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7 série 8 ano - WordPress.com
a
o
7 SÉRIE 8 ANO
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Caderno do Professor
Volume 1
EDUCAÇÃO
FÍSICA
Linguagens
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO
MATERIAL DE APOIO AO
CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO
CADERNO DO PROFESSOR
EDUCAÇÃO FÍSICA
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
7a SÉRIE/8o ANO
VOLUME 1
Nova edição
2014 - 2017
São Paulo
Governo do Estado de São Paulo
Governador
Geraldo Alckmin
Vice-Governador
Guilherme Afif Domingos
Secretário da Educação
Herman Voorwald
Secretário-Adjunto
João Cardoso Palma Filho
Chefe de Gabinete
Fernando Padula Novaes
Subsecretária de Articulação Regional
Rosania Morales Morroni
Coordenadora da Escola de Formação e
Aperfeiçoamento dos Professores – EFAP
Silvia Andrade da Cunha Galletta
Coordenadora de Gestão da
Educação Básica
Maria Elizabete da Costa
Coordenadora de Gestão de
Recursos Humanos
Cleide Bauab Eid Bochixio
Coordenadora de Informação,
Monitoramento e Avaliação
Educacional
Ione Cristina Ribeiro de Assunção
Coordenadora de Infraestrutura e
Serviços Escolares
Ana Leonor Sala Alonso
Coordenadora de Orçamento e
Finanças
Claudia Chiaroni Afuso
Presidente da Fundação para o
Desenvolvimento da Educação – FDE
Barjas Negri
Senhoras e senhores docentes,
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sente-se honrada em tê-los como colaboradores nesta nova edição do Caderno do Professor, realizada a partir dos estudos e análises que
permitiram consolidar a articulação do currículo proposto com aquele em ação nas salas de aula
de todo o Estado de São Paulo. Para isso, o trabalho realizado em parceria com os PCNP e com
os professores da rede de ensino tem sido basal para o aprofundamento analítico e crítico da abordagem dos materiais de apoio ao currículo. Essa ação, efetivada por meio do programa Educação
— Compromisso de São Paulo, é de fundamental importância para a Pasta, que despende, neste
programa, seus maiores esforços ao intensificar ações de avaliação e monitoramento da utilização
dos diferentes materiais de apoio à implementação do currículo e ao empregar o Caderno nas ações
de formação de professores e gestores da rede de ensino. Além disso, firma seu dever com a busca
por uma educação paulista de qualidade ao promover estudos sobre os impactos gerados pelo uso
do material do São Paulo Faz Escola nos resultados da rede, por meio do Saresp e do Ideb.
Enfim, o Caderno do Professor, criado pelo programa São Paulo Faz Escola, apresenta orientações didático-pedagógicas e traz como base o conteúdo do Currículo Oficial do Estado de São
Paulo, que pode ser utilizado como complemento à Matriz Curricular. Observem que as atividades
ora propostas podem ser complementadas por outras que julgarem pertinentes ou necessárias,
dependendo do seu planejamento e da adequação da proposta de ensino deste material à realidade
da sua escola e de seus alunos. O Caderno tem a proposição de apoiá-los no planejamento de suas
aulas para que explorem em seus alunos as competências e habilidades necessárias que comportam
a construção do saber e a apropriação dos conteúdos das disciplinas, além de permitir uma avaliação constante, por parte dos docentes, das práticas metodológicas em sala de aula, objetivando a
diversificação do ensino e a melhoria da qualidade do fazer pedagógico.
Revigoram-se assim os esforços desta Secretaria no sentido de apoiá-los e mobilizá-los em seu
trabalho e esperamos que o Caderno, ora apresentado, contribua para valorizar o ofício de ensinar
e elevar nossos discentes à categoria de protagonistas de sua história.
Contamos com nosso Magistério para a efetiva, contínua e renovada implementação do currículo.
Bom trabalho!
Herman Voorwald
Secretário da Educação do Estado de São Paulo
SUMÁRIO
Orientação sobre os conteúdos do volume
6
Tema 1 – Esporte – Modalidade individual: atletismo (corridas, arremessos e
lançamentos) 8
Situação de Aprendizagem 1 – Corridas com barreiras e obstáculos
Atividade Avaliadora
17
Proposta de Situações de Recuperação
17
Situação de Aprendizagem 2 – Bola arremessada ao cesto ou ao gol
Atividade Avaliadora
10
18
25
Proposta de Situações de Recuperação
26
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 28
Tema 2 – Luta: caratê
30
Situação de Aprendizagem 3 – Identificação do conhecimento a respeito do
conceito de luta 34
Atividade Avaliadora
42
Proposta de Situações de Recuperação
43
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 43
Tema 3 – Organismo humano, movimento e saúde – Capacidades físicas: aplicações
no atletismo e na luta 46
Situação de Aprendizagem 4 – “Se ficar, tem arremesso; se correr, tem
lançamento” 47
Atividade Avaliadora
51
Proposta de Situações de Recuperação
51
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 51
Tema 4 – Esporte – Modalidade coletiva a escolher
52
Situação de Aprendizagem 5 – Desenvolvendo algumas estratégias de jogo
do esporte coletivo (futsal, handebol, basquetebol) 54
Situação de Aprendizagem 6 – Organizando as funções ofensivas e defensivas
do esporte coletivo 60
Atividade Avaliadora
65
Proposta de Situações de Recuperação
65
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a
compreensão do tema 66
Tema 5 – Ginástica – Práticas contemporâneas, princípios orientadores,
técnicas e exercícios 68
Situação de Aprendizagem 7 – Vivenciando e entendendo a ginástica
Situação de Aprendizagem 8 – Estudando mais ginástica
Atividade Avaliadora
69
75
77
Proposta de Situações de Recuperação
78
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a
compreensão do tema 80
Quadro de conteúdos do Ensino Fundamental – Anos Finais
82
5
ORIENTAÇÃO SOBRE OS CONTEÚDOS DO VOLUME
Até a 4a série/5o ano do Ensino Fundamental, os alunos vivenciaram um amplo conjunto
de experiências de Se-Movimentar, acumularam informações e conhecimentos sobre jogo,
esporte, ginástica, luta, atividade rítmica etc.,
decorrentes não só da participação nas aulas
de Educação Física, mas do contato com as
mídias e com a Cultura de Movimento dos gru-
pos socioculturais a que se vinculam (família,
amigos, comunidade local etc.). Agora, entre
a 5a série/6o ano e a 8a série/9o ano, trata-se
de evidenciar os significados, os sentidos e as
intencionalidades presentes em tais experiências, cotejando-os com os presentes nas codificações das culturas esportiva, lúdica, gímnica,
rítmica e das lutas.
Por Cultura de Movimento entende-se o conjunto de significados, sentidos, símbolos e códigos que
se produzem e reproduzem dinamicamente nos jogos, esportes, danças e atividades rítmicas, lutas,
ginásticas etc., os quais influenciam, delimitam, dinamizam e/ou constrangem o Se-Movimentar dos
sujeitos, base de nosso diálogo expressivo com o mundo e com os outros.
O Se-Movimentar é a expressão individual e/ou grupal no âmbito de uma Cultura de Movimento;
é a relação que o sujeito estabelece com essa cultura a partir de seu repertório (informações, conhecimentos, movimentos, condutas etc.), de sua história de vida, de suas vinculações socioculturais e de
seus desejos.
Assim, pretende-se que as Situações de
Aprendizagem aqui sugeridas para os temas
“Esporte”, “Luta”, “Ginástica” e “Organismo humano, movimento e saúde” possibilitem que os alunos diversifiquem, sistematizem
e aprofundem suas experiências do Se-Movimentar no âmbito das culturas lúdica, esportiva, gímnica e de lutas. Isso proporcionará
novas experiências de Se-Movimentar, nas
quais eles estabelecerão novas significações
e ressignificarão experiências já vivenciadas.
Espera-se que o enfoque adotado para o desenvolvimento dos conteúdos deste volume
seja compatível com as intencionalidades do
projeto político-pedagógico de cada escola.
No tema “Esporte – Modalidade individual”,
serão abordados as corridas, os arremessos e os
lançamentos no atletismo, enfatizando os prin-
6
cípios técnicos e táticos, as principais regras e o
processo histórico dessa modalidade esportiva.
Os alunos precisam identificar diferentes características e compreender a evolução dos princípios técnicos relacionados às provas de corridas
com barreiras e obstáculos e às de arremessos e
lançamentos.
Também serão abordados os princípios
operacionais, e está prevista a escolha de uma
modalidade esportiva coletiva por parte da
escola.
As orientações contidas neste volume indicam a abordagem que se espera para tratar das
técnicas e táticas como fatores de aumento da
complexidade do jogo e proporcionar aos alunos noções de arbitragem, exemplificando com
algumas modalidades esportivas.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
O tema “Luta” tomará o caratê como
exemplo e abordará os princípios, as regras
e o processo histórico dessa manifestação da
cultura de movimento. O objetivo principal é
que os alunos expressem opiniões acerca de
termos e condutas cotidianas associadas à
luta, reconhecendo e valorizando as diferentes características pessoais e interpessoais proporcionadas por esse elemento cultural, além
de compreender e comparar seus estilos.
No estudo do tema “Organismo humano,
movimento e saúde”, serão enfocadas algumas capacidades físicas no tocante às suas
aplicações no atletismo e no caratê. Nesse momento, os alunos deverão identificar as implicações das capacidades físicas, comparar os
diferentes grupos musculares mencionados e
reconhecer sua importância no desempenho
das provas de corrida com barreiras e obstáculos, de arremessos e lançamentos e também
em lutas.
No tema “Ginástica”, serão tratados os
princípios orientadores, técnicas e exercícios de algumas práticas contemporâneas,
com destaque para a ginástica aeróbica e
a ginástica localizada, com base em uma
abordagem que trabalha com seus princípios técnico-táticos, suas principais regras
e seu processo histórico. Porém, o projeto
político-pedagógico da escola poderá optar
por outra manifestação de ginástica associada à cultura jovem.
Isso posto, professor, bom trabalho!
7
TEMA 1 – ESPORTE – MODALIDADE INDIVIDUAL:
ATLETISMO (CORRIDAS, ARREMESSOS E LANÇAMENTOS)
Neste volume da 7a série/8o ano, terá continuidade o trabalho com a modalidade individual atletismo, relacionada com o tema “Esporte”, com destaque para as corridas com
barreiras e obstáculos, além das provas de arremesso e lançamento. Tal abordagem reforça
a importância da compreensão e da vivência
dessa modalidade por parte dos alunos, diversificando suas experiências no âmbito da cultura esportiva.
Na atualidade, é no atletismo, sobretudo,
que são realizados e estimulados movimentos
como correr, saltar e lançar ou arremessar objetos a distância, embora tais movimentos estejam sistematizados e incorporados à maioria das modalidades esportivas, a exemplo do
futebol, do basquetebol, do voleibol e do handebol, entre outras.
Como modalidade esportiva, a iniciação
ao atletismo, tal como em outros esportes,
ocorre (ou deveria ocorrer), principalmente,
na escola, como atividade curricular ligada
à disciplina de Educação Física. No entanto,
sabemos que essa modalidade está pouco presente nas aulas e, quando isso ocorre, busca-se
melhor rendimento técnico em detrimento de
um possível valor pedagógico-educacional, o
que a torna pouco atrativa para muitos professores e para os próprios alunos.
Em alguns países, como a Jamaica, atribui-se grande destaque sociocultural à prática do
atletismo, em especial às corridas rasas em
distâncias curtas, o que motiva os alunos em
idade escolar a se envolverem com esse universo desde cedo. No Brasil, há predileção por
modalidades esportivas coletivas, que possibilitam maior relação interpessoal, com desta-
8
que para as modalidades que têm a bola como
implemento principal.
Torna-se necessário, portanto, criar estratégias de ensino que possibilitem ao atletismo fazer sentido, ter significado para a vida do aluno,
mobilizando seus desejos e potencialidades, sem
se restringir ao aspecto do rendimento técnico,
embora o treino ou o exercício continuado de
determinadas habilidades também sejam importantes na realização de algumas atividades, visto
que “servem, também, para corrigir deficiências
ou fragilidades no condicionamento físico e não
apenas técnico” (KUNZ, 2006, p. 141).
No caso particular do atletismo, o significado do Se-Movimentar nas corridas é exatamente
a experiência de correr o mais velozmente possível ou arremessar/lançar implementos o mais
longe possível – e não correr ou arremessar
para vencer outra pessoa simplesmente. Além
disso, deve-se aliar uma perspectiva lúdica ao
ensino dessas habilidades, e ao atletismo em geral, dentro do ambiente escolar.
As habilidades expressas nas corridas e nos
arremessos e lançamentos têm significados,
sentidos e intencionalidades que não se restringem, exclusivamente, ao universo do atletismo. É preciso notar que o desenvolvimento de
seus fundamentos técnicos pode ser transferido a várias modalidades esportivas, bem como
à resolução de situações relacionadas com a
realização de atividades cotidianas (deslocar-se rapidamente para atravessar uma rua ou
avenida, arremessar ou lançar um objeto etc.).
O ensino do atletismo como elemento da
Cultura de Movimento no meio escolar apresenta certas dificuldades. Isso ocorre, principal-
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
cacional. Vale ressaltar que espaços no entorno
da comunidade também podem ser utilizados.
Matthiesen e colaboradores (2005) sugerem a utilização de diferentes tipos de
obstáculo durante o processo de ensino e
aprendizagem das corridas com obstáculos,
nos quais o aluno possa apoiar os pés se assim precisar. Podem ser utilizados materiais
como caixas de madeira ou papelão, pneus,
banco sueco, cordas e barbantes.
© Conexão Editorial
mente, quando há ausência de espaço e de materiais específicos. Entretanto, essa dificuldade
poderia ser atenuada mediante a adaptação de
espaços comuns à maioria das escolas (quadras, pátios) ou pela utilização de materiais
alternativos para confecção dos implementos
próprios do atletismo. Tais adaptações devem
envolver a colaboração participativa e criativa
dos alunos na elaboração de condições que favoreçam a vivência do atletismo na escola, tornando-os também agentes desse processo edu-
Figura 1 – Obstáculos adaptados.
Possibilidades interdisciplinares
Professor, o tema “Esporte” poderá ser desenvolvido de modo integrado com a disciplina de História, na medida em que envolve conteúdos relacionados à história do atletismo e das suas provas em
diferentes contextos. Converse com o professor responsável por essa disciplina em sua escola. Essa
iniciativa facilitará a compreensão dos conteúdos de forma mais global e integrada pelos alunos.
9
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
CORRIDAS COM BARREIRAS E OBSTÁCULOS
Pular um muro para apanhar uma pipa
ou saltar uma poça de água na calçada são
alguns desafios cotidianos que envolvem a
corrida e o salto. A compreensão dos movimentos demanda a mobilização de alguns
conhecimentos e vivências significativas.
Experimentar diferentes maneiras de saltar
um obstáculo pode ser mais prazeroso e significativo para o aluno quando ele percebe
as infinitas possibilidades de Se-Movimentar. A intenção é que os alunos vivenciem,
percebam, identifiquem, analisem e compreendam alguns aspectos característicos das
corridas com barreiras e obstáculos, além
de outras possibilidades de saltar “obstáculos” com diferentes alturas, percorrendo
diversas distâncias e imprimindo variações
de velocidades.
Conteúdo e temas: corridas com barreiras e corridas com obstáculos – evolução técnica e principais regras; formas de passagem sobre barreiras e obstáculos; velocidade de deslocamento
nas diferentes distâncias percorridas; características pessoais e interpessoais para saltar barreiras e obstáculos.
Competências e habilidades: identificar diferentes possibilidades de saltar obstáculos e relacioná-las com a evolução das técnicas das corridas atuais; identificar ajustes na corrida e no
posicionamento do corpo para ultrapassar barreiras e obstáculos em diferentes alturas; perceber e analisar as características pessoais e interpessoais para a transposição de barreiras e
obstáculos; identificar e compreender princípios técnicos relacionados às provas de corrida
com barreiras e obstáculos.
Sugestão de recursos: caixa de papelão; cordas; bastões de madeira; garrafas PET; arcos; cones.
Desenvolvimento da Situação de
Aprendizagem 1
Professor, antes de iniciar a Situação de Aprendizagem 1, realize
com os alunos a leitura da atividade “Para começo de conversa”,
que consta no Caderno do Aluno, levantando os conhecimentos prévios dos alunos sobre o conteúdo atletismo. Nessa ocasião, solicite o registro das questões norteadoras.
Você já ouviu falar em atletismo, não é?
É uma modalidade olímpica, individual, que
tem tradição no esporte brasileiro. As provas
de atletismo são agrupadas em provas de pis-
10
ta, de campo, de marcha atlética, combinadas, de cross country, de pedestrianismo e
corridas em montanhas, conforme divulga,
oficialmente, a Confederação Brasileira de
Atletismo (CBAt). Neste Caderno, você terá
a oportunidade de conhecer mais de perto
as corridas com barreiras e com obstáculos,
além das provas de arremesso e lançamento.
Será que você conhece alguma dessas provas?
Vamos conferir?
1. O que diferencia a corrida normal da corrida com obstáculos ou barreiras?
Espera-se que o aluno consiga dizer que na corrida normal não há nenhum tipo de obstáculo que o atleta deva
transpor.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
2 Você já viu ou praticou alguma prova
de arremesso ou de lançamento? Onde?
Qual?
Resposta pessoal.
3. Você poderia dar alguns exemplos de provas de arremesso ou de lançamento disputadas no atletismo?
Espera-se que o aluno cite pelo menos um tipo de prova de
arremesso ou lançamento do atletismo: arremesso de peso,
lançamento de martelo, lançamento de dardo ou lançamen-
Etapa 2 – Correr e saltar sem derrubar os
obstáculos
Após algumas passagens pelo circuito, sugira aos alunos que percorram o trajeto o mais
rápido possível sem que toquem ou derrubem
os obstáculos. Em seguida, eleve a altura de
alguns obstáculos e proponha aos alunos que
tentem ajustar os movimentos para ultrapassá-los, sem saltá-los nem tocá-los, procurando
apenas passar próximo a eles.
to de disco.
4. Você saberia listar os nomes dos implementos que os atletas arremessam e lançam em
provas de atletismo?
Espera-se que o aluno cite pelo menos um ou dois dos implementos utilizados nas provas de arremesso e lançamento
do atletismo: martelo, peso, disco ou dardo.
5. O que precisamos fazer para que os lançamentos ou os arremessos alcancem maior
distância?
Para finalizar esta etapa, sugira aos alunos que comentem em grupo as dificuldades
e as facilidades encontradas na realização
das tarefas. Aproveite também para discutir
com os alunos as dificuldades e adaptações
para realização das tarefas por pessoas com
deficiência, por exemplo, visual.
Professor, oriente os alunos a realizarem a “Pesquisa em grupo”,
que consta no Caderno do Aluno.
Espera-se que o aluno associe a técnica de execução
ao bom desempenho/resultado, relacionando também
com algumas características pessoais de quem realiza os
Vamos saber um pouco mais sobre as provas de atletismo?
movimentos.
Etapa 1 – Circuito de obstáculos
Organize, nos limites de uma quadra ou
área correspondente, um circuito formado
por obstáculos diversos (caixas de papelão de
tamanhos variados, cordas ou bastões apoiados sobre cones ou garrafas PET preenchidas
com areia), cordas delimitando zonas de salto e/ou arcos utilizados como referência para
as passadas até os obstáculos. Procure incluir
obstáculos com alturas e formatos variados e
próximos das medidas oficiais, para motivar
ou desafiar os alunos.
Solicite que experimentem maneiras diferentes de ultrapassar os obstáculos e que
procurem não tocá-los, deslocá-los ou derrubá-los.
Reúna-se com seu grupo e, com o auxílio de
seu professor, escolha uma ou duas das questões sugeridas a seguir e faça uma pesquisa.
Para realizá-la, vocês podem visitar alguns
sites e pesquisar em revistas e jornais ou livros
na biblioteca da escola ou na biblioteca pública mais próxima.
Vejam algumas sugestões de sites:
f Comitê Paralímpico Brasileiro. Disponível
em: <http://www.cpb.org.br/>. Acesso em:
9 out. 2013.
f Confederação Brasileira de Atletismo. Disponível em: <http://www.cbat.org.br>.
Acesso em: 23 maio 2013.
f Federação Paulista de Atletismo. Disponível em: <http://www.atletismofpa.org.br/>.
Acesso em: 23 maio 2013.
11
f PUCRS – Campus Uruguaiana. Disponível em: <http://www.pucrs.campus2.br/>.
Acesso em: 23 maio 2013.
f Revista Atletismo. Disponível em: <http://
www.revistaatletismo.com/index.php/
artigos-tecnicos> Acesso em: 23 maio 2013.
decatlo. Foram excluídas as provas de: luta livre, pancrácio, corrida
de bigas e corrida de cavalos.
Algumas respostas específicas sobre como provas antigas se
apresentam hoje:
tcorrida: as corridas de 192,27 m evoluíram para corridas de
100 m, 200 m, 400 m, 800 m, 1 500 m (masculina), 3 000 m
(feminina), 5 000 m (masculina), 10 000 m, 100/110 m com
Questões para pesquisa
barreiras, 400 m com barreiras, 3 000 m com obstáculos (masculina) e revezamentos 4×100 m e 4×400 m;
Como surgiram as provas de corrida com
barreiras e com obstáculos?
tpentatlo: na Grécia Antiga a prova era composta de: salto
Segundo informações disponíveis no site da CBAt, as provas de
vre. O pentatlo moderno, inspirado nos Jogos Olímpicos da
corrida com barreiras surgiram na Inglaterra, em meados do sé-
Antiguidade, inclui: hipismo (concurso de saltos), esgrima
culo XIX, possivelmente como tentativa de imitar as competições
(espada), natação (200 m livre), tiro esportivo (pistola de ar 10
hípicas. No início, usavam-se, como barreiras, toras enterradas no
m) e corrida (3 000 m).
solo. Quanto às corridas com obstáculos, sabe-se que a primeira
No atletismo moderno temos:
foi realizada em Edimburgo, na Escócia, em 1928.
tdecatlo masculino composto de dez provas: corridas de 100 m,
400 m e 1 500 m e de 110 m com barreiras; saltos em distân-
E as provas de arremesso e de lançamento?
cia, em altura e com vara; arremesso de peso, lançamento de
em distância, corrida, lançamento de dardo e disco e luta li-
disco e de dardos;
Como eram praticadas essas provas nas
Olimpíadas da Grécia Antiga?
tpentatlo feminino composto de cinco provas: corridas de
Relativamente aos Jogos Olímpicos na Grécia Antiga, a pri-
200 m e de 80 m com barreiras, saltos em distância e em altura, arremesso de peso;
meira prova da qual se tem notícia é uma corrida cujo per-
theptatlo feminino composto de sete provas: corridas de
curso se estendia por cerca de 192 m. Posteriormente, foram
200 m, 800 m e 100 m com barreiras, saltos em distância e em
incluídas outras provas, além da corrida: pentatlo, lançamen-
altura, arremesso de peso e lançamento de dardo.
to de disco, salto em distância, lançamento de dardo, luta livre, boxe, pancrácio (mistura de boxe e luta livre), corrida de
bigas e corrida de cavalos.
Na arte, que expressões artísticas (esculturas,
pinturas etc.) podem ser associadas a essas provas?
Exemplo de escultura: Discóbolo, obra de Míron, século V a.C. Dis-
Como evoluíram as regras nessas provas?
ponível em: <http://greciantiga.org/img/index.asp?num=0783>.
Das Olimpíadas da Grécia Antiga às Olimpíadas da Era Moderna,
Acesso em: 5 set. 2013.
uma mudança significativa foi a inclusão das mulheres no atletismo, vetadas na Antiguidade. Foram também adicionadas outras
Quais são as melhores marcas nessas provas?
provas: arremesso de peso, corridas de revezamento, marcha
Professor, note que alguns recordes já podem ter sido me-
atlética (masculina e feminina), heptatlo/pentatlo feminino, salto
lhorados em competições recentes. No caso de dúvida, veri-
com vara, salto em altura, salto triplo, lançamento de martelo e
fique os sites indicados neste volume.
Melhores marcas nessas provas
Corridas
12
Provas
Masculino
Feminino
100 m
9.58
10.64
200 m
19.19
21.88
400 m
44.06
48.83
800 m
1:42.01
1:55.45
1 500 m
3:29.47
3:56:55
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Provas
Masculino
Feminino
1 500 m
3:29.47
3:56:55
13.04
–
100 m com barreiras
–
12.21
400 m com barreiras
47.91
52.34
4×100 m
37.31
40.82
4×200 m
1:20.32
1:27,46
4×400 m
2:57.86
3:15,17
em distância
8.74 m
7.10 m
em altura
2.35 m
2.08 m
triplo
17.73 m
15.14 m
110 m com barreiras
Corridas
Saltos
Arremesso
Lançamentos
com vara
6.01 m
5.06 m
de peso
22.16 m
21.07 m
de disco
71.64 m
66.40 m
de dardo
91.28 m
68.92 m
Fonte: International Association of Athletics Federations. Disponível em:
<http://www.iaaf.org/statistics/toplists/inout=o/age=n/season=2009/sex=W/all=n/legal=A/disc=4X4/detail.html>. Acesso em: 9 out. 2013.
Como são praticadas essas provas nas Paralimpíadas?
Nas Paralimpíadas participam atletas com deficiência física
Há diferenças entre as capacidades físicas
nas provas de corrida com barreiras e nas de
corrida com obstáculos para adultos?
e visual. As provas são organizadas segundo o grau de defi-
Sim. As corridas com barreiras são de curta distância (100
ciência dos atletas, a partir de uma classificação funcional.
m/110 m, 200 m e 400 m), e a capacidade física predomi-
No atletismo são realizadas as provas de corridas, arremessos,
nante necessária para essas provas é a velocidade. As corri-
lançamentos e saltos.
das com obstáculos percorrem uma distância de 3 000 m,
portanto, são de longa duração, de modo que a capacidade
Que tipos de corrida fazem parte das provas combinadas (decatlo e heptatlo)?
predominante necessária é a resistência.
tdecatlo: corridas de 100 m, 400 m e 1 500 m e de 110 m
com barreiras;
theptatlo: corridas de 200 m, 800 m e 100 m com
barreiras.
Quais as principais características das provas quanto às solicitações das capacidades físicas dos atletas?
tcorridas de velocidade: velocidade;
tcorridas de longa distância: resistência;
tcorridas com barreiras: velocidade;
tcorridas com obstáculos: resistência;
tcorridas de revezamento: velocidade;
tarremessos e lançamentos: força;
tsaltos: força e velocidade.
Etapa 3 – Vencendo as barreiras e
compreendendo as vivências
Pergunte aos alunos se eles reconhecem a
relação entre variação na velocidade e distâncias percorridas entre as barreiras e obstáculos, se associam características pessoais
dos corredores às exigências na ultrapassagem e se percebem quais são as dificuldades para transpor barreiras e obstáculos em
atividades da vida cotidiana. Forme grupos
de alunos (misturando meninas e meninos),
distribua imagens de pessoas ou atletas realizando saltos sobre barreiras ou obstácu-
13
Etapa 4 – Modificações e regras
relacionadas às corridas com barreiras
e obstáculos
los e peça para que os grupos identifiquem e
analisem algumas características das provas
em questão. É importante que as imagens selecionadas facilitem a tarefa de identificação
e análise a ser realizada.
Peça para os alunos levantarem, na internet ou em outras fontes, informações sobre
as modificações das barreiras e obstáculos
e as alterações nas regras ao longo da evolução das corridas. Os dados coletados poderão ser referidos nas etapas seguintes. É
importante sugerir aos alunos alguns sites,
livros ou locais para orientar a pesquisa.
Estimule-os para que relacionem as próprias situações vivenciadas com as imagens:
altura das barreiras e obstáculos, vestimentas,
condições dos locais das provas, características das pessoas, expressões faciais, entre outros, para enriquecer o repertório individual.
Provas com barreiras
Provas com obstáculos
Feminina
Masculina
Feminina e masculina
Feminina e masculina
100 m
110 m
400 m
3 000 m
Nessas provas, há dez barreiras a serem transpostas; o que
varia é a distância entre elas. Há diferença de altura nas
provas femininas e masculinas e não é permitido apoiar os
pés nas barreiras.
Figura 2 – Corrida com obstáculos masculina.
14
Para encerrar este conteúdo, solicite que,
para a próxima aula, os alunos realizem a
atividade “Lição de casa” e leiam a seção
“Você sabia?”.
© Album/Akg-Images/Latinstock
© Kevin R. Morris/Bohemian
Nomad Picturemakers/Corbis/Latinstock
Neste momento, após a realização da pesquisa e da discussão, você poderá considerar a atividade “Divulgando o resultado da pesquisa”,
sugerida no Caderno do Aluno, para elaboração
de um mural ou de uma história em quadrinhos,
para fins de instrumento de avaliação.
Nessas provas, há cinco obstáculos
a serem transpostos. Há diferença
de altura nas provas femininas e
masculinas e é permitido apoiar os
pés nas barreiras.
Figura 3 – Corrida com barreiras feminina.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Divulgando os resultados da pesquisa
arremessos. Faça uma seleção de imagens (da
internet, de revistas ou de jornais) sobre corridas com barreiras e com obstáculos, lançamentos e arremessos. Caso prefira, desenhe
você mesmo as imagens.
O atletismo é uma das modalidades esportivas que vem projetando o Brasil nas competições internacionais, por isso merece maior
divulgação. De posse das informações que
vocês pesquisaram, conversem com os colegas dos outros grupos e troquem informações
com eles. Que tal fazer uma reportagem, uma
HQ (história em quadrinhos) ou um mural
para divulgar um pouco mais as provas dessa
modalidade esportiva?
Escolha a forma que desejar para expressar
a mensagem do conjunto das imagens que você
selecionou ou desenhou sobre as provas de
atletismo estudadas neste volume. Pode ser
um desenho, uma história em quadrinhos, um
poema, uma história, uma maquete, a letra de
uma música ou outra forma de expressão. Peça
ajuda a professores e amigos se for necessário.
Eu sou o artista... o poeta... o escritor...
Você sabia?
Há diferenças entre as corridas de velocidade e as corridas com barreiras?
CORRIDAS DE VELOCIDADE
‡100 m rasos
‡200 m rasos
Saída
2YHORFLVWDGHL[DRVWDFRVFRP
XPIRUWHLPSXOVRPDQWpPR
WURQFRLQFOLQDGRHSHUWRGRVROR
‡400 m rasos
Aceleração
-RHOKRVSDUDFLPDEUDoRV
PRYHQGRVHUDSLGDPHQWHGH
FLPDSDUDEDL[RFRUSRHUJXLGR
CORRIDAS COM BARREIRAS
‡100 m barreiraPXOKHUHV ‡400 m barreira
‡110 m barreiraKRPHQV ‡3 000 m obstáculos
‡&HQWURGHJUDYLGDGH
Ação:RDWOHWDWUDQVS}HD
EDUUHLUDHPYH]GHVDOWiOD
© Agência Istoé
Após a realização desta atividade, convide outros colegas de turma para fazer uma
sessão de apresentação dos trabalhos criados
por vocês.
Você fez pesquisas sobre as corridas com barreiras e com obstáculos e também sobre lançamentos e
‡RSDVVR
Chegada
Passada
2YHORFLVWDHVWiUHOD[DGR 2WURQFRGHYHFUX]DUDOLQKD
HFRUUHDWRGDYHORFLGDGH GHFKHJDGDSDUDJDQKDU
VREUHDSRQWDGRVSpV
2DWOHWDLQLFLDDFRUULGDGDPHVPDPDQHLUD
TXHRYHORFLVWDHVXSHUDXPQ~PHURGHWHU
PLQDGRGHEDUUHLUDV
‡RSDVVR
‡RSDVVR
(QWUHDVEDUUHLUDVRDWOHWDGiWUrV
BARREIRAS
SDVVDGDVFRPRVMRHOKRVDOWRV
6mRPXLWROHYHVHVXDDOWXUDYDULD
XVDQGRDPHVPDSHUQDGHDWDTXHHP VHJXQGRDFRUULGD
WRGDVDVEDUUHLUDV
Fonte: ISTOÉ Online. Set. 2000.
15
As provas de campo, de arremessos e lançamentos masculinas e femininas têm diferenças quanto aos implementos utilizados. Por exemplo, o martelo usado pelos homens pesa 7,26 kg e o usado
pelas mulheres pesa 4 kg. Confira as características desses implementos.
A EQUIPE
Todas as provas acontecem na zona central do
estádio.
© Agência Istoé
3
1
3HVRNJ
Comprimento
GRFDERGH
DP
Empunhadura:
FPSRQWD
Diâmetro: de 10 a
FPUHYHVWLGD
de ferro sólido
RXFKXPER
3
Jaula: SDUDJDUDQWLUD
1
VHJXUDQoDGRVHVSHFWDGRUHVR
lançamento é realizado dentro
GHXPDMDXODGHSURWHomR$
MDXODWHPXPDDEHUWXUDGHo
em frente dos lançadores.
O DISCO
'HPDGHLUDRX¿EUDGHYLGUR
FRPERUGDVXDYHGHPHWDO
O MARTELO
3LVWDGHLPSXOVRP
2
4
Homens
FP
NJ
Mulheres
FP
NJ
4
2
Ponta de metal
O DARDO
De metal ou madeira.
+RPHQVPJ
0XOKHUHVPJ
O PESO
'HDoRODWmRRXPHWDOVyOLGR
QmRPHQRVPDFLoRTXHRDoR
NJ
FP
NJ
10 cm
Homens Mulheres
Fonte: ISTOÉ Online. Set. 2000.
Deve-se atentar para a boa utilização de todo material empregado nas aulas de atletismo, principalmente, quando fazemos adaptações para que os alunos possam saltar e transpor barreiras e obstáculos
com segurança. Aproveite mais esse momento para que os alunos com alguma deficiência possam demonstrar todas as suas potencialidades. Portanto, é importante que eles elaborem, com você, as estratégias
de utilização dos materiais. Os alunos costumam ser “destemidos”, por isso, é preciso conscientizá-los de
que, para testar seus “limites”, também precisam pensar na segurança. Da mesma forma, essa recomendação vale para arremessos e lançamentos. É sempre prudente alertar: “Cuidado! Lá vem um disco, um
dardo (lança) e uma bola pesada!”.
16
© Conexão Editorial
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Figura 4 – Corrida com obstáculos.
ATIVIDADE AVALIADORA
Após a atividade relacionada às corridas
com barreiras e obstáculos, solicite aos alunos uma análise sobre as dificuldades individuais em sua realização, além de sugestões
de variações para minimizar tais dificuldades. Observe a participação dos alunos na
discussão. Poderá ser avaliada, também, a
apresentação das pesquisas solicitadas.
Tomando por base as características gerais
de medidas (formato, peso, tamanho, altura
etc.) das barreiras e dos obstáculos, os alunos
poderão formar grupos para elaborar e construir tais implementos.
Os próprios alunos poderão apresentar
alguns critérios para avaliar os materiais confeccionados segundo sua praticidade e originalidade (criatividade), bem como em relação ao
ambiente, entre outros aspectos.
PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO
Durante o percurso pelas várias etapas
da Situação de Aprendizagem, alguns alunos poderão não apreender os conteúdos da
forma esperada. É necessário, então, professor, que novas Situações de Aprendizagem sejam propostas, permitindo ao aluno
revisitar o processo de outra maneira. Tais
estratégias podem ser desenvolvidas durante
as aulas ou em outros momentos, individualmente ou em pequenos grupos, com todos os
alunos ou apenas os que apresentaram dificuldades. Por exemplo:
f roteiro de estudos com perguntas norteadoras elaboradas por você, para posterior apresentação por escrito;
17
f apreciação e análise de filmes ou documentários, orientadas por você, professor;
f apreciação e registro, por parte do aluno, de
movimentos próprios e dos colegas;
f pesquisas em sites ou em outras fontes,
para posterior apresentação e análise;
f elaboração e apresentação (desenhos ou
maquetes) de pequenos circuitos de corridas com barreiras e obstáculos, a partir
de referenciais e elementos sugeridos por
você, professor;
f resolução de outras situações-problema, não
contempladas na Atividade Avaliadora, re-
ferentes a técnicas e táticas das corridas com
barreiras e obstáculos;
f atividade-síntese de um determinado conteúdo em que as várias atividades serão
refeitas e discutidas posteriormente (por
exemplo: circuito que contemple diferentes provas de corridas com barreiras e
obstáculos);
f avaliação com questões de múltipla escolha
referentes à história e à evolução técnica das
provas com barreiras e obstáculos, ou elaboração, por parte dos alunos, de um jogo de
perguntas e respostas.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
BOLA ARREMESSADA AO CESTO OU AO GOL
Perceber a realização de determinados
movimentos não é uma tarefa simples se não
formos incentivados e sensibilizados a fazê-lo. Arremessar e lançar são movimentos que
caracterizam algumas modalidades esportivas, como o basquetebol ou o handebol, por
exemplo, mas como perceber, identificar e
associar os movimentos arremesso e lançamento característicos do atletismo e presentes
em outras modalidades esportivas? Os alunos
realizarão diferentes possibilidades de arremessos e lançamentos com bolas de diversos
tamanhos e pesos, além de outros objetos
como argolas e bambolês. Em seguida, serão
motivados a analisar e comparar as provas de
arremesso e lançamentos do atletismo e a perceber os diferentes estilos do Se-Movimentar,
considerando as possíveis adaptações de espaços e materiais como forma de compreender
a evolução da técnica e das regras.
Conteúdo e temas: adaptação e adequação de espaços e materiais para a prática de arremesso e lançamentos; formas e estilos de deslocamentos para o arremesso e lançamentos; arremesso de peso
e lançamentos de disco, dardo e martelo: processo histórico, evolução técnica e principais regras.
Competências e habilidades: identificar os princípios técnicos relacionados às provas de arremesso
e lançamentos; identificar e perceber a presença das diferentes possibilidades de arremesso e lançamentos em outras modalidades esportivas; identificar diferentes formas de arremesso e lançamentos; reconhecer qual estilo de arremesso permite maior facilidade de execução; apontar diferenças e
semelhanças entre as três modalidades de lançamentos; adaptar e selecionar locais para realizar os
diferentes tipos de arremesso e lançamento.
Sugestão de recursos: bolas diversas – de borracha, de folhas de jornal, de tênis, basquetebol, futsal,
voleibol, handebol, medicine ball; bastonetes de giz; argolas; arcos ou bambolês; frisbee; corda; cabos
de vassouras.
18
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Desenvolvimento da Situação de
Aprendizagem 2
Etapa 1 – Quero ver quem consegue!
Pergunte aos alunos: É possível que uma
pessoa posicionada de costas, em relação à tabela do basquete ou à trave do handebol, acerte
a cesta ou o gol? Como tais arremessos podem
ser realizados?
Sugira aos alunos que se organizem em
dois grupos. Inicialmente, os integrantes de
cada grupo, posicionados de costas para a
tabela de basquete ou para o gol do handebol, próximos ao centro da quadra, tentarão acertar a cesta ou o gol arremessando
diferentes tipos de bola (basquetebol, futsal, vôlei, handebol, borracha ou folhas de
jornal). Oriente-os para que os arremessos
sejam realizados acima da cabeça, com ambas as mãos.
Solicite aos alunos que identifiquem
qual pé posicionado à frente lhes permite
maior apoio no momento do arremesso.
Após experimentar distâncias variadas e
diferentes tipos de bola, os alunos tentarão
novos arremessos. Na primeira tentativa,
eles devem ficar de frente para a cesta ou
para o gol, executando o arremesso por sobre a cabeça e, posteriormente, a partir do
tórax (passe de peito).
Oriente-os para que recuperem as bolas somente após todas terem sido arremessadas, para
que não sejam atingidos durante a atividade.
Solicite aos alunos a elaboração de variações na realização da atividade, estabelecendo novas metas ou alvos para os arremessos.
Etapa 2 – Jogo das argolas e lanças
Utilizando arcos, bambolês, argolas ou
mangueiras cortadas e presas em forma de
círculos, cabos de vassouras ou folhas de jornal enroladas, proponha aos alunos que experimentem diferentes formas de lançamento
tentando acertá-los ou encaixá-los em alvos
como cones, garrafas PET cheias de areia, bolas, postes de voleibol ou varas fixadas ao chão,
distribuídos na quadra ou pátio.
Após livre experimentação, sugira variações quanto ao distanciamento em relação
aos alvos e algumas propostas de deslocamentos, como a realização de semigiros (semelhante ao que ocorre no lançamento de disco)
e giros completos (como no lançamento de
martelo) e também a corrida com um objeto
empunhado (como no lançamento de dardo),
permitindo aos alunos identificar a melhor
forma de atingir a meta.
Dentre os implementos ou objetos a serem manipulados, o disco é o que pode
oferecer ao aluno maior dificuldade no que
se refere à “técnica”, mas isso pode ser superado quando desafios são lançados aos
alunos: O dardo foi lançado como uma lança,
como se estivéssemos caçando? O martelo foi
lançado como se estivéssemos atingindo um
objeto no ar? O peso, como se estivéssemos
arremessando uma pedra para bem longe? E
como se deve lançar o disco?
Na utilização do dardo, é importante que
os alunos sejam auxiliados a perceber a relação entre o corredor de lançamento (área
de lançamento) e a área ou o alvo. Pode-se
relacionar a velocidade, a força e o equilíbrio necessários antes, durante e após a execução. Na falta do objeto específico, o aluno
poderá simular o lançamento de dardo com
objetos que permitam perceber a trajetória
do dardo e comparar com outros objetos
lançados anteriormente, para verificar se há
diferença. Por exemplo: Qual é a diferença
ao lançar uma bola e um cabo de vassoura?
Que tipos de ajuste são necessários para cada
tipo de lançamento? Os objetos manipulados
19
Não há por que temer o ensino do lançamento de martelo, se forem estabelecidas as
orientações de segurança, pois é um dos implementos mais fáceis de ser adaptado. Essa
é uma das provas que requer intervenção
de sua parte quanto ao nível de complexidade
no momento de execução, com combinação
de giros e lançamentos. Por isso, é importante
sugerir diferentes formas de giros, orientar
para percepção dos movimentos axiais, propor a execução de giros com apenas uma das
mãos pelo lado direito e depois, pelo esquerdo, bem como lançamentos sem giros e com
giros com a mão direita, com a mão esquerda
e com ambas as mãos (alternando saída pelo
lado direito e lado esquerdo). Uma possibilidade de vivência prática é utilizar uma bola
de handebol dentro de uma sacola plástica
(fixada com um nó). Segurando nas alças, o
aluno poderá realizar as variações sugeridas
até a execução do lançamento. Em relação ao
arremesso de peso, pode-se colocar o aluno
de costas para a rede de voleibol, com uma
bola sobre o ombro, amparada pela mão
correspondente. Peça para o aluno executar
meio giro e arremessar a bola por cima da
Peso
20
Feminino
Masculino
4 kg
7,26 kg
rede. Além de sugerir essas práticas, é preciso
fazer questionamentos a todo momento, tais
como: Quais são as capacidades físicas envolvidas na realização do lançamento do “martelo”?
O movimento ou lançamento realizado pode
ser comparado ao movimento de lançamento
do dardo ou arremesso do peso? Quais são as
semelhanças e as diferenças?
Nas competições esportivas oficiais para
ambos os gêneros, as provas dessa modalidade são constituídas de: arremesso de peso,
lançamento de disco, lançamento de martelo
e lançamento de dardo.
Etapa 3 – Perceber e compreender o
arremesso
Procure questionar os alunos se conseguem
identificar quais estratégias são necessárias
para arremessar mais longe ou mais alto e
também se percebem as dificuldades que encontram ao arremessar ou lançar e a que as
atribuem.
Sugira aos alunos que observem e relacionem as semelhanças e as diferenças entre o
arremesso realizado no atletismo e os arremessos
realizados em outros esportes, para posterior
análise em grupo.
Adaptação
Nas competições oficiais, cada Bolas ou
atleta tem direito a três arremes- medicine ball.
sos. Os arremessos são realizados
dentro de uma área própria com
2,13 m de diâmetro.
Imagem
© Planet News Archive/SSPL/Getty Images
sofrem interferência de que tipo? Há diferença
entre manipular e lançar uma bola e um cabo
de vassoura?
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
2 kg e 22 cm de
diâmetro
Tampas redondas
Nas provas oficiais, cada lançador
de vasilhas
tem direito a três lançamentos.
plásticas ou um
O lançamento é realizado dentro
frisbee.
de um círculo com 2,5 m com
uma “gaiola” de proteção de,
aproximadamente, 4 m de altura.
4 kg
Martelo
Bola amarrada
É constituído por cabeça (esfera
a uma corda ou
concreta), cabo e empunhadura.
presa dentro de
Aqui também há uma “gaiola” de
uma meia.
segurança a fim de proteger os espectadores.
600 g e comprimento entre
2,20 m e 2,30 m
Dardo
7,26 kg
800 g e comprimento entre
2,60 m e 2,70 m
Os lançamentos de dardo são realizados em um corredor com 4 m Cabo de vassoura
de largura e, aproximadamente, ou folhas de
36,5 m de comprimento. O dardo jornal enroladas.
é constituído por cabeça (ponta
que atinge o chão primeiro),
corpo e empunhadura (local onde
o lançador manipula e segura o
dardo).
Imagem
© Patrik Giardino/Corbis/Latinstok
1 kg e 18 cm de
diâmetro
Adaptação
© Jun Tsukida/Aflo Sport/Latinstok
Masculino
© Dimitri Iundt/TempSport/Corbis/Latinstock
Disco
Feminino
21
Etapa 4 – Olha o arremesso! Olha o
lançamento! Lá vem bola!
Oriente os alunos a formarem dois grupos
(preferencialmente, com meninas e meninos)
dispostos em lados opostos de uma quadra
de voleibol, ou área correspondente, em cujo
centro serão dispostas bolas pesadas (bolas
de exercício, medicine ball, bolas de basquete ou de futsal). A partir da linha central, serão traçadas duas linhas (uma de cada lado),
distantes de 3 a 4 metros do centro, as quais
limitarão a chamada “zona de tiro”. Os integrantes de cada equipe, de posse de bolas mais
leves que as do centro (de borracha, de tênis
ou de meia), tentarão deslocar (lançar ou atirar) as bolas localizadas no centro para além
do limite da zona de lançamento ou de tiro do
lado adversário. Todas as vezes que as bolas
do centro ultrapassarem os limites da zona de
tiro, deverão ser recolocadas no centro.
Uma alternativa para esta atividade é oferecer alvos móveis aos “atiradores”, fazendo que
bolas de basquete ou de handebol atravessem o
centro da quadra ou do pátio, rolando no chão
ou quicando.
Cordas ou bastonetes de giz podem ser úteis
para demarcar os arremessos feitos pelos alunos, para que estes tenham a noção de quanto
estão conseguindo acertar e, assim, estabelecer
metas individuais e coletivas (grupos), além de
perceber a influência de certas capacidades físicas nos arremessos de peso (essa informação
será útil também para os lançamentos).
© Pirozzi/Album/akg-images/Latinstock
O lançamento de disco e o arremesso de peso apresentam uma particularidade no que se refere
às mulheres. Em meados da década de 1920, essas provas contaram, pela primeira vez, com a
participação feminina, fato que coincide com o movimento de emancipação deflagrado na França
(berço do movimento). A prova feminina de lançamento de disco foi incluída nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, em 1928. No Brasil, qual é o histórico do lançamento de disco? Quando essa modalidade começou a ser praticada? Vocês já ouviram falar da famosa estátua Discóbolo, de Míron?
Figura 5 – Discóbolo, de Míron.
22
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Etapa 5 – Perceber e compreender o
lançamento
Procure questionar os alunos se conseguem
identificar: as estratégias necessárias para
lançar mais longe ou as dificuldades que encontram ao lançarem e a que as atribuem; as
diferenças ou semelhanças entre os três tipos
de lançamentos do atletismo; as diferenças ou
semelhanças entre os lançamentos do atletismo com os realizados em outras modalidades
esportivas e que características dos objetos
lançados (peso, formato e dimensão) influenciaram os resultados conquistados por meninas e meninos.
Sugira aos alunos que observem e relacionem semelhanças e diferenças entre os lançamentos realizados no atletismo e aqueles observados em outros esportes, para posterior
análise em grupo.
Professor, aproveite e apresente, durante a
Situação de Aprendizagem, informações referentes à existência das provas combinadas
(masculinas e femininas), que podem servir
como possibilidades a serem vivenciadas em
um festival na escola. Tais informações permitem aos alunos tomar conhecimento de outras
provas do atletismo que contemplam as vivências realizadas.
Provas combinadas
Corridas com barreiras e obstáculos, arremessos, lançamentos e saltos
Feminina – Heptatlo
Masculina – Decatlo
1o dia: 100 m com barreiras, salto em altura, arremesso de peso e 200 m rasos.
1o dia: 100 m rasos, salto em distância, arremesso
de peso, salto em altura e 400 m rasos.
2o dia: salto em distância, lançamento
de dardo e 800 m rasos.
2o dia: 110 m com barreiras, arremesso de disco, salto com vara, lançamento de dardo e 1 500 m rasos.
Professor, instrua os alunos para que realizem as atividades “Desafio!” e “Você aprendeu?”, que constam no Caderno do Aluno,
para retomar o que foi estudado sobre o
tema “Esporte – Modalidade individual:
Atletismo”.
Desafio!
As fotos a seguir são relacionadas às seguintes provas do atletismo:
( A ) lançamento de martelo.
( D ) lançamento de disco.
( B ) corrida com obstáculos.
( E ) lançamento de dardo.
( C ) arremesso de peso.
( F ) corrida com barreiras.
Indique nos parênteses a letra correspondente a cada imagem:
23
24
© Dimitri Iundt/TempSport/
Corbis/Latinstock
© Bohemian Nomad Picturemakers/
Corbis-Latinstock
)
3. (
A
)
5. (
B
)
7. (
E
© Mark A. Johnson/
Corbis/Latinstock
C
)
© Patrick Giardino/
Corbis/Latinstock
© Michael Steele/Getty Images
© Jun Tsukida/Aflo Sport/
Latinstock
1. (
2. (
8. (
F
D
)
4. (
B
)
6. (
F
)
)
© Photolibrary/Latinstock
© B. Pepone/zefa/Corbis/Latinstock
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
1. Nas corridas com barreiras, os
atletas:
I – têm que saltar as barreiras;
II – só são desclassificados quando derrubam, deliberadamente, uma barreira;
III – transpõem um total de 10 barreiras;
IV – masculinos percorrem 110 metros ou
400 metros.
Dessas alternativas, estão corretas:
a) I e II apenas.
3. Entre as provas combinadas (decatlo e
heptatlo) estão as de corrida com barreira.
Corresponde a um dos eventos do decatlo:
a) 100 m com barreira.
b) 110 m com barreira.
c) 400 m.
d) 800 m.
e) 3 000 m com obstáculos.
b) II e III apenas.
4. Dos objetos citados, qual é usado na prova
denominada arremesso?
c) III e IV apenas.
d) I e IV apenas.
a) peso.
e) I, II, III e IV.
b) dardo.
2. A corrida com obstáculos:
c) martelo.
I – inclui saltar fossos com água;
II – tem 3 000 m;
III – não tem raias específicas;
IV – é prova tanto masculina como feminina.
Dessas alternativas, estão corretas:
a) I, II e III apenas.
d) disco.
5. Entre as diferentes provas de arremesso e
lançamento, a que tem a marca mundial
de maior distância é a de:
a) peso.
b) II, III e IV apenas.
b) dardo.
c) I, III e IV apenas.
d) I, II e IV apenas.
c) martelo.
e) I, II, III e IV.
d) disco.
ATIVIDADE AVALIADORA
Poderão ser analisadas a apresentação e a
discussão das pesquisas solicitadas sobre as
semelhanças e as diferenças entre os arremessos e lançamentos realizados no atletismo e
em outras modalidades esportivas.
Ao término das vivências relacionadas,
observe a participação dos alunos na elaboração de outras atividades associadas ao
tema, adequando-as aos espaços alternativos presentes na escola.
25
A criatividade dos alunos na elaboração ou
confecção de materiais e implementos alternativos, a serem utilizados nos lançamentos,
também poderá ser avaliada.
Considerando as distâncias alcançadas pelos implementos lançados no atletismo, oriente os alunos a pesquisar possíveis espaços em
sua escola onde seja possível realizá-los.
Verifique se os alunos têm condições de
adaptar objetos do cotidiano e criar ou recriar os implementos para os lançamentos e
arremessos. Sugira materiais adaptados: sacos com areia amarrados com corda (martelo), cabos de vassoura e folhas de jornal
enroladas (dardo), tampas redondas de recipientes plásticos (disco).
A partir da identificação das características
gerais (formato, peso, tamanho etc.) dos objetos utilizados nas provas de arremesso e lançamentos, proponha aos alunos que se agrupem
para a confecção desses objetos utilizando
material alternativo. As adaptações podem
ser avaliadas, pois fazê-las requer dos alunos
a mobilização dos conhecimentos elaborados
durante a Situação de Aprendizagem.
PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO
Durante o percurso pelas várias etapas
da Situação de Aprendizagem, alguns alunos poderão não apreender os conteúdos
da forma esperada. É necessário, então,
professor, que novas Situações de Aprendizagem sejam propostas, permitindo ao
aluno revisitar o processo de outra maneira. Tais estratégias podem ser desenvolvidas durante as aulas ou em outros momentos, individualmente ou em pequenos
grupos, envolvendo todos os alunos ou
apenas os que apresentaram dificuldades.
Por exemplo:
f roteiro de estudos com perguntas norteadoras elaboradas por você, para posterior
apresentação por escrito;
f apreciação e análise de filmes ou documentários, orientadas por você;
f apreciação e registro, por parte do aluno, de
movimentos próprios e dos colegas;
f elaboração e apresentação (pode-se optar
por registro escrito, representação gráfica,
produção de artefato audiovisual etc.) de
exercícios e jogos que envolvam o arremesso e os lançamentos, a partir de referenciais e
elementos sugeridos pelo professor;
26
f pesquisas em sites ou em outras fontes,
para posterior apresentação e análise;
f resolução de outras situações-problema,
não contempladas na Atividade Avaliadora, referentes a técnicas e táticas do arremesso e dos lançamentos;
f atividade-síntese de um determinado conteúdo em que as várias atividades serão
refeitas em uma única aula e discutidas
posteriormente (por exemplo: circuito que
contemple diferentes possibilidades de arremesso e lançamentos);
f avaliação com questões de múltipla escolha referentes à história e à evolução técnica das provas com barreiras e obstáculos
ou elaboração, por parte dos alunos, de um
jogo de perguntas e respostas.
Professor, leia agora com a classe a
seção “Aprendendo a aprender”, do
Caderno do Aluno. Procure mostrar aos seus alunos que se trata de
um texto com informações extras, o qual não
está diretamente ligado às Situações de
Aprendizagem. Caso haja necessidade, você
pode contextualizar a informação utilizando-se de seus próprios conhecimentos.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Para você não perder a postura!
muitas compensações para manter o equilíbrio, o que provoca
alterações na postura.
© Conexão Editorial
Neste volume, vamos dar dicas muito
importantes para você, que é estudante e
carrega a responsabilidade (ou seja, a sua
mochila) nas costas.
São algumas dicas para você não perder
a postura e aprender a organizar e transportar a mochila.
Ao preparar a sua mochila, procure colocar os objetos mais pesados no
fundo e tente distribuir o peso de forma
equilibrada, sem deixar todo o peso só de
um lado. Distribua-o bem! Caso existam
repartições internas, coloque o que for
mais pesado na parte que ficar próxima
ao corpo.
Agora observe na figura a melhor maneira de transportar a sua mochila.
Efeito das formas de carregar a
mochila sobre a coluna vertebral
Figura 1 – Mostra a forma correta de carregar a mochila: mantendo o
peso equilibrado pelas duas alças colocadas nos ombros.
1
2
3
A mochila não deve causar dores ou incômodos ao corpo. Se isso ocorrer, significa que o peso é superior ao que você pode
transportar.
O melhor mesmo é evitar carregar uma
carga superior a 10% do seu peso corporal.
Exemplo: se você pesa 50 kg, o peso da
mochila, ou de outra carga que você transportar, não deve ser superior a 5 kg.
Uma alternativa é optar por malas
escolares com rodinhas. São as mais indicadas.
Evite carregar objetos desnecessários
ou substitua-os por materiais mais leves.
Figura 2 – Mostra a mochila transpassada
de um lado ao outro. É a segunda opção mais indicada.
Outra dica é procurar alternar o braço
de transporte.
Figura 3 – Procure evitar esta forma de
transportar a mochila. Exige
E lembre-se de cuidar bem da sua coluna!
Ela vai acompanhar você por toda a vida!
27
RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Livros
Dissertação
KUNZ, Elenor. Reflexões didáticas a partir
de práticas concretas. In: ______. Transformação didático-pedagógica do esporte. 7. ed. Ijuí:
Unijuí, 2006. p. 117-151. O capítulo sugere
uma ressignificação das experiências com o
atletismo, na intenção de que os alunos superem os limites das vivências.
ARAÚJO, Ana C. Correr, saltar, lançar, dialogar: uma reflexão sobre corpo e aprendizagem nas aulas de Educação Física. Natal,
2005. Dissertação (Mestrado em Educação)
– Centro de Ciências Sociais e Aplicadas,
Universidade Federal do Rio Grande do
Norte (UFRN). Disponível em: <http://
ftp.ufrn.br/pub/biblioteca/ext/bdtd/AnaCA.
pdf>. Acesso em: 10 set. 2013. Discute as
relações de aprendizagem sobre diferentes
movimentos característicos das provas de
atletismo na prática pedagógica da Educação Física em uma escola pública.
MATTHIESEN, Sara Q. (Org.). Atletismo se
aprende na escola. Jundiaí: Fontoura, 2005.
Sistematização das experiências de um grupo de estudos, cuja preocupação é estudar e
ressignificar pedagogicamente o atletismo no
cotidiano das aulas de Educação Física.
Artigos
MATTHIESEN, Sara Q.; GINCIENE, Guy. História das corridas. Jundiaí: Fontoura, 2013. Este
volume é o primeiro da coleção “História do atletismo: da teoria à aplicação”, destinada aos interessados no atletismo, em particular, os professores de Educação Física. Relaciona as histórias das
corridas, dos saltos, arremessos e lançamentos.
ORO, Ubirajara. Iniciação ao atletismo no
Brasil: problemas e possibilidades didáticas. In:
KIRSCH, August; KOCH, Karl; ORO, Ubirajara. Antologia do atletismo. Rio de Janeiro: Ao
Livro Técnico, 1984. Apresenta critérios para
o trabalho pedagógico com o atletismo em diferentes faixas etárias, permitindo contextualizar a modalidade esportiva nas várias séries/
anos da Educação Básica.
SCHMOLINSKY, Gherardt. Atletismo. Lisboa: Estampa, 1982. Apresenta métodos de
treinamento para diferentes provas do atletismo, com indicações que variam desde a
iniciação à modalidade esportiva até exigências mais rigorosas de rendimento.
28
FARIA, Nuno Miguel R. P. A execução
do arco no lançamento do dardo. Lisboa:
Instituto Superior Técnico. Trabalho de
Biome cânica do Movimento, 2005/2006.
Disponível em: <http://pdfcast.org/pdf/
dardo>. Acesso em: 24 maio 2013. Procura
identificar as principais fases de um lançamento, analisando-as com base em conceitos de biomecânica.
MATTHIESEN, Sara Q. Atletismo para
crianças e jovens: relato de uma experiência
educacional na Unesp-Rio Claro. Lecturas:
Educación Física y Deportes, Buenos Aires.
v. 10, n. 83. 2005. Disponível em: <www.
efdeportes.com/efd83/unesp.htm>. Acesso
em: 24 maio 2013. Relato de experiência que,
entre outras coisas, procura desmistificar,
por meio de uma prática educativa, a imagem
transmitida pela mídia que, na maioria das
vezes, faz do atletismo um esporte para poucos e bem-dotados campeões.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Sites
Comitê Paralímpico Brasileiro. Disponível em:
<http://cpb.org.br/>. Acesso em: 9 out. 2013.
Apresenta informações sobre diferentes modalidades paralímpicas, dentre elas, as provas
de atletismo.
Confederação Brasileira de Atletismo. Disponível em: <www.cbat.org.br>. Acesso
em: 24 maio 2013. Apresenta informações
sobre o histórico das provas, regras oficiais,
ídolos brasileiros, recordes nacionais, mundiais e olímpicos, artigos técnicos e normas
antidoping.
Portal do Professor/Ministério da Educação.
Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.
gov.br/index.html>. Acesso em: 1 ago. 2013.
Apresenta informações e sugestões sobre centenas de temas de aulas sobre o atletismo.
Filmes
Campeões! Espanha, 1990. 13 min. Televisión
de Catalunya. Disponível no Acervo da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
Série de 39 programas que apresenta as bases
técnicas de várias modalidades esportivas,
com regras e treinamentos específicos. Para
atletismo, consulte o no 35 – Atletismo: barreiras e obstáculos.
Carruagens de fogo (Chariots of fire). Direção: Hugh Hudson. EUA, 1981. 123 min. Os
melhores corredores da Inglaterra iniciam sua
busca pela glória nos Jogos Olímpicos de 1924.
O sucesso honra sua pátria, mas para dois
corredores a honra em questão é pessoal: um
judeu inglês rico que estuda em Cambridge e
o filho de um missionário escocês. Destaque
para antológica cena final, com os atletas correndo na praia.
Duro aprendizado (Higher learning). Direção: John Singleton. EUA, 1995. 127 min.
Estudante recebe bolsa como atleta para
ingressar no Ensino Superior e busca aproveitar a oportunidade de ser o primeiro
membro de sua família a cursar a universidade. Durante o curso, enfrenta diversos
problemas e tem de decidir se vale a pena
seu esforço nas provas acadêmicas além das
provas de atletismo.
29
TEMA 2 – LUTA: CARATÊ
As lutas e as artes marciais (budo) apresentam, em suas origens, características
atribuídas à sobrevivência, ao exercício físico, ao treinamento militar, à defesa e ao
ataque pessoal, além das implicações das
tradições culturais, religiosas e filosóficas.
Com o surgimento de outras necessidades e o
desenvolvimento de novas técnicas, o ser humano atribuiu outro significado às lutas, as
quais, hoje, passam por um processo de esportivização.
As lutas orientais são originárias de países como Índia, China, Japão e Coreia. Em
sua formação, tinham um caráter voltado
tanto para a defesa da nação quanto para
a do próprio praticante. Com o passar dos
anos, principalmente após o contato dessas
lutas com o Ocidente, surgiram alguns mestres que perceberam nelas potenciais possibilidades educativas, como autodomínio,
superação de limites, aumento de concentração, exercício físico e atividades de lazer,
situações que vão muito além dos preceitos
observados em sua origem.
Drigo e colaboradores (2005) apresentam
alguns aspectos que podem ser utilizados para
diferenciar luta e artes marciais. As artes marciais, para esses autores, são práticas corporais
de ataque e defesa, podendo ser também caracterizadas como lutas. A principal diferença entre as duas é que os praticantes de artes
marciais, principalmente as de origem oriental, consideram que os conteúdos da cultura
de origem da atividade teriam uma orientação
filosófica que determinaria a sua diferença perante as lutas.
Atualmente, percebemos que, em boa
parte dos filmes a que assistimos sobre lu-
30
tas de origem oriental, é preservada a imagem do mestre, o qual, por sua vez, apresenta uma postura de educador, ensinando aos
seus “discípulos” vários preceitos que vão
além da própria prática da luta, ou seja, lições que serviriam para a vida.
A expansão do caratê e de outras lutas
é percebida em desenhos animados, brinquedos, jogos de cartas e tabuleiros e nos
mangás, histórias em quadrinhos conhecidas pelo público adolescente que aprecia
o gênero.
Nesse sentido, as artes marciais possuem um caráter introspectivo que pode ser
muito benéfico à educação. As metas sempre dizem respeito aos limites, às possibilidades e às peculiaridades de cada indivíduo em ação. Apesar de, aparentemente, o
foco estar no oponente, o objetivo dessa
prática é olhar e transformar a si mesmo,
independentemente do outro. Para o praticante, é como se o “inimigo” fosse ele
mesmo, com seus limites, medos, defeitos e
fraquezas. A evolução desse “eu” depende
do treinamento contínuo, da ação ininterrupta de lapidar a integralidade do ser.
A seleção das lutas como conhecimento
a ser ensinado e discutido na escola ainda é
recente, e muitas discussões surgem em relação à forma ideal como o assunto deve ser
tratado. Mas há muitas possibilidades de
apresentação das lutas na escola, mediante uma abordagem intencional, de caráter
pedagógico, já que o ambiente escolar é um
dos espaços onde os alunos experimentam,
vivenciam, criticam, compreendem e atribuem significados às suas experiências no
âmbito da Cultura de Movimento.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Um pouco da história do caratê
O caratê tem sua origem ligada à ilha de
Okinawa, atualmente uma província japonesa
localizada no extremo sul do país. A localização estratégica de Okinawa caracteriza uma
peculiaridade das tradições culturais mais
próximas da China do que do próprio Japão.
Preceitos culturais, filosóficos e religiosos
também influenciaram o caratê e outras formas de combate no Japão.
A palavra japonesa karate, derivada do
termo original to te, significa “mãos vazias”.
A luta tem como característica a utilização
das mãos, dos pés, dos braços e de qualquer
outra parte do corpo como arma de defesa
pessoal. No século XVI, Okinawa foi invadida e perdeu sua independência. Ninguém
podia portar ou utilizar armas, fato que pode
ser considerado importante para o surgimento do caratê.
Por volta de 1920, Gichin Funakoshi (18681957) levou o caratê à capital, Tóquio. Após
conviver com outros mestres e inúmeros praticantes de aiquidô, judô e quendô, Funakoshi
tornou-se professor em escolas de Tóquio. Ele
foi o responsável pela divulgação da luta por
todo o território japonês.
A colônia japonesa foi responsável pela
introdução do caratê no Brasil em meados da
década de 1950. O Estado de São Paulo foi
o primeiro a ter contato com essa luta, que,
anos depois, se expandiu para outros Estados brasileiros.
Identificando o caratê
O caratê é praticado em um local chamado dojo (que significa “lugar onde se estuda
o caminho”), e seus praticantes usam o gui,
uma roupa de algodão composta por uma
calça e uma blusa (semelhante a um quimono), amarrada por uma faixa colorida (que
simboliza o nível de conhecimento do praticante). Atualmente, o aprendizado das técnicas é
dividido em três elementos:
f kihon (técnica fundamental) – base, defesas, socos e pontapés;
f katas (exercícios ou movimentos formais,
com “um ou dois inimigos imaginários”).
Esses exercícios apresentam cinco características: 1) sequência: movimentos e direção dos golpes; 2) respiração: alternância
entre momentos de inspiração e expiração, com intensidades diferentes; 3) combinações e tempo: sequência de movimentos combinados que dão “vida” ao kata;
4) forma e significado: posição dos golpes
(mãos e pés) e significado da intenção de
cada movimento; 5) olhos: significam concentração e indicam a direção de execução
dos movimentos e golpes;
f kumite (combate) – no qual se utilizam as
técnicas do kihon e dos katas.
Os estilos ou escolas de caratê apresentam diferentes combinações e aplicações das
técnicas, utilizando força, velocidade e resistência, percebidos na movimentação das
mãos e dos pés. As condutas para praticar o
caratê são baseadas no respeito mútuo. Alguns movimentos do esporte assemelham-se
aos de animais em seus hábitats.
No quadro a seguir, são apresentadas
algumas particularidades das cinco escolas
predominantes ou estilos que constituem o
caratê moderno: Goju-Ryu, Shotokan, Shito-Ryu, Wado-Ryu e Shorin-Ryu. As diferenças entre os estilos estão relacionadas às
suas origens.
31
© Mitch Diamond/Alamy/Glow Images
Figuras 6 e 7 - Golpes de caratê.
Figura 8 - Aula de caratê.
32
© Mark Boulton/Alamy/Glow Images
© Ilian/Alamy/Glow Images
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Alguns estilos (escolas) de caratê
Goju-Ryu: o nome advém de go (força) e ju (flexibilidade). Esse estilo foi desenvolvido
pelo mestre Chojun Miyagi e a técnica aqui empregada lança mão do bloqueio para
conferir mais rapidez ao ataque, exigindo muita resistência e força.
Shotokan: desenvolvido pelo mestre Gichin Funakoshi quando divulgou o caratê nas
outras partes do Japão. Seus alunos criaram a Japan Karate Association, que passou a ser o
berço do estilo. Em japonês, shotokan significa “academia de shoto”; e shoto é “o som que
o vento faz quando passa no pinheiro”, pseudônimo utilizado pelo mestre Funakoshi
para assinar suas poesias. É um estilo com bases mais amplas, de movimentação rápida
e com grande aproveitamento da movimentação dos quadris, sendo o equilíbrio uma
habilidade muito importante.
Shito-Ryu: criado por Kenwa Mabuni, é caracterizado por uma grande riqueza de
movimentos (katas) que combinam velocidade, agilidade, força e contração muscular.
Wado-Ryu: significa estilo do caminho da paz e foi criado pelo mestre Hironori Otsuka. Difere dos demais estilos por usar o mínimo de esforço, imobilizações, esquivas e golpes de impacto com os membros, além de arremessos e projeções. O bloqueio como técnica de defesa
é transformado em movimento de ataque.
Shorin-Ryu: tem suas origens no caratê de Sokon Matsumura. Shorin significa “floresta de
pinheiros”. Caracteriza-se por sugerir a respiração mais natural possível e por suas bases
(posturas) mais altas.
Possibilidades interdisciplinares
Professor, o tema “Luta” poderá ser desenvolvido de modo integrado com as disciplinas de
História e Geografia, na medida em que envolve conteúdos relacionados à história e à origem do
caratê em diferentes contextos. Converse com os professores responsáveis por essas disciplinas
em sua escola. Essa iniciativa facilitará a compreensão dos conteúdos de forma mais global e
integrada pelos alunos.
33
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
IDENTIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO A RESPEITO
DO CONCEITO DE LUTA
A luta é um elemento cultural que causará
certo estranhamento nos alunos com pouca
experiência no assunto. No entanto, será desafiador descobrir as possibilidades de ampliar os conhecimentos referentes às lutas. Os
alunos serão motivados a trocar informações
e apreciar imagens. O contato com diferentes
modalidades de lutas em vários contextos da
vida cotidiana (desenhos animados, filmes, seriados de TV, novelas, história em quadrinhos,
videogames, jogos de tabuleiros, de cartas etc.)
é um fato que não podemos desconsiderar.
Partindo desse pressuposto, das adaptações
cabíveis e das condutas dos grupos, os alunos
realizarão golpes de ataque e defesa e vivenciarão outros aspectos peculiares do caratê.
Conteúdo e temas: processo histórico do caratê; semelhanças e diferenças do caratê em relação a
outras lutas; a questão do gênero no caratê; sequência de movimentos característicos do caratê;
condutas pessoais e interpessoais; elaboração de sequência criativa de movimentos.
Competências e habilidades: expressar opiniões a respeito dos termos briga, violência, sobrevivência e luta, relacionando-os com outras condutas do cotidiano; apreciar, identificar e comparar as diferenças entre uma luta e outra e compreender o processo histórico de desenvolvimento
do caratê; reconhecer e valorizar as diferentes características pessoais e interpessoais a partir do caratê,
a fim de compreender e comparar os variados estilos dessa luta.
Sugestão de recursos: imagens de diferentes lutas; quimonos (ou roupões de banho); filmadora; aparelho de DVD.
Desenvolvimento da Situação de
Aprendizagem 3
Oriente a turma na leitura e na
produção da atividade “Para começo de conversa”. Para que o
aluno realize a atividade “Pesquisa
em grupo”, oriente-o a consultar o material
sugerido na seção “Para saber mais”.
Neste volume, além das provas de atletismo, você vai ter a oportunidade de enriquecer seu conhecimento sobre o tema lutas. Para essa aproximação com o tema foi
escolhido o caratê, cuja palavra japonesa
karate, que vem do termo to te, significa
“mãos vazias”.
34
As lutas, enquanto práticas esportivizadas
como as que conhecemos hoje, são muito recentes e resultam do surgimento de novas técnicas e das necessidades da própria humanidade ao longo de sua história. No passado, as
lutas e as artes marciais (budo) estavam associadas à sobrevivência, ao exercício físico, ao
treinamento militar, à defesa e ao ataque pessoal, entre outros motivos, sofrendo diferentes
influências culturais, religiosas e filosóficas.
As lutas orientais tiveram origem em países como Índia, China, Japão e Coreia, sendo
utilizadas tanto para a defesa da nação quanto para a do próprio praticante. Alguns mestres perceberam, entretanto, que por meio das
lutas era possível trabalhar o autodomínio, a
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
superação de limites, o aumento da concentração, além do exercício físico e sua utilização como atividade de lazer, o que trouxe o
caráter educativo à sua prática. Atualmente,
boa parte dos filmes que tratam das lutas de
origem oriental exibe mestres com postura
de educador, que ensinam a seus “discípulos”
muito mais que a prática da luta, isto é, ensinam lições para a vida.
Mas qual é a diferença, afinal, entre as artes marciais e as lutas? Seriam a mesma coisa?
tas e às artes marciais que vocês conseguem
lembrar. A seguir, agrupem-nas segundo categorias. Exemplo: capacidades físicas exigidas;
nomes das modalidades de lutas e dos golpes;
país de origem e transformações; graus, vestimentas, acessórios etc.
Tendo por base essa lista, escrevam a respeito do caratê e de sua relação com outras
lutas, como judô, jiu-jítsu, sumô, kung fu, tae
kwon do, aikido, capoeira etc. Se desejarem,
ilustrem a redação com mangás e outras figuras, como as apresentadas a seguir.
© Absodels/Getty Images
Segundo os praticantes das artes marciais,
principalmente as de origem oriental, elas se
diferenciam das lutas porque têm uma orientação filosófica nos conteúdos de sua cultura
de origem.
Tendo por base essas informações e o que
você já aprendeu em aula, vejamos o que você
sabe a respeito desse tema:
1. Cite um filme a que você tenha assistido e
que trata de artes marciais.
Resposta pessoal.
© Absodels/Getty Images
2. Quais destas palavras representam os três
elementos do aprendizado das técnicas do
caratê?
( X ) kihon.
( ) dojo.
( X ) katas.
( ) gui.
( X ) kumite.
O caratê moderno é constituído
por cinco escolas predominantes
ou estilos, cujas diferenças estão
baseadas em suas origens. São
elas: Goju-Ryu, Shotokan, Shito-Ryu, Wado-Ryu
e Shorin-Ryu.
Espera-se que os alunos consigam resgatar conhecimentos
trabalhados em séries anteriores ou que foram vivenciados
por eles fora da escola (em clubes, academias ou vistos em
Com um ou dois amigos da sala, listem o
maior número de palavras relacionadas às lu-
filmes, lidos em revistas etc.), para estabelecerem as relações
solicitadas na pesquisa.
35
Etapa 1 – O que é luta?
lutas? O caratê é praticado em quais regiões do
mundo? No Brasil há muitos praticantes?
Procure fazer uma “tempestade de ideias”
ou uma chamada temática com os alunos para
que falem a respeito do tema, por exemplo, uma
palavra que se associe à luta. Poderão surgir expressões do tipo: briga, violência, sobrevivência,
judô, caratê, sumô, práticas orientais, treinamento, concentração, defesa pessoal, jiu-jítsu,
vale-tudo, força, agilidade, agressão, “coisa pra
homem”, capoeira, disciplina, ringue, boxe, fraturas, cabo de guerra, lesões, socos, pontapés
(chutes), quimono, faixa preta, nomes de golpes,
de atletas ou de filmes que abordem o tema.
A luta tem como característica a utilização das mãos, dos pés, dos braços e de qualquer outra parte do corpo como arma de defesa pessoal.
Experimente executar os movimentos das
sequências apresentadas:
© Conexão Editorial
As informações coletadas podem ser agrupadas em categorias: nomes das modalidades de lutas e dos golpes, origem e história das lutas (país
de origem e transformações), características das
lutas (princípios, categorias, vestimentas, acessórios), capacidades físicas exigidas (força, agilidade,
equilíbrio, resistência, flexibilidade e velocidade).
Caro professor, nesta etapa oriente os
alunos a realizarem a “Lição de casa”,
que consta no Caderno do Aluno.
1. Execute a forma correta de fechar a mão
para aplicar o tzuki.
1
2
3
4
5
2. Exercite os socos (oizuki) com deslocamento.
Apresente em aula várias imagens de diferentes lutas sem a indicação de suas origens
(extraídas de revistas, jornais, histórias em quadrinhos etc.). É importante que sejam incluídas
imagens da prática do caratê.
36
Motive os alunos para que consigam identificar, relacionar e comparar as técnicas do
caratê com as de outras lutas, além de reconhecer movimentos e regras (condutas) do
esporte. Após a apresentação das imagens, os
alunos se organizarão em grupos para analisar e sistematizar (escrever) as diferenças e
semelhanças entre as lutas e caracterizar as
particularidades do caratê. Por exemplo: O
caratê é uma luta com que tipo de movimentação? Os lutadores utilizam quais partes do corpo para realizar os golpes? O espaço para prática do caratê é semelhante ao de outras lutas?
Homens e mulheres praticam o caratê? Que
vestimentas utilizam os lutadores de caratê? As
vestimentas são semelhantes às usadas em outras
A
B
C
A – Zenkutsu Dachi (base com 60% do
peso à frente);
B – Kokutsu Dachi (base recuada com
70% do peso para trás);
C – Kiba Dachi (base do cavaleiro com
50% do peso em cada perna).
3. Experimente realizar os chutes (Mae-Gueri).
Verifique agora a sequência de chutes:
© Conexão Editorial
Etapa 2 – Identificando e reconhecendo o
caratê
© Conexão Editorial
Veja esta sequências de bases:
A
B
C
A – Mae-Gueri (chute frontal);
B – Mawashi Gueri (chute semicircular);
C – Yoko Gueri (chute lateral).
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Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
4. Tente realizar a sequência deste kata. Para relembrar, seguem algumas imagens que orientam a
execução.
37
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Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Espera-se que os alunos, com base nas aulas e nas ilustrações apresentadas, exercitem os movimentos propostos, individualmente ou
com algum colega.
39
Etapa 3 – Adaptação e experimentação do
caratê: preparando o cenário do combate
Após a análise das características do caratê, os alunos precisam vivenciar alguns
movimentos característicos e mostrar os conhecimentos elaborados. Peça para que eles identifiquem possibilidades de adaptação das
vestimentas. Por exemplo: roupão de banho,
camisetas e calças de moletom ou de malha
de algodão (de tamanho grande, para facilitar
a realização dos movimentos característicos
do caratê.) As atividades podem ser realizadas em duplas e devem propor a vivência das
seguintes situações:
f desequilíbrios: tentar desequilibrar o colega usando somente os pés. Começar a luta
em pé;
f conquista de território: demarcar o espaço
com duas linhas, quem conseguir “empurrar” o outro até o espaço demarcado ganha
o combate;
f ataque e defesa: verificar quem consegue
tocar mais vezes no joelho do colega com
as mãos;
f ataque e defesa: em duplas, um dos alunos deverá elevar e estender os braços, enquanto o outro tentará atingir com os pés
as mãos do colega; depois, invertem-se as
funções;
f soco e chute: individualmente, cada aluno fica em pé, parado, com as pernas um
pouco afastadas lateralmente, e executa
socos (tzuki) em linha reta, à frente, alternando os braços. A seguir, cada aluno
fica numa postura com um dos membros
inferiores mais à frente, flexionado, com
o peso corporal concentrado, e executa
socos (oizuki) em deslocamento, combinando movimentos de braço e perna do
mesmo lado do corpo. Na mesma posição,
os alunos repetem os socos ora usando o
braço do mesmo lado da perna que está à
frente (kizami-zuki), ora usando o braço
do lado oposto à perna que está à frente
40
(guiaku-zuki). Ainda na mesma posição
inicial, os alunos executam chutes à frente
(mae-gueri), com grande elevação do joelho, alternando as pernas. Todas essas técnicas podem ser combinadas e variadas à
medida que os alunos melhorem as execuções. Sugere-se uma transição da execução
individual para os exercícios em dupla.
Proponha trocas constantes das duplas,
inclusive entre meninas e meninos, para continuar com as discussões sobre coeducação,
gênero e capacidades físicas, iniciadas na Situação de Aprendizagem anterior.
Etapa 4 – Criação, vivência, apreciação e
análise dos golpes e das condutas do caratê
Na prática do caratê, existe uma forma de
movimentos conhecida como kata (pronunciase catá). Trata-se de uma espécie de luta contra
um inimigo imaginário expressa em sequências
fixas de movimentos, sistematicamente organizados, com técnicas ofensivas (ataque) e defensivas (defesa). Quando executado corretamente, o kata tem início e término na mesma
posição espacial, revelando sua simetria. Do
mesmo modo, sempre se inicia com uma defesa, o que simboliza a preservação da paz. Apesar dessa movimentação ser peculiar à prática
do caratê, pode ser modificada para atender às
necessidades específicas de aprendizado dos
alunos, ou seja, criar uma sequência embasada
nas técnicas mais simples aprendidas anteriormente e apresentá-la de forma livre.
A formação de grupos é uma boa estratégia
nesse ponto. Cada grupo deverá registrar em
um papel uma sequência de movimentos próprios, sem a necessidade de classificar os golpes, apenas indicar a execução do movimento.
Os grupos devem apresentar uma sequência de
movimentos que utilizem braços e pernas combinados com giros e saltos, socos defensivos e
ofensivos para compor uma sequência de kata
original (criação de movimentos).
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Uma variação possível é apresentar um
kata original e propor uma combinação deste
com os gestos criados pelos alunos. Esclareça que golpes, chutes, socos e bloqueios aparecem em uma combinação lógica no kata.
O primeiro e mais simples kata é o heian 1,
que se destina ao bloqueio dos golpes desferidos contra a cabeça e o tronco. O heian 1 é
composto por 21 movimentos e estima-se que
o tempo de execução, para o executante treinado, não ultrapasse 40 segundos. Observe
os movimentos nas imagens do exercício 4 da
“Lição de Casa”.
Se a escola tiver equipamentos como câmera
de vídeo, elabore pequenos filmes com as imagens dos movimentos dos alunos. Esse material
servirá como registro para a análise e a leitura
crítica dos movimentos realizados (utilizadas
como recurso na Atividade Avaliadora).
Professor, este é o momento de
realizar as atividades “Desafio!”
e “Você aprendeu?”, que constam no Caderno do Aluno, a fim
de retomar o que foi estudado sobre o tema
“Luta: caratê”.
Desafio!
Com as letras a seguir indicadas, forme o maior número de palavras ou expressões relacionadas às lutas ou às artes marciais.
J – judô
K–
S–
D–
F–
Q–
A–
C–
B–
Algumas possibilidades de respostas: briga, sobrevivência, judô, caratê, sumô, concentração, defesa pessoal, jiu-jítsu, força, agilidade,
agressão, capoeira, disciplina, boxe, fraturas, cabo de guerra, socos, chutes, quimono, faixa preta, kihon, dojo, katas, gui, kumite,
Shotokan, Shito-Ryu.
41
1. Relacione a palavra da coluna à esquerda ao seu respectivo significado na coluna à direita:
a) Dojo
(_________) técnica fundamental (base, defesas, socos e pontapés).
b) Gui
(_________) combate.
c) Kihon
(_________) local onde se estuda o caminho.
d) Katas
(_________) roupa semelhante a um quimono.
e) Kumite
(_________) exercícios ou movimentos formais com “um ou dois inimigos
imaginários”.
Sequência: (c); (e); (a); (b) e (d).
2. Você aprendeu que uma sequência de movimentos do kata simula um combate com
um ou dois inimigos imaginários. Se você
tivesse um terceiro inimigo imaginário,
quais seriam os movimentos que utilizaria
para ataque e defesa?
de ataque e defesa, quase que simultâneos, para três oponen-
Espera-se que o aluno elabore diferentes movimentos já que o 3º
aluno potencializar sua própria condição de criar e realizar deter-
oponente/adversário não estava previsto nas situações propostas
minados movimentos e não ficar restrito a movimentos/gestos
anteriormente. A possibilidade de o aluno elaborar movimentos
exigidos pela luta tomada como exemplo. tes exige certa criatividade e percepção do próprio corpo e dos
demais para resolver a situação proposta. Sugere-se ao professor
e aos alunos, se possível, que filmem ou fotografem as iniciativas
dos alunos e de posse do registro discutam as diferentes possibilidades encontradas. Vale ressaltar que essa questão permitirá ao
ATIVIDADE AVALIADORA
Enquanto desenvolve a Situação de Aprendizagem, aproveite para avaliar os alunos quanto
à capacidade de identificar e organizar informações a respeito do caratê. Cada grupo poderá
ficar responsável por organizar e apresentar os
conhecimentos elaborados. Em grupos, os alunos podem responder às seguintes questões:
f Aponte uma semelhança e uma diferença
entre o caratê e outras lutas.
f Cite o nome das escolas predominantes de
caratê.
f Qual foi a maior dificuldade que vocês enfrentaram para realizar as vivências?
f Perto da escola, quantos locais existem
para a prática de caratê ou outra luta de
origem oriental?
42
f Esses locais são públicos ou privados?
f Quem frequenta esses espaços (identificar o gênero): homens, mulheres? Qual a
faixa etária desse público: jovens, adultos, idosos?
f O caratê pode ser praticado por homens e
mulheres?
f Quais são as formas de pontuação no caratê?
f Os golpes de ataque são executados com
quais partes do corpo?
f Quais condutas não são permitidas em
uma luta de caratê?
As respostas podem ser analisadas por todos os grupos (avaliação pelos pares) e pelo
professor, para verificar sua coerência.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO
Durante o percurso pelas várias etapas da
Situação de Aprendizagem, alguns alunos poderão não apreender os conteúdos da forma
esperada. É necessário, então, que novas Situações de Aprendizagem sejam propostas, permitindo ao aluno revisitar o processo de outra
maneira. Tais estratégias podem ser desenvolvidas durante as aulas ou em outros momentos,
individualmente ou em pequenos grupos, com
todos os alunos ou apenas os que apresentaram dificuldades. Por exemplo:
f roteiro de estudos com perguntas norteadoras elaboradas por você para posterior
apresentação por escrito;
f apreciação e análise de filmes ou documentários sob sua orientação;
f apreciação e registro, por parte do aluno,
dos próprios movimentos e dos colegas;
f pesquisas em sites ou em outras fontes,
para posterior apresentação e análise;
f elaboração e apresentação (pode-se optar pelo registro com uso de palavras,
desenhos, recurso audiovisual etc.) de sequências de movimentos, a partir de referenciais e elementos sugeridos por você,
professor;
f resolução de outras situações-problema,
não contempladas na Atividade Avaliadora, referentes a técnicas e táticas do caratê;
f reapresentação da Atividade Avaliadora desenvolvida em outra linguagem (por
exemplo, descrever verbalmente ou com
desenhos as atividades realizadas).
RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Livros
CARREIRO, Eduardo A. Lutas. In: DARIDO, Suraya C.; RANGEL, Irene C.
Educação Física na escola: implicações
para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p. 244-261.
Aborda a temática das lutas nas aulas de
Educação Física, discutindo as implicações
das dimensões atitudinal, procedimental e
conceitual dos conteúdos.
NAKAYAMA, Masatoshi. O melhor do caratê:
visão abrangente-prática. São Paulo: Cultrix,
1999. Apresenta sequências de movimentos,
com várias fotos do esporte.
OLIVIER, Jean-Claude. Das brigas aos jogos
com regras: enfrentando a indisciplina na escola. Porto Alegre: Artmed, 2000. Propõe diferentes situações de jogos e estratégias para o
ensino das lutas.
Artigos
FUNAKOSHI, Gichin. Caratê-do: o meu
modo de vida. São Paulo: Cultrix, 1994.
Apresenta a biografia e a filosofia de vida do
mestre de caratê Shotokan. Permite analisar as
diferenças no processo histórico dessa luta no
Ocidente e no Oriente.
BARREIRA, Cristiano R. A.; MASSIMI, Marina. O caminho espiritual do corpo: a dinâmica
psíquica no caratê-do Shotokan. Memorandum,
Belo Horizonte, v. 11, p.85-101, 2006. Disponível em: <www.fafich.ufmg.br/~memorandum/
43
a11/barreiramassimi03.pdf.> Acesso em: 24
maio 2013. O texto explora percursos históricos, técnicos, conceituais e vivenciais das ideias
inerentes ao estilo Shotokan do caratê, idealizado por Gichin Funakoshi, analisando-o a partir do pensamento de seu discípulo Masatoshi
Nakayama, um dos responsáveis pela diáspora
mundial dessa arte marcial.
SO, Marcos R.; BETTI, Mauro. Lutas na
Educação Física escolar: relação entre conteúdo, pedagogia e currículo. Disponível em:
<http://www.efdeportes.com/efd178/lutas-naeducacao-fisica-escolar.htm>. Acesso em: 25
out. 2013. Apresenta reflexões sobre o tratamento das lutas nas aulas e aborda diferentes pontos
de vista de professores de Educação Física.
______. As ideias psicopedagógicas e a espiritualidade no caratê-do segundo a obra
de Gichin Funakoshi. Psicologia: Reflexão e
Crítica, Porto Alegre, v. 16, n. 2, p. 379-388,
2003. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/
prc/v16n2/a18v16n2.pdf>. Acesso em: 24
maio 2013. Procura fazer um resgate teórico
das ideias psicopedagógicas e da espiritualidade próprias do caratê, sob a luz dos paradigmas culturais de maior influência no pensamento do mestre Gichin Funakoshi.
Sites
DRIGO, Alexandre J.; OLIVEIRA, Paulo
R.; CESANA, Juliana; NOVAES, Caio R. B.;
SOUZA NETO, Samuel. A cultura oriental
e o processo de especialização precoce nas
artes marciais. Lecturas: Educación Fisica y
Deportes, Buenos Aires, v. 10, n. 86, jul. 2005.
Disponível em: <www.efdeportes.com/efd86/
artm.htm>. Acesso em: 24 maio 2013. Trata
de elementos da cultura oriental, japonesa e
chinesa e sua relação com o processo de especialização precoce nas modalidades de lutas
e de artes marciais que são influenciadas por
essas culturas.
NASCIMENTO, Paulo R. B. do; ALMEIDA,
Luciano de. A tematização das lutas na Educação Física escolar: restrições e possibilidades.
Movimento, Porto Alegre, v. 13, n. 3, p. 91-110,
set./dez. 2007. Disponível em: <http://www.
seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/
view/3567/1968>. Acesso em: 24 maio 2013.
Apresenta reflexões e propostas para o tratamento pedagógico das lutas na Educação Física escolar.
44
Artes Marciais. Disponível em: <www.
discoverybrasil.com/artes_marciais_home>.
Acesso em: 24 maio 2013. Origem e história
de diversas lutas e artes marciais, informações
a respeito das manifestações das lutas nos diferentes continentes, além de indicação de filmes e programação com matérias específicas.
Federação Brasileira de Karatê. Disponível em:
<www.fbk.com.br>. Acesso em: 24 maio 2013.
Informações a respeito da origem e da história do
caratê e calendário de eventos nacionais e programação de espetáculos nas diferentes categorias.
Federação Paulista de Karate. Disponível em:
<http://fpk.org.br>. Acesso em: 24 maio 2013.
Informações a respeito da origem e da história
do caratê, calendário de eventos regionais nas
diferentes categorias.
Japan Karate Association – Brasil. Disponível
em: <www.nkkbrasil.com.br>. Acesso em: 24
maio 2013. Apresenta as características do caratê, incluindo regras e aspectos históricos.
Jornal Nippo-Brasil. Disponível em: <www.
nippobrasil.com.br>. Acesso em: 24 maio
2013. Jornal on-line que contém informações a
respeito da cultura japonesa e de artes marciais.
World Karate Federation. Disponível em: <http://
www.wkf.net/>. Acesso em: 24 maio 2013. Informações a respeito do número de praticantes
nos cinco continentes, vídeos sobre o esporte e
calendário de eventos internacionais.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Filmes
Karatê kid – A hora da verdade (The karate kid). Direção: John G. Avildsen. EUA,
1984. 126 min. Após se mudar com sua
mãe, o adolescente Daniel Larusso tem
dificuldades para se adaptar ao novo ambiente. Quando conhece uma linda jovem
chamada Ali, tudo fica mais tranquilo, até
a gangue do ex-namorado da moça começar a perturbar Daniel. É quando o senhor
Miyagi resolve ensinar a Daniel os princípios do caratê, para que ele possa se defender melhor de seus adversários.
Kung Fu Panda. Direção: Mark Osborne,
John Stevenson. EUA, 2008. 90 min. Essa
animação sobre o kung fu evidencia algumas
escolas (estilos) que tiveram suas origens baseadas nas características e nos movimentos
de certos animais, que podem servir para ampliar o tratamento pedagógico nas aulas.
45
TEMA 3 – ORGANISMO HUMANO, MOVIMENTO E
SAÚDE – CAPACIDADES FÍSICAS: APLICAÇÕES NO
ATLETISMO E NA LUTA
O ser humano elabora uma compreensão
em torno de seu próprio organismo quando
se percebe inserido em fenômenos que consegue interpretar e aos quais é capaz de atribuir
significados em consonância com sua própria
história. Nessa perspectiva, o Se-Movimentar
pressupõe “um diálogo” para conhecer e vivenciar os mecanismos da vida (vitais), dentre
os quais se destacam a percepção e o desenvolvimento das capacidades físicas.
piciar aos alunos um conjunto de experiências significativas que possibilitem melhor
compreensão das mudanças de estado e das
interações do organismo quando submetidos
a certos regimes de exercitação.
No tema “Organismo humano, movimento e saúde”, o objetivo é propiciar a correlação entre a percepção e a compreensão das
capacidades físicas do organismo, que se autogere, mas só o faz na relação com os outros
(MATURANA, 1998). Assim sendo, o trabalho
com o tema, neste volume, deve ser integrado
com o desenvolvimento dos temas “Esporte –
Modalidade individual: Atletismo” e “Luta”, de
modo que os alunos possam identificar as implicações das capacidades físicas nessas manifestações da Cultura de Movimento.
Muitas vezes, deficiências em algumas capacidades físicas podem levar uma pessoa a
experimentar dificuldades para participar de
certas manifestações da Cultura de Movimento. Contudo, não se propõe aqui que as
aulas de Educação Física sejam destinadas à
prática de exercícios e atividades para o desenvolvimento das capacidades físicas, mas que
possibilitem a compreensão dos fundamentos
relativos a essas capacidades. Trata-se de pro-
De acordo com Barbanti (2003), as capacidades físicas podem ser assim sintetizadas:
Agilidade
Flexibilidade
Força
Resistência
Velocidade
“Capacidade de
executar movimentos rápidos
e ligeiros com
mudanças de
direções” (p. 15).
“Capacidade de
realizar movimentos em certas articulações
com amplitude
de movimento
apropriada”
(p. 270).
“Capacidade de
exercer tensão
contra uma
resistência, que
ocorre por meio
de ações musculares”
(p. 273-274).
“Capacidade de
sustentar uma
dada carga de
atividade o mais
longo tempo
possível sem
fadiga” (p. 215).
“Capacidade de
executar movimentos cíclicos
na mais alta
velocidade individual possível”
(p. 615).
BARBANTI, Valdir José. Dicionário de Educação Física e esporte. 2. ed. São Paulo: Manole, 2003.
46
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
No caso particular das provas de corridas com barreiras e obstáculos e nos
arremessos e lançamentos, pode-se identificar, em especial, a mobilização das
capacidades físicas, flexibilidade, velocidade e força. Também a agilidade é neces-
sária nos movimentos preparatórios para
os lançamentos.
No caratê, os golpes envolvem a flexibilidade
e a agilidade, a força e a velocidade, assim como
a resistência durante um combate prolongado.
Possibilidades interdisciplinares
Professor, o tema “Organismo humano, movimento e saúde” poderá ser desenvolvido de modo
integrado com a disciplina de Ciências, na medida em que envolve conteúdos relacionados com o organismo humano e suas implicações na relação com o atletismo e com a luta. Converse com o professor
responsável por essa disciplina em sua escola. Essa iniciativa facilitará a compreensão dos conteúdos
de forma mais global e integrada pelos alunos.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
“SE FICAR, TEM ARREMESSO; SE CORRER, TEM LANÇAMENTO”
Os alunos necessitam compreender que as capacidades físicas permitem otimizar algumas vivências e experiências. É importante que, durante
as experimentações de arremessos e lançamentos, o professor ressalte essa questão, mas sem
desmotivar os alunos. Sugere-se que a primeira
etapa desta Situação de Aprendizagem seja desenvolvida conjuntamente com o tema “Esporte
– Modalidade individual: atletismo”. Algumas
capacidades físicas são mais mobilizadas que
outras, em função das necessidades, estratégias
e características da luta. No caso do caratê, a
intenção é que os alunos consigam identificar
quais são as capacidades físicas mais requeridas
e as possíveis implicações na execução dos gestos da luta. Sugere-se que a segunda etapa desta
Situação de Aprendizagem seja desenvolvida em
conjunto com o tema “Luta”.
Conteúdo e temas: capacidades físicas e aplicações no atletismo; capacidades físicas e aplicações no caratê.
Competências e habilidades: identificar alguns exercícios específicos que mobilizem as capacidades físicas
relacionadas ao atletismo; identificar as implicações das capacidades físicas predominantes nas provas de
corridas com barreiras e obstáculos, arremessos e lançamentos; reconhecer a importância das capacidades físicas no desempenho das provas de corrida com barreiras e obstáculos, arremessos e lançamentos;
identificar alguns exercícios específicos que mobilizem as capacidades físicas relacionados ao caratê; identificar e comparar os diferentes grupos musculares mobilizados nas sequências de movimentos do caratê;
identificar as implicações das capacidades físicas predominantes no caratê; reconhecer a importância das
capacidades físicas nos movimentos do caratê.
Sugestão de recursos: caixa de papelão, cordas; bastões de madeira; garrafas PET; arcos; cones (Situação
de Aprendizagem 1); bolas diversas: de borracha, tênis, basquetebol, futsal, voleibol, handebol, medicine
ball; bastonetes de giz; folhas de jornal; argolas; arcos; bambolês; frisbee; corda; cabo de vassoura (Situação de Aprendizagem 2); imagens de diferentes lutas; quimonos (ou roupões de banho), filmadora,
aparelho de DVD (Situação de Aprendizagem 3); papel sulfite; canetas.
47
Desenvolvimento da Situação de
Aprendizagem 4
Professor, antes de iniciar a Situação de Aprendizagem 4, faça a leitura, junto com seus alunos, da
atividade “Para começo de conversa”.
Durante as aulas de Educação Física e no
seu dia a dia, você utiliza as capacidades
físicas para a realização de diferentes tarefas. Vamos relembrar essas capacidades:
a) agilidade: é a capacidade de executar
movimentos rápidos com mudança de
direção, como as fintas nos esportes coletivos e as coreografias na dança.
b) flexibilidade: é a capacidade de realizar
movimentos com amplitude adequada,
como nos alongamentos.
c) força: é a capacidade de vencer uma resistência por meio das ações musculares.
d) resistência: é a capacidade de permanecer o maior tempo possível numa
atividade sem fadiga, por exemplo,
correr grandes distâncias.
e) velocidade: é a capacidade de executar
movimentos no menor tempo possível,
como em uma corrida de curta distância
em alta velocidade.
Baseado nas suas experiências e nessas definições indique com X se as afirmações a seguir são verdadeiras ou falsas:
1. Em modalidades coletivas, como o futebol,
utilizamos uma combinação das capacidades físicas.
( X ) Verdadeiro
( ) Falso
48
2. Em modalidades individuais, como o atletismo, as capacidades aparecem de forma
isolada, ou seja, para cada modalidade utilizamos uma única capacidade.
( ) Verdadeiro
( X ) Falso
3. Nas lutas, para a execução dos golpes, basta que o praticante desenvolva as capacidades de força e agilidade.
( ) Verdadeiro
( X ) Falso
Etapa 1 – Invadindo e defendendo
território
Sugira aos alunos que utilizem os materiais
produzidos ou adaptados para essa atividade:
dardos, pesos, discos e martelos, barreiras e
obstáculos. As barreiras e os obstáculos podem ser dispostos na quadra ou em outro espaço disponível para a aula.
Organize a turma em quatro grupos, formados, preferencialmente, por meninos e meninas,
e distribua os equipamentos para arremessos e
lançamentos igualmente entre os grupos. Cada
grupo deve ter um “território próprio”, por
exemplo: um dos cantos da quadra.
Alternadamente, os grupos podem se desafiar para correr no espaço repleto de barreiras e obstáculos e tentar chegar primeiro ao
território do grupo oponente. Enquanto isso,
os dois grupos que não participam do desafio
tentarão lançar/arremessar seus objetos nos
territórios “abandonados” pelos grupos.
O objetivo para os grupos que correm é
chegar primeiro ao território do grupo adversário e o objetivo dos grupos que arremessam
e lançam é livrar-se dos objetos a cada desafio.
Opcionalmente, podem ser atribuídos pontos a
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
cada rodada (para quem chegou primeiro e para
quem arremessou e lançou com mais precisão).
Os objetos que não atingirem o alvo (território)
devem ser recolhidos pelo grupo que os lançou e
arremessou para que seja reiniciada a atividade.
Solicite, após ter completado algumas rodadas, que os alunos comparem as capacidades utilizadas ao correr e ao lançar/arremessar. Peça também que cada grupo registre suas
percepções em uma folha de papel (o registro
facilitará a avaliação posteriormente).
Etapa 2 – Análise das capacidades físicas a
partir dos golpes do caratê: nem tudo é força
No caratê, os pontos são obtidos conforme as diferentes técnicas associadas aos estilos. Organize os alunos em grupos, solicitando que cada grupo pesquise e analise uma
das técnicas em relação aos grupamentos
musculares e identifique o tipo de capacidade
física mais exigida para a sua execução.
Os alunos poderão demonstrar como se
executa a técnica pesquisada e expor aos outros grupos o resultado de sua análise.
Nome
Atividade
Dificuldade
Capacidade(s)
Proposta
Solicite, nas apresentações, que os alunos
explorem os movimentos dos membros superiores e inferiores, relacionando-os às capacidades físicas.
Professor, solicite aos alunos
que realizem a “Pesquisa em
grupo”, que consta no Caderno do Aluno, a fim de retomar
o que foi estudado sobre os temas “Esporte
– Modalidade individual: atletismo” e
“Luta”, relacionando-os com o tema “Organismo humano, movimento e saúde”.
Para finalizar, peça a eles que completem as
seções “Lição de casa”, “Desafio!” e “Você
aprendeu?”.
Vocês executaram movimentos pertinentes ao atletismo e ao caratê. Pesquise entre
seus colegas as atividades vivenciadas, as dificuldades que encontraram na execução desses movimentos (cada componente do grupo
sugere uma) e as capacidades envolvidas.
Apresentem uma proposta para melhorar essas capacidades. Feito isso, preencha a tabela
de acordo com o exemplo:
Ana
Corrida
Manter a velocidade até a chegada
Velocidade e resistência
Corridas de curta e média duração
O resultado da pesquisa depende dos gestos escolhidos pelos alunos. Utilize o exemplo como referência.
Escolha um arremesso, uma corrida
e um golpe do caratê que você
aprendeu e registre as capacidades
físicas envolvidas em cada um deles:
Arremesso
Depende do conteúdo desenvolvido e da
escolha do aluno.
Capacidade(s) Velocidade e força.
Corrida Depende do conteúdo desenvolvido e da escolha do aluno.
Capacidade(s) Velocidade e/ou resistência.
Golpe Depende do conteúdo desenvolvido e da escolha do aluno.
Capacidade(s) Força, flexibilidade e/ou agilidade.
49
Desafio!
© Mark A. Johnson/Corbis/
Latinstock
© Dimitri Iundt/TempSport/Corbis/
Latinstock
Observe as figuras a seguir e identifique a capacidade física predominante em cada caso.
a) No momento do lançamento, a
capacidade predominante é: Força.
b) Nesta modalidade de corrida há
uma combinação das capacidades:
© Patrick Giardino/Corbis/
Latinstock
Velocidade, força e flexibilidade.
c) Além da força, a capacidade
utilizada na preparação do
arremesso é: Agilidade.
Vamos ver se você consegue identificar as capacidades físicas relacionadas ao atletismo e ao caratê:
1. Nas corridas de curta distância as velocidades são muito altas. A fim de manter essas velocidades pelo maior tempo possível,
a capacidade que se deve desenvolver é a:
a) agilidade.
2. Na execução de um kata, espera-se
que o praticante execute movimentos
diversos, pois combate um ou dois
inimigos imaginários. As capacidades
necessárias para que o confronto seja
satisfatório são:
a) agilidade e força.
b) força, resistência e agilidade.
b) força.
c) resistência.
d) velocidade.
50
c) flexibilidade, força e agilidade.
d) resistência e força.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
ATIVIDADE AVALIADORA
Solicite aos alunos que registrem em uma
ficha individual as atividades de corridas,
arremessos e lançamentos realizadas, assim
como as referentes ao caratê, assinalando
as principais facilidades e dificuldades encontradas e sua relação com as capacidades
físicas. De posse dessa ficha, auxilie os alunos para que, em grupos, discutam os dados
com os colegas e identifiquem, em seguida,
exercícios que auxiliem no desenvolvimento
de determinadas capacidades físicas para as
referidas atividades.
PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO
Durante o percurso pelas várias etapas da
Situação de Aprendizagem, alguns alunos poderão não apreender os conteúdos da forma
esperada. É necessário, então, que novas Situações de Aprendizagem sejam propostas, permitindo ao aluno revisitar o processo de outra
maneira. Tais estratégias podem ser desenvolvidas durante as aulas ou em outros momentos,
individualmente ou em pequenos grupos, com
todos os alunos ou apenas os que apresentaram dificuldades. Por exemplo:
f roteiro de estudos com perguntas norteadoras elaboradas por você, para posterior
f
f
f
f
apresentação por escrito;
apreciação e análise de filmes ou documentários, orientadas por você, professor;
pesquisas em sites ou em outras fontes,
para posterior apresentação e análise;
resolução de outras situações-problema,
não contempladas na Atividade Avaliadora, referentes ao atletismo e ao caratê;
atividade-síntese de um determinado
conteúdo em que as várias atividades
sejam refeitas numa única aula e discutidas posteriormente (por exemplo: circuito que contemple diferentes capacidades físicas).
RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Livros
BARBANTI, Valdir José. Dicionário de Educação Física e esporte. 2. ed. São Paulo: Manole,
2003. Apresenta definições para vários conceitos pertinentes à Educação Física e ao esporte.
GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO,
Anderson S. Bases teórico-práticas do condicionamento físico. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2005. Extensa abordagem sobre as
diversas capacidades físicas, caracterizando
sua relação com a condição de saúde e seu de-
senvolvimento ao longo da vida. Destacam-se
aspectos relacionados à infância, à adolescência e ao envelhecimento.
MATURANA, Humberto. A corporalidade.
In: Emoções e linguagem na educação e na política. Belo Horizonte: UFMG, 1998. p. 53-54.
Aborda como o corpo e o ambiente não podem ser dissociados ao se buscar a compreensão de aspectos do organismo humano, entre
eles as capacidades físicas.
51
TEMA 4 – ESPORTE – MODALIDADE COLETIVA
A ESCOLHER
Nas 5a e 6a séries/6o e 7o anos do Ensino
Fundamental foram desenvolvidas as quatro
modalidades esportivas mais tradicionais da
Educação Física escolar: futsal, handebol,
basquetebol e voleibol. Não se pretende neste Currículo restringir-se a elas. Professor e
alunos podem eleger outras de interesse do
grupo ou mesmo retomar, dentre as modalidades trabalhadas, alguma que não tenha sido
devidamente explorada ou aquela pela qual
os alunos tenham preferência. O importante neste momento não é a modalidade em si,
mas a forma como se pretende trabalhar com
o esporte coletivo ao longo de todo o Ensino
Fundamental.
Como visto nas outras séries/anos, o esporte coletivo é tomado como categoria que
engloba várias modalidades, uma vez que
todas apresentam a mesma estrutura de funcionamento, com pequenas variações entre
elas. Duas equipes se enfrentam, disputando
uma bola e tentando fazê-la alcançar o alvo
adversário, enquanto defendem o próprio
alvo das investidas da equipe adversária. Essa
mesma estrutura sugere princípios operacionais comuns, tanto de ataque como de defesa, princípios esses que, se apreendidos pelos
alunos, darão a estes autonomia para a prática de várias modalidades esportivas coletivas
(BAYER, 1994, p. 99 e p. 117). São eles:
Em situação de ataque:
Em situação de defesa:
1. recuperação da posse de bola;
2. contenção da bola e da equipe adversária
em direção ao próprio alvo;
3. proteção do alvo.
O interessante dessa concepção é que os
princípios operacionais do esporte coletivo
são generalizáveis, ou seja, podem ser utilizados com as devidas variações em outras
modalidades. Por exemplo, para conseguir a
finalização para o alvo adversário com mais
chance de êxito, é necessário que a equipe atacante realize a circulação da bola com maior
velocidade. Para obter maior velocidade na
circulação, são necessários o domínio de bola
e a constante desmarcação dos jogadores em
relação aos adversários.
O objetivo da Educação Física escolar não é
fazer que os alunos pratiquem uma modalidade esportiva com virtuosismo, mas propiciar o
conhecimento dos princípios gerais de algumas
modalidades e a capacidade de praticá-las nas
aulas e também nos momentos de lazer durante toda a vida. Se compreenderem o jogo na
sua estrutura, todos poderão praticá-lo de uma
forma melhor. Além disso, o melhor conhecimento do esporte permitirá ao aluno assistir às
transmissões esportivas realizadas pelos veículos midiáticos e compreendê-las.
1. conservação da posse de bola;
2. progressão da bola e da equipe em direção
ao alvo adversário;
3. finalização em direção ao alvo.
52
Cabe à Educação Física estimular os alunos a entender a dinâmica tática do esporte
coletivo, sabendo, em uma situação real de
jogo, qual seria a melhor estratégia, tanto em
termos individuais como coletivos.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Nessa concepção de esporte coletivo, praticar uma modalidade esportiva coletiva constitui-se na realização de um conjunto de ações
inteligentes que devem ser ensinadas aos alunos nas aulas de Educação Física. Não se trata apenas de fazê-los repetir os fundamentos
técnicos das várias modalidades, mas levá-los
a compreender que para jogar são necessárias
algumas ações técnico-táticas.
a forma mais simples de jogo, o anárquico,
é aquele em que os praticantes se aglutinam
em torno da bola, não utilizam adequadamente os espaços da quadra ou do campo,
movimentam-se somente em torno da bola
e comunicam-se prioritariamente de forma
verbal. A intenção é que os alunos avancem
nas fases do jogo, compreendendo-o melhor e executando ações mais inteligentes.
A questão principal que se coloca no ensino do esporte coletivo não se resume à força
do chute no futebol ou à altura do salto para
a cortada no voleibol ou à precisão do
arremesso no basquetebol, mas a levar o
aluno a decidir qual é a melhor ação numa
situação real de jogo, quando executá-la e
como se adaptar às situações imprevisíveis
que acontecem a todo instante nesse tipo de
prática esportiva.
A forma mais elaborada de jogo prevê praticantes com melhor relação com a bola, os
quais, mesmo sem a posse dela, movimentam-se
taticamente pelo espaço de jogo, antecipando os passes, tentando se deslocar para onde
a bola deverá ir, sem tanta necessidade da
linguagem verbal quando se trata de pedir a
bola. Enfim, fazem uma leitura mais completa
do jogo, permitindo que haja comunicação e
movimentação inteligentes não só de jogador
para jogador, mas no grupo como um todo
(GARGANTA, 1995).
Dessa forma, a técnica e a tática são vistas
como partes de um mesmo processo, indissociáveis na dinâmica do jogo, uma vez que o
modo de fazer (técnica) depende das razões
para fazer (tática). A técnica não existe sem a
tática e vice-versa. O que deve ser feito numa
determinada situação de jogo é demandado
pelas exigências da situação.
Nessa concepção, jogar melhor uma determinada modalidade esportiva coletiva não
implica somente acertar o alvo ou fazer mais
pontos, mas realizar de forma coletiva ações
que levem a um jogo mais inteligente do ponto de vista tático.
Considerando três indicadores, (a) a comunicação entre os jogadores, (b) a estruturação no espaço de jogo e (c) a relação com
a bola, Júlio Garganta (1995) definiu quatro
fases de compreensão e desenvolvimento do
jogo esportivo coletivo, as quais devem nortear o processo de aprendizagem dos alunos.
São elas: “(1) anárquica, (2) descentração,
(3) estruturação e (4) elaboração”. Assim,
Segundo o autor, o jogo mais fraco em
termos de qualidade é aquele em que todos
se aglutinam em torno da bola, todos querem a bola para si, os alunos não procuram
espaços para facilitar o passe do colega, não
defendem, precisam gritar para ser notados e
receber a bola. Os fatores de desenvolvimento
de um jogo mais organizado são: fazer a bola
correr, afastar-se do colega que tem a bola, dirigir-se para espaços vazios com o objetivo de
receber a bola, fazer sempre a leitura do jogo,
movimentar-se após o passe.
É importante ressaltar que as quatro fases do jogo não estão condicionadas a faixas
etárias ou fases do desenvolvimento motor,
mas a níveis de compreensão do jogo. Dessa forma, pode haver grupos de crianças e
adolescentes que já conseguem praticar o
esporte de forma mais elaborada e adultos
ainda presos a formas anárquicas de prática
(GARGANTA, 1998 apud SILVA; ROSE
JUNIOR, 2005).
53
A intenção em desenvolver o esporte coletivo na 7a série/8o ano é qualificar a prática esportiva dos alunos do ponto de vista técnico-tático. Se na 5a série/6o ano o jogo praticado
era, prioritariamente, anárquico, é possível
agora estimular os alunos a formas de jogo
mais elaboradas, conforme a classificação
apresentada anteriormente. Nesse sentido,
não será destacada neste volume uma modalidade de esporte coletivo. Debata com os alunos e considere as especificidades locais tanto
da escola como do grupo para eleger a modalidade a ser trabalhada, que poderá ser uma
das quatro já vistas nas séries/anos anteriores
(futsal, handebol, basquetebol e voleibol) ou
alguma ainda não trabalhada sobre a qual os
alunos tenham curiosidade, desde que haja
condições de prática na escola. Pode-se também enfatizar as Situações de Aprendizagem
propostas para qualificar o desenvolvimento
do jogo, revisitando as várias modalidades
trabalhadas nas séries/anos anteriores, porém
de forma mais qualificada, tentando tirar os
alunos da fase anárquica para conduzi-los à
fase de elaboração do jogo esportivo. As Situações de Aprendizagem apresentadas a seguir
dão alguns exemplos de intervenção, podendo
ser modificadas em decorrência da modalidade escolhida.
Inicialmente, serão sugeridas atividades
com grupos reduzidos, a fim de otimizar as
ações tanto de defesa como de ataque, estimulando todos os alunos ao contato com a
bola e à comunicação com os colegas. Após
a prática dos jogos com equipes reduzidas,
haverá oportunidade de realização de jogos
com equipes completas, ocasião em que poderão ser praticadas algumas situações vivenciadas anteriormente. No momento dos
jogos com equipes completas, as modalidades poderão ser relembradas, inclusive com
atuação de “arbitragem” por parte dos próprios alunos. Além disso, serão retomados
alguns sistemas de jogo das modalidades
em questão.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5
DESENVOLVENDO ALGUMAS ESTRATÉGIAS DE JOGO DO
ESPORTE COLETIVO (FUTSAL, HANDEBOL, BASQUETEBOL)
A intenção é desenvolver algumas estratégias de jogo em situações reduzidas, no
intuito de proporcionar a participação ativa
de todos os alunos e também otimizar sua capacidade de ação nas situações técnico-táticas
do esporte coletivo.
Conteúdo e temas: técnicas e táticas como fatores de aumento da complexidade do jogo; estratégias de jogo do esporte coletivo.
Competências e habilidades: compreender e valorizar as ações técnico-táticas do esporte coletivo; qualificar as ações necessárias para a prática do esporte coletivo.
Sugestão de recursos: bolas de basquetebol, futsal e handebol.
54
© Wilson Dias/ABr
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Desenvolvimento da Situação de
Aprendizagem 5
Professor, antes de iniciar a Situação de Aprendizagem 5, peça aos
alunos que façam a atividade “Para
começo de conversa”, que consta
no Caderno do Aluno, para diagnosticar seus
conhecimentos sobre o tema.
Uma das características dos esportes coletivos é o enfrentamento de duas equipes na
disputa de uma bola, com o objetivo de chegar ao alvo do adversário. Ao mesmo tempo,
as equipes procuram defender o seu próprio
alvo das ações ofensivas do adversário.
c) Ataque: equipe azul-escura
Defesa: equipe verde e amarela
© Wilson Dias/ABr
Essas situações são conhecidas como ataque
(sistemas ofensivos) e defesa (sistemas defensivos).
© Frank Paul/Alamy/Glow Images
1. Analise as imagens a seguir e indique a equipe que está no ataque e a que está na defesa.
d) Ataque: equipe verde e amarela
Defesa: equipe azul e branca
Chris Cole/Bridge/Duomo/Corbis/Latinstock
© Dennis Mac Donald/Alamy/Glow Images
a) Ataque: equipe verde
Defesa: equipe laranja
b) Ataque: equipe azul
Defesa: equipe vermelha
e) Ataque: equipe verde e branca
Defesa: equipe branca e azul
55
As situações de ataque e defesa compõem o
que chamamos de tática de jogo. Nas aulas de
Educação Física, quando você aprendeu a jogar as modalidades coletivas, o professor deve
ter alertado para a importância da tomada de
decisão dos jogadores durante a partida e da
necessidade de cada um e de todos encontrarem as melhores saídas para as situações que se
apresentarem durante um jogo. Isso tudo porque, nos esportes coletivos, os acontecimentos
são imprevisíveis. Embora os jogadores estejam
posicionados segundo o sistema de jogo adotado (disposição dos jogadores na área de jogo),
a forma como cada jogador reage ao deslocamento da bola ou aos adversários depende de
sua capacidade de escolher a melhor opção
(tocar a bola para a frente ou para o lado, por
exemplo). Portanto, a tática de jogo depende
da capacidade individual de cada jogador e da
capacidade da equipe para que, coletivamente,
escolham a alternativa mais vantajosa a fim de
alcançar o resultado desejado.
2. Nas situações de jogo, os jogadores realizam
situações e movimentações de ataque e defesa. Coloque A para a ação de ataque e D
para a ação de defesa:
(A)
(D)
(A)
(D)
(D)
conservar a posse de bola.
proteger o alvo.
progredir em direção ao alvo adversário.
recuperar a posse de bola.
impedir a progressão da equipe
adversária em direção ao alvo.
( A ) finalizar em direção ao alvo.
Etapa 1 – Fazendo a “trança” no ataque
Três alunos devem posicionar-se no ataque
contra três alunos alocados na defesa, todos
dispostos na meia quadra. Os alunos do ataque
procuram trocar passes rapidamente, passando
a bola e ocupando o lugar de quem a recebeu,
criando uma dinâmica conhecida como “trança”. Quando surgir a oportunidade, devem se
infiltrar em direção ao alvo. Os três alunos defensores tentam impedir a movimentação.
56
Pretende-se com essa atividade oportunizar a movimentação rápida e inteligente
dos alunos, tanto no ataque como na defesa. No ataque, a movimentação é necessária para a desmarcação, gerando melhores oportunidades para a finalização. Na
defesa, a movimentação é necessária para
impedir ou dificultar a finalização. Todos
os alunos devem passar pelas situações de
ataque e defesa.
Etapa 2 – Saindo em contra-ataque
Três alunos colocam-se no ataque contra
dois alocados na defesa. Os alunos do ataque,
posicionados na zona central da quadra, recebem um lançamento do professor e partem
para o ataque. Os dois alunos defensores, posicionados na área de defesa próxima ao seu
alvo, tentam impedir a finalização, interceptando os passes ou roubando a bola dos atacantes
sem cometer infração.
Pretende-se com essa atividade oportunizar um rápido ataque, em virtude da vantagem
numérica de atacantes. Pretende-se também
que os defensores tentem marcar um número
maior de atacantes, desenvolvendo ações de
cobertura. Todos os alunos devem passar pelas situações de ataque e defesa.
Etapa 3 – Recuperando na defesa
Três alunos realizam o ataque contra três
alunos defensores. Quando os atacantes finalizarem em direção ao alvo, retornarão,
imediatamente, à sua quadra para realizar a
próxima defesa, enquanto outros três alunos,
posicionados fora da quadra, na linha central, entram para realizar o ataque seguinte.
Todos os alunos passam, inicialmente, pela
situação de ataque e, posteriormente, pela situação de defesa.
Pretende-se nesse jogo estimular a rápida
recuperação dos alunos na organização de
sua defesa.
© Ultimate Group,LLC/Alamy/Glow Images
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Figura 9 – Basquetebol.
Etapa 4 – Ataque e defesa na quadra
inteira
Três alunos realizam o ataque contra três
alunos defensores. Semelhante à etapa anterior, esse exercício, realizado na totalidade
da quadra, estimula a organização da equipe defensora para realizar a transição em direção ao ataque. Um trio sai de sua defesa e
ataca um trio defensor; este, após recuperar
a bola ou sofrer a finalização, parte, rapida-
mente, para o ataque na quadra contrária,
enfrentando o trio que se posicionou na defesa. Todos os alunos passam, inicialmente,
pela situação de defesa e, posteriormente,
pela de ataque.
Caro professor, oriente os alunos a realizarem a “Pesquisa
em grupo”, sugerida no Caderno do Aluno, como suporte
para a próxima etapa.
57
© Conexão Editorial
Em um jogo, cada um dos jogadores da
equipe ocupa uma posição na quadra ou no
campo, segundo o sistema definido, previamente, pelo professor, pelo técnico ou pelos
integrantes do grupo. Essas posições levam
em conta, entre outras coisas, as habilidades de cada um, bem como os pontos fortes
e fracos da equipe e do adversário. Quando
a equipe prepara o ataque ou a defesa, deve
observar como está organizada a equipe adversária e procurar encontrar os pontos vulneráveis, ou seja, os espaços ou falhas, para
aproveitar-se deles e alcançar o objetivo final,
Futebol: Sistema 3-5-2.
58
que é o gol ou a cesta, por exemplo. A equipe
pode, ainda, interceptar o ataque do adversário. Essa disposição dos jogadores é definida por números que indicam a posição e a
localização de cada um na área de ataque ou
defesa e também a sua função. Na primeira
figura, por exemplo, temos a organização 3-52 do futebol, com um goleiro, três zagueiros,
três meio-campistas (dois volantes e um meia
ou vice-versa), dois alas e dois atacantes. Já
na figura seguinte, temos o sistema defensivo 6:0 do handebol, com todos os jogadores
distribuídos ao longo da linha da área de gol.
Linha da área do gol
Linha de 7 metros
Linha de tiro livre
Linha central
Linha lateral
© Conexão Editorial
Linha de fundo
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Handebol: Sistema 6:0 (defesa).
© Estúdio Amarelo
© Conexão Editorial
1. Com base nos exemplos dados, pesquise
com os seus colegas pelo menos uma posição tática do basquetebol e uma posição
tática do voleibol. Assinale as posições nas
quadras a seguir reproduzidas e indique a
respectiva numeração (como foi feito nos
exemplos anteriores: 3-5-2; 6:0):
Basquetebol e voleibol:
Resposta pessoal. Espera-se
que os alunos consigam registrar algumas variações das
posições táticas do basquetebol e do voleibol (por exemplo: 1x2x2 no basquetebol ou 5x1 no voleibol).
59
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6
ORGANIZANDO AS FUNÇÕES OFENSIVAS E DEFENSIVAS
DO ESPORTE COLETIVO
Após a realização de algumas estratégias
de jogo em situações reduzidas, pretende-se
agora montar a organização das equipes,
tanto em relação ao posicionamento ofensivo quanto ao defensivo, chegando ao jogo
com equipes completas em toda a quadra.
Pretende-se também o desenvolvimento da
marcação individual e por zona no futsal,
no basquetebol e no handebol. Organize
os alunos a fim de que eles se revezem para
arbitrar os jogos. As etapas desenvolvidas
a seguir oferecem exemplos para as quatro
modalidades já tratadas anteriormente (voleibol, basquetebol, handebol e futsal).
Conteúdo e temas: técnicas e táticas como fatores de aumento da complexidade do jogo; posicionamento
ofensivo e defensivo no esporte coletivo; noções de arbitragem.
Competências e habilidades: compreender e valorizar as ações técnico-táticas do esporte coletivo;
qualificar as ações necessárias para a prática do esporte coletivo; compreender os sistemas de jogo
do esporte coletivo; compreender as principais regras de jogo do esporte coletivo, necessárias tanto
para a prática como para a arbitragem.
Sugestão de recursos: bolas de voleibol, basquetebol, handebol e futsal; rede de voleibol.
Desenvolvimento da Situação de
Aprendizagem 6
saques, cortadas e bloqueios, além de orientações em relação ao posicionamento ofensivo e
defensivo das equipes na quadra.
Etapa 1 – Voleibol
Etapa 2 – Basquetebol
Disponha duas equipes na quadra de voleibol, cada uma com três alunos. Lance uma
bola no fundo da quadra a fim de que um dos
alunos faça a recepção e, na sequência, o levantamento e a passagem para a outra quadra,
por meio de toque ou manchete, ainda sem a
realização da cortada. Se a equipe adversária
conseguir receber, o jogo segue; se errar, lance
outra bola para o fundo da quadra, a fim de
que a outra equipe realize o processo dos três
passes. Conforme avança a sequência de jogadas, aumente o número de jogadores de cada
equipe para quatro, depois cinco, até chegar aos
seis jogadores. Com a melhoria do jogo em virtude da repetição, poderá haver a realização de
60
Disponha duas equipes em cada meia
quadra em situação de ataque e defesa.
Solicite, inicialmente, que a equipe defensora
realize marcação individual. Posteriormente,
recomende a marcação por zona, orientando
os alunos em relação ao seu posicionamento.
Inicie a defesa por zona 2×1×2, alternando
a seguir para 2×3, 3×2 e 1×2×2. No ataque,
estimule as jogadas sem pivô e, depois, com
um e com dois pivôs. Após a prática em meia
quadra, realize jogos em toda a quadra, solicitando às equipes diferentes tipos de marcação.
É importante que os alunos se alternem nas
diversas funções das diferentes defesas.
© David Madison/Allsport Concepts/Getty Images
© Wilson Dias/ABr
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Figura 11– Handebol.
Etapa 3 – Handebol
Etapa 4 – Futsal
Disponha duas equipes em cada meia quadra
em situação de ataque e defesa. Solicite, inicialmente, que a equipe defensora realize marcação
individual. Posteriormente, recomende a marcação por zona, orientando os alunos em relação
ao seu posicionamento. Inicie pela defesa 6:0,
mudando em seguida para as defesas 5:1 e 4:2. No
ataque, varie o posicionamento: inicialmente, sem
pivô e, depois, com um e com dois pivôs. Após a
prática em meia quadra, realize jogos em toda a
quadra, solicitando às equipes diferentes tipos de
marcação. É importante que os alunos se alternem nas diversas funções das diferentes defesas.
Disponha duas equipes em cada meia
quadra na situação de ataque e defesa. Solicite, inicialmente, que a equipe defensora
realize marcação individual. Posteriormente, recomende a marcação por zona, orientando os alunos em relação ao seu posicionamento. Oriente as equipes em relação aos
sistemas de jogo 2-2, 3-1, 1-3 e 1-2-1. Após
a prática em meia quadra, realize jogos em
toda a quadra, solicitando às equipes diferentes tipos de marcação. É importante que
os alunos se alternem nas diversas funções
das diferentes defesas.
© Haroldo Palo Jr./Kino
Figura 10 – Voleibol.
Figura12 – Futsal.
61
Você estudou e vivenciou algumas formas
de deslocamento que podem ser realizadas
nos esportes coletivos. Você se lembra das vivências e correrias nos contra-ataques?
© Jayme Thornton Photography/Getty Images
Você não deve ter esquecido também as
tentativas de recuperação de bola (às vezes,
desesperadas) quando o adversário tomou a
bola de sua equipe, não é?
© Peter Beavis/Stone/Getty Images
E quando o professor pediu que você aplicasse uma tática de ataque ou de defesa no jogo?
© Randy Faris/Corbis/Latinstock
Professor, quando encerrar este
conteúdo indique, para a próxima
aula, a realização da “Lição de
casa”, sugerida no Caderno do
Aluno. Aproveite para recomendar os sites
das confederações para que a turma amplie
seus conhecimentos. Trabalhe com os alunos
as atividades “Você aprendeu?” e “Desafio!”,
também disponíveis no Caderno do Aluno.
1. Selecione uma das situações que você vivenciou e descreva-a. Você pode pedir ajuda aos
colegas mais experientes, pesquisar em sites,
revistas, jornais etc. Assinale a sua opção e
faça uma redação, descrevendo como se dá
o movimento escolhido e em que esporte ele
é usado. Pode também ilustrar com desenhos, recortes de jornais ou outro meio.
Eu escolhi escrever sobre (marque um X):
( ) contra-ataque.
( ) recuperação da posse de bola.
( ) ataque e contra-ataque – o jogo.
Espera-se que, a partir da vivência em sala de aula, o aluno consiga selecionar uma das situações e descrevê-la ou
ilustrá-la, tendo como base uma das modalidades coletivas
praticadas (basquetebol, futsal, handebol, voleibol).
62
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Até agora foram estudados alguns dos sistemas táticos usados em modalidades coletivas.
Responda às questões a seguir
conforme a modalidade trabalhada. Se você
souber as respostas, mesmo que o esporte não
tenha sido trabalhado, pode responder também
(parabéns por se interessar pela prática esportiva!). Vamos lá, então?
1. Handebol: sistema 6:0
2. Voleibol: sistema 5×1
© Conexão Editorial
© Conexão Editorial
Coloque em cada quadra a disposição dos
atletas conforme o sistema solicitado.
© Conexão Editorial
© Estúdio Amarelo
4. Basquetebol: sistema 2×1×2
3. Futsal: sistema 2×2
63
Desafio!
Escreva no diagrama as palavras listadas a seguir, respeitando os cruzamentos.
Atletas de seleções brasileiras
6 letras
Amaury
Branca
Carlão
Falcão
Wlamir
Janeth
Neymar
5 letras
Bruno
Chana
Moser
Dante
Marta
Oscar
Paula
Tande
Xandó
4 letras
Ciço
Giba
Kaká
Mari
Pelé
Zico
J
7 letras
Robinho
Romário
Ronaldo
9 letras
Garrincha
Jaqueline
Venturini
8 letras
Ubiratan
Vinícius
10 letras
Ronaldinho
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L
11 letras
Bernardinho
X
A
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Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
ATIVIDADE AVALIADORA
Proponha situações ocorridas nas várias
modalidades que constituem o esporte coletivo, apresentadas como problemas a serem discutidos, vivenciados e solucionados pelos alunos (divididos em grupos de número igual aos
jogadores de cada modalidade), por escrito ou
mediante demonstração na quadra. Com isso,
será possível avaliar, inicialmente, a capacidade dos alunos de pensar taticamente o esporte
coletivo e, posteriormente, realizar na quadra
as ações pensadas. Não valorize a execução
perfeita das ações específicas do jogo nem verifique se a ação proposta culminou na consecução de ponto. Avalie a compreensão, por parte
dos alunos, da situação de jogo proposta e das
iniciativas para solucioná-la. Alguns exemplos:
f Como uma equipe de voleibol, de posse da
bola, deveria agir para proporcionar um
ataque mais rápido de meio de rede?
f Qual a melhor estratégia para uma equipe
de basquetebol numa situação de ataque
em que dispusesse de superioridade numérica de jogadores?
f Qual a melhor estratégia para uma equipe
de handebol numa situação de defesa na
qual estivesse em desvantagem numérica
de jogadores?
f Como uma equipe de futsal deveria se comportar se estivesse perdendo o jogo e faltasse
pouco tempo para o término da partida?
Ao final de cada situação de jogo proposta,
discuta com os alunos as alternativas apresentadas pelas equipes e realize as correções necessárias. É importante garantir que os alunos
atentem para a organização tática coletiva,
em vez de recorrerem às iniciativas individuais
para a solução das situações propostas.
Descreva para os alunos situações reais de
jogo de várias modalidades esportivas, fazendo-os colocarem-se como árbitros e pedindo que
opinem. Isso pode ser feito na forma de uma
gincana a que os vários grupos devem responder
a questões propostas, contando pontos para as
respostas certas. O objetivo é que os alunos relembrem as regras das modalidades esportivas.
PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO
Durante o percurso pelas Situações de
Aprendizagem, alguns alunos poderão não
apreender os conteúdos da forma esperada.
É necessário, então, que novas Situações de
Aprendizagem sejam propostas, permitindo
ao aluno revisitar de novas maneiras o processo. Essas estratégias podem ser desenvolvidas durante as aulas ou em outros momentos, envolvendo todos os alunos ou apenas
aqueles que apresentaram dificuldades. Podem ser desenvolvidas individualmente ou
em pequenos grupos. Por exemplo:
f roteiro de estudos com perguntas norteadoras elaboradas por você, professor, refe-
rentes aos princípios técnico-táticos ou às
regras do esporte coletivo, para posterior
apresentação em registro escrito;
f resolução de outras situações-problema,
não contempladas na atividade-avaliadora, referentes aos processos técnico-táticos
do esporte coletivo;
f atividade-síntese de um determinado conteúdo, em que as várias atividades sejam
refeitas em apenas uma aula e discutidas
posteriormente. Por exemplo: circuito
que contemple diferentes preceitos e sistemas táticos das modalidades do esporte coletivo.
65
RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Livros
Artigos
BAYER, Claude. O ensino dos desportos colectivos. Lisboa: Dinalivros, 1994. O autor discute o
processo de ensino dos esportes coletivos, apresentando os princípios operacionais comuns às
modalidades esportivas.
DAOLIO, Jocimar. Jogos esportivos coletivos:
dos princípios operacionais aos gestos técnicos
– modelo pendular a partir das ideias de Claude
Bayer. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 10, n. 4, p. 99-103, 2002. Disponível em:
<http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/
article/view/478/503>. Acesso em: 24 maio
2013. O artigo parte das ideias de Claude Bayer
sobre o esporte coletivo e propõe um modelo
para abordá-las do ponto de vista pedagógico.
GARGANTA, Júlio. Para uma teoria dos
jogos desportivos colectivos. In: OLIVEIRA, José; GRAÇA, Amândio. O ensino dos
jogos desportivos. 2. ed. Porto: Universidade
do Porto, 1995. O autor propõe uma discussão sobre o processo de ensino-aprendizagem
das modalidades esportivas coletivas.
GRECO, Pablo J. (Org.). Iniciação esportiva universal: metodologia da iniciação
esportiva na escola e no clube. Belo Horizonte: UFMG, 2007. v. 2. O autor trata da iniciação esportiva na escola e no clube, mostrando
as particularidades técnicas e os métodos de
treinamento para o esporte coletivo.
OLIVEIRA, Júlio; GRAÇA, Amândio. O ensino
dos jogos desportivos. 2. ed. Porto: Universidade
do Porto, 1995. Os autores abordam vários aspectos do processo de ensino-aprendizagem
das modalidades esportivas coletivas.
PIRES, Giovani de L.; NEVES, Annabel das.
O trato com o conhecimento esporte na formação em Educação Física: possibilidades para
sua transformação didático-metodológica. In:
KUNZ, Elenor (Org.). Didática da Educação
Física. 2. ed. Ijuí: Unijuí, 2004. p. 53-97. v. 2. Os
autores discutem as implicações de uma possível transformação do esporte no âmbito da
Educação Física escolar. Propõem ações pedagógicas na perspectiva da totalidade técnica,
interativa e comunicativa, consideradas necessárias para que os alunos aprendam o esporte
com autonomia e competência.
66
SILVA, Thatiana A. F.; ROSE JUNIOR,
Dante de. Iniciação nas modalidades esportivas
coletivas: a importância da dimensão tática.
Revista Mackenzie de Educação Física e
Esporte, v. 4, n. 4, p. 71-93, 2005. Disponível
em: <http://editorarevistas.mackenzie.br/index.
php/remef/article/view/1310/1020>. Acesso em:
1 ago. 2013. O artigo defende a importância
do desenvolvimento da dimensão tática na
iniciação nas modalidades esportivas coletivas,
levando em consideração as características de
cada modalidade e das crianças.
Sites
O site do Comitê Olímpico Brasileiro e os sites
das confederações esportivas brasileiras podem
auxiliar tanto o aluno quanto o professor em
seus estudos e pesquisas para aprofundamento
do assunto esporte coletivo, com informações
oficiais sobre competições e transmissões pela
televisão. Também apresentam as regras oficiais
da modalidade, algumas informações históricas,
as principais conquistas das seleções nacionais
em várias categorias e acesso para outros sites,
bem como alguns pequenos vídeos. Confira:
Comitê Olímpico Brasileiro. Disponível em:
<http://www.cob.org.br>. Acesso em: 24
maio 2013.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Confederação Brasileira de Basquetebol. Disponível em: <http://www.cbb.com.br>. Acesso em: 24 maio 2013.
em: <http://www.cbv.com.br>. Acesso em: 24
maio 2013.
Outros esportes coletivos
Confederação Brasileira de Futebol. Disponível em: <http://www.cbf.com.br>. Acesso em:
24 maio 2013.
Confederação Brasileira de Futebol de Salão.
Disponível em: <http://www.cbfs.com.br>.
Acesso em: 24 maio 2013.
Confederação Brasileira de Handebol. Disponível em: <http://www.brasilhandebol.com.
br>. Acesso em: 24 maio 2013.
Confederação Brasileira de Voleibol. Disponível
Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol.
Disponível em: <http://www.cbbs.com.br>.
Acesso em: 24 maio 2013.
Confederação Brasileira de Futevôlei.
Disponível em: <http://www.cbfv.com.br>.
Acesso em: 24 maio 2013.
Confederação Brasileira de Hóquei e
Patinação. Disponível em: <http://www.
cbhpvelocidade.com.br>. Acesso em: 24
maio 2013.
67
TEMA 5 – GINÁSTICA – PRÁTICAS CONTEMPORÂNEAS,
PRINCÍPIOS ORIENTADORES, TÉCNICAS E EXERCÍCIOS
A ginástica aeróbica expandiu-se na década de 1980, tendo sido beneficiada pela
popularidade obtida na década anterior em
função do conceito de “exercício aeróbico”, difundido pelo médico estadunidense
Kenneth Cooper (criador do que ficou conhecido como “Método Cooper”). As esteiras rolantes e bicicletas ergométricas logo chegaram
como alternativas para a exercitação aeróbica.
A ginástica localizada, em obediência
a princípios biomecânicos, fisiológicos e
anatômicos, busca isolar os grupamentos
musculares que se deseja atingir e atender a
diferentes finalidades: emagrecimento, delineamento ou hipertrofia muscular, resistência muscular etc. Com isso, promete atender
aos interesses estéticos dos praticantes. Nela
os exercícios podem valer-se do peso do próprio corpo ou requerer o uso de pequenos
pesos (halteres, caneleiras etc.) como sobrecarga. Por isso, às vezes essa modalidade
é confundida com aquela prática ginástica
batizada de “musculação”, embora esta se
caracterize mais pelo uso de máquinas sofisticadas, de alta eficiência no isolamento dos
músculos e na graduação da carga.
Tanto a ginástica aeróbica como a ginástica localizada experimentaram variações
e ramificações, muitas vezes atendendo a
“modismos”: cardiofunk, power yoga, step,
aeroboxe etc. Nos últimos anos, cresceram
em larga escala os programas padronizados
de ginástica, concebidos e comercializados
por empresas especializadas, com forte apoio
de estratégias de marketing, como o sistema
“body” – aulas coreografadas que podem utilizar barras, pesos (pump) e steps, entre outros. A desvantagem desses programas é que,
ao padronizar os exercícios e sua progressão,
68
perdem de vista a heterogeneidade e a individualidade dos praticantes.
Outra tendência são as chamadas ginásticas “alternativas”, como a ginástica natural
(que se baseia nos movimentos dos animais),
e o Método Pilates, criado nas primeiras
décadas do século XX, com foco na postura e
no fortalecimento muscular conjugado à flexibilidade, mediante utilização de equipamentos
especialmente concebidos para esses fins.
De modo geral, todas as modalidades de ginástica que se valem de exercícios contra resistência, como a musculação e a ginástica localizada, acompanharam a evolução dos métodos
de treinamento, em especial aqueles relacionados às alterações sobre a estrutura músculo-articular, e são regidas pelos princípios mais
gerais do treinamento físico-esportivo, além de
princípios específicos, entre os quais:
a) Princípio da estruturação das séries
de exercícios
Os grandes grupamentos musculares devem
ser exercitados antes dos pequenos, em virtude
da tendência de esses pequenos grupamentos
chegarem à fadiga antes dos grandes quando
submetidos a cargas proporcionais. No caso
dos iniciantes, as séries de exercícios devem
alternar os segmentos corporais requisitados
durante a realização dos exercícios, visando
a retardar a fadiga muscular. O número de
repetições dos exercícios deve ser organizado
em blocos, denominados “séries”. Quando o
objetivo é a força (hipertrofia muscular), as
séries devem ter poucas repetições com maior
carga; se o objetivo é desenvolver resistência
muscular, deve-se realizar maior número de
repetições com pouca carga.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
b) Princípio da sobrecarga
Diz respeito à graduação adequada dos
fatores do treinamento (intensidade e volume),
de modo a estimular o aumento das capacidades funcionais do organismo. Ou seja,
significa obedecer à progressividade da carga
de trabalho, a partir do volume e da intensidade do programa, objetivando o alcance de
novos níveis de adaptações morfofisiológicas
não alcançados com a utilização de cargas
constantes.
A progressividade da carga deve considerar a individualidade do praticante quanto
à sua condição orgânica, à sua capacidade
de recuperação pós-esforço e à sua capacidade de adaptação a novos estímulos. Em linhas
gerais, o volume e a intensidade no início de
qualquer programa devem ser baixos, aumentados com a evolução da condição física
de cada pessoa. Tal princípio também atende
à necessidade de adaptação dos músculos e
dos tendões para prevenir lesões.
Na ginástica aeróbica, é importante atentar para os seguintes parâmetros: frequência
(três a cinco vezes por semana); intensidade
(de 60% a 85% da frequência cardíaca máxima, respectivamente, para sedentários e treinados); e duração (de 20 a 60 minutos por
sessão). Além disso, é preciso cautela com
os chamados “exercícios de alto impacto”,
aqueles em que os dois pés saem do solo simultaneamente, pois podem ocasionar lesões
nos tornozelos e nos joelhos.
A ginástica aeróbica tornou-se também
uma modalidade esportiva (ginástica aeróbica esportiva) ligada às federações e confederações de ginástica, além de ligas e federações próprias, que promovem competições
nas quais as séries de exercícios executadas
pelos ginastas são avaliadas com base em referenciais de desempenho padronizados, por
meio de um código de pontuação. Contudo,
a ginástica aeróbica como esporte não será
tratada neste tema.
Intensidade é o grau de esforço momentâneo necessário à realização de um exercício,
traduzido pela quantidade de energia utilizada na sua execução e representado, no caso
da ginástica localizada, pelo peso (quilagem)
em cada série, pela duração dos intervalos
entre as séries e pelo percentual da frequência cardíaca máxima (FCM), no caso da ginástica aeróbica.
Volume é a quantidade de trabalho realizado, representado pela duração e pela frequência das sessões.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 7
VIVENCIANDO E ENTENDENDO A GINÁSTICA
Os alunos vivenciarão três práticas distintas de ginástica e, em seguida, discutirão as vivências,
com base em questões propostas por você, para perceber semelhanças e diferenças.
69
Conteúdo e temas: alongamento; ginástica aeróbica; ginástica localizada: princípios orientadores, técnicas e exercícios.
Competências e habilidades: discriminar diversos tipos de ginástica; identificar as principais
características do alongamento, da ginástica aeróbica e da ginástica localizada; reconhecer a
participação na ginástica como possibilidade do Se-Movimentar.
© Ian Thraves/Alamy/Glow Images
Sugestão de recursos: papel sulfite; canetas; garrafas PET; borrachas elásticas; aparelho de
som; CD; vídeo sobre ginástica (opcional).
Figura 13 – Ginástica localizada.
70
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Professor, antes de realizar a Situação de Aprendizagem 7, faça com
os alunos a leitura da atividade
“Para começo de conversa”, que
consta no Caderno do Aluno. Isso permitirá
que sejam levantados os conhecimentos prévios dos alunos sobre o conteúdo ginástica.
Quem não ouviu falar em ginástica? É
possível presenciar alguém que ganhou uns
quilinhos a mais e dizer: “Preciso fazer ginástica pra perder essa barriguinha” ou “na
minha época, nas aulas de Educação Física,
se fazia muita ginástica. Era muita flexão,
abdominal, corrida...”. Sim, essas atividades representavam a forma tradicional da
ginástica.
Hoje, há uma série de práticas de ginástica adaptadas aos valores e estilos de vida
contemporâneos, aos avanços tecnológicos,
às descobertas resultantes de estudos e pesquisas nessa área.
As diferentes práticas corporais na área da
ginástica realizadas, principalmente, em academias são um fenômeno relativamente novo. Na
década de 1980, um médico estadunidense chamado Kenneth Cooper difundiu a importância
do “exercício aeróbico” para a manutenção
da saúde e da qualidade de vida, propondo
práticas de caminhada, corrida, ginástica aeróbica, dança e outras atividades que melhorassem a capacidade aeróbia. Muitos diziam,
quando iam caminhar ou correr, que estavam
fazendo cooper, mostrando, nitidamente, a influência dos estudos do médico na difusão dos
exercícios aeróbicos. Teve início um verdadeiro efeito dominó.
A adesão à prática dos exercícios aeróbicos, em busca da manutenção da saúde e
de melhor qualidade de vida, associada à
diminuição na quantidade de espaços livres
nos grandes centros urbanos, à redução da
segurança nas ruas, ao aumento do sedentarismo, à difusão da modalidade pela mídia
e ao avanço dos estudos nas áreas da saúde e atividade física, a um maior acesso às
informações e outros avanços ocorridos no
final do século passado e início deste século,
gerou um verdadeiro boom na área da ginástica, resultando numa diversificação nunca
antes vista.
Segundo a revista Veja, o Brasil é o segundo país do mundo em número de academias,
perdendo apenas para os Estados Unidos.
Confira a seguir como a onda do fitness vem
afetando a vida dos brasileiros.
© Revista Veja – Edição especial "Saúde e forma física"/Editora Abril – Dez. 2003.
71
© Leo Feltran/Editora Abril
© Revista Veja – Edição especial “Saúde e forma física”/Editora Abril – Dez. 2003.
a) Alongamento.
72
roupas, esteiras, bicicletas, colchonetes, aparelhos para musculação etc.), imprimindo um
novo comportamento no consumidor e também na moda, só para citar um dos segmentos.
1. Com tanta divulgação e informação, você é
capaz de dizer que nome se dá, hoje, a esses
tipos de prática corporal?
© Chad Ehlers/Alamy/Glow Images
© Altrendo Collection-Getty Images
© Juriah Mosin/Hemera/Thinkstock/
Getty Images
Há tantas opções, que provavelmente alguma delas você já deve ter visto, experimentado ou ouvido falar. Temos ginástica
localizada, aeróbica, natural, power yoga,
step, musculação, os sistemas “Body”, Pilates etc. No entanto, com diversificação da
ginástica, proliferaram as indústrias de equipamentos e trajes esportivos (tênis, bonés,
b) Musculação.
c) Step.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
2. Você conhece os equipamentos utilizados na ginástica?
c)
d)
© Altrendo Collection/Getty Images
© Fernando Favoretto
b)
© Fernando Favoretto
a)
g)
© Fernando Favoretto
© Fernando Favoretto
f)
© Fernando Favoretto
© Fernando Favoretto
e)
Coloque nos parênteses a letra da figura que corresponda ao nome do equipamento:
( D ) colchonetes.
( F ) halteres.
( A ) esteira ergométrica.
( E ) tornozeleira.
( B ) bicicleta ergométrica.
( C ) fitball.
( G ) step.
73
Desenvolvimento da Situação de
Aprendizagem 7
Etapa 1 – Vivenciando a ginástica
Proponha a vivência de três atividades de
ginástica:
f alongamento: 5 a 10 minutos;
f uma sequência (rotina) de exercícios típicos
da ginástica aeróbica: 10 a 15 minutos;
f um circuito com exercícios típicos da ginástica localizada, envolvendo várias partes do
corpo: 20 a 25 minutos.
No alongamento, privilegie os grupos
musculares que serão exigidos nos exercícios
subsequentes. A rotina da ginástica aeróbica
pode ser comandada por você ou por alunos
que tenham experiência e facilidade para tal
(nesse caso, combine a rotina, previamente,
com os alunos). Caso essas alternativas não
sejam possíveis, pode-se apresentar um vídeo
com uma sessão de ginástica aeróbica ou convidar um profissional de academia para desenvolvê-la na aula. Utilize uma música sugerida
pelos próprios alunos.
O circuito de ginástica localizada poderá
ter de seis a oito estações, com a utilização
do peso do próprio corpo (abdominais, agachamentos etc.) ou com materiais alternativos para servir de sobrecarga, como garrafas PET de vários tamanhos cheias de areia
ou de água. Para exercícios de braço e antebraço, borrachas elásticas (“tripa de mico”,
por exemplo) com um dos lados afixados
em algum local podem servir de resistência.
Sugere-se um tempo de execução em cada
estação de 30 segundos a 1 minuto, com dois
a três minutos para troca de estação e descanso. Sugerem-se variações quanto ao tempo de recuperação de uma estação a outra,
para que o aluno possa identificar a relação
74
entre esforço (volume e intensidade), recuperação e capacidade física desenvolvida. O
circuito poderá ser realizado uma ou duas
vezes, dependendo do tempo disponível, da
condição física dos alunos e do nível de exigência dos exercícios.
Etapa 2 – Entendendo a ginástica
Proponha aos alunos que reflitam e respondam (em pequenos grupos ou com toda
a turma) a algumas questões a respeito das
situações vivenciadas: O que as ginásticas
realizadas têm em comum? Quais capacidades físicas foram exigidas? No circuito, foi
possível perceber a relação entre tempo de
esforço, tempo de recuperação e as capacidades físicas envolvidas? Com que objetivo
as pessoas fazem ginástica? De qual das ginásticas vivenciadas vocês mais gostaram?
O que entendem por ginástica? Todos se esforçam da mesma forma em uma sessão de
ginástica? Qual das ginásticas vivenciadas
foi mais cansativa? Quais os tipos de ginástica que conhecem?
Procure levar os alunos a perceber que:
f existem pontos comuns e diferenciados
entre as ginásticas realizadas, em termos
de objetivos, capacidades físicas envolvidas, tipos de exercícios e nível de esforço
físico exigido;
f há diferenças no desempenho individual
nas ginásticas vivenciadas, dependendo do
nível de condição física, dos interesses e
das preferências de cada aluno;
f há, atualmente, grande diversidade de ginásticas, algumas ligadas a “modismos”:
aeroboxe, cardiofunk, bodypump, hidroginástica etc.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 8
ESTUDANDO MAIS GINÁSTICA
A fim de aprofundar o estudo da ginástica, os alunos apresentarão uma pesquisa
realizada em diversas fontes (revistas, livros,
sites) sobre objetivos, princípios orientadores
e principais exercícios e técnicas das modalidades de ginástica vivenciadas, e também de
uma modalidade indicada por você. Após a
divulgação dos resultados da pesquisa, os alunos discutirão sobre as informações apresentadas. Por fim, você explicitará os princípios
orientadores e organizacionais de uma sessão
de ginástica.
Conteúdo e temas: diversificações das ginásticas aeróbica e localizada; ginásticas “alternativas” – princípios orientadores, técnicas e exercícios.
Competências e habilidades: discriminar os diversos tipos de ginástica; identificar as principais
características de algumas variações das ginásticas aeróbica e localizada e de algumas ginásticas “alternativas”; analisar os princípios orientadores da ginástica aeróbica e da ginástica
localizada; identificar as partes de uma sessão de ginástica aeróbica ou ginástica localizada.
Sugestão de recursos: computador com acesso à internet; livros e revistas sobre ginástica;
cartolina; canetas.
Desenvolvimento da Situação de
Aprendizagem 8
Etapa 1 – Pesquisar e compartilhar
conhecimentos sobre ginástica
Peça aos alunos que, em grupos, pesquisem na internet, em livros e revistas especializadas sobre uma das ginásticas vivenciadas,
além de outra modalidade de ginástica sugerida por você, e, quando possível, entrevistem
profissionais em academias a esse respeito.
O trabalho deve ser recomendado a todos
os alunos. A pesquisa poderá ser apresentada em forma de seminários, cartazes, slides
ou vídeos, procurando enfatizar objetivos,
princípios orientadores e principais exercícios e técnicas das modalidades. Para evitar
grupos com trabalhos iguais, indique os tipos
de ginástica a serem pesquisados (ginástica
natural, Pilates, hidroginástica, aeroboxe,
bodypump etc.), sorteando-os entre os grupos.
Após as apresentações, proponha uma
discussão sobre as diferenças e semelhanças
entre as ginásticas apresentadas: objetivos,
principais características, público praticante, dificuldades, local e equipamentos necessários para a prática; relação com a saúde e
outros aspectos que julgar pertinentes.
Ao final, explicite os princípios orientadores e a organização de uma sessão de ginástica
localizada ou de ginástica aeróbica.
Caro professor, a seção “Pesquisa em grupo”, disponível no Caderno do Aluno, sistematiza a
atividade sugerida nesta etapa.
Reúna-se com seus colegas e, juntos, pesquisem sobre uma das ginásticas que vocês estão
estudando e outra forma de ginástica que vocês
não viram ainda. Procurem em sites, revistas e
jornais (vejam algumas dicas na seção “Para
75
saber mais”). Vocês também poderão fazer entrevistas com profissionais da área em alguma
academia das proximidades.
7. Qualquer academia pode oferecer essa ginástica ou é preciso obter alguma licença?
Por quê?
Para orientar a pesquisa, respondam às
questões a seguir:
8. Perguntem aos praticantes por que optaram por essa ginástica e não por outra. Se
já fizeram outros tipos de ginástica, qual
preferem e por quê?
1. Como é essa ginástica que vocês pesquisaram?
2. Quem criou essa prática e com que finalidade?
3. Que tipos de exercícios são realizados?
Qualquer um consegue praticar essa ginástica ou há alguma restrição? É recomendada para algum grupo específico de pessoas?
4. Há alguma técnica especial para desenvolver esses exercícios e executá-los da
melhor maneira?
5. Que orientações devem ser seguidas para
garantir os objetivos da proposta dessa ginástica e assim obter melhores resultados?
Coletadas as informações, organizem-nas para uma apresentação aos demais
colegas de sala. Sejam criativos e ousados!
Procurem fotos da ginástica pesquisada, dos
aparelhos e equipamentos utilizados em sua
prática. Se for possível, improvisem o material que se usa nessa ginástica. Por exemplo,
no lugar de halteres, podemos utilizar garrafas PET, de tamanhos variados, com areia.
Escolham alguns exercícios para apresentar
e, se estes puderem ser realizados sem muita dificuldade, convidem os demais colegas
para participar.
Espera-se que os alunos escolham uma manifestação da
ginástica (localizada, natural, bodycombat etc.) e descu-
6. Essa prática requer equipamento ou local
específico? Quais?
bram a sua origem, o idealizador e as principais características dessa prática.
Uma sessão de ginástica localizada:
Aquecimento
Objetiva a adaptação muscular, articular e orgânica. Com duração aproximada de 10 minutos, é composto
por exercícios de baixa intensidade e alongamentos, direcionados aos grupos musculares que serão exigidos.
Exercícios para os grandes grupos musculares
Objetiva trabalhar os grandes grupos musculares – membros inferiores, membros superiores e tórax. Com duração de 30 a 40 minutos, caracteriza-se pela alta intensidade, utilizando sobrecarga a
partir de equipamentos como halteres, caneleiras e barras para exercitar os grandes grupos musculares.
Exercícios de solo
Exercícios para o abdômen, glúteos e adutores das pernas. Com duração de 15 a 20 minutos, utiliza
sobrecargas para aumentar a intensidade do esforço.
Relaxamento
Composto por exercícios de alongamento de leve intensidade e baixa amplitude articular, com duração
de 5 a 10 minutos, busca a desaceleração gradual dos parâmetros fisiológicos, como a frequência cardíaca.
Fonte: DE PAOLI, 2007.
76
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Para encerrar este conteúdo indique para a próxima aula a realização da “Lição de casa”, sugerida
no Caderno do Aluno.
Que tal preparar uma sessão de ginástica
localizada? Ou, se você preferir a ginástica
aeróbica, tudo bem. O importante é lembrar que você está na 7a série/8o ano e tem
diferentes preocupações com o desenvolvimento e alterações do seu corpo. A atividade física é importante quando se busca melhor qualidade de vida e a ginástica é uma
possibilidade de melhorar as capacidades
físicas, como já foi visto nas séries/anos anteriores, e também auxilia no delineamento
da musculatura.
Como já foi comentado, geralmente, se pratica a ginástica nas academias, mas nem sempre foi e não precisa ser assim. Você pode fazer
ginástica em casa ou em algum espaço público
no bairro. Por isso, é importante aprender a estruturar uma sessão básica de ginástica. Então,
vamos tentar escolher os exercícios.
Recordaremos agora alguns aspectos importantes para uma aula de ginástica, que
você deve ter estudado em suas aulas de Educação Física, e que vão ajudá-lo a escolher as
atividades.
Aquecimento: toda vez que vamos praticar
alguma atividade física, devemos fazer exercícios leves (baixa intensidade) e alongamentos
para a musculatura da região a ser trabalhada
por, aproximadamente, 10 minutos.
Exercícios localizados para os grupos musculares (pernas, braços e tórax): devemos alternar o trabalho – ora pernas, ora braços, ora
tórax. O número de repetições varia de acordo
com a condição física de cada um.
Exercícios de relaxamento: devem ser leves,
de pouca amplitude, visando desacelerar a
frequência cardíaca, por exemplo.
Isso posto, vamos ao trabalho? Você pode
pesquisar e conversar com colegas de sua turma ou de outras mais avançadas, perguntar a
pessoas de fora da escola que fazem ginástica.
Você também pode basear-se nas atividades
que já fez em aulas de Educação Física.
Minha sessão de ginástica
1. aquecimento;
2. exercícios localizados;
3. relaxamento.
Espera-se que o aluno, a partir das pesquisas, debates e experiências vivenciadas em aula, consiga propor atividades apropriadas às três partes de uma sessão de ginástica.
ATIVIDADE AVALIADORA
Criando uma sessão de ginástica
Organize os alunos em quatro grupos responsáveis por momentos distintos de uma
sessão de ginástica aeróbica ou localizada:
um grupo responderá pelo aquecimento; outros dois grupos, pelos exercícios específicos
(dividir em duas partes) e o último, pelo relaxamento. Os alunos, além de utilizar os
conhecimentos elaborados nas aulas, poderão
também consultar outros textos e/ou sites a fim
de aprofundar a temática. Será necessário que
os grupos conversem entre si, de modo que os
momentos distintos da aula ou outro ambiente
adequado tenham uma relação com os propósitos de cada grupo. O plano da sessão deverá ser
apresentado por escrito e vivenciado na quadra,
com a participação de todos os alunos.
77
Observe, em relação à modalidade de ginástica em questão, se as partes da sessão atendem
aos objetivos preconizados, se os exercícios escolhidos são característicos e se a estruturação das
séries está adequada ao objetivo proposto.
Professor, trabalhe com a
turma a seção “Você aprendeu?”, disponível no Caderno do Aluno.
1. Pertencem à ginástica contemporânea as
seguintes práticas (pode assinalar mais
de uma):
a) ginástica artística.
b) aeroboxe.
c) step.
d) ginástica natural.
e) treinamento.
f) ginástica aeróbica.
g) bodyjump.
2. O body system é um sistema composto por
diferentes programas de exercícios, cada
qual com uma característica diferente. Assinale pelo menos dois desses programas.
a) body medicin.
b) body pam.
c) body capacity.
d) bodycombat.
e) bodyjump.
3. Toda “aula” ou sessão de ginástica localizada deve ter:
a)
Aquecimento.
b)
Exercícios localizados.
c)
Exercícios de relaxamento.
4. Recomenda-se que a frequência cardíaca
durante a sessão de ginástica aeróbica,
para sedentários e treinados, seja, respectivamente, de:
a) 20% e 45% da frequência cardíaca máxima.
b) 45% e 60% da frequência cardíaca máxima.
c) 60% e 85% da frequência cardíaca máxima.
d) 85% e 95% da frequência cardíaca máxima.
PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO
Durante o percurso pelas Situações de
Aprendizagem, alguns alunos poderão não
apreender os conteúdos da forma esperada.
É necessário, então, que novas Situações de
Aprendizagem sejam propostas, permitindo
ao aluno revisitar de outra maneira o processo. Tais estratégias podem ser desenvolvidas
durante as aulas ou em outros momentos,
com todos os alunos ou apenas aqueles que
apresentaram dificuldades. Podem ser desenvolvidas individualmente ou em pequenos
grupos. Por exemplo:
78
f roteiro de estudos com perguntas norteadoras elaboradas por você, professor, referentes aos princípios orientadores, às técnicas
e aos exercícios das diversas modalidades
de ginástica, para posterior apresentação
em registro escrito;
f reelaboração da sessão de ginástica apresentada (no todo ou em partes);
f atividades-síntese de um determinado
conteúdo em que as várias Situações de
Aprendizagem sejam refeitas em apenas
uma aula e discutidas posteriormente. Por
exemplo: circuito que contemple uma ou
mais modalidades de ginástica.
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
Professor, junto com a turma, faça
a leitura da seção “Aprendendo a
aprender”, disponível no Caderno
do Aluno. Procure mostrar aos
alunos que se trata de um texto que traz in-
formações extras e não está diretamente ligado às Situações de Aprendizagem. Caso
haja necessidade, você pode contextualizar
a informação utilizando-se de seus próprios
conhecimentos.
pegar e transportar peso corretamente. Você
também pode orientar outras pessoas, se elas
assim desejarem.
Quando você for carregar alguma coisa,
procure transportar o peso bem perto do
corpo. Veja na figura a seguir uma mulher
segurando um peso de 5 kg. O número que
aparece sob os pés mostra o esforço muscular que ela faz (N = newton, medida de força). Veja como esse esforço aumenta quando
o mesmo peso é carregado mais distante do
corpo. Quanto maior a distância, maior o
esforço muscular realizado e maior a tensão nas costas.
0 cm
35 cm
70 cm
Cuidado ao pegar ou transportar algum
peso!
© Conexão Editorial
© Conexão Editorial
Cuidando da sua postura
5 Kg
Quem é que nunca pegou alguma coisa
do chão ou de cima de um armário?
Você já viu um adulto reclamar de dor
nas costas?
Viu alguém se abaixando e, ao se levantar, segurar na parede, colocando
uma das mãos nas costas, com aquela expressão de dor?
Essas situações são mais comuns do que
parecem. Muitas dessas dores são consequência de repetidas ações e posturas inadequadas
no dia a dia. Por isso, tome cuidado com o
que você faz. Aqui vai uma dica para diminuir os riscos de dores nas costas: aprenda a
5 Kg
5 Kg
450 N
700 N
950 N
Ao aumentar a distância entre as mãos e o corpo,
há um aumento da tensão nas costas.
É por isso que devemos transportar o
peso junto ao corpo.
Para você não perder a postura, preste
atenção às dicas de como se posicionar para
pegar objetos no chão:
79
f
f
f
f
f
mantenha a coluna reta;
flexione os joelhos;
acomode as mãos, adequadamente, ao objeto;
não estufe o abdome: contraia-o ligeiramente para proteger a coluna;
se o objeto for pesado, faça o movimento em dois tempos: coloque o objeto sobre a coxa e
depois eleve-o com a ajuda das pernas.
8 errado
9 certo
8 errado
© Conexão Editorial
9 certo
RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Livros
GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO,
Anderson S. Bases teórico-práticas do condicionamento físico. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2005. Aborda as diversas capacidades físicas, caracterizando sua relação com
a condição de saúde e seu desenvolvimento
ao longo da vida, com destaque para aspectos relacionados à infância, à adolescência
e ao envelhecimento. Traz ainda propostas
de avaliação para indivíduos em diferentes
idades, bem como referências a parâmetros
gerais e específicos que devem ser levados em
consideração ao elaborar programas de condicionamento destinados ao desenvolvimento das várias capacidades físicas.
80
NOVAES, Jefferson; SILVEIRA NETO, Eduardo. Ginástica de academia: teoria e prática. Rio
de Janeiro: Sprint, 1996. Apresenta conceitos
sobre a ginástica de academia e a diversidade de
suas manifestações, relacionando a fundamentação teórica às diferentes formas de intervenção.
Artigos
CENTRO DE REFERÊNCIA VIRTUAL DO
PROFESSOR. Alongamento e flexibilidade.
In: _____. Orientações pedagógicas: Educação
Física – Ensino Médio. Disponível em: <http://
crv.educacao.mg.gov.br/SISTEMA_CRV/
documentos/op/em/educacaofisica/2010-08/
op-em-ef-24.pdf>. Acesso em: 27 maio 2013.
Aborda conceitos de ginástica geral, ginástica
Educação Física – 7ª série/8º ano – Volume 1
de academia e exercícios físicos. Enfatiza
o valor do alongamento antes e depois do
exercício físico, bem como a importância
da flexibilidade para a qualidade de vida,
e exemplifica vivências direcionadas ao
alongamento de diferentes grupos musculares.
DE PAOLI, Marco Paulo. Ginástica localizada.
Disponível em: <http://www.saudeemmovimento.
com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_
noticia=829>. Acesso em: 27 maio 2013. Trata,
brevemente, do processo histórico da ginástica
de academia no Brasil e apresenta alguns princípios para o planejamento de uma sessão de
ginástica localizada.
Site
Cooperativa do Fitness. Disponível em: <http://
www.cdof.com.br>. Acesso em: 27 maio 2013.
Apresenta diversas informações sobre alongamento, ginástica aeróbica, ginástica localizada e outros tipos de ginástica: objetivos, princípios, exercícios, estrutura de aula etc.
81
QUADRO DE CONTEÚDOS DO
Volume 2
Volume 1
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
82
5a série/6o ano
6a série/7o ano
7a série/8o ano
Jogo e esporte: competição
e cooperação
Jogos populares
Jogos cooperativos
Jogos pré-desportivos
Esporte coletivo: princípios gerais
– Ataque
– Defesa
– Circulação da bola
Esporte
Modalidade individual: atletismo
(corridas e saltos)
– Princípios técnicos e táticos
– Principais regras
– Processo histórico
Esporte
Modalidade individual: atletismo
(corridas, arremessos e lançamentos)
– Princípios técnicos e táticos
– Principais regras
– Processo histórico
Luta
Modalidade: capoeira
– Capoeira como luta, jogo e
esporte
– Princípios técnicos e táticos
– Processo histórico
Atividade rítmica
Manifestações e representações
da cultura rítmica nacional
– Danças folclóricas/regionais
– Processo histórico
– A questão do gênero
Luta
Modalidade: caratê.
– Princípios técnicos e táticos
– Principais regras
– Processo histórico
Atividade rítmica
Manifestações rítmicas ligadas
à cultura jovem: hip-hop e
street dance
– Coreografias
– Diferentes estilos como
expressão sociocultural
– Principais passos e
movimentos
Organismo humano, movimento e saúde
Capacidades físicas: noções
gerais (agilidade, velocidade e
flexibilidade)
– A importância do alongamento e do aquecimento
Organismo humano, movimento
e saúde
Capacidades físicas: aplicações no
atletismo e na atividade rítmica
Organismo humano, movimento
e saúde
Capacidades físicas: aplicações no
atletismo e na luta
Esporte
Modalidade coletiva: a escolher
– Técnicas e táticas como fatores de
aumento da complexidade do jogo
– Noções de arbitragem
Esporte
Modalidade coletiva: futsal
– Princípios técnicos e táticos
– Principais regras
– Processo histórico
Esporte
Modalidade coletiva: basquetebol
– Princípios técnicos e táticos
– Principais regras
– Processo histórico
Organismo humano, movimento e saúde
Capacidades físicas: noções
gerais (força e resistência)
– A importância da postura
adequada
Organismo humano, movimento
e saúde
Capacidades físicas e aplicações
no basquetebol
Esporte
Modalidade individual: ginástica artística
– Principais gestos técnicos
– Principais regras
– Processo histórico
Esporte
Modalidade individual: ginástica
rítmica
– Principais gestos técnicos
– Principais regras
– Processo histórico
Atividade rítmica
Manifestações e representações de
outros países
– Danças folclóricas
– Processo histórico
– A questão do gênero
Organismo humano, movimento e saúde
Aparelho locomotor e seus
sistemas
Ginástica
Ginástica geral
– Fundamentos e gestos
– Processo histórico: dos
métodos ginásticos à ginástica
contemporânea
Ginástica
Práticas contemporâneas: ginásticas
de academia
– Padrões de beleza corporal, ginástica e saúde
Esporte
Modalidade coletiva: handebol
– Princípios técnicos e táticos
– Principais regras
– Processo histórico
Organismo humano, movimento e saúde
Noções gerais sobre ritmo:
jogos rítmicos
Esporte
Modalidade coletiva: voleibol
– Princípios técnicos e táticos
– Principais regras
– Processo histórico
Luta
Princípios de confronto e
oposição
– Classificação e organização
– A questão da violência
Ginástica
Práticas contemporâneas
– Princípios orientadores
– Técnicas e exercícios
Organismo humano, movimento
e saúde
Princípios e efeitos do treinamento
físico
Esporte
Modalidade individual ou coletiva
(ainda não contemplada)
– Princípios técnicos e táticos
– Principais regras
– Processo histórico
Organismo humano, movimento
e saúde
Atividade física/exercício físico:
implicações na obesidade e no
emagrecimento
Doping: substâncias proibidas
8a série/9o ano
Esporte
Modalidade coletiva: futebol
de campo
– Técnicas e táticas como fatores de aumento da complexidade do jogo
– Noções de arbitragem
– Processo histórico
– O esporte na comunidade
escolar e em seu entorno: espaços, tempos e interesses
– Espetacularização do esporte
e o esporte profissional
– O esporte na mídia
– Os grandes eventos esportivos
Esporte
Jogo e esporte: diferenças
conceituais e na experiência
dos jogadores
– Modalidade “alternativa”
ou popular em outros países:
beisebol
– Princípios técnicos e táticos
– Principais regras
– Processo histórico
Atividade rítmica
Organização de festivais de
dança
Esporte
Organização de campeonatos
CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL
NOVA EDIÇÃO 2014-2017
COORDENADORIA DE GESTÃO DA
EDUCAÇÃO BÁSICA – CGEB
Coordenadora
Maria Elizabete da Costa
Diretor do Departamento de Desenvolvimento
Curricular de Gestão da Educação Básica
João Freitas da Silva
Diretora do Centro de Ensino Fundamental
dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação
Profissional – CEFAF
Valéria Tarantello de Georgel
Coordenadora Geral do Programa São Paulo
faz escola
Valéria Tarantello de Georgel
Coordenação Técnica
Roberto Canossa
Roberto Liberato
Smelq Cristina de 9lbmimerime :oeÅe
EQUIPES CURRICULARES
Área de Linguagens
Arte: Ana Cristina dos Santos Siqueira, Carlos
Eduardo Povinha, Kátia Lucila Bueno e Roseli
Ventrela.
Educação Física: Marcelo Ortega Amorim, Maria
Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt,
Rosângela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto
Silveira.
Língua Estrangeira Moderna (Inglês e
Espanhol): Ana Paula de Oliveira Lopes, Jucimeire
de Souza Bispo, Marina Tsunokawa Shimabukuro,
Neide Ferreira Gaspar e Sílvia Cristina Gomes
Nogueira.
Língua Portuguesa e Literatura: Angela Maria
Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Idê Moraes dos
Santos, João Mário Santana, Kátia Regina Pessoa,
Mara Lúcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli
Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno Alves.
Área de Matemática
Matemática: Carlos Tadeu da Graça Barros,
Ivan Castilho, João dos Santos, Otavio Yoshio
Yamanaka, Rodrigo Soares de Sá, Rosana Jorge
Monteiro, Sandra Maira Zen Zacarias e Vanderley
Aparecido Cornatione.
Área de Ciências da Natureza
Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth
Reymi Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e
Rodrigo Ponce.
Ciências: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli,
Gisele Nanini Mathias, Herbert Gomes da Silva e
Maria da Graça de Jesus Mendes.
Física: Carolina dos Santos Batista, Fábio
Bresighello Beig, Renata Cristina de Andrade
Oliveira e Tatiana Souza da Luz Stroeymeyte.
Química: Ana Joaquina Simões S. de Matos
Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, João
Batista Santos Junior e Natalina de Fátima Mateus.
Rosângela Teodoro Gonçalves, Roseli Soares
Jacomini, Silvia Ignês Peruquetti Bortolatto e Zilda
Meira de Aguiar Gomes.
Área de Ciências Humanas
Filosofia: Emerson Costa, Tânia Gonçalves e
Teônia de Abreu Ferreira.
Área de Ciências da Natureza
Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Evandro
Rodrigues Vargas Silvério, Fernanda Rezende
Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli e Rosimara
Santana da Silva Alves.
Geografia: Andréia Cristina Barroso Cardoso,
Débora Regina Aversan e Sérgio Luiz Damiati.
História: Cynthia Moreira Marcucci, Maria
Margarete dos Santos e Walter Nicolas Otheguy
Fernandez.
Sociologia: Alan Vitor Corrêa, Carlos Fernando de
Almeida e Tony Shigueki Nakatani.
PROFESSORES COORDENADORES DO NÚCLEO
PEDAGÓGICO
Área de Linguagens
Educação Física: Ana Lucia Steidle, Eliana Cristine
Budisk de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel
Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes
e Silva, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali
Rodrigues dos Santos, Mônica Antonia Cucatto da
Silva, Patrícia Pinto Santiago, Regina Maria Lopes,
Sandra Pereira Mendes, Sebastiana Gonçalves
Ferreira Viscardi, Silvana Alves Muniz.
Língua Estrangeira Moderna (Inglês): Célia
Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva,
Ednéa Boso, Edney Couto de Souza, Elana
Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela
dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba
Kozokoski, Fabiola Maciel Saldão, Isabel Cristina
dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos,
Kátia Vitorian Gellers, Lídia Maria Batista
BomÅm, Lindomar Alves de Oliveira, Lúcia
Aparecida Arantes, Mauro Celso de Souza,
Neusa A. Abrunhosa Tápias, Patrícia Helena
Passos, Renata Motta Chicoli Belchior, Renato
José de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de
Campos e Silmara Santade Masiero.
Língua Portuguesa: Andrea Righeto, Edilene
Bachega R. Viveiros, Eliane Cristina Gonçalves
Ramos, Graciana B. Ignacio Cunha, Letícia M.
de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz,
Márcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina
Cunha Riondet Costa, Maria José de Miranda
Nascimento, Maria Márcia Zamprônio Pedroso,
Patrícia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar
Alexandre Formici, Selma Rodrigues e
Sílvia Regina Peres.
Área de Matemática
Matemática: Carlos Alexandre Emídio, Clóvis
Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi,
Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia,
Evaristo Glória, Everaldo José Machado de Lima,
Fabio Augusto Trevisan, Inês Chiarelli Dias, Ivan
Castilho, José Maria Sales Júnior, Luciana Moraes
Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello,
Mário José Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina
Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi,
Rodrigo Soares de Sá, Rosana Jorge Monteiro,
Ciências: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio
de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline
de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto
Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson
Luís Prati.
Física: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula
Vieira Costa, André Henrique GhelÅ RuÅno,
Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes
M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio
Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael
Plana Simões e Rui Buosi.
Química: Armenak Bolean, Cátia Lunardi, Cirila
Tacconi, Daniel B. Nascimento, Elizandra C. S.
Lopes, Gerson N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura
C. A. Xavier, Marcos Antônio Gimenes, Massuko
S. Warigoda, Roza K. Morikawa, Sílvia H. M.
Fernandes, Valdir P. Berti e Willian G. Jesus.
Área de Ciências Humanas
Filosofia: Álex Roberto Genelhu Soares, Anderson
Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio
Nitsch Medeiros e José Aparecido Vidal.
Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Célio
Batista da Silva, Edison Luiz Barbosa de Souza,
Edivaldo Bezerra Viana, Elizete Buranello Perez,
Márcio Luiz Verni, Milton Paulo dos Santos,
Mônica Estevan, Regina Célia Batista, Rita de
Cássia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Libório,
Sandra Raquel Scassola Dias, Selma Marli Trivellato
e Sonia Maria M. Romano.
História: Aparecida de Fátima dos Santos
Pereira, Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete
Silva, Cristiane Gonçalves de Campos, Cristina
de Lima Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso
Doretto, Ester Galesi Gryga, Karin Sant’Ana
Kossling, Marcia Aparecida Ferrari Salgado de
Barros, Mercia Albertina de Lima Camargo,
Priscila Lourenço, Rogerio Sicchieri, Sandra Maria
Fodra e Walter Garcia de Carvalho Vilas Boas.
Sociologia: Anselmo Luis Fernandes Gonçalves,
Celso Francisco do Ó, Lucila Conceição Pereira e
Tânia Fetchir.
Apoio:
Fundação para o Desenvolvimento da Educação
- FDE
CTP, Impressão e acabamento
Esdeva Indústria GráÅca Ltda.
GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO
EDITORIAL 2014-2017
FUNDAÇÃO CARLOS ALBERTO VANZOLINI
Presidente da Diretoria Executiva
Antonio Rafael Namur Muscat
Vice-presidente da Diretoria Executiva
Alberto Wunderler Ramos
GESTÃO DE TECNOLOGIAS APLICADAS
À EDUCAÇÃO
Direção da Área
Guilherme Ary Plonski
Coordenação Executiva do Projeto
Angela Sprenger e Beatriz Scavazza
Gestão Editorial
Denise Blanes
Equipe de Produção
Editorial: Amarilis L. Maciel, Angélica dos Santos
Angelo, Bóris Fatigati da Silva, Bruno Reis, Carina
Carvalho, Carla Fernanda Nascimento, Carolina
H. Mestriner, Carolina Pedro Soares, Cíntia Leitão,
Eloiza Lopes, Érika Domingues do Nascimento,
Flávia Medeiros, Gisele Manoel, Jean Xavier,
Karinna Alessandra Carvalho Taddeo, Leandro
Calbente Câmara, Leslie Sandes, Mainã Greeb
Vicente, Marina Murphy, Michelangelo Russo,
Natália S. Moreira, Olivia Frade Zambone, Paula
Felix Palma, Priscila Risso, Regiane Monteiro
Pimentel Barboza, Rodolfo Marinho, Stella
Assumpção Mendes Mesquita, Tatiana F. Souza e
Tiago Jonas de Almeida.
CONCEPÇÃO DO PROGRAMA E ELABORAÇÃO DOS
CONTEÚDOS ORIGINAIS
Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Luís
Martins e Renê José Trentin Silveira.
COORDENAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO
DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DOS
CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS
CADERNOS DOS ALUNOS
Ghisleine Trigo Silveira
Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime Tadeu
Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina Araujo e
Sérgio Adas.
CONCEPÇÃO
Guiomar Namo de Mello, Lino de Macedo,
Luis Carlos de Menezes, Maria Inês Fini
coordenadora! e Ruy Berger em memória!.
AUTORES
Linguagens
Coordenador de área: Alice Vieira.
Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins,
Geraldo de Oliveira Suzigan, Jéssica Mami
Makino e Sayonara Pereira.
Educação Física: Adalberto dos Santos Souza,
Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana
Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti,
Renata Elsa Stark e Sérgio Roberto Silveira.
LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges,
Alzira da Silva Shimoura, Lívia de Araújo Donnini
Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles
Fidalgo.
LEM – Espanhol: Ana Maria López Ramírez, Isabel
Gretel María Eres Fernández, Ivan Rodrigues
Martin, Margareth dos Santos e Neide T. Maia
González.
História: Paulo Miceli, Diego López Silva,
Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli e
Raquel dos Santos Funari.
Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza
Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe,
Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina
Schrijnemaekers.
Ciências da Natureza
Coordenador de área: Luis Carlos de Menezes.
Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo
Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene
Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta
Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana,
Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso
Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo.
Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite,
João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto,
Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida
Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria
Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo
Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro,
Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão,
Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume.
Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet
Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar,
José Luís Marques López Landeira e João
Henrique Nogueira Mateos.
Física: Luis Carlos de Menezes, Estevam Rouxinol,
Guilherme Brockington, Ivã Gurgel, Luís Paulo
de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti,
Maurício Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell
Roger da PuriÅcação Siqueira, Sonia Salem e
Yassuko Hosoume.
Direitos autorais e iconografia: Beatriz Fonseca
Micsik, Érica Marques, José Carlos Augusto, Juliana
Prado da Silva, Marcus Ecclissi, Maria Aparecida
Acunzo Forli, Maria Magalhães de Alencastro e
Vanessa Leite Rios.
Matemática
Coordenador de área: Nílson José Machado.
Matemática: Nílson José Machado, Carlos
Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz
Pastore Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério
Ferreira da Fonseca, Ruy César Pietropaolo e
Walter Spinelli.
Química: Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Denilse
Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe
Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valença de Sousa
Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda
Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidião.
Edição e Produção editorial: R2 Editorial, Jairo Souza
Design GráÅco e Occy Design projeto gráÅco!.
Ciências Humanas
Coordenador de área: Paulo Miceli.
Caderno do Gestor
Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de
Felice Murrie.
Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas
* Nos Cadernos do Programa São Paulo faz escola são
indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos, como fonte de consulta dos conteúdos apresentados
e como referências bibliográficas. Todos esses endereços
eletrônicos foram checados. No entanto, como a internet é
um meio dinâmico e sujeito a mudanças, a Secretaria da
Educação do Estado de São Paulo não garante que os sites
indicados permaneçam acessíveis ou inalterados.
* Os mapas reproduzidos no material são de autoria de
terceiros e mantêm as características dos originais, no que
diz respeito à grafia adotada e à inclusão e composição dos
elementos cartográficos (escala, legenda e rosa dos ventos).
* Os ícones do Caderno do Aluno são reproduzidos no
Caderno do Professor para apoiar na identificação das
atividades.
S2+1m
São Paulo Estado! Secretaria da Educação.
Material de apoio ao currículo do Estado de São Paulo: caderno do professor; educação física,
ensino fundamental ¹ anos Ånais, 7© série ' 0ª ano ' Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria
Inês Fini; equipe, Adalberto dos Santos Souza, Jocimar Daolio, Luciana Venâncio, Luiz Sanches Neto,
Mauro Betti, Sérgio Roberto Silveira. - São Paulo : SE, 2014.
v. 1, 00 p.
Edição atualizada pela equipe curricular do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino
Médio e Educação ProÅssional ¹ CEFAF, da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica - CGEB.
ISBN 170-0--7041--0.-2
1. Ensino fundamental anos Ånais 2. Educação física +. Atividade pedagógica I. Fini, Maria Inês.
II. Souza, Adalberto dos Santos. III. Daolio, Jocimar. IV. Venâncio, Luciana. V. Neto, Luiz Sanches. VI.
Betti, Mauro. VII. Silveira, Sérgio Roberto. VIII. Título.
CDU: +71.+:00..10
Validade: 2014 – 2017