fundamentação teórica e proposta de metodologia utilizando

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fundamentação teórica e proposta de metodologia utilizando
Dimensionamento antropométrico para o vestuário: fundamentação
teórica e proposta de metodologia utilizando recurso tecnológico
tridimensional
Carla Hidalgo Capelassi
UTFPR
Apucarana, PR, BR
[email protected]
Cristina C. L. Berrehil el Kattel
UEM
Cianorte, PR, BR
[email protected]
RESUMO
Miguel Â. Fernandes Carvalho
UMINHO
Guimarães, Azurém, PT
[email protected]
PALAVRAS-CHAVES:
Metodologia,
Antropometria, Dimensionamento do Vestuário,
Scanner Corporal
Os dados antropométricos disponíveis para a
indústria de confecção brasileira não são
suficientes para responder de forma satisfatória
às necessidades dos usuários, considerando os
diferentes biótipos da mulher brasileira, existindo
uma
falta
de
padronização
que
origina
dificuldades diversas relacionadas, inclusive ao
comércio eletrônico. O usuário sente-se inseguro
ao realizar compras online, pois não sabe
exatamente qual o tamanho mais adequado ao
seu corpo, uma vez que cada marca utiliza um
padrão de medidas próprio. Por outro lado, os
níveis de conforto e o fit podem também ser
afetados, pela utilização de vestuário demasiado
folgado ou demasiado apertado. O estudo aborda
as questões relacionadas com o estado da arte
das
pesquisas
de
dimensionamento
antropométrico para o vestuário e também o
processo metodológico de coleta de dados. Dessa
forma foi definida uma metodologia de medição
do corpo humano utilizando um scanner corporal.
As medidas corpóreas são baseadas na norma
ISO 8559:1989 - Construção do vestuário e
pesquisas antropométricas – Dimensões do
corpo.
Adicionalmente,
serão
selecionadas
algumas tabelas de medidas por ser referência
em grandes empresas e instituições de ensino a
nível nacional e internacional.
ABSTRACT
Anthropometric
data
available
for
the
Brazilian clothing industry are not enough to
respond satisfactorily to the needs of users,
considering the different biotypes of Brazilian
women and there is a lack of standardization
which causes various difficulties related, including
e-commerce. Users feel insecure when shopping
online, as they don’t exactly know which is the
most appropriate size to their body, since each
brand uses their own standard measurements.
Moreover, the levels of comfort and fit can also
be affected by the use of too loose or tight
clothing.
The study addresses issues related to the state of
the art anthropometric sizing research for
clothing and also the methodological process of
data collection. A measurement methodology of
the human body was defined based on the ISO
Standard 8559:1989 - Garment Construction and
Anthropometric Surveys - Body Dimensions. In
addition, different measuring tables will be
selected, referenced by large companies and
educational
institutions
at
national
and
international level.
1
Fourth International Conference on Integration of Design, Engineering and Management for innovation.
Florianópolis, SC, Brazil, October 07-10, 2015.
KEYWORDS:
Methodology,
Apparel Sizing, Body Scanner
“Boa parte das 5,5 bilhões de peças que estão
no mercado não tem um padrão”, segundo
Chadad, presidente da Associação Brasileira do
Vestuário (Abravest) e do Instituto Brasileiro do
Vestuário (IBV) [7]. Apesar da etiqueta com o
tamanho ser obrigatória, a padronização das
medidas
não
é.
Depende
de
cada
marca/confecção.
O
cenário
nacional
das
pesquisas
antropométricas, ainda insuficientes, geram
dificuldades no comércio eletrônico de vestuário,
pois provoca a insegurança do consumidor nas
compras realizadas pela internet, prática mais
generalizada em países que utilizam medidas
padronizadas,
resultado
de
estudos
antropométricos da sua população. “No Brasil,
não há um padrão definido. Muitas vezes a marca
usa uma modelagem maior, para que o
consumidor se sinta psicologicamente magro”,
diz Sabrá, gerente de inovação, estudos e
pesquisas do Senai CETIQT.
Desta
forma,
disponibilizar
dados
antropométricos do padrão do corpo da mulher
brasileira
pode
ainda
beneficiar
o
desenvolvimento do comércio online, ainda em
crescimento no Brasil. "Em virtude das diversas
grades de numerações existentes, a venda de
vestuário na internet enfrenta o desafio do alto
volume de solicitações de trocas e devoluções”
[7].
No entanto, os esforços realizados pelos
órgãos competentes Brasileiros, ainda não
conseguem fornecer a informação técnica
necessária
para
essa
padronização,
demonstrando assim a necessidade de pesquisas
antropométricas com dados do corpo dos
Brasileiros
que
sejam
realizadas
com
equipamentos tecnológicos e que possam ser
utilizados pela indústria do vestuário.
O artigo tem por objetivo expor o estado da
arte
do
dimensionamento
antropométrico
importante para a confecção de vestuário e a
metodologia de coleta de dados.
Ressalta-se, contudo, que diversos órgãos
ligados às normas técnicas e associações de
vestuário têm publicado estudos com dados
antropométricos no Brasil e em diversos países.
Estas publicações fazem parte da revisão
bibliográfica, dando destaque às pesquisas
nacionais.
Anthropometry,
INTRODUÇÃO
O presente estudo está pautado na falta de
padronização das medidas utilizadas pelas
marcas de vestuário no desenvolvimento das
suas coleções, e desta forma, não correspondem
às necessidades tanto da indústria quanto dos
consumidores.
As
questões
ligadas
à
miscigenação
e
diversidade
de
biótipos
encontrados no país, aumentam a dificuldade de
um padrão antropométrico ser representativo da
população brasileira.
Desde o início da discussão sobre a
padronização do tamanho das roupas – o que
remete ao ano de 1968, quando a ISO
(International Organization for Standardization)
fez a primeira abordagem sobre o assunto na
Suécia – muitos países ainda lutam por um
consenso no padrão de medidas [1]. Nesta
situação, também se encontra o Brasil. Os
trabalhos nesta área foram inaugurados pelo
Comitê Brasileiro de Têxteis da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Desde o ano de 1995 a ABNT divulga normas
com dados nacionais, sendo a primeira a [2] NBR
13.377 - Medidas do corpo humano para
vestuário - Padrões referenciais. No ano de [3]
2006 a mesma norma passou por uma revisão,
sendo publicada em 2009 a [4] ABNT NBR
15.800 - Vestuário - Referenciais de medidas do
corpo humano - Vestibilidade de roupas para
bebê e infanto-juvenil, e em 2012 a [5] ABNT
NBR 16.060 - Vestuário - Referenciais de
medidas do corpo humano - Vestibilidade para
homens corpo tipo normal, atlético e especial.
Atualmente é aguardada a norma com padrões
do corpo da mulher brasileira.
Neste contexto, pode-se afirmar que existe
uma falta de padronização relacionada às
medidas adotadas na produção de vestuário no
país, gerada por uma série de fatores, tais como:
pouca informação atualizada sobre medidas
antropométricas brasileiras; difusão de uma
imensa variedade de metodologias e de
terminologias para medição e construção de
vestuário; poucos investimentos na área de
pesquisa, tecnologia e desenvolvimento de
produtos [6].
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Na parte experimental está descrito o
processo metodológico, detalhando as etapas do
trabalho, que está compreendido em definir as
medidas antropométricas mais relevantes para o
escaneamento corporal e o processo de obtenção
dos dados necessários para alcançar os
resultados desejados.
estrutura óssea [11]. No primeiro momento, o
estudo resultou numa base de dados que
classifica os contornos corporais associando-os a
formas geométricas e, no segundo momento,
analisou cada um dos padrões para esclarecer
quais as formas de vestuário que favorecem a
silhueta. Os biótipos femininos [11] podem ser
observados na Figura 2.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
PESQUISAS ANTROPOMÉTRICAS
Os dados apresentados neste artigo são uma
introdução ao dimensionamento do vestuário.
É possível encontrar muitas referências
bibliográficas
que
tratam
de
dados
antropométricos de várias partes do corpo e
também de diferentes populações. Entretanto, o
maior problema da antropometria não é
encontrar os dados, mas saber como aplicá-los,
[8]. Máquinas e equipamentos devem ser
projetados
de
acordo
com
as
medidas
antropométricas da população utilizadora.
Pesquisas das caraterísticas da imagem
corporal vem sendo realizadas e utilizadas nos
mais diversos campos de aplicação do design de
produtos, sobretudo para a área do vestuário. A
imagem corporal enquanto silhueta, formas e
contornos é tema de diversas investigações [9].
Representado na Figura 1, uma escala de
nove padrões de biótipos, com diferenças entre si
[10].
Figura 2: Biótipos femininos.
O resultado das pesquisas de William Sheldon
(1940,
apud
[12])
realizado
com
4000
estudantes norte-americanos. Nesta pesquisa,
Sheldon definiu três tipos físicos básicos,
ectomorfo, mesomorfo e endomorfo, tendo cada
um caraterísticas particulares, representadas na
Figura 3. A representação à direita mostra uma
variação extrema do corpo humano, segundo
Diffrient et al. (1974, apud [12] ), onde 1
representa o tipo físico ectomorfo, com 14,0 cm
de largura do abdómen, e 2 representa o tipo
físico endomorfo, com 43,4 cm de largura
abdominal. A maioria das pessoas não pertence
rigorosamente a um destes tipos, mas a uma
mescla de dois ou dos três. É de fundamental
importância a utilização da antropometria na
produção
de
produtos
adequados
aos
utilizadores.
Figura 1: Escala de nove figuras corporais.
Outra abordagem, voltada para a indústria do
vestuário, definindo oito diferentes biótipos
femininos de acordo com a sua constituição
física, distribuição dos volumes corporais e
Figura 3: Representação dos três biótipos
correspondentes os tipos básicos de corpo humano.
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Em relação ao Brasil, o país ainda não possui
uma única tabela de medidas representativa e
padrão com dados do dimensionamento do corpo
aplicáveis ao segmento do vestuário, daí as
diferenças
encontradas
nos
sistemas
de
numeração do vestuário em diferentes tipos de
produtos e em diversas indústrias, pois cada
empresa utiliza as referências de tamanho que
julga mais adaptadas ao seu consumidor.
Apesar disso, existem estudos pontuais, ou
tabelas de medidas para públicos específicos,
desenvolvidas pelo INT (Instituto Nacional
Tecnológico), sendo a primeira de 1979,
intitulada
Medidas
do
Homem
Brasileiro,
constituídas por quatro tabelas de medidas que
podem ser encontradas no Ergokit, e uma
Pesquisa
Antropométrica
dos
Empregados
Ocupados nos Setores de Produção e Montagem
da EMBRAER, de 2001.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) realiza pesquisas de dimensionamento do
corpo para o vestuário, publicadas a partir de
1995, e desde então ocorrem pesquisas
constantes para se chegar a medidas que sejam
satisfatórias para o modelo de produção “prêt-àporter”.
Em
Portugal,
encontra-se
o
Estudo
Antropométrico da População Portuguesa [13]. A
pesquisa de coleta dos dados antropométricos
estáticos da população adulta portuguesa teve
como objetivo inicial o desenvolvimento de um
sistema de aquisição de dados e, numa etapa
posterior, aplicar este sistema na construção de
uma base de dados antropométricos da
população, com aplicação voltada principalmente
para a concepção e dimensionamento de postos
de trabalho, ferramentas e equipamentos de
proteção individual.
A fim de cumprir tais objetivos, a metodologia
no estudo utilizada partiu da aquisição da
imagem de forma semiautomática ou assistida
por computador, com o uso de imagens
fotográficas, reduzindo consideravelmente o
tempo de medição. Em seguida, os dados dos
indivíduos capturados a partir das fotografias
foram tratados num software específico. Este
estudo considera 25 dimensões antropométricas
(incluindo o peso), sendo nove na posição de pé
e as restantes na posição sentado. O estudo
utilizou uma amostra de 891 indivíduos de ambos
os sexos, sendo 55% do sexo masculino e 45%
do sexo feminino disponibilizando informações
acerca da população Portuguesa passíveis de
comparação com os dados referentes de outras
populações mundiais. Desta forma, contribui para
a disseminação dos princípios ergonômicos de
proporção, de conforto, saúde e bem-estar dos
trabalhadores e indivíduos Portugueses em geral,
já que disponibiliza os dados reais acerca desta
população, necessários para o projeto de
concepção de produtos e organização de postos
de trabalho/espaços. No entanto, o estudo não
disponibiliza todas as medidas necessárias ao
desenvolvimento de vestuário.
De acordo com Capelassi [14], é necessário
enfatizar a diferença entre o tamanho de corpo e
o tamanho de roupa, e que por vezes as
pesquisas
antropométricas
são
tomadas
utilizando as medidas do corpo, desta forma é
necessário acrescentar margens para folgas e
costuras para a adequação do vestuário ao corpo.
Cabe ressaltar que muitos outros estudos de
caraterização e análise de dados antropométricos
foram identificados em diversos países, voltados
para diversas áreas, como o design de produtos,
arquitetura e engenharia. Mereceram destaque
aqueles que apresentaram os dados e as análises
mais confiáveis e completos.
PESQUISAS DE DIMENSIONAMENTO DO
VESTUÁRIO
COM
RECURSO
TECNOLÓGICO 3D
Os avanços tecnológicos estão a transformar
a velocidade, flexibilidade e produtividade da
indústria. A tecnologia digital tem tido um grande
impacto, resultando em mudanças que continuam
a ocorrer na indústria de vestuário. Entre as
várias novas técnicas introduzidas, a tecnologia
tridimensional de escaneamento corporal 3D é a
que tem apresentado maior potencial de trazer
enormes mudanças no sistema de fabricação de
vestuário e também para todo o conceito de
dimensionamento “prêt-à-porter” [15]. Pode ser
usada para fornecer um ajuste perfeito para cada
indivíduo em desenvolvimentos à medida. Em
escala mundial, a realização de levantamentos
antropométricos pelo método tradicional tem sido
muito questionada e, gradativamente, substituída
por sistemas de medições com scanners
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corporais 3D.
O primeiro scanner de corpo foi anunciado em
1987 para a digitalização de superfície e a
medição de um corpo humano vivo. Esta
tendência começou em meados da década de
1980 para a cabeça, rosto e outras partes do
corpo (mãos, pés e tronco) e evoluindo
naturalmente para a geração de imagens de
corpo inteiro. Em maio de 1995, a Cyberware
anunciou a introdução dos primeiros scanners 3D
para capturar a forma de todo o corpo humano
numa
única
passagem.
Esta
pesquisa
antropométrica
informatizada
foi
aplicada
principalmente para medir indivíduos na Força
Aérea dos EUA para o desenvolvimento de
uniformes com ajuste perfeito, contando com
mais de 30 parceiros industriais em 2002 [16].
Há uma notória evolução no método
tridimensional para a verificação do corpo,
confirmando a maior rentabilidade deste método
[15, 17]. Vale salientar que, o advento da
tecnologia de digitalização 3D abriu novas
possibilidades ao permitir uma rápida coleta de
dados de medição humana, bem como a coleta
de dados da forma do corpo permitindo uma
melhor compreensão da imagem do corpo, do
seu mercado-alvo e ajudar os fabricantes de
vestuário a melhorar o ajuste das suas roupas à
medida e “prêt-à-porter”.
Os sistemas de dimensionamento bem
desenhados com base em dados precisos irão
fornecer um melhor ajuste e conforto a um maior
número de pessoas com vários tamanhos de
corpo e proporções numa população do mercadoalvo [15]. Com o objetivo de produzir peças de
vestuário e sistemas de dimensionamento que
continuem a prestar um bom ajuste às pessoas,
tem
sido
afirmado
que
os
inquéritos
antropométricos
nacionais
repetidos
em
intervalos frequentes são necessários.
A verificação tridimensional do corpo permitiu
um novo impulso para a geração de bases de
dados antropométricos. No Japão, EUA, Canadá,
Holanda, Itália, Coreia e França, por exemplo,
estão disponíveis bases de dados recentes. No
entanto, estas bases de dados não estão
acessíveis ao designer. Por isso, um grupo de
cientistas criou um grupo chamado de World
Engineering Anthropometry Resource (WEAR),
com o objetivo de criar bases de dados
antropométricos disponíveis a engenheiros e
designers [17].
O Grupo WEAR é formado por uma equipe
que
visa
obter
e
disponibilizar
dados
antropométricos da população mundial, tendo
como premissa que “as medidas antropométricas
são dados essenciais para o projeto ergonômico
de
produtos
industriais”
[18].
Procuram
desenvolver uma ferramenta para compartilhar
dados antropométricos de modo a fornecer
informações necessárias de forma rápida, precisa
e a um custo reduzido. Além disso, visam
disponibilizar
uma
base
de
dados
antropométricos da população mundial contendo
os dados das pesquisas de dimensionamento
corporal utilizando métodos tradicionais e 3D já
realizadas nos diferentes países, bem como
ferramentas de análise e de adequação de
produtos aos utilizadores.
O WEAR disponibiliza acesso online a mais de
145 bases de dados, incorporando base de dados
CAESAR (Civilian American and European Surface
Anthropometry Resource), com todos os exames
de corpo 3D usados pela NATO, CEN, ISO e
ASTM. O projeto CAESAR recolheu dados
antropométricos para a primeira pesquisa
tridimensional, com o envolvimento do governo e
da indústria.
A base de dados antropométricos CAESAR
utilizou câmaras de varredura tridimensionais
para fornecer modelos completos de cada pose,
tendo sido utilizadas as seguintes posições:
posição relaxada com o indivíduo em pé, posição
relaxada com o indivíduo sentado, de cobertura
(a partir do teto) e ainda dados de algumas
medidas obtidas da forma tradicional (1D),
utilizando uma medida de fita métrica e
compasso de calibre. Além dos aspetos já
mencionados, o levantamento foi realizado com
público masculino e feminino, com idades entre
18 e 65 anos. Os participantes representam
amostras de vários pesos, grupos étnicos,
gêneros,
regiões
geográficas
e
status
socioeconômico.
O estudo foi conduzido entre 1998 e 2000 e
inclui três varreduras por pessoa (posição
estática, da cobertura e sentado de forma
relaxada). Tem muitas vantagens sobre o
sistema tradicional de medição com o uso de fitas
métricas, adipômetros e outros instrumentos.
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Fornece detalhes sobre a forma da superfície a
realizar, a medição e as posições 3D das medidas
relativas permite uma transferência fácil para as
ferramentas de um projeto CAD ou CAM. Oitenta
marcações foram colocadas em cada indivíduo.
Mais de 100 medidas foram fornecidas, e destas,
mais de 60 a partir da varredura em scanner e
aproximadamente 40 medidas tradicionais.
Outra iniciativa na área do escaneamento da
imagem corporal ocorre em parceria com a
University of Pretoria (Department of Consumer
Science) e a North West University (Department
of Human Movement and Sports Science). O
núcleo de antropometria do ERGOTECH realizou
um levantamento antropométrico e montagem de
uma base de dados representativo da população
Sul-Africana [19]. O ERGOnomics TECHnologies
utiliza um scanner com tecnologia laser montado
numa plataforma que, girando em frações de
segundo, captura os dados tridimensionais das
formas dos objetos.
Além dos estudos mencionados, outros países
que
realizaram
inquéritos
antropométricos,
utilizando diferentes scanners corporais 3D [15].
Por exemplo, SizeUSA, SizeUK, French National
Size Survey e Size Korea. O uso desta
ferramenta pode fazer a recolha sistemática de
dados antropométricos de uma forma mais
realista. No entanto, estas bases de dados não
estão acessíveis aos designers.
As tecnologias de escaneamento corporal 3D
têm
crescido
rapidamente
podendo
ser
agrupados em quatro categorias: estrutura de
luz, laser, infravermelho e fotogrametria [20].
Diferentes
scanners
corporais
3D
têm
caraterísticas
distintas
e
vantagens.
Os
dispositivos ópticos utilizados pelos scanners
corporais em 3D podem ser projetores de luz,
CCDs e fontes de luz (halógena, infravermelho ou
laser).
O [TC]² nos EUA foram pioneiros na utilização
deste tipo de tecnologia, tendo desenvolvido um
dos primeiros scanners de corpo humano com
software de extração de medição há cerca de 15
anos [21]. Os scanners realizam a tomada de
medidas com alta resolução e precisão do corpo
humano. O scanner permitiu construir uma base
de dados com mais de 10.000 indivíduos
digitalizados da população dos EUA a partir do
projeto SizeUSA.
Outro equipamento disponível no mercado é o
Bodymetrics, que trabalha no segmento fitness e
de vestuário, muitas vezes voltado para o
consumidor, como os scanners que se encontram
nas lojas de comércio [22]. Em segundos o
Bodymetrics faz o escaneamento do corpo com a
tecnologia 3D produzindo uma réplica virtual do
utilizador com centenas de medidas. Uma vez
digitalizado, o utilizador pode acompanhar as
suas medidas corporais e comparar no futuro a
evolução com o decorrer do treino, ou
relativamente a uma peça de vestuário [22].
Além das pesquisas desenvolvidas com
objetivos de gerar dados da população de
determinados locais, outra vertente de uso dos
body scanners 3D é a imagem corporal
individual, que estão localizados em ambientes
de comércio para dar instantaneamente o
tamanho e as avaliações próprias para o “prêt-àporter” [23]. Os dados tridimensionais são
recolhidos rapidamente para cada consumidor. O
software pode então analisar as imagens de alta
resolução do corpo para extrair as medidas de
adaptação padronizados de uma forma precisa.
Em conjunto com os processos de projeto e de
produção avançada, os scanners corporais
permitem que os consumidores beneficiem de
uma forma moderna de alfaiataria personalizada
e uma adequada seleção do seu tamanho a
preços competitivos e em reduzidos tempos de
resposta.
Também ao nível da investigação nas
principais Universidades o uso desta tecnologia
tem permitido evoluir no desenvolvimento de
novos produtos. O grupo de investigação de
Asdown na Cornell University nos EUA tem sido
pioneiro na realização de estudos variados com
recurso aos scanners corporais 3D [24]. O grupo
utiliza o sistema da [TC]² e o scanner da Human
Solutions (Alemanha), tendo desenvolvido vários
projetos de ensino e pesquisa [25].
O processo inicia-se com uma verificação
rápida do corpo a ser scanneado, a mesma é
transferida para o computador e visualizado na
tela do computador. Em seguida o software
localiza automaticamente pontos de referência do
corpo e gera as medições (em cerca de um
minuto, dependendo do número de medições
desejado). Estas medições são muito confiáveis,
mas os protocolos para localizar os pontos de
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referência
do
corpo
ainda
precisam
ser
aperfeiçoados, uma vez que há uma gama muito
ampla de formas corporais.
Outros estudos desenvolvidos na Cornell
University envolvem a medição da população
estudante
numa
variedade
de
classes,
desenvolvendo
os
seus
conhecimentos
relativamente a estas tecnologias de uma forma
experimental, comparando tamanhos e formas da
população estudantil, estudando estratégias de
negócios de mass customization na indústria de
vestuário [24].
É também possível encontrar empresas
particulares que utilizam este tipo de tecnologia
com outros objetivos. Um exemplo é o Grupo
Alvanon que se dedica a fornecer soluções
integradas de medida e ajuste para a indústria de
vestuário. O grupo opera através de uma rede de
profissionais e especialistas em medidas e
tamanhos de vestuário em todo o mundo [26]. A
Alvanon fornece estratégias de modelagem
personalizadas
e
ferramentas
para
desenvolvimento de produtos para as principais
marcas mundiais de moda e varejo numa vasta
gama de produtos. O Grupo Alvanon utiliza um
scanner com tecnologia laser, designado por
AlvaScan para criar as suas formas de
manequim,
utilizadas
nas
principais
Universidades e empresas por todo o mundo.
O Grupo Alvanon refere na sua comunicação
que cada ser humano é assimétrico, cada um tem
um ombro mais alto do que o outro, um bíceps
ou coxa maior do que o outro. Por outro lado,
diferentes etnias geram diferenças nos corpos, a
forma do corpo asiático é diferente da forma do
corpo ocidental em equilíbrio e distribuição.
A modelagem do Grupo Alvanon oferece a
combinação da maior base de dados do mundo,
com mais de 300.000 corpos scanneados por
uma equipe de profissionais dedicados às
medidas e formas do corpo humano [27,28].
Existem
ainda
outras
empresas
e
Universidades
realizando
pesquisas;
foram
apresentadas as mais expressivas para o
presente estudo.
alcançar um número significativo de participantes
que
permitam
chegar
a
conclusões
estatisticamente válidas. O tamanho da amostra
será determinado com base nos dados recolhidos
nos estudos exploratórios. O tamanho da
amostra terá como condicionantes uma margem
de erro de 5% e um nível de confiança de 95%.
A metodologia utilizada neste procedimento
experimental [29], está representada na Figura
4. O diagrama está dividido em três etapas, e
mostra como é complexo o desenvolvimento de
medições antropométricas. A primeira etapa é
designada por Análise Antropométrica, a segunda
por Análise de Dimensionamento e a terceira por
Sistema
de
Desenvolvimento
do
Dimensionamento. No total são onze passos para
se concluir a metodologia.
Figura 4: Diagrama para dimensionamento do
vestuário.
O procedimento tem início com a definição do
segmento feminino como objeto de estudo
constituído por mulheres de nacionalidade
brasileira entre os 18 e os 30 anos. A escolha do
intervalo de idades tem em consideração as
caraterísticas corpóreas que apresentam alguma
similaridade entre o corpo das mulheres nesta
faixa etária. As participantes do estudo serão
naturais de diversos estados brasileiros, mas que
residam no momento da coleta de dados
PROCESSO METODOLÓGICO
Para a realização do estudo é necessário
definir a metodologia a seguir, assim como
delimitar a amostra de modo a conseguir
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antropométricos em Portugal.
As medidas do corpo selecionadas para o
estudo estão baseadas na norma ISO 8559:1989
Construção
do
vestuário
e
pesquisas
antropométricas – Dimensões do corpo. O
documento de referência compreende definições
para a localização e dimensões do corpo usadas
para construção de vestuário. Nem todas as
dimensões do corpo definido na norma são
sempre
necessárias
durante
inquéritos
antropométricos ou na fabricação de roupas. As
medidas que serão objeto de estudo estão
referenciadas nas tabelas seguintes. Deve-se
salientar que nem todas as medidas descritas na
ISO 8559:1989 fazem parte deste estudo.
No total são apresentadas 49 dimensões do
corpo para a confecção de vestuário, conforme a
Tabela 1. Estas dimensões também dividem o
corpo em duas partes: superior e inferior. As
dimensões do corpo estão divididas em três
grupos:
- medidas verticais (comprimento);
- medidas horizontais (circunferência);
- outras medidas.
24. Largura dos ombros
25. Largura de costas
26. Comprimento do braço superior
cotovelo)
27. Comprimento do braço
28. 7ª vértebra cervical ao pulso
29. Comprimento da mão
30. Comprimento do pé
Medidas horizontais (circunferência)
31. Circunferência da cabeça
32. Circunferência do pescoço
33. Circunferência da base do pescoço
34. Circunferência do tórax
35. Circunferência do busto
36. Circunferência superior do braço
37. Circunferência da cava
38. Circunferência do cotovelo
39. Circunferência do pulso
40. Circunferência da mão
41. Circunferência da cintura
42. Circunferência do quadril
43. Circunferência da coxa
44. Circunferência do meio da coxa
45. Circunferência do joelho
46. Circunferência abaixo do joelho
47. Circunferência da panturrilha
48. Circunferência mínima da perna
49. Circunferência do tornozelo
Medidas verticais (comprimento)
1. Comprimento do braço
2. Distância da 7ª vértebra cervical até a altura das
axilas
3. Ponto do pescoço/ombro ao peito
4. Cervical ao ponto do peito
5. Pescoço/ombro à cintura
6. Cervical à cintura (frente)
7. Cervical à cintura (costas)
8. Altura cervical (sentado)
9. Comprimento do tronco
10. Distância vertical entre o nível da cintura e da
virilha
11. Cervical ao joelho
12. Altura cervical (em pé)
13. Cintura ao quadril
14. Comprimento da perna na lateral
15. Altura da cintura
16. Altura do quadril ao solo
17. Gancho
18. Comprimento do tronco
19. Comprimento da coxa (virilha ao joelho)
20. Entre pernas
21. Altura do joelho
22. Altura do tornozelo
Outras medidas
23. Extensão dos ombros (base do pescoço)
(ombro
ao
Tabela 1: ISO 8559:1989 - Construção do vestuário e
pesquisas antropométricas – Dimensões do corpo.
Nas Figuras 5, 6 e 7 pode ver-se a localização
das 23 dimensões do corpo selecionadas para o
estudo, incluindo as medidas obtidas na vertical e
na horizontal, comprimento, largura, altura e
circunferência de diversas partes do corpo,
dimensões essas necessárias para o correto
dimensionamento
corporal.
Além
das
23
dimensões apresentadas, será ainda obtida a
informação relativa à altura e à massa corporal
em quilogramas dos participantes.
8
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Para a análise do dimensionamento foram
selecionadas algumas tabelas de medidas
femininas, utilizadas como referência padrão por
grandes empresas e instituições de ensino a nível
nacional e internacional. Estas medidas foram
selecionadas por serem as principais necessárias
ao desenvolvimento da modelagem e confecção
de vestuário, nomeadamente as fundamentais
medidas de busto, cintura e quadril.
Duas empresas de vestuário foram préselecionadas para representar as medidas do
corpo da mulher brasileira. As marcas produzem
roupas femininas para o público definido como o
foco dessa pesquisa. As empresas estão
localizadas no Noroeste do Paraná, e tem
distribuição nacional por meio de vendas no
atacado. Ambas querem comercializar online,
mas ainda precisam definir melhor as questões
relacionadas ao dimensionamento das suas peças
da coleção.
Por meio de um termo de cooperação mútua,
as duas empresas deverão ceder os atuais dados
antropométricos utilizados e assim que esse
estudo tiver uma tabela representativa do corpo
feminino, serão confeccionadas algumas peças da
coleção para a devida comparação com as
medidas utilizadas, podendo dessa forma analisar
a
relevância
de
estudos
atuais
do
dimensionamento do corpo da brasileira.
Empresas internacionais e nacionais investem
em pesquisas de dimensionamento corporal para
a fabricação de manequins com medidas reais do
corpo humano do seu público alvo, para serem
utilizadas durante o processo de modelagem dos
seus modelos em cada coleção.
Como referido anteriormente, a Alvanon
trabalha com dimensionamento de vestuário e
especialista em estudos da forma do corpo
humano para diferentes tipos de antropometria.
Sendo atualmente uma importante produtora
mundial de manequins de ajuste. Os produtos da
gama AlvaForm que distribui internacionalmente
tem por base milhares de escaneamentos do
corpo humano, obtidos com auxílio de um body
scanner 3D, permitindo definir padrões regionais.
Cada padrão de série da representação do corpo
foi desenvolvido em relação uns aos outros como
uma gama de tamanhos, de modo que o
utilizador pode escolher a forma que é mais
próximo das suas exigências. A tabela com
Figura 5: Medidas obtidas na parte da frente do corpo.
Figura 6: Medidas obtidas na parte traseira do corpo.
Figura 7: Medidas obtidas na lateral do corpo e
circunferências.
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alguns tamanhos de medidas de padrão global
feminino, representada na Tabela 2, foi a
selecionada para este estudo.
US
UK/AU
DE/NL/DK/SE
FR/ES/IT
Busto
Cintura
Quadril
Pequeno Quadril
4
8
34
36
87.25
66.25
84.75
92.25
6
10
36
38
89.25
69.25
88
94.75
defendeu a padronização de medidas a fim de
gerar um manequim que respondesse às medidas
dos consumidores brasileiros. Para Radicetti, o
corpo da mulher brasileira possui curvas e
medidas distintas das de outros países, por esse
motivo é que a Draft se preocupou com a
combinação
das
medidas
fundamentais
à
modelagem e à conformação do corpo do
manequim para o Biótipo Brasileiro. Algumas
medidas estão representadas na Tabela 4.
8
12
38
40
92.25
72.5
90.75
97.75
Tamanho
Busto
Cintura
Quadril
Tabela 2: Padrão global feminino – ALVANON
(medidas em centímetros)
Para comparação das medidas utilizadas no
desenvolvimento da modelagem de vestuário,
entende-se ser importante incluir no estudo uma
tabela de medidas utilizada por uma importante
escola de moda, com presença internacional,
tendo sido selecionada a ESMOD (Paris). A
representação do corpo utilizada pela ESMOD, foi
inventada e registada por Alexis Lavigne em
1841. A equipe ESMOD segue desde 2008 as
medidas do vestuário “prêt-à-porter, revistas
durante a última campanha de medições
europeias, demonstrando desta forma que estão
sensibilizados
relativamente
às
pesquisas
antropométricas realizadas. As medidas de
alguns tamanhos utilizados para o manequim de
ajuste estão representadas na Tabela 3.
Tamanho
Decote
Busto
Cintura
Quadril
36
35
84
64
90
38
84
64
94
40
88
68
98
Tabela 4: Medidas Draft para manequim (medidas em
centímetros).
Numa segunda etapa do projeto será
efetuado
um
levantamento
antropométrico
utilizando um software 3D para o escaneamento
corporal. O sistema a utilizar é designado por KBI
– Kinect Body Imaging, desenvolvido pela School
of Human Ecology, University of Texas – Austin
(EUA) [30].
O Microsoft kinect, representado na Figura 8,
é um dos mais novos scanners corporais
disponíveis, que usa um sistema de luz
estruturada. Kinect é um dispositivo de entrada
que detecta movimento e destinava-se a ser
usado como um controlador de jogo alternativo
para consoles de jogos Xbox 360.
38
36
88
68
94
Tabela 3: Medidas ESMOD para manequim (medidas
em centímetros).
Figura 8: Sensor Microsoft kinect
Tratando-se do estudo de dados da mulher
brasileira, acredita-se ser relevante escolher
também um dos principais fabricantes de
manequins de ajuste Brasileiro. Assim, foi
selecionada a empresa brasileira Draft Manequins
Industriais, por ter sido a primeira no mercado a
oferecer um produto com medidas de acordo com
o Biótipo Brasileiro. Na sua tese de mestrado em
Engenharia de Produção na COPPE – RJ, a
responsável por esta empresa, Elaine Radicetti,
O sistema KBI é apresentado no estudo de
[30], onde são utilizados apenas quatro
dispositivos Kinect para capturar todo o corpo
humano, conforme Figura 9, sendo gerada a
imagem 3D do corpo com as principais medidas
reproduzidas automaticamente.
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com os biótipos da mulher brasileira, esses dados
serão comparados com os de outros estudos
nacionais e internacionais e com os dados das
duas empresas de vestuário que fazem parte do
estudo.
Posteriormente, serão produzidas peças de
vestuário dessas empresas com as novas tabelas
de medidas, e, desta forma, verificar os
resultados
diretamente
na
utilização
do
vestuário, prezando questões relacionadas ao
conforto, principalmente o conforto ergonômico e
ao fit. Os resultados finais esperados são uma
tabela de dimensões atualizada do corpo da
mulher
brasileira,
utilizando
um
recurso
tecnológico, e que tenha uma aplicação prática
na indústria do vestuário no Brasil.
Figura 9: Sistema de aquisição KBI.
Serão assim obtidos os dados referentes à
população em estudo e definidas as principais
gamas de tamanhos e respectivas medidas,
sendo gerada uma nova tabela de medidas
adequada à mulher brasileira residente em
Portugal, que se espera seja representativa da
mulher brasileira. Na análise serão consideradas
as diferenças relacionadas com o Estado de
origem da mulher brasileira.
Numa fase seguinte do trabalho, serão
analisadas e comparadas as medidas de todas as
tabelas que farão parte da pesquisa, salientandose as principais diferenças, confrontando-se
assim os resultados e avaliando de que forma
estão inadequadas para representarem o corpo
atual da mulher brasileira. Será assim dada
grande relevância à importância e necessidade de
um estudo atual, e principalmente que as marcas
tenham acesso a estas informações e as utilizem
no desenvolvimento dos seus produtos em cada
nova coleção.
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[7] Padronização da roupa pode causar
revolução no setor. 2011, Revista Veja.
Disponível
RESULTADOS ESPERADOS
A pesquisa até o momento encontra-se na
definição
do
procedimento
metodológico,
portanto, os dados ainda não estão definidos e os
resultados esperados são determinantes para
direcionar o andamento do projeto.
Com o término da pesquisa os resultados
desejados
estão
relacionados
ao
dimensionamento
antropométrico
para
o
vestuário utilizando recurso tecnológico de um
body scanner 3D, os dados gerados nessas
medições vão originar uma tabela de medidas
11
Fourth International Conference on Integration of Design, Engineering and Management for innovation.
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12
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