Previsão Climática

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Previsão Climática
Diretoria de Meteorologia/Sala de Alerta
Análise das Condições Oceânicas e Atmosféricas Globais
CONDIÇÃO DE NEUTRALIDADE NO PACÍFICO EQUATORIAL PODERÁ EVOLUIR PARA UM EVENTO LA NIÑA
COM FRACA INTENSIDADE
Os modelos de previsão de anomalias das águas superficiais e profundas do Oceano Pacífico
Equatorial continuam indicando o desenvolvimento do fenômeno La Niña até o final de 2016, porém
com perspectivas de apresentar fraca intensidade e possível declínio já no início de 2017. O campo
de anomalia da temperatura da superfície do mar (TSM), que nada mais é do que a diferença entre
a TSM atual e a sua média histórica, mostra a ocorrência de anomalias negativas no Pacífico
equatorial central e leste e no Pacífico Sul, enquanto as regiões tropicais do Pacífico, tanto norte
quanto sul, e no Pacifico equatorial oeste mostram anomalias positivas de temperatura. Também são
observadas anomalias positivas de TSM no Pacífico Norte.
O Oceano Atlântico mostra anomalias fracas de TSM na região tropical. A região subtropical
do Atlântico Sul possui anomalias negativas. Enquanto a parte norte desse oceano apresenta valores
positivos, que próximo à costa do Canadá atingem valores superiores a 4°C.
ANÁLISE DAS CONDIÇÕES OCEÂNICAS e ATMOSFÉRICAS GLOBAIS.
As condições oceânicas e atmosféricas mostram uma situação de neutralidade na região
equatorial do Oceano Pacífico, no que se refere ao fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS), com o
declínio do Índice Oceânico Niño (ONI) para 0,7°C no último trimestre (AMJ) e uma transição para a
condição de La Niña no último mês. No Atlântico Tropical, as atuais condições também são de
neutralidade em relação às anomalias da temperatura ao norte e ao sul do Equador, o que foi
consistente com a atuação da Zona de Convergência Intertropical em torno de sua posição
climatológica.
Figura 4: Anomalia de precipitação de Julho de 2016.
PREVISÃO DAS CHUVAS PARA O TRIMESTE AGOSTO A OUTUBRO DE 2016
A previsão climática por consenso para ASO/2016 indica maior probabilidade do total
trimestral de chuva ocorrer na categoria dentro da faixa normal climatológica no extremo norte da
Região Norte, ficando a segunda maior probabilidade na categoria abaixo da faixa normal, com a
seguinte distribuição: 25%, 40% e 35% para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal
climatológica, respectivamente. As demais áreas do País (área cinza do mapa) apresentam baixa
previsibilidade neste trimestre ou se encontram em seu período de estiagem, o que implica igual
probabilidade para as três categorias. É importante mencionar que, climatologicamente, agosto é o
último mês do principal período chuvoso para o leste da Região Nordeste, o que indica um período
chuvoso de abril a agosto deficiente, com grande impacto na disponibilidade hídrica da Zona da Mata.
Previsão de Chuva: A previsão indica igual probabilidade para as três categorias.
Climatologicamente, agosto é o último mês do principal período chuvoso para o leste da Região
Nordeste. Portanto, há pouca possibilidade de reversão do atual cenário de déficit pluviométrico.
Em agosto é normal à ocorrência de ressacas no litoral leste, devido à intensificação dos ventos
alísios de sudeste no Hemisfério Sul.
Temperatura: Normal a acima da normal climatológica para toda a Região.
Climatologia: O trimestre que compreende os meses de agosto a outubro marca o final do período chuvoso
no leste da Região (ainda poderá ocorrer chuva intensa num curto espaço de tempo) e o início da chuva em
outubro no extremo sul da Região. No sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e no sul e oeste da Bahia. No
semiárido persistem as condições de estiagem. Em agosto é normal à ocorrência de ressacas no litoral leste,
devido à intensificação dos ventos alísios de sudeste no Hemisfério Sul.
Em agosto, os valores máximos de chuva oscilam entre 120 mm e 210 mm no litoral leste do Rio Grande do
Norte e litoral dos Estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Valores inferiores a 10 mm ocorrem no Piauí,
centro, sul e leste do Maranhão, centro, sul e oeste do Ceará, oeste dos Estados do Rio Grande do Norte,
Paraíba e Pernambuco, centro e oeste da Bahia.
Em setembro, os valores máximos variam de 60 mm a 120 mm em Alagoas, Sergipe e leste dos Estados
do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Valores inferiores a 10 mm ocorrem no Piauí, Ceará,
quase todo o Maranhão, centro e oeste dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia.
Em outubro, os valores máximos oscilam entre 120 mm e 180 mm no sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e
no oeste e litoral da Bahia.
Valores inferiores a 10 mm ocorrem no Ceará, Rio Grande do Norte, centro e oeste da Paraíba, de
Pernambuco, oeste de Alagoas e de Sergipe, norte e centro-leste do Piauí e norte dos estados do Maranhão e
Bahia.
O período é caracterizado pela persistência de temperaturas mínimas relativamente baixas em agosto
e aumento gradativo a partir de setembro.
Em agosto, os valores máximos acima de 33ºC, ocorrem no Piauí, centro, sul e leste do Maranhão,
centro, sul e oeste do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte e de Pernambuco, noroeste da Paraíba e da Bahia.
Em setembro e outubro, os máximos acima de 36ºC ocorrem no Piauí, centro, sul e oeste do Ceará e oeste do
Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Durante o período os valores mínimos ocorrem entre 12ºC e 15ºC, nas
regiões serranas dos Estados do Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Bahia, podendo ficar inferior a 10ºC em
localidades isoladas nas regiões serranas da Bahia.
Sala de Alerta – SEMARH/AL
Maceió, 11 de agosto de 2016.