Análise do somatotipo e condicionamento físico entre

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Análise do somatotipo e condicionamento físico entre
Motriz, Rio Claro, v.13 n.4 p280-287, out./dez. 2007
Artigo Original
Análise do somatotipo e condicionamento físico entre atletas de
futebol de campo sub-20
Rafael Soncin Ribeiro Dérik Fúrforo Dias João Gustavo de Oliveira Claudino Reginaldo Gonçalves Universidade de Itaúna, MG, Brasil
Resumo: O objetivo deste estudo foi comparar o Somatotipo, Força Explosiva, Velocidade, Resistência Anaeróbica e
Aeróbica entre atletas Semiprofissionais e Profissionais da categoria Sub-20. Para tanto, 20 atletas separados nos 2
grupos realizaram os seguintes testes com suas variáveis: Somatotipia (Endomorfia, Mesomorfia e Ectomorfia); Salto
Vertical sem Contra-Movimento; Teste de Corrida de Velocidade de 30 metros; Running-based Anaerobic Sprint Test
e Yo-yo Intermitent Recovery test. Ambos os grupos assumiram predominância somatotípica de “Mesomorfo
Equilibrado”, e demonstraram a importância da Massa Corporal como uma variável a ser relacionada na obtenção da
Força Explosiva. Assim, consideramos o Somatotipo e o Condicionamento Físico contribuintes para o melhor
desempenho das funções técnico e táticas dos jogadores.
Palavras-chave: Somatotipo. Força Explosiva. Velocidade. Resistência Anaeróbica. Resistência Aeróbica.
Analysis of the somatotype and physical conditioning between soccer player under-20
Abstract: The objective of this study was to compare the Somatotype, Explosive force, Speed, Anaerobic and Aerobic
resistance between semi-professional and professional athletes of sub-20 category. For that, 20 athletes were separated
into two groups and were respectively carried through the following tests with its variables: Somatotype; Vertical
jump without countermovement; Test of race speed of 30 meters, Running-based anaerobic sprint test and Yo-yo
intermittent recovery test. Both groups had assumed somatotype predominance of “Balanced Mesomorphy”, and had
demonstrated the importance of the body mass as a variable to be related in the obtain of the Explosive force.
Therefore, we consider somatotype and physical capacity contributing factors for the best performance of the functions
technician and tactics of the players.
Key Words: Somatotype. Explosive force. Speed. Anaerobic resistance. Aerobic resistance.
Introdução A prática no esporte tem demonstrado que os aspectos
técnico e tático são geralmente relatados pelos treinadores
como um dos mais importantes para o rendimento atlético
(SOUZA; ZUCAS, 2003). Todavia, Reilly (1997) e Chamari
et al. (2004) verificaram nos últimos anos que parte dessa
importância tem sido dada ao condicionamento físico
específico dos futebolistas, considerado alicerce para o
desenvolvimento dos aspectos técnico e tático.
De acordo com Castanhede, Dantas e Fernandes Filho
(2003), a avaliação do somatotipo no futebol, tem alcançado
resultados comprovados no desenvolvimento da performance
no esporte.
A somatotipologia proposta por Carter e Heath (1990),
instrumento utilizado para a classificação da composição
corporal, é capaz de permitir um estudo apurado sobre o tipo
físico ideal em relação a cada modalidade esportiva.
O condicionamento físico que segundo Bangsbo (1994),
representa um pré-requisito para a performance técnica, tática
e psíquica estável na competição, é composta pelas
capacidades físicas, força, velocidade, resistência aeróbica,
resistência anaeróbica e flexibilidade.
Dentre as capacidades físicas citadas acima, foram
avaliadas nesse estudo força explosiva, velocidade de corrida,
resistências anaeróbia e resistência aeróbia, pois segundo
Bangsbo (1994) estas são as mais importantes para o jogador
de futebol.
Uma distinção entre força explosiva e potência muscular
se faz interessante para um maior esclarecimento.
Somatotipo e condicionamento físico em futebolistas
A primeira corresponde a Taxa de Produção de Força
(TPF), que significa “proporção, taxa ou velocidade de
desenvolvimento ou produção de força em relação ao tempo”,
avaliado na Curva força-tempo. Potência muscular será
definida com base nos conceitos da física. Potência que é a
capacidade de gerar Trabalho no tempo (P = T / t), e este
Trabalho que pode ser entendido como a Força aplicada para
realizar um deslocamento horizontal (F x d), nos fornece a
seguinte relação P = F x d/t, portanto, Potência é igual ao
produto da Força pela Velocidade, (P = F x V), o produto da
Força pela Velocidade em cada instante do movimento, o que
pode ser verificado na Curva força-velocidade (CARVALHO;
CARVALHO, 2006).
Segundo Acero (2000), a velocidade representa um dos
componentes mais importantes na performance, esta é
demonstrada nas capacidades de antecipação, decisão,
percepção, reação (fatores táticos e psicocognitivos) e ações
com a bola (fatores técnicos).
Entende-se como resistência aeróbica à forma de
resistência que independe da modalidade esportiva, e serve de
condição-base para a manifestação das outras qualidades. A
resistência anaeróbica enquadra as formas específicas do
esporte, como a boa assimilação das sobrecargas intermitentes
e repetitivas de corrida, dribles em velocidade, chutes e
cabeçadas rápidas, também melhor capacidade de resistir às
mudanças de velocidade e poder acompanhar o alto ritmo de
jogo (BANGSBO, 1994).
No futebol é de grande importância segundo Drubscky
(2003), o poder físico para um atleta lateral/ala exercer suas
funções defensivas e ofensivas nas largas zonas do campo,
como a eficiência no desarme, apoio ao meio campo e o
avanço com qualidade nas jogadas de ataque em linha de
fundo. Menciona também a importância do lateral de
qualidade como uma peça rara do futebol, devido a este ter
atualmente uma difícil função tática de ocupar com eficiência
um grande espaço no campo.
Conforme Santos (1999), futebolistas da posição
lateral/ala necessitam de um treinamento específico em
função de se relacionarem com um perfil típico de ações
durante a partida, apresentando uma resistência aeróbia
considerável e anaeróbia elevada. Nesta posição um nível
alto de aceleração é primordial, para isso capacidades como
força explosiva e velocidade devem ser exploradas.
Apesar de atletas profissionais e semiprofissionais
possuírem realidades diferentes, no Brasil esses atletas
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confrontam-se diretamente nas mesmas competições,
buscando o melhor desempenho físico, tático e técnico.
Somado ao fato da posição selecionada para esse estudo
ser de grande importância na performance das equipes
durante as competições. Observou-se a necessidade de se
investir em pesquisas, para a obtenção de informações
relevantes a respeito do somatotipo e do condicionamento
físico de laterais/alas que possuem realidades diferentes,
relacionada à profissionalização ou não dos clubes em que
atuam, contribuindo assim para surgimento de novos valores.
O objetivo deste trabalho foi verificar se existe diferença
significativa no somatotipo e no condicionamento físico entre
atletas profissionais e semiprofissionais, da posição
lateral/ala, da categoria de juniores (Sub-20) de futebol de
campo.
Metodologia
Amostra
A amostra deste estudo foi constituída de 20 atletas do
sexo masculino, da posição lateral/ala direito e/ou esquerdo
do futebol de campo da categoria sub-20, sendo somente os
dois titulares e os dois suplentes imediatos de cada equipe,
estando esses no mesmo período competitivo.
Os atletas foram separados em Grupo Profissional (12
atletas) e Grupo Semi-Profissional (8 atletas). Que tem suas
definições dispostas na Lei Pelé (lei 9615/98), Atletas
profissionais, caracterizados por remuneração pactuada em
contrato formal de trabalho firmado com a entidade de pratica
desportiva. Os semiprofissionais assinalam-se pela existência
de incentivos materiais que não representem remuneração
derivada de contrato de trabalho, pactuado em contrato formal
de estágio firmado com a entidade de pratica desportiva.
Todos devidamente registrados na Federação Mineira de
Futebol (FMF) e homologados à Confederação Brasileira de
Futebol (CBF).
Procedimentos Éticos
Os voluntários foram informados sobre os riscos e
benefícios dos testes, responderam o questionário de PAR-Q
(RODRIGUES et al. 1999) e assinaram um Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido para participar do estudo,
que foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade de
Itaúna (n° 019/2006).
Procedimentos na Coleta de Dados
Os dados foram coletados nos Centro de Treinamento
(CT) das cinco equipes em dias distintos, mas nos mesmos
horários. As condições ambientais de Temperatura e Umidade
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R. S. Ribeiro, D. F. Dias, J. G. O. Claudino & R. Gonçalves
Relativa do Ar (URA) foram registradas através de um
higrômetro Instrutherm® HT 200 com precisão de ± 1°C e ±
5% RH. Os testes obedeceram a seguinte ordem:
Quadro 1. Horário dos testes
Dados
Apresentação dos Atletas
Anamnese
Somatotipia e % de Gordura
Salto Vertical sem contra movimento
Teste de Velocidade de Corrida 30m
RAST
Yo-Yo Intermitent Recovery Test
Horário
08:30
08:30
08:50
09:20
10:00
11:00
15:00
Composição Corporal
A bateria de testes aplicados iniciou-se com a avaliação
antropométrica, com mensuração da Massa Corporal (kg) e
Estatura (cm) através de uma Balança eletrônica Toledo®
2096 PP/2 e estadiômetro fixado a mesma. Na avaliação do
Percentual de Gordura, utilizou-se o protocolo de sete dobras
proposto por Jackson e Pollock (1978). Obteve-se a
Densidade Corporal (DC), com o adipômetro científico
Sanny®, coletando as dobras cutâneas triciptal, subescapular,
axilar média, peitoral, abdominal, supra-ilíaca e coxa.
Para o diâmetro ósseo foi utilizado um paquímetro
pequeno Sanny®, onde se seguiu o protocolo de Somatotipia
de Carter e Heath (1990)
Salto Vertical sem contra-movimento (SVSCM)
Seguiu-se o protocolo descrito por Ugrinowitsch e
Barbanti (1998), utilizando plataforma de contato através do
software Multi-Sprint®, onde o avaliado posiciona-se com os
pés afastados a largura dos ombros com um deles sobre a
plataforma, quadril e joelhos em flexão de 90º (meio­
agachamento), com as mãos na cintura. Durante o salto não
houve movimento das mãos nem abaixamento do centro de
gravidade antes da fase ascendente. A fórmula de Harman et
al. (1991) (PP (w) = 61,9 x altura do salto (cm) ± 36 x massa
corporal (kg) – 1822) foi utilizada para determinar o pico de
potência, comprovou-se como mais fidedigna de acordo com
Canavan e Vescovi (2004).
Teste de Corrida Velocidade de 30 metros (V30m)
Descrito por Chamari et al. (2004), onde foi realizado
aquecimento com exercícios coordenativos de corrida,
previamente seguidos de uma corrida partindo da posição
parada, tendo o tempo de zero, 10 e 30 metros computados
por três pares de fotocélulas (Multi sprint, Hidrofit, Brasil).
282
Running-based Anaerobic Sprint Test (RAST)
Foram posicionados dois pares das mesmas fotocélulas
nos pontos de zero e 35 metros, possibilitando mensurar a
potência de pico, potência média e índice de fadiga ao ser
realizado seis tiros de 35 metros com 10 segundos de
intervalo de recuperação entre cada um. Mensurou-se a
potência em cada um seis tiros de 35 metros com 10 segundos
de intervalo de recuperação entre cada um. Potência (w) =
Massa corporal (kg) x Distância
(DRAPER; WHITE, 1997).
2
2
(m ) / Tempo
3
3
(s )
Yo-yo Intermitent Recovery test (YIR)
Protocolo proposto por Bangsbo (1994), onde ao primeiro
sinal sonoro os atletas partiam da posição inicial, percorrendo
20 metros até o ponto final coincidindo com um segundo
sinal. Os atletas então deviam retornar a posição inicial
juntamente com um terceiro sinal, perfazendo os 40 metros
referentes a cada estágio. Os atletas mantinham-se trotando
durante 10 segundos para recuperação, e em seguida repetiam
o percurso.
Cada nível de intensidade consistia de um determinado
número de estágios os quais eram percorridos a uma mesma
velocidade. Assim, ao avançarem de nível, o tempo entre cada
sinal era reduzido obrigando que aumentassem a velocidade
de corrida para se manterem no teste.
Aqueles que não conseguissem acompanhar mais os sinais
sonoros por duas vezes consecutivas eram eliminados do teste
e então anotados o estágio em que pararam e a freqüência
cardíaca máxima registrada pelos monitores cardíacos
(Accurex Plus, Polar, Finlândia).
Utilizado a estatística descritiva, estruturando em valores
médios e seus derivados, para as variáveis de cunho contínuo,
caracterizando desta forma a amostra. Comparações entre os
Grupos Profissional e Semiprofissional foram realizadas
através do Test-t student (p≤0,05).
Resultados
Os atletas integrantes do Grupo Profissional (GP)
apresentaram idade média de 18,4 ± 0,7 anos, estatura média
de 172,5 ±4,8 cm, massa corporal média 66,0 ± 4,8 kg, e
percentual de gordura médio de 6,5 ± 2,1 %, e o Grupo SemiProfissional (GS) com idade média de 18,3 ± 1,0 anos,
estatura média de 178,3 ± 5,2 cm, massa corporal média 70,7
± 4,2 kg, e percentual de gordura médio de 7,4 ± 1,3 %.
Os resultados obtidos pelos atletas profissionais e
semiprofissionais na coleta de dados para Somatotipia,
SVSCM, V30m, RAST, YIR e Temperatura / URA
encontram-se respectivamente nas tabelas abaixo:
Motriz, Rio Claro, v.13, n.4, p.280-287, out/dez. 2007
Somatotipo e condicionamento físico em futebolistas
Endomorfia
Mesomorfia
Ectomorfia
Tabela 1. Somatotipia entre profissionais e semi-profissionais
Somatotipia
GS
GP
2,7 (+ 0,42)
2,4 (+ 0,71)
4,5 (+ 1,20)
4,4 (+ 0,86)
3,2 (+ 0,80)
3,0 (+ 0,84)
p
0,4331
0,7082
0,5495
Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (T-student, p<0,05)
GS – Grupo semi-profissional ; GP – Grupo profissional ; p - < 0,05 diferença significativa
Salto/R (W)
Salto (cm)
Tabela 2. Salto Vertical sem Contra-movimento
SVSCM
GS
GP
2903,5 (+ 388,75)
2639,0 (+ 222,50)
35,24 (+ 4,66)
33,66 (+ 1,61)
p
0,0679
0,2889
Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (T-student, p<0,05)
Salto/R – Potência relativa do salto ; W – watts
0 – 10m (seg.)
10 – 30m (seg.)
0 – 30m (seg.)
Tabela 3. Teste de Corrida Velocidade de 30 metros
V30m
GS
GP
1,801 (+ 0,10)
1,827 (+ 0,04)
2,424 (+ 0,10)
2,368 (+ 0,09)
4,224 (+ 0,19)
4,196 (+ 0,12)
p
0,4218
0,2196
0,6783
Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (T-student, p<0,05)
Seg. – tempo em segundos
Potência de Pico (W)
Potência Média (W)
Índice de Fadiga (%)
Tabela 4. Running-based Anaerobic Sprint Test
RAST
GS
GP
11,93 (+ 1,98)
12,34 (+ 0,89)
9,41 (+ 1,02)
9,63 (+ 0,58)
36,29 (+ 13,15)
41,80 (+ 7,22)
p
0,5325
0,5524
0,2407
Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (T-student, p<0,05)
Tabela 5. Yo-yo Intermitent Recovery test
YIR
GS
GP
44,94 (+ 6,27)
45,98 (+ 5,36)
1634,93 (+ 229,70)
1673,29 (+ 195,87)
188,5 (+ 5,71)
192,7 (+ 6,96)
Yo-yo (% do máx)
Yo-yo (DPm)
FC máx (bpm)
p
0,6974
0,6933
0,1773
Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (T-student, p<0,05) DPm – Distância Percorrida em metros ; FC máx. – Freqüência cardíaca máxima atingida no teste As temperaturas e URA obtidas durante os diferentes dias e horários dos testes não apresentaram diferença significativa (p<0,05),
apresentando variação de 21,7 a 35,0 ºC e 31,0 a 73,0 %.
Temperatura (ºC)
URA (%)
Tabela 6. Temperatura / Umidade Relativa do Ar
URA
GS
GP
25,72 (+ 3,32)
27,36 (+ 3,62)
54,30 (+ 12,72)
48,60 (+ 10,94)
p
0,2639
0,2437
Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (T-student, p<0,05)
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R. S. Ribeiro, D. F. Dias, J. G. O. Claudino & R. Gonçalves
Discussão
Caracterizou-se no teste de Somatotipia que ambos os
grupos, GS e GP, assumiram predominância “Mesomorfo
Equilibrado” (Tabela 1). Estudos de Castanhede, Dantas e
Fernandes Filho (2003) realizados com jogadores de futebol
brasileiros e Reilly (1997) com atletas do Futebol Sul­
americano corroboram os nossos. Verificou-se que a
composição corporal de atletas laterais/alas de futebol
independem do grupo (profissional ou semiprofissional),
sendo consideravelmente influenciadas pelas funções
exercidas no jogo.
Nas variáveis avaliadas do condicionamento físico não se
verificou diferenças significativas entre os grupos profissional
e semiprofissional, o que corrobora com Santos (1999) e vai
contrário aos achados de Reilly et al. (2000) em estudos que
verificaram essas capacidades físicas entre grupos de
diferentes divisões no futebol.
Os valores absolutos (cm) e relativos (w) obtidos no
SVSCM não apresentaram diferenças significativas entre os
grupos, no entanto, quando comparadas entre si,
demonstraram a importância da massa corporal como uma
variável a ser relacionada na obtenção da força explosiva
como Potência de Pico de cada atleta. Estudo de Santos
(1999) demonstrou valores aproximados aos nossos, listados
na Tabela 2. Atletas laterais/alas do futebol português
apresentaram valores do SVSCM de 35,7 (+ 4,2), e o mesmo
autor também não verificou diferença significativa entre
jogadores de futebol das quatro principais divisões no
SVSCM.
No entanto, estudos de Chamari et al. (2004), com
jogadores Africanos Sub-19 e Wisloff et al. (2004), com
jogadores Noruegueses de Elite, ofereceram valores no Salto
Vertical de 51,3 (+ 6,7) e 56,4 (+ 4,0) respectivamente
obtidos através de uma Plataforma de Força, sustentados por
Bangsbo (1994), o qual afirma que as capacidades físicas
destas duas categorias, elite e sub-20, podem ser comparadas
independente da diferença de idades.
Como apresentado na Tabela 3, os resultados obtidos em
todas as variáveis analisadas no V30m não apresentaram
diferença significativa (p<0,05). Segundo Szmuchrowski et
al. (1998), este teste pode ser utilizado para medir a
capacidade de aceleração de 0 a 10m, a coordenação de
corrida de 10 a 30m e a velocidade média de 0 a 30m.
Sustentando os nossos resultados, estudos de Chamari et al.
(2004) e Wisloff et al. (2004), apresentaram respectivamente
valores de 0 a 10m de 1,87 (± 0,10) e 1,82 (± 0,3), 10 a 30m
de 2,51 (±0,08) e 3,0 (± 0,3), e 0 a 30m de 4,38 (± 0,18) e 4,0
284
(± 0,2).
Ao comparar atletas de diferentes categorias, Reilly et al.
(2000) apresentou valores diferentemente significativos no
tempo de 0 a 30m entre atletas de Elite (4,31 ± 0,14) e Sub-16
(4,46 ±0,21).
A análise comparativa dos nossos resultados do RAST
(Tabela 4) com outras amostras apresentaram grandes
dificuldades, em virtude da caracterização das demais.
Balciunas et al. (2006) e Moraes e Pellegrinoti (2006),
desenvolveram estudos com atletas de basquete. Outro
estudo, de Monteiro et al. (2002), foi desenvolvido com
atletas de tênis de campo.
De acordo com a respectiva amostra, os dados de
futebolistas da categoria de Sub-20 do estudo realizado por
Siqueira, Crescente e Cardoso (2002), demonstraram valores
da Potência de Pico de 10,70 (+ 0,99), Potência Média de
8,01 (+ 0,65) e Potência Mínima de 5,85 (+ 0,77).
Comumente utiliza-se o protocolo de Wingate Test para
avaliar essas capacidades em atletas de futebol, ainda que
assim, não sendo considerado especifico como o RAST para
este esporte (DRAPER ; WHITE, 1997).
Validando o Yo-Yo Intermittent Recovery Test para o
Futebol, Krustrup et al. (2003), apresentou no estudo com
laterais/alas valor médio de 2241 (+ 25), contudo os
resultados apresentados na Tabela 5, referentes ao DPm,
foram inferiores ao supra citado.
Fazendo uma análise com os grupos GS e GP no teste
acima, estes não apresentaram diferenças significativas
estatisticamente (p<0,05).
Conclusão
De acordo com o presente estudo, não foram encontradas
diferenças significativas estatisticamente no somatotipo e no
condicionamento físico entre os grupos profissionais e
semiprofissionais compostos de atletas laterais/alas. Baseado
nesses resultados, concluímos que o condicionamento físico e
a somatotipia de futebolistas da categoria Sub-20 em mesma
fase de treinamento, independem do vínculo empregatício ou
da formalidade do contrato perante a entidade esportiva.
Contudo, podemos enfatizar a importância de altos níveis de
condicionamento físico no futebol de campo atual,
dependente de capacidades físicas apuradas durante todo
tempo de jogo. Sugerem-se novos estudos com semelhante
propósito, pois se verificou inconsistência nos resultados de
pesquisas que comparam as variáveis do condicionamento
físico em jogadores de futebol de diferentes divisões ou elites.
Portanto é necessário obter mais dados de atletas de
Motriz, Rio Claro, v.13, n.4, p.280-287, out/dez. 2007
Somatotipo e condicionamento físico em futebolistas
categorias semelhantes, de diferentes condições de
treinamento, para que a aplicabilidade desses valores de
referência seja sustentada cientificamente.
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(Núcleo de Apoio, Fomento, Acompanhamento à Pesquisa)
pelo financiamento do estudo.
Endereço:
Rafael Soncin Ribeiro
Rua Viriato Alexandrino de Melo, 80A, Guarujá
Betim MG Brasil
32610-340
e-mail: [email protected]
Recebido em: 18 de outubro de 2007.
Aceito em: 03 de junho de 2008.
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