xintoísmo - RONIN

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xintoísmo - RONIN
Xintoísmo
A palavra "xintoísmo" vem de "shintô", termo freqüentemente traduzido como
"caminho dos deuses" e escrito com dois ideogramas chineses. O primeiro ideograma
(pronunciado kami quando empregado isoladamente) significa "deus", "divindade" ou
"energia divina"; o segundo ideograma quer dizer "caminho". Com a introdução do sistema de
plantação em campos alagados durante o período Yayoi (300 a.C. - 300 d.C.), surgiram os
rituais e festivais agrícolas que mais tarde se tornariam parte do xintoísmo.
Embora a palavra kami possa designar um único deus, também é usada como um
termo coletivo para a enorme quantidade de deuses cultuados no Japão desde o período
Yayoi. Os kami fazem parte de todos os aspectos da vida e manifestam-se sob várias formas.
Há kami da natureza que residem em pedras, árvores ou montanhas sagradas bem, como em
outros fenômenos naturais. Há os ujigami ou kami protetores de clã (conjunto de famílias
ligadas por um ancestral comum), que consistem, muitas vezes, na divinização do próprio
ancestral. Há o ta no kami, deus dos arrozais, adorado nos festivais de plantio e colheita do
arroz. E há também os ikigami que são divindades vivas. Os kami que mais se assemelham a
deuses, segundo o conceito ocidental, são as divindades celestes, que habitam o
Takamagahara (Alta Planície Celestial). São chefiados por Amaterasu Omikami, a deusa
cultuada no templo de Ise, o santuário central do xintoísmo.
A partir do século 6, em parte como resposta à introdução, no Japão, de doutrinas
budistas altamente estruturadas, crenças e rituais nativos vastamente difundidos porém até
então desorganizados, foram sistematizados aos poucos, constituindo o xintoísmo. O desejo
de dar legitimidade à linhagem imperial numa sólida fundamentação mitológica e religiosa
levou à compilação do Kojiki (Registro das Coisas Antigas) e do Nihon Shoki (Crônicas do
Japão), nos anos 712 e 720, respectivamente. Traçando uma retrospectiva da linhagem
imperial até a era mítica dos deuses, essas obras narram como os kami Izanagi e Izanami
criaram o arquipélago japonês e os deuses centrais Amaterasu Omikami (deusa do sol),
Tsukuyomi no Mikomi (deus da lua) e Susanoo no Mikoto (deus das tempestades). Segundo a
narrativa, o tataraneto da deusa Amaterasu Omikami foi o imperador Jimmu, lendário
primeiro soberano do Japão.
A ausência de escrituras sagradas no xintoísmo reflete a inexistência de mandamentos
morais. Em lugar destes, é enfatizada a pureza ritual nas relações com os kami.
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