“Páscoa Feliz!” Anabela Figueiredo

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“Páscoa Feliz!” Anabela Figueiredo
PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | MARÇO 2014 | Nº 179 | ANO 44 | 1,00 €
50
Anos
em foco
50 Anos
da Associação das
Aldeias de C rianças SOS
constrói o futuro
“Páscoa Feliz!”
testemunho
Anabela Figueiredo
Tomada de Posse dos novos Corpos Gerentes
Decorreu no passado dia 6 de Janeiro de 2014 a tomada de
posse dos novos corpos gerentes da Associação das Aldeias
de Crianças SOS de Portugal para o triénio 2014-2016.
Mesa da Assembleia Geral
Presidente: Eugénio José da Cruz Fonseca
Vice-Presidente: Luis Miguel Ribeiro Berger
Secretário: Eugénia Maria Duarte Nunes
Vogal Suplente: Carlos Manuel Nascimento de Magalhães Branco
Conselho Diretivo
Presidente: Filipe Marques Carnall
Vice-Presidente: Ana Cristina Lourenço Moreira Pinto Borges
Vice-Presidente: Alcina Maria Cleto Duarte da Costa Ribeiro
Vogal Efetivo: : Maria do Rosário de Meireles Ferreira Cabrita
Vogal Efetivo: SOS KDI representada por Peter Voelker
Vogal Suplente: Benvinda do Céu Parreira Vicente Neves
Vogal Suplente: Ana Bela Monteiro de Castro Afonso
Conselho Fiscal
Presidente: Carlos Pedro Machado de Sousa Góis
Vogal Efetivo: Luis Manuel David Soromenho de Alvito
Vogal Efetivo: Vânia Filipa Vieira Lages
Vogal Suplente: Maria Manuela Guerreiro Martins
Na ocasião, o novo Presidente da Mesa da Assembleia Geral,
Prof. Eugénio Fonseca tomou a palavra para agradecer aos
membros dos corpos gerentes cessantes a dedicação e o trabalho
realizado. Evocando a celebração em 2014 do 50º Aniversário
da Associação das Aldeias de Crianças SOS em Portugal
recorda que esta tem como objetivo principal da sua missão apoiar
as crianças desprotegidas providenciando-lhes um ambiente
familiar e a oportunidade de um crescimento harmonioso.
Referiu que hoje, passados 50 anos, há novas situações que
fragilizam as famílias portuguesas e que em casos extremos
levam ao afastamento das crianças do seio das suas famílias.
Naturalmente que as crianças deverão permanecer sempre
junto das suas famílias biológicas sempre que possível. É esse
o seu espaço privilegiado e natural, mas infelizmente são muitas
as causas que tornam necessárias instituições como as Aldeias
de Crianças SOS. Nas Aldeias de Crianças SOS as crianças
encontram um espaço de acolhimento, de carinho, um lugar onde
possam ver o mundo para além das suas injustiças e a esperança
de viver para além das dificuldades. Aqui elas devem encontrar
um colo, um abraço e um sorriso, permitindo-lhes construir um
futuro, crescer e ter nos olhos um horizonte claro de esperança.
O trabalho de apoio e proteção à infância traz a todos, na actual
realidade em que o país se encontra, novos e redobrados
desafios. Aos mais comprometidos com a Associação exorta
a encontrar resposta para as novas situações de carência que
surgem todos os dias, identificando as ameaças e as situações
de risco que envolvem os mais novos e as suas famílias a todos
cabendo estar alerta e vigilantes procurando ser criativos e
interventivos e capazes de avançar com propostas de combate
às causas sociais, políticas e económicas que estão na origem da
vulnerabilidade das crianças em Portugal.
O novo Presidente do Conselho Diretivo, Eng. Filipe Carnall,
agradeceu aos órgãos sociais cessantes o trabalho realizado e
o desempenho alcançado. Aos colaboradores e em particular às
Mães SOS deixa uma mensagem especial de alento, empenho e
dedicação, salientando que as Mães SOS são quem em primeira
instância na Associação asseguram o cumprimento da missão de
proporcionar amor e um lar para cada criança.
O Presidente do Conselho Diretivo expressou também o desejo de
reaproximação de muitos sócios que se encontram afastados da
Associação e que são muito importantes para ajudar a desenvolver
e suportar a mesma e destacou também o papel dos voluntários e
a sua contribuição generosa para o bom cumprimento da missão
da Associação.
Interveio também o representante da SOS Kinderdorf
International, Peter Voelker, para sugerir que no dia em que se
celebra a epifania do Senhor, faz votos para que a luz da Estrela
de Belém ilumine em sabedoria as decisões e as intervenções
dos membros dos novos Corpos Gerentes a quem deseja as
maiores felicidades para o seu mandato.
50
Anos
REVISTA ALDEIAS // Edição Trimestral // Propriedade: Aldeias de Crianças SOS Portugal - Rua José Dias Coelho nº40, R/C Dto 1300-329 LISBOA // Diretor: Manuel Matias
Edição, Coordenação e Paginação: Luís Miguel Sousa // Impressão: Excelências Portugal Artes Gráficas, Lda. // Tiragem: 4000 exemplares //
Depósito Legal nº3573/83 // Nº 104519 Inscrição do Instituto da Comunicação Social 09/07/76
Índice 3
índice
4
EM FOCO
8
OS NOSSOS MOMENTOS
12
A TUA VOZ
50 Anos
Notícias das Aldeias
ASSEMBLEIA GERAL
Anabela Figueiredo
14
CONSTRÓI O FUTURO
16
OS NOSSOS SABORES
18
NOTÍCIAS DO MUNDO
20
OS NOSSOS AMIGOS
Campanha “Páscoa Feliz!”
Receita da Mãe Angelina
Internacional
Espaço para empresas e parceiros
CONVOCATÓRIA
Ao abrigo dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral
Ordinária da Associação das Aldeias de Crianças SOS de
Portugal para o próximo dia 29 de Março, pelas 14h30m,
na sede da Associação sita na Rua José Dias Coelho, nº40,
R/c, Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:
- Aceitação do legado das sócias fundadoras Dras. Maria
do Céu Rocha Mendes Correia e Palmira Cabrita Matias do
direito de habitação periódica vitalício no Clube de Albufeira.
- Apresentação e discussão da forma de gerir o património
da Associação (Imobiliário e Financeiro).
- Apreciação e aprovação do Relatório e Contas do exercício
de 2013.
- Outras questões.
Caso à hora marcada não se encontrem presentes mais de
metade dos sócios com direito a voto, a Assembleia Geral
terá início 30 minutos depois, com qualquer número de
sócios presente.
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Eugénio José da Cruz Fonseca
14
18
“Páscoa Feliz!”
Notícias do mundo
Este é um tempo de união,
de procurar aqueles que
amamos.
Conflito na Síria ajudar as crianças.
4 Em foco
50 ANOS
50 Anos
...onde a palavra família
se tornou verdade para tantas
crianças e jovens.
Em foco 5
Fam
50
Anos
Amor e um lar para cada criança
EM 25 de Março 1964 FORAM aprovados OS estatutos da
Associação das Aldeias de Crianças SOS de Portugal.
O trabalho desenvolvido pelas fundadoras Dra. Maria do
Céu Mendes Correia e Dra. Palmira Cabrita Matias em
prol das crianças socialmente desprotegidas em Portugal,
fiel ao modelo pedagógico das Aldeias de Crianças SOS
preconizados na Áustria pelo Dr. Hermann Gmeiner, ao qual
dedicaram grande parte da sua vida, foi pioneiro no nosso
país, por reunir num lar familiar, sob o cuidado, afeto e
proteção de uma Mãe SOS, irmãos e irmãs de sangue que
em circunstâncias normais, seriam separados e entregues
ao cuidado de diferentes instituições.
É de louvar a fé, a tenacidade e o esforço empreendido
pelas fundadoras, então jovens estudantes universitárias
sem grandes recursos, para mover consciências, vencer
preconceitos e conseguir o apoio de muitos amigos e
benfeitores para arrancar com o projeto das Aldeias de
Crianças SOS, com os resultados que hoje reconhecemos.
Desde 1964, as Aldeias de Crianças SOS de Portugal têm
procurado apoiar muitas destas crianças desprotegidas,
desenvolvendo as suas competências tendo em consideração
o seu ritmo próprio e o respeito pela sua pessoa e pelo
próximo, juntamente com outras crianças no seio da
comunidade da Aldeia, sempre em grande abertura ao mundo
exterior. Este modelo de acolhimento tem sido reconhecido
por eminentes educadores, psicólogos e sociólogos como
o mais adequado e eficaz, permanecendo ainda hoje de
grande atualidade, para ajudar a criança a ultrapassar
os traumas de infância, promover o seu desenvolvimento
são e equilibrado, com vista a uma integração social bem
sucedida, assente na promoção de uma cultura social de
paz, iniciativa, solidariedade e responsabilidade.
No ano de celebração do seu cinquentenário, lembramos e
saudamos com grande carinho e amizade os mais de 500
jovens que viveram nas 3 Aldeias de Crianças SOS de
Portugal (Bicesse, Gulpilhares e Guarda) ou frequentaram
o Centro Juvenil SOS de Rio Maior, e que hoje enquanto
cidadãos plenamente integrados, muitos tendo constituído
família, são protagonistas na criação de uma sociedade
mais pacífica, empreendedora, mais justa e fraterna.
Agradecemos a todos os colaboradores, amigos, associados,
voluntários e benfeitores, que entusiasticamente continuam
a acreditar na nossa missão com toda a confiança e que com
o seu apoio diário, tornaram o sonho das fundadoras, numa
realidade. O vosso apoio tem sido da maior importância
para que consigamos desempenhar com sucesso a nossa
missão, seja nas famílias das Aldeias, seja junto das suas
famílias de origem ou no seio de famílias de acolhimento
através dos Programas de Fortalecimento Familiar SOS.
Um reconhecimento e agradecimento especial a todas
as mães SOS que desde a primeira hora abraçaram este
projeto de realização pessoal, de doação e amor a estas
crianças que aceitam como suas e com elas partilham as
angústias e os momentos felizes de cada conquista diária.
Para todas elas, a nossa maior admiração e gratidão pela
sua missão de grande dignidade e generosidade.
Ao comemorarmos os 50 Anos da Associação das Aldeias
de Crianças SOS de Portugal, ao perspetivar o legado
que recebemos, ao reconhecer o momento de dificuldades
por que passam muitas famílias, a todos convidamos a
uma reflexão séria e à mobilização para que “Amor e um
lar para cada criança” a par da defesa intransigente dos
direitos das crianças, estejam no topo das prioridades de
governantes e cidadãos responsáveis do nosso País.
50 ANOS
50
Anos
Fam
6 Em foco
Amor e um lar para cada criança
Histórias de Amor
Às vezes a vida escolhe o nosso caminho e parece que
tudo se acerta quando o encontramos. Sem dar por isso,
estamos perante a parte que nos faltava, a outra metade
de nós, como dizia o poeta. Foi o que aconteceu com as
protagonistas destas 3 histórias de amor que, como tantas
outras, vieram para a Aldeia SOS refazer vidas de crianças,
oferecendo a sua em troca.
Etelvina, Carolina e Alice têm em comum o fato de terem
sido verdadeiras Mães sem dar à luz, durante muitos anos
na Aldeia SOS, onde a palavra família se tornou verdade
para tantas crianças e jovens. Vivem agora no Centro Social
Arco-Íris, que é um equipamento da Associação, situado
em Bicesse e criado com o objetivo de acolher as Mães
Sociais que dele quiserem beneficiar em idade de reforma,
depois de uma vida dedicada a esta causa.
“Agora imaginem, vinda de Moçambique, uma terra
quentinha e vou para a Guarda… com um frio que não era
brincadeira… levar os garotos para a escola debaixo de
neve, acender a lareira, que eu nem sabia, senti-me um
pinguim. Mas finalmente era mãe!
Depois como não aguentava o frio, pedi para vir para
Bicesse e as famílias e todos autorizaram. Veio a família
toda – eu e os garotos.”
A Mãe Etelvina recorda como se tivesse sido ontem, a
carinha da C. quando chegava ao quarto da Mãe e via o
B. na cama dela; “olhava-o olhos nos olhos, ele saía e ela
entrava!“
A Mãe era de todos e de cada um; para alguns, era mais
deles do que dos outros, mas nela havia lugar para todos,
pois apesar do seu metro e meio, o coração ocupava muito
mais de metade da área.
A Mãe Carolina, agora com 79 anos, recorda “Eu vim com
uma missão. Não foi pelo emprego. Vim encontrar os filhos
que não tive. Até parece que os estou a ver…à chegada,
com o cabelo muito rapadinho. E eu pensei: afinal são só
rapazes? Mas eram 3 meninas e 2 rapazes, os filhos que
recebi no dia 17 de Setembro de 1972. E depois, no mês
do Natal recebi os outros 4 e fiquei com a casa completa –
9 meninos! O mais novo falava à espanhola, vinha sem os
dentitos e eu estava feliz.”
Passado um ano chega à Aldeia de Crianças SOS de
Bicesse, a Mãe Etelvina, que tem hoje a mesma idade
da colega. “No primeiro grupo eram 6 irmãos e depois
chegaram mais três. Outro dia vi uma foto minha no jornal…
eu assim muito novinha, muito bonitinha.”
A história da Mãe Alice começou mais a norte, na Aldeia de
Crianças SOS da Guarda.
“No princípio havia muitas dificuldades; havia muito menos
donativos do que há agora”, recorda Etelvina.
“No dia a seguir ao peixe cozido, havia sempre rissóis e
disso já eles gostavam!”, revela Carolina como se tivesse
sido ontem!...
Em foco 7
Fam
50
Anos
Amor e um lar para cada criança
A Mãe Etelvina fazia de tudo para os seus meninos
comerem melhor. “Comprava cevada para disfarçar o sabor
do leite em pó, que eles não gostavam”, conta-nos como um
segredo e no seu rosto vemos as caretas que as crianças
faziam a beber o leite…
Ao domingo em casa da Mãe Carolina era sempre dia de
frango assado com batata frita. O cheirinho do assado feito
pela Mãe, trazia muitos jovens de volta a casa.
A Mãe Alice, que hoje já conta 86 belos anos, sentiu
crescer o instinto maternal. “Tive sempre uma paixão muito
grande por crianças. Casei, graças a Deus fui muito feliz,
mas alguns anos depois fiquei viúva. Nosso Senhor levou
o meu marido, mas em troca deu-me os filhos. Também
tive, felizmente, um pai e uma mãe muito ternos e foi isso
que passei para a minha casa na Aldeia. Como eram
carinhosos, os beijinhos à noite: Óh mãe eu não gosto da
mãe, eu adoro-a!” relembra deliciada.
pois embora vivam com a outra avó, comentaram uns com
os outros: “A avó é tão simpática. Eu cá gosto mais desta
do que da outra!”
Carolina tem filhos espalhados pelo mundo – Noruega,
Alemanha, Suíça e França. Todos estão bem e gostariam
de ter a mãe com eles. Quando vêm no Verão, a visita à
Mãe é obrigatória. Quando foi operada, apareceram todos
no hospital e para grande espanto das enfermeiras, fizeram
uma pequena festa!
Os bons conselhos acompanhavam as crianças da Aldeia e
vinham também da Tia Céu e Tia Palmira (as fundadoras
da Obra), que tinham sempre uma palavrinha a dar aos
jovens, quando estes fugiam aos conselhos das Mães.
E quando olham para trás, as 3 dizem:
“-Nunca me arrependi! Claro que se voltasse atrás podia
fazer as coisas de outra maneira.” (Etelvina)
A Mãe Etelvina sofreu muito quando teve de se reformar.
“Tinha-me convencido que nunca iria sair nem perder os filhos.”
Mas não estava enganada. Hoje, já Homens e Mulheres, com
as suas famílias, ainda procuram o abraço reconfortante, o
colo que os protegeu e onde agora já não cabem, mas onde
cabe todo o carinho que sentem pela sua Mãe.
“No Natal, em convívio de família, sinto-me feliz junto de
todos. Vós continuais a ser uma parte de mim, quando
estais a sofrer eu sofro convosco, quando fazeis festa e
estais felizes, eu sou feliz também. Junto do presépio, peço
a Jesus e à sua Mãe que vos proteja, vos ajude a buscar e
a construir a felicidade que vos desejo.”
Às vezes fica com os netos e ainda tem paciência para brincar
com eles, como é o caso do F. que adora a avó Etelvina.
Há dias a N. visitou a sua Mãe SOS e trouxe os gémeos.
A agora avó Carolina gostou muito de os ver e eles também,
“Eu agora sinto que valeu a pena. Alguns dos meus filhos
dizem : Eu educo os meus filhos como a mãe me educou a
mim.” (Carolina)
“Algumas vezes desanimei. Houve momentos que não foram
fáceis, mas escolheria fazer tudo outra vez.” (Etelvina)
8 Os nossos momentos
NOTÍCIAS DAS ALDEIAS
momentos
...aprender a perder e a vencer,
uma lição para a vida.
das aldeias
de crianças sos
Os nossos momentos 9
Aldeia de Crianças SOS de Bicesse
Torneio de Ténis de Natal
Mais uma vez, os nossos jovens foram convidados a
participar no torneio de Natal de Ténis, organizado pela
Academia dos Champs. Este foi mais um torneio recheado
de motivação, fairplay, momentos de diversão e, como
sempre, alguma necessidade de gestão da frustração por
parte daqueles que não ganhara e que por isso, saíram
mais tristes. Aqui, entram em campo os treinadores, aos
quais deixamos aqui o nosso agradecimento pelo exemplar
trabalho que continuam a fazer com os nossos jovens.
Estes jogos de competição, por serem mais exigentes na
concentração e no esforço, têm uma vertente educativa que
permite aprender a perder e a vencer, uma lição para a vida.
“O que quero ser quando for grande”
As crianças tiveram a oportunidade de ir ao teatro Tivoli, ver a
peça “O que quero ser quando for grande”. A história passase numa cidade com muitas casas coloridas. A escola era a
única que estava quase pálida, e as suas paredes pareciam
cansadas de ficar em pé. Nunca ninguém se preocupou em
reformá-la, até que anunciaram que ela estava em perigo
de cair. Peça a peça, o público acompanha a vida desta
comunidade e participa na construção de uma nova escola
e das sabotagens que ela vai sofrendo. Envolve-se nos
sentimentos e esforços da professora Arlete, e sobretudo
deixa-se levar numa história apaixonante, de solidariedade
e persistência. Este espetáculo apresentou-nos as profissões
e as suas características, num desfile fantástico de cenários
e figurinos, construídos como se fossem um LEGO gigante.
O importante é gostar do que se faz, e fazer bem o que se
escolheu fazer com gosto.
Aldeia de Crianças SOS da Guarda
Grupo de Jovens Sem Fronteiras de Vila da Ponte
É já o terceiro ano consecutivo, que durante a época Natalícia,
este grupo visita a Aldeia da Guarda. Com uma dinâmica
própria, este grupo de jovens distingue-se pela sua vertente
solidária e iniciativas em prol dos outros. No dia 22 de
Dezembro iniciaram uma recolha de alimentos, para apoiar a
nossa Aldeia.
Quando nos visitaram para proceder à entrega dos alimentos
resultantes da campanha, fizeram questão de confraternizar
com as famílias SOS. Assim, andaram entretidos com as
crianças e mães SOS, em várias brincadeiras e atividades.
Depois de muita diversão, a mãe Paula deixou o seu
testemunho de como era ser mãe SOS e explicou toda a
dinâmica da Aldeia da Guarda, aos novos membros do grupo.
O dia terminou com a visita a um Lar Familiar SOS, para que
os novos membros ficássem a conhecer esta realidade.
O Grupo de Jovens Sem Fronteiras será sempre bemvindo, pela imensa humildade e espírito de equipa que
deixam aos residentes da Aldeia. Obrigado.
10 Os nossos momentos
NOTÍCIAS DAS ALDEIAS
Enfeites de Natal com materiais recicláveis
A Galp Voluntária desenvolveu na passada época Natalícia,
uma ação enquadrada no âmbito da responsabilidade social
“Árvores Solidárias”, de forma a angariar donativos para
a Aldeia da Guarda. As crianças e jovens, desenvolveram
cerca de 80 decorações de Natal, com materiais recicláveis
e reciclados: tampas, garrafas, copos de iogurte, pacotes de
leite, cartão, etc.
Foi grande o engenho e a criatividade de forma a conseguir
transformar estes materiais em sinos, árvores de natal, anjos,
coroas, bonecos de neve entre outros símbolos desta época.
Aldeia de Crianças SOS de Gulpilhares
Visita a Serralves exposição de Cildo Meireles
A convite da escultora Maria Nordman, que já realizou
diversas atividades em conjunto com a Aldeia, fomos visitar
mais uma vez, Serralves. A exposição que estava em mostra
era da autoria de Cildo Meireles (Rio de Janeiro 1948), cujas
peças expostas foram concebidas entre 1969 e 2013.
Uma ocasião única para descobrir os diferentes aspetos da
obra de um dos mais ilustres artistas da sua geração. Como
guia para esta exposição tivemos a sorte de ter o diretor de
Serralves e a companhia da artista Maria Norman. Obrigado!
Visita à Faculdade de Direito do Porto
A Associação de Estudantes, convidou os nossos jovens para
uma visita às suas instalações. Este foi o primeiro contato
com uma escola do ensino superior. Além da visita guiada,
planearam várias atividades, entre elas, miniconcertos das
tunas. Os jovens tiveram, igualmente, oportunidade para
ouvir os representantes das diversas áreas e secções da
associação, que acabaram por explicar todas as vertentes
da vida académica, para além dos estudos. No regresso à
Aldeia, os jovens comentavam: “Tenho mesmo de estudar
para ir para a faculdade!”, “Não tinha ideia que era assim
tão fixe!”; “O meu objetivo agora é ir para a faculdade!”.
Almoço de Natal com Rotários
A convite do clube Rotários de Vila Nova de Gaia, as
crianças e jovens que vivem na casa Rotary estiveram
presentes no almoço de Natal durante o qual conviveram
com os membros deste honorável clube. Durante o
almoço, trocaram-se animadas conversas acerca da vida
e experiências das crianças da casa que o clube apadrinha
há mais de 33 anos. Obrigado pelo vosso apoio.
Nascimento de 3 cabritinhos
No seguimento do projeto “quinta pedagógica”, assistimos
com entusiasmo e alegria da pequenada, ao nascimento de
três lindos cabritinhos que vieram animar a vida na Aldeia.
Todos querem participar nos cuidados a prestar aos novos
residentes, pois todos querem acariciar e alimentar os
pequenos animais. Ainda não tem nome, mas estamos a
tratar disso. Boa sorte para os nossos novos amiguinhos.
11
11
12 A tua voz!
TESTEMUNHO
testemunho
...devo-lhes tudo o que sou e
que consegui.
Anabela Figueiredo
A tua voz! 13
Anabela Figueiredo, chegou à Aldeia de Crianças SOS
de Bicesse em 1973, tinha na altura 7 anos de id ade.
Eram 6 irmãos oriundos de uma pequena aldeia perto de
Vila Real. Após o falecimento da sua mãe, o pai, viu-se
obrigado a emigrar e era complicado garantir o sustento e
manter a família unida. Assim, decidiu entregar as crianças
a várias tias, tendo a Anabela ficado com uma tia no Estoril,
perto da Aldeia SOS de Bicesse. O seu pai teve sempre a
preocupação de manter os irmãos unidos e quando alguém
lhe falou nas Aldeias de Crianças SOS, não hesitou e
marcou uma reunião com as fundadoras, Dra. Maria do Céu
Mendes Correia e Dra. Palmira Cabrita Matias, para que
acolhessem os seus filhos. Ficaram entregues aos cuidados
da Mãe Etelvina da Casa Porto.
Naqueles tempos ser órfão era a principal condição para o
acolhimento numa instituição. Hoje, consideram-se outras
situações para que tal possa acontecer: consumo de drogas,
álcool, violência doméstica, dificuldades financeiras, etc. No
entanto, havia algumas crianças vítimas de maus tratos.
crianças das Aldeias frequentavam colónias de férias, então
enchiam o peito e respondiam: tivemos 3 meses de praia…
eheh!”
Apesar de ser boa aluna, não existia uma cultura de
frequentar a universidade. Os rapazes conseguiam trabalho
como estafetas, nas fábricas, trabalhos pouco qualificados.
As raparigas trabalhavam a tomar conta de crianças ou
noutras tarefas domésticas. O país era assim.
Aos 18 anos surgiu a oportunidade de poder ir trabalhar
para a Suiça. Fora tomar conta de um cão rafeiro, pertença
de um banqueiro que lhe pagava um ótimo ordenado. Em
Zurique, tinha o apoio dos Padrinhos Emil Sharer, Holanda
Henk e Tinicke Wjinia.
“Quando chegavam crianças provindas de meios muito
pobres, as nossas fundadoras (as Tias como lhes
chamávamos) faziam questão nos ir mostrar a casa onde
viviam, com a intenção de nos educar e sensibilizar para um
espírito de entreajuda, que nos fazia sentir mais unidos e
felizes na Aldeia SOS. Hoje, temos esse espírito e ajudamonos mutuamente. Tornei-me uma pessoa solidária.
A Aldeia era mais fechada ao exterior do que é hoje. Não
podíamos sair á noite. Tínhamos permissão para ir às festas
da escola, o que já era muito bom, pois sentíamo-nos muito
protegidos, mas por outro lado, queríamos fazer coisas cá
fora, sem a vigilância de ninguém, como qualquer jovem
quer abrir as asas.” Conta-nos Anabela.
Sempre teve orgulho em viver na Aldeia de Crianças SOS
e nunca teve qualquer problema em o afirmar, apenas
não gostava que lhe fizessem perguntas. Porque ninguém
conhecia as Aldeias e a sua missão, e apesar de não ter
qualquer complexo, não queria contar que não tinha mãe,
porque na verdade, a Dona Etelvina era a sua mãe e aquela
seria a sua casa para sempre. Não havia paciência para
interrogatórios.
Na escola, encetavam-se esforços para que as crianças
das Aldeias ficassem todas na mesma turma, para facilitar
o transporte. Por vezes perguntavam: “Porque é que vocês
são 9 e chegam todos atrasados ao mesmo tempo? – Porque
vivemos nas Aldeias. E acabava logo ali a conversa. Eram
tempos em que as pessoas tinham dificuldades económicas
e enquanto a maioria das crianças não saía de casa, as
“Alguns destes padrinhos “adoptam-nos” para o resto da
vida, foi o caso dos meus padrinhos da Holanda. A Tinicke
e o Henk sseguravam-se de que eu estava bem na Suiça
e chamavam-me para passar as minhas férias na Holanda,
para que eu não sentisse tanto a saída da Aldeia. O padrinho
Emil apoiava-me em Zurique, a casa dele era também a
minha casa nas minhas folgas.”
Aproveitou para estudar e ao fim do ano e meio voltou para a
Aldeia, para a sua casa até reorganizar a sua vida. “Era como
voltar para casa dos nossos pais! A minha mãe é a melhor do
mundo e tem um lugar guardado no céu ao lado do Pai. É a
pessoa mais credível… é o motor do meu mundo!
Enche-me a alma quando vou ao Facebook e vejo posts
das Aldeias. Sinto e digo que fiz parte disto. Foram elas que
me criaram e devo-lhes tudo o que sou e que consegui.”
Parabéns pelos 50 anos e que
continuem por outros tantos!
14 Constrói o futuro
CAMPANHA “PÁSCOA FELIZ!”
Páscoa Feliz!
Páscoa Feliz! 15
Sabe o que é a Páscoa? Sabia que ela já se celebrava
antes de Cristo? No antigo testamento, o livro do Êxodo,
conta-nos que Deus, com o intuito de forçar o Faraó a
libertar o Povo de Israel, mandou 10 pragas sobre o Egito.
Na última, Moisés disse que todos os primogénitos egípcios
seriam exterminados e os de Israel seriam poupados. No
entanto, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar
o sangue imolado sobre as portas das suas casas, e o anjo
da morte passaria por elas sem ferir seus primogénitos.
Perante a irrelutância do Faraó em libertar os filhos de Israel,
a praga foi levada a cabo. Todos os primogénitos do Egito
foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros,
o que causou clamor entre o povo egípcio, que culminou
com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando
início ao seu Êxodo para a Terra Prometida. Desde então,
os judeus instituíram o Pessach, Páscoa, para celebrar
uma festa de oito dias, em honra de Deus. “Fareis isto de
geração em geração, pois é uma instituição perpétua”(
Exôdo 12, 14).
O Domingo de Páscoa é o dia santo mais importante do
Cristianismo em que os cristãos comemoram, após a paixão
e morte de Cristo, Filho de Deus, enquanto Cordeiro Pascal
imolado pelos pecados da humanidade, a Sua ressureição
gloriosa ao terceiro dia para a vida eterna. Todos os anos,
pela Páscoa, os cristãos testemunham a sua fé e confirmam
as promessas do seu baptismo, renunciam ao mal e afirmam
o desejo de comungar e de partilhar com todos a alegria da
vida gloriosa de Jesus Cristo.
A festa tradicional, segundo as concepções católica
e ortodoxa, associa a imagem do coelho, um símbolo
de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes,
representando a luz solar, dados como presentes. Este
costume vem da Idade Média e lembra os antigos povos
pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam
Ostera ou Esther – em inglês, Easter, que quer dizer
Páscoa. A deusa da Primavera, que segura um ovo na mão
e observa um coelho, pulando alegremente em redor dos
seus pés. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da
chegada de uma nova vida.
Uma festividade que carregou e uniu tradições durante
séculos, apenas pode ter um significado. A Páscoa é um
tempo de felicidade, paz e reflexão. Este é um tempo de
união, de procurar aqueles que amamos.
Nos países da Europa Oriental, Ucrânia, Estónia, Lituânia
e Rússia, além da decoração de ovos com os quais serão
presenteados amigos e parentes, a tradição diz que, se
as crianças forem bem comportadas na noite anterior
ao domingo de Páscoa e deixarem um boné de tecido
num lugar escondido, o coelho deixará doces e ovos
coloridos nesses “ninhos”.
Que a alegria da Páscoa invada o seu coração e o
daqueles a quem ama! Contribua para uma Páscoa Feliz
das crianças das Aldeias SOS.
Páscoa Feliz!
Nome
Morada
Cod. Postal
Localidade
Tel./ Tlm.
e-mail
Nº Contribuinte
Sim, quero contribuir com este donativo para uma Páscoa feliz das crianças, com o valor de
Cheque
Numerário
Trf.ª Bancária IBAN: PT50 0033 0000 50038495952 05
Outro meio de pagamento
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16 Os nossos sabores
FOLAR
os nossos sabores
receita da
...manda a tradição que se
ofereça um folar a cada Casa...
Mãe C inda
Os nossos sabores 17
Mãe Cinda
Aldeia de Crianças SOS de Bicesse
Folar da Páscoa
INGREDIENTES
• Farinha: 750 + 100 g
• Fermento de padeiro: 25 g
• Açúcar: 75 g
• Leite: 1 dl
• Manteiga ou margarina: 125 g
• 4 Ovos + 1 ovo para pincelar os bolos
• Limão (raspa): 1
• Sal: q.b.
• Ovos (cozidos com casca): 2
PREPARAÇÃO
1. Amorna-se o leite, junta-se 100 g de farinha e o fermento
de padeiro e deixa-se a levedar.
2. Mistura-se o açúcar com a restante farinha, a casca de
limão ralada e uma pitada de sal. Se gostar, acrescente
uma colher de café de canela e/ou de erva doce moída.
3. Junta-se os ovos, a manteiga amolecida e a mistura
de fermento, amassa-se tudo muito bem até a massa se
descolar das mãos. Se necessário, acrescenta-se mais um
pouco de farinha.
4. Tapa-se a massa com um pano e deixa-se levedar em
local aquecido durante 2 horas ou até dobrar de volume.
5. Divide-se a massa em duas partes, forma-se 2 bolos
achatados e coloca-se os ovos cozidos em cima. Pincelase com gema de ovo e leva-se a cozer em forno bem quente
até o folar se apresentar fofo e dourado.
História
O ritual associado ao folar da Páscoa, na Aldeia de Crianças
SOS de Bicesse, tem origem em tradições provenientes de
regiões rurais. Neste caso, a proveniência está identificada
com a região de Aveiro, berço cultural da família de origem
da Mãe Cinda.
No entanto, a prática estende-se a outras zonas do País.
Basicamente, diz respeito à oferta que os padrinhos dão
aos afilhados na altura da Páscoa, em retribuição das flores
que receberam no dia de Ramos.
Na Aldeia de Crianças SOS de Bicesse, o fenómeno
tem características muito peculiares, desde logo porque
representa o alargamento e a integração das influências da
família de origem da Mãe nas rotinas da família da Aldeia.
É nesse âmbito que os laços se consolidam numa rede que
se vai amplificando com o tempo, e que transforma os seus
filhos da Aldeia em netos, sobrinhos e primos dos seus
próprios familiares.
...por vezes, as Mães SOS também
se tornam madrinhas de baptismo de
crianças da Aldeia.
Além disso, por vezes, as Mães SOS também se tornam
madrinhas de baptismo de crianças da Aldeia. É nessa
qualidade que a introdução do ritual do folar ganha um
primeiro sentido. À boleia do mesmo, manda a tradição que
se ofereça um folar a cada Casa, independentemente da
condição de afilhado que as respectivas crianças possam
deter. Por essa razão se construiu o forno que ainda agora
existe, com a memória da imagem das crianças à espera
que a boca do mesmo se entreabra e dela se aviste o
quentinho e desejado folar.
Para todos, desejamos uma Páscoa Feliz!
18 Notícias do Mundo
INTERNACIONAL
notícias
do Mundo
...as Aldeias forneceram
casacos e cobertores a 17 500
pessoas, na maioria crianças.
Notícias do Mundo 19
Educação de Qualidade
A conferência internacional “Educação de Qualidade para
Crianças em Risco Social” terá lugar na Estónia, entre 17
e 21 de Março, com o objetivo de trocar experiências e
fortalecer a cooperação entre as diferentes partes envolvidas
na educação de crianças em situação de risco social.
A conferência reúne vários países e diferentes setores,
para partilhar e trabalhar em rede no desenvolvimento de
soluções mais sustentáveis ​​
para problemas complexos
da educação de crianças em situação de risco, através da
criação de uma rede internacional de partilha de melhores
práticas e recursos, promoção da inovação na educação,
introdução de métodos, ferramentas e materiais para
oferecer educação de qualidade para o grupo-alvo,
ampliação e fortalecimento das redes inter-setoriais locais
e utilização de recursos humanos para o fornecimento de
soluções em educação e inclusão social.
Conflito na Síria - ajudar as crianças
O medo e o trauma está a impedir muitas crianças de
frequentar a escola. Após quatro anos de conflito, o que
pode ser feito já, para garantir que estas crianças não
se tornem uma geração perdida? É uma corrida contra o
tempo, liderada pelas Aldeias de Crianças SOS.
Atleta Olímpico Jure Franko - Embaixador SOS
A 8 de Fevereiro de 2014, Jure Franko, medalha de prata de
Slalom Gigante Olímpico, tornou-se o primeiro Embaixador
das Aldeias de Crianças SOS na Bósnia e Herzegovina.
“Para mim, é uma grande honra ser um embaixador
das Aldeias de Crianças SOS. É também uma grande
responsabilidade, que aceito de bom grado. Hoje, apenas
estamos a formalizar a nossa cooperação. O que mais
valorizo é a nossa grande amizade.“ Jure Franko.
“Estamos honrados pelo Sr. Franko ser nosso embaixador,
especialmente no ano em que comemoramos 20 anos
de Aldeias na Bósnia e 30 anos dos Jogos Olímpicos de
Sarajevo. A sua personalidade, dedicação e amizade para
com as famílias SOS, assim como a sua compreensão da
nossa missão, fazer dele um embaixador ideal das Aldeias
de Crianças SOS na Bósnia e Herzegovina.“ Amir Omanović,
diretor das Aldeias de Crianças SOS Bósnia- Herzegovina.
De imediato, Jure Franko começou a desempenhar o seu
papel, apelando ao público para se tornarem padrinhos das
famílias SOS e dar um lar amoroso para cada criança.
As promessas de apoio da conferência internacional de
doadores no Kuwait e as próximas negociações de paz
de Genebra oferecem a esperança de um futuro melhor.
Mas as promessas por si só, não protegem as crianças do
frio que atualmente varre Damasco. Para aliviar todo este
sofrimento, as Aldeias de Crianças SOS forneceram
casacos e cobertores a 17.500 pessoas, na maioria
crianças, e outras provisões essenciais para mais de
23000 pessoas em Aleppo e áreas costeiras. Apesar
do ambiente altamente inseguro, a equipa das Aldeias de
Crianças SOS está a fazer todos os esforços para chegar a
50 mil pessoas mais afetadas em todo o país conturbado.
20 Os nossos amigos
ESPAÇO PARA EMPRESAS E PARCEIROS
os nossos
amigos
...permitir que a livre
imaginação das crianças chegasse
aos nossos corações!
Os nossos amigos 21
GALP : Árvores de Natal Solidárias
No Natal passado, a Galp Energia lançou-nos um desafio
às Aldeias de Crianças SOS: desenvolver as decorações de
Natal para todas as sedes da empresa no país, utilizando
materiais reciclados e de utilidade do dia-a-dia. “Com o
objetivo de se aproximar mais das comunidades onde opera,
mas essencialmente permitir que a livre imaginação das
crianças chegasse aos nossos corações!” dizem.
Depois de lançarmos o projeto às nossas crianças e
jovens - ateliers de tempos livres associados á temática da
reciclagem - o projeto foi alargado até às Aldeas Infantiles
de Espanha e SOS Children’s Villages da Suazilândia.
Em ambiente de festa e alegria, as Aldeias de Crianças SOS
estiveram no passado dia 29 de Novembro de 2013 nas
instalações Galp em Lisboa, Matosinhos e Sines para decorar
4 árvores de Natal. Depois das montagens e do esforço em
colocar as estrelas nos topos das árvores, conviveram num
lanche e ainda falaram sobre energia sustentável. “Foi uma
vez mais, uma experiência muito gratificante, acima de tudo
pela possibilidade de partilharmos com estas crianças e
jovens o prazer que tiveram em vir à Galp Energia dar cor e
amor ao nosso espaço.”
Obrigada pela boa energia, à Galp e aos seus colaboradores!
Um novo parceiro ajuda a concretizar projeto antigo
Partilhamos convosco um projeto que tínhamos já há muito
tempo em mente e que finalmente foi possível concretizar,
graças a um novo parceiro das Aldeias de Crianças SOS.
A Lojas Francas de Portugal (LFP), empresa detida pela
TAP e pelo The Nuance Group, especialista internacional
em retalho aeroportuário, acordou em ceder-nos espaço
em 8 das suas 30 lojas nos aeroportos nacionais para
colocarmos caixas de donativos.
Era um desejo antigo ter a presença das Aldeias de Crianças
SOS no aeroporto captando assim a atenção do público
internacional e tirando partido do cariz internacional da
organização, que graças à LFP conseguimos agora concretizar!
Criada em 1995, ao longo do seu percurso a LFP tem
demonstrado ser uma empresa solidária com diversas
causas. Procurado ter um papel mais ativo nos últimos anos,
tem proporcionando o contacto direto nas ações que promove
junto dos seus colaboradores, com vista à sensibilização
quer para questões sociais, como ambientais a um universo
de mais de 400 colaboradores. Foi na sequência destas
ações, que estabeleceram connosco, no final de 2013, uma
parceria no sentido de permitirem a colocação de 8 caixas
de recolha de donativos nos aeroportos de Lisboa (T1 e T2),
Porto, Faro, Ponta Delgada, Santa Maria, Horta e Madeira.
A iniciativa foi já comunicada aos colaboradores, da LFP,
convidando-os a colaborar e informar os passageiros. Desta
forma, as Aldeias de Crianças SOS e a LFP pretendem
alargar a rede de solidariedade em favor das nossas
crianças e jovens, quer pela recolha de donativos, quer
também pela visibilidade que esta iniciativa proporciona
junto ao público nacional e internacional.
Sendo que os aeroportos portugueses contam com mais
de 15 milhões de passageiros, estamos todos expectantes
com os resultados que partilharemos com os nossos amigos
à medida que forem evoluindo!
Agradecemos à TAP, em especial aos Voluntários com
Asas na pessoa da Dra. Orlanda Sampaio, que nos
proporcionou este contato e à Lojas Francas de Portugal
a oportunidade e acima de tudo a boa vontade em se
juntarem ao objetivo de construir vidas em família com
as Aldeias de Crianças SOS!
22 Os nossos amigos
ESPAÇO PARA EMPRESAS E PARCEIROS
De facto, uma fábrica de felicidade
Há situações que nos fazem acreditar no futuro. Que sim
estaremos por cá outros tantos 50 anos, com os amigos
do costume mas também com outros novos amigos que
se juntam a nós no compromisso de construir o futuro das
nossas crianças e jovens. A Refrige, juntou-se à rede de
solidariedade Aldeias de Crianças SOS, numa iniciativa de
responsabilidade social corporativa, dando oportunidade
aos colaboradores de adquirirem brindes que normalmente
não têm acesso, disponibilizando o seu know-how ao
serviço da nossa causa e criando sorrisos para todos.
No final do ano passado, o espírito solidário inundou a Refrige,
com a ação Natal Solidário – INVESTE EM SORRISOS. No
dia 18 de Novembro, um catálogo com brindes Coca-Cola,
circulou pelas 9 Delegações de vendas e Fábrica de Azeitão,
para que os colaboradores adquirissem artigos das marcas
Companhia Coca-Cola, desde t-shirts, mochilas, guardachuvas, copos, molduras, cadernos, entre outros, por
valores simbólicos. Durante um mês, foram disponibilizados
58 brindes diferentes. Com a comunicação a nível nacional,
através da Refrige TV, foi possível dar a conhecer esta
iniciativa e as Aldeias de Crianças SOS, Instituição para a
qual a compra dos brindes reverteria a 100%.
A ação Investe em Sorrisos ocorreu com sucesso, sendo
necessário criar um segundo catálogo, com a ocorrência
de vários brindes esgotados no primeiro catálogo emitido.
Os números são impressionantes e esta primeira iniciativa
conseguiu angariar 2 920.50€ para apoiar as Aldeias de
Crianças SOS, onde foram registadas 492 vendas, 1015 brindes
vendidos e mais de 145 pessoas associadas.
“Esta iniciativa surgiu com o intuito de promover a felicidade
a nível interno, criando uma dinâmica de responsabilidade
social, numa época em que ser solidário assume uma
dimensão muito importante, bem como a possibilidade de
criar mais momentos de felicidade às dezenas de crianças
que se encontram nas Aldeias. Uma experiência singular
que iremos continuar a alimentar a nível interno. Às Aldeias
de Crianças SOS, deixamos um até breve e agradecemos a
oportunidade de os conhecer e podermos estar presentes.”
Agradecemos a todos os colaboradores Refrige. Um
agradecimento especial à Rita Churra a e ao Ruben Reis por
terem conseguido de forma tão completa materializar nesta
acção a promessa da marca, uma verdadeira “fábrica de
felicidade”! Esperamos poder compartilhar convosco muitos
mais momentos de felicidade. Obrigado!
Formação - Educação Parental
10,11 e 12 Abril
(9h30 às 16h30)
Local: Sede das Aldeias de Crianças SOS
Rua José Dias Coelho nº40 R/c , 1300-329 LISBOA
Destinatários: Técnicos Sociais da CPCJ, CLDS, IPSS, Autarquias, CAFAP.
Objetivos: Desenvolver estratégias de “sedução”, motivação e retenção
no grupo de pais. Promover competência e conhecimento pedagógico
necessário à realização de cursos de Educação Parental.
Inscrições: [email protected]
As vagas são preenchidas por ordem de inscrição válida.
Valor de inscrição = 150€
Valor de 75€ no acto da inscrição + 75€ até dia 3 de Abril.
Empresas Amigas SOS 2013
Comprometidas
LOUIS VUITTON
Protetoras
Amigas
Obrigado a todos!
24 Os nossos sabores
TESTEMUNHOS
Junho!
Para mais informações contate:
Rua José Dias Coelho, 40 r/c dto | 1300-329 LISBOA
T. 213 616 950
[email protected]
facebook.com/AldeiasCriancasSOS

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