dezesseis peças cada um; um rei, uma
rainha, duas torres, dois bispos, dois cavalos e oito peões, brancas para um dos
jogadores e preta para o outro. Essas peças obedecem, inicialmente, a seguinte, ordem;
na primeira fila ficam a torre, cavalos, bispo, dama, rei, bispo, cavalo e torre, sendo que
dama fica na casa branca e se for dama preta na casa preta e na segunda fila ficam os
peões.
“Construindo futuros brilhantes”
48
O objetivo do jogo de xadrez é o cheque-mate no rei do campo oposto, quem dá
o cheque-mate ganha a partida. Cheque é o ataque que se faz com qualquer peça, exceto
o rei. Cheque duplo acontece quando se ataca o rei com duas peças simultaneamente. O
cheque-mate é o instante em que o rei não pode mais se defender.
Temos diferentes modalidades num jogo de xadrez, por exemplo: o xadrez
relâmpago, isto é, cronometrado com um relógio os jogadores são obrigados a dar
lances quase simultaneamente, tornando o reflexo um instrumento necessário, posto a
velocidade do jogo. Há jogadores, os grandes mestres, que enfrentam, no mesmo dia, no
mesmo local, vários competidores. Há xadrez por correspondência, em que os lances
são enviados por carta, telegrama, telefone, ou ainda internet.
Os primeiros movimentos de um jogo chamam-se
abertura, as peças são
movidas para o ataque ou para defesa, na fase seguinte já estamos no meio do jogo
quando se tenta tirar mais peças adversárias do tabuleiro. Quem começa o jogo sempre
está com as peças brancas, o segundo jogador fica com as pedras negras.
No xadrez o rei move-se para a contígua, exceto no roque. A dama move-se a
qualquer casa situada em sua coluna, fila ou diagonal da casa da qual faz parte. A torre
move-se a qualquer casa situada na coluna, ou fila de sua casa de partida. Quem começa
a aprender xadrez começa justamente pelo movimento das peças e saber a importância
que ela tem no jogo, cavalos, bispos e peões devem ser usados, na proteção do rei e da
dama.
O xadrez para os seus defensores não é apenas um jogo, mas uma ciência,
proporcionando o mais puro dos prazeres intelectuais. Na Rússia o xadrez faz parte dos
currículos escolares, joga-se muito xadrez em todo mundo e seus defensores dizem que
é indispensável na educação. Desenvolve as faculdades de atenção, observação e
raciocínio como verdadeiro organizador das faculdades mentais. Leibnitz dizia: “O
Xadrez é o único jogo que deve interessar à humanidade”.
Como podemos ver, o xadrez pode ser considerado como um jogo popular, e, em
linhas gerais, não se apresenta como um jogo de grandes dificuldades técnicas ou
táticas. Estas dificuldades que mistificam o jogo consistem impreterivelmente na
habilidade técnica do oponente que, através de treino, alta capacidade de memorização e
probabilidade, antecipa mentalmente as jogadas de seus adversários, tornando o jogo
um mito de intelectualidade.
Desmistificar este fato alardeado é um primeiro passo para incutir o hábito do
jogo. Após a criança ou o adolescente tiver o hábito do jogo, poder-se-á desenvolver
“Construindo futuros brilhantes”
49
pequenos sistemas de jogo, pequenas táticas, desenvolvendo cada vez mais as
faculdades intelectuais do raciocínio.
b) Desenvolvimento Metodológico
A metodologia a ser empregada é a ativa, procurando desenvolver as habilidades
no próprio contato direto com o jogo, com o incentivo e orientações próprias a cada
momento de desafio ou de dúvida.
As oficinas de xadrez serão desenvolvidas todas as segundas-feiras, das 8:00 às
9:00 para alunos do turno da tarde, e das 13:30 às 14:30, para alunos do turno da manhã;
tanto para iniciantes, quanto para aqueles que já conhecem o jogo.
O número de inscritos e participantes é de 20 participantes por turno,
dependendo da disponibilidade e empenho dos alunos poder-se-á abrir novas vagas ou
grupos.
Considerando a natureza do esporte, jogo, e suas potencialidades educacionais e
intelectuais, não será estipulado um período para realização desta atividade, podendo, e
devendo, tornar-se permanente; necessitando apenas o empenho dos participantes.
c) Coordenação
Todos os Professores e Equipe Pedagógica estarão empenhados na manutenção
do Grupo de Xadrez e participarão de suas atividades, esperando colher coletivamente
os frutos desta atividade.
5.4.4 Grupo de Teatro
a) Objetivos:
•
Favorecer o desenvolvimento de diferentes linguagens e expressões;
•
Contribuir para a formação integral do cidadão mediante reconhecimento das
diferentes formas de comunicação possíveis nas artes cênicas;
•
Desenvolver articulações vocais e de expressão corporal.
b) Justificativa:
O Grupo de Teatro, uma reedição de um grupo que existia na escola é uma
reivindicação antiga dos alunos, pais e mestres. Pois tais atividades, além de figurar nos
“Construindo futuros brilhantes”
50
conteúdos de Educação Artística, possibilitam a construção de relações múltiplas na
área de linguagens e códigos, servindo como instrumento motivador, para a criação de
laços entre a escola e os alunos.
c) Organização:
Nos encontros periódicos serão tratadas as formas de preparação de uma peça e
seus devidos ensaios, seguindo a programação:
1. Apresentação do Grupo;
2. Escolha de texto para dramatização;
3. Diferentes tipos de “leituras” do mesmo texto;
4. Expressões corporais;
5. Gestos e exagero de expressões;
6. Escolha de uma peça de teatro clássica;
7. Seleção das falas;
8. Escolha da adaptação;
9. Escolha dos personagens;
10. Primeira Leitura e Ensaios.
Apresentada a primeira peça, o ciclo se renova, com a inscrição de novos alunos.
d) Cronograma:
Inscrição e seleção dos alunos: Fevereiro.
Início das Atividades do Grupo: Março.
e) Avaliação:
Serão avaliados o esforço, interesse e participação do aluno, não será atribuída
nota nem escolha do que obteve melhor desempenho e toda atividade terá culminância
nas apresentações no espaço escolar ou fora dele.
5.7.5 Coleta Seletiva
a) Objetivos:
•
Conscientizar os educandos da necessidade e vantagens de contribuir com o
processo de reciclagem;
•
Favorecer a criação de um habitus corporativo de sustentabilidade;
“Construindo futuros brilhantes”
51
•
Contribuir para a organização da escola e de sua limpeza.
b) Justificativa:
As ações de preservação e de conservação do meio ambiente é um instrumento
de suma importância para as gerações futuras. Compreender que estas ações constituem
um alicerce seguro para organizar estratégias de sustentabilidade. Ao gerirmos nosso
próprio espaço estamos construindo uma relação com o meio, relação que deve ser
estabelecida com o menor impacto possível sobre a natureza.
c) Organização:
Serão utilizados recipientes em cada sala de aula e nos pátios, onde deverão ser
selecionados os detritos provenientes das atividades escolares e da alimentação dos
educandos, separadamente.
d) Cronograma:
Início: Fevereiro.
e) Avaliação:
As ações ambientais devem ter uma avaliação contínua, observando-se a
mudança nos comportamentos, posturas e atitudes dos educandos; cabe ao Grupo de
Professores assegurar que mesmo não logrando êxito imediato este Projeto permaneça
no cotidiano escolar.
5.7.6 Horta da Escola
a) Objetivos:
•
Incentivar o gosto pelo plantio;
•
Oferecer aos alunos condições para o cultivo de hortaliças, através de método
natural, visando a melhoria e qualidade de sua alimentação;
•
Incentivar o respeito a terra e ao seu produto, valorizando a natureza e
estabelecendo a relação harmônica homem/meio;
•
Promover a integração e a ação dos alunos, seu comprometimento com a
produção e com as questões ecológicas;
“Construindo futuros brilhantes”
52
•
Possibilitar a realização de atividades relacionadas com a alimentação escolar
voltadas para o julgamento da qualidade das hortaliças, através de analise
comparativa de indicadores como tamanho, cor, sabor de produtos, etc.
b) Justificativa:
Considerando a educação como forma de comportamento humano intransferível,
enquanto formação do individuo. A escola pode ter um papel relevante no ensino e na
conscientização de seus alunos, no que tange ao cultivo de hortaliças, a valorização do
solo, o respeito pela natureza, através da construção de uma horta no quintal da escola
que além de fonte de alimentação, poderá também integrar disciplinas curriculares com
atividades diversificadas.
c) Organização:
A Horta da Escola será um espaço privilegiado para as aulas de Ciências,
envolvendo questões significativas referentes aos processos ecológicos, da degradação e
preservação ambiental, além dos conteúdos específicos pertinentes a esta disciplina. A
utilização da horta e seu manejo é de responsabilidade dos Professores de Ciências,
sendo todos os demais membros da comunidade escolar convidados e instigados a
participar e utilizar-se do ambiente para construção de experiências e processos de
ensino-aprendizagem.
d) Cronograma:
A reconstrução da horta escolar será iniciada em 2006, sendo previsto o reinício
das atividades de plantio e cultivo para 2006-2007.
e) Avaliação:
O processo de avaliação desta atividade será realizada através de Relatório
Anual, a ser entregue à Equipe Pedagógica, referenciando as atividades de ensinoaprendizagem desenvolvidas durante o ano letivo.
5.5 INTENÇÃO DE ACOMPANHAMENTO DE EGRESSOS
O acompanhamento de egressos será feito através da indagação por meio de
questionários dirigidos aos alunos, pais e/ou responsáveis.
“Construindo futuros brilhantes”
53
Esta ação de acompanhamento traduz, através de dados quantitativos, a
qualidade inerente ao processo de ensino-aprendizagem da nossa Escola. Revelará com
informações precisas, quantos, quais e a que custo, nossos alunos conseguiram crescer
enquanto profissionais e cidadãos.
QUADRO
ESTIMATIVA DE DIRECIONAMENTO INSTITUCIONAL PARA ALUNOS
EGRESSOS
Colégio
Número
Absoluto
2
7
9
22
122
162
Colégio Estadual Alfredo Chaves
Colégio Estadual João Ribeiro de Camargo
Colégio Estadual Helena Kolody
Colégio Estadual Genésio Moreschi
Colégio Estadual Antonio Lacerda Braga
Total
Número
Relativo
1%
4%
6%
14%
75%
100%
GRÁFICO
ESTIMATIVA DE DIRECIONAMENTO INSTITUCIONAL DE ALUNOS
EGRESSOS
C.E. Helena Kolody
6%
C.E. J oão Ribeiro
de Camargo C.E. Alfredo
4%
Chaves
1%
C.E. Genésio
Moreschi
14%
C.E. Antonio
Lacerda Braga
75%
“Construindo futuros brilhantes”
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6. AVALIAÇÃO
Considerando as mesmas premissas destinadas à avaliação dos educandos, temos
por base que a avaliação deste projeto político-pedagógico é dinâmica, coletiva e
compartilhada contando com a participação dos alunos, pais, professores e demais
profissionais da escola. Sendo assim, dizemos que nossa construção é um processo
contínuo e de transformação evolutiva.
“Construindo futuros brilhantes”
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7. BIBLIOGRAFIA
ABRAMOVAY, Miriam. Escolas inovadoras: experiências bem-sucedidas em escolas
públicas. Brasília: UNESCO/Ministério da Educação, 2004.
BRASIL, Ministério da Educação. Conselhos Escolares (Cadernos 1 ao 5). Brasília:
MEC, SEB, 2004.
PEE. Plano Estadual de Educação: uma construção coletiva. Cadernos de Estudos
Temáticos para o PEE, Paraná – Resultados do I Seminário Integrador. Curitiba:
Governo do Paraná, 2004.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem
e projeto político-pedagógico – elementos metodológicos para a elaboração e
realização. 7 ed. São Paulo: Libertad, 2000.
PEDRA, José Alberto. Currículo, conhecimento e suas representações. 3 ed.
Campinas: Papirus, 1998.
CISEKI, Ângela Antunes. Conselhos de escola: coletivos instituintes da escola cidadã.
MEC. Construindo a Escola Cidadã: Projeto político-pedagógico. Brasília: 1998.
PICHON-RIVIÈRI, E.. O processo grupal. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
SAVIANI, Nereide. Saber escolar, currículo e didática: problemas da unidade
conteúdo/método no processo pedagógico. Campinas: Autores Associados, 1998.
VASCONCELLOS, Celso dos S.. Avaliação. Concepção Dialética-libertadora do
processo de avaliação escolar. São Paulo: Libertad, 1995.
TYLER, R.W.. Princípios básicos de currículo e ensino. Porto Alegre: Globo, 1979.
GODOTTI, Moacir. Pedagogia da terra. São Paulo: Petrópolis, 2000.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
“Construindo futuros brilhantes”
56
8. ANEXOS
“Construindo futuros brilhantes”
57
ESCOLA ESTADUAL GUARAITUBA – ENSINO FUNDAMENTAL
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR
ENSINO FUNDAMENTAL
(5ª a 8ª SÉRIES)
Rua Carlos Alberto Dugonski, 76.
Jardim Viviane – Colombo – PR
E-mail: [email protected]
Autorização de funcionamento: Resolução n.° 3739/82
Reconhecimento do curso: Resolução n.° 550/91.
Fone: 3666-3335
COLOMBO
MARÇO-2007
“Construindo futuros brilhantes”
58
“Construindo futuros brilhantes”
59
8.1 INTRODUÇÃO
As diferentes concepções contemporâneas de currículo nos forçaram a buscar
uma síntese entre a tradicional estrutura disciplinares rígidas com conteúdos
seqüenciados
e
as
inovações
decorrentes
da
aclamada
interdisciplinaridade
(FAZENDA), da transversalidade (PCN’s), e das diferentes relações entre os saberes, as
culturas e as informações que modificam a escola tornando-a elemento de construção de
saber e não de sua simples reprodução de cultura.
Outrora poderíamos pensar que sintetizar, em algumas páginas, determinado rol
de conteúdos, e que através de uma escolha pré-definida de metodologias e medidas
consistiriam na melhor definição de currículo escolar. Aquele currículo oficial, parte
material da proposta escolar, atualmente é desvelado em suas dimensões vividas e
ocultas da prática curricular no cotidiano da escola.
Este conhecimento nos obriga a uma aproximação entre o que é organizado
formalmente, o planejado, e o que se realiza no dia-a-dia da escola, o realizado. Este
processo caminha numa via de mão dupla, onde as exigências institucionais (do sistema
e da normalização) são assimilados e adaptados na realidade escolar, e o que escapa da
norma que se realiza na prática diária passa a ser compreendido, registrado e planejado.
Temos ciência que os atuais paradigmas curriculares abrem para a possibilidade
de compreendermos a cultura escolar (BRANDÃO), a cultura da escola (FOURQUIN),
enfim, as diferentes manifestações e produções culturais que se realizam no bojo da
escola.
Iniciamos o trabalho de reconstrução da proposta curricular com a leitura
(releitura) e sistematização de questões frente às Diretrizes Curriculares do Estado do
Paraná (Versões Preliminares), tendo como apoio o referencial fornecido pela SEED e
tendo como contraponto a experiência e a formação inicial e continuada de nossos
profissionais da educação. Este processo de debate, discussão e confronto proporcionou
ao grupo a crítica, a indagação, a desconstrução de padrões e a possibilidade de
mudanças de posturas.
No processo de reelaboração da proposta curricular, as reuniões por área
disciplinar encontraram êxito na elaboração de uma proposta, ainda não uniforme, mas
em constante aprimoramento e menos dissonante que em etapas anteriores. Estas
reuniões, entre equipe pedagógica e grupos de docentes, abriram possibilidades de
trocas de experiências e a alteração de conteúdos, seqüenciamentos e a abertura para
“Construindo futuros brilhantes”
60
novas formas metodológicas, discutindo e debatendo a avaliação e o plano de trabalho
docente. Desta forma, podemos afirmar que este processo ininterrupto de olhar e refletir
sobre o que, onde, quanto, quando, como e porque é ensinado, continuará sendo o motor
das transformações curriculares nesta escola.
“Construindo futuros brilhantes”
61
8.1.1 ARTES
APRESENTAÇÃO
Um marco importante para a arte brasileira e os movimentos nacionalistas foi a
Semana da Arte Moderna de 1922 que influenciou artistas brasileiros como exemplo, os
modernistas Anita Malfati e Mário de Andrade que valorizavam a expressão individual
e rompiam os modos de representação realista. Esses direcionaram seus trabalhos para a
pesquisa e produto de obras a partir das raízes nacionais.
A partir dos anos 60 as produções e movimentos artísticos se intensificaram nas
artes plásticas com as Bienais e os movimentos contrários a ela na música com a bossa
nova e no teatro com o teatro de rua, teatro oficina e o teatro de arena de Augusto Boal e
no cinema com o cinema novo de Glauber Rocha. Esses movimentos tiveram um forte
caráter ideológico, propunham uma nova realidade social e gradativamente deixaram de
acontecer com o endurecimento do regime militar.
O ensino de Arte retoma o seu caráter artístico e estético visando a formação do
aluno pela humanização dos sentidos, pelo saber estético e pelo trabalho artístico.
O ensino de Arte deve ser coadjuvante no sistema educacional e passar a se
preocupar com o desenvolvimento do sujeito frente a uma sociedade construída
historicamente e em constante transformação.
A arte em criação é manifestação do poder criador do homem.
Criar é
transformar e nesse processo o sujeito também se recria.
Os conteúdos estruturantes da disciplina de artes para o ensino fundamental:
elementos básicos das linguagens artísticas, produções/manifestações artísticas e
elementos contextualizadores estão presentes em todas as atividades propostas e
desenvolvidas em sala de aula. Não há como pensar a arte na educação desvinculada
dos conteúdos estruturantes na verdade esses conteúdos são a síntese do que é a
disciplina de Artes.
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA DE ARTES
O ensino da arte tem em sua função contribuir para a formação da percepção e
sensibilidade do aluno através do trabalho criado, da apropriação do conhecimento
artístico e do contato com a produção existente. Deve também colher a significação da
arte no processo de humanização do homem como ser criador estando em constante
“Construindo futuros brilhantes”
62
processo de transformação de si mesmo e do meio através do trabalho, produzindo
assim novas maneiras de ver e sentir o mundo.
A Arte propõe novas formas de refletir sobre as relações sociais e envolve não
apenas uma atividade de produção artística pelos alunos, mas também a conquista da
significação do que fazem, pelo desenvolvimento da percepção estática, alimentada pelo
contato com o fenômeno artístico visto como objeto de cultura através da história
organizada de relações formais.
O ensino de Arte busca desenvolver a percepção e sensibilidade do educando,
fazendo-o olhar e pensar as partes de um sistema de regras construindo assim o trabalho
artístico, aprendendo a criar o seu próprio sistema de raciocínio e organização de seus
objetivos.
Desmistificar a arte como um fazer dissociado de um saber e automaticamente,
concluir que arte é conhecimento e que constitui uma necessidade humana. Recuperar a
arte como forma de conhecimento, expressão, afirmação e auto realização para que o
educando se transforme, através de suas produções artísticas em um adulto realizado,
feliz, expressando-se e organizando suas idéias de maneira satisfatória.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
5ª SÉRIE
Artes Visuais
•
Ponto;
•
Linha;
•
Textura;
•
Cor;
•
Formas Geométricas;
•
Letra Bastão.
Qualidades Plásticas
•
Equilíbrio;
•
Harmonia;
•
Composição;
•
Bidimensional (paisagem);
•
Tridimensional (escultura, maquete).
“Construindo futuros brilhantes”
63
Música
•
Audição de Obras Musicais;
•
Estrutura do Som (livre, dirigida, registrada, narrada, vocal e corporal);
•
História da Música;
•
História da Música Afro-brasileira e Africana;
•
Instrumentos Musicais (construção e utilização);
•
Músicas Folclóricas Infantis.
Teatro
•
Artes Cênicas e Expressão Corporal;
•
Ação dramática;
•
História: textos, compreendendo sua realidade;
•
Personagem: características vocais, faciais e fisionômicas;
•
Espaço cênico: elementos sonoros e visuais;
•
Análise do Teatro na Sociedade;
•
Teatro de Bonecos;
•
Habilidades de movimento: pessoais e corporais;
•
Elementos do movimento: partes do corpo;
•
Princípios estéticos.
Dança
•
História da dança.
Semana de Arte Moderna.
Carnaval e sua origem na etnia africana, confecção de máscaras e desfile.
Abolição da escravatura, resgatar heranças culturais afro descendentes.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
6ª SÉRIE
Artes Visuais
•
•
Cor e Formas Geométricas
Letra Fantasia
•
•
Volume e Luz
Pontilísmo
“Construindo futuros brilhantes”
64
•
Equilíbrio
•
Harmonia
•
Técnica de quadrícula
•
Bidimensional (paisagem, gravura)
•
Tridimensional (escultura, maquete)
Música
•
Audição de Obras Musicais
•
Estrutura do Som (livre, dirigida, registrada, narrada, vocal e corporal)
•
História da Música
•
História da Música Afro-brasileira e Africana
•
Instrumentos Musicais (construção e utilização)
•
Músicas Africana, Folclóricas, Popular (MPB) e Afro-brasileira
Teatro
•
Improvisação
•
História: textos, compreendendo sua realidade
•
Personagem: características vocais, faciais e fisionômicas
•
Espaço cênico: elementos sonoros e visuais
•
Tragédia Grega e Teatro em Roma
•
Habilidades de movimento: pessoais e corporais
•
Elementos do movimento: partes do corpo, dinâmica do movimento, usos dos
espaços e ações.
Dança
•
História da Dança
•
Dança e Coreografia
•
Lendas paranaenses e/ou brasileiras
Movimento Modernista
Carnaval e sua origem na etnia africana, confecção de máscaras e desfile.
Abolição da escravatura, resgatar herança cultural afro descendente.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
7ª SÉRIE
“Construindo futuros brilhantes”
65
Artes Visuais
•
Linha
•
Textura
•
Cor
•
Painéis com formas geométricas
•
Volume
•
Reprodução de imagem
•
Simetria e assimetria
•
Composições absurdas com montagem e decalque
•
Molde positivo e negativo
Música
•
História (Origem) da Música Afro-brasileira e Africana
•
Instrumentos alternativos (sopro, corda e percussão)
•
Músicas Africana, Folclóricas, Popular (MPB)
•
Improvisação
•
Expressão vocal (canto e sons)
•
Ritmo e tempo
Teatro
•
•
Possibilidades corporais criativas: emitir e receber mensagens, expressar idéias,
sentimentos e sensações de forma alegórica.
Representação de formas figurativas e abstratas
•
Representação de acontecimentos de vários tipos, como geométricos, mecânicos,
emocionais e simbólicos
•
Espontaneidade corporal e verbal: jogo dramático e improvisação espontânea
•
Performances cênicas
•
Corpo centro do espaço
• Exploração do espaço com o corpo, com e sem movimento.
• Corpo em movimento: equilíbrio, concentração, descontração e respiração.
• Dramaturgia, lendas brasileiras e paranaenses (Folclore).
Dança
•
Dança e Coreografia
•
Expressão corporal (ritmo, forma, volume, peso, planos, tempos e equilíbrio)
Pesquisa: Fábulas, lendas, poesias e situações comunitárias.
“Construindo futuros brilhantes”
66
Rádio: história, locução, reportagens, apresentação e sonoplastia.
Carnaval e sua origem na etnia africana, confecção de máscaras e desfile.
Abolição da escravatura, resgatar heranças culturais afro descendente.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
8ª SÉRIE
•
Discussão sobre o papel da arte
•
Desenho de Observação
•
Noções de perspectiva
•
Colagens cômicas e absurdas (explorando materiais)
•
Ilustração de textos, com efeito, 3 planos.
•
Publicidade e Propaganda (explosão de imagens)
•
Instrumentos alternativos (sopro, corda e percussão)
•
Músicas Africana, Folclóricas, Popular (MPB) e Afro-brasileira.
•
Improvisação
•
Expressão vocal (canto e sons)
•
Ritmo e tempo
•
Possibilidades corporais criativas: emitir e receber mensagens, expressar idéias,
sentimentos e sensações de forma alegórica.
•
Representação de formas figurativas e abstratas
•
Representação de acontecimentos de vários tipos, como geométricos, mecânicos,
emocionais e simbólicos.
•
Espontaneidade corporal e verbal: jogo dramático e improvisação espontânea
•
Performances cênicas e esquetes (elemento surpresa)
•
Corpo centro do espaço
•
Corpo e entorno sonoro (sons e ruídos ambientais)
•
Exploração do espaço com o corpo, com e sem movimento.
•
Corpo em movimento: equilíbrio, concentração, descontração e respiração.
•
Dramaturgia, lendas brasileiras e paranaenses (Folclore)
•
Dramaturgos brasileiros
“Construindo futuros brilhantes”
67
•
Corpo e Estética: ritmo, harmonia, equilíbrio, prazer e beleza.
•
História (origem)
•
Dança e Coreografia
•
Pesquisa: Fábulas, lendas, poesias e situações comunitárias.
•
Rádio: história, locução, reportagens, apresentação e sonoplastia.
Carnaval e sua origem na etnia africana, confecção de máscaras e desfile.
Abolição da escravatura, resgatar heranças culturais afro descendentes.
METODOLOGIA DA DISCIPLINA DE ARTES
A importância do conhecimento da arte, apresentado e produzido na escola não
se restringe à sala de aula. A arte vem sendo produzida pelo ser humano desde que ele,
pela primeira vez, realizou um registro gráfico em sua caverna, emitiu um som ou um
gesto e a ele atribuiu um significado. O ser humano é um ser simbólico e a arte
patrimônio cultural da humanidade. Por meio da arte o aluno tem acesso às produções,
aos sentimentos e aos pensamentos das comunidades de qualquer época, povo, cultura
do país.
Produzindo arte, o aluno se conhecerá melhor e se dará a conhecer ao outro.
Estudando os conteúdos o aluno desenvolverá o seu ideal de arte fazendo, conhecendo e
apreciando as diversas produções artísticas, refletindo, sentindo, expressando e
comunicando através da elaboração de trabalhos artísticos.
Estimulando a pesquisa de novas técnicas será oferecido ao aluno compreender a
arte como área do conhecimento, como manifestação original do ser humano. Permitir
ao aluno identificar, analisar e conhecer materiais e recursos expressivos, representar
idéias e sentimentos por intermédio das imagens plásticas, musicais e cênicas.
Pretendendo ainda que o educando compreenda as artes realizadas por outros povos e
culturas, que realize leituras e releituras de obras nas diferentes linguagens, além de
reconhecer e utilizar regras de organização dos elementos expressivos, conhecerem
profissões e profissionais ligados ao universo da arte.
Nas atividades previstas a maior ênfase estará na construção dos conhecimentos
da arte, numa proposta de ampliar e aprofundar esse conhecimento em cada linguagem
artística.
“Construindo futuros brilhantes”
68
A metodologia será por meio de colagem, recortes, textos, desenhos, utilização
de materiais artísticos, pinceis, lápis, giz de cera, tinta, carvão e outros. Recursos
audiovisuais: CD, vídeos; aulas expositivas, apresentação de obras dos diversos artistas,
exemplificação da arte brasileira e sua história por meio de atividades práticas.
AVALIAÇÃO
A avaliação da disciplina de Artes, como propõe as Diretrizes Curriculares, será
diagnóstica e processual; continua e sistemática.
Não bastam atribuir conceitos apenas com base no resultado dos trabalhos
desenvolvidos. É necessário construir instrumentos que permitem acompanhar as
atividades do dia-a-dia dos alunos, considerando seu interesse, sua competência, sua
responsabilidade, curiosidade. Também é preciso considerar sua capacidade de observar
e investigar, discutir idéias, formar conceitos, buscando novos conhecimentos.
Cada tipo de avaliação apresenta características próprias que compreendem
possibilidades de limitações, portanto é necessário usar diversas “modalidades”, de
forma que haja uma avaliação bem ampla.
A avaliação deverá ser baseada no desempenho gradativo, do educando. Além
disso, é preciso considerar que o aluno, mesmo tendo resultado menos favorável, pode
ter progredido mais que outro que apresentou um resultado melhor. Considerar o
histórico de cada aluno e sua relação com as atividades desenvolvidas na escola,
observando a quantidade dos trabalhos em seus diversos registros.
A avaliação em Arte “supera o papel de mero instrumento de medição da
apreensão de conteúdos e busca propiciar aprendizagens socialmente significativas para
o aluno”. Terá como método a observação e registro do processo de aprendizagem
dando destaque aos avanços e dificuldades percebidos em suas criações. O aluno será
avaliado através da maneira como soluciona problemas apresentados e como se
relaciona com os colegas nas discussões em grupo, como elabora seus registros de
forma sistematizada.
Para que a avaliação, aconteça de forma efetiva, individual e do grupo, serão
utilizados e necessários vários instrumentos de verificação como observação e
acompanhamento das aprendizagens do aluno, por meio de trabalhos artísticos,
pesquisas, testes, provas teóricas e praticas.
“Construindo futuros brilhantes”
69
BIBLIOGRAFIA
CANTELLE. Bruna Arte etc. e tal.. São Paulo Vol 1 Ed. IBEP. Comunicação e
percepção visual, Belo Horizonte. P4 L Lida. 1976.
DECKERS. Jeaa VIEIRA. Ivone Luzia MOURA. José Adolfo. Educação Artística.
MARCHESI, Isaias. Atividades de Educação Artística. São Paulo: Editora Ática.
NADDAD, Denise Kel; MORBIN, Dulce Gonçalves. A arte de fazer arte. São Paulo:
Editora Saraiva, 1999.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Artes para o
Ensino Fundamental. Curitiba, 2006.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. DEF.
Cadernos Temáticos: Inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira e
africana nos currículos escolares. Curitiba: SEED-PR, 2005.
“Construindo futuros brilhantes”
70
8.1.2 CIÊNCIAS
APRESENTAÇÃO
O ensino de Ciências constitui, um meio importante de preparar o estudante para
enfrentar os desafios que surgem de uma sociedade preocupada em integrar, mais e
mais, as descobertas cientificas ao bem-estar dos indivíduos. Por isso, todos os
estudantes, quaisquer que sejam suas aspirações, seus interesses e suas atividades
futuras, devem ter a oportunidade de adquirir um conhecimento básico de Ciências que
lhes permita não só compreender e acompanhar as rápidas transformações tecnológicas
como também participar de forma esclarecida e responsável de decisões que dizem
respeito a toda a sociedade.
Em conseqüência desse aprendizado desejamos ainda que ele perceba,
gradualmente,
como
a
construção
do
conhecimento
científico
permitiu
o
desenvolvimento de tecnologias que modificam profundamente nossa vida.
Estimulando o educando a questionar afirmações incentivando-o a buscar
evidências, o ensino de ciências pretende despertar-lhe o espírito critico, contribuindo
assim, para o combate de preconceitos e posições autoritárias e para a construção de
uma sociedade democrática.
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA DE CIÊNCIAS
O ensino de Ciências objetiva despertar no aluno a consciência de suas
responsabilidades face ao ambiente, como representante da espécie humana, a única que
altera profundamente os ecossistemas.
Já é consenso que ensinar Ciências não é apenas descrever fatos ou definir
conceitos. Como objetivos gerais podemos citar:
•
•
•
•
Compreender que a ciência não é um conjunto de conhecimentos
definitivamente estabelecidos, mas que se modifica ao longo do tempo,
buscando sempre corrigi-los e aprimorá-los;
Compreender as idéias científicas básicas, de modo que ele possa entender
melhor e prever fenômenos, sobretudo aqueles relacionados ao cotidiano, e
acompanhar as descobertas cientificas divulgadas pelos meios de comunicação,
avaliando os aspectos éticos dessas descobertas;
Desenvolver o pensamento lógico e o espírito crítico;
Compreender que o conhecimento científico é construído pela cooperação dos
membros de toda uma comunidade de pesquisadores, onde idéias são discutidas
“Construindo futuros brilhantes”
71
•
•
•
•
e criticadas, devendo-se respeitar os indivíduos que as formularam, sem
preconceitos ou discriminação de qualquer ordem;
Relacionar o conhecimento científico ao desenvolvimento da tecnologia e às
mudanças na sociedade, entendendo que esse conhecimento é uma parte da
cultura e está ligado aos fatores políticos, sociais e econômicos de cada época e
que suas aplicações podem servir a interesses diversos;
Identificar as relações e a interdependência entre todos os seres vivos, inclusive
nossa espécie, e os demais elementos do ambiente, avaliando como o equilíbrio
dessas relações é importante para a continuidade da vida em nosso planeta;
Aplicar os conhecimentos adquiridos de forma responsável, de modo a
contribuir para a melhoria das condições ambientais, da saúde e das condições
gerais de vida de toda a sociedade;
Conhecer melhor o próprio corpo, valorizando hábitos e atitudes que contribuam
para a saúde individual e coletiva.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
5ª série
•
Sistema Solar.
•
Conquista do espaço.
•
Origem da Terra.
•
Origem da vida.
•
Ecologia
•
Forma e estrutura da Terra.
•
Formação das rochas.
•
Tipos de rochas.
•
Formação e tipos de solo.
•
Degradação e conservação do solo.
•
Doenças transmissíveis por contaminação do solo.
•
Água na natureza.
•
Água potável e poluição das águas.
•
Tratamento de água.
•
Tratamento domiciliar.
•
Tratamento público.
•
Flutuação da água.
“Construindo futuros brilhantes”
72
•
Pressão da água.
•
Hábitos de higiene.
•
Existência do ar.
•
Camadas atmosféricas.
•
Composição do ar.
•
Propriedades do ar.
•
Combustão do ar.
•
Pressão atmosférica.
•
Poluição do ar.
•
Doenças transmissíveis pelo ar.
•
Previsão do tempo.
•
A cultura e história afro brasileira será abordada, destacando as características
ambientais.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
6ª série
•
Características dos seres vivos: nascimento e reprodução; crescimento e
desenvolvimento; constituição e movimentos.
•
Célula animal e vegetal
•
Classificação dos seres vivos.
•
Vírus
•
Doenças causadas por vírus: catapora, caxumba, dengue, febre amarela, raiva,
rubéola, sarampo, varíola, hepatite, gripe, meningite aids.
•
Moneras
•
Doenças
causadas
por
moneras:
cólera,
difteria,
disenteria,
febre
tifóide.hanseníase, meningite, tétano, tuberculose.
•
Protistas.
•
Doença de chagas e malária.
•
Fungos
•
Hábitos de higiene.
•
Poríferos
“Construindo futuros brilhantes”
73
•
Cnidários
•
Platelmintos
•
Nematelmintos
•
Moluscos
•
Anelídeos
•
Artrópodos: Insetos: Aracnídeos, Crustáceos, Diplópodes, Quilópodes
•
Equinodermos
•
Peixes
•
Anfíbios
•
Répteis
•
Aves
•
Mamíferos
•
Plantas: Criptógamas e Fanerógamas.
•
História e cultura africana e afro brasileira: abordar conflitos entre
epidemias/endemias e atendimento a saúde.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
7ª série
•
A espécie humana.
•
Como é o ser humano.
•
As células.
•
O aparelho locomotor.
•
Os tecidos do corpo humano.
•
O sistema sensorial.
•
O sistema sensorial e a saúde.
•
Os alimentos
•
A digestão.
•
O sistema respiratório.
•
O sistema circulatório.
•
O sistema excretor
“Construindo futuros brilhantes”
74
•
A reprodução humana.
•
Noções de genética.
•
O sistema nervoso.
•
O sistema endócrino.
•
História e cultura africana e afro brasileira: características genéticas.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
8ª série
•
Introdução à física.
•
Cinemática.
•
Dinâmica.
•
Princípios da dinâmica.
•
Trabalho e potência.
•
Energia e máquinas.
•
Energia térmica
•
Energia sonora.
•
Energia luminosa.
•
Eletricidade e magnetismo.
•
Introdução à química.
•
A matéria
•
Substâncias e misturas.
•
O átomo
•
Tabela periódica.
•
Ligações químicas.
•
Funções químicas.
•
Reações químicas.
METODOLOGIA DA DISCIPLINA DE CIÊNCIAS
“Construindo futuros brilhantes”
75
Para pensar sobre o currículo e sobre o ensino de Ciências Naturais o
conhecimento científico é fundamental, mas não suficiente. É essencial considerar o
desenvolvimento cognitivo dos estudantes, relacionado à suas experiências, sua idade,
sua identidade cultural e social, e os diferentes significados e valores que as Ciências
Naturais podem ter para eles, para que a aprendizagem seja significativa.
Por meio de temas de trabalho, o processo de ensino e aprendizagem na área de
Ciências Naturais pode ser desenvolvido dentro de contextos social e culturalmente
relevantes, que potencializam a aprendizagem significativa. Os temas devem ser
flexíveis o suficiente para abrigar a curiosidade e as dúvidas dos estudantes,
proporcionando a sistematização dos diferentes conteúdos e seu desenvolvimento
histórico, conforme as características e necessidades das classes de alunos, nos
diferentes ciclos.
O interesse e a curiosidade dos estudantes pela natureza, pela Ciência pela
Tecnologia e pela realidade local e universal, conhecidos também pelos meios de
comunicação, favorecem o envolvimento e o clima de interação que precisa haver para
o sucesso das atividades, pois neles encontram mais facilmente significado.
Trata-se, portanto, de organizar atividades interessantes que permitam a
exploração e a sistematização de conhecimentos compatíveis ao nível de
desenvolvimento
intelectual
dos
estudantes,
em
diferentes
momentos
do
desenvolvimento. Deste modo, é possível enfatizar as relações no âmbito da vida, do
Universo, do ambiente e dos equipamentos tecnológicos que poderão melhor situar o
estudante em seu mundo.
É importante que os alunos, por meio das atividades práticas, compreendam e
reflitam as noções e conceitos pertinentes ao fenômeno em estudo.
As aulas práticas não esgotam as possibilidades de tratamento dos conteúdos,
podemos citar ainda, dinâmicas, textos, vídeos, visitas orientadas a museus, zoológicos,
entre outros, configuram algumas das estratégias metodológicas com caráter de
ilustração, concretização e reflexão dos conteúdos da disciplina de ciências.
AVALIAÇÃO
A avaliação de caráter contínuo, processual e diagnóstico possibilitará a
produção constante do aluno minimizando os traumas das provas bimestrais. É certo
que é praticamente impossível verificar se todos os objetivos específicos foram
“Construindo futuros brilhantes”
76
alcançados ao final de cada bimestre com uma simples avaliação escrita, pois eles são
muitos numerosos.
Por meio de diversos processos avaliativos, o aluno poderá expressar sob
diferentes ângulos, os avanços na aprendizagem, a partir de critérios estabelecidos pelo
professor, os quais contemplem a caracterização e definição dos conteúdos, destacando
o quanto o aluno consegue relacionar aspectos sociais, ambientais e econômicos, que
estão sendo avaliados.
Essa avaliação constante pode ser feita também através de interpretações de
textos que os alunos trazem sobre o tema pedido, a apresentação de uma peça teatral a
análise de um filme ou de uma experiência feita em uma aula prática, a participação de
um debate, etc.
Ao elaborar uma prova escrita, devemos ter em mente que não iremos apenas
verificar os conteúdos memorizados pelos alunos, pois sabemos que a maioria deles já
terá sido esquecida algum tempo depois. As avaliações devem ter em conta os objetivos
específicos do planejamento bimestral, ou seja, quais são as habilidades básicas de
raciocínio e a aplicação dos conteúdos que, no inicio do ano, o professor se propôs a
desenvolver para seus alunos.
As habilidades básicas de raciocínio que o curso norteia são: treinamento da
observação do mundo ao redor do aluno, análise de situações do dia-a-dia com base nos
conceitos compreendidos, interpretação de textos e síntese dos conceitos fundamentais e
resolução de problemas com base na aplicação dos conceitos.
BIBLIOGRAFIA
BARROS, Carlos, PAULINO, W.R. Ciências e o meio ambiente. 59.ed. São Paulo:
Editora Ática, 1997.
CHASSOT, A. A ciência através dos tempos. 2.ed.São Paulo: Moderna, 2004.
CRUZ, Daniel. Ciências e Educação Ambiental. São Paulo: Editora Ática, 2004.
GEWANDSZNAJDER, Fernado. Ciências – coleção de 5ª / 8ª. 2.ed. São Paulo: Editora
Ática, 2002.
GOWDAK, Demetrio, MARTINS, Eduardo. Ciências natureza e vida. São Paulo:
Editora FDT, 1996.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Ciências o
Ensino Fundamental. Curitiba, 2006.
“Construindo futuros brilhantes”
77
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. DEF.
Cadernos Temáticos: Inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira e
africana nos currículos escolares. Curitiba: SEED-PR, 2005.
VALLE, C. Ciências – coleção 5ª a 8ª. 1ª ed. Curitiba: Editora Positivo, 2004.
“Construindo futuros brilhantes”
78
8.1.3 EDUCAÇÃO FÍSICA
APRESENTAÇÃO
Enquanto profissionais da área das ciências da saúde o professor de Educação
Física inserido no âmbito Escolar deve propor ações pedagógicas atuantes e atualizadas
dentro de um contexto de metodologias e práticas curriculares que visem o
desenvolvimento do aluno como um cidadão crítico e participativo na sociedade.
Neste contexto devemos ter o comprometimento com um cidadão que busca a
vivência esportiva não apenas como lazer ou como prática saudável, mas também que
quer vivenciar a competição e ter condições de ser um atleta.
A Educação Física necessita proporcionar um ambiente desafiador em outras
dimensões como: o conhecimento do corpo no contexto histórico e atual, o lazer
enquanto opção consciente da pessoa e não como uma alienação ao consumismo, a
saúde e a pratica de atividades físicas como condição favorável para um estilo de vida
com qualidade.
A Educação Física que queremos deve ser uma pratica generalizada e não
generalista de tal modo que possa oferecer informações técnicas dos esportes, o
desenvolvimento das habilidades motoras, das capacidades físicas e ainda propiciar ao
aluno o envolvimento as atividades esportivas, recreativas, culturais, sociais e
competitivas, além da dimensão biológica do corpo.
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA
•
Conhecer e vivenciar diversas práticas e manifestações corporais, oportunizando
aos discentes condições que levem a compreender os saberes produzidos pela
humanidade;
•
Contribuir para a formação de seres humanos conscientes, críticos e
participativos na sociedade a qual fazem parte;
•
Transmitir valores da cultura Afro de modo que possa inserir nos educando
valores, sentidos e códigos sociais que venham a contribuir para a convivência
diária;
•
Oportunizar práticas esportivas que levem o educando a ter um entendimento
crítico de suas manifestações (teoria e prática) desde seus elementos básicos, até
o sentido da competição esportiva;
“Construindo futuros brilhantes”
79
•
Promover por meio de exercícios físicos a saúde do corpo e hábitos saudáveis;
•
Conhecer os riscos de lesões e a possível degradação do corpo quando o mesmo
é submetido a cargas extenuantes;
•
Desenvolver atividades conforme a realidade regional e cultural da comunidade
escolar;
•
•
O esporte como instrumento socializador e formador do caráter;
O esporte como elemento de desenvolvimento da saúde e qualidade de vida;
•
Apresentar estratégias que levem aos discentes a desenvolver o respeito pela
integridade física pessoal e alheia;
•
Promover através de práticas corporais (esportes, jogos, brincadeiras ginástica,
dança e lutas) atividades que possam apresentar valores significativos para a
conquista de uma educação física transformadora.
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Os conteúdos estruturantes para o Ensino Fundamental:
•
Manifestações esportivas;
•
Manifestações ginásticas;
•
Manifestações estético-corporais na dança e no teatro;
•
Jogos, brinquedos e brincadeiras;
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO
5ª Série
Corpo e Movimento
•
Teoria
o História da Alimentação/Nutrição
o Estudo do Corpo e dos Sentidos
o Princípios básicos de anatomia e fisiologia
o Estética corporal na antiguidade (O corpo guerreiro – Atenas versus Esparta)
•
Prática
o Jogos e Brincadeiras
o O corpo, a bola, o arco, o bastão como elementos lúdicos
“Construindo futuros brilhantes”
80
o Princípio de Atletismo (corridas, saltos, arremessos e lançamentos)
Esporte
•
Teoria
o Fundamentos gerais dos Esportes (Individuais e Coletivos)
o História dos Jogos, dos Esportes e das Grandes Competições
o Diferenças entre jogo e esporte
•
Prática
o Noções gerais (espaço de jogo e fundamentos principais) de:
> Futsal
> Voleibol
> Basquetebol
> Handebol
Qualidade de Vida e Saúde
•
Teoria
o Ritmo e expressão corporal
o Manifestações culturais afro-brasileiras
o Indivíduo e Sociedade: o pré-adolescente
o Origem e desenvolvimento da Ginástica
o Estilo de Vida e Problemas contemporâneos: sedentarismo
•
Prática
o Danças livres (exploração do movimento corporal)
o Capoeira
o Ginástica
o Prática de Atividade Global (Atletismo, Futsal, Handebol, Voleibol, Baquetebol)
o Jogos de Mesa e Tabuleiro
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO
“Construindo futuros brilhantes”
81
6ª Série
Corpo e Movimento
•
Teoria
o Nutrição/Alimentos (Valores energéticos dos alimentos)
o O corpo diferente: gênero, etnia, classe, religião
o Introdução à Teoria Geral do Exercício Físico
o Sistema locomotor e a atividade física
o Estética Corporal da Renascença a Modernidade
•
Prática
o Jogos pré-desportivos
o Prática de Atividade Global (Atletismo, Futsal, Handebol, Voleibol, Baquetebol)
o Prática de Atletismo (corridas com e sem barreiras, saltos em distância,
arremesso de peso)
Esporte
•
Teoria
o Fundamentos e Regras dos Esportes (Individuais e Coletivos)
o História dos Esportes (Atletismo, Futebol, Basquetebol, Voleibol, Handebol,
Futsal, Tênis e Tênis de Mesa)
o Esporte como elemento de integração social
•
Prática
o Noções gerais de ataque e defesa em:
> Futsal
> Basquetebol
> Voleibol
> Handebol
“Construindo futuros brilhantes”
82
Qualidade de Vida e Saúde
•
Teoria
o História da Dança
o A dança na cultura afro-brasileira
o Indivíduo e Sociedade: o adolescente
o A Ginástica Rítmica e Esportiva
o Estilo de Vida e Problemas contemporâneos: sedentarismo e obesidade
•
Prática
o Danças de Salão
o Capoeira
o Fundamentos de Ginástica Rítmica
o Prática de Atividade Global (Atletismo, Futsal, Handebol, Voleibol, Baquetebol)
o Xadrez
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO
7ª Série
Corpo e Movimento
•
Teoria
o Nutrição/Alimentos (Cardápio alimentar e formação do corpo)
o O corpo com necessidades especiais
o O corpo como sujeito e vítima da violência
o Características dos exercícios físicos: aptidão física, desenvolvimento e
crescimento; aeróbios ou anaeróbios
o Sistemas Circulatório, Muscular, Nervoso e as articulações
o Estética Corporal e Saúde (problemas juvenis: bulimia, anorexia)
•
Prática
o Jogos na Cultura Popular
o Prática de Atividade Global (Atletismo, Futsal, Handebol, Voleibol, Baquetebol)
“Construindo futuros brilhantes”
83
o Prática de Atletismo (corridas com e sem barreiras, saltos em altura, distância e
triplo, arremessos de peso)
Esporte
•
Teoria
o Regras dos Esportes (Individuais e Coletivos)
o História dos Esportes (Natação, Iatismo, Automobilismo, Vôlei de Praia,
Futebol de Areia, Handbeach, Golfe, Hóquei, Críquete, Basebol, Rúgbi)
o Aspectos econômicos e sociais do esporte
•
Prática
o Noções específicas de táticas e posicionamento em:
> Futsal
> Basquetebol
> Voleibol
> Handebol
o Noções Gerais de ataque e defesa em:
> Vôlei de Praia
> Handbeach
> Futebol de Areia
Qualidade de Vida e Saúde
•
Teoria
o Danças Típicas e Folclóricas (das Regiões Brasileiras às diversas partes do
Mundo)
o Indivíduo e Sociedade: a indústria do lazer e entretenimento
o A Ginástica de Competição
o Estilo de Vida e Problemas contemporâneos: Sedentarismo, Obesidade, Fadiga e
Stress
o Indicadores de qualidade de vida
•
Prática
o Danças típicas e folclóricas
“Construindo futuros brilhantes”
84
o Capoeira
o Ginástica Rítmica: uso de equipamentos
o Prática de Atividade Global (Atletismo, Futsal, Handebol, Voleibol, Baquetebol)
o Xadrez
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO
8ª Série
Corpo e Movimento
•
Teoria
o Nutrição/Alimentos (alimentos industrializados verus alimentos “naturais”)
o O corpo que trabalha
o O corpo e as modas, roupas e signos corporais
o Sistemas orgânicos e características do treinamento esportivo
o Constituição Corporal e necessidades específicas para o esporte e para o
cotidiano
o Estética na Mídia e Sociedade
•
Prática
o Construção e Criação de Jogos
o Prática de Atividade Global (Atletismo, Futsal, Handebol, Voleibol, Baquetebol)
o Prática de Atletismo (corridas com e sem barreiras, revezamentos, saltos em
altura e distância e triplo, arremessos de peso, dardo e martelo)
Esporte
•
Teoria
o Regras e táticas nas diferentes modalidades esportivas
o Mídia Esportiva e Esporte de Competição
o O esporte como fenômeno de massa
o Juventude e esporte de rendimento
•
Prática
o Estratégias de jogo em:
“Construindo futuros brilhantes”
85
> Futsal
> Basquetebol
> Voleibol
> Handebol
Qualidade de Vida e Saúde
•
Teoria
o A dança como atividade e prática de lazer/saúde
o A dança e a cultura afro-brasileira: a capoeira
o Indivíduo e Sociedade: o “velho”
o Ginástica no Trabalho
o Estilo de Vida e Problemas contemporâneos: uso de drogas
o Políticas Públicas para Saúde e Qualidade de Vida
•
Prática
o Danças de Rua (acrobacias)
o Capoeira e danças dos povos africanos no Brasil e no Mundo
o Ginástica laboral e preventiva
o Prática de Atividade Global (Atletismo, Futsal, Handebol, Voleibol, Baquetebol)
o Xadrez
METODOLOGIA DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA
O ensino na disciplina de Educação Física pode ser conduzido de forma
diferenciada pelo fato da mesma ter como objetivo contribuir por intermédio das
práticas de atividades físicas racionais e variadas, para a integração e o desenvolvimento
equilibrado das potencialidades bio-psico-fisiológicas e sociais dos seres humanos.
Fazendo uso dessa gama de atividades que a Educação Física Escolar pode
oferecer aos educandos, a metodologia será voltada a efetiva interação entre docentediscente e discente-discente, porque dessa forma certamente, em ambas as situações,
todos estão se educando e adquirindo novos conhecimentos, vivenciando novas
situações que serão de grande valor na sua formação integral.
“Construindo futuros brilhantes”
86
A forma de trabalho aderida pela disciplina de Educação Física nesta Instituição
de Ensino, visa desenvolver uma Educação Física Escolar que perceba a sua
importância na formação das pessoas e, posteriormente, nas suas escolhas como
cidadãos.
A disciplina de educação física nas escolas deve desmistificar formas
ultrapassadas e equivocadas em relação às diversas práticas e manifestações corporais.
Portanto faz-se necessário a utilização de uma metodologia inovadora que priorize a
transmissão do conhecimento de forma sistematizada, ou seja, metodologia que ofereça
condições ao educando de recriar idéias, práticas sobre os saberes produzidos pela
humanidade e suas aplicações sobre a vida.
Entretanto, fazendo parte da metodologia de ensino estão sendo propostas
maneiras que promovam um maior comprometimento dos educandos, uma vez que as
aulas passaram a ser mais motivantes devido a conquista da participação dos educandos
nas atividades
práticas,
teóricas,
discussões coletivas,
seminários,
gincanas,
campeonatos internos e externos entre outras.
Contudo, a educação física escolar fica incumbida a oferecer essa metodologia
que por sinal esta voltada a uma efetiva interação entre todos aqueles que fazem parte
deste contexto escolar.
Enfim, a prioridade da metodologia de ensino consiste no fato de a mesma
buscar a ampliação e comunicação entre as comunidades escolares, principalmente no
nosso município.
AVALIAÇÃO
Em um projeto de ensino diferenciado, que vise interação e a coletividade, os
critérios de avaliação também precisam ser diferenciados. Entretanto, na Educação
Física Escolar desenvolvida nesta instituição é atribuído um peso maior ao
envolvimento dos discentes nas atividades desenvolvidas nas aulas práticas. A atividade
prática em nosso entendimento oferece de forma diferenciada condições favoráveis a
todos os educandos de a cada aula estar participando de forma mais efetiva das
atividades propostas.
Contudo, ainda faz parte das avaliações, trabalhos teóricos e avaliações teóricas
bimestrais, que estão relacionadas à teoria dos conteúdos presentes no planejamento
desta instituição.
“Construindo futuros brilhantes”
87
Fica evidente que a participação ativa do educando em todas as atividades
propostas pela disciplina é o principal meio de avaliação. Por meio de avaliações
diversas, (atividades práticas, teóricas, discussões coletivas, seminários, gincanas,
campeonatos internos e externos). Pode-se entender que foi oferecida ao educando
opções para o mesmo se envolver com os conteúdos trabalhados na disciplina.
Esse método de avaliação busca a coerência entre a concepção da coletividade e
as práticas avaliativas que possam contribuir para a formação de cidadãos críticos,
participativos e envolvidos dentro de uma sociedade mais justa e igualitária.
Essas avaliações devem ser contínuas e identificar os progressos do educando
durante o ano letivo com o objetivo de diminuir as desigualdades sociais. Por meio da
avaliação diagnóstica tanto o docente quanto os discentes terão oportunidades de rever
conteúdos trabalhados identificando “falhas” no processo de ensino e aprendizagem.
Trata-se de um processo no qual o principal objetivo é a conquista de maior
consciência corporal e senso crítico em suas relações interpessoais e sociais.
BIBLIOGRAFIA
BRACHT, Valter. Educação física e aprendizagem social. Porto alegre, Magister, 2ª
ed.1997.
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de educação física. São Paulo:
Cortez, 1992.
DAOLIO, Jocimar. Da cultura do corpo. Campinas, SP, Papirus, 6ª ed. 2001.
FREIRE, João Batista. Educação de corpo inteiro:Teoria e pratica da educação física.
São Paulo, Scipione, 1997.
JUNIOR. Paulo Ghiraldelli. Educação física progressista. São Paulo, Edições loiyola,
1988.
MEDINA, João Paulo S.. A Educação física cuida do corpo e.....”Mente”. Campinas,
SP, Papirus,1994
OLIVEIRA, Vitor Marinho de. O que é educação física. São Paulo, Brasiliense, 1ª ed.
1983.
PARÂMETROS Curriculares Nacionais. Educacao física/ secretaria de educação.
Brasília: MEC/SEF,1997.
“Construindo futuros brilhantes”
88
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação.
Diretrizes Curriculares de Educação Física para o Ensino Fundamental. Curitiba,
2006.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. DEF.
Cadernos Temáticos: Inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira e
africana nos currículos escolares. Curitiba: SEED-PR, 2005.
TANI, Go et alii. Educação física escolar: Fundamentos para uma abordagem
desenvolvimentista. São Paulo: EPU/EDUSP, 1988.
“Construindo futuros brilhantes”
89
8.1.4 ENSINO RELIGIOSO
“Ninguém nasce odiando outra pessoa
pela cor de sua pele, por sua origem ou
ainda por sua religião. Para odiar, as
pessoas precisam aprender; e, se podem
aprender a odiar, podem ser ensinadas a
amar”. (Nelson Mandela)
APRESENTAÇÃO
Uma das primeiras formas de conhecimento que a humanidade produziu foi o
conhecimento religioso, através desse conhecimento a humanidade explicava o mundo.
No decorrer da história, a humanidade passou por três estágios de conhecimento:
o conhecimento religioso, o filosófico e o científico. O conhecimento científico acabou
se tornando quase que absoluto, e em conseqüência o conhecimento religioso foi de
certa forma “abandonado”. No entanto, a dimensão religiosa continuou a fazer parte da
vida humana.
A religião desempenha importante papel na formação do ser humano, pois nem
tudo pode ser materializado, e nem mesmo a ciência explica todos os fenômenos que
envolvem a vida humana. O fenômeno religioso perpassa todas as dimensões da vida
humana (material, social, cultural, mística), daí a necessidade da disciplina de Ensino
Religioso.
O conhecimento do fenômeno religioso possibilita aos alunos a compreensão de
que a religião faz parte da cultura, e que cada sociedade no decorrer da história
construiu sua relação com o transcendente e o sagrado. Ao se apropriar desse
conhecimento o aluno terá condições de compreender melhor a diversidade religiosa e
perceber que tal diversidade é uma riqueza que precisa ser valorizada e respeitada.
Pensar a diversidade religiosa é um grande desafio, em um mundo cada vez mais
globalizado e ao mesmo tempo fechado para o diálogo.
OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
O fenômeno religioso é um patrimônio cultual da humanidade. Partindo desse
princípio a disciplina de Ensino Religioso tem como objetivo propiciar aos alunos a
compreensão de que a religião tem uma função histórica, social, cultural, e que ela é
reflexo da experiência cultural de cada povo. E que essa diversidade religiosa é uma
“Construindo futuros brilhantes”
90
riqueza que precisa ser respeitada. “Religião é como a mãe, se a gente tem uma, a gente
não troca por nenhuma outra. E se o outro tem uma e gosta dela, a gente aplaude.
Pessoas bem educadas sabem conviver com a sua própria mãe e com a mãe dos outros”
(Pe. Zezinho)
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
5ª Série
Respeito à diversidade Religiosa
•
As pessoas têm características diferentes
•
As diferenças não atrapalham
•
O diálogo com o diferente
Tradições ou organizações religiosas
•
Islamismo;
•
Judaísmo;
•
Budismo;
•
Cristianismo;
•
Umbanda;
•
Candomblé;
•
Xintoísmo, entre outros.
Lugares Sagrados
•
Lugares sagrados na natureza: rios, lagos, montanhas, entre outros. Ex: Rio
Ganges.
•
Lugares sagrados construídos: templos, cidades. Ex: Mesquita
Textos Sagrados
•
Vedas (Hinduísmo)
•
Tora (Judaísmo)
•
Alcorão (Islamismo)
•
Bíblia (Cristianismo)
“Construindo futuros brilhantes”
91
•
Textos orais das tribos indígenas e africanas.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
6ª Série
Universo Simbólico Religioso
•
Os gestos
•
Os mitos
•
A vestimenta
•
A alimentação
Ritos Religiosos
•
Ritos sociais (ex: saudação)
•
Ritos culturais (ex: beijo)
•
Ritos cívicos (ex: hasteamento da bandeira)
•
Ritos religiosos (ex: batismo)
Festas Religiosas
•
Páscoa, Congadas, entre outras.
Vida e Morte
•
O sentido da vida nas diversas tradições
•
Reencarnação, ressurreição.
METODOLOGIA DA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
A metodologia na disciplina de Ensino Religioso deve levar os alunos a
compreenderem a presença do sagrado nas mais diferentes épocas e culturas. Para tanto,
se faz necessário o diálogo e o conhecimento do diferente. Para propiciar tal diálogo o
professor de Ensino Religioso pode contar com provérbios, ditos populares, símbolos
religiosos, canções, possibilitando assim o contato com a diversidade cultural.
O conhecimento do fenômeno religioso deve permitir que o aluno compreenda
que as manifestações religiosas mudam de cultura para cultura, não sendo possível e
“Construindo futuros brilhantes”
92
nem mesmo correto classificá-las em boas ou más, mas sim percebê-las enquanto
patrimônio da humanidade.
Toda a metodologia adotada deve estar pautada no diálogo, na sensibilização e
no respeito à diversidade religiosa.
AVALIAÇÃO
A avaliação é um elemento importante no processo de aprendizagem e serve
como indicador que orienta o trabalho. Em se tratando da disciplina de Ensino Religioso
a avaliação deve levar em contas critérios qualitativos e não quantitativos. A avaliação
deve partir do princípio da investigação, possibilitando ao professor perceber alterações
no comportamento e relacionamento dos alunos. A avaliação pode ser feita através de
auto-avaliação (oral ou escrita), avaliação coletiva.
BIBLIOGRAFIA
BESE, José Artulino. O universo religioso: as grandes religiões e tendências religiosas
atuais. São Paulo, Editora Mundo e Missão, 2005.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Ensino
Religioso para o Ensino Fundamental. Curitiba, 2006.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. DEF.
Cadernos Temáticos: Inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira e
africana nos currículos escolares. Curitiba: SEED-PR, 2005.
PARANÁ, Assembléia Legislativa do Estado. Circulo de Cooperação da URI Curitiba.
Diversidade Religiosa e Direitos Humanos. Curitiba, 2005.
“Construindo futuros brilhantes”
93
8.1.5 GEOGRAFIA
APRESENTAÇÃO
No Ensino Fundamental, o papel da geografia é contemplar situações desta
ciência ao aluno espacialmente em suas diversas escalas e configurações, dando-lhe
suficiente capacitação para manipular noções de paisagens, espaço, natureza, Estado e
sociedade.
Devendo o aluno construir um método científico que permitam a análise do real,
revelando as causas e efeitos, a intensidade, a heterogeneidade e o contexto espacial dos
fenômenos que configuram cada sociedade.
De acordo com a concepção teórica assumida, serão apontados os conteúdos
estruturantes da Geografia para a educação básica, considerando como seu objeto de
estudo: o espaço geográfico.
Os conteúdos estruturantes que integram e permeiam o ensino/estudo da
Geografia são: dimensão econômica da produção do/no espaço; geopolítica; dimensão
socioambiental e dinâmica cultural e demográfica. Embora ultrapassem o campo da
pesquisa geográfica e perpassem outras áreas do conhecimento, tais conteúdos são
constitutivos da disciplina de Geografia, pois demarcam e articulam o que é próprio do
conhecimento geográfico escolar.
De acordo com as Diretrizes Curriculares “os conteúdos estruturantes e os
específicos devem ser tratados pedagogicamente a partir das categorias de análise –
relações espaço-temporais, relações sociedade-natureza e relações de poder – e do
quadro conceitual de referência. Por meio dessa abordagem, pretende-se que o aluno
compreenda os conceitos geográficos e o objeto de estudo da Geografia em suas amplas
e complexas relações”.
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA DE GEOGRAFIA
Ao buscar compreender as relações econômicas, políticas e sociais e suas
práticas nas escalas local, regional, nacional e global, a geografia se concentra e
contribui, na realidade, para pensar o espaço enquanto uma totalidade na qual se passam
todas as relações cotidianas e se estabelecem as redes sociais nas referidas escalas.
Precisa-se transformar a antiga idéia praticada na sala de aula, da Terra enquanto
espaço absoluto, cartesiano, ou seja, uma coisa em si mesma independente, constituindo
um receptáculo que contem coisas, para espaço relacional, entendendo-se que um objeto
“Construindo futuros brilhantes”
94
somente pode existir na medida em que eles contem e representam dentro de si relações
com outros objetos.
Surge o objeto dos nossos estudos: o espaço geográfico. Definido por Milton
Santos como conjunto indissociável de sistemas de objetos e de sistemas de ações.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
5ª SÉRIE
•
O que é Geografia
•
Paisagem e Sociedade: O ser humano modifica a paisagem; O Trabalho;
Atividades econômicas;
•
Direções, caminhos e mapas: Mapeando e localizando o espaço geográfico;
•
A distribuição espacial da população afrodescendente no Brasil;
•
A Terra no Sistema Solar: Teorias, formas, movimentos;
•
A Terra Origem e Formas: Tempo Geológico, estrutura Geológica da
Terra, relevo.
•
A Atmosfera: Clima, Temperatura, fenômenos atmosféricos, previsões, etc.
•
Vegetação: Tipos de vegetações, relação entre clima relevo e vegetação,
vegetação no Brasil.
•
Hidrografia: Oceanos e mares, a importância e as riquezas nos oceanos e mares,
a degradação dos ecossistemas marinhos, os lagos e a água solidificada do nosso
planeta;
•
Os Biomas Terrestres: As questões ambientais do nosso planeta.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
6ª SÉRIE
•
O Brasil no Mundo;
•
Os efeitos da modernização no Brasil;
•
O que é região? Para que regionalizar;
•
As regiões do Brasil;
•
A Região Centro-Sul;
“Construindo futuros brilhantes”
95
•
As relações entre a sociedade e a natureza;
•
A organização do espaço da região Centro-sul;
•
Quem são e como vivem as pessoas na região Centro-Sul;
•
Problemas Ambientais da região Centro-Sul;
•
O Paraná (localização, pontos extremos, relevo, hidrografia, cidades
importantes, clima e vegetação);
•
Região Nordeste;
•
As relações entre a sociedade e a natureza;
•
A produção e a organização do espaço nordestino;
•
Como vive a população nordestina;
•
As questões ambientais e socioeconômicas no Nordeste brasileiro;
•
A região Amazônica:
•
As relações entre a sociedade e a natureza:
•
A organização do espaço geográfico, e projetos da região Amazônica;
•
Quem são e como vivem as pessoas na Região Amazônica;
•
As questões Ambientais na Amazônia;
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
7ª SÉRIE
•
A regionalização do mundo, do espaço e a sociedade;
•
•
Questões relativas ao trabalho e a renda dos povos afrodescendentes;
A política de imigração e a teoria do embranqueci mento no mundo;
•
Os novos blocos de poder econômico;
•
A nova ordem mundial: a Bipolaridade a Multipolaridade;
•
O Neoliberalismo;
•
A classificação dos paises quanto ao nível de desenvolvimento;
•
O Continente Americano.
•
A América Anglo-Saxônica e a América Latina: Diferenças ou desigualdades;
•
Quadro natural da América Anglo-Saxônica;
•
Aspectos históricos e humanos da América Anglo-Saxônica;
“Construindo futuros brilhantes”
96
•
Quadro econômico da América Anglo-Saxônica;
•
Geopolítica da América Anglo-Saxônica.
•
Discussões a respeito de práticas de segregação racial, tanto da África do Sul
como dos Estados Unidos da América;
•
Quadro natural da América Latina;
•
Efeitos da herança histórica na América Latina;
•
Regionalização da América Latina.
•
América Central Insular e Guianas;
•
América Andina e América Platina;
•
As tentativas de integração econômica da América do Sul.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
8ª SÉRIE
•
Globalização – Regionalização;
•
A transformação e a organização do espaço natural europeu;
•
Aspectos populacionais e sócio-econômicos da Europa;
•
Regionalização do continente europeu;
•
As organizações internacionais da Europa e o leste europeu;
•
A “UE" – União Européia;
•
A força dos blocos econômicos;
•
Ásia – aspectos físicos e ambientais;
•
A sociedade asiática;
•
Ásia analise regional dos Tigres, da China ao Japão;
•
Ásia uma análise da Rússia ao Oriente Médio;
•
As paisagens naturais do continente africano;
•
A colonização da África pelos Europeus;
•
O processo histórico de ocupação da África e suas conseqüências da captura de
escravos nos séculos passados as guerrilhas e a Apartheid;
•
Aspectos populacionais e principais atividades econômicas do continente
africano;
“Construindo futuros brilhantes”
97
•
As questões da fome e da AIDS no continente africano;
•
Oceania;
•
Regiões polares.
METODOLOGIA DA DISCIPLINA DE GEOGRAFIA
Desenvolver um clima de aceitação e respeito mútuo, em que o erro seja
encarado como um desafio de personalidade e que todos se sintam seguros e confiante
para pedir ajuda.
Que a organização da aula estimule a ação individualizada do aluno para que
possa desenvolver sua potencialidade criadora e que também esteja aberto a
compartilhar com o outro suas experiências vividas na escola e fora dela.
Oferecer oportunidades por meio das tarefas organizadas para a aula, em que
vários possam ser os pontos de vista, permitindo ao aluno um posicionamento
autônomo, fortalecendo assim sua auto-estima, atribuindo alguns significados ao
produto de seu trabalho intelectual.
Procurar explicitar ao aluno, como e porque a leitura, a observação e a descrição,
a explicação e interação, a territorialidade e a extensão, a análise e o trabalho com a
pesquisa.
As tecnologias da comunicação serão utilizadas como recurso didático para
ensinar os conteúdos.
Estudos comparativos, identificação de diferentes formas de representar e
codificar o espaço; transcrever informações para a interpretação e elaboração de
conclusão.
A abordagem dos conteúdos específicos contemplará todos os conteúdos
estruturantes interligando teoria, prática e realidade.
AVALIAÇÃO
Os alunos devem ser avaliados de acordo com as suas conquistas em uma
perspectiva de continuidade de seus estudos. A avaliação pode ser planejada,
relativamente aos conhecimentos que serão contextualizados e utilizados em estudos
posteriores e principalmente na vida prática. Contudo é necessário que o profissional
“Construindo futuros brilhantes”
98
desempenhe um papel sério nas cobranças, para que o aluno perceba que a avaliação é
constante e continua.
Ao final os alunos devem ter avaliado suas conquistas numa perspectiva de
conclusão de uma fase de sua escolaridade.
BIBLIOGRAFIA
ADANS, Melhem. Noções Básicas de Geografia. editora Moderna;
CIGOLINI, Adilar/ MELLO, de Laércio/ LOPES, Nelci. Paraná Quadro
Natural/Humano e econômico. M. Barreto Editora Ltda.
MOREIRA, Igor. Construído o Espaço. Editora Ática;
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Geografia o
Ensino Fundamental. Versão Preliminar. Julho 2006.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. DEF.
Cadernos Temáticos: Inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira e
africana nos currículos escolares. Curitiba: SEED-PR, 2005.
SENE, de Eustáquio e Moreira, João Carlos. Trilhas da Geografia. editora Scipione.
“Construindo futuros brilhantes”
99
8.1.6 HISTÓRIA
APRESENTAÇÃO
A história tem como objetivo estudar os processos históricos através da
investigação e análise das ações e relações humanas praticadas no tempo e espaço.
Ao compreender o processo histórico dentro do seu cotidiano os educandos
serão cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres, dentro da sociedade da qual faz
parte. Ao compreender a relação entre passado e presente e que a participação do ser
humano é inerente a esse processo, o educando deve tomar consciência da importância
da sua participação na construção do futuro para o desenvolvimento.
A problematização do ensino de História no Ensino Fundamental do Estado do
Paraná, tem como objetivo propiciar aos educandos ao longo da educação básica a
formação da consciência história e a participação efetiva nas decisões de suas famílias,
comunidade, enfim da sociedade.
O Conhecimento de história quando concebido “como resultado do processo de
investigação de análises sobre o passado, de modo a valorizar diferentes sujeitos
históricos e suas relações, possibilita inúmeras possibilidades de reflexão”, tornando-os
mais abrangentes e concretos, como sugere as novas diretrizes curriculares.
O conhecimento é uma construção e reconstrução, também o conhecimento de
história, é importante para permitir ao aluno operacionalizar e relacionar essas
aquisições com as novas situações apresentadas pela realidade que ele está inserido.
Até recentemente, o ensino de história privilegiava um tipo de formação que
dava ênfase à memorização de fatos e datas, bem como a sucessão de acontecimentos de
ordem política em que nós, pessoas comuns, ficávamos como meros espectadores.
Parecia que os acontecimentos estudados não nos diziam respeito, retratando
heróis, mitos, vidas de reis e príncipes muito distantes de nós, que pouca ou nenhuma
relação tinha com o nosso presente.
Muitos de nossos alunos encontram dificuldade em abstrair fatos e
acontecimentos distantes no tempo e no espaço. Daí a preocupação em tornar mais
concreta e compreensível esses acontecimentos. Nessa intenção de interação do
conhecimento teórico com a prática concreta, entende-se que a assimilação se torna
mais fácil, pois assimilamos melhor o que vivenciamos. Nesse sentido o aluno precisa
se perceber como sujeito da participação ativa no processo de ensino-aprendizagem,
possibilitando a análise e compreensão dos novos fenômenos.
“Construindo futuros brilhantes”
100
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA
•
Fazer com que o aluno aprenda a raciocinar historicamente, criando um senso de
reflexão e entendimento da sociedade;
•
Possibilitar o entendimento e a formação da noção de identidade social,
estabelecendo relações entre o indivíduo, o social e o coletivo;
•
Desenvolver a formação da cidadania, numa perspectiva eu-indivíduo, euelemento de um grupo e eu-o outro, articulada à reflexão;
•
Relacionar o particular e o geral situando a localidade específica, a nacional e a
mundial, interligando-as:
•
•
Construir as noções de diferenças e semelhanças, valorizando os povos
excluídos da historia, principalmente os povos afro-descendentes;
Desenvolver as noções de continuidade e permanência;
•
Aumentar o conhecimento do aluno sobre si mesmo;
•
Articular o saber histórico de acordo com os princípios da disciplina,
reelaborando, assim, o conhecimento produzido pelos especialistas;
•
Compreender os fatos históricos como ações humanas significativas em
determinado período histórico;
•
Compreender o conceito de tempo histórico, dimensionando-o em diferentes
instâncias, tais como: tempo biológico (nascimento, envelhecimento), tempo
psicológico (sucessão, mudança), tempo institucionalizado, ou seja, cronológico
e astronômico (calendário, dias, meses, anos e séculos);
•
Formar alunos capazes de ler e compreender a realidade e posicionar-se,
escolhendo e agindo criteriosamente.
“Construindo futuros brilhantes”
101
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
5ª SÉRIE
Das origens do homem ao século XVI, suas diferentes trajetórias e diferentes culturas.
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
•
Produção do conhecimento histórico.
o O historiador e a produção do conhecimento histórico;
o Tempo, temporalidade;
o Fontes, documentos;
o Patrimônio material e imaterial.
•
Articulação da história com outras áreas do conhecimento.
o Arqueologia, antropologia, paleontologia, geografia, geologia, sociologia,
etnologia e outras;
•
Arqueologia.
o Sambaquis (PR).
•
Povos indígenas no Brasil e no Paraná.
o Ameríndios do território brasileiro;
o Kaingang, Guarani, Xetá e Xokleng.
•
A chegada dos europeus a América.
o Encontros e desencontros entre culturas;
o Resistência e dominação;
o Escravização - dos povos escravizados trazidos para o Brasil pelo trafico
negreiro e as conseqüências da diáspora africana
o Catequização.
•
Formação da sociedade brasileira e americana.
o América Portuguesa;
“Construindo futuros brilhantes”
102
o América Espanhola;
o América Franco-Inglesa;
o Organização político-administrativa (capitanias hereditárias e sesmarias);
o Manifestações culturais;
o Organização social (família patriarcal e escravismo);
o Economia (pau-brasil, cana-de-açúcar, minérios).
CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
•
A humanidade e a história articulada ao primeiro e segundo conteúdos;
•
Surgimento, desenvolvimento da humanidade e grandes migrações, articulado a
arqueologia;
•
As primeiras civilizações da América articuladas aos povos indígenas no Brasil
e no Paraná;
•
A idade Média e a Península Ibérica nos séculos XVI e XV, articulado a
chegada dos europeus na América;
•
Reinos e sociedades africanas e os contatos com a Europa, articulado com a
formação da sociedade brasileira e americana.
•
Significado do 20 de novembro, repensando o treze de maio.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
6ª. SÉRIE
Das contestações a ordem colonial ao processo de independência do Brasil do século
XVII ao XIX.
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
•
Expansão e consolidação do território brasileiro.
o Missões;
o Bandeiras;
o Invasões estrangeiras.
•
Colonização do território “paranaense”.
“Construindo futuros brilhantes”
103
o Economia;
o Organização social;
o Manifestações culturais;
o Organização político-administrativa.
•
Movimentos de contestação.
o Quilombos (No Brasil e no Paraná);
o Revoltas nativistas e nacionalistas;
o Inconfidência mineira;
o Conjuração baiana;
o Revolta da cachaça;
o Revolta do maneta;
o Guerra dos mascates.
•
Chegada da família real ao Brasil.
o De colônia ao Reino Unido;
o Missões artístico-científicas;
o Biblioteca nacional;
o Banco do Brasil;
o Urbanização na capital;
o Imprensa Régia.
•
O processo de independência do Brasil.
o O governo de Dom Pedro I;
o Constituição de 1824;
o Unidade Territorial;
o Manutenção da estrutura social;
o Confederação do Equador;
o Província Cisplatina.
o Revoltas regenciais.
CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
“Construindo futuros brilhantes”
104
•
História da África articulada aos quilombos do Paraná e do Brasil;
•
A influência da Revolução Francesa e a influência nas revoltas no Brasil;
•
A invasão napoleônica na Península Ibérica articulado à chegada da família real
no Brasil;
•
O processo de independência das colônias das Américas, colônias espanholas,
articulado ao processo de independência do Brasil.
•
Resistências do povo negro ( quilombos, revolta dos males,canudos, revolta da
chibata e todas as formas de negociação e conflito).
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
7ª. SÉRIE
Pensando a nacionalidade: do século XIX ao XX. A constituição do ideário de Nação
no Brasil.
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
•
A construção da nação.
o A Era de Dom Pedro II;
o Lei de Terras, Lei Eusébio de Queirós de 1850 e o impacto das ideologias de
branqueamento / embranquecimento sobre o processo de imigração européia;
o Início da imigração européia;
o Definição do território, movimento abolicionista e emancipacionista.
•
Emancipação política do Paraná (1853).
o Economia;
o Organização social,
o Manifestações culturais;
o Organização política-administrativa;
o Migrações: internas (escravizados, libertos e homens livres pobres) e externas
(europeus);
o Os povos indígenas e a política de terras.
•
A guerra do Paraguai ou a guerra da tríplice aliança.
“Construindo futuros brilhantes”
105
•
O processo de abolição da escravidão.
o Legislação;
o Resistência e negociação;
o Discursos:
o Abolição;
o Imigração.
•
Os primeiros anos da república.
o Formação da Colômbia;
o Idéias positivistas;
o A imigração Asiática;
o Oligarquia, coronelismo e clientelismo;
o Movimentos de contestação: campo e cidade;
o Movimentos messiânicos;
o Revolta da vacina e urbanização do Rio de Janeiro;
o Movimento operário: Anarquismo e comunismo;
o Paraná:
o Guerra do contestado;
o Greve de 1917, Curitiba;
o Paranismo: movimento regionalista - Romário Martins, Zaco Paraná, Langue de
Morretes, João Turim.
CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
•
Revolução industrial e relações de trabalho (XIX e XX), articulado a construção
da nação brasileira e a emancipação política do Paraná (1853);
•
A colonização da África e da Ásia, a guerra civil e imperialismo estaduninense e
o carnaval na América latina, articulados a guerra do Paraguai e o processo de
abolição da escravidão;
•
A questão agrária na América latina, a primeira guerra mundial e a revolução
Russa articulado aos primeiros anos da república.
“Construindo futuros brilhantes”
106
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
8ª. SÉRIE
Repensando a nacionalidade brasileira: do século XX ao XXI - Elementos constitutivos
da contemporaneidade.
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
•
A semana de 22 e o repensar da nacionalidade.
o Economia;
o Organização social;
o Organização polítio-administrativa;
o Manifestações culturais;
o Coluna Prestes.
•
A “Revolução”de 30 e o período Vargas (1930 a 1945).
o Leis trabalhistas;
o Voto feminino;
o Ordem e disciplina no trabalho;
o Mídia e divulgação do regime;
o Criação do SPHAN, IBGE;
o Futebol e carnaval;
o Contestações à ordem;
o Integralismo e a participação do Brasil na segunda Guerra Mundial.
•
Populismo no Brasil e na América Latina.
o Cárdenas-México;
o Perón- Argentina;
o Vargas, JK, Jânio Quadros e João Goulart-Brasil.
•
Construção do Paraná Moderno.
o A participação popular nos governos de:
o Manoel Ribas, Moisés Lupion, Bento Munhoz da Rocha Netto e Ney Braga;
o Frentes de colonização do Estado, criação da estrutura administrativa;
“Construindo futuros brilhantes”
107
o Copel, Sanepar, Banestado, Codepar;
o Movimentos culturais;
o Movimentos sociais no campo e na cidade;
o A revolta dos colonos na década de 50 no sudoeste.
•
O Regime Militar no Paraná e no Brasil.
o Repressão e censura, uso ideológico dos meios de comunicação;
o O uso ideológico do futebol na década de 70;
o O tricampeonato mundial;
o A criação da liga nacional (campeonato brasileiro);
o Cinema novo;
o Teatro;
o Itaipu, Sete Quedas e a questão da terra.
•
Movimentos de contestação no Brasil.
o Resistência Armada;
o Tropicalismo;
o Jovem guarda;
o Novo sindicalismo;
o Movimento estudantil.
•
Paraná no contexto atual. A redemocratização.
o A constituição de 1988;
o Movimentos populares e urbanos MST (Movimento Sem Terra), MNLM
(Movimento Nacional de Luta pela Moradia), CUT (Central Única dos
Trabalhadores), Marcha Zumbi dos Palmares, etc;
o Mercosul;
o Alca.
•
O Brasil no contexto atual.
CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
•
A Crise de 29 articulado A Semana de 22 e o repensar da Nacionalidade;
“Construindo futuros brilhantes”
108
•
A ascensão dos Regimes Totalitários na Europa, Os Movimentos populares na
América Latina e a Segunda Guerra Mundial articulados a Revolução de 30 e o
período Vargas;
•
A independência das colônias Afro-asiáticas e a Guerra Fria articulados ao
Populismo no Brasil e na América Latina;
•
A Guerra Fria articulada a construção do Paraná Moderno;
•
A Guerra Fria e os Regimes Militares na América Latina articulados ao Regime
Militar no Paraná no Brasil;
•
Os Movimentos de contestação no mundo articulado aos Movimentos de
Contestação no Brasil;
•
O Fim da Bipolarização mundial, a África e América Latina no contexto atual
articulados ao Paraná e ao Brasil no contexto atual.
•
Frente negra brasileira no inicio dos anos 30, criada em São Paulo;
METODOLOGIA DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA
O encaminhamento da disciplina de História será realizado de maneira que o
professor retome constantemente com seus alunos como se dá o processo de construção
do conhecimento histórico, através de problematizações que contemplem a diversidades
de experiências políticas, econômico-sociais e culturais ocorridas ao longo da história e
em diferentes locais.
Para tanto, é necessário que o professor faça uso de várias fontes bibliográficas,
pois a utilização de um único livro didático traz certa limitação no conteúdo trabalhado.
O uso de pesquisas em bibliotecas torna-se fundamental para efetivação dos
conteúdos.
A utilização de revistas, charges, jornais da época, vídeos, rádios, teatro, podem
trazer diferentes interpretações de um mesmo acontecimento, contribuindo para a
formação de uma consciência histórica, além de tornar a aula mais dinâmica.
AVALIAÇÃO
“Construindo futuros brilhantes”
109
A avaliação será diagnóstica, de modo contínuo, processual e diversificado,
permitindo uma análise crítica das práticas que podem ser constantemente retomadas e
reorganizadas pelo professor e pelos alunos.
Os critérios de avaliação devem priorizar mecanismos que detectem se aluno
compreendeu o processo histórico e se está capacitado para emitir julgamentos críticos
sobre os temas estudados estabelecendo relações com o cotidiano, rompendo com o
modelo de avaliação que privilegia aqueles que manipulam através do conhecimento,
aqueles que detêm o saber.
A proposta é fazer da avaliação um meio e não um fim do processo de ensinoaprendizagem.
Durante o período letivo serão utilizados diversos instrumentos de avaliação
como: trabalhos individuais e em grupos, pesquisas, entrevista, debate, teatro, prova
oral e escrita. A recuperação acontecerá paralelamente resgatando conteúdos, os quais
não foram devidamente apropriados durante o processo de ensino-aprendizagem.
“Deseja-se que ao final do trabalho da disciplina de História, os alunos sejam
capazes de identificar processos históricos, reconhecer criticamente as relações de poder
neles existentes, bem como intervir no meio em que vivem, de modo a se fazerem
também sujeitos da história”.
BIBLIOGRAFIA
MOCELLIN, Renato, Para Compreender a História, 5ª. Série- São Paulo, Editora do
Brasil, 1997. (Coleção para Compreender a História).
MONTELLATO, Andréa Rodrigues Dias. História Temática: O Mundo dos Cidadãos,
8ª. Série/MONTELLATO, CABRINI, CATELLI- São Paulo: Scipione 2002 (Coleção
História Temática).
MOZER, Sônia; TELLES Vera. Descobrindo a História- Brasil Colônia. São Paulo:
Ática 2002.
ORDEÑEZ, Marlene; MERCADANTE, Lizete. São Paulo; IBEP, 2004 (Coleção
Horizontes).
PARANÁ, SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. Superintendência da
Educação. Diretrizes Curriculares de História para o Ensino Fundamental.
Curitiba, 2006.
“Construindo futuros brilhantes”
110
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. DEF.
Cadernos Temáticos: Inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira e
africana nos currículos escolares. Curitiba: SEED-PR, 2005.
RODRIGUES, Ester Joelza. História em Documento. 2ª. Edição- São Paulo: FTD
2002- (Coleção História em documento: imagem e texto).
SCHIMIDT, Mário. Nova História Crítica. São Paulo: Nova Geração, 1999. (Coleção
nova História Crítica).
“Construindo futuros brilhantes”
111
8.1.7 LÍNGUA PORTUGUESA
APRESENTAÇÃO
Ao discorrer sobre o ensino de Língua Portuguesa na atualidade faz-se
necessário apresentar em linhas gerais um breve histórico da disciplina no Brasil e suas
implicações.
Somente nas últimas décadas do século XIX é que a Língua Portuguesa passa a
fazer parte dos currículos escolares como disciplina. Apesar disso, a formação do
professor nessa área de atuação tem início nos anos 30 do século XX.
Quanto à visão do que vem a ser o ensino da Língua Materna, temos resquícios
do ensino apresentado no início do Brasil colônia: práticas colocadas em uma
concepção reprodutivista, imitativa, baseado no ensino da gramática do Latim.
Entendendo-se a gramática em seu conceito tradicional de aplicação. Daí, até hoje
observamos o ensino de Língua seguindo exclusivamente o trabalho com a gramática
tradicional.
Aprender língua não é apenas aprender as palavras e suas combinações e, sim,
aprender seus significados construídos e determinados pelo contexto.
Portanto, o educando deve ser um sujeito ativo que utiliza a língua e pode
interferir na construção do significado do ato comunicativo.
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA
Notamos que no ensino da Língua Portuguesa abriu-se um espaço para a
valorização das diferenças; reformulou-se a noção de erro, o que é muito importante.
O errado, por exemplo, não é falar “nós vai”, mas usar esse tipo de concordância
em uma situação de formalidade, quando se exige o uso da língua dita “padrão” ou
”culta”. Evitar, em sala de aula, manifestações que menosprezem os padrões regionais
da língua é um primeiro passo para elevar a auto-estima do aluno, motivando-o a
aprender outras modalidades da língua. Mas o nosso papel enquanto educador deverá ir
muito além. Oportunizando condições ao estudante de dominar a norma culta e, assim,
poder adequar suas formas de expressão oral e escrita ao contexto em que vive.
Sendo assim temos que mediar situações em que o aluno desenvolva sua
competência comunicativa, discursiva, sua capacidade de utilizar a língua de modo
variado e adequado ao contexto, às diferentes situações e práticas sociais. Ampliar e
“Construindo futuros brilhantes”
112
aperfeiçoar as possibilidades de comunicação do estudante, levando-o a ter domínio dos
procedimentos adequados, de expressão oral e escrita.
No processo de leitura de textos escritos, espera-se que o aluno saiba selecionar
textos segundo seu interesse e necessidade; leia de maneira autônoma textos de gêneros
textuais e temas com os quais tenha construído familiaridade.
No processo de produção de textos orais, espera-se que o educando saiba utilizar
e valorizar o repertório lingüístico de sua comunidade na produção de textos; considere
os papéis assumidos pelos participantes, ajustando o texto à variedade Iingüística
adequada; planeje a fala pública usando a linguagem escrita em função das exigências
da situação e dos objetivos estabelecidos.
No processo de produção de textos escritos, espera-se que o educando redija
diferentes tipos de textos, estruturando-os de maneira a garantir a relevância das partes e
dos tópicos em relação ao tema e propósitos do texto; a continuidade temática; a
explicitação de informações contextuais; realize escolhas de elementos lexicais,
sintáticos, figurativos e ilustrativos, ajustando-as às circunstâncias, formalidade e
propósitos da interação; utilize os padrões da escrita em função do projeto textual e das
condições de produção.
INTRODUÇÃO AOS CONTEÚDOS
As informações e os conteúdos presentes em cada série dos anos finais do
Ensino Fundamental têm por objetivo valorizar o conhecimento prévio do aluno para:
•
Prepará-lo a leitura de diversos textos, conduzindo-o a realizar inferências e
antecipações em relação ao conteúdo e a intencionalidade a partir de indicadores
como tipo de texto, título e ilustrações;
•
Diferenciar por comparação ou identificação de características, textos de
diferentes gêneros;
•
Contextualizar o texto de leitura de cuja obra foi extraído;
•
Oferecer dados biográficos de autores que possibilitem situar a linguagem e as
idéias no contexto histórico e/ ou literário;
Quanto à prática da leitura, oralidade e da escrita temos que proporcionar ao
aluno a chance de entrar em contato com uma diversidade de textos e de variados
gêneros, com o objetivo de formar um leitor competente e de despertar o gosto pela
leitura e pesquisa.
“Construindo futuros brilhantes”
113
Sendo assim, o professor tem que utilizar diferentes textos em sua metodologia
com aulas expositivas, leitura coletiva e individual; uso de material de apoio (filmes,
músicas, passeios, trabalhos individuais e em grupo e pesquisas).
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
5ª SÉRIE
•
Textos literários e informativos (diálogo, narração, teatro, poesia, descrição,
fábula e conto);
•
Vocabulário (uso do dicionário);
•
Leitura e interpretação de textos;
•
Ortografia: pontuação e acentuação (oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas e
encontros vocálicos);
•
Produção de textos com clareza e coerência: bilhetes, poemas, cartas, diálogo,
narração, descrição, história em quadrinhos.
•
Processo de comunicação (emissor, receptor)
•
Aspectos gramaticais:
o Substantivos, artigos, sujeito, predicado;
o Elementos essenciais da frase (pontuação e acentuação; concordância nominal e
verbal);
o Elementos integrantes e acessórios da frase;
o Advérbio/conjunção/adjetivo
o Tempos verbais/preposição/verbo
o Pronome pessoal do caso reto, oblíquos e de tratamento.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
6ª. SÉRIE
•
Textos literários, informativos, jornalísticos entre outros (conceitos e tipos;
diálogo, narração, descrição, história em quadrinhos, cartas, diário, poesia);
•
Estudo do Vocabulário (uso do dicionário);
•
Leitura, compreensão e interpretação de textos diversos;
“Construindo futuros brilhantes”
114
•
Ortografia e concordância: pontuação e acentuação, classificação de palavras;
•
Produção de textos com clareza e coerência: bilhetes, poemas, cartas, diálogo,
narração, descrição, história em quadrinhos;
•
Aspectos gramaticais:
o Sujeito, predicado, predicado verbal e nominal;
o Adjetivo;
o Elementos integrantes e acessórios da frase;
o Advérbio/adjetivo;
o Vozes do verbo: passiva e ativa/preposição;
o Verbo (transitivo direto e indireto);
o Discurso direto e indireto;
o Pronome possessivo e demonstrativo.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
7ª. SÉRIE
•
Leitura de diversos gêneros textuais (ênfase em texto poético)
•
Vocabulário (uso do dicionário)
•
Leitura de diversos gêneros textuais: texto literário, crônica, propaganda, charge,
história em quadrinhos, cartoon, anúncio, resenha; e interpretação de textos;
•
Ortografia (revisão ortográfica): pontuação e acentuação;
•
Produção de texto, levando em consideração o gênero textual: narração, poemas,
cartas, diálogo, descrição, dissertação;
•
Aspectos gramaticais:
o Elementos essenciais da frase
o Elementos integrantes e acessórios da frase
o Denotação/conotação
o Advérbio/conjunção/adjetivo
o Vozes do verbo/preposição/verbo
o Discurso direto e indireto
o Pronome indefinido, interrogativo;
“Construindo futuros brilhantes”
115
o Figuras de linguagem: metáfora, metonímia, antítese, prosopopéia, hipérbole,
ambigüidade e ironia;
•
Estrutura da oração:
•
Conceituação, classificação e formação do substantivo;
•
•
•
Complementos verbais: objetos diretos e indiretos,
Flexões verbais: tempo, pessoa, modo e número;
Neologismo, estrangeirismo e gírias;
•
Foco narrativo;
•
Palavras parônimas e homônimas.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
8ª. SÉRIE
•
Textos literários e informativos, revisão: elementos da comunicação, emissor,
destinatário, mensagem e código, textos de opinião;
•
Diferença da língua falada e escrita;
•
Estudo do Vocabulário (uso do dicionário);
•
Leitura e interpretação de textos: jornalísticos, propaganda, poesia; compreensão
de textos;
•
Ortografia: sintaxe, pontuação, regras de acentuação gráfica;
•
Grafia das palavras;
•
Produção de texto (narração; descrição; reestruturação; contos; poemas;
correspondência; dissertação; crônica; fábula; romance), com clareza e
originalidade;
•
Comunicação: linguagem, língua, signo lingüístico, níveis da fala, linguagem
culta e não culta;
•
Aspectos gramaticais: períodos simples e composto
o Vozes do verbo/preposição/verbo;
o Advérbio/conjunção/adjetivo;
o Elementos essenciais da frase: períodos simples e composto;
o Discurso direto e indireto - exemplificação;
o Pronome (revisão)
“Construindo futuros brilhantes”
116
o Figuras de linguagem: comparação, metáfora, metonímia, prosopopéia,
catacrese, denotação/conotação.
METODOLOGIA DA DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA
De acordo com a prática pedagógica, a aprendizagem se dá de maneira não
linear, procura abarcar todos os mecanismos no processo de interação. Nesta
perspectiva, as aulas de língua portuguesa devem estar centradas no uso da língua e na
reflexão sobre ela. Na produção de textos e na seleção de atividades a partir do
diagnóstico avaliativo da linguagem do aluno.
O que se quer do trabalho com a língua é que o aluno domine a língua em toda a
sua dimensão discursiva, usando-a adequadamente nas modalidades oral e escrita, de
modo significativo nas diversas situações. Dessa forma, precisam ser desenvolvidas em
sala de aula atividades que favoreçam o desenvolvimento das habilidades de falar e
ouvir, com as relacionadas a seguir:
•
Apresentação de temas variados: histórias de família da comunidade, um filme,
um livro, etc;
•
Depoimentos sobre situações significativas vivenciadas pelo próprio aluno ou
pessoas de seu convívio;
•
Uso do discurso oral para emitir opiniões, justificar ou defender opções tomadas,
colher e dar informações, apresentar resumos, expor programações, dar avisos,
fazer convites, etc;
•
Confronto entre os mesmos níveis de registros de forma a constatar as
similaridades e diferenças entre as modalidades oral e escrita;
•
Relato de acontecimentos, mantendo-se a unidade temática;
•
Debates, seminários, júris-simulados e outras atividades que possibilitem o
desenvolvimento da argumentação;
•
Análise de entrevistas televisivas ou radiofônicas a partir de gravações para
serem ouvidas, transcritas e analisadas, observando-se as pausas, mudanças de
construção textual, grau de formalidade, comparação com outros textos, etc.
Quanto à prática da leitura é importante que ela seja vista em função de uma
concepção interacionista de linguagem buscando formar leitores no âmbito escolar. O
professor deve propor variedades de textos a fim de despertar nos alunos o gosto pela
“Construindo futuros brilhantes”
117
leitura. Discutir com os alunos, antes da leitura, o título e as ilustrações da história,
encontrar músicas apropriadas para o momento da leitura, etc.
O trabalho com a escrita deve ser pensado em sua perspectiva discursiva, pois as
posturas sobre a escrita interferem de modo significativo nas aulas de produção de
texto. Tanto o professor quanto os alunos devem planejar o que será produzido em
seguida escrever, revisar, reestruturar e reescrever esse texto e durante todo o processo
de ensino e de aprendizagem; tais atividades devem ser retomadas, analisadas e
avaliadas.
AVALIAÇÃO
As respostas a essas questões estão diretamente associadas à concepção
pedagógica que rege a prática do educador.
Na perspectiva, de construir uma “escola cidadã”, portanto, democrática, a
avaliação é considerada um instrumento auxiliar indispensável no processo de
aprendizagem.
A avaliação precisa ser entendida como um instrumento de compreensão do
nível de aprendizagem dos alunos em relação aos conceitos estudados, às habilidades
desenvolvidas. Ação que necessita ser contínua, pois o processo de construção de
conhecimentos dará muitos subsídios ao educador para perceber os avanços e
dificuldades dos educandos e, assim, rever a sua prática e redirecionar as suas ações se
for preciso. Portanto a avaliação tem que ser contínua e diagnóstica.
Com base nestes conceitos os critérios de avaliação são:
•
Quanto á prática de leitura-compreensão, interpretação e extrapolação é
importante observar o avanço do aluno no seu contato espontâneo com a leitura,
de texto de variados tipos, a habilidade de reconhecer a primeira vista um
conjunto de palavras-chaves dentro do texto; a habilidade de perceber as idéias
mais importantes de um texto; a habilidade de sintetizar; a consciência que o
aluno tem dos fins de sua, leitura; informar, divertir convencer e emocionar;
•
Quanto à prática de produção observar o avanço do educando na superação dos
seguintes
problemas
(seqüências
dissertativas,
seqüências
narrativas
e
seqüências descritivas). Problemas de concordância verbal e nominal.
Acentuação gráfica; ortografia; pontuação; inadequação vocabular; falta de
clareza; falta de precisão vocabular.
“Construindo futuros brilhantes”
118
BIBLIOGRAFIA
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação.
Diretrizes Curriculares de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental.
Curitiba, 2006.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. DEF.
Cadernos Temáticos: Inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira e
africana nos currículos escolares. Curitiba: SEED-PR, 2005.
“Construindo futuros brilhantes”
119
8.1.8 MATEMÁTICA
APRESENTAÇÃO
O nascimento da Matemática foi marcado quando se observou a capacidade
humana de reconhecer configurações físicas e geométricas, comparar formas, tamanhos
e quantidades.
Então desde o início de sua história, a ciência matemática, é vista como base de
conhecimento para solucionar problemas de ordem prática.
Foi a partir de 1928 que a matemática tornou-se uma disciplina única, como
temos nos dias atuais, na junção da aritmética, álgebra, geometria e trigonometria.
Aprender matemática é um elemento residual do envolvimento dos alunos em
práticas que envolvam a necessidade da percepção e do desenvolvimento de um ponto
de vista matemático sobre as coisas.
A razão de termos uma educação matemática é a sua utilidade para a vida futura
de cada indivíduo por facilitar o acesso a uma determinada carreira profissional. E
também por desenvolver capacidades gerais necessárias à integração e intervenção na
sociedade de hoje e para intervir num mundo cada vez mais matematizado.
A matemática é uma das mais importantes ferramentas da sociedade moderna.
Apropriar-se dos conceitos e procedimentos matemáticos básicos contribui para a
formação do futuro cidadão, que se engajará no mundo do trabalho, das relações sociais,
culturais e políticas.
O cidadão de nossa sociedade precisa saber contar, comparar, medir, calcular,
resolver problemas, construir estratégias, comprovar e justificar resultados, argumentar
logicamente, conhecer formas geométricas, organizar, analisar e interpretar criticamente
as informações, conhecer formas diferenciadas de abordar problemas.
A matemática vista como uma maneira de pensar, como um processo em
permanente evolução, permite, dinamicamente, por parte do aluno, a construção e a
apropriação do conhecimento. Permite também vê-la no contexto histórico e
sociocultural em que ela foi desenvolvida e continua se desenvolvendo.
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA
•
Desenvolver a autonomia, as habilidades de raciocínio, reflexão e expressão,
preparando-se para a vida pessoal e profissional;
“Construindo futuros brilhantes”
120
•
Construir, compreender, aplicar e validar estratégias e procedimentos
matemáticos para resolver situações-problema presentes em diversos contextos;
•
Estimular a curiosidade, o interesse e a criatividade do aluno, para que ele
explore novas idéias e descubra novos caminhos adquiridos na resolução de
problemas;
•
Manter uma relação positiva com o aprendizado matemático;
•
Utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos disponíveis para
ampliar seus conhecimentos;
•
Desenvolver o nível cultural do aluno, contribuindo para um melhor e mais
rápido aprendizado em qualquer outra matéria;
•
Utilizar o conhecimento matemático para compreender, representar e agir sobre
a realidade;
•
Desenvolver a capacidade de classificar, relacionar, reunir, representar, analisar,
sintetizar, conceituar, deduzir, provar e julgar;
•
Relacionar conceitos matemáticos entre si, o conhecimento matemático com o
cotidiano e com outras áreas da atividade humana;
•
Proporcionar ao aluno atividades lúdicas e desafiadoras, incentivando o gosto
pela matemática e o desenvolvimento do raciocínio;
•
Valorizar o conhecimento matemático;
•
Ser capaz de expressar seu pensamento com correção e clareza por meio da
linguagem oral e escrita, buscando compreender e respeitar o pensamento do
outro;
•
Desenvolver atitudes de respeito em relação às opiniões alheias, de troca
construtiva de idéias e de cooperação.
“Construindo futuros brilhantes”
121
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
5ª SÉRIE
•
Números, operações e álgebra:
- Números;
- Sistema de Numeração
- Adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação no conjunto
dos números naturais;
- Divisores e múltiplos dos números naturais;
- Frações;
- Números decimais.
• Medidas:
- Unidades de medidas (sistema monetário, medidas de tempo e comprimento)
•
Geometria
- Noções fundamentais (ponto, reta, plano e figuras geométricas)
•
Tratamento de informações :
- Coleta, organização e descrição de dados;
- Lei 10 639/03 (Realização com os alunos de pesquisas de dados com relação à
população negra)
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
6ª SÉRIE
• Números, operações e álgebra:
- Conjuntos Numéricos (naturais, inteiros e racionais)
- Adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiação;
- Equações e inequações;
- Porcentagem e juros;
- Noções de razões, proporções e regra de três.
•
Medidas:
“Construindo futuros brilhantes”
122
- Unidades de medidas (sistema monetário, medidas de tempo e ângulo)
•
Geometria:
- Ângulos (classificação);
- Figuras geométricas.
•
Tratamento de informações:
- Leitura e representação de dados em tabelas e gráficos;
- Lei 10 639/03
(Análise de pesquisas relacionadas ao negro e mercado de
trabalho)
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
7ª SÉRIE
•
Números, operações e álgebra:
- Números reais;
- Potenciação e redicação;
- Cálculos algébricos;
- Produtos notáveis e fatoração;
- Equações e sistemas
•
Medidas:
- Ângulos
•
Geometria:
- Ângulos e polígonos;
- Classificação de triângulos;
- Interpretação geométrica de equações e sistemas;
- Representação geométrica dos produtos notáveis.
•
Tratamento de informações:
- Leitura, interpretação e representação de dados de tabelas, listas e quadros;
“Construindo futuros brilhantes”
123
- Lei 10 639/03 (Realização com os alunos de pesquisas com relação à população
negra e construção de tabelas e gráficos)
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO
8ª SÉRIE
•
Números, operações e álgebra:
- Potências e raízes;
- Equação do 2º grau;
- Razões, proporções e regra de três;
- Funções.
•
Medidas:
- Triângulo retângulo – relações métricas e razões trigonométricas;
- Teorema de Pitágoras;
- Triângulos quaisquer;
- Semelhança de polígonos e Teorema de Tales;
- Perímetro e área.
•
Geometria:
- Classificação e nomenclatura de figuras planas;
- Ângulos, polígonos e circunferência;
- Construções e representações no plano.
•
Tratamento de informações:
- Noções de estatística;
- Contagem e probabilidade;
- Tabelas e gráficos
- Lei 10 639/03 (Análise dos dados do IBGE sobre a composição da população
brasileira por cor, renda e escolaridade)
METODOLOGIA DA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA
“Construindo futuros brilhantes”
124
Novas metodologias devem ser usadas na educação matemática, além da aula
expositiva, que é a mais utilizada pelos professores das escolas. Assim, aumentaremos a
maturidade cognitiva necessária para se apropriar, com significado, de determinado
conceito, como a interação com o meio social, desenvolvendo a aprendizagem.
As aulas expositivas não devem ser abolidas das escolas, e sim revistas,
reformuladas, com mais dinâmica envolvendo os alunos, postura de voz, perguntas,
quadro organizado, etc.
Outros métodos de ensino matemático que podem ser utilizados são:
•
A resolução de problemas: É uma metodologia pela qual se deve aplicar os
conhecimentos matemáticos já adquiridos em novas situações de modo a
resolver a questão proposta. Diferentemente da resolução de exercícios que são
apenas mecanismos, a resolução de problemas é preciso levantar hipóteses e
testá-las.
•
A modelagem: A modelagem Matemática procura levantar problemas que
questionem sobre situações do cotidiano do aluno, propondo a valorização do
aluno no contexto social.
•
Abordagens etnomatemáticas: É a abordagem da matemática produzida por
diferentes culturas. Consiste em reconhecer e registrar questões de relevância
social que produzem o conhecimento matemático.
•
Abordagens históricas: São abordadas para que os alunos compreendam a
natureza da Matemática e sua importância na vida da humanidade. É utilizada na
resolução e criação de situações – problemas como referencias para a melhor
compreensão dos conceitos dos conceitos matemáticos.
•
Uso de jogos: É uma maneira de se apropriar e fixar conteúdos matemáticos
através de regras e estratégicas de jogo. Alguns exemplos de jogos usados são: o
xadrez, dama, trilha, desafios, jogo da velha, dominó, alguns produzidos pelo
próprio aluno.
•
Uso de computadores e tecnologias: Algumas atividades que eram feitas no
papel ou no quadro, agora realizadas no computador permitem a ampliação de
investigação,
observação,
compreensão,
dos
conceitos
matemáticos
possibilitando o surgimento de novos conceitos e teorias.
•
Projetos: São através dos projetos que os alunos adquirem uma aprendizagem
paralela tendo como objetivo do aluno pesquisar com a ajuda dos pais e da
“Construindo futuros brilhantes”
125
comunidade saindo da sala de aula e despertando um interesse maior pelas
pesquisas. Alguns exemplos de projetos são as Olimpíadas Brasileiras de
Matemática, Com Ciência, FERA, entre outros.
Mas todas essas metodologias diferenciadas devem ser previamente preparadas
pelos professores, para que realmente abordem o conteúdo a ser trabalhado, não fugindo
do que foi proposto.
Os processos metodológicos apresentados devem proporcionar a apropriação de
conhecimentos matemáticos relacionando os conteúdos estruturantes e específicos entre
si, sugerindo ralações e interdependências, possibilitando o enriquecimento do processo
pedagógico. Esse processo pode ocorrer em diferentes momentos da aprendizagem
possibilitando a retomada e o aprofundamento dos conteúdos matemáticos.
A partir dessas e outras metodologias despertamos um interesse maior do aluno
pela matemática e também desenvolvemos seu raciocínio crítico.
AVALIAÇÃO
No ensino de matemática e também em outras áreas do conhecimento, a
avaliação deve ser contínua e diversificada focando o desenvolvimento social,
intelectual, esforço individual, cooperação com os colegas, construção da sua
personalidade, entre outras.
A avaliação deve ter caráter diagnóstico no processo ensino-aprendizagem,
servindo de orientação para a construção do conhecimento tanto para o professor quanto
para o aluno.
A avaliação tem o objetivo de identificar as dificuldades e os avanços durante o
ensino, permitindo-se melhorias.
Deve-se diversificar a forma de avaliar não apenas focando em provas escritas,
mas sim buscando também outros instrumentos que permitam verificar o rendimento do
trabalho escolar, do professor e do aluno.
Alguns instrumentos de avaliação realizadas em matemática são:
•
Provas escritas individuais;
•
Provas em grupos;
•
Trabalhos e outras atividades em grupo;
•
Auto-avaliação do aluno;
“Construindo futuros brilhantes”
126
•
Trabalhos envolvendo leitura e interpretação da linguagem matemática;
•
Pesquisas de notícias em jornais e revistas que dêem origem a questões
matemáticas;
•
Elaboração e resolução de problemas através de dados considerados pelo
professor ou obtidos pelos alunos;
•
Apresentação de trabalhos ou teatros realizados pelos alunos sobre algum
assunto matemático;
•
Caderno do aluno;
•
Recuperação paralela;
•
Elaboração e participação em jogos matemáticos, entre outras.
BIBLIOGRAFIA
DANTE, Luiz Roberto. Tudo é matemática. São Paulo: Ática, 2004.
GIMENES, Luiz Márcio; LELLIS, Marcelo. Matemática para todos. São Paulo:
Scipione, 2002.
GUELLI, Oscar. Uma aventura do pensamento. São Paulo: Ática, 2001.
IEZZI, Gelson; DOLCE, Osvaldo; MACHADO, Antonio. Matemática e realidade.
São Paulo: Atual, 2000.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Matemática
o Ensino Fundamental. Curitiba, 2006.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. DEF.
Cadernos Temáticos: Inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira e
africana nos currículos escolares. Curitiba: SEED-PR, 2005.
“Construindo futuros brilhantes”
127
8.1.9 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS
APRESENTAÇÃO
No decorrer das quatro séries do Ensino Fundamental (5ª a 8ª séries) espera-se
com o ensino de Língua Estrangeira – Inglês que o aluno seja capaz de reconhecer a
importância da Língua Inglesa na Cultura Nacional, notando-a como parte integrante de
um universo multilíngüe e multicultural e reconhecendo a aquisição de uma ou mais
línguas por meio da produção escrita, oral, verbal e não verbal.
Percebendo as condições de produção dos diferentes discursos que permeiam as
relações sociais aproximando os povos e conhecendo as diferentes culturas como fonte
de informação e prazer, valorizando seu espaço e sua história.
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNAINGLES
Ampliar a visão de mundo dos alunos, contribuindo para que se tornem cidadãos
mais críticos e reflexivos, comparando sua própria língua com a língua estrangeira
estudada, e conduzindo-os a refinar a percepção de sua própria cultura por meio do
conhecimento da cultura de outros povos.
De acordo com as Diretrizes Curriculares para o ensino da língua estrangeira no
Estado do Paraná “as aulas configuram espaços nos quais identidades são construídas
conforme as interações entre professor e aluno e pelas representações e visões de mundo
que se revelam no dia a dia. Objetiva-se que os alunos analisem as questões da nova
ordem global, suas implicações e que desenvolvam uma consciência crítica a respeito
do papel das línguas na sociedade”.
Ao final do Ensino Fundamental espera-se que o aluno seja capaz de usar a
língua em situações de comunicação oral e escrita; vivencie na aula de língua
estrangeira formas de participação que lhe possibilite estabelecer relações entre ações
coletivas e individuais; compreenda que os significados são sociais e historicamente
construídos e, portanto, passíveis de transformações na prática social; tenha maior
consciência sobre o papel das línguas na sociedade; reconheça e compreenda a
diversidade lingüística e cultural, bem como seus benefícios para o desenvolvimento
cultural do país.
“Construindo futuros brilhantes”
128
Através dos Conteúdos Estruturantes com base em diversos textos apresentados
e de interesse do aluno com oportunidade de participar na escolha, serão trabalhados os
Conteúdos Específicos, envolvendo a leitura, a oralidade e a escrita, tornando-os
capazes de comunicar-se com e em diferentes formas discursivas, materializadas em
diversos tipos de textos.
“Construindo futuros brilhantes”
129
CONTEÚDOS POR SÉRIE / ANO
5ª SÉRIE
Vocabulary /
Pronunciation
Language
structures
Variations
Functions
Names of animals
Demonstrat.
Pronouns:
This-That/Personal
Pronouns: I, you, it
Interrogat. Pronouns:
WHAT/ Verb To be
(affirmative form)
Personal Pronouns:
he,
she,we,they/
Interrogative
Pronoun: WHO /
Verb To be
(Interrogative form)
Personal Pronouns
WHAT – WHO
Verb To be
(Affirmat.Interrogat. forms)
Thank you-thanks
I am – I’m
Hi-Hey-Hello
Welcoming / greeting / thanking
people. Asking/giving information
Introducing oneself. Describing
animals.
Yes –Yeah- Uh-huh
Really?-Oh, really?
How nice-Goodbye
-Bye – So long
Introducing/thanking/greeting people.
Asking/giving personal information.
Saying goodbye. Describing people.
Nicknames
Asking/giving personal and
geographic information. Introducing
people.
Talking about accupations.
Interrogative
pronoun:
WHERE / To be
(negative form)
Yes/No question
Demonstrat. Pronouns
THESE-THOSE
Indefinite article:a-an
Hi; how do you do;
Nice/glad to meet you. And
you ? / What about you?
Asking where people are from /
How people are.
Introducing and being introduced.
Pardon?/I beg your pardon?
I’m sorry / very sorry /
terribly
sorry!
Even and odd numbers
Asking/giving information about
numbers, courses, nationalities, area
codes, names, surnames. Apologizing.
Names of sports
Professionals
Cardinal points
Adjectives
Titles: Mr.;Mrs.; Miss /
The sounds of the vowel a
Words related to a beach
Cardinal numbers
Phone numbers
Room number
Area code
Kinds of movies
Opposites . Nationalities
Streets/Avenues
Identification Cards
The sounds of the vowel e
Demonstrat. Pronouns
(This-that-thesethose)
Indefinite article: a-an
Yes/No questions
Words related to a
birthday party
Numbers
Interrogat. Pronouns:
HOW – HOW OLD
Genitive case
The family Numbers
Half-double-triple
Possessive adjectives
Words related to a
bedroom /
Opposites.Numbers
Mathematical expressions
The sounds of the vowel i
How + be
Possessive adjectives
How old?/What age
How are you? How’s
everythings?
How are things?
Genitive case(’s)
Mother/mummy/mom
mama. Father/daddy/
dad/papa
The Genitive Case
(’s; s’)
“Construindo futuros brilhantes”
Asking/giving information about
phone numbers, addresses and
nationalities. Filling identification
cards out. Asking/
Answering about opinions. Describing
people and things.
Wishing someone a happy birthday.
Inviting someone in.
Asking someone’s age. Expressing surprise/well-being/ uncertainly. Offering / receiving a present
Describing people. Naming family
relationships.
Expressing opinions . Describing
oneself.
Describing species of dogs.
130
“Construindo futuros brilhantes”
131
CONTEÚDOS POR SÉRIE / ANO
6ª SÉRIE
Vocabulary/
Pronunciation
Punctuation
Language structures
Variations
Functions
Capital/Small letters
Abbreviations
Percentage
You’re Welcome/
Don’t mention it/
Not at all/
That’s OK
Colors
Verb to haveaffirmative/
One - Ones
Months/Opposites/
Shapes-Clocks
The sounds of the
vowel o/ Useful
expressions
Acronyms
Verb to have-Affirmat.
What time is it?/
What is the time?/
Fifteen past/
a quarter past/half
past/nine thirty/
a.m. x p.m..
What’s your lucky
number?(A
number
replacing a letter)
Asking questions/Expressing
opinions./ Learning to type./
Describing a character./
Capitalizing./ Using
percentage.
Expressing o pinions/surprise/
impatience/doubt. Describing
a collection/ an invention
Words related to a bus
station/Parts of the
day/Greetings/
Dates(years)
Verbs of action
Orders
Instructions
Invitations
The infinitive
The –ing form
Present Continuous
(+ forms)
Object pronouns
Imperative Mood
Question tags
A couple of – a
few
- some
Couple x pair
Words related to a
pharmacy/perfumery
Verbs of action
The sounds of the
vowel u
Words related to a
stationery store
Dollar x cent / Else
There be –InfinitiveThe –ing form-Present
Cont. Tense/Object
pronouns/Imperative/
Question tags
Immediate Future
The verb Can
Adverbs of time
Dates
Words related to the
classification of books
at a library.
Simple Present Tense
Frequency adverbs
Indefinite pronouns
Do – make
Each - every
Words related to a
Post Office agency
Days of the week. The
sound of th
Ordinal numbers
Simple Present –
Immediate Future
Interrogative pronoun:
Cannot-Can’t
Why – because
Your lucky day of
the week(A
Don’t smoke – no
smoking / get at –
arrive at
Many – a lot of –
lots of / Going to Gonna
“Construindo futuros brilhantes”
Asking about differences.
Descri
bing elements. Identifying acro
nyms.Punctuating and capitalizing. Reading/Recognizing an
advertisement.
Asking/giving information by
using the present progressive.
Talking about a bus travel. A
phone call. Using formal
greetings. Expressing dates.
Giving orders/instructions.
Talking about mistakes,
directions, travel routes and
preferences. Confirming a
statement. Using short answers.
Asking/giving information.
Giving instructions/orders.
Structures review. Reading/
Recognizing an advertisement.
Using polite requests. Doing
shopping. Identifying
quantifiers
Talking about future actions.
Writing a postcard.
Talking about proverbs and
actions in the present tense.
Describing a funny story.
Asking information at a library.
Asking/Giving information.
Using Why&because.
Identifying streets, avenues and
ordinal numbers. Writing a
132
Why
number replacing
a day)
“Construindo futuros brilhantes”
schedule. Structures review
133
CONTEÚDOS POR SÉRIE / ANO
7ª SÉRIE
Vocabulary /
Pronunciation
Words related to the
teeth.
Use x Wear
Language Structures
Variations
Simple Present Tense
Negative/Interrogative
forms. – Plural of
Nouns – Interrogative
pronoun: How Often
Relative pronouns:
That - Who
Say-Listen
Thank God –
Thank
Goodness
Thank Heavens
Want to-Wanna
Words related to a
shop. Prices - Fruit
The imperative Mood
With Let.
Prepositions: among –
Between; by – on
Maybe Perhaps
Have – Eat Drink
Words related to
cold and flu: aches.
Fractions
The pronunciation of
m and n . – Verbs of
action
Words related to a
travel agency.
Months - Seasons
Prepositions: amongbetween; by-on
Personal pronouns :
That - Who
Ache – Pain
Late - Later
Future Tense
There will be
Prepositions: from - to
Genitive case
Here-Over here
Soon – Early
Words related to a
hotel breakfast
Reflexive pronouns
By + reflexives
-Emphasizing pronouns
Prepositions: at - in
Hotel – Inn –
Hostel
Every day /
Everyday-Daily
Words related to a
kitchen. Weight
systems. The
pronunciation of the
letter h.
Signs of the zodiac
Future Tense
Frequency adverbs
Prepositions: from – to
at - in
Ordinal number
in dates and
titles
To be – Past Tense
There be – Past Tense
Forms
Mine - My
Names of vegetables
Past Continuous Tense
Forms; Suffix –less
Prepositions: below
-under
How many –
How much
Also - Too
Moon phases
To be/There be - Past
How many –
“Construindo futuros brilhantes”
Functions
Talking about a visit to the dentist.
Asking how often something
happens
By using the present tense for
questions and negations. Using
sentences with relative pronouns.
Reading / Recognizing an
advertisement
Making/Accepting an invitation.
Asking what someone is going to
order. Talking about
preferences/choices. Identifying
names of fruits and logos.
Asking about someone. Giving
suggestions. Expressing fear.
Apologizing. Using fractions.
Identifying temperature scales and
the symptoms of cold & flu.
Reviewing structures.
Contacting a travel agency.
Talking about plans. Telling a
surprise. Wishing a nice trip.
Expressing actions in the future.
Talking about months and seasons.
Inviting people to serve
themselves. Using reflexive and
emphasizing pronouns. Identifying
prepositions of place ant time.
Analyzing an advertisement.
Interacting with friends. Talking
about foreign food. Analyzing a
recipe. Comparing weight systems
Reviewing structures
Talking about the signs of the
zodiac. Using the past tense of be
and there be. Identifying the
planets. Making self-descriptions.
Identifying names of vegetables.
Talking about food and health.
Using the past progressive tense
and quantifiers. Discussing about
and malnutrition. Making an
interview
Talking about the moon phases.
134
The sounds of ai;au
Possessive pronouns –
Prepositions + …ing
How much
What - Which
“Construindo futuros brilhantes”
Using verbs after prepositions.
Identifying pronunciations of
ai;au
Reviewing structures.
135
CONTEÚDOS POR SÉRIE / ANO
8ª SÉRIE
Vocabulary /
Pronunciation
Men’s and women’s
wear and footwear
Language
Structures
Past Tense and Past
Participle of regular
verbs Forms
Weapons and tools
Past Tense and Past
Participles irregular
verbs Forms
Prefix unRegular and Irregular
verbs – Suffixes : -en,
-ness – Question tags
Few – A Few
B.C. – A.D.
The Comparative of
Superiority
Can - May
The Superlative Whose - Weights
and measures
Can – be able to
May–be allowed
to
Could – Might
Any - Some
The human body
The sounds of
ea; ee; ei; ia; ie
Useful expressions
Conditional and
Conditional Perfect
Tenses – Conditional
sentences – Suffixes:
-y; -able
Fewer - Less
Musical instruments
Deceptive words
Present Perfect and
Present Perfect
Continuous
Have-have got
Have gone –
have been to
Flowers
Must – Should _
So many – So much
Active and
Passive Voice
Signs – Deceptive
words – The sounds
of oa;oo;ue;ui
Indefinite Pronouns
Present Perfect and
Present perfect
Continuous – Must –
Should – Passive and
Another – Other
- Others
Jewels
The sounds of ed
Useful expressions
Meteorological
terms
Workout equipments
Variations
Functions
Lit
tle – A little
Look for search
“Construindo futuros brilhantes”
Using regular verbs in questions,
statements and negations in the past.
Defining men’s and women’s wear.
Giving opinion about clothes.
Using irregular verbs in questions,
statements and negations in the past.
Thanking someone by e-mail.
Defining ancient weapons and tools.
Identifying: names of jewels; shoe
sizes; the pronunciation of –ed. Using
the past participle of verbs; tag
questions. Reading about calendars.
Expressing preferences. Reviewing
structures.
Identifying meteorological terms.
Asking about the weather. Writing
news.
Talking about health problems;
possessions. Identifying differences
in measures and weights. Asking and
answering by using any and some.
Understanding asthma. Giving
personal data.
Identifying the parts of the body; the
sounds of ea;ee;ei;ia;ie. Using
conditional sentences. Reading about
history. Understanding nail infections
Writing about the past. Reviewing
structures.
Identifying names of musical
instruments.Using the Present Perfect
Tense. Identifying deceptive words.
Understanding technical instructions.
Expressing an opinion.
Identifying names of flowers; the
meaning of must and should.
Recognizing an institution and a
symbol. Using the passive voice.
Writing about festivities.
Identifying public signs. Talking
about a trip by planes. Using
indefinite pronouns; other; another.
Identifying the pronunciation of oa;
oo; ou; ue; ui. Understanding the
136
Active Voices
alphabet of aviation. Analyzing a
song. Reviewing structures.
METODOLOGIA DA DISCIPLINA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA
INGLÊS
Metodologia desenvolvida na contextualização de estruturas, funções da
linguagem e vocabulário, por meio de assuntos de interesse dos alunos dessa faixa
etária.
Comunicação oral, por meio de atividades em duplas ou em grupos, enfatizando
a interação aluno/aluno e professor/aluno.
Prática de leitura e produção de textos de diferentes gênero discursivos:
literários, científicos, informativos, entre outros, integrando comunicação escrita e oral.
Projetos extracurriculares que oferecem aos alunos a oportunidade de transferir
seus conhecimentos lingüísticos para outras áreas de conhecimento.
AVALIAÇÃO
Na oralidade deverão levar em consideração o conhecimento da língua, a
interação por meio do domínio da habilidade de leitura, através da compreensão oral e
produção de texto.
Na leitura espera-se que o aluno seja capaz de ler, interpretar, compreender a
mensagem transmitida em vários tipos de textos como literários, científicos,
propagandas, entrevistas.
Na escrita o aluno deverá produzir textos de acordo com sua faixa etária,
demonstrando seu conhecimento em relação à organização das idéias com coerência e
clareza.
BIBLIOGRAFIA
LIBERATO, Wilson. English in formation. São Paulo: FTD, 2005.
“Construindo futuros brilhantes”
137
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação.
Diretrizes curriculares de Língua Estrangeira Moderna para o Ensino
Fundamental. Curitiba, 2006.
MORENO, Eliete Canese; FARIA, Rita Brugin. Start Up. São Paulo. Ática, 2005.
“Construindo futuros brilhantes”
138
ESCOLA ESTADUAL GUARAITUBA – ENSINO FUNDAMENTAL
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR
CELEM - ESPANHOL
Rua Carlos Alberto Dugonski, 76.
Jardim Viviane – Colombo – PR
E-mail: [email protected]
Autorização de funcionamento: Resolução n.° 3739/82
Reconhecimento do curso: Resolução n.° 550/91.
Fone: 3666-3335
COLOMBO
MARÇO- 2007
“Construindo futuros brilhantes”
139
8.2.1 ESPANHOL
APRESENTAÇÃO
Tendo em vista que o Brasil é o único país da América do sul que não fala
espanhol, e que apesar de exercer certa liderança entre seus visinhos, é uma ilha
idiomática, é mais viável, por ser minoria, se adaptar do que exigir uma adaptação de
todo o restante da comunidade sul-americana.
Um outro motivo para se ensinar língua espanhola é o fato de o espanhol se o
segundo idioma culturalmente mais falado do mundo (por mais de 400 milhões de
pessoas), perdendo apenas para o inglês, inclusive talvez seja essa a razão a qual as
escolas prefiram o inglês em sua grade curricular. Hoje com a globalização e a acirrada
concorrência do mercado de trabalho é perfeitamente viável até necessária a oportunizar
o ensino de mais um idioma muito absolvido pelo mercado profissional.
Um outro aspecto que pesa a favor do ensino de língua espanhola é a
semelhança estrutural com a língua portuguesa, aspecto devido ao fato de ambos os
idiomas derivarem do latim, isso de certa forma, facilita a aprendizagem e atrai o
discente, por despertar sua curiosidade.
Podemos dizer que com essa nova oferta de ensino podemos melhorar o
currículo das escolas e principalmente dos alunos, intensificar o intercambio cultural
com nossos visinhos e evoluir na formação de cidadãos competitivos e eficientes.
OBJETIVOS GERAIS
•
Fazer com que o aluno conheça aspectos culturais de outros paises sulamericanos;
•
Fazer com que o aluno conheça um pouco da cultura espanhola;
•
Desenvolver a compreensão de textos escritos em espanhol;
•
Desenvolver a escrita de pequenos textos em espanhol;
•
Compreensão auditiva de canções hispânicas e pequenos diálogos;
•
Praticar diálogos simples como: saudações, despedidas, apresentações, e
agradecimentos;
•
Perceber a importância da Língua espanhola para o mundo globalizado;
“Construindo futuros brilhantes”
140
•
Aprender diferenças gramaticais importantes entre o português e o espanhol;
•
Aprender classes de palavras importantes como, por exemplo: verbos,
pronomes, artigos, numerais, e outras.
•
Entender porque é tão importante estudar espanhol.
CONTEÚDO POR PERÍODO/ SEMESTRE
1º PERÍODO
•
•
Introdução ao espanhol;
 Breve apanhado histórico sobre o, idioma castelhano;
El alfabeto
•
Saludos despedidas y formas de agradecimientos;
 Diálogos formal e informal;
•
Pronombres personales;
•
Verbos ser y estar en presente de indicativo;
•
Vocabulario: las profesiones;
•
Verbos: tener y llamarse en presente de indicativo;
•
Vocabulario: objetos del aula;
•
Los artículos y contracciones;
•
Guantanamera (música);
•
Conociendo España – sistema de gobierno, moneda, y pasiones como: toreadas y
fútbol
•
Películas españolas
•
A causa de que el español es tan hablado
•
Introducción a la literatura española
 Miguel de Cervantes
2º PERÍODO
•
Verbos regulares en presente del indicativo
 Verbos regulares de 1ª conjugación
 Verbos regulares de 2ª conjugación
“Construindo futuros brilhantes”
141
 Verbos regulares de 3ª conjugación
•
Vocabulario: El vestuario
•
los mese del año
•
Los números ordinales y cardinales
•
Sustantivos y adjetivos
•
Verbos ir y venir
•
Variaciones lingüísticas entre el español de España y de América
•
La Argentina
•
Instante – Jorge Luís Borges -(poema)
•
Vocabulario grados de parentescos
•
Los adjetivos posesivos
•
Películas españolas
•
•
La diferencia de pronuncia de ll entre Argentina, España y Honduras
Muy y mucho
•
Las horas
•
Vocabulario: los deportes
•
Simón Bolívar – Por la igualdad
•
Conversaciones en español
3º PERÍODO
•
El pretérito imperfecto de indicativo de los verbos regulares
•
Vocabulario: los animales
•
El futuro imperfecto del indicativo de los verbos regulares
•
Los adjetivos posesivos
•
Los pronombres posesivos
•
Vocabulario: cosas que hay en el barrio
•
Pesos y medidas
•
•
•
El uso de e (en vez de y)
El uso u (en vez de o)
La revolución española
•
El Régimen totalitario de Francisco Franco
“Construindo futuros brilhantes”
142
•
La pintura y los pintores españoles
 Guernica - Pablo Picazo
 El entierro del Conde de Orgaz - El Greco
•
El presente de indicativo – irregulares especiales
•
Películas españolas
•
Los pronombres reflexivos
•
Pablo Neruda – Canto General - y el Chile
•
Conversaciones en español
•
Verbo gustar – presente de indicativo
•
El acento tónico (I)
4º PERÍODO
•
El pretérito imperfecto de indicativo
•
El acento tónico (II)
•
Vocabulario: los deportes
•
El pretérito perfecto simple – verbos regulares
•
El pretérito perfecto compuesto – verbos regulares
•
España después de Franco
•
España y la iglesia católica
•
Películas españolas y el cine Español
 Pedro Almodóvar
•
El acento tónico (III)
•
La revolución en América
 El Che
 Cuba de Fidel
•
Vocabulario – La naturaleza
•
Expresiones populares
•
Los pronombres posesivos
•
Conversiones en español
•
Reglas especiales de acentuación
“Construindo futuros brilhantes”
143
METODOLOGIA DA DISCIPLINA DE L.E.M. ESPANHOL
A condução da disciplina de língua espanhola deverá sempre ser feita de forma,
que o professor retome os aspectos fundamentais: de pronuncia, compreensão auditiva e
sobre tudo a fala; para que os conhecimentos básicos sejam gradativamente, aula a aula,
gravados na memória do aluno.
O professor deverá, sempre que possível, falar em espanhol para passar segurança para
o aluno, servir de exemplo estimulá-lo a tentar falar, fazê-lo perder a inibição natural de
quem está começando a estudar uma segunda Língua.
O uso de filmes de produção espanhola e/ou hispânica é fundamental na
familiarização da cultura estrangeira, assim como: música e textos literários. Alem de
utilizar esse material alternativo é necessário que o professor cite exemplos e direcione
possibilidades de enriquecimento, para despertar a curiosidade e o interesse do aluno,
estendendo assim a aprendizagem para além da sala de aula.
Estipular momentos de conversão durante a aula é uma das maneiras de desinibir
o aluno, e na medida em que os alunos vão percebendo um avanço, a necessidade de
crescimento se tornará automática entre eles, além disso, esses momentos dinamizarão a
aula.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
A avaliação deve ser feita no decorrer de cada aula o professor deve atentar-se
para as percepções do aluno sobre o novo idioma, mas para formalizar o processo de
avaliação e fazer com que o aluno estude mais é pertinente fazer avaliações oral e
escrita: provas relatórios sobre filmes, pesquisas, interpretações musicais, etc.
O processo de avaliação deve priorizar mecanismos que percebam se o aluno
está envolvido com a nova Língua e tentando pensar no novo idioma, produzindo
enunciados escritos ou falados sem tentar relacionar com o idioma português.
BIBLIOGRAFIA
Diretrizes curriculares de Língua Estrangeira Moderna para o Ensino
Fundamental. Curitiba, 2006.
“Construindo futuros brilhantes”
144
GARCÍA, María De Los Ángeles J.; HERNÁNDEZ, Josephine Sánchez. Espñol sin
fronteras – 2ª edição vol.1. curso de lengua española ed scipione – São Paulo 2000.
GARCÍA, María De Los Ángeles J.; HERNÁNDEZ, Josephine Sánchez. Espñol sin
fronteras – 2ª edição vol.2. curso de lengua española ed scipione – São
BRUNO, Fátima Cabral; MENDOZA, Maria Angélica – Hacia el Español. 5ªedição –
São Paulo: Saraiva 2001
EQUIPE DE PROFESSORES DA UNIVESIDADE DE SALAMANCA Español Para
Todos vol. 2 pg. 80São Paulo: Ática 2003.
Pequeno dicionário brasileiro: espanhol-português, português-espanhol .Oficina de
textos, 1997.
HERMOSO, Alfredo Gonzáles - Conjugar es fácil en español de España y de
América. Ed. Edelsa.
www.multipla escolha.com.br.
www.cidadao.correioweb.com.br.
www.pareomundoqueeuquerodecer.blig.com.br.
www.10entudo.com.br.
“Construindo futuros brilhantes”
145