SeSSão PoSter - Sociedade Brasileira de Nefrologia

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SeSSão PoSter - Sociedade Brasileira de Nefrologia
Sessão Poster
XXVI Congresso Brasileiro de Nefrologia
5 a 09 de setembro de 2012, São Paulo – SP
SEÇÃO POSTER
P-368
Insuficiência renal crônica, restrição de sono e sildenafil: consequências renais, cardíacas e sexuais em
um modelo animal
Camila Hirotsu, Tathiana Aparecida Alvarenga, Sergio Tufik, Monica Levy Andersen
NIFESP, UNIFESP, UNIFESP, UNIFESP
Introdução: A insuficiência renal crônica (IRC) é uma doença que vem crescendo paralelamente ao aumento na incidência de hipertensão arterial sistêmica, e apresenta-se frequentemente acompanhada de alta prevalência de disfunção sexual e distúrbios de sono, fatores que contribuem com a piora da qualidade de vida. Embora
a falta de sono seja um fator inerente na vida de indivíduos com IRC, seus efeitos na evolução da doença são desconhecidos. Somado a isso, pouco se sabe sobre os
possíveis efeitos renoprotetores e cardiovasculares do sildenafil na IRC. Objetivos: Avaliar os efeitos do tratamento crônico de sildenafil em ratos com insuficiência
renal crônica submetidos à restrição de sono com relação aos parâmetros de: evolução corporal, função renal e sistema cardivascular; perfil metabólico, inflamatório e
hormonal; comportamento sexual e sobrevida; morfologia testicular e renal. Resultados: Foram utilizados 140 ratos e 60 ratas Wistar Hannover com 3 meses de idade.
Os Resultados mostram que o sildenafil foi eficaz em reduzir a perda da função renal, o desenvolvimento da hipertensão arterial sistêmica, a perda de peso excessiva,
a hipoglicemia, o déficit de ferro circulante, a dislipidemia, a diminuição de testosterona e LH e o aumento de citocinas pró-inflamatórias (IL-1α, TNFα e IL-17),
embora diante da restrição de sono esses efeitos tenham sido atenuados ou abolidos. Com relação ao comportamento sexual, os dados revelam que houve melhora na
função sexual nos grupos com IRC tratados com sildenafil, independente da condição de sono. Somado a isso, a restrição de sono trouxe benefícios para o comportamento sexual dos animais, provavelmente devido ao aumento de progesterona e FSH. Porém, ressalta-se que animais restritos de sono apresentaram alterações na
morfologia testicular com redução do epitélio germinativo e atrofia tubular. A sobrevida também foi significativamente aumentada pelo tratamento, reduzindo em
73% o risco de mortalidade. Conclusão: O tratamento crônico e precoce com sildenafil apresenta um possível papel como adjuvante na terapêutica das principais
comorbidades relacionadas à progressão da IRC. Todavia, sua efetividade depende de uma maior atenção ao estilo de vida e à qualidade de sono.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-225
Análise das alterações cardiovasculares decorrentes de calcificação vascular, a partir de métodos
não invasivos, em uma população de pacientes com doença renal crônica nos estágios IV e V
Magalhães TC, Vieira LM, Marques LP
Hospital Universitário Gafree e Guinle (HUGG) Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, Hospital Universitário Gafree e Guinle (HUGG)
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, Hospital Universitário Gafree e Guinle (HUGG) Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro.
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) constituem a principal causa de mortalidade em pacientes com doença renal crônica (DRC).Dentre as alterações
cardiovasculares,destaca-se o processo de calcificação vascular ou valvar.Devemos investigar e tratar fatores de risco tradicionais e não tradicionais para DCV nos
pacientes com DRC.Objetivo:Pesquisar calcificações valvares e vasculares através de métodos não invasivos como a ecocardiografia transtorácica (ecoTT) e a radiografia simples (rx) de pelve e mãos na incidência ântero-posterior (AP) e tentar correlacioná-los com fatores de risco tradicionais e não tradicionais.Casuística e
Métodos:Temos um estudo prospectivo de coorte, realizado entre janeiro de 2010 e fevereiro de 2011 no ambulatório de DRC,estágios IV e V em tratamento conservador do HUGG.A amostra foi composta por 33 pacientes,com idade > 18 anos.A taxa de filtração glomerular foi estimada pela fórmula do M.D.R.D.;Foram
realizados eco TT e rx de pelve e das mãos,calculadas as pressões de pulso (pp),índices de massa corporal (IMC),dosagem de cálcio (Ca),fósforo (P),produto Ca x
P,hematócrito e hemoglobina.Resultados:Dos 33 pacientes que participaram do estudo,42,4% eram do sexo feminino e 57,6% do sexo masculino.A média de idade
foi de 66,61 ± 13,65 anos.Dentre as mulheres,14,3% eram diabéticas e 78,6% hipertensas.Entre os homens,84,2% eram hipertensos,e 26,3% eram diabéticos.A creatinina média foi de 2,94 ± 0,83 mg/dl e a taxa de filtração glomerular média estimada pelo MDRD foi=21,67 ± 5,23 ml/min.O IMC médio foi de 24,82 ± 4,54.A
média das pp foi de 60,61 ± 18,02.O exame de eco TT demonstrou hipertrofia de ventrículo esquerdo em 45,5% dos pacientes,disfunção diastólica em 27,3%,disfunção sistólica em 15,2%,calcificações em valvas:Tricúspide=18,2%,Mitral=93,4% e Aórtica (Ao)=90,1%.Houve uma correlação positiva entre número de calcificações valvares e idade.A análise dos rx em AP de mãos e pelve demonstraram calcificações vasculares em 6,06% exames.Conclusões:O eco TT mostrou ser um método
eficaz para visualização de calcificações valvares;as valvas mais acometidas foram Mitral e Ao.O rx de mãos e pelve não são bons métodos diagnósticos para detectar
precocemente calcificações vasculares.75% dos pacientes obtiveram valores de (pp) acima do esperado em medidas ambulatoriais.O desequilíbrio do Ca e P atua na
formação das calcificações metastática;O P parece ter um papel mais importante no controle do produto Ca x P, do que o cálcio.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-131
Perfil de Sensibilidade aos Antimicrobianos dos Agentes Causadores de Peritonites em Pacientes
Submetidos a Diálise Peritoneal
Osório DA, Marian M, Bruno RM
Santa Casa de Porto Alegre, Santa Casa de Porto Alegre, UFCSPA - Santa Casa de Porto Alegre
Introdução: Peritonite permanece sendo a principal complicação na Diálise Peritoneal. A identificação do agente causal é de fundamental importância na evolução
clínica e no tratamento das peritonites. Conhecer o perfil de sensibilidade dessas infecções permite estabelecer a abordagem inicial mais apropriada, minimizando
custos e reduzindo morbidade. Segundo as recomendações da International Society for Peritoneal Dialysis (ISPD) preconiza-se o uso empírico de uma cefalosporina
ou vancomicina para cobrir gram-positivos e de uma cefalosporina de terceira geração ou aminoglicosídeo para cobertura de gram-negativos. Porém a escolha do
antibiótico em cada centro deve basear-se no perfil etiológico e de sensibilidade bacteriana in vitro local. Objetivos: Este estudo tem como Objetivo geral conhecer o
perfil de sensibilidade aos antimicrobianos dos agentes causadores de peritonites, em pacientes submetidos à diálise peritoneal no Serviço de Nefrologia da Santa Casa
de Porto Alegre (SCPA). Os Objetivos específicos são conhecer a prevalência dos agentes etiológicos causadores de peritonite, avaliar a adequação do protocolo da
ISPD para tratamento das peritonites em nosso meio e descrever os desfechos das peritonites no período estudado. Casuística e Métodos: Foram incluídos os pacientes em programa de diálise peritoneal na SCPA no período de janeiro de 2008 a janeiro de 2011. O delineamento foi uma coorte retrospectiva. Resultados: Foram
avaliados 136 pacientes. No período houve 84 episódios de peritonites em 52 pacientes. Entre as culturas positivas 8,3% apresentaram crescimento de mais de um
germe, 65,4% gram +, 28,5% gram –, 14,2% resultaram em culturas negativas. A maioria das peritonites foi causada por gram-positivos, sendo 36,9% por Staphylococcus coagulase negativa e 10,7% por Staphylococcus aureus. As peritonites em 33,3% foram por gram-negativos sendo 7,1% por Escherichia coli e 5,9% por Acinetobacter. A sensibilidade foi de 100% dos Gram-positivos à vancomicina. Mais de 90% dos Gram-negativos foram sensíveis à gentamicina. Peritonite foi causa de
troca de método em 23,8% dos casos e óbito em 2,3% nos 3 anos de avaliação retrospectiva. Conclusão: NÃO há necessidade de se alterar o protocolo utilizado, pois
em mais de 90% dos casos a cobertura foi adequada.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-126
Obstrução do Catéter de Tenckhoff por Áscaris Lumbricóides
Cimino, Leonardo, Valdeci, Nadiane, Maria Lúcia Martins, Ramalho Marcia
Hospital Philadelfia, Hospital Philadelfia, Hospital Philadelfia, Hospital Philadelfia, Hospital Philadelfia
Paciente renal crônico, diabético obeso, indicado CAPD com boa aceitação. Devidamente treinado implantamos catéter de tenchoff. Ao passar o período de break-in,
inicia diálise domiciliar e no decorrer das trocas retorna á unidade com suspeita de oclusão do catéter por fibrina. Havia no lúmen do Catéter de Tenckhoff Parasita
Ascaris Lumbricoides. Foi retirado o parasita e análise laboratorial confirmou ser Áscaris. Paciente tratado com mebendazol e outros antiparasitários, realizados exames complementares para afastar perfuração intestinal, todos negativos. Mantiveram frequentes oclusões do catéter por áscaris de pequeno tamanho,porém facilmente
liberados do catéter e permitiam a continuidade do método ,porém causando desconforto ao cuidador e paciente. A causa da presença do parasita na cavidade peritonial não foi elucidada e ainda requer estudos paciente após tais intercorrências optou não permanecer em CAPD.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-535
Estudo comparativo entre crianças e adultos com lesão renal aguda associada à Leishmaniose Visceral
(Calazar)
Geraldo Bezerra da Silva Junior, Natália de Albuquerque Rocha, Michelle JC Oliveira, Luiz FLG Franco, Graziela BR Aguiar, Rodrigo S Pimentel, Camilla
Neves Jacinto, Ana Patrícia Freitas Vieira, Elizabeth De Francesco Daher
Universidade de Fortaleza, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade de Fortaleza, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do
Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará
Introdução: A leishmaniose visceral (calazar) é uma doença parasitária endêmica em países tropicais. Alguns estudos mostram diferenças no padrão da doença em
crianças e adultos. Objetivos: Investigar as diferenças clínicas e laboratoriais entre crianças e adultos com calazar e lesão renal aguda (LRA). Casuística e Métodos:
Foi realizado estudo retrospectivo com pacientes internados com diagnóstico confirmado de calazar em um hospital terciário de Fortaleza, Ceará, no período de
dezembro de 2003 a dezembro de 2010. Foi realizada comparação entre crianças (<14 anos) e adultos. LRA foi definida de acordo com os critérios RIFLE e pRIFLE. Resultados: Foram incluídos 432 pacientes, sendo 146 (33,7%) crianças, com média de idade de 4,8±3,8 anos, e 286 (66,3%) adultos, com média de idade
de 37±15 anos. Os adultos apresentaram maior incidência de icterícia (18,5 vs. 4,7%, p=0,0001), maior tempo entre o início dos sintomas e a admissão hospitalar (88±10 vs. 37±3 dias, p=0,0001), maiores níveis de creatinina na admissão (1,1±1,0 vs. 0,5±0,2mg/dL, p=0,0001), hemoglobina (8,2±1,7 vs. 7,0±1,7g/
dL, p=0,0001) e ALT (90±12 vs. 58±6, p=0,004). As crianças apresentaram maiores níveis de leucócitos (3420±1715 vs. 2500±1878/mm3, p=0,0001) e maior
incidência de esplenomegalia (94 vs. 86%, p=0,009). LRA foi mais frequente entre as crianças (45,8 vs. 32,5%, p=0,008). De acordo com o critério pRIFLE, as
crianças estavam em “Risk” (67%), “Injury” (31%) e “Failure” (2%), enquanto os adultos, pela classificação RIFLE, estavam em “Risk” (17%), “Injury” (44%) e
“Failure” (36%), p<0,0001. A mortalidade foi maior entre os adultos (11,5 vs. 2,7%, p=0,001). Conclusões: As manifestações clínicas foram mais graves nos adultos, evidenciado pela maior frequência de algumas complicações, como dano hepático e maior mortalidade, entretanto, nas crianças, a LRA se apresentou de forma
mais prevalente e menos grave. Essa diferença no curso clínico do calazar entre crianças e adultos. pode ser explicada pela resposta imunológica de cada grupo.
Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-516
Avaliação da função tubular em pacientes com Leishmaniose Visceral (Calazar) antes do tratamento
específico com antimoniais pentavalentes
Michelle JC Oliveira, Marília Pereira Alves, Aline Menezes Sampaio, Bárbara L Montenegro, Geraldo Bezerra da Silva Junior, Gdayllon Cavalcante Meneses,
Alice MC Martins, Camilla Neves Jacinto, Ana Patrícia Freitas Vieira, Elizabeth De Francesco Daher
Universidade de Fortaleza Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade
de Fortaleza Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do
Ceará, Universidade Federal do Ceará
Introdução: O acometimento renal na leishmaniose visceral (calazar) tem sido raramente descrito. A principal alteração inclui o acometimento tubular. Não se sabe ao
certo a influência das drogas utilizadas no tratamento específico desta parasitose sobre a função renal. Objetivos: Investigar a função tubular em pacientes com calazar
antes do tratamento específico com antimoniais pentavalentes. Casuística e Métodos: Foi realizado estudo prospectivo com 13 pacientes internados com diagnóstico
confirmado de calazar em hospitais terciários de Fortaleza, Ceará. Foram realizados teste de concentração urinária após período de 12h de privação hídrica e teste de
acidificação urinária com administração de cloreto de cálcio (CaCl2). Foram calculadas a taxa de filtração glomerular (TFG), fração de excreção de sódio (FENa) e potássio (FEK) e o clearance de água livre (CH2O). Os Resultados foram comparados com um grupo de 15 voluntários sadios (grupo controle). Resultados: A média de
idade dos pacientes com calazar foi de 40,8±19 anos, sendo 92% do sexo masculino. Os pacientes e controles apresentaram níveis semelhantes de creatinina (0,9±0,1
vs. 0,8±0,1mg/dL, p=0,99). Os níveis de microalbuminúria foram maiores nos pacientes com calazar (17,3±25,7 vs. 6,5±6mg/24h, p=0,0001). A TFG foi menor nos
pacientes com calazar (80,8±24,8 vs. 102±17mL/min/1,73m2, p=0,01). Déficit de acidificação urinária foi encontrado em 7 pacientes com calazar (53,8%), que apresentaram pH urinário >5,5 após administração de CaCl2. A osmolalidade urinária foi menor nos pacientes com calazar (483±91 vs. 818±202mOsm/kg, p=0,0001,
após privação hídrica de 12h. Déficit de concentração urinária foi observado em 10 pacientes (76,9%), que apresentaram uma relação entre osmolalidade urinária e
plasmática <2,8 após o teste. A FENa foi maior entre os pacientes com calazar (0,1±0,05 vs. 0,04±0,02%, p=0,0002), bem como a FEK (1,22±0,75 vs. 0,49±0,28%,
p=0,001). O TTKG foi semelhante nos dois grupos (4,98±4,3 vs. 2,7±1,5, p=0,06), assim como o CH2O (-0,89±0,56 vs. -1,1±0,3, p=0,21). Conclusões: O calazar
está associado com alterações tubulares. Déficit de concentração e acidificação urinárias foram encontrados em um número significativo de pacientes (>50%). A avaliação da função renal deve ser realizada cuidadosamente em todos os pacientes com calazar, para a detecção precoce de alterações e a instituição do tratamento adequado.
Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-560
Lesão renal aguda por picadas de cobras
Polianna Lemos Moura Moreira Albuquerque,Juliana B. Lima,Caroline B. Lima,Camilla Neves Jacinto,Ana Patrícia Freitas Vieira,Maria do Socorro B.
Veras,Geraldo Bezerra da Silva Junior,Elizabeth De Francesco Daher
Instituto Dr. José Frota Universidade Federal do Ceará, Hospital Geral Waldemar de Alcântara Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade
Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Instituto Dr. José Frota Universidade de Fortaleza Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará
Introdução: Os acidentes por picadas de cobras representam um importante problema de saúde pública no Brasil. A lesão renal aguda (LRA) é uma complicação frequente desses acidentes. Objetivos: Investigar a ocorrência de LRA em pacientes vítimas de picadas de cobras. Casuística e Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo
com pacientes vítimas de picadas de cobras atendidos em um centro de referência de Fortaleza, Ceará, Brasil, no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2010.
Foram comparados os pacientes com e sem LRA. Resultados: Foram incluídos 233 pacientes, sendo a maioria do sexo masculino e procedente de zona rural (85,4%).
LRA foi observada em 10,3% dos casos. O principal gênero de cobra envolvido nos acidentes foi Bothrops sp (62%). A média de idade dos pacientes com LRA foi
maior que naqueles sem LRA (42±20 vs. 33±21 anos, p=0,04). O tempo entre o acidente e o atendimento medico também foi maior no grupo com LRA (23±24 vs.
14±17h, p=0,02), assim como o tempo entre o acidente e a administração de soro antiofídico (24±24 vs. 13±15h, p=0,001) e o tempo de internação (14±12,5 vs.
3,3±2,2 dias, p=0,0001). Os níveis séricos de sódio foram maiores no grupo com LRA (134±6,9 vs. 139±4.8mEq/L, p=0,0001). A LRA foi predominantemente oligúrica (54,2%), com média de creatinina de 3,3±3mg/dL. Hemodiálise foi necessária em 29,1% dos casos, e recuperação completa da função renal foi observada em
50% dos casos. Não houve nenhum óbito entre os casos estudados. Os fatores associados ao desenvolvimento de LRA na análise multivariada foram o tempo entre o
acidente e a administração do soro, a dose do soro antiofídico e o tempo de internação. Conclusões: A LRA é uma importante complicação dos acidentes por picadas
de cobras, sendo caracterizada por um curso severo, em que metade dos casos não recuperou a função renal no momento da alta hospitalar. O atraso na administração
do soro antiofídico é um dos principais fatores responsáveis pelo desenvolvimento da LRA, devendo-se adotar medidas para o pronto atendimento destes pacientes.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P557
Lesão renal aguda em pacientes com dengue
Camilla Neves Jacinto, Geraldo Bezerra da Silva Junior, Paulo Caminha Carvalho Junior, Moisés F. Cruz Neto, Ana Patrícia Freitas Vieira, Lorena VM
Martiniano, Elizabeth De Francesco Daher
Universidade Federal do Ceará, Universidade de Fortaleza Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará
Introdução: O dengue é uma infecção viral transmitida por mosquitos que atinge níveis epidêmicos em certas épocas do ano no Brasil. Lesão renal aguda (LRA)
tem sido descrita como uma complicação não muito frequente nesta doença. Objetivos: Investigar a ocorrência de LRA em pacientes com dengue. Casuística e Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo incluindo pacientes internados com diagnóstico confirmado de dengue em um hospital terciário de Fortaleza,
Ceará, Brasil, no período de fevereiro de 2001 a agosto de 2008. LRA foi definida de acordo com o critério RIFLE. Resultados: Foram incluídos 155 pacientes, com media de idade de 33±16 anos, sendo 65% do sexo masculino. Os principais sinais e sintomas observados na admissão foram febre (93%), cefaleia
(84,5%), mialgia (82%), astenia (60,6%), anorexia (50,3%), rash (55,5%), dor abdominal (50,3%), vômitos (49,7%), dor retro-orbital (37,4%), fraqueza (34,8%),
diarreia (33,5%) e artralgias (29%). Os seguintes fenômenos hemorrágicos foram observados: gengivorragia (18,7%), petéquias (27%) e hematúria (8,4%). A
prova do laço foi positiva em 16 casos (10,3%). Os sinais de gravidade encontrados foram desidratação (23,2%) e hipotensão (14,8%). Os principais exames
laboratoriais na admissão mostraram: Hb=13,8±1,8g/dL, Ht 38,8±6,1%, leucócitos 4204±2696/mm3, plaquetas 74531±54399/mm3, ureia 25±26mg/dL,
creatinina=0,8±0,4mg/dL. Os níveis máximos de ureia e creatinina durante a internação foram de, respectivamente, 27±29mg/dL e 0,8±0,5mg/dL. LRA foi observada em 10 casos (6,4%), sendo 6 na classe “Risk” (60%) e 4 na classe “Injury” (40%). Entre os pacientes com LRA, 6 (60%) já apresentavam LRA na admissão. Oligúria foi encontrada em 7 casos (4,5%). Recuperação completa da função renal foi observada em quase todos os casos (apenas 1 paciente não apresentava
ainda disfunção renal no momento da alta hospitalar). Óbito ocorreu em 5 casos (3,2%), sendo 3 destes com LRA (a mortalidade associada à LRA foi, portanto, de 30%). Conclusões: A LRA é uma complicação importante do dengue, sendo as causas prováveis os fenômenos hemorrágicos, levando à LRA pré-renal.
A LRA associada ao dengue mostrou um curso leve (maioria dos casos sendo da classe “Risk”), com recuperação completa da função renal na alta hospitalar.
Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-565
O “Cross-talk” rim-pulmão na leptospirose grave (Síndrome de Weil): coorte de 45 pacientes em
Fortaleza, Ceará, Brasil
Elizabeth De Francesco Daher, Pedro Lucas R. Costa,Eduardo NS Pereira, Renata DP Santos, Krasnalhia Lívia S Abreu, Geraldo Bezerra da Silva Junior, Ana
Patrícia Freitas Vieira, Camilla Neves Jacinto, Elizabeth De Francesco Daher
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade de Fortaleza, Universidade Federal do Ceará,
Universidade de Fortaleza Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará
Introdução: A leptospirose é a zoonose mais importante no mundo todo. A forma grave (Síndrome de Weil) é caracterizada por lesão renal aguda (LRA), icterícia e hemorragia pulmonar, com alta taxa de mortalidade. Objetivos: Investigar as interações entre disfunção renal e pulmonar em pacientes com LRA associada à leptospirose. Casuística e Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo em pacientes com diagnóstico confirmado de leptospirose grave internados na
unidade de terapia intensiva de um hospital terciário de Fortaleza, Ceará, Brasil. LRA foi definida de acordo com o critério RIFLE, sendo comparados os pacientes com as classes “Risk”/“Injury” (RIFLE-R/I) e “Failure” (RIFLE-F). A gravidade foi avaliada pelos escores APACHE II e SOFA. Foi feita uma comparação entre os pacientes sobreviventes e os que foram a óbito. Resultados: Foram incluídos 45 pacientes, com média de idade de 42±15 anos, sendo 82% do sexo
masculino. Os pacientes na classe RIFLE-F apresentaram maior média de idade que os pacientes na classes RIFLE-R/I (43±15 vs. 32±13 anos, p=0,02). A média do escore APACHE II na admissão foi de 20,1±8, e do SOFA 14,8±4,8. De acordo com o critério RIFLE, os pacientes estavam nas classes “Risk” (12%),
“Injury” (20%) and “Failure” (68%). Hemodiálise foi instituída em 33 casos (73,3%). O escore APACHE II foi maior no grupo com RIFLE-F (22±6,2 vs.
14±8, p=0,001), bem como o escore SOFA (16±4,2 vs. 11±3,9, p=0,0005). Ventilação mecânica foi necessária para 30 pacientes (66%), sendo mais frequente
nos pacientes com RIFLE-F (77,4% vs. 42,8%, p=0,03). A razão entre a pressão arterial de oxigênio (PaO2)/fração inspirada de oxigênio (FiO2) na admissão
foi semelhante nos dois grupos (160±100mmHg vs. 183±87mmHg, p=0,46). A comparação entre os pacientes com e sem diálise mostrou uma maior frequência de ventilação mecânica nos pacientes que dialisaram (81% vs. 25%, p=0,0008), mas a PaO2/FiO2 foi semelhante (156±97 vs. 196±88mmHg, p=0,21.
Óbito ocorreu em 20 casos (44,4%). A mortalidade foi maior nos pacientes com RIFLE-F (58% vs. 14,2%, p=0,0001) e naqueles que necessitaram de diálise
(57% vs. 8,3%, p=0,005). Conclusões: A LRA na leptospirose está associada com importantes alterações pulmonares, como evidenciado pela maior necessidade
de ventilação mecânica e maior mortalidade entre os pacientes com LRA grave (RIFLE-F). O critério RIFLE é um bom preditor de gravidade nestes pacientes.
Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-256
Depressão entre pacientes com insuficiência renal crônica em hemodiálise
Geraldo Bezerra da Silva Junior, Eveline Cavalcante da Silva, Mikaelly M Lima, João Moisés Landim Santana, Ana Paula Assis Buosi, Francisco Emmanuel
C Monteiro, Elizabeth De Francesco Daher
Universidade de Fortaleza Universidade Federal do Ceará, Centro de Nefrologia de Caucaia, Centro de Nefrologia de Caucaia, Centro de Nefrologia de Caucaia,
Universidade de Fortaleza Universidade Estadual do Ceará, Centro de Nefrologia de Caucaia, Universidade Federal do Ceará
Introdução: A depressão é o distúrbio psiquiátrico mais frequente em pacientes com insuficiência renal crônica (IRC) em hemodiálise. O tratamento dialítico é considerado como a experiência mais difícil enfrentada na vida por 50% dos pacientes em estudos prévios. Objetivos: Investigar a ocorrência de depressão entre pacientes
com IRC em hemodiálise. Casuística e Métodos: Foi realizado estudo prospectivo em dois centros de diálise da região metropolitana de Fortaleza, Ceará, Brasil. A
ocorrência de depressão foi investigada por meio da aplicação do questionário de Beck para depressão (BDI-II). Resultados: Foram entrevistados ao todo 148 pacientes, com média de idade de 46±13 anos, sendo 54% do sexo masculino. A média de tempo em diálise foi de 5,3±5,2 anos. Depressão foi encontrada em 101 casos
(68,2%), sendo classificada como leve em 50 casos (49,5%), moderada em 42 (41,5%) e severa em 9 (9%). Apenas 23 pacientes (15,5%) tinha disgnóstico prévio de
depressão. Acompanhamento com psicólogo estava sendo feito por apenas 48 pacientes (32,4%). A comparação entre os pacientes com e sem depressão evidenciou
idade semelhante (45,2±14 anos vs. 48,2±12,9 anos, p=0,21), sexo (masculino: 53,4% vs. 55,3%, p=0,86) e tempo em diálise (5,5±5.2 vs. 4,9±5,1 anos, p=0,51). Os
pacientes com depressão apresentaram maior frequência de uso de antidepressivos (20,7% vs. 4,2%, p=0,01) e benzodiazepínicos (33,6% vs. 8,5%, p=0,001). Melhora dos sintomas com o tratamento específico foi relatado por 40 pacientes, entre os 46 que estava fazendo uso destas medicações (86,9%). Conclusões: A depressão
é uma doença frequente e ainda pouco diagnosticada em pacientes com IRC em hemodiálise. O acompanhamento especializado com psicólogo também é pouco
frequente, assim como o tratamento medicamentoso específico. A investigação de depressão deve fazer parte da rotina do acompanhamento de pacientes em diálise.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-629
Os sentimentos referidos pelo familiar do indivíduo portador de doença renal crônica em hemodiálise
SHEUNEMANN Rejane Silva, SILVA Maria Aretusa Maciel, ARAUJO Elizete Sampaio
Centro Universitário São Camilo, Centro Universitário São Camilo, Centro Universitário São Camilo (Graduação em Enfermagem)– Centro Universitário São
Camilo São Paulo 2012
A Doença Renal Crônica (DRC) e o tratamento hemodialítico promovem alterações no doente e em sua família. Esta pesquisa tem como Objetivo tanto identificar as possíveis adaptações psicossociais dos familiares de pacientes com DRC frente ao tratamento hemodialítico, quanto comparar as modificações dos sentimentos destes familiares com o passar dos anos. O projeto de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa do Centro Universitário São Camilo e recebeu
parecer favorável através do Ofício 127/2011. O presente estudo é de natureza descritiva, exploratória e de abordagem qualitativa, desenvolvida em uma clínica
satélite, localizada na cidade de São Paulo, SP. O método é análise de conteúdo apoiado em Bardin que após entrevistar 29 familiares, surgiram as seguintes categorias: sentimentos, fragilidade humana e estilo de vida. Segundo relatos dos entrevistados, os sentimentos foram de medo, de tristeza e de dificuldade em lidar com a nova realidade. A fragilidade humana foi identificada em depoimentos de inconformação e de resignação. As mudanças decorrentes do tratamento
restringem o estilo de vida dos familiares no âmbito da alimentação, lazer e trabalho. Mesmo com o passar dos anos os familiares sentem dificuldade de adaptação às novas mudanças impostas pelo tratamento, justificando a importância de focar o cuidado psicossocial não apenas no doente, mas também nos familiares.
Palavras-chave: Falência renal crônica. Diálise renal. Família
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SEÇÃO POSTER
P-36
Cálculo de Kt/V em hemodiálise: comparação entre fórmulas
Daiana Saute Kochhann, Ana Elizabeth Figueiredo, Guilherme Breitsameter
Clinirim – Clínica de Doenças Renais de Porto Alegre, Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia - FAENFI- PUC - RS, Hospital de Clinicas de Porto Alegre
Introdução: A qualidade da diálise oferecida aos pacientes em diálise pode ser mensurada pelo Kt/V, o qual pode ser calculado de diversas maneiras. Objetivo: Comparar os Resultados de Kt/V obtidos por meio das fórmulas de Lowrie (L) e de Daugirdas (D) com os Resultados mensurados pelo monitor de clearence on-line – Online
Clearence Monitor (OCM). Método: Estudo observacional transversal com 59 pacientes em hemodiálise (HD). Os dados foram coletados na mesma sessão de diálise:
(ureia pré-diálise e pós-diálise) e o resultado de Kt/V foi obtido pelo OCM da máquina Fresenius 4008S (Fresenius Medical Care AG, Bad Homburg, Alemanha).
Resultado: Foram analisadas 95 sessões, em que prevaleceu o sexo masculino, 56% (33), com idade média de 57 + 14 anos. A hipertensão arterial com 42% (25),
diabetes com 12% (7) e glomerulonefrite com 8% (5) foram as causas mais frequentes da doença renal crônica (DRC). O Kt/V médio obtido pela fórmula de L, de
D e pelo OCM foi de 1,31; 1,41 e 1,32, respectivamente. A comparação entre as fórmulas de L e D mostra que há diferença estatística p = 0,008 com a correlação
de Pearson de 0,950. Entre D e OCM a diferença também é significativa: p = 0,011 e r = 0,346, provavelmente devido a perda convectiva, avaliada pela equação de
D e não observadas por OCM e L. A comparação entre L e OCM não foi significativa p = 0,999 e r = 0,577. Conclusão: Os dados sugerem que o OCM pode ser
utilizado como um norteador para ajuste da dose de diálise em tempo real.
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P-341
Stress oxidativo em crianças com cistinose nefropática
Luciana Pache de Faria Guimarães, Maria Helena Vaisbich, Antonio Carlos Seguro, Maria Heloisa Mazzola Shimizu
HCFMUSP, HCFMUSP, HCFMUSP, HCFMUSP
Objetivo: Avaliar o stress oxidativo em pacientes com Cistinose Nefropática e a sua interferência sobre a função renal através do uso de uma droga antioxidante, N-acetil-cisteína (NAC) já que nesta doença ocorre deficiência de glutatione no citosol das células. Material e Métodos: Estudo longitudinal em pacientes com Cistinose Nefropática com DRC classes I a IV seguidos na Unidade de Nefrologia – ICr-HCFMUSP. Foram incluídos pacientes em uso regular da medicação, inclusive
da cisteamine (droga depletora de cistina intralisossomal) e que mostraram aderência ao tratamento. Nos primeiros 6 meses de tratamento os pacientes não receberam
NAC ou o fizeram em dose baixa (dose média de 16,3 mg/Kg/dia). Este Perídodo foi caracterizado como Período 1 e composto pelos tempos T0, T1 e T2 ( 3 dosagens das variáveis no Tempo zero quando nenhum paciente usava NAC, Tempo 1 com 6 pacientes recebendo NAC em dose mais baixa e Tempo 2 com 12 pacientes
recebendo NAC na dose baixa). Como não foram observadas mudanças nas variáveis nos tempos T0 a T2 houve mudança de protocolo. Nos últimos três meses do
estudo todos os pacientes incluídos receberam NAC na dose média de 20,4mg/Kg/dia(este tempo foi chamado de T3). Nestes pacientes foram avaliadas as seguintes
variáveis: creatinina e uréia séricas, clearance de creatinina estimado pela estatura, cistatina C, dosagem plasmática de TBARS (substâncias ácido-tiobarbitúricas reativas; picomol de malondiladeído/mg de proteína). Resultados: Foram selecionados 23 pacientes (16 do sexo masculino) que preencheram os critérios de inclusão. A
idade na avaliação foi de X±DP= 8,0±3,6 anos. Foram encontrados os seguintes Resultados: no Período 1 houve uma diferença significativa entre os tempos no valor
do TBARS sérico (p=0,012) e comparando cada um dos tempos, observamos uma diferença significativa entre os tempos T0 e T2, e T1 e T2, com valores significativamente maiores em T2 (p<0,05). Em relação à função renal, houve uma diferença significativa da creatinina sérica entre os tempos (p=0,02), e entre os tempos T0
e T2 (p=0,0003) e T1 e T2 (p=0,0014); uma diferença significativa no clearance de creatinina entre os tempos (p=0,009), e entre os tempos T0 e T2 (p=0,03). Não
houve uma diferença significativa nos valores da cistatina C, porém com tendência de aumento no T2. No período 2, comparando o TBARS sérico entre os tempos
T2 e T3, houve uma diferença estatisticamente significativa (p<0,0001) com valores em T3 menores que em T2. Em relação à função renal, houve uma diferença
estatisticamente significativa nos valores da creatinina (p<0,0001), clearance de creatinina (p=0,006) e cistatina C (p=0,006) entre os tempos T2 e T3, com valores
mais baixos da creatinina e cistatina C no T3 e um aumento do clearance de creatinina no T3. Conclusões: Pacientes com Cistinose apresentam aumento do stress
oxidativo (TBARS plasmático) quando comparados a controles normais. Durante o período de nove meses, foi utilizada a NAC e quando usada na dose mínima, não
houve uma melhora da função renal, porém, na dose máxima,houve redução do stress oxidativo e melhora significativa da função renal. Este conhecimento é útil no
tratamento destes doentes, já que o aumento de stress oxidativo está envolvido na progressão dessa doença.
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SEÇÃO POSTER
P-605
Avaliação da atenção primária para a prevenção de insuficiência renal crônica na estratégia saúde da
família no municipio de Ji Parana/RO
Stein AT, Millan WC
Universidade Luterana do Brasil - Rio Grande do Sul, Centro Universitário Luterano de Ji Paraná - Rondônia
A Doença Renal Crônica (DRC) pode levar a inúmeras modalidades de manejo desde tratamento conservador até o transplante renal, tornando-se um problema de
saúde pública mundial devido ao longo tempo de tratamento associado ao elevado custo. A Atenção Primária a Saúde (APS) através da Estratégia Saúde da Família
(ESF) tem realizado ações para prevenção para DRC, com atuações diretas para promoção à saúde através da identificação e rastreamento do grupo de risco, possibilitando garantir acesso integral aos serviços de saúde. O Objetivo deste estudo foi avaliar e descrever as ações de saúde desenvolvidas na ESF no atendimento aos
usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) com Insuficiência Renal Crônica (IRC) em Ji Paraná/RO. Estudo descritivo composto por duas etapas: a primeira etapa
consistiu em entrevistas com enfermeiros da Estratégia Saúde da Família; na segunda etapa participaram os usuários em tratamento de hemodiálise. As variáveis utilizadas foram divididas conforme os atributos essenciais e derivados da APS, do instrumento validado PCATool, e conhecimentos dos profissionais sobre SUS e IRC.
Na primeira etapa, foram entrevistados 7 enfermeiros e na segunda etapa, foram entrevistados 36 usuários. A idade média de pessoas em Estágio Final de Doença
Renal (EFDR) foi de 50 anos, com Desvio Padrão de 19,68. O sexo masculino predominou com uma frequência de 57,1%. Dos fatores de risco instalados antes do
EFDR, 77,1% apresentavam Hipertensão Arterial, seguido de 14,3% de Diabetes Mellitus, e 8,6% de ambas as doenças. Os escores dos atributos da APS, atribuídos
pelos usuários foram: escore essencial 4,87 e escore geral 4,64. Os escores pelos enfermeiros: escore essencial de 6,84 e escore geral de 9,40. Em relação ao conhecimento sobre o SUS, os profissionais apresentaram uma média de acerto de 70%. e média de acertos de 56% sobre DRC. A avaliação continuada da ESF e usuários do
SUS são fundamentais para a integralidade dos serviços, avaliando o acesso e intervindo nos fatores de risco. Os usuários têm demonstrado baixo escore de satisfação,
resultado que não difere de outros estudos.Conclui-se que necessário conhecer as características clínicas, a política pública e os fatores de comorbidades para DRC,
com atributos de avaliação da APS a serem melhorados por intermédio de intersetorialidade, integralidade, continuidade de serviço e participação da comunidade
para detecção precoce de agravos renais.
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P-624
Hemotivação: um momento de valorização da vida
Nascimento MB, Carvalho DMA
Hospital Infantil Maria Lucinda, Hospital Infantil Maria Lucinda
Introdução: A idéia da criação do Projeto Hemotivação surge da constatação inquietante da realidade vivida pelos pacientes renais crônicos durante o tratamento de
hemodiálise. A insuficiência renal crônica (IRC) é um desafio que impõe ao paciente mudanças de hábitos, ocasionando um grande impacto em seu cotidiano, sendo
necessário a adaptação de novas rotinas na vida diária. Diante dessa situação conflituosa, é de suma importância considerar não apenas a patologia do paciente, mas
todo seu contexto biopsicossocial. Durante a atuação da equipe multiprofissional percebeu-se as dificuldades vivenciadas pelos pacientes que, devido à doença, permanecem quatro horas seguidas, três vezes por semana, em dias alternados, ligados a uma máquina. Em alguns casos ocorrem intercorrências, provocando, portanto,
ociosidade, fadiga, irritabilidade, angústias, ansiedade, tristeza, stress e solidão. Diante disso, almeja-se despertar nos pacientes uma nova visão quanto ao tratamento,
oportunizando vivências que promovam, sobretudo a sua autoestima, a melhoria do humor, a valorização da vida, que embora o tratamento seja doloroso, ele pode
ser vivido e encarado não como um peso, mas sim, como uma ação de vida. Objetivos: Objetivo Geral: Otimizar o tempo dos pacientes com IRC, despertando-os
para uma nova visão quanto ao tratamento, oportunizando vivências que promovam, sobretudo a sua autoestima, a melhoria do humor, a valorização da vida. Objetivo Específico: Promover atividades lúdicas, recreativas, terapêuticas, informativas e culturais que promovam o desenvolvimento integral do sujeito; causuística e
métodos: O projeto foi pensado no mês de setembro do ano de 2011, sendo realizado um levantamento bibliográfico e leituras acerca da IRC, como também para
estudo mais apurado da proposta a ser construída. Feito isso, o projeto foi construído e apresentado às Coordenações administrativa e financeira, aos responsáveis
técnicos do setor e à equipe multiprofissional do mesmo. Ainda nesse mês, deu-se início a realização de parcerias com outros profissionais do próprio hospital e/ou
instituições que colaborassem na qualidade da execução das atividades. O projeto foi analisado e aprovado por todos, e sua execução foi iniciada na primeira semana
de outubro, dando continuidade nos outros meses. As atividades acontecem nos três turnos e de acordo com a disponibilidade dos envolvidos, entre elas: “cinema
da hemodiálise”, onde os pacientes tiveram a oportunidade de assistir filme de comédia; Trabalho com papéis (origami), incentivando e estimulando a criatividade
dos pacientes individualmente; Apresentação do grupo de dança Crescer na Dança, do Centro Social Dom João Costa (Alto José do Pinho); Grupo Musical infantil
Músicos do Futuro, do Centro Social Dom João Costa (Alto José do Pinho); Bingo com distribuição de brindes para os ganhadores; Dinâmica “um dia daqueles” com
a Psicóloga do setor objetivando o relato de experiências; Amigo secreto natalino; Palestras educativas: Violência contra a Mulher e Transplante Renal; Comemoração de datas festivas, como: Natal, Páscoa, Dia das Mães, São João, Dia dos Pais, dentre outros. Resultados e Conclusões: A pesquisa atingiu seu Objetivo, trazendo
atividades lúdicas, recreativas, terapêuticas, informativas e culturais para os pacientes e funcionários da hemodiálise com o intuito de otimizar o tempo no processo
dialítico. Porém, vale salientar que muitos foram os desafios enfrentados para que tais atividades fossem executadas, principalmente, a ausência de recursos materiais
e financeiros para custear a pesquisa.Vale salientar que tal pesquisa facilitou a interação entre os pacientes, e os mesmos com os funcionários, como também trouxe
momentos de alegria, união, conforto e integração. Por isso, deu-se continuidade no ano de 2012 visando novas parcerias e disposição para o trabalho proposto.
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SEÇÃO POSTER
P-613
Comportamento sexual de pacientes masculinos em tratamento hemodialítico na clínica de doenças
renais de Brasília
Everaldo S Roberto, Natalia CV Melo, Evandro R Silva-Filho
Clínica de Doença Renais de Brasília, Clínica de Doença Renais de Brasília, Clínica de Doença Renais de Brasília
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) pode ser definida como a perda gradual e irreversível da função renal. Em sua fase mais avançada, os rins não conseguem mais manter a homeostase do paciente, o que leva a várias complicações e finalmente a morte, se não tratada. Em razão da DRC, os indivíduos em hemodiálise
geralmente são sexualmente menos ativos do que as pessoas saudáveis. A atividade sexual requer um nível de disposição muitas vezes ausente no doente renal crônico. Objetivo: Verificar o comportamento sexual de pacientes masculinos com idade entre 21 e 73 anos, que fazem tratamento hemodialítico na Clínica de Doenças
Renais de Brasília (CDRB). Causuísticas e Métodos: Participaram do estudo 60 pacientes masculinos, com idade média de 42,9±13,7anos. Os pacientes foram
convidados a participar das entrevistas e a utilização dos dados obtidos foi autorizada por todos os participantes, através da assinatura de termo de consentimento
fornecido e explicado. Os pacientes responderam ao Índice Internacional de Função Erétil (IIFE), questionário que visa não só a identificação, mas também a estratificação da disfunção erétil. Resultados: Dentre os entrevistados 6,7% (4/60) responderam que não tem nenhum tipo de atividade sexual. Dos sexualmente ativos,
44,6% (25/56) referiram ter ereção e ejaculação na maioria ou em quase todas as relações sexuais. Apenas 37,5% dos pacientes (21/56) apresentam satisfação e 38,3%
(23/56) apresentam desejo na maioria ou em quase todas as relações sexuais. Quanto ao grau de satisfação sexual geral, 53,6% (30/56) dos casos apresentam satisfação
baixa a moderada e 46,4% (26/56) apresentam satisfação alta ou muito alta. Conclusão: A disfunção erétil é um problema freqüente nos pacientes masculinos em
hemodiálise, o que acarreta redução do desejo e da satisfação sexual e pode impactar negativamente na qualidade de vida dos mesmos. Por isso, é importante que a
disfunção erétil não seja negligenciada e que seja dado apoio multidisciplinar adequado, de modo a minimizar os efeitos deletérios da disfunção erétil na qualidade
de vida dessa população.
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SEÇÃO POSTER
P-692
Mieloma Múltiplo e IRA (Insuficiência Renal Aguda)- Um relato de caso
Andrade IGN, Silva FMM, Carvalho FBO, Queiroz AFM, Dias KB
Universidade Católica de Brasília Distrito Federal, Universidade Católica de Brasília Distrito Federal, Universidade Católica de Brasília Distrito Federal, Universidade
Católica de Brasília Distrito Federal, Hospital das Forças Armadas-HFA Universidade Católica de Brasília Distrito Federal
Introdução: O mieloma múltiplo é um distúrbio de proliferação dos plasmócitos, comum em pacientes acima de 60 anos. Tende a se manifestar com dor óssea, disfunção renal e suscetibilidade a infecções bacterianas. Objetivo: Relatar o caso de um paciente com IRA por MM (Mieloma Múltiplo) de apresentação obscura. Caso:
Paciente internado na Neurocirurgia por dor lombar e torácica evolui com febre após 10 dias de internação sendo transferido para Clínica Médica. É diagnosticado
com pielonefrite por E. coli sensível a carbapenêmicos. Após quatro dias de antibioticoterapia, evolui com quadro de IRA dialítica. Após 10 dias de terapia antimicrobiana, houve regressão do quadro de pielonefrite com urocultura negativa, porem após três semanas ainda persistia com dor lombar e a IRA, sendo iniciada a
investigação para doenças sistêmicas. Foi solicitado: eletroforese de proteínas, radiografia de inventário ósseo e mielograma, e também indicada biopsia renal. Discussão: O MM é uma neoplasia monoclonal que ocorre devido à proliferação de plasmócitos, progenitoras de linfócitos B. Suas manifestações principais são: dor óssea,
suscetibilidade a infecções e disfunção renal que pode evoluir para IRA. Para seu diagnóstico é necessário a dosagem de proteínas M no soro, presença de plasmocitose
medular no mielograma e comprometimento dos órgãos afetados. A apresentação inicial do paciente levou a ser aventada à hipótese de IRA por processo inflamatório
da pielonefrite e nefrotoxicidade dos carbapenêmicos. Mas após o termino dos antibióticos e controle da infecção o paciente permanecia em IRA sendo iniciada a
investigação de outras doenças. Relacionando idade, dor lombar persistente, infecção do trato urinário com IRA prolongada pensou-se no diagnostico de MM. Resultados e Conclusão: Eletroforese de proteínas: Albumina 3,1g/dL(55,0%), α-1 0.5g/dL(9,7%), α-2 1,0 g/dL(17,6%), β-1 0,4 g/dL(6,3%), β-2 0,2g/dL(4,2%), γ 0,4
g/dL(7,2%). Radiografia de inventário ósseo: presença de lesões difusas osteolíticas, de tamanho uniforme, sem bordas escleróticas. Mielograma: aumento discreto da
celularidade global para a idade, série linfomonoplasmocitária com plasmócitos de 26%. Não é realizada biópsia renal, pois a família nega o procedimento Foi então
confirmado o diagnóstico de MM secretor de IgG/Kappa. Estadiamento Durie-Salmon IIB, IIS alto. Paciente fez quimioterapia, apresentando melhora progressiva
da função renal saindo da hemodiálise e foi indicado transplante de células tronco autólogo.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-128
Pacientes com les têm alta perda de acesso vascular para hemodiálise
Vieira Jr JM, Oliveira CS, Fonseca TR, Genovez L, Albuquerque EMN, Klumb EM, Ribeiro FM
UERJ-RJ, UERJ-RJ, UERJ-RJ, UERJ-RJ, UERJ-RJ, UERJ-RJ, UERJ-RJ
Introdução: A perda do acesso vascular é uma das complicações mais comuns durante a terapia renal substitutiva (TRS). Os pacientes com lúpus eritematoso sistêmico
(LES) em TRS por glomerulonefrite em estágio terminal podem ter como agravante a alta prevalência de anticorpos antifosfolipídeos. Este estudo visa detectar a frequência da perda das fístulas arteriovenosas (FAV) e avaliar possíveis fatores associados. Métodos: Foi realizada uma análise retrospectiva dos prontuários dos pacientes
em TRS há pelo menos seis meses por nefrite lúpica terminal, entre fevereiro de 1992 e dezembro de 2011. Todos os casos preenchiam os critérios de LES pelo ACR
e estavam em acompanhamento no ambulatório de lúpus da Disciplina de Reumatologia da UERJ. Na análise das FAV, definiu-se como perda primária a sua oclusão
antes do primeiro uso, e como secundária, a oclusão ocorrida durante seu uso regular. Média ± DP foram usados na análise descritiva; o teste T foi usado para investigar diferenças entre os grupos.Resultados: Cinquenta e um pacientes (48 mulheres e 3 homens) encontravam-se em TRS, sendo 48 em hemodiálise e 3 em diálise
peritoneal. As idades médias atual e no diagnóstico de LES foram 42 ± 11 e 25 ± 10 anos, respectivamente. O SLICC médio foi 5 ± 3 e, 10 pacientes apresentaram
infecção por HCV. O tempo médio de acompanhamento foi de 91 ± 52 meses, com perda de seguimento em 3 pacientes e 8 óbitos. O total de FAV confeccionadas
foi 109 (103 enxertos autólogos e 6 sintéticos, média 2 ± 2). Houve 20 pacientes com perda de acesso (41,7%): 36 primárias (33% das FAV) e 21 secundárias (19%).
Três pacientes (6,3%) tinham SAF. Na comparação entre os grupos com e sem perda da FAV, não houve diferenças quanto à presença de diabetes mellitus (P=0,323),
dislipidemia (P=0,743) e hiperparatireoidismo grave (P=0,141) e hipertensão arterial sistêmica foi mais comum no grupo sem perda da FAV (P=0,007). Conclusão:
Pacientes com LES em TRS têm alta prevalência de perda de acesso vascular independentemente da associação com SAF ou de fatores de risco tradicionais para doença
cardiovascular. É possível que além dos fatores clássicos para a perda de FAV (uso precoce, hipotensão, presença de cateter venoso profundo), o estado inflamatório
da parede vascular contribua para a má evolução das FAVs nesses pacientes.
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SEÇÃO POSTER
P-550
Injúria Renal Aguda (IRA) é um problema após implante de válvula Aorta Percutânea (IVAP)?
Experiência em 47 casos consecutivos
Vieira Jr JM, Sá AK, Hansen MH, Gutierrez FLB, Nacul FE, Fernandes MAO, de Matos NDFG, Fagundes FES, Carvalho LAF
Hospital Prócardíaco-RJ, Hospital Prócardíaco-RJ, Hospital Prócardíaco-RJ, Hospital Prócardíaco-RJ, Hospital Prócardíaco-RJ, Hospital Prócardíaco-RJ, Hospital
Prócardíaco-RJ, Hospital Prócardíaco-RJ, Hospital Prócardíaco-RJ
Introdução: Atualmente o IVAP é uma opção para pacientes com estenose aórtica e alto risco cirúrgico. Os candidatos geralmente são idosos, nefropatas crônicos e
possuem comorbidades. Ainda não conhecemos a segurança deste procedimento com relação à função renal. Método: Analisamos retrospectivamente 47 pacientes
submetidos à IVAP nos últimos 30 meses, em um único centro, com relação a dados demográficos, clínicos e fatores de risco para IRA precoce (<48h), definida
pelos critérios de RIFLE (creat e diurese) ou AKIN. Tentamos correlacionar variáveis como massa de VE, gradiente médio V-Ao, FE basal, clearance basal de Creat,
evolução com BAVT, Euroescore, volume de contraste, idade, uso concomitante de IECA/BRA, com o desenvolvimento de IRA e os desfechos tempo de internação
hospitalar e mortalidade. Resultados:Os pacientes (22M/25F) tinham idade média de 82,5±8,0, EUROESCORE 23±21; FE basal 55,7±15,2; Clear Cr basal 53±19;
40% com DM. Embora a maioria (58%) tenha recebido hidratação venosa (Ringer ou Bicarbonato de sódio) pré-procedimento, 22/47 (46,8%) desenvolveram IRA
precoce, 15/22 com elevação da Cr e apenas 7/22 com critério limitado à queda da diurese. O estágio da IRA foi frequentemente leve (63% R-RIFLE ou 73% AKIN
1), enquanto apenas 10% dos pacientes com IRA tiveram a classificação mais elevada de IRA (F-RIFLE ou AKIN 3). Não houve diferença entre os pacientes com IRA
e os demais com relação à idade, DM, IECA/BRA, hidratação, volume de contraste, EUROESCORE, FE basal, gradiente médio VE-Ao, ou Cl Cr basal. Entretanto,
dentre os pacientes com IRA, houve número maior de pacientes com Cl Cr< 30 ml/min basal (5/22 vs. 1/25, p=0,08) e pacientes que evoluíram com BAV total e
necessidade de MP definitivo pós-IVAP (12/22 vs. 4/25, p=0,01). IRA não determinou maior tempo de internação hospitalar (mediana de 7 dias nos dois grupos),
embora 6/22 IRA vs. 1/25 CONT tenham necessitado de VM≥ 24h. A necessidade de diálise ocorreu em apenas 3/22 dos pacientes. Três pacientes evoluíram para o
óbito, todos no grupo IRA (p=0,09), 2 deles em diálise. Conclusão: A incidência de IRA após IVAP é elevada (cerca de metade dos pacientes) e a presença de insuficiência renal crônica basal e BAVT pós-IVAT parecem favorecer o aparecimento de IRA. Embora seja um grupo pequeno, este estudo sugere que a IRA precoce, leve
e reversível pós-IVAP não aumenta tempo de hospitalização, enquanto as formas dialíticas, embora raras, podem determinar aumento da morbi-mortalidade.
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SEÇÃO POSTER
P-566
O estudo do comportamento dos níveis séricos de Fas solúvel, eritropoietina, citocinas inflamatórias e
da anemia no paciente criticamente enfermo com insuficiência renal aguda
Korkes IL, Góes MA, Santos OFP, Quinto M, Batista MC, Iizuka IJ, Durão MS, Monte JC, Pereira VG, Cendoroglo M
Universidade federal de São Paulo, Universidade federal de São Paulo, Universidade federal de São Paulo - Hospital Israelita Albert Einstein
Introdução: A anemia é um problema que normalmente complica o curso dos pacientes gravemente enfermos (PGE), principalmente daqueles com insuficiência
renal aguda (IRA). Os níveis séricos do Fas solúvel (sFas) estão associados com anemia e baixa resposta à eritropoietina (Epo) no paciente com doença renal crônica
(DRC). Assim, é possível que na IRA o acúmulo de sFas no sangue possa estar também associado à anemia. Objetivos: Investigar a relação entre os níveis séricos de
sFas, Epo, citocinas inflamatórias e de Hb em PGE com IRA. Casuística e Métodos: Estudamos PGE com IRA e indicação de hemodiafiltração venovenosa contínua
(CVVHDF) (n=39), PGE sem IRA (n=17), pacientes com DRC (n=20) e voluntários saudáveis (n=18). O perfil de ferro (saturação de transferrina, ferro sérico e
ferritina), as concentrações do hematócrito e de Hb, e os níveis séricos de sFas, Epo, TNF-a, IL-6 e IL-10 foram analisados entre os grupos. Também investigamos a
correlação entre essas variáveis dentro do grupo de PGE com IRA antes e após 24 horas de CVVHDF. Resultados e conclusões: Observamos que as concentrações de
Hb foram menores no grupo IRA (p<0,001) e que os pacientes desse grupo apresentaram os níveis séricos de ferritina, IL-6, creatinina e TNF-a maiores do que os do
grupo sem IRA e controle (p<0,001). Os níveis séricos de sFas foram maiores nos grupos IRA eDRC do que nos outros grupos (p<0,001). Os grupos IRA e sem IRA
apresentaram níveis séricos de Epo mais elevados do que o grupo controle (p<0,001). No grupo IRA, após 24 horas de CVVHDF, observamos que as concentrações
de Hb, Ht, Creatinina, ureia e TNF-a diminuíram, enquanto os níveis séricos de Epo, sFas e IL-6 aumentaram. A concentração de Hb apresentou correlação negativa com os níveis séricos de sFas (r=-0,34; p= 0,01), TNF-alfa (r= -0,28; p=0,04) e de IL-6 (r= -0,43; p=0,001). Os níveis séricos de sFas tiveram correlação positiva
com os níveis séricos de IL-6 (r= 0,59; p<0,001). Na análise multivariada, os níveis séricos de sFas (p=0,02) foram os únicos que apresentaram correlação negativa
independente com a concentração de Hb no grupo IRA . Estes achados sugerem um possível papel do sFas na anemia da IRA, havendo uma incapacidade de resposta
adequada à Epo. Porém, ainda são necessários mais estudos para esclarecer se o sFas participa ativamente da fisiopatologia da anemia, sendo um fator causal, ou se
ele é apenas um marcador secundário dessa patologia nos PGE com IRA.
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SEÇÃO POSTER
P-140
Prevalência de disfunção sexual entre mulheres com doença renal crônica em hemodiálise
Santos PR, Capote JRFG, Cavalcanti JU, Vieira CB, Rocha ARM, Apolônio NAM, Oliveira EB
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará
Introdução: Os efeitos da hemodiálise sobre a sexualidade masculina são bem estudados no que se refere à disfunção erétil. No entanto, a sexualidade entre mulheres
mantidas em hemodiálise é bem menos compreendida. Objetivos: Estimar a prevalência de disfunção sexual entre mulheres com doença renal crônica em esquema
regular de hemodiálise. Casuística e Métodos: Foram incluídas mulheres com doença renal crônica submetidas à hemodiálise durante o mês de junho de 2011 na cidade de Sobral, única cidade da região norte do Ceará que oferece terapia dialítica. Os critérios de inclusão foram: idade entre 18 e 55 anos, estar em hemodiálise por
pelo menos três meses e apresentar vida sexual ativa. De um total de 79 mulheres, foram incluídas 58. Foram coletados dados demográficos, clínicos e laboratoriais.
A classe social das pacientes foi avaliada pelos critérios utilizados pela Associação Brasileira de Institutos de Pesquisa de Mercado. A versão brasileira do instrumento
Índice de Função Sexual Feminina (IFSF) foi aplicado entre as participantes para avaliação da função sexual. O IFSF gera pontuação mínima de 2 e máxima de 36.
Mulheres com pontuação inferior a 26 foram classificadas como apresentando disfunção sexual. Resultados: A idade média das participantes foi de 38,9 ± 10,8 anos.
Vinte e sete (46,6%) pertenciam às classes sociais B e C e 31 (53,4%) às classes D e E. A mediana de tempo em diálise foi de 36 meses. As principais etiologias da
doença renal crônica foram glomerulonefrite (56,9%) e hipertensão (20,7%), seguidas de diabetes (8,6%), lupus (3,5%), uropatia obstrutiva (3,5%) e outras (6,8%).
As médias de hemoglobina, albumina e Kt/V foram, respectivamente, 9,5 ± 2,0 g/dl, 3,8 ± 0,3 g/dl e 1,9 ± 0,3. Quarenta e seis (79,3%) mulheres foram classificadas
como apresentando disfunção sexual. Conclusões: A alta prevalência de disfunção sexual indica a necessidade no contexto do tratamento dialítico de se encontrar
abordagens direcionadas para melhora da função sexual feminina. Existe a possibilidade de que o não-controle ideal da anemia tenha colaborado para a alta prevalência de disfunção sexual encontrada em nosso estudo.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-133
Perfil dos pacientes com doença renal crônica que iniciam hemodiálise na região norte do estado do Ceará
Santos PR, Ivo Antônio Mendes de Menezes, Mairla Maracaba Moreira, Estevam Nelson Moura de Oliveira, Sankia Maria Lopes Aragão, Fernando Lopes
Ponte Neto, Cecília Costa Arcanjo, Antônio Robson Gomes Ximenes, Janaína Teixeira Pereira Carneiro Tapeti, Hyngridd Soares Mendes, Luise Vasconcelos
Vieira, Rita de Cássia Parente Prado, Marcela Lopes Lima, Wirvig Dionnas Cassemiro Adeodato
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Fedeal do Ceará, Universidade Fedeal do Ceará, Universidade Fedeal do Ceará,
Universidade Fedeal do Ceará, Universidade Fedeal do Ceará, Universidade Fedeal do Ceará, Universidade Fedeal do Ceará
Introdução: O rastreamento da doença renal crônica deve ser realizado na atenção primária à saúde, principalmente entre diabéticos e hipertensos. Sendo assim, o
perfil dos pacientes com doença renal crônica que incidem em diálise é capaz de refletir a qualidade da atenção primária em determinada região. Objetivos: Descrever
o perfil dos pacientes com doença renal crônica que iniciam hemodiálise de manutenção na única cidade da região norte do Ceará que oferece suporte dialítico. Casuística e Métodos: Foram entrevistados todos os pacientes com doença renal crônica que se encontravam em hemodiálise durante o mês de abril de 2012 na cidade
de Sobral, única cidade da região norte do Ceará que oferece terapia dialítica. Foram incluídos 179 pacientes que responderam a um formulário com perguntas sobre:
conhecimento de ser portador de doença renal crônica ao iniciar diálise, realização de consulta com nefrologista antes de iniciar diálise, tipo de acesso utilizado ao
iniciar hemodiálise e se iniciou diálise de modo emergencial. Resultados: A amostra foi formada por 112 (62,6%) homens e 67 (37,4%) mulheres com idade média
de 48 (16-85) anos. As principais etiologias da doença renal crônica foram: glomerulonefrite (39,1%), hipertensão (30,1%), diabetes (14,5%), doença renal policística (5,0%), uropatia obstrutiva (4,5%), outros (4,0%) e indeterminada (2,8%). Apenas 67 (37,4%) sabiam que eram portadores de doença renal crônica quando
iniciaram diálise. Oitenta e oito (49,2%) tiveram pelo menos uma consulta com nefrologista antes de iniciar diálise. Cento e trinta e um pacientes (73,2%) iniciaram
diálise através de acesso temporário (cateter) e apenas 48 (26,8%) através de fístula arteriovenosa. Sessenta e nove (38,5%) tiveram diagnóstico de doença renal crônica estabelecido durante atendimento de emergência decorrente de sintomas urêmicos. Conclusões: A pequena prevalência de diabéticos, o grande desconhecimento
sobre a condição de ser portador de doença renal crônica e a maioria que inicia hemodiálise através de acesso provisório, demonstram necessidade de rastreamento da
doença renal crônica no âmbito da atenção primária à saúde na região estudada.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-448
Relato de caso – glomerulopatia proliferativa difusa com necessidade de hemofiltracao para
controle de anasarca
Ive Rocha Baia Antunes, Adriana Magalhaes Borel, Ariel Augusto de Britto Rosa, Heloisa Reniers Vianna, Patricia Lima Vasconcelos, Euripedes Augusto dos
Santos Neto, Jair Domiciano Junior, Osvaldo Fernandes de Oliviera Neto, Marcus Faria Lasmar
Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose,
Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose
B.R.M.O. , 22 anos. Solteiro, procedente de Contagem – MG, trabalha na construção civil. Deu entrada no HUSJ no dia 02/09/11, encaminhado da UPA de Contagem, onde estava desde 28/08/11, em anasarca, lombalgia, tosse produtiva com secreção clara e congestão nasal, estando afebril. Hábito urinário preservado. Historia
patológica pregressa não constando alergias, uso de medicamentos de rotina, cirurgias ou internações prévias. Exames físico em anasarca, sem demais alterações significativas, excetuando hipertensão(150/100mmHg). Exames laboratoriais constando roteinúria/24 h de 6 gramas, Cr 2,8, Albumina: 2,1 CT: 283 LDL: 218 HDL:
36 Hb: 10,2 G. Visto quadro clinico do paciente foi optado por restrição hídrica e sódica, com prescrição de Furosemida 20 mg IV de 12/12horas e Anlodipina 10
mg. Evoluiu com melhora progressiva do edema e controle dos níveis pressóricos, sendo diurético modificado para via oral. Recebeu alta da Clínica Médica em 16/09
com retorno marcado para o Ambulatório de Nefrologia do HUSJ, tendo peso da alta 80,3 kg. Paciente foi internado novamente no dia 21/9, novamente em anasarca, hipertenso(160/110mmHg) e aumento de 1,7kg. Optado por iniciar 60 mg por dia previamente a biopsia renal. Realizada biópsia renal em 26/09/12: apenas
fragmento muscular, sendo o novo material constando Glomerulopatia Proliferativa Difusa. Realizado ajuste da dose de diuréticos e anti-hipertensivos, manutenção
da Prednisona e início de estatina. Progressivamente houve melhora da função renal, do edema e dos níveis pressóricos, estando apto a alta hospitalar com encaminhamento para seguimento nefrológico em Contagem. Em novembro/2011 e março/2012, paciente foi reinternado com quadro semelhante às primeiras internações,
apresentando anasarca, hipertensão arterial, piora da função renal, sendo feito otimização do tratamento e em condições de controle ambulatorial. Contudo, em
22/03/12, encaminhado da UPA de Contagem, com quadro de anasarca, tosse produtiva com secreção clara e febre, e aumento de 19,3kg(peso 99kg). Admitido em
22/03/12, encaminhado da UPA de Contagem, com quadro de anasarca, tosse produtiva com secreção clara e febre. Foi otimizado tratamento com diuréticos em altas
doses e adicionado levofloxacino para tratamento do quadro pulmonar., contudo paciente mantendo anasarca, congestão pulmonar e dispnéia. Com isso, foi optado
por inicio de Ultrafiltração no dia 28/03/12, em dias intercalados. Houve perda progressiva de peso (99 kg para 75 kg) e controle pressórico, contudo necessitando
de ultrafiltracao semanal. Atualmente, em uso ainda de AAS e Dipiridamol mantendo função renal estável com creatinina em torno de 2mg/dl, contudo realizando
hemofiltração semanal para controle de anasarca recorrente.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-447
Relato de Caso - doença de lesões mínimas resistente a corticosteroides
Adriana Magalhaes Borel, Ive Rocha Baia Antunes, Osvaldo Fernandes de Oliviera Neto, Jair Domiciano Junior, Euripedes Augusto dos Santos Neto,
Patricia Lima Vasconcelos, Heloisa Reniers Vianna, Ariel Augusto De Britto Rosa, Marcus Faria Lasmar
Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose,
Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose
APC,masculino, 13 anos , portador de Anemia Falciforme em sua forma homozigótica, procurou atendimento no Hospital Balbina em Teófilo Otoni em Outubro de
2011 devido a lombalgia associado a edema de MMII. Foi internado, evoluindo com anasarca e ascite; após 8 dias foi transferido para Hospital Santa Rosália, onde ficou por mais 2 meses. Mãe relata que na internação a criança recebeu três concentrados de hemácias e usava furosemida em doses elevada. Foi submetido a paracentese
de alívio no dia 24/12/11, recebendo alta com furosemida 40mg as 08 e 16h, Losartam 50mg 12/12h e Prednisona 60mg ao dia. Retornou em ambulatório 30 dias após
com recidiva do edema. O peso na consulta foi de 52Kg , sendo seu peso habitual de 39Kg. Posteriormente transferido para HUSJ no dia 02/01/12 em anasarca, com
ascite volumosa, sem descompensacao hemodinâmica. Exames físicos do paciente constando mucosas hipocoradas, anasarca e hipotensão (PA 90/60), demais critérios
sem alterações. Frente ao quadro acima, progressivamente foi reduzida dose de prednisona, iniciado Ramipril 2,5mg 12/12h, Sinvastatina 20mg, Liquemine 0,25mg
8/8h, Aldactone 25mg ao dia, hidroclorotiazida 25 mg ao dia, furosemida 40mg Ev 8/8h a programação de biópsia renal. Após Introdução de tratamento adequado
com Ciclosporina 50mg 12/12h ( 2mg/Kg) houve perda de peso progressiva, recuperando seu peso habitual de 36, 3kg , diurese satisfatória e melhora da anasarca.
EXAMES: - Radiografia de tórax(2/01/12)à Derrame pleural bilateral moderado, sem sinais de doença parenquimatosa. - Ultrassonografia de abdome total(2/1/12)
à Visualizou rins eutópicos, de dimensões aumentadas( RD 13,4cm RE 12,8cm) , formas anatômicas, contornos regulares e boa mobilidade. Parênquima periférico
com espessura normal e ecogenicidade aumentada,mantendo diferenciação anatômica ecográfica entre cortical e medular. Ausência de dilatação ureteropielocalicinal
bilateral.Ascite acentuada. Derrame pleural bilateral. Espessamento da parede da vesícula biliar. Conclusão Perante o quadro clinicio associado ao resultado da biopsia
renal, concluímos que a patologia presente era doença de lesões mínimas resistente a corticosteróides. E a nefropatia mais comum em crianças, sendo caraterizada por
síndrome nefrotica associada a hematuria, hipertensão e perda da função renal, não havendo consumo de complemento ou alterações de anticorpos. A analise histopatológica normalmente mostra na microscopia óptica glomérulos e interstício normais, sem depósitos de imunoglobulinas na imunofluorescencia. Na M.E. observam-se fusão e retração dos processos podocitários. O índice de remissões espontâneas são freqüentes em crianças, sendo a resposta dramática aos corticóides. Tal nefropatia
e uma complicação comum da doença falciforme, tendo sua fisiopatologia não tão bem compreendida, mas envolve alterações estruturais, glomerulares e funcionais.
O caso relatado apresentou melhora clinica importante assim como da função renal após terapêutica com ciclosporina, estando em acompanhamento ambulatorial
em Hospital Universitário São Jose.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-700
Paralisia Hipocalêmica Periódica Tireotóxica
Vanessa Carolina de Barros Silva, Gustavo Navarro Betônico, Luiz Carlos Nogueira Falcão, Taliane Jardim Lima, Luciana Kelly de Camargos Batista,
Igor Costa Almeida
UNOESTE, UNOESTE, UNOESTE, UNOESTE, UNOESTE, UNOESTE
Introdução: O hipertireoidismo pode se caracterizar como uma emergência médica caracterizada por um quadro de tireotoxicose responsável ataques agudos de fraqueza
muscular, hipocalemia e ocasionalmente arritmias cardíacas, que desaparece com o tratamento do hipertireoidismo. Objetivos deste trabalho é atentar para a importância do diagnóstico de paralisia periódica hipocalemica tireotoxica (PPHT), bem como o correto manejo desta urgência. Relato Caso:Paciente sexo masculino, 44 anos,
admitido na sala de emergência com história de dispnéia súbita e progressiva, associado à paresia de membros superiores e inferiores, sem demais queixas. Ao exame físico encontrava-se desidratado, afebril, taquidispnéico com murmúrio vesicular diminuído em ambos os hemitórax, taquicárdico, além de tetraparesia sem alterações de
sensibilidade e bócio difuso á palpação da tireóde. Paciente evoluiu com quadro de insuficiência respiratória aguda, necessitando de ventilação mecânica e transferência
para UTI. Os exames laboratoriais evidenciaram potássio sérico 1,8mEq/L, TSH 0,0023μUI/mL e T4livre 3,47 ng/dL. Ultrassom de tireóide com bócio difuso.Após
a correção da hipocalemia, uso de beta-bloqueador início de terapia para hipertireoidismo o paciente evoluiu com melhora clínica.Discussão:Paralisia Hipocalêmica
Periódica Tireotóxica é resultado de um defeito genético que ocorre simultaneamente com o hipertireoidismo, acomete principalmente indivíduos do sexo masculino,
principalmente em populações asiáticas. O quadro clínico caracteriza-se em paralisia flácida, sendo a musculatura proximal mais afetada do que a distal. Os pares cranianos e sensibilidade térmica tátil e dolorosa não são acometidos. As funções esfincterianas encontra-se preservada, assim como atividade cognitiva. Arritmias cardíacas e
até parada cardiorrespiratória podem acontecer. A avaliação laboratorial revela TSH diminuído, T4 livre elevado e hipocalemia. A hipocalêmia é a principal responsável
pelo quadro de paralisia, decorrente do influxo de íons para dentro do compartimento intracelular e não por uma perda renal. Na tireotoxicose ocorre um aumento da
atividade e na quantidadede bombas Na+K+ATPase. O tratamento se faz com a correção do hipertireoidismo, reposição de potássio e uso de β bloqueadores. Conclusão:
Concluimos que apesar da gravidade das manifestações clínicas, um diagnóstico precoce proporciona um tratamento adequado e com evolução benigna.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-652
Acidose Lática associada ao uso Metformina
Vanessa Carolina de Barros Silva, Gustavo Navarro Betônico, Luiz Carlos Nogueira Falcao, Rodrigo Veloni da Silva Bastos, Luciana Kelly de Camargo
Bastita, Igor Costa Almeida, Juliana Veloni da Silva Bastos
UNOESTE, UNOESTE, UNOESTE, UNOESTE, UNOESTE, UNOESTE, UNOESTE
Introdução: A metformina é uma droga usada no tratamento do diabetes tipo 2, que diminui a resistência periférica á insulina através da inibição da neoglicogênese
hepática. A acidose lática, uma complicacão, ocorre principalmente em pacientes que possuem queda da taxa de filtracão glomerular associados a fatores que prejudicam a perfusão tecidual e predispoem a producão de ácido lático.Relato do Caso: Paciente masculino, 46 anos, branco, admitido com quadro de hipoglicemia e
rebaixamento do nível de consciência há um dia. Previamente diabético tipo 2, tabagista há 40 anos, etilista há 20 anos, pancreatite alcoólica há 5 anos, com internação recente em Instituição psiquiátrica. Em uso carbamazepina 400mg ao dia, diazepam 10mg ao dia, metformina 2550mg ao dia e glibenclamida 20mg ao dia. . Ao
exame físico de entrada encontrava-se consciente, orientado, Glasgow 14, taquipneico, hipotenso, com pupilas midriáticas não fotorreagentes; sem demais alterações.
Após algumas horas da admissão evoluiu com piora do nível neurológico necessitando de intubação orotraqueal e suporte de terapia intensiva. Exames laboratoriais,
apresentava insuficiência renal (creatinina de 6,36mg/dl e uréia de 157mg/dl) e acidose metabólica grave (pH = 6,53; PaCO2 = 15,6mmHg; HCO3 = 1,3mmol/l;
lactato = 18mmol/l). Realizado reposições de bicarbonato de sódio e sessões de hemodiálise, sem melhora do quadro clinico ou laboratorial. Permaneceu na UTI com
instabilidade hemodinâmica não responsiva a droga vasoativa (noradrenalina 1,5mcg/kg/min), evoluindo para óbito após 48h de internação hospitalar. Discussão:
A acidose lática é uma complicacão associada ao uso da metformina. Esta droga atua diretamente nos hepatócitos afetando a ativação da via glicolítica, o bloqueio
da neoglicogênese e prejudicando depuração de lactato hepático, elevando os níves de ácido lático sérico. O diagnóstico da acidose lática associada a metformina é
baseado no uso prévio da metformina associada a acidose lática na ausência de outra causa. O tratamento baseia-se na suspensão da droga associada a e correcão da
acidose, muitas vezes necessitando de terapia renal substituiva. Conclusão:Podemos evitar a acidose latica ocasionada pela metormina com a interrupcão da droga em
situações que elevem os níveis de lactato no sangue.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-201
Influência de fatores sistêmicos e de composição corporal no pH urinário e na urina de 24 horas em
indivíduos com e sem nefrolitíase
Carvalho M, Castro MA, Riella MC, Redana MNC, Miura LY, Gemmi F, Portiolli RB
Fundação Pró-Renal PUCPR, Fundação Pró-Renal Fundação Pró-Renal PUCPR, PUCPR, PUCPR
Resumo: Introdução: A nefrolitíase é uma das afecções mais comuns do trato urinário, inclusive com aumento da incidência nos últimos anos¹.Condições associadas
à resistência insulínica, como obesidade, síndrome metabólica, hipertensão arterial e diabetes mellitus são associadas a maior prevalência de cálculos renais². Objetivo: Investigar a influência de fatores sistêmicos e de composição corporal no pH urinário e na urina de 24 horas em indivíduos com e sem nefrolitíase. Casuística e
Métodos: Foram estudados 10 pacientes com nefrolitíase (LIT) e 16 indivíduos controles (C). Foram obtidos dados clínicos e realizada avaliação nutricional, dietética
e antropométrica. Foram coletadas amostras de sangue para avaliação de perfil lipídico, função renal e resistência à insulina. Foi coletada também urina de 24 horas
para medida do pH urinário e de fatores de risco relacionados à nefrolitíase. A composição corporal foi determinada por bioimpedância elétrica (BIA).Resultados: A
pressão arterial sistólica e diastólica dos LIT foi maior que a dos C (134,2±18,1 vs. 118,8±13,4 e 87,8±9,2 vs. 75,5±12,2 mmHg, p<0,029 e 0,035, respectivamente).
Da mesma forma, a glicemia e o colesterol total do grupo LIT apresentaram valores superiores ao do grupo C (p<0,003 para ambas variáveis). A BIA demonstrou
maior quantidade de gordura corporal no grupo LIT quando comparado aos C (27,8±9,6 vs. 19,7±6,9 kg, p<0,004). Houve associação entre quantidade e percentual
de gordura corporal e pH urinário no grupo LIT (r= -0,75, p<0,021 e r= -0,83, p<0,005).Conclusão: A associação entre hipertensão, dislipidemia e maior quantidade
de gordura corporal pode levar a maior incidência de nefrolitíase. A associação no grupo LIT entre gordura corporal e menor pH urinário pode predispor a precipitação de ácido úrico. Estes Resultados sugerem a necessidade de estudos para examinar os efeitos do tratamento da obesidade abdominal central nestes pacientes.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-271
Estudo da dinâmica do casal durante o tratamento do conjugue com Insuficiência Renal Crônica
Cláudia Cássia de Oliveira, Denise Gimenez Ramos(orientadora)
Unilavras PUC - SP
Resumo: OLIVEIRA, C.C. Estudo da dinâmica do casal durante o tratamento do conjugue com Insuficiência Renal Crônica. 2008. 86p (Mestrado – Psicologia
Clinica) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP. Orientador: Profª Dr. Denise Gimenez Ramos: Palavras-Chaves: Psicologia; Insuficiência Renal
Crônica; Conjugalidade, Hemodiálise; Doença Crônica. Resumo: OLIVEIRA, C.C. Estudo da dinâmica do casal durante o tratamento do conjugue com Insuficiência Renal Crônica. 2008. 86p (Mestrado – Psicologia Clinica) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP. Orientador: Profª Dr. Denise Gimenez
Ramos: Palavras-Chaves: Psicologia; Insuficiência Renal Crônica; Conjugalidade, Hemodiálise; Doença Crônica. O Objetivo desse estudo é observar as concepções,
atitudes e comportamentos de casais frente à doença renal crônica, quando um dos conjugues é submetido a tratamento hemodialítico; Identificar algumas variáveis
psicossociais influentes nessa experiência; Investigar o conhecimento que o casal tem sobre a doença e o tratamento; Observar as estratégias adotadas pelo casal na
presença da IRC; Observar se há uma diferença de gênero tanto quanto ao portador, quanto ao seu cônjuge. Trata-se de pesquisa de campo, com abordagem qualitativa que utiliza o método empírico de análise de conteúdos. A população é composta por 06 casais, sendo 03 homens e 03 mulheres portadores de IRC entre 30 e 60
anos, e seus conjugues, com variáveis de tempo de tratamento entre 03 e 05 anos, do Centro de Terapia Renal Substitutiva da Santa Casa de Misericórdia de Lavras,
que se submetem três dias por semana a sessões de hemodiálise durante três ou quatro horas. Foi aplicada uma entrevista semi estruturada com o casal separadamente.
A análise dos Resultados permite observar que o quadro de IRC evolui de acordo com o estabilizar ou agravar da doença, existindo momentos em que os pacientes e
seus conjugues sentem grande estresse, pois a vida em diálise é difícil e restrita. Tanto os pacientes como seus conjugues vivenciam a IRC como forma de ruptura de
sua rotina diária, com intercorrências clínicas as mais diversas, somando a isso o impacto do diagnóstico que os leva muitas vezes ao medo e desespero. O pensamento
se volta para o ‘depender da máquina para sobreviver’. É preciso adaptar-se a esse mundo e se inteirar a respeito do processo que envolve o ‘estar’ em hemodiálise.
Isto implica em dizer que a adaptação e o ajuste dependem da capacidade do paciente em lidar com as dificuldades e restrições que são inerentes ao tratamento. Por
outro lado, a participação de seus conjugues e a influencia dos mesmos no tratamento da IRC desempenham uma grande fonte de solidariedade entre eles, pois juntos
vivenciam constantes mudanças, principalmente na estrutura social e conjugal com implicações profundas.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-520
Baixos níveis séricos de creatinina predizem mortalidade em pacientes críticos com lesão renal aguda
Souza SP, Matos RS, Barros LL, Rocha PN
Universidade Federal da Bahia Hospital Geral Roberto Santos, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal da Bahia Hospital
Geral Roberto Santos
Introdução: A Lesão Renal Aguda (LRA) é síndrome frequente em pacientes críticos, sendo a sepse a sua etiologia mais comum. Embora diversos fatores de risco para
mortalidade tenham sido descritos, poucos estudos têm analisado o valor prognóstico da creatinina sérica nesta população. Objetivos: Avaliar o papel da creatinina
sérica como preditor de mortalidade em população de pacientes sépticos com LRA. Casuística e Métodos: Estudo prospectivo unicêntrico de pacientes adultos internados em UTI, com LRA diagnosticada pelo critério de AKIN. Foram realizadas análises de regressão logística univariada como ferramenta exploratória para seleção
de variáveis incluídas em modelo multivariado para identificação de preditores independentes de mortalidade. Consideraram-se estatisticamente significantes valores
de p < 0.05. Resultados: Cento e quatorze pacientes com idade média de 56 anos foram acompanhados. A maioria teve etiologia séptica da LRA (84%), necessitou
de ventilação mecânica (88%) ou drogas vasoativas (86%). Na avaliação nefrológica inicial, 69% foram classificados como AKIN 3 e 62% apresentavam oligúria.
Diálise foi realizada em 66%, e a mortalidade geral foi de 70%. A creatinina mediana nos não sobreviventes e sobreviventes foi 2,75mg/dl (1,81 – 3,69) e 3,95mg/
dl (2,63 – 5,28), respectivamente (p=0.004). Na análise multivariada para mortalidade, permaneceram como preditores independentes os níveis séricos de creatinina (OR 0,70; IC 95% 0,55 a 0,89; p = 0,017), bicarbonato (OR 0,78; IC 95% 0,75 a 0,99; p = 0.078), lactato (OR 2,12; IC 95% 1,49 a 3,0; p < 0.000) e uso de
noradrenalina (OR 4,71; IC 95% 1,73 a 13,33; p = 0.042). Conclusões: Em pacientes sépticos com LRA, a creatinina sérica esteve inversa e independentemente
associada com mortalidade. Esta associação pode sugerir desnutrição, sobrecarga hídrica com hemodiluição da creatinina sérica ou menor produção de creatinina na
sepse. Tal achado pode explicar a baixa acurácia de escores gerais de gravidade na população de pacientes críticos com LRA, além de ressaltar a necessidade de novos
biomarcadores para o diagnóstico da LRA.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-257
Depressão, estresse e estratégias de “Coping” entre pacientes com insuficiência renal crônica em hemodiálise
Mariana Vasconcelos Frota, Luma Burgos Castelo Branco, Sofia Teixeira Gomes, Manoela Bezerra Paz de Aguiar, João Moises Landim Santana, Elizabeth De
Francesco Daher, Geraldo Bezerra da Silva Junior
Universidade de Fortaleza, Universidade de Fortaleza, Universidade de Fortaleza, Universidade de Fortaleza, Centro de Nefrologia de Caucaia, Universidade Federal do
Ceará, Universidade de Fortaleza Universidade Federal do Ceará
Introdução: A insuficiência renal crônica (IRC) é um problema de Saúde Pública que vem atingindo níveis epidêmicos nos últimos anos. A necessidade de tratamento
dialítico é associada a importante impacto psicológico, sendo a depressão a doença psiquiátrica mais comumente observada nestes pacientes. Objetivos: Investigar a
ocorrência de depressão e sintomas de estresse, além de avaliar a qualidade de vida e as estratégias de “coping” entre pacientes com IRC em hemodiálise. Casuística e
Métodos: Foi realizado estudo prospectivo em um centro de hemodiálise na cidade de Caucaia, Ceará, Brasil, sendo investigada a ocorrência de depressão por meio
do uso do questionário de Beck versão II (BDI-II). A depressão foi classificada em leve (escore 10-18), moderada (escore 19-29) e severa (escore >30). Os pacientes
com depressão foram comparados àqueles sem depressão. A pesquisa de sintomas de estresse foi feita pelo inventário Lista de Sintomas de Estresse (LSE), e as estratégias de “coping” pela escala de Jalowiec (JCS). A análise estatística foi feita pelo programa Epi-Info, versão 6.04b. Resultados:Foram entrevistados 40 pacientes,
com média de idade de 50,4±15,4 anos, sendo 50% do gênero masculino. A média do escore de Beck na amostra geral foi de 13,6. Depressão foi encontrada em 23
pacientes (56%), sendo leve em 9 casos (22,5%), moderada em 10 (25%) e severa em 5 (12,5%). Sintomas de estresse foram encontrados em 40 pacientes (100%),
sendo a média do escore de 47,4. Todas as estratégias de “coping” foram encontradas, sendo que 40% tem a estratégia sustentativo. Conclusões: A depressão é uma
condição frequente entre pacientes em hemodiálise, tendo sido encontrada em mais da metade dos entrevistados e sendo severa em uma parcela importante de casos.
Sintomas de estresse foram encontrados em todos os pacientes, evidenciando o impacto que o tratamento dialítico tem na vida destes indivíduos. Foi observada predominância da estratégia de “coping” do tipo sustentativo, no qual o indivíduo usa sistemas de suporte pessoal, profissional ou espiritual para enfrentar o estressor.
Apoio: Fundação Edson Queiroz (Programa de Iniciação Científica – PROBIC).
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-27
Prevalência de TFG menor que 60 ml/min em uma coorte de pacientes ambulatoriais
soropositivos para o HIV
Patricia Santiago, Cynthia Cunha, Ronaldo Moreira, Sandra Wagner, Valdiléa Veloso, Sandra Wagner, Beatriz Grinsztejn, José Suassuna
Fiocruz RJ, Fiocruz RJ, Fiocruz RJ, Fiocruz RJ, Fiocruz RJ, Fiocruz RJ, Fiocruz RJ, H Universitário Pedro Ernesto - UERJ
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-827
Fatores relacionados à infecção do trato urinário (ITU) em transplantados renais
Marcus Faria Lasmar, Euler Pace Lasmar
FCMMG, FCMMG, Serviço de Transplante Renal do Hospital Universitário São José Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (Belo Horizonte -MG)
Introdução: Os pacientes transplantados renais são uma população de maior risco para a ocorrência de infecção do trato urinário (ITU), que geralmente é atribuído
a complicações associadas à anastomose ureteral, ao uso de sonda vesical no pós-operatório e ao emprego de imunossupressores. Objetivo: Avaliar possíveis fatores
relacionados à ocorrência de ITU nos pacientes submetidos a transplante renal na Unidade de Transplante Renal do Hospital Universitário São José em Belo Horizonte (MG). Procuramos avaliar ainda o impacto da ITU como causa de re-internações durante o período analisado. Material e métodos: Trata-se de uma coorte não
concorrente de pacientes portadores de doença renal crônica terminal (DRCT), submetidos a um transplante renal “de novo” ou retransplante com doador vivo (DV)
ou doador falecido (DF) em um único centro transplantador. Os prontuários de 118 pacientes transplantados entre 18/11/2008 e 30/04/2011 no serviço foram analisados. Dados clínicos como idade à época do transplante, sexo do receptor, tipo de transplante (DV ou DF), causa da DRCT, presença de diabetes, uso de cateter
duplo J, tipo de anastomose ureteral (Lich-Gregoire ou Politano-Leadbutter), necessidade de reabordagem cirúrgica, complicações urológicas, dias com sondagem
vesical de demora, dias de permanência no CTI, dias de internação, tipo de imunossupressão inicial, uso de indução (basiliximab ou timoglobulina), tratamento de
rejeição celular aguda (RCA), número de ciclos de metilprednisolona para tratamento de RCA, uso de timoglobulina para tratamento de RCA, diagnóstico de diabetes pós-transplante e o surgimento de ITU foram coletados. A ITU foi definida como a presença de bacteriúria associada à piúria ou urocultura (UC) positiva com
crescimento de mais de 105 UFC/ml. Quando a UC era positiva foi registrado qual o patógeno identificado. Resultados: A maioria dos pacientes analisados era do
sexo masculino (64,4%), recebeu transplante de DV (74,6%), teve como causa determinada de DRCT uma glomerulonefrite (16,2%), não era diabético (89,0%),
não fez uso de duplo J (80,8%), utilizou-se na anastomose uretero-vesical técnica à Lich-Gregoire (81,0%), não foi reoperado (75,7%), não apresentou complicações
urológicas (78,0%), não apresentaram RCA (65,3%) e utilizaram o esquema tacrolimo, micofenolato sódico e prednisona como imunosupressão inicial (78%). A
média de idade foi de 42,44 ± 11,58 anos, com tempo médio de permanência no CTI de 2,46 ± 0,95 dias e com sonda urinária de 7,06 ± 3,53 dias. Os fatores associados à ITU de maneira estatisticamente significativa foram o sexo feminino (OR, 5.1; 95% IC, 2.0 a 3.8) e a presença de complicações urológicas (OR, 12.1; 95%
IC, 4.1 a 41). O patógeno mais comum foi a E.coli (39%) e o número de re-internações foi significativamente maior no grupo que teve ITU (p= 0,02). Conclusões:
Nesta população, a ITU esteve associada de maneira significativa a presença de complicações urológicas no pós-operatório de transplante renal e se o receptor era do
sexo feminino. Constatou-se ainda que a ITU foi uma importante causa de re-internações.
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SEÇÃO POSTER
P-796
Câncer de pele em transplantado renal
Marcus Faria Lasmar, Euler Pace Lasmar
FCMMG, FCMMG
Introdução: O câncer (Ca) é uma complicação tardia e de alta incidência nos pacientes submetidos à transplante (Tx) renal, sendo as neoplasias malignas de pele as
mais freqüentes. O Tx renal é o tratamento de eleição para DRC estádio final, por melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevida do enxerto e dos pacientes.
Objetivo: Relatar o caso de um paciente submetido à Tx renal com carcinoma basocelular (CBC) difuso, recidivante e com deformidades nas mãos. Relato de caso:
Homem, 46 anos, leucodérmico, submetido à Tx renal em 1986, doador falecido, em uso de Azatioprina (AZA) e Prednisona (PRED), sendo posteriormente feito
a conversão de AZA para Micofenolato Mofetil (MMF), devido à Nefropatia Crônica do Enxerto (NCE). Apresentou quadro de CBC difuso - face, mãos e região
torácica - diagnosticado em 2000. Foram, então, realizadas a amputação de 1º e 2º quirodáctilos direitos e porção distal da mão direita e do 5º quirodáctilo esquerdo, com cura do Ca. Evoluiu com perda do enxerto, em janeiro/2010, sendo submetido à retransplante em julho/2010, doador vivo relacionado (irmã), em uso de
Tacrolimo (TAC), MMF e Prednisona. Convertido de MMF para Everolimo (EVE), devido à intolerância gástrica e como tratamento preventivo de recidiva. Em dezembro/2010, houve o aparecimento de lesão na pele do dorso da mão esquerda, ulcerada com bordas elevadas e com cerca de4 cmde diâmetro. Atualmente, aguarda
procedimento cirúrgico para excisão dessa lesão e encontra-se em uso de CSA, EVE e PRED. Discussão: As lesões malignas de pele e lábio correspondem a 40-53%
dos Ca em transplantados, sendo as mais comuns: o carcinoma de células escamosas (CCE), o CBC, o melanoma, o de células de Merkel e o Sarcoma de Kaposi. Sua
incidência varia conforme a exposição solar e o tempo pós-transplante. Dentre os fatores de risco relacionados estão os IMS, a radiação ultravioleta e a infecção por
HPV. O CBC é mais frequente na população geral, sendo o CCE o mais incidente nos pts transplantados renais. A incidência é 250 vezes maior para CCE, e 10 vezes
maior para CBC, em comparação à população geral. O Ca de pele em transplantado têm um comportamento mais agressivo, e os pacientes estão mais predispostos
à recorrência e metástases. Além disso, diferentes tipos de lesões malignas podem coexistir. No CBC, as metástases raramente ocorrem, porém tal neoplasia é localmente invasiva, agressiva e destrutiva tanto à pele como aos tecidos adjacentes, incluindo osso, podendo levar a deformidades e disfunções, como descrito nesse caso.
Além disso, pacientes com história de CBC têm risco aumentado de lesões subseqüentes, sendo que 40% podem desenvolver nova lesão em 5 anos. O diagnóstico
é clínico e histopatológico e o tratamento envolve a modificação dos IMS, a ressecção de lesões e quimioterapia. Conclusão: Devido ao alto risco de desenvolver Ca
de pele, existe a necessidade de desenvolver programas efetivos de prevenção, detecção precoce e intervenção terapêutica em pacientes transplantados. A conversão da
imunossupressão para o uso de inibidores de m-Tor (mammalian target of rapamycin) tem sido indicada nas lesões iniciais com Resultados satisfatórios.
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SEÇÃO POSTER
P-677
Escola Franco-Brasileira de Nefrologia
Oliveira RB, Cruz J, Drüeke TB, Massy ZA
Hospital das Clínicas Universidade de São Paulo São Paulo
Introdução: A recente história da medicina Franco-Brasileira nos remete as primeiras décadas do século XIX. Em relação a Nefrologia, os primeiros laços foram estabelecidos no começo dos anos 50 do século XX. Passados mais de 60 anos, a escola Franco-Brasileira de Nefrologia criou uma nova geração de discípulos, formados
no Brasil pelos nefrologistas que estudaram na França. Objetivos: A proposta deste artigo é descrever as sucessivas trocas de conhecimento entre médicos franceses
e brasileiros, principalmente no campo da nefrologia. Casuística e Métodos: Através de pesquisa na plataforma Lattes (www.cnpq.br), aplicando-se os filtros “area
de atuaçao, ciências da saúde, medicina, clínica médica, nefrologia” encontrou-se 367 nomes de profissionais. Dentre estes nomes, procurou-se em seus respetivos
currículos, aqueles que referiram ter estudado na França. A partir dos nomes destes profissionais, foi enviado um questionário individual (por e-mail, carta ou telefone) com as seguintes perguntas: período de estágio na França, serviço, mentor, universidade brasileira de reinserção, área principal de atuação, número de publicações e orientações de tese após o retorno ao Brasil, e relação de outros profissionais que haviam estudado na França (em período anterior, posterior, ou simultâneo
ao do pesquisador em questão). A partir dessas informações, obteve-se novos nomes de profissionais que estudaram na França. O número de publicações científicas
em periódicos indexados de cada profissional foi confirmado na base de dados PUBMED (www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed); em caso de divergência de informação,
prevaleceu a fornecida pelo profissional. Resultados: Nos últimos 60 anos, a produção científica da escola Franco-Brasileira de nefrologia totalizou 1.028 artigos
científicos publicados em periódicos de nefrologia, 230 orientações concluídas de teses de mestrado, doutorado e pós-doutorado, a partir de 30 nefrologistas que estudaram na França neste período. As informações obtidas pelo questionário enviados aos nefrologistas, são descritas nominalmente em uma tabela. Adicionalmente,
foram encontrados 32 proffisionais não-nefrologistas (cirurgiões urologistas, gastroenterologistas, imunologistas, biólogos e farmacêuticos) que estudaram na França
em areas correlatas a nefrologia, como transplante renal, neste período. Conclusões: Nosso trabalho mostra um segmento da história de amizade e cooperação médica
e científica entre a França e o Brasil, consagrado a nefrologia, ao longo dos últimos 60 anos. Esperamos que dentro dos próximos anos esta cooperação torne-se mais
intensa e frutuosa.
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SEÇÃO POSTER
P-214
Registro brasileiro de biopsias osseas (ReBrabO): desenho, elementos de dados e metodologia. Em
nome do Comitê de Distúrbios Mineral e Ósseo na Doença Renal Crônica da Sociedade Brasileira da
Nefrologia
Neves CL, Gueiros JEB, Custodio MR, Barreto FC, Oliveira RB, Jorgetti V, Carvalho AB, Moyses RMA, Canziani ME, Sampaio EA, Karohl C
Hospital Ana Nery Salvador, Universidade Federal de Pernambuco Recife, Hospital das Clínicas Universidade de São Paulo São Paulo, Universidade Nove de Julho
São Paulo e Fundação Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo São Paulo, Hospital das Clínicas Universidade de São Paulo São Paulo, Hospital das Clínicas
Universidade de São Paulo São Paulo, Universidade Federal de São Paulo São Paulo, Hospital das Clínicas Universidade de São Paulo São Paulo, Universidade Federal
de São Paulo São Paulo, Universidade Federal Fluminense Niterói, Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Introdução: Os distúrbios mineral e ósseo (DMO) são encontrados com frequência em pacientes com doença renal crônica (DRC) e são causa de morbidade e mortalidade significativas. Apesar do advento de novos marcadores séricos de remodelação óssea, a biópsia óssea ainda é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de osteodistrofia renal (OR). São escassos na literatura estudos que avaliam a prevalência dos tipos de alterações histológicas ósseas, impacto das opções de tratamento, suas
repercussões em desfechos, como fraturas, hospitalização, doença cardiovascular, e mortalidade. Em nosso meio, um único estudo epidemiológico avaliou o padrão de
distribuição do tipo de OR em 2.340 biópsias ósseas de pacientes com DRC estágio 5D (93,1% em hemodiálise), realizadas de 1985 a 2001. O estudo de aspectos
epidemiológicos dos DMO-DRC pode ser facilitado pela criação de registros. O Registro Brasileiro de Biópsias Ósseas (ReBrabO) será um banco de dados nacional,
coordenado pelo Comitê de Distúrbio Mineral e Ósseo na DRC da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Objetivos: Criar um banco de dados contendo informações
nacionais relativas à análise de tecido ósseo obtido através de biópsia óssea em pacientes com DMO-DRC; obter dados relativos às características demográficas, clínicas
e laboratoriais; identificar as associações entre os DMO-DRC e desfechos clínicos, incluindo mortalidade, fraturas, hospitalizações e qualidade de vida dos pacientes.
Casuística e Métodos: O ReBrabO será uma base de dados eletrônica, envolvendo informações obtidas através de análise histomorfométrica de tecido ósseo e dados
demográficos, clínicos e laboratoriais de pacientes com DMO-DRC. A coleta de dados se dará através de instrumentos de coleta de dados eletrônicos específicos, em
três campos principais: “Censo Demográfico/Clínico”, “Censo laboratorial” e “Dados da análise do tecido ósseo”. A base de dados permitirá pesquisa de registros
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SEÇÃO POSTER
através de filtros avançados de busca. Este projeto será constituído por duas fasses: registro retrospectivo, provenientes de informações obtidas de janeiro/1986 a agosto
de 2012; registro prospectivo, com informações apartir de setembro de 2012. Resultados: A análise do banco de dados e os Resultados são esperados no primeiro
semestre de 2013. Conclusões: Existe a necessidade de estudos que avaliem a prevalência, associações entre variáveis sócio-demográficas, clínicas, laboratorias, padrões
de OR, e suas relações com desfechos clínicos no campo dos DMO-DRC. O ReBrabO será um dos maiores banco de dados do mundo, envolvendo biópsias ósseas
de pacientes com DRC, e servirá como plataforma de pesquisa nessa área.
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SEÇÃO POSTER
P-477
Quantificando o Erro para o Método Auscultatório e Oscilométrico ao se Determinar a Pressão Arterial
em Indivíduos Obesos com Aparelhos com Bolsa de Borracha Padrão
Marcela Fiori Gomes da Costa, Felipe Caravatto Baras, Cibele Isaac Saad Rodrigues, Ronaldo D’Ávila, Ricardo Augusto de Miranda Cadaval, Enio Marcio
Maia Guerra, Fernando Antonio de Almeida
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP Sorocaba-SP, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP Sorocaba-SP, Faculdade de Ciências
Médicas e da Saúde da PUC/SP Sorocaba-SP, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP Sorocaba-SP, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da
PUC/SP Sorocaba-SP, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP Sorocaba-SP, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP Sorocaba-SP
Introdução: O principal erro relacionado à medida da pressão arterial (PA) em indivíduos obesos é utilização da bolsa de borracha (BB) padrão (12X23cm), independente da circunferência do braço (CB). De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão VI (DBH-VI), em indivíduos com CB>34cm devemos utilizar a BB
grande (16X32cm). O uso da BB padrão pode superestimar a PA, levando a diagnóstico e tratamento inadequados da hipertensão arterial (HA), incluindo o uso de
anti-hipertensivos, submetendo o paciente, desnecessariamente, a possíveis efeitos colaterais. A maioria dos locais de atendimento aos indivíduos com HA não dispõe
de BB de diferentes tamanhos, mesmo sabendo que mais de 40% dos clientes são obesos. Objetivo: Este estudo procurou quantificar o erro ao se determinar a PA
com esfigmomanômetros com BB padrão em indivíduos com CB>34 cm. Métodos: A determinação da PA foi feita de acordo com as recomendações da DBH-VI
no braço não dominante em 124 indivíduos (72 mulheres=58%; média idade=44,9anos; média CB=36,0cm, média IMC=32,4Kg/m2). O tamanho da amostra foi
determinado para que se pudesse identificar a diferença de 10mmHg na PA sistólica (PAS) ou 5mmHg na PA diastólica (PAD) com erro alfa=5% e erro beta=20%. A
PA foi determinada simultaneamente por dois esfigmomanômetros (conectados em “Y”) pelo método auscultatório (aparelho de coluna de mercúrio) e oscilométrico
(aparelho validado OMRON 705IT). Resultados: A média das diferenças entre os valores determinados com BB padrão e BB grande foram, para o método auscultatório, PAS + 7,4mmHg (+39 a -14mmHg, diferenças máxima e mínima) e PAD +3,7mmHg (+26 a -9mmHg); para o método oscilométrico, PAS +7,3mmHg (+46
a -15mmHg) e PAD +1,4mmHg (+22 a -18mmHg), todos significantes (PAS p<0,0001; PAD p<0,02). A frequência na amostra de indivíduos com HA ou PA não
controlada (>140/90mmHg) quando se determina a PA pelo método auscultatório com BB padrão foi 52,4% e com BB grande 37,9%; pelo método oscilométrico
BB padrão 45,2% e BB grande 33,1%. Conclusões: O uso da BB padrão para determinar a PA em indivíduos obesos com CB>34cm induz a erro importante dos
valores pressóricos pelos dois métodos avaliados. Este erro superestima o diagnóstico de HA e conduz a tratamentos desnecessários. Os profissionais de saúde precisam
dar mais atenção a este detalhe ao determinar a PA em indivíduos obesos e devem exigir dos gestores a disponibilidade de BB de diferentes tamanhos em seus locais
de trabalho. PIBIC-PUC/SP-CNPq.
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SEÇÃO POSTER
P-356
Avaliação in vitro da atividade de metabólitos fúngicos frente à Klebsiella Pneumoniae ATCC 27736
Turani SAD, Silva PV, Silva IR, Pinto MEA, Araújo SG, Coelho FV, Morais MI, Lima LARS, Silva SL, Rezende RR, Magalhães JT, Ferreira JMS, Soares AC
Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei Minas
Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei
Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, Universidade Federal de São João delRei Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, Universidade Federal de São João
del-Rei Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais
Introdução: Bactérias Gram-negativas tornaram-se, nos últimos anos, patógenos de real importância em pacientes imunossuprimidos e, sobretudo, em hospitalizados.
Dentre elas, a Klebsiella pneumoniae apresenta-se como uma das mais importantes causadoras de pneumonia hospitalar com uma alta taxa de mortalidade (Diretrizes, 2007) e importante agente causador de infecções urinárias (Dias Neto, 2003). No atual contexto de resistência a maioria dos antibióticos disponíveis, a busca
por substâncias com atividade antimicrobiana se faz necessária como alternativa à terapêutica convencional. Objetivos: Avaliar a atividade antibacteriana in vitro de
oito espécies fúngicas (CFAM 01, CFAM 02, CFAM 03, CFAM 04, CFAM 05, CFAM 06, CFAM 07 e CFAM 08), a partir de 10 linhagens de espécies diferentes
dos gêneros Aspergillus e Penicilium, a partir de fungos isolados do solo da Amazônia. Casuística e Métodos: Para avaliação da atividade antimicrobiana dos extratos
foram utilizados o método qualitativo de difusão em ágar e o método quantitativo de microdiluição em caldo. Os metabólicos fúngicos, crescidos em 3 meios diferentes (Czapeck, Malte e Sabouraud), foram diluídos em DMSO 20% e utilizados a partir da concentração de 100mg/mL nos testes de difusão em ágar e 2mg/mL nos
testes de microdiluição em caldo. Como controle positivo utilizou-se a Estreptomicina (10mg/mL) e como controle negativo, DMSO 20%. Os experimentos foram
realizados em triplicata para confirmação dos dados e os Resultados foram expressos a partir da média dos Resultados obtidos. Resultados: Nos testes para avaliação
qualitativa, os extratos das espécies de fungo CFAM3 (Sabouraud), CFAM4 (Czapeck), CFAM7 (Sabouraud) e CFAM 08 (Malte), em 100mg/ml, apresentaram
halo de inibição medindo 10,3, 10,2, 9,0 e 12,0 mm, respectivamente. Todos os metabólitos fúngicos foram eficazes na inibição da K. pneumoniae pelo método
quantitativo – MIC, sendo os melhores Resultados encontrados para CFAM6 (Czapeck) e CFAM 5(Czapeck) com 97, 7% e 96,2% de inibição, respectivamente.
A Estreptomicina apresentou halo de inibição de 18 mm e o DMSO 20% não inibiu o crescimento bacteriano. Conclusão:Os Resultados encontrados são bastante
promissores, já que todos os extratos foram capazes de inibir o crescimento bacteriano em algum nível, ressaltando o fato de que o extrato de CFAM 6 (Czapeck)
inibiu quase a totalidade do crescimento, sendo, por isso, apontado como um extrato com alto potencial antimicrobiano.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-547
Furosemida está associada com lesão renal aguda em pacientes criticamente enfermos
Levi TM, Cunha GT, Patriota GSQA, Almeida DN, Cruz CMS
Universidade Estadual de Santa Cruz Ilhéus, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública Salvador, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública Salvador, Hospital
Calixto Midlej Filho Itabuna, Hospital Santo Antônio Salvador
Introdução: Lesão Renal Aguda (LRA) é comum em pacientes criticamente enfermos. Diuréticos são usados sem evidência científica que demonstre efeito benéfico
na função renal. Objetivos: Determinar a incidência de LRA em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e verificar se existe associação entre uso de furosemida e
desenvolvimento de lesão renal aguda. Casuística e Métodos: Trata-se de uma coorte hospitalar na qual 344 pacientes foram consecutivamente incluídos de janeiro
de 2010 a janeiro de 2011. 132 pacientes permaneceram para análise (75 mulheres; 57 homens) com uma média de idade de 64 anos. A maioria das exclusões foi
relacionada à alta da UTI nas primeiras 24 horas. Dados sociodemograficos, clínicos e laboratoriais foram coletados até o desenvolvimento de LRA, alta médica ou
óbito. Resultados e Conclusões: A incidência de LRA foi de 55%; IC a 95% (46-64). Os preditores de LRA encontrados na análise univariada foram: choque séptico,
OR=3.12; IC a 95% (1.36-7.14), uso de furosemida, OR=3.27; IC a 95% (1.57-6.80) e idade, OR=1.02; IC a 95% (1.00-1.04). Quando analisado o subgrupo de
pacientes com choque séptico o odds ratio de uso de furosemida foi de: 5.5, IC a 95% (1.16-26.02) para desenvolvimento de LRA. Idade, uso de furosemida e choque
séptico foram preditores de LRA em pacientes criticamente enfermos. Uso de furosemida no subgrupo de pacientes com sepse/choque séptico aumentou a chance de
desenvolvimento de LRA quando comparada à amostra total.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P324
Prevalência de Disfunção Renal em uma coorte de pacientes com HIV/AIDS no Rio de Janeiro
Patricia Santiago, Cynthia Cunha, Ruth Friedman, Sandra Wagner, Valdilea Veloso, Beatriz Grinsztejn, José Suassuna
Fiocruz, Fiocruz, Fiocruz, Fiocruz, Fiocruz, Fiocruz, HUPE
O uso disseminado da terapia antirretroviral de alta potência (Highly Active Antiretroviral Therapy - HAART) modificou a história natural da infecção pelo
HIV, transformando uma doença aguda e letal em uma condição médica crônica. Do mesmo modo mudou a doença renal associada ao HIV. Nós investigamos a
prevalência de disfunção renal e seus fatores de risco associados em uma grande coorte atual de pessoas vivendo com HIV em um pais que dispõe de acesso universal
gratuito a HAART. Foi realizado um estudo retrospectivo transversal de 2354 pacientes acompanhados ambulatorialmente durante o ano calendário de 2008. Disfunção renal foi definida como TFGe (CKD-EPI) ≤ 60 ml/min. Também foram avaliados fatores demográficos, clínicos e laboratoriais. A maioria da coorte era de
homens (64%), brancos (67%) e jovens (80% tinha menos de 50 anos de idade). A mediana da contagem de CD4 atual era 460 cels/mm³ e a mediana do nadir de
CD4 era 189 cels/mm³. Quarenta e dois por cento dos pacientes tiveram diagnóstico de AIDS (CDC-1993) e 81% tinham nadir de CD4 abaixo de 350 cels/mm³.
No entanto, à epoca da dosagem de creatinina, 70% tinha carga viral lindetectavel e 68% apresentava contagem de CD4+ ≥ 350 cels/mm³. A comorbidade mais comum era a Hipertensao arterial sistemica (26%), seguida de diabetes melito(9%). Hepatite B foi diagnosticada em 3% e Hepatite C em 6% dos indivíduos. Apenas
17% dos pacientes nao apresentava indicação de iniciar HAART, permacendo virgem de tratamento. Cinquenta e dois por cento dos pacientes tinha sido exposto a
atazanavir ou lopinavir e 33% ainda usava uma destas duas drogas. Indinavir foi usado previamente por 15% da coorte, e 41% usou tenofovir, dos quais 92% permanecia em uso. A mediana da TFGe foi 111,4 ml/min e apenas 3,8% dos pacientes apresentou TFGe ≤ 60 ml/min. Sete pacientes (0,4%) evoluíram até o estagio V
de DRC. Fatores de risco associados à disfunção renal foram idade ≥ 50 anos, CD4+ ≤ 350 cels/mm3, diabetes, hipertensão, uso passado de tenofovir , uso passado
de indinavir, e uso atual de atazanavir or lopinavir. Nós avaliamos uma coorte de pessoas com doença pela infecção pelo HIV bastante avançada, exposta a potentes
drogas antirretrovirais. Idade, comorbidades degenerativas e severidade da infecção pelo HIV (contagem de CD4+ baixa) impactaram negativamente a saúde renal.
Nossos dados parecem confirmar que tenofovir, atazanavir e lopinavir são potencialemnte nefrotóxicos. No entanto o resultado final parece ser favorável ao seu uso,
já que, ao contrário de estudos anteriores com pacientes não tratados ou tratados com esquemas menos potentes, a prevalência de disfuncão renal e de doença renal
avançada foi notavelmente baixa.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-515
Anúria como manifestação inicial de leptospirose: relato de caso
Usón PLSJ, Person NC, Pereira VGM, Serpa-Neto A, Balogh RJ, Manetta JA, Cardoso SO, Espósito DC, Pasqualucci MO, Júnior EBS, Damasceno MCT
Faculdade de Medicina do ABC São Paulo, Faculdade de Medicina do ABC São Paulo, Faculdade de Medicina do ABC São Paulo, Faculdade de Medicina do ABC São
Paulo, Faculdade de Medicina do ABC São Paulo, Faculdade de Medicina do ABC São Paulo, Faculdade de Medicina do ABC São Paulo, Faculdade de Medicina do
ABC São Paulo, Faculdade de Medicina do ABC São Paulo, Faculdade de Medicina do ABC São Paulo, Faculdade de Medicina do ABC São Paulo
Introdução:A leptospirose é uma zoonose causada por espiroquetas do gênero leptospira, na qual cerca de 90% dos pacientes apresenta sintomatologia branda e o
restante pode evoluir com forma grave da doença, apresentando plaquetopenia e lesão renal aguda (LRA). O diagnóstico é realizado com história clínica e epidemiológica, e confirmado com sorologias. Este caso objetiva mostrar manifestação inicial atípica de leptospirose, ressaltando a importância do diagnóstico e tratamento
precoce, visando à diminuição de mortalidade associada à LRA. Relato do caso: Masculino, 56 anos, natural e procedente de São Paulo, relatava quadro de dor em
membros inferiores há 3 dias acompanhado de febre diária e ausência de diurese a mais de 10 horas. Referia contato com enchente há 13 dias. Na admissão, encontrava-se em regular estado geral, lúcido, anictérico e febril. Exames: Uréia 102 mg/dl, Creatinina 2.8mg/dl, K 3.0 mEq/L, plaquetas 89 mil, CPK 256 UI/ml . Após
expansão volêmica , apresentava PA = 70 x 50 mmHg, sendo encaminhado a UTI com diagnóstico de choque séptico. Introduzido antibióticoterapia empírica para
leptospirose e realizada sondagem vesical, com débito de 50 ml de urina. Evoluiu com piora progressiva de função renal, hipokalemia, hipocalcemia e hipomagnesemia
persistentes. Iniciada terapia de substituição renal e, no quarto dia de internação, iniciou melhora progressiva da função renal e diurese espontânea, sendo mantido
tratamento conservador. No quinto dia, evolui com icterícia e, no sétimo, normalização dos níveis de uréia e creatinina e quadro de poliúria. O teste imunoenzimático
(ELISA – IgM) para leptospirose foi reagente. Discussão: A LRA desencadeada pela leptospirose apresenta gênese multifatorial, incluindo toxicidade direta do agente
ao túbulo renal, resposta imuno-mediada induzida por toxinas, hipovolemia, hiperbilirrubinemia e rabdomiólise. A forma mais comum de lesão renal é não-oligúrica
com hipocalemia, sendo a forma oligo-anúrica associada a pior prognóstico. No paciente relatado, a espoliação eletrolítica ocorreu durante todo o percurso da doença,
porém, a LRA foi oligo-anúrica. Esta manifestação atípica poderia ser decorrente de lesão agressiva aos túbulos renais com desenvolvimento de NTA, formação de
plugs celulares e obstrução tubular. Conclusão: Este caso relata uma forma grave de leptospirose em que a antibioticoterapia e diálise precoce possibilitaram melhora
substancial do paciente, confirmando os dados atuais da literatura.
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SEÇÃO POSTER
P-564
N-acetilcisteína em Alta Dose na Prevenção de Lesão Renal Aguda em Pacientes com Doença Renal
Crônica Submetidos à Cirurgia Eletiva de Revascularização Miocárdica
Santos ES, de Lima JJG, Gowdak LHW, Gaiotto FA, Boro LP, Costa-Hong VA, César LAM, Hajjar LA, Arantes RL, Shimizu MHM, Bortolotto LA
Instituto do Coração, Instituto do Coração, Instituto do Coração, Instituto do Coração, Instituto do Coração, Instituto do Coração, Instituto do Coração, Instituto do
Coração, Instituto do Coração, LIM-12 FMUSP, Instituto do Coração
Fundamento: A N-acetilcisteína (NAC) tem sido usada na prevenção de disfunção renal em modelos experimentais e na nefropatia por meio de contraste, no entanto
os Resultados são divergentes. A dose mais adequada e a via de administração ideal da NAC necessárias para proteção renal é desconhecida. Objetivo: Avaliar o efeito da dose máxima de NAC na prevenção de disfunção renal em pacientes de alto risco com doença renal crônica (DRC) [TFG< 60 - > 15 ml/min. pelo MDRD],
submetidos à cirurgia eletiva de revascularização miocárdica (RM). Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, duplo cego, e controlado por placebo, unicêntrico
com 50 pacientes submetidos à RM aleatorizados para receber, por via endovenosa, solução fisiológica (n= 26) ou NAC 150 mg/Kg (ataque) seguida por 50 mg/kg
durante o procedimento cirúrgico (n= 24). Desfecho primário: lesão renal aguda (LRA) definida pelo critério AKIN nas primeiras 72 h de pós-operatório. Desfechos
secundários: níveis séricos de NGAL (marcador de lesão tubular), necessidade de diálise e mortalidade nos primeiros 30 dias. Resultados: A dose máxima de NAC
foi bem tolerada. A média de idade geral foi de 64±9 anos, 80% brancos, 74% homens, 56% diabéticos, 90% com comorbidades cardiovasculares, FE= 54%±13%,
TFG= 45±11 ml/min, Euroscore= 5,4±3,1. A mortalidade nos primeiros 30 dias foi 11% (controles) e 8% (NAC), p=0,77 e nenhum paciente necessitou diálise. As
variáveis idade, sexo, raça, DM, DLP, tabagismo, comorbidades, TFG e Euroscore, número de enxertos, CEC, transfusão de sangue, drogas vasoativas, balanço hídrico
e diurese durante e após a cirurgia não diferiram entre os grupos. LRA definida pelo critério AKIN (estágios 1,2 ou 3) foi observada em 64% dos controles e em 27%
do grupo NAC (P= 0.02) e o não uso de NAC foi o único preditor independente de DRA (RR= 4.86, p=0.03). Os níveis séricos do NGAL foram maiores no grupo
controle (992±476 versus 750±339 ng/ml, p= 0.04). A NAC correlacionou-se inversamente com os níveis de NGAL (p= 0.04). Conclusão: A dose máxima de NAC
reduz a prevalência de disfunção renal em pacientes de alto risco, portadores de DRC, submetidos RM eletiva.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-8
Alterações ecocardiográficas preditoras de mortalidade em pacientes hemodialisados
Freitas IFS, Câmara GN, Ikegami MCS, Coutinho IRO, Lemos MM, Lemos VM
Fac Med Campos-RJ, Fac Med Campos-RJ, Fac Med Campos-RJ, Pró-Rim-RJ, Pró-Rim e Fac Med Campos-RJ, Pró-Rim e Fac Med Campos-RJ
Introdução: Alterações ecocardiográficas têm sido associadas com o aumento do risco cardiovascular e óbito nos pacientes com doença renal crônica (DRC) em hemodiálise. As alterações mais encontradas são hipertrofia de ventrículo esquerdo, disfunção sistólica ou diastólica de ventrículo esquerdo e aumento do diâmetro ou
volume do átrio esquerdo. Objetivo: Avaliar a possível associação entre as alterações ecocardiográficas e o risco cardiovascular e óbito de pacientes em programa de
hemodiálise. Casuística e Métodos: Foram incluídos 141 pacientes em hemodiálise regular, há pelo menos três meses, com idade acima de 18 anos. Realizado ecocardiograma uni e bidimensional com Doppler, após sessão de hemodiálise. A média de idade foi 53,1±13,6 anos, sendo 90 (63,8%) do sexo masculino, a maioria 86
(61%) não brancos. A mediana do tempo em hemodiálise foi de 41,9 (3,2-226,3) meses. Foram excluídos aqueles com tempo de hemodiálise inferior a três meses,
insuficiência cardíaca descompensada ou que estivessem internados por complicações cardiovasculares ou infecciosas. Análise estatística realizada com o software SPSS
11.0. Resultados: As etiologias de DRC mais frequentes foram hipertensão (56,7%) e diabetes (24,1%). A média do índice de massa corpóreo foi 24,2±4,6 Kg/m².
A média do percentual de redução de uréia (PRU) foi 65,9±8,9 %. O tempo em HD foi menor nos pacientes que foram a óbito, comparado aos que sobreviveram
[24,7(3,2-204,8) vs 42,7 (11,8-226,3) meses; p= 0,036] e tenderam a ser mais velhos aqueles que foram a óbito, 58,1±14,0 vs 52,3±13,5 anos; p=0,07. As alterações ecocardiográficas observadas foram disfunção diastólica (78%), hipertrofia ventricular esquerda concêntrica (42,6%), hipertrofia ventricular esquerda excêntrica
(36,2%). A fração de ejeção foi menor naqueles que foram a óbito comparado aos que sobreviveram (61,5 vs 66,6%; p=0,037). O diâmetro do átrio esquerdo foi
maior naqueles que foram a óbito (4,16±0,71 vs 3,82±0,70cm; p=0,041). Conclusões: Houve associação entre mortalidade em diálise e maior diâmetro de átrio
esquerdo, menor fração de ejeção, menor tempo em hemodiálise e tendência a serem mais velhos.
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SEÇÃO POSTER
P-720
Uso de Enalapril em Pacientes com Síndrome de Alport
Maria Helena Vaisbich, Helen Takagi, Silvia Titan, Denise Malheiros, Benita Schvartsman
Titulações xxxxxxxxxxxxx
Introdução: Síndrome de Alport leva a Doença Renal Crônica terminal (DRCT). Estudos experimentais têm mostrado que o bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) pode reduzir a proteinúria e preservar a função renal. Em humanos não existe consenso sobre o tratamento. Métodos: Estudo retrospectivo
em pacientes com Síndrome de Alport tratados com enalapril analisando a evolução da proteinúria e da função renal, assim como variáveis predictivas de progressão
para DRCT. Neste estudo o desfecho foi definido como clearance de creatinina < 60 ml/min/1.73m2. Resultados: Foram analisados os dados de 17pacientes tratados
com enalapril durante pelo menos 2 anos, seguimento de 54.1 ± 25.6 meses. Achados interessantes: alta taxa de hiperfiltração na apresentação (64.7 %), nenhuma
resposta em termos de redução da proteinúria durante 2 anos e tendência a redução no clearance de creatinina. Grau de perda de função renal, nível de proteinuria e
presença de hipertensão arterial na apresentação foram fatores significativamente relacionados a pior prognóstico. Conclusões: A dose de enalapril alcançada foi suficiente para controle da pressão arterial nos pacientes hipertensos; entretanto, não foi efetiva para reduzir a proteinúria nesta série de casos. A diminuição do clearance
de creatinina pode ser decorrente da evolução da doença ou pelo uso do enalapril. Este ponto necessita de maior esclarecimento, assim como o achado de hiperfiltração. Limitações do estudo: Não-controlado, retrospectivo e com pequeno número de casos. Estudos maiores e controlados são necessários para avaliar diferentes
estratégias de bloqueio do SRAA nestes pacientes, observando a proteinúria e a evolução da função renal.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-303
PAFR contribui para progressão da doença renal crônica via transição epitélio-mesenquimal
Correa-Costa M, Andrade-Oliveira V, Origassa C, Silva RC, Rodas A, Braga TT, Castoldi A, Rios FJ, Jancar S, Camara NO
USP, USP, UNIFESP, UNIFESP, USP, USP, USP, USP, USP, USP/UNIFESP
Introdução e Objetivos: O fator ativador de plaquetas (PAF) é um mediador lipídico com importante efeito pró-inflamatório, sendo sintetizado por diversos tipos
celulares, como leucócitos, células endoteliais e células renais. Sua ação ocorre via ligação a seu receptor (PAFR), gerando assim uma reposta intracelular que promove
uma manutenção da inflamação, além de ativar sinais pró-apoptóticos e pró-fibróticos. Assim, a sinalização via PAFR poderia contribuir para a progressão da doença
renal crônica (DRC). O Objetivo desse trabalho foi verificar o papel do PAFR em um modelo experimental de DRC. Metodologia: Camundongos wild type (WT) e
nocautes para PAFR (PAFRKO) foram submetidos à cirurgia de obstrução unilateral do ureter (UUO), e durante o sacrifício amostras de urina e tecido renal foram
coletados. Ainda, foi realizada cultura de células tubulares renais obtidas dos grupos acima descritos, sendo que as células foram tratadas com TGF-β e/ou PAF. Nos
ensaios in vivo e in vitro, animais e células sem cirurgia ou tratamento foram utilizados como controle. Resultados: Inicialmente, observamos que há um aumento
significativo da expressão de PAFR nos animais WT após a cirurgia de UUO. Quando comparados os grupos WT e PAFRKO, verificamos que o último possui menor
disfunção renal, avaliada por proteinúria e albuminúria. Além disso, os rins dos animais PAFRKO, em relação aos WT, possuem menor área de fibrose e menor expressão das moléculas colágeno 1, LOX-1 e TGF-β. Ainda, o grupo nocaute expressa significativamente maiores níveis de mRNA da molécula anti-fibrótica BMP-7.
Observamos também que o grupo PAFRKO possui menor expressão de marcadores inflamatórios e maior expressão da citocina imunorreguladora IL-10. Além disso,
os animais nocautes exibiram menor marcação para apoptose e a análise protéica das amostras sugere que nos grupo PAFRKO há menor sinalização via STAT-3 e
atenuação do processo de estresse do retículo endoplasmático. Já as análises in vitro indicaram que, nas células WT, os tratamentos com TGF-β e/ou PAF diminuem
a viablidade celular e favorecem o processo de transição epitélio-memsenquimal (TEM). Já nas células derivadas de animais PAFRKO, a morte celular estava reduzida
e as células mantiveram o fenótipo epitelial, mesmo com os diferentes tratamentos. Conclusão: A sinalização via PAFR contribui para um ambiente pró-inflamatório
no modelo de nefropatia obstrutiva, favorecendo o processo fibrótico e consequente TEM. Apoio: FAPESP/CNPq/INCT.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-858
Quantificação gênica pré-transplante renal predição da rejeição aguda
Sahd R, Joelsons G, Haim T, Goncalves LF, Manfro RC
UFRGS, UFRGS, UFRGS, UFRGS, UFRGS
Introdução. A rejeição aguda (RA) permanece entre as principais causas de perda de enxertos renais. A disponibilidade de biomarcadores prognósticos de RA no
período pré-transplante poderia ser útil na individualização do tratamento levando à adequação dos regimes de imussupressão para condições de maior efetividade
e menor toxicidade. Objetivos: Avaliar se as quantificações das expressões dos mRNAs dos genes FOXP3, TIM3, Perforina, CXCL-10 , Granulosina e CXCL9 em
células mononucleares do sangue periférico de pacientes em pré-operatório imediato de transplante renal podem: (a) ser preditoras da rejeição aguda pós-transplante
renal; (b) be correlacionar com a função do enxerto renal; (c) apresentar correlação com a ocorrência infecções após o transplante renal. Casuística e Métodos: Foram
coletadas amostras pré-transplante de 51 pacientesque receberam enxertos renais entre 2008 a 2009. Realizou-se a mensuração da expressão do mRNA dos genes
TIM3, FOXP3, Perforina, CXCL-9, CXCL-10 e Granulisina, em células mononucleares do sangue periférico através da técnica de PCR em tempo real. Os Resultados da expressão gênica foram correlacionados com a ocorrência de RA, presença de infecções virais e bacterianas em até 1 ano e com a função do enxerto renal aos 1,
6 e 12 meses pós-transplante. Resultados e Conclusões. Os Resultados das análises dos genes TIM3, FOXP3, Perforina e CXCL-9, não apresentaram diferença com
significância estatística entre os grupos que apresentaram ou não episódios de rejeição aguda. A expressão gênica de CXCL-10 e Granulisina foi significativamente
menor no grupo que apresentou rejeição aguda (P<0,05) (Fig.1). Não houve diferença significativa na expressão gênica de pacientes que desenvolveram infecção viral
ou bacteriana no pós-transplante renal. O mesmo resultado foi encontrado na avaliação da função renal do enxerto. A análise da expressão dos genes avaliados neste
estudo no momento prévio ao transplante renal não foi preditor da ocorrência de rejeição aguda, infecções virais ou bacterianas ou da função do enxerto até um ano
pós-transplante. Acredita-se que a avaliação da expressão de outros genes, bem como novas plataformas moleculares possam evidenciar genes ou conjuntos de genes
com maior relevância biológica neste contexto. Alternativamente polimorfismos genéticos e não a expressão do gene pode vir a ser o caminho a ser testado para a
consolidação de biomarcadores prognósticos em transplante renal. Níveis de mRNA em sangue periférico. (A) CXCL-10, (B) Granulisina
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-766
Perfil clínico nutricional de pacientes portadores de diabetes mellitus em hemodiálise no município de
Caratinga-MG
Santos AP, Sallén DB
CLIRENAL, CLIRENAL
Atualmente, diabetes mellitus (DM) representa a principal causa mundial de doença renal crônica. No Brasil, aproximadamente 25% dos pacientes em diálise
são diabéticos. O presente estudo objetiva avaliar pacientes portadores de diabetes mellitus em hemodiálise, quanto ao estado nutricional e valores bioquímicos. Foram selecionados 61 pacientes portadores de diabetes mellitus tipo I e II em hemodiálise, para fins de estudo no mês de Setembro de 2010. Foi realizada
avaliação do estado nutricional através do IMC, considerando peso seco e altura². A SGA foi executada através de questionários próprios para doença renal em
terapia renal substitutiva. Os exames bioquímicos referentes às concentrações de potássio, fósforo, cálcio e albumina foram analisados, de acordo com os níveis
de adequação proposto por K/DOQI, 2010. Nota-se que os pacientes apresentam-se em estado de eutrofia segundo IMC sendo este um marcador mais específico, embora não podendo ser considerado único. Quanto a SGA, a maior porcentagem dos pacientes encontra-se desnutridos leves apontando este marcador maior sensibilidade em detectar desnutrição. Em relação aos exames bioquímicos deve-se enfocar constantemente a educação nutricional voltada para melhor adesão dietoterápica para buscar os valores limítrofes para potássio, fósforo, cálcio e albumina, embora não observou-se casos de hipercalemia neste estudo.
Palavras chave: Diabetes Mellitus, IRC, Hemodiálise, avaliação nutricional, exames bioquímicos.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-782
Verificação da aceitabilidade dos cardápios enriquecidos com proteína texturizada de soja por
pacientes portadores de IRC em HD no município de caratinga – MG
Santos AP, Farias E
clirenal, clirenal
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma patologia extremamente frequente entre os adultos, embora seja subdiagnosticada e, assim, não tratada, e constitui hoje um
importante problema médico e de saúde pública. A hemodiálise (HD) é uma terapia dialítica que se associam as complicações agudas e crônicas. Por ser um evento catabólico, é comum paciente em terapia hemodialítica apresentar desnutrição. A soja com suas características químicas e nutricionais se qualificam como um alimento
funcional: além da qualidade de sua proteína, estudos mostram que a soja pode ser utilizada de forma preventiva e terapêutica. Este trabalho tem como Objetivo verificar a
aceitabilidade das preparações enriquecidas com proteína texturizada de soja em uma unidade de hemodiálise do município de Caratinga onde participaram do estudo
89 pacientes. Para a verificação dos níveis de aceitabilidade foi usado um questionário com gravuras que passa a entender que, rostos felizes (ótimo), rostos indiferentes
(bom) e rostos tristes (ruim). Resultado: Durante as quatro semanas do mês de março de 2009, houve uma aceitação positiva em todas as preparações. Conclusão:
Contudo observa-se com este estudo que a aceitabilidade de preparações enriquecidas com proteína texturizada de soja é vista como ótima por 68,80% da população.
Palavras chave: Insuficiência Renal Crônica, Proteína Texturizada de Soja, Hemodiálise.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-606
Avaliação da educação continuada no controle dos níveis séricos de fósforo e potássio de pacientes
submetidos à terapia renal substitutiva em uma clínica do município de Caratinga Minas Gerais
Santos AP, Cunha G, Oliveira LR, Andrade APA
CLIRENAL, CLIRENAL, CLIRENAL, CLIRENAL
Estudos mostram que a qualidade de vida dos pacientes portadores de Doença Renal Crônica (DCR) pode ser melhorada com o comprometimento dos cuidadores,
dos profissionais de saúde envolvidos com os mesmos, e a aplicação de políticas de saúde, para que tenham a possibilidade de desenvolver capacidade e habilidade
de escolhas próprias. Por isso programas que tenham a finalidade de conscientizar os pacientes da situação em que se encontram, e transformá-las, na medida que
necessário, tem sido estimulados pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e demais entidades. O presente trabalho teve como Objetivo avaliar a eficácia da educação
continuada em pacientes portadores de DRC de uma clínica de hemodiálise na cidade de Caratinga, Minas Gerais. Foi feito um trabalho de educação nutricional,
para conscientizar os pacientes participantes sobre a importância de se controlar a ingestão de alimentos ricos em potássio e fósforo. Os pacientes foram acompanhados por um período de quatro meses. Para análise, foram utilizados os Resultados mensais dos exames bioquímicos de fósforo e potássio. A média e o desvio
padrão (DP) geral do fósforo sérico foi de 5,75 ±1,72, e para potássio foi 5,30 ±0,996. Em ambos os casos os valores não representaram significância estatística,
porém o aumento do percentual de indivíduos com níveis séricos adequados para fósforo e potássio se mostrou satisfatório ao ponto de vista prático da rotina de
diálise. A educação nutricional continuada mostrou-se um meio eficiente no controle dos níveis séricos de fósforo e potássio de pacientes portadores de DRC.
Palavras Chave: Educação nutricional . Hemodiálise. Fósforo. Potássio.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-90
Impacto da ventilação não invasiva em pacientes com doença renal crônica submetidos à hemodiálise
Roxo RS, Xavier VB, Miorin LA, Magalhães AO, Santos Alves VL, Sens YAS
Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Introdução: Pacientes com doença renal crônica submetidos à hemodiálise apresentam alterações cardíacas, respiratórias e músculo-esqueléticas, com impacto negativo na função respiratória. Objetivo: Analisar o impacto de um protocolo de utilização da ventilação não invasiva (CPAP) na função respiratória de pacientes com
doença renal crônica em hemodiálise. Método: Foram estudados prospectivamente 40 pacientes com idade acima de 18 anos, de ambos os sexos, randomizados em
dois grupos: controle e CPAP com avaliação e reavaliação da prova de função pulmonar, pressões respiratórias máximas, pico de fluxo e teste da caminhada dos seis
minutos antes e após um período de dois meses. O protocolo de ventilação não invasiva (CPAP) consistiu da aplicação por 30 minutos, com PEEP de cinco cmH2O,
FiO2: 33% e fluxo de 15 L/min, três vezes por semana, durante as sessões de hemodiálise. Resultados: o grupo CPAP apresentou melhora na capacidade vital forçada,
volume expiratório forçado no primeiro segundo, pico de fluxo expiratório, pressão inspiratória, pico de fluxo e diminuição da pressão arterial sistólica, frequência
cardíaca, frequência respiratória, escala de Borg e aumento na distância percorrida no teste da caminhada dos seis minutos, comparado com o grupo controle. Conclusão: Concluímos que o protocolo de ventilação não invasiva (CPAP) apresentou impacto positivo na função respiratória dos pacientes em hemodiálise, cursando
com melhor desempenho físico.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-91
Impacto de um protocolo de estimulação elétrica neuromuscular na função pulmonar e capacidade
funcional em pacientes com doença renal crônica submetidos à hemodiálise
Xavier VB, Roxo RS, Miorin LA, Magalhães AO, Santos Alves VL, Sens YAS
Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo,,,,,Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Introdução: A literatura mostra que pacientes submetidos à hemodiálise apresentam descondicionamento físico e baixa tolerância ao exercício; além disso, podem
cursar com disfunções respiratórias. Objetivo: avaliar os efeitos da estimulação elétrica neuromuscular na função pulmonar e capacidade funcional de pacientes submetidos à hemodiálise. Método: Foram estudados prospectivamente 40 pacientes randomizados em dois grupos (controle n= 20 e tratamento n= 20) com diagnóstico
de doença renal crônica e submetidos à hemodiálise, de ambos os sexos, com idade maior ou igual a 18 anos. Os pacientes dos dois grupos de estudo foram avaliados
quanto à prova de função pulmonar, pressões respiratórias máximas, teste de uma repetição máxima e teste da caminhada de seis minutos, antes e após o período de
estudo. O grupo tratamento realizou eletroestimulação no músculo quadríceps femoral bilateralmente por 30 minutos durante a hemodiálise, três vezes por semana
por dois meses. Resultados: O grupo tratamento apresentou no final do período de estudo, aumento da pressão inspiratória máxima (PIMax) (p = 0,02) e pressão
expiratória máxima (PEMax) (p <0,001), aumento da força muscular no teste de uma repetição máxima (p <0,001), diminuição da pressão arterial sistólica e da frequência respiratória (p <0,001), e aumento da distância percorrida no teste da caminhada dos seis minutos (p = 0,03) comparado com o grupo controle. Conclusão:
Concluímos que a estimulação elétrica neuromuscular teve impacto positivo sobre a função pulmonar e na capacidade funcional produzindo melhor desempenho
físico nestes pacientes.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-1
A dor e sua interferência nas atividades da vida diária dos pacientes renais crônicos submetidos ao
tratamento hemodialítico
Santos AOR, Silva SB, Lorena YG, Déster ERC
Hospital das Clínicas Samuel Libânio, Universidade do Vale do Sapucaí Minas Gerais, Hospital das Clínicas Samuel Libânio, Universidade do Vale do Sapucaí Minas
Gerais, Hospital das Clínicas Samuel Libânio, Universidade do Vale do Sapucaí Minas Gerais, Hospital das Clínicas Samuel Libânio Minas Gerais
Resumo: Introdução O sedentarismo e a diminuição da capacidade funcional do paciente renal crônico são favorecidos principalmente pelo cotidiano monótono e
restrito do tratamento hemodialítico. Por influencia da rotina deste tratamento, o paciente permanece sentado durante quatro horas e, muitas vezes buscando uma
posição mais cômoda, mantendo-se em uma postura errada, podendo ocorrer alterações musculoesqueléticas e posturais capazes de causar dor e até lesões que apresentam considerável redução da capacidade funcional em relação a indivíduos saudáveis do mesmo sexo e idade. Quando avaliada a qualidade de vida, a dor é um
fator preponderante em sua diminuição, devido a sua interferência direta na capacidade funcional e na capacidade de interação social do indivíduo em questão se
caracterizando um problema de saúde pública. Sendo a dor em renais crônicos um assunto pouco explorado na literatura, Objetivou-se estudar a avaliação da dor
crônica e a interferência desta dor nas atividades de vida diária destes pacientes. Casuística e Métodos: Realizou-se um estudo com 102 pacientes renais crônicos de
ambos os gêneros e maiores de 18 anos, submetidos ao tratamento hemodialítico do STRS-HCSL em Pouso Alegre/MG. A dor foi avaliada pelo Inventário de Dor
de Wisconsin, e as atividades da vida diária foram avaliadas através de dois instrumentos: Índice de Barthel e a Escala de Lawton. Para a análise dos dados foi utilizado
o programa estatístico SPSS, versão 11.0. Os dados foram descritos através de média, desvio padrão, frequência, porcentagem e correlação de Pearson. Resultados e
Discussão: Entre os 102 pacientes estudados, foram encontrados 60 homens e 42 mulheres com idade variante de 18 a 84 anos. As mulheres em hemodiálise apresentam menor qualidade de vida tanto no aspecto físico quanto emocional. Para interferências nos aspectos sociais, emocionais e outros, não foi detectada diferença
entre as idades sendo que a população mais idosa obteve pontuações mais elevadas que a faixa mais jovem nas dimensões de capacidade funcional, dor, estado geral de
saúde, aspectos sociais, emocionais e saúde mental. Conclusão: A dor não apresentou interferência significativa nas atividades de vida diárias dos pacientes em tratamento dialítico, principalmente nos pacientes há mais tempo em tratamento. A população feminina apresentou-se mais propensa à dor, porém menos influenciadas
nas atividades cotidianas e laborais.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-433
Nefropatia por IgA: validação da Classificação Histológica de Oxford em biópsias renais de Minas Gerais
Neves PDMM, Machado JR, Reis MA
Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Introdução: A Nefropatia por IgA (NIgA) é a glomerulopatia primária mais comum do mundo. Recentemente, foi proposta uma nova classificação histológica
para a NIgA: a Classificação de Oxford. Objetivos: caracterizar clínico-epidemiologicamente os pacientes do Serviço de Nefropatologia da Universidade Federal
do Triângulo Mineiro (UFTM) com diagnóstico de NIgA e realizar a correlação clínico-morfológica desses pacientes. Casuística e Métodos: Foram analisadas
biópsias renais do Serviço de Nefropatologia da UFTM, no período de 1996-2010, com diagnóstico de NIgA. Foram avaliados: gênero, idade, presença de
hematúria; padrões/intensidade das lesões; deposições de IgA, IgG, IgM, Kappa, Lambda, C3, C1q e fibrinogênio. Histologicamente as biópsias foram caracterizadas conforme a Classificação de Oxford, sendo realizada também a correlação clínico-morfológica. Valores estatisticamente significativos para p<0,05. Resultados: Das 164 biópsias avaliadas houve predomínio do gênero masculino (53,7%) e de adultos (93,3%). Caracterizando os pacientes conforme a classificação
de Oxford, obtivemos predominância M0 (82,3%), S1 (53,1%), E0 (65,2%) e T0 (70,1%). À correção clínico-morfológica, observamos maior proteinúria M1
em relação a M0 (p<0,008), menor taxa de filtração glomerular estimada (p<0,001) e maior freqüência de hipertensão (p<0,001) comparando-se T0,T1 e T2. À
Imunofluorescência, predominância de IgA (100% dos casos), com co-deposição de C3 (99,37% dos casos), kappa (96,25%), lambda (91,25%) e IgM (76,92%).
Foi observada correlação entre a intensidade de deposição de IgA com C3, kappa, lambda. Conclusões: No presente estudo a NIgA foi predominante em homens,
mais comuns os padrões M0, S1, E0 e T0, maior proteinúria com aumento da hipercelularidade mesangial, além de maior prevalência de hipertensão/pior função
renal conforme a gravidade das repercussões túbulo-intersticiais.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-567
Oligúria é um preditor precoce de maior mortalidade em pacientes adultos admitidos a uma unidade
de terapia intensiva geral
Pereira VGM, Serpa-Neto A, Balogh RJ, Esposito DC, Cardoso SO, Pasqualucci MOP, Manetta JA,Uson, PL, Namura JJB, Damasceno MCT
Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC,
Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC
Objetivo: Determinar o quanto a diurese no primeiro dia de pacientes admitidos a uma Unidade de Terapia Intensiva geral está relacionado com mortalidade. Desenho: Avaliação retrospectiva. Pacientes: Oitenta e cinco pacientes adultos clínicos ou cirúrgicos. Método: Baseado na relação diurese em 24 horas determinamos o
quanto um quartil esta associado com mortalidade durante a internação na UTI. Resultados: Na avaliação inicial os pacientes apresentavam uma diurese em 24 horas
média de 1010,85 ± 833,94. Em um modelo tendo como covariáveis a idade e APACHE II (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II) uma diurese mais
baixa em 24 horas correlacionou-se significativamente com uma maior mortalidade (p = 0,028). Pacientes com diurese reduzida e creatinina normal pela referência
laboratorial apresentaram mortalidade superior àqueles com maior débito urinário (p = 0,043). Conclusão: Um débito urinário mais baixo nas primeiras 24 horas de
pacientes admitidos a UTI está associado com um aumento da taxa de mortalidade.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-622
Estudo comparativo dos níveis de stress entre pacientes renais crônicos submetidos à hemodiálise e
outras três populações
Claudia Leonardi, Paula Freire, Claudio Melaragno, Paulo Luconi, Fernando Almeida
UNIFESP, UNIFESP, UNIFESP, UNIFESP
O diagnóstico de uma doença crônica pode trazer aos pacientes alterações no humor, entre elas, stress. Objetivos: Comparar os índices de stress nos pacientes submetidos à hemodiálise em uma unidade intra-hospitalar de tratamento dialítico, com outros três grupos distintos (pacientes com disfunção miccional, cuidadores de
pacientes e sujeitos sem patologia). Material e Métodos: Aplicação do Inventário de Sintomas de Stress Lipp (ISSL) para caracterização dos sintomas. É uma escala
de auto-preenchimento, apresenta três tipos de respostas: presença ou não de stress, a fase do mesmo e tipo de sintomatologia. Esta escala é utilizada como triagem
para estes sintomas. Para facilitar a interpretação, as pontuações das fases obtidas são categorizadas em fase de: alerta, resistência, quase exaustão e exaustão. Quanto
aos sintomas, possibilidade de três grupos: psíquicos, físicos e ambos. Apesar da escala ser de auto-preenchimento, a psicóloga permaneceu ao lado de cada paciente
durante sua aplicação, assinalando as alternativas escolhidas pelo paciente. Resultados: Foram avaliados 280 sujeitos, destes 80 eram pacientes nefrológicos (DRC)
que preencheram a escala, sendo 85% do sexo feminino, 64% são casados, idade média de 55 anos, 66% não trabalham. 32 (38,6%) pacientes apresentaram sintomas
de stress, com predomínio na fase de resistência 24 (75,0%). Quanto ao tipo de sintomas, 22 (68,7) dos pacientes apresentaram sintomas psíquicos. Conclusão: enquanto 73 (74,5%) dos pacientes da urologia apresentaram presença de stress, o grupo de DRC apresentou 38,6%. A literatura mostra que os pacientes com sintomatologia apresentam predominância da fase de resistência de stress. Observamos o mesmo resultado na nossa pesquisa. Estes pacientes são acompanhados pelo serviço
de psicologia da Clínica. Conforme necessidade e interesse há possibilidade de encaminhamento para avaliação psiquiátrica e acompanhamento psicológico externo.
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SEÇÃO POSTER
P-706
Relato de Caso: nefrectomia por Pielonefrite Xantogranulomatosa diminui progressão da DRC
Álvaro Luis Steiner Fernandes de Sousa, Rodrigo Alves Sarlo, Gerardo Del Castillo, Paula Parada do Valle, Renata Lopes Saraiva, Tamara da Silva Cunha,
Fernando M Belles de Moraes, Carlos Perez Gomes
Hospital Universitario Clementino Fraga Filho UFRJ Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho UFRJ Rio de Janeiro, Hospital Universitario
Clementino Fraga Filho UFRJ Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho UFRJ Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho UFRJ
Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho UFRJ Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho UFRJ Rio de Janeiro, Hospital
Universitario Clementino Fraga Filho UFRJ Rio de Janeiro
Introdução: A Pielonefrite Xantogranulomatosa (PNX), diagnosticada pela primeira vez em 1916 por Schlazenhaufer, é uma causa rara de pielonefrite crônica (PNC)
com diagnóstico geralmente realizado apenas por estudo anatomopatológico. Caracteriza-se por destruição supurativa do parênquima renal, associada a granulomas,
abcessos e células com inclusões lipídicas, levando a um processo inflamatório crônico com prejuízo para função renal. Objetivo: Descrever o caso de uma paciente
com doença renal crônica (DRC) estágio 4 por PNC com infecção urinária (ITU) de repetição associada a nefrolitíase bilateral e exclusão funcional do rim esquerdo. Casuística e Métodos: Paciente feminina, 37 anos, com síndrome demencial congênita idiopática, hipertensa e diabética, foi encaminhada ao ambulatório de
Nefrologia para investigação de ITU de repetição por E. coli, nefrolitíase e piora progressiva da função renal. Laboratório da admissão: Cr 3.8mg/dl (TFG 19ml/
min/1,73m2), K 5,3mEq/l, Hb 8,2g/dl, Ht 27,4%, 11.700 leucócitos, EAS com leucocitúria, hematúria e proteinuria <1g/24h. TC de abdômen/pelve com rins de
dimensões reduzidas, apresentando dois volumosos cálculos coraliformes com hidronefrose acentuada e afilamento cortical bilateral. Cintilografia renal dinâmica com
excreção de DTPA ausente no rim esquerdo e reduzida no rim direito. Resultados: Paciente foi submetida à pielolitotomia direita com instalação de cateter duplo
J e nefrectomia esquerda pelo Serviço de Urologia. O diagnóstico de PNX foi estabelecido pela anatomia patológica evidenciando rim multicavitado, cavidades de
parede amarelo-ouro preenchidas por material cremoso, além da presença de exsudato leucocitario e cristais de colesterol revestidos por macrófagos xantomizados à
histologia. Após três meses de pós-operatório a paciente evoluiu com melhora significativa da função renal, Cr 2,1mg/dl (TFG 28ml/min/1,73m2) e diminuição dos
parâmetros inflamatórios. Conclusão: A PNX continua sendo uma causa de PNC de difícil suspeita sendo na maioria das vezes diagnosticada apenas pela anatomia
patológica. A nefrectomia do rim afetado atenua a condição inflamatória/infecciosa crônica e sistêmica da PNX, podendo contribuir assim para diminuir o ritmo de
progressão da DRC nestes pacientes.
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SEÇÃO POSTER
P-717
Ultrafiltração na insuficiência cardíaca descompensada
Mituiassu AM, Carminatti M, Miranda LH, Falani KS, Rudolph MCP, Diniz AAR, Paula AC,Silva KS, Santana FS, Mesquita TGMM, Elias LBB, Biato MAC
Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado
de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e
Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED),
Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola
Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi
Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ),
Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de
Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de
Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de
Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro
Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro
Introdução: A ultrafiltração é um método efetivo para retirada de fluidos em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada. Possíveis vantagens sobre o tratamento conservador seriam a remoção de uma quantidade definida de volume e a diminuição da atividade neuro-hormonal, sem interferência no perfil eletrolítico e na
função renal. Objetivo: Relato de caso do emprego da ultrafiltração no manuseio da insuficiência cardíaca descompensada não responsiva à terapia diurética. Materiais
e Métodos: GST, 61 anos, preto, natural de Valença, portador de insuficiência cardíaca NYHA III secundária à hipertensão arterial em tratamento irregular. Internado
no Serviço de Clinica Médica do HELGJ com quadro de dispneia progressiva até em repouso, ortopnéia e dispneia paroxística noturna. No momento da internação
encontrava-se em anasarca, com perfil hemodinâmico quente/úmido, PA-160/120mmHg. Peso-160 Kg. Submetido à terapia convencional com vasodilatador e altas
doses de diurético. Iniciada ultrafiltração diária no 3º dia de internação devido a não resposta clínica à terapia convencional. Resultados: Após início da ultrafiltração
houve perda progressiva do peso e aumento significativo do débito urinário diário, com perda aproximada de 2.6 Kg/dia, sem apresentar variação na função renal
(Creatinina=1,3mg/dl). Após 15 dias recebe alta hospitalar para tratamento ambulatorial. Conclusão: A utilização da ultrafiltração no manuseio da insuficiência cardíaca mostrou-se uma ferramenta útil, segura e bem tolerada.
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SEÇÃO POSTER
P-388
Alterações histopatológicas encontradas em biópsias renais de pacientes da região sul fluminense
Carminatti M, Mituiassu AM, Gomes PN, Azevedo SLAA, Nahas R, Oliveira MAPR, Kano PL, Tatagiba MS, Teixeira AP, Miranda LH,Falani KS, Rudolph MCP,
Diniz AAR, Paula AC, Silva KS, Elias LBB, Araújo MAF, Trindade JA, Biato MAC
Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado
de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro; Universidade Severino Sombra
(USS), Vassouras – RJ, Rio de Janeiro,Universidade Severino Sombra (USS), Vassouras – RJ, Rio de Janeiro,Universidade Severino Sombra (USS), Vassouras – RJ, Rio
de Janeiro,Universidade Severino Sombra (USS), Vassouras – RJ, Rio de Janeiro,Universidade Severino Sombra (USS), Vassouras – RJ, Rio de Janeiro,Universidade
Severino Sombra (USS), Vassouras – RJ, Rio de Janeiro,Clínica de Doenças Renais (CDR), Barra do Piraí-RJ, Rio de Janeiro,Clínica de Doenças Renais (CDR), Barra
do Piraí-RJ, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio
de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro
Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de
Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e
Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED),
Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola
Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi
Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ),
Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro,Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de
Medicina de Valença, Rio de Janeiro
Introdução. A biópsia renal é uma ferramenta de determinação diagnóstica e prognóstica fundamental na prática diária da nefrologia clínica, orientando a conduta
terapêutica. Objetivo. Analisar os dados de biópsias renais realizadas em 3 serviços de nefrologia da região sul fluminense, nos últimos 3 anos. Materiais e métodos.
Estudo transversal, em que avaliamos as biópsias renais realizadas em 53 pacientes, entre julho de 2009 e maio de 2012. Foram considerados para análise a idade e o
gênero dos pacientes, as indicações clínicas de biópsia renal e os laudos histopatológicos encontrados. Resultados. Nossa amostra foi composta, em sua maioria, por
indivíduos do sexo masculino (56,6%), com média de idade de 40,2 anos, variando de 15 a 83 anos. A presença de proteinúria / síndrome nefrótica foi a principal
indicação de biópsia renal, perfazendo 63,1% dos casos. Os diagnósticos histopatológicos encontrados nas biópsias renais foram: GESF idiopática (34%), nefrite lúpica (18,9%), nefroesclerose hipertensiva (11,3%), nefropatia membranosa (11,3%), doença renal diabética (7,5%), glomerulonefrite membranoproliferativa (7,5%),
doença de Berger (3,8%), doença de lesões mínimas (3,8%), e poliangeíte microscópica (3,8%). A prevalência das diversas classes de nefrite lúpica foi a seguinte:
proliferativa difusa (4 casos), proliferativa focal (3 casos), mesangial (2 casos) e membranosa (1 caso). Conclusão. Em nossa casuística, a forma mais prevalente de
glomerulonefrite foi a glomerulosclerose segmentar e focal idiopática, seguida de nefrite lúpica, e, em menor escala, de nefropatia membranosa. A principal indicação
de biópsia renal foi a presença de proteinúria / síndrome nefrótica.
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SEÇÃO POSTER
P-112
Morbi-mortalidade cardiovascular em diálise peritoneal: um estudo prospectivo
Thiagoverissimo Rodrigues, Miguel Moises Neto, Osvaldo Merege Vieira Neto, Tulio Coelho Carvalho, Nathalia Pereira Paschoalin, Ruy Cesar Santos Salomão
SENERP, SENERP / USP -RP, SENERP/ USP-RP, SENERP, SENERP, SENERP
Introdução: Segundo relatos da literatura, pacientes com IRC em Diálise Peritoneal têm elevados índices de morbidade e mortalidade cardiovasculares. Objetivo: Verificar as causas de morbidade e mortalidade cardiovasculares entre pacientes portadores de insuficiência renal crônica (IRC) em programa regular de diálise peritoneal
(DP). Pacientes e Métodos: Estudo prospectivo no qual foram avaliados os pacientes que iniciaram tratamento em diálise peritoneal ambulatorial contínua (CAPD)
ou diálise peritoneal automatizada (APD) neste serviço, no período de Julho de 2001 a junho de 2011, totalizando 120 meses de observação. Registradas todas as internações, suas causas e a evolução dos pacientes. Resultados Nos 120 meses de observação foram admitidos 275 pacientes, sendo que 192 (69,81%) necessitaram de
internação devido a problemas cardiovasculares. Dentre estes pacientes, 61,1% eram submetidos a CAPD e 38,9% a APD com a idade média foi de 63 anos, variando
de 21-94 anos; 50% dos pacientes eram do sexo masculino e 89,6% eram brancos. Praticamente metade (55,8%) dos pacientes que internaram por problemas cardiovasculares eram diabéticos. O tempo em diálise variou de 1 a 114 meses, com média de 19,1 meses de tratamento. Foram computadas 805 internações no período,
sendo 192 (23,9%) por causas cardiovasculares e dentre elas, as principais foram: Infarto Agudo do Miocardio (28,3%), Insuficiência Cardíaca Congestiva (26%),
edema agudo de pulmão (13%), Acidente Vascular Cerebral (8,4%), e outras causas (24,3%). Dos 275 pacientes avaliados no período, 144 evoluíram a óbito, sendo
22,3% por eventos cardiovasculares, 9,7% por Acidente Vascular Cerebral, 2,7% devido a neoplasias, 2,1% por outras causas; 20,8% dos pacientes foram a óbito
por morte súbita no domicílio, o que também é sugestivo de problemas cardiovasculares. Dos 144 pacientes que foram a óbito no período, 48,6% eram diabéticos.
Conclusões: Nessa casuística, foi evidenciado um alto índice de internação e mortalidade devido a problemas cardiovasculares entre os pacientes portadores de IRC
em DP, dados estes que estão em concordância com a literatura. Em torno de 50% dos pacientes internados e que foram a óbito devido a etiologia cardiovascular
eram portadores de DM.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-113
Motivos de saída de programa dos pacientes submetidos à diálise peritoneal
Thiago Verissimo Rodrigues, Miguel Moyses Neto, Osvaldo Merege Vieira Neto, Tulio Coelho Carvalho, Natalia Pereira Paschoalin, Ruy Cesar Santos
Salomão Skhaier
SENERP, SENERP / USP-RP, SENERP/USP-RP, SENERP, SENERP, SENERP
Introdução: Pacientes em diálise peritoneal (DP) podem apresentar saída do programa por diversas razões, especialmente morbidade cardiovascular e óbitos, além das
peritonites. Objetivo: Verificar os motivos de saída de programa mais freqüentes de pacientes portadores de IRC submetidos à diálise peritoneal. Pacientes e Métodos:
Foram avaliados, prospectivamente, todos os pacientes que iniciaram tratamento em CAPD (Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua) e APD (Diálise Peritoneal
Automatizada) no período de julho de 2001 a junho de 2011, totalizando 120 meses de observação em tratamento. Foram registradas a modalidade dialítica, idade, sexo, raça, data de entrada e saída de programa e motivo de saída. Resultados: No período estudado, foram admitidos no Serviço 275 pacientes, sendo que 168
(61,09%) foram submetidos a CAPD e 107 (38,9%) a APD. A idade média foi de 53 anos, variando de 1 a 94 anos. O sexo masculino e a raça branca predominaram
em 50,54% (139 pacientes) e 85,8% (236 pacientes), respectivamente. A etiologia da Insuficiência Renal Crônica (IRC) mais prevalente foi a nefropatia diabética em
117 pacientes (42,54%), seguida por nefropatia de etiologia desconhecida em 63 pacientes (22,9%), nefropatia hipertensiva em 38 pacientes (13,8%) e outras causas
em 57 pacientes (20,76%). Saíram de consulta programada 154 pacientes (56,0%), destes pacientes que saíram de programa, 121 (64,7%) foram a óbito, sendo que
58 (48%) por causa cardiovascular (a causa principal foi morte súbita no domicílio em 26 pacientes – 44,8%), 42 (34,7%) por sepse (a causa principal de sepsis foi
Pneumonia em 16 pacientes – 38,1%) e 21 (17,3%) por outras causas. Quarenta e nove por cento (59%) dos pacientes que foram a óbito eram diabéticos. Quarenta
e quatro pacientes (23,5%) foram transferidos para HD, sendo que 27 (61,4%) mudaram de tratamento após peritonite, 5 (11,5%) após detecção de fístula pleuro
peritoneal/peritônio escrotal, 4 (9,0%) por falta de aderência ao tratamento, 3 (6,8%) por opção própria, 4 (9,0%) após perda da dialisância do peritônio e 1 (2,3%)
por cateter não funcionante. Quinze pacientes (8,0%) foram transplantados, 4 (2,1%) foram transferidos de centro de diálise e 3 (1,7%) apresentaram recuperação
da função renal. A idade média dos pacientes que foram a óbito foi de 68,7 anos, dos que saíram por outras causas foi 52,2 e a dos que permaneceram em tratamento
foi de 61,8 anos. Os pacientes que permaneceram em tratamento internaram menos (p<0,0001) em relação aos pacientes que foram a óbito e aos que saíram por
outras causas. Conclusão: O óbito foi a causa principal de saída de programa de diálise peritoneal seguida pela perda de acesso por peritonite. Praticamente metade
dos pacientes que foram a óbito nesse estudo eram diabéticos. Pacientes que saíram de programa internaram mais.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-453
Relato de caso: nefropatia por IGM
Carvalho TC, Paschoalin NP, Rodrigues TV, Moysés Neto M, Vieira Neto OM, Barros Silva GE
SENERP, SENERP, SENERP, SENERP, SENERP, Hospital das Clínicas -USP RIBEIRÃO PRETO
Introdução: A nefropatia por IgM é uma glomerulonefrite mesangioproliferativa difusa primária, com presença de depósito predominante de IgM no mesângio, geralmente apresentando baixa resposta terapêutica a agentes imunossupressores. Objetivo: Relato de caso de paciente com nefropatia por IgM.Casuística e Métodos,
Resultados:Paciente MAM, 28 a, Branco, com edema há 25 dias de MMIIs, progressivo com ganho ponderal nesse período de 7 kg. Nega historia anterior de infecção
do trato respiratório. Nega vômitos ou diarreia.Nega Diabetes, tabagismo ou etilismo e uso de drogas.Nega história familiar de nefropatia. Ao exame físico: anasarca,
FC=88/min, PA=100/70, afebril, orientado, respiração normal. Abdome sem alterações. Exames laboratoriais iniciais mostraram: urina tipo I com 25 leucócitos e 28
hemácias por campo e proteinuria +++/4, proteinuria 24 horas=1,5 g/dl, Hb=15,5 g/dL, Ht=45%, GB=6440, ureia=35 mg/dL, creat=0,6 mg/dL, albumina=1,4 g/
dL, urocultura negativa, colesterol total=392 mg/dL. Complemento sérico normal (C3 e C4), ANCA negativo, FAN: não reagente. Sorologia para hepatites e HIV
não reagentes. Biopsia renal mostrou a microscopia óptica: 8 glomérulos em condições de estudo que evidenciaram aumento de espaço de Bowman, túbulos e Interstício: nos padrões de normalidade e vasos sanguíneos com discretíssimos focos de fibrose intersticial. Na microscopia de imunofluorescência haviam 9 glomérulos em
condições de estudo. Soro Anti-IgA: positivo + em cilindros ; soro Anti-IgM: Positivo ++/+++ mesangial, global e difuso; soro Anti-IgG Idem IgM, porém mais fraco
+; soro anti-C3 negativo; soros anti-fibrinogênio; anti-lambda ; anti-kappa negativos; soro anti-C1q idem IgM, porém mais fraco +. Foi iniciado tratamento com
prednisona 1mg/kg associado a sinvastatina, enalapril e furosemide. Após 4 semanas de tratamento a proteinuria de 24 horas caiu para 164 mg, albumina=2,8 mg/
dL mostrando remissão total do quadro, com perda de 6 kg no período. Paciente mantendo remissão total durante 6 meses de acompanhamento.Conclusão: Apesar
da maioria dos trabalhos na literatura mostrarem baixa resposta a agentes imunossupressores com tendência a corticoresistência, esse paciente apresentou boa resposta
terapêutica inicial a prednisona no período estudado.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-111
Morbidade e mortalidade em pacientes com insuficiência renal crônica (IRC), em programa de diálise
peritoneal
Rodrigues TV, Moyses MN, Vieira OM, Carvalho TC, Paschoalim NP, Maria E, Zanardo S
SENERP, SENERP/ USP-RP, SENERP/ USP-RP, SENERP, ENERP, SENERP/ USP-RP, SENERP
Introdução: Pacientes em diálise peritoneal (DP), podem apresentar segundo relatos da literatura, elevados índices de morbidade e mortalidade, especialmente infecções e cardiovasculares alem do alto índice de mortalidade. Objetivo: Verificar as causas de morbidade e mortalidade mais freqüentes em pacientes submetidos a
Diálise Peritoneal. Pacientes e Métodos: Foram avaliados todos os pacientes que iniciaram tratamento em CAPD (Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua) e APD
(Diálise Peritonial Automatizada) no período de julho de 2001 a junho de 2011, totalizando 120 meses de observação. Foram registradas todas as internações, suas
causas e a evolução dos pacientes. Todas as peritonites são internadas rotineiramente nesse Serviço. Resultados: Nos 120 meses de observação, foram admitidos no
Serviço 275 pacientes. A etiologia da Insuficiência Renal Crônica (IRC) mais prevalente foi a nefropatia diabética em 42,54% dos pacientes, seguida por nefropatia de
etiologia desconhecida em 22,9% dos pacientes, nefropatia hipertensiva em 13,8% e outras causas em 20,76% dos pacientes. Desse total, 61,1% foram submetidos
a CAPD e 38,9% a APD; a idade média foi de 62.3 anos, variando de 1-94 anos; 50,54% dos pacientes eram do sexo masculino e 47,27% eram brancos. O tempo
em diálise variou de 1 a 114 meses, com média de 24,5 meses de tratamento. Foram computadas 805 internações em 220 pacientes cuja prevalência variou entre 1
a 22 internações. As principais causas de internação foram infecciosas (38,38%) e cardiovasculares (23,85%). Dos pacientes internados por problemas infecciosos,
42,30% foram internados por peritonite, 34,6% por pneumonia, 11,53% por infecções urinarias e 22,98% por outras causas. Das causas cérebro e cardiovasculares,
28,30% foram internados por infarto agudo do miocárdio , 26,0% por ICC, 26% por acidente vascular cerebral, 13% por edema agudo de pulmão e 6,7% por outras
causas.. Do total dos pacientes avaliados no período, 52,5% foram a óbito, 17,8 mudaram de tratamento, 6,0% transplantaram, 1,8% foram transferidos de serviço
e 1,8% apresentou recuperação da função renal e 20,1% persistem ativos no serviço. Dos 144 pacientes que foram a óbito, 36,2% foram por sepse, 22,2% por causa
cardiovascular, 20,9% por morte súbita no domicílio e 20,7% por outras causas. Conclusões: A maior causa de morbidade e mortalidade dos pacientes foi a de eventos
infecciosos, seguidos das causas cardiovasculares no período estudado. Se excluirmos as peritonites a maior causa de morbidade exigindo internação foram o infarto
agudo do miocárdio e a insuficiência cardíaca congestiva, respectivamentes.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-602
Atenção farmacêutica a hipertensos, diabéticos e renais crônicos no centro hiperdia, Juiz de Fora/MG
Marquito AB, Costa DMN, Paula RB
Centro Hiperdia / Niepen / Universidade Federal de Juiz de Fora, Centro Hiperdia / Niepen / Universidade Federal de Juiz de Fora, Centro Hiperdia / Niepen /
Universidade Federal de Juiz de Fora
Introdução. A Atenção Farmacêutica (AF) constitui uma prática na qual o profissional farmacêutico desenvolve atividades específicas no âmbito da atenção à saúde,
interagindo diretamente com o paciente, com o Objetivo de oferecer uma farmacoterapia mais racional. Indivíduos com hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes
mellitus (DM) e doença renal crônica (DRC) utilizam polifarmácia visando retardar a progressão da doença e consequentemente necessitam orientação farmacoterápica. Objetivo. Implantar a AF no CENTRO HIPERDIA/ NIEPEN da Universidade Federal de Juiz de Fora. Material e Métodos. O atendimento farmacêutico
contemplou pacientes que utilizavam diariamente sete ou mais medicamentos. Também foram incluídos usuários que apresentavam dificuldade de adesão ao tratamento; necessidade de orientação quanto à farmacoterapia ou que fizeram a solicitação de atendimento. Utilizou-se modelo de AF (Método Dáder) com adaptações
metodológicas e de operacionalização em sistema informatizado interno. Esse modelo pressupõe a análise do histórico da terapia medicamentosa, bem como de reações adversas e/ou alérgicas para posterior intervenção. Resultados. Foram avaliados os dados de 511 usuários com média de idade de 62 anos, 63% do sexo feminino,
288 (56,4%) indivíduos diabéticos, 68 (13,3%) renais crônicos e 155 (30,3%) hipertensos. Ao atendimento 168 (48%) relataram não utilizar recurso para organizar
a medicação e 141 (39%) dependiam de alguém para lembrá-lo de tomar a medicação diariamente, sendo 95% dessa ajuda vinda de familiar, 4% de cuidador e 1%
de vizinho. Quanto à automedicação, 102 (28%) relataram utilizar analgésicos (paracetamol, dipirona), antiinflamatórios (diclofenaco, ibuprofeno), antigripais, calmantes, óleo de peixe e chás caseiros. Do total avaliado, 75 indivíduos relataram reação adversa, a maioria (54%) por uso de IECA (tosse), seguida de prurido e edema
por utilização de sulfa (7%), diclofenaco (5%), dipirona (4%), amoxicilina (3%), benzilpenicilina (3%). Conclusão. Os dados permitiram ao farmacêutico elaborar
plano de cuidado e conduta, com orientações direcionadas tanto ao paciente quanto à equipe de saúde.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-554
Injúria renal aguda no pós-operatório de cirurgia bariátrica. Relato de caso
Almeida R, Camassola B, Bauer BM, Neutzling CB, Santos FAI, Coelho AO
Universidade Federal de Pelotas Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Pelotas Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Pelotas Rio Grande do Sul, Santa
Casa de Misericórdia de Pelotas Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Pelotas Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Pelotas Rio Grande do Sul
Introdução: A obesidade é uma das principais epidemias do novo milênio. O paciente bariátrico pode desenvolver uma série de complicações no pós-operatório. A
rabdomiólise e a injúria renal aguda são complicações de grande risco. Objetivo: Apresentar um caso de injúria renal aguda por rabdomiólise após cirurgia bariátrica.
Relato de Caso: Paciente, feminina, 35 anos, branca, casada, professora, natural e procedente de Rio Grande – RS. Paciente relata que desde a adolescência tinha
o diagnóstico de obesidade. Procurou equipe de Cirurgia do Aparelho Digestivo da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas – RS. O procedimento fora realizado no
dia 16 de abril de 2012. Nessa data a paciente apresentava-se com IMC de 56,48. A cirurgia fora realizada por videolaparoscopia e a técnica escolhida fora derivação
gástrica com reconstrução em Y de Roux. No trans-operatório ocorreu hemorragia com instabilidade hemodinâmica transitória de aproximadamente 30 minutos,
necessitando conversão para laparotomia. A ressucitação volêmica com solução salina 0,9% obteve êxito, com a paciente mantendo-se estável hemodinamicamente no
restante do trans-operatório. O tempo cirúrgico foi de 3 horas e 30 minutos. No pós operatório (PO) a paciente foi encaminhada a Unidade de Terapia Intensiva e no
2º PO evoluiu para falência renal com creatinina de 6,66 mg/dL, anúria e uma creatinoquinase (CK) de 62.353 UI por litro. Nesse momento, foi indicado início de
terapia renal substitutiva. Paciente foi submetida a 7 sessões de hemodiálise intermitente e evoluiu com recuperação gradativa da função renal. Conclusão: Na cirurgia
bariátrica, a rabdomiólise ocorre devido à compressão tissular exercida pela força gravitacional. Os possíveis fatores de risco para o desenvolvimento de rabdomiólise
no pós-operatório da cirurgia bariátrica são o tempo cirúrgico prolongado, acima de 4 horas de duração, e o excesso de peso (IMC > 50 Kg/m2) o que exacerba a
compressão tissular. Os distúrbios clínicos iniciais da rabdomiólise podem ser súbitos e o diagnóstico precoce requer grande atenção. A mais temida complicação da
rabdomiólise é a lesão renal aguda, isso reforça a necessidade de atenção para medidas que possam prevenir ou realizar o diagnóstico precoce dessa complicação na
cirurgia bariátrica. Nos pacientes obesos, Bostanjian e colpreconizam aferição dos níveis de CPK rotineiramente, começando no período pós-operatório imediato
diariamente, até que os valores mostrem tendência à normalidade.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-610
Círculo de cultura: aplicabilidade em pacientes renais crônicos em tratamento hemodialítico
Paulo Henrique Alexandre de Paula (Paula PHA), Francisca Elisângela Teixeira Lima (Lima FET), Islene Victor Barbosa (Barbosa IV), Rita Mônica Borges
Studart (Studart RMB), Míria Conceição Lavinas Santos (Santos MCL), Paulo Roberto Santos (Santos PR)
Santa Casa de Misericórdia de Sobral- CE, Universidade Federal do Ceará/Fortaleza-CE, Universidade de Fortaleza/Fortaleza-CE, Universidade de Fortaleza/FortalezaCE, Universidade Federal do Ceará/Fortaleza-CE, Universidade Federal do Ceará/Sobral-Ce
A insuficiência renal crônica (IRC) se configura como um grande problema de saúde pública. A doença e o tratamento trazem diferentes repercussões para a vida da pessoa,
necessitando entender o contexto cultural do indivíduo. O estudo teve como Objetivo conhecer a percepção dos pacientes com IRC acerca da doença e do tratamento a
partir do círculo de cultura que é um método proposto por Paulo Freire, caracterizado pela figura do animador de debates que coordena um grupo, no qual todos aprendem e ensinam uns aos outros a partir das vivências individuais. Trata-se de um estudo descritivo, de natureza qualitativa, realizado em uma unidade de hemodiálise na
cidade de Sobral-Ceará. Participaram 11 pacientes com IRC em tratamento hemodialítico. A coleta de dados foi realizada nos meses de janeiro e fevereiro de 2012, por
meio da observação participante, e os dados foram registrados no diário de campo. Para a análise dos dados, utilizamos os pressupostos da análise temática preconizada
por Paulo Freire. Ao analisar as falas do universo temático, surgiram três temas geradores: insuficiência renal crônica e hemodiálise; a importância da família para o tratamento e cuidados com a fístula arteriovenosa. As principais percepções dos pacientes foram: hemodiálise é adesão ao tratamento, é a dependência em relação à máquina
e ao capilar. O tratamento é tido como uma obrigatoriedade para garantir sua sobrevivência, resultando sentimentos de negação, raiva, barganha, depressão e aceitação
diante da terapêutica estabelecida. Destacaram a importância da família para o enfrentamento da doença, bem como da equipe multiprofissional. Afirmaram ser a fístula
algo de extrema necessidade e que precisa de cuidados para o seu funcionamento. No geral, há distintas concepções sobre a doença e o tratamento, sendo necessário que
mais pesquisas sejam realizadas nessa perspectiva para estar compreendendo o contexto do paciente, atuando nas suas reais necessidades, garantindo um cuidado holístico.
Palavras chave: Cultura; Insuficiência Renal Crônica; Diálise Renal.
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SEÇÃO POSTER
P-423
Lesões Histológicas Renais em pacientes com Diabetes Mellitus e correlações clinicas
Loyana Teresa Teófilo Lima Silva, Camila Hitomi Nihei, Raquel Maria Maia,Elerson Carlos Costalonga, Michell Alves Oliveira, Caroline Puliti Hermida
Reigada, Denise Maria Avancini Costa Malheiros, Lectícia Barbosa Jorge, Cristiane Bitencourt Dias, Rui Toledo Barros, Viktoria Woronik
Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital
das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das
Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas
da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo
Objetivos: A indicação de biópsia renal em pacientes com diabetes mellitus e doença renal é controversa na literatura. O Objetivo deste estudo é avaliar nefropatia diabética (ND) e nefropatia não diabética (NND) em pacientes com diabetes mellitus submetidos à biópsia renal e correlacionar a histopatologia com achados clínicos e
laboratoriais. Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo através da revisão de dados clínicos e histopatológicos de 77 pacientes diabéticos submetidos à biópsia renal
no nosso centro de 1999-2010. Dados clínicos e laboratoriais foram colhidos no momento da relização da biópsia renal e ao final do seguimento. O ritmo de filtração
glomerular (RFG) foi estimado usando a equação modificada MDRD simplificada. Resultados: Dos 77 pacientes estudados, 36 foram diagnosticados com ND (47%),
37 com NND (48%), enquanto 4 apresentavam ND e NND concomitantes (5%). A NND mais comum foi a nefropatia membranosa (16%), seguida da nefropatia
por IgA (14%), glomeruloesclerose segmentar e focal (11%), glomerulonefrite crescêntica (11%) e outros (48%). As características clínicas estão resumidas na tabela I.
O grupo ND apresentou mais pacientes com hipertensão e síndrome nefrótica, níveis mais elevados de hemoglobina glicada, bem como uma tendência para menor
RFG inicial. Ao final do seguimento, no grupo ND, houve uma tendência a um menor RFG (16,1 ± 12,9 vs 28, 3 ± 37,4 p = 0,08) e mais pacientes chegaram a um
RFG <60mlmin (100% vs 78 %, p = 0,005). Conclusões: A freqüência de NND é muito alta nesta população selecionada. Não houve forte preditor para diferenciar
ND de NND pelos dados clínicos ou bioquímicos. Nosso estudo demonstrou que a biópsia renal é necessária em casos selecionados e que os pacientes com ND
mostram uma tendência para um menor RFG no final do seguimento.
Tabela I
Dados Clínicos
n=73
Idade (anos)
Masculino
RFGe inicial (ml/min)
Proteinúria (g/dia) Hematúria
Hipertensão
Hemoglobina glicosilada (%)
Síndrome nefrótica
Seguimento (meses)
Grupo ND
n=36
55,8 + 13
21 (58%)
34,3 + 23,2
4,9 + 3
19 (53%)
34 (94%)
9,6 + 3,1
23 (64%)
27,6 + 27,7
RFGe: Ritmo de filtracao glomerular estimado
Resultados sao mostrados em media ± DP ou n(%)
Grupo NND
n=37
62,2 + 15,4
21 (57%)
45,9 + 33,6
4,6 + 3,9
18 (50%)
26 (70%)
7,6 + 1,6
14 (38%)
47,5 + 42,9
67
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p value
NS
NS
0,09
NS
NS
0,001
0,001
0,035
0,03
SEÇÃO POSTER
P-115
Nefrologia intervencionista: A confecção do acesso vascular (fístula arteriovenosa) para hemodiálise
pelo nefrologista: experiência no serviço de terapia renal substitutiva do município de Jacobina,
interior da Bahia
Flávio Menezes de Paula, Monique Coutinho da Menezes de Paula, Indalécio Magalhães, Levi Bahia, José Carolino Divino, Sérgio FF Santos
Clínica de Hemodiálise Lauro de Freitas ltda, Clínica de Hemodiálise Lauro de Freitas ltda, Clínica de Hemodiálise Lauro de Freitas ltda, Clínica de Hemodiálise Lauro
de Freitas ltda, Diaverum,Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Introdução: A confecção de fistulas arteriovenosas para hemodiálise (FAVs) na clínica Lauro de Freitas, em Jacobina, a 330 km de Salvador, dependia do deslocamento
de um cirurgião vascular da capital, o que acarretava um tempo de permanência de cateter temporário alto, além de um custo adicional do deslocamento do cirurgião.
Após participação em 160 acessos em 3 anos (240 horas de treinamento) o nefrologista assumiu a responsabilidade pela realização das FAVs, o que é permitido pela
legislação brasileira. Objetivo: Análise descritiva das confecções de FAVs realizadas por nefrologista, em Jacobina (BA), no período de 15/10/2009 a 28/04/2012.
Metodologia: Os procedimentos foram executados pelo mesmo nefrologista, auxiliado por enfermeiro graduado ou técnico de enfermagem, no centro cirúrgico do
Hospital Municipal Antonio Teixeira Sobrinho. As anestesias locais eram feitas pelo nefrologista, sendo outros procedimentos anestésicos realizados por anestesista.
A presença de frêmito era avaliada pelo exame clínico. Resultados: Foram realizados 173 acessos distribuídos da seguinte forma: Fístula rádio-cefálica (FAVRC) =
77(44,50%), fístula bráquio-cefálica (FAVBC) = 62(35,83%), fístula bráquio-basílica com transposição da veia basílica (FAVBB) = 31(17,92%), fístula ulnar-basílica
(FAVUB) =02 (1,16%) e fístula rádio-basílica com transposição da veia basílica no antebraço (FAVRB) = 01 (0,58%). Tivemos 170 (98,26%) acessos com frêmito
presente no pós-operatório imediato e 03(1,73%) acessos sem frêmito, considerados como falha primária. Após 30 dias, 161(93,06%) acessos apresentavam frêmito
e 12(6,94%) não apresentaram frêmito. Considerando apenas as FAVs realizadas nos 40 pacientes ainda em tratamento conservador, tivemos 26(65,00%) FAVRC,
14(35,00%) FAVBC, com sucesso de maturação em 30 dias em 39(97,50%) acessos. Conclusão: Os acessos vasculares realizados por nefrologista apresentaram um
bom índice de sucesso, diminuindo o tempo de permanência do acesso vascular provisório. Um bom número de FAVs puderam ser feitas em pacientes em tratamento
conservador, fato antes praticamente inexistente. O treinamento do nefrologista poderia ser iniciado já na residência, permitindo que os novos especialistas dominem
a técnica antes restrita aos cirurgiões.
68
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-247
Caracterização e etiologia da insuficiência renal crônica dos pacientes adultos em programa de
hemodiálise do serviço de terapia renal substitutiva do instituto de medicina integral professor
fernando figueira – IMIP
Santos KB, Moura MJL
Instituto De Medicina Integral Professor Fernando Figueira – Imip, Instituto De Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP
A doença renal é considerada um grande problema de saúde pública, porque causas elevadas taxas de morbidade e mortalidade e, além disso, tem impacto negativo
sobre a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS). A QVRS é a percepção da pessoa de sua saúde por meio de uma avaliação subjetiva de seus sintomas, satisfação
e adesão ao tratamento. O presente trabalho teve por Objetivo caracterizar os pacientes com insuficiência renal crônica (IRC) em programa de hemodiálise; verificar
as causas de IRC; identificar as doenças associadas a IRC; o tempo de tratamento e o acesso atual destes pacientes. Trata-se de um estudo descritivo epidemiológico,
realizado em uma Unidade de Nefrologia e foram incluídos todos os pacientes com IRC cadastrados no programa de hemodiálise. Tendo como resultado,dos 106
pacientes cadastrados na unidade em estudo, observou 75,58% com idade superior a 40 anos e 54,71% do sexo masculino. Quanto à doença de base, 36,79% dos
pacientes apresentavam Nefroesclerose Hipertensiva e 13,20% Diabetes Mellitus (DM), seguido da Glomerulonefrite com 10,37%. Quanto às doenças associadas,
50,94% dos pacientes possuíam Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), 1,88% não possuíam comorbidades, 39,62% HAS e DM. Quanto ao tipo de acesso vascular 79,24% possuíam fístula arteriovenosa. Sendo assim conclui-se que os Resultados permitem um melhor planejamento frente às necessidades reais dos pacientes.
Palavras-chave: Insuficiência renal, crônica/etiologia; insuficiência renal crônica/enfermagem; Hemodiálise.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-726
Avaliação de Parâmetros Clínicos e Laboratoriais de Crianças e Adolescentes em Hemodiálise
Freitas JS, Naghettini AV, Costa PSS
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, Hospital das Clínicas da Universisdade Federal de Goiás, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás
Introdução: A incidência de insuficiência renal crônica (IRC) terminal em crianças e adolescentes no Brasil é de 6,5 por milhão de população geral. O censo brasileiro
de diálise de 2010 estimou que havia 92.091 brasileiros em diálise crônica naquele ano. Deste total, 1,6% tinham idade igual ou menor que 18 anos (1473 pacientes).
Do total, tem-se 90,6% em hemodiálise (1334 crianças e adolescentes).Objetivo: Avaliar os indicadores de qualidade determinantes de adequacão da hemodiálise em
crianças e adolescentes submetidos ao tratamento hemodialítico.Casuística e Métodos: Estudo retrospectivo. Após aprovação ética, procedeu-se a análise das fichas
de evolução médica mensal dos pacientes, em busca de dados demográficos, etiologia da IRC,Resultados de exames laboratoriais e acesso ao transplante renal. Critérios de inclusão: menores de 18 anos de idade, que tivessem IRC, tendo recebido hemodiálise no serviço entre 01-01-2009 e 31-12-10.Resultados: Identificados 31
pacientes alvos do estudo. Conseguiu-se resgatar os dados de 29 (72,4% do sexo masculino). Foram analisadas 358 fichas de evolução médica mensais destes 29 pacientes referentes a um período de 24 meses (média de 12,34 fichas mensais por paciente (± 7,82 fichas). A idade média no mês em que foi incluído no estudo foi de
123,86 meses (±34,61 meses). O peso seco médio foi de 23,65Kg (±7,49Kg). Com relação à etiologia da IRC 27,58% eram devidos exclusivamente a malformações
do trato genito-urinário (MTGU); 13,8% pela associação de MTGU e bexiga neurogênica (BN); 10,34% exclusivamente por BN; 10,34% por glomeruloesclerose
segmentar e focal; 17,24% com etiologia indeterminada e 20,7% por outras causas. Todos tinham sorologias negativas para HbsAg, Anti-HCV e Anti-HIV 1 e 2.
Dos 29 pacientes, 10 foram transplantados no biênio do estudo (34,5%). Com relação aos principais dados laboratoriais as médias e desvios padrões foram respectivamente: creatinina 6,16mg/dL (±2,12); cálcio 8,9mg/dL (±0,82); fósforo 5,35mg/dL (±1,5); potássio 4,79mEq/L (±0,89); hemoglobina 9,19g/dL (±1,84); ferritina
708,86ng/mL (±459,40); índice de saturação de transferrina(IST) 35,59% (±19,35); paratormônio 521,25pg/mL (±494,67); albumina 3,92g/dL (±0,53), colesterol
total 156,26mg/dL (±40,90); Kt/V equilibrado 1,92 (±0,43).Conclusões: As médias dos valores mensais apontaram controle inadequado da anemia e hiperparatiroidismo secundário, com valores adequados de eletrólitos, ferritina, IST, albumina, colesterol e Kt/V equilibrado.
70
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-383
Resveratrol inibe o aumento da concentração de cálcio intracelular e da ativação do sistema renina
angiotensina e endotelina induzida pelo ácido úrico solúvel em célula mesangial humana imortalizada
Guilherme Albertoni, Jose Augusto Barreto, Fernanda Teixeira Borges, Nestor Schor
UNIFESP e COLSAN, COLSAN, UNIFESP, UNIFESP
Introdução: Hiperuricemia está associada com o aumento do risco de doenças renais. Resveratrol (RESV) é um flavonóide com potente atividade antioxidante, apresentando efeitos cardioprotetores. Objetivo: O Objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do RESV em células mesangiais humanas imortalizadas (CMHIs) estimuladas pelo Acido Úrico solúvel (AUs). Métodos: CMHIs foram pré incubadas com RESV (50 µM) e estimuladas com AUs (10mg/dL) por 6 e 12h. A expressão do
RNAm do Angiotensinogênio (AGT) e Pre-pro endotelina (ppET-1) foram avaliadas por PCR. A síntese protéica de Angiotensina II (AII) e endotelina -1 (ET-1) foi
determinada pela técnica de ELISA. Adicionalmente, os níveis da [Ca++]i foram quantificados por fluorescência pela técnica de citometria de fluxo, e os Resultados
reportados por intensidade de fluorescência (IF). Resultados: AU aumentou significativamente a expressão e a síntese protéica de AII após 6 e 12h comparado ao
grupo controle (CTL) tabela. Quando as CMHIs foram pré incubadas com RESV, foi observada a diminuição significativa da expressão e da síntese protéica de AII
em ambos os tempos analisados comparado ao grupo AU (tabela). A incubação das CMHIs com AU aumentou significativamente a expressão e a síntese protéica de
ET-1 após 6 e 12h comparado ao grupo CTL (tabela). Quando as CMHIs foram pré incubadas com RESV, foi observada a diminuição significativa da expressão e
da síntese protéica de ET-1 após 6 e 12h comparado ao grupo AU (tabela). AU aumentou a [Ca++]i em 44% (8.14 ± 0.20 IF) em comparação à fluorescência celular
basal (5.65 ± 0.15 IF). A pré incubação com RESV inibiu significativamente o aumento da [Ca++]i induzida pelo AU (6.24 ± 0.01 FI). Conclusões: Estes achados
sugerem que o RESV pode minimizar os efeitos causados pelo AU no SRA e endotelina, bem como o aumento da [Ca++]i em CMHIs, sugerindo pelo menos em
parte, que o RESV pode prevenir os efeitos causados pelo AUs em CMHIs.
Grupos
RNAm ppET-1
ET-1 (pg/mL)
RNAm AGT
AII (ng/mL)
(*)p<0.001 vs CTL
CTL
AU (10mg/dL)
RESV (50uM)
6h
6h
6h
1.02±0.10
1.52±0.23#
0.69±0.03
29.68±0.35
32.69±0.22#
29.18 ± 0.31
1.24±0.18
12.40±0.92*
2.98±0.77
0.05±0.01
0.07±0.01#
0.06±0.005
(**)p<0.001 vs AU (#)p<0.05 vs CTL (##)p<0.05 vs AU
RESV + AU
6h
0.77±0.18##
27.78±1.38**
3.03±1.08**
0.05±0.01##
71
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
CTL
12h
1.02±0.10
29.68±0.35
1.24±0.18
0.05±0.01
AU (10mg/dL)
12h
2.32±0.18#
37.29±1.23#
22.04±0.79*
0.10±0.01#
RESV (50uM)
12h
0.55±0.27
31.42±0.15
1.70±0.42
0.05±0.01
RESV + AU
12h
0.41±0.06##
29.92±1.02**
5.36±1.06**
0.04±0.003##
SEÇÃO POSTER
P-344
A deficiência de vitamina D é um potencial fator de risco para progressão da doença renal crônica após
a injúria renal aguda por isquemia/reperfusão
Gonçalves JG, de Bragança AC, Canale D, Shimizu MHM, Andrade L, Seguro AC, Moyses RMA, Volpini RA
Faculdade de Medicina da USP - FMUSP, Faculdade de Medicina da USP - FMUSP, Faculdade de Medicina da USP - FMUSP, Faculdade de Medicina da USP - FMUSP,
Faculdade de Medicina da USP - FMUSP, Faculdade de Medicina da USP - FMUSP, Faculdade de Medicina da USP - FMUSP, Faculdade de Medicina da USP - FMUSP
Introdução: A deficiência de vitamina D (dVD) é altamente prevalente nos pacientes portadores de doença renal crônica (DRC). A injúria renal aguda (IRA) secundária a isquemia/reperfusão (ISQ) é considerada fator de risco para progressão da doença renal crônica. Estudos têm demonstrado que a dVD está relacionada com o
desenvolvimento de síndrome metabólica; níveis alterados de colesterol e triglicerídeos e resistência à insulina. Existem evidências de associação entre DRC, síndrome
metabólica e expressão reduzida da proteína klotho como um marcador precoce da doença renal crônica estágio 1. Objetivos: Nossa hipótese é de que a síndrome
metabólica induzida pela dVD possa ser uma via de progressão entre IRA e DRC. Métodos: Durante 90 dias, ratos Wistar receberam dieta padrão: grupo controle
(C) e grupo ISQ, n=8 cada ;ou dieta depletada de vitamina D (dVD e dVD+ISQ, n=8 cada). No dia 28, os grupos ISQ e dVD+ISQ foram submetidos ao clampeamento de ambas artérias renais por 45 minutos. Ao final dos 90 dias, foram mensurados clearance de inulina, proteinúria, glicosuria, níveis séricos de vitamina D,
triglicerídeos e colesterol total. A fibrose renal foi avaliada pela estimativa da área intersticial relativa (AIR) e foi realizado Western blot para klotho no tecido renal. Os
dados foram expressos como média±EPM. Resultados: Os parâmetros funcionais, bioquímicos, histomorfométricos e de expressão protéica estão descritos na tabela 1.
Conclusão: O aumento da fibrose renal e da proteinúria nos ratos dVD+ ISQ sugerem progressão da injúria renal. As alterações no metabolismo lipídico e na glicosúria observadas
principalmente nos ratos dos grupos dVD podem explicar a injúria após lesão renal isquêmica e progressão para DRC. A menor expressão de klotho pode ser considerada um
marcador de cronificação. Os mecanismos pelos quais a síndrome metabólica induzida pela dVD contribui para a progressão da doença renal merecem estudos posteriores.
Suporte financeiro: FAPESP, processo 10/52294-0.
Tabela 1
Variável
Cin (ml/min/100g)
25(OH)D (ng/ml)
Proteinúria (mg/dia)
Glicosúria (mg/dl)
Colesterol total (mg/dl)
Triglicerídeos (mg/dl)
AIR (%)
Klotho¶ (%)
C
0,64±0,03
15,4±1,0
23,5±2,0
10,5±1,1
41,0±4,7
10,0±2,8
7,3±0,5
98,7±0,7
dVD
0,56±0,04
< 1,5*
22,8±2,6
17,6±1,2 a
66,7±4,6 a
171,5±32,6 a
17,2±0,8 a
47,5±6,0 d
ISQ
dVD+ISQ
0,58±0,04
0,59±0,03
15,0±0,6
< 1,5*
26,1±2,4
33,2±1,0 a,b,c
12,4±0,7 b
21,6±2,1 a,c
60,0±3,4 a
61,7±4,5 a
47,5±7,4 b 87,2±18,1 a,b
24,4±2,9 a,b 34,9±0,55 a,b,c
53,3±7,6 d
46,7±2,5 d
* Indetectável, ¶ expressão protéica, a p<0,05 vs. C, b p< 0,005 vs. dVD, c p<0,005 vs. ISQ,
d p<0,001 vs. C.
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SEÇÃO POSTER
P-509
A deficiência de vitamina D agrava a nefrotoxicidade e os efeitos sistêmicos do Tenofovir
Daniele Canale, Ana Carolina de Bragança, Janaina Garcia Gonçalves, Maria Heloisa Massola Shimizu, Rildo Aparecido Volpini, Lucia Andrade,
Antonio Carlos Seguro
Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital
das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital das
Clínicas da Universidade de São Paulo
Introdução e Objetivos: A deficiência de vitamina D (dVD) é prevalente em indivíduos infectados com o HIV. A dVD aumenta o estresse oxidativo e induz a disfunção endotelial. O Tenofovir disoproxil fumarato (TDF), droga largamente empregada nesses indivíduos, está associado com a toxicidade mitocondrial. O Objetivo do
estudo foi verificar os efeitos da dVD na nefrotoxicidade induzida pelo TDF. Metodologia: Ratos Wistar machos receberam a dieta padrão ou depletada de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] durante 60 dias. Trinta dias após o início dos tratamentos, dois grupos de animais receberam o TDF na dose de 50mg/kg de dieta. Quatro
grupos foram estudados (n=8 cada): controle (C), dVD, TDF e dVD+TDF. Foi determinado o clearance de inulina (Cin), a pressão arterial média (PAM), o fluxo
sanguíneo renal e a resistência vascular renal (RVR). Os níveis séricos de 25(OH)D, fosfato (P), colesterol e glutationa (GSH) foram avaliados, bem como as concentrações urinárias de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) e fósforo (UVP). No tecido renal, foram determinadas as expressões protéicas da óxido nítrico endotelial sintase (eNOS) e do cotransportador sódio/fosfato subtipo IIa (NaPi). Os Resultados são expressos como média±EPM. Resultados: Os níveis de 25(OH)
D não foram alterados pelo TDF e diminuídos para <1,5 ng/mL nos grupos dVD. O TDF diminuiu a Cin e aumentou a PAM, o RVR, a fosfatúria, o colesterol e o
estresse oxidativo ( aumento do ­TBARS e diminuição da GSH). Comparado com o grupo TDF, os ratos dVD+TDF apresentaram agravamento de todas as alterações.
A expressão protéica de eNOS foi reduzida apenas no grupo dVD (aproximadamente 40%). A expressão protéica de NaPi foi diminuída nos ratos TDF (50%), dVD
(53%) e dVD+TDF (78%). Conclusão: A dVD agrava os efeitos renovasculares e a nefrotoxidade do TDF devido, pelo menos em parte, ao aumento do estresse
oxidativo. É importante monitorar os níveis de vitamina D em pacientes infectados com o HIV tratados com TDF.
FAPESP, CNPq.
Variável
CIn (mL/min/100g)
PAM (mmHg)
RVR (mmHg/mL/min)
P (mg/dL)
UVP (mg/dia)
Colesterol (mg/dL)
TBARS (nmol/dia)
GSH (mmol/mL)
C
0,88±0,04
117±3
20±0,4
9,4±0,4
15±1
39±1
70±11
2,76±0,04
dVD
0,61±0,06ª
127±4
21±0,8
5,0±0,1a
17±1
53±4a
124±6a
2,02±0,04a
a p<0,05 vs. C, b p<0,05 vs. dVD e c p<0,05 vs. TDF
73
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
TDF
0,63±0,04ª
134±2a
24±0,5ab
6,5±0,4ab
19±1a
54±3a
108±11a
2,26±0,22a
dVD+TDF
0,45±0,04abc
148±5abc
27±1abc
6,3±0,4ab
22±1abc
80±7abc
164±9abc
1,45±0,11abc
SEÇÃO POSTER
P-350
Aquaporin 2 expression increased by MDMA (Ecstasy) in experimental lithium diabetes insipidus
Ana Carolina de Bragança, Regina Lúcia Moreau, Antonio C Seguro, Mari9a Heloisa M Shimizu, Antonio J Magaldi
Laboratório de Investigação Médica (LIM12) Hospital das Clínicas da Faculdade de Medcina USP,Instituto de Ciências Farmacêuticas e Toxicologia USP, Laboratório de
Investigação Médica (LIM12) Hospital das Clínicas da Faculdade de Medcina USP, Laboratório de Investigação Médica (LIM12) Hospital das Clínicas da Faculdade de
Medcina USP, Laboratório de Investigação Médica (LIM12) Hospital das Clínicas da Faculdade de Medcina USP
Background- 3,4-Methylenedioxymethamphetamine (MDMA or Ecstasy-Ec) is an amphetamine derivative used popularly as a recreational drug of abuse mainly
among young people, due its psychotropic properties. However, Ec also produces tachycardia, hyperthermia, high blood pressure, strong sudoresis, intense thirst,
multisystemic toxicity, oxidative stress and also an inappropriate antidiuretic hormone secretion. The intense thirst, together with the vasopressin effect, induces
a high ingestion of free water, leading to acute hyponatremia, which frequently causes frequent death. Taking into consideration that the known diuretic hydrochlorothiazide, together with substances used in neurotherapy, like carbamazepine and fluoxetine, are able to increase the Aquaporin 2 (AQP2) water channel “per
se” in the inner medullary collecting duct (IMCD), this work was carried out to investigate a possible effect of the Ec on the water transporter in the rat IMCD.
Methods- Group 1 – AQP2 expression - rats were maintained on lithium (Li) diet to block the Vp action and then in association with Ec. AQP2 expression was
determined by Western Blot techniques and measured by densitometric analysis. Group 2- Oxidative Stress (OS)- OS study in rats injected with Ec, by determining
the thiobarbituric acid reactive substances (T BARS) in the urine. Results- Group 1 - The AQP2 expression analyzed by optical densitometry of the Western Blot
bands revealed that Ec was able to increase the water transporter expression decreased by Li therapy(absence of Vp action): control- 100.00±5.084, Li- 68.28±23.96,
Li+Ec- 122.1±9.679 % p<0.05(n=12) . Group 2- Oxidative Stress - In 4 rats injected i.p. with 10mg/kg during four days, the OS in urine showed an increased
from control- 18.0±2 to Ec- 59.5±4.4 nmoles/24hs p<0.02. Conclusion-These results showed that the AQP2 abundance was decreased in the presence of lithium.
The increase of the TBARS showed that there was Ec-mediated oxidative stress. The increase of the water transporter expression in the IMCD of about 40% showed, for the first time, that there was another mechanism contributing to the rapid hyponatremia that occurs in the Ec intoxication. These results showed that the
two effects can contribute, at least in part, to this rapid hyponatremia which in turn can lead to a lethal outcome, if not treated correctly and as soon as possible.
HCFMUSP, FMUSP,FFM, FAPESP, CNPq, ICFTUSP.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-170
Alterações histopatológicas encontradas em biópsias ósseas de pacientes em um centro de nefrologia
da Região Sul Fluminense
Mituiassu AM, Carminatti M, Falani KS, Diniz AAR, Rudolph MCP, Paula AC, Silva KS, Lima LS, Mesquita TGMM, Santana FS, Elias LBB, Santos DS, Biato MAC
Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro
Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro Integrado de
Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro Integrado de Nefrologia e
Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED),
Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital
Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz
Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi
(HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ),
Faculdade de Medicina de Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de
Medicina de Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de
Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Valença/RJ Rio de Janeiro, Centro Integrado de Nefrologia e Diálise (CINED), Hospital
Escola Luiz Gioseffi Januzzi (HELGJ), Faculdade de Medicina de Valença/RJ Rio de Janeiro
Introdução: A biópsia ósseacom dupla marcação pela tetraciclina seguida da análise histomorfométrica é o padrão-ouro no diagnóstico do tipo histológico do distúrbio mineral ósseo da doença renal crônica (DMO-DRC). Objetivo: Analisar os Resultados de biópsias ósseas realizadas em pacientes de um centro de nefrologia e
diálise da cidade de Valença-RJ, nos últimos 3 anos. Materiais e Métodos: Estudo transversal, em que analisamos as biópsias ósseas realizadas em 15 pacientes, entre
novembro de 2008 e dezembro de 2011. Foram considerados para análise a idade, o gênero, o tempo e o tipo de terapia renal substitutiva (TRS), a etiologia da DRC e
os laudos histopatológicos dos pacientes. Resultados: A amostra analisada foi composta, em sua maioria, por indivíduos do sexo feminino (60%), com média de idade
de 54,4 anos, variando de 36 a 71 anos. Todos os pacientes encontram-se em TRS, em hemodiálise (80%) e diálise peritoneal (20%). As etiologias da DRC nos pacientes da amostra foram: HAS (66,66%), glomerulonefrite (13,33%), pielonefrite crônica (6,66%), nefropatia obstrutiva (6,66%), doença renal policística (6,66%).
Em média o tempo de TRS foi de 118 meses, variando de 36 a 216 meses. Os diagnósticos histopatológicos encontrados nas biópsias ósseas foram: osteíte fibrosa
(60%), doença mista (40%). Além disso, 73,3% apresentaram depósito de alumínio, 53,3% depósito de ferro e 26,6% osteoporose. Os valores da concentração de
alumínio na água do dialisato encontravam-se em níveis adequados (<0,001mg/L). Nenhum paciente utilizou quelantes de fósforo com alumínio. A sensibilidade e
especificidade da dosagem do alumínio sérico para diagnóstico de intoxicação por alumínio foram, respectivamente, 72,7% e 80%. Conclusão: Os principais padrões
histológicos em nossa casuística foram osteíte fibrosa e doença mista. A intoxicação por alumínio foi muito prevalente na população estudada, apesar do tratamento
de água ser por osmose reversa e não ter sido empregado quelante a base de alumínio.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-818
Estudo de adesão ao tratamento imunossupressor em pacientes transplantados renais
Luiz Felipe Santos Gonçalves, Marise Márcia These Brahm, Débora Mello, Stefania Cioato, Roberto Ceratti Manfro
Hospital de Clínicas de Porto ALegre, UFRGS
Introdução: A não adesão aos imunossupressores no transplante renal é frequente e implica em maior risco de disfunção e perda do enxerto. Objetivo: Avaliar a prevalência e fatores de risco da não adesão ao tratamento imunossupressor em pacientes transplantados renais. Metodologia: Estudo transversal realizado em pacientes
adultos com pelo menos um ano de transplante. A não adesão foi aferida utilizando um método de autorrelato (Instrumento de Aderência a Terapia Imunossupressora - ITAS), verificação de retirada de medicações imunossupressoras por busca de dados mensais de dispensação na Farmácia de Medicamentos Especiais do Estado
durante 12 meses e uma combinação destes dois métodos. Verificou-se associação de não adesão com variáveis sócio demográficas e clínicas. Foram realizadas análises
estatísticas com Qui-Quadrado, Testes t, Mann-Whitney e modelo linear generalizado por distribuição Normal e Poisson. Realizado análise multivariada para cálculo
da razão de prevalência (RP) incluindo variáveis com p≤0,15 na análise univariada. Considerou-se significativo valores de p<0,05. Resultados: Estudou-se 288 pacientes com prevalência de não adesão de 61.8% no autorrelato; 58.7% na dispensação; e 37,4% na adesão combinada. Foram encontradas associações significativas
entre não adesão e pacientes não brancos, mais jovens, em atividade laboral e em uso do imunossupressor tacrolimus. Na análise multivariada a RP para não adesão
mostrou-se significativa em paciente não branco (RP=1,39) e idade mais jovem (RP=0,985). Conclusão: Encontramos alta prevalência de não adesão com risco maior
em pacientes mais jovens e de etnia não branca.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-835
Infecção do trato urinario em transplantados renais
Paschoalin NP, Carvalho TC, Rodrigues TV, Moyses Neto M, Nardim ME, Saber LT, Vieira-Neto OM, Conrado L
SENERP, SENERP, SENERP, SENERP, SENERP, Santa Casa - Ribeirão Preto, SENERP, SENERP
Introdução: Infecção do Trato Urinário (ITU) é a infecção bacteriana mais comum que ocorre no transplante (Tx) renal, particularmente nos primeiros meses pós
transplante. Apresenta-se como uma importante causa de morbidade e falência do enxerto, tendo uma prevalência de 6 a 86%. O Objetivo é avaliar a prevalência de
ITU em pacientes transplantados em um hospital beneficente. Materiais e Metodos: Foram avaliados, de maneira retrospectiva, todos os casos de ITU nos pacientes
transplantados entre junho de 2010 até março de 2012 (21 meses), através de seus respectivos prontuários. O protocolo de rotina consistia em administração de
cefalexina enquanto permanência da sonda vesical de demora e após sua retirada, iniciava-se bactrim, se houvesse implantação de duplo J, que permanecia até 48hs
pós retirada. Consideraram-se com ITU somente os pacientes que apresentavam urina rotina com leucocitúria (leucócitos > 10 por campo) + urocultura positiva. Na
revisão dos prontuários foram analisados: número total de pacientes que apresentaram ITU, número de episódios de ITU, época do aparecimento da infecção em relação ao transplante, presença ou ausência de Duplo J no transplante e identificação dos agentes etiológicos, com seguimento de 3 meses pós Tx. Resultados: Durante
o período de estudo foram transplantados 25 pacientes, sendo 15 doador falecido e 10 doador vivo. Desses, dezenove (76%) pacientes implantaram Duplo J durante
o procedimento cirúrgico e 16 (84%) pacientes apresentaram ITU (no mínimo 2 episódios e no máximo 5). O tempo médio da persistência do duplo J foi de 60
dias. Dos 6 pacientes (24%) que não realizaram o implante de Duplo J, três (50%) não tiveram nenhum episodio de ITU e os outros três apresentaram 3 episódios.
O tempo médio de aparecimento das ITU nos pacientes com duplo J foi de 15 dias e nos pacientes sem duplo J de 25 dias. De um total de 33 episódios de ITU nos
19 pacientes os agentes mais frequentes foram Klebsiella pneumoniae (36,8%) e E. Coli (21%). Nos outros casos a maioria foi de Gram negativos: Pseudomonas sp,
Serratia sp, Acinectobacter sp e também Gram-positivos como Enterococcus sp. Os antibióticos mais usados foram as quinolonas seguido dos imipenêmicos. Conclusão: Pode-se constatar que a ITUé uma infecção muito comum em transplantados renais, e sua incidência aumenta com a presença de Duplo J. Sendo assim, é de
extrema importância os cuidados com a inserção, tempo de permanência e profilaxia durante a permanência do duplo J.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-789
Avaliação da capacidade de concentração urinária em pacientes transplantados renais em uso de
sirolimus
Pedro Barcelos Banhara, Maurilo Leite Jr, Renato Torres Gonçalves, Carlos Perez Gomes
Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario
Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro
Introdução: O uso de imunossupressores no transplante renal, especialmente com inibidores de calcineurina, está relacionado a distúrbios da função tubular. Estudos
clínicos de disfunção tubular em pacientes que usam sirolimus (inibidor da mTOR) são raros, embora lesão direta em células epiteliais já tenha sido demonstrada
em modelos experimentais. Lesões tubulares subclínicas, como alteração da concentração urinária, poderiam indicar uma forma inicial de disfunção do enxerto nesta
população. Objetivo: Avaliar a capacidade de concentração urinária em pacientes transplantados renais em uso de sirolimus e com função glomerular preservada.
Pacientes e métodos: Foram estudados trinta pacientes (46% homens) transplantados há 63,6±28,8 meses, com idade 48±12 anos, IMC 25,8±4,5Kg/m2 e TFG
93,6±19,2ml/min/1,73m2. O protocolo de estudo de concentração urinária consistiu em jejum absoluto por 12 horas para coleta de amostras de urina e soro. As
osmolalidades efetivas séricas (OSMs) e urinárias (OSMu) e as densidades urinárias (DU) foram medidas respectivamente por Osmômetro Model 3320 e por fitas reagentes Uriquest. Os parâmetros fisiológicos foram calculados pelas formulas: Clearance osmolal (COSM) = (OSMu x V) / OSMs e Clearance de água livre (CH20l)
= V – COSM. Diabetes Insipidus Nefrogênico (DIN) parcial foi diagnosticado quando OSMu<650mOsm/KgH2O, correspondente a menos 2 desvios-padrões
(dp) da média das OSMu dos controles internos. Resultados expressos em media±dp ou mediana (mín;máx), com análise estatística através de correlação e regressão
linear. Resultados: Do grupo total (n=30), as médias de OSMu, DU e OSMs foram 564±132mOsm/KgH2O, 1,010 ±0,006, 285±16mOsm/KgH2O, respectivamente. A prevalência de diminuição capacidade de concentração urinária (DIN parcial) foi de 70%. A DU pós-restrição hídrica de 12h teve boa correlação com a
OSMu (r=0,58, p<0,001), derivando a seguinte equação de regressão linear: OSMu = -12.459,4+(12.793xDU). Não houve correlação significativa entre CH20l e
DU (p=0,21). Conclusões: A prevalência de disfunção tubular com diminuição da capacidade de concentração urinaria foi elevada nesta população, apesar de função
glomerular preservada. Em virtude da boa correlação com OSMu, a avaliação da concentração urinária pela densidade em fita reagente pode ser uma forma simples
e de baixo custo para identificação precoce de possível disfunção tubular em pacientes transplantados renais em uso de sirolimus.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-707
Relato de caso: plasmocitoma extramedular com envolvimento renal
Paschoalin NP, Carvalho TC, Rodrigues TV, Moyses-Neto M, Vieira Neto OM, Correia MM, Cunha CD, Bettencourt BN
SENERP, SENERP, SENERP, SENERP, SENERP, Santa Casa- Ribeirão Preto, Santa Casa - Ribeirão Preto, Santa Casa - Ribeirão Preto
Introdução: Plasmocitoma extramedular (P.E.) é um tumor de plasmócitos raro que surge fora da medula óssea. É caracterizada histopatologicamente por infiltrado de
células plasmáticas produtoras de imunoglobulina monoclonal. Descrevemos um caso de P.E. em região torácica provocando compressão medular com repercussões
neurológicas e renais. Paciente: 71 a, F, hipertensa com queixas de Infeccão do Trato Urinário há 7 dias, insuficiência renal e anemia. Apresentava também perda súbita
da força motora em membros inferiores (MMII) associada a dor lombar e anúria. Exame físico: PA 130 X 80mmHg, FC 86 bpm, descorada e desidratada. Exames
laboratoriais: Hb 6,0 g/dL, leucócitos 9500; Na 132 mmol/L; creatinina 4,7 mg/dL, uréia 114 mg/dL; potássio, cálcio ionizado e magnésio plasmáticos normais; provas de função hepática, eletroforese de proteínas sérica e urinária normais; urina rotina: intensa bacteriúria com cultura positiva para E. Coli; raios X de crânio e ossos
longos normais. Exame neurológico: orientada em tempo e espaço. Função de pares cranianos preservada. Sem sinais de irritação meníngea (Rigidez de nuca, Sinal
de Kernig ou Brudzinski). Força muscular com grau V nos membros superiores (MMSS) e grau zero MMII. Coordenação motora preservada em MMSS e ausente
em MMII. Nível sensitivo aproximado em D6, reflexos preservados em MMSS e arreflexia em MMII. À inspeção de coluna dorsal apresentava aumento do espaço
inter-espinhoso em nível D6-D7. Exame radiológico: lesão expansiva com margens regulares e limites definidos paravertebral à esquerda a altura de D6-D7, com
comprometimento de arcos costais à esquerda, extensão anterior até aorta, além de fratura patológica de D7 com invasão do canal medular. A paciente foi submetida
à descompressão do canal vertebral através de laminectomia de D7 associada a exérese parcial de lesão tumoral nesse mesmo nível, além de artrodese instrumental
de D5 à D9. O estudo anatomopatológico evidenciou processo neoplásico, constituído por células plasmocitárias conferindo aspectos sugestivos de Plasmocitoma/
Mieloma Múltiplo. No pós-operatório, a paciente evoluiu sem recuperação dos déficits neurológicos e renais, necessitando de hemodiálise. Após 1 mês do diagnóstico com complicações infecciosas, faleceu devido a broncopneumonia.Conclusão: O plasmocitoma extramedular é uma patologia rara, porém o diagnóstico precoce
destas lesões é de extrema importância, visando evitar déficits neurológicos irreversíveis, insuficiência renal e óbito.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-537
Estudo da participação dos fenômenos de Necroptose e Apoptose em modelo de lesão renal aguda in vitro
Tristão VR, Monte JCM
Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo
Diferentes tipos de morte celular estão, frequentemente, associados à lesão renal tóxica e isquêmica: apoptose (processo regulado e dependente de caspases) e necrose
(processo não regulado). No entanto, recentemente, um novo tipo de morte celular não apoptótica foi identificado. Necroptose refere-se a uma morte programada
independente de caspase com características de necrose. O presente trabalho estudou o efeito do bloqueio da morte celular apoptótica e não-apoptótica em modelo
de lesão renal aguda in vitro. Células de túbulo proximal humano (células HK-2) foram utilizadas para verificar o grau de proteção conferido pelo uso de inibidores
de apoptose (z-VAD) e necroptose (necrostatina-1 – Nec-1) em modelo de lesão renal aguda por cisplatina. As células HK-2 foram cultivadas e propagadas utilizando meio nutriente específico e incubadas em estufa úmida à 37ºC com 5% de CO2, em placas de seis poços. Após atingirem 80% de confluência, as células foram
incubadas com cisplatina e/ou inibidores e foram analisadas por citometria de fluxo com marcação para Anexina V/Iodeto de propídio. O tratamento com 100 µM
de cisplatina foi eficaz em causar lesão renal após 18 horas, o tratamento com 50 µM de z-VAD bloqueou a apoptose após 18 horas e o pré-tratamento com 50 µM
de Nec-1 foi eficaz em bloquear morte celular não-apoptótica após 6 horas. Os Resultados mostraram que a Nec-1 não apresentou efeito na morte apoptótica em
células HK-2, representados pela porcentagem de células apoptóticas nos grupos: Nec-1+Cis 13,4±1,7% vs. Cis 14,6±1,4% (p>0,05). Mas, quando a apoptose foi
bloqueada, o uso de Nec-1 reverteu completamente a viabilidade celular, representado pela porcentagem de células viáveis nos grupos: Nec-1+Cis+z-VAD 72,9±6,3%
vs. Cis 35,5±2,2% (p<0,05), mostrando a eficácia da Nec-1 em inibir morte celular não apoptótica (necroptose). O uso dos inibidores, isoladamente, não apresentou
proteção e a Nec-1 conferiu citoproteção somente quando a apoptose foi bloqueada. Nossos Resultados sugerem que o bloqueio de vias de morte não apoptótica possa
oferecer uma estratégia adicional de citoproteção na injúria renal aguda.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-785
Acidose Tubular Renal distal (ATRd) em pacientes transplantados renais em uso de sirolimus
Carlos Perez Gomes, Maurilo Leite Jr, Renato Torres Gonçalves, Pedro Túlio Rocha, Pedro Barcelos Banhara
Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario
Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga
Filho - UFRJ - Rio de Janeiro
Introdução: Diversos estudos demonstram associação entre uso de inibidores da calcineurina e disfunção tubular no transplante renal, sendo uma de suas manifestações a acidose tubular renal distal ou tipo 1 (ATRd). Os efeitos tubulares dos inibidores da mTOR (sirolimus) na acidificação urinária ainda não foram avaliados em
humanos. Objetivo: Diagnosticar ATRd em pacientes transplantados renais em uso de sirolimus e com taxa de filtração glomerular (TFG) preservada. Casuística e
Métodos: 30 pacientes transplantados renais há 63,6±28,8 meses, com idade 48±12 anos e TFG>60ml/min/1,73m2 foram selecionados. ATRd foi diagnosticada
através de teste de acidificação urinaria com restrição hídrica de 12 horas e administração oral de 40mg de furosemida e 0,1mg de fludrocortisona. Foram coletadas
amostras de sangue arterial para gasometria e de urina para análise por fita reagente, gasometria, pHmetria por potenciometria (0h, 1h, 2h, 3h e 4h), medida do
amônio urinário (NH4+) por espectrofotometria e acidez titulável (AT) por NaOH (0h e 4h, respectivamente). O diagnóstico de ATRd foi estabelecido se o pH
urinário permaneceu acima de 5,3 em todas as medidas e não houve aumento da excreção urinária de NH4+ e de AT. Análise estatística foi realizada através de testes
T não-pareado, Mann-Whitney, ANOVA, Friedman e correlação/regressão linear. Resultados: 5 pacientes apresentaram ATRd (pH 0h 6,15±0.40; pH 1h 6,08±0,29;
pH 2h 5,97±0,38; pH 3h 5,91±0,32; pH 4h 6,03±0,28, p=0,172). Esses pacientes também não apresentaram aumento significativo da excreção urinária de NH4+
(34,5±22,0 μEq/min/1,73m2; 46,1±22,3 μEq/min/1,73m2, p=0,084) e de AT (16,8±8,6 μEq/min/1,73m2; 19,3±3,9 μEq/min/1,73m2, p=0,580). Já no grupo
de pacientes sem ATR distal (n=25), houve queda do pH urinário (pH 0h 5,79±0,41; pH 1h 5,42±0,45; pH 2h 5,07±0,45; pH 3h 4,74±0,41; pH 4h 4,76±0,45;
p<0,001) e aumento significativo da excreção urinária de NH4+ (31,3±17,3 μEq/min/1,73m2; 64,8±27,8 μEq/min/1,73m2, p<0,001) e de AT (17,3±8,2 μEq/
min/1,73m2; 30,9±12,9 μEq/min/1,73m2; p<0,001). Houve boa correlação entre o pH da fita reagente e o pH basal por potenciometria (r=0,908, p<0,001), porém
6 pacientes com pH da fita reagente acima de 6,0 não apresentaram ATR distal após o teste de acidificação. Não houve diferença significativa do nível de bicarbonato arterial entre os grupos com e sem ATRd (20,3±2,1 e 20,1±2,1mEq/l, respectivamente, p=0,85). Conclusões: Em nossos pacientes transplantados renais usando
sirolimus e com TFG preservada a prevalência de ATRd foi de 16%, superior inclusive às prevalências encontradas em estudos com inibidores de calcineurina. Nem
o pH da fita reagente nem o bicarbonato sérico discriminaram pacientes com ou sem ATRd, sendo portanto o teste de acidificação urinária fundamental para diagnóstico de ATRd nesta população.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
XXXXXXXXXX
Características dos pacientes em diálise admitidos em uma enfermaria de clínica médica
Queiroz NR, Amorim RBC, Cavalcanti RRC, Ruivo GF
PUC Campinas, UERJ, UNITAU, UNITAU
Introdução: A doença renal crônica (DRC) pode proporcionar desequilíbrio neuroendócrino, hidroeletrolítico e congestivo. Pode ser causada por doenças infecto-contagiosas e crônicas degenerativas, de evolução lenta e insidiosa e os sintomas podem ocorrer nas fases avançadas. No Brasil a necessidade de terapia de substituição
renal (TSR) é crescente, com grande custo no sistema de saúde. Na evolução da DRC e com início da TSR muitos pacientes podem requerer internação hospitalar
por diversas situações clínicas ou cirúrgicas. Objetivos:Avaliar as características de pacientes dialíticos admitidos em uma enfermaria de Clínica Médica. Casuística
e Métodos: Estudo transversal, retrospectivo, com coleta de dados de prontuários médicos dos pacientes em TSR admitidos nas enfermarias de Clínica Médica do
Hospital Universitário de Taubaté, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2010, com o uso de um protocolo de pesquisa. Resultados: Foram 51 internações de pacientes
em hemodiálise (72,0%) ou diálise peritoneal (28,0%), com predomínio de mulheres (64,7%), idade média de 53,3 ± 15,3 anos. A principal causa de internação foi
infecciosa, com predomínio de infecção no acesso para diálise e pulmonar. Síndrome urêmica estava presente à admissão de 13,7% dos pacientes e o sinal mais prevalente foi alteração de consciência, seguido de edema e sangramento espontâneo. Duração das internações de 12,9 ±15,4 dias. Quanto às co-morbidades verificou-se
Hipertensão Arterial Sistêmica em 94,1%, Diabetes Mellitus em 31,4% e a associação de ambas em 29%, sendo condições que promovem DRC e colaboram com
sua progressão. Todos os hipertensos usavam terapia anti-hipertensiva, seja como monoterapia (30,6%) ou associação de dois fármacos (27%). A classe farmacológica
mais prescrita foi a dos bloqueadores dos canais de cálcio e a combinação mais usada foi beta bloqueador com antagonista do receptor da angiotensina. Houve melhora
dos níveis séricos de creatinina (p<0,05), potássio (p<0,0001), melhora da anemia (p<0,01) e do leucograma (p<0,05). A maioria dos pacientes obteve alta hospitalar
e choque séptico foi a principal causa de óbito que ocorreu apenas entre os pacientes em hemodiálise (8,3%). Conclusões: Os Resultados deste estudo diferiram dos
obtidos na literatura nacional e internacional quanto ao gênero, média de idade e causa de morte, o que pode ser justificado pela escassez de estudos específicos de
pacientes em terapia de substituição renal internados por diferentes causas clínicas.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-393
Apresentação atípica da Nefropatia por IgA como Síndrome Nefrótica maciça: Relato de Caso
Neves PDMM, Marques VP, Machado JR, Reis MA
Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Introdução: A Nefropatia por IgA (NIgA) é uma glomerulopatia primária cuja apresentação clínica pode ser extremamente ampla. Relatamos um caso de NIgA que
se apresntou como síndrome nefrótica maciça. Relato de Caso: Paciente gênero masculino, 14 anos, previamente hígido, com queixa de edema de membros inferiores
com progressão para anasarca há 3 semanas, associado a hipertensão, dispnéia e urina espumosa. Sem história familiar para doenças renais. História de furunculose
há 4 semanas, tratada com penicilina benzatina. Exame físico: murmúrio vesicular diminuído bibasal, anasarca, PA: 110x90mmHg. Exame cardíaco normal. Exames
Laboratorias: Hb: 14,8, Ur; 31, Cr: 0,8, Proteinas Totais: 4,9, Albumina: 2,4, Urina: LC= 15.000, Hc= 126.000, Proteínas: 100mg/dl. Optou-se pelo acompanhamento ambulatorial semanal do paciente. Apesar do uso de diuréticos e IECA, o paciente mantinha quadro de edema de difícil controle. Exames após 2 semanas:
Ur: 44,6, Cr: 0,86, colesterol total: 521,8, Triglicerídeos: 1113, Urina: Lc= 19.000, Hc= 128.000, Proteínas= 3+, Proteinúria de 24h= 9.740 mg. Encaminhado para
internação hospitalar. VDRL, FAN, Anti-HCV, HBsAg: negativos. C3: 1,4, C4: 0,4. Ultrassonografia renal: rins de tamanho normal, contornos regulares, espessura
cortical preservada com boa distinção cortiço-medular; ausência de dilatação do sistema pielocalicial. Diante do quadro de síndrome nefrótica franca, o paciente foi
submetido à biópsia renal, que evidenciou: Microscopia de luz: um glomérulo com esclerose segmentar, nos demais glomérulos expansão mesangial discreta/moderada. Discretos focos com fibrose intersticial. Imunofluorescência: IgA, IgM, C3, kappa e lambda positivos padrão mensagial. Microscopia eletrônica: depósitos eletrodensos amorfos no mesângio. Achados histológicos compatíveis com Nefropatia por IgA, Oxford M0, E0, S1, T0. Iniciado uso de corticóide, além das medicações
próprias para síndrome nefrótica. Paciente mantém seguimento ambulatorial após dois anos do diagnóstico, apresentou resolução do edema, não necessita do uso de
corticóide nem diurético, mantem função renal normal e proteinúria de 24h: 323mg. Conclusão: A NIgA também deve ser lembrada como etiologia nos quadros de
síndrome nefrótica, mesmo sendo tal apresentação atípica. Ressalta-se que no presente caso a biópsia renal foi essencial para a elucidação etiológica da glomerulopatia.
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SEÇÃO POSTER
P-764
Obesidade abdominal em pacientes em hemodiálise: prevalência e fatores associados
Freitas ATVS, Vaz IMF, Ferraz SF, Campos MIVAM, Peixoto MRG, Fornés NS
Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal de Goiás, Secretaria Estadual de Saúde, Goiás, Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal de Goiás,
Universidade Federal de Goiás
Introdução: Assim como na população em geral, o excesso de peso tem sido um distúrbio nutricional comum em indivíduos em hemodiálise (HD). Por sua vez, a
obesidade abdominal mantém estreita associação com as complicações metabólicas e cardiovasculares independente do excesso de peso, com maior reflexo na mortalidade que a gordura total. Objetivo: determinar a prevalência e os fatores associados à obesidade abdominal em pacientes em hemodiálise. Métodos: estudo transversal
com 344 pacientes maiores de 18 anos. A obesidade abdominal foi definida pela circunferência da cintura ≥94 cm nos homens e ≥80 cm nas mulheres. As variáveis
independentes envolveram aspectos socioeconômicos, demográficos, hábitos de vida, tempo em HD, consumo alimentar e índice de massa corporal (IMC). Utilizou-se pacote estatístico Stata, 8.0. Realizou-se teste t de Student ou Mann Whitney, qui-quadrado e regressão de Poisson múltipla, a partir de modelo hierárquico.
Considerou-se um nível de significância <0,05. Resultados: grupo composto por maioria de homens (59,30%), idade média de 49,33 ± 13,76 anos. A prevalência
de obesidade abdominal foi de 44,77% (n=154) sendo maior nas mulheres (55,71%) que nos homens (37,25%), p= 0,001. O resultado final da análise multivariada
identificou quatro fatores independentemente associados à obesidade abdominal em homens: idade superior a 40 anos (RP= 1,22; IC= 1,09 – 1,37), classe econômica
D/E (RP= 0,78; IC= 0,68 – 0,90), tempo em hemodiálise entre 24 – 59 meses (RP= 1,12; IC= 1,001 – 1,26) e IMC ≥ 25 kg/m² (RP= 1,52; IC= 1,40 – 1,65) e três
fatores nas mulheres: idade superior a 40 anos (RP= 1,43; IC= 1,27 – 1,60), ingestão proteica inferior a 1,2 g/kg/dia (RP= 1,21; IC= 1,05 – 1,39) e IMC ≥ 25kg/
m² (RP= 1,37; IC= 1,26 – 1,49). Conclusão: Observou-se alta prevalência de obesidade abdominal na população estudada. Fatores como a idade superior a 40 anos
e excesso de peso avaliado pelo IMC foram determinantes da obesidade abdominal em homens e mulheres. Nos homens pertencer a classes econômicas mais baixas e
tempo em tratamento de hemodiálise entre 2 e 5 anos e nas mulheres ingestão proteica inferior ao recomendado também associaram à obesidade abdominal.
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SEÇÃO POSTER
P-718
Urina que forma espuma no vaso sanitário
Jenner Cruz, Fátima Costa Matias Pelarigo, Silvana Kesrouani, Rui Alberto Gomes
INMC, INMC, INMC, INMC
Introdução e Objetivos: Os alunos de graduação em Medicina aprendem que quando um paciente informa que sua urina espuma muito é porque ele tem muita proteinúria. Rins normais eliminam pequenas quantidades de proteína na urina, até 150mg/dia, sendo até 30mg/dia constituidas por albumina. Uma paciente diabética
me procurou assustada porque sua urina fazia muita espuma no vaso sanitário. Constatamos que ela não tinha proteinúria, este fato motivou este estudo. Casuística e
Métodos: Trinta pacientes com graus variáveis de proteinúria e dez voluntários normais, com proteinúria indosável, uma seringa de 60mL de volume e tiras diagnósticas para exame de urina, Labor Strips-URS-X-10, de origem chinesa, serviram de base para este experiência. Nessas tiras a proteinúria varia de: negativa (indosável),
traços, + = 0,3g/L, ++ = 1g/L, +++ = 3g/L, ++++ = > 20g/L. Resultados: A descarga de um vaso sanitário, contendo apenas água limpa, através de uma possante válvula
Hydra, produz muita espuma, mas de curta duração, durando no méximo 40 segundos. Quando um indivíduo, com proteinúria indosável, sem dificuldade à micção,
com a bexiga cheia, urina de pé, com jato forte e contínuo, a água da privada se enche de espuma, mas de curta duração. Em menos de um minuto essa espuma se
reduz para metade ou menos. Játo rápido e forte de água pura, feito através de seringa de 60mL de capacidade tem resultado semelhante. O mesmo ocorre com urina
com proteinúria discreta, traços ou inferior a 300mg/L. Porém, jatos de urina com proteinúria de ++ a ++++ formam espuma de pequenas bolhas, estáveis por 5 até
50 minutos ou mais. Conclusão: Qualquer urina pode ficar espumosa ao cair num vaso sanitário, principalmente quando o jato urinário é forte, contínuo e de certa
altura. Quando essa espuma é de curta duração não deve haver perda anormal de proteínas pela urina. Espumas estáveis, por mais de 5 minutos, sugerem fortemente
a presença de proteinúria anormal, indicando necessidade de procurar um nefrologista e fazer exame de urina. Os médicos devem ter cuidado com a maneira de perguntar a um paciente, com edema ou possível glomerulopatia, se sua urina faz espuma na privada.
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SEÇÃO POSTER
P-67
Escore de cinco ítens para prurido urêmico
Lilian CA Rosinha, Carolina Steller Wagner, Mirella G Pascini, Thais H Proença, Maria Helena C Franco, Pedro Jabur, Luia A Miorin
Santa Casa S Paulo, Santa Casa S Paulo, Santa Casa S Paulo, Santa Casa S Paulo, Santa Casa S Paulo, Santa Casa S Paulo, Santa Casa S Paulo
Introdução: O Prurido urêmico é importante causa de alteração da qualidade de vida do paciente renal crônico em programa de hemodiálise. Há muitos fatores envolvidos, e mesmo pacientes bem dialisados acabam apresentando essa queixa que em geral tem sido mensurada em escala analógica de zero a dez. Objetivos: Estudar a
prevalência de prurido urêmico e sua interferência na qualidade de vida de pacientes em programa de hemodiálise, comparando escala visual com escore envolvendo a
qualidade de vida. Métodos: 61 pacientes renais crônicos (25 do sexo masculino) há pelo menos 12 meses em programa de hemodiálise, foram submetidos a questionário
de cinco itens envolvendo limitações ao sono e atividades do dia a dia, comparativamente à escala analógica de 0 a 10, classicamente utilizada para quantificar essa queixa.
Os grupos foram comparados com teste Mann Whitney e regressão linear. Resultados: 42 pacientes apresentaram queixa de prurido ( 68,3% ), sendo o local mais frequente nas costas (50%), cabeça, coxas e braços (26%), virilha, sola dos pés, tórax, abdomem, antebraços, e dorso dos pés (12%), nádegas e local de contato com roupas
(4,8%), e dorso das mãos (2,3%). Os dois tipos de abordagem (escala analógica e questionário ), apresentaram uma correlação de 70 % (p<0,001). Pelo questionário
pudemos inferir que 60 % dos pacientes com prurido apresentaram alteração do sono , 42% apresentaram interferência na atividade de laser e social, 32% na atividade
doméstica e 25 % nos afazeres de escola. Os dois grupos de pacientes com (42) e sem prurido (19), não apresentaram diferenças entre KT/V, PTH e Produto CaxP.
Conclusão: O escore de cinco itens apresenta boa correlação com a escala visual, e nos permite inferir sobre limitações induzidas pelo prurido no dia a dia dos pacientes, além de documentar a localização do mesmo, e portanto deve ser considerado melhor que a escala visual.
Variavel
KT/V
PTH
Ca x P
Escore de 5 itens
Com prurido
1,18
347 pg/mL
40,1 mg2/ mL2
12
Sem prurido
1,08
237 pg/mL
43 mg2/mL2
5
Valores em medianas, n= 61 pacientes, * r = 0,70 (regressão linear)
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p
0,197
0,716
0,408
*<0,001
SEÇÃO POSTER
P-146
Processo Regulatório dos procedimentos de hemodiálise em Belo Horizonte: Evolução do processo de
trabalho na busca dos indicadores de qualidade na atenção ao paciente renal crônico
Reis FCL, Dayrell M, Drummond MCF, Silva BMVC, Saraiva F
Comissão Municipal de Nefrologia e Transplantes Belo Horizonte, Comissão Municipal de Nefrologia e Transplantes Belo Horizonte, Comissão Municipal de Nefrologia
e Transplantes Belo Horizonte, Comissão Municipal de Nefrologia e Transplantes Belo Horizonte, Comissão Municipal de Nefrologia e Transplantes Belo Horizonte
Introdução: Belo Horizonte (BH) possui 12 serviços credenciados para realizar tratamentos dialíticos e 70% destes tratamentos são remunerados pelo SUS-BH. Em
média são 2.200 usuários atendidos, 64% destes, residentes em BH. O controle, regulação e avaliação da qualidade da assistência prestada são de responsabilidade da
Comissão Municipal de Nefrologia e Transplantes (CMNT) que utiliza como instrumento regulamentador a RDC 154 de 15/06/2004. Objetivo: Reorganização do
processo de trabalho da CMNT devido à constatação de que os mecanismos tradicionais utilizados no monitoramento e avaliação da qualidade dos serviços de diálise
eram insatisfatórios. Metodologia: Planejamento estratégico, realização de reuniões com participação de representantes da CMNT, prestadores de serviços e das associações dos usuários, identificação dos principais problemas na assistência ao portador de insuficiência renal crônica (IRC) com inclusão de outros setores da Secretaria
Municipal de Saúde - SMSA (atenção primária, secundária, urgência e outros) na busca de intervenções conjuntas e ampliadas. Foram criados grupos de trabalho com
tarefas definidas na elaboração das principais propostas. Resultados alcançados: Responsabilização de todos os níveis de atenção à saúde do município; integração entre
os serviços de diálise na rede SUS-BH com os setores da gestão da SMSA-BH; elaboração de protocolos assistenciais para atendimentos às intercorrências clínicas dos
pacientes com IRC; disponibilização dos contatos dos plantões médicos dos serviços de diálise; elaboração de instrumentos e indicadores de avaliação de desempenho;
priorização nas vistorias conjuntas da Vigilância Sanitária e CMNT, da avaliação do processo de trabalho das equipes de diálise e da satisfação dos usuários; elaboração
de uma cartilha para os usuários e criação do fórum permanente dos serviços de diálise e CMNT para troca de informações sobre experiências exitosas; integração
entre a Gerência do SAMU, CMNT e serviços sociais das clínicas de diálise com vistas à regionalização dos serviços de diálise no município. Conclusões: A assistência
aos pacientes com IRC continua centrada na atenção médica, muitas vezes insuficiente frente à complexidade desta condição. A integração entre os serviços, com a
participação dos vários profissionais envolvidos amplia a compreensão dos problemas cotidianos vivenciados e aumenta as possibilidades na busca de soluções.
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SEÇÃO POSTER
P-558
Lesão renal aguda em pacientes com HIV: coorte de 77 pacientes em uma unidade de terapia intensiva
em Fortaleza, Ceará, Brasil
Ana Patricia Freitas Vieira, Juliana Bonfim de Souza, Felipe dos Santos Falcão, Cristiane Rocha da Costa, Camila Neves Jacinto, Geraldo Bezerra Silva
Junior, Elizabeth de Francesco Daher
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará
Introdução: A lesão renal aguda (LRA) é uma complicação relativamente comum e potencialmente fatal em pacientes com HIV. Objetivos: Investigar a prevalência
de LRA e os fatores associados à mortalidade em pacientes com HIV internados em uma unidade de terapia intensiva (UTI). Casuística e Métodos: Foi realizado um
estudo retrospectivo com pacientes admitidos na UTI do Hospital São José de Doenças Infecciosas, em Fortaleza, Ceará, no período de 2004 a 2011. Foram avaliadas as principais doenças associadas, características clínicas e laboratoriais e a evolução. A LRA foi definida de acordo com o critério RIFLE, e a gravidade de acordo
como escore APACHE II. A análise estatística foi feita com o programa SPSS, versão 16.0, considerando como significativo p<0.05. Resultados: Foram incluídos 77
pacientes com diagnóstico de HIV, com média de idade de 41±10 anos, sendo 83% do sexo masculino. As principais doenças associadas foram: neurotoxoplasmose
(10%), histoplasmose disseminada (5,3%), tuberculose (3,9%) e calazar (2,6%). Hemodiálise foi realizada em 21 pacientes (27,6%). O tempo entre o diagnóstico
de LRA e a realização de diálise foi de 4,9±5,8 dias. Oligúria foi observada em 29 casos (40,8%), acidose em 46 (67,6%), hipotensão em 29 (40,3%), sepse em 44
(61,1%) e hipercalemia em 21 (16,9%). Os exames da admissão na UTI mostraram Cr 3,2±2,1mg/dL, Ur 96±47mg/dL, AST 308±697UI/L, ALT 148±296UI/L,
Na 134±10mEq/L, K 4,3±1,0mEq/L, Ht 28±7,7%, Hb 9,4±2,6mg/dL, Leucócitos 10114±69029/mm3, Plaquetas 150000±117000/mm3, pH 7,27±0,15, HCO3
15±6,1mEq/L, PaCO2 35±15mmHg. Óbito ocorreu em 59 pacientes (77,6%), estando associado a níveis mais baixos da pressão arterial sistólica (123±29 vs.
104±19mmHg, p=0,004), pressão arterial diastólica (74±22 vs. 63±17, p=0,04), pH arterial (7,38±0,12 vs. 7,2±0,14, p=0.001) e valores elevados de APACHE II
(38±18 vs. 61±19, p=0,005). Outros fatores de risco para óbito foram: o uso de ventilação mecânica (OR=8,2, IC 95%=6,7-48,3, p<0,0001), sepse (OR=6,6, IC
95%=1,85-24, p=0,003) e hipotensão (OR=6,2, IC 95%=1,3-30,3 p=0,018). Observou-se também maior frequencia de LRA nos pacientes que foram a óbito (56%
“Failure”, 39% “Injury” e 5% “Risk”). Conclusões: A LRA é uma complicação frequente em pacientes com HIV, cursando com alta mortalidade. O tratamento dialítico foi instituído em poucos casos (27,6%) e iniciado tardiamente. Somado a isso, a presença de hipotensão, acidose e sepse contribuíram para um pior prognostico.
Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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SEÇÃO POSTER
P-228
Arritmia Ventricular na Doença Renal Crônica: Prevalência e Fatores Associados
Bonato FOB, Lemos MM, Cassiolato JL, Canziani MEF
UNIFESP São Paulo, UNIFESP, São Paulo, Cardios São Paulo, UNIFESP São Paulo
Introdução: A mortalidade cardiovascular na Doença Renal Crônica (DRC) é sabidamente elevada, mesmo nos estágios iniciais da doença. Comparados à população geral, os pacientes com DRC apresentam maior freqüência de morte súbita. Uma das etiologias conhecidas de morte súbita é a arritmia ventricular complexa.
Objetivos: O Objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de arritmias ventriculares (AV) e investigar os fatores associados com sua ocorrência em pacientes com
DRC em tratamento conservador. Métodos: Trata-se de um estudo transversal que avaliou 111 pacientes com DRC (57 ± 11,4 anos; 60% do sexo masculino; taxa de
filtração glomerular estimada (TFGe): 34,7 ± 16,1 mL/min/1.73m²; 24% diabéticos). Os pacientes foram submetidos a exames laboratoriais, eletrocardiograma de
24horas, monitorização ambulatorial da pressão arterial, ecocardiograma, e tomografia computadorizada “multi-slice”. Resultados: Dezesseis por cento dos pacientes
apresentaram AV. Hipertensão arterial não controlada foi encontrada em 21% e a ausência de descenso noturno da pressão arterial sistólica em 29% dos pacientes.
Hipertrofia ventricular esquerda foi observada em 27%, insuficiência cardíaca em 20%, e calcificação coronariana em 47%, dos quais 46% tinham calcificação severa
(escore de cálcio >400UA). Comparado aos pacientes sem AV, aqueles com AV eram mais idosos (p = 0,008) e tinham TFGe (p = 0,018) e hemoglobina (p = 0,007)
mais elevados. Esses pacientes também apresentavam concentrações mais baixas de PTHi (p = 0,049) e de triglicérides (p = 0,003). O índice de massa ventricular
esquerda (p = 0,001) e o escore de cálcio (p= 0,025) eram mais elevados, enquanto a fração de ejeção (p = 0,002) mais baixa. Na análise de regressão logística múltipla, a idade e a fração de ejeção foram independentemente associadas com a presença de AV. Conclusão: A AV é um problema prevalente em pacientes com DRC
em tratamento conservador, especialmente naqueles com idade mais avançada. Os fatores associados com sua ocorrência foram relacionados principalmente com as
alterações cardíacas estruturais, como hipertrofia ventricular esquerda, calcificação vascular e insuficiência cardíaca.
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SEÇÃO POSTER
P-415
Glomerulonefrite mesangiocapilar associada à Síndrome de POEMS
Euler Pace Lasmar, Patrícia Vasconcelos Lima, Eduardo A. Bambirra, Marcus Faria Lasmar
Hospital Universitário São José, Hospital Universitário São José, Hospital Universitário São José, Hospital Universitário São José
Introdução: A Síndrome de POEMS (polineuropatia, organomegalia, endocrinopatia, proteína monoclonal, alterações cutâneas) é definida pela presença de uma
desordem monoclonal de plasmócitos, neuropatia periférica e manifestações paraneoplásicas, de causa desconhecida. Há uma produção aumentada de fatores pró-inflamatórios e outras citocinas. É comum a associação com mieloma osteoesclerótico e Doença de Castleman. O dano renal caracteriza-se por glomerulonefrite
mesangiocapilar, que pode levar à insuficiência renal em 2-5 por cento (%) dos casos. Objetivo: relatar o caso de ECB, sexo feminino, 54 anos, cujo diagnóstico
foi Síndrome de POEMS associada a doença de Castleman, cursando com glomerulonefrite. Material e Método: paciente hígida até 2004, quando notou flacidez em face e membros inferiores, edema leve de extremidades, Síndrome de Raynaud, dor abdominal e dormência na região de distribuição do nervo ulnar. Em
2007, evoluiu com fadiga e linfadenopatia cervical. Em 2008, foi hospitalizada em anasarca, sendo realizado exames. Em agosto do mesmo ano, queixava fadiga
intensa e parestesia, hiperpigmentação da pele, hemangiomas e baqueteamento digital. Resultado: os exames realizados mostraram mielograma com medula óssea
hipocelular e fibrose, linfonodo com alterações compatíveis com Doença de Castleman, pico de proteína monoclonal IgA lambda, plasmocitose policlonal de 1015%, proteinúria de 1,0 grama em 24 horas. Biópsia renal mostrou depósitos granulares, difusos e globais, mesangiais e em paredes capilares (IgG e C3). Avaliação
endocrinológica revelou hipotireoidismo, hipocortisolismo, hipogonadismo. Tratada com pulsoterapia de ciclofosfamida e auto-transplante com bom resultado.
Conclusão: a Síndrome de POEMS-CASTLEMAN deve entrar no diagnóstico diferencial de diversas doenças multissistêmicas; Alterações renais podem ocorrer
em uma pequena parcela desses pacientes.
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SEÇÃO POSTER
P-802
Conversão da Imunossupressão em Transplante Renal
Marcus Faria Lasmar, Eduardo R. Silveira, Luiz Flávio C Giordano, Heloisa R VIanna, Euler Pace Lasmar
Hospital Universitário São José/Mater Dei, Hospital Universitário São José/Mater Dei, Hospital Universitário São José/Mater Dei, Hospital Universitário São José/Mater Dei,
Hospital Universitário São José/Mater Dei
Introdução: O resultado do transplante renal (Tx) melhorou consideravelmente com o aprimoramento da imunossupressão (IMS). Freqüentemente o esquema de
IMS deve ser modificado devido ao efeito adverso das drogas e, atualmente, da nefropatia crônica do enxerto (NCE). Material e métodos: Foram estudados 34 pacientes (pts), 24 masculinos e 10 femininos, com idade média de 43 ± 13,3 anos, que tiveram a sua IMS modificada. Tx com doador vivo-relacionado em 23 pts , doador
vivo não-relacionado em 2 pts e doador falecido em 9 pts. A IMS de base inicial foi ciclosporina (CSA) + azatioprina (AZA) e prednisona (PRED) em 27 pts, CSA +
sirolimo (SRL) + PRED em 3 pts e tacrolimo (TAC) + AZA+PRED em 2 pts. As principais causas determinantes da conversão foram a nefropatia crônica do enxerto
(15 pts) seguida pela nefrotoxidade por CSA (9pts), e a necessidade a suspensão da AZA, para o uso de alopurinol (4pts). Resultado: A conversão foi feita no período
médio de ± 11,1 ± 6,0 anos pós Tx, com duração média de 35,7 ± 26,4 meses. A IMS após a conversão foi CSA + Micofenolato de Mofetila (MMF)+ PRED (17
pts), SRL + MMF + PRED (9 pts), MMF + PRED (3 pts), SRL + PRED (2 pts), CSA + SRL + PRED (1 pt), MMF + AZA + PRED (1 pt) e TAC + AZA + PRED
(1pt). Na NCE houve redução da creatinina média de 2,7 mg/dl para 2.2 mg/dl, porém sem diferença estatística significante (P=0,22). Em todas as outras indicações
houve melhora das causas determinantes da conversão. Os efeitos colaterais determinados pela conversão foram diarréia com uso do MMF (6pts) e acne com SRL
(1pt). Conclusão: A conversão do IMS constitui um valioso recurso que deve ser utilizado no Tx renal em determinadas situações, podendo determinar melhora ou
regressão de algumas complicações do Tx.
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SEÇÃO POSTER
P-41
Changes in circulating cardiovascular risk biomarkers during a single hemodialysis session
Abdul Rashid Qureshi, Shirley Yumi Hayashi1, Marcelo Mazza do Nascimento, Tae Yamamoto, Jacek Waniewski, Björn Anderstam, Miguel C Riella, Bengt Lindholm
Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and Technology,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum,
Department of Clinical Science, Intervention and Technology,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and
Technology,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and Technology,Institute of Biocybernetics and Biomedical
Engineering, Warsaw, Poland.,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and Technology,Centro de Ciências
Médicas e Biológicas, Pontifícia Universidade Católica do Paraná Curitiba, Brazil,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical Science,
Intervention and Technology
Background. The hemodialysis procedure may induce acute cardiovascular damage contributing to cardiovascular disease (CVD). Here we investigated the acute impact of hemodialysis on circulating CVD risk related biomarkers. Method. CVD risk markers (small solutes, middle molecular sized peptides, and proteins) related
to inflammation, oxidative stress and vascular calcification were measured before and after a single session of hemodialysis in 45 clinically stable patients. Concentrations were corrected for ultrafiltration-induced hemoconcentration. Results. Among vascular calcification related biomarkers, osteoprotegerin and fetuin-A remained
unchanged while fibroblast growth factor-23 (FGF23) decreased by -19%. Changes of FGF23 and changes of phosphate correlated (ρ=0.61, P<0.001). While C-reactive protein (CRP) did not change, interleukin-6 (IL-6) increased by 14 % and pentraxin 3 (PTX3) increased by 45 %. Conclusions. In summary, during a single HD session with cellulosic membranes, the circulating levels of peptides and proteins associated with increased CVD risk increase markedly. But, after correction
for hemoconcentration due to intradialytic ultrafiltration, the pattern of changes is more variable with most middle or large molecular weight molecules showing no
change, or even a decrease (EN-RAGE -20%, TNF -26%, and FGF23 -19%). However, the concentrations of IL-6 (+14%) and especially PTX3 (+45%) increased
markedly during HD while CRP did not change. These findings suggest that changes of IL-6 and especially of PTX3 (but not CRP), may be used to monitor the
intradialytic inflammatory response during HD. The clinical implications, if any, of these changes are however unclear. Further studies are warranted to confirm and,
if possible, explain the observed correlation between acute changes of FGF-23 and phosphate during HD.
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SEÇÃO POSTER
P-63
Effect of Circulating Soluble receptor for AGE (sRAGE) and the proinflammatory RAGE Ligand
(EN-RAGE, S100A12) on mortality in CKD patients stages 3-5
Marcelo Mazza do Nascimento,Tae Yamamoto,Shirley Yumi Hayashi1,Abdul Rashid Qureshi,Astrid Seeberger,Björn Anderstam,Miguel C Riella,Bengt Lindholm
Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and Technology,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum,
Department of Clinical Science, Intervention and Technology,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and
Technology,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and Technology,Divisions of Renal Medicine and Baxter
Novum, Department of Clinical Science, Intervention and Technology, Stockholm, Sweden,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical
Science, Intervention and Technology,Centro de Ciências Médicas e Biológicas, Pontifícia Universidade Católica do Paraná Curitiba, Brazil,Divisions of Renal Medicine
and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and Technology
Background: Activation of the receptor for AGE (sRAGE) is implicated in the development and progression of vascular complications and circulating concentrations
of the RAGE ligand S100A12, also known as EN-RAGE (extracellular newly identified receptor for advanced glycation end products binding protein) might predict
both all-cause and cardiovascular disease (CVD) mortality in end-stage renal disease (ESRD) patients. Methods: A total of 145 subjects (median age 61, 61% males;
36 hemodialysis (HD), 55 peritoneal dialysis (PD) and 54 CKD stages 3-5) were studied. All survivors completed 36 months of follow-up. Clinical characteristics
were documented, and markers of mineral metabolism (including fibroblast growth factor-23; FGF-23), inflammation (high-sensitivity C-reactive protein; hsCRP,
and interleukin-6; IL-6) were analysed as well as plasma concentrations of S100A12 and sRAGE . The myocardial systolic (PSV, peak systolic velocity) and diastolic
(E’, early diastolic velocities) velocities were assessed by Tissue Doppler Image (TDI). Results: After 36-months follow-up, the survival rate by Kaplan–Meier analysis was significantly different according to S100A12 plasma levels (χ2 = 3.58; P <0.05) as well as sRAGE(χ2 = 5.95; P = 0.01) . Increased S100A12 were positively
associated with IL-6 (r= 0.26, p<0.001), FGF-23 (r= 0.18, p<0.001), hsCRP (r= 0.25, p=0.02), TNFα (r=0.16;p=0.03) and OPG (r= 0.44, p<0.0001).On the other
hand, sRAGE was negatively associate with E’(r=0, 22, p<0.01). Finally in Cox analysis, only sRAGE (HR=1.91((95% CI) 1.03-1.61) and IL-6 (HR= 1.59(95% CI
1.20-2.15) were independently associated with increased risk of death. Conclusion: Increased concentrations of sRAGE and S100A12 were associated with increased
all-cause of mortality in CKD patients (stages 3-5) which might reflect the activation and production of RAGE in the context of accelerated vascular disease.
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P-42
Circulating S100A12 (EN-RAGE) levels predict cardiac dysfunction by Tissue Doppler Echocardiography
in peritoneal dialysis patients
Tae Yamamoto,Marcelo Mazza do Nascimento,Shirley Yumi Hayashi,Abdul Rashid Qureshi,Astrid Seeberger,Björn Anderstam,Miguel C Riella,Bengt Lindholm
Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and Technology,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum,
Department of Clinical Science, Intervention and Technology,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and
Technology,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and Technology,Divisions of Renal Medicine and Baxter
Novum, Department of Clinical Science, Intervention and Technology, Stockholm, Sweden,Divisions of Renal Medicine and Baxter Novum, Department of Clinical
Science, Intervention and Technology,Centro de Ciências Médicas e Biológicas, Pontifícia Universidade Católica do Paraná Curitiba, Brazil,Divisions of Renal Medicine
and Baxter Novum, Department of Clinical Science, Intervention and Technology
Background: Cardiovascular disease is common in patients (pts) on peritoneal dialysis (PD), and Tissue Doppler imaging (TDI) is a useful tool for assessing cardiac
function. In PD pts, dialysis solutions may lead to formation of advanced glycation end-products (AGEs), which may result in cardiovascular toxicity. Therefore, we
examined the possible link between circulating AGEs and cardiac function in PD pts. Methods: Plasma concentrations of soluble form of receptor for AGEs (sRAGE), its ligand S100A12, and other biomarkers were measured in 51 pts undergoing PD. The myocardial systolic (PSV, peak systolic velocity) and diastolic (E′, early
diastolic velocities) velocities were assessed by TDI. M-mode echocardiography was also performed. Pts were divided into two groups by E′ value. Results: Among
51 pts, 95% (n=48) had diastolic dysfunction (E′ <8.0 cm/s). The medium plasma levels of S100A12 and sRAGE were 64 ng/ml and 2594 pg/ml. S100A12 levels
correlated with PSV and E′, both of which were negatively associated with troponin-1 and left ventricular mass index. High E′ group had lower S100A12 and higher
sRAGE levels compared to low E′ group, while other inflammatory and oxidative stress markers such as CRP, IL-6, TNF and 8OHdG did not differ. Stepwise multiple regression analysis identified S100A12 (β=-0.38, p=0.002) and age (β=-0.52, p<0.001) as independent determinants of E′ in a model (r2=0.40). Conclusions:
Circulating S100A12 is an independent predictor for cardiac dysfunction in PD pts, suggesting an important role of AGEs.
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SEÇÃO POSTER
P-825
Expressão de mRNA para identificação de potenciais biomarcadores não-invasivos de rejeição aguda
mediada por anticorpos de aloenxertos renais
Tiago Dalpiaz,Aline de Lima Nogare,Patricia Rodrigues,Gabriel Joelsons,Roberto Ceratti Manfro,Luiz Felipe Santos Gonçalves
Hospital de Clínicas de Porto Alegre UFRGS
Introdução. A rejeição aguda mediada por anticorpos (RAMA) é caracterizada por ter um diagnóstico complexo e muitas vezes impreciso. Avaliações moleculares
com o desenvolvimento de biomarcadores através de sangue periférico podem representar métodos promissores para a identificação precoce e não invasiva da RAMA.
Objetivo. Avaliar a expressão de genes relacionados à rejeição mediada por anticorpos, no sangue de receptores renais. Materiais e Métodos. Estudo transversal com
43 pacientes transplantados renais, divididos nas seguintes categorias diagnósticas de acordo com a classificação Banff 07: (a) rejeição aguda mediada por anticorpos
- RAMA (15 pacientes); (b) rejeição aguda celular - RAC (10 pacientes); (c) ausência de rejeição - SR (18 pacientes). O RNA foi extraído de leucócitos do sangue
periférico e o RNA mensageiro (mRNA) das moléculas CD20, CD138, fator de von Willebrand (FvW) e FOXP-3 foi amplificado e quantificado pela técnica de PCR
em tempo real. Curvas ROC foram obtidas para avaliar a sensibilidade (Se) e especificidade (Sp) da expressão gênica para o diagnóstico de RAMA. Valores de P<0,05
foram considerados estatisticamente significativos. Resultados. Pacientes com RAMA apresentaram níveis mais elevados de transcritos de mRNA de CD20, FvW e
FOXP3, em comparação com os pacientes do grupo SR (P <0,01). A expressão de transcritos de mRNA de FOXP-3 também foi significativamente maior em RAC,
quando comparada ao grupo sem rejeição (P=0,02). Os níveis de expressão de mRNA de CD20, FvW e FOXP3 foram maiores na RAMA em relação ao grupo RAC,
mas as diferenças não alcançaram significância estatística. Transcritos de mRNA de CD138 em sangue periférico apresentaram pouca expressão, e não demostraram
diferenças entre as categorias diagnósticas. A avaliação através de curvas ROC apresentaram áreas sob a curva (ASC) de 0,95 para o gene CD20 (Se = 92% e Sp = 89%,
P <0,001); 0,86 para o gene FvW (Se = 75%, Sp = 74%, P <0,001) e 0,86 para FOXP3 (Se = 83%, E = 81%, P <0,001). Conclusão. Os Resultados preliminares e a
boa precisão demonstrada na avaliação pelas curvas ROC, sugerem que a avaliação de transcritos de mRNA no sangue periférico, principalmente de CD20, podem
se tornar potenciais biomarcadores não invasivos para o diagnóstico de RAMA de aloenxertos renais.
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SEÇÃO POSTER
P-661
Avaliação da função tubular em pacientes com leishmaniose visceral (Calazar) antes do tratamento
específico com antimoniais pentavalentes
Leitão RC, Oliveira MJC, Alves MP, Falcão FS, Sampaio AM, Montenegro BL, Junior GBS, Meneses GC, Martins AMC, Jacinto CN, Vieira APF, Daher EF
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará
Introdução: O acometimento renal na leishmaniose visceral (calazar) tem sido raramente descrito. A principal alteração inclui o acometimento tubular. Não se sabe ao
certo a influência das drogas utilizadas no tratamento específico desta parasitose sobre a função renal. Objetivos: Investigar a função tubular em pacientes com calazar
antes do tratamento específico com antimoniais pentavalentes. Casuística e Métodos: Foi realizado estudo prospectivo com 13 pacientes internados com diagnóstico
confirmado de calazar em hospitais terciários de Fortaleza, Ceará. Foram realizados teste de concentração urinária após período de 12h de privação hídrica e teste de
acidificação urinária com administração de cloreto de cálcio (CaCl2). Foram calculadas a taxa de filtração glomerular (TFG), fração de excreção de sódio (FENa) e potássio (FEK) e o clearance de água livre (CH2O). Os Resultados foram comparados com um grupo de 15 voluntários sadios (grupo controle). Resultados: A média de
idade dos pacientes com calazar foi de 40,8±19 anos, sendo 92% do sexo masculino. Os pacientes e controles apresentaram níveis semelhantes de creatinina (0,9±0,1
vs. 0,8±0,1mg/dL, p=0,99). Os níveis de microalbuminúria foram maiores nos pacientes com calazar (17,3±25,7 vs. 6,5±6mg/24h, p=0,0001). A TFG foi menor nos
pacientes com calazar (80,8±24,8 vs. 102±17mL/min/1,73m2, p=0,01). Déficit de acidificação urinária foi encontrado em 7 pacientes com calazar (53,8%), que apresentaram pH urinário >5,5 após administração de CaCl2. A osmolalidade urinária foi menor nos pacientes com calazar (483±91 vs. 818±202mOsm/kg, p=0,0001,
após privação hídrica de 12h. Déficit de concentração urinária foi observado em 10 pacientes (76,9%), que apresentaram uma relação entre osmolalidade urinária e
plasmática <2,8 após o teste. A FENa foi maior entre os pacientes com calazar (0,1±0,05 vs. 0,04±0,02%, p=0,0002), bem como a FEK (1,22±0,75 vs. 0,49±0,28%,
p=0,001). O TTKG foi semelhante nos dois grupos (4,98±4,3 vs. 2,7±1,5, p=0,06), assim como o CH2O (-0,89±0,56 vs. -1,1±0,3, p=0,21). Conclusões: O calazar
está associado com alterações tubulares. Déficit de concentração e acidificação urinárias foram encontrados em um número significativo de pacientes (>50%). A avaliação da função renal deve ser realizada cuidadosamente em todos os pacientes com calazar, para a detecção precoce de alterações e a instituição do tratamento adequado.
Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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SEÇÃO POSTER
P-675
Envolvimento renal em pacientes com tuberculose pulmonar em uma unidade de terapia intensiva
Leitão RC, Alves MP, Vieira APF, Jacinto CN, Souza JB, Lima JB, Fernandes ATBM, Girão MMV,Feitosa Júnior VN, Ferreira APA, Costa CR, Junior GB, Daher EF
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará
Introdução: A tuberculose (TB) representa um problema de Saúde Pública, sendo registrados atualmente cerca de 72 mil novos casos da doença a cada ano no Brasil. A TB
renal é uma das formas mais comuns de TB extra-pulmonar. O envolvimento renal na TB pulmonar, entretanto, não tem sido descrito. Objetivos: Investigar a ocorrência
de alterações renais em pacientes com tuberculose (TB) pulmonar em uma unidade de terapia intensiva (UTI). Casuística e Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo
de 30 pacientes com TB pulmonar admitidos na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital São José de Doenças Infecciosas, em Fortaleza, Ceará, no período de
2002 a 2008. A lesão renal aguda (LRA) foi definida de acordo com o critério RIFLE, e a gravidade de acordo como escore APACHE II. A análise estatística foi realizada com o programa SPSS, versão 16.0, considerando como significativo p<0.05. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 48,1±17,8 anos, sendo 80% do sexo
masculino. Os exames da admissão na UTI mostraram Cr 2,5±1,9mg/dL, Ur 101±53mg/dL, Na 138±10,5mEq/L, K 4,69±1,2mEq/L, Hb 9,6±2,5mg/dL, Leucócitos 11998±5796/mm3, Plaquetas 116000±80000/mm3, pH 7,26±0,12, HCO3 15,7±6,2mEq/L, PaCO2 44,81±25mmHg e relação pO2/FiO2 de 181±130. Óbito
ocorreu em 20 pacientes (66,7%), estando associado a níveis mais elevados de uréia (117,4±54 vs. 68,2±35mg/dL, p=0,016), sódio (140,67±9,6 vs. 125±6,3, p=0,057)
e níveis diminuidos de Hb (8,62 ± 2 vs. 11,7±2,7, p=0.002). A LRA foi observada em 20 casos (43,3% “Injury” e 23,3% “Failure”) e mostrou-se como fator independente para óbito (OR=6,0, IC 95%=1,12-31,9, p=0,03). Observou-se também maior gravidade em pacientes com LRA (escore APACHE II: 44,4±23 vs. 22,8±7,5,
p<0,008). Conclusões: A disfunção renal é uma importante complicação em pacientes com TB pulmonar grave, internados em UTI, cursando com alta mortalidade.
Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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SEÇÃO POSTER
P-552
Injúria Renal Aguda em um Hospital Universitário: Aspectos Clínicos e Epidemiológicos
Ribas GC, Sevignani G, Chula D, Nascimento MM
Hospital de Clinicas da Universidade Federal do Paraná, Hospital de Clinicas da Universidade, Hospital de Clinicas da Universidade, Hospital de Clinicas da Universidade
Introdução: A injúria renal aguda (LRA) acomete 5 a 7% dos pacientes hospitalizados e até 25% dos doentes críticos, permanecendo sua incidência em constante crescimento. A mortalidade relacionada a esta condição clínica permanece relativamente constante nos últimos anos, podendo atingir taxas de até de 90%. No entanto, os
dados referentes à incidência, necessidade de tratamento dialítico e mortalidade associados a mesma, apresentam grandes variações na literatura. Objetivos: Este estudo
tem como Objetivo avaliar a epidemiologia, as principais etiologias e a evolução dos pacientes com IRA atendidos no Hospital de Clínicas da UFPR. Materiais e métodos:
Realizou-se um estudo retrospectivo entre os meses de janeiro e dezembro de 2010 dos casos de LRA atendidos pelo Serviço de Nefrologia do Hospital de Clinicas da
Universidade Federal do Paraná. Foram analisados os registros referentes aos dados clínicos e laboratoriais dos doentes atendidos no período. Resultados: Foram atendidos
179 pacientes, sendo 116 (65%) do sexo masculino e a média de idade de 57.3 anos. Entre estes, 98 (55%) tiveram diagnóstico presumido de IRA intrínseca, 72 (40%)
de lesão pré-renal e 9 (5%) de lesão pós-renal, sendo que 16 pacientes (8.9%) já apresentavam evidências de doença renal crônica prévia. Considerando a classificação
AKIN, 36 doentes atingiram o estágio 1 (20.1%), 38 o estágio 2 (21.3%) e 105 o estágio 3 (58.6%). 81 pacientes (45%) foram submetidos à terapia de substituição renal
(TSR), sendo a hemodiálise o método de escolha para 78 deles (96%). As principais indicações de diálise foram a oligúria associada à hipervolemia em 40 casos (49.4%),
uremia em 24 (29.6%), acidose em 14 pacientes (17%) e hipercalemia em outros 3 (4%). Entre os pacientes dialíticos, a duração média do tratamento foi de 10.7 dias, a
taxa de óbitos foi de 56.8% e 12 deles (14.8%) permaneceram em TSR após a alta. Não houve diferença significativa entre as médias da creatinina (mg/dL) (2,62±0,28 vs.
2,18±0,21) e uréia (mg/dL) iniciais ( 102 ± 68 vs. 96±58) entre os pacientes dialíticos e não dialíticos, respectivamente. A mortalidade foi significativamente maior entre
os pacientes dialíticos comparada aos não dialíticos(59% vc 26%, p<0.0001) sendo de 38.9%, 15.8% e 46.6% nos estágios AKIN 1, 2 e 3, respectivamente. Conclusões:
As informações encontradas no estudo foram compatíveis com as observadas na literatura, identificando a IRA intrínseca como a forma mais prevalente em ambiente
hospitalar, bem como a alta mortalidade relacionada a IRA no indivíduos que necessitaram de procedimento dialítico.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-25
Avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde de pacientes submetidos à hemodiálise
Soares NF, Gonçalves FVC, Velloso MSS, Almeida DCB, Figueiredo RC, Marinho MAS, Pinto SWL, Dusse LMS, Rios DRA
UFSJ - Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, UFSJ - Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, UFSJ - Universidade Federal de São
João del-Rei Minas Gerais, UFSJ - Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, Hospital São
João de Deus Minas Gerais, Hospital São João de Deus Minas Gerais, UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais Minas Gerais, UFSJ - Universidade Federal de
São João del-Rei Minas Gerais
Introdução: A população com doença renal crônica terminal (DRCT) tem aumentado significativamente nos últimos anos. Como tratamento mais utilizado dessa
condição encontra-se a hemodiálise (HD). Embora os avanços da tecnologia na área de diálise proporcionem uma maior expectativa de vida, a DRCT e a HD estão
entre as patologias e terapias de caráter crônico que mais afetam a qualidade de vida. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de pacientes submetidos à HD, assim como
identificar possíveis fatores que podem comprometer a qualidade de vida dos mesmos. Casuística e Métodos: 189 pacientes submetidos à HD por três meses ou mais
foram entrevistados por meio de questionário padronizado. Os dados foram analisados utilizando o programa estatístico STATA 11.0. Resultados: A população deste
estudo foi composta por 189 pacientes com idade média de 53,7anos. O tempo médio de diagnóstico de doença renal foi de 74,7 meses, e o tempo médio que estão
em hemodiálise foi de 61 meses. 14,3% dos indivíduos eram fumantes, e 18,5% consomem bebidas alcoólicas. A qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) foi
estimada pelo SF12. A média do PCS (Physical Component Summary) foi de 42,8 pontos (intervalo 21,8–70,0; DP=9,6) e o MCS (Mental Component Summary) foi de 45,2 pontos (intervalo 12,7-66,8; DP=11,3). As variáveis associadas de forma independente à menor qualidade de vida em cada domínio do SF12 foram
selecionadas por meio de regressão logística múltipla, com nível de significância de 5%. A magnitude da associação foi determinada pelo odds ratio (OR) e intervalo de confiança de 95. O “baixo PCS” foi associado à cor auto-declarada preta, ao relato de diagnóstico de 3 e 4 ou mais doenças crônicas. Associação inversa foi
encontrada entre “baixo PCS” e escolaridade, trabalhar na semana anterior à entrevista e consumo regular de frutas. O “baixo MCS” foi associado à internação nos
últimos doze meses, ao relato de diagnóstico de 4 ou mais doenças crônicas, ao apoio afetivo, à interação positiva e ao apoio emocional. Conclusões: Os Resultados
apontam similaridades e diferenças nos fatores associados a cada domínio da qualidade de vida. Enquanto a presença de doenças foi importante nos dois domínios,
as características sociais e comportamentais mantiveram associadas apenas ao domínio físico e suporte social apenas ao domínio emocional da qualidade de vida.
Agência financiadora: FAPEMIG.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-390
Amiloidose por cadeia A-alfa de fibrinogênio: relato do primeiro caso na américa latina
Neves PDMM, Machado JR, Silva MV, Reis MA, Rodrigues WVD, Correa RRM, Benson MD, Oliveira FA
Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Triângulo
Mineiro, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Indiana University School of Medicine, Universidade Federal de Goiás
Introdução: A amiloidose por cadeia A-alfa de fibrinogênio (AFib) é o tipo de amiloidose renal hereditária mais comum na Europa, porém, nenhum caso havia sido
previamente relatado na América Latina. Relatamos o primeiro caso de Afib da América Latina. Relato de Caso: Paciente do sexo feminino, 52 anos, previamente
hígida, níveis tensionais normais, assintomática. Havia apresentando há seis meses quadro de proteinúria (3,71g/24h), sem outras alterações clínicas ou urinárias.
Não apresentava história de uso de medicações nefrotóxicas nem histórico familiar de doença renal. A investigação para causas secundárias de glomerulopatia foi negativa. Frente ao quadro de possível glomerulopatia primária manifestando-se como síndrome nefrótica, a paciente foi submetida à biópsia renal. À microscopia de
luz, apenas no compartimento glomerular, observaram-se depósitos positivos à coloração com Vermelho do Congo (que adquiriam birrefringência em “maçã-verde”
sob luz polarizada). À imunofluorescência, tais depósitos possuíam forte reatividade para o fibrinogênio, global e difusamente. À Microscopia Eletrônica, presença de
depósitos organizados, sendo a associação das técnicas de microscopia compatível com AFib. O diagnostico foi confirmado através da análise do gene da cadeia A-alfa
do fibrinogênio, onde a mutação no alelo Glu526Val foi evidenciada, confirmando a AFib. Conclusão: O primeiro relato de Amiloidose por cadeia A-alfa de fibrinogênio na América Latina suscita a inclusão desta doença no nosso quadro de diagnósticos diferenciais, especialmente no Brasil, onde o grau de miscigenação é alto.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-309
Perfil de utilização de medicamentos em campanha de prevenção da DRC, Juiz de Fora/MG
Marquito AB, Andrade M, Lazzarini JA, Póvoa AG, Marques GA, Paula RB, Bastos MG
Fundação Imepen / Universidade Federal de Juiz de Fora, Fundação Imepen / Universidade Federal de Juiz de Fora, Fundação Imepen / Universidade Federal de Juiz
de Fora, Fundação Imepen / Universidade Federal de Juiz de Fora, Fundação Imepen / Universidade Federal de Juiz de Fora, Fundação Imepen / Universidade Federal
de Juiz de Fora, Fundação Imepen / Universidade Federal de Juiz de Fora
Introdução. A detecção de estágios inicias da Doença Renal Crônica (DRC) bem como a identificação e tratamento dos principais fatores de risco, como Diabetes
mellitus (DM) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) torna possível prevenir ou retardar o desfecho desfavorável dessa doença. Nesse contexto, torna-se fundamental
abordar questões que envolvem a utilização de medicamentos pela população em campanhas de cunho preventivo. Objetivo. Descrever o perfil de utilização de medicamentos de indivíduos de um centro urbano de Minas Gerais, aliado ao rastreio de fatores de risco para DRC. Material e Métodos. Estudo transversal conduzido
em Campanha de Prevenção da Doença Renal Crônica (DRC) na cidade de Juiz de Fora/MG, no ano de 2012, onde foram aplicados questionários multiprofissionais e coletados dados de fatores de risco, medidas antropométricas, aferição de pressão arterial, glicemia capilar e urinálise para aconselhamento dos participantes.
Resultados. Participaram da pesquisa 463 indivíduos, maioria do sexo feminino (61,3%) e mais de um terço de idosos (36,3%). Dos participantes, 63,3% fazem uso
contínuo de medicamentos, sendo estes antihipertensivos (43%) e em quantidade menor que cinco (91,8%). Relataram que nunca esquecem tomá-los (39,3%) e que
já o tinham tomado no momento da participação (38,6%). Tinham histórico familiar de diabetes 159 indivíduos (51%), de hipertensão 319 (69%) e de problemas
renais 116 (25%). Ao exame, 159 (34%) apresentaram proteinúria. Conclusão. A partir dos dados tornou-se possível delinear medidas de controle da DRC, além de
estratégias de incentivo à adesão e ao uso racional dos medicamentos.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-592
Uso do critério RIFLE em UTI geral para auxiliar o diagnóstico e acompanhamento precoce
na lesão renal aguda
Autores xxxxxxxxx
Titulações xxxxxxx
Introdução: A lesão renal aguda (LRA) é importante causa de morbimortalidade em paciente criticamente enfermo. Nas ultimas décadas tem-se aumentado esforços
para o diagnóstico precoce incluindo a utilização de critérios com o RIFLE. Objetivo: analisar as características clinico laboratoriais dos pacientes graves e que desenvolveram LRA. MÉTODOS: 71 pacientes na UTI que desenvolveram LRA foram analisados segundo a creatinina na admissão hospitalar (Cr1), creatinina na admissão na UTI (Cr2), creatinina na chamada do nefrologista (Cr3), uso ou não de diurético, etiologia da LRA, uso de drogas vasoativas (DVA), necessidade de terapia
renal substitutiva (TRS), modalidade da TRS, dias de internação hospitalar, desfecho geral como óbito < 60 dias , óbito > 60 dias e não óbito; desfecho nefrológico
como recuperação da função renal, não recuperação ou permanência em DRC, dias em TRS, infecção e sítios de acessos venosos; foi utilizado o teste t – student para
análise estatística. Resultados: 71,6% do sexo masculino; Cr1 (mg/dl) média 1,55 ±1,04 ; Cr2 =1,93 ± 1,33 mg/dl ; Cr3 2,69 ± 1,17; 36,32 ± 40,4 dias de internação; 41,8% com critério de Risco para LRA. O diurético de alça foi utilizado em 59,5% e teve correlação positiva aumento de dias de internação em UTI (p0,05).
Sepse foi responsável por 62,2% da etiologia da LRA com maior mortalidade neste grupo (p0,003); 86,8% necessitaram de TRS sendo a modalidade mais utilizada
a SLED (57,6%). Quanto ao desfecho observamos 66,2% de óbitos < 60 dias e 21,6% dos pacientes com recuperação da função renal; 75,7% dos pacientes não
tiveram infecção do acesso vascular sendo a via de acesso preferencial a femoral. Houve correlação estatisticamente significante para creatinina na admissão da UTI e
recuperação da função renal (p0,001); aumento de óbitos <60 dias quanto maior a creatinina na admissão UTI (p0,001) e finalmente houve correlação positiva entre
classificação RIFLE e aumento de mortalidade (total; p 0,003) Conclusão: o critério RIFLE é importante arma para o diagnóstico de lesão renal aguda e na população
estudada foi capaz de estratificar a população de risco para esta patologia.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-763
Investigação da presença de fósforo adventício em alimentos beneficiados e industrializados e sua
possível relação com hiperfosfatemia em pacientes dialisados
Araújo AR, Pacheco AL, Silva JMS, Silva RDDO, Francischini SM, Moura Jr.JA, Paschoalin EL, Paschoalin SR
Clínica Senhor do Bonfim - Hemodiálise, FAN - Faculdade Nobre de Feira de Santana, FAN - Faculdade Nobre de Feira de Santana, FAN - Faculdade Nobre de Feira de
Santana, Clínica Senhor do Bonfim - Hemodiálise, Clínica Senhor do Bonfim - Hemodiálise, Clínica Senhor do Bonfim - Hemodiálise, Clínica Senhor do Bonfim - Hemodiálise
Introdução: Na Doença renal Crônica (DRC), uma das mais importantes alterações é a redução da competência orgânica no processo de excreção de fósforo, que
caracteriza a hiperfosfatemia e podendo resultar em Hiperparatireoidismo Secundário, doença grave,de prevalência aumentanda nos últimos anos. O fósforo é um
elemento químico, considerado importante nutriente, naturalmente presente nos alimentos protéicos, como carnes, leites, ovos e derivados, sendo também utilização
em outras formas químicas, nos alimentos, com base na Portaria nº 540 SVS/MS, de 27 de outubro de 1997, não com o intuído de nutrir, mas de melhorar a cor,
textura e sabor, além de retardar rancificação lipídica, o que certamente potencializa o consumo por pacientes com DRC em diálise, cujo aconselhamento dietético
tem como base a restrição. Objetivos: Investigar a presença de fósforo como aditivo ou conservante em alimentos industrializados, bem como a sua forma de notificação, visando alertar para os riscos de seu consumo pela população com DRC em diálise. Casuística e Métodos: Foram observados 179 alimentos beneficiados ou
industrializados, de sete grupos diferentes, sendo três potencialmente protéicos (leite, carne, leguminosas ou derivados), três ricos em carboidratos (doces e sobremesas, suco de frutas e cereais), e um de outros alimentos industrializados. Resultados: No grupo protéico, dos 30 alimentos do grupo do leite observados, apenas
12(40%) contaram com a notificação da presença de fósforo no rótulo; nas carnes a grande maioria, 24 alimentos (77,4%) do total de 31(100%) das leguminosas
não havia notificação. No grupo cuja matriz alimentar era o carboidrato, das 18 sobremesas observadas, 4 (32,2%) tinham a notificação de fósforo no rótulo; apenas
5 (12,5%) dos cereais o tinham, ocorrendo o mesmo com as bebidas, onde apenas 1 (2,4%) também o tinham. Os outros alimentos industrializados, que incluíam
conservas, fermento, margarina e tempero pronto, de 16 amostras observadas, apenas 1 (6,25%), apresentava o registro da presença de fósforo no rótulo. A maioria
dos alimentos continha apenas 1 tipo de aditivo com fósforo, havendo no entanto, alimentos do grupo protéico com até três associações químicas. Conclusão: Nos
alimentos industrializados, inclusive aqueles onde os pacientes não esperam que haja fósforo como doces, cereais e bebidas, existe um perigo em potencial, que precisa
ser evidenciado o que denota uma grande lacuna na luta pelo controle da hiperfosftemia.
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SEÇÃO POSTER
P-441
Perfil recente de diagnósticos de glomerulopatias em um serviço publico de Salvador, Bahia
Franco TM, Dos-Santos WLC, Mattoso RJC, Bahiense-Oliveira M
Escola Bahiana de Medicina, Fundação Oswaldo Cruz CPGM e Escola Bahiana de Medicina, Hospital Ana Nery UFBA, Hospital Ana Nery UFBA e Escola Bahiana de Medicina
Objetivo: Avaliar os diagnósticos de doenças glomerulares no HAN, de acordo com suas características histológicas e clínicas. Casuística e Métodos: estudo retrospectivo de revisão de prontuários de todos os casos biopsiados entre 2008 e 2011, de pacientes >13 anos. Resultados: Foram registradas 201 biópsias (excetuando-se
rebiopsias) de rins nativos. Foram incluídos 171 casos, pois em 22(10,8%) houve material insuficiente e nove prontuários não foram localizados. Nefrite lúpica foi o
diagnóstico mais comum (54/171, 31,5%), seguida do espectro Lesão Mínima/GESF (51/171, 29,8%). Quando a diferenciação histológica não foi possível, foram
arbitrariamente classificados como portadores de DLM aqueles com remissão da síndrome nefrótica no primeiro curso de corticóide (n=22, 12,8%) e os demais
como GESF (n=29, 16,9%, duas com forma familiar). Nefropatia da IgA (n=12, uma com forma familiar), GN Membranosa, GN Membranoproliferativa tipo I (11
casos de cada) foram outras lesões comuns. GN proliferativa (n=6, um com HCV+), amiloidose (n=4), NTA (n=3), nefroesclerose benigna e maligna (duas de cada),
glomerulonefrite segmentar e focal (n=2), GNRP (n=2), nefropatia diabética (n=1), DDD (n=1), nefrite intersticial (n=1), síndrome de Alport (n=1) foram outros
diagnósticos encontrados. Entre os pacientes com GNMP tipo I: dois tinham nefropatia fibrilar, um deles com passado de equistossomose mansônica e múltiplas
infecções respiratórias por asma; houve ainda uma paciente com S.Sjögren e outro com linfoma gástrico. Nas formas não lúpicas, a média de idade foi 34±15 anos, de
creatinina 1,9±2,0mg/dl, albumina 2,7±1,9g/dl, PTU24h 5,0±4,0g/dia. Vinham do interior 44,4% dos pacientes, 40,3% de Salvador e 14,0% da região metropolitana da capital. A apresentação clínica mais comum foi síndrome nefrótica (55,5%). Conclusões: nossos Resultados se assemelham aos demais registros brasileiros.
Houve modificação dos padrões anatomopatológicos glomerulares em nosso estado, em comparação relatos da década de 1970, quando a GNMP era mais comum,
possivelmente relacionada à equistossomose. A natureza retrospectiva da pesquisa limitou a identificação de etiologias mais precisas das lesões glomerulares, contudo
chama a atenção envolvimento sistêmico/genético em pelo menos 67 casos (39%), parte deste descoberto ao longo do seguimento clínico. Novos estudos prospectivos
são necessários para melhor acurácia dos Resultados e suas interpretações.
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SEÇÃO POSTER
P-402
Avaliação dos pacientes com nefrite lúpica em um serviço público de referência, Salvador, Bahia
Teixeira LS, Franco TM, Dos-Santos WLC, Bahiense-Oliveira M
Escola Bahiana de Medicina, Escola Bahiana de Medicina, Fundação Oswaldo Cruz CPGM e Escola Bahiana de Medicina, Hospital Ana Nery UFBA e
Escola Bahiana de Medicina
Objetivo: A nefrite lúpica (NL) é doença glomerular mais diagnosticada no HAN. Avaliamos as características clínico-laboratoriais dos pacientes com NL com o
Objetivo de explorar condições que possam servir de apoio para o fluxo de atendimento, de diagnóstico e de terapêutica. METODOS e CASUÍSTICA: entre os 201
pacientes com biópsia de rim nativo de 2008 a 2011, foram encontrados 53 com nefrite lúpica (INS/RPS) e os prontuários revisados. Foram considerados para a avaliação bioquímica exames realizados até 6 meses antes da biópsia, visto que em alguns casos o paciente era apenas internado para o procedimento e recebia alta para o
ambulatório. Resultados: o tempo médio entre haver sinais clinico-laboratorias de nefrite e a biópsia foi de 10 meses. Média de idade 29±12 anos, três pacientes eram
homens. Moravam no interior da Bahia 45,2% dos casos, 37,7% em Salvador e 16,9% na região metropolitana da capital. A síndrome nefrótica foi a apresentação
mais comum (58,4%), seguida de síndrome nefrítica (18,9%). Número de glomérulos 14±6. As médias de creatinina, albumina, proteinúria foram, respectivamente
1,81±1,29mg/dl, 2,45±0,89g/l, 5,1±4,3g/dia. As médias de colesterol total e hemoglobina foram 273±89mg/dl e 9,8±2,0. Foram assim distribuídos: classe II n=1,
classe III n=4, Classe IV n=29, Classe V pura n=9, classe membranosa mista V+III ou V+IV n=10, com 81% (43/53) dos casos com formas proliferativas. Apesar
de variações entre as classes, na avaliação pelo one-way ANOVA não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos exceto da proteinúria (p=0,0264):
mediana de 6,1 g/dia (3,2-22,7g/dia) no grupo membranoso misto; 3,2g (0,235- 9,4g/dia) na classe V; 3,9g/dia (0,120-18g/dia) na classe IV e 2g/dia (0,300-2,3g/
dia) na classe III. Apenas em 52,8% (28/53) dos pacientes foi encontrada dosagem do anti-DNA. Conclusões: nossos pacientes apresentam as formas mais graves da
nefrite lúpica. São predominantemente de fora da capital, portanto vivem longe dos melhores recursos diagnósticos e terapêuticos. Há enorme atraso do diagnóstico
histológico de uma condição onde a variável tempo faz diferença no prognóstico. Há grande carência de laboratórios pelo SUS capazes de realizar exames de monitorização da nefrite como o anti-DNA e demais marcadores de auto-imunidade em nosso meio. A natureza retrospectiva do trabalho e o pequeno numero de casos não
permite conclusões mais precisas. Novas avaliações estão em andamento para uma melhor compreensão do problema.
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SEÇÃO POSTER
P-203
Necessidade de internação em uti, óbito e hipocalcemia no pós-operatório imediato (POI) de
paratireoidectomia (PTX) por hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica (2HPT) em
hospital público, Salvador/BA
Ivo M, Neves CL, Lobão RS, Bahiense-Oliveira M
Escola Bahiana de Medicina, Hospital Ana Nery UFBA, Hospital Ana Nery UFBA, Hospital Ana Nery UFBA e Escola Bahiana de Medicina
Objetivo: O Hospital Ana Nery é o único serviço público a oferecer a PTX regularmente para o tratamento do 2HPTH no estado da Bahia, com grande fila de espera
por vagas hospitalares escassas. Foi realizada avaliação exploratória sobre a necessidade de internação em UTI, óbito e hipocalcemia após PTX, para orientar intervenções mais eficazes na prática clínica. CASUISTICA E MÉTODOS: foram avaliados retrospectivamente prontuários dos pacientes submetidos à PTX por 2HPT do
pós-operatório imediato(POI) até a alta, de 2008 a 2010. A rotina do HAN inclui a administração de cálcio EV precocemente, além do calcitriol e cálcio orais guiados
pela calcemia. Das 58 cirurgias registradas, foram encontradas informações pertinentes em 54 prontuários. Resultados: a média de idade dos pacientes foi 41,7±11,4
anos, o tempo médio em diálise 8,9±42 anos. A mediana do PTHi prévio (ambulatorial) =1.692pg/ml (mínimo 413pg/ml e máximo 4.550pg/ml), mais elevada do
que no seguimento ambulatorial tardio pós-PTX (84,25pg/ml, p<0,0001). As medianas da fosfatase alcalina foram 726ui/l e 384ui/l, nos mesmos períodos, respectivamente (p=0,0365). Houve internação em UTI em 7,0% (4/54) dos casos: dois com indicação eletiva pelo cardiologista e/ou cirurgião, um por narcose anestésica e
outro por lesão do nervo laríngeo e traqueostomia no ato cirúrgico. Houve um óbito (1/54, 1,8%), por morte súbita com cálcio normal, sem evidência de IAM. Foi
registrada hipocalcemia em 38,7% dos casos (19/49). Houve correlação inversa entre o nível de PTHi prévio à cirurgia com o cálcio iônico no POI. A mediana do
PTHi foi mais elevada no grupo que apresentou hipocalcemia (2.337pg/ml versus 1.266pg/ml, p=0,0148). A mediana do tempo de internação pós-PTX foi quatro
dias, o tempo médio com necessidade de cálcio endovenoso foi 2,9±1,6 dias. As doses médias na alta do carbonato de cálcio e calcitriol orais foram 2,0±0,7g/dia e
1,3±0,77mcg/dia, respectivamente. A cirurgia mais praticada foi a paratireoidectomia total com reimplante. Conclusões: a frequência de hipocalcemia foi semelhante
à esperada. As internações em UTI e óbito registrados não tiveram relação com hipocalcemia registrada, mas com as condições basais dos pacientes com comorbidades, longo tempo em diálise e deformidades no segmento cefálico. Uma minoria dos casos necessitou internação em UTI. Contudo, a natureza retrospectiva do estudo
limita a acurácia das conclusões. Novas pesquisas sobre o tema estão em andamento em nosso serviço.
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SEÇÃO POSTER
P-609
Características definidoras presentes em pacientes em hemodiálise
Cecília Maria Farias de Queiroz Frazão, Fernanda Beatriz Batista Lima e Silva,Jéssica Dantas de Sá, Adriana Dias de Araújo, Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Introdução: Caracterizada pela perda da função renal de forma lenta, progressiva e irreversível, a Doença Renal Crônica (DRC) tem como principal tratamento utilizado no Brasil, a hemodiálise. Esta consiste na remoção das substâncias nitrogenadas tóxicas do sangue e do excesso de água acumulado. Frente à elevada morbidade
e mortalidade dessa afecção, os aspectos físico e psicológico desta clientela são comprometidos, e um cuidado de enfermagem direcionado a essa população faz-se
necessário, a partir de uma metodologia assistencial diferenciada: o Processo de Enfermagem (PE). Logo, como parte integrante do PE, deve-se traçar os Diagnósticos
de Enfermagem, que são compostos pelas Características Definidoras (CDs) e pelos Fatores Relacionados (FR) ou de risco. As CD são os sinais e sintomas manifestados pelo paciente e o FR é a fonte de intervenção do enfermeiro. Objetivo: Identificar as características definidoras presentes nos pacientes renais crônicos em hemodiálise. Casuística e Métodos: Estudo transversal, descritivo realizado numa clínica de diálise em Natal-Rio Grande do Norte (RN), com amostra de 18 pacientes,
escolhidos de forma aleatória. A coleta de dados ocorreu no mês de outubro de 2011, utilizando-se um roteiro sistematizado de entrevista e exame físico. O projeto
foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa com protocolo nº115/11, Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) nº 0139.0.051.000-11 e tem
recursos concebidos pelo Projeto Universal Edital MCT/CNPq 14/2010. Resultados: Identificou-se um total de 30 CDs, com média de 10,55, mediana de 11 e o
desvio padrão de 2,89. As CDs que estiveram presentes em na maioria dos pacientes foram: azotemia (72,2%), temperatura corporal abaixo dos parâmetros normais
(66,7%), dificuldade para adormecer (61,1%), dificuldade para permanecer dormindo (61,1%), ingestão maior que o débito (55,6%), ganho de peso em curto período (55,6%), escolhas na vida diária ineficazes para atingir as metas de saúde (50,0%), expressão de dificuldade com os regimes prescritos (50,0%). As demais CDs
estiveram abaixo do percentual 50%. Conclusões: A identificação das CDs contribui para uma avaliação direcionada pelo enfermeiro durante a anamnese e o exame
físico, para que seja traçado o plano de cuidados mais seguro, eficaz e voltado para as reais necessidades dessa clientela.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-304
Papel da via PKC-β na expressão endotelial de MCP-1 após exposição a produtos de glicosilação
avançada (AGES)
Lisienny Campoli Tono Rempel, Rayana Ariane Pereira Maciel, Bruna Bosquetti, Andrea Novaes Moreno-Amaral, Rodrigo Bueno Oliveira,
Roberto Pecoits-Filho, Andréa Emilia Marques Stinghen
Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pontifícia Universidade Católica do Paraná
(PUC-PR), Universidade de São Paulo (USP), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Introdução: A interação de toxinas urêmicas tais como os produtos de glicosilação avançada (AGES) com o endotélio vascular, desempenha um importante papel
na patofisiologia da disfunção endotelial associada à doença renal crônica (DRC). O monocyte chemotactic protein-1 (MCP-1), quimiocina sintetizada por células
endoteliais, musculares lisas e monócitos, atua no recrutamento de monócitos do sangue periférico para a parede vascular, sendo essencial no processo de formação
da placa aterosclerótica. Estudos vêm demonstrando que a via PKC-β é uma das principais vias mediadoras da disfunção endotelial micro e macro vascular causada
pelos AGES, induzindo uma série de modificações patofisiológicas nas células, entre elas a produção de várias citocinas pró-inflamatórias. Objetivo: O presente trabalho teve como Objetivo avaliar in vitro o papel dos AGES na produção de MCP-1 via PKC-β. Casuística e Métodos: Células endoteliais de veia de cordão umbilical
(HUVECs) foram extraídas por digestão enzimática e cultivadas em MEM-199, soro fetal bovino (SFB), fator de crescimento de célula endotelial (ECGF) e penicilina/estreptomicina em 37ºC-5%CO2. Entre a terceira e quarta passagem, as células foram caracterizadas através de observação morfológica e por citometria de fluxo
(CD-31). Os AGES foram preparados com albumina bovina fração V (BSA) e glicose, em 37ºC-5%CO2 por 7 semanas, e foram caracterizados por absorbância em
330, 360 e 400 nm. BSA foi utilizada como controle. Para o tratamento as células foram divididas nos seguintes grupos: GI-controle (HUVECs + 0,2 mg/ml BSA),
GII (HUVECs + 0,2 mg/ml AGES), e GIII (HUVECs + 0,2 mg/ml AGES + inibidor da via PKC-β 100 nM, Gö-6983). Todos os grupos foram incubados em uma
cinética de 0 (baseline), 3 e 6h, e os sobrenadantes foram armazenados a -20ºC para posterior quantificação dos níveis de MCP-1 por ELISA. Resultados: As HUVECs expostas aos AGES (GII) mostraram um aumento significativo nos níveis de MCP-1 após 3 e 6h, respectivamente (72 ± 9; 110 ± 25 pg/ml) em comparação ao
baseline (38 ± 7 pg/ml), P<0,05. Por outro lado, no grupo controle (GI), a expressão de MCP-1 em 0, 3 e 6h foi, respectivamente, 46 ± 8; 47 ± 8 e 50 ± 10 pg/ml.
Ainda, as células expostas aos AGES + inibidor da via PKC-β (GIII) demonstraram uma diminuição significativa na expressão de MCP-1 depois de 3 e 6h, respectivamente (30 ± 8; 20 ± 7 pg/ml), P<0,005, quando comparado ao tratamento apenas com AGES (GII). Conclusões: No presente trabalho demonstramos in vitro de
forma tempo dependente um aumento significativo na produção de MCP-1 por células endoteliais quando expostas aos AGES. Além disso, o bloqueio da via PKC-β
reduziu significativamente a expressão de MCP-1, sugerindo uma potencial ação anti-inflamatória através da inibição desta via.
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SEÇÃO POSTER
P-647
Significado da hemodiálise para pacientes com a doença renal crônica
Cecília Maria Farias de Queiroz Frazão, Ana Beatriz de Almeida Medeiros, Cyndi Fernandes de Lima, Maria das Graças Mariano Nunes,
Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Introdução: Doença renal crônica (DRC) é a perda progressiva e irreversível da função renal. E para a manutenção da vida de pacientes com a DRC necessita-se a
realização de uma terapia renal substitutiva, como a hemodiálise (HD). A HD remove substâncias nitrogenadas tóxicas do sangue e excesso de água e é geralmente,
realizada três vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas. Assim, o paciente renal crônico vivencia várias alterações, ocasionadas pela restrição
hídrica e de alguns alimentos, pelo esquema medicamentoso contínuo e pela dependência da HD. Neste ínterim, a fim de proporcionar uma adaptação de maneira
positiva ao novo estilo de vida, percebeu-se a necessidade de conhecer o significado do tratamento para estes pacientes. Objetivo: Identificar o significado da HD para
os pacientes com a DRC em tratamento hemodialítico. CAUSÍTICA E MÉTODOS: Pesquisa qualitativa, realizada numa clínica de diálise de Natal/Rio Grande
do Norte, com 18 pacientes com a DRC em HD no mês de outubro de 2011. Os dados foram obtidos através da questão norteadora “O que representa a hemodiálise na sua vida?” e analisados sob o Discurso do Sujeito Coletivo. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob protocolo nº115/11, Certificado
de Apresentação para Apreciação Ética nº 0139.0.051.000-11 e tem recursos concebidos pelo Projeto Universal Edital MCT/CNPq 14/2010. Resultados: Foram
encontradas como significado da hemodiálise, representações de relação de sobrevivência (1), terapêutica (2) e de negação (3). Em que a distribuição foi de 2, 14 e 2
pacientes para cada representação, respectivamente. Para a representação 1, obteve-se como discurso: “A HD é a segunda coisa mais importante da minha vida, pois a
primeira é Deus. Posso dizer até que ela é a vida, pois se eu parar o tratamento eu morro. A HD me faz sentir feliz, alegre, satisfeito, me dá prazer, é verdadeiramente
a minha salvação.” Na representação 2, o discurso central foi: “É uma forma de tratamento que já faz parte do meu cotidiano.” Já na representação 3, obteve: “É um
tratamento que nos aprisiona, pois temos que realizá-lo três vezes na semana, com isso perdi minha vida social e sinto que estou morrendo aos poucos.” Conclusões:
A representação da HD ora foi de forma positiva ora negativa, ratificando que a enfermagem deve ter um olhar individualizado para cada paciente a fim de promover
transformações em busca da melhoria da qualidade de vida.
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SEÇÃO POSTER
P-129
Perfil clínico dos pacientes submetidos ao tratamento hemodialítico
Cecília Maria Farias de Queiroz Frazão, Maria Isabel da Conceição Dias Fernandes, Clarissa Maria Bandeira Bezerra,Ana Beatriz de Almeida Medeiros,
Ana Luisa Brandão De Carvalho Lira
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) é caracterizada pela perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais, fato que leva à incapacidade de manter a homeostasia do organismo. Dentre as modalidades de tratamento para DRC está a hemodiálise (HD), a qual se destaca no Brasil, sendo realizada por aproximadamente
90% dos pacientes em terapia substitutiva da função renal. Para tanto, faz-se necessário o enfermeiro conhecer clinicamente os pacientes submetidos à HD para melhor intervir nos eventuais problemas relacionados à doença e ao seu tratamento. Objetivo: Traçar o perfil clínico dos pacientes com DRC submetidos à hemodiálise.
Casuística e Métodos: Estudo transversal, descritivo, realizado numa clínica de hemodiálise (HD) de Natal/Rio Grande do Norte (RN) com amostra de 18 pacientes
em HD selecionada aleatoriamente. Os dados foram coletados em outubro de 2011, por meio de um formulário após aprovação do projeto pelo Comitê de Ética da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte com o protocolo nº 115/11 e o CAAE 0139.0.051.000-11. Este estudo tem recursos concebidos pelo Projeto Universal Edital MCT/CNPq 14/2010. Resultados: Os entrevistados tinham em média 98,67 e 92,78 meses de DRC e de tratamento hemodialítico, respectivamente.
Todos possuíam fístula arteriovenosa. Os principais medicamentos utilizados pelos pesquisados foram: vitaminas e eritropoetina, ambos com percentual de 94,4%.
O quelante de fósforo, o hidróxido de ferro e os anti-hipertensivos apresentaram um percentual de 77,8%, 72,2%, 61,1%, respectivamente. Outros medicamentos
e os antidiabéticos apresentaram percentual de 44,4% e 11,1%. Ao analisar os sinais vitais, observou-se que a média de pressão artéria sistólica foi de 136,8 mmHg
e a diastólica de 82,9 mmHg. O pulso e a frequência cardíaca apresentaram média de 74,1 e 75,9, respectivamente. A frequência respiratória apresentou média de
20,0 respirações por minuto e a temperatura uma média de 35,7°C. Quanto aos exames laboratoriais, encontraram-se alterações significativas nas médias da ureia
pré-hemodiálise (173,2), no paratormônio (510,9), na creatinina (16,8), no potássio (6,5), na hemoglobina (11,5) e hematócrito (34,7). Conclusões: Conclui-se
que o perfil clínico da clientela pesquisada assemelha-se em muitos aspectos com o que é explicitado na literatura. Portanto, é importante que os enfermeiros tenham
conhecimento desse perfil a fim de proporcionar um cuidado direcionado a esta clientela.
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SEÇÃO POSTER
P-598
Adaptação fisiológica dos pacientes em hemodiálise à luz da Teoria de Roy
Cecília Maria Farias de Queiroz Frazão, Jéssica Dantas de Sá, Maria das Graças Mariano Nunes, Marina Dantas Cardoso de Medeiros,
Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) esta relacionada com o fracasso da capacidade do organismo para manter os equilíbrios hidroeletrolíticos. Tem como
principal tratamento, em seu estágio terminal, a Hemodiálise (HD). Embora a HD prolongue a vida de maneira indefinida, o paciente encontra-se em risco de inúmeros problemas e complicações. Na sala de hemodiálise, o enfermeiro atua identificando as necessidades individuais de cada cliente, para tanto deve fazer uso de uma
metodologia assistencial, o Processo de Enfermagem, onde a escolha de uma teoria torna-se indispensável, visando definir a enfermagem enquanto ciência. Assim têm-se a teoria de adaptação proposta por Roy, a qual busca entender o individuo como um sistema holístico adaptativo envolvendo respostas adaptativas ou ineficientes
por modos. Destaca-se o modo fisiológico, o qual é definindo como a forma em que a pessoa responde aos incentivos ambientais, envolvendo necessidades básicas de
integridade fisiológica. Objetivo: Descrever os problemas adaptativos do modo fisiológico segundo Roy dos pacientes com a DRC em hemodiálise. Casuística e métodos: Estudo descritivo, realizado em uma clínica de diálise em Natal, Rio Grande do Norte. A amostra contou com 18 pacientes, escolhidos de forma aleatória. O período da coleta de dados ocorreu no mês de outubro de 2011, utilizando um roteiro sistematizado de entrevista e exame físico. O projeto foi aprovado pelo comitê de
ética com protocolo nº115/11, Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) nº 0139.0.051.000-11 e tem recursos concebidos pelo Projeto Universal
Edital MCT/CNPq 14/2010. Resultados: A partir dos dados coletados identificaram-se os problemas comuns de adaptação do modo fisiológico segundo Roy, onde
se destacou as necessidades e processos complexos: Fluídos e eletrólitos; Proteção; Atividade e repouso; e Sentidos. Com os problemas comuns de adaptação: Edema
e Retenção de líquido intracelular; Hipotermia; Privação do sono; Intolerância à atividade; Dor crônica; Deficiência de um sentido primário; Dor aguda; Potencial
para lesão; e Integridade da pele prejudicada. Conclusões: Descrever os problemas adaptativos do modo fisiológico segundo Roy dos pacientes em hemodiálise oferece
ao enfermeiro subsídios para o cuidado de enfermagem a partir do conceito de adaptação e da análise do comportamento dessa clientela, indicando novos modos de
cuidar através de suas respostas adaptativas ou ineficientes nessa situação de doença.
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SEÇÃO POSTER
P-574
Polimorfismo de TNF-α e IL-10 prediz lesão renal aguda (LRA) e óbito em pacientes internados em UTI
Dalboni MA, Quinto BMR, Grabulosa CC, Cruz EF, Batista MC
Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal
de São Paulo - Hospital Israelita Albert Einstein
Introdução: Pacientes com Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) internados em unidade de terapia intensiva (UTI) tem risco aumentado de evoluir
para lesão renal aguda (LRA) e óbito. Objetivo: Investigar se o polimorfismo genético dos genes TNF-α–308, IL-6 G/C -174 e IL-10 G/A 1082 podem aumentar
o risco de LRA e óbito em pacientes com SIRS internados em UTI. Casuística e Métodos:Foi realizado um estudo prospectivo do tipo caso – controle aninhado,
pareados por idade e sexo. Foram incluídos 672 pacientes em UTI. Destes, 220 (33%) evoluíram e 452 (67%) não evoluíram para LRA, de acordo com os critérios
de AKIN. Foram avaliados creatinina, Proteína C reativa (PCR), albumina e polimorfismos genéticos de TNF-α, IL-6 e IL-10 para ambos os grupos. Resultados:
Pacientes com LRA tiveram maior escore de APACHE II(p=0.0001), PCR (p=0.02), menor albumina (p=0.001) e estavam em uso de ventilação mecânica (VM)
(p=0.001). Na análise de regressão logística, APACHE II (O.R. 1.07 C.I. 1.04 – 1.10; p=0.0001) e VM (O.R. 0.53 C.I. 0.31 – 0.90; p=0.02) permaneceram como
marcadores de risco para LRA. Pacientes com maior APACHE II e menor albumina tiveram maior taxa de óbito. Não observamos diferença na frequência dos genótipos de TNF-α, IL-6 e IL-10 em relação à LRA e óbito. Em relação aos fenótipos, observamos que 25% dos pacientes com LRA eram baixo produtores para TNF-α
comparado a 34% dos pacientes sem LRA (p = 0.04). Entretanto, observamos que ambos os grupos apresentaram genótipo e fenótipo de alto produtor para IL-6.
Quando estratificados pela combinação de fenótipos para TNF-α e IL-10, observamos que a combinação dos fenótipos de baixo produtor de TNF-α e IL-10 foi mais
prevalente nos pacientes que evoluíram para LRA e/ou óbito (29,2% vs. 15,4%; p=0,01). Na análise de regressão ajustada para idade, gênero, etnia, escore de APACHEII, sepse, albumina e PCR, os fenótipos de baixo produtor de TNF-α e IL-10 permaneceram como fator de risco independente para este desfecho (O.R. 2,37;
I.C. 95% 1,16 – 4,84; p=0,02). Conclusão: Embora o fenótipo de baixo produtor para TNF-α e alto produtor de IL-6 possa estar associado a pior resposta a insultos
e a um estado pró-inflamatório, respectivamente; os polimorfismos isolados não foram preditores de LRA ou óbito na população estudada. Entretanto, a combinação
de genótipos de baixo produtor de TNF-α e IL-10 foram preditores de LRA e/ou mortalidade nesta população.
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SEÇÃO POSTER
P-32
Avaliação do indicador de manutenção do cateter temporário duplo lúmen para hemodiálise em um
hospital universitário do Município de São Paulo
Rosetti KAG, Tronchin DMR
Universidade de São Paulo, Universidade de São Paulo
Introdução: A qualidade é condição imprescindível nos serviços de saúde e visando a promover uma assistência com esse atributo, a maioria das instituições vive em
constante competitividade na busca pelo emprego de melhores práticas. Em relação ao serviço de hemodiálise não é diferente uma vez que, é uma terapêutica complexa que requer estrutura física adequada e equipe capacitada para uma assistência constituída de uma série de procedimentos, que se não forem respeitados, podem causar danos de dimensões variáveis e comprometer a segurança do paciente. Objetivos: Avaliar a conformidade da prática de manutenção do cateter temporário duplo
lúmen, por meio da aplicação do indicador de processo, na unidade de hemodiálise de um hospital universitário. Casuística e Método: Estudo exploratório-descritivo,
quantitativo, com coleta prospectiva de dados, por meio da observação direta e utilização de dois formulários. A casuística compôs-se de 155 oportunidades de observação da prática selecionada, cada uma composta por 13 componentes específicos, totalizando 2015 itens de observação avaliados. Os dados foram analisados em
função da estatística descritiva. Resultados: Na caracterização dos usuários constatamos que a maioria (75,6%) pertencia ao sexo masculino, com média de idade de
55 anos (dp); 52,6% apresentavam como diagnóstico de admissão a Hipertensão Arterial Sistêmica, seguida de Doença Renal Crônica Agudizada (39,5%) e Diabetes Mellitus (36,8%). No que diz respeito ao índice geral de conformidade do indicador, este correspondeu a 65,8%. Em relação aos 13 componentes específicos do
indicador, 9 (69,2%) apresentaram 100% de conformidade. Os piores percentuais de conformidade (83,9%) foram atribuídos à prática de higiene das mãos pelos
profissionais de saúde e o uso de máscara pelo paciente na desconexão da hemodiálise, seguidos do uso de máscara pelo paciente na conexão (92,3%), e uso de máscara pelo profissional na conexão (99,4%). Conclusões: Os achados desta investigação possibilitaram constatar a relevância de avaliações processuais na manutenção
do cateter temporário duplo lúmen para hemodiálise, e inferir que há necessidade de implementar estratégias e metas assistenciais e gerenciais, visando diminuir os
índices de não conformidade, garantindo a melhoria contínua da qualidade e segurança dos usuários portadores de cateter.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-413
Expressão de Moléculas Associadas ao Podócito em Vários Estágios da Nefropatia Diabética
e em Pré-Diabetes
Jonathan Fraportti do Nascimento, Patricia Garcia Rodrigues, Gabriel Joelsons, Luis Henrique Canani, Francisco José Verissimo Veronese
HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS
Introdução: Evidências recentes sugerem que as proteínas associadas ao podócito são marcadores de dano renal nos diferentes estágios da nefropatia diabética (ND).
Objetivos: Quantificar o RNAm de moléculas associadas ao podócito (MAP) em diferentes estágios da ND e em pacientes pré-diabeticos (PD). Métodos: Estudou-se 57 pacientes diabéticos em 3 estágios da ND: normoalbuminúricos, NA (n=35), microalbuminúricos, MI (n=14) e macroalbuminúricos, MA (n=8); foram
também incluídos 19 pacientes com PD e 10 indivíduos saudáveis (controles, C). O RNAm da nefrina (nefr), podocina (pod), podocalixina (pdx), sinaptopodina
(sin), TRPC6 e alfa-actinina 4 (actin4) foi quantificado por PCR em tempo real (2-∆∆Ct) em células do sedimento urinário; TGFbeta (TGFβ) também foi mensurado. O tratamento dos diabéticos incluiu agentes hipoglicemiantes e/ou IECA/ARA2. A transcrição gênica foi correlacionada com albuminúria (albu), taxa de
filtração glomerular (TFG) pelo CKD-EPI e controle glicêmico (HbA1C). O RNAm foi logaritimizado e expresso em mediana/IIQ. Resultados: Comparando os
5 grupos, o RNAm das MAP não mostrou boa correlação com níveis crescentes de albu. Quantitativamente, o grupo com NA apresentou aumento significativo do
RNAm da nefr (vs. PD, p=0,046), pdx (vs. C, p=0,028), actin4 (vs. C, p=0,023) e sin (vs. PD, p=0,04); a sin também estava elevada nos MA (vs. PD, p=0,033).
Entretanto, separando os indivíduos pela presença ou ausência de Diabetes Melitus, todos os genes (exceto TGFβ) tiveram expressão significantemente maior
nos diabéticos. Os RNAm de nefr, pod, pdx, sin e TRPC6 estiveram associados com pior controle glicêmico (p<0,05), mas não se correlacionaram com a TGF.
Conclusões: Uma maior expressão de MAP foi encontrada em pacientes diabéticos, mesmo no estágio de normoalbuminúria, sugerindo dano ao podócito e podocitúria na ND. Um pior controle glicêmico correlacionou-se com aumento do RNAm das MAP. Como a maior parte dos pacientes tinha TFG acima de 60 ml/
min/1,73m2 e uma nefropatia menos avançada, os níveis de TGFβ não diferiram dos não-diabéticos.
RNAm na urina
Nefr
Pod
Pdx
Sin
Actin4
TRPC6
TGF-β
Não diabéticos
(n=34)
2,00(1,24-2,65)
2,14(1,46-2,96)
2,17(1,28-3,04)
1,81(1,29-2,32)
2,48(1,77-3,18)
1,56(1,02-2,61)
2,49(1,84-3,29)
Diabéticos
( n=57)
3,08(1,86-3,89)
2,66(1,81-3,98)
3,07(2,09-3,80)
2,96(1,77-3,39)
2,90(2,00-3,99)
2,76(1,66-3,94)
2,76(2,09-3,85)
114
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
P
0,001
0,045
0,002
0,001
0,048
0,008
0,121
SEÇÃO POSTER
P-525
Cistatina C como preditor de mortalidade em pacientes idosos admitidos no Centro de Terapia
Intensiva (CTI)
Dalboni MA, Quinto BMR, Narciso R, Grabulosa CC, Monte JC, Durão M, Cendoroglo M, Batista MC
Universidade Federal de São Paulo - Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo - Hospital Israelita Albert Einstein Sao Paulo, Universidade
Federal de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo - Hospital Israelita Albert Einstein Sao Paulo, Universidade Federal de São Paulo - Hospital Israelita Albert
Einstein Sao Paulo, Universidade Federal de São Paulo - Hospital Israelita Albert Einstein Sao Paulo - Tufts-New England Medical Center Boston, Universidade Federal
de São Paulo - Hospital Israelita Albert Einstein Sao Paulo - Tufts-New England Medical Center Boston
Introdução: Cistatina C tem sido usada na avaliação renal de pacientes internados em CTI. Além disso, cistatina C tem sido associada com mortalidade. Entretanto,
ainda não está bem estabelecido se esta associação é devido à ocorrência de Lesão Renal Aguda (LRA) ou outro mecanismo. Objetivo: Avaliar se a cistatina C sérica
prediz ocorrência de LRA e óbito em pacientes idosos admitidos em CTI . Métodos: Foi realizado um estudo do tipo cohort prospectivo em pacientes graves (> 60
anos) sem LRA na admissão da CTI (inicialmente com níveis séricos normais de creatinina). Foram avaliados 400 pacientes, dentre estes, 234 (58%) foram selecionados e 45 (19%) desenvolveram LRA durante a permanência no CTI, de acordo com os critérios de AKIN. Os dados demográficos e características clínicas do paciente durante a permanência no CTI foram avaliados de acordo com os níveis séricos de cistatina C mensurada no momento da admissão no CTI (≤ 0.96 and > 0.96
mg/dL). Resultados: Observamos maior associação entre pacientes que no momento da admissão da CTI faziam uso de ventilação mecânica e ocorrência posterior
de LRA (35.5%). Pacientes com maior tempo de permanência no CTI apresentaram maiores níveis séricos de cistatina C (6±16 vs. 4±6; p = 0.04). Por outro lado,
maiores níveis de cistatina C não se associaram a ocorrência de LRA (1.05±0.48 vs 0.94±0.36; p = 0.1). Entretanto, na análise de regressão logística, observamos que
a cistatina C foi um preditor independente de mortalidade H.R. = 6.16; (95% CI 1.46 – 26.00; p = 0.01), diferente de ocorrência de LRA que não se associou com
óbito. Adicionalmente, através da análise de curva ROC, cistatina C também se mostrou preditora de risco para óbito (0.67; p = 0.03) comparada com LRA (0.47;
p = 0.6) . Conclusão: Este estudo demonstrou quemaior nível sérico de cistatina C é preditor independente de mortalidade em pacientes idosos admitidos em CTI,
sugerindo que esta pode ser utilizada como marcador de pior prognóstico nesta população.
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SEÇÃO POSTER
P-215
Relato de caso: hiperparatireoidismo primário normocalcêmico
Renata Lopes Saraiva, Paula Lira de Moura, Alvaro Luis Steiner Fernandes de Sousa, Rodrigo Alves Sarlo, Nelia Antunes, Natalia da Fonseca Pestana
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Introdução: O hiperparatireoidismo primário (HPTP) é um distúrbio no qual a hipersecreção do paratormônio (PTH) leva a hipercalcemia e suas conseqüências
como depósito de cálcio em diversos tecidos, osteoporose com dor óssea e fraturas espontâneas, fraqueza muscular e nefrolitíase. Cerca de 85% dos casos decorrem
de adenomas solitários. Objetivo: Descrever um caso de hiperparatireoisdismo primário normocalcêmico em paciente com doença renal crônica (DRC) estágio
V. Casuística e Métodos: Paciente feminina, 46 anos, portadora de hanseníase virchowiana, em acompanhamento prévio no INTO devido a rotura de tendões de
joelhos, é admitida no serviço de emergência do HUCFF com náuseas, vômitos, hiporexia e dores ósseas em uso irregular de AINE. Exames na admissão: uréia:
359 mg%, creatinina: 7,6, mg%, Na:130 mEq/L, K: 4,7 mEq/L, P:7,0 mg%, Ca 9.1 mg%, FA 336U/L, Hb:5,0 g/dl, HT:15,3%. Indicada hemodiálise e iniciada
investigação de doença óssea. Resultados: PTH na admissão: 12.343 pg/ml. Cintilografia de paratireóide com sestamibi compatível com adenoma de paratireóide.
TC de tórax e abdome com múltiplas calcificações em baço, pelve, musculatura paravertebral esquerda e coração, além de cálculos renais bilaterais. Radiografia de
crânio com aspecto sal e pimenta. USG de vias urinárias com rins reduzidos de tamanho e perda da dissociação corticomedular. A paciente foi submetida a paratireoidectomia total com implante em antebraço E e, no pós operatório, evoluiu com síndrome do osso faminto. A paciente recebeu alta hospitalar com melhora
significativa das dores ósseas e da anemia. PTH pós paratireoidectomia:123 pg/ml. Permaneceu em HD ambulatorial. Conclusão: A manifestação mais comum de
hiperparatireoidismo é a hipercalcemia com hipofosfatemia. Como no caso relatado a calcemia era normal, torna-se importante atentar para a presença de DRC
ou outra causa secundária associada.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-855
Prevalencia de bacteriúria assintomática após transplante renaL
Wagner CS, Malafronte P, Catelani LGC, Rocha PMR, Miorin LA, Souza JF, Magalhães AO, Sens YAS
Clinica de Nefrologia do Departamento de Medicina da Santa Casa de São Paulo, Clinica de Nefrologia do Departamento de Medicina da Santa Casa de São Paulo,
Clinica de Nefrologia do Departamento de Medicina da Santa Casa de São Paulo, Clinica de Nefrologia do Departamento de Medicina da Santa Casa de São Paulo,
Clinica de Nefrologia do Departamento de Medicina da Santa Casa de São Paulo, Clinica de Nefrologia do Departamento de Medicina da Santa Casa de São Paulo,
Clinica de Nefrologia do Departamento de Medicina da Santa Casa de São Paulo, Clinica v Nefrologia do Departamento de Medicina da Santa Casa de São Paulo
Introdução: A bacteriúria assintomática é definida como o isolamento de 100.000 Unidades Formadoras de Colônia de uma determinada bactéria em duas amostras
de urina colhidas apropriadamente de um indivíduo sem sinais ou sintomas. A prevalência na população em geral varia de 5-34% em mulheres e é desprezível em
homens até os 50 anos, quando aumenta devido aos problemas prostáticos. No pós transplante renal é uma complicação comum (prevalência 4-60%) e a necessidade
de antibioticoterapia é controversa. Bactérias gram negativas correspondem a mais de 70% das causas de infecção do trato urinário e E. coli é a mais isolada, tanto na
população geral como nos pacientes submetidos a transplante renal. Os efeitos da bacteriúria assintomática em pacientes submetidos a transplante renal podem causar
aumento da morbimortalidade pela infecção e efeitos imunológicos deletérios como rejeições. Objetivos: Avaliar a prevalência de bacteriúria assintomática após transplante renal e os germes mais frequentes em um único centro. Casuística e Métodos: Foram analisados retrospectivamente 306 prontuários escolhidos aleatoriamente
de receptores de transplante renal após seis meses do transplante. Critérios de Inclusão: Pacientes submetidos a transplante renal há pelo menos seis meses de doador
vivo ou falecido; Critérios de Exclusão: Pacientes com anomalias anatômicas do trato urinário. Resultados: Dos 306 prontuários avaliados, 38 pacientes (12,41%)
apresentaram pelo menos 1 episódio de bacteriúria assintomática após seis meses do transplante. Desses, 26 pacientes (68,42%) eram do sexo feminino. O germe encontrado com mais frequência foi Escherichia coli, em 23 casos (60,53%). Também foram encontrados Klebsiella pneumoniae em 5 casos (13,15%), Enterococcus sp.
em 4 casos (10,53%), Pseudomonas aeruginosa em 2 casos (5,26%), Streptococcus agalactiae em 2 casos (5,26%), Providencia sp. em 1 caso (2,63%) e Acinetobacter
baumannii em 1 caso (2,63%). Utilizavam agentes antiproliferativos 34 pacientes (88,47%) e 36 (94,73%) estavam em uso de inibidores de calcineurina. Conclusão:
A prevalência de bacteriúria assintomática após transplante renal foi baixa e compatível com a literatura. Com relação aos germes mais frequentes, foi semelhante a
população geral e aos receptores de transplante renal.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-758
Estado nutricional de crianças e adolescentes com doença renal crônica
Godinho JCM, Amador VAG, Freitas ATVS, Aguiar GL, Naghettini AV
Hospital das Clinicas da Universidade Federal de Goiâs, Faculdade de Nutrição/Universidade Federal de Goiás Faculdade de Nutrição/Universidade Federal de Goiás,
Hospital das Clinicas da Universidade Federal de Goiâ, Faculdade de Medicina/Universidade Federal de Goiás
Introdução: a desnutrição é frequente em crianças e adolescentes com doença renal crônica (DRC). Apresenta causas multifatoriais e contribui para a elevada morbimortalidade e comprometimento no crescimento e desenvolvimento. Objetivo: Avaliar o estado nutricional de crianças e adolescentes com doença renal crônica e
comparar com a modalidade de tratamento. Métodos: estudo transversal com crianças e adolescentes com DRC em tratamento conservador ou diálise. Foi realizado
um levantamento nos prontuários para coleta de dados da primeira consulta dos pacientes no ambulatório de nutrição. Coletou-se variáveis antropométricas (peso
e estatura), demográficas e clínicas. Estudou-se os indicadores do estado nutricional: peso para idade, peso para estatura, estatura para idade e IMC para idade, sendo considerados inadequados os valores de escore Z abaixo de -2. Utilizou-se pacote estatístico SPSS 17.0 para realização de análise descritiva e teste qui-quadrado
de Pearson. Foram consideradas significativas diferenças no nível de p<0,05. Resultados: o grupo era composto por 32 pacientes, sendo 75% maiores de 05 anos, e
com idade variando de 04 meses a 17 anos. A maioria destes estava em tratamento conservador da DRC (75%) e o restante em diálise peritoneal ou hemodiálise (2
pacientes). A avaliação antropométrica revelou 47% do grupo com baixa estatura/comprimento para a idade, sendo que quase 55% dos pacientes acima de 5 anos
apresentaram baixa estatura para a idade. Já para o índice IMC/idade demonstrou-se 83,33% de adequação. Na avaliação das crianças menores de 5 anos, 37,5%
encontravam com baixo peso para idade e 50% com baixo peso para altura. Quando comparado os pacientes em tratamento conservador e em diálise, observou-se
que não houve diferença significante quanto ao IMC/idade e estatura para idade. No entanto, a maioria das crianças com baixo peso para idade e baixo peso para
altura estavam em tratamento dialítico (p=0,03 e p=0,01 respectivamente). Não houve diferença quanto ao número de internações (p=0,76). Conclusão: As crianças e
adolescentes estudadas apresentaram comprometimento do estado nutricional manifestado por déficit de peso e estatura para a idade e peso para a altura. As crianças
em tratamento dialítico se encontravam com maior redução de peso tanto em relação à idade quanto à altura.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-26
Avaliação de citocinas plasmáticas em pacientes submetidos à hemodiálise
Rios DRA, Pinheiro MB, Velloso MSS, Borges KBG, Dusse LMS
UFSJ - Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, UFSJ - Universidade Federal de São João del-Rei Minas Gerais, UFSJ - Universidade Federal de São
João del-Rei Minas Gerais, UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais Minas Gerais, UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais
Introdução: Diversos estudos têm sugerido que a doença renal crônica (DRC) terminal está associada a um estado inflamatório leve, também chamado de microinflamação, o qual é caracterizado pela elevação das citocinas proinflamatórias circulantes, ocasionando a síndrome da má nutrição, inflamação e aterosclerose. A microinflamação constitui um fator importante na morbidade e mortalidade dos pacientes submetidos à hemodiálise, especialmente pelo aumento do risco de doenças
cardiovasculares (DCV). Considerando que eventos trombóticos em artérias coronarianas e veias profundas de membros estão associados à inflamação dos vasos
afetados, pode-se inferir que, no acesso vascular, a inflamação esteja envolvida no processo de trombose. Objetivo: Investigar se há associação dos níveis plasmáticos
de citocinas e ocorrência de trombose do acesso vascular (TAV) em pacientes submetidos à hemodiálise (HD). Casuística e Métodos: Foram avaliados 192 pacientes
submetidos à HD, dos quais 47 apresentaram TAV (grupo “caso”) e 145 não apresentaram essa complicação (grupo controle). As dosagens das citocinas TNF-α,
IFN-γ, IL-2, IL-4, IL-5 e IL-10 foram realizadas por citometria de fluxo (FACScaliburTM-BD), utilizando-se kit CBA (BD). Resultados: A análise do perfil de citocinas foi feita pela determinação da mediana de cada citocina, considerando os valores obtidos para os 2 grupos. O participante com valor maior que a mediana foi
considerado produtor “high” de citocina e aquele com valor menor, produtor “low”. O grupo “caso” apresentou um perfil misto de citocinas com elevado percentual
de produtores “high” das citocinas inflamatórias IFN-γ (51%) e IL-2 (60%) e das reguladoras, IL-4 (55%) e IL-5 (55%). Para o grupo controle foi obtido um percentual de produtores “high” das citocinas reguladoras IL-4 (52%) e IL-10 (52%). Conclusão: A frequência elevada de produtores “high” de citocinas pró-inflamatórias e
reduzida de pacientes produtores da citocina reguladora IL-10 no grupo “caso” comparando-se ao grupo controle, suportam a hipótese de exacerbação da inflamação
nos pacientes que tiveram TAV. Assim, a determinação de citocinas em pacientes submetidos à HD pode constituir uma ferramenta útil para a prevenção da TAV.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-358
Células linhagem-negativas de cordão umbilical humano protegem contra a lesão renal aguda (LRA)
por isquemia/reperfusão (IR) em ratos
Camila Eleuterio Rodrigues, Ana Carolina de Bragança, Mauro Shigueharu Oide junior, Enio Jose Bassi, Niels O.S. Camara, Antonio Carlos Seguro, Lucia Andrade
Nefrologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo SP Brasil, Nefrologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo SP Brasil, Nefrologia
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo SP Brasil, Imunologia Instituto de Ciências Biomédicas Universidade de São Paulo SP Brasil, Imunologia
Instituto de Ciências Biomédicas Universidade de São Paulo SP Brasil, Nefrologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo SP Brasil, Nefrologia
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo SP Brasil
Introdução: A LRA induzida por IR induz inibidores do ciclo celular, incluindo a proteína inibidora de quinase dependente de ciclinas p21 (WAF1/CIP1), que é
protetora contra a LRA. Entretanto, sabe-se que telômeros criticamente curtos levam a aumento de expressão de p21, o que leva a aumento no número de células
renais apoptóticas. Em camundongos deficientes em telomerase, a perda de função renal na LRA por IR é mais grave que em camundongos normais. Células-tronco
jovens podem aliviar o envelhecimento renal em camundongos, e têm menor ação na expressão de p21 que células-tronco idosas. Os telômeros das células-tronco
provenientes de cordão umbilical são maiores do que os encontrados para outros tipos de células-tronco. Apesar de diversos tipos de células-tronco serem potenciais
terapias para doenças renais, células de cordão umbilical linhagem negativas não colocadas em cultura (CThLin-) nunca foram testadas em LRA por IR. Métodos: Foi
coletado sangue do cordão umbilical de mães e bebês saudáveis, e a fração mononuclear foi utilizada para depleção de células comprometidas com linhagens hematológicas. Marcadores celulares foram avaliados por citometria de fluxo. Ratos Wistar machos foram induzidos a IR por clampeamento de artérias renais bilateralmente
por 45 minutos, e alguns receberam 106 CThLin- (via veia caudal) 6h após a cirurgia. Foram estudados 3 grupos: controle (C, n=8); IR (n=9); and IRLin− (n=6).
Após 48h da IR, foram aferidos depuração de inulina (Cin) e volume urinário. A expressão das proteínas p21, eNOS e Klotho foi avaliada em tecido renal por técnica
de Western blotting. Dados em média ± erro padrão. Resultados: As células selecionadas são negativas para CD2, CD3, CD14, CD16, CD19, CD24, CD34, CD56,
CD66b, CD73, CD90, CD 105, HLA-DR e glicophorina A. Fluxo arterial renal e pressão arterial media não foram diferentes entre os grupos. A expressão de Klotho
foi reduzida de forma importante nos ratos IR e restaurada nos animais IRLin−. Conclusão: CThLin podem ser usadas no tratamento de LRA induzida por IR. Mais
estudos serão necessários para identificar seu mecanismo de ação exato.
Grupo C
IR
IRLin
Cin
Débito urinário
(ml/min/100g peso) (ml/h) 0,94±0,05
0,56±0,13
0,40±0,04 a,b
1,04±0,22
0,63±0,08 a
0,67±0,11
ap<0.05 vs. C; bp<0.05 vs. IRLin−
120
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
Expressão
de p21 (%) 97±7
179±16 a,b
99±1
Expressão
de eNOS (%)
87±8
69±6 b
101±4
SEÇÃO POSTER
P-417
Glomerulonefrite secundária à Dengue: Relato de Caso
Teixeira JCA, Mata GF, Suassuna PGA, Paula RB, Bastos MG, Vasconcelos SS, Moura TSS
Fundação Imepen/Universidade Federal de Juiz de Fora, Fundação Imepen/Universidade Federal de Juiz de Fora, Fundação Imepen/Universidade Federal de Juiz de
Fora, Fundação Imepen/Universidade Federal de Juiz de Fora, Fundação Imepen/Universidade Federal de Juiz de Fora, Fundação Imepen/Universidade Federal de Juiz
de Fora, Fundação Imepen/Universidade Federal de Juiz de Fora
Introdução: A dengue é uma doença causa por um arbovírus da família Flaviviridae e transmitida ao ser humano pela picada do mosquito Aedes aegypti. Pode cursar
como síndrome febril inespecífica, forma clássica, febre hemorrágica (FHD) e síndrome do choque (SCD). As formas graves (FHD e SCD) podem apresentar com
disfunção de órgãos vitais, como os rins. O envolvimento renal decorre da hemólise, choque, rabdomiólise, sepse e raramente por lesão glomerular imunomediada.
Objetitvo: Relatar um caso clínico com acometimento glomerular após dengue. Método/Caso: S.A.G.F.19 anos, hígido, procura atendimento médico com febre,
mialgia, cefaléia retro-orbitária, hematúria, oligúria e urina espumosa. Exame físico normal. Laboratorio com pancitopenia, aumento da creatinina e urinanalise com
proteinúria (+), hemácias e piócitos incontáveis. Na urina de 24 horas: proteinúria de 1,5g e depuração de creatinina 82ml/min/1,73m2. Sorologias de Hepatite B e
C, Leptospirose e HIV negativas. Níveis normais de complementos. FAN, ANCA não reagentes. Ficou internado por sete dias e recebeu alta hospitalar após melhora
do quadro febril e confirmação sorológica de dengue, Não houve necessidade de tratamento dialítico porém, persistia com hematúria. Encaminhado ao nosso serviço
com função renal normal e EAS com proteinúria (2+), hemoglobina (4+) e hemácias (4+). Na microscopia de fase, 1920000 hemácias/ml com padrão dismórfico.
Realizada biópsia renal e pela análise dos 37 glómerulos, um apresentava padrão de esclerose segmentar focal e demais com hipercelularidade mesangial. À imunofluorescencia, depósitos mesangiais granulosos de imunoglobulina A (IgA) e C3 com padrão de lesão imune mediada sugestiva de Nefropatia por IgA. Resultados
e Conclusão: A lesão renal causada pelo vírus pode ser detectada por partículas virais no sangue, sorologia ou anticorpos nas estruturas renais por biópsia. Os vírus
podem causar a lesão por efeito direto, mecanismos imuno-mediados por antígenos virais, lesão por imunocomplexos ou por mediadores inflamatórios. O paciente
cursou com lesão glomerular após quadro de dengue clássica que pode ter sido desencadeada por efeito direito de proteínas virais e/ou por mediadores inflamatórios.
Mas como descrito por Upadhaya et.al, a presença de hematúria glomerular, fala a favor, da formação de imunocomplexos nefritogênicos com deposição mesangial e
a subseqüente resposta inflamatória levando a hipercelularidade, como no caso relatado.
121
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-320
Prevalence of depression and serum levels of interleukin-6 (IL-6) in hemodialysis patients
Berenice Scaletzky Knuth, Vinicius Augusto Radtke, Katia Sulenir da Silva, Pablo Lima Rocha, Fabiana Navarini Dalsóglio,Marta Gazal, Karen Jansen,
Manuella Pinto Kaster, Jean Pierre Oses, Diogo Onofre Souza, Luis Valmor Portela
Universidade Católica de Pelotas, Universidade Católica de Pelotas, Universidade Católica de Pelotas, Universidade Católica de Pelotas,Universidade Católica de
Pelotas, Universidade Católica de Pelotas, Universidade Católica de Pelotas,Universidade Católica de Pelotas, Universidade Católica de Pelotas, Universidade Federal
do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Abstract: Background: In hemodialysis patients, depression appears as the most common psychopathological condition. States of advanced chronic kidney disease
and dialysis are associated with a state of chronic inflammation. Depression has been linked to activation of the immune system characterized by high levels of pro-inflammatory cytokines. OBJECTIVES: In this study we investigated the possible correlations between depression, and interleukin-6 (IL-6) in hemodialysis patients. METHODS: Seventy-five hemodialysis patients were enrolled in a cross-sectional study from September to November of 2011 in Pelotas/RS. Demographic
data was obtained from a questionnaire and the Beck Depression Inventory (BDI), used to determine the presence or absence of depression symptoms. Biochemical
parameters, dialysis dosage delivery, and IL-6 serum levels were measured. RESULTS: Prevalence of depression among hemodialysis patients was 48% (BDI  14). In
biochemical assessments, depressed patients showed a decrease in urea (p = 0.01) and increase of IL-6 (p = 0.04) levels. The correlation analysis between BDI scores
and the biochemical variables showed that BDI was negative correlated with urea (p = 0.03) and potassium (p = 0.04), but not with IL-6 levels. CONCLUSION:
Hemodialysis patients with depression showed higher levels of IL-6 but the severity of depressive symptom was not correlated with levels of this cytokine.
122
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-159
Técnica de Buttonhole: relatos da experiência de implantação na clínica do rim Paranavaí
Borba LF, Costa MAR, Oliveira GM
Instituto do Rim de Umuarama Paraná, Clínica do Rim Paranavaí Paraná, Universidade Estadual do Norte do Paraná Paraná
As fístulas arteriovenosas prevalecem como acesso permanente utilizado em hemodiálise, necessitando de atenção especial principalmente da equipe de enfermagem
que as manipulam. Muitos são os fatores que podem interferir na sobrevida destas, sendo a técnica de punção um dos pontos cruciais. A Técnica de Buttonhole que
se caracteriza por pontos fixos para punção, foi descoberta há pouco mais de trinta anos e sua utilização está se disseminando pelos países por se demonstrar benéfica
na preservação do vaso e também na diminuição da sensibilidade a dor no ato da Introdução das agulhas. Este estudo Objetivou descrever a experiência de implantação da técnica na Clínica do Rim Paranavaí e a situação dos pacientes observados após um período de utilização da mesma. O método de estudo utilizado foi o
exploratório-descritivo combinado com caráter quantitativo, qualitativo e informações obtidas por intermédio de participação direta. A pesquisa foi aprovada pelo
Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com o parecer n°. 358/2010, aprovado na reunião 198ª do COPEP em 02/07/2010. Foram avaliados 22 pacientes em início de tratamento com fístulas arteriovenosas nativas novas. No primeiro mês de utilização, 54,55% dos pacientes tiveram sucesso,
outros 40,9% necessitaram de uma segunda tentativa e 4,55% não prosseguiu no estudo. Após certo período a permanência dos pacientes utilizando a técnica foi de
80,95%, porém com dificuldades durante o percurso como presença de coágulos no momento da punção e pouco domínio da equipe, no entanto, não houve nenhum caso de infecção nos locais avaliados, sendo esta uma desvangem descrita por outros centros. Observamos que a técnica se mostra satisfatória para os pacientes,
principalmente por diminuição da dor durante o procedimento. A equipe de enfermagem encontrou dificuldades para a utilização, não sendo muito aceita por esta.
Resultados que avaliem maior sobrevida aos acessos e qualidade das sessões devem ser explorados por um período maior de tempo.
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SEÇÃO POSTER
P-200
Incidência de hipovitaminose D em pacientes com doença renal crônica em hemodiálise e diálise
peritoneal no instituto renal no munícipio de Ribeirão Preto/SP
Vannucchi MTI, Martins JC
INTR-Instituto Renal – Prevenção, Tratamento e Saúde
Introdução: Segundo a literatura, na doença renal crônica (DRC) em fase terminal a alta incidência (aproximadamente 90% dos pacientes-pct) de hipovitaminose D
(hipovitD) eleva o risco de morbimortalidade. ObjetivoS: 1-Verificar a incidência de hipovitD, na DRC estágio 5 D, em Hemodiálise(HD) e Diálise Peritoneal(PD).
2-Verificar correlações dos níveis séricos com idade, exposição ao sol, níveis séricos de Ca, P e Paratormônio (PTH). 3-Comparar incidência de hipovitD nas 2 modalidades de tratamento dialítico. Casuística e Métodos: Foram avaliados, em setembro de 2011, 57 pacientes,36 em HD- 52,4% masculino e 21 em PD- 78,6%
masculino. A mediana de idade em PD foi 67a.(P25:66,7; P75:78,2),em HD 56 a. (P25:46;P75:68). Foram colhidos exames bioquímicos- PTH, Ca total e P e
25-Hidroxivitamina D. Valores de vitD inferiores a 15ng/ml foram classificados como insuficientes, e valores de 16 a 30ng/ml deficientes. Resultados e DISCUSSÃO: Pct em PD apresentaram maior incidência de insuficiência de vitD (14,3%) do que em HD 2,8%. Pct em HD apresentaram diferenças não significativas
(p<0,002)de deficiência 69,5% comparado a PD 66,7%. É descrito que a hipovitD, eleva as taxas de PTH. No presente estudo foi observado. hiperparatiroidismo
secundário(HPS) em HD 38,9% e em PD 19%. O produto CaXP apresentou maior percentual do parâmetro preconizado em HD 33,3% e em PD 23,8%. A principal fonte de vitD é a síntese realizada pela radiação ultravioleta, portanto, baixa exposição ao sol poderia ser um dos fatores responsável pela hipovitD, em ambas
modalidades, considerando que inqueridos, 80,6% dos pactes em HD e 66,6% em PD não relataram exposição diária. Nossos Resultados não corroboram dados de
literatura para população sem déficit de função renal, quanto a sexo, idade e HPS. Conclusões: Pct com DRC estágio 5D apresentam alta prevalência de hipovitD,
que pode se manifestar mais grave em PD, pela idade mais avançada. Considerando que a região de Ribeirão Preto apresenta alto índice de radiação ultravioleta, este
fator causal pode ser minimizado. Como ocorre HPS e elevados níveis séricos de Ca e P em ambos grupos, sugerimos que a suplementação de vitD seja abordada na
DRC de forma diversa da população geral e deva ser individualizada na menor dosagem terapêutica efetiva para normalização dos níveis séricos, com monitoramento
do agravamento da hipercalcemia e da hiperfosfatemia.
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SEÇÃO POSTER
P-66
Epidemiologia dos pacientes renais crônicos em hemodiálise no INTR-instituto renal de Ribeirão Preto
Vannucchi MTI, Martins JC, Silva KB, Souza MC, Misiara GP
INTR- Instituto Renal – Prevenção, Tratamento e Saúde - Ribeirão Preto- SP
Introdução:A doença renal crônica(DRC) tem elevada morbimortalidade. A deficiência de programas preventivos aumenta o número de pacientes(pct) em terapia
renal substitutiva e eleva o custo da saúde. ObjetivoS:1-Estudar a epidemiologia da DRC no período(T) de setembro/2009 a maio/2012 de pct em hemodiálise
(HD) no INTR e compará-la com dados da literatura. 2-Analisar o programa de prevenção e tratamento de pct assistidos por equipe multiprofissional. Casuística e
Métodos: Foram coletados, retrospectivamente, dados epidemiológicos e da evolução de 61 pct tratados no INTR. Resultados E DISCUSSÃO: 65,6% era do sexo
masculino e a mediana da idade 56,2 anos(P25:46; P75:71),confirmando o censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia. 39,4% iniciou o tratamento durante internação, o que comprova maior incidência de pct sem tratamento prévio 37,7%. O acesso vascular predominante foi cateter duplo ou triplo lúmen 57,4%. As causas
etiológicas da DRC foram: Diabetes Mellitus 37,7%, Hipertensão Arterial(HAS) 9,4%, causa desconhecida 6,5% e glomerulonefrites 3,3%, a maior prevalência foi
de outras etiologias(42,6%), o que difere do censo brasileiro. Doenças cardiovasculares representam o maior índice de comorbidades 68,9%. Internaram 63,9%, a
causa principal não foi relacionada a terapia 69,2%, 15,4% por causa cardiovascular e 15,4% relacionada ao acesso vascular. 67,2% dos pct continuam em terapia. A
taxa de mortalidade foi de 14,7% em 33 meses, estes óbitos de causa não relacionada à terapia; 2 pct saíram da modalidade para transplante renal e 3,3% foi transferido para outros serviços. Segundo IMC a obesidade foi prevalente à admissão 44,2%, seguido de eutrofia 29,5% e hipoalbuminemia 54,4%. Dislipidemia acometia
34,4%. A anemia foi prevalente em 67,2%. Hiperparatiroidismo secundário acometeu 36,1% e baixo turn over 26,2%, produto CaXP superior a 55 esteve presente
em 37,7%. A adequação da diálise -kt/v>1,2, no primeiro mês, foi 73,8%. Conclusão: A maioria dos pct que deu inicio à HD, estava sem acompanhamento por
nefrologista, apresentava idade avançada e comorbidade cardiovascular. Sugerimos que o incentivo financeiro à prevenção das complicações das doenças de base e das
complicações da DRC reduza os gastos finais da saúde pública e privada. Consideramos que nossos indicadores evolutivos, pelo fato de serem mensalmente analisados
e planejada a correção, possa ter contribuído para maior eficiência do tratamento, conforme demonstrado na evolução.
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SEÇÃO POSTER
P-65
Epidemiologia dos pacientes renais crônicos em dialise peritoneal no INTR- instituto renal de
Ribeirão Preto- SP
Vannucchi MTI, Martins JC, Rodrigues AF, Franchin F, Fernandes RR
INTR- Instituto Renal – Prevenção, Tratamento e Saúde - Ribeirão Preto- SP
Introdução: A incidência da Doença Renal Crônica em terapia dialítica (DRC estágio 5D) no Brasil é aproximadamente 92.000 pacientes(pct), segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia(SBN). Considerando o investimento, é importante conhecer a epidemiologia visando evitar complicações e minimizar gastos. ObjetivoS:
1-Estudar a epidemiologia da DRC no período(T) de março/2009 a maio/2012 dos pct em Diálise Peritoneal(PD) compará-la com os dados da SBN. 2-Analisar o programa de prevenção e tratamento para pct assistidos pela equipe multiprofissional. Casuística e Métodos: Foram coletados, retrospectivamente, dados epidemiológicos
e evolutivos segundo informações constantes nos prontuários de 44 pct assistidos no período. Resultados e DISCUSSÃO: A mediana de idade de 65,4 anos(P25:56;
P75:79); 63,6% masculinos. Permaneciam em tratamento no final do período 22 pct., hum pct recuperou a função e 15,9% mudou de modalidade. Durante o T analisado, a taxa de mortalidade foi 31,8. O estado nutricional à admissão, segundo IMC, demonstrou 50% de eutrofia, 15,9% desnutrição e 68,2% de hipoalbuminemia. O
perfil lipídico revelou valores de 47,7% de HDL <45mg /%. A doença mineral óssea acometia 59% dos pct, a > prevalência foi Baixo turnover 40,9%, e hiperfosfatemia
31,8%. Anemia esteve presente em 47,7%. Dado relevante foi 61,3% iniciou PD em internações sob complicações e 34,1% não fazia tratamento prévio. A etiologia da
DRC apresentou > índice de diabetes mellitus (DM)27,3%, seguido de causa desconhecida 25%, Hipertensão Arterial(HAS) 13,6%. Após implante de cateter Tenckhoff,
86,3% dos pct não apresentou complicações perioperatórias. O índice de peritonite foi 2009:1/11me; 2010:1/51me; 2011:1/31 me. Conclusões: A maioria admitida em
PD foi masculino e em faixa etária mais avançada. Quanto à etiologia a <prevalência de HAS (diferente do censo da SBN) e a > incidência de DM, sugere que a atenção
com a população atendida pelos especialistas diferiram e deva ser focado cuidado especial com diabético. A maioria não estava em seguimento com nefrologista, com DRC
estágio 5D, exigindo início da terapia, que aumenta os índices de morbimortalidade e demanda > gasto. As complicações tratáveis da DRC- anemia, DMO e desnutrição
estavam presentes, sugerindo a necessidade de seguimento precoce da doença. O trat. mostrou-se eficaz, mas reiteramos a necessidade de > investimento no trat. clínico
de diabéticos e hipertensos e na prevenção das complicações da DRC em conservador.
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SEÇÃO POSTER
P-295
Mortalidade e necessidade de terapia renal substitutiva de um ambulatório específico de cuidados à
doença renal crônica em tratamento conservador
Faig-Leite FS, Hagemann R, Vogt BP, Barretti P, Franco RJS, Caramori JT, Martin LC
Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de
Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP
Introdução: A doença renal crônica (DRC) é uma doença frequente, cuja incidência aumenta com a idade e que acomete 1 em cada 10 pessoas. O tratamento de suas
complicações e o retardo de sua evolução é fundamental para evitar seus desfechos, óbito e/ou diálise. Acredita-se que as principais causas de mortalidade dos pacientes
com DRC estejam relacionadas a doenças cardiovasculares e que a maior parte destes doentes morre antes do início da terapia renal substitutiva (TRS). Estes dados
são em sua maioria oriundos de estudos internacionais evidenciando assim, a necessidade de estudos nacionais sobre o assunto. Objetivos: Avaliar quais as principais
causas de óbito dos pacientes renais crônicos em tratamento conservador e destes quantos iniciaram TRS antes do óbito. Casuística e Métodos:Foram avaliadas as
principais causas de óbito e a necessidade de TRS de 221 pacientes incidentes no ambulatório de DRC da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP entre janeiro de 2007 e dezembro de 2008. Estes pacientes foram seguidos até janeiro de 2012. Resultados:A taxa de mortalidade desses pacientes no período estudado foi
de 11,7% (26 óbitos), 46% (11) homens, média de 74,6 anos e 30,7% (8) de início de TRS, 75% em hemodiálise e 25% em diálise peritoneal. As causas de óbito
foram infecção (52,7%), cardiovascular (36,9%) e outras (10,4%). Outros 8 pacientes iniciaram TRS e permanecem em acompanhamento clínico até o momento.
Conclusões:Os pacientes acompanhados tiveram uma taxa de mortalidade superior ao início de TRS, evidenciando que a maior parte dos pacientes falece em tratamento conservador. Tendo em mente os Resultados observados, o tratamento dos pacientes com DRC não deve ser focado apenas na nefroproteção, mas também nas
comorbidades cardiovasculares e prevenção de infecções.
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SEÇÃO POSTER
P-319
Preditores de mortalidade na doença renal crônica não dialítica
Faig-Leite FS, Hagemann R, Vogt BP, Barretti P, Franco RJS, Caramori JT, Martin LC
Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de
Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP
Introdução: A presença de doença renal crônica (DRC), além de predispor a necessidade de terapia renal substitutiva (TRS), acompanha-se de elevado risco de morte.
Os fatores prognósticos nessa população são conhecidos, porém há controvérsias sobre o efeito isolado destes sobre a mortalidade. Objetivos:Avaliar a associação entre
mortalidade e fatores prognósticos na DRC não dialítica. Casuística e Métodos: Foram avaliados os protocolos de acompanhamento clínico de 221 pacientes incidentes entre 2007 e 2008 no ambulatório de DRC da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP. Este protocolo é composto por exames que visam acompanhar a
evolução da DRC, bem como avaliar as possíveis complicações avaliando inclusive os distúrbios minerais e ósseos e anemia. Inicialmente foi feita comparação univariada entre os pacientes que faleceram e os que permaneceram em acompanhamento. Com as variáveis selecionadas na análise univariada, foi construído um modelo
de Risco proporcional de Cox “backward stepwise” preservando as que apresentaram associação estatisticamente significante com o desfecho óbito. Foi utilizado o
procedimento de exclusão automática de variáveis ao nível de 0,05. Foi considerado estatisticamente significante p <0,05. Resultados: Houve 26 óbitos. Os pacientes
que faleceram diferiram estatisticamente quanto à idade, taxa de filtração glomerular estimada, exames séricos (albumina, proteína–C reativa (PCR), ureia, fósforo)
e exames urinários (sódio e ureia). O modelo de Cox após a exclusão escalonada das variáveis com p>0,05 evidenciou que a uréia urinária (p=0,007; RR: 0,836; IC
95%: 0,735-0,952), fósforo sérico (p=0,002; RR: 2,343; IC 95%: 1,38-3,979) e PCR: (p=0,042; RR: 1,363; IC 95%: 1,012-1,835) associaram-se à mortalidade.
Conclusões: Os fatores preditivos de mortalidade em portadores de DRC em tratamento conservador identificados associam-se provavelmente a nutrição e ao estado
microinflamatório.
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SEÇÃO POSTER
P-791
Avaliação da sobrevida do paciente e do enxerto renal em transplantados HLA idênticos, após
suspensão de ciclosporina no período de seis meses do transplante renal
Adriana Magalhaes Borel, Luis Flavio Giordano
Hospital Universitario Sao Jose, Hospital Universitario Sao Jose
Resumo: O transplante renal caracteriza uma forma de terapia renal substitutiva de recente Introdução na Nefrologia, evoluindo progressivamente com tecnicas cirurgias diferenciadas assim como imunossupressao específica para determinados grupos de pacientes diferenciados conforme compatibilidade genética e comorbidades
associadas. O estudo apresentado da modalidade coorte retrospectivo foi realizado no Hospital Universitário São Jose, Belo Horizonte, NG, tendo uma amostra de 16
pacientes transplantados renais nos últimos 17 anos e 3 meses, sendo todos HLA idênticos em uso de ciclosporina, associada a micofenolato sódico e prednisona, com
suspensão da ciclosporina após 6 meses de transplante renal. O estudo envolveu pacientes com enxerto renal de doador falecido em numero de dois e de doador vivo
em numero de quatorze, sendo que em grande maioria os doadores foram os irmãos. Discriminamos os pacientes da amostra identificando o numero de transplantes
renais já submetidos, sendo sua totalidade o 1º transplante renal. Cada paciente teve individualmente descritas suas intercorrencias e se necessitaram de internação
hospitalar para tratamento, descrição do tipo de tratamento renal substitutivo previo, gênero, intercorrencias infecciosas, idade ao serem submetidos ao transplante,
etiologia de doença renal, desenvolvimento de DM ou HAS pos transplante renal, evolução da função do enxerto cursando com perda ou não, e progressão da creatinina dos pacientes no período de 3 meses, 6 meses,de 1 ano , 2 e 3 anos. Os pacientes foram estatisticamente classificados conforme dados previamente citados,
sendo observado que a suspensão do inibidor de calcineurina após seis meses do transplante renal entre paciente HLA idêntico, não teve influencia na sobrevida do
pacientes quanto do enxerto renal, sendo suas causa primariamente, cirúrgica.
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SEÇÃO POSTER
P-810
Diabetes Melito Pós-Transplante Renal: Quais os fatores de risco mais relevantes?
Bruna Nicoletto, Natasha Fonseca, AnaLaura Centenaro, Roberto Ceratti Manfro, Gabriela Souza, Luiz Felipe Santos Gonçalves
Hospital de Clínicas de Porto Alegre UFRGS
Introdução: O desenvolvimento de diabetes melito pós-transplante (DMPT) é uma complicação comum em transplantados renais e está associado a desfechos desfavoráveis. Estudos têm apontado alguns fatores de risco para o DMPT, entretanto dados da população brasileira incluindo fatores metabólicos são escassos. Objetivo: Identificar fatores de risco associados ao desenvolvimento de DMPT renal. Métodos: Estudo caso controle, em que foram avaliados 347 transplantados renais,
sendo 117 com DMPT. Os fatores de risco avaliados foram: etnia, sexo, história familiar de diabetes, doença de base, idade no momento do transplante, tipo e sexo
do doador, Índice de Massa Corporal (IMC) pré-transplante, glicemia e triglicerídeos pré-transplante, infecção por vírus da hepatite C e citomegalovírus e uso de
tacrolimus. A análise estatística foi realizada com os testes T de Student, Mann-Whitney, Qui-Quadrado e regressão logística, com estimativas de risco indicadas pelo
Odds Ratio (OR), e intervalo de confiança de 95% (IC95%). Resultados: O grupo de transplantados com DMPT foi constituído de maior número de indivíduos de
etnia não-branca (p=0,04), com rins policísticos como doença de base (p=0,02), receptores de rins de doadores falecidos (p=0,008) e em uso de tacrolimus (p=0,03).
Houve diferença significativa entre os grupos com e sem DMPT, respectivamente, na idade no momento do transplante (48±10,7 vs. 40±12 anos; p<0,0001), IMC
pré-transplante (26,1±5,1 vs. 23,9±4 kg/m²; p<0,0001), glicemia pré-transplante [96 (85,5-104,5) vs. 90 (83-97,5) mg/dL; p=0,04] e triglicerídeos pré-transplante
[184 (147,3-289,8) vs. 154 (108,3-180,8) mg/dL; p=0,007]. Em modelo de regressão logística, mantiveram significância estatística as variáveis: idade no momento
do transplante (OR=1,09; IC95% 1,03-1,15), triglicerídeos pré-transplante (OR=1,01 IC95% 1,01-1,02) e uso de tacrolimus (OR=4,04 IC95% 1,22-13,4). Conclusões: O desenvolvimento de DMPT em transplantados renais está associado principalmente à idade no momento do transplante, aos níveis séricos de triglicerídeos
no pré-transplante e ao uso da medicação imunossupressora tacrolimus.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-394
Apresentação clínica e histopatológica de glomerulonefrites com depósitos de C1q na biópsia renal
Francisco José Veríssimo Veronese, Maicon Antônio Carraro, Laura Albaneze, Rafael Zancan
HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS
Introdução: O significado clínico dos depósitos de C1q na imunofluorescência (IF) de rim em alguns tipos de glomerulonefrites (GN) ainda é controverso. Objetivos: O Objetivo deste estudo foi descrever o perfil clínico e histopatológico de pacientes selecionados pela presença de C1q na biópsia renal. Casuística e Métodos:
Foram estudados 36 pacientes adultos do Ambulatório de Glomerulopatias do HCPA com IF mostrando depósitos de C1q. Foram avaliadas características clínicas,
diagnóstico histopatológico, IF com full house (IgG, IgM, IgA, C3 e C1q), C1q dominante ou co-dominante (Nefropatia do C1q) ou apenas presença de C1q,
proteinúria (IPC), função renal (creatinina sérica, Crs), resposta a tratamento imunossupressor e desfecho clínico em 3 anos de seguimento. Resultados: Os tipos
histológicos predominantes foram nefrite lúpica (NL): 17(47,2%), seguido de GN membranoproliferativa (MP): 5(13,9%) casos, sendo 3 em associação com HCV;
GN proliferativa mesangial (Mes): 5(13,9%), sendo 2 pacientes em associação com HIV e HCV: 5(13,9%); glomeruloesclerose segmentar e focal: 4(11%) casos e
GN pós infecciosa: 2(5,6%) casos. Tres pacientes (8,3%) apresentavam NC1q. Os pacientes foram divididos de acordo com o grupo histológico: NL (n=17), NC1q
(n=3) ou outras glomerulopatias (GPs) (n=16). IF com full house foi detectada em 13 casos, sendo 11(65%) casos de NL, 1(33%) de NC1q e 1(6%) caso de GNMP
(p=0,039). A Crs na bx (p=0,277) e na última medida (p=0,233) não diferiu entre os grupos, mas a proteinúria inicial (NL:3,4±3,3; NC1q:8,3±3,5; GPs:4,6±3,6;
p=0,035) e final (1,1±1,0; 6,4±0,4; 2,5±3,7 respectivamente; p=0,035) foram significativamente maiores no grupo NC1q. Resposta total ou parcial ao tratamento
foi obtida respectivamente em 88%, 0% e 70% dos casos de NL, NC1q e GPs (p=0,019); no grupo NL 88% dos pacientes mantem função renal sem diálise (vs.
NC1q: 66% e GPs: 76%; p=0,712). Um paciente com NL foi a óbito. Conclusões: Depósitos de C1q na biópsia renal predominaram na NL e na GNMP associada
a infecção viral (positividade para HCV e HIV). Pacientes com C1q dominante ou co-dominante (NC1q) mostraram resistência ao tratamento imunossupressor. O
pequeno número de pacientes e a ausência de um grupo controle impede uma análise acurada da influência do C1q nos desfechos avaliados.
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SEÇÃO POSTER
P-534
Envolvimento renal em pacientes com meningite bacteriana em uma unidade de terapia intensiva
Juliana Bonfim de Souza, Vieira APF, Jacinto CN, Falcão FS, Lima JB, Alves MP, Costa CR, Júnior VNF, unior GBS,Daher EF, Fernandes ATBM, Girão MMV,
Ferreira APA
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará
Introdução: Poucos estudos abordam o acometimento renal na meningite bacteriana, uma doença fatal e com muitas complicações. Objetivos: Investigar a ocorrência
de lesão renal aguda (LRA) em pacientes com meningite bacteriana. Casuística e Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo com 20 pacientes com o diagnóstico de
meningite bacteriana admitidos na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital São José de Doenças Infecciosas, no período de 2005 a 2008, em Fortaleza, Ceará. A
LRA foi definida de acordo com o critério RIFLE, e a gravidade de acordo com o escore APACHE II. Para a análise estatística, utilizou-se o programa SPSS, versão 16.0,
considerando como significativo p<0.05. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 44±16 anos, sendo 80% do sexo masculino. Hemodiálise foi realizada em 6
pacientes (31,6%). O tempo entre o diagnóstico de LRA e a realização de diálise foi de 4,5±3,3 dias. Oligúria foi observada em 7 casos (35%), acidose metabólica em 11
(55%), hipotensão em 5 (25%), sepse em 11 (55%) e hipercalemia em 3 (15%). Os exames da admissão na UTI mostraram Cr 2,9±1,2mg/dL, Ur 92±41mg/dL, AST
61±57UI/L, ALT 35±19UI/L, Na 145±11mEq/L, K 4,01±1,2mEq/L, Ht 35±7,7%, Hb 11,8±2,5mg/dL, Leucócitos 11436± 5289/mm3, Plaquetas 125000±86000/
mm3, pH 7,3±0,11, HCO3 17,6±4,5mEq/L, PaCO2 32,6±9,6mmHg. Óbito ocorreu em 12 pacientes (62,3%), estando relacionado a pacientes mais jovens
(38,3±10,5 vs. 55,6±17,5, p=0,02). O escore APACHE II maior foi relacionado ao óbito (52,5±23 vs. 33,7±17,5, p=0,19). Observou-se também maior frequencia de
LRA nos pacientes que foram a óbito (87,5% “Failure” e 45% “Injury”), sendo a classificação “Failure” associada a um pior prognóstico, com maior escore APACHE II
(72,5±12,5 vs. 33,1±12,8, p=0,001). Conclusões: A LRA é uma complicação associada com alta mortalidade em pacientes com meningite bacteriana. O tratamento dialítico foi instituído em poucos casos (31,6%) e iniciado tardiamente. Somado a isso, pacientes mais jovens e com LRA grave pareceram ter uma pior evolução da doença.
Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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SEÇÃO POSTER
P-395
Apresentação sindrômica de glomerulopatias: quais as diferenças clinicas e de desfechos?
Francisco José Veríssimo Veronese, Laura Albaneze,Rafael Zancan, Melina Loreto, Diego Eifer, Maicon Carraro, Verônica Antunes, Elvino Barros
HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS, HCPA/UFRGS
Introdução: Existem variações nas formas de apresentação das glomerulonefrites (GNs), com diferentes graus de severidade e prognóstico. Objetivos: Neste estudo avaliamos o espectro clínico da síndrome nefrológica de apresentação de diferentes GNs. Casuística e Métodos: Foram estudados 507 pacientes, classificados por síndrome de
apresentação: 1) nefrótica (SNo), 2) nefrítica (SNe) incluindo os casos de GN rapidamente progressiva, e 3) alterações urinárias assintomáticas (AUA). Foram avaliados
dados clínicos, função renal (Crs) e proteinúria (IPC), histopatologia, doenças sistêmicas (DS) associadas, resposta a tratamento e desfechos (mediana de 5 anos de seguimento). Resultados: Foram classificados em SNo 271(53,5%) casos, em SNe 91(17,9%) e em AUA 145(28,7%). HAS foi prevalente no grupo SNe (75%, p=0,039);
como DS foram prevalentes Lupus e HIV (SNo), Lupus e vasculite (SNe) e obesidade e sem DS (AUA). Os dados clínicos e laboratoriais estão resumidos na tabela abaixo:
Resposta total ou parcial ao tratamento foi observada em 79% (SNo) e 69% (SNe) dos casos (p=0,088). Os desfechos foram: estar em acompanhamento fora de diálise, necessidade de diálise ou óbito: SNo: 80%/15%/5%; SNe: 55%/32%/13%; AUA: 95%/4%/1% respectivamente (p<0,001). Conclusões: A síndrome clínica mais frequente
foi a SNo, sendo GESF e GN Membranosa as etiologias prevalentes e 80% de sobrevida renal. A SNe foi causada mais frequentemente por lúpus e vasculite, com menor
índice de resposta ao tratamento e pior prognóstico. Conforme esperado, AUA tiveram boa evolução e prognóstico, e nos casos biopsiados predominaram IgA e GESF.
Idade
(anos) (x±DP)
Sexo
(masc.) (n,%)
Tempo entre sintomas/consulta
mediana(P25; P75) (em meses)
Crs inicial (mg/dL)
Crs final (n=230)
IPC inicial (Pu/Cru amostra)
IPC final (n=210)
Albumina inicial (mg/dL)
Albumina final (n=230)
Colesterol
total inicial (mg/dL)
Tipos histológicos prevalentes*
SNo: n=261; SNe: n=82; AUA: n=105
Grau de FI/AT (%)
S. Nefrótica
(n=271)
S. Nefrítica
(n=91)
AUA
(n=145)
P
40±17
35±16
39±14
0,111
143(53%)
49(54%)
49(34%)
0,001
3(2-6)
2(1-5)
6(2-24)
<0,001
1,60±1,31
1,18±1,48
7,7±5,6
0,9±1,3
2,51±1,0
3,75±1,07
3,40±3,13
1,50±1,00
3,1±4,0
1,1±1,6
3,54±0,76
4,18±0,46
1,25±0,78
1,19±0,55
2,0±1,9
1,1±1,3
3,90±0,58
4,06±0,37
<0,001
0,334
<0,001
0,556
<0,001
0,132
299±131
249±82
212±70
<0,001
GESF 27%
Memb 21%
15±12
Cresc 15%
NL 10%
30±19
IgA 15%
GESF 9%
9,5±6
*Pacientes com biópsia renal; Memb: Membranosa; Cresc: GN crescentica; NL: nefrite lúpica; FI/AT: fibrose intersticial/atrofia tubular
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
<0,001
SEÇÃO POSTER
P-690
Lesão renal tubular induzida pelo uso de imunoglobulina no tratamento da imunodeficiência comum variável
Tamara da Silva Cunha, Paula Parada do Valle, Renata Lopes Saraiva, Gerardo del Castillo, Alvaro Luis Steiner Fernandes de Souza, Rodrigo Alves Sarlo,
Carlos Perez Gomes
Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario
Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro, Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ - Rio de Janeiro
Introdução: A imunodeficiência comum variável é um tipo de imunodeficiência primária caracterizada por um distúrbio na diferenciação das células B, comprometendo a produção de imunoglobulinas. O espectro de manifestações clínicas é amplo, embora a lesão renal seja um achado raro. Entretanto, é conhecido o efeito deletério
das cadeias de imunoglobulinas nos túbulos renais e seu uso constitui a base do tratamento desta doença através da reposição regular de imunoglobulina intravenosa
(IV). Ate o momento não há descrição na literatura de acometimento tubular sem lesão glomerular por imunoglobulina IV nestes pacientes. Objetivo: Relatar o caso
de um paciente com diagnóstico de Imunodeficiência Comum Variável apresentando disfunção tubular renal grave associada ao uso de imunoglobulina IV. Casuística
e Métodos: Paciente de 28 anos, 28Kg, 1,55m, faz reposição de imunoglobulina 5g IV a cada 3 semanas e tem como comorbidades intolerância à lactose e bronquiectasia/pneumonia de repetição. Há um ano, mesmo na ausencia de diarreia, vem apresentando tetraparesia intermitente logo após uso da imunoglobulina associada à
poliuria, acidose metabólica hipercloremica, hipopotassemia, hipocalcemia, hipomagnesemia e hipofosfatemia graves. Testes realizados: bioquímica e osmolalidade
(OSM) (por ponto de congelamento) séricos e gasometria venosa; EAS, gasometria urinária, OSMu, acidez titulável (NaOH), dosagem do amônio (espectrofotometria); fração de excreção (FE) de solutos, taxa de reabsorção de P (TRP), gradiente transtubular de K (TTKG) e dosagem de beta-2 microglobulina. Resultados:
Paciente apresentava função glomerular preservada (Creatinina 0,6 mg/dl), Na 140mEq/L, K 1,2mEq/L, P 2,1mg/dL, Cl 112mEq/L, Mg 1,1mg/dL, Ca 7,8mg/dL e
HCO3 15,1mEq/l. EAS com densidade 1.015, sem proteinuria, glicosuria ou hematuria. OSMu 229mOsm/KgH2O; Gasometria urinária: pH 6,2 HCO3 1mEq/l;
Acidez Titulável 22,5mEq/min/1,73m2; Amônio 38,9mEq/min/1,73m2, FEHCO3 0,13%; FeCa 6,3%; TRP 69%, TTKG 3,3, FeNa 1,8%, Beta-2-microglobulina
41,4mg/l. Parâmetros compatíveis com lesão tubular proximal, déficit de concentração e acidose tubular renal distal (ATRd). Atualmente paciente compensado com
reposição oral de citrato de K, Mg, solução de Joulie, calcitriol e amiloride. Conclusões: Trata-se de primeiro caso descrito de acometimento renal tubular (síndrome
de Fanconi parcial adquirida e ATRd) associado ao uso de imunoglobulina IV em paciente com imunodeficiência comum variável.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-561
Lesão renal aguda secundária ao uso de anabolizantes – série de 9 casos em Fortaleza, Ceará, Brasil
Newton Carlos Viana Leite Filho, Louize Emanuele de Oliveira Souza,Raissa Marques Cavalcante, Geraldo Bezerra da Silva Junior, Bruna de Magalhães
Morais,Tacyano Tavares Leite, Sonia Leite da Silva, Pastora Maria Araújo Duarte, Marcus Kubrusly, Elizabeth De Francesco Daher
Universidade Federal do Ceará, Hospital Geral de Fortaleza, Universidade Federal do Ceará, Universidade de Fortaleza; Universidade Federal do Ceará, Universidade
Federal do Ceará, Hospital Geral de Fortaleza,Universidade de Fortaleza; Hospital Universitário Walter Cantídio, Universidade Federal do Ceará, Hospital Universitário
Walter Cantídio, Universidade Federal do Ceará, Hospital Universitário Walter Cantídio, Universidade Federal do Ceará,Hospital Universitário Walter Cantídio,
Universidade Federal do Ceará
Introdução: O uso de anabolizantes tem alcançado níveis alarmantes nos últimos anos com o Objetivo de aumentar a massa muscular e melhorar o desempenho em
atividades esportivas. A ocorrência de lesão renal aguda (LRA) tem sido descrita como uma das complicações do uso destas substâncias. Objetivos: Descrever a associação de LRA secundária ao uso de anabolizantes em um grupo de 9 pacientes. Casuística e Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo de 9 pacientes com diagnóstico
de LRA após uso de anabolizantes acompanhados no Hospital Geral de Fortaleza e Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará, em
Fortaleza, Ceará, Brasil. LRA foi definida de acordo com o critério RIFLE. Foram avaliados os exames da admissão e da evolução. Resultados: Os pacientes referiram
uso de anabolizantes esteroides e suplementos vitamínicos de uso veterinário, intramuscular, contendo vitamina A (20.000.000UI/dose), vitamina D (35.000.000UI/
dose) e vitamina E (6.000UI/dose). A média de idade foi de 23±7 anos (variação 16-34 anos), sendo todos do sexo masculino. As principais manifestações clínicas
foram: febre (66,6%), náuseas (88,8%), vômitos (77,7%), hiporexia (44,4%), perda de peso (44,4%), hipertensão (33,3%), cefaleia (33,3%), palpitações (33,3%)
e adinamia (44,4%). Os 9 pacientes desenvolveram LRA, de acordo com o critério RIFLE, sendo todos classificados em “Injury”, sendo necessária internação hospitalar em 5 casos (55,5%). O tempo médio de internação foi de 36±28 dias. Os exames laboratoriais da admissão mostraram: Ur 70±17mg/dL, Cr 3,3±0,7mg/dL,
Na 137±1,9, K 3,7±0,5, Hb 11,2±2,2, Ht 33,4±6,9%, Leucócitos 11340±5982/mm3, Plaquetas 376000±175893/mm3. Os níveis máximos de Ureia e Creatinina
foram de 120±85mg/dL e 5,3±3,0mg/dL, respectivamente, e de Cálcio sérico 14±1,9mg/dL. O exame de urina mostrou proteinúria em 3 casos (33,3%) e hematúria
em 1 (11,1%). Hemodiálise foi necessária em 2 casos (22,2%). Biópsia renal foi realizada em 4 casos, mostrando um padrão de infiltrado inflamatório intersticial,
com eosinófilos, depósitos de cálcio no espaço intersticial e necrose tubular aguda, sem alterações glomerulares significativas. Conclusões: A LRA é uma importante
complicação do uso de anabolizantes, sendo as alterações tubulo-intersticiais as mais importantes. A LRA é decorrente de nefrite tubulo-intersticial aguda, associada
a necrose tubular aguda e deposição de cálcio estimulada pela dose extremamente elevada de vitamina D, que leva consequentemente à hipercalciúria.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-772
Prevalência de sub-relato da ingestão energética em pacientes em hemodiálise
Inaiana Marques Filizola Vaz, Ana Tereza Vaz de Souza Freitas, Sanzia Francisca Ferraz, Marta Izabel Campos Andrade, Nelida Schmid de Fornés,
Maria do Rosário Gondim Peixoto
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás,Universidade Federal de Goiás,Hospital de Doenças Tropicais do Estado de Goiás,Hospital das Clínicas da
Universidade Federal de Goiás,Universidade Federal de Goiás,Universidade Ferderal de Goiás
Introdução:apesar de vários estudos demonstrarem uma ingestão energética frequentemente abaixo das recomendações específicas para pacientes em hemodiálise,
outros tem revelado uma prevalência crescente de excesso de peso nesta população, paradoxo que pode estar relacionado ao sub-relato da ingestão alimentar referida.
Apesar de bem referenciado na literatura para indivíduos saudáveis, o sub-relato é ainda pouco estudado na população em hemodiálise. Objetivo: estimar a prevalência
global do sub-relato da ingestão energética em pacientes em hemodiálise e segundo variáveis demográficas, sócioeconômicas, clínicas e antropométricas. Metodologia:
estudo transversal com 344 pacientes maiores de 18 anos com amostra aleatória simples de dez centros de hemodiálise representativos da cidade de Goiânia-GO. A
ingestão energética média foi calculada a partir de seis recordatórios de 24 horas, sendo três referentes ao dia de diálise e três ao dia sem diálise. Considerou-se como
sub-relato quando a razão entre a ingestão energética relatada e a taxa de metabolismo basal, calculada pela equação de Harris Benedict, foi menor que 1,27. Utilizou-se pacote estatístico Stata 8.0 para realização de análise descritiva e teste qui-quadrado de Pearson. Foram consideradas significativas diferenças no nível de p<0,05.
Resultados: grupo composto por maioria do sexo masculino (59,30%), idade média de 49,33 ± 13,76 anos, média de ingestão energética diária de 1590,02 ± 465,60
kcal e prevalência global de sub-relato da ingestão energética de 65,7%. Segundo variáveis demográficas, sócio-econômicas, clínicas e antropométricas a prevalência
de sub-relato da ingestão energética foi maior e estatisticamente significativa para indivíduos do sexo feminino (75%, p<0,01), com nível de escolaridade até o ensino
fundamental (70,18%, p=0,014), com tempo de hemodiálise até cinco anos (69,91%, p=0,03), com excesso de peso pelo índice de massa corpórea (78,38%, p<0,01)
e com gordura corporal elevada (73,04%, p<0,01). Não houve diferença de sub-relato da ingestão energética nos indivíduos com mais de 60 anos, nos diabéticos e
para aqueles com renda menor que cinco salários mínimos (todos p>0,05). Conclusão: grupo com elevada prevalência de sub-relato da ingestão energética, indicando
que o consumo alimentar referido deve ser analisado com cautela, associado aos Resultados clínicos de forma a evitar medidas inadequadas ou ineficientes durante a
assistência nutricional prestada a essa população.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-611
Comparação da avaliação da composição corporal e estado nutricional por meio da bioimpedância
com outros parâmetros de avaliação nutricional em pacientes portadores de doença renal crônica em
tratamento conservador
Daniela Barbieri Hauschild, Maria Eliana Schieferdecker, Christiane Mesquita Leite, Marcelo Mazza do Nascimento
Hospital de Clínicas - Universidade Federal do Paraná, Hospital de Clinicas da Universidad, Hospital de Clinicas da Universidad, Hospital de Clinicas da Universidad
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) caracteriza-se pela presença de lesão no parênquima renal e perda progressiva e irreversível das funções do rim. O estado nutricional é um importante preditor de prognóstico na DRC, inclusive na fase pré-diálise, o que ressalta a importância de estudos direcionados a avaliação da
composição corporal desta população. Objetivo: Verificar a composição corporal em pacientes com DRC em tratamento conservador; bem como a associação da
medida do ângulo de fase, com outros parâmetros nutricionais utilizados na prática clínica. MÉTODOS: Estudo prospectivo observacional realizado no Ambulatório
de Nefrologia do Hospital de Clínicas da UFPR, entre os meses de abril a julho do ano de 2011. A amostra foi composta de indivíduos com diagnóstico de doença
renal crônica (DRC). Foi realizada avaliação nutricional por meio de antropometria, avaliação subjetiva global (ASG) e bioimpedância elétrica (BIA). Resultados:
Foram avaliados 32 pacientes. Verificou-se correlação significativa e positiva entre o AF com a %MLG e com IMME (r=0,4541 e p=0,009; r=0,5064 e p=0,003). O
ângulo de fase foi significativamente menor em pacientes desnutridos classificados pela ASG (p=0,01). Como era de esperar verificou-se uma correlação positiva e
significativa entre CA e PCR (r=0,4053 e p=0,0262). Conclusões: Nesta casuística, os dados antropométricos indicaram sobrepeso, obesidade e acúmulo de gordura
corporal. O AF parece identificar alterações de composição corporal que antecedem alterações de parâmetros antropométricos. Pode-se verificar que a ASG pode ser
uma ferramenta adequada na avaliação nutricional desta população.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-664
Avaliar a evolução de acompanhamento de caso 7 anos paciente lupica com disfunção renal em
tratamento convencional com associaçâo de alisquireno
MagalhãesCC
Hemoclínica São José Campos
Introdução:O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), é uma doença inflamatória crônica, multi sistêmica, de causa desconhecida e de natureza autoimune, caracterizada pela presença de diversos auto anticorpos. A evolução apresenta manifestações clínicas polimórficas, com períodos de exacerbações e remissões. De etiologia não
totalmente esclarecida, o desenvolvimento da doença está ligado a predisposição genética e fatores ambientais, como luz ultravioleta e alguns medicamentos.Tem
incidência mais freqüente em mulheres jovens, ou seja, na fase reprodutiva, na proporção de 9 a 10 mulheres para um homem, e com prevalência variando de 14 a 50
/100.000 habitantes, em estudos norte americanos.ObjetivoS:Avaliar efeito associação alisquireno em paciente com tratamento Lupico convencional CASUISTICA
E METODOS:Paciente sexo feminino,28 anos,foi acompanhada com exames laboratoriais e MAPA durante o periodo de 07/2005 a 05/2012 mantendo tratamento
protocolar de LES associado ao Alisquireno 300mg.Relatado evolução de proteinuria e filtração renal.RESULTADO E Conclusões:O caso clínico apresentado demonstrou no seguimento de 7 anos, melhora da evolução clínica e laboratorial desfavorável, em paciente jovem do sexo feminino, com doença autoimune do tipo
lúpus eritematoso sistêmico, que requereu associação de vários fármacos na tentativa de reversão de lesão renal progressiva, associada a hipertensão arterial de difícil
controle.A Introdução do inibidor seletivo de renina com ação intracelular do alisquireno, demonstrou conforme exames seriados realizados no período de 2005 até
2011, que este fármaco neste último ano, apresentou ação diferencial no controle da proteinúria e da disfunção renal, podendo ser considerado como uma terapia de
escolha em pacientes portadores de doenças autoimunes do tipo lúpus com comprometimento renal, associado a proteinúria e hipertensão arterial.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-223
Alterações Ecocardiográficas em Pacientes com Insuficência Renal Crônica em Pré-diálise na cidade de
Araguaína-TO
Santos JHR, Sousa MAS, Ferreira MC, Garcia PQ, Lobo RG
Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Tocantins, Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Tocantins, Instituto Tocantinense Presidente Antônio
Carlos Tocantins,I nstituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Tocantins, Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Tocantins
Introdução: Alterações cardiovasculares são frequentes em portadores de Insuficiência Renal Terminal (IRT). A Ecocardiografia tem sido utilizada na avaliação da estrutura e da função cardíaca ao longo de várias décadas, demonstrando importante papel para a caracterização de indivíduos sob maior risco cardiovascular. Objetivo:
Identificar a principal alteração cardiovascular demonstrada no Ecocardiograma em pacientes com IRT em pré-diálise. Casuística e Métodos: Trata-se de um estudo
de casos realizado com 23 pacientes, entre março à junho de 2012, conduzido pelo serviço de Nefrologia do Hospital Público Regional de Araguaína e do Instituto de
Doenças Renais do Tocantins, na cidade de Araguaína. Resultados: Foram avaliados 23 pacientes, que consistiu de 14 homens e 9 mulheres, com idade média de 45
anos. A etilologia da IRT foi atribuída a nefrosclerose hipertensiva (52%), nefropatia diabética (5%), associação das duas anteriores (26%), glomerulonefrite crônica
(4%), uropatia obstrutiva por hiperplasia prostática benigna (4%) e outras afecções (4%). As principais alterações ecocardiográficas observadas foram a hipertrofia
concêntrica do ventrículo esquerdo em 16 pacientes (70%), dilatação do átrio esquerdo em 7 (30%), hipertrofia excêntrica do ventrículo esquerdo em 1(4%), disfunção diastólica em 5 (22%), calcificações valvares em 2 (9%), derrame pericárdio em 4 (17%) e normal em 1 paciente (4%), isoladas ou em associação. Conclusão:
O paciente portador de IRT está sujeito a condições que levam a alterações na estrutura e função cardíaca. A Hipertrofia Ventricular Esquerda (HVE) é a alteração
mais comum, sendo tal alteração evidenciada em nosso estudo. No entanto, todas as estruturas cardíacas podem ser afetados como a calcificação e pericardiopatias,
alterações estas também encontradas no nosso estudo. A HVE é altamente prevalente na Doença Renal Crônica e associa-se a um prognóstico desfavorável. A prevalência de HVE oscila de 60% a 75% naqueles pacientes em pré-diálise, no qual nesta casuística a taxa encontrada foi de 70%, estando dentro dos valores citados na
literatura. As evidências indicam o extraordinário papel da ecocardiografia na melhoria da qualidade da avaliação clínica do paciente com IRT. Os desfechos ecocardiográficos têm sido comprovados como marcadores úteis para estudos de prognóstico e intervenção.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-517
Avaliação de fatores agravantes da injúria renal aguda
Custódio RP, Silva FM, Martínez BB
Universidade do Vale do Sápucaí, Universidade do Vale do Sápucaí, Universidade do Vale do Sápucaí
Introdução: Injúria Renal Aguda (IRA) é caracterizada pela incapacidade do rim em excretar escórias e manter o equilíbrio hidroeletrolítico e ácido básico. A mortalidade da IRA é em torno de 50%, podendo chegar a 90% dos casos. Septicemia é o principal fator etiológico da IRA, representando cerca de 50% dos casos.Objetivo:
Avaliar os fatores que podem agravar a evolução da IRA em um hospital escola. Casuística e Métodos: estudo quantitativo, observacional, prospectivo e analítico,
realizado com 105 pacientes com diagnóstico de IRA internados no Hospital Escola Samuel Libânio em Pouso Alegre-MG. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de
Ética em Pesquisa da Universidade do Vale do Sapucaí. Para coleta das variáveis foram aplicados os instrumentos Índice de Comorbidade de Charlston, e questionário semi-estruturado com as características dos pacientes e evolução da IRA. Para classificação da IRA foram utilizados os sistemas RIFLE (Risk Injury Failure Loss
End-stage kidney disease) e AKIN (Acute Kidney Injury Network). Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com o desfecho (não óbito e óbito). As
variáveis foram descritas como média±desvio padrão, mediana, variação, freqüência absoluta e relativa. Foi utilizado o teste D’Agostino Pearson para avaliar a distribuição das variáveis. Variáveis numéricas foram comparadas pelo teste t de Student ou pelo teste de Mann Whitney e as variáveis categóricas, pelo teste exato de
Fisher. Adotou-se 0,05 como o nível de rejeição da hipótese de nulidade.Resultados: Nãoobservou-se diferença de idade entre os grupos (62,4±20,9 para não óbitos e
61,6±18,3 para óbitos, p = 0,39). Entre os pacientes que foram a óbito houve um maior número de internação em UTI (39,29% vs 18,52%, p = 0,04); maior tempo
entre internação e diagnóstico de LRA, em dias (0,65±0,43 vs 0,43±0,39, p=0,02);maior número de casos submetidos à diálise (53,6% vs 25,9%,p=0,03), entretanto
foram submetidos a um menor número de sessões de diálise (4,5 vs 8,8, p=0,02).Os escores de gravidade da IRA foram maiores no grupo que foi a óbito (RIFLE: 3 vs
2, p=0,005; AKIN: 3 vs 2, p=0,005). Conclusões: a mortalidade foi maior em pacientes internados em UTI; o desfecho foi pior em pacientes que necessitaram de diálise, embora tenha sido melhor quando o número de sessões de diálise foi maior; os escores de gravidade da LRA, RIFLE e AKIN foram indicativos do defecho óbito.
Palavras chave: injúria renal aguda, desfecho, gravidade.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-336
Relação entre saúde mental e bem estar espiritual em pacientes de hemodiálise
Custódio RP, Hipólito MV, Martínez BB
Universidade do Vale do Sapucaí, Universidade do Vale do Sapucaí, Universidade do Vale do Sapucaí
Introdução: O estresse de conviver com uma doença terminal acarreta ao paciente de hemodiálise (HD) prejuízos para a sua saúde mental (SM). A espiritualidade é considerada recurso potencial para o enfrentamento de experiências estressantes. São escassos os estudos que correlacionam espiritualidade e saúde mental nestes pacientes.
O Objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre espiritualidade e saúde mental em pacientes de HD. Casuística e Métodos: Estudo observacional e transversal, realizado em centro único de HD, com 150 pacientes maiores de 18 anos. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIVÁS de acordo com a Resolução
196/96. Para avaliar a SM foi utilizado o instrumento Questionário de Saúde Geral de Goldberg (QSG) e para avaliar a espiritualidade foi utilizada a Escala de Bem Estar
Espiritual (EBE). As variáveis foram submetidas à análise bivariada através da correlação de Pearson e à análise multivariada através da regressão linear múltipla (método
stepwise). Na análise dos dados utilizou-se o software SPSS 18.0. Adotou-se p < 0,05. Resultados: A pior saúde mental associou-se ao menor bem estar espiritual (p= 0,01).
Bem estar espiritual foi o mais forte preditor de saúde mental (p= 0,0003), do estresse psíquico (p= 0,005), distúrbios do sono (p= 0,002) e distúrbios psicossomáticos
(p= 0,0003). Conclusão: Pior saúde mental associou-se ao menor bem estar espiritual, que tem implicações importantes nos cuidados paliativos com pacientes de HD.
Palavras-chave: diabetes mellitus, qualidade de vida, espiritualidade.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-657
Associação entre qualidade de vida e espiritualidade em diabéticos
Pereira ACC, Martínez
Universidade do Vale do Sapucaí, Universidade do Vale do Sapucaí
Introdução: Diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica com elevado risco de complicações, que afetam a qualidade de vida (QV). Estudos demonstram a influência da espiritualidade na QV de pacientes com diversas patologias crônicas, mas são poucos os estudos com diabéticos. O Objetivo foi avaliar a associação entre
espiritualidade e QV em pacientes diabéticos. Casuística e Métodos: Estudo observacional e transversal com 350 pacientes com DM tipo 2, de ambos os gêneros
atendidos num serviço público de saúde. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIVÁS de acordo com a Resolução 196/96 do Conselho
Nacional de Saúde. Para avaliar a QV foi utilizado o instrumento SF36 e para avaliar a espiritualidade foi utilizada a Escala de Bem Estar Espiritual (EBE). As variáveis
foram submetidas à análise bivariada através da correlação de Pearson e à análise multivariada através da regressão linear múltipla (método stepwise) Na análise dos
dados utilizou-se o software SPSS 18.0. Adotou-se p < 0,05. Resultados: Gênero masculino foi o mais forte preditor de estado geral de saúde (p= 0,0005) e aspectos
emocionais (p= 0,0001). Menor tempo de DM foi o maior preditor de vitalidade (p= 0,02). Bem estar existencial foi o mais forte preditor de capacidade funcional
(p= 0,0001), aspectos físicos (p= 0,002) e saúde mental (p= 0,0004). Conclusão: O bem estar existencial associou-se positivamente aos domínios de qualidade de vida.
Palavras-chave: diabetes mellitus, qualidade de vida, espiritualidade.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-277
Fatores de risco para doença renal crônica em diabéticos
Morato SMS, Moreira TM, Martínez BB
Universidade do Vale do Sapucaí, Universidade do Vale do Sapucaí, Universidade do Vale do Sapucaí
Introdução: Uma das principais complicações do diabetes mellitus (DM) é a doença renal crônica (DRC), cuja prevalência tem aumentado progressivamente em todo o mundo, tornando-se um sério problema de saúde pública. Objetivo: Rastrear os fatores de risco para DRC em um grupo de pacientes diabéticos e propor medidas para retardar a sua progressão. Casuística e Métodos: Estudo com 311 diabéticos que tiveram diagnóstico de DRC de acordo com critérios do KDOQI (Kidney Deseases Outcomes Quality Initiative). Resultados: A prevalência de DRC foi de 30,6%. Tabagismo foi o preditor mais forte
associado à DRC (83% OR 22,65; IC95% 5,58-52,24) seguido por história familiar de DRC (41% OR 12,79; IC95% 5,58-29,33) e hiperlipidemia (85%
OR 4,66; IC95% 2,26-9,61). Conclusões: Os diabéticos, por serem grupos de risco para DRC, têm alta prevalência desta doença. Tabagismo e hiperlipidemia
são fatores de risco independentes que devem necessariamente ser modificados como estratégia para prevenir a progressão da DRC, neste grupo de pacientes.
Descritores: Diabetes mellitus; insuficiência renal crônica; diagnóstico; fatores de risco.
143
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-640
Qualidade de vida em diabéticos usuários de psicofármacos Ferreira NC, Bartels AC, Santos BO, Martínez BB
Universidade do Vale do Sapucaí, Universidade do Vale do Sapucaí, Universidade do Vale do Sapucaí, Universidade do Vale do Sapucaí
Introdução: Distúrbios psiquiátricos em diabéticos associam-se a hiperglicemia e pior qualidade de vida (QV). Objetivo: Avaliar a QV de diabéticos usuários de psicofármacos (PF) e compará-la com os não usuários. Casuística e Métodos: estudo transversal, realizado com diabéticos maiores de 18 anos, divididos em dois grupos, usuários de PF (caso) e não usuários (controle), sendo 100 pacientes em cada grupo, atendidos no Centro Municipal de Educação em Diabetes de Pouso Alegre/MG (CEMED). QV foi avaliada pelo instrumento SF-36. De acordo com as variáveis estudadas foram aplicados os testes exato de Fisher (categóricas), Mann-Whitney (escores)
e T de Student (numéricas com distribuição normal). Adotou-se p < 0,05. Resultados: Observou-se diferença no grupo caso (Ca) em relação ao controle (Co) para as
variáveis: gênero feminino (Ca=71% vs Co=56%, p=0,01); com companheiro (Ca=69% vs Co=35%, p<0,0001); hemoglobina glicosilada maior que 7,0 (Ca=73% vs
Co=59%, p=0,01). Observou-se menor QV no grupo caso nos domínios: Capacidade Funcional (Ca=62,5±31,76 vs Co=71,75±27,2, p=0,009); Dor (Ca=61,0±30,12
vs Co=69,63±25,83, p=0,01); Vitalidade (Ca=52,57±27,71 vs Co=64,30±26,22, p=0,003); Aspectos Emocionais (Ca=60,87±49,07 vs Co=81,82±38,79, p=0,02);
e Saúde Mental (Ca=54,92±23,01 vs Co=54,00±26,28, p<0,0001). Os grupos foram estratificados por gênero, idade e tempo de DM e observou-se que o aspecto
Saúde Mental (SM) da QV mostrou-se menor no grupo caso. Conclusões: Diabéticos usuários de PF tiveram pior QV geral do que os não usuários. Quando estratificados por gênero, idade e tempo de DM a SM foi menor nos usuários de PF, sugerindo que outras medidas terapêuticas, além do uso de drogas, devam ser adotadas.
Palavras-Chave: Qualidade de Vida. Psicofármacos. Diabetes mellitus.
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P-576
Rabdomiólise por choque hipovolêmico grave
Garcia PQ, Araujo EEU, Mendes HW, Sousa MAS, Lobo RG, Santa JL, Soares GM, Santos JHR
Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Tocantins, Hospital Regional Público de Araguaína, Tocantins, Hospital Regional Público de Araguaína Tocantins,
Hospital Regional Público de Araguaína, Tocantins, Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Tocantins, Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos
Tocantins, Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Tocantins, Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Tocantins
Introdução: A rabdomiólise é uma causa importante de injúria renal aguda (IRA), representando até 10-15% dos casos, sendo uma das suas complicações a síndrome
compartimental. Objetivo: Relatar caso clínico de IRA por rabdmiólise secundário ao choque hipovolêmico grave devido trauma penetrante abdominal. Casuística
e Métodos: O presente trabalho foi realizado com um paciente selecionado da enfermaria de Nefrologia do Hospital Regional Público de Araguaína-TO (HRPA),
por ser pouco descrito na literatura casos de choque hipovolêmico que evoluíram com injúria renal por rabdomiólise. Resultados: L.A.R, masculino,24 anos, vítima
de agressão por arma branca em flanco esquerdo, dorso e ombro direito, na cidade de Guaraí-TO, sendo transportado sem suporte adequado e ausência de acesso
venoso. Deu entrada com sinais de choque hipovolêmico, porém não foi manejado de forma apropriada, sendo feito a reposição volêmica aproximadamente 12 horas
após o trauma. Submetido à laparotomia exploradora com incisão mediana, rafia de lesão vascular retroperitoneal e omentorrafia. O pós -operatório imediato foi realizado no pronto- socorro por falta de vaga nas UTI’s. No dia seguinte evoluiu com fístula entérica, sendo realizada nova laparotomia para correção, com drenagem
abdominal e antibioticoterapia. A lesão somada com o manejo inadequado e uma cirurgia complicada com pós – operatório inapropriado foram fatores primordiais
para o desenvolvimento de necrose tubular aguda. No 2° dia de internação hospitalar foi remanejado para UTI devido a IRA , necessitando de suporte dialítico, com
ultrafiltração de 1.5 – 2.0 L/3h/dia por 30 dias. Progrediu com síndrome compartimental em ambas as pernas, efetuada fasciotomia bilateral. Após melhora clínica, foi
transferido para a enfermaria de nefrologia deste mesmo hospital, onde apresentou dor e déficit motor nos membros inferiores. Administrados os cuidados necessários
e com remissão das queixas, o paciente recebeu alta hospitalar e recomendação para acompanhamento ambulatorial. Conclusões: A terapêutica precoce do choque
hipovolêmico é essencial no intuito de evitar a progressão para IRA e a necessidade de terapêutica dialítica.
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SEÇÃO POSTER
P-754
Avaliação nutricional nos pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador no Hospital
Universitário Gaffree e Guinle
Bruna Caroline Tarsitano, Karina Zocrato, Lygia Vieira, Elisa Saiga
HUGG, HUGG, HUGG, HUGG
Introdução: A terapia nutricional, aliada ao uso de drogas, atua de forma não farmacológica no tratamento dos pacientes com doença renal crônica (DRC), a fim
de reduzir a toxicidade urêmica, prevenir a desnutrição e retardar a progressão da doença. Objetivo: Analisar os parâmetros clínico-laboratoriais, que estimam sinais
precoces de desnutrição e que auxiliam no acompanhamento dos pacientes em tratamento conservador acompanhados no ambulatório de nefrologia do Hospital
Universitário Gaffree e Guinle. Casuística e Métodos: Estudo longitudinal retrospectivo, com 49 pacientes, com seguimento de 63 meses, de fevereiro de 2006 a abril
de 2011, em que o acompanhamento se inicia no momento em que o paciente entra em estágio 4, mantendo seguimento até óbito, transplante renal ou terapia renal
substitutiva (TRS). Pacientes >18 anos, com DRC nos estágios 4 e 5 pré-diálise, estimado pela fórmula de estudo modification of diet in renal disease ( MDRD 4
), onde médicos e nutricionistas atuam em paralelo. Foram analisados parâmetros clínico-laboratoriais, utilizando-se dos valores de albumina sérica, reserva alcalina,
cálcio, fósforo, potássio, hemoglobina e índice de massa corporal (IMC). Foi realizado o teste de t-pareado para a análise, sendo considerado significante p<0,005.
Resultados: De 120 pacientes avaliados, 49(40,8%) se enquadraram no protocolo pré-estabelecido para ingresso nesse estudo. Com um clearance inicial médio
(MDRD 4) de 20,80±5,96 e tempo de acompanhamento de 18,08±7,26 meses. Como Resultados, obtivemos as seguintes médias no início e ao final do acompanhamento: a albumina no início da análise foi de 4,07±0,51, sendo o valor na última consulta de 4,00±0,32. A reserva alcalina foi de 25,64±6,44, com o comparativo
de 25,21±6,35. O cálcio 4,77±0,74 e 4,76±0,69. O fósforo 4,26±1,01 e 4,4±0,98. O potássio 4,77±0,74 e 4,76±0,69. A hemoglobina 11,22±1,98 e 11,43±1,86. O
IMC, 19,64±5,01 e 20,50±5,78. Não houve diferença estatística entre os Resultados no início e ao final do acompanhamento. Conclusão: A manutenção dos níveis
de albumina, reserva alcalina e IMC permaneceram dentro dos valores da normalidade, sem sinais de desnutrição grave nesta amostra de pacientes pré TRS.
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P-119
O Impacto da Depressão e da Qualidade de Vida no Risco Cardiovascular de Pacientes em Hemodiálise
Gabriel de Almeida Ferreira, Eduardo de Paiva Luciano, Priscila de Matos Romero, Gilson Fernandes Ruivo
Universidade de Taubaté, Hospital Regional do Vale do Paraíba, Hospital Regional do Vale do Paraíba, Universidade de Taubaté
Introdução: Uma das maiores causas de óbito na sociedade moderna são as doenças cardiovasculares, sendo a depressão um fator de risco. Pacientes nefropatas em hemodiálise apresentam prevalência elevada de doença cardiovascular, e a baixa qualidade de vida observada nestes pacientes pode colaborar para a presença de depressão
agravando o quadro. Poucos estudos correlacionam o risco cardiovascular (RCV) com a depressão e qualidade de vida (QV) em tais pacientes. Objetivos: Avaliar o
Risco Cardiovascular em pacientes hemodialíticos portadores de depressão. Casuística e Métodos: Foram estudados 79 pacientes em hemodiálise no Hospital Regional do Vale do Paraíba, no ano de 2011. O estado psicológico foi avaliado pelo Inventário de Depressão de Beck e pelo Kidney Disease Quality of Life - Short Form
(KDQOL-SF™ 1.3). O risco cardiovascular foi avaliado pelo Escore de Framingham. Os dados foram analisados pelo software SPSS versão 20.0, sendo considerado
significativo p<0,05. Resultados: Analisou-se 46 homens (58,2%) e 33 mulheres com idade de 60,7 ± 13,4 anos. Constatou-se a ausência de depressão em 34 pacientes (44,7%) e depressão em 42 (55,3%). Quanto à avaliação da qualidade de vida observou-se que era adequada na maioria dos pacientes. O Escore de Framingham
teve uma média de 6,6 ± 3,9, independente do sexo. Analise quanto ao gênero demostrou que o sexo feminino apresentava maior (p=0,008) RCV em comparação ao
masculino (8,0 ± 0,8 vs 5,6 ± 0,4).Quando comparado o tempo de diálise e a qualidade de vida, observou-se correlação negativa no domínio Satisfação(p=0,007) e
positiva no Funcionamento Físico(p=0,047). Diversos domínios da QDV foram influenciados pela depressão (p<0,05) e quanto maior a idade dos pacientes, maior
foi o RCV (p<0,001) e menor a QVD (p<0,05). O perfil metabólico não se correlacionou com a depressão ou QV. Conclusões: Os pacientes apresentaram baixo
RCV, com risco médio de 10% para eventos cardiovasculares em 10 anos, com uma correlação negativa com a QV. A depressão influenciou negativamente a QV, que
piorou com o aumento da idade, porém não houve correlação direta com dados metabólicos.
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P-253
Correlação entre depressão e adesão ao tratamento no paciente pré-dialítico da doença renal crônica
no hospital Universitário Gaffrée Guinle
Alves FRC, Sabino VHC, Ferreira LHS, Swenson CR, Vieira LMSF
UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO
Introdução: A depressão é frequentemente subdiagnosticado pelos nefrologistas face ao desconhecimento dos seus critérios diagnósticos, mas também pelos sintomas
sistêmicos comuns aos da uremia (fadiga, anorexia, alterações comportamentais e psicomotoras). A depressão em interface com a doença crônica tem sido associada
com a má adesão medicamentosa, diminuição da qualidade de vida e evolução da doença. Estudos são necessários para avaliarmos o real papel da depressão em fase
pré-dialítica já que seu papel em pacientes em diálise é conhecido. Objetivo: Diagnosticar pacientes com depressão a partir do estagio 3B da doença renal crônica
(DRC) e relacionar com a adesão ao tratamento conservador. Casuística e Métodos: Estudo transversal, baseando-se em entrevista e aplicação de teste de rastreio
para depressão (inventário de BECK-BDI) e adesão ao tratamento de hipertensão adaptado ao tratamento conservador da DRC, em pacientes (pac) nos estágios
pré-dialítico do ambulatório de Nefrologia do HUGG, de jan 2010 a dez 2011. Análise dos dados: Microsoft Excel 2007e GraphPad Instat 3 Significativos quando
p<0,05 e ICde 95%. O BDI consta de 21 itens, com quatro afirmações, variando de 0 a3 aonde os componentes cognitivos, afetivos, comportamentais e somáticos
são avaliados nos pac. O resultado é composto pelo somatório dos 21 itens, sendo então classificado: 0-9 não deprimido, 10-18 depressão leve a moderada, 19-29
depressão moderada a severa e 30-63 depressão severa. Resultados: 42 pac, 22 F e 20 M, 67±13 anos. O Clcr, MDRD4, 11 pac (26%) DRC 3B, 26 DRC 4 (62%)
e 5 DRC5 (12%). BDI, 29 pac não deprimidos , 5 pac depressão leve a moderada , 6 pac depressão moderada a grave e 3 pac depressão grave. Ao dividir os pac em
2 grupos, depressivos ou não, 33% pac com algum grau de depressão. A mediana foi 5,5. Separando em estágios, encontrou-se uma mediana na DRC 3B, 4 e 5 de
5,0, 5,5 e 7,0(p>005). Dos 42 pac, 16 (40%) interromperam a medicação por conta própria. Destes 16 pac, 9 (54%) possuíam algum grau de depressão. A mediana
do BDI do grupo que interrompeu o tratamento foi de 11,50 contra 5,0 do grupo que apresentou adesão plena p=0,0084. Conclusão: É necessária a suspeição do
diagnóstico de depressão por parte dos nefrologistas e sua constatação por teste de rastreio a fim de diminuir o impacto na adesão ao tratamento conservador.
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P-239
Avaliação do conhecimento sobre os rins em usuários cadastrados no hiperdia de uma USF de Maceió (AL)
Albuquerque FEN, Barros HLFG, Teles F, Costa AFP
Faculdade de medicina da universidade federal de Alagoas, Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas, Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas,
Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas
Introdução: A doença renal crônica (DRC) apresenta elevados e progressivos índices de prevalência na população em geral. Entre suas causas, a nefropatia diabética
(ND) apresenta prevalência de 10% a 40% e a nefropatia hipertensiva (NH), 25% a 40%. Nesse contexto, foi criado o programa federal Hiperdia para melhorar a
atenção à saúde dos pacientes portadores desses agravos. Uma das principais ações, no nível de promoção da saúde, é o enfoque educacional destinado principalmente
a promover hábitos saudáveis e o conhecimento sobre as complicações secundárias a essas doenças. ObjetivoS: Avaliar o perfil do conhecimento de pacientes cadastrados no programa Hiperdia sobre os rins. MÉTODOS: Foi aplicado o questionário usado na campanha “World Kidney Day” de 2010, composto por 13 questões
objetivas, de forma transversal e aleatória, durante as reuniões do programa. Resultados: Foram avaliados 72 pacientes do programa, em uma Unidade de Saúde da
Família (USF), a qual possuía 268 usuários cadastrados no HIPERDIA. Destes, 34,7% conheciam o tamanho e a quantidade de rins no ser humano. Ainda, 32%
acertaram algumas das funções renais, apesar de que nenhum identificou a liberação de hormônios nem a remoção de drogas e toxinas do sangue como funções dos
rins. Apenas 2,8% tinham noção sobre quantos litros os rins filtravam por dia. Quanto à prevalência dos principais agravos que levavam a DRC, somente 20% acertaram; a grande maioria atribuiu a nefrolitíase e a pouca ingestão de água. No concernente às complicações da DRC: 36,1% tinham noção do que era anemia; 80,6%
afirmaram que DRC aumenta o risco de ataques cardíacos e derrames; 38,9% acertaram as principais complicações que a DRC pode causar e dessas, a mais escolhida
foi DCV (19,4%). No que se refere ao quadro clínico, 38,9% afirmaram ser fácil reconhecer um indivíduo com DRC. Em relação à terapêutica, a maioria (79,2%)
disse existir tratamento para DRC e 98,6% afirmaram que se o paciente não recebesse cuidados haveria maiores chances de piorar. Quando questionados sobre a especialidade que cuidava dos rins, 40,3% declararam não conhecer, 29,2% acertaram e 14% afirmaram ser o cardiologista. Conclusões: Tais informações demonstram
a necessidade de maiores esforços nas estratégias de promoção da saúde no Hiperdia, que foi concebido como programa da Atenção Básica, para atender uma das
principais populações de risco para DRC.
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SEÇÃO POSTER
P-235
Avaliação da qualidade de vida no paciente com doença renal crônica em tratamento conservador no
Hospital Universitário Gaffree e Guinle (HUGG)
Sabino VHC, Alves FRC, Ferreira LHS, Vieira LMSF
UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO
Introdução: São escassos os relatos na literatura sobre a qualidade de vida do paciente renal crônico em tratamento conservador. Conhecer a correlação entre a piora da
função renal e a qualidade de vida do paciente é necessário para melhorar a adesão ao tratamento e orientar a abordagem da equipe multidisciplinar. Objetivo: Avaliar
a qualidade de vida para verificar os aspectos mais comprometidos dos pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) em tratamento conservador no ambulatório de
nefrologia do HU Gaffrée e Guinle. Casuística e Métodos: Avaliado 43 pacientes em um estudo transversal. Pacientes >18 anos, DRC nos estágios 3B, 4 e 5 pré-diálise pelo Modificatins of Diet in Renal Desease (MDRD4). No momento da consulta ambulatorial foram escolhidos aleatoriamente e aplicado o questionário de
Qualidade de vida SF-36 após consentimento informado. Foi utilizada estatística descritiva e os Resultados foram apresentados como Média ± DP e percentuais em
relação à amostra. A análise dos dados foram feitas pelo GraphPad InStat 3. Resultados: Média de idade foi 67 ± 14 anos. O MDRD4 foi 25,3 ± 8,4 mL/min/1,73m².
No SF36 foram avaliados 8 aspectos: 1.Capacidade funcional: DRC 3B -54.54±32.67 (n= 11), DRC 4 -66.87±27.49 (n=24), DRC 5 -50±34.82 (n=5); 2.Limitação
por aspectos físico: DRC 3B -52.27±50.56, DRC 4 -66.66±35.09, DRC 5 -50±35.35; 3.Dor: DRC 3B -66.36±28.52, DRC 4 -64.12±24.57, DRC 5 -82±40.25;
4.Estado geral de saúde: DRC 3B -56.09±28.32, DRC 4 -58.37±20.8, DRC 5 -62.2±20.57; 5.Vitalidade: DRC 3B -64.09±25.28, DRC 4 -64.37±25.91, DRC 5
-57±34.02; 6.Saúde mental: DRC 3B -69.45±32.01, DRC 4 -72.66±24.02, DRC 5 -62.4±31.31; 7.Limitação por aspecto emocional: DRC 3B -69.72±45.83, DRC
4 -77.83±34.98, DRC 5 -80.5 ±44.72; 8.Aspecto social: DRC 3B -85.22±20.01, DRC 4 -80.20±25.78, DRC 5 -65±24.04. Na análise dos dados, separando pelos
estágios, não mostrou significância estatística. Existe uma redução na qualidade de vida do paciente renal crônico pré-dialítico, emocional e físico. Não houve diferença nos estágios da DRC. A dor foi o que apresentou melhores Resultados em todos os estágios da DRC. O estado geral de saúde foi o pior resultado. Conclusão: A
qualidade de vida é reduzida nos estágios 3B, 4 e 5 da DRC, porém não há variação significativa entre eles. É possível que fatores subjetivos como adaptação a doença
e ao tratamento, relação médico paciente e suporte social, possam interferir diretamente na avaliação da qualidade de vida.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-153
Síndrome de Von Hippel-Lindau: relato de caso e revisão da literatura
Baptista LB, Sabino VHC, Vieira LMSF
UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO
Introdução: A síndrome de Von Hippel-Lindau é uma doença rara de padrão hereditário autossômico, causado por uma mutação no gene VHL, que predispõe o
portador a manifestações de tumores malignos e benignos em diversos órgãos. Objetivos: Relatar um caso de um paciente com síndrome Von Hippel Lindau, acompanhado no ambulatório de nefrologia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, no Rio de Janeiro ,através de revisão de prontuário e apresentar uma revisão literária . Casuística e Métodos : Descrição do caso: J.A.G, masculino,43 anos com quadro crônico de cefaleia cervicogênica intensa e refratária há 10 anos. Em julho de
2009 apresentou piora do quadro com náuseas, vômitos, ataxia, tonteira, diplopia e alguns episódios de zumbido. Queixava-se também de uma dor crônica lombar à
direita. A investigação evidenciou tumor de cerebelo e no rim esquerdo, que foram operados e o exame anato-patológico revelou hemangioblastoma cerebelar e carcinoma renal de células claras, respectivamente. Recebeu o diagnóstico de doença de Von Hippel Lindau e foi encaminhado ao nosso serviço para acompanhamento da
função renal do único rim com múltiplos cistos. Conclusão: O envolvimento renal na síndrome de Von Hippel Lindau, presente em quase 70% dos pacientes, vem
emergindo como a mais prevalente causa de morte nessa desordem hereditária. É importante para os médicos ter conhecimento dessa síndrome, pois o diagnóstico
precoce e acompanhamento correto influenciarão no melhor prognóstico e sobrevida desses pacientes.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-238
Avaliação de progressão da doença renal crônica (drc) e seus fatores de risco nos pacientes do
ambulatório do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG)
Rodrigues GB, Zocrasto KC, Saiga EM, Alves FRC, Sabino VHC, Moreira RMP, Vieira LMSF
UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO
Introdução: O número de pacientes com doença renal crônica (DRC) tem aumentando em todo o mundo em escala alarmante. A evolução da DRC depende da
qualidade do atendimento oferecido antes da ocorrência da falência funcional renal terminal. Objetivo: Avaliar a progressão e o papel do controle dos fatores de risco
na DRC nos estágios 4 e 5 pré-diálise acompanhados no ambulatório de nefrologia, tratamento conservador do HUGG. Casuística e Métodos: Estudo retrospectivo
longitudinal em 53 pacientes com DRC nos estágios 4 e 5 pré-diálise, > 18 anos e taxa de filtração glomerular < 30mL/min/1.73m2 de 2006 a abril de 2012. Os
pacientes foram acompanhados até o óbito, transplante ou terapia renal substitutiva (TRS). Analisados dados de sexo, idade, causa da doença renal, dislipidemia entre
outros, na primeira consulta e ao final acompanhamento. Utilizados Microsoft Excel 2007 e GraphPad InStat 3. Considerado significante p<0,05. Resultados: Idade
de 61±14. Dos 53 pacientes, 12 pacientes (25,53%) iniciaram TRS e 37 pacientes (72,55%) continuaram acompanhamento ambulatorial A principal causa de DRC
foi Nefroesclerose Hipertensiva 35,30%. Os anti-hipertensivos usados foram :o Inibidor da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA) em 22 pacientes (43,14%),
Antagonista dos Receptores da Angiotensina (ARA) em 13 pacientes (25,49%), 3 pacientes (5,88%) utilizaram juntos IECA e ARA. As análises no início e ao final:
uréia 101,88±36,20 e 114,44±50,03 (p=0,04), creatinina 3,15±0,98 e 3,77±1,66 (p=0,003), ácido úrico 7,21±1,93 e 6,46±2,07 (p=0,03), colesterol 192,37±60,09
e 166,60±47,08 (p=0,0004), MDRD4 de 20,80±5,96 e 18,08±7,26 (p=0,004). Os valores da PAD no inicio foram de 84,18 ± 12,47 e ao final 79,48 ± 10,72
(p=0,03). O hematócrito, hemoglobina, potássio, cálcio, fósforo, albumina, proteinúria, PAS, triglicerídeos, LDL, HDL não se modificaram. Acompanhados por 17
meses perda de 2,73 mL/min/1.73m2 /ano. Conclusão: A Nefroesclerose Hipertensiva esteve presente na maioria dos pacientes. O tratamento da DRC nos estágios
iniciais, com a adoção de condutas individualizadas e o controle adequado dos fatores de risco podem retardar a sua evolução.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-646
Segurança e viabilidade do atendimento da fisioterapia durante hemodiálise
Marcelo Colucci, Fernanda Iervolino Pinheiro, Karina Yumi Utiyama, Carolina Lima Antunes, Renan Pelusi Fernandes, Lucas Yutaka Hayashi,
Daniela Barros Bonfim Colucci
Centro Universitário São Camilo, Centro universitário São Camilo, Centro Universitário São Camilo, Centro Universitário São Camilo, Centro Universitário São Camilo,
Hospital Geral de Carapicuíba, Hospital Israelita Albert Einstein
Introdução: Os benefícios dos exercícios durante a hemodiálise incluem melhora da capacidade funcional, redução dos fatores de risco cardiovasculares, melhora da
tolerância ao exercício, da tolerância à glicose e de problemas psicossociais. Já a viabilidade de treinamento e a segurança da aplicabilidade de atividades específicas
em pacientes dialíticos não estão bem esclarecidas. Como hipótese, acreditamos que os exercícios durante a hemodiálise podem trazer benefícios e apresentam baixo
índice de complicação. Objetivo: Avaliar a incidência de eventos adversos e a segurança durante o atendimento da fisioterapia em pacientes com insuficiência renal
crônica submetidos à hemodiálise no Hospital Geral de Carapicuíba. Metodologia: Estudo retrospectivo com grupo fisioterapia e grupo controle. Realizada análise do
prontuários de Janeiro de 2012 a Junho de 2012 dos pacientes atendidos durante as sessões de hemodiálise com e sem fisioterapia no Hospital Geral de Carapicuíba e
avaliando os eventos adversos. Consideramos como eventos adversos: Hipotensão, perda do acesso, queda, interferência no funcionamento da máquina de hemodiálise, hipoxemia, rebaixamento do nível de consciência, parada cardiorrespiratória e pico hipertensivo. Análise estatística: os dados foram expressos em média de desvio
padrão e foi aplicado o Teste T pareado para análise dos dados entre os dois grupos. Resultados: O estudo foi realizado com 35 pacientes divididos em grupo fisioterapia (16) e grupo controle (19), foram realizados 145 atendimentos de fisioterapia durante 6 meses – 1 atendimento semanal; o grupo controle realizava 3 sessões
de hemodiálise por semana, totalizando 412 sessõe. As características do grupo fisio e controle foram semelhantes, idade (51,2 ± 12 vs 51,1 ± 13 anos; p=0,8); FC
inicial (71 ± 4 vs 71 ± 5 bpm; p=0,9) PAmédia (101 vs 107 mmHg; p=0,7). O número de eventos adversos no grupo fisio foram 4, sendo todos picos hipertensivos,
que necessitaram de interrupção da terapia, o que corresponde a 2,7% do total de atendimentos. No grupo controle, o número de eventos adversos foram 8 (5 hipotensões, 1 rebaixamento de nível de consciência e 2 interrupções da maquina), o que corresponde a 1,9% do total de atendimentos, na comparação dos dois grupos
não houve diferença entre as frequências de eventos adversos (p=0,12). Conclusão: Realizar fisioterapia durante as sessões de hemodiálise é seguro e não aumenta a
incidência de eventos adversos, quando comparados ao grupo controle.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-322
Prevalência das calcificações valvares e suas correlações com os fatores de risco nos pacientes com
doença renal crônica (DRC) nos estágios 4 e 5 no ambulatório de nefrologia h.U.Gaffree e guinle
Magalhães Filho TC, Zocrasto KC, Dias RA, Crasto MC, Vieira LMSF
UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO
Introdução: A doença renal crônica (DRC) é vista como um problema de saúde pública mundial, em virtude do aumento progressivo na sua incidência e prevalência.
As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de mortalidade. Nas alterações cardiovasculares, o processo de calcificação valvular é um achado freqüente
em pacientes (pac) com DRC. Objetivos: Pesquisar a prevalência de calcificações valvares e relacionar com os fatores de risco, nos pacientes em tratamento conservador, do ambulatório de nefrologia H.U.Gaffree e Guinle. Casuística e Métodos: Analisados 33 pac, idade >18 anos, DRC estágios 4 e 5. Calculado o M.D.R.D.4
e o Índice de massa corporal (IMC). Ecocardiograma bidimensional. Dosagens de uréia, creatinina, cálcio, fósforo, CaXP, PTH i, reserva alcalina, colesterol totais e
frações e triglicerídeos. Os Resultados foram expressos estatística descritiva, média±Dp e mediana. Análise de regressão múltipla usando o GraphPad Instat 3. p<0,05.
Resultados : 19 homens (57,6%). Idade 67±14 anos. Diabéticos 7 pac ( 21,2%). Creatinina 2,94 ± 0,83 mg/dl, 3 pac (9,1%) tinham DRC 5, os outros 30 pac
(90,9%) DRC 4. Creatinina se relacionou ao sexo p=0,0005, idade p=0,0051, MDRD p=0,01, HDL p=0,03, IMC p=0,017. O MDRD4 de 21,67±5,23 ml/min,
mostrou correlação com reserva alcalina. Colesterol, triglicerídeos, LDL e HDL foram respectivamente 156,21±40,57 mg/dl, 164,79±76,47 mg/dl, 73,15±18,55
mg/dl e 37,64±9,44 mg/dl. O IMC foi 24,82±4,54. Pacientes <65 anos, 53,8% IMC normal, 46,2% sobrepeso ou obesidade e nenhum IMC abaixo do normal.
Pacientes ≥65 anos, 55% faixa da normalidade, 20% excesso de peso e 25% abaixo do valor ideal O IMC se relacionou com sexo p=0,0021, creatinina p=0,0168,
HDL p=0,0026 e calcificação valvar p= 0,0426. A média do CaXP 33,84±10,70 mg/dl. Ca 8,54±0,95 mg/dl e P 3,91±0,95mg/dl. PTH i 141,15±123,88 pg/ml.
Correlações positivas entre cálcio, fósforo e produto Ca x P foram: cálcio e fósforo, r =+0,51; produto Ca x P e cálcio, r =+0,74; produto Ca x P e fósforo, r =+0,95.
Ecocardiografia transtorácica: calcificação VT 18,2%, VM 93,4%, VAo 90,1% . Correlação positiva entre número de calcificações valvares e idade. Conclusão: Prevalência alta de calcificações valvares na DRC em tratamento conservador. As válvulas mais acometidas foram VM e VAo. O papel do P parece ser o mais importante
no processo de calcificação nesta população de pacientes.
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SEÇÃO POSTER
P-259
Dia Mundial do Rim em Alagoas: Atuação das duas ligas de Nefrologia do Estado
Cardoso SB, Uchôa JVM, Albuquerque FEN, Bispo RKA, Cavalcante JM, Teixeira JG, Presídio GA, Lopes AKCD, Araújo CFC, Honorato VHP, Malafaia MCSF,
Pontes OS, Soares AIFF, Santos CAB, Levi LAA, Coelho BJ, Duarte DB, Alves CMP, Teles F, Pinheiro ME
Universidade Federal de Alagoas,Universidade Federal de Alagoas,2Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas,Universidade Federal de
Alagoas,Universidade Federal de Alagoas,Universidade Federal de Alagoas,Universidade Federal de Alagoas,2Universidade Estadual de Ciências da Saúde de
Alagoas,2Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas,2Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas,2Universidade Estadual de Ciências da
Saúde de Alagoas,2Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas,2Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas,2Universidade Estadual de
Ciências da Saúde de Alagoas,2Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas,2Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas,2Universidade
Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas,Universidade Federal de Alagoas,2Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas,Universidade Federal de Alagoas
Introdução:No Dia Mundial do Rim(08/03/12), a campanha buscou enfatizar a importância do incentivo à doação do órgão, além de fornecer informações sobre
prevenção da doença renal crônica(DRC) e a necessidade do diagnóstico precoce. Estiveram envolvidos na atividade: a Sociedade Brasileira de Nefrologia Regional-AL e as Ligas Acadêmicas da Universidade Federal de Alagoas e Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, com apoio das Secretarias Municipais de
Saúdes dos municípios envolvidos. ObjetivoS:Identificar os principais fatores de risco para DRC entre os transeuntes, promovendo a conscientização a respeito desta
patologia. Casuística e Métodos:A ação educativa desenvolveu-se em São Miguel dos Campos e em Maceió. Os dados coletados foram: sexo, idade, glicemia capilar,
medida da pressão arterial, peso e altura, além de antecedentes pessoais e familiares de doenças cardiovasculares, renais e diabetes e hábitos de vida como sedentarismo
e tabagismo. Utilizou-se a Ficha Unificada de Atendimento “Previna-se” para coleta dos dados e houve distribuição de panfletos informativos a respeito da doença.
Resultados:A amostra foi constituída de 208 indivíduos, sendo a idade 47,4 ± 13,9(X+DP) anos, dos quais 71,6% eram mulheres e 28,4% homens. Sobre os antecedentes pessoais, 33,2% afirmaram possuir hipertensão arterial sistêmica(HAS); 9,1% eram diabéticos(DM); 9,6% tinham doenças renais e 7,7% cardiopatias. Nos
antecedentes familiares, 62% dos entrevistados referiram possuir HAS na família; 39,4%, DM e 15,4%, doenças renais. Em relação aos hábitos de vida, 42,3% eram
tabagistas e 14,4%, sedentários. Apenas 7,2% deles referiram fazer uso de medicação anti-hipertensiva. Em 137 fichas foi possível obter o IMC, estando sua média
entre os participantes em 26,4 kg/m². A glicemia capilar foi realizada em 175 pacientes, havendo 3,4% (6/175) deles com valores acima de 200 mg/dL. Foi realizada
a medida da pressão arterial em 201 pacientes, dentre eles, 28,6% estavam com pressão arterial sistólica maior que 140 mmHg e 32,1% com pressão arterial diastólica
maior que 90 mmHg. Conclusões:O percentual de HAS esteve de acordo com o exposto pela literatura, já a DM teve valor aquém do esperado na medida casual,
apesar da incidência relatada ser um pouco acima do esperado para população brasileira.A importância das comorbidades e morbimortalidade das doenças citadas
ressalta a necessidade de um estímulo maior à prevenção, a partir da promoção do conhecimento da população.
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SEÇÃO POSTER
P-679
Estudo da progressão da nefropatia diabética com o uso de medicamentos de ação no sistema
renina angiotensina aldosterona em pacientes com diabetes mellitus tipo II em acompanhamento
ambulatorial
Vicente CC, Fontoura FHR, Moreira RMP, Lobato TF, Parteli EAL, Companini EG, Teixeira PM, Martins FF
UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO, UNIRIO
Introdução: A nefropatia diabética (ND) é uma complicação crônica microvascular muito frequente. Em virtude do prognóstico desfavorável das fases avançadas da
ND, o ideal é identificar o envolvimento renal de maneira precoce com a finalidade de se instituir uma terapêutica eficaz. Os medicamentos mais utilizados são os bloqueadores do Sistema Renina Angiotensina Aldosterona (SRAA), como os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA) e os antagonistas da angiotensina II (BRA). Estudos randomizados de larga escala mostraram que esses agentes reduzem a proteinúria e contribuem diminuindo a deteriorização da função renal.
Objetivo: Avaliar o impacto da ação de medicamentos que atuam no Sistema Renina Angiotensina Aldosterona sobre a progressão da ND. Casuística e Métodos: A
amostra é formada por pacientes com Diabetes Mellitus tipo II (DMII), acompanhados no ambulatório de nefrologia do HUGG. Foram utilizados como critérios de
inclusão: idade > 18 anos, proteinúria > 150mg/24h, acompanhamento mínimo de 12 meses e uso de IECA ( maleato de enalapril) e/ou BRA (losartana potássica). Os
critérios de exclusão foram: pacientes sem ND, idade < 18 anos, período de acompanhamento < 12 meses e suspensão do IECA e/ou BRA. O período de observação
foi de agosto de 2006 a janeiro de 2012. Foram analisados IMC, ureia (U), creatinina (CR), clearance de creatinina (CLCR), glicose de jejum (GLI), hemoglobina
glicada (HgGli), pressão arterial média (PAM), proteinuria de 24h (PU). Para análise estatística utilizamos teste t não pareado, Wilcoxon test, média, mediana e desvio
padrão. Resultados: A amostra era composta de 133 pacientes, apresentando média de idade de 65±10 anos, sendo 77 mulheres, 58 afro descendente e 75 não afro
descendente. O tempo médio de acompanhamento foi de 39 ±16 meses. Ocorreu uma elevação U (p=0,0004), CR (p=0,0116), do IMC (p=0,0093) e uma redução
do CLCR (p=0,0055), da GLI (p=0,0028) e mantiveram-se estáveis a HgGli (p=0,072), a PAM (p=0,65) e a PU (p=0,7218). Conclusão: O uso dos medicamentos
com ação no SRAA não promoveu um retardo na progressão da ND nem impediu a progressão da doença renal crônica. O controle da PAM e do IMC não ocorreu
nessa população e pode ter contribuído para a piora da função renal. Sendo assim, é importante ressaltar que fatores de risco como glicemia, PAM e IMC devem ser
rigorosamente controlados a fim de minimizar a progressão da doença renal.
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SEÇÃO POSTER
P-662
Avaliação dos fatores de risco para Nefropatia Diabética em pacientes com Diabetes Mellitus tipo II em
acompanhamento ambulatorial
Companini EG,Fontoura FHR,Moreira RMP,Vicente CC,Cardoso CS,Lobato TF,Parteli EAL,Teixeira PM,Martins FF
UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO
Introdução: A Nefropatia Diabética (ND) é uma das principais complicações crônicas do Diabetes Mellitus tipo 2 (DMII). A progressão para ND é multifatorial, e envolve fatores riscos bem estabelecidos, como a hipertensão arterial sistêmica, hiperglicemia, dislipidemia e tabagismo. Objetivo: Comparar os fatores de risco, não genéticos,
para ND em pacientes com DMII, na admissão e com mais de 12 meses do acompanhamento ambulatorial, Casuística e Métodos: A amostra foi composta por pacientes
com DM2, acompanhados no ambulatório de nefrologia do Hospital Universitário Gaffrèe e Guinle, no período de abril de 2006 até abril de 2012. realizando inicialmente medidas de orientação dietéticas e estimulo a realização de exercícios e tratamento dos fatores de risco para ND. Realizado levantamento dos dados dos prontuários da
proteinúria de 24h (PU), colesterol total (COL), trigliceridios (TGR) pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) e a pressão arterial média (PAM), índice de massa
corporal (IMC), glicose de jejum (GLI), creatinina sérica (CR), ureia (U) e clearance de creatinina (CLCR). Para análise estatística utilizamos teste t pareado, Wilcoxon
test, média, mediana e desvio padrão. Resultados: A amostra de 130 pacientes com média de idade de 62 ± 10, 72 mulheres com tempo médio de diagnóstico da DM2 de
de 10±7 anos. O tempo de observação foi de um período médio de 40±15 meses. A comparação dos fatores de riscos pré e pós mostrou um redução na PAS (p=0,002), na
PAD (p=0,0002), na PAM (p=0,0001), na GLI (p=0,0023), no COL (p<0,0001), no TGR (p=0,0418), no CLCR (p=0,0003) e na proteinúria (0,0494), um aumento na
CR (p=0,0131), na U (p=0,0025) e o IMC (p=0,1125) se manteve sem alteração. A perda da função renal foi de 2,8 ml/min/ano nesta população. Conclusões: O controle
dos fatores de risco não genéticos é de grande importância para a prevenção da ND bem como o retardo da sua evolução para doença renal crônica terminal. O IMC é
um fator de risco de difícil controle nos pacientes com DM2, mas a orientação a mudança do estilo de vida deve ser reforçada, pois mesmo não conseguindo controle a
estabilização do IMC já favorece ao retardo da ND. A conscientização e atuação do médico na atenção primaria, no diagnostico precoce e no controle dos fatores de risco
não genéticos para ND, leva a um beneficio considerável na evolução da mesma e suas complicações.
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SEÇÃO POSTER
P-667
Comparação do uso do inibidor da enzima conversora de angiotensina I e do bloqueador do receptor
de angiotensina II na redução da proteinuria em pacientes com Diabetes Mellitus tipo II
Fontoura FHR,Moreira RMP,Vicente CC,Cardoso CS,Lobato TF,Parteli EAL,Companini EG,Teixeira PM
UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO
Introdução: A nefropatia diabética (ND) é a maior causa de insuficiência renal crônica terminal em países ocidentais. O início da ND é definido pela microalbuminúria (excreção de 30mg a 300mg de albumina na urina em 24h). Nesse estágio já existe lesão glomerular e, se não for diagnosticada e tratada irá evoluir para fases
mais avançadas de ND. A fim de desacelerar a progressão da ND, a terapia de escolha são os inibidores da enzima de conversão da angiotensina I (IECA) e os antagonistas da angiotensina II (BRA). Entretanto, certos estudos mostram diferenças entre os Resultados do uso do IECA e BRA separados na redução da deteriorização
da função renal. Objetivos: comparar a ação do uso do IECA e do BRA na redução da proteinuria de pacientes com diabetes mellitus tipo II (DMII). Casuística e
Métodos: A amostra estudada é formada por pacientes com DMII acompanhados no ambulatório de Nefrologia do HUGG, no período agosto/2006 a abril/2012.
Após exames laboratoriais, foi introduzido um IECA ou um BRA. Foram avaliados evolutivamente os Resultados da proteinúria de 24 horas, pressão arterial média
(PAM) e clearence de creatinina, creatinina, ureia, IMC e glicose de jejum. Para análise estatística utilizamos teste t não pareado, Wilcoxon test, média, mediana e
desvio padrão. Resultados: Estudamos 92 pacientes com uso de IECA, com média de idade de 62+11 anos, 49 mulheres, com média de tempo de observação (TO)
de 31±16 meses; e 31 pacientes com uso de BRA, com media de idade de 64+9, 20 mulheres e média de TO de 31±17 meses. Não Houve diferenças nas analises de
dados iniciais entre as duas amostras. Na avaliação dos dados finais, o grupo que utilizou BRA mostrou um aumento na creatinina (p=0,0024) e na ureia (p=0,0041)
e não houve diferença significativa nos demais parâmetros analisados. Conclusões: Não houve diferença na progressão da doença renal crônica com o uso de IECA ou
BRA. A escolha do IECA ou BRA tem a mesma ação protetora na nefropatia diabética.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-688
Influência do uso do inibidor da enzima conversora de angiotensina I (IECA) na redução da proteinuria
em pacientes com Diabetes Mellitus tipo II e nefropatia diabética
Martins FF,Moreira RMP,Vicente CC,Cardoso CS,Lobato TF,Parteli EAL,Companini EG,Fontoura FHR,Lemos TR
UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO
Introdução: A Nefropatia Diabética (ND) afeta cerca de 10% a 40% dos doentes com Diabetes Mellitus (DM) e constitui a principal causa de insuficiência renal
crônica, terminal em doentes que iniciam hemodiálise regular. Os principais fatores de risco para o seu desenvolvimento são a hiperglicemia e a pressão arterial. Os
IECA podem estabilizar ou reduzir os níveis de excreção de albumina em pacientes diabéticos normotensos, com microalbuminúria, bem como reduzir ou prevenir
uma elevação na pressão sanguínea. No entanto, não está certo que a redução obtida nos níveis de excreção de albumina é devida a um efeito renal independente. Também não está definido se esta redução retarda a evolução de doença renal inicial para insuficiência renal nesses pacientes. Objetivos: estudar a ação do uso do IECA na
redução da proteinúria de pacientes com diabetes mellitus tipo II (DMII) com nefropatia diabética (ND). Casuística e Métodos: A amostra é formada por pacientes
com DMII, com proteinúria de 24h maior que 120 mg/24 h, acompanhados no ambulatório de Nefrologia do HUGG, no período de agosto/2006 a abril/2012.
Após exames laboratoriais, foi introduzido um IECA (maleato de enalapril). Foram avaliados evolutivamente os Resultados da proteinúria de 24 horas, pressão arterial
média (PAM) e clearence de creatinina, creatinina, ureia, IMC e glicose de jejum. Para análise estatística utilizamos teste t pareado, Wilcoxon test, média, mediana
e desvio padrão. Resultados: Foram estudados 64 pacientes com DMII e tempo de doença de 11±7 anos, com media de idade de 62±11 anos, com tempo médio de
observação de 30±16 meses, sendo 35 mulheres. Ocorreu uma diminuição significativa da proteinúria (p=0,0056) e da glicose (p=0,0401) e um aumento da ureia
(p=0,044). Não houve alteração da PAM, da creatinina serica e do clearance de creatinina. Conclusões: o uso do IECA promoveu uma melhora da nefropatia diabética
sem causar piora da função, mostrando uma droga eficaz no retardo da progressão da ND.
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SEÇÃO POSTER
P-31
Avaliação do impacto na qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) em pacientes com insuficiência
renal crônica que iniciam programa de hemodiálise noturna longa (HNL)
Hernandez M,Fabrega CRL,Cristofalo HC,Silva EG,Sousa IQ,Luders C
Hospital Sírio-Libanês,Hospital Sírio-Libanês,Hospital Sírio-Libanês,Hospital Sírio-Libanês,Hospital Sírio-Libanês,Hospital Sírio-Libanês
As diferentes intervenções terapêuticas são, frequentemente, avaliadas através das analises de sobrevida, entretanto, esta abordagem isolada não permite captar o impacto do tratamento na percepção subjetiva de bem estar do paciente. Instrumentos de avaliação QVRS passaram a ser, desta forma, ferramentas fundamentais na
avaliação da eficácia dos diferentes tratamentos. Os indicadores de QVRS apresentam relevante importância clinica e se correlacionam, em estudos prospectivos, à
frequência de internações e mortalidade. Utilizamos para a avaliação da QVRS o instrumento SF 36 (Medical Outcomes Study 36-item Short-Form Heath Survey),
traduzido e validado para utilização em pacientes em hemodiálise (HD) no Brasil. Os questionários foram auto aplicados em 5 pacientes ao iniciarem o programa de
HNL (3 sessões/semana; 8 horas/sessão) e após 4 a 6 meses do inicio do programa. Os pacientes (4 homens e 1 mulher) apresentavam idade média de 57,4 anos (2581 anos), com tempo médio em diálise de 32,4 meses (0-48 meses). Três pacientes foram transferidos do programa de HD convencional (3 sessões por semana; 3,5
a 4 horas/sessão), um paciente veio transferido de programa de HD diária (6 vezes/semana; 2 horas/sessão) e um paciente iniciou a terapia dialítica em HNL. Os 8
domínios analisados pelo SF36 foram agrupados em 2 componentes com 4 domínios cada: o componente físico e o componente mental. Comparamos as médias dos
componentes físico e mental no inicio do programa de HNL e após 4 a 6 meses, com o teste não paramétrico de Wilcoxon. Os pacientes apresentavam ao iniciarem a
HNL, média e DP para o escore do componente físico e mental de 57,2 ± 25,7 e 55,9 ± 28,4, respectivamente. Após 4 a 6 meses no programa de HNL houve aumento significativo do escore componente físico 71,9 ± 24,9; p=0,01 e do componente mental 73,8 ± 24,5; p=0,014. Estes Resultados são semelhantes quando excluímos
o único paciente encaminhado do tratamento conservador para a HNL. Concluímos que a HNL longa propiciou a melhoria significativa nos componentes físico e
mental avaliados pelo instrumento de QVRS SF36. Não foi possível, em função do número pequeno de pacientes e do tempo curto de seguimento, estabelecermos
correlações entre os Resultados observados na QVRS e variáveis relacionadas ao tratamento dialítico. Estudos prospectivos envolvendo maior número de pacientes e
com seguimento mais longo são necessários para avaliarmos o impacto na sobrevida como resultado da melhora na QVRS destes pacientes.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-697
O microscópio óptico convencional pode substituir a microscopia de contraste de fase na avaliação do
dismorfismo eritrocitário?
Martinez MG, Silva VS, do Valle AP, Amaro CRPR, Martin LC
Faculdade de medicina de Botucatu- Unesp- Botucatu- São Paulo,Faculdade de medicina de - Unesp- Botucatu- São Paulo,Faculdade de medicina de Botucatu- UnespBotucatu- São Paulo,Faculdade de medicina de Botucatu- Unesp- Botucatu- São Paulo,Faculdade de medicina de Botucatu- Unesp- Botucatu- São Paulo
Introdução: Há discordância na literatura quanto à necessidade da realização da microscopia de fase para avaliação da origem da hematúria (glomerular ou não glomerular) e mostra a necessidade de mais estudos para validar as modalidades de avaliação morfológica da hematúria. Objetivos: Avaliar o poder discriminatório da
microscopia óptica convencional e de contraste de fase na determinação da origem da hematúria. Materiais e Métodos: Foram avaliadas de maneira cega 100 amostras
de urina sendo 53 amostras provenientes de portadores de calculose renal e 47 de glomerulopatas da Faculdade de Medicina de Botucatu. Utilizaram-se amostras
isoladas com densidade >1007 e com mais de 5 hemácias por campo de grande aumento. Verificou-se a presença e a porcentagem de codócitos e acantócitos tanto em
microscópio óptico convencional com em microscópio de contraste de fase e os Resultados foram comparados entre si. Curvas ROC foram traçadas para determinar
a área sob a curva (ASC) e o melhor ponto de corte (PC), a sensibilidade (S) e especificidade (Es), realizou-se regressão linear e diagrama de Bland-Altman das hemácias dismórficas em relação ao diagnóstico de hematúria glomerular Resultados: A ASC (IC 95%) de 0,91 (0,85-0,96) no microscópio óptico convencional e ASC
de 0,89 (0,82-0,96) no microscópio de contraste de fase foram estatisticamente significantes. O microscópio óptico apresentou melhor PC de ≥27% de hemácias
dismórficas com S. de 92%, Es. de 74%. No microscópio de fase um PC ≥41% apresentou S. de 87% e Es. de 81%. Na avaliação da porcentagem de codócitos a
ASC (IC 95%) foi de 0,91 (0,85-0,96) no microscópio óptico com PC ≥ 17% que resultou em uma S. de 83%, Es. de 83% e no microscópio de contrate de fase ASC
(IC 95%) 0,83 (0,75-0,91), PC ≥33% com S. de 85%, Es. de 77%. Na avaliação da porcentagem de acantócitos o microscópio de contraste de fase apresentou ASC
ligeiramente melhor (IC 95%) 0,92, PC ≥8% S. de 92%, Es. de 91% e o microscópio óptico apresentou uma ASC (IC 95%) 0,83, PC ≥6% com S. de 83%, Es. de
79%. Conclusão: Este estudo conclui que é possível avaliar o dismorfismo eritrocitário no microscópio óptico convencional, mas com um ponto de corte diferente na
diferenciação do dismorfismo eritrocitário porém é necessário considerar um menor número de hemácias dismórficas como preditor de hematúria glomerula. Apoio:
Processo FAPESP- n. 2010/ 11591-1, e Processo FAPESP n. 2010/14686-3.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-660
Avaliação da função renal de pacientes com Psoríase em uso de imunobiológicos
Sarah Suyanne Carvalho Melgaço,Amanda Maria Menezes Dantas,Ana Mirella Arcanjo Vasconcelos,Verônica Riquet de Siqueira,Ana Patrícia Freitas
Vieira,Geraldo Bezerra da Silva Junior,Elizabeth De Francesco Daher
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade de Fortaleza; Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará
Introdução: Na Dermatologia, a única patologia em que se permite o uso de imunobiológicos é a psoríase. Ainda não se sabe qual o impacto do uso destas medicações
na função renal desses pacientes. Objetivos: Avaliar a função renal de pacientes com psoríase em uso de imunobiológicos. Casuística e Métodos: Foi realizado estudo
prospectivo, de caráter observacional, no período de junho de 2011 a maio de 2012, no Ambulatório de Dermatologia do Hospital Universitário Walter Cantídio da
Universidade Federal do Ceará. Foram incluídos todos os pacientes com diagnóstico confirmado de psoríase, que não estavam em uso de terapia tópica ou de drogas
nefrotóxicas, e que iniciariam o tratamento com algum imunobiológico (infliximabe, adalimumabe ou etanercept). A análise estatística foi feita pelo SPSS para Windows 12.2. Resultados: Durante o período do estudo, 15 pacientes com diagnóstico confirmado de psoríase fizeram uso de imunobiológicos. A idade média foi de
41±11 anos, sendo 60% do sexo feminino. O tempo médio de doença era de 11±6,6 anos. Não foram evidenciadas alterações significativas nos valores de creatinina
sérica e/ou do clearance de creatinina durante o uso dos imunobiológicos. O valor médio da AST antes do início do imunobiológico foi de 24,5±6,08 (variando de
15 a 35), e durante o tratamento foi de 162,6±469,2 (variando de 14 a 1577), p<0,0001. O valor médio da ALT antes do início do imunobiológico foi de 24,1±8,8
(variando de 15 a 43), e durante o tratamento foi de 148±410 (variando de 14 a 1384), p<0,0001. Durante o estudo, dois pacientes que faziam uso do infliximabe interromperam o tratamento devido a hepatite aguda medicamentosa. O valor médio dos triglicerídeos antes do início do imunobiológico foi de 133,2±73,5 (variando
de 48 a 291), e durante o tratamento foi de 174,9±130,1 (variando de 48 a 375), p=0,05. O valor médio do Mg antes do início do imunobiológico foi de 2,0±0,26
(sem variações significativas), e durante o tratamento foi de 1,7±0,19 (variando de 1,4 a 2,1), p=0,01. O valor médio do K antes do início do imunobiológico foi de
4,3±0,32 (variando de 4 a 5), e durante o tratamento foi de 4,1±0,27 (variando de 3,7 a 4,6), p=0,09. Conclusões: Não foram evidenciadas alterações significativas da
função renal de nenhum paciente. Houve uma tendência ao aumento dos triglicerídeos e a uma redução do potássio sérico. Houve também uma queda significativa
dos níveis séricos de magnésio durante o tratamento, além de um aumento importante nas enzimas hepáticas. As alterações eletrolíticas encontradas sugerem uma
possível nefrotoxicidade tubular, devendo-se realizar estudos mais específicos para a comprovação deste efeito adverso.
Apoio: CNPq.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-549
Infecções cruzadas em pacientes submetidos a hemodiálise através de um cateter temporário de duplo
lumen: um estudo prospectivo utilizando métodos de genotipagem bacteriana
Viviane Ferreira,Roberto Martinez,Miguel Moyses Neto,CAS Tercariol,F Campioni,J Passglia,Juliana Pfrimer Falcao,Jose Abrao Cardeal da Costa
Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto-USP,Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto-USP,Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto-USP,Faculdade de Medicina
de Ribeirao Preto-USP,Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP, Ribeirão Preto-SP,Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP,
Ribeirão Preto-SP,Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP, Ribeirão Preto-SP,Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto-USP
Introducao: Pacientes submetidos à hemodiálise (HD) através de um cateter temporário de duplo lúmen (CTDL), apresentam uma alta incidência de infecção.
Objetivo: Comparar cepas de bactérias isoladas em diferentes locais do mesmo paciente bem como dos mesmos locais em pacientes diferentes, através de métodos
de genotipagem. Metodos: Foram avaliados pacientes internados em uma Unidade de Terapia Intensiva, que necessitaram de diálise de urgência, com análise microbiológica de amostras coletadas em diferentes locais: local de inserção do CTDL, hemoculturas (HC) do lumen do cateter, HC de veia periférica, e HC de outros
acessos venosos existentes antes da primeira sessão de hemodiálise. Na retirada do CTDL foram coletadas amostras da ponta desse cateter, HC do lumen do CTDL e
de outros acessos, bem como HC de veia periférica. O isolamento bacteriano foi feito com meios de cultura convencionais. A diversidade genotípica foi acessada por
Pulsed-Field Gel Electrophoresis (PFGE) utilizando-se a enzima XbaI para a Klebsiella pneumoniae e speI para Pseudomonas aeruginosa. Os dados foram analisados
pelo programa Bionumerics 5.1 (Applied Maths) e somente bandas entre 48,5 e 533,5 kb de tamanho foram incluídas na análise. O dendrograma de similaridade
genotípica foi construído pelo método UPGMA utilizando-se o coeficiente de similaridade DICE. Resultados: Embora 96 pacientes tenham sido avaliados, os Resultados estão relacionados a 6 pacientes nos quais foram isoladas 14 cepas de P. aeruginosa e em 6 pacientes nos quais foram isoladas 14 cepas de K. pneumoniae
em diferentes locais. Dos 6 pacientes infectados com P.aeruginosa, 3 deles foram infectados por cepas similares em pelo menos 3 locais na remoção do CTDL (HC
do lumen do cateter, cultura das ponta do cateter, HC de veia periférica ou de qualquer outro acesso central) e em pelo menos um local de outros 3 pacientes na remoção do CTDL. Dos seis pacientes infectados com K.pneumoniae 5 deles foram infectados pela mesma cepa em pelo menos 3 locais previamente descritos e pelo
menos em um local de outro paciente da mesma unidade na remoção do CTDL. Conclusão: Os Resultados demonstram que um mesmo clone de P.aeruginosa e de
K. pneumoniae infectaram um mesmo paciente em diferentes sítios sugerindo que a assistência a esses pacientes deve ser melhorada a fim de se evitar a propagação
entre sítios distintos. Alem disso, o isolamento de linhagens com alta similaridade genotípica em diferentes pacientes sugere que ocorreu uma possível infecção cruzada nesse ambiente hospitalar.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-799
Citomegalovírus e transplante renal: prevalência, apresentação clínica e gravidade
Oliveira LPC,Conceição MF,Malafronte P,Souza JF,Gonzaga RBC,Sens YAS
Clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,clinica
de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,clinica de
nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo.
Introdução: A infecção pelo citomegalovírus (CMV) é a mais comum infecção viral após transplante (Tx) de órgãos sólidos, sendo importante causa de morbimortalidade. Na ausência de prevenção, tem sido observado 40 a 100% de infecção e doença em até 67%. Objetivo: Avaliar a prevalência de infecção ou doença citomegálica
em receptores de Tx renal e manifestações clínicas e laboratoriais. Método: Foram analisados retrospectivamente receptores de Tx renal do período de 2005 a 2011.
Critérios de inclusão: Idade ≥ 18 anos e Tx renal há mais de 3 meses, sem profilaxia para CMV. Os dados foram obtidos do prontuário médico, sendo o diagnóstico
por reação em cadeia da polimerase e/ou antigenemia positiva, associado ou não a sinais/ sintomas clínicos. Foram analisadas as variáveis: sexo, idade, tipo de doador, doença de base, sorologia do receptor pré-Tx, tempo de Tx, imunossupressão, alteração da função renal e/ou episódios de rejeição até 3 meses após a infecção
ou doença citomegálica. Resultados: Foram avaliados 60 pacientes; destes 61,6% eram do sexo masculino e apresentavam idade média de 35 +/- 14 anos. A doença
de base mais frequente foi glomerulonefrite crônica (48,3%). Quanto a sorologia pré-Tx para CMV, 71,6% eram positivas para IgG e destes 39,5% desenvolveram
infecção e/ou doença citomegálica pós-Tx. Foram 38,3% transplantes intervivos e 61,7% de doadores falecidos. A indução foi feita em 71,6% com drogas não deplessoras. Todos receberam terapia tripla como manutenção; 70% micofenolato de sódio e 10% mofetil, 65% tacrolimus, 35% ciclosporina, 20% azatioprina e 100%
corticóide. Antigenemia e/ou PCR para CMV foi positivo em 30% (18/60). Entre os 18 pacientes, 72,3% apresentaram doença citomegálica e 27,7% infecção. Os
sinais e sintomas observados foram febre (61,5%), alteração do trato gastrointestinal (61,5%), acometimento da medula óssea (46,2%), comprometimento pulmonar
(15,4%) e renal (46,2%) com rejeição do enxerto em 23,1%. Recorrência da doença ocorreu em 23,1% e somente reinfecção em 13,4%. Dos achados laboratoriais,
53,8% apresentaram leucopenia, 46,2% linfopenia e 23% plaquetopenia; 46,2% melhora da função renal após tratamento com ganciclovir por 19 +/- 9 dias. Conclusão: A prevalência da infecção e/ou doença citomegálica foi menor que a descrita na literatura. As manifestações clínicas mais frequentes foram febre, alteração do
trato gastrointestinal, acometimento da medula óssea e comprometimento renal com risco de rejeição do enxerto.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-279
Fragilidade em idosos portadores de doença renal crônica em estágio avançado: aplicação da
Edmonton Frail Scale
Gesualdo GD, Orlandi FS
Universidade Federal de São Carlos - UFSCar, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar
Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial. Dentre as doenças crônicas não transmissíveis mais frequentes nos idosos está doença renal
crônica (DRC). Os idosos portadores de DRC em estágio terminal necessitam de tratamento hemodialítico, que é de difícil enfrentamento, já que o paciente sofre
uma brusca mudança em sua vivência, um tratamento doloroso e o pensamento na morte, cabendo destacar que estes fatores podem contribuir para fragilidade. Objetivo: avaliar o nível de fragilidade de idosos renais crônicos em tratamento hemodialítico, por meio da Edmonton Frail Scale (EFS). Casuística e Método: Trata-se
de um estudo descritivo, de corte transversal. O presente estudo foi desenvolvido no Serviço de Nefrologia de São Carlos. Foram avaliados 51 (n=51) idosos através
do Instrumento de Caracterização dos Sujeitos e da EFS, cuja sua classificação dá-se por: 0-4 não apresenta fragilidade, 5-6 aparentemente vulnerável, 7-8 fragilidade
leve, 9-10 fragilidade moderada, 11 ou mais fragilidade severa. Todos os preceitos éticos foram respeitados. Resultados: Dos idosos avaliados, 33% (n=17) são do sexo
feminino e 67% (n=34) são do sexo masculino. Há predominância da etnia branca 78,4% (n=40), igualdade entre a etnia negra 9,8% (n=5) e a parda 9,8% (n=5) e
2% (n=1) não especificado. A média de idade entre os idosos é de 70,2 anos. Todos os idosos entrevistados são aposentados e 74,5% (n=38) possuem como tipo de
acesso a fístula arteriovenosa e 25,5% (n=13) o cateter duplo-lúmen. Dentre os 51 sujeitos avaliados, 47% (n=24) não apresentaram fragilidade, 31,4% (n=16) estão
vulneráveis, 11,8% (n=6) apresentam fragilidade leve, 5,9% (n=3) fragilidade moderada e 3,9% (n=1) fragilidade severa. Conclusão: Diante do exposto observa-se a
importância de se avaliar a fragilidade de idosos portadores de doença renal crônica em estágio avançado, uma vez que esta é de difícil enfrentamento e compromete
aspectos físicos, psicológicos, sociais e até mesmo familiares. Cabe destacar que 31,4% dos sujeitos se mostraram vulneráveis à fragilidade e 21,6% apresentaram fragilidade em diferentes níveis. Frente a isto, pretende-se dar seguimento a este estudo identificando-se os fatores que estão contribuindo para a fragilidade, com intuito
futuro de minimizar estes fatores e consequentemente as condições de fragilidade.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-101
Influencia da Síndrome Metabólica e Inflamação na Qualidade da Diálise Peritoneal
Gilson Fernandes Ruivo, Welington Carlos de Sousa, Pedro Henrique de Lara Leite, Eduardo de Paiva Luciano, Gabriel de Almeida Ferreira
Universidade de Taubaté, Centro Estadual de Tratamento de Doenças Renais do Vale do Paraíba, Universidade de Taubaté,Centro Estadual de Tratamento de Doenças
Renais do Vale do Paraíba, Universidade de Taubaté
Introdução: A Doença Renal Crônica consiste em perda progressiva e irreversível da função renal. Uma forma de mantê-la é através da Diálise Peritoneal (DP). A
solução com glicose utilizada na DP pode descompensar Diabetes Mellitus (DM), aumentar o depósito de gordura e a necessidade de insulina em DM, propiciando
a uma Síndrome Metabólica. Objetivos: Avaliar a relação entre Marcadores de Inflamação e Síndrome Metabólica em Pacientes em Diálise Peritoneal. Casuística e
Métodos: Estudou-se 33 pacientes em DP, sendo avaliados exames laboratoriais (glicose, insulina, fibrinogênio, PCR, lípides, entre outros) e o KTV/PET. Os pacientes foram analisados quanto ao tipo de transporte de membrana, KTV, risco cardiovascular pelo Escore de Framingham e à associação com DM. Resultados:
Analisou-se 13 mulheres e 20 homens com uma média de idade de 66,3±15,1 anos, sendo 64% da raça branca, 12% eram tabagistas e 40% com DM. Quanto ao tipo
de transporte de membrana (KTV/PET) encontrou-se: Alto (n=1), Médio-Alto (n=8), Médio-Baixo (n=10) e Baixo (n=12). A média do KTV-Total foi de 2,4±0,9.
Avaliaram-se marcadores inflamatórios e metabólicos em 16 pacientes, encontrando-se: fibrinogênio 539,2±135,8 mg, colesterol 177,8±34,7 mg, HDL 36,5±6,3 mg,
LDL 104,0±28,0 mg, PCR 20,0±33,6 mg, Triglicérides 190,5±99,5 mg e HOMA 5,8±5,7. Quando correlacionado os marcadores inflamatórios e metabólicos com o
KTV, foi encontrada correlação positiva significativa (p<0,05) com cálcio, insulina, HOMA e Escore de Framingham e negativa com a creatinina (p<0,05). O HOMA
possuiu uma correlação positiva com Triglicérides (p=0,029), o HDL possuiu uma correlação positiva com a Glicemia (p=0,010) e a PCR possuiu uma correlação
negativa com o potássio (p=0,002). O Escore de Framingham correlacionou-se negativamente com o fósforo (p=0,014). Estratificando-se quanto à presença de DM,
encontrou-se: DM com correlação positiva (p<0,05) entre Fibrinogênio e Triglicerídeos e Fibrinogênio e Cálcio e de forma negativa (p<0,05) entre PCR e HOMA e
Fósforo e Fibrinogênio. Já entre Não-DM, observou-se correlação positiva (p<0,05) entre HOMA e Triglicérides, KTV e Cálcio e Insulina e Triglicérides e negativa
(p<0,05) entre HOMA e LDL e Fibrinogênio e KTV. Conclusões: Marcadores metabólicos como o Índice de HOMA e insulina podem influenciar a qualidade da
diálise peritoneal, assim como o risco cardiovascular. Já o fibrinogênio, como marcador inflamatório, pode promover impacto sobre o KTV em não diabéticos.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-792
Avaliação de Estresse de Pacientes no Pré e no Pós-Transplante Renal
Silva AN, Brito DCS, Moratelli L, Grincenkov FRS, Sanders-Pinheiro H
Núcleo Interdisciplinar de Estudos, Pesquisas e Tratamento em Nefrologia- Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais,Núcleo Interdisciplinar de Estudos,
Pesquisas e Tratamento em Nefrologia- Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais,Núcleo Interdisciplinar de Estudos, Pesquisas e Tratamento em NefrologiaUniversidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais,Núcleo Interdisciplinar de Estudos, Pesquisas e Tratamento em Nefrologia- Universidade Federal de Juiz de Fora,
Minas Gerais,Núcleo Interdisciplinar de Estudos, Pesquisas e Tratamento em Nefrologia- Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais.
Introdução: O transplante renal (Tx) é a modalidade que traz melhor qualidade de vida e maior sobrevida ao paciente com doença renal crônica. No entanto, a fase
de espera pelo Tx é, para a maioria dos pacientes, um momento de instabilidade, pois os acontecimentos são imprevisíveis, levando em conta a disponibilidade de um
órgão e o tratamento a ser seguido. Após o Tx, o paciente se depara com diversos desafios tais como: incerteza e medo relacionados com a sobrevida do enxerto; adquirir habilidades relacionadas ao autocuidado; e seguir um complexo regime medicamentoso. Acredita-se que o Tx, mesmo constituindo-se como a melhor terapêutica,
acarreta diferentes fontes de estresse ao paciente. Objetivos: Avaliar a correlação entre presença de estresse e predominância de sintomas em dois grupos distintos de
pacientes nos períodos pré e pós-Tx. Métodos: Estudo transversal composto por 100 pacientes, dos quais 50 ativos na lista do MG-Transplantes no município de Juiz
de Fora-MG, e 50 em acompanhamento no ambulatório de pós-Tx do NIEPEN/UFJF. A avaliação foi realizada pela Escala de Stress para Adultos de Lipp. Resultados: A prevalência de estresse em pacientes no pré e pós-Tx foi semelhante, 60% vs 50% (p=0,211). Porém, a fase de resistência foi a mais prevalente nos dois grupos
(60% no pré-Tx e 52% no pós-Tx); seguida pela fase de exaustão (20%) no pré-Tx e por quase exaustão no pós-Tx (36%). Nos pacientes que apresentaram estresse
tanto no pré quanto no pós-Tx prevaleceram os sintomas psicológicos (80 vs. 76%), em associação a sintomas físicos (10 vs 4%). Pacientes com estresse apresentaram
tendência a estarem mais tempo em diálise em relação aos sem estresse (68,0 ± 52,2 vs. 48,5 ± 48,9 p=0,06). Conclusão: Encontramos uma elevada frequência deestresse nas duas populações.Não houve, por outro lado,diferença significativa na presença de estresse e na predominância de sintomas entre os grupos do pré e pós-Tx
avaliados. A tendência à associação entre a presença do estresse e um maior tempo em diálise, sugere-se que pacientes no pré e pós-Tx sejam avaliados, diagnosticados
e tratados quanto ao estresse e tenham um maior acompanhamento por parte das clínicas de diálise e dos serviços de Tx, evitando complicações como um fator de
risco para o comportamento de não aderência.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-749
Aplicabilidade dos métodos compostos de avaliação do estado nutricional em pacientes idosos em
tratamento crônico de hemodiálise
Fernanda Guedes Bigogno, Juliana Cordeiro Dias Rodrigues, Fernando Lamarca, Renata Lemos Fetter, Ana Lúcia Pinho Mendes Pereira, Carla Maria Avesani
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro ,Universidade do Estado do Rio de
Janeiro, Clínica de Diálise Pró-Nephron, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Introdução: Os índices compostos de avaliação do estado nutricional têm sido aplicados para diagnosticar desnutrição energético-proteica (DEP) nos pacientes em hemodiálise (HD). Contudo, sua aplicabilidade em pacientes idosos em HD ainda não foi investigada. Objetivo: Avaliar se a prevalência de DEP em idosos em HD difere
a depender do índice composto aplicado e avaliar a concordância concorrente entre os índices compostos e métodos Objetivos do estado nutricional. Métodos: Pacientes
idosos em HD (n=64; 72% sexo masculino; 70±3,4 anos) foram incluídos. Os índices compostos escolhidos foram aqueles validados para pacientes em HD e/ou com alta
aplicabilidade na prática clínica: avaliação subjetiva global de 7 pontos (ASG-7P), Malnutrition Inflamation Score (MIS), os critérios propostos pela International Society
on Renal Nutrition and Metabolism (ISRNM) e o Mini Nutritional Assessement short-form (MNA-SF). Para ASG-7p a presença da DEP foi definida quando a pontuação
era ≤ 5, para o MIS > 6 e para o MNA-SF <12 pontos. Para avaliar se os métodos compostos eram capazes de identificar adequadamente a presença de DEP, comparou-se as
duas categorias de estado nutricional (bem nutrido (BN) x DEP) por meio da validação concorrente com parâmetros Objetivos do estado nutricional: IMC, percentual de
gordura corporal (%gord), perímetro da panturrilha (PP); ângulo de fase (ang fase); massa celular corporal (MCC); força de preensão manual (FPM) e albumina. Resultados: A Tabela abaixo descreve a prevalência de DEP pelos métodos compostos e a comparação entre pacientes BN e com DEP avaliados pelos 4 índices compostos aplicados.
Conclusão: Uma grande variabilidade na prevalência da DEP foi observada entre os índices compostos, Nenhum índice composto concordou concomitantemente
com todos os métodos Objetivos, A ASG-7p, seguido do MNA-SF tiveram a maior concordância com os métodos Objetivos de avaliação do estado nutricional em
pacientes idosos HD.
DEP (%)
IMC
%gord
PP
Ang fase
MCC
FPM
Albumina
AGS-7p
98%
BN x DEP
NS
<0,05
<0,05
<0,05
<0,05
NS
NS
MIS
81%
BN x DEP
NS
NS
<0,05
NS
NS
NS
NS
IRNSM
8%
BN x DEP
NS
NS
NS
NS
NS
NS
<0,05
MNA-SF
20%
BN x DEP
NS
<0,05
<0,05
<0,05
NS
NS
NS
NS: não significativo, P<0,05 entre BN x DEP avaliado regressão múltipla após ajuste para sexo.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-169
A doença óssea é um evento precoce em pacientes com nefrite lúpica
Resende AL, Dias CB, dos Reis LM, Jorgetti V, Woronik V
Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo,Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo,
Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo,Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo
Introdução: O papel dos glicocorticóides como fator primordial na doença óssea de pacientes portadores de Nefrite Lúpica (NL) tem sido questionado recentemente. O Objetivo deste estudo foi avaliar o comprometimento ósseo de pacientes com diagnóstico recente de NL. MÉTODOS E CASUÍSTICA: Os fatores de inclusão foram: sexo feminino; menacme; diagnóstico recente de NL (≤ 2 meses); e TFG (taxa de filtração glomerular) (estimada pelo MDRD) > 30 ml/min/1.73m2. As pacientes foram submetidas a
biópsia óssea e análise histomorfométrica. Os parâmetros estáticos de histomorfometria das 8 pacientes incluídas de Janeiro a Dezembro de 2011 foram comparados aos de 16
indivíduos normais do sexo feminino (pareados por idade) provenientes de um banco de dados brasileiro(dos Reis et al. Bone 1998; 23)1. Os dados dinâmicos de histomorfometria foram comparados aos de 29 indivíduos saudáveis do sexo feminino (idade média 29 anos) (Melsen et al. Calcif Tiss Res 1978; 26)2. Resultados: As pacientes tinham em
média 35,3±11,5 dias de uso de corticóide, com idade de 30,5±9,7 anos, proteinúria de 6,0±1,9 g/dia, e TFG de 65,1±34,5 ml/min/1.73m2. Todas as pacientes apresentavam
deficiência de vitamina D (25OHD = 8,8±2,7 ng/ml). Não houve diferença significativa entre os parâmetros estruturais de pacientes e controles. As pacientes portadoras de NL
apresentaram valores significativamente inferiores de volume osteóide (OV/BV), espessura osteóide (O.Th), superfície mineralizante (MS/BS) e taxa de formação óssea (BFR/
BS), sugerindo uma redução na formação e mineralização ósseas. Estas pacientes também apresentaram valores significativamente superiores de superfície de reabsorção (ES/BS) e
superfície osteoclástica (Oc.S/BS), sugerindo um aumento da reabsorção óssea (tabela 1). Tabela 1: Parâmetros histomorfométricos das pacientes portadoras de NL e dos controles
Conclusão: Pacientes portadoras de NL de diagnóstico recente apresentam um significativo comprometimento ósseo, caracterizado tanto por um aumento na reabsorção
quanto por uma redução na formação e mineralização ósseas. Acreditamos que essas alterações não possam ser atribuídas ao uso do corticóide, sendo provavelmente influenciadas pela deficiência de vitamina D e por fatores inflamatórios.
Formação
OS/BS (%)
Ob.S/BS (%)
OV/BV (%)
O.Th (μm)
Mineralização
MS/BS (%)
MAR (μm/dia)
BFR/BS (μm3/ μm2/ dia)
MLT (dias)
Reabsorção
ES/BS (%)
Oc.S/BS (%)
Portadoras de Nefrite
Lúpica (n=8)
2,13 (0,98-12,61)
0,21 (0,09-0,78)
0,11 (0,04-0,71) 2,74±1,17
2,18±2,14
0,47±0,24
0,01±0,01
26,49±13,06
8,27 (4,71-11,55)
0,3 (0,19-0,71)
Controles (n=16)
8,6 (6,6-16,1)
0,06
0,75 (0,07-2,37) 0,34
1,57 (1,06-2,92) 0,004
11,3±2,07 <0,001
12±5,0
0,005
0,64±0,1
0,52
0,07±0,03
0,002
23,7±2,7
0,84 1,9 (1,3-3,1)
<0,001
0,01 (0-0,1)
<0,001 Legenda: Valores expressos em média±desvio padrão ou mediana (percentil 25-75).
OS/BS= superfície osteóide; Ob.S/BS= superfície osteoblástica; MAR= taxa de aposição
mineral; MLT= tempo de mineralização.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-541
Fatores de risco para mortalidade em pacientes com Injúria Renal Aguda (IRA) dialítica em Unidades de
Terapia Intensiva
Alvarenga AS, Rocha JAG, Queiroz PC, Faria LT
Santa Casa de Belo Horizonte, Santa Casa de Belo Horizonte, Santa Casa de Belo Horizonte, Santa Casa de Belo Horizonte
Introdução: Injúria Renal Aguda (IRA) constitui uma complicação frequente em pacientes admitidos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e está associada a elevadas taxas de mortalidade. Objetivos: Analisar fatores de risco para mortalidade em pacientes em UTI, apresentando IRA e necessidade de Terapia Renal Substitutiva
(TRS). Analisar a discriminação do escore SAPS II entre esses pacientes. Casuística e Métodos: Estudo comparativo entre óbitos e não-óbitos (Caso-controle) em que
foram avaliados 282 pacientes acompanhados em UTIs no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2011. Escore de SAPS II foi avaliado com dados das 24 horas
antecedentes ao início do acompanhamento da Nefrologia. Foram utilizados Teste-t e de Mann Whitney (variáveis contínuas); teste Qui-quadrado e Teste Exato de
Fisher (variáveis categóricas); área sob a Curva Roc (discriminação do SAPS II) e Curva de Kaplan-Meier para avaliar mortalidade por sessão de diálise. Resultados: A
mortalidade geral foi de 69,1% e a prevista pelo SAPS II foi 49,6%. Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos com relação aos valores de SAPS
II (não-obitos: 48,1 x óbitos: 53,3); mediana de idade (não-óbitos: 59 x óbitos: 67 anos); diagnóstico de sepse (não-óbitos: 72,4% x óbitos: 83,6%); uso de aminas
(não-óbitos: 63% x óbitos: 80,4%) e mediana de sessões de hemodiálise (não-óbitos: 11 x óbitos: 3 sessões). Não houve diferença estatística relacionada com sexo,
tipo de admissão na UTI, necessidade de ventilação mecânica, débito urinário, pressão sistólica, presença de neoplasia, temperatura acima de 39ºC, níveis de uréia,
leucócitos, bicarbonato, potássio e tipo de financiamento do tratamento. A área sob a curva ROC do SAPS II foi de 0,62. Conclusões: Pacientes com IRA em UTI
apresentam risco de mortalidade elevado. Neste estudo pacientes idosos com quadro de sepse e necessidade de aminas tiveram maior mortalidade. Escore SAPS II
apresentou discriminação apenas razoável entre grupo dos dos óbitos e não-óbitos, subestimando a mortalidade geral. Metade dos pacientes evoluem para óbito até
terceira sessão de diálise.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-831
Grupo de apoio psicossocial ao transplantado renal: A experiência de Rondônia
Raquel D’alligna, Francisca Helena Oliveira Góes, Elisama da Silva Costa, Lorena Tourinho de Lucena, Daniella Pereira, Alessandro Prudente
Central Estadual de Transplantes de Rondônia,Faculdades Integradas Aparício Carvalho,Faculdades Integradas Aparício Carvalho,Universidade Federal de Rondônia,
Faculdades Integradas Aparício Carvalho,Central Estadual de Transplantes de Rondônia e Universidade Federal De Rondônia
Introdução: A Central Estadual de Transplantes de Rondônia (CETRO) implantou grupo de apoio psicossocial aos transplantados que residem no Estado. Isso oportuniza um espaço para informação, orientação, reflexão e troca de experiências. Objetivos: Relatar e analisar a experiência do grupo. Casuística e Métodos:O grupo
é direcionado a transplantados e familiares adultos. As reuniões são mensais e na sede da CETRO. Também compõem o grupo: psicóloga e estagiários, médico,
assistente social e enfermeiro. A psicóloga coordena as atividades, estimulando depoimentos, debates e reflexões. O intuito é dar significado à discussão e buscar formação de identidade do grupo. Além disso, a estagiária observa e registra verbalizações, bem como atitudes e comportamentos. Após o evento, é realizada transcrição
e avaliação do material.Alguns temas abordados: associação de transplantados; carta de agradecimento ao doador; sou doador de órgãos?; e dificuldades cotidianas.
Resultados:Foram realizadas seis reuniões. O número de pacientes oscilou entre 8 e 22. Condições climáticas e os horários das reuniões influenciaram esse fato. Apesar
da resistência em questões emocionais, os pacientes demonstraram necessidade de serem ouvidos, a fim de minimizar suas inseguranças e medos. Foi atribuída aos
profissionais, e não ao autocuidado, a responsabilidade em relação à continuidade e adequação do tratamento. Outras preocupações: dificuldade de acesso aos medicamentos, ausência de atendimento especializado em Rondônia e medo de perder o enxerto. O transplante representa um renascimento, porém exige vigilância com
a saúde devido às possíveis complicações. Assim, alterações de comportamento são frequentes. O medo de perder o enxerto e a sensação de desamparo se apresentam
como insegurança em responsabilizar-se integralmente pelo autocuidado. A opção em discutir apenas questões práticas, associada ao desespero e ao desânimo, refletem a grande dificuldade que enfrentam no seu cotidiano, fruto da ausência de um serviço especializado de qualidade. Reações negativas às atividades propostas no
grupo podem ser respostas adaptativas a estes sentimentos.A técnica grupal permitiu mobilizar estruturas estereotipadas que surgem como processos obstrutivos na
comunicação e na aprendizagem. Conclusão: O acompanhamento multiprofissional de transplantados proporciona um espaço de escuta e acolhimento e contribui
para a elaboração dos intensos sentimentos de desamparo, medo e revolta que o adoecer desencadeia.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-189
Doença óssea em pacientes com diagnóstico recente de nefrite lúpica: aspectos relacionados a
proteinúria e aos níveis de vitamina D
Resende AL, Dias CB, dos Reis LM, Jorgetti V, Woronik V
Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo,Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo,Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo,Faculdade
de Medicina, Universidade de São Paulo,Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo
O comprometimento ósseo em portadores de nefrite lúpica (NL) pode ser atribuído a vários fatores, como o uso de glicocorticóides, a proteinúria, a redução dos níveis de vitamina D, e fatores inflamatórios. O Objetivo deste estudo é comparar o comprometimento ósseo de portadoras de NL ao de portadoras de glomerulopatias
primárias (GP). Os critérios de inclusão foram: sexo feminino; menacme; diagnóstico recente de NL (≤ 2 meses); e TFG (taxa de filtração glomerular) (estimada pelo
MDRD) > 30 ml/min/1.73m2. As lúpicas foram submetidas a biópsia óssea e análise histomorfométrica; e comparadas a portadoras de GP do sexo feminino com
TFG e proteinúria semelhantes (Dias et al. Kidney Int 2007; 71). O tempo médio de uso de corticóides foi de 35,3±11,5 dias. As lúpicas apresentavam níveis significativamente inferiores de vitamina D, o que possivelmente contribuiu para o aumento dos níveis de PTH. Não observamos diferença significativa entre as pacientes
e os controles nos parâmetros estruturais e de mineralização. As lúpicas apresentaram uma menor espessura osteóide (O.Th), sugerindo uma redução na formação óssea; além de uma maior superfície de reabsorção (ES/BS), sugerindo um aumento na reabsorção óssea. Dados clínicos e de histomorfometria das pacientes e controles
Os menores níveis de vitamina D nas lúpicas possivelmente estão associados a fotossensibilidade e a alterações no metabolismo da vitamina D. As lúpicas também
apresentaram uma redução na formação e um aumento na reabsorção óssea, provavelmente relacionados a deficiência de vitamina D e a fatores inflamatórios.
Idade (anos)
Proteinúria (g/dia)
TFG (ml/min/1,73m2)
25(OH)D (ng/ml)
PTH (pg/ml)
OV/BV (%)
Ob.S/BS (%)
O.Th (μm)
OS/BS (%)
ES/BS (%)
Oc.S/BS (%)
NL (n=8)
30,5±10,4
6,0±2,0
65,1±34,5
8,75±2,87
72 (22,5-120,8)
0,11 (0,04-0,71)
0,21 (0,09-0,78)
2,74±1,17
2,13 (0,98-12,61)
8,27 (4,71-11,55)
0,3 (0,19-0,71)
GP (n=6)
33,5±5,3
5,6±3,3
84,1±22,8
18,39±11,10
18,5 (10-25,5)
0,33 (0,13-1,11)
0,47 (0,35-2,58)
7,1±4,25
3,9 (1,68-10,75)
2,55 (0,9-3,88)
0,21 (0-0,33)
p
0,49
0,75
0,35 0,02
0,03
0,34
0,18
0,04
0,75
0,002
0,14
OV/BV= volume osteóide; Ob.S/BS= superfície osteoblástica; OS/BS= superfície osteóide;
Oc.S/BS= superfície osteoclástica.
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SEÇÃO POSTER
P-658
Avaliação da Eficácia de um Curso de Ultrassonografia “Point-of-Care” em Nefrologia
Pazeli Júnior JM, Bastos MG, Tavares AR
WINFOCUS/ Universidade Federal de Juiz de Fora, WINFOCUS/ Universidade Federal de Juiz de Fora, WINFOCUS/ Universidade Federal de Juiz de Fora
Introdução: Nos últimos dez anos, tem surgido novos equipamentosde ultrassonografia (US) mais baratos, leves e simples de operar, novos currículos para médicos
não imaginologistas e novos modelos de gestão, o que tem permitido a disseminação deste método de imagem além do cenário intra-hospitalar e especializado. A
tendência mundial é que cada especialidade médica adquira conhecimento suficiente para utilizar a ultrassonografia no seu dia-a-dia, como um novo estetoscópio,
que não veio para substituir o clássico estetoscópio, mas sim para fornecer mais informações ao médico que cuida do paciente, em tempo real, permitindo que o
diagnóstico seja feito mais rapidamente e, consequentemente, que não haja atraso no início do tratamento, que pode implicar na morte do paciente. Os autores deste
trabalho criaram um curso de imersão direcionado à nefrologistas, que objetiva a capacitação destes profissionais para os mais diversos usos da US na prática nefrológica como avaliação cardiovascular básica, instalação de cateteres centrais e biópsia renal guiados por US, avaliação de volemia, avaliação do trato urinário normal
e principais patologias, mapeamento vascular e estudo de fístulas e enxertos renais. Este curso teórico-prático tem 18 horas de duração e é direcionado à profissionais
sem nenhum conhecimento prévio em US.Objetivos: Avaliar se nefrologistas sem conhecimento prévio em US podem ser capacitados para o uso desta tecnologia em
um curso de imersão, com foco nas principais aplicações na nefrologia. Método : Estudo transversal, no qual 8 nefrologistas capacitados através do curso proposto
foram submetidos à um teste de múltipla escolha, com 25 questões, englobando todos os temas anteriormente citados. Todos os nefrologistas foram submetidos ao
teste antes e após o curso, e sua performance foi comparada. Resultados: No pré-teste, os participantes acertaram em média 10,7 das 25 questões, perfazendo 42%
de acerto. Quando o teste foi reaplicado após a Conclusão do curso, a média de acertos subiu para 19,2 questões, ou seja, 77% de acerto. Conclusão : Os Resultados
sugerem que nefrologistas podem ser capacitados em cursos de imersão em ultrassonografia para o uso desta tecnologia segundo o conceito “Point-of-Care”.
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SEÇÃO POSTER
P-17
Atuação dos Músicos do Elo em um Centro de Hemodiálise (HD). Uma Experiência Humanizadora de Êxito
Hoffmann TR, Fabro WB, Camargo LT, Flusser V, Santoro LF, Rodrigues CIS, D’Ávila R, Cadaval RAM, Guerra EMM, Fernandes FA, Almeida FA
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP - campus Sorocaba,Centro de Diálise e Transplante Renal - Hospital Santa Lucinda - Sorocaba,Centro de
Diálise e Transplante Renal - Hospital Santa Lucinda - Sorocaba,Associação Européia de Música em Hospitais e Professor da Faculdade de Artes da Universidade
de Estrasburgo - França,Departamento de Jornalismo - Escola de Comunicação e Arte da USP - SP,Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/
SP - campus Sorocaba,Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP - campus Sorocaba,Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP campus Sorocaba,Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP - campus Sorocaba,Centro de Diálise e Transplante Renal - Hospital Santa Lucinda Sorocaba,Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP - campus Sorocaba
Introdução: A doença renal crônica (DRC) é um problema de saúde pública acompanhada por altos índices de morbidade e mortalidade, perdas substanciais de anos
de vida produtiva e altos gastos para o Sistema Único de Saúde e da Saúde Suplementar. Na DRC terminal a vida só é mantida por terapia renal substitutiva (TRS). No
Brasil há hoje mais de 90.000 indivíduos em TRS, 90% submetidos a HD. Os sintomas próprios da DRC, as inúmeras adaptações pessoais e das relações familiares
e sociais comprometem o estado emocional e a qualidade de vida (QV) dos indivíduos em HD. A doença incurável e a proximidade da morte produzem complexos
transtornos psicológicos, num ciclo de acontecimentos negativos que permeiam suas vidas e de seus familiares. O trabalho dos músicos do elo em ambiente hospitalar
é fundamentalmente humanizador e enriquece os cuidados dirigidos aos pacientes, familiares e funcionários. Em curso de especialização de 1 ano são capacitados a
entender e respeitar as características do ambiente hospitalar onde atuam. À semelhança da experiência exitosa em vários centros europeus de cuidados a idosos, entendemos que a intervenção viria ao encontro das necessidades dos pacientes em HD. OBJETVOS: Avaliar a influência da presença dos músicos do elo durante uma
sessão semanal de HD, por 16 semanas, sobre a sensação de bem estar dos pacientes, funcionários e familiares e sobre a QV e o estado de depressão dos pacientes.
MÉTODOS: Realizamos entrevistas semi-estruturadas com pacientes, familiares e funcionários e aplicamos o questionário de QV (KDQOL) e a escala de depressão
de Hamilton aos pacientes antes e após a intervenção. Resultados: Encontramos excelente receptividade e participação dos pacientes, familiares e funcionários ao
trabalho dos músicos do elo, melhora dos parâmetros de QV, de depressão e marcante redução na frequência de intercorrências durante as sessões de HD. Conclusões: A intervenção foi muito bem aceita por pacientes, familiares e funcionários. A presença dos músicos afasta os pacientes da condição de preocupação, ansiedade
e dependência da máquina e resgata sentimentos positivos e harmoniosos de experiências anteriores, criando uma atmosfera de trabalho acolhedora e de confiança.
Esta ação humanizadora no ambiente da HD resulta em melhora das condições psicológicas, da percepção de bem estar e da QV dos pacientes e reduz a ocorrência
de eventos adversos durante o tratamento. Veja o vídeo com a atuação dos músicos em: https://vimeo.com/43105902.
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SEÇÃO POSTER
P-719
Uso da Ultrassonografia “Point-Of-Care” pelo Nefrologista
Pazeli Júnior JM, Milagres MV, Ledo VJ
WINFOCUS/Clínica Pró-Renal de Barbacena, Clínica Pró-Renal de Barbacena, Clínica Pró-Renal de Barbacena
Introdução: Cresce no mundo inteiro o uso “point-of-care” da ultrassonografia (US), ou seja o exame realizado e interpretado pelo médico que atende ao paciente,
em tempo real. Na nefrologia, podemos utilizar esta tecnologia para diversas aplicações; como avaliação de doenças renais, avaliação cardiovascular básica, instalação
de cateteres e biópsia renal guiados, avaliação de volemia entre outras. Objetivos: Descrever um caso clínico que exemplifica o uso da US por um médico nefrologista sem especialização formal em imaginologia. Método : Paciente de 19 anos, masculino, leucodérmico, natural de Alto do Rio Doce - MG, com diagnóstico de
hipertensão arterial há aproximadamente um ano, em uso de enalapril 10mg MID e encaminhado à Clínica Pró-Renal de Barbacena pelo cardiologista, com suspeita
clínica de estenose de artéria renal . O paciente trazia exames que revelavam Creatinina sérica de 1,2 mg/dl) e Potássio de 4,5mEq/L. A mãe relatava “problemas renais” na infância. O exame físico era normal, exceto pela pressão arterial elevada (160 x 90mmHg). A avaliação ultrassonográfica feita pelo nefrologista na consulta
inicial revelou hipertrofia ventricular esquerda moderada, rim E com dilatação do sistema coletor, rim D atrofiado também com sistema coletor dilatado, a bexiga
tinha paredes finas e os jatos ureterais foram visualizados bilateralmente com Doppler de potência. O achado de HVE sugere que a hipertensão arterial provavelmente
surgiu anteriormente ao diagnóstico, a bexiga normal e os jatos ureterais afastam a possibilidade da dilatação do sistema coletor ser secundária à obstrução do trato
urinário e a atrofia renal D com dilatação bilateral do sistema coletor são compatíveis com nefropatia de refluxo. O paciente foi submetido à tomografia e cintilografia
que confirmaram a suspeita diagnóstica inicial. Conclusão : Este caso clínico exemplifica a potência da US “point-of-care”, pois a realização de um exame de imagem
pelo nefrologista , juntamente com a história e exame físico permitiram o estabelecimento do diagnóstico, sem que o paciente necessitasse ser referenciado para um
ultrassonografista e ecocardiografista, o que implicaria em maior custo e atraso no diagnóstico. A tomografia e a cintilografia já haviam sido previamente solicitadas,
mas se revelaram redundantes. O uso da US “point-of-care” pelo nefrologista pode aumentar sua resolutividade, reduzir o custo e o tempo para o estabelecimento do
diagnóstico e reduzir a exposição radiológica.
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SEÇÃO POSTER
P-774
Relação de fatores socioeconômicos e adesão à dieta na Doença Renal Crônica (DRC)
Silva MIB, Vale B, Moura FST, Cardoso E, Nogueira J, Fernandes NFS, Lemos CC, Bregman R
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Introdução: Ingestão alimentar sofre interferência de fatores sócio-econômicos (FSE). Pacientes com DRC apresentam baixa adesão à prescrição de proteína dietética. Objetivos: Avaliar a adesão à prescrição de proteínas e a prevalência de FSE associados à adesão de pacientes com DRC. Métodos: Estudo de corte transversal.
Incluídos portadores de DRC em tratamento ambulatorial interdisciplinar, idade ≥18 anos, filtração glomerular estimada (FGe: MDRD) <60 mL/min, proteína
da dieta= 0,6-0,8g/kg/dia e calorias=25-35 kcal/kg/dia. A ingestão protéica foi avaliada por registro alimentar de 7 dias (registro de tudo que ingerem ao longo de
7 dias). O consumo foi estimado através do programa NutWin, incluídos as calorias e nutrientes de alimentos brasileiros. Os não-aderentes foram aqueles com ingestão protéica <0,6 ou >0,8g/kg/dia. Os FSE associados ao consumo alimentar (estado civil, fonte de renda, escolaridade, domicílio, quem prepara as refeições,
quem compra os alimentos) foram obtidos por questionário desenvolvido para o estudo. Estatística:Stata 8.2 Resultados: Avaliados 62 pacientes (63% homens) com
(média±DP): idade=65±13 anos, FGe=33,5±14 ml/min; IMC=26,6±5,2Kg/m²; ingestão: protéica=1,0±0,3g/kg/dia, calórica=21,4±4,8kcal/kg/dia; renda familiar=
R$1100,00±153,50. Prevalência de não-aderentes (apenas ingestão >0,8g/kg/dia) 68% vs aderentes: 32% (qui-quadrado: p=0,03). A proporção de homens e mulheres não-aderentes foi semelhante, assim como a escolaridade (68% <9 anos de estudo vs 64% ≥9 anos), domicílio (66% próprio vs 75% não-próprio), quem prepara
as refeições (71% o próprio vs 67% outros). Os FSE de maior prevalência (qui-quadrado: p<0,05) entre os não-aderentes: estado civil (100% vivem sem-companheiro
vs 58% com-companheiro), fonte de renda (75% não-trabalham vs 50% trabalham), quem compra os alimentos (87% outros vs 57% o próprio). O fator: “quem
compra os alimentos=outros” aumenta as chances de não adesão à dieta (odds-ratio: 6,8 (95%IC: 1,1-42,8; p=0,03; ajustado para: idade, gênero, FGe, estado civil,
quem prepara a refeição). Conclusão: Concluímos que a não adesão à prescrição protéica foi elevada, os FSE de maior prevalência foram viver sem companheiro, não
trabalhar e não ser o próprio a comprar os alimentos. Esses achados são importantes para o desenvolvimento de estratégias de educação nutricional que aumentem a
adesão à prescrição de proteína dietética.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-286
Índice de massa corporal (IMC), adipocinas e resistência à insulina na doença renal crônica na fase não dialítica
Barreto-Silva MI, Kawakami L, Martucci R, Lemos CC, Bregman R
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Introdução: Excesso de peso e adiposidade são acompanhados de alteração do nível sérico de adipocinas e resistência à insulina e constituem fatores de risco para
doença cardiovascular (DCV). A prevalência dessas alterações na DRC é pouco estudada. Objetivo: O Objetivo desse estudo foi avaliar a prevalência e a associação
entre adiposidade corporal com adipocinas e resistência à insulina em pacientes com DRC na fase não dialítica. Pacientes e Métodos: Estudo transversal de coleta
de dados contemporânea, com portadores de DRC, em tratamento ambulatorial interdisciplinar regular. A filtração glomerular foi estimada (FGe) pela equação
do MDRD. O estado nutricional foi avaliado por: Índice de massa corporal (IMC), gordura corporal total (%GC, avaliada por absorciometria de raios-X de dupla
energia-DXA), circunferência muscular do braço (CMB) e albumina sérica. Parâmetros laboratoriais: glicose, triglicérides, leptina, adiponectina de alto peso molecular (AdipoAPM) e insulina. A resistência à insulina foi avaliada por HOMA-IR (Homeostasis Model Assessment of Insulin Resistance). Resultados: Dados são
média±DP. Avaliados 134 pacientes (56% homens), 65±12 anos, FGe=29±13ml/min. Desnutrição protéico-energética não foi observada. Prevalência de sobrepeso/
obesos (SbOb; IMC≥25 kg/m2) foi de 54% (n= 72), eutróficos (IMC=18,5-14,99 kg/m2)= 46% (n=62). FGe foi semelhante em ambos os grupos bem como distribuição dos estágios da DRC (estágio 3:42%, 4: 37%, 5: 21%). O IMC se correlacionou com %GC (r=0,74; p<0,0001), sendo utilizado como índice de adiposidade.
O grupo Sb/Ob apresentou IMC, %GC, glicose, triglicérides, leptina e HOMA-IR maior que os eutróficos. (p<0,05) Contrariamente AdipoAPM foi menor nos SB/
Ob. A correlação parcial, após ajuste para idade, gênero, FGe e presença de Diabetes Mellitus, foi positiva e significante (p<0,0001) entre o IMC e leptina (r=0,6) e
HOMA-IR (0,36) e negativa do IMC com a AdipoAPM (r= -0,46). A prevalência de resistência à insulina foi maior (qui-quadrado:p<0,009) no grupo Sb/Ob (63%)
do que nos eutróficos (37%) bem como o risco elevado (odds-ratio: 2,6; 95%IC:1,3-5,3; p=0,01) dos Sb/Ob apresentarem resistência à insulina (HOMA-IR≥1,5).
Conclusão: O elevado IMC e a maior adiposidade corporal se associaram com aumento de leptina e HOMA-IR e, diminuição de AdipoAPM, caracterizando maior
risco metabólico em pacientes com DRC com sobrepeso e obesidade. Recomendamos que esses pacientes recebam tratamento nutricional voltado para redução de
peso e da gordura corporal.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-288
Inflamação e adiposidade corporal em pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) na fase não dialítica
Barreto-Silva MI, Kawakami L, Martucci R, Lemos CC, Bregman R
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Introdução: A DRC e a inflamação são fatores de risco para doença cardiovascular (DCV). O excesso de adiposidade corporal é também um fator de risco para DRC
e DCV. Estudos avaliando associação da obesidade com inflamação na fase não dialítica da DRC são escassos. Objetivo: O Objetivo foi avaliar o estado inflamatório
em portadores de DRC com níveis normais e elevados de adiposidade corporal. Pacientes e Métodos: Estudo de desenho transversal, com 134 portadores de DRC
(estágios 3-5) em tratamento regular. Filtração glomerular estimada pela equação do MDRD (FGe). A adiposidade corporal foi avaliada pelo índice de massa corporal
(IMC) e pela adiposidade corporal total (%CG; absorciometria de raios-x de dupla energia-DXA). Avaliados: albumina, citocinas pró inflamatórias (Multiplex/ELISA:
fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α), interferon-gama (IFN-g), proteína-C reativa (PCR), proteína quimiotática de monócitos (MCP-1), interleucinas-6 e 8 (IL-6,
IL-8), molécula de adesão intracelular-1 (ICAM-1) e molécula de adesão vascular-1 (VCAM-1). O estado inflamatório foi definido pela mediana das citocinas estudadas: negativo para inflamação (NegInfl)(< mediana), ou positivo (PosInfl) (≥mediana). Resultados: Média ± DP. Homens: 56%, idade=65±12 anos, FGe=29±13ml/
min. Prevalência de sobrepeso e obesidade: 54% (n=72). As citocinas foram comparadas entre pacientes com IMC normal (<25kg/m2) (46%; BMI=22,2±1,9) e IMC
elevado (≥25kg/m2) (BMI=28,8±2,8). O IMC e %GC se correlacionaram (r=0,74; p<0,0001). A FGe foi semelhante em ambos os grupos bem como a distribuição
por estágios da DRC (estágio 3:42%, 4: 37%, 5: 21%). A adiposidade corporal e as citocinas foram maiores no grupo de elevado IMC vs IMC normal (p<0,0001).
A condição de PosInfl foi mais prevalente, para todas as citocinas estudadas, no grupo de IMC elevado (variando de 61-76%) vs o grupo de IMC normal (24-38%).
A análise de regressão logística multivariada, para todas as citocinas, mostrou que a condição de PosInfl se associou com elevado IMC (variação do odds-ratio: 2,5
– 4,2; 95%CI: 1,1 – 9,6; p<0,01), após ajuste para idade, gênero, diabetes e FGe. Conclusão: Concluímos que pacientes com DRC que apresentam elevado IMC e
adiposidade corporal estão sob elevado risco de inflamação. Portanto, o excesso de adiposidade deve ser alvo do tratamento destes pacientes.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-691
Lesões mínimas e Timoma: Relato de Caso
Moreira LA, Amaro DMC, Villaescusa M, Brito LH, Pelaggi ER, Tondato VA, Molinari GH, Farias, TM, Silva TM, Campos MAM, Bermudes GF, Oba MC, Poblete
NCO, Monteiro MF, Bianchi RM, Bonacordi CL, Mellado BM, Manaia GF
Hospital Alvorada,Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC,Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de
Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC,Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC,Faculdade de
Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de
Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC
Introdução: Trata-se de um relato de caso de paciente de 43 anos, previamente hígido, internado por síndrome nefrótica para investigação da causa e tratamento.
Objetivo: Relatar um caso incomum de um tumor de mediastino (timoma) a partir de uma manifestação inicialmente renal. Casuística e Métodos: Acompanhamento
da evolução do paciente e levantamento de prontuário com exames laboratoriais, de imagem e biópsia renal. Resultados: A biópsia renal fez diagnóstico etiológico de
lesões mínimas e após a Introdução de corticóide ao tratamento o paciente evoluiu com choque séptico, sendo investigada melhor a imagem radiológica e concluindo que não se tratava somente de infecção, mas também de um tumor de mediastino. Conclusões: Devido à baixa incidência de timoma na população houve maior
dificuldade em realizar o diagnóstico definitivo. Devemos sempre estar atentos, então, para o fato que o diagnóstico de lesões mínimas pode também estar associado
à tumores como linfomas, leucemias e timomas.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-382
Receptores P2X7 e estresse oxidativo em rins de ratos diabéticos submetidos ao treinamento aeróbico
Rodrigues AM, Fernandes MJS, Bergamaschi CT, Fernandes TO, Nogueira GB, Maciel FR, Punaro GR, Franco M, Higa SEM
UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP
Introdução: Estudos anteriores em nosso laboratório mostraram o papel do estresse oxidativo e os efeitos favoráveis do treinamento, sobre a progressão da nefropatia
diabética (ND) em ratos. Receptores P2X7 (P2X7-R), em condições patológicas, como na lesão glomerular estão significamente auto-regulados, aumentando os níveis
de estresse oxidativo. Objetivo: O estudo visa avaliar os P2X7-R e o estresse oxidativo em rins de ratos diabéticos submetidos ao treinamento aeróbico. Casuística e
Métodos: Ratos Wistar machos adultos, pesando entre 170-210g foram todos nefrectomizados unilateralmente. Em metade desses animais o diabetes mellitus (DM)
foi induzido com estreptozotocina (60mg/kg, i.v.) e os demais receberam seu veículo (0,3mL tampão citrato 0,1M; pH4,5) (CTL). Os animais foram submetidos ao
treinamento aeróbico sobre esteira na taxa de 16m/min, durante 60min/dia, 5 dias por semana durante 8 semanas (CTL+EX e DM+EX); CTL+SE e DM+SE foram
mantidos sobre esteira desativada durante mesmo período (n=12 para cada grupo). Metade dos animais de cada grupo receberam suplementação com N-acetilcisteína
(NAC, 600mg/L em água de beber, ad libitum). Antes do treinamento aeróbico e na oitava semana do protocolo de exercícios, colocaram-se os animais em gaiolas
metabólicas para coleta de urina de 24horas e pequena alíquota de sangue, para determinação de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) e NO (método
da quimioluminescência, µM). Dados foram expressos em média ±EP e analisados via one-way ANOVA com significância definida de P<0,05. Resultados: DM+SE
vs CTL+SE aumentou a excreção (728,5 ±66 vs 83,6 ±1,7; nmol/24h) e os níveis renais (1,2 ±0,2 vs 0,6 ±0,1; nmol/mg proteína) de TBARS, todos P<0,05; houve
ainda redução da excreção óxido nítrico (NO) (1,2 ±0,8 vs 22 ±2,3; µmol/24h; P<0,05) e NO renal (1052 ±36,5 vs 1214 ±186). Suplementação de NAC reduziu
a excreção (402±45) e o TBARS renal (0,6±0,1) e aumentaram a excreção (4,2±0,6) e o NO renal (1582±136) NO; o treinamento aeróbico teve efeito similar (352
±34; 0,6 ±0,1; 17 ±4,5; 2123 ±366; respectivamente), quando comparado ao DM+SE, todos com P<0,05. Ambos atenuaram a excreção (349 ±39) e TBARS renal
(0,6 ±0,1); e aumentaram a excreção (28 ±3) e o NO renal (2344 ±221) (todos P<0,05) vs DM+SE. Análise de imunohistoquímica dos rins mostrou que DM+SE
aumentou a área marcada quando comparado ao CTL+SE (43,3 ±5,5% vs 0,6 ±0,1%); NAC atenuou esta área (34,9 ±4,3%) e o treinamento também (25,6 ±3,4%),
mas reduziu expressivamente com ambos (3,8 ±0,6%). Conclusão: Nossos Resultados sugerem que a rotina de exercícios associada com administração de NAC diminui a ativação dos P2X7-R nos rins de ratos diabéticos. A atenuação do estresse oxidativo por este mecanismo, o qual também resultou no aumento da biodisponibilidade de NO, sugere que o controle da expressão destes receptores poderia se útil no retardamento da progressão da nefropatia diabética.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-389
Amiloidose hereditária por deposição da cadeia A-alfa do fibrinogênio: importância do diagnóstico molecular
Bruno Eduardo Pedroso Balbo, Sara Mohrbacher, Leonardo de Abreu Testagrossa, Denise Maria Avancini da Costa Malheiros, Luiz Fernando Onuchic,
Rui Toledo Barros
Disciplina de Nefrologia FMUSP, Disciplina de Nefrologia FMUSP, Departamento de Patologia FMUSP, Departamento de Patologia FMUSP, Departamento de
Nefrologia FMUSP, Disciplina de Nefrologia FMUSP
Introdução: A amiloidose por deposição da cadeia A-alfa do fibrinogênio (AAF) constitui a forma mais comum de amiloidose hereditária, com padrão de herança
dominante, penetrância incompleta e acometimento renal frequente. Objetivos: Estabelecer as bases diagnósticas clínicas, laboratoriais e histológicas para AAF em
um paciente, a partir do relato de tal ocorrência em dois irmãos; determinar o impacto do diagnóstico molecular; e discutir a abordagem terapêutica. Casuística e
Métodos: Paciente de 60 anos, masculino, branco, hipertenso há 6 anos, encaminhado para esclarecimento de hematúria. Relatava um irmão com doença renal sem
etiologia definida e submetido a transplante renal. Apresentava exame físico sem achados relevantes, exceto PA=140x60 mmHg. Sua avaliação laboratorial mostou
depuração de plasmática de creatinina de 76 mL/min/1,73m2, urina I sem hematúria e proteinúria de 2,49 g/24h. Constatou-se colesterol total de 379 mg/dL e
ausência de anemia nem diabetes. A eletroforese de proteínas mostrou-se normal com imunofixação negativa para proteínas anômalas. FAN foi negativo e C3/C4
e TSH/T4L normais. As sorologias para hepatites virais, HIV e sífilis também foram negativas. O exame ultrassonográfico renal, por fim, não mostrou alterações.
Resultados: Biópsia renal revelou 35 glomérulos com tufos hipocelulares e mesângio expandido por depósito de material eosinofílico, positivo para vermelho congo.
Alguns glomérulos apresentaram aumento significativo, com obliteração quase completa de seus capilares. Não foram detectadas alterações túbulo-intersticiais. A
imunofluorescência revelou-se positiva para IgM (+) e fibrinogênio (+2) em alças capilares, este achado sugerindo o diagnóstico de AAF. Para diagnóstico definitivo,
realizou-se a pesquisa direta de mutações em FGA, gene associado à AAF, detectando-se mutação patogênica (NM_000508.3:c.1634A>T) no probando e no irmão.
Conclusões: A AHF constitui-se em doença rara, subdiagnosticada e frequentemente confundida com a amiloidose AL. A realização de teste molecular é imprescindível para o diagnóstico quando a imunofluorescência é negativa para fibrinogênio ou na ausência de biópsia renal conforme observado no irmão do probando.
O diagnóstico preciso, por sua vez, evita tratamentos desnecessários como a imunossupressão e oferece, em casos específicos, a possibilidade de transplante hepático
como tratamento substitutivo à síntese hepática da proteína anômala.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-687
Infecção em cisto na doença renal policística autossômica dominante: associação com volume do
órgão acometido e envolvimento multifocal
Bruno Eduardo Pedroso Balbo, Marcelo Tatit Sapienza, Carla Rachel Ono, Isac de Castro, Luiz Fernando Onuchic
Departamento de Clínica Médica Disciplina de Nefrologia FMUSP, Departamento de Radiologia FMUSP, Departamento de Radiologia FMUSP, Departamento de
Clínica Médica Disciplina de Nefrologia FMUSP, Departamento de Clínica Médica Disciplina de Nefrologia FMUSP
Introdução: Infecção em cisto (IC) constitui-se em complicação grave em pacientes (pts) com doença renal policística autossômica dominante (DRPAD). A baixa
sensibilidade de exames de imagem convencionais comparada à alta acurácia da Tomografia por Emissão de Pósitrons/Tomografia Computadorizada-18FDG (PET/
CT) consolidou este método como a melhor opção diagnóstica. Objetivos: Avaliar as características clínicas, laboratoriais e de imagem em IC na DRPAD. Casuística:
Estudo retrospectivo com inclusão de 20 episódios intra-hospitalares de IC em 15 pts por 20 meses. Resultados: O diagnóstico foi definitivo em 11 episódios de IC
(documentação microbiológica e/ou anatomopatológica) e provável (febre, dor, PCR>50mg/dL e exclusão de outras causas) em 9. Detectou-se IC hepático (ICH)
em 10 episódios, IC renal (ICR) em 8 e ICH/ICR concomitantes (ICHR) em dois eventos. Todos os episódios cursaram com dor abdominal e febre, enquanto sepse
mostrou-se mais prevalente no grupo ICH. Culturas de sangue, urina e material de punção foram positivas em 40, 26,3 e 33,3% dos episódios, respectivamente, com
predomínio de E. coli. O tratamento antibitótico (ATB) de eleição pautou-se em ciprofloxacino, porém 70% dos casos requereram associação antibiótica. A avaliação
por imagem incluiu CT em todos os episódios, ressonância magnética (RNM) em 6 e PET/CT em 16. A sensibilidade observada para CT, RNM e PET/CT foi de
30, 66,7 e 93,7%, respectivamente. O volume hepático total (VHT) foi maior em pts com ICH que ICR (p<0,05), com valor de maior acurácia para discriminação
de 2.893 mL (sens=0,80 e esp=0,80). O volume renal total (VRT), por sua vez, mostrou-se maior em pts com ICR que CH (p<0,05), com valor de maior acurácia
para discriminação de 1.665 mL/rim (sens=0,90 e esp=0,62). Procedimentos invasivos foram realizados em 8 de 10 episódios de ICH, em 3 de 8 de ICR e em um de
ICHR. Mesmo após intervenção, 71,4% dos episódios necessitou ao menos 8 semanas de ATB para atingir critérios de cura. Dos 15 pts com IC analisados, 5 evoluíram a óbito. Conclusão: Nesta casuística, episódios de IC foram predominantemente multifocais, não se restringiram a um único órgão, ocorreram frequentemente
em cistos não dominantes e se associaram a alta mortalidade. Entre os métodos de imagem utilizados, PET/CT apresentou a maior sensibilidade para o diagnóstico.
Nossos achados sugerem que aumento significativo de VRT e VHT se associem a maior risco de desenvolvimento de ICR e ICH, respectivamente.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-298
O dia mundial do rim na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo Santa Casa de São Paulo, São Paulo
Vaz, FCF; Franco, MHC; Padrão, MB; Rosinha, LCA; Castro, PO; Silva, LR; Dantas, PD; Gomes, L; Souza, TS; Sens, YAS; Jabur, P; Miorin, LA,
Fernanda FC VazMaria Helena C FrancoMarta B Padrão, Lilian CA Rosinha, Patrícia O Castro, Lilian Ranssato Silva, Patrícia Dantas, Luana Gomes, Tatiana
Silva Souza, Yvoty Alves dos Santos Sens, Pedro Jabur, Luiz Antonio Miorin
Santa Casa de São Paulo,Santa Casa de São Paulo,Santa Casa de São Paulo,Santa Casa de São Paulo,Santa Casa de São Paulo,Santa Casa de São Paulo,Santa Casa
de São Paulo,Santa Casa de São Paulo,Santa Casa de São Paulo,Santa Casa de São Paulo,Santa Casa de São Paulo,Santa Casa de São Paulo
Introdução: O dia mundial do rim, este ano 08 de março, foi palco de importantes atividades em várias regiões. Dez milhões de brasileiros têm algum grau de doença
renal, o que aumenta a mortalidade por doenças cardiovasculares. A Sociedade Brasileira de Nefrologia fornece folhetos para aumentar o conhecimento da população
sobre os riscos da doença renal crônica, conscientizando para essa importante condição em que a maioria é assintomática nas fases iniciais. Objetivo: Estudar a população que frequenta a Santa Casa de São Paulo, tendo como amostragem os indivíduos que vieram ao Hospital no dia mundial do rim, pela análise dos fatores de risco:
hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo, idade maior do que 50 anos, e antecedente de doença renal em si ou na família. Método: Distribuição de folhetos
no saguão central próximo à capela, e aqueles que quiseram participar foram submetidos à medida da pressão arterial, após repouso sentado, enquanto também era
realizada glicemia capilar. Essa abordagem contou com médicos e enfermeiras, além de auxiliares de enfermagem. Após resposta a questionário em que foram avaliados
os fatores de risco históricos, os indivíduos participantes foram orientados em entrevista, um a um por médicos da equipe do estudo. Os fatores de risco considerados
foram: hipertensão arterial, diabetes, sobrepeso, tabagismo, idade, doença renal na família, e antecedente de problema renal em si mesmo. Resultados: Atendemos 149
indivíduos sendo 67,8 % do sexo feminino, 8,7 % apresentaram glicemia capilar acima de 140 mg % (antes do almoço), e 77% pressão arterial maior do que 140/90
mmHg. Quanto aos fatores de risco, 33 % tinham pelo menos dois fatores para doença renal crônica, e somente 15,5 % dos entrevistados não tinham nenhum fator
de risco. Quanto à prevalência desses fatores, 47,6 % responderam estar acima do peso, e 32,2 % responderam ter hipertensão arterial. Ao final de cada entrevista e
de posse das respostas os participantes foram encaminhados para tratamento nas Unidades Básicas de Saúde (42 %), sendo que 26,2 % já fazem acompanhamento
médico. Conclusão: A percentagem de indivíduos que apresentam fatores de risco justifica as campanhas de detecção e de prevenção cada dia mais estimuladas.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-759
Estado nutricional de pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador atendidos no
ambulatório de referência na Bahia
Tarcísio Gomes, Alessandra Fortes Almeida, Jairza Maria Barreto Medeiros, Maria Helena Lima Gusmão
C-HUPES/UFBA, C-HUPES/UFBA, Escola Nutrição/UFBA, Escola Nutrição/UFBA
Introdução: A doença renal crônica (DRC) representa importante problema de saúde pública. Apesar de a desnutrição energética - protéico ser frequente nesta população, a obesidade também é muito comum entre os pacientes com doença renal crônica e essa tendência é notória em um cenário mundial. Desta forma, o Objetivo do
estudo foi analisar o estado nutricional de pacientes com DRC em tratamento conservador atendidos no Ambulatório de Nutrição em Nefrologia – APMN/HUPES/
UFBA. Métodos: Estudo de corte transversal composto por 54 pacientes. Nesse estudo foram incluídos os portadores de DRC em tratamento conservador. Foi preenchido protocolo de atendimento para obtenção dos dados sócio-demográficos. O estado nutricional foi classificado pela avaliação do IMC segundo pontos de cortes
da OMS (1995), sendo divididos em Abaixo do peso (< 18,5 kg/m²), Eutrófico (18,5 – 24,9 kg/m²) e Excesso de Peso (> 24,9 kg/m²) para adultos e Abaixo do peso
(< 22 kg/m²), Eutrófico (22 – 27 kg/m²) e Excesso de Peso (> 27 kg/m²) para idoso. A Circunferência da cintura (CC) foi classificada de acordo com os critérios da
OMS, com risco de complicações metabólicas quando a CC for ≥ 80 cm para as mulheres e ≥ 94 cm para os homens. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o software Statistical Packcage for Social Science (SPSS) na versão 17.0. Resultados: A média de idade foi de 58,5 anos (+ 15,1 DP), sendo 32 (59,3%) pacientes do
sexo feminino e 22 (40,7%) pacientes do sexo masculino. Quanto a estratificação pelo grau de DRC, 38,5% (n=21) se encontravam em estágio 3, seguido de 31,5%
(n=17) no estágio 4, 13% (n=7) em estágio 2, 9,3% (n=5) estágio 1 e 7,4% (n=4) estágio 5. A média do IMC para o sexo masculino foi de 25,9 kg/m² (+ 5,6 DP)
e de 25,86 kg/m² (+ 5,1 DP) para o sexo feminino, sendo que 20,4% (n=11) dos pacientes adultos apresentavam IMC > 24,9kg/m², e 27,8% (n=15) dos pacientes
idosos apresentavam IMC > 27 kg/m². Quanto às medidas de CC, a média do sexo masculino foi de 93,4 cm (+ 16,4 DP); e 90,1 cm (+ 13,2 DP) no sexo feminino,
com 68,5% (n=37) da amostra apresentando risco aumentando de complicações. Não foram encontradas associações estatisticamente significantes entre IMC e CC
com outras variáveis do estudo como sexo, idade e grau de doença renal (p > 0,05). Conclusão: A tendência para o excesso de peso ocorre devido às doenças de base
que são as principais causas da DRC, podendo assim sugerir a obesidade como fator causal de DRC na maioria dos casos.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-770
Prevalência de excesso de peso em pacientes com nefrolitíase atendidos em ambulatório de
referência na Bahia
Alessandra Fortes Almeida,Tarcísio Santana Gomes,Jairza Maria Barreto Medeiros,Maria Helena Lima Gusmão
C-HUPES/UFBA,C-HUPES/UFBA,Escola Nutrição/UFBA,Escola Nutrição/UFBA
Introdução: A nefrolitíase é considerada em alguns estudos como um problema de saúde pública. Estima-se que de 5 a 15% da população mundial apresentará algum
episódio de calculose renal ao longo da vida.A coincidência temporal e as alterações urinárias decorrente do peso corporal elevado são de suma importância para a
realização de trabalhos que associem a nefrolitíase com comorbidade da obesidade. Desta forma, o Objetivo do estudo foi analisar a prevalência de excesso de peso em
pacientes com nefrolitíase atendidos no Ambulatório de Nutrição em Nefrologia – APMN/HUPES/UFBA. Métodos: Estudo de corte transversal composto por 83
pacientes atendidos no Ambulatório de Nutrição em Nefrologia. Nesse estudo foram incluídos os portadores Nefrolitíase. Foi preenchido protocolo de atendimento
para obtenção dos dados sócio-demográficos. O estado nutricional foi classificado pela avaliação do IMC segundo pontos de cortes da OMS (1995), sendo divididos
em Abaixo do peso (< 18,5 kg/m²), Eutrófico (18,5 – 24,9 kg/m²) e Excesso de Peso (> 24,9 kg/m²) para adultos e Abaixo do peso (< 22 kg/m²), Eutrófico (22 –
27 kg/m²) e Excesso de Peso (> 27 kg/m²) para idoso. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o software Statistical Packcage for Social Science (SPSS) na
versão 17.0. Resultados: A média de idade foi de 48,1 anos (+ 13,07 DP), sendo 55 (66,3%) pacientes do sexo feminino e 28 (33,7%) pacientes do sexo masculino.
A média do IMC da amostra foi de 26,68 kg/m² (+ 5,29 DP), 53% (n=44) dos pacientes adultos apresentavam IMC > 24,9kg/m², e 6% (n=5) dos pacientes idosos
apresentavam IMC > 27 kg/m². Não foi encontrado associações estatisticamente significantes entre IMC desses pacientes com outras variáveis do estudo como sexo e
idade (p > 0,05). Conclusão: O excesso de peso esteve presente na grande maioria dos pacientes com Nefrolitíase. Não há consenso sobre o papel do peso na formação
de cálculos, o que pode ser explicado de duas maneiras: o peso pode constituir um fator de risco isolado para a litíase cálcica ou pode estar relacionado com outros
fatores de risco como, por exemplo, a hiperoxalúria.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-261
Doença renal cronica associada ao uso abusivo de anabolizantes e suplementos alimentares-relato de caso
PresídioGA, Barbosa AWG, Teixeira JG, Cavalcante JM, Mendonça KG, Silva NM, Loureiro JL, Bispo RKA, Uchoa JVM, CardosoSB, Silva AAB, Vasco RFV,
Gouveia EA, Resurreição FAMS, Oliveira CAF
Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia
de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade
de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de
Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas
Introdução: O uso de esteróides androgênicos anabólicos (EAA), que compreende a testosterona e seus derivados, tornou-se comum em atletas que desejam melhorar
seu rendimento ou pessoas desejam um aumento rápido de massa muscular. No entanto, há evidências que o uso de EAA possui efeitos negativos como aumento
do fator de risco coronariano, infarto agudo do miocárdio, icterícia colestática, hepatopatias, desordens psiquiátricas e doenças renais. Observa-se que incidência
do aumenta gradativamente, principalmente na população adulto jovem do sexo masculino. De acordo com o Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas, o uso de anabolizantes cresceu de 0,3% em 2001, para 1,4% da população em 2010.Objetivo: Relatar um caso clínico com evolução para doença renal
crônica(DRC) possivelmente causada pelo do uso prolongado de EAA e suplementos alimentares. RELATO DE CASO: Paciente masculino, 25 anos, natural de Porto Calvo/AL, militar e solteiro, com relato de uso continuo de anabolizantes (decadurabolin®, durateston®, winstrol®, hemogenin®) e suplementos (ADE® e potenay®)
no período entre 2006 e 2009. Deu entrada em hospital terciário de Maceió, no início de 2010, apresentando astenia, edema em membros inferiores e hipertensão
arterial sistêmica (HAS). Iniciou tratamento clínico com corticóide oral, hipotensores e diuréticos. Após 5 meses, o paciente relata que interrompeu o tratamento
por vontade própria. Em julho de 2011, procurou uma unidade de urgência, apresentando astenia, náusea e tontura. Após a alta, foi encaminhado ao atendimento
ambulatorial com nefrologista, constatando-se que o paciente apresentava HAS descontrolada, anemia e insuficiência renal. Dados laboratoriais: hemoglobina: 6,3 g/
dL; hematócrito: 19,8%; hemácias: 2,4x10³/mm³); uréia: 258 mg/dL; creatinina sérica: 13,4 mg/dL e clearance de creatinina de 5 ml/min/1,73 m². Ultrassonografia:
Rins apresentando sinais de doença parenquimatosa difusa. Iniciando então, terapia renal substitutiva.Conclusões:Embora os efeitos potenciais dos Anabolizantes na
função renal de seres humanos não estejam bem caracterizados, estudos sugerem que os andrógenos podem exercer um efeito tóxico direto sobre o glomérulo levando acúmulo de matriz mesangial e esgotamento de podócitos. Esse caso possui uma grande particularidade, dado que o paciente evoluiu com IRC, tendo histórico
importante de uso crônico de anabolizantes e suplementos, na ausência de outros fatores de risco para DRC.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-314
Perfil ecocardiográfico em pacientes com insuficiência renal crônica em programa de hemodiálise
Presídio GA, Silva NM, Mendonça KG, Loureiro JL, Cavalcante JM, Silva AAB, Vasco RFV, Oliveira CAF, Gouveia EA, Resurreição FAMS
Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia
de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de
Nefrologia de Alagoas
Introdução: As complicações cardiovasculares são a principal causa de óbito dos pacientes portadores de doença renal crônica (DRC) em terapia de substituição renal
pela hemodiálise. Alterações de estrutura e função cardíacas detectadas pela ecocardiografia são comuns nesses pacientes e predizem um pior prognóstico. Dessa forma
é de extrema importância estabelecer uma avaliação ecocardiográfica, uma vez que desempenha papel fundamental no diagnóstico de miocardiopatia, bem como na
estratificação de risco cardiovascular. ObjetivoS: Este estudo visa descrever o perfil ecocardiográfico dos pacientes renais crônicos que realizam hemodiálise em um Serviço privado de Nefrologia. CASUÍSTICA E METODOLOGIA: Trata-se de estudo descritivo transversal. Foram coletados, através de revisão de prontuário médico,
dados da idade, sexo, tempo de diálise, doença de base, e ecocardiograma, no período de janeiro a junho de 2012. Resultados: A amostra foi composta por 14 mulheres
(63,7%) e 10 homens (36,3%), sendo a média da idade de 58,3 ±17,9 anos e com tempo médio de tratamento hemodialítico de 2,5±2,2 anos. Dentre as doenças
de base, as mais frequentes foram diabetes mellitus (41,7%), Glomerolonefrite crônica (25%) e Lúpus eritematoso sistêmico (12,5%). Dos 24 pacientes da amostra,
22 (91,6%) tinham algum tipo de alteração ecocardiográfica sendo que 15 pacientes (62,5%) apresentavam hipertrofia do ventrículo esquerdo (HVE), 13 (54,1%)
disfunção diastólica do ventrículo esquerdo, 3 (12,5%) derrame pericárdico e 3 ( 12,5%)hipertensão pulmonar. Observa-se que dos pacientes com HVE, 13 (86,7%)
tem hipertensão arterial sistêmica com média de tempo da doença de 10,6 anos. Conclusões: A cardiomiopatia do paciente em hemodiálise deve-se principalmente à
presença de cardiopatia isquêmica e alterações morfofuncionais do ventrículo esquerdo em resposta à sobrecarga de pressão e volume. A alta prevalência de HVE na
população em estudo demonstra que é preciso estar atento ao controle intensivo dos fatores de risco uma vez que é determinante para regressão do número de eventos
cardiovasculares e para uma maior sobrevida dos pacientes. Dessa forma a avaliação ecocardiográfica tem papel importante na detecção da disfunção cardíaca clínica
e subclínica e na avaliação das estratégias de intervenção terapêutica.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-446
Registro de Doenças Glomerulares em um Hospital Público de Salvador-BA: Estudo Prospectivo de
Glomerulopatias (PROGLOM)
Carneiro MF, Kobayashi C, Teixeira L, Marques R, Santos R, Santos WL, Rocha PN
Hospital Geral Roberto Santos Bahia,Faculdade de Medicina da Bahia UFBA,Faculdade de Medicina da Bahia UFBA,Faculdade de Medicina da Bahia UFBA,Hospital
Geral Roberto Santos Bahia,Fiocruz, Bahia Faculdade de Medicina da Bahia UFBA
Introdução. As glomerulopatias representam a terceira causa de doença renal crônica dialítica no Brasil. Considerando a influência da raça na epidemiologia das glomerulopatias e que a Bahia é o estado brasileiro com maior porcentagem de afro-descendentes, faz-se necessário criar um registro baiano de glomerulopatias. Objetivos. Criar um registro de pacientes adultos portadores de glomerulopatias, atendidos em um hospital público de referência em nefrologia em Salvador-BA. Casuística
e Métodos. Estudo de coorte prospectivo realizado no Hospital Geral Roberto Santos, que inclui até o momento, dados clínicos, laboratoriais e histológicos de 153
pacientes internados com glomerulopatia, confirmada por biópsia renal. Os dados foram registrados prospectivamente de Dezembro 2007 à Maio 2012. Todas as
biópsias foram avaliadas pelo mesmo patologista. Resultados. A maioria dos pacientes tinha entre 18-40 anos (69,6%) e era de não-brancos (72,5%). Houve ligeira
predominância de mulheres (54,2%). Chama atenção que 52,3% dos pacientes vinham do interior do estado. A maioria estava sintomática (89,5%), e o período de
início de sintomas foi < 3 meses em 38,8% e > 9 meses em 24,3%. Havia diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica há < 5 anos em 41,8% dos casos. A mediana
da creatinina foi 1,6 mg/dl e 44,1% dos pacientes tinha proteinúria em faixa nefrótica, com mediana da proteinúria de 3059 mg/24h. Necessitaram de diálise 26,8%
dos pacientes, sendo que 22,2% permaneciam em diálise no momento da alta. A doença 1ª mais frequente foi glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) (15,7%),
seguida por complexo lesão mínima-GESF (9,8%), membranosa (7,8%), lesão mínima (5,9%), membranoproliferativa (5,2%), proliferativa difusa (5,2%) e nefropatia por IgA (3,9%). A doença 2ª mais frequente foi nefrite lúpica (25%) e glomerulonefrite esclerosante ocorreu em 9,8% dos casos. Conclusões. Diversamente de
outros registros brasileiros, houve predominância de não-brancos em nossa população. Em acordo com outros registros, GESF foi a doença 1ª mais frequente; em
contraste, nefropatia por IgA foi infrequente. A nefrite lúpica foi a doença mais diagnosticada, e não houve casos associados a infecções, sugerindo uma mudança na
epidemiologia de glomerulopatias na Bahia. Também merecem destaque a apresentação tardia (sintomas há mais de 9 meses) de cerca de 1/4 dos pacientes; a gravidade
clínica dos casos, evidenciada pelas medianas de creatinina e proteinúria, assim como pela necessidade de diálise em 1/4 dos pacientes; e a evidência de glomerulonefrite esclerosante em cerca de 10% das biópsias.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-199
Impacto da doença mineral óssea na mortalidade de pacientes renais crônicos em hemodiálise entre
janeiro de 2008 e março de 2012 numa clinica privada de Maceió
Loureiro JL,Cavalcante JM,Mendonça KG,Presídio GA,Silva NM,Silva AAB,Vasco RFV,Oliveira CAF,Gouveia EA,Resurreição FAMS
Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia
de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de
Nefrologia de Alagoas
Introdução: A doença mineral óssea (DMO-DRC) é uma das complicações da doença renal crônica que mais aumentam a morbidade desses pacientes. É definida
como: desordem sistêmica do metabolismo mineral e ósseo devido à doença renal crônica terminal (DRCT), manifestada por: Anormalidades do metabolismo da
vitamina D, cálcio, fósforo ou PTH. ObjetivoS: Verificar a prevalência da DMO-DRC, por meio de marcadores bioquímicos dos pacientes hemodialiticos na instituição que evoluíram a óbito no período estudado. Casuística e Métodos: Estudo retrospectivo onde foram analisados prontuários de pacientes da clinica que evoluiram
a óbito no período de 01/2008 a 03/2012, num total de 33 pacientes. Os critérios de inclusão foram: 1) ser portador de DRCT; 2) não ter se submetido a transplante
renal; 3) ter mis de 18 anos; 4) estar em hemodialíse (HD) há mais de três meses. Foram coletados dados relativos a sexo, idade, tempo de HD, diagnóstico e causa
de óbito. Os pacientes com DMO-DRC foram identificados por alterações bioquímicas (PTH com valores abaixo ou acima de 200 e 300pg/mL, cálcio com valores
acima de 9,7mg/dL, fósforo com valores acima de 5,5mg/dL e fosfatase alcalina acima de 126U/L), segundo as Diretrizes Brasileiras para DMO-DRC. Os dados
foram compilados em planilhas do Microsoft Excel®, utilizando o SPSS® para analisar a distribuição percentual das variáveis qualitativas e quantitativas da população
estudada. Os Resultados estão apresentados como média ± desvio padrão para as variáveis quantitativas com distribuição simétrica. Resultados E Conclusões: Dos
33 pacientes, a média de idade foi 68,22 (± 11,14) anos, com predomínio do sexo masculino (75%) e os diagnósticos de base foram nefropatia diabética (56,25%),
nefroesclerose hipertensiva (9,38%) e glomerulopatias (9,38%). O tempo médio em HD foi de 21,3 (± 15,67) meses. A doença cardiovascular foi a principal causa de
óbito (28,2%), seguida de infecção (25%). A média dos valores de cálcio, fósforo e produto cálcio e fósforo foi de 9,36mg/dL (± 1,26), 5,3mg/dL (± 2,7) e 49,3mg/
dL (± 25,5) respectivamente. O valor médio da fosfatase alcalina foi de 90,36mg/dL (± 58,7) e os valores do PTH de 181,1pg/mL (± 232,29). Daqueles que não
estavam de acordo com as diretrizes, 56,25% apresentaram fósforo acima de 5,5mg/dL; 33% de cálcio acima de 9,7mg/dL; 18,75%, de PTH acima de 300pg/mL e
15,63% apresentaram fosfatase alcalina acima de 126U/L. A prevalência de DMO entre os pacientes que foram a óbito foi 9,4%.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-242
Avaliação do risco cardiovascular através da proteina C reativa ultra sensível de pacientes em
programa de diálise
Silva NM, Presídio GA, Mendonça KG, Cavalcante JM, Loureiro JL, Silva AAB, Vasco RFV, Oliveira CAF, Gouveia EA, Resurreição FAMS
Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia
de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de
Nefrologia de Alagoas
Introdução:A doença cardiovascular é a principal causa de mortalidade na população em diálise, sendo responsáveis por 50% dos óbitos. A proteína C reativa
(PCR-us) é produzida no fígado em resposta ao estímulo das citocinas inflamatórias. Sua dosagem vem sendo utilizada para diagnóstico de estados inflamatórios
e infecções. Estudos epidemiológicos têm documentado que discretas elevações das concentrações de PCR-us podem prever o aparecimento de doenças cardiovasculares, sendo de alto valor preditivo para eventos cardio-vasculares.Objetivo: Avaliar o risco cardiovascular, através dos níveis de PCR-us, em pacientes submetidos a hemodiálise em uma clínica privada.Casuística e Métodos:Trata-se de um estudo transversal do tipo descritivo, realizado no período de janeiro de 2012 a
junho de 2012. A coleta de dados foi realizada através da revisão de prontuário. De acordo com o valor da PCR-us, os pacientes foram classificados em 3 grupos:
baixo risco de desenvolver doença cardiovascular (PCR-us< 0,1mg/dl), médio(PCR-usentre 0,1 a 0,3mg/dl) e alto (PCR-us>0,3mg/dl). A amostra constitui de
54 pacientes, sendo 68,4% do sexo masculino com média de idade de 61,1 ± 13,74 anos.Resultados:Dos 54 pacientes, 11,11% apresentaram PCR-us entre 0,1 e
0,3mg/dl e 59,26% PCR-us> 0,3mg/dl, ou seja, 70,37% possuem risco aumentado para o desenvolvimentos de doença cardiovascular. Desses pacientes,50% são
diabéticos, 86,84% são hipertensos e 47,37% apresentam as duas comorbidades. O tempo médio em programa de hemodiálise é de 3,14 ± 2,82 anos.A doença
de base da insuficiência renal mais frequente foi diabetes mellitus(55,26%) seguida de glomerulonefrite crônica (18,42%). Em relação ao perfil lipídico 52,6%
apresentam níveis de triglicerídeos aumentados, 71,05% HDL abaixo dos valores desejados e 10,5% possuem colesterol e LDL alterados. Aproximadamente 45%
obtiveram Ca x P acima dos valores de referência. Conclusão:A maioria dos pacientes (70,37%) apresentaram risco aumentando para o desenvolvimentos de
doenças cardiovasculares. Sendo essa a principal causa de mortalidade nessa população, é de fundamental importância a prevenção e controle dos fatores de risco
cardiovasculares, sobretudo os modificáveis, visando a redução da morbimortalidade nesses pacientes dialíticos.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-669
Correção de hiponatremia sintomática evolui com mielinólise pontina: relato de caso
Usón PLSJ, Espósito DC, Person NC, Pereira VGM, Serpa-Neto A, Balogh RJ, Manetta JA, Cardoso SO, Pasqualucci MO, Damasceno MCT
Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC,
Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC, Faculdade de Medicina do ABC
Introdução: A hiponatremia é o distúrbio eletrolítico mais frequente em pacientes internados e está associado a pior prognóstico em diversas situações clínicas. A sintomatologia é inespecífica e a correção deve ser baseada inicialmente na volemia do paciente. A Mielinólise Pontina (MP) é enfermidade desmielinizante do encéfalo
que acomete principalmente a região da ponte e está associada à rápida correção de hiponatremia.Este relato tem como Objetivo exemplificar um caso de MP em
vigência de correção de hiponatremia com velocidades de correção e cálculos adequados pela literatura. RELATO DO CASO: M.A., 60 anos, feminina, é admitida
no serviço de emergência com história de vômitos incoercíveis e sonolência iniciados 11 dias após uso de antibiótico para infecção do trato urinário (não sabia referir
nome nem dosagem). Apresentava hipotireoidismo em uso de levotiroxina, hipertensão arterial em uso de atenolol e neurocisticercose em acompanhamento com
neurologista. Encontrava-se em regular estado geral, hidratada, eupnêica, sem alteração no exame cardiopulmonar, Glasgow 15 e força motora grau 4 em membros
superiores e inferiores, sem acometimento de pares cranianos. Exames admissionais: sódio 100 mEq/L, potássio 2,6 mEq/L, função renal normal. Tomografia (TC) de
crânio: nódulos calcificados (sequela de neurocisticercose). Realizada correção de volemia e natremia ,sendo que, após 12 horas internada, o sódio foi de 106 mEq/L
e, após 60 horas, de 120 mEq/L. No 4° dia apresentava melhora dos sintomas neurológicos e sódio de 132 mEq/L, sendo transferida para enfermaria. No 8° dia de
internação hospitalar apresenta novo episódio de hiponatremia ( 126mEq/L) e rebaixamento do nível de consciência. Após retorno a UTI e estabilização clínica com
nova correção de natremia, foram realizados TC de crânio, liquor, eletrólitos urinários, hormônios adrenais, tireoidianos e provas reumatológicas, todos sem alterações. Realizada ressonância nuclear magnética de crânio constatando lesões pontinas características de MP. Paciente evolui a óbito nesta internação. DISCUSSÃO: A
correção de hiponatremia ainda é um tema controverso na literatura em relação ao total de reposição de sódio em 24 horas, sendo que grandes consensos preconizam
o valor de 10-12 mEq/L. No caso exposto, apesar da correção volêmica e natrêmica de acordo com padrões recomendados, ocorreu complicação fatal, provavelmente
relacionada ao quadro de hiponatremia recorrente de etiologia incerta.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-762
Exercício aeróbico como uma intervenção eficaz na redução da gordura visceral de pacientes com
excesso de peso portadores de doença renal crônica não dialítica
Flavia Baria, Maria Ayako Kamimura, Danilo Takashi Aoike, Mariana Leister Rocha, Adriano Luis Ammirati, Lilian Cuppari
UNIFESP/EPM,UNIFESP/EPM,UNIFESP/EPM,UNIFESP/EPM,UNIFESP/EPM,UNIFESP/EPM
O acúmulo de gordura visceral está associado com diversos distúrbios metabólicos em pacientes na fase não-dialítica da Doença Renal Crônica (DRC). Como esta
população tende a apresentar aumento da gordura visceral e há evidências que o exercício físico é capaz de reduzir gordura abdominal na população geral é possível
supor que a prática regular de exercícios físicos poderia também trazer benefícios para os pacientes com DRC. Este estudo prospectivo, randomizado e controlado teve
como Objetivo avaliar o impacto do exercício aeróbico sobre a gordura visceral de pacientes com sobrepeso ou obesidade portadores de DRC na fase não dialítica.
Foram incluídos 26 pacientes sedentários (73% homens; 52,3±8,6 anos, eTFG 25,9±11,7; IMC 30,6±4,3kg/m2). Os pacientes foram aleatoriamente designados ao
grupo exercício (GE; n=13) ou grupo controle (GC; n=13). O treinamento aeróbico foi realizado em esteira rolante, na intensidade do primeiro limiar ventilatório.
O programa de treinamento teve duração de 12 semanas sendo as sessões realizadas em dias alternados três vezes por semana. O grupo controle permaneceu sem
praticar qualquer tipo de exercício físico durante o período do estudo. A avaliação da gordura visceral e subcutânea foi realizada por meio da tomografia computadorizada e da massa magra por meio da absorciometria de raio-X de dupla energia (DEXA). A circunferência da cintura foi medida na cicatriz umbilical. Ao final de 12
semanas a gordura visceral apresentou em média redução de 6mm no GE e aumentou 2mm no GC (p<0,01). A circunferência da cintura diminuiu 1,7cm no GE
e aumentou 0,8cm no GC (p=0,04). Não foram observadas mudanças no peso corporal e na gordura subcutânea. A massa magra apresentou tendência a aumentar
no GE e diminuir no GC (p=0,09). Além disso, houve redução da pressão arterial (p<0,01) apesar de não ter ocorrido mudanças no peso corporal, sódio urinário
e medicação antihipertensiva. Esses Resultados sugerem que o exercício aeróbico pode ser uma intervenção eficaz para reduzir a gordura visceral mantendo a massa
corporal magra de pacientes com DRC.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-57
Efeito do exercício resistido durante hemodiálise em pacientes renais crônicos portadores de Diabetes
Mellitus tipo 2
NESTOR SCHOR, RONALDO RIBEIRO
UNIFESP-FACULDADE PAULISTA DE MEDICINA, UNIFESP-FACULDADE PAULISTA DE MEDICINA
Resumo: Introdução: Pacientes com doença renal crônica (DRC) quando submetidos ao exercício resistido (ER) apresentam substancial melhorias de muitas funções,
em especial os relacionados ao sistema cardiovascular, respiratório, muscular e na qualidade de vida (QV). Não existem avaliações do impacto de exercício simples e
factíveis em pacientes com DRC associada ao Diabetes Mellitus (DM) durante o período intradialítico. Assim, submetemos pacientes com DRC e DM ao ER durante
as sessões de hemodiálise, três vezes por semana por um período de oito semanas.A serie de exercícios resistidos foi composta por oito exercícios, sendo 3 series de 12
repetições trabalhando a musculatura do quadríceps, isquiotibiais, adutores e abdutores do membros inferiores, abdômen, bíceps braquial e ombro. A carga estipulada
foi de acordo com o resultado do teste de força manual e a evolução foi através do método de progressão linear aumentando 10% da carga a cada seis sessões de exercício.Casuística e Métodos: 15 pacientes em cada grupo: 1: DM com DRC submetidos ao ER ; 2: DM com DRC sedentários; 3: DRC e ER e, 4: DRC sedentários. Avaliações durante oito semanas, com ER três vezes na semana. Avaliações: laboratorial, teste de força muscular (FM) e QV (SF-36). Resultados: O ER induziu melhoria
na glicemia e na FM com discretas mas significantes alterações na ureia e K (p<0,0001). Foi de impacto a melhoria na avaliação dos parâmetros de QV (p<0,001) com
o ER, como a Capacidade Funcional, o Aspecto Físico, redução das Dores (de uma maneira geral), Saúde Geral, Vitalidade, a Função Social, Estado Emocional e na
Saúde Mental. Conclusão: O programa de ER (simples e factível) no período intradialítico alterou parâmetros clínicos, na FM e uma significante melhoria na avaliação da QV. O impacto na QV foi importante para o Paciente, inclusive envolvendo melhoria em nível familiar e de relacionamento social quando submetidos ao ER.
PALAVRAS CHAVE: Exercício resistido. Doença Renal Crônica. Diabetes Mellitus. Hemodiálise. Qualidade de vida.
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SEÇÃO POSTER
P-120
O impacto da hemodiálise na vida do paciente renal crônico
Lília Mendes Vieira Coelho, Fernando Lopes Ponte Neto, Francisco Alexandre da Silva Neto, Natália Alves Mineiro Apolônio, Cristiano Araujo Costa,
Andrezza Silva de Almeida
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Ceará,
Universidade Federal do Ceará
Introdução: A insuficiência renal crônica terminal (IRCT) é uma doença progressiva, debilitante, que causa incapacidades e que apresenta alta mortalidade, tendo a
sua incidência aumentada devido ao envelhecimento da população. A hemodiálise é o tratamento dialítico mais utilizado na atualidade, sendo feita em três sessões
semanais, por um período de três a cinco horas por sessão. Apesar das vantagens indiscutíveis dessa terapia, esta ocasiona mudanças no estilo de vida como limitações
psicológicas, familiares, sociais, físicas e sexuais, que podem acabar afetando a qualidade de vida desses pacientes. Objetivo: conhecer as mudanças ocorridas na rotina
do tratamento dos pacientes em hemodiálise, as quais podem influenciar diretamente na sua qualidade de vida e na adesão ao tratamento. Causuística e Métodos:
Neste sentido, foi aplicado um questionário no Setor de Hemodiálise de um hospital escola no norte do Ceará entre os meses de maio e junho de 2012, que abordou
fatores que poderiam influenciar na qualidade de vida dos pacientes. O critério de inclusão foi ser portador de IRCT. De 58 pessoas entrevistadas durante a sessão de
hemodiálise, apenas 50 indivíduos foram incluídos na pesquisa, sendo critério de exclusão a manifestação da vontade de não ser entrevistado. Resultados: Na analise
dos Resultados, em relação aos aspectos psicológicos, foi observado que 82,5% dos pacientes se sentem felizes sempre ou na maior parte do tempo e que 85% possui
expectativas de melhora. Em relação aos aspectos sociais, 62,5% dos pacientes não teve seu relacionamento com amigos ou parentes alterados de nenhuma forma e
que 25% dos pacientes acham que sofrem ou já sofreram algum tipo de preconceito. Em relação aos aspectos sexuais, 47,5% dos pacientes não possuem vida sexual
ativa e 37,5% dos que possuem, notaram diminuição na freqüência da atividade sexual. Em relação aos aspectos físicos, 77,5% dos pacientes se sentem limitados de
alguma forma a realizar as atividades do seu dia-a-dia. Em relação aos aspectos religiosos, 47,5% dos pacientes relataram um aumento de sua fé e 95% consideram a
religião como um aspecto primordial para ajudar a enfrentar essa fase da sua vida. Conclusão: Sendo assim, mesmo diante de uma situação adversa como a hemodiálise, a qual afeta até mesmo o desempenho sexual e a capacidade física, a maioria dos pacientes se sente feliz e possui perspectivas de melhora, tendo na fé, na família
e nos amigos um apoio para enfrentar essa fase de suas vidas.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-20
Avaliação bioquímica dos pacientes em hemodiálise convencional no Instituto Central do Hospital das
Clínicas de São Paulo
Elias RM, Moyses RMA, Pereira BJ, Soares LFM, Santos RSS, Silva LTTL, Castro MCM, Abensur H, Luders C
Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo,Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo,Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo,
Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo,Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo,Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo,
Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo,Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo,Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo
Introdução: A principal causa de mortalidade em pacientes dialíticos é de origem cardiovascular e tem se tentado correlacionar uma maior taxa de mortalidade com
o período interdialítico mais longo: as dozes horas que precedem a primeira diálise da semana, em virtude da maior variação hidroeletrolítica e sobrecarga volêmica
poder desencadear evento cardíaco. Objetivo: O Objetivo deste estudo é avaliar as diferenças bioquímicas entre períodos interdialíticos diferentes: a primeira e a
segunda sessão de diálise da semana. Métodos: Realizamos uma análise retrospectiva de 53 pacientes em programa regular de hemodiálise em nosso centro. Foram incluídos os 43 pacientes que dialisavam desde outubro de 2010 a abril de 2011. Comparamos os Resultados da rotina mensal de bioquímica colhida na segunda sessão
de hemodiálise dos meses de outubro, novembro e dezembro de 2010 com a bioquímica colhida na primeira sessão de hemodiálise dos meses de fevereiro, março e
abril de 2011 dos mesmos pacientes, com prescrições de diálise individualizadas. Resultados: Estão demonstrados na tabela I em média ± desvio padrão, com p<0,05
Conclusões: Maior sobrecarga volêmica parece correlacionar-se positivamente com período interdialítico mais longo, entretanto grandes variações hidroeletrolíticas
não foram observadas no nosso centro com as prescrições de diálise individualizadas.
Variável
Creatinina (mg/dL)
Uréia pré (mg/dL)
Uréia pós (mg/dL)
Potássio pré (mmol/L)
Potássio pós (mmol/L)
Fósforo (mg/dL)
Sódio (mmol/L)
Calcio iônico (mg/dL)
Bicarbonato de sódio (mEq/L)
Hemoglobina (g/dL)
UF (ml)
Tempo (h)
Redução relativa de uréia (URR)
spKt/V
spPCRn
NS=não significativo
2ª HD (2010)
11,03±3,3
144±24
40±10
5,2±0,6
3,48±0,3
5,1±1,3
139,8±2,3
4,77±0,5
20,9±1,9
11,1±1,5
2679±0,8
3,75±0,29
72,1±5,6
1,56±0,25
1,21±0,21
1ª HD (2011)
12,04±3,2
157±24
40±8
5,1±0,5
3,47±0,3
4,9±1,4
138,6±2,3
4,78±0,45
20,5±2,1
10,9±1,2
3040±0,6
3,78±0,26
73,6±6,6
1,67±0,31
1,11±0,18
195
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
Valor de p
<0,0001
0,0002
NS
NS
NS
NS
<0,0001
NS
NS
NS
<0,0001
NS
0,053
0,024
0,0001
SEÇÃO POSTER
P-653
Alteração reversível de função renal associada a hipotireoidismo
Natália CV Melo, Laryssa GN Taira
Hospital Regional de Taguatingua Distrito Federal - Clínica de Doenças Renais de Brasília /Faculdade de Medicina da USP São Paulo, Hospital Regional de Taguatingua
Distrito Federal
Introdução: Os hormônios tireoidianos são necessários para o correto funcionamento de vários órgãos, entre eles os rins. Disfunções tireoidianas podem interferir na
função glomerular e tubular e também no equilíbrio hidroeletrolítico. Objetivos: Relatar caso cujas manifestações de insuficiência renal e proteinúria foram decorrentes de hipotireoidismo. Casuística e Métodos: Trata-se de estudo descritivo do tipo relato de caso de paciente atendida na Unidade de Nefrologia do Hospital Regional
de Taguatinga em Julho de 2011. Resultados (Relato do caso): Mulher de 58 anos foi admitida com relato de astenia crônica associada a edema facial intermitente,
com progressão para edema de membros inferiores há cerca de 2 anos, inicialmente sem acompanhamento médico. Foi encaminhada à Nefrologia devido a alteração de função renal (Clearance de Creatinina de 37mL/min/1,73m2). Durante acompanhamento, apresentou proteinúria progressiva (955mg/24h em 11/03/11 e
1.729mg/24h em 15/07/11), associada a hiperlipidemia (Colesterol 401mg/dL, HDL 34mg/dL, LDL 238mg/dL, triglicerídeos 1014mg/dL), aumento importante
de CPK (6.498UI/L) e anemia (hemoglobina 9,7g/dL), tendo sido internada para prosseguir investigação de glomerulopatia e possível realização de biópsia renal.
Apresentava FAN, antiDNA, p-ANCA e c-ANCA e sorologias de hepatite A, B e C e HIV negativas, além de dosagens de C3 e C4 normais. A dosagem de TSH,
entretanto, apresentou valor elevado (311,74mcUI/mL). Iniciou-se tratamento do hipotireoidismo com levotiroxina 50mcg/dia, com aumento progressivo e gradual
da dose diária até a dose atual de 200mcg/dia. Após de 9 meses em tratamento, a paciente evoluiu com remissão do edema e da astenia e normalização da função renal
(Clearance de Creatinina de 143mL/min/1,73m2). Além disso, houve melhora do perfil lipídico (Colesterol 172mg/dL, HDL 34mg/dL, LDL 94mg/dL, triglicerídeos 219mg/dL) e da função tireoidiana (TSH 6,3mcUI/mL e T4 livre0,96ng/dL), normalização da CPK(137UI/L) e remissão da anemia (hemoglobina 12,0g/dL).
Conclusões: A resposta clínica e laboratorial apresentadas pela paciente nos permite inferir que o hipotireoidismo pode interferir negativamente no funcionamento
renal adequado. Por isso, deve-se incluir a disfunção tireoidiana no diagnóstico diferencial de glomerulopatias e de outras causas de insuficiência renal e proteinúria.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-148
Pseudoporfiria – Complicação Rara Relacionada à Hemodiálise
Itala N Barbosa, Natalia CV Melo
Hospital Regional de Taguatingua Distrito Federal, Hospital Regional de Taguatingua Distrito Federal/Clínica de Doenças Renais de Brasília-DF/Faculdade de Medicina
da USP São Paulo
Introdução: A pseudoporfiria é caracterizada pela presença de manifestações cutâneas de porfiria cutânea tarda sem o perfil anormal de porfirinas característico. Essa
desordem pode se desenvolver em associação com uso de certos fármacos e também em pacientes com doença renal crônica (DRC) em terapia dialítica. Objetivos:
Relatar caso de pseudoporfiria relacionada à hemodiálise. Casuística e Métodos: Trata-se de estudo descritivo do tipo relato de caso de um paciente atendido na unidade de Nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga em Março de 2011. Resultados (Relato do caso): J.S., 65 anos, portador de HAS, diabetes, hepatite C e DRC
em hemodiálise há 2 anos evoluiu com lesões cutâneas em membros superiores e inferiores. As lesões eram bolhosas, de conteúdo hialino, dolorosas e se apresentavam em surtos. Nos períodos de remissão, as lesões bolhosas davam lugar a lesões maculares acastanhadas, com descamação grosseira, em palmas e plantas dos pés.
A biópsia cutânea foi compatível com Pseudoporfiria cutânea tarda. O tratamento inicial consistiu em manter hemodiálise, evitar exposição solar, fazer uso de óleo
mineral e esteróides tópicos nas lesões, bem como curativo oclusivo nas mesmas para evitar infecção secundária. Houve remissão completa do quadro. No entanto,
em novembro de 2011, o paciente foi readmitido por ter sido vítima de espancamento. Na ocasião, apresentava novas lesões bolhosas em membros superiores, inferiores e agora também em couro cabeludo, inclusive com áreas de alopecia. Acredita-se que o espancamento sofrido pelo paciente pode ter funcionado como gatilho
para a reativação da doença, talvez pelo estresse oxidativo presente na reação inflamatória ao trauma. Foi submetido a tratamento oral com n-acetilcisteína 600mg/
dia, com nova remissão da doença após 1 mês de tratamento. Conclusões: A Pseudoporfiria é uma entidade rara que pode acometer portadores de DRC em terapia
dialítica. Sua fisiopatologia não está clara, mas a reativação da doença após trauma e a remissão com uso de n-acetilcisteína sugerem papel da inflamação e do estresse
oxidativo na gênese da doença.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-19
Ausência de Correlação entre o Volume de Enchimento do Dialisador e a Eficiência da Diálise
Natalia CV Melo, Rosa MA Moyses, Manuel CM Castro
Faculdade de Medicina da USP São Paulo - CDRB/ HRT Distrito Federal, Faculdade de Medicina da USP São Paulo, Faculdade de Medicina da USP São Paulo
Introdução: O volume de enchimento do dialisador (VED) de 80%, considerado válido mundialmente para a reutilização do filtro, foi definido por Gotch et al. em
1980. No entanto, nesse estudo foi utilizada membrana não-biocompatível , de baixo fluxo e baixa eficiência. Talvez os Resultados obtidos por Gotch não possam
ser acuradamente extrapolados para a prática clínica atual, na qual são utilizadas membranas biocompatíveis, de alto fluxo e alta eficiência. Objetivos: Correlacionar
o VED com a dose de diálise e a extração de solutos de diversos pesos moleculares em sessões de hemodiafiltração online diária (HDF-OL-D) e de hemodiálise curta
diária (HD-D). Casuística e Métodos: 14 pacientes (47,9±13,5 anos) em HD-D há pelo menos 6 meses, foram incluídos. Foram coletadas amostras de sangue pré e
pós-diálise e de dialisato, de forma parcial e homogenia através da mangueira de drenagem, em sessões de HD-D (1º, 7º, 13º uso) e em sessões de HDF-OL-D (1º,
7º, 13º uso). O VED foi medido antes do 1º uso e após cada reuso do dialisador. Resultados O VED foi decrescente quando comparado o 1º com o 7º e o 13º usos
do dialisador em ambos os métodos avaliados. Os dialisadores foram reprocessados, independente do VED, até o 13º uso. Em 14% dos casos, os dialisadores apresentaram VED< 80% do volume do filtro novo. Em sessões de HD-D, não houve correlação do VED com a dose de diálise ofertada. Porém, em sessões de HDF-OL-D, foi observada fraca correlação do VED com a dose de diálise medida pelo spKt/V, eKt/V e stdKt/V (r=0,33; p<0,05) , não corroborada pelo Kt/V diretamente
quantificado. Não houve correlação entre o VED e a massa total extraída ou a depuração diretamente quantificada (KDQ ) de moléculas pequenas (ureia, fósforo,
creatinina e ácido úrico) e médias (β2-microglobulina), em sessões de HDF-OL-D. No entanto, foi observada uma correlação fraca, porém significativa entre o VED
e a KDQ de β2-microglobulina, em sessões de HD-D (r=0,33; p=0,028). Não foi observada correlação do Kt/V diretamente quantificado de β2-microglobulina com
o VED nem em sessões de HD-D, nem em sessões de HDF-OL-D. Conclusões: A ausência de correlação impactante entre o volume de enchimento do dialisador
e a dose de diálise, ou a extração de moléculas pequenas e médias, em ambos os métodos estudados, faz refletir se essa medida é adequada como pré-requisito, quase
exclusivo, para reutilização ou não do dialisador, na prática clínica diária.
198
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-790
Avaliação da mortalidade de pacientes em hemodiálise em lista de espera para transplante renal com
doador falecido
Vicari AR, Ribeiro AR, onçalves LF, Manfro RC
Hospital de Clinicas de Porto Alegre, Hospital de Clinicas de Porto Alegre, Hospital de Clinicas de Porto Alegre, Hospital de Clinicas de Porto Alegre
Introdução. O transplante renal (TR) é considerado a melhor opção terapêutica para pacientes com doença renal crônica terminal. Alguns dos benefícios descritos
são melhor qualidade de vida, menor morbidade, mortalidade e eventos cardiovasculares. Nos últimos anos o número de pacientes em diálise vem aumentando e
consequentemente a lista de espera (LE) para TR. Além disso, ocorreram modificações no perfil dos candidatos a receptores assim como nos doadores. Apesar dessas
modificações poderem ter impacto na sobrevida de pacientes e enxertos e no tempo de espera em lista, a comparação da mortalidade nos pacientes em LE, nesta nova
realidade, tem sido pouco explorada.Objetivo.Avaliar comparativamente, na prática atual do TR, a mortalidade em pacientes que permanecem em LE com a observada em pacientes que recebem um TR. Casuística e Métodos. Estudo retrospectivo de coortes no programa de transplante renal do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
(HCPA), realizado entre janeiro de 2005 a dezembro de 2009. Foram incluídos pacientes em tratamento dialítico nas unidades de diálise que referenciam pacientes
para TR no HCPA, pacientes em LE para TR referenciados ao HCPA e os transplantados renais do HCPA. Nestas três coortes foi calculada e comparada a mortalidade bruta anual e média.Resultados. Não foram observadas diferenças significativas na comparação dos grupos LE e TR em relação à idade e sexo, no entanto, o diabete
mélito foi mais freqüente no grupo LE, 16,7%, comparado a 10,6% no grupo TR (P<0,005). O tempo médio de espera em lista até a realização de transplante com
doador falecido foi de 36,0 ± 27,8 meses. A mortalidade bruta média anual foi de 15,1±0,7% para o grupo TRS, 4,0±1,7% para o grupo LE e 2,2±0,8% no grupo
TR (P <0,001 nas comparações TRS com LE e TRS com TR; P=0,04 na comparação LE versus TR). O risco relativo (RR) de óbito foi de 3,9 (IC95% 2,2-6,2) na
comparação LE versus TRS (P < 0,001) e de 0,52 (IC95% 0,24-1,1) na comparação TR versus LE (P = 0,08).Conclusão. O transplante renal é a modalidade de TRS
que oferece melhor sobrevida ao paciente quando comparado a diálise. Adicionalmente os Resultados de sobrevida são melhores com os pacientes transplantados,
mesmo considerando-se a seleção clínica para lista de espera. A seleção de pacientes em condições clínicas para a LE é possivelmente o fator de maior relevância na
menor mortalidade encontrada nestes pacientes se comparados aos demais pacientes em diálise.
199
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-145
Prevalência do vírus linfotrófico de células T humanas tipo I (HTLV-I) em pacientes em hemodiálise de
manutenção em Salvador-BA
Santos RFS, Carvalho G, Carvalho EM, Lopes AA, Rocha PN
Faculdade de Medicina da Bahia UFBA, APAE BA, Faculdade de Medicina da Bahia UFBA, Faculdade de Medicina da Bahia UFBA, Faculdade de Medicina da Bahia UFBA
Introdução: A prevalência da infecção pelo vírus linfotrópico de células T humanas tipo I (HTLV-I) varia de acordo com a região considerada. No Brasil, Salvador tem uma das maiores prevalências do vírus, variando de 1,35% a 1,80% de acordo com os diversos estudos. Em uma amostra aleatória da população
de Salvador, Dourado e colaboradores encontraram uma prevalência de 1,70% (IC95%: 1,1 a 2,5%). Sabe-se pouco sobre a prevalência desta infecção na população dialítica. Objetivo: Determinar a prevalência de infecção por HTLV-I em pacientes em hemodiálise na cidade de Salvador, avaliar o impacto desta infecção sobre parâmetros hematológicos e a frequência de co-infecção com outros vírus (HIV e vírus hepatotróficos). Material e Métodos: Corte transversal
dentro de uma Coorte prospectiva. Foram selecionados todos os participantes do estudo PROHEMO (Estudo Prospectivo do Prognóstico de Pacientes Tratados por Hemodiálise) que se encontravam ativos no período da coleta. A sorologia para HTLV-I foi feita por ELISA e os casos positivos confirmados por Western Blot. Resultados: Foram incluídos 697 pacientes com média de idade de 48,7 anos, sendo 67% do sexo masculino. A prevalência da infecção pelo HTLV-I foi de 2,3% (16 casos). Não houve caso com sorologia positiva para o vírus HIV entre todos os estudados. Dentre os casos positivos para HTLV-I, um
deles (6,7%) era portador do vírus C da hepatite e um (6,7%) do vírus B da hepatite. Os parâmetros laboratoriais nos dois grupos estão na tabela a seguir.
Conclusão: A prevalência de infecção pelo HTLV-I na população dialítica pouco difere da encontrada na população geral de Salvador. Não houve impacto nos parâmetros hematológicos. A coinfecção com os vírus B, C e HIV não foi comum. Inesperadamente, a creatinina e o PTH foram significativamente mais baixos no grupo
soropositivo. Estes achados precisam ser confirmados em outros estudos.
HTLV-I
Controles
(n = 16)
(n = 681)
Idade, anos
54,47 ± 14,97
48,59 ± 24,93
Homens
46,7%
62,0%
Não-brancos
86,7%
86,9%
Hemoglobina, g/dl
9,98 ± 1,74
10,36 ± 1,94
Dose EPO, UI/sem
12.000 (6.000 a 12.000) 10.000 (6.000 a 12.000)
Leucograma, valor global/mm
6973,33 ± 2556,91
5976,16 ± 1943,04
Creatinina, mg/dl
8,46 ± 3,43
10,68 ± 3,38
Albumina, g/dl
3,61 ± 0,45
3,71 ± 0,40
Fósforo, mg/dl
5,09 ± 1,31
5,32 ± 1,49
Cálcio, mg/dl
8,56 ± 1,73
9,06 ± 0,99
110,10 (60,75 a
305,70 (129,35 a
PTH, pg/dl
298,25)
613,35)
200
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
p
0,099
0,284
1,000
0,359
0,621
0,144
0,021
0,376
0,600
0,324
0,011
SEÇÃO POSTER
P-866
Transplante renal em pacientes HIV positivos. Experiência inicial do hospital de clínicas de Porto Alegre
Fábio Spuldaro, Adriana Reginato Ribeiro, Alessandra Rosa Vicari, Nancy Tamara Denicol, Leonardo Infantini Dini, Emanuel Burck dos Santos,
Karla Laís Pegas, Luiz Felipe Santos Gonçalves, Roberto Ceratti Manfro
HCPA
Introdução: Nas últimas décadas, a morbimortalidade dos indivíduos portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) decaiu progressivamente com o advento da terapia anti-retroviral (TARV) de elevada eficiência. Isto lhes proporcionou importantes aumentos de sobrevida, dessa forma permitindo também maior
sobrevida aos portadores de doença renal nas terapias dialíticas.Métodos: No período de agosto de 2010 a maio de 2012 foram realizados 5 transplantes em receptores
HIV+ no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Todos os receptores possuíam no momento do transplante carga viral indetectável e contagem de CD4 acima de 200
células/mm3.Resultados: Todos os transplantes foram realizados com órgãos de doadores falecidos, entre os quais somente um foi classificado como critério expandido. Os receptores tinham entre 33 e 51 anos de idade. O tempo médio de diagnóstico da infecção pelo HIV foi de 10,2 anos (±3,1), todos os pacientes vinham em
uso de TARV há pelo menos 5 anos. Um dos cinco pacientes era também infectado pelo HCV. O tempo médio de diálise foi de 5,6 anos(±4,3). O tempo médio de
isquemia fria foi de 21,8 h variando entre 13 e 27h. A imunossupressão utilizada em 80% dos pacientes foi composta por basiliximab, tacrolimo, micofelonato sódico
e corticosteróides, tendo um receptor recebido indução com ATG. A incidência de função tardia do enxerto (DGF) foi de 100%, dois pacientes apresentaram episódios de rejeição aguda (Banff IA). Em relação aos ajustes nas doses de inibidor de calcineurina, a dose diária de tacrolimo no 30º dia pós-transplante foi em média
14,6mg/dia (±9,5), entretanto, em alguns casos com necessidade de uma redução importante (sendo 1mg/dia a menor dose utilizada). Até o presente momento, com
seguimentos entre 1 e 15 meses não houve óbitos ou perdas de enxertos e a função renal média calculada (MDRD) é de 47ml/min./1.73m2. No acompanhamento pós-transplante não foram necessárias modificações nos esquemas de TARV.Conclusão: O transplante renal é uma terapia aceitável e segura em pacientes HIV+
cuidadosamente selecionados. A terapia imunossupressora não parece ter impacto negativo no curso da infecção pelo HIV nestes pacientes. O melhor regime imunossupressor permanece por ser determinado. Esquemas que sofram menor interferência da terapia anti-retroviral e que propiciem diminuição nas elevadas taxas de
rejeição aguda são desejados.
201
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-421
Insuficiência de vitamina D no lúpus eritematoso sistêmico: prevalência, associação com nefrite lúpica
e atividade da doença
Andrade LCF, Bastos MG, Souza VA
Universidade Federal de Juiz de Fora,Universidade Federal de Juiz de Fora,Universidade Federal de Juiz de Fora
Introdução: O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é doença inflamatória crônica autoimune, com envolvimento multissistêmico, destacando-se o acometimento
renal como um dos principais determinantes da morbimortalidade. Atualmente, é descrito papel imunomodulador da vitamina D, além de seu já reconhecido efeito
na manutenção da homeostase óssea. Estudos demonstram elevada prevalência de hipovitaminose D em doenças autoimunes, entre elas, o LES. Objetivos: Avaliar a
prevalência de insuficiência de vitamina D e sua associação com nefrite lúpica e atividade da doença em pacientes com LES nos ambulatórios de Reumatologia e Nefrologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora. Casuística e Métodos: Foram avaliados 45 pacientes com LES e 25 controles saudáveis em
uma análise transversal. A insuficiência de vitamina D foi considerada quando a 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] sérica foi menor que 30 ng/mL. Para avaliação do
envolvimento renal, foram realizados análise de elementos anormais e sedimentoscopia urinárias (EAS), hematúria e piúria quantitativas, proteinúria e depuração de
creatinina em urina de 24 horas e anti-DNA nativo sérico. A atividade da doença foi avaliada pelo Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index (SLEDAI),
análises séricas da proteína C reativa ultrassensível, C3, C4 e interleucina-6 (IL-6). Resultados: A prevalência de insuficiência de 25(OH)D foi de 55% nos pacientes
lúpicos e 8% nos controles (p=0,001). A mediana da 25(OH)D foi 29,48 ng/mL no grupo doente e 37,68 ng/mL nos controles (p<0,0001). Cerca de 44,44% dos pacientes (n=20), foram classificados como portadores de nefrite lúpica de acordo com os critérios do Colégio Americano de Reumatologia, e, em 44% (n=8), a biópsia
renal foi disponível, predominando a classe IV em 5 pacientes (62,5%). A mediana da proteinúria de 24 horas no grupo de pacientes lúpicos foi de 234mg/24horas
(1-4000mg). O grupo de pacientes com 25(OH)D <30 ng/mL apresentou maior prevalência de hematúria ao EAS (p=0,043) e níveis superiores de IL-6 (p<0,0001)
que o grupo com níveis ≥30 ng/ml. Houve fraca evidência de associação inversa entre 25(OH)D e IL-6 (r=-0,276; p=0,066). Não houve associação entre 25(OH)D
e nefrite lúpica. Conclusões: A prevalência de hipovitaminose D mostrou-se elevada nos pacientes com LES. Pacientes com insuficiência de vitamina D apresentaram
maior prevalência de hematúria ao EAS e níveis superiores de IL-6 comparados aos pacientes com níveis ótimos de 25(OH)D.
202
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-742
Terapia com micofenolato mofetil para crianças com síndrome nefrótica córtico-resistente
Mariana Araújo Correia Barbosa,Marcella Rios de Moura,Lia Cordeiro Bastos Aguiar,Henrique Takase,Bruno Nogueira Soriano,Eduardo Freitas
Hatanaka,Raquel Rennó Lisboa,Maria Aparecida P. Cançado,Flavia V. Leão,Ana Carolina Gomes Parizi,João Tomás de Abreu Carvalhaes,Tatiana Ferreira dos
Santos,Thaís Medeiros Cruz,Eduarda Bittencourt Damasceno
UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP
Introdução: Pacientes com síndrome nefrótica (SN) recidivante frequente ou córtico resistente (CR) tem importante morbidade devidos às suas complicações como
insuficiência renal aguda, infecção, tromboses, progressão para doença renal crônica ou ainda toxicidade secundária as drogas utilizadas em seu tratamento. Drogas
imunosupressoras, incluindo predinisona, metilpredinisolona, ciclofosfamida e ciclosporina são utilizadas para tratamento da SN. Micofenolato Mofetil (MMF) é
um inibidor reversível seletivo do monofosfato de inositol desidrogenase, responsável pela nova síntese das purinas. Estudos preliminares sugeriam efeito benéfico do
MMF como terapia na SN. MATERIAL E MÉTODOS: Avaliação clínica, resposta laboratorial, eficácia e segurança do tratamento com MMF em crianças com SN
CR, foi avaliado em 7 crianças. Os pacientes foram tratados previamente com 8 semanas de predinisona 2mg/Kg/dia, seguido por 3 meses do uso de ciclofosfamida
2mg/Kg/dia. Após esse periodo, foram tratados com ciclosporina 5mg/Kg/dia por 6 meses, seguindo-se 2,5mg/Kg/dia por mais 6 meses. Os pacientes que não respondiam ao esquema terapêutico (mantendo proteinúria nefrótica ou descompensação clínica) recebiam Micofenolato Mofetil 250-500mg/m2 superfície corpórea/
dia. Dados de resposta laboratorial, clínica e efeitos colaterais foram avaliados após 1 ano de tratamento. Resultados: Os pacientes permaneceram sem edema ou
sintomas de descompensação. Dois pacientes tiveram resposta laboratorial e dois apresentaram efeitos colaterais (náusea e vômitos) - apenas um necessitou retirada
da medicação. Os 15 pacientes restantes permaneceram com importante proteinúria (média 44mg/Kg/dia). Conclusão: Resposta clínica foi observada no tratamento
de SN CR com uso de MMF por 1 ano. Pouca ou nenhuma resposta laboratorial foi observada. Mais estudos são necessários para confirmar eficácia do MMF como
alternativa de tratamento na SN em crianças.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-846
Pacientes transplantados são doadores de órgãos?
Francisca Helena Oliveira Góes, Elisama da Silva Costa, Raquel D’alligna, Lorena Tourinho de Lucena, Daniella Pereira, Alessandro Prudente
Faculdades Integradas Aparício Carvalho,Faculdades Integradas Aparício Carvalho,Central Estadual de Transplantes de Rondônia,Universidade Federal de
Rondônia,Faculdades Integradas Aparício Carvalho,Central Estadual de Transplantes de Rondônia e Universidade Federal de Rondônia
Introdução:Shakespeare, em Hamlet, eternizou a frase: “Ser ou não ser, eis a questão”. Esse verso provoca o conflito de identidade presente na vida do homem. Será
que o paciente transplantado se considera um doador de órgãos? Essa questão também é inquietante, pois recruta um sentimento de dever, uma vez que o transplantado, graças à doação, recobrou sua vida e agora só resta fazer o mesmo. E se não o faz? Vem culpa? Que fatores influenciariam essa decisão? Objetivos: Relatar e analisar
reunião de transplantados sobre doação de órgãos e suas motivações. Métodos e casuísticas: A Central de Transplantes de Rondônia promove regularmente encontros
com transplantados e seus familiares. O Objetivo é proporcionar um espaço de escuta, acolhimento, esclarecimento e suporte, uma vez que os transplantes são realizados apenas em centros fora do Estado. Para tanto, uma equipe multiprofissional compõe o grupo e organiza palestras com temas relevantes e com participação ativa
dos pacientes. Em um dos encontros foi proposta uma dinâmica com o Objetivo de refletir sobre ser ou não ser doador e por quê. Utilizou-se para este fim, cartazes
e tarjetas nos quais os participantes escreviam se consideravam-se doadores de órgãos e quais os motivos. Depois, o grupo debateu as respostas. Resultados: Havia
dez participantes transplantados, todos afirmaram ser doadores. Os motivos apresentados foram diversos. O principal foi dar continuidade a vida. Outras respostas:
amor ao próximo, ato de generosidade, ato de solidariedade, felicidade em ajudar alguém, retribuir ato de amor recebido, salvar a vida de alguém e oportunidade de
melhorar ou restabelecer a vida de outrem. Embora pareça óbvio, saber se um paciente transplantado se considera um doador de órgãos é capaz de revelar sua identidade, seus valores e medos, além de remeter a uma reflexão da sua atual condição ao considerar seus limites e vulnerabilidade enquanto vivo. É possível que entre os
participantes, alguns nunca tivessem pensado, antes do transplante, em ser doador. Agora, em uma nova condição de vida, outros valores são revelados e se alguém fez
por ele, ele pode fazer o mesmo por alguém. Conclusão: Pacientes transplantados se consideram doadores de órgãos, motivados, principalmente, pela oportunidade
de dar continuidade à vida. A abordagem em grupo dessa e de outras questões permite a conscientização e compartilhamento de valores e medos desses participantes,
diante da percepção da vulnerabilidade de sua existência.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-444
Prevalência e perfil clínico e histopatológico da Nefrite Lúpica na Bahia: Estudo Prospectivo de
Glomerulopatias (PROGLOM)
Kobayashi CD, Santos RFS, Carneiro MF, Rocha PN
Faculdade de Medicina da Bahia UFBA, Faculdade de Medicina da Bahia UFBA, Faculdade de Medicina da Bahia UFBA, Faculdade de Medicina da Bahia UFBA
Introdução. As glomerulo patias secundárias representam 20 a 40 % dos diagnósticos das biópsias renais em registros brasileiros, sendo a Nefrite Lúpica (NL) a mais frequente. A
importância da NL entre as glomerulopatias no estado da Bahia não é conhecida. Objetivos. Determinar a prevalência e o perfil clínico e histopatológico da NL na Bahia. Casuística
e Métodos. Entre Dezembro de 2007 e Maio de 2012, foram coletados prospectivamente dados clínicos e histológicos de todos os pacientes que tiveram o diagnóstico de glomerulopatia confirmado por biópsia renal durante internamento em um hospital público de referência em nefrologia de Salvador-BA. Dos 153 casos confirmados, 52,3% era proveniente do interior do estado e o restante de Salvador. A NL foi classificada de acordo com os critérios da OMS. Todas as biópsias foram avaliadas pelo mesmo patologista. Resultados:
A NL foi a glomerulopatia mais prevalente, correspondendo a 25% de todos os casos (38/153). A tabela abaixo resume o perfil clínico e histopatológico dos 38 pacientes com NL.
Conclusões. A NL é a glomerulopatia mais prevalente em nosso estado, sendo responsável por 1/4 de todos os casos. Acomete predominantemente mulheres jovens e, em nosso
estado, houve maioria de não-brancos. Houve predominância das classes IV e V. Chama atenção a gravidade dos casos, caracterizada pela sintomatologia rica, elevação de creatinina, proteinúria intensa, hipoalbuminemia, anemia e hipocomplementemia. Diálise foi necessária em cerca de 1/3 dos pacientes, sendo que praticamente todos que dialisaram
tinham NL classe IV; com o tratamento instituído, 46% destes pacientes já havia saído da diálise no momento da alta hospitalar.
DADOS DEMOGRÁFICOS
Idade entre 20 – 40 anos
Mulheres
Não-brancos
SINTOMATOLOGIA
Sintomas há < 6 meses
Edema de MMII
Edema de face
Aumento do volume abdominal
Urina espumosa
Oligúria
BIOQUÍMICA E HEMATOLOGIA
Creatinina, mg/dl, mediana (DIQ)
Albumina, g/dl, mediana (DIQ)
Proteinúria, g/24 horas, mediana (DIQ)
Proteinúria > 3,5 g/24 horas
Hemoglobina < 12,0 g/dl
IMUNOLOGIA
FAN +
Anti-DNA +
73,8%
79,0%
87,0%
55,0%
84,2%
68,4%
65,8%
42,1%
39,5%
1,95 (0,96 a 3,40)
2,5 (2,08 a 3,30)
2,87 (1,07a 4,50)
34,2%
80,0%
89,7%
25,6%
C3 baixo
C4 baixo
HISTOPATOLOGIA
Classe I
Classe II
Classe III
Classe IV
Classe V
Classe VI
TRATAMENTO
Prednisona oral
Pulsoterapia com metilprednisolona EV
Pulsoterapia com ciclofosfamida EV
Azatioprina oral
Micofenolato oral
DIÁLISE
Necessitou de diálise no internamento
Porcentual de classe IV entre os dialíticos
Havia saído da diálise no momento da alta
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
64,9%
24,3%
2,6%
2,6%
2,6%
58%
31,6%
2,6%
92,1%
55,3%
52,6%
15,8%
2,6 %
34,2%
92,3%
46,0%
SEÇÃO POSTER
P-628
Nefrologia: quem na população geral sabe do que se trata?
Daniel Garbin Di Luca, Diogo Costa Leandro de Oliveira, Luís Eduardo Reis Guimarães,Gabriel Cruz Tamiasso,Lis Bastos Zampier,Maria Luiza Garcia
Rosa,Jocemir Ronaldo Lugon
Universidade Federal Fluminense,Universidade Federal Fluminense,Universidade Federal Fluminense,Universidade Federal Fluminense,Universidade Federal
Fluminense,Universidade Federal Fluminense,Universidade Federal Fluminense
Introdução: A consolidação da especialidade Nefrologia é relativamente recente e sua denominação não remete intuitivamente à sua área de abrangência. Objetivos:
Avaliar o grau de conhecimento de uma amostra populacional sobre o termo “Nefrologia”. Casuística e Métodos: Estudo transversal em Niterói, RJ. Os transeuntes
adultos da praça Araribóia, Estação das Barcas da travessia Niterói-Rio de Janeiro, foram convidados a responder à pergunta “Você sabe o que é Nefrologia?”, de 08:00
às 18:00 horas de um dia útil (25/05/12, sexta-feira). A entrevista foi realizada por 5 estudantes de Liga de Nefrologia da Universidade Federal Fluminense (Line-UFF). As variáveis anotadas incluíram: sexo, idade, etnia, residência, renda, nível de escolaridade e doença renal na família. Valores de P<0,05 foram considerados
significativos. Resultados: Foram entrevistadas 564 pessoas, das quais 504 dispuseram-se a responder. Os que se recusaram a participar eram predominantemente
homens (64%), brancos (58%), com idade >30 anos (85%). Entre os participantes, a idade mediana foi 37(18-93) anos e 49% eram homens sendo 56% brancos.
Conheciam o termo “Nefrologia” 28% dos entrevistados. A origem do conhecimento da especialidade foi predominantemente familiar (30%) e escolar (39%). As
pessoas que conheciam nefrologia tinham maior idade (42±17 vs. 39±17 anos, P<0,001), maior renda (R$ 4522±4259 vs. R$ 2934±3469, P<0,001), maior nível
de escolaridade (27% e 40% vs. 12% e 14%, superior completo e incompleto respectivamente, P<0,001), eram mais frequentemente brancos (64,3% vs. 53,3%,
P=0,001) e tinham maior chance de ter doença renal na família (55% vs. 36%, P<0,001). Em um modelo de análise multivariada associações positivas foram mantidas para idade (OR 1,02, IC95% 1,00-1,03, P=0,004), nível superior de escolaridade fosse completo (OR 10,60, IC95% 4,20-26,86, P<0,001) ou incompleto
(OR 8,25, IC95% 2,98- 22,94, P<0,001) e doença renal na família (OR 2,2, IC95% 1,40-3,41, P<0,001). Conclusões: A fração de pessoas que conhecia o termo
“Nefrologia” foi 28%, ilustrando a baixa penetração da especialidade na população. Esforços devem ser empreendidos para popularizar essa área da Medicina visando
melhor orientação acerca da prevenção e cuidado das enfermidades renais.
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SEÇÃO POSTER
XXXXXXXXXXXXXXXX
Terapia com câmara hiperbárica promove proteção renal no modelo de Isquemia/Reperfusão Rodrigo J Ramalho, Pamela ST Oliveira, Rita C Cavaglieri, Cleonice Silva, Pércia RB Medeiros, Dino Martini-Filho, Luiz F Poli-de-Figueiredo, Irene LNoronha
Titulações xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
TEXTO xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
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SEÇÃO POSTER
P-70
Estudo prospectivo e comparativo do uso de lock antibioticoterapia profilática em cateteres
tunelizados para hemodiálise
Tricya Nunes Vieira da Silva, Marcela Lara Mendes, Daniela Ponce
Faculdade de Medicina de Botucatu- UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu- UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu- UNESP
O número de cateteres venosos centrais (CVC) tem aumentado como forma de acesso vascular para hemodiálise (HD) e seu uso é fator de risco para infecções em
diálise. Este trabalho teve como Objetivo avaliar a eficácia do uso de antibioticoterapia em lock na redução de infecção de corrente sanguínea (ICS) relacionada a
cateteres tunelizados em pacientes em HD e identificar seus efeitos adversos. Metodologia: Estudo prospectivo, não randomizado, realizado em 2 centros de HD do
estado de São Paulo com pacientes em esquema crônico de HD e em uso de cateteres tunelizados, seguidos por no mínimo 6 meses. Os pacientes foram divididos em
2 grupos, conforme o tratamento recebido: Grupo controle (GC) composto de pacientes que receberam apenas heparina 5000UI/ml e grupo intervenção (GI) composto de pacientes em uso de antibiótico em lock + heparina. A antibioticoterapia em lock foi realizada com gentamicina 5mg/ml e cefazolina 10mg/ml. Resultados:
Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação ao sexo, idade, doença de base, tempo em diálise, comorbidades e sítio de implante de
cateter. A prevalência de IOS foi semelhante nos 2 grupos (GC= 66,5 x GI= 71,7%, p=0,36), enquanto a prevalência de ICS foi significativamente inferior no GI
(GC=32,4 x GI=13,1 %, p < 0,0001). Os 2 grupos diferiram quanto ao tempo livre de infecção tanto para IOS como para ICS, com Resultados favoráveis para o
GI, sendo o tempo livre de IOS de 71dias (21-187) no GC x 118 dias (37-219,5) no GI (p=0,0145) e de ICS de 126 dias (41-228) no GC x 193,5 (100-300,5) no
GI (p=0,0005). Na análise dos agentes etiológicos da IOS houve diferença estatisticamente significante entre os grupos, com predomínio de cultura negativa no GC
(51,2% x 25,7% p<0,0001) e de bactérias gram negativas no GI (35,8% x 11,3% p< 0,0001). Quanto aos agentes etiológicos das ICS, houve predomínio de culturas
negativas em ambos os grupos (57,9 x 90,1%). Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos com relação aos germes multirresistentes, sendo
a incidência de MARSA, nos GC e GI de 5,2% x 3,7% para IOS (p= 0,82) e de 5,2% x 5,0% para ICS (p=0,92). No GI houve apenas 1 caso de IOS causada por
bactéria resistente à gentamicina. Conclusão: Apesar de apresentar limitações, este estudo mostrou que o uso da gentamicina e cefazolina como lock terapia profilática
é eficiente na redução de ICS relacionada a CVC de longa permanência em pacientes em HD, sem surgimento de cepas multi-resistentes.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-804
Correlação clinico-patológica das células T reguladoras FOXP3+ e células apresentadoras de antígeno
na rejeição do enxerto renal
Claus D Dummer, 1Virna N Carpio, 1Gabriel Joelsons, 2Samantha de Oliveira, 3Karla L Pegas, 3Maria I Edelweiss, 1,2Luiz F Gonçalves, 1,2Roberto C Manfro,
1,2
Francisco Veríssimo Veronese
PPG em Medicina Ciências Médicas UFRGS Porto Alegre RS
1
Introdução: O fator de transcrição FOXP3 tem sua expressão aumentada na rejeição aguda (RA) doenxerto renal (ER), talvez influenciando a sua sobrevida a
longo prazo. A interação de FOXP3 com as células apresentadoras de antígeno (APCs) ainda não é clara. ObjetivoS: O Objetivo deste estudo foi correlacionar a expressão de FOXP3 e de células dendríticas (CDs) em biópsias (bx) do ER com rejeição. MÉTODOS: Inclui-se 96 receptores de ER submetidos à bx
por disfunção aguda ou crônica. O RNAm de FOXP3 foi quantificada em tecido parafinado por PCR em tempo real (logaritmizado). A expressão de CDs
CD83+ foi avaliada por imunohistoquímica. A magnitude da expressão de FOXP3 (alta ou baixa) foi estabelecida por Curva ROC. A função e sobrevida do
ER foram avaliadas em 5 anos pós-transplante, bem como fatores preditivos para perda do enxerto. Resultados: A expressão gênica e proteica de FOXP3 em
parafina foram significativamente correlacionadas (r = 0,541, p <0,001). O RNAm e a proteína de FOXP3 estiveram significativamente aumentados na RA.
O RNAm FOXP3alto (≥ 2,36 log10 RNAm) e a proteína FOXP3alta (≥2,5 células/mm2) não se correlacionaram com variáveis clínicas. A taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) no último seguimento não diferiu entre pacientes com RNAm FOXP3alto ou RNAm FOXP3baixo, mas houve uma tendência de um delta positivo da TFGe nos casos com RNAm FOXP3alto em relação aqueles com RNAm FOXP3baixo (p=0,07). Pacientes com RNAm FOXP3alto tiveram maior número
de CDs CD83+ na bx: 0,86 (0,25-4,0) vs. 0,44 (0,0-1,12) céls/mm2, p=0,032, mas não houve associação entre CDs CD83+ e RA ou FI/AT. A sobrevida do enxerto
após cinco anos não foi influenciada pela expressão gênica ou proteica de FOXP3. Conclusões: O RNAm e a proteína de FOXP3 apresentaram boa correlação no
tecido parafinado de bxs do ER. Uma expressão aumentada de FOXP3 foi detectada na RA, e nas bxs com RNAm FOXP3alto havia mais CDs CD83+. Neste estudo
a presença de células FOXP3+ não foi associada a melhores Resultados do transplante renal.
Sem rejeição (SR)
(n=23)
RA (n=39)
FI/AT (n=29)
p
RNAm Log10 FOXP3 1,80±1,13a
2,61±1,47c
1,70±1,10d
0,024
Céls. FOXP3+/mm2
0,0 (0,0–1,35)b 3,60 (0,57–11,35)e,f 1,77 (0,0–2,86) <0,001
0,41 (0,22–0,92)
Céls CD83+/mm2
0,62 (0,0–3,55) 0,79 (0,35–2,28)g 0,523
ax±SD; bmediana (IIQ); cRA vs. SR, p=0,039; dRA vs. FI/AT, p=0,035, eRA vs. SR, p<0,001;
fRA vs. FI/AT, p=0,034, gFI/AT vs. SR, p=0,065
209
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-826
Fatores de Risco e Análise do impacto nos enxertos e receptores de Transplante Renal com
Leishmaniose Visceral
Silva AA ,Pacheco-Silva AF, Sesso RC, Esmeraldo RM, Oliveira CMC, Oliveira RA, Silva-Andrade AA
Universidade Federal Do Piaui - Ufpi, Unifesp, Unifesp, Hospital Geral De Fortaleza, Universidade Federal Do Ceara, Universidade Federal Do Ceara - Barbalha,
Facid - Faculdade Integral Diferencial
Introdução: A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose causada pelo protozoário Leishmania chagasi, infantun ou donovani. É uma infeção oportunista, emergente
em áreas endêmicas. A LV quando acomete receptores de transplante renal pode causar graves danos ao paciente e ao enxerto renal. É uma doença de características
clinicas, diagnósticas e terapêuticas ainda pouco conhecidas nesta população de pacientes. Objetivos: Os Objetivos deste estudo foram identificar fatores de risco para
LV em transplantados renais e analisar o impacto da doença sobre os receptores e enxerto renal. Casuística e Métodos: É um estudo caso-controle, retrospectivo, de
base populacional, realizado com 120 pacientes submetidos a transplante renal em área endêmica para LV, entre os anos de 1989 a 2011. Os casos (n=20) eram pacientes transplantados renais que tiveram LV no pós-transplante. Os controles (n=100), transplantados renais que não tiveram LV. As variáveis estudadas foram de caráter socioeconômico, demográficas e clínicas. Na análise estatística, usou-se regressão logística múltipla como modelo final. Resultados: Em 20 casos, o tempo médio
entre a infecção pela Leishmania e o transplante foi de 29,4 meses. A anfotericina lipossomal foi usada em 90% dos casos, sendo que a maioria (85%) dos pacientes
foi curada, somente (15%) casos tiveram óbito e a grande maioria (75%) ficou com disfunção do enxerto, mas em tratamento conservador. O mielograma foi o teste
usado na maioria (95%) dos casos para o diagnóstico de LV. Potenciais fatores de risco para LV encontrados em transplantados renais foram: a ocorrência de infecção
bacteriana no pós-transplante, OR: 19,53 (IC95% 1,16-328,28), infecção por Citomegalovírus no pós-transplante, OR: 3,99 (IC95% 0,97-16,52), convívio com
gatos OR: 6,44 (IC95% 1,12-16,52) e ausência de ruas pavimentadas no bairro de moradia, OR: 2,67 (IC95% 0,86-8,23). O fator Rh negativo mostrou-se um fator
de proteção em 75% para VL. Conclusão: Pacientes transplantados renais que tiveram infecção por CMV e/ou bacteriana no pós-transplante, que convivem com
gatos e habitam em bairros com ruas não pavimentadas, tiveram risco aumentado para LV, enquanto que a presença do fator Rh negativo reduziu os riscos para LV.
Palavras-chave: Fatores de risco; Leishmaniose visceral; transplante renal.
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P-310
Perfil demográfico e clinico de pacientes incidentes em um ambulatório de tratamento conservador da
Doença Renal Crônica
Totoli C, Manfredi S, Canziani ME, Draibe SA, Ammirati AL
Universidade Federal de São Paulo, São Paulo,Universidade Federal de São Paulo, São Paulo,Universidade Federal de São Paulo, São Paulo,Universidade Federal de
São Paulo, São Paulo,Universidade Federal de São Paulo, São Paulo
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) emerge hoje, em todo mundo, como um sério problema de saúde pública, devido ao número crescente de indivíduos
portadores desta patologia e pelas inúmeras comorbidades que normalmente acompanham esta situação clínica. Objetivo: O presente projeto tem como Objetivo
fazer um levantamento demográfico e clínico dos pacientes novos encaminhados para atendimento no ambulatório de tratamento conservador da DRC da UNIFESP/
Hospital do Rim e Hipertensão. Métodos: Foram avaliados os prontuários dos pacientes novos atendidos a partir de junho de 2011 até maio de 2012. A partir do
preenchimento de uma planilha eletrônica foram registrados dados demográficos e clínicos dos pacientes incidentes no ambulatório. Resultados: Foram avaliados os
prontuários de 288 pacientes, 59% sexo masculino, 53 raça branca e com idade média de 61,7 ± 17 anos. Sessenta e oito por cento dos pacientes estavam nos estagio
IIIB e IV da DRC e 15% nos estagio V. As principais etiologias encontradas para a DRC foram diabetes (43%) e hipertensão arterial (19%). Chamou atenção que
um terço dos pacientes tinha mais que 70 anos de idade, 75% apresentavam hipertensão arterial, 76% sobrepeso e um quarto já tinha evidencia de doença cardiovascular importante (antecedente de infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca ou acidente vascular cerebral). Conclusões: Os pacientes incidentes em um
ambulatório de DRC são pacientes idosos e com comorbidades e fatores de risco importantes. Persiste o número considerável de pacientes que chegam ao tratamento
conservador com DRC terminal oque pode refletir dificuldade de acesso ao serviço médico de especialidade ou a visão de outras especialidades do atendimento nefrológico como meio para colocar o paciente em diálise.
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P-43
Cisto hepático infectado causando peritonite em paciente policística em diálise peritoneal - relato de caso
Zanuto ACD, Delfino VDA, Bueno T, Neves FGN, Mocelin AJ, Jaqueto M, Espiga M, Ferreira LFF, Guimarães FBS, Silva TAF, Souza FHMO
Instituto do Rim de Londrina,Instituto do Rim de Londrina,Instituto do Rim de Londrina,Instituto do Rim de Londrina,Instituto do Rim de Londrina,Instituto do Rim
de Londrina,Instituto do Rim de Londrina,Universidade Estadual de Londrina,Universidade Estadual de Londrina,Universidade Estadual de Londrina,Universidade
Estadual de Londrina
Resumo: Introdução: Doença renal policística autossômica dominante (DRPAD) é uma desordem hereditária com predomínio de manifestações renais, que pode
cursar com cistos hepáticos. Pacientes com DRPAD que desenvolvem doença renal crônica (DRC) estágio final podem ser tratados com diálise peritoneal (DP). Infecções de cistos renais e hepáticos trazem um desafio diagnóstico. A drenagem de um cisto hepático para o peritônio pode acarretar peritonite. Objetivos: Destacar a
possibilidade de cisto hepático infectado como causa de peritonite em paciente com DRPAD, nefrectomizada bilateralmente, em tratamento por DP, visto que o manejo desta peritonite requer tratamento do cisto hepático infectado. Métodos: Relato de caso baseado em revisão de prontuário de internação hospitalar. Resultados:
Mulher, branca, 48 anos, com DRC estágio final por DRPAD, nefrectomizada há vários anos, em DP. Foi internada por mal estar geral, febre e vômitos. Na admissão,
hipotensa, com má perfusão periférica e hepatomegalia, sem sinais de peritonite. Líquido peritoneal normal, sem foco infeccioso aparente. Iniciado antibioticoterapia
com piperacilina-tazobactan e vancomicina por choque séptico. Na procura de foco infeccioso, realizadas ultrassonografia (USG) e tomografia computadorizada (TC)
de abdome, que evidenciaram múltiplos cistos hepáticos, um deles com 7,4 cm e aspecto sugestivo de cisto hemorrágico. Após início do tratamento com expansão
volêmica e antibioticoterapia, houve melhora hemodinâmica mas persistência de febre e PCR elevada. No quinto dia de internação, o líquido peritoneal tornou-se
turvo (635 células/mm3, com predomínio de neutrófilos) sendo diagnosticado peritonite. Suspeitou-se de ruptura do cisto hepático infectado ou translocação bacteriana intestinal para o peritônio. Realizada drenagem percutânea do cisto hepático suspeito, com saída de 120ml de líquido purulento. Culturas de líquido peritoneal
e do cisto hepático drenado: E. coli. Houve melhora clínica e a paciente completou tratamento com ciprofloxacino por mais 4 semanas. Conclusão: Embora cistos
renais infectados possam causar peritonite em pacientes em diálise peritoneal, esta possibilidade estava ausente neste caso, porque a paciente era nefrectomizada bilateralmente. A eventualidade de cisto hepático infectado como causa de febre de origem indeterminada ou peritonite em paciente com DRPAD deve ser considerada.
Se o cisto infectado for a causa da peritonite, o tratamento deve ser direcionado ao mesmo.
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P-548
Implicações Metabólicas da Diálise Peritoneal de Alto Volume na Lesão Renal Aguda
Daniela Ponce, André Luís Balbi, Marina Nogueira Berbel, Cassiana Regina de Goes
Universidade Estadual Paulista - Faculdade de Medicina de Botucatu- UNESP
Diálise Peritoneal de Alto Volume (DPAV) é alternativa de tratamento para selecionados pacientes com Lesão Renal Aguda (LRA), porém pouco tem sido estudado
sobre suas repercussões metabólicas. Objetivo: Avaliar as implicações metabólicas absorção de glicose, remoção de sódio, perda proteíca para o dialisato e catabolismo
de pacientes com LRA submetidos à DPAV e identificar fatores de risco associados a essas alterações. Metodologia: Estudo de coorte prospectivo, que avaliou 208
sessões de DPAV realizadas de modo contínuo em 31 pacientes com LRA durante 18 meses consecutivos. Uma sessão de DPAV foi definida como 24 h. Utilizou-se
análise de medidas repetidas e as correlações foram feitas através do teste de Spearman para variáveis contínuas e do modelo linear generalizado para variáveis categóricas. Resultados: Absorção de glicose foi constante, mantendo-se em torno de 35.3 ±10,5 % por sessão. Perda protéica foi 4,23±1,58 gramas por dia, iniciando maior,
e reduzindo significantemente a partir do 2° dia. Balanço nitrogenado (BN) iniciou-se negativo e a partir da 3ª sessão estabilizou-se em torno de zero. Absorção de
glicose correlacionou-se positivamente com índice ATN-ISS (ρ 0,21; p 0,0036), PCR (ρ 0,257; p 0,0167), perda protéica (ρ 0,358; p <0,0001) e remoção de sódio
(ρ 0,2368; p 0,002). Perda protéica correlacionou-se negativamente com idade (ρ -0,163; p 0,033) e positivamentente com remoção de sódio (ρ 0,2216; p 0,0085)
e doenças do trato gastrointestinal (p 0,0004). Remoção de sódio correlacionou-se positivamente com sódio sérico (ρ 0,2097; p 0,0064), índice ATN-ISS (ρ 0,1491;
p 0,0411), UNA (ρ 0,238; p 0,0019), etiologia mista da LRA (p<0,0001), hipervolemia como indicação dialítica (p<0,0001) e negativamente com idade (ρ -0,1769;
p 0,0116). UNA correlacionou-se positivamente com indicação de diálise por distúrbios hidroelétrolíticos (p 0,0287) e negativamente com LRA de etiologia nefrotóxica (p<0,0001). BN correlacionou-se negativamente com UNA (ρ -0,389; p <0,0001) e com LRA de etiologia isquêmica (p 0,0047). Conclusão: DPAV não torna
o paciente mais catabólico e as perdas protéicas e absorção de glicose são constantes ao longo da terapia. Esses parâmetros são influenciados pelas condições clínicas
dos pacientes, como etiologia da LRA, inflamação e comorbidades, fatores que devem ser conhecidos para a adequação da prescrição dialítica e nutricional, evitando
complicações metabólicas como a hiperglicemia, a hipernatremia e a piora do catabolismo.
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P-210
Paratireoidectomia: benéfica para os ossos e para o coração?
Araujo MJCLN, Mohrbacher S, Onusic VL, Goldenstein PT, Abensur H, Graciolli FG, dos Reis LM, Elias RM, Moyses RMA
Hospital das Clinicas Universidade de São Paulo São Paulo, Hospital das Clinicas Universidade de São Paulo São Paulo, Hospital das Clinicas Universidade de São
Paulo São Paulo, Hospital das Clinicas Universidade de São Paulo São Paulo, Hospital das Clinicas Universidade de São Paulo São Paulo, Hospital das Clinicas
Universidade de São Paulo São Paulo, Hospital das Clinicas Universidade de São Paulo São Paulo, Hospital das Clinicas Universidade de São Paulo São Paulo, Hospital
das Clinicas Universidade de São Paulo São Paulo
Introdução: A Paratireoidectomia (PTX) associa-se a desfechos positivos em pacientes portadores de doença renal crônica (DRC) e está associada com melhora no status clínico e diminuição no risco de mortalidade. Entretanto, pouco se sabe sobre os efeitos da PTX na função cardíaca. Objetivos: Avaliar desfechos cardiovasculares
em pacientes com DRC submetidos a PTX. Casuística e Métodos: Acompanhamos 10 pacientes submetidos a PTX prospectivamente por 1 ano. Foram analisados
peso, índice de massa corpórea (IMC), pressão arterial (PA) e uso de drogas hipotensoras. Foram dosados os níveis séricos de hormônio paratireoidiano (PTH), cálcio (Ca), fosforo (P), fosfatase alcalina (FA), fator de crescimento de fibroblasto 23 (FGF 23), potássio (k), aldosterona e pro-peptídeo natriurético atrial (proBNP).
Resultados: Nenhum sintoma ou sinal de insuficiência cardíaca foi observado durante um ano de seguimento. Como esperado, observamos diminuição dos níveis de
Ca, P, AP, PTH, e FGF23 (10,1 ± 0,9 vs. 8,8 ± 1,0 mg/dl; 6,8 ± 1,8 vs. 4,8 ± 1,6 mg/dl; 442 ± 324 vs. 89 ± 35 U/L; 1.590 ± 517 vs. 66 ± 71 pg/ml; e 16.341 vs.
850 pg/ml, respectivamente; p < 0,05 para todos). Houve redução na necessidade de antihipertensivos, sem mudança significativa nos níveis de PA, acompanhada de
um aumento consistente no peso e no IMC. Não houve diferença significativa nos níveis de aldosterona ou K. Entretanto foi observado um aumento importante nos
níveis de proBNP (1.070 vs. 1.322 pg/ml; p < 0,05). Maiores níveis de proBNP foram observados nos pacientes com hipocalcemia (2.861 vs. 1.219 pg/ml; p< 0,05).
O log de proBNP se correlacionou negativamente com Ca e IMC (r = −0,56 e −0,47, respectivamente; p < 0,05). Analise de regressão múltipla demonstrou que o log
de proBNP foi dependente tanto de Ca quanto do IMC (ajustada R2 = 0,4; p < 0,05). Conclusões: Apesar da PTX melhorar o status clínico dos pacientes com DRC,
os índices elevados de proBNP pós procedimento podem significar um estado de disfunção miocárdica ou hipervolemia, relacionados diretamente a hipocalcemia. O
melhor controle da PA com aumento do IMC, inicialmente interpretado como melhora do estado nutricional, pode também ser secundário a disfunção miocárdica
Devemos levar em conta essas alterações, principalmente em pacientes que irão se submeter a PTX e que tenham antecedente de doença cardíaca.
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SEÇÃO POSTER
P-285
Impacto do exercício aeróbico à distância sobre parâmetros ergoespirométricos e capacidade
funcional de pacientes com excesso de peso portadores de doença renal crônica na fase não-dialítica:
comparação com o exercício presencial
Danilo Takashi Aoike ,Flavia Baria, Mariana Rocha, Maria Ayako Kamimura, Adriano Ammirati, Marco Tulio de Mello, Lillian Cuppari
Universidade Federal e São Paulo / FOR
Estudos já demonstraram efeitos benéficos do exercício aeróbico em pacientes com DRC. No entanto, não há estudos que tenham comparado os efeitos de diferentes
técnicas de treinamento. Portanto o Objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos do exercício aeróbico realizado à distância em comparação ao presencial sobre a
capacidade física de pacientes com sobrepeso ou obesidade portadores de DRC. Trata-se de um estudo randomizado e controlado que incluiu 35 pacientes sedentários
(23 homens; 23% DM, 53±8,1 anos, IMC 30,7±4,2kg/m2, depuração de creatinina 30,9±4,2mL/min. Os pacientes foram aleatoriamente designados para o grupo
“presencial (caminhada em esteira rolante monitorados durante todas as sessões.), grupo “à distância” (caminhada em domicílio, com acompanhamento realizado à
distância por meio de ligações telefônicas semanais e visitas mensais.) Ambos os grupos foram submetidos ao mesmo protocolo de exercício, 3 vezes por semana durante 12 semanas. O grupo controle permaneceu sem praticar exercício físico durante o período do estudo. Todos os pacientes foram submetidos a uma avaliação inicial
e após 12 semanas que incluiu avaliação ergoespirométrica e testes de capacidade funcional. O treinamento resultou em aumento de 20% na capacidade ventilatória
nos grupos presencial e distância (p<0,05), 14,5% e 11% na velocidade do VO2pico (p<0,01), 25,7% e 17,5% na velocidade do 1º limiar ventilatório (p<0,01) e
20% e 17,2% na velocidade do 2º limiar ventilatório (p<0,001) no grupo presencial e distância respectivamente. Houve melhora na marcha estacionária (p<0,01),
no teste de sentar e levantar (p<0,001), na resistência muscular de membro superior (p<0,001). Além disso, observou-se redução na pressão arterial (p<0,01) sem
modificação na dose da medicação antihipertensiva, no peso corporal ou no consumo de sódio. Nenhum efeito adverso foi observado. Os Resultados indicam que o
exercício aeróbico à distância é semelhantemente eficaz ao presencial e pode ser empregado com segurança para pacientes com excesso de peso e portadores de DRC
na fase não dialítica.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-475
O registro da doença renal em pacientes cadastrados no hiperdia – Datasus, Bahia, 2002-2011
D’ Amorim LAS, Neves CL, Bahiense-Oliveira M
Escola Bahiana de Medicina, Hospital Ana Nery UFBA, Hospital Ana Nery UFBA e Escola Bahiana de Medicina
Objetivo: O Hiperdia é um programa informatizado de cadastramento e acompanhamento de pacientes hipertensos e diabéticos atendidos nas unidades de atenção
básica do SUS criado em 2002 pelo Ministério da Saúde para gerar informações aos profissionais de saúde e gestores, visando um melhor planejamento e gerenciamento do cuidado dos portadores de hipertensão(HAS) e diabetes(DM). Descrevemos a frequência de doença renal registrada nos pacientes cadastrados no programa
Hiperdia nos municípios sede das Diretorias Regionais de Saúde (DIRES) do estado da Bahia. Metodologia: estudo descritivo por consulta de dados públicos cadastrados no endereço: http://hiperdia.datasus.gov.br. Na ficha de cadastro, há item específico sobre a presença de disfunção renal entre os hipertensos e diabéticos. Foi
estudado o período de julho de 2002 a julho de 2011. Foram encontrados dados de registro de pacientes no programa, bem como sua distribuição por idade e sexo,
diagnóstico de DM, HAS e doença renal. Resultados: são 31 municípios sede e em apenas um não houve cadastro de pacientes no Hiperdia. Foram 266.510 indivíduos cadastrados, 71% sexo feminino, 46% ≥ 60 anos. Cerca de 72% dos cadastrados tiveram o diagnóstico de HAS, 5% de DM e 23% de HAS e DM. A presença
de doença renal apenas 2,5% em hipertensos, 2,3% em diabéticos e de aproximadamente 3,9% entre hipertensos e diabéticos. Há definições na ficha de cadastro
quanto ao que sejam HAS e DM, no entanto não foi encontrada definição do que seja doença renal. Há opção de registro de albuminúria e creatinina, mas indisponível para a consulta. Discussão: como em outros estudos de atendimento pelo SUS, houve frequência maior de cadastro em mulheres, provavelmente por razões
sócio-culturais e não por ser o sexo determinante das doenças. A frequência registrada de doença renal foi menor do que a média brasileira, que é 5,87%. Indícios de
sub-registro e dificuldades nas definições sobre o diagnóstico da doença renal limitam o uso dessa informação pelo SUS. Não há nenhum indicativo de que se busque
identificação de lesão renal precoce nessa base de dados. Na quase totalidade das cidades nem é realizado o exame de microalbuminúria pelo SUS. Essas deficiências
devem ser levadas em conta pelos profissionais gestores do programa Hiperdia, para que este possa cumprir o seu papel e as informações geradas nessa valiosa base de
dados possam se refletir em um novo paradigma de atendimento ao hipertenso e ao diabético brasileiro.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-386
Treinamento físico prévio normaliza a atividade simpática nervosa renal em animais diabéticos por
estreptozotocina (STZ)
Kleiton Silva,Rafael Luiz,Rodolfo Rampaso,Édson Moreira,Nayda Abreu,Cristiano Mostarda,Kátia De Angelis,Maria Claudia Irigoyen,Nestor Schor
Universidade Federal de São Paulo,Universidade Federal de São Paulo,Universidade Federal de São Paulo,Universidade de São Paulo,Universidade Federal de São
Paulo,Universidade de São Paulo,Universidade Nove de Julho,Universidade de São Paulo,Universidade Federal de São Paulo
O principal Objetivo do presente estudo foi verificar a atividade simpática nervosa renal (ASNR) de ratos diabéticos por STZ submetidos ao treinamento físico prévio de 4 semanas. Ratos Wistar divididos em 5 grupos controle (C), diabético (D), controle treinado (CT), diabético treinado (DT) e diabético treinado
prévio (DTP) e com peso corporal inicial (150g – 5-6 semanas de vida) foram induzidos ao diabetes com um dose única de STZ (50 mg/kg, I.V.), função renal,
capacidade física, ASNR foram avaliadas. O treinamento físico prévio foi realizado durante 4 semanas antes da indução (STZ) no grupo DTP. A capacidade física dos animais treinados previamente foi superior em relação aos grupos DT e D (2,30±0,09 km/h vs. 1,80±0,07 km/h e 1,00±0,05 km/h, respectivamente, p<0,05). O peso corporal estava atenuado nos animais DTP em relação aos grupos DT e D (343±18 g vs. 282±11 g e 233±6 g, respectivamente, p<0.05).
A ANSR normalizou nos grupos DTP em relação ao grupo D (23,6±0,6 mV/ciclo vs. 18,1±1,7 mV/ciclo, respectivamente, p<0,05). O presente estudo demonstra a
capacidade do treinamento físico em atenuar os efeitos patológicos do diabetes, além disso quando realizado previamente o treinamento físico foi capaz de normalizar
ANSR. Suporte: FAPESP, CNPq, CAPES e FOR.
Variable (final)/Groups
Proteinúria (mg/dL)
Clearance de creatinina (ml/min)
Creatinina sérica (mg/dL)
C
17,5±1,8
1,40± 0,10
0,70± 0,05
*p<0,05 vs C; #p<0,05 vs D; +p<0,05 vs CT; ≠p<0,05 vs. todos os grupos.
D
90,6±5,7*
0,30±0,07≠
1,40± 0,10≠
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
CT
12,4±0,8#
1,32±0,10
0,77± 0,04
DT
46,8±4,1*#+
1,90± 0,40
0,64± 0,05
DTP
36,9±10,2*#+
2,00± 0,30
0,70± 0,05
SEÇÃO POSTER
P-53
Diálise peritoneal como terapia de resgate para pacientes sem acesso vascular:um estudo prospectivo
Viviane Felis Pinheiro, Cristiane C Cavalcante, Eliane Gloria Xavier, Ana C de Faita, Soraia S Drumond, Rosa MA Moyses, Zita Maria Leme Britto
Centro de Terapia Nefrológica,Centro de Terapia Nefrologica,Centro de Terapia Nefrologica,Centro de Terapia Nefrologica,Centro de Terapia Nefrologica,Universidade de
São Paulo,Centro de Terapia Nefrológica
Introdução: A escolha entre diálise peritoneal (DP) e hemodiálise (HD) é geralmente baseada em critérios clínicos e na preferência do paciente. No entanto, alguns
pacientes são encaminhados à DP por dificuldades na obtenção de acesso vascular para HD, sendo considerados pacientes com “seleção negativa”(NEG) e que provavelmente terão um prognóstico pior do que os pacientes que escolheram a DP como terapia renal substitutiva (POS). Entretanto, existem poucos estudos prospectivos
comparando a evolução destes pacientes. Objetivo: Comparar a evolução dos pacientes NEG em relação aos pacientes POS em DP Métodos: Foram comparados 72
pacientes POS e 14 pacientes NEG no período de janeiro de 2009 e setembro de 2011 com seguimento até maio de 2012, oriundos da unidade de diálise peritoneal
do nosso serviço. Resultados: Pacientes do grupo NEG eram mais jovens (56 ± 12 vs 64 ± 16 anos;p=0.09), permaneceram em HD por 32 meses e tiveram em média
falência de 5 acessos vasculares previamente.Não foram encontradas diferenças quanto a sexo, raça ou prevalência de diabetes (55,6 vs 35,7%;ns) Após seguimento de
475 ±240 dias, 41 episódios de peritonites ocorreram em 29 pacientes,sem diferença entre pacientes POS e NEG (33 vs 36%;ns). Todos os óbitos (n=14) ocorreram
entre os pacientes do grupo NEG. Uma analise composta de sobrevida e de retorno para HD não mostrou diferença significativa entre pacientes POS e NEG. Análise
dos pacientes que apresentaram falência do método mostrou peritonite como fator de risco positivo (RR=3,94; p<0,0001), independente do status (POS ou NEG).
Conclusão: Nosso estudo mostrou que pacientes que iniciam DP como último recurso para diálise não apresentam pior prognóstico do que pacientes que iniciam
DP por escolha. No entanto, a ocorrência de peritonite pode conduzir à falha da modalidade para pacientes sem alternativa de HD. Portanto, tais pacientes devem
ser monitorados de perto para evitar esta complicação comum de DP.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-14
Associação do produto cálcio-fosforo com doença cardiovascular em pacientes submetidos a
tratamento hemodialítico em uma unidade privada de referência em Maceió-AL
Mendonça KG, Presídio GA, Silva NM, Cavalcante JM, Loureiro JL, Silva ABB, Vasco RFV, Gouveia EA, Oliveira CAF, Resurreição FAMS
Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia
de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de Nefrologia de Alagoas,Unidade de
Nefrologia de Alagoas
Introdução: A importância do metabolismo ósseo e mineral em pacientes com Doença Renal Crônica(DRC) submetidos à diálise está relacionada ao maior risco de
doença cardiovascular (DCV), sendo esta a maior causa de morte em pacientes com DRC. Objetivo: relacionar a associação entre o produto cálcio-fósforo e proteína
c reativa – ultrassensível (PCR-US) elevados como risco de doença cardiovascular. Casuística e Métodos: Estudo descritivo transversal realizado na Unidade privada
de nefrologia. Para coleta dos dados foi utilizado revisão de prontuário referente aos 70 pacientes em tratamento dialítico crônico no período de janeiro a junho de
2012. As variáveis são produto cálcio-fosforo, PCR-US, hipertensão e complicações cardiovasculares. Foram excluídos os pacientes que apresentaram as variáveis
analisadas incompletas. Resultados: A amostra foi composta por 26 mulheres (37,14%) e 44 homens (62,86%), sendo a média de idade de 56,9 anos com desvio
padrão de 16,3. Dos 70 pacientes da amostra, 7(10%) foram excluídos por não possuírem todos os dados necessários para análise. Quantos aos 63 pacientes restantes,
29 (46,03%) apresentaram valores aumentados de produto cálcio-fósforo. Destes, 21/29 (72,41%) apresentam níveis de PCR-US elevados, sendo 17/21 (80,95%)
hipertensos e 6/21 (28,57%) com cardiopatia instalada. Conclusão: A elevação dos níveis de PCR-US e do produto cálcio X fósforo apresenta correlação positiva com
DCV de acordo com a literatura.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-812
Diminuição da atividade metabólica do sistema enzimático citocromo P450 3A4/ glicoproteína-P por
claritromicina eleva concentração sanguínea de sirolimus em transplantada renal
Ariane da Silva Corrêa,Otávio Silva Fonseca,Renata Paula Martins Brandão,Luis Almeida de Sousa Junior,Marcus Vinicius Paiva C Moreira,Gabriel
Fernandes Silva,Rodrigo Celso Maluhy,Lisandre Romagnoli,Rodrigo Santana Gonçalves da Silva,Naira Miranda de Oliveira,Miguel Ernandes Neto,Carla
Cristina Bernardi,Hugo Abensur,Irene Lourdes Noronha,Maria Regina Teixeira Araujo,João Egídio Romão Junio
Clínica de Nefrologia - Hospital Beneficência Portuguesa - São Paulo,Clínica de Nefrologia - Hospital Beneficência Portuguesa - São Paulo,Clínica de Nefrologia Hospital Beneficência Portuguesa - São Paulo,Clínica de Nefrologia - Hospital Beneficência Portuguesa - São Paulo,Clínica de Nefrologia - Hospital Beneficência
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Paulo,Clínica de Nefrologia - Hospital Beneficência Portuguesa - São Paulo,Clínica de Nefrologia - Hospital Beneficência Portuguesa - São Paulo,Clínica de Nefrologia
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Portuguesa - São Paulo,Clínica de Nefrologia - Hospital Beneficência Portuguesa - São Paulo,Clínica de Nefrologia - Hospital Beneficência Portuguesa - São
Paulo,Clínica de Nefrologia - Hospital Beneficência Portuguesa - São Paulo,Clínica de Nefrologia - Hospital Beneficência Portuguesa - São Paulo
Introdução E Objetivo Relato de caso mostrando a interação de claritromicina com o nível de imunossupressão por sirolimus. RELATO DE CASO C. C. D., feminino, 60 anos, com antecedentes de hipertensão, insuficiência cardíaca, hipotireoidismo e doença renal policística do adulto, iniciando hemodiálise em 2001. Realizou
nefrectomia bilateral em 2005. Em 26/02/11 foi submetida a transplante renal doador falecido – 02 missmatches, induzido com basiliximab e imunossupressão com
micofenolato de sódio, prednisona e tacrolimus (FK). Recebeu alta no 22° pós-operatório com creatinina sérica de 1,5 mg/dL. Entrou para o Protocolo de Sirolimus
(SRL) em 26/10/2011, trocando FK por SRL. Internou em 14/02/12 com febre a esclarecer. Realizado tomografia de tórax que mostrou infiltrado intersticial bilateral difuso, sendo iniciado ceftriaxone e claritromicina empiricamente. Hemocultura, urocultura, sorologia e antigenemia para citomegalovírus, e amostras de escarro
para BAAR negativos. Após quatro dias de antibioticoterapia, devido persistência de febre, foi introduzido sulfametoxazol-trimetoprim na suspeita de infecção por
Pneumocystis carinii. Foi solicitado broncoscopia que revelou bronquite crônica não purulenta. Lavado broncoalveolar apresentou culturas negativas. Em uso de 3
mg de SRL, foi observado aumento do nível sérico de 13,2 ng/mL para 90 ng/mL após oito dias de uso de claritromicina. Suspensa claritromicina e ajustado dose
do imunossupressor. Recebeu alta hospitalar com resolução do quadro infeccioso. DISCUSSÃO A claritromicina é um macrolídeo derivado da eritromicina que
inibe a síntese proteica de patógenos suscetíveis. O sirolimus é um inibidor da mammalian target of rapamycin (mTOR), uma cinase envolvida no terceiro sinal de
ativação linfocitária, que vai ser inibida evitando a proliferação celular. É metabolizado pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4) e é um substrato da bomba de efluxo
glicoproteína-P de drogas. Algumas drogas podem diminuir a atividade metabólica deste sistema enzimático, tais como ciclosporina, fluconazol, diltiazem, eritromicina, claritromicina. Este caso demonstra a interação de claritromicina elevando o nível sanguíneo de sirolimus. Capone et al também relatou esta evidência. Conclusão
Evitar o uso de drogas que alterem o nível de sirolimus devido interação que podem causar. Na impossibilidade, a monitorização de sua concentração no sangue é de
suma importância, principalmente para ajustar suas doses durante a coadministração destas medicações.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-414
Expressão do receptor glicocorticóide alfa e resposta à corticoterapia em pacientes com glomerulopatias
Souza JF, Longui CA, Matini-Filho D, Malafronte P, Sens YAS
Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo,Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo,Faculdade de Ciências Médicas da Santa
Casa de São Paulo,Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo,Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Os glicocorticóides exercem sua ação pela ligação ao receptor glicocorticóide intracelular (GR), especificamente, a resposta antiinflamatória é mediada pelo receptor
glicocorticóide alfa. Estudos que analisam a relação entre a densidade de GR e resposta aos glicocorticóides são controversos, e poucos avaliam a expressão dos GR no
tecido renal. Objetivo: Avaliar em pacientes com glomerulopatias (GN) a expressão dos receptores glicocorticóides no tecido renal e relacionar com a resposta clínica à
corticoterapia. Método: Incluiu-se adultos de ambos os sexos, com quadro clínico-laboratorial de GN primária ou secundária ao LES submetidos à biópsia renal para
diagnóstico. Excluiu-se pacientes que receberam glicocorticóides previamente e com GN de causas secundárias, exceto LES. Coletou-se dados clínico-laboratoriais na
ocasião das biópsias renais analisadas por microscopia de luz, imunofluorescência, e quantificação da expressão da isoforma alfa do receptor glicocorticóide (GR-alfa)
pela reação em cadeia de polimerase via transcriptase reversa em tempo real (real-time RT-PCR). Os pacientes foram acompanhados por 6 meses após corticoterapia.
Resultados: Avaliados 27 pacientes, 21 com GN primárias e 7 secundárias ao LES (classes III/IV) com 38±17anos, 15 do sexo masculino. Após o período de acompanhamento e de acordo com a resposta à corticoterapia e a histopatologia renal, os pacientes foram divididos em 3 grupos: remissão completa ou parcial (responsivos,
n=10), sem resposta (resistentes, n=10), e com lesão glomerular cronificada e DRC estágio 5 na apresentação, sem corticoterapia (IRC, n=7). Não houve diferença
nas características clinico-laboratoriais entre os grupos, exceto que o grupo responsivo apresentou maiores valores de proteinúria inicial em relação ao resistente
(p=0,034), e o grupo IRC maiores valores de creatinina e menores de proteinúria. A comparação da quantificação da expressão do GR-alfa na biópsia renal entre os
grupos responsivo e resistente à corticoterapia ou com IRC, não foi significativa (p=0,547).Também não houve correlação entre a expressão do GR-alfa no tecido
renal dos grupos responsivo e resistente com os valores da proteinúria (r= 0,323, p= 0,165) e da creatinina sérica (r= -0,186, p=0,432) na apresentação. Conclusão:
Na população estudada de pacientes com glomerulopatias não se observou relação da expressão dos receptores glicocorticóides no tecido renal com a resposta clínica
ao tratamento com glicocorticóide.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-859
Resultados de longo prazo em transplantes renais com prova cruzada positiva
Barbosa EA,Pontelli R,Sanjuan A,Gama AP,Suletronic VP,Bojikian R,Rodrigues H,Mazo AR,Souza PS,Paula FJ,David-Neto E,Kalil Filho J,
Nahas WC,Panajotopoulos N,Castro MCR
HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, INCOR-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, INCOR-FMUSP,
HC-FMUSP, INCOR-FMUSP, HC-FMUSP
Analisamos os Resultados de longo prazo de 13 transplantes (Tx) renais, realizados em pacientes previamente considerados intransplantáveis, entre 2003 e 2011, com
doadores vivos (DV) contra os quais apresentavam prova cruzada positiva, após terapia de dessensibilização (DS) com Imunoglobulinas polivalentes (IVIG). O Objetivo do tratamento foi viabilizar o Tx renal de pacientes sem DV com prova-cruzada (PC) negativa e com vários doadores falecidos recusados por PC positiva . Foram
13 pacientes com idade média de 44 ± 7, 12 do sexo feminino, 10 com gestações prévias, 8 com antecedentes de transfusão sanguínea (1-21) e três reTx. O tempo
médio em diálise foi de 40 ± 6 meses (10 > 3 anos), 2 eram priorizados por falta de acesso vascular. O painel variou de 42 a 100%. Todos os pacientes apresentavam
PC contra seus doadores fortemente positiva. Os pacientes foram então submetidos à DS com 6 ± 2 pulsos mensais de 2g/kg de IVIG e liberados para Tx quando
a PC por citometria de fluxo se tornou negativa (N=11) ou fracamente positiva (N=2 com MCS < de 300). Os pacientes foram transplantados com esquema de IS
que constou de Timoglobulina, IVIG, Tacrolimus, MPA e prednisona. A IS de longo prazo foi habitual. Todos os pacientes receberam profilaxia com ganciclovir por
3 meses e sulfametoxazol-trimetroprima por 6 meses. Analisamos os Resultados após um tempo de seguimento médio de 8 anos. Nos 2 primeiros casos, realizados
em 2003, tivemos 2 perdas precoces do enxerto por rejeição aguda mediada por anticorpos, após o uso inadvertido de transfusão de hemácias. Desde então, evitamos
transfusões peri-operatórias em pacientes dessensibilizados. Duas perdas por rejeição crônica foram observadas: uma mediada por anticorpos, que se seguiu a não
adesão ao tratamento de IS, e que levou à perda do enxerto aos 58 meses de Tx e outra, mediada por células, ocorrida com 78 meses, em uma paciente que desenvolveu mieloma múltiplo (MM) no 5o ano de Tx, o que exigiu redução intensa da IS. Houve apenas um episódio de rejeição mediada por células (1/9=11%), revertida
com esteroides. Nenhum óbito foi observado no período pós-Tx avaliado. Entre os pacientes que evoluíram com perda do enxerto, 2 anos após o retorno ao programa dialítico, 3 haviam falecido, 2 deles por falta de acesso para diálise. Após 8 anos de seguimento, 9 pacientes (70%) se mantêm com o enxerto funcionante. Dois
(22%) cursam com rejeição crônica mediada por anticorpos, apresentam proteinúria < 1g/dia e creatinina sérica entre 3 e 4 mg/dl. Sete pacientes (77%) evoluem com
creatinina sérica < 1.3 mg/dl e MDRD > 50 ml/min. Seis pacientes (66%) apresentam a relação proteína urinária/creatinina menor do que 0.22mg/g. Em 8 anos,
não tivemos nenhum caso de citomegalia ou nefropatia por BK vírus nos pacientes dessensibilizados com IVIG. As infecções mais freqüentes foram as habituais, em
geral urinárias e pulmonares. Um único tumor foi detectado, um MM tratado com redução da IS e quimioterapia com remissão do quadro. Conclusões: após 8 anos
de seguimento, obtivemos 70% de rins funcionantes com 100% de pacientes vivos nesse grupo, sendo que a sobrevida média de pacientes e de enxertos receptores
não sensibilizados de DV, após 8 anos no nosso serviço, é de respectivamente 87 e 83%. Comparando-se também a sobrevida desses pacientes com a mortalidade em
diálise no Brasil (17% ao ano), podemos concluir que o transplante renal após DS é uma alternativa que propicia um melhor resultado em longo prazo, devendo ser
considerado para pacientes sem outra perspectiva de transplante renal.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-527
Clearence de Creatinina e Variáveis Preditivas da Injúria Renal Após Cirurgia Cardíaca com CEC
Fernanda Fassina Ribeiro Pinto,Gabriela Sabbadini,Thalita Sabbadini,Yara Gracia Lorena,Pablo Girardelli Mesquita,Tatiane Crepaldi dos Anjos,Marta
Garroni Magalhães,Alexandre Ciappina Hueb
Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS - Pouso Alegre Minas Gerais,Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS - Pouso Alegre Minas Gerais,Universidade do Vale
do Sapucaí - UNIVÁS - Pouso Alegre Minas Gerais,Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS - Pouso Alegre, Minas Gerais Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS
- Pouso Alegre Minas Gerais,Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS - Pouso Alegre Minas Gerais,Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS - Pouso Alegre Minas
Gerais,Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS - Pouso Alegre Minas Gerais
Introdução: As alterações endócrino metabólicas do trauma operatório são frequentes em cirurgias de grande porte ainda mais associadas à circulação extracorpórea
(CEC), podendo gerar disfunção renal e Insuficiência Renal Aguda (IRA) sendo este fator de risco independente de aumento no tempo de ventilação mecânica, maior
período de hospitalização e maior mortalidade. Objetivo: Avaliar o balanço hídrico o débito urinário e identificar variáveis hemodinâmicas e laboratoriais preditivas
de injúria renal em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio com CEC. Casuística e Métodos: Foram analisados de forma prospectiva e consecutiva 32 pacientes submetidos à revascularização cirúrgica do miocárdio com utilização de CEC. Variáveis hemodinâmicas e laboratoriais foram obtidas em 3 momentos: per-operatório, pós-operatório imediato e alta da UTI. As variáveis obtidas foram: idade, sexo, tempo de circulação extracorpórea (CEC), tempo de intubação
orotraqueal, sangramento pós-operatório, volume de cristaloide e colóides administrados, diurese, débito urinário, creatinina, lactato, clearence de creatinina critérios
de AKIN, complicações pós-operatórias e morte. Resultados: Dos 32 pacientes avaliados, a idade média: 62,6 anos sendo 71,8% do sexo masculino. O tempo médio
de CEC: 74minutos e a o sangramento pós-operatório foi de 383 ±185 no pós imediato. O tempo de intubação médio foi de 14,65 horas com mediana de 11 horas.
Os níveis de lactato observados nos 3 momentos apresentaram variações não significativas p= 0,075. O volume oferecido na forma de cristalóide nos 3 momentos
foi: 2890±1990ml, 1884±2119ml, 1330±1200ml. O débito urinário observado nos 3 momentos foi: 1,6m±0,6ml/Kg/hora, 1,4m±0,9ml/Kg/hora, 2,6m±1,3ml/
Kg/hora. Observou-se relação de significância entre o volume oferecido e o débito urinário p>0,001. Os níveis de creatinina observado nos 3 momentos não apresentaram diferença significativa, mas observou-se uma elevação no clearence de creatinina quando comparou-se o clearence no per-operatório e na alta da UTI por
regressão logística (p< 0,001 e r2=0,778). Observou-se 1 óbito, (3,1%) relacionado a sepse. Conclusões: Neste grupo de pacientes, o volume de cristaloide oferecido
tem relação com o débito urinário. Há melhora no clearence de creatinina após a revascularização miocárdica. O tempo de CEC, tempo de intubação e sangramento
pós-operatório não são variáveis preditivas de injúria renal.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-857
Qual terapia de indução deve ser usada em transplantes renais com tempo de isquemia fria prolongada?
Barbosa EA,Araujo MJC,Onusic VL,Battaini LC,Agena F,Bojikian R,Lemos FC,David DSR,Anatopoulos I,Paula FJ,Nahas WC,David-Neto E,Castro MCR
HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP, HC-FMUSP
Com o Objetivo de analisar retrospectivamente o impacto dos diferentes tipos de terapias de indução nos pacientes submetidos ao primeiro transplante de rim entre
jan/2007 a jul/2011, isolado, não-sensibilizados, adultos, com doadores falecidos que foram submetidos a tempo de isquemia fria ≥ 24 horas, cinquenta e um pacientes
tratados com Basiliximab (GI) foram comparados com 81 pacientes tratados com Timoglobulina (GII). A imunossupressão de manutenção consistiu de tacrolimus,
micofenolato e prednisona em ambos os grupos. Os pacientes tratados com Timoglobulina receberam profilaxia para CMV durante 3 meses com ganciclovir. Os dados
demográficos estão sumarizados na tabela I. Não foram detectadas diferenças na idade do receptor, no sexo e na causa da morte do doador. Tempo em diálise pré-transplante, idade do doador, creatinina de saída do doador e tempo de isquemia fria foram maiores no GII. O tempo de seguimento foi maior no GI. Os Resultados não foram
diferentes, exceto para a doença CMV e são mostrados na Tabela II. A Figura 1 mostra a evolução da creatinina sérica ao longo do primeiro ano em ambos os grupos.
Em nossa população transplantada, os pacientes que receberam rins com tempo de isquemia prolongada apresentaram taxas de função retardada do enxerto extremamente elevadas e foi observado impacto sobre a função renal no primeiro ano. Nesta coorte, os pacientes tratados com Timoglobulina receberam com mais
frequencia rins de doadores com critérios expandidos e com maior tempo de isquemia fria, ainda assim obtiveram no primeiro ano taxas semelhantes de mortalidade, sobrevida do enxerto assim como tendência para taxas menores de rejeição aguda.
Tabela I - Dados Demográficos:
Sexo recep(M/F)
Idade recep(a)
Tempo HD pré TX(m)
Idade doador(a)
Tempo Isquemia Fria(h)
Creatinina doador(mg/dl)
GI ( N=51)
31/20
49.9
85
47
26
1.4
GII ( N=81)
51/30
49.6
184
53
28
1.8
p
NS
NS
0.02*
0.02*
0.01*
0.02*
Tabela II - Resultados:
DGF(%)
Hospitalização pós-Tx(d)
Readmissão hospitalar(%)
Hosptilalização(Nhosp/Npact)
Rejeição Aguda(%)
Infecção CMV(%)
Sobrevida paciente 1 ano
Sobrevida enxerto 1 ano
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
GI (N=51)
67
19
70%
1.5
19
27
83
81
GII (N=81)
63
18
70%
1.4
11
13
83
79
p
NS
NS
NS
NS
NS
0.04*
NS
NS
SEÇÃO POSTER
P-778
Suplementação de antioxidantes pode melhorar estresse oxidativo na hemodiálise?
Sanches LB, Mattos AM, Neto LA, Ovidio PP, Costa JAC, Chiarello PG
FMRP-USP, FMRP-USP, FMRP-USP, FMRP-USP, FMRP-USP, FMRP-USP
Introdução: A presença do estresse oxidativo (EO) em pacientes com doença renal crônica (DRC) é bem descrita na literatura, bem como sua influência nos tratamentos dialíticos, associada à depleção das defesas antioxidantes. Objetivo: O Objetivo deste estudo foi investigar as associações entre biomarcadores de estresse oxidativo e
o estado de antioxidante em pacientes em tratamento de Hemodiálise suplementados com antioxidantes. Casuística e Metodologia: Este estudo preliminar incluiu 20
pacientes tratados por Hemodiálise que passaram por suplementação de antioxidantes durante o período de 1 mês (grupo 1: suplementação com 300mg de ácido ascórbico, n=10; grupo 2: suplementação de 200UI de alfa-tocoferol, n=10). Foram analisados dados de Estresse Oxidativo (AGE, AOPP, MDA), Antioxidantes (GSH
e vitamina C), comparados por análises pareadas (teste-t). Resultados: Como Resultados preliminares, quando comparados por análises pareadas (teste-t), no grupo
1 foram observadas diferenças entre as médias de GSH (342,4±78,5 vs. 308,6±81,4; p <0,01). No grupo 2, foram observadas diferenças entre as médias de MDA
(2,6±0,9 vs. 2,7±0,9; p = 0,012) e Vitamina C sérica (2,8±0,9 vs. 3,6±0,9; p = 0,018). Conclusão: Portanto, considerando que o estresse oxidativo é uma potencial
fonte de morbi-mortalidade nesses pacientes, a suplementação de vitaminas antioxidantes deve ser considerada para este grupo.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-267
Esperança de vida de idosos com doença renal crônica em estágio avançado
Ottaviani AC, Souza EN, Orlandi FS, Pavarini SCI
UFSCar-Universidade Federal de São Carlos-,UFSCar-Universidade Federal de São Carlos,UFSCar-Universidade Federal de São Carlos,UFSCar-Universidade Federal de São Carlos
Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial. Dentre as doenças crônicas prevalentes na população idosa está a Doença Renal Crônica
(DRC), que demanda um tratamento longo e penoso, que pode afetar a esperança de vida da pessoa acometida por tal patologia. Sabe-se que é a esperança na recuperação da saúde que leva o paciente a submeter-se a incansáveis procedimentos invasivos, a mudar seu estilo de vida e a permanecer, ainda que debilitado, em
tratamento. Objetivo: O presente estudo tem por Objetivo avaliar a esperança de vida dos idosos com doença renal crônica em tratamento hemodialítico, por meio
da Escala de Esperança de Herth (EEH). Casuística e Método: Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal, desenvolvido em uma Clínica de Terapia Renal
Substitutiva do interior do Estado de São Paulo. A amostra foi composta por 49 idosos renais crônicos. Foram utilizados na coleta de dados dois instrumentos, sendo
um de caracterização dos sujeitos e a EEH. A pontuação final da EEH varia de 12 a 48, sendo que quanto maior a pontuação, maior o nível de esperança de vida do
indivíduo. Todos os preceitos éticos foram respeitados. Resultados: Observa-se que a média de idade dos sujeitos estudados foi de 70,63 (±7,33) anos e de anos de
escolaridade foi de 5,3 anos. A maioria era de etnia branca (77,6%) e possuía parceiro fixo (65,3%). Quanto à renda familiar informada, 70,1% (n= 89) recebiam
de 1 a 5 salários mínimos. A média do tempo de hemodiálise foi de 31 meses. Em relação à religião, houve a predominância da religião católica (77,6 %), seguida
da evangélica (12,2%), sendo que do total de religiosos, 63,3% eram praticantes. A média obtida na EEH foi de 37,24 (±4,87). O estudo que adaptou e validou a
referida escala para o contexto brasileiro obteve o escore médio para os pacientes oncológicos e para os pacientes diabéticos de 41,57 (±4,60) e 40,46 (±4,88), respectivamente. Conclusão: Observa-se, portanto, que o nível de esperança dos idosos renais crônicos em hemodiálise avaliados no presente estudo foi inferior ao nível de
esperança dos pacientes com câncer e/ou diabetes estudados na pesquisa que validou a EEH. Frente ao exposto, torna-se premente realizar intervenções com intuito
de melhorar o nível de esperança e de qualidade de vida desses idosos.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-15
Associação entre atividade física e proteína C-reativa em pacientes em tratamento por hemodiálise:
estudo transversal
Jacqueline T caramori, Pasqual Barretti, Ederson José Martins, João Henrique Castro, Robedrto JS Franco, Luis Cuadrado Martin
Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP,Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP,Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP,Faculdade de Medicina de
Botucatu-UNESP,Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP,Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP
Introdução. Dentre os hábitos que compõe um estilo de vida saudável, se destaca a prática constante de atividade física. Na população geral, estudos apontam que a
atividade física é capaz de produzir melhora, não apenas nos sintomas, mas também nos fatores de risco cardiovascular e que mesmo graus moderados de atividade
física podem ter alguma efetividade. Poucos estudos avaliaram a influência da atividade física sobre os fatores de risco cardiovascular em renais crônicos tratados por
diálise. Objetivo. Avaliar as associações entre sedentarismo e a presença de fatores de risco cardiovascular em renais crônicos. Casuística e Métodos. O estudo foi
realizado com 100 pacientes em tratamento por hemodiálise há pelo menos três meses, excetuando-se aqueles de idade inferior a 18 anos. Foi aplicado questionário
padronizado denominado International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) (OMS,1998), acrescido de informações do prontuário do paciente. A casuística
foi dividida em 3 grupos de acordo com a classificação da atividade física avaliada pelo IPAQGRUPO I - composto por pacientes sem atividade física: sedentários
(segundo IPAQ). GRUPO II - composto por pacientes com atividade física inferior a 150 minutos por semana: irregularmente ativo (segundo IPAQ) GRUPO III
- composto por pacientes com atividade física superior a 150 minutos por semana: ativo (segundo IPAQ) As variáveis estudadas foram comparados entre os grupos
de atividade física por análise de variância ou pelo teste do χ2 quando apropriado. Aquelas que apresentaram significância estatística foram selecionadas para compor
modelo de regressão múltipla. Foi definida significância estatística p inferior a 0,05. Resultados e Conclusões. Os grupos diferiram quanto à idade, frequência de
diabetes, creatinina, triglicérides, e proteína C-reativa. Foi construído um modelo de regressão logística tomando como variável desfecho a presença de proteína C-reativa maior que 5mg/L e como variáveis dependentes o grau de atividade física, a idade e a frequência de diabetes. O grau de atividade física associou-se a elevação
da proteína C-reativa (p= 0,04; risco relativo 0,269; intervalo de confiança para 95%: 0,077 a 0,941). Em Conclusão, o aumento da proteína-C reativa associou-se à
inatividade física, mesmo após ajuste para diabetes e idade.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-815
Doação de Órgãos e Tecidos: O TEMPO como fator decisivo no sucesso da captação de órgãos
Lucas Nunes Sales de Melo, Mauricio Galvão Pereira, Diego Torquato da Cunha Rêgo, Renan de Souza Santos, Marcos Saboia Pires, Samara Gomes Torres,
Sérgio Salustio da Costa Montenegro Bezerra
Universidade Potiguar Rio Grande do Norte, Universidade Potiguar Rio Grande do Norte, Universidade Potiguar Rio Grande do Norte, Universidade Potiguar Rio
Grande do Norte, Universidade Potiguar Rio Grande do Norte, Universidade Potiguar Rio Grande do Norte, Universidade PotiguarRio Grande do Norte
Introdução: A doação de órgãos tem crescido abruptamente no Brasil. Contudo, o número de doações de órgãos provenientes de doadores em morte encefálica ainda
é insuficiente à demanda e as listas de espera para transplante vão aumentando. Objetivos: Descrever um caso clínico, demonstrando a importância do fator tempo na
captação de órgãos e tecidos para transplante. Casuística: Abordar a otimização do tempo em relação ao sucesso no transplante renal. Métodos: R.D.S., 23 anos, 75
kg, branco, 1,75 m, um paciente vítima de ferimento por projétil de arma de fogo (FPAF) que evoluiu com critérios de morte encefálica, estando em uso de altas dosagens de noradrenalina no momento em que a morte encefálica foi confirmada. Resultados: O paciente foi admitido com rebaixamento do nível de consciência pelo
FPAF no crânio, tendo sido realizada uma TC crânio - contusão em fossa posterior a esquerda e hemorragia subdural. Realizada uma descompressão cirúrgica, evoluindo com coma Glasgow 3 em ventilação mecânica. Realizadas as duas provas clínicas com intervalo de 6 horas e, a seguir, foi utilizado um ecodoppler de carótidas
e vertebrais como exame complementar. A manutenção hemodinâmica do paciente foi baseada em uma hidratação vigorosa, além da correção da hipernatremia com
solução hipotônica, conforme os protocolos já estabelecidos. A despeito da hidratação vigorosa, o segurado necessitou de doses crescentes de noradrenalina, chegando
a utilizar 2,5 microgramas/kg/min, com FC=153bpm e PANI=102x54 mmHg. Os exames complementares do paciente constavam com TGO 74 IU/L, TGP=21
IU/L, CKMB=127U/L, GGT=5 IU/L, HB=15,3, HT=48, plaquetas=140000, Uréia=25 mg/dl, Creatinina=2,0mg/dl, Na=177, K=2,2. Submetido então a uma otimização no suporte hemodinâmico com hidratação guiada por parâmetros de volemia como pressão venosa central e lactato arterial, além da utilização de reposição
hormonal com desmopressina, insulina e corticosteróides, resultando em uma redução significativa (>50%) da dose de noradrenalina, permitindo a manutenção do
doador até o momento da retirada dos órgãos. Foram retirados os rins, o fígado e as córneas, paciente se enquadra no quadro de doadores de órgãos. Conclusão: A
importância do rápido reconhecimento dos pacientes com possível morte encefálica e intervenção agressiva da equipe de saúde na confirmação do diagnóstico e manutenção destes pacientes, a fim de aumentar o número de órgãos doados, reduzindo a fila de espera para transplantes.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-853
Potencial Doador de Órgãos em Morte Encefálica: Até quando investir?
Lucas Nunes Sales de Melo, Mauricio Galvão Pereira, Diego Torquato da Cunha Rêgo, Renan de Souza Santos, Marcos Saboia Pires, Samara Gomes Torres,
Sérgio Salustio da Costa Montenegro Bezerra
Universidade Potiguar Rio Grande do Norte,Universidade Potiguar Rio Grande do Norte,Universidade Potiguar Rio Grande do Norte,Universidade Potiguar Rio Grande
do Norte,Universidade Potiguar Rio Grande do Norte,Universidade Potiguar Rio Grande do Norte,Universidade Potiguar Rio Grande do Norte
Introdução: Muitos pacientes diagnosticados com morte encefálica (ME) passam a ser considerados como potenciais doadores de múltiplos órgãos e tecidos. Objetivo:
O Objetivo desse trabalho consiste em relatar o caso de uma paciente que deu entrada no pronto socorro do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (Natal/RN) com
AVEh, evoluindo com morte encefálica e PCR próximo à retirada dos órgãos e tecido. Casuística: Diagnóstico de possíveis doadores de órgãos e tecidos em morte
encefálica. Métodos: O estudo em questão trata-se de um relato de caso feito através de coletas de dados no prontuário de uma paciente, J.V.L., 51 anos, feminino, que
após ser diagnosticada com morte encefálica decorrente de um acidente vascular encefálico hemorrágico (AVEh), teve vários de seus órgãos doados para transplante.
Resultados: Paciente admitida com queixas de cefaléia intensa associada a déficit cognitivo motor à esquerda, a qual após exame de tomografia computadorizada (TC),
realizado dia 29 de maio, evidenciou episódio de acidente vascular encefálico do tipo hemorrágico (AVEh) em lobo frontal direito, que em pouco tempo acabou evoluindo para Glasgow 3 seguido de Morte Encefálica (ME). Após a confirmação da morte encefálica por exames de imagem e do consentimento dos dois filhos e do
esposo da paciente, o corpo foi submetido a procedimento cirúrgico para a retirada de múltiplos órgãos. Contudo, durante o transporte para o centro cirúrgica para a
retirada dos órgãos, a paciente apresentou uma parada cardiorrespiratória (PCR). Apesar de a paciente já estar morte, pelo critérios encefálicos, a mesma foi reanimada, pensando-se na doação de órgãos, reassumindo ritmo sinusal após 3 minutos, sendo submetida à captação dos órgãos (fígado e rins). Conclusão: Pode-se concluir
com o caso exposto acima que os critérios de exclusão de um potencial doador devem ser revistos e ampliados. Uma PCR após a confirmação da morte encefálica e da
doação de órgãos, não deve ser interpretada como o término do processo de doação-transplante, devendo este paciente ser reanimado de forma convencional, a fim
de viabilizar e aumentar a doação de órgãos.
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SEÇÃO POSTER
P-795
Biópsias protocolares no terceiro mês revelam elevada incidência de agressões sub-clínicas ao enxerto renal
Joelsons G,Montenegro RM,Gatelli L,Souza ML,Domenico T,Gonçalves LF,Manfro RC
Universidade Federal do Rio Grande do Sul,Hospital de Clínicas de Porto Alegre,Universidade Federal do Rio Grande do Sul,Universidade Federal do Rio Grande do
Sul,Universidade Federal do Rio Grande do Sul,Hospital de Clínicas de Porto Alegre,Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Introdução: Nas fases iniciais do transplante renal, diferentes agressões ao enxerto podem ocorrer de forma sub-clínica, sem alteração perceptível de sua função, mas
com papel decisivo em sua função e sobrevida em longo prazo. Objetivos: Avaliar a incidência de agressões sub-clínicas ao enxerto renal em pacientes transplantados
com função renal estável no terceiro mês pós-transplante. Casuística e Métodos: Pacientes transplantados renais seqüenciais com função renal estável foram avaliados
com uma biópsia protocolar no 3º. mês pós-transplante. As análises histopatológicas foram realizadas por um patologista “cego” de acordo com a classificação Banff
2007 e incluíram avaliação imunohistoquímica para a fração C4d do complemento e anti SV-40 para o vírus polioma. Resultados: Foram avaliados 62 pacientes com
média de idade de 46 anos, 33 indivíduos do sexo feminino (53%), 50 (80,6%) receberam rins de doadores falecidos (DF), 9 (14,5%) de doadores vivos relacionados
e 3 (4,8%) de doadores vivos não relacionados. Disfunção inicial do enxerto (DGF) ocorreu em 30 receptores de rins de DF (60%). A imunossupressão foi obtida
pela combinação de tacrolimo, prednisona e micofenolato em todos os pacientes sendo que 28 (45%) receberam indução com Basiliximab® e 24 (38,7%) receberam
indução com Thymoglobulina®. Nas análises patológicas observou-se: (1) Alteração borderline do enxerto renal em 11 pacientes (17,7%); (2) Rejeição aguda do tipo
Banff IA em 5 pacientes (8%); (3) IFTA leve em 11 pacientes (17,7%); (4) Marcação para C4d positiva (qualquer marcação) em 11 biópsias (17,7%), sendo uma com
marcação superior a 25%; (5) Marcação positiva para anti SV-40 em uma biópsia (1,6%); (6) 30 biópsias (48,4%) foram consideradas normais. Conclusão: Nesta
série a realização da biópsia protocolar no 3° mês pós-transplante demonstrou alterações sub-clínicas em elevada porcentagem dos pacientes. Estas alterações podem
estar relacionadas a desfechos desfavoráveis na evolução dos casos em médio ou longo prazos e reforçam a necessidade do desenvolvimento de biomarcadores não
invasivos acurados que auxiliem na individualização da terapia em pacientes transplantados renais.
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SEÇÃO POSTER
P-364
Estudo do transplante de células-tronco mesenquimais derivadas da medula óssea de ratas ou seu
meio de cultura condicionado na obstrução ureteral unilateral
Silva AF,Teixeira VP,Schor N
UNIFESP São Paulo,UNIFESP São Paulo,UNIFESP São Paulo
Introdução: Muito tem se descoberto sobre o potencial terapêutico das Células-Tronco Mesenquimais (CTMs) ou o seu meio de cultura condicionado (MC). Sabe-se da sua capacidade em reparar tecidos e em diminuir a inflamação local. É sabido que a inflamação do compartimento túbulointersticial renal pode levar o orgão
a desenvolver lesão crônica, acarretando fibrose total. Um modelo de fibrose renal é a obstrucão ureteral unilateral (UUO). Um princípio terapêutico que pode, ao
menos teoricamente, melhorar a insuficiência crônica induzida pela UUO é a administração de CTMs ou seu meio de cultura condicionado. Objetivo: Avaliar a
ação da administração de CTMs ou de seu MC na UUO. Métodos: CTMs extraídas da medula óssea de ratos Wistar foram cultivadas in vitro e caracterizadas por
citometria de fluxo e diferenciação. Quatro grupos de ratas Wistar foram usados nos experimentos in vivo (n=7): Sham, UUO (obstrução ureteral unilateral), MSC
(obstrução + CTMs) e MC (obstrução + MC). As células, ou o meio condicionado, foram administradas via veia cava abdominal logo após a ligadura total do ureter.
Após 7 dias os animais foram sacrificados e tiveram soro e rim obstruído coletados. A quantidade de fibrose foi avaliada pela deposição de colágeno tipo I e III, e a
expressão de moléculas ligadas à progressão da fibrose e Transição Epitélio Mesenquimal foram avaliadas pelo método de PCR em tempo real.Resultados: Avaliamos
melhora histológica significativa, assim como redução na progressão da fibrose dos animais obstruídos tratados com CTMs ou MC. Observamos também redução da
expressão gênica de moléculas como colágeno tipo 1, actina de músculo liso e TNF-α (tumor necrosis factor) nos animais obstruídos tratados com CTMs ou MC.
Foi observado o aumento da expressão de BMP-7 (bone morphogenetic protein) nos animais tratados em relação aos animais não tratados.Conclusão: Os Resultados
sugerem que tanto a administração intravenosa das CTMs quanto de seu MC melhoram a progressão da fibrose e alteram fatores envolvidos na Transição Epitélio
Mesenquimal em ratas Wistar submetidas à obstrução ureteral unilateral.
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SEÇÃO POSTER
P-346
A sobrecarga de fósforo acelera a progressão da doença renal crônica
Irene F Duayer,Flavia G Machado,Marina A Fanelli,Denise MAC Malheiros,Roberto Zatz,Clarice K Fujihara,Fabiana G Graciolli,Luciene M dos Reis,
Vanda Jorgetti,Rosa MA Moyses
FMUSP, FMUSP, FMUSP, FMUSP, FMUSP, FMUSP, FMUSP, FMUSP, FMUSP, FMUSP
Embora estudos experimentais mostrem que a restrição proteica retarda a progressão da doença renal crônica (DRC), isto ainda não foi confirmado em estudos clínicos, sugerindo que outros fatores podem influenciar na DRC. Recentemente o fósforo (Pi) vem sendo apontado como um provável fator de risco para a progressão
da DRC, com este estudo tentamos dissociar o possível efeito deletério do Pi do efeito deletério da proteína(Prot). Para isto foi ofertado dietas com diferentes concentrações de Pi para ratos submetidos a nefrectomia 5/6 (Nx) que recebiam dieta com restrição proteica. Os ratos Nx foram divididos em 2 grupos de acordo com
a concentração de Pi (0.2 e 0.9%), e todos receberam dieta com 12%Prot. Após 2 meses, foi realizado análise bioquímica, histológica e imunohistoquímica. Todos
os grupos mostraram baixos indices de glomerulo esclerose(GS) e expansão intersticial(INT), consistente com a restrição proteica imposta. Os animais submetidos
a dieta 0.9%Pi apresentaram menor hematócrito (Ht) e menor clearance de creatinina (Clcreat), assim como maior fração de excreção de fósforo (Fe%Pi) e maior
FGF-23, em relação aos animais que receberam a dieta com 0,2%Pi. Apesar da restrição proteica, a sobrecarga de Pi foi associada com pior função renal e aumento
da área INT e aumento da área positiva para alfa-actina (α-ACT). Além disso, o FGF-23 correlacionou-se com Ht, Fe%Pi e α-ACT (r = -0.6, 0.8 e 0.6, respectivamente; p< 0.05 para todos) consistente com a hipótese que o FGF-23 não só governa a homeostase do fósforo como também pode contribuir com a fibrose renal.
Portanto a sobrecarga de Pi acelera a progressão da DRC aumentando a fibrose intersticial mesmo na presença de restrição proteica, sugerindo que tanto o Pi quanto
a Prot devem ser restringidos na DRC. Estes dados preliminares podem nos ajudar a entender porque alguns estudos clínicos com restrição proteica não mostraram
impacto na progressão da DRC uma vez que pouca atenção foi dada para o conteúdo de fósforo na dieta.
Ht(%)
Pi(mg/dl)
Clcreat(ml/min)
FePi(%)
FGF-23(pg/ml)
GS%
INT%
α-ACT%
*p<0.05
0.2Pi
44±1
6±1
0.6±0.04
0.15±0.07
153±16
1.0±0.6
0.2±0.08
0.7±0.07
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0.9Pi
38±1*
7.5±1
0.4±0.07*
10±0.7*
767±60*
1.15±1
1.2±0.3*
3.7±0.6*
SEÇÃO POSTER
P-480
Sindromes hipertensivas e nefropatia em pacientes gestantes
Jerônimo ALC, Ceará BDA, Barbosa FBM, Filho FRM, Biermann LS, Filho MAS, Félix VF
Hospital Geral Dr. César Cals Fortaleza, Faculdade de Medicina Christus Fortaleza, Faculdade de Medicina Christus Fortaleza, Faculdade de Medicina Christus
Fortaleza, Faculdade de Medicina Christus Fortaleza, Faculdade de Medicina Christus Fortaleza, Faculdade de Medicina Christus Fortaleza
Introdução: As síndromes hipertensivas da gravidez são as principais causas de mortalidade materna e também são responsáveis por importante morbimortalidade perinatal. A hipertensão é a complicação clínica mais comum, ocorrendo em 10 a 22% das gestantes e a presença nefropatia primária e/ou associada representa um maior
risco de pior prognóstico materno-fetal. Objetivos: Identificar a frequência de síndromes hipertensivas ocorridas na unidade obstétrica do Hospital Geral Dr. César
Cals de Oliveira(HGCCO) em Fortaleza, no ano de 2010, avaliando seus aspectos epidemiológicos e sua classificação segundo a apresentação clínica, a gravidade e
a ocorrência de nefropatia associada. Casuística e Métodos: Estudo transversal, retrospectivo realizado por meio de análise de dados de prontuários de parturientes
internadas no HGCCO, no ano de 2010 que evoluíram com complicações hipertensivas e renais. Resultados: Foram internadas 4.853 pacientes para parto, sendo que
6,88% apresentavam complicações hipertensivas. A média de idade foi 26,9 ± 7,5 anos. As complicações hipertensivas foram mais comuns nas primigestas, sendo a
pré-eclâmpsia(PE) a causa mais frequente(72,7%), representando 5% do total das internações, seguida por doença hipertensiva gestacional (7,2%) , HA crônica (6%),
síndrome HELLP(5,1%) e outras(9%). Insuficiência Renal Aguda(IRA) dialítica ocorreu em 3,8%(13/334) principalmente em pacientes com HELLP. Agudização
de doença renal crônica pré-existente foi observada em 5 casos, sendo 3 pacientes com Glomulonefrite Crônica(GN) e 2 com nefropatia hipertensiva, que permaneceram em HD. A idade média diferiu entre grupos(p=0,001) sendo semelhante entre os pacientes com glomerulopatia e eclâmpsia (mais jovens), entre aqueles com
HAS prévia e HELLP (mais idosos) e também semelhante no grupo de doença hipertensiva gestacional e pré-eclâmsia. O tempo de internação foi mais prolongado
nas pacientes com HELLP(p=0,002) e a creatinina inicial foi maior nos que já tinham GN (p=0,007). Não houve morte materna e registrou-se 2,0% de óbitos fetais.
Conclusões: A ocorrência de sindromes hipertensivas em nossa população se assemelha aos dados da literatura. A pré-eclâmsia foi a complicação mais freqüente e
ocorreu principalmente em primigestas. Contudo é importante identificar a presença de nefropatia prévia que pode evoluir de forma mais grave, aumentando o risco
materno-fetal e ocasionando deterioração rápida da função renal com dependência de tratamento dialítico crônico.
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SEÇÃO POSTER
P-177
Avaliação do PTH Sérico em Pacientes Dialíticos na Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza: correlação
com idade, sexo,tempo de Hemodiálise, cálcio, fósforo e hemoglobina
Jerônimo ALC,Vidal LA,Bezerra AC,Melo, ACP,Pinheiro, JVA
Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza e Faculdade de Medicina Christus,Faculdade de Medicina Christus Fortaleza,Faculdade de Medicina Christus Fortaleza,Santa
Casa da Misericórdia de Fortaleza,Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza
Introdução : Os valores séricos de PTH conforme último consenso ( KDIGO) devem variar de 2 a 9 vezes o valor da normalidade, com o Objetivo de diminuir as
complicações ósseas, calcificações vasculares e mortalidade nesta população. A verificação isolada de PTH não se correlaciona bem com remodelação óssea, sendo
importante o uso de outros marcadores como a fosfatase alcalina óssea para detecção de alterações significativas. Sugere-se que, mais importante do que estes valores
isolados, é o acompanhamento temporal do nível de PTH sérico, adotando-se medidas corretivas precoces e eficazes,quando os valores se aproximem dos níveis preconizados. Objetivos : avaliar a evolução do nível sérico de PTH ao longo de 5 anos em pacientes dialíticos, correlacionando com idade, sexo, tempo de HD, cálcio,
fósforo e hemoglobina(Hb). Material e Métodos : Estudo retrospectivo incluindo 51 pacientes, em hemodiálise no período de 2007 a 2011, com dados biológicos
e epidemiológicos recuperados dos prontuários médicos. Verificação da média anual do PTH intacto, cálcio, fósforo e hemoglobina. Aplicação de Testes Estatisticos de correlação. Resultado : população composta por 51 pacientes(41,1% mulheres e 58,9% homens) com idade média de 49,7±1,3 anos e tempo médio de HD
108±61,9 meses. Houve correlação direta do PTH com tempo de HD(p<0,05) e fósforo(p<0,05) e inversamente com a idade(p<0,05). Não houve diferenças quanto
ao sexo(p=0,9), nem correlação com o cálcio(p>0,05) e a hemoglobina(p>0,05). Observou-se um aumento significativo da mediana do PTH(493) no último ano de
avaliação quando comparado aos anos anteriores (p<0,05), embora tenha permanecido dentro dos valores preconizados pelo KDIGO. Conclusão : A avaliação temporal dos níveis séricos de PTH é um dado importante e pode ser útil na orientação de condutas terapêuticas precoces que diminuam o risco de complicações ósseas
e cardiovasculares. O tempo de HD e o fósforo sérico se correlacionaram como aumento do PTH.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-733
Observações sobre a medida da pressão arterial em crianças e adolescentes
Verçoza AMT, Goldraich NP, d’Ávila DOL, de los Santos CA, Lazaretti AS, Bender AM
Titulações xxxxxxxxxxxxx
Introdução: Como em adultos, a medida da pressão arterial faz parte do exame físico em crianças. Sua verificação é recomendada a partir dos três anos de idade em
crianças sem sintomas e é obrigatória nas sintomáticas, em qualquer idade. ObjetivoS: O Objetivo deste trabalho foi verificar a freqüência e a qualidade das medidas
de pressão arterial em atendimento pediátrico, bem como a disponibilidade e a adequação dos equipamentos de medida. Casuística e Métodos: Foram observados
402 pacientes - 147 oriundos do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e 255 do Hospital de Clínicas de Porto Alegre da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, durante uma jornada completa. As áreas de atendimento de ambos os hospitais foram unificadas da seguinte forma: Ambulatório I, Ambulatório II, Emergência, Internação I, Internação II, UTI Pediátrica e UTI Neonatal. As observações foram feitas por critérios preestabelecidos, por
acadêmicos de medicina treinados. Foram consideradas adequadas as medidas de pressão arterial que atenderam a todos os critérios. Resultados: Em 402 observações,
apenas 79 (20%) tiveram a pressão arterial medida: apenas cinco (6%) destas seguindo todos os critérios exigidos. O esfigmomanômetro mais vezes disponível - e o
mais utilizado - foi o modelo aneróide. Instrumentos oscilométricos foram usados apenas na UTI Pediátrica e na UTI Neonatal. Tabela para correção de valores foi
consultada em uma ocasião. As determinações foram feitas por auxiliares ou técnicos em enfermagem em 83% das vezes; por acadêmico de medicina ou médico residente ou contratado - em 1,5%; 6,5% e 15%, respectivamente, das observações. Conclusões: Os dados permitem concluir que a freqüência de determinações da
pressão arterial foi baixa, exceto em crianças maiores e nas áreas de atendimento intensivo, apesar de existir equipamento para medida em todos os locais. A qualidade
das medidas foi baixa, comparativamente, a padrões estabelecidos.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-729
Fatores de risco para aterosclerose subclínica em crianças assintomáticas do Sul do Brasil
Verçoza AMT, de los Santos CA, Baldisserotto M, d’Ávila DOL, Bender AM, Lazaretti AS
Hospital São Lucas da PUCRS, Faculdade de Medicina Porto Alegre,Hospital São Lucas da PUCRS, Faculdade de Medicina, Porto Alegre, Hospital São Lucas da
PUCRS, Faculdade de Medicina Porto Alegre, Hospital São Lucas da PUCRS, Faculdade de Medicina Porto Alegre, Hospital São Lucas da PUCRS, Faculdade de
Medicina Porto Alegre, Hospital São Lucas da PUCRS, Faculdade de Medicina Porto Alegre
Introdução: A aterosclerose pode iniciar na infância. O processo depende do número e da extensão dos fatores de risco e é um preditor para risco de doença cardiovascular (DCV) na vida adulta. Os fatores de risco para aterosclerose subclínica são similares para doença clínica. A espessura da íntima–média da artéria carótida
(EIMAC) é a medida da aterosclerose subclínica e é preditor de subseqüentes eventos vasculares. ObjetivoS: O Objetivo do estudo foi de examinar as associações
da espessura da íntima–média da artéria carótida (EIMAC) com fatores de risco conhecidos, em crianças assintomáticas brasileiras. Pacientes e métodos: Noventa
e três crianças assintomáticas foram examinadas História familiar de DCV, dados antropométricos, demográficos e clínicos foram coletados. Escores Z dos índices de massa corporal (IMC) individuais foram calculados. Glicose plasmática, frações lipídicas, fibrinogênio e Proteína–C reativa (PCR) foram determinadas.
Ultrassonografia de alta resolução avaliou o EIMAC. Escores z do IMC, a média do EIMAC composto (c-EIMAC) e quartis do colesterol total (COL) e a fração
de lipoproteína de alta densidade (HDL) foram utilizados nas análises estatísticas. Resultados: A idade variou de 49-169 meses; 49 eram do sexo masculino. Os
meninos apresentaram EIMAC significativamente aumentada (0,46+-0,06mm versus 0,43+-0,06mm; P=0,028). Os níveis de triglicerídeos (TRI) foram significantemente mais elevados em crianças com sobrepeso ou obesas (P≤0,010). Os escores z do IMC e sobrepeso/obesidade associam-se positivamente com EIMAC
(r=0,259;P=0,012 e rS= 0,230; P= 0,027, respectivamente). Em um modelo de regressão linear multivariada, somente sobrepeso/obesidade e sexo relacionaram-se
com EIMAC (R²=0,125; P=0,002). Conclusão: Sexo masculino com sobrepeso ou obesidade foram fatores de risco parar EIMAC aumentado. História familiar
de doença cardiovascular não se relacionou com EIMAC.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-24
Avaliação da Qualidade de Vida e Correlação com Metas do Tratamento Hemodialítico em Portadores
de Insuficiência Renal Crônica
Jeronimo ALC,Braga AA,Bezerra ALV,Farias GFA,Monteiro LV,Madeira MP,Kubrusly M
Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza e Faculdade de Medicina Christus,Faculdade de Medicina Christus Fortaleza,Faculdade de Medicina Christus
Fortaleza,Faculdade de Medicina Christus Fortaleza,Faculdade de Medicina Christus Fortaleza,Faculdade de Medicina Christus Fortaleza,Faculdade de Medicina
Christus Fortaleza
Introdução: Os pacientes com Insuficiência Renal Crônica (IRC) dialítica podem apresentar alterações físicas e emocionais, associadas ao tratamento, que são fatores
limitantes de suas atividades diárias e de rotina, promovendo isolamento social, perda de emprego, afastamento dos amigos, diminuição da atividade física, disfunção
sexual e depressão.Existem vários instrumentos que avaliam a qualidade de vida (QV) em pacientes submetidos a terapia dialítica, dentre eles o Kidney Disease and
Quality of Life Short-Form (KDQOL-SFTM), o questionário mais completo disponível no Brasil e que inclui o MOS 36 Item Short-Form Health Survey (SF36),
como uma medida genérica que avalia a saúde geral do indivíduo. Objetivo Geral: Avaliar a QV dos pacientes em programa de hemodiálise em um hospital público
de Fortaleza–CE e correlacionar com as metas terapêuticas da diálise. Materiais e Métodos: Estudo transversal, analítico-descritivo. A coleta de dados foi realizada
através do SF-36 e os dados laboratoriais (albumina, hemoglobina (Hb), Kt/V e fósforo), ausência de cateter, comorbidades, idade, sexo e tempo em diálise, a partir
dos prontuários médicos. As metas de eficácia dialítica foram: albumina ≥ 4,0 g/dl, Hb ≥ 11 g/dl, Kt/V ≥ 1,2, 3,5≤P≤5,5 (mg/l). O método de regressão linear multivariada para análise de parâmetros de QV com ajuste de indicadores de qualidade foi aplicado na análise estatística Resultados: Foram avaliados 83 pacientes, 56,6%
homens e 43,4% mulheres, com idade média 55,9 ± 15,0 e 53,6 ± 14,4 anos, respectivamente. O tempo médio de HD nesses pacientes foi de 59,1 meses. Não houve
diferença estatística entre os sexos, idade e o tempo de HD. A capacidade funcional foi superior nos homens (p<0,05). No domínio vitalidade foram encontradas
diferenças significativas nos pacientes com Hb ≥11 g/dl (p=0,037), no domínio Saúde Mental foram encontradas diferenças nos pacientes com nível de fósforo na
faixa preconizada (p=0,05). Nos pacientes que cumpriram uma, duas ou três metas de eficácia do tratamento dialítico houve diferença apenas na vitalidade, que foi
menor naqueles que cumpriram apenas uma meta (p<0,05). Conclusão: Atingir metas terapêuticas no tratamento dialítico pode ser importante para melhor QV desta
população. Observou-se melhor vitalidade nos pacientes com Hb ≥11 e melhor sanidade mental nos com fósforo na faixa preconizada.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-72
Evolução do perfil de transporte peritoneal, função renal residual e risco de mortalidade em uma
população em diálise peritoneal
Cláudia Ribeiro,André de Sousa Alvarenga,Priscilla Rossi de Lima,Alessandra Marie Braga,Mariana Regina Pinto Pereira
Santa Casa de Belo Horizonte,Santa Casa de Belo Horizonte,Santa Casa de Belo Horizonte,Santa Casa de Belo Horizonte,Santa Casa de Belo Horizonte
Introdução No Brasil menos de 10% dos pacientes em terapia renal substitutiva (TRS) o fazem por diálise peritoneal (DP). Nos últimos 10 anos, embora a população em TRS tenha aumentado, o numero de pacientes em DP tem diminuído. Entender melhor a evolução destes pacientes é fundamental para novas estratégias
terapêuticas. Objetivo Avaliar fatores de risco para mortalidade em pacientes em DP no Centro de Nefrologia da Santa Casa de Belo Horizonte e a evolução do perfil
de transporte peritoneal e função renal residual. Métodos Foram analisados dados de pacientes incidentes e prevalentes em DP entre maio de 2008 e março de 2012.
Um total de 127 pacientes tiveram seus dados analisados, entre os quais, idade, sexo, IMC, tempo em TRS e em DP, diabetes, PET (teste de equilíbrio peritoneal),
Kt/V renal e peritoneal, volume de diurese, volume de ultrafiltração (UF) em 24h, peritonite e albumina. Para análise estatística foram utilizados teste t não pareado
com correção de Welch’s, teste de Mann Whitney, teste exato Fisher’s e teste de Kusskal-Wallis com pós teste de Dunnett. Resultados Houve redução significativa do
Kt/V renal ao final do período de acompanhamento e do volume de UF em 24h com dois anos de acompanhamento. Não houve alteração significativa nos valores
de PET, Kt/V peritoneal e Kt/V total. Os pacientes que morreram eram significativamente mais idosos (66,32+_ 2,8 x 56,52+- 1,51; p=0,0037), tinham menos
diurese residual (0,38Lx 0,850L/24h; p=0,0018) no início do período e menor albumina sérica ao final do período de acompanhamento (2,86+- 0,1 x 3,2+-0,07 g/
dL; p=0,0086). Para as demais variáveis não houve diferença entre os grupos. Conclusão Nesta população pacientes em DP mais idosos, com menor diurese e menor
albumina sérica apresentaram maior risco de morte. A redução do Kt/V renal em 4 anos foi significativa considerando todos os pacientes.
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SEÇÃO POSTER
P-118
O escore de Framinghan de pacientes renais crônicos em hemodiálise
Danilo Hojo Navarro, Lilian CA Rosinha, Carolina S Wagner, Tatiana Iutaka, Viviane S Kikuta, Maria Helena C Franco, Pedro Jabur, Luiz Antonio Miorin
Santa Casa de São Paulo, Santa Casa de São Paulo, Santa Casa de São Paulo, Santa Casa de São Paulo, Santa Casa de São Paulo, Santa Casa de São Paulo,Santa
Casa de São Paulo,Santa Casa de São Paulo
Introdução: As doenças cardiovasculares são importante causa de morte no mundo, e os principais fatores de risco clássicos para essas doenças são a hipertensão arterial, a dislipidemia, tabagismo, diabetes, sexo e idade. O Escore de Framingham, leva em conta esses parâmetros para estratificar o risco coronariano. Apesar disso
a sua aplicabilidade têm sido discutida em pacientes com doença renal crônica, em que muitos outros fatores de risco adicionais estão envolvidos, e não se consegue
obter o mesmo padrão de risco estimado para as outras populações, inclusive com estudos de pacientes em estágios não finais da doença renal. Objetivos: Estudar o
escore de Framinghan de pacientes em hemodiálise e correlacionar os Resultados com cálcio, fósforo, paratohormônio (PTH), produto Ca x P, albumina, fosfatase
alcalina (FA), e proteína C reativa (PCR). Métodos: Cincoenta e dois pacientes maiores de 18 anos em programa de hemodiálise 3 vezes por semana, com etiologias:
15 hipertensão, 22 glomerulonefrite, 11 diabetes, e 4 com outras causas, foram estudados pelo escore de Framinghan e os Resultados correlacionados com Ca, P, PTH,
produto Ca x P, PCR, e FA, e albumina, através de teste de regressão linear. Resultados: idade: 49,8 + 15,9 anos, 28 homens e 24 mulheres. 15,7% apresentaram alto
risco; 66,6 % com médio risco e 17,5 % com baixo risco. O escore de Framinghan apresentou valores que se correlacionaram com PTH (r = 0,290, p<0,001), PCR
(r=0,192, p<0,001), CaxP (r=0,049, p=0,049), FA (r=0,206, p<0,001). Conclusão: Apesar da presença de outros fatores de risco como a anemia, uremia e a própria
hemodiálise, que caracterizam a população de renais crônicos em tratamento dialítico, encontramos na nossa casuística pequena correlação entre o escore de Framinghan e PTH, CaxP, PCR e FA.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-29
Avaliação do desempenho dos serviços de diálise em Belo Horizonte, no período de março a junho de 2011
Reis FCL, Dayrell M, Saraiva FMC, Silva BMVC, Drummond MCF, Carvalhais MC
Comissão Municipal de Nefrologia e Transplantes Belo Horizonte
Introdução: Em Belo Horizonte existem 12 serviços credenciados pelo SUS para tratamento dialítico. A qualidade da assistência prestada foi avaliada sistematicamente pelos membros da Comissão Municipal de Nefrologia e Transplantes (CMNT), baseados no conceito de que organização dos processos de trabalho constitui-se um
dos atributos da avaliação da qualidade da atenção à saúde. Objetivo: Realizar a avaliação de desempenho dos serviços de diálise que prestam assistência aos pacientes
do SUS-BH. Metodologia: Vistorias realizadas pela equipe multidisciplinar da CMNT aos Centros de Diálise entre 18 de março a 10 de junho de 2011, para avaliação dos processos de trabalho dos serviços e para realização amostral de entrevistas com os pacientes, abordando a satisfação com o tratamento. Resultados: Não foi
observada distinção de tratamento quando comparados os pacientes cobertos pelo SUS e pelos convênios. Somente 50% dos serviços realizam reuniões interdisciplinares regulares. Houve discrepâncias entre os serviços quando avaliado o quantitativo de profissionais não médicos por número de pacientes atendidos. A aplicação e
o monitoramento dos indicadores para avaliação do desempenho dos serviços são adotados em 06 dos 12 serviços. A CMNT identificou problemas, tanto na oferta
de confecções de fístulas arteriovenosas quanto no atendimento às suas complicações, em quase todos os serviços, atribuídos à deficiência de profissionais qualificados.
O atendimento da faixa etária pediátrica está concentrado em apenas 03 serviços e há necessidade de profissionais com qualificação diferenciada, nem sempre disponível. O transporte foi identificado como um problema, uma vez que um número expressivo de pacientes depende do transporte público especial e isto interfere na
qualidade de vida e no tratamento. Foram identificadas iniciativas inovadoras desenvolvidas em vários serviços, muitas vezes desconhecidas pela Gestão e pelas outras
clínicas. Conclusões: Pelas suas características, o tratamento dialítico gera forte vinculação dos pacientes com as equipes dos serviços. O modelo de atenção centrado
na assistência médica tem se mostrado insuficiente para abordagem e acompanhamento dos pacientes portadores de insuficiência renal crônica nos aspectos psíquicos,
sociais e clínicos. Prevalece uma atuação tímida dos outros profissionais da equipe, o que pode sugerir uma necessidade de iniciativas que propiciem a integração entre
os pacientes, familiares e as equipes.
240
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-406
Classificação das glomerulonefrites membranoproliferativas não lúpicas de acordo com a presença de
depósitos de imunoglobulinas nas imunofluorescências das biópsias renais
Maia RMA,Nihei CH,Silva LTTL,Barros RT,Jorge LB,Dias CB,Woronik V
HCFMUSP,HCFMUSP,HCFMUSP,HCFMUSP,HCFMUSP,HCFMUSP,HCFMUSP
Objetivo: Comparar a apresentação clínica inicial e o seguimento destes pacientes./ Casuística e Métodos: Estudo retrospectivo que avaliou a apresentação clínica e
laboratorial no diagnóstico e o seguimento nos 95 pacientes com biópsias renais compatíveis com glomerulonefrite membranoproliferativa (GNMP) não lúpica dentre 1641 biópsias realizadas em um centro no período de 1999 a 2011. Foram excluídas 25 biópsias devido aos dados histológicos e clínicos insuficientes, restando
70 pacientes para análise./ Resultados: Foram observados depósitos de imunoglobulina (Ig) na imunofluorescência (IF), predominantemente IgG em 54 pacientes
(77,1%), enquanto 16 pacientes (22,8%) não apresentou depósitos de Ig. Dentre os pacientes sem depósito de Ig, 6 apresentaram depósitos de C3 e 10 foram negativos. A comparação entre os dados são demonstrados na tabela 1. Dentre os pacientes com GNMP Ig positiva, 23 (42,6%) apresentavam doenças associadas: 5
esquistossomose, 4 HCV, 1 HBV, 1 HIV, 2 HCV + HBV, 1 hanseníase, 2 doenças auto imunes, 2 neoplasias, 4 cirróticos e 1 esferocitose. Nos pacientes sem depósito
de Ig foram encontradas associação em 6 (37,5%) com: HCV em 4 e neoplasia em 2. No seguimento durante 3 anos e meio (3.2-4.0), foi observada DRC estadio 5
em 21,2% naqueles com Ig positiva e 37.5% nos pacientes com IF negativa para Ig, porém não houve diferença entre os grupos./ Conclusão: Não houve diferença
entre os grupos considerando apresentação clínica e laboratorial inicial, além da evolução para cronicidade. HCV e neoplasias foram associadas aos dois grupos, o que
é incomum na literatura mundial.
Tabela 1
Idade (anos)
Sexo (n\%) Masculino
Cor (n\%)
Branco
Afroamericano
Creatinina sérica (mg\dL)
eGRF pelo MDRD (mL\min\1.73m2)
Albumina sérica (g\dL)
Proteinúria (g\dia)
Hematúria (n\%)
Fração C3 do complemento baixa (%)
Fração C4 do complemento baixa (%)
Apresentação clínica (%):
Síndrome nefrótica/Síndrome nefrítica
GNMP com Ig
na IF (n= 54)
45.9±15.1
34\62.9
GNMP sem Ig
na IF (n=16)
42.3±19.4
10\62.5
32\59.2
22\40.7
1.8(1.1–3.2)
48.4±35.3
2.4 (2.0–3.0)
5.1±3.2
41\75.9
48.1
31.4
13\81.2
3\18.7
2.2±1.5
43.7±31.3
2.5±0.6
3.7±3.0
12\75
50
25
NS
64.8/5.5
43.7/18.7
NS
241
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
P
NS NS
NS
NS
NS
NS
NS
NS
NS
SEÇÃO POSTER
P-407
Complexo Lesão Mínima/Glomeruloesclerose segmentar e focal (CLM/GESF): Afinal, o paciente tem
LM ou GESF? Lições do estudo PROGLOM
Calazans RM,Carneiro MF,dos-Santos WL,Rocha PN
Faculdade de Medicina da Bahia UFBA,Hospital Geral Roberto Santos BA,FIOCRUZ BA,Faculdade de Medicina da Bahia UFBA
Introdução: Lesão mínima (LM) e glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) causam síndrome nefrótica em adultos. Na LM, os glomérulos são normais à microscopia ótica (MO) e imunofluorescência (IF). No entanto, como a GESF é uma doença focal, há um cuidado dos patologistas em diagnosticar a LM, principalmente quando o número de glomérulos na biópsia é baixo. Assim, surge a entidade Complexo LM/GESF (CLM/GESF), cabendo ao clínico realizar a distinção.
Objetivo: Comparar aspectos clínicos e laboratoriais entre pacientes com LM, GESF e CLM/GESF. Casuística e Métodos: O estudo prospectivo de glomerulopatias
(PROGLOM), em andamento no Hospital Geral Roberto Santos, Salvador-BA, inclui todos pacientes internados com doença glomerular confirmada por biópsia
renal. O diagnóstico de GESF foi estabelecido quando havia ao menos uma lesão de esclerose segmentar na biópsia. O diagnóstico de LM requeria MO normal em
amostra com 20 ou mais glomérulos; nas amostras com menos de 20 glomérulos, optou-se pelo diagnóstico de CLM/GESF, pelo risco de haver GESF não amostrada. Nas três categorias a IF era negativa ou não significativa. Resultados: Entre Dezembro/2007 e Maio/2012, foram estudados 153 pacientes. Destes, 8 tinham LM,
16 CLM-GESF e 24 GESF. Conclusões: Os pacientes com diagnóstico de CLM/GESF têm características clínicas e laboratoriais comuns a ambas patologias. Para
algumas variáveis, como história de HAS, CLM/GESF assemelhou-se mais a GESF. Para outras variáveis, como a hematúria e proteinúria de 24 horas, CLM/GESF
aproximou-se mais da LM. Por fim, para variáveis como a creatinina sérica, o grupo CLM/GESF assumiu valores intermediários. Portanto, torna-se muito difícil para
o clínico determinar, numa avaliação inicial, se o paciente cujo laudo da biópsia revela CLM/GESF, tem na verdade LM ou GESF. O seguimento ambulatorial e a
resposta terapêutica poderão contribuir.
Idade (mediana), anos
Homens %
Não-brancos %
História de HAS %
Edema facial %
Edema MMII %
Urina espumosa %
Hematúria (>15/cp) %
Proteinúria 24h (mediana), g
Creatinina (mediana), mg/dl
Albumina (mediana), g/dl
Colesterol total (mediana), mg/dl
Triglicerídeos, mg/dl
Número de Glomérulos (mediana)
Fibrose intersticial (>10%), %
LM
(n=8)
37
62,5
87,5
12,5
75,0
87,5
62,5
12,5
7638
0,9
1,7
300
195
26
0,0
CLM/GESF
(n=16)
36
62,5
68,8
50,0
56,3
87,5
68,8
14,3
6005
1,2
1,5
334
286
14
12,5
GESF
(n=24)
32
45,8
75,0
41,7
58,3
66,7
50,0
30,4
3393
1,5
1,7
365
232
21
47,8
p*
0,60
0,59
0,68
0,20
0,79
0,33
0,50
0,50
0,48
0,41
0,97
0,36
0,07
0,00
0,01
*Qui-quadrado (cat.) ou Kruskal-Wallis (cont.) a resposta terapêutica poderão contribuir.
242
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-44
Comparação da avaliação da volemia de pacientes hemodialíticos através de ultrassom de veia cava
inferior por ecocardiografista e nefrologista
Pazeli Jr JM,Vidigal DF,Fernandes NM,de Paula RB,Colugnati F,Sanders-Pinheiro H
NIEPEN-UFJF/WINFOCUS,FAME-Barbacena,NIEPEN-UFJF,NIEPEN-UFJF,NIEPEN-UFJF,NIEPEN-UFJF
Introdução: A avaliação objetiva da volemia é fundamental em pacientes dialíticos. A avaliação ultrassonográfica do diâmetro expiratório veia cava inferior (VCIEx) e
do seu índice de colabamento à inspiração (ICVCI) tem boa correlação com a pressão venosa central e com peso seco. A necessidade de um imaginologista ou ecocardiografista tem dificultado a disseminação do método. Por outro lado, cresce a utilização da ultrassonografia (US) pelo médico não imaginologista. Objetivos: Avaliar
se a determinação da volemia através do VCIEx e do ICVCI realizada por médico nefrologista, sem treinamento formal, utilizando equipamento de US é similar ao
exame convencional realizado por ecocardiografista em ecocardiógrafo (ECO). Método: Foram realizadas 100 avaliações do VCIEx e do ICVCI em 50 pacientes portadores de doença renal crônica em hemodiálise, sendo que cada pesquisador avaliou 25 pacientes utilizando o ECO e 25 usando US. Os pacientes foram avaliados
no período inter-diálitico, consecutivamente pelos dois pesquisadores, cegos entre si, e classificados através do VCIEx e do ICVCI em hipo, normo ou hipervolêmicos.
As classificações volêmicas realizadas pelo nefrologista e ecocardiografista foram comparadas através do Teste do Qui-quadrado. Avaliou-se o coeficiente de correlação
intraclasse entre os pesquisadores e os equipamentos. As variáveis categóricas foram comparadas pelo Kappa e pelo Bland-Altman. Resultados: A classificação volêmica
pelo VCIEx avaliada pelos pesquisadores com ambos os equipamentos foram coincidentes em 91,7 e 88% das medidas (Kappa 0,87 e 0,78). A classificação volêmica
pelo ICVCI coincidiu em 95,8 e 76% (Kappa 0,93 e 0,64). As melhores correlações foram observadas quando o nefrologista utilizou US e o cardiologista utilizou
o ECO. Conclusão: Houve similaridade entre as classificações volêmicas realizadas, sugerindo que um médico nefrologista após treinamento direcionado, com US
pode obter Resultados semelhantes aos obtidos pelo ECO. Estes achados corroboram estudos anteriores que mostraram que médicos não imaginologistas conseguem
utilizar US para fins específicos após treinamento curto. Esperamos incentivar a disseminação da avaliação da VCI pelo nefrologista para determinação do peso seco
de pacientes dialíticos.
243
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-454
Terapia imunossupressora tripla para crianças com Síndrome nefrótica idiopática (SNI) de difícil manejo:
córtico-resistente e córtico-dependente
Schvartsman BGS,Vaisbich MH,Padovan FL,Henriques LH
Instituto da Criança-HCFMUSP, Instituto da Criança-HCFMUSP, Instituto da Criança-HCFMUSP, Instituto da Criança-HCFMUSP
Introdução:A SNI de difícil manejo, córtico-resistente (CR) e córtico-dependente (CD) é um desafio. Diferentes esquemas terapêuticos têm sido propostos.
Objetivo:Relatar a evolução de pacientes com SNIsubmetidos à terapia tripla (TT).Casuística e Métodos: O protocolo de TT incluiu prednisona (PDS), micofenolato de mofetila e tacrolimo (nível sérico no vale:3-5 ng/ml). Avaliação:semanal no primeiro mês, quinzenal no segundo e mensal posteriormente.Consultas e exames
extras foram realizados se necessários. Critérios de inclusão:pacientes comSNI não responsivos a diferentes imunossupressores, com depuração de creatinina ≥ a 90 ml/
min/1,73m2SC, ambos os sexos, aderentes ao tratamento e com sinais de toxicidade à PDS. Variáveis analisadas: remissão completa ou parcial, duração da remissão,
suspensão ou redução da PDS, no de recidivas e de infecções, comparando 12 meses prévios e os meses após à TT. Resultados: A Tabela abaixo mostra as características
dos 5 pacientes incluídos. Houve redução na dose de PDS em todos os casos, sendo que no paciente 4 foi possível sua suspensão após 6 meses com a TT. O número de recidivas diminuiu de 5,8±4,1 para 2,4±4,3 episódios/ano e o número de infecções foi de mediana= 2 (1 a 5) no ano anterior para 1 (0-10) no ano seguinte.
Houve redução significativa nos níveis de colesterol total (p=0,05) e de lipoproteína de baixa densidade (LDL) (p=0,04). Conclusões: Nossos Resultados sugerem um
benefício da TT em crianças com SNI refratária, com redução na dose de PDS e do no de recidivas com preservação da função renal. Estudos maiores são necessários
para comfirmar estes achados.
Características
sexo
idade de início da SNI
idade de início TT
Tipo de SNI
Histologia na 1a biópsia
duração da SNI antes da TT (meses)
Resposta à TT
Tempo de TT (meses)
Paciente 1
M
7a 9m
8a 1m
CR
GESF 30%AT+FI
4
remissão parcial
6
Paciente 2
M
1a 6m
10
CR
LHM
102
remissão completa
5
M=masculino, F=feminino, GESF=glomerulosclerose segmentar e focal, AT=atrofia
244
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
Paciente 3
M
7a 3m
12a 5m
CR
LHM
62
remissão parcial
14
Paciente 4
M
4a
12a 6m
CR
LHM
102
remissão completa
8,5
Paciente 5
F
4a 4m
13a 11m
CD
GESF 10%AT+FI
115
remissão parcial
7,5
SEÇÃO POSTER
P-623
Grupo pós transplante renal: uma atuação multidisciplinar
Autores xxxxxx
Titulações xxxxxx
O transplante renal (Tx) é considerado atualmente o tratamento que oferece melhor qualidade de vida ao paciente renal crônico. Entretanto, diversos pesquisadores têm
questionado o sucesso do transplante considerando variáveis psicossociais como percepção da qualidade de vida e adesão ao tratamento. Diante desta nova perspectiva, a
equipe multidisciplinar do Serviço de Transplante renal do ICHC/FMUSP, optou por desenvolver um programa de sensibilização e orientação aos pacientes transplantados renais atendidos no serviço de todas as faixas etárias e tempo de transplante. Objetivo: Fornecer informações sobre cuidados de enfermagem, nutrição, inserção
social, questões emocionais no pós-transplante à pacientes e cuidadores, além de mapear as necessidades de informação específicas desta população. Além disso, o grupo
de orientação tem a função de estimular trocas de experiências entre os pacientes sob supervisão dos profissionais e desmitificar crenças oriundas de vivências pessoais.
MÉTODOLOGIA: Todos os pacientes transplantados renais no serviço, sem restrição de tempo de Tx, são convidados a participar através de informativo e portfólio
anexado na filipeta de retorno de consulta. São realizadas reuniões semanais (1x por semana) de uma hora com pacientes transplantados renais e cuidadores. É ministrada
palestras eduacativas pela equipe multidisciplinar, oferecendo informações sobre diversos temas,. Ao final das apresentações é aberto um espaço para dúvidas e trocas de
experiências entre equipe, pacientes e cuidadores. Resultados: O grupo tem provocado na equipe a sensação de que o cuidado pós-transplante é tão importante quanto o
cuidado pré-transplante. Também esperamos que, com o mapeamento, possamos direcionar intervenções mais específicas para esta população. Outro resultado esperado
é a melhora da relação equipe-paciente aumentando o acesso de ambos a informações e dificuldades enfrentadas no período do pós-transplante. Conclusões: A nossa experiência tem demonstrado que apesar de complexo e temeroso o processo do pós-transplante pode ser mais fácil se compartilhado pela equipe e paciente. Aumentando
a adesão e a percepção dos pacientes dos benefícios que podem adquirir se acolhidos pela equipe do serviço.
245
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-323
Prevalência de arritmias cardíacas em doentes renais crônicos sob tratamento hemodialítico
Luiza R Urizzi, Amanda S Orlando, Juliana L Santos, Jéssica Micaeli Landre, Rogério Y Matsuda, Jenner Cruz, Rui Alberto Gomes
Universidade de Mogi das Cruzes,Universidade de Mogi das Cruzes,Universidade de Mogi das Cruzes,Universidade de Mogi das Cruzes,Instituto de Nefrologia de
Mogi das Cruzes,Instituto de Nefrologia de Mogi das Cruzes,Instituto de Nefrologia de Mogi das Cruzes/Universidade de Mogi das Cruzes
Introdução: A doença cardíaca responde por 43% de todas as causas de mortalidade nos pacientes com doença renal crônica. A mortalidade por causa cardiovascular
é cerca de dez a vinte vezes maior no renal crônico do que na população geral. Segundo dados americanos, as arritmias cardíacas são as principais causadoras dessas
mortes. Seus mecanismos estão presentes em 58% dos pacientes em diálise peritoneal e em 64% dos pacientes em hemodiálise. A variação súbita do potássio extracelular, cálcio e níveis de pH podem ser fatores que contribuem para a gênese de um desequilíbrio elétrico nas células cardíacas, concorrendo para as arritmias, dentre
elas a fibrilação atrial (FA). Objetivos: Identificar a prevalência de arritmias cardíacas, em especial da fibrilação atrial, em pacientes sob tratamento hemodialítico.
Casuística e Métodos: Foram avaliados 251 pacientes em tratamento hemodialítico no Instituto de Nefrologia de Mogi das Cruzes, sendo 144 pacientes do sexo masculino (57,3%) e 107 do feminino (42,7%); média de idade de 56,5 ± 14,3 anos; raça branca 56,1%, negra 31,8% e amarela 11,6%. Diabéticos: 86 (34,2%). Tempo
médio de tratamento dialítico: 41,69 ± 39,55 meses. Foi realizado estudo observacional transversal dos eletrocardiogramas (ECG) de repouso, realizados na rotina de
avaliação destes pacientes. Resultados: Encontramos ritmo sinusal em 232 pacientes (92,4%), bradicardia sinusal em 12 (4,7%), taquicardia sinusal em 11(4,3%),
arritmia sinusal em 5 (2,0%), extrassístoles ventriculares em 16 (6,3%), extrassístoles atriais em 10 (4,0%), fibrilação atrial em 5 (2,0%), marcapasso migratório atrial
em 3 (1,2%) e ritmo atrial multifocal em 2 (0,8%). Conclusões: As arritmias cardíacas foram pouco prevalentes (7,6%). A prevalência de FA, considerada uma importante causa de mortalidade cardiovascular, foi de 2%, diferentemente de dados de literatura, que apontam para 4,2% a 27% de prevalência no paciente com DRC
em estágio avançado ou dialítico, em diferentes estudos. É multifatorial a causa de arritmias cardíacas nestes indivíduos: cardiopatia estrutural, isquêmica, distúrbios
eletrolíticos, hipertrofia ventricular, hipertensão arterial, hiperparatireoidismo, etc. A idade avançada e o maior tempo em diálise também colaboram para aumentar
a prevalência de arritmias, especialmente da FA. A média de idade (56 anos), abaixo da faixa idosa e o tempo médio em HD (41 meses) de nossos pacientes podem
explicar a baixa prevalência encontrada.
246
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-820
Evolução de medidas antropométricas, função renal e parâmetros bioquímicos no primeiro ano de
transplante renal em crianças em serviço de atendimento terciário
Vaisbich MH, Henriques LS, Watanabe A, Metran CC,Silva JDM, Mioto BM, Schvartsman BGS
Instituto da Criança-HCFMUSP,Instituto da Criança-HCFMUSP,Instituto da Criança-HCFMUSP,Instituto da Criança-HCFMUSP,Instituto da Criança-HCFMUSP,Instituto da
Criança-HCFMUSP,Instituto da Criança-HCFMUSP
Introdução: A evolução de pacientes pós-transplante renal (Tx) em serviço de atenção terciária ainda é incerta, devido as diferentes intercorrências pós Tx. Objetivo:
Avaliar as alterações antropométricas,bioquímicas e do ritmo de filtração glomerular(RFG) em crianças após Tx em serviço terciário com protocolo com esteróides.
Pacientes e Métodos:Entre Julho de 2008 e Março de 2012 foram realizados 35 Tx em nosso serviço e selecionamos os com sobrevida (paciente e enxerto) de ao menos 1 ano. Variáveis: Z score do peso, estatura e Índice de Massa Corpórea (IMC), RFG pela Fórmula de Schwartz, colesterol total, LDL, triglicérides, Hemoglobina
(Hb), Fosfatase alcalina (FA), iPTH e albumina sérica. Resultados:Incluídas 19 crianças (15 meninos). A idade ao Tx foi de 9,7±3,2 anos; 12 pacientes portadores
de uropatia, 1 cistinose nefropática, 1 Glomerulonefrite membrano-proliferativa tipo 1, 1 Doença de Alport, 1 Síndrome hemolítico-urêmica, 1 DRC 5 pós IRA
neonatal e 2 casos com causa desconhecida. Características do Tx: 5 doadores vivos relacionados, 2 não relacionados e 12 falecidos; 11 pacientes > 3 mismatches.
Indução: 14 pacientes de baixo risco imunológico receberam basiliximab e 5 de alto risco (2 da raça negra, 2 com > 5 transfusões prévias e 1 caso painel 69% classe 2)
timoglobulina. Imunossupressão inicial incluiu prednisona, tacrolimus e micofenolato mofetil. Três Tx foram preemptivos, 11 fizeram diálise peritoneal (DP) , 4 hemodiálise (HD) e 1 caso fez HD+DP (Δt=30,6±22,7 meses) . A Tabela abaixo mostra a evolução antropométrica durante o seguimento, T0= momento do Tx. Houve
aumento do RFG do mês 3 para o ano 1 pós Tx (p=0,05) com aumento nos níveis de Hb (p=0,05) e de FA (p=0,04). Não houve correlação significativa entre tempo
de isquemia fria e RFG no mês 3 e ano 1; porém, houve correlação significativa entre maior número de mismatches e maior RFG com ano 1. Nos demais parâmetros analisados Não foram detectadas diferenças significativas. Conclusões: Houve melhora dos índices antropométricos durante o tempo de seguimento, sendo mais
significativo o ganho de peso e do IMC. Esta melhora foi acompanhada de aumento nos níveis de Hb, FA e do RFG.
Z score
Peso
Estatura
IMC
T0
- 1,87±0, 38
-2,10±0,34
-0,59±0,24
mês 1
- 1,09±0, 34
-1,98±0,32
0,27±0,21
Ano 1
- 0,71±0, 31
-1,66±0,29
0,39±0,23
247
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
T0 vs mês 3
p<0,0001
P=0,14
P<0,001
mês 3 vs ano 1
p<0,0001
P=0,007
P=0,84
T0 vs ano 1
p=0,003
P=0,004
P<0,001
SEÇÃO POSTER
P-555
Intoxicação exógena por metanol: um desafio diagnóstico e terapêutico
Gama AP,Mohrbacher S,Sanjuan A,Mazon FJN,Prada LFL,Luz-Neto ER,Macedo E
Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina da USP,Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina da USP,Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina da USP,
Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina da USP,Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina da USP,Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina da USP,
Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina da USP
No Brasil, não existem dados acerca da intoxicação por metanol. Nos EUA, é estimado que ele seja responsável por 2000 intoxicações por ano. Sabe-se que 10ml de
etanol puro é capaz de causar cegueira permanente e que 30 ml é potencialmente fatal. Relatamos o caso de um homem etilista de 56 anos que foi transferido para nosso serviço com cegueira inexplicada e acidose metabólica normoclorêmica refratária. O exame neurológico da admissão revelou amaurose, midríase não-fotossensível
e hiperemia de mácula. Laboratorialmente, apresentava pH 6.796, HCO3- 4.3mmol/L, anion gap 26.7mEq/L e gap osmolar 33.5mOsm/kg. Diante da suspeita de
intoxicação exógena e do exame clínico sugestivo de intoxicação por metanol, foi solicitado dosagem sérica deste álcool, que resultou positiva em 38mg/dl. Foi optado
por tratá-lo com etanol endovenoso e hemodiálise (em método contínuo, em virtude da instabilidade hemodinâmica). O etanol foi mantido até a normalização do
anion gap, sendo suspenso após 30 horas. Já o suporte dialítico foi mantido por cerca de 36 horas, até a normalização do gap osmolar. Apesar da apresentação tardia
(presumivelmente dois dias após exposição) e do pH extremamente baixo, o doente recebeu alta do nosso serviço com recuperação parcial da visão (embora mantivesse
parkinsonismo, resultado da ação tóxica do ácido fórmico nos núcleos da base, conforme Ressonância Magnética). Uma vez que o ácido fórmico (produto do metabolismo do metanol pela álcool desidrogenase) é o metabólito potencialmente fatal, o tratamento dessa intoxicação é pautado na inibição competitiva dessa enzima. O
etanol é uma alternativa aceitável no Brasil, em que a droga de escolha (fomepizol), não está disponível. Como o metanol é uma molécula pequena com elevado pKa,
apresenta um elevado volume de distribuição em pH sanguíneo. Portanto, a depuração dessa molécula é lenta. Em situações severas, a terapia dialítica está indicada e
deve ser mantida até a normalização do gap osmolar. O presente caso reforça necessidade de manter sempre um alto índice de suspeição para as intoxicações exógenas,
bem como a importância de oferecer uma terapêutica imediata. São raros os casos relatados de desfechos positivos (tanto de sobrevida quanto de recuperação visual)
em intoxicações por metanol que se apresentam tão tardiamente e com pH de entrada tão baixo. Portanto, a terapêutica com etanol e hemodiálise é uma alternativa
viável no Brasil, desde que iniciadas imediatamente e sejam bem-monitorizadas.
248
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-387
Vitamina D é capaz de minimizar os efeitos causados pela nefropatia induzida por puromicina
Maquigussa E, Pereira Lg, Arnoni Cp, Boim Ma
UNIFESP, UNIFESP, UNIFESP, UNIFESP
Introdução: Proteinuria desempenha um papel fundamental nas mudanças tubulointersticiais que conduzem à insuficiência renal. O aumento na captação de proteínas pelas células tubulares pode induzir a modificação fenotípica das células epiteliais resultando em um fenótipo fibroblástico. Esse processo é denominado transição
epitélio mesenquimal (TEM) e pode ser mediado pela ativação do sistema renina angiotensina (SRA), do TGF-β1 e do NF-κB, com ativação da resposta inflamatória,
imunológica e culminando com fibrose tubulointersticial. Ferramentas que interfiram nesses mecanismos podem ter utilidade terapêutica. A Vitamina D (Vit D)
exerce um efeito renoprotetor em patologias de diversas etiologias, por reduzir a ativação do NF-kB e por suprimir a expressão do gene da renina. Este trabalho avaliou o efeito da suplementação de Vit D, calcitriol, sobre a expressão de marcadores pró-fibróticos no modelo de nefropatia por proteinúria induzida por puromicina.
Métodos: Ratos Wistar machos e adultos foram submetidos à uninefrectomia e após 1 semana receberam puromicina (NP,100mg/kg) ou veículo (N). Após 8 semanas
os animais proteinúricos foram separados em 2 grupos, controle (NP) ou tratado com calcitriol (VD, 0.5µg/kg) por mais 4 semanas. Após o tratamento, o rim foi
retirado para análise histológica e experimentos de biologia molecular. A fibrose foi avaliada pela marcação de colágeno (Picrosirius). A expressão dos marcadores da
TEM (a-SMA, FSP1), renina, TGF-b, Smad3 e de processo inflamatório (IL-6, IL-10 e infiltração de macrófagos) foram avaliados por PCR em tempo real, Western
blot ou imunohistoquímica. Resultados: Puromicina induziu proteinúria maciça e aumento nos marcadores pró-inflamatórios e de TEM e após 12 semanas os animais apresentaram fibrose tubolintersticial e glomeruloesclerose A Vit D reduziu a proteinúria, diminuiu as áreas de fibrose, preveniu o aumento dos marcadores da
TEM (αSMA, FSP1) e a infiltração de macrófagos. O tratamento com Vit D aumentou a expressão de IL-10 sem alterar a IL-6. Esses efeitos foram acompanhados
pela diminuição na expressão de TGF-β1 /Smad3 e de renina. Conclusão: O mecanismo protetor da Vit D envolve a supressão da via do TGF-b/Smad3 e da Ang II,
que resultam na melhora da histologia renal e na redução da resposta pró-inflamatória. Esses Resultados demonstram que o calcitriol, análogo da Vit D, possui um
excelente potencial terapêutico, minimizando os efeitos túbulo-intersticiais causados pela proteinúria maciça.
249
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-333
Promoção à saúde e prevenção da doença renal crônica: atuação multidisciplinar no Dia Mundial do
Rim no município de Divinópolis-MG
Laporte IC,Amaral HAT,Turani SAD,Morato SMA,Marçal GA,Chula FD,Marinho MAS,Pinto SWL
Universidade Federal de São João Del Rei,Universidade Federal de São João Del Rei,Universidade Federal de São João Del Rei,Universidade Federal de São João Del
Rei,Hospital São João de Deus,Hospital São João de Deus,Hospital São João de Deus,Hospital São João de Deus
1.Introdução: A principal prioridade na área da saúde brasileira atualmente refere-se às doenças crônicas não transmissíveis, percebendo-se um aumento na prevalência
de diabetes (DM), hipertensão (HAS) e obesidade, patologias que são fatores de risco para doença renal crônica (DRC). Vê-se, então, a necessidade do rastreamento e
diagnóstico precoce dessas comorbidades e a importância de realizar campanhas de promoção à saúde e prevenção da DRC. 2.Objetivos: Orientar a população sobre
a importância de se prevenir e diagnosticar precocemente a DRC, além de verificar sua adesão em atividades de promoção à saúde. 3.Casuística e Métodos: Parceria
do setor de Nefrologia do Hospital São João de Deus, Associação dos Doentes Renais e Transplantados de Divinópolis e a Liga Acadêmica de Nefrologia da UFSJ,
apoiados pela Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis, a ação incluiu aferição de pressão arterial (PA), avaliação nutricional, realização de palestras educativas
e distribuição de panfletos informativos. Os profissionais envolvidos (médicos, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais e acadêmicos) prestaram atendimentos
e orientações à população, além de concederem encaminhamentos à Atenção Primária aos que apresentaram PA elevada (maior que 140/90 mmHg). 4. Resultados:
Foram cadastradas 389 pessoas, sendo 50% homens e 50% mulheres. A média de idade foi de 53,54 anos. 42% declararam ser portadores de HAS, 14% de DM e
1,5% de DRC. A DRC foi 2 vezes mais comum nos homens que nas mulheres. A equipe de nutrição avaliou 226 pessoas, sendo 36% consideradas eutróficas, 35%
com sobrepeso, 26% com obesidade e 3% desnutridas. Dentre estes indivíduos, a prevalência de DM, HAS e DRC foi maior em pessoas com sobrepeso ou obesidade,
se comparados aos eutróficos. Das 360 pessoas que participaram da aferição da PA, 9,44% delas apresentaram PA elevada, sendo 41% mulheres, com idade média de
58 anos, e 59% homens, com idade média de 62 anos. Entre essas pessoas que apresentaram a PA elevada, 94% possuíam idade maior que 40 anos, 56% possuíam
a cor da pele branca, 21% parda e 23% preta. 5.Conclusão: Diante da constatação de elevada prevalência dos fatores de risco para o desenvolvimento da DRC e da
grande adesão da população de Divinópolis, conclui-se que o desenvolvimento de campanhas de promoção à saúde com atuação multidisciplinar é um meio potencial
de orientar a população sobre a prevenção de doenças crônicas de grande impacto na saúde pública brasileira, como a DRC.
250
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-671
Déficit na produção de óxido nítrico induzida pelo exercício em pacientes com DRPAD precoce
Natalia Lopes Reinecke,Thulio Marquez Cunha,Elisa Mieko Suemitsu Higa,Ita Pfeferman Heilberg,Waldemar Almeira Silva,Nestor Schor
UNIFESP - São Paulo,UNIFESP - São Paulo,UNIFESP - São Paulo,UNIFESP - São Paulo,UNIFESP - São Paulo,UNIFESP - São Paulo
Introdução: Tem sido sugerido que pacientes com Doença Renal Policística Autossômica Dominante (DRPAD) precoce podem demonstrar menores níveis sistêmicos
de Óxido Nítrico (ON) e maiores de Dimetilarginina Assimétrica (ADMA) em comparação com indivíduos saudáveis, o que contribui para a disfunção endothelial e
futura hipertensão. Sabe-se que o exercício aumenta o Shear Stress elevando a produção de ON. No entanto, os efeitos do exercício físico em pacientes com DRPAD
ainda são desconhecidos. O Objetivo deste estudo foi avaliar a influência do exercício agudo sobre a produção de ON e ADMA em pacientes sedentários com DRPAD
precoce. Métodos: 26 pacientes normotensos com DRPAD (8 homens e 18 mulheres, 29,8±7,7 anos, IMC=23,4±3,0) e função renal normal (ClCr=99.6±16.8ml/
min) e 30 sujeitos saudáveis (controles, 9 homens e 21 mulheres, 28,7±6,5 anos, IMC=23,5±4,4) realizaram um Teste de Esforço Cardiopulmonar para a determinacão do consumo máximo de Oxigênio (VO2máx). Após um período de no mínimo uma semana, todos foram submetidos a uma sessão de 20min de exercício em
bicicleta ergométrica com intensidade moderada (calculada a partir do Limiar Anaeróbio), com mensuração da Pressão Arterial (PA) feita durante e após, e sangue
venoso coletado antes e imediatamente após o término do exercício para as dosagens de ON e ADMA. Todos os indivíduos com fatores de risco cardiovasculares e sob
medicação foram excluídos. Resultados: Os pacientes com DRPAD apresentaram menor VO2máx (28,8±6,2 - controle vs 22,5±3,5 – pacientes; p<0,05) menor carga
máxima (156,5±50,8 – controle vs 117,6±32,8 – pacientes; p<0,05) e maior média da PAS durante o exercício (143,5±12,2 – controle vs 160,6±19,4 – pacientes;
p<0,05). O ON não aumentou e o ADMA não diminuiu após o exercício nos pacientes, como visto nos controles (tabela1). O ON após o exercício se correlacionou
com o VO2máx (r=0.36, p<0.05). Conclusão: Este estudo sugere que pacientes normotensos com DRPAD precoce possuem uma regulação prejudicada do sistema
vasodilatador relacionado ao exercício, demonstrada pela falta de elevação dos níveis de ON e de diminuição do ADMA após o exercício. Este desequilíbrio foi observado somente sob o estresse do exercício e esteve correlacionado com uma menor capacidade eróbia (VO2máx). Estes Resultados podem ajudar a prover um melhor
conhecimento sobre a gênese e progressão da disfunção endothelial em estágios precoces da DRPAD, e enfatizam a necessidade da prevencão e do tratamento precoce
da hipertensão nestes pacientes.
Tabela 1
Variáveis
ON (µM)
ADMA(µmol/L)
Controle Antes do Exercício
51,3±16,2
0,5±0,1
Controle Depois do Exercício
59,1±14,6
0,41±0,1
p
<0,05
<0,05
DRPAD Antes do Exercício
55,9±18,6
0,44±0,1
251
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
DRPAD Depois do Exercício
48,8±23,1*
0,43±0,1*
p
NS
NS
SEÇÃO POSTER
P-208
O impacto do transplante renal sobre o metabolismo mineral ósseo
Larissa Kruger Gomes,Carlos Martini,Marcello Mazza do Nascimento,Fabiana Loss de Carvalho Contieri
FEPAR,FEPAR
Introdução: Devido ao grande impacto negativo sobre a morbi-mortalidade dos pacientes transplantados renais consequente à doença de desmineralização óssea, a
literatura tem se voltado ao estudo deste tema, mas os trabalhos ainda são escassos e relatam apenas a incidência dos acontecimentos, e falham, na maior parte das
vezes, ao tentar estabelecer algum parâmetro de evolução Objetivo: Estudar o impacto do transplante renal sobre os marcadores bioquímicos (Ca, P e PTH) do metabolismo mineral ósseo em pacientes não paratireoidectomizados e avaliar a prevalência de hiperparatireoidismo terciário na população.Material e Método: Foram
analisados todos os prontuários dos transplantes renais realizados no serviço do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba entre abril de 2005 e dezembro de 2010.
As variáveis analisadas foram: nível sérico de cálcio, de fosfato, de PTH, de uréia e de creatinina. Os níveis desejáveis dos dados laboratoriais foram considerados de
acordo com a classificação por taxa de filtração glomerular feita pelos guidelines da National Kidney Foundation Kidney Disease Outcomes Quality Iniciative. Os
momentos de aferição foram: o dia imediatamente anterior ao transplante renal e um ano após. O diagnóstico de hiperparatireoidismo terciário foi considerado como
níveis persistentemente elevados de PTH e hipercalcemia e hipofosfatemia persistente. Resultados: Houve diminuição significativa dos níveis PTH no primeiro ano
de transplante. Os íons cálcio e fosfato também sofreram mudanças significativas no primeiro ano de transplante,o cálcio tendeu a um aumento, enquanto o fosfato
tendeu a diminuição. Houve uma prevalência de 16,6% de hiperparatireoidismo terciário na população. Conclusão: O transplante renal parece normalizar o níveis de
cálcio, fósforo de PTH, no primero ano após transplante renal, sugerindo a não necessidade de paratiroidectomia prévia a realização do transplante, nos indivíduos
com suspeita de hiperparatiroidismo terciário. A prevalência de hiperparatireoidismo terciário foi de 16,6%.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-183
Cintilografia e Ultrassonografia de Paratireóide Pré Paratireoidectomia: são Rotineiramente
Necessárias?
Lipnharski F,Marques TG,Oliveira SP,Schueigart MG,Mossmann DF,Migliavaca A,Karohl C,Prompt CA
Titulação: XXXXXXXXXXXXXXXXX
Introdução: O hiperparatireoidismo secundário (HPTs) severo é uma complicação da doença renal crônica acometendo especialmente os pacientes em diálise e
está associado a significativa morbimortalidade. A paratireoidectomia (PTX) é indicada quando há refratariedade ao tratamento clínico. A cintilografia (Cintilo)
e a ultrassonografia (US) de paratireóide são rotineiramente realizadas previamente a cirurgia com o Objetivo de auxiliar na localização das glândulas, no entanto
estes exames não são facilmente disponíveis. Objetivo: Avaliar a utilidade da Cintilo e da US pré PTX em pacientes com hiperpatireoidismo secundário severo e
sua correlação com os achados anatomopatológicos. Casuística e Métodos: 46 pacientes com HPTs, submetidos a PTX no período de janeiro de 2006 a agosto
de 2011, correspondendo a análise de 178 glândulas da paratireóide. Os Resultados dos exames de imagem realizados pré PTX foram comparados com o achado
operatório e anatomopatológico. Resultados: Dos 46 pacientes analisados, 24 eram do sexo feminino (52,1%) e 22 do sexo masculino (47,8%). A média de idade
foi 48 anos. O valor médio de PTH foi 1728±784 pg/ml e de cálcio 9,7±1.13 mg/dl. Os valores da sensibilidade, especificidade e valor preditivo positivo (VPP)
e negativo (VPN) estão na tabela abaixo. Conclusão: Na nossa casuística, ambos os métodos de imagem mostraram baixa sensibilidade para localizar as glândulas
da paratireóide pré PTX total; no entanto a Cintilo mostrou maior especificidade do que a US para localização pré- operatória das paratireóides, sugerindo que
nódulos de tireóide possam não ser diferenciados das paratireóides aumentadas na US. Considerando as dificuldades para obtenção dos exames de Cintilo e US
no pré operatório de PTX na maioria dos centros de diálise, nossos Resultados sugerem que pacientes com HPTs severo com indicação primária de PTX não
necessitam rotineiramente de avaliação de Cintilo e/ou US no pré-operatório.
%
Especificidade
Sensibilidade
VPP
VPN
CINTILO x AP
48
84,6
97
12
US xAP
50,3
67
96
7,6
253
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
CINTILO + US x AP
61,7
75
98,6
6,4
SEÇÃO POSTER
P-694
Nefrologistas no Brasil: quantos somos?
Rodrigo Bueno de Oliveira,Maria Almerinda Ribeiro Alves
HC-FMUSP,UNICAMP
Introdução: O Brasil vivencia transformações sociodemográficas que privilegiarão o envelhecimento da população com o aumento da prevalência dos agravos crônicos
não transmissíveis, incluindo a doença renal crônica. O conhecimento do número de nefrologistas atuando no país e a dinâmica de treinamento desses profissionais
são importantes para o gerenciamento da especialidade. ObjetivoS: Avaliar o número de nefrologistas, cuja especialização foi registrada pelos critérios oficiais [Conselho Federal de Medicina-(CFM) e ou Associação Médica Brasileira/Sociedade Brasileira de Nefrologia-(AMB-SBN)], e compará-lo com os dados oficiais do Ministério da Saúde dos profissionais na área de nefrologia registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde-(CNES). Casuística e Métodos: Consulta às bases
de dados da SBN, CFM e CNES (profissionais e serviços especializados em diálise registrados como estabelecimentos de saúde), no período de 1-ago a 1-set de 2011.
Resultados: O número total de nefrologistas foi 4.427 [1.610 (36,4%) pela AMB-SBN; 1.004 (22,7%) com registro da especialidade pelo CFM (por Conclusão de
residência médica em nefrologia-MEC); 208 (4,7%) com título em área de atuação de nefrologia pediátrica e 1605 (36,2%) identificados apenas como atuantes em
nefrologia nos estabelecimentos de saúde (CNES)]. Em relação ao último grupo (CNES), esses certamente não apresentam título de especialista AMB-SBN, porém, não é possível afastar que tenham concluído residência médica-MEC e não tenham registrado a especialidade no CFM. Do total de nefrologistas identificados
(excluídos os de área de atuação), 17,5% não são cadastrados como atuantes junto ao CNES, portanto, não prestam serviço de atendimento à saúde. Assim, o total
de nefrologistas no Brasil atuando em atendimento de saúde é 3.942 (1 nefrologista por 48.384 habitantes). A distribuição de especialistas por região é: Norte 124
(1/127.949 hab); Sul 721 (1/37.981 hab); Sudeste 2179 (1/37.072 hab); Nordeste 659 (1/80.548 hab) e Centro-Oeste 259 (1/52.808 hab). Dos 5.565 municípios
brasileiros, apenas 401 registram a presença de estabelecimento de diálise (7,2%). Conclusões: 36% dos profissionais que atuam como nefrologistas cadastrados no
CNES não possuem título de especialista registrado na AMB-SBN ou CFM. A maioria dos municípios brasileiros não possui serviço de tratamento dialítico crônico.
A distribuição de nefrologistas nas diversas regiões do Brasil precisa ser discutida.
254
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-856
Proteinúria pós-transplante renal: prevalência e fatores associados
Claudia MC Oliveira,Izadora de S Pereira,Larissa Clara L de Souza,Thiago A Cruz,Ronaldo M Esmeraldo
Hospital Geral de Fortaleza e Faculdade Christus,Faculdade Christus,Faculdade Christus,Faculdade Christus,Hospital Geral de Fortaleza
Introdução: A proteinuria pós-transplante renal (PTN pós-Tx) tem incidência variável, sendo um fator de risco cardiovascular e para a sobrevida do enxerto. Objetivo:
Avaliar a prevalência de PTN pós-Tx renal em receptores do Hospital Geral de Fortaleza e os fatores a ela associados. Métodos: Foram incluídos pacientes submetidos
à Tx renal no período entre 2005-2008, com idade superior a 18 anos e com pelo menos 12 meses de seguimento pós-Tx. A prevalência de PTN pós-Tx foi avaliada
segundo duas definições: ≥ 300 ou ≥ 500 mg/24 hs, tendo sido pesquisada nos períodos < 1 ano, entre 1-3 anos, entre 3-5 anos e > 5 anos. Os pacientes foram divididos em 3 grupos segundo a proteinúria de 24 hs: grupo A, < 300 mg, grupo B, 300-1000 mg e grupo C, > 1000 mg. As variáveis pesquisadas como fatores associados à PTN pós-Tx foram: idade e gênero do doador e receptor, tipo de doador (vivo ou falecido), indução com timoglobulina, função retardada do enxerto, rejeição
aguda, função renal avaliada pela creatinina e clearance de creatinina nos diferentes períodos do estudo, presença de HAS e diabetes mellitus. O uso de inibidores da
enzima de conversão (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) foi registrado. Resultados: Foram avaliados 173 receptores, com idade média
de 39,3 anos, 57,2% do sexo masculino e 60,7% com doador falecido. A prevalência de PTN pós-Tx foi de 37,6% (≥ 300 mg/24hs) e 24,3% (≥ 500 mg/24hs). A
distribuição dos pacientes segundo a faixa de PTN foi de 62,4% para o grupo A, 28,9% para o grupo B e 8,7% para o grupo C. Entre as variáveis pesquisadas, foram
fatores associados com maior grau de proteinúria a rejeição aguda (p = 0,008), a HAS pós-Tx (p = 0,017), a creatinina aos 12 meses (p = 0,041) e o Clearance de
Creatinina aos 36 meses (p = 0,044). Apenas 62% dos pacientes com PTN ≥ 500 mg/24 hs receberam tratamento com IECA/BRA. Conclusões: A prevalência de
PTN pós-Tx renal foi variável entre 24,3-37,6%, segundo a definição utilizada, sendo que entre os pacientes com PTN ≥ 300 mg/24hs, 77% estavam na faixa entre
300-1000 mg/24hs. A presença de HAS, a rejeição aguda e a função renal aos 12 e 36 meses estiveram associadas à ocorrência de PTN pós-Tx renal. O tratamento
com IECA/BRA não foi instituído em 38% dos pacientes com PTN ≥ 500 mg/24 hs, indicando que medidas anti-proteinúricas sejam adotadas nestes pacientes com
maior presteza, visando à obtenção de melhores Resultados em termos de função e sobrevida dos enxertos renais.
255
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-805
Correlatos moleculares da fibrose intersticial e atrofia tubular de aloenxertos renais
Nogare AL,Dalpiaz T,Pedroso JA,Montenegro RM,Pegas KL,Gonçalves LF,Manfro RC
Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Rio Grande do Sul,Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Rio Grande do Sul,Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Rio Grande do
Sul,Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Rio Grande do Sul,Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Rio Grande do Sul,Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Rio Grande
do Sul,Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Introdução. A fibrose do enxerto renal é um fator importante relacionado à perda crônica da função desse órgão, sendo principalmente desencadeada por mecanismos
aloimunes, toxicidade a drogas, infecções, entre outros. A avaliação de genes relacionados ao desenvolvimento de fibrose pode levar a descoberta de biomarcadores
úteis em tal processo. Objetivo. Avaliar a expressão molecular de genes relacionados com fibrose para testar a hipótese de que em pacientes com doença crônica do
transplante renal essas moléculas são biomarcadores da fibrose do enxerto, apresentando transcrições elevadas de mRNA. Casuística e Métodos. RNA foi extraído de
121 biópsias de células de tecido do enxerto de 96 pacientes transplantados renais entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009. As biópsias foram classificadas por patologista de transplantes de acordo com a classificação Banff 2007. Quatro grupos de diagnóstico foram estabelecidos: (1) necrose tubular aguda (NTA; n=20), rejeição
aguda (RA; n=58), (3) nefrotoxicidade por inibidor da calcineurina (NIC; n=13) e (4) fibrose intersticial e atrofia tubular (IF/TA; n=30). O RNA mensageiro dos
genes CTGF (connective tissue growth factor), TGF-β (transforming growth factor–beta) e KIM-1 (kidney injury molecule -1) foram amplificados e quantificados
utilizando-se a técnica de reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR). Os dados da quantificação e expressão dos genes são apresentados em medianas
e percentis 25 e 75. As análises estatísticas foram feitas utilizando-se os testes de Fisher, Tukey e Kruskal Wallis. O nível de significância estatística foi estabelecido
em P<0,05. Resultados. Curvas ROC (Receiver operator characteristic) foram geradas para estabelecer o diagnóstico de IF/TA. Os valores da área sob a curva foram
0,780 (TGF-β), 0,767 (CTGF) e 0,695 (KIM-1). Os níveis dos transcritos de mRNA de TGF-β e CTGF foram significativamente maiores nas amostras com IF/
TA do que em qualquer outra categoria diagnóstica.O mRNA do gene KIM-1 apresentou maior expressão em IF/TA do que em NIC. Além disso, foram observados
que a expressão de CTGF, TGF-β e KIM-1 aumenta com a intensidade da fibrose observada nos exames anatomo-patológicos. Conclusões. As principais implicações
destas descobertas são que as análises moleculares podem ser utilizadas para melhorar o diagnóstico patológico e talvez para o desenvolvimento de biomarcadores não
invasivos de IF/TA.
256
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-750
Avaliação da falta de apetite em pacientes submetidos à hemodiálise - a importância de um
simples questionário
Marcos Kubrusly,Claudia MC Oliveira,Antonio Luís C Jerônimo,André T Lima,Danielle M Torres,NMR Cavalcante,Thiago B Oliveira
Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina
Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce
Introdução: A desnutrição proteico-calórica é uma das comorbidades que mais afetam o prognóstico de pacientes em diálise e a anorexia, definida como a perda do
desejo de ingerir alimentos, é uma de suas causas. O questionário Appetite and Diet Assessment Tool (ADAT) foi desenvolvido para avaliar o apetite e os fatores que
afetam a ingestão de alimentos nos pacientes em hemodiálise, e suas 3 primeiras perguntas se referem ao apetite. Os trabalhos avaliando a prevalência da falta de apetite em hemodiálise e a relevância da aplicação desse questionário para o seu diagnóstico são pouco numerosos. Objetivo: Estimar o estado do apetite em pacientes de
duas clínicas de hemodiálise em Fortaleza. Métodos: Em estudo de desenho transversal, foram incluídos pacientes com idade maior ou igual a 18 anos e com tempo
de diálise superior a três meses. O apetite foi avaliado pelas 3 primeiras perguntas do questionário ADAT, que avaliam o estado do apetite durante a última semana
(muito bom, bom, regular, pobre ou muito pobre), se houve alteração do apetite na última semana e em caso positivo, se o mesmo aumentou ou diminuiu. Foi definido como falta de apetite (anorexia) as respostas razoável, pobre e muito pobre (critério 1). A avaliação foi repetida considerando anorexia apenas as respostas pobre
e muito pobre (critério 2). Uma questão adicional foi feita aos pacientes sobre o apetite durante o último mês. Resultado: Foram incluídos 136 pacientes, com idade
média de 50,7 anos, tempo médio em diálise de 69 meses, sendo 57% do sexo masculino. Em relação à primeira pergunta do questionário ADAT, 8,8% e 36% dos
pacientes apresentaram anorexia durante a última semana, segundo os critérios 1 e 2 respectivamente. Na última semana, 22% dos pacientes referiram alteração do
seu apetite (n=30), sendo que em 13 pacientes (43,3%) o apetite aumentou e em 17 (56,7%) o apetite diminuiu. Em relação ao apetite no último mês, 8,8% e 28,7%
da população referiu falta de apetite no último mês, segundo os critérios 1 e 2. Conclusão: A prevalência de falta de apetite em pacientes em hemodiálise utilizando
o questionário ADAT foi considerada elevada, tanto na última semana como no último mês. O instrumento de avaliação utilizado mostrou-se ser simples e de fácil
execução, devendo sua aplicação ser recomendada e estimulada na avaliação do estado nutricional e na a detecção precoce da anorexia em pacientes dialíticos uma vez
que, é fundamental para prevenir a desnutrição proteico-calórica.
257
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-777
Suplementação de alfa-tocoferol na modulação da pressão arterial e dos parâmetros histopatológicos
renais em ratos SHRSP
Guimarães MRM,Murad LB,Paganeli A,Elias M,Chaves A,Basílio-de-Oliveira CA,Vianna LM
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro,Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro,Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro,Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro,Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro,Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro,Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro
Introdução: A hipertensão arterial é um dos fatores de risco mais importante para o desenvolvimento de doenças vasculares. Existe uma correlação entre rim e pressão
arterial, na qual o rim apresenta uma característica peculiar na fisiopatologia da hipertensão arterial. Se por um lado a disfunção renal ou causa um aumento na pressão
arterial, por outro, elevados níveis de pressão artéria aceleram a perda da função renal. Atualmente, há também fortes evidências da implicação do estresse oxidativo na
etiopatogenia das disfunções vasculares em geral. Neste contexto, a vitamina E vem sendo considerada um potente antioxidante lipossolúvel, tendo a possibilidade de
exercer ação benéfica contra danos oxidativos. Objetivos: Verificar se a suplementação de alfa tocoferol é capaz de modular a pressão arterial, assim como preservar o
tecido renal de ratos SHRSP. Métodos: Dez ratos machos SHRSP, com 15 semanas de idade foram divididos em dois grupos (n=5, cada): grupo tratado com 120 UI
de acetato alfa-tocoferol e grupo controle. A suplementação ocorreu por gavagem orogástrica, durante 4 semanas. Após o experimento, os ratos de ambos os grupos
foram induzidos ao coma profundo através da inalação de éter sulfúrico e administração de tiopental via intraperitoneal. Esse procedimento permitiu a remoção dos
rins para realizar as análises histopatológicas. O material removido foi armazenado em solução de formol a 10% e enviado para o Laboratório de Anatomia Patológica
do HUGG. As peças foram coradas por Hematoxilina-eosina. Foram observados o número de glomérulos e vasos hialinizados em cortes transversais em amostras de
50 campos por lâmina em grande aumento/ 400x. O tratamento estatístico usado foi média ± desvio padrão e aplicado o método ANOVA Two way para comparação
de mais de uma média e teste t´studant para comparação entre tratado e controle. Resultados: A suplementação de alfa-tocoferol apresentou Resultados significativos
na diminuição dos valores de pressão arterial sistólica entre os grupos controle e tratado, 221,04 ± 2,04 mmHg vs. 213,03 ± 0,05 mmHg (p 0,05). De acordo
com a histopatologia renal, houve uma redução significativa entre o grupo controle e tratado do número de glomérulos hialinizados (34,9 ± 4,92 vs. 221,05 ± 7,44,
p<0,05), assim como a do número de vasos hialinizados (24,25 ± 4,87 vs. 504,63 ±9,84, p<0,05). Conclusão: Conclui-se, portanto, um efeito hipotensor dessa vitamina, assim como um efeito na proteção contra os danos renais.
258
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-848
Parvovírus B19 em receptores de transplante renal: série de casos
Jarinne Camilo Landim Nasserala, Cláudia Maria Costa de Oliveira, Silvana Cristina Albuquerque Andrade, Wilson Mendes Barroso, Regina Célia Ferreira
Gomes Gargia, Marcia Uchoa Mota, Pastora Araújo Duarte, Leyla Castelo Branco Fernandes Marques, Paula Frassinetti Castelo Branco Camurça Fernandes
Hospital Universitário Walter Cantídio,Hospital Universitário Walter Cantídio,Hospital Universitário Walter Cantídio,Hospital Universitário Walter Cantídio,Hospital
Universitário Walter Cantídio,Hospital Universitário Walter Cantídio,Hospital Universitário Walter Cantídio,Hospital Universitário Walter Cantídio,Hospital Universitário
Walter Cantídio
Introdução: Anemia normocítica normocrômica, com diminuição dos reticulócitos e resistência ao tratamento com eritropoietina é a principal forma de apresentação
da infecção por parvovírus B19 em transplante (TX) renal. Objetivos: Relatar três casos de infecção por parvovírus B19 em receptores de TX renal de um único centro.
Relato de Casos: CASO 1: MCR, feminino, 60 anos, TX renal com doador falecido (DF) em junho de 2011. Imunossupressão: prednisona (PRED), micofenolato
de mofetil sódico (MYF), tacrolimus (TAC), indução com basiliximab. Evoluiu 5 meses após TX com anemia grave, leucopenia, elevação das transaminases e da
creatinina. Mielograma e biópsia óssea com aplasia eritróide pura e sorologia B19 IgM/IgG negativa. Terapia: Imunoglobulina intravenosa (IVIG) 2g/kg e suspensão
do MYF, com remissão da doença nos últimos seis meses. CASO 2: JESV, masculino, 18 anos, TX renal com DF em outubro de 2011. Imunossupressão: PRED +
MYF + TAC, indução com basiliximab. Evoluiu 2 meses após TX com anemia grave, reticulocitopenia, cefaleia, mialgia, febre e elevação das transaminases. Mielograma e biópsia óssea: aplasia eritróide pura, com pro-eritroblastos gigantes. Sorologia B19 IgM positiva e reação em cadeia de polimerase (PCR) no sangue negativa
para parvovírus. Terapia: IVIG e suspensão do MYF. Houve remissão da doença, sendo reiniciado MYF em doses baixas. Após 2 meses houve recidiva do quadro,
sendo repetido IVIG e suspenso MYF. Evolui em remissão nos últimos 3 meses. CASO 3: FJS, masculino, 32 anos, TX renal com DF em dezembro de 2011. Imunossupressão: PRED + MYF + TAC, indução com timoglobulina. Evoluiu 2 meses após TX com anemia grave, reticulocitopenia, elevação das transaminases e da
creatinina. Mielograma com aplasia eritróide pura, sorologia B19 IgM/IgG negativa e PCR da medula óssea positivo para parvovírus. Terapia: IVIG e suspensão do
MYF; em remissão nos últimos 4 meses. Nos 3 casos relatados, houve necessidade de transfusão sanguínea devido anemia. Conclusão: Infecção por parvovírus B19
deve ser incluída no diagnóstico diferencial de anemia moderada a grave inexplicada ou de pancitopenia em receptores de TX renal. O diagnóstico da infecção requer
alto índice de suspeição clínica e realização de testes diagnósticos selecionados, como biópsia óssea, sorologia ou PCR. Na série de casos relatados, a IVIG e redução
da imunossupressão foram benéficas para permitir o clareamento do vírus, mas relapsos podem ocorrer.
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SEÇÃO POSTER
P-300
O papel do político na Nefrologia e na prevenção da Doença Renal Crônica
Edison Souza
Hospital Universitário Pedro Ernesto - UERJ
A nefrologia surgiu no Brasil com a criação da nossa sociedade em 2 de agosto de 1960. Os fundadores eram, na maioria, cardiologistas e clínicos que gostavam de
manejar eletrólitos. Nosso 1º congresso foi realizado em 1962, no RJ. Os pacientes ainda morriam em uremia e, apesar de algumas máquinas terem aqui chegado na
década de 1950, foi só apenas com o desenvolvimento da FAV, em 1965, e a chegada das máquinas- tanque, na década de 1970, que a especialidade se desenvolveu,
alicerçada pela cultura dos nefrologistas vindos de estágios nos EEUU e na França. Serviços de nefrologia surgiram em todo o país, mas foi a regulamentação da
residência médica, em 1977, que deu o grande suporte para a especialidade. As clínicas de diálise ultrapassaram os muros dos hospitais públicos,e a regulamentação
de procedimentos novos e o pagamento pelos serviços prestados passou a ser objeto de intensas discussões. O contrato de profissionais em todas as áreas teve que ser
legalizado. Cursos de mestrado e doutorado acompanharam a evolução da Nefrologia e uma grande base cultural e o aumento do no de interessados legitimou nossa
especialidade. O tx renal iniciado no HSE /RJ em 1964, se espalhou pelo país e fez a tríade necessária à assistência ao renal crônico, juntamente com a diálise e o
tratamento conservador. Isso trouxe a necessidade da elaboração de leis em todas as instâncias de poder. Os procedimentos foram legitimados pelos dispositivos legais
e seu constante aprimoramento. Para nos fazermos ouvir, precisamos de representantes: nas prefeituras, nos governos estaduais e federal, e parceiros nas entidades que
defendem a nossa classe , sejam sindicatos, conselhos regionais ou universidades. Na virada do século, o Brasil já tinha mais de 50 mil pessoas em diálise, e o mundo
nefrológico acordou para a prevenção. . O Brasil foi pioneiro e a SBN lançou o programa PREVINA-se em 2003. O Dia Mundial do Rim surgiu em 2006 e todos os
anos, na 2ª , quinta-feira de março milhares de pessoas organizam eventos para lembrar da prevenção da doença renal A convicção de que a hipertensão e o diabetes,
seguidos pelas glomerulopatias, são facilmente diagnosticadas com um simples exame de urina e a dosagem da creatinina motivaram minha filiação a um partido
político para falar em cadeia de TV sbre as dificuldades dos pacientes com DR. O conhecimento nefrológico é fundamental para o bom desempenho na defesa dos
interesses dos pacientes em todas essas instâncias e assim, após mais de 30 anos de formado, nos aventuramos a disputar uma vaga para a Câmara Municipal do Rio
de Janeiro, empunhando a bandeira da prevenção da doença renal crônica. Ao assumirmos a cadeira de vereador, percebemos a grandeza e a dificuldade de um mandato, mas, após um ano de trabalho, podemos citar a importância da presença de um político nas esferas do poder em diversas instâncias, como por ex: Na elaboração
de projetos de lei de interesse dos nefrologistas e dos pacientes renais; Na liberação de recursos, fazendo emendas ao orçamento; Na luta por concursos públicos; Na
defesa dos recursos destinados para procedimentos dialíticos e de transplante renal; Na defesa dos profissionais, no caso de dispositivos que prejudicam os médicos;
Na defesa dos equipamentos de saúde; Na mobilização da categoria em torno de causas de interesse comum; Na elaboração de indicações junto as autoridades, bem
como na possibilidade de criação de audiências públicas e debates dos assuntos que exigem deliberações e fiscalizações parlamentares; Temos que nos conscientizar
que é com a mobilização, perseverança e determinação que conseguiremos êxito nas lutas que ninguém conseguirá travar por nós. Só uma representatividade forte e
ativa mantém viva nossa especialidade.
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SEÇÃO POSTER
P-100
Influência da Modalidade Dialítica Sobre os Distúrbios do Metabolismo Mineral e Ósseo da Doença
Renal Crônica: Hemodiálise x Diálise Peritoneal
Oliveira RA,Barreto FC,Carvalho AB,Canziani MEF,Britto ZML,Pinheiro VF,Reis LM,Castro JH,Moyses RMA,Jorgetti V
Universidade de São Paulo,Universidade de São Paulo, Universidade Nove de Julho,Universidade Federal de São Paulo,Universidade Federal de São Paulo,Centro
de Terapia Nefrológica,Centro de Terapia Nefrológica,Universidade de São Paulo,Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho,Universidade de São
Paulo,Universidade de São Paulo
Introdução: Existem poucos estudos que avaliaram os Distúrbios do Metabolismo Mineral e Ósseo da Doença Renal Crônica (DMO-DRC) nos pacientes tratados
com diálise peritoneal (DP). Os mesmos sugerem uma maior prevalência de doença óssea de baixa remodelação quando comparados aos pacientes tratados com hemodiálise (HD). No entanto, não há publicações que comparem grupos homogêneos. Objetivo: Comparar o perfil de DMO-DRC (laboratorial e osteodistrofia renal)
em 2 grupos de pacientes tratados com HD e PD, pareados por idade, sexo e tempo de diálise. Casuística e Métodos: Trinta e dois pacientes tratados com HD (68,7%
homens; 48,8± 12,3 anos de idade; tempo em HD: 23,0 ± 15,3 meses) foram comparados a 32 pacientes tratados com DP (50% homens; 49,0 ± 10,4 anos de idade;
tempo em DP: 18,8 ± 17,5 meses). Os pacientes dos dois grupos foram submetidos à avaliação bioquimica e biópsia de crista ilíaca. Após análise histomorfométrica
do tecido ósseo empregamos a classificação TMV (“turnover”, mineralização e volume) para diagnóstico das alterações histológicas. Resultados: Os Resultados bioquímicos revelaram que os pacientes do grupo HD apresentaram níveis significativamente mais elevados de fosfatase alcalina: 230 ± 93 vs 107 ± 36 U/L (p <0,001);
FGF-23: 11826 vs 497 pg/ml (p < 0,001); 25(OH)vitamina D: 35,9 ± 15,6 vs 12,1 ± 7,0 ng/ml (p<0,001); e albumina: 3,8 ± 0.2 vs 3,5 ± 0,5 (p<0,001). Os níveis
de PTHi foram mais elevados nos pacientes tratados com DP: 207 vs 359 pg/ml (p = 0,04) e não houve diferença significativa nos níveis de cálcio e fósforo. De acordo com a classificação TMV, a HD esteve associada à doença de baixa remodelação (80% HD vs 56% DP). Em relação à mineralização, não houve diferença entre
os grupos. E quanto ao volume, os pacientes do grupo DP apresentaram volume ósseo maior (45,2% HD vs 34,4% DP). Conclusão: Nosso estudo demonstrou que
os pacientes sob DP apresentam níveis mais baixos de vitamina D e FGF-23, e volume ósseo mais preservado em relação à HD. Contrariando os trabalhos prévios, o
percentual de doença de baixo remodelamento ósseo foi maior no grupo HD.
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SEÇÃO POSTER
P-437
Perfil das Glomerulopatias primárias na cidade de São Bernardo do Campo
Ragognete HG,Simões LP,Ricupero EL,Laferreira MS,Oliveira CN,Brito LH,Rodrigues BC,Palomba H,Bergamo R,Rinaldi D
Faculdade de Medicina do ABC,Faculdade de Medicina do ABC,Faculdade de Medicina do ABC,Faculdade de Medicina do ABC,Faculdade de Medicina do
ABC,Faculdade de Medicina do ABC,Faculdade de Medicina do ABC,Faculdade de Medicina do ABC,Faculdade de Medicina do ABC,Faculdade de Medicina do ABC
Introdução: As glomerulopatias primárias acometem indivíduos de todas as idades e possuem um quadro clinico laboratorial de amplo espectro no momento do diagnóstico. São importantes causas de doença renal crônica em todos países. Objetivo: O Objetivo deste estudo foi determinar o perfil das glomerulopatias primárias na
cidade de São Bernardo do Campo. Metodos: Foram analisados 124 prontuários de pacientes submetidos a biópsia renal no período de Janeiro de 2008 a Dezembro
de 2011, realizadas no Hospital de Ensino Anchieta em SBC pela disciplina de Nefrologia da Faculdade de Medicina do ABC. Foram excluídos do estudo biópsias
em pacientes transplantados, Glomerulonefrite crônica (GNC), e qualquer doença glomerular secundária, restando um total de 48 prontuários. Dados analisados:
sexo, idade, proteinúria inicial, creatinina inicial, presença de hematúria e uso de imunossupressores. Resultados: Houve predomínio do sexo masculino(55%) e a
idade média foi 40,2± 7,6 anos. As principais glomerulopatias primárias foram: GN membranosa(29,1%), Glomerulonefrite segmentar e focal-GESF(27%), GN por
IgA(16,6%), Doença de Lesões Mínimas(16,6%) e GN Membrano proliferativa(10,4%). A proteinúria inicial média foi 3,68g/24hs ± 0,85 e creatinina inicial média
foi 1,33mg/dl ± 0,38. Dos 48 pacientes, 51% apresentavam hematúria na primeira avaliação e a minoria(36%) foi submetido a algum tratamento imunossupressor
durante todo o seguimento. Discussão: Na análise de glomerulopatias primárias e secundárias conjuntamente, o diagnóstico mais frequente foi a Nefrite lúpica(21
casos), o que contribuiu para um grande número de prontuários excluídos do estudo. Além disso, também foram excluídos biópsias com 50% ou mais de glomérulos
globalmente esclerosados na microscopia ótica, independente do diagnóstico da imunoflorescência. Conclusão: Este estudo contribui para o melhor compreensão e
entendimento da epidemiologia das Glomerulopatias primárias na cidade de São Bernardo do Campo. Com isso, estratégias políticas em saúde pública podem ser
adotadas para o diagnóstico precoce e prevenção da Insuficiência Renal Crônica.
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SEÇÃO POSTER
P-644
Relato de experiência: Reuniões da equipe multiprofissional com pacientes e familiares usuários do
Serviço de Nefrologia do Hospital Universitário em São Luís - MA
Pereira GS,Silva GAS,Miranda AT,Brito DJA,Alves JLC,Alencar EO,Carvalho EMN,Veras CLM,Costa MF,Dias RSC,Barros ES,Rodrigues NS,Hortegal EV,
Silva KCG,Bui DSS,Marassi AL,Alves AS,Pereira CVF,Oliveira TKM,Vieira KMB
Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,
Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,
Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,
Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA,Hospital Universitário da UFMA
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) é definida como sendo uma síndrome progressiva e consequente à perda irreversível de parte da função renal (glomerular, tubular e endócrina) (BREGMAN, 2006). Caracteriza-se pela presença de lesão renal associada ou não à diminuição da filtração glomerular inferior a 60ml/
min/1,73m2 por um período igual ou superior a 3 meses (NKF – K/DOQI, 2002). Por se tratar de uma patologia muito complexa, o atendimento ao paciente renal
crônico requer a participação de uma equipe multiprofissional, proporcionando a este indivíduo um enfoque capaz de levar em conta todas as suas dimensões, sejam
elas físicas, sociais ou emocionais. O Serviço de Nefrologia do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão conta com uma equipe formada por
médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta, os quais buscam desenvolver suas atividades de forma articulada visando à integralidade no atendimento ao paciente. Objetivo: Relatar a experiência da equipe multiprofissional do Serviço de Nefrologia
do Hospital Universitário no atendimento ao paciente renal crônico e seus familiares através da realização de reuniões individualizadas. Casuística: Usuários renais
crônicos inscritos em Terapia Renal Substitutiva (TRS) no Serviço de Nefrologia e seus familiares.Métodos:. A iniciativa desta atividade surgiu a partir da prática
diária dos profissionais, quando foram surgindo determinados assuntos, dúvidas e esclarecimentos que necessitavam de um atendimento mais individualizado e que
proporcionasse à equipe e ao paciente uma conversa mais direta. A assistente social ficou responsável por conduzir tais reuniões porque, na dinâmica deste Serviço,
as demandas levantadas pelos usuários geralmente são reportadas a este profissional. Qualquer um dos profissionais pode detectar a necessidade desta reunião. Sendo
assim, define-se dia e horário para o encontro. É feito um convite por escrito para o paciente e familiares e, no dia da reunião todas as deliberações são registradas em
um livro de atas, com a assinatura de todos os participantes. Desde sua implementação em 2008 já foram realizadas 53 reuniões, sendo tratados os mais diversos temas,
tais como: mudança de modalidade de TRS, adesão ao tratamento, suporte familiar, dificuldade de acesso vascular, comunicação de más notícias (prognóstico ruim),
esclarecimentos sobre normas e rotinas do Serviço, entre outros.Resultados: Melhora na comunicação entre a equipe multiprofissional, paciente e familiares, assim
como a articulação entre os diversos profissionais. Conclusões: O atendimento multidisciplinar é essencial no caso de uma patologia como a DRC. Os usuários devem
ser vistos não como sujeitos passivos mas como pessoas que necessitam ser ouvidas, compreendidas e convidadas a serem protagonistas no processo saúde-doença.
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SEÇÃO POSTER
P-536
Estudo comparativo entre crianças e adultos com lesão renal aguda associada à leishmaniose
visceral (Calazar)
Santos GS, Junior GBS, Lima JB, Rocha NA, Franco LFLG, Fernandes Atbm,Aguiar Gbr,Falcão Fs,Pimentel Rs,Júnior Vnf,Daher Ef
Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do
Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do
Ceará,Universidade Federal do Ceará
Introdução: O calazar é uma doença endêmica parasitária que afeta milhões de pessoas em países tropicais. As observações clínicas têm mostrado que pode haver
diferença no padrão de doença entre crianças e adultos. O Objetivo deste estudo é avaliar essas diferenças em uma grande população. Materiais e Métodos: Estudo
retrospectivo, incluindo pacientes com diagnóstico confirmado de calazar, internados em um hospital terciário de Fortaleza, de dezembro de 2003 a dezembro de
2010. Foi feita uma comparação entre crianças (≤ 14 anos) e adultos (> 14 anos). A lesão renal aguda (IRA) foi definida de acordo com o critério RIFLE(“Risk, Injury,
Failure, Loss, estágio final da doença renal”). A análise estatística foi feita pelo programa SPSS e valores de p <0,05 foram considerados significativos. Resultados: Um
total de 432 pacientes foram incluídos. Havia 146 (33,7%) crianças, com idade média de 4,8 ± 3,8 anos, e 286 (66,3%) adultos, com idade média de 37 ± 15 anos.
Comparadas com as crianças, os adultos apresentaram maior incidência de icterícia (18,5 vs 4,7%, p = 0,0001), maior tempo entre o início dos sintomas e a admissão
hospitalar (88 ± 10 vs 37 ± 3 dias, p = 0,0001), maiores níveis de creatinina sérica na admissão (1,1 ± 1,0 vs 0,5 ± 0.2mg/dL, p = 0,0001), hemoglobina (8,2 ± 1,7
vs 7,0 ± 1.7g/dL, p = 0,0001) e ALT (90 ± 12 vs 58 ± 6, p = 0,004). As crianças tinham níveis mais elevados de leucócitos (3420 ± 1715 vs 2500 ± 1878/mm3, p =
0,0001) e maior incidência de esplenomegalia (94 vs 86%, p = 0,009). AKI foi mais freqüente entre crianças (45,8%) do que adultos (32,5%), p = 0,008. Segundo
os critérios RIFLE, as crianças estavam em Risk (67%), Injury (31%) e Failure (2%), enquanto os adultos estavam em Risk (17%), Injury (44%) e Failure (36%), p
<0,0001. A mortalidade foi maior em adultos (11,5 versus 2,7%, p = 0,001). Conclusão: Calazar parece ser mais grave entre adultos, como evidenciado pela maior
incidência de complicações, como insuficiência renal aguda (níveis elevados de creatinina), lesões hepáticas (maior AST e icterícia) e uma maior mortalidade. O maior
tempo entre início dos sintomas e admissão hospitalar aumenta a ocorrência de complicações da doença. AKI foi mais freqüente e mais brando em crianças. Pode
haver diferença na resposta imunológica entre crianças e adultos com calazar, que poderia contribuir para o pior quadro clínico observado em adultos.
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SEÇÃO POSTER
P-559
Lesão renal aguda nas doenças tropicais: coorte de 253 pacientes em uma unidade de terapia intensiva
em Fortaleza, Ceará, Brasil
Santos GS,Junior GBS,Vieira APF,Jacinto CN,Souza JB,Fernandes ATBM,Lima JB,Falcão FS,Alves MP,Júnior VNF,Girão MMV,Ferreira APA,Costa CR,Daher EF
Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do
Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do
Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará
Introdução: A lesão renal aguda (LRA) é uma complicação frequente e potencialmente fatal nas doenças tropicais. Objetivos: Investigar as características clínicas e
laboratoriais da LRA associada às doenças tropicais. Casuística e Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo com pacientes admitidos na unidade de terapia intensiva
(UTI) do Hospital São José de Doenças Infecciosas, em Fortaleza, Ceará, no período de janeiro de 2003 a janeiro de 2011. Foram avaliadas as principais doenças de
base, características clínicas e laboratoriais e a evolução. A LRA foi definida de acordo com o critério RIFLE, e a gravidade de acordo como escore APACHE II. Resultados: Foram incluídos 253 pacientes, com média de idade de 46±16 anos, sendo 72% do sexo masculino. As principais doenças encontradas foram: HIV/AIDS
(30,4%), tuberculose (12,2%), leptospirose (11%), meningite (7,5%), calazar (4,3%) e dengue (3,9%). Hemodiálise foi realizada em 70 casos (27,6%). O tempo
entre o diagnóstico de LRA e a realização de diálise foi de 3,6±4,7 dias. Oligúria foi observada em 129 casos (50,9%). Os exames da admissão na UTI mostraram
Cr 2,7±1,8mg/dL, Ur 105±68mg/dL, AST 346±888IU/L, ALT 172±356IU/L, Na 136±10mEq/L, K 4,4±2,5mEq/L, Ht 30±7,9%, Hb 10±2,6mg/dL, Leucócitos
11964±10529/mm3, Plaquetas 131488±111706/mm3, pH 7,29±0,13, HCO3 16±6,1, PaCO2 34±12mmHg. O escore APACHE II médio foi de 50±22, sendo
maior nos pacientes com HIV/AIDS (57±20, p=0,01) e dengue (68±11, p=0,01), e menor nos pacientes com tuberculose (33±19, p=0,0001) e leptospirose (34±18,
p=0,0002). Óbito ocorreu em 159 casos (62,8%). A mortalidade foi maior nos pacientes com HIV/AIDS (76,6%, p=0,02) e menor naqueles com leptospirose
(28,5%, p=0,0009). Os fatores de risco para óbito foram: uso de vasopressores (OR=6,7, IC 95%=3,7-11,9, p<0,0001), acidose metabólica (OR=4,9, IC 95%=2,78,7, p<0,0001), sepse (OR=4,3, IC 95%=2,4-7,6, p<0,0001), ventilação mecânica (OR=3,7, IC 95%=2,1-6,5, p<0,0001), hipercalemia (OR=3,01, IC 95%=1,56,04, p=0,001) e hipotensão (OR=2,1, IC 95%=1,1-4,0, p=0,02). Conclusões: A LRA é uma complicação frequente nas doenças tropicais, com alta mortalidade. O
quadro clínico é marcado por oligúria na maioria dos casos. O tratamento dialítico foi instituído em poucos casos (27%) e iniciado tardiamente. A mortalidade foi
maior nos pacientes com HIV/AIDS, provavelmente devido à gravidade da imunossupressão e das doenças oportunistas.
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SEÇÃO POSTER
P-98
Infecção pelo vírus da hepatite C em pacientes portadores de insuficiência renal crônica dialítica –
prevalência, fatores clínicos, laboratoriais e epidemiológicos
Alvarenga AS,Faria LT,Cantini SC,Rocha JAG,Lessa EM,Saraiva FP,Maia LGN,Couto PIR,Pinto LW
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte/Minas Gerais,Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte/Minas Gerais,Santa Casa de Misericórdia de Belo
Horizonte/Minas Gerais,Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte/Minas Gerais,Universidade Vale do Rio Verde – UNINCOR – Belo Horizonte/MG,Universidade
Vale do Rio Verde – UNINCOR – Belo Horizonte/MG,Universidade Vale do Rio Verde – UNINCOR – Belo Horizonte/MG,Universidade Vale do Rio Verde – UNINCOR –
Belo Horizonte/MG,Universidade Vale do Rio Verde – UNINCOR – Belo Horizonte/MG
Introdução: A Hepatite C apresenta alta prevalência em todos os continentes. Pacientes em diálise são considerados de alto risco para aquisição do vírus da hepatite
C (HCV). Objetivos: Determinar a prevalência do HCV em pacientes submetidos a diálise e identificar fatores clínicos, laboratoriais e epidemiológicos associados
à infecção. Casuística e Métodos: Estudo caso-controle, em que foram avaliados 461 pacientes em diálise, sendo 408 em hemodiálise e 53 em diálise peritoneal. Os
pacientes foram divididos em dois grupos, portadores e não portadores de hepatite C. As variáveis categóricas nominais foram analisadas pelo teste de Qui-quadrado
com correção de Yates. As variáveis quantitativas contínuas foram analisadas usando Teste-t não pareado e de Mann Whitney. Foram ainda utilizados Curva ROC
e coeficiente de relação de Espearman. Resultados: A prevalência do HCV foi de 7,4%. Tempo de tratamento (p < 0,0001), níveis séricos de alumínio (p < 0,0001)
e transaminase glutâmico pirúvica (p = 0,003) foram significativamente maiores nos portadores do vírus C. A prevalência de diabetes mellitus (DM) foi significativamente menor entre os pacientes HCV positivos (p = 0,02). As relações acima com níveis de alumínio e DM ocorrem de forma indireta (coeficiente de relação de
Espearman; análise tempo de tratamento e DM). Outras variáveis analisadas (idade, gênero, tipo de tratamento dialítico, tipo de acesso vascular, inscrição em lista de
transplante, infecção por hepatite B e síndrome da imunodeficiência adquirida, diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, níveis de hemoglobina, albumina, paratormônio, fósforo e cálcio) não apresentaram diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos. A maior acurácia do nível sérico de transaminase glutâmico
pirúvica (TGP) foi 33,5 UI/L, embora o valor de referência de normalidade do método utilizado fosse de 30 a 60 UI/L (área sob a curva ROC 0,6887). Conclusões:
Estes dados nos permitem concluir que a hepatite C tem forte associação com os pacientes mais antigos em diálise e isto se deve provavelmente a contaminações em
um período em que ainda não se conhecia o vírus nem se realizavam teste de triagem nos bancos de sangue, bem como não estava disponível a eritropoetina recombinante. Os achados ainda mostram que os valores de TGP, apesar de mais elevados nos portadores de hepatite C, encontram-se ainda dentro dos limites do valor de
referência do método.
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SEÇÃO POSTER
P-440
Perfil histopatológico e epidemiológico das doenças glomerulares de pacientes submetidos à biópsia
renal em Teresina-PI
Monteiro LL,Almino SN,Ferreira MS,Barroso SR,Lima Filho WFA,Silva Júnior RG,Oliveira FE,Sampaio DSA,Aguiar YQ,Nascimento GVR
Faculdade Novafapi Piauí,Faculdade Novafapi Piauí,Faculdade Novafapi Piauí,Universidade Estadual do Maranhão Maranhão,Hospital São Marcos Piauí,Faculdade
Facid Piauí,Hospital Prontomed, PiauíFaculdade Facid, PiauíFaculdade Novafapi Piauí,Faculdade Novafapi Piauí
Introdução. As glomerulopatias são afecções que acometem o glomérulo, estrutura microscópica do rim formada por um emaranhado de capilares e que é a principal
estrutura renal responsável pela filtração do sangue. Essas nosologias formam um grupo de grande diversidade etiológica e podem estar associadas a outras doenças
(glomerulopatias secundárias) ou serem primariamente renais (glomerulopatias primárias). As glomerulopatias são a 3ª causa de doença renal crônica (DRC) dialítica
mundialmente na população geral. ObjetivoS. Traçar o perfil epidemiológico dos pacientes portadores de glomerulopatias submetidos à biópsia renal, em Teresina-PI. Casuística e Métodos. Foram analisados todos os Resultados do histopatológico de biópsias renais realizadas nos dois principais serviços que realizam este exame
na cidade de Teresina, no período de 2006 a 2010, obtendo-se uma amostra de 151 pacientes, dos quais foram excluídos 6 por amostra insuficiente. Resultados. Das
145 biópsias incluídas no estudo, as principais glomerulopatias primárias encontradas foram: glomeruloesclerose segmentar e focal - GESF (23,2%), lesões mínimas
(11,9%) e nefropatia por IgA (7,9%). Dentre as glomerulopatias secundárias, a mais encontrada foi nefrite lúpica (22,5%). Com relação à imunofluorescência (IF),
o padrão mais encontrado foi IgM, C1q e C3 (17,35%), seguido do IgG, IgA, IgM, C1q e C3 (12,24%); 11,22% das IF analisadas foram negativas. Conclusão. A
glomerulopatia mais prevalente em nosso meio é a GESF, dado coincidente com o da literatura nacional. Este estudo poderá contribuir para melhor entendimento
epidemiológico das doenças glomerulares no Piauí.
267
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-270
Estudo comparativo da progressão da doença renal crônica (DRC) e fatores de risco, entre pacientes
renais crônicos estagio 4 e 5 pre-dialise, diabéticos e não diabéticos
Cardoso CS,Vicente CC,Parteli EAL,Zocrasto KC,Rodrigues GB,Ignácio EQ,Moreira RMP,Vieira LMSF
UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO,UNIRIO
Introdução: A DRC caracteriza-se pela presença de dano renal ou redução da função renal por um período igual ou superior a três meses, independente de sua etiologia. O diabetes melitus (DM) é a principal causa de insuficiência renal crônica terminal em países desenvolvidos. O número de pacientes diabéticos que anualmente
vêm sendo incluídos em tratamento substitutivo da função renal tem aumentado nos últimos anos na maioria dos países, e é representada principalmente por diabéticos do tipo 2. Objetivo: Estabelecer se há diferença na progressão e no controle dos fatores de risco para DRC entre pacientes renais crônicos nos estágios 4 e 5
pré-diálise diabéticos e não diabéticos Casuística e Métodos: A amostra estudada é formada por pacientes com DRC acompanhados no ambulatório de Nefrologia,
do HUGG, no período de agosto/2008 a abril/2012, acima de 18 anos, com DRC estágios 4 e 5 pré diálise, A população foi dividida em diabéticos(D) e não diabéticos (ND). Foram avaliados evolutivamente os Resultados da proteinúria de 24 horas (PU), pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), clearence de creatinina
estimado(MDRD4), ureia, creatinina(CR), colesterol total, HDL e LDL, trigliceridios (TGR), albumina (ALB), acido úrico, cálcio, fosforo, potássio, hematócrito
e hemoglobina. Para análise estatística utilizamos teste t não pareado, Wilcoxon test, média, mediana e desvio padrão. Resultados: Estudamos 22 pacientes D,com
média de idade de 64+10 anos, 13 mulheres, com mediana de tempo de observação(TO) de 15 meses; e 36 pacientes ND com media de idade de 62+16, 16 Mulheres e mediana de TO de 19 meses. Havia diferenças nas analises de dados iniciais no MDRD4 que foi menor nos ND (p=0,0074), na CR que foi maior nos ND
(p=0,0014), PAS (p=0,0076), PU (p=0,0034) e TGR (p=0,0386) que foram maiores nos D. Ao final os D tinham ALB menor que os ND (p=0,0051) e tinham maior
a PAS (p=0,0053), não houve diferença significativa nos demais parâmetros analisados. A perda da função nos D foi de 3,27 ml/min/ano e de 1,03 ml/min/ano nos
ND. Evoluíram com necessidade de diálise 4 pacientes ND e 2 D. Conclusões: A progressão da DRC nos diabéticos foi mais acelerada que no grupo ND. O DM e
a PAS foram os fatores importante para piora da progressão da DRC nesta amostra.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-246
Avaliação dos fatores de risco para Doença Renal Crônica em Subgrupo de idosos de áreas urbanas no
Estado do Ceará
Daher EF,Falcão FS,Fernandes,ATBM, Araújo SMHA,Silva Junior GB, Meneses LN, Marques LM, Jacinto CN, Neto MFC,Sousa CMV
Faculdade de Medina; Universidade Federal do Ceará - UFC,Faculdade de Medina; Universidade Federal do Ceará - UFC,Faculdade de Medina; Universidade
Federal do Ceará - UFC,Faculdade de Medina; Universidade Federal do Ceará - UFC,Faculdade de Medina; Universidade Federal do Ceará - UFC,Faculdade de
Medina; Universidade Federal do Ceará - UFC,Faculdade de Medina; Universidade Federal do Ceará - UFC,Faculdade de Medina; Universidade Federal do Ceará UFC,Faculdade de Medina; Universidade Federal do Ceará - UFC,Faculdade de Medina; Universidade Federal do Ceará - UFC
Introdução: De acordo com a Organização Mundial de Saúde, até 2025, o Brasil será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas, e segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2020 esse número poderá chegar a 32 milhões. Junto ao envelhecimento está o aumento da
incidência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM), com o consequente risco de doença renal crônica (DRC). Objetivo: Mostrar os dados
referentes ao subgrupo de pacientes idosos coletados durante a realização das campanhas “Rim Saudável”. Casuística e Métodos: As campanhas foram realizadas nos
anos de 2009 a 2012 em cidades do Estado do Ceará, pelos integrantes da Liga de Prevenção da Doença Renal, com o Objetivo de rastrear a DRC e seus fatores de
risco na população geral. A ficha padrão “Previna-se” da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) foi aplicada e foram avaliados dados epidemiológicos, hábitos e
antecedentes pessoais e familiares de DM, HAS, doenças cardiovasculares (DCV) e doença renal, além de medidas antropométricas, glicemia, pressão arterial. Resultados: Dentre os 2327 indivíduos acima de 18 anos que participaram das campanhas, os idosos (>60 anos) somaram um total de 677 (29%), dos quais 52% eram do
sexo masculino. Quanto às faixas etárias, 411 (66,5%) tinham entre 60-70 anos com média de 64,14±2,83, 213 (27%) entre 70-80 anos com média de 73,51±2,84,
45 (5,6%) entre 80-90 anos com média de 83,31±2,64 e 6 (<1%) acima de 90 anos com média de 93,83±2,04. Apresentavam antecedentes pessoais e familiares
de DM, 23,4% e 40,8% dos entrevistados, respectivamente. HAS foi referida por 52,4% e história familiar de HAS, por 53,5%. 7,4% diziam ter alterações renais
prévias, enquanto 14%, antecedentes familiares. Dos idosos, 20% eram tabagistas e 54%, sedentários. Quanto às DCV, 8% dos indivíduos tinham história prévia e
38%, história familiar. A média do IMC foi de 27,09±4,55 kg/m2, dos quais 257(43,8%) apresentaram sobrepeso e 137 (23,4%), obesidade. A média de circunferência abdominal (CA) foi de 97,50±12,85, sendo que 76,43% das mulheres apresentaram CA>88cm e 39,76% dos homens, CA>102cm. A média da PAS foi de
135±21,5 mmHg e a da PAD, 81,66±12,0 mmHg. Já a média da glicemia foi de 132,86±65,0 mg/dL. Conclusões: Pode-se observar uma alta prevalência de HAS e
DM , além de outros fatores que se relacionam com o avanço da DRC, o que sugere a necessidade de medidas de prevenção neste grupo de pacientes. Apoio: CNPq
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-232
Avaliação da função renal de adultos com diabetes mellitus na estratégia de saúde da família
Naghettini AV,Pereira ERS,Braga AKP,Queiroz AP,Batista SRR
Faculdade de Medicina - Universidade Federal de Goiás, Goiás,Faculdade de Medicina - Universidade Federal de Goiás, Goiás,Faculdade de Medicina - Universidade
Federal de Goiás, Goiás,Faculdade de Medicina - Universidade Federal de Goiás, Goiás,Faculdade de Medicina - Universidade Federal de Goiás, Goiás
Introdução: A doença renal crônica é um importante problema de saúde pública. Na maioria das vezes é diagnosticada tardiamente, muitas vezes na fase de doença
renal crônica terminal. Com o diagnóstico precoce poderia ser retardada a progressão da doença e prevenida algumas complicações. Os principais fatores de risco para
o desenvolvimento de DRC são diabetes e hipertensão arterial sistêmica. Tal informação é de suma importância, porque até o ano 2030 o número de pessoas com
diabetes deverá chegar a 439 milhões. No Brasil estima-se que haja 12 milhões de diabéticos, 76% pelo tipo 2. A nefropatia diabética é responsável pelo aumento do
número de pacientes em diálise em países em desenvolvimento, e já é a principal causa de terapia de substituição renal nos países desenvolvidos. Objetivo: Avaliar a
prevalência de DRC em pacientes diabéticos adultos, atendidos na Estratégia da Saúde da família da região leste de Goiânia. Casuística e Métodos: Estudo de delineamento transversal, que avaliou 336 pessoas, sendo 31,9% do sexo masculino. Desse total, foram encontrados 30 portadores de diabetes. O Projeto foi aprovado pelo
Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás-UFG. A idade média dos indivíduos foi de 43,4 anos (dp 15,4). Critérios
de exclusão: indivíduos que não concordaram em assinar o TCLE e aqueles abaixo de 18 anos. Para avaliar a função renal foi coletado amostra de sangue e urina, de
modo a verificar os valores de creatinina sérica, filtração glomerular estimada através da fórmula Cockcroft-Gault, relação albumina/creatinina na amostra de urina.
Foi definido microalbuminuria como valores entre 30 – 300 mg/g para relação albumina/creatinina. Resultados: Houve normalidade para 93,33% dos pacientes
diabéticos ao se avaliar a creatinina sérica. Em contrapartida, 23,33% deles apresentaram filtração glomerular reduzida (< 90 ml/min), sendo 6,67% < 60ml/min;
26,67% apresentaram microalbuminúria e 3,33% obtiveram macroalbuminúria. Conclusões: A prevalência de nefropatia diabética foi 30% incluindo nefropatia
insipiente e clínica. Estes Resultados mostram que a nefropatia diabética deve ser buscada ativamente na atenção primária, pois é assintomática. Sugerem-se pesquisas
longitudinais e de intervenção na atenção primária à saúde onde a história natural da doença pode ser modificada.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-783
15 anos apósTransplante renal e cisteamina para o tratamento de Cistinose. O enxerto vai bem. O
paciente nem tanto
David-Neto E,Nahas WC,Schvartsman BGS,Suletroni V,Vaisbich MH
Instituto Central-HCFMUSP,Instituto Central-HCFMUSP,Instituto da Criança-HCFMUSP,Instituto Central-HCFMUSP,Instituto da Criança-HCFMUSP
Introdução:Cistinose é uma doença grave sistêmica autossômica recessiva por acúmulo intralisosomal de cistina. O acometimento renal é precoce levando a doença
renal crônica terminal. Não recorre no enxerto, porém existem poucos relatos sobre o prognóstico do enxerto e dos pacientes. Objetivo: Relatar Resultados de longo
prazo de pacientes submetidos a transplante renal (Tx) em uso de cisteamina (droga depletora dos estoques de cistina). Casuística e Métodos:Estudo retrospectivo
com informações de um banco de dados eletrônico. Data de início dos eventos clínicos, como o acometimento extra-renal, foi calculada conforme registro de evento
ou quando da Introdução de medicamentos. Avaliamos a função renal (eGFR MDRD) e parâmetros antropométricos. Resultados:Entre 1986 e 2000, 9 pacientes
receberam um Tx. A idade ao diagnóstico de cistinose foi 8.3±4.8 anos e a idade no início de cisteamina foi 15.5±3.7 anos. A idade média ao Tx foi de 9.1±1.5 anos
e o seguimento posterior de 17.3±4.0 anos. Dois pacientes perderam seus enxertos por nefropatia crônica do enxerto e receberam novo Tx. Um paciente morreu com
enxerto funcionante por infecção, 16 anos após o Tx, aos 23 anos. A sobrevida (15 anos) do paciente foi de 100% e a sobrevida do enxerto censurada para óbito (15
anos) foi de 75%. Na última avaliação a SCr foi de 1.3±0.4 mg/dl e a eGFR 65.7±19.7 ml/min/1.73m2SC (36,5 –90.6) (95% C.I.). Todos os pacientes desenvolveram hipotireoidismo (11.5±3.7 anos), 7/9 (77,8%) desenvolveram Diabetes Mellitus (17.4±3.5 anos), 3/9 (33,3%) apresentaram disfunção de deglutição (mediana=
16 anos, 6-27) e fotofobia ocorreu em todos os pacientes (13.3±6.1 anos). Dois pacientes fizeram transplante de córnea, aos 29 e 26 anos de idade. Houve uma melhora no Z-score de altura de 1 ano (-2.8±0.9) para 5 anos após o Tx (-2.5±0.9) (p = 0,04), porém todos permaneceram com defict de crescimento. No Z score de
peso não houve mudança significativa: -0.9±0.6 um ano após o Tx e - 1.1±0.5 após 5 anos (p = 0,26). Conclusões:Este estudo mostou excelente sobrevida de enxerto
em pacientes com cistinose, porém com uma alta incidência de complicações extra-renais.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-236
Avaliação das características morfológicas da doença arterial coronariana através de
cineangiocoronariografia em pacientes com doença renal crônica em Hospital Universitário de Curitiba
Ferreira RPM,Gomes LK,Nascimento MM,Varela AM,Martini CAN,Amaral PO,Bisolo L
Hospital Universitário Evangélico de Curitiba,Hospital Universitário Evangélico de Curitiba,Hospital Universitário Evangélico de Curitiba,Hospital Universitário
Evangélico de Curitiba,Hospital Universitário Evangélico de Curitiba,Hospital Universitário Evangélico de Curitiba,Hospital Universitário Evangélico de Curitiba
Introdução: No universo do paciente com doença renal crônica (DRC), é de conhecimento geral que doenças cardiovasculares (DCV) despontam como a principal
causa de morbidade e mortalidade. Esses pacientes apresentam um risco 20 a 30 vezes maior de mortalidade por DCV, quando comparados com o de população com
função renal preservada. Além de fatores de riscos tradicionais (hipertensão arterial, diabetes mellitus II, obesidade, sedentarismo e tabagismo) muito comuns nesses
pacientes, estarem relacionados à DCV, existe um conjunto de fatores peculiares à DRC, que somados aos primeiros justificam esse risco aumentado, são os chamados
fatores não tradicionais (hiperhomocisteinemia, ativação excessiva do sistema renina-angiotensina-aldosterona, distúrbios do metabolismo mineral, hiperparatireoidismo secundário, entre outros). Uma vez que esses pacientes estão expostos a essa peculiar combinação de fatores de risco, mecanismos envolvidos na patogênese da
DCV são potencialmente diferentes podendo então está relacionado a padrões morfológicos específicos da doença aterosclerótica nos pacientes com DRC. Objetivo:
O estudo teve como Objetivo caracterizar a morfologia da doença arterial coronariana nos pacientes com DRC e compara-la com um grupo controle exposto a similares fatores de riscos tradicionais, com função renal normal.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-854
Prevalência de anemia após o transplante renal em pacientes que utilizam micofenolato ou azatioprina
Oliveira PCL,Rocha PMR,Malafronte P,Souza JF,Bento CS,Miorin LA,Sens YAS
Clinica de Nefrologia da Santa Casa de São Paulo,Clinica de Nefrologia da Santa Casa de São Paulo,Clinica de Nefrologia da Santa Casa de São Paulo,Clinica de
Nefrologia da Santa Casa de São Paulo,Clinica de Nefrologia da Santa Casa de São Paulo,Clinica de Nefrologia da Santa Casa de São Paulo,Clinica de Nefrologia da
Santa Casa de São Paulo
Objetivo: Avaliar a prevalência de anemia no primeiro ano após transplante renal, e comparar pacientes que utilizam azatioprina ou micofenolato mofetil/sódico.
Metódo: Foram avaliados receptores de transplante renal com enxerto funcionante que utilizavam azatioprina ou micofenolato no esquema imunossupressor. Os
critérios de exclusão foram: idade < 18 anos, tempo < 12 meses após o transplante, infecção, hemorragia, rejeição, utilização de IECA ou BRA II, suplementação de
ferro ou eritropoetina no período de estudo. Foram analisados os dados demográficos, a hemoglobina (Hg) e creatinina séricas no 12º mês após o transplante renal.
Resultados: Foram avaliados 67 pacientes, 37 utilizando azatioprina e 30 micofenolatomofetil/sódico, ambos associados à ciclosporina. A prevalência total de anemia
no 12º mês após o transplante foi 37,3%. No grupo azatioprina (sexo feminino n=18, idade 32±9 anos; masculino n=19, idade 38±14 anos) a prevalência de anemia
foi de 32,4%, e no grupo micofenolato (sexo feminino n=15, idade 39±13 anos; masculino n=15, idade 34±13 anos) foi de 43,3 %, sem diferença significante entre os
dois grupos. Considerando os sexos separadamente, os valores médios de Hg foram significativamente menores no sexo feminino no grupo micofenolato comparado
com azatioprina. A creatinina sérica foi maior no grupo micofenolato, mas não houve correlação significante entre os valores de Hg e creatinina no 12º mês pós-Tx
no grupo micofenolato (r = - 0,207, p= 0,272) e no grupo azatioprina (r = - 0,060, p= 0,723). Conclusões: A prevalência de anemia após o 12º mês do transplante
renal foi alta. Sómente no sexo feminino os valores de hemoglobina foram menores no grupo micofenolado comparado com azatioprina. Não houve correlação entre
os valores de Hg e creatinina sérica.
Sexo F/M
Anemia n (%)
Hemoglobina (g/dL)
Sexo Feminino
Sexo Masculino
Creatinina (mg/dL)
Grupo Micofenolato
N=30
15/15
13(43,3)
12,8±2,4
14,5±2,0
1,71±0,4
p<0,05. Teste t Student não-pareado e Qui-quadrado.
Grupo Azatioprina
N=37
18/19
12(32,4)
14,0±2,0
15,3±2,7
1,37± 0,4
273
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
p
0,892
0,507
0,029
0,182
0,001
SEÇÃO POSTER
P-317
Perfis epidemiológicos da doença renal crônica e seus fatores de risco nas populações de três
municípios do interior do ceará
Martiniano LVM, Amaral YS,Cavalcante ND,Trindade VC,Pereira TAS,Monteiro ACC,Gaspar PL,Silva Junior GB,Araújo SMHA,Daher EF
Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do
Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) possui elevada morbidade e mortalidade. Resulta de lesões progressivas e irreversíveis provocadas principalmente por
Diabetes Mellitus (DM), Hipertensão Arterial (HAS) e Glomerulonefrites. Sua progressão pode ser retardada através de detecção precoce e condutas terapêuticas,
reduzindo o sofrimento do paciente e os custos associados. Sabendo da importância da prevenção, executamos a Campanha Rim Saudável nas cidades de Amontada,
Guaramiranga e Itarema, com apoio das respectivas prefeituras. Objetivos: Identificar e orientar indivíduos do interior do Ceará que apresentam risco de desenvolver
DRC e alertar a população em geral para a necessidade de medidas preventivas na manutenção de rins saudáveis. Casuísticas e Métodos: Em Campanhas realizadas
pela Liga de Prevenção da Doença Renal – NUPEN, projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará, realizadas em julho de 2009 em Amontada, julho de
2010 em Guaramiranga e Janeiro de 2012 em Itarema, municípios do interior do Ceará. Foram montadas barracas de verificação da pressão arterial (PA), glicemia
capilar, peso e circunferência abdominal (CA). Foi aplicado questionário-modelo “Previna-se” elaborado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN, distribuição
de panfletos e orientação sobre doenças renais para as pessoas que apresentavam fatores de risco para DRC. Todos os participantes receberam uma guia com o resultado dos exames acima descritos e as possíveis orientações para uma mudança no estilo de vida. Resultados: O total de entrevistados foi de 425. Desses, 61,6% eram
mulheres e 38,4% homens. A idade média da população foi de 46,6±17,4 anos. Os indivíduos que se disseram portadores de alterações renais prévias eram 10,6% e
os que apresentavam riscos de desenvolvê-las eram de 43,4%. A HAS foi confirmada em 34,1% e o DM, em 10,1%. Os que possuíam familiares com doença renal
somavam 20%. A taxa de tabagistas e ex-tabagistas era de 16,9%. Os que apresentaram CA elevada eram 215 (50,6% dos participantes). A média do IMC foi de
19,85±12,3 kg/m², dos quais, 118 (27,5%) estavam em sobrepeso e 35 (8,2%) eram obesos. Possíveis novos casos de HAS (PAS>140mmHg ou PAD>90 mmHg)
foram detectados em 280 (35%) indivíduos.Conclusão: A campanha permitiu identificar indivíduos com diversos fatores de risco para desenvolver DRC, permitindo
esclarecer o perfil epidemiológico dos municípios estudados.Ressalta-se, ainda, a necessidade de alertar à população sobre a DRC e seus riscos.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-781
Uma simples pergunta sobre apetite estaria indicada como instrumento de triagem da desnutrição em
hemodiálise?
Claudia MC Oliveira,Marcos Kubrusly,Danielle M Torres,Thiago B Oliveira,André T Lima,Natasha MR Cavalcante,Antônio Luís C Jerônimo
Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina
Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce,Faculdade de Medicina Christus -Fortaleza-Ce
Introdução: A anorexia é uma das causas de desnutrição proteico-calórica em hemodiálise (HD). Os instrumentos para avaliação do apetite e a correlação do apetite
com parâmetros nutricionais necessitam de mais estudos. Objetivo: Avaliar a correlação entre o apetite e parâmetros demográficos, laboratoriais e nutricionais em
pacientes de duas clínicas de HD em Fortaleza. Métodos: Em estudo de desenho transversal, foram incluídos pacientes com idade ≥ 18 anos e com tempo de diálise
superior a três meses. A avaliação do apetite foi obtida através da pergunta “Como vai o seu apetite nas últimas 4 semanas?”. Os pacientes foram divididos em 3 grupos: Grupo 1: apetite muito bom e bom; Grupo 2: razoável; Grupo 3: pobre e muito pobre. Os parâmetros demográficos pesquisados foram idade, sexo, tempo em
diálise e adequação da HD (Ktveq); as variáveis laboratoriais foram hemoglobina, uréia, creatinina, potássio, fósforo; e os parâmetros nutricionais foram o índice de
massa corporal (IMC), a albumina sérica, o índice de risco geriátrico nutricional (INRG) e o índice de massa magra (massa magra em kg/m2) obtido por bioimpedância elétrica multifrequencial. Foram considerados desnutridos pacientes com IMC < 23kg/m2, albumina < 4 g/dl, INRG < 98. A associação entre as variáveis do
estudo e o apetite foi verificada pelo Teste de Fisher e pela comparação das médias das variáveis nos 3 grupos (ANOVA e Kruskall Wallis). Resultado: Foram incluídos
136 pacientes, idade média de 50,7 anos, tempo médio em diálise de 69 meses, sendo 57% do sexo masculino. O apetite no último mês foi muito bom em 18,4%
dos pacientes, bom em 52,9%, razoável em 19,9%, pobre em 5,9% e muito pobre em 2,9%. Foram considerados desnutridos 34,3% dos pacientes segundo o IMC,
34,1% segundo a albumina e 31,6% segundo o INRG. Entre as variáveis do estudo, observou-se uma diferença significativa entre os grupos 1, 2 e 3 para hemoglobina
(p = 0,0186), creatinina (p = 0,0392); albumina (p = 0,0065), INRG (p = 0,0274) e índice de massa magra (p = 0,0274). Conclusão: A avaliação do apetite em hemodiálise é difícil, apesar da utilização de perguntas ou questionários que tentam classificar o apetite de forma mais objetiva. A pergunta utilizada no presente estudo
pôde discriminar o grau de apetite adequadamente, podendo ser útil como instrumento de triagem para desnutrição em hemodiálise, uma vez que houve diferença
significativa entre o grau de apetite e parâmetros nutricionais, como albumina, índice de massa magra e INRG.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-351
Ativação de células NKT atenua a lesão renal induzida pela adenina
Cristhiane Favero Aguiar,Angela Castoldi,Matheus Correa-Costa,Tarcio Teodoro Braga,Meire Ioshie Hiyane,Marcos Antonio Cenedeze,Erika Naka,
Alvaro Pacheco e Silva Filho,Niels Olsen Saraiva Camara
UNIFESP,UNIFESP,USP,USP,USP,USP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP, IEP Albert Einstein,UNIFESP, USP
Introdução:As doenças que afetam o compartimento túbulo-intersticial renal são numerosas e variadas. A patogênese das doenças renais envolve a participação
de vários elementos da resposta imune. As células NKT constituem uma população distinta de linfócitos caracterizada pela reatividade a glicolipídios, como a
αGalactosilceramida, apresentados pela molécula CD1d. Objetivo: O Objetivo do nosso trabalho foi analisar se a administração da αGalCer, um agonista de células
NKT invariantes, seria capaz de atenuar a nefrite túbulo-intersticial induzida pela ingestão excessiva de adenina. Material e métodos: Utilizamos camundongos selvagens C57Bl/6j de 8-10 semanas. A ração contendo 0,25% de adenina foi oferecida aos animais durante 10 dias e os animais controle receberam a dieta padrão. Outro
grupo de animais selvagens foram injetados uma vez com o agonista de células iNKT, αGalCer, no mesmo dia de início da ração com adenina. Os animais foram
sacrificados no 10º dia após início da ração de adenina e amostras de sangue e tecido renal foram coletadas para análise da função renal, expressão gênica, histologia e
imunohistoquímica. Os dados foram apresentados através de média±desvio padrão e o teste ANOVA foi utilizado para comparação dos grupos. Resultados: No grupo de animais injetados com αGalCer, observamos diminuição dos níveis de creatinina sérica nos animais que receberam αGalCer e adenina em relação aos animais
selvagens que só receberam a ração suplementada com adenina. Da mesma forma, houve diminuição da expressão gênica de IL-6 e TNF-α, redução significativa da
porcentagem de fibrose intersticial e da marcação para FSP-1 e α-SMA nos animais do grupo adenina injetados com αGalCer, em relação aos WT do grupo adenina.
Conclusão: Nossos dados indicam que as células NKT invariantes participam atenuando o processo de lesão renal induzida pela adenina, pois a ativação das mesmas
é capaz de melhorar a função renal dos animais WT quando submetidos à ingestão de adenina.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-18
Atuação profissional do enfermeiro em unidades de diálise
Fernanda Celedonio de Oliveira, Maria Dalva Santos Alves
Universidade Federal do Ceará,Universidade Federal do Ceará
Introdução: desde que se iniciaram os programas de diálise na década de 1960, o desenvolvimento científico e tecnológico da Enfermagem e as novas exigências legais
de habilitação para o exercício profissional dessa profissão, permitiu que o enfermeiro especialista em nefrologia demonstrar sua importância nesta área. Com o passar
do tempo, a atuação do profissional nas unidades de diálise vem sendo reconhecida e considerada relevante. Objetivo: identificar a atuação do enfermeiro que trabalha
em nefrologia, enfocando a relevância da assistência de Enfermagem ao paciente renal crônico em tratamento. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo com
abordagem qualitativa, realizada com 14 gerentes de enfermagem que atuam na nefrologia de diversos centros de diálise em Fortaleza/CE no ano de 2012. Foi aplicada
uma entrevista semiestruturada sobre a vivência do trabalho atual. Resultados: o enfermeiro que atua com nefrologia engloba inúmeras atividades, entre elas destaca-se a assistencial e a burocrática. Na assistencial, destacam-se diversas atividades entre elas: cuidado individual com os pacientes e seus familiares; identificação das
necessidades de saúde; educação continuada; acompanhamento e realização de procedimentos técnicos e cirúrgicos; administração de medicamentos; auto-cuidado
entre outras. E na burocrática, principalmente: administração de recursos humanos com os técnicos de enfermagem - treinamentos técnicos e científicos e adequação
de escalas (falta, atestados, férias e problemas de saúde) e as atividades administrativas da clínica com preenchimento de dados epidemiológicos, controle de material
e etc. Conclusão: o trabalho do enfermeiro nefrologista requer profissionais cada vez mais habilitados e qualificados com atitude humanística e científica para atuar
na área e que saibam reconhecer seus valores intelectuais e profissionais. Os avanços educacionais e tecnológicos na Enfermagem nefrológica estão em ascensão, e isso
faz com que a torne cada vez um campo científico, dinâmico e atualizado às mudanças que a área exige.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-529
Cotidiano das enfermeiras que trabalham com diálise para renais agudos
Fernanda Celedonio de Oliveira, Maria Dalva Santos Alves
Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal Do Ceará
Introdução: A atuação do enfermeiro que trabalha em nefrologia abrange dois tipos de pacientes distintos o renal agudo e o renal crônico, consequentemente, dois
tipos de atendimento e assistência diversificada. Objetivo: conhecer o cotidiano das enfermeiras que trabalham exclusivamente com diálise para pacientes com insuficiência renal aguda. Metodologia: Estudo descritivo com abordagem qualitativa realizada no ano de 2012 em Fortaleza-CE, com enfermeiras que trabalham nos
serviços de atendimento aos pacientes renais agudos em hospital. Utilizou-se a entrevista semiestruturada após aprovação pelo comitê de ética em pesquisa. Resultados:
Entre as questões abordadas destacou-se o cotidiano na assistência ao paciente renal agudo; quais as principais atividades que executam; o que lhe mais agrada e desagrada no trabalho; como avalia sua atuação e como se sente atualmente em relação ao exercício profissional, incluindo as expectativas e perspectivas em relação a ele. A
sobrecarga de trabalho foi bastante enfatizada, pois se torna mais intensa, por ser responsável por inúmeras atividades que ocorrem em momentos e locais diferentes,
com pacientes, familiares e funcionários diversos, entre elas: visitação diária a diversos hospitais, controle de material, passagem de cateteres, realização da diálise, treinamento de funcionários, serviços burocráticos, assim como, pelo estresse frequente ao risco de acidentes de carro, pelos deslocamentos. Conclusão: Percebe-se que,
apesar de ser um trabalho que exige os mesmos princípios científicos e tecnológicos, a assistência de enfermeiras ao paciente renal agudo em atendimento hospitalar,
é diferenciada, pois requer gerência e organização específica pelas características da assistência.
278
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-141
Prevalência de Fatores Tradicionais de Risco Cardiovascular em Pacientes em Hemodiálise em Porto
Alegre, RS
Burmeister JE,Borges V,Munaro G,Pereira JD,Mosmann CB,David RB,Rodrigues M,Youssef JP,Grandi RR,Sombrio LL,Bastos JP,Rosito GA
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre -Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto
Alegre -Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Introdução: Estudos observacionais nos pacientes em hemodiálise por insuficiência renal crônica demonstram altas taxas de mortalidade e as doenças cardiovasculares representam aproximadamente 50% desses eventos, provavelmente devido a um perfil de alto risco cardiovascular. No entanto, a maioria desses estudos não são
de base populacional ou apresentam problemas metodológicos, especialmente quanto à coleta de dados. Objetivo: Descrever, em uma primeira fase, a prevalência
de fatores de risco cardiovascular em pacientes renais crônicos sob hemodiálise ambulatorial em uma população urbana de nosso país. Casuística e Métodos: Estudo
transversal (Fase inicial do Projeto CORDIAL) com toda a população de pacientes em hemodiálise na cidade de Porto Alegre - Brasil, incluindo 1.215 (97,3%) dos
1.249 indivíduos com esse tratamento nos 15 centros especializados da cidade entre agosto de 2010 e março de 2011. Foram analisados os prontuários médicos dos
pacientes e realizada entrevista individual com um questionário padronizado e validado. Foram determinadas as prevalências de hipertensão arterial (PA >140/90
mmHg ou uso de medicação antihipertensiva), diabete melito 1 ou 2 (diagnóstico informado, uso de hipoglicemiante ou glicemia de jejum > 115 ou > 200 mg/dL em
qualquer horário), dislipidemia (colesterol total > 200, LDL >160, HDL < 40 ou triglicerídeos> 200 mg/dL ou uso de hipolipemiantes), tabagismo atual ou passado,
sedentarismo (ausência de atividade física), sexo masculino e idade >60 anos. Resultados: O tempo em diálise (média) era de 49,5 meses e 57% estava em diálise há
menos de 3 anos. A média de idade era 58,3 anos, sendo 59,5% homens e 62,3% não-afrodescendentes. Havia 59,5% de pacientes masculinos e 46,0% de idosos
(> 60 anos de idade), 87,2% de hipertensos, 36,7% de diabéticos, 78,3% com dislipidemia, 53,7% tabagistas e 73,1% sedentários. Conclusões: As prevalências dos
principais fatores de risco cardiovascular nesta população são bastante elevadas, sendo maiores do que as da população geral e de outros estudos realizados em hemodialisados anteriormente no Brasil.
279
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-78
Fatores de risco cardiovascular em pacientes diabéticos e não-diabéticos em hemodiálise
Burmeister JE,Dorneles GD,Miranda EH,Youssef JP,Lague L,Alvares F,Saraiva RT,Bastos JP,Rosito G
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto
Alegre - Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Introdução: Pacientes renais crônicos em hemodiálise apresentam altas taxas de morbimortalidade por causas cardiovasculares, especialmente aqueles com diagnóstico
de diabetes melitus. Essas patologias estão relacionadas a diversos fatores de risco tradicionais e não tradicionais, altamente prevalentes nesses pacientes. Objetivo:
Analisar a prevalência de fatores tradicionais de risco cardiovascular entre pacientes diabéticos e não-diabéticos em hemodiálise em uma coorte representativa de todos
os pacientes da cidade de Porto Alegre. Casuística e Métodos: Estudo transversal com dados do Projeto CORDIAL realizado em 2011 na cidade de Porto Alegre,
incluindo 1.215 (97,3%) dos 1.249 indivíduos em tratamento com hemodiálise nos 15 centros especializados da cidade. Os critérios de inclusão foram tratamento
dialítico há mais de 30 dias, idade ≥18 anos e aderência ao termo de consentimento. As informações foram obtidas a partir dos prontuários médicos de cada indivíduo. Foram determinadas as prevalências de hipertensão arterial (PA >140/90 mmHg ou uso de antihipertensivo), diabetes 1 e 2 (diagnóstico informado, uso de
hipoglicemiante ou glicemia de jejum > 115 ou > 200 mg/dL em qualquer horário), dislipidemia (colesterol total > 200, LDL >160, HDL < 40 ou triglicerídeos>
200 mg/dL ou uso de hipolipemiantes), tabagismo atual ou passado, sedentarismo (ausência de atividade física), sexo masculino e idade >60 anos. Teste estatístico:
Chi-quadrado. Resultados: Havia 434 pacientes diabéticos (DM) e 781 não-diabéticos (NDM). Os DM apresentavam mais indivíduos acima dos 60 anos (57,8 vs.
39,4% - p<0,0001) e maior prevalência de obesidade (p=0,001), sedentarismo (p<0,0001), dislipidemia (p<0,0001) e hipertensão arterial (p<0,0001). Tabagismo e
sexo masculino não apresentaram diferença significativa. Conclusão: Considerando-se que apenas a presença de diabete melito já representa um aumento significativo
do risco cardiovascular, o achado de que estes outros 5 fatores de risco são mais prevalentes exatamente nos pacientes com diabete pode indicar que este grupo (diabéticos em diálise) tem um perfil ainda pior de risco cardiovascular do que os demais pacientes em hemodiálise.
280
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-75
Fatores de Risco Cardiovascular de Acordo com o Indice de Massa Corporal em Pacientes com
Insuficiência Renal Crônica sob Hemodiálise
Burmeister JE,Saraiva RT,Grandi RR,Dannebrock FA,Sombrio LL,Bringhenti L,Dorneles GD,Bastos JP,Rosito GA
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - programa de P’os-Graduação em Ciências Médicas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto
Alegre - programa de P’os-Graduação em Ciências Médicas
Introdução: Pacientes renais crônicos em hemodiálise apresentam graus variados de doença vascular relacionada à progressão da hipertensão arterial sistêmica, do
diabete melito e da dislipidemia, fatores que, associados ao sedentarismo, tabagismo, sexo masculino e à idade avançada aumentam significativamente a mortalidade
desses indivíduos. A principal causa de morte nos pacientes renais crônicos em tratamento de hemodiálise são os eventos de origem cardiovascular, correspondendo
a mais da metade desses óbitos. Objetivo: Verificar a prevalência dos fatores tradicionais de risco cardiovascular nesses indivíduos estratificados pelo índice de massa
corporal (IMC) em uma coorte representativa de todos os pacientes da cidade de Porto Alegre. Casuística e Métodos: Estudo transversal com dados do Projeto CORDIAL realizado em 2011 em Porto Alegre incluindo todos os 1.215 pacientes renais crônicos em hemodiálise na cidade. Critérios de inclusão: idade mínima de 18
anos e início do tratamento dialítico há mais de 30 dias; e de exclusão: inexistência de registros suficientes com dados necessários para a análise. Os fatores de risco analisados foram idade >60 anos, sexo masculino, diabete melito 1 ou 2 (diagnóstico informado, uso de hipoglicemiante ou glicemia de jejum > 115 ou > 200 mg/dL em
qualquer horário), hipertensão arterial (PA >140/90 mmHg ou uso de antihipertensivo), dislipidemia (colesterol total > 200, LDL >160, HDL < 40 ou triglicerídeos>
200 mg/dL ou uso de hipolipemiantes), sedentarismo (ausência de atividade física) e tabagismo (atual ou passado). Os pacientes foram estratificados em 2 grupos
pelo IMC: <25 e =>25 para fins de comparação da prevalência dos fatores de risco cardiovascular. Teste estatístico: Chi-quadrado. Resultados: Foram incluídos 1.206
pacientes (99,3%), estando 703 e 148 deles nos grupos com IMC <25 e =>25 respectivamente. O grupo IMC=>25 teve mais indivíduos do sexo masculino (62,6
vs. 55,5% - p=0,0129) e apresentou prevalência significativamente mais elevada de hipertensão arterial (p=0,0235), diabetes (p=0,0002) e dislipidemia (p<0,0001).
Sedentarismo e tabagismo não diferiu entre os grupos. Fatores de risco presentes simultaneamente em diferentes quantidades em cada paciente foram encontrados
nos 3 grupos. Conclusão: A prevalência de fatores tradicionais de risco CV foi elevada em todos os pacientes renais crônicos em hemodiálise independente do IMC,
verificando-se algumas diferenças cujo significado clínico não pode ser definido com os dados obtidos.
281
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-184
Comparação dos efeitos do bicarbonato de sódio vs citrato de potássio em pacientes litiásicos hipocitratúricos
Vivian Barbosa Pinheiro,Christiane Ishikawa Ramos,Camila Mithie Hattori,Alessandra Calábria Baxmann,Ita Pfeferman Heilberg
UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP,UNIFESP
Introdução: A utilização de citrato de potássio para o tratamento da hipocitratúria é rotineira na prática clínica atual. No entanto, devido ao seu custo elevado e a seus
efeitos colaterais, faz-se necessária a busca de formas alternativas para o tratamento de pacientes litiásicos hipocitratúricos. Objetivos: Avaliar os efeitos da administração de bicarbonato de sódio vs citrato de potássio sobre a citratúria de pacientes litiásicos hipocitratúricos. Metodologia: Foram incluídos 16 pacientes adultos que
foram submetidos à avaliação nutricional, aferição da pressão arterial, coleta de sangue e coleta de urina de 24 horas. Após a realização do período basal, os pacientes
foram distribuídos randomicamente em dois grupos para receber 60 mEq/d de bicarbonato de sódio (BicNa) ou 60 mEq/d de citrato de potássio (CitK). Cada período teve duração de 3 dias e foi realizado na vigência de dieta controlada com wash-out de 1 semana. Resultados: Conclusão: O bicarbonato de sódio foi tão eficiente
quanto o citrato de potássio na elevação do citrato urinário, na alcalinização da urina e na redução do índice de cristalização para oxalato de cálcio em pacientes litiásicos hipocitratúricos sem implicar em aumento da excreção urinária de cálcio consequente à maior carga de sódio.
Resultados:
Características Clínicas
Sexo (F/M)
Idade (anos)
IMC (kg/m2)
Pressão sistólica (mmHg)
Pressão diastólica (mmHg)
Parâmetros Séricos
Creatinina (mg/dL)
Cálcio total (mg/dL)
Ácido úrico (mg/dL)
HCO3 (mmol/L)
Parâmetros Urinários
Citrato (mg/24h)
pH
Potássio (mEq/24h)
Sódio (mEq/24h)
Cálcio (mg/24h)
Creatinina (mg/24h)
Uréia (g/24h)
Magnésio (mg/24h)
Fósforo (mg/24h)
Cloro (mEq/24h)
Ácido úrico (mg/24h)
Volume urinário (mL/24h)
Oxalato urinário (mg/24h)
Índice de Tiselius
X ± DP; a vs Basal; b vs BicNa.
Basal
10/ 6
39,88 ± 11,27
28,29 ± 5,43
121,88 ± 12,23
80 ± 7,30
0,85 ± 0,18
9,19 ± 0,40
5,33 ± 1,60
26,85 ± 1,92
196 ± 67
6,16 ± 0,82
54 ± 19
164 ± 88
192 ± 71
1375 ± 467
22,95 ± 6,31
80 ± 29
830 ± 240
160 ± 79
582 ± 191
1794 ± 741
23,07 ± 6,84
1,79 ± 1,19
BicNa
10/ 6
39,88 ± 11,27
28,50 ± 5,59
126,25 ± 24,46
83,75 ± 16,28
0,85 ± 0,17
9,19 ± 0,5
5,47 ± 1,43
27,19 ± 2,54
470 ± 191a
7,26 ± 0,6a
64 ± 37
219 ± 71
186 ± 76
1381 ± 350
22,34 ± 4,96
76 ± 21
706 ± 208a
178 ± 63
614 ± 172
2140 ± 710
23,31 ± 7,27
0,88 ± 0,49a
282
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
CitK
10/ 6
39,88 ± 11,27
28,51 ± 5,57
126,88 ± 25,22
84,38 ± 17,50
0,86 ± 0,19
9,24 ± 0,39
5,33 ± 1,56
27,66 ± 2,01
465 ± 228a
7,32 ± 0,37a
87 ± 28a
186 ± 91
157 ± 158ab
1327 ± 441
20,56 ± 7,23
71 ± 22
667 ± 218a
171 ± 60
578 ± 176
2010 ± 730
22,79 ± 8,99
0,69 ± 0,39ab
p
0,311
0,966
0,607
0,856
0,816
0,529
0,292
<0,001
<0,001
0,009
0,058
0,010
0,646
0,239
0,156
0,002
0,537
0,666
0,362
0,959
<0,001
SEÇÃO POSTER
P-167
Uso de medicações cardioprotetoras em pacientes renais crônicos em hemodiálise
Burmeister JE,Campos JF,Salles F,Mosmann CB,Abreu LP,Fontana MF,Fracasso Jr J,Bastos JP,Rosito GA
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas,Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto
Alegre - Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Introdução: Pacientes com doença renal crônica (DRC) apresentam altos índices de morbidade e mortalidade cardiovascular (CV) e, naqueles em hemodiálise, mais
de 50% das mortes são por doenças CV. Na população geral, já está bem estabelecido o benefício da prevenção primária destes eventos CV com o uso de iECA, estatinas e aspirina. Nos renais crônicos, isto não está adequadamente definido, seja por falta de estudos apropriados, seja por exclusão destes pacientes da maioria desses
estudos, ou ainda por falta de aplicação dessa estratégia de prevenção a este grupo de pacientes. Objetivo: O Objetivo do estudo foi descrever o uso de quatro tipos de
drogas cardioprotetoras na população de pacientes em hemodiálise na cidade de Porto Alegre. Casuística e Métodos: Estudo transversal com dados do Projeto CORDIAL realizado em 2011 na cidade de Porto Alegre, incluindo 1.215 (97,3%) dos 1.249 indivíduos em tratamento com hemodiálise nos 15 centros especializados da
cidade. O critério de inclusão foi tratamento dialítico por DRC há pelo menos 30 dias, idade ≥18 anos, em diálise há 30 dias ou mais e aderência ao termo de consentimento. As informações foram obtidas a partir dos prontuários médicos de cada paciente. Foi analisada a utilização das seguintes classes de drogas cardioprotetoras:
betabloqueadores, inibidores da enzima de conversão da angiotensina e/ou anagonista da angiotensina 2, antiplaquetários e estatina. O uso dessas classes de drogas
foi analisado de acordo com os seguintes grupos de risco – pacientes com diabete melito (DM), com doença arterial coronariana (DAC), DM + DAC, e DM sem
DAC. Resultados: 1.141 pacientes apresentavam os registros necessários. A média(DP) de idade era 58,1(14,8) anos, sendo 59,8% masculinos. Havia 400 pacientes
com DM, 288 com DAC, 149 com DAC+DM, e 139 com DAC sem DM. O uso de IECA/ARA2 foi similar entre os 4 grupos de risco (entre 45,6 e 50,4%), assim
como o de betabloqueadores (40,0 a 51,1%). Antiplaquetários foram utilizados desde 39,3% no grupo DM até 47,7% nos DAC+DM, enquanto estatinas variaram
de 27,3% nos DAC sem DM até 45,0% nos DAC+DM. Conclusões: Considerando-se o elevado risco CV dos pacientes renais crônicos em hemodiálise, o uso de
medicações cardioprotetoras nesse pacientes em Porto Alegre é inferior ao esperado de acordo com as recomendações atuais, embora similar ao descrito em estudos
anteriores realizados em centros de outros países.
283
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-522
Bone marrow-derived mesenchymal stem cells repaired but did not prevent gentamicin-induced acute
kidney injury through paracrine effects in rats
Reis LA1,Borges FT1,Simões M de J2,Schor N1
Nephrology Division 1, UNIFESP/ EPM, São Paulo,Nephrology Division 1, UNIFESP/ EPM, São Paulo,Morphology Department2, UNIFESP/ EPM, São Paulo,Nephrology
Division 1, UNIFESP/ EPM, São Paulo
Introduction: The gentamicin (G) induce acute kidney injury (AKI) and it`s characterized by proximal tubular necrosis, alterations in glomerular hemodynamics
and a decrease in both the glomerular plasma flow and in the ultrafiltration coefficient. Some studies have reported that the injected BMSCs infiltrate the kidney and
directly populate the injured renal tubule or direct BMSCs incorporation into the tubules during the repair processes, suggesting paracrine effects. The protective
effect of the conditioned medium (CM) was blunted by RNase during a long period of incubation, these effects may be mediated mainly by the RNA-like factors
released by BMSCs into the medium. Objective: This study evaluated the effects of BMSCs or their conditioned medium (CM) on the repair and prevention of AKI
induced by G. Methods: Animals received daily injections of G up to 20 days. On the 10th day, injections of BMSCs, CM, CM+trypsin, CM+RNase or exosome-like
microvesicles extracted from the CM were administered. In the prevention groups, the animals received the BMSCs 24 h before or on the 5th day of G treatment.
Results: Creatinine (Cr), urea (U), FENa and cytokines were quantified. The kidneys were evaluated using hematoxylin/eosin staining and immunohystochemistry.
The levels of Cr, U and FENa increased during all the periods of G treatment. The BMSC transplantation, its CM or exosome injections inhibited the increase in
Cr, U, FENa, necrosis, apoptosis and also increased cell proliferation. The pro-inflammatory cytokines decreased while the anti-inflammatory cytokines increased
compared to G. When the CM or its exosomes were incubated with RNase (but not trypsin), these effects were blunted. The Y chromosome was not observed in
the 24-h prevention group, but it persisted in the kidney for all of the periods analyzed, suggesting that the injury is necessary for the docking and maintenance of
BMSCs in the kidney. Conclusion: The BMSCs and CM minimized the G-induced renal damage through paracrine effects, most likely through the RNA carried by
the exosome-like microvesicles. The use of the CM from BMSCs can be a potential therapeutic tool for this type of nephrotoxicity, allowing for the avoidance of cell
transplantations.
284
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-837
Infecção por Trichosporon asahii em paciente transplantado renal
Daniele Cristóvão Escouto,Florência Ferreira Barreiro,Leonardo Viliano Kroth,David Saitovitch,Moacir Alexandre Traesel,Fernando Martins Tettamanzy
PUCRS,PUCRS,PUCRS,PUCRS,PUCRS,PUCRS
Introdução: Infecções fúngicas são comuns em pacientes com transplante renal. No entanto, a infecção pela espécie Trichosporon é rara, especialmente em sua forma
invasiva. A infecção invasiva pelo Trichosporon spp pode ocorrer de forma generalizada, com rápida evolução para disfunção de múltiplos órgãos; ou localizada, acometendo um único órgão, como o enxerto renal. A resposta ao tratamento da infecção invasiva depende em grande parte do estado imunológico do paciente e tanto a
terapia antifúngica de escolha quanto o tempo de tratamento permanecem desconhecidos. Objetivos: Relatamos um caso de infecção pelo fungo Trichosporon asahii
em enxerto renal dois meses após transplante renal com doador falecido em paciente tratado para rejeição aguda grave. Casuística e Métodos: Revisão de prontuário.
Resultados – Relato do Caso: Paciente masculino de 31 anos transplantado renal, doador falecido, em fevereiro de 2012. Hipersensibilizado por transplante renal
prévio em 2007. Evoluiu com quadro de rejeição humoral aguda grave em torno do 7º dia de pós-operatório. Recebeu tratamento com metilprednisolona, timoglobulina anti-timócito, imunoglobulina humana, plasmaferese e bortezomibe. Na biópsia do enxerto de controle pós-tratamento, observou-se ausência de rejeição
aguda; havia, entretanto, intenso infiltrado neutropiocitário, além da presença no interstício e luzes tubulares de estruturas Grocott positivas, achados compatíveis
com pielonefrite fúngica. Foi iniciada terapia antifúngica de amplo espectro com Anfotericina B lipossomal, mantida após o achado de reatividade positiva no soro
para antígenos de Cryptococcus neoformans em látex. Após 21 dias de tratamento sem resposta clínica, optou-se pela nefrectomia do enxerto e manutenção da terapia
antifúngica com Anfotericina lipossomal por 28 dias, com uso posterior durante 24 semanas de Fluconazol. O agente etiológico foi identificado tardiamente através
de hemoculturas positivas para o fungo Trichosporon asahii. Conclusões: A infecção pelo Trichosporon asahii é rara, com grande potencial de gravidade, tratamento
longo e complexo. Uma característica complicadora do seu diagnóstico é a reatividade cruzada com anticorpos contra o fungo Cryptococcus neoformans, agentes com
avaliação clínica e tratamento distintos. Nosso paciente, no momento da infecção encontrava-se severamente imunossupresso, provavelmente o fator mais decisivo
para a falha de resposta ao tratamento e necessidade de nefrectomia do enxerto.
285
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-77
Fatores de risco cardiovascular e presença de doença cardiovascular em pacientes renais crônicos em
hemodiálise
Burmeister JE,Borges V,Mosmann CB,Saraiva RT,Munaro G,Bastos JP,Rosito GA
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto
Alegre - Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Introdução: As doenças cardiovasculares, especialmente ateroscleróticas, são a principal causa de óbito nos pacientes em hemodiálise por insuficiência renal crônica
(IRC), sendo responsáveis por aproximadamente 50% desses casos. Os fatores tradicionais de risco cardiovascular tem papel relevante nestes casos, mas o perfil de risco
cardiovascular em pacientes renais crônicos em diálise parece ser diferente da população geral. Objetivo: Identificar os fatores de risco com maior força de associação
com a presença de doença cardiovascular nesses pacientes em uma coorte representativa de todos os pacientes em hemodiálise na cidade de Porto Alegre. Material
e Métodos: Estudo transversal com dados do Projeto CORDIAL realizado em 2011 em Porto Alegre, incluindo 1.215 (97,3%) dos 1.249 indivíduos em hemodiálise por IRC nos 15 centros especializados da cidade. O critério de inclusão foi tratamento dialítico por DRC há pelo menos 30 dias, idade ≥18 anos e aderência
ao termo de consentimento. As informações foram obtidas a partir dos prontuários médicos de cada paciente. Foram identificados 1.170 pacientes com registros e/
ou informações sobre presença ou não de doença cardiovascular. Os dois grupos foram analisados comparativamente quanto às prevalências de hipertensão arterial
(PA >140/90 mmHg ou uso de antihipertensivo), diabetes 1 e 2 (diagnóstico informado, uso de hipoglicemiante ou glicemia de jejum > 115 ou > 200 mg/dL em
qualquer horário), dislipidemia (colesterol total >200, LDL >160, HDL <40 ou triglicerídeos >200 mg/dL ou uso de hipolipemiantes), tabagismo atual ou passado,
sedentarismo (ausência de atividade física), idade >60 anos e sexo masculino. Resultados: Hipertensão arterial, diabetes e idade >60 anos foram mais prevalentes nos
pacientes com DCV (p<0,0001 para todos); dislipidemia (p=0,010) e sedentarismo (p=0,021) também apresentaram maior prevalência no grupo com DCV. Coronariopatias (59,6%), doença cerebrovascular (28,6%), qualquer revascularização (20,9%) e doença arterial periférica (11,2%) foram as manifestações mais frequentes
de DCV neste grupo. Conclusões: Tabagismo e sexo masculino não apresentaram associação significativa com presença de doença cardiovascular, diferentemente de
hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes, idade >60 anos e sedentarismo. Doença coronariana e doença cerebrovascular foram as mais frequentes dentre as doenças
cardiovasculares, apontando para fatores relacionados à aterosclerose como importantes nesta situação.
286
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-134
Perfil dos pacientes octogenários e nonagenários em diálise
Monteiro LL,Mendonça MSC,Almino SN,Silva DPPM,Ferreira MS,Aguiar YQ,Monte Neto JT,Chaves RV,Nascimento GVR
Faculdade Novafapi, Piauí,Faculdade Novafapi, Piauí,Faculdade Novafapi, Piauí,Faculdade Novafapi, Piauí,Faculdade Novafapi, Piauí,Faculdade Novafapi,
Piauí,Universidade Federal do Piauí,Hospital Aliança Casamater, Piauí,Faculdade Novafapi, Piauí
Introdução: O envelhecimento populacional provocou um expressivo aumento na prevalência das doenças crônicas, entre elas a Doença Renal Crônica (DRC).Com
isso, é crescente também o número de pacientes com idade avançada(octogenários e nonagenários) em terapia dialítica no mundo.Na literatura existe controvérsia
quanto ao início da diálise nesses pacientes com idade avançada.Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico e clínico dos pacientes octogenários e nonagenários em
diálise.Casuística e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, epidemiológico e retrospectivo.A população – alvo estudada foram dos pacientes que iniciaram diálise
entre 80-99 anos de idade em três clínicas da cidade de Teresina-Piauí, que foram estudados no período de um ano(maio de 2011 a maio de 2012).Resultados: Num
universo de 400 pacientes em diálise nas três clínicas do estudo, foram selecionados 17 pacientes(4,25%), desses 82,4% eram do sexo masculino, a idade média foi
de 87,0(± 3,2), 53,9% estavam na faixa etária de 82anos e 87 anos, 47,1% entre 88 e 93 anos.Realizaram pelo menos uma consulta com nefrologista previamente à
diálise 70,6% dos pacientes, e a mais prevalente modalidade foi a hemodiálise(HD) com 76,5% dos idosos estudados, sendo o cateter duplo lúmen(CDL) o principal
acesso no início da HD(70,6%).A maior parte dos pacientes não sofreu mudança de modalidade ao longo do tratamento(94,1%) e 88,2% tiveram alguma intercorrência após o início da diálise.A principal causa básica da doença renal crônica foi a hipertensão(HAS) com 47,1%, a cardiopatia esteve presente como co-morbidade
em 35,3% desses idosos.Nos exames prévios à primeira diálise a média do cleareance de creatinina dos pacientes foi de 10,56(± 3,87), a maioria tinha anemia com
média de hemoglobina de 10,09(± 2,3) e hematócrito de 30,8(± 6,75), o Fósforo teve média de 3,67(± 1,53), a uréia média de 119,9(± 57,7) e PTH(Paratormônio)
média de 240,52(± 248,4).Dos pacientes estudados 23,5% foram a óbito.Conclusão: O perfil dos pacientes octogenários e nonagenários estudados eram na maioria
do sexo masculino, tinham idade entre 82-87 anos, hipertensão como causa da DRC, realizavam HD como modalidade, o principal acesso inicial na HD foi o CDL
e tiveram algum tipo de intercorrência após o início do tratamento.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-76
Fatores de risco cardiovascular e doença cardiovascular em pacientes idosos em hemodiálise
Mosmann CB,Burmeister JE,Macolmes A,Klein MA,Youssef D,Caramori N,Nascimento D,Bastos JP,Rosito GA
,Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas,Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto
Alegre - Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Introdução: O aumento da longevidade da população geral tem proporcionado que um maior número de pacientes renais crônicos idosos inicie tratamento com hemodiálise. Com isto a prevalência de idosos em terapia dialítica vem aumentando em todo o mundo. As características destes indivíduos apontam para um risco maior
de problemas cardiovasculares, os quais são a principal causa de óbito entre todos os pacientes em hemodiálise. Objetivo: Analisar a prevalência dos fatores de risco
cardiovascular nesta população e comparar com o grupo dos mais jovens. Casuística e Métodos: Estudo transversal com dados do Projeto CORDIAL realizado em
2011 na cidade de Porto Alegre, incluindo 1.215 (97,3%) dos 1.249 indivíduos em tratamento com hemodiálise nos 15 centros especializados da cidade. O critério de
inclusão foi tratamento dialítico por DRC há pelo menos 30 dias, idade ≥18 anos e aderência ao termo de consentimento. As informações foram obtidas a partir dos
prontuários médicos de cada paciente. Havia 1213 pacientes com dados disponíveis, os quais foram estratificados por idade (<60 anos ou =>60 anos), analisando-se
esses grupos comparativamente quanto às prevalências de hipertensão arterial (PA >140/90 mmHg ou uso de antihipertensivo), diabetes 1 e 2 (diagnóstico informado,
uso de hipoglicemiante ou glicemia de jejum >115 ou >200 mg/dL em qualquer horário), dislipidemia (colesterol total >200, LDL >160, HDL <40 ou triglicerídeos
>200 mg/dL ou uso de hipolipemiantes), tabagismo atual ou passado, sedentarismo (ausência de atividade física) e sexo masculino, além de diagnóstico conhecido
de alguma doença cardiovascular (DCV). Resultados: No grupo <60 anos havia 623 indivíduos e => 60 anos (idosos) eram 590 (48,6% do total). Dentre os idosos,
havia mais indivíduos do sexo masculino (62,9 vs. 56,5% - p=0,0236) e observou-se prevalência significativamente maior (Chi-quadrado) de diabetes – 45,3 vs.
26,6% (p<0,0001), sedentarismo – 77,8 vs. 68,8% (p=0,0006) e sexo masculino – 62,9 vs. 56,5% (p=0,023). Hipertensão era mais prevalente no grupo <60 anos
(p=0,023) e dislipidemia não apresentou diferença significativa. A presença de diagnóstico de DCV era maior entre os idosos (p<0,0001). Conclusão: O achado de
maior prevalência de sexo masculino, diabetes e sedentarismo, assim como de menor prevalência de hipertensão arterial entre idosos em hemodiálise, pode sugerir
estratégias preventivas para redução da morbi-mortalidade cardiovascular mais prevalente neste grupo de indivíduos.
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SEÇÃO POSTER
P-869
Uso da RBP urinária como biomarcador de Disfunção Crônica do Enxerto : Estudo Piloto
Chinen R,Camara NOS,Pacheco-Silva A
UNIFESP / HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN,UNIFESP,UNIFESP / HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN
Introdução: O transplante renal é amplamente aceito como o melhor tratamento para insuficiência renal crônica. Tem sido proposto que a ciclosporina (CsA) pode
causar diretamente lesão tubular. Anteriormente, nosso grupo demonstrou que a RBP urinária (uRBP) pode ser uma ferramenta muito útil para a detecção precoce da
disfunção tubular em pacientes transplantados. Objetivo: Nós procuramos demonstrar neste estudo que essa lesão tubular pode ser prontamente reversível por meio
de uma individualização da imunossupressão. Materiais e Métodos: Nós avaliamos 171 transplantados renais que vinham em uso de CsA e azatioprina (Aza). Detectamos a disfunção tubular por meio de 3 amostras consecutivas anormais de uRBP(uRBP>0.400 mg/L). 43 pacientes (25,15%) foram detectados com disfunção
tubular. Os pacientes com disfunção tubular foram randomizados para um de dois grupos: sem mudança da imunossupressão (Grupo AZA, N=13) ou conversão de
Aza para ácido micofenólico associado a redução da dose de CsA mantendo níveis sanguíneos entre 50-75 ng/mL (Grupo MIC, N=18). O seguimento dos pacientes
durou um ano. A análise estatística foi realizada com o SPSS, e considerado p<0.05. Resultados: Pacientes com RBPu normal tiveram creatinina sérica (SCr) menor
do que aqueles com RBPu alta (1,4 0,24 vs 1,6 0,31 mg/L, p<0,0001) e a diferença persistiu na SCr final (1,4 0,28 vs 1,6 0,39 mg/dL, p<0,0001). Comparando o
grupo AZA com o grupo MIC, não houveram diferenças estatísticas em relação a SCr inicial (1.59 0.28 vs 1.67 0.33 mg/dL, p=0.431), níveis sanguíneos de CsA
iniciais (113.40 38.15 vs 132.11 52.32 ng/mL, p=0.245), uRBP inicial (2.790 2.548 vs 2.721 2.238 mg/L , p=0.936). Um ano depois, pacientes do grupo MIC
apresentaram queda da SCr (inicial 1.67 0.33 mg/dL vs final 1.50 0.30 mg/dL, p<0.0001),da uRBP (inicial 2.721 2.238 mg/L vs final 1.114 0.974 mg/L, p=0.001)
e dos níveis sanguíneos de CsA (inicial 132,11 52,32 ng/mL vs final 53,61 20,22 ng/mL, p<0.0001). Além disso, 6 pacientes desse grupo normalizaram a RBPu. Em
contraste, o Grupo AZA não apresentou diferenças entre o inicio e o fim em relação a uRBP (2,8 2,5 vs 5,3 7,2 mg/L, p=0,152) e apresentou aumento da SCr (inicial
1,5 0,28 vs final 1,8 0,44 mg/dL, p<0,0001). Conclusão: Em pacientes transplantados renal estáveis é possível reverter a disfunção tubular proximal e evitar futura
deterioração da função do enxerto. Além disso, nossos dados sugerem que a RBP urinária pode ser usada como um biomarcador em transplantados renais.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-316
Perfil epidemiológico e laboratorial dos pacientes internados na enfermaria de nefrologia do Hospital
das Clínicas de Pernambuco para início de terapia renal substitutiva
Oliveira CBL, Sette LHBC, Coelho SN, Cavalcante MAGM, Valente LM
Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Pernambuco,Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Pernambuco,Hospital das Clínicas, Universidade Federal de
Pernambuco,Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Pernambuco,Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Pernambuco
Objetivo: Avaliar o perfil demográfico, clínico e laboratorial dos pacientes internados com doença renal crônica (DRC) que iniciaram Terapia Renal Substitutiva
(TRS) no serviço de nefrologia do Hospital das Clínicas da UFPE. Métodos: Análise dos prontuários de pacientes internados para início de TRS na enfermaria de
nefrologia entre janeiro de 2011 e maio de 2012, para avaliação do perfil clínico e laboratorial. Resultados: Foram avaliados 40 pacientes, com idade média de 47±16,5
anos, sendo 52% do sexo masculino. Em relação à modalidade de TRS, 37 pacientes iniciaram hemodiálise, e 3 diálise peritoneal. Nefropatia diabética foi a etiologia
mais comum (28%), seguido por: indeterminada (23%); nefropatia hipertensiva (20%); glomerulopatia (18%); nefrolitíase complicada (8%) e pielonefrite crônica (2%). O início da TRS foi motivado por azotemia (clearance de creatinina < 10ml/min/1,73m2) em 10 pacientes (25%), enquanto que os outros 30 pacientes
(75%) iniciaram TRS em caráter de urgência por síndrome urêmica, hipervolemia ou hipercalemia refratária. As médias de creatinina e ureia foram respectivamente,
8,6±4,8mg/dL e 180±53mg/dL. O tempo médio de internação foi de 15±13,3 dias. O grupo de pacientes sem acompanhamento ambulatorial prévio (80%) apresentou uma tendência maior de apresentar exames laboratoriais fora dos padrões recomendados pelo KDOQi, quando comparado ao grupo acompanhado previamente,
conforme descrito a seguir: chance 1,3 vezes maior de ter hemoglobina < 11mg/dl (IC 95% 0,26-6,6; p=0,52); 2,6 vezes maior de ter Saturação de Transferrina <
20% (IC 95% 0,23-30; p=0,4); 6 vezes maior de ter ferritina <200 ou >500ng/ml (IC 95% 0,59–60,43; p=0,11); 1,6 vezes maior de ter produto cálcio x fósforo
>55 (IC 95% 0,27-9,12; p=0,47); 22 vezes maior de ter LDL>100mg/dl (IC 95% 1,53-314; p=0,02); e 32 vezes maior de ter triglicerídeos>150 mg/dl (IC 95%
2,38-443; p=0,005). Conclusão: A principal etiologia identificada nos pacientes internados que iniciaram diálise no nosso serviço foi nefropatia diabética. Pacientes
acompanhados previamente no ambulatório de nefrologia tiveram perfil lipídico mais adequado e apresentaram uma tendência a terem parâmetros laboratoriais mais
próximos dos recomendados.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-6
Adequação de Diálise Baseado na Cinética da Ureia: Comparação Entre Hemodiálise Noturna Longa e
Hemodiálise Convencional
Sato VAH,Di-Nizo FER,Roque FL,Ventura CG,Luders C
Hospital Sírio-Libanês,Hospital Sírio-Libanês,Hospital Sírio-Libanês,Hospital Sírio-Libanês,Hospital Sírio-Libanês
A hemodiálise noturna longa (HNL) apresenta-se atualmente como uma opção no tratamento dos pacientes com doença renal crônica terminal. Avaliamos os índices
de adequação de diálise nos 5 primeiros pacientes que completaram 6 meses de seguimento em HNL. Quatro pacientes encontravam-se em programa de hemodiálise
convencional (HDC) e 1 paciente realizava hemodiálise diária(HDD). Os pacientes em HNL, 4 homens e 1 mulher, tinham idade média de 57 anos (25-81) e foram
submetidos a terapias de 8 horas, três vezes por semana, com capilares de polissulfona Fresenius HF80, fluxo de sangue de 250mL/min, fluxo de dialisato 500mL/min.
No programa de HDC as sessões eram realizadas 3 vezes por semana por 3,5-4 horas com capilares polissulfona Fresenius F8 ou HF80, fluxo de sangue 300-350ml/
min e fluxo de dialisato 800ml/min. Os parâmetros da cinética da ureia (spKt/V, eKt/V, stdKt/V) foram comparados no tempo, 0, 2, 4 e 6 meses pelas equações
de Daugirdas, Daurgidas-Schneditz e Leypoldt, respectivamente. As comparações entre médias foram realizadas por análise de variância. spKt/V: Kt/V single pool,
eKt/V: Kt/V equilibrado, stdKt/V: standard Kt/V, Observamos aumento significativo da dose de diálise quando avaliada como spKt/V, eKt/V e stdKt/V. O aumento
médio da dose de diálise foi de aproximadamente 70% para spKt/V, 78% para eKt/V e de 28% para stdKt/V. Outra evidência indireta do aumento expressivo da
dose de dialise é observada quando analisamos a redução dos valores médios de creatinina ao redor de 25%. Apesar do pequeno número de pacientes analisados e do
tempo curto de seguimento observamos que a dose de diálise alcançada nos paciente em HNL é semelhante aquela descrita na literatura para programas de HDD
com 2,0-2,5 horas, 6 vezes por semana, esta dose sendo em torno de 2 vezes maior que o recomendado pelo KDOQI. Concluímos desta forma, que a HNL além
de propiciar o aumento expressivo da dose de diálise, pode ser comparada com programas de HDD, onde foi demonstrado, em estudo prospectivo e randomizado,
aumento da sobrevida dos pacientes.
Tempo (meses)
Creatinina (mg/dL)
Uréia pré (mg/dL)
Ureia pós (mg/dL)
spKt/V
eKt/V
stdKt/V
PCRn (g/Kg/dia)
0
10,4±4,2 150±27 46±9
1,4±0,1
1,26±0,11
2,34±0,37
1,35±0,09
2
8,6±4,0
116±29
20±7
2,3±0,4
2,04±0,28
2,94±0,27
1,16±0,12
4
8,3±2,8
114±15
21±7
2,5±0,2
2,24±0,15
2,98±0,09
1,18±0,14
6
6,4±1,4
104±17
16±4
2,4±0,2
2,42±0,07
2,96±0,06
1,2±0,14
spKt/V: Kt/V single pool, eKt/V: Kt/V equilibrado, stdKt/V: standard Kt/V, PCRn: taxa de catabolismo proteico normalizada, p=tempo 0 vs. 2,4 e 6 meses
291
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
p
<0,05
<0,05
<0,05
<0,05
<0,05
<0,05
>0,05
SEÇÃO POSTER
P-590
The cytoprotective effect of CORMs on the influence of oxidative stress in acute kidney injury (AKI)
associated with Malaria
Meire Ioshie Hiyane, Claudia Silva Cunha, Mariana Yasue Saito Miyagi, Mariane Tami Amano, Milene Nakagawa, Niels O. Câmara, Rosa M. Elias
USP,USP,USP,USP,USP,USP, UNIFESP,USP, UNIFESP
Objective: The aim of this study is to evaluated the therapeutic activity of CORM-2 (Carbon Monoxide-Releasing Molecule) regulate the production of reactive
oxygen species during an experimental model of severe malaria, as well the efficacy of drug treatment to improve renal function.2. Methods: To evaluate the efficacy
of CORM-2 treatment during an experimental model of severe malaria, BALB/c infected mice were injected (iv) 2 times, at days 5 and 6 after infection, with 10
mg/kg of CORM-2. Blood, urine and kidney samples were collected at day 7 after infection. To assess renal function, blood urea nitrogen, plasmatic creatinine and
erythrocytic PpIX were evaluated. The products of oxidative stress (heme, conjugated dienes and ox-LDL) were measure in plasma and the inflammatory modulation
by western blot. The renal microvascular modification was assessed by extravasations of Evans blue dye from the kidneys parenchyma. Evans blue dye concentration
was measured through absorbance at 620 nm. Data was presented as microgram of Evans blue dye per gram of tissue. 3. Results: In the present study, CORM-2
showed to be effective in treatment of malaria associated - AKI. Evaluating renal function, we observed that infected group treated with CORM-2 (Pb+CORMS)
presented decreased levels of plasmatic creatinine (0.2909mg/dL ± 0.02961) and urea (24.9mg/dL ± 1.6) in comparison with infected group (Pb) (0.67mg/dL ± 0.07
and 35.9mg/dL ± 3.4), respectively. As renal function parameter, erythrocytic PpIX was also analyzed. In Pb+CORM-2 (0.01886mg/ml± 0.0007954) was noticed an
increase, while in Pb group PpiX was (0.01138mg/ml ± 0.002232). The quantification of products of oxidative stress showed that CORMs were evaluated by heme,
conjugated dienes and ox-LDL in the serum. The quantification of Heme levels provided a lower result in Pb+CORM-2 (2.816 mM± 0.8404). The same tendency
was seen in spectofotometric detection of conjugated dienes 1.11-fold decrease and ox-LDL quantificated 1.2-fold decrease in relation to the infected control. We
observed a significant reduction of renal vascular permeability at Pb+CORMS (88.28 mg/g tissue ± 5.037), as compared to Pb group (134.0 mg/g tissue ± 14.72).
4. Conclusions: Considering our results, we concluded that CORM-2 can be a potential treatment for acute kidney injury associated with malaria.
292
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-37
Características dos pacientes inflamados em hemodiálise: difícil identificar; difícil tratar
Gabriel Lopes Kuchinski, Enio Marcio Maia Guerra, Camila Quitério Carvalho, Ronaldo D’avila, Ricardo Augusto de Miranda Cadaval, Fernando Antonio de
Almeida, Cibele Isaac Saad Rodrigues
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde - PUC - SP, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde - PUC - SP, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde - PUC - SP,
Faculdade ee Ciências Médicas e da Saúde - PUC - SP, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde - PUC - SP, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde - PUC - SP,
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde - PUC - SP
Níveis elevados de PCR correlacionam-se com inflamação e mortalidade em pacientes submetidos à hemodiálise (HD). Reveste-se, portanto, de fundamental importância a identificação dos fatores que coexistem com a elevação da PCR e que possam vir a ser alvo de terapêuticas visando a correção destes. O presente trabalho
objetiva identificar as características dos pacientes em HD com PCR elevada, para posterior adoção de medidas intervencionistas visando redução da inflamação e,
consequentemente, da mortalidade. Em Ago/2011 identificamos 32 (26,2%) pacientes prevalentes em HD, com PCR superior a 1,0 mg/dl. Estes foram submetidos
à avaliação nutricional, odontológica, inquérito sobre atividade física, aplicação do escore de desnutrição inflamação (EDI), índice de eritropoetina (IEPO), dosagem
de vitamina D, caracterização do acesso venoso, parâmetros de diálise e rotina bioquímica, tendo sido acompanhados até Mai/2012. Constatamos predomínio de
homens (68,7%) brancos (78,1%), com média de permanência em HD de 75,5±40,2 meses, utilizando fístula (90,6%). A PCR foi 2,4±2,1 mg/dl, albumina 3,7±0,4
mg/dl, Kt/V 1,4±0,2, vitamina D 30,4±15,4 ng/ml, EDI 7,8±3,1, IEPO 254,7±132,8 UI%, hemoglobina 11,3±2,1 g/dl, fósforo 7,5±2,3 mg/dl. Apenas 23,5%
realizavam algum tipo de atividade física. O IMC foi 25,5±4,9 Kg/m2 e do ponto de vista nutricional 9,4% dos pacientes exibiam magreza graus I, II ou III, eutrofia
em 34,4%, sobrepeso em 37,5% e obesidade grau I em 18,4%. A ingesta protéica foi 1,3±0,4 g/Kg/dia e a calórica 1785,5±380,4 Kcal/dia. Apenas 8 pacientes (25%)
compareceram à avaliação odontológica, constatando-se em 4 deles a presença de focos infecciosos dentários. As únicas correlações estatisticamente significantes que
constatamos foram entre PCR e IEPO (r=0,44; p=0,008) e vitamina D e albumina (r=0,63; p=0,0002). Nestes 10 meses, 4 (12,5%) pacientes evoluíram para óbito.
Conclui-se que propostas de intervenção, visando redução da PCR, embora conceitualmente necessárias, não são de fácil Introdução em face às escassas correlações
entre os critérios analisados e a PCR. O controle do fósforo, a prática de atividade física e o tratamento de focos infecciosos periodontais podem vir a se constituir nas
medidas mais indicadas nestes pacientes. Apoio PIBIC/CNPq
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-704
Relação entre Beta-2-microglobulina urinária e taxa de filtração glomerular em pacientes com
Síndrome de Sjögren primária
Guilherme Brasil Duffles Amarante,Carlos Perez Gomes,Alvimar Gonçalves Delgado,Maurilo Leite Jr
Nefrologia - Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ,Nefrologia - Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ,Nefrologia - Hospital Universitario
Clementino Fraga Filho - UFRJ,Nefrologia - Hospital Universitario Clementino Fraga Filho - UFRJ
Introdução: A Síndrome de Sjögren acomete o rim em cerca de 10% dos casos. Lesões subclínicas, como distúrbios da função tubular proximal, podem ser a forma
inicial de acometimento renal, inclusive podendo preceder a própria síndrome seca. Já alterações da função glomerular são raramente vistas na doença, presentes
apenas em fases mais tardias ou em associação com linfoma e outras colagenoses. Objetivo: Avaliar e correlacionar beta-2-microglobulina urinária (marcador de lesão
tubular renal proximal) e taxa de filtração glomerular (TFG) em pacientes com diagnóstico de Síndrome de Sjögren Primária. Pacientes e Métodos: Foram selecionados 25 pacientes com Síndrome de Sjögren Primária de acordo com os critérios de classificação da American-European Consensus Group de 2002. O protocolo
de avaliação de lesão tubular renal proximal consistia em dosagem de beta-2-microglobulina urinária (β2Mu), enquanto a TFG foi estimada pela creatinina sérica
através da fórmula do MDRD. Consideramos lesão proximal quando o valor de β2Mu foi superior a 0.23mg/l e doença renal crônica (DRC) estabelecida quando
TFG foi inferior a 60ml/min/1,73m2 independente de lesões estruturais e/ou funcionais. Também foi medida relação albumina/creatinina urinaria (A/C). Resultados
expressos em média±desvio padrão, com avaliação estatística através de análise de correlação (Pearson) e regressão linear.Resultados: Dos 25 pacientes analisados (92%
de mulheres, idade 52,8±12,6anos, IMC 26,2±6,1Kg/m2, TFG 81,4±26,9ml/min/1,73m2), foram diagnosticados 4 pacientes (16%) com lesão tubular proximal,
4 pacientes (16%) com microalbuminuria (A/C<0,03) e 5 pacientes (20%) com DRC estabelecida. Todos os pacientes com lesão tubular proximal apresentavam
DRC (TFG 39,5±11,1ml/min/1,73m2). Houve correlação significativa entre β2Mu e TFG (r = -0,48; p = 0,014) derivando a seguinte equação de regressão: TFG =
88,119 – (3,709 x β2Mu). Não houve correlação significativa entre A/C e TFG nem entre A/C e β2Mu. Conclusão: Na população estudada, observamos correlação
negativa significativa entre β2Mu e TFG. Desta forma, sugerimos que a dosagem de beta-2-microglobulina urinaria pode servir como marcador precoce de progressão
de doença renal crônica em pacientes com síndrome de Sjögren primária.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-703
Pielonefrite Xantogranulomatosa bilateral cursando com insuficiência renal e infecção do trato urinário
de repetição
Geraldo Barcellos de Camargo Neto,Juliana Gazzi Macedo,Leidson Durães Alkmim,Eduardo Roberto da Silveira,Roberto Eduardo Salum,Mario Antonio
Mafra Macedo,Leandro de Castro Bahia Alvarenga Soares,Lilian Cardoso Marques,Rodrigo de Oliveira Lima,Frederico Macedo Rocha,Sílvia Corradi Faria
Hospital Santa Rita / Nefron,Hospital Socor / Nefron,Hospital Santa Rita / Nefron,Hospital Vera Cruz / Cenemge,Hospital Santa Rita / Nefron,Hospital Socor /
Clinemge,Hospital Socor,Hospital Vera Cruz,Hospital Santa Rita,Hospital Socor,Hospital Socor
Introdução:A Pielonefrite Xantogranulomatosa (PNX), descrita por Schlazenhaufer em 1916, é condição infecciosa crônica, incomum e grave do rim. Caracteriza-se
por destruição supurativa do parênquima renal, associada à granulomas, abcessos e células com inclusões lipídicas, levando a insuficiência renal (IR). Objetivo: Relatar caso de PNX, manifestações clínicas, laboratoriais e exames de imagem. MATERIAL E MÉTODOS: Caso de paciente diagnosticada com PNX após infecções
do trato urinário (ITU) de repetição e IR. Resultados: VRSG, 41 anos, feminino, histórico de ITU de repetição. Procurou o Hospital Socor devido à dor lombar,
disúria, náuseas, vômitos, anorexia e febre. Negava doenças crônicas. Os exames laboratoriais mostravam creatinina sérica de 2,9mg/dL, global de leucócitos de 16500
céls/mm³, urina rotina: densidade 1015, pH 5,0, nitrito positivo, campos repletos de leucócitos, flora aumentada, cilindros e cristais ausentes. Gram de gota: raros
bastonetes gram negativos/numerosos leucócitos polimorfonucleares, urocultura: E. coli. À ultrassonografia os rins apresentavam tamanho normal, desorganização
anatômica, formações hipoecogênicas e anecóicas difusas pelo parênquima, associadas a imagens sugestivas de litíase. Ao exame físico estava hipocorada, dor a punho
percussão bilateralmente e sem outras alterações. Tendo-se PNX como hipótese diagnóstica principal, foi solicitada tomografia computadorizada de abdome, que
evidenciou sinais de PNX bilateral e ureterolitíase distal à direita causando acentuada hidronefrose à montante. A cintilografia renal estática com DMSA mostrou
cicatrizes corticais, hidronefrose e rins hipofuncionantes, sugerindo nefropatia crônica bilateral, em grau discreto à direita e moderado à esquerda. Juntamente com a
urologia, foi diagnosticado PNX e iniciado correção da hipocitratúria. Dado o diagnóstico, o paciente foi submetido a implante de cateter de duplo J, tratamento da
ITU e posterior profilaxia, com melhora discreta da função renal, contraindicando a nefrectomia bilateral e sendo acompanhado ambulatorialmente. Conclusão: A
PNX é uma variante incomum da pielonefrite crônica. Ocorre devido à obstrução por cálculos renais infectados, causando destruição do rim secundário ao processo
inflamatório, levando a IR terminal. Os sinais e sintomas são semelhantes aos da paciente do caso: meia idade, ITU recorrente (E. coli/Proteus mirabilis), dor lombar,
massa renal, IR e alterações nos exames de imagem.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-158
Tanto obesidade classe II ou superior quanto desnutrição estão associadas a maior mortalidade em 2
anos em pacientes incidentes em hemodiálise
Giselly Rosa Modesto Pereira,Jorge Paulo Strogoff de Matos,Frederico Ruzany,Eufrônio DÁlmeida Filho,Marcos Sandro Fernandes de Vasconcelos,Ana
Beatriz Barra,Jocemir Ronaldo Lugon
Universidade Federal Fluminense,Universidade Federal Fluminense,Fresenius Medical Care Brasil,Fresenius Medical Care Brasil,Fresenius Medical Care
Brasil,Fresenius Medical Care Brasil,Universidade Federal Fluminense
Introdução: A relação entre índice de massa corporal (IMC) e mortalidade em hemodialisados é controversa. No presente, os intervalos de IMC podem ser classificados como: <18,5 desnutrição, 18,5-24,9 faixa normal, 25,0-29,9 sobrepeso, 30,0-34,9 obesidade classe I, 35,0-39,9 obesidade classe II, e ≥40 obesidade classe III.
Foi avaliado o impacto do IMC na mortalidade aos 2 anos em uma coorte de pacientes incidentes em hemodiálise (HD). Métodos: Neste estudo observacional, um
total de 3.082 pacientes incidentes em HD, em 25 centros de diálise, foram acompanhados por 2 anos. A diálise consistiu de 3 sessões de 4 h cada semana por usando
dialisadores de alto fluxo. Pacientes menores de 18 anos de idade e aqueles que morreram antes de 90 dias em HD foram excluídos da análise. O desfecho primário
foi mortalidade por qualquer causa. Associações com mortalidade foram testadas através de um modelo de risco proporcional de Cox. Resultados: Os valores de IMC
estavam disponíveis em 2537 casos. Os pacientes tinham idade de 52 ± 16 (18-94) anos, 58% eram do sexo masculino, e 23%, diabéticos. O número e percentagem
de indivíduos em cada faixa de IMC e a razão de risco (do inglês, HR) de morte e o intervalo de confiança de 95% (IC 95%) estratificada por idade são mostrados
na tabela ao fim do Resumo. Conclusões: O IMC abaixo de 18,5 kg/m2 foi associado com maior taxa de mortalidade em pacientes idosos. IMC acima de 35 Kg/m2
só estava presente em indivíduos não idosos e foi associado a um aumento da mortalidade. Deve-se ressaltar que os valores de IMC na faixa de sobrepeso e obesidade
classe I não foram associados com maior taxa de mortalidade, independentemente da faixa etária.
IMC (Kg/m2)
18,5-24,9 (referência)
<18,5
25,0-29,9
30,0-34,9
>=35
N (%)
1163 (60,2)
265 (13,7)
375 (19,4)
122 (6,3)
8 (0,4)
< 65 anos
HR (IC 95%)
1
1,31 (0,93-1,86)
0,87 (0,62-1,23)
0,87 (0,49-1,53)
4,99 (1,84-13,44)
P
0,123
0,428
0,618
0,002
296
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
N (%)
370 (61,3)
77 (12,7)
124 (20,5)
33 (5,5)
-
>= 65 anos
HR (IC 95%)
1
1,57 (1,05-2,36)
0,85 (0,56-1,28)
0,76 (0,35-1,63)
-
P
0,030
0,436
0,486
-
SEÇÃO POSTER
P-485
Análise da função renal em um modelo de reprogramação fetal seguido de insuficiência renal
experimental
Pucci KRM,Rocha LP,Pereira Júnior CD,Guimarães CSO,Reis MA,Rocha LB,Câmara NOS,Glória MA,Corrêa RRM1
UFMG,UFMG,UFMG,UFMG,UFMG,UFMG,UNIFESP,UNIFESP,UFMG
Introdução: O diabetes gestacional é considerado um modelo de reprogramação fetal. Objetivo: Avaliar o impacto da reprogramação fetal na progressão da insuficiência renal experimental. Casuística e Métodos: O diabetes mellitus foi induzido em 4 fêmeas Wistar com dose intraperitoneal de estreptozotocina. 4 fêmeas Wistar
controles receberam a mesma dose de veículo. O cruzamento foi feito após a confirmação do estado diabético. A indução da insuficiência renal foi realizada nos filhotes com uma única dose intraperitoneal de ácido fólico. O grupo controle recebeu o mesmo volume de veículo. Em dois momentos distintos (2 e 5 meses) foram
estabelecidos os seguintes grupos: Filhotes de matriz controle (MC) que receberam veículo (MCFV), filhotes de MC que receberam ácido fólico (MCFAF), filhotes de
matriz diabética (MD) que receberam veículo (MDFV) e filhotes de MD que receberam ácido fólico (MDFAF). Os animais foram submetidos à avaliação da pressão
arterial sistêmica (PA) e frequência cardíaca (FC) pelo método pletismográfico 24 horas após a administração de ácido fólico e à eutanásia 48 horas após. Durante a
eutanásia foi realizada punção intracardíaca para coleta de sangue e análise da função renal. Resultados: Os filhotes de MC apresentaram PA significativamente maior
que os filhotes de MD no grupo com 2 meses de idade (125,34 ± 4,91 vs 110,86 ± 9,69 mmHg). No grupo de 5 meses não houve diferença significativa. A FC foi
significativamente menor nos filhotes de MC, em relação aos filhotes de MD no grupo de 5 meses (369,27 ± 25,69 vs 408,30 ± 27,04 bpm), não havendo diferença
significativa em relação a este parâmetro no grupo de 2 meses. Comparando-se os filhotes de MC e MD após a indução da insuficiência renal, não houve diferença
significativa em relação a PA e FC nos grupos de 2 e 5 meses. Os níveis de creatinina e uréia foram maiores no grupo MCFAF quando comparados ao MDFAF no
grupo de 2 meses [MCFAF vs MDFAF - creatinina: 2,47 (1,89 - 3,63 mg/dL) vs 1,79 (0,60 - 4,90 mg/dL); uréia: 307,12 (210,90 - 382,91 mg/dL) vs 173,03 (48,17
- 304,36 mg/dL),] e no grupo de 5 meses [creatinina: 3,39 ± 1,98 vs 2,78 ± 2,03 mg/dL; uréia: 408,82 (68,23 - 561,98 mg/dL) vs 251,91 (65,46 - 418,82 mg/dL)].
Conclusões: O rim dos animais expostos a intercorrências gestacionais apresentam mecanismos adaptativos mais eficazes para responder a lesões da vida adulta, se
mostrando mais adaptados frente a uma insuficiência renal.
297
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SEÇÃO POSTER
P-452
Relato de Caso: Nefropatia por IgA crescêntica, ANCA negativo, com importante acometimento
intersticial e excelente resposta à imunossupressão
Costa WAM,Amorim MPSG,Oliveira PSS,Zanatta ML
Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, Faculdade de Medicina de Jundiaí, São Paulo,Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, Faculdade de Medicina de
Jundiaí, São Paulo,Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, Faculdade de Medicina de Jundiaí, São Paulo,Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, Faculdade de
Medicina de Jundiaí, São Paulo
A nefropatia por IgA é uma das mais frequentes glomerulopatias primárias do mundo, de morfologia e curso clínico heterogêneo, presença dominante ou codominante de depósitos da IgA em mesângio glomerular. Estudos recentes demonstram nesta nefropatia que 40% dos pacientes apresentam crescentes e, só 10% da
amostra progredirá para insuficiência renal crônica terminal em três anos, pois sua presença se associa à intensa atividade inflamatória glomerular, maior proteinúria,
HAS e pior resposta terapêutica. Relatamos um caso de nefropatia IgA crescêntica com importante acometimento intersticial, ANCA negativo, com ótima resposta
à imunossupressão. LBMN, feminina, parda, 18 anos, procurou o Hospital São Vicente de Paulo em Jundiaí de onde procedia, sem comorbidades prévias, devido
à “urina escura”, edema periorbitário há 2 semanas, progredindo para membros inferiores e pressão arterial de 130x100mmHg. Creatinina de 2,7mg/dL, urina I
com eritrócitos de 1 milhão e leucócitos de 96mil p/mL, 70% de dismorfismo eritrocitário e proteinúria nefrótica (16,1g/24h). O resultado do fator reumatoide,
complementos, sorologias para hepatites e HIV, FAN, p-ANCA e c-ANCA todos negativos. À microscopia óptica, expansão de matriz mesangial, hipercelularidade
mesangial e endocapilar, necrose de alças capilares com crescentes, exuberante infiltrado intersticial linfomonocitário com leucócitos e atrofia tubular. A imunofluorescência foi positiva para C3, fibrinogênio e IgA exclusiva, de distribuição mesangial global e difusa. Diagnosticada, então, nefropatia por IgA forma proliferativa
difusa crescêntica. Iniciada imunossupressão endovenosa com Metilprednisolona 1g, 3 dias consecutivos, seguido de Ciclofosfamida 800mg/m2 em 6 ciclos mensais
associado à corticosteróide oral, inicialmente 1mg/kg/dia nos 3 primeiros meses com redução gradual. As formas proliferativas crescênticas da nefropatia por IgA,
encontrada em 25-30% dos casos, se associam a maior processo inflamatório glomerular relacionada ou não a ANCA. Alguns trabalhos demonstram a positividade
do ANCA relacionada a maior gravidade clínica, contudo, melhor resposta ao tratamento instituído. Esta paciente teve drástica resposta à pulsoterapia com remissão
parcial da proteinúria (1,1g/24h) e recuperação de função renal num período observacional de 8 meses. Concluindo-se que em formas graves da nefropatia por IgA,
independente de mau preditores de prognóstico renal, devemos tratar esses pacientes rápida e agressivamente.
298
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:1-298
SESSÃO POSTER
P-503
Prevalência das nefropatias em crianças e adolescentes em biópsias renais em Minas Gerais, Brasil, no
período de 1996 a 2010
Rocha LP,Carminati CR,Laterza VL,Machado JR,Reis MA,Câmara NOS,Glória MA,Corrêa RRM UFTM,UFTM,UFTM,UFTM,UFTM,UNIFESP,UNIFESP,UFTM
Introdução: A biópsia renal é um importante método de diagnóstico e prognóstico em crianças e adolescentes com doenças renais, sendo encontrados poucos estudos
que descrevem as alterações histopatológicas de biópsias renais realizadas nesta faixa etária. Objetivo: Avaliar a incidência das alterações morfológicas renais descritas
em biópsias renais de crianças e adolescentes. Casuística e Métodos: Foram incluídas crianças e adolescentes de um mês a 18 anos, avaliadas no período de 1996 a
2010. Estes pacientes foram divididos de acordo com a faixa etária em três grupos: de zero e seis anos (Grupo 1), de seis a doze anos (Grupo 2) e de treze a dezoito
anos (Grupo 3). As alterações morfológicas foram avaliadas de acordo com os achados da microscopia de luz, imunofluorescência e microscopia eletrônica. Resultados: A glomerulopatia foi a nefropatia mais frequente em todos os grupos, correspondendo a 89,00% dos casos. As glomerulopatias mais frequentes nos diferentes
grupos foram: Grupo 1 – podocitopatia (34,78%), proteinúrias hereditárias (21,73%), nefrite lúpica (13,04%) e doença de Berger (8,69%); Grupo 2 - podocitopatia
(44,44%), glomerulonefrite difusa aguda (22,22%), doença de Berger (11,11%) e síndrome de Alport ou doença da membrana fina (11,11%); Grupo 3 - nefrite
lúpica (22,85%), podocitopatia (20,00%), doença de Berger (15,71%) e glomerulopatias membranosas (11,42%). Conclusões: Este estudo permite um melhor conhecimento sobre a prevalência das nefropatias em crianças e adolescentes e mostra que a realização de um diagnóstico precoce e bem fundamentado é importante
para um atendimento mais adequado aos pacientes portadores de doenças renais.
299
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:-
-581
SESSÃO POSTER
P-499
Lesão renal aguda secundária à sepse e a intervenção do enfermeiro frente ao diagnóstico de perfusão
tissular ineficaz do tipo renal
SOARES EC,Glória MA,BIANCO RPR
Centro Universitário São CamiloUNIFESP,Centro Universitário São Camilo
A lesão renal aguda (LRA) é uma das complicações mais graves que ocorre em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva. Trata-se de uma síndrome de
etiologia multifatorial, representando alta taxa de morbidade e mortalidade e sua incidência é de aproximadamente 25%. No entanto, na presença de sepse pode
elevar-se para 40% com mortalidade de até 90%. O Objetivo deste estudo é estabelecer perante a literatura consultada a correlação entre a fisiopatologia da LRA e
o Diagnóstico de Enfermagem (DE) segundo NANDA intitulado Perfusão Tissular Ineficaz: tipo Renal, propondo intervenções de enfermagem conforme a Classificação de Intervenções de Enfermagem (NIC). O método utilizado para este estudo foi a revisão bibliográfica na biblioteca Padre Inocente Radrizanni do Centro
Universitário São Camilo e nas bases de dados: LILACS, SciELO, MEDLINE; escritos em língua nacional e estrangeira, publicados entre os anos de 1999 a 2009,
utilizando os descritores: Lesão renal aguda , Sepse, Cuidados de enfermagem, Diagnóstico de enfermagem e o recurso boleano and. O DE perfusão tissular ineficaz:
tipo renal demonstrou-se estar adequado para o paciente com LRA sendo referenciado em 100% por enfermeiros nos estudos identificados. O fator relacionado a
este DE na LRA pós-sepse (grave/choque séptico) está associado à resposta fisiológica à hipovolemia relativa no qual o quadro evolui para auto-regulação do fluxo
sangüíneo renal e da Função Glomerular (FG), mediante mecanismos neuro-humorais que inicialmente geram, vasodilatação das arteríolas aferentes e vasoconstrição
das eferentes com reabsorção de água e sódio pelos túbulos renais, diminuição da diurese e posteriormente cursa para redução da FG e vasoconstrição intensa mais
lesão orgânica. As intervenções selecionadas para este agravo são controle ácido-básico e controle de hipovolemia e eletrólitos.
300
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:-
-581
SESSÃO POSTER
P-787
Aplicabilidade do Instrumento de Orientação de Alta no Pós-Transplante Renal
Oliveira NB,Ivo GP,Raimundo DR,Cunha LP,Tinoco JPM,Carneiro RL
Hospital Universitário Pedro Ernesto,Hospital Universitário Pedro Ernesto,Hospital Universitário Pedro Ernesto,Hospital Universitário Pedro Ernesto,Hospital
Universitário Pedro Ernesto,Hospital Universitário Pedro Ernesto
Introdução:O Transplante renal é um tipo de tratamento para doença renal crônica que consiste no transplante de um orgão com função preservada em outra pessoa que possua orgão próprio comprometido. Para que um transplante seja bem sucedido depende entre outros fatores da adesão ao tratamento medicamentoso e
ao autocuidado. Para tanto,é necessário que o paciente esteja consciente do seu tratamento e entenda a importância de seguir as orientações,bem como manter o
acompanhamento periódico com a equipe de saúde. Visando facilitar o entendimento e fixar as orientações sobre os cuidados no pós-transplante, cria-se um instrumento que contém todas as instruções necessárias para este paciente após a saída do hospital. Destarte o Objetivo do trabalho é relatar as facilidades encontradas no
momento da consulta de enfermagem ao utilizar o instrumento de orientação de alta no pós-transplante renal. Causuística e Métodos:Utilizou-se como Metodologia
o relato de experiência dos residentes de enfermagem na aplicabilidade do intrumento de orientação de alta no pós-transplante renal utilizado na enfermaria de um
hospital universitário. Resultados:Através deste instrumento foi possível uma uniformidade em relação as orientações executadas ao paciente e familiares, auxiliando
para que não se perdesse nenhuma informação importante durante a consulta e permitiu que o paciente levasse para casa as recomendações por escrito,facilitando uma
maior aderência, diminuindo o esquecimento. Além de permitir que outros membros da família que não estiveram presentes no momento da alta estivessem cientes
sobre as instruções. Conclusões:O paciente precisa estar bem consciente sobre o tratamento e suas atitudes em relação ao autocuidado. O acompanhamento deve ser
permanente assim como o seguimento as orientações.Este indivíduo poderá levar uma vida normal, podendo ter um convívio social pleno e saudável,basta estar adequado as principais recomendações contra as infecções,as quais significam um potencial risco ao transplantado. O enfermeiro participa diretamente nas orientações
pós-transplante ao paciente e família, através de instruções verbais e escritas sobre dieta, medicamentos, líquidos, retomada as atividades e principalmente prevenção
contra as infecções. Este instrumento de orientação teve papel muito importante nas consultas, propiciou um atendimento completo, com uma linguagem simples
facilitando o entendimento do paciente e familiar, garantindo uma excelência no cuidado ao transplantado.
301
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:-
-581
SESSÃO POSTER
P-521
Balanço hídrico positivo (BH+), injúria renal aguda (IRA) e mortalidade em pacientes de Unidade de
Terapia Intensiva (UTI)
Maria Olinda Nogueira Ávila, Caio Almeida Perez, Tássia Faustino, Marcia Tereza Martins, Lia Bárbara Costa Sena, José Genival Cruz, Elise Schaer,
Paulo Benigno Pena Batista, Paulo Novis Rocha, Luis Yu,Emmanuel de Almeida Burdmann
Monte Tabor - Hospital São Rafael, Escola Bahiana de Medicina, Universidade Estadual da Bahia, Monte Tabor - Hospital São Rafael, Monte Tabor - Hospital São
Rafael, Monte Tabor - Hospital São Rafael, Monte Tabor - Hospital São Rafael, Monte Tabor - Hospital São Rafael, Universidade Federal da Bahia, Universidade de São
Paulo, Universidade de São Paulo
Introdução: BH+ está associado a maior mortalidade de pacientes em UTI e/ou pacientes com IRA. BH+ pode refletir a incapacidade para excretar adequadamente
o volume infundido e significar disfunção renal precoce antecedendo a elevação da creatinina (Cr)Objetivo: Avaliar a associação entre BH+, desenvolvimento de IRA
e mortalidade (30 dias) de pacientes em UTI. Métodos: Coorte prospectiva de pacientes > 18 anos admitidos na UTI. Critérios de exclusão: gravidez, transplante
renal,presença de IRA à admissão, IRA pré ou pós-renal. Os dados foram coletados durante a permanência na UTI (admissão até 14 dias). BH+ foi definido como
BH médio > que +1500ml/24h. Foi feita regressão logística multivariada (RLM) para avaliar o impacto do BH+ na incidência de IRA e mortalidade. Resultados:
Incluídos 132 pacientes (08/ 2011 a 06/2012), dos quais 20,5% tiveram BH+. Os grupos com e sem BH + foram similares quanto à idade, gênero, doenças de base,
sepse, coma, ventilação mecânica e drogas vasoativas (DVA). Pacientes com BH+ apresentaram mais frequentemente coagulopatia (22% vs 8% p=0,039), disfunção
hepática (19% vs 6% p=0,047), IRA (63 vs 34% p= 0,013) e maior mortalidade (63% vs 32%, p= 0,007). A RLM identificou cardiopatia e BH+ como variáveis
independentes para desenvolver IRA (OR 5,7 p=0,001 e 2,7 p=0,042 respectivamente) e BH+, IRA e uso de DVA como variáveis independentes de morte (OR 2,7
p=0,07; 4,7 p=0,001 e 9,9 p=0,00 respectivamente). Conclusão: BH+ e cardiopatia foram associados independentemente ao desenvolvimento de IRA e BH+, IRA e
uso de DVA foram variáveis independentes para mortalidade neste grupo de pacientes.
302
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:-
-581
SESSÃO POSTER
P-186
Complicações renais associadas à hipercalcemia do hiperparatireoidismo primário: Relato de Caso
Oliveira CN,Brito LH,Rodrigues BC,Ragogneti HG,Simões LP,Laferreira MS,Ricupero EL,Bergamo RR,Santos DR,Douverny JB
Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo,Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo,Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo,Faculdade de Medicina do ABC, São
Paulo,Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo,Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo,Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo,Faculdade de Medicina do
ABC, São Paulo,Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo,Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo
Introdução: O hiperparatireoidismo primário manifesta-se como uma alteração na homeostase do cálcio. O quadro clínico inclui manifestações ósseas, renais, neuromusculares e psiquiátricas. As principais complicações renais associadas são nefrolitíase, nefrocalcinose, insuficiência renal e tubulopatias. Resumo: M.O, 65 anos,
feminina, admitida com dores ósseas há 3 meses. Antecedentes: hipertensão, dislipidemia, diabetes mellitus e doença renal crônica. Exame físico: edema de membros
inferiores. Bioquímica: creatinina=2.4mg/dl, cálcio total=13mg/dl, cálcio iônico=1.8mg/dl, fósforo=2.8mg/dl, fosfatase alcalina=2394U/L, paratormonio>3000pg/
dl, colecalciferol=8ng/ml, calcitriol=36pg/ml, perfil metabólico urinário não realizado. Imagem: tomografia (TC) abdome: sinais de nefropatia crônica, nefrolitíase
bilateral; TC coluna lombar: fratura patológica L1, rarefação óssea difusa; Densitometria óssea: osteoporose; Cintilografia de paratireóides: captação anômala em lobo
esquerdo. Realizado tratamento clínico da hipercalcemia, necessitando de hemodiálise por refratariedade. Posteriormente, submetida à paratireoidectomia parcial
esquerda e tireoidectomia parcial com esvaziamento cervical ipsilateral. Anátomo-patológico: adenoma de paratireóide. No segundo dia pós-operatório evoluiu com
oligoanúria e aumento de escórias, novamente necessitando de terapia de substituição renal. Recebeu alta após 33 dias de internação com função renal estável, em
tratamento conservador. Segue em acompanhamento ambulatorial. Objetivo: Apresentação das possíveis complicações renais associadas à hipercalcemia, bem como
promover uma revisão literária sobre o assunto. Método: Revisão de prontuário da paciente. Discussão: Nefrolitíase e nefrocalcinose são as manifestações renais mais
comuns do hiperparatireoidismo primário. Nefrolitíase ocorre em 15-20%; a maioria dos cálculos é composta por oxalato de cálcio; o principal fator precipitante para
formação de cálculos é a hipercalciúria. Nefrocalcinose é menos comum, pode estar ou não associada à nefrolitíase e os fatores de risco não estão bem estabelecidos.
A paratireoidectomia reduz acentuadamente a formação de cálculos, mas tem pouco efeito sobre a nefrocalcinose. Conclusão: O hiperparatireoidismo primário está
associado à complicações renais, como nefrolitíase, perda progressiva de função renal e quadros de insuficiência renal aguda nos casos mais severos da doença. A paratireoidectomia é importante ferramenta terapêutica.
303
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:-
-581
SESSÃO POSTER
P-852
Poliomavírus em transplantado renal: Relato de Caso
Conceição MF,Oliveira LPC,Malafronte P,Magalhães AO,Filho DM,Sens YAS
clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São
Paulo,clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São
Paulo,departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo
Paciente feminina, 41 anos, parda, com doença renal crônica secundária a glomeruloesclerose segmentar e focal. Realizou transplante (Tx) renal em Julho de 2010
com doador falecido HLA idêntico, tempo de isquemia fria de 22 horas e 80% de painel de reatividade. A imunossupressão foi com basiliximab, micofenolato sódico
(MMS), tacrolimo e prednisona. Recebeu alta no 20º dia pós-operatório (PO) com creatinina sérica (Cr) de 0,8mg/dL. No 10º mês PO, foi admitida com quadro
de náuseas, vômitos e diarréia há 1 mês. Ao exame físico, apresentava-se hipocorada e desidratada. Os exames admissionais revelaram urina I normal, Cr 2,6mg/dL,
hemoglobina 11,3g/dL hematócrito 36,6%, leucócitos (L) 4600/mm³, plaquetas 194.000/mm³, aspartato aminotransferase 12U/L, alanina aminotrasferase 14U/L,
amilase 87 U/L e nível sanguíneo de tacrolimo 16,6ng/mL. Feito diagnóstico de doença citomegálica pela imunohistoquímica positiva em biópsia de mucosa gástrica,
sendo tratada com ganciclovir. Paciente evoluiu com piora da função renal com creatinina atingindo 4mg/dL e hematúria macroscópica. Foi optado por biópsia renal
que mostrou rejeição aguda túbulo-intersticial tipo Banff IA, atrofia túbulo-interstical e alterações tubulares citoarquiteturais sugestivas de ação viral. A imunohistoquímica foi positiva para poliomavírus e negativa para citomegalovírus. O MMS foi substituído por everolimo 2mg/dia e iniciado ciprofloxacino 500mg/dia. A
paciente evoluiu com leucopenia (L 700/mm³) e piora progressiva da função renal (Cr 7,3mg/dL). Nova biópsia renal mostrou nefropatia crônica grave do enxerto
e nefrite túbulo-intersticial com presença de células com inclusões por poliomavírus. Iniciou terapia dialítica e foi suspenso everolimus. Paciente evoluiu com pneumonia grave e óbito.
304
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:-
-581
SESSÃO POSTER
P-340
Síndrome das pernas inquietas em pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador e
em hemodiálise
Amorim GJ,Albuquerque Filho APL,Valente LM,Fernandes GV,Coelho SN,Pereira M
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco,Hospital Barao de Lucena Ses/Pe,Hospital das Clínicas da Universidade Federal de
Pernambuco,Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco,Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Introdução: A síndrome das pernas inquietas (SPI) compromete a qualidade de vida e é condição comum nos portadores de doença renal crônica (DRC). Os estudos
têm enfatizado a SPI nos pacientes com DRC em hemodiálise (HD). Objetivos: Avaliar a frequência da SPI nos portadores de DRC em tratamento conservador (TC)
ou em HD. Correlacionar a SPI com variáveis clínicas, demográficas e laboratoriais. Avaliar a atenção dos nefrologistas para o diagnóstico da SPI. Casuística e Métodos: Estudo transversal com entrevista aleatória dos portadores de DRC, em TC ou HD, atendidos no Hospital das Clínicas-UFPE. Os dados clínicos, demográficos
e laboratoriais, e a presença de hipersonolência diurna foram coletados em formulário normatizado. Foi questionado para os pacientes sobre a atenção do seu médico
no diagnóstico da SPI. Utilizaram-se critérios da INTERNATIONAL RESTLESS LEGS SYNDROME STUDY GROUP para o diagnóstico da SPI, e empregou-se
a escala de Epworth para avaliar a hipersonolência diurna. Critérios de inclusão: pacientes >18 anos em TC ou HD. Critérios exclusão: pacientes com clearence de
creatinina > 60ml/min/1,73m2 (CC), ou em uso de drogas com atuação no sistema nervoso central. Resultados: Foram entrevistados 96 pacientes, 57 em TC e 39
em HD. Excluíram-se 5 casos, 4 por CC > 60ml/min e 1 em HD em uso de neuroléptico. A frequência da SPI no grupo geral (TC/HD) foi 13% (12/91), no HD
16% (6/38) e no TC 11% (6/53). A SPI no grupo TC/HD foi mais comum nos casos com idade média menor (47 anos com SPI vs 57 anos sem SPI; p=0,042) e com
a etiologia da DRC (glomerulopatias (GN) vs outras; p=0,03). No grupo TC os casos com valor médio de fósforo maior correlacionou-se significativamente com a
SPI (4,3mg/dL com SPI vs 3,1mg/dL sem SPI; p=0,007). O grupo HD apresentou significância estatística entre hipersonolência diurna e presença da SPI (p=0,012).
Todos os pacientes negaram terem sido abordados anteriormente por outros médicos sobre a SPI. Conclusões: A SPI foi frequente no grupo estudado, mais comum
nos mais jovens, no grupo HD, e naqueles com diagnóstico de GN como etiologia da DRC. A abordagem diagnóstica prévia da SPI não foi rotina dos nefrologistas
do serviço. O estudo alerta para a necessidade de incluir questionários na avaliação da SPI nas consultas dos pacientes com DRC.
305
J Bras Nefrol 2012;Suplemento:-
-581
SESSÃO POSTER
P-530
Desfecho de pacientes tratados por terapia renal substitutiva é influenciado por óbitos precoces
Marques TG,Lipnharski F,Schueigart MG,Kimopp C,Hochegger T,Morsch CF,Antunes VH,Balbinotto A,Thomé FS
Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Introdução: Insuficiência renal aguda (IRA) em pacientes críticos necessitando terapia renal substitutiva (TRS) tem alta morbimortalidade e há alguma controvérsia
se o prognóstico está melhorando. A mortalidade precoce frequentemente reflete a severidade da condição clínica subjacente, e o benefício da TRS ocorre quando o
paciente sobrevive aos dias iniciais da doença. Objetivo: Analisar diferenças clínicas entre pacientes com IRA que sobreviveram aos primeiros 2 dias de TRS e aqueles
que faleceram, e determinar se os sobreviventes estão tendo maior benefício do tratamento ao longo do tempo em nossa instituição. Casuística e Métodos: Pacientes
em TRS no CTI entre 2006 e 2011 foram seguidos; excluiu-se transplantados renais ou doentes crônico estágio 5. Pacientes estáveis receberam hemodiálise intermitente (HDI); os instáveis receberam hemodiafiltração contínua (TRSC), a maioria com anticoagulação regional com citrato. Registrou-se variáveis clínicas- idade,
gênero, raça, tipo e causa da IRA, escore APACHE II, co-morbidades, sepse, creatinina basal– e aquelas relacionadas ao tratamento- tipo e duração da TRS, tempo
de permanência no CTI/hospital, letalidade e dependência da diálise. Análise estatística com SPSS 19.0. Resultados: 12,1% (n=1030) necessitaram de TRS: idade
57,3±16,8 anos, 55% homens, 87% brancos. Creatinina basal >1,5 mg/dl em 24 %; 64 % tinham IRA clínica, 83 % sépticos, 91% sob ventilação mecânica (VM)
e 86 % com vasopressores (VP). APACHE II de 27±8,5. HDI em 62% e TRSC em 85%. A mediana de dias sob TRS foi de 5 (2-13), e a permanência no CTI e no
hospital de 10 (4-19) e 15 (5-31) dias. A letalidade foi 67,1% no CTI e 73,6% no hospital. Sepse, idade, APACHE II e insuficiência hepática foram relacionados à
mortalidade. Pacientes com óbito após 1 ou 2 dias de TRS (n=285) eram mais velhos (60,6 ±16,5 anos), tinham APACHE II maior (31,6±13,4) e necessitaram mais
de VM e VP. Comparando os grupos pelo ano de tratamento (2006 a 2011),aqueles com óbitos precoces não tiveram diferenças significativas, mas os que receberam
TRS por mais de 2 dias tiveram redução progressiva da taxa de letalidade: 61% x 52% no CTI e 66% x 62% no hospital (p=0,04); houve redução progressiva da
permanência no CTI (19,2 x 14,4 dias) e no hospital (29,7 x 19,8 dias). Conclusões: Os desfechos de pacientes críticos com IRA severa, tratados por TRS pode estar
melhorando ao longo do tempo, mas esses avanços são obscurecidos por pacientes muito doentes que não se beneficiam de TRS.
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J Bras Nefrol 2012;Suplemento:-
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SESSÃO POSTER
P-829
Feohifomicose em transplantado renal: Relato de Caso
Conceição MF,Oliveira LPC,Malafronte P,Framil VMS,Miorin LA,Sens YAS
clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São
Paulo,clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,clinica de nefrologia do
departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo,clinica de nefrologia do departamento de medicina da Santa Casa de São Paulo
Paciente masculino, 52 anos, branco, com antecedente de hipertensão arterial e doença renal crônica secundária a rins policísticos. Realizou transplante (Tx) renal em
Setembro de 2009 com doador falecido. A imunossupressão foi com daclizumab, micofenolato sódico, tacrolimo e prednisona. Após 11 meses do Tx, evoluiu com
lesões dermatológicas difusas. Ao exame clínico, apresentava lesões papulosas, eritematosas com bordas descamativas e nódulos de 3mm em abdomen, membro superior direito (D), região lombar D, joelho esquerdo (E) e dermatose em palato duro com ulceração 3mm; abscesso em mandíbula D. A nasofaringoscopia evidenciou
presença de lesão infiltrativa de aspecto granulomatoso com secreção no septo e comprometimento da mucosa da região superior e parede lateral na fossa nasal (FN) E
e FND sem alteração. Exames admissionais revelaram hemoglobina 11g/dL, hematócrito 35%, leucócitos 8920/mm³ com segmentados 70% e bastões 8%, plaquetas
170000/mm³, creatinina sérica (Cr) 2,3mg/dL e sorologia para HIV negativa. A análise histopatológica de raspado de lesão de mucosa e de pele pela microscopia óptica evidenciou presença de formas arredondadas e acastanhadas de hifas septadas ramificadas e demáceas, sugerindo Feohifomicose; contudo, não foi isolado o fungo
por meio de cultura. A tomografia de seios da face revelou espessamento do revestimento mucoso de todas as cavidades paranasais com comprometimento dos seios
maxilares de aspecto polipóide e o seio frontal E completamente preenchido por material hipoatenuante; notou-se ainda espessamento nodular da mucosa do septo
nasal e pequena imagem nodular junto a base da asa nasal E. Foi optado pelo tratamento com Itraconazol 400mg/dia por 30 dias, com remissão das lesões cutâneas,
porém persistência de lesão em palato duro e piora da sinusopatia com descontinuidade óssea focal da porção cartilaginosa do septo nasal e da parede anterior do
antro maxilar E. Foi realizada limpeza cirúrgica, antibioticoterapia com ceftazidima e clindamicina e substituído o Itraconazol por Anfotericina B. Foi suspensa com
dose acumulada de 2,1g devido leucopenia e piora da função renal (Cr 4,8mg/dL). Optou-se por reintroduzir Itraconazol, o qual foi mantido por 60 dias. Devido a
piora da sinusopatia, atingindo o antro maxilar direito, o Itraconazol foi substituído por Voriconazol 400mg/dia, mantido por 6 meses. Paciente apresentou melhora
do quadro clínico da dermatose e sinusopatia e mantém estável até o momento sem recidiva das lesões.
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SESSÃO POSTER
P-553
Injúria renal aguda na unidade de terapia intensiva de um hospital universitário: experiência com 53 pacientes
Amorim GJ, Campos AF, Valente LM, Fernandes GV, Coelho SN
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco,Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco,Hospital das Clínicas da
Universidade Federal de Pernambuco,Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco,Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Introdução: A injúria renal aguda (IRA) na unidade de terapia intensiva (UTI) é causa importante de morbimortalidade. O perfil dos pacientes acometidos é de
indivíduos com idade avançada, com múltiplas comorbidades, cuja lesão renal se desenvolve associada à sepse. Objetivos: Descrever as características clínicas e demográficas dos pacientes com IRA na UTI. Determinar as variáveis relacionadas a evolução e desfecho clínico. Averiguar a associação entre mortalidade com o estágio
da lesão renal, com o momento entre o diagnóstico da IRA e a avaliação do nefrologista. Casuística e Métodos: Estudo descritivo, retrospectivo que avaliou pacientes
internados na UTI geral do Hospital das Clinicas-UFPE. Foram avaliados idade, gênero, comorbidades, etiologia da IRA, momento entre o diagnóstico da IRA e
a avaliação do nefrologista, estágio da lesão renal, necessidade de terapia substitutiva renal (TSR) e recuperação da função renal, definida pela manutenção de TRS
após alta da UTI. O diagnóstico de IRA foi determinado pelo aumento da creatinina basal > 50% e/ou em 0,3mg/dl, ou débito urinário < 0,5ml/kg/h, segundo os
critérios do ACUTE KIDNEY INJURY NETWORK (AKIN). Avaliou-se a mortalidade geral e sua associação com o estágio da IRA e o momento da avaliação do
nefrologista. Critérios de inclusão: pacientes > 18 anos e com diagnóstico de IRA. Critérios de exclusão: Diagnóstico de IRA anterior à admissão na UTI. Resultados:
Foram avaliados 53 pacientes. A média de idade foi 60 ± 19 anos, 56 % eram do gênero masculino e 90% tinham comorbidades. A sepse acometeu 74% dos indivíduos. A TSR foi empregada em 66% dos casos. O atendimento nefrológico ocorreu em até 48 horas do diagnóstico da IRA em 91% dos casos, e 79% dos pacientes
se encontravam no estágio 3 da IRA. A mortalidade geral foi de 75%, sendo 77% (27/35) no grupo submetido à TSR. Após a alta da UTI 25% (2/8) dos pacientes
permaneceram em TSR. Não houve associação estatística entre mortalidade, estágio da lesão renal, e o momento entre o diagnóstico da IRA e a avaliação do nefrologista. Conclusões: A população estudada era de indivíduos idosos, do gênero masculino e com comorbidades associadas. A sepse foi a etiologia principal da IRA.
A maioria dos indivíduos recebeu atendimento nefrológico em até 48 horas do diagnóstico da IRA, e já se encontrava em estágios avançados. A mortalidade geral, a
necessidade de TSR e a taxa de recuperação da função renal foram elevadas.
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P-363
Efeitos da dieta hiperlipídica sobre as expressões de angiotensina II, linfócitos, antígeno nuclear de
proliferação celular e macrófagos no tecido renal de ratas ovariectomizadas
Welber Bruno Dias Ribas,Telma de Jesus Soares
Universidade do Estado da Bahia,Instituto Multisciplinar em Saúde - Universidade Federal da Bahia
Introdução: A obesidade (OB) e hipertensão (HÁ) são caracterizadas pela presença de infiltrado intersticial de macrófagos e monócitos e produção anormal de citocinas pró-inflamatórias no tecido renal. A redução da produção de estrógenos nas mulheres promove mudanças desfavoráveis da distribuição de gordura corporal,
aumentando o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, renais, diabetes mellitus e outras alterações associadas à síndrome metabólica Embora alguns
estudos demonstrem a associação entre OB e HÁ no desenvolvimento de doenças renais, poucos estudos tem verificado os efeitos da OB sobre o rim em situações de
deficiência de hormônios ovarianos, como por exemplo, na pós-menopausa ou em modelos de ratas ovariectomizadas Objetivo: A proposta deste estudo foi avaliar
os efeitos de uma dieta hiperlipídica sobre as expressões de angiotensina II (AII), antígeno nuclear de proliferação celular (PCNA), linfócitos e macrófagos no córtex
renal de ratas ovariectomizadas, correlacionando essas marcações às alterações de função e estrutura renal. Métodos: Vinte e seis ratas Wistar foram ovariectomizadas
(OV) ou submetidas à cirurgia sham (S) e divididas em quatro grupos experimentais: DCS-Ratas S submetidas à dieta controle; DCO-Ratas OV submetidas à dieta
controle; DLS-Ratas S submetidas à dieta hiperlipídica; DLO-Ratas OV submetidas à dieta hiperlipídica. O peso corporal e a pressão arterial foram determinados
semanalmente. Os animais foram sacrificados 24 semanas após a dieta, e os rins removidos para os estudos imunoistoquímicos. Resultados: As ratas OV submetidas
à dieta rica em gordura apresentaram aumento do peso corporal, do tecido adiposo abdominal e da pressão arterial sistólica (p<0,05) quando comparadas aos demais
grupos experimentais. Os estudos de imunoistoquímica evidenciaram aumento do número de linfócitos, angiotensina II, PCNA (p<0,01) e macrófagos (p<0,001) no
córtex renal das ratas do grupo DLO. Essas alterações foram fortemente correlacionadas à diminuição da excreção renal de sódio, ao aumento da pressão sistólica e as
lesões intersticiais. Conclusão:Os Resultados demonstraram que a dieta hiperlípidica em ratas OV promoveu aumento do peso corporal, do tecido adiposo visceral e
da pressão arterial sistólica, associado ao aumento da infiltração de macrófagos, linfócitos, PCNA e AII, sugerindo o desenvolvimento inicial de lesões no córtex renal
desses animais.
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P-381
Própolis Vermelha Exerce Efeito Anti-hipertensivo e Nefroprotetor no Modelo de Ablação Renal de 5/6
Francisco Pessoa da Cruz Júnior,Vitor Hugo Honorato Pereira,Tarcilo Machado da Silva,Henrique Oliveira Costa,Zenaldo Porfírio da Silva,Ana Paula
Fernandes Barbosa,Camilla Fanelli,Flávio Teles
UNCISAL,UNCISAL,UNCISAL,UNCISAL,UNCISAL,UNCISAL,USP,UNCISAL
Introdução: O modelo de ablação renal de 5/6 (Nx) é um dos mais utilizados para o estudo dos mecanismos de progressão da nefropatia crônica. É bem sabido
que a inflamação e o estress oxidativo fazem parte da fisiopatologia deste modelo. A Própolis Vermelha (PV) é uma resina produzida por abelhas, que, nos últimos
anos, vem demonstrando atividade antioxidante e anti-inflamatória. Recentemente observamos que a PV reduz a proteinúria e o dano glomerular em um modelo de nefropatia sem hipertensão arterial. Objetivo: Avaliar o impacto da PV sobre a pressão arterial e progressão da nefropatia experimental em um modelo de
hipertensão arterial e nefropatia. Casuística e Métodos: Utilizamos ratos Wistar machos com oito semanas de vida. A ablação renal (Nx) foi realizada através de
uninefrectomia direita e infarto de 2/3 da massa renal esquerda através da ligadura de 2 ou 3 ramos da artéria renal. Os animais foram divididos em quatro grupos:
controle (CN, n=6); controle tratado com PV (CN + PV, n=6); Nx sem tratamento (Nx, n=5) e Nx tratados com PV (Nx + PV, n=6). Os animais tratados receberam a PV diluída na água do bebedouro a partir do trigésimo dia pós-operatório, por oito semanas. Durante 90 dias foram avaliados os seguintes parâmetros:
proteinúria de 24h (Uprot) mensalmente, peso corpóreo (PC) duas vezes por semana, pressão caudal sistólica (PS) mensalmente, creatinina sérica (Cr), Uréia
(Ur) e Potássio (K+) ao final do estudo. Resultados: (média +/- desvio padrão, ANOVA, a p < 0.05 vs CN, b p < 0.05 vs CN + PV, c p < 0,05 vs Nx + PV). O
tratamento com a PV reduziu, de forma significativa, a pressão arterial, proteinúria e os níveis plasmáticos de ureia e creatinina dos animais Nx. Conclusão: O
tratamento com a Própolis Vermelha apresentou efeito anti-hipertensivo e nefroprotetor neste modelo de nefropatia crônica.
Palavras-chave: Própolis Vermelha, Nefropatia, Ablação.
Grupos
CN n=6
CN + PV n=6
Nx n=5
Nx + PV n=6
PC
341 ± 33
352 ± 23
279 ± 5
329 ± 4
PS
121 ± 7,3
105 ± 5,0a 181 ± 3,5a,b,c
156 ± 16a,b
Uprot
24 ± 7,0
17 ± 2,5
336 ± 50a,b,c
160 ± 19a,b
Cr
0,3 ± 0,14
0,2 ± 0,05
2,7 ± 0,9a,b,c
1,0 ± 0,6a,b
310
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-581
Ur
47,4 ± 5,0
50,9 ± 9,1
373 ± 160a,b,c
160,1 ± 78a,b
K+
5,5 ± 0,6
5,1