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Balé Folclórico da Bahia inicia turnê nacional no Teatro
Castro Alves, em Salvador
Apresentações vão percorrer o país com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro
O Balé Folclórico da Bahia (BFB), única companhia profissional de dança folclórica do país em
atividade, abre sua turnê brasileira nos dias 21 e 22 de janeiro, no Teatro Castro Alves (TCA),
em Salvador, com o espetáculo “Herança Sagrada – A corte de Oxalá”. Com patrocínio da Oi e
apoio cultural do Oi Futuro, a turnê nacional é um marco nos 24 anos de história do grupo,
que possui uma intensa agenda no exterior e prestígio internacional, mas enfrentava
dificuldade para percorrer o Brasil. É a primeira vez que a companhia, selecionada pelo
Programa Oi de Patrocínios Culturais, consegue patrocínio de uma empresa brasileira para
realizar uma turnê nacional.
“Ao patrocinar a turnê nacional do Balé Folclórico da Bahia, a Oi pretende dar ao público
brasileiro a oportunidade de aplaudir um espetáculo já consagrado em palcos estrangeiros,
reafirmando o compromisso do Oi Futuro com a democratização do acesso à cultura e a
valorização da diversidade cultural”, diz Maria Arlete Gonçalves, diretora de Cultura do Oi
Futuro.
Após ser aplaudido nos Estados Unidos, Europa e Caribe, o espetáculo “Herança Sagrada – A
corte de Oxalá” chega repaginado aos palcos brasileiros com 26 bailarinos, músicos e cantores,
com movimentos vibrantes e sonoridade arrebatadora. Depois de Salvador, a companhia
segue para apresentações no Rio de Janeiro e São Paulo. Inspirado em rituais do Candomblé, o
espetáculo circulou recentemente por 30 cidades americanas, em uma temporada de três
meses, e foi visto por mais de 100 mil pessoas.
Em “Herança Sagrada”, os bailarinos reproduzem com fidelidade sequências de movimentos
de alguns dos mais importantes rituais do Candomblé, numa coreografia baseada em danças
do culto afro-brasileiro. A segunda parte do espetáculo reúne coreografias clássicas do
repertório do Balé, que traduzem as mais importantes manifestações folclóricas baianas, em
“Puxada de Rede”, “Capoeira” e “Samba de Roda”, além de “Afixirê”, coreografia inspirada na
influência dos escravos africanos na cultura brasileira. O espetáculo tem 90 minutos de
duração.
Nas comemorações dos 20 anos do BFB, em 2008, o espetáculo “Herança Sagrada” chegou a
ser apresentado uma vez no TCA, mas posteriormente sofreu diversas mudanças durante a
turnê de três meses pelos Estados Unidos e agora volta ao palco do TCA totalmente
remodelado. Nos EUA, o espetáculo foi assistido por celebridades como a cantora lírica Jessye
Norman, a cantora Gloria Estefan, o ator Danny Glover, o coreógrafo David Parsons, a atriz
Anne Hathaway, o cantor Harry Belafonte e o cineasta Steven Spielberg.
Balé Folclórico da Bahia: 24 anos de história
O premiado Balé, que completa 24 anos em agosto de 2012, já se apresentou em 182 cidades
e em 19 países, incluindo Estados Unidos, Itália, Canadá, Dinamarca, Austrália, Alemanha,
França, Holanda e Suíça. Essa é a terceira vez que o Balé faz uma turnê nacional.
“Com quase 24 anos de existência, é a primeira vez que o Balé consegue o patrocínio de uma
empresa brasileira para uma turnê,” comemora o diretor geral do Balé, Walson Botelho,
conhecido como Vavá Botelho. “Já apresentamos o Balé ao mundo, queremos propagar nosso
trabalho no Brasil”, acrescenta. “Manter uma equipe que se dedica à dança em regime
integral, com intenso preparo técnico, preparo físico e muita pesquisa, é uma luta diária.
Poucas companhias de dança privadas sem patrocinador regular conseguem existir por tanto
tempo, mantendo um nível de excelência técnica tão elevado e respeito do público e da
crítica”, destaca Vavá.
Com sede no Pelourinho, em Salvador, atualmente, o BFB funciona em regime integral de seis
horas de trabalho por dia. Os 40 integrantes da companhia – dançarinos, músicos e cantores –
recebem preparação técnica para dança, música e teatro. Para preservar e divulgar as
principais manifestações folclóricas da Bahia, o Balé desenvolveu uma linguagem cênica que
parte dos aspectos populares e atinge questões contemporâneas. O Balé também possui um
segundo corpo de baile, que realiza espetáculos, diariamente, no Teatro Miguel Santana, no
Pelourinho, tendo como público, principalmente, turistas estrangeiros e de outros estados do
Brasil.
PROGRAMA
“HERANÇA SAGRADA - A CORTE DE OXALÁ”
Coreografia: Walson Botelho e Zebrinha
Música: cânticos sagrados do Candomblé
Nos mais de 300 anos de colonização portuguesa, milhões de escravos foram trazidos para o
novo mundo. Como principal forma de resistência à sua identidade cultural, esses africanos
mantiveram a sua manifestação religiosa. Herança Sagrada celebra esta rica tradição trazendo
à cena alguns dos mais belos e importantes rituais da religião Yorubá, como uma das mais
antigas e sagradas religiões da história da humanidade.
Em “Herança Sagrada”, Obatalá, criador do universo yorubá, coloca na Terra seu primeiro filho
e Orixá, Exú, principal mensageiro entre os segredos do Orun (firmamento) e o Aiyê (a terra).
Exú fica como responsável por dar vida a todos os seres animados, criando o mundo real.
Durante os rituais festivos, novos adeptos são iniciados saudados pelas Divindades do panteão
religioso africano, a exemplo de OGUM, que rege a força da natureza contida no ferro e nas
guerras; OXUM, a Deusa da vaidade e da beleza, que rege a força das águas doces; OBALUAIYÊ,
Orixá das enfermidades, das doenças contagiosas e da morte; IANSÃ, que representa a força
dos ventos e das tempestades e OXOSSI, divindade protetora das florestas.
Alguns significados:
·
INICIAÇÃO DE YAÔ: Celebração da primeira apresentação pública do novo iniciado na
religião. Após um determinado tempo de reclusão,onde recebe o AXÉ que guiará sua vida para
sempre, o Yaô é saudado pelos Orixás e pelos demais adeptos do Candomblé.
·
XIRÊ: Festa. Comemoração. Sequência de danças dedicadas aos Deuses africanos delineando
o aspecto central do ritual: celebração do transe permitindo que os Orixás assumam formas
humanas e exibam através de movimentos espontâneos os vários aspectos da sua
personalidade, criando temporariamente uma ponte entre o real e o divino.
·
EXÚ: Divindade enviada por Olorum, o Deus Supremo, para criar o mundo real. Este Orixá
brincalhão, dono das encruzilhadas e estradas é reverenciado sempre em primeiro plano como
forma de agradá-lo, pois Ele é o mensageiro entre o Orum e o Ayé (Firmamento e Terra).
·
OGUM: Orixá que rege os elementos da guerra e do ferro.
·
OXUM: Divindade suprema das águas doces, Deusa rainha da vaidade e da beleza.
·
OBALUAÊ: Orixá das doenças contagiosas, das pragas e da morte.
·
IANSÃ: Deusa guerreira dos ventos, das tempestades. Aquela que foi partida em nove
pedaços.
·
OXOSSI: Divindade protetora das florestas, dos animais e dos caçadores.
·
OXALÁ: Orixá maior do Candomblé. Pai supremo de todas as divindades.
“PUXADA DE REDE”
Coreografia: Walson Botelho
Música: Folclore baiano
Manifestação popular ainda encontrada nas praias da Bahia, na qual os pescadores,
acompanhados de suas mulheres, saem à noite para a pescaria e durante todo tempo realizam
rituais para IEMANJÁ, Deusa do mar, através de cantos
“BERIMBAU”
Coreografia: Zebrinha
Música: Folclore baiano
Reza a lenda que do amor entre dois jovens de tribos rivais, por se amarem e desobedecerem
às leis impostas por seus familiares de nunca se verem, foram separados e transformados por
uma feiticeira em um pássaro chamado IÚNA.
O canto melancólico deste pássaro reflete a agonia dos protagonistas desta estória de amor na
tentativa inútil de se reencontrarem. E foi inspirado no canto da IÚNA que surgiu o mais belo e
sagrado dos toques do berimbau.
“SAMBA DE RODA”
Coreografia: Walson Botelho
Mise-en-scene: Walson Botelho e Zebrinha
Música: Folclore baiano
A dança e o ritmo mais populares na Bahia. O Samba de Roda surgiu como forma de
entretenimento entre os escravos durante seus raros momentos de lazer nos fundos das
senzalas. A partir de então, tomou várias formas distintas e originou diversos estilos hoje
propagados por todo o país, num exemplo que varia entre o samba duro, praticado pelos
capoeiristas após as rodas de capoeira, aos pagodes dos morros cariocas e das festas
populares na Bahia.
“CAPOEIRA”
Coreografia: Walson Botelho
Mise-en-scene: Walson Botelho e Zebrinha
Música: Folclore baiano
Forma de luta marcial que tem como base outras artes marciais e danças trazidas pelos
escravos africanos, em especial aqueles vindos de Angola, durante o período colonial. Foi
reprimida e proibida a sua execução principalmente em locais públicos até o início da década
de 60, quando começou a ganhar força e prestígio através de grandes mestres de capoeira que
a levaram para todo o mundo, sendo hoje reconhecidamente a “arte marcial oficial do Brasil”.
“AFIXIRÊ”
Coreografia: Rosângela Silvestre
Música: Antônio Portella e Jorge Paim
AFIXIRÊ, em Yorubá, significa “festa da felicidade”. Uma coreografia inspirada na grande
influência que os povos africanos tiveram na formação da cultura brasileira, em especial, na
Bahia. Uma verdadeira festa de cores, movimentos e sons.
RECONHECIMENTO
Na turnê norte-americana, realizada em 2011, o jornal “The New York Times” publicou em
duas páginas a manchete: “Jornadas Fantásticas - Quando o Balé Folclórico da Bahia aporta em
Nova York é tempo de festa”.
Em 1994, a Associação Mundial de Críticos reconheceu o BFB como a melhor companhia de
dança folclórica do mundo. Ao longo dos seus 23 anos, o Balé conquistou vários prêmios e
reconhecimento. Dentre eles: o Prêmio Fiat (oferecido pela Fiat do Brasil como a melhor
companhia de dança do país em 1990); o Prêmio Estímulo (oferecido pelo Ministério da
Cultura como a melhor companhia de dança do país e melhor espetáculo de dança do país em
1993); o Prêmio Mambembão (oferecido pelo Ministério da Cultura como a melhor pesquisa
em cultura popular e melhor preparação técnica de elenco em 1996); o Prêmio Bom do Brasil
(oferecido pela Varig como um dos cinco mais importantes projetos sócio-culturais existentes
no país em 2004) e o Prêmio Mérito ao Turismo (oferecido pela ABRAJET Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo pelos serviços prestados ao turismo no estado).
Desde 1993, sob a direção artística de José Carlos Arandiba (Zebrinha), a companhia atingiu
um nível de aprimoramento técnico-interpretativo, que despertou a atenção dos mais
exigentes profissionais e críticos da área de dança.
HISTÓRIA
O Balé Folclórico da Bahia (BFB) foi criado em 1988 por Walson Botelho e Ninho Reis. De lá
para cá, o Balé já recebeu vários prêmios e se apresentou em 182 cidades e 19 países, além de
ter conquistado sucesso de público e considerável prestígio da crítica especializada no Brasil e
no exterior. Baseado em Salvador, o Balé fez sua estréia durante o Festival de Dança de
Joinville, mesmo antes do seu lançamento oficial, quando mais de 20 mil pessoas aplaudiram o
espetáculo "Bahia de Todas as Cores". O sucesso imediato propagou-se e trouxe convites para
apresentações em outros festivais por todo o país.
Em 1992 fez sua estreia internacional no renomado Festival da Alexanderplatz, em Berlim,
para um público de mais de 50 mil pessoas, sendo ovacionado, no final do espetáculo, por
quase 15 minutos. O Balé seguiu realizando pequenas turnês ao exterior, até que foi
convidado para participar da Bienal de Dança de Lyon, na França, considerado o mais
importante evento do gênero no mundo, ao lado de companhias já consagradas, a exemplo da
Alvin Ailey Dance Company, Ballet of Harlem, Bill T. Jones Dance Company e Dayton Ballet.
O sucesso estrondoso das apresentações no Auditorium Maurice Ravel, em Lyon, foi motivo
para a primeira crítica de página inteira no jornal "The New York Times", escrita por Anna
Kisselgoff, que considerou o BFB, entre as companhias dos quatro continentes presentes no
festival, como a que melhor exemplificava a temática do evento: Mama Africa.
A Bienal de Dança de Lyon em 1994 abriu caminho para as constantes turnês internacionais da
companhia, que retornou à Bienal em 1996 e consagrou-se definitivamente como uma das
mais importantes e atuantes companhias de dança do mundo, na atualidade. A partir daquele
ano, realizou turnês às Américas do Norte e Central, Europa e Austrália, tendo se apresentado
em importantes palcos dos Estados Unidos, França, Canadá, Suíça, Alemanha, Portugal,
Finlândia, Suécia e Dinamarca.
FICHA TÉCNICA:
BALÉ FOLCLÓRICO DA BAHIA
Direção Geral: Walson Botelho
Direção Artística: José Carlos Arandiba (Zebrinha)
Direção Musical: José Ricardo Sousa
Assistentes de Coreografia: Nildinha Fonseca e Reinaldo Pepe
Técnico de Som: Caíque Vidal
Iluminador: Marcos Souza
Figurinos e acessórios: Antônio das Graças, Ninho Reis, Walson Botelho e Zebrinha
Maquiagem: Fernando Bergen
Camareira: Patrícia Souza
Técnicos de Palco: Carlos Matias e Jairo Fonseca
Professores: Zebrinha (Ballet Clássico e Dança Moderna), José Ricardo Souza (Dança
Afroreligiosa) e Nildinha Fonseca (Dança Afro Brasileira)
Preparação Vocal de Elenco: Marcelo Bomfim
Arranjos Instrumentais para Gravação: Sérgio Souto
Arranjos Complementares para Coral: Jarbas Bittencourt
Produção: Arteiros
ELENCO
Bailarinos:
Agatha Souza, Alan Dias, Darlan Oliveira, Edileuza Santos, Ednei Cruz, Edvan Lima, Jair Santana,
Joseilton Lapa, Josenildo Santos, Luana Pessanha, Nildinha Fonseca (solista em Puxada de Rede
e Afixirê), Rafael Leal, Reinaldo Pepe (solista em Afixirê), Robson dos Anjos, Priscila Vaz, Rose
Soares (solista em Afixirê), Valfredo Pereira, Wagner Santos.
Músicos:
Alcides Morais, Fábio Santos (solo de berimbau e conga), Joel Souza, José Ricardo Sousa, Mário
Sérgio Santos
Cantores:
Dora Santana, João Gonzaga, Miralva Couto
Serviço:
Espetáculo: Herança Sagrada – A Côrte de Oxalá - Balé Folclórico da Bahia
Local: Teatro Castro Alves (Salvador)
Data: dia 21 de janeiro às 21 horas e dia 22 às 20 horas
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Duração: 90 minutos
Carol Campos
Assessoria de Imprensa
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