Cantanhede não quer “perder um cêntimo” de apoio

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Cantanhede não quer “perder um cêntimo” de apoio
4 | especial |
diário as beiras | 28-01-2015
20.º aniversário AD ELO
quem somos
RA AD ELO - Associação
de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego é uma associação privada sem fins lucrativos
criada em 9 de junho de
1994. O seu objeto social
é o “desenvolvimento local e regional integrado,
através de uma dinamização socioeconómica
e cultural, mediante o
apoio às atividades produtivas e prestação de
serviços nos domínios
da formação profissional,
dos recursos humanos,
da difusão de informação, animação local, mediação entre entidades,
apoio técnico e avaliação
de ações”.
A área de intervenção
da AD ELO corresponde
a um território que apresenta fortes laços institucionais, económicos
e culturais, bem como,
uma unidade geográfica
coerente. Cantanhede,
Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Montemor-oVelho, Penacova e Vagos
são os concelhos abrangidos pela associação
que tem sede em Cantanhede.
Devido aos muitos estrangulamentos que subsistem neste território, a
AD ELO pretende, com a
sua ação, atuar em áreas tão diversas como a
criação e implementação
de estruturas de apoio ao
desenvolvimento económico, ações de sensibilização/animação dos
agentes económicos e
dos promotores de desenvolvimento social e
intervenção ao nível da
exclusão social e inserção de grupos desfavorecidos. Neste sentido,
foram definidos domínios
de atuação, contemplando setores de inegável
importância, abertos ao
financiamento e à animação de projetos de base
local/regional, coerentes
com os estrangulamentos e potencialidades
existentes.
Cantanhede não quer “perder
um cêntimo” de apoio comunitário
O presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, João Moura, está convicto de que, no próximo Quadro Comunitário de Apoio,
“continuaremos a ter este tipo de iniciativas através das associações de desenvolvimento local”.
Que balanço faz desta parceria com a AD ELO?
O balanço que faço é sempre muito positivo. Estas
associações de desenvolvimento local têm um papel
estruturante naquilo que é
o desenvolvimento harmonioso do território. Diria
que acabam por identificar e apoiar um conjunto
de projetos, micro projetos, que de outra forma
não seriam apoiados ao
nível regional e, muito
menos, ao nível nacional.
Este efeito que tem, não só
económico, mas do conjunto de projetos que visitámos hoje, escolhidos
em várias vertentes, seja
na parte cultural, seja na
parte da ação social ou na
parte económica, de apoio
às empresas. Tudo isto é
identificado no âmbito
destas associações de desenvolvimento local, que
pulverizam o território de
um conjunto de apoios que
depois têm um reflexo na
dinamização económica.
Oxalá, e é essa a convicção
que eu tenho, que no próximo Quadro Comunitário
de Apoio continuaremos a
ter este tipo de iniciativas
através destas associações
de desenvolvimento local.
Arquivo-Carlos Jorge Monteiro
João Moura, presidente da Câmara Municipal de Cantanhede
Foram visitados projetos
distintos. A versatilidade da
atuação da AD ELO é também uma mais-valia?
Nós fazemos uma cobertura, não só do território, mas
também na diversificação
do tipo de apoios, seja refe-
rente à ação social – visitámos uma IPSS –, ao nível do
apoio a uma associação musical, ou à reabilitação urbana, e fizemos isso na escola
de Vila Nova. Há aqui uma
abrangência muito grande e
uma diversidade que dá res-
postas que são necessárias a
vários níveis e que hoje nós
tanto necessitamos.
Sem o apoio da AD ELO seria
possível concretizar estes
projetos?
A convicção que eu tenho
é que a grande maioria dos
projetos – estamos a falar
de pequenos projetos –
nunca seriam apoiados
ao nível regional e muito
menos ao nível nacional.
Por isso é que, nessa descentralização dos vários
órgãos de decisão, estas
associações têm este enquadramento e um papel
importantíssimo.
Quais são as expetativas
do município para o próximo Quadro Comunitário de
Apoio?
Em relação ao município,
eu coloco sempre a fasquia
alta, temos uma equipa na
câmara municipal que lida
diretamente com este dossiê. Nós olharemos atentamente os regulamentos
que vão surgindo e, portanto, tudo aquilo que seja
enquadrável nas várias tipologias de investimento,
não queremos perder um
cêntimo de apoio comunitário. Eu diria que vamos
a jogo sempre com a expetativa de poder captar o
máximo de fundos e, com
isto, contribuir para o desenvolvimento que se pretende para todo o concelho
de Cantanhede.
| Joana Santos
Pachelo dos Leitões valoriza produto endógeno da região
111 Jorge Simão e o irmão, António Simão, decidiram investir na Pachelo dos
Leitões “num período baixo da economia nacional”.
Com um investimento total
de 138.90 euros, foi possível criar o espaço da sede
da empresa com o apoio de
110.340,79 euros.
Dos investimentos feitos
destaca-se a criação de um
novo espaço de preparação/
comercialização e de apoio à
promoção do referido produto endógeno, ou seja, o
leitão. “A AD ELO foi uma
grande ajuda que tivemos
a nível monetário”, refere
Jorge Simão, que garante
ter valido a pena o investimento. O plano financeiro
aprovado contemplou obras
de construção, aquisição de
equipamentos e consultadoria.
Refira-se que o projeto
foi inscrito na medida de
Criação e Desenvolvimento de Microempresas que,
segundo Mário Fidalgo, da
AD ELO, tem grande procura. A medida previu que
fossem criados dois postos
de trabalho. Este ramo de
negócio não é novo para os
dois irmãos, uma vez que já
tinham uma suinicultura.
Pachelo dos Leitões recebeu
110.340,79 euros para a construção
da sede da empresa
“De algum modo, este projeto veio na sequência da
suinicultura”, refere Jorge
Simão, acrescentando que é
um projeto “a longo prazo”.
“Valeu muito a pena”, acrescentou ainda o proprietário,
no dia da visita da AD ELO à
Pachelos dos Leitões.
O nome escolhido para a
empresa conta uma história
de cerca de 120 anos, relacionada com o bisavô dos irmãos Jorge e António Simão.
Inaugurado em dezembro
de 2013, o estabelecimento Pachelo dos Leitões está
localizado em Enxofães, na
freguesia de Murtede.
20.º aniversário AD ELO | especial | 5
28-01-2015 | diário as beiras
Escola centenária de Vila Nova de Outil Edifício sede da Associação
Musical da Pocariça recuperado
transformada em centro de convívio
111 O edifício da antiga
escola primária de Vila Nova
de Outil acaba de ser convertido num centro de convívio
dirigido às pessoas idosas da
União de Freguesias de Portunhos e Outil. A parceria
com a AD ELO permitiu que
dos 86.750 mil euros investidos, o projeto fosse apoiado
em 52.050 mil euros.
O pedido de apoio teve
como objetivo requalificar
este edif ício quase centenário, nomeadamente
com a construção de casas
de banho, construção de
uma copa para preparação
das refeições já confecionadas, colocação de telhado, revestimento dos pisos,
recuperação das paredes
interiores e exteriores, colocação de portas e janelas
e construção de acessos
para os utentes portadores
de deficiência. Neste caso,
houve a preocupação de ser
mantida a fachada original
da infraestrutura.
“A ajuda da AD ELO é crucial para a implementação
de projetos de valor arquitetónico que beneficiem as
Nova infraestrutura terá
capacidade para acolher
30 idosos
freguesias”, afirmou Paulo
Santos, presidente da União
de Freguesias de Portunhos
e Outil. O autarca justificou
a importância da obra devido à “grande incidência de
idosos na freguesia”. Prevêse ainda que, através da valorização do edif ício, seja
agora possível impulsionar
ações de dinamização para
a terceira idade, jovens e
crianças promovendo assim
um maior envolvimento de
gerações.
O centro de convívio, que
ainda não foi inaugurado,
tem capacidade para cerca
de 30 idosos. Prevê-se que o
espaço entre em funcionamento no próximo mês. A
União de Freguesias de Portunhos e Outil irá recorrer a
voluntários e está prevista
a realização de uma parceria com a Fundação Ferreira
Freire (Portunhos) com o
objetivo de por o centro de
convívio em funcionamento. “Apostámos em mobiliário novo e de qualidade”,
esclarece Paulo Santos, que
acrescenta que a sala será
climatizada no sentido de
aumentar o conforto aos
utentes.
111 As obras no edif ício-sede da Associação
Musical da Pocariça arrancaram em novembro
de 2010. Com um investimento total de 206.525,02
euros, a coletividade conseguiu concretizar os seus
projetos com o apoio de
154.893,77 euros. Refira-se
ainda que a Câmara Municipal de Cantanhede contribuiu com 50 mil euros.
Este projeto visou aumentar a ação da Associação Musical da Pocariça na
arte teatral e no ensino das
artes musicais, nomeadamente através da melhoria
das suas instalações e da
aquisição de novos equipamentos, instrumentos
musicais e uma viatura.
O plano financeiro aprovado contemplou as obras
de construção, a aquisição
de instrumentos musicais
e viatura.
António Leitão, presidente da Associação Musical
da Pocariça, aproveita para
fazer uma retrospetiva daquilo que foi o processo
de candidatura e de rea-
Coletividade centenária
adquiriu viatura e melhorou
instalações
lização de obras. “O valor
global apresentado em
outubro de 2010, foi de
231.247,98 euros, que incluiu obras de recuperação e reabilitação, aquisição de instrumentos,
aquisição de uma viatura
para transporte de instrumentos, aquisição de
fardamento e aquisição
de equipamento de luz e
som”, revela.
“A AD ELO foi fundamental e as pessoas que lá trabalham deram um grande
contributo na ajuda à nossa candidatura”, revela An-
tónio Leitão, reforçando
que “se não fosse a AD ELO,
as obras não se faziam”.
Recorde-se que o financiamento foi aprovado em
março de 2010 e as obras
arrancaram em novembro
de 2010. “O apoio monetário da Câmara Municipal
de Cantanhede, que custeou os diversos projetos,
constituiu um fundo de
maneio importante”, concluiu António Leitão.
A Associação Musical da
Pocariça assinalou – no dia
1 de janeiro – 100 anos de
atividade ininterrupta.
Prodeco reforça apoio
à infância e à terceira idade
Magnus Tempu’s deu novo espaço
gastronómico à cidade
1 1 1 A Prodeco (Progresso e Desenvolvimento
Covões) encontra-se a concluir o terceiro projeto, que
beneficia de apoio no âmbito do PRODER LEADER. O
investimento total dos três
projetos candidatos foi de
28.901,48 euros, tendo, a associação, recebido uma verba de 21.676,11 euros.
Com este pedido de apoio,
a Prodeco adquiriu novos
equipamentos de modo a
ampliar e reforçar a sua oferta e cuidados nas áreas da
infância e dos idosos, dando
uma melhor resposta às necessidades no que respeita ao
apoio à infância e à terceira
idade. “Se não fossem estes
programas, não seria possível concretizar os projetos”,
afirma Adelaide Almeida,
diretora técnica da Prodeco.
Refira-se que, no âmbito
deste apoio, foi adquirido
mobiliário lúdico-didáctico
para as salas das crianças e
para o refeitório, já na vertente do apoio domiciliário
111 A empresa Magnus Respectus, Unipessoal, Lda criou recentemente
um novo espaço de restauração na cidade de Cantanhede com o apoio da AD
ELO. O investimento total
foi de 98.644,56 euros e o
montante de apoio recebido foi de 59.186,74 euros.
O Magnus Tempu’s assume-se como um restaurante tipo tradicional, com
uma proposta de ofertas
que diferem das que são
apresentadas na cidade de
Cantanhede. “A AD ELO
é importante no sentido
em que nos permite fazer
coisas adicionais”, refere
Alberto Terrível, proprietário do restaurante.
O plano financeiro aprovado contemplou obras de
construção, a aquisição de
equipamentos e consultadoria.
Desta forma, o espaço dá
grande destaque à gastronomia tradicional local,
apesar de não esquecer
Associação está agora
a concluir obras na zona
do lar
foram adquiridos recipientes gastronómicos e kits de
apoio domiciliário, materiais próprios e específicos
de transporte de refeições.
Foi também adquirida uma
carrinha para efetuar o apoio
domiciliário, o que vai permitir melhorar e aumentar
a sua capacidade de resposta
neste serviço.
De acordo com Adelaide
Almeida e Maria Filomena
Miraldo, presidente da Prodeco, o espaço da zona do
lar está a ser requalificado.
“O projeto engloba também
o alargamento da cozinha
e do refeitório, nesta zona”,
explica ainda a diretora técnica. As dirigentes da associação manifestam a vontade
de requalificar o edifício do
lar e construir uma nova ala,
mas a obra só avança se houver apoios. “Se não tivermos
mais apoios, nós não conseguimos”, revelam.
Recorde-se que a Prodeco
tem 57 funcionários e mais
de 100 utentes em todas as
valências.
Restaurante quer
diferenciar-se da oferta que
já existe em Cantanhede
outros pratos alternativos. O grande objetivo do
proprietário da empresa
é diferenciar-se dos restantes restaurantes que
existem em Cantanhede,
associado à vontade de
elevar a qualidade e sabor da gastronomia local,
incluindo o bom vinho
da região. O atendimento
personalizado é outra das
características do Magnus
Tempu’s. O restaurante,
localizado no centro da ci-
dade de Cantanhede, contempla ainda um serviço
de salão de chá, pastelaria
e bar, “com um ambiente agradável e um serviço
de excelência”, de acordo
com o proprietário. Recentemente foi também
criado um serviço com a
entrega ao domicílio das
refeições confecionadas
no restaurante, particularidade que distingue o
espaço dos restantes do
concelho.
4 | especial |
diário as beiras | 12-08-2014
20.º aniversário AD ELO
quem somos
RA AD ELO - Associação
de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego é uma associação privada sem fins lucrativos
criada em 9 de Junho de
1994. O seu objeto social
é o “desenvolvimento local e regional integrado,
através de uma dinamização socioeconómica
e cultural, mediante o
apoio às atividades produtivas e prestação de
serviços nos domínios
da formação profissional,
dos recursos humanos,
da difusão de informação, animação local, mediação entre entidades,
apoio técnico e avaliação
de ações”.
A área de intervenção da
AD ELO corresponde a
um território que apresenta fortes laços institucionais, económicos
e culturais, bem como,
uma unidade geográfica
coerente. Cantanhede,
Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Montemor-oVelho, Penacova e Vagos
são os concelhos abrangidos pela associação
que tem sede em Cantanhede.
Devido aos muitos estrangulamentos que subsistem neste território, a
AD ELO pretende com a
sua ação atuar em áreas tão diversas como: a
criação e implementação
de estruturas de apoio ao
desenvolvimento económico; ações de sensibilização / animação dos
agentes económicos e
dos promotores de desenvolvimento social;
intervenção ao nível da
exclusão social e inserção de grupos desfavorecidos. Neste sentido,
foram definidos domínios
de atuação contemplando sectores de inegável
importância, abertos ao
financiamento e à animação de projetos de base
local/regional, coerentes
com os estrangulamentos e potencialidades
existentes.
“AD ELO é uma
associação
insubstituível”
Presidente da Câmara Municipal da Mealhada elogia o trabalho dos
técnicos da AD ELO
DB-Fotos de Carlos Jorge Monteiro
Investimento
9.298,08€
Sandra Morais, ao centro, sublinha a importância desta resposta
Rui Marqueiro, à direita, sublinha a importância do trabalho da AD ELO para o desenvolvimento da região
Qual a importância da AD
ELO para a Mealhada?
A AD ELO é uma associação muito importante no
contexto dos quatro municípios que tem servido.
Foi uma instituição que se
criou, felizmente há vários
anos, num contexto de
grande unidade dos municípios com as políticas diferenciadas e que se tem mantido, crescido e ajudado ao
desenvolvimento local e
regional, uma vez que estamos todos na região Centro.
A sua atuação tem sido importantíssima nas áreas social e económica. A AD ELO
tem vindo a desenvolver um
papel preponderante no desenvolvimento de cada um
dos quatro municípios que
a compõem e, por isso, os
municípios também têm
tentado preservar esta instituição de alguns pequenos ataques. Às vezes, quem
tem êxito é invejado. Posso
garantir que a AD ELO tem
crescido, sustentadamente.
Gostaria de deixar um elogio aos primeiros técnicos
que lá conheci, Mário Fidalgo e António Santos, que
praticamente começaram
com a AD ELO sozinhos e
hoje têm uma organização
modelar e modular.
Neste caso, o concelho da
Mealhada sai a ganhar…
Saem todos. Montemoro-Velho, Penacova, Cantanhede e Mealhada saem a
ganhar. Tivemos oportunidade de ir a fundos que, se
não fosse a atuação da AD
ELO não os teríamos tido.
Protegemos alguns dos nossos investidores do mundo
agrícola, as IPSS, o Bussaco... Os investimentos têm
sido muito diversificados,
de acordo com os regulamentos que vão saindo
nos diversos mecanismos
de apoios financeiros. A
AD ELO é, de facto, uma associação insubstituível no
quadro destes quatro municípios.
Quais são as expetativas do
concelho para o novo quadro comunitário?
Vamos ver, eu nunca gosto de falar por antecipação.
Vamos esperar o programa
regional e esperar os programas temáticos nacionais. Acho que vai haver
uma certa evolução no sentido social, educação, isto
é, políticas imateriais. Nós
estamos muito virados para
destaque
R Dos 24 projetos
aprovados, dois não
avançaram por desistência dos promotores
R Nove do total dos
projetos aprovados já
estão concluídos
R O maior número de
projetos aprovados no
concelho está relacionado com respostas
sociais
o obreirismo, fazer obra, e
admito que haja aqui uma
transição um bocadinho
dif ícil por parte dos municípios, mas julgo que estes tenham a flexibilidade
suficiente para aproveitarem os fundos que vão ser
colocados à disposição. O
Governo tem que ver o país
de uma perspetiva única. Se
acha que os municípios se
devem dirigir para a educação, saúde, políticas sociais,
políticas de integração, de
coesão. O nosso dever é ajudar. | Joana Santos
IPSS de Barcouço
distribui “refeições
quentinhas”
ao domicílio
111 O isolamento de
uma carrinha para transporte de refeições ao domicílio foi o que motivou
a candidatura apresentada pelo Jardim de Infância
Dra. Odete Isabel. No total, o projeto representou
9.298,08 euros de investimento, dos quais 6.973,56
euros resultaram de outros
apoios.
Sandra Morais, técnica de
Serviço Social da Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) sediada
em Barcouço (concelho da
Mealhada), garante que a
candidatura apresentada
pela AD ELO “acelerou o
processo de isolamento da
carrinha”.
Para além do isolamento
da referida viatura, foram
criadas divisões específicas
que permitem transportar
roupa e utensílios de higiene.
“A segunda fase deste projeto constitui em contactar
fornecedores para permitir
a aquisição das caixas iso-
térmicas”, acrescenta Sandra Morais.
A concretização do projeto “Refeição quentinha
no seu lar”, que ainda está
em execução, resulta, sem
dúvida, numa “melhoria
da qualidade do serviço
prestado pela instituição
de solidariedade social”,
como reconheceu Mário
Fidalgo, diretor executivo
da AD ELO.
O Jardim de Infância Dra.
Odete Isabel foi fundado
em 1981 e tem diversas valências dirigidas à infância.
– creche, jardim de infância
e Centro de Atividades de
Tempos Livres (CATL). Mas
também não esqueceu a
população da terceira idade a quem presta o Serviço de Apoio Domiciliário
(SAD) e centro de dia.
De acordo com Sandra
Morais, o SAD tem, atualmente, 25 utentes, numa
freguesia que também se
debate com o envelhecimento da sua população
residente.
20.º aniversário AD ELO | especial | 5
12-08-2014 | diário as beiras
Investimento
219.479,75 €
Investimento
113.164,77€
Investimento
73.794,97€
Fernando Correia (ao centro), diz que tem havido muita procura
Cristina Luxo explica as respostas existentes no espaço
Paulo Júlio reconhece que um dos segredos está na qualidade
Fundação Mata do
Buçaco recuperou
casas de antigos
guardas florestais
Quinta de Lograssol
está equipada para
receber hóspedes
de todo o mundo
Tás Ca Larica
junta o conceito
de hamburgueria
aos petiscos
111 Inseridas no conjunto patrimonial e natural da Mata do Buçaco, as
antigas casas dos guardas
florestais são agora espaços
de turismo rural. Em 2010,
a Fundação Mata do Buçaco
iniciou o projeto Casas do
Buçaco – Turismo no Espaço
Rural com a candidatura ao
PRODER.
Com um investimento total de 219.479,75 euros, o
projeto consistiu na reabilitação de quatro das antigas
casas dos guardas florestais,
nomeadamente Casa das
Ameias, a das Lapas, a da Feteira e a de Serpa, de modo
replicado. “Todo o espaço
interior foi requalificado”,
revela Fernando Correia,
presidente do conselho diretivo da Fundação Mata
do Buçaco. Para além da
recuperação física, o apoio
de 131.687,85 euros serviu também para adquirir
equipamentos para as quatro casas serem habitáveis.
“O projeto encontra-se na
fase final”, garante Fernan-
111 A Quinta de Lograssol, outro dos projetos que recebeu a ajuda da
AD ELO, situa-se na aldeia
de Lograssol, a três quilómetros da Mealhada.
A candidatura submetida em 2012 teve como
objetivo adquirir todo
o equipamento para a
quinta de modo a poder
receber hóspedes. O investimento total do projeto
foi de 113.164,77 euros,
dos quais 56.582,39 euros
correspondem a apoios diversos.
A casa principal, que ainda preserva a sua fachada
oitocentista, reconstruída pela primeira vez em
1870, constitui o ex-libris
da Quinta de Lograssol.
Em 2012, a casa sofreu
obras de reabilitação, em
que foram mantidos a fachada original e o logradouro.
A Quinta de Lograssol
dispõe de seis quartos
equipados com TV, ar condicionado, aquecimento
111 “A comparticipação foi bastante importante para o alívio financeiro”,
garante Paulo Júlio, proprietário da Tás Ca Larica,
um estabelecimento de
restauração localizado na
rua Dr. José Cerveira Lebre,
na Mealhada.
Inaugurada em 2011, a
Tás Ca Larica junta o conceito de hamburgueria
aos petiscos tradicionais
da gastronomia regional.
O projeto Tás Ca Larica
teve um investimento total de 73.794,97 euros e
recebeu 44.276,98 euros
de apoio.
“Sinto a empresa completamente sólida”, assume
o proprietário do espaço,
revelando que consegue
“manter uma faturação
muito estável”.
Paulo Júlio adianta ainda que, quando recebeu o
apoio financeiro, “o projeto já estava a andar”. Aberta
há três anos, os proprietários da Tás Ca Larica garantem continuar a trabalhar
do Correia. De acordo com
o presidente da Fundação
Mata do Buçaco, as Casas do
Buçaco têm tido “bastante
procura”, resultando numa
taxa de ocupação entre 60
a 70 por cento. “Venham as
famílias”, convida Fernando
Correia, explicando que este
é um projeto que pretende
evitar a degradação deste
património e de obter aproveitamento turístico.
Classificado como Imóvel de Interesse Público, o
conjunto monumental do
Buçaco mobiliza uma riqueza patrimonial de exceção. Ao núcleo central
formado pelo Palace Hotel
do Bussaco e pelo Convento
de Santa Cruz juntam-se as
ermidas de habitação, as capelas de devoção e os Passos
que compõem a Via Sacra, a
Cerca com as Portas, o Museu Militar e o monumento
comemorativo da Batalha
do Bussaco, os cruzeiros,
as fontes e as cisternas, os
miradouros ou as casas florestais.
central e casa de banho
privativa – comodidades
dos tempos atuais que os
clientes procuram e valorizam, mas que não colidem com a história que
as suas paredes ainda conservam.
No exterior, para além
de uma piscina, existe um
grande jardim que convida a relaxar e a esquecer as
dificuldades do dia a dia.
“Este é o primeiro verão
que estamos a receber
hóspedes”, revela Cristina Luxo, proprietária da
Quinta de Lograssol.
Com o espaço inscrito em
alguns portais de reservas
na Internet, a quinta tem
recebido hóspedes, maioritariamente, provenientes
do estrangeiro com destaque para França, Bélgica e
Holanda. Porém, russos e
australianos também fazem parte da lista de clientes que começam a descobrir este espaço turístico
que consegue “casar” tradição com modernidade.
com os mesmos produtos
de qualidade com que iniciaram o negócio. O que,
como reconhecem, também contribui para o sucesso da casa.
Paulo Júlio revela também que “este negócio
foi montado por causa da
crise”. O proprietário da
Tás Ca Larica explica que
a candidatura apresentada pela AD ELO permitiu
obter um apoio financeiro
para “fazer obras completas num espaço que estava totalmente devoluto”.
Embora o espaço já tenha
adquirido clientes fixos
durante toda a semana, é
ao fim de semana que se recebe, mais clientes de fora
da Mealhada.
Afinal, é ao fim de semana
que as famílias aproveitam
para passear e descobrirem
alguns dos recantos e espaços existentes nesta região
Centro, nomeadamente na
Mealhada onde a mata e os
seus sabores se apresentam
como cartões de visita.
4 | especial |
diário as beiras | 13-10-2014
20.º aniversário AD ELO
quem somos
RA AD ELO - Associação
de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego é uma associação privada sem fins lucrativos
criada em 9 de Junho de
1994. O seu objeto social
é o “desenvolvimento local e regional integrado,
através de uma dinamização socioeconómica
e cultural, mediante o
apoio às atividades produtivas e prestação de
serviços nos domínios
da formação profissional,
dos recursos humanos,
da difusão de informação, animação local, mediação entre entidades,
apoio técnico e avaliação
de ações”.
A área de intervenção da
AD ELO corresponde a
um território que apresenta fortes laços institucionais, económicos
e culturais, bem como,
uma unidade geográfica
coerente. Cantanhede,
Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Montemor-oVelho, Penacova e Vagos
são os concelhos abrangidos pela associação
que tem sede em Cantanhede.
Devido aos muitos estrangulamentos que subsistem neste território, a
AD ELO pretende com a
sua ação atuar em áreas tão diversas como: a
criação e implementação
de estruturas de apoio ao
desenvolvimento económico; ações de sensibilização/animação dos
agentes económicos e
dos promotores de desenvolvimento social;
intervenção ao nível da
exclusão social e inserção de grupos desfavorecidos. Neste sentido,
foram definidos domínios
de atuação contemplando setores de inegável
importância, abertos ao
financiamento e à animação de projetos de base
local/regional, coerentes
com os estrangulamentos e potencialidades
existentes.
Concelho de Mira está a preparar
um Plano de Ação Local
Mira 20/20 será o plano estratégico de desenvolvimento para o futuro, destaca Raul Almeida, que elogia o trabalho da AD ELO
Arquivo-Jot’Alves
Que balanço faz desta parceria com a AD ElO?
O balanço é muito positivo. Durante estes anos houve uma grande colaboração
e vários projetos realizados
no nosso território, quer
na área social quer na área
empresarial, e que tem tido
impacto e repercussão nas
nossas populações. Considero uma parceria bastante
interessante.
Os projetos que foram visitados são bastante distintos...
Visitámos três projetos:
na área social, no desporto e associativismo e na
área empresarial. De forma transversal pudemos
ver onde pode chegar a AD
ELO e que a sua colaboração pode chegar às mais
diversas situações.
Sem o apoio da AD EL0
seria possível concretizar
estas ideias?
Estas associações de desenvolvimento local são
sempre importantes e se
não fosse a AD ElO teria
que haver uma outra associação. Mas a AD ELO tem
cumprido, na íntegra, as
suas funções. O acordo de
parceria para os próximos
anos prevê, precisamente,
e privilegia estas associações, de base local, para o
desenvolvimento das regiões e de territórios mais
pequenos.
Raul Almeida, presidente da Câmara Municipal de Mira
Quais são as expetativas
do concelho para o próximo
quadro comunitário?
Começámos na semana
passada a preparar um
Plano de Ação Local, que
consiste num plano estratégico para os próximos
anos, que se chama “Mira
20/20”. Entrámos agora na
fase de diagnósticos e estamos a ouvir várias entidades, vários partidos, várias
forças políticas, Juntas de
Empresa Centrolub-Representações, Lda realizou obras na sede
Freguesia, empresários...
Após a fase de diagnósticos, nós vamos integrar
todos os contributos e
ideias nesse Plano de Ação
Local. Esse plano vai-nos
dar um contributo para
fundamentação dos projetos e daquelas ideias que
nós temos porque é uma
visão estratégica, global e
enquadrada naquilo que
nós pretendemos. Portanto,
pede-se às entidades ges-
destaque
RDos pedidos de apoio
aprovados, 19 são oriundos de entidades que
pertencem ao concelho
de Mira
R De um investimento total de 2.109.183,58 euros, 1.254.304,64 euros
foram comparticipados
Associação de Idosos Mirense concretizou a
remodelação do edifício, em colaboração com a AD ELO
toras dos projetos, nomeadamente a CCDR e outras
entidades, para aprovarem
os projetos que privilegiam
esse enquadramento do desenvolvimento estratégico
e essa fundamentação. Esse
documento será um documento estratégico para estes próximos anos e lanço
o repto a toda a população
para participar com as suas
ideias e contributos.
| Joana Santos
ACRSM, do Seixo, adquiriu carrinha
com apoio da AD ELO
20.º aniversário AD ELO | especial | 5
13-10-2014 | diário as beiras
Centrolub já vende anticongelante para Espanha
1 1 1 A realização de
obras na sede da empresa Centrolub-Representações, Lda foi um dos
aspetos que foi possível
concretizar na sequência
do trabalho desenvolvido em conjunto com a AD
ELO. Pouco tempo depois
de submeterem a candidatura, que aconteceu em
2012, os irmãos – e sócios
– Luís Santos e Juan Santos
trocaram as “instalações
primárias” que tinham
por um espaço que acompanha o crescimento da
empresa.
O i nv e s t i m e n t o t o t a l
de 188.534,57 euros, dos
quais 93.423,90 euros foram apoios, serviu tam-
bém para a aquisição de
equipamento e serviço de
consultadoria. Refira-se
que quase todo o equipamento adquirido para
a empresa foi comprado
em Portugal. Contudo,
por estarem a assistir ao
crescimento do seu mercado, os proprietários do
Centrolub querem agora
mais do que os 580 metros quadrados atuais e
manifestam a intenção de
adquirir o terreno contíguo à sua sede, localizada
na zona industrial de Mira
(polo II).
Fundada em 2003 com o
objetivo de acrescentar valor no negócio dos lubrificantes para o setor auto-
DB-Joana Santos
móvel na zona Centro do
país, a Centrolub arriscou
lançar uma marca própria
no ano de 2008. “Começámos a ver que o mercado
podia absorver uma marca
nossa”, revela Juan Santos, acrescentando que “as
coisas proporcionaram-se
e alavancámos o projeto
V8”, um anticongelante.
Em Portugal, os melhores
mercados da Centrolub estão nas cidades de Braga,
Bragança e Mirandela.
Atualmente, a empresa
tem um novo projeto que
consiste no “enchimento
de produtos lubrificantes”. Nesta área, a Centrolub já conquistou um
cliente em Espanha. J.S.
Dois projetos para a Associação
Cultural e Recreativa do Seixo
DB-Joana Santos
Centrolub lançou
uma marca própria em 2008
Associação de Idosos Mirense
pode receber mais utentes
DB-Joana Santos
Associação criou
uma escola de música
111 Para além de ter
conquistado apoio para a
concretização do projeto
“Cultura e Movimento para
Todos”, a Associação Cultural e Recreativa do Seixo
também viu aprovada a
candidatura para o projeto
“Desporto e Movimento para
Todos”. Devido ao trabalho
desenvolvido em colaboração com a AD ELO, esta associação conseguiu, entre
outras coisas, criar uma escola de música.
No caso do projeto ligado
à cultura, o montante de investimento, que consiste em
41.614,44 euros, dos quais
31.210,83 euros são provenientes de apoios, permitiu
a esta coletividade adquirir
uma viatura e equipamento
para duas salas de trabalho
podendo, assim, alargar as
suas atividades à prestação
de outros serviços básicos
à população, melhorando
as condições de vida, em
termos de acesso à cultura,
desporto e outros serviços.
Refira-se que a candidatura
ao projeto “Cultura e Movimento para Todos” foi submetida em 2010.
Já em 2013, a Associação
Cultural e Recreativa do
Seixo submeteu uma nova
candidatura para o projeto “Desporto e Movimento
para Todos”, que também
foi aprovada. “O segundo
projeto não era para ter
sido aprovado”, revelou Luís
Rocha, presidente da Associação Cultural e Recreativa
do Seixo. O plano financeiro
aprovado permitiu a realiza-
ção de obras de beneficiação
do Polidesportivo do Seixo,
transformando-o numa infraestrutura segura e sustentável para a realização de diversas atividades recreativas,
lúdicas e desportivas. Desta
forma, estão reunidas condições para incentivar hábitos
de vida saudáveis, reforçar
a igualdade de oportunidades e potenciar inclusão e
integração social. Refira-se
que o investimento total
foi de 32.165,15 euros, dos
quais 24.123,86 resultam de
apoios.
Em jeito de balanço, Luís
Rocha admitiu que os apoios
recebidos pela Associação
Cultural e Recreativa do Seixo trouxeram “novas coisas
e permitem criar cidadania
ativa”. J.S.
Associação realizou obras
de remodelação do edifício
111 Passou de 56 para
64 o número de utentes que
pode integrar a Associação
de Idosos Mirense. Num
estreito trabalho desenvolvido com a AD ELO, a associação conseguiu realizar
obras de remodelação no
edifício.
“Sem a AD ELO não era
possível fazermos o que fizemos aqui”, garante Cristina
Pintassilgo, diretora técnica
da Associação de Idosos Mirense. Para a concretização
do projeto “Requalificação
das instalações das três respostas sociais da Associação de Idosos Mirense” foi
preciso um investimento
de 89.807,57 euros, do qual
67.355,67 euros resultou de
apoio. A candidatura foi enviada em 2012.
Com o objetivo de dar
cumprimento à legislação
em vigor, as áreas que receberam intervenção, Associação de Idosos Mirense,
foram a estrutura residencial, o Centro de Dia e o
SAD (Serviço de Apoio ao
Domicílio). Para além do
aumento da capacidade de
utentes, através da criação
de novas divisões, Cristina Pintassilgo explica que
também a cozinha sofreu
remodelações. Embora a
capacidade de receber
utentes tenha aumentado,
a lista de espera não para
de aumentar. “Atualmente,
temos 61 utentes”, revela
Cristina Pintassilgo.
No entanto, segundo a
diretora técnica, ainda há
muito por fazer na Associação de Idosos Mirense.
Tornar o jardim, que envolve o edif ício, mais aberto
para o exterior e substituir
o sistema de rega que existe
atualmente constituem algumas dos projetos a serem
concretizados num futuro
próximo.J.S.
4 | especial |
diário as beiras | 18-10-2014
20.º aniversário AD ELO
quem somos
RA AD ELO - Associação
de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego é uma associação privada sem fins lucrativos
criada em 9 de Junho de
1994. O seu objeto social
é o “desenvolvimento local e regional integrado,
através de uma dinamização socioeconómica
e cultural, mediante o
apoio às atividades produtivas e prestação de
serviços nos domínios
da formação profissional,
dos recursos humanos,
da difusão de informação, animação local, mediação entre entidades,
apoio técnico e avaliação
de ações”.
A área de intervenção da
AD ELO corresponde a
um território que apresenta fortes laços institucionais, económicos
e culturais, bem como,
uma unidade geográfica
coerente. Cantanhede,
Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Montemor-oVelho, Penacova e Vagos
são os concelhos abrangidos pela associação
que tem sede em Cantanhede.
Devido aos muitos estrangulamentos que subsistem neste território, a
AD ELO pretende com a
sua ação atuar em áreas tão diversas como: a
criação e implementação
de estruturas de apoio ao
desenvolvimento económico; ações de sensibilização/animação dos
agentes económicos e
dos promotores de desenvolvimento social;
intervenção ao nível da
exclusão social e inserção de grupos desfavorecidos. Neste sentido,
foram definidos domínios
de atuação contemplando setores de inegável
importância, abertos ao
financiamento e à animação de projetos de base
local/regional, coerentes
com os estrangulamentos e potencialidades
existentes.
Tecido empresarial do concelho
revela-se “muito dinâmico”
Emílio Torrão está preocupado com as linhas de financiamento do Portugal 2020. Autarca enaltece o trabalho da AD ELO
DB-C.T.
Como está a decorrer a parceria com a AD ELO?
Com este executivo, a que
eu presido, há um ano de
colaboração. O resultado
é a melhor relação que se
possa ter. Tenho um grande
respeito pelo seu trabalho,
porque tem um conhecimento do território muito
fino. Isso faz com que possamos através da AD ELO
financiar projetos de valorização do território, com
grande impacto nas pequenas comunidades, através
do apoio a microempresas,
associações e instituições
sociais, entre outras. O que
é muito relevante na economia local.
Qual foi o investimento no
concelho?
O investimento total neste
quadro [período de 2007 a
2013] é de seis milhões de
euros, com uma comparticipação de 3.6 milhões de
euros. Logo por aqui se vê
o impacto que teve. A valorização da pessoa enquanto
membro de uma comunidade é fundamental para o
bem-estar das pessoas, não
esquecendo que estamos
num concelho predominantemente rural como o
é Montemor-o-Velho.
Montemor tem o maior o
maior número de projetos…
Dos 220 pedidos de apoio
à AD ELO, o concelho tem
73 projetos. Tem muito a
ver com a capacidade técnica que esta entidade tem de
motivar e elucidar as pessoas. E, sobretudo, de fazer
Visita à Associação Cultural da Ereira
Emílio Torrão, presidente da Câmara de Montemor-o-Velho
com que elas apresentem
candidaturas bem estruturadas e bem-feitas. Uma
outra vertente, mais-valia
do nosso tecido empresarial, são as nossas empresas são muito dinâmicas.
Aguentaram-se nesta crise.
A propósito, o recente levantamento que fizemos,
dá nota de que temos muitas microempresas no concelho. Também o trabalho
das associações é verdadeiramente notável para a
comunidade. É feito para
voluntários e deve ser valorizado, faz criar o espírito
comunitário e identitário
do concelho.
Quais são as expetativas
para o próximo quadro de
fundos comunitários (Portugal 2020 )?
O que nos preocupa mais
são as linhas de apoio às
associações e pequenas entidades locais. Não há uma
linha muito esclarecida.
Se o governo central não
consegue chegar às pessoas
com muita facilidade, a câmara também tem as suas
dificuldades de chegar. Por
sua vez, as juntas de fregue-
Misericórdia alargou apoio domiciliário
destaque
RD os 220 pedidos de
apoio aprovados, 73
projetos são oriundos
de entidades que pertencem ao concelho de
Montemor-o-Velho
RCorrespondem a um
investimento total de
6.093.356,20 euros,
tendo uma comparticipação de 3.634.729,57
euros
Mahor Track apostou nas energias renováveis
sias estão mais próximas,
mas quem está verdadeiramente em interação com as
pessoas são as associações.
Estas associações fazem um
trabalho social, cultural de
preservação dos costumes
e tradições locais, que é
verdadeiramente notável.
Como tal, estas entidades
têm de ser apoias. E, como
disse, não existe uma linha
muito clara e, sobretudo,
não se vislumbra uma vontade muito determinada
em fazer o apoio que estas
associações e entidades merecem. | Cláudia Trindade
Soltotal tem novas instalações
20.º aniversário AD ELO | especial | 5
18-10-2014 | diário as beiras
DB-C.T.
Associação realizou
obras que eram prementes
no edifício
DB-C.T.
Unidade industrial fica
pronta até ao final do ano
Mahor Track instalou mais de 600 sistemas
Associação Cultural e Social da Ereira
fotovoltaicos no distrito de Coimbra
mobiliza centenas de pessoas
1 1 1 Onde quer que
vá, a Associação Cultural,
Desportiva e Social da
Ereira (ACDSE) garante a
casa cheia. Na sede, não
há iniciativa que seja um
fracasso. Antes pelo contrário, a coletividade mobiliza centenas de pessoas,
desde associados até aos
próprios habitantes da freguesia. “Somos a capital
da gastronomia”, afirma o
presidente da coletividade.
No entanto, a ACDSE carecia de uma intervenção premente, no edifício da sede.
“A obra era urgente. Tínhamos graves problemas na
associação. O apoio da AD
ELO foi fundamental”, assevera o presidente da ACDSE,
Fernando Contente.
A operação, num investimento total de 38.683,20
euros, apoiada em
29.012,40 euros, resultou
na recuperação do telha-
do do salão e do palco, recuperação do pavimento,
constituído por tacos de
madeira (substituição de
alguns tacos, afagamento e
envernizamento integral)
e pintura geral do edif ício
sede. Incluiu ainda substituição de computadores
existentes, com sete anos de
atividade, dois nos serviços
administrativos e quatro no
espaço net dirigido à população. C.T.
111 O projeto da Mahor
Track - Construções de Metalomecânica (fabrica equipamentos e componentes
para energias renováveis)
fica concluído em dezembro deste ano. Com um
montante de investimento
de 253.821,05 euros, apoiado em 152.292,63 euros
consiste na criação de uma
unidade industrial apta à
produção de equipamentos,
estruturas, componentes,
destinados à produção de
energia eléctrica fotovoltaica e também estruturas para
estufas para a atividade hortofrutícola. “O investimento
que tivemos, apoiados pela
ADE LO, e o movimento que
estamos a criar faz-nos pensar que certamente teremos
de aumentar”, afirma Nélio
Marques, responsável da
empresa.
A Mahor Track é responsável pela difusão dos painéis
solares no concelho de Montemor-o-Velho. De realçar
DB-C.T.
Instituição adquiriu
uma viatura de transporte
que no distrito de Coimbra
já instalou mais de 600 sistemas fotovoltaicos, em que
cada um tem uma média de
30 painéis solares. Também
na linha da frente, está a sua
produção de equipamentos
de armazenamento e impedimento de contaminação da água, entre outros,
que servem a agricultura e
podem ser exportados. “O
nosso objetivo é continuar
a crescer”, assevera Nélio
Marques. C.T.
DB-C.T.
Novas instalações da
Soltotal melhoraram
a sua funcionalidade
Santa Casa da Misericórdia
aumentou apoio domiciliário
Soltotal: uma empresa
orientada para o futuro
111 A Santa Casa da Misericórdia de Montemor-oVelho com o apoio da ADE
LO conseguiu alargar o seu
serviço de apoio domiciliário nas freguesias de Montemor, Gatões, Liceia e Seixo.
Antes chegava a 47 utentes,
hoje apoia 66 pessoas. Não
obstante, reforçou este serviço já existente através de
aquisição de novos equipamentos de transporte de
alimentos e limpeza.
O plano financeiro apro-
111 “Promover a utilização e intervir na renovação
das fontes energéticas em
Portugal, sendo uma empresa com os olhos no presente
e orientada para o futuro”.
Este é o objetivo principal da
Soltotal – Fabricação de Aparelhos e Captação de Energia
Solar. “É de louvar o apoio
que nos foi dado pela AD
ELO. Cá estamos para levar a
empresa a bom porto”, afirma o gerente da empresa
vado permitiu a aquisição
de equipamentos (máquina
de lavar roupa e aspiradores
industriais, entre outros) e
uma viatura (transporte de
alimentos e limpeza). Tratou-se de um investimento
total de 34.628,91 euros,
dos quais 25.971,68 euros
foram apoiados. “Gostava
de elogiar a maneira como a
AD ELO nos tratou. Sabemos
que houve uma alteração no
percurso [questões burocráticas], mas ainda bem”, afir-
ma Manuel Carraco dos Reis.
O provedor realça que o
próximo passo, para o qual
são igualmente necessários
fundos, é a colocação de um
telhado novo no edifício da
sede. O atual data de 1886
e os problemas que lhe estão confinados são muitos.
“Precisamos à volta de dois
milhões de euros [obras no
telhado, rede elétrica, canalização]. Está tudo desatualizado”, elucidou Manuel
Carraco dos Reis. C.T.
Alcides Fonseca.
Através do apoio da ADE
LO, a empresa tem novas
instalações. Desde 2008,
está sedeada no Parque de
Negócios da Carapinheira.
O montante do investimento foi de 297.560,00 euros,
do qual 178.536,00 euros
resultou em apoio. As obras
permitiram, para além da
melhoria da funcionalidade, instalar uma linha de
trituração de modo a poder
transformar qualquer tipo
de resíduo florestal, agrícola em granulado e, desta
forma, ter a capacidade de
aumentar a produção. “Recebemos os desperdícios
de madeira e de outras indústrias e transforma-os em
combustível [pellets para
aquecimento]”, explica Alcides Fonseca. A Soltotal, que
foi totalmente concebida
pelo empresário, só embala
a sua própria marca. C.T.
10 | especial |
diário as beiras | 26-11-2014
20.º aniversário AD ELO
quem somos
RA AD ELO - Associação
de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego é uma associação privada sem fins lucrativos
criada em 9 de Junho de
1994. O seu objeto social
é o “desenvolvimento local e regional integrado,
através de uma dinamização socioeconómica
e cultural, mediante o
apoio às atividades produtivas e prestação de
serviços nos domínios
da formação profissional,
dos recursos humanos,
da difusão de informação, animação local, mediação entre entidades,
apoio técnico e avaliação
de ações”.
A área de intervenção
da AD ELO corresponde
a um território que apresenta fortes laços institucionais, económicos
e culturais, bem como,
uma unidade geográfica
coerente. Cantanhede,
Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Montemor-oVelho, Penacova e Vagos
são os concelhos abrangidos pela associação
que tem sede em Cantanhede.
Devido aos muitos estrangulamentos que subsistem neste território, a
AD ELO pretende com a
sua ação atuar em áreas tão diversas como: a
criação e implementação
de estruturas de apoio ao
desenvolvimento económico; ações de sensibilização/animação dos
agentes económicos e
dos promotores de desenvolvimento social;
intervenção ao nível da
exclusão social e inserção de grupos desfavorecidos. Neste sentido,
foram definidos domínios
de atuação contemplando setores de inegável
importância, abertos ao
financiamento e à animação de projetos de base
local/regional, coerentes
com os estrangulamentos e potencialidades
existentes.
Apoios são “fundamentais”
na garantia das respostas sociais
Humberto Oliveira realça o “enorme crescimento” das PME’s do concelho que, através do apoio do programa LEADER AD ELO,
conseguiram criar mais de 35 postos de trabalho. O presidente da Câmara de Penacova reforça a importância dos “mecanismos de
resposta social”
Arquivo-Luís Carregã
destaque
REntre os 220 projetos
comparticipados, 32
pertencem ao concelho
de Penacova
RPedidos correspondem
a um investimento global
de 2.797.382,71 €, sendo
que 1.690.005,34€ são
financiados pelos fundos
comunitários
RPrograma LEADER AD
ELO permitiu a criação
de mais de 35 postos de
trabalho no concelho
Humberto Oliveira atribui “nota 10” ao trabalho desenvolvido no concelho pela AD ELO, ao longo dos últimos anos
Qual a importância dos
apoios comunitários e da
parceria com a AD ELO para o
desenvolvimento das PME’s
da região?
São extremamente relevantes para a região. O apoio,
através do programa LEADER AD ELO, é, de facto,
fundamental na melhoria
das condições de competitividade dos micro negócios
do concelho e nos investimentos realizados na área
social. O crescimento destes
projetos é notório… Estes
fundos são a alavanca financeira que as nossas empresas
precisam para se consolidarem. O balanço é claramente
positivo.
A área social é uma das
principais beneficiárias
deste investimento…
Tendo em conta a conjuntura económica que atravessamos, esta vertente adquire
uma maior importância.
Neste momento, grande parte do suporte social exercido no concelho é garantido
pelas IPSS’s. Este programa
permitiu colmatar algumas
lacunas nos apoios à terceira
idade, nomeadamente nas
freguesias do Lorvão e Sazes
do Lorvão. Agora, o Município de Penacova está coberto
com as respostas sociais que
consideramos imprescindíveis num contexto de crise.
setor como uma das instituições mais capazes na
avaliação e apoio ao tecido
económico. Não posso deixar de salientar o trabalho
desenvolvido por esta associação que, nos últimos
anos, tem provado sempre
que é uma garantia de qualidade e eficácia.
Que nota atribuiria à intervenção da AD ELO na região,
nos últimos anos?
Nota 10! A AD ELO é reconhecida pelas entidades do
O que espera do novo quadro
comunitário de apoio?
Aguardamos com expetativa pelos regulamentos do
novo quadro comunitário
Portugal 2020. Estes apoios
são essenciais para alavancar a nossa economia local e
sustentar o desenvolvimento
do concelho. Temos carências em todas as áreas em
que se perspetiva que haja
investimentos europeus: requalificação e regeneração
urbana – em particular, no
Lorvão e S. Pedro de Alva –;
requalificação da rede de
escolas; e no reforço do saneamento da rede de água.
| Bernardo Neto Parra
(em estágio)
AD ELO afirma-se como “facilitador do desenvolvimento”
111 "Estamos em constante crescimento. Nos últimos anos, com a nossa
capacitação técnica, temos
conseguido aproveitar todos
os quadros comunitários
de apoio e trazer mais fundos para a região”, garante,
orgulhoso, Mário Fidalgo,
coordenador da equipa técnica da associação que, por
esta altura, comemora duas
décadas de funcionamento.
Desde que foi fundada,
num momento em que “a
região não tinha qualquer
organização deste género”,
a AD ELO já “contribuiu”
para um investimento total de cerca de 50 milhões
de euros, traduzindo-se
em mais de cinco centenas de postos de trabalho.
De acordo com o responsável, o balanço das últimas
duas décadas “não podia
ser mais positivo”: “Estas
microempresas têm dificuldade em captar apoios
comunitários e, graças ao
trabalho de todos os nossos técnicos, essa distância tem vindo a diminuir”,
explica.
“Nós só procuramos ser
estimuladores do investimento, facilitadores do desenvolvimento...”, concluiu
Mário Fidalgo. B.N.P.
DB-Carlos Jorge Monteiro
20.º aniversário AD ELO | especial | 11
26-11-2014 | diário as beiras
Penascrita “domina” a
contabilidade do concelho
Aparício Morais e Filhos apostam
num novo espaço de exposição
DB-Carlos Jorge Monteiro
Novas instalações
da empresa destacam-se
pela modernidade
Investimento implicou
a criação de mais
um posto de trabalho
111 Aberta há mais de
12 anos, a empresa Penascrita – contabilidade e Fiscalidade, Lda desenvolve,
há mais de um mês, as suas
atividades na nova sede,
localizada na Figueira do
Lorvão. Construídas com
recurso ao programa LEADER AD ELO, as instalações
“modernas e revitalizadas”
representaram um investimento total de 114.132,72
euros, sendo que 45.653,09
foram financiados através
de fundos comunitários.
Três gabinetes “muito
bem equipados” e dois
“colaboradores dedicados”
são os números do projeto
gerido por Luís Rodrigues,
que garante fornecer serviços de qualidade à “maioria
das empresas do concelho”.
Para além destas valências,
a Penascrita “oferece” um
serviço de papelaria, onde
fornece material escolar e
de escritório. “Em muitos
destes materiais, as grandes
superfícies já não compensam”, frisa o responsável.
“Não é só a comunidade
local que colabora connosco, temos mais de 20
empresas do distrito de
Coimbra que nos procuram no apoio financeiro e
burocrático”, explica Luís
Rodrigues. O gerente confessa, ainda, o desejo de
consolidar o negócio, de
forma a que seja possível
empregar “mais gente do
concelho”. B.N.P.
Antiga escola primária
transformada em lar de idosos
111 “Alargamento do
Espaço de Exposição”. Foi
este o título dado à candidatura aos apoios da Aparício Morais e Filhos Lda que,
dentro em breve, terá um
gabinete de arquitetura e
design de interiores e um
gabinete de confeção de
cortinados.
O “espaço privilegiado”
completamente envidraçado, que inclui, também,
uma sala de reuniões, permitirá aos clientes o visio-
namento do fabrico dos
cortinados.
Localizado na localidade de Telhado, o projeto,
financiado em 49.083,77
euros, contou com um investimento de 98.167,54
euros. O plano financeiro
aprovado pela AD ELO contemplou obras de construção. O apoio comunitário
resultou na criação de mais
um posto de trabalho (contratação de um arquiteto)
na empresa, onde colabo-
ram já cinco pessoas.
Empresário há quase
três décadas, Aparício Rodrigues Santos, proprietário do negócio, revela
o segredo do seu sucesso:
“Para vingar nesta área, os
empresários precisam de
ter muita cabeça e de saber o que querem e o que
não querem”. “Os clientes
querem ver coisas novas,
querem ser surpreendidos”,
adianta Aparício Rodrigues
Santos. B. N. P.
Restaurante Casimiro: receita do
sucesso ganhou novo ingrediente
Centro de Bem Estar
Social da Freguesia
de Figueira de Lorvão
foi o promotor
do pedido de apoio
Humberto Oliveira atesta
qualidade do restaurante
111 Também na área
social, o programa LEADER
AD ELO dá “provas de qualidade e eficiência”. Com um
investimento de 199.817,53
euros, a antiga escola primária de Contenças, situada em Sazes de Lorvão, deu
lugar ao novo lar de idosos
da freguesia.
O polo, cujos serviços centrais são prestados a partir
da sede da instituição em
Figueira de Lorvão – a cozinha, lavandaria e serviços
administrativos –, acolhe 17
utentes no lar e 20 idosos
no centro de dia. De portas abertas desde janeiro, a
instituição presta cuidados
domiciliários a seis utentes
todos os dias.
De acordo com Luís Rodrigues, coordenador do polo,
os equipamentos são “de
uma qualidade e modernidade exemplares”. Todas as
camas do lar de idosos são
articuladas, garantindo a
comodidade e segurança
dos idosos que residem na
instituição de Sazes de Lorvão.
O projeto, que se traduziu
na criação de 11(!) novos
postos de trabalho, foi comparticipado em 149.863,15
euros. Refira-se que o plano
de reconstrução do espaço
contou com o apoio direto
do Município de Penacova. “Esta localidade estava
carenciada de algumas
respostas sociais”, explica
Humberto Oliveira. B. N. P.
111 O empresário penacovense Casimiro Manuel
Oliveira Sousa, proprietário
do “famoso” restaurante “O
Casimiro”, juntou agora mais
um “ingrediente” à “receita”
que garante o sucesso deste
espaço há quase 14 anos: um
equipamento especializado
para confeção de leitão e cabrito.
O plano de modernização,
que contemplou obras de
construção, aquisição de
equipamentos e consultado-
ria, custou 83.305,86 euros,
sendo 41.652,93 euros deste
montante assegurado pelos
fundos europeus. O aumento da capacidade de oferta e
divulgação dos produtos endógenos estão no horizonte
do projeto, que permitiu a
contratação de mais um empregado.
“Isto é equipamento de
ponta. Estamos sempre empenhados em aumentar a
qualidade da nossa cozinha
e, claro, do cabrito e do leitão,
que são as nossas especialidades”, revela o proprietário.
Para Humberto Oliveira,
presidente da Câmara Municipal de Penacova e cliente
habitual daquele que é “um
espaço de referência” do concelho, testemunha a qualidade das receitas do “chef” Casimiro. “É importante investir
na gastronomia da região. Se
não formos nós a divulgar e
apostar nos nossos produtos,
ninguém o fará”, afirma o autarca. B.N.P.
4 | especial |
diário as beiras | 31-07-2014
20.º aniversário AD ELO
quem somos
RA AD ELO - Associação
de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego é uma associação privada sem fins lucrativos
criada em 9 de Junho de
1994. O seu objeto social
é o “desenvolvimento local e regional integrado,
através de uma dinamização socioeconómica
e cultural, mediante o
apoio às atividades produtivas e prestação de
serviços nos domínios
da formação profissional,
dos recursos humanos,
da difusão de informação, animação local, mediação entre entidades,
apoio técnico e avaliação
de ações”.
A área de intervenção da
AD ELO corresponde a
um território que apresenta fortes laços institucionais, económicos
e culturais, bem como,
uma unidade geográfica
coerente. Cantanhede,
Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Montemor-oVelho, Penacova e Vagos
são os concelhos abrangidos pela associação
que tem sede em Cantanhede.
Devido aos muitos estrangulamentos que subsistem neste território, a
AD ELO pretende com a
sua ação atuar em áreas tão diversas como: a
criação e implementação
de estruturas de apoio ao
desenvolvimento económico; ações de sensibilização / animação dos
agentes económicos e
dos promotores de desenvolvimento social;
intervenção ao nível da
exclusão social e inserção de grupos desfavorecidos. Neste sentido,
foram definidos domínios
de atuação contemplando sectores de inegável
importância, abertos ao
financiamento e à animação de projetos de base
local/regional, coerentes
com os estrangulamentos e potencialidades
existentes.
“A AD ELO revelou-se
competente e experiente”
O presidente da Câmara de Vagos, Silvério Regalado, elogiou o trabalho desenvolvido pela associação no seu concelho
DB-A.A.
Que balanço faz desta parceria com a AD ELO?
O balanço é extremamente positivo. Nós, numa primeira fase, não entrámos
na associação, mas fomos
convidados posteriormente para fazermos parte dos
parceiros locais. O que acabou por ser positivo, pois
vimos aprovados 19 projetos, o que representa um investimento de 1,8 milhões
de euros, os quais tiveram
a comparticipação de 1,2
milhões de euros. Um valor bastante significativo
para o concelho, pois foi
dinheiro que entrou diretamente na economia local.
Estamos a falar de projetos
na área social, empresarial
e turística, os quais obtiveram um apoio pequeno
em termos monetários mas
que são significativos pois
permitirão mais empregos.
Todos eles são microprojetos…
Sim, tem razão, mas estamos a falar de projetos
que para o investidor são
fundamentais e que sem
o respetivo apoio (dos 40
aos 75 por cento) não podiam ser realizados. Posso
mesmo dizer que seria de
todo impossível a sua concretização.
Podemos dizer que, sem
este apoio da AD ELO, mui-
destaque
R Dos 19 projetos
aprovados, dois acabaram por não avançar por desistência
dos promotores
RPlano Estratégico do
Concelho de Vagos foi
contratualizado com
a Universidade de
Aveiro
REstudo vai permitir
definir as áreas prioritárias de investimento
no concelho nos próximos 20 anos
Silvério Regalado, presidente da câmara de Vagos
tas destas iniciativas não
teriam passado de sonhos…
Foi fundamental o papel desta associação, pois
permitiu alavancar muitos
destes projetos. A AD ELO
relevou-se experiente, competente, tendo agora que
articular a nossa relação
futura.
Afinal, está aí quase o novo
quadro comunitário…
Vamos de ter conversar
para saber qual o tipo de
enquadramento que iremos ter daqui para a fren-
te. Para já, ainda são pouco
conhecidas as condições de
acesso às verbas. Vamos ter
de estudar as alternativas e,
com toda a certeza, tomar a
melhor solução para o concelho de Vagos.
Quais são as expetativas
do concelho para o novo
quadro comunitário?
As expetativas são bastante elevadas, apesar dele
vir a ser mais rigoroso. Isso
obrigar-nos-á a pensar em
investimentos com uma lógica reprodutiva. Estamos
pedidos de apoio aprovados no concelho de vagos
Promotor
Planalto das Agras - Soc. Agrícola, Lda
Palavras Lidas, Lda
Héctor José Domingues Carvalhais
Pauta de Sabores Restaurante Lda
Titocas - Unipessoal Lda
Trust IT - Consultoria e Sistemas Informáticos, Lda
Mimos do Bosque - Unipessoal, Lda
Tânia Saraiva Marques
Município de Vagos
Centro Social Paroquial de Calvão
Santa Casa da Misericórdia de Vagos
Comissão de Apoio Social e Desenvolvimento de Santa Catarina
Associação Boa Hora
Centro Social da Freguesia de Soza
Comissão de Apoio Social e Desenvolvimento de Santa Catarina
Centro Social Paroquial de Calvão
Associação Diferentes e Especiais
Total
já a trabalhar nessa matéria. Contratualizamos com
a Universidade de Aveiro
a realização de um estudo
que, em conjunto com a
sociedade civil, definirá o
Plano Estratégico do concelho de Vagos para os próximos 20 anos. Esse estudo
ajudará a definir as áreas
prioritárias de investimento no concelho.
Já há prioridades bem definidas?
Estamos numa fase de definição do trabalho, mas
Descrição
Central Fotovoltaica das Agras
Modernização e qualificação jornal “O Ponto”
Projecto de livraria e espaço didático em meio rural
Restaurante Pauta de Sabores
Livraria Titocas
Capacitação da Trust it “Pensar global, implementar local”
Capacitação de Empresa de Animação Turísta
Parque Campismo Rural “Nature Srª de Vagos”
“Criação do C3 - Centro de Cultura e Ciência”
Melhoria da qualidade dos serviços do C.Social e Paroquial de Calvão
Melhoria da qualidade dos serviços da Misericórdia de Vagos
Modernizar, Para Melhor Servir.
Usar, Continuar …
Capacitação do Serviço de Apoio Domiciliário
Constante Actualização / Sempra a actualizar
Reestruturação da Área SAD e Área de Apoio a Infância
Banco de Equipamento Adaptado e Grupo de Partilha ADE
o executivo já tem a ideia
dos projetos prioritários.
Mas não queremos condicionar a discussão e vamos
deixar que, no fim, sejam
tiradas as devidas conclusões. Não nos podemos esquecer que, em setembro
passado, nos candidatamos com um projeto político para a autarquia e que
foi aprovado pela maioria
da população. Portanto,
existem um conjunto de
obrigações que pretendemos levar a efeito.
| António Alves
Investimento total elegível
25.372,24 €
57.782,15 €
36.363,16 €
247.918,02 €
52.906,80 €
41.565,00 €
172.827,36 €
295.375,00 €
112.917,63 €
79.971,91 €
85.738,88 €
100.903,43 €
69.594,03 €
36.980,14 €
52.425,61 €
83.905,34 €
27.772,11 €
Apoio: Despesa Pública
10.148,90 €
34.669,29 €
21.817,90 €
148.750,81 €
26.453,40 €
24.939,00 €
103.696,42 €
177.225,00 €
67.750,58 €
59.978,93 €
64.304,16 €
75.677,57 €
52.195,52 €
27.735,11 €
39.319,21 €
62.929,01 €
20.829,08 €
1.580.318,81€
1.018.419,89€
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31-07-2014 | diário as beiras
Restaurante “O Barracão” vai dispor de novas instalações
111 Um sonho que está
prestes a ser concretizado.
É assim que Agostinho Oliveira, gerente do restaurante “O Barracão”, define
o projeto que abraçou a
meados do ano passado.
A partir do próximo ano,
este espaço de referência
gastronómica a nível nacional irá dispor de novas
instalações. Para que tal
fosse possível, a AD ELO
candidatou o investimento
e conseguiu que o mesmo
fosse contemplado com
um apoio de 60 por cento. “Se não houvesse este
apoio, muito dificilmente teríamos dado início à
obra”, afirmou o gerente
Agostinho Oliveira.
Com vista para o rio Boco,
o novo edif ício irá dispor
de uma sala para eventos
com capacidade para 180
pessoas, uma sala de refeições com 60 lugares e um
café/esplanada que poderá
ter 40 clientes. O objetivo é
deixar de pagar os alugueres do atual restaurante e
da quinta que usam para a
realização de eventos. “Felizmente, o nosso espaço já
não tem hipóteses de crescer mais”, afirmou.
O i nv e s t i m e n t o t o t a l
ronda os 250 mil euros,
contando com o apoio por
parte do PRODER – Subprograma 3 – Medida 3.1 e 3.2,
de 148 mil euros. Para além
da construção do novo
edif ício, esta verba servirá
também para a aquisição
de equipamentos, mobiliário, sistemas energéticos
e consultadoria.
Quando estiver pronto,
este restaurante terá de
aumentar o número de
postos de trabalho. “Neste momento, temos cinco
empregados, mas vamos
necessitar de aumentar o
nosso quadro até mais cinco pessoas”, disse.
Satisfeito com este projeto estava o presidente da
câmara. Para Silvério Regalado, o concelho disporá
de mais um restaurante de
qualidade, podendo desta
forma ajudar à dinamização turística de Vagos.
Investimento
247.918,02€
João Paulo Gonçalves, Agostinho Oliveira, Mário Fidalgo e Serafim Marques
Central fotovoltaica das Agras Misericórdia melhora serviços
Investimento
25.372,24€
Investimento
85.738,88€
Silvério Regalado, Ramiro Patrício e Mário Fidalgo
111 Ramiro Neves Patrício é “um dos maiores
agricultores” do concelho
de Vagos. Sediado em Ouca,
este pequeno empresário
especializou-se na área das
flores. Antúrios, cravos,
rosas, gerberas, estrelícias,
tulipas e margaridas são as
plantas produzidas e que,
na grande maioria, têm a
Espanha como destino.
A empresa, criada em
1990, já começou a diversificar a sua produção. Para
além das flores e da folhagem (monstera, ruscus, fetos, trefern, myraclaudios,
arálias, folhas de antúrio e
xanadu), Ramiro Patrício já
começou a produzir kiwis.
A associação à Kiwicoop
permite exportar quase
toda a produção da empresa. Ao todo, são 35 hectares
(campos de futebol) de produção que empregam “a
tempo inteiro” 18 pessoas.
Para reduzir a fatura elétrica, a sociedade do Planalto das Agras candidatou-se
a um dos subprogramas do
PRODER para a instalação
de um sistema fotovoltaico de cerca para produção
e venda de eletricidade à
rede pública, com vista a
diversificar a atividade
económica e originar uma
fonte de rendimentos constante.
O sistema permite poupar
entre 30 a 40 por cento da
fatura energética, o que no
Silvério Regalado, António Paulo Gravato e Mário Fidalgo
entender do responsável já
“é muito bom”. O não pagamento da eletricidade verde desde 2007 e o aumento
anual da fatura de cerca de
três por cento fizeram crescer os custos da sociedade.
O agricultor referiu que
este apoio foi fundamental para a concretização do
investimento, apesar de Ramiro Neves Patrício mostrar
vontade em “produzir mais
energia”. A nova legislação,
que permite investimentos
para o autoconsumo, poderá ajudar o produtor a fazer
novo investimento na área.
“Mas um apoio como este
também era fundamental”,
pediu aos responsáveis da
AD ELO.
111 Uma carrinha para
o transporte de seniores,
equipamento para o lar e
para o jardim de infância
e a introdução do sistema
de gestão da qualidade
foram os objetivos da candidatura apresentada pela
Santa Casa da Misericórdia
de Vagos. Ao todo, foram
mais de 86 mil euros de investimento que, segundo o
provedor, “são muito importantes” para o futuro da
instituição. Aliás, António
Paulo Gravato reconheceu
que, caso a candidatura não
tivesse sido aceite, “dificilmente avançaríamos” com
este projeto.
Com 55 anos de existência, a Santa Casa da Miseri-
córdia de Vagos dispõe de
uma estrutura residencial
que acolhe 53 seniores,
prestam apoio domiciliário a 30 cidadãos, dispõe
de duas creches com 133
crianças (113 na sede e as
restantes na zona industrial) e 88 alunos no ensino
pré-escolar.
A Misericórdia de Vagos tem ainda um Centro
Acolhimento Temporário
(CAT) para acolher 20 menores, do sexo feminino,
entre os 12 e os 18 anos,
eventualmente até aos 21
anos, que se encontrem em
situação de perigo.
A Cantina Social, uma empresa de inserção e o apoio
a carenciados são outras
das apostas desta entidade
que integra uma unidade
de fisioterapia. Ao todo, são
atendidos 150 utentes/dia
do concelho e municípios
vizinhos. “Apesar de ter capacidade para 200 utentes/
dia, não queremos perder
a qualidade do nosso serviço”, afirmou o provedor.
Silvério Regalado, presidente da câmara, elogiou o
trabalho desenvolvido pela
instituição, sendo mesmo
uma das maiores empregadoras do concelho. Mário
Fidalgo, diretor executivoda AD ELO, reconheceu o
esforço, pois o seu trabalho permite “dar melhor
qualidade de vida” aos seus
utentes.