Finlândia – Ficha de Mercado

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Finlândia – Ficha de Mercado
Mercados
informação global
Finlândia
Ficha de Mercado
Janeiro 2012
aicep Portugal Global
Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
Índice
1. País em Ficha
03
2. Economia
04
2.1 Situação económica e Perspectivas
04
2.2 Comércio Internacional
06
2.3 Investimento
08
2.4 Turismo
09
3. Relações Económicas com Portugal
09
3.1 Comércio
09
3.2 Serviços
13
3.3 Investimento
14
3.4 Turismo
15
4. Relações Internacionais e Regionais
16
5. Condições Legais de Acesso ao Mercado
17
5.1 Regime Geral de Importação
17
5.2 Regime de Investimento Estrangeiro
18
5.3 Quadro Legal
19
6. Informações Úteis
20
7. Endereços Diversos
22
8. Fontes de Informação
24
8.1 Informação Online aicep Portugal Global
24
8.2 Endereços de Internet
26
2
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1. País em Ficha
2
2
Área:
338.145 km (incluindo 34.370 km de lagos)
População:
5.375 276 habitantes (Dezembro de 2010)
Densidade populacional:
15,9 habitantes por km
Designação oficial:
República da Finlândia
Chefe do Estado:
Tarja Halonen (desde 2000 e reeleita em Janeiro de 2006 para um
2
segundo mandato de 6 anos)
Primeiro-Ministro:
Jyri Katainen (desde Junho de 2011)
Data da actual constituição: 1 de Março de 2000
Principais partidos políticos: Partido de Coligação Nacional (Conservadores ou KOK); Partido SocialDemocrata (SDP); Partidos Verdadeiros Finlandeses (PS); Partido do
Centro (KESK); Aliança de Esquerda (VAS); Partido “Os Verdes” (VIRH);
Partido Popular Sueco (RKP). As próximas eleições presidenciais e
legislativas terão lugar em Fevereiro de 2012 e Abril de 2015,
respectivamente
Capital:
Helsínquia – 588.549 habitantes (Dezembro de 2010)
Outras cidades importantes: Espoo (247.970); Tampere (213.217); Vantaa (200.055)
Religião:
A maioria da população professa o cristianismo, sendo cerca de 82%
aderente da Igreja Luterana Evangélica
Língua:
Há duas línguas oficiais: o finlandês e o sueco, faladas por cerca de
93% e 6% da população, respectivamente
Unidade monetária:
Euro (EUR)
1 EUR = 1,40 USD (média de 2011)
“Ranking” em negócios:
Índice 8,27 (10 = máximo)
“Ranking” geral:
4 (entre 82 países)
(EIU – Janeiro 2012)
Risco de crédito:
1 (1 = risco menor; 7 = risco maior)
(COSEC – Janeiro 2012)
Grau da abertura e dimensão relativa do mercado (2010): Exp. + Imp. (bens e serviços) / PIB = 79,3%
Imp. (bens e serviços) / PIB = 39%
Imp. (bens) / Imp. Mundial = 0,44%
Fontes:
The Economist Intelligence Unit (EIU)
World Trade Organization (WTO); Statistics Finland
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2. Economia
2.1 Situação Económica e Perspectivas
A história económica recente da Finlândia constitui um notável exemplo de como, em pouco mais de 50
anos (desde o final da 2ª Guerra Mundial), um país de base económica agrícola e florestal se
transformou num moderno Estado industrializado, altamente diversificado e com um dos mais altos
rendimentos per capita da Europa. A sociedade finlandesa assenta, sobretudo, no elevado nível do seu
sistema de ensino, na promoção da igualdade de oportunidades e numa sólida segurança social que
enfrenta, actualmente, as ameaças decorrentes de uma população que vai envelhecendo rapidamente e
de uma economia de base essencialmente exportadora, responsável por mais de 30% do PIB.
Com uma indústria transformadora altamente competitiva, onde se destacam os sectores das madeiras,
metalomecânica, engenharia, telecomunicações e electrónica, a Finlândia depende da importação de
matérias-primas, energia e componentes. O sector agrícola, devido ao clima rigoroso, limita-se a
assegurar a auto-suficiência do país em produtos básicos.
Entre 1995 e 2000, a Finlândia experimentou um período de permanente e franco crescimento
económico (o PIB cresceu, em média, 4,9%), que se manteve até ao final do 1º semestre de 2008, altura
em que o país, como consequência da crise global, mergulhou numa profunda recessão, provocada pela
queda abrupta da procura mundial que atingiu a tradicional economia aberta finlandesa de uma forma
particularmente dura, provocando uma forte contracção das exportações (bem como das importações),
do investimento e da procura doméstica e que se arrastou até final de 2009, conduzindo a uma severa
contracção do PIB, que se fixou em -8,2%.
Assistiu-se, em 2010 e 2011, a uma recuperação da economia, com o PIB a crescer, respectivamente,
3,6% e 2,8%, este último indicador apenas ainda como estimativa avançada pelo EIU (Economist
Intelligence Unit) que perspectivava, igualmente, uma contracção no 4º trimestre do ano transacto e a
entrada do país em recessão no início do corrente ano, em função da deterioração económica da Zona
Euro e o consequente impacto negativo na confiança do consumidor finlandês, na quebra das
exportações e no mercado de trabalho. Nesta medida, e no pressuposto de que o Euro não colapse, o
EIU prevê, para 2012, que o PIB sofra uma contracção de -0,1% e que, nos anos seguintes (2013-2016),
se assista a uma lenta retoma, cujo crescimento médio deverá rondar 1,6%.
O Governo de coligação em funções centra, sobretudo, a sua actuação na redução do défice orçamental,
através do aumento de impostos, da imposição de restrições fiscais e de cortes na despesa (no passado
mês de Junho foi anunciado um pacote de cortes, no montante de 2,4 mil milhões de Euros, abrangendo
vários sectores, em especial os da saúde e educação). Muitas destas medidas foram incluídas no
Orçamento para 2012, o qual contempla ainda um aumento de impostos indirectos sobre os
combustíveis, a energia eléctrica, a assinatura de periódicos, o tabaco e os produtos de confeitaria. O
imposto sobre as mais-valias bolsistas sobe de 28% para 30% e 32%, assim como o imposto sucessório.
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Apesar destes cortes, o Executivo finlandês pretende manter os elevados níveis de despesa na
investigação e desenvolvimento, com um aumento de 3% de dinheiros públicos e entre 2% e 3% da
parte do sector privado. Em 2010, o défice orçamental atingiu 2,8% do PIB e, de acordo com o EIU, terse-á quedado em 1,8% no ano transacto.
Principais Indicadores Macroeconómicos
Unidade
População
Milhões
PIB a preços de mercado
2009
a
2010
a
b
2011
2012
c
2013
c
2014
c
5,33
5,35
5,37
5,38
5,40
5,42
10 USD
241,2
239,2
263,5
249,2
252,1
256,1
USD
45.296
44.735
49.123
46.301
46.693
47.288
%
-8,2
3,6
2,8
-0,1
1,0
1,5
Consumo privado
Var. %
-3,1
2,7
2,7
0,3
0,9
1,0
Consumo público
Var. %
0,9
0,6
0,4
-0,2
0,0
0,4
Formação bruta de capital fixo
Var. %
-13,5
2,8
5,0
1,0
2,5
3,5
Taxa de desemprego
Var. %
8,2
8,4
7,9
8,1
8,3
8,1
%
-6,3
6,7
6,7
0,8
0,5
1,5
Dívida pública
% do PIB
43,8
48,4
49,0
50,9
52,0
52,6
Saldo do sector público
% do PIB
-2,9
-2,8
-1,8
-2,2
-1,9
-1,5
Balança corrente
10 USD
5,0
4,5
-0,3
-0,5
-1,0
-1,3
Balança corrente
% do PIB
2,1
1,9
-0,1
-0,2
-0,4
-0,5
1EUR=xUSD
1,39
1,33
1,40
1,28
1,25
1,23
9
PIB per capita
Crescimento real do PIB
Taxa de inflação
Taxa de câmbio – média
9
Fonte:
The Economist Intelligence Unit (EIU)
Notas:
(a) Actuais
(b) Estimativas
(c) Previsões
No ano transacto, o consumo privado deverá ter igualado a taxa de crescimento do ano anterior (2,7%),
estimando-se que, em 2012, não ultrapasse 0,3%, prevendo-se que volte a recuperar para cerca de
1,2% entre 2013 e 2016. A elevada taxa de inflação observada em 2011 restringiu a subida dos salários
reais mas, e apesar da pressão exercida pelos sindicatos no sentido de estes acompanharem a subida
dos preços, a necessidade de manter o país competitivo forçará a uma subida muito moderada dos
salários nos próximos anos.
As exportações que, entre 2004 e 2008, conheceram um sólido crescimento médio de 5,9%, caíram
abruptamente no ano seguinte (-21,5%). Encetaram, contudo, uma recuperação a partir do 2º trimestre
de 2010, graças à forte procura da Alemanha e da Suécia, os principais clientes da Finlândia, resultando
numa subida de 8,6% nesse ano. Estima-se que as vendas ao exterior tenham abrandado para 4% no
ano transacto e que em 2012 o seu crescimento não exceda 2%. No pressuposto de que a procura
interna cresça acima da procura da maioria dos membros da UE é de prever que, a partir de 2013, o
crescimento das importações supere o das exportações.
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Em 2010 o saldo da balança corrente fixou-se, confortavelmente, em 1,9% do PIB. No entanto, a subida
do preço das commodities e das importações provocou, no final do 3º trimestre de 2011, a sua entrada
em défice, estimando-se que tenha fechado o ano com -0,1% do PIB. Mantendo-se o cenário
anteriormente descrito – com as importações a crescerem acima das vendas ao exterior – o EIU prevê
que, até 2016, esta balança, embora com valores ligeiros, permaneça deficitária.
2.2 Comércio Internacional
A balança comercial finlandesa é tradicionalmente excedentária, apesar do significativo decréscimo
ocorrido em 2009 e 2010. No período em análise, assistiu-se a uma descida constante do coeficiente de
cobertura, como consequência de um crescimento médio mais acentuado das importações o qual, e de
acordo com o cenário previsto, deverá manter esta tendência nos próximos anos.
No contexto do comércio mundial, a participação Finlândia pode considerar-se como medianamente
relevante, pese embora a ligeira perca de importância que se tem vindo a verificar com alguma
constância. De facto, aquele mercado caiu da 35ª para a 41ª no ranking dos países exportadores,
enquanto que como importador essa descida foi menos evidente: do 36º lugar ocupado em 2006 para o
38º lugar em 2010.
Evolução da Balança Comercial
9
(10 USD)
2006
2007
2008
2009
2010
Exportação fob
77,2
90,0
96,5
62,9
69,6
Importação fob
69,4
81,7
91,8
60,9
68,5
7,8
8,2
9,1
2,0
1,1
111,2
110,2
105,1
103,3
101,6
Como exportador
35ª
36ª
37ª
37ª
41ª
Como importador
36ª
37ª
37ª
40ª
38ª
Saldo
Coeficiente de cobertura (%)
Posição no ranking mundial
Fontes:
World Trade Organization (WTO)
Os principais parceiros comerciais da Finlândia têm-se mantido estáveis e são, à excepção dos Estados
Unidos da América e da China, países que lhe estão geograficamente próximos. Em 2010, os seus cinco
primeiros clientes foram o destino de mais de 41% das vendas da Finlândia ao exterior, com destaque
para a primeira posição ocupada pela Suécia, que ultrapassou a Alemanha. Para além da Suécia,
apenas a Holanda aumentou a sua quota.
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Principais Clientes
2008
2009
2010
Mercado
Quota
Posição
Quota
Posição
Quota
Posição
Suécia
9,42
2ª
9,28
2ª
10,73
1ª
Alemanha
9,08
3ª
9,37
1ª
9,15
2ª
11,28
1ª
8,62
3ª
8,67
3ª
EUA
5,79
5ª
7,34
4ª
6,44
4ª
Holanda
4,93
6ª
5,68
5ª
6,13
5ª
Portugal
0,46
37ª
0,65
26ª
0,29
48ª
Rússia
Fonte:
World Trade Atlas (WTA)
Do ranking dos fornecedores há a destacar a constância dos cinco principais países, com a
particularidade de a Rússia ter ultrapassado a Alemanha na liderança, apesar de ambos terem
aumentado as suas quotas. Este conjunto de mercados foi a origem de mais de 56% das compras
finlandesas ao exterior.
Portugal apresenta quotas diminutas em quaisquer dos fluxos denotando, no último ano, uma subida de
quota enquanto fornecedor da Finlândia e uma perca da mesma enquanto clliente daquele mercado.
Principais Fornecedores
2008
2009
2010
Mercado
Quota
Posição
Quota
Posição
Quota
Posição
Rússia
14,32
2ª
14,06
3ª
15,32
1ª
Alemanha
15,57
1ª
15,66
1ª
14,41
2ª
Suécia
13,49
3ª
14,62
2ª
14,31
3ª
Holanda
6,15
4ª
6,90
4ª
7,97
4ª
China
5,02
5ª
5,22
5ª
4,41
5ª
Portugal
0,42
33ª
0,39
30ª
0,54
26ª
Fonte:
WTA
A estrutura das trocas comerciais finlandesas em 2010 reflecte, no primeiro caso, a importância dos
principais sectores da economia (florestal e telecomunicações), com o papel e cartão e a maquinaria e
equipamentos eléctricos a ocuparem os lugares cimeiros nas vendas finlandesas ao exterior, enquanto
que nas compras sobressaem os combustíveis minerais, as máquinas e o material eléctrico, ambos
destinados a alimentar a sua indústria transformadora.
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Em termos de importância, e do lado das vendas ao exterior é de salientar que o trio principal diminuiu a
sua quota, enquanto que os três seguintes a reforçaram, com subidas que oscilaram entre 0,25% e
2,60%. Quanto às importações regista-se a subida dos combustíveis (aumento de cerca de 1,7%) e o
ligeiro reforço de quota da parte dos veículos automóveis.
Principais Produtos Transaccionados – 2010
Exportações / Sector
%
Importações / Sector
%
Papel e cartão
14,5
Combustíveis e óleos minerais
18,4
Máquinas e aparelhos mecânicos
14,3
Máquinas e aparelhos mecânicos
12,1
Máquinas e aparelhos eléctricos
12,6
Máquinas e aparelhos eléctricos
10,9
Combustíveis e óleos minerais
8,2
Veículos automóveis
7,0
Ferro fundido, ferro e aço
6,8
Ferro fundido, ferro e aço
4,3
Madeira
3,9
Plásticos
3,5
Fonte:
WTA
2.3 Investimento
Nos últimos três anos, a Finlândia tem-se caracterizado por ser um país investidor com alguma
relevância, posicionando-se, respectivamente no 35º, 30º e 31º lugares do ranking mundial. Enquanto
receptor, vem-se assistido, no mesmo período, a um decréscimo no interesse dos investidores
internacionais. De acordo com a informação disponibilizada pelo Bank of Finland, cerca de 96% do
investimento estrangeiro captado em 2010 teve origem no continente europeu, com destaque para a
Alemanha, fonte de cerca de 50% do investimento total. Os investimentos realizados no mercado
dirigiram-se, de forma mais significativa, cerca de 60%, para a indústria química.
Por seu turno, no mesmo ano o investimento finlandês no exterior dirigiu-se maioritariamente (cerca de
68% do total) para a indústria transformadora. O continente europeu surge como a principal zona
geográfica de aposta, com 73% do total, seguido pela Ásia com 23%. Individualmente, destacam-se
como principais mercados de aposta a Suécia, a China e a Holanda.
Investimento Directo
6
(10 USD)
2006
2007
2008
2009
2010
Investimento estrangeiro na Finlândia
7.652
12.451
-1.035
-4
4.314
Investimento da Finlândia no estrangeiro
4.805
7.203
9.297
3.831
8.385
Como receptor
34ª
30ª
217ª
213ª
46ª
Como emissor
38ª
34ª
30ª
35ª
31ª
Posição no “ranking” mundial
Fonte:
UNCTAD - World Investment Report 2011
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aicep Portugal Global
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2.4 Turismo
Apesar da pouca relevância do país no contexto turístico europeu, a Finlândia encetou, num passado
recente, uma estratégia dinâmica com o objectivo de desenvolver o seu sector do turismo. Os primeiros
frutos dessa estratégia começaram a ser visíveis na década de 90 com a criação de um número muito
significativo de postos de trabalho. Nos últimos anos, o número de visitantes que procuram a Finlândia
(bem como o número de dormidas e as consequentes receitas) como destino turístico tem vindo a
aumentar de forma sustentada.
Os visitantes estrangeiros sentem-se particularmente atraídos pela Lapónia e pelo Sol da Meia-Noite,
bem como pela prática dos desportos de Inverno. Os dados relativos a 2009, último ano disponível,
apontam para um decréscimo do número de turistas da ordem de 4,5%. Em termos absolutos, a Rússia
constitui, a grande distância, o principal mercado emissor de turistas com 38,5% do total, seguida da
Suécia com 13,2% e da Estónia (10,2%).
Segundo o organismo oficial Finnish Tourist Board, manteve-se a tendência dos últimos anos, apenas
interrompida em 2009, com o número de visitantes – que não turistas – que entraram no país em 2010 a
fixar-se em cerca de 6,2 milhões, um aumento de 9% em relação ao ano anterior.
Em termos de turismo outbound, os destinos preferenciais dos residentes na Finlândia são os países
europeus, com destaque para a Estónia (cerca de 20% do total), Suécia (11%) e Espanha e com 8%. Em
2010, os turistas finlandeses realizaram mais de 4 milhões de viagens, um acréscimo de 11% em relação
ao ano de 2009.
Indicadores do Turismo
2005
3
Turistas (10 )
a
3
Dormidas (10 )
b
6
Receitas (10 USD)
Fonte:
2006
2007
2008
2009
3.140
3.375
3.519
3.583
3.423
4.499
5.004
5.328
5.503
4.890
3.070
3.509
4.287
4.861
4.141
WTO – World Tourism Organization
3. Relações Económicas com Portugal
3.1 Comércio
Em termos globais, a Finlândia é um parceiro comercial relativamente importante para Portugal, tendo
ocupado, em 2010, a 20ª posição como cliente e a 35ª como fornecedor. Em relação ao ano anterior,
verificou-se, no primeiro caso, uma melhoria de 5 lugares acompanhada por uma subida da respectiva
quota, enquanto que como fornecedor desceu 17 posições no ranking com a quota a cair de 0,74% para
0,28%. Se considerarmos apenas a UE27 a situação melhora um pouco, com a Finlândia a surgir como
11º cliente e 15º fornecedor de Portugal.
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Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
Nos últimos dados disponibilizados pelo INE, relativos ao período Janeiro-Novembro de 2011, a
Finlândia surge posicionada no 22º lugar como cliente (com uma quota de 0,56% das vendas nacionais)
e em 36º lugar enquanto fornecedor, a que corresponde uma quota de 0,24% do total das nossas
compras ao exterior.
Importância da Finlândia nos Fluxos Comerciais para Portugal
2006
2007
2008
2009
2010
Posição
13ª
18ª
19ª
25ª
20ª
%
0,73
0,61
0,65
0,43
0,65
Posição
33ª
33ª
23ª
18ª
35ª
%
0,39
0,45
0,61
0,74
0,28
Como cliente
Como fornecedor
Fonte:
Instituto Nacional de Estatística (INE)
A balança comercial entre os dois países, habitualmente desfavorável a Portugal, conheceu uma
inversão significativa em 2010, com o coeficiente de cobertura a subir acima de 150%. No período em
análise, não obstante a forte quebra verificada em 2007, as expedições de produtos portugueses para a
Finlândia apresentam uma tendência de crescimento média de 7, 3%. Por outro lado, as chegadas
provenientes da Finlândia cresceram, no mesmo período, a uma média de 1,5%, fruto da significativa
descida, no último ano, das compras portuguesas.
Os dados do período Janeiro-Novembro revelam uma situação idêntica à do período homólogo de 2010,
com as nossas vendas a crescerem 3,1%; por seu turno, as compras portuguesas registaram uma
quebra acentuada de -12,5%, o que deixa antever uma melhoria do saldo da balança comercial no final
do ano transacto.
Evolução da Balança Comercial Bilateral
3
Evol.
%
a
(10 EUR)
2006
2007
2008
2009
2010
Expedições
259.671
234.826
252.550
135.549
240.563
7,3
Chegadas
221.282
267.393
388.751
380.706
158.872
1,5
38.389
-32.567
-136.201
-245.157
81.691
--
117,3
87,8
65,0
35,6
151,4
--
Saldo
Coef. Cobertura (%)
Fonte:
INE
Nota:
(a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período 2006-2010
Na última década, a estrutura das expedições portuguesas para a Finlândia, sofreu algumas alterações,
muito por força do aumento significativo das vendas de minerais e minérios que, em 2001 ultrapassaram
o vestuário (líder, até então) e, desde esse ano, tem registado um crescimento exponencial,
respondendo por mais de 61% das vendas nacionais ou seja, um acréscimo de 18,4% em relação a
2009. Em segundo lugar surgem as matérias têxteis, que aumentaram o seu valor, embora perdendo
10
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Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
quota. Destaque ainda, pela negativa, para as máquinas e aparelhos (5,7% do total), que ocupam o 4º
lugar no ranking das expedições portuguesas para a Finlândia e que registaram uma quebra de 5,4%. O
vestuário, embora tenha perdido quota, cresceu 15,2% em valor.
Numa análise um pouco mais detalhada, importa destacar a grande preponderância dos minérios de
cobre e seus concentrados com 59% do total. A grande distância, surgem as roupas de cama, mesa,
toucador ou cozinha (3,9%) e os charutos, cigarrilhas e cigarros com 2,6%. A estrutura dos nossos
produtos expedidos, para o período disponível relativo a 2011, não apresenta grandes alterações em
relação ao ano de 2010.
Em termos da intensidade tecnológica dos produtos transformados, que representam apenas 40,9% do
total expedido em 2010, as vendas portuguesas caracterizam-se, sobretudo, por uma forte incidência em
produtos de baixa intensidade (61,9%). Seguiram-se os de média-baixa e de média-alta intensidade
com, respectivamente, 22,4% e 12,2%. Os produtos de alta intensidade intensidade tecnológica pesaram
apenas 3,6%.
Cresceu o número de empresas portuguesas que vendem à Finlândia, passando 489 empresas em 2009
para 506 em 2010.
Expedições por Grupos de Produtos
3
(10 Euros)
2006
Minerais e minérios
164.956
63,5
58.523
43,2
148.202
61,6
Matérias têxteis
21.616
8,3
15.164
11,2
17.990
7,5
Vestuário
18.200
7,0
12.348
9,1
14.231
5,9
Máquinas e aparelhos
10.374
4,0
14.451
10,7
13.673
5,7
Calçado
4.408
1,7
5.412
4,0
5.578
2,3
Metais comuns
3.723
1,4
4.150
3,1
5.318
2,2
Produtos alimentares
4.338
1,7
5.009
3,7
4.911
2,0
Plásticos e borracha
4.896
1,9
3.369
2,5
4.232
1,8
Produtos químicos
6.242
2,4
2.656
2,0
4.090
1,7
Pastas celulósicas e papel
4.554
1,8
724
0,5
3.815
1,6
Veículos e outro material de transporte
4.100
1,6
1.378
1,0
1.325
0,6
Madeira e cortiça
1.506
0,6
924
0,7
1.216
0,5
482
0,2
1.060
0,8
699
0,3
Produtos agrícolas
4.202
1,6
713
0,5
412
0,2
Combustíveis minerais
1.084
0,4
252
0,2
33
0,0
Peles e couros
85
0,0
158
0,1
30
0,0
Outros produtos
985
0,4
2.038
1,5
6.788
2,8
3.920
1,5
7.218
5,3
8.019
3,3
259.671
100,0
135.549
100,0
240.563
100,0
Instrumentos de óptica e precisão
Valores confidenciais
Total
Fonte:
%
2009
%
2010
%
INE
11
aicep Portugal Global
Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
As compras portuguesas à Finlândia estão, sobretudo, concentradas num grupo de produtos – as
máquinas e aparelhos – que, em 2010, representaram 30,1% do valor total das nossas compras,
invertendo a tendência de crescimento verificada nos últimos anos (em 2001 representavam apenas
28%, em 2004 tinham subido para mais de 49% e em 2009 atingiram 76,2%). Seguem-se, por ordem de
importância e a considerável distância, os metais comuns com 16% e as pastas celulósicas e o papel
(8,4%) e os produtos químicos com 7,4%. Os restantes grupos de produtos não apresentam pesos
significativos, nenhum deles ultrapassando os 3,4%.
Numa análise mais fina, constata-se a presença mais relevante dos aparelhos eléctricos para telefonia,
telegrafia, videofones com 12,3%. Seguem-se, a por ordem de importância, os desperdícios, resíduos e
sucatas de ferro fundido, ferro ou aço (6,6%), os produtos laminados de aço inoxidável com 5% e o papel
e cartão revestidos de caulino ou de outras substâncias inorgânicas (3,3%).
Os produtos transformados representam 92,7% das compras nacionais ao mercado em 2010 e o seu
grau de intensidade tecnológica reparte-se, sobretudo, por uma incidência em produtos de baixa e de
média-alta intensidade (37,7% e 31,3%, respectivamente), contrastando com os de alta (17,1%) e de
média-baixa intensidade (14%).
No que diz respeito ao número de empresas portuguesas que compram à Finlândia, este tem-se pautado
por uma certa irregularidade; assim, depois de ter caído de 582 (2008) para 439 em 2009, em 2010,
último ano disponível, voltou a subir, ligeiramente, para 444 empresas.
12
aicep Portugal Global
Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
Chegadas por Grupos de Produtos
3
(10 Euros)
2006
Máquinas e aparelhos
109.156
49,3
290.112
76,2
47.875
30,1
Metais comuns
26.084
11,8
22.986
6,0
25.363
16,0
Pastas celulósicas e papel
26.734
12,1
12.198
3,2
13.273
8,4
Produtos químicos
7.403
3,3
14.205
3,7
11.770
7,4
Plásticos e borracha
7.226
3,3
6.759
1,8
5.457
3,4
Veículos e outro material de transporte
6.521
2,9
5.080
1,3
5.360
3,4
Instrumentos de óptica e precisão
5.920
2,7
4.404
1,2
3.784
2,4
Madeira e cortiça
5.445
2,5
1.818
0,5
2.838
1,8
Matérias têxteis
1.691
0,8
3.936
1,0
2.756
1,7
Minerais e minérios
2.448
1,1
927
0,2
1.283
0,8
Peles e couros
126
0,1
689
0,2
1.137
0,7
Produtos agrícolas
476
0,2
1.027
0,3
484
0,3
6.199
2,8
710
0,2
338
0,2
18
0,0
8
0,0
81
0,1
10.638
4,8
199
0,1
76
0,0
31
0,0
1
0,0
4
0,0
Outros produtos
2.756
1,2
2.720
0,7
1.146
0,7
Valores confidenciais
2.411
1,1
12.928
3,4
35.845
22,6
221.282
100,0
380.706
100,0
158.872
100,0
Produtos alimentares
Vestuário
Combustíveis minerais
Calçado
Total
Fonte:
%
2009
%
2010
%
INE
3.2 Serviços
Ao contrário do que sucede no comércio de mercadorias, na área dos serviços a balança bilateral é
tradicionalmente favorável a Portugal, apresentando um crescimento médio, entre 2006 e 2010, de 27%
graças, sobretudo, ao crescimento sustentado das exportações. É, contudo, de salientar que a quota da
participação da Finlândia no total das exportações portuguesas de serviços representou, em 2010,
apenas 1,16% do total, o que coloca aquele mercado no 13º lugar do ranking dos nossos clientes. Os
últimos dados disponíveis, relativos ao período Janeiro-Outubro de 2011, indicam uma exportação total
de 158,2 milhões de Euros, a que corresponde uma quota de 0,98%, abaixo da quota anual dos últimos
dois anos.
13
aicep Portugal Global
Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
Balança de Serviços Bilateral
3
(10 EUR)
2006
2007
2008
2009
2010
Exportações
79.563
94.364
111.032
162.952
203.891
Importações
20.664
22.592
29.426
30.328
19.828
Saldo
58.889
71.772
81.606
132.624
184.063
385,0
417,7
377,3
537,3
1028,3
Coef. Cobertura (%)
Fonte:
Banco de Portugal
3.3 Investimento
Os dados publicados pelo Banco de Portugal permitem concluir que a Finlândia é incomparavelmente
mais importante enquanto investidor em Portugal do que enquanto destino do investimento português no
exterior. No ranking de IDE a Finlândia ocupou o 22º lugar em 2010 – o mais baixo desde 2006 (ainda
assim o melhor do período em análise) e muito distante da 7ª posição ocupada em 2004 –, enquanto que
como destino do IDPE se situou apenas na 39ª posição.
Importância da Finlândia nos Fluxos de Investimento para Portugal
2006
2007
2008
2009
2010
Posiçãoª
11ª
18ª
21ª
20ª
22ª
%
1,99
0,11
0,06
0,05
0,03
Posiçãoª
--
51
48ª
40ª
39ª
%
0,0
0,00
0,00
0,00
0,02
Portugal como receptor (IDE)
Portugal como emissor (IDPE)
Fonte:
Nota:
Banco de Portugal (BdP)
Dados disponibilizados em Janeiro de 2011
a) Posição enquanto origem do do IDE bruto total e destino do IDPE bruto total, num conjunto de 55 mercados
Nos últimos três anos, para além de pouco significativo, o ID finlandês não se tem fixado em Portugal.
Assim, desde 2007 que a aplicações de capital mais elevadas têm igualmente correspondido maiores
montantes de desinvestimento.
Investimento Directo da Finlândia em Portugal
3
(10 EUR)
2006
Investimento bruto
652.814
35.955
19.412
16.740
10.170
Desinvestimento
634.264
53.927
27.120
47.853
23.030
18.550
-17.972
-7.708
-31.113
-12.860
Investimento líquido
Fonte:
BdP
Nota:
Dados disponibilizados em Janeiro de 2011
2007
2008
2009
2010
14
aicep Portugal Global
Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
O investimento português na Finlândia tem sido irregular e com pouca expressão.
Investimento Directo de Portugal na Finlândia
3
(10 EUR)
2006
2007
2008
2009
2010
Investimento bruto
0
13
115
330
1.221
Desinvestimento
0
98
1.047
234
200
Investimento líquido
0
-85
-932
96
1.021
Fonte:
BdP
Nota:
Dados disponibilizados em Janeiro de 2011
3.4 Turismo
Em 2010, a Finlândia posicionou-se no 15.º lugar (um abaixo do ocupado nos dois anos anteriores) no
ranking de turistas que entraram no nosso país, correspondendo a 1,25% do total, uma ligeira
recuperação em relação a 2009. No período em análise, o número de turistas finlandeses que visitou
Portugal cresceu entre 2006 e 2008, caiu no ano seguinte para voltar a subir em 2010. A taxa de
crescimento médio para esse período fixou-se em 6,3%. As dormidas na hotelaria global e as receitas
turísticas colocam a Finlândia na 13ª e na 18ª posições, respectivamente, constatando-se uma quebra
das respectivas quotas no último ano. A taxa média de crescimento das dormidas foi de 1,6%, enquanto
que a das receitas se fixou nos 7,6%.
Turismo da Finlândia em Portugal
2006
Hóspedes
b
% do total
Dormidas
c
b
% do total
c
d
3
Receitas (10 EUR)
% do total
c
2007
2008
2009
a
2010
Evol. %
68.058
75.081
90.172
84.974
85.368
1,05
1,07
1,27
1,31
1,25
371.547
369.622
408.340
401.017
393.782
1,47
1,56
1,73
1,67
1,40
51.682
59.880
66.134
66.609
68.849
0,77
0,81
0,89
0,96
0,91
Fontes:
INE; Banco de Portugal
Notas:
(a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período 2006-2010
6,3
1,6
7,6
(b) Inclui apenas a hotelaria global
(c) Refere-se ao total de estrangeiros
(d) Não inclui as receitas de transporte
Receitas num conjunto de 55 mercados; Dormidas e Hóspedes num conjunto de 18 mercados
15
aicep Portugal Global
Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
4. Relações Internacionais e Regionais
A Finlândia é membro, entre outras, da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico –
OCDE (http://www.oecd.org), do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento – BERD
(http://www.ebrd.com), do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento – BID (http://www.iadb.org/pt), do
Banco Asiático de Desenvolvimento – BAsD (http://beta.adb.org/about/main), do Banco Africano do
Desenvolvimento – BAfD (http://www.afdb.org/en), do Banco de Compensações Internacionais
(http://www.bis.org), da Organização das Nações Unidas – ONU (http://www.un.org) e das suas agências
especializadas (http://www.un.org/en/aboutun/structure/#Others), de entre as quais se destacam o Banco
Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Integra, ainda, a Organização Mundial de Comércio – OMC (http://www.wto.org) desde 1 de Janeiro de
1995.
Ao nível regional é membro da União Europeia (UE), do Conselho dos Estados do Mar Báltico, do
Conselho da Europa, do Conselho Nórdico, da Agência Espacial Europeia (AEE) e tem estatuto
observador, desde 1995, na União da Europa Ocidental (UEO).
A UE (http://europa.eu/index_pt.htm), à qual a Finlândia aderiu em 1995, é um espaço de integração
económica e política que tem passado por estádios distintos de evolução. O primeiro passo foi dado com
a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), seguida da assinatura do Tratado de
Roma, em 1957, que instituiu a Comunidade Europeia de Energia Atómica (CEEA) e uma área de
comércio livre designada por Comunidade Económica Europeia (CEE). A aprovação, em 1987, do Acto
Único Europeu formalizou a entrada em vigor a 1 de Janeiro de 1993 de um Mercado Comum Europeu,
com a livre circulação de mercadorias, capitais, pessoas e serviços.
Por sua vez, o Tratado da União Europeia, ratificado em 1993, na cidade de Maastricht, aprofundou o
processo de integração, ultrapassando o estádio económico para atingir o âmbito político. Os principais
objectivos são: criação da União Económica e Monetária (UEM), adopção de uma Política Externa e de
Segurança Comum, cooperação nas áreas da justiça e da administração e reforço da democracia e da
transparência.
Com o Tratado de Nice, assinado em 26 de Fevereiro de 2001, procurou-se enfrentar o desafio do
alargamento a 12 novos países. Destes, 10 (Chipre, Eslovénia, Eslováquia, Estónia, Hungria, Letónia,
Lituânia, Malta, Polónia e República Checa) aderiram à UE no dia 1 de Maio de 2004 e os restantes 2
(Bulgária e Roménia) a 1 de Janeiro de 2007.
Finalmente, a UE chegou a acordo sobre o Tratado Reformador (Tratado de Lisboa), assinado a 13 de
Dezembro de 2007, que pretende melhorar a eficiência do processo de tomada de decisão, reforçar a
democracia através da atribuição de um papel mais relevante ao Parlamento Europeu e aos parlamentos
nacionais e aumentar a coerência a nível da política externa, com vista a dar uma resposta mais eficaz
aos desafios actuais. O Tratado de Lisboa entrou em vigor no dia 1 de Dezembro de 2009, após a sua
ratificação por todos os Estados-membros.
16
aicep Portugal Global
Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
Actualmente a UE é composta por 27 membros, sendo que apenas 17 adoptaram a moeda única
europeia (Euro) e integram a UEM: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Espanha,
Estónia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta e Portugal.
Instituído em 1992, o Conselho dos Estados do Mar Báltico (http://www.cbss.org) visa promover a
cooperação e a coordenação regional intergovernamental entre os seus membros (Alemanha,
Dinamarca, Estónia, Finlândia, Islândia, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Rússia, Suécia e
representante da Comissão Europeia) e assegurar uma estabilidade política e económica.
O Conselho da Europa (http://www.coe.int), a mais antiga organização política da Europa, foi criada em
1949 com o objectivo de promover a unidade e a cooperação no espaço europeu, desempenhando um
papel relevante em questões relacionadas com a defesa dos direitos do homem e a democracia
parlamentar. Actualmente, o Conselho da Europa conta com 47 membros. O seu instrumento mais
importante de actuação é a adopção de convenções. Por sua vez, o Conselho Nórdico
(http://www.norden.org/en/nordic-council), fundado em 1952, visa promover a cooperação económica,
cultural, legislativa e protecção do ambiente, entre os Parlamentos e os Governos dos países membros
(Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia, Gronelândia, Ilhas Faroé e Åland).
A AEE (http://www.esa.int/esaCP/index.html) foi instituída com o objectivo de desenvolver a cooperação
europeia nas áreas da investigação espacial e tecnológica e de utilizar as inovações para fins
meramente pacíficos.
Por último, a UEO (http://www.weu.int) tem como fim primordial promover a cooperação europeia em
matéria de segurança e de defesa mútua.
5. Condições Legais de Acesso ao Mercado
5.1 Regime Geral de Importação
A Finlândia, como membro da União Europeia, é parte integrante da União Aduaneira, caracterizada,
essencialmente, pela livre circulação de mercadorias e pela adopção de uma política comercial comum
relativamente a países terceiros.
O Mercado Único (http://europa.eu/pol/singl/index_pt.htm), instituído em 1993 entre os Estados-membros
da UE, criou um grande espaço económico interno, traduzido na liberdade de circulação de bens, de
capitais, de pessoas e de serviços, tendo sido suprimidas as fronteiras internas aduaneiras, fiscais e
técnicas.
17
aicep Portugal Global
Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
Deste modo, as mercadorias com origem na UE ou colocadas em livre prática no território comunitário,
encontram-se isentas de controlos alfandegários, sem prejuízo, porém, de uma fiscalização no que
respeita à respectiva qualidade e características técnicas. Neste contexto, a rede SOLVIT
(http://ec.europa.eu/solvit/site/index_pt.htm) é um mecanismo criado pela União Europeia para resolver
problemas entre os Estados-membros resultantes da aplicação incorrecta das regras do Mercado Único,
evitando-se, assim, o recurso aos tribunais.
A União Aduaneira implica, para além da existência de um território aduaneiro único, a adopção da
mesma legislação neste domínio – Código Aduaneiro Comunitário –, bem como a aplicação de iguais
imposições alfandegárias aos produtos provenientes do exterior – Pauta Exterior Comum (PEC).
A regra geral de livre comércio com países exteriores não impede que as instâncias comunitárias
determinem restrições às importações (fixação de contingentes anuais), quando negociados no seio da
Organização Mundial de Comércio (OMC).
A PEC baseia-se no Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias, sendo os
direitos de importação na sua maioria ad valorem, calculados sobre o valor CIF das mercadorias.
Para além dos referidos encargos, há, também, lugar ao pagamento do Imposto sobre o Valor
Acrescentado (IVA) – http://www.vero.fi/en-US/Precise_information/Value_added_tax. A taxa base de
IVA na Finlândia é de 23%, a qual se aplica à grande maioria de bens e serviços. Sobre os produtos
alimentares, serviços de restauração e catering e alimentos para animais recai uma taxa reduzida de
13%. Os medicamentos, livros, transportes públicos e actividades culturais, entre outros, são taxados a
9%.
Para além deste encargo sobre certos produtos, como tabaco, álcool etílico, bebidas alcoólicas, óleos
minerais, electricidade, gás natural, doces, gelados, refrigerantes, entre outros, são aplicadas taxas
especiais de consumo – http://www.tulli.fi/en/finnish_customs/publications/excise_tax/index.jsp.
Os interessados podem aceder a informação sobre os impostos e taxas na UE, em –
http://ec.europa.eu/taxation_customs/taxation/personal_tax/gen_overview/index_en.htm.
5.2 Regime de Investimento Estrangeiro
O Tratado da União Europeia consagra, entre outros princípios, a liberdade de circulação de capitais, de
onde resulta um quadro geral do investimento estrangeiro comum em todo o espaço comunitário, nos
limites decorrentes do princípio da subsidiariedade, sem prejuízo dos instrumentos legislativos
estabelecidos pelos Estados-membros.
18
aicep Portugal Global
Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
A atitude da Finlândia face ao investimento estrangeiro é bastante favorável. Como membro da União
Europeia, este país removeu praticamente todas as restrições ao investimento directo estrangeiro e,
como resultado do crescente interesse externo em investir no país, foi criado o Invest in Finland,
(http://www.investinfinland.fi) organismo responsável pela promoção da Finlândia, não só para fins de
captação de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) para o país, mas também enquanto plataforma para
a extensão de operações de negócios para os países bálticos, escandinavos e da ex-URSS.
Assim, o investidor estrangeiro obtém neste país o mesmo tratamento dado ao nacional nas diversas
áreas de actividade. É permitido o investimento em empresas finlandesas (com limites no que respeita
apenas ao sector da defesa e indústrias de interesse nacional), não existem restrições à repatriação de
capitais e lucros e não há limitações no que respeita à criação e ao estabelecimento de empresas no
país.
O Site do Entreprise Finland disponibiliza informação sobre os vários tipos de estabelecimento possíveis
na Finlândia (Starting), os sistemas fiscal e laboral (Doing Business), o financiamento (Developing/Public
Business Financing), entre outra – http://www.yrityssuomi.fi/web/enterprise-finland.
De destacar ainda que constituem objectivos principais da Política Nacional de Desenvolvimento
Regional a redução das disparidades de desenvolvimento económico entre as diversas regiões, a
promoção do crescimento da competitividade empresarial e industrial e o fomento do emprego –
http://www.tem.fi/index.phtml?l=en&s=2149.
Com vista a complementar as medidas resultantes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional os
empresários podem aceder aos fundos comunitários 2007-2013 que visam o aumento da coesão
económica e social entre os Estados-membros e a redução das disparidades regionais –
http://www.tem.fi/index.phtml?l=en&s=2152.
Finalmente, por forma a promover e a reforçar o desenvolvimento das relações de investimento, foi
celebrada entre Portugal e a Finlândia uma Convenção para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a
Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, a qual entrou em vigor em 14 de Julho de
1971.
5.3 Quadro Legal
Regime de Importação
•
Regulamento (CEE) n.º 2454/93, JOCE n.º L253, de 11 de Outubro (com alterações posteriores) –
Fixa determinadas disposições de aplicação do Regulamento (CEE) n.º 2913/92, que estabelece o
Código
Aduaneiro
Comunitário
(http://eur-
lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CONSLEG:1993R2454:20110101:PT:PDF).
19
aicep Portugal Global
Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
•
Regulamento (CEE) n.º 2913/92, JOCE n.º L302, de 19 de Outubro (com alterações posteriores) –
Estabelece
o
Código
Aduaneiro
Comunitário
(http://eur-
lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CONSLEG:1992R2913:20070101:PT:PDF).
Nota: O Código Aduaneiro Modernizado – Regulamento (CE) n.º 450/2008, JOUE n.º L145, de 4 de Junho – substituirá o Código
Aduaneiro Comunitário de 1992, quando as disposições de execução necessárias forem adoptadas e aplicadas, o mais tardar em
24 de Junho de 2013.
Regime de Investimento Estrangeiro
•
Lei n.º 948/2011 – Define regras relativas à concorrência (http://www.kilpailuvirasto.fi/cgibin/english.cgi?luku=legislation&sivu=competition-act).
•
Lei
n.º
348/2007
–
Estabelece
o
regime
legal
dos
contratos
públicos
(http://www.finlex.fi/en/laki/kaannokset/2007/en20070348).
•
Lei n.º 624/2006 (com alterações posteriores) – Define o regime jurídico das sociedades de
responsabilidade limitada (http://www.finlex.fi/en/laki/kaannokset/2006/en20060624).
Em matéria laboral o Site do Ministry of Employment and the Economy disponibiliza a legislação em inglês –
http://www.tem.fi/index.phtml?l=en&s=2304.
Acordo Relevante
•
Decreto-Lei n.º 494/70, de 23 de Outubro – Aprova a Convenção para Evitar a Dupla Tributação e
Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento entre Portugal e a Finlândia
(http://dre.pt/pdf1sdip/1970/10/24600/15301544.pdf).
Para
mais
informação
sobre
mercados
internacionais,
consulte
o
Site
da
aicep
Portugal
Global
–
http://www.portugalglobal.pt/PT/Internacionalizar/SobreMercadosExternos/Paginas/SobreMercadosExternos.aspx ou a “Livraria
Digital” – http://www.portugalglobal.pt/PT/Biblioteca/Paginas/Homepage.aspx
6. Informações Úteis
Formalidades na Entrada
Para o cidadão comunitário, basta a apresentação do bilhete de identidade.
Riscos de Crédito e Caução e do Investimento Nacional no Estrangeiro
A COSEC – Companhia de Seguro de Créditos, S.A. gere, por conta do Estado português, a garantia de
cobertura de riscos de crédito e caução e do investimento nacional no estrangeiro, originados por factos
de natureza política, monetária e catastrófica.
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Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
Indicações mais pormenorizadas sobre políticas e condições de cobertura podem ser obtidas junto da
Direcção Internacional da COSEC.
Hora Local
Em relação a Portugal, a Finlândia tem sempre mais duas horas.
Horários de Funcionamento
Serviços Públicos:
Inverno – 8h30 às 16h00 (segunda-feira a sexta-feira)
Verão – 8h30 às 15h00 (segunda-feira a sexta-feira)
Bancos:
Inverno – 9h00 às 15h30 (segunda-feira a quarta-feira e sexta-feira)
9h00 às 17h00 (quinta-feira)
Verão – 9h00 às 15h00 (segunda-feira a quarta-feira e sexta-feira)
9h00 às 17h00 (quinta-feira; só até às 15h00 em Julho)
Comércio:
9h00 às 17h30 (segunda-feira a quarta-feira e sexta-feira)
9h00 às 19h00 (quinta-feira)
9h00 às 14h00 (sábado)
Feriados 2012
1 de Janeiro – Dia de Ano Novo
6 de Janeiro – Dia de Epifania
1 de Maio – Dia do Trabalhador
222-23 de Junho – Feriado de Verão
3 de Novembro – Dia de Todos-os-Santos
6 de Dezembro – Dia da Independência
24-26 de Dezembro – Natal
Data Móvel:
6 de Abril - Sexta-feira Santa
8-9 de Abril – Páscoa
17 de Maio - Dia da Ascensão
27 de Maio - Pentecostes
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Corrente Eléctrica
230 Volts AC, 50Hz.
Pesos e Medidas
A Finlândia utiliza o sistema métrico decimal.
7. Endereços Diversos
Em Portugal
Embaixada da Finlândia em Lisboa
Rua do Possolo, 76 1º
1350-251 Lisboa
Tel.: +351 21-393 30 40 | Fax: +351 21-390 47 58
E-mail: [email protected] | http://www.finlandia.org.pt
aicep Portugal Global
O’ Porto Bessa Leite Complex
Rua António Bessa Leite, 1430, 2.º
4150-074 Porto – Portugal
Tel.: +351 226 055 300 | Fax: +351 226 055 399
E-mail: [email protected] | http://www.portugalglobal.pt
aicep Portugal Global
Av. 5 de Outubro, 101
1050-051 Lisboa – Portugal
Tel.: +351 217 909 500 | Fax: +351 217 909 581
E-mail: [email protected] | http://www.portugalglobal.pt
COSEC – Companhia de Seguro de Créditos, SA
Direcção Internacional
Av. da República, 58
1069-057 Lisboa
Tel.: +351 217 913 821 | Fax: +351 217 913 839
E-mail: [email protected] | http://www.cosec.pt
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Turismo de Portugal, I.P.
Rua Ivone Silva, Lote 6
1050-124 Lisboa
Tel.: (+351) 211 140 200 I fax: (+351) 211 140 830
E-mail: inf[email protected] I http://www.turismodeportugal.pt
Na Finlândia
Embaixada de Portugal em Helsínquia
Unioninkatu 22
FI-00130 Helsinki – Finland
Tel.: +358 9 6824370 | Fax: +358 9 663550
E-mail: [email protected]
aicep Portugal em Helsínquia
Unioninkatu 22
FI-00130 Helsinki – Finland
Tel.: +358 9 4342710 | Fax: +358 9 43427110
E-mail: [email protected]
Invest in Finland
Kaivokatu 8,
00100 Helsinki - Finland
Tel.: +358 10 7730300 | Fax: +358 10 7730301
E-mail: [email protected] | http://www.investinfinland.fi
Bank of Finland
P.O.Box 160
00101 Helsinki - Finland
Tel.: +358 10 8311 | Fax: +358 9 174872
E-mail: [email protected] | http://www.bof.fi/
Finnish Tourist Board
Töölönkatu 11
P.O.Box 625
00101 Helsinki - Finland
Tel.: +358 10 6058000 | Fax: +358 10 6058333
E-mail: [email protected] | http://www.mek.fi
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Finlândia – Ficha de Mercado (Janeiro 2012)
Finnish Business Information System
P.O.Box 2000
00231 Helsinki - Finland
Tel.: +358 9 69395900 - Informação sobre o registo das empresas
Tel.: +358-20 697051 - Informação sobre impostos
http://www.ytj.fi/english
8. Fontes de Informação
8.1 Informação Online aicep Portugal Global
Documentos Específicos sobre a Finlândia
•
Título: “Relações Económicas Bilaterais com a Finlândia 2006-2011 (Janeiro a Novembro)”
Edição: 01/2012
•
Título: “Finlândia – País em Síntese”
Edição: 12/2011
•
Título: “Finlândia – Relações Económicas Portugal - Finlândia”
Edição: 12/2010
•
Título: “Relações Económicas Bilaterais (4NC) com a Finlândia 2009”
Edição: 03/2010
•
Título: “Finlândia – Condições Legais de Acesso ao Mercado”
Edição: 10/2009
•
Título: “Finlândia – Sites Seleccionados”
Edição: 10/2009
•
Título: “Finlândia – Informações e Endereços Úteis”
Edição: 10/2009
•
Título: “Finlândia – Oportunidades e Dificuldades do Mercado”
Edição: 09/2008
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Documentos de Natureza Geral
•
Título: “Apoios Financeiros à Internacionalização – Guia Prático”
Edição: 09/2010
•
Título: “Acordos Bilaterais Celebrados por Portugal”
Edição: 03/2010
•
Título: “Acordos Bilaterais Portugal/UE”
Edição: 03/2010
•
Título: “Rotulagem de Produtos Alimentares na UE”
Edição: 06/2009
•
Título: “Aspectos a Acautelar num Processo de IDPE”
Edição: 04/2009
•
Título: “Marcas e Desenhos ou Modelos – Regimes de Protecção”
Edição: 02/2009
•
Título: “Normalização e Certificação”
Edição: 11/2008
•
Título: “Como Participar em Feiras nos Mercados Externos”
Edição: 08/2008
•
Título: “Seguros de Créditos à Exportação”
Edição: 06/2008
•
Título: “Seguro de Investimento Directo Português no Estrangeiro”
Edição: 06/2008
•
Título: “Guia do Exportador”
Edição: 02/2008
•
Título: “Etiquetagem de Produtos Têxteis na União Europeia”
Edição: 07/2005
•
Título: “Contrato Internacional de Agência”
Edição: 03/2005
Esta Informação On-line, entre outra, pode ser consultada no site da aicep Portugal Global, na Livraria Digital em –
http://www.portugalglobal.pt/PT/Biblioteca/Paginas/Homepage.aspx ou no tema “sobre Mercados Externos” – Finlândia:
http://www.portugalglobal.pt/PT/Internacionalizar/Paginas/MercadosExternos.aspx?marketId=82
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8.2 Endereços de Internet
•
Contact Finland – www.contactfinland.fi
•
Confederation of Finnish Industries EK – http://www.ek.fi/www/en/index.php
•
Employment and Economic Development Office – http://www.mol.fi/mol/en/index.jsp
•
Enterprise Finland – http://www.enterprisefinland.fi
•
Federation of Finnish Commerce – http://kauppa.fi/eng
•
Federation of Finnish Technology Industries – http://www.teknologiateollisuus.fi/en
•
Federation of Finnish Textiles and Clothing Industries (FINATEX) – http://www.finatex.fi/index.php
•
FINEPRO – Finnish Trade Promotion – http://www.finpro.fi/web/english-pages
•
Finland Central Chamber of Commerce – http://www.keskuskauppakamari.fi/site_eng
•
Finnguide – Gateway to Finland – http://www.finnguide.fi
•
FINLEX – Legislative information – http://www.finlex.fi/english/laws/index.php
•
Finnish Business Information System – http://www.ytj.fi/english
•
Finnish Customs – Finnish Customs – http://www.tulli.fi/en/index.jsp?language=en
•
Finnish Food and Drink Industries’ Federation (ETL) – http://www.etl.fi/www/en/index.php
•
Finnish Periodical Publishers' Association (EPPA) – http://www.aikakauslehdet.fi/?docId=20716
•
Finnish Tax Administration – http://www.vero.fi/en-US
•
Finnish Technology News – http://e.finland.fi
•
Finnish Tourist Board – http://www.mek.fi/
•
General Information – http://www.finland.fi
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•
Government of Finland – http://www.government.fi
•
Invest in Finland – http://www.investinfinland.fi
•
Legislation On-Line: Finnish Legal Data System – http://www.sci.fi/~haki/finlaw.html
•
Ministry of Agriculture and Forestry – http://www.mmm.fi/en/index/frontpage.html
•
Ministry of Employment and the Economy – http://www.tem.fi/?l=en
•
Ministry of Finance – http://www.financeministry.fi
•
Ministry for Foreign Affairs – http://www.formin.fi/public/default.aspx?culture=en-US&contentlan=2
•
National Board of Patents and Registration of Finland – http://www.prh.fi/en.html
•
Parliament of Finland – http://web.eduskunta.fi/Resource.phx/parliament/index.htx
•
Research Institute of the Finnish Economy (ETLA) – http://www.etla.fi/eng/index.php
•
Statistics Finland – http://www.stat.fi/index_en.html
•
This is Finland - http://ulmt.in/e/32/virtual.finland.fi
•
URANUS – Leading Career & Recruitment Service in Finland – http://www.uranus.fi/?lang=en
•
Valvira – National Supervisory Authority for Welfare and Health – http://www.valvira.fi/en
•
Visit Finland – http://www.visitfinland.com/
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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. – Avenida 5 de Outubro 101 – 1050-051 LISBOA
Tel. Lisboa: + 351 217 909 500 Contact Centre: 808 214 214 [email protected] www.portugalglobal.pt
Capital Social – 114 927 979,87 Euros • Matrícula CRC Porto Nº 1 • NIPC 506 320 120