Poesia

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Poesia
JORNALANDO
Dezembro 2015/2016
Coordenadoras: Cecília Sucena e Dalila Chumbinho
DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA, Pág.8
Poesia
EXPOSIÇÃO “POLAR”, Pág. 2
FELIZ NATAL E FELIZ ANO
NOVO !
CIÊNCIA DE PALMO E MEIO, Pág. 7
1
EXPOSIÇÂO “POLAR – Nos
limites da Ciência: A Investigação Portuguesa no Ártico e na Antártida”
O Ártico e a Antártica possuem um fascínio próprio. O azul dos icebergues, o
branco da neve, a beleza rara dos animais
que lá vivem. Contudo, as regiões polares
são muito mais do que isso. É no Ártico e
na Antártica (região que contém o continente Antártida e o oceano que o circunda, o oceano Antártico) que se investigam
questões cruciais para o planeta: Qual o efeito das alterações climáticas nos
ecossistemas polares. Quanto é o degelo e quais são os seus efeitos nas correntes oceânicas. Quais as modificações na camada de ozono e quais são as suas
consequências. Qual o impacto da acidificação dos oceanos. Estas são algumas
das questões para as quais os cientistas de todo o mundo, incluindo de Portugal,
procuram repostas.
Portugal possui mais de 50 cientistas em 15 equipas de Institutos e Universidades Portuguesas a fazer investigação no Ártico e na Antártida, dedicados a
responder a algumas destas questões, colaborando com numerosos países, incluindo o Reino Unido, Espanha, Brasil e Canadá.
Esta exposição fotográfica pretende evidenciar a importância das regiões polares para o planeta, através de imagens recolhidas por cientistas Portugueses e pelos seus colegas enquanto trabalham no Ártico e na Antártica, e levarnos até aos limites da ciência.
A turma C do 10º ano teve a oportunidade de visitar esta exposição no pavilhão multiusos da escola que os alunos
consideraram uma iniciativa fantástica, na medida em que alerta as pessoas para todos os problemas que existem no
Ártico e na Antártida e os seus efeitos no mundo. Segundo a aluna Eloise-Mariet Peters, “sabe-se que não são apenas
afetados os ecossistemas polares, mas também a vida de outros seres vivos, incluindo os seres humanos. Assim, nunca é de mais dar a conhecer os problemas que se vão agravando nestas regiões devido, muitas vezes, a causas humanas.
Quem somos nós para destruir a vida de outros seres, incluindo a nossa?
Apesar de haver grandes equipas com cientistas de vários países, incluindo Portugal, dedicados a estas problemáticas,
todos nós temos a obrigação de colaborar em tudo o que está ao nosso alcance com o fim de minimizar aspetos, tais
como, o degelo, a destruição da camada de ozono e, por sua vez, todas as alterações climáticas que provocam o desaparecimento de espécies animais e de plantas e várias doenças graves nas pessoas como, por exemplo, o cancro de
pele. Alertar também para o desaparecimento de algumas praias na costa algarvia devido à subida do nível das águas
do mar.”
Infelizmente, na opinião da aluna Marta Capão, a grande maioria das pessoas não valoriza estas questões ambientais,
vivem como se nada fosse e nada afetasse o seu habitat que, afinal, não é só seu mas de todos nós. Afirma ter gostado da exposição, sobretudo porque a considera um alerta e um “abre olhos” para a realidade.
A exposição possibilitou visualizar a paisagem, o clima e a vegetação que existe na Antártica e no Ártico muito diferentes das de Portugal, aspetos que interessaram a aluna Bruna Seguro.
Já o David Ascenção ficou deslumbrado, pois “nunca pensei que um lugar cheio de gelo podia ter das melhores paisagens e maravilhas do mundo, destacando o nascer e o pôr-do-sol como sendo das paisagens mais incríveis a que alguma vez assistiu”.
2
Uma página de (des)caminhos
Não sei por onde
vou, não sei para onde
vou, (sei que)…
Se me dizem para ir para um sítio,
eu não vou. Sigo o meu caminho,
o querer vai ter mais rendimento
e tento seguir o mais diferente
possível. Eu gosto de caminhos
diferentes e que rendam muito.
Às vezes escolho os caminhos errados, que não rendem nada, e
não saio feliz.
O mais importante é sair feliz desse caminho que escolheste e, se
escolheste o caminho errado, vai
tentando, até conseguires. Esforça
-te cada vez mais para conseguires
aquilo que queres com um sorriso
na cara.
Lourenço,8ºE
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
Mas sei que a vida dá muitas voltas, tal como esta que se
está a passar. E temos de estudar para se chegar a algum
lado.
A minha vida é um monte de mistérios por descobrir.
Lembro-me como o mundo era um monte de inocências
para mim, como não havia crítica ou defeitos a olho humano, como o amor era uma brincadeira de crianças …
Agora tudo mudou, um erro pode ser um motivo de gozo.
Porque é que a minha vida não pode ser mais ou menos
perfeita, como quando eu era pequena? Gostava de voltar
atrás no tempo e ver como era o mundo numa outra perspetiva.
Porque não tenho medo de ser quem eu sou. Se os outros
não gostam da minha beleza mediana igual à de tantas
outras raparigas, então eles que vão procurar outra pessoa
para rebaixar, porque esta é a minha escolha e este é o
meu caminho.
Sofia Passos,8ºE
Ainda sou muito pequeno para saber por onde vou ou para onde vou, mas de uma coisa tenho a certeza: quero cumprir os meus sonhos.
Serei leal aos meus objetivos, enquanto tiver motivação nunca irei desistir. O meu sonho
não tem nada a ver com o sonho de outros rapazes, ser futebolista … Já pensei em sê-lo,
mas o que eu quero verdadeiramente é seguir uma carreira militar. Ainda sinto um pouco
de medo ao querer seguir o meu sonho. Uma vida fora de um quartel militar não tem nada
a ver com uma vida dentro dele. É uma profissão de riscos e estou bem ciente disso. Tenho
de estudar muito para seguir este meu sonho. Na escola mostro muito o meu lado preguiçoso, mas não é esse lado que quero mostrar; também mostro o meu lado rebelde, mas sei
que preciso de ter disciplina, se não, não há ponta por onde pegar. Eu sei que é isto que
quero e sei que vou conseguir, porque sou uma pessoa corajosa.
Além deste sonho, quero muito, no futuro, dar uma vida melhor à minha mãe: ela farta-se
de trabalhar e, muitas vezes, o dinheiro que tem, em vez de gastar com ela, gasta comigo e
com os meus irmãos. Quero dar-lhe uma vida de luxo, eu tenho tudo o que quero mas devido ao suor dela.
Sou um rapaz rebelde, divertido, simpático, corajoso e humilde. Sou de estatura média,
olhos castanhos e cabelo preto. Não gosto de cumprir regras e gosto de ser livre e de sentir
o cheiro da liberdade.
Este sou eu, Tomás de Almeida Pinto,8ºE
3
OS MEUS PAIS
Neste poema vou dizer como os meus pais são:
São alegres, são felizes, depois vocês verão.
Começarei pela minha mãe, que divertida ela é!
Ela trata bem de mim. Será que acha que sou um bebé?
Corajosa e valente, ninguém lhe faz frente.
Cabelos longos e alaranjados, que bonitos são!
Sempre de bom humor, onde será que busca tanta emoção?
Agora o meu pai, que faz musculação
(E que grandes os músculos são!)
Rio-me com gosto da comédia que ele faz,
Quando precisar de rir, sei sempre com quem contar.
Acabarei o meu poema neste momento,
Nada mais tenho a dizer.
Então, adeus e até mais tarde,
Agora, outras coisas vou fazer.
Rafael Chaves , 8ºB
Os Meus Entusiasmos
O meu entusiasmo é acredidar que nós conseguimos alcançar tudo com trabalho, esforço e dedicação.
Portugal é um país pequeno, mas tem muito boa gente
disposta a ajudar e a fazer acreditar que tudo é possível.
Eu penso todos os dias no meu futuro e se irei ser um bom
cidadão. Gostava de ir para a marinha portuguesa e também de ser médico para ajudar as pessoas e curá-las, para
que pudessem viver bem. Sei que Deus vai ajudar-me a
tomar a melhor decisão!
AMAR ARTE
Ao longo da minha vida,
Senti que fui escolhida
Ao saber apreciar
Um desenho ou uma pintura
Bonita de se olhar
E não me sinto insegura
Quando também quero, assim, me
expressar
Sempre que me sinto inspirada,
Ponho-me a desenhar.
Com lápis não me sinto enganada,
Porque sempre posso apagar.
É algo de que sempre gostei
E também fui elogiada,
Não me gabo de nada,
Pois pintora ainda não me tornei.
Apenas sempre foi assim,
Desde que comecei.
Algo que entrou em mim
E, por isso, viciei.
Não deixa de ser amor
Só porque a Arte é diversificada,
Nela deixo a meu favor
A minha paixão, sem ficar cansada!
Estarei sempre com essa vontade
no coração
E com o lápis na minha mão!
Inês Gonçalves, 8ºB
A vida tem altos e baixos, mas eu levanto-me, continuo em
frente e acredito que sou capaz de ser uma pessoa exemplar e de poder ajudar as pessoas.
Tiago Santos, 9ºE
4
PROJETO EscolarIDADES
Abandono
e maltrato
de animais
Um problema que me afeta muito é o abandono e
maltrato de animais. Eu acho que este problema
sempre existiu e sempre será atual porque existirão
sempre pessoas no mundo que, ou por causa dos
problemas económicos ou porque rapidamente
ficam “fartos” do animal, resolvem abandoná-los.
Assim, pergunto-me: “se sabem que têm problemas económicos ou já não suportam o animal, por
que é que não propõem entregá-lo a um canil/gatil
ou o dão para adoção?”
Infelizmente, abandonar os animais não é o único
problema que existe. A violência que sobre eles se
exerce também é um assunto muito sério para
mim.
O Projeto EscolarIDADES faz a partilha entre alunos da EBSIM e os
seniores dos Centros de Convívio da
freguesia de Alcabideche.
Desta vez, participaram com os
seniores num desfile de materiais
reutilizados, na Associação de Bem
estar Social de Alcabideche, no dia
28 de outubro.
Estiveram presentes, além dos alunos da escola EBSIM, a Associação
Social de Idosos da Amoreira, a Associação de Apoio Social Amigos da
Paz de Bicesse, a Associação Nª Senhora das Neves de Manique de
Baixo, a Associação de Idosos e Reformados do Murtal e a anfitriã,
Associação de Bem estar Social de
Alcabideche, o Museu do Mar, a
EMAC, o presidente da Junta de
Freguesia, Dr. Rui Costa, e o o Dr.
Miguel Arrobas da Câmara Municipal de Cascais.
Todos gostaram desta atividade e
outras se realizarão.
Juntem-se a nós, às terças ou às
quintas, das 14h35 às 16h05.
Carolina Oliveira, 5ºG e Rafaela
Costa, 5ºG, alunas bibliotecárias
Eu vou estar sempre contra esta situação. Na minha opinião, as pessoas que maltratam têm uma
mente doente. Às vezes, até penso que não deviam
existir. Sinceramente, acho que um dia me imagino
numa daquelas manifestações contra o abandono e
maltrato de animais.
As soluções sempre existiram, as pessoas é que
não querem ter trabalho com o animal, mas têm de
se lembrar que este é um ser vivo como nós. Se
pudesse, trazia para minha casa todos os animais
que encontro na rua mas, infelizmente, não tenho
condições para tal.
Joana Cruz, 9ºE
5
FELICIDADE
Ser jovem não tem, nem é, necessariamente sinónimo de ser feliz. Durante a nossa juventude, tal como
durante toda a nossa vida, vivenciamos momentos de felicidade, mas também de tristeza, medo, euforia, etc. Principalmente estando nós no período da adolescência, que é quando vivemos cada momento
com grande intensidade. São múltiplas as sensações e tornam-se algo confusas e assustadoras.
É impossível, na minha opinião, definir quais os fatores que determinam a felicidade na adolescência.
Cada pessoa é diferente. Para uns seria perfeito não haver escola. Outros preferiam fazer o que quisessem sem ter os pais a controlar. Alguns anseiam pelo amor da sua vida. E tantas outras situações que
eu poderia enumerar. Algumas pessoas seriam felizes se um ou dois dos seus desejos se concretizassem, outras têm tantos desejos que não caberiam nesta folha de papel. No fundo, a felicidade não é
algo que possa ser definido porque cada um tem o seu conceito de felicidade.
O que é ser feliz? Ora aqui está uma boa pergunta, difícil de responder.
Na minha opinião, não existe um estado de felicidade absoluta, os sentimentos completam-se, ou seja,
não existiria a felicidade se não houvesse tantas outras sensações.
Como saberíamos o que é a felicidade, se não houvesse também a tristeza, a dor, a angústia, a saudade, etc, etc, etc.?
Como saberíamos como é bom amar, se nunca tivéssemos tido a dor daquela grande desilusão amorosa?
Como conseguiríamos entender o lado bom da saudade, se nunca sentíssemos o vazio de uma perda?
Como saberíamos o quão confortante é um abraço,
se não tivéssemos sentido o desconforto da solidão?
Como reconheceríamos a intensidade de uma troca de olhares, sem ter sentido o desejo de os lábios se
tocarem?
Como ficaríamos radiantes com um simples “olá”, se nunca tivéssemos sentido o desespero de um
“adeus”?
Por tudo isto e muito mais que me fica por dizer, atrevo-me a afirmar que, para mim, ser feliz é viver. É
viver cada momento como se fosse o último, com toda a intensidade, porque, afinal de contas, de que
nos serve andar por este mundo se não tivermos algo ou alguém a quem nos apegar? Não querer sentir
por termos medo de nos magoarmos, não é viver, é sobreviver.
Eu prefiro viver. Prefiro sentir. Prefiro passar pela dor e pela tristeza e poder sentir o amor e a felicidade. Prefiro viver de tudo, do que viver de nadas. E isto, sim, para mim, é ser feliz.
6
CIÊNCIA DE PALMO E MEIO
No passado dia 22 de Outubro, alunos das
turmas A e B do 12º ano, no âmbito da
disciplina de Biologia e do projeto
“Ciência de Palmo e Meio”, deslocaramse, com a professora Margarida Ferreira, à Escola Básica
Raul Lino do Agrupamento de Escolas Ibn Mucana, com o
objetivo de desenvolver uma actividade lúdica sobre o
ciclo da água e os estados físicos da matéria com os alunos do ensino pré-escolar das salas amarela e laranja,
acompanhados pelas educadoras Amélia Gonçalves Pereira e Cristina Oliveira, respectivamente.
Após uma receção muito entusiasmada, os alunos
mais novos demonstraram o seu interesse e curiosidade,
através de expressões consideradas oportunas e engraçadas:
“Existe gelo nas nuvens?”
“Eu gosto muito de ser cientista. Eu gosto muito do
planeta Terra.”
“A água é muito importante, a minha mãe mistura
sumo com água.”
Em seguida, os “professores” iniciaram a atividade
prática experimental “fazendo chover” e explicando as
diferentes fases do ciclo da água, através da visualização
de vídeos de animação e de simulação com uma maquete
interativa, onde se vivenciou uma grande cooperação.
Esta aula foi muito produtiva, não só para as crianças,
como para os “professores”, uma vez que todos mostraram ter apreendido os conhecimentos transmitidos:
“Hoje está sol, então amanhã vai chover.”.
As sementes foram lançadas pelos “professores” e a
chuva de curiosidade e de conhecimento dos alunos mais
novos fê-las germinar, iniciando o processo de crescimento e desenvolvimento científico.
Eu finjo e imagino
Estar num mundo feliz,
Onde não tenha de usar
A máscara que fiz.
Uma colecção de máscaras
Eu guardo no meu coração.
Troco-as de vez em quando,
Dependendo da situação.
Máscaras das emoções
Felicidade, tristeza, amor
Que escondem as lágrimas
Inundadas de dor.
Esta máscara que me prende
Retira-me a respiração.
Esconde quem sou.
Esta é a minha maldição.
A máscara que uso
Não consegue aguentar.
As verdades que me atingem
Estão-me a quebrar.
Fingir não é ser,
Imaginar não é viver.
Mas vivemos num mundo,
Não há nada a fazer…
Catarina Costa, 12ºA
Os “professores” que participaram na atividade foram: Ângela
Fernandes, Carlos Silva, Catarina Costa,
Daniela Silva, Geovane Moura, Inês Crespo, Linda Sioga, Madalena
Xavier e Nuno Severino.
7
DIA MUNDIAL DE FILOSOFIA
dar uma noção clara e objetiva do conceito de
Filosofia aos alunos do 3º ciclo, nomeadamente
das turmas do 7ºB e 8ºG, de modo a prepará-los
para os futuros anos letivos.
No passado dia 19 de novembro, celebrou-se o
Dia Mundial da Filosofia. As turmas do 11ºA e B
realizaram atividades com alunos do ensino básico, para comemorar este dia.
Os alunos mostraram-se participativos e colaborantes durante a atividade. Revelaram criatividade e empenharam-se nas atividades propostas.
Os alunos do 11ºF, Ion e Ruben, fizeram os cartazes que se afixaram à entrada do pavilhão A,
tendo contado com a colaboração da profª Ivone
e de alguns dos seus colegas, e os do 11ºC ajudaram a turma B na organização e encaminhamento dos alunos do 9º ano para as respetivas atividades.
Esperamos que esta apresentação tenha suscitado interesse por esta área e que todos os alunos
venham a dar uso, no futuro, do seu potencial
de serem filósofos.
Gabriela Monteiro, nº 8, 11ºA
Para que a Filosofia esteja sempre viva e nos
ajude a despertar…
Segue-se uma apreciação de alunas de ambas as
Obrigada a todos.
turmas.
“Todo o Homem é potencialmente filósofo”, já Profª Olga Prata
dizia Gramsci, e foi esta a mensagem que a turma do 11ºB tentou transmitir aos alunos do 9ºA
e 9ºB no Dia Mundial da Filosofia, de modo a motivar e incentivar os alunos ao interesse pela filosofia e despertá-los para o mundo. Foram
apresentados novos conceitos e realizadas diversas atividades.
Neste dia especial em que o mundo concordou
em honrar a filosofia e os seus discípulos, os nossos potenciais filósofos do 9º ano tiveram que
percorrer o “Caminho da Filosofia” de modo a
conhecer alguns filósofos importantes e dar a
conhecê-los aos seus colegas.
Sócrates; Stuart Mill; Kant; Aristóteles; Descartes, entre outros filósofos, foram-lhes apresentados e afirmo que a experiência correu maravilhosamente e em grande parte graças à fantástica postura e interesse por parte dos alunos de
ambas as turmas.
Esta é definitivamente uma experiência a repetir visto que a sensação de “despertar” que causamos ao próximo é simplesmente indescritível.
Stefani Domentean, 11ºB
A turma do 11ºA considerou esta experiência
memorável e educativa, pois assim conseguimos
8
A minha avó
Carta para o meu avô Augusto
Nasceste , viveste , lutaste pela vida e hás-de morrer.
Estás quase a fazer setenta e quatro anos. Durante a tua vida, sempre
lutaste pelo bem de todos, mesmo que isso trouxesse o teu mal. Admiro em ti os teus olhos cansados que já vivenciaram tanta coisa e
tantos desastres e continuam cheios de alegria. Estás sempre pronto
para me dar um sorriso largo, mesmo quando a tua vida não está no
auge .
Ir ao Alentejo é poder sentar-me contigo na rua a ouvir as tuas histórias, de quando andavas na tropa e ouvir-te a cantarolar quadras que
cantavas no teu tempo. Nada me dá mais gosto do que ouvir a tua
voz rouca e cansada a falar comigo, pois isso é o que me mantém entusiasmada quando lá estou , poder ouvir-te.
Estás velho, essa é a verdade, e já transpareces o custo de tantos anos
a lutar pela vida. As tuas costas começam a dar problemas e os teus
joelhos fracos têm menos forças . Mas, mesmo assim, continuas a
fazer o que sempre gostaste: todos os fins de semana te levantas às
seis da manhã para ir amassar e cozer o pão e tratas da horta como se
fosse também tua filha.
Peço-te sempre para me acordares para ir contigo, mas nunca o fazes.
Quando te pergunto porquê, tu apenas me dizes “ estavas a dormir
tão bem que não te quis acordar, era muito cedo.”. Não percebo como podes ser tão amável. O mundo em que vivemos não é maravilha
nenhuma e, ainda assim, tu ages como se tudo estivesse e fosse ficar
bem.
Quando falas, sinto a serenidade dos teus setenta e poucos anos e o
palavreado com que foste habituado a falar , sinto-me protegida pelo
simples facto de puder falar contigo. O meu maior medo é desiludirte , pois tu nunca me desiludiste .
Quando olho para ti, vejo um homem que sabe o que é a fome; sabe
o que é lutar; sabe o que é fazer o melhor pelos outros e, mais do que
tudo ,vejo um homem saber o que é partilhar e sei que, mesmo tendo
pouco, darias esse pouco a alguém só para essa pessoa ser mais feliz.
Acho que fazes isso porque já és feliz. Muitos dizem que a felicidade
nunca se encontra , no entanto tu fazes-me olhar o mundo de uma
maneira diferente , no qual vejo que talvez a felicidade exista mesmo
e que ainda há boas pessoas a viver entre nós.
Com isto tudo, só quero dizer que te admiro muito, avô, pelo simples
facto de fazeres a minha vida melhor com um simples abraço que me
dás sempre que me vês. Abraças-me de uma forma que me faz sentir
segura. Tenho muito orgulho em ti, avô, és das melhores pessoas que
conheço!
A minha avó tem 70 anos, chama-se
Maria João e nasceu uns dias depois
da segunda grande guerra mundial.
É uma ótima cozinheira. Todos adoram comer os seus cozinhados, especialmente em alturas festivas. Ela tem
imensa paciência para me aturar a
mim e ao meu primo. Ajudou-me
muito nos estudos sempre que precisei, mesmo quando eu vivia no Porto
e ela estava em Évora. A minha avó,
que nunca conduzia fora de Évora,
sacrificou-se, e agora leva-me a todo
lado: ao “skate park”, à escola e aos
treinos de basket.
Eu podia ter escolhido escrever acerca
de outro familiar, mas esta avó foi
uma grande ajuda para mim e para a
minha mãe nos tempos mais difíceis
da crise.
Tomás, 9ºE
CARTA PARA A MINHA AVÓ MARIA JOSÉ
Querida Avó,
Apesar de não gostar muito de dizer a sua idade, sei que tem setenta e dois anos, embora
não pareça. Parece muito mais nova!
A avó é alta, embora com as costas curvadas,
magra e gosta de se vestir bem. Nunca a vi triste. Está sempre alegre, bem disposta e gosta de
se divertir. Casou-se com o meu avô P., tiveram
duas filhas e agora têm duas netas de quem
gostam muito. Foi professora durante quarenta
anos– com muito orgulho, como costuma dizer.
Gostava muito da sua profissão: ensinou no 1º
ciclo num colégio particular. Depois, acabou o
curso de Filologia Românicas– estudos Portugueses e Franceses e dedicou-se ao 3ªciclo e
secundário, ensinando as disciplinas de português e de francês em várias escolas. Gostava
muito dos seus alunos, com quem teve sempre
uma boa relação. Reformou-se, com muita pena, aos sessenta anos e, como costuma dizer:
“Se pudesse, ainda ensinava e nunca me reformaria”. Ainda tem contacto com alguns colegas
e alunos de quem tem muitas saudades. E é
assim que a vejo, avó, com muito orgulho e
carinho!
A sua neta, Joana
Com muito amor, a tua neta , Juliana.
Joana, 8ºE
Juliana, 9ºE
9
JORGE JESUS
CANTIGAS DE ESCÁRNIO E MALDIZER
Deixaste o Benfica,
O grande bicampeão,
E preferiste o Sporting.
Tu não tens mesmo coração.
Jesus,
Tu maltrataste a luz
Quiseste ser lagarto,
Cuspiste no próprio prato.
Gostas muito de pastilhas,
Sejam Chiclets ou Trident.
Tens tanto cabelo
Que já nem dá para passar o pente.
Jesus,
Tu maltrataste a luz
Quiseste ser lagarto,
Cuspiste no próprio prato.
Por que raio não nos ajudas
É pro Sporting que te mudas
Já não és Jesus,
Tu és o Judas.
Jesus,
Tu maltrataste a luz
Quiseste ser lagarto,
Cuspiste no próprio prato.
Que te mordam
Uns trinta cães,
Que o estado islâmico
Te junte aos seus reféns.
Jesus,
Tu maltrataste a luz
Quiseste ser lagarto,
Cuspiste no próprio prato.
Fizeste um grande trabalho no SLB
E a minha palavra mantenho
Foste trocar a catedral
Por uma casa de banho.
Jesus,
Tu maltrataste a luz
Quiseste ser lagarto,
Cuspiste no próprio prato.
José Sócrates, estás sem nada,
Roubaste o nosso povo,
E agora merecias uma bofetada,
Se eu pudesse mandava-te para Moscovo.
És feio,
Que nem um carneiro
És feio.
Tu quase nunca ias à Assembleia,
E quando ias era só plateia,
Mas isso deu-me uma ideia,
Penso que nasceste numa aldeia.
És feio,
Que nem um carneiro
És feio.
Decidiram tirar-te da prisão,
Para mim foi uma má decisão,
Mas isto é a minha opinião.
És feio,
Que nem um carneiro,
És feio.
Agora que estás em casa,
E tens uma boa empregada.
Agora é que não fazes nada,
Bebes é pinacolada.
És feio,
Que nem um carneiro
És feio.
Agora a televisão anda atrás de ti,
És o mais procurado pela TVI.
És feio,
Que nem um carneiro
És feio.
Luís Maio, 10ºC
Artur Matos, 10ºC
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