Meeting Point

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Meeting Point
Business Exchange
Câmara de Comércio
Americana em Portugal
Meeting Point
Revista Trimestral | N.º 1 | Janeiro 2007
DESTAQUE
Uma oportunidade
a não perder
Esta federação de câmaras
pode constituir, se devidamente apoiada e fortalecida,
um poderoso meio de
crescimento das relações
económicas entre Portugal
e os Estados Unidos.
ANÁLISE
Looking up - an outlook
for Portugal in 2007
The year which has just
begun looks set to mark the
start of a period of economic
recovery for Portugal, a
much-needed improvement
for a country that has
struggled...
DOSSIER
A ameaça de uma
pandemia gripal
- Novos desafios
A possibilidade de ocorrência
de uma pandemia com
origem no vírus da gripe
das aves (H5N1) trouxe
uma nova dimensão aos
Planos de Continuidade
de Negócio (PCN).
DOSSIER EXPORTAR
O mercado Norte-Americano
é um mercado ainda pouco
explorado pelas empresas
Portuguesas, representando
apenas cerca de 5% das
nossas exportações.
Desafio
2007
Índice/Editorial
Índice
2007 Ano de desafios e de oportunidades
Carta
5
Carta do Presidente da CCAP
Sobre CCAP
Novos Sócios:
ActionPlan, Conceito, Incentivent
6
Destaque
7
Uma oportunidade a não perder
Análise
8/10
Looking up — an outlook
for Portugal in 2007
Livros
11
12/14
Artigo
Making Globalisation Work for
Europe – the Human Capital Dimension
A Saber/Novidades Fiscais
15
Notas/Informações/Diversos
Global Engagement
Economic News
16/17
A Saber/Orçamento de Estado
Lei n.º 53-A/2006
18/19
Dossier
Plano de Contingência
20/22
Feiras
Nos EUA - 2.º Trimestre de 2007
24/25
Dossier exportar
26/30
O início de um ano é o momento certo para perspectivar os desafios que iremos
enfrentar, para anunciar os objectivos e prioridades e para tomar as grandes
decisões estratégicas. E assim também será em 2007.
Embora já anunciando algumas perspectivas positivas, 2007 irá ser ainda um
ano difícil, e será precisamente nestas dificuldades que vamos ter de perceber
os desafios e reconhecer as oportunidades, tentando tirar o maior proveito de
ambos.
Em 2007 Portugal assumirá a Presidência da União Europeia. Este é com
certeza um grande desafio para o nosso país a vários níveis. Durante a
Presidência, e ainda antes dela, há uma enorme visibilidade e referência ao país
no plano internacional, é pois uma grande promoção do país, criando
oportunidades que cabe a nós portugueses saber aproveitar.
2007 vai ser o ano do novo ciclo de fundos comunitários, com um período de
execução que vai de 2007 a 2013. É a nossa última grande oportunidade!
No quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), bem como em todos os
planos operacionais (PO) estão desde já evidenciadas as 5 prioridades
estratégicas na utilização destes fundos: Qualificação dos Portugueses /
Crescimento sustentado / Coesão social / Qualificação do Território / Aumento
da eficiência da Governação.
Estão também já definidos os domínios aos quais se irá dar prioridade: do
Conhecimento / da Ciência / da Tecnologia e da Inovação.
Será pois necessário que nos organizemos para uma boa gestão destes fundos
comunitários.
E é precisamente de Inovação que nos fala José Joaquim Oliveira, designando-a
como “verdadeiro desígnio nacional” e o “caminho certo para o sucesso das
empresas e consequentemente das economias dos Países”.
Integrada numa estratégia de diminuição do peso do Estado-Administração,
haverá a necessidade de rever a distribuição de tarefas entre as instituições
públicas e privadas dedicadas ao comércio externo, ao turismo e à captação de
investimento estrangeiro. Eis uma oportunidade para as Câmaras de Comércio
repensarem a sua actuação e sobre a qual nos fala Rui Machete no seu artigo
“Uma oportunidade a não perder”.
Neste número publicamos uma relevante análise sobre a situação económica e
a política fiscal Portuguesa feita por Ania Thieman, Editor/Economist do
Economist Intelligence Unit, onde destaca algumas das oportunidades para
2007. Ania estará em Portugal em Fevereiro para a abertura da “Second
Business Roundtable with the Government of Portugal”.
Susan Danger, Managing Director da American Chamber of Commerce to the
European Union, elaborou um artigo para a Meeting Point onde fala sobre a
Globalização como um mundo de oportunidades que se oferecem para a
Europa, nos desafios que se colocam e nas mudanças que são necessárias
operar para se poder responder da melhor forma a estes novos desafios. Numa
época onde a palavra-chave é Globalização, este é um artigo a ler com muita
atenção.
O Orçamento de Estado de 2007 traz algumas novidades, nomeadamente a
nível dos benefícios fiscais, que deveremos saber aproveitar. Para isso Maria
Isabel Silva faz-nos um resumo breve sobre os mesmos.
Novos desafios colocam-se às sociedades de hoje. A ameaça de uma pandemia
gripal é um deles. Preparámos um dossier informativo que pretende sensibilizar,
alertar e ajudar as empresas a prepararem-se para as previsões mais
pessimistas.
Outro grande desafio é a internacionalização das empresas Portuguesas. Sendo
o mercado Americano um mundo de oportunidades ainda pouco exploradas
pelas empresas portuguesas, no dossier Exportar ajudamos a conhecer um
pouco melhor este mercado.
Informações, opiniões, novidades e livros enchem as restantes páginas deste
número 1 que preparámos para si.
Estejamos pois atentos aos desafios que 2007 nos venha a lançar e saibamos
agarrar da melhor forma as oportunidades que nos irão surgir.
Graça Didier
Ficha Técnica
Director: José Joaquim Oliveira - Editor: Graça Didier - Colaboraram neste número: Alfred Hoffman, Deloitte e Associados, Eduardo Souto Moura, Fernando
Oliveira
- Editor:
Graça
DidierMónica
- Colaboraram
número:
AniaSantos
Thieman,
Deloitte,gráfico
José Joaquim
Oliveira,
Maria
Isabel-Silva,
Pedro Leal
Director:
Feliciano,José
JoãoJoaquim
Paulo Girbal,
José
Joaquim
Oliveira,
Daly, Ruineste
Henriques
e Sofia
- Projecto
e paginação:
Add
Solutions
Impressão:
IDG
Faria, Rui Machete
e Susan
Danger - Projecto
gráfico
paginação:
AddD.Solutions
- Impressão:
Câmara- de
Comércio
Americana
em 572
Portugal,
Propriedade:
Câmara
de Comércio
Americana
em ePortugal,
Rua
Estefânia,
155, 5.º IDG
Esq.- -Propriedade:
1000-154 Lisboa
Portugal
- Telefone:
213
561
Rua
D.
Estefânia,
155,
5.º
Esq.
1000-154
Lisboa
Portugal
Telefone:
213
572
561
Fax:
213
572
580
Email:
[email protected]
Website:
Fax: 213 572 580 - Email: [email protected] - Website: www.amchamportugal.org - Contribuinte n.º: 500 912 467 - Tiragem: 1.500 exemplares
www.amchamportugal.org
- Contribuinte
n.º: 500trimestral
912 467de- Tiragem:
1.500
exemplares
- N.º
de depósito
legal:
250354/06
- Publicação:
trimestral
de
Nº de depósito legal: 250354/06
- Publicação:
distribuição
gratuita
aos sócios
- Isenta
de registo
ao abrigo
do Decreto
regulamentar
n.º 8/99
distribuição
gratuita
sócios
- Isenta
de 9 de Junho
art. 12ºaos
alínea
a) do
n.º 1.de registo ao abrigo do Decreto regulamentar n.º 8/99 de 9 de Junho art. 12º alínea a) do n.º 1.
3
Business Exchange
Carta
Carta do Presidente da CCAP
José Joaquim Oliveira
Presidente da IBM em Portugal
Presidente da CCAP
Existe hoje, felizmente, uma muito
maior consciência de que o caminho
para o sucesso das empresas e,
consequentemente, das economias
dos Países passa pela inovação.
Verdadeiro desígnio nacional, a inovação tem sido objecto de múltiplas
acções de estímulo, tanto por iniciativa
de governos e entidades públicas,
como por meritórios esforços levados a
cabo por um crescente número de
empresas e organizações privadas.
Das parcerias e associações empresariais aos incentivos estatais, o muito
que se tem feito visando a sua
promoção - aos níveis adequados deve
dizer-se - tem contribuído decisivamente para a razoável adopção que se
verifica actualmente. Por exemplo, num
recente inquérito aos CEO’s de muitas
das maiores empresas mundiais, a
inovação, como principal factor da
mudança que pretendem imprimir às
suas organizações com vista a
melhorar a sua competitividade,
mereceu a eleição clara da maioria
destes líderes.
Mas se a situação é, hoje, indubitavelmente melhor, a verdade é que a
inovação se tornou como que numa
moda que todos querem seguir, mas
que só alguns já colocaram, de facto, no
centro das suas estratégias de desenvolvimento. O caminho a percorrer
ainda é, portanto, longo, continua a ser
necessário mudar mentalidades,
eliminar conformismos, incutir o gosto
pelo risco, desenvolver e ensinar o
empreendorismo. No referido inquérito,
os mesmos CEO’s apontaram as
resistências internas como o principal
obstáculo à inovação e as relações com
os seus clientes e parceiros como a sua
fonte mais relevante.
Mas porque é que a inovação é
importante? Uma parte da resposta
vem dos (bons) exemplos de sucesso
de empresas com apostas firmes,
sólidas, em muitos casos únicas, na
inovação e que são hoje líderes nas
áreas e nos negócios em que
escolheram apostar. São muitas à
(...) não existe, na fase de desenvolvimento actual,
alternativa à inovação para quem pretende vencer
num mundo tão global, tão competitivo
e tão aberto como o actual.
escala mundial, mas são, também, já
em número apreciável em Portugal.
E existe de tudo. Uns apostam,
essencialmente, em áreas novas,
inexistentes ou inexploradas e,
partindo de uma ideia nova, desenvolvem-na, tornam-na relevante, com
valor para o mercado a que se dirige e,
consequentemente, para a economia e
a sociedade.
Outros partem de algo que já existe e
desenvolvem, aperfeiçoam, inovam
acrescentado valor, numa palavra
distinguem-se do que já existia. São
exemplos de quem percebeu a tempo
que só pela diferença, pelo valor e pela
relevância se consegue ter um produto,
serviço, ou oferta ganhadora num
mundo global e inexoravelmente
competitivo. Exemplos de quem
compreendeu a diferença entre
invenção e inovação e não esmoreceu
nas dificuldades do mundo realmente
criativo. Inovação é muito mais que
invenção e, sendo ambas de grande
valor, a diferença é importante. Inventar
é criar qualquer coisa que não existe,
um novo produto, serviço, processo.
Hoje a capacidade inventiva é impressionante.
Muitas centenas de milhares de novas
patentes são registadas anualmente só
nos EUA, na Europa e no Japão. Mas
quantas dessas invenções fazem, de
facto, uma diferença nas nossas vidas?
Quantas invenções permitem aumentar
dramaticamente a produtividade, ou
criam novas indústrias ou novos
negócios ou proporcionam a cura para
uma doença grave? A invenção só por si
não garante valor. E é aqui que entra a
inovação.
A verdadeira inovação acontece na
intersecção da invenção com a visão e o
conhecimento da área a que se dirige
ou do problema que se pretende
solucionar. Inovação é a aplicação da
invenção, é a fusão de novos desenvolvimentos com novas aproximações,
tendo em vista a resolução de
problemas.
O departamento britânico do comércio
e indústria sugeriu uma definição que
capta bem este conceito: a inovação é a
exploração bem sucedida de novas
ideias.
Uma segunda parte da resposta à
pergunta, vem do simples facto de que
não existe, na fase de desenvolvimento
actual, alternativa à inovação para
quem pretende vencer num mundo tão
global, tão competitivo e tão aberto
como o actual. A boa notícia é que este
é também um mundo de oportunidades
sem precedentes. Nunca como hoje o
terreno foi tão fértil para a germinação,
desenvolvimento e concretização
prática de ideias novas e criativas.
Finalmente, um terceira parte da
resposta pode ser encontrada nos
efeitos desta tão falada globalização.
Tomemos como exemplo uma área que
habitualmente está no centro de muita
discussão e que constitui uma prioridade um pouco por todo o lado: a
criação de emprego. Um estudo recente
projecta que cerca de 91 milhões de
novos empregos serão criados no
mundo durante os próximos dez anos.
A pergunta que, então, se coloca é a de
saber que países ou regiões irão ser
contemplados com tal “benção dos
deuses”: a Europa? os EUA? a China ou
Índia? qualquer outro lugar? Não é
difícil antecipar que a maior parte
destes empregos irão para aqueles
países que criarem um ambiente mais
fértil e mais favorável à inovação, em
qualquer domínio, na ciência, na
tecnologia e em tudo o resto. Contudo,
da teoria à prática vai um grande passo.
Criar semelhante ambiente requer
acção profícua em várias áreas, sem o
que dificilmente se atingirá o sucesso
que, naturalmente, todos ambicionamos. A este ponto voltarei numa
próxima oportunidade. Por agora bom
seria que a inovação fosse ganhando
terreno na consciência dos que ainda
não a entendem como a grande
oportunidade que ela, na realidade,
representa.
5
Business Exchange
Sobre a CCAP
Fotos cedidas pela Embaixada.
O Embaixador dos EUA
Alfred Hoffman à conversa
com José Joaquim Oliveira
e Fernando Feliciano.
Novos Sócios
ActionPlan
Rua da Palmeira, Quinta da Charneca, Charneca,
2750-540 Cascais
Tel.: 351 214 879 440 - Fax.: 351 214 879 449
E-mail: [email protected]
Site: www.actionplan.pt
Designação Comercial: Construção de Eventos,
Eventos de A a Z, Lda.
Sócios/Accionistas: Artur Lemos e Francisco
Serzedello
Associações de que é membro: Associação
Organizadores Profissionais de Eventos, Câmara de
Comércio Americana em Portugal
Director Geral: Artur Lemos
[email protected]ctionplan.pt
Director de Contas: Francisco Serzedello
[email protected]
Gestor de Projectos: Joana Afonso
[email protected]
Filosofia da empresa: O que Fazemos - Fazemos Bem
Principais Serviços: Construção de Eventos
Principais Clientes: Companhia IBM Portuguesa,
Salvador Caetano IMVT, Renault Nissan Portugal,
Edimpresa, Volvo Sweden, Honda Portugal, Speak
International, Peugeot Portugal, Câmara Municipal
do Porto, Mitsubishi Portugal, Canon Copicanola,
BMW, Mota Engil, Grupo BPN, Miranda Aliance.
Lançamento da revista “Meeting Point”
Decorreu no dia 4 de Dezembro na Embaixada dos EUA a apresentação do
n.º 0 da Revista da CCAP – Meeting Point.
Perante uma sala cheia, como o testemunham as fotografias, usaram da palavra
Fernando Feliciano - First Vice-President da CCAP, José Joaquim Oliveira Presidente da CCAP e Alfred Hoffman – Embaixador dos EUA.
Conceito
Consultoria de Gestão, SA
Av. António Augusto de Aguiar, n.º 19, 4.º
1050-012 Lisboa
Tel.: (351) 213 581 000 - Fax.: (351) 213 528 203
Site: www.conceito.pt
Conceito is a network company that since 1982 has
provided technical support to Management
Support Services, such as Accounting, Taxes,
Consultancy, Human Resources, Treasury and
Back-office areas.
Many of our clients are international thus providing
us with tremendous experience in integrating
companies in Portugal, supporting them at the time
of incorporation, guiding them at the time of the
monthly report according to previously predefined
parameters set by the clients.
We also back up international companies planning
when opening up an office in Portugal or when
expanding their knowledge of the local
accounting/tax system. We are prepared to work in
Portuguese, Spanish or English.
Conferência sobre Plano de Continuidade de Negócio
A sessão organizada pela CCAP, de informação e sensibilização para a
necessidade de criação de um Plano de Continuidade de Negócio numa provável
situação de pandemia de gripe, foi brilhantemente apresentada pelo Dr. Dunato
Ramos, Assessor do Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa para a área de
emergência.
Fotos J. Marques.
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Incentivos e Eventos Lda.
Rua Sofia de Carvalho, 2 A (A10), 1495-121 Algés
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incentivos. A experiência no mercado permite-nos
dar uma resposta com visão plena e ajustada a
cada um dos nossos clientes com uma abordagem
sempre mais personalizada.
Disponibilizamos um extenso pacote de serviços,
de modo a ir ao encontro das suas necessidades
profissionais e sociais.
Almoço com o Embaixador
A Lembrar
Decorreu no dia 14 de Dezembro o Almoço/Conferência organizado pela CCAP e
American Club sendo o convidado de honra o Embaixador dos EUA, Alfred Hoffman Jr.
A intervenção, subordinada ao título “Big Changes or Business as Usual – some
thoughts on the US mid-term elections” foi ouvida com muita atenção por todos os
presentes.
Dias 14 e 15 de Fevereiro
Second Business Roundtable with the
Government of Portugal
Em cima: Raquel Sousa Leite - Vice-Presidente da CCAP, Fernando Feliciano - First Vice-President da CCAP,
John Scott Johnson - Vice President American Club. Em baixo: Charles Buchannan - Presidente da American
Club, Teresa Leonardo Matias, Rui Machete - Presidente do Conselho Executivo da FLAD. À direita: Da esq.ª
para a dt.ª, Charles Buchannan - Presidente da American Club, Embaixador Alfred Hoffman, José Joaquim
Oliveira - Presidente da CCAP.
6
Business Exchange
Dia 21 de Março
Tom Peters – Apresentação intitulada Liderança
& Inovação
A CCAP associou-se a estas duas iniciativas de
grande qualidade e prestígio, tendo os seus sócios
condições vantajosas de participação.
Destaque
Uma oportunidade
a não perder
As câmaras de comércio têm estatutos muito diversos
nos vários países, mas salvo em casos de extrema
publicização, como no caso de Itália, constituem
associações de particulares que desempenham funções
de relevo público nos sectores onde actuam.
As câmaras de comércio têm estatutos
muito diversos nos vários países, mas
salvo em casos de extrema publicização, como no caso de Itália, constituem associações de particulares que
desempenham funções de relevo
público nos sectores onde actuam.
As que promovem o comércio externo
situam-se normalmente nos países
importadores dos bens cuja exportação
advogam, obedecendo, então, ao
normativo do ordenamento jurídico
estrangeiro onde se integram.
Algumas há, porém, que começando
por congregar as delegações, filiais ou
empresas de grupo com determinadas
nacionalidades, radicadas no país de
destino, acabam por desempenhar
também o papel inverso de facilitar a
venda dos produtos das economias
onde estão sediados. É, aliás, compreensível que assim seja, pois as trocas
comerciais assentam em relações
humanas e estas têm uma natural
propensão a alargar-se, passando
muitas vezes, os nacionais radicados
em países estrangeiros de exportadores ou investidores, a importadores
ou promotores de investimento no seu
Estado de origem.
Esta plurifuncionalidade das câmaras,
quando existe, reveste-se de particular
valor, pois que fora dos circuitos
diplomáticos ou das actividades
desenvolvidas pelas burocracias
públicas, permite a afirmação de
verdadeiros “facilitators”, representantes das sociedades civis dos países
envolvidos.
A Câmara de Comércio Americana em
Portugal representa um exemplo feliz
das entidades que desempenham essa
dupla função: associa empresas
americanas que desenvolvem a sua
actividade em Portugal ou que exportam para Portugal e, simultaneamente,
agrega e presta serviços a empresas
portuguesas que pretendem colocar os
seus produtos ou investir nos Estados
Unidos.
Esta situação justifica, circunscrevendo-nos à actividade de promoção dos
produtos portugueses e à atracção do
investimento americano para Portugal,
que a encaremos como um valioso
instrumento da nossa sociedade civil e
que reconheçamos que desempenha
uma função de claro relevo público.
Isso mesmo levou a Fundação LusoAmericana para o Desenvolvimento –
que é, não o esqueçamos, uma fundação portuguesa – a, desde o seu início,
apoiar a Câmara e a incentivá-la a ter
um papel de liderança na federação
das câmaras de comércio lusoamericanas, as quais incluem para
além da Câmara em Lisboa, a Câmara
de Comércio de Ponta Delgada e as
Rui Chancerelle de Machete
Presidente do Conselho Executivo
da Fundação Luso Americana para
o desenvolvimento (FLAD)
duas câmaras luso-americanas
situadas nos EUA, Nova Iorque e San
José, na Califórnia. Esta federação de
câmaras pode constituir, se devidamente apoiada e fortalecida, um
poderoso meio de crescimento das
relações económicas entre Portugal e
os Estados Unidos.
Visto sob outra perspectiva, no âmbito
da estratégia de diminuição do peso do
Estado-Administração e da progressiva
importância concedida à iniciativa
privada, a Câmara de Comércio de
Lisboa e as restantes câmaras
congéneres na América, representam
uma grande oportunidade para rever a
distribuição de tarefas entre as
instituições públicas e privadas
dedicadas ao comércio externo, ao
turismo e à captação de investimento
estrangeiro.
A reforma estrutural que se avizinha,
com a fusão da API e do ICEP, pode
constituir ocasião única para, mediante
apropriado contrato de cooperação,
aproveitar as virtualidades que as
câmaras de comércio integrantes da
APACC (Association of PortugueseAmerican Chambers of Commerce)
oferecem em prol das nossas exportações.
Assim saibamos estar atentos a essa
oportunidade.
7
Business Exchange
Análise
Looking up — an outlook
for Portugal in 2007
The year which has just begun looks set to mark the start
of a period of economic recovery for Portugal, a muchneeded improvement for a country that has struggled for
the past five years to make economic progress and
converge with the rest of the EU.
The year which has just begun looks set
to mark the start of a period of
economic recovery for Portugal, a
much-needed improvement for a
country that has struggled for the past
five years to make economic progress
and converge with the rest of the EU.
Indeed, things are finally looking up for
Po r t u g a l , b o t h p o l i t i c a l l y a n d
economically.
Some background
To set the framework, it is worthwhile to
remember that Portugal was in fact
doing rather well in the 1990s, with
rapid economic growth following the
country's entry in to the EU in 1986,
leading to a narrowing of the gap in
living standards between Portugal and
the rest of the then EU15. According to
the OECD, real economic growth
averaged 3.5% from the mid-1980s
until 2000 and Portugal's per capital
income, which was less than 60% of the
EU average in 1986, peaked at around
70% in the early 2000s. Low interest
rates in the EU led to a consumption
boom and profligate fiscal policies,
while EU subsidies were flooding in, and
new motorways and sparkling high-rise
buildings mushroomed. However,
things came to a stand-still in the early
part of this decade, as Portugal was
initially hard hit by the combined effect
of the international recession which
followed the "dot.com" bust, and its
unsuitable domestic fiscal policies
which had led to a rapidly widening
general government budget deficit. In
2002-03, Portugal went through the
deepest and longest recession
anywhere in the EU, lasting for six
consecutive quarters. Growth starting
picking up in the first half of 2004, in the
run-up to the Euro2004 football
championships, but the resignation of
the then prime minister, José Manuel
Durão Barroso in July 2004, and the
subsequent political instability which
lasted for six months, meant that
confidence was undermined, and the
economy slipped back into recession.
8
Business Exchange
Between 2000 and 2005, annual GDP
growth averaged less than 1%.
Following the election of a Socialist
majority government in February 2005,
there was hope that things would begin
to turn around, but business confidence
was slow to recover. Total investment
remained negative both in 2005 and in
2006. Private consumption has been
rising, albeit slowly, but seems to have
been driven mainly by strong credit
growth. Portugal's trade balance is still
negative, and the gap widened strongly
in 2005, before finally starting to
narrow in 2006, but only modestly so.
Many structural factors account for the
decline in trade: Portugal's traditional
exports of textiles and shoes are being
hit by strong competition from China
and Turkey, and many other manufacturing industries are not competitive
in a global market. Signs are that the
trend in the textile sector (and other
traditional manufacturing industries) is
irreversible, and that slowly, but surely,
those traditional industries will die out.
Competitiveness is being undermined
Prior to EU enlargement in 2004,
Portugal was relying on the fact that its
wages were the lowest in the EU15.
However, this is no longer the case in
the enlarged Europe. Moreover, for the
same level of wages, any foreign
investor will have a far better educated
workforce in places such as the Czech
Republic, Hungary or Slovenia. One of
Portugal's problems is the poor level of
education of its labour force. Portugal
has the highest dropout rate from
secondary education anywhere in the
OECD. Traditionally, young people from
the age of 16 would leave school early to
help out in the family firm. As many of
these small (cottage) industries are
closing down in the face of international
competition, increasingly this is no
longer an option.
Another underlying problem is the high
level of household indebtedness. Prior
to entering the euro, interest rates fell to
Ania Thieman
Editor/Economist, Economist
Intelligence Unit
historically low levels in Portugal
(traditionally a high-interest country).
The response was a credit boom, with
households acquiring big-ticket items,
mostly on credit. Household indebtedness is now around 118% of disposable
income. While this may seem low
compared to Denmark or the UK, this is
very high for such a fragile economy as
the Portuguese. Although household
spending has so far held up well,
despite several interest rate increases
by the ECB in the course of 2006,
further increases in the interest could
lead to some households defaulting on
their debt.
Economic and fiscal policies are
slowly starting to bite
The Socialist government, led by José
Sócrates, came to power in a difficult
political and economic context,
following the disastrous government of
the previous prime minister, Pedro
Santana Lopes (who replaced Mr Durão
Barroso) of the centre-right PSD.
Mr Santana Lopes rapidly managed to
squander any political capital which the
centre-right government had, owing to a
succession of political blunders, a
complete lack of control over his
cabinet, in addition to an utter lack of
adequate economic and fiscal policies.
Shortly after coming to power, in March
2005, Mr Sócrates set up an independent commission, chaired by the
governor of the central bank, Vitor
Constâncio, to audit the public
finances, and it became clear that the
real general government budget deficit
was close to 6.8% of GDP (more than
twice the ceiling of 3% of GDP stipulated
by the EU's Stability and Growth Pact).
Shortly thereafter, the European
Commission subjected Portugal to its
second "Excessive Deficits Procedure",
and granted Portugal three years
(rather than the usual two), to bring the
budget deficit below 3% of GDP (by
2008).
The government has since been
pursuing a tight fiscal policy, in order to
Análise
gradually reduce the magnitude of the
deficit. One of the more important
measures the government has taken
has been a bold policy to address the
problem of the overstaffed and
inefficient public sector. By law, public
sector workers cannot be fired (laying
off a public sector worker is unconstitutional), hence it is impossible simply
to reduce staff. However, as early as
2005 a recruiting freeze was imposed
with only one new public sector worker
begin hired for every two public sector
workers who retire or leave the services.
Following an audit in the ministries to
assess where reductions and savings
can be made, the government is implementing a wide-ranging programme
(PRACE) to dispose of surplus staff
which is being pooled in a "Surplus staff
group" where other ministries or public
services can hire them. After more than
three months in the Surplus staff group,
the person will be sent home with 80%
of full salary. It is estimated that some
ministries could function without any
loss of efficiency with just 60% of 2006
staff levels. A programme has also been
initiated to improve the skills levels of
public administration staff, offering
computer and language courses.
Other measures attack the entrenched
benefits system for public workers,
starting with pension rights and health
insurance. All public ser vants
previously benefited from a special
protected status. As of 2006, the
retirement age is being gradually raised
to 65 years (implemented in steps until
2015), which is the same as the
retirement age in the private sector, and
a new pensions regime is being
implemented, taking life expectancy
into consideration, and offering
incentives to work longer. Health and
benefit schemes have also been
aligned with those of the private sector.
A recovery is finally under way
As a result of the government's sound
economic policies, and more favourable
international trends, 2006 seems to
have been a turning point for the
Portuguese economy, and there are
signs that the long-awaited recovery is
finally under way. Thanks to stronger
domestic demand in the euro area,
export growth was comparatively strong
in 2006, even though Portugal's share
of the EU market is falling. Confidence
indicators, both for consumers and
business are at their highest levels
since 2001, indicating that the recovery
has taken hold. Even so, with real GDP
growth of about 1-1.2% in 2006, there is
still a long was to go before Portugal
returns to the levels of wealth
experienced in the late 1990s.
Unemployment has remained
stubbornly high, at around 7.5%, a sign
that more structural measures are
needed in order to deliver job creation.
The outlook for 2007
Looking ahead to 2007, the Economist
Intelligence Unit is cautiously
optimistic, both with regard to the
political situation, and the economy.
With regard to the political scene, the
Socialist Party (PS) majority
government, led by the prime minister,
Mr Sócrates, continues to enjoy solid
public support and retains a lead in the
opinion polls. Mr Sócrates' wide-ranging
programme of economic and structural
reforms, many of which are designed to
reduce public expenditure have
provoked strong opposition from the
public-sector trade unions, and
demonstrations and strikes by publicsector workers are likely to continue in
2007. Although the government is
expected to press ahead with its
programme, opposition from the trade
unions could slow down the pace of
reform—particularly in the run-up to the
next general election. However,
Mr Sócrates's efforts to overhaul the
public administration are benefiting
from the strong backing of the
president, Aníbal Cavaco Silva, a former
prime minister and former leader of the
main opposition Social Democratic
Party (PSD). The current leadership of
the centre-right PSD is also broadly
supportive of the direction of change
and is finding it difficult to attack the
government. Overall, with a solid
parliamentary majority, there is every
indication that the government is
therefore well placed to carry out its
reform programme.
There are two main risks to the political
outlook. Both stem partly from the stillpoor performance of the Portuguese
economy. Although a mild export-driven
recovery is under way, unemployment
remains high as we have seen. The
prime minister is under pressure from
within his party to pursue a more
expansionary fiscal policy to boost
economic growth, but the necessity of
reducing the budget deficit leaves no
room for this. Mr Sócrates will need to
ensure that his party does not succumb
to internal disputes that could
undermine his authority and deflect the
government from its agenda. The other
risk is that the government could lose its
current support from the broader
public. The government has generated
high expectations that its programme
can succeed in lifting Portugal out of its
recent economic malaise. If a number
of the much-heralded policies, not least
the reform of the public administration,
are only partly implemented, public
confidence in the government could be
quickly eroded.
With regard to economic policy, the
government is pressing ahead with its
policies announced in 2006, including
a number of initiatives aimed at
promoting a more efficient use of public
resources, such as streamlining the
public administration by merging or
closing up to 187 services (out of 518);
proposals for a reform of civil servants'
career structures and remuneration;
and a comprehensive scheme to cut red
tape and reduce administrative
procedures. In October 2006 the
government also reached an
agreement with the social partners on a
reform of the social security system,
aimed at promoting the long-term
sustainability of the public finances.
Other priorities for the government
include improving educational levels
and stimulating innovation through the
adoption of a wide-ranging "technological plan". In this, as in other policy
areas, the government's programme is
certainly ambitious. Investment in
infrastructure will continue to benefit
from EU regional and structural funds
for the 2007-13 budgetary period,
although the capital, Lisbon, and the
island of Madeira no longer qualify for
EU subsidies. To help reduce public
debt, the government will also pursue
an ambitious privatisation programme.
In October 2006, the government sold
its 25% stake in the former oil and gas
monopoly, GALP Energia, followed in
November by its 25.7% holding in a
paper and pulp firm, Portucel. Other
planned privatisations include stakes in
the national grid operator, Rede
Eléctrica Nacional (REN); TAP, the
national carrier; Inapa, a pulp and paper
company; and an electricity utility,
Energias de Portugal.
Fiscal policy is going to remain tight in
2007. The government aims to limit
current spending growth, mainly by
capping staff expenditure. Other
measures include a gradual increase in
the age of retirement for public-sector
workers from 60 to 65. Sick pay will be
reduced in stages from 100% to 65% of
salary. There will be minor changes in
income tax benefits and allowances for
disabled people and married couples,
but tax rates will remain unchanged,
following the introduction in January
2006 of new maximum personal
income tax rate of 42% on annual
earnings above €60,000. Taxes on
tobacco and fuel increased on January
1st 2006 and will be raised again in
2007 and 2008 following the VAT
increase from 19% to 21% on July 1st
9
Business Exchange
Análise
Gross domestic product by expenditure
(€ bn at constant 1995 prices where series are indicated; otherwise % change year on year)
Private consumption
Public consumption
Gross fixed investment
Final domestic demand
Total domestic demand
Exports of goods & services
Imports of goods & services
Foreign balance
GDP
2005 a
84.0
2.1
26.3
1.9
28.4
-3.2
138.6
1.0
139.0
0.8
41.1
0.9
-53.9
1.8
-12.8
-0.5 d
126.3
0.4
2006 b
84.9
1.1
26.2
-0.3
27.6
2.5
138.7
0.1
139.0
0.0
44.6
8.4
-55.9
3.6
-11.3
1.2 d
127.7
1.2
2007 c
86.1
1.4
26.0
-0.8
27.9
1.0
140.0
0.9
140.3
0.9
47.0
5.4
-57.7
3.4
-10.8
0.4 d
129.5
1.4
2008 c
87.4
1.6
25.8
-0.5
28.6
2.5
141.9
1.4
142.3
1.4
49.6
5.5
-59.8
3.6
-10.3
0.4 d
132.0
2.0
a Actual. b Economist Intelligence Unit estimates. c Economist Intelligence Unit forecasts.
d Contribution to real GDP growth (as a percentage of real GDP in previous year).
(Source: The Economist Intelligence Unit)
2005. A large part of the projected
increases in revenue in 2007 are
intended to come from fur ther
measures to prevent tax evasion and
avoidance for both personal and
corporate income (particularly in the
banking sector). The European
Commission has given Portugal until
2008 to bring its budget deficit below
the limit of 3% of GDP stipulated by the
euro area's Stability and Growth Pact.
The government's revised stability
programme projects that the general
government deficit will fall from 6% of
GDP in 2005 to 4.6%, 3.7% and 3% of
GDP in 2006, 2007 and 2008
respectively. However, resistance to the
government's public-sector reforms
means that expenditure is likely to
exceed targets, while lower than
expected economic growth will put a
damper on revenue. The Economist
Intelligence Unit forecasts a more
modest reduction in the fiscal deficit to
3.7% of GDP in 2007 and 3.3% of GDP
in 2008.
Economic growth in 2007
After giving a boost to Portugal's
economic growth in 2006, thanks
mainly, but not exclusively, to high
demand growth in the euro area, the
world economy is expected to post lower
growth in 2007 (and in 2008) than in
2006. This largely reflects a substantial
weakening of growth in the US, driven by
the downturn in the housing market.
Growth in the euro area countries will
slow down moderately, as a result of a
weaker international environment,
fiscal tightening and less expansionary
10
Business Exchange
financial conditions. A key risk to this
forecast stems from the possibility of a
sharper than expected downturn in the
US, if currently high house prices were
to fall sharply. The large US currentaccount deficit could lead to a
substantial weakening of US demand
and a sharp fall in the US dollar, with
major negative repercussions for the
euro area. Further oil price increases
could also weaken global demand.
Within Portugal, the modest economic
recovery should continue in 2007. As
hinted at earlier, the pick-up in growth
during 2006 mainly reflected the more
favourable performance of exports, on
the back of a recovery in the euro area
and strong world trade growth. That
said, we expect a dip in euro area growth
and a stronger euro to reduce
Portuguese export growth in 2007.
Given the continued need for a tight
fiscal policy, which has been affecting
confidence across most sectors,
domestic demand will recover only
gradually, although confidence in now
on the rise. Although stronger
employment growth is expected to
underpin a modest rise in private
consumption, the pace of the recovery
will be constrained by tax increases and
high household indebtedness. The
investment cycle is expected to return to
a positive phase, after a sustained
period of contraction, as the
improvement in the external
environment, in addition to a prolonged
period of political stability and coherent
economic policy-making, will continue
to bolster business confidence.
However, in light of Portugal's low rate of
productivity growth and large privatesector imbalances, the risks to our
growth forecast are firmly on the
downside. The economy is still
vulnerable to persistently high
international oil prices and to a renewed
downturn in consumer and corporate
sentiment.
Conclusion
This time last year, the Economist
Intelligence Unit was rather pessimistic
with regard to Portugal's overall
economic situation, not least owing to
the challenge arising from a difficult
international context, with competitiveness, especially in the manufacturing industries, being eroded by
increased global competition from
suppliers such as China and Turkey.
Portugal still needs to address a
number of underlying structural
problems, most urgently the poor
overall skills- and qualifications level of
the work force, but also the general
unattractiveness of the country's
business environment. Although the
Socialist government is moving to
reduce red tape and speed up
bureaucratic processes, there is still
some way to go. That said, the
Economist Intelligence Unit is far more
optimistic in its outlook for 2007. The
economic recovery seems to be
bedding down, and the government's
policies to increase efficiency in the
public sector are likely to reap benefits
for the entire economy. Although it is
likely to take another five years before
Portugal starts to converge with the rest
of the EU again (provided the overall
policy direction in maintained), the
country definitely seems to have turned
a corner.
Biography – Ania Thiemann (Editor/Economist, Economist Intelligence Unit)
Ania Thiemann is a member of the Economist Intelligence Unit's team of Western Europe
analysts. She specialises in French politics, European integration, fiscal policy, the labour
market and employment policy, economic growth, and in the countries of Denmark, Norway
and Portugal. Before joining the company, she was a human-resources manager with
Danone, a major French multinational company in the food industry. She received her MSc
degree in economics from the London School of Economics and her MPhil degree in
International Relations from the Sorbonne. Currently, she is engaged in post-graduate
studies in mathematical economics at the University of London. Ms Thiemann speaks
English, Danish, French, Norwegian and Portuguese.
Livros
Made in Índia: A próxima super potência
económica e tecnológica
Este é um novo livro da série desta editora sobre
as economias emergentes.
É uma obra de um autor do próprio país, escrita
com base na visão e na cultura de um insider.
Neste novo milénio o mundo ocidental
“redescobriu” a Índia. Primeiro com os callcenters e os programadores baratos, depois
com a implementação de centros de
investigação pejados de cientistas e a
emergência de Bangalore – considerado o
Silicon Valley da Ásia – ou de Bollywood (o maior
centro de produção cinematográfica do
mundo). Ou, mais prosaicamente, como
O fim da pobreza: como consegui-lo na
nossa geração
Com prefácio de Bono intitulado “Podemos
acabar com a pobreza até 2025… e mudar o
mundo para sempre…” e com um prefácio para
a versão portuguesa do Padre Vítor Melícias.
Oito milhões de pessoas morrem todos os anos
porque são demasiadamente pobres para
sobreviver. O Fim da Pobreza traça um plano
alternativo da forma como as podemos salvar.
Pela primeira vez na História, a nossa geração
tem a oportunidade de acabar com a pobreza
extrema em que vivem muitas nações do
mundo. Mas como é possível acabar com a
miséria que aprisiona mais de mil milhões de
pessoas?
Colecção: Faça mais pelo seu dinheiro
Esta colecção é composta pelos seguintes títulos:
Kit das Finanças Pessoais – métodos práticos
para a boa gestão das suas finanças.
Kit do Investidor – conceitos e alternativas
para melhor aplicar o seu dinheiro.
Kit da Poupança – a melhor forma de poupar
para obter rendimentos mais elevados.
Os Kits da colecção “Faça mais pelo seu
dinheiro” são instrumentos extremamente
completos, úteis e práticos, compostos por um
Manual, um Disco que permite realizar um
check-up financeiro, um Disco que é um guia
interactivo financeiro e cada um deles traz
ainda associado uma oferta bastante
interessante.
Com o Kit das Finanças pessoais:
Identifica falhas nos seus hábitos de consumo
e poupança; compreende bem os conceitos de
endividamento, poupança e investimento;
implementa uma dieta anti-dívida, distinguindo
“dívida boa” e “dívida má”; construí o seu plano
destino para uma cirurgia barata e para um
pulo ao Taj Mahal ou ao paraíso turístico e
gastronómico de Goa. Mas, a globalização não
tem um único sentido. Os europeus e norteamericanos aperceberam-se com algum atraso
que, só no último ano e meio, as multinacionais
indianas já investiram 10 mil milhões de
dólares em fusões e aquisições no estrangeiro.
A aquisição recente mais mediática foi a do
gigante europeu Arcelor. Também noutros
campos menos falados, como o militar e o
geopolítico, muito há a compreender.
O livro está recheado de informação, sendo
fundamental para entender o “eco-sistema”
económico, social e geopolítico da democracia
mais populosa do mundo.
Autor:
Ashutosh
Sheshabalaya
Editor:
Centro Atlântico
1ª Edição:
Setembro 2006
Preço: 22,20 €
Jeffrey Sachs, conselheiro especial do
secretário-geral das Nações Unidas, Kofi
Annan e, no dizer do New York Times, talvez o
mais importante economista do mundo, tem
aconselhado os líderes de mais de 100 países –
da África à Índia e da Polónia à Bolívia – sobre
desenvolvimento económico e redução da
pobreza, tem a resposta.
Nesta obra, Sachs explica como a pobreza tem
sido combatida e como, por meio de passos
exequíveis, é possível fazer progressos reais
junto daquela enorme fatia da Humanidade que
continua a viver na miséria. De referir, como
exemplo, a forma de estabelecer parcerias com
os mais ricos, o pouco que isso custa e o modo
como toda a gente pode ajudar.
Autor:
Jeffrey D. Sachs
de finanças pessoais e toma medidas
concretas; percebe que os seus objectivos
estão em primeiro lugar.
Colecção:
Faça mais
pelo seu dinheiro
Editor:
Banco Big
Com o Kit do investidor:
Identifica as suas barreiras psicológicas a
investimentos bem sucedidos; diagnostica a
sua situação financeira actual; domina
estratégias que constituem a base de
investimentos bem sucedidos; compreende os
aspectos fundamentais de vários tipos de
investimentos; descobre técnicas de
investimento que lhe permitem aumentar a sua
riqueza.
Editor:
Casa das Letras
Edição: 2006
Preço: 28,50 €
Com o Kit da poupança:
Compreende a necessidade de adoptar e seguir
um plano de poupança; identifica oportunidades de poupança e investimento adequadas
a si; domina as estratégias que constituem a
base dos aforradores bem sucedidos; construí
o seu próprio plano de poupança e investimento; beneficia da conveniência de utilização
do seu computador e da internet.
Making Globalization Work
Joseph Stiglitz, prémio Nobel, assumiu responsabilidades de topo no Banco Mundial e na
Administração Clinton sendo um grande conhecedor dos mais ínfimos meandros das politicas e das
organizações do chamado consenso Washington.
A leitura deste livro é fundamental para compreender verdadeiramente o nosso tempo e o fenómeno
da Globalização.
EU Information Handbook 2006/2007
Autor:
Joseph E. Stiglitz
Editor: W.W. Norton
Língua: Inglês
Edição: 2006
Preço: 28,50 €
Editor: AMCHAM EU
Esta é a 19ª edição desta publicação da AmchamEU. Continua a ser o guia mais conciso e fácil de
utilizar sobre a União Europeia.
Este guia tem crescido e amadurecido, contendo esta edição mais informação e contactos do que
qualquer outra tornando-o numa ferramenta indispensável sobre a EU.
11
Business Exchange
Artigo
Making Globalisation Work
for Europe – the Human
Capital Dimension
Europe is competing in a global economy that is more
interdependent than ever before.
Susan Danger
Managing Director, American
Chamber of Commerce to the
European Union
Europe is competing in a global
economy that is more interdependent
than ever before. As national markets
integrate and the boundaries that
prevented the free flow of goods, capital
and labour around the world begin to
d i s a p p e a r, E u ro p e f i n d s i t s e l f
increasingly exposed to the macro
forces shaping the global economy.
As national markets
integrate and the
boundaries that
prevented the free flow
of goods, capital and
labour around the world
begin to disappear,
Europe finds itself
increasingly exposed
to the macro forces
shaping the global
economy.
Europe is currently faced with a number
of powerful trends. Firstly, there is the
rise of new economic powers such as
India and China as competitive
suppliers in international markets and
12
Business Exchange
important consumer markets in their
own right. Secondly, the integration of
national markets means that cost
differences in labour markets can more
easily be leveraged across borders
while an ageing demographic profile is
shrinking Europe’s labour pool,
restricting its longerterm growth
potential. Thirdly, there is the pervasive
influence of not only information
technology but also emerging areas
such as biotechnology and nanotechnology, which are revolutionising
the way many products are produced
and consumed. Finally, the flow of
capital has altered dramatically both in
terms of destination and nature.
Greater inflows to emerging markets
are being seen with a shift towards
service industries.
These trends are occurring against a
background of persistently weak growth
and job creation in Europe. EU annual
GDP growth currently stands at 2.2
percent compared to 3.4 percent in the
United States and between 4 and 7
percent in Asia. At the same time, 9
percent of the EU workforce is
unemployed and the employment
participation rate is only about 63
percent (compared to around 71
percent in the United States and 68
percent in Japan).
Globalisation as an opportunity for
Europe
Recent demonstrations against labour
market reforms and rising support for a
corporatist doctrine of “economic
nationalism” attest to considerable
resistance to globalisation in many
parts of Europe. The pervading sense is
that globalisation represents a threat to
Europe’s prosperity rather than an
opportunity for growth. Yet instead of
seeing globalisation and its attendant
trends as threats, Europe can turn
t h e s e d eve l o p m e n t s i n to r e a l
opportunities for economic growth and
job creation.
Improving the competitiveness of
Europe
There are many steps that Europe
needs to take if it is to improve its
competitiveness in the face of
globalisation, including a more flexible
and lower-cost regulatory environment
(particularly for SMEs), a more
integrated single market and greater
industry specialisation. However, the
growth opportunities presented by
globalisation put a premium on aspects
of competitive advantage such as
knowledge, adaptability, and innovation
Artigo
i.e. the ability to commercialise ideas.
Underpinning all of these is human
capital and in particular the increasing
importance of skills and knowledgebased work. The Lisbon Strategy,
launched by the European Commission
in 2000, recognised the importance of
education and training in making
Europe ‘the most competitive and
dynamic knowledge-based economy in
the world’ by 2010, but the mid-term
review conducted by Wim Kok
concluded in 2004 that little progress
had been made over the first five years
and recommended a refocus on growth
and employment.
Europe has a welleducated workforce and
some excellent
educational systems and
institutions, but there are
worrying signs that it is
beginning to lose relative
position, especially to
emerging economies
which can now deploy
well-educated workforces
at a fraction of the cost
in Europe.
Mapping future industry skills needs
In order to ensure that training and
education provision is aligned with
demand, policymakers, business and
academia need to work together to
monitor skills demand and ensure that
investments in education are timely and
relevant to industry needs. Throughout
Europe, industry is still faced with
significant shortages for generalist
science skills; specific science skills in
technology and engineering and project
management skills.
While Europe produces more science
and engineering graduates than the
United States, the United States
actually employs more. In order to
redress this imbalance, actively
promoting science as an attractive
career path and ensuring the right
incentives are in place to make R&D
more rewarding is crucial. Europe
produces a large number of scientists,
but either they are not pursuing a
science-related career or they are doing
so abroad. The education systems need
to be reformed in order to place more
emphasis on science-related and
business-oriented disciplines, such as
project management – science skills
must be transferable to the commercial
environment. Finally linkages between
research institutes, businesses, local
schools and universities need to be
promoted in order to develop further
opportunities for employment and
ensure skills alignment.
Encouraging re-skilling and lifelong
learning
Skills sets will need to be updated on a
more frequent basis if workers are to
keep pace with the rapidly changing
environment in which they are
operating. As a result, lifelong learning
will be essential as will a shift in mindset
away from the idea that education is a
discrete activity that ends after school
or university. The EU participation rate
in lifelong learning – defined as
participation by people aged 25 or over
in any sort of learning activity – stands
at 42 percent. However, there are
marked divergences across the
European Union, from around 17
percent in Greece to around 77 percent
in Finland and 80 percent in Denmark.
Furthermore, participation in lifelong
learning declines rapidly with age. The
EU25 participation rate falls from 50
percent for the 25-34 age group, to 40
percent for those aged between 45 and
54 years, and to just under 30 percent
for the 55-64 age group.2 Member
States must ensure that lifelong
learning strategies are fully
implemented and focus on promoting
If Europe is to manage the shift away
from producing tangible goods to more
cognitive, knowledge-based work, it
needs to create a solid base of
foundational skills. This can only be
achieved by extensive investment in
educational attainment. Europe has a
well-educated workforce and some
excellent educational systems and
institutions, but there are worrying
signs that it is beginning to lose relative
position, especially to emerging
economies which can now deploy welleducated workforces at a fraction of the
cost in Europe. Europe invests less per
student at all levels of education –
primary, secondary, and tertiary – than
either the United States or Japan.1
C r e a t i v i t y a n d i n n ov a t i o n a r e
increasingly important – workers will
need to be able to develop new,
imaginative solutions to problems
rather than relying on traditional
thinking and ways of working.
Innovation is a key driver behind
European competitiveness. Increased
use of ICT – investment in ICT skills is an
impor tant enabler of growth
opportunities across a range of
industries such as healthcare,
communications, travel and tourism
and security.
13
Business Exchange
Artigo
and developing the skills competences
that will best meet the changing
demands of the external environment.
Increasing the commercialisation of
research
Despite many excellent research
i n s t i t u te s a n d wo r l d - r e n ow n e d
scientists and researchers, Europe
generally has a poor record in
innovation - as defined as the
commercial application of ideas in the
form of new goods, services, business
models and methods of production.
Un l i ke t h e Un i te d S t a te s a n d
increasingly parts of Asia, Europe has
relatively weak networks between
business, academia and suppliers of
venture capital which limit the flows of
ideas and money between all three.
Some basic steps can be taken to
improve this situation such as an
increase of interaction between
academia, government and industry
e.g. rotating academics in and out of the
private sector; forming groups with
representatives from each sector that
aim to increase understanding and
develop more innovation-friendly
policies. The structure of academic
incentives and tenure should be
reviewed – Europe must place more
emphasis on rewarding academics who
seek to apply or commercialise their
research and ensure that tenure is
more performance-based. Certain
universities should be established as
centres of excellence for innovation and
promote their linkage to business. The
proposed European Institute of
Technology could form part of this
overall picture.
Competing for talent
Europe needs to be able to compete on
the global stage for the most talented
individuals. However, at present Europe
is failing to stem the flow of key skills
abroad, with about 400,000 European
researchers currently working in the
United States. As mentioned earlier,
while Europe graduates more engineers
and scientists each year than the United
States, the latter has more researchers
in employment. Apart from retaining its
home-grown talent, Europe can also
seek to position itself as an attractive
environment to a growing number of
international students and researchers,
many from emerging Asia, who are
seeking wider research opportunities.
Many of the recent technological
innovations in the United States were
pioneered by students and scientists
from overseas, and it remains the case
14
Business Exchange
that nearly 40 percent of all foreign
students in the world go to American
universities. 3
Europe’s ability to compete effectively
for talent will be determined by several
factors. These include the opportunities
afforded by the research environment,
which depends in turn on the quality
and funding of universities and their
connection to industry, as well as the
extent to which there are forwardlooking policies in place to manage the
immigration of people with key skills.
Individual countries have taken
different approaches to immigration
and while the European Commission
recognises the economic value that
migrant workers can bring, so far there
has been little success in establishing a
common framework to maximise their
positive impact.
Europe’s ability to
compete effectively for
talent will be determined
by several factors. These
include the opportunities
afforded by the research
environment, which
depends in turn on the
quality and funding of
universities and their
connection to industry,
as well as the extent to
which there are forwardlooking policies in place
to manage the
immigration of people
with key skills.
the Welsh Assembly Government’s
Action Plan for transforming Wales into
a knowledge-based economy included
initiatives to promote the sharing of
information on new developments and
best practice within sectors; a stronger
focus on entrepreneurship in schools;
and measures to boost the supply of
science and technology skills. Success
has been realised through a significant
number of businesses entering into
collaboration with an academic or
research institution as well as a large
number of new products and processes
introduced by businesses following
advice on IT applications and
investment in R&D.
The European Commission’s proposed
Globalisation Fund aims to support
those workers who have lost their jobs
as a direct result of globalisation.
However, money is not necessarily the
answer – the Cohesion and Structural
Funds are already designed to address
some aspects of regional and industrial
change. In order to be an effective and
sustainable mechanism for
ameliorating the effects of structural
adjustment, the Globalisation Fund
should focus on equipping individuals
with the skills to move into new jobs and
scale local enterprise and innovation in
badly-affected regions.
Local solutions to a global challenge
While globalisation brings many
opportunities for growth, it requires a
degree of change that inevitably has a
disproportionate impact on low-skilled
individuals or regions with a high
concentration of traditional sectors
adversely affected by industrial change.
Regional authorities and development
agencies have an important role in
supporting regional renewal via the
growth of innovation clusters and skills
accumulation in the areas concerned.
Regional agencies are often best
placed to identify local skills
requirements, promote the external
branding of the region and build
linkages between local businesses,
universities and investors. For example,
1
2
3
Lisbon Council Policy Brief, Andreas
Schleicher, The Economics of
Knowledge: why education is key to
Europe’s success, pp 6-8.
Eurostat
Lisbon Council Policy Brief, The
Economics of Knowledge: why
education is key to Europe’s
success, by Andreas Schleicher.
A Saber/Novidades Fiscais
Novidades Fiscais
Deloitte e Associados SROC
Salário Mínimo Nacional para 2007
O Decreto-Lei nº 2/2007 de 3 de Janeiro
actualiza de 385,90€ para 403,00€ o valor
de retribuição mínima mensal garantida
para 2007.
Direitos aduaneiros/Intrastat
A partir de 1 de Janeiro de 2007, o Sistema
Harmonizado de Designação e Codificação de
Mercadorias irá sofrer uma significativa
revisão no sentido de se ajustar às mudanças
tecnológicas ocorridas nos últimos anos e aos
novos padrões do comércio internacional.
Estão disponíveis no site da União Europeia as
tabelas de correlação dos códigos vigentes
em 2006 para aqueles que irão vigorar em
2007 (http: //ec.europa.eu/taxationcustoms
/dds/en/newstar.htm).
Alterações aos códigos do IRS, IRC, IVA,
Imposto do Selo, IMI, IMT e procedimento
tributário
Foi publicado o Decreto – Lei nº 238/ 2006,
de 20 de Dezembro, que procede à alteração
de diversos preceitos dos Códigos do
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Singulares (IRS), do Imposto sobre o
Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC),
do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA),
do Imposto do Selo, do Imposto Municipal
sobre Imóveis (IMI), do Imposto Municipal
sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis
(IMT) e do Procedimento e Processo
Tributário, bem como da Lei Geral Tributária,
com o objectivo de simplificação das
obrigações acessórias impostas aos sujeitos
passivos. Passamos a identificar algumas
destas alterações introduzidas.
livros de folhas soltas de inventário e
balanço e diário.
IRC - Limitações aos pagamentos por
conta
A possibilidade de limitação dos
pagamentos por conta deixa de depender do
envio de declaração de modelo oficial até ao
termo do prazo para o respectivo pagamento. Esta obrigação declarativa é eliminada com efeitos a 1 de Janeiro de 2006.
IVA - Arquivo de documentos processados
por computador
Para além de ser permitido o arquivo em
suporte electrónico dos documentos emitidos
por via electrónica, passa a permitir-se
igualmente o arquivo em suporte electrónico
dos documentos – facturas, talões de venda,
documentos equivalentes ou quaisquer outros
documentos com relevância fiscal – que
tenham sido processados por computador.
Os termos em que os documentos acima
referidos poderão ser arquivados serão
regulados por portaria do Ministro das
Finanças, a publicar.
Obrigações declarativas das empresas
Passa a ser obrigatório para todos os
sujeitos passivos o envio, por trans-missão
electrónica de dados, da Declaração modelo
22 e da declaração anual de informação
contabilística e fiscal. Por outro lado o prazo
para a apresentação de declaração de
substi-tuição, em caso de auto-liquidação de
que tenha resultado imposto superior ao
devido ou prejuízo fiscal inferior ao efectivo,
é alargado de seis meses para efectivo, é
alargado de seis meses para um ano.
Obrigações contabilísticas
As entidades obrigadas a dispor de
contabilidade organizada e que organizem a
sua contabilidade com recursos a meios
informáticos, devem dispor de capacidade
de exportação de ficheiros nos termos e
formatos a definir por portaria do Ministro
das Finanças. É, ainda, eliminada a
obrigação de apresentação no serviço de
finanças para que sejam assinados os
termos de abertura e de encerramento dos
Simplificação de obrigações acessórias
Foi igualmente simplificado um conjunto de
obrigações acessórias anteriormente
impostas aos sujeitos passivos, que
passamos a elencar:
- O processamento de facturas globais
deixa de ter que ser previamente
comunicado à Direcção-Geral de Impostos.
- De igual modo, a emissão de
documentos de transporte através de
sistemas informáticos é autorizada
sem necessidade de comunicação
prévia à Direcção de Finanças
- Deixa de ser necessário manter uma
listagem em supor te papel das
facturas ou documentos equivalentes
emitidos/recebidos por via electrónica.
Tom Peters
15
Business Exchange
Notas/Informações e Diversos
Global Engagement
How Americans Can Win
and Prosper In the Worldwide Economy
It is time to replace fear with the facts about our
nation’s role in the worldwide economy and the
benefits Americans derive from global engagement.
That is the purpose of this report.
A U.S. Chamber acaba de publicar um
relatório intitulado "Global Engagement: How Americans Can Win and
Prosper in the Worldwide Economy" o
qual realça os benefícios do Comércio
Internacional. De seguida, transcrevemos as palavras introdutórias de
Thomas J. Donohue, Presidente e CEO
da U.S. Chamber of Commerce in
Washington aconselhando no entanto a
consulta do estudo na íntegra o qual
está disponível no website
www.uschamber.com.
“America has the most open economy
and society in the world. Many citizens
are now questioning this openness,
wondering whether the unfettered flow
of goods, capital, and people helps or
hurts the average family. The facts will
show that while some are hurt and
should be helped, the overwhelming
majority of Americans derive great
benefits from global engagement.
Total trade is now equivalent to 27% of
the nation’s gross domestic product.
Our exports alone directly support 12
million good-paying jobs and indirectly
support millions of additional jobs.
Ninety-seven percent of America’s
exporters are small businesses, not
large, multinational corporations.
Imports help Americans too. They keep
inflation low and expand consumer
choice and quality. Recent tariff
reductions have increased the typical
family’s purchasing power by $1,300 to
$2,000 per year.
Foreign investors want to bring their
money here because we have an
economy that is second to none among
major countries. Our markets are safe
and profitable. Foreign companies
directly employ 5.1 million Americans
and millions more indirectly. Global
capital helps finance our deficit and
contributes to affordable interest rates
and home mortgages.
U.S. investment overseas benefits
Americans as well. While making 70% of
their investments here in the United
States, American businesses also
invest abroad, and overseas affiliates of
16
Business Exchange
U.S. companies racked up $3.3 trillion
in sales last year. Above and beyond
exports, these sales generate earnings
and profits, boosting stock prices,
business expansion, and job creation
back home.
The benefits of global engagement
extend far beyond the exchange of trade
and capital.
Immigrants now supply from 12% to
22% of our workforce in highly skilled
occupations like medicine, engineering,
the physical sciences, and computers
and mathematics. Foreign-born
workers also hold a quarter of the jobs
in construction, a third in building
cleaning and maintenance, and 44% in
agriculture. With unemployment at just
4.8%, serious labor shortages in some
communities and sectors, and 77
million baby boomers preparing to
retire, it is clear that we need these
workers—now and in the future.
Global sourcing is another way to secure
needed workers. It allows our
companies to focus on their core
businesses, investing more in research,
expansion, and job creation in the
United States. Even so, we still insource
more than $50 billion more than we
outsource.
Our engagement with the world also
enables us to win the global race for
talent and tourists. Fifty million legal
visitors enter our country each year,
spending an estimated $100 billion in
our critical travel and tourism sector.
More than 500,000 foreign students
and the world’s leading researchers,
scientists, and professors attend or are
employed by our universities.
Global engagement has also improved
the state of the world, promoting
peaceful exchange and lifting hundreds
of millions of people out of poverty
through more open markets and tradegenerated growth.
Yet despite these facts, global
engagement is under attack. It is
important to understand why, to
respond to such attacks, and to enact
the positive reforms Americans need to
win and prosper in the worldwide
economy. Without question, the
competitive environment facing our
workers and businesses is challenging.
Many nations have followed our lead in
reforming their economies, opening
their markets, and investing in training
and technology. Now they are
competing with us for customers,
capital, resources, and jobs—not only
around the world but right here in our
country.
In the face of this tough competition, we
have a choice.
We can blame the competitors and
attribute our own problems to the faults
of others. We can retreat from the world
and close our markets and borders in an
effort to shield our workers and
industries. Or we can remake ourselves
and provide our people and businesses
with the skills and tools they need to
succeed. We can heed the lessons of
history which suggest that no nation
has ever remained prosperous by
walling itself off. We can do a better job
ensuring that the opportunities of
global commerce are extended to all.
The U.S. Chamber of Commerce is
dedicated to ensuring that Americans
make the right choice. It is neither an
accident nor a coincidence that the
world’s most open economy is also the
world’s most successful and envied
economy. We at the U.S. Chamber of
Commerce invite you to consider the
facts, reflect on what’s at stake, and join
us in a vigorous effort to knock down
market barriers abroad, stay engaged in
the world, and remove the impediments
that make it harder for Americans to
compete.
The path to success lies in openness
and engagement, not in retreat and
isolationism.
Notas/Informações e Diversos
News From U.S. Chamber of Commerce
- Economic News
Global Growth “Steady” for 2006
The Organization for Economic
Cooperation and Development (OECD)
reported that leading global economies
should finish at 3.2% growth for 2006 –
higher than its previous forecast in May
2006 – despite a weakening in the U.S.
economy.
A major factor for this
welcoming analysis is the upsurge in
the Eurozone and EU-trading bloc’s
recent overall economic performance.
Individually, the U.S. economy should
grow at 3.3% for 2006 (down from
3.6%) with the Eurozone finishing at
2.6% (up from 2.2%). However, with
increasing global current account
imbalances, the over-pressurized U.S.
housing market and further fiscal
tightening likely in Europe next year
most agree that 2007 and 2008 will see
a rather sharp reduction in overall
growth. Indeed 2007 overall global
growth is forecast to be 2.5% and 2008,
at 2.7%.
The Euro (€) Gains on the Dollar ($)
The euro traded above $1.32 for the
first time in 20 months – and hit a
record against the yen (¥). So far this
year, the euro has risen almost 11%
against the dollar. As a result, Eurozone
exports may become more expensive
abroad if this rise holds – but most
officials look to recent impressive EUeconomic growth and the fall in
unemployment (it reported its lowest
level since the early 1990s) in the
Eurozone to offset any worrying and
knock on affect. As expected, the
European Central Bank (ECB) raised
interest rates to 3.5%.
U.S. Ready to Accept Russia into the
WTO
After much hard work over the past
t h i r t e e n y e a r s , U . S . Tr a d e
Representative, Susan C. Schwab and
Russian Minister of Trade and
Economic Development, German Gref
officially signed a bilateral U.S.-Russia
Market Access Agreement in Vietnam
on November 19. The agreement is a
major stepping stone for Russia s long
standing bid to join the World Trade
Organization (WTO) which began in
1993.The U.S.’s support is crucial if
Russia ever hopes of joining the 149nation body. Susan C. Schwab said that
the agreement is, “... a clear indication
of Russia’s efforts to participate fully in
and benefit from the rules-based global
trading system”.
Multinationals Investing More in
Research and Development
Largely due to the upsurge in global
competition within the private sector,
the top 1,250 companies around the
world are increasing their spending in
research and development (R&D) by an
average of 7%, reported the UK
Department of Trade and Industry’s
International R&D Scoreboard. While
the overall conclusion illustrates that all
companies are investing more,
European companies as a whole, have
only spent 5.6% more as compared to a
15.4% increase by U.S. companies.
Ford was ranked the top global
company in R&D investment.
U.S. Elections Bring Democrats Back
into the Limelight
On November 7, the U.S. mid-term
elections voted in a new Congress
putting the Democrats back into the
majority after 12 years. Besides the
war in Iraq, global trade, taxes and
immigration reform are likely priorities.
Working with its local chambers and
Federation members, the U.S. Chamber
of Commerce held fundraisers,
educated voters, and organized get-outthe-vote ef for ts.
Pro-business
candidates won 19 of the 35 House
races specifically targeted by the U.S.
Chamber, and 4 of 12 in the Senate. A
majority of pro-legal reform candidates
won races in which the U.S. Chamber's
Institute for Legal Reform (ILR) worked
to educate the public on the importance
of issues such as enforcing the rule of
law with integrity and impartiality. The
U.S. Chamber of Commerce will
continue to work with and support
members of the new Congress from
both sides of the aisle who favor probusiness legislation and it remains
optimistic about implementing the
business agenda.
Europe Enjoying Global Trade
Offerings
Europe is beginning to overtake the U.S.
as holding a bigger share in world trade
and investment – and investors are
beginning to take notice. A recent
Goldman Sachs survey shows that
Europe (and particular the EU-15) has
kept their share of global commercial
exports at 15.5% while the U.S.’s share
has dropped to 12% since the mid1990s. Today, Europe accounts for
roughly 35% of service exports – the
U.S., 25%. And Europe accounts for 47%
of cross-border mergers and takeovers
– more than any other region in the
world. However, while some analysts
see this trend continuing in the future,
others point to obstacles that Europe
must overcome in order to maintain its
leverage – further innovation, services
liberalization, financial markets
integration and tax systems reform for
instance.
Further Economic Growth in Emerging
Economies in 2007
With almost all economic forecasters
predicting a slowing of both the U.S.
economy and EU economy for 2007, the
economies of Eastern Europe and the
former Soviet Union, in particular, are
set to continue to expand and help
balance overall global growth. Indeed
while the developed economies are
likely to grow at 2.3% next year, the
c o l l e c t i ve wo r l d w i d e e m e r g i n g
economies will expand by 7.5% - again
with Eastern Europe and the former
Soviet Union having a large impact.
17
Business Exchange
A Saber/Orçamento de Estado
Orçamento de Estado
No passado dia 29 de Dezembro de 2006, foi publicada
a Lei n.º 53-A/2006, que aprova o Orçamento de Estado
para 2007, que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro
deste ano.
No passado dia 29 de Dezembro de
2006, foi publicada a Lei n.º 53-A/2006,
que aprova o Orçamento de Estado para
2007, que entrou em vigor no dia 1 de
Janeiro deste ano.
Neste artigo procuramos salientar as
alterações fiscais introduzidas por esta
lei com mais relevo para as empresas,
bem como aquelas que podem surgir
durante este ano.
Imposto sobre o Rendimento das
Pessoas Colectivas
A percentagem de detenção exigida para
a isenção de imposto na distribuição de
lucros para sociedades residentes noutro
Estado-membro da União Europeia é
reduzida de 20% para 15%. Mantém-se,
no entanto, a condição de detenção da
participação, de modo ininterrupto,
durante 2 anos. O Código do IRC passa
expressar a isenção de imposto na
distribuição de lucros a sociedades
residentes na Confederação Suíça, já
aplicável por via da aplicação da Directiva
da Poupança, aos casos em que
sociedade beneficiária detenha uma
participação mínima directa de 25% há,
pelo menos, dois anos. Alargam-se os
benefícios previsto no art.º 40º, n.º 2, às
realizações de utilidade social que
garantam benefícios de saúde pósemprego, com efeitos a 1 de Janeiro de
2006. Em matéria de eliminação da
dupla tributação económica, alarga-se a
possibilidade de dedução de 50% dos
lucros distribuídos por entidades
residentes noutro estado-membro da
União Europeia, nas condições do artigo
2º da Directiva n.º 90/435/CE, quando
não estejam reunidos os requisitos
exigidos quanto à participação no capital.
Elimina-se a polémica norma anti-abuso
que permitia a emissão de liquidações
adicionais de imposto caso se concluísse
ter havido abuso de formas jurídicas com
o intuito de reduzir, eliminar ou diferir
temporalmente o imposto, o que
acontecia, por exemplo, quando os lucros
distribuídos não tivessem sido sujeitos a
tributação efectiva. Em sua substituição,
é introduzida uma nova disposição antiabuso, segundo a qual a dedução na
base tributável de rendimentos correspondentes a lucros distribuídos só pode
ser efectuada em 50%, quando os
rendimentos provenham de lucros que
não tenham sido sujeitos a tributação
efectiva, com excepção dos casos em que
18
Business Exchange
a beneficiária seja uma sociedade
gestora de participações sociais.
Introduzem-se mecanismos de eliminação
da dupla tributação económica dos lucros
distribuídos por sociedades residentes nos
países de língua oficial portuguesa,
mediante a dedução dos lucros incluídos na
base tributável dos sujeitos passivos de IRC.
O recurso a este mecanismo só é possível
quando ambas as sociedades estão
sujeitas e não isentas de imposto sobre o
rendimento, a beneficiária detém uma
participação mínima de 25% do capital da
afiliada durante um período não inferior a
dois anos e os lucros distribuídos tenham
sido sujeitos a tributação a uma taxa não
inferior a 10%. Ficam excluídos os lucros
provenientes de actividades geradoras de
rendimentos passivos, como, por exemplo,
royalties e mais-valias.
Elimina-se a menção à validade da opção
pelo regime especial de tributação dos
grupos de sociedades por cinco anos,
passando esta a vigorar por tempo
indeterminado quando não ocorram
quaisquer alterações à composição do
grupo. A sociedade dominante pode, a
partir de agora, renunciar a qualquer
momento à aplicação do regime. A renúncia
impede nova opção por este regime de
tributação durante um período de três anos.
Estabelecem-se novos e distintos prazos
para as comunicações a efectuar no âmbito
do regime. Passa para dois anos o prazo
durante o qual o lucro tributável das
sociedades em liquidação determinado
anualmente tem natureza provisória,
conciliando-se a legislação fiscal com a
nova redacção do art.º 150º do Código das
Sociedades Comerciais introduzida pelo
Decreto-Lei n.º 76-A/2006, de 29 de Março.
Os prejuízos fiscais anteriores à data da
dissolução que ainda se encontrem no
período de reporte podem ser deduzidos ao
lucro tributável correspondente a todo o
período de liquidação se este não
ultrapassar dois anos.
Os lucros distribuídos a instituições
financeiras sujeitas mas isentas de IRC
passam a estar sujeitos a retenção na
fonte. Mantém-se, no entanto, a dispensa
de retenção nos lucros obtidos pelas
instituições financeiras às quais seja
aplicável o regime de eliminação da dupla
tributação económica previsto no n.º 1 do
artigo 46.º do Código do IRC, desde que a
participação financeira tenha permanecido na titularidade da mesma
entidade, de modo ininterrupto, durante o
Maria Isabel Silva
Departamento de Apoio
Contabilístico-Fiscal da Conceito,
Consultoria de Gestão, SA, ROC
Estagiária nº 181-E-2006.
ano anterior à data da sua colocação à
disposição. Os sujeitos passivos que
tenham deixado de efectuar vendas ou
prestações de serviços e que tenham
entregue a declaração de cessação de
actividade para efeitos de IVA, ficam
agora dispensados de efectuar o
pagamento especial por conta. No âmbito
do regime fiscal comum aplicável às
fusões, cisões, entradas de activos e
permutas de acções, altera-se a definição
dos conceitos de operação de cisão e de
permuta de partes sociais. Alarga-se o
regime de transmissibilidade de prejuízos
fiscais à fusão e à cisão nos casos em que
é transferido para uma sociedade
residente em território português um
estabelecimento estável nele situado de
uma sociedade residente num estadomembro da União Europeia que preencha
as condições da Directiva n.º 90/434/
CEE. Nos casos em que rendimentos
sujeitos a retenção na fonte não tenham
sido contabilizados nem comunicados
como tal aos respectivos beneficiários, o
substituto tributário passa a ser solidariamente responsável pelo imposto não
retido, de modo a evitar práticas
fraudulentas como o pagamento de
remunerações não caracterizadas como
tal (as “falsas” ajudas de custo, por
exemplo).
Benefícios Fiscais
Os benefícios fiscais previstos no
Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF)
passam a vigorar durante um período de
cinco anos, a menos que as normas que
os regem disponham em contrário, sem
prejuízo dos direitos adquiridos. Ficam
excluídos desta vigência temporária os
benefícios relativos aos fundos de
pensões e equiparáveis, às contribuições
da entidade patronal para regimes de
segurança social, aos fundos poupançareforma, aos fundos de capital de risco,
aos fundos de investimento imobiliário
em recursos florestais e às isenções de
Imposto Municipal sobre Imóveis
previstas no artigo 40º deste Estatuto. Os
incentivos à criação de emprego para
jovens são alargados aos desempregados de longa duração. Limita-se a
concessão destes benefícios a uma única
vez em relação ao mesmo trabalhador,
qualquer que seja a entidade patronal.
O regime de incentivos fiscais à
interioridade é integrado no EBF,
e contempla, entre outras medidas, a
A Saber/Orçamento de Estado
redução da taxa de IRC para 20%, em
geral, ou para 15%, quando sejam
instaladas novas entidades. Relativamente à criação líquida de postos de
trabalho, sem termo, nas áreas
beneficiárias, prevê-se a isenção de
contribuições para a Segurança Social
para as entidades empregadoras até
31 Dezembro de 2010. A isenção terá
lugar durante os três primeiros anos de
contrato. Nos 4º e 5º anos de contrato, as
contribuições são reduzidas em 2/3 e em
1/3. Para as empresas criadas por jovens
empresários, a isenção terá lugar durante
os primeiros cinco anos de contrato. Os
benefícios fiscais à reorganização de
empresas em resultado de actos de
concentração ou de acordos de
cooperação, até agora constantes do
Decreto-Lei n.º 404/90, de 21 de
Dezembro, são integrados no EBF,
mantendo-se as linhas gerais do regime.
As normas que integravam o Estatuto do
Mecenato são transpostas para o EBF,
com algumas novidades como a
definição do conceito fiscal de donativo e
a imposição de obrigações para as
entidades beneficiárias, designadamente, a criação de um registo das
entidades mecenas e a obrigação de
entregar à DGCI, durante o mês de
Fevereiro de cada ano, uma declaração
referente aos donativos recebidos no ano
anterior. Donativos em dinheiro de valor
superior a €200 devem, a partir de agora,
ser efectuados por transferência
bancária, cheque nominativo ou débito
directo. Elimina-se o direito à majoração
em 30% da provisão para depreciação de
existências em caso de adopção do
sistema de inventário permanente. É
criado um incentivo à renovação de frotas
de viaturas afectas ao transporte
rodoviário de mercadorias a vigorar até
31 de Dezembro de 2008. O benefício é
concedido na tributação em apenas 20%
das mais-valias realizadas com a venda
de veículos pesados de mercadorias com
peso igual ou superior a 12 toneladas em
caso de reinvestimento.
Infracções Fiscais
A não entrega de prestações tributárias
deduzidas nos termos da lei e outras a
cuja entrega se esteja legalmente
obrigado, por período superior a 90 dias,
deixa de constituir crime de abuso de
confiança sempre que sejam apresentadas as declarações respectivas e sejam
pagas as prestações em falta acrescidas
dos juros devidos e das coimas
aplicáveis, no prazo de 30 dias após a
notificação para o efeito.
Definem-se as penalidades aplicáveis ao
incumprimento da obrigação de possuir e
movimentar contas bancárias. Assim, a
inexistência de conta bancária, quando
exigida, é punível com coima entre €180
a €18.000 e a falta de realização através
dela dos movimentos legalmente
previstos é punível com coima entre
€120 a €3.000. A realização de
pagamentos através de meios diferentes
dos legalmente previstos poderá ser
sancionada com coima de €120
a €3.000.
Imposto sobre o Valor acrescentado
Em termos de IVA, são poucas as
novidades. A partir de 1 de Julho de 2007,
poderá ser concedido o diferimento do
pagamento do imposto devido nas
importações, mediante a prestação de
uma garantia, até 60 dias contados do
registo de liquidação, nos casos em que
seja concedido isoladamente para cada
montante de imposto, ou, até ao 15º dia
do segundo mês seguinte aos períodos
de globalização do registo de liquidação
ou do pagamento. Estabelece-se a
obrigatoriedade de emissão de factura
pelos retalhistas e prestadores de
serviços sempre que o adquirente seja
sujeito passivo de IVA ou sempre que o
adquirente não sujeito passivo de IVA o
solicite. Passa de um para dois anos o
prazo para a rectificação facultativa de
facturas inexactas que tenham sido
registadas contabilisticamente e em que
tenha sido liquidado imposto a mais.
Compatibilizam-se as regras de dedução
do IVA respeitantes a créditos incobráveis
ao Código da Insolvência e da
Recuperação de Empresas, permitindose a dedução do IVA quando, no âmbito
do processo de insolvência, esta seja
decretada, ou, no âmbito do processo de
execução, após o registo da suspensão
de instância por não se terem encontrado
bens penhoráveis.
Imposto do Selo
Define-se que o encargo do imposto nos
contratos de trabalho é pago pelo
empregador. Em 2007, continua a vigorar
a isenção do imposto na constituição de
garantias a favor do Estado ou das
instituições de segurança social no
âmbito do pagamento em prestações de
dívidas exigíveis em processo executivo
ou ao abrigo do Plano Mateus.
Lei Geral Tributária
Também as normas que conferem
direitos e garantias aos contribuintes são
afectadas pelo OE 2007. Para efeitos de
contagem do prazo de caducidade do
direito à liquidação, as notificações sob
registo consideram–se sempre
efectuadas no 3º dia útil posterior ao do
registo ou no 1º dia útil seguinte a esse,
quando esse dia não seja útil. Pretendese, assim, evitar que os sujeitos passivos
recusem receber as notificações de
liquidações de impostos no limiar do
termo do prazo de caducidade. É
revogada a norma que previa, nos casos
de paragem do processo por período
superior a um ano por facto não
imputável ao sujeito passivo, a cessação
da interrupção do prazo de prescrição.
Impostos sobre o Património
As principais novidades centram-se nas
taxas de imposto. Reduz-se a taxa de
Imposto Municipal sobre Imóveis de 5%
para 1% quando os prédios são detidos por
entidades que tenham domicílio nos
territórios com regime de tributação mais
favorável constantes da Portaria n.º
150/2004, de 13 de Fevereiro. No caso
dos prédios urbanos estarem devolutos há
mais de 1 ano, a taxa é elevada para 2%.
Ajustam-se alguns factores de avaliação
dos imóveis e introduzem-se novos.
Reduz-se, também, a taxa de Imposto
Municipal sobre as Transmissões
Onerosas de Imóveis de 15% para 8%
quando o adquirente tenha a residência
ou sede em território com regime de
tributação mais favorável constante da
Portaria n.º 150/2004, de 13 de
Fevereiro. E introduzem-se taxas
diferenciadas de imposto para aquisições de prédios urbanos ou fracções
autónomas destinados a habitação não
própria e permanente
Autorizações legislativas
O ano 2007 também promete ser fértil
em alterações fiscais com impacto para
as empresas. A que consideramos mais
importante, é a adaptação do Código do
IRC e legislação complementar às
normas internacionais de contabilidade.
Em matéria de preços de transferência,
pode ser estabelecido um regime de
acordos prévios vinculativos para
determinação das metodologias a utilizar
pelos contribuintes e entidades
relacionadas, em termos obrigatórios
para a Administração Fiscal. O actual
regime simplificado pode ser revogado,
criando-se, em sua substituição, um
outro regime simplificado de apuramento
do lucro tributável com base na
contabilidade para sujeitos passivos que
exercem a título principal, actividade de
natureza comercial, industrial ou agrícola
ou de prestação de serviços cujo volume
de negócios anual não ultrapasse
€250.000.
Também o planeamento fiscal está na mira
do Fisco. O Governo pode estabelecer
medidas de carácter preventivo
relativamente a práticas de evasão e de
planeamento fiscal agressivo, que
implicam a consagração de obrigações
específicas de comunicação, informação e
esclarecimento à administração tributária
sobre os esquemas, operações ou
transacções adoptados ou propostos que
tenham como principal ou como um dos
principais objectivos a obtenção de
vantagens fiscais. Estas medidas podem
incluir, entre outras, a obrigação de
prestação de informação pelos prestadores
de serviços de apoio, assessoria e
consultoria ou pelas próprias entidades
que adoptem as práticas em questão, bem
como a derrogação do sigilo bancário e a
sanção, a título de contra-ordenação, do
incumprimento de tais obrigações com
coima até ao montante máximo de
€100.000 por cada incumprimento.
19
Business Exchange
Dossier
Sem dramatizar é necessário informar e planear
Este é o objectivo da CCAP ao elaborar este dossier.
Pretendemos desta forma contribuir para a sensibilização das empresas nossas
associadas, e ajudá-las a planearem adequada e atempadamente uma resposta
a uma situação de risco que se pode vir a colocar.
Este dossier é constituído por:
- Um artigo de Pedro Leal Faria, responsável por esta área no Banco BPI.
- Apontamentos retirados pela Meeting Point na sessão organizada pela CCAP
sobre esta matéria e brilhantemente. apresentada pelo Dr. Dunato Ramos,
assessor do Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa para a área de emergência.
- Um plano exemplo apresentado pela Nova Zelândia.
A ameaça de uma pandemia gripal – novos desafios
Em situação de crise a informação é um factor de extrema importância
para qualquer pessoa.
Pedro Leal Faria
Banco BPI
A possibilidade de ocorrência de uma
pandemia com origem no vírus da gripe
das aves (H5N1) trouxe uma nova
dimensão aos Planos de Continuidade
de Negócio (PCN).
Com efeito, até recentemente, estes
abordavam a ocorrência de desastres
naturais ou tecnológicos a nível
regional mais ou menos alargado,
enquanto que uma pandemia irá
afectar essencialmente recursos
humanos geograficamente dispersos.
Por outro lado, os PCN apontam para
ocorrências de curta duração enquanto
que uma pandemia tem uma duração
alargada no tempo, prevendo-se que se
possa prolongar por 18 meses.
Sendo aceite como certa a sua ocorrência há contudo muitas incertezas,
nomeadamente quanto ao momento
em que ocorrerá a mutação do H5N1 ou
o aparecimento de um novo vírus, bem
como a sua virulência.
O objectivo de cada empresa será o de
minimizar o impacto da pandemia no
seu negócio e obrigações legais e contratuais e tentar evitar, ou pelo menos
retardar e minorar o seu desenvolvimento nos seus empregados.
É, por isso, necessário que as empresas
estejam preparadas para as previsões
mais pessimistas, que apontam para
taxas de mortalidade agravadas e taxas
de absentismo elevadas que, nos períodos de pico de cada vaga, poderão
atingir 50 % da população activa.
O cenário para desenvolvimento de um
Plano de Intervenção deverá ter em
conta:
a) O possível aparecimento de três
20
Business Exchange
vagas sucessivas com a duração de
8 a 12 semanas, desconhecendo-se
o intervalo de tempo entre cada uma;
b) Um período crítico de 30 a 60 dias
em cada vaga onde a taxa de
absentismo poderá atingir até 50%
dos recursos humanos;
c) A previsão de uma globalização da
pandemia em 3 meses a partir dos
primeiros casos de contágio entre
humanos.
O Plano de Intervenção deverá ainda
ser adaptado aos diversos períodos
considerados pela Organização
Mundial de Saúde (OMS) e contemplar
4 fases distintas, que iremos designar
por:
1. PREVENÇÃO (a actual)
A OMS considera que se está perante
uma situação de Alerta Pandémico –
Fase 3: existe infecção humana com um
novo sub-tipo do vírus mas não foi
detectada transmissão pessoa-pessoa
ou, no máximo, houve situações raras
de transmissão para contactos
próximos.
2. CONTROLO
Activada quando for declarada a
passagem para a Fase 4 do Alerta
Pandémico: existência de um ou mais
pequenos “clusters”/surtos com transmissão pessoa-pessoa limitada, no
entanto a disseminação do vírus é
completamente localizada indicando
que o vírus ainda não está bem
adaptado ao hospedeiro humano.
3. GESTÃO DE CRISE (por cada vaga)
Correspondente ao período Pandémico
– Fase 6: a pandemia está instalada;
existe um risco aumentado e mantido
de transmissão na população em geral.
4. RETOMA DA ACTIVIDADE (após cada
vaga).
Fase de PREVENÇÃO
É fundamental que as empresas se
preparem antecipadamente para este
novo risco, focalizando a sua atenção
no que é fundamental para a sua
actividade e que deverá ser garantido,
ainda que em situação tão adversa.
Para isso será necessário nomear uma
estrutura de acompanhamento, definir
as suas atribuições e modo de actuação. Esta equipa será responsável pela
definição das medidas a adoptar a cada
momento, pela interligação com as
entidades públicas para conciliação
das acções a desenvolver, pelo acompanhamento da evolução do risco e
pela reposição da normalidade após
cada vaga da pandemia.
Ainda que isso já tenha sido feito no
âmbito do PCN, deverão ser (re)identificados os processos críticos para o
seu funcionamento, e classificados
quanto à sua prioridade. É também
fundamental a identificação do local
onde os mesmos são processados, que
tipos de ferramentas/aplicações
informáticas estão envolvidas, o
número mínimo de elementos necessários para a sua execução e a
identificação dos recursos humanos
que normalmente os executam.
Uma vez que estes podem não estar disponíveis, deverão ser antecipadamente
identificados, e eventualmente formados, os respectivos substitutos.
Será também desejável a actualização
dos contactos de todos os recursos
humanos da empresa e identificados
Dossier
aqueles que têm descendentes
menores (é muito provável que as
escolas sejam encerradas) ou idosos a
seu cargo, bem como aqueles que
sofrem de problemas respiratórios
crónicos.
Dependendo de empresa para
empresa, deverão ser também
estudadas formas alternativas de
funcionamento, nomeadamente por
recurso a tele-trabalho, horários
diferenciados, instalações fisicamente
separadas,… Haverá ainda que considerar, quando possível, o recurso a
meios alternativos de transporte para os
elementos considerados mais críticos.
No mundo actual não há nenhuma
empresa que seja totalmente autónoma e todas estão mais ou menos
dependentes de fornecimentos ou
serviços de terceiros para o seu
funcionamento.
As empresas deverão identificar os
seus fornecedores e prestadores de
serviço que, directa ou indirectamente,
estão envolvidos nos processos
considerados críticos e promover
reuniões para ajuizar do seu grau de
preparação para fazer face a uma
situação de pandemia, definição de
medidas de controlo e triagem e
salvaguarda de serviços mínimos.
Estas acções deverão envolver, entre
outros, os fornecedores de bens ou
equipamentos, de hardware e software,
de serviços de telecomunicações,
água, energia e combustíveis, de
logística, de limpeza, de manutenção e
de transportes.
Em situação de crise a informação é um
factor de extrema importância para
qualquer pessoa. A comunicação
assume, por isso, um papel muito
relevante para que as empresas
possam ultrapassar o impacto de uma
pandemia e deverá ser preparada
atempadamente, preferencialmente
com apoio de especialistas que
poderão ser os médicos da medicina no
trabalho. Estes terão ainda um papel
muito importante na triagem de
sintomas suspeitos quando se declare
uma pandemia.
Na fase de Prevenção deverão ser
preparados não só os avisos e cartazes
referentes a regras de higiene pessoal e
de etiqueta como, também informação
interna, para clientes e para contrapartes sobre as medidas que a
empresa está a implementar para
assegurar a sua continuidade de
serviço.
Também nesta fase deverão ser
definidas as medidas a adoptar para
protecção dos seus empregados,
nomeadamente no que se refere a
postos de atendimento, limpeza dos
locais de trabalho, equipamentos de
protecção pessoal e eventual recurso a
meios de transporte alternativos.
Não se poderão negligenciar os
aspectos legais e laborais que poderão
surgir num período de crise, nomeadamente os problemas decorrentes de
absentismo por medo de contágio ou,
por outro lado, da vontade de retoma do
trabalho antes de terminado o período
de quarentena obrigatória, por
exemplo, sendo de admitir a possibilidade de legislação de excepção para o
período de crise.
Por outro lado é muito importante que
cada empresa defina previamente uma
cadeia hierárquica de substituição para
garantir a continuidade da sua gestão.
Fase de CONTROLO
Quando for declarada pela OMS a
passagem para a Fase 4 do Alerta
Pandémico as empresas deverão
activar o plano de comunicação,
nomear um responsável pela comunicação interna e externa e identificar o
respectivo substituto.
A comunicação assume um papel
importante nesta fase atendendo ao
clima de ansiedade que, naturalmente,
se irá instalar entre as pessoas.
Deverão ser afixados os cartazes com
as regras de higiene pessoal e regras de
etiqueta e informados os colaboradores
sobre o estado de preparação da
empresa e as medidas previstas para
fazer face ao aparecimento de uma
pandemia. Caso seja possível, deverá
ser divulgado um contacto da empresa
responsável pela medicina no trabalho,
ou outro profissional de saúde a quem
os empregados possam colocar as
dúvidas sobre o tema.
Nesta fase deverá ainda proceder-se ao
reforço das reservas de materiais de
protecção e limpeza e confirmar-se
junto dos fornecedores e prestadores
de serviços o seu estado de
preparação.
Fase de GESTÃO DA CRISE (por vaga
de pandemia)
A partir do momento em que a OMS
declare a situação de pandemia
(passagem à fase 6) deverão ser
activadas as medidas previamente
definidas no Plano, nomeadamente no
que se refere à distribuição e utilização
de materiais de protecção pessoal, de
reforço dos serviços de limpeza e de
restrição de acesso ao interior das
instalações.
A empresa deverá comunicar aos seus
colaboradores, clientes, fornecedores e
prestadores de serviço as medidas
adoptadas e os procedimentos implementados.
Com o evoluir da situação as restantes
medidas serão progressivamente
adoptadas e comunicadas.
Medidas como a adopção de horários
diferenciados, dispensa de presença
no local de trabalho de pessoas não
envolvidas nos processos críticos e de
recurso a tele-trabalho poderão
retardar o desenvolvimento da pandemia no interior da empresa, sendo
que os empregados que permaneçam
em casa poderão substituir colegas
envolvidos em processos críticos desde
que para tal tenham sido previamente
preparados.
Nesta fase a comunicação actualizada,
verdadeira e objectiva é essencial para
reduzir o impacto provocado por
situações de pânico.
Fase de RETOMA DA ACTIVIDADE (por
vaga de pandemia)
Após cada vaga da pandemia a
estrutura de acompanhamento deverá
assegurar a reposição das condições
normais de funcionamento da
empresa, desmobilizar as medidas
extraordinárias implementadas e
recolher os materiais e equipamentos
de protecção individual e de postos de
atendimento.
Esta situação deverá ser objecto de
uma comunicação tanto para os
empregados como para os clientes e
fornecedores.
Após a primeira e segunda fase da
pandemia deverá ainda assegurar a
reposição dos stocks de materiais
consumidos.
É recomendável a elaboração de um
relatório circunstanciado que avalie o
impacto de cada vaga na empresa,
tanto a nível de recursos humanos
como de negócio, o que correu bem e,
em especial, o que pode e deve ser
melhorado.
Quando for declarado o fim da
pandemia pela Organização Mundial de
Saúde aquela estrutura deverá
elaborar um relatório final após o que
será desactivada.
21
Business Exchange
Dossier
Alguns tópicos
Palavras-Chaves
Fases
Alguns itens
- Uma vez emergindo, uma pandemia gripal tornar-se-á a maior das ameaças para a continuidade
do negócio;
- Durará para cima de 18 meses;
- Haverá uma quebra nos serviços essenciais;
- No pico pandémico estima-se que entre 20% a 60% da população ficará impossibilitada de trabalhar;
- Esta impossibilidade durará 2 a 4 semanas e será por motivos de doença directa/assistência familiar
e crianças (com o fecho das escolas)/quarentena voluntária ou obrigatória/prestação de serviço
voluntário/pânico;
- Efeito sobre as empresas, essencialmente ao nível dos: RH/abastecimentos/suporte dos serviços
essenciais/falta de serviço de subcontratados.
Planificação / Gestão / Organização
- Fase 3 da OMS (na qual nos encontramos hoje) é altura de: Desenvolver planos de mitigação do risco;
Testar os planos em cenários virtuais; Actualizar os exercícios em permanência.
- Fase 4 – o plano já tem de estar implementado. É altura de: Prevenir; Gerir adoptando as medidas
pensadas no plano de contingência.
Alguns itens: Ver plano.
Plano - alguns itens
PLANIFICAR - Planificar/ Travar o contágio
É a fase de prever medidas para diminuir o
contágio.
• Nomear um responsável de referência
– um gestor de gripe
•Prever
Modalidades de comunicação à
distância
Pessoal dispensável
Barreiras e outras modalidades para
manter distância relativamente aos
clientes
•Construir reservas
De material de limpeza
De protecção pessoal
De medicamentos
•Realizar exercícios, testes
De higiene pessoal
De limpeza ao local de trabalho
Na planificação a comunicação é fundamental
• Preparar comunicação
Sobre higiene
Sobre os sintomas
Formulários
Cartazes, directrizes
• Informar regularmente
Evolução da pandemia
Plano de contingência
Plano de sucessão
Procedimentos administrativos relativos
a ausências
Planificar/manter a actividade
• Preparar
Medidas para preservar o pessoal
essencial (...trabalho em casa…)
Formação para substituição
Meios de comunicação à distância
Reservas
• Dispensar - pessoal não essencial
• Estimar - nível de absentismo máximo
ainda compatível com a actividade
• Procurar reservas - voluntários, pensionistas
EVITAR - Evitar a contaminação/travar
o contágio
• Informar o pessoal sobre nova fase e
respectivas medidas para evitar contágio
e pânico
• Proibir entrada de pessoal contaminado
• Evitar viagens ao estrangeiro
• Apresentar medidas de higiene
e directivas
22
Business Exchange
Exemplo da Nova Zelândia
• Afixar cartazes
• Identificar medidas para evitar contactos
com clientes e fornecedores e entre
funcionários
• Verificar as necessidades
Material de limpeza
Material de protecção individual
Ventilação
• Com base nas informações do Ministério
da saúde/OMS dar formação básica
sobre auto-diagnóstico
Evitar contaminação/manter actividades
• Os transportes aéreos e marítimos
podem ser interrompidos
• Os fornecimentos podem diminuir
• Aumentam-se os pedidos de produtos
essenciais e diminuição de outros (não
essenciais ou de lazer)
• Verificar se as reservas em pessoal são
suficientes
• Pessoal não essencial pode ser dispensável
• Fomentar tanto quanto, e se possível,
o trabalho produzido em casa
• Verificar comunicações com clientes,
fornecedores e empregados
Plano de saúde para uma pandemia no
local de trabalho
Âmbito e objectivos do plano
O objectivo principal do plano é gerir o
impacto da pandemia nas empresas
(clientes e fornecedores) e entre os
trabalhadores, através de duas estratégicas
principais:
1) Restrição da doença reduzindo a propagação da gripe no local de trabalho e
2) Manutenção dos serviços essenciais
se a sua restrição não for possível.
Este plano irá dar orientação nas seguintes
áreas:
1) Comunicação
a) Ás empresas nos contactos externos e
internos tendo em conta as várias fases
da pandemia
b) Comunicações relativas à sobrevivência
da própria actividade de empresa
(clientes/fornecedores)
c) Aos empregados
GERIR - Gerir/travar contágio
2) Restrição nas Actividades
• Proibir acesso aos doentes/pessoal com
sintomas
• Praticar uma higiene pessoal eficiente
• Aumentar a distância (1metro) teleworking, barreiras, utilizar comunicações
• Providenciar máscaras, luvas etc
• Gerir o pânico, informar
• Fechar as portas do local de trabalho
• Ventilação – verificar a limpeza
• Empregados vindos de zonas de contágio
devem manter-se em quarentena
• Utilizar as escadas em vez do elevador
para reduzir contágio
Gerir/manter a actividade essencial
• Evitar contacto
• Evitar viagens desnecessárias
• Fomentar trabalho em casa
• Turno, sem contacto entre eles, ventilar
• Evitar transportes públicos
• Fazer as refeições isoladamente
• Reuniões só e se estritamente necessárias
• Instituir sistemas de encomenda a
fornecedores e de aprovisionamento a
clientes portelefone, internet, etc.
• Não promover reuniões de muitas
pessoas dentro e fora da empresa
a) Reduzindo o risco das pessoas infectadas
dentro das empresas
b) Distanciamento social
c) Limpeza
d) Gestão do pânico
e) Gestão dos casos no trabalho
3) Para Viajantes
a) Consultores de viagens
b) Recomendações para viajar
4) Tratamento
a) Anti-virais
b) Vacinas
5) Manutenção dos serviços essenciais
a) Identificação do núcleo duro do pessoal
e as suas capacidades
b) Plano estratégico para o absentismo
c) Comunicação
d) Gestão de conhecimento
e) Plano a curto, médio e longo prazo
Feiras
ALGUMAS FEIRAS / EXPOSIÇÕES NOS EUA - 2.º Trimestre 2007
City
Exhibition name
Information
Cycle
Next Date
Abril
Plastec South
Trade show for the plastics Industry
every 2 years
24/4-26/4
Southpack
Southpack features the leading suppliers
of packaging machinery, material handling
products and services, packaging materials,
and contract packaging & outsourcing services.
every 2 years
24/4-26/4
Atlantic City
Pet Industry Spring
Pet Industry trade show
once a year
Abril
Boston
Bio It. World Expo.
Information Technology for life sciences
once a year
Abril
Detroit
SAE Show
International congress & exposition
of automotive design Eng
once a year
16/4-20/4
NAB
Electronic Media Show
once a year
14/4-19/4
Medtrade
Conference & Expo
Buying event for the home
healthcare industry
once a year
24/4-26/4
Networld+Interop
Las Vegas
Trade show of network
technologies
once a year
Abril
Nanobusiness
Tools & information required to push
nanotechnology research & application
development toward commercialization
once a year
15/4-17/4
Bridal fashion week
- New York
3 days of international couture & fine bridal
designs fashion shows & exhibits
twice a year
Abril
Orlando
Food Automation
& Manufacturing
Food automation & manufacturing
expo. & conference
once a year
15/4-18/4
San Francisco
Linuxworld
conference & expo.
Linux word expo. & conference
twice a year
Abril
Washington
International Window
Coverings Expo.
Hard & Soft Window Coverings,
decorative drapery hardware, etc.
once a year
11/4-14/4
Wilmington
Celebrating Life
Senior Expo
Redefining Lifestyles
for the 55 + population
once a year
Abril
Waste expo.
Waste & recycling market
international exhibition
once a year
7/5-10/5
Bio
International biotechnology
meeting & exhibition
once a year
6/5-9/5
Robobusiness
conference & exposition
Business development
event for the mobile
robotics & intelligent
systems industry
once a year
15/5-16/5
All things organic
Business to business
event focusing exclusively
on organic products
once a year
5/5-8/5
NRA
Catering & lodging exhibition
once a year
19/5-22/5
Spring Fancy Food Show
International fancy food & confection show
once a year
6/5-8/5
TEPR
Latest technologies & applications
of electronic healthcare world congress
once a year
19/5-23/5
Dallascon
Professional cyber defense conference.
Focusing on a practical approach
to network & wireless security
once a year
Maio
Couture Jewelry Collection
Annual couture jewellery
collection & conference
once a year
30/5-4/6
Kitchen & Bath
Industry Show
Kitchen/Bath Industry
show & conference
once a year
7/5-10/5
Hospitality Design
Hospitality design
products exhibition
once a year
10/5-12/5
Atlanta
Las Vegas
New York
Maio
Atlanta
Boston
Chicago
Dallas
Las Vegas
24
Business Exchange
Feiras
ALGUMAS FEIRAS / EXPOSIÇÕES NOS EUA - 2.º Trimestre 2007
City
Exhibition name
Information
Cycle
Next Date
Mediatech Expo
Media manufacturing technologies show
once a year
15/5-17/5
SID International
symposium
International symposium, seminar
& exhibition for information display
once a year
20/5-25/5
E3 Expo
Future of Interactive entertainment
once a year
Maio
Annual Six Sigma
Annual six sigma in financial
services conference
once a year
8/5-10/5
Lightfair International
Int. trade show & conference devoted
to architectural & commercial lighting
once a year
6/5-7/5
Streaming Media East
Internet audio & video event
once a year
14/5-16/5
Newport Beach
ASR Holiday
ASR holiday is launched to bring
together top manufacturers & retail buyers
explicity for the holiday buying season
once a year
Maio
San Francisco
AES convention
International audio congress & trade fair
twice a year
Maio
Santa Clara
Nanotech
Nanotechnology conference & trade show
once a year
20/5-24/5
West Spingfield
EASTEC
Advanced productivity exposition
once a year
Maio
Infocomm international
Hardware, software & capabilities
of audiovisual presentation systems,
multimedia & corporate communications
once a year
15/6-21/6
Boston
IDC IT Forum & expo
The US flagship event, offering IT &
business executives strategic direction
& tactical expertise on how technology
can be used to enable & transform
business models & processes
once a year
Junho
Chicago
All Candy Expo
Candy expo
once a year
Junho
Cleveland
Cleveland
Advanced productivity exhibition
every 2 years
Junho
INAST West Int. new age show
Event designed specifically
to meet the needs of retailers
featuring new age & related products
once a year
22/6-25/6
Auto Interiors Show
Designs & technologies that are
shaping the auto interiors industry
once a year
6/6-7/6
Las Vegas
The JCK Show
Jewelry manufacturers, designers
and watch brands exhibition
once a year
1/6-5/6
Los Cabos
Expo Los Cabos
Hotel & Restaurant International show
once a year
Junho
Atlantic design
Manufacturing show
CAD/CAM/PDM contract service providers
in plastics processing, CNC manufacturing,
sheet metal, subassemblies, electronic
components & R&D serv
once a year
12/6-14/6
C3 Expo.
Corporate & channel computing expo.
once a year
Junho
Eastpack
Packaging techniques, trends & solutions show
once a year
12/6-14/6
MD&M East Show
Medical Design & manufacturing show
Exhibition & conference
once a year
12/6-14/6
Plastec East
Trade show for the plastics Industry
every 3 years
12/6-14/6
Pittsburgh
A&WMA Conference
& Exhibition
Air & waste management
association conference & exhibition
once a year
26/6-29/6
San Diego
ISCE
International Satellite & comunications
exchange conference & expo.
once a year
5/6-7/6
Long Beach
Los Angeles
New York
Junho
Anaheim
Denver
New York
Notas:
Se pretender mais informações sobre alguma destas feiras ou qualquer outra, por favor contacte-nos.
A consulta à entidade organizadora para confirmação de datas e outras informações, é sempre indispensável.
25
Business Exchange
Dossier Exportar
Dossier Exportar
O mercado Norte-Americano é um
mercado ainda pouco explorado pelas
empresas Portuguesas, representando
apenas cerca de 5% das nossas
exportações.
É no entanto um mercado que
apresenta enormes potencialidades,
oferecendo um mundo de oportunidades e que poderá ser visto como
um destino promissor para a internacionalização de muitas empresas.
Não é contudo um mercado fácil. Tratase de um mercado exigente e altamente
concorrencial exigindo rigor, profissionalismo e capacidade exportadora.
A tomada de decisão por parte de uma
empresa de começar a exportar para os
EUA requer ponderação e sobretudo
informação: informação sobre o(s)
mercado(s), sobre os concorrentes e
sobre as empresas que já lá operam.
A CCAP no dossier Exportar do n.º 0 da
Meeting Point publicou um artigo do
Dr. Eduardo Souto Moura, Delegado
Coordenador do ICEP Nova Iorque, cujo
título era “Interessado no mercado dos
EUA” que ajuda a compreender este
mercado e como deve ser abordado.
Pretendendo dar continuidade a este
objectivo de dar a conhecer o mercado
Americano de forma a ajudar a
intensificar as relações comerciais
entre os dois países, apresentamos
agora neste n.º 1 alguma informação
que consideramos útil.
superior ao Português);
- A produtividade é 14% superior à
Europeia (49% superior à Japonesa
e 89% superior à Portuguesa).
Relativamente a Portugal
Dada a dimensão, na maior parte dos
casos, basta uma empresa Portuguesa
atingir 1 ou 2% de quota de mercado
para que esta área de negócio se torne
muito interessante. Ao se conquistar
uma quota de mercado tão reduzida,
embora tão interessante, acresce a
vantagem de não se ser visto pelas
empresas locais como uma invasão,
tendo assim a entrada facilitada.
Por razões históricas, e por razões
políticas mais recentes, Portugal é
considerado um país amigo.
Sobre o Comércio Internacional
Mercado extremamente liberal, com
pouca regulamentação e baixo peso do
estado. Desde Janeiro de 1994 que
entrou em efeito o Acordo de Livre
Comércio da América do Norte (NAFTA)
cujos principais objectivos são:
- A remoção progressiva de tarifas
e quotas;
- O estabelecimento de mecanismos
de protecção de propriedade
intelectual;
- A criação de mecanismos para
rápida resolução de disputas;
- Melhorar a legislação de protecção
do ambiente.
Continuam no entanto a existir algumas
barreiras importantes (inspecções,
regulamentos, etc) ao livre comércio,
muito especialmente nos produtos
agrícolas. As importações representam
só 14% do PIB, valor muito inferior ao
Europeu. Sendo uma economia autosuficiente, atendendo à diversidade em
todas as áreas (climática, solo e
matérias-primas, entre outras), é uma
economia pouco aberta ao exterior.
Balança de Pagamentos
A Balança de Pagamentos dos EUA com
o Resto do mundo, ao nível dos bens e
serviços, historicamente é negativa ou
seja, importa mais do que exporta. No
entanto, a balança ao nível dos bens é
negativa mas ao nível dos serviços é
positiva.
U.S. International Trade in Goods and Services
200
Bilions $
Bilions $
180
Imports
180
160
Alguns números
- Os EUA têm 10 milhões de Km2;
- É um mercado de 300 milhões de
habitantes;
- A idade média da população é de
36 anos;
- É a maior economia do mundo –
O PIB é 31% do PIB mundial
(3 vezes o Japonês; quase 5 vezes
o Alemão e 70 vezes o Português);
- O nível de vida é 43% superior ao
nível de vida Europeu (35%
superior ao Japonês; e 110%
26
Business Exchange
160
140
140
Balance
120
120
100
80
100
Exports
80
November 2006
Trade Balance
-$58.2 Billion
60
40
20
0
November 2004
200
60
40
20
November 2005
0
November 2006
Dossier Exportar
U.S. Trade in Goods (Millions of Dollars)
Balance of payments adjustments to Census trade data:
2000
2001
2002
2003
2004
2005
Exports of goods, adjusted to balance of payments basis,
excluding “military”
771,994
718,712
682,422
713,415
807,516
894,631
Imports of goods, adjusted to balance of payments basis,
excluding “military”
1,224,408 1,145,900 1,164,720 1,260,717 1,472,926 1,677,371
-452,414
Balance
-427,188
-482,298
-547,302
-665,410
-782,740
Fonte: International Trade Administration
Se acrescentarmos a esta análise o
saldo de capitais (que é bastante
positivo) a Balança de Pagamentos dos
EUA com o exterior tem sido positiva
nestes últimos anos.
Análise por sector
Os EUA são essencialmente um país de
serviços:
- sector terciário representa 78% do PIB
- sector secundário 20%
- sector primário 1,5%
Análise por Países
(ver tabela “U.S. Top Trading Partners”)
Importações por sector
No sector primário a importação no
peso do PIB é de 0,6% e a exportações é
de 0,6%.
No sector secundário o peso da
importação no PIB é de 10,7% e a
exportação é de 5,9%.
U.S. Top Trading Partners
Total Trade, Exports, Imports - October 2006
Data are goods only on a Census Basis, in billions of dollars. December 2007
Rank
Country
Exports
Imports
Total
Percent of
(Year-to-Date)
(Year-to-Date)
All Trade
Total Trade
---
Total, All Countries
856.6
1,549.6
2,406.2
100.0%
---
Total, Top 15 Countries
626.4
1,139.4
1,765.7
73.4%
1
Canada
192.8
254.8
447.6
18.6%
2
China
45.2
235.8
281.0
11.7%
3
Mexico
112.3
166.0
278.3
11.6%
4
Japan
49.6
122.7
172.4
7.2%
5
Germany
34.0
73.5
107.5
4.5%
6
United Kingdom
38.0
44.6
82.6
3.4%
7
Korea, South
26.9
38.3
65.1
2.7%
8
France
20.4
30.8
51.2
2.1%
9
Taiwan
18.9
31.9
50.8
2.1%
10
Malaysia
10.6
30.4
41.0
1.7%
11
Netherlands
25.5
14.5
40.0
1.7%
12
Venezuela
7.3
31.9
39.2
1.6%
13
Brazil
15.4
22.2
37.6
1.6%
14
Italy
10.4
27.1
37.5
1.6%
15
Singapore
19.1
14.9
34.0
1.4%
Source: FTDWebMaster, Foreign Trade Division, U.S. Census Bureau, Washington, D.C. 20233
27
Business Exchange
Dossier Exportar
No sector terciário a importação vale
2,1% do PIB e a exportação 2,7%.
Dentro dos bens as principais
importações são:
- Automotive vehicles, parts &
engines – 13,9%
- Crude oil – 11,8%
- Computer accessories – 3,7%
- Pharmaceutical preparations – 3,5%
(ver tabela “Imports of Goods by
End-use Category and Commodity)
Trocas Comerciais com Portugal
Tendo em consideração o total da
população e o poder de compra, a
dimensão do mercado Americano é
igual a 59 vezes o Português. Não é pois
de surpreender que o comércio com os
EUA pese mais em Portugal.
No ranking dos países com quem
Portugal tem troca comerciais, os EUA
são:
- o 5.º destino para as nossas
exportações;
- o 8.º destino das nossas
importações.
O saldo da balança comercial com os
EUA é positivo, tendo nos últimos anos
as exportações crescido mais que as
importações.
Exportamos sobretudo produtos de
baixo valor acrescentado e mão-deobra intensiva e matéria-prima em
bruto normalmente. No entanto o peso
dos produtos com maior valor
acrescentado, cuja inovação é importante, tem vindo a aumentar essencialmente no equipamento, material
eléctrico e produtos químicos.
Ver no mapa da página seguinte os
principais produtos importados e
exportados dos EUA.
Imports of Goods by End-Use Category and Commodity
In millions of dollars
Year-to-Date
2006
Year-to-Date
2005
Year-to-Date
Change
1,699,856
68,811
12,157
7,110
7,308
6,869
6,920
1,524,166
62,130
10,891
6,363
6,635
6,785
6,151
175,690
6,680
1,266
747
673
84
769
Industrial supplies and materials (Ranking 5 principais)
Gas-natural
Fuel oil
Industrial supplies, other
Crude oil
Petroleum products, other
555,069
26,448
25,235
20,565
199,661
40,411
474,561
31,149
23,195
18,509
159,166
34,271
80,508
-4,702
2,040
2,056
40,495
6,141
Capital goods, except automotive (Ranking 5 principais)
Computers
Telecommunications equipment
Electric apparatus
Semiconductors
Computer accessories
383,744
31,304
36,882
30,815
25,196
62,095
346,247
26,873
33,772
27,060
23,524
58,487
37,497
4,431
3,111
3,755
1,672
3,608
Automotive vehicles, parts, and engines
234,403
218,377
16,026
Consumer goods (Ranking 5 principais)
TV’s, VCR’s, etc.
Apparel, households goods - cotton
Pharmaceutical preparations
Other household goods
Apparel, textiles, nonwool or cotton
403,377
37,632
44,306
59,110
47,452
28,373
371,935
31,891
41,806
50,856
43,730
27,696
31,442
5,741
2,499
8,254
3,722
677
54,452
50,916
3,536
Total, Census Basis
Foods, feeds and beverages (Ranking 5 principais)
Fish and shellfish
Wine, beer, and related products
Other foods
Meat products
Fruit, frozen juice
Other goods
Fonte: International Trade Administration
28
Business Exchange
Dossier Exportar
U.S. Trade by Commodity with Portugal
(Millions of Dollars; Total Exports, F.a.s. and General Imports, Customs)
SITC
Rev 3 Commodity
2000
2001
2002
2003
2004
EXPORTS
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
.
FOOD AND LIVE ANIMALS
Beverages And Tobacco
Crude Materials, Inedible, Except Fuels
Mineral Fuels, Lubricants And Related Materials
Animal And Vegetable Oils, Fats And Waxes
Chemicals And Related Products
Manufactured Goods Classified Chiefly By Material
Machinery And Transport Equipment
Miscellaneous Manufactured Articles
Commodities & Transactions Not Classified Elsewhere
TOTAL
Top 20 Commodities
96
15
77
28
0
43
44
529
89
35
957
97
17
103
29
0
60
46
778
85
44
1,258
91
21
162
9
0
56
40
384
71
29
863
104
23
158
21
0
52
49
362
68
26
863
114
19
110
22
0
66
42
569
84
20
1,046
792
81
222
714
34
248
752
872
994
321
874
784
774
896
121
514
776
764
247
511
Aircraft & Associated Equipment
Feeding Stuff For Animals
Oil Seeds and Oleaginous Fruit
Nonelectric Engines And Motors
Fish, Fresh
Wood, Simply Worked
Automatic Data Process Machines
Medical Instruments & Appliances
Estimated Low Value Shipments
Coal, Pulverized Or Not
Measuring/Checking/Analysing Instuments
Parts And Accessories Of Motor Vehicles
Electro-Diagnostic Apparatus
Works Of Art, Collectors' Pieces And Antiques
Tobacco, Tobacco Refuse
Nitrogen-Function Compounds
Thermionic, Cold Cathode and Photocathode Valves
Telecommunications Equipment
Wood In The Rough
Hydrocarbons & Specified Derivatives
72
64
31
39
14
22
22
14
23
18
25
20
13
3
12
3
135
47
7
0
75
55
67
33
22
18
23
16
31
23
17
48
15
8
14
10
359
46
6
3
102
55
123
42
18
23
16
15
19
4
16
24
8
5
17
11
22
23
6
12
130
51
108
35
15
26
16
17
20
14
18
22
9
3
19
10
23
13
9
7
337
55
51
46
33
31
23
22
18
17
17
16
16
15
14
13
12
12
11
9
16
56
10
138
2
72
527
459
230
70
1,579
16
54
11
139
2
48
523
471
234
58
1,556
21
67
12
114
4
51
556
579
207
60
1,673
21
59
11
231
7
64
577
708
235
55
1,967
20
65
14
306
10
52
665
836
233
44
2,243
137
195
226
1
133
99
0
53
14
30
48
42
27
32
15
0
16
55
16
6
138
198
215
37
145
113
2
51
15
29
45
31
26
33
16
0
21
42
12
7
109
215
214
76
150
101
28
63
17
28
37
31
31
24
16
2
25
44
14
11
207
314
199
83
158
96
46
55
17
43
41
46
42
30
20
5
24
34
14
18
298
292
205
205
163
87
69
60
52
44
41
34
33
25
23
22
22
21
21
20
IMPORTS
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
.
FOOD AND LIVE ANIMALS
Beverages And Tobacco
Crude Materials, Inedible, Except Fuels
Mineral Fuels, Lubricants And Related Materials
Animal And Vegetable Oils, Fats And Waxes
Chemicals And Related Products
Manufactured Goods Classified Chiefly By Material
Machinery And Transport Equipment
Miscellaneous Manufactured Articles
Commodities & Transactions Not Classified Elsewhere
TOTAL
Top 20 Commodities
334
776
658
759
633
851
641
112
743
845
666
749
541
841
984
625
784
931
764
772
Oil (Not Crude)
Thermionic, Cold Cathode and Photocathode Valves
Made-Up Articles Of Textile Materials
Parts For Office Machines & ADP Machines
Cork Manufactures
Footwear
Paper And Paperboard
Alcoholic Beverages
Pumps, Air Or Other Gas Compressors And Fans
Articles Of Apparel Of Textile Fabrics
Pottery
Nonelectric Parts & Accessories Of Machinery
Medicinal Products, Except Medicaments
Men's Or Boy's Coats, Jackets Etc, Not Knit
Estimate Of Low Valued Import Transactions
Rubber Tires and Accessories
Parts And Accessories Of Motor Vehicles
Special Transactions Not Classified By Kind
Telecommunications Equipment
Electrical Apparatus For Switching Or Protecting
Top 20 commodities are sorted by 2004 values. Unrevised dat. “.” represents no trade while “0” represents trade less than $.5 million. Last updated 5/31/2005.
Fonte: International Trade Administration
29
Business Exchange
Dossier Exportar
Protocolos de apoio à exportação
As expor tações são, actualmente,
apontadas como um factor essencial, não só
para as empresas, como também para o
país.
Existem apoios vários que visam incentivar e
apoiar as empresas portuguesas a exportar
mais e em melhores condições.
No contexto desta aposta estratégica, o ICEP
tem vindo a assinar vários protocolos com
entidades bancárias de forma a garantir um
melhor apoio às empresas exportadoras e o
aumento da competitividade da economia
nacional.
Damos de seguida conhecimento de alguns
destes protocolos, sendo que mais
informações podem ser obtidas junto de
qualquer Centro de Empresas:
Protocolo ICEP- BPI
A oferta BPI exportação engloba uma
diversidade de produtos e serviços, com
condições especiais para as empresas
exportadoras. Estas soluções vão desde o
financiamento, até à cobertura de risco e à
gestão dos pagamentos dos devedores.
Para incentivar a actividade internacional
das empresas, foi lançada a linha BPI
Expor tação, através da qual estão
disponíveis 300 milhões de euros para
financiamento, a um spread inferior ou igual
a 1,25%. Outras soluções como o factoring
internacional e o BPI net empresas fazem
também parte da oferta BPI Exportação e
são importantes para garantir uma gestão
mais eficaz, simples e segura da actividade
internacional.
Protocolo ICEP- Banco Santander Totta
Este protocolo envolve a abertura de uma
linha de crédito de 150 milhões de euros
para apoio às exportações e um pacote de
produtos financeiros destinados às
empresas certificadas no âmbito do Clube
de Marcas.
Com este apoio, as empresas com marcas
c e r t i f i c a d a s n o C l u b e d e M a rc a s
portuguesas poderão usufruir de condições
mais vantajosas, como uma redução de 50%
sobre as comissões em produtos bancários,
nos pagamentos e nas cobranças para o
exterior, no cheque bancário internacional e
nas garantias de exportação.
Acresce que todas as empresas, cuja
actividade principal seja a exportação,
beneficiam de uma redução de 25% nas
comissões sobre os principais produtos e
serviços.
O Santander lançou ainda um novo tipo de
crédito, o Pré-Financiamento à exportação.
Com este produto pretende-se facilitar o
investimento das empresas que conseguiram já angariar encomendas de valor
significativo, mas que necessitam investir
para produzir os bens. Este crédito pode ser
formalizado aliado a uma operação de
Factoring a realizar quando o bem estiver
produzido, como pode ser um Mútuo isolado
ou uma conta corrente de apoio à
exportação. Qualquer uma destas soluções
de crédito beneficia de pricing bonificado.
30
Millennium bcp e ICEP juntos no apoio à
internacionalização das empresas
nacionais e às exportações portuguesas
O Millennium bcp e o ICEP (Instituto das
Empresas para os Mercados Externos) têm
vindo a colaborar no apoio à internacionalização das empresas nacionais e ao
desenvolvimento do comércio externo.
Através desta colaboração e com o objectivo
de se assumir como parceiro privilegiado das
empresas nacionais que actuam no
comércio internacional, o Millennium bcp
disponibiliza às empresas um Centro de
Competências Especializado com duas
equipas de especialistas: o Millennium
Trade Solutions e a Plataforma Internacional
de Negócios.
O Millennium Trade Solutions, visa apoiar
as empresas na actividade de comércio
internacional, analisando todas as necessidades e propondo soluções estruturadas
de acordo com o perfil específico das
actividades de cada empresa.
Com a Plataforma Internacional de
Negócios o Millennium bcp pretende apoiar
as empresas na estratégia de expansão para
novos mercados, ajudando a encontrar
parceiros de negócios em países onde o
Banco está directamente presente, (Estados
Unidos, Polónia, Grécia, Turquia, Angola,
Moçambique, entre outros), mas também
noutros mercados, através de uma rede de
correspondentes que tem vindo a dinamizar.
Este serviço inclui a identificação e
divulgação não só de oportunidades de
investimento, como de comércio internacional, de quadros e mecanismos de
apoio financeiro disponíveis junto de
organizações internacionais vocacionadas
para a promoção do investimento, bem
como o apoio à realização de iniciativas
empresariais de prospecção de novos
mercados e de selecção de novas parcerias.
Através da Plataforma Internacional de
Negócios, o Millennium bcp garante, ainda, o
acesso a uma rede de entidades especializadas nos diferentes mercados cuja
intervenção se revele necessária à concretização das iniciativas de internacionalização e o apoio, em termos de produtos e
serviços financeiros, junto das instituições
do grupo nos mercados onde opera.
Neste contexto de internacionalização
suportada por uma instituição altamente
credenciada no apoio às empresas que
desejam alargar os seus limites de
actuação, a parceria do Millennium bcp com
a Câmara Americana de Comércio, revestese de grande importância para ambas as
entidades, quer no desenvolvimento das
relações económico-empresariais entre os
dois mercados (Portugal e EUA), quer no
apoio financeiro que o Millennium bcp pode
dar pela existência do Millennium bcpbank
nesse país.
Estabelecido desde o ano de 2000, em
Newark, Nova Jersey, o Millennium bcpbank é
o único banco comercial de retalho pertencente a uma Instituição Financeira portuguesa.
O Millennium bcpbank teve êxito na
construção de um modelo centrado no
Cliente, suportado por uma equipa de 261
elementos altamente motivados, conquistando cerca de 40.000 clientes, num activo
total de, aproximadamente, US$800
milhões.
O banco é composto por uma rede bancária
de 18 sucursais que oferecem um pacote de
produtos e serviços, em linha com as
necessidades e requisitos das comunidades
em que se inserem.
A coexistência nos 2 países, sendo os
Estados Unidos da América um mercado
estratégico, permite ao Millennium bcp
apoiar e assegurar o processo de abertura
de conta e trâmites administrativos gerais a
qualquer Cliente que deseje instalar-se
nesse país, quer seja particular, quer seja
empresa.
A oferta disponibilizada pelo Millenniun
bcpbank no mercado local assenta nas
vertentes de apoio a meios de pagamento e
facilidades de crédito, adequadas a cada
necessidade e ao ciclo de vida do negócio de
cada empresa.
Ao nível da gestão de contas e, para as
empresas que acabaram de iniciar a sua
actividade, o Millennium bcpbank disponibiliza o Value Checking. Para as empresas
que pretendem gerir as suas despesas
correntes de forma mais eficiente, bem
como rentabilizar as suas disponibilidades
de tesouraria com informação adicional
sobre as melhores formas de gestão do seu
negócio financeiro, existe o Dynamic Value
Checking ou Analyzed Checking.
No âmbito das Linhas de Crédito e seguindo
o lema de que a chave para uma gestão de
negócio com sucesso crescente é ter os
recursos necessários no momento em que
são precisos, a oferta do Millennium
bcpbank assenta no conhecimento e
acompanhamento do negócio de cada
empresa Cliente. Os seus produtos de
crédito vão desde linhas aprovadas em 24
horas (Express Credit Line), a facilidades de
crédito para maiores volumes de capital e
planos de pagamento a longo prazo, que
garantem uma flexibilidade na sua utilização
para cobertura de descobertos pontuais ou
aquisição de equipamentos de grandes
dimensões ou maquinaria (Commercial Line
of Credit, Commercial Term Loan).
A presença do Millennium bcp em mercados
internacionais é uma mais valia que
qualquer empresa pode ter e que lhe
facilitará o seu objectivo de internacionalização.
Millennium bcp
CÂMARA DE COMÉRCIO AMERICANA EM PORTUGAL
A Câmara de Comércio Americana em Portugal tem como objectivo
contribuir para o desenvolvimento das relações comerciais entre
Portugal e os Estados Unidos da América, nessa medida, presta apoio
às empresas suas associadas norte-americanas e portuguesas e procura
ajudar as organizações dos EUA que considerem o nosso País como
destino dos seus investimentos.
José Joaquim Oliveira
Presidente da CCAP
No âmbito da moderna estratégia de diminuição do peso do EstadoAdministração e da progressiva importância concedida à iniciativa
privada, a Câmara de Comércio Americana em Portugal e as restantes
Câmaras congéneres na América, representam uma grande
oportunidade para rever a distribuição de tarefas entre as instituições
públicas e privadas dedicadas ao comércio externo, ao turismo e à
captação de investimento estrangeiro.
Rui Chancerelle Machete
Presidente do Conselho
Executivo da FLAD
A CCAP, quer ser um ponto positivo de referência no nosso país,
possibilitando a todos os associados o seu enriquecimento
empresarial, social e cultural.
Fernando Feliciano
First Vice-President da CCAP
Câmara de Comércio Americana em Portugal
Rua D. Estefânia, 155-5ª Esq. 1000-154 Lisboa
Telefone: 213 572 561 Fax: 213 572 580
E-mail: [email protected]
Afiliada: US Chamber of Commerce, Washington D.C.
ECACC–European Council of American Chambers of Commerce
APACC–Assoc. of Portuguese-American Chambers of Commerce
“Uma Fundação Portuguesa para o Desenvolvimento”
Rua do Sacramento à Lapa 21, 1249-090 Lisboa, Portugal
Tel.: (351) 21 3935800 - Fax: (351) 21 3963358
e-mail: [email protected] - www.flad.pt

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