revista do jubileu - Mosteiro São José

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revista do jubileu - Mosteiro São José
03 ........... hÅt ÅxÇátzxÅ wÉ cÜ|ÉÜ
04 ........... Um sonho para o coração do Brasil
07 ........... A caminho de Mineiros
09 ........... E a história continua...
17 ......... Nossos Priores
18 ......... Paróquia São Bento
Capa:
Dom Matthias conversando com uma senhora e seus filhos em Anápolis, Goiás.
1961.
O Brasão do Priorado São José mostra:
1.
O livro - simboliza ao mesmo tempo a
Bíblia, fonte da palavra de Deus, e o
ensino.
2.
O rio Araguaia e o fruto - fazem referência
ao cerrado.
3.
A torre de vigia com a lua crescente - parte
do brasão de armas da Abadia São Bento
em Atchison mostra nossa filiação.
4.
A cruz da Congregação AmericanoCasssinense da Ordem de São Bento.
5.
Nosso lema: Conduzidos pelo evangelho
A revista Monges Beneditinos é uma publicação de Monges Beneditinos de Mineiros.
www.msaojose.org
hÅt ÅxÇátzxÅ wÉ cÜ|ÉÜ
Caros amigos...
Comemoramos os cinqüenta anos de nossa presença no Brasil. A história da fundação
dos Monges Beneditinos em Mineiros é muito semelhante à história de muitas outras
congregações ou ordens que chegavam a essas terras naquele tempo. Houve dificuldades,
dúvidas, alegrias e realizações. Mas também, houve um grande heroísmo da parte de todos os
envolvidos: dos superiores que nos enviaram, dos monges que vieram como missionários e de
todas as pessoas que nos acolheram. As oportunidades criaram espaço para a criatividade. Os
tempos eram propícios. A Igreja abriu as janelas e fomentou o espírito missionário. O povo, por
sua vez, gostou e vibrou.
Os dados, as recordações e as fotos que apresentamos aqui são nossa maneira de olhar
para trás, com vocês, para lhes dizer: “Muito obrigado!”. Nossa história é a sua história.
Crescemos juntos como comunidade de fé e amor, com avanços pastorais, sociais e econômicos
e ... com amizade. Deus é bom! Damos graças a Deus e a todos vocês.
Sabemos que essa pequena obra não conta tudo. Nem sempre havia uma máquina
fotográfica ou caneta e papel à mão para registrar os rostos e as façanhas das personagens que
tomaram parte nessa caminhada de cinquenta anos entre o povo de Mineiros, Portelândia, Santa
Rita do Araguaia e de toda a Diocese de Jataí. Lamentamos as lacunas. Nem sempre
registramos devidamente a presença dos irmãos e irmãs das outras comunidades monásticas,
das congregações religiosas, do povo da Diocese de Ruy Barbosa e da Prelazia de Cristalândia,
onde nossos irmãos assumiram sua missão episcopal.
Quando Dom Matthias Schmidt - o pioneiro de nossos monges que chegaram ao Brasil faleceu em 24 de maio de 1992, um bispo declarou: “O coração dele era do tamanho do nosso
continente”. Continuar nossa história na mesma perspectiva é um desafio, um paradigma para
todos nós.
Como filhos de São Bento, o padroeiro da Europa, assumimos a dupla tarefa de oração e
trabalho - Ora et Labora - e trabalhamos pela causa do Reino, guiados pelo evangelho.
Comprometemo-nos a fazer deste o nosso lema: “Guiados pelo Evangelho” (Prólogo RB 21).
D. Rui (Duane) Roy, OSB - Prior
Em São Paulo, desde os idos anos 30, localizava-se
um mosteiro pertencente à Congregação Beneditina
Húngara e dedicado a São Geraldo. Já na década de 50,
um homem de grande amor pela Igreja e pela vida
beneditina era o seu prior: Dom Emílio Jordan.
Dom Emílio acompanhava com entusiasmo a
construção de Brasília, a nova Capital Federal, e acreditava
ser necessária uma fundação beneditina na nova sede do
governo brasileiro. Para que isso se tornasse uma realidade
não mediu esforços ou poupou tempo. Em 1959, viajou aos
Estados Unidos com uma dupla missão: conseguir recursos
para as obras de seu mosteiro em São Paulo e divulgar o
projeto de fundação de um mosteiro na nova capital do
Brasil.
Durante sua viagem D. Emílio conversou com vários
abades aos quais apresentou seu sonho de fundação. Um
deles, Dom Cuthbert McDonald, de Atchison (Kansas), prontamente manifestou interesse
pelo projeto e, com o retorno de D. Emílio ao Brasil, deu-se início a uma fecunda troca de
correspondência entre os dois.
D. Emílio Jordan OSB
D. Emílio, trabalhando para que seu sonho se tornasse uma realidade, entrou em
contato com Dom José Newton de Almeida Batista, o primeiro Arcebispo da recém criada
arquidiocese de Brasília, que se alegrou com imensa satisfação pela possibilidade de contar
com uma paróquia e uma escola dos monges beneditinos.
D. Abade Cuthbert, acompanhado pelo monsenhor
George W. King, da diocese do Kansas (EUA), foi visitar
Brasília e dar início aos processos necessários para a
fundação. Ao regressar a Atchison, escreveu ao Prior D.
Emílio dizendo-se confiante em que tudo daria certo e que
já estava pensando quais monges deveriam assumir a
missão. D. Cuthbert pediu a D. Emílio que acompanhasse
os processos de doação dos terrenos, ponto crucial para a
fundação.
No dia 23 de setembro de 1960, D. Abade Cuthbert
enviou um telegrama a D. Emílio contanto que o Capítulo
da Abadia de São Bento, em Atchison, havia aceitado
oficialmente proceder à fundação.
D. Abade Cuthbert OSB
D. Cuthbert McDonald foi o terceiro Abade da abadia São Bento, em Atchison (KS) e serviu a
comunidade de 1943 a 1962.
D. Abade escreveu também uma carta no mesmo dia
convidando o Prior D. Emílio e o Arcebispo de Brasília a
visitarem a Abadia nos Estados Unidos. D. José Newton
agendou a viagem para o final de outubro daquele ano.
Enquanto isso, no Brasil, o planejamento da nova cidade de
Gama ainda estava longe de sair do papel. Apesar disso, o
assistente do prefeito de Brasília escreveu a D. Cuthbert
informando que os terrenos necessários para os monges já
haviam sido doados e aproveitando também para alertar que o
acordo entre a prefeitura e os beneditinos devia ser firmado
Brasão de Armas de D. Cuthbert
com urgência em vista das eleições que se aproximavam e das
mudanças que elas poderiam acarretar. Nesse meio tempo, D. Emílio tomava
providências, escrevia cartas, visitava autoridades, empregando tempo e energia na
concretização da fundação beneditina.
Reconhecendo a necessidade de que um dos monges da abadia fundadora
estivesse presente no processo de localizar, receber e documentar os terrenos a serem
recebidos, o Abade resolveu que ele mesmo devia se encarregar de tal tarefa. Assim, no
dia 19 de outubro de 1960, D. Cuthbert desembarcou no Brasil para, junto com D. Emílio,
tratar das muitas pendências que atravancavam a vinda dos monges norte-americanos,
a maior parte delas devido à lentidão dos processos governamentais.
Em dezembro de 1960, o Abade Cuthbert anunciou a escolha dos primeiros três
monges a serem enviados ao Brasil: Dom Matthias Schmidt e Dom Stephen Burns,
professores na Faculdade São Bento em Atchison (KS) e ambos com 28 anos de idade;
e Dom Otho Sullivan que, com 59 anos de idade, era o pároco da Paróquia Santa
Maria, na cidade de Purcell, também no estado americano do Kansas.
O pioneiro do grupo a chegar ao Brasil em 23 de fevereiro de 1961 foi D. Matthias.
D. Ottho e D. Stephen chegaram ao Rio de Janeiro no dia 07 de março do mesmo ano,
trazendo na bagagem nada menos que dezesseis grandes caixas de madeira cheias de
material para o futuro mosteiro. A princípio, os três se estabeleceram como hóspedes
dos frades franciscanos na cidade goiana
de Anápolis, de onde acompanhavam o
processo da doação dos terrenos e
aprendiam a língua portuguesa.
D. Matthias logo tratou de
providenciar um estatuto para que os
monges beneditinos pudessem receber
as escrituras dos terrenos que
receberiam e passou a buscar alguém
que pudesse elaborar a primeira planta
da construção de um mosteiro simples,
que pudesse, mais tarde, se tornar uma
casa paroquial.
Da esquerda para a direita: D. Stephen, D. Otho e D. Mathias
Chegando ao final dos estudos em Anápolis,
em julho de 1961, os monges estavam ansiosos
por iniciar os trabalhos para os quais haviam vindo.
Mas ainda não seria a hora. O órgão responsável
pelo planejamento da região de Gama (20 km de
Brasília) informou que o processo ainda demoraria
de seis meses a um ano para que a regularização
fosse feita.
Devido a essa situação, os monges
começaram a cogitar outras possibilidades que
fossem mais viáveis. Foi então que o bispo eleito
para a Diocese de Jataí, o franciscano Dom Frei
Benedito Coscia, fez um convite atraente para que
o
s
beneditinos, frente à demora na liberação dos
terrenos em Gama, fossem para a sua nova
diocese no sudoeste goiano. Dom Fernando,
D. Frei Benedito Coscia OFM
Arcebispo de Goiânia, também ofereceu uma
paróquia aos monges. D. Matthias propôs ao seu
Abade em Atchison que repensasse o local da fundação, levando em conta as
novas possibilidades, e chegou a oferecer-se para ir aos
Estados Unidos e discutir, pessoalmente, o assunto com
os monges capitulares.
Enquanto a situação em Gama permanecia confusa e
na espera de uma definição maior, os monges faziam seu
trabalho da melhor forma que podiam. D. Matthias
lecionava Inglês e Lógica no Colégio São Francisco; D.
Stephen fez uma viagem à Amazônia e posteriormente
tornou-se vigário paroquial em Pires do Rio, em Goiás. Já
D. Otho ajudava pastoralmente na Paróquia Santana, em
Anápolis, e no seminário da Arquidiocese de Goiânia, em
Silvânia, tornando-se, depois, vigário substituto em
Vianópolis. Apesar de estarem bem e felizes, esperavam
com confiança dar início logo a uma obra própria.
D. Fernando Gomes dos Santos
Por fim, a ideia de fazer uma fundação em Gama não se concretizou. Esperavam
que os monges construíssem nos terrenos doados sem uma escritura, o que D. Abade
Cuthbert pensava não ser bom, pois isso poderia acarretar problemas futuros. Dom
Matthias traçou, então, os planos de conhecer de perto a Diocese de Jataí, logo após a
posse de seu novo Bispo, D. Benedito; e depois visitar Dom Fernando Gomes dos
Santos, o Arcebispo de Goiânia.
D. Emílio Jordan escreveu ao Abade Cuthbert e a D. Matthias incentivando que
tivessem paciência com a situação e que mantivessem o ideal de fundar um mosteiro,
mesmo que não fosse em Gama.
No início do ano de 1962, dia 02 de janeiro, Dom Frei
Benedito Coscia, o novo Bispo de Jataí (empossado a 12
de dezembro de 1961), trouxe D. Matthias Schmidt e D.
Stephen Burns para conhecer a sua Diocese. Junto com
eles estavam dois padres da Diocese de Camden e o
provincial dos Oblatos de Maria Imaculada, Pe. Patrick
McDonnell. A comitiva passou por Caçu, Cachoeira Alta,
Jataí, Serranópolis, Mineiros, Santa Rita do Araguaia e
Quirinópolis. Após seis dias de viagem e 1700 km, os
monges tinham visto o suficiente para fazer sua escolha.
Apesar de ficar aproximadamente 30 km fora da
rodovia federal, o que dificultaria o acesso, Mineiros tinha
uma boa estrada. E não foi somente a estrada que levou
os monges a essa cidade. Os terrenos da paróquia eram
D. Matthias Schmidt OSB
grandes e a igreja paroquial linda, construída no centro da
cidade, com uma torre magnífica e três altares belíssimos de mármore. Conheceram a
vitalidade das festas e movimentos eclesiais - o Apostolado da Oração, as Cruzadinhas
e as Filhas de Maria. Além de tudo isso, o povo amigo e familiar, tinha fama de ser
acolhedor e com espírito de colaboração.
D. Matthias e D. Stephen conheceram o vigário
substituto, Padre Vicente Tobben, religioso da
Congregação da Paixão de Jesus e pároco da
Paróquia Divino Espírito Santo em Caiapônia.
Encontram também as Irmãs da Sagrada Família,
administrando já há cinco anos o ginásio Santo
Agostinho, e as Irmãs Franciscanas Penitentes
Recoletinas, administradoras do Hospital Nossa
Senhora de Fátima em fase final de construção.
Conheceram o Hospital Samaritano e o Colégio
Presbiteriano prestando belo serviço à população
local e de toda a região.
O povo de Mineiros acolheu os monges
beneditinos com alegria, em um momento de graça.
Os monges estavam desejosos de acertar o
Matriz Divino Espírito Santo
lugar onde fundariam o seu mosteiro. O povo
mineirense estava sentindo a possibilidade de não ter mais um padre residente. A
população, predominantemente católica e proveniente, em sua maioria, do Triângulo
Mineiro e do Nordeste do Brasil, estava acostumada a ter o padre morando na paróquia
desde sua criação, em 1913. A chegada de não apenas um, mas de três padres para
morar em Mineiros alegrou e animou os corações.
As autoridades e lideranças do município se apresentaram, confirmando a
disposição da população de trabalhar em conjunto, convidando e apoiando os monges
estrangeiros a somar esforços para o bem da população urbana e rural. Saborearam as
delícias culinárias das senhoras que generosamente ofereceram o almoço para os
visitantes e um jantar festivo no final de um dia cheio de encontros e encantos.
Em seu relato desta visita, juntamente com a narrativa das visitas às outras cidades
da Diocese, D. Matthias escreveu que Mineiros, embora distante da capital, tinha
atividades, planos e esperança para o futuro. Assim, no dia 07 de março, Dom Benedito
e D. Stephen fizeram uma visita ao Padre Vicente Tobben na casa paroquial para
anunciar que os monges fariam, em breve, a fundação do seu mosteiro em Mineiros e
assumiriam a Paróquia Divino Espírito Santo.
D. Matthias e D. Stephen levaram suas coisas para a casa do Bispo em Jataí,
permanecendo lá nos dias 24 e 25 de abril. No dia 26 de abril de 1962, os três monges
beneditinos chegaram a Mineiros acompanhados por Dom Frei Benedito Coscia onde,
junto com todo o povo da cidade, já esperavam por eles os padres: Marques (CSsR),
Padre Guilherme (CP) e Padre Vicente Tobben (CP). A recepção foi muito animada e
esse dia marcou a fundação do Mosteiro São José, estabelecido provisoriamente na
casa paroquial.
O sonho de D. Emílio Jordan se concretizava. Motivados pelo amor à Igreja e à
Ordem de São Bento, D. Emílio, D. Abade Cuthbert, D. Matthias, D. Otho, D. Stephen e
D. Benedito Coscia foram os responsáveis por lançar as raízes da oração e do trabalho
- do ora et labora - da vida beneditina no cerrado, no coração do Brasil.
No ano de nosso jubileu, imbuídos de sentimentos de alegria pelos cinquenta anos,
registramos, com reconhecimento, o trabalho generoso e eficaz de cada um dos monges
que fizeram parte dessa história. Nossa gratidão aos monges já falecidos, aos que
retornaram aos Estados Unidos e aos que nesse momento histórico, comprometidos
com o presente, lançam sementes de futuro na história dos monges de Kansas em
Mineiros e Goiânia, no coração do Brasil.
DOM MATTHIAS W. SCHMIDT
D. Matthias nasceu em 21 de abril de 1931,
em Nortonville, uma pequena e aconchegante
cidade do Kansas, nos Estados Unidos. Era
criança quando seu pai, Leo Peter Schmidt
faleceu. Ele, sua mãe, Ana Weishaar Schmidt, e
seus irmãos Leon, Jerome e Lucy mudaram-se
para a cidade de Atchison, onde iniciou os
estudos, fez a primeira comunhão e, mais tarde,
quando terminou a faculdade, ingressou na
Abadia de São Bento. Ali ele fez sua profissão
monástica trienal no dia 11 de julho de 1952 e a
solene no dia 11 de julho de 1955. No dia 30 de
maio de 1957, recebeu a ordenação sacerdotal.
Foi o pioneiro da missão no Brasil onde chegou
no dia 23 de fevereiro de 1961, sendo prior e
pároco. Foi ordenado bispo no dia 10 de outubro
de 1972 sendo nomeado como auxiliar na
Diocese de Jataí e, posteriormente, Bispo da Diocese de Ruy Barbosa, Bahia. Faleceu
em 22 de maio de 1992, em Utinga, enquanto rezava o terço e aguardava o momento da
celebração eucarística.
DOM OTHO SULLIVAN
Nasceu em Rulo, Nebraska, no dia 09 de dezembro
de 1902. Fez seus votos em 02 de julho de 1923 e foi ordenado presbítero no dia 02 de junho de 1928. Chegou ao
Brasil como um dos três primeiros missionários em 07 de
março de 1961, juntamente com D. Stephen Burns. Retornou aos Estados Unidos no dia 07 de abril de 1969. Faleceu em 02 de março de 1978.
DOM STEPHEN BURNS
Nascido em 25 de julho de 1932, fez seus votos
monásticos no dia 11 de julho de 1953. Junto com D.
Matthias e D. Otho, foi um dos pioneiros na fundação
no Brasil ao qual chegou em 07 de março de 1961.
Retornou aos Estados Unidos em julho de 1961.
DOM HERIBERTO HERMES
Nascido em Shallow Water, no Kansas, em 25
de maio de 1933, fez sua profissão no dia 11 de julho
de 1954. Ordenado presbítero em 26 de maio de
1960, chegou ao Brasil no dia 04 de outubro de 1962.
Nomeado Bispo de Cristalândia (TO) em 20 de junho
de 1990, foi ordenado bispo em 02 de setembro do
mesmo ano, resignando no dia 11 de setembro de
2008.
Desde o início de seu trabalho no Brasil, mais
precisamente na Paróquia Divino Espírito Santo, em
Mineiros, Diocese de Jataí, D. Heriberto atuou como
professor em escola públicas e destacou-se no
ministério pastoral, especialmente na formação do
povo de Deus. Atuante na promoção do ser humano,
como secretário das Obras Sociais da Paróquia Divino Espírito Santo, desenvolveu
vários projetos. Mais tarde, abraçou atividades em defesa dos direitos humanos,
tornando-se membro do movimento nacional.
Ajudou na criação de vários centros de direitos humanos, especialmente no Estado
do Tocantins, após ter sido enviado para lá como Bispo da Prelazia de Cristalândia. Em
novembro de 2001, D. Heriberto recebeu o título de Cidadão Tocantinense em
reconhecimento dos relevantes serviços prestados ao desenvolvimento humano nas
dimensões de evangelização, promoção dos direitos humanos e defesa da justiça social.
No ano seguinte, 2002, recebeu reconhecimento com o Prêmio Nacional de Direitos
Humanos.
Falando de sua atuação nessa área ele mesmo testemunhou que suas origens
humildes na família e em escolas públicas da fronteira (nos EUA), como neto de
imigrantes, o ensinaram valores essenciais de cidadania: reforma agrária, honestidade,
justiça, participação comunitária na sociedade e na Igreja, estudo e leituras, entre outros.
Ele transformou os talentos recebidos em obras para o bem do outro, independente de
classe social, religião ou raça. Tudo isso marcou sua maneira de ser e seu amor pela
missão. Esse ano jubilar no priorado também marca seus cinquenta anos de missão no
Brasil.
Podemos dizer que sua mística profética se manifesta
na luta contra a exclusão social devido ao mau uso dos
recursos públicos que impede a distribuição justa de bens e
serviços.
DOM RALPH KOEHLER
Nascido no dia 20 de janeiro de 1929, na cidade de Seneca (Kansas), D. Ralph antes de fazer seus votos como beneditino, serviu três anos na força aérea americana. Ele fez sua
profissão no dia 11 de julho de 1956 e foi ordenado presbítero
em 31 de maio de 1962. Juntamente com D. Heriberto saiu de
Nova York no dia 21 de setembro de 1962 e chegou ao Rio
de Janeiro em 04 de outubro, a bordo do navio M.S. Estrid
Torm.
D. Ralph retornou aos Estados Unidos em abril de 1975, sendo logo nomeado Prior
da Abadia e eleito abade em 28 de novembro de 1980. Ele resignou das funções abaciais
em 03 de dezembro de 1989.
DOM ERIC JAMES DEITCHMAN
Nasceu em 04 de junho de 1934, em Kansas City (Kansas).
Fez seus votos no dia 21 de março de 1954 e recebeu a
ordenação sacerdotal em 1º de junho de 1963. Chegou a Mineiros
em 02 de outubro de 1965.
Professor de matemática, D. Eric lecionou por trinta anos.
Incansável, foi o fundador do Grupo Escoteiro “Grande Urso”; cofundador da Cooperativa Mista Agropecuária do Vale do Araguaia
(COMIVA); prior do mosteiro São José; pároco da Paróquia
Santa Rita dos Impossíveis (Santa Rita do Araguaia - GO); vigário paroquial em
Perolândia; pároco da Paróquia Divino Espírito Santo (Mineiros - GO); fundador e diretor
espiritual do ECC em Mineiros; co-fundador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de
Mineiros; membro fundador do Rotary Internacional em Mineiros; trouxe a Mineiros o
movimento SERRA e foi seu diretor espiritual; foi membro fundador do Conselho
Superior da Fundação Integrada Municipal de Ensino Superior (FIMES); fundador e
presidente da Comissão de Conservação da Natureza de Mineiros; e fundador e
presidente da Fundação EMAS.
Homem de profunda espiritualidade, Dom Eric era totalmente dedicado à Igreja,
buscando o cultivo da espiritualidade no meio das famílias, a formação e o despertar das
lideranças leigas.
DOM LUCAS (HERBERT) WENZEL
Nasceu em Steinauer, Nebraska, no dia 11 de julho de
1936. Fez sua profissão em 11 de julho de 1957 e foi
ordenado presbítero no dia 1º de junho de 1963.
D. Lucas chegou ao Brasil no dia 02 de outubro de
1965 e exerceu seu ministério pastoral em várias atividades
do priorado. Foi grande animador da juventude e ensinou
artes a diversos jovens. Em 18 de outubro de 1968, sofreu
um grave acidente de automóvel. Foi hospitalizado nos
Estados unidos e não voltou mais ao Brasil.
DOM RUI (DUANE GARY) ROY
D. Rui nasceu em Stockton, Kansas em 11 de maio
de 1941. Fez seus votos em 11 de julho de 1961 e foi ordenado presbítero no dia 02 de junho de 1967.
Chegou ao Brasil junto com D. Roberto no dia 18 de
setembro de 1971. Exerceu a função de Prior de 1978 a
1985. Foi pároco das Paróquias de Santa Rita do Araguaia e Portelândia de 1985 a 1992; formador em Goiânia de 1992 a 1994; pároco da Paróquia do Divino Espírito Santo, em Mineiros, de 1996 a 2000; e administrador
da Paróquia Sant’Ana, em Effingham, Kansas, de janeiro de 2001 a junho de 2002. A pedido de D. Herberto, Bispo da Prelazia de Cristalânida (Tocantins), retornou ao Brasil e
serviu àquela prelazia, como Vigário Geral, de julho de 2002 a janeiro de 2010. Foi
grande incentivador dos círculos bíblicos nas comunidades e se preocupou com a
formação bíblica e promoção social das comunidades mais pobres.
Em dezembro de 2009 foi eleito novamente Prior do Priorado São José, para um
mandato de dois anos, e assumiu o cargo em fevereiro de 2010. Em dezembro de 2011,
foi reeleito ao cargo pelo capítulo do priorado.
DOM ROBERTO HEIMAN
D. Robert Heiman, filho de Edward e
Bertha Heiman, nasceu no dia 03 de
novembro de 1937, em Sêneca, no Kansas.
Entrou como postulante na Abadia de São
Bento (Atchison – KS) em 1955 e logo
começou a trabalhar na horta e pomar. Ele
professou seus votos monásticos no dia 11
de julho de 1957, ganhando carinho e
respeito de sua comunidade ao longo dos
anos pelo seu conhecimento na área de
agricultura e pela sua dedicação aos
agricultores.
Chegou ao Brasil em 18 de setembro de 1971 e tornou-se, pelo fato de ser
operador de rádio amador licenciado, um elo de comunicação importante entre a Abadia
e a fundação no Brasil.
De 1971 a 1978, D. Roberto distinguiu-se na direção das atividades agrícolas do
priorado, cuidando do gado e preservando a grama sempre verde, além de manter o
velho trator sem nunca deixar de funcionar.
Após seu retorno para Atchison em 1978, D. Roberto foi nomeado mestreassistente dos noviços, mas nunca deixou de trabalhar nos jardins da abadia. Ele faleceu
no dia 14 de janeiro de 2010, aos 72 anos de idade.
DOM TADEU BURBACH
Nasceu em Hartington, Nebraska, em 09 de fevereiro
de 1927. Fez sua profissão no dia 11 de julho de 1947 e foi
ordenado presbítero em 30 de maio de 1975. D. Tadeu
chegou ao Brasil no dia 07 de agosto de 1975, cuidou da biblioteca e da cozinha do mosteiro, ajudou na formação dos postulantes, prestou atendimento paroquial, auxiliou na Pastoral
Rural e dirigiu as comunidades S.
José Operário e Santa Luzia. Retornou aos Estados Unidos em abril de
1983.
DOM FRANKLIN HIGHBERGER
Nascido em 04 de dezembro de 1932, em Westphalia,
Kansas, D. Franklin fez seus votos em 16 de março de 1958.
Chegou ao Brasil no dia 07 de agosto de 1975, auxiliou na
formação dos postulantes e cuidou dos serviços gerais do
Priorado. Pouco mais de dois anos voltou aos Estados Unidos.
DOM HENRIQUE (ROBERT) DETERS
Nasceu no dia 10 de maio de 1928 em Sêneca,
Kansas, e foi criado em uma fazenda próximo à cidade.
Serviu no exército dos EUA de 1949 a 1952. Mais tarde,
ele entrou na faculdade São Bento e se formou em inglês
em 1959. Fez sua profissão no dia 11 de julho de 1957 e
foi ordenado presbítero no dia 1º de junho de 1963.
D. Henrique obteve um mestrado em teologia em
1965 e lecionou na faculdade São Bento e no colégio dos
monges nos EUA. Chegou ao Brasil em 07 de agosto de
1975 onde trabalhou nas paróquias de Mineiros, Santa
Rita e Portelândia. Em Mineiros assessorou a Renovação
Carismática e os Alcoólatras Anônimos. Retornou aos
Estados Unidos em 1982, servindo no ministério em diversas paróquias. D. Henrique
faleceu no dia 03 de janeiro de 1996.
DOM QUIRINO (JAMES PETER) MCINERNEY
D. Quirino nasceu em Kansas City, Missouri, em 21
de abril de 1926. Fez seus votos em 21 de setembro de
1947 e foi ordenado presbítero em 22 de maio de 1952.
Juntamente com D. Tadeu, D. Franklin e D.
Henrique, chegou ao Brasil no dia 07 de agosto de 1975,
a princípio para ajudar a comunidade monástica de
Mineiros por um período de cinco anos.
Em 1978, D. Quirino e D. Franklin retornaram aos
Estados Unidos. D. Quirino foi fazer tratamento de saúde
e retornou ao Brasil em junho de 1979 e foi trabalhar na
Bahia. Passou algum tempo no mosteiro de São Bento,
em Salvador, e depois iniciou sua função como pároco da
catedral da Diocese de Ruy Barbosa, da qual D. Matthias
era bispo.
De volta a Mineiros em 1983, D. Quirino foi eleito
prior em janeiro de 1989, sucedendo D. Heriberto. No
mês de setembro de 1991, sofreu dois ataques cardíacos e foi operado nos Estados
Unidos, ocasião em que recebeu quatro pontes de safena e voltou a ter boa saúde.
Em 1992, ele foi reeleito prior e permaneceu no cargo até 1997, quando tornou-se
ecônomo e diretor de oblatos.
Devido a fortes dores na coluna, retornou aos Estados Unidos em 2011, onde fez
uma cirurgia que o aliviou das dores. Atualmente, tem enfrentado sérios problemas nas
vistas, mas, finalmente, uma cirurgia bem sucedida o tem deixado em melhor estado.
DOM JOAQUIM CARLOS CARVALHO
D. Joaquim nasceu em Mineiros, Goiás,
em 20 de julho de 1954. Fez os votos em 07 de
março de 1976, tornando-se o segundo
brasileiro a professar no Priorado São José.
Ordenado presbítero no dia 02 de fevereiro de
1982, tornou-se pároco da Paróquia do Divino
Espírito Santo por duas vezes (1992-1998 /
2001-2008) e prior do mosteiro em dois
mandatos seguidos (1997-2004). Lecionou no
Colégio Estadual José Alves de Assis e foi o
seu diretor.
Formado em psicologia (PUC-GO), assessora a CRB (Conferência dos Religiosos
do Brasil) e várias congregações religiosas. Foi o idealizador da casa de formação em
Goiânia. Atualmente é o ecônomo do Priorado e vigário da Paróquia São Bento em
ineiros.
DOM DENIS MEADE
D. Denis Meade nasceu em Des Moines, Iowa, em 16
de outubro de 1930. Fez sua profissão no dia 11 de julho de
1950 e foi ordenado presbítero em 28 de junho de 1955.
Ele trabalhou em Mineiros por dois anos (1987-1989) e
voltou ao Brasil em 2003, dirigindo a formação em Goiânia
até 2005. Doutor em Direito Canônico, ajudou no
estabelecimento do Tribunal responsável pelas questões
matrimoniais e atuou nesse tribunal, em Goiânia, em suas
duas passagens pelo Priorado.
DOM JOSIAS DIAS DA COSTA
D. Josias nasceu a 06 de dezembro de 1956 em Costa
Rica, Mato Grosso do Sul. É o quinto dos dez filhos de
Jerônimo Queiroz da Costa e Delice Izaura da Costa. Fez
profissão monástica em 10 de fevereiro de 1981 e foi
ordenado presbítero no dia 25 de julho de 1986.
Exerceu seu ministério pastoral atendendo na
Paróquia do Divino Espírito Santo e cuidando das
Comunidades Santa Luzia e Nossa Senhora da Abadia
(Cedro). Como professor lecionou ensino religioso,
moral, filosofia, sociologia e psicologia em três colégios.
Mestre em Educação pela UNICAMP (SP), foi professor
de filosofia, sociologia, metodologia e história da
educação na FIMES, em Mineiros, e de teologia em Rio
Verde. Lecionou ainda uma disciplina no curso de pós-graduação da UFG, realizado no
campus de Jataí. Foi conselheiro do Movimento Nacional dos Direitos Humanos
(Regional Centro-Oeste) por dois mandatos seguidos (1991-1994), presidente da
Câmara dos Direitos Humanos de Mineiros (1988-1994) e coordenador da Comissão
Pastoral da Terra no Sudoeste de Goiás (1986-1988). Atuou também como membro
eleito da Academia Mineirense de Letras.
Exerceu a função de vice-prior (1997-2004) e de prior (2004-2009) e atualmente
auxilia na Catedral de Goiânia e em diversas paróquias da arquidiocese, entre as quais
São Pedro, Jesus de Nazaré, Reitoria Nossa Senhora das Graças e São José.
DOM RODRIGO PERISSINOTTO
D. Rodrigo nasceu em 20 de julho de
1979 em Clevelândia, Paraná. Fez sua
profissão em 08 de fevereiro de 1998, atuou
na formação em Goiânia e foi ordenado
presbítero em 08 de dezembro de 2004, em
Mineiros. No dia 08 de fevereiro de 2009
tomou posse como primeiro pároco da
Paróquia São Bento, em Mineiros. Ele é viceprior do Priorado São José desde 2004. Toca
violão, acordeão, saxofone e outros
instrumentos.
DOM VINÍCIUS DE QUEIROZ REZENDE
Nascido em Goiânia, Goiás, no dia 22
de abril de 1983, D. Vinícius fez sua
profissão em 17 de janeiro de 2004 e foi
ordenado presbítero em 12 de dezembro de
2008. É vigário paroquial na Paróquia São
Bento, em Mineiros.
D. Vinícius assessora a Pastoral da
Juventude da Diocese de Jataí, sendo
também membro da coordenação diocesana
da Pastoral Vocacional. Com talento para
música, toca violão e canta. É ele que
mantém o site do Priorado sempre
atualizado.
1962
1967
DOM MATHIAS
DOM RALPH
1967
1972
1972
DOM ERIC
1978
1978
DOM RUI
1985
1985
DOM HERIBERTO
1989
1989
DOM QUIRINO
1992
1992
DOM QUIRINO
1997
1997
DOM JOAQUIM
2000
2000
DOM JOAQUIM
2004
2004
DOM JOSIAS
2010
2010
DOM RUI
2011
2012
DOM RUI
2016
O decreto de Criação da Paróquia S. Bento tem data de 23 de outubro de 2008.
Registrado no Livro V, Fl. 63 nº 23/2008-c.c no Arquivo da Cúria Diocesana de Jataí. A
mesma foi criada a pedido dos Monges Beneditinos de Mineiros que por mais de 45
anos estiveram à frente da Paróquia Divino Espírito Santo. Assim, vendo a necessidade
pastoral e levando em conta este pedido, Dom Aloísio Hilário de Pinho, então bispo
diocesano, criou por decreto a referida Paróquia desmembrando-a da Paróquia Divino
Espírito Santo e entregando-a in perpetuo ao Monges Beneditinos de Mineiros e
nomeando como seu primeiro Pároco Dom Rodrigo Perissinotto, OSB, que recebeu
posse em 08 de fevereiro de 2009. A Paróquia é constituída por 10 comunidades
distribuídas por metade da cidade de Mineiros. Tem cerca de 30.000 pessoas que vivem
em sua área Paroquial. Além das comunidades urbanas há ainda 6 comunidades rurais
que recebem a visita de um padre a cada mês. Possui uma obra Pastoral viva, com
muitas pessoas envolvidas em suas atividades. Nossa missão é Evangelizar a partir de
Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética,
alimentada pela palavra de Deus e pela
Eucaristia, à luz da evangélica opção
preferencial pelos pobres, para que todos
tenham vida rumo ao reino definitivo.
A organização pastoral da paróquia
se dá em redes de comunidades. Cada
comunidade é responsável pela sua
própria administração financeira e
pastoral. Os
leigos
assumem a
administração sempre em contato com a
matriz e com o pároco ou vigário
responsável pela comunidade.
Cada comunidade possui seu
conselho comunitário que
discute sobre as questões
administrativas e pastorais.
Cada comunidade possui
um grupo de ministros
extraordinários da comunhão
eucarística e da palavra. Toda
comunidade
tem
sua
coordenação catequética,
responsável por dinamizar a
catequese de crianças, jovens e
adultos, sempre em sintonia com a coordenação paroquial. Cada comunidade é ainda
acompanhada por um padre que é seu ponto de apoio e animação pastoral. Além disso
há vários grupos de serviço que atuam na paróquia e nas comunidades, como por
exemplo a Pastoral da Moradia, Pastoral da Sobriedade, Pastoral da Criança e Grupo de
Apoio à mesma, Pastoral da Esperança, Pastoral da Juventude, Renovação Carismática
Católica, Encontro de Casais com Cristo, Pastoral Familiar e grupo de casais em
segunda união, Movimento de Cursilho de Cristandade, Apostolado da Oração,
Movimento Serra, Grupo São Mateus, Grupo Bom Pastor que trabalha pela manutenção
do Lar Bom Pastor que abriga 30 idosos e vários grupos de serviço que se reúnem para
prestar apoio as famílias carentes. Cada um destes grupos possui sua coordenação ou
diretoria e são acompanhados por um padre em seus trabalhos. De tempos em tempos
todos os representantes das comunidades, pastorais, grupos e movimentos se reúnem
em assembleia. Além disso, a Paróquia São Bento e a Paróquia do Divino Espírito Santo
desenvolvem várias atividades em conjunto como por exemplo retiros espirituais para
leigos: Retiro Masculino com participação anual de aproximadamente 350 homens,
Retiro Feminino com participação
anual de aproximadamente 450
mulheres e ainda Retiro para
Jovens na época do Carnaval com
aproximadamente 400 jovens.
Atualmente servem na
referida Paróquia os seguintes
monges; Dom Rodrigo
Perissinotto (pároco); Dom
Joaquim Carlos Carvalho e Dom
Vinícius de Queiroz Rezende
(vigários).
Priorado São José - Monges Beneditinos de Mineiros
Caixa Postal 15
75830-000 - Mineiros - GO - BRASIL
www.msaojose.org - www.mongesbeneditinos.blogspot.com
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