A novA potênciA dA provínciA - Inkover, Revistas, Catálogos

Transcrição

A novA potênciA dA provínciA - Inkover, Revistas, Catálogos
Ano 4 - N. o 7
Rack Tork
A nova potência
da província
índice
Como entender
este sumário.
52
58
Feira Brasil Móveis
renovada e fortalecida
Caipirinha
Mercado Moveleiro
Comportamento
Qualidade de vida
Tecnologia
orgulho de ser brasileira
08
Expansão
saiba sobre o
1º semestre da Província
Expediente
A Revista Província Magazine
é propriedade da Empresa
Móveis Província
Indústria e Comércio Ltda.
Textos:
Projeto Editorial e edição:
MultiVias Comunicação
(17) 3216-1523
www.multiviascom.com.br
Flávia Letícia de Souza,
Ingrid Guareschi e Ligya Aliberti
Revisão: Michelle Santos Silva
46
Cansou das
academias?
42
conheça a ginástica
funcional
Home Theater
cinema sem
sair de casa
12
64
Jornalista Responsável:
Eventos
Ligya Aliberti - MTB 55.519/SP
prepare
sua agenda
Direção de arte e
diagramação:
Rafael Okubara
Projeto:
Maya Comunicação
17 3222-3554
www.mayacomunicacao.com.br
Marketing Móveis Província
17 3267-9200
Produção de Capa:
Foto: Paulo Cotte
Modelo: Juliana Mueller
Impressão:
Gráfica São José
Tiragem:
20.000 exemplares
Móveis Província
www.moveisprovincia.com.br
[email protected]
com.br
Rod. Assis Chateaubriand
km 174 . Guapiaçu
São Paulo . Brasil
Caixa Postal - 11
CEP 15110-970
4
Smartphones
exigem inteligência
também no seu uso
Rack Tork
conheça a nova
potência da Província
32
38
Carvalho Bianco
sucesso criado pela
Província
18
venda de móveis
o fantástico mundo
do valor agregado
16
48
Móveis que
falam
Bilhar
entrevista com a
banda Móveis
Coloniais de Acaju
esporte ou lazer?
56
Golpes
contra
empresas
60
Na gangorra
redes sociais buscam
inovação para
conquistarem usuários
fuja deles
28
Artigo
gestão em vendas
5
ao leitor
Investindo
na parceria
Caro leitor
da Província Magazine.
Para nós, o ano de 2011 teve início com as
melhores perspectivas. A taxa de crescimento que
sustentamos nos últimos tempos nos permitiu realizar
uma série de investimentos em infraestrutura e
tecnologia – novidades que você pode conferir da
página 8 à 11.
Essas questões “materiais”, no entanto, servem
apenas para atestar que o que vem sendo mais
acertado dentro de nossa atuação é a forma de nos
relacionarmos com você, nosso parceiro. Ações como
a criação desta revista, há quatro anos, são feitas
para nos aproximar daqueles que confiam no nosso
trabalho e optam por trilhar um caminho de inovação
e responsabilidade ao nosso lado.
É então para você que, dentre outros temas,
trazemos nas próximas páginas uma reportagem
sobre a importância do valor agregado na venda e
a abordagem dos principais processos e materiais
utilizados no segmento moveleiro. São textos que
buscam destrinchar conceitos de grande interesse ao
varejo de móveis e oferecem conteúdo atualizado com
as melhores práticas para vendas nessa área.
Que tal conferir isso e muito mais?
Um ótimo ano e uma ótima leitura!
Fernando P. Costa
Diretor de marketing e vendas
6
investimentos
8
ex
pan
são
Texto: Lígya Aliberti
Primeiro
semestre de 2011
da Província é
marcado pela
utilização de
novos prédios,
caminhões e
máquinas
O
primeiro semestre de 2011 está marcado pela
concretização de importantes projetos da Móveis Província. Da
construção de prédios à aquisição de máquinas, a empresa investiu fortemente no último ano, com o objetivo de atender à crescente demanda – só nos últimos quatro anos, houve incremento de
60% no faturamento da empresa.
Uma das novidades mais relevantes é o novo Centro de Distribuição, com 8 mil m², destinado exclusivamente à armazenagem
e expedição dos móveis. Essa ação representa a possibilidade de
aumento da capacidade de estocagem e produção da empresa, segundo o diretor de operações, Vagner Dutra, já que antes as peças
prontas aguardavam a expedição no mesmo prédio da indústria.
“Com a mudança, outras áreas ganharam espaço, como o almoxarifado, que ocupou a área que antes era utilizada para estoque”
afirmou o diretor. Além disso, ampliou-se o espaço da Província
Logística e Transportes, outra empresa alvo de muitos investimentos”.
Criada em agosto de 2007, a empresa Província Logística e
Transportes tem apostado na inovação para sustentar o nível de
crescimento que vem experimentando a cada ano – a empresa
iniciou com 20 veículos e hoje já conta com 36. No segundo
semestre de 2010, a empresa adquiriu cinco carretas com eixos
espaçados e um caminhão com dois eixos direcionais: modelos
não usuais no mercado, mas passíveis de elevar a capacidade de
transporte de cargas, reduzir os custos operacionais e melhorar
as condições de trabalho dos motoristas. “Além do transporte
terrestre de mercadorias para todo o território nacional,
armazenamos, organizamos e planejamos da melhor forma a
entrega dos produtos. A aplicação de conhecimento técnico e
medidas inteligentes, tanto nos serviços que prestamos quanto
9
investimentos
nos projetos internos, faz parte da nossa
filosofia”, afirma o gerente da Província
Logística e Transportes, Adriano Figueredo.
Outra linha de investimento constante da
Província é a aquisição de máquinas. No fim
de 2010, o setor de embalagens da empresa
recebeu uma máquina que faz a separação dos
kits de acessórios de forma automática. “De
aquisições recentes, posso citar ainda uma
linha de embalagem que dispensa a parada
para troca de matéria-prima e duas novas
linhas de pintura U.V., que além de melhorar o acabamento, deixarão a produção mais
flexível”, diz Dutra.
10
Bemestar
Os colaboradores Província também têm
importante espaço na planilha de investimentos da empresa. Prova disso foi a criação de
um Centro de Convivência de 1.250 m², com
salão de festas, churrasqueira, cozinha, sala
de internet e mesa de jogos. “Desde que a
Província começou a ser construída, existia o
sonho de oferecer um local para que os colaboradores se divertissem e pudessem se aprimorar nos horários de intervalo”, justifica o
diretor geral da empresa, Roberto Pereira da
Costa.
Investimentos
recentes
Construção de:
• Centro de Distribuição, com 8 mil m²;
• Centro de Convivência de 1.250 m²;
com sala de internet, churrasqueira etc.;
• Linha de embalagem automática de
acessórios;
• Linha de embalagens;
• 2 linhas de pintura U.V.
11
atualidades
Celulares
inteligentes
exigem inteligência
também no seu uso
12
Especialistas
dão dicas
de etiqueta e de
como não
se tornar
escravo do
aparelho
Texto: Ingrid Guareschi
Quando
se fala em smartphones não há mais dúvidas. Conhecidos e admirados ao redor do mundo
pela infinidade de recursos e praticidade, é cada vez maior o número de
pessoas que aderem a essa tecnologia. Alguns compram para facilitar
seus negócios, outros para se manter
informados por meio da internet e da
televisão, e há aqueles que querem
apenas diversão. O ponto principal,
no entanto, vem da gênese de qualquer
celular: comunicação. E é aí que entra
a ideia de saber utilizar o smartphone.
Não somente no que diz respeito a
usar todos os recursos fornecidos, mas
quanto a hora e o lugar certos para
utilizá-los.
Agni Melo, especialista em comportamento e etiqueta social e empresarial, de Belo Horizonte, afirma que
é preciso estar atento a isso para não
ser indelicado ou cometer gafes: “Nos
encontros de negócios, por exemplo, o
celular deve ser desligado”. Mas e se
a ligação esperada é um caso de vida
ou morte? Nesse caso, Agni ensina:
“Avise aos presentes e deixe o celular
no modo ‘vibrar’. Peça licença para
atender a chamada, afaste-se para falar
e seja breve”.
Esses simples cuidados podem
evitar perda de oportunidades: “Algumas pessoas são intolerantes quanto a
esse tipo de gafe e podem se irritar,
fazendo com que o executivo perca
negócios e clientes. Outro problema é
que informações confidenciais podem
ser descobertas por terceiros a partir
da indiscrição no uso do aparelho”,
explica Agni.
ETIQUETA NO USO
DE CELULARES
• Em uma reunião, deixe o aparelho no modo
“vibrar” e não fique checando e-mails. Se estiver aguardando uma ligação importantíssima,
avise aos participantes no início do encontro.
Quando tocar, peça licença para atender a
chamada, afaste-se para falar e seja breve.
• Ao receber ou fazer uma ligação, afaste-se
das pessoas para ter privacidade e fale baixo.
• Nunca deixe o celular sobre a mesa nas refeições, principalmente em um encontro de
negócios.
• Desligue o aparelho quando fizer parte de
uma plateia silenciosa, como sala de aula, cinema, teatro, refeições, recepções e em eventos sociais públicos ou privados.
13
atualidades
Cuidado com a
escravidão
O
smartphone possui funcionalidades que podem
prender a atenção de uma pessoa durante todo o
dia, como conferir recados no Orkut e no Twitter,
conversar com um amigo no MSN, checar e-mails,
se divertir em jogos online, ouvir música, ver
vídeos no YouTube e tirar fotografias.
Por isso mesmo, os especialistas advertem que
é preciso ter cuidado para não se tornar um escravo
dessa tecnologia. “Caso não se saiba administrar
as funcionalidades do aparelho, elas se tornam um
fardo. Se a pessoa começa a verificar seus e-mails
a cada cinco minutos, por exemplo, enquanto está
em uma reunião de negócios, pode atrapalhar a
atuação profissional, além de ser algo totalmente
indelicado”, afirma o analista de segurança de
computadores e professor da Unesp de São José do
Rio Preto, Adriano Cansian.
Outro cuidado citado por ele é de não deixar
que a facilidade de comunicação proporcionada
pelo smartphone substitua a relação pessoal. “O
problema vem com o abuso. Se a pessoa fica escrava
dessa tecnologia e passa a substituir o convívio
pessoal pelo virtual, pode acarretar problemas
sociais. Nós é que devemos usar os aparelhos, e
não o contrário”, avalia.
Aficionado por tecnologia, Marcos Fernandes,
diretor superintendente de um shopping center,
comprou um BlackBerry há cerca de um ano para
auxiliar nos negócios. O usuário diz tomar alguns
cuidados para não cometer gafes nem abusos:
“Procuro sempre desligá-lo durante uma reunião
e, assim como não levo computador para casa no
fim de semana, procuro não ficar conectado ao
aparelho o dia todo. É preciso ter critérios”, opina.
14
Oferta para
todos os gostos
e necessidades
Existe
uma infinidade
de aparelhos smartphone no
mercado, como o iPhone, da
Apple; o Galaxy S, da Samsung;
o N900, da Nokia; o Milestone,
da Motorola; o Xperia X10, da
Sony Ericsson; o BlackBerry, e
muitos outros. Os “telefones inteligentes”, tradução literal de
smartphone, se diferem pela
marca, sistema operacional e
principalmente funcionalidades.
“Alguns são famosos no ramo
corporativo, pela facilidade de
acesso a e-mails, documentos e
planilhas, como o BlackBerry. Já
outros vêm com sistema que se
conecta em várias redes sociais
ao mesmo tempo, mais voltado
para o público jovem, como alguns aparelhos da Motorola”,
resume o analista de sistemas
Paulo César Galante Júnior.
O que a maioria dos smartphones tem em comum é Internet 3G, acesso a rede Wi-Fi, envio e recebimentos de e-mails,
GPS integrado, câmera fotográfica, MP3 e armazenamento por
meio de cartão de memória.
Quando se fala em tecnologia, no entanto, tudo se torna
obsoleto rapidamente, adverte
Galante. “Até um tempo atrás,
usávamos os aparelhos de
vídeo cassete; depois, vieram
CD e DVD, que hoje já perderam
espaço no mercado. Com os
smartphones acontecerá a mesma coisa: logo teremos computadores de mão tão avançados quanto os notebooks”.
entrevista
Móveis que
cantam
Texto: Flávia Letícia de Souza
Com um nome inusitado e
curioso, a banda brasiliense
Móveis Coloniais de Acaju
ganhou os palcos brasileiros
com um som peculiarmente
designado pelos próprios
integrantes como “feijoada
búlgara: uma mistura com
ingredientes que pode soar
estranho, mas é boa.
A música é feita com alegria
e a definição pode ser de
acordo com o gosto do
freguês.” A Província
Magazine conversou com a
banda. Confira o bate-papo.
Como já é costumeiro, a entrevista não
pode começar sem a famosa pergunta: de
onde vem o nome da banda?
Paulo Rogério - O nome da banda remonta a um
fato obscuro e ainda controverso que aconteceu
por volta do século XVII na Ilha do Bananal,
onde era abundante a produção de mogno (Swietenia mahagoni) de cor avermelhada (acaju),
que era usado para a fabricação de móveis. Isso
foi no período do Brasil colonial, na época dos
invasores. Esse fato é conhecido como “Revolta
do Acaju”.
Vocês formam uma banda grande, com
muitos integrantes. Como é o convívio entre vocês e como é escolhida e definida a
forma de trabalho?
Esdras Nogueira - Somos dez pessoas diferentes, mas dez cabeças que seguem o mesmo objetivo. Claro que existem formas diferentes de
alcançar um mesmo objetivo, então não há uma
opinião só ou uma só cabeça que atue em todas
as áreas e assuntos. Temos um senso de grupo
muito forte e pensamos como empresa, temos
CNPJ e tudo funciona assim.
No cenário atual, muitas bandas querem
sair da cena independente e sonham com
grandes propostas das gravadoras. Essa
meta faz parte dos planos de vocês?
16
PR - Esse modelo de grandes gravadoras e
grandes investimentos em um artista é uma
realidade que já não é suportada pelo mercado musical, não só brasileiro, mas mundial.
Com as novas formas de mídias e a ampliação
e popularização da internet, é possível um artista produzir sem estar vinculado a essa ou
aquela gravadora. Acreditamos em parcerias e
que o artista tem que se adaptar às mudanças e
que, assim, o mercado é mais independente e
democrático, tanto para as gravadoras quanto
para o artista.
Além de músicos, vocês têm alguma outra
atividade? Qual?
EN - A maioria tem formação acadêmica diferenciada. Temos três designers, dois biólogos,
dois músicos, um economista e um jornalista.
Apenas BC e Ofuji ainda atuam em suas áreas,
mas o restante do tempo é dedicado à banda/
empresa.
Shows, turnês, programas? Como é definida a agenda de vocês?
PR - Estamos com a agenda legal. Nesse momento de composição, a agenda aperta mais.
Estamos felizes em tocar no “Rock in Rio”, o
que é resultado de muita dedicação e trabalho.
Nossa prioridade é sempre tocar e conquistar
todos os territórios como no “WAR” (jogo de
tabuleiro).
venda de móveis
18
Venda de
móveis
no fantástico
mundo do
valoR
agRegado
Texto: Ligia Aliberti
Especialistas
mostram que,
de forma
simples, é
possível fugir
da guerra de
preços.
Se,
em seu trabalho, o principal argumento
de vendas é o famoso “mas é mais barato...”,
fique alerta: a empresa pode estar fadada a
sucumbir no arenoso território da guerra de
preços. Independente do segmento, a postura
de vender produtos e serviços tendo como
diferencial somente o preço e a flexibilidade
de pagamento costuma funcionar a longo
prazo apenas com as grandes redes, que são
extremamente agressivas em ações de mídia
e, geralmente, têm parceria com grandes
empresas financeiras, quando não possuem
Texto: Ligya Aliberti
19
venda de móveis
sua própria. Mesmo no caso delas, porém, é
cada vez mais comum observar a realização
de um trabalho baseado na venda de valor, e
não de preço, como se vê na personalização do
atendimento adotada pelo Pão de Açúcar, por
exemplo.
E como se forma esse “valor”? Para o sócio
da Quantiz Consultoria Empresarial e professor
da Fundação Getúlio Vargas, Frederico Zornig,
“adicionando-se a um produto ou serviço básico
um diferencial em comparação a uma alternativa
concorrente”. Como exemplo, o consultor cita
uma entrega em 24 horas oferecida por alguns
sites de compra na internet, ao passo que outros
prometem a mesma ação em dois dias úteis. O
fato de o Pão de Açúcar, uma rede de varejo,
apostar no atendimento – a empresa conta com
uma anfitriã para receber os clientes e uma
atendente em vinhos, por exemplo – é outro
caso que ilustra a aplicação do conceito de valor
agregado.
Ao adotar essa postura, naturalmente é possível uma cobrança adicional no preço do produto ou serviço, afirma o consultor de Empresas
em Gestão da Performance, Planejamento,
Finanças e Controladoria Laecio Barreiros. E
isso independe do segmento em questão: “Vamos imaginar o do papel higiênico, em que
há um grande número de marcas e fabricantes
que têm um produto com a mesma qualidade,
maciez, tamanho, modelo de distribuição”, diz
Barreiros. “No início dos anos 2000, uma fabricante chamada Santher inovou e criou um
papel higiênico com aroma e perfume. Além do
grande sucesso de vendas, ela aumentou substancialmente suas margens, pois esse produto
tinha um preço em média 30% mais caro que o
dos concorrentes”, relata.
Conforme os especialistas, a estratégia do
valor agregado não funciona apenas com as
classes de consumidores mais abastados. O
público da classe C, por exemplo, que está em
um momento de crescimento de poder aquisitivo no Brasil em função do aumento da renda e
do crescimento do crédito ao consumidor, está
conseguindo comprar itens de melhor qualidade
e valor agregado por meio de parcelamentos
ou planejamento de compra, segundo Zornig.
“Meu entendimento é que a classe C deixou de
buscar apenas o menor preço e está muito mais
interessada em uma relação custo X benefício
adequada ao seu perfil de consumo”.
20
Diferenciais
percebidos pelo cliente
no varejo de móveis
• Variedade de itens;
• Rapidez na entrega;
• Preços e condições de pagamento;
• Qualidade dos produtos;
• Atendimento dos vendedores, que devem atuar como
consultores, entendendo a real necessidade do cliente e
ofertando a melhor solução dentro do portfolio de produtos. Para isso, eles devem desenvolver competências
técnicas e noções básicas de decoração, construção de móveis e processos de negociação;
• Local e ambiente da loja;
• Estacionamento fácil.
21
imagem ilustrativa
venda de móveis
Descobrir, aplicar e
divulgar
Para a aplicação do conceito de valor agregado, os especialistas são unânimes em dois pontos:
1) é preciso saber o que é considerado valor para
seu cliente; 2) não adianta gerar benefício se o
cliente não perceber.
No livro Agregando Valor ao Seu Negócio
(Makron, 1999), de Robert B. Tucker, o autor cita
alguns pontos importantes para se montar uma estratégia de valor agregado, dentre eles: repense a
necessidade maior do seu cliente; desenvolva novas maneiras de ouvi-los; utilize uma forma diferente de agregar valor, saia da clausura; descubra
a vida útil do serviço de valor agregado que você
está oferecendo; e procure por ideias que você
possa emprestar de outros setores.
Um outro cuidado é muito importante, segundo Raúl Candeloro, palestrante e editor das
revistas Venda Mais, Motivação e Liderança: “É
comum empresas de qualidade melhorarem tanto
que acabam oferecendo coisas que os clientes não
querem”, diz. “Então vem um concorrente mais
barato oferecendo uma versão simples e faz o
maior sucesso”. Daí a necessidade de se verificar
exatamente as necessidades do cliente em questão
e, se for o caso, oferecer linhas diferentes: uma
com atributos mais básicos e outra Premium, vendendo valor agregado.
Definidos os benefícios, o ponto crucial é
torná-los perceptíveis aos clientes. “Um dos maiores erros que vejo é a tendência exagerada que empresas de excelente qualidade têm em
enfatizar aspectos técnicos sem
vincular isso diretamente a
Perguntas a serem
respondidas para aplicar o
conceito de valor agregado
• Qual a sua proposta de valor?
• O que levaria o cliente a escolher a efetivação da compra com você em vez de seu
concorrente?
• O que foi considerado valor há
algum tempo ainda se
mantém?
22
um benefício para o cliente. É o famoso ‘E daí?’”,
afirma Candeloro. Como exemplo, cita o argumento
“Este tênis tem molas de titânio”, que, por si só, não
vende. “A maneira mais simples de resolver isso é
aplicando a fórmula: ‘X tem Y, então Z’. Traduzindo: ‘Este tênis tem molas de titânio, então o impacto é menor’”, ensina Candeloro. E finaliza: “Para
melhorar a abordagem, valeria reforçar ainda mais os
benefícios, ao explicar ao consumidor qual a vantagem de se ter menos impacto”.
A fim de fechar bem o “ciclo” da aplicação do
conceito de valor agregado, os especialistas apontam
mais dois quesitos. Um deles está totalmente relacionado às orientações de Candeloro: a capacitação da
equipe. Na rede catarinense de lojas Schumann, que
tem 53 lojas no sul do Brasil, por exemplo, o conceito
de negócios “Dar atenção às pessoas” é trabalhado
continuamente entre a equipe – por meio de treinamento em processos, vendas e produtos –, para que
seja materializado na loja. “A gestão do relacionamento está doutrinada em conquistar clientes, então o
preço do produto fica em segundo plano, pois a real
necessidade é saber se o produto que o consumidor
está procurando vai satisfazer todas as necessidades
dele”, explica o gerente de marketing e comunicação, Elton Ficanha. “Com isso, estamos obtendo um
índice de aceitação muito maior do que aquelas velhas
políticas de empurrar produto sem saber a utilidade”.
Já o outro quesito, embora óbvio, deve sempre ser
lembrado: “Prometeu, cumpriu”, enfatiza o consultor em planejamento organizacional Wagner Herrera.
Isso impede que o valor enxergado pelo consumidor
na hora da promessa se torne, em poucos minutos,
uma cifra monstruosa e despropositada.
Criatividade
na venda de
Móveis
Para o consultor Laecio Barreiros, é válido o varejo de móveis emprestar ideias de outros
setores que também trabalham com bens duráveis, como o automobilístico, para
despertar no cliente o interesse em adquirir o produto. Confira abaixo algumas ideias:
Investir em publicidade para despertar o interesse do
Buscar formas alternativas de comercialização, do tipo: “este
consumidor pela novidade, pela moda, por tendências,
móvel que você está adquirindo hoje pode ser usado como
por customizações;
forma de pagamento pela troca de um novo a cada X anos”.
23
venda de móveis
Matérias-primas
Entender a fundo do produto é o primeiro passo para se tornar um
consultor de vendas. Por meio das informações a seguir, saiba mais
sobre cada material que é utilizado na fabricação de móveis.
•MDF
•MDP
(chapa de partículas
de média densidade)
É uma chapa de madeira formada por partículas colocadas em
camadas e unidas por uma resina
sintética, sendo que as mais finas
ficam na superfície e as mais delgadas, no
miolo. Em função de ter as partículas separadas em
camadas, o MDP é utilizado na fabricação de móveis
residenciais e comerciais que necessitem de cortes
retos, como portas, laterais, prateleiras, divisórias,
tampos retos ou pós-formados, laterais e frentes de
gavetas retas etc. Entre as vantagens do MDP, estão
as maiores dimensões e estabilidade dimensional,
a uniformidade e o auxílio à preservação do meio
ambiente. Uma desvantagem é que se a chapa
não estiver adequadamente protegida, absorverá
umidade.
(chapa de fibras
de média densidade)
É uma chapa de fibra de madeira
unida por uma resina sintética, que
possui uma estrutura mais compacta
e uniforme do que os outros materiais
derivados da madeira, uma vez que as fibras
ficam aglutinadas. Por ser fabricado com fibras, necessita
de mais madeira e de mais resina no seu processo, então
o seu custo é superior, de 25% a 50% em relação ao MDP.
É mais versátil para fazer corte, sendo indicado quando
se pretende inovar no design do móvel, aplicando formas
arredondadas e com riqueza de contornos.
• Madeira maciça
É utilizada no mobiliário de maneira geral, porém
cada vez mais em peças de dimensões menores,
devido à dificuldade de se encontrar toras de
grande diâmetro, ao preço elevado e à preservação
do meio ambiente. A madeira maciça também vem
sendo substituída pelas chapas de MDF e MDP em
peças de grandes dimensões.
•MDP + MDF
É comum a aplicação
conjunta de MDP e MDF na
fabricação de um móvel.
Ambas as chapas de madeira são
resistentes e de qualidade, então cabe
ao fabricante saber aplicá-las no local
certo para entregar ao cliente um móvel
duradouro, com belo design e custo
acessível.
24
• tamburato
É um painel com um requadro/estrutura
de madeira maciça, geralmente de pinos.
Internamente possui uma colmeia de
papelão e, nas duas faces externas, são
colocadas duas chapas finas como MDF.
Esse material possibilita a confecção de
chapas espessas e leves.
acabamentos
• Lâmina de
madeira natural
ou pré-composta
O processo se dá pela prensagem de uma
lamina de madeira natural ou pré-composta
(composta por várias madeiras) ao MDF, MDP ou
compensado. Após a prensagem, esta lamina
recebe o acabamento em verniz. O processo de
prensagem e acabamento utilizando laminas é
lento e de baixa produção, por isso é mais utilizado
por marceneiros e fábricas que trabalham com
produtos de alto valor agregado.
•Baixa
Pressão (BP)
É um laminado de papel impregnado em
melamina prensado ao MDF ou MDP por baixa
pressão, fazendo com que seja fundido ao painel.
O BP é encontrado com grande variedade de
padrões madeirados, unicolores ou fantasia.
É mais resistente que o FF e é geralmente utilizado
na caixaria de móveis para cozinhas, banheiros e
dormitórios.
• Finish foil (FF)
O revestimento Finish Foil (folha de acabamento) é
produzido por meio da pintura de bobinas de papel com
tintas apropriadas, pelo sistema de pintura em rotogravura
ou flexogravura.
O papel pintado recebe um acabamento intermediário, caso
este seja reenvernizável, ou recebe o acabamento final, neste
caso são mais comuns os acabamentos acrílico-melamínico
e o com cura UV.
O Finish Foil é obtido após a prensagem do papel impresso
sobre a chapa de madeira aglomerada ou MDF.
• Laminados de
alta pressão (AP)
É constituído pelo mesmo papel do BP, no entanto,
a prensagem é por alta pressão e temperatura,
tendo entre o painel e o laminado várias folhas de
papel kraft. O papel é impregnado com resinas
que garantem maior resistência à umidade.
Geralmente é indicado para cozinhas e banheiros.
• Pintura UV
(ultravioleta)
Este tipo de pintura é aplicada sobre o MDP ou MDF
e se dá pelo sistema de rotogravura, um sistema de
impressão por meio de cilindros. O processo envolve
alta tecnologia e é realizado em uma linha composta
por várias máquinas responsáveis por lixamento,
aplicação de massa, fundo da cor, desenho da madeira
e verniz. É chamado de UV porque a secagem da peça
é realizada em fornos com emissão de ultravioleta. A
principal vantagem do processo é a alta produtividade,
pois a peça, ao sair do túnel de secagem, já pode ser
empilhada.
25
venda de móveis
Veja nas imagens abaixo alguns
simples exemplos de como
transformar
características
em vantagens
1
2
3
26
1
Característica: portas dupla face
Vantagem: possibilidade de diferentes
combinaçôes de cores no momento da
montagem
2
Característica: portas de correr
3
Característica: pés niveladores
4
Vantagem: porta com abertura amortecida
Vantagem: praticidade, ideal para ambientes
menores
Vantagem: proporciona ao seu roupeiro um
alinhamento perfeito independente do
nivelamento do piso
Característica: porta basculante
com pistão a gás
5
Característica: rodízios
Vantagem: Possibilidade de movimentar o móvel,
depois de montado, para limpeza, por exemplo
27
artigo
Raúl Candeloro é palestrante e
editor das revistas Venda Mais
e Liderança. Autor de vários
livros, é também mestre em
Empreendedorismo pelo Babson
College.
Características
x
Vantagens
x
Benefícios
por Raúl Candeloro
28
Gestão em
vendas
Pelo mundo
afora, vemos textos,
vídeos e áudios de treinamento para vendedores que
dizem: “Você precisa parar de falar das características do seu produto/serviço e deve começar a falar dos
benefícios para o cliente”.
Então, vamos entender o que isso realmente quer
dizer e diferenciar, de uma maneira clara, o que são
características e o que são benefícios do que vendemos. Neil Rackham, autor do livro Spin selling, separou o que podemos falar para o cliente na hora da
venda em três grupos – características, vantagens e
benefícios – com o intuito de ajudar os vendedores a
realmente agregarem valor durante uma venda, despertando o interesse de seus clientes. Afinal, uma relação de compra e venda benfeita deveria ser muito
mais o cliente comprando que o vendedor vendendo
– e isso só acontece quando o vendedor começa a falar
de benefícios, e não de características.
29
artigo
Vamos, então,
às diferenças:
1. Características – Declarações que descrevem
alguma particularidade de um produto ou
serviço.
2. Vantagens – Declarações que mostram
como um produto ou sua característica pode
ajudar o comprador.
3. Benefícios – Declarações que mostram como
o produto, sua característica ou vantagem
satisfaz uma necessidade explícita manifestada
pelo consumidor.
Para exemplificar e facilitar o entendimento,
vamos supor que esteja tentando vender um carro a
um conhecido e, durante a venda, você fale: “Você vai
adorar este carro! Ele é 1.0, na cor prata e está com
apenas 5 mil quilômetros rodados”. Tudo o que disse
até o momento foram as características do que você
está vendendo.
Agora, suponhamos que diga: “Você vai adorar
este carro! Ele é econômico; sua cor é mais clara, então
não esquenta nem suja tanto; só teve um dono e está
em excelente estado de conservação, por isso não terá
problemas mecânicos tão cedo”. Agora você está falando de benefícios? Ainda não. Você está falando, na
verdade, de vantagens.
Algo só se torna benefício para o cliente quando
está ligado a uma necessidade ou a um desejo que ele
disse ter, por exemplo: “Como você me disse que o
carro é para o seu filho que não trabalha, o fato de ser
econômico certamente vai ajudá-lo a gastar menos com
combustível. Você também me falou que não queria
um carro escuro, pois em sua cidade faz muito calor.
A cor prata é perfeita, visto que não esquenta tanto o
interior do veículo. Além disso, você queria um carro
que não tivesse de ficar indo à oficina e, como esse é
novo, certamente não terá problemas com isso”.
Agora sim você falou de benefícios para o cliente.
Você ligou o que o carro é ou tem com o que o cliente
disse que queria. Relendo as três maneiras de vender
o mesmo carro – falando em características, vantagens
e benefícios –, em qual delas o cliente estaria mais
propício a comprar? Sem sombra de dúvidas, quando
usamos os benefícios do produto ou serviço, pois estamos envolvendo as necessidades que o cliente expressou com o que estamos oferecendo, criando, assim, a
solução perfeita para os problemas dele.
Então, se quiser melhorar o resultado de vendas da
sua equipe, você precisa dizer a ela para falar de benefícios. Como? Ligando uma característica ou vantagem
a uma necessidade do cliente. A brincadeira toda é que
só há um jeito de descobrir essas necessidades, fazendo
perguntas e deixando o interessado falar (lembre-se de
uma das regras de ouro em vendas: o cliente sempre
fala mais que o vendedor).
Vamos mostrar mais um exemplo para que a dife-
30
rença entre características, vantagens e benefícios
fique bem clara. Suponhamos que você venda
cursos de inglês:
• Características: “Cada módulo dura seis meses, você terá o diploma em três anos, as aulas
são nas segundas e quartas-feiras com uma hora e
meia de duração. Sua professora será a Elaine e o
valor é R$120 por mês”.
• Benefícios: “Você comentou que precisa
falar inglês no seu trabalho. Isso é ótimo, pois,
com as nossas aulas, em pouco tempo já terá o
nível básico de inglês. Além disso, como você irá
viajar para os Estados Unidos com o seu chefe
no ano que vem, podemos conversar com a professora Elaine e incluir algumas aulas mais especializadas para que você consiga manter um nível
de conversa lá. Certamente, isso será muito bom
para sua carreira, não é mesmo? Em breve, com
essa exigência do seu líder sendo atendida, você
“Algo só se torna
benefício para o cliente
quando está ligado a
uma necessidade ou a
um desejo que
ele disse ter”
poderá ser promovido e o investimento que está
fazendo nas aulas vai logo ser recuperado. Sem
contar que você finalmente poderá colocar que
fala inglês em seu currículo e usar por toda a sua
vida”.
Veja que falar de características é fácil, basta
dizermos tudo o que nosso produto ou serviço é
ou tem. E falar de benefícios não é difícil, mas
exige que o vendedor esteja muito mais atento
ao que o cliente está precisando ou querendo.
Isso pode ser considerado o básico do básico em
vendas, porém é impressionante a quantidade de
vendedores que ignoram esse conceito.
Agora, tenho certeza de que nem você nem
seus vendedores irão esquecer isso. Para ajudar,
proponho um desafio: neste mês, reúna seus
vendedores e, num flip chart, peça que eles listem
as principais características do que vendem. Faça
esse exercício para um produto/serviço de cada
vez. Depois, comecem a transformar a lista de
características em vantagens, respondendo a pergunta: “Para que o cliente vai usar essa característica?”.
Com as vantagens em mãos, é hora de testar
o conhecimento na prática. Nas ligações ou visitas com os clientes, ouça atentamente o que estão
dizendo para conseguir transformar as vantagens
em benefícios diretos e adaptados às necessidades
de cada um.
Simples assim!
31
editorial
O primeiro lançamento da Província
em 2011 traz o DNA da empresa
em cada detalhe. Em seu design,
é notável a junção entre beleza e
funcionalidade por meio de cortes e
frisos arrojados ainda não vistos no
mercado moveleiro. O rack Tork traz
a qualidade de acabamento com o
peso da marca Província, contando
com pintura UV com nove camadas,
puxador em alumínio, rodízios,
porta basculante com pistão a gás e
dobradiças de 35 mm.
32
33
editorial
Por que
funcional?
O rack Tork possui medidas (1.810 mm x 645 mm x 536 mm)
que se adequam à arquitetura contemporânea e aos acessórios,
como rodízios multidirecionais, que facilitam sua usabilidade.
Acomoda diversos aparelhos eletrônicos, preservando um
visual clean, além de contar com três nichos para guardar
objetos, os quais se ocultam quando a porta basculante está
fechada.
Imbuia com Preto
13.191
34
Carvalho Bianco
com Preto
13.111
Design
inteligente
Otimização de recursos de produção e de matéria-prima para oferecer
diferenciação no produto a um preço acessível. Esse conceito se faz
presente em seu desenho funcional, uma vez que o rack Tork faz
uso de apenas uma porta e tem estrutura inteligente, que elimina
divisórias na estrutura do tampo.
35
editorial
Contemporâneo
Desenvolvido no centro de design da empresa, o rack
Tork passou por diversas pesquisas de formas e cores
possíveis por meio de tecnologia 3D. O resultado é
um visual que rompe os paradigmas do mercado e
atende aos anseios dos consumidores graças à combinação com o painel Panto, cada vez mais procurado
pelos consumidores, devido à evolução das TVs. O
rack está disponível nos padrões imbuia com preto e
carvalho bianco com preto.
36
Tecnologia
O design arrojado do rack Tork deve-se, principalmente, à alta
tecnologia presente na Província. Com os centros de usinagem,
os cortes são feitos com precisão e velocidade.
37
editorial
Sucesso criado
pela Província
Desenvolvido
pela Província no início de 2009, o padrão Carvalho Bianco, acabamento madeirado com tom acinzentado,
tornou-se referência e uma das cores da moda dentre as indústrias que
trabalham no segmento de móveis em impressão.
O resultado foi possível pelo esforço da equipe de desenvolvimento
que, em conjunto com o fornecedor de tintas e vernizes Sayerlack, trabalhou meses fazendo vários testes até chegar ao padrão definitivo.
Combinado com o preto alto brilho, o padrão Carvalho Bianco deixa o ambiente mais moderno e sofisticado, perfeito para pessoas que
gostam de padrões claros e naturais.
Segundo o diretor de marketing da Província, Fernando Costa, o
padrão Carvalho Bianco com Preto foi a segunda combinação de cores
mais vendida da empresa em 2010, perdendo apenas para o Imbuia com
Preto.
Quem esteve nas feiras Movinter 2010, em Mirassol (SP), e na
Movelpar 2011, em Arapongas (PR), pôde notar que o padrão acinzentado tornou-se referência e marcou presença na maioria dos estandes
das indústrias de móveis seriados.
Com sua grande tradição em inovar, a Província reserva grandes
surpresas em cores para o ano de 2011. “Temos trabalhado intensamente em novos acabamentos, os quais, com certeza, terão o mesmo
resultado do Carvalho Bianco”, afirma o gerente de Desenvolvimento
de Produtos, André Jucá.
Mesmo tendo sido acrescentado ao portfólio de várias fábricas, a
tonalidade alcançada pela Província é difícil de copiar. “Nosso acabamento é composto por três cores, enquanto que a concorrência o faz
com duas, o que prejudica o resultado e deixa o tom cinza azulado. O
Carvalho Bianco da Província tem um toque de cor magenta, que é o
grande diferencial, deixando o tom mais ‘quente’ e o ambiente mais
aconchegante”, acrescenta Costa.
Expansão de linha: em fevereiro, a Província ampliou seu mix de
produtos disponível na cor Carvalho Bianco. Confira as novidades nas
próximas páginas.
rack milano
38
mesa office
mesa prátika
39
editorial
roupeiro pregio
roupeiro bali
40
cabeceira trovare
cama atena
roupeiro kronos
roupeiro facto
41
HOME THEATER
Emoções de
cinema
sem sair do sofá
Depois de ler esta
reportagem, é só seguir as
dicas, preparar a pipoca e
curtir
Texto: Ligya Aliberti
42
Apesar
da diversidade de pronún-
cias de que é alvo (vão de “rom firer” a “romi
Dando com a língua
nos dentes...
literalmente!
A dificuldade na pronúncia de “home
theater” está no som do “th”, que não tem
correspondente em português. Esse som
é feito colocando a língua entre os dentes
e pressionado-a levemente nos dentes de
cima para pausar a respiração. Até conseguir colocar a língua na posição correta,
o melhor é pronunciar o “th” como “f”.
Então fica assim: “rome feater”.
tchitcher” – confira quadro), todo mundo tem
ou quer ter um. Estamos falando do home theater, ou seja, o ambiente que tenta reproduzir
um cinema em casa. Seu conceito se baseia
em dois pontos principais: o tamanho da tela
e o sistema de som utilizado, chamado de surround.
Quando se fala em “home theater” no
mercado moveleiro, deve-se pensar em um
mobiliário que comporte uma TV de tela
grande, com pelo menos 29 polegadas, e
qualidade de imagem superior; um conjunto
que tenha pelo menos quatro caixas de
som; um equipamento que divida o sinal do
sistema surround para as caixas; e um sinal
de TV aberta, a cabo, DVD ou videocassete,
segundo o gerente de desenvolvimento de
produtos da Móveis Província, André Jucá.
Para ele, no entanto, o conceito de home ainda
não está bem estabelecido: “Comercialmente,
está vinculado ao tamanho do produto. Por
isso, é comum chamarem estantes grandes
de homes e desconsiderarem muitos racks,
que, na minha opinião, são verdadeiros home
theaters”.
Por conta da diversidade de equipamentos
e de detalhes que fazem a diferença na hora
de colocar o home theater para funcionar, é
sempre indicada a consulta a um profissional
especializado para fazer um projeto conforme
o espaço e a expectativa de investimento, o
que inclui a definição de aparelhos e móveis a
serem comprados e a formatação do ambiente.
Confira a seguir algumas dicas de especialistas.
43
HOME THEATER
O que dizem os
especia
listas
O mobiliário
Além de acomodar os aparelhos que compõem o home theater, o móvel
deve levar em conta alguns outros pontos, destaca André Jucá: a passagem
dos fios dos aparelhos por trás do móvel e sua ligação aos demais aparelhos
e à tomada; o peso suportado pelo móvel, pois se trata de vários aparelhos
reunidos que formam uma massa considerável a ser suportada; a estabilidade e segurança do móvel para que ele não se desequilibre e ocorra a
queda de aparelhos ou lesões ao usuário; e a altura em que será posicionada a TV, a fim de proporcionar maior conforto ao usuário.
Para isso, a formatação de homes da Móveis Província inclui estudo ergonômico, de cores e de sobrecarga. “Outros fatores em que nos diferenciamos são design exclusivo, pintura com rolos duplo-sincronizados, facilidade
na montagem, fácil assimilação funcional, matéria-prima renovável e acabamento manual”, afirma Jucá.
44
O cômodo
Os especialistas indicam uma área mínima
de 9m2 (3m x 3m) para se montar um home
theater. “O ideal é ter uma sala destinada
a ele, com privacidade e boa isolação de
som e luz”, ensina Edson Kei Imasato, diretor da Imagic Multimídia, empresa de São
Paulo especializada em instalação de equipamentos. E pontua: “A sala, por se tratar do
maior ambiente da casa, normalmente é escolhida, pois pode acomodar mais pessoas
e permite entretenimento para a família toda
e amigos”.
A TV
O tamanho da televisão deve estar vinculado com a distância entre ela e o local onde
a pessoa vai se acomodar para assistir, de
acordo com Imasato. A regra é esta: distância da TV é igual a 2,5 vezes o tamanho da TV
em centímetros (por exemplo: uma TV de 50
polegadas = 50 X 2,54 X 2,5 deverá estar distante do sofá em cerca de 317 cm ou 3,17m).
Outra dica de ouro é prestar atenção quanto
à definição da imagem da TV adquirida para
utilizar um cabo compatível, buscando uma
imagem com boa resolução.
O ambiente,
a luz e o som
Imasato afirma que objetos e peças que
normalmente compõem o ambiente da
sala, como cortina, tapete, sofá de tecido
e piso de madeira, podem melhorar a inteligibilidade do som. “Ter a iluminação
controlada por meio de dimers e cortinas
black-out evitam reflexões de imagens na
tela e mais conforto para assistir a uma
imagem em alta definição”, acrescenta. O
especialista também indica investimento
em caixas acústicas, em vez de nas eletrônicas, pois têm vida mais longa.
45
bem-estar
Cansou da
rotina das
academias?
Texto: Flávia Letícia de Souza
Conheça a
ginástica
funcional,
nova opção
para a
melhora do
bem-estar e
forma física;
método
trabalha os
três eixos do
corpo
Academia
lotada e personal trainers procurando incentivar os praticantes a cada exercício: esse é o cenário
vivenciado por milhares de brasileiros na incansável luta contra os
efeitos do tempo e na busca pelo corpo saudável e perfeito.
Musculação, aulas aeróbicas, pilates, boxe, dança e yoga são
alguns dos produtos de um mercado que está cheio de opções para
quem quer exercitar os músculos e melhorar a forma física. Contudo, uma atividade recente no Brasil tem tirado os clientes de muitos
métodos considerados tradicionais: a ginástica funcional.
Baseada no conceito de bem-estar físico, fisiológico e psicológico, a ginástica funcional (ou sistema morfofuncional, como também
é designada) tem como proposta reunir, em um conjunto de exercícios sistematizados, movimentos realizados com ou sem o auxílio de
equipamentos para estimular, adaptar e preparar o organismo para
as atividades cotidianas.
Na opinião da educadora física e criadora do Método Funcional
Core Zone, Carol Macário, a importância dessa ginástica está relacionada ao “fazer com que o corpo trabalhe como uma unidade”.
Carol também afirma que “essa atividade visa ao desenvolvimento
de equilíbrio, coordenação, força e resistência muscular, capacidade
aeróbica, ritmo, agilidade, flexibilidade, concentração e harmonia
corporal”.
46
Sem
contraindicação
Por ser uma atividade que realiza os exercícios físicos apenas com o uso do peso corporal, a ginástica funcional não possui
contraindicação. Ela pode ser praticada por crianças, adolescentes, adultos e pessoas na melhor idade (acima de 60 anos). “No
sistema funcional não é utilizada nenhuma resistência mecânica,
o que respeita os limites saudáveis do corpo do praticante”,
esclarece o fisioterapeuta Franco Cardinali, do Rio de Janeiro.
Cardinali ainda explica que, por esse método, a movimentação dos três eixos do corpo é feita pela flexão e extensão,
inclinação e rotação, e que “em geral não há essa movimentação
em três eixos nas academias e na yoga, enquanto que no pilates
existe apenas o movimento de um dos eixos”.
Objetivos da Ginástica
Funcional
• Tornar o corpo mais
preparado para desenvolver as
atividades diárias;
• Desenvolver a consciência corporal;
• Trabalhar todas as camadas
musculares do corpo;
• Melhorar a postura;
• Prevenir lesões;
• Desenvolver força e capacidade aeróbica;
• Desenvolver harmonia corporal, coordenação motora e ritmo.
47
popular
Esporte
ou
lazer?
48
Texto: Flávia Letícia de Souza
Dos jardins reais
para as mesas de
salões
Seja
no clube, seja no bar da esquina,
“mata a bola da cor ‘X’” é a frase mais ouvida em uma roda de amigos em torno de
uma mesa de jogos com bolas e tacos em um
momento de lazer. O jogo em questão ficou
popularmente conhecido como “bilhar”.
Originário do jogo francês croqué, disputado pelos gramados dos palácios do século
XV, em que jogadores impulsionavam bolas
por entre arcos com uma espécie de martelo,
o bilhar adquiriu o status atual com a chegada
do inverno. Como a neve o impedia de ser
realizado ao ar livre, ganhou os salões para
ser praticado sobre uma mesa.
Dos jardins da realeza para os salões, o
bilhar conquistou os mais diversos praticantes e as mais variadas denominações e regras.
“Hoje, nós temos sinuca, snooker, carambola, jogo de pool, entre outros, mas o nome
correto é jogos de bilhar”, explica o diretor
técnico da Confederação Brasileira de Bilhar
e Sinuca, Luiz Admir Fraisoli.
49
popular
O bilhar no
Brasil
Por
conta do famoso “jeitinho brasileiro”,
o bilhar chegou ao nosso país, no início do sécu-
Curiosidades:
O tamanho da mesa e o número de
bolas mudam em cada modalidade:
Snooker
Número de bolas: 13, 17 ou 22 (sendo 6, 10 ou 15 vermelhas).
Dimensões da mesa: 2,84m x 1,42m
(13 ou 17 bolas) ou 3,66m x 1,83m
(22 bolas). Tem seis caçapas.
Bilhar ou carambola
Número de bolas: 3 (vermelha,
amarela e branca).
Dimensões da mesa: 2,84m x 1,42m.
É a única que não tem caçapas.
Sinuca brasileira
Número de bolas: 8 (vermelha,
amarela, verde, marrom, azul, rosa,
preta e branca).
Dimensões da mesa: 2,84m x 1,42m.
Tem seis caçapas.
“A preferência
pelo bilhar,
nos anos
80, superou
o futebol,
atingindo de
65% a 70% da
população”.
Luiz Admir Fraisoli,
diretor técnico da
CBBS
lo XX, como uma opção para que malandros frequentadores de bares pudessem desafiar outros
jogadores apostando dinheiro e cerveja – o que,
anos mais tarde, se tornou um passatempo usual.
Em 1930, com a chegada da fábrica de mesas Brunswick, próprias para o bilhar, no Rio
de Janeiro, o jogo passou a ser difundido fortemente, o que resultou, em 1940, na fundação
da Tujague, a primeira fábrica brasileira, também carioca, seguida da Taco de Ouro, em São
Paulo.
Com o crescimento do jogo, foi fundada, em
1973, a Federação de Sinuca e Bilhar do Estado
do Rio de Janeiro, pioneira na organização do
esporte no país. Em 1979, em São Paulo, foi
a vez da Federação Paulista de Sinuca e Bilhar
e, em 1986, da Federação de Sinuca do Distrito
Federal, em Brasília.
Com a fundação das três entidades, ainda em
1986, foi possível a criação da CBBS (Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca), em Brasília, resultando, dois anos depois, no reconhecimento do jogo como esporte oficial no Brasil,
por decreto assinado por Manoel Tubino, então
presidente do CND (Conselho Nacional de Desportos).
Mais de duas décadas após sua oficialização
como esporte, o bilhar caiu no gosto das pessoas
– das crianças aos adultos, dos ricos aos pobres.
Tanto que, na década de 80, dados da Federação
Paulista de Futebol apontavam que o jogo
estava entre os esportes que mais despertavam o
interesse do público. “A preferência pelo bilhar,
nos anos 80, superou o futebol, atingindo de
65% a 70% da população”, disse Fraisoli.
Dados recentes
• Atualmente, existem 14 federações filiadas à CBBS;
• A CBBS oferece curso de formação de árbitros no
esporte;
• São registrados 20 mil praticantes do esporte na
CBBS, porém apenas 500 são cadastros fixos que
participam dos eventos e campeonatos.
Fonte: CBBS (Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca)
50
paladar
Caipirinha:
orgulho de ser
brasileira
Texto: Ingrid Guareschi
Bebida conquistou
todas as classes sociais
e alcançou o exterior;
hoje há opções diversas
do drinque, de
caipiroska a
caipiríssima
52
“Bebida
de sabor ácido,
aroma cítrico e paladar agradável”. É assim que Paulo Avelino Jacovos, membro
da Associação Brasileira de Bartenders,
define a caipirinha, bebida tipicamente
brasileira que tem ganhado cada vez mais
espaço nas mesas de bares do país e do
exterior. Hoje, no Brasil, a caipirinha é
a bebida mais pedida depois da cerveja.
“A caipirinha tem se tornado a
genuína bebida brasileira internacionalmente conhecida. E quem diria que até
bem pouco tempo atrás era considerada
de segunda classe em nosso país, devido
ao seu principal ingrediente, a cachaça,
ser uma bebida muito popular”, afirma
Jacovos.
Mas, além da clássica caipirinha,
feita com pinga, açúcar, limão e gelo,
existem hoje diversas receitas da bebida, conhecidas pelos nomes caipiroska,
caipiríssima, caipirege, sakerinha, dentre outras. “Temos algumas variantes,
como misturar frutas com pimenta ou
condimentos, como gengibre, e ervas,
como hortelã, manjericão, erva cidreira
e capim santo”, explica o bartender Carlos Félix, proprietário do Senzala Bar
& Grill, no Alto de Pinheiros, em São
Paulo.
Apesar disso, a caipirinha clássica
é mais pedida em bares e restaurantes,
tanto por mulheres quanto por homens:
“A fama de que as mulheres são as que
mais pedem a bebida não é verdade, pois
a pedida é igual por ambos”, afirma Félix.
Surgimento
A história da caipirinha começa em
1532, quando Martim Affonso de Souza
trouxe a primeira muda de cana de açúcar
para o Brasil e iniciou o cultivo na Capitania de São Vicente, de acordo com Jacovos.
“Inicialmente, a cachaça era uma espuma
utilizada apenas como alimento para cabras
e ovelhas. Somente depois da metade do século XVI é que passou a ser produzida em
alambique de barro, sob a forma e nome de
‘cachaça’”.
Sua produção foi aumentando e a
qualidade sendo aprimorada. Ganhou
diferentes nomes nas diversas regiões do
Brasil. Nos engenhos do nordeste, era
costume dar aguardente aos escravos na
primeira refeição do dia, a fim de que
pudessem suportar o trabalho árduo dos
canaviais. Desprezada pelos ricos, tornouse, por muito tempo, apenas uma bebida
popular consumida pelas classes mais
baixas.
53
paladar
“Caipirinha”
no rótulo
Jacovos relata um “causo” curioso para explicar a origem
do nome desse drinque brasileiro: ‘Caipira’ era o termo usado
pelos paulistas que designava o ‘habitante do campo’ e que,
segundo o Dicionário de Vocábulos de 1889, teria originado do
tupi, ‘Caipora’ ou ‘Curupira’. Caipora era uma tradução literal
do Tupi para ‘habitante do mato’, enquanto Curupira é um ente
fantástico da mitologia popular brasileira”, diz. Naquela época,
segundo Jacovos, quando misturada ao alho e limão macerados
e adocicados com mel silvestre, a cachaça era tida como um
“santo remédio” na cura de resfriados. E conclui: “Mas aqueles
que abusavam viam ‘Curupirinhas’ à sua volta, e surgiu daí
o nome ‘Caipirinha’”. A bebida passou de remédio para
batida quando trocou o mel pelo açúcar, retirou o alho
e manteve o limão macerado e a cachaça, além de tido
o acréscimo do gelo.
A bebida é considerada “orgulho nacional” porque
é fabricada com um produto 100% brasileiro: a
cachaça. Segundo Jacovos, a caipirinha entrou
para o seletíssimo grupo de cocktails da International Bartenders Association (IBA) em 1997, sendo
então divulgada em mais de 50 países e oferecida
nos principais cardápios de bares e restaurantes
mais famosos do planeta, pelos maiores mestres da arte da coquetelaria: “Esse foi um
grande empurrão para que, em breve, a
caipirinha possa se tornar uma das bebidas mais apreciadas e conhecidas mundo
afora”.
54
Em territórios internacionais
O argentino Guilhermo Ceballos diz ser um grande apreciador da caipirinha, bebida que conheceu quando veio pela
primeira vez ao Brasil: “Ao terminar o ensino médio, viajei
para Camboriú. Foi quando conheci o drinque e gostei, por
ser uma bebida refrescante”.
Dentre as variações, Ceballos já experimentou a clássica,
a de maracujá, de morango, de abacaxi, de kiwi e a caipiroska, em que, em vez de cachaça, coloca-se vodka. “Na Argentina, não é muito comum a caipirinha, mas há bares que
vendem. Conheço, inclusive, três bares que são brasileiros.
Temos os mesmos tipos do Brasil. Conheço muita gente que
gosta da bebida”, disse.
O bartender Félix afirma que todos os países que trabalham com coquetelaria fazem caipirinhas. “Estados Unidos,
Alemanha, Japão, Inglaterra e França, por exemplo, são
grandes apreciadores da nossa bebida. Quem não tem determinada fruta faz uma versão de batida: suco, açúcar, gelo
e cachaça”.
Além de ser uma bebida refrescante e de sabores variáveis,
a caipirinha também é conhecida pela sua perfeita combinação com a feijoada. “Pela acidez do limão e por ser uma
bebida doce, ela ajuda na digestão. Por isso pode ser combinada com pratos considerados pesados, como, rabada,
churrasco e comida com molhos fortes”, disse Félix.
Ceballos já tinha escutado a expressão “feijoada com
caipirinha”, por isso decidiu experimentar e aprovou: “Já experimentei os dois juntos e realmente
combinam. Aliás, gosto de tomá-la ao comer salgados, coxinhas e pastéis”.
Dos caipiras para o mundo, hoje a capirinha é apreciada por pessoas de todas as classes sociais, “mas sem
perder seu sotaque, simplicidade, alma e
sua origem popularmente brasileiríssimas”, destaca Jacovos.
Confira a seguir algumas receitas de caipirinha:
receitas
Caipirinha Clássica
70 ml de cachaça
2 colheres de açúcar
½ limão em pedaços e sem a parte
branca do miolo
Montar em um copo curto e de base
grossa para amassar o limão e o açúcar
formando um xarope. Acrescentar a
cachaça e o gelo e misturar.
Caipirinha
Afrodisíaca
do Carlinhos
2 morangos
1 colher de polpa de maracujá natural
3 fatias de lima da pérsia
3 fatias de limão
3 fatias de gengibre
3 cravos | 1 colher de açúcar
70 ml de vodka
4 folhas de hortelã
Amasse todos os ingredientes, gelo à vontade. Coloque a vodka e sirva
com canudinho.
Caipirinha
Senzala Light
70 ml de sakê
20 ml de licor de pêssego
2 colheres de
polpa de melancia
1 colher de polpa de
pêssego em calda
6 folhas de hortelã
Amasse as frutas, coloque o
gelo, o licor e o sakê. Mexa
bem e sirva com canudinho,
em um copo ilha bela (o copo
tradicional da caipirinha).
Caipirinha Lima da
Pérsia Incrementada
1 lima da pérsia cortada
em fatias bem finas
5 fatias de gengibre
4 folhas de manjericão
Açúcar à vontade
70 ml de vodka
Amasse todos os ingredientes, gelo à
vontade. Coloque a vodka, mexa
e sirva com canudinho.
Fonte: Bartender Carlos Félix, do
Senzala Bar & Grill, em São Paulo (SP)
55
prevenção
Golpes contra
empresas: fuja deles
Texto: Ingrid Guareschi
Pesquisa da Serasa Experian revelou que tentativas de fraudes em empresas aumentaram
63% em dois anos; conheça os golpes mais comuns e saiba como se prevenir
Não
é nada raro termos conhecimento
de vítimas de golpes de estelionatários que
perderam grande quantia em dinheiro – ou
sermos até uma delas! Mas essa não é uma
situação que ocorre apenas com pessoas. De
acordo com uma pesquisa inédita da Serasa
Experian, as tentativas de fraudes em empresas
aumentaram 63%, saltando de 2.950 casos
(2008/2009) para 4.800 (2009/2010).
Apesar dessa estatística, os danos causados
por fraudes recuaram 39% de junho de 2009 a
maio de 2010, ante os doze meses anteriores.
O montante de perdas caiu de R$ 221,7 milhões
de junho de 2008 a maio de 2009 para R$ 160
milhões. “A pesquisa revela que os empresários têm mais atenção nas negociações, por isso
a queda de prejuízos. Mas, ainda assim, as tentativas aumentaram, por esse ser um mercado
que está em constante crescimento e movimentação”, explica Adriana Sarmento Gondim,
gerente de Soluções Antifraude de Pessoa Jurídica da Serasa Experian, de São Paulo.
O golpe mais comum é caracterizado por
empresas que compram outras, muitas que estavam inativas. As PME’s (Pequenas e Médias
Empresas), por exemplo, quando deixam de
operar e encerram suas atividades, simplesmente baixam as portas e não fecham a empresa formalmente – um dos motivos é o custo
de seu encerramento. Isso favorece a ação de
golpistas para aplicação da fraude mercantil,
aproveitando a credibilidade e o tempo de existência do CNPJ no mercado. “Os fraudadores
reerguem a firma, contratam funcionários e
operam normalmente, muitas vezes com força
e credibilidade no mercado. Após um tempo,
dão um golpe, depois baixam as portas e desaparecem”, afirma Adriana.
Modalidades
diversas
As
empresas fraudadoras têm histórico
positivo no mercado. Os golpistas fazem
compras à vista e não possuem dívidas, o que
facilita as fraudes, segundo a pesquisa.
As maiores vítimas são as PME’s, justamente pela vontade de ampliar seus negócios e
conquistar novos clientes. “Na busca pelo crescimento, alguns empresários não se atentam
aos negócios fechados e acabam sendo alvos
fáceis para fraudadores”, diz Adriana.
Outros golpes são roubo de identidade e uso
indevido de CNPJ, além de alterações fraudulentas de contrato social, emissão e desconto de
duplicatas frias, compras em fornecedores de
diversos segmentos não ligados à atividade da
empresa e cheques posteriormente sustados.
Ainda segundo a pesquisa, a maioria das
PME’s fraudulentas estão localizadas na região
Sudeste (46%), contabilizando mais de R$ 102
milhões em perdas. Logo em seguida, aparece
o Sul do país (23%), com R$ 26 milhões em
prejuízos; o Nordeste está em terceiro lugar
(15%), com R$ 14 milhões; em seguida a
Cuidados
que podem prevenir
o risco de ser alvo de
empresas fraudulentas
• Observe a data de fundação da empresa e se ela permaneceu em atividade no período entre a fundação e o
momento de realização de um negócio;
• Verifique se o endereço de entrega é oficial da empresa;
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região Centro-Oeste (11%), R$ 12 milhões; e,
por último, a região Norte (6%), com R$ 6 milhões de prejuízos.
Os segmentos que mais sofreram golpes
foram os comércios de produtos alimentícios
(24%), materiais para construção (16%), vestuário e acessórios (10%) e atacadista de alimentos e bebidas (6%), por trabalharem com
produtos de fácil aceitação e circulação rápida.
O analista Carlos Neves, do Departamento
de Exportação da Móveis Província, conta que
na empresa onde trabalhava anteriormente,
também na área de exportação, foi vítima de
uma tentativa de golpe: “Recebemos uma taxa
relativamente alta em um boleto que dizia que,
se não o pagássemos até o vencimento, a empresa perderia a habilitação para realizar operações de comércio exterior”.
Desconfiado, Neves ligou para o telefone
mencionado no documento e descobriu que ele
não existia. “Resolvi entrar em contato com a
Receita Federal, que é o órgão responsável por
essa habilitação, e me disseram que se tratava
de um golpe. Fiquei sabendo que várias empresas receberam”.
O analista diz também estar sempre atento
ao receber boletos. “Geralmente, os golpistas
criam contas bancárias, endereços e telefones
falsos. Por isso, é preciso manter contato com
órgãos federais e estaduais, atualizar-se sobre
os assuntos acerca da profissão e, antes de
pagar qualquer conta, se certificar sobre a empresa”.
• Verifique se o ramo de atividade da empresa é compatível com os produtos que estão sendo adquiridos;
• Desconfie das fontes de referência dadas pelo cliente
(em muitos casos, os dados indicados nem sempre são
daquele fornecedor);
• Cerque-se de cautela quando receber, por telefone,
pedidos de compra de clientes desconhecidos e quando
o comprador preferir retirar as mercadorias com o fornecedor, evitando receber na sede;
• Tome cuidado com os pedidos de compra a prazo de
mercadorias ou bens cuja utilização não seja comum no
ramo de atividade do suposto cliente.
entrevista
Brasil
Móveis:
renovada E
fortalecida
Texto: Flávia Letícia de Souza
Com acordo firmado para a realização
de cinco edições da Brasil Móveis,
sucessora do Salão Abimóvel, a Movergs
(Associação das Indústrias de Móveis do
Estado do Rio Grande do Sul) e a Multiplus
Feiras e Eventos apostam no sucesso da
feira para atrair novos e fidelizar parceiros
para as próximas edições do evento.
À frente da nova empreitada está o
presidente da Movergs, Ivo Cansan, que
representa o setor moveleiro no grupo
de oitenta integrantes da entidade,
juntamente com a Multiplus, comandada
por Augusto Balieiro. A Província
Magazine conversou com Cansan e
Balieiro para saber mais sobre os planos
e expectativas para a Feira surpreender.
Confira em seguida a entrevista.
Augusto Balieiro
Diretor da Multiplus
Com experiência e know-how na promoção de grandes
feiras no sul, quais as expectativas que a Movergs tem em
fazer uma feira de móveis em São Paulo?
O que motivou a empresa a assumir o antigo Salão
Abimóvel?
Ivo Cansan - A expectativa de todos os envolvidos na feira é de
uma Brasil Móveis renovada e fortalecida. Para a cadeia produtiva de madeira e móveis, é de extrema relevância a realização de
um evento que seja referência em São Paulo. A metrópole fica localizada no eixo central do País, consistindo no centro financeiro
do Brasil. É ali que as vendas acontecem e que temos o potencial
de conquistar novos e grandes mercados. A nova Brasil Móveis
será capaz de surpreender e atender aos anseios dos nossos expositores, clientes e mercado consumidor, pois percebemos uma
invasão de promoções e eventos que não estão comprometidos
com o segmento.
Ivo Cansan - Ao assumir a realização da Brasil Móveis, a
Movergs se muniu da missão de defender o setor moveleiro nacional com a promoção de uma feira que une os polos moveleiros
de todo o País em torno de um objetivo comum: preservar a
indústria brasileira e projetar os móveis aqui produzidos para o
mundo, em um palco de lançamento que se tornará referência
junto ao setor, assim como os demais eventos promovidos pela
Movergs. Conservar a posição de vanguarda que o móvel produzido no Brasil ocupa em importantes países do mundo e lutar por
resultados ainda melhores nas exportações são desafios com os
quais estamos comprometidos.
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Li que uma das primeiras medidas que a Movergs adotou, em
relação ao Salão Abimóvel, além da formação de um comitê de
gestão, foi o estudo para a mudança do nome do evento. A qual
fator podemos atribuir essa mudança?
Ivo Cansan - Acreditamos que o nome do evento precisa ter a identidade
visual e ideológica de quem a promove e realiza. A missão da feira também precisa estar contemplada na sua nomenclatura. Assim, nada melhor que rebatizar o encontro de Brasil Móveis – Feira Internacional de
Móveis. Ali serão vistos os mais modernos, bonitos e funcionais móveis,
produzidos por indústrias brasileiras, em uma vitrine internacional, com
visitantes vindos de todo o mundo.
Com a mudança do nome Salão Abimóvel para Brasil Móveis,
qual a estratégia que a Movergs tem para fidelizar antigos parceiros e cativar novos?
Ivo Cansan - Estamos trabalhando para reunir no Anhembi, de 9 a 12
de agosto, as mais representativas indústrias de mobiliário do Brasil para
a apresentação do que há de mais moderno e inovador no segmento.
Nossa principal estratégia de fidelização de antigos e novos parceiros é
demonstrar que é vital para o setor se unir para se fortalecer. Se tivermos a participação ativa e o comprometimento de cada polo moveleiro
do Brasil e suas empresas comprometidas com o sucesso do evento, não
temos dúvida do êxito que alcançaremos com essa promoção.
E o que muda do antigo Salão Abimóvel para a Brasil
Móveis?
Augusto Balieiro - O setor moveleiro sempre teve sua feira
de negócios em São Paulo, há mais de 30 anos, com eventos
como a Fenavem e o Salão Abimóvel, devido à sua importância estratégica e econômica. Por isso é importante destacar a
Brasil Móveis, e também a Movinter 2012, que consolidarão
São Paulo como um importante ambiente para os negócios do
setor.
Qual a importância de promover a Brasil Móveis 2011? O
que essa feira representa para a Movergs?
Ivo Cansan - Ao ser realizada pela Movergs, entidade com
mais de vinte anos de experiência em associativismo e promotora da Fimma Brasil, a Brasil Móveis está respaldada pela
certeza de ser uma feira com intuitos claros. Defender a indústria nacional de móveis e conquistar novos mercados são
as razões nas quais residem a grande importância de realizar
“A nova Brasil Móveis
será capaz de surpreender
e atender aos anseios dos
nossos expositores, clientes
e mercado consumidor”,
diz Ivo Cansan
essa feira. Para a Movergs, a Brasil Móveis representa o importante desafio de liderar o movimento pela valorização da
indústria nacional de móveis, lutando pelo nosso espaço e gerando cada vez mais renda e empregos para o País.
O que podemos esperar dessa parceria entre a Movergs
e a Multiplus para essa feira?
Augusto Balieiro - A Multiplus sempre entendeu que o
mercado de São Paulo é um ponto estratégico para tornar
qualquer evento uma vitrine mundial de exposições. O
destaque da Brasil Móveis é a sua diversidade, uma vez que
dela participarão vários polos moveleiros espalhados pelo
País. A parceria da Multiplus com a Movergs vem concretizar
isso, pois a entidade é representante ativa do setor, devido à
importante ligação dela com os polos para o desenvolvimento
das indústrias moveleiras. Além disso, o comprometimento
da Movergs em trazer esses polos para a Brasil Móveis se
une ao bom momento vivido pela Multiplus, atuante no
mercado moveleiro há mais de 16 anos, e que acaba de se
associar à maior marca mundial de promoção de feiras, a Reed
Exhibitions, o que permitirá à Brasil Móveis ultrapassar os
limites nacionais e estar presente em um calendário mundial
de eventos. Tudo isso aliado à estrutura e ao reconhecimento
do Anhembi e à força econômica da cidade de São Paulo. Ou
seja, é uma oportunidade única para todos estarem presentes
na Brasil Móveis.
Ivo Cansan
Presidente da Movergs - Multimóveis
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tecnologia
Na
gangorra
Texto: Ligya Aliberti
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Redes sociais buscam
inovação para conquistarem
usuários – as que conseguem
se tornam
verdadeiros impérios
Se
agora é que você está começando a
se familiarizar com a nova versão do Orkut, saiba que
essa é uma rede social que a cada dia perde reinado.
Isso significa que, se você pretende se manter atualizado neste novo mundo que surgiu a partir dos sites
de relacionamento, é necessário correr para entender
mais sobre o Facebook, que domina o mundo das redes e para o qual muitos brasileiros já estão migrando;
sobre o Twitter, microblog que fez história, especialmente no último ano, com a campanha “Cala a boca,
Galvão” e com o perfil Mussum Alive, por exemplo; e
sobre outras redes sociais ainda menos comentadas por
aqui, mas também consolidadas, como Hi5 e Sonico.
O que explica esse sobe e desce das redes sociais
é, entre outros fatores, a competitividade desse mercado, segundo o consultor de mídias sociais Ricardo de
Paula. “Basta um clique para os usuários migrarem de
uma rede para outra”, resume. Nesse cenário, grande
parte dos sites de relacionamento que surgem alcança
o auge em pouquíssimo tempo e é aceita com muito
entusiasmo, mas também decai de forma muito rápida.
Para o professor da pós-graduação em Marketing
Digital da FIT (Faculdade Impacta de Tecnologia) Felipe Morais, uma simples palavra pode ser o divisor de
águas entre sucesso e fracasso na internet: relevância.
“Tudo o que for lançado na web e que tenha relevância
será sucesso; se não tiver, não vai”, diz. No caso das
redes sociais, Morais destaca que elas não têm poder
para serem relevantes sozinhas, mas abrem espaço
para isso. “Basta pensar: o que seria do Twitter sem
as pessoas? São elas que o tornam relevante”, exemplifica.
E, alcançado o sucesso, como mantê-lo? Nesse
caso, a resposta é a mesma dada a empresários que
não querem ver sua empresa ir do auge ao fracasso:
reinvenção. O MySpace, que já foi a maior rede social
do mundo, tem seguido a receita. “Após perder muitos
usuários, está passando por uma reformulação total em
seu conceito”, relata Ricardo.
Verdadeiros
impérios
Se o Facebook fosse um país, seria
o maior do mundo, com 500 milhões de
pessoas morando por lá. O segundo seria a
rede social Habbo Hotel, com uma população de 178 milhões, seguida do MySpace,
com 125 milhões de pessoas, e do Twitter, com 114 milhões. O Orkut, sucesso no
Brasil, viria depois, com uma população de
100 milhões de pessoas.
Esse cenário foi apresentado visualmente no segundo semestre de 2010 pela
agência norte-americana Flowtown. O
chamado Mapa das Redes Sociais contém
também um território exclusivo para o
Google, chamado de Império do Google.
Além dos países, há ilhas que ficam próximas a seus litorais. É o caso da rede social
Four Square e dos aplicativos do Twitter
Twitpic (usado pelos usuários para publicar
fotos) e TweetDeck (permite que se criem
grupos entre os usuários que a pessoa segue
para que ela possa filtrar aquilo que quer
ver).
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Hoje já não é um absurdo dizer que qualquer terráqueo conhece –
ou deveria conhecer – uma rede social baseada na postagem de vídeos
chamada You Tube. Para quem navega na internet, acessar de vez em
quando esse site se tornou lei. De olho nesse filão, muitas empresas
têm criado um canal particular no You Tube, no qual postam vídeos
de lançamentos de produtos, de apresentação da organização, de
eventos que promovem, dentre muitos outros. O objetivo? Fortalecer
sua imagem e interagir com seus públicos.
Antes de criar
o canal, leia!
Por que criar um canal no
You Tube para sua empresa?
- Vídeos têm mais chance de “viralizar”
na internet do que conteúdo em texto;
- Dar mais visibilidade à empresa,
popularizar a marca e aumentar a
comunicação com os seus consumidores.
Regras básicas:
- Cuidar da identidade visual, fazendo com que
seja compatível com a das outras redes sociais
utilizadas pela empresa;
- Produzir conteúdo relevante, sempre;
- Divulgar. Uma ideia é usar outras redes sociais,
como Facebook e Twitter. Uma vantagem
é que a maioria delas permite a integração
entre as redes.
Fonte: http://fonte.miti.com.br
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agenda
EVENTOS
Maio 2011
Movexpo
Período: 10 a 13/05/2011
Recife (PE)
Site: http://www.movexpo.com.br
Móvel Brasil
Período: 17 a 20/05/2011
São Bento do Sul (SC)
Site: http://www.movelbrasil.com.br
Julho 2011
Fitecma 2011 - Feira Internacional de
Madeira e Tecnologia - 10ª Edição
Período: 05 a 09/07/2011
Buenos Aires, Argentina
Site: http://www.fitecma.com.ar
Junho 2011
Expo Rio Móbile
Período: 14 a 17/06/2011
Rio de Janeiro (RJ)
Mix: móveis de decoração
Site: http://www.exporiomobile.com.br
Agosto 2011
Brasil Móveis
Período: 09 a 12/08/2011
São Paulo (SP)
Site: http://www.salaoabimovel.com.br
Casa Brasil
Período: 02 a 06/08/2011
Bento Gonçalves (RS)
Site: http://www.casabrasil.com.br
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ARCO W
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