Q fff P y OTISMOENSMOMEDICO - LEGAL

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Q fff P y OTISMOENSMOMEDICO - LEGAL
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E N S M O
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V
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D.R
A L C A N T A R A
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Ï
P
ENSAIO
N
O
MACHÂDO
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I
S
M
MEDICO-LEGAL
SOBRE
O A R T . 269 D O C O D I G O
Typographie
da
PENAL
BRAZILEIRO
{-*.
P A U L O
Companhia Industrial
1895
de
S.
Paulo
'v&ma
Doufor
fi.
^maneio
S / / a .
pereira
de
Barvallio
LENTE DE /VIEDICINA J^EGAL
NA
FACULDADE DE DIREITO DE S. PAULO
^omenûgem
do X ) i s c i p u l o e J d m i g o
i l t o / O T
Machaio
I N T R O D U C Ç Â O
« S'il est de la dignité de la science de se tenir
« en garde contre la supercherie et la crédulité, il
« est attssi de son devoir de ne pas rejeter les
s jaits, par cela seul qu'ils paraissent
extraordinaires, et qu'elle démettre impuissante a en four« nir ïexplication ».
DR. PAUL RICHER
(/)
Brouardel, o mestre emerito da sciencia medica,
ao
iniciar
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( ),
vilhoso
e
do
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nas
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contente,
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seguinte
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( ) ; Bonjean, no capitulo
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cada
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nos
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miraculosas,
do Novo-Testamento a
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la
4
nas c u r a s
5
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mostram-se
notamos
vae
Gilles
tudo
ainda
passagens
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hypnotismo
uma
( ) ;
3
maravilhoso
extraordinarios
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Campili,
trabalho
trabalho
inaugural
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antes de
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em
livro
refere-se
e
leitor
prefacio do
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tos
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2
abre
o
hypothèse
avant-propos
declaraçâo,
os
escripta
de
em
(') Etudes cliniques sur l'hystéro-épilepsie, 2. part., cap. 5, p. 362.
('*) L'hypnotisme et les états analogues au point de vue médico-légal, 1887,
il
P'
1
( ) / / grande ipnotismo e la suggcstione ipnotica nei rapporh col dtritto pénale e civile, 18S6, p. V I I .
( ) Outrages à la pudeur: violences sur les organes sexuels de la femme
dans le somnambulisme et la fascination, 1894, p. V I I , V I I I e outras.
( ) L'hypnotisme
ses rapports avec le droit et la thérapeutique - la suggestion mentale, 1890, p. 3 e seg.
3
4
a
« Q u e l ' h o m m e s ' a g i t e o u se r e « pose, m a n g e , d o r m e o u
« qu'il
« soit
« Droit
« cesse
peuse, q u ' i l
libre
ou
est l à ,
et le
travaille,
souffre,
qu'il
prisiouuier, — le
le p r o t é g e a u t
saus
dirigeant».
E D M O N D
PICARD
Mon oncle le Jurisconsulte.
I N T R O D U C Ç Â O
« S'il est de la dignité de la science de se tenir
« en garde contre la supercherie et la crédulité, il
« est aussi de son devoir de ne pas rejeter les
« jaits, par cela seul qu'ils paraissent
extraordinaires, et qu'elle démettre impuissante à en four« nir l'explication ».
DR. PAUL RICHER
Brouardel,
ao
iniciar
rette
( ),
vilhoso
e
milagre
nas
do
gistral
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do sobre-natural;
me do
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da
seguinte
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sobre-
aos
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( ) ; Bonjean,
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a
do
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do
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no capitulo
cada
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citados
e,
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nos
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miraculosas,
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preoccupaçâo
4
répète
Tou-
do
do Novo-Testamento a
( ); Gibier
medica,
de
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logo
nas c u r a s
5
pela
ao
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notamos
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sciencia
Gilles
tudo
ainda
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seu
hypnotismo
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maravilhoso
extraordinarios
do
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da
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ao
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em
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e
leitor
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natural
tos
o
2
do
o
(')
hypothèse
avant-propos
declaraçâo,
os
escripta
de
em
(') Etudes cliniques sur f' hystéro-épilepsie, 2. part., cap. 5, p. 362.
i f ) L'hypnotisme et les états analogues au point de vue médico-légal, 1887,
p. I
( ) / / grande ipnotismo e la sttggestione ipnotica nei rapporti col diritto pénale e civile, 1886, p. V I I .
(*) Outrages a la pudeur: violences sur les organes sexuels de la femme
dans le somnambulisme et la fascination, 1894, p. V I I , V I I I e outras.
( ) L'hypnotisme ; ses rapports avec le droit et la tltérapeutique - la suggestion mentale, 1890, p. 3 e seg.
il
3
5
INTRODUCÇÂO
4
lettras maiusculas para ferir mais vivamente a a t t e n ç â o
dos
leitores : — - N o u s
SOMMES L E N N E M I
ET DU MYSTICISME,
LEUX
ET
DU
MERVEIL-
N*ADMETTONS
PAS
QUIL
PUISSE SE PRODUIRE R I E N E N DEHORS DES LOIS DE L A
( ) ;
de
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ticos,
H. F
6
NATURE
Alvares, em
monographia
salienta
maravilhoso
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compartilha
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Luys
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observaçôes:
em
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1 3
temps,
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9
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verdade
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penna
linhas
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aspects
esprits
cré-
ahi
duas
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n
Copin ( ) ,
Bot-
( ),
esque-
Donato
presenciar
sur-
des
les
os o u t r o s
occupado
croyance
primeiras proposi-
) , Paul
até
da
choses
— eis
entre
todos
tem
traçar
des
o
incessante
de
mystique
merveilleux
Péral
se
se
( ) ; le fond
tous
a
Bernheim
que
tocava
persegue
d'intensité
propositalmente
Intéressa
lhes
8
domaine
portés
colhidas
Charcot
hypnoe
Liégeois
que
hodierna
tant
Guyonnet
1 2
( );
7
obsessâo
le
emittidas
parte que
factos
lesquelles,
divers,
phenomenos
a p p r o x i m a m do magno problema
mystérieux,
naturelles,
periodos
m u i t o o providencialismo
desses
psycho-physiologia
çôes
os
t e m perdiclo a
interpretaçâo
ait
sobre
différentes
u
que de
Braid
questâo?
esse
dos
unico
hypnologis-
primitivas
maravilhoso,
cui-
de
suas
expulsai
1
o
(°) Etude historique, critique et expérimentale.
y ) O que é o hypnotismo : suas applicaçôes, vantagens e perigos, i88q.
( ) De la suggestion et du somnambulisme dans leurs rapports avec la
jurisprudence et la médecine légale, 1889.
( ; Leçons cliniques sur les principaux phénomènes de f ht/puutisme dans
leurs rapports avec la pathologie mentale, IS90.
( ) No Congresso dos Magnetisadores, cit. por V (L MOKtëvt/, L'hypnotisme, étude scientifique et religieuse.
Na Revue de l'hypnotisme.
f -) L,c magnétisme animal.
( ) De la suggestion dans l'état hypnotique et dans l'état de veille, 18S4.
( ) C A V A I U I O N , La fascination magnétique, précédée d'une préface par
Donato, 1882.
1
8
,J
10
1
13
14
I N rRODL'CÇÂO
milagre,
factos
supprimir o
que
Porque
prendem
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natural
que
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dos
ainda,
infe-
hypnotismo.
solicitude ? Si
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porém,
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duvida
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cartas
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animal
Longe
do
nous
V Académie
vae
o
tempo
de
a
(
1 5
cuja
de
explicaçâo
Academia
torpor
),
Marc
esta,
ouvia
(
1 6
)
e
exclamar :
enterré
depuis
em
que
Husson,
me-
Renauldin
de bêtises
a
de
indifférente
occuper
et
à
conta
conquistada,
de seu
de
pas
i.° Relatorio
que
Foissac
est mort
â
entrevista.
em
proposta
devons
ce n est
dr.
levar
agora,
accordada
do
uma
gnétisme
tempo
Paris,
ne
até
claramente
o
ouse
phenomenos,
si n à o existe,
Longe
sâo
quem
mysterio
entretanto,
et
ao
na
principios scientificamente formados da hypnolo-
gia—nào
no
sobre-natural
semelhante
lizmente,
dos
se
5
; le
ma-
longtemps
Vexhumer
durante
f
1 7
)
a
discus-
Desgenettes
( ) FoiSSAC, Rapports et discussions de l'Académie royale de médecine
sur le magnétisme animal. 1833. B-URDIN JEUNE et DDBOIS, Histoire académique du magnétisme animal, 1841, pag. 278. Foissac em carta de 11 de
Outubro de 1825, dirigida âquella corporaçào, pedia a revisâo do relatorio de 1784, no quai, a proposito do mesmerismo, a Société Royale de
médecine se manifestava francamente contraria aos processos do magnetismo animal, e adheria as conclusses da commissâo nomeada pelo Rei
em 12 de Março de 1784, para_/«z;r l'examen et lui rendre compte du magnétisme animal pratiqué par AI. eslon (médico discipulo de Mesmer). O
fructo dos trabalhos desta ultima commissâo, cujo relator foi Bailly, publicou-se sob o titulo : Rapport des commissaires chargés par le Roi de
l'examen du magnétisme animal, 1784.
( ) Marc reconhecia com Foissac a necessidade de um novo exame
da doutrina do magnetismo animal.
( ) Tendo sido victoriosa a proposta de Marc, nomeou-se uma commissâo (Burdin aîné, Marc, Pariset, Adelon e Husson, relator), para dar o
seu parecer sobre : si convinha que a academia se occupasse do magnetismo
animal. A 13 de Dezembro de 1825, Husson concluiu pela adopçâo do
convite de Foissac. A 24 de Janeiro essa conelusâo foi acceita por 35
votos sobre 60 votantes e foi designada uma commissâo permanente para
se entregar ao estudo e exame da questào do magnetismo (28 de Fevereiro de 1826). Essa commissâo se compoz definivamente dos seguintes
academicos : Leroux, Bourdois de la Mothe, Double, Magendie, Guersent,
Gueneau de Mussy, Itard, Fouquier, Marc, Husson, Thillaye. (LIÉGEOIS, o. c ) .
15
16
17
6
INTRODUCÇÂO
ponderava
naquella
a n i m a l était
une
pure
os seus a d e p t o s
ou
dupes
Castel
jonglerie,
pois
a
que
;
si os
fosse
e
lido
em
connaître
les f a i t s pour
cotisas
natureza
pla
vista, a
E
nessa
clamado
que
o
dilemma ;
esse
de
de
que
mesma
as
em
ces
surgissem
previsâo
Academia,
obras
do
do
fossem
connaissances
pedia
que
de
quon
nous
trop
bien
(
se q u i z
fazer
dos
rêde
de
forças
da
clarividencia, a
du-
que
a
de
miracles
excedessem
sepultamento
desprezâra
Relatorio
ne pouvons
occupamos,
que
a
assembléa
des
Boisseau
réfuter
nos
intuiçâo,
2.
0
t r a b a l h o : — puis
tempo
que
mesma
do
(!), nous
milagrosas,
e
Double collocava
moitié
que
esse
de miracles
phenomenos
magnetismo
factos ahi apontados
la
entretient
vae
nessa
impressâo
détruiraient
physiologiques
Longe
e
o
l a m i n a b i g u m e a de u m
o tempo que
oppunha
r e a e s — ils
que
fripons
vae
se
Husson,
novo
na
ou
Longe
Academia
uma
as
interior
onde
se
(
1 9
)!
).
havia
magnetismo
Padre
1 8
Faria
pro-
animal,
(
2 0
),
de
( ) O relatorio da commissâo foi lido por Husson, relator, nas sessôes
de 21 e 28 de junho de 1831 ; depois de longas consideraçôes acaba por
dizer que— la commission... a recueilli et elle communique des faits assez importants pour qu'elle pense que l'Académie devrait encourager les recherches
sur le magnétisme, comme une branche très curieuse de psychologie et d'histoire
naturelle.
( ) E assim foi. A commissâo nomeada em 1837 para examinai' as
experiencias do magnetisador Berna pronunciou-se em 17 de julho desse
anno francamente contra a existencia—d'un état particulier, dit éta. de
somnambulisme magftélique (Commissâo : Hyppolite Cloquet , Bouillaud,
Roux, Pelletier, Oudet, Caventon, Emery, Cornac e Dubois, d'Amiens, relator). E para destruir de uma vez as chimeras dos dupes e dos fripons
Burdin propoz um premio de 3.000 frs. a quem desse a prova do facto de se
poder 1er sem o concurso dos olhos, da lu?, ou do tacto. E' excusado dizer
que os concurrentes (Teste, Pigeaire e Hublier) nenhum successo obtiveram.
Double apresentou a idéa, e foi adoptada, de nunca mais a Academia se
occupar de um assumpto de tâo alta transcendencia como o inotu-continuo
e a quadratura do circulo.
Ç ) De la cause du sommeil lucide ou étude de la nature de l'homm 1S19. Sô appareceu o i.° volume.
18
19
i0
INTRODUCÇÂO
Puységur
Noizet
(
(
2 1
) , as
Hôtel-Dieu
hospital
Braid
do
(
) , de
2 1
de
Paris
( 1 8 2 1 ), d e
) que
2 5
de
de
Gros
Azam
Lasègue
Richet
(
(
(
3 6
bem
de
(
) , de
) e
2 2
2 8
de
) , de B e r t r a n d ,
do
( 1 8 2 0 ) , de
Oudet
Stone
) , de
(
)
de
alguns
(
cisou
e
deu
os
problemas,
uma
nova
seus
no
de
Dods
) , de
outros ; —
isolou
os
impulsâo
ao
),
de
no
mesmo
2 9
(
2 7
) , de
) , de
(
3 2
(
f o i nessa
),
3 5
),
3 0
)
de
de
mesma
até
nosologicos,
estudo
Du-
Broca (
Despine
factos
de
descobridor
elementos
caractères
2 S
Potet
Giraud-T eulon
3 4
(
os t r a b a l h o s
Charpignon (
Liébeault
d e f i n i u os
e
nome
e
du
Robouam
o
2 6
A c a d e m i a q u e C h a r c o t f i x o u os
esparsos,
barâo
(1836)
merece
), Demarquay
3 l
3 3
(
experiencias
hypnotismo,
rand,
Deleuze
7
entâo
pre-
confundidos —
scientifico do
(' ) Mémoire pour servir a l'histoire et a l'établissement du magnétisme
animal, 1784
( ) Histoire critique du magnétisme animal, 1813, e Instruction pratique
sur le magnétisme animal, 1825.
(" ) Traité du somnambulisme et des différentes modifications qu'il présente, 1823. — Du magnétisme animal et des jugements qu en ont porté les
sociétés savantes, 1826.
( ) Mémoire sur le Somnambulisme, 1854.
( ) JAMES BRAID, Neurypnologie. Traité du sommeil nerveux ou hypnotisme, que appareceu na Inglaterra em 1833 e em França, traduzido por
Jules Simon, em 1883, prefaeio de Brown-Séquard.
( J Electro-biologie, 1852. — Londres.
( ) The Philosophy of electrical Psychology.
Ç ) D R . PHILIPS (pseudonymo), Electro-dynamisme vital ou les relations
physiologiques de l'esprit et de la matière, 1855. Cours théorique et pratique
de braidisme ou hypnotisme nerveux, 1860.
f ) Physiologie, médecine et métaphysique du magnétisme, 1848, e Etudes
sur la médecine animique et vitaliste, 1864.
( ) DR: PAUL BROCA. Note présetée a VAcadémie des Sciences sur une
nouvelle méthode anesthésique, 1859.
( ) Note sur le sommeil nerveux ou hypnotisme, in Archives générales de
médecine, Janeiro de 1860.
( ) Recherclies sur ïhynoptisme ou le sommeil nerveux, 1860.
( ) Catalepsies partielles et passagères, in Archives générales de médecine,
1865, e Le Braidisme, in Revue des Deux Mondes, 1881.
( ) Du sommeil et des états analogues, considérés surtout au point de
vue de l'action du moral sur le physique, 1866.
( ) PROSPER DESPINE, Elude scientifique sur le somnambulisme, 1880.
( ) Experiencias de 1873 a 1874 no hospital Beaujon, expostas sob
o titulo Du somnambulisme provoqué in fournal
de l'Anatomie et de la
Physiologie, de Charles Robin, 1875, t. xv.
2l
î2
23
24
23
26
27
2B
2 9
30
31
32
33
3l
35
3I!
hypnotisme»
nâo
(
£ 7
) . N â o quer
arrancasse
â
isto dizer que
confusâo
da
Puységur
doutrina mesmerica
.facto scientifico do s o m n a m b u l i s m o p r o v o c a d o
Faria
n â o tivesse,
primeiro entre
h y p o t h è s e da theoria
nâo
fluidista,
desiquilibrasse
negar
que
Azam
contribuido
para
mas
todos,
a
rejeitado
doutrina ,
Liébeault
formaçâo
tenham
da
nâo
de
hoje ;
sciencia
ninguem poderia t a m b e m contestar é
graças
aos
trabalhos
hypnotismo tomou verdadeiro
Nâo
sera
ousadia
falso e
de
pes
critica,
de
tivos
da
plena
parvo
o
que
materia
da
seus discipulos,
o
que
tem
dos
havia
cahido
a
les
révolutions
recherche
phalanstère
clartés
fantômes
de
se
E
methodo
quantos
où
l'univers.
conservés
desde
que
Tarde,
ao
cadaveres
para
a
première
donc
nous
nous
A
la
ouvre
vivons
cette
aussi
jusque-là
posi-
da
que
desfeitos
radicalmente
observaçâo
toutes
science,
les
et
de
tombent
la
fenêtres
l'illumine
que
de
cadavres
en
pous-
foi ajustado
phantasmas
em
nova
concep-
de
lumière
hypnotismo
scientifico — quantos
Transformaram-se
pregados
c'est
qui
dissipent ! mais
parfaitement
sière!»
social
gol-
methodos
de
source
sociales,
extra-sociale,
de
experiencia. — Encontrou
pensamento
sociedade : — « L a
que
cunho scientifico.
objectiva
e
e
p é n a l , q u a n d o d e l i n e a os c o n t o r n o s d a
da
des
a
observaçâo
çao
du
affirmar
nesta
sob
applicaçâo
escola
e
Charcot
ha
muito
que
o
a
em
o
de
o
que
o u que Braid de u m a vez
semelhante
e
ou
o
dissipados
pô !
os
methodos
analytica
do
em-
espirito.
( ) Conferencias de 1878, no hospital da Salpétrière ; compte-rendu in
Progrès médical, Gazette des Hôpitaux e Gazette médicale de Paris, diversos n.os do anno 1878. Em 1877 os discipulos de Charcot, BoiilîNKVILLE e RlCGNAED, publicaram a obra Iconographie photographique de la
Salpétrière. Ha de P A U L RrCHKll, aie ni do importante trabalho cit. na
nota l
uma thèse inaugural sobre hypnotismo (1879). Em 13 de Fcvereiro de 1882, Charcot apresentou a Academia de Sciencias uma nota Suites divers états nerveux déterminés par l'hypnotisatwn chez les hystériques, que
contém o credo da escola de que é chefe egregio.
37
a
INTROUUCÇÂO
Resta
apenas
a
lembrança
do
baquet
9
magnétique
de
Mesmer ( ), do olmo de Busancy, de Puységur ( ):
38
39
e do damasqueiro de Passy ( ) a verdade derreteu
40
ao azas de Icaro dos fîuidistas, azas que os levavam â phantasia e ao mysterio. E de tudo isso—
que ficou ? Uma sciencia expérimental, cujo corpo
de doutrina é rico de documentos certos e verificados, e que os hypnologistas tem synthetisado e
condensado em principios.
Nâo se pense, porém, que a hypnologia é um
conjuncto de leis perfeitas regendo phenomenos
completamente estudados.
E' verdade que ha muita cousa feita e as bases
do edificio parece que nâo serâo abaladas, mas
existem ainda innumeros problemas a precisar, numerosos factos a définir, bastantes particularidades
a exigir séria investigaçâo e estudo.
( ) « Mesmer, ne pouvant suffire à toucher les malades qui affluaient dans
son domicile, imagina de leur appliquer le magnétisme animal au moyen
du baquet. C'était « au milieu d'une grande salle, une caisse circulaire
« faite de bois de chêne et élevée d'un pied ou d'un pied et demi ;
« ce qui fait le dessus de cette caisse est percé d'un nombre de trous, d'où
« sortent des branches de fer coudées et mobiles Les malades sont placés
« à plusieurs rangs autour de ce baquet et chacun a sa branche de fer, la« quelle au moyen du coude, peut être appliquée directement sur la partie
« malade ; une corde passée autour de leur corps les unit les uns aux autres ;
« quelquefois on forme une seconde chaîne en se communiquant par les
« mains, c'est-à-dire en appliquant le pouce contre le pouce et le doigt
« index de son voisin; alors on presse le pouce que l'on tient; ainsi l ' i m « pression reçue à la gauche se rend par la droite et elle circule à la
« ronde. » (a) LIÉGEOIS, o. c., pag. 7, n. 6.
( ) « Le marquis (de Puységur) s'épuisait à magnétiser tout son monde.. .
Il y avait dans le village fBusancy, perto de Soissons) un orme vigoureux et
verdoyant, quoique très vieux ; le marquis fit de cet arbre son substitut. I l
le magnétisa. On attacha ensuite des cordes autour du tronc et des branches,
puis autour de l'arbre, on établit des bancs circulaires, sur lesquels étaient
assis les malades, qui tous enlaçaient de la corde les parties souffrantes de
leur corps. Aussitôt, l'opération commençait, tout le monde formant la chaîne
en se tenant par le pouce. » MoEEAU, o. c, pag. 23.
( ) A exemplo de Mesmer, o dr. D'Eslon, para eviiar um grande dispendio de fluido, havia tocado um damasqueiro de um jardim de Passy
segundo os preceitos do methodo mesmerico.
38
39
40
(o) Rapport des commissaires chargés par le roi, etc.; cit. na nota 15
2
IO
INTRODUCÇÂO
Apezar
da
de
n â o se
realidade
a
cada
é uma
uma
mais
primeiro
do
sua
que
conservar,
do
nunca
de
obra jà
evoluçâo
erronea
que
o
no
esse s c e p t i c i s m o
Aqui,
desconfiança
em
homem
sera
a
que
citada ; e si t e m
do
hypnotismo,
é d e v i d o ao
impenitencia
a evidencia
aquelles
Beard
apontou-as,
que
quer
consciente
involuntaria
voluntaria
Assim
(
se
em
« De
ont
retarda-
da
que
do
erro
nossa f é .
que
a
no
que
no
sujet
assistantes ;
5."
assistentes
2.
3.
4.
6."
pro-
incon-
um
0
engano
um
0
engano
uma
intervençâo
uma
intervençâo
acaso
das
0
o
vista,
experimentador,
sujet
;
exvivo,
psychicas
experiencia;
do
se
de
phenomenos
quer
re-
ouvem.
homem
operaçôes
i . " os
se
coinci-
).
pois, todo
Realizou-se
tada
da
mesmo
dos
4 1
de
passam
parte
dos
de
na
imponderado
dos
e
ana-
atrazo
e n â o ha c o m o perdel-as
ellas :
do
veem
causas
tratar
da
obstinada
que
do
Mesnet
esse
enthusiasmo
experimentam
objecto
inconciente
dencias
se
que
no
as
que
Sâo
scientes
do
sobre
poem
vocadas.
Nada
descomedida
havido
que
vez
illude,
allude
do
toda
o
perde.
e
muitos irreflectidos evangelisadores
Insistindo
scien-
scientifico, mode-
de
cusam
de
enthusiasmo
ociosa
si m e s m o ,
estuclo
mento—mais
a
solo
que sujeita a menor minucia a uma
lyse severa.
a
que
um contradictor
hypnotica,—o
os p é s d o
precipitada
instante,
rado e calmo
sob
interpretaçâo
conclusâo
difficil
hoje
phenomenologia
passo t r e m e
cia : o r a
ora
da
encontrar
a
o
cuidado
aspiraçâo
sera
do
dr.
pouco.
Azam,
manifes-
1858 :
même
que
é t é le b e r c e a u
l'alchimie
de
la
et
ses
chimie, la
pratiques
ont
thaumaturoie
S M. BKATCI), Expérimente with Prving Jiuman heings (The Pofitlar
Science Monlhly, Mardi and April 1879), cit. por C H . FKKÉ, Pathologie des
émotions, introd.
INTRODUCÇÂO
la
magie,
la
p h y s i o l o g i e et
cieuse
les
sciences
d'études
prévoir
Os
à
nouvelles
da
une
il
est
hypnose,
presentemente
a
exemplo
do
pondia
Liégeois
a
sustos
dos
o
dont
apporteront
source
à
pré-
impossible
de
l ' é t e n d u e ».
soffrem
ante
enfin,
la philosophie
phenomenos
E
occultes
os
scepticismo
— N i
dos
ficou
dito,
nào
diverso,
res-
contestaçâo.
que,
por
motivo
Virchow,
que
que
supercherie,
jâ
repitam
temem
zombam
ni
miracle
o
da
os
crentes,
sobrenatural
e
verdade :
! Nem
milagre, nem
mystificaçâo !
A hypnologia offerece justissimo interesse sob diversos
pontos
vendo
alguns
plicados ; de
lestias
sine
a
vista.
dos
seus
outro
é
materia
substancia,
ou
de
De
um
problemas
a
prétende
maior parte
das
por
a
é
a
historia,
estudados
therapeutica,
tratadas
como
lado
vendo
e
ex-
as
mo-
medicamentos
sine
escola
da
enfermidades
Salpétrière,
destruidas
pela
s u g g e s t â o , c o m o affirma a escola de N a n c y ; e q u a n t o à
psychologia,
a
evoluçâo
dos
processos
da
hypnose
a b a l a p r o f u n d a m e n t e as r e g i ô e s s u p e r i o r e s d a a c t i v i d a d e
mental,
rial
uma
que
do
solicita
as
essas
faculdades
por
fibra,
E
novos
periodo
passivo
complacencias
periodo
substratum
(Luys)
(Liégeois),
intellectuaes
quebrando
individuo.
o
regiôes
vivisecçâo
quantos
no
directamente
supporta
verdadeira
sociar
fibra
e
no
a
sujeita o
graças
unidade
estados
as
isolal-as
psychologica
n â o apresentam
individuo
a
pode-se desas-
e moraes,
direito—esses
problemas
e,
mate-
novos
! Ora,
mais
no
odiosas
o u aos mais i m m u n d o s attentaclos; o r a ,
activo,
como
affirmam
os
Nancyanos
e
os dissidentes da S a l p é t r i è r e , f a z e m - n o d e p o s i t a r i o
de
s u g g e s t ô e s que e m m o m e n t o dado, corn u m a
precisâo
INTRODUCÇÂO
12
de
chronomet.ro,
mado,
com
tornal-o-âo
um
automatismo
de
inani-
homicida, envenenador, suicida
ou
perjuro.
Serve
se
de
é p i g r a p h e a este
E d m o n d Picard:
repose,
souffre,
là,
de
mange,
berto
« que
a
l'homme
célèbre
s agite
ou
travaille, qu'il pense,
qu'il soit libre
ou
prisonnier,—le
ao
lado
sans cesse et
do
le
phraou
dorme
le p r o t é g e a n t
Ora
estuclo
se
qu'il
Droit
est
dirigeant »
prisioneiro da cellula, e x c l a m a A l -
Bonjean, porque
n â o collocar o prisioneiro
da
intelligencia?
Escolhemos
investigado
por
da
commettido
thema
de
estudo o
capitulo
medicina légal da h y p n o s e :
em
mulher
sob
a
acçâo
o
da
mais
estupro
lethargia,
da catalepsia, do s o m n a m b u l i s m o e dos estados i n t e r m e diarios,
e,
o
que
occupar-nos-emos
por
encarece
dos
o
processos
esse m o t i v o s u b m e t t i d o s
N o Brazil o m o v i m e n t o
mo
é
completamente
latâes
é
rara.
netica
q u e se
N â o é,
interesse
à
que
nullo.
pois,
jâ
justiça
p r é ou
do
(
contra
4 2
estudo,
tem
sido
).
o
hypnotis-
M e s m o a visita dos
char-
de
mag-
temer
a
febre
seguiu â s s e s s ô e s de L é o n , H a n s e n
em
V i e n n a , na Suissa e na F r a n ç a , â s de D h o n t o u D o n a t o
em
Turim,
Milâo
e
em
alguns
cantôes
helveticos.
( ) Sob os pontos de vista medico-legal e juridico do hypnotismo
podemos citar e recommendar os seguintes autores :
A L B E R T B O N J E A N , L'hypnotisme, o. c., 1890.
42
J U L E S L I É G E O I S , De la suggestion,
etc. o. c ,
1889.
DR. GlULlO OAMPILI, / / grande ipnotismo, etc., o. c., 1S86.
DR. P A U L GARNIER, L'automatisme somnambulique devant les tribunaux, 1887.
D R . G I L L E S D E LA TOURETTE, L'hypnotisme, etc., o. c., 1SS6.
D R . VON LlLIENTHAL, Der Hypnotisants u. das Strafrecht, iSST. (Extrahido da Zeitschrift fur die gesammte Straj'redits- Wissensckaji)
DR. VON KRAFT EBING, dous arts, publicados in Der Oesterreiscliischeii
Aertztlicheji Vereinszeitung. (Nov., Dec. de 1887 e Jan.de iSS8)
BlNET et FÉRÉ, Hypnotisme et responsabilité, in Revue Seieutitîau •'
1885, o 3.
Pl'OLlESE, Rivista di Giurisprudenza, 1885, fascic. 111 e i v .
CHARPIGNON, Rapports du magnétisme avec la jurisprudence et ta m •',/..
cine légale, 1S60.
1
n
13
Si
tre
por
esse
lado
é
gistrados,
blema
e
digna
de
reparo
advogados
e
ou
ao
Feliz
este
ou
mesmo
assalta, p o r o u -
indifferença
ante
O
artigos
(
extrangeiro
dos
o grave
nenhum
4 3
).
maprolivro
5
Descuriosi-
dira
que
uma
tempo.
trabalho
converter
a
nos
actualidade :
raros
insipiencia ?
mal
medicos
da
experiencia,
outra
rante,
nenhum
psychologico
nenhuma
dade
lado
si c o n s e g u i r
um
instruir u m
igno-
incrédule
S. Paulo, Fevereiro—Agosto, 1895.
A. M,
( ) Conhecemos os seguintes :
D R . ViVEiROS DE CASTRO, Responsabilida.de criminal dos hypnotisados,
in 0 Direito, vol. LXIII, pag. 321-326, 1894.
1)R. BARROS GurMARÀES, arligo, in Revista da Faculdade de Direito
de Recife, vol. 1°, pag. 97.
SERRA PiXTO, artigos, in Revista Academica de S. Paulo, 1892.
D R . F. FERREIRA DlAS DTARTE, 0 hypnotismo no crime, in O Dircito,
vol. XEV, p. 481-488, 1S88.
,3
CAPITULO
O
Encetando
clevemos
tâo
é
o
estudo
manifestar
hypnotismo
desta
o
que
a
phenomenos,
nâo
precisar
evitaremos
estào
réserva
e
escola
de
Nancy
uma
e
a
capital,
cleante
discussâo
e processo
de
nâo
nos
intima
evolutivo
esclarecidos.
promessa
conveniente perguntar o que
a
embaraço
na
filiaçâo
encerra
é
confessar—que
surficientemente
que
que
a natureza do h y p n o t i s m o , —
entrar
cuja
questâo
nosso
complicado problema
abalançamos
e
o
que
I
a
ainda
Feita
essa
cumprir,
é o hypnotismo
da
de
sera
perante
Salpétrière.
I
Bernheim, chefe auctorisado e illustre da primeira
escola,
trina
resumindo
sustentada
primeira
«L état
num
por
proposiçâo
seus
da
q u i le
logiques,
ils p e u v e n t
dans
leur
d e s e t e a r t i V o s a clou-
companheiros,
synthèse
h y p n o t i q u e n'est
nomènes
sujets
Credo
pas
constituent
être
de
une
sont
affirma
suas
névrose,
naturels
obtenus
et
na
ideas : —
les
phé-
psycho-
chez b e a u c o u p
sommeil naturel » (
4 4
de
).
( ) O . c. J é em 1819 o padre Faria assimilava o somno htcido ou
somnainbtdisino ao somno natural : c Je ne puis concevoir comment l'espèce humaine fut assez bizarre pour aller chercher la cause de ce phénomène dans un bacptet, dans une volonté externe, dans un fluide magnétique, dans une chaleur animale et dans mille autres extravagances ridicules
de ce genre, tandis que cette espèce de sommeil est commune à toute la
nature humaine par les songes, et à tous les individus qui se lèvent, qui
marchent ou qui parlent en dormant » De la cause du sommeil lucide, etc.,
1819, tomo i ° , p. 40.
44
2
HYPNOTISMO
« Pour
l'école
notisme
est
de
un
physiologique:
Nancy,
fait
il
affirma
non
n'est
pas
pas
Liégeois,
l'hyp-
pathologique, ^ mais
une
névrose,
sommeil.
Bonjean
» ( ).
accrescenta:—«un
sommeil
distinct
sommeil
et
mais
un
4 5
du
ordinaire
conséquences » ( ).
A e s s a d o u t r i n a se
spécial
amenant
très
d'autres
4 6
Beaunis
de
( ),
Liège
( ),
4 8
e
escola
da
cot,
Luys,
Gilles
Paul
Richer,
Félix
Voisin
Richet
( ),
5 4
(
Tuckey
A
les
filiam,
Bremaud
4 7
4 7 a
la
Magnin,
(
5 2
),
Alfr.
),
( )
Salpétrière
de
entre outros, Liébeault,
4 9
é
Bottey
na
(
Delbœuf
representada por
Tourette,
Descourtis,
e
),
Inglaterra.
Brouardel
Dumontpallier
Binet
4 7 b
Ch.
(
5 1
),
( ),
5 0
Auguste
Bérilon
(
Féré
( ),
5 5
Char-
5 3
),
CharMesnet,
( ) O. c, introd., pag. I I I .
( ) O. c , pag. 12.
( ) L'expérimentation en psychologie par le sommeil provoqué, 1S85. Le
somnambulisme provoqué, 1887.
( a) Les différentes phases de f hypnotisme (Conférence faite au cercle
St-Simon, le 16 Janvier de 1884).— Société de Biologie, 26 Avril de 1884.
( /') Le magnétisme animal, étude critique et expérimentale sur l'hypnotisme ou sommeil nerveux provoqué chez les sujets sains, 1884.
( )
sommeil et les rêves, 18S5. De l'origine des effets cura tifs de
lJiypnotisme, 1887. Une visite a la Salpétrière, 1886. Artigos in Revue
Philosophique, 1885-86-87. L'hypnotisme devant les Chambres législatives
belges, 1892. La suggestion criminelle, in The Monist, t 11, n. 3, Abrii 1S92.
( ) Thérapewique psychique de C. Ll.OYD TrcKEY, trad. de .1. P.
45
4G
47
47
47
4S
49
DAVID,
1893.
( ) Varios relatorios publicados in Annales d'Hygiène et médecine légale, dos quaes o mais importante é o do processo Levy (Ann., 3* série
1879, t. 1, p. 49).
( ) Union Médicale, 1883. Gazette des Hôpitaux, 1882. Comptes-rendus
des séances et mémoires de la Société de biologie, 1882.
f ) Etudes sur l'hypnotisme et sur les suggestions chez les aliénés, 18S4.
De la thérapeutique suggestive chez les aliénés, 1886.
i
Du. E D G A E D BÉRlRLOX, Hypnotisme expérimental
la dualité cérébrale et F indépendance fonctionnelle des deux hémisphères cérébraux, com
prclacio do DR. DUMONTI'XLLIKR, 1884. O Dr. Bérillon é o director da
Revue de F hypnotisme expérimental et thérapeutique.
° L'homme et ! "intelligence, 1884 ; varios artigos in Revue scientifique
e outras.
i
Le magnétisme animal, y éd., 1890. La polarisation psychique, in
Revue Philosophique de L'rance et de l'Etranger i^director Th Ribot iS8s'
t. XIX.
'
60
51
1
M
4
5 5
y
CAPITULO I
Hack
fora
Tuke
de
(
5 6
). Chambard
(
França
Heidenhain
(
) , Paul
5 7
5 9
Janet
), Griïtzner
(
(
6 0
),
5 8
),
e
Ber-
ger ( ), Baiimler ( ), Schneider ( ), Preyer ( ) na
61
62
63
64
Allemanha, Tamburini, Seppili ( ), Morselli ( ),
65
Campili, Vizioli (
6 7
66
) na Italia, etc. Para F o n t a n e S é g a r d
a hypnose é um estado physiologico anormal, pathologico mesmo, produzido por manobras diversas que
exercem em gérai uma acçâo particularmente fatigante
sobre os orgâos sensiveis (FONTAN e SÉCXARD, Eléments de médecine suggestive, 1887).
O principio cardeal dessa doutrina é que o estado
hypnotico é uma névrose, um estado pathologico.
D'ahi a diversidade de definiçôes que (valha a verdade) relativamente poucos autores apresentam. Assim
ao passo que para Bernheim o hypnotismo é a provocaçâo
de
um
estado
psychico
especial
que
augmenta
a
suggestibilidade, — accrescentando mais adiante, que
para se realizar essa provocaçâo se faz mister o emprego de um agente psychico; para Charcot o hypnotismo é uma névrose expérimental, para Braid—um
( ) The Journal of mental science, trad. Jules Drouet, in Annales médicopsychologiques, 4' série, vol. V I , 1865. Hypnosis redivivus, in The Journal
of mental science, Jan. 1881. Sleep-walking and hypnotism, 1884.
( ) Du somnambulisme en général, th. de Paris, 1881.
( ) Séances et travaux de l'Académie des sciences morales et politiques,
t. CXX1I, 2' sérh., 1884. De la suggestion dans F état hypnotique, in Revue politique et littéraire, n.os de 26 Juillet, 2, 9, 16 Août 1884, 2' sém., t. XXXIV.
( ) II cosidetto magnetismo, etc., cit.
( ) HEIDENHAIN U. GEUETZNEE, Halbseitiger Hypnotismus, hypnotische
Aphasie, Farbenblindheit und Mangel des Temperaturismus bei Hypnotischen,
in Brest, àrtzl. Zeitschr., t. I I , 4, 1880.
( ) Hypnotische Zustdnde und ihre Genèse, in Bresl. àrztl. Zeitschrift,
t. 11, 10, 11, 12, 1880. — Experimentelle Katalepsie, in Deut. med.Wochenschrift, VI, 10, 1880. — Das Verhalten der Sinnesorgane, im hypnotischen
Zustande, in Bresl. àrtztl. Zeitschrift, t. I I , 7, 18S1.
( ) Der sogenannte ani?nalische Magnetismus oder Hypnotismus, Berlin, 1881.
( ) Die psych. Ursache der hypnot. Erschcin. Leipzig, 1880.
( ) Die Entdechung des Hypnotismus, Berlin, 1881. Die Kataplexie.
( ) Contribuzione allo studio sperimentale delFipnotismo, in Rivista sperimentale di freniatria e di medicina légale. 1881, t. I I I e 1882, t. I I I e IV.
(° ) Prof. E N E Ï C O MOESEELI, 77 magnetismo animale, la fascinazione e
gli stadi ipnotici.
( ) Del morbo ipnoiico (ipnotismo spontaneo, autonomo) e délie suggestions,1886.
3
56
67
58
59
60
61
62
63
64
65
6
fi7
iS
HYPNOTISMO
estado
particular
manobras
zme
especiaes;
névrose
compte
par
nervoso,
para
à
des différentes
divers
phases
dégrés,
plus
on f a i t passer
conjundo
voso,
de
determinado
les
estados
por
le sujet
les fonctions
vraie
normales
névrose,
e
— a v e c trois
lepsie,
ou
d'état
voso,
um
do systema
especiaes
menos
hyper
que
se
intelligencia;
quatre
para
particular
dâo
tado
tim somno
nerde
e outros
phenoe sobre
mais
estados
a
diversos
);
névrose
et pendant
un
lequel
de son existence
uma
outros
6 S
) ;
perturpor
nâo,
di-
com
o
individuo
p a r a H o f f m a n n — u m es-
para
Luys,
c'est
un
du système
artificielle
prédisposé,
(
peloproprio
externas
(
systema
exteriores
de
e
determinada
do
caracterisada
parecidos,
6 9
oumenospro-
impressôes
extra-physiologique
une
notion
cata; para
muscular
(nevro-psychose)
impressôes
périmental
pose
de
acompanhado
artificial
por
natural—e
sujet
une
de somnambulisme
o sentido
por
nevropathico
c'est
produite
léthargie,
artificial,
sobre
estados—uns
ou por
de
A l v a r e s é a provocaçâo
nervosa
somno
Char-
nei'veux,
catalepsia,
é tem somno
H. F
versos
système
de provocar
es thesia,
modificado
baçâo
dé grés
et enfin
determinado
nervoso,
; para
para M o n t ' A l v e r n e de Siqueira, escriptor
portuguez,
fundo,
ner-
artificielle
du
somnambulismo
anèsthesia,
Braid—
o mesmo escriptor mais tarde ajunta
suggestif,
A z a m , é um meio
tenant
accentuées
dada por
partictilares
manobras
en
; para Paulo Richer
R i c h e t — c ' e s t une perturbation
dans
por
ou moins
ligeiramente modifica a noçâo
um
un
determinado
Magnin e Dumontpallier—
expérimentale
lesquelles
que
do systema
que
l'on
pseudo-sommeil
le sujet
propre
en
ex-
nerveux
développe
que
expérience
et dît- monde
état
chez
l'on
im-
perd
extérieur
la
(
7 0
).
( ) IIypnotis?)io e suggestào, 1888.
08
( )
69
Cit. por
P.
G. M O R E A U , o.
c.
( ) A titulo de curiosidade transcrevemos a defîniçâo dada por Masoin
que é um verdadeiro labyrintho de idéas e intricada miscellanea de proposiçôes (ALVARES, op. c.). Eil-a : « Uma modificaçâo dynamica do systema
70
CAPITULO I
O
o
hypnotismo é
que
vamos
um
somno
19
ou
uma
névrose?
E'
investigar.
*
Por um abuso de linguagem, os homens de sciencia
tem
ampliado
v r a — somno,
morbidos
a
significaçâo
— dando
lethargicos,
enfermidade
natural,
séquentes
absorpçâo
Nâo
é
â
raro,
pathologia
na
estes
Si
dessa
accepçâo
affirmam
que
divergencia entre
meramente
nome
ora
as
a
varios
representam
encontrar
som.no
em
da
Mas
desordem
somno
os
o
hypnotismo
é
escolas,
assim n â o acontece.
hys-
Nancyanos
um
nesta
pois o s o m n o
do
somno,
questâo,
hypnotico
um
sympto-
hypnotisado.
Elles consideram o
somno
natural c o m o o resultado de uma. a u t o - s u g g e s t â o
descobrem
entre
d j f f e r e n ç a , salva,
e nâo
esse e s t a d o e o h y p n o t i c o , a
escreve
de
epileptico.
utilisassem
psychica
uma
tratados
opiaceo,
séria entendido, como traduzindo apenas
ma
estados
determinadas.
se
superficial,
pala-
effeitos con-
substancias
duas
da
symptomatisam
termos—somno
morphinico\
séria
de
verdade,
somno
a
que
ora
zerico,
quando
esse
adequada
menor
B e r n h e i m , esta unica
linha
d i v i s o r i a : o i n d i v i d u o q u e d o r m e , d o s o m n o n a t u r a l , so
esta e m r e l a ç â o c o m s i g o m e s m o ,
os
s o n h o s e as
ultima
idéa
que
r e c e b e d e si
s u g g e s t ô e s , é u m auto-hypnotisa
mesmo
do ;
p r é c è d e o s o m n o , as i m p r e s s ô e s
a
que
nervoso e particularmente do cerebro, ordinariamente provocada por im« pressôes externas ou meios especiaes; é uma especie de névrose expérimental de força a deprimir e abolir a vontade, diminuir e extinguir a
consciencia, augmentar ou enfraquecer os sentidos e perverter a acçâo
* muscular : é uma condiçâo segunda em que a personalidade se transmuda
« e se submette docilmente âs ordens e pensamentos do magnetisador ; é
c uma sorte de somno provocado (somnambulismo artificial, somno nervoso)
« durante o quai o individuo pode tornar-se um automato sem razâo, sem
«vontade, sem reminiscencia ; é uma especie de dissociaçào das diver« sas faculdades, uma ruptura do equilibrio normal, revelando-se pelo enfraquecimento das camadas mais altas do encephalo, o que deixa predominar
« as operaçôes das inferiores. »
HYPNOTISMO
20
os
nervos
sensitivos e sensoriaes c o n t i n u a m
m i t t i r ao seo c e r e b r o ,
as
incitaçôes
v i s c e r a s , as m o d i f i c a ç ô e s
tornam-se
o
pressôes
quanto
ponto
o hypnotisado
pensamento
continuam
de
de
das
cérébral,
imagens
adormece
e
etc.,
de
im-
fixando
o
seu
n a q u e l l e q u e o faz d o r m i r , os sens s e n t i d o s
a
estar
em
relaçâo
a possibilidade para
mento
provenientes
circulaçâo
partida
trans-
i n c o h é r e n t e s q u e c o n s t i t u e m os s o n h o s , e m que
d'onde
de
na
a
a imaginaçâo
e
o
com
este
o
de
hypnotisador,
pôr
auîomatismo
em
do
movi-
dormidor,
s u g g e r i r - l h e sonhos, de d i r i g i r os actos, c u j a p o n d e -
raçâo fugiu a uma vontade enfraquecida ou i m p o t e n t ^
O
hypnotisado,
scenta
como
abandonado
Bernheim,
qualquer
expontaneos,
vezes o
relaçâo
midor
dorme
de
dormidor
com
artificial,
ligeiramente
feitamente
é
um
voz
e
pode
se
que
lhe
de
sonhos
Algumas
ser
posto
assemelha ao
hypnotisado.
diz
accré-
passivamente
individuos.
entâo
adormecida,
uma
os
expontaneo
e
mesmo,
é susceptivel
todos
alguem,
si
tranquilla
nos,
como
a
Uma
Maudsley,
dor-
pessoa
ouve
seja familiar
e
em
per-
respon-
d e r â , sem accordar-se.
E Bernheim continua repisando
essas c o n s i d e r a ç ô e s
confirmando-as
dos
nomes
factos por
Ora,
( ),
do
do
que
do
que
penetrar
o
o
que
abalado
e
mais
sens m y s t e r i o s
citaçâo
e
com
quai
facil,
nada
e
variadas
a
diz
Méric
mais
difficil
dar-lhes
as
sua
uma
hypothèses.
o somno é uma funcçâo particular
por
uma
particulares ( ~). Friedlender
7
Noizet
somno
somno,
satisfactoria. S â o
julga
cerebro
os
a
observados.
consiste
reconhecer
com
Delbœuf,
physiologica ? Nada
que
explicaçâo
Cabanis
Hansen,
elle p r o p r i o
em
explicaçâo
7 1
de
e
série
de
movimentos
define-o c o m o a
funcçâo
( ) F.LIK MÉKie, Le merveilleux et la science; Etudes sur l'hi/pnotisme,
i ) î l e sommeil n'est point un état purement passif, c'est une fonction
« particulière du cerveau qui n'a lieu qu'autant que, dans cet organe, il
n
72
CAPÎTULO I
21
de u m o r g a m especial cuja polaridade p r o d u z u m a polaridade
a d y n â m i c a da intuiçâo interior.
aquelle
tidos,
estado
das
abolicâo
gundo
é
dos
das
a
cessaçâo
musculos
faculdades
Maine
de
philosophico,
da
da
acçâo
gans
que
in
somno
salienta
natural,
e
que
para
que
no
um
em
dr.
siologîco
sentidos
tencia
somno
suspensâo
fazer
do
relevos
o
e
dos
Se-
sob
o
momentanea
Hippocrates,
capitaes
do
somno
homem adormecido
si m e s m o
o
mundo
e
sem
como
commu-
externo. Jouffroy,
um
em
uma
trabalho
Biran,
aima vela,
aquelle
o
nervosa sob
um
relativo que
gérai,
e
parte
distincto
o
de
nâo
cerebro
acçâo
para
es-
a
con-
caracteristico
phy-
inteiro.
aponta,
somno,
como
entorpecimento
movimentos
actos
repouso
conservar
organismo
dos
a
dissipando
uma funcçâo
nervoso
um
Régnard
do
a
Approximando-se do
accordal-o,
é
systema
de
e
passageiro.
apparente:
servaçâo
O
com
dado
particular, de
pecial,
o
emquanto o corpo adormece,
o
sen-
â vontade,
vergunt—de
de
somno Cerise v ê
impede
dos
na o b s e r v a ç â o feita sobre M a i n e de
tempo
repouso
estuda
a
dos
dentro
entorpecimento
No
é
intra
apparente
incorre
pensa
que
apresenta-nos
encerrado
nicaçâo
submettidos
sâo submettidos.
Longet
que
funcçôes
v o n t a d e o u da f o r ç a m o t o r a sobre os or-
lhe
—motus
Broussais
intellectuaes e affectivas.
Biran
objectivo
das
Para
reflexos e
voluntarios,
de
todos
com
os
persis-
automaticos.
« s'établit une série de mouvements particuliers; et leur cessation ramène
« la veille où les causes extérieures du réveil se produisent immédiatement.
« Dans l'état sain le sommeil ne répare pas les forces seulement par le
« repos complet qu'il procure à certains organes et par la diminution de
« l'activité de tous: c'est surtout en transmettant du centre cérébral à toutes
« les parties du système une nouvelle provision d'excitabilité qu'il produit
« ses effets salutaires. Le sommeil, mettant le cerveau dans un état actif, il
« s'ensuit que sa repétition trop fréquente, son excessive prolongation doi« vent énerver cet organe, comme le fait toute autre fonction quelconque
« à l'égard de celui ou de ceux qui lui sont propres, lorsque sa durée ou
« son énergie va au delà des forces qui doivent l'exécuter. »
22
Exaggerae
esse
estado
normal
e
achar-vos-eis
d e a n t e d a n é v r o s e q u e se c h a m a o s o m n o p r o v o c a d o :
somno
â
que
se
estende
c o n c e p ç â o ; sonho
dificar
pela
apenas
que
os
suggestâo;
percepçâo
assistentes
automatismo
parte
do
e
nâo
podem
mo-
dependente
aniquillaçâo
de
minancia da
D e posse
medulla espinal ( ) .
dos dados do p r o b l e m a ,
sua
uma
â
cerebro
e
da
da
predo-
7 3
passemos
â
soluçâo.
Em
primeiro
logar
auto-suggestâo
(
vezes,
pela
vencido
7 4
).
o
somno
E'
facto
fadiga,
empreguemos
a
ter
desse estado.
a invasâo
mais
juga
indomavelmente
e
esforços
os
E
mais
para
ainda.
commum
vontade
A
sâo
baldadas
facto do
uma
muitas
embora
para
necessidade
combanos
sub-
as
resoluçôes
silencio, da
escuridâo,
combatel-a (
O
que
adormecemos,
energica
e
natural n â o é
7 5
).
de
ruidos monotonos p r o d u z i r e m o estado lethargico,
ao
passo
somno
e
que
em
natural ; o
seguir
outras
caso
suggestôes
lethargia
morbidas
e
do
da
circumstancias
de
de
o
Maury, dormindo, receber
sonhos
(
somnambulismo
somniaçâo
geram
7 6
) ; a existencia
como
da
modificaçôes
physiologica—parecem
na
verdade justificar a pretendida analogia entre o somno
expontaneo
e
a
hypnose
Mas — admittindo
contrem
da
duas
das
provocada.
que
no
phases
hypnose, admittindo que
identidade
onde
phase
a catalepsia?
do
Liébeault
(
(
(
todo
(
73
74
75
70
entre
uns
E
e
a
somno
do
natural
processo
hypnotismo é t â o grande,
distingue
os
diversos
absoluta
phenomenos
importancia
desta
que
graus
en-
evolutivo
haja perfeita e
outros
se
—
ultima
o
proprio
de
somno
) Les maladies endémiques de f esprit. Sommeil et somnambulisme.
) Sobre suggestâo, vide mais adiante, capitulo i v .
) Para evitar continuas citaçôes, diremos que este capitulo é quasi
resumido de ALVARES, O. C.
) A. M A U R Y , L,e sommeil et les rêves,
éd., 1S65.
CAPITULO I
provocado
e
em—estado
estados
fundo,
levé,
com
muito
somnambulico
provoque uma
um
despertar
e
n â o ao
logo
periodo
âs
sô;
suggestôes
cumstancia
cebidas
E
Essa
somno.
7 7
).
Xem
se
appareça, porque
Portante,
se
brus-
rigidez corresponde
de
affirma
durante
que
cazmente
para
actos,
com
a
rante
a
raçâo
benefica. (
ser
as
seja
essa
dos
muito
ao
H.
F
natural.
somnambulos
embora
sensaçôes
a
reparaçâo
). Como
obedece
a
cir-
sonhos,
em
e impressôes
re-
acceita,
somniaçâo
das
todos
concorre
forças
perdidas
vigilia : o seu effeito é, p o r inteiro,
7 8
na-
normal.
opiniâo
ultima
e
dê-se
provocados
somniaçâo
que
a
somno
d o r m i d o r sujeita-se
poderem
logica
conhecem
do
excepçâo
outro
de
qualquer
algum
â
nenhum
connexâo
pro-
catalepsia h y p n o t i c a n â o t e m o seu h o m o -
nâo é
turaes,
somno
somnambulico
profundo) (
phenomeno
individuo.
a
E
levé,
rigidez cataleptoide, accordando
Alvares,
em
(somno
(somnolencia)
profundo, somno
diga que semelhante
camente
catalepiico
catalcpsia
somno
somno
nâo
23
sustentar
que
de
esses
reeffïdu-
repames-
mos resultados tonicos d e c o r r e m do somno provocado,
( ) Classification des dégrés du sommeil provoqué, in Revue de C hypnotisme,
Janeiro 1887.
( ) « Ce qui est certain, c'est que pendant le sommeil le volume d'oxygène absorbé l'emporte sur le volume d'acide carbonique exhalé, dans une
proportion qui peut être assez élevée, tandis (pie dans l'état de veille le
rapport peut être renversé, surtout pendant la période du travail musculaire. D'où il ressort que pendant le sommeil l'assimilation domine la désassimilation, tandis que pendant la veille la désassimilation domine l'assimilation. La période du sommeil répondrait donc d'une part à une sorte
d'encombrement des produits de l'action nerveuse, et, d'autre part, à un
approvisionnement d'oxygène (générateur des oxydations, c'est-à-dire de la
force) pour la période diurne qui suivra. » J. BÉCLARD, Traité élémentaire
de physiologie, vol. 11, § 381, 8 ediçào, 1886. « C'est pendant le sommeil
que la partie principale de la nutrition des tissus s'opère et que le renouvellement de leurs pouvoirs actifs s'accomplit. C'est pour cela que nous
éprouvons un sentiment de bien-être, en sentant notre vigueur renouvellée
après ce repos absolu; ce qui est dû, en grande partie, à la nutrition et à
la réparation de notre système musculaire. » J. 0. DALTON, Physiologie et
hygiène des écoles, des collèges et des familles, trad. E. Acosta.
77
7S
a
2
HYPNOTISMO
4
quando
geralmente em
seguida a u m a
o sujet
sente-se p r e d i s p o s t o
para
o
por u m a irresistivel tendencia ?
O estado lethargico observado
taneo,
logo que
maior
que
o
se
somno
no
prolongue por
hypnotisaçâo,
normal,
somno
espaço
habituai, symptomatisa
expon-
de t e m p o
sempre
uma
c o n d i ç â o p a t h o l o g i c a o u u m d e s a r r a n j o q u a l q u e r d o systema
nervoso
central (doença
do
somno,
da
Guiné,
e
h y p n o s i a dos convalescentes e a n e m i c o s ) . — O
o
chloroformio,
ceo,
os
se
a
é
(por
sua
actividade
pouco
assim
pois
e
o
a
exprime
somno
tempo
allucinaçôes,
consciencia
se
affasta
as
impressOes
Quem
do
nâo
identidade
entre
somnambulico,
pessoas,
embora)
a
sem
esses
sujeita-se
âs
que
o
lhe
em
procedem
conhece
essa
e
do
ou
résiste
que
impôem.
somno
a sua
exterior
discute,
impressôes
se
abandona,
conserva
conversa,
mergulhado
mundo
que
chloroformico,
psychica,
âs suggestôes
individuo
o
provocada.
os f a c t o s e as
rodeiam
or-
apontadas.
contracturas,
inferir a
e a hypnose
aprecia
provocada
acima
hypnotisado, no estado
ainda
no
possivel produzir durante
alcoolica e o
d'ahi possamos
O
hypnose
que
anormalidades
exacto que a suggestibilidade acompanha
embriaguez
estados
as
activos desenvolvem
n o r m a l paralysias,
tambem
que
alcoolico,
pathologicas
é exacto
somno
é
victimado,
condiçôes
E
e
seus p r i n c i p i o s
ganismo
as
o alcool manifestam pelo somno opia-
chloroformico
que
opio,
o
Nâo
natural,
personalidade
n â o percebe
mais
m u n d o real.
successâo
estonteante
de i d e a s a m o r p h a s , p r o t e i f o r m e s , fluctuantes, versateis,
extravagantes
que
se
d i s s i p a m , se
do
raio,
se
dâ em
deste
com
sâo
no
somno
n a t u r a l se p r o d u z e m e
isolam e confundem, c o m
a fragilidade do
relaçâo
ao
encadeadas
a
rapidez
vidro ? T a l facto
hypnotisado.
e logicas:
As
si h a
nâo
concepçôes
uma
idéa
25
suggerida,
ella,
as
faculdades
deduzem
incutida,
e
as
que
leva em
sado
consequencias
formam
suggestionador
a
dirige
mira,
poupe,
nem
força
ao
resultado
va,
em
consequencia,
a
mas
se
dominante.
outras
A
ou
ultimo
que
as
da
natural, e
hypnotiche-
consideraçâo
sujet
â
pro-
adapta
idéa
sug-
com
o
pensamento
da
tarde
ordem
desdo-
personalidade
e
exporemos.
externa
entorpecimento
7 9
o
que
dos
soffre
o
sentidos
e
) , o m o d o p o r q u e e l l e s se
a sua impassibilidade i n d i f f é r e n t e no accei-
maiores
resistencia
do
o
ponto
para
facto, resultam
mais
das faculdades superiores (
tar
o
suggestionador
harmonia
tresdobramento
sequestraçâo
accordam,
o
psychica
de
Deste
alteraçôes
dormidor
que
o
nâo domine
Esta
mater
desde
que
a
c o n s c i e n c i a e a v o n t a d e n â o se e x t i n g u e m ,
pervertem
bramento
astucia
que
que
E
idéa
actividade para
suggerido.
actividade
gerida : a
essa
adaptam-se
dessa
concepçâo.
n â o ha
gar
apenas
psychicas
(
8 0
extravagancias
), — nâo
se
sem
u m vislumbre de
coadunam
absolutamente
( ) « Le sommeil est l'acte qui établit avec le plus de netteté, la séparation des deux ordres de système nerveux. En effet, les fonctions qui
s'accomplissent sous l'influence du nerf grand-sympathique, n'ont ni cesse
ni repos : elles représentent, pour ainsi dire, le mouvement perpétuel de
la machine animale. La circulation, la respiration, les sécrétions, etc., ne
subissent aucun temps d'arrêt depuis la naissance jusqu'à la mort. Le
système nerveux du grand-sympathique est comme une sentinelle immuable,
qu'on ne relève jamais ; mais le système nerveux central qui préside aux
fonctions de la conscience, de la volonté et des sens, se repose par intervalles. Le sommeil est l'état de repos du système nerveux central, c'està-dire du cerveau avec permanence de l'exercice du système nerveux ganglionnaire. » LOUIS FlGUIEB, Connais-toi toi-même, 2 éd.. 1879.
( ) Essa é a regra gérai. Ha, porém, excepçôes : « La volonté jouet-elle un rôle dans le sommeil? Elle l'est bien à l'état de veille sous l'empire de l'imagination qui nous enchaîne ; sous celui de la colère, de la
passion. Mais i l est incontestable qu'elle veille aussi pendant le sommeil
des autres facultés.... Le cauchemar, qu'il soit provoqué par une réplétion d'estomac, une position anormale, par une gêne de la circulation du
sang, causes plus ordinaires du phénomène, ou qu'il procède d'une autre
origine, n'est-il pas une lutte de la volonté contre l'imagination en délire ? » H Y A C . KuBOEN, Cours d'hygiène générale et pédagogique, 1891.
4
79
a
80
26
HYPNOTISMO
com
os
as
relaçôes
seres
e
as
hyperagudeza
perversâo
com
a attitude
processos
que
da
duraçâo
o
mantem
cercam,
com
a
com
ou
e
da
menos
finalmente
esse p r o p r i o c u n h o
de
se
despertal-o,
das
somno
de
suggestôes
com
elevada suggestibilidade
que
qualquer
natural
a
em
f u n d a m e n t o das
possibilidade
estado
de
allegaçôes
transmudar
hypnotico, porque
uma justissima d e d u c ç â o , obrigar-nos-iam a
a identidade entre o primeiro estado
r o f o r m i c o : na
pela
verdade
chloroformisaçâo
gulhado
As
em
suggestôes
lizam
este
pode
operada
durante
seguir-se
num
dividem-se,
ximaçâo
ou
no
sera
quando
se
nos
crer
a
depois
da
possivel
de
de
entre
a
em
phenomenos
reao
suggerida
recebido
Nenhuma
dois
uma
variadas
que
ef-
appro-
phenomenos
esteja
dessas
da
amnesia
e
a
da
dormir
suggestôes
vida s ô ou
lagrimas ou entre
da
se
s u g g e s t â o p o s t - h y p n o t i c a : custa-
effeito
mais
os
em
Quai
idéa
tivesse
de testemunhas, calado o u conversando
posterior
mer-
veremos,
segundo
vigiliar
effectivamente,
circumstancias
debulhado
aquelle,
hypnotisaçâo.
normal, que
estado
trata
leva
chlo-
individuo
como
e post-hypnoticas,
o somno
fectividade
por
confessar
e o somno
facto scientificamente averiguado, de
durante
e
o
somniaçâo normal.
intra-hypnoticas
os
e
dominam, e emfim
invoque para
combatemos
quem
(com
estado.
Nem
que
sua
consciencia,
t â o alto grau—jamais—se encontra e m
outro
a
independente
que conserva deante
e
ante
persistencia
vontade
especiaes usados para
mais
o assaltam
em
hypnotisado
sensorial,
os
que
o
cousas
embora)
com
pouca
que
nas
rodeado
rasoavelmente,
risos. A i n d a
mais:
reviviscencia
hypnotisaçâo nâo encontram homologos
s o m n i a ç â o n a t u r a l . E p o r q u e , si, c o m o
natureza é identica e analogas
em
na
a l l e g a m , a sua
as s u a s m a n i f e s t a ç ô e s ?
CAPITULO I
Répugna
sonhos
e
sonho,
ainda
as
â
verdade
entre
os
provocadas.
O
) , consiste essencialmente
na
allucinaçôes
diz M a x S i m o n (
8 1
a
2/
e
assimilaçâo
illusôes
p r o d u c ç â o de i m a g e n s cerebraes, das quaes o
conserva
cisa.
O
ao
unico meio
senvolver
brota,
tôes
a
despertar
é
o
em
q u e os n a n c y a n o s
como
o
no
Como
post-hypnoticas
lembrança
que
somno :
desapparece.
ainda :
uma
que
pois
se
ou
pré-
pode
de-
em
que
logar
explicar
as
sugges-
se r e a l i z a m , a p ô s o p e r i o d o
dâo o nome
explicar
vaga
sonho
mesmo
individuo
a
de
somno ? E
suggestâo
em
mais
estado
de
vigilia ?
E
sâo
poderiamos
as
mais
a c c r e s c e n t a r : as
das
vezes
extravagantemente
têm
de
nitidez,
d i s s i p a m - n as
allucinaçôes
do
panhadas
de
sua
e
força
tensidade
Haverâ
entre
a
ou
sonho
menos
)—as percepçôes
de
modificam-n as,
certa
ao
nada
intensidade
passo
que
as
hypnotisado s â o muitas vezes acom-
hyperagudeza
suggestâo
relaçôes
hypnose
(
8 2
impressôes
intensidade
da
do
i n c o h é r e n t e s e mais ou
reunidas
as
imagens
de
sensorial
e
correspondem
(
8 3
â
força
e a
e in-
).
semelhança
provocada
psychica
e
a
rêverie
ou
identidade
?
( ) Le monde des rêves, 2& éd., 1888.
( ) « L'engourdissement complet des organes des sens lui a enlevé la
conscience du monde extérieur, et i l attribue aux images de la mémoire
la réalité des objets qu'elles représentent. Le rêve peut être considéré comme
un réveil partiel dans lequel les images apparaissent dans la partie du cerveau
qui ne dort pas. Ces images, le plus souvent incohérentes et plus au inoins
bizarrement associées, sont au travail de la pensée ce que sont les convulsions
aux mouvements coordonnés de la locomotion, s J. BÉCLAED, o. e loc. c.
( ) Para provar a analogia que affirma existir entre o sonho e o
somnambulismo, Delbceuf cita o facto de um somnambulo sonhar que obedece a uma suggestâo, sem obedecer a ella na realidade. » Dando-se este
phenomeno no caso em que a suggestâo nâo foi feita com sufficiente força,
deixa isto ver que a manifestaçâo somnambolica é mais alguma coisa do
que a simples concepçâo, um simples sonho ; nas suggestôes fracas, o sonho
da obediencia ; nas fortes, a obediencia real. A conclusâo, deduzida por
Delbceuf da sua observaçâo, équivale â affirmaçâo de que um individuo,
que sonha estar executando um acto, sonha egualmente durante a sua execuçâo real. O que é evidentemente pouco racional. No cuinpriinento da sug81
82
8S
28
HYPNOTISMO
Ainda
o
agora
individuo
e as
virtude
monia
da
de
tem
uma
força
campo
com
E
a
de
attençâo
da
realidade.
para
terminar a
e
xar
lado
de
somno
na
adiante
e
hege-
o impressiona,
tem
deixar
ver
o
translademos
uma
contraste
nancyano
phrase
de
c o n f i s s â o dos seus erros: « D é sendo
somno
p r o v o c a d o é res-
a significaçâo deste vocabulo, é dei-
que
de
mais
hypnotismo
pela
em
predominam
a suggestâo
se
Si assim fosse,
pode
gerar....» (
8 4
).
i r r e m e d i a v e l erro da escola de N a n c y
preponderancia
influencias
proximos,
numerosos phenomenos que independem
grande, o
esta
n â o d â : os
illudem—porque
sem
como
muito,
se
seres
refutaçâo do systema
é uma
finir a hypnose
concentra.
vigilia, mas
o
Bernheim,
que
se
maior do que em
consciencia
a
impressôes
degeneram em illusôes,
percepçâo ; tudo
imagens
tringir,
se
rêverie
as
que
dos
Na
psychica produzida
que
O
em
percepçâo
permittam-nos
dô
entre
concepçôes
perversâo
semelhantes
no
impôe.
o contraste
essas p e r c e p ç ô e s
uma
se
o h y p n o t i s a d o , esse p h e n o m e n o
seus sentidos
mas
negativa
percebe
desattendidas
Com
a
ordem
descabida
psychica.
detalhadamente
concrétisa,
si a p e n a s
se
que
outorga
Para
ella,
veremos,
résume
na
a idéa do somno
tudo
âs
como
em
suggestâo.
produzisse
a phenomenologia hypnotica, como explicar que a idéa
do
somno
animaes
intervenha na
inferiores ? (
4 8 a
).
producçâo
da
hypnose
em
O frango é hypnotisado por
quando gestâo post-hypnolica, o individuo entra no estado em que se achou,
se fez a suggestâo, isto é, tem no fim do prazo marcado uma reminiscencia,
um reapparecimento da influencia hypnotica». AT.YARKK, o. e loc. c.
( ) Revue de F Hypnotisme, Février 1S87.
( fl) Accrescente-se : Assim como militas vezes apparecem no homem,
phenomenos de rigidez cataleptica, em seguida a uma emoçào violenta (casos
de Tissot, de Tulpius, Ursulinas de Loudun, segundo La Menardy, e convulsionarios do cemiterio de Saint-Médard, segundo Carré de Montgeron, factos
de Puel, Vieussins, Cordan, Boudin, Abbé, etc.),—assim tambem o terror,
uma impressào subita e viva determinam nos animaes a cataplexia assi<>-alada por Preyer.
8t
84
n
CAPITCLO I
meio
29
de u m m o v i m e n t o de r o t a ç â o consecutivo â col-
locaçâo da cabeça sob as azas; o gallo com a collocaçâo
do dedo em frente ao bico, a gallinha pelo decubito
dorsal, por alguns minutos ; apparece a cataplexia na
ran, comprimida pelo dedo pollegar posto no ventre
e os outros dedos ao longo da columna vertébral ; o
brilho dos olhos do câo, do gato, da serpente fascina
um passaro, e outros animaes ( ). Serâo admissiveis
85
nestes casos a idéa da somniaçâo e influxo puramente psychico ?
II
Para a escola da Salpétrière, a hypnose provocada
apresenta a configuraçâo scientifica de uma névrose
expérimental.
( Em 1636 o padre Athanasius Kircher tomava um gallo e collocava-o
com o bico apoiado sobre uma meza ; depois, partindo do bico do animal
traçava um risco a giz e para este o olhar do gallo convergia immediatamente. O animal ficava inerte e nào se movia, a despeito de todos os excitantes como o fogo, etc. Regnard immobilisava um gallo de Bentham collocando a ponta do dedo ao nivel do bico ; cataplcxiava (perdoem-nos o
neologismo) frangos tomando-os de sopetâo e acto continuo pondo-os em
decubito dorsal sobre uma meza. Com o pardal se realiza o mesmo facto,
sobretudo si se Ihe prende a cabeça debaixo cia aza. Ainda identico methodo surte effeito em relaçâo aos porquinhos da India, especialmente as
femeas ; ainda se produz nesses animaes a cataplexia, pela fixaçâo do olhar
sobre um objecto brilhante. Em 1873 Czermac obteve resultado analogo
ao de Kircher, sem ligaduras e sem o risco de giz traçado no solo : bastava
immobilisar por algum tempo o animal, estendendo de manso o pescoço
e a cabeça sobre o abdomen. Conseguiu effeitos identicos com passaros,
salamandras, coelhos, caranguejos, pela simples fixaçâo de um objecto, dedo,
phosphoro, collocados deante de seus olhos. Podemos approximar desses
factos a contractura dos tirions quando agarrados, os effeitos do raio,
a paralysia dévida ao terror, o estupor dos animaes feridos por arma de
fogo : sâo devidos â excitaçào dos apparelhos moderadores da innervaçào
central por uma impressâo tactil de alguma intensidade. Em 1828, o hungaro Constantino Balassa desccbrio um novo systema para ferrar cavallos:
olhava-os com fixidez, e estes recuando, levantando a cabeça, enrijando a
columna cervical, nâo se moviam, mesmo que troasse aos seus ouvidos um
tiro de espingarda ; amansava-os igualmente mediante a fricçâo suave com a
mâo e em cruz sobre a fronte e os olhos. Em 1839 o dr. Wilson confirmava suas observaçôes e produzia esse estado, que elle denomina trancc,
em animaes do Jardim Zoologico de Londres. Em 1881, Beard, em Boston,
estudando esses phenomenos de trance ou trancoidaes, demonstrou que
podiam ser obtidos pelo medo, pela luz viva, por passes, pela musica, pela
fixaçâo do olhar (MoREAU e B E R N H E I M , O. C ) .
8E,X
30
E'
um
systema
em
estado
nervoso, uma
desenvolve
nomenos
reno
que
â vontade
que
a
soffrem
çôes
graças
dos
morbidas
e
debilidade
apparelhos
pinal.
O
hypnotico,
menos
u m individuo,
rebraes
tem
por
c o n j u n c t o de
naes dos
que
a
O
gem
verie.
rêverie;
mais
E
que
mera
das
ou menos
um
funcgraves
cerebro-es-
doente,
e
como
ponto
é
pelo
dos
perturbaçâo
nâo é
um
somno
e
partida
e
funccio-
affasta-se
).
nem
mais
do
uma
8 6
sentidos, de
nervosa de
sonho,
normal
sonho : — é
de
dynamicas
manifestaçâo (
uma
do
o
anormalidades
gérai
sensibilidade e
independe
do
nevropathas,
innervaçâo
é
ter-
c u j o d e s e q u i l i b r i o d o s a c t o s ce-
da
hypnotismo é
Partecipa
nâo
origem
é
somatica.
da
perturbaçôes
orgâos
hypnose
si
que
phe-
encontram
em
organicas e â p e r v e r s ô e s mais
intensas
um
pseudo-somno
apresenta
â
do
évolue
hypnotisador. Os
psychopathas,
alteraçôes
determinadas,
artificial que
um
do
hypnose
predilecto em
extra-physiologico
névrose
organismos predispostos,
se
e
expérimental
do
ori-
uma
rê-
que
somno
a
normal
nevro-psychose
ex-
p é r i m e n t a l , salvo quando n â o o acompanha a suggestibilidade,
névrose
porque
entâo
expérimental.
reveste
os
c a r a c t è r e s de u m a
N o p r i m e i r o caso
é u m nevro-psychotico
um nevrotico ( ).
no
o hypnotico
segundo, é simplesmente
8 7
Entre
ciada
os
tendencia
hypnotico
Hack
Tuke
ximaçâo
a
discipulos de
para
Charcot
estabelecer
e o alienado
(
8 8
).
s
muito
parallelo
pronunentre
Anteriormente a
o
elles,
t i n h a sido i m p r e s s i o n a d o p o r essa a p p r o -
e n t r e os dois estados.
Ouerendo
a n a l o g i a e n t r e elles, a m r m a v a
v"
ha
aquelle
demonstrar
autor:
«por
MESNET, O. C.
( ) E' a opiniào de AEYARICK, O. C.
Sobre as affinidades entre o estado hypnotico, o extase e a epilepsia
vide M A U P S L E Y , Pathologie de l'esprit, 1883, trad. GERMONT, cap. 2°
87
CAPITULO I
mais
absurda
viduo,
prio,
este
tirar
portanto,
sada
a
seja- a
incapaz
de
ao
em
si p r o -
o
absurdo,
e
irresistivelmente impellido
vontade,
intimas que
se
exteriorisam, fazendo
se
desenvolvem
da
capricho
do
enlaçam
lirantes,
allucinaçôes
e
ver
que
paraly-
morbidos
se
e,
alguns
j.
geram
como
salientes
psychoses;
ao
concepçôes
dé-
allucinaçôes
visce-
affirmam
escola
da
revestidas
hypnotisados
os m a i s
das
hereticos
irresistiveis
a
8 9
phenomenos
nos
sensoriaes,
illusôes
e
os
e,
pathologia mental claramente
hypnotisador,
Nancy
achando-se
experimentalmente
anormaes
simples
passada
com a s u g g e s t â o , é alienado (
h y p n o t i s m o aos
elementos
experiencia
indi-
reconhecer
accordar
impulsôes
concentrar-se
sua
do
de
feita
da
relaçOes
raes,
suggestâo
vantagem
de
As
é
sua
actuar
que
da
da
a
Salpétrière,
forma
de
sug-
gestôes.
O
estado
c o s t e i a as
somnambolico
fronteiras da
é
o
que
mais
de
perto
a l i e n a ç â o m e n t a l . L u y s insiste
m a g i s t r a l m e n t e s o b r e as a n a l o g i a s q u e s u r g e m e n t r e o
somnambulo
tranquilla.
lucido
U m
e
e
o
outro
doente
de
paralysia
sâo victimas
de
gérai
identica
in-
consciencia d o m e i o a m b i e n t e e de sua s i t u a ç â o . U m e
outro
é
a
se
abdicaçâo
razâo,
e
passiva
a
abandonam
guia
âs
da
da
mais
uma extranha
a
essa c r e d u l i d a d e a b s o l u t a
duvida
especulativa
certeza, — e que
absurdas
(
é a
9 0
), criterio
da
acquiescencia
inverdades; e m que,
graças
faculdades,
a pa-
lavra do experimentador imprime no espirito do
som-
nambulo
assim
a
feiçâo
c o m o as
leptico
artistica
nas
m a l l e a b i l i d a d e das
que
e
attitude
que
entende
suas
mâos
moldam o
corpo do
posiçôes
mais
clownescas
ou
que inspira a estatuaria.
A
essa
na
89
90
I L T A I N E , cit. por
DELBCEUF, o. c'., pag.
99.
cata-
postura
credulidade
( ) Journal of mental Science, traducçâo de JURES DROUET, in Annales médico-psychologiques, 4- série, vol. IV 1865.
( )
melhor,
HYPNOTISMO
32
absoluta
que
acceita
credividade.
A s s i m incuta-se
e l l e se
mendigo,
em
carroceiro,
mente,
com
f u n d e os
voz
no
transformou
em
de
em
ama
serpente,
de
em
passividade
imaginario,
escrevendo
o
leite,
soldado, em
medico,
e
eil-o
chicote,
e
um
a
que
bébé,
de
con-
dando
obulo,
receita
pedindo
immediata-
convicçâo
m a r c h a n d o ao lado
uma
que
gênerai,
implorando um
châo,
nome
em
incredulos, acariciando
commando,
o
somnambulo
advogado, — e
do-se p e l o
dindo
discutir—dâ-se
a n i m o de u m
em
em
uma
sem
a
arrastan-
um batalhâo
ingenua,
absolviçâo
sacudo
seu
constituinte
Essas s u g g e s t ô e s
germinam
dâo
mudança
no hypnotisado,
incriveis:
Em
do
a
substractum
medicina
de
personalidade
com um vigor
desappareceu
moronamento
tentava.
de
e
prompti-
consciencia pelo
organico
mental
sâo
que
ofem a l t a m e n t e
tas
collocado,—outro em
perturbaçôes
bloco
de
qualquer
dade
cem
pedra,
animal (
organica,
nos
sensitivas
em
9 1
nhecida,—nos
Sâo
affectiva e
essas
persona-
semiida
em
alteraçôes
intellectual,
como
sus-
a
cer-
transformado em
locomotiva,
).
alienados,
julga-se
a
fréquentes
curiosas extravagancias : u m julga-se q u a l q u e r
des-
effeitos
de
arvore,
da
em
personali-
que
appare-
causa
desco-
hypnotisados, como resultados da
sug-
gestâo.
O
somnambulo
poliados
sâo
da
credulos,
domina,
nada
quanto
ambos
deixando
das
e
o paralytico tranquillo
expontaneidade
â exaltaçâo
amnesicos,
livre
actividades
de
o
campo
automaticas
da
memoria
foram
seus actos ;
a
es-
ambos
inconsciencia
â
acçào
desorde-
do cerebro.
e
da
os
Ainda
imaginaçào,
( ) MlCHKA, Annales médico-psychologiques, 1856, pag. 2 e se"-. C
IÏKBRK, Traité pratique des maladies mentales, 1S90.
91
1
CAPITULO I
uma
super-actividade
siologica,
faz
uma
brilho
desusado
gens,
de
Parece
a
que
a
teremos
de
outras
dar
mente,
la
priada
e
uma
das
liçôes
nomenos
identicos
repetia,
ras
da
gedia
tudo
expor.
uma
durante
accessos
Phedra,
de
apenas
italiano
que
no
allemâo
sem
ter
repetir
de
parte
provar
os
estados
mania,
tendo
uma
apprendido
essa
a
identidade
provocadas
realizar
veitosamente
sera
Egualmente
a
phrase
de
do
da
conclure
sob
ouvido
o
Hack
que
l'autre
considère
au
de
do
lingua,
artificiel, sont
de
l'illusion
vue
ou
de
de
cirintei-
essa
de
traum
fallava
mas
pro-
afim
de
psychologicas
séria preciso
o
«Je m e
états
se
Como mul-
que
proalém?
perturbaçôes
se
justifica
crois
de
para
mais
paginas
alienado,
deux
que
molestia
algumas
Tuke:
ces
point
( ) O. c , pag. 434.
92
e
em
facto
o p o n t o de vista das
hypnotico
spontané,
contrôle,
explicado
phe-
estancias
das m a n i f e s t a ç ô e s
estudar desde j â
apro-
carniceiro
ordem psychologica,
e expontaneas, quando
tal desejo
somaticas
de
a
Hôpi-
ou
U m
cita
de
factos
no
parte
v a v e l m e n t e p o r tel-a o u v i d o fallar algures.
tiplicar
textual-
expérimental
outra
nos
vez ; E r a s m o
correr
Luys
restricta.
Racine,
uma
unicamente
se e m b o t a m ,
esphera
adiante
technologia
clinica,—de
ou
mais
phonographo,
a
apparecem
exalta
antemethodico
conseguiu
a
ima-
anormaes.
Diga-se
de
um
de
umas,
quanto
mesmo
psychicas,
a
e
Séria
empregando
conferencia
com
expressôes,
professadas por
executando
cumscrevem
de
f u n c c i o n a l de
de
extra-phy-
manifestarem
fidelidade
Charité,
actividades
força
admiraveis
somnambula
daquella
as
luxo
aqui
com
primeira
de
se
faculdades.
forçosamente
si u m a
tal
um
inhibiçâo
fastidioso
que
outra
particularidades
lucidez
e
funccional, de
e
e
33
en
l'esprit,
identiques
si o n
l'hallucination
l'aberration » (
y 2
).
droit
l'un
les
sans
IIYl'NOTISMO
34
Assim
reza
o
estado
d â c o m as
tesias.
de
therapeutica
é i d e n t i c a aos
nâo, apparecem
epilepticos,
Nos
nos
nevropathas
essas
lesôes
necessario
â s paralysias
çôes.
Sâo
sivas
da
atonia,
dizer,
o
offerece uma
o
o
e
alienado
a
allu-
psychica do
phe-
espirito para
que
etc.,
nâo
perceber
que,
dévidas â inercia
e
assignaladas
â
esse f a c t o as
conhecidas
um
estado
do
por
de
Ver-
duas citadas
certas
que
formas
nos
mais
approximaçâq
esta
O
ou
que
situadepres-
a
é,
se
fibra
por
musassim
realisam
os
c o r p o desses p a r a l y t i c o s
menos
longo
Ihe quizer
que
que
as
guarda
posiçôes
imprimir.
acabamos
de
fazer
pôe
em
factos, cuja e x p l i c a ç â o era discutida.
opiniâo
n â o podemos
cit.
em
que
individuos e m
malleabilidade, em
experimentador
( ) ALYARES,
analogias
particular:
estado
certa
tempo
embora
as
em
catalepticos.
plena luz certos
S3
hysteropsycho
à
immoveis, lentos e tardos,
esboço
phenomenos
acceita,
em
memoria-motriz,
paralysia g é r a i ,
toma
E
nos
salteiam
inhibiçâo
existirem entre
muito
cular
A
systematisados,
e
géra
inconsciencia,
limitam
quasi
o
nâo
pathologicos,—
que, ora
que
cerebraes,
demonstramos
que
se
).
n â o se
durante
mostrem
que
anes-
as p a r a l y s i a s h y p n o t i c a s s â o e g u a e s
por
certas r e g i ô e s
E
da
forçar
v a r i o s casos,
(
a
« si a t t e n d e r m o s
nomeno-consciencia,
riest»
as
hystericos
cinaçâo negativa produz a
9 3
mesmo
hyperesthesias,
a suggestâo
causas n a t u r a e s :
sera
o
a par de v e r d a d e i r o s accessos de l o u c u r a .
hypnotisados
por
as
mental,
m u i t o s desses p h e n o m e n o s
cuja natureza
em
a molestia é de natu-
morbidez
paralysias,
N â o ha
rebeldes
ora
alienados,
p s y c h i c a e si a d i s c o o r d e n a ç â o das i d é a s s y m p t o -
matisa
se
é que, nos
nâo
deixar
de
seja
unanimemente
reconhecer-lhe
uma
CA1TTULO [
base
para
seguros,
firmar
que
os
ainda
35
principios
instaveis
d o m i n a m na e s p h e r a
e
poucos
dos
estudos
hypnoticos.
III
Este livro nâo é uma obra de combate: nâo séria
mesmo
todas
possivel
as
mas
refutar
preliminares
porém,
olhos
sobre
as
plicar
os
de
inspirados
tudo,
no
lado,
sem
passo
o
da
os
propalados,
para
emprehendemos.
Con-
boçal
consciente
na
passemos
tem a pretensâo
hypnose
qualquer
E,
indispensaveis
descrentes,
dilemma
experimentador.
gam
que
os
de
parte
que,
Double, rejeitam,
do
Para
sujet,
inconsciente
feliz
ignorancia
de
de ex-
scepticos
ou
conhecimento
os
provocada.
explicaçâo.
s i m u l a ç â o da
engano
erros
rapidamente
theorias,
aprioristicamente
lado
que
phenomenos
Antes
um
e
da t h è s e , cujo estudo
sintam-nos,
de
os
doutrinas presas ao h y p n o t i s m o , nestes
desenvolvimentos
a soluçâo
todos
causa,
elles ha,
de
da
outro
parte
dos
do
que
jul-
a
cada
repetem
estribilho :
On
commence
pour
On
finit
être
par
être
dupe,
fripon.
Mas quem assim se pronuncia? Quem assim quer
generalisar
de
um
E'
a
simulador
um
cultado),
(
),
(cujo
le
certain
nom
serait
percheries
q i f i l emploie
de
nome
la
la fortune
a jamais
réalité
de
déconsidéré:
sont
des
de
flagrantes
phénomènes
( ' ) Allusào clara ao illustre professor Charcot.
s 3u
o
facto
isolado
modestamente
professeur
fait
professeur
douter
phenomenos
a f f i r m a n d o a M o r e a u q u e — «s'il
de
dont
os
habilissimo?
medico
déconvemtes
9 3 a
todos
é
publiait
la
ocles
Salpétrière
l'hypnotisme,
ce
tant
les
su-
donnent
à
et
qu il
annonce».
HYPNOTISMO
36
Ah!
s'il
publiait...
insuccessos
todo
e
essas
o sempre
cot?
E
E'
(
9 4
illustre
) que
nose
ce
de
moyen
êtres
tentots
ces repris
académique,
cuja
humaine
plus
que
M.
que
sous
nom
de j a m a i s
que
grec
dar
convoitises
avec
sérieux.
Cafres
é
de
et des
Ho-
de
bagne
en rupture
preoccupaçâo
9 5
«
canaliser
) q u e se c o n t e n t a e m d i z e r
E.
de Mesmer
Gauthier
prodiges,
ne sont
un
des
(
les magnétiseurs,
les prétendus
éblouir,
l'hyp-
d'éloquence,
ces f i l s légitimes
a appelés
malins
par
les
débitées
epi-
»
« les hypnotiseurs,
les
e
tranchante
expliquer
de justice
Fon-
science
dépourvus
unica
de
pueris
d'exciter
dignes
E' Louis Figuier (
me
tout
vulgaires,
ces croyances
bêtise
veut
commode
science
la
calumnias
ces sornettes
plats,
para
libello
\V
c o n t r a — « cette
qui
la luxure
ces
capazes de
desconhecido,
n â o poupa
transcendante
esses
a d e s c o n s i d e r a ç â o sobre Char-
n â o p u b l i c a esse
grammas de cretino
et
mystificaçôes
lançar
emquanto
uni
vielle
Mas porque n â o publica,
o
dont
ils
E
com-
) , ne sont
leurs
des plagiats
y,
9 6
essayent
a Charcot
hypnotismo
como
pas
ancêtres,
et
de
nous
scientifiques,
lança
que
abrités
a accusaçâo
synonimo
de
magnetismo. Nesta a c c u s a ç â o t a m b e m nos incorremos,
pois
queremos
Mesmer
nâo é
de B r a i d ( ) .
fazer
a
sentir
mesma
que
cousa
o magnetismo
que o
de
hypnotismo
9 7
( ) Les endormeurs, passim.
( °) Année scientifique et industrielle, 1S86, p. 387 î^o' année
( ) Artigo publicado in Le Figaro.
(° ) A palavra hypnotismo vem effectivamente do grego upnos i^somno
« Les grecs appelaient l'aimant magneslithos ; ce n'était que pour
abréger qu'ils employaient seul le mot magnes. Or, magneslithos signifie
littéralement la pierre du fluide, de F effluve ou de F esprit' magique' Le mot
magnes est formé de deux mots phéniciens
- mag-uaz. Le premier ma*
est^ fort connu pour avoir signifié, dans tout l'Orient, un pontife, un
prêtre, un mage, un homme élevé en dignité de puissance et de savoir •
et de là viennent les mots grecs et latins mages, magus, et megas, magmis
9t
9
9G
7
CAPITULO I
No
net
a
c o n g r e s s o dos m a g n e t i s a d o r e s de
du
Peyral
doutrina
Em
e
os
elles
atacam
aos
Como
um
ou
a
de
os
E'
pela
uma
escolas
Guyon-
partilham
dado
concentrado,
exaltaçào
do
da
Nem
ou
aos
vontade,
depois
de
se
ou
da
pilha
espin-
seguida
violenta
sempre
pensamento :
effeitos galvanicos
Leyde
os
substracçâo
magneticos
e
volontistas,
enferma.
concentraçâo
consequencia
de
sete
vem
parte
passes
signal
garrafa
logar
mysticos.
descarga
simples
que
1889,
magnetica.
uma
entâo
affirmou
primeiro
tistas
a
37
que
basta
recorrem
contactos.
Casté
ter
obtinha
a
profundamente
comparaveis
de
de
aos
da
Volta : electrisava
Le second mot, naz, sorte d'une racine qui caractérise, en hébreu et
en arabe, tout ce qui flue, tout ce qui fait sentir son influence au dehors ; de
là vient le mot grec noos, l'esprit, l'intelligence, l'âme. Le mot magnétisme
signifie donc exactement l'influence magique de l'esprit. Mais, quand Mesmer
donna ce nom aux phénomènes qu'ils reproduisit chez les modernes, i l
en ignorait la signification : les similitudes illusoires avec l'aimant l'avaient
déterminé à le choisir ; i l ne songeait pas, sans doute, au sens radical qui
rend ce mot si expressif. » A. LOMBARD aîné, Les dangers du magnétisme
animal et l'importance d'en arrêter la propagation vulgaire, 1819, citado por
G I L L E S DE L A TOURETTE
e M O R E A U , O.
c.
Afim de justificar a differença que julgamos existir entre hypnotismo e
magnetismo animal e provar a inapplicabilidade desta ultima expressâo para
designar a hypnose provocada, baste-nos transcrever as seguintes consideraçôes do padre Faria : « Je ne trouve rien qui puisse justifier la dénomination de magnétisme animal pour signifier l'action d'endormir et de
procurer un bien-être aux malades.
Le mot magnétisme explique l'action de l'aimant sur le fer, et, avec
l'addition animal, i l ne peut signifier qu'un aimantisme entre les êtres
animés, c'est-à-dire une attraction par laquelle un animal est attiré vers un
autre. Y a-t-il quelque chose de semblable entre ces effets de l'action qui,
dit-on, provoque le sommeil et procure un bien-être aux malades ? Le mot
— magnétisme animal — aurait plus techniquement pu signaler le penchant qui existe entre les deux sexes, que ce que trop gratuitement on
veut exprimer. L'observation faite sur une personne qui, étant dans le
sommeil lucide, suivrait à une distance précise tous les mouvements de son
directeur, n'est pas suffisante pour justifier une adoption pareille et par là
dépourvue de tout droit à fixer une dénomination générale... » Du sommeil
lucide, etc., 1819. t. i ° , p. 28.
( ) No Congres international du magnétisme animal appliqué au soulagement et a la guérison des malades, foi unanimamente approvada a proposiçào seguinte : L'hypnotisme ne doit pas être confondu avec le magnétisme.
98
HYPNOTISMO
por
esse m o d o
correntes
de
150 a 200
pessoas,
presentando o papel
E m segundo logar
de pilha electrica.
c o l l o c a m - s e os
e suggestionistas,
que
em
conhecem
causa
do
e
como
pensamento
E m terceiro
ondulacionistas,
quasi
pela
transmissâo
Esta
ultima
é
Donato.
radicaes
do
uma
tudo
fixa pode
pelo
n o r m a l : sob
bros
se
corpo
sob
de
do
acçâo
da
corpo
vontade
quarto
fluido,
é
e
â
e
os
na
o
inicio
do
vigilia
do
se
verga
do
estado
Onofroff.
velhos
aos
de
sectarios
Deleuze,
passes
somno
e
â
fa-
nervoso.
premadores
(masseurs)
que
de
therapeutica
magne-
premagem
(massagem),
respei-
t a n d o o j o g o dos m u s c u l o s e das a r t i c u l a ç ô e s ,
os p r e c e i t o s a n a t o m i c o s .
segundo
tica,
as
Em
theorias
fricçôes,
sexto
sobre
processos
do
os m e m -
vontade
dos
recorrem
logar,
apparelho.
prolongamento
o
B a r â o du Potet,
Em
actividade
transmissâo
o s mesmeristas\
para a p r o d u c ç â o
empregam, como
a
como
forma
Zamora
scinaçâo
e
extranha,
E'
Lafontaine e que
suggestâo.
distancia
dominadora.
logar,
explica
vontade
e
e
de espirito e c o m a
sua
dos
pela
t â o delicado
a
discipulos do
quinto
e
se
perturbar
extranho
magnetisador
adivinhaçâo
do
de
a
e outros,
suggestionistas
tensâo
contacto
agitam, o
a
Em
e
uns
M o utin
expérimental,
prometter irremediavelmente
curioso
Para
re-
transmissâo
igualmente
fixa
cérébral por uma demasiada
pensamento
a
como
os
pensamento
idéa
qualquer outra idéa
que
ondulaciomstas
phenomenos
prédominante
como
menos
Facto
os
e a suggestâo.
l o g a r , o s encantadores
o s fascinadores
embora
todos
re-
a
logar,
os
o s polaristas
eixos
que
adoptam
as
polares humanos, attribuindo
aos m e m b r o s p r o p r i e d a d e s a n a l o g a s â s d o i m a n . T o d o s
os
corpos
da
propriedades
natureza
calmantes
s â o polarisados
e
excitantes.
e
E'
gosam
évidente
de
a
CAPITULO I
acçâo
um
desses c o r p o s
fio
tiva
conductor
pelo
um
leis
e
e
um
Essa
nem
cidade
A
de
uma
dos
podia
de
parece
ser,
partidarios
e
como
outro
de
du
desde
a
(XV
seculo),
priedades
par
qtri
reçoivent
de
les
de
ner-
(bouillant),
até
nas
a
et
os
tico
cellu-
jâ
compléta
â
multipli-
hypnologistas.
animal
nâo
Galeno,
data
Areteu,
professor
da
empregava
a
dou-
autores arabes,
no
trata-
emfermidades ;
referia-se
é
Villeneuve,
Pierre
Pomponace
hommes,
cujas pro-
certains
puissantes
P évaporation
sont
poussées
et produisent
les
(i486),
magnetismo
da
sympathia
sendo
do
ultimo
um
a
curas
visinho,
aos
fallavam
sympathicas,
dizia
corpo a que
attribuia
França,
que
apaixonados,
mais fraco (").
BOÏTEY,
de
Ficin
corpo
1541,
(") D R , FERNANT)
l'hypnotisme, 1884.
o
rei
das
desejos
sobre
fosse o
1493
um
sangue,
a f f e c t a d a de
sobre
de
magnetica.
somente
ainda
medico
remarquables
corps
Lucca, L a u r e n t Strause, Corneille A g r i p p a
Borel,
des propriétés
sur
au
Nicolau
do
de
O
;
Pierre
nâo
ne-
acçâo : um
attenda
Plinio,
Montpellier,
salutaires
dehors
Baréty
nâo
chegam
recordar
certas
se
magne
Arnaldo
de
de
uer-
força
fervente
Peyral
trina magnetica, exposta por
mento
da
continua
que
que
fluido
Sem
que
Faculdade
os
os
nervos.
do
Mesmer.
de
obedece
o-magnetistas,
circulaçâo
soluçôes
theoria
posi-
manette
n e r v o s t r è s m o d o s de
classificaçâo
o
electr
excitante
estabelecendo
internas
da
ora
desprevenido
circulante,
vismo reconhece nos
las
os
Luys,
irradiante
calmante,
negativa,
imprevisto
logar,
como
vrica
ora
por
polaridade.
septimo
vistas,
tornada
um individuo
dessa
Em
e
agentes, pois, transmittida
dèclanchcment
commutateur\
âs
e
39
a
podia
agir,
estava unida,
como
sobretudo
Paracelso,
seres
Le magnétisme
aima,
si
que
animados
animal,
este
viveu
uma
étude critique sur
HYPNOTISMO
40
virtude
intima
netarios,
netica
e sécréta, procedente
e admittia unicamente
para
e x p l i c a r as
n o m i a : •— magnale
nullo
alio
( °).
que
as
nos
grandes
modo
dades
do
mesma
aima
do
e
Digby ;
Bartholin;
das
Roberto
humana
(
);
no
fundiam
Stahl
da
microcosmo ;
o
magnetismo
(1708) e
Wirdig
magnetisaçào
Kircher
(
minerai
do
1 0 4
) que
do
composiçâo
(
)
de
um
explicava
Porta
com
e
a
da
foram
Rumélius;
Goclenius
1 0 1
);
magnetico
a
1 0 3
que
(
unguento
Burgravius (
doutrina
);
da
Tenzelius;
a influencia magCodes
que
con-
astrologia judiciaria ;
defendiam
jesuita
animal ;
Gassner
multiplica-
sympathicas
adoptava
que
e
de
proprie-
Advogados
primeiro distinguiu
•
encontrar
Pharamond ,
que curava p o r meio de u m a a g u a
1 0 5
pretendia
magneticas,
universo ; o
magnetismo
et
constituiam
estudadas
curas
que
1 0 2
Santanelli ; Libarius que
netica
e
curas
das
Flud
descendit
deviam
Dolé ; Gaffarel ;
Helmont, inventor
eco-
m u n d o p h y s i c o , as
Anman ;
Doysel ;
polaridade
i m a n se
(1596-1650).
propagandista
(1627);
astris
plamag-
da
(1571-1630)
foram ainda
crentes
corpos
funcçôes
planetarios
Descartes
Crollius ;
Van
a
idéa
fez
do
corpos
iman
por
se
Kepler
propriedades
algum
das
—
ex
dos
propriedade
principaes
magnum
1 0
a
o
a
concepçâo
Athanasius
magnetismo
Wilhelm
Maxwel
magnetisada de
(1774)
operava
sua
curas
( °) De Peste.
( ) Svnarthrosis magnetica.
C ) Paracelso sustentava que havia na economia animal um eixo polar
e dois polos oppostos: a bocca séria o polo arctico, o ventre o polo antarctico ; existiria tambem uma virtude attractiva pela quai a magnetisaçào
das pessoas sans attrahia a magnetisaçào das pessoas enfermas.
( ) Cura morborum magnetica, 1629.
( °*) De arte magnetica, seu iatromagnetismus, id est magnetismus animalium, 1636.
( ) De medicina magnetica, libri très, auctore GuTLT,. MAXWEUO.
Frankfort, 1679.
Escrevia elle : Patres de filiabus, mariti de uxoribus, imo foeminae de
semetipsis certos esse nequeunt, i. é, a influencia magnetica de um sexo sobre
o outro, é tal que os paes nào podem estar mais tranquilles em relaçâo
10
,01
102
103
10j
CAPITULO I
em
seus p a r o c h i a n o s
elle
e
designava
pelo
exploradores
os
(
doentes
mumies
entâo
adeante
os
emquanto
) ;
Greatrakes
unîversal,
que
Mesmer
chismo
exponhamos
aos
« — 1
<' c o r p s
sobre
intermedio
de
« tinué
de
Un
« — 3 .
» caniques
« — 4 .
0
magnetisaçào.
Por
na
tempo
(
1 0 7
),
phrase
resumida
de
Gilles
s e r v i r a m de
une influence mutuelle entre
ne
à
ne
permet
est
le
les
aucune
de
les
de
aucun
vide,
dont
du
mouve-
influence.
soumise
cette
con-
recevoir, propager
impressions
inconnues j u s q u ' à
les
animés.
à
des
lois
mé-
présent.
action
des
effets al-
« ternatifs qui peuvent être considérés c o m m e un
un
cate-
comparaison, et q u i ,
de
cette
a c t i o n est
Il résulte
corps
souffrir
susceptible
moyen
Cette
et
universellement r é p a n d u et
communiquer toutes
0
mais
theoria
que,
muito
fluide
« d e sa n a t u r e ,
est
sua
la terre
manière
« la subtilité
« ment,
de
Estudaremos
magnetisadores.
célestes,
0
surgiu.
a
proposiçôes
II existe
0
« — 2 .
« et
que
medicadores
projectava
por
processos
la T o u r e t t e , por
« et
e toques,
n o m e de exorcismos
jluido
seus
célèbres
de
d e passes
(talismans, etc.).
Foi
nas
o
1 0 6
usando
41
flux
reflux.
as filhas, os maridos em relaçâo âs esposas_, e as proprias mulheres
nâo podem responder por seus actos. O diagnostico das molestias era,
para Maxwell, de uma facilidade extrema. As sensaçôes sentidas pelos individuos sob a influencia do agente magnetico indicavam a séde das molestias'- magnetismus fit per sensationem; e essas sensaçôes faziam conhecidas
a enfermidade e a medicaçâo précisa (MoREATJ, o. c ) .
( ) Greatrakes e Gassner adormeciam os doentes, distinguindose, pois
de todos os seus predecessores ( G I L L E S DE LA T O U K E T T E , o. c ) .
( ) A doutrina de Mesmer foi por elle exposta in De l'influence des
astres et des planètes sur le corps humain, Vienna, 1766 : Lettre à un médecin
étranger, que appareceu no jornal dinamarquez Le nouveau Mercure savant
d'Altona, 1775 ; Mémoire sur la découverte du magnétisme ajti??tal, Paris, 1799;
Précis historique des faits relatifs au magnétisme animal jusques en avril 1781,
Londres; Aphorismes de Mesmer par COLLET DE Y E A U M O E E L , médecin de
la maison de Monsieur.
6
106
107
HYPNOTISMO
42
«—5.
Ce
0
« général,
flux
plus ou
'( c o m p o s é ,
de
par
« organisé
« — 8.°
la
de
de
Le
animal
corps
ou
moins
déter-
la plus univer-
nous
offre, que
e n t r e les
les
corps céles-
la m a t i è r e
cette
c'est en
nerfs qu'il
et
du
corps
opération.
éprouve
agent ; et
des
plus
moins
parties constitutives.
propriétés
substance
plus ou
causes q u i le
nature
s exercent
ses
cet
est
opération,
dépendent
« ternatifs de
« la
et
Les
0
des
cette
celles q u e
la t e r r e
« — 7.
reflux
moins particulier,
« relations d'activité
« tes,
ce
selon la nature
« minent.
« — 6 . ° C'est
« selle
et
les
effets
al-
s'insinuant dans
les a f f è c t e
immédiate-
« ment.
« — 9.
« corps
« de
I l se
0
manifeste,
humain,
l'aimant:
des
on
y
« divers et
opposés,
« changés,
détruits
« me
de
propriétés
distingue
et
est
« — io.° La propriété
de
réciproque
nifestée
par
son
de
pôles
être
à la n o m m e r :
« les autres
corps
en
le p h é n o m è n e
ceux
corps
célestes
et
« — 13.° On
la v e r t u
action et
observe
matière
« corps,
sans p e r d r e
« — 14.
<gnée,
Son
ou
de
ma-
déter-
ANIMAL.
du m a g n é t i s m e
ani-
communiquées
inanimés.
Les
uns
et
plus ou moins susceptibles.
propagées
« d'une
0
et
qui l'environnent,
MAGNÉTISME
et
mê-
d u corps a n i m a l q u i le r e n d
animés
sont
« — 1 2 ° Cette
« renforcées
également
communiqués,
« m a l , ainsi c a r a c t é r i s é e s , p e u v e n t ê t r e
d'autres
celles
analogie avec l'aimant, m a
« — I I ° L'action
«à
à
le
observé.
l'influence des
« l'action
« miné
des
renforcés;
y
dans
analogues
qui peuvent
l'inclination
« susceptible
particulièrement
dont
cette
par
ces
subtilité
notablement
sans le secours
mêmes
à l'expérience,
la
action
vertu peuvent
a
lieu
à
l'écoulement
pénètre
de
une
d'aucun corps
être
corps.
son
tous
les
activité.
distance
élof-
intermédiaire.
CAPITULO I
« —
15.
« glaces
0
Elle
est
comme
la
<— 16.° Elle
« mentée
par
« — 17
« mulée,
« —
le
« quoique
« autres
« les
0
corps;
« réfléchie
les
« — 20.
0
« ainsi que
« tisme
vertu
« ce
qui
être
accu-
il en
leur
ce
n en
est
seule
étaient
de
même,
présence
magnétisme
les
les
(
de
et
dé-
dans
les
et
aussi
tous
communiquée,
concentrée
et
transportée,
le
son :
non seulement une privation,
mais
propagée
par
positive.
corps
même
l'aiguille
que
de
la
vertu
l'autre
souffre
le
artificiel,
susceptible
l'un, ni dans
prouve
de
magné-
opposée
cas,
son
aucune
principe
essentiellement
du
du
est
sans
action
altération ;
magnétisme
celui
du
mi-
). »
theoria do
Puységur
également
glaces
autres
diffère
1 0 8
pénètre
L ' a i m a n t , soit naturel, soit
fer et
« animal
être
opposée
ni dans
le
laçâo
peut
animés
opposée
accumulée,
animal,
« sur
A
et aug-
transportée.
que
elle peut
par
vertu
n é r a l
et
effets de
qui constitue,
« que,
magnétique
rares,
Cette
« propagée,
« une
les
corps.
« — 19.
« ce
vertu
susceptibles ;
très
toutes
par
communiquée, propagée
J'ai d i t q u e les c o r p s
0
réfléchie
son.
également
« truit
et
lumière
concentrée
18
« pas
augmentée
est
Cette
0
43
com
fluido
uma
semelhante
universal foi
pequena
fluido
â
acceita
por
modificaçâo:
a
electricidade
(
de
assimi1 0 9
).
( ) Mémoire cit. Sobre a proposiçào n. 20 dizia ainda Mesmer : « Le
fluide dont nous sommes entourés ne peut être un fluide magnétique minéral, à cause de son universalité et de ses effets; ce ne peut être qu'un
fluide magnétique animal. »
( ) « La seule idée presque palpable que nous ayons eue du mouvement de ce fluide, jusqu'à présent, est celle que l'électricité nous a donnée.
Mémoire pour servir a l'histoire et a Cétablissement du magnétisme animal,
1784, pag. 8.
I08
109
44
Os
discipulos
cantada
a
hypothèse
caçâo
o
da
accumulado
Busancy,
em
fluidistas,
certos
uns,
com
a
cos
dos
recta
O
fluido
da
aima
padre
(
Faria
magnetico
),
mas
fio
conductor,
objectos,
aos
como
arvores
serviam
do
Os
passes
e
fluido
o
pacientes
As
fluido.
de
Mas
o
olmo
por
nos
uma
testemunhos
ao
lado
dos
Pétetin
ani-
formavam a
phenomenos
acçâo
assim
electricidade
animal) ; outros
de
uma
que
da
e
de-
em communi-
magnetisado.
de
tâo
doutrina
apenas
1 1 2
acceitavam
n o
inspirado e m
espiritualistas
descobriam
a
(
Puységur
(electro-magnetismo
seita
o
magnetisaçào
existencia
confessavam
mal
e
rejeitavam
pondo
intermediaria.
a
favor da
),
magnetica
propagava-se
operavam
(
vis
astros
serviam
magnetisaçào
i n
Mesmer
magnetisador
mesmerisantes
em
de
influencia dos
directa
mesmeriou
indi-
).
levantou-se
(
1 1 3
) e
contra a h y p o t h è s e
Bertrand
combateu-a
do
com
( ) Deleuze séparera o somnambulisme) do mesmerismo : aquelle nào
reconhece como causa-principio a influencia dos astros, mas o fluido que
accumulado no experimentador se estende ao sujet; esse fluido, no entretanto, nâo se sécréta nem émana dum individuo, senâo quando este o quer
e deseja com elle impregnar um outro homem. O experimentador move o
fluido, dirige-o, fixa-o, envolvendo nessa atmosphera o paciente; si o magnetisador encontra neste ultimo disposiçôes analogas âs de que estâ animado,
as suas atmospheras se confundem e d'ahi nascem as relaçôes que os identifïcam e que estabelecem entre um e outro a communicaçâo de sensaçôes. Histoire critique du magnétisme animal, cit.
( ) Mémoire sur la découverte des phénomènes que présentent la catalepsie
et le somnambulisme, Lyon, 1787.
n o
U1
( )
m
G I L L E S D E L A TOUEETTE, op.
c.
( ) « On ne fait pas à'epoptes (somnambulos) toutes les fois qu'on le
veut, mais seulement quand on trouve des sujets aptes, c'est-à-dire des sujets
qui sont déjà des epoptes naturels. On ne produit pas chez eux un sommeil
qui n'existait pas; on ne fait que le développer parce qu'il existe déjà en
raison des dispositions requises.... Je pense qu'il est déjà clair que la supposition d'un fluide magnétique est tout à fait absurde soit qu'on la considère
dans son application, soit qu'on la considère dans ses résultats. » Sobre a
natureza do somno hypnotico o padre Faria approxima-se das idéas sustentadas pela escola Nancyana. Os fragmentos citados sâo do livro de Faria,
De la cause du sommeil lucide ou étude de la nature de l'homme I S I Q '
t. I , pag. 41.
'
113
CAPITULO I
bastante
talento
vibrado
por
spéciale
(magnétisme
que
ou
pas
et
tous
les
exprimées
son
gestes,
phénomènes
uniquement
hypnotisé
dite
que
les
n'a
et
forces
do
acredite
que
âge
çâo
universal.
de
idées
re-
s'ils
n al'état
lui-même
doutrinas
ses
produisent
lui-même.
d'une
dans
ce
d'action
force
de
(
1 1 5
Braid,
na
existencia
dessa
força
Nâo
nos
(
1 1 7
),
estas
se
) e
l'individu
ultimas
autre
ha
magnetica
em
as
pro-
ainda
doutrina
deteremos
1 1 6
phé-
).
de
a
les
que
brilhante
résume
nerveux
extérieure
connues »
Aubin-Gauthier (
Lafontaine
rôle
ponto
e
comporte
que l'imagination
tout
dépend
physiques
distancia
de
de
que
non
qu'il
dans le s y s t è m e
guère
l'hypnotisme
â
sont pas
les
sons,— que
vu, — que
hypnotiques.
Apezar
ou
agit
que
sur
quem
d'autres
qui
o u chez le s u j e t à h y p n o t i s e r
proprement
dans
la v o l o n t é
odi-
chez
l'individu
duit
force
l'individu
ne
force
effet
source
nomènes
par
q u elles
ne
qu'aucune
foi
aucun
hypnotique
leur
pas
mortal
mesmérisme,
émise
par
l'air,
l'hypnotisé
de
ou
golpe
prouvé
que
tant
s'il n est
o
animal,
individu,
gitent
ont
« il a
n'est
la parole
gard,
Mas
hypnotiseur
cet
par
).
1 1 4
Braid :
odilique)
comme
de
(
45
da
attrac-
expôr
as
experiencias
victoriosamente
/ii4- 'fraitédu somnabulisme et des différents modifications qu'ilprésente, 1823.
Du magnétisme animal et des jugements qu en ont porté les sociétés savantes, 1826.
( ) Prefacio da ediçâo franceza do livro de JAMES BBAID, Neurypnologie, Traité du sommeil nerveux ou hypnotisme, trad. JiTEES SIMON, 1883.
( ) Traité pratique du magnétisme et du somnambulisme, 1845.
( ) L'art de magnétiser ou le magnétisme vital, 5' éd., 1886, cap. i ° .
« I l faut prendre une aiguille de cuivre, de platine, d'or ou d'argent,
percée au milieu, la suspendre horizontalement par un fil de soie non filé
dans un vase en terre de vingt à trente centimètres de hauteur, hermétitiquement fermé. Puis alors vouloir agir sur cette aiguille en présentant à
une de ses pointes le bout des doigts à travers le verre à une distance de cinq à dix centimètres. Sous l'influence magnétique, on verra
l'aiguille tourner à droite ou à gauche, suivant la volonté de l'expérimentateur... Prenez un barreau de fer doux; ayez soin de le tenir toujours
dans une position horizontale ; sans y toucher, vous le magnétisez par des
passes, et en le présentant vous le voyez attirer l'aiguille du côté où
vous le présentez. Sans changer sa position, vous le magnétisez dans un
115
ll6
117
4
6
HYPNOTISMO
refutadas
por
Alberto
theoria
de
theoria
sustentada
de Paris (
1 1 8
Baréty,
).
O
laureado
perante
chegarmos ^ a
Faculdade
a Sociedade
occupa a machina
dispendio consideravel
constantemente
da
para
de
de
Paris,
Biologia
duplo trabalho interno e externo que
incessantemente
um
Bonjean,
e
de
humana,
força,
que
reclama
se
renova
se m a n i f e s t a s o b a f o r m a d e
calor,
contractibilidade muscular e f o r ç a nervosa, de
nervo : força
em
sua
cidade,
nevrica, agente nevrico, nevricidade que
essencia
da
e acçâo
luz, do calor,
é
o systema
a
parte
nervoso
restante
fibras nervosas
permanece
mos
em
a força
do
que
approxima
despende
e
relativo.
nevrica em
dos
no
espaço
ao
que ainda
Logo
elementos
cellulas,
a d m i t t i d a sob
longo
resta
encontra-
d o i s e s t a d o s : estatico,
propria
séde
diversamente:
irradia
o
electri-
A sua
pelo organismo
(circulante), e
repouso
da
magnetismo.
a
circula
actividade
e
se
desprende-se
(irradiante), a outra
das
neuron^
como
nervosos,
fibras e
o n o m e d e nevrilidade
para
as f i b r a s n e r v o s a s , e m q u a n t o q u e a
actividade propria
das cellulas nervosas a i n d a n â o r e c e b e u
denominaçâo
autre sens et vous le voyez repousser l'aiguille qui parcourt 10, 15, 20
degrés et quelquefois plus.
Si vous le magnétisez une troisième fois d'une manière différente et
toujours sans y toucher ni changer sa position horizontale, vous le rendrez
neutre. Ainsi le fluide détruit même la force alternative du fluide magnétique minéral. Voici maintenant une expérience sur l'eau qui aura tout-àl'heure la même propriété que le fer. Prenez un verre, remplissez-le d'eau
ordinaire ou mieux d'eau distillée, saisissez les fils conducteurs du galvanomètre aux endroits où ils sont recouverts de soie, de sorte que vos doigts
ne puissent les oxyder ; plongez le bout dans l'eau : l'aiguille ne remue
pas et ne va ni à droite ni à gauche. Cela fait, retirez les fils, magnétisez
l'eau sans y toucher par quelques passes au-dessus du verre, puis, lorsque
vous croirez l'eau saturée de fluide, plongez-y de nouveau le bout des fils
conducteurs; vous verrez alors l'aiguille parcourir sur le cadran 10, 15, 20
degrés et quelquefois plus. Pour qu'aucune objection ne puisse s'élever,
pas même celle de l'oxydation du bout des fils conducteurs par l'eau
mettez-les en platine et vous aurez les mêmes résultats. » (pao-s
e
{ ) 1JR. LiARETY, Le magnétisme animal étudie sous le nom de force neurique rayonnante et circulante, dans ses propriétés physiques, physiologiques et
thérapeutiques, 1887. Comptes-rendus hebdomadaires des séances et mémoires
de la Société de Biologie.
CAPITULO I
47
a p p r o p r i a d a ; e dynamico,
comprehendendo
a
çâo
ou
força
interior
vrica
e a expansâo
irradiante é m a n a
olhos,
as
pelo
é
d e propriedades
dotada
sôpro
dos
dedos
com
os
animados.
navel
e
tadas
ou
ou
essa f o r ç a
se
um
clos sujets
(
inventou
é
entre
Os
dades
ensina
entre
homem
emfim
de
para
(
m
a
O
medir
sâo
pensa
a
cura
que
o
espirito e
).
)
e
o
corpo
admittem
eixos
reconhecem
nos
allegam
visceras,
orgâos
tantas
que
e
nevrica
de
Châlette,
as
variaçôes
magnetismo
no
proprie-
fundamenta-
cellulas d o
corpo
pilhas
U 9
121
nos
hu-
ligadas
systemas,
e m seu interesse,
a familia, para o grupo, para a colonia,
( ) MOREAU, O. c, p. 26.
( ) Figaro, 20 Sept. 1890.
( ) Paracelso é o precursor do polarismo : vide nota 102.
120
ac-
corpo
bio-chimica
si p o r f a m i l i a s , g r u p o s , c o l o n i a s ,
para
limi-
perpétua
para
a
e
força
membros
pequeninas
isoladamente
vigilia
a
Planât
polares
â s do iman ; e
idéas
outras
(
por
dr.
o
em
1 2 0
mo-
neutralisarem
intermediario physico
suas
que
e
modo
acçôes
se
Fortin,
sobre
impressio-
ou
o
balhando primeiro
pois
somno
mutuarnente.
padre
semelhantes
as
mano
no
polaristas
humano
rem
O
iman,
anesthesia,
u m m a g n e t o m e t r o para estudar
magneticas
humano
).
o
susceptiveis
apparelho
1 1 9
pelo
o
a
do
âs mo-
occasionar
segundo
realizando
destruirem
construiu
e
pode
détermina
catalepsia,
extensas
âs
q u a n d o se e x e r c e
phenomenos,
de
çâo
a
e
approximados;
pela electricidade
que f o r e m p r e g a d a : assim
outros
os
semelhantes
multiplas e diversas,
hyperesthesia,
artelhos
N o c o r p o de u m i n d i v i d u o
predisposto,
dificaçôes
os
analogas
extrinsecas
ne-
principaes :
labios
e d e propriedadesphysiologicas
seres
e
intrinsecas
c a l o r , d e propriedades
dificaçôes produzidas
A
de très pontos
extremidades
pulmôes
irradiaçâo.
circula-
tradepara
HYPNOTISMO
o
systema
do
ser
bach
e
emfim
Seguem
(
m
),
(
1 2 3
Durville
(
Casti
(
),
tanto
hypnologistas
thèse
da
1 2 8
), By
Chazarin
Guyonnet
força
os
interesses
essa o p i n i â o ,
) , Davis
1 2 5
para
odica
e
du
ou
totalidade
entre outros,
Seeta
Nath
Dècle
(
Peyral
distinctos
da
1 2 6
(
),
1 2 9
que
odilica,
).
Reichen-
Ghose
(
Rochas
(
Ha
negam
mesmerica,
no
a
m
) ,
1 2 7
),
emhypo-
nevrica
ou vital e r e c o n h e c e m nos p h e n o m e n o s do h y p n o t i s m o
uma
certa
acçâo
physica.
Poderemos
citar em
apoio
( ) Lettres odiques magnétiques.
( ) The Harbinger of Health, New-York, 1862.
( ) The Theosophist, jornal de Madras, May and Dezember 1883, January
and March 1884.
( ) Congrès international sur le magnétisme de )888, Rapport, p 404.
Traité expérimental *èt thérapeidique de magnétisme, 1886.
( ) C H A Z A K I N et DÈCLE, Découverte de la polarité, 1886.
( ) A. DE ROCHAS, Les forces non définies ; recherches historiques et
expérimentales, 1887.
f ) Congrès international de magnétisme de 1889, Rapport, pag. 515.
« Des résultats obtenus par mes nombreuses et incessantes expériences, »
diz elle, « je suis arrivé à ne plus douter de la polarité, quoique je ne
puisse la démontrer d'une façon quelconque. . . (sic). Lorsque, actionnant
par les mains une personne pour la première fois, et chez laquelle, en conséquence, on ne peut voir aucun entraînement, je place la main à la hauteur
des omoplates et la descends jusqu'aux reins; que de la main droite à la
hauteur des rotules je fais une attraction en avant, quoique sans contact, la
plupart du temps j'obtiens la crise à genoux de cette personne ; les jambes sont
prises d'un tremblement nerveux qui, s'accentuant de plus en plus, les fait
arriver à fléchir sous le poids du corps. Si je fais l'expérience en inversant
les mains et opérant les mêmes actions, le patient force à gauche, et cette
fois je n'obtiens aucun résultat. I l me serait difficile de croire, dans cette curieuse expérience, à autre chose qu'à la polarité. «
( °) Mesmo Rapport, p. 256 e seg. « J'essayai l'action de la polarité. . .
ma sensibilité s'aiguisa à tel point que je sentis bientôt, avant le sujet
même, l'action que je produisais, et que je pus indiquer, au cours de traitements de la clinique, les points sensibles avant de les attaquer. Cherchant
sur le cerveau les zones malades, mes mains éprouvaient alternativement,
ou une attraction fraîche, ou une chaleur mêlée de picotements, qui me
donnait la note juste et de l'organe à guérir et de l'impression que je
devais faire éprouver au malade. »
m
I23
m
125
126
l27
2 8
12
CAPITULO I
dessa
vares
asserçâo—
(
j.
do
Ochorowicz ( °),
1 3
Morand (
1 3 ]
), A l -
1 3 2
Heidenhain,
uma
49
suspensâo
cerebro,
para
da
explicar
actividade
a
hypnose,
das
cellulas
produzida provavelmente
pela
imaginou
corticaes
alteraçâo
( ) 'c Le toucher d'une personne plongée dans le sommeil magnétique
présente certaines particularités tout à fait étonnantes
Le sujet
sent et stipporle bien l'attouchement de son magnétiseur. Quant aux attouchements d'une personne étrangère, deux cas sont possibles suivant
l'état du sujet: i ° Ou bien ils lui feront ttne peine visible, qui pourra
aller jusqu'à produire une attaque; 2° ou bien il ne le sentira pas du
tout. Dans le premier cas, i l n'est pas nécessaire que l'attouchement
soit appliqué directement. On touche les effets, le coussin, la couverture,
le lit ou la chaise, même en dehors de la vue du sujet et, malgré cela, i l
tressaille et se plaint d'une sensation désagréable. Dans le second cas. . . .
au lieu de toucher directement, on touche avec un crayon, par exemple.
Si en touchant directement on pouvait supposer les différences de température, etc. qui indiqueraient au sujet celui qui le touche — ici cette supposition n'a plus de valeur— eh bien? malgré cela, le sujet sentira le crayon
du magnétiseur et ne sentira pas le même crayon lorsqu'une troisième personne le tiendra dans la main. » — E logo em seguida o dr. Ochorowicz
deduz esta conclusâo : « I l est ainsi démontré que les différences dynamiques
moléculaires dépassent la surface du corps, qu'un certain mouvement tonique
vibratoire, propre à un organisme donné, se propage en dehors de sa périphérie et peut influencer le sujet d'une façon assez nette, assez palpable
pour admettre une action réelle. Donc, i l y a une action physique indivividuelle. » De la suggestion mentale, pag. 340, 1884.
( ) Le magnétisme animal, étude historique et critique, 1889, p. 333. « Le
rapport avec l'hypnotiseur s'établit par toute espèce de sensations. Si l'endormeur prend la main du sujet, quelques précautions que le premier ait prises
pour ne pas révéler sa présence, le second reconnaît immédiatement la
main qui a saisi la sienne, i l obéit à toutes les incitations venues de l'hypnotiseur, garde son bras en l'air et conserve toutes les attitudes que ce dernier
provoque, ce qui n'a pas lieu avec une autre personne qui remplacerait
l'opérateur et ferait les mêmes tentatives ».
^ ( ) Depois de citar as experiencias de NOBILI ( H . BEATJNIS, Nouveaux
éléments de physiologie humaine, 1881, p. 475), e de admittir que no organismo humano ha correntes capazes de desviarem a agulha do galvanometro,
diz elle: « Na acçâo dos imans vemos a influencia das correntes electricas
sobre o individuo hypnotisado ou nâo : no hypnotico observamos phenomenos
de transferencia e polarisaçâo, determinados pelos magnetes. Que muito é
que um corpo vivo, em que se passam correntes nervosas e musculares analogas
âs correntes electricas, produza o mesmo effeito que o iman
Nâo rejeitamos
de todo o principio fluidista da escola mesmeriana, considerando comtudo
a influencia do fluido como dispensavel no desenvolvimentu da hypnose
O. c, pag. 233.
130
131
132
7
HYPNOTISMO
5o
da
disposiçâo
filia
Ribot (
de
) . — Bailly,
geraçâo
e s s a t h e o r i a se
Dessa
theoria gérai
A
dos
prendem
Virey (
d o u t r i n a se
), Debreyne (
doutrina da
1 3 7
phenomenos
os
do
sentidos
foi exposta
por
çâo
physica
nâo
E'
que
o influencia; mas
minada
por
um
manifestaçâo
existe.
a
vontade — um
um
magnetisador,
acto
de
percebido
sentisse
maneira
vontade
pensamentos
parece
do
admittir
lysia
dos
cial,
e
que
a
directa
de
(
se
do
da
).
mas
para
do
—
agente
do
j.
ac-
do
sujet
ser
dosem
o sujet
obe-
impuzesse
imposto,
porque,
tendo
o sujet
con-
nâo
o
explica
com
condiçâo
das
Morin
physico,
operador
de
magnetisado :
cerebro
como
A
transmissâo
sympathismo
vontade
).
ser
Bertrand
a
),
mesmo
este
pode
effectua
idéas.
(
que
operador,
exaltaçào
qualquer
da
1 4 1
externos
approxima
hypothèse
do
magnetisador
sentidos
sympathismo
cia
nunca, —
executal-o
por
com
1 3 9
paralysia
1 4 0
pode
extranho,
n â o porque
o pensamento
em
com
imaginaçâo
pensamento
1 3 5
destacam.
Bertrand
exterior, fazendo
ao
se
cerebro
a
(
), Montègre (
esta i m a g i n a ç â o
pensamento
deça
sua
1 3 8
varios ramos
exaltaçào
hypnoticos.
nomes de M o r i n
), Bersot (
dos
o
A essa
real
1 3 6
a
).
pré-
na
o
1 3 3
relator da c o m m i s s â o
pondérante
A
das m o l e c u l a s (
1784, e o padre Faria d â o â i m a g i n a ç â o parte
1 3 4
paraessen-
molestias
rejeita
da
sobre
a
influena
do
( ) II cosidetto magnetismo animale, etc., in Arch. Med. It., anno I I ,
fasc. IV e V, 1883, cit. por C'AMPILI, O. c.
( ) T H . RIBOT, Les maladies de la volonté, 1887, pag. 136.
C ) Da magnétisme et des sciences occultes, 1S60, pag. 39.
( ) Dictionnaire des sciences médicales, t. 29, art. Magnétisme animal.
( ) Pensées d'un croyant catholique, 1840, 2 éd., pag. 458.
( ) Mesmer et le magnétisme animal, 3 éd., pag. 274.
f
Le magnétisme animal et ses partidaires, 1812.
1
Du magnétisme animal en France, 1826.
( , « Le comte de Lutzelbourg ht l'expérience suivante: il dit à l'oreille d'un témoin ce qu'il voulait qu'une somnambule exécutât, et demanda
à la malade si sa pensée la déterminait: - Je la connais, répondit-elle, et
j'exécute ce que vous voulez. Vous avez voulu, sans me le dire, que je'me
misse sur mon séant, et j'ai obéi. » MORE AU, O. C , pag. 594.
133
134
135
13,;
137
m
139
1 4 0
141
a
a
CAPITULO I
sujet,
da
transmissâo
transmitte
Chevreul
os
real
unicamente
inspirou-se
seus
do
a
phenomenos
que estudamos
tado
sionam
cobre
rios
os
os
da
menores
do
os
pelos
dr.
uma
emprestadas
a
todas
illustre
vocada
e
da
uma
rébral,
e
ponogenicos
de
as
do
impres-
exaltada
des-
involunta-
esses
signaes,
).
sus-
que
concepçâo
a
a
da
de
provocam
Nancy,
e
que,
(
1 4 4
segundo
aos
somnambolica
).
causa da hypnose
cerebraes
pro-
originadas
reflexas.
estabelece
formaçâo
a
idéas
explicaçâo
concentraçâo
unica,
dériva
contem
lucidez
anémias
que ora d â o em
ora
que
razoavel
vaso-motoras
admitte
desta
dâ
dâo como
e
theoria eclectica da
theorias
pensamento
outros
siologico,
escola
sensaçôes
normal,
por
sentido,
clarividencia,
perturbaçôes
em
sexto
hyperemias
Preyer
extraores-
voluntarios ou
e,
dos
em
percepçâo
] 4 3
Figuier
acçâo psychica directa é
escriptor,
transmissâo
Rumpf
as
).
espiritistas.
do
de
a
observador,
de
Louis
a explicaçâo
homem
signaes
ou
e
do
Ochorowicz imaginou a
phenomenos
e
mentaes
Figuier
mas
kyperideaçâo
aquelle
;
(
se
1 4 2
fundamentar
numa exaltaçào
pensamentos (
hypothèse
O
as
sentidos ;
parte
tentada
para
faculdades
Para
como
adevinha-lhe
A
das
somniaçâo.
somnambulo,
idéas
este
ordinarios
esphera, encontrando
excepcional
de
meios
inconscientes
alargou-lhes
dinaria
pensamento ;
pelos
nessas
movimentos
51
Bernheim,
a
o
(
1 4 5
attençâo
tensâo
de
resultado
hypnose
da
productos
somno
)
cé-
Os
Liébeault,
phychefes
Durand
( ' ) « Je n'hésite pas à reconnaître que l'imagination suffit pour rendre
compte de tous les faits magnétiques, et doit être regardée comme la cause
unique; l'hypothèse d'un agent particulier ne me semble nullement justifiée. »
u
i
A. S. M O R I N , O. C.
(
Histoire du Merveilleux, 3 éd., t. I I I , 1881, pag. 408.
( ) De la suggestion mentale, c.
I, ) Cit. por A L V A R E S , O. c.
l4:i
144
145
a
HYPNOTISMO
52
(de
Gros)
hypnose
e
résultante
da
consciencia
na, e da
a
convergencia
do
cerebro
força
vas
de
ou
e Schneider
é a
unilatéral
nal
Berger
logicas,
como
sensorial,
toda
uma
depressâo
de
por
julga
o
augmento
ou
cerebro,
nada
de
de
actos
çâo
anormal
e
sô idéa
dada
domi-
funccio-
que,
manifestaçôes
sob
positi-
â s suas f u n c ç ô e s p h y s i o exaltaçào
intellectual,
hypnotismo
mais
é
pelos
ou
que
inhibiçâo
(e n â o p o r
cumstancias
estado
de energia,
actividade funccional,
nervos
significa o
senvolve
depressâo
um
de
pro-
m e i o de u m a e x c i t a ç â o central o u periphe-
hypnose
genia
a
a actividade
da
ou
e x a l t a ç à o ou s u s p e n s â o de
do
que
etc.
complexo
rica
) pensam
uma
regiâo
parallelas
Brown-Séquard
duzido
que
excitaçâo,
negativas,
1 4 6
concentraçâo
em
de
para
uma
da
(
e
outros
um
orgâos.
effeito
e
dynamogenia.
augmento
rapido
producçâo)
de
força,
o
em
que
dynamo-
transformaquai
mesmos processos e e m
âquellas
A
conjuncto
A
por
—
se
de-
identicas
cir-
a inhibiçâo
se
produz.
A inhibiçâo é definida: a s u s p e n s â o , cessaçâo ou (como
queiram)
de
o
uma
desapparecimento
funcçâo,
priedade
de
ou
actividade,
quasi subito
de
uma
(normal ou morbida) em u m centro
nervo
ou
mente
dynamica,
ganica
notavel, sem
culaçâo
directa
voso (
uma
subito
e
ou
).
musculo, —
da
suspensâo
de
manifestando-se
apreciavel
nutriçâo
renexa
de
e
como
uma
sem
mera-
alteraçâo
effeito da
do
nervoso,
natureza
perturbaçâo
parte
pro-
da
orcir-
excitaçâo
systema
ner-
1 4 7
( ) ESPINAS, Du sommeil provoqué chez les hystériques, 1884, p. 27.
( ) Recherches expérimentales et cliniques sur l'inhibition et la dynamo- •
génie, 1882.
146
U7
CAPITULO
Condiçôes
de
II
hypnotisabilidade. —
Processos
hypnogenicos
I
Sobre que individuos e em que condiçôes pode
ser
provocada
Ainda
pulos
a
neste
de
hypnose?
ponto,
Charcot
e
a
os
divergencia
de
entre
Liébeault
é
os
disci-
profunda
e
irreductivel.
Sâo
ao
concordes
meio
em
inhérentes
cio,
a
ao
separar
se
conserva
individuo
a
as c o n d i ç ô e s
o
sujet,
attinentes
das
hypnotisar.
condiçôes
Assim
o silen-
escuridâo, a monotonia s â o favoraveis â hypno-
genia;
a
que
em
e
entre
producçâo
as
da
causas
hypnose,
individuaes
citam-se
a
que
facilitam
quietaçâo,
c o m m o d i d a d e d a p o s i ç â o d o c o r p o , e, d o l a d o
logico, a convergencia da a t t e n ç â o na idéa
a
compléta
do
calma
espirito,
somniaçâo,
quer
mos
esforço
a
o
que
a
que
concurso
neste
dessas
mesmo
estado
em
tisar
pessoas
para
somno,
tranquillo
chegar
de
qual-
produza,
nâo é
indispen-
circumstancias : como
medicina
contra
légal),
a
sua
â
dormir.
c a p i t u l o (e i s t o
importancia
certas
se
de
psycho-
do
despreoccupaçâo
nâo o
hypnose
o
voluntario
absoluta
pensamento
Para
savel
o
cérébral,
a
tem
é
vere-
uma
énorme
possivel
hypno-
vontade.
HYPNOTISMO
54
Condiçâo
individual,
peito
os
pôe ,
sâo
escassos
pensa
que
o
contra
de
a
dados,
e
provocadas,
tey
tiver
que
e
a
sido
abalado
chegou
de
o
Liégeois
as
).
os
demonstra
a
physiologia
Forfer e
experiencias,
cutanea
em
para
devido
na
da
systema
°/o e n t r e
a 42
30
da
âquelle
Vaisson
(
1 4 8
affirmam
individuos
desses
f a c t o d e n â o se a c h a r
mente equilibrado ( ).
de
as
edade,
illustre
individuos
de
de
a
frequencia
o systema
por
Liébeault
segundo
algarisum
professor
de
de
Nancy.
conscienciosas
da
anesthesia
15 a 2 1 a n n o s .
individuos
obra
conforme
Medicina
depois
mu-
Ocho-
organisado
),
de
ner-
apreciavel
clinica
ser
Bot-
annos.
°/o d e
en-
adultos
podem
accrescentando
cada
Faculdade
hypnotisabilidade
em
sensibilidade h y p n o t i c a
Modificamol-o,
quadro
17
de
disLuys
organicas.
quadro
dados
que
o
30
Tomamos
seguinte
proporcionaes
outro
de
proporçâo
1 4 7 a
segundo
edades.
mos
sans,
â
(
que
e
les,ôes
de
res-
actualmente
fascinaçâo,
por
este
h y p n o t i s a v e i s se
annos,
a proporçâo
hypnotisaveis
e
de
a
A
concludentes.
principalmente quando
l h e r e s absolutamente
Beaunis,
sciencia
trinta
sobretudo
estabelece
rowicz
a
a idade.
pouco
maior n u m é r o
desoito
hypnose,
voso
de
é ainda
se
A
grande
explica
nervoso
pelo
perfeita-
1 4 9
( a) De la suggestion mentale, p . 53.
( ) R. Boussi, Etude clinique et expérimentale sur l'hypnotisme, 1884.
( ) Cf. — D E . A E M A I N G A U D , Relation dune petite épidémie observée a
Bordeaux dans une école de jeunes filles, 1880, — W E S T H Leçons sur les
maladies des enfants, trad. Archambault, 1881, — P E U G N I È Z , De l'hystérie
chez les enfants, 1885, — J O E L Y , Uebei Histerie bei Lùndern, in Sonderai)druck ans der Berliner klein. Wochenschrift, 1892, n. 34.
147
14S
149
CAPITULO I I
55
HYPNOTISMO
O
sexo
exerce u m a influencia p r é p o n d é r a n t e
condiçâo
de
h y n o p t i s a b i l i d a d e : os
n u m e r o s o s sujets
pense,
porém,
constitue
raridade.
que
nesse p o n t o
melhante
os
mais
aptos
meninos
fascinaçâo.
Luys
naveis
linos,
onze
que
Quasi
de 1 %
hypnose.
e
os
Chegamos
da
Se-
todos
os
extremo
de
ao
sobre
32
tempo
fascimascu-
differença
mulheres
tantas
correr deste trabalho.
E ' a q u e s t â o d e a v e r i g u a r s i , e n t r e as c o n d i ç ô e s
pensaveis
vocada,
â
de
o
desenvolvimento da
encontra-se
Nancy
o hypnotismo
operado.
é um
doentes
indemnes
psychopathica.
mensamente
de
como
Para
a
ao
dos
escola
physiologico,
individuos
perfei-
manifestaçâo
O n u m é r o de hypnotisaveis
superior
presa
se d e s e n v o l v e , t a n t o
em
qualquer
pro-
especial
estado
ao s o m n o natural e que
indis-
hypnose
uma predisposiçâo
organica do
individuos
tamente
ou
para
constituiçâo
identico
em
â
c o n t r o v e r s i a e n t r e as d u a s e s c o l a s , e a q u e
referido pelo
pontos
sua
tratamento.
a
das
de
da
eram
em
admittem
per-
antes
individuos
estavam
dos
e
os
serios
temos
um
ou
la C h a r i t é ,
sensibilidade
a
).
1 5 0
mais
vezes nos
agora
em
que
epocha
da
(
por
hypnotisaçâo,
nancyanos
favor
mulheres
todos confirmam é que
Hôpital
naquella
m
de
quando
masculino s â o
desmentida
que
homens
todos
as
observou
no
se
(pseudonimo
duvida,
sexo
s â o sensiveis
capazes
liçâo
Philips
do
que
é
o
feitamente
primeira
Dr.
exaggerou, sem
afhrmaçâo
e
O
individuos
observadores ; mas
moços
mais
nos h o m e n s a h y p n o s e p r o v o c a d a
de D u r a n d de G r o s )
escreveu
e
p e r t e n c e m ao sexo f e m i n i n o . N â o
que
uma
melhores
como
nevro
é
r e f r a c t a r i o s : essa
impro-
( ° ) Sô as mulheres têm sido até agora protogonistas dos processos em que
se levanta a questâo do hypnotismo. A unica excepçâo é a de Emilio D
accusado de ultrage publico ao pudor e que fez objecto de um magistral
relatorio de Motet (Annales d'hygiène et médecine légale, 1881 t V p 214)
CAPITULO I I
porçâo
ou
é
estimada
seja,
sobre
Para
da
a
100
escola
somniaçâo
brio
vosa
ao
«
de
priados
ticas,
mais
vez, a
por
(
escola
da
de
um
desequili-
evidenciado
névrose
por
da
ou
ner-
manobrada
meios
appro-
corda
hypno-
que
fere
a
). »
1 5 1
escolas
apparecimento
manifestaçôes
tira
convem
insensiveis.
perturbaçâo
que
das
cento,
o
uma
uma
artista
duas
95
herdado,
é
qualquer
um
Q u a i das
desta
dépende
somatica,
provoca
que
Salpétrière,
do hypnotisador,
como
nota
da
hypnotismo
ordem
em
pessoas apenas 5 s â o
adquirido ou
o
capricho
Liébeault
hypnotica
nervoso,
latente :
por
57
esta c o m a verdade ? A i n d a ,
Salpétrière.
*
*
*
Somente entre os hystericos, a hypnotisabilidade
parece
uma
constituir a
excepçâo.
rette
tem
sua
medico-legal,
hysterico
nos
o
que
sujeito â
ainda
que
senta
caractères
que
da
o
por
sobre
indifferença â
observa
facto
de
auctor
ou
sobre,
o
Gilles
la
Tou-
ponto
de
vista
apparecer
como
dos
sempre
victima
conseguinte
todo
nos
abriga
daquella
e
crime
que
apre-
constantes
o
perigo
experiencias fei-
névrose.
Séria absolutamente inopportuno trasladarmos
este
estudo
uma
symptomatologia
que
exposiçâo
resumida,
variavel e compacta
as
para
da
molestia
grandes
nervoso, motilidade, sensibilidade
^ ) ALVAKES, O. C , cap. i ° .
I M
embora,
dessa
affecta separada ou simultaneamente
funcçôes do systema
até
Notemos
contra
em
um
sido
tribunaes.
uniformes
fundado
do
tem
hypnotismo, — unico
somaticos
enfermos
o
hypnose
de
hypnotismo
apreciaçâo
grande
simulaçâo,—é
tas
a
importancia, sob
agora
e
Como
como
casos
regra, e
HYPNOTISMO
5»
e
intelligencia
alguma
(
cousa
recendo
).
sobre
pontos
problema
1 5 2
Seja-nos
a
a discutir. A o lado
hysteria
dos
a
desse
indispensaveis
milar ou dissemelhante
a
licito,
etiologia
certas
(
1 5 2 a
),
para
da
do
porém,
dizer
morbo,
escla-
a
soluçâo
hereditariedade
parentesco
enfermidades
mercurio)
(
mentar (
),
das
1 5 5
emoçôes
) ,
das
do
causas moraes,
contagio
moraes,
(
moral
1 5 6
) os
e
que
diathesicas
t r a u m a t i s m o s e das i n t o x i c a ç ô e s (alcool,
m
do
do
siune
(
1 5 3
),
chumbo,
r e g i m e n ali-
da imitaçâo
psychiatras
(
l o o a
),
collocam
( ) L'hystérie constitue une pathologie en raccourci (Traité des névroses).
( « ) FÉRÉ, La famille névropathique. in Arch. neurol., 1884, t. v i l ;
MoEEAU (de Tours), Traité pratique de la folie névrophatique (vulgo hystérique, 1869 ; BRIQUET, Traité clinique et thérapeutique de l'hystérie, 1859 ;
BERNUTZ, Hystérie, in Nouv. Dict. de méd. et chirurg. prat., t. XVIII ;
ÏÏAMMOND, Traité des maladies du système nerveux, trad. franc., 1879,
DÉJERINE, L'hérédité dans les maladies du système nerveux, th. ag., 1886.
( ) Como a arthritis (CHARCOT, B O I N E T , D É J E R I N E , H U C H A R D \
a gotta (CHARCOT), a syphilis (FOURNIER), a tuberculose (GRASSET), as
molestias do coraçào (ARMAINGAUD, Sur une corrélation pathogénique entre
les maladies du cœur et l'hystérie chez l'homme, 1879), o rheumatismo articular agudo ( D U R A N D , SOUZA L E I T E ) .
( ) H . C O L I N , Etat mental des hystériques, 1890. L . LAURENT, Etats
seconds, 1892 ; GEORGES GuiNON, Les agents provocateurs de l'hystérie,
1889 ; PIERRE JANET, Etat mental des hystériques, les accidents mentaux, 1894.
( ) Observaçôes de Lébert, na Suissa; Cambay, nas raparigas turcas;
Magnus Huss na Suecia, Collineau na ilha d'Yeu.
( a) Choréas epidemicas da edade-media (dansa de S. Joào, dansa de
S. Guido, 1374), tarentulismo na Italia* por esse mesmo tempo, epidemias
demoniacas na Allemanha (1550-1560), epidemias das Ursulinas de Loudun
(1632), das Ursulinas de Aix 11609), de St-Médard no tumulo do diacono
Paris (1731-1732"!, epidemia hystero-demonopathica de Morzines (HauteSavoie-1861I e Plédran perto de Saint-Brieuc (188C, epidemia choreica,
demonopathica e convulsiva de Jaca na Hespanha (iSSC
( ) As emoçôes, particularmente as depressivas, como o medo, a tristeza tem notavel influencia etiologica ora provocando, ora multiplicando os
accessos, ora exasperando-os. JACQUARD, La Peur, thèse, 1871. LAVIROTTE, Observations sur les effets de la colère (Gazette des Hôpitaux, 1848,
p. 273). F E R R I A Z , Médical historiés and reflexions. 1880, t. 1, p. 128;
PITRES, Leçons cliniques sur l'hystérie et l'hypnotisme, 1891, t. I , p. 36;
LoRATN, Des émotions soudaines chez les femmes développant instantanément
des troubles nerveux persistants (hystérie, chlorose, chorée, paralysie agitante),
in Arch. gén. de méd., 1875, t. 1, p. 205 ; C A E M E I L , De la folie considérée
152
152
153
154
155
15o
150
CAPITULO I I
entre
o
as
condiçôes
apparecimento
que
do
59
exercem
morbo
influencia
hysterico,
a
sobre
edade
e
o
sexo.
Durante
como
um
mulher.
um
longo
apanagio.
Nâo
citarei
timidamente,
crença.
Os
trabalhos
dras (
1 5 7
Grisolle
Klein
(
),
1 6 1
),
pletamente
que
para
homem
em
foi
tristissimo
Galeno,
de
nem
c o m energia,
Forget,
(
Laurent,
Batault
(
1 6 2
Babinsky (
semelhante
mulheres
218
casos
individuos
do
),
hystericas
1885
reunir
1 6 4
doutrina.
Em
sexo
privilegio
),
),
que,
(
1
5
6
a
essa
) ,
San-
Landouzy
D'Olier
(
(
anniquilaram
1 6 0
1 6 2
),
*),
com-
Briquet estabeleceu
havia
Batault,
de
da
repelliram
Berjon
Bernutz
1 5 8
considerada
Carlos Lepois
),
Pitres,
20
hysteria
1 5 9
affectado.
conseguiu
dos
),
a
um
outro
Briquet (
(
1 6 3
tempo
apenas
em
sua
hysteria,
masculino ;
um
thèse,
observae
sobe
a
sous le point de vue pathologique, philosophique, historique et judiciaire, 1845;
C H . FÉRÉ, Pathologie des émotions, i862, p. 269. Ja em 1841, M A R C H A R L
H A E L affirmava : « The is a near correction belween émotion and
hysteria,
which is doubtless very much a disease of émotion, tke same organs, the same
fonctions are affected, » in On the diseases amf dérangements of the nervous
system, 1845, p. 257.
( a) La grande hystérie chez l'homme, phénomène d'inhibition et de dynamogénie, changement de la personnalité, action des médicaments a distance, 1886.
( ) S A N D R A S et BOURGUIGNON, Traité pratique des maladies nerveuses,
156
157
1860, t. 1.
( ) Traité clinique et thérapeutique de l'hystérie, 1859.
( ) Art. Hystérie, in Nouv. Dict. de médec. et chir. prat., t. X V I I I .
( ) Traité de l'hystérie, 1846.
( ) EM. LAURENT, Les habitués des prisons de Paris, 1890, p. 243
e sg. Artigo in Encéphale, Janeiro, 1889. De la suggestion hypnotique chez
les criminels, in Rev. de l'hypn., Agosto 1889. Action suggestive des milieux
pénitenciaires sur les détenus hystériques, communie, ao cong. de hypnotismo
de Paris, 1889.
( ) Contribution a Vétude de l'hystérie chez l'homme, th., 1885.
( a) De la coexistence de l'hystérie et de l'épilepsie, in Ann. méd.-psych.
( ) De l'hystérie chez l'homme, 1880.
( ) Archives de Neurologie, 1886; De l'atrophie musculaire dans les paralysies hystériques, observ., 1, p. 2.
lB8
159
160
161
102
1G2
163
164
HYPNOTISMO
6o
mais
de
150
o
numéro
sobre
esta
questâo.
cher
filho
apresentou
Rouen
un
crises
râpaz
Em
tracçôes
ventre
11 de
20
e
de
hysterica),
ouvido,
sensibilidade
tactil,
a
de
catalepsia
facto,
e
Charcot
(março
de
de
ao
cot,
â
dois
levâra
doentes,
ataques
dos
Société
hemianesthesia
25
era
annos,
mesmo
tempo
manifesta.
um
sujeito
Nessa
homem
36
aptidâo
a
a
obedecer
bilidade do
dr.
moço
lado
um
de
lepsia,
annos,
a
mais
de
communicava
caso de
da
cérébral, a
aboliçâo
do
sobre
seguida
â
e
os
uma
calçada,
uma
vira
violenta
da
mucose
que
phenomenos
da
sensi-
em
1885
o
médicopsyem
um
com
e
catagraves
se
oc-
dois casos
homem
p a r a l y s i a s e g u i d a d o s estygmas
gosto, anesthesia
e
Charcot
mais
ao
hypnotico,
complicada
de
e
referia-se a
Société
1887,
de
hysterica
familia,
Ainda
he-
outro,
convulsiva
suas l i ç ô e s ,
a
soffria
estado
hystero-traumatica : u m
annos, l a n ç a d o
em
de
annos,
personalidade
Em
adoleHôpitaux
aboliçâo
hysteria
desdobramento
paralysia
volver,
a
direito do corpo.
uma
clinica
epilepticos
realizar
21 annos, — h y s t e r i a
em
de
des
—
de
em
a
p e r t u r b a ç ô e s intellectuaes.
cupava,
desse
Debove
pae
entrar
da
Antes
paralysia
sessâo,
tendo
Jules V o i s i n
chologique
uma
suggestôes,
transferencia,
e
desordenados,
ataques
mesma
de
33
cutanea,
apresentava
evidenciava
de
u m , de
a
hal-
anteriormente a Char-
convulsivos, movimentos
miplegia,
con-
a
visâo
liçôes
médicale
quaes
que
a
e s t u d o d e seis h y s t e r i c o s ,
a d u l t o s ; e,
de
accessos de l e t h a r g i a ,
duas
scentes uns, o u t r o s
Féréol
da
somnambulismo.
consagrou
1886)
Medicina
dos musculos,
p e r t u r b a ç ô e s do
depois
Bou-
de u m a b o l a
lucinaçôes, a
e
1886
edade, sujeito a
[bola
tetanicas
publicados
de
de
sensaçâo
garganta
convulsivas
maio
annos
pela
â
trabalhos
â Sociedade
de
caracterisadas
subisse d o
de
se
de
29
desem
commoçâo
hystericos
que
:
cobre
CAPITULO I I
a
epiglotte e
Visual,
obnubilaçâo
sensaçôes
nas
a pharyngé
havia,
sido
a
os
que
etc.
victima
(operculisaçâo) ( ^);
desordens
tivas
e
O
um
accidente
dâo
o
1 6 7
e
campo
quadros,
batidos
annos/
robusto,
de estrada
de f e r r o
25
nome
de
tamponnement
a u m a saude perfeita succederam
perturbaçôes
symptomatisando
diges-
claramente
a
).
grande
névrose
tigmas, t e m consequencias
logia
de
do
histerica, dyspnea,
dos
da sensibilidade g é r a i ,
(
a
), diminuiçao
bola
outro,
do
sensoriaes,
hysteria
Mas
em
francezes
1 6
1 6 5
auditiva,
dolorosas
temporas,
(
6l
etiologia
nos
dois
apresenta
eguaes,
os
mesmos
es-
igual symptomato-
sexos ?
Charcot
provou
( ) Chairou, entre outros, dava uma exaggerada importancia a essa
anesthesia, hysterica (GILLES DE LA ToURETTE, Traité clinique et thérapeutique de l'hystérie, 1891, p. 185).
( ) Dâ-se no caso d'um individuo ficar preso entre as buxas de dois
wagons que vâo bâter um contra o outro : résulta d'ahi uma compressâo
ordinariamente limitada â bacia e â parte inferior do tronco (ViBERT,
Précis de ?nédecine légale, T éd., 1890, p. 266).
( ) Nos ultimos tempos tem-se dado grande importancia na geraçâo
da hysteria aos traumatismos physicos, contrastando com a énorme influencia etiologica que os antigos hysterographos davam aos choques
moraes. Ora essas duas causas, a physica e a moral, acham-se reunidas
nos accidentes das estradas de ferro : esses traumatismos dâo lugar a perturbaçôes intensas do systema nervoso, perturbaçôes a que os autores inglezes e americanos consagram os nomes de railway-spine e railway-brain.
Discute-se a natureza dessa enfermidade : ao envez de ERICHSEN (On railway and other injuries of the nervous System, 1886), de W . PAGE (Injuries
of the spine and spinial cord, ivhithotit apparent mechanical lésion, and nervous shock, in their surgical and medico-legal aspects, 1885), PuTNAM,
WALTON e CHARCOT consideram as desordens nervosas consecutivas a
esse genero de accidentes como meras manifestaçôes hystericas. — (Vide
ViBERT, Etude médico-légale sur les blessures produites par les accidents de
chemifi de fer, 1888; CHARCOT, Des accidents de chemins de fer, in Annales
d'hygiène publique et de médecine légale, 1889 ; KNAPP, Nervous affections following injury railway-spine, raisway-brain, 1888, e THOMPSON und OpPENHEIM,
Ueber das Vorkommen und die Bedeutung der sensorischen Anàsthesie bei
Erkrankungen des centralen Nervensystems, im Archiv fur Pscych. und Nervenkrankheiten, 1884, c. por ViBERT, o. c. — Vide ainda Clinique, des maladies
nerveuses, par M . CHARCOT, t. V, 1892; liçôes nos annos escolares de
1889-91 reunidas e publicadas pelo D R . GEORGES G U I N O N , nas quaes se encontra uma liçâo a proposito de um caso de hysteria masculina, em que o
autor reconhece e desassocia factores multiplos: alcoolismo, traumatismo e
hereditariedade nervosa.
l6B
166
167
HYPNOTISMO
62
exhuberantemente
a
identidade
entre
a
hysteria
masculina e a feminina ( ) .
A h y s t e r i a se d e s e n v o l v e e r n q u a l q u e r i d a d e . L a n 1 6 8
douzy (
entre
1 6 y
) cita 4 8 casos dessa n é v r o s e
10 e
15
annos;
Briquet
em
desenvolvidos
430
observaçôes
v i u 87 casos de h y s t e r i a i n f a n t i l . E ' f a c t o i n c o n t e s t a v e l ,
porém,
que
10 aos
20 annos,
teria
se
é na
epoca
que
da
mais
déclara ; depois
m a i o r i a dos
por
é
casos,
essa e p o c h a ,
a
edade
de
em
ou
20
annos,
ao t e m p o da
que
levam a
predilecçâo
seja
frequentemente
dos
frequencia para reapparecer
A
puberdade,
a
crer
névrose
que
para
si a
o
a
dos
hys-
diminue
de
menopausa.
se
mostra
puberdade
nascimento
da
( ) Leçons sur les maladies du système nerveux.
l i a entretanto certos pontos de differença que resultam mesmo das
diversidades que separam os dois sexos. No homem a molestia se distingue muitas vezes pela permanencia e tenacidade dos caractères que a
symptomatisam ; na mulher o traço caracteristico da enfermidade é serein
esses caractères instaveis, moveis, contradictorios : o que fez dizer a Sydenham que nas hystericas o que ha de mais constante é a inconstancia. Na
hysteria do homem — ce renversement des lois constitutives de la Société,
na phrase de Briquet f o. c , p. ta\\ as emoçôes sâo tristes, depressivas e levam o individuo ao abatimento e â inercia ; a mulher hysterica
ao contrario é ordinariamente agitada, alegre, vive âs gargalhadas, faz mil
loucuras, de tudo pesquiza. De maneira que esse estado é penosissimo
para o homem, que soffre mais com a inercia que o assalta, com a destruiçâo de toda a força viva, com o progressivo enfraquecimento moral
que o invade. « Mais, derrière cette différence apparente, i l y a un fond
de ressemblance, et l'hystérie est toujours la même. C'est la mélancolie et
la tristesse qui sont les sentiments dominants chez les femmes comme chez
les hommes... Les éclats de gaieté folle sont des accidents au milieu d'une
tristesse très monotone. Elles justifient une pensée souvent exprimée par
les philosophes, et reprise récemment par M. Féré, «la sensation de plaisir
se résout dans une sensation de puissance, et la sensation de déplaisir
dans un sentiment d'impuissance (a) >,. PIERRE JANET, Etat mental des
hystériques, les stygmates mentaux, prefacio do prof. Charcot, 1894.
Sans
doute, il existe un rapprochement qui s'impose entre le caractère hystérique
et le caractère féminin. Mais dans les cas d'hystérie, chez l'homme ces
troubles moraux sont encore plus accentués, s'il est possible.... » B. B A R I , ,
Leçons sur les maladies mentales, 1890, p. 640.
( ) Cit. por CULEERRE, Traité pratique des maladies mentales, p. 53.
1G8
169
(a) & iisntiou ou mon n nirtit, \>. (34.
63
hysteria, a menopausa é
a sua r e s u r r e i ç â o ( ").
a
e d a d e de p r e d i l e c ç â o
para
1 7
Essas
observaçôes
graphos
E
de
que
se
o
a
pelos
hystero-
t ê m occupado da hysteria masculina.
Batault a
De
sâo confirmadas
10
seguinte
estatistica :
a n n o s (caso
minimum
2
annos,
mezes)
10
De
9
IO
a
20 annos
De
20
a
30
»
7*
60
De
a
40
»
27
De
30
40
a
50
De
50
a
60
11
»
6
192
Firmados
esses
principios, fundamentemos
a nossa
opiniâo.
Estudando o s o m n a m b u l i s m o p r o p r i a m e n t e dito sera
facil a p p r é h e n d e r
que
elle
apparece
quasi
sempre
em
individuos, cujo exame révéla claramente u m conjuncto
de
symptomas
vaçâo
n â o data
sagem,
em
attinentes
jamais
pessoas
de
afhrmou
sans
contentou
Charcot
os
apenas
â
hysteria.
que,
que
seja
fosse
phenomenos
em
Essa
dito
obserde
impossivel
da
estudal-os
gerar
hypnose,
em
pase
se
hystero-epi-
lepticos.
Embora
todos
terminaçâo
dos
sujets,
anteriores
cl a d o s
nos
falhem
das c o n d i ç ô e s d e s a u d e e dos
que
a
serviram âs experiencias
Charcot,
Tourette
que
sadores
muitas
â
os
epilepsia (
1 7 !
as
),
observemos
crises
convulsivas
vezes
curavam
pertencem
na
com
que
e
que
maioria
para
a
de-
antécédentes
dos
au'tores
Gilles
os
de
la
magnetiattribuiam
dos
casos
â
( °) GRASSET, Des maladies du système nerveux, 1881 ; BERNHEIM,
De la suggestion dans F état hypnotique et dans l'état de veille, 1884, p. 6.
( ) C H . FÉRÉ, Pathologie des émotions, 1892, p. 281.
l7
m
HYPNOTISMO
64
hysteria,
porque
fractarios
â
hypnotica,
os
hypnose
tratavam
immediatamente
demonstram
A
leitura
que
sala
convicçâo
(
7
2
);
m
) ,
graças
egualmente
desappareciam
attenta
do
â
de
e
e m t o r n o d o baquet
cujos
hysterica.
sobre
convulsivas
Mesmer
espirito a
eram
em
sua
m e m o r i a e s p e c i a l i s a v a , e n t r e as e n f e r m i d a d e s
pelo seu systema,
médiatement
et
les autres
immédiatement
o
m e s m e r i c o e na
meras
dos mais conhecidos phenomenos
disso,
que
caractères
das crises, e s c u l p i u e m nosso
Além
re-
therapeutica
paralysias
relatorio de Bailly
d e q u e as c r i s e s
manifestaçôes
tericos
(
1
francamente uma origem
se p a s s â r a
célèbre
epilepticos s â o geralmente
les maladies
(proposiçâo
hys-
célèbre
curaveis
des n e r f s
28).
( )
Les réserves à faire sur la suggestion hypnotique doivent être
d'autant plus grandes que les hystériques et quelques neurasthéniques peuvent seuls en profiter. La possibilité de fixer l'attention est une des conditions de l'hypnose ; or la plupart des vésaniques, des épileptiques ou des
émotifs sont le plus souvent incapables de la fixer autrement que sur leurs
idées morbides. Tous ceux qui ont les yeux fermés ne dorment pas, et tous
ceux qui dorment ne sont pas dans l'hypnose; ce sont des points sur lesquels i l faut d'abord s'entendre. Je dois avouer, à ma confusion, que malgré
des nombreux essais, et bien que la patience ne me manque pas, je n'ai
jamais pu mettre en état d'hypnose ni un vésanique ni un épileptique pas
plus à la Salpétrière qu'à Bicêtre. A Bicêtre j ' a i essayé exactement 228 fois
sur des épileptiques mâles, 16 fois la tentative s'est terminée par une attaque,
12 fois le malade s'est endormi d'un sommeil qui n'offrait aucun caractère
objectif de l'hypnotisme ». FÉRÉ, ibidem, p. 549.
( ) « Quelques uns (malades) sont calmes.... d'autres toussent.... d'autres
sont agités et tourmentés par des convulsions. Ces convulsions sont extraordinaires par leur nombre, par leur force. Dès qu'une convulsion commence, plusieurs autres se déclarent. Les commissaires en ont vu durer plus
de trois heures ; elles sont accompagnées d'une expectoration d'une eau
trouble et visqueuse arrachée par la violence des efforts... Ces convulsions
sont caractérisées par des mouvements précipités, involontaires de tous les
membres et du corps entier, par le resserrement à la gorge, par des soubresauts des hypocondres et de l'épigastre, par le trouble et l'égarement des
yeux, par des cris perçants, des pleurs, des hoquets et des cris immodérés.
Elles sont précédées ou suivies d'un état de langueur et de rêverie, d'une
sorte d'abattement et même d'assoupissement. Les commissaires ont observé
que, dans le nombre des malades en crise, il y avait toujours beaucoup de
femmes et peu d'hommes; que ces crises durent une ou deux heures à
s'établir ; et que, dès qu'il y en a une d'établie, toutes les autres commencent successivement et en peu de temps. » Rapport des commissaires chargés
par le Roi de l'examen du magnétisme animal, 1784.
m
173
CANTLI.O I I
Puységur
seus
operava
melhores
nervos.
O
lement
quand
Viélet
les
on
affirmava
fois
que
trouve
as
affinidades entre
(
dies
nerfs, l'hystérie surtout,
nissent
l'avis
o
) . O
le
gênerai
plus
des
de
faz
e
notar
« les
Potet,
de
depois
dos
processos
pas
que
saient
été
les
Noizet
).
em
nom
das
«On
sortes
médecins
que
la
( )
qui
four-
d'après
sobre
croyez
seules
ne
ces
connais-
maladies,
de
Du
résultantes
« E t ne
qui
aos
».
minutes,
viens
livro,
prendem
de
quelques
Neurypnology,
reconhecer
à
a
mala-
seu
éprouvent
je
e
vous
ont
et
ont
rendre
) . E n t r e os 6 9 c a s o s d e q u e B r a i d se o c c u -
« affections
doit
«les
do
constitués,
ces
en
uma
suas e x p e r i e n c i a s ,
avançava:
nerveuses
bien
de
artificiels,
que
serâ
facil,
nerveuses
o
ce
fait
p l u p a r t des
G.
»
connu
déjà
somnambules,
de
la
hyste-
tratamento hypnoBriquet
M . Gendrin d'avoir attiré
sur
diz
paralysias e contracturas
r i c a s ; e a p a g . 22 elle p r é c o n i s a
tico
déjà
referir-se â s c o n v u l s ô e s
magneticos,
de
sua
Tourette,
qui sont
convulsionnaires
é p r o u v é tous les effets d o n t
pou
pas
seu-
celles
ponto
relaçôes
désorganisé
compte» (
fait
O officiai prussiano,
hystériques
hommes
m
de
mais
insistia
sont
outro
as
femmes
que
ainsi
(
1 7 5
em
somnambulos
effets, des
crises
hypnotismo
o r d i n a r i a m e n t e as
hysterico ;
Noizet
o
somnambules
médecins»
quai operava
era
dos
ne
veut,
sujets
hysteria
de
« on
l'on
des
de
»5
dois
naturels. » Despine (d'Aix) mais
salienta
m
e Joly
affectados ambos
Faria
toutes
des é p o p t e s
vez
sujets,
padre
depoptes
sobre
r
l ' a t t e n t i o n des
depuis
dits
ponderava :
longtemps,
magnétiques,
Traitement des maladies nerveuses par le magnétisme, 1840, p. 86;
(de Marseille), Le somnambulisme, p. 140.
( ) Mémoire sur le somnambtelisme, 1854, p. 187.
( ) Traité complet de magnétisme, 1821 ; « I l est vrai que la névrose
serait ici un effet et non une cause; mais ne pourrait-on pas facilement
retourner la proposition ? GTEEES D E LA TOURETTE, L'hypnotisme et les
états analogues, p. 54.
9
m
DF.SPINE
I75
17e
HYPNOTISMO
sont
des
pensar
femmes
h y s t é r i q u e s . » H o j e esse m o d o
encontrou
plena
consagraçâo
scientifîca
de
nos
t r a b a l h o s da e s c o l a d a S a l p é t r i è r e . E n t r e os q u e c o m partilham
as
cujo nome
idéas
é
a
deste trabalho,
Janet
(
1 7 8
Freund
),
que
cada
para
d'aquelles
as
citemos apenas Babinsky (
(
Donkin
(
( °),
além
passo trazido
Laurent
1 8
sustentamos,
1
7
m
8
a
),
) ,
Blocq
(
1 7 9
Strumpell (
m
),
1 8 2
paginas
) , Pierre
Breuer
e
).
Algumas consideraçôes para demonstrar a approximaçâo
entre
Nas
cial
dois
emtanto,— e
sibilidade
de
coïncide
com
hysteria
(
O
1 8 2 a
estudo
uma
um
estados.
hystero-epilepticas
é geralmente
no
é
os
tinguem
e
o
facto é
o
artifi-
facilidade notavel ;
caracteristico, — a impos-
p r o d u z i r os p h e n o m e n o s
desapparecimento
somnambolicos
dos
estygmas
estado
da
completo,
memoria
segundo
vida
em
nos
normal
que
as
ensina
q u e elle
incompleta
por
a n e s t h e s i a s se
domina a vida
inteira:
mais
que
um desdobramento
ex-
assim
essas a l t e r n a t i v a s d e n o r m a l i d a c l e e a n o r m a l i d a d e
mam
da
).
do
a
somnambulisrao
provocado com
substituiçâo
estado
o
for-
de personalidade :
( ) Hystérie et hypnotisme, in Gazette hebdomadaire, Julho, 1891, p. 15.
( ) Etat mental des hystéiiques : les accidents mentaux, 1894, p. 223 e seg.
( rt) Etats seconds,- variatiotis pathologiques du champ de la conscience,
1892, p. 159 ; « Nous devons ajouter
que nous n'avons jamais vu un
somnamlntlisme même incomplet sans être contraint de constater tôt ou
tard tout un ensemble de symptômes hystériques. »
( °) Gazette des hôpitaux, 23 Janvier 1S93.
( ) J. BREUER und SlGM. F R E U X D , Céder den psychischen Mechanismus
hysterischer Phànomene, in A'eurolog/sches Centraldlatt, 1893, n.os 1 e 2,
extr. p. 7 : « Os estados hypnoides e os phenomenos hystericos se ligam
por um laço intimo. »
C ) Llystéria, art. in Dictionary of psychological médecine, de H A C K
lirCKE, p. 626 : « E' entre os hystericos que vamos achar a maioria dos
somnambulos.... ; é certo, nos-o ensina uma experiencia gérai, que os seres
humanos sào hypnotisaveis na proporçâo directa de sua instabilidade nervosa. »
( ) Cit. por P I E R R E J A X E T , Les accid. mentaux, p. 160 ; < No fundo
os estados hypnoticos unem-se estreitamente âs manifestaçôcs hystericas. »
l a ) P I E R R E .JANET, Automatisme psychologique, p. 343,446.
177
1,s
178
17
180
81
1S2
1 8 2
>7
r
constituem
para
dupla,
antes
ou
o
cnfermo
dois
uma
periodos
verdadeira
de
vida
existencia
que
se s u b s t i t u e m a l t e r n a d a m e n t e , e q u e se d i s t i n g u e m a p e nas
pela
quando
amnesia
em
Ora, pelo
entre
clos f a c t o s
outra
fini
da
phase
o
succedidos
s o m n a m b u l o se
v i d a desses individuos,
o s d o i s e s t a d o s se v a i a p a g a n d o
e progressivamente
a
essa
observaçôes
œnclusâo
Despine
(
),
1 8 i
latinamente
tificar
os
das
unidade
de A z a m
(
a t é chegar
dois
Tomemos
numa
1 8 5
a
phase,
encontra.
a
separaçâo
pouco a
se r e c o n s t i t u e .
).
A
de
Résulta
Mitchell
fusâo
se
confundir, a
pouco
(
1 S 3
J,
opéra
unir,
pau-
a
iden-
periodos.
a g o r a a s u g g e s t â o , s o b r e a q u a i os N a n -
cyanos tanto insistem, concretisando
nella toda a dou-
trina hypnotica.
A s u g g e s t â o ( n i n g u e m p o d e p o r e m cluvida) é
idéa
unîca
tras,
E'
isolada
autonomo,
Esses
dois
o-estâo
so
dada
a
um
uma
pode
phenomeno
idéa
completo,
de
e
de
de
em
casos
certas
de
encontre
cacla
desenvolva,
disponha-as
m
1>M;i
faz-se m i s t e r
na seriaçâo
).
sugnâo
e
tal
que
o
espirito
em
coordene-as,
conveniente. S u c c è d e
isso
a
no espirito do h o m e m normal. Individuos ha
dessa
tematisaçâo,
l s 5
a
1 8 S
se c o m p ô e d e i m a g e n s e d e s e n s a ç ô e s ; p a r a
ella g e r m i n a , é v o q u e essas i m a g e n s ,
1S3
(
passo.
que
(
1889,
(
i
(
idéas
circumstancias :
se
incapazes
com-
determinados,
que
cada passo
de
tal banalidade
a
ou-
evoluçào.
além
certas
uma
das
s â o indiscutiveis. Ora,
vulgar,
se
amontoado
independencia
apparecer
coincidencia
que
do
independendo
caractères
constancia
A
meio
desenvoîvimento
pleto
é
no
conservando
um
de
da
evocaçâo
seriaçâo
e
das
principalmente
imagens
da
sys-
despertadas :
) \VEIK. MlTCHELL, Mary Reynolds, a case of double consciousness,
pag. 11.
) Ù E S P I X E (d'Aix), Traitement des maladies nerveuses, pag. 61.
) Hypnotisme, double conscience et altération de la personnalité, 1887.
'i PiERKE J A X E T , Les accidents mentaux, cit.
68
HYPNOTISMO
perturbaçôes
mentaes
em
torno
de
um
de
centro
os
outros
gens
isoladas ;
impotencia
visinhas
i m p e d e m - n os
phenomeno
e
leva-os
a
nelle
o
mesma orientaçâo.
incoherencia,
decadencia
duvida, â
certos
da
febre typhoide,
nor
proporçâo,
jas
modificaçôes
rito,
a
etc.:
nâo
solutamente
sâo
mais complexas,
afastado
do
con-
despertando
a
ainda
a
se
cathegoria
da
de
se
pro-
â loucura
hystericos,
em
de
o
me-
hystericos,
que
différentes :
por
cu-
no
espi-
a
razâo
é
emquanto
executar
sug-
que
ab-
suggestôes
periodo
que f o r a m
por
muito
perfeitamente
e realisaveis n u m
em
Essas
é o
prolongue
prazo,
incapazes
das
intelligencia s â o
executam
curto
que
applica,
consentindo
imagens
momento
os
ou
racional
mania,
como
pensamento
porque certos enfermos
faceis e
demencia
mental, â
morbidas
solicitado por
gestôes
Absoluta-
n â o s â o suggestiveis.
delirios,
uma
profundas,
mesmo
muito
unico,
fazel-o evoluir,
applicam â
da
o
pensamento
a
Essa impotencia, ou i n a p t i d â o ,
se
dessa
dâ,
imagens
impossibilita a associaçâo
consideraçôes
tempo
nâo
ima-
variadissimas, conservando-lhe
i m a g e n s : taes i n d i v i d u o s
demais
somente
um
espirito,
sensaçôes e imagens
totypo
se
servîndo
por
por consonnancia ou contiguidacle.
mente n â o podem tomar
centrar
Pensam
esse f a c t o
unir
synthetisar
psychologico,
phenomenos.
quando
de
de
tempo
propostas.
A primeira condiçâo, por consequencia, é u m espirito
relativamente
sâo,
E assim c o m o
pables
de
gestâo
exige
e
de
idéa
ficar
assim
na phrase
« certains malades infectés sont
f a i r e de
la fièvre, » assim
uni espirito
por
feliz de B e r n h e i m (
algum
formada.
capaz
tempo,
Eis a
tambem
de
associar
ao
menos,
razâo
pela
187
suggestion,
p. 224.
) .
inca-
a sugimagens
sobre
quai
Cullerre, entre outros, descreem do tratamento
tico da a l i e n a ç â o mental.
( y Hypnotisme,
m
Féré
a
e
hypno-
6
A r g u m e n t a r a o : essas c o n s i c l e r a ç ô e s p r o v a m q u e
suggestibilidacle
m e n t e sans.
Mas
os
assim
se
nâo
phenomenos
hystericos
dentes
ou
completa-
é. N e n h u m
observador
encontrou
hypnose
provocada,
senâo
anormaes,
de
da
em
o
individuos
adquiridos
nevropathicos
homem
phenomenos,
normal
citados
nâo
para
habitos,
nâo
confunda suggestâo
Esse
com
pendente
de
outras
pensamentos
gencia
todos
â
e
phenomemos
nunca
idéas,
associados
capazes
com
de
d e se
esse
que
um
se
esta
no
individuo
O
doutrina,
da
e
s
re-
educaçâo:
docilidacle.
automatico,
grupo
installam na
parasita,
inde-
cohérente
de
intelli-
isolados
entre
externamente
correspondentes
foi encontrado
com
obediencia, espirito
traduzirem
motores
antécé-
su££estionavel.
exaggerada
completo
semelhança
O
credulidade,
espirito de
desenvolvimento
é
em
hereditarios,
rebater
dos
suggestivel
da
ou
apreciaveis.
sultam
se
em
a
pessoas
pathologicos
estygmas
sâo,
encontra
9
(
1 8 8
),
por
nunca,
h o m e m perfeitamente equi-
l i b r a d o e s â o . N u n c a , — a f f i r m a m o s : e s â o as e x p e r i e n cias
de
nossos
asserçâo
Para
(
1 8 9
nos
contradictores
a
s u p p ô e sempre
affinidade entre a suggestibilidade e
s â o hoje indiscutiveis
accidentes nevropathicos,
da vontade e da a t t e n ç â o , d i s t r a c ç ô e s
anesthesias, caracter m o v e l e d e s i g u a l ,
duvidas, phobias, idéas
sujet
( °).
1 9
daquella
).
a
p e r t u r b a ç ô e s psychicas
quebrando
prova
e
alterando
Ainda
ha
fixas,
a
pouco
as
aquella
perturbaçôes
graves e
mesmo
excentricidades,
m a n i f e s t a ç ô e s da
estabilidade
assignalamos
abulia,
psychica
o
facto
do
da
( ; CHAKCOT, Maladies du système nerveux, t. m, p. 336.
Vide cap. i .
; A palavra abulia désigna deurna maneira gérai as a l t e r a ç ô e s ,
as dinrinuiçôes da vontade: applica-se â preguiça, â h e s i t a ç â o , â i m potencia de acçâo, â lentidâo, â indecisâo, â falta de a t t e n ç â o nas
idéas. P I E U K E JANET, Et. ment, des kyst., les styym. ment., p. 122.
188
1 8 9
l y 0
70
HYPNOTISMO
coincidencia
suggestâo
do
desapparecimento
com
a
cura
mesmo
na
estados
anormaes,
condia
aos
rapida
e
evoluçâo
clos
da
ephemera
hysteria
o
a vida
se o p é r a :
a
abulias,
corresponde
suggestionar
automaticos.
de
diminuiçâo
das
dos acci-
anesthesias,
consideraçâo : a
é possivel
O
de
quando
se
suggestionavel
synthetisar
psychologicos,
a
um
a ver
vê-se
accentua
tempo
reduzido
muitos
diminuido o campo a
c o n s c i e n c i a se p o d e e s t e n d e r , — d ' o n d e
dificaçôes
da
da
o
déclara
enfermidade.
individuo
poder
actos
manifestaçâo
e n f r a q u e c i m e n t o m e n t a l d o d o e n t e , q u a n d o se
periodo
das
u m a diminuiçâo na possibilidade
Outra
so
es-
transformaçâo
o d o e n t e , nas a l l u c i n a ç ô e s , nos
suggestibilidade
um
certos
morbido que
real, u m a
â
hystericos ; e
depois
veu
dentes pathologicos, â aboliçâo
de
sensibilidade
accidentes
rasga-se
enfermos
da
memoria,
alteraçôes
da
a
nâo
elementos
que a
resultam
sua
mo-
sensibilidade,
i n a p t i d â o p a r a associar diversas i d é a s oppostas e
para
desviar r a p i d a m e n t e o espirito de u m a para outra. S â o
c a r a c t è r e s que accompanham
Em
nâo
qualquer
evoluem
de
nos,
e explicam a
as
idéas
completamente,
nascimento conscientemente
énorme
das
outras
porque
as
imagens
e
nâo
determinado,
mas
s â o independentes,
evocadas
desde
dispuzemos
na
o
uma
tem
seu
massa
recordaçôes : é
dade que na massa de imagens, cada
logar
antigas
suggestâo.
o
verseu
n â o conhecem o isolamento,
e por
uma m u tua
restricçâo,
o seu d e s e n v o l v i m e n t o é c o n t i d o p e l o d e s e n v c l v i m e n t o
das o u t r a s .
Para que
o d e s e n v o l v i m e n t o de
seja contido é preciso,
pois,
a
opposiçâo
uma
simultanea
d e u m a o u t r a i d é a , e s t a n d o as d u a s r e u n i d a s n a
consciencia
(
l y i
);
e
é isso
que
os
idéa
mesma
suggestiveis
nào
> '; « Pour arrêter une pensée, il en faut une autre qu'y mette
obstacle; pour entraver un sentiment, un autre doit prendre naissance.»
C H . R I C I I E T , L'homme
et l'intelligence, p. 529.
10
7i
p o d e m conseguir, n â o lhes c dado reunir tantos
mentos
Ha
numa
quem
mesma
p e r c e p ç â o pessoal
affirme que
a
suppressâo
tagonistes
é
uma
tâo
o
desenvolvimento
(
1 9 3
sença
a
);
pouco
nota
a
simples
simultanea
da
de
intelligencia
Pierre Janet
suggestâo,
troe
ha
(
),
um
mento suggerido,
uma
do
mentaes,
mesmo
da
t h è s e dos
O meio
molestia
a
da
do
pessoal,
personalidade,
etc.
Mas
phenomenos
desenvolvimento
da
bolica
tudo
pleto
de
theoria — o
e
da
o
das
e
a
pensalivre-
alteraçôes
dos
e
a
a
con-
elementos
crescer
é
uma
neurasthenia,
melhor
que
associadas a
alteraçâo
apparecem
melhor
terreno,
da
em
as
qualpersis-
synthèse
todos
pois,
os
para
o
hypnose :
parte
a
estudo
amnesia
demonstram
do
a
post-somnam-
hystericas localisadas ; o
dupla
( p r o v a de q u e ella
suggestâo,
da
amnesias
existencia
como
hysteria
que
Que
nossa
a
automatismo
deixando
o
des-
evoluir
as
faz
que
tempo
nascer
comprehende,
seus e s t y g m a s .
E
se
diminuiçâo, o u m o d i f i c a ç â o , da syn-
outro estado
tencia
como
que
e
todas
automatica
phenomenos.
appropriado para
intoxicaçôes,
quer
ao
coordenaçâo
psychologicos e
em
sujet,
a
servaçâo
pre-
mas,
isolado, pode
exige
a
emoçâo
mente, sem e m b a r a ç o s .
A suggestâo n â o pertence
porque
an-
sugges-
impede
momento
pessoal
ficando
da
individuo,
choque,
a fraca s y n t h è s e
idéas
idéas, afastando-as pouco
do
no
desta
pensa-
).
das
consequencia
outras
1 9 4
(
1 9 2
somnambulismo
é consequencia dos
es-
com-
estygmas
( ) «En raison de la dissociation facile de l'unité mentale, certains centres peuvent être mis en jeu sans que les autres r é g i o n s de
l'organe psychique en soient avertis et soient a p p e l é s à prendre part
au proçéssus.» CHARCOT, Maladies du système nerveux, t. m , p. 455,
( ) M A X D E S S O I R , Experimentelle
Pathopsychologie,
in
Yierteljahrsschrift
far wissenschaftliche Philosophie,
18 J0, p. 198.
( ) Etat ment, des hyst. les accidents ment., p. 54.
192
193
(
l94
}
72
HYPNOTISMO
hystericos,
quer
anesthesia,
idéas
seja directamente
quer
resuite
da
fixas, p h e n o m e n o s
senvolveram
fora da
percepçâo
hemi-somnambulismo
os
phenomenos
que
hystericos
ainda
evoluçâo
de
subconscientes,
do
fortalecer
determinada
mais
a
sonhos
que
normal) ;
tem
assim
apresentam
àssim
zes
phenomenos
tambem
a
precedida
tivos
um
ao
ou
manifesta
mesmos
as
crises
que
que
a
revelador
de
volve
muitas
ve-
symptomas
rela-
iniciados
modificam
1 9 4 b
se
passa
o
em
mesmas
que
o
sujet
nos
dois
que
o
o
sommemo-
em
tem
o
som-
crise.
1 9 5
é
o
) , — que
as
seguida
sido
se
a ten-
ellas
subs-
podem
idéas
fixas,
hypnotismo
s â o hystericas
de
recordado
hypnotismo
somnambulismo, — que
expontaneamente
a
hysterico (
exemplos,
é
durante
aviva durante
que
o
estados,
ataque
sâo provocadas
pessoas e m
extihguem
modificam
succède
morbo
suggestôes,
ou
) ; e nâo é sô : a
num
que
ainda
do
e
h y p n o t i s a ç â o , — que
tituidas por
unicas
(
memoria
crises de h y s t e r i a
as
é
contracturas
vezes reciproca
Accrescentemos
por
somnambolica,
actos
extinguem
provocado
o
nambulismo
ficar
os
) assig-
hysteria
s u b s é q u e n t e , — as
mesmas
somnambulismo,
tativas
de
parâ
baste-nos
1 9 4 a
de
provocada
sonhos,
hystericas,
é algumas
melhor
natureza
acompanhada
processos que
nambulismo
no
as
ataques
com
no ataque, manifesta no somnambulismo, —
os
modo
de
continuam no
estrangulaçôes,
os
hypnose
a t a q u e : os
ataque
ria
como
estudo
E
opiniâo,
e
de-
intimos laços
c i t a r as p a g i n a s m a g i s t r a e s e m q u e C h a r c o t (
nalou — que
se
o
subconscientes.
nossa
pela
(
( a) Mal. du syst. nerv., t. T, p. 447.
( ô l P A U L R I C H E R , La grande hystérie, p. 310.
cliniques sur Vhystérie et l'hypnotisme, t. n , p. 235.
se
1 9 5 a
modi— que
desen-
).
194
m
( ) GEORGES GUINON, Les agents proroeateurs
195
G I L L E S D E L A TOURETTE,
L'hypnotisme.
( 1 9 5 a) G. DE L A TOURETTE, L'hypnotisme,
PITRES,
de l'hystérie,
Leçons
p. 29.
p. t>3 Yi/.ioi.r, o. c.
—
1 -,
/ .-1
Sera
nâo
preciso
dizer
grande
insistir
mais
(como outros)
hysteria
aos
a
sobre
a
analogia,
idcntidadc,
estados
que
hypnoticos,
para
prende
e
a
especial-
m e n t e ao s o m n a m b u l i s m o ?
Examinemos
theoria
as
objecçôes
expendida,
que,
para
os N a n c y a n o s
combater
a
apresentam.
E m p r i m e i r o logar o illustre hypnologista L i é b e a u l t
« On
qui
a
cherché
ont
charme
ou
en
que
le t e m p é r a m e n t
s est
d'un
phatique
que
sont
aptes
pas
ceux
giste
ne
que
ceux
passif;
et
disposition
prit
m'a
paru
que
arrivaient
du
fournit
croire
parmi
et
les
nervoso-lym-
meilleurs
dormeurs.
M . A . J.
du
sexe
a
sexe
Philips,
masculin
féminin
à
entrer
j ' a i r e c o n n u le contraire. D u reste,
et
plus
La
Philips
à
ensuite
individus
le
charme
qui dorment
davantage
facilement en
portent
l'avis de
les
contestera
périence
les
que
somnambulisme
chez
me
nerveux
de
hommes
M . A . J.
C'est
recruté
suis
clans l ' é t a t
le
ai
avance
plus
tomber
expériences
trompé.
les
bilioso-nerveux
tempérament
f
ne
lorsqu'il
Mes
pas
personnes
je
à
sont
somnambulisme.
part.
ne
Mais
quels
la p r é d i s p o s i t i o n
bonne
quil
savoir
de
constaté
la
à
le
mieux,
que
les
se
les
souvent
que
mettre
héréditaire.
J'ai
et
en
eu
membres
naissance
nul
physiolo-
ne
reposent
femmes
pesamment
à
tous
prennent
les
hommes.
passivité
plusieurs
d'une
d'es-
fois
même
l'ex-
famille
dans u n é t a t de s o m m e i l semblable,
t a n d i s q u e p a r m i les m e m b r e s de c e r t a i n e s a u t r e s j e
ne
pouvais
est
recruter
devenue
ne
pas
si f o r t e à
craindre
résultat
réussi
agir
à
de
dans
Les
être
un
cet
égard,
enfants,
les
que
de
celui
vieillards
les
tient à
qu'il
conviction
m est
d'avance
manœuvres,
la famille
Cela
dormeur. M a
d'annoncer
mes
influencés
médiaires.
seul
quel
lorsque
sur
hommes
l'inertie
je
moins
des
de
serait
j'avais
lequel
sont
arrivé
déjà
voulais
disposés
âges
habituelle
le
de
10
interleur
HYPNOTISMO
74
attention
consciente,
tent
les
imbéciles.
qui,
par
nature,
logue
au
Comment
sont
qui suent
somnambulisme.
un
de
tics
de
convulsifs^
certains
sont
bules.
qui
en
aussi f a i t la r e m a r q u e
leur
l i t sans
se
mettent
et
enfin
contre
les
lades,
ce
de
bides
comme
endormi
tution
charme
on
des
a
les
ainsi d i r e , des
dans
les
devenir
s agitent
beaucoup
dans
ou
qui,
par
dans
leur
contact
de
la
essentiels.
Si
l'on
le
endormir
raison
de
pour
porté
et
à
des
claramente
e
aos
para
que
croire
o
constituiçâo
a
hysteria,
d'une
paysans v i g o u r e u x
f a i t des
porque
produzam
somente
quizessem
periodo
robusta
19G
DE L A TOURETTE,
les
consti-
que
délie
em
contradictar
uma
exista
servi
pénibles
hôpital » (
oppôe
transcripto,
nâo é
ayant
campagnes
se
( ) Du sommai
que
avons
n â o se
desde
ma-
le penser ; nous
Liébeault
ultimo
ren-
mor-
hommes
esse t r e c h o ,
nos
main,
soient
que
phenomenos
sommeil,
p a r m i des
somnambulisme
d'élite et
todo
somnam-
voix,
sans q u ' i l s s o i e n t j a m a i s e n t r é s d a n s u n
Citamos
anémi-
qui n avaient jamais é t é souffrants,
pour
corps
apathiques,
ceux
est
et
hystériques,
catégorie
femmes
robuste
les
de
même
une
et
affectées
la
sujets à
pas
pau-
dans
somnambules
n'est
états
névr
disposés
rapport
s u r t o u t des
des
oculaires,
vaporeuses,
s éveiller,
en
des globes
les
haute
ceux
que les personnes
tremblement
les femmes
à
fréquent
que
u n ample c o n t i n g e n t de dor-
généralement
rêvent
ana-
vite
clignotement
Il faut ranger
près
avec abondance t o m b e n t
épileptiques.
ques,
peu
gens-là
les
moi^ il est positif
strabisme,
à
a
ces
que
p i è r e s fournissent encore
m e u r s . Pour
état
Faria
présen-
observé
Il a
éprouvent
celle q u e
endormir
dans un
sommeil ? L abbé
individus
qui
si v o i s i n e d e
se
a
que
os
nevropathas;
appellando
diriamos
a
).
infère
que
salvaguarda
latente
1 9 6
a
contra
predisposiçâo
et des états analogues, 18GG, p. 311, cit. por
L'hypnotisme.
GILLES
( Apnrr.o n
nervosa
:
em
1881
Lamaille
nalava
nos
a
elle p r o p u n h a
que
Emile
soldados
Duponchel,
confirmava
Os
demais
maçôes,
(
nome
sâo
1 9 8
de
em
se
çâo
de
limitam
1880
Note-se:
eo-ual
resultado
homens
a
das
a nossa
(
que
)
essa o b j e c ç â o
casos de
desses
(
2 0 0
hysteria
(19,4
verdade,
) ; negando
masculina,
casos n â o é
(
P-
nieras
Assim
segunda
dados
),
O
° )
Beaunis
que
p.
n
propor-
que
que
quasi
contradiz
o
t â o elevado
esquece
a
visiainda
100),
â
âe
sâo
observador
1 9 9
I
affïr-
de L i é b e a u l t :
a
(18,8
formula
numéro
o
de
numéro
tâo diminuto como geralmente
( ) Refractarios
Somnolencia
Somno levé.
Somno profundo .
Somno muito profundo .
Somnambulismo (levé 31, profundo 131)
1 .014
(198) Agosto de 1884 a Julho de 1885:
60Refractarios
ou 7,9 p. 100
Somnolencia
Somno levé.
Somno profundo .
Somno muito profundo
Somnambulismo
753
197
a
e
esses
somnambulos
Na
1886
francez,
refutaveis.
1 9 T
semelhante
mulheres
thèse.
&
e em
duas estatisticas
de
viril,
Lochèse.
velmente exaggerados, que n e n h u m
conseguiu
hysteria
cle /arass/s,
perfeitamente
anno
).
da
assig-
igualmente medico militar
apoia-se
1884-1885
o
observaçôes
primeira do
Lochcse
existencia
Nancyanos
que
Bernheim
a
as
a
de
se
27
33
100
460
232
162
ou 2,6 p. 100
ou 3,2 p. 100
ou 9,8 p. 100
ou 45,3 p. 100
ou 22,8 p. 100
ou 15,9 p. 100
76
143
271
62
141
ou
ou
ou
ou
ou
10,0
18,9
35,9
8,2
18,7
p.
p.
p.
p.
p.
100
100
100
100
100
('") Faria hvpnotisava um individuo sobre 10 (NOIZET, O. C.). Brémaud adormece apenas 2 pessoas sobre 9 ( G I R R E S D E LA. T O U R E T T E ,
(o. c ) . B E R N H E I M admitte a proporçâo de 1 somnambulo sobre G
hypnotisados (De la suggestion dans l'état
hypnotique).
\ ) «Il est bien évident qu'on ne peut invoquer là l ' h y s t é r i e chez
l'homme, à moins d'admettre, ce qui serait absurde, qu'on trouve
chez l'homme h y s t é r i q u e sur 108 sujets, et encore... cette h y s t é r i e
chez l'homme se montrerait à tous les âges.» B E A U N I S , Le somnambulisme provoqué, p. 15.
m
7
6
HYPNOTISMO
pensa
(
2 0 1
eclade,
as
),
essa n é v r o s e
e segundo
epocas
hypnose
ou
que
de
s â o as
ria
edades
a Escola
hypnotismo
Liébeault,
da
de p r e d i l e c ç â o p a r a a e c l o s â o
névrose
da
Salpétrière
seja
qualquer
para o desenvolvimento
da
confirmada
em
p r o p r i o s quadros de
predilecçâo
resurreicâo
nem
os
apparece
(
);
2 0 2
nem
Charcot,
affirmam que
o terreno
apparece ;
que
que
exclusivo
para
a
a
hyste-
em
que
existencia
o
da
h y s t e r i a n â o se f a z m i s t e r a m a n i f e s t a ç â o d o s a t a q u e s .
Bottey
sans
de
encontrou
17
tisaveis
de
42
sobre
crescenta :
dérer
a
annos,
100 ;
« Il
cette
de
q u i ne
Os
nâo
isolée
reconhecer
relatam
nâo
dos
ao
sujets
experimentarem
mente
sâos,
baçôes
que
exister
(
(p.
deixam
ora
senâo
car
et
de
il
l'encom-
si l ' o n o p é r a i t
d'une
) »
E
esse
«chez
les
auctor
é
o
hystériques
la r è g l e ,
et
bien
11).
dos
os
ao
em
Salpétrièristas,
antécédentes
passo
que
individuos
transparecer
revelam a
absolue
en
inverso
; e
ac-
consi-
exagérée,
l'expérimentation
2 0 3
hypno-
adiante
d'imitation
minuciosamente
seus
30
l'expression
que —
réfractaires
de
cependant,
l ' h y p n o t i s m e est
Nancyanos,
vosos
par
saurait
p r o d u c t i o n de
sont
l'esprit
produits
absolument
y
pas,
nécessairement
façon
peu
faudrait
absolutamente
pagina
elle est
ce
la
uma
comme
mun,
a
mas
ne
faut tenir compte
primeiro
a proporçâo
statistique
la r é a l i t é ;
trainement
e n t r e as m u l h e r e s
claramente
hysteria,
ora
ner-
affirmam
absolutapertur-
deixam
ver
( ) Vide p. 60 deste trabalho.
f' -) Basta a coinparaçâo entre os quadros de Liébeault e o que
jâ dissemos — « C'est une dame âgée à qui M . Gibert a eu
l'obligeance de nous p r é s e n t e r ; elle a eu autrefois des
accidoits
hystérique H dans sa jeunesse et a été traitée par le magnétisme.
L'hystérie et le somnambulisme ont semblé disparaître pendant
longtemps, mais, à l'occasion de la ménopause, quelques
accidents
nerveux réapparaissent
et arec eux la disposition
au
somnambum
20
lisme » PIERRE JANET, Les accidents
Ç)
m
Le maynét.
animal,
mentaux,
1884, p. 12.
p. 221.
CAPTTUI.O I I
anormalidades
organicas
e â perverçôes
apparelhos
por
â
d é v i d a s â d e b i l i d a d e g é r a i das f u n c ç ô e s
de
mais
innervaçâo
exemplo,
affirma
« Estudando,
porém,
menos
os
seus
sujets
as a l t e r a ç ô e s
as
graves
cerebro-espinal.
que
hysteria, n â o conhecem
ou
unicas
dos
Bernheim,
s â o alheios
nevropathicas.
observaçôes
précisas
e detalhadas que c o n t e m a sua b r o c h u r a (cap. n i ) (
veremos :
tébral,
i
observaçâo :
a
paresia
leptiformes ;
titubeaçâo;
dos
2.
3-
membros
fragmentos
a
Vê-se
que
ver-
inferiores, ataques
epi-
tumor
do
obuz
na
de
hysteria; 5/
i l
sobre
1
tumor,
uma
5 observaçôes,
ferimento por
fractura
obuz
na
da
ha u m
systema nervoso, u m a d e s o r d e m
que a da hysteria. ( )
L i é g e o i s n â o diz palavra
com
columna
cabeça
na
gastralgia e rachial-
muito graves. Comprehende-se,
um
cerebello,
cabeça
e outros quatro c o m p e r t u r b a ç ô e s nervosas,
très
),
columna
observaçâo :
a
batalha d e ' P a t a y , 4gia.
f r a c t u r a da
2 0 4
possam
hystenco
das
quaes
effeito,
que
vertébral,
um
produzir,_
no
egual ou maior ainda
2 0 5
dos
individuos em
em
notar
25 sujets
que
o
sobre
antécédentes
os q u a e s e x p é r i m e n t a : c o n t e n t a - s e
Dr. Liébeault
nâo sâo
os
attesta
que
os
seus
hystericos.
B r é m a u d operou sobre 60 individuos
sâos;
mas
sô conseguiu
cando
uma
congestâo
produzir a
cérébral
(
2 0 6
absolutamente
hypnose
provo-
).
( ) De la suggestion.
Î' ) P A U L J A N E T , De la suggestion
dans l'état d'hypnotisme,
in
Revue politique et littéraire, 1884.
C ) « Voici M . le docteur B r é m a u d . . . Prenant au hasard des jeunes gens qui travaillent .de 15 a 25 ans , i l en a t r o u v é 2 sur 9 qui
ont fourni des sujets d'expériences. Soit; mais comment proeede-t-il?
« La première fois, dit-il, qu'on cherche à provoquer ce p h é n o m è n e
< chez un nouveau sujet, i l m'a paru t r è s utile, pour en faciliter l'ap« parition, de provoquer
tout d'abord un, certain état de congestion
« encéphalique, soit en faisant tourner rapidement le sujet sur l u i < même, soit en l u i faisant baisser la t ê t e vers le sol. » E n d'autres
termes, on commence par l u i donner une congestion cérébrale. Cela
m
M5
206
7S
HYPNOTISMO
Assim, pois, a nossa thèse é victoriosa: a hyster i a cle q u a t r o p e r i o d o s é o t e r r e n o d e p r e d i l e c ç â o p a r a c
desenvolvimento
tismo.
a
N â o se
hysteria,
dos
phenomenos
deduza
todos
os
d'ahi
do
que
o
grande
hypnotismo
hypnotisaveis
sejam
expressiva
tisme
le
se
plus
E
imagem
g r e f f e sur
favorable
mesmo
que
de
Paul
l'hystérie
à
se
son
Janet —
comme
complet
admitta
a
certos
lhantes
aos
do
somno natural, g r a ç a s â
mantcr
no
— os
phenomenos
sujets
hystericos
damente
cos
a
do
ou
A
conclusâo
guinte : para
mister
perseveranç;
expérimental
experimentaçâo
se
natural
caractères
por
ultima
que
o
verdadeiro
deste
uma receptividade
predisposiçâo
constituen
(
2 0 6 a
sera, pois, a
se
produza,
em um
résulta
)
se
faz-s<
organisnn
predisposto,
e
quilibrio
dynamismo nervoso do individuo (
no
essa
especial
niti
somati
hypnotismo
estudo
hypnotismo
en
distinguem
s â o esses c a r a c t è r e s q u e
scientifica do
indi
h y p n o t i c o s seme
fadiga
da
tronc
em
nevropathas
somno
especiaes : e
base
phenomenos
deduzidos
le
développement, s
de
uma
« l'hypno
producçâo
sâos
operado
segundc
sur
viduos
em
sejc
hystericos
t o d o s os h y s t e r i c o s s e j a m h y p n o t i s a v e i s ; m a s
a
hypno-
do
dese
2 0 7
).
fait, on procède à l'expérience et on la répète assez souvent pov
qu'elle devienne une habitude. « Ne vous étonnez pas de la rapidit
« avec laquelle les effets hypnotiques se manifestent, les jeunes ger
« ayant déjà été, à plusieurs reprises, les sujets d'expériences analogues
Ainsi, provocation par congestion, implantation par répétitioi
Qu'arrive-t i l alors ? « Je regarde vivement, brusquement, ce jeur
« homme ; l'effet est foudroyant.; la figure s'est injectée, l'œil e
grand-ouvert ; le pouls de 70 est passé à 120.» Qu'est-ce tout ce
si ce n'est une maladie provoquée ? et que voulez vos dire avec v(
sujets absolument sains, si ce n'est qu'ils se portaient bien avai
(pie vous les ayez rendus malades? Ne sait-on pas que l'on pei
rendre ivre l'homme le plus sobre du monde ? Et chacun de not
n'est-il pas éveillé avant le moment où i l s'endort? PAUL. J \ X E
De la sttf/f/rstioii, art. cit.
V.' Cap. lo deste trabalho.
(- ; O tir. Ochorowicz em uma cominunieaçào â Kociedade de Bi
logia, 17 Main 1884 (Note sur un critère de la sensibilité
hinmofiau,
l hgpnoseope ; un- nouvelle méthode de diagnostic)
propôe a adopç-'
07
CAITTtT.O I I
79
II
A exposiçâo dos diversos processos, das variadas
manobras
inutil
num
exhibiçâo
trabalho
De
uma
pericia
peita
ha
usadas
de
parte,
haver
hypnotisaçâo,
erudiçâo,
sido
militas
processo
vezes
universal
sensiveis,
torna-se
de
ser
relevancia
indispensavel
estado
em
que
se
sus-
como
nâo
provocaçâo
da
delicto, e
a
na
c o m o n e m a t o d o s elles os i n d i v i d u o s s â o
chegar
ao
preciso experimentar
effeito desejado.
certos
processos
cularmente
certos
estados
outra
parte
ordinariamente
exactidâo
nos
intervem.
Pelo
como
o
(
varios
Accresce ainda
determinam
2 0 7 a
meios
mais
que
parti-
).
conhecimento
das
manobras,
usadas, p o d e levar o p e r i t o a verificar
das
simuladas,
apontar
maior
é
para
geralmentc
a
a
longe
légal.
commettido o
e
De
tem
reconstituir o
hypnose,
para
a
medico
medica
um
para
declaraçôes
das
victimas,
reaes
ou
casos j u d i c i a r i o s e m que o h y p n o t i s m o
exame
tendo
dos
meios
produzido
a
que
o
individuo
h y p n o s e , sera pos-
de um apparellio por elle inventado para se poder aferir da sensibilidade hypnotica : segundo elle, esta é parallela a sensibilidade ao
iman. 0 hypnoscopio
(npnos, somno; skopein, ver) é um iman tubular de f o r m a annulai' que introduzido no index do individuo, de
maneira a que este toque os dois polos ao mesmo tempo, no cabo
de seis minutos produz no dedo modificaçôes objectivas movimentos involuntarios, insensibilidade, paralysia e contractera) e subjectivas (sensaçâo de calor ou frio, sensaçâo de inflammaçâo da pelle, de
entorpecimento nos musculos, de dores de différentes maneiras, de
peso no dedo ou no braço iritei.ro, de formigaçâo, etc.; 30 p. 100
das pessoas submettidas a essa prova sâo sensiveis â înflueucia
do iman e sâo portanto hypnotisaveis. D E . J. OCHOROWICZ, De la
suggestion mentale, 1889, pag. 543. Revue Scientifique,
3 Maio 1884.
Science et nature, 22 Agosto 1885, n.o 91.—Diz-se que um iman mais
ou menos poderoso approximado de certas hystericas produz o
somno lethargico. C H A M E A E D , Dictionnaire
des Sciences
médicales,
3 série, t. x , p. 3G7.
G I L L E S D E L A TOURETTE,
L'hypnotisme.
a
HYPNOTISMO
sivel
desmascarar
uma
fraude e
mulaçâo ( ).
As manobras empregadas
confundir uma
si-
2 0 8
sâo
numerosas
variété
cilïté.
leur
pourvu
apparente
différer
entre
naissance »
Qualquer
obter,
de
spé-
sont
un
organe
prédisposé.
montrer
consciencia
Stanley
um
importa
Hall,
qui leur
processo
posto
é uma
e,
como
que
uma
unico objecto ( °):
individual
começo
em
Mesmer
da
ont
em
da
pouco
passeava
roupa
o
no
rados
os
a
organismo
meio
dos
lilaz,
attençâo
somno,
do
mâos
quatro
dos
pollegares
doentes
p a r a c o m elles se p o r
ora
com
com
operando
as
mâos
courant,
uma
â
rapidez
ves-
sobre
os
deante
dos
nos
olhos,
as
suas,
entre
correspondencia
em
relaçâo
distancia
abertas
ora
in-
seus clientes,
parando
em
que
operado.
estendendo
varinha magica,
as
à grand
braços
de
o
agitados, fixando-os persistentemente
vimento
cor
résulta
mais
rapport),
do
personalidade
calmos
mediata,
idéa
esse e s t a d o c o m e f f e i t o
mais
en
o
expressâo
da
de
os
de
cerceamento
tido
com
donné
obra,
especie
crampe
abdicaçâo
conseguido
a
conservando
va-
p r o v e i t o do experimentador-, e do phe-
assim
pouco
leur
para empregar a
2 I
o
que
bons,
plus que ne s e m b l e n t
monoideismo artificial, u m
da
nomeno
tout caractère
).
quer
campo
leur
doctrines
operador
um
vade
les
o
fixa,
et
diffère pas
seja
o
sobre
2 0 9
nombre
moyens
de
que
que
de
ne
hypnose
les
à
facile
elles
(
tous
s'adressent
il serait
*Leur
même
générale,
qu'ils
D'ailleurs,
riété
e variadas.
enlèvent
Thèse
para provocar a
e
por
os
cruzando
(se
mettre
um
dedos
e
immosepa-
descruzando
extraordinaria
para
os
('-''") Vide cap. v.
(- ) P.vn, K I C I I K R , in lie nu- de ïhi/jmotisinc,
2.° anno, p. "221, 251.
C" ) P. F. THOMAS, La suggestion, son rôle dans l'éducation, 1895.
pag 7 7.
09
0
C A I M T U O TI
passes—eu
o
fluido
calor,
définitive
(
circulando
no
magnetisava
2
Si
) . Jumclin,
n
corpo
com
o
que
considerava
humano
dedo
e
a
identico
varinha e
ao
pela
a p p l i c a ç â o das m â o s , mas s e m d i s t i n e ç â o de polos ( - ) .
1 2
Fallâmos anteriormente
e Deslon ( ).
dos
processos
de
Puységur
2 1 3
Mas
jâ ao
terradas
a
tempo
tina,
de
as
varinhas,
magneticas.
D u Potet
passes
e o olhar.
O
dr. Teste
guida
o
face
de
palmar,
em
usado
frente
contemplado
que
a
seu
o
é
do
a
cadeias,
as
ao
do
caixas
sujet,
em
se-
sempre
operado—descende),
f a c e d o r s a l cla
o
individuo,
fixamente
elle obedece
des-
e x c l u s i v a m e n t e os
deante
tambem
mais
turno
sido
cima para baixo, tendo
aprezentar
subi ndo,
Processo
tar-se
de
as
tinham
empregava
c o l l o c a v a se
fazia passes
cuidado
Mesmer,
do
mâo (
operador
sen-
insistindo para
possivel,
â mesma
a
).
2 U
ser
emquanto
prescripçâo,
s o b r e v e m a l g u n s suspiros, h a t r e m o r das p a l p e b r a s , lag r y m a s c o r r e m , a s p a l p e b r a s se c o n t r a h e m f o r t e m e n t e
v a r i a s v e z e s , c e r r a m - s e e m f i m e o s o m n o se
ao
fini
de
alguns
minutos,
os
olhos
déclara.
n â o se
Si
fecham
e x p o n t a n e a m e n t e , deve-se a p p i i c a r os p o l l e g a r e s s o b r e
as
palpebras
Nos
hystericos
cae
de
para
Sem
pebras
MOKKAU
(' )
n2
o
atraz
espuma
\
superiores,
somno
conservando-as
é entâo immédiate
suspirando,
se
mostra
em
anterior
fixaçâo
junta
pressâo
â
abaixadas.
do
emquanto
seus labios
olhar,
dos
a
o doente
que um
(
2 1 ,
pouco
M.
o c c l u s â o das pal-
globos
oculares
pelos
L'hypnotisme, p. 11.
MORE AU,
L'hypnotisme.
) Vide I n t r o d u c ç â o .
Manuel pratique du magnétisme
animal,
ls'ô:!. Sobre passes
înannetieos vide A n s i x ( Î A I ' Ï H I K R , Traité pratique du magnétisme et
du somnambulisme,
onde o meclianismo das inatrnetisarûes é exposto
coin extraordinaria ïninuciosidade.
1 B O U R X E V I E L I C et K R O X A R O , Iconographie photographique de la
Salpétrière, art. i : i Progrès médical, 1881, p. 258.
2 V i
2 t a
82
HYPNOTISMO
dedos do experimentador, d â b o m resultado
vezes
em
recorrer
individuos
a
Braid
outro
assim
object brillant
mon
25
processo
expôe
à
de
45
o
(
du
sujet
côté
que
le
que
é necessario
methodo :
le
des
du front
pouce,
le
tenez-le à la distance
de
yeux,
yeux
et
des
fixement
avisar
ao
çada
dos
globos
contracçâo, e
pupillas,
tempo,
do
depois
se
uma
de
dirigir
mento
vibratorio
(
os
Diz
mais,
deve
ter
pensamento
produz-se
dilataçâo
algumas
dedos
por
si
).
Em
2 1 7
que
pour
sobre o objecto bri-
primeiro
exuma
consideravel
oscillaçôes;
um
objecto fascinador em direcçâo
pebras fechar-se-âo
effort soit
E m r a z â o da convergencia for-
oculares,
precedidas
si
fixados
position
paupières
operado
n â o se d e i x a r d i s t r a h i r p o r
somno.
une
Tobject».
lhante, e
do
l'index
dans
constantemente
ao
un
et
os o l h o s
tranho
»Prenez
que le plus g r a n d
des
regarde
de
(j'emploie habituellement
la m a i n gauche;
telle au-dessus
impede
).
2 1 6
seu
entre
centimètres
nécessaire
turbolencia
quelconque
porte-lancette)
médius
cuja
algumas
pouco
aos
mesmas,
Salpétrière
a
esse
separados
olhos,
com
das
um
as
pal-
movi-
modificaram
(216) Era assim que procedia 0 dr. Lasègue na hypnotisaçâo dos
hystericos.
C ) «Dans cette contrée de traditions, dans ce pays où ce qu'on
fait aujourd'hui se fait déjà depuis quarante siècles ( Egypto \ se
trouve une classe de personnes qui font leur profession du mandcb...
Voici comme ils opèrent: Ils font usage, généralement, d'une assiette
en faïence et parfaitement blanche... Dans le centre de cette assiette
ils dessinent, avec une plume et de l'encre, deux triangles croisés
l'uns dans l'autre et remplissent le vide de ladite ligure géométrique
par des mots cabalistiques; c'est probablement pour concentrer le
regard sur un point limité. Puis, pour augmenter la lucidité de la
surface de l'assiette, ils y versent un peu d'huile. Ils choisissent, en
général, un jeune sujet pour leurs expériences, lui font fixer le regard
au centre du double triangle croisé. Quatre ou cinq minutes après,
voici les effets qui se produisent: le sujet commence à voir un point
noir au milieu de l'assiette, ce point noir a grandi quelques instants
après, change de forme, se transforme en différentes apparitions qui
voltigent devant le sujet Arrivé à ce point d'hallucination, le sujet
acquiert souvent une lucidité somnambulique aussi extraordinaire que
217
CAITTIT.O I I
um
o
pouco
esse
objecto
dos
na
Em
brilhante a uma
olhos,
raiz
processo.
collocam-n'o
do
nariz.
consideravel,
a
A
«3
logar
de
distancia
menor ou maior
justamente
entre
convergencia
fadiga mais
conservarem
os
forçada
prompta,
o
olhos,
é
mais
somno
mais
rapide
Certas
especies
de
excitaçôes
sensoriaes,
fracas,
monotonas e
repetidas, favorecem o desenvolvimento
da
E'
hypnose.
tonia
e
fraqueza
riencia
de
collocou
juntos
dois
exemplo
minutos
o
estudantes,
uma
i n f l u e n c i a dessa
impressôes
Heidenhain:
trez
a
de
da
meza
illustre
com
oncle
a
se
os
mono-
seguinte
niedico
olhos
achava
expeallemâo
fechados,
um
relogio
d e p o i s , g r a ç a s a o t i c - t a c , o s sujets
ador-
meceram.
Ao
lado
das
excitaçôes
fracas
e
continuadas,
po-
d e m o s n o t a r as i n t e n s a s e b r è v e s . O r u i d o i n s t a n t a n e o
de
um
grande
tamente
tam-tam
ou
diapasâo
em
lethargia
O
luz
mesmo
fazem
catalepsia,
repentinamente
a
(
2 1 8
um
si
chinez,
sujet
por
o s o m de
cahir
acaso
p a r a r e m , â phase
as
cataleptica
um
immediavibraçôes
succède
).
f a c t o se
electrica o u da
pacote
d e u m gong
reproduz
pelo
brilho subito da
luz o x y d r i c a , pela e x p l o s â o de
um
d e a l g o d â o p o l v o r a i n f l a m m a d o , p e l o r a i o elec-
celle des m a g n é t i s é s . I l y a pourtant de ces cheks (ceux qui produisent ces p h é n o m è n e s sont v é n é r é s comme cheks., qui, plus simples
dans leurs apparats, sans recourir aux figures géométriques et aux
mots cabalistiques, font tout bonnement de l'hypnotisme et du somnambulisme, à la m a n i è r e de Al. Braid, en faisant fixer le regard du
sujet dans une boule de cristal; et comme ils n'ont pas une charrière pour leur confectionner quelque j o l i appareil, i l se contentent
d'une de ces boules qui servent, dans certaines maisons, de lampe,
en v mettant de l ' h u i l e - D E M A R Q U A Y et G I R A U D - T E I LOX, Recherches
sur' l'hypnotisme,
1860, p. 42: é uma carta dirigida âquelles autores
pelo dr. Rossi, medico de I l a l i m Pacha. O. D E LA TOURETTE,
Lhypnot.,
p. 69, n. 1.
-" M O R E A U , L'hypnotisme,
cit. 1, p. 1">I. B O I R X E Y I L L E et U E C X A R D ,
Iconographie photographique
de la
Salpétrière.
s
v
8
HYPNOTISMO
4
trico
(
2 1 9
) : de
modo
que
o que
o hypnotisador
r e c o r r e n d o ao s e n t i d o do o u v i d o , e g u a l m e n t e
dirigindo-se
O
ao
Padre
Franco
magnetisava
sopro
lhe
netico
(
sentido
por
réfère
meio
bastava
2 1 9 a
da
alcança
vista.
que
da
para
obtem
em
1840
insufflaçâo :
provocar
o
um
um
francez
simples
somno
mag-
).
O dr. L u y s e m p r e g a u m processo facil e r a p i d o :
vez
do
de c o n s e r v a r o o b j e c t o b r i l h a n t e d e a n t e dos
sujet
durante
contenta-se
rotativo
e
um
tempo
mais
ou
brilhante,
o
miroir
C h a r l e s R i c h e t r é s u m e o seu
aitx
olhos
menos
e m a p r e s e n t a r ao i n d i v i d u o u m
em
longo,
apparelho
alouettes
( °).
2 2
processo, pela seguinte
f o r m a : «Je fais m e t t r e le p a t i e n t d a n s u n f a u t e u i l , b i e n
en face de
dans
d'une
une
m o i \ p u i s j e p r e n d s c h a c u n d e ses
main
manière
et
je
assez
les s e r r e
pouces
assez f o r t e m e n t ,
uniforme.
Je
prolonge
m a n œ u v r e p e n d a n t trois à q u a t r e m i n u t e s ; en
mais
cette
général
P A I E JIICHKK, Etudes cliniques, cit. G I L L E S D E L A TOURETTE,
L'hipnotisme. A L V A R E S , 0 que é 0 hypnotismo, cit.
( ) FRANCO, L'hypnotisme
recoin à la mode.
( °)— « Le miroir aux alouettes . . . . est constitué . . . . par une série
de petits miroirs plaqués sur une pièce de bois se mouvant dans le
sens horizontal et réfléchissant autour d'eux dans tous les sens des
vibrations lumineuses. J'eus l'idée, au lieu de tenir moi-même l'objet
brillant devant les yeux du sujet pendant un temps plus ou moins
prolongé, de lui présenter cet objet mécaniquement et de lui donner
en m ê m e temps plus d'action à l'aide d'un mouvement d'horlogerie
qui le mettait en rotation. — Le sujet dirige son regard et le maintient tixé sur l'objet brillant qui tourne devant l u i ; peu à peu i l est
fasciné, la fatigue arrive, et, au bout d'une minute ou deux, on est
tout étonné de le voir fermer les yeux, se renverser sur le fauteuil
et présenter les symptômes de la catalepsie. L'appareil ainsi conçu idéalement par moi était tout trouvé, i l suffisait d'y penser: . . c'est le
miroir aux alouettes. — Et n'est-il pas étrange de voir que cet engin
de chasse qui sert depuis longtemps à la fascination des alouettes, et
qui exerce sur leur rétine cl sur les allures de leur vol une action
si caractéristique, puisse déterminer sur l'u«il humain des effets analogues
en sollicitant un état si particulier de fatigue oculaire et cette immobilisation fixe des muscles qui constitue leur état cataleptique? » Luvs,
Leçons cliniques, cit. Sur l'état de fascination
déterminé chez l'homme à
l'aide de surfaces brillantes en rotation, in Comptes rendus de l'Académie des Sciences, 20 Agosto 1888.
2 1 9
2 1 9 a
22
CAPITULO I I
les
personnes
de
pesanteur
aux
poignets.
mains
nerveuses
dans
les
Puis
je
é t e n d u e s sur
surtout
les
85
ressentent
bras,
aux
coudes
f a i s d e s passes,
la t ê t e , le
paupières.
Les
déjà
en
une
et
surtout
p o r t a n t les
f r o n t , les é p a u l e s ,
passes
consistent
à
des m o u v e m e n t s u n i f o r m e s de h a u t en bas, a u
des
yeux,
vait
f a i r e f e r m e r les
Au
comme
début
nécessaire
de
de
plication
inutile »
fixamente
fim
de
a
il m'a
alguns
olhos
faire
devant
les m a i n s , o n p o u -
tentatives j e
un
semblé
2 2 1
pensais qu'il
objet quelconque
que
c'était
là
était
par
le
une com-
).
exemplo
os
ligeiramente,
(
mais
paupières.
faire fixer
mais
Outros,
si, en abaissant
mes
patient;
sorte
clo d r . T e s t e , l i m i t a m - s e a
clo
minutos
lagrymas
individuo
os
a
olhos
banham-lhe
hypnotisar :
cleste
as
fitar
ao
injectam-se
palpebras
e
( ) L'homme
et l'intelligence, p. 218. Podemos approximar desse
trecho de Richet, a seguinte citaçâo do General N O I Z E T : < Le magnétiseur s'assied vis-à-vis la personne qu'il veut magnétiser et qui
est elle-même assise; i l prend ses mains, de m a n i è r e à l u i toucher
les pouces avec les siens et i l reste quelques moments dans cette
position. Cette p r e m i è r e opération a pour but de bien établir la communication entre les fluides des deux individus. Le m a g n é t i s e u r reporte
ensuite ses mains sur les é p a u l e s du magnétisé, les y laisse pendant
quelques minutes et les redescend doucement à une petite distance
des bras et des cuisses jusqu'aux genoux. I l reprend ensuite les
pouces et recommence plusieurs fois la m ê m e m a n œ u v r e . I l place
a p r è s cela ses mains au-dessus de la t ê t e de la personne qu'il magnétise, i l les redescend doucement jusqu' aux genoux et recommence
plusieurs fois le m ê m e mouvement. I l peut ensuite les placer sur les
côtés, de m a n i è r e que ses deux pouces viennent se joindre vers le
creux de l'estomac, ou bien i l les appuie sur les tempes, puis les
fait redescendre pour recommencer et, ainsi de suite, en variant de
temps en temps les mouvements. I l faut avoir attention seulement
de faire toujours ces mouvements de haut en bas et jamais de bas
en h a u t . . . . J e n'ai pas vérifié j u s q u ' à quel point cette assertion est
vraie (qu'on ne produit sans cela aucun effet ou qu'on produit des
crises convulsives et dangereuses", et je ne sais pas si la condition
qu'elle prescrit est indispensable; mais une autre qui est essentielle
pour obtenir les effets dus au contact des fluides, est d'agir, comme
je l'ai d é j à dit, avec volonté ferme et avec confiance. Je suis persuade
que c'est là la seule condition vraiment nécessaire, et (pie la nature
des mouvements qu'on o p è r e est assez indifférente en soi-même.
Mémoire sur le somnambulisme,
p. 227.
m
86
HYPNOTISMO
correm
pela
sua
face,
fecham-se-lhe
os
olhos expon-
taneamente, e elle cae para traz ( ).
222
N o t e m o s a i n d a as z o n a s h y p n o g e n e a s q u e
merecem
estudo mais detido e cuidadoso.
Os
phenomenos
psychicos s â o egualmente
agentes
hypnogenicos.
As
emoçôes
podem
violentas,
o
terror,
por
exemplo,
p r o d u z i r a lethargia o u a catalepsia.
Dumont-
pallier observou facto desse genero : o medo determinou o estado lethargico em uma doente de sua
clinica ( ).
223
A
suggestâo
é meio
frequentemente
os N a n c y a n o s : B e r n h e i m (
2 2 4
usado
) e Liégeois (
2 2 5
entre
) lançam
(222) BARTH, Le sommeil non naturel, ses diverses formes, th. de
agreg., 1886.
( ) Esta doente ficou em estado nervoso analogo â phase lethargica do hypnotismo expérimental: apresentava o phenomeno da hyperexcitabilidade muscular, mas o sentido do ouvido e a memoria
subsistiam. Despertada pela simples acçâo do olhar sobre suas palpebras
abaixadas, conservou a consciencia de seu completo anniquillamento
e da sua impotencia em entrar em communicaçâo coin o mundo
externo, emquanto se achava no periodo lethargico. Comptes-rendus de
de la Société de biologie, sessâo de 3 de Junho de 1882.
( ) « Je commence par dire au malade, que je crois devoir avec
utilité le soumettre à ce traitement, qu'il est possible de le guérir
ou de le soulager par le sommeil; qu' i l ne s'agit d'aucune pratique
nuisible ou extraordinaire: que c'est un simple sommeil qu'on peut
provoquer chez tout le monde, sommeil calme, bienfaisant, qui l'établit l'équilibre du système nerveux, etc.; au besoin je fais dormir
devant lui un ou deux sujets pour l u i montrer que ce sommeil n'a
rien de pénible, ne s'accompagne d'aucune expérience; et quand j ' a i
éloigné ainsi de son esprit toute préoccupation qui fait naître l'idée
du magnétisme et la crainte un peu mystique qui est attachée à cette
inconnue, surtout quand i l a vu des malades guéris ou améliorés à la
suite de ce sommeil, i l est confiant et se livre. Alors je l u i dis : « Regardez-moi bien et ne songez q u ' à dormir. Vous ailez sentir une
lourdeur dans les paupières, une fatigue dans vos yeux; vos yeux
clignotent, ils vont se mouiller; la vue devient confuse; les yeux se
ferment. > Quelques sujets ferment les yeux et dorment immédiatement. Chez d'autres, je répète, j'accentue d'avantage, j'ajoute le geste;
peu importe la nature du geste. Je place deux doigts de la main
droite devant les yeux et j'invite le sujet à les fixer, ou avec mes
deux mains je passe plusieurs fois de haut en bas devant les yeux ;
ou bien encore j'engage de fixer mes yeux et je t â c h e en m ê m e
temps de concentrer toute leur attention sur l'idée du sommeil. Je
dis: « Vos paupières se ferment, vous ne pouvez plus les ouvrir. Vous
223
224
CAPITULO
mâo
unicamente
conseguirem
nos
do
que
elles
paciente
nem
a
data,
a
nem
desse
II
agente de h y p n o t i s a ç â o : para
manifestaçâo
estudam,
desejada
basta-lhes
i d é a clo s o m n o .
é
,S;
exclusivo
da
dos
incutir
phenomeno espirito
Esse processo,
escola
de
porém,
Nancy.
éprouvez une lourdeur dans les bras, dans les jambes ; vous ne sentez
plus rien, vos mains restent immobiles, vous ne voyez plus rien; le
sommeil v i e n t » , et j ' a j o u t e d'un ton un peu i m p é r i e u x :
Dormez.»
Souvent ce mot emporte la balance; les yeux se ferment; le malade
dort. Si le sujet ne ferme pas les yeux ou ne les garde pas f e r m é s ,
je ne fais pas longtemps prolonger la fixation de son regard sur les
miens ou sur mes doigts: car i l en est qui maintiennent les yeux indéfiniment écarquillés et qui, au lieu de concevoir ainsi Vidée du
sommeil, n ont que celle de fixer avec rigidité: l'occlusion des yeux
r é u s s i t alors mieux. A u bout de deux ou trois minutes, tout ou plus,
je maintiens les p a u p i è r e s closes ou bien j ' é t e n d s les paupières lentement et doucement sur les globes oculaires, les fermant de plus en
plus, progressivement, imitant ce que se produit quand le sommeil
vient naturellement, je finis par les maintenir closes, tout en continuant
la suggestion: « Vos p a u p i è r e s sont collées, vous ne pouvez plus
les ouvrir; le besoin de dormir devient de plus en plus p r o f o n d ;
vous ne pouvez plus résister. » Je baisse graduellement la voix, j e
répète l'injoncticn: « D o r m e z » , et i l est rare que plus de quatre ou
cinq minutes se passent, sans que le sommeil soit obtenu. C'est le
sommeil par suggestion; c'est l'image du sommeil que je suggère, que
j'insinue dans le cerveau.
De la suggestion etc., cit., p. 4.
C ; I l faut que la personne sur laquelle on tente l'expérience,
y donue son consentement, non seulement de forme, mais encore de
bonne volonté. Comme i l s'agit d'un certain état mental à faire naître,
il est clair que l'idée de critique, de raillerie, de mystification est
aussi contraire que possible au succès de l'épreuve . . on choisira
une pièce, n i trop chaude, ni trop froide; on fera asseoir le sujet
sur un siège commode, sur le dossier duquel la t ê t e puisse s'appuyer; on le disposera de façon à ce que la lumière des fenêtres
vienne, non pas de face, mais par derrière ou au moins de côté.
I ne ou deux personnes ou plus seront présentes ; elles doivent observer un silencie rigoureux. Cela fait, j e me place en face du sujet,
assis ou debout, et je l'invite à me regarder fixement, sans effort
extraordinaire; au bout de quelques instants, je l u i dis: « V o u s allez
é p r o u v e r de l'engourdissement; un besoin i m p é r i e u x de sommeil
s'empare de vous ; vos p a u p i è r e s deviennent lourdes, elles s'abaissent,
vos veux se ferment; vous allez dormir, d o r m e z ! » Puis une légère
pression est exercée sur les globes oculaires, recouverts par les paupières abaissées, et l'on renouvelle au besoin plusieurs fois la suggestion ci-dessus, ou toute autre analogue. On peut m ê m e y ajouter
des passes, c'est-à-dire porter les deux mains, sans contact, au devant
du visage, puis les abaisser, en suivant les bras et la partie supérieure des jambes, et recommencer un certain nombre de fois,
pila suggestion, cit., p. 88-89.
223
88
HYPNOTISMO
No
tempo
copo
de
de
agua
Mesmer,
dava-se
magnetisada
aos
doentes
: adormenciam
uni
logo
de-
das
por-
pois de bebel-a ; a outros suggeriam que o somno
magnetico
tas,
se
cheios
declararia
de
fluido
ao
t o c a r o s boutons
e o s o m n o se p r o d u z i a n a s c o n -
diçôes determinadas ( ).
226
A
suggestâo
pode
ser
dada
por intimaçâo
(
2 2 7
) ou
insinuativamente ( ).
228
Basta
que
a
idéa
fixa
do
somno
suggerido
se
imponha ao individuo, para que a hypnose se déclare ;
é
assim
que
se
explicam
naturalmente
as
hypnotisaçôes â distancia pela palavra fallada ( ), ou
229
escripta ( ).
230
(•226) MOEEAU, L'hypnotisme, cit., p. 157.
( ) Tal era um dos processos de Faria : « Je prononce énergiquement le mot: dormez, ou je leur montre à quelque distance ma
main ouverte, en leur recommandant de la regarder fixement, sans
en détourner les yeux et sans entraver la liberté de leur clignotement. Dans le premier cas, je leur dis de fermer les yeux, et je remarque toujours que, lorsque je leur intime avec force l'ordre de dormir,
ils éprouvent un frémissement
dans tous leurs membres, et s'endorment.
Dans le second cas, si je m'aperçois qu'ils ne clignotent pas des
yeux, je rapproche graduellement ma main ouverte à quelques doigts
de distance... Mais avant de développer les nouveaux époptes, je
prends toujours la précaution d'endormir dans mes séances des
époptes déjà habitués au sommeil. » F A R I A , De la cause du sommeil
lucide, t. i .
(228) T j
?[
methodos apontados nas notas 224 e 225.
( j Liégeois emprehendeu uma série de experiencias interessantissimas sobre a hypnotisaçâo pelo t é l é p h o n e : ponde produzir a 1500
métros de distancia factos physiologicos (somno hypnotico, paralysia,
contractura, gagnez, embriaguez, espirro, illusâo do gosto), factos
psychologicos (allucinaçôes positivas e negativas: amnesias parciaes
e totaes J, suggestôes de actos (canto e actos delictuosos ou criminosos .
De la suggestion, p. 729-736.
( °) « Quel que soit l'événement auquel on ait r a t t a c h é l'idée du
sommeil, aussitôt qu'il se produit, le sujet s'endort, j'envoyai à cette
jeune fille M.Ue A...E.. ) des bonbons au chocolat et j'eus l'idée d'y joindre une suggestion écrite. Je lui adressai un billet dans lequel on lisait :
« Mlle. A... pourra en manger sans rien éprouver de particulier,
«si elle les prend l ' u n après l'autre. Mais si elle en met deux dans
« sa bouche en même temps, quand elle aura fini de les manger, elle
« tombera irrésistiblement dans un sommeil qui durera de cinq à
« s i x minutes. Au réveil, M.Ue A... sera fort triste, elle versera m ê m e
« quelques larmes. Puis elle verra entrer M . Beaunis, qui la conso« lera en l u i serrant la main. Alors sa gaieté reviendra. > L I É G E O I S ,
227
a e s
g
0
o
s
2 2 9
1
23
v
89
Como
nada
a c a b a m o s de ver, os processos
t ê m de
modificam
do
sacramentaes
a
cada
momento.
condiçôes
passo,
Faz-se
ellas
experimentadores
segundo
desnecessario
favoraveis
pois sobre
os
a
hypnogenicos
as
necessidades
insistir
producçâo
do
ligeiramente fallâmos
os
sobre
as
hypnotismo,
ao iniciar
este
capitulo.
Recapitulando,
agentes
podemos
i . ° — do
physiologicos,
sentido
da
(luz s o l a r ,
scencia
b)
excitaçôes
vista:
de
fracas
2 . — do sentido
e
os
diapasâo,
excitaçâo
excitaçôes
bruscas
lampada
prolongadas
do ouvido:
incande-
magnesio);
(fixaçâo
a) e x c i t a ç ô e s
de
um
bruscas
e
chinez, i n s t r u m e n t e s de cobre ) ;
fracas e prolongadas
tic-tac
de
e
nâo);
gong
excitaçôes
a)
uma
brilhante, ou
u
f o r t e s [tam-tam,
por
luz electrica, luz oxyclrica,
repentina
objecto
b)
todos
hypnogenicos :
A—Processos
fortes
classificar assim
de
relogio,
(vibraçôes
qualquer
de
urn
ruido
mo-
notono) ;
3. —dos
sentidos
0
vezes
4 . — do
taçôes
do
gosto
sentido
do
tacto:
a)
( p r e s s â o s o b r e as z o n a s
fracas e
calor
e
do
B — Processos
nervosos
da
prolongadas
odorato
( raras
psycJiicos,
bruscas
hypnogeneas),
por
contacto,
e
b) e x c i acçâo
excitaçâo
dos
centros
imaginaçâo :
insinuativa,
2.
suggestâo
imperativa(
Notemos,
excitaçôes
iman).
suggestâo
Braid
do
[passes,
i.°
0
e
empregados) ;
0
fortes
do
porém,
s o b r e o ponto
que
2 3 1
)
depois
brilhante,
das
a
experiencias
grande
de
m a i o r i a clos
De la suggestion, p. 109. A experiencia f o i bem snecedida. Vide, na
mesma obra, p 110-115 onde se acham narradas o b s e r v â m e s do mesmo
genero. —O dr. Bu rôt empregou a correspondencia epistolar como meio
suggestivo, e com identico successo. M O U K A V , L'hgpnot., p. l t l l .
- ) B I N E T et FÉRÉ, Magnét.
animal.
9I
HYPNOTISMO
hypnotisadores recorre â sensibilidade do nervo optico,
p a r a a d e t e r m i n a ç â o dos estados h y p n o t i c o s (
Si
nâo
sempre
Os
é
sempre
facil adormecer
é facil t a m b e m
discipulos
da
accordal-o
escola
p a s s e s mesmerisantes
um
somniaçâo
por
nado
da
a
no
fluidista
segunda
da
Quando
basta
caso de
emprego
o
estado
mento
sobre
ao
do
é muito
confessa
os
descoberto,
estar
o
como
como
A
o
olhos
na
desse processo
de
do
somno
meio ambiente
récupéra
o
havia
menos
Du
(
que
o
que
).
as
hypnotisador
palpebras.
phase
vida
No
somnambolica,
instantaneamente
e s f r e g a os
normal, retoma
da
passes
expontaneamente,
acarreta
e
2 3 3
que
armaze-
energica
Potet
vigilia : o hypnotisado
sahir
agente
efhcacia dos
afastando
individuo
o
se
o individuo n â o desperta
a
os
que dissipavam
substrahindo
paciente.
cathegoria
soprar
conserva
voz
do
primeira,
nem
empregavam
primeiras manobras
corpo
sujet,
que projectavam o fluido e pro-
magnetica,
m e i o das
).
convenientemente.
d u z i a m o s o m n o , e o s desmesmerisàntes
a
2 3 2
o
normal
olhos,
conhecie
sua
t i m b r e n a t u r a l q u e se h a v i a a l t e r a d o .
\ ) D U M O N T P A L L I E R et M A G N T N , Sur les règles à suivre dans
Vhypnotisation
des hystériques, communicaçâo â Academia das Sciencias, 8 de~rnarço de 1882.
( ) ... I l est convenu entre les magnétiseurs que l'on peut,
quand on le veut, réveiller un somnambule en l u i faisant des passes
en travers sur les yeux et sur la face. E h bien, messieurs, i l m'est
arrivé bien souvent d'être forcé de laisser dormir le somnambule,
faute de pouvoir le réveiller, malgré l'emploi de tous les moyens indiqués en pareil cas; j'avais beau lui frotter les paupières : quelquefois
même, ce manège produisait des ecchymoses sur ces parties très sensibles ; et, malgré la cuisson, qui devait en résulter, le sommeil persis]ait bien au delà de la durée que je lui avais assignée, et, chose
remarquable, son intensité était plus grande que lorsque le sommeil
magnétique habituel n'avait pas été dérangé.» Traité complet de magnétisme, 1821, p. 375.
& r
23S
CAPITULO I I
A
intensidade
tado
de
sopro
variavel
vigilia,
fraco
ou
tiva, e
nas
sufflaçâo
de
altéra
a
ao
ao
hypnose
como
(
a
minutos.
catalepsia
o
nos
sopro
é
forte
agente
dizer
(unicos
e no prazo
a in-
modifica
e
ao
que
hypnogenico,
para
dissipar
somnambulo,
se
marcado,
ou
conservam
suggestiva
em
dentro
de
caminha
sem abalos,
o
pau-
suave-
despertar.
q u e m aconselhe
hypnotisados
primi-
somnambolica,
utilisamos
Basta
o
em
reconduz o o p e r a d o ao estado
incitaçâo
mente, sobrevem
os
a
secundaria
e x p e r i m e n t a d o r ) : accordarâs
A
latinamente
Ha
lethargia
suggestâo
hypnotico.
es-
).
cataleptico lucido
dois
catalepsia
que
2 3 4
délia
relaçâo com o
a
o
a outro periodo. U m
lethargica e
passo
tambem
somno
em
pouco intensa
Assim
assim
e
phases
vigilia,
sopro détermina
a passagem
transforma
somnambulismo,
do
91
meios energicos para
rebeldes
ao
processo
accordar
do
sopro:
i n h a l a ç â o de vapores ammoniacaes, v e n t i l a ç â o c o m u m
leque,
flagellaçâo, applicaçâo
regiâo
precordial, projecçâo
fricçâo
obliqua
do
dedo
r e g i ô e s o v a r i a n a s o u das
No
sentir de
despertar
phase
o
o sujet
pela
despreso
mal
alguns
de
de
na
estar,
testa,
sobre
a
o
depois
se
precauçâo
de
rosto,
das
(
2 3 5
).
convergente
reconduzil o
declarou;
d â logar â
nauseas,
na
pressâo
escriptores, sera
sômente
tonturas,
agua
quentes
p l a ç a s hypnofrênatrices
quai a hypnose
dessa
esponjas
dizem
â
que
cephalalgia,
na
vigilia
post-
os
processos
para
hypnotica.
Como
destruir
e
do
os
a
meios
hypnogenicos,
hypnose dependem
periodo
em
que
se
do
sujet,
do
faz m i s t e r
produzir o
g r e s s o â v i g i l i a ; e se p o d e m c l a s s i f i c a r
por
impressâo
,' )
v
'
peripherica
M O N T ' A L T E R N E DE SIQUEIRA,
, 5
A L Y A R E S , 0 que é o hypnotismo,
/
Hypnotismo
p. 23.
re-
em—processos
( insufflaçâo,
234
operador
projecçâo
e suyyestào,
de
p. 142.
92
HYPNOTISMO
agua,
etc. )
psychica
processos
(suggestâo)
Quanto
da
e
ao
remos
fazer:
ainda
em
de
nenhuma
asserçâo
varia de
alguns
melhor
central
sufficiente para
dez
a
ou
a
provocaçâo
cathegorica
vinte
individuos,
mesmo alguns segundos
e
impressâo
p ).
tempo
hypnose,
por
6
minutos, ou mais
alo-uns
minutos
em outros mais
educaçâo
podeou
predispostos
hypnotica.
III
Pode-se admittir a h) pnotisaçâo de um individuo,
r
sem
que
a
telligencia
Sim:
vontade,
e
mos,
a
meiro
para
exemplo
a
de
hypnose
seguinte,
do
as
essa
e
de
I — A
sâo
admis-
considere-
la T o u r e t t e ,
em
de
ignoram
o
pri-
que
seguida t r a t a r m o s da
individuos varias
provocada
e
que
seja
hypno-
vezes
sujei-
conhecem, por con-
manobras empregadas
para a
producçâo
depois
Sirva-nos
«Je
fis m o n t e r
rien
que je
tention
fixe
expérience
d'un
de
arclil c u i d a d o s a m e n t e
exemplo
un
du
de
mes
o
caso
preparado
nécessaire
chimique
devant
Cette
i* ; BINKT et FICKK, Le magné t. animal.
et,
Braid:
q u i ne
con-
d a n s les i n s t r u c -
j e l u i fis c r o i r e q u e
m était
hypno-
classico de
domestiques
mesmérisme,
lui donnais,
médicament.
ser
hypnotisados.
astucia, u m
tica.
tions
de
capazes de levar u m a pessoa â s o m n i a ç â o
naissait
in-
somno r
e s t a d o h y p n o t i c o , e os p e r i g o s d e q u e p o d e m
victimas,
:w
sua
do
afhrmaçâo,
que
em
involuntaria
â
producçâo
a
scientificamente
Gilles
hypnotismo, para
tos
é
attençâo.
h y p n o t i s a ç â o de pessoas jamais h y p n o -
anteriormente
tisaçâo
sua
a
facto
fortalecer
logar
tisadas
a
concorram para
semelhante
sivel
o
sua
pour
servir à
son
surveiller
la
atune
préparation
recommandation
lui
était
CAPITULO IT
assez
familière :
minutes
et
il
demi
maient
lentement,
sa
retomba
tête
soupir
meil
et
n en f u t donc
plus
avec
s u r sa
2 3 7
un
pas
ses
étonné.
paupières
mouvement
se
fer-
vibratoire ;
poitrine, il poussa
plongé
Deux
un profond
dans
un
som-
) »
C o m p r e h e n d e - se
industria
tard,
fut instantanément
bruyant (
93
n â o se
perfeitamente,
poderâ
repetir
que
com
o
semelhante
mesmo
indi-
viduo.
O u t r o facto caracteristico que e m p r e s t a m o s a L u y s :
e onde n e n h u m ardil i n t e r v e i o : « J'ai dans m o n
une
jeune
infirmière
soupçonner
son
hypnotisable;
caractère
tente;
eh
ne
bien ! quelle
qui
malade,
allait
et
vrage
dans
en
f u t pas
miroir
rotatif
ét tombant
dans
fascinée,
en
pleine
de que o s o m n o
clarar
sem
intervenha
B.
que
na
as
que
délia
Certos
individuos podem
o
somno
physiologico por
é
claro
do
individuo.
serçâo,
o
auprès
( °),
dormidor
la-
alors
d'une
per-
chambre
s arrêter
son
insou-
).»
2 3 8
vontade
do
se
de-
operado,
2 3 9
por
): foram
Josephina
apoderou.
ser h y p n o t i s a d o s
simples
durante
suggestâo
verbal:
nâo intervem a
vontade
C i t a m factos comprobatorios
2 4
clans
h y p n o t i c o se p o d e
oppostas
nessas c o n d i ç ô e s
Bernheim
hypnotisa
surprise
interrompant
a
resistencias
de
aptitude
tristissima causa Castellan (
,â somniaçâo
que
ma
catalepsie (
exemplo
todas
allures,
la pièce,
E
inuteis
ses
motif
de voir cette j e u n e f e m m e de
comme
encontramos
aucun
elle cette
ne
qui venait
tantanément
n'avais
rien
révélait
que j'installais m o n
sonne
que j e
service
Geischdlen
natural,
e
clessa
Berger
collocando
asque
sobre
B E A U ) , Xeurypnologie,
trad. Simon, p. 2">.
'
L C Y S , Leçons cliniques, cit., p. 17.
(' ' j Vide mais adeante capitulo q u î n t o .
( °) I n Revue médicale de l'Est, 1884, n. 18. De la suggestion
de ses applications a la thérapeutique, 1886.
a
237
23s
I
2i J
24
et
HYPNOTISMO
94
cabeça
do
adormecido
as
suas
mâos
previamente
aquecidas.
II — Si a hypnotisaçâo involontaria dos individuos
da
primeira
seguida
mais
e
cathegoria
apresenta
facil,
porém,
tem
sido poucas
innegaveis
do
que
vezes
con-
difficuldades,
nada
adormecer,
sem
o
con-
curso da vontade ou da attençâo do operado, pessoas « cujo modo de reacçâo funccional a certos
processos
hypnogenicos
for
conhecido
do
experi-
mentador. » Sâo bastantes alguns meios geralmente
usados para realizar o fi m que se leva em mira.
Assim,
o som
brusco
e
inesperado
do
tam-tam
ou
do gong chinez ( ), um jacto de luz electrica ( ),
241
242
i' ) «Un jour de Fête-Dieu, plusieurs hystériques qui suivaient
la procession sont rendues cataleptiques par la musique militaire qui
chaque année, vient, dans l'intérieur de l'hospice, prêter son concours
à cette solemnité. Une autre fois, l'une d'elles tombe cataleptique
en entendant un chien aboyer. Une autre profite d'un jour de sortie
pour aller au concert du Châtelet. Trois fois, pendant le cours de la
séance musicale, elle est rendue cataleptique. La personne qui l'accompagnait en cette circonstance connaissait le moyen bien simple de
faire cesser ce genre de catalepsie: elle n'avait q u ' à lui souffler
sur le visage pour la rendre aussitôt à la vie commune et au concert.
Nous avons réuni, un jour, un certain nombre de nos hystéro-épileptiques sous le prétexte de faire tirer leur photographie. Au moment
où la plaque toute préparée était dans l'appareil, nous avons, à leur
insu, f r a p p é un coup de gong qui les a i m m é d i a t e m e n t rendues cataleptiques
Une hystérique de la Salpétrière était soupçonnée
de voler les photographies du laboratoire, mais elle s'en défendait
avec indignation. U n matin, je venais faire des expériences sur d'autres malades, j'aperçois la voleuse la main dans le tiroir aux photographies. Je m'approche, elle ne bouge pas. Le bruit du gong percuté dans la salle voisine l'avait f r a p p é e de catalepsie, au moment
où elle commettait son larcin.» P. E I C H E R , Etudes cliniques, cit. p. 529
e 778.
« Un jour, une de nos malades jouant avec un tam-tam qui se
trouvait au laboratoire, le laissa tomber et demeura en catalepsie ;
c'est en ne l'entendant plus remuer qu'un des assistants alla la chercher, et la trouva immobile, fixe et dormant.» B O U R X E V I I . E E et Ri-:
UXARO, Iconographie
photographique
de la Salpétrière.*
Chez cette
même malade (Wît, ), on obtient des résultats analogues en s'adressant directement au sens de l'ouïe. A son insu, nous frappons sur un
gong: immédiatement elle se fixe dans l'état cataleptique. » G I L L E S
DE LA TorREt'TE, Litt/pnotisine,
p. 74.
(*"*) Au moment où W i t . . . , (hystérique hypnotisable) entre
dans le laboratoire, nous lui projetons sur la face un jet de lumière
241
CAPITULO I I
um
simples
palpebras,
bos
relampago (
seguida
oculares
determinam
Por
por
Gilles
sin
(
2 4 7
a
meio
resultados.
),
em
da
de
2 4 3
), a occlusâo repentina
uma
uma
95
ligeira
pessoa
pressâo
dos
desprevenida
das
glo-
(
2 4 4
),
catalepsia.
suggestâo
Lembremos
apenas
de la T o u r e t t e (
Liébeault
(
2 4 8
ainda
2 4 6
),
se
obtem
identicos
os
factos
relatados
Ochorowicz (
2 4 6
),
Voi-
).
électrique. Aussitôt elle reste immobile, l'œil grand-ouvert. Les réactions neuro-musculaires que nous allons décrire, permettent, par leur
absence m ê m e , de r e c o n n a î t r e qu'elle est en catalepsie. I l est t r è s
facile de la faire passer ensuite en léthargie, puis en somnambulisme,
et de l u i donner toutes les suggestions désirables. » G I L L E S D E L A
TOURETTE, L'hypnotisme,
p. 74.
( ) G. DE L A TOURETTE, L'hypnotisme,
loc. c.
( ' ) G. D E L A TOURETTE, L'hypnotisme,
loc. o — M O R E A U ,
L'hypnotisme, loc. c,
( ) Quand nous étions internes à la Salpétrière, nous voyions
presque tous les jours à l'une des f e n ê t r e s du premier étage de l'infirmerie, une h y s t é r i q u e , Marie X***, qui lisait, cousait ou regardait
au dehors. La sachant t r è s hypnotisable par suggestion, nous l u i
dîmes un jour : « Vous dormez. — Non, monsieur, je lis. — Mais,
pardon, vos yeux se ferment, votre livre tombe : vous dormez. » —
La malade était endormie en état l é t h a r g i q u e . Une minute à peine
avait suffi pour réaliser cette expérience, que nous avons souvent
répétée sur d'autres sujets. » L'hypnotisme,
loc. c.
( ) « Une jeune tille de quatorze ans f u t m a g n é t i s é e par moi
cinq ou six f o i s ; elle était très sensible... d'une santé excellente \?) ;
elle f u t magnétisée uniquement pour des e x p é r i e n c e s . . Le seul
effet de ces séances était qu'elle dormait un peu plus longtemps
dans la nuit de son sommeil naturel et que (^c'était du moins l'opinion de ses amies) le m a g n é t i s m e la rendait plus j o l i e .
Mais ses
camarades l u i persuadent que si elle continue à se faire endormir,
elle perdra sa volonté, et on ne l u i permettra pas de se marier avec
son cousin, qu'elle aime.
comme on aime à quatorze ans. Bref,
ma somnambule refuse de m'obéir, sans en donner des motifs. Elle
ne veut plus se laisser magnétiser. On la supplie, on l u i ordonne
même de ne pas faire des caprices, mais inutilement. —
E t vous
« n e craignez pas, mademoiselle, que je vous endorme m a l g r é vous?
Oh! non, parce (pie je ne m'asseyerai m ê m e pas à côté de vous. »
— On me prie d'essayer, et ses parents m'autorisent à tenter l ' e x p é rience, fâchés qu'ils étaient de Y inobéissance de leur tille. Je prends
alors un mouchoir qu'elle avait laissé sur la table et je le l u i jette
sur les genoux, en disant: — E h bien! maintenant c'est fini. Vous
«allez vous endormir dans cinq minutes. — Cela ne me fera rien du
«4out, dit-elle ; mais elle s'échappe tout de m ê m e pour éviter mon
regard. — « C ' e s t pas la peine de f u i r , vous reviendrez toute seule.»
Une demie-heure a p i è s elle est revenue en somnambulisme. »
243
2
u
245
246
9
6
HYPNOTISMO
Afastemos, p o r é m ,
gestâo
mental.
missâo
do
exclusâo
descle
Essa
pensamento
de
jâ a
hypothèse
suggestâo
consiste
de u m individuo
da
na
sugtrans-
a outro, com
q u a l q u e r p h e n o m e n o a p r e c i a v e l p o r nos-
sos s e n t i d o s n o r m a e s ,
por nossa
perspicacia por
mais
v i v a q u e se a s u p p o n h a , e c o m u m a c o r r e l a ç â o t a l q u e o
accaso n â o baste para explical-a (
2 4 9
) . E m outros termos
u m a v i b r a ç â o escapa de u m c e r e b r o , para, s e m i n t e r m e diario visivel, ir impressionar u m outro cerebro,
mittindo
assim o pensamento.
tâo
se
que
meios
idéa
debate
physicos
do
é
a
terreno
possibilidade
conhecidos,
somno,
Neste
sô pela
o
uma
parte
a
a
ques-
fora
magnetisador
dos
impor a
c o n c e n t r a ç â o do espirito
p h e n o m e n o desejado, a u m individuo
cle
de,
trans-
presença
e
de
que
outra
no
desconhece
parte
o
in-
tuito do experimentador. N â o ! A d e m o n s t r a ç â o
desse
phenomeno
feita,
ainda
como confessam
r e a l i d a d e , as
quando
os
nâo
esta
rigorosamente
partidarios mais
experiencias
s â o impeccaveis,
illustres da
instituidas
nâo
sâo
para
sua
proval-a
demonstrativas,
e
quando s â o demonstrativas n â o s â o impeccaveis , deixam
muito
leitura
a
attenta
duvidar e
do
interessantissimo,
num
ou
nâo
livro
nâo
desejar
cle
E o resultado
Ochorowicz
destruiu
nossa
( "),
2 5
da
alias
incredulidade :
n o u t r o p o n t o fez nascer a d u v i d a ; o r a d u v i d a
é certeza,
principio
a
principio
provavel n â o é mesmo
que
verificado.
Affirmamos somente
que
a suggestâo
mental ainda
n â o e s t â p r o v a d a , mas t e m o s ao m e s m o t e m p o e m vista
aquelle
p r o f u n d o conceito de
Ochorowicz:
ques pures,
«celui
q u i , en
prononce
le
Arago
dehors
recordado
des
m o t iuipossible\
i
Etude sur Vhi/pnotisme et sur tes suggestions
1884, p. 7.
i'- i Cit. por MORE.U", L'ht/pnot., p. 1 I">•.
iPret'ucio do livro do dr. OCHOROWICZ cit.
j De la suggestion
mentale.
m
IH
w
r(b,1
por
mathématimanque
chez les
de
aliénés,
( A I T T C L O TI
prudence»
gestâo
nâo
O
nosso pensamento
m e n t a l pode
e x i s t i r , pode
esta s c i e n t i f i c a m e n t e
estudo
Por
zona
criptas
vocar
se
deve
ao
hypnogenea
do
corpo,
cuja
ser
as
zonas
mas ainda
dr.
hypuogoieas
Pitres,
entende-se
pressâo
instantaneamente
real,
a sug-
demonstrada.
A l g u m a s palavras sobre
cujo
é, p o r t a n t e
o
de
somno
por
2 5 1
)
Bordeaux!
regiôes
tem
(
circums-
effeito
pro-
hypnotico, ou
mo-
d i f i c a r as p h a s e s d o s o m n o a r t i f i c i a l , o u f i n a l m e n t e d e s pertar
No
os
corpo
individuos
humano
como egualmente
epileptogeneas
(
2 5 3
),
b
(
previamente
hypnotisados
existem, pois, zonas
),
dynamogeneas
reflexogeneas (
2 5 3c
(
2 5 3 a
),
(
respeito
Richer
notava,
â
2 5 2 a
)
i
).
historia de semelhantes
em
).
erogeneas
H a na s c i e n c i a u m c e r t o n u m é r o de d o c u m e n t o s
dizem
2 5 2
hypnogeneas,
e x i s t e m zonas hysterogeneas
2 5 3
(
1879,
que
era
zonas.
sufficiente
que
Paulo
uma
frieçâo exercida sobre o v e r t e x dos hystericos e m estado
lethargico, para
bulismo (
essa
2 5 4
transformar a lethargia em
somnam-
). D u m o n t p a l l i e r demonstrou mais tarde que
mesma
p r e s s â o operada e m certos hystericos e m
( ) Do grego hupnos, somno, e yenndo, eu produzo.
(252) PITRES, Des zones hystéivgènes et hypnogènes; des attaques de
sommeil, 1885.
Ç ™ a) CHARCOT, Maladies du système nerveux, t. i .
( i R O C H E E O N T A I X E , Production
d'attaques d'épilepsie par le chatouillement de la jicau du cou citez l'homme, i n Archives de physiologie
normale et pathologique,
2' série, t. n , 1875, p. 884. R I X E E , Zur Lettre
von Epilepsie, in Berliner Min.Wochenschr.,
1875, n. 37, p. 504. D I E E I . A FOV, Des progrès réalisés par la physiologie
expérimentale
da>is les
maladies du système nerveux, t h . de agreg 1875, p. 138. L A X O E S E X ,
Vet ter die epïleptoqen. Zone heim Meuschen, dissert, inaugural, Dorpat,
1884. H O M E X , Be'itrag zur Lehre von den cpileptoqcn. Zonen, in C'en
fralbl. fiïr Xcrvcn Ifeilk., 15 de março de 1880, c. por FÉRÉ, Les Fpilepsies
et les épileptiques, 1890. G O W E R S , Epilepsy and others conculsives chrouic
diseuses, Londres, 1887.
i, "' a) BiNET et FÉRÉ, Le maguét.
animal.
- f j C H A M R A R O , Etudes sur le somnambulisme
provoqué, 1881.
231
2
2r,3
v
2
3
5 S
(v* c) B I X K T et F É R É , Le muguet,
animal.
T h è s e inaugural, 1879. È s s e phenomeno j â havia sido entivvisto por Azam, e assignalado por Braid.
9
8
HYPNOTISMO
estado
de
vigilia
bastava
terminar
o
somno
corrente,
l o g o aos
pétrière, que
As
na
os
as
das
pollegares.
dos
os
do
seu
ainda.
Nenhum
de
(
2 o 5
fronte e
nâo
é o
em
em
alguns
apenas
vinte,
trinta,
cincoenta,
experimentador
Em
as
différentes partes
gérai,
essas
dois
lados
pelos
acham-se do
servou
a
quatro
porém,
trez
é
o
e a
sua
partes visinhas
dos
a
sua
tabilidade.
os
Para
recobre,
hemianesthesicos,
ou
do
normal. Na
que
com
maioria
dos
m e d e m de
um
alguns
casos,
ser a v a l i a d a e m d o i s
A
que
sua
pressâo
a
brusca
produz melhores
para por em
j o g o a sua
modificar, provocar
hypnotico serâo
D E L A TOURETTE,
ou
sufficientes : a
u m corpo extranho resistente
( ) G.
265
enfermos.
symetricamente
de d i a m e t r o . E m
excitaçâo
que,
resul-
mas varias vezes basta excitar superficialmente
pelle que
com
de
dos
é muito limitada:
quadrados.
per-
maneira
corpo
Nos
superficie pode
de
explorar minuciosa-
hemianesthesiado,
extensâo
modo
somno
corpo.
centimetros
a
de
se e s p a l h a m
sensibilidade
decimetros
tados,
do
lado
a sua
casos sua
regiôes
do
ou
mais
as
contracçâo ;
sera necessario
to-
de
n â o constituem geralmente séde
mente
ou
capaz
tegumentos,
descobril-as,
em
distingue : a pelle
s â o identicas
â
dos
quatro
a sua c o l o r a ç â o
â s das
vi-
na raiz
temperatura
para
quasi
nas
mesmo
n â o apresenta caracter
relativas
como
).
principalmente
s i g n a l r e v e l a d o r as
recobre
turbaçôes
principio
hysteria,
encontram
na
numéro
outros
ao
de-
c o r p o , t a n t o nos m e m b r o s , c o m o
individuos :
indicar
se
tronco, mas
O
em
as
era
hypnotisadas
articulaçôes,
cinco,
que
ataque
hypnogeneas
e no
sinhanças
o
hystericas
pontos
cabeça
Emfim.
vezes,
p r i m e i r o s t e m p o s da escola da Sal-
suspendia
zonas
todos
hypnotico.
algumas
a p r e s s â o sobre o ovario situado do lado
anesthesico
despertava
para,
L'hypnotisme,
ou
p. 76.
exci-
destruir
roçadura
o
levé
n â o (um pincel
CAI'I'I M O I I
ou
uni
f r a g m e n t o cle
sufflaçâo.
quente
contacte)
ou
ether,
a
Xo
se
o
fria, a
passagem
descobrem
a
â
de
compressâo
Si
essa
excitaçôes
O
forte.
do
freuatrices
(que
Nâo
da
Sâo
capitulo
porçâo
zonas
hypnogeneas
superficiaes :
ser
regiôes
se
de
electrica.
nesses
empregada,
do
corpo
corresponde
a
uma
produzem
individuo
pessoal
em
os
uma
zona
seus
dessas
hypno-
regiôes.
pro-
( q u e p r o v o c a m o s o m n o ) e zonas
hypno-
destroem
zonas
n â o pode
hypnogcneas
bruscamente
insistiremos sobre a
phenomenos
vista
um
divide-as
ditas
agua
apontados.
compressâo
Pitres
de
uma
deve
instantaneamente
pela
priamente
corpo
intéressante:
dr.
as
methodica
bastante
regiâo
de
tâo
diversas
effeitos especificos
t i s a r-se
todas
simples in-
gottas
descarga
sobre
h\ pnogenea,
Facto
algumas
uma
nem
exploraçâo
exercendo-se
de
enrolado), a
pulverisaçâo
entretanto,
casos
papel
99
o
somno).
i m p o r t a n c i a de que
esses
se r e v e s t e m , c o n s i d e r a d o s s o b o p o n t o d e
medicina légal
factos
deste
cuja
dos
attentados
relevancia
ao
sobresahirâ
pudor.
em
outro
trabalho.
Provamos por consequencia, que u m individuo
pode
ser h y p n o t i s a d o sem o p e r c e b e r e m e s m o q u a n d o a sua
v o n t a d e se o p p o n h a â v o n t a d e d o e x p e r i m e n t a d o r (
2 5 6
).
rm< Os unicos adversarios illustres da hypnotisaçâo involuntaria
sâo Bernheim e Braid que n â o justifieam, porém, as suas opiniôes.
O célèbre magnetisador Donato affirmava na sessâo de 24 de outubro
de 1889, no congresso dos maynctisadores : J'ai eu l'occasion de magnétiser environ 30,000 personnes, et j'affirme qu'il est impossible
d'endormir une personne contre son g r é . J'ai fait des expériences avec
les sujets les meilleurs et les plus sûrs. I l m'est arrivé que ces sujets,
a p r è s avoir é t é magnétisés pendant quelques instants, finissaient par
me dire: « Non. ne continuez plus, ne me fatiguez. » Dès qu'un sujet
que j'avais magnétisé à plusieurs reprises se trouvait fatigué ou simplement par caprice ne voulait plus être magnétisé, je ne pouvais rien
en faire, et la séance était t e r m i n é e . Les magnétiseurs les plus connus
affirment qu'il est absolument impossible d'endormir une personne
contre son gré....» M O E E A U , L'hypnotisme,
p. 143 e 140.
98
HYPNOTISMO
estado
de
vigilia
terminar
o
corrente,
logo
somno
pétrière, que
na
os
das
pollegares.
os
do
seu
se
principio
de
hysteria,
ainda.
Nenhum
em
fronte
nâo
e
é o
quatro
ou
apenas
vinte,
trinta,
cincoenta,
capaz
as
e a
sua
partes visinhas
dos
tegumentos,
n â o constituem geralmente séde
descobril-as,
Em
as
essas
dois
lados
pelos
acham-se
do
servou
sua
a
casos sua
a
quatro
porém,
trez
é
regiôes
do
corpo.
é
centimetros
modo
corpo
Nos
dos
que,
enfermos.
symetricamente
hemianesthesicos,
ou
do
normal. Na
que
com
maioria
dos
m u i t o limitada : m e d e m de
um
de d i a m e t r o . E m
superficie pode
de
per-
maneira
se e s p a l h a m
sensibilidade
sua
do
hemianesthesiado,
extensâo
a
de
de
sera necessario e x p l o r a r minuciosa-
lado
decimetros
o
contracçâo ;
différentes partes
gérai,
mais
de
s â o identicas
mente
ou
distingue : a pelle
n â o apresenta caracter
â
dos
to-
alguns
relativas
vi-
em
em
â s das
nas
mesmo
temperatura
para
quasi
na raiz
e x p e r i m e n t a d o r : a sua c o l o r a ç â o
turbaçôes
como
).
principalmente
s i g n a l r e v e l a d o r as
recobre
(
2 5 5
encontram
na
numéro
outros
ao
ataque
tronco, mas
O
em
indicar
era
de-
c o r p o , t a n t o nos m e m b r o s , c o m o
individuos :
as
o
articulaçôes,
cinco,
que
Emfim.
vezes,
p r i m e i r o s t e m p o s da escola da Sal-
hypnogeneas
e no
sinhanças
algumas
hystericas hypnotisadas
pontos
cabeça
dos
aos
as
zonas
todos
hypnotico.
suspendia
despertava
para,
a p r e s s â o sobre o ovario situado do lado
anesthesico
As
bastava
quadrados.
excitaçâo
alguns
casos,
ser a v a l i a d a e m dois
A
que
sua
pressâo
a
brusca
produz melhores
resul-
tados ; mas varias vezes basta excitar superficialmente
a
pelle que
tabilidade.
somno
com
os
Para
recobre,
para p o r e m j o g o a sua
modificar, provocar
hypnotico serâo
sufficientes : a
u m c o r p o extranho resistente
( j G.
m
DE
LA
TOURETTE,
ou
L'hypnotisme,
ou
p. 76.
exci-
destruir
roçadura
o
levé
n â o (um pincel
99
ou
um
f r a g m e n t o de
sufflaçâo,
quente
contacto
ou
ether,
a
No
se
o
fria, a
passagem
descobrem
a
â
compressâo
Si
de
essa
excitaçôes
O
forte.
do
frénatrices
(que
Nâo
da
Sâo
capitulo
porçâo
zonas
hypnogeneas
superficiaes
ser
regiôes
se
de
electrica.
nesses
empregada,
do
corpo
corresponde
a
uma
produzem
individuo
pessoal
em
os
uma
zona
seus
dessas
hypno-
regiôes.
pro-
( q u e p r o v o c a m o s o m n o ) e zonas
hypno-
destroem
zonas
n â o pode
hypnogcneas
bruscamente
insistiremos sobre a
phenomenos
vista
um
divide-as
ditas
agua
apontados.
compressâo
Pitres
de
uma
deve
instantaneamente
pela
priamente
corpo
intéressante:
dr.
as
methodica
bastante
regiâo
de
tâo
diversas
effeitos especificos
tisar-se
todas
simples in-
gottas
descarga
sobre
hypnogenea,
Facto
algumas
uma
nem
exploraçâo
exercendo-se
de
enrolado), a
pulverisaçâo
entretanto,
casos
papel
o
somno).
i m p o r t a n c i a de que
esses
se r e v e s t e m , c o n s i d e r a d o s s o b o p o n t o d e
medicina légal
factos
deste
cuja
dos
attentados
relevancia
ao
sobresahirâ
pudor.
em
outro
trabalho.
Provamos por consequencia, que u m individuo
pode
ser h y p n o t i s a d o s e m o p e r c e b e r e m e s m o q u a n d o a sua
v o n t a d e se o p p o n h a â v o n t a d e d o e x p e r i m e n t a d o r (
2 5 6
).
^-236) Os unicos adversarios illustres da h y p n o t i s a ç â o involuntaria
sâo Bernheim e Braid que n â o justificam, p o r é m , as suas opiniôes.
0 célèbre magnetisador Donato affirmava na sessâo de 24 de outubro
de 1889, no congresso dos magnetisadores : « T'ai eu l'occasion de magnétiser environ 30,000 personnes, et j'affirme q u ' i l est impossible
d'endormir une personne contre son g r é . J'ai f a i t des e x p é r i e n c e s avec
les sujets les meilleurs et les plus sûrs. I l m'est arrivé que ces sujets,
a p r è s avoir é t é magnétisés pendant quelques instants, finissaient par
me dire: « Non, ne continuez plus, ne me fatiguez. » Dès qu'un sujet
que j'avais magnétisé à plusieurs reprises se trouvait f a t i g u é ou simplement par caprice ne voulait plus être magnétisé, j e ne pouvais rien
en faire, et la séance était t e r m i n é e . Les magnétiseurs les plus connus
affirment qu'il est absolument impossible d'endormir une personne
contre son gré....» M O E E A U , L'hypnotisme,
p. 143 e 146.
CAPITULO III
Da
seriaçâo
dos
estados
francos —
hypnoticos —
Pequeno
Estados
hypnotismo.
Ao abrir esta parte do estudo do hypnotismo, si é
verdade que nos assalta a g r a n d e responsabilidade
acarreta
cada
mesmo
taçào
palavra
tempo
de
nâo
alguns
de
um
livro
podemos
autores
de
sciencia,
comprehender
quando
a
seu
na
Assim,
Gilles de
profundo embaraço
descripçâo
esse
dos
embaraço,
evoluçâo
que
estados
porque
hypnotismo é um
se
e
la
Tourette
promette
semelhante
confessa
ir
Mas
faz p o r
phases,
o
longe
porque
promessa?
processo physiologico e m
os
hypnose
nâo
hypnoticos.
ao
hesi-
t r a t a m de e x p ô r
e f f e i t o s o u os s y m p t o m a s , c o m o q u e i r a m , d a
provocada.
que
Ou
o
evoluçâo,
por periodos logica
e n e c e s s a r i a m e n t e e n c a d e a d o s , e m q u e os f a c t o s se c o o r denam em grupos nitidamente separados por
caractères
constantes,— segundo
C h a r c o t e seus discipulos, — o u
o
assim
h y p n o t i s m o é,
divisivel,
as
suggestôes
tador,
os
exposiçâo
trinas
Para
que
dizer,
uma
phases classicas s â o m e r o s
enticlade
in-
resultados
de
feitas i n v o l u n t a r i a m e n t e pelo
como
casos,
por
o
prétende
que
das
se
idéas
experimen-
a escola de N a n c y
impôe
que
é
uma
Em
ambos
leal
e
compléta
sustentarmos
e
das
dou-
combatermos.
tal resultado
convergirâ
o
nosso
esforço.
102
HYPNOTISMO
I
Segundo
os N a n c y a n o s , o h y p n o t i s m o é u m e s t a d o
indivisivel ; e
funda-se
ou
em
menor
sidade
a
classificaçâo
differenças
do
do
Liébeault
em:
com
catalepsia.
os
divisâo
se
provocado, em
menos
de
n a e s variaveis
grâus
se
de
e B)
primeiro
nâo encontram
g r a u se distingue
v e z e s pouco
precisos.
SOMNO
Ora
bem
os
um
peso
hypnotisados
é feita.
divisâo
10 p .
esses
na
s â o tardos
normal, apezar
lhes
LEVÉ. —
de
da
somno
100
dos
membros
e
por
dos
posiçâo
Entretanto
attitude
dissermos
essa
(desde
cataleptica)—«
razâo
que
invariavelmente
n â o podereis
se l h e s
apparecer.
imprime,
hypnotisados
ainda
A s s i m — si
esteja
mover
( ) BEAUNTS, Le somnambulisme jn'oroquê, p. 23.
257
que
possivel
braço
de
caractères do grau
membros.
o
de
n â o pensam mais
é-lhes
desses
sujets
acompanha.
Encontram-se
na
que
cinco g r â u s
p o r q u e a inercia do espirito dos
deslocal-os.
a
ficam
re-
signaes.
c o l l o c a m o s os
alguns
em
suggestâo
p r é c é d e n t e . D e mais a catalepsia c o m e ç a a
é grande
os
o r d i n a r i o , q u a n d o esses s i g n a e s s â o
que
neste g r a u
ficar
phenopor sig-
s o m n o p r o v o c a d o . A catalepsia s e m p r e os
jâ
de
entorpecimento, ora fadiga
que
apresentaram
sômente
grau
etc.
B) — Nesta
Os
estados
cabeça,
ao estado
Liébeault
— Este
como
nesse s e n t i d o
2)
inten-
do somno pro-
cataleptico,
que
apresentam
gérai,
apreciaveis,
gressar
menor
).
2 5 7
colloca o
e muitas
hypnotisados
Nota-se,
transcrever
catalepsia.
SOMNOLENCIA.
ou
maior ou
nâo
somno
local
na
diversos
A ) estado
A) — Nesta
i)
e
somnambolico (
divide
vocado
vamos
de g r a u na p r o f u n d e z a m a i o r
somno
estado
que
o
em
em
modilhes
extensâo
braço, »
elles
CAPITULO n i
103
o moverâo. Ha, portanto, neste grau, producçâo de
catalepsia,
dos
sujets
3)
da
um
chegam
SOMNO
attitude
neste
começo
fixa
de
propria
braço
e
os
ver
»
individuos
ser
feita
« vossos
dada
os
vezes
aos
seus
rotatorio
4)
os
forma
somno
imprimidos
memoria. Prestam
tendo
pessoa
além
a
sua
do
os
os
braços
disso,
e
dos
nâo
a
sujets
— A l é m de
somno,
seguinte.
5) S O M N O
somno
aos
de
somente
sem
da
podem
attingem
postos
neste
resistencia
membros,
actividade
ultimo,
com
do
o
ouvem
pelo mesmo
marca
uma
os
como
aos
ainda
ouvido e
da
pensamento
unicamente
motivo
caractères
transiçâo
SOMNAMBOLICO
encerra
passo que no
mo-
a t t e n ç â o e x c l u s i v a m e n t e ao h y p n o -
apresentam
que
e
apresentarem
individuos
adormecido
deste
sujets
se
deduzida
em
si os
grâus
grâu précédente a
elle;
recor-
8,2
p.
100
desse g r â u
de
nitida para o
—
LEVÉ.
fixo
a
guardam
d a ç â o a p e n a s d o q u e e n t r e e l l e s se p a s s o u .
dos
outro,
suggestâo,
elles
s â o incapazes
parcialmente
tisador,
a
provocado.
précédentes,
n â o somente
perdem
contra
sufffciente para deter o automatismo
de
movimentos
exe-
torno
por
membros),
a
imprimirmos a um
que
seja
S O M N O .MUITO PROFUNDO.
grâu,
e
basta
aptos
continuam a
s u g g e r i d o . j j j , g p . 100
signaes
na
braços
—
m o v i m e n t o s , os h y p n o t i s a d o s n â o t ê m
f o r ç a de v o n t a d e
esta
automaticos,
verbalmente,
impulsâo
a
tornam-se
Si, por exemplo,
(algumas
cessar
do entorpecimento e
movimento rotatorio em
dissermos:
100
somno.
— Além
movimentos
lhes
18 p.
cataleptica do g r â u p r é c é d e n t e ,
vontade.
o
automatismo.
esse
PROFUNDO.
somno
cuçâo
a
de
Esta
grâu
forma
anteriores;
m e m o r i a se
mas
de
ao
estende
a o q u e se d e u e n t r e o h y p n o t i s a d o e o h y p n o -
tisador, — neste g r â u
a
pode
durante
experimentar
amnesia é
o
compléta.
somno
O
sujet
allucinaçôes
104
HYPNOTISMO
mais
ou
menos
allucinaçôes
sendo
a
sua
vontade
do
SOMNO
dos
no
tactil
(ao
para
outro
pessoa
cia
durante
que
se
acima
por
que
nâo o
de
o
levé,
alguns
em
sua
emfim,
caractè-
do que
tem
sensibilidade
momentos)
embota-se
Este
E
é
a
a unica
impoten-
elle nâo é mais
o
mesmo
aima
o
seu
o
hypnotisado
pela
d i s p ô e quasi i l l i m i t a d a m e n t e das suas
facul-
hypnotisador
o
ultimo
tacto,
sentidos
se
esse
dos
a
se
âquelle
senhor
seus
que
abso-
sentidos,
e x t i n g u i r , si é
o
illimitado
senhor
organismo inteiro
da
que
ao
vontade,
dos
actos,
que
sâo
o
de
t o d o s os
sentidos,
contragolpe
f a z e r p e r s i s t i r essas a l l u c i n a ç ô e s ,
espaço
de
de dormidores
bulismo,
tempo
« Tal é a
como
no estado
â
f o r m a de
classificaçâo
dos
grâus
de
p o r nos
ha
da insensibilidade â
dôr que
apparece
primeiros
hypnose,
da
das
crear
espirito
de
vigilia
p.
100
somnam-
précédente.
vocado, estabelecida
grâus
seu
i n d e f i n i d o . E x i s t e m 18
que c h e g a m a esta
assim
e em
do
mesmo
i d é a s i m p o s t a s ; é esse i m p e r i o q u e l h e c o n s e n t e
por
que
hypnotisador
do operado, desenvolvendo
seu c o r p o estygmas
allucinaçôes
in-
extinguem.
imperio
ser
é
possue
clusive o
em
a
corpo
organicas,
permitte
em
e
O
de
e
E'
os
além
catalepsia.
dades psychicas
os
acha
a reagir pela a t t e n ç â o e pela von-
e pode-se dizer que
suggestâo
mundo
— Ha,
todos
hypnotisador.
entrega-se
adormece.
luto
lhe
notavelmente
PROFUNDO.
t a d e s o b e a t a l p o n t o , q u e quasi
individuo,
Nâo
q u a i se
mostram
pôl-o
do hypnotisado
o
descriptos ; e
menos
suggestâo,
somno.
somnambulismo
capaz
pela
despertar.
subordina
com
o
nos
ao
em relaçâo com o
u n i c o ser,
grâus
logar
entrar
SOMNAMBOLICO
hypnotisados
res
desfazem
vontade
communicaçâo
6)
se
mais possivel
exterior,
â
vivas, determinadas
que
e
alguns
por
somno
annos.
â s vezes
vezes
proAlém
nos
somente
CAPITULO I I I
nos
e
ultimos,
de
o
poder
vontade
musculos,
perde-se
depois
moria, e emfim
ficaçâo,
é
nâo
dos
car
os
vez
mais
a
em
que
se
torna
existe
hiato
na
hypnose,
até
ao
mais elevado.
em
todos
ou
»
(
Liégeois
confirma
a
tem
estâ
mas
que
todos
os
do
pontos;
tidos
a
o
de
sons
marcada
porque
esse
baixo
asserto
que
achado
intervertidos
na
â
nâo
g r â u mais
regra
na
nota-se
membros :
e
com-
maior
por
do
que
lhe
os
mais
é
mundo
ex-
(o o u v i d o ,
por
o
Por
mais l i assim
muitas
vezes
nâo
que
e
se
ferem o
se
lhe
diz
ouvido.
lhe
lhes
pode
em
a
voncertos
posiçâo
podem
ficar
foi dada;
se-
percebe
Mas
impôe
nessa
o
nâo
frequentemente
que
ou
grâu
symptomas
segundos,
postura
uma
therapeuticas. — N o
levantados e
alguns
apenas
estado-,
com
influenciada
o
Lié-
seu
actividade.
vezes
ouve
por
nesse
sentidos
suggestôes
braços,
durante
adoptada
( ) L I É B E A U L T , Classification
des dégrés du sommeil
Revue de l'hypnotisme,
l.° Janeiro 1887, p. 199.
258
na
ligando,
entorpecimento
experimentador j â
nidamente
vâo
reentram
seus
paciente
olhos,
os
balisas
n â o tinhamos
communicaçâo
pessoa
certas
os
tade
em
sejam
produzidos,
abrir
que
quizemos
o
consciencia
adquirem
grâu,
desde
um
dos
plena
alguns
exemplo)
gundo
me-
estado
profundo;
grâu,
pronunciado
a
â
modificaçôes
divisâo
primeiro
menos
sensivel
e
aos
esta classi-
fixar
apagados,
elles
somnolencia,
geiros
Com
e l l e se
somno
menos
ligeira
terior,
relaçâo
ouvido
N â o significa
mas
beault:— No
somente
a
attençâo
).
2 5 8
individuo
das
mais
grau s de
excepcionaes,
mum
ao
estado-,
atravez
complexas
mais
em
unicamente
desse
estadios
de
fraccionar u m
qne
signaes
principio
e m r e l a ç â o ao tacto.
phenomenos
os
esforços
relaçâo
quizemos
seus
medida
fazer
pretendemos
indivisivel;
série
de
105
manindefisi
proroqué,
por
in
IOÔ
HYPNOTISMO
si-mesmos
n â o se
que
nâo podem
elles
conservam
catalepsia
suggestiva
se
révéla
por
a
sensibilidade
braços
um
podem
como
maticos.
mâos
relaçâo
com o
diz e m
ao
de
produz,
â
hypnotisaçâo
clos
disse
fez o
Para
cial
em
rica
e
é
o
e
quando
ao
se
fez
ou
termediarios
as
em
nâo
dâ
o
(
seu
estar e m
e,
do
que
somnambulismo
ou
submettida
sexto
pela
grâu.
compléta
esquecem
perto
2 5 9
a
a pessoa
quinto
fizeram
operador
des-
tudo
o
délies,
o
que
elles
emfim,
o
que
lhes
).
apoio
e insignificant.es (
seis o u
apezar
estar
lembra-se
somno.—O
este estado
todos, p o r é m ,
compléta,
todas
operador
n a n c y a n o : as m o d i f i c a ç ô e s
pequenas
parar ,
mâos » — o
cessa de
hypnotisados ;
ou
fallaram
sâo
grâu,
chega
proprios
mestre
o
caractérisa
Bernheim
auto-
g i r a r suas
« N â o podeis
minhas
os
rigidos,
movimentos
continua, p o r é m ,
finalmente,
fallou
ou
si,
com
se
se
quarto
durante
memoriaçâo
e
m u n d o exterior; n â o ouve mais o que
communicaçâo
Liébeault
n â o somente
continua indefinidamente.— Si o in-
roda
foi dito
grâu
profundo;
paciente, fazendo
outra:
a
terceii^o
suspensos
produzir
ao
affirmar
e entâo
mais
embota,
o m o v i m e n t o m r a t o r i o de
chega
que
se
t o r n o da
dividuo
lhe
realiza. — O
é possivel
se
basta
abaixar,
conservados
S i eu disser
movimento
se
tactil
uma em
imitae
se
se
entorpecimento
ser
ainda,
mais
assim,
â
classificaçâo
por
2 6 0
essa d i v i s â o
elle
do
propostas
).
do
somno
artifi-
mais periodos é exclusivamente theo-
de
theorica, sem
porque
entre
transiçôes
existem
os
diversos
possiveis,
utilidade pratica, n â o
variantes,
estados in*
grâus
apparecem
e
desde o simples t o r p o r
'2.-.o) LIÉBKAULT, Classification, etc.- in Rcv. de l'hypu. cit.
B K R N H K I M , De la suggestion et de ses applications
à la thera
peuthpie, 1891, p. 11 e 18.
(
CAPITULO
até
ao
mais
todos
os
os
hypnotisados,
de
signaes
que
107
profundo somnambulismo (
de
duzem,
III
phenomenos
os
modo
de
hypnotismo e em
caractères
que ha
). N o fundo
2 6 1
essenciaes
homogeneidade
apresentam
os
mais
se
todos
repro-
perfeita nos
diversos
sujets:
as
u n i c a s d i f f e r e n c i a ç ô e s , q u e se p o d e m e s t a b e l e c e r
elles,
se
fundam em
tensidade
Nada
tada
a
do
somno
escola
observaçâo
grâu : que
res
de
para
variaveis
do
estado
Nancy
de
grâu
na in-
somnambolico.
e l l e se
peu
no
grâus
clos a n t e r i o r e s ,
Como
Liébeault,
a
vezes
respeito
pouco
entrelaçam
quando
g r a d a ç ô e s , quasi
adop-
citemos
clo
des
e alguns
primeiro
signes
desses
precisos
g r â u seguinte. Os
se
exemplo
d i s t i n g u e par
précis]
e muitas
sempre
primeiros
ples
de
et souvent
trados
e
variaçôes
mais vago, portanto, que a classificaçâo
pela
riables
meras
entre
vacaractè-
s â o encon-
phenomenos
dos
intimamente com
n â o s â o separados
os
por
sim-
imperceptiveis. Essa divisâo
s o m n o a r t i f i c i a l se o r i g i n a
unicamente
observador: nenhuma consequencia
no
espirito
pratica délia
do
do
pode
decorrer, p o r q u e , c o m o confessa B e r n h e i m , o seu v a l o r
é
puramente
nâo
ligam
hypnoticos
theorico. Assim,
importancia
exposta
e
â
os p r o p r i o s N a n c y a n o s
seriaçâo
dos
desenvolvida por
phenomenos
Liébeault.
Para elles o h y p n o t i s m o é, r e p e t i m o s mais u m a
u m e s t a d o u n o e i n d i v i s i v e l . . . d i v i d i d o e m g r â u s ... (
( 0 B E R N H E I M , De la suggestion,
26
1891, p. 11 e
vez,
2 6 1 a
).
seg.
( <?) Ch. Richet, que n â o acredita que haja individuos refractarios
ao hypnotismo, admitte t r è s g r â u s de intensidade différente no
somnambulismo. O primeiro grâu, periodo de torpor, é o que se déclara ao fi m de 5 ou 6 minutos, quando o experimentador se serve
do processo de passes. 0 que se mostra primeiro é a impossibilidade
de levantar as palpebras e a a n h e l a ç â o ; os olhos se tornam vermelhos e humidos ; por vezes observa-se a aptidao dos musculos â
eontractura por excitaçâo inechanica. O segundo grâu, periodo de
excitaçâo, sô se desenvolve apôs varias m a g n e t i s a ç ô e s ; o sujet dorme,
mas responde a perguntas : allucinaçôes provocadas, suggestôes de
actos, amnesia post-hypnotica. No terceiro grâu, periodo de estupor, se
manifestant o automatismo, a anesthesia e os phenomenos de eontractura e de catalepsia. C H . R I C H E T , L'homme et l'intelligence
281
io8
HYPNOTISMO
II
Charcot foi o primeiro a distinguir e a descrever
os
différentes estados
fecunda
que
esparsos,
fructo
devemos
dos
das
dos
dos
occupamos
Mas
para
que
em
todos
dentemente
de
se
apreciados
de
phenomenos
t a ç â o ^conveniente,
trabalhos
de
Estudando
certos
e
a
nos
havia
sido
fosse
levada
de
factos
indepen-
f u n d a m e n t o ao
para
de
Tratava-se
uma
dar-lhes
p a r a esse l a d o
Charcot
que
hypnotismo.
e
Até
f a c t o s e s s e s "que
s e r v i r i a m de
grande
que
).
classifi-
reproduzissem
do hypnotisado,
scientifico do
de
operaçâo
2 6 2
de
melhor
dirigir acuradas i n v e s t i g a ç ô e s
ria
ensaio
(
examinar uma série
casos
da vontade
devidamente
estudo
os
ou
essa
avante, séria necessario
variados,
1878
complexos
feito,
que
de
nenhum
tâo
havia sido
e
factos
experimentadores
antes
verdade,
phenomenos
iniciativa
dos
incohérentes
hypnotismo
na
sua
systematisaçâo
materiaes
o
esse t e m p o ,
tentado.
a
observaçôes
estudaram
caçâo
hypnoticos : é â
cathegointerpre-
convergiram
os
e seus d i s c i p u l o s .
hyperexcitabilidade
nevro - muscular
e n t r e os h y s t e r o - e p i l e p t i c o s , o i l l u s t r e m e s t r e d a S a l p é t r i è r e c o n s e g u i u d e s e n r e d a r os s y m p t o m a s d a
e
ordenal-os
seu
methodicamente,
apparecimento
constituindo
Antes
de
alguns
assim
Charcot,
e
a
segundo
as
e
a
suas
nosographia
Husson
phenomenos
segundo
do
Braid
nevro-musculares
hypnose
ordem
do
affinidades,
hypnotismo.
tinham
dos
sados ; o b s e r v a v a m q u e « les o r g a n e s des
notado
hypnoti-
sens e t sur-
« t o u t l'odorat, le t o u c h e r , l ' o u ï e , la c h a l e u r et le f r o i d ,
« la r é s i s t a n c e , é t a i e n t
que
fossem
postos
f o r t e m e n t exaltés
les
muscles
en
», q u e
activité,
desde
il
se
( ' ) Foi nesse anno que Charcot publicou célèbres artigos no
Proi/rcs médical.
M J
('AITTCLO HT
« développait
« forme
« à
une
et
l'état
de
tendance
à
la
q u e ces m e m b r e s
rigidité
tonique,
IO9
rigidité
catalepti-
se m a i n t e n a i e n t a i n s i
aussi
longtemps
que
« l'expérimentateur prolongeait l'expérience: état frap« pant
si
« bres
pendant
mais
l'on fait
notavel,
attention
le
à la flaccidité
sommeil. »
accrescentava
« action musculaire p r o l o n g é e
« de
fatigue. Quand
« sommeil
« en
o r d i n a i r e , les
main
échappent ;
« artificiel,
« ment
« est
ces
qu'avant
telle,
E
les
objects
je
n'ai
tomber
Le
somnambules
algumas
Manchester:
paginas
«Les
de
objets
mais
l'état
vu
même
naturels (
ceux
d'excitation
o r g a n e s des
sens, à
le
un
et
tenir
ferme-
d'équilibre
somnambule
phénomène
2 6 S
au
sommeil
a
lieu
) »
o
medico
de
après
la
symptômes
« membres
veille
plus
pondéra
hypnotique
produire
de
L a force
jamais
« cette
l'on peut
tenus
l'état
« les
ainda
que
pendant
« p r o d u c t i o n de
sont
é
que
é
que
sont
premiers
mem-
ne s e m b l e pas
passe
adeante
o
Braid,
l'hypnotisme
que
« hypnotique
« chez
on
Mas
des
l'extension
extrême
de
des
tous
l ' e x c e p t i o n de la v u e » (
2 6 4
).
r
B R A I D , Neurypnologie,
trad. Simon, p. 54-55.
V ' ) B R A I D , O. o, p . 59 64:— J'ai constaté par des mesures t r è s
exactes que l'ouïe est environ douze fois plus sensible qu'à l ' é t a t
normal. Ainsi, un patient qui n'aurait pu entendre le tic-tac d'une
montre à une distance de plus de trois pieds à l'état de veille, l'entendait pendant l'hypnotisme à la distance de 35 pieds, et pouvait
se diriger en ligne droite, sans h é s i t a t i o n , dans la direction de ce
bruit. L'odorat est é g a l e m e n t e x a l t é à un point extraordinaire ; une
dame p û t sentir une rose que l ' o n tenait éloignée d'elle de quarante six pieds. Ceci n'expliquerait pas le fait que rapporte le docteur Elioston de son sujet Okey, qui pouvait reconnaître l'odeur particulière de malades i n articulo inortis (a) ? .. La sensibilité tactile
est si grande, que le contact le plus léger est ressenti, et appelle
aussitôt les muscles correspondants en action; ces muscles ont alors
une puissance de contraction c o n s i d é r a b l e . .. Après une certaine période de temps, pendant laquelle le patient s'est tenu tranquille, i l
tombe dans l ' e x t r ê m e opposé, c'est-à-dire, dans la rigidité et la torpeur de tous les sens, de sorte q u ' i l n'entend plus le bruit le plus
éclatant, q u ' i l ne sent plus d'odeur, si forte qu'elle puisse être, qu'il
2631
2 4
(a) Vide Dr. E.
MONIN,
Les odeurs du corps humain, 1886.
HYPNOTISMO
Finalmente
livro,
duzem
ainda
por
a
pagina
estudo
dos
dos
formam
Charcot
em
que
que
os
mesmo
periodos,
do
s â o os
pro-
subjacentes;
différentes,
isso
e
cuja
derivados
reconhecia
a
discriminaçâo
e
hypnotismo hodierno (
fez e x p e r i e n c i a s
epilepticos,
notabilissimo
cutaneas
o hypnotismo estructurado
estados
a base
seu
musculos
unico, por
très
do
excitaçôes
reconhecendo
principio
existencia
253
as
c o n j u n c t o de
um
typo
que
contractura
mais:
um
de
na
assignalava
unicamente
sujets
em
classicos,
phenomenos
e
2 6 5
).
hystero-
o
terreno
h y p n o t i c o s se
desen-
volvem, como anteriormente demonstrâmos. O hypnotismo
é
um
tingué
très
bulismo.
Cada
e
de
no
e
se
nervos
utilisa
pressâo
nâo
(
basta
muito
uma
triade
apresentar
persistir:
â
segundo
a
e
no
para
excitabilidade, de
sobre
os
primitiva-
ordem
curso
se
Qual-
vontade
o
uma
nervo
sensaçâo
ramos sensitivos.
como
que
do
dese-
da
mesma
a
vontade
A
simples
o
musculo
ultimo :
quando
movimentos.
ou sobre
fazer contrahir este
e x c i t a b i l i d a d e , faz-se
derosos,
se
individuo
executar
dedo
dos
somnam-
n o r m a l os m u s c u l o s t ê m u m a t o n i c i d a d e
sobrevem
pressâo
dessa
dis-
).
para
do
pode
lethargia,
membros
succedem,
mesmo
estado
os
dos
se
u m a s y m p t o m a t o l o g i a especial.
se
2 6 6
que
catalepsia,
isoladamente
observaçâo
No
em
é susceptivel de
hypnotisador
jada,
um
por
délies
mente
nervoso,
estados:
caractérisa
quer
estado
dolorosa
pela
Para p ô r em j o g o
comessa
mister recorrer a meios mais po-
a electriciclade.
ne perçoit plus le chaud, ni le froid, et cela. . . en contact i m m é d i a t .
Pendant cette p é r i o d e , un courant d'air dirigé contre un organe
quelconque rend à ce dernier i n s t a n t a n é m e n t une sensibilité exagérée,
et ramène le jeu des muscles. P>RAIO, Neurypnologie, p. .>0 64, nota.
( ' M Cit. por G. on L A ToruETTK, L'hypnotisme,
p. 43.
C ; CHARCOT, Comptes-rendus de l'Académie des Sciences, loc. cit.
r
2 ir
266
CAPITULO I I I
III
A excitaçâo do nervo faz entâo contrahir os musculos
que
taçâo
mina
elle
dos
a
anima,
filetés
do
mesmo
nervosos
contracçâo
do
modo
que
a
intra-musculares
musculo,
sobre
excidéter-
o quai a
exci-
t a ç â o se o p é r a . D u r a n t e o h y p n o t i s m o t o d o s e s s e s p h e nomenos
é
mais
nâo
sô
se
exaltam ; e
necessaria
a
a
contracçâo,
em
certas circumstancias n â o
electricidade
mas
ainda
para
a
determinar
contractura
do
musculo.
Charcot
que
a
têm
os
influencia
sobre o
o
define
nervo
A
hyperexcitabilidade —
musculos
de
tendâo,
de
a
que
uma
sobre
é
de
excitaçâo
o
em
(
2 6 7
musculo,
sob
exercida
ou
sobre
).
nevro-muscular
hystericos
aptidâo
contractura
mechanica
proprio
tributario
hyperexcitabilidade
a n o r m a l m e n t e nos
entrar
a
quando em
se
encontra
vigilia
(
2 6 8
)^
i^ . ) Comptes-rendus
hebdomadaire
des séances de VAcadémie
des
Sciences, 1882, t. x c i v , p. 403.
( ) E D G . B É R I L L O N , Hypnotisme
expérimental.
J â em 1827, Brodie
et Duchenne haviam notado a frequencia das contracturas na hysteria. « Pour produire la contracture, i l suffit de faire n a î t r e la contraction violente d'un muscle, soit en invitant la malade à exécuter s p o n t a n é m e n t un mouvement fort, comme celui qui consiste à
soulever vivement un poids à bras tendu, soit en r é s i s t a n t avec
énergie à un mouvement voulu par cette malade. Si, par exemple,
on dit à Bar..., Wit..., E l .., Xan..., ou à d'autres encore, de tourner la t ê t e
du côté gauche, et qu'on les a r r ê t e dans ce mouvement, dû à la contraction du sterno-mastoïdien droit, on s'aperçoit, dès qu'on vient de
céder à leur effort, que le muscle du sterno-mastoïdien du côté droit,
est contracturé. On a créé ainsi un torcicolis véritable et qui est
d'autant plus prononcé que le d é p l o i e m e n t de force a été de part et
d'autre plus considérable. Mais ce totcicolis peut naître spontanément, Lorsque la contraction du sterno-mastoïdien est suffisamment
énergique. Ainsi la malade Gl nous a r a c o n t é qu'il l u i arrivait
souvent, à la gymnastique, d'avoir, lorsqu'elle tournait vivement la
tête ou qu'elle la renversait en arrière, un torcicolis dont elle avait
de la peine à se d é b a r r a s s e r . Bar..., Witt..., EL.., Nan... nous ont
également renseignés sur la f r é q u e n c e des contractures que déterminent chez elle tous les mouvements qui nécessitent une contraction musculaire un peu violente. » BRTSSAUD et C H A R L E S R I C H E R ,
Faits pour servir à l'histoire
des contractures,
i n Progrès
médical,
n u m é r o s 19, 23, 24, 1880, cit. por G I E L K S D E L A TOURETTE,
L'hypnotisme, pag. 83-84.
26 7
2G8
112
e
HYPNOTISMO
logo
que
outros
estygmas
mentaes
ou
physicos
n â o e x i s t a m , o a p p a r e c i m e n t o desse p h e n o m e n o
fazer
suspeitar
vrose (
em
2 6 9
modalidades
tericas
em
diversas
estado
e
névrose
da
grande
de
da
vigilia
que
como
vez
hysterica (
2 7 4
mesmo
Richer
se
contractura
(
2 7 1
)
a
névrose
). S e r â
das
e
hys-
correspondem
manifestam
demonstra
vimos,
né-
).
na phase cataleptica (
mais u m a
prendem,
(
2 7 0
clinicas
variedades
iethargica
que
latente
n â o hypnotisaveis, segundo
de la T o u r e t t e
As
o
existencia
) . S e m e l h a n t e f a c t o se t e m o b s e r v a d o
hystericos
Gilles
a
deve
2 7 2
na
âs
phase
) do h y p n o t i s m o ;
as
analogias
hypnotica (
conveniente
notar
que
2 7 3
)
â
que
essa h y p e r e x c i t a b i l i d a d e , a p r e s e n t a d a n o e s t a d o n o r m a l
pelas
victimas
Richer
sado
em
por
um
da
hysteria, foi descoberta por Charles
individuo
Brémaud
(
2 7 5
considerado
sâo,
hypnoti-
).
( ) G. D E L A TOUEETTE, L'hypnotisme. Uma hysterica, ao contrario
que n â o tem actualrnente accidentes e cujos movimentos sâo todos
livres, esta, no entretanto, continuam ente no estado de opportunidade
de contractura ; tem contracturas latentes, como dizia B E I S S A U D , o c. ;
a mais levé excitaçâo basta para que aquelle phenomeno se révèle.
( ) Sociedade de Biologia, 29 de Marco de 1884.
( ) CHARCOT et P. R I C H E R , Diathe.se de contracture dans les hystériques, Sociedade de Biologia, 15 de dezembro de 1883. P I E R R E J A N E T ,
Automatisme psychologique.
B R I S S A U D et R E G N A R D , SOC. de Biologia,
1876. PITRES, Leçons sur l'hystérie, cit., t. i . P A U L R I C H E R define a
hyperexcitabilidade como sendo um estado « d'impuissance motrice
s'accompagnant d'un état de rigidité persistante et involontaire du
muscle, sans modifications notables des réactions électriques et sans
altération de texture de la fibre musculaire » (Paralysies et contractures
hystériques, 1892).
2li9
270
271
( -) P I E R R E JANET, Les stygmates
27
mentaux,
p. 196 e seg.
( ) L A O A M E , La nécrose hypnotique, 1884.
i / ) G. DE L A TOURETTE, L'hypnotisme,
p. 84.
(276^ « Ainsi qu'on peut le voir, l'état du système nerveux, chez
ce jeune homme, ressemble singulièrement à l'état hystéro-épileptique. Entre ces malades et l u i i l n'y a, ce semble, d'autre différence que ce mode pathogénique. Chez l u i , la névrose est provoquée,
tandis que, chez les hystériques, elle est spontanée et est survenue
sans cause connue. I l y a, certes, intérêt à comparer ces deux états,
dont la cause est identique. Cela prouve, une fois de plus, que les
273
m
CAPITULO I I I
Elucidado
das
phases
esse
do
grande
passar ao estudo
cos
(
que
),
2 7 6
ponto
descriptos
modo:
Luys,
fundamental
hypnotismo,
e
différenciai
sera
opportuno
s y m p t o m a t o l o g i c o dos
por
os c l a s s i f i c a m e
guinte
H3
C h a r c o t e os
fran-
seus discipulos
isolam nosologicamente pelo
catalepsia,
ao envez
estados
se-
lethargia e somnambulismo.
de C h a r c o t e de G . de la T o u r e t t e ,
entre outros, c o m e ç a tratando da lethargia ; e justifica
o
seu
piano
possamos
numa
série
de
consideraçôes que
r e s u m i r . A p r i m e i r a das p h o t o g r a p h i a s
que aquelle h y p n o l o g i s t a illustra o seu
um
s c h é m a : nelle
um
poço
cadas
se
rasgado
em
uma
vê
uma
atravez
de
trez
o
pelas
lethargico
cataleptico serve-lhes
desse
de
mais
poço
figurado
na
camadas
mais
sidade. D e p o i s
bras
de
o
o systema
profundas,
o
lethargica,
para o despertar,
das
regiôes
opticas
em
fundo
que
a
actividades
a
esse
primeiro marco
caracterisada
de
uma
espinal vive c o m inten-
arrancam-n a
cataleptica,
nal
estado
ao
m o v i m e n t o c o m m u n i c a d o , as
que é paciente,
c o m e ç a a phase
estratifi-
superficiaes,
immediatamente
phase
de
somnambu-
i n t e l l i g e n c i a é c o m p l e t a m e n t e e m b o t a d a , as
abolidas, e somente
reproduz
intermediario. Quando
é h y p n o t i s a d a , cae
com
figurativa
certa o r d e m : o estado de
pelas camadas
pessoa
livro,
abertura
lismo é representado
estado
talvez
pela
mise
manotorpor :
ascencioen
éveil
l'écorce.
faits physiologiques et pathologiques sont toujours du m ê m e ordre
et que le s y s t è m e nerveux réagit toujours de la m ê m e m a n i è r e , ou
p l u t ô t selon un certain groupe de m o d a l i t é s qui sont t r è s analogues. »
Sociedade de Biologia, 1884.
C ) Sâo estados « dans lesquels les p h é n o m è n e s apparaissent, bien
nets et bien distincts, les cas que l ' o n pouvait appeler analytiques,
parce qu'ils sont, en quelque sorte, l'analyse des cas les plus complexes faite par la nature elle-même.
P. R I C H E R , Notes sur les
phénomènes neuro-musculaires
de l'hypnotisme,
et sur les méthodes à
suivre dans les études sur l'hypnotisme.
Soc. de Biologia, 22 de Dezembro de 1888.
15
276
ii4
HYPNOTISMO
C o n t i n u a o processus: uma l e v é fricçâo sobre o vertex
a
leva o
vigilia,
um
e
hypnotisado
a um
apparece
somnambulismo
e
esforço,
eil-o de
se
uma
hypnose
simples
v o l t a ao
operam
as
o
se
movimento
normal.
Por
naturaes
das
substituem
chegam
alguns
param
logo
â
meia
intermediarias,
nas
que
o
constituem
çâo:
das
Basta
a
um
a
lethargia
o
somnambulismo,
da
como
hypno-
imaginario:
nas
zonas
e
a
fascina-
partecipa
da
limitrophes.
um
c o m p l é t a , depois
o b t i d o este ultimo
phases
poço
hypnotismo
i m a n , de
u m sujet
e o
modo
suspensos
ruido regular
palavra, conseguir, em
olhos,
somnambulo-catalepticas
regiôes
de
os
esse
t o d o s os
mixtos cuja natureza
duas
de
altura,
regiôes
presença
movimento,
fundo do
pequeno
s â o estados
natureza
ao
Mais
methodicamente
verdadeiros processos reflexos. N e m
tisados
para
lucido.
insufflaçâo sobre
estado
successôes
que
novo
um
para,
sem
educado,
em
proferir
desenvolver
a catalepsia,
despertar
corpo
em
emfim;
e
seguida
uma
vez
r e c o m e ç a na o r d e m descendente a
s é r i e das phases s o m n a m b o l i c a , c a t a l e p t i c a e l e t h a r g i c a
que
se
percorre
vigilia:
e
isso
em u m novo cyclo, para
de u m
modo
mente pelas r e a c ç ô e s automaticas
traes de
Nâo
innervaçâo
nos
regressar â
continuo, regular,
dos apparelhos
postos e m e v o l u ç â o
illudamos, p o r é m ,
unica-
com
(
2 7 T
cen-
).
o original da c o m -
paraçâo.
A
nos
lethargia n â o existe c o m o estado primitivo, s e n â o
individuos. que
lepsia:
naquelles,
nâo podem
ao
contrario,
volvem
os
phenomenos
sempre
a
phase
lethargica,
E'
firma
proposta
seriaçâo
verdade,
C ; LUYS, Leçons cliniques, pag. 21.
277
postos
em
catalepticos,
desapercebidos.
a
ser
por
que
em
se
estes
(o
Luys),
que
desen-
precedem
muito embora
porém
cata-
passe m
que
con-
quando
o
' '5
objecto
ao
envez
luminoso,
para
de
olhos
em
se
a catalepsia
que
o
abrem
olhar
ou
muito vivamente
se
camente
o
ponto
continue
à
le
regarder
dans
l'état
lui-même,
Julgamos
a
toma
se
« car
mister
aproveite o mo-
extranha
a
fixidez,
brus-
le sujet
insensiblement,
léthargique»
(
começar
os
c o n j u n c t i v a se
souvent
passe
indifférente
grande
faz-se
i m m o b i l i s a m : affasta-se
fixo, —
descripçâo
francos do
que
desmesuradamente,
i n j e c t a , as p a l p e b r a s
outra,
subita
é por assim dizer indifférente,
determinar
mento
ser
2 7 8
qui
et
de
).
por
uma,
ou
s y m p t o m a t o l o g i c a dos
por
periodos
hypnotismo.
III
CATALEPSIA ILYPNOTICA.
alguns
o
menos
da
de
Este estado ( ) é para
279
primeiro
uniâo
hypnose,
entre
a
em
data
na
e,
para
outros,
phase
nambolica,
symbolisando
organismo
para
d'aquella
e
e
outros, no
dade
O
flexivel:
aos
e
mais
a
meia-luz
a
os
se
um
das
reduz,
ultima.
musculos
extravagantes
posturas
de
levés
ou
pela
segundo
manequim
e
a
traço
somdo
compléta
Para
uns
immobiliimpostas.
expressâo
pintor,
ducteis
graciosos
de
arranco
escuridâo
da
pheno-
phase
primeiro
da
pela fixidez
humano
consagrada,
e
na
e
e n t r e t a n t o , se c a r a c t é r i s a
muscular
corpo
um
dos
serve
lethargica
libertar-se
entrar
eclosâo
malleavel
prestam-se
agrupamentos.
Graças a um extraordinario mimetismo, o hypnotisado
copia
as
mais
A
ao
fielmente,
variadas
catalepsia
estado
c o m segura
attitudes
pode
lethargico.
ser
p r e c i s â o , os m o v i m e n t o s ,
do
observador.
primitiva,
A segunda
ou
hypothèse
^ ; G. D E L A T O U E E T T E ,
L'hypnotisme.
( ) Catalepsia vem de katalêpsis,
surprehender.
278
279
consecutiva,
é
obtida
n6
HYPNOTISMO
quando
sâo
os
postos
bras.
O
mente,
a
olhos
a
por
sensibilidade
ctrica,
ou
da
terror
(
2 8 2
observa
o
(
2 8 3
occlusâo
em
que
os
estado
).
Pode-se
de
por uma
continuada
que
viva,
primitiva-
excitando
ora
descarga
ele-
e monotona
(
2 8 1
),
ou
mais
obter
frequentemente
a catalepsia
por
occlusâo,
cataleptico ; resta
apenas
a b r i r os
manifeste
a
fixa-se o
olhos
catalepsia
se
meio
momento
membros guardam a posiçâo, que
se
pelo
s u g g e s t â o . F o r a do hypno-
das p a l p e b r a s : a p r o v e i t a n d o o
que
sensi-
impressâo do ouvido
logo a
para
palpe-
cobre), ora a
dâ, e suspendendo
duo
lethargia
das
détermina
chinez,
instrumentos
) ou mesmo pela
é
se
a u d i t i v a (gong
2 8
de
elevaçâo
impressâo
visual ( °), o u
vista,
tismo,
da
uma
tomado
pela
cataleptico
diapasâo,
bilidade
individuo
descoberto
estado
ou
do
do
se
lhes
estado
indivi-
compléta.
( °) « Une hystérique de mon service, en se coiffant devant un
miroir, tomba subitement en catalepsie. Elle était restée immobile,
les yeux à demi-ouverts fixés sur le miroir, tandis que ses bras, conservant l'attitude qu'ils avaient au moment de l'invasion du sommeil
cataleptique, étaient élevés au-dessus de la tête, dans l'attitude d'une
femme qui accomode sa chevelure. L'observateur ajoute que, pour
la réveiller, i l l u i suffit de fixer pendant quelques instants son regard
sur le miroir dans l'image des yeux de la malade.
DUMONTPALLIER,
Comptes-rendus de la Société de Biologie, 18 Marco 1882.
C ) « B O I : C H I : (Traitépratique
des maladies des nouveau-nés et de la seconde enfance, 1885, p. 273) a observé dans son service une petite fille de
10 ans qui tombait en somnambulisme avec des s y m p t ô m e s cataleptiques chaque fois qu'elle travaillait à des b o u t o n n i è r e s , ouvrage
difficile qui exige une certaine attention et une grande fixidité du
regard. » C U L L E B R E , Metguét. et hyp>tot., p. 99.
(
« Deux malades avaient réussi à s'évader de la maison
SalpétrièreV aussitôt sur le boulevard, persuadées qu on les poursuivait, elles se mirent à courir à toutes jambes; elles étaient déjà
loin et fort contentes sans doute, quand elles se trouvèrent face à
face avec un des élèves du service qui regagnait tranquillement la
Salpétrière. Elles furent tellement atterrées qu'elles d e m e u r è r e n t
inertes, inhibées, catalepsiées au milieu de la rue. I l s'ensuivit un
attroupement, et deux agents s'emparèrent des fugitives qu'ils ramenèrent à l'asile. » Dr. E E G N A K D , cit. por M O R E A E , L'hypnot., p. 173.
( ) Vide M O R E A U , L'hypnot. p. 173 e seg. SESTIEE, De la foudre,
1866, e um caso de catalepsia hysterica muito intéressante, observado
pelo Dr. Abbé, i n Rev. de l'hypn., 1° anno, p. 27-28.
28
281
282
283
CAPITULO TTI
Si
o
hypnotisado
desejarmos
mos
se
determinar
a b r i r - l h e os
achar
em
fechados,
pôr-lhe
a
salvo
correr
obteriamos
o
para
muito
fraca,
çar
phase
viva
o
ou
os
globos
jâ
tiver
certos
um
sujets,
ruido levé.
periodo
lethargico (
Quando
o
catalepsia
e
objecto
objecto
extranha,
junctiva
momento
os
olhos
se
Desenvolve-se
das
incompleto,
verdadeiro
ças nervosas
E'
(
S4
M v
caso
os
a
para
essas
intensas,
as
luz
pelo
de
vista
ao
olhar
que
as
o
do
muito
apenas
a
luminoso,
a
sujet
quanto
palpebras
um
novo
de
nomeao
toma
possivel,
ficam
estado
ponto
fixidez
a con-
immoveis.
no
conjuncto
de
vitalidade
extra-physiologico
ponto
porém,
anteriormente
olhar
que
traduz
d e s t r i b u i ç â o das
repartidas
vista
(
2 8 5
for-
).
do
somatico, e
dynamico.
cit. por M O R E A U , L'hypnotisme,
L E v s , Ijeçons cliniques, p. 54.
REGNAET>,
alcan-
individuo
qualidades
é preciso (como
desequilibrio na
o
luz
pessoas,
provocariamos
tiver
irregularmente
sob
olhos
uma
t e m p o de estudar a s y m p t o m a t o l o g i a
cataleptico,
ponto
que,
cerebraes, — estado
extranho,
nesse
sensibilidade,
subitamente
se a b r e m
entâo
actividades
um
mais
ou
em
injecta,
cata-
).
nâo
arrancar
em
nervoso,
relaçâo
olhos
forma,
incontinente ; quando,
for indifférente,
no
extrema
Desde
elle
num espaço
posto
contemplado
déclara
advertimos)
fixo,
2 8 1
intensa
se
semelhante
das
em
excitaçôes
é
mesma
oculares
estado
Si
os
conservando
ruido muito violento,
hypnotisar
da
sido
de
esse
desejada
de
com
e
devere-
claro.
hypnotisaçâo, porque
produzir
usassemos
ambiente
somnambulismo
Em
basta,
a
num
lethargia
cataleptico,
procéder
si
da
estado
em
somnambolico,
descoberto
no
abertos.
olhos
estado
primeiro
o
deveremos
illuminado,
lepsia
cahir
p. 177
estado
sob
o
I I8
HYPNOTISMO
* ' *
Produzida
trahe a
catalepsia,
attençâo
estado
olhar
a
o
na
que
antes
de
tudo
at-
é a immobilidade. A o começar
individuo
fixo,
o
permanece
attitude
em
esse
c o m o que aterrado,
que
o
somno
o
o
surpre-
h e n d e u . O r o s t o p a r t e c i p a d a i n f l u e n c i a desse p e r i o d o :
os
olhos largamente abertos, a physionomia immovel,
impassivel.
A
immobilisaçâo
bras faz c o m
seu
e
curso
rolam
bros
as
o r b i c u l a r das
lagrymas
nâo
costumado ; embebem
ao
fica, na
que
do
longo
das
faces.
e x p r e s s â o justissima
de
Charcot.
de
articulaçôes
nenhuma
resistencia
extrema
â immobilidade patenteiam
accusam
representadas
por
longe
O
poucas
linhas
effeito,
horisontaes
depressôes
phenomeno
permitte
com
somatico
collocar e
leis d o
ponto
sua
da
esse
o
que
o
tremer,
durante
quinze
As
faculdades
de
trême
O
Renommée,
nessa
um
que
quando
que
e
tomarâ
mantendo-se
com
o
tronco
egual
2 8 7
longe
).
cataleptica
nas
pos-
contrarias
exagéra
ser
a
da
vencida,
o
braço
postura,
sem
minutos.
equilibrio
cataleptico
com
).
de
estende
nessa
vinte
exaltam-se
a
em
posiçâo
a face
inclinado
^86j CHARCOT, Comptes-rendus, cit.
( ) G. DE L A TOURETTE, l'hypnotisme,
287
se
deve
se
as
pausas
de
p. 80.
exuma
congestionada,
attitude h a r m o n i c a e difficil, apoiando-se
pé,
e
proporcionar o grâu
conserva
a
2 8 6
longas
individuo
muscular
resistencia
verificavel
cataleptico,
mem-
os m o v i m e n t o s
plasticidade
sentido
o musculo
â
Os
interrompem (
conservar
O
poder
contracçâo
facto
do
de
peso.
petri-
que
turas mais incommodas, mais illogicas, mais
âs
se
leveza
mostram
o
oculares
offerecem (
t r a ç a d o s do p n e u m o g r a p h o
respiratorios :
em
uma
mais
globos
cataleptico
sensaçâo
tendencia
sigam
O
dâo a
Os
os
palpe-
para
a
sobre
frente.
n
Outra
que
experiencia,
o
em
â
hypnotisado consegue
situaçôes
mal,
contraria
prova
dinaria
que
que
seriam
sideravel
sionando, de
u m lado,
da
e,
de
outro
para
E
para mostrar
de
uma
uma
prova
equilibrio
estado
uma
nor-
extraor-
postura
extra-
incurvaçâo
con-
columna vertébral,
uma
abdominal
traz.
a
produzir
prolongada
em
impossiveis no
prende-o
pode-se
e
manter-se
o desenvolvimento
flexibilidade
physiologica.
précédente,
forte saliencia
lado,
a
até
onde
vae
occa-
da
inclinaçâo
9
regiâo
da
cabeça
esse e s t a d o
de c o n t r a c ç â o muscular que n e n h u m h o m e m e m vigilia
pode
imitar,
sera
sufffciente dizer
horisontalmente
um
do-lhe
sobre o
pés
a
cabeça
sobre
pelas
o
duas
attitude*,
e
musculos
é
pode
se
sentarem
o
posta (
2 8 8
).
o
sem
lepticos
o
por
de
que
o
ventre
isso
se
os
modelos
cadeira
corpo
e
essa
pelos
cataleptico
peso.
Assim
experimentadores
sujet
pela
neste
se
mergulhado
quebre
a
extranha
estado,
esculptores
elle
os
suspenso
tempo
do
grande
h y p o t h è s e : para
dos
collocan-
desenvolvido
um
do
e
longo
corpo
varios
encontrada
célèbre
o
guarda
Impressionado
uma
uma
outra,
p r e s s â o de
facto
de
dynamico
t â o intenso
membros
mulou
uma
poder
sobre
catalepsia,
de
levantando-se
deitado
dorso
extremidades,
sustentar a
explica
dos
dorso
cataleptico
que
em
posiçâo
im-
ductilidade
Braid
eram
antigos
(
2 8 9
forcata).
( ) L U Y S , Leçons cliniques, p. 56. Algumas pessoas t ê m visto
esse estado durar de vinte a vinte e cineo minutos.
( ) «Les sujets dans l'état hypnotique prennent leur centre de
g r a v i t é comme par instinct, de la manière la plus naturelle et par conséquent la plus gracieuse, et si ou les abandonne dans cette position,
ils deviennent rapidement et Armement fixés de façon cataleptiforme.
J'ai tenu compte de ces deux faits, et en outre du goût pour la danse
qui se révèle chez la plupart des patients sous l'influence d'une musique un peu vive, de leurs mouvements si gracieux et si conformes
aux notes, des poses si variées et si élégantes que l ' o n peut leur faire
prendre au moyen de légers courants d'air, et de la faculté de conserver ces attitudes sans aucun effort, et j ' a i émis l'opinion que les
grecs pouvaient bien être redevables à l'hypnotisme de la perfection
de leur s c u l p t u r e . . . I l n'est pas douteux, rn'a-t-on dit, que les Bac288
289
HYPNOTISMO
120
Sobre
Marey
a
applicaçâo
que
permitte
laremos
mais
tarde,
apparelho
desmascarar
quando
tico da hypnose.
D u r a n t e esta
phase
sibilidade
se
gérai
do
do
simulaçâo,
tratarmos
grande
conserva
a
registrador
do
de
fal-
diagnos-
h y p n o t i s m o a sen-
inteiramente embotada :
n e n h u m t r e m o r , n e n h u m a c o n t r a c ç â o da face,
nenhum
movimento
da
sequer
revelam
o
phenomeno
dôr,
quando o operador alfineta, bate, âge de qualquer
modo para excitar o soffrimento no corpo do cataleptico.
Os
sentidos
especiaes
sobrevivem mais
ou
menos
fracamente no correr deste periodo, e por elles é
possivel impressionar diversamente o sujet, mas é
sobretudo
por
via
do
sentido
muscular
que
se
torna facilmente apreciavel a impressionabilidade do
espirito do individuo. Aqui, como na lethargia, a
extincçâo
momentanea
de
algumas
funcçôes
nervo-
sas, dévida ao torpor de certas regiôes centraes,
se compensa e neutralisa pelo augmento, pela exaltaçào de outras funcçôes, — exaltaçào e augmento
chantes, qui n'avaient pas conscience des blessures (a), et dont l'état
était une stupeur différente du sommeil naturel (£\ ne fussent sous
l'influence de l'hypnotisme ou sommeil nerveux : de là, leur propension à la danse sous l'effet de la musique. De simples servantes sans
éducation, sous l'influence de cet état nerveux, se meuvent avec la
grâce et le cachet particulier qui distinguent les danseuses de ballet
les plus habiles. 11 y a donc lieu de croire que, non-seulement cette
grâce particulière d'attitude dans la sculpture et la peinture anciennes procèdent de l'imitation des Bacchantes et d'autres danseuses mystiques, mais encore que les mouvements habituels aux danseuses de
ballet de nos jours leur ont été transmis de l'Italie par la reproduction des danses usitées dans les mystères grecs. Personne ne peut
voir des filles cle basse condition subir l'influence de la musique pendant le sommeil nerveux, sans reconnaître qu'à l'état de veille elles
seraient incapables de se mouvoir avec l'élégance qui les caractérise pendant l'hypnotisme. Une telle faculté a sa source probable dans
l'action pure et simple de la nature; celle-ci enseigne à balancer parfaitement le corps, dans tous ses mouvements complexes, alors que le
sens de la vue est suspendu.» B R A I D , Ncuri/pnologie, rit, p. 55.-50, nota.
(Vf) N'ai sentit rnlitro Mun'ti (Ovono).
(Ii) !'}.<• soumis stupit (Ei'iu* (H'IKACIO).
CAPITULO I I I
que
a
o
erethismo de outras r e g i ô e s
aboliçâo
sencia
das
produzem
tivas
a
sua
um
da
sensibilidade
reacçôes
da
personalidade
ao
mesmo
manifestaçôes
electricidade
electrico
de
verdadeiras
sollicitaçôes
â
vista,
communicaçâo
As
ao
das
emoçôes
Braid
e
que
espirito.
a
das
que
a
a
senta
a
paz
laços
unem,
variadas
desde
e
se
emo-
exteriorisam
incitaçôes,
fazendo
carregado
que
ouvido,
por
recordar
(
2 9 0
).
ao
o
a
Essas
ope-
experimentador
sentido
muscular,
â
attitudes.
dizer
emoçâo
extériorisa:
représenta
au-
consciente
r e g i ô e s e m o t i v a s se
por
irritaçâo,
affectuosa
pois,
a
um
sobre
quantos
este
conhecidas.
ponto.
Séria
connexâo
présente
correspondente
ninguem
dirâ
punho
coraçâo.
expressâo
particular
de
estado
um
ou um
e
laços
ao
tem
do
estado
numerosas
physionomia
Cada
a
sollicitado, desprende
sâo muito
inutil
encadeiam
sico
a
insistia especialmente
sediço
cutanea,
acçâo,
emotivas
produzidas
sensibilidade
em
estivesse
automaticamente,
recorra
da
que
Assim
e m q u e as r e g i ô e s
silenciosamente
apparelho
ram
tempo
vitalidade, reagindo
de
détermina.
compléta
entram
meio
12 1
da
que
do
phy-
o
sorriso
cerrado
repré-
Inquebrantaveis
physionomia
e
g e s t o ao estado e m o t i v o da a i m a , na phrase antiga,
o
o
gesto é a p h y s i o n o m i a da aima. Pois b e m : colloque-se
a
m â o de
nhando
uma
hypnotisada
sobre
beijos. E' u m simples gesto
o
seu
labio,
api-
que muitas vezes
no individuo normal n â o traduz sinceramente o affecto,
é
uma
simples
mentira
a emoçâo—satellite
desperta
o
do
exprime
o
da
sujet
sorriso
colera?
se
') L U Y S , Leçons
évolue,
ternura,
desenha.
Cerrae
Mas
no
cataleptico
associada â attitude i m p r i m i d a
sensorium,
a
graciosa.
os
cliniques,
os
Quereis
punhos
p. (11.
entende-se
olhos
sujet,
o
rosto
enlanguescem,
provocar
do
e
—
a
emoçâo
collocae-os
122
HYPNOTISMO
em
posiçâo
ha
de
trarâ
de
defeza,
inclinar,
o rosto
ameaçador:
decem
tura
os
â
emoçâo
seguiu
culos
fixar
da
tos.
de
a
Gilles
que
çâo
provocaram
indifférente,
taçâo
dos
tando
aza
faradicamente
do
dem
nariz
ou
se
e
do
do
se
volta
se
éleva
Si
se
de
de
e o
é posto
as m a n i f e s t a m : a s s i m ,
exci-
)
o
meio
commum
(musculo do
de
a
sua
todo
vezes a
a
attitude
da
des-
acçâo
o
corpo
m â o direita
na d i r e c ç â o
inclina-se, os
do olhar.
(mus-
braços
deste
pentraduz
).
2 9 2
portanto,
uma
quebra
das leis p s y c h o -
e s t a d o n o r m a l os d i f f é r e n t e s e s t a d o s e m o -
se r e v e l a m
por
manifestaçôes
priadas,
intimamente
maneira
centrifuga, emfim : a
phenomeno
contrario, é
do
o
mostram
associadas
gesto,
é
a
especiaes e
apro-
elles, — de
uma
expressâo
intimo.
sentimento
do correspondente
nos
por
triangular dos labios
corpo, e
riorisaçôes
posto
elevador
se à p r u m a
longo do
ao
Charcot
movimento
ao
do
sentimen-
exci-
dem
pende
diversos
mus-
da
cabeça
tivos
dos
posi-
tristeza), a
logicas. N o
dos
um
em
em jogo o
Observa-se,
cada
con-
Paulo
da
(
poslembra
e
culo
abatimento
a
lado ; algumas
index
pela
Boulogne), que
immediatamente
um
obe-
(de
labio superior
desprezo),
acompanha
que
(
corpo
Tourette
emoçôes,
2 9 1
e
se
se m o s -
la
cataleptico
que
olhar
aima
dados,
num
certas
o
inteiro
localmente
cabe
esses
musculos
corpo
de
expressâo
Aproveitando
Richer
que
Duchenne
na
seu
enrubescerâ,
sollicitada
parte
face
o
p r o v a de
communicada.
trabalhos
que
a
que
No
exterior dé-
estado cataleptico,
attitude, m é r a s
determinam
a
exteeclosâo
e s t a d o d o e s p i r i t o : as s y n e r g i a s
invertidas
(
2 9 S
se
).
( M Processo de electricidade por inducçâo applicado â therapeutica e devido a Faraday. Essa palavra f o i adoptada pelo Dr. Duchenne.
C ) P A U L R I C H E R , Etudes cliniques, cit.
( ) Luvs, Leçons cliniques, cit., p. 66.
29
292
293
CAPITULO I I I
Estudadas
sobre
da
a
por
essa
physionomia, e
physionomia sobre
pemos
forma
das
a
influencia do
reciprocamente
o
suggestôes
123
gesto,
de
resta
actos
a
influencia
que
por
gesto
nos
via
do
occusentido
muscular.
Vimos
primir
além
que
ao
essa
especie
muscular
maticos
que
imagem
é
Paulo
pode
podia
fonte de
entretanto,
movimentos
perfeitamente
representada
im-
r e l a t i v a m e n t e simples, o sen-
ser a
executam
Richer
angulo
suggestâo
c o r p o m u d a n ç a s de attitude. N o
desses p h e n o m e n o s
tido
de
pela
posiçâo
que
uma
conseguiu
a
auto-
acçâo
dos
cuja
membros.
doente,
posta
de u m a sala, collocasse u m p é s o b r e
o
no
encosto
d u m a c a d e i r a e se a g a r r a s s e as d o b r a s d e u m a c o r t i n a ,
na
attitude
de
quem
municada
essa
escalou
a
cadeira
detêl-a
e
essa
pode
attitude,
A
o
tanta
dos assistentes.
na
adeante
Uma
da
e
parar:
foi preciso
que,
resultado,
outra,
toda
pelo
a
o
quatro
estado
cataleptico
membros
da
doente
na
inicia
inteiro,
pelo
ataque
periodo
si n â o
fôr
detido
pela
os
rea-
se
das
quadrua
instantes
da i m p r e s s â o ,
(
,
obrigaram
alguns
que
e
se
expectativa
como
hystero-epileptico
epileptoide
Richer,
Leonor Rob
gérai.
attitude
havia
patas—uma
durante
o
o
â
até que a
desapparecimento
para
ninguem
movimento
moveu-se
segural-a
se
B.
enferma,
rapidez,
esforço
Paulo
excedeu
parecesse
começar
em
com-
momento
que
continua
que
outra
num
cortina a
e
apenas
muito
foi tentada
rapidez
pèdes
para
da
p o s i ç â o — de
com
doente
p r i m e i r a vez,
calcular
collocada
a
subir ;
foi preciso
experiencia
lisou c o m
mâos
e
desprendêl-a
suspendido.
que
quizesse
reap-
Collocando
os
guardavam
ao
2 9 3 a
)
;
este
desenrolarâ
se
por
c o m p r e s s â o do ovario.
( c?) Corn os b r a ç o s approximados do tronco, os pulsos em flexâo>
os punhos fechados e o ante braço em pronaçâo forçada.
2 9 3
I2
HYPNOTISMO
4
Sâo
os
semelhantes
que
aos p h e n o m e n o s a g o r a
consistem
vimento,
na
cessaçâo
cujo começo
descriptos,
expontanea
foi provocado pelo
dum
mo-
observador.
A p p r o x i m a n d o - s e d o n a r i z u m a das m â o s d o c a t a l e p t i c o ,
de
f o r m a que
o
index e
soar-se (
o
2 9 3b
pollegar,
palavras
via do
O
base do
sentido
seja abrangida
hypnotisado
da
as
pode
allucinar
â
pouca
distancia
objecto, segue todos
olhar
naçâo
o
se
dirige para
alegre ; quando
c o n t r a r i o se
O
objecto
dos
os
o
o
o
cataleptico
no
olhos;
eixo
do
o o l h a r se
seus m o v i m e n t o s ,
pela c a b e ç a .
no
Quando
alto,
declara-se u m a
alluci-
olhar
se
baixo
dirige
para
obedece
que,
a
todos
os
gestos
â v o n t a d e , fal-o levantar-se,
do
deitar-
andar, etc.
A.
Despine
elle
chama
todos
os
dadeiro
espelho.
Quando
sador
E
esta
que
os
com
imital-os-â,
comparaçâo é
o
sem
os
ruido
vêr:
p R I C H E R , Etudes cliniques,
(-•'•' r) P RicilKK, Etudes cliniques,
(MU/,)
!
que
(
2 9 , u >
executados
p. 68">.
p. 689.
o
o
que
cata-
que
o
).
pelo
caracteristico,
o
ver-
tâo justa
esquerdo
direito
si
como
instrumentos,
braço
o braço
movimentos
determinarem
reflecte-os
aquelles
corn
o
muito fre-
cataleptico copia servilmente
operador,
modo
fizer
O
descreveu
phenomeno
do
reprodusirâ
operador
(de M a r s e l h a )
cspecular,
notado.
gestos
mesmo
leptico
senior
imitaçâo
quentemente
do
produzidas
observa.
cataleptico
hypnotisador
se,
as-
vista.
que é muitas vezes acompanhado
o
entre
procura
suggestôes
oscillar ligeiramente u m
raio visual e
fixa no
o
sobre
experimentador
fazendo
nariz
).
Algumas
por
a
hypnoti-
o
hypnotisador
operado
bâter
I 2;
p a l m a s , ^ 0 sujet
t e n h a v i s t o os
As
as r e p r o d u s i r â , m e s m o
movimentos (
|.
quando
nâo
2 9 : 5 , 1
e m o ç ô e s de o r i g e m visual m e r e c e m
egualmente
a n o s s a a t t e n ç â o . A s s i m c o m o se p o d e p r o v o c a r o d e s dem,
a
alegria,
culos
que
daquelles
cinaçôes
ou
que
ou
a
acarretando
lacrymaes
pelo
fizermos
e
a
contrario,
do
acçâo
assim
cheios
passai*
de
ver
os
os
quadro
da
de
por
do
azas de
mente
vista
se
o
um
sujet
v ô o desse
o arrastar
de
um
do
a
se
e
a
glandulas
dôr;
hypnotisado,
passaro
reptil
em
a influencia
(
2 9 4
ao
).
hypnotisador
bâter
immediata-
que segue c o m
imaginario.
direcçâo
ou,
dilatarem
e m gargalhadas
allucinaçâo
a
tristeza,
c o m b i n a d o s das m â o s , o
passaro;
apodera
cata-
podemos
de
das
brilharem, e
traduzir-se
movimentos
allu-
do
palavra,
Outra experiencia muito conhecida : o
imita,
a
ajuntarmos
claramente
traços
olhos
sob
melancholia
deante
sympathica
exprimir
mus-
tambem
concomitante
face
progressivamente,
hilariante
reaçâo
dos
se p r o d u z e m p o r v i a d a
suggestâo
participaçâo
a
em
indifférente, e sem
uma
a
excitaçâo
poem
quadros
impassivel e
assistir
se
natureza
os
movimento
pela
sentimentos,
mesma
verve
leptico
esse
da
Conforme
de
tristeza
habitualmente
influencia
vista.
a
a
Arremede-se
sujet,
e
este
C d) « Un de mes somnambules, endormi en p r é s e n c e de mon
collègue, M . Charpentier, imitait mes mouvements sans les voir,
alors que je me plaçais derrière l u i pour les faire. Je tournais les
bras, au bout d'un certain temps i l se mettait à les tourner aussi. Je
remuais les pieds d'une certaine façon, au bout d'un certain temps
i l se mettait à les remuer aussi, toutefois sans r é a l i s e r l ' i m i t a t i o n
parfaite du mouvement que je faisais. Y avait i l quelque influence
fluidique ? Je me le demandais ; mais nous ne t a r d â m e s pas à nous
convaincre que notre somnambule entendait le mouvement de mes
bras, celui de mes pieds et que l'idée du mouvement à imiter é t a i t
transmise à son cerveau par le sens auditif, car si j ' e x é c u t a i s le
mouvement sans bruit, de m a n i è r e à éviter tout frottement de mes
v ê t e m e n t s sur moi pendant cette opération, i l restait immobile et
me laissait seul me mouvementer.» B E R N H E I M , De la suggestion, p. 15.
( ) L U Y S , Leçons cliniques, cit., p. 62.
293
294
HYPNOTTSMO
se
t o m a de
sem
as
t e r r o r , preso de angustia.
excitaçôes,
indifférente
Em
meio
nos
cataleptico
aos
ouvido,
estados
ou
repetem
ou
apresentam
da
notamos
simplesmente
que
curioso
quando
â
outra
q u e a Marcha
porém,
desdobra-
dirigimos
como
dâo-nos
funèbre
um
Marse-
catalepticos,
de C h o p i n
enchia-os
d e m e l a n c h o l i a . D e i x a m o s d e p a r t e as s u g g e s t ô e s
baes,
que
quarto
Neste
tismo
A
serâo
deste
da
do
imitaçâo
se
estudadas
no
capitulo
occupa
passiva
réalisa,
grande
hypnotismo, o
automa-
um
ponto
e irresistivel
por
meio
de
bem
acçôes
na
cata-
motoras
coor-
acçôes
r e f l e x a s q u e se e x e c u t a m
temente
e
fatigantes
que
regularmente,
do
cados e
sem
cansaço
que
o
por
vezes
individuo
experimentado.
extravagantes
inconscien-
se
effectuam
tenha
Os
movimentos
s e r â o copiados expontaneamente
delineado.
observada
denadas,
noçâo
ver-
livro.
periodo
imitaçâo
lepsia
amplamente
a
menor
mais
do
compli-
hypnotisador
pelo cataleptico, que
uma força extranha e fatal impulsiona. L o g o depois
terminados
os
m o v i m e n t o s , os
si m e s m o
na
No
desta
correr
repetir
postura
phrases
ramente
que
phase
anteriormente
pode-se fazer
desconhecidas
taes quaes
nitidez,
salvo
em
por
as
quando
a lingua
membros
o
recaem
mas
repetirâ
entende,
isto
é, c o m
que
se
letrado
fallar. Esse
por
hypnotisado
elle-
for um
de
occupavam.
de difhcil pronuncia, de linguas
phrases
henda
a
respostas
L u y s observou que a
aos
si
escutam,
do
nos
impressionava agradavelmente
emquanto
que
automaticamente
recorremos
por
individuos
Outros,
o phenomeno
p e r f e i t a m e n t e rasoaveis.
Ihesa
surdos.
palavras
respondem
quando
alguns
as
personalidade :
uma orelha
echo,
posiçâo
emotivos sollicitados
mostram completamente
mento
v o l t a â sua
ces-
habituai.
relaçâo
do
o
Desde que
que
inteiessas
pouca
compre-
automatismo
127
da
imitaçâo
que
nographos,
encontra-se
maud), estado
a
f a z d e c e r t o s sujets
que
perfeito
verdadeiros pho-
na
fascinaçâo
(Bré-
apresenta bastantes analogias
com
catalepsia.
A
memoria
ginal
do
e
um
elle
copo,
tara
phoros
e
um
tregando,
e
por
que
actos
e
cabeça, —
diante.
trabalhar
ella
E
phos-
um
é
sô :
dâ
o
e
o
linha,
ma-
com
ho de
classico
o
en-
vel-a-emos,
cortarmos
o
folles,
cataleptica
seguidamente
para,
um
cortarâ
nâo
costura,
acaso,
de
faca,
uma
de
per-
accenderâ
a
objectos
conhe-
em
caixa
cobrirâ
a
mâos
objecto : deem-lhe
uma
por
ori-
as
seja
e
uma
se
qualquer, — sem
experimentador
o
objecto de
e
tal
linha
costu-
seja
o
mâos,
o
a
acto
v i r t u d e de
uma
personalidade
con-
resultado.
retoma
acontece,
braços
indefinidamente.
Cessam.
mâo
olhos
dos
Quando
retirando
a
attitude
depois
de
suggerido.
alguns segundos certos
do
cataleptico,
n a n d o - o s e m s e g u i d a , t a e s m o v i m e n t o s se
deante
as-
constituem
suggestâo
sujet
mesmo
durante
nos
a
motora
automaticamente,
em
semelhante
anterior ; o
Determinando
que
faz cessar
suas
executado
que
desenvolvem,
o
acçâo
uma impressâo,
reflexos cerebraes
sciente c o n t r i b u a para
vimentos,
de
aquelle
produzidos por
machinalmente
haver
lhe
um
r e c o m e ç a o trabalho i n t e r r o m p i d o . Esses
verdadeiros
cataleptica
série
desse
primitivamente a
incitaçâo
que
pâo
si, p o r
phenomenos
sociada
uso
exemplo,
serve,
nô e
entre
beber, — uma
de
assim
animada,
mado
ponha-se
de
uso
chapeo,
se
mostrar
uma
de
naco
agulha,
que
para
cigarro, riscarâ
assopral-o-â,
attençâo
o
mençâo
pâo, — u m
china
objecto
com
ultimo, — u m
panno,
Assim,
executarâ
feita relaçâo
de
tambem
automatismo.
operado
cido,
serve
do
passando-se
paciente.
e
mo-
abando-
reproduzem
rapidamente
a
HYPNOTISMO
Phenomeno
intéressante é o
f r é q u e n t e na catalepsia.
tisado
um
a
laço
rador
tâo
o
seu
elle
que
cambaleia,
Para
substituir
para
o
tecto.
o
é
cae
a
dedo
como
facil ao
com
a
olhar
e
fascinado
forte.
hypnotisador
pessoa
quentemente
basta
ponto
fallar-lhe em
a
fixidez
porém,
do
imaginario
resultado,
fazendo-se
objecto
actos
em
dirigir
aquelle
produzem
um
da
tamente
ao
que
se
observada
na
que
parece
diante
cle
entâo
e
o
nécessita
tudo
o
fixas.
lhe
diz,
especial
dos
e
cataleptico
de
uma
aos
actos
que
temos
quebrar
preso
seus
a
esse
olhos
possivel
pro-
contracturas,—
Neste
individuo
fre-
menos
e obtem-se
periodo
responde
apresenta
sentidos,
phase somnambolica.
clo s o m n a m b u l o ,
execuçâo
o
communi-
faz-se m i s t e r
Torna-se
idéas
em
especiaes,
mais ou
espaço;
oscillar
catalepsia
hyperesthesia
mente,
objecto
catalepsia:
voz
olhar,
do
qualquer.
inconscientes,
gestivo
De
fulminado
estado,
por
vocar illusôes, allucinaçôes, paralysias,
dar
por
se
entrar
mergulhada
A l g u m a s vezes,
previamente
uma
que
desse
phenomenos
é
o
quando,
que
extincçâo
ao
Identicos
apoio
tudo
e
v i r t u d e da c o n s e r v a ç â o dos sentidos
caçâo
um
afastar
um
qualquer.
muito
um
o
necessidade,
ope-
dessa e x c i t a ç â o l u m i n o s a ,
e
cataleptico
brilhante
Em
hésita
comsigo :
e o olhar do
captiveiro ;
prival-o
regard,
arrasta-o
procura
determinar
basta
quando
uma
du
o olhar do hypno-
estabelece
aquelle
consegue-se
(Luys).
se
o sujet
arrancar
acaso,
operador
transforma em
grande
prise
Prendendo
o
sympathico
se
pode
olhar,
da
sug-
perfeimesmo
analoga
â
M a s ao c o n t r a r i o
nâo âge
sollicitaçâo
expontaneaexterna
para
suggeridos.
a t é agora exposto,
c o n c l u i r q u e o a u t o m a t i s m o clo c a t a l e p t i c o
â m e r c ê do hynotisador.
o
pode-se
colloca
< AI'TTIM O TU
I
2
Q
No entretanto o estado cataleptico nâo subsiste
geralmente
(
2 9 5
)
por
muito tempo:
ou
sobrevem
p r o d r o m o s d o a t a q u e h y s t e r i c o , o u rnanifesta-se
contractura generalisada
(
).
os
uma
2 9 6
Determina-se
o
regresso
flaçâo
â
sobre
vigilia,
os
praticando-se
em
o desapparecimento
a
resoluçâo (
por
olhos.
occlusâo
2 9 7
).
meio
de
da
uma
Soprando-se
das
o
estado
o
mais
e
f o r t e insuf-
fracamente
palpebras,
Apparece
catalepsia
o
sujet
ou
cae
lethargico.
IV
LETHARGIA HYPNOTICA.
O estado lethargico ( )
é
que
aquelle
em
298
se
realiza
quilamento da personalidade
egualmente
que
outras
ultimas
por
primeiras.
o
inteiro
cataleptica,
como
c e r t a s a c t i v i d a d e s n e r v o s a s se e n t o r p e c e m ,
exaltam
phase
porém,
passo
se
na
consciente;
anni-
ao
funcçôes
succède
completo
parallelamente e a exaltaçào
compensa
o
entorpecimento
E ' n e s t e p e r i o d o q u e se r é v é l a e m
phenomeno
da
das
das
extremo
hyperexcitabilidade nevro-muscular,
C ) Geralmente e n â o sempre, apezar da opiniâo contraria, sustentada por G. de la Tourette. J â se tem visto a catalepsia prolongar-se durante quatro, cinco e seis horas L u t s, Leçons cliniques, p. -57;
295
B I N E T et F É E É , Archives
de physiologie,
Out.
1887.
C ) Q d e n i e r p h é n o m è n e se produit é g a l e m e n t et surtout lorsqu'on impressionne trop vivement le sens de l'ouïe. I l nous souvient
toujours que, durant uue hypnotisation qui avait pour but de faire
cesser par suggestion des vomissements h y s t é r i q u e s incoercibles, un
de nos collègues entra, la malade é t a n t alors en catalepsie. I l l'appela t r è s - b r u y a m m e n t : « H é l è n e », l u i criant, pour ainsi dire, dans
l'oreille. Aussitôt une contracture g é n é r a l i s é e s'empara de tous les
muscles et ne cessa q u ' a p r è s plus d'un quart d'heure de m a l a x a t i o n . »
G. D E I.A TOURETTE, L'hypnotisme,
p. 90.
,L E Y S , Leçons
cliniques, p. 42. « Lorsque la l é t h a r g i e se prolongue, les sphincters, de m ê m e que les autres muscles, perdent
leur tonicité, et les urines s ' é c h a p p e n t involontairement, à l'insu du
sujet, qui continue à dormir p r o f o n d é m e n t . » G. DE L A T O U R E T T E ,
L'hypnotisme,
p. 71, nota.
( j De lêthê, esquecimento, e aryeia, torpor.
17
296
(<
97
i W
e
HYPNOTISMO
130
e
se
revelam
chica
por
A
anesthesias
inhibiçâo,
lethargia
estados
sos:
superior
estado
os
hypnotico
no
corpo
flaccido
ouve-se
um
mento
de
existe,
o
Os
dos
constante
globos
cima
e
corpo
é
imprimida,
que
e
mantem
e
é
estâo
muita
nu ma
os
Mesmo
â
ilJ0
o
para
traz ;
e
dum
posiçâo
é
para
attitude
o
as
nâo
convulsionam
a
insistencia,
).
cima,
n â o guarda
â
3 o n
para
flaccidez
quando
(
agita
a
de
quando
que
e
verifica
movi-
lethargica
convulsâo,
se
olhos
peito;
tremor,
inercia
membros
nos
o
semi-cerram-se,
estes
se
como
os
sempre,
phase
devido
inteiro que
como
da
pela
custa
braço,
ganham
que
lhe
impossibilidade
persistir
na
de
por
communicada,
i;' ) L u Y s, Leçons cliniques, p. M4.
( °) GILJ.ES DE L A TOURETTE,
L'hypnotisme.
so
abrir
para
indica
ou
ou
sug-
déclara
cae
continuo
oculares;
expérimental.
balho
e
para dentro ; a
o
em
e
pende
que
fecham-se
ligeiro
mais
simples
ruido glottico acompanhaclo
olhos
parte
cataleptico.
abandono
apparecimento
a
ruido,
se
fechar
cabeça
em
oculares,—
catalepticos.
periodo
deglutiçâo
palpebras
signal
e
procesqualquer
provoca a lethargia
principia a
successivamente ; a
aos
i n d i v i d u o s incapazes de
palpebras
mergulhados
os
de
sobre
repentino
nos
).
conseguir
globos
lethargia
psy-
acompanhada
dedos
phenomenos
das
ou
viva, — u m a
a
primitivo, apenas
os
mais
luz
verdade,
occlusâo
O
ou
Para
palpebras
sobre
2 9 9
succéder
variados
olhos
das
cabeça, — um
apresentarem
sujets
um
sâo
dos
occlusâo
Em
ou
somnambolico.
forte, — uma
gestâo.
diffusas (
primitiva
fixaçâo
com
da
menos
e
muito levé
pressâo
A
ser
primitivamente,
pressâo
a
pode
assim — a
objecto, — a
de
hyperesthenias
cataleptico
produzil-a
multiplas, o b n u b i l a ç â o
postura
muito
tra-
e x e m p l o , se
a
resoluçâo
( A l ' I ' l ' l I.O I I I
muscular
e
elle
cae
corpo:
que
reconquista-o
de
novo
semelha,
précède
alguns
nâo
casos,
se
A
extremo
invasâo
no
entretanto,
um
manifestar,
joven
e
se
frio.
que
da
arteriaes,
a
piratorios
e,
horas,
menor
o
um
33
longa
em
que
de
uma
o
estado
accordou
sensaçâo
é
da
lethar-
das
a
da
pulsaçôes
movimentos
progressiva
resperda
esse
lethargia dos fakirs
intima e directamente
3 0 1
que
amortecimento
dos
a
pro-
o
e x e m p l o cle q u a n t o p o d e d u r a r
h y p n o t i c o , considere-se
(
se
duraçâo
rarefacçâo
frequencia
manhan
o
expontaneo
sempre
a
na
naquelle
uma
la
começavam
e
que
de
Caill.
caso
dias;
mas
ainda
Gilles
hysterica
como consequencia,
hypnotismo
Em
vezes
tem
somente
despertar
peripheria,
q u e se p r e n d e
do
por
acontece : â
calorico. Para
periodo
a
v i r t u d e de
quasi
nâo
limitaclo
permaneceu
em
acompanham
circulaçâo
do
muscular
Algumas
observou
quatro
Esse
habitualmente
tonicidade
despertava-a
expontaneamente
de
a
noite
prolongou
vinte e
funda de
longo
muscular.
cujos prodromos
Luys
hysterica
durante
gia
rigidez
lethargico
â
ataque
seguinte.
lethargia
ao
u m autor, o periodo
inteiro.
estado
adormecia
a
a
por
instantes
estrepitosamente.
do
evitar
dia
da
poucos
inerte,
assignala
â
para
de
e
experimentalmente
Tourette
do
como
ronca
duraçâo
se
flaccido
suspende
lethargico
dentro
aos
phenomenos
).
( ) A morte apparente dos fakirs deu logar, diz B U O T A U D E L (La
mort et la mort subite, 1895, p. 15\ a um i n t é r e s s a n t e relatorio que
o Dr. K u h n apresentou â Sociedade Anthropologica de Munich.
Nelle se vê que fakir é uma palavra arabe e significa mendigo. Esse
nome f o i mais tarde applicado aos mendigos e prestidigitadores indus.
Embora corra que os fakirs praticam a morte apparente em larga
escala, os casos authenticos sâo relativamente raros. 0 dr. K u h n
observou dois desses casos. ï r a t a v a - s e de dous fakirs, dos quaes
um tinha vivido sotterrado durante seis semanas e o outro por dez
dias. Para aquelle sabio, o estado em que o f a k i r se colloca e que
é por elle artifici al mente provocado, é em todos os pontos identico
3lU
HYPNOTISMO
132
O
que
vasse
o
e
mucosas :
das
de
uma
primeiro
sollicita
lethargico
agulha
minem-n a
em
gue
das
mentes
de
thesia
que
um
signal traductor
feitas no
olhos fechados,
âquellas
se
procuraram
normal.
O
no
â
uso
exa-
excitaçâo
a
sentidos
sua
correrâ
de
san-
instru-
determinar
os
acompanham
facto
da
anes-
certas
e
si
vezes,
é
somnambulismo
forma lethargoide,
Os
meio
constantemente ;
reconheceram
descobril-a
lethargia.
para
pelle
por
revelarâ
excitaçôes
manifesta
a
de
pelo
applicados
homem
nâo
obser-
alfinete,
casos n â o
occasionadas
punctorios
absoluta
dadeira
de
m a i o r i a dos
lesôes
ao
sensibilidade
r e l a ç â o â d ô r â s cocegas,
e na
observadores
a
transfixâo,
actos reflexos, que
quando
attençâo
é a anesthesia c o m p l é t a da
excitem
electrica, — n e n h u m
existencia,
a
e
n â o na
especiaes t a m b e m
de
verse
â catalepsia hypnotica e pode durar horas, dias e mezes. A morte
apparente dos fakirs é producto da catalepsia hypnotica. Para chegar a esse estado, os fakirs (hystericos patentes) empregam a mortificaçâo do corpo por meio dum regimen alimentai- especial, ingestâo
de vegetaes sô por elles conhecidos, posiçâo especial ao corpo
durante longas horas, etc. (Todas as regras prescriptas pela religiâo
aos fieis, que desejam entrai' em communicaçâo com a divindade, sâo
encontradas no livro hindu Hatayoya pradipidd
Srdtmurâmas,
trad.
pelo dr. Walter). Depois dessas pratieas, o fakir deita-se no châo, toma
uma das attitudes recommendadas nos livros sagrados e cae em
hypnose â força de conteinplar a ponta do nariz. Os fakirs parece que
se servem do haschisch para diminuir a força respiratoria, e esse hypnotico associado a outros vegetaes e empregado de modo particular preenche as lacunas deixadas pela falta de ar e de alimento. No principio
da hypnose o fakir torna-se allucinado. Ouve sons, vè anjos, a sua
physionomia exprime um sentimento de b é a t i t u d e ; mas pouco a pouce
a consciencia desappareee, e o corpo adquire uma rigidez particular
â medida que
o espirito vae reunir-se â Aima do mundo. »
O dr. Schrenk Notring respondeu ao dr. Kuhn, accrescentando que
no quadro por este traçado tratava se de auto-hypnose em hystericos
bem predispostos; e concluiu no mesmo sentido que o dr. Kuhn
dizendo que os narcoticos intervèm de algum modo para gerar nos
fakirs o estado hypnotico. Estudando os estados da hvpnose provo
cada, diz o dr. Notring, encontramos frequentemente factos e obser
vaçôes que nos dâo a explicaçâo dos milagres indianos (Zeitsehrifx
fiir Hypnotismus, Berlin, 1894, e Ann de Psyeh. et d'Hypn., Maio 1894)
Vide Orr.LERKiï, Maynét. et hypnot. ; B I N Ë Ï et FÉRK' Le
maynétisno
animal; TOUROUOK, L'hypnot.;
MORRAU,
L'hypnot.
CAPITULO I I I
insensibilisam :
pode-se
gritar
dos do
lethargico, — por
despertal-o (
).
â
esse
vontade
meio
nâo
de
uma
aos
ouvi-
ha
como
3 p l i l
Notemos
ainda
a
conservaçâo
sensibilidade
cutanea:
contacto
metaes ( " ).
Braid,
e
dr.
ao
do
volume
m e m b r o s , a a c c e l e r a ç â o das p u l s a ç ô e s d o
coraçâo
dos
(
especial
2
assigna-
a
Tamburini
sensibilidade
da
)
laram
dos
dos
a
3
parte
d i l a t a ç â o dos
movimentos
3 0 3
),
Heidenhain
vasos,
(
o augmento
respiratorios,
3 0 4
acceleraçâo
B o t t e y j a m a i s e n c o n t r o u n o s i n d i v i d u o s sâos
que
(
o
3 0 5
).
( a) «C'est un mode inconscient de la sensibilité, soit, mais c'est
un fait réel. Alors que la peau ne donne plus aucune réaction en
présence des piqûres et des pincements, présente-t-on à sa surface
une pièce de m é t a l d'or ou d'argent, on voit des p h é n o m è n e s de
réaction se produire, et les muscles sous-jacents entrer en contraction. J'ai vu un sujet, le n o m m é V . . . , qui p r é s e n t a à ce propos une
particularité des plus remarquables au point de vue des p h é n o m è n e s
vaso-moteurs des t é g u m e n t s . L'application d'une pièce d'or de vingt
francs sur la peau d é t e r m i n a i t chez l u i localement une vive rougeur,
et, si le contact était maintenu, une v é r i t a b l e escarre. Comme ce
p h é n o m è n e se produisait en période l é t h a r g i q u e , i l était souvent t r è s
surpris de sentir à son réveil des plaques de v é r i t a b l e s b r û l u r e s
produites par des e x p é r i m e n t a t e u r s non initiés à cette particularité»
Luvs, Leçons clin., p. 36, e Gazette, des Hôpitaux,
6 de Março de
1886. A metallotherapia, a que j â se referiam Aristoteles, Galeno,
Paulo de Egina, Aetius, Alexandre de Tralles, Paracelso e applicada
â therapeutica pelo padre L è n o b l e (1754), por Hell (1774), Mesmer
(1778), Despine (1820), f o i estudada em nossa época por Burq, Charcot
Soc. de Biol., 1877), Luys, Landolt, Dumontpallier, Regnard, Petit,
Debove, Gellé, Bourru, Burot, Foveau de Courmelles, etc. E' conveniente notar que a metallotherapia comprehende a metallotherapia
propriamente dita e a metalloscopia, que constitue o conjuncto dos
processos destinados a achar a que m é t a l ou a que metaes (no caso de
polymetallismo) uma pessoa é sensivel. Vide: E O Y E A U D E C O U R M E E L E S ,
L'hypnotisme,
1891, p. 29 e seg. ; D U M O X T E A R L I E B et M A G N I N , Etudes
expérimentales
sur la métalloscopie,
L'hypnotisme
et l'action de divers
agentsphysiques
dans l'hystérie; P E T I T , La métallothérapie,
ses origines,
son histoire et les procédés thérapeutiques qui en dérivent, 1881 ; V I G O U E O U X ,
Métalloscopie, métallothérapie,
Esthésioyénes, i n Arch. de Nenrol., 1881.
(3o->) M O R E A U , L'hypnotisme,
p. 185.'
( ) T A M E U R I X I e S E P P I E I , Contribuz. allo studio sperimentale
dell'ipmotismo, i n Riv. sperimcnt. difreniatria
e di medic. légale, 1881, t. n i .
i ) Der sogenannte thieriche Magnetismus,
physiol.
Beobachtunyen.
Leipzig, 1880.
ç' "') Le magnétisme animal, 1884.
301
303
3 0 4
50
HYPN( )TISM< )
134
Mas
o
exacto
phenomeno
criterio
receu
de
da
capital,
lethargia hypnotica, foi o que
Charcot
o
nome
nevro-muscular, segundo
tracturam, quando
tendôes,
quer
animam,
uma
forte.
A
vello,
e
goteira
de
cadas pela
e radial.
a
no
promove
mais
machucaçâo,
do
braço ,
do
antebraço,
e sera
-
em
as
impossivel
pressâo,
mais
facil quebral-o,
Tourette.
Para
bastante
agir
fazer
sobre
o
de
deixa
pela
a
indi-
faradisa
mediana
choque,
perçus
immediatamente
recto,
sobre
c
contractura
dobrado
do
observa
essa
musculo
interno
essa
como
cessar
coto-
attitudes
angulo
romper
os
menos
cubital,
exercendo força sobre o segmento
séria
seus
do
que
trez
garras
em
os
ou
bordo
etc. do bicipite b r a c h i a l p r o d u z
flexâo
con-
que
nivel
comprovadas
D u c h e n n e — as
A
sobre
ao
ponto
physiologia e
local de
sâo,
radial,
cubital
longo
me-
se
nervosos
mechanica
ao
torsâo,
os m u s c u l o s
troncos
do
c
hyperexcitabilidade
quai
os
excitaçâo
do
de
détermina, quer
sobre
mediano
bicipite
çâo
se
a
compressâo
do
pathognomonico,
braço
G.
d e L?
contractura,
antagonista
sen
que
m
h y p o t h è s e é o tricipite brachial. C o m p r i m i n d o directa
mente
o
nervo
cubital
vello,
immediatamente
contrahem,
a
flexâo:
s u j e t est
«le
m â o se
« il ne
traction
r a t i o n n e l l e des
tal
energia
tar
o
por
meio
vando-se
do
do
a
25
musculos
se
diz
que
passagem
o
um
braço
muscles
animés
flexâo
séria
destruil-a; a
dynamometro,
quasi
sur
se
en
physiolo
la
par
se
con
le
ner
effectua
con
mais
facil
força
que
kilogrammas. Para que
essas c o n t r a c t u r a s ,
coto
entra
excellent
jamais
Luys.
no
innervados
trompe
semelhante
que,
corpo
os
devenu
pois
E
sua
encurva,
g i s t e »,
comprimé. »
em
arras
verificad;
dobra,
ele
desappareçan
sera sufficiente a g i r p o r
pequeno
m o v i m e n t o s de p r e s s â o o u de c h o q u e sobre o muscul*
CAPITULO IIr
135
antagouista:
immediatamente a
s u b s t i t u e esse e s t a d o de e s p a s m o
Experiencias analogas
resiiltacio,
nomia
As
sobre
que
todos
os
sido tentadas,
musculos e
s â o desassociaveis
contracteras
processo.
Si
lethargico,
este,
recto
o
com
se
(
3 0 6
lado
de
crucifixâo.
nervos da
bruscamente
contracturado,
e
o
hypnotisado
se
tude
de
flexâo.
duas
e
imprimindo
o
o
brusca
operaçâo
postura
antebraço
nessa
operado
tronco
e
uma
especie
de
espa-
sacudidura ao corpo,
rigidez
neralisada.
Em
resumo,
vocada
um
movimento brusco
por
uma
atti-
pelas
d e t e r m i n a r - s e - â a contractura dos musculos do
do
do
angulo
na
conservarâ
Levantando
uma
um
ficarâ
o
membro
braço
identica
bruscamente
braço,
o
formarâ
Dobrando
o
e
eco-
p o d e m ser d e t e r m i n a d a s p o r o u t r o
levantar
opposto
com bom
).
c o r p o , — execute-se
clo
sobre
tem
flaccidez
compléta
muscular.
pescoço
tetanica
ge-
situaçâo qualquer protende
a
fixar-se
no mesmo instante e m contractura permanente.
Essas
contracturas
déno-
correspondem
ao
que
Westphal
té ) «Les muscles des membres i n f é r i e u r s sont aptes à p r é s e n t e r
les m ê m e s réactions, i l en est de m ê m e pour ceux du tronc.
A l'étude de ces p h é n o m è n e s d ' h y p e r e x c i t a b i l i t é musculaire, qui
se révèlent d'une façon si intense sur les muscles des membres, j ' a jouterai quelques mots au sujet de l'état d'exaltation fonctionnelle
que certains muscles de la face sont susceptibles de p r é s e n t e r dans la
phase léthargique, lorsque par un léger contact on vient à solliciter leur
mise en jeu.—C'est ainsi que, chez certains sujets qui sont dédoublés, on peut d'un côté solliciter Jes muscles dilatateurs des traits de
la face; celle-ci se dilate, s ' é p a n o u i t , et on assiste à 1 expression de
la gaîté. E t de l'autre côté, si on sollicite les muscles contracteurs,
on obtient ainsi l'expression de la tristesse. E t tout cela, rien que
par l'effet de l'activité automatique des muscles, sans la moindre participation consciente du sujet, sans la moindre é m o t i o n r é e l l e . .
L ' é t a t d'excitabilité du s y s t è m e musculaire est tellement accusé chez
certains sujets qu'on peut quelquefois d é t e r m i n e r la contraction des
muscles isolés de la face, rien que par la p r é s e n t a t i o n d'un disque
de m é t a l devant chacun d'eux. I l m'est arrivé quelquefois de solliciter
la contraction du muscle rudimentaire du pavillon de l'oreille, et de
voir aussi ce pavillon se mouvoir sur place.» L U Y S , Leç. clin., p. 38-39.
O dr. Bottey nunca poude obter a contracçâo dos musculos da face
em individuos sâos.
306
136
HYPNOTISMO
minou
contracturas
extranho
por
ver
paradoxaes.
um
Parece, c o m effeito,
musculo
se
exemplo, o bicipite, pela
quando
pelo
laxamento
completo.
mesmo
excitam-se
lado
do membro
tura
por excitaçâo
turado,
do mus-
collocando u m
opposto,
nas contracturas
de
iman
n â o contracturado,
curto, a
ao
vê-se
contrac-
e desapparecer ;
do membro
esse p h e n o m e n o
contra
relaxados, por
a lethargia, s â o capazes
este m e m b r o
ao lado
re-
phenomeno
mechanica
variavel, relativamente
invadir
trario,
esse
em
situ.
a transferencia:
tempo
é posto
e r e a g e m de maneira reflexa,
produzidas durante
apresentar
em
in
contracturas
culo,
N o emtanto
como,
brusca do braço,
musculos, bruscamente
contracturando-se
As
flexâo
movimento provocado
se e x p l i c a : o s
isso
contracturar,
ao
primitivamente
con-
contrac-
d e t r a n s f e r e n c i a n â o se e n por excitaçâo
superficial da
epiderme.
Os
drs. Brissaud
produzindo,
membro
tractura
a
durante
pela
compressâo
e Charles
Richet
a lethargia, a
applicaçâo
da
dos musculos
no membro.
faixa
provaram
anémia
de
que
em
um
Esmarch,
nâo détermina
M a s logo depois
mais
de
a
con-
se
tirar
faixa de borracha e depois que o sangue, portanto,
voltar
aos vasos,
tentes,
se p a t e n t e i a m
progressivamente
dos
(
os effeitos d a e x c i t a ç â o ,
3 0 7
).
P
e a contractura
e Charcot
verdadeiras
contracturas
phenomeno
de
pelo
mesmo
cubital
tude
(
S07
da a n é m i a
estabelece
mostraram
Depois
a u m braço, o direito
de
essas
se
do
haver
por exemplo,
citado, — excite-se
da goteira
o
nervo
retro-epitrochlea, e m vir-
clo m e m b r o .
j Progrès médical, 1880.
que
latentes s â o susceptiveis
transferencia.
processo
ao nivel
la-
nos musculos anteriormente excita-
Richer
levado a a n é m i a
se
antes
nenhumâ
contractura
CA1TTUU) I I I
137
s e a p r e s e n t a n a e s p h e r a cle i n n e r v a ç â o d a q u e l l e n e r v o .
Mas
applicando-se
opposto,
latente
o
do
braço
volver
do
o
a
garra
clo
a
membro
contractura
surgir
cubital
desse
de
no
a
braço,
se
esquerdo,
braço
excitaçâo
cubital
manifestar-se
em
concentra
o n d e se p o d e
livremente, favorecida pela
se
desen-
circulaçâo
membro (
).
Charcot e Richer que, como sempre,
e
normal
8 0 B
sobre
mente,
estudando
uma
acçâo
hystericos,
nismo
dessas
ou
tendinosos ;
contracturas
uma excitaçâo
tabilidade
demonstraram
reflexa, cuja via centripeta
musculares
musculo
fizeram
local é
que,
pujante-
nâo
parte
assim,
é
ahi
o
dos
mecha-
determinado
por
directa do nervo, do t e n d â o
em
v i r t u d e da
nevro-muscular
immediatamente
expe-
essas c o n t r a c t u r a s , q u e se t r a t a
nervos
do
anemiado
impedida
lado
riencias
de
e
ischemia
para
lado
p r i m i t i v a m e n t e sobre o nervo
direito,
da
transfère
direito
feita
ao
surprehende
determinando
mechanica
razâo
iman
observador
braço
esquerdo,
do
um
sob
a
do
acçâo
extrema
excitante mechanico ( ).
E' possivel provocar outra
hyperexci-
lethargico,
do
mais
ou
reagiriam
insignificante
3 0 9
pela
excitaçâo
muito levé,
especie de
muito
superficial da
d é m i e ; p o r é m , esses p h e n o m e n o s
ciaveis'
Nesses
o
em
lethargicos
de
raes : e x e m p l o é a
correspondente
força,
ou
â
fazer cessar
uma
somente
susceptiveis
ao
narina
contracturas
contractura
ouvido
em
dos
em
que
hemi
se
fizer
se
determinado
ou
da
mesma
unilatedo
com
cocegas.
Para
empregar
natureza.
progrès médical, 1881.
( _) Archives de neurologie, 1881.
lado
soprar
semelhantes contracturas basta
excitaçâo
apre-
catalepsia.
membros
que
épi-
sâo
de
individuos, experimentadores t ê m
apparecimento
contractura
L,oa
18
i 8
3
Deve-se
a
passar
uma
craneo,
do
Erb
outro lado
dos
a
sua
com
o
estado
em
catalepsia
produzem-se
certos
m e m b r o s ( °).
nâo
lethargico quando
este
ou
apos
longo (
).
3 U
o
se
somnambulismo.
transforma
Extinguem-se
periodo somnambolico, que
o despertar por tempo
generalidade
dos
faculdades mentaes
cérébral
mais
podem
ou
menos
hypnologistas affirma que
lethargica a intelligencia
m e n t e , as
que
desapparecem
o d e s p e r t a r , — s a l v o as c r e a d a s p o r s u g -
persistir
dade
corpo
déterminante,
durante
phase
do
do
s1
causa
apenas c o m
A
fazendo-se
as v a r i e d a d e s d e c o n t r a c t u r a s , q u a l q u e r
seja
gestâo
experiencia :
corrente galvanica sobre uma metade
movimentos
Todas
a seguinte
n â o mais
se
se e m b o t a
completa-
se o b n u b i l a m , a
manifesta :
na
no
activi-
meio
da
p r o s t r a ç â o do organismo inteiro sobrevive
unicamente
o
regiôes
systema
espinal. Mas
actividade
séria
consciente
quem
uma
é
depressâo
tanto
Bem
de
para
Luys,
de
a
informe
do
passado,
que
Demandez-leur,
de
veille,
d'une
onde
en
avant
nelles
de
façon incidente,
c'est la l é t h a r g i e .
évasive
ainda
transpa-
sans c o n s i s t a n c e ; ils i g n o r e n t ce
—
Mais
lucide,
si, une
par
l é t h a r g i e »,
fois en
exemple,
compter jusqu'à
le
m
à
s'ils
ce
savent
huit,
sujet
période
de
leur
et
cinq
à
exécute
paroles
dont
vous
f ; B I N K T et FÉHIÔ, Le magnétisme
{
MomcAu, L'hypnotisme, p. 189
810
commencer
quelques
l'état
que
manière
vagues,
on leur parle.
somnambulisme
dites :
tu
« Tu
vas
tomberas
en
l'ordre, il ne
animal.
vaga
dormita.
Ils v o u s r e p o n d r o n t d ' u n e
prononçant
essa
a q u i trasla-
rece que existe em certos lethargicos u m a n o ç â o
e
da
temerario
cathegoricamente
assim é, que
observaçâo
das
absoluta ?
respondesse
interrogaçâo ; e
damos
a
sait
pas
( AI'ITL'LO 111
ce
que
c'est
lorsqu'il
précis
et
est
somnambulisme
suggestion
vient
s y
qu'il
y
notion
il
pendant
spéciale
ligeira
vertex,
fait
l'état
d'être
temente
globos
Elevando
parece
a
as
um
descerramento
thargico,
a
em
a
repercute
retina
acçâo
parte ; o
no
esquerdo
do
muscular,
O
a
e
qui
) .
estado
som-
soprando
for-
do
u m l e t h a r g i c o , ap-
que
apenas
bem
(
abalo
e
uma,
merece
al-
de
le-
):
da
este
é
se
um
pelo
unidade
o
lobo
existente
cérébral
direito,
um
lado
o
braço
na
situa-
Erga-se
a
forma
em
eclosâo
inerte e
da
relaçâo
ao
flaccido,
e
hyperexcitabilidade nevroassim
acha
a
resoluçâo
collocado
hemi-lethargico
quebrada
desdobramento,
psychologica
um
da luz sobre
assim
recahirâ
da
L u v s , Leçons cliniques,
•;u:i L s , Leçons cliniques,
r V
entâo
vibratorio
mesma
cuja personalidade
scindida
até
elle p e r m a n e c e r â
caracterisando
3 1 3
esquerdo
cataleptico.
reacçâo
individuo
estados
a
et
sobre
éleva
caracterisando
esquerdo,
apresentarâ
tico,
m
fricçâo
luz m e r g u l h a t o d o
individuo
catalepsia. Opere-se
gica.
se
olho
sobre
periodo
imprimida,
braço
de
bilatéral
excitadora da
corpo
çâo
certaine
souvenir
obtem
mixto
do
resoluçâo
dissipa-se
do
une
oculares.
quando
estado
impliquer
nouveau » (
se
il
palavras.
Pelo
a
à
palpebras
catalepsia;
manifesta-se
gumas
duas
souvenir
donc
comme
nascimento
resultado
os
et,
i n c o n n u et
melhor uma
nambolico ; egual
sobre
état
semble
répétée
o
veille,
un
léthargique
pressâo, ou
détermina
lucide,
cet
q u i persiste
susceptible
de
s éveille dans son cerveau
répète
replacer! — Ce
a
Uma
o
à
étant à l'état
cle l ' é t a t l é t h a r g i q u e
par
est
la léthargie
que
p. 38.
p. 51.
sobre
e
em
os
dois
hemi-catalepduas
n â o mais
a
lethar-
conserva
partes,
apresenta
uma
no
HYPNOTISER )
estado
da
normal,
no
estado
de
entorpecimento
lethargia.
Esses
phenomenos
applicando
esquerdo
mâo
a
uma
um
em
iman a alguns
lethargia,
ao
pouco
dos
a
na
que
flaccidez
e
a
muscular
(
patenteia
3 U
de
dois
do
braço
minutos
catalepticos
posiçâo
occupava, — emquanto
transferencia :
progressivamente
membros
pouco
de
centimetros
cabo
d i r e i t a se a g i t a e t r e m e ,
consistencia
loca
s â o capazes
que
este
o
e
ultimo
toma
se
braço
a
col-
direito
toma-se
hyperexcitabilidade
de
nevro-
).
V
SOMNAMBULISMO PROVOCADO.
Para terminarmos a
s y m p t o m a t o l o g i a da triade hypnotica, falta-nos apenas
o
estudo
ponde
do
somnambulismo
mais particularmente
provocado,
que
corres-
a o q u e se c h a m o u
somno
magnetico.
O estado somnambolico, que, para L u y s , é o ultimo
e s f o r ç o tentado pelo o r g a n i s m o para libertar-se da anniquiladora
i n e r c i a das
duas phases
anteriores,
pode
ser d e t e r m i n a d o d i r e c t a o u p r i m i t i v a m e n t e p e l a f i x a ç â o
do olhar e quasi
binada
ou
sempre
nâo com
o s passes
Produz-se
â
individuos
anteriormente
thargia ,
vertex (
ples
3 1 5
quer
em
),
sobre
pressâo
reflexo
vontade
ou
ou
o
e
a
uma
que
regiâo
comBraid.
somnambolico
mergulhados
levé
se
suggestâo,
o m e t o d o de
periodo
catalepsia,
inconsciente
laços sympathicos
por via da
quer
exercendo
frontal (
fricçâo :
manifesta,
3 1 6
em
em
le-
sobre
o
) uma
nesse
em
sim-
acto
um
virtude
clos
prendem a circulaçâo do
couro
(•'"*) M O R E A U , L'hypnotisme,
p. 184.
• . CHARCOT, Comptes-rendus de V Académie des Sciences, 1882 (?"ssai
d'une distinction uosoyraphique des divers états nerveux compris sons le
nom d'hypnotisme); I H X E T et FÉRÉ, Le magnétisme animal, p. l l f j .
( j LUYS, Leçons cliniques, p. 90.
815
8,li
< Al'ITIT.n I I I
cabelludo
âs
regiôes
desenvolve uma
O
periodo
formam
A
em
subjacentes
infinitésimal
lethargico (
3 1 7
do
cerebro,
modificaçâo
e
se
circulatoria.
) o u o c a t a l e p t i c o se
trans-
somnambulismo.
passagem
fectuar-se
141
de
sem
um
estado
transiçâo
o c c l u s â o dos olhos
para
apparente:
quasi
outro
no
parece
entretanto
se c o m p l é t a , e m i l i t a s
u m a p r o f u n d a i n s p i r a ç â o assignala
o começo
da
efa
vezes
phase
somnambolica.
A'
p r i m e i r a vista,
mesmas apparencias
uni
ser
beça
inerte,
o
somnambulismo
da lethargia. O individuo
insensivel
inclina-se
sobre
os
âs
a
membros
lethargia (
se (
3 1 9
3 1 8
cousas
hombros
m e s m o parece d o r m i r , mas
dos
conserva
mesmo
abandonado
nâo é
t â o pronunciada,
)
olhos
os
), apresentando
na
semelha
e x t e r n a s ,•
entâo
a
como
as
a
caa si-
resoluçâo
durante
fecham-se ou semi-cerramultima hypothèse uma
fenda
) Nesse periodo obtem-se resultado identico soprando coin força
sobre os globos oculares ( M O R K A U , L'hypnotisme,
p. 191).
( ) « L e s membres ne retombent plus pesamment lorsqu'on les a
s o u l e v é s ; s'ils gardent quelquefois l'attitude qu'on leur a d o n n é e , phén o m è n e qui pourrait faire penser à la catalepsie, c'est plutôt en vertu
d'une obéissance tacite du sujet à l ' e x p é r i m e n t a t e u r que comme conséquence d'une état physiologique. Us ne tardent pas, du reste, à revenir à leur position primitive ». G. D E L A TOURETTE, L'hypnot., p. 93.
( °) Achamos inteiramente descabida a distincçâo que alguns autores estabelecem entre o somnambulo de olhos fechados e o somnambulo de olhos abertos, por isso que nenhuma differença apreciavel os
sépara. Fazemos nossas as seguintes palavras de Mesnet: « Sans doute,
les expressions, les physionomies, les attitudes du provoqué et du fasciné ne sont point semblables chez chacun d'eux, mais serait-on f o n d é
à établir, sur ces simples apparences extérieures, une classe ou un
genre particulier de somnambules y Je ne le pense pas; car, s'il en
était ainsi, les variétés se multiplieraient à l'infini, chaque être conservant toujours dans l'évolution des périodes hypnotiques quelques
attributs particuliers à son caractère, à son individualité, l'eu importe
que les yeux soient ouverts ou f e r m é s , convulsés en haut ou en bas,
en dehors ou en dedans, passez outre, ne vous arrêtez pas à ces ac
cessoires de second ordre. Cherchez dans les modalités du système
nerveux, dans les troubles des sensibilités périphériques, dans les perturbations sensitivo-sensorielles, dans les p h é n o m è n e s d'inhibitions et
de d y n a m o g é n i e des fonctions cérébrales, les bases d'une vraie _ et
bonne classification.... Ne vous laissez donc point aller à l'impression
3 1 7
3KS
31
142
HYPNOTISMO
palpebral
todo
o
caso
sentido
mara
mais
da
de
ou
menos
n â o destroe
vista ;
um
as
l o g a r as
a
mas
que
em
impressionabilidade
palpebras
ligeiro
geralmente
se
do
ani-
fremito.
Emprehendendo
nambulismo
apreciavel,
o
estudo
provocado,
symptomatico
descreveremos
do
em
som-
primeiro
p e r t u r b a ç ô e s somaticas, para e m seguida tra-
tarmos
das
p e r t u r b a ç ô e s psychicas do hypnotisado.
*
*
*
A insensibilidade compléta â dôr da pelle e das
mucosas
é considerada
por
como
estygma
quasi
ponto
de
especial
vista
seja-nos licito
vaçôes
«Uma
um
obra
considerada
lhe
um
com
ques
de
dos
para
que
corpo,
quanto
mesmo
podia
lado:
ao
sob
o
pudor,
obser-
encontramos
no
do
na
hospital,
meu,
e
teve
por
sido
foi repellido
por
por
esse m o t i v o
ata-
sua
admissâo
u m t y p o a c a b a d o de
hysterica.
a
hemianalgesia
limite
avaliar
estado
tinha
que
determinaram
Era
em
Propuzeram-
a
linha
c o m p e r d a da s e n s i b i l i d a d e das
se
e
algumas
que
visinho
Apresentava hemianesthesia,
tendo
aqui
admittida
spéculum
indignaçâo;
complétas,
attentados
s o f f r e n d o d e metrite.
pelo
m i n h a clinica.
hypnologistas
constante •
curiosas
cirurgia
nervos
os
Mesnet.
doente,
como
exame
ella,
em
de
e
de
joven
serviço
sempre
transcrever
instructivas
explendida
todos
aboliçâo
normal
das
esquerdas
mediana
mucosas
dos
do
tanto
sentidos
sensibilidades
do
â
d'un geste, d'un mouvement d'une attitude ; cherchez les origines, remontez aux excitations cérébrales qui ont provoqué et déterminé ces
gestes, ces mouvements, ces attitudes, et en faisant ainsi vous n'abandonnerez pas la proie pour l'ombre
Outrages à la pudeur, p. 173-174.
Fazemos réservas sobre a identifioaçâo entre o somnambulismo chamado de olhos abertos e o estado mixto, hypnose abortada, conhecido
sob o nome de fascinaçâo.
CAPITULO I I I
direita ;
crises
directo
era
porém,
todos
culum
necessario
era
nelle,
os
um
que
clias s e
convulsivas
haviam
pudesse
que
passado,
o
nos
da
nome
no
sem
queria
que
O
exame
seu
estado,
que
o
ouvir
exame,
etc.
spéfallar
Quinze
raciocinio a l g u m
necessidade
do
o
repetia
nâo
consentiria
convencel-a
s p é c u l u m : so
verificar
ella
horro?',
jamais
fréquentes. —
para
dias
I43
clo e x a m e
instrumento
pelo
bastava
para
irrital-a.
« Um
tiso-a;
dia,
por
entra
em
levante
tente,
alias
e
e
de
ella
Hésita
acompanhe.
m au
exacta
cias
que
a
estado
em
de
que
vigilia.
adstricta
diatamente exclama:
reconhecido
servaçâo
outras
da
do
violento :
« Eil-a
Ihe
fini
que
fique,
pro-
de
que
a
lem-
convenien-
o
em
na
leito.
sala
Imme-
se
explica
ao
pela
passo
desapparecido.
e
suba â cama.
con-
que
as
A o con-
quer
fugir.
F u r o r quasi
« J a m a i s ! j a m a i s ! •>
com
absoluta,
esse
eu
e
exame
auctoridade
que
das
revolta-se
que
era
Penetrando
tactil,
haviam
que
sala.
spéculum! » Tinha-o
que
i n d i g n a se,
âs voltas
energica,
o
uma
évidente
e
que
quotidianamente,
é o
sensibilidade
leito,
Ordeno-lhe
com
tacto,
exame,
em
m â o encontra
« Mas
sensibilidades
tacto
bom
pelo
de
se
descon-
conservava
Insisto. Entra.
v i a , sua
que
muito
dizendo-me
regulamento
estava
nada
leito
somnambulismo
hypno-
ordeno-lhe
porta, — prova
do
visita,
preparado
sala,
a
de
O
estava
da
transpôr
brança
minha
Obedeceu,
humor.
sahir
estado
da
somnambulismo,
conhecia,
em
hibido
em
me
occasiâo
o
que
queria
potente
contra
a
tando:
nova
posiçâo
précisa
a
a
vontade
minha
de
vontade
resistencia
cle l e v a r
a
necessario.
Insisto e ordeno-lhe
suba
o
e
para
que
minha.
luta,
sua
nova
a
Ella
sua
leito,
vontade
hésita
resistencia
para o e x a m e . —
declarandoséria im-
e sobe,
para
protestomar
« N â o quero
a
séria
HYPNOTISMO
144
mais
facil
inutil,
me
matarem !
affirmei :
sem
eu
difficuldade :
pedimos.
A
a
a
compléta.
fizemos
despir-se,
pela
sionomia
que
do
dos
que
passou
desa-
genitaes
cama,
deitar-se
novo
e
em
os
olhos.
um
nos
desper-
A
sua
phy-
momento.
noçâo
haviamos
fez
o
orgâos
de
Nâo
alguma
travado,
nem
é
se
tudo
â sua
evidentemente
ella
exame
a
Reconduzida
transmudou-se
com
resistencia
spéculum
insufflaçâo sobre
conservava
O
prestou-se
insensibilidade
alias,
tamol-a
quero ! »
ella
introducçâo
percebida :
era,
o
« — Vossa
da
luta
do
exame
emprestada
egual-
praticado.
« Eis
mente
uma
â
minha
rapariga
observaçâo
clinica
hospitalar.
T r a t a se
de 20 annos, cujas d i s p o s i ç ô e s
inteiramente
tava;
outra
e
diversas
que
insistencia
cusal-o.
me
egual
Estava
das
pedia
â
que
em
que
o
outra
directo
eram
manifescom
empregava
m i n h a clinica
uma
moraes
a précédente
exame
a
de
uma
para
havia u m
re-
mez, ma-
nifestando accidentes nervosos hystericos multiformes,
acompanhados
de analgesia, anesthesia,
de r e p e t i ç â o f r é q u e n t e ,
hyperesthesia
quasi quotidiana.
Q
u
e
ix
a
v
a
"
s
e
a cada visita, de dores no baixo-ventre, peso na bacia,
e rogava-me
spéculum.
instantemente
que
a
examinasse
com
T o d a s as v e z e s q u e e l l a m e f a l l a v a , e u
o
res-
pondia-lhe e v a s i v a m e n t e . O s seus pedidos t o r n a v a m - s e
dia a dia mais insistentes. — « P o r q u e , senhor d o u t o r , m e
recusaes o
que
Examinastes
F,,
e
me
sario?»
fini de
com
hontem
recusaes
Cerrava
tornal-as
que
o
occupaçâo
fazeis p a r a
tal
um
os
dominante
passaram
de
sua
assim.
cama,
nada
hoje
ainda,
exame
seu
doentes ?
examinastes
suas q u e i x a s
insistentes
do
outros
absolutamente
ouvidos âs
mais
os
doente,
exame
t â o sollicitado
se
com
e
necescom
de
se t o r n a s s e
o
fazer
a
pre-
espirito. Trez semanas
U m dia e m que me achava
respondendo
aos
seus
perto
rogos,
v
145
disse-lhe,
bcm!
fazendo
jâ
que
é
mcnçâo
essa
feito a m a n h a n ! — e
de
uma
Tendo
ao
tomou
da
vontade,
sobre
rapidamente
acompanhasse
leito,
vossa
pressâo
chegado
sahir
sala: — Pois
o
exame
sera
hypnotisei-a incontinente por meio
somnambulismo,
me
o
ligeira
a
de
os
ao
ordeine-lhe
globos
estado
que
oculares.
cataleptico e
se
levantasse
ao gabinete de exame.
por
si m e s m a
a situaçâo
e
Subio para
conveniente;
cxaminei-a c o m o s p é c u l u m , cuja introducçâo foi muito
difficil,
gesia
era
com
diatamente
pulos
cama,
nos
sera
Muito grata
de
que
nenhuma
por
mim
a
de
ser
—
Poz-se
antes
seus
feito:
a
de
imme-
eu
em
o
a
que
ao
que
quotidia-
assim o
que
lugar
adorme-
Minha primeira
Jâ
disci-
phrase,
quereis,
respondeu : —
vosso consentimento :
pois,
noçâo
operaçâo
ella g u a r d a r a
momento.
investigaçâo
esperar
tendes
de
hora
abandonar
pormenores,
larga
nâo
ter
eu
feita
exame
do
a
mais
disse-lhe :
zombava
deixado
acaba
collo.»
délia :
cama
depois,
tornei
a
a
e
narrou-me,
sala,
eu
ella
dissera
ficai
évidente
levar
ulceraçâo
que
tudo o que
rante o exame.
«Eis u m terceiro
Querendo
até amanhan ; o
uma
de
da
psychologica,
rir, dizendo-me
convencida
quarto
condiçôes
pelo
que
n â o esquecerei ! — Era,
minha
« N â o quiz
Um
sou
e
que
do
ordenei-lhe
retomaram
em
amanhan,
naquelle
—
estava
feito
anal-
T o d o s os m e u s
délia,
seguinte:
e
ulceraçâo
vaginal, e
momento
nas
larga
se d e s p i s s e ,
encontrava.
vos
que
longe
junto
no
acordal-a, f o i a
certo
que
anesthesia
uma
se d e i t a s s e d e n o v o
ella
exame
de
catarrho
despertei-a
namente
o
â
occupavam
e
estado
Descobri
voltaram para
cera,
ao
seu
abundante
voltasse
que
o
complétas.
collo
que
tal
adormecel-a,
e
em
fizera du-
e x e m p l o clinico da a p p l i c a ç â o
do
s p é c u l u m , f e i t a s e m q u e a d o e n t e se a p e r c e b e s s e , d u rante o somnambulismo. Este facto apresenta peculiar
19
146
HYPNOTISMO
interesse,
diçôes
se
approxima ainda
apparentes
orgâos
de
pois
sexuaes
nas
da
quaes
mulher
sala
medico
moça
por
de
sido
de
occasiâo
20 annos,
tratada
por
hospital,
pode
em
accidentes
gabinete
no
pedindo
nos
que
rins,
uma
C.
a
clinica,
minha
examinasse
dores
nas
e
com
iîxei
ella
gérai.
leptoide,
uma
vez,
procurar-me em
meu
do
hospital,
estado
chegou
capa,
o
peso
irregulari-
facilmente hypnotia
conversar
de
ao
somnambulismo.
a
de
espartilho
sua
saude
estado
cata-
Mandei
que
e
que
me
A c o m p a n h o u - m e â alcova contigua, seguida
alguns
cida,
ao
o chapéu,
de
continuando
instantes
depois
seguisse.
por
poucos
um
havia
queixando-se
e informando-me do
Em
tirasse
olhar,
de
outr'ora
coxas, perdas brancas,
o seu
scénario
Uma
consulta
e
os
visita.
mais
dade menstrual. Sabendo que era
tisavel,
con-
occasiâo
por
gabinete
que
hystericos, veiu
da
tornar
simples
B
minha
dia
se
N â o tem
passa-se n o
de
das
o attentado contra
queixas e reivindicaçôes.
uma
mais
dos
meus
discipulos que
mas n â o podiam
a viam
comprehender
a
adorme-
maneira
por
que o s o m n o havia sido p r o v o c a d o . Ella nos seguia.
p o r é m com algumas
de
descontentamento
si
tivesse
exame
a
gou-se
ao
por
si
ia
em
por
uma
collocou-se
na
no
a
entretanto
uma
ordem
posiçâo
de
dôr, quer
do
che-
minha,
favoravel
sido varias vezes r e p e t i d o ,
quer
como
medida,
D u r a n t e a a p p l i c a ç â o clo s p é c u l u m ,
recebeu
mostra
vezes,
certa
procéder;
leito ; e obedecendo
t o q u e tivesse
de
â
embora
nenhuma
contacto;
sua p h y s i o n o m i a conservou-se i n v a r i a v e l . N â o apre-
sentava
do
eu
mesma
impressâo
a
parando
consciencia,
que
operaçâo.
o
hesitaçôes, com évidente
signaes
de
sensibilidade
c o r p o , — anesthesia,
nado
o
mesmo
exame,
analgesia
fil-a v o l t a r
logar em
que a
ao
em
ponto
algum
complétas.
Termi-
meu
gabinete
hypnotisâra, e
e
disse-lhe
no
que
< A l ' I T l l,<> I I I
repuzesse
espartilho,
despertei-a,
destes
o
ver
de
duvida
partida
vinde ! » —
foi
até
ao
leito,
com
misturado
nos
um
em
da
de
ia
seguida
bom
na
operaçâo.
mystificaçâo
vou
lhe
neste
ainda
quai
momento ;
Nâo
de
espanto
que
se
as
de
sem
acabara
estar
de ser
bem
parte,
senâo
me
« E'
bem
de
t o d o s os
pelas
A
da
mais
do
tarde
novo ;
mostraremos,
da
narrou-me
a
em
de sua p r i m e i r a
e m estado de
condiçâo
dos
genitaes
sensibilidade
é sem
a
duvida
lethargia
attentados
para
nos,
caso
o
xamos
pois
voltou
orgâos
ponto importantissimo
na m e d i c i n a l é g a l do h y p n o t i s m o . C o m o mais
No
facto,
» ( °).
somnambula
os
o
32
aboliçâo
que
que
acreditar,
incidentes
v i s i t a , d e q u e e l l a se r e c o r d a v a
segunda
de
em
deixou-nos,
realidade
dias
hypnotisei-a
seus p o r m e n o r e s
da
difficil
despi! » — Q u i n z e
procurar-me,
N o emtanto
convencida
dizendo-nos : —
nâo
feito.
suas
acreditar
d e c l a r a ç ô e s dos m e u s discipulos, amrmando-lhe
exame
para
achava
cessou
nossa
e
disse :
manifestou, foi
claro
e
humor
quando
que
mais
me
natureza
tal cousa. » — O
ignorancia
nossa
de
examinar-vos
e
a
que
enfermidade
subir,
incredulidade
da
uma
vossa
tal
testemunho,
â
Em
sobre
Levantou-se
effeito,
de
negaçôes,
relaçâo
chapéu.
deixam
onde
« E ' inutil ! A c a b o
tendes,
e
dizendo-lhe : — « As i n f o r m a ç ô e s
nenhuma
ponto
capa
14
ao
estado
o
normal,
as
por
unico
constituem
variadas
estado
o
alteraçôes
em
commettidos:
é
em
tal
excellencia.
hystericas
se m a n i f e s t a m o s p h e n o m e n o s
apresentam
o
somnambulismo
medico-legal
hrmado,
é
a o p u d o r p o d e m ser
contrario,
estado
nâo
adeante
(que,
terreno
do grande
como
typo
dei-
em
que
hypnotismo)
cla s e n s i b i l i d a d e
(
3 2 1
).
i^ ) MESNET, Outrages à la pudeur, p. 86 c seg.
( ) CHARCOT, Mal. du syst. nerveux, 1884, p. 300; P I T R E S , Leçons
cliniques sur l'hystérie, t.; 1 C U L L E R R E , Traité des maladies
mentales;
322
323
148
HYPNOTISMO
Collocadas
em
condiçôes
experimentaria
portam-se
de
uma
cadas, feridas,
que
sensaçâo
maneira
n â o r e a g e m , n â o se
em
qualquer
mais
a parecer
ou
que
q u e i x a m , si p o r
queimadas ;
e
de
menos
nos
viva,
nada sentem :
acaso s â o belis-
quando,
interrogadas,
declaram n â o terem ouvido u m ruido forte, n â o terem
v i s t o u m o b j e c t o i l l u m i n a d o e c o l l o c a d o d e a n t e de seus
olhos.
E'
a
anesthesia;
lisada
compléta
pelos
insensibilidade
como
ou
â
constante
queimadura,
doentes
nâo
psychologos
modificada
por
que damos
ou parcial,
ou generalisada,
nhecida
ser
esse p h e n o m e n o
uma
que
por
(
3 2 2
hysteria ; sob
vezes
n â o sentirem
de
sensaçâo
reco-
ella
possa
).
a
intensa
(
dôr alguma
nâo
A
d ô r , t e m sido a t é h o j e
na
nome
systematisada, loca-
ha
supprimida
o
analgesia,
considerada
acçâo
3 2 3
),
e,
de
affirmam
o
que
uma
as
parece
in Arch. de neurologie, 1892; G I L I . E S D E L A TOUEETTE, Traité
clinique et thérapeutique de l'hystérie,
1891 ; C H . E I C H E T , Recherches
expérimentales et cliniques sur la sensibilité, 1877; L A S È G U E , Anesthésie
et ataxie hystériques, i n Arch. générales de médecine, 1864; F. R A Y M O N D ,
De Vanesthésie cutanée et musculaire in Revue de médecine, 1891; BRIQUET,
Traité de l'hystérie / P A U L BLOCQ, Des styymates hystériques, in Gaz.
des Hôpitaux, 1892.
CHARCOT,
(
S22
) PIERRE JANET, Les styym.
mentaux,
p. 9.
( ) Une observation recueillie par Jules Janet sur Witm., montre
bien que ces sensations subconscientes de la douleur jouent un très
faible rôle. Witm., ayant les pieds absolument anesthésiques, les
place dans un l i t sur une boule d'eau trop chaude et le lendemain
on trouve à la plante des pieds des brûlures assez étendues. Cette
observation semble montrer que la douleur n'avait pas existé m ê m e
d'une manière subconsciente. Cette malade peut être mise dans un
état de somnambulisme complet, dans lequel elle retrouve non-seulement toutes les sensations, mais encore, comme cela a été dit, le
souvenir des sensations subconscientes de la veille. Dans cet état on
lui demanda: « A s tu souffert aux pieds pendant qu'ils b r û l a i e n t ?
— Mais oui, dit-elle. — Alors pourquoi ne les as-tu pas retirés un peu?
— Je ne sais pas. » Je suis disposé à croire que la malade, retrouvant
la sensibilité dans un état plus complet, se figurait avoir souffert.
En tous cas ce phénomène de souffrance subconsciente a été minime,
puisqu'il n'a pas pu provoquer un léger déplacement des jambes,
tandis que des légères sensations tactiles, m ê m e subconscientes,
amènent chez elle des mouvements complexes. P I E R R E J A N E T , Les
stygm. ment., p. 58.
323
< A1TTULO TU
confirmai-
essa
arnrmaçâo,
nenhuma
reacçâo
exterio-
risam, nenhuma manifestaçâo apresentam da sensaçâo
subconsciente
(
3 2 4
). — A
sensibilidade
génital
ora
se
hyperesthesia, ora se entorpece, ora se extingue ;
mas geralmente as sensaçôes genesicas se conservam,
apezar
da
anesthesia
cutanea
generalisada.
Raramente as hystericas sâo indifférentes, o que
todavia nâo confirma a crença antiga na constancia
do
erotismo
e n t r e as h y s t e r i c a s (
3 2 5
).
Essa
anesthesia
nâo impede a subsistencia cle todos os reflexos e nâo
altéra, cle ordinario, o funccionamento dos orgâos
erecteis ( ). Uma observaçâo interessantissima, ex32G
posta por Pierre Janet, mostra-nos os sentimentos
de familia, as emoçôes affectivas desapparecendo e
reapparecendo com a extincçâo e a normalidade da
sensibilidade
génital
duma
doente
(
3 2 7
).
( ) Tem-se, no entretanto, notado algumas vezes tremores conséquentes â provocaçâo de dores que o individuo sustentava n â o sentir;
mas o facto é uma excepçâo rarissima. B I N E T , Altérations
de la conscience chez les hystériques, i n Rev. philosophique,
1889, t. i .
( ) Crença tâo bem combatida por B E I Q U E T , Tr. de l'hyst. — Pierre
Janet encontrou quatro observaçôes de erotismo em 120 hystericas.
324
325
( °) B E I Q U E T , Tr.
32
de l'hyst.,
p. 472.
( ) « De temps en temps, comme cela arrive chez toutes les
h y s t é r i q u e s , Maria sort m o m e n t a n é m e n t de son état de faiblesse
psychologique. Grâce au repos, à l'alimentation, à la suite de sommeils prolongés, elle perd ses stygmates, retrouve la sensibilité tactile et musculaire, les souvenirs, etc. On assiste alors à un singuher
spectacle. Voici cette pauvre femme au désespoir, r é c l a m a n t son
m a r i , ses enfants, sa maison. Personne ne peut la renseigner; alors
elle pleure, refuse de manger, parle de suicide.... » Mas « i l a é t é
nécessaire de pratiquer chez Maria l'examen vaginal pour une m é t r i t e ,
et cet examen m'a permis de constater deux caractères psychologiques
qui sont frappants pendant les périodes de grande psychopathie :
1.° Elle n'a pas absolument aucune pudeur, quoiqu'elle ait reçu une
éducation délicate; elle n'est pas obscène, elle est profondement indiff é r e n t e ; '2.° elle est absolument a n e s t h é s i q u e des parties g é n i t a l e s
et, p r o b a b l e m e n t depuis f o r t longtemps, elle n'a pas la moindre
notion de ce qu'on appelle le sens génital. J'ai surpris des conversations bizarres sur ce point. D'autres femmes soutenaient devant elle
que le plaisir était nécessaire pour la fécondation. — « Mais, d i t
Maria, j ' a i eu des enfants et je ne sais pas encore pourquoi on prétend qu'il v a là un plaisir.
Examinons maintenant les m ê m e s
faits dans l'autre période que j ' a i signalée. Constatant que la sensibilité revenait sur tout le corps, j ' a i voulu vérifier s'il y avait une
327
150
HYPNOTISMO
Com
o
mesmo
desenvolvimento
modo
cataleptico),
déclara;
ciaes
que
a
e a
de
com
anesthesia
pouco,
somnambulismo
os d o s
anesthesia
ha
do
da
periodos
pelle e
lethargico e
das m u c o s a s
e a analgesia hystericas
se
estendem,
se
limitados que,
hyperesthesiados.
hypnotismo
jecçôes,
o
sido
de
levadas
Si
exame
todas
tratamento
as
c o n t r a r i o , se
em
qualquer
por
meio
uma
atïecçâo
avante
com
menos
cados,
cirurgiôes
o
spéculum,
uterina ou
as
vagina, a vulva,
o
utero,
profundas, empregando
da
livro
longas
Séria
dar
de
lutamente
Nâo
edu-
com proveito, e
com
complétas
precisamos
a
sobre
as
sobre
partes
mais
sobre
apenas e m
incluirmos
partos
das
recommen-
L i é b e a u l t e B e r n h e i m que s â o abso-
esses p h e n o m e n o s
thèse
em
menos
consideraçôes
Contentamo-nos
obras
tem
resultado, —
inopportuno
hypnotisadas.
as
o
o hypnotismo como substituto
chloroformisaçâo.
neste
e
in-
para
proveito t e n t a m ainda, o p e r a ç ô e s dolorosissimas
a
do
vaginal
p r e d i s p o s t o s , e m sujets
tentaram
certos
phases
necessarias
melhor
par-
manifestam
das
do
operaçôes
individuos
os
pelo
se
generalisam,
d o m i n a n d o o c o r p o inteiro da hysterica, salvos
pontos
(do
discutir.
(
3 2 8
).
insistir sobre
a
apresentam
para
Merecem
estudo
importancia
a elucidaçâo
demorado
que
da
as
modification semblable sur les parties génitales. La vérification a
présenté une difficulté imprévue, car la pudeur de cette malade était
devenue très délicate. La sensibilité génitale, comme je m'y attendais,
était complète et à ce m ê m e moment Maria pleurait son mari et ses
enfants. » P I E R R E JANET, Les stygm.
ment.,
p. 216.
( ) B E R N H E I M , De la suggestion et de ses applications à la thérapeutique, 1886. Vide egualmente: En. PRITZE, Eine Geburt in Hypnose,
in Wiener Medizinische Wochenschrift,
7 nov. 1885; D U M O N T P A L L I E E ,
Analgésie hypnotique dans le travail de l'accouchement,
in Rev. de
l'hypnot., 1887, t. i , p. 257 ; LEONAET, Hystérie pendant la grossesse et
pendant l'accouchement, th. de Paris, 1886 ; A U V E A E D et V A R N I E R , i n
Annales de gynécologie, et d'obstétrique, maio 1887; M E S N E T , i n Rev. de
l'hypn., 1887, p. 33. Vide ainda o resumo duma liçâo de BEOUARDEE,
in Rev. de l'hypn., 1888, t. ir, p 217; MESNET, Communie, â Acad. de
médic., 30 julho 1889.
32S
15»
perturbaçôes
da
motricidade.
nevro muscular,
por
meio
da
A
hyperexcitabilidade
o u antes a p r o d u c ç â o de
excitaçâo
mechanica
contracturas
dos
nervos,
dos
p r o p r i o s m u s c u l o s , o u a i n d a d a p e r c u s s â o clos t e n d ô e s ,
nâo
é
existe
possivel
no
estado
determinar contracturas
contracturas,
porém,
hyperexcitabilidade
ducçâo
Na
e
fricçâo, pela
â
e
pellos,
â
de
um
talvez
a
de
j,
grupo
por
ser
contractura.
ou
uma
o
de
mais:
3 3
um
°) ;
dépende
cutaneo,
agitaçâo
da
corrente
excitaçâo
desta
passo
que
que
cida
uma
excitaçâo
diffusa
e,
embora
mento
de
membro,
as
vae
a
ser
diffusa,
limitada
ganhando
partes n â o excitadas (
).
A i n c i t a ç â o mechanica dos
ar.
con-
a con-
no somnambulismo,
cutanea
possa
de
especie
tractura
de
mâo
psychica;
l e t h a r g i c a se l o c a l i s a a n a t o m i c a m e n t e ,
desenvolve
dos
impressionabili-
partida
ao
pela
ou
tractura
se
iman
determinada
extranha
ponto
de
(
ligeira
simples
uma
Ainda
é
pela
uma
premagem,
profunda.
tegumento
buccal
adquire
parece
muscular
excitaçâo
produzindo
que
applicaçâo
somnambolica
sopro
modo
â
resoluçâo.
pela
superficial do
pelle,
ligadas
pela p e r c u s s â o , pela
3 2 9
uma
tambem
dade,
de
de
distancia,
das
pela
(
pelo
somnambulos,
a contractura lethargica apparece
modo
contractura
excitaçâo
differem
entretanto
pro-
fortes
geralmente
em
lethargica — pelo
pressâo,
distancia
A
que
No
de
pelo
verdade,
intensas
somnambolico.
nas-
permanece
a
um
seg-
progressivamente
3 3 1
processo
gica,
usado
para
resolver
musculos
a
antagomstas,
contractura
n â o produz identico resultado,
q u a n d o se
letharqueira
»^ « L ' i n t e n s i t é de l'excitation a quelque importance, car 1 e:
tation légère produit une contraction, et une excitation plus tort,
c o n t r a c t u r e . » B I N E T et FÉRÉ, Le magnétisme animal, p. <8.
T A M I U R I X I e S E P R I R I , in Ricista
<h frematria,
1881, p. ->
) H E I O E X H A I X , Der sog. Thicrmagnetismus,
cit.
M X
HYPNOTISMO
destruir
a
mesmas
e x c i t a ç ô e s cutaneas fracas, renovadas,
produzem
contractura
(
sobre
da
f a z (
aquelle
firmou
a
a todos
hypnologista
cataleptica
que
os
estados
prétende
da
(
propoz-se
da
cataleptica
(
Toda
mudança
designar
de
de
nascidas e m
a
no
Para
propriamente
rigidez
nome
ao
particular
rigidez
ao
cataleppseudo-
).
ciacla p e l a s c o n t r a c t u r a s
pouco
immobi-
attitude.
cataleptica
essa
pelo
a superficie do
mâmos,
como
imprimir
; p o d e r - s e - i a e g u a l m e n t e c h a m a l - a rigidez
3 3 5
ser
).
distingue-se
immobilidade
estado somnambolico
toide
des-
p e l a r e s i s t e n c i a q u e se e n c o n t r a
enrijecido uma
separal-a
dita,
phe-
f a z ,
hypnoticos,
3 3 4
n i v e l d a s a r t i c u l a ç ô e s , q u a n d o se p r o c u r a
membro
a
cutaneo-muscular,
l e i — o agente
rigidez somnambolica
lidade
âs
que
) : o p i n i â o que, e m b o r a scientifica, n â o pode
generalisada
A
cède
esse m o d o d e e x t i n g u i r o s
hyperexcitabilidade
Dumontpallier
3 3 3
que
).
3 3 2
Baseando-se
nomenos
somnambolica,
pouco
âs
corpo
é
apta
a ser
somnambolicas.
uma
regiâo,
regiôes
vâo-se
proximas :
influen-
C o m o affirestendendo
mas
tem-se
( ) «Il suffit d'un attouchement léger de la main ou d'un souffle
très f i n sur les muscles antagonistes pour faire cesser cette contracture incoercible. Et la sensibilité réflexe de la peau des sujets
placés en cet état est quelquefois portée à un dégré d'excitabilité
telle, q u ' à une distance de quatre mètres sur un sujet tenant un bâton avec ses mains contracturés, comme i l vient d'être dit (après lui
avoir fait tourner le dos pour qu'il ne soit pas témoin de l'émission
du souffle), j ' a i pu obtenir la décontracture en soufflant à la distance indiquée sur les muscles antagonistes.- L U Y S , Leçons
cliniques,
pag. 114.
( ) M A G N I N , Etude clinique et expérimentale, sur l'hypnotisme,
th.
de Paris, 1884.
( ) G. D E L A TOUEETTE, L'hypnot,, p. 94.
( ) CHARCOT, Comptes rendus de l'Acad. des Sciences, 1882 (Nota
cit.) — Outros signaes tem sido propostos para o isolamento das contracturas somnambolicas, como, por exemplo, a inaptidâo do iman a
transferir essas contracturas, quando o facto se realiza a respeito das
lethargicas. Esse caracter é negado por B I N E T et F É E É , Le maquétisme
animal, p. 94,
332
333
331
335
CAPTTLLO I I I
conseguido
tos
clo
um
cranco :
unico
um
localisal-as,
lado
lado
um
do corpo
assim
produz
estar
provoca
centro
de
o
um
pon-
cxercicla
sobre
lethargico
ou
de
hemi somnambulismo
; a
motor
excitando
uma
um
linha
arcada
tiver sido
pressâo
do
feita c o m
ponto
horisontal
isso
de
o u de
prova,
hypnotisado
corpo,
e
imaginaria
como
ha
um
sobretudo
apophyse
uma
os
duas
membros
referem
Binet
grande
do
hyperexcitabilidade
membro,
couro
(
3 3 7
cujo
determina-se
superior
situado
da
face
acima
de
q u e passasse
mastoide
tentada
metade
das
mo-
pela
u m a linha vertical que
t e m sido
uma ou
ambos
de
da
de
do
cla p a r t e
craneo,
acima
p o r traz
somnambulisaçâo
braço
do
experiencia
totalidade,
c o m os centros
impressionado ;
isolado
superciliar,
dirigisse
mesma
e m relaçâo
o somnambulismo
somnambulismo
de
fricçâo
correspondente
parecem
tores,
se
a
determinados
dedo sobre certos pontos daquella parte do corpo,
que
o
excitando
da c a b e ç a
cataleptico
153
da
).
A
em relaçâo
â
face,
pernas,
de
superiores.
e
numéro
Féré,
de
cabelludo,
(
3 3 6
da
sua
um sô
Tudo
que
no
pontos
do
em
estado
).
et A. B I N E T , Société de Biologie, 19 de Junho de 1884.
Duas hvpotheses se apresentam para explicar esses phenomenos : a das localisaçôes cerebraes e a das zonas reflexogeneas.
«Cette d e r n i è r e i n t e r p r é t a t i o n nous parait.
plus vraisemblable. On
rencontre, en effet, chez les sujets h y s t é r i q u e s hypnotises, beaucoup
de zones dont l'excitation agit à distance par voie réflexe : d abord
les zones hystérogenes
.puis les zones hgpnogènes.
.ensuite les zones
dynamogènes.
. ' i l existe aussi des zones érogenes. .. enfin, Heidenhain, Born, et en France Dumontpallier et Magum ont décrit des
zones réflexogènes, dont l'excitation produit chez les hypnotiques .les
effets moteurs plus ou moins distants du point de la peau qu on a
excité. Chez quelques sujets de Heidenhain, en tirant la peau de la
nuque dans la région des v e r t è b r e s cervicales, on produit par action
réflexe u n g é m i s s e m e n t d û à une expiration sonore : c est la répét i t i o n sur l'homme de la célèbre expérience de Ooltz sur les grenouilles. M . Dumontpallier, par l'excitation du cuir chevelu a produit des mouvements directs ou croisés, et en rapport avec les centres moteurs qu'il excitait » B I N E T et FÉRÉ, Le magnet. animal, p. x>.
(336-Ï ÇJH. F É R É
154
HYPNOTISMO
Luys
gico
chama
do
um
a attençâo para
fundo do
certo
olho do
numéro
o exame
ophtalmolo-
somnambulo ;
de o b s e r v a ç ô e s
résulta
suas, q u e
a
l a r i s a ç â o d a p a p i l l a n a c a t a l e p s i a se r e p r o d u z
com
menor
bolico
(
o
mesmo
semeiologico
caçôes
torna
sâo
durante
o
do
autor
(embora
estado
assignala,
importante
timbre
saccadée
somnam-
da
deste
voz
como
periodo,
do
é
dévida
caracter
as
ao
palavra
(
que
e cuja
se
emis-
desapparecimento
a u d i ç â o m e n t a l , r e g u l a d o r a das t o n a l i d a d e s
3 3 y
modifi-
somnambulo
e algumas vezes abafada
defeituosa
da
vascu-
).
3 3 8
Ainda
intensidade)
de
da
phoneticas
).
Passemos agora aos symptomas subjectivos do
somnambulismo
Antes
e
na
de
provocado.
t u d o , a e x a l t a ç à o dos
da
força
muscular.
A
força
muscular
augmenta
phase somnambolica.
chame
o
pessoas,
o vigor
de
semelhante
confirmada
pela
dynamometro
mesmo
délie
um
que
hypnotisador
se
por
muitas
precipitarâ,
desen-
homem
comparaçâo
o
separado
exaltaçào
da
que
remove
força
entre
os
no
estado
normal e
obsta-
muscular
dados
offerece, c o n f o r m e assignala
individuo
especiaes
extraordinariamente
Logo
este i n m e d i a t a m e n t e
volvendo
culos. E
somnambulo,
sentidos
que
é
o
a força do
no
somnam-
bulismo.
Consideremos
nambulo
âs
conserve
vibraçôes
porque
o
sentido da
os
olhos
luminosas,
falta-lhe a
visâo
nâo
vista. E m b o r a
abertos,
vè
mental,
e seja
(nâo
que
é
338
31,0
som-
sensivel
paradoxo),
associa
( ) LUYS et BACCHT, De l'examen ophtalmologique du fond de Viril
chez les sujets en état d'hypnotisme, Soc. deBiol., 1889.
Leçons cliniques, p. 114.
o
a
um
i55
objecto
nadas
présente
( °).
uma
série
Desapparece a
3 4
de
lembranças
visâo
mental, mas
coordea
per-
cepçâo bruta, a visâo physica, — pela lei das compensaçôes, tantas vezes notadas neste trabalho ( ) — nâo
341
sô subsiste, como ainda se exalta, se hyperesthesia.
O campo visual recua, ao mesmo tempo que a acuidade visual augmenta. Essa exageraçâo das impressôes
sensoriaes pode ser levada a um grau extremo : atravez da fenda palpebral apenas apreciavel, o somnambulo facilmente lê. quasi ao escuro, minusculos caractères
de
imprensa
(
3 4 2
). E'
classica
a
experiencia
( j «Il (o somnambulo) ne voit pas le milieu ambient. Demandez-lui où i l est; i l est incapable de vous r é p o n d r e , parce que l'image des
objets ambients ne remonte plus dans les régions de la p e r s o n n a l i t é
psychique pour éveiller des souvenirs a p p r o p r i é s et d é v e l o p p e r une
réaction affirmative en faveur de telle ou teile direction; — et alors,
ne jugeant pas par les yeux, i l ne sait où i l est, i l ne sait qui l u i
parle et i l dira qu'il est partout où vous voudrez le placer, dans un
salon, dans un jardin par exemple. Presentez-lui un porte-plume et
demandez l u i ce que c'est, i l ne le sait pas, — dites-lui que c'est un
sucre d'orge, i l le mettra dans sa bouche; présentez-lui un miroir,
une grosse boule de verre brillante, vous allez voir ses regards attirés par la l u m i è r e réfléchie; — i l va s'exclamer devant les images
réfléchies par le miroir, et i l perd les notions acquises par l'expérience (notions qui sont d'ordre psychique et intellectuel et qui sont
du domaine de la p e r s o n n a l i t é consciente); son esprit n'est plus éclairé
que par la vision physique dps objets, et, en présence d'un miroir, i l
croit qu'il y a une personne cachée derrière ce miroir; et, remarquez
ceci en passant, i l ne reconnait plus sa figure, i l a perdu la notion
de sa propre personnalité.» L U Y S , Leçons cliniques, p. 101-102.
(34ij v i ( i
t capitulo e o anterior.
( ) O estudante, objecto dessa experiencia, nâo podia 1er uma
so phrase, quando collocado em identicas condiçôes, durante o estado
de vigilia. B E R G E R , Das Verhalten des Sinnesorgane
im
hypnotischen
Zustand, i n Bresl. àrztl. Zeitschr.,
m , 7, 1881 — O dr. Bottey encontrou nos hospitaes de Paris um enfermo de cegueira hysterica
absoluta, que, mergulhado em somnambulismo expontaneo, recobrava
completamente a vista. — Après avoir placé devant les yeux d'une
h y s t é r i q u e somnambule, chez laquelle l ' h y p e r e s t h é s i e persistait
a p r è s l'état hypnotique, un carton, nous réveillons la malade. Les
yeux ont à peine r e n c o n t r é le plan du carton qu'elle s'étonne d'avoir
la figure sale, et efface une à une les taches dont nous avions maculé son visage avant de la réveiller, se servant de ce corps opaque
comme d'une véritable glace. Les empreintes qui ne viennent pas se
réfléchir directement dans un point d é t e r m i n é du miroir ne sont pas
perçues, à moins que celui-ci ne soit élevé ou abaissé, ou que l'on
porte la t ê t e de la malade soit à droite, soit à gauche, suivant les
340
e
342
e s
e
ï 6
HYPNOTISMO
5
dos
quadrados
notava
Braid)
partes
do
de
papel (
3 4 3
) . Jamais
existiu
a p r e t e n s a f a c u l d a d e d e 1er c o m
corpo, que
n â o os
olhos
(
3 4 4
) : os
(como
outras
factos
cas, le regard restant attaché à l'écran. Nous tenons au-dessus, ou
bien en arrière de sa tête, mais de telle sorte qu'ils se trouvent
dans le champ du carton, divers objets, tels q'une bague, une montre,
une pipe, de petits bonshommes en papier ; elle ne tarde guère à
les apercevoir, elle en décrit la l'orme, la couleur. Nous ferons
remaïquer qu'il existe toujours un certain retard dans la perception
des objets; c'est ainsi que si nous substituons brusquement une
pièce de dix centimes, par exemple, à une montre, elle n'en continuera pas moins à chercher à lire l'heure, puis, tout à coup, elle
s'écriera: La montre a disparu, voilà deux sous!» T A G U E T , Société
médico-psychologique,
24 de Dezembro de 1883.
( ) Consiste em préparai' oito ou dez pequenos quadrados de papel
branco ; marca-se, em seguida, um délies por meio de um signal
iinperceptivel que somente o observador possa reconhecer. Dâ-se esse
quadrado ao somnambulo, suggerindo se-lhe que é uma photographia: e
se o mistura depois aos outros fragmentos de papel ; apezar de todas
as artimanhas para desnortear o somnambulo, este saberâ sempre
distinguir entre todos o primeiro pedaço. Esse facto dériva da hyperexcitabilidade visual que lhe permitte reconhecer certos defeitos,
certas rugosidades, certas manchas, absolutamente imperceptiveis
para olhos normaes, e que, no entanto, se tornam para elle em
outros tantos signaes distinctivos facilmente reconheciveis.
(_ ) « L a prétendue faculté de voir à l'aide d'autres parties du
corps que les yeux est pour moi un leurre. I l est manifeste, cependant, que certains sujets peuvent décrire la forme d'un objet tenu à
la distance d'un pouce et demi de la peau, près de la nuque, du
sommet de la tête, près du bras, de la main ou d'autres parties du
corps; mais voici l'explication de la sensation qu'ils é p r o u v e n t : la
sensibilité de la peau exaltée à l'extrême leur permet de reconnaître la forme des objects qu'on leur présente ainsi, par la tendance
de ces objets à émettre ou à absorber du calorique. I l ne s'agit,
toutefois, pas de la vue, mais du toucher. De même, j ' a i pu me convaincre que les patients sont portés à suivre les mouvements de
l'opérateur, non par une puissance magnétique particulière inhérente
à lui, mais en raison de l'exaltation de leur sensibilité, qui leur
permet de discerner les c tirants d'air qu'ils suivent ou qu'ils évitent,
en quelque sorte, selon leur direction. Ce fait est acquis, et j ' a i
moDtré q'un patient peut sentir et suivre les mouvements d'un
entonnoir de verre m û dans l'air à la distance de 15 pieds.
c'est
à cause de l'extrême sensibilité de la peau pendant l'hypnotisme
que les sujets peuvent circuler dans une chambre, les yeux bandés,
sans se heurter aux meubles; ils sont guidés par la différence de
température ou plutôt par le dégré de conductibilité des objets et
par la résistance de l'air.» B R A I D , Neurypnoloyie,
p. 40-42, nota.
«Dans une autre séance qui eut lieu le 13 mars suivant, Paul essaya inutilement de distinguer différentes cartes qu'on l u i appliqua
sur l'epigastre. .» Raj^port de HUSSON, 1831. Esse insuccesso dévia
produzir se: as cartas foram provavelmente applicadas verticalmente
:i43
344
CAFTTLI.O I I I
que poderiam
fazer
crer
no
15;
phenomeno
da
transpo-
siçâo do sentido da vista, sâo motivados pela extensâo
do campo
visual ou
pela
exaltaçào
do
tacto.
Jamais se provou a clarividencia, a visâo atravez
de corpos inteiramente opacos: a série de casos apontados para corroborar semelhante crença se explica
pela
hyperacuidade
da
visâo
physica (
3 4 5
).
Ainda em relaçâo ao sentido do ouvido, vamos
encontrar anniquilados todos os laços existentes entre
os sons phoneticos e as recordaçôes antigas accumuladas nas regiôes da personalidade consciente : os sons
vocaes
c h e g a m ao e n t e n d i m e n t o do s o m n a m b u l o
per-
feitamente transmittidos, e por acçâo reflexa se repercutem em respostas apropriadas, mas a audiçâo
mental desapparece ( ). A audiçâo physica, como
346
a visâo da mesma ordem, apresenta uma exaltaçào,
de que innumeros exemplos abundam ( )347
sobre o epigastro, e nâo colloeadas horisontal mente, com as figuras
para 0 lado de fora; o que dévia ser visto n â o se achava dentro do
campo visual: «Quand on se rappelle que le m a g n é t i s m e n'a rien de
surnaturel et q u ' i l reste dans les limites des sen3, d é p a s s e r cette
mesure serait tomber dans la superstition », como diz A R B . B O X J E A X ,
L'hypnotisme,
p. 288.
( ) « Certains somnambules peuvent voir à travers la fente palp é b r a l e la plus étroite, et comme le dit M . Chambard, i l est m ê m e
probable que l'abaissement complet des p a u p i è r e s ne s'oppose pas
toujours chez eux à l'exercice de la vision, car ces voiles membraneux p r é s e n t e n t une certaine transparence. > I . E F E B V R E , Bulletin de
V Académie royale de médecine de Bdyicpue, 1888, i v série, t. 11, n. 4,
pag. 314. Beaucoup de faits qu'on serait t e n t é de rapporter à cette
lucidité exceptionnelle sur laquelle tablent avec tant d'insistance les
magnétiseurs de parade, s'expliquent par l'exaltation p a s s a g è r e des
sens, de ceux de la vue et de l'ouïe notamment. . . N'oublions pas
que l'hypnotisé a une telle h y p e r a c u i t é des sens qu'il peut voir à
travers un é c a r t e m e n t insaisissable des p a u p i è r e s et entendre des bruits
les moins destincts. » (Morand).
( ) L E Y S , Leçons cliniques, p. 104.
( ) O dr. B r é m a u d contou que um somnambulo, achando-se uma
noite em seu gabinete e olhando atravez dos vidros da janella, ouviu
distinctamente um dialogo que tinha logar em voz baixa, do lado
opposto da rua, entre uma mulher e um trabalhador. B R É M A U D , Des
différentes phases de l'hypnotisme
et eu particulier
de la
fascination
(C'onferencia no Cercle St-Simon, 1884, p. 12).—«Eu estava em Nancy
numa sala em que muitoe doentes haviam sido adormecidos pelo
346
340
3 n
HYPNOTISMO
Ainda
a
mesma
h y p e r e s t h e s i a se m a n i f e s t a q u a n t o
â olfacçfio ( ), relativamente ao tacto e do lado da
348
sensibilidade gérai ( ).
349
Dr. Bernheim. A uma délies affirmou o distincte- chefe do serviço em
voz pouco alta para que fosse difficilmente ouvida por seus visinhos,
que eu viera photographal-o (ao hypnotico) e em reconhecimento da
sua boa vontade lhe dera uma moeda de quarenta sohlos. Passando
para outra sala afim de continuar as experiencias, voltamos no tîm
de muito tempo ao pé dos nossos primeiros sujets e encontramol-os
todos a dormir, somno pacifico. Despertamol-os e chegando nos
aquelle que recebera a sobredita suggestâo, perguntamos-lhe si nos
conhecia. —«Terfeitamente, respondeu elle; fostes vos que viestes
h on tem âs 4 horas tirar me o retrato e me déstes 40 soldos».. Dirigimos a outro hypnotisado a mesma pergunta; este hesitando um
bocado antes de responder, disse: «Nâo, nâo o conheço, nunca o v i . . .
—Lembrese bem, disse-lhe o dr. Bernheim, V. vin este senhor hontem âs 4 horas. —Oh espère, é verdade, eu o r e c o n h e ç o . . — E o
que veio elle fazer?—Tirar-me o retrato e deu-ine 40 soldos». Admirado dessa agudeza auditiva que permittira a um sujet apanhar, durante a influencia hypnotica, palavras que lhe nâo tinham sido dirigidas, f o i dhectamente â outia extremidade da sala, ao pé dum rapaz novo a quem fiz eguaes perguntas. Este declarou conhecer-me e
ser eu quem o photographâra no dia anterior, as 4 hojas.— Mas, repliquei, eu estava hontem a 10 legoas d'aqui.— Nâo, nâo: bem vos
conheço; por signal que me destes uma moeda de 40 soldos..
F. SEMAI.,, o. c,
p. 17.
( ) Tal o facto citado por B R A I D , Neurypnologie, 1. o—«Nous opérons la prise du regard à l'aide d'une carte de visite que nous déchirons, presque aussitôt, en un certain nombre de morceaux. Pendant
que nous la faisons maintenir de vive force dans son l i t , nous nous
rendons dans la pièce voisine et là nous les dissimulons sous le
tapis, derrière les meubles, dans des verres, dans des pots de fleurs,
dans le poêle, dans les poches des personnes présentes, puis nous
revenons vers la malade n'ayant plus qu'un seul bout de carton que nous
lui remettons. La malade le flaire à plusieurs reprises, hésite un instant,
puis se précipite dans la salle, reniflant comme un chien; tout à coup
elle s'arrête, renifle encore, et, après quelques t â t o n n e m e n t s , elle
salue par un cri de joie la découverte d'un des précieux fragments.
Elle passe indifférente devant les objets, les personnes qu'elle
sait ne rien receler de ce qu'elle cherche ; s'arrête, au contraire, devant les autres, et ne s'éloigne que lorsqu'elle est arrivée à ses fins.
("est inutilement qu'on proteste, qu'on se défend, qu'on la rebute;
tout est inutile. Lorsqu'elle a découvert de la sorte un certain nombre de ces bouts de carton, elle cherche à le reconstituer; puis elle
compte, additionne le chiffre qu'elle connait avec celui des morceaux
qui lui restent à trouver, le total annoncé correspond à celui que nous
connaissons. Le résultat n'est pas aussi satisfaisant lorsque la carte a été
déchirée loin de son regard, dans une pièce voisine, par exemple, et i l
lui arrive de commettre des erreurs qui, disons-le, ne portent que sur un
chiffre, deux au plus. C'est là un fait constaté un grand nombre de fois, par
nos internes, par des médecins, des professeurs de la faculté des lettres.
348
CAPITULO I I I
O
estudo da m e m o r i a dos s o m n a m b u l o s exige
amplos
Em
uma
mais
desc n v o l v i m e n t o s .
outro
vez
trabalho,
insistir
sobre
m e m o r i a e m certos
tivemos
a
occasiâo
importancia
do
de
mais
cle
exame
da
estados, e m que s o b r e v e m
graves
Pendant que la malade est toute e n t i è r e à la reconstitution de la
carte de visite, nous jetons un bandeau sur ses yeux, elle n'en continue pas moins le travail c o m m e n c é et arrive, a p r è s quelques tâtonnements, à donner à chaque bout de carton sa place respective;
est-ce un simple effet du hasard, ou devons-nous admettre une certaine
h y p e r e s t h é s i e ? Pendant que la vision est ainsi interrompue mécaniquement, précaution d'ailleurs inutile, puis qu'elle n'existe pas, nous
invitons, par signe, une des personnes à faire d i s p a r a î t r e un ou plusieurs bouts de carton; la malade, d'abord impassible, parait b i e n t ô t
e n n u y é e , i n q u i é t é e , elle compte à nouveau ; puis tout à coup ses traits
se contractent, le regard devient farouche et elle se jette sur le voleur comme une furie, criant, gesticulant, le frappant avec une brutalité excessive, et cela tant qu'elle n'est pas r e n t r é e en possession
de son bien. Si la personne a q u i t t é la salle, elle la suit a la piste,
la perd, la retrouve, et arrive, en général, as^ez rapidement à découvrir sa cachette, n'ayant d'autre guide que l'odorat. Nous jetons sur
son l i t divers objets, des gants, des clefs, un carnet, différentes pièces de monnaie appartenant à autant de personnes d i f f é r e n t e s ; la
malade n ' y p r ê t e d'abord aucune attention, lorsqu'il ne faut pas les
lui mettre en mains propres; elle les flaire à plusieurs reprises, s'arrête devant chaque personne qu'elle flaire également, et remet à
chacune ce que l u i appartient; ou bien elle met em réserve les objets
dont elle ne trouve pas les p r o p r i é t a i r e s et va ensuite à leur recherche lorsque sa distribution est t e r m i n é e . Cette répartition, i l faut le
reconnaître, laisse parfois à désirer, et si elle arrive le plus souvent à
corriger son erreur en allant reprendre un object i n d û m e n t donné, i l lui
arrive é g a l e m e n t de se tromper d'une m a n i è r e complète, ou de garder
l'objet ne sachant pins à qui le remettre, e après avoir flairé à plusieurs
reprises tout le monde. Cette distribution sera d'autant plus facile que les
objets seront moins nombreux, que les personnes lui sont plus familières.
L ' h y p é r e s t h é s i e de l'odorat, tout comme celle de la vue, a ses limites,et
a p r è s un temps variable e x c é d a n t rarement une demi-heure, i l survient
une fatigue excessive, des tremblements et des n a u s é e s . Au réveil,
Noëlie n'a c o n s e r v é aucun souvenir des expériences auxquelles elle a é t é
soumise. Elle ne manifeste aucune surprise de se trouver à moitié habillée sur son l i t , e n t o u r é e d ' é t r a n g e r s qu'elle tutoie. A l'état de som
meil comme à l ' é t a t de veille, l ' a n e s t h é s i e des membres du tronc et de
la t ê t e reste complète.» T A ou ET, Annales médico-psychologiques, t. c 1884.
( ) A varios m é t r o s de distancia os doentes sentem o f r i o produsido pelo sopro buccal (Braid) « L e compas de AVeber, a p p l i q u é sur
leur peau, provoque une sensation double avec un écart é g a l a trois,
dans des régions où i l faut donner à l'instrument un écart égal à
dix-huit pendant l'état de veille (Berger.)» B I N E T et F É R É , Le maguét
animal, p. 99.
349
HYPNOTISMO
perturbaçôes
gicos
ordem
dos
phenomenos
psycholo-
( °).
E
da
na
3 5
agora,
memoria
rancia
do
repetimos
se
com
impôe
facto
Mesnet,
ao
perito,
realizado
repousa
scissâo daquella faculdade, que
p e r t a r a l e m b r a n ç a das
Assim,
faz-se m i s t e r
nomeno
em
por
relevo
em
casos de
dade
os
assignalar
porque
inteira
proprias
a
da
constancia
hypnose
seus c a r a c t è r e s
somnambulismo.
o
n â o conserva
impressôes
certas phases
que
A
estudo
a
igno-
sobre
ao
da
a
descrise.
do
phe-
provocada,
particulares
memoria
é
uma
e
nos
facul-
delicada : perturbam-n a alteraçôes levés, imper-
ceptiveis da consciencia.
Ao
(artificial) o hypnotisado
no
nenhuma
lembrança
sahir do estado
estado
guarda
dos
segundo
primeiro (normal)
acontecimentos,
que
se t i v e r e m s u c c e d i d o d u r a n t e o p e r i o d o s o m n a m b o l i c o ;
mas
essas
recordaçôes
reentrar na phase
reapparecerâo,
quando
que deu o r i g e m aquelles
s e m e l h a n t e s c i s s â o na c o n t i n u i d a d e das
elle
factos.
E
lembranças,—
ao m e n o s das l e m b r a n ç a s r e f l e c t i d a s e pessoaes, — é de
tamanha
nâo
importancia
hésita
em
unicamente
aos
recordaçôes
que
reservar
um
o
nome
estados e m
particulares,
illustre
de
hysterographo
somnambulismo
que o individuo
que
nâo
conserva
consegue.
r e v i v e r , q u a n d o r e e n t r a e m seu e s t a d o n o r m a l (
a i n d a m a i s : d i s c u t i n d o os d i v e r s o s c a r a c t è r e s
para
diagnosticar
caçôes
de
fazer
3 5 1
);
e
propostos
esse e s t a d o , d i s t i n g u e d u a s c l a s s i f i -
somnambulismos,
uma
determinada
pela
c o n s i d e r a ç â o do g r a u do desenvolvimento intellectual,
e o u t r a p e l o e s t u d o das m o d i f i c a ç ô e s d a m e m o r i a (
Muitos
despertar
;,r>l
memoria
opposto
durante
) PJKRRE JANET, Les accidents
( )
3M
â
tem
o
PIERRE JANKT,
Automatisme
a
somno
A L C A N T A R A M A C H A E O , ^1 embriaguez
th. de coneurso, S. Paulo, 1894.
minai,
(
hypnoligistas
mcntaa.r,
memoria
).
clo
hypnotico.
e a respoiisabilidade
p. 195.
psychologique,
3 5 2
p. 67.
éli-
C A t T t T L O HT
Consideremos
memoria
O
que
primeiro
acompanha
somnambulo
nambulo
relaçâo
em
aos
mergulhado
a
é
hyperexcitabilidade
o
hypermnesico ;
apresenta
factos
realisados,
somnambulismo,
estado
da
somnambulismo.
vigilia
em
161
o
amnesia
som-
constante
emquanto
segundo.
voltam-lhe â
mesmo
se
em
achava
Posto outra vez
m e m o r i a os
em
factos,
q u e se n â o r e c o r d a v a q u a n d o e m e s t a d o n o r m a l .
de
Essa
i n t e r m i t t e n c i a da faculdade de r e c o r d a ç â o f o i representada, por A z a m , n u m a
as
figura
schematica
que
explica
d u a s p h a s e s a l t e r n a d a s cle a b o l i ç â o e r e v i v i s c e n c i a .
... • • MU . .
M , ,RIA
' MIS M O
A
linha
OR TA, '
recta é a
portanto, do
imagem
do
exercicio regular
equilibrio
das
mental
faculdades
tado normal.
A s curvas A , B , C ligadas â linha recta
no
e,
es-
representam
as c r i s e s h y p n o t i c a s c o m as p e r t u r b a ç ô e s p s y c h i c a s q u e
lhes p e r t e n c e m , e das q u a e s o s o m n a m b u l i s m o é a mais
importante
nome
de
normal
As
tra
sem
manifestaçâo : é
condiçâo
designado
segunda,
pelo
A
a
B, a
tocar
a
linha
C,
que
etc.)
recta,
estado designado
e m o p p o s i ç â o ao
nome
linhas ponctuadas
(de
o
e,
de
condiçâo
pelo
estado
primeira.
v â o de u m a curva â ououtras
mais
correspondem
âs
afastadas,
diversas
21
IÔ2
HYPNOTISMO
phases
da
outra,
sem
Segundo
hender
de
se
continuando
deterem
a disposiçâo
a
crise
â
e
pertencem
ao
Seguindo
oppomos,
depois
do
crise
dessas linhas,
é facil
compre-
continuidade
na
dos
condiçâo
da
memoria
segunda,
e
primeira, tornada
phenomenos
de
psychicos
que
muitos hypnologistas (
necessidade
â
de
methodo,
memoria
a
a
neu-
periodo da p e r t u r b a ç â o hypnotica (
despertar,
â
normal.
o exemplo
por
uma
estado
condiçâo
independente
de
no
outra
inexistencia na
tra
jamais
reviviscencia e a
uma
sua
memoria
3 5 3
).
3 5 4
),
memoria
durante
o
somno
hypnotico.
Consideremos
bilidade
da
em
primeiro
memoria,
que
logar
a
acompanha
hyperexcitao
somnambu-
lismo.
Adormecido,
t o d a s as
somnambulisado, o individuo desperta
recordaçôes
estado de
exaltaçào
presas
v i g i l i a , aos
da
seus
memoria,
fez
tempo
em
uma
los,
e
que
duplica
que
a
m e m o r i a de c o n s e r v a ç â o
do
que
tada
esta,
e
se
sua
com
a
entretanto,
pensar
lucidez dos
agudeza
memoria
se
somno,
ao
seu
anteriores.
Essa
por
tanto
somnambu-
normal,
mostra
é muito mais
imagina ordinariamente,
medida
no
a
seu
somnos
que
mysteriosa
ao
quando
extensa
confron-
de r e p r o d u c ç â o
exalta
egualmente
(
(
3 5 5
3 5 6
),
).
( ) MESNET, Outrages à la pudeur, pag. W.
353
( ) B I N E T et FÉRÉ, Le magnétisme
animal,
pag.
i ^ B I N E T et F É E É , Le magnét. an'nn., loc. c.
354
100.
3 5 6
(/ °) Como exemplos de hyperemnesia citemos os seguintes: l'ma
rapariga estava em somnambulismo no gabinete de Charcot; nisto
chega o Dr. Parrot, medico do Hospice des Enfants assistés : perguntam â somnambula o nome desse medico e, com grande espanto
dos présentes, ella o disse. Em estado de vigilia poude apenas, com
grande esforço, dizer o cargo que elle ocupava, Essa rapariga, quando
tinha dois annos, mais ou menos, havia sido recolhida aquelle hospital. — M . . . , sujet do Dr. Richet, canta uma aria do 2.° acto da
Africana,
de Meyerbeer, e nâo se péide recordar de uma sô nota
em estado normal. — Beaunis cita um dos seus doentes que contava tudo o que cornera na vespera, sem se esquecer do menor
alimento.
!5
CAPITULO I I I
O
somnambulo
sado,
que
vigilia,
domina
alias
nâo
elle
os
traços
tenham
desapparecido
normal;
mas
poder
cujo
que
a
e
as
impressôes,
que
a
somnambulismos
os
reciprocos
reciprocos
reapparece
segundo
revive no
que
artificiaes.
Quanto
constante,
desde
quando
e
em
estado
concède
um
recordaçôes,
se
no
se
a
reani-
em
(
3 o 7
e
esse
elles
como
em
sejam
recipro-
graduaçâo.
lembrança
do
a
lembrança
do
em
relaçâo
aos
relativamente
aos
phenomeno
provocados
forma. Algumas
nâo
de
a
ultimos o
mesma
condiçôes
ponto
).
se d â , t a n t o
estes
que
que
segundo
naturaes,
a
sob
somnam-
classificam em
primeiro
pessoa e pela
essas
e s t e n d e aos
dominadores, e
geralmente
somnambulismos
mesma
em
apagadas,
Estudados
s â o estados
primeiro
o
quasi
lhe
de
pas-
recordados
espirito,
m e m o r i a se
vista,
E'
seu
seu
quando
factos
evocaçâo
anteriores.
Os
desses
hypnotisaçâo
bulismos
em
do
rebrilham.
Dissemos
cos,
inteiras
n â o existem,
do
e x t r a o r d i n a r i o de
toque
mam
é
regiôes
para
que
^3
se
realizam,
ha
é
pela
vezes,
uma
Sobre certos nomes que parecem ter sido esquecidos ha muito
tempo e que em somno reapparecem antes nossa memoria, vide
M A U R Y , Sommeil
et rêves, 1861, p. 6 e M A X S I M O N , Le monde des rêves.
(
357
) P I E E E E J A N E T , Accidents
mentaux,
p. 197: «Beaucoup de ma-
lades continuent dans un nouveau somnambulisme un acte commencé
dans le premier, comme cette malade décrite par M . Mesnet, qui
allait de nouveau, en somnambulisme, chercher du poison caché dans
une armoire pendant un premier accès (a), ou comme ce jeune
homme décrit par M . Guinon, qui écrivait une longue histoire en somnambulisme et reprenait r é g u l i è r e m e n t son récit au point où i l avait
été interrompu (b). Marv Reynolds était entrée à la suite d'un sommeil dans un é t a t anormal. Elle n'avait plus aucune connaissance
du p a s s é et dut rapprendre à lire et m ê m e à parler; cet état se termina au bout de quelques semaines et la malade revint a la vie
normale avec oubli de tout ce qui venait de se passer Quand 1 état
second reparut, Marv Revnolds avait conservé les connaissances
acquises dans la p r e m i è r e période anormale et continua seulement
son é d u c a t i o n » (c).
(a) Etudes sur h tourna mbul Urne pitholoyùiue, in Arch.<j,n.d, twUl, fevereiro 18G0.
(b) GEORGES GUINON, Progrès médical, 1891, n. 20 e
(c) WEIR MITCHELL, Mary Reynolds, cit.
164
HYPNOTISMO
perturbaçâo
da
memoria,
parece
(
lico,
operador
o
de
3 5 8
) ; mas,
levar
reciproca.
—
o
na
natural
o
versa
O
(
3 5 9
mesma
hypnotisado
E, o
desap-
somnambo-
se
recobrar
memoria
durante
o
se
guarda
artificial,
a
ainda,
artificial e o natural
pessoa, — a
passa
a
que é mais curioso
e
no
vice-
).
estado psychologico B d o m i n a
psychologico
A,
quando
seguinte
o
bra-se do
estado
reciproca,
desde que
se
o
somnambulismo
que
reciprocidade
modificando o estado
recordaçâo
reunem
a
p o d e , nesses casos, p o r u m a especie
apalpadella,
quando
e
recorda
individuo
do
A ;
se
u m outro
apresentam
na
collocado no estado
mas,
n â o sendo
e l l e se
estado
estado
ordem
B
lem-
verdadeira
a
acha
no
estado A , n â o
ahi
no
que
B. Eis
consistem
os s o m n a m b u l i s m o s r e c i p r o c o s e d o m i n a d o r e s . E ' r a r o
encontrar
estados
Reynolds ( °), ou
3 6
garida (
dos
3 6 1
),
em
periodos
somnambolicos
o
que
segundo
os
de
somente
se
recorda
correspondentes
e
conserva l e m b r a n ç a da vida n o r m a l de q u a l q u e r
estado. N a m a i o r i a dos casos, o s o m n a m b u l o
recordaçôes
os
précisas do
seus h a b i t o s e
Mary
s o m n a m b u l i s m o de M a r -
o individuo
exactamente
como
estado
normal, como
a sua l i n g u a g e m . E m b o r a
nâo
outro
conserva
guarda
algumas
358 Xal o caso de Margarida que, adormecida por Dutil, nâo se recordava do que se passâra no somnambulismo provocado por Pierre
Janet, e vice-versa; tal o caso de uma doente do servieo do Dr. Pitres,
Joanna E . . . , estuprada em estado somnambolico; adormecida de
novo, n â o se podia lembrar desse incidente e dizia entâo : <> Je ne
peux pas me rappeller ce qui s'est passé, i l me semble que j'étais
endormie autrement.»
:i5o Margarida, a que nos referhnos na nota anterior, pode ser
levada a um estado somnambolico artificial ; interrogada, conta 0 que
aconteceu durante o primeiro periodo de somno que se segue â crise;
reciprocamente, dizendo lhe o operador qualquer cousa emquanto ella
se achar em somnambulismo, poderâ repetir o que lhe f o i dito, em
sua crise posterior, durante analogo periodo de somno. P I E R R E J A X E T ,
Accidents mentaux, p. 199.
r ' YVEIK M I T C H E L L , Mary Reynolds, cit.
(
w o
r ) PIERRE J A N E T , Accidents
1G1
mentaux.
CAPITULO I I I
vezes
çôes
elle
e
nâo
dessas falle
pessoa,
no
normal,
e
o
memoria,
elle
si
mesmo
se
essas
tratasse
rehavel-as
somnambolico
dizer
é
si
pode
estado
pode-se
a
como
entretanto
Geralmente
da
attribua
l6
que,
sob
superior,
e
recorda-
duma
outra
e exprimil-as.
domina
o
o
5
ponto
a
vida
de
vista
estado de vigilia é
inferior.
Os
somnambulismos
série
de
çôes
de
estados
referente
annos
entrava
natural,
crises
nervosas:—«
de
de son
elle
rien
ne
d'eux ; mais
le
sur
ce
toutes
sait,
elle
se
soit
dans
uma
souvenait
les e s p è c e s
l'état
tique
et
sa
ne
états
inférieurs.
Dans
m o i n s le
souvenir
dait
dans
mémoire
veille,
comme
le s o u v e n i r de t o u t
les
états
supérieurs
pagina
de
13
14
ou
somnambu-
son
dit
soit
veille.
s'étendait
libre
différents
état
ordinaire
dans
chacun
c'est q u e , dans
dont
ce
em
ces
dominant
vies
e
e û t le
pour
ainsi
elle
jouis-
qui était
arrivé
dans
crises
Dans
les
le
souvenir du sommeil
crises nerveuses, elle
avait
noctambulisme ; enfin
dans
plus
ce q u e
(
3 6 2
bas
sur
magnédeux
au
que
noctamles
les
du
tous
tout
de
melhor
provocado
étonnant
de
de
le
de
de
em
ou
magnétique,
elle p e r d a i t
l'état
fait
qui paraîtra
à
rela-
malade
dans
avait
bulisme,
de
la
somnambulisme,
soit
si essas
Para
menina
Quoique
souvenait
le
nerveuses,
a
qu'elle
uma
uma
somnambulismo
somnambulisme
dire
transcrever
intelligence dans
se
d e ce
entre
successivamente
lismo
exercice
em
tendo
formam
superioridade.
vamos
Bertrand,
que
graduaçâo
diversos,
inferioridade e
comprehensâo,
états,
por
dégré,
s'était
passé
elle
per-
en
elle
).
( i B E R T R A N D , Traité du somnambulisme,
1823, pag. 318. — « Chez
quelques malades, ces é t a t s sont nettement séparés les uns des autres
soit par des sommeils, soit par des accidents convulsifs. . . , mais
chez d'autres., la transition est insensible. Soit pendant un é t a t de
somnambulisme provoqué, soit m ê m e pendant la vie en apparence
302
i66
HYPNOTISMO
Tratemos
Quando
dade
a
mais
muscular
nenhuma
cia,
o
o
despertar.
individuo
compléta,
na
mental dos
na
maior
obscuri-
ou
estados
menor
lethargico
operado, v o l t a n d o â sua vida n o r m a l ,
acaba
para
lança
e
recordaçâo
que
memoria apôs
menos
cataleptico, o
gicos
da
hypnose
ou
resoluçâo
e
agora
conserva
de
dos
atravessar:
elle p e r d i d a ,
periodos patholo-
a
phase
da
existen-
se r e p r é s e n t a p o r u m a
pagina
branca, immacula, sem contornos que a assignalem
caractères
do
que
a f a ç a m decifrar. Identica é a
somnambulo : a suggestâo
torceu-o
e
punhal
homicida,
allucinaçôes
corpo
sem
sangrentos
sahiu
lhe
da
mais
treva
tempo
disseram
e o
ignorancia
até
que
rio
se
e
espirito foi victima
mais
a
mysterio, mysterio
crise
atravessada,
d u r o u esse e s t a d o
que
o
fez :
nâo
periodo
e
agora
que
treva
que
perguntae-lhe
pathologico, o
poderâ
anormal
responder
ha
de
aquella
nesia
ao
despertar
todos
os
somnambulismos (
das
imagens
çâo
da
é
a
o
treva
dissipe.
caracteristico
3 6 3
reproducçâo,
perceptiva,
nem
apenas
e
a
a
mysteA
commum
) . N a amnesia
desapparece : ha
faculdade
se
que
perdurar
u m novo somnambulismo aquelle
nem
das
dramaticas
Perguntae-lhe,
do
desvaneça,
nambolica,
armou-se
c a h i u e da q u e d a r e s t a m os signaes
desse
em
e
lesâo
escondem
quanto
seu
pueris
apoio
da
o
posiçâo
amoldou-o
ao c a p r i c h o d o e x p e r i m e n t a d o r , o seu b r a ç o
do
ou
amde
post-som-
conservaçâo
uma
perturbaçâo
perturbarésultante
normale, M . a une mémoire variable qui tantôt s'étend, tantôt se restreint, i l semble que la puissance de l'esprit baisse ou monte incessament suivant les émotions, les fatigues, suivant mille conditions et
que l'étendue de la mémoire manifeste chez elle ses fluctuations ».
P I E R R E J A N E T , Accidents
mentaux, p. 201. — Vide ainda Rec. philos.,
1887, i , p. 449, e P I E R R E J A N E T , Automatisme psychologique,
p. 85.
( ) PIERRE J A N E T , Accidents
30S
L'hypnotisme;
L'Jtypnotistne.
BINET
et
FÉRÉ,
mentaux,
p. 196 ; G. D E L A TOIJRETTE>
Le magnétisme
animal ;
TOEROEDEJ
CAPITULO I I I
167
de um cerceamento do campo da consciencia e cle
um
enfraquecimento
que o individuo
de
sua
vida,
de
scientifica :
o
composto
nados
pode
hende-se
Os
e
outros ?
sôes
por
perceber,
uma
organicos)
recebidas,
ahi
por
a
recordaçâo
é
a
repetiçâo
do
que
chico
é
nos centros
acompanhada
coorde-
em
torno
que
o
reviviscencia
muito
alias,
de
do
é
a
quanto
produz
Das
tiver
3
idéas
uma
imagem
processo
da
sido
(
attençâo
utilisarmos
3 6 4
ou
scencia
dâ
se
uma
tanto
mais
evitando
çâo
para
recordaçâo
das
sâo estimulo
tumeiro circuito
o
memoria
memoria
nada
a
mais
e
psy-
tanto
sua
intensidade.
nascem
de
exponta-
attençâo
e
de
um
activa).
buscamos ;
mais
repetiçâo
nascimento
(memoria
que
estorvamos,
a
a
maior
umas
concentrâmes
imagem
impres-
cuja actividade
convergencia,
reflexâo
desta,
â
passiva);
ele-
).
que
com
reproduzimos,
de
associadas
vestigio
rasgado
(memoria
dépende
o
os
organico
superiores
consciencia
sulco,
que
neamente
tras
o
conhecida.
da
A r e p r o d u c ç â o da i m p r e s s â o recebida é
facil
compre-
todos
base
certas
individuo
o f u n d a m e n t o da
nervosos
da
de
o v e s t i g i o das
turno
psychica :
explicaçâo
psychologicos
(como,
seu
ou-
esforço
Para
nas
essa
nos
idéas
revivi-
facilmente, quanto menos
convergir
novamente
procurada.
As
idéas
a
nervoso, excitando
de l'esprit,
o
centro
1879, p. 477.
a
attenassocia-
q u e se i r r a d i a p o r d i f f u s â o p e l o
) MAUDSLEY/, Physiologie
a
porque
a
esta
nitida
esquecido
idéas
conservam
e
que
é
sua
Por-
trechos
conservar
lei psychologica
nervosos
certos
tem
reunidos
determinadas
mais
organica
facto
phenomenos
elementos
mentos
O
pode
somnambulismo
de
psychologica.
regularmente
que
associaçâo,
sensaçôes
nâo
esquece
de
por
synthèse
emquanto
recordaçâo
é
da
da
cosidéa
i68
a
HYPNOTISMO
reproduzir, a
idéa
rouba
da
converger)cia da
uma
consciencia
pede
tumado
(
).
que
funcciona
idéa
duo,
desde
dade
bastante : a a t t e n ç â o
dépende
da
as
menor
idéas
das
estejam
estar
mesmas
ou
associadas (
3 6 6
e im-
circuito
consciencia
em
cos-
reproducçâo
do
de
indivi-
associadas t e n h a m
sua p e r c e p ç â o consciente
cepçào
essa
attençâo
ao
facilidade da
uma
a
como
dessa actividade
D'ahi : a
que
para
parte da actividade psychica a f a v o r
a propagaçâo
3 6 5
attençâo
intensi-
u m a o u mais
idéas ou
inhibirâ a simultanea con-
ainda de outras q u e lhes n â o
).
Na
consciencia
nâo
podem
p r é s e n t e s , a o m e s m o t e m p o , m u i t o s f a c t o s asso-
ciados, p o r q u e a a c t i v i d a d e r e c l a m a d a p o r uns faz falta
aos o u t r o s .
Ora,
scientes apenas
n u m m o m e n t o dado, tornam-se
os e s t a d o s p s y c h i c o s q u e t ê m i n t e n s i -
d a d e s u f f i c i e n t e , c o n s t i t u i n d o o saber
que
os
que
a
outros
conservam-se
consciencia
c o n s c i e n t e saber
n â o se o c c u p a ,
potencio?ial
a
continuar
reviviscencia
bulismo (
Em
3 6 8
em
da
dos
mento é constante
de
que
memoria
Ha
pôr
se
de
c o n s t i t u i n d o o sub-
sonho
3 6 7
) . E ' assim
começado
é assim
num
passo
que
se
sep;undo
numa
explica
somnam-
).
caracteristico
vezes
outras;
ao
fraco vestigio
de S t r i c k e r (
r e g r a a amnesia ao despertar
nose. —
actual,
como
q u e se e x p l i c a o f a c t o d e u m
noite
con-
somnambulismos :
no
somnambulo
quer
o
phenomeno
desmemoria-
a p ô s os e s t a d o s p r o f u n d o s d a h y p -
excepçôes,
o
é um
recordar,
entretanto.
no
Basta
muitas
dos
factos
caminho
quando é despertado,
fazel-o passar p o r phases mais p r o f u n d a s . H a
sem
exemplos
( ' ) M A U D S R E Y , Physiologie de l'esprit, 1. c. ; A L Y A R E S , 0 que é o
hypnotismo, p. 188.
( °) D E L B Œ U K , Le sommeil et les rêves, 1885, p. 59.
3a n
36
( ) STRICKER cit. por ARYARES, 0 que é o hypnot.,
307
p.
189.
(308) E ainda ahi intervein a hyperexcitabilidade psychica do hypnotico, na quai a pergunta dirigida constitue um estimulo assaz poderoso
para pôr em acçâo os diverses cirenitos, como diz Alvares.
CAPITULO I I I
dessa verdadeira
reconquista (
a suggestâo
egualmente
de
vigilia
que
os
factos
Delbceuf
assignalou
perta
realizar
ao
clo
tudo
o
que
se
Outro
meio
empregado
D e i x a m o s de
que
o
torna-se
relaciona
com
do
sujet
sobre
semelhantes
encher
do
as
a
capaz
com
lacunas
somnambulo,
sâo a
prova
amnesia
post-somnambolica
tante
fundamental.
e
Consignemos
nesia
bem
nitida,
hypnotico,
de
os
de
a
bom
pequenos
hypothèse
sario
nos
cava
um
sâo
casos
outra
de
).
no
).
Mas
a
pre-
memoria
de
que
a
cons-
grande
am-
profundo somno
Richet,
unicamente
ressuscitar
3 7 2
phenomeno
absolutamente
esquecimentos
a uma
de
na
cabal
conséquente a um
resultado
para
recorrer
que
processos
Heidenhain
levam
ainda
é
evocar (
mais
3 7 1
a atten
adequados
hypnose
(
consiste
e
a
reme-
acto
a
que
37
des-
de
esse
successo
esforços
( °).
individuo
recordaçâo
artificios
estado
somnambolico
experimentador dirigir e fixar insistentemente
çâo
parte
faz r e v i v e r e m no
desde
acto,
morar
).
estado
que
um
3 G 9
169
de
Delbceuf,
inefficazes (
quando
hystericos (
3 7 4
as l e m b r a n ç a s
8 7 3
) ;
se
trata
) ; na
outra
sera neces-
hypnotisaçâo.
( ) H. Heidenhain cita varios casos desses phenomenos que, alias,
se encontram no somno natural. Depois de haver adormecido 0 seu
irinâo, dissedhe o seguinte verso de Homero :
Poion se epos phuyen erkos
odontôn.
Accordou-o em seguida e para fazer reviver a l e m b r a n ç a do verso
disse: «Homero, fuga.» Immediatamente A. Heidenhain repetio o
verso referido. — « Chez F . lorsqu'il est réveillé, je puis faire
r e n a î t r e le souvenir de ce q u ' i l a f a i t . I l me dit d'abord q u ' i l ne se
rappelle rien; puis, si je l u i indique, par exemple, qu'il s'est levé et
qu'il a eu peur : «Ah ! oui, je me souviens, t u m'as fait voir un serpent.»
( °) B K A U N I S , Le somnambulisme
provoqué.
( ) La mémoire chez les hypnotisés,
i n Rev. philos., Maio de 1786.
( ) F é r é mostrou que d é p o i s da chamada ausencia
epileptica,
que muitos comparam â inconsciencia somnambolica, 0 doente pode
conservai- a recordaçâo do acto reputado automatico e mesmo darlhe uma explicaçâo (Note pour servir à l'histoire des actes
impulsifs
des épileptiques, i n Revue de médecine, 1885).
) B K A C X I S , Le somnambulisme
provoqué.
1886.
369
37
3 n
372
3 7 3
i
3 1 i
) P I E R R E J A N E T , Les
stygmates
mentaux.
i;o
HYPNOTISMO
Assim,
i)
O
moria
de
produz
A
reproducçâo,
deixando
amnesia
melhor
lesâo
intacta
post-somnambolica
ainda,
damos
a
actos,
pensamentos,
cado
é
pode
ser
quer
persistentemente.
2)
abolida
ao
avivada
A
por
recordaçâo
somno
provocado
a
da
me-
memoria
essa r e c o r d a ç â o
tâo,
quer
3) A
vigilia
temporaria,
e
do
suggestâo,
palavras
sens,
«dans
leur m é m o i r e ;
«leur
Féré.
estado
E'
de
hypnotico;
sugges-
consciencia
da
somno
persistentemente.
o
estado
ce
intellec-
q u i est
comment
l'état
de
que
intellectual dos
de
contenu
apprécier
leur j u g e m e n t
avec
et
de
n â o se
pouco
a
sobre
plasticidade de i d é a ç â o
encontra
segundo — u m
sabemos
o
somnambulos.
que
catalepsia — n e n h u m
résiste
do
interrogam, e com toda a razâo, Binet
incontestavel
estado
consciencia
« O n peut mesurer l'acuité
Confessamos
catalepticos
temporaria,
persiste durante o
mais
exactitude
raison »
recordaçâo
persistentemente.
faire l'inventaire de
?
provo-
abolida por
apenas sobre
somnambulos.
même
quer
(sen-
essa r e c o r d a ç â o p o d e ser a b o l i d a p o r
«leurs
«la
essa
somno
estados
natural
adhesâo
somno
de
quer temporaria, quer
Algumas
dos
ser
quer
dos
somno
h y p n o t i c o ; mas
tual
pode
recordaçâo
mas
no
regra.
plena
do
estados
reapparece
a
consciencia
suggestâo,
dos
mas
de
etc.)
despertar ;
é
nossa
t r è s leis de B e a u n i s :
1) A r e c o r d a ç â o d o s e s t a d o s
saçôes,
e
uma
conservaçâo.
Ou,
e
concluir :
somnambulismo
de
2)
âs
pois, poclemos
traço
eu
âs suggestôes
no
de
somnambulismo:
acto
voluntario,
somnambolico
(
3 7 5
), conserva
que
o
seu
dos
na
no
discute
carac-
( ) Para maiores desenvolvimentos, vide sobre a vontade e sobre
a intelligeneia dos somnambulos, cap. i v .
375
(IA11TU1-Q 111
ter,
as
suas
aversôes,
as
suas
1 71
preferencias
(
3 7 f i
).
Ha
somnambulos que sonham expontaneamente, nesse
caso nâo se conservam em communicaçâo com o
hypnotisador.
no
estado
Nenhuma
anormal
que
das
faculdades
constitue
o
desapparece
ultimo
membro
da triade hypnotica: cleclara-se simplesmente uma
hyperexcitabilidade psychica correlata â hyperexcitabilidade dos sentidos, que ha pouco estudâmos. A
intelligeneia sobe de tom algumas vezes* e exaltada,
exécuta operaçôes semelhantes ou melhores do que
as que executaria em sua vida physiologica ( ).
377
Outra prova de que o automatismo, a inexpontaneidade, a aboliçâo das faculdades nâo existem sempre
durante a phase de que nos occupamos, é o facto
de somnambulos architectarem mentiras, por vezes
engenhosas ( ). Em relaçâo ao seu estado emo378
cional, este se éleva a um grau de tensâo extraordinaria ( ). De mais, a presença de espirito nâo os
379
376^ Q p t comparer l'état intellectuel du somnambule à certains r ê v e s dans lesquels le dormeur intervient d'une façon active,
et fait preuve de jugement, de sens critique, quelquefois m ê m e d'esprit
et de volonté. »
( ) « U n de mes jeunes parents, mis ainsi en somnambulisme, a
pu r é s o u d r e très é l é g a m m e n t et rapidement un difficile p r o b l è m e
de t r i g o n o m é t r i e qui l'embarrassait fort un certain soir, et qui ne
l'embarrassait pas moins, l ' é t a t somnambulique évanoui et r e m p l a c é
par l'état de veille. Est-il besoin de dire que ce jeune homme, élève
d'un de nos lycées, n ' é t a i t point absolument é t r a n g e r aux sciences
m a t h é m a t i q u e s , et q u ' i l n ' y a dans ce fait qu une surexcitation intellectuelle, extraordinaire sans doute, mais ne p r é s e n t a n t rien de merveilleux? » B R É M A U D , Des différentes phases de l'hypnotisme, conferencia
cit., p. 21,
( ) « Nous sa vons pertinemment que C . . . . a reçu autrefois des
lettres d'un charlatan ; qu'elle avait contracté avec l u i un engagement
pour aller donner des r e p r é s e n t a t i o n s à l'étranger; nous savons m ê m e
qu'elle avait t o u c h é une certaine somme à l'avance et qu'au moment
de partir elle s'enfuit. Nous l'endormons et lui demandons des détails
sur cette histoire. Elle nous r é p o n d é v a s i v e m e n t , et nous oppose un
mutisme absolu lorsque nous la pressons de questions et, enfin, lui
ordonnons de nous r é p o n d r e . Elle nous ment m ê m e , e f f r o n t é m e n t , en
disant que rien de pareil n'a jamais existé. — » G. D E L A TOURETTE,
L'hypnot.,
p. 137.
( ) B I N E T et F É R É , Le maynét. animal, p. 10C>, onde se referem aos
effeitos da musica, da tonalidade da voz, etc.
(
n
m
378
379
eu
172
HYPNOTISMO
abandona
a
do
( °).
3 8
consciencia,
E
que
ainda
é
a
mais:
subsiste
percepçâo
do
geralmente
estado
actual
eu
( ) B I X E T et F K R É , Le magnét. animal, p. 107: « U n e malade, qui
est entrée très jeune à la Salpétrière, a pris l'habitude de tutoyer
M . X . . . , lorsqu'elle se trouve seule avec l u i ou en présence de
personnes connues ; i l suffit de l'arrivée d'un étranger pour qu'elle
cesse aussitôt le tutoiement. Or, m ê m e quand on la met en somnambulisme, la malade conserve le sentiment des convenances, tutoyant
M . X . . quand elle est seule avec l u i , et cessant de le tutoyer dès
qu'il arrive un étranger. »
( ) H E R Z E N , Le cerveau et l'activité
cérébrale. Muitos auctores
sustentam a aboliçâo da consciencia. — Adherimos â opiniâo contraria: a personalidade se reduz, poréui, a um unico estado de
consciencia que < n'est n i choisi, n i répudié, mais subi, imposé »
( R I B O T , Maladies
de la volonté), — isso nos casos mais accentuados,
porque ua maior parte dos somnambulos encontra-se, ao lado dum
estado de consciencia actual, a reviviscencia de numerosos estados de
consciencia anteriores, que bastam para constituir uma certa porçâo
da personalidade habituai do individuo. Assim, quando, por suggestâo,
recorda-se ao somnambulo acontecimentos em que elle representou
qualquer papel, recomeça a viver esse papel com a sua personalidade
propria (exemplos em BOURRU et BUROT, Variations de la personnalité, 1888). Parece extraordinario que um suggestionado realise um
acto qualquer, portando-se de conformidade com o seu caracter
habituai, 0 que prova que a sua consciencia subsiste, embora diminuida; mas isso existe em menor grau no estado de v i g i l i a : muitas
vezes nés mesmos provocamos um automatismo da nossa intelligeneia,
quando a ella entregamos o cuidado de resolver uma questâo intricada ou de achar um nome, que a vontade é incapaz de despertar na
memoria. No momento em que menos se pensa, por uma desconhecida
associaçâo de idéas, a soluçâo ou a palavra desejada nos occorrem.
E nâo é essa mesma cerebraçâo inconsciente que faz com que a
suggestâo post-hypnotica caminhe dias e dias no cerebro do hypnotisado para ir-se realizar numa certa epocha determinada? A amnesia
post-somnambolica pareceria um argumento contra a persistencia da
consciencia durante o somnambulismo, para quem n â o pondérasse que
a amnesia em questâo nâo é absoluta, ou melhor, que a recordaçâo
reviverâ em outro estado nervoso, que se subordina â vontade do
experimentador, — que, portanto, a consciencia subsiste, mas em grau
tâo fraco, que a amnesia apparece, si nenhuma força extranha intervier.
Approxiine-se esse phenomeno do que succède com os sonhos: uns
sâo recordados, outros n â o . « L'explication est simple. Les états de
1 conscience qui constituent le rêve sont e x t r ê m e m e n t faibles. Us pa« raissent forts, non parce qu'ils le sont en réalité,mais parce qu'aucun
état fort n'existe pour les rejeter au second plan. Dès que l'état de
veille recommence, tout se remet à sa place. Ses images s'effacent
« devant les perceptions, les perceptions devant un état d'attention
« s o u t e n u e , un état d'attenth n soutenue devant une idée fixe. En
« somme, la conscience pendant la plupart des rêves a un minimum
« d ' i n t e n s i t é . - RIROT, Maladies de la mémoire, 1888). Como o som380
381
CAPITULO I I I
Mas
o
o
periodo
que caractérisa
em
que
se
o
'73
somnambulismo
encontra
em
seu
é
mais
ser
alto
grau ( ) a suggestibilidade hypnotica. délia nos oc382
cuparemos no capitulo immediato, que servira de
complemento a este rapido quadro clos phenomenos
psychologicos
do
somnambulo.
Que é o somnambulismo electivo r Autores ha
que distinguem o somnambulismo indifférente, em
que as contracturas independem da influencia individual do hypnotisador e podem ser provocadas e
destruidas por varias e quaesquer pessoas, e em
que o sujet acceita suggestâo de diversos individuos
indistinctamente • e o somnambulismo electivo durante
o quai se manifesta uma attracçâo sympathica do
operado para o hypnotisador ( ). E' uma prefe383
rencia que o somnambulo dâ â pessoa que o adormeceu e o dirige : nâo sente senâo o seu contacto,
nâo escuta senâo a sua voz, nâo obedece senâo âs
suas suggestôes ( ). A electividade explica-se da
384
narabulo recorda os actos praticados no accesso anterior, estabelece-se
uma especie de ligaçâo entre os diversos periodos de somno, uma
memoria independente da memoria normal, — factos esses devidos â
uniformidade das condiçôes psychicas nas quaes cada estado nervoso
colloca o individuo e que se r é s u m e r a em uma simplificaçâo consideravel da vida mental, em contraste com a externa complicaçâo da
actividade psychica no estado de vigilia. Résulta d'ahi que cada vez
que esse estado particular reapparecer, d e s p e r t a r â os estados de
consciencia anteriores que com elle se parece. ( V L L E R R E , Magnét. et
hypnot., p. '246.
( ) As suggestôes catalepticas sâo elementares, por assim dizer,
i^ ) B I N E T et F É R É , Magnét. animal. Desses factos os fluidistas se
servem para justificar a sua theoria.
i ) E ' o que succède na maioria dos casos, mas lia excepçâo.
Veja-se, para niaiores desenvolvimentos G I L L E S D E L A T O I RETTE,
L'hypnot.,
p. 122: diz elle ahi, entre outras cousas, que o ponsivel a
qualquer pessoa surprehender a vontade do somnambulo e bruscamente, no meio de uma conversa, suggerir-lhe allucinaçôes ; é diilïcil.
porém, suggerir-lhe actos complexos. Elle se presta mais facilmente âs
sutïges'tôes de outras pessoas (pie n â o o hypnotisador, quando esses
individuos o tiverem hypnotisado. • La p r e m i è r e remarque que l'on peut
faire est (pie le somnambule qui répond aux questions de la personne
(pli l'a endormi, ou du m a g n é t i s e u r , est ordinairement sourd pour toutes
les questions qui viendraient d'autre part et pour le bruit qui se fait
382
383
3Hi
HYPNOTISMO
mesma
maneira
escolha
que
tas
que
çâo
para
exclusâo
do
uma
de
vez
O
na
ligal-as
da
pela
sujets
Binet
em
é
e Féré
passes,
nuas :
a
electivo
expontaneo
dâo como
Quanto
â eclosâo
ultimo
A
as
outrent.
ser
provocado
hypnotisado,
e natural
(
3 8 6
â
mas
em
).
phenomeno
operador
dedo
somno
ser
com
o
ope-
a acçâo
das
distancia
que,
uma
electivo
explicado
sensaçâo,
que
dos
mâos
parece
occasionado
pela
natureza
consistindo
âge
em
uma
provavelmente
excitaçâo
sensorial
(
3 8 7
do
).
influencia dos p h e n o m e n o s de e l e c t i v i d a d e sobre
contracturas
çâo
do
pode
de
modo
de
possuimos
o r i g e m desse
do
phenomeno
reviviscencia
mesmo
nos
ou
producçâo.
suggestâo,
deste
exagera-
sympathia,
e l l e se m a n i f e s t a s o b
permanencia
cer-
personalidade,
pode
do
de
simples
p r e s s â o do vertex, da a p p o s i ç â o
i n f l u e n c i a r a sua
por
sua
é
de
qualquer
verdade,
da
â
):
irresistîvel
de sensibilidade o contacto
rado : na
3 8 5
contemplaçâo
suggestâo
alguns
(
n â o m o t i v a d a , de que
somnambulismo
por uma
faz a u t o m a t i c a m e n t e
outras
phenomeno
antipathia
muita
anesthesia hysterica,
o individuo
impressôes
com
a
e a
résume
resoluçâo
exercitadas
por
nambulismo
polio
se
das
no
seguinte:
contracturas,
qualquer
individuo
indifférente,
no
a
que
produc-
podem
durante
electivo
e x c l u s i v o clo e x p e r i m e n t a d o r .
sâo
A
o
o
ser
som-
mono-
hyperesthesia
sensorial do s o m n a m b u l o permitte-lhe distinguir, entre
mil,
as
A
excitaçôes
sua
traduz
pela
que
influencia
v e m clo s e u
em
obediencia
relaçâo
â
unica
sympathico.
âs
suggestôes
pessoa
com
se
quem
autour do l u i , quoique fort qu'il puisse être. . ("est l'avis de Puységur,
de Deleuze, de Faria, etc.
N O I Z E T , Mént. sur le somnamb., p. 96.
(
385
) POXET et F É R É , Magnét.
animal.
(Sac, \ educaçâo hypnotica nâo contribuirâ para o mesmo resultado?
(
B I X E T et FÉRÉ;, Magnét.
animal.
387
173
esta
cm
férente
quer
commimicaçâo — o
recebe
que
e
ellas
partam;
o
operador,
por
E
quando
duas
thia
do
elle
pelo
direito
do
ouvido
direito,
sonalidade
é
nevropathico
do
ouvindo
em
somente
auditiva
com
o
olho
olho
e
lado
ou
o
o
ouvido
exclusivamente
)-
3 8 8
essas
chamam
dado, e
sympa-
ou
o
ser i m p r e s s i o n a d o s
(
da
relaçâo
o
apenas
suggestionado.
visual
unilatéral:
metade
différente
oncle
compartilham
esta
se
hemicatalepsia:
de
electivo,
anteriormente
que
allucinaçôes
allucinaçâo
operador
Estudamos
o
intéressa
podem
outro
indif-
a p e n a s p o d e ser
que
corpo
esquerdos
outro
a
O
as
pessoas
doente,
suggerida
pelo
acceita
hypnotisador.
do
a
a
periodo
da
per-
hemilethargia
corpo
outra
divisôes
cae
metade
anormal.
num
se
a
estado
colloca
Resta-nos
hemisomnambulismo — hemilethargia
e
em
tratar
e
do
hemi-
com
os
olhos
eis
essa
somnambulismo — hemicatalepsia.
Estando
o
individuo
fechados,
abre-se
parte
corpo
a
do
em
primeiro o
em
mos
entâo
da
a
falla, responde,
mente,
esquerda
plo,
se
de
seu
para
outro:
para
o
a
da
apparecerem
escriptura, a
palavra,
situaçâo
desviaçâo
3 8 8
e
a
a
) B I N E T et Fi liK, Magnét.
lucidez
a
lingua.
animal.
intellectualmetade
de
exem-
um
q u e se a c h a r
lethargia
leitura,
da
individuo
phenomenos
tranferidos
a
assisti-
elle, p o r
Esses
o olho
em
o
vive
que
longe
a regiâo
lethargica da
impecle
basta fechar
cessivamente
discute,
ser
cahir
mais
lado,
curiosissimo :
cadeira.
podem
individuo
mesmo
asthenia
corpo
levante
desdobramento
facto
mas
Levemos
do
lê jornaes,
emfim,
direito,
u m a frieçâo sobre
cabeça
um
olho
catalepsia.
experiencia : exercendo
correspondente
lethargia,
e
de
lado
aberto
vemos
apparente.
inconsciencia
suca
da
176
HYPNOTISMO
Ainda
mais:
instantaneo
mas,
do
Luys pôde
do
lado
poder
da
somnambolico,
muscular,
mâo
e
que
transferencia
sempre
se
Para
de
um
5 a
os
acompanha
mais
globos
kilogram-
em
esse
de
intensa
â
vida
e
estado
accrescimo
e depois do lado
empregados
oculares
6
achava
esquerdo.
différentes
cephalalgia
extinguir o somnambulismo
cessos;
augmento
estados hypnoticos
conduzindo o operado
os
de
se
successivamente
foi achado do lado direito,
Essa
encontrar
(
3 8 9
expérimental
normal, ha varios
sâo a
insufflaçâo
a suggestâo do
).
repro-
sobre
despertar
( °).
3 9
Para m e r g u l h a r o s o m n a m b u l o e m lethargia, exerce-se
uma
ligeira
pressâo
dos
olhos,
por
meio
da
c a ç â o d o s d e d o s s o b r e as p a l p e b r a s ; s i , a o
levantando
olhos
tado
do
estas
cataleptico
Ponto
que
medico-legal,
provocado.
gar-se
por
verdade,
stricto)
ultimas,
hypnotisado
n â o se
merece
é a
senâo
é
ser
durar
varios dias
o
um
mantivermos
um
(
3 9 1
estado
alguns
e por
chamado
abertos
neste
varios
somnambulismo
estudo
somnambolico
segundos
estado
os
o es-
).
considerado
do
contrario,
logar illuminado,
déclara
duraçâo
Pode
que
em
appli-
mezes
segundo
que
se
e
prolon-
(
3 9 2
).
Na
(sensu
substitue
(•380; Luys, Leçons cliniques, p. 122.
(
A ce moment, tous les sujets r é p è t e n t cette phrase stéréotypée, quand on leur d i t : « Tu vas te réveiller, » ils répondent
généralement: « Mais, je ne dors pas. > I l s s'empreignent néanmoins
de la suggestion qu'on leur donne et l'exécutent ponctuellement. »
L U Y S , Leçons cliniques, p. 116, nota,
( ) CHARCOT, Essai d'une distinction nosolaijique, etc., i n Comptesrendus, cit.
C"'" _ Binet e Féré conseguirain adormecer, suggestionar e despertar
um sujet no curtissimo prazo de 15 segundos! « Chez un sujet atteint
de paralysie générale au début, et qui présentait des svmptôines de
somnambulisme ambulatoire, cet état dura environ 45 jours. Le malade quitta sa famille à Paris, prit son billet pour Lyon, v séjourna
quelques jours et disparut; i l marcha isolément, traversa toute la
Suisse, et après avoir franchi les Alpes, se trouva un beau matin à
Milan où i l récupéra connaissance subitement, après de nombreuses
secousses de vomissement. » L U Y S , Leçons cliniques, p. 116, nota.
350
391
1
( AITTLTX) I I I
â
existencia
torna
o
Mas
clo
seu
individuo
estado
rancia
confessar
a. f i x a r
nhan
um
poderia
poderemos
o
diata
um
de
sujet
em
fôco
que
recuar
uma
ainda
a
nossa
igno-
observaçâo
ama-
mais.
e
excitaçâo
se
sabe;
O
mais
phase
que
somnam-
indefinidamente, quando
presença
de
vezes
N â o se
forma
o seguinte : a
prolongar-se
mantem
essa
termo,
fazer
muitas
).
3 9 3
limites extremos?
por
affirmar é
bolica pode
que
normal? (
q u a e s os seus
preferimos
e
177
sob
a
acçâo
se
imme-
continua.
VI
No termo da longa descripçâo dos trez estados
classicos
da
hypnose
provocada,
g e m desde logo: o phenomeno
nevro-muscular,
tal como
é
e
caracteristico
tados,
trez
trez
questôes
sur-
da h y p e r e x c i t a b i l i d a d e
foi descripto
constante?
periodos,
duas
ha
por
Charcot,
unicamente
phases
no
grande
trez
es-
hypno-
tismo ?
S â o q u e s t ô e s capitaes e merecem
As
leis, e m
enfeixou
assim
a
que
o
eminente
symptomatologïa
alguma
Mestre
de
hypnotica,
attençâo.
todos
nos
podem
ser
formuladas : hyperexcitabilidade muscular
nulla
v ) L L A U R E N T , Les états seconds, 1892; W E I R M I T C H E L L , Mary
Reynolds; L O U Y E E - V I L L E R M A Y ^ Essai sur les maladies de la mémoire,
in Mémoires de la Société de médecine de Paris, t. 1, p. 68 ; J. F R A N K ,
Pathologie interne, t. m , p. 65 nota, e p. 124; M I T C H E L L e NOTT, artigo
in Médical
Repository,
1816; M A C N I S H , Physiology
of sleep, 1830;
D U F A I , Le dédoublement
de la personnalité,
i n Revue
scientifique,
1885, p 703; A Z A M , Hypnotisme,
double conscience et altérations de la
personnalité,
1887 ; J U L E S V O I S I N , Note sur un cas de yrande
hystérie
chez l'homme avec dédoublemement
de la persotnalité,
i n Archives de
Xeuroloyie,
n. 29, 1885 ; C A M U S E T , Un cas de dédoublement de la
personnalité,
période amnésique d'une année chez un jeune
hystérique,
in Annales médico-psychologiques,
1882—e outros.
393
HYPNOTISMO
178
na
catalepsia ; contractura
musculo,
do
tendâo
por excitaçâo
contractura
por
cutaneo
somnambulismo.
no
profunda do
ou do nervo durante a lethargia;
excitaçâo
superficial do
Esses
tegumento
principios
deaes e n c o n t r a m plena c o n f i r m a ç â o q u a n d o
sobre
o
mesmo
lepticos),
(raio
e
o
Salpétrière
do
os
do
dos
a
as
contracturas
musculos
tericos e s â o s
especies de
profunda ou
as
3 9 5
se
do
vertex)
escola
leis
e
acceitam
negando
a
pro-
forçados
mais
apparente
) q u e nos trez estados
manifestam
e dos
pelle. Mas
nervos,
como
experimentou
de
simples
dominam.
primeiros é
cos
(que
pressâo
combatem
r e a l . D i z e m elles (
Tourette
processos
hyperexcitabilidade, sâo
leis q u e
superficial da
olhar,
(hystero-epi-
scientifico, o utilisado pela
que
dos
mesmos
opéra
).
da
dissidencia
directa
sujets-typos
phenomeno ; outros,
existencia
r e j e i t a r as
A
(
3 9 4
schismaticos,
realidade
pria
de
electrico, fixaçâo
Uns,
a
empregando
unico methodo
da
a
genero
se
car-
pela
e
Gilles
de
la
hys-
B o t t e y e D u m o n t p a l l i e r ) , — as
duas
lethargica,
os
excitaçâo
mesmos
contracturas
sobre
fran-
excitaçâo
pela
affirma
do
superficial ou somnambolica,
podem
subsistir
simultanea-
( ) Richer resumiu esse methodo pela forma seguinte : 1) Escolher
como materia de experimentaçâo individuos, cujas condiçôes pathologicas e physiologicas conhecidas sejam identicas ; 2) suhmetter
as diversas condiçôes experimentaes a um rigoroso détoTininismo;
3) procéder do simples ao com posto, do conhecido ao desconhecido;
4! pôr-se em guarda contra a simulaçâo; 5) occupar-se sobretudo dos
casos simples, isto é, daquelles em que os différentes phenomenos
apparecem com maior nitidez e mais isolados uns dos outros ;
6) segundo o methodo dos nosographos, procurar classiiicar os diversos
phenomenos em séries naturaes, de maneira a estabeleeer varias
subdivisées no grande grupo de factos reunidos sob o nome de
hypnotismo. VAVU R I C H E K , Etudes cliniques sur la grande
hystérie,
1885, p. 512
i '') B K E I L L O N , La dualité cérébrale, c i t . ; BOTTE Y-, Le magnétisme
animal, 1884; M A O N I X , Effets des excitations périphériques
che: les
hgstéro-épile.ptiques à l'état de ceille et d'hypnotisme, th.de Paris, 1SS4,
p. 40 e seg.
e outros discipulos de Dumontpallier.
394
38
CAPITULO I I I
mente
no
mesmo
apparecem
na
hystero-epileptico
catalepsia,
quando
as
sujet,
a
predominancia
laçâo
ao
pre
no
ainda:
por
ao
a
de
ao
os
simples
para
das
o
de
antes
os
dos
e
casos,
num
unico
outra,
em
occorre
em
evidencia
Salpétrière
casos
serviam
que
portanto,
barato
que
complexos
n â o possam
consideraçôes, semelhantes
excepçôes
t o d o s os
Passemos
partidarios
â
segunda
a
(
3 9 8
(
mesmo
essas
hypnotismo
algumas
classe
de
vezes,
j ;
3 9 7
o
pode
como
).
contradictores,
os
teve
de
Liébeault.
que
jamais
hyperexcitabilidade nevro
( ) L'hypnotisme,
396
alterado,
Beaunis,
encontrar
897
que
semelhantes
outros complexos morbidos (
de
Affirma
muscular
ser
em
acceitas
divergencias,
symptomatico do grande
incompleto ou
alias
nitida-
ao t y p o f u n d a m e n t a l p r o v a m apenas que
complexo
ser
ser
para
dévia
as d u a s e s p e c i e s d e c o n t r a c t u r a s c o e x i s t e m . E
dando de
pro-
conhecido
s â o casos-typos,
factos mais
sem-
Accresce
do
que,
re-
).
3 9 6
posto
da
os
complexo,
leis citadas
caracterisados,
estudados
todos
Charcot (
sectarios
desconhecido ; ora,
mente
e
methodo
Richer,
egualmente
subsistem
uma
indicado por
obedecendo
elaboraçâo
em
e
hypnotico observado,
sentido
do
mas,
contracturas
estado
Paulo
cedem
duas
179
Bernheim é
p. 98;
ÀLYAKES,
) B I N E T et F É R É , Mayuét.
occasiâo
ou
tâo cathegorico
0 que é 0 hypnotismo,
cutaneoquanto
cit.
animal.
( ) « Je n'ai pu . .. pas plus que mes collègues de Nancy, retrouver
chez mes sujets les trois é t a t s décrits par Charcot et ses élèves chez
les h y s t é r o - é p i l e p t i q u e s de la Salpétrière. Je ne veux pas entrer i c i
dans la discussion qui existe entre ces faits, ceux que nous observons
journellement. I l v a là le sujet d'une étude qui devra se faire ultérieurement, mais pour laquelle je ne pourrais apporter jusqu'ici que
des documents insuffisants. Je me suis c o n t e n t é d'étudier ici quelques
p h é n o m è n e s que j ' a i constatés, et ai laissé volontairement de côté les
faits sur lesquels mon observation personnelle ne pouvait rien
m'apprendre ou ne me conduisait q u ' à une négation. On verra aussi
que je ne parle dans ce travail, ni de l'hyperexeitabilité neuro-mus
culaire n i de l ' é t a t de la sensibilité chez les somnambules. Pour la
39S
HYPNOTISMO
i8o
Beaunis (
buem
da
â
3 9 9
o phenomeno
parte
mais
um
); Liégeois,
do
a
produzir,
Braid
);
todos
A objecçâo
criticas:
de
de
n â o résiste
que
physiologia e
simplesmente
Azam
de
maneira
anatomia,
impressionado
suggeriram
phenomenos
p o r elles? ( ) .
Nem
as a s s e v e r a ç ô e s
até
attri-
inconsciente
o p h e n o m e n o complexo da garra
e
produçâo
4 0 0
suggestâo
experimentador
lethargico, ignorante
suggestâo,
menos (
uma
i n s i g n i f i c a n t e das
poderâ
E
nâo
aos
seus
entâo
pela
cubital
sujets
5
a
desconhecidos
4 0 1
c r i d a s p o r q u e se
viduos
a
— o
que
da
o levou
a
absolument
« observe
De
na
chez les
de
provoqué
em
mêmes
n â o admittir
e
Sèppili
Allemanha, Alvares
de
Magnin,
Charcot
ser
indi-
sujets
sâos
nevro-muscular,
em
Luys,
les
que
sujets
celles
a realidade
na
Italia,
Portugal,
Brémaud,
sains
que
hypnotiques » (
la T o u r e t t e , Janet e m F r a n ç a ,
niâo
seus
chez
hystériques
Tamburini
montpallier,
devem
c o n c l u i r « q u e les m a n i f e s t a t i o n s
les
mais, c o m o
quando
verificou
hyperexcitabilidade
« d e 1' h y p n o t i s m e
« sont
Nancyanos
pense que e x p e r i m e n t a m sobre
sâos ; Bottey
existencia
dos
l'on
4 0 2
do
).
facto,
Heidenhain
Berillon,
Bottey,
DuGilles
confirmaram a opi-
e Richer ?
première, je n'ai pas eu l'occasion de la constater, et, quant à la
seconde, les résultats que j ' a i obtenus jusqu'ici sont variables, et j ' a i
préféré attendre, pour publier quelque chose sur ce sujet, que mes
recherches fussent plus nombreuses et surtout qu'elles pussent me
conduire à des conclusions précises. 11 y a, en effet, dans ce genre
de recherches, un élément capital dont i l faut toujours tenir compte
et qui est bien difficile d'éliminer ; la suggestion. « Méfiez-vous de la
suggestion», a dit très justement le professeur Bernheim, et cette
parole ne doit jamais être perdue de vue. » B E A U N I S ,
Recherches
expérimentales sur les conditions de l'activité cérébrale, 1886, p. 8.
( ) B E B N H K I M J De la suggestion et de ses application» à la thérapeutique, 1891, p. 128 e seg.
( ) LIKGEOTS, De, la suggestion, passim.
^' ) G. DE L A TOUEETTE, L'hypnot., p. 101.
i ' , BOTTEY, Le magnétisme animal, p. 106.
S99
4<)0
01
4 0
2
CAPITULO TII
Assim,
nâo
adherimos
pela
plenamente
escola
da
Passando
notemos
nos
e
discutiremos
mais
â s leis
esta
questâo,
formuladas e
agora
a
esboçada,
acceitas
a
outra
ordem
descripçâo
segundo
discipulos.
os
nâo
de
consideraçôes,
symptomatologica
ensinamentos
se
encontra
de
em
por
Charcot
todos
hystero-epilepticos hypnotisaveis. N â o queremos
essa
proposiçâo
existencia
da
taxar
triade
conscienciosos
têm
os
ciaçâo
diversos
carem-se
nas
de
e
hypnotica.
de
estados,
vadores da S a l p é t r i è r e :
os
mesmos
com
a
Experimentadores
a
foi
condiçôes
operar
os
artificial
sua
caractères propostos para
mesmas
cos, e m p r e g a r
falsa
testemunhado
confirmando
dos
e
Salpétrière.
que
seus
l8l
verdade,
a
differen-
bastante
em
sobre
que
collo-
os
obser-
hystero-epilepti-
processos,
seguir
identico
methodo.
T u d o s e r é s u m e p r i n c i p a l m e n t e n o modus
na
educaçâo
O
em
se
hypnotica.
n u m é r o das phases
um
mixtos
désorienta,
se
em
deante
esses p o n t o s d e
nentes,
pode variar indefinidamente
s ô h y p n o t i c o : as t r e z p h a s e s
multiplicam,
tados
operandi,
pelo
baralham,
que
de
o
se
mais
subdividem,
confundem.
habil
manifestaçôes
t r a n s i ç â o se
se
fixam,
Ha
es-
hypnologista
se
imprevistas,
e
se t o r n a m
perma-
e m p r e g o cle p r o c e s s o s a p r o p r i a d o s
(
4 0 3
).
( ) «Au commencement des expériences, Madame B . . . (sujet de
M . Pierre Janet Oie p r é s e n t a i t que deux é t a t s f o r t distincts: le sommeil
profond , a ï e d é ï e ) e t le sommeil léger, c'est-à-dire le somnambulisme proprement d i t (polyidéïe passive ou activeX Le premier se caractérisait le
plus souvent par une i m m o b i l i t é musculaire complète (a. paralitique); le
second par une sensibilité excessive, avec facilité de mouvement, et l'intelligence. Ces deux é t a t s alternaient indéfiniment, c'est-à-dire q u ' a p r è s
avoir joui d'une certaine s p o n t a n é i t é intelligente, le sujet, comme fatigué,
retombait dans l'immobilité aïdéique, pour passer de nouveau dans la
lucidité du somnambulisme
Mais, quelque temps après, M . Janet
est allé à la Salpétrière étudier la trinité hypnotique; i l l'avait
e m p o r t é dans sa t ê t e , avec un peu de confusion ;d'après ce qu'il
403
182
HYPNOTISMO
E ' verosimil, asseveram autores, que inventando
methodos
viduos
de
experimentaçâo,
a novos
manifestaçôes
até
hoje
natural
vrose
generos
facto
;
do
expontanea,
rimental,
cujos
empregados
lepticos
tendencia
isso
mas
um
symptomas
que,
dos
apparecem
a
novas
tem
(
4 0 4
trez
)-
reproduzirem
vezes
mesmo
um
Existem,
finalmente, outros
outros phenomenos,
os
se
indi-
produzam
différentes
sua
nâo
das
explicaçâo
ser
uma
né-
estado
nervoso
expé-
variam
com
meios
producçâo.
algumas
sentar
e
hypnotismo
p a r a a sua
em
somente
e
submettendo
excitaçôes,
inteiramente
descriptas
no
de
novos
Ha
periodos,
os
hystero epium
ou
dois
outros declaram profunda
um
typo
estado
sujets
que
determinado,
invariavel
incapazes de
n â o os
dos
(
4 0 5
).
apre-
periodos
intemerdiarios (vide parte v i deste capitulo). E ,
como
m'a avoué lui-même), et i l se m i t à l'œuvre pour découvrir les trois,
phases chez M.me B . . «Si ces états, dit-il, n'existaient pas chez ellene pouvait-on pas chercher à les produire ? » . . I l réussit à produire (c'est le mot) six états différents. «Des études nouvelles, dit
M . Janet, entreprises dans le m ê m e sens virent vérifier les résultats
précédents, mais, i l faut bien le dire, en les compliquant un peu ...
M me B.. . . présenta à cette époque, outre les trois phases principales : de la catalepsie, de la léthargie et du somnambulisme,
encore
trois phases intermédiaires, la catalepsie léthargique, le somnambulisme
léthargique et le somnambulisme les yeux ouverts ou somnambulisme
cataleptique. . . Mais M . Janet a voulu régulariser davantage ce cercle
vicieux « en faisant traverser toute la série de ces états par le sujet
dans un sens ou dans l'autre. Et alors ce dernier. . . manifesta une
septième phase que M. Janet appelle catalepsie léthargique puis une
huitième, la léthargie somnambulique. . . qui venait s'adjoindre au
somnambulisme léthargique déjà m e n t i o n n é . .
Quant aux phases,
M. Janet en a obtenu encore une neuvième : catalepsie
somnambulique, qui, pour le moment, compléta la série. Après ce neuvième
état, c'est le premier qui revenait, et ainsi de suite. — OCHOROWICZ
(De la suggestion mentale, pag. 385 e seg.) refere-se a um artigo de
PIERRE JANET, in Bull,
de la Soc. de Psyeh.
phys.,
1885.
( ) Assim uma mulher, sujet de Alvares, D. M . . . do Porto,
grande hysterica e choreica, nâo manifestou o estado cataleptico senâo
depois de algumas sessôes.
( ) Assim, um sujet de Alvares, P.. , doente do Hospital Real
de S. Antonio, é uma grande hysterica que nunca sahiu da lethargia.
O que é o hypn., p. 16.
404
40B
("LPITULO I I I
derradeiro
dade
dos
tisaçâo,
do
artigo
hypnoticos,
mostram
grande
por
sobre
particla
do
nitidos
operador
assim,
se
estados,
seja-nos
benevolo
sobre
tem
(
as
ciosamente
(
hypno-
contornos
conrissâo,
suggestâo
a
a
theoria
pode
consideraçôes
j.
e
como
o
pode
ser
bide
A
descripçâo
discipulos
Tudo
o
de
trez
do
leitor
vamos
ensinamento
que
conscien-
( anteriormente
modificado
ou
grande
completado,
qualquer
outro
delineada
ao natural p o r
nâo pode
totalidade
re-
que
que
o
demonstra
ser
a
dos
reflexâo
exemplo
4 0 7
o
que o complexo symptomatico do
hypnotismo
mal
inconsciente
facto, tudo
pedir
o
Féré
os
essa
contra
arrolamos,
dissemol-o)
da
perfeitos
por
brèves
de
e
primeira
rari-
).
licito
de
Binet
4 0 6
â
a
la T o u r e t t e , leva-nos
opposto
seguindo
a
e
facto
desenvolver,
sentar
consignemos
logo
influencia da
verdade
seus
que,
Gilles de
a
Articulado
e
libelle-,
hypnotismo. Demais,
balbuciada
flectir
deste
complexo
nem
mor-
Charcot
ambiciona
repre-
das
f o r m a s e das
particularidades
que
semelhante
classificaçâo foi
de
estabelecer
hypnose.
Na
epocha
tentada,
certo
em
tratava-se
numéro
monstrar
a
rimental,
por
stygmas
cle
phenomenos
existencia
meio
de
cle
t â o grosseiros
guem
pudesse
impoz
o
grande
duvidar.
um
a
hypnoticos
estado
caractères
e
F o i essa
a
chefe
e
que
de
de
nervoso
ou,
palpaveis
nevrologista,
realidade
de-
expé-
melhor,
délies
tarefa
que
da
escola
de
nina
si
da
( ) E' o thenia eterno de que os Nancyanos se serveur pava combater todos os caractères somaticos, attrïbuidos ao hypnotismo pela
escola da Salpétrière. Mas sera crivel que os notaveis hypnologistas
(ine t ê m experimentado depois de ouvirem o « méfiez-vous de la
suggestion' > n â o tenham sabido esquivar-se a engano t â o grosseiro?
Ou os Nancyanos querem affirmar (o que nâo é acreditavel) que esses
adeptos da Salpétrière n â o t ê m probidade scientitica : observam um
facto e n â o o expoem com fidelidade.
406
(
407
) B I N E T et F É R É , Le magnétisme
animal.
184
Salpétrière.
guiu
seguudo
e
da
os
os
que
que
o
a
processos
elementos
sciencia
Ha,
mais
da
d i a se
seriaçâo
horisontes
das
rasgou
experimentadores
pléta,
precisos,
a
theoria
como
remos
por
da
esse
clinica
methodo
constituir
parte
de
verdade
é tâo
verdade,
que
desconhecidos
ella
abriu
sulcos
onde
amanhan
virâo
para
firmarem
a verdade
phrase
o grande
e
buscar
scientifica da
destas
o
os
com-
hypnose.
ponderaçôes,
hypnotismo é
na
grande
de
absoluta
ultima
que
de
conse-
estudado
e que é unicamente
phases ; mas
parte
novos,
materiaes
uma
e
ser
aperfeiçoados
poderâ
apenas
i m p o r t a n t e essa
E,
elle quiz
pode
fornecidos
um
portanto,
doutrina
os
que
hypnotismo
physiologia experimentaes,
com
e
D i g a m o s ainda
provar
assegu-
unico a
apre-
sentar c a r a c t è r e s objectivos n â o simulaveis, caractères
que
se
hâo
de
encontrar
emquanto
e x i s t i r e m hys-
tero-epileticos.
VII
A escola da Salpétrière, cujas theorias em parte
abraçamos,
typicos,
admitte
diversas
ao
lado
dos
estados francos
phases intermediarias
s â o periodos
de difficil classificaçâo. Occupar-nos-emos
da
lethargia lucida,
da
fascinaçâo,
hypo-lethargia, formas abortadas
A
lethargia
processos
quai
o
muitas
lucida
hypnogenicos
individuo,
vezes
que
durante
fique
o
seu
( ) G. D E LA
Jiypnot., p. 17.
408
e
por
rapidamente
encanto
grande
estado
inteiramente
i n s e n s i v e l , se
physicamente,
para
é um
do
da
e
da
hypnose.
provocado
emoçôes
por
vivas, no
entorpecido, inerte
acha
e
inhibido
de
e
reagir
mas conserva a intelligeneia sufficiente
ao
facto
de
apparente
TOURETTE,
L'hypnot.,
tudo
somno
quanto
(
p. 103;
4 0 8
).
Para
ALVARES,
succède
fazel-a
O que é o
CAPITL'LO ITI
declarar-se,
moral
(
4 0 i l
);
basta
mas
consequencia
saçâo
uma
esse
das
violenta e m o ç â o
physica
ou
e s t a d o se d é c l a r a t a m b e m , c o m o
primeiras
tentativas
( °), e p o d e m e s m o a p p a r e c e r
41
185
de
hypnoti-
expontaneamente
) Sirva de exemplo o facto succedido com um explorador célèbre,
e que Ladame approxima da bypnose, falha que agora estudamos.
Livingstone atirara sobre um l e â o ; mas emquanto carregava de novo
a espingarda, 0 animal ainda vivo lançou-se sobre elle e agarrou-o
pelos hombros: « R u g i s s a n t à mou oreille d'une horrible façon, i l
m'agita vivement, comme un basset le f a i t d'un rat; cette secousse
me plongea dans la stupeur que la souris p a r a î t ressentir a p r è s avoir
été secouée par un chat, sorte d'engourdissement où l'on n ' é p r o u v e
n i le sentiment d'effroi, n i celui de la douleur, bien qu'on ait parfaitement conscience de tout ce qui nous arrive; un é t a t pareil à cel u i des patients qui, sous l'influence du chloroforme, voient tous les
détails de l'opération, mais ne sentent pas l'instrument du chirurgien. Ceci n'est le r é s u l t a t d'aucun effet m o r a l ; la secousse a n é a n t i t
la crainte et paralyse tout sentiment d'horreur tandis qu'on regarde
l'animal en face. Cette condition particulière est sans doute produite
chez tous les animaux qui servent de proie aux carnivores». Ladame
compara esse facto aos de P R E Y E R (Die Cataplexie und der tiiierische
Hypnotismus,
i n Sammlung
physiol. Abhand., 2 Reihe, 1 Heft, 1878)
e accrescenta que esse estado «ne diffère peut-être pas du tout de ce
qu'on nomme hypnotisme. Le f a i t de la conscience des choses qui se
passent autour de nous n'est pas une preuve contre l'hypnotisme,
car elle peut exister aussi dans certains cas d'hypnotisme.» L A D A M E ,
La névrose hypnotique,
1881, p. 27.
( °) «Une dame du inonde, t r è s i m p r e s s i o n n é e et t r è s impressionnable, t é m o i n de quelques e x p é r i e n c e s d'hypnotisme, en parle dans
sa famille, à son retour chez elle. Curieuse de vérifier sur elle-même
les faits dont elle a été témoin, elle se p r ê t e à un essai du m ê m e
genre. U n objet brillant est placé devant ses yeux par un de ses
parents, la chose se passant tout à f a i t dans l ' i n t i m i t é et sans m é decin p r é s e n t . A u bout de quelques minutes la permanente fixité de
son regard surprend; on interrompt l ' e x p é r i e n c e et on l'appelle; pas de
réponse; on prend un de ses bras qui, soulevé, retombe. On se regarde;
l'effroi commence à gagner autour d'elle. Que faire? Pas de m é d e c i n ,
pas d'indication visible à remplir. Le mari, le fils commencent à s'effrayer: ce dernier, les larmes aux yeux, se précipite sur sa m è r e et
couvre son front, ses yeux de baisers. Madame de.
se réveille et
tombe dans une belle attaque de nerfs. Après la crise de larmes et
la d é t e n t e obtenue, elle dit alors qu'elle a eu une dure é p r e u v e à
subir; qu'elle avait tout sa connaissance, voyait sa famille en larmes
et dans l'effroi, sans pouvoir faire aucun signe qui mît un terme à
cette situation p é n i b l e . U n grand poids sur le creux épigastrique l u i
semblait opprimer sa respiration, et, quand à son s y s t è m e musculaire
elle était, c'est son expression, «enveloppée comme d'une chemise
de plomb». Madame d e . . . . a été pendant deux jours souffrante, à
la suite de cette petite expérience fantaisiste. Son caractère ne permet aucun doute quand à la parfaite réalité de toutes les circonstances
4 0 9
41
i86
em
HYPNOTISMO
pessoas
taçôes (
m
a
repetidas
experimen-
).
Evidente
periodo
submettidas
na
se
nos
afigura
medicina légal
dos
a
importancia
attentados
ao
desse
pudor.
du récit. Madame d e . . . , comme tous les autres sujets, s'est plainte
de s'être trouvée, à son réveil, couverte d'une sueur froide générale».
D E M A R Q U A Y et OTRAUD-TEULON, Recherches sur l'hypnotisme
ou sommeil nerveux, 1860, p. 45. — G. DE LA TOURETTE (L'hypnot.,
p. f06),
commentiindo esse facto, diz que, à excepçâo da crise de nervos, a
symptomatologia do estado nervoso descripto é exactamente a da
lethargia lucida. CHARLES E I C H E T observou casos semelhantes
) «Une jeune malade de notre service, la n o m m é e Maria C . . . ,
nous a offert une observation de léthargie remarquable par ce double
fait que la résolution musculaire était complète, ainsi que l'anesthésie
et que le sens de l'ouïe était seul conservé, en m ê m e temps que la
mémoire. Le 16 mai, à huit heures du matin, cette malade paraissait endormie au moment de notre entrée dans notre service d'hôpital. On attribuait son sommeil à la fatigue qui lui avait occasionné
l'agitation délirante d'une de ses voisines de la salle. A onze heures
Maria 0 . . dormait toujours; le décubitus dorsal n'avait pas varié,
la tête et les membres avaient conservé la m ê m e position. I l n'était guère vraisemblable que ce sommeil apparent tut naturel. La
malade était-elle en état léthargique ? La piqûre en différents endroits du corps ne déterminait aucun mouvement; les membres soulevés
retombaient sur le plan du l i t . De plus, l'état léthargique était démontré par l'existence du réflexe cutano-musculaire, déterminé par
le frottement léger de la surface de la peau de l'avant-bras ou la
pression légère sur le trajet du nerf cubital. Cet état léthargique
étant bien établi, l'action du regard sur les paupières abaissées de
la malade a suffi, après quelques secondes, pour déterminer le réveil.
La malade étant aphone, elle nous fit comprendre qu'elle voulait
écrire. Alors elle nous apprit que, vers le milieu de la nuit, sa voisine, affectée de délire, s'était approchée de son l i t , ce qui l'avait effrayée, et, aussitôt, elle se sentit paralysée de tout le corps. Depuis
ce moment, i l lui f u t impossible de faire aucun mouvement; mais
elle entendait tout ce qui se passait autour d'elle, et, dans la narralion qu'elle a rédigée le jour même, elle marquait qu'elle attendait
avec impatience notre arrivée à l'hôpital pour la réveiller. Aussi,
fut-elle très émue, lorsque, passant près de son l i t , elle nous entendit recommander aux élèves de ne pas troubler son sommeil. Elle
craignait de rester dans cet état de paralysie; elle était persuadée
qu'on eût pu l'ensevelir dans cet état sans qu'elle eût eu aucun
moyen de faire comprendre qu'elle n'était pas morte. Elle ne pouvait
remuer les lèvres ni la langue, elle ne pouvait ouvrir les yeux; ses
membres étaient inertes, et elle entendait tout ce qui ce disait autour d'elle. I l est regrettable que, dans cet état, nous n'ayons pas
compté les mouvements respiratoires et les battements du cœur, et que
nous n'ayons pas pris la température du corps. Quoi qu'il en soit,
cette observation, par l'insensibilité cutanée, la résolution musculaire
4 U
V
CAPITULO I I I
Pela
conservaçâo
da
memoria
car-se-iam
certas
feitas pela
offendida, e
riam
Durante
agrilhoado
ao
hypnotisador,
taçào
força
procurar
viduo
é
entâo
porque
nesses
encanto
gam
da
n â o tem
ciume,
mesmo
pode-
e
sua
fica
como
toda a parte
résultante
o
que
de executar
sug-
naturalidade,
personalidade
certos
intervem.
que
é
que
definida por Gilles de la
l'on peut
produire
par
caractérisé
par
« des
mouvements
(ce
différencie
c thargie
« quelle
lucide),
se
plus
tanto
sujet
la
distin-
Brémaud,
que
estado
julga
phase
manœu-
conservation
de
morale
résister
souvenir
à
la lé-
dans
la-
certaines
de
ce
qui
de l'hypnose. » Essa
fascinaçâo,
nervoso,
outra
de
la
Tourette:
persistance au réveil, — p o i n t
la d u r é e
â
la
l'impossibilité
le
par
qui
important, — du
pendant
applica-se
par
trouve
« suggestions, et
qualquer
o
des
hypnogènes,
esse
o detiver
fascinaçâo.
état,
« passé
exalindi-
« vres
« le
acom-
O
cunho de
caractères
que
da
encantador.
capaz
certo
a
expli-
do
aquelle
siga
com
actos
A fascinaçâo
« un
todo
suggestivel
complexas
por
energia,
impedir que
isso
hypnotico
muscular,
gestôes
O
o
com
por
7
simulaçâo.
encanto
afastando
e
de
despertar,
minuciosas
que
o
panha-o,
da
ao
narrativas
motivar suspeita
I8
ter
como
sidoo
hypnose
noçâo
encanto.
primeiro a
considera-o
da
ao
s'est
estudar
independente
provocada
de
(
4 1 2
).
et l'impossibilité absolue où se trouvait la malade de faire comprendre
qu'elle entendait, qu'elle ne dormait pas, rappelle certaines observations
de mort apparente qui ont eu les plus graves conséquences. Cet état
nerveux spécial, d é t e r m i n é par la frayeur, a p r é s e n t é les caractères
de la l é t h a r g i e p r o v o q u é e e x p é r i m e n t a l e m e n t ; mais i l en diffère par
la conservation de l'ouïe et de la m é m o i r e . O U M O X T P A L L I É E , Léthargie
incomplète arec conservation
de l'ouïe et de la mémoire, communicaçâo
â Sociedade de Biologia, 3 de Junho de 1885.
'"-') B R É M A U D , Des différentes phases de l'hypnotisme
et en particulier de la fascination,
c i t , p. 14. Nâo assim Mesnet; vide nota 418.
Para fascinai o sujet, B r é m a u d fixa-o bruscamente. «En ce faisant,
l'effet est foudroyant; la figure s'est injectée, l"u?il est grand ouvert,
-
i88
E'
HYPNOTISMO
preciso
individuos
aptidâo
notar
do
para
sô
tem
masculino,
opiniâo
représenta
parece
o
que
grande
em
fascinaçâo
mostram
(
4 1 S
nâo
grande
).
ser
fundada.
desen-
hypnotismo ;
isto
do
exacto
constantemente
se
e
tanto
t ê m visto
e a catalepsia
é
individuos,
a principio apenas fascinados, f i c a r e m suspensos
o somnambulismo lucido
A
e s b o ç o imperfeito do
volvimento
que
cahido
esse e s t a d o n e r v o s o
Semelhante
fascinaçâo
que
sexo
durante
entre
varias
semanas. D e p o i s chegam pouco a pouco a entrar e m u m
desses p e r i o d o s f r a n c o s j â descriptos : é u m a
de
educaçâo
ou
mesmo
de m a d u r e z a
questâo
hypnotica (
4 U
).
les pupilles dilatées ; les vaisseaux de la conjonctive ont subi une
dilatation considérable ; le pouls de 70 est passé à 120 ; le regard du
sujet est dorénavant fixé sur mes yeux. Je recule ; M . Z . . me suit;
sa démarche est singulière : la tête est projectée en avant, les
épaules relevées, les bras pendants le long du corps. Dans la course
à laquelle M . Z . . . se livre pour me suivre, ses bras restent immobiles ; sa figure a pris une apparence particulière : toute expression
a disparu; les yeux sont fixes, les traits figés; pas une fibre ne
remue, pas une parole ne sort de ses lèvres immobiles ; le masque
est pétrifié. I l semble qu'il ne reste plus dans ce cerveau qu'une
idée fixe : ne point quitter le point lumineux de mon œil. Parlez-lui,
il ne répondra pas ; insultez-le, pas une fibre de son visage ne
tressaillera; frappez-le, i l ne sentira pas la douleur; l'analgésie est
évidente; les pincements, les chatouillements ne produisent aucune
modification de mouvement, et pourtant M . Z . . . a conscience de son
é t a t ; i l a entendu tout ce qui s'est dit, et, revenu à l'état normal,
i l rendra compte de tout ce qu'il aura éprouvé. Pour le faire sortir
de cet état de fascination, car c'est bien là, ce me semble, l'état de
l'oiseau devant le serpent, un souffle sur l'œil va suffire. Je souffle,
la scène change, la figure a repris i n s t a n t a n é m e n t sa mobilité, la
congestion a disparu ; les bras, les épaules ont repris la liberté
d'action; la sensibilité cutanée est maintenant normale, et M . Z . . .
qui semble soulagé et étonné, va vous dire qu'il a eu conscience de
toute cette scène, mais qu'il était incapable de manifester sa volonté
et se sentait lié à mon regard par un lien plus fort que lui-même.
Nous devons ajouter encore que chaque mouvement doit être sollicité: le sujet ne suit pas une idée qu'il élabore ; i l exécute machinalement, automatiquement, le geste qu'on lui suggère, et resterait
inerte au milieu de l'accomplissement d'un acte, si une volonté étrangère à la sienne n'en sollicitait la réalisation complète.» 0. c, p. 5.
( ) L U Y S , Leçons cliniques, pag. 223; CURLEBEE, Magnétisme
et
hypnotisme, p. 224.
( ) B I N E T et F É R É , Le magnét. animal. Vide CAMPIEZ, Il grande
ipnotismo, p. 48 e seg. — A facilidade em céder ao somno hypnotico
413
414
CAPITULO I I I
Com
effeito,
communicava
sobre
os
em
podiam
Em
todos,
ser
mais
sem
excepçâo
facto seguinte :
pois
de
prolongar-se
da
e
fascinaçâo,
experiencia,
a
catalepsia
fascinaçâo
diario
recebe
as
novo
menologia.
lepsia
os
fascinador,
latadas,
a
as
e
se
perguntas,
o
articulaçâo
credulos e
—
fixos,
quem
se
normal
que
sua
pheno-
da
cata-
largamente
brilhante ou
ao
olhar
immoveis
e
di-
atonita e anciosa da face
na
de
sua
e
saccadée
a
especie
E'
: o
de
plas-
compléta
individuo
attitude
diz a
voz
falla,
e
(
4 1 5
se
como
sabem
lhes
a
interme-
que
onde
sâo
executam
a
nada
se
estado
lhe
som-
hypnoticos ouvem, respondem
post-hypnoticas
Brémaud
meio
de
proprios
fascinados.
suggestiveis,
Como
da
egualmente
nâo
o
somnambolica,
estudo
objecto
dos
no
vez
suspeita
e
de-
minutos
immoveis,
muda,
secca
legitimo:
geralmente"
Assim
a
pas-
dado,
dois
outra
symptomas
um
timbre
é
tinha-se
symptomas proprios do
s â o : os
e
ou
cataleptica
impassibilisa
Os
sô,
momento
ao m e s m o t e m p o
nambolico
bulismo
inicial.
da pelle e das mucosas
communica.
intra
os
muscular
anesthesia
sente
e
estado
premonitorio,
no
moços
nesse
um
E
estado
expressâo
os
mezes,
tornava-se
pupillas
immobilisada,
ticidade
a
que
paravam bruscamente
olhos
presos
Brémaud
alguns
um
fundamento
sâo:
abertos,
por
phases
Assim,
dr.
ha
um
declarava.
constitue
entre
de
em
o pulso
se
o
de Biologia
fixados
o
de
1884,
experimentava,
sado
estado
de
â Sociedade
quaes
nâo
Março
modifïca
e
âs
a
no
somnam-
estâo,
ignoram
excessivamente
as
suggestôes
).
um
sujet:
chama?
dépende do babito: Brémaud, em Brest, conseguiu réunir e hypnotisar
m sujets que elle vira dormir durante as experiencias de Donato.
C ) L U Y S , Leçons cliniques, p. 219.
115
HYPNOTISMO
— J
, responde.
— N â o , v o s s ê esta m e n t i n d o ; v o s s ê
A
attitude
injectam,
p i l l a s se
a
do
sujet
fîxam-se
sob
a
repetido,
por
vezes
abandona
o
pedaço»,
um
O
do
dilatam, a face
pouco,
em
torna-se
nos
muda
meio
s i n g u l a r ; os
enrubesce.
e
com
nome
de
o l h o s se
experimentador,
nome
firmeza,
pouco
a
as
depois,
i n f l u e n c i a desse
seu
chama-se F....
attitude, torna-se
pouco
suggerido,
«o
pouco,
individuo
pedaço
pallido
e
entra
exécuta
quaesquer
suggestôes,
executa-as c o m o o cataleptico: assim ao passo
somnambulo
réalisa
em
effectuando
deiam
e
se
suas
actos
deduzem
minucias a
complicados
uns
dos
na
complexo,
pena
A
de
inercia
elle
que
outros,— o
nâo
ser
imitaçâo
fascinaçâo
se
répète
ser
quando
completado
desenvolve
se
(
4 1 6
em
o
sugenca-
fascinado
o
seguida
acto
for
sob
).
alto g r a u durante
M . C.
rit
a
aussi,
m ê m e m o u v e m e n t d u s u j e t ; j e saute,
grimace,
et
de
d'allemand
une
C.
avec
scrupuleuse
avec
M.
t a t i o n d ' i n t o n a t i o n musicale. I l r é p è t e de m ê m e ,
phrases
paroles
parle,
imi-
imitation
mes
il grimace ; je
parfaite
une
toutes
que
suggerido por partes,
« J e ris, diz B r é m a u d ,
j e l è v e les b r a s ,
il s a u t e ; j e
primitiva, — e
deverâ
mas
idéa
réalisa mechanicamente o acto suggerido e e m
recae
por
somno.
fascinado
geridâ,
pu-
d'accentuation,
quelques
et d'anglais, d ' e s p a g n o l , de russe
chinois, p r o n o n c é e s par divers
auditeurs»
(
4 1 7
).
! C U R L E R E E , Magnét. et hypnot., p. 229.
i, ) De Parville, tendo hypnotisado indios Mosquitos com lolhas
de garrafa, esses imitavam servilmente todos os seus gestos Cu. Rien ET, L'homme et l'intelligence,
p. 197 . « Je courais, ils couraient,
escreve de Parville (Journal des Débats, -> de Agosto de 1880); je
m'asseyais, ils s'asseyaient; je m'agenouillais, ils s'agenouillaient;
je levais les bras, ils levaient les bras. » Diz C T R L E R R E (Magnét. et
hypnot., p. 227, : I l existe, à l'état spontané, une maladie du système
nerveux, connue sous différents noms, selon les pays, et qui présente
llfi
417
v
r
i9i
Nos
hystericos
habituados
â
experiencia,
forma abortada
do g r a n d e h y p n o t i s m o (que
para
o
menos
Brémaud
que
desapparece
sobre
os
minimo
constituem
quasi
olhos
(
4 1 8
de
intensidade
aquelle
complexo
instantaneamente
pela
essa
représenta
dos
pheno-
morbido),
insufnaçâo
).
avec ces p h é n o m è n e s d'imitation les analogies les plus curieuses.
Dans le Maine Etas-Unis\ on désigne sous le nom de Jumpiny
une
affection qui se caractérise par un automatisme de ce genre. L ' e x c i tabilité du patient est telle q u ' à la moindre excitation i l fait un
saut, répète à haute voix l'ordre qu'on lui donne et l'exécute
irrésistiblement. « F r a p p e ! » dit-on à un patient de ce genre, et i l
frappe en r é p é t a n t l'ordre: «frappe» ! — « Jette! » « Jette! », d i t - i l et se
met à jeter tout ce q u ' i l a à la main. Peu importe la langue employée;
i l r é p é t e r a aussi bien du grec, que du latin ou toute autre langue,
pourvu que l'ordre soit d o n n é d ' u n ton bref, et en quelques mots.
En Malaisie, une des classes de n é v r o p a t h e s , désignée sous le
nom de latahs, imitent les mots, sons ou gestes de ceux qui les entourent, tout en jouissant d'un état mental parfaitement régulier clans
l'intervalle des accès. Un exemple entre autres.
Le cook d'un
steamer était un latah des plus corsés. I l berçait un jour, sur le
pont d'un navire, son enfant dans ses bras, lorsque survint un matelot qui se m i t , à l'instar du cook, à bercer dans ses bras, un b i l l o t
de bois. Puis ce matelot jeta son billot sur un tendelet, et s'amusa
à le faire rouler sur la toiie, ce que l i t i m m é d i a t e m e n t le cook avec
son enfant. Le matelot l â c h a n t alors la toile, laissa retomber son
billot sur le pont; le cook en f i t de m ê m e pour son petit garçon qui
se tua sur le coup. — En Sibérie, cette curieuse affection nerveuse
est connue é g a l e m e n t et désignée sous le nom de myriachit.
Le dr.
Hammond (Traité des maladies da système nerveux, trad., 1879) rapporte
l'histoire d'un pilote qui était forcé d'imiter avec une exactitude
parfaite tous les actes qu on e x é c u t a i t devant l u i . Si le capitaine
donnait brusquement en sa présence un coup sur son côté, le pilote
répétait ce coup de m ê m e m a n i è r e et sur le m ê m e c ô t é ; si un bruit
se produisait i n o p i n é m e n t ou avec intention,le pilote semblait forcé,
contre sa volonté, de l'imiter à l'instant avec une grande exactitude.
Les passagers, par malice, se m i r e n t à imiter le grognement du porc
ou d'autres cris bizarres; d'autres battaient des mains, sautaient,
jetaient leurs chapeaux sur le pont, et le pauvre pilote imitait tous
ces gestes avec précision, autant de fois qu'on les r é p é t a i e n t .
Vide
G I L L E S D E L A TOURETTE, Jumping,
latah, myriachit,
i n Arch. de
neurologie, Julho 1884.
v ; M E S X E T , Outrages à la pudeur, p. 162-221'., confunde a fascinaçâo com uma das variedades do somnambulismo, o de olhos abertos;
d'ahi a maior parte das deduccôes por elle tiradas, como o esqueci
mento na vigilia post-hypnotiea, a revivisreneia em um estado nervoso
posterior. No entretanto, a par dessa confusâo, Mesnet faz uni estudo
curiosissimo, em que niinuciosaniente descreve certos phenomenos,
como, por exemplo, a t r a n s m i s s â o do poder l'ascinador de uma
418
192
HYPNOTISMO
A
hypo-lethargia.
Eis
uma
pagina
de
L u y s que
vale
uma definiçâo:
« Je la mets en léthargie. Elle a, comme vous
le
voyez,
les
yeux
clos.
Je
présente
alors
simple-
ment devant elle, sans prononcer une parole, ce
bouchon de caraffe taillé à facettes que je sors
instantanément de ma poche, et, pour rendre l'effet
plus complet, j'interpose entre elle et le bouchon
cet écran en bois noir de 5 d'épaisseur. Eh bien!
mm
pessoa para outra, e cita uma intéressante observaçâo de um chefe
de estaçâo fascinado pela lampada duma locomotiva e esmagado
debaixo do trem em movimento. E a proposito, Mesneta aproxima a
fascinaçâo hypnotica da fascinaçâo do passaro pelas serpentes, das
pequenas aves pelas aves de presa. Vide sobre isso um artigo de
F. ROSIER, i n Revue scientifique, t. E, n. 13, 1892, p. 411, onde se vê
um intéressante facto de fascinaçâo de um homem por um animal;
identico facto é narrado por D. M A C N A B , i n Revue
scientifique,
t. L, n 24, f 892, p. 764. Encontramos no apreciavel livro do Conego
FRANCISCO B E E N A R D I N O D E SOUZA, Lembranças
e curiosidades do Voile
do Amazonas,
1872, p. 252-259, o seguinte trecho que vale a pena
ser transcripto : tFeroz e terrivel para com o homem, é covarde e
pusilanime o jacaré em relaçâo a o n ç a . . . Agarra a onça pela cauda
o jacaré e devora-o, sem que este se atreva a tentar a menor resistencia. Salta no rio ou no lago, pucha-o para a terra, vira-o uma ou
muitas vezes, dâ-lhe nas queixadas, mette-lhe a garra no ventre e
martyriza-o â semelhança do gato antes de devorar o rato. Depois
de haver assim martyrisado aquelle immenso e posaante amphibio,
que ali estâ quieto, immovel, e como fascinado, pula sobre elle e
começa a devoral-o pela cauda. Terminada a primeira refeiçâo cobre
com folhas a parte comida, affasta-se da victima que ainda vive, e
retira-se segura de que ainda a encontrarâ no mesmo logar, quando
voltar. Si por ali acontece passai alguem, einbravece-se o jacaré,
abre a iinmensa goela e ameaça atirar-se contra o individuo que
passa; e entretanto espéra, sem fazer 0 menor movimento, sem tentar sequer fugir, que volte de novo a onça para acabar de devoral-o...
Nâo sei explicar essa especie de fascinaçâo que exerce a onça sobre
esse gigante dos lagos e dos igarapés. Creio que duvidosa nâo séria
a Victoria em favor délie, si ousasse travar lucta corporal com a
onça, porque é prodigiosa a força que tem o jacaré na cauda e
nas queixadas. Entretanto nâo ha exemplo de haver elle ousado
semeihante commettimento. Deixa-se agarrar pela onça e morre sem
offerecer a mais pequena resistencia. A onça parece reconhecer a
fascinaçâo que sobre elle exerce, assim como parece respeitar a terrivel
phalange de dentés que lhe enchem as queixadas. E pois, antes de
entrai n'agoa, para atravessar um rio ou uni lago, urra duas ou trez
vezes, como que para annunciar a sua passagem, e os jacarés, que
seriam capazes de a devorarem si a nâo conhecessem, fogem espavoridos para 0 fundo do rio ou do lago. »
-
-
CAriTUU) III
que
va-t-il
le
sujet
Esther
se
passer?
va
sentir
est
alors
A
<93
travers
les
cet
vibrations
silencieusement
écran
opaque
lumineuses!
ébranlée,
et
o u v r e les y e u x d é m é s u r é m e n t a v e c u n r e g a r d
sa
physionomie
prend
alors
un
air
—
elle
étrange,
anormal
qui
ne
r e s s e m b l e à r i e n , et q u i e x p r i m e l ' e f f r o i le p l u s p r o f o n d .
Et
en m ê m e
la
respiration
strabisme
t e m p s l a f a c e s ' i n j e c t e , l e c o u se
et
se
précipite
menaces
l o n g e l ' e x p é r i e n c e , le
disparition
—
Et
rapide
que
mencez,
c'est
un
réagit
voqués
paru.
de
ceptible,
qui
influx
Si
affaire
on
à
des
coma
tout
épuisé
un
recomsujet
le
spécifique
que
a
craindre
pressifs
d'une
dans
toute
ensemble
a
la
éloigner
corps
cet
les
a
état
de
d'appeler
et
dont
caractères
Pour
si
faire
cesser
intense
q u une
chose
et
à
si
faire :
d'elles-
rants
nerveux
rection
se
à
champ visuel
ex-
les r é a c t i o n s n a t u r e l l e s de l ' o r g a n i s m e s o p é r e r
silence. — Peu
du
sujet
laisser
en
brillant
le
l'hypnotisme
si n e t t e
n'y
d'ady-
et
mêmes
le
il
voir
C'est
leur gravité....
fois,
dis-
respiratoires
de
symptomatologique
effrayant à
pro-
diminue
que j e propose
de
façon
ne
le p o u l s d e v i e n t i m p e r -
soi. —
ultra-léthargique
voyez
respiration
et
profond expérimental
période
la
en
sujet
attouchements
mouvements
devant
cette
nerveux.
vous
révélé,
la r é a c t i o n
les
révéler
a
pro-
neuro-musculaire:
s'est
comme
que
se
s éteindre
cet
son
alors?
plus
l'influence
p r o f o n d e ; et
cessent
vous
de
vous
avant-bras,
fréquence,
avec
si o n
I l est atone, f l a s q u e , p l o n g é dans u n é t a t
namie
de
subite
état
sous
aux
s u f f o c a t i o n , et,
hyperexcitabilité
nouvel
plus
et
n'avez
avec
devient anxieuse
sujet s affaisse, é p u i s é par
constatez
vous
léthargie,
de
et
gonfle,
peu,
rétablissent
habituelle, vous
lité
neuro-musculaire
des
avant-bras,
et
voyez
en
reprennent
en
réapparaître
la l é t h a r g i e
se
effet,
les
cou-
leur di-
effet la contractidans
dessine
les
muscles
bientôt
avec
HYPNOTISMO
194
ses
caractères
étape,
le
diqué
à
classiques ; — une
chemin
pour
puis
le r é v e i l
suivre.—Vous
fais m é t h o d i q u e m e n t
en
fois arrivé
voyez
passer
somnambulisme,
se
trouve
comment
Esther
puis,
à
un
tout
aucun
que
le
souvenir
réveil
des
est
états
complet
divers
souffle
et
par
je
catalepsie,
s u r les y e u x , j e l a r é v e i l l e c o m p l è t e m e n t . V o u s
constater
in-
j'opère;
en
par
cette
léger
pouvez
qu'elle
lesquels
n a
elle
p a s s é . Interrogez-la; elle n a n u l l e m e n t conscience
ébranlements
quelle
d'obnubilation
qu'elle vient
été
dans
trop
Nâo
de
da
la
hypnose
Féré.
pendant
de
traverser.
ses
Elle
journée,
n a
lorsque
4 1 9
période
mentales
aucune
qu'un
les
des
idée
de
p e u de fa-
expériences
ont
).
difhcil approximar
duas
cette
facultés
f a i t ; elle n'accuse
prolongées » (
sera
subi
transitoire
se q u ' e l l e a d i t e t
tigue
a
a
dessa n o v a
o b s e r v a ç ô e s de Pitres
e
expressâo
de B i n e t e
O p r i m e i r o e n c o n t r o u u m caso de l e t h a r g i a pro-
fundissima em uma doente
taneos
de
somno.
sujeita a
Quando o
accessos
accesso
a
expon-
surprehendia
durante a lethargia que a t é e n t â o manifestava a hyperexcitabilidade
nevro-muscular,
tismo tornava-se
lares
essa p h a s e
mais p r o f u n d a e
desappareciam
( °).
as
do
hypno-
reacçôes
muscu-
Binet e F é r é
4 2
observaram
que, a p p r o x i m a n d o u m i m a n do b r a ç o de u m a
durante
viduo
novo
o
somno
natural,
mergulhado
que
classica
tem
a
em
apenas
resoluçâo
de
das
zonas h y p n o g e n e a s
imperceptivel,
i, )
419
LTJYS,
commum
tendôes
inefhcazes ; a
nenhuma
e
com
a
musculos,
â
força
détermina-
anesthesia
Leçons cliniques,
dos
abertura
se
faz
p. 47.
i " ) B I N E T et F É R É , Le magnét
42
dum
ou hysterogeneas,
mudança
a
vertex
muscular, a excitaçâo
nervos,
bras
do
indi-
lethargia, produz-se u m estado
dos
ramente
dos
ou
doente
animal.
a
lethargia
mechanica
a
pressâo
sâo
das
inteipalpe-
respiraçâo
compléta.
é
•95
Ficam
assim succintamente descriptas algumas
das
e x p r e s s ô e s defeituosas, extravagantes, incompletas dos
phenomenos
de
anteriormente expostos.
abandonar
esbarronda
tretanto,
sob
pela
importancia
attençâo
cle
ficassem
e
esse
os
terreno
nossos
que
pés, e
a
Temos
cada
pressa
passo
cujo estudo, no en-
v a r i e d a d e das suas m a n i f e s t a ç ô e s ,
das
suas
consequencias,
experimentadores
esclarecessem
os
que
seus
se
bem
pela
merecia
isolassem,
a
classi-
phenomenos.
CAPITULO
A
IV
s u g g e s t â o
A palavra suggestâo, que é muito antiga ( ),
421
c o m p r e h e n d i a o u t r ' o r a a p e n a s as m a s i n s p i r a ç ô e s
Hoje
ampliaram
elastico
e
as
A
significado do termo,
malleavel, prestando-se
phenomenos,
até
o
desde
a
percepçâo
mais nobres c r e a ç ô e s
palavra
perdeu
em
applica-se
pelo
a
idéa
pénétra
),
tudo
o
acceita
dos
(
4 2 4
sentidos,
pela
leitura,
inventado
emfim.
tudo
pelas
pelo
de
termos
geraes :
*-')
é
proprio
distincçôes
por
de
abuso
pensamento,
deixando
moral,
e
é
4 2 3
).
em
ao
acto
por
este
pelo
idéas
ou
todas
as
estulto
synonima
e
dos
phenomeno
ensino,
que
secular,
por
entre
é
crenças
supremo
antigos
psycholo-
imprudentemente
estabelecidas
uso
(
ganhou
provocado
como
os
no espirito por a l g u m
individuo,
por
todos
e sociaes
cerebro
entra
que
ignorancia,
consagradas
no
).
rudimentar
que
facto
associaçôes
consciencia,
abandono
e
o
Empregam-na,
recurso
gico,
a qualquer
que
mais
o
4 2 2
tornaram-no
définir
artisticas
clareza
extensâo:
quai
a
(
ao
philosophos
os
diversos
La suggestion, son rôle dans l'éducation, 1895, p. 19.
Dictionnaire
de l'Académie française
e Dictionnaire
de Littré.
*- ) S C H M I D K U N Z , Psychologie der Suggestion
) B E R N H E I M , Hypnotisme,
1891, p. 24. «Tout homme raisonnable,
— dinia a proposito B a b i n s k y — s e r a i t constamment sous l'influence
d'une s u g g e s t i o n » . B A B I N S K Y , Gazette hebdomadaire, Julho 1891, p. 21.
3
4 2 4
v
THOMAS,
198
HYPNOTISMO
phenomenos
saçâo,
psychologicos—associaçâo
imagem, juizo,
Essas lamentaveis
o
vontade,
confusôes
v o c a b u l o suggestâo
psychologicos
consequencias (
Assim,
cessos
une
esquecer
e
de
e caractérisa
contra
elementares,
(
4 2 7
considéra
« conscience
4 2 5
).
que
de
carateres
e
profundas
indicada
tendencia
graves
a
restringimos a sua signifïcaçâo
psychicos
Wundt
fazem
(
).
protestando
ampliativa,
personalidade
indica u m facto
peculiares
4 2 6
de i d é a s , sen-
suscités
que
aos
aquella
pro-
palavra
).
suggestâo
e n nous,
«les
seuls
q u i sont
états
assez
de
forts
( ) «Il faut constater un autre inconvénient plus grave encore
de cette confusion de langage : c'est qu'il existe un phénomène très
précis, très distinct des autres faits psychologiques, qui a été désigné
et par les anciens magnétiseurs et par les aliénistes sous le nom de
«suggestion». Ce p h é n o m è n e ne doit être confondu n i avec les souvenirs, n i avec les associations d'idées ordinaires; i l a ses caractères
spéciaux... Si le mot suggestion est déjà employé pour désigner une
idée quelconque pénétrant n'importe comment dans l'esprit, i l ne
peut plus caractériser nettement ce p h é n o m è n e spécial. On voit
alors les confusions les plus étonnantes: on voit décrire sous le
même nom la leçon d'un professeur à ses élèves et les hallucinations provoquées chez une hystérique. Les caractères observés dans
un des faits sont attribués à l'autre, et réciproquement. I l n'est plus
possible de distinguer la maladie mentale, qui est pourtant une triste
425
réalité, de l'état psychologique normal.» P I E E R E J A N E T , Les
accidents
mentaux, p. 18.
( ) Do principio da suggestâo hypnotica, Tarde, Sighele, Corre,
entre outros, tiraram intéressantes consequencias em sociologia. Vide:
S I G H E L E , La folie criminelle (trad.), 1892, cap. 1 e 111. — Le crime à
deux (trad.), 1893, passim. — CORÉE, Crime et suicide, cap. 18.—
T A E D E , Criminalité
comparée, 1886, p. 131-162.—Les lois de l'imitation,
1890, p. 82-98.—Etudes pénales et sociales, 1892, p. 360 e seg.—LAURENT, Les habitués des prisons de Paris, p 290, passim. A essas
citaçôes, se poderia ajuntar a do seguinte trecho de Carlyle: «L'histoire
universelle, l'histoire de ce que l'homme a accompli dans l a monde,
est au fond l'histoire des grands hommes qui o'nt travaillé ici-bas.
Ils ont é t é les conducteurs des peuples, ces grands hommes; les formateurs, les modèles, et, dans un sens large, les créateurs de tout
ce que la masse des hommes pris ensemble est parvenue à faire
ou à atteindre. Toutes les choses que nous voyons debout dans le
monde sont proprement le résultat matériel extérieur, l'accomplissement pratique et l'incarnation des pensées qui ont h a b i t é dans les
grands hommes envoyés au monde. L'âme de l'histoire entière du
inonde,^ ce serait leur histoire. <CARLYLE, On herses, p. 1.
( )*Vide \VUNOT, Hypnotisme et suggestion.
426
427
CAPITULO IV
« pour
résister, —
« états
de
A
momentanément
conscience
« détruire »
(
199
contraires
du
moins, —
qui
tendent
croyance
« pent
et
qui,
«d'elle-même
por
Guyau
« tion
se
se
« même
» (
relaçâo
â
4 3 0
dont
avec
à
d'une
les
aproxima
).
Egual
Para
Binet
« ration
« a
capaz
produit
ipnotici
« sensazioni
si
par
(segni),
pensare,
Encontramos
«phénomènes
« en
activité
« fait
même
se
de
(
effet
son
taluni
cui
réalise
é
corne
a
« au
individuo
l'hypnotisme,
uma
actos
est
con-
une
point
(
autrui
dans
certe
una
série
parlare,
4 3 3
de
placé,
des
degli
di
farli
vuole »
un
).
in alcuno
e
opé-
sur
4 3 2
la s u g g e s t i o n est
d'un
em
operaçâo
nevropatici
si
elle-
fazer
coll'aiuto
automatici,
Luys :
cerveau
se
intelligence » (
provocare,
dada
« Y introduc-
quelconque
per
tend
).
un
hypnotiques,
du
noçâo
traduzir por
4 3 1
échap-
force,
poderemos
suggestion
sentire
em
qui
« la
in
A
cerebro dum
« l'operazione
puô
)-
nous
anterior:
idéa »
fenomeni più o meno
« agire,
les
l'inspiration
de
suggestâo
de
mesma
passant
4 2 9
reflexâo
Féré
Campili :
« stati
« di
a
e
qui
« sujet en
Diz
corn
moins
» (
da
motifs
pratique
Alvares
qualquer,
« soantes
ou
réaliser
« p e l a q u a i se p r o v o c a n o
« idéa
vrais
plus
croyance
de
à
).
4 2 8
d e f i n i ç â o de T h o m a s é a s e g u i n t e : «
« d'une
aux
).
vue
des
la
mise
par
le
conditions
( ) W U K D Ï , Hypnot. et suyy., p. 72 e seg.
( ) P. F É L I X T H O M A S , La sugyestion, son rôle dans
l'éducation,
p. 72 e seg.
( °) Education et hérédité, p. 17.
) 0 que é 0 hypnotismo, p 2-5.
C ) Le maynét. anim. , p. 128. « Toute suggestion consiste essent i e l l e m e n t à agir sur une personne par une idée; tout effet suggéré
« est le résultat d'un p h é n o m è n e d'uléation; mais i l faut ajouter tout
« d e suite que l'idée est un é p i p h é n o m è n e ; prise en elle-même, elle
« est seulement le signe indicateur d'un certain processus physiolo« gique qui seul est capable de produire un effet matériel. »
y
II grande ipnotismo, p. 5.
428
429
43
4 3 1
v
33
433
y
200
HYPNOTISMO
« spéciales
de
réceptivité
qui
le
rendent
malléable,
« ductile sous la d i r e c t i o n de l ' h y p n o t i s e u r
Ensina
Charcot : « Chez
« sible de
faire naître
« timation,
un
« site,
« se
restent
voie de
seguinte :
« veille
à
de
tout
« dans
un
plus
peut,
agir, penser,
dans
la
bien
sentir
en
pela
dans
certains
à l'aide
de
moins
m o t , le t r a n s f o r m e r
peuvent
phénomènes
laquelle,
peut-être
ou
des
et
suggestâo
par
à l'aide
le reste
mo-
).
4 3 4
a
sujet nerveux
« phénomènes
« parler,
ou
par
(
define
surtout
d'in-
d'un para-
définir, on
« sations,
pos-
dans l'esprit à la m a n i è r e
« l'opération
« d'hypnotisme,
).
associées
isolées
Janet
4 3 3
d'idées
correspondants »
Paulo
i l est
suggestion,
cohérent
traduire à l'extérieur
« teurs
« un
par
groupe
« q u i s'installent
certains sujets,
» (
le
cas
états
de
de certaines
parole,
disposé
une
on
machine » (
sen-
provoquer
série
automatiques,
comme
forma
de
le faire
le v e u t , en
4 3 5
).
( ) Leç. cliniques, p. 133.
(434) Maladies du système nerveux, n i , p. 333.
( ) Revue politique et littéraire, 26 de julho de i884, p. 102.—
A definiçâo de Janet serviu de base â de Campili, mas aquelle-- «intende per segni soltanto quelle manifestazioni esterne che colpiscono
i sensi, corne i l movimento muscolare e sopratutto la parola. Noi col
Richet (Rev. philosophique, n. 12, 1884) e col Bal Pozzo (Un capitolo
di psico-fisioloyia, confer. v i ) che soli finora hanno coraggiosamente
aifrontato e risoluto l'ardua tesi, diamo all'espressione
segno » un
ben più esteso significato. A nostro avviso non esiste veruna contraddizione tra l'ordine délie suggestioni verbali e quello délie mentali dello stato sonnambolico, le quali ultime, per quanto appaiano
par'adossali e curiose (sia che si basino sopra l'ipotesi di una corrente
elettrica tra gli apparecchi cerebrali del soggetto e dell'operatore, o
su quella di una trasmissione incosciente per l'intermediano attivo e
esclusivo dell'apparecchio acustico), si compiono sempre con l'aiuto
di segni (percettibili od impercettibili che siano), e presuppongono
l'esistenza di una impressione, che, se non è avvertita, non per
questo è meno reale, sanzionando sperimentalmente l'unità di qnella
legge che presiede alla vita cosmica, s i l moto », per cui la materia,
eterno substrato e campo d'azione d'ogni forma fenomenica, resta
anche fedele messaggera nei misteriosi commerci e nelle segrete armonie délie iutelligenze.» C A M P I L I , Il grande ipnotismo, p. 5-6.
433
435
CAPITULO 1\
Outros
contentam-se
phenomeno
Para
quai
nos
é
uma
(
4 : ! 6
motores
dar
descripçôes
desse
).
a
suggestâo
possivel
idéa
em
2( ) I
încutir
capaz
de
indica
no
se
corresponclentes
a
cerebro
traduzir
(
operaçâo,
4 3 T
dum
por
pela
individuo
phenomenos
).
I
Quem é suggestive! ? Que condiçôes requer a
suggestâo
para
se
desenvolver :
Anteriormente
nomeno
firmâmos
da
suggestâo
é
volvimento
completo
e
pendente
lecçâo
sâo
é
uma
de
um
e
a
excellencia o
Referimo-nos
â
da
nossa
opiniâo : o
ao m e s m o
um
idéas,
cerebro,
molestia
automatismo
por
certas
a
nem
o
t e m p o u m desen-
desenvolvimento
seu
muito
terreno
doente
personalidade,
diminuiçâo
terreno
da
phe-
favoravel â
hystero-epilepsia (
4 3 8
cle
predi-
nem
muito
que
synthèse
inde-
reuna
o
pessoal,
é
suggestâo.
).
( °) «La suggestion est d'une importance considérable. En quoi
consiste-t-elle donc? En ce fait que, pendant les é t a t s hypnotiques
que nous aurons à d é t e r m i n e r , l ' e x p é r i m e n t a t e u r peut, dans certaines conditions, faire accepter au sujet d ' e x p é r i e n c e des idées capables de se traduire par des actes qui non-seulement pourront être
effectués pendant le sommeil, mais encore s'accompliront fatalement
au réveil. Joignons à cette définition, à la fois i n c o m p l è t e et trop
affirmative, que, si l'acte suggéré pendant le sommeil est exécuté, au
réveil le sujet ne se souviendra nullement des conditions dans lesquelles la suggestion a é t é d o n n é e , pas plus q u ' i l ne l u i sera possible de se rappeler la personne qui l'aura suggestionné. » G I L L E S
DE L A TOURETTE, L'hypnot.,
p. 113 — X" egualmente A L B . B O N J E A N ,
L'hypnot.,
p. 12.
• *' ) Vide definiçâo de Charcot, p. 220.
, ) Diz P. J A X E T , Les accid. mentait.):, p. P>: « . . On m accordera
bien que les anciennes possédées qui se roulaient en convulsions et
se courbaient en arc de cercle devant le prêtre, étaient des hystériques et l'on peut considérer quelques-uns des comptes-rendus (h>s
exorcismes comme la description d'une expérience de suggestion. «On
«dit au démon: — « E t e n d s le pied droit de cette f e m m e » , et i l l'é« tendit tout raide; un docteur de Sorbonne lui dit: «cause lui du
«froid aux genoux» e la femme répondit qu'elle v sentait un grand
26
43
iT
w s
202
HYPNOTISMO
Séria erro
de
longamente
tam-nos
expuzemos
poucas
Diga-se
de
sol que
Procure-se
uma
incutir
affirmaçâo
em
produz
razâo
em
soa, e m
em
estado
Assim
preferencia
cerebros
e
â
como
ha
domina
A
e se
em
que
Chama-se
tiveis : toda
essa
nas
radioso
elle
rira
e
interlocutor.
mudamos
nos
de
enganamos.
Porque?
vertex
de
que
estende,
a
é um
Pela
uma
pes-
mergulha
receptividade
em
que
a idéa
a
mor-
malaria
de
egualmente
ha
suggestâo
microbio : o
germina
espirito
e n f e r m o é o seu caldo de c u l t u r a , diria
Lacassagne.
lados
Res-
dia
saude, n â o a
solos
suggestâo
medianamente
seu
phenomeno.
compléta
predispostos
cresce.
jâ
sua i n t e l l i g e n e i a u m estado
a frieçâo do
de
do
s o m n a m b u l i s m o : falta-lhe a
bida.
que
corrigido : determina-se
e nâo o
que
horrivel:
espirito que
responder-nos
phenomeno
o
segundo.
normal num
mental
seu
fraco immediatamente
mesma
capitulo
borrasca
equilibrio
personalidade:
do
no
individuo
cae
do
reproduzirmos
consideraçôes.
a um
suspeitarâ
A
methodo
legiâo
cathegoria
fronteiras da
o
n u m é r o dos
sugges-
individuos
encurra-
de
loucura,
entre
o
d o m i n i o da
p a t h o l o g i a e o da p h y s i o l o g i a ,— degenerados, hereditarios ou nevropathas,
excentricos, desequilibrados
ou
"distrahidos, suspensos s o b r e a a n o r m a l i d a d e a c u j o seio
um
simples
impulso
de lacunas e faltos
p r e c i p i t a l - o s â, c e r e b r o s
de p o n d e r a ç â o
cheios
os d o e n t e s
febres typhoides, de tuberculose, de i n t o x i c a ç ô e s
(
de
4 3 9
).
«froid. Ou lui commanda de faire sept fois la signe de la croix avec
«sa langue, i l obéit, etc.» D O M . C A L M E T , Traité sur l'apparition des
esprits et sur les vampires, 1751, i , p. 212. — Vide P A U L R I C H E R , Etudes
cliniques, ultima parte; CHARCOT, Les démoniaques dans l'art.
«9j -fc p
j
q
Q DE L A TOURETTE affirma que se pode resumir todo o estado mental dos hystericos — «en un seul mot gros
de conséquences — la suggestibilité ». (Traité, clinique et thérapeutique
de l'hystérie, 1891, p. 492). Sobre suggestibilidade
na hysteria, vide
entre os antigos: DEM.VXOEON, De l'imagination
dans ses effets sur
l'homme et les animaux, 1829, p. 58; BEAUCHÈNE, De l'influence des
r
0 r
s g 0
U 0
CAPITULO IV
Nelles,
sem
hypnotisaçâo,
parasita
da
Nem
os
lethargia
traz
os
a
sâo
â
morbida desenvolve
o
s â o suggestiveis,
a
nem
hypnotisados.
hypnotisados
comsigo
sua
previamente
hypnotisados
os
actividade
recorrer
suggerida.
suggestiveis
todos
révéla
preciso
receptividade
idéa
Nem
da
a
todos
todos
ser
203
s â o suggestiveis.
aboliçâo,
mental :
somente
existencia.
Nesse
inactividade psychica n â o pode
o
A
anniquilamento
o
systema
estado
haver
de
espinal
compléta
suggestâo,
por-
que o lethargico é u m morto em relaçâo âs impressôes
moraes
mais
nos
vindas
confirma
A
que
titue,
o
mundo
uma
apontadas ; o
dividuo.
o
do
das
exterior ( °),
condiçôes
espirito
phase
da
que
cataleptica
é
(que
para
é
sâo
para
o
Luys, a primeira estaçâo
ainda
suggestâo,
relativamente
somnambulismo
para
o
4 4
do
o
fataes (
tôes
4 4 1
por
).
O
verbaes
attitude :
sâo
cerebro)
cons-
ascencional
simples,
in-
corpo
a v i g i l i a . J â f a l l a m o s l o n g a m e n t e das s u g g e s t ô e s
hypnôticas
por
para
intra-
automaticas,
mesmo
caracter
revestem
as
realizadas
pelos
catalepticos.
sugges-
No
entre-
t a n t o , a l g u m a s vezes, r a r a m e n t e , elles e x e c u t a m
actos
mais
mais
c o m p l e x o s realisaveis
raramente
ainda
elles
executam-n'os
g e s t ô e s post-hypnoticas) (
é o estado
durante
4 4 2
a
hypnose ;
em
vigilia (sug-
) . O p e r i o d o da
somnambulico : a
expontaneidade
rece e o doente discute, amplifica, obedece,
âs
idéas
Mas
tados
mente
a
reappa-
ou
fascinaçâo,
a
lethargia lucida
e
outros
definidos prestam-se
441
44 2
es-
egual-
suggestôes.
affections de l'âme, anno vu, p. 141, e todos os tratados modernos
de hysteria.
( ) Vide P I E R E E J A N E T , Accidents mentaux, p. 55, e Actes
cients, in Rev. philosophique,
1888, I . 251.
( ) P A U E O R I C H E E , Etudes
cliniques.
' ) G. D E L A T O E E E T T E , L'hypnot.,
p. l i n .
410
résiste
suggeridas.
intermediarios mal
âs
suggestâo
incons-
HYPNOTISMO
O
somnambulo
tencer
A
ao
as
nâo
limitado
suggestibilidade
durante
a
grupo
pode
ser
dos
nâo
suggestivel
e
refractarios.
se
manifesta
por
vezes
primeiras experiencias : tal inconveniente
educaçâo
diminue pouco a pouco; e o individuo
fractario a principio torna-se, ao cabo de certo
Nem
todos
caso
da
que
o
ao
pensa
estado
os
suggestâo
Gilles
desta
quadro
do
dominio
quadra
de
vigilia.
).
Ao
4 4 4
contrario
), julgamos
E'
do
que
do
hypnotismo.
âs
questôes
levantadas
medico-legal da hypnose provocada. N â o
zidas
durante
a
pode
demover
o
« c'est le
o
estudo
somniaçâo
cette
aptes
plus
singulière
à
das
suggestôes
invocado
souvent
se
à
la
à
por
suite
développe
disposition
recevoir,
produ-
physiologica. N e m
argumento
« breuses hypnotisations que
« rend
4 4 3
cathegoria de s u g g e s t ô e s foge
tâo somente
aqui
« sujets
(
s â o hypnotisados.
la T o u r e t t e (
estudo
bem
autor :
em
ultima
Cingimo-nos
no
suggestiveis
re-
numéro
de experiencias, e x t r e m a m e n t e suggestionavel
o
per-
l'état
aquelle
de
nom-
chez
les
qui
les
d'esprit
de
nos
veille,
toutes
« Cette femme ( H . E . . . «lu service de M. Dumontpallier) qui
resta toujours suggestible au minimum en catalepsie, accomplissait
pendant la période somnambulique (janvier mars 1885) les actes que
nous l u i suggérions, mais n'exécutait nullement nos suggestions au
réveil. A partir du mois d'avril, elle devient capable d'être influencée plus profondément. Elle était atteinte de vomissements hystériques incoercibles, que nos suggestions avaient surtout pour but
de supprimer. Nous lui suggérâmes d'abord l'idée simple qu'elle ne
souffrirait plus de l'estomac à son réveil. Au début, les souffrances
persistèrent. Après quelque temps, elle nous annonçait, au réveil, que
les douleurs avaient disparu. Peu à peu, i l nous f u t possible de l u i
faire accepter des suggestions d'actes plus complexes; l'accoutumance
s'établissait, pour ainsi dire, et, aujourd'hui Juillet 1885\ elle est
capable d'exécuter des suggestions post-hypnotiques fort compliquées.
Notons que, sous cette influence, les vomissements diminuèrent sensiblement de fréquence et d'intensité » C nie L A TOURETTE,
L'hyp
n»1., p. 117.
Identico facto se dâ quanto â aptidâo a cahir em somno hypnotico:
a educaçâo, o habito vencem as difficuldades do coineço.
> ) L'hypnot., p. 1C.0.
413
m
205
« les
suggestions,
toutes
« désire leur donner
seriamos
por
turbaçôes
ella
dores
da
que
Paulo Janet
da
theoria
as
idéas ;
mentos ;
4."
obrigados
grande
3.
a
(
suggestôes:
os
as
0
i
esta
h y p n o t i c a s : a)
c i n a ç ô e s , — b)
gestôes
de
actos
(
4 4 6
).
as
de
suggestôes
os
âs
movi-
E ' do
das
mesmo
suggestôes
sensaçôes,
ou de
cle m o v i m e n t o s , —
Por
paralysias
os
movimentos;
idéas.
necessidade
a c c e i t a m o s essa d i v i s â o , c o n s a g r a n d o ,
paginas
revela-
suggerem
suggerem
tripartita
suggestôes
da
de
methodo
porém,
sensibilidade
seiros
para
em
hypnoticos
o
nosso
suggestâo
fazem
phenomenos
seguida
que
mais
trabalho
dos
parte
pôr
e
algumas
âs
da
relevo
vivamente ferem a
approximarâ
factos, que
sciencia
jâ
parachegar
rudimentares e
em
os
allu-
^sug-
l y s i a s clo m o v i m e n t o . P a r t i n d o d o s i m p l e s p a r a
ao c o m p l e x o , dos
âs
fundamentaes
idéas
suggerem
classificaçâo
seguida
agentes
leis
as
0
movimentos
idéas
per-
).
4 4 5
d e s c o b r i u as q u a t r o
0
qu on
t o d a s as
em
s â o verdadeiros
os m o v i m e n t o s s u g g e r e m
autor
estudar
desenvolvidas
névrose
das
2.
hallucinations
» Essa p r o p o s i ç â o p r o v a demais:
hystericas
hypnotisaçôes,
les
gros-
os
factos
imaginaçâo,
phenomenos
s â o conhecidos
e
da
que
positiva.
II
Suggestôes
de sensaçôes
Os
phenomenos
têm
sido
(allucinaçôes
que
estudados
vamos
e
s
simplesmente
explorados
** ) GEORGES G L I X O X , Les agents
e illusôes)
(
').•—
apontar
innumeras
provocateurs
4 4
de l'hyslèrir,
vezes.
lor, c.
C ') Rev. polit, et littéraire,
26 Julho 1884, p. 104.
" j Ulusâo e allucinaçâo n à o sâo cousas identieas. « 0 que distingue os dois phenomenos é que na allucinaçâo as percepcôes sâo creadas de uni modo completo no cerebro enfermo e para se manifestarem n â o precisam da i n t e r v e n ç â o activa dos orgâos sensitivos externos, emquanto que na ilhisâo existe uma i m p r e s s â o exterior que,
uma vez percebida, se transforma e se adapta, por assim dizer, âs
ic
7
v
206
A
IIYI'NOTISMO
sua
variedade
mentador,
de
dépende
e séria
sensaçôes
formas que
da
t â o difficil
phantasia
descrever
suggeridas,
como
a argila pode
tomar
affirmar que
as
do
experi-
as
especies
exprimir
todas
as
entre
mâos
do
as
olleiro.
Basta
allucinaçôes
e
podem
affectar, isolada o u simultaneamente,
illusôes
a
totali-
dade
dos sentidos. E ' de notar, p o r é m , que ha h y p n o -
ticos
unicamente
allucinaveis
durante
leptica, ao passo que outros somente
gestôes
lico.
de
allucinatorias durante
E
se
nos
percepçâo,
perguntarem
segundo
ram,
poderemos
lismo
as
idéas
o
a
phase
a c c e i t a m as
o periodo
allucinaçâo
o q u e d i s t i n g u e os
estado
responder :
em
que
durante
incutidas s â o de
e
algumas
o
algum
se
vezes
allucinaçâo,
qualquer
se
idéa
ao
na
com
se
que,
o
por
o
emquanto
fica
absorto
insensivel
embora
p o n d e r a p e r g u n t a s i n t e i r a m e n t e estranhas ao
o préoccupa ;
emfim,
o
tivo
mais
consiste
numa
tuiçâo
mina
saliente
reciproca,
entre
que
a sensaçâo
na
caracter
phase
suggerida
cataleptica dos m e m b r o s (
4 4 S
distinc-
de
c a t a l e p t i c a se
e
a
res-
assumpto
clinico
especie
du-
preso
outras i m p r e s s ô e s e
que
a
maneira,
allucinaçâo ;
individuo,
pode receber
menos
raciocina
alguma
da
decla-
modo
résiste ;
tornar
objecto
o somnambulismo
allucinaçâo,
de
suggerida
n â o relacione
rante
ponto
erros
somnambu-
que no periodo cataleptico o hypnotisado
na
sug-
somnambu-
fataes q u e na catalepsia, a d o e n t e discute-as,
a
cata-
substidéter-
immobilidade
) , ao passo que
na
phase
preoccupaçôes délirantes do doente.» K Ï I T I , Théorie physiologique de
l'hallucination,
cit. por J. D E MATTOS, Allucinaçôes e illusôes, 1892,
p. 21.— Lasègue expôe a differença entre os dois phenomenos do seguinte modo: «a illusâo é para a allucinaçâo, o que a maledicencia é
para a calumnia.» L A S È G U E , Etudes
médicales.
( ) As allucinaçôes provocadas durante a phase cataleptica, alternam com o estado cataleptico dos membros: sob a sua influencia
o estado cataleptico cessa deixando immediatamente â doente toda
a liberdade de movimentos, mas logo que a allucinaçâo se dissipa,
aquelle estado reapparece immobilisando o individuo em sua ultima
posiçâo.
448
20J
somnambolica
de
a
semelhante
allucinaçâo
occasiona;
que
e
o
desapparece
hypnotisado
nada
conserva
p e r f e i t a m e n t e l i v r e s os m o v i m e n t o s dos m e m b r o s (
Trata-se
A
de
vontade
do
somnambulo
olhares
nea.
ou
allucinar o sentido da vista
operador
toma
e
a
uma
simples
palavra
c a d a o b j e c t o a p r e s e n t a d o aos
p o r p o n t o de p a r t i d a de u m a a p r e c i a ç â o
A
vontade
p a l a v r a , os
ora
illudir
do
hypnotisador
objectos
e
a
uma
s e r â o vistos pelos
ramente.
A
augmentados,
méra
ora
affirmaçâo
do
).
:
o
seus
erro-
simples
somnambulos,
d i m i n u i d o s e m suas m i n i m a s p r o p o r ç ô e s , o r a
comedidamente
4 4 9
deformados
desintei-
experimentador,
o
h y p n o t i s a d o v e r â u m q u a r t o se t r a n s r n u d a r e m
jardim,
em
desper-
b o s q u e , e m t h e a t r o , as i d é a s a s s o c i a d a s se
tam
por
e
elle
colhe
flores imaginarias,
passeia
o
olhar
arvores que jamais existiram, ouve u m a aria idéal.
— Na
erro
mesma
sobre
tituindo
pela
a
na
ordem
de
factos pode-se
identidade
de q u a l q u e r
imaginaçâo
pessoa
B ; e
a
do
produzir
individuo,
somnambulo
illusâo persiste
a
um
subs-
pessoa
a t é que o
somno
n a t u r a l o u u m accesso v e n h a dissipal-a. E ' m e s m o
sivel
suggerir
algarismos,
nambulo
cuja
com
Trata-se
diçâo ? O
soa
sobre
illudir
desconhecida
ordens
Trata-se
Assim
y')
{ ;
u y
VM
ao
que
ou
de
como
(
4 5 0
de
uma
delicias
palavras
percebe,
a
pos-
numéro
executada
pelo
de
som-
).
allucinar o
a
ouvir
so
certo
confundirâ a
com
elle
sera
um
exactidâo
com
ausente ; e s c u t a r â
a
a
hypnotisado
indignar-se-â
papel
addicçâo
toda
de
um
A
sentido
voz
outra
da
au-
de u m a
pes-
conhecida
e
musica
predilecta,
obscenas,
obedecerâ
etc.
illudir ou allucinar o sentido do gosto ?
é
possivel
suggerir
a sensaçâo
P A R U R I C H E R , Etudes cliniques, p. 701.
B A B I N S K Y , cit. por B I N E T et F É E É , Magnét.
animal,
da f o m e
p. 157.
208
e
HYPNOTISMO
da
sede,
iguarias
um
vos
de
de
em
Trata-se
facçâo ?
as
ou
uma
de
ou
mais
commum
narinas
do
somnambulo
fazendo
Skine,
c u j o p e r f u m e o sujet
Trata-se
Todos
os
de
que
illudir
modos
é,
modificados, simultanea
das
mais
e
Féré,
dôr
sentida,
mente
quando
descripçâo
o
da
entâo
vista.
ou
exemplo,
aspira
com
ou
o
aroma
delicias.
podem
isoladamente.
deste genero,
da
individuo
de
Em
illudir
delirio
ou
â
uma
a
a
contusa;
realidade
gérai
corre,
um
differentemente
anteriormente
complica com
Uma
dizem
suggestâo
descreve
o sangue
de
ol-
passar
cutanea
corresponde
um verdadeiro
Trata-se
por
résulta
desses accidentes.
f e r i m e n t o se
çâo
fazer
c o n f o r m e a f e r i d a é incisa o u
a
do
que
individuo
todavia
algum
que
da
u m frasco de a m m o -
allucinaçôes
é a
ferimento : o
do
sentido
sensibilidade
ser
Binet
sulphato : é
ou allucinar o sentido do tacto ?
da
curiosas
de
por
Champagne.
Nada
crer
occaziâo
allucinar o
niaco,
corner
s u g g e r i d a de u m copo
capitoso
illudir
na
pilula
transformaçâo
taça
de
fazendo o operado
representadas
papel
vulgar a
agua
sob
saciareis
deliciosas,
pedaço
cousa
a
so-
soffreu
allucinaçâo
nova
e t c . , e se
allucina-
desenvolve
systematisado.
allucinar o sentido
muscular
o sentido i n t e r n o ? N a p r i m e i r a h y p o t h è s e , finja-se
p ô r e n t r e as m â o s d o s o m n a m b u l o u m c o r p o a l l u c i n a torio e que elle i m a g i n e apertal-o
operado
nâo
a
expérimenta
p o d e j u n t a r as
acçâo
das
vegetativa,
res,
surprehende
tem
etc.),
rindo
pela
de
como
a
mâos.
sobre
acçâo
illusôes
corpos
ainda
fome,
sensaçâo
a
e
de
No
os
dos
e desorienta
provocado
(sensaçâo
duas
suggestôes
vida
se
uma
entre
os
dedos:
o
resistencia
e
segundo
phenomenos
nervos
os
da
vaso-moto-
estudiosos:
allucinaçôes
extranhos
caso,
n â o sô
visceraes
n o i n t e r i o r clo c o r p o ,
egual
resultado
sede,
as
se
sensaçôes
obtem,
sugge-
genesicas,
e
CAPITULO IV
outros
(
4 4 9
).
Nâo
precisamos
insistir
sobre a impor-
tancia que assume esta ultima observaçâo na ordem
dos estudos de que nos occupamos.
E
nâo é
sô:
no
periodo
somnambulico
ainda
se
torna possivel suggerir a idéa de uma alteraçâo cle
estructura de qualquer corpo. Sâo muito conhecidas as suggestôes de transformaçâo da personalidade : ao capricho do experimentador uma senhora
cle salâo se transmuda successivamente em rude
camponeza, em soldado, em carroceiro, em medico, em
advogado ( ). Para Binet e Féré esses phenomenos
450
( ) ALVARES, 0 que c o hypnotismo, p. 12.
t49
i ) O somDambulo perde a noçâo da sua propria personalidade e
cria, utilisando-se de recordaçôes guardadas, a nova personalidade de que
o revesteni. J â nâo é mais um allucinado assistindo como espectador
âs scenas, que a suggestâo desenrola deante dos seus olhos: é um
actor que, tomado de loucura, imagina ser real o drama em que toma
parte e que se transforma de corpo e aima no personagem por elle
representado. A esse curioso phenomeno C H . E I C H E T deu o justissimo nome de objectivaçôes cle typos, porque o hypnotisado, em logar de conceber um typo como faria qualquer de nos, — realisa-o e
objectiva. M o n o A . . . , sujet de Ch. Richet, appresentava as seguintes m é t a m o r p h o s e s : En paysanne:
(Elle se frotte les yeux, s'étire).
Quelle heure est-il ? Quatre heures du matin ! (Elle marche comme
si elle faisait t r a î n e r ses sabots). Voyons, i l faut que je me lève
Allons à l'étable. H u e ! la sousse ! allons, tourne t o i .
(Elle fait semblant de traire une vache). Laisse-moi tranquille Gros-Jean. Voyons
Gros-Jean, laisse-moi tranquille, que je te dis! Quand j ' a u r a i fini mon
ouvrage. Tu sais bien que je n'ai pas fini mon ouvrage. A h ! oui, o u i !
plus t a r d . . — E n actrice: (La figui-e prend un aspect souriant, ou bien
de l'air dur et e n n u y é qu'elle avait tout à h heure). Vous voyez bien
ma jupe. Eh bien! c'est mon directeur qui l'a fait rallonger. Ils sont
assommants ces directeurs. Moi, je trouve que plus la jupe est courte
plus ça vaut. I l y en a toujours trop. Simple feuille de vigne. M o n
Dieu, c'est assez Tu trouves aussi, n'est-ce pas, mon petit, q u ' i l n'y a
pas besoin d'autre chose qu'une feuille de vigne. Regarde donc cette
grande bringue de Lucie, en a t-elle des jambes, hein! etc.— En général:
Passez-moi ma longue-vue. C'est bien! C'est bien! Ouest le commandant du premier zouave? I l y a là des Kroumirs ! Je les vois qui montent
le ravin. Commandant, prenez une compagnie et chargez-moi ces
gens-là. Qu'on prenne une batterie de campagne... Ils sont bons, ces
zouaves! Comme ils grimpent b i e n ; etc.—En prêtre : (Elle s'imagine
être l'archevêque de Paris: sa figure prend un aspect très s é r i e u x . La
voix est d'une douceur mieulleuse et t r a î n a n t e qui contraste avec le
ton rude et cassant qu'elle avait dans l'objectivation précédente).
(A part): I l faut pourtant que j ' a c h è v e mon mandement (Elle se prend
la tête entre les mains et réfléchit). (Haut): A h ! c'est vous, monsieur
27
45()
210
tâo
HYPNOTISMO
intéressantes
mais
produzidos s â o
complicados que a allucinaçâo, e constituem
verdadeiro
Todas
sâo
e tâo commumente
delirio.
as
suggestôes
intra-hypnoticas;
realizar
dias,
hypnotisaçâo
cadas (
4 o 1
um
mezes,
em
que
que
no
e
agora
entretanto
mesmo
as
até
um
ellas
anno
allucinaçôes
indicamos
podem-se
depois,
da
foram provo-
) . E a s s i m c o m o h a i d é a s s u g g e r i d a s actuaes
e
le grand vicaire, que me voulez-vous? Je ne voudrais pas être dér a n g é . . . Oui, c'est aujourd'hui le premier janvier, et i l faut aller
à la c a t h é d r a l e . . Toute cette foule est bien respectueuse, n'est ce
pas, monsieur le grand vicaire? I l y a beaucoup de religion dans le
peuple quoiqu on fasse; etc.— En religieuse: (Elle se met aussitôt à
genoux, et commence à réciter ses prières, en faisant force signes de
croix, puis elle se relève). Allons à l'hôpital, i l y a un blessé dans
cette salle. Eh bien! mon ami, n'est-ce pas que cela va mieux ce
matin? Voyons ! laissez-moi défaire votre bandage (Elle fait le geste
de dérouler une bande). Je vais avec beaucoup de douceur -, etc. —
C H . RICHET, La personnalité
dans le somnambulisme.
Ao somnambulo A .
B . . . , Alvares suggerio que tinha sido nomeado bispo do Porto e que era obrigado a fazer um sermâo clo natal: «Irmâos! Faz hoje 4,016 annos que o homem, o Rei dos homens,
o grande entre os grandes, nasceu. Nés temos que nos curvar reverentes perante a Sua Magestade. Eu a quem confiaram este titulo;
eu, primeiro que os outros, devo curvar-me e respeital-o, mas para
vos tambem é um dever », etc.
Alvares interrompeu-o para lhe suggerir que era deputado pelo
Porto e pediu-lhe um discurso sobre o contracte dos vinhos, declarando que o présidente da Camara lhe concedia a palavra reservada
da vespera: iComo jâ vos disse, é uma iniquidade o sur. Marianno
de Carvalho querer nos impingir um monopolio, porque neste andar
farâ monopolio de tudo. Ora eu, segundo vos disseram, vim a Lisboa
e fallei a S. Magestade sem medo nenhum» etc. 0 experimentador
suggerio-lhe que era o Ministro da Justiça, apresentou-o a uni cavalheiro que declarou ser o Ministro da Guerra e mandou que conversasse
sobre a crise ministerial: «Ora como estas tu? (Cumprimenta o seu
collega ministro). Bem sabes que isto estâ mau, mas bavemos de
vencer tudo. Bem sei que a tua influencia é menor do que a minha,
porque sabes que tenho do meu lado o povo, e <> povo pode muito», etc.
Vide ainda A LU. B O N J K A X , L'hj/pnotisme,
luicuicois, La suggestion,
p. 349 e seg.
) Charles Richet diz a uma soumambula, antes de despertal-a, que volte em tal dia, â tal hora. No dia designado e â hora
marcada ella se apresenta a Richet: «Je ne sais pas pourquoi je viens,
diz ella, il fait un temps honible. J'avais du monde chez moi. J'ai
couru pom venir ici et je n'ai pas le temps de rester; i l faut que je
reparte dans quelques instants. C'est absurde, je ne comprends pas
pourquoi je suis venue» C u . RICHKT, L homme, et l'intelligence, p. 253).
4 5 1
v
CAPITULO IV
fuhiras,
é
activas
que
cinaçôes
modo
tambem
no
da
crear, no
os
nunca
de
mentos
duzir
a
factos,
para
prestados
Vimos,
no
O
ser
allucinaçôes retroconsideradas
operador
pode
espirito do somnambulo,
assistiu,
Nancyanos
crear
fundo podem
memoria.
recordaçôes
que
possivel
2I I
que
jamais
Nesse
allu-
por
esse
verdadeiras
succederam,
phenomeno
se
ou
a
firmam
insistir sobre o p e r i g o dos depoi-
por
hypnoticos.
capitulo anterior,
hemi-
s o m n a m b u l i s m o , c o e x i s t e n t e s c o m q u a l q u e r das
outras
se
do
declarar
quanto
que
grande
na
a
hemilethargia
hypnotismo, e
metade
outra
a
é possivel proo
phases
hemicatalepsia,
como
do
metade
e
podendo
mesmo
c o r p o de u m a pessoa e m se
conserva
em
estado
Depois de 172 dias, uma suggestâo feita por Beaunis a 31.Ho A...
em somnambulismo, realisou-se ponto por ponto. «Le premier janvier
1885, à dix heures du matin, vous me verrez: je viendrai vous souhaiter la bonne a n n é e , puis après vous l'avoir souhaitée, je disparaîtrai ». No dia e hora mencionados, M.he A .. v i u o dr. Beaunis
entrai em sua alcova e dar-lhe as boas testas. Notou a sua roupa de
estio impropria da e s t a ç â o : era justamente a mesma com que estava
o dr. Beaunis no momento em que lhe fez a suggestâo citada. E m
1.° de janeiro de 1885, o dr. Beaunis estava em Paris ( B E A U N I S , Le
somnambulisme
provoqué,
p. 2 3 3 \ — « A p r è s 31. Bernheim et avant
M . Beaunis, j'avais moi m ê m e provoqué, à 100 jours d'intervalle, certains
faits qui sont sans i n t é r ê t en présence de la suggestion à 365 jours
que j ' a i faite le 12 octobre 1885 et qui s'est réalisée le 12 octobre
1886. Voici l'osservation telle que l'a p u b l i é e le Journal des Débats
(\.° nov. 1886). Le 12 octobre dernier, 31. Liégeois a vu se réaliser
très exactement une suggestion q u ' i l avait faite le 12 octobre 1885,
c'est-à-dire 365 jours auparavant. Toutes les précautions convenables
avaient été prises en vue d'assurer la sincérité de l'expérience. La
suggestion avait é t é faite en 1885, au jeune P. N..., d é j à plusieurs
fois h y p n o t i s é . C'est un très bon sujet (pie M . Liégeois a p r é s e n t é ,
au mois d ' a o û t dernier, à la section médicale du Congrès de Nancy
de {'Association française
pour l'avancement
des sciences. U n secret
absolu avait été o b s e r v é par l ' e x p é r i m e n t a t e u r , et le sujet en question
ignorait e n t i è r e m e n t l'expérience dont i l devait être object. L'ayant
p r é a l a b l e m e n t h y p n o t i s é , 31. Liégeois avait dit à P N . . . , le 12 octobre
i885: « D a n s un an, à pareil jour, voici ce que vous aurez l'idée de faire:
«vous viendrez chez 3L Liébeault dans la matinée. Vous vous direz
«que vos yeux ont é t é si bien depuis un an, que vous devez aller
«le remercier, lui et M . Liégeois. Vous exprimerez votre gratitude à
«l'un et à l'autre et vous leur demanderez la permission de les em«brasser, ce qu'ils vous accorderont volontiers. Cela fait, vous verrez
-
212
HYPNOTISMO
normal,
nambulo
em
estado
de
vigilia.
Pois
bem:
o
som-
é t a m b e m allucinavel unilateralmente : pode
ver com o olho esquerdo uma paisagem lindissima
e assistir com o olho direito âs scenas mais horrorosas, os mais tragicos espectaculos ; e fazendo-se
intervir entâo o sentido da audiçâo, murmurando ao
ouvido esquerdo phrases agradaveis e proferindo â
direita imprecaçôes e gritos, veremos o sorriso desenhar-se em metade do labio do somnambulo, ao
passo que do outro lado a face exprime a tristeza,
ou o pavor. Essas allucinaçôes bilateraes différentes provam a independencia funccional dos dois hemispherios cerebraes ( ).
452
«entrer dans le cabinet du douteur un chien et un singe savants, l'un
«portant l'autre ; ils se mettront à faire mille gambades et mille gri«maces et cela vous amusera beaucoup. Cinq minutes plus tard, vous
«verrez entrer un bohémien suivi d'un ours apprivoisé; cet homme
«sera heureux de retrouver son chien et son singe, qu'il craignait
«d'avoir perdus. Et, pour divertir la société, i l fera aussi danser son
ours, un ours gris d'Amérique, de grande taille, mais très doux et
«qui ne vous fera pas peur. Quand i l sera sur le point de partir,
«vous prierez M . Liégeois de lui donner 10 centimes comme aumône,
«et vous les l u i remettrez vous-même. » Le 12 octobre 1886, M . Liégeois s'était rendu chez M . Liébeault avant neuf heures. A neuf
heures et demie ne voyant rien venir, i l était retourné chez l u i et
supposait que la suggestion faite un an auparavant ne produisait
aucun effet. Mais le jeune P. N . . . arriva à dix heures dix minutes:
i l adressa à M . Liébeault les remerciements dont l'idée l u i avait été
suggérée, et demanda si 31. Liégeois ne viendrait pas. Celui-ci, prévenu par un exprès, se hâta de se rendre de nouveau à la clinique
de l'éminent docteur.
A peine est-il arrivé que P. N . . se lève et vient l u i exprimer
les sentiments de gratitude, qu'il avait déjà témoignés à 31. Liébeault.
Puis, l'hallucination, jusque-là retardée par l'absence de M . Liégeois,
se produit exactement dans l'ordre p r é v u : N . . voit entrer un
singe et un chien savants qui se livrent à leurs exercices ordinaires;
il s'en amuse beaucoup. Ces exercices terminés, i l voit le chien
s'avancer vers l u i et faire la (prête, tenant une sébile dans sa gueule;
il emprunte 10 centimes à M. Liégeois et fait le geste de les donner
au chien, enfin, i l voit, dit-il, un bohémien qui e m m è n e le singe et
le chien. L'ours ne parut pas, et N . . ne songea pas à embrasser
3IM. Liébeault et Liégeois. Sauf cex deux points, la suggestion avait
été pleinement réalisée.» ( L I É G E O I S , La suggestion, p. 339-341.)
i i Vide B É R I L L O N , Hypnotisme expérimental;
la dualité cérébrale
et l'indépendance fonctionnelle
des deux hémisphères cérébraux, t h . de
Paris, 1884; D U M O N T P A L L I E R , in Comptes-rendus de la Société de Biologie,
l 6 2
213
O
hypnotico,
imagem
a exemplo
allucinatoria e
dade
objectiva do
que
muitas
impossivel
sionam
salientes
tem
as
a
sua
do
ou
dos
automatismo
a
ser-lhe
que
uma
provoca
terceira,
se
a
reali-
suggerido,
absolutamente
realmente
Um
de
na
objecto
cérébral
suggeridas
idéa
piamente
do
sensibilidade.
imagens
unida
tâo
confessa
differençal-os
tuamente : uma
que,
crê
facto,
vezes
do alienado, extériorisa
dos
impres-
effeitos
mais
aptidâo
que
suggerirem
mu-
é
outra
a
idéa
egualmente
contigua
incita
esta
1882-1884, passim; D U M O X T P A L R I E E et M A G X I N , Des
hallucinations
bilatérales, i n Union médicale, 15-19 Maio 1883; L A D A M E , La nécrose
hypnotique devant la médecine légale, i n Ann. d'hyg. et méd. lég., 1882,
t. v u , p. 518. — C U E E E E E E (Magnét. et hypnot., p. 257-280) conclue :
L'activité psychique d'un h é m i s p h è r e peut être s u p p r i m é e sans détruire la conscience du moi et les facultés intellectuelles ; les deux
h é m i s p h è r e s c é r é b r a u x peuvent être mis s i m u l t a n é m e n t dans un
dégré différent d ' a c t i v i t é ; jouissant d'une activité égale, ils peuvent
être concurremment le siège de manifestations psychiques de nature
et de caractère d i f f é r e n t . ) ' — S e r a boni recordar : a differença de peso
dos dois hemispherios ( L U Y S , i n Encéphale e Hypnotisme
expérimental,
1890, e B O Y D , Philosophical
transactions,
1861, dâo a predominancia
ao hemispherio esquerdo no estado normal ; B E A , in Encéphale, 1881,
admitte que ora um ora outro é mais volumoso ; e experiencias â
respeito forain tentadas por Charlton, Bastian, Duret, etc.); a differença de desenvolviniento ( P A R R O T , i n Arch. de physiologie, 1879); as
observaçôes tendentes a demonstrar que a ablaçâo dum hemispherio
em nada modifica o estado intellectual ( V U E P I A X , L O N G E T , F E O U E E N S ,
Rcch. expérim. sur le syst. nerv., 1842; M U E E E E , Manuel de physiol.,
1851); a existencia de certas regiôes cerebraes independentes umas das
outras sob o ponto de vista de suas funcçôes ( F E E E I E E , F E I T S C H E e
L I I T Z I G , D U R E T , C A E V I R R E , B E O W N - S É Q U A R D , i n Arch. de physiol., 1877);
a theoria de E X N E R (Untersuchunyen
iiber die Localisationen
der
Eunktioncn
des Grosshirn des Mcnschen), que sustenta que ao hemispherio direito compete a sensibilidade e ao esquerdo a f u n c ç â o motora;
as observaçôes de D E E A U N A Y sobre os sonhos (Sur deux
nouveaux
procédés d'investigation
psycholoyique,
1882) ; as observaçôes sobre a
diversidade de teniperatura dos hemispherios cerebraes ( B E O C A , S C H I F F ,
in Arch. de physiol., 1870; P A U L BERT, Soc. de Biolog., Janeiro 1876 ;
numerosos factos de pathologia mental ( B A E E , Le dualisme
cérébral,
in Rev. scientif., 1883; H . H O L L A R D , Médical notes and réflexions, 1840;
ESQUIROR, Maladies
mentales, t. n , 1838; M I C H É A , Des
hallucinations,
de leurs causes et des maladies qu'elles caractérisent, 1846; W I G A X , The
duality of Minci, 1844; M A G N A S , Des hallucinations
bilatérales
de
caractère opposé suivant le côté affecté, i n Arch. de neurologie, 1883 ;
L U Y S , Etudes de physiologie
et de pathologie cérébrales, 1874; H U G U E S ,
in American Journal of insanity, 1875).
HYPNOTISMO
214
ultima,
e
assim
associaçâo
das
p o r diante ; o que p r o v a que a lei da
idéas
por
contiguidade
pode-se
exer-
citar, sem a a c ç â o da intelligeneia e da vontade. B i n e t
e
Féré
viva
sustentam
exteriorisada,
tomada
o
que
em
laço
de
a allucinaçâo
e que
si-mesma
n â o é somente
que
associaçâo
é uma
se
imagem
a imagem,
extériorisa, mas
unindo varias
imagens
ainda
(
4 5 3
).
*
Algumas palavras sobre as allucinaçôes visuaes
que maisamplamente
Si
apresentarmos
direito,
tiva
e,
estudaremos no capitulo septimo.
u m quadrado verde deante
apôs o apparecimento
monocular
vermelha,
da i m a g e m
do
olho
consecu-
abrirmos o esquerdo
sobre
u m p a p e l i n t e i r a m e n t e b r a n c o , a i m a g e m v e r m e l h a se
d i s s i p a ; — si a l l u c i n a r m o s a o
primeiro um
quadrado
vermelho e abrirmos o outro, o somnambulo
percebe
u m quadrado v e r m e l h o , mas real, a c ô r v e r m e l h a persiste na v i s â o
b i n o c u l a r , p o r é m se é c l i p s a d e t e m p o
t e m p o e parece c o b e r t a de u m a n u v e m
si e m f i m
melho
suggerirmos
para
o
olho
as
duas
cores
se
m i s t u r a m , mas,
turvam
suggeridas
por
cartâo
ultimo
dois
verde,
de
esquerdo,
nâo
luta, o
ora
é visto
dos
dois
de
campos
ver-
confundem,
especie
alternancia
o
é
carcomo
matizes
concurrencia
visuaes
ou
estabelecida
physiologica.
â
fixidez
experiencias
uma
folha
de
rectangular
por
( ) Vide
453
dos
relaçâo
ha varias
sobre
a
cartâo
para
se
a vista, c o n f o r m e a lei
optica
Com
uma
esbranquiçada;
mesmo
nâo
sendo
vermelho, e
antagonismo
na
um
direito e verde
t â o ora é visto como
sendo
que
a
meio
BINET
et
da
séde
curiosas
papel
branco
tracem-se
cle u m
estylete
Le magnét.
allucinaçôes,
e instructivas. Assim,
e
FÉRÉ,
das
colloque-se
os
limites
rombo,
animal,
um
deste
suggerindo
p. 163-1 Ou.
CAPITULO IV
ao
somnambulo
tinta
de
que
e
dobrarâ
torno
idéa
escrever;
se-lhe
elle
a
o
o
e
segundo
tal
pela
folha
operado
que
transforma
forem
vista
sempre
quer
que
mos,
o
que
gestâo
cartâo
os
é
vista
experiencia
a
sobre
cartâo
com
cartôes
allucinatorias
cerebraes
jecto,
i r r e c o n h e c i v e l aos
â
uma
de
ser
CHARCOT, cit. por
f-' ) A.
a
BIXET,
cujas
sera
e qual-
que
na
a
sug-
imagem
nâo
é
do
mais
mas
cima,
a
sr.
conseguirâ
em
vol-
pessoa
Ainda
outra
ao
somnam-
Z
impresso
sr
na
Z (
do
notada
hystériques,
ALVARES,
L'hallucination,
semelhantes;
entre
suppôe
4 5 5
).
theoria
associadas
olhos
esse
descobrir
que
a
photo-
Esses
das
um
factos
imagens
ponto
qualquer
individuo
pelo
ob-
normal,
somnambulo,
considérées
0 que é 0
de
do
seus sentidos
i n Bev. philos.,
o
perce-
face,
dâ-se
h y p e r e x c i t a b i l i d a d e dos
C H . F É R É , Les hypnotiques
d'expérience,
1883.
4 V l
a
ao
bordos
em
para
particularidade
4 6 1
(
cova
apresentar-
e
para baixo.
aquelle
isto
graças
lh o
inteiramente
explicaçâo
susceptivel
na
cartâo,
nâo
retrato
outros
mira,
mas
cartâo
imagem
do
mesma
physionomia do
é, a
o
invertida; apresentando
Charcot:
hypnotico
clara
con-
branco • mistura-se e m seguida
os
recebem
a
instante
cabeça
a
que
faces
retrato
do
o
a
o
do
suggerirmos
que
as
no
nem
de
accordado,
graphada
em
baixo
varios
muitos
Si
face
de
dévida
cartâo
linhas
eguaes,
na
suggestâo
um
).
ficticias,
retrato u m cartâo,
cartâo
bordos
retratada
bulo
o
as
tal maneira que
reverso,
bido ; voltando
tando
de
inclinada,
pelo
4 5 4
collocarâ
occupavam
f o i feita,
nem
(
em
sentido
individuo
posiçâo
fique
dobrada
sobre a mesma
o
com
linhas
perfeitamente
inteiramente
seja
traçada
perfeiçâo
ajustar
formada
faces
s e g u n d o as
com
de
linha
o individuo accordar, diga-
papel
papel
desenhado
ha
uma
quando
dobre
rectangular
de
215
comme
(
4 5 6
).
sujets
hypnotismo.
A b r i l e Maio de 1884
2l6
HYPNOTISMO
Para
a
c o n f i r m a ç â o desta theoria (affirma Alvares),
basta
saber-se
visâo
os
que
pontos
allucinatoria (
reflectem
as
4 5 7
),
tudo
de
e
que
encobre
mira, apaga
que
todas
modificaçôes
dos
no
tambem
campo
a
as m o d a l i d a d e s
mesmos
da
imagem
desta
pontos
que,
s e n d o v i s t o s s e g u n d o as l e i s g e r a e s d e o p t i c a p h y s i o l o gica,
se
desdobram,
parecem
quebrados,
etc.,
con-
Binet e
Féré
forme a qualidade do apparelho empregado. Sâo
interessantissimas
sobre
as
experiencias
propriedades
microscopio,
globos
as
da
oculares,
lente,
sobre
do
da
as
prisma,
pressâo
de
do
e
espelho,
desviaçâo
allucinaçôes
do
dos
provocadas
durante o somnambulismo ( ).
458
( ) Suggerindo a uma somnambula a allucinaçâo de uma photographia sobre um cartâo em branco,— « si on place une feuille de papier
de soie sur le carton, la malade ne voit pas le portrait à travers »
( B I N E T et F É R É , Magnét.
anim., p. 168). E nâo é s ô : « A u lieu de
remettre le paquet de cartons entre les mains de l'hypnotique, montrons-lui le portrait imaginaire en le tenant à environ deux mètres
de ses yeux. A cette distance, le carton paraît tout blanc, tandis
qu'une photographie réelle paraîtrait grise. Si on rapproche progressivement le carton, le portrait imaginaire finit par apparaître, mais
i l faut qu'il soit beaucoup plus rapproché qu'une photographie
ordinaire, pour que la malade en reconnaisse le sujet. Oette particularité
s'explique très bien avec la supposition que l'image hallucinatoire est
évoquée par la vision des points de repère, et que ces points ne sont
visibles qu'à une courte distance. > — Nem sempre a interposiçâo du m
anteparo entre os olhos do suggestionado e o cartâo em que se
représenta a imagem allucinatoria, supprime essa imagem: algumas
vezes o hypnotico continua a observar o objecto imaginario como si
nâo estivesse interposto o anteparo e no mesmo logar em que anteriormente o via; outras vezes, porém, acha-o projectado sobre o
mesmo anteparo. ( A L V A R E S , 0 que é o hypnot., p. 52).
( ) A origem dessas experiencias veio de uma anterior, dévida a
Brewester: sabendo que no estado normal, desde que se comprima o
globo ocular com a ponta do dedo, de maneira a desvial o da sua
posiçâo natural, e se contemple fixamente qualquer objecto, — este
ultimo se desdobra, — aquelle célèbre physico inglez repetiu essa
experiencia em uma doente que tinha allucinaçôes visuaes e, comprimindo o olho do sujet, conseguiu o desdobramento da imagem
allucinatoria (Bail cita um facto do mesmo genero! F É R É (Mouvements
de la pupille et propriété du prisme dans les hallucinations
provoquées
des Jiystériques, Soc.de Biol., Dez. 188f, e in Progrès médical, Dez. 1881)
substituiu a pressâo do globo ocular pela applicaçâo do prisma que
egualmente desdobra e desvia a imagem allucinatoria; a imagem
falsa estâ sempre collocada conforme as leis de physica, embora os
457
468
CAPITULO IV
Tudo
o
que
temos
dito
até
217
agora
applica-se
âs
illusôes suggeridas.
Occupemo-nos ligeiramente das allucinaçôes negativas. As suggestôes que até agora temos estudado,
ora fazem o espirito tomar uma cousa real que o
impressiona por uma outra de caractères différentes
(illusôes), ora fazem-n o perceber um phenomeno nâo
sujets desconheçam os effeitos do prisma e se dissimule a sua posiçâo
précisa : si a base desse instrumente estiver para cima, as duas imagens
sâo vistas uma acima da outra, — si a base estiver em posiçâo latéral,
as imagens serâo vistas uma ao lado da outra; 0 prisma provoca ou
n â o provoca, â uma distancia dada, o desdobramento da imagem,
conforme se o puzer diante do olho mais normal ou do olho mais
amblyope. A lente engramfece a imagem ; si aquella se inclinai um
pouco, esta deforma-se ; si as duas estiverem separadas por u m
intervallo egual ao dobro da distancia focal, a imagem apparece
voltada. O binoculo mostra a imagem approximada ou affastada,
segundo se olha pela ocular ou objectiva; e o binoculo nao produz
esses effeitos senâo quando ajustado ao grau de vista do allucinado:
« ainsi W . . qui est myope ne discerne rien quand la lorgnette a é t é
mise au point par C. . . qui est e m m é t r o p e . » — Ainda outra experiencia
sobre as propriedades do prisma: « O n fait glisser sur le carton blanc
un prisme dont les trois faces sont égales, et on prie la malade de
regarder le portrait à travers le prisme de haut en bas ; elle voit
deux têtes au lieu d'une et ces deux têtes l u i paraissent agrandies
dans le sens de la largeur, suivant l'orientation du prisme. Or, i l est
à remarquer que la surface de papier sur laquelle le prisme est placé
est parfaitement blanche et uniforme, de sorte qu'une personne
ignorant les propriétés du prisme ne pourrait pas s'apercevoir que
ce bloc de verre d é d o u b l e l'image du morceau de papier sous-jacent.
Enfin, si l'on appuie sur le papier une des a r ê t e s du prisme, la malade ne voit qu'un seul portrait, qui l u i a p p a r a î t comme plié en
deux. . . E n f i n un cristal b i r é f r i n g e n t donne, dans les m ê m e s conditions,
deux images qui se comportent d i f f é r e m m e n t quand on fait tourner
le cristal autour de son axe » ( B I N E T et F É R É , Magnétisme
anim.,
p. 171-172). O microscopio augmenta a imagem allucinatoria; n â o 0 faz
sempre, porque a objectiva pode comprehender uma porçâo muito
circumscripta do cartâo e n â o abranger, portante, os pontos de mira
que nelle existem ; a imagem allucinatoria estando associada â desses
pontos de mira desapparece logo que elles fiquem fora do alcance do
hypnotico ( A R V A E E S , 0 que é 0 hypn., p. 52). E' facil fazer refiectir
um objecto imaginario em um espelho : suggere-se, por exemplo, a um
somnambulo a presença dum objecto qualquer em um ponto da mesa;
colloca-se atraz desse ponto u m espelho e 0 doente v e r â logo dois
objectes. E' facil demonstrar que o individuo n â o colloca o objecto
imaginario sobre a superficie do espelho, mas que elle 0 vê no espelho:
28
-
218
HYPNOTISMO
existente,
ou
que
nenhuma
acçâo
exerça
sobre
elle
(allucinaçôes). Veremos agora a suggestâo agir em
sentido
tamente
inverso,
a
acçâo
isto
dos
é, s u p p r i m i r parcial o u c o m p l e sentidos.
A suppressâo da actividade sensorial pode ser parcial ou generalisada. Suggerindo a um somnambulo
que nâo pode mais ouvir, que se tornou cego, surdo
ou mudo, dâ-se o exemplo da ultima hypothèse. A allucinaçâo negativa parcial ou especialisada se localisa,
coin effeito, si approxhnarmos, si afastarmos, si inclinarmos o espelho
de tal modo que o ponto de mira nâo mais se reflicta aos olhos do
somnambulo, a dupla visâo desapparece. — B E R N H E I M , (De la suggestion,
cap. V I ) confessa nâo ter podido verificar os factos que Binet e Féré
assignalaram e que acima resumimos; e atira âs experiencias citadas
a pécha de terem sido contaminadas por suggestôes inconscientes da
parte dos experimentadores (p. 152). Mas aquelles autores respondem :
« Pour donner une explication complète de ces expériences, i l faut
choisir entre trois suppositions: 1.° On a fait de la suggestion; le
sujet a su qu'on plaçait devant ses yeux un prisme ayant la propriété
de dédoubler les objets, une lorgnette les grossissants, etc. Mais cette
première hypothèse doit être écartée, car i l est évident que la malade
ignore les propriétés complexes de la loupe, du prisme simple, du
prisme bi-réfringent et du prisme à réflexion totale, et quant aux
autres instruments que la malade pourrait connaître, comme la
lorgnette, on a eu soin de les dissimuler dans des appareils. Donc, à
moins de supposer que l'opérateur a eu l'imprudence d'annoncer le
résultat d'avance, i l faut tenir pour certain que la suggestion ainsi
comprise n'a joué aucun rôle; 2.° Les instruments d'optique employés
ont modifié les objets réels qui se trouvaient dans le champ visuel
du sujet, et ces modifications lui ont servi d'indice pour en supposer
de semblables dans l'objet imaginaire. Cette seconde explication,
quoique meilleure que la précédente, nous paraît insuffisante; elle a
contre elle de nombreux faits déjà cités: la localisation précise de
l'hallucination sur un point que l'expérimentateur ne retrouve qu'au
moyen de mensurations multiples, la reconnaissance du portrait
imaginaire sur un carton blanc mélangé avec six autres cartons tout
â fait semblables pour nous, le renversement du portrait imaginaire
par le renversement du carton, à l'insu de la malade, etc. Nous
adopterons une troisième hypothèse, déjà i n d i q u é e : 3 ° L'image
hallucinatoire suggérée s'associe à un point de repère extérieur et
matériel, et ce sont les modifications imprimées par les instruments
d'optique à ce point matériel qui, par contrecoup, modifient l'hallucination. Ainda confirmando essa theoria sobre as allucinaçôes (que,
para B I N E T , La psychologie du raisonnement, 1886, séria uma molestia
da percepçâo externa), aquelles autores referem-se detidamente âs
experiencias de Marie e Azoulay Soc. de Biol., Julho de 1885) sobre
a duraçâo da percepçâo do objecto imaginario (Magnét. anim., p. 170
e seg.)
v
CAPITULO TV
por
assim
de
um
nâo
poderâ
mais
escutar
nâo
poderâ
mais
ver
corpo
dizer,
objecto
desse
lucinaçâo
logica
somente
em
relaçâo
determinado :
diga-se
â
percepçâo
ao
sujet
que
de
som,
u m a certa especie
tal pessoa,
individuo,
e
ou
teremos
negativa parcial. A
destas
219
suggestôes,
certa
exemplos
inhibiçâo,
é
parte
capaz
do
de
al-
consequencia
de
interessar
a
u m , o u a m u i t o s , o u a t o d o s os s e n t i d o s ; a a f f i r m a ç â o :
«nâo
é
poderâs
obedecida
descubra
ver
durante
cinco
fielmente pelo
a
pessoa
sua voz. Q u a n d o ,
minutos o
operado que
designada,
é
no emtanto,
a
capaz
mais
da
presença
para
occultal-a.
poderâ
Que
ver
contrario:
variadas
A
da
acontecer?
do
incapaz
Os
papel,
de
cérébral
que
cérébral,
sob
O
se
objecto,
somnambulo
da
pepara
somnambulo
nada
bem
que
affirme o
modo exacto
as
nossa phy-
e m consequencia,
o doente
escondida
a
a
supprime
um
imprimirmos â
existe
cabeça
ouvir
o objecto interposto, a ima-
suggerida
da
de
face,
indicar por
olhos v ê e m
idéa
imagem
visual
vae
nâo
determinado
collocar deante
modificaçôes
visual
razâo
se
atravez
é
sionomia.
gem
que
a
A f f i r m e - s e ao
serâ possivel enchergar
papel
embora
deste ultimo, elle n â o existe
o hypnotisado.
que n â o lhe
d a ç o de
real
X»,
suggestâo
t o d a s as i m a g e n s s e n s o r i a e s a t t i n e n t e s
apezar
snr.
forma
mas
n â o n'a
persiste
em
percebe.
no
centra
de i m a g e m consecutiva.
Estâo
perfeitamente
n â o so
os p r i n c i p i o s q u e t e m o s e x p o s t o , c o m o ainda
idéa
apparentemente
demonstrados
em
hypnologia,
p a r a d o x a l de que, na
inhibitoria,
o
individuo,
para
distinguil-o
perfeitamente
(
4 5 9
suggestâo
n â o ver o objecto,
).
E
a
quem
a
deve
duvidasse
( ) « E n t r e dix cartons d'apparence semblable, nous en désignons
un à la malade somnambule et celui là seul sera invisible. A son réveil, en effet, nous l u i p r é s e n t o n s successivement les dix cartons, celui-là seul est invisible sur lequel nous avons pendant le somnambulisme attiré son attention. Si la malade se trompe quelque fois,
459
220
HYPNOTISMO
dos
factos narrados,
cia
probante
que
apresentariamos
é
dévida
a
uma
Charles
experien-
Féré :
illustre medico i m a g i n o u tornar invisivel a u m a
um
tam-tam,
mente
bâter
em
catalepsia,
o
menor
instantes,
mas
conscientes,
Paulo
saçôes
produz
si
um
amnesia
em
nos,
si m e s m a ,
teriaes
e
por
anatomica
Podem
ser
esse o
caso
das
ella
sensoriaes
supprimidos
sensoriaes
por
s â o in-
subconscientes.
phenomeno
analogo
q u a n t o a o s sobejos
que
em
no
nâo
levadas
que
Como
nesse f a c t o , e m r e l a ç â o â s sen-
ao
ao
a
dominio
amnesias
da
mais
menos
modificaçôes
que f o r m a m
deixam por
pelas
nâo
n â o existe
d i z e r ; as
isso
a sua
de
maséde
existir.
consciencia,
transitorias, e
se
recordaçâo,
nossa consciencia,
entretanto
que
deixados
constituem
nervosos
(Ribot)
sem
impressôes
dos objectos
assim
dos centros
podia-se
).
impressôes
passadas e
para
(
4 6 0
doente
immediata-
suggestâo,
seus o u v i d o s ,
m e l h o r ainda,
esta n â o p é n é t r a
existe
a
negativas,
essas
actuaes,
sensaçôes
aos
Richer, ha
na
mergulhava
apôs
nascem
ou
a
tremor
allucinaçôes
evidentemente
diz
ruido
impunemente
sentisse
Nas
cujo
este
e
é
particular-
m e n t e das a m n e s i a s e x p e r i m e n t a e s p r o d u z i d a s
durante
c'est que le point de repère vient à l u i manquer et que les cartons
sont trop semblables; de m ê m e si nous ne l u i montrons, par exemple, qu'un petit coin des cartons, elle les verra tous. La m ê m e expérience répétée avec plusieurs objects semblables, tels que des clefs, des
t h e r m o m è t r e s , donne les mêmes résidtats. Enfin la vision réelle mais
inconsciente de l'objet rendu invisible est irréfutablement démontrée par l'expérience suivante. L'objet rendu invisible développe une
image consécutive parfaitement perçue. Nous rendons invisible un
petit carré de papier rouge, et nous le plaçons en un point d'une
carte blanche que nous prions la malade de regarder attentivement.
Elle ne voit point le carré rouge mais elle indique bientôt une raie
verte dans son voisinage, et si nous l u i faisons fixer une autre
feuille de papier blanc, elle déclare voir une carré vert qui n'est autre que l'image consécutive du carré rouge, qu'elle n'a point perçu.»
P. R I C H E R , Etudes cliniques, p. 725 727.
" ) R I C H E R , Etudes cliniques, p. 72G.
4,,
/
('AITTULO IV
o
hypnotismo (
4 6 1
).
Estas consicleraçôes
naturalmente
nos conduzem ao estudo das amnesias suo-o-eridas
que, como as suggestôes allucinatorias retroactivas,
podem
ser
chamadas
allucinaçôes
da
memoria.
Em paginas anteriores insistimos sobre a hyperexcitabilidade
da
memoria
nambulica ; notdmos
o
no
correr
da
phase
desmemoriamento
do
som-
que
se
houvesse passado durante a hypnotisaçâo, aboliçâo
total
e
constante
que
se
déclara
logo
apôs
a
volta
do somnambulo ao estado de vio-iHa : e asskmalâmos, por ultimo, a reviviscencia daquella faculdade
no
somnambulismo
posterior.
Pelo ministerio da suggestâo o hypnotisador é
capaz de infirmar completamente as regras, que
houvemos por estabelecidas.
Nâo ha necessidade de copiar capitulos e capitulos
cle e x p e r i e n c i a s ,
em
que
o
sujet
perde
por
incitaçâo
suggestiva, ora a recordaçâo de seu nome( ), ora a
462
lembrança cle uma lettra ou de uma palavra ( ), ora
463
esquece por inteiro um periodo de sua vida ou simplesmente certos factos isolados ( ).
464
) Un fait, dont nous avons été témoins, révèle le lien intime qui
relie les p h é n o m è n e s inhibitoires dont i l est question ici aux p h é n o m è n e s d ' a m n é s i e . — Ch. F é r é s'était choisi lui-même comme objet
de l'hallucination inhibitoire d o n n é e à notre malade. A u réveil, i l
n'existait donc plus pour elle. Cette hallucination persista, rien
n'ayant é t é fait pour la d é t r u i r e . Les jours suivants, M . F é r é était
devenu pour elle un é t r a n g e r dont elle ne s'expliquait en aucune
façon la p r é s e n c e et les allures. E t nous nous a p e r ç û m e s alors (pie
non-seulement l'image sensorielle était s u p p r i m é e , mais que la suggestion avait eu en quelque sorte un effet rétroactif, et tout ce que
de près ou de loin se rattachait à M . F é r é était rayé de sa m é m o i r e .
P. E I C H E B , Etudes cliniques, p. 726-727.
v"' ) L I É G E O I S , La suggestion,
p. 343 e seg. Vide especialmente
as linhas que elle dedica â chamada onomatomania e x p é r i m e n t a l .
( ! Vicie no livro de Durand de Gros D E . P I U L I P S , Cours théorique et pratique de Braidisme, 1860, p. 120 uma carta de um distincte
publicista, Laverdant, que adormecido por aquelle medico, que lhe
fez perder a noçâo da lettra a, n â o poude escrever o seu nome
correctamente, limitando-se a traçar Lrcrdut
Y fac-similé i n B I N E T
et F É R É , Magnét. anim., p. 253, f i g . 15).
v ) Si uma experiencia de amnesia total pudesse ser prolongada,
n â o se produziria um estado analogo ao que se manifestou no célèbre
401
v
2
4G3
4,u
222
HYPNOTISMO
A
quer
vontade do experimentador, a s u g g e s t â o
destroe
a
dos al-
memoria
garismos,
quer
dos
a
ao
pé
da
o
lettra:
parte
da
memoria,
existir
em
si m e s m a ,
E—o
que
viviscencia
ser
si
a
em
revogada
fora
por
termo
da
quai
sem
a
(
4 6 5
).
nâo
ser
destroe
particular a
ella
quai
da
bem
nâo
essa
pode
poderia
reviviscencia.
sobremodo,—a
l e i da re-
somnambulismo
suggestâo?
Dis-
n â o deve
suggestâo
em
segundo
uma
memoria
palavras
faculdade
intéressa
um
a
mais
mas
mesma—a
nos
das
destroe;
p r o p r i a m e n t e , — dirige-se
existir por
quer
memoria
se m o s : a s u g g e s t â o
tomado
actos,
Nesta
pode
ordem
de
caso de M A C N I S H (Phïlosophy of sleeps, p. 215), jâ citado e em todos
os outros cle estado segnndo '? Taine r é s u m e o caso de Macnish pelo
seguinte modo : Une jeune dame américaine, au bout d'un sommeil
prolongé, perdit le souvenir de tout ce qu'elle avait appris. La mémoire était devenue table rase. Elle f u t obligée d'apprendre de noveau à épeler, à écrire, à calculer, à connaître les objets et les personnes qui l'entouraient, etc . — T A I N E , De l'intelligence,
1883,
t. i , p. 150.
As amnesias parciaes sâo estados segundos attenuados (SOLLIEE,
Les affaiblissements
de la mémoire, 1892, p. 199.) — Entre os factos
mais notaveis de amnesia provocada, deve ser assignalado o que
Pitres désigna pelo nome ecmnesia: consiste em supprimir das
recordaçôes do individuo todo um trecho da sua existencia (H. B L A X C
FONTENILRE, Etude
sur une forme particulière
de délire
hystérique
(délire avec ecmnésie), 1887). — Essa ecmnesia por suggestâo verbal é
semelbante â que certos autores obtiveram por mechanismo différente,
bem que egualmente de natureza suggestiva, e que é denominada :
estados de consciencia multiplos
ou mudanças
de personalidade —
como diz C U L L E E E E , Magnét. et hypn., p. 196. Com effeito, em certos
hystericos provocando-se por diversos meios tal paralysia, tal contractura, tal hyperesthesia, que porventura tenham existido em um
momento dado,— é possivel ressuscitar o estado de consciencia
contemporaneo âquella paralysia, âquella contractura, âquella hyperesthesia. BERJON, La grande hystérie chez l'homme, phénomènes
d'inhibition et, de dinamoyénie,
changements de la personnalité,
action des
médicaments
a distance, 1886; M A T Î I E L E et R A M A D I . E E , i n Bev. de
l'hypnot., 1887.
(* ) A suggestâo desenvolve, como diz Liégeois, todas as perturbaçôes morbidas da palavra (EESSMAEL, Les troubles de la parole,
trad. A.Eueff, 1884; B E E N A E O , De l'aphasie et de ses diverses formes,
1891; BEOSIES, Ueber die Sprache der Jrren, i n Allg. Zeitschr. fur
Psych., Band x i v , p. 37-04; KÉGEAS, Des troubles du langage chez les
aliénés, 1892); da memoria ( R I B O T , Les maladies de la mémoire); da
vontade R I B O T , Les maladies de la volonté).
05
V
^3
phenomenos,
a
experiencias.
Citemos
« Nous
tu
iras
« graphie: je
« qu on
c'est
« si l ' o n
W
Elle
sans
qu'on
toire
la
ce
bras
cette
« d'ailleurs
reste,
donné
«de
p r e n d r e ? — Ja
la
« partient
un
t'a
et
coup
pas
donné
il y
« endormie,
des
a
et
rappelleras
Nous
à
ne
et
ouvre,
tiroir
du
la
vous
de
long-
labora-
elle
me
regarde
donne
donnerait
l'ordre lui a é t é d o n n é ;
prise,
parce
m a
est
« Garde-la,
et
qui t'a dit
q u ' elle
dit de
la
hypnotisée
d'aller
prendre
peut-être? — M . X .
plus
de
jamais
»
JJE L A TOURETTE,
six
il
ne
(
).
4 6 6
L'hypnot.,
une
ni qui lui
m ap-
prendre.»
subitement
, M. X.
cette
mois
m a
qu'il
ne
ne
dit d'aller
p. 15-3-150.
ne
photo-
tiroir? — N o n , m o n s i e u r . — T u
pas,
l'a
pas ;
(Elle
veille,
toi
mon-
on
la suggestion).
ne
où
Salpétrière,
moi ;
elle en
l'ai prise
l'ordre
le
réveillons
le
gong.— «Ecoute, W
photographies
(* ) ( i .
ati
de
dans
est
l'état
à
personne
souviens
«parlé;
à
pas
t ' y p r e n d s ; c'est
p o u r q u o i l'as-tu
entrefaites
« graphie
«t'en
te
, directeur
comme
passivement
dis-moi,
moi.
photographies. — Mais,
sait,
« mais,
par
L
mes
ne
à
q u elle c o n v o i t e depuis
l'ordre, ni comment
obéit
ces
ne
apercevoir,
« A h ! je
raison
elle
garde
souviendras
est à m o i et j e la v e u x . »
cette
car
Sur
tu
donc?—Cela
elle
photo-
pas
précautions
photographie
« donnée.—Qui
elle
s en
une
ré-
cet o r d r e , et, de plus,
ses
moment,
le
em
seras
prends
n'est
t'ai e n d o r m i e » .
toutes
dérobes
« sieur,
a
elle
nouveau,
paraisse
par
me
autre,
cependant
chimie et de p h o t o g r a p h i e de
saisit
du
je
prend
A
de
«qui
que
tu
tiroir
b i e n : t u ne te
photographies
temps.
ce
m o i q u i t ai d o n n é
pas
des
dans
car
écoute
à
se e n c o n t r a
« Quand
donne,
voie,
t'endort
«même
sont
la
te
« Maintenant,
Wit.
prendre
te
ne
do problema
algumas:
endormons
<
' veillée,
« que
soluçâo
m a
m a
ne
pas
plus
dérober
224
HYPNOTISMO
Gilles
de
la
observaçôes
Tourette
dévidas
« Observation
rique
par
i.—
facilement
la f i x a t i o n
« vous
serez
dr
Pitres,
Mathilde
du
regard,
dans
le t i r o i r
de
ce
plus d'avoir t o u c h é
« vous
vous souviendrez
ne
dire,
et
pourrez
donner
« sujet. » R é v e i l l é e
livre
au
désigné.
fond
elle
la
à
dur. » Q u a n d
paraissons
Mathilde,
ne
elle a
le
au
fond
ne
livre
en
ce
question ;
que
je
à
que
de
la
la
et,
ce
livre.
qu'on
veut
Endormie
ignore
ce
« allée
faire, lui dit-on,
dont
«tabler — Rien,
est
l'acte
fait
bien
suggéré,
disparition
dire,
de
q u elle
nouveau,
on
veut
lui
et
parler.
du
livre.
n a
touché
interrogée,
qu'elle
« Qu'êtes-vous
dans
le
tiroir
de
répond-elle;
je
n ai
pas
«tiroir. — Mais, je vous ai o r d o n n é
«ne
table,
elle
tiroir
le
comme
l'ouvrir,
« ce
son
prend
de
cacher,
vous
à
avec insistance, elle d é c l a r e t r è s é n e r g i q u e m e n t
« y
viens
interroge,
Mathilde
le t i r o i r
du
vous rap-
vous
d'exécuter
étonné
irez
i n t e r r o g é e (à l ' é t a t de v e i l l e ) , r é p o n d q u elle
sait pas
aucun
voix,
fini
vous
vous
après,
difficulté
haute
se
renseignement
d u l a b o r a t o i r e , s a n s se
remarque,
qui
et
plus de
ouvrir
quelque
endormie
le livre
table,
le
hysté-
disons : « Q u a n d
vous,
aucun
va
ans,
réveillée ou endormie,
aussitôt
Elle
éprouve
nous
lui
si, plus t a r d , o n
« p e n d a n t que vous serez
« ne
23
étant
fait,
« pellerez
vous
.,
l'autre
sera
seguintes
Bordeaux:
prendrez
la table, devant
« laboratoire. Quand
« de
L .
nous
vous
as
de
hypnotisable
réveillée,
« t r o u v e sur
« placer
ao
transcreve
la
grande
ouvert
moi-même
d'aller
p l a c e r le l i v r e q u e n o u s c h e r c h o n s . — J a m a i s
m avez
dit rien
de
ce
vous
semblable.—Allez ouvrir
le
« t i r o i r , v o u s v e r r e z b i e n q u e l e l i v r e s'y t r o u v e c a c h é . »
Elle
va,
mais
continue à
que
ce
en
effet, ouvrir
n'est pas
le tiroir,
a f f i r m e r de
y
t r o u v e le
la f a ç o n la plus
elle q u i l'a p l a c é
là.
livre,
formelle
CAPITULO IV
Observation
22
ans,
bien
lui
est
les
sous
« lard,
ni qu'on
veillée,
son
étant
réveillée,
votre
matelas.
plus
vous
vient de
qu'elle
foulard.
n'a
a
ordonné
fait.
On
dit qu'elle
perdu.
De
de ne plus le t r o u v e r
ne
veau,
se
et
affirme
que
rappelle
qu'elle
ne
ne
sait
de
de
par
sait
une
pas
dit de
l'acte
la
fixation
d'eau
ratoire. — « V o u s
« Louise ;
« vider
« qu'un
le
le
ai p a r l é ,
se
cacher.»
Ré-
flacon
où
le
son
est
et
qui,
vous
vous
ré-
où
est
étonnée
On
insiste;
son
ce
vivacité,
elle
foulard,
que
L'amnésie,
toutes
F
Un
, hystérique,
flacon
le
flacon,
dans
après,
cir-
absolue.
M a r i e - L o u i s e est
sur
en
les
préalable-
bureau
dit-on
réveillée
d u laboà
vous
irez
en
rap-
place, e t si, p l u s t a r d ,
quel-
moi)
demande
des
puis
Marie-
vous
même
l'évier,
hypno-
s'étonne
de
le
renseignements
ne vous rappellerez ni que je
ni que
aussitôt
très
cou.
et
regard.
sa
Elle
qu'elle
cacher.
serez
à
lit.
ce m a t i n ;
certaine
trouve
contenu
vide
sujet,
du
vous
(n'importe
« trouver
veillée
vous
quelle
paraît
suggéré,
voyez
quand
tout
« porterez
«en
que
rien;
I I I .— Marie-Louise
rempli
ce
vous
plus. H y p n o t i s é e de nou-
très facilement hypnotisable.
« à
et
demande
qui l'ont p r é p a r é , parait
Observation
ment
détache-
vous ne v o u s
son
lui
n'en
autour
avec
lui a
concerne
constances
tisée
vous
le
de
fait, elle
rien
interrogée
personne
ce
endormie, je
Après
de
faire autour
rien
Elle
peut-être
elle
très
q u e v o u s a v e z c a c h é ce f o u -
l'avait cependant pris en s'habillant,
l'a
de
elle e x é c u t e l'acte c o m m a n d é . O n l u i d e m a n d e
qu'elle
pond
accepte
fait cela, réveillée o u e n d o r m i e ,
« rappellerez jamais
ce
serez
et
que vous avez autour du cou,
cacher
« aurez
Jeanne,
vous
foulard
le
, hystérique, âgée
facilment hypnotisable
« Ouand
le
v irez
M .
suggestions
dis :
« rez
II—Jeanne
vous
c'est v o u s q u i l'avez v i d é . » R é Marie-Louise
exécute
fidèle-
m e n t l'acte s u g g é r é . A p e i n e a-t-elle r a p p o r t é le f l a c o n
29
226
à
HYPNOTISMO
sa
place,
qu'on
faire à l'évier.
Un
instant
sentes
ce
lui
Elle
après,
qu'est
je
touché.
se
affirme
Je
que
s o u v i e n t de
geois
dedica
para
mais
quando
ce
de
quer
de
de
provocar
de
lui rappeller
tem
la
m e suis s e r v i .
possible,
q u elle
paginas
desenvolvermos
tratar
Fique, por
numa
illusôes
sentidos,
Ha
ver:
pas
q u elle
ne
t o u t c e l a ».
poder
do
que
o
Lié-
porém,
assumpto,
diagnostico da hyp-
emquanto,
bastante
hypnotisaçâo
individuos
e as
de
insis-
estabelecido
para
apagar a
s o m n a m b u l i s m o , quer durante o estado
certos
parecido.
alors à
guardamol-as,
do
aos
affirme
questâo,
lembrança
relaçâo
avec
esta
a suggestâo
Em
contenu
as
houvermos
cinaçôes
qui était
les m o t s d o n t
n'est
amplamente
vigilia,
pré-
recordar
nose provocada.
que
personnes
ainda
a
été
fait.
Marie-Louise
cherche
rien
Poderiamos
a
rien
de q u e s t i o n s , elle
suggestion ; je lui r é p è t e
Elle
aux
a
q u elle n en sait rien. E n d o r m i e de
n o u v e a u , et p r e s s é e
rien
q u elle
n y
le liquide
j'interroge
tance ; elle d é c l a r e
ce
q u elle
demande
devenu
dans le flacon ;
n'a
demande
répond
todas
achromatopsico
(
ser
as
se
que confirmam
referem
â
allu-
suggeridas
cuja actividade houver
allucinaçôes
4 6 7
hemi-anesthesicos
nâo podem
observaçôes
quasi
subséquente.
em
desap-
este
modo
impossibilidade
coloridas do
lado
do
olho
).
,' ) O olho que perdeu a sensibilidade chromatica nào vè mais as
eôres d'uni objecto imaginario: « B a r . . . est, à l'état de veille, aehromatopsique de l'œil droit. Pendant l'état cataleptique, en lui maintenant l'o'il gauche fermé, nous lui faisons voir une troupe d'oiseaux. A
nos questions sur la couleur de leur plumage, elle répond «pi'ils sont
tous blancs ou gris. Si nous insistons en lui affirmant qu'elle se trompe,
que les uns sont bleus, les autres rouges ou jaunes, etc., elle nous
soutient qu'elle ne voit (pie des oiseaux blancs ou gris. Mais les choses
changent, si à ce moment nous ouvrons l'œil gauche, que l'o'il droit
soit fermé ou non; aussitôt elle s'extasie sur la variété et l'éclat de
leur plumage où toutes les couleurs se trouvent réunies. » P R I C H E R ,
Etudes cliniques, p. 708.
167
22/
Nas
allucinaçôes
periodo
do
pupilla
varia
objecto
allucinatorio.
série
de
de
grande
que
accesso
segundo
experiencias
facto semelhante
hypnotismo
(
4 6 8
se
a
desenvolvem
hysterico.
distancia
Charles
que
Féré
confîrmam
no
o
terceiro
estado
presumida
instituiu
a
da
do
uma
existencia
quanto âs allucinaçôes do
grande
).
A mesma regra parece observar-se em relaçâo â s allucinaçôes expon
taneas da a l i e n a ç â o mental; é o que résulta de uma observaçâo de
Ar.FK. B I N E T (L hallucination,
i n Rev. philos., 1884) em uma doente
do service) de Magnan, a quai era acbromatopsica e hemianesthesica
do lado esquerdo do corpo. — Acontece algumas vezes que, além da
vista, os outros sentidos completamente abolidos no estado normal n â o
sâo, durante a hypnose, susceptiveis de allucinaçôes. Vide exemplos
em P. R I C H E R , Études cliniques, p. 708-710.
( ) Antes de tudo, u m facto que vem em apoio dos muitos em que
F é r é se baseia para estabelecer a correlaçâo que existe entre a sensibilidade especial e a sensibilidade gérai na hysteria e lesôes organicas do
cerebro. Sabe-se que durante a hypnose a conjunctiva e a cornea, fora
do campo pupillar, sâo em gérai insensiveis; mas — « lorsqu'on donne
à un cataleptique une hallucination visuelle, la sensibilité générale de
l'œil est souvent modifiée d'une m a n i è r e profonde. . Chez la n o m m é e
P., par exemple, sitôt qu'on a d é v e l o p p é une hallucination visuelle,
la sensibilité des membranes externes de l'œil revient dans l'état où
elle existe pendant la veille, on ne peut toucher les membranes avec
un corps é t r a n g e r sans provoquer des réflexes p a l p é b r a u x . Cn. F É R É ,
Les hypnotiques Jiistériques comme sujets d'expériences, i n Arch. de neurologie, 1883, t. v i , p. 122). L'hallucination réveille la sensibilité générale de l'œil, exactement comme le fait la vision d'un objet réel qu'on
agite devant les yeux du sujet. » B I N E T et F É E É , Magnét. anim., p. 192.
Agora quanto ao estado da pupilla, eis o que diz F é r é (Note sur
quelques phénomènes observés du côté de l'œil chez les
hystéro-épileptiques,
soit pendant l'attaque, soit en dehors de l'attaque — Soc. de Biol., 1881,
e i n Arch. de neurol., n . ° 9, 1882): « L o r s q u e nous leur ordonnons de
regarder un oiseau au sommet d'un clocher ou s'élevant dans les airs,
la pupille se dilate progressivement j u s q u ' à doubler, ou peu s'en faut,
son d i a m è t r e p r i m i t i f ; si nous faisons redescendre l'oiseau, la pupille
se rétrécit graduellement; et on peut reproduire le m ê m e p h é n o m è n e
autant de fois que l'on évoque l'idée d'un object quelconque qui
se meut. Ces modifications de la pupille que l'on provoque ainsi
chez une cataleptique, qui ne casse pas d'ailleurs d ' o f f r i r tous
les p h é n o m è n e s propres à la catalepsie, montrent que, dans cette
hallucination, l'objet fief i f est exactement v u comme s'il existait ,
et provoque par ses mouvements des efforts d'accomodation suivant
les m ê m e s lois que si c'était un objet réel. 11 s'agit donc bien d'une
hallucination véritable, qui n'a rien à faire avec la supercherie. » Ver
dade é, como accrescenta F é r é , que individuos ha que podem contrahir
ou dilatar voluntariamente a pupilla fazendo grandes movimentos res468
228
HYPNOTISMO
As
allucinaçôes
mente
suggeridas
morrem,
como
hypnose.
Outras
maior,
â
e
e,
a
phase
illusôes
no
decorrer
nasceram,
vezes,
exemplo
lethargica
provocadas
do
da
esse p e r i o d o
a
sua
contractura
durante
a
normal
vigilia
dépende
de
apresentam,
Charcot,
por
muitas
como
um
estado
quarto
de
e
mas
erro,
as
estado
variavel,
porque
E
os
doentes
p e r i o d o d o accesso
transiçâo
o
creada,
pelo
circumstancias.
no
fundem a verdade
a
tempo,
a
é
sobrevive
foi
allucinatorias prolongam-se
da
vitalidade
que
quai
suggestôes
de
simples-
somnambulismo
durante
porém,
ou
no
quai
percepçâo
se
de
con-
exacta
e
allucinaçâo.
Expontanea
nomenos
zir
em
tâo : a
em
suggeridos
outros
perde
E
facto
o
ou
illusâo
se
daquillo
o
que
e
dos
turno
se
uma
sobrevive
ao
i n s i g n i f i c a n t e dos seus
pareceria
hypnotico
implantada
dâ : nenhum
percebem;
seu
influenciados por
intéressante :
â vigilia,
persistencia
por
allucinatoria
mais
volta
nâo
essa
pode
sujets
imagem
nâo
a
uns,
em
seu
raciocinio
j u l g a que
os
quando
insistencia
a
accesso h y s t e r i c o a m e a ç a
suggessomno
apenas
a
Mas
fazel-o
seus sentidos
e
de
allucinaçâo
espirito.
pode
produ-
caractères.
que
afastasse
phe-
isso
descrer
nitidamente
é muito forte,
rematar a scena (
4 6 9
): o
um
que
piratorios (a) (SEEEZ-ZEHENDEE, Handbnch der AngenheUk., p. 314\ sob
a influencia da imaginaçâo ( B U D G E , Beiregungen der Lis, p. 1<>3}, etc.,
mas — « si quelques sujets peuvent contracter ou dilater leur pupille
en s'imaginant des objets rapprochés ou éloignés, ils sont rares. ••
( ) Sirva-nos de exemplo este facto que emprestamos â BENÊT e.
F É E É , Magnét. anim., p. 203:— « U n jour nous prévenons la malade,
avant de l'endormir, que nous allons l'halluciner, et nous convenons
avec elle qu'après son réveil, elle fera tous ses efforts pour corriger
son hallucination et la juger fausse. Après l'avoir endormie, nous lui
409
(u) Os movimentos da pupilla cliamados rolinttarios que se tem observado na
mastigraçâo, na deglutiçâo, e sobrctudo nos grandes esf'oryos musculares f VIGOURHUX.
Compten-it:tuhiH de l'Acrid. dr* AViVtwo», 1863, t. vin,, p. ^hl) nâo sâo propriamente movimentos voluntarios : sâo assoc-iados a movimentos voluntarios (XEESEII, l)w pitpi!l<tr
Jkii'ttjung, 1881/
CAPITULO TV
prova que
a
convicçâo
229
da realidade da s u g g e s t â o
faz
parte intégrante do phenomeno e que a allucinaçâo
n â o consiste
somente e m u m a i m a g e m sensivel
exterio-
risada, mas ainda no estado de espirito que acompanha
a
projecçâo
dessa
imagem
(
4 7 0
).
Quando a allucinaçâo desapparece por si mesma
durante o somnambulismo,—o objecto imaginario
vae perdendo pouco e pouco a nitidez dos contornos, esgarça-se, faz-se transparente, nâo mais occulta
os objectos deante dos quaes parece estar collocado,
e
finalmente
dissipa-se
no
ar
(
4 7 1
).
O meio mais simples e mais empregado para
destruir uma allucinaçâo é o processo suggestivo:
affirma-se ao individuo que nada ouviu, nada enxergou, nada sentiu. Outras vezes tem-se usado do iman
que é capaz de apagar rapidamente as allucinaçôes
bilateraes.
Ainda
identico
resultado
se
obtem
por
via de uma incitaçâo physica ( ). Na maioria dos
472
donnons la suggestion qu'il V a sur la table une pièce de dix francs en
or, à l'effigie de Napoléon 111. A son réveil, la pièce est toujours là.
Nous disons à la malade: < Vous savez ce qui est convenu ; nous vous
avons d o n n é une hallucination; cette pièce d or n'est pas réelle. » Alors
elle nous regarde avec s t u p é f a c t i o n , on peut m ê m e dire avec stupeur,
tant nos paroles l u i paraissent é t o n n a n t e s . L'idée seule qu'on peut douter de l'existence d'une pièce de monnaie qu'elle voit et qu'elle touche,
semble jeter le trouble dans son intelligence. Mais b i e n t ô t elle revient
à elle, et nous affirme avec la plus grande énergie qu'elle voit la pièce,
que c'est une pièce réelle, et que nous nous moquons d'elle en affirmant le contraire. I l ne nous a pas été possible de faire p é n é t r e r le
moindre doute dans son esprit. »
i^ ) B I N E T et F É R É , Magnét.
470
anim.,
p. 203.
( j P A U L R I C H E R , Etudes cliniques;
B E R N H E I M , De la
suggestion.
( ) Suggere-se a uma somnambula que deve repetir a lettra L
ou outra qualquer. Accordada, a allucinaçâo persiste. Ora, abrindose a bocca da hypnotisada, vê-se a lingua animada dos movimentos
correspondentes â lettra a que se r é f è r e a suggestâo. A allucinaçâo
desapparece, desde que por uma pressâo energica nos oppusermos
aquelle movimento, ou quando o sujet projecta a lingua para f ô r a da
bocca e a conserva nessa attitude forçada, ou emfim quando se lhe
suggère uma contractura. B I N E T et F É R É , Magnét. anim., 1. c. U m facto
i n t é r e s s a n t e : suggeriram a uma doente que u m medico estava p r é s e n t e
a um baile que todos os annos se réalisa na S a l p é t r i è r e : ella acceitou
a suggestâo ; mas quando no outro dia aquelle medico f o i para 0 serviço,
a hysterica viu-o, mas n â o o reconheceu e tomou-o por um extranho.
471
472
230
HYPNOTISMO
c a s o s (e m e s m o
em
a
allucinaçâo
vigilia) desapparecem
allucinatoria
e
Deixamos
e
quando
a
a
de
estudar
cuja
diagnostico,
que
natural é
a
imagem
imagem.
ponto
allucinaçôes
nos
provocada
tempo
dessa
neste
posiçâo
de
um
recordaçâo
t r a n s f e r e n c i a das
nomenos,
a
é
a
polarisaçâo
por
a
serem
de
phe-
signaes
occuparemos
no
de
capitulo
septimo.
III
Pouca cousa diremos sobre as paralysias provovocadas
por
suggestâo.
psychicas
data
meiro
assignalar
a
dépendent
Tuke
on idea
(
rette
(
de
4 7 4
4 7 7
),
),
Erb
estudo
dessas
Russell Reynolds,
(
(
O
o
4 7 3
4 7 5
que
paralysias
que
chamava
foi o
as
pri-
paralysias
) ; depois de R e y n o l d s v ê m H a c k
),
Bottey
Paulo Richer (
4 7 8
(
),
4 7 6
) , Gilles
de
Bernheim (
4 7 9
la
Tou-
) e
antes
d e s t e s u l t i m o s C h a r c o t e m s u a s l i c ç ô e s s o b r e as m o n o plegias hystericas
A
injucçâo
suggestâo
Impondo
braço
4 8 0
).
verbal é
intra
ao
(
sufhciente
para
o u post-hypnotica de
somnambulo
paralysado,
este
a
idéa
membro
de
perde
produzir
a
uma paralysia.
que
tem
um
momentanea-
Foi preciso adormecel-a para restituir-lhe a percepçâo da pessoa daquelle clinico.
( ) Remarks on paralysis
and other desorders of motion and
sensation dépendent on idea, i n Brit. med. Journ., 1869, t. I l , p. 378, 385.
— Trata-se de uma rapariga que vivia sô com o pae a quem a desventura perseguira. Ella sustentava a casa, como professora, o que a
obrigava a andar muito. Sob a influencia da fadiga determinada por
esse facto, veio-lhe a idéa de que podia ficar paralytica: essa idéa fixa
enfraqueceu-lhe pouco as pernas e ao cabo de pouco tempo tornouse-lbe impossivel dar um sô passo.
473
(
474
) E m 1872. Cit. por P I E R R E JANET, Accidents
(, )
systems,
( )
( )
( )
( )
( °)
475
47,r
477
47H
479
48
mentaux,
p. 7.
Paraplégie durch Einbildung, i n Handb. der Krankh. d. Nerven826; i n Ziemssen, vol. x i , 2 . parte, 1878.
Soc. de Biologia, 15 de Março de 1884.
Traité clinique et thérapeutique de l'hystérie, 1881.
Etudes
cliniques.
De la suggestion
hypnotique.
Maladies du système nerveux, m , p. 342.
a
231
mente
tâo
a
for
f a c u l c l a d e cle se
provocada
mover, e quando a sugges-
cle m o d o
persistirâ durante
o
monstrou
encontram
que
se
estado
apropriado,
normal (
nas
4 8 1
a
).
paralysia
Charcot
paralysias
de-
psychicas
caractères objectivos que p e r m i t t e m approximal-as
paralysias
Em
organicas.
gérai
sumpto
das
os
antes
autores
dos
escreveram
trabalhos
de l a d o os p h e n o m e n o s
poderiam
que
permittir
sobre
da Salpétrière,
clinicos, todos
o
deixaram
os signaes
afhrmar a existencia
as-
dos
que
factos
e
d i f f e r e n ç a l - o s das o u t r a s paralysias organicas, p a r a simplesmente
se o c c u p a r e m d a s c o n d i ç ô e s
favoraveis
ao
Hoje,
seu
porém,
feitamente
Podem
desenvolvimento.
ha
alguns
caractères
somaticos
tomar, sob a incitaçâo suggestiva,
entre
as
quaes
se
ou
duas
acham
intermediarios possiveis : o m e m b r o
cido
per-
firmados.
dalidades différentes
os
necessarias ou
motodos
p o d e ser
flac-
contracturado.
Paulo
Richer
encontrou
os
seguintes
caractères
clinicos :
i , ° — A b o l i ç â o c o m p l é t a da motilidade : o
nâo
do
pode
executar
corpo
plo,
a
recae
perna,
inerte.
em
ser
da
a
noçâo
paralysado
tocal-o.
(
4Sl
,
e,
da
com
B I N K T et F É R É , Magnét.
cutanea:
atravez
este
a
do
facto
pelle
com
braço
pa-
electricas.
posiçâo
Insensibilidade
exem-
desenvolveu,
atravessando-se
sentido
os
se
parte
compléta.
circular
do
levanta, por
paralysia
fortes correntes
3. —Aboliçâo
se
sensibilidade
fazendo
0
perde
a
demonstrado,
ou
ralysado
que
Placcidez
2. —Perda
agulhas
menor movimento com a
paralysada ; quando
0
pode
o
individuo
muscular:
occupada
olhos
âs
fechados,
excitaçôes
animal,
p. 243.
o
individuo
pelo
membro
é
incapaz
electricas.
cle
232
HYPNOTISMO
4. —
0
dinosos,
Exaggeraçâo
verificavel
consideravel
pelos
dos
traçados
reflexos
obtidos por
tencom-
paraçâo com o myographo de Merey ( ).
482
5. — C o m o
0
corollario,
existe
trepidaçâo
espinal,
sempre mais apreciavel no membro inferior, mas que
é possivel egualmente obter no m e m b r o superior pela
extensâo forçada da mâo ( ).
483
6.°
A
forma do
abalo
muscular :
durante
o
pe-
riodo paralytico o abalo augmenta para diminuir com
a
volta
dos
movimentos voluntarios ;
em
alguns
ca-
sos, além do augmento da altura do abalo, Richer e
G. de la Tourette notaram a linha de descida, interrompida e prolongada, simular uma tetanisaçâo incompleta ( ).
484
7 . — A o passo
0
que
a
contractura
lethargica
pro-
duzida por excitaçâo mechanica do nervo, do musculo ou de tendâo, se résolve pela excitaçâo dos
antagonistas, as paralysias suggeridas sô podem ser
abolidas por suggestâo.
( ) «Après avoir pris le tracé du réflexe rotulien (le myographe
étant placé sur le droit antérieur de la cuisse) chez un sujet à l'état
de veille et pendant la période somnambulique de l'hypnotisme, le
membre n ' é t a n t pas paralysé, on reproduit, sans changer le tambour
myographique de place, le tracé du réflexe dans l'état m ê m e de
paralysie par suggestion. On voit alors que la hauteur de la secousse
est beaucoup plus considérable, et que, pour ce qui est du réflexe
rotulien, le nombre des secousses, l'excitation restant la .même, est
en moyenne triplé.. P. R I C H E R , Études cliniques, p. 751.
( ) Nessa hypothèse os traçados myographicos nâo differem dos
obtidos quando se trata de paralysias organicas.
( ) «La secousse galvanique étudiée par les m ê m e s procédés
d'enregistrement nous a fourni des résultats analogues et encore
plus satisfaisants et démonstratifs. L'excitation était faite avec le
pôle négatif et à la fermeture du courant. Pendant l'état paralytique
la secousse atteignait une hauteur double de celle qu'elle avait
avant ou après la paralysie. De plus, elle était très prolongée, et son
sommet, remplacé par un plateau plus ou moins accidenté se terminait brusquement par une descente rapide. Ces derniers résultats
obtenus par le choc galvanique nous ont paru d'autant plus probants
que nous avions eu soin d'interposer un galvanomètre dans le circuit
et de faire les excitations avant, pendant ou après la paralysie, avec
la m ê m e intensité de courant (7 à 8 milli-ampères). P. R I C H E R ,
Etudes cliniques, p. 752.
482
483
4St
CAPITULO I V
8.°— Perturbaçôes
subjectiva
e
233
vaso-motoras : s e n s a ç â o
objectiva no
membro
de
paralysado ;
frio
ver-
melhidâo diffusa em torno do ponto alfinetado.
Um facto curioso: medindo-se, antes e depois da
suggestâo, as forças do braço paralysado de um sujet
e as do seu homologo encontrou-se:
na primeira hypothèse—mào direita
»
»
»
— »
esquerda
. . .
e na segunda: »
— »
direita (paralysada )
»
»
»
— »
esquerda
39
27
o
37
Houve pois uma deslocaçâo de força de um braço
para o outro ( ).
485
Inutil sera dizer que se pode restringir a paralysia a um grupo de musculos associados para a execuçâo de um movimento habituai ( ).
486
As paralysias com contractura (que alias se submettem âs mesmas leis clinicas das paralysias flaccidas)
( ) « A inhibiçâo provocada â direita por suggestâo determinou â
esquerda a dynamogenia. «Les diminutions et les augmentations de
puissance et d'activité (do systema nervoso) coexistent g é n é r a l e m e n t ,
sinon m ê m e toujours. La m ê m e excitation d'un point du s y s t è m e
nerveux, qui, se propageant à distance, produit l ' i n h i b i t i o n d'une
p r o p r i é t é ou d'une activité dans certaines parties des centres nerveux,
dans certains nerfs et dans certains muscles, d'une moitié du corps,
produit aussi de la d y n a m o g é n i e dans les parties homologues de
l'autre moitié. Ceci a lieu quand la lésion excitatrice est u n i l a t é r a l e . »
Assim « la section d'un des nerfs sciatiques augmente, en général,
l'excitabilité des centres moteurs de la surface c é r é b r a l e du côté correspondant, en m ê m e temps qu'elle diminue l'excitabilité des parties
homologues du côté o p p o s é . Des effets analogues et d'ordinaire plus
énergiques s'observent a p r è s la section transversale d'une m o i t i é latérale de la moelle épinière, et surtout du bulbe rachidien ou de la
p r o t u b é r a n c e annulaire. » B R O W N - S É Q U A R D , Recherches stir
l'inhibition
et la dynamogénie,
1882, p. 25.
( ) « Nous s u g g é r o n s à un sujet qu'il ne peut plus fléchir le pouce
de la façon qu'on l u i indique. A u bout d'un instant, quand la paralysie s u g g é r é e a eu le temps de se réaliser, nous réveillons la malade, qui ne se souvient de rien et ne se doute pas de sa paralysie,
puis nous l'engageons à faire un grand effort pour fléchir son pouce ;
elle essaye, prend son élan, mais le résultat produit est exactement
l'inverse du r é s u l t a t c o m m a n d é et voulu; au lieu de fléchir le pouce
dans la paume de la main, elle l'a violemment é t e n d u . L'expérience
continue ensuite toute seule, et le pouce se contracture dans l'extension; peu à peu l'index cesse de pouvoir se fléchir, puis le m é d i u s ,
puis l'annulaire, et, à mesure, ses doigts s ' é t e n d e n t et se contracturent dans l'extension. > B I N E T et F É R É , Magnét. animal, p. 249.
485
48B
234
HYPNOTISMO
podem
tomar
tracturas
lethargicas (
Esses
gar
tempo
longamente
vezes ao
cacia p a r a
consiste
cura
somno
em
dar
por
exécuta
movimentos
ao
prolon-
tenhâo
durado
meio
suggestâo
mais
braço
em
Vamos
um
deante
de
em
o
que
operado
a paralysia
a
estudo
das
todos
os
ataca
exemplo
somnambulo
verbi-gratia.
traçar
O
qualquer
de
processo é
o
motores com
systematicas.
paralysia
total
que
typico
o
de
desta
grupo
acto
especie
escreva
letra, executar
extensâo,
um
suggerida.
poderâ
a
membro,— a
apenas
n â o mais
somnambulo
outra
um
Ao
acarreta
flexâo,
execuçâo
r a l y s i a s p s y c h i c a s é a agraphia
a um
via
imprima
estende.
rotaçâo—de
necessarios â
O
se
paralysias
da
systematisada
terminado.
por
m o v e r o b r a ç o va-
movimentos —
adducçâo,
movimentos
do
terceira parte deste capitulo por
perda
paralysia
seguro
experimentador
V a r i a n t e deste
fazer o
a suggestâo
abducçâo,
effi-
a representaçâo
seus olhos, o u
que
passo que
de
tem
v i a de m o v i m e n t o s reaes, q u e o ope-
concluir
ligeiro
resistem
rapido e
l i d o , e p r o c u r a r i m i t a r esses p h e n o m e n o s
o
con-
se
sempre é facil,
hypnotisado
passivos
consiste
podem
quando
natural. A
ao m e m b r o paralysado.
que
e
nem
destruil-os; o
movimento
rador
suggestivos
indefinido,
a sua
das
) .
m
phenomenos
por
por
o caracter de s y s t e m a t i s a ç â o
de
de
depa-
Imponha-se
a letra
S,
perfeitamente
separadamente
( ) Na lethargia, a excitaçâo mechanica do nervo cubital em sua
passagem na gotteira do cotovcllo, provoca a chamada garra cubital ; no somnambulismo, a suggestâo de uma pressâo exercida ao
nivel do ponto mencionado, produz identico effeito, isto é, uma garra
cubital sonmambulica em nada différente da garra cubital lethargica.
Essa experiencia prova que a idéa suggerida de uma excitaçâo, iina
gem duma excitaçâo cutanea, pode produzir effeitos tâo intensos e
tâo exactamente localisados como a excitaçâo real.
487
C A l ' I T l ' I . O IV
235
todos os traços que reunidos formam aquelle signal
calligraphico.
motora:
Mas
assim,
o
pois,
a
téressa
directamente
o
agrupamento,
seu
que
lhe
falta
paralysia
os
é
a
systematica
movimentos e
produz
uma
asserçâo
vamos
uma
sô,
individuo escreverâ
o
cabulos
apenas
suggestâo
de
agraphia
sem
altéra
experiencia.
relativa â
difficuldade
para cuja f o r m a ç â o concorrem
de
E outra prova
achar na seguinte
apôs
n â o in-
desassociaçâo
m o v i m e n t o s p r i m i t i v a m e n t e associados.
dessa
coordenaçâo
palavra
muitos vo-
as l e t r a s c o m -
p o n e n t e s d a p a l a v r a sô. Q u a n d o s e t r a t a r , n o e n t r e t a n t o
de
r e u n i r os
dois
symbolos
graphicos
îutarâ e m v â o sem que consiga
por
maiores
Um
lysia
que
sejam
os
s
e ô, o
t r a ç a r as d u a s
esforços
quecimento
quem
se
ter
mâo
a
do
deu
dos
da
poder
a
paralysia
motor.
suggestâo
direita
da
pesada,
total,
Assim
o
é
da
para-
o
enfra-
operado
agraphia queixa-se
preguiçosa,
e
a
â
ferencia
de
dent^,
normal.
força
de
assignalada
total,
foi notada
Binet
e
Féré
(
4 8 8
E
ha
em
ainda
um
mais:
membro
pouco
em
relaçâo
âs
a
relaçâo
o
de
pressâo
mesma
para
a
pressâo
f e i t a c o m essa m â o n o d y n a m o m e t r o a p r e s e n t a
inferior
letras,
tentados.
p o n t o q u e a p p r o x i r n a os p h e n o m e n o s
systematica
sujet
trans-
corresponâ
paralysia
systematisadas,
por
).
( ) Dizem Binet e Féré que a paralysia systematica dum membro
d é t e r m i n a no outro membro, n â o sô u m augmento na intensidade da
contracçâo muscular, mas um augmento na precisâo e na perfeiçâo
dos movimentos: « u n e malade é t a n t rendue agraphique de la main
droite, par suggestion, on la prie au réveil de tracer des chiffres
avec sa main gauche. Elle y consent, et les chiffres qu'elle écrit en
miroir sont presque i r r é p r o c h a b l e s au point de vue calligraphique
Tous ces caractères sont t r a c é s d'un seul mouvement, d'une seule
coulée, sans que la malade s'arrête pour réfléchir. Nous avons recueilli, un autre jour, chez cette m ê m e malade, l'écriture normale de
la main gauche, quand la droite n'est pas agraphique. Elle écrit alors
de la main gauche avec beaucoup de peine, chacun des chiffres exige
au moins une demi-minute de réflexion ; de plus, le r é s u l t a t est assez d é f e c t u e u x ». Uma observaçâo de P. E I C H E R , Etudes
cliniques,
p. 747 :« Pendant que W i t t . . est plongée en somnambulisme nous l u i
488
236
HYPNOTISMO
Nâo
caberia
no
q u a d r o deste livro m o s t r a r m o s
analogias
profundas
que
descriptos
â s abulias,
paralysias da vontade, i m p o t e n -
cias
da
autores
tral
vontade,
ha
deixando
pouco
dessas
prendem
assim
citados
na
os
as
de
phenomenos
acompanhar
demonstraçâo
os
magis-
semelhanças.
IV
SUGGESTÔES DE MOVIMENTOS E DE ACTOS. — As
suggestôes
motoras
riencias que
natural
um
e
muito
uma
dum
m u i t o simples, muito
e
suggestôes
mais
de
reflexâo
por
e
résultante,
chegar
difhceis de
actos ; p o r q u e os
movimentos, mas
minados
facto
ao
mesmo
sensaçôes
e
vontade : o acto
para
série
comprehensivel — a
movimento — para
complexos
de
partem
offerecem
a
quai
expe-
suggestâo
a phenomenos
serem
actos
se
tempo
sâo
emotivas,
tratando
estudâmos
a
raciocinios,
sorte
uma
as
func-
todas
da s o l l i c i t a ç â o das
influencia
do
a
deter-
çôes intellectuaes, moraes e motoras do individuo
Anteriormente
mais
compôem
alguma
convergem
de
explicados,
percepçôes,
é de
de
gesto
(
4 8 9
).
regiôes
sobre
a
affirmons qu'elle ne peut plus écrire et, qu'une fois réveillée, i l l u i
sera impossible de tracer un mot pendant que, pour tout autre mouvement, elle conservera parfaitement l'usage de sa main. Une fois
réveillée, nous prions W i t t . . d'écrire son nom sur un morceau de
papier que nous l u i présentons. Elle saisit la plume avec empressement et se met en devoir de satisfaire à notre demande. Mais à
peine la plume a t-elle touché le papier qu'il lui est impossible de
tracer m ê m e un trait, quelque force de volonté qu'elle déploie. La
mimique à laquelle elle se livre est très intéressante à étudier. A
chacun de ses efforts ses doigts qu'elle cherche à fléchir sont pris de
mouvements d'extension: son poignet l u i même s'étend, sa main se
soulève. De la main gauche elle cherche alors à maintenir sa main
droite appuyée sur le papier, mais elle ne peut arriver à contenir et
à régler les mouvements contradictoires qui surviennent et rendent
vaine chaque tentative d'écriture».
( ) Vide B I X E Ï et F É R É , Magnét. anim., p. 200.
489
( A I T I V I . O IV
physionomia,
sionomia
das
e reciprocamente
sobre
o gesto ;
suggestôes
certo
da
numéro
ainda
vocados
assim
dizer,
Séria
apenas
na
e
da
phy-
longamente
producçâo
coordenados,
pelo
a
ocioso
se
de
um
por via
catalepsia.
que
do
sobre
n â o se
(imitaçâo
sâo pro-
impondo-se,
recordaçâo
do
esses
por
uso
de
phenomenos
indefinidamente,
objecto
de servir-se
insistir
q u e elles
como
prolongam
contacto
idéa
da imitaçâo
automaticos
notâmos
suggeridos
operado
da
salientâmos
ao hypnotico a
objecto;
ao
e
o automatismo
de Despine);
entretidos
occupamo-nos
attitude
movimentos
motores
influencia
de u m a attitude correspondent^ • vimos
o que é
especular,
a
de m o v i m e n t o s
imposiçâo
um
de
237
que
suggère
f a c t o s -,
digamos
délie.
esses
encontram
exclusivamente
s â o facilmente reproductiveis
e m som-
nambulos.
Chamaremos
a
echolalia
nos
apenas
provocada, observada
hypnotizados
Basta
a attençâo
pelo
professor
collocar u m a das m â o s
nambulo,
dos leitores
pela
primeira
sobre a ffonte do somsobre
para transformal-o a u m ou a outro, segundo
grapho
tirâ
hypnologista, n u m verdadeiro
de Edison:
fielmente
vocaes
pronunciados
e exactamente
em
latim,
sejam
do
a
nuca,
a phrase
phono-
dahi e m deante o individuo
todas
as
em
vez
Berger, de Breslau.
o u do cataleptico, e a outra
feliz daquelle
para
palavras,
todos
sua p r e s e n ç a ,
e
os
repesons
machinal
r e p r o d u z i r â phrases inteiras e m grego,
em
hébreu,
desconhecidas.
o p e r a d o , o sujet
em
outras
linguas
Affastando-se a
hesitarâ a principio
que lhe
m â o da
nuca
e e m seguida
se l i m i t a r â a r e p r o d u z i r o s m o v i m e n t o s d o s l a b i o s d o
hypnotisador.
apresentar
a
Nesse estado, o operado
imitaçâo
especular
(
4 9 0
pode
tambem
).
( °) «Barr. . est h y p n o t i s é e par la fixation du regard, puis plongée en somnambulisme par la pression sur le vertex. Questionnée par
49
HYPNOTISMO
Sera
preciso
accrescentar
que
os
mais
variados
movimentos se podem produzir, a uma incitaçâo
suggestiva partida do experimentador ( ).
?
491
l'opérateur, B.. parle et répond avec assez d'assurance. La parole
est coupée net si l'opérateur vient à toucher du doigt un point de la
partie antérieure du crâne du côte droit, tandis que le m ê m e man œ u v r e répétée du côté gauche produit, en quelque sorte, un résultat
inverse ; au lieu d'être arrêtée, la parole semble être devenue plus
facile. La m ê m e expérience est répétée en faisant compter la malade.
Lorsque nous touchons la moitié antérieure du crâne, à droite,
B . . . s'arrête net, elle va beaucoup plus vite au contraire et précipite ses chiffres, si nous touchons le crâne à gauche. Les phénomènes
changent en peu si en m ê m e temps nous soutenons de notre autre
main la région occipitale. Alors l'attouchement de la moitié antérieure du crâne, à droite, détermine, comme tout à l'heure, l'arrêt et
la suppression de la parole, mais l'attouchement à gauche a un tout
autre effet. La malade ne répond plus aux questions qu'on lui adresse,
mais elle les r é p è t e ; elle répète ainsi tout ce qu'elle entend sans en
comprendre la signification et en quelque langue que ce soit. C'est
là le p h é n o m è n e de la voix d'écho, ou écholalie, à un haut dégré
de développement. Nous ferons une remarque au sujet de la répétition des phrases en langues étrangères. La malade les reproduit, en
effet, avec assurance et avec une certaine précision ; mais la prononciation est en somme défectueuse.
La malade reproduit les sons étrangers avec les éléments de
prononciation qu'elle possède. Elle parle les langues étrangères, pour
ainsi dire, à la française. Et elle rend très imparfaitement les sons
étrangers pour la prononciation desquels i l faut une étude spéciale,
tels que le th anglais ou le ch allemand. Pour réveiller B . . . à la
suite de cette expérience, i l faut insister sur le souffle dirigé sur le
visage, un peu plus longtemps que d'habitude. Le réveil est pénible,
B . . se dit fatiguée. Au bout de peu d'instants cette fatigue avait
disparu. » P. R I C H E R , Etudes clin., p. 690 - - « M M . M A R I E et A Z O U L A Y ,
(Sociedade de psychol., 18 de Maio de 1885) ont mesuré le temps de
réaction dans l'écholalie. Voici quel a été le dispositif adopté. Le
sujet en expérience portait, appliqué contre son oreille, un téléphone.
Sa bouche était garnie d'une moutonnière construite de telle sorte
(pie, lorsque le mot « toc » était prononcé par le sujet, un signal
électrique s'inscrivait sur le tambour de Marey ; d'autre part, le téléphone fixé était intercalé dans un circuit comprenant un contact
électrique et un signal de Déprez inscrivant, lui aussi, sur le m ê m e
cylindre. Ainsi, lorsque le contact électrique avait lieu, i l se produisait
en même temps un bruit clans le téléphone et un signal sur le
tambour ; l'hystérique disait « toc » chaque fois qu'il entendait le
bruit du téléphone, cle telle sorte que l'on avait ainsi le temps de
réaction personnelle de la malade pour les impressions auditives.
A l'état cle veille, ce temps était cle 30 centièmes de seconde
Dans le somnambulisme
33
»
»
»
Dans l'écholalie
.
31
>
»
»
B I N E T et F É E É , Le magnétisme
animal,
pag.
217.
( ) Sô pelo experimentador podem ser dadas suggestôes ? Sim, e
sempre no somnambulismo electivo.
4<J1
< A I T I V L O IV
Até
agora
céder
que
por
temos
via
o
acto
taltico
é
sâo
tido
as
pertencem
mentos
(
porém,
E,
nada
mais
em
sua
especie
muito
incutidas
sempre
cathegoria
associaçôes
em
de
pela
simples
sem
que
ser
isso
O
actos
ainda
do
que
maior
sim-
arco
dias-
elevada
via do
r e f l e x o s os
movi-
suggeridas,
pelo
habito
o
seu
complicados :
do
entre
Emfim,
observador,
caracter
por
a
reflexo
méra
importancia
q u e esses p h e n o m e n o s l e v a n t a m , e m
cina
e
em
palmente
pela
discipulos
de
mente
dos
lado
direito,
escola
Nâo
em
séria
Nancyanos
alguns
Nancy
Nancy
da
(
materia
4 9 3
pontos
relevo
Ao
passo
quasi
do
dos
mediprinci-
que
os
exclusiva-
hypnotismo,
era
o
profundamente
).
possivel resumirmos
neste
em
occupavam-se
physiologicos
psychologico
estudado
de
Charcot
factos
foi posta
e
sugges-
problemas
légal
por
directamente,
exteriorisada
perça
sen-
complexidade,
creado
hypnotico réalisa
mais
é
de d i f f é r e n t e s ordens.
vontade
por
automatico.
formadas
nervosos
movimento pode
hyper-
mais
por
produzidos pelas a l l u c i n a ç ô e s
das
os
o n o m e de
O
).
de
â
sensorial.
reflexo no quai o
subindo
ainda
os e l e m e n t o s
tâo
4 9 2
suggestôes
muscular.
força
um
m o v i m e n t o , suc-
excitaçâo
apresentado
elementar
ainda
uma
nevro-muscular,
constitue
Reflexos,
acto, o
expuzemossob
automatico
plicidade:
o
reflexa a
anteriormente
excitabilidade
visto o
259
assumpto.
os
Notaremos
trabalhos
dos
simplesmente
indispensaveis.
Quasi sempre no somnambulismo indifférente; mas ha excepcôes;
de mais, a vontade do sujet pode ser tomada de surpreza por uni
tereeiro que lhe fizer suggestôes. Vide N O I Z E T , Mémoire sur le somnambulisme,
P
^
493
/
p. 96; G. D E r.A TOURETTE, p. 119 e
RICHEE,
Etudes
cliniques,
p. 754.
Vide L I É G E O I S , La suggestion;
Le somnambulisme
provoqué;
BEAUNIS,
seg.
BERNHEIM,
BONJEAN,
De la suggestion;
L'hypnotisme
240
HYPNOTISMO
Como jâ
gestâo
o
se
Assim,
irmâo
saber
Heidenhain, para
realize, é necessario
acto.
seu
assignalava
posto
que
produzia;
quando
em
horas
o
ao
somnambulismo — « Desejaria
que,
teu
directamente
h y p n o t i s a d o r dizia
sâo»—-nenhum
desde
« mostre-me
esse
ordenar
que a sug-
porém,
e f f e i t o essa
elle
relogio »— a
phrase
accrescentava
ordem
era
—
imme-
diatamente obedecida.
A
e,
suggestâo
cousa
um
sujet
um
na
a
engenhosos,
ao
prova a
existencia
— o raciocinio e a
realisaçâo
idéa
assassinato
tado
executada mathematicamente (
curiosa que
somnambulico,
exercer
é
por
f i m que
de
do
acto
commetter
imaginarios:
vezes,
para
de
renexâo
suggerido.
um
elle
um
);
eu
podem
se
Dê-se
a
crime, u m
procurarâ
chegar c o m
4 9 4
furto,
meios
bom
resul-
lhe foi imposto, empregando
saga-
cidade espantosa na perpetraçâo do delicto recommendado ( ).
495
( ) Para dar uma idéa da precisâo mathematica com que a suggestâo hypnotica é executada, F É R É (Les hypnotiques hystériques, cit.)
fez a seguinte experiencia: «Nous montrons à la somnambule, sur
un plan u n i , un point fictif que nous ne pouvions retrouver que par
des mensurations multiples et nous l u i commandons d'enfoncer un
canif sur ce point, après son réveil; elle exécute l'ordre sans hésitation, avec une exactitude absolue; un acte criminel serait exécuté
avec la m ê m e ponctualité.»
(* ) «Lorsqu'on a soin d'ordonner un acte un peu compliqué, pour
lequel i l est nécessaire de combiner les moyens, on voit le sujet
imaginer ces moyens, qui ne l u i ont pas été suggérés; i l fait
o»uvre d'invention, ce qui montre bien qu'on n'explique pas tout en le
comparant à un automate. Par exemple on suggère à une malade
d'empoisonner M . X . . . , avec un verre d'eau pure, qu'on lui dit être
empoisonnée. Comment la malade se prendrat-elle pour exécuter ce
crime? La suggestion ne lui a pas tracé la voie à suivre. La malade tend le verre à M . X . . . en l u i disant pour l'inviter à boire:
«N'est-ce pas qu'il fait chaud aujourd 'hui?» (On était en été).—A une
autre malade nous commandons de voler le mouchoir de poche d'un
des assistants. A peine réveillée, la malade fait semblant de se sentir étourdie; elle se rapproche en titubant, et, se laissant tomber sur
elle, lui enlève rapidement son mouchoir. Cne troisième malade, à
qui on suggère le m ê m e larcin, s'approche de M . X . . et l u i dit tout
a coup: Qu'avez-vous donc sur la main?» Pendant que M , X . . un
peu interloqué regarde sa main, son mouchoir est disparu. Aucun de
ces expédients n'avaient été suggéré aux malades, qui les tiraient pa.i
494
95
CAPITULO IV
O
experimentador
pode
24I
suggerir
ao
hypnotisado,
ora a consummaçâo de um acto, ora a imperiosa
vontade
os
casos
de
o
realisar
effeito
esse
é
mesmo
acto.
Em
ambos
identico.
Entre os phenomenos psychicos que acompanham
a realisaçâo da idéa incutida no espirito do somnambulo, um dos mais curiosos consiste, sem duvida,
nos motivos com que geralmente elle procura justificar
a
acçào
commettida.
Incapazes de achar a fonte primeira da impulsâo
a
que
obedecem,
procuram
inventar
u m movel idéal
que déterminasse a pratica do facto realizado ; e
nesse os hypnoticos se assemelham aos epilepticos,
que tentam explicar os actos nocivos por elles executados, invocando razôes mais ou menos plausiveis ( ). E vem a calhar a seguinte observaçâo: a
496
conséquent de leur propre fonds.» BIXET et FÉRÉ, Magnét. anim.,
p. 223.
«Souvent, diz L I É G E O I S (De la suggestion hypnot. dans ses rapports
avec le droit civil et le droit criminel,
1884, p. 22\ le somnambule
semble se porter lui-même au-devant des désirs de la personne qui
l'a endormi.»
E accrescenta: «toute s p o n t a n é i t é a d i s p a r u » — c i t a n d o em apoio
dessa asserçâo o illustre dr. C H . E I C H E T (L'homme
et
l'intelligence,
1884, p. 202): — «Kn r é s u m é , tous ces p h é n o m è n e s , catalepsie, contracture, a n e s t h é s i e , s'accordent avec l ' h y p o t h è s e que, dans l'état
de somnambulisme provoqué, la s p o n t a n é i t é cérébrale a d i s p a r u » .
( ) C H . F É E É , Note pour servir à l'histoire des actes impulsifs
des
épileptiques, i n Rev. de médec, 1885.— « B . . . é t a n t endormie, je l u i
dis: —Quand vous serez réveillée, vous enlèverez l'abat-jour de la
lampe. Je la réveille, puis, a p r è s quelques minutes de conversation:
— On ne voit pas clair ici, dit-elle, et elle enlève l'abat-jour. Une
autre fois je dis à B .
endormie: — Quand vous serez réveillée vous
mettrez beaucoup de sucre dans votre t h é . Je la réveille, on sert le
t h é et elle bourre de sucre sa tasse. «Que faites-vous donc? l u i diton.— Je mets du sucre — Mais vous en mettez trop. — Ma f o i ! tant
pis! et elle continue le m ê m e m a n è g e . Puis, trouvant sa boisson détestable: — Que voulez-vous, c'est une b ê t i s e ! Est-ce que vous n'avez jamais f a i t des bêtises ?» ( C H . R I C H E T , La mémoire et la personnalité dans le somnambulisme,
i n Rev. philosophique,
Março 1882.)
«En compagnie de M . B . ., qui est e n t r é ce jour-là pour la première fois à la Salpétrière, nous faisons des expériences d'hypnotisme
chez une n o m m é e C. ., hystéro-épileptique du service de M . Chaicot.
La malade est en état de somnambulisme provoqué. Je lui donne l'ordre
de poignarder à son réveil M . B .
avec la lame de carton que je
4Sli
242
HYPNOTISMO
i m p u l s â o s u g g e r i d a se a p p r o x i m a d a s i m p u l s é e s i r r e s i s tiveis
dos
alienados
por
v a n t e s — a angustia,
pedidos
apôs
na
o
As
suggestôes
estado
em
suggestiva
rem
a
de
a
que
tem
(
tes
do
momento
âs
marcado
n â o se
a
produz
e m f i m , ao
muito
acto
4 9 8
ponto
te-
instruc-
quando
o
para
suggerido,
suggestâo
(
de
hora determinada
effeito o
o
incitaçôes
depois
entretanto,
dia ou
a
As
mezes
No
levé
operado
Chegamos,
provocadas.
) .
o
sentem
posteriormente
experiencias
que
im-
realisam durante
Ha
marca
acto
o u se
foram
m
rele-
sâo
o allivio que
sido realizadas
respeito
o
quando
(intra hypnoticas) o u
suggestionador
liza,
e
muito
cabo.
actos
sido impostas.
tivas
mal-estar,
acto,
levado
somnambulismo
ao
o
pratica do
terem
dois c a r a c t è r e s
n â o se
anrea-
).
capital da
resistencia
suggestôes.
Quando
em
que
appareceu
Liégeois,
o
antes
trabalho
de
tâo
qualquer
documentado
outro,
assigna-
l o u os p e r i g o s d a s u g g e s t â o p o s t a a o a l c a n c e d e o b s e r v a d o r e s s e m e s c r u p u l o s , os e x p l o r a d o r e s d e n o v i d a d e s
aproveitaram
este m e i o n o v o e c u r i o s o de assustar
as
consciencias a s s o m b r a d i ç a s : uns a c c e i t a r a m c e g a m e n t e
a
realidade
tre
possivel dos
professor
tiça;
era,
outros
de
factos estudados
pelo
illus-
N a n c y e t r e m i a m pelo futuro da jus-
por uma reacçâo,
que como reacçâo
que
t e n d i a a o e x a g e r o , p r o c u r a r a m t r a n q u i l l i z a r o es-
pirito publico insistindo e m que o automatismo somnambulico
pode
nâo é
ser
completo, em
comparado
a
um
que,
bastâo
o
hypnotisado
entre
as m â o s
nâo
do
lui mets dans la main. Sitôt réveillée, elle se précipite sur sa victime et la frappe dans la région précordiale; M . B . . . feint de tomber. Je demande alors à la malade pourquoi elle a tué cet homme ;
elle le regarde alors fixement un instant, puis avec une expression
farouche: «C'est un vieux c . . , i l a voulu me faire des saletés.»
B I N E T et F É R É , Le magnét.
animal,
( ) Vide em nota anterior.
C ) B E A U N I S , Le somnambulisme
p. 217.
497
198
provoqué,
p. 57.
CAl'ITlbO I V
243
viandante, pondo em relevo, enfim, o phenomeno da
resistencia
terreno
da
âs
incitaçôes
collocam-se
suggestivas.
quasi
Neste
ultimo
t o d o s os a d e p t o s d a
escola
de escola n â o nos conseguiu
cegar.
Salpétrière.
Mas
o
espirito
Salpetrierista
ractères
nose
em
relaçâo
clinicos de
cada
um
dos
da
hyp-
sustentamos
que o grande hypnotismo é uma n é v r o s e
expérimental,
meio
de
salpetrierista
estados
dos"ca-
quando
cujo
provocada;
ao reconhecimento
desenvolvimento
apropriado
é
a
hys-
tero-epilepsia, — no entretanto n â o p o d e m o s cerrar
os
ouvidos â e x i g e n c i a i m p e r i o s a dos factos ; no p o n t o
de
que
se
trata
sustentada
damos
em
a
nossa plena a d h e s â o â theoria
Nancy
E
vamos
dizer
porque
o
fa-
zemos.
Quaes
s â o os a r g u m e n t o s
abraçada
por
individuaes.
invocados contra a
nos ? A l g u n s factos e a l g u m a s
E'
conveniente
ver
o
que
thèse
opiniôes
valem
uns
e
outros.
Ha
um
facto
incontestavel
e
unanimemente
nhecido : a p e r t u r b a ç â o
que o hypnotismo
no
faculdades
f u n c c i o n a m e n t o das
ractérisa,
absoluta
e
desenvolve
psychicas
invariavelmente, por
recose
um
cacerto
g r a u de e n f f a q u e c i m e n t o e de i m p o t e n c i a dos actos cerebraes,
desde a simples o b n u b i l a ç â o , —
somno,
—
até â
obtusâo
compléta
méro esboço
de
e
da
â
perda
personalidade.
Entregue
tingue
do
chologico
a
si m e s m o ,
lethargico.
que
o
suggestibilidade
A
Mas
sépara
(
4 9 9
o
phrases
quai
dos
é
nâo
se d i s -
o phenomeno
psy-
outros hypnotisados?
A
).
u m a p a l a v r a , v i m o l o,
delicias
somnambulo
carinhosas,
allucinado,
e
escutar
com
indignar-se ouvindo in-
( ) Bem sabemos, — e jâ 0 dissemos, — que o cataleptico é suggestivel tambem; mas essa n â o é a regra e quasi sempre nao sâo
effectivas as suggestôes complexas provocadas durante a catalepsia.
499
HYPNOTISMO
244
j u r i a s r a s t e i r a s ; assistir aos m a i s v a r i a d o s
espectaculos
ora assignalados por u m a nota comica, ora
c o m as c ô r e s d a t r a g e d i a ; m u d a r d e p e s s o a ,
na
expressâo
feliz de
différentes ; tomar
amigo
ros;
de
todos
Alvares,
por
os
em
illusôes
outro inteiramente
dias,
sensoriaes,
papel
lar
amoniaco,
cousa
ainda
bendo
em
como
um
vinho
se
copo
diverso
sêde, â vontade
apresentar
devorando
o
por
um
da-
extranhas
gulosamente
fossem manjares
pedaços
lucullianos; inha-
aroma capitoso,
extraordinaria,
embriagar-se
e,
be-
de agua transformada por s u g g e s t â o
inebriante
Assistimos, e m f i m , ao
desse
acha;
tomando-o
mais
typos
o mais caro dos companhei-
c u j o p o d e r se
de
de
representando
sentir f o m e , abrasar-se e m
quelle
carregados
altruisar-se,
quasi
maravilhoso
desdobrar
e s t a d o e m q u e a p e r s o n a l i d a d e se a f f a s t a , m u d a
logar, para
que
rito
se
substitua
por
um
intruso
por
vontade
pro-
pria? V e m o l - o resistir, q u a n d o o e x p e r i m e n t a d o r
busca
impor-lhe
aos
o
o somnambulo
um
sentimento
que
O
dade,
sô o que
nâo é
nâo tem
e
uma
idéa
e â s suas i d é a s
lhe agrada ; e
contraria
normaes :
ac-
exécuta t â o somente
o
acceita.
consentimento
que
mesmo
p o d e m o s de aigu m
1
Binet e F é r é
bora
que
usurpador.
seus s e n t i m e n t o s
ceita
outro
o seu espiseu,
entâo
um
instantes
o
Mas
por
alguns
e a
resistencia
n u m estado de
decadencia
mental
m o d o s e n t i r e a p r e c i a r as c o u s a s .
d i s t i n g u e m a resistencia causada, e m -
indirectamente, pelo
tencia que
p r o v a m , na ver-
p r o v é m do
experimentador,
da
resis-
hypnotisado ; e distinguem sem
r a z â o . A v o n t a d e de resistencia, que é c o m m u m â generalidade dos somnambulos, é sempre determinada pelo
hypnotisador.
E
porque
assim
acontece ? Porque,
phrase de Delbceuf, a c o n v i c ç â o do o p e r a d o r
• le lévier
qui soulève
les
montagnes,
et
na
é—aqui—
cette
con-
CAPITULO IV
v i c t i o n , i l est
hesitaçôes,
dido
(
5 0 f t
um
). E
tisadores
vador
um
Nada
tanto
tom
vossa
e
â
a
vontade
vontade
si â
Passemos
em
por
dévida
nossa
cartas
que
«tranchent
« fait
fait.
os
« déjà
(
à
« sentation
5 o 2
primeira
mani-
como
erigir
em
dessa
falta
de
autorisado
la
finie,
mon
une
sont
collègue
elle sortit
« de
la r e c o n d u i r e
voulut
en
tomada
moins
significatives. »
et
moi
l'aphone
théâtrale.
eûmes
dont j'ai
la
La
fîmes
repré-
et chercha p a r t o u t
la v o y a i t
voiture
jamais
experiencias
servante—nous
représentation
ne
ser
question, au
somnambulisme
maîtresse. Elle
pas.
Nous
après
offrîmes
ou à pied jusque
accepter
cette
50
50
chez
sugges-
° ) Vide M E S N E T , Outrages à la pudeur, p, 252.
'^ V . B O N J E A N , L'hypnotisme;
L I É G E O I S , De la
suggestion.
<; -) L'hypnotisme
et ta liberté des représentations
publiques.
/ro
a
adduzidos
merece
) cita varias
absolument
en
une
ne
hypno-
O distincto auctor belga e m
M . Thiriar (
« sa
« e l l e ; elle
â
substi-
).
5 0 1
fundamentada,
parlé,—c'était
« assister
voz,
o—eu
do
argumentos
opiniâo
Lorsque
tomber
forte
récusa,
p o u r la B e l g i q u e , t e l l e m e n t elles
« 1
a
sujet
Mesnet julga-se
consideraçâo
suas
e r
ao
linha vamos encontrar Delbceuf, cuja
ser
a
do
recuardes,
revista
contrario â
theoria,
ordenae
vinte annos de estudos e o b s e r v a ç ô e s .
em
primeira
obser-
levantae
consequencias
ahi o que
ao
energicamente
dominadora e
inevitaveis
dizer, depois de
vontade,
primeira
magne-
intimidativamente,
desfallecente
resistencia,
Eis
e
pronunciae
per-
suggestionado.
sua—a
de
Em
do
força
festaçâo
em
compléta
ha
reciprocamente
com
o gesto,
os
recommendado
para
que
esta
jâ
incitaçâo
mas
tactica?
é verdade, que
de h e s i t a ç ô e s :
tisador;
as
tudo
nada
â
tuir-se-â
seja,
auctoridade,
caricias,
accentuae
lei
de
de
opponde
que
haviam
submissâo
a
quero,
isso
a
operado
la feindre » ; desde
momento
antigos
produzir
0
difficile de
24;
246
HYPNOTISMO
« tion
«—Non,
monsieur, j'attends
« retourne
q u avec m a d a m e . »
« tisé
que
j'avais sous la m a i n ,
« ser
une
« bien
mais
je
A i n s i l e premier
s'obstinait
proposition suggérée
criminel,
madame,
ne
hypnoà
repous-
qui n'avait rien
qu'elle regardait
comme
de
com-
« promettante. »
Apenas
meiro
duas
sujet
nenhuma
reflexôes :
esta
Delbceuf
que
de
pratica
tinha
a p e n a s offereceu-se
e
â
primeira
tenacidade
imposto,
para
récusa
de
uma
exigido^
em
todos
â
ella
a suggestâo
reparo : —porque
somnambula
que
insistentemente
« 2.
a
operador
hypnotisada
Si
tivesse
desejasse
séria
fait.
elle era
procurada
Le petit
« avec
des
yeux
« avec
une
telle
Delbceuf n â o suggeriu
a senhora,
pela
garçon,
«fuyait
A
a
moi
mon
a
ama,
em
em
que
tendeu
« 3.
«Léon
seul
relaçâo
creadinha ?
sujet
de
de
Liège,
« absolument
pouvoir
travers
Donato,
et
se
p e u r q u e j ' a i eue
pouvais
le
à
regarda
sauva
l'escalier,
qu'il
de
réveiller
nâo
ma
et
foge â s criticas
ao
Em
que
rapazola
furto ? A t é quando
il
o
for-
termos
hypnotisado
operador
es-
perseverança ?
fait. E n
nous
d'horreur
à
â précédente.
t o m foi dada
a sua
m c
je
experiencia
suggestâo
« de
pleins
tâo
approche».
segunda
muladas
e
si
fougue
causa la plus g r a n d e
« vie. Car
ser
compléta
« qui j e voulus faire prendre une montre, me
« me
tivesse
outro lado
que
pri-
seus effeitos.
um
m e
o
vencido.
por
ordenado
elle a c o m p a n h a d a ,
Ainda
occasiâo ;
e
o
consequencia
acompanhar
parte
era
por
deu-se p o r
por
os
na
creada
novembre
présenta.
de
dernier,
une jeune
condition
très
avait
« v e n i r l'embrasser.
sur
Elle
elle,
n'a
de
20
ans,
somnambule
nous
il lui
jamais
magnétiseur
fille, de
modeste,
parfaite. D é s i r e u x
qu'il
le
montrer
commanda
voulu
le
de
Cette
CAPITULO IV
«jeune
« tion
fille
et
n était
de
défi
pas
qu'elle
247
belle,
mais
l'air
prit à
l'injonction
de
résolu-
cle
Léon
« la transfigura tout à fait. Léon lui montrait sa
«joue
en
l'attirant ;
elle
s'approchait
peu
à
peu,
« puis arrivée à un mètre du magnétiseur, elle se
« retirait
avec
une
geste
superbe
de
majesté
et
de
« pudeur farouche. La lutte dura plus d'un quart
« d'heure et Léon en fut pour du fluide dépensé en
« pure
perte »
Este terceiro facto nâo é concludente. Antes de
tudo, — desconhecemos,
como
diz B o n j e a n , —
« son
savoir-faire, son expérience, son assurance, sa fermeté » ( ). Note-se ainda que o magnetisador
5o3
Léon desanimou ao cabo de um quarto de hora ! E
além disso, o que prova um facto isolado contra innumeras suggestôes de actos analogos, que sâo fielmente executados por donzellas nâo menos pudibundas e recatadas que o sujet de Léon} ( ). E' o caso
504
( ) L'hypnotisme, p. 194.
( *) Vide, entre outros, o facto narrado por Gilles de la Tourette
e que j â t r a n s ç r e v e m o s em nota. Leia-se ainda o que se segue: «Pauline
T . . . , 18 ans, h y s t é r i q u e facilement hypnotisable, a été t r a i t é e dans
mon service du 30 octobre 1884 au 27 août 1885. Dans les derniers
jours de d é c e m b r e 1884, un matin, à l'heure de la visite, une personne
é t r a n g è r e au service ayant endormie Pauline, l u i ordonna d'aller à
quatre heures de l'après-midi embrasser l'aumônier de l'hôpital, et de
ne dire à personne qui l u i avait d o n n é cet ordre. Pendant le reste
de la m a t i n é e et pendant la p r e m i è r e partie de l'après-midi la malade
ne p r é s e n t a rien de particulier. A quatre heures, elle se leva précipitamment, descendit de son l i t et traversa la salle pour sortir. La
Sœur de service l u i demanda où elle allait.«Je vais chez l'abbé X . . . .
dit-elle, j e veux l'embrasser.)- On crut qu'elle devenait folle, et on
l ' e m p ê c h a de sortir. Ce f u t alors une scène inexprimable. Pauline
faisait des efforts d é s e s p é r é s pour se dégager ; on f u t obligé de
l'attacher. Pendant plusieurs heures consécutives elle eut des attaques convulsives d'une violence i n a c c o u t u m é e ; elle poussait des cris
p e r ç a n t et troublait le repos des autres malades. On alla p r é v e n i r
l'interne de service. Celui-ci, a p r è s avoir f a i t diverses tentatives inutiles pour calmer l'agitation de Pauline, eut l'idée de l'endormir
pour l u i s u g g é r e r d'être tranquille. I l f u t alors mis au courant de la
situation, parce que Pauline, endormie, l u i raconta ce qui s ' é t a i t
passé le m a t i n sans dire, toutefois, le nom de la personne qui l u i
avait d o n n é la suggestion. I l voulut alors d é t r u i r e l'effet de la suggestion initiale par une suggestion contradictoire. I l essaya de
503
50
248
de
HYPNOTISMO
recordar
a
regra
de
experimentaçâo
formulada
pelo eminente physiologista Claude Bernard, a saber
que
as
experiencias
negativas
nada
provam
e
que,
n â o foi feita em
con-
como muitas vezes notou Pasteur uma experiencia
nâo
d â boni resultado
porque
diçôes necessarias para um exito satisfactorio.
O quarto facto nâo tem importancia.
« 5. fait— j'ai refait avec la même personne,
me
« qui est pourtant hypnotisable au dernier dégré.
» une expérience toujours dans la même direction : j'ai
« voulu lui faire embrasser une poupée. Pendant une
« demi-heure entière j'ai lutté. Dans son hypnose,
« elle me répétait sans cesse : « Demandez-moi autre
« « chose. J'embrasserai madame, mademoiselle, vous« « même si vous voulez ; mais une poupée, jamais
1
suggérer à Pauline l'oubli de la scène de la matinée ; il tenta de lui
faire croire qu'il était lui-même l'abbé X . . . , et qu'elle pouvait
l'embrasser, si elle y tenait. Mais aucune de ces suggestions contradictoires ne f u t acceptée : et, comme les cris et les convulsions ne
cessaient pas, i l a du mettre la malade en état léthargique, et l'y
laisser pendant toute la nuit. Le lendemain matin, aussitôt qu'on
eut tiré la malade de la léthargie, l'agitation, les crises convulsives,
et le désir d'aller embrasser l'abbé X .
reparurent. Pour mettre un
terme à cet état de choses, i l fallut aller chercher le coupable (qu'on
put fort heureusement arriver à connaître à la suite d'une enquête,
car Pauline refusa obstinément de dire son nom, bien qu'elle le
connût parfaitement), le conduire dans la salle, et le prier d'endormir la malade pour effacer lui-même la suggestion qu'il avait eu la
légèreté de donner le jour précédent. Dès que cela f u t fait, Pauline
ne pensa plus a embrasser l'abbé X . . et elle redevint tout à fait
calme. Quelques jours plus tard, le 12 janvier 1885, une scène très
analogue se produisit. La malade voulait encore aller embrasser
l'aumônnier de l'hôpital. Endormie', elle déclarait que, le matin, en
revenant de la douche, elle avait rencontré, au coin d'un escalier, trois
personnes qui l'avaient endormie et l u i avaient ordonné d'accomplir
l'acte en question, en ajoutant qu'elle souffrirait cruellement tant
qu'elle ne l'aurait pas accompli, et qu'elle ne dirait jamais qui le
lui avait ordonné. L'agitation de Pauline était telle que le 13 janvier
n'ayant pu découvrir les auteurs de la suggestion, je me décidai à
aller trouver l'aumônier, à le mettre au courant de la situation et à
le prier de se laisser embrasser par la malade. A partir de ce
moment, le calme se rétablit.» Observaçâo de PITRES communicada
a G. DE L A TOURETTE, L'hypnot.,
p. 127.- Esse caso offerece um
grande interesse quanto â descoberta das suggestôes immoraes ou
criminosas (V cap. v u ) .
C A I T r U U ) IV
«; c ' e s t
un
acte
ridicule»
Elle
2 y
4
a
fini
par
prendre
la
« p o u p é e et la j e t e r par terre. D a n s une lettre écrite
. une a m i e le 14 j a n v i e r , o ù elle
« et q u i m a
été communiquée,
« caractéristique:
< certain
point
Longe
de
transcripto
resistir
â
tar-se
a
séria
n o t e ses
« cette
obéissance
cependant
».
contrariar a
a
abraçar
de
o
nossa
ridiculo.
Era
lis u n e
restriction
jusqu'à
thèse,
o
Vemos a
abraçar
proprio
impressions
passive,
fortifica e apoia.
suggestâo
menos
je
uma
à
un
facto
ora
somnambula
boneca
e
pres-
experimentador,
o
que
isso
que
i m p o r t a v a assig-
nalar.
E
mesmo
çar
a
mas
quanto
boneca,
tismo
por
(
« Je
5 0 6
à
et
partout
de
« accepter
« Il n'y
« I'édredon
de
la j e u n e
fille
qu'elle
est
de
sa
et
résout
toilette
sa
taille.
l'esprit de
«mécontente.
sa
de
Je
On
le
5 0 5
) ;
magne-
le
qu'une
courte-
p.197
p. 72.
ses
Elle
au
elle
ce
est
un
de
peu
placer
elle
pro-
cheveux
moindre
dégrafée
par
son lit.
temps.
fût mise
fait u n
arranger
le geste
à
sa
Elle
cependant
cherche
défait
l'arrête
dans
me
coussin , puis
lui raconte
animal,
et
d'édredon.
elle
nuit,
e t se
B O N J E A N , L'hypnot
( ) Le magnétisme
veut
faire
personne
taille
finit
pas
à
d'arranger
voyant
) V
(
coucher.
couverture
embarrassée ;
se
du
incrédules
elle
coussin,
« et
60i
l'heure
Elle
toute
fût déshabillée
505
est
regards
t se
(
abra-
experiencia
tratado
qu'il
pour
« p a r t o u t et
« dans
ultima
seu
des
« visiblement
« dégrafe
de
em
la suggestion.
a
à
uma
dénégation ;
« p o i n t e . Pas
« cède
ordem
).
suggère
« signe
â
fazer algumas notas
examinar
Delbœuf
« chambrette
«jette
resistencia
poderiamos
preferimos
narrada
â
Il ne
quelle
reste
doute ; elle
lit.
est
et
Réveillée
inquiète
a
fait
e seg.
32
et
et
à
250
HYPNOTISMO
« quel
«à
moment
o n l'a
la rassurer
Delbceuf
hypnotisou-a de
« A u moment
« fée, je
o ù elle
m'approche
« que
nous venons
« mes
insinuations
« n'était
» pas
pas
son
« allait
On
ne
parvient
pas
est
et
assise, à
et j e
d'être
je
sauver
novo :
d'elle
veux
mes
qu'à
crier. » Et,
décoif-
lui persuader
perdu
toutes
tendresses.
« Elle
l'avait jamais
n'avais
et
moitié
m a r i é s . J'ai
tout
m a r i é e , ne
mari,
se
arrêtée.
complètement.»
été , je
partir,
en
n étais
sinon
effet,
se
elle
levant
« de sa chaise, elle f u t sur l e p o i n t de m ' é c h a p p e r
«J'eus
à
« pour
la
« On
peine
le
me
« personnes
« fort ; et
faire
de
nier
à
« habiller e
accroire
que
par
(
étaient
dûment
là j'eusse
l'analyse
dire.
se
5 0 8
)
telles
mariées.
réussi
—
i l ne
j ' e n doute
5 0 9
) . Je
couchez
« chambre
et
se
Je
dis à
psychologique
Monter
mettre
les . j o u r s (
fois joué
fille,
sa
lit,
dis
au
vous !»
couche.
une jeune
à
à
au
et
avoir
se
dés-
c'est
ce
qu'on
sujet: «voilà
Il
se
croit
ne
«voici
le
votre
fait
votre
dans
sa
ferait-il
enfant
sans peine. N'a-t-elle pas
la m a m a n ?
innocente
doit
chambre,
Pourquoi
fille
malade. » Il l'admet
« jeune
la retenir
n i a f f i r m e r a priori—mais
et
«cent
q u elles
connaissance
« chambre
« i l est
de
).
pourquoi?
mot
«pas?
force
leur
« C'est ici que
«tous
la
d i r e q u ' i l a u r a i t f a l l u c h a n g e r leur
possible
« faut rien
« son
et
5 0 7
réveiller
va
« personnalité,
« I l est
temps
(
Mais
à
cette
chaste,
je
me
même
présente
( ) 0 jornal La Meuse, de 8 de Maie- de 1888, que dâ o resumo
de uma conferencia feita por Delboeuf em Lièges sobre L'hypnotisme et l'école de Nancy, referindo-se a esse ponto da experiencia,
commenta maliciosamente: «M. Delboeuf n ' é t a i t peut-être pas son
idéal !»
' ) Leur e nâo sa, porque a experiencia f o i tentada (e sempre
coin insuccesso) em duas raparigas.
(BOUJ g
}{,o com uma somnambula easada nâo assume tambem
os caractères do estupro?
m
r
08
v
Q
co
CAPITULO TV
« comme
mari.
«l'illusion,
Ainda
O h ! a l o r s s o n i m a g i n a t i o n se r e f u s e à
parce
este
que
facto
immoral uma
l'illusion
é
na
donzella
innocente
— e l l e se f û t déshabillée
um
homem,
vador
em
De
bom
plo
cita
crê
da
gerir
a
sua
ser
allude
elle
o
fazer
em
na
délia
deitar-se
meios
au
despir-se
lit)
deante
o
obser-
como
indirectos,
de
« maman.
predilectos
que
argumentos
se
rato ?
â
5 1 0
dias
« elle
nâo
entre
E
incumbe
citados,
e
é
a
que,
a
de
quando
o
um
dedo
sô
propro-
intima pelo
facto
joué
apoio
cent
que
as c r e a n ç a s
é
um
rapariga
cita e m
verdade
de
transfor-
nâo é
que
toilette mais
os
)?
por
sug-
reflexâo nâo
vezes
E
des-
«l'illusion
sinceridade
repetidas
um
de
hypnotisada—
hypnologista
fîlho :
(
hypothèse
a
» Mas
casamento
na
da
maneira
exem-
personalidade ; mas
negar
de
empregar
e como
para
todos
do
de
A mesma
délie
suggestâo
belga
se f û t mise
possibilidade
mordia
a
deante
do
sera
duvida existe
attache—».
pelle
explicar
quedos
â
mesmo
gato,
cedeu
a
nâo
casta
respeitavel
marido
aucune
do
enrolado
cura
e
nenhuma
efficacia, p o r q u e
sujets
mado
embora
substituiçâo
poderia
dos
et
e x i t o os
«n aurait
se
attache».
questâo?
mais:
com
aucune
contraproducente :
(porque D e l b œ u f confessa que
de
251
é
proprio
destruir
fois
disso
à
la
u m dos brino
brinquedo
hypnologista
todos
os
seus
affirma :
( °) Como diz Bonjean, Delbœuf cuidou de collocar suggestionalmente o sujet em uma tal condiçâo que na existencia normal elle se
despiria, sem ter que côrar, para se deitar na cama? N â o : e, no
entretanto, sabendo que elle estava présente,
a rapariga se despiria
inteiramente deante délie si elle o quizesse. Depois disso, Delbœuf
ingenuamente pergunta: « Monter à la chambre, se d é s h a b i l l e r ,
pourquoi ne le ferait-elle pas? Porque? Mas simplesmente porque
vôs estaveis p r é s e n t e , senhor prof essor. Assim o illustre prof essor
demonstrou, sem o querer, que uma somnambola pode realizar uma
suggestâo i m m o r a l . . . a menos que seja moral uma senhora entregar-se â toilette mais intima deante de terceiros, muito embora este
seja da respeitabilidade de Delbœuf.
51
252
«Je suis c o n v a i n c u , e t les e x p é r i e n c e s d e M . L i é g e o i s
< le prouvent, que contrairement à ce que pense M.
« B r o u a r d e l , les
attentats
à la p u d e u r
sont
parfaite-
« ment possibles par le moyen de l'hypnotisme» ( ).
5n
E o intransigente de ha pouco admitte a hypothèse da suggestâo em um .crime, em que absolutamente nâo é verosimil que suggestâo tivesse havido( ):
512
« C'est pourquoi l'hypnotisme facilite toujours les
« attentats à la pudeur. Chambige, s'il a hypnotisé
« M. G —ce que je suis porté à croire,—n'a eu
me
« qu'à se substituer à son mari qu'elle aimait. De
« là le sourire qui était resté empreint sur sa figure
« de morte. Son malheureux époux a bien raison,
« selon moi, d'avoir foi dans son innocence. Si ces
« lignes tombent sous ses yeux, elles lui apporteront
« quelque douceur» ( ).
513
( ) E' ainda Debœuf quem escreve: « En théorie, une pareille
puissance (a suggestâo) est tout ce q u ' i l y a au monde de dangereux.
Je crois qu'en pratique, sauf en ce qui concerne les ABUS CORPORELS
et les testaments, elle ne l'est pas ou l'est peu » (Une visite h la Salpétrïere, 1887, p. 36); e mais: « L ' h y p n o t i s m e , monsieur, ne présente
que deux espèces de dangers. Dès mes premiers écrits, je les ai
signalés et je n'ai signalé qu'eux: ce sont des ABUS CONTRE LES
PERSONNES et les testaments» (Lettres à M. Thiriar, v i ) ; e ainda mais:
« L'hypnotisme n'est vraiment un auxiliaire que dans les ATTENTATS
 L A PUDEUE et dans les captations de testaments » (Le magnétisme
animal, f886, p. 90).
i ^ ; Quanto ao crime Chambige compartilho a opiniâo de T A R D E ,
Etudes pénales et sociales, 1892, p. 155-172.
( ) Eis o que Tarde (1. o, p 172, nota) diz sobre esse juizo de
Delboeuf: « D a n s le Journal de Liège, du 21 novembre 1881, sous le
pseudonyme d'Argand, i l ( M . Delbœuf) se prononce pour une hypothèse ingénieuse, permise du reste à un hypnotiseur de sa force,
rompu à tous les maléfices de la nouvelle sorcellerie. « I l me paraît,
< dit il, qu'il n'y à rien de plus facile que d'abuser d'une femme mariée
< hypnotisable, si elle aime son mari On lui fait croire que Ton est
< le' mari. De là l'air souriant de la morte. . . Chambige est peut-être
« sincère quand i l affirme que madame G. l'aimait. I l a pu le croire.
Rien de plus facile que de se faire passer pour le mari de la femme
que l'on aime! 11 faut être Jupiter auprès d'Alcmène pour trouver la
chose aisée. Jupiter aurait-il fait de l'hypnotisme sans le savoir?
Tarde, si lesse com mais cuidado os tratados de hypnotismo, n â o
3U
1 2
61S
( AIT I CI < ) IV
Outro
adversario
à nossa trente
Ouçamol-o :
é
irreconciliavel
o
eminente
que
encontramos
professor
Brouardel.
« I l y a une phrase courante dans l'école de
« c'est
q u e la s o m n a m b u l e
« comme
le
bâton
« geur.
Cette
« Si
individu
un
« des
du
« volte
agréable
mais
ses
« naturels,
voyageur
proposition
suggestions
« soumet;
a p p a r t i e n t au
à
affections
elle oppose
au
absolument
ou
mettent
personnelles
ou
en
ses
ré-
instincts
invin-
« c i b l e . V o u s a r r i v e r e z assez f a c i l e m e n t , a p r è s
quelques
à
faire
résistance
elle s'y
presque
« insistances,
une
lui offre
indifférentes,
suggestions
voyafausse.
la s o m n a m b u l e
agréables
si ces
magnétiseur,
appartient
est
Nancy;
signer
« francs par exemple , mais
un
vous
reçu
de
cinquante
n'obtiendrez
jamais
« d ' u n e f e m m e q u i les a c o n s e r v é s , u n e c h o s e
contraire
-à
à
ses i n s t i n c t s d e p u d e u r .
« avait d'abord s u g g é r é
J'en
ai v u
qu'elle était
une
auprès
« vière ; on a voulu ensuite lui persuader
« biller;
'< p e u t
elle a
vaincre la
« sujet d'un
« un
eu
aussitôt une
résistance
testament,
attaque
d'une
« é l é m e n t au délà d u q u e l la puissance
va
pas,
et
«médico-légal»
c'est
(
5 1 4
somnambule
son amant.
du
très important au
Il y
ri-
désha-
nerfs.
mais o n ne l u i ferait pas
bracelet qu'elle tient de
* ne
d'une
d e se
de
qui on
On
au
donner
a là un
magnétiseur
point
de
vue
).
se admiraria de Delbœuf, julgar facil uma t r a n s f o r m a ç â o de personalidade. O que elle devera notar é a contradicçâo em que cae o illustre
hypnologista belga, quando admitte que Chambige se t i n h a feito de
industriel
passai como inarido de M . me G . . . e ao mesmo tempo
acreditasse sinceramente em que ella o amava. Continua Tarde:
« Dans l'ouvrage r é c e n t de M . Liégeois sur la suggestion, qu'on lise
le compte-rendu de toutes les affaires judiciaires où l'hypnotisme a
joué un rôle certain; on n'en verra aucune qui, de p r è s ou de l o i n ,
ressemble à la n ô t r e , à moins qu'on ne veuille assimiler à l'affaire
Castellan tous les cas de séduction et d'irrésistible e n t r a î n e m e n t
d ' a m o u r . » — Sobre o processo Chambige, vide ainda A. B A T A I L L E ,
Causes criminelles et mondaines
de 1888.
c~' , Gazette des Hôpitaux,
8 de Novembro de 1887, p. 1125.
-
u
HYPNOTISMO
Ora,
nis,
que
compare-se
resumiu
a
esse t r e c h o
doutrina
â s phrases
sustentada
da
em
BeauNancy:
« En tous cas, même quand le sujet résiste, il est
* t o u j o u r s possible, en insistant,
« gestion, de
lui faire e x é c u t e r
» l'automatisme
est
en accentuant la sugl'acte voulu.
Au
a b s o l u e t le s u j e t n e c o n s e r v e
fond
de
« spontanéité et de volonté que ce que veut bien lui en
« laisser
son
hypnotiseur (
5 1 5
).
Il réalise
dans le sens
« strict du mot l'idéal célèbre : il est comme le bâ« ton dans la main du voyageur » ( ).
516
i; ) Vide LIÉGEOIS De la suggestion, 1884, cit. por DELBŒUF, lue
visite à la Salpétrière, 1887, p. 36.
( ï B E A U X I S , L'expérimentation
en psychologie par le somnambulisme
provoqué, in Rev. philosophique, Julho-Âgosto 1885, p. 116.
615
510
« Nous ne prétendons pas que tous les somnambules sont de purs
automates mus par la volonté de l'opérateur. Quand M. le professeur
Brouardel nous fait dire que toujours la somnambule appartient au
magnétiseur, i l exprime une idée qui n'appartient pas à l'école de
Nancy. Que M . Brouardel veuille bien lire, dans mon livre sur la
suggestion (De la suggestion et de ses applications à la thérapeutique,
2 e d . ) les pages 52, 53, 296, 300 à 303, et, dans le livre de
M . Beaunis, le chapitre intitulé : -De la spontanéité dans le somnambulisme», p. 182, i l y verra développée et démontrée l'idée contraire.
J'ai dit : « L'effet de la suggestion d'actes post-hypnotiques n'est pas
« absolument fatal ; certains sujets y résistent. L'envie de commettre
i l'acte ordonné est plus ou moins impérieuse ; ils y résistent dans
une certaine mesure. Voici quelques exemples de résistance plus
ou moins complète, etc.» Et plus l o i n : Dans l'état de somm'eil
« comme dans l'état de veille, l'individualité morale de chaque sujet
« persiste avec son caractère, ses penchants, son impressionnabilité
«spéciale (a L'hypnotisation ne coule pas tous les sujets dans un
moule uniforme pour en faire des automates purements et simple« ment mus par l'unique volonté de l'hypnotiseur; elle augmente la
« docilité cérébrale; elle rend prépondérante l'activité automatique sur
• l'activité volontaire. Mais celle-ci persiste dans une certaine mesure;
< le sujet pense, raisonne, discute, accepte plus aisément qu'à l'état
de veille, mais n'accepte pas toujours. » etc. Ce que nous affirmons,
c'est que, parmi les somnambules (avec hallucinabilité et amnésie au
réveil), i l en est, dans la proportion de 1 sur 6, d'après M . Liébeault,
dont le pouvoir de résistance est assez diminué pour qu'ils soient à
la merci du magnétiseur. Le viol par exemple, contrairement à ce
(pie dit M. Brouardel, peut être commis sur certaines
somnambules
non hystériques (?) et non léthargiques, sans résistance de leur
part.»
B E R N I I E L M , Revue de l'hypnotisme,
1.° Maio 1888, p. 322.
(a) E'
a, isso iiue ilamos o nome de eu somnambulico.
( Al'JTL'LO IV
Assim
pois
a
differença
que
255
sépara
os
dois
cam-
p e ô e s das duas escolas, é mais superficialque p r o f u n d a :
repousa
sobre
um
quasi
que
bem
p o r t a falsa a b r i n d o l a r g o c a m p o
e.
a todas
as c o n v e r s ô e s (
5 1 7
parece
a t o d a s as
).
Ambos
uma
concessôes
reconhecem
que a resistencia é possivel, é mesmo p r o v a v e l quando
se
trata
çâo
de
um
honesta;
reito
de
individuo
e
dizer
o
que
desde
que este
rança,
habilidade,
E
quasi
Brouardel
confessa
a
innumeras
outras,
dâ-nos
Victoria
do
di-
operador,
pertinacia,
mais,
deixando
para o
perseve-
c a p i t u l o se-
uma
a
primeira que
de
vista
sem
o
é destruida
em
contrario. Veja-se,
em
que
Mesnet
desse
elle narra
illustre
minimo
a
clinico,
recato.
bastava
que
por
uma
lhe houvesse s u g g e r i d o a
deu c o m
o sujet
por
entre
somnambula
Para
sem
o
o
boni
da experiencia i n v o c a d a p e l o e g r e g i o mestre
se
o
obstinaçâo.
observaçôes
embaraço,
nos,
educa-
mais a m p l a d i s c u s s â o da t h e o r i a de B r o u a r d e l
a experiencia
pia-se
de
temperamento e
ultimo empregue
ajuntaremos
guinte
de
allucinaçâo
des-
menor
exito
de
todos
negativa
sua n â o - p r e s e n ç a :
se
foi o
de M e s n e t que n â o via o
que
experi-
m e n t a d o r . — Para que allegar m a i o r n u m é r o de factos?
Agora,
Gilles
« I l est
nécessaire
« pour que
de
la T o u r e t t e :
que
son e x é c u t i o n
la suggestion
soit a s s u r é e
soit
acceptée
Le
somnam-
î bule
n'est pas u n p u r a u t o m a t e , une s i m p l e
% que
l'on peut faire tourner à
de
l'es-
% prit. I l p o s s è d e une personnalité,
r é d u i t e , i l est
vrai,
« dans
qui, dans
« cas,
ses
termes
persiste
« résistance
généraux,
entière
qu'il
et
oppose
t o u s les
machine
mais
vents
s'affirme nettement
aux
idées
« L ' h y p n o t i s é r e s t e t o u j o u r s quelqu'un,
517
BONJEAN.,
Lltypnotisme.
par
la
suggérées
et il peut
f e s t e r sa v o l o n t é e n r é s i s t a n t a u x s u g g e s t i o n s .
( )
certains
maniCette
2 6
HYPNOTISMO
5
« résistance
peut
s'exercer
de
diverses
façons,
i v a r i a b l e s d ' a i l l e u r s , s u i v a n t les s u j e t s . U n e
* élémentaires
i d'accomplir
consiste
l'acte
dans
le r e f u s p u r
ordonné
ou
de
des
et
fort
plus
simple
répondre
aux
s questions qui sont p o s é e s . Cette m o d a l i t é a é t é n o t é e
< par un g r a n d n o m b r e d'auteurs...
I l est e n c o r e
d'au-
« très modes de résistance aux suggestions que le sujet
i tire,
pour
ainsi dire, de son
organisation
physique
t elle-même » ( ).
518
E
como
exemplos
desta
ultima
asserçâo,
cita
a
récusa de despertar ( ) e o accesso hystero-epi519
leptico ( °).
52
( ) L'hypnotisme, p. 136-139.
( ) «Quand on ordonne à certains sujets hypnotisés d'exécuter
après leur réveil un acte qui révolte leur conscience, ils déclarent
formellement qu'ils ne veulent pas obéir à un pareil ordre, et qu'ils
ne se laisseront pas réveiller tant qu'on ne leur aura pas donné l'assurance qu'ils ne l'exécuteront pas. Et, en effet, si on maintient l'injonction, i l est impossible de les réveiller; l'insufflation sur les yeux,
la compression ovarienne ne font plus cesser le sommeil hypnotique;
je n'ai observé j u s q u ' à présent ce mode de résistance aux suggestions que chez une seule malade, chez Albertine, et voici dans quelles circonstances. Parmi les troubles nerveux qui peuvent survenir
s p o n t a n é m e n t chez les hystériques, se trouve l'aphasie avec ou sans
paralysie des membres. Albertine a présenté plusieurs fois des accidents de ce genre. I l lui est arrivé, à différentes reprises, de perdre
complètement la parole pendant plusieurs jours consécutifs. Cette
aphasie hystérique n'a pas de gravité. On peut la faire disparaître
par suggestion ou par l'application de courants électriques. Albertine
redoute cependant beaucoup cet accident, qu'elle considère, à tort ou
à raison, comme le plus désagréable de tous ceux qu'elle a éprouvés
jusqu'à présent. Or, un jour, je lui ordonnai, pendant qu'elle était
endormie, de devenir aphasique après son réveil et de rester aphasique pendant 24 heures consécutives, b ' e x p é r i e n c e réussit pleinement. Mais, quand je tentai plus tard de la répéter, Albertine déclara
qu'elle ne voulait pas rester aphasique après le réveil, et que si je
persistais à le lui ordonner elle ne se laisserait pas réveiller. Je ne
pensais pas alors qu'elle pût opposer aux manoeuvres que nous employons d'ordinaire, pour provoquer le réveil, une résistance quelconque. Je maintins l'injonction et je pratiquai l'insufflation sur les
yeux ; mais la malade ne se réveilla pas. Je la fis é t e n d r e sur son
l i t ; je comprimai son ovaire gauche sans plus de succès. Je pressai plus fort, et le seul résultat que j'obtins f u t de provoquer Pétat
léthargique à la place de l'état cataleptoïde. Je dus transiger et dire
à la malade qu'elle ne serait aphasique que pendant ô minutes. Elle
finit par accepter ces conditions, et je pus alors la réveiller sans aucune difficulté. J'ai refait, depuis, cette expérience un assez grand
618
MB
257
Contra
geois
e
G i l l e s cle l a
Mesnet.
Tourette
Diz o
vamos
invocar
Lié-
primeiro-
< Est-ce que les suggestions d'actes, chez les som« nambules
profonds, ne
placent pas celui
qui en
est
l'objet dans le même état que le somnambule na« turel, que l'homme en condition seconde, que l'aliéné
«criminel? Est-ce que l'acte suggéré n'est pas un
« rêve
en
action,
comme
le
rêve
est
un
somnambu-
lisme en puissance( )? Sommes-nous maîtres de
520
« nos rêves ? Sommes-nous responsables, légalement
« ou même moralement, des actes bas, misérables
« ou honteux d o n t nous
« en
dormant?
croyons nous rendre
capables
E t p o u r r a i t - o n en p r é s e n c e d ' u n
crime
* réellement commis par suggestion donner une autre
« solution que
celle
qui
est
intervenue
dans
le
cas
« de Fraser ? ( ) Et alors, je demanderai à
521
nombre de fois, et toujours les résultats ont été les mêmes.» PITRES,
Les suggestions hypnotiques,
p. 65.
( ) «Un jour, nous s u g g é r o n s à W . . . qu'il fait t r è s chaud. E n ef
fet, elle s'éponge le f r o n t et déclare que la chaleur est insupportable. — «Allons-nous-en prendre un bain. — Comment! avec vous? —
Pourquoi pas? nous allons aller aux bains froids; vous savez bien
q u ' à la mer on se baigne hommes et femmes ensemble, sans le
moindre scrupule.- Elle semble peu convaincue; toutefois, elle commence à retirer son corsage; mais, au moment d'enlever son corset,
son corps tout entier se roidit, et nous n'avons que le temps d'intervenir pour éviter avec peine une attaque d ' h y s t é r i e qui commence
toujours, chez elle, de cette façon. Nous devons ajouter que W
est assez pudique, Evidemment, c'est pour cette raison qu'il s est
m o n t r é une révolte presque inconsciente, aboutissant au r é s u l t a t que
nous connaissons; car, dans des circonstances analogues, Sarah R . . .
n ' h é s i t e nullement à quitter ses v ê t e m e n t s et à prendre u n bain imaginaire, s L'hypnot.,
p. 139-140.
( ) B a s t a r â ter lido com a t t e n ç â o todo este trabalho, para que se
nos dispense dizer que n â o a b r a ç a m o s todas as observaçôes que os
Nancyanos incluem nos trechos a t é agora transcriptos, acceitando nos
unicamente os seus principios geraes sobre a resistencia â s suggestôes.
( ) «Un homme de 38 ans, f o r t respectable, n o m m é Fraser, entrepreneur de scierie, tua son fils dans la nuit du 8 avril 1878. E n f a n t ,
il était d'une intelligence moyenne, puis, i l avait eu de l'incontinence
nocturne d'urine. Son père et sa m è r e é t a i e n t é p i l e p t i q u e s et moururent dans un accès. Sa sœur et son neveu é t a i e n t aliénés. U n de
ses enfants mourut de convulsion. Celui q u ' i l tua avait é g a l e m e n t
eu des convulsions six mois auparavant. Son sommeil était t r o u b l é
33
52t)
521
522
258
HYPNOTISMO
« M . G . de
« puisse,
« fond
la T o u r e t t e
par
suggestion,
reproduire tous
« f i l s , quil
de
voulait
me
chez
dire s'il nie
un
ce d r a m e
défendre}
que
l'on
somnambule
pro-
de Fraser, t u a n t son
Sans doute
il me
répon-
* dra que, incontestablement, o n en p o u r r a r e p r o d u i r e
« tous
les
caractères
extérieurs,
moins
le
« l e s u j e t , e n d o r m i , se p r ê t e r a , p a r p u r e
crime;
que
complaisance,
« aux d é s i r s de l ' e x p é r i m e n t a t e u r ; q u ' i l sait que
« ci ne
peut
faire
« gnards sont
« pas,
« ce
en
l'arsenic
drame
qu une
expérience,
carton, que
est
du
tournera
sucre
en
les
en
que
les p o i -
pistolets ne
poudre,
comédie
ou
celui-
partent
et
qu'ainsi
même
en
« t o m i m e . E n vérité, faudrait-il donc, p o u r faire
« dre
au
sérieux
la suggestion,
apporter à
panpren-
nos
con-
« tradicteurs un crime réel, un cadavre véritable ? Cela
« nous
« on
ne
p o u v o n s le faire,
s'empresse d'en
cette
triompher. Mais
«enfin
que
« rette
a-t-il
comédie?
< vant
M . Jules C l a r é t i e ,
«amis
par
cru la j o u e r
une
o n le sait
Et
b i e n , et
qu'est-ce donc
M . Gilles de
vraiment,
quand
fait empoisonner
pensionnaire
de
la
alors
la T o u i l a,
un
de-
de
Salpétrière?
ses
(
5 2 2
).
par des rêves, des cauchemars, et, à plusieurs reprises, i l avait présenté des accès nocturnes qui ressemblaient fort à du somnambulisme
et dont i l ne gardait aucun souvenir le matin. Le docteur Yellowlees
qui f u t témoin de plusieurs de ses accès, raconte que, pendant son
sommeil, i l se levait soudainement ; ses traits exprimait alors la terreur; i l voyait la maison en feu, les murs s'écrouler. A ce spectacle
succédait l'apparition d'une affreuse bête contre laquelle i l se défendait en criant, saisissant tout ce que tombait sous la main pour la
frapper, prenant m ê m e à la gorge son compagnon de chambre, qu'il
croyait être l'affreux animal qui le poursuivait. La furie était telle,
qu'il se blessait lui-même. C'est pendant un de ces accès qu'il a tué
son enfant. I l avait vu, cette fois, une grosse bête blanche voler dans
la chambre, derrière le l i t où couchait son enfant. I l saisit ce dernier, qu'il voulait défendre, et le jeta contre la muraille pour tuer la
bête. Les cris de sa femme le réveillèrent, et Fraser manifesta alors
le plus grand désespoir.» G. D E L A TOURETTE. L'hypnot.,
p. 206-207.
Os drs. Clouston (de Edimburgo), Robertsons (de Glasgow') e Yellowlees concluiram pela irresponsabilidade do accusado que f o i absolvido.
C ) Vide em G I L L E S D E L A TOUEETTE, L'hypnot.., p. 131-135, a descripçao desse crime imaginario onde se desenrola uma scena cdu plus
522
< API T U . O IV
259
« A-t-il p r é v e n u l ' h o n o r a b l e é c r i v a i n que t o u t cela
« tait
pas
sérieux
«pourrait
»Je
« me
se
crains
et
q u e jamais
présenter
qu'il
semble
n'ait
«m
dehors
omis
cet
que M . Clarétie
petite
comédie
rien
de
pareil
des
car i l
fût bien gardé
qu on
< voquer
la
« devant
l u i p o u r a p p u y e r les g r a v e s c o n c l u s i o n s
« quelles i l est a r r i v é dans l'article
E,
como
o
mos
oppôr a
niâo
de
illustre
o p i n i â o de
Gilles
de
QUI
« paginas
antes :
«CERTAINEMENT
Encontramos
« nambule
vrai
peut
Gilles de
peut
dangers
« GESTION
de
fait
d'injouer
aux-
j ' a i d é j à cité. »
direito,
podere-
la T o u r e t t e â opi-
la T o u r e t t e :
— «L'hypnotisme
« t e x t e d e grands
« I l est
professor
aurait
que
ne
laboratoires}*
avertissement,
se
n é-
RÉSIDENT
«
L A
la cause o u
SUGGESTION
le p r é -
PAS D A N S L A S U G -
CES D E R N I E R S » (
UNE ARME
em
être
; CE N'EST
5 2 3
).
E
HYPNOTIQUE
DANGEREUSE»
(
5 2 4
dez
EST
).
Mesnet:
que de
naître
la lutte e n g a g é e
un
état
nerveux
avec
le s o m -
d'excitation
« et de v i o l e n c e q u i le c o n d u i t à u n e a t t a q u e
de nerfs,
haut tragique, telle que notre cher m a î t r e M . Jules Clarétie, qui y
assistait, écrivant, pièces en main, son Jean Mornas, nous d i t n'en
avoir jamais vue de mieux j o u é e au théâtre.»
( ) L'hypnot,
p. 382.
( ) L'hypnot.,
p. 371, in fine. De mais, é o mesmo G. de la Tourette
[L'hypn., p. 142-43, nota) que nos affirma: «Il est parfois possible de
triompher de cette résistance par u n artifice qui, naturellement, sera
variable suivant les sujets. C'est ainsi q u ' à d i f f é r e n t e s reprises C . . .
refuse de se soumettre à la suggestion suivante, faite à u n point de
vue e x p é r i m e n t a l particulier: qu'elle entendra à son réveil des v o i x
qui l u i diront des injures, et que ces voix o b é i r o n t au commandement de M . X . . . Nous l u i disons: «Quand vous serez réveillée,
vous entendrez, etc.— Non, monsieur, r é p o n d - e l l e ; c'est trop désagréable: je n'entendrai rien.> Nous la r é v e i l l o n s ; la suggestion est
nulle. Nous la rendormons et nous l u i disons: »Vous entendrez, etc.»
Avant qu'elle ait eu le temps de formuler sa révolte, nous la réveillons brusquement en l u i soufflant sur les yeux. Le plus souvent, mais
non dans tous les cas, si l'expérience est bien conduite, la suggestion
est effective. Cependant i l ne faudrait pas avoir une trop grande
confiance dans la réussite.» Notemos incidentemente que esse facto
prova a realidade das allucinaçôes provocadas.
M3
524
2ÔÔ
HYPNOTISMO
« convulsive
ou
léthargique,
devenant
un
obstacle
;< m a t é r i e l à l ' a c c o m p l i s s e m e n t d e l ' a c t e s u g g é r é .
« ce
résultat
n'étant
« ceptionnel,
« vant
la
« tredire
les
« I l est
vrai
de
aussi
et
bien
de
ne
de
une
la v o l o n t é
de
commis
O
a
que
é
de,
sur
sa
un
une
pour
qu'une
5 2 6
intimos e
aos
à
cette
défail-
sujets chez
)
estabelecido,
extrema
seus instinctos
p. 127.
p. 253.
ou
facilité
mais
aux
convulsif» (
i n d i v i d u o s de
un
obstacle
personne ;
scientificamente
em
naître
convulsive
elle-même
l'élément
( ) Outrages à la pudeur,
( ) Outrages à la pudeur,
526
con-
).
h y p n o t i c a , s u g g e r i r actos c o n t r a r i o s aos
sentimentos
525
5 2 5
ayant
l'acte s u g g é r é , o u
q u i n est
facto e
possibilidade
bilidade
peut
nerveuse
« lance, est u n e e x c e p t i o n p a r t i c u l i è r e
domine
dont j'ai
» (
et de r é v o l t e ,
attaque
« l'accomplissement
« lesquels
qu'a-
peut vraiment
qui devient incidemment
surajoutée,
ex-
la l u t t e e n g a g é e avec le som-
d'excitation
l'attentat
Mais
et
après
la s u g g e s t i o n — c e
vaillamment soutenue,
« conséquence
« léthargique
transitoire
elle a c c r e s c e n t a :
que,
nerveux
«crise
tout
défaillances
adeante
« nambule,
«à
que
fois é t é t é m o i n , —
mais
« état
survenant
réalisation
« plusieurs
E
jamais
é
sensiseus
naturaes.
C A P I T U L O
Os
V
factos
I
O relatorio medico-legal que se vae 1er é devido
aos
drs.
Coste.
Marselha
mesma
e
director da
Broquier,
cidade
(
5 2 7
escola
cirurgiâo
de
do
medicina
de
Hôtel-Dieu
da
):
« M a r g a r i d a A . , de desoito annos de edade
conduzir
por
mez
de
que
parece,
« Em
os
em
â
â
de
a gravides
no
de
correr
C
comparecia
do
, que,
Marselha, por meio do
dias
policia
nos
epoca
responder
dejlorada
â
ao
mag-
sessâo.
a
si
a
sua
que
ou
tismo
Esta
5 2 8
)
teiramente
rezolveu
emprego
novo
podia
em
em
podia
parte,
questâo
a
ter
sob
o
comcomo
podia
sua
ter
a
problema
isto
anniquilada
acçâo
intéressa
sido
vontade,
sido
medicina légal.
completamente
o
remontar,
A.
contra
que
n â o sô de verificar
Margarida
vontade
completamente
foi entâo
incumbiu
e emprenhada
(
casa
auctoridade ; e
e a
de
si
moça,
principios de A b r i l , sentindo-se gravida, levou
missario
é,
mais
ultimo,
curava,
Todos
queixa
ainda
irman
novembro
netismo.
sua
sua
deixou-se
do
um
Si
em
magne-
ponto
in-
esta sciencia
relaçâo
de narcoticos, do ether e do c h l o r o f o r m i o
ao
é
(»») E m 1858.
) Reproduziremos unicamente a parte do relatorio relativa â
segunda q u e s t â o .
V M
2Ô2
HYPNOTISMO
egualmente
certo
que
ainda
n â o estudou
o
magne-
tismo sob aquelle p o n t o de vista.
« A p e z a r d i s s o , e o b s e r v a d a s as d é v i d a s r é s e r v a s ,
j u l g a m o s possivel resolver a q u e s t â o , sem nos l i g a r m o s
a
opiniôes
pessoaes,
documentos
e
devem
na
no
em
de
Esses
todas
garantias
thenticidade.
ainda
E,
a
ser
o
magnetismo
clusôes
magnetismo
« dos
magnetisados.
« completamente
« duzidos junto
laminas de
« phato,
os
aos
a
nas
,
cobre.
com-
Guersant,
verdade
relatorio
e
de
scientifico
Achâmos
entre
somno
m a i o r i a dos
a
Anniquilado
F R . DUBOIS,
é um
au-
e
nâo
que
con-
effeito
mais
faculdades
casos
ficam
ruidos inopinados
ouvidos, taes
magnetisados
as
mudanças
percepçôes
na
seus
uma
esse
Operam-se
extranhos
( ) Vide B U R B I N et
animal, 1841, p. 333.
629
dar
relatorio : « — O
notaveis
1831,
) etc. »
unico monumento
possue ( °).
menos
podem
esse r e l a t o r i o é e c o n t i n u a
5 3
« ou
« de
(
de
Magendie,
5 2 9
os
Encontramos
nome
scientificas de
hoje o
desse
« real do
em
para
de resto,
caso
conta.
Double,
bastam
no
apenas
Husson, feito e m
Mussy, Husson
nomes
as
de
que
de
Medicina,
composta
Guéneau
linha
relatorio de
A c a d e m i a de
missâo
considerando
scientificos, unicos
entrar
documentos
mas
como
como
o
protinir
fica
o ol-
o
acido
percebem
Histoire académique du
magnétisme
( ) No entretanto compare-se a data desse relatorio (1858) e o
tempo em que appareceram as obras de Braid: — 1843: Neurypnology
or the rationale of nervous sleep, considered in relation ivith animal
magnetism, illustrated by numerous case of its successful
applications
in the relief and cure of diseuses, by J A M E S B R A I D M . R. C. S. E.
etc., London, John Churchill. — 1846: The power of the mind over the
body; an expérimental inquiry into the nature and cause of the phenomena attribuied by Baron Reichenbach and others to a « new impondérable. » — 1850: Observations on France, or human hybernation —
1852: Mayie, ivitchcralf,
animal magnetism,
hypnotism,
and electrobiology.— 1855: The physioloyy of fascination,
and the critics
criticised. — 1855: Observations on the nature and trcatement of certains
forms of paralysis.
5S0
CAPITULO V
« muriatico o u
t pirem.
Muitos
« feitas c o m
« angulo
e
ammoniaco,
olhos ;
esta
« operaçôes
« forças
pés,
insensiveis
da
pelle
pénètre.
« pessoa m a g n e t i s a d a
por
ventura
insensiveis
penna — nos
profundas
que
que
permanecem
uma
dos
« vistas
« mais
o
263
nas
âs
cocegas
narinas,
puncçôes
feitas
Caso
as
â
musculares
e
das
houve,
dos
« vezes p a r a l y s a d a s
mais
em
« mais
(
A'
vista
sob
a
5 3 1
despertar,
de
todos
soffrer
vontade,
o
nâo podia
mado
sobre
algumas
dizem
mezes
que
o
seu
0
sua
ou
rapariga,
Devergie,
respondeu
A.
sem
consciencia
força
ao
do
que
acto,
acto
foram :
se
em
acha
nâo
e
consum-
sua
estado
remonta
e
uma
além
meio ;
rapariga
pelos
(
3.
seja
vontade,
magnetismo»
consultado
de
de
quatro
pensamos
0
deflorada
podendo
5 3 2
gra-
esta
e
ser
).
drs.
Broquier e
Coste,
apenas:
crois
qu'une
générale,
contrairement
Ceci
à
est
fille
avoir
sa
été
volonté
une
de
dix-huit
déflorée
dans
affaire
et
ans
peut,
rendue
le s o m m e i l
d'observation
(531) Histoire académique du magnétisme, etc.. p. 439 a 442.
(532) p
médicale de Marseille, cit. i n Gazette
1858, n. 106.
r e s s e
insensivel
partecipaçâo
trabalho
mezes
que
pelo
é
racional admittir
coito,
pela
desse
contra
anniquilada
tique.
si u m a
corpo.»
quatro
emprenhada
thèse
do estado
factos,
tenha
prenhez
é possivel
«Je
es-
recordam
magnetico,
do
resistir
Margarida
videz; 2.
ter
nâo
parece-nos
que
conclusôes
« i.°
As
se
somno
acto
sem
assim
As
emoçâo,
délias
esses
do
a t o d a s as t o r t u r a s ,
da
que
a
)»
influencia
poderâ
e
por
que
sâo
« quecido t o t a l m e n t e todas ascircumstancias
« de s o m n a m b u l i s m o
impre-
dolorosas.
somnambulos
, ao
no
agulha,
soffreu, sem a mais levé
cirurgicas
res-
des
en
mère
magnéet
de
Hôpitaux,
264
HYPNOTISMO
sentiment personnel.
Mais en dehors d u s o m m e i l
g n é t i q u e il y a tant
aller plus loin.
Le
réel :
ce
fictif,
donnent
en
des
par
sée
même
E
de
« J'avais
fait, une
se
fiance
de
fictif
ou
personnes
qui
relation
de
alors
peut
p o r t a n t la f e m m e
moi-même,
5 3 3
être
Paris
en
me
et
â
l'occasion
temps
me
pu,
utile
à
à
ce
la possibilité
de
tout
mon
exprimée
par
qui
prendre
l'ont
de
de
con-
associé
com-
M . Devergie,
aux
f a i t les
1 8 3 1 . Ces
à ce
pour
et
faits, en
la
effets
que
n est
base
honorables
contenues
de
prétendus
crois qu'il
aujourd'hui
M a r s e i l l e , les o b s e r v a t i o n s
académique
regret,
a faites relativement
touche
réel, j e
me
J'étais
la feinte et à la p r o b a b i l i t é
ce
comme
qui
avis.
témoignage
serais c e r t a i n e m e n t
avoir de
possible de
l'im-
même
mon grand
physiologiques du m a g n é t i s m e . Quant
peuvent
du
Broquier,
demander
n'ai
à l'opinion
f r a u d e en
dans
).
M . le docteur
de
; mais j e
ciation,
est
représentations
de
surtout aux sages r é s e r v e s qu'il
ci
saurais
accrescenta :
reçu
plètement
à
les
ne
endormies ; réel, et
défendre » (
lettre de
répondre
toutes
sentiment
éteinte,
l'honneur
absent
je
le s o m m e i l , la s e n s i b i l i t é p e u t ê t r e é m o u s -
Tardieu
faisait
que
magnétique
sens q u e
tout
interdit
possibilité
sommeil
ne sont j a m a i s
rapport,
et
mensonge,
consultations o u des
magnétisme
tout
de
ma-
ceuxguère
d'appré-
experts
de
dans le r a p p o r t
apparence
mer-
veilleux, d'insensibilité
c o n s t a t é s p a r les
commissaires
et
pour
magnétiques,
acceptés
seraient
rang
de
symptômes
l'hystérie.
particularités,
du
eux
des
bien plus justement
des
connus
par
même
i l reste
les
à
plus
Mais,
un
notre é p o q u e
mis
au
c o n s t a n t s e t les m i e u x
en
laissant
certain
ordre par exemple que
( ) A. T A R D I E U , Etude médico-légale
1807, p. 80.
83S
effets
le
de
nombre
côté
de
ces
faits,
somnambulisme,
sur les attentats
aux
moeurs,
26
qui
me
paraissent t é m o i g n e r
possible
de
appelle
le
la
sous
magnétisme»
Note-se
a
com
os
os
a
dois
em
l'abolition
de
ce
qu on
).
e
quasi
grandes
questâo.
enganos
de
l'influence
5 3 4
reservada
que
consideraram
préhender
(
maneira
magnetismo,
gistas
volonté
en faveur
5
ao
medicos
Sera
que
hostil
facil
le-
hqje
ap-
incorreram.
II
O dr Jules Roux, inspector gérai do serviço de
saude
da
marinha,
seguinte
rigos
facto
do
factos
é
o
hypnotismo
e
deste
«Aos
tarde,
communicou
exemplo
que
dr.
mais
é
o
Tardieu
vivo
mais
dos
pe-
célèbre
dos
de
Março
homem
de
1865,
25
annos,
feio,
horas
mal
tada
um
por
um
rapaz
de
riga
de
cujo
26
lhas,
e
havia
de
15
de
era
que
de
em
abandonado
vagabundagem,
seguida
a
trabalho
fazendo-se
e mesmo
era
desconhecido
na
por
gestos
seu
mesa
modos
estado
da
fingindo
ser
entre
rapa-
homem,
mais
tarde
fabricante
de r o -
da
contrahir
passar p o r
mâo,
habitos
curandeiro,
por feiticeiro. A l é m
surdo
e
exprimia
mudo.
deixaram-n o
familia, e notaram, durante
extranhos,
Esse
ferimento
para
filhos:
e uma
foi
a l d e i a e n â o se
miseravel,
( ) T A R D I E U , Etude
1867, p . 80.
B34
um
aldeia
seus
menos
operario
magnetisador
do
ou
alei-
( V a r ) , habi-
de
Timotheo
por
e
dois
n o m e Josephina.
antigo
o
e
mais
Castellan
um
barba inculta, e
Solliés-Farlide
Hughes,
annos
annos,
nome
conhecido,
velho,
de
outros,
médico-légale
sur
o
da
vestido,
u m p é , a p r e s e n t o u - s e e m u m a casa da
communa
e
seis
jado
Gouils,
compridos
pelas
negros
de
e
de
cabellos
de
o
genero :
31
um
que
ao
A'
senâo
vista
tomar logar â
o j a n t a r , os
de
disso
seus
n â o encher
les attentats
aux
3-t
o
moeurs,
266
HYPNOTISMO
c o p o s e n â o p o r t r è s vezes successivas e de n â o b e b e r
sem
traçar
antes de
sinhos,
varios signaes
se
persignar.
levados
pela
scena ridicula.
caderno
de
religioso
mudo
cas
papel,
e
e
Com
a
« A
de
noite
de
no
auxilio
de
um
o
Castellan.
A
accidentes.
dâ-se
passou-se,
No
tomar
uma
saem
ambos
âs
surdo-
pelas
practi-
mandam-n'o
noite
ficara
emtanto,
tomada
sem
manhan,
o
mais
mendigo
de
apparecem.
nada
ou
volta
serviços
Um
va-se s o m e n t e
Castellan
délies
de
que
dores de
meio
estava
para
m e n o s . A l g u n s inssosinho
e
acha
Jo-
Varios vi-
que
ovos
trazia
para
A ' primeira
Josephina
cabeça.
queixa-
A ' segunda vez,
dia, n o t o u , ao
inclinada
inquietaçâo,
da,
a presença
ine
agradavel:,
com
entrar,
o
de
a
uma
certo
sobre
a
mal-estar,
pessoa
mostrava-se
constrangida
desconhecido.
Emfim,
ao
sobre
marmita.
physionomia estava
terceira
que
os o l h o s
anima-
parecia
em
ficar
meio
sersôdia,
sôs.
que
horas
mento,
o
domesticos.
particular.
parecia sentir u m
exprimiam
«O
tendo
t r a ç a v a c o m a m â o signaes circulares
Josephina
estavam
de
antes de
rapariga
sinha
outros
a credulidade rustica considerava j â como
observou
pouco
des-
convida Castellan
u m santo h o m e m , procurou-o duas vezes.
tro
meio
pretenso
pela
o pae
7 horas
cuidando
aquelle que
a
um
r e f e i ç â o e, c o m o d é v i a i r p a r a o t r a b a l h o ,
tantes depois,
sinhos
no
dia seguinte
sahido primeiro,
sephina
viuma
colloquio
Emfim,
que nessa
rapaz
um
varios
celleiro.
declarou
noite
e
lapis e de
um
entre
copo
t e r r o r i n e x p l i c a v e l e tinha-se deitado s e m
pir-se.
vez
o
Entâo
assistentes, impressionados
moça
um
curiosidade.
o
sobre
noite, acodem
politico,
mysteriosas
passar
A
cruz
e s t a b e l e c e se
meio
os
da
se
da
aliâs
passou
tarde,
um
é
desde
esse i n s t a n t e a t é â s q u a -
unicamente sabido pelo depoi-
pouco
vago,
da
rapariga ;
pois
as
26;
respostas dadas
estâo
em
versas
diz
a
por
Castellan
contradiccâo
testemunhas.
moça,
vidou
por
Acceitou
e
a
Parece
um
Castellan
com
em
em
o
que
ia leval-a
pollegar
do
â
bocca,
cousa
alguma. Repentinamente
cer.
A
p a r t i r desse
tornam
de
mais
algumas
por
segunda
nos
sobre
a
rapariga
de feijâo ; no
momento
approximando
de
dirigiu-se
de
la
as
cama
e
sentiu-se
a
novo
porta
a
e
o
quarto,
sua
paixâo
brutal.
Ella
passava,
mas
na
ella
os
lhe
possivel
lhe
reconhece
N â o se
vezes
si
teve
bastante
lembra
mesmos
ordenou
convencida
de
si
actos;
dizer
crê ter
cha-
â
porta
n â o pode
renovou
sabe,
com
arrastada
nâo
finalmente,
elle,
por
res-
varias
sido batida, mas
Nâo
sahisse
foi
mas
Castellan
porque.
que
que
a voz,
força
para
visinhos. U m de seus p a r e n t e s b a t e u
ponder.
é
séria
se
tomou-a
estendeu-a
bâter
que
de
E n t â o , elle
de
alcova;
se
para
a l g u m p ô d e resistir. N e m m e s m o
da
desfalle-
feitas
modo
os
podido
fria, que f o r a m
de
o
cahir
si s o b a i n f l u e n c i a
ter tido consciencia do que
parede,
viu
agua
para
saciou
alguma
suas r e c o r d a ç ô e s
chegar.
carregou-a
nâo
prétende
mar
jantar
e antes de ter
colherada,
aspersôes
antes
braços,
A
confusas. V o l t a n d o a
Castellan,
desfalleceu
ella.
a
porém,
instante,
con-
seu
i n d e x , fez m o v i m e n t o de atirar
colher ; Josephina,
uma
levada,
compaixâo,
Castellan,
na
a di-
em
frente
cousa
engulir
de
parte
t o m o u uma primeira colherada
em
feita
que ao meio-dia,
tomar
collocou-se
interrogatorio
confissâo
sentimento
para
seu
mas
uma
esta
força
irresistivel.
« C o m o quer que seja, pelas 4 horas,sahiram juntos,
com
grande
paixâo
sem
pelo
espanto
ar
até entâo
capaz
somente
visinhos,
desvairado
comprehenderem
taçâo
dos
como
intacta,
de
de
cheios
Josephina
uma
rapariga
repulsâo.
com-
Hughes,
pudesse seguir u m
inspirar
de
de
e
repu-
mendigo
268
HYPNOTISMO
Ella
lho,
parte,
com
dizendo
o seu
grosseiro vestido de
â s pessoas que
h é r e n t e s , declarando-lhes
Castellan
affirma que
testemunhas
tume
em
foram
de
sua
vigor
no
voaçâo
visinha.
celleiro
de
vagam
rapariga
teve
phina
duas
partida voluntaria, segundo
cos-
Na
mas
essas t e s t e m u n h a s n â o
primeira
para
noite,
uma
dormem
ponum
manhan
dia inteiro pelos bosques, onde
duas
pelas m a n o b r a s
etc.
ella t o m o u
A m b o s dirigem-se
o
inco-
Deus,
feno; t o r n a m a seguir v i a g e m na
seguinte;
brières
caminho,
paiz;
encontradas.
encontra palavras
que segue o b o m
em
traba-
vezes
as
syncopes
a
provocadas
de Castellan, e v â o â noite a C o l l o m -
p e d i r h o s p i t a l i d a d e a u m a g r a n j a e m q u e Josedorme
raptor
com
uma
mulher, ao
o
m a r i d o desta
dormia com
passo
que
o
seu
ultima.
« O s e s c l a r e c i m e n t o s f o r n e c i d o s p e l o s q u e os hospedaram
durante
sante.
Apresentam
posiçâo
as
e m que
tificar, o
duas
a
se
noites
nada
moça,
ora
t ê m de
intéres-
envergonhada
acha, o r a i n v o c a n d o , p a r a
constrangimento
soffrido em
da
se j u s -
sua
liberdade
da
Capelude;
moral.
« Ao
nesse
em
terceiro
ponto
casa
de
multidâo.
ternativas
as
dia, c h e g a m
dia
de
aldeia
particularidades
Coudroyer,
O
â
se
e
os
passa,
exaltaçào
de
a
rapariga,
calma
prodigalisa a Castellan signaes de u m
nado,
entrecortando
rentes
em
v r a s flores,
repelle-o
que
aimas,
as c a r i c i a s
e manifesta
Deus,
o
occupa a constantemente
uma
com
em
alOra
affecto
apaixo-
phrases
incohéas
pala-
etc.; ora, ao contrario,
mais
a
em
relativa.
a todo instante reapparecem
bom
Entram
visinhos accorrem
para
e
abundam.
profundo
idéa
horror.
Pré-
de que a t o m e m por
prostituta.
— «A
mulher mais corpulenta, a mais forte,
s u c c u m b i d o », r e p e t i a
por
diversas
vezes.
teria
CAPITULO V
« A
uma
noite
manifesta
rapariga
em
a
uma
vontade
casa
de
ir d o r m i r
com
visinha.
« C a s t e l l a n i m p e d e a sua p a r t i d a . P a r a v e n c e r a
resistencia,
faz
alguns
testemunhas
affirmam
das
ancas
na
em
seus b r a ç o s
e
signaes
que
a
e
fica
assim,
de h o r a . E n t â o , sem
aquelle
estado,
escada,
tando-lhe
Durante
elle
pernas
esse
com
tempo,
o
ella
outras
cerca
que pareça
os
15
de
très
modificar-se
degraus
verilhas,
auxilio
acima
inmediatamente
immovel
pelas
e
levemente
cae
fal-a subir
sustentando-a
as
tocou
testa. Josephina
quartos
uma
extranhos;
sua
e
de
levan-
dos seus j o e l h o s .
contava
em
voz
alta
os
degraus que transpunha.
« O u e r e m v e r c o m o ella vae
rir? »
um
perguntou
pariga
e,
gorosas
visinho ajudou
produzisse
exteriorisar
a
deixaram-n'os
um
por
sua
—
carem
a
gargalhada
despil-a, tirou-lhe
seu
estado
menor
ella p a r e c e u
de
as
insensique
impressâo.
applicou-lhe très v i accordar
dôr, semelhando
logo,
sem
experimentar,
extraordinario bem-estar.
noute, ouve-se
Emfim,
n o q u a r t o p o r elles oc-
barulho infernal. C o u d r o y e r arma-se d u m
intima
vez,
Castellan
que
se
ordena a Josephina
« N â o sahirei,
a
a ra-
sôs.
« Durante
e
numa
e
na planta dos p é s , sem
nella a
minima
contrario, u m
cacete
assistentes,
c h a m a l - a a si. C a s t e l l a n
bofetadas
cupado
a
pelo
fez-lhe cocegas
esse a c t o
« Para
Um
dos
desatou
surprehendido
bilidade,
pelo
a
immediatamente
insensata.
meias
elle
pauladas.
diz
» —
ella,
O
va
que
embora.
o
emquanto
incidente
Este,
acompanhe.
nâo me
n â o teve
to-
outras
consequencias.
« N a manhan immediata, a rapariga appareceu
num
estado de fortissima a g i t a ç â o p r o f e r i n d o palavras desordenadas e entregando-se a actos de loucura.
Ouerendo
s e m d u v i d a i m i t a r as p r a t i c a s d o s c u r a n d e i r o s , t o m a u m
fio
de l i n h o e passa-o r e p e t i d a m e n t e
deante dos
olhos
HYPNOTISMO
270
de
u m a pessoa
p r é s e n t e , afim
Castellan apparece
ajoelhada
zinhos
faz
a
pouco
volta
consultam-se
havia
de
depois
do
e decidem
nervosos.
braços
se
dentés
De
enrijescem,
cerram-se,
vairados ( ).
« A s pessoas
os
olhos
em
Apenas
u m d o s s e u s es-
cessa
de
punhos
se
os v i -
expulsal-o.
cae
os
cegueira.
Indignados
a
repente
de
e â o r d e m sua ella
quarto.
elle sahido, Josephina
tados
cural-a
se
tornam
fallar,
os
fecham,
os
fixos
e
des-
5 3 5
que a cercam inquietam-se e mandam
chamar
Castellan,
estado.
No
da
moça
lha,
se
âquella
crise.
Uma
« Ce
v i n g t - d e u x ans q u e m o n p è r e
« O resto
a
do
rapariga
deplorava
soas q u e
repellia
soffria muito,
no
em
por
(
l
e
uma
cette
avait
manière;
mis
a bien
aussi
souffert.»
posiçâo,
nâo a
pedindo
que
os
accessos,
que
paralisada.
â s pes-
abandonassem,
a sua
sobre
e
o
respondia
via e ouvia tudo
mas
ora
o
que
se
vontade
se
Bastava
que
Cas-
tocasse l i g e i r a m e n t e para que sentisse dores
apoiando
momento
que
torno délia,
peito, outras
senâo
de
elle en
durante
completamente
a
extranha
Castellan c o m horror. Interrogada
que
tellan
brusca-
suas i d é a s e x t r a v a g a n t e s ,
a sua
rodeavam
experimentava
achava
em
vivamente
que
passava
de-
dia passou-se c o m o o p r é c é d e n t e . O r a
recahia
a
a
mère,
ajoe-
n'est pas la p r e m i è r e
fait succomber
à ma
e l l e se
confissâo
il y
chose
braços
dissipa
que
quelque
daquelle
os
m y s t e r i o s a s ; e,
femme
a
tire
bofetadas,
escapa-lhe neste i n s t a n t e :
j'ai
a
elle entra,
palavras
très
longa
que
que
repentinamente-,
algumas
applicando-lhe
mente
em
estendem
pronuncia
pois,
pedindo-lhe
momento
dado,
força
vezes, ao c o n t r a r i o , n â o t i n h a allivio
as
pernas
de
acreditando-se
mysteriosa,
encontro
a
ligada ao
exige
que
se
elle.
seu
Num
raptor
reparta
em
(535) Serâ facil descobrir nesses factos os phenomenos do accesso
hysteria (G. D E L A TOURETTE, L hypnot., p. 348, nota).
CAriTULO V
duas
partes
o
bebe
senâo
depois
toma
o
sido
a
mente
vinho do copo que lhe offereciam, n â o
délie
p â o tocado
« Traz-lhe
e
algum
allivio
de
attribuia
o
uma
do
pellam
Castellan.
continua
mais
longe,
minho,
escapado
a
e
sahir,
ao
seu
dia
copo,
e
sô
que parece ter
a
chega
nada mais soffïrer.
caçadores
caminho
occulta
e n c a d e a v a ; Jo-
partem juntos.
Emquanto
vendo-se
de
que
encontram
seu
rétrocède
acabava
que
o
scena
e déclara
outro
distancia
moça
esta
maleficio
pequena
a
mesmo
anterior â quai indubitavel-
s e p h i n a j u l g a - s e desligada
manhan
no
p o r elle.
repetiçâo
« Na
271
este
e
fica
uma
correndo
e
pedindo
uma
inter-
parado,
um
do
casa
ca-
donde
alegria por
com
a
pouco
volta
â
exprimindo grande
inimigo
que
depois
por
A
ter
insistencia
escondam.
« N o correr desse dia, algumas pessoas reconduzemn'a
â
casa
« Em
caminho
rapariga
chega
exaltaçào,
a
todas
tal
novo
â
sua
pessoas
casa
délia
em
se a p o d e r a
estado
de
e
violenta
(
5 3 6
).
estado d u r o u v a r i o s dias. U m m e d i c o
n â o ser
a
encon-
e nenhuma perturbaçâo
superexcitaçâo
d a ç â o da sua deshonra.
a
inarticulados ou injuriando
que encontra
febre, loquacidade,
a
delirio
p r o f e r i n d o sons
as
« Esse
trou
paterna.
produzida pela
menrecor-
U m a sangria trouxe-lhe algum
repouso.
« U m p r o p r i e t a r i o dos arredores
magnetismo,
submetteu-a,
algum
q u e se o c c u p a v a
tempo
depois,
do
em
p r e s e n ç a d e o u t r o s i n d i v i d u o s , â s m a n o b r a s de costume.
« Naturalmente
determinou
o
somno, mas
nâo
o
e s t a d o d e l u c i d e z m a g n e t i c a . Q u e r i a m a p r o v e i t a r essa
circumstancia
recimentos
para
arrancar
rapariga
novos
escla-
s o b r e o q u e se h a v i a p a s s a d o , e l l a , p o r é m ,
•> ) Delirio de natureza hysterica
p. 349, nota).
36
â
G.
DE LA TOEEETTE
L'hypnot.,
HYPNOTISMO
nada
As
accrescentou
ao
que
i n f o r m a ç ô e s colhidas a
dissera
anteriormente.
seu respeito
n a c o m o n â o soffrendo de hysteria (
5 3 7
representam-
); é considerada
de m o r a l i d a d e i r r e p r e h e n s i v e l , exacta no c u m p r i m e n t o
dos
seus d e v e r e s
pouco
ingenua.
familia
a
talvez
disso,
de
por
por
questâo
meio
tal m o d o
vesse
dos
quencia,
incumbiu
exame
dessa
de
saber
pela
seguinte:
maneira
« Nos
devido
juramento,
dos
autos
tivos
que
ao
nos
foram
processo
exame
résulta
soaes,
podemos,
questôes
com
sujeitas,
scientificos e
o
o
em
que
houconse-
de
o
vista
seu
depois
tomâmos
relatorio
de
pres-
sâo
Thimotheo. —
de
)
me-
conhecimento
confiados e que
falta
5 3 8
relaDesse
observaçôes
pes-
t o d a s as
réservas,
resolver
accordo
com
documentos
de
unico
abolir
e, e m
ponto
,
Castellan
que,
victima
formularam
assignados.
o
rela-
A u b a n e J. R o u x (
sob
abaixo
tado
o
sub-
suas
magneticos,
estupro,
doutores
medicos
levantou
si, e m
moral da
questâo
mendigo ;
Hughes o indiciado tinha
processos
dico-legal. »
Esses dois
e
instrucçâo
c r i m e de
os
na
ou de imbecillidade.
da
a liberdade
commettido o
descobrem
vagabundo
intimas com Josephina
podido,
de credulidade u m
n â o se
loucura
encarregado
sidiariamente
do
Além
foi preso
magistrado
de
dotada
antécédentes
Castellan
çôes
e
facto
os
authentico
existente
as
na
materia. »
Com
quier
occasiâo
M M . Tardieu,
que
do
Devergie,
manifestaram
facto acima
as
Coste.
suas
mencionado,
e
e
Bro-
opiniôes
por
que
tem
as
[ l «On remarquera que le terme à'hystérique est surtout pris
ici dans le sens vulgaire, qui est souvent le faux. N'oublions pas
(pie le rapporteur nous a fait assister à une attaque qui, avonsnous dit, nous paraît devoir être à l'hystérie la plus légitime. G I L L E S
D E L A TOURETTE, L'hypnot.,
p. 350, nota.
( ) Em 13 de Jun'ho de 1806.
53ï
588
CAPITULO V
maiores
analogias
apreciaçâo,
1
0
ticos,
com
que
foi
entregue
â
Q u e , p o r m e i o dos
processos chamados
é
sobre
possivel
nervoso
nossa
entendemos
exercer
excepcionalmente
sua
o
2/3
uma
prediposta
moral ou
a
vontade
por
influencia tâo
liberdade
a
seu
magne-
de
pessoa
temperamento
grande
que
perverta
anniquile
mais
ou
a
menos
completamente.
2.
Que
0
tico,
a
pode-se
victima
que
se
3.
a
posta
ter
tenha
é
anniquile
somno
délias
consciencia
se
oppôr
â
por
somno
magne-
intimas sem
no
que
momento
saçâo
um
a
liberdade
Durante
o
e
seu
de
offereceu-se
olhar,
os
para
em
Josephina
este
o
por
a
vontade
que,
para
â
intelligente »
(
o
juiz,
baixar
reali-
de
um
san-
alardeou
magnetisador:
e,
maneira
a
se
).
admiraveis,
de
con-
para
sua
se
do
nâo
5 3 9
Castellan,
meritos
tal
fora
necessaria
dar
forçou
Hughes
magneticos,
donzella
moral
magnetisar
perturbou
impérial que
uma
audacia
seus
e
modo
julgamento,
uma
principalmente
de
intimas ou
consentimento
effeitos
bastante
completo,
relaçôes
gue-frio
que,
embote
magnetico
mais
pela
o
os
fixidez
procurador
olhos.
dizia no seu d e p o i m e n t o
perante
côrte :
« Elle
e
dos
tas
exercia
passes
vezes
mim
o
que
era
e
ella r e l a ç ô e s
sufficientemente,
serve
a
em
com
possivel
sensibilidade
do
rapariga
realisam.
Que
0
uma
um poder
como
que
fez.
victima;
soffria o
mais
( ^ T A R D I E U , Etude
. 81-89.
539
sobre
que
Eu
mim
por
meio
t â o absoluto
morta.
mas
cruel
nâo
dos
médico-légale
que
Pode
comprehendia
podia
dos
cahi
entâo
o
gestos
fazer
attentado
fallar,
muide
de
nem
agir,
aux
nmurs,
supplicios. »
sur
les attentats
35
HYPNOTISMO
274
Os
drs.
Paulet,
esclarecerem
tismo,
Roux
o
jury
adheriram
e Auban.
Théus
e Hériart,
sobre
os
plenamente
Castellan
foi
chamados
effeitos
ao
do
relatorio
condemnado
para
magne-
dos
drs.
a
doze
annos de trabalhos forçados ( ).
540
1 °) PEOSPEE DESPINE, Psychologie naturelle, t. i, pag. 586, 1898;
L I É G E O I S , De la suggestion,
p. 545 e seg., procura explicar esses factos
pela h y p o t h è s e da suggestâo:—«Et d'abord, comment Castellan a-t-il
plongé J o s é p h i n e Hughes dans le sommeil somnambulique ? Sur ce
point, nous n'avons que le récit d'un voisin qui l'a vu traçant avec
la main des signes circulaires derrière la tête de la jeune fille penchée
sur la marmitte. Or, j ' a i , un jour, chez M . Liébeault, en présence d'une
quinzaine de personnes, endormi M.He M . . . H . . . en lui faisant des
passes derrière la nuque, sans prononcer une parole et sans qu'elle
s'en aperçût; c'était la première fois que je la voyais; une fois le
sommeil obtenu, j'aurais pu l u i faire toutes les suggestions imaginables; c'est ce qu'a pu faire Castellan. Et si (comme on a pu restituer le squelette d'un animal fossile au moyen de quelques-uns des
os dont i l était formé) j'essaie de récomposer la suggestion de Castellan à Joséphine, voici les paroles qui auraient suffi à produire tous
les effets constatés, et restés jusqu'ici inexplicables. Castellan à Joséphine, en somnambulisme: - « Tu auras em moi une confiance ab«solue ; je suis le fils de Dieu et j ' a i le don de faire des miracles ;
«je crée des fleurs par la seule force de volonté; en veux tu la preuve?
« Vois ces roses, ces marguerites qui poussent autour de toi; t u peux
«te baisser, en cueillir, les placer à ton corsage; chaque fois que tu
«voudras les revoir, tu n'auras qu'à fermer les yeux et i l en poussera
«beaucoup autour de toi (hallucinations). Je lis dans les âmes comme
«le bon Dieu. Ainsi, je te connais mieux que tu te connais toi-même.
«Tu croyais me haïr, parce que t u me prenais par un v i l mendiant;
«mais en réalité tu m'aimes d'un amour sans limites, tellement que
«tu ne pourras me refuser tes faveurs; ton sort est désormais lié
«au mien; là où j ' i r a i , tu iras; tu quitteras ton père et ta mère (a)
«pour me suivre; nous serons comme mari et femme; tu voudras boire
«dans mon verre et manger du pain dans lequel j'aurai déjà mordu;
«quand je te toucherai dans telle ou telle partie du corps, tu t'en«dormiras comme tu dors en ce moment; t u feras tout ce que je te
«commanderai; si l'on veut me séparer de toi, aussitôt que tu ne me
«verras plus, t u tomberas endormie, insensible, comme morte, afin
«qu'on soit obligé de me rappeler; tu te réveilleras quand je te don«nerai trois soufflets; non-seulement ils ne te feront aucun mal, mais
«encore t u en éprouveras un grand soulagement...»
Je soutiens qu'une suggestion ainsi faite aurait pu produire les
p h é n o m è n e s qu'on a relevés dans l'observation relative à Castellan;
je dis que peut-être i l ne mentait pas, quand i l s'écriait: «Ce n'est
pas la première femme que j ' a i fait succomber de cette manière >;
que seule l'explication que je propose rend un compte suffisant des
(a) Mas nâo consta que ao tempo em que se Jeu o ('rime existesse aimla a mâe
de Josephina...
54
CAPIlULO Y
III
A 20 de Julho de 1878, o professor Brouardel
foi encarregado
célèbre
que
ciarios
se
da
occupa
sobre
importante
ser
a
essa
face
rios
os
de
magmetismo
de
a
agora
a
â
sua
nossa
pouco
objecto
desse
uma
se
podem
rapariga
o
somno
pode
ou
sob
poucos
trabalhos
o
artigo
e
relato-
M . Duval
e
Devergie,—Brouardel
questâo
de
de
os
sobre
cair
é
em
uma
hysterica
um
estado
de
de
40
de
B
de
20
Ruâo
das
singulares
assises
a
recla-
annos
uma
minucias
ter
sua
ter
toda
a
acompanhada
de
edade,
queixa
de
haver
apparencia
de
ao
dentista
suspeitado,
a
o
a
mâe
no
a
sua
tiravam
verosimilhança.
todas
e
sua
dentista
deflorado
pela
présente
de
offerecia
contra
fornecidas
estado
filha
, lavadeira em L y o n , com
edade,
ella accusava
queixa
nada
présidente
Abril,
de
Certas
feitas p o r
o
annos
Bertha,
que
q u a e s s â o as c o n d i ç ô e s
opiniâo.
fins de
Declarava
visto,
judi-
nervoso
«Em
filha.
1878
animal, citando
em
capaz
mar
Lévy,
os
Coste,
moça
determinaram
parquet
fastos
peritos
durante
Tardieu
que
filha
saber
do
«Vejamos
cerca
faz
aos
gérai:
rememorar
convulsiva
somno
nos
u m a causa
medico-legal.
de
que
em
magnetismo ?»
pareceres
nâo
o
Broquier e
assignala
que
submettidas
deflorada sem
Depois
saliente
materia
formula
influencia do
sua o p i n i â o
Cumpre notar que em
documento
nesta
a
logar
a
questôes
resumir
dar
França.
sabia
« As
de
dizia
exemplo
de
as
visitas
nada
sua
ter
filha
faits; que les conclusions des experts eussent été, ce me semble, i n suffisantes, sans les aveux de l'accusé, et qu'enfin, ici, comme dans
l'affaire Lévy... la justice a joué de bonheur en trouvant des criminels qui avouaient'tout, car,' sans cela, i l eut été presque impossible
de les condamnera
276
HYPNOTISMO
até
ao
momento
cimento
a
rapariga.
esta
logo
accusado,
a
fez
â
de
esta
que
o
resististes.
filhos,
tudo
elle c o m m e t t i d o s
primeira
confrontaçâo
sobre
realidade
ser.
a
Deante
confissâo
o
tinha
que
facto
que
eu
do
fazia
vos
em
era
com
dos
juiz
admiravel :—
salvae
nâo
estava,
relaçôes
de
rapariga
factos
« Sim,
vossa
minha
ereis
ingenuie
nâo
mulher e
e
o
instructor,
necessario,
deflorei
nada
pois,
com
eu
averiguado:
meus
vos
Bertha,
havia consentido
délies
ter
darei
ou
accusado
presença
averiguar
n â o n essas
attentados,
da
si
relaçôes,
durante o somno,
consciencia.
Emprestamos
ticularidades
em
o
suspeitava ; restava
si t i n h a s o f f r i d o os
sem
na
que possuo. »
tido
mâe
que
Salvae-me,
dizei
Um
ou
por
ereis v i r g e m ; acreditastes,
dade,
a
proprio L é v y deu conhe-
actos
duvida
razâo
Lévy
pura,
dos
o
T a n t a ingenuidade auctorisava a l g u m scepti-
cismo ; mas
perdeu
em que
ao
que
acto
de
accusaçâo
permittem
algumas
comprehender
par-
factos
apparentemente incomprehensiveis Digamos primeiro
que
Lévy
ligente
estâ
tem
e que,
33
annos, é u m b o n i t o h o m e m , intel-
além
provado que
casado,
A
a uma
dos
se
vida
mulher B
feias e p a r e c e m
crapulosa
e
sua
pouco
do
acto
e
de
accusaçâo
Servirâo
sua
sibilidade
m â e e para
deste
inconsciente,
em
sua
No
por
para
aos
e
filha
que
E i s os
que
o
accusado,
que
Bertha
sâo
baixas,
gosam
ambas
pontos
importantes
ser
caracter
postos
da
attentados
a mâe
ter
em
victima
deixar comprehender
facto incrivel :
fosse
immoral.
merecem
définir
é
posto
intelligentes;
excellente r e p u t a ç â o .
relevo.
por
entregava,
de
de
actos
a
pos-
assistido,
commettidos por
Levy
filha:
correr do
diversas
an no de 1877, o dentista L é v y
vezes,
exercer a sua p r o f i s â o e m
veio,
Ruâo.
CAPITULO V
Hospedava-se
e
sempre
a
annuncios
esses
num
sua
dos
grandes
vinda
era
hoteis
precedida
p r e c o n i c i o s os esposos B
cidiram-se a fazer
homem
dessa
de
cidade
cartazes
e
pelos jornaes da localidade. A t t r a h i d o s por
cuja filha soffria dos
que
lhes diziam
, simples
dentés havia
com
que ella
varios
operarios,
mezes,
fosse t r a t a d a
a p p e l l i d a v a m — 0 grande
de-
por
dentista,
um
e
que
ser m a i s h a b i l q u e os seus collegas. N a
gunda-feira,
se
277
25
de
apresentava
com
de
edade,
no
fez
â
moça
essa
f e v e r e i r o de
sua
Hôtel
da
e
filha
se-
1878, a mulher B .
Bertha,
Inglaterra.
de
20
annos
O accusado
Lévy
â s u a m â e as m a i s e x t r a n h a s
per-
g u n t a s sobre a saude g é r a i da d o e n t e , sobre a sua conducta
h a b i t u a i , e,
gir
o
seu
era
virgem,
Fazia-se
se
fez.
gundo
as
O
rapariga
dito
necessidade
retirar-se
fraca
do sangue
duas
e
e
mulheres
compartimento
que
para
ou
de
consentir.
da
consulta
anemica,
que
gabinete.
A
chaminé,
em
senhora
face
filha.
O operador
B
,
dorso
levantou
e,
que
O
exame
foram
era
o
deixando
que,
preciso—seoperar
por
a c r e d i t a r a m - n o.
servia
davam
de
luz
foi
fogo,
poz-se
moça
d e t e r m i n a r essa r e a ç â o
B
do
diri-
examinal-a.
gabinete
s e t e m é t r o s d e c o m p r i d o . A p o l t r o n a se
p e r t o . das j a n e l l a s
o
ter
e x p r e s s ô e s reproduzidas pela m â e —
As
tinha
a
ultimas palavras
reaçâo
baixo.
ou
de
era-lhe p r e c i s o s a b e r si a
declarou
As
a
uma
tratamento,
mister
sendo
depois
assento
assim
em
da
a
um
installada
quasi
entâo
para
a
Lévy
achava
grande
perto
da
de costas para
sua
frente de
cadeira,
paciente
Bertha
abaixou-lhe
em
uma
s i s â o h o r i s o n t a l , c o l l o c o u - s e e n t r e as s u a s p e r n a s
po(
5 4 1
).
( ) « Nous nous sommes a s s u r é que, le fauteuil é t a n t rabattu, le
pubis d'une personne debout se trouve un peu au-dessus du siège du
fauteuil. L ' o p é r a t e u r se plaçait debout devant ce siège, entre les
jambes de la fille, dont les pieds reposaient sur un rond élevé, placé
derrière le dentiste, à la hauteur de son jarret » (BROUARDEL).
541
278
HYPNOTISMO
A
rapariga,
e
manteve
e
depois
maiava.
ella
de
mesma
os b e i ç o s
affirma ter
durante
Nem
fora de
o
B
seus
se
passou
No
tes
tempo
em
sua
nem
ser
podem
durante
a
das
novo
duas
sibilidade
sem
no
ram,
dia, de
Lévy
levantar
ao s o m n o o u ao
o
que
visita.
n â o apresentou
inciden-
particularmente
a atten-
rapariga cahiu apenas em
no
O
se
mesmo
dentista
estado de
pediu
que
mais longa d u r a ç â o ,
afastar-se
entorpecida
frasco de
filha
para
as
habitual-
insenvoltas-
d i a i m m e d i a t o . D u r a n t e as o p e r a ç ô e s q u e f o -
accusado
um
e
des-
duraram
c o m justeza
primeira
mulheres. A
da vespera.
nesse
cliente
narinas ;
filha,
arrancada
visita
entorpecimento
que
que
precisar
esta
dia seguinte,
e
notaveis que chamassem
çâo
as
ficado entorpecida,
,
olhares,
poltrona precisava
entorpecimento,
contra
minutos apenas sentiu que
Bertha B
operaçôes.
da
elle aconselhada, ergueu, a p p l i c o u
alguns
inconsciente,
mente
por
que
logo
o
nos
um
de
sua
dias a n t e r i o r e s , t o m a r
guéridon
soltou
viu o
repentinamente
como
sobre
B
e voltar
gemido,
para
sua
que
um
quasi
grito.
A
m â e , impressionada,
para
a
poltrona. Mas
levantou-se
Lévy
e
deteve-a
adiantou-se
bruscamente,
d i z e n d o - l h e : « N â o é n a d a ; n â o se i n c o m m o d e ; e s t a m o s
acostumados
a
esse h o m e m
tomava entre
que
isto. »
havia estendido
para
enxugar
dade
esse p a n n o
seu
torpor, a
novo
sobre
e
pouco
as
mâos
que,
rapariga ainda
ficara
fevereiro, o
que
abaixava-se
com
tonta
como
em
depois,
guardanapo
u m canto.
v i o l e n t a s nas
repentinamente
queimaduras
um
enrolava
atirava-o a
dores
tempo
Bertha B
a poltrona. Parecia
transformadas
de
sobre
n â o sei o
ficada, sentindo
e
Muito
vivaci-
T i r a d a do
e cahia
de
que
estupidi-
partes
sexuaes,
s é d e de c o m i c h ô e s
n â o p o d i a e x p l i c a r . N e s s e dia, 27
accusado,
tendo
visto
a
confiança
CAPITULO Y
279
em si depositada pelas duas mulheres, e tendo estudado
tranquillamente
a
p r é c é d e n t e s , — n â o ha
mâe
(como
Assim,
mâe
com
que
Affirma
a
nada
que
confessa
ter
rapariga
B
rapariga
ç ô e s , o que ella
nega
primeiro
relatorio, o
a
esta
moça
gunda
pergunta:
tenha
em
tido
sua
A
sob
juiz
por
, em
o
extrema
varias
proprio
possivel
que
dos
sua
Lévy.
nessas
rela-
Em
resolver
Bertha
que
esta
se-
B
nâo
actos praticados p o r
Lévy
pessoahypothèse
foi
que
a
rapariga
B
sido s u b m e t t i d a â a c ç â o de u m anesthesico.
o
imperio
dessa
instructor de
confrades,
sores
um
estabeleceu
a
da
vezes
de
energia.
Lévesque
Resta
diante
paixâo.
consentia
Dr.
visitas
presença
attesta
com
consciencia
primeira
tenha
é
tenha,
tido
B
deflorada.
duas
saciado a sua
viu, como
a
nas
duvida que
elle confessa),
Lévy
relaçôes
enferma
na
drs.
preoccupaçâo
Ruâo,
encarregou
Cauchois,
escola
de
Lévesque,
que
os
Delavigne,
meus
sabios
Thierry,
medicina de R u â o ,
Foi
das
profes-
seguintes
questôes :
1. — C o n h e c i d o s o s f a c t o s r e v e l a d o s p e l a i n s t r u c ç â o ,
principalmente
B
os
antes
as
délia
phenomenos
« si é
possivel
« tida
a
um
« que
a
ella
essa
do
disso
aos
seu
e,
Bertha
além
r a p a r i g a tenha sido
anesthesico
agente
sobre
disso,
experimentados, — dizer :
qualquer
anesthesico
perpetraçâo
Emprestamos
passagens
por
agente
victima
exercidas
p e r d e r os s e n t i d o s ,
que
« m a t i v a , si u m
« possivel a
manobras
dos
tenha
nossos
submet-
e, n a a f f i r -
qualquer
tornou
factos articulados,
tido
sem
consciencia. »
confrades
as
seguintes
relatorio :
« B e r t h a B . . . p r é t e n d e haver sido a d o r m e c i d a e m cada
« uma
de
suas
« accrescenta
« pelas
visitas e m
casa
de
Lévy,
entretanto,
n â o se t e r a p e r c e b i d o d e s s e f a c t o , s e n â o
revelaçôes
d o p r o p r i o dentista, e m sua
ultima
28o
HYPNOTISMO
« v i s i t a . — E i s c o m o , s e g u n d o a s u a n a r r a t i v a , as
< sas
se
passaram.—Logo
« poltrona e tendo
« traz,
« de
Bertha
Lévy,
erguia,
labio
« orificio anterior
« dos
a cabeça
B
o
primeiros
depois
c o n f o r m e as
de
cada
« nobras
P
Lévy
sobre
tratava
as
quaes
de
natureza.
« Interrogâmos
Bertha B .
« essas m a n o b r a s
se
« ministraçâo
qualquer
« ultimo,
na
« formio,
o
de
especie,
ether
« durante
os
« somno,
Bertha
« apresentar
« um
e
frasco,
por
agente
par-
deter-
de
a ad-
que
jamais
percebeu
de
o
Este
chloro-
azoto.
momentos
diante
que
anesthesico.
protoxydo
uma
â
relacionar com
o
conservar
ma-
é possivel dar
senâo
B
quer
dentés
n â o p o d i a . ser
poucos
dois
., na h y p o t h è s e de
pudessem
ou
nessa
parecia-
capazes de l e v a r e m
sua
Ora,
precediam
sua
compressa
o
bocca,
quer
embebida
palavra algum apparelho succeptivel
« qualquer
agente
anesthesico.
De
mais,
« nunca t o m o u e m r e l a ç â o a ella p r e c a u ç ô e s
« ou lhe d i r i g i u r e c o m m e n d a ç ô e s
« facilitar
a
« como, por
anesthesia
produzida
exemplo, o
« profundamente,
como
de
é de
fazer
« jamais apresentou, quer antes,
das
« attribuivel
« misaçâo.
visitas, o
tanto
â
menor
fim
por
a
regra,
« ministra ether ou chloroformio.
« uma
cujo
em
o
conter
dentista
especiaes
s é r i a o de
meios ;
doente
aspirar
quando
se
como
ad-
Bertha B .
depois, de
symptoma
etherisaçâo,
de
em
esses
Emfim,
quer
o
dentista
« liquido o u substancia f o r t e m e n t e odorante, quer
« uma
o
auxilio
instantes,
os quaes
seus
n â o lhe
« ticularidades p r é c i s a s ,
« minaçâo
de
o
m â o ; depois,
m i n u t o s , diz ella, d u r a n t e
« lhe que
sobre
com
« attitude, a d o r m e c i a ao f i m de alguns
« a très
na
indicaçôes
applicando-o
fossas nasaes,
dedos
sentar-se
e o tronco voltado para
superior,
das
de
cou-
cada
physiologico
â
chlorofor-
CAPITULO V
« Assim,
« nem
« da
antes
coceira
nos
garganta,
« tosse,
do
somno,
labios,
nem
nem
nas
sabor
sensaçâo
gengivas,
acre,
nem
de
no
calor
isthmo
salivaçâo,
nem
n e m a m e a ç a s de s u f ï b c a ç â o , de nauseas o u
« vomitos ; jamais
o
somno
foi precedido
da
de
menor
« i n q u i e t a ç â o nervosa o u a g i t a ç â o , n e m de u m a especie
« de
embriaguez
« Notemos
« quatro
ainda
ou
cinco
« prolongada
« cotisas
se
« B
mais
no
ou
que
« cidos
« que
os
pela
a
os
realidade,
nâo
anesthesicos.
questâo
que
lhes
que,
filha,
mezes
e
cada
conta
rapariga
a
colhidos
nos
que
as
pela
foram
Mas,
condiçôes
que
ella
tinham
meio,
somno
por
averiguado
apresentava
especialmente
as
Nâo
bilidade
nâo
a
rapariga
os
B... sobre
conservasse
disso
para
os
e
présidente
deu-me
a
fazer
de
me
das
de
â
peritos
o
estado
symptomas
de
de
e s o b r e t u d o anes-
os
grandes
que
labios,
agulhas,
apercebesse.
exame,
magistrados
honra
se
que
essa
insensi-
admittir que Bertha
consciencia das
frera ; mas
Grenier,
Bertha
q u e esta, g r a v i d a
alguns
genitaes,
c o n c l u i r a m , desse
bastasse
fosse
meio
p o d i a m ser transpassados de lado a lado, p o r
sem que
nâo
direita, c o m p l é t a a esquerda,
partes
em
de r e s p o n d e r e m
hysteria : bola, espasmos laryngeos,
thesia i n c o m p l e t a a
por
submettida,
consultados
forne-
anesthesico. »
depois
havia sido
as
ins-
sido adormecida
agente
em
uma
que
admittir
fora mergulhada
ajuntaram
e
em
minutos,
que
ter
mas
foi conseguintemente, negativa.
agentes
4
factos
rapariga B... cuida
resposta
de sua
como
diremos
« submettida a qualquer
B...
30
esclarecimentos
« p e r m i t t e m , na
A
por
passado,
victima,
uma,
consecutivas,
minimo
teriam
apparente.
nâo foi em
visitas
Ajuizando com
« trucçâo,
menos
violencias que
levantaram
B...
sof-
essa q u e s t â o ,
assises
da
Sena-Inferior
designar
para
resolvel-a... »
36
282
HYPNOTISMO
Em
s e g u i d a , B r o u a r d e l e s t e n d e - s e s o b r e as
ordens
que,
é
de
sensibilidade
admittindo que
gérai
ou
parcial e
Bertha B... seja
diversas
conclue
hysterica,
nâo
possivel que, accordada, tenha assistido inconsciente
aos
actos
assim
a
commettidos
hypothèse
da
em
sua
hysteria
pessoa.
(
5 4 2
),
Afastando
como
os
me-
* ) Isso nâo quer dizer que uma rapariga nâo possa ser estuprada
durante um accesso de lethargia hysterica. — « Quatre jeunes gens,
âgés de 28, de 17, de 19 et de 16 ans, sont accusés d'avoir violé la
tille Madeleine. Les journaux ont ainsi rendu compte de l'affaire : «Le
«8 avril dernier, une servante, la fille Madeleine, ayant obtenu de
«ses maîtres l'autorisation d'aller au bal, y f i t la rencontre du nommé
« ( ' . . . , qui dansa deux fois avec elle et lui proposa de l'accompa«gner quand elle partirait; elle refusa, mais C . .
qui avait remar«qué, comme bien d'autres, la simplicité d'esprit de cette fille, la
«suivit, accompagné de M . . . à la sortie du bal, et essaya de l'em«mener dans un chemin écarté. Elle resta cependant sur la route et
«continua son chemin, entourée par C... et M . . . qui la soutenaient
«chacun par un bras en se livrant à de grossières plaisanteries. U n
«de leurs camarades, G . . . , survint et, sans autre explication, bous«cula les deux premiers, renversa la jeune fille sur le bord de la
«route, et alors se passa la scène de débauche la plus odieuse, à
«laquelle prit part, en dehors des trois accusés ci-dessus, le sieur
• B . .. et qui eut pour spectateurs plusieurs autres individus qui
«n'eurent pas le courage de s'interposer.» Nous devons dire que la
victime de la brutalité des accusés est une jeune fille de 22 ans,
mais dénuée d'intelligence, et, en outre, atteinte d'une maladie nerveuse des plus graves et sujette à de fréquents accès de catalepsie («),
pendant lesquels elle perd connaissance et reste complètement
inerte: ce qui a facilité aux accusés l'accomplissement de leurs
actes d'immoralité révoltante. Révoltants sont, en effet, les actes
reprochés aux accusés. Non contents d'assouvir sur la fille Madeleine leur passion honteuse, ils se livrèrent sur elle à des actes tels
qu'arrachement des poils du pubis, introduction de la verge dans la
bouche, etc, etc. La scèue se prolongea pendant près de deux heures
Interrogée par les magistrats, la fille Madeleine, dès le premier
interrogatoire, s'endormit brusquement pendant près de six heures.
A diverses reprises, soit au parquet, soit à l'hospice da La Rochelle,
elle présenta les mêmes symptômes. Nos confrères M M . les doo
teurs Brad et G. Drouineau, commis tout d'abord par M . le juge
d'instruction au parquet de la Rochelle, d e m a n d è r e n t que cette fille
f û t soumise a un examen prolongé, à l'hospice de Lafond, dans un
local séparé des aliénés proprement dits
^Em seguida os peritos
entrain em consideraçôes que julgamos inutil transcrever)... «Parfois la scène change. Tout à coup, Madeleine pâlit; elle porte la
main à sa gorge; elle étouffe, elle se sent mal à l'aise; elle a le
(n) «C'est léthargie qu'il faut dire, à notre mis. G. r>E LA TOUKKTTK, L'hypu..
i>. WJ.
5
v
2
28
CAPITULO V
dicos
de
Ruâo
haviam
afastado
a
do
somno
3
produ-
zido por agentes anesthesicos, o professor Brouardel
passa â
« Segunda hypothèse. A sensibilidade pode ser abolida absoluta e temporariamente sob a influencia dum
estado morbido ?
temps de s'asseoir ou même de prévenir qu elle se trouve mal. Puis
elle perd ou semble perdre connaissance: elle dort. Pas de cris au
moment de l'attaque, pas de convulsions n i toniques, ni cloniques ;
pas de morsure à la langue, pas d'écume à la bouche. Les membres
sont à résolution presque complète. Le pouls est lent, régulier, la
respiration rallentie. Les p a u p i è r e s sont agitées par un mouvement
tibrillaire incessant; les globes oculaires convulsés de bas en haut et en
dedans. Les pupilles sont dilatées A ce moment on peut piquer, brûler la
malade, sans qu'elle ressente quoi que ce soit. Les pupilles, toutefois,
ne perdent pas leur contractilité. Les organes spéciaux, tels que l'odorat ou le goût, ne paraissent pas i m p r e s s i o n n é s par les sensations,
m ê m e les plus vives; elle p a r a î t m ê m e n'avoir en aucune façon conscience des manifestations du monde extérieur. On ne provoque que
peu ou pas, dans cet état, les p h é n o m è n e s connus sous le nom d'hyperexcitabilité neuro-musculaire. Cet état de sommeil dure plus ou
moins longtemps. Ainsi, ce sommeil a pu, chez Madeleine, durer neuf
heures. Devant nous, i l n'a d u r é que quinze à vingts minutes. A son
réveil, Madeleine paraît h é b é t é e ; elle dit n'avoir pas conscience de
ce qui s'est passé pendant la période de sommeil, et i l l u i faut un
certains temps pour reprendre l'usage de ses facultés. Nous avons été
t é m o i n s de plusieurs crises, et, toujours, les s y m p t ô m e s observés se
sont produits dans le m ê m e o r d r e . . . Tous les m a î t r e s chez lesquels
elle s'est trouvée constatent qu'elle s'endormait, qu'elle tombait d'un
mal. Une fois, elle est t o m b é e à l'eau, et s'est ensuite endormie près
de 5 heures. D'autres fois, elle s'est endormie soit à l'église, soit à
l'hospice Saint-Louis, soit devant le tribunal, soit devant les experts.
Son sommeil a é t é d'une d u r é e variable, et, pendant ce sommeil, on a
souvent constaté l'insensibilité à la douleur. Ainsi l'information prouve
que la maladie remonte à plus de d i x ans, et vient confirmer une fois plus
que les attaques de sommeil ne sont pas s i m u l é e s . . «Le jury—diz finalmente 0 dr. Mabille — a p r è s un long d é b a t où nous f û m e s admis à
d é v e l o p p e r les idées émises dans ce rapport, a rendu un verdict
affirmatif en ce qui concerne les deux principaux accusés et négatif
en faveur des deux autres. L'un des coupables f u t c o n d a m n é à cinq
ans de réclusion et l'autre à un an d'emprisonnement. Pour être complet, j'ajouterai que Madeleine a été prise, devant la Cour d'Assises
de la C h a r e n t e - I n f é r i e u r e , de crises de sommeil qui ont d u r é plusieurs
heures Ces crises ont é t é suivies de vomissements alimentaires ou
autres, r é p é t é s , et ce n'est que quelques heures a p r è s leur disparition
que Madeleine a pu subir, en connaissance de cause, l'interrogatoire
des magistrats ». Dr. H . M A B I I . L E , Rapport médico-légal sur un cas de
viol et d'attentat à la pudeur avec violences commis sur une jeune fille
atteinte d'hystérie avec crises de sommeil, in Annales
médico-psychologiques,
G.» série, t. n , 1884, p. 83.
284
HYPNOTISMO
Procuraremos
este
ponto
devemos
no
os
elementos
estado
desde j â
actual
declarar
do
nosso juizo
da
rapariga
que
nada
que é verdadeiro hoje egualmente
mezes,
de
quando
Lévy
parece
e
é
essa m o ç a
Hoje
ella
estâ
perlurbada
provavel que
profundamente
reiro ; talvez
confiou
estado
alterado
mesmo
prova
de
do
em
essa a l t e r a ç â o
o
alguns
cuidados
cinco
mezes ;
occorridos,
nervoso
que
mas
que
ha
aos
acontecimentos
seu
B...,
o fosse
gravida
pelos
o
se
sobre
esteja
fins
mais
de
seja de
feve-
natureza
diversa.
Debaixo
dessas r é s e r v a s ,
fizemos e m
A
nossa visita
rapariga
lida;
os
B
é
somnolenta,
posta
a
sob
a
chorar
mâe
se
sem
deu
pela
porque
sâo
A
B
tâo
sem
e
pal-
Parece
uma
calma,
t o r p o r ; é mais
e
que
reage
lhe
dis-
pouco
sâo
feitas;
mediocremente
desen-
d i z e r se e s s e f a c t o
é
sem-
passageiro.
adormece
a
todo
r e l e v o as s e n s a ç ô e s a c c u s a : suffocaçôes,
pouco
valor.
pesadelos,
Além
disso,
précisas
que
Parece,
senâo
as
se
todavia,
accessos h y s t e r i c o s
sido notados,
A
moes-
n â o os p o d e m o s a p r e c i a r s e n â o
por
suas
que
ao
res-
deve
conjamais
convulsivos :
ella,
pela
estes
menos
por
mâe.
sensibilidade g é r a i
dificaçôes : diminuiçâo
dôr;
em
declaraçâo.
grandes
teriam
filha
magra
em
entorpecimento
sua
rapariga
sideral-as
sua
que
é
irritar
ser
possamos
o u se o
simples
postas
teve
a se
perguntas
N â o pornos
pasmos,
sua
que
déclara
mento.
das
meio
intelligeneia parece
volvida,
pre
que
annos,
anemica.
um
que
julho.
descorados.
a i n f l u e n c i a das
sua
de
sâo
em
do
29
averiguaçôes
21
evidentemente
quasi
as
, de
seus labios
palavra,
de
eis
sensaçâo
vaginal
ou
dolorosa,
(conservaçâo
da
apresenta
as
seguintes
aboliçâo
da
sensibilidade â
quando
se
pratica
sensibilidade
â
mo-
o
dôr
toque
e
ao
CAITTUI.O V
contacto
B
dessas
é
actualmente
hystericas,
na
partes).
por
classe
das
ella
das
ou
convulsivas.
fechamos-lhe
sentimos
quenos
os
cima
beça
se
mâos,
ao
moça
globos
em
nou-se
dos
um
um
pouco
adormeceu.
como
quando
ral,
no
e
eia.
Por
mesmo
nessa
em
agitados
da
cahiram
corpo,
em
por
de
pe-
baixo
A
ca-
poltrona ;
as
mollemente
a respiraçâo
a s paredes
e
do
n â o mais
Sacudimol-a
tor-
peito
le-
dum minuto
ligeiramente :
dilataram-se
bruscamente
uma
que
a
é
rapariga
facil u m
do
bastante,
somno
r e c u p e r o u a sua
identicos ;
experiencia
paciente
se
actualmente
e
somno
pelo
adormecer
sobre
que
esse
L é v y • mas
facilmente
em
nascer,
O
Bertha
as
que
natu-
intelligenque
mas
no
nâo
estado
achava,
poderia
possivel
provo-
mais
que
somno
empregar
nas
o
processo
B
palpebras.
processo
sabe-se
modo
artificial, sem
anesthesicos.
dedos
pensar
com
espasmodicas
convergente.
resultados
prolongar
seguimos
zel-o
que
vezes, r e p e t i m o s essa e x p e r i e n c i a
consequencia,
agentes
dos
do
inconvenientes.
Em
mais
do
instante
sempre
gravidez,
car
sahimos
duas
quizemos
trazer
serem
pupillas contrahidas
apresentou
de
mais,
antes
immediatamente
encosto
penosa,
a
as
o
lados
ainda
entâo
quasi
cruzadas,
vantaram-se
rapariga
e
strabismo
dois
collocam-n a
convulsivos, dirigidos
estavam
longo
manifestaçôes
voluveis,
oculares
reclinara sobre
que
as
rapariga
a uma outra experiencia :
palpebras,
movimentos
para
e
a
de f o r m a depressiva,
irritaveis,
essa
as
resumo,
apresentadas,
hystericas
Submettemos
E m
anemica,
hystericas
na
285
haja
é
pessoas
hypnotico,
emprego
e
de
pelo
quai
o da
applicaçâo
Nada
sido
simples
con-
leva-nos
utilisado
a
por
que entram t â o
pode-se,
muitos outros meios,
para
fa-
fazendo
que um individuo, predisposto e m virtude do
seu
2 86
HYPNOTISMO
estado
nervoso,
qualquer
dos
collocado
olhos, ou
dirigirem
para
Continua
do
15
ou
sem
hypnotico, e
e
brilhante
centimetros
os
ponto
objecto
physicas
objecto
20
forçando
cima,
um
um
acima
seus olhos
de
mira
a
se
brilhante,
imaginario. »
Brouardel, depois
condiçôes
somno
a
mesmo
contemplando
as
contemple
de
expôr
moraes
que
ligeiramente
predispoem
ao
depois de notar a insensibilidade
hypnotisado.
« Nervosa,
impressionada,
collocada
por
Lévy
numa
p o s i ç â o t a l , q u e as m â o s l e v a n t a n d o o l a b i o su-
perior
e
diam
tapando
ao
m e s m o t e m p o as
a vista
de
se
e
obrigavam
os
globos
o
alto,— a
cahio
em
« E'
dirigir
rapariga
somno
para
as
oculares
B
narinas, impe-
partes
a
se
, durante
inferiores
voltarem para
âquellas
visitas
hypnotico ?
essa u m a
questâo
a
que
m e é i m p o s s i v e l res-
ponder »
Ainda
sâo
de
Brouardel
as
phrases
que
se
se-
guem :
« As
cias
confissôes
do
extra-medicas
accusado
do
vicçâo
dos jurados,
annos
de
reclusâo.
«O
dr.
Cauchois
processo
e Lévy
foi
e
outras
determinaram
mezes
nasceu
das
morta
pois,
formuladas
esse
e
primeiras
gamos,
das
depois
as
por
exemplo
haviam
da
concepçâo,
cuja edade
fim
deste
levado a
uma
dentista
estudo,
e
creança
âs
Tardieu.
ser
admittir
accrescentado
que
uma
a
que
epocha
Lévy.
Che-
conclusôes
jâ
Fazendo
to-
s o b r e as p o s s i b i l i d a d e s d e
deve
dez
E s t a deu a luz,
coincidia com
feitas ao
Devergie
réservas
a
communicou-me algumas informa-
visitas
no
a con-
condemnado
çôes complementares sobre Bertha B
sete
circumstan-
aos
simulaçâo,
que
rapariga
os
pode
28;
ser
deflorada emquanto
sua
vontade
estiver
abolida
por u m estado de somno nervoso ou hypnotico » (
? 4 3
).
IV
Encontramos num artigo clo dr. Ladame ( ) as
,44
paginas
que
vamos
« Depois
um
das
traduzir
représentâmes
célèbre magnetisador,
cle 1 8 8 0 - 1 8 8 1 , n a
de
-
publicas
Donato, durante o
das
lidades
do
sessôes
paiz,
sobretudo
Uma
tismo
de
é
Hansen),
uma
entre
das
de
a
(como
nas
verdadeira
Cantâo
em
Breslau
principaes
febre
por
inverno
Suissa, e p a r t i c u l a r m e n t e n o
N e u c h â t e l , — desenvolveu-se
depois
dadas
loca-
magnetica,
mocidade.
consequencias
illustrada
pelo
d e s s e f u r o r pelo
caso s e g u i n t e
magne-
que foi objecto
procedimentos judiciarios :
« O
pastor a l l e m â o de Chaux-de-Fonds recebia,
Julho
lhe
de
1881, a visita
pediu que
de
ir dar â
pretendia
Nessa
foi
escrevesse
estar
gravida
tendo
com um
deflorada por
por
e
deu
Mas
a
entrada
vistas
queixa
obter
â
elle,
luz e m
carta
para
do juiz
ao juiz
a
desde
a
do
a
segundo
Ella
fins
vespera
pastor
moça
Natal.
durante
alguns
magnetisal-a,
contava,
depois
na
de
Materni-
setembro.
allemâo
i n s t r u c t o r dessa
Essa
de
foi recebida
de
que
auctorisaçâo
Berne.
ficado sosinha,
Maternidade de
de
de Zurich
rapaz que costumava
elle a d o r m e c i d a .
dade
para
luz na M a t e r n i d a d e de
noite,
instantes,
duma rapariga
em
que
Berne
cidade
pedia
caiu
que
a
sua
sob
as
logo
Chaux-de-Fonds. Este procedeu
deu
ao
i ) BROUARDEL, Accusation de viol, accompli pendant le sommeil
hypnotique. Relation médico-légale de l'affaire Lévy, dentiste à Rouen, i n
A nu. d'hyg. publ. et de méd. léy., 1879, 3. série, t. L , p. 39.
v ; La névrose hypnotique
devant
la médecine légale. Du viol
pendant
le sommeil
hypnotique,
i n Ann. d'hyg.
publ.,
3.
série
t. v u , 1882,
549
a
544
a
288
HYPNOTISMO
inquerito
da
que
depois transmittiu
republica. Fomos
dor
gérai,
sobre
a
para
causa
e para
questôes :
« i.°
narraçâo
A
chamados,
elaborar
seguintes
ao p r o c u r a d o r
um
e n t â o pelo
relatorio
responder
feita
« 2.
A
por Maria
copula carnal
« condiçôes
« esta
podia
indicadas p o r
tivesse
se
Maria
consciencia
dos
procura-
medico-legal
particularmente
F
« e m suas l i n h a s g e r a e s , c o n s i d e r a d a
0
gérai
deve
âs
ser,
como verosimil ?
ter
realisado
nas
e sem
que
F
actos de
que
era vic-
d e s t a r a p a r i g a se a c h a v a
comple-
« tima?
« 3.
A
0
vontade
« tamente
« ao
paralysada
seu
«4.
n â o lhe
foi
possivel resistir
seductor ?
E'
0
e
possivel
« mulheres
dar-se
a
concepcâo
quando
as
se a c h a m e m e s t a d o d e i n s e n s i b i l i d a d e ab-
« soluta ? »
i.° Sim, a
geraes.
A
perdia
é
narraçâo
asserçâo
o uso
da
é
que
de
verosimil
Maria
vontade
evidentemente
admittir
é
F
em
suas
, quando
e m p r e s e n ç a de
exaggerada ;
este u l t i m o
mas
o
linhas
diz
Luiz
que
se
conseguia sempre
que
V....,
deve
magne-
tisal-a,— m e s m o c o n t r a a vontade da r a p a r i g a , — e que
bastava
um
signal
ou
um
olhar
profunda e repentinamente.
tuai
nas pessoas
pudemos
tambem
pode
muitas
admittir,
verosimilhança
da
na
Natal,
vespera
sagem
do
de
uma
<magnetisou-me
< para
scena
e
depoimento
formularemos
isso;
adormecel-a
p h e n o m e n o é habi-
ffequentemente hypnotisadas
averigual-o
se
Esse
para
na
depois,
vezes.
em
da
se
Pensamos
diz ter
particular a
queixosa,
réserva: —
« Elle
cosinha,
sem
em
momento
um
senti
que
estava
que
me
em
cima
a
acontecido
desta
sobre
pas-
o
quai
(Luiz
V .
pedir
licença
dado,
<meio accordada, v i confusamente que estava
« cama e
nos
suas l i n h a s g e r a e s
que
em
e
de
)
fiquei
em
mim ;
sua
quiz
( Al'ITlLO Y
« repellil-o, mas n e n h u m a força eu
t i n h a e q u a n d o elle
« d i s s o se a p e r c e b e u , a d o r m e c e u - m e a i n d a m a i s p r o f u n « damente do que a primeira vez ; quiz t a m b e m gritar,
« mas n â o pude »
Para
etc.
comprehender
dessa
narrativa, é
graus
no
é
muito
até
é
somno
certo
uma
consciencia
pode
a
de
do
que
torpecido,
da
um
potencia.
que,
existem
quando
primeiro grau
seus
estudou
5 4 5
amigos,
desse
tem
affigura
que
lhe
eu
Charles
medicina de
estando
coincidindo
« Quando
somno
individuo
p a r t i c u l a r m e n t e esse
),
com
lhe indicava
nâo
conservar
impotencia j â o invadiu.
faculdade de
varios
este
pode
l h e f a z e m e se
a
de
impotencia (
que
c o n s c i e n c i a se
Richet, professor da
que
e
verosimilhança
entorpecimento. O
reagir ; mas
conta
a
saber
hypnotico
ponto. O
expecie
admittir
preciso
profundo,
um
e
Paris,
apenas
en-
phenomeno
a
um
illusâo
da
movimento,
diz R i c h e t , s e m p r e o e x e c u t a v a , m e s m o q u a n d o , a n t e s
de
magnetisado,
resistir
âs minhas
Neste
que
pode
d e se,
em
o
g r â u de
perfeitamente resolvido a
ordens. »
somno, a pessoa
resistir;
pois, quanto
e
na
ao
seu
seductor,
quiz
gritar,
força
tade
n â o tinha
que
que
Dando
falta
se
julga
n â o résiste.
Illu-
seu
poder
de
resistencia.
affirma que quiz
mas que n â o pode,
julgava
vontade
poder
gritar
sufficiente ;
durante o somno
etc., —
e
em
nâo é
a
magnetico, é a von-
significaçâo â s palavras
concluir
contradiçâo
( ) Vide este trabalho.
546
devemos
resistir, mas
porque
de
salvando a possibilidade d u m a i n v e n ç â o
esta
repellir
paralysa.
essa
— poderemos
Si,
m a s q u e n â o t e v e f o r ç a s p a r a t a n t o -,
a d m i t t i r que ella
que
magnetisada
realidade
consequencia, Maria F
que
e
estivesse
que,
em
sua
Maria
mentirosa,
narrativa,
c o m os p h e n o m e n o s
F...
nada
conhecidos
290
HYPNOTISMO
do
somno
magnetico ou hypnotico,
auctorisa,
portanto,
a considerar
por âquella rapariga
como
e
que
nada
a historia
nos
contada
i n v e r o s i m i l e m suas l i n h a s
geraes.
2.
Tem
0
çôes
e
em
que
sido realisadas
certas
se
as
mais dolorosas
pessoas postas e m estado
conservam
inconscientes.
A f f e r i m o s pessoalmente
e
muitas vezes
d a d e dessa insensibilidade absoluta
tisados.
Devemos,
medicos
destes
que
nos
factos,
de
pois,
que
que
uma
com
rapariga pode
magnetico, sem
realihypno-
todos
os
e
é de
dever
â
possibilidade dessa
ter
ser d e f l o r a d a
consciencia dos
Comprehende-se,
tanto, a facilidade da simulaçâo
Com
e m alguns
admittir
for victima.
nosso
da
precederam no estudo medico-legal
durante o somno
actos
opera-
hypnotico,
em
guardar
casos
toda
a
no
em-
semelhantes,
réserva
quanto
simulaçâo.
estas p o n d e r a ç ô e s ,
respondemos
ao
segundo
quesito : S i m
3.
Ainda
0
formulando réservas
quanto
â
possi-
bilidade da simulaçâo, e admittindo c o m o real o somno
hypnotico
tambem
si
provocado em
Maria
F
em
sistencia p o d e
o p p o r ao
Depois
o
conclue
i.°
F
de
dr.
a
ella
o
seu
o
sido
admittir
estuprada
Sim,
V
nas
nenhuma
de
se
re-
ter
reali-
somnambulico,
soffrido e
possivel
por
magnetico. Nesse
brança
accusa,
ser
ou
que
Luiz
estado
m e r g u l h a d a p o r este ultimo
do
por
hypothèse
durante
respondemos
seductor
de
attentado
,
Ladame :
Devemos
tenha
que
abraçar
estupro
o
F
terceira q u e s t â o :
foi adormecida
circumstancias
sado
Maria
affirmativamente â
Luiz
em
que
V
somno
estado,
nâo pôde-se
nenhuma
recordaçâo
guardou
se
deu,
ou
somente
de
parte
da
scena.
Maria
depois
hypnotico
oppôr
ao
conservou
confusa
lem-
CAPITULO Y
2.
A
0
concepçâo
sequencia
do
podia
estupro
29I
perfeitamente
e a data
do
ser
parto
demonstra
que o m o m e n t o da f e c u n d a ç â o coincide c o m a
do
estupro
3.
falta
de
uma
immediatamente
apôs
na
Natal,
vespera
de
mente que Maria
mecida
por
com
Luiz
4.
o
a
possivel
desta
na
suggerir
sâo
e
do
Como
sem
é
muito
de
que,
sonhos
adornoite
obtidos
testemunho
e
F
pode
hypnotico,
é
involuntariamente
â
allucinaçôes,
cujas
admiravel
par-
precisâo.
facto
sonhado
allucinado.
que
processo*
em
caso
sufficiente
pelo
seja,
a
erronea
demonstraçâo
em
Maria
de
sera
informaçâo
nenhum
poderâo
motivar
do
F
m a s os r e s u l t a d o s
para
;
gerar
crença
quer
deste
Maria
produzir uma
importante
inquerito
minuciosa
pode
elemento
para
por
esse
servir
u m juizo
o
de
deci-
certo.
relatorio que
fluiu
actual-
nessa
somno
com
sempre
O
acontecido
obter
delicada
e
provocado
e
feita
realmente
estuprada
no
hypnotico
sivo
sido
hypnotisando
somno
meio
dizem
duvida,
descriptas
descripçâo
realidade
5.
que
voluntaria ou
adormecida
0
medico-legal
impossivel afifirmar
scena,
facto
ticularidades
Essa
é
criminoso
facilimo,
pelo
pessoa
facto
tivesse
experiencia
erro
pericia
V
descripçâo
mas
o
F
fim
Séria
0
epocha
presumido.
Na
0
con-
no
julgamento
absolvido,
dentes
acabamos
por
sociaes
nâo
era
sua
mulher
do
exemplar,
transcrever
processo :
consideraçôes
de
de
Luiz
motivadas
Maria
F
e
depoimentos
nos
,
cuja
n â o in-
V
foi
nos
antécé-
vida
privada
de
B
e
V
O tristissimo facto que se vae lêr é traducçâo de
um
dos
capitulos
do
conhecido
livro
do
dr
Emile
292
HYPNOTISMO
Laurent
se
(
).
4 5 6
Diz
o
illustre
trata da s u g g e s t â o
avaliarâ
da
menores
do
se
a
côrte
pastor
de
chamado
que
Bastide
estava
sob
o
tudo
rido
o
acreditava
o
leitor
acaba
curioso.
de
absoluto
seu
do
lhe
causar
denunciada
Adolphina
pae
praticou
por
na
um
surpresa
era
como
constrangel-a
a se
« Adolphina
a
elle
o facto
Começou
Deu-lhe
de
astucioso.
podia
sobrena-
e f r a c o de espirito.
magico poder,
duma
mulher
quizesse,
é um
entâo
em
Fallou-lhe
gicas,
entender
etc.
uma
podia
diante
de
espirito fraco e supersticioso : a
que,
por
séria
meio
â
a
cousa
ella
de
historias.
cabalisticos,
foi difficil
sua,
magicas,
e que,
Adolphina,
um joguete
entre
de
convencer
Bastide
seus desejos.
g r a ç a s a palavras
mulher
dominai"
livros
Nâo
e
entregar.
n e l l a u m a facil p r e s a p a r a os
reduzir
uma
Bastide
cousa
vontade
amedrontando-a
a
e
sugge-
i e n o r a n c i a anda u n i d a â sua c r e d u l i d a d e .
descobriu
ella
ter-se d e i x a d o
e m livros, a que attribue u m
podia paralysar
preque
dominador
por
em
supersticioso
por
V
filho,
seu
fora
camponez
suggestâo
Tambem
« Lêra
sua
Foi
rapariga como Adolphina V
se
O
de R o u e n
crime bem
Bastide.
imperio
que
suggestionar
tural.
assises
um
era
N â o deve
pobre
que
de
infanticidio.
tendia
que
vigilia.
causa
j o v e n c r e a d a cle u m a g r a n j a , A d o l p h i n a V . . .
accusada
um
de
nesta
dessa a f f i r m a ç â o p o r certos por-
pronunciar sobre
« Uma
era
estado
que
processo :
« Certamente
de
em
verdade
autor
que
de
suas m â o s .
invocaçôes
â
si
ma-
Adolphina,
que c o m e ç o u a considerar o camponez como feiticeiro.
« E i s d e q u e m o d o as c o u s a s
n a t u r a l m e n t e se
passa-
r a m . A n o s s o v e r , é f a c i l r e c o n s t i t u i r t o d a s as s u g g e s t ô e s
( ; L'a mm' crimiitrlle, 1890, prof, «le G. TARDE.
51C
CAPITULO Y
feitas
de
a
Adolphina,
muito
293
provavelmente
em
estado
vigilia.
«U m
dia
Bastide encontrou
rado. Julgou
a
sua
lubricidade,
olhal-a
de
um
Adolphina
pelo
opportuno
poder
de
certo
teve
o
infeliz e m sitio
momento
ha
modo,
medo,
a
muito
do
satisfazer
excitada.
fitandoa
bem
começou
fascinador
para
a
Poz-se
senâo
tremer
olhos.
no
logar
pastor,
palavras inintelligiveis
palavras
creada.
Ella
« — E'
preciso
riosamente
« E
d e feitiço,
estava
o
« Todos
no
me
pastor.
os
sua
N â o me
Laurent
dias,
rapariga.
de
que,
sem
se
o
Bastide
a
disse-lhe
mais
renovava
a
impe-
resistir.
suggestâo,
p r o d u c ç â o de
considerar
crime de
alguns
allucinaçôes
o
que
papel
foi
que
Bastide
accusada
a
présidente
perguntado
pastor,
nada. lhe
ao
havia
pobre
no interrogatorio
factos intéressantes.
referia ao
instrucçâo
misera
resistencia.
E a proposito encontra-se
tendo
diencia
a
no
Adolphina
da
ser
»
passa
representou
entender
podes
entregou-se
victima
nâo podiam
pertenças,
tornando-a mais forte, pela
em
que
mur-
irremissivelmente perdida.
que
Adolphina
a
nos
« T o m o u - a pelos pulsos, sem d e i x a r de fital-a,
murando
reti-
E'
porque
passo
que
imputado,
assim
na
au-
durante
Adolphina
respondeu:
«—Bastide
me
nâo tem
confessei,
padre.
frascos
elle
N â o esta
e
os
me
mais
seus
« O
tas
â
sua
tinha
e acima
e
sobre
prohibido
de
mim
mim;
de
com
eu
ver
os
um
seus
livros
signaes
olhos
defensor, M .
Goujon
em
tua
dos
pessoa
f
rins.
f e z as s e g u i n t e s
pergun-
cliente
« —-Nâo
tua
os
poder
deante
maus
« —Bastide fazia
« —Entre
mais
familia?
te disse elle q u e p e r d e r i a s u m m e m b r o
de
HYPNOTISMO
294
« — S i m , d i s s e q u e as m i n h a s m a g u a s n â o
acabadas, que
de
m o r r e r i a algue m ; e
fevereiro, minha
« — Bastide
os
desejava
vam,
; a
seu
e nesse
rodava
um
de
o meupatrâo,
mando,
os
da
livros
« Adolphina
« E'
do quarto
assim
por
e
exactidâo,
tenham
e
sido
Bastide
que
c o u s a s se
inventados
por
Laurent
suggestâo.
se
possa
essa
admittir
rapariga
n â o levé mais
houve
exame
Adolphina
medico-legal
responsabilidade
dessa
V
longe
e
para
que
simploria
c r i p ç â o desse f a c t o curioso. N â o s a b e m o s o
de
na
s â o descriptos c o m bastante nique
do julgamento
trazia
passam
que intervem a
para
i g n o r a n t e ».
E' pena que
tudo
sincera.
as
quando
confusamente,
certo
que
sobre
dansa-
prêta.
mesmo
esses p h e n o m e n o s
tidez
13
adega
cap a
m a i o r p a r t e dos casos, e m
E
tudo
Enxergava,
de
é
toneis
eu via
de mim.
seus
algum poder
descer
momento
deante
facto, e m
irmanzinha morria.
n â o tinha tambem
teus amos ?
« — Sim,fazia
de
estavam
a
des-
resultado
ignoramos
bem
se
apurar
si
a
rapariga.
VI
Tardieu cita um facto que presenciou : foi chamado
a julgar da
de
quinze
sido
veracidade
annos
deflorada
e
por
do
meio
um
que
que
contava uma
se
queixava
pretendido
menina
de
haver
medico-magneti-
sador.
« Essa
rapariga muito robusta,
senvolvida,
gamento
floramento
« de
apresentava
da
vulva,
antigo.
dilaceraçâo
e todos
Dizia
completamente
a
do
hymen,
os c a r a c t è r e s
rapariga:
«A
alar-
de u m
3 de
dede-
Julho
1866, e m seu g a b i n e t e , G . fez-me sentar, e corne-
« çou por
me electrisar
um pouco; vi entâo
que fazia
CAPITULO V
« deante
do
meu
«passes
magneticos,
« tiveram sobre
« relhos
rosto
« m â o esquerda
G
em
«gas
electricas
mas
signaes
que
(um
de
e
costas),
me
O
pareciam
influencia
com
os
se
outro
m u i t o mais
« anteriormente.
que,
d o s aboutissants
C.
suas
que
nenhuma
mim ; foi entâo
electricos
« por
alguns
295
achava
tinha
deu
sido
novas
fortes que
appa-
as
na
posto
descar-
recebidas
r e s u l t a d o desse acto f o i paralysar-
« m e os m o v i m e n t o s . N â o m e era mais p o s s i v e l m o v e r
« os
membros,
« grito.
G
« pelas
pernas
descerrar
ajoelhou-se
«poltrona.
« Eu
ou
os
deante
e arrastou-me
(
5 4 7
dentés,
ou soltar
de m i m ,
para
a
um
puchou-me
extremidade
da
).
soffria horrivelmente, sem
p o d e r resistir, n e m
« g r i t a r ; r e t i r o u - s e v o l u n t a r i a m e n t e , p o r 1er ( s u p p o n h o )
« em
meu
Depois
rosto
de
instructor,
as
haver
a
compétente
o
cuja
compétente,
juiz
notificaçâo :
das d e c l a r a ç ô e s de
scientificas,
pessoa
experimentava. »
esse d e p o i m e n t o ,
que parte
questôes
« pedida â
que
tomado
dirigiu-me
« Considerando
« agita
dores
soluçâo
que
é
C.
deve
ser
necessario
de-
« terminar :
« i.° A
« pariga
« se
influencia da
da edade e
saber
« tamente
si a q u e l l e
os
electricidade
sobre
da constituiçâo de
agente
movimentos
e
pode
C
uma
ra-
, afim
de
paralysar
impedir
a
absolu-
emissâo
da
« voz.
« 2.
0
Embora
1 resentir
da
« entâo
o
« 1110 a s s i m
a
rapariga
influencia da
« magnetismo
« produsido
déclare
sem
, essa
que
resultado
electricidade
effeito
reunida
influencia n â o poderia
ella
da
nenhum
o
percebesse ?
electricidade
e
do
Quai
ao
ter-se
séria
magnetis-
combinado ?
( ) A m o ç a entrou em outras particularidades sobre a p e r p e t r a ç a o
do crime, que n â o julgamos indispensavel reproduzir.
547
296
HYPNOTISMO
« 3.
Em
0
uma
palavra:
« la rapariga C
«com
A
os
declaraçôes
feitas
estâo em accordo ou em
dados
minha
as
da
pe-
desaccordo
sciencia?
resposta
a esses q u e s i t o s
n â o podia
ser
duvidosa e sem estender-me e m inuteis commentarios,
formulei
couclusôes
« i.°
tenha
De
nos
qualquer
sido
de
esta p r é t e n d e
circumstancias
.diz
soffrido,
movimentos, nem
« 2.
A
esses
resultou,
caso
nem
impedir a
da
produsindo-se
da
sem
que
e
pôde
nenhum
que
que
voz.
dos
pre-
accrescentar
effeito
a
em
absolutamente
electricidade
délia
da
effeitos
emissâo
nada
e
electricidade
a l g u m os
paralysar
magneticos
effeitos, e
edade
influenciada,—a
combinaçâo
t e n d i d o s passes
a
nas
sido
C
0
electricidade
e
podia produzir em
os
a
rapariga da
nâo
ter
que
a uma
C
ter
seguintes :
maneira
applicada
constituiçâo
termos
particular
r a p a r i g a se
aper-
cebesse.
« 3.
do
As
0
formai
mentares
declaraçôes
com
da
os
de
dados
sciencia » (
C
estâo
mais
positivos
5 4 8
em
desaccor-
e mais
ele-
).
VII
Numa
das
intéressante
rurgiâo
do
«Em
o
obras de
emprestado
Potet
ao
exercito inglez no
de
Hooghly,
mento
de
povo
guntei
o
motivo;
de
prender
deante
vi
da
(
de
um
um
caso
D r . Esdaile, ci-
1845,
(
5 5 0
ao
).
atravessar
extraordinario
estaçâo
homem
) lê-se
Indostâo
responderam-me
um
5 4 9
célèbre
principios de Junho
bazar
bado
Du
ajunta-
de
policia.
Per-
que
haviam
aca-
roubava
uma
quando
( ) AMBROISE T A R D I E U , Etude médicodégale sur les attentats
aux
mœurs, 1867, p. 89-91.
( ) Traité complet de magnéstime animal, 1882, p. 612 in fine.
( ) Ainda sobre hypnotismo o nome desse medico é citado i n
Gazette des Hôpitaux, 29 de Dezembro de 1859, p. 141,142 ( D U R A N D
DE GROS, Cours théorique et pratique de braidisme, p. 117).
5i8
M9
6S0
CAPITULO V
creança
e
guarda.
O u v i n d o isto,
nino
dez
de
q u e os i n t e r e s s a d o s
a
doze
entrei
annos
2 7
9
estavam
no
tambem
e
sentado
corpo
vi um
s o b r e os
da
me-
joelhos
d u m h o m e m , q u e d i z i a m ser seu l i b e r t a d o r . T i n h a u m
ar e m b r u t e c i d o , quasi estupido e u m o l h o i n f l a m m a d o ;
foi
a
razâo
Entâo,
pela
quai mandei
mostraram-me
leval-o para
o accusado ; disse-me
b a r b e i r o e p a r a p r o v a r essa a f f i r m a ç â o ,
um
pacote que
muito
O
tou-me,
apresentou-me
voltou
a
c o m m u n s dos
si e m
apparentando
a
poucos
maior
barbeiros.
instantes
boa
fé, e
variantes,
na
presença
dos
e con-
sem
taçôes, o facto que v o u reproduzir e que o
sem
de
sua
minho
para
mungando
passou-lhe
Entâo
feitiçarias,
magistrados.
a
duas
com
a
quasi
ca-
approximou-se,
res-
no
mesmo
instante
a m â o deante dos
sem
si,
olhos.
somente
que
constrangimento ;
estava
milhas do
o
homem.
na
e
o
todos
diziam
que
ducta
regular,
seu
era
Nada
nunca
patrâo,
um
porta
logar, em
o
sen-
os
tido
se
havia
fumado
seus
rapazola esperto
tendo
Chan-
sabia.
nem
e
de
que
mais
tinha comido, nem bebido,
homem.
accessos
com
amigos,
e de con-
de
nervos,
noctambulismo.
Interroguei
libertado,
tendo
cido,
e
deixou
a seguil-o.
voltou
encontrado
nem
elle e
levou-o, mas
Quando
esse
a
campo
o
os s e n t i d o s ; l e m b r a - s e
obrigado
Nâo
estrangeiro
transversalmente
estrangeiro
dernagor,
um
chegar-se
perdeu
tia-se
casa,
hesi-
v i repetir,
Declarou que tendo ido, pela manhan, a u m
visinho
era
esse p a c o t e ; n e l l e a p e n a s e n -
instrumentes
menino
que
c o n t i n u a os seus u t e n s i l i o s . E x a m i n e i
cuidadosamente
c o n t r e i os
o hospital.
e
em
me
disse
encontrado
a
tou-lhe
seguir
o
que
seguida
um
o
que,
aquelle
homem
na
manhan
menino, muito
estrangeiro,
estava
que
fazendo.
fêl-o
Mas
dizia
desse
seu
parar e
o
tel-o
dia
conhepergun-
rapaz,
que
289
HYPNOTISMO
parecia
nesse
idiota,
nada
respondeu.
estado, atirou-lhe agua
por
outros
que
afinal conseguiu.
de
meios
novo,
alli;
quem
os
Entâo,
tinha sido
que
olhos.
Nesse
foi preso
e
Chamei
declarara
ter
vêl-o
sentidos,
menino,
a
o
o
interrogado
porque
estava
seguir
o
homem
cahiu
e
machucou
seguida
intervallo,
fim o
dos
ignora va
em
conduzido
em
uso
o
obrigado
n â o conhecia;
por
sobre a face e p r o c u r o u
restituir-lhe o
respondeu
que
Assustado
barbeiro
fugiu ;
a
mas
a Hooghly.
tal barbeiro
encontrado
em
que,
caminho
por
sua
vez,.
o menino
que
parecia estupidificado e chorava, dizendo estar perdido;
â
vista
disso,
policial
seu
onde
convidou-o
acharia
domicilie
natureza
A
a
seguil-o
alguem
que
divergencia
o
até
das
por
saber
de
que
de
tudo
a
profissâo
Antes
lado
estaçâo
reconduzisse
declaraçôes
extranha do facto prenderam-me
anciava
â
do
paiz
abhorrecida
podiam
accusado
profissâo,
pessoas, s o b r e t u d o
acompanhar
Os
adormecer,
desperos
bar-
exercendo
sua
corria o b o a t o de que
mulheres,
individuos que
n'os
em
t i n h a m sido f o r ç a d a s a
as
e astuciosos ;
contacto
accessiveis
enfeitiçavam.
â
com
as
a
sua
superficies do
influencia magnetica-
é
mais
possivel
que
antigos
tempos, e talvez esta lhes t e n h a sido
um
mysterio
influencia desde
sua
arte.
fosse, v i a apenas dois c a m i n h o s
d i l e m m a : tratava-se
artificial; e
sua
da
causa,
quando
sinâo
o
de
se
Mas,
para
somnambulismo
tratasse
deste
que
os
mais
revelada
como
quer
sahir
deste
natural
ultimo,
quai
ou
a
magnetismo?
T e n d o presenciado incidentemente a scena
presumi
poem-
corpo
o segredo
como
dessa
paizes,
occupaçâo
tenham
que
diversas
b a r b e i r o s , p e n s a v a eu, s â o , e m t o d o s os
observadores
a
verdade.
tou-me d e s c o n f i a n ç a s ; tinha ouvido dizer que
beiros
e
a attençâo;
estava a
do
ao
me interrogassem
sobre a
narrada,
possibilidade
CAriTULO V
de
semelhante
modo
completamente
a
de
299
rapto ; e
como
ignorava
resolvi
fazer
experien-
materia,
cias p a r a m e e s c l a r e c e r . P e n s e i , si e s t a v a e m
questâo
um
possivel
effeito do
imital-o,
porque
bastar-me-ia
do
para
Dirigi-me
a
maior
fosse
encerra
a
imperfeitamente.
menor,
da
até
prisâo
âs
de
e
portas
andar
Nesse
menor
insensibilidade.
ahi
que eu j â havia adormecido
faculdade
o
u m individuo em grau
hospital
levei-o somente
xando
talvez m e
poder
produzir
ao
homem
mas
o
magnetisar
preciso
um
magnetismo,
e
a
estado,
varias
do
de
fiz
magnetisei
vezes;
somno,
ouvir
com
dei-
muito
que
elle
me acompanhasse durante algum tempo. Depois,
aban-
donando-o, deixeique caminhasse e m linha recta a t é
extremidade
guei-o
a
da
voltar e
empecilho,
Como
em
e
a
ter
sahido
e
começado
o
alguns
Ao
opposta
que
dos
nou-se-me
aos
que
sobre
eu
se
que
âquella
e
achasse
em
dizia
afïirmava
passâra
se
os
repetiu
lhe
despertar
o
sons.
entâo
nâo
na
que
intimaram me
de
policia.
julgava
possivel
sim, porque
como
O
ter
extre-
haviam-se
tinha
sem
que
elle
o
semelhante
obtido
soubesse.
ao juiz; mas q u a n d o
mulavis
(conselho
impossivel fazer-lhes
testemunha
magistrado
identico, fazendo-me acompanhar
foi levado
estatico.
minutos,
soprando
o
que
si b e m
que
outro
experiencia.
eu
hospital
ciaçâo
como
obri-
um
insensivel
tudo
do
tribunal
si
respondi
do
sala
até
incessantemente ;
industani.
previra,
perante
ficou
primitivo
exactidâo
em
a
Como
guntou
grau
logar,
da
novo
tornou-se
consciencia
do
midade
tanto
ao
maior
quai
de
tranquillo durante
fallando-lhe
inglez
nâo
do
augmentou:
Reconduzi-o
olhos
onde bateu contra o m u r o ;
caminhou
deante
deixasse
somno
com
sala
â
rapto ;
resultado
por um
O
um
preso
processo
foi submettido â
de
per-
apre-
indigenas),
comprehender
o
tormeu
300
HYPNOTISMO
pensamento;
lhes
foi por
mostrasse
vontade
via
isso
que
que
uma
acompanhar
o juiz
pessoa
pode
u m individuo,
affirmado; a minha resposta
experiencia,
que
mas que
si m a n d a s s e m
indiquei,
sença
procuraria obter
da
Os
contra
o
que
seu
homens
aquelle
Côrte
e,
um
ou
suprema,
bom
dois
cheia
logar
Mohamed ;
levei-o
sua
eu
ha-
tentaria
para
exito;
cujos
nomes
resultado
de
depois,
Europeos
trouxeram â
fora da
pedaço,
dias
magnetisei-o
em
novo
ao
tribunal,
a palavra
prestasse
attençâo;
o
os
onde
em
e
em
de
e
fil-o
deixara
pondeu,
sem
a
do
tribunal
instantes,
caminhar
braços
sala
momento
entâo
de
em
em
o
cata-
trouxe-o
mulavis
diri-
que
lhes
a
elle
me
pedir
perguntaram-lhe
ter
e n t r a d o ; res-
approximei-me
percebesse,
que ia responder.
entrar
seguida,
As
palavras
e pelos
perfeitamente
mulavis
defesa
perfeiçâo, que
perante
cessou
sala
no
expiraaccor-
M a d u b , que
ao
nâo me viu.
Respondeu
sua
introduziram na
délie
e magnetizei-o
r a m e m seus labios e n a d a m a i s o u v i u • d e p o i s ,
dei-o de n o v o .
Em
um
nâo.
interrogavam-n'o,
por detraz, sem que
os
obrigados
depois
que
e
voz, sem
Accedi ;
hesitar,
Emquanto
o juiz
alta
â
indigenas.
poucos
seus
foram
despertasse.
si n â o
de
pre-
fui chamado
barra
audiencia
mantendo
giram-lhe
juiz
a
bom
lepsia, durante o t e m p o que quiz ; e m seguida,
que
a
Côrte.
primeiro
Nizir
de
que
p a c i e n t e s i g n o r a v a m a b s o l u t a m e n t e as n o s s a s i n -
tençôesEm
trez
pediu
tal como
foi
n â o garantia
chamar
me
ficou
feitas
; mas no m o m e n t o mais
mergulhei-o em
o tribunal.
na attitude
A
immediatamente
pessoas que
âs perguntas
acçâo
de
catalepsia
e,
pelo
animado
com
tal
supplicante dos presos
foi
ver
e
tâo
de
prompta
ouvir;
mas
que
as
se a c h a v a m d e a n t e d é l i e , a s s e g u r a r a m - m e
CAHTUI.O Y
que,
depois
labios
délie
moverem-se,
profundamente
mais
fazel-o
Depois
Nâo
o
magnetisava.
saude,
fil-o
com
os
de
sahir
ao
vida.
Quando
da
trar
sem
o
seguros,
enrijesceu-
cahiu
e
ouvir
e
que
com
a
informei-me
propositalmente
d e i x o u de
virar-se
me
como
respon-
um
tonton,
inflexiveis;
depois
levei-o
em
de
estado
sem
sobre
e
mez,
dar
os
seus
declarou
insensibili-
signaes
algum
olhos,
nunca
dessa
de
voltou
haver
a
sahido
experiencia que
servido do mesmerismo
menino ; mas forneceu-me a
todos
que
o
do
que
os
paiz
uma
mulher,
eu
de
poderia
ou
a
de
quasi
raptar
uma
levado
faceis
em
mos-
tentou
commigo
que
que
bar-
carregar
occasiâo
tinha
meios
comprometter-me
homem,
para
o
facto é possivel. N i n g u e m
publicamente
barbeiros
rança
empurral-o
pés, e
tempo
antigo,
esses h o m e n s ; c o m
os
sala
concluir
se t e n h a
negar
a
um
minutos
soprei
quero
a
rnovia
logar.
Nâo
com
mal
aos
extendidos,
si i m m e d i a t a m e n t e ,
beiro
obrigado
havia
mesmo
logar
total,
seu
n â o se
Soorop-Chund.
alguns
dade
do
quasi
tâo
machucado.
visto
ao
braços
novo
tinha
tendo
sua
der :
fui
cabeça
trouxeram
fim
seus
C o m d i f f i c u l d a d e r e c u p e r o u os s e n t i d o s ;
de
Ao
e
passos
da
n â o se
o
os
c o m o si a i n d a f a l l a s s e . E s t a v a
alguns
cara ao c h â o .
Emfim
viram
caminhar.
de
felizmente
ainda
influenciado que
subitamente
de
calar,
voluntariamente,
para
se
se
30i
dispoem
com
pleno
segu-
dia
um
creança.
D e s d e q u e v i esses e f f e i t o s e x t r e m o s d o m e s m e r i s m o ,
convenci-me da egualdade
do
seu
poder tanto para
bem como para o mal; e levei t â o longe
o
ademonstraçâo
do que affirmo, apenas confiado e m chamar a
attençâo
publica
para
perigos.
Espero
que
essas v a n t a g e n s
n â o vira
longe o
e
dia
para
em
esses
que
a
opiniâo
HYPNOTISMO
302
publica
o
estygmatisarâ
magnetismo
medica
E
com
todos
outro
ou a investigaçâo
D u Potet
Esdaile
para
n â o é dos
« Lê-se
lacca, de
no
fim
que
que
exercerem
nâo
a
utilidade
philosophica. »
provar que o facto narrado por
mais raros,
Glaneur
20
aquelles
ajunta :
hindo-chinois,
de Julho de
jornal
de
Ma-
1820:
« A curiosidade publica t e m sido v i v a m e n t e excitada,
« ha
alguns
dias, p e l a descoberta de
« de
ladrôes
de
« berta
creanças
é dévida
« passando
ao
pelas
dos
de
A
creança
Cantâo
olhou-o
desco-
u m t e c e l â o de seda que
reconheceu o
« de seu p a t r â o , q u e t i n h a desapparecido
« dias.
quadrilha
dois sexos. Essa
zelo de
ruas
uma
filho
havia alguns
estupidamente
e
nâo
o
'< r e c o n h e c e u .
« O
tecelâo
« mas
l e v o u - a â f o r ç a p a r a a casa d o p a t r â o ;
elle c o n t i n u a v a c o m o
« idiotisme
Assim
« Buddha
e s t e s p r a t i c a r a m as
e
« apropriadas
ao
que
que
chamaram
caso,
« creança, debulhada
que
em
deu busca
« de
sacerdotes
de
ceremonias efficazes
o feitiço
e
a
c o m m u n i c a d o s ao g o -
valhacoito dos l a d r ô e s
de
seis h o m e n s e t r e z m u l h e r e s
e x e r c i a m essa p r o f i s s â o
« rante
a influencia do
l a g r y m a s , r e c o n h e c e u o seu
no
« creanças. Encontraram
« que
os
desappareceu
< pai. Esses factos f o r a m l o g o
« verno
sob
esse p e r i o d o t i n h a m
havia
20
annos;
du-
raptado muitos milhares
c r e a n ç a s . A p e n a s r e s t a v a m dez infelizes c r i a n ç a s
%em
casa,
todas
sob
a influencia do mesmo
encanto
« estupedificante, que desappareceu c o m o o da primeira
« victima â
<.< d a s
custa das o r a ç ô e s e das c e r i m o n i a s p r a t i c a -
pelos
Comparae
factos
nâo
padres
de
Buddha. »
essa n a r r a ç â o c o m a p r é c é d e n t e , o s d o i s
s â o identicos. E
exercem
judeus
feitiço,
e
dos
funcçôes
fakirs da
possessâo
sâo
os
sacerdotes
analogas
âs
dos
de
Buddha
exorcistas
Persia ? E n c a n t a m e n t o ,
derivados
da
mesma
sorte,
causa;
CAPITULO V
mas,
que
jantes
causa?
que
Résulta
detidamente
l a d r ô e s , c h a m a d o s thugs
do
303
testemunho
exploraram
o u àhee/s,
a
India,
Lê-se
a
respeito
que
se u t i l i s a m d e m a n i -
pulaçôes magneticas que facilitam a realisacâo
proezas.
dos via-
nas
Lettres
de
suas
de
Victor
Jacquemont
« Ils t o u r m e n t e n t
le
sommeil
font
prendre
« attouchements^
et
« membres,
la position
par
des
bruits,
au corps, à
des
tous
les
q u i leur convient à dessein. »
VIII
No apreciavel livro do dr. Mesnet ( ), tantas ve551
zes
citado
de
neste
trabalho,
defloramento, que
vemos
embora
uma
observaçâo
n â o tenha sido
objecto
de a v e r i g u a ç ô e s j u d i c i a e s , m e r e c e ser t r a n s c r i p t a n e s t e
capitulo.
J.
B
avô
de
resumil-a.
17
nervosa,
terica,
de
Vamos
annos
accessos
accidentes
de
enfraquecimento
ria ; u m a
ligente,
de
edade.
Hereditariedade :
convulsivos
de
forma
congestâo
cérébral,
intellectual e
perda
tia materna,
nervosa
alcoolico, m â e
a
primeiro
dos
de
ouvido,
mente
da
memo-
nervosa,
intel-
impressionavel,
ac-
exaggerada,
convulsivosï
Antécédentes
desde
seguidos
e hysterica ; pae
cessos de nervos; u m a i r m a n , sensibilidade
accessos
hys-
pessoaes :
voluvel,
infancia : menstruada
attaque
delirio
14 a n n o s e
meio;
15 a n n o s ; v a r i o s o u t r o s ,
segui-
transitorio, allucinaçôes
durante
triste,
aos
aos
impressionavel
15
dias ;
voluvel,
da
noctambulismo,
vista e
do
habitual-
mentirosa.
E x a m e da sensibilidade: analgesia e anesthesia complétas do lado esquerdo, menos pronunciadas do outro
lado ; c o n s e r v a ç â o
( ) Outrages
551
do
à la pudeur,
tacto
e
p. 98-134.
do
sentido
muscular ;
HYPNOTISMO
304
irregularidade
nos
dos sentidos;
resultados
fornecidos pelo
ouvido integro, embora a
orgâos
mucosa
seja
insensivel no orificio do conducto a u d i t i v o â esquerda;
mucosa
ocular privada de sensibilidade,
mas o
campo
v i s u a l e g u a l dos d o i s l a d o s e e x a c t a p e r c e p ç â o das c ô r e s .
Apresenta
trema
sob
o ponto
facilidade
em
de
cahir
vista
em
hypnotico :
hypnose,
c o m p l é t a , os m e m b r o s g u a r d a m a p o s i ç â o
desejada,
etc. ; e l e v a d a
mentos da
Na
vontade
occasiâo
meira
uma
vez,
Vejamos
da
que
que
dois
cataleptoide
examinou-a pela pri-
o c o n j u n c t o dos
ao
sexto
medida
estados,
dupla q u e s t â o
desfalleci-
emotividade.
Mesnet
chegada
em
nos
Essa
em
anesthesia
suggestibilidade ;
apresentava
prenhez
moria
e
ex-
signaes
mez mais o u
havia a
de
menos.
seisâo
da
me-
vigilia e somnambulismo.
corresponde
aos
dois
termos
seguintes :
i.° O que sabe ella e m seu estado n o r m a l , e m condiç â o p r i m e i r a , s o b r e os f a c t o s r e l a t i v o s â sua p r e n h e z ?
2.
O
0
diçâo
que
sabe
segunda, dos
momento
Em
em
incidentes
diz ter
somente
o
que
sido
que
suas c o n f i d e n c i a s . P o r
que
de
que
somnambulismo, e m con-
vigilia conserva apenas
facto ; sabe
em
ella em
levada
uma
casa u m a
curar
livrar-se de
da
violentada ?
u m a n o ç â o v a g a desse-
amiga indiscreta revelou
ella teve conhecimento
noite por
parte
se p r o d u z i r a m n o
certo
moço,
noite, sem
passou
O que
amiga, ella o sabe de oitiva ; conta-o de b o m
a
quem
recta
A
interroga,
se
limita
Interrogada
segunda,
pormenores
tima.
ter
noçâo
d o s f a c t o s a t t i n e n t e s a essa
isso
diçâo
sem
da
o
que
quando
sabe
em
violencia de
a
pessoal
primeira
estado
ao
que
si m e s m a
grado
ou
di-
entrevista.
normal.
somnambulismo,
tem présente
Abandonada
em
pro-
contou-lhe
a
a
fora
resistir, sem
sua p e r s e g u i ç â o .
de
em
con-
espirito
todos
os
diz h a v e r
sido
vic-
de
nos
fica
diante
CAPITULO V
305
i m m o v e l e m u d a , incapaz de q u a l q u e r
como
todas
mas
as
quando
mente
doentes postas e m
inquirimol-a,
âs perguntas
E'
assim
«Que
que
um
« todos
os
expontaneidade,
somno
responde
hynoptico;
brève
e
precisa-
formuladas.
délia ouvimos o
moço,
o
snr.
que
X .
se
, a
dias q u a n d o ia p a r a
segue :
acompanhava
a officina
ou
quando
« de lâ voltava. Jamais lhe dirigiu a palavra, p r o c u r a v a
« m e s m o e v i t a l - o . Q u e e m 25 d e A b r i l â s 10 h o r a s d a n o i « te, t e n d o e n t r a d o n u m a e s t a ç â o de o m n i b u s , X . . . v e n « d o - a s o s i n h a , l h e t o m â r a as m â o s ; t i n h a q u e r i d o f u g i r ,
elle
a
deteve
< Que
« de
e
adormeceu
adormecendo
se
dominar e
« nalmente ; que
« dos
a
â
praça
« em que
J.
« Que,
«: a n d a r
no
o
mesmo
seguira
mandou
n â o queria
« suas
mâos,
passo,
um
machi-
carro;
chega-
se
hôtel,
tambem.
chegando,
« pois
a
a
deixara
Bastilha, X . . . entrou em u m
B. entrou
X .
fixamente.
instante,
passo
ambos subiram
da
ahi
fitando-a
numa
que
se
alcova
do
deitasse,
primeiro
que resistiu,
despir , que de n o v o p e g o u
contemplando-a
com
fixidez,
e que,
em
en-
« t â o , n â o tendo mais f o r ç a para resistir, elle fez d é l i a
« o
que
bem
«Que
« e
â
que
« uma
quiz.
meia-noiteX.
a uma
rua
« Que
perto
do
« meia
da
« i o da
de
lhe
a
sua casa,
pela sua
dizerem
noite
(era
tempo
em
que
ausencia;
que
era
com
effeito
sabia
esteve
« modou
com
pouco
esse
uma
serem
hora
muito
hora
e
apenas
que foi
d o q u e se p a s s o u
durante
somnambulismo. N â o
de sangue,
facto, â
que
em
em
a
« lhe f o i possivel explicar o desarranjo
« Perdeu um
em
achou a m â e e a
madrugada, quando pensava
« h y p n o t i s a d a ). N a d a
« o
ella
Panthéon.
voltando para
admirou
seguido por
h o r a mais o u m e n o s ella d e s p e r t o u
« irman muito inquiétas
« se
desceu
vista
de sua toilette.
m a s n â o se
das
incom-
proximidades
39
306
HYPNOTISMO
« dos
menstruos.
« um
pouco
« a preoccupou.
« tarde,
« da
Nos
seis
dias
seguintes,
sentiu-se
fatigada, u m ligeiro mal-estar que
No
pouco
terceiro dia, pelas duas horas
achando-se
em
sua
casa,
trabalhando
da
perto
m â e e da i r m a n , t o m o u â s pressas o c h a p é u
« chale
«A
e quiz
mâe e
e
a
irman,
em
reparando
seu
em
olhar fixo,
sua
em
physiono-
seus
gestos
irregulares, n â o a q u i z e r a m d e i x a r sahir.
« N â o respondia
« n â o as
âs perguntas
ouvia. Empurrou-as,
« ceu
correndo
« lhe
queria impedir a
pela
que lhe dirigiam,
pois
transpôz
des-
escada e escapou
a porta,
â
porteira que
passagem.
« Dirigiu-se rapidamente para certa rua, n u m é r o
« andando
ora
pela
calçada,
ora
pelo
« c o n f o r m e lhe parecia mais livre
« do
os
transeuntes
« chegada
ao
seu
« e disse a X .
Que
o
sahir.
« mia exquesita,
« bruscos
e
como
destino,
da
rua,
caminho, evitan-
evitar obstaculos,
entrou
em
uma
casa
que a esperava : « eis-me a q u i !
interpretaçâo
devemos
c i p i t a d a ? p o r q u e J. B
Interrogada
para
o
meio
,
em
dar
f o i ao
condiçâo
a
segunda,
de
pre-
X .
ella
e
»
essa f u g a
encontro
e
?
respon-
demos :
« N â o podia procéder
de
outro
modo, n â o depen-
« dia da m i n h a v o n t a d e ! E l l e m e disse, trez dias antes:
« em tal dia,
« de
ir
as duas
horas,
estar
là.
Na hora
encontrar-me
et em
tal
lugar
e
determinada,
has
senti-
« me dominada ; fui contra a minha vondade; nada po« deria impedir que
Essa
Todos
accordo
parece
os
ter
eu
sido
factos por
com
os
fosse. »
a historia da
ella
narrados
dados adquiridos
hypnotica;
e a sua
explica-se
racionalmente
fuga precipitada
por
uma
rapariga.
estâo
sobre
no
e fataes consequencias]. B
perfeito
a
névrose
terceiro
suggestâo
h y p n o t i c a feita t r è s dias antes p e l o snr. X
tristes
de
dia
poste cujas
experimentou.»
CAPITULO V
Muitas paginas além, depois
insistido
em
sobre
questâo,
o
Sabendo
dade
a
minha
do
quanto
meus
em
e
de
a
observados,
que
âs
que
a
sua
âs noçôes
manifestaçôes
no
possivel
a
victima
em
violencia
um
da
commutanto
das
per-
apresentava
veriucando
em
dia por
dia
de
experiencias
con-
a
cada
momento
pol-a
de
Depois
o
idéa
que
varios
julgo-me
conjuncto dos
sempre
no
de
sob
de
de
investigaçôes,
que
tive
accesso
pela
estudo
repetiçâo
de
reclamaçôes
me
adquiridas
que
peripheri-
),—prosegui,
mesma.
qualquer
mobili-
meio
comsigo
concluir :
afastam
(
5 5 2
ella
por
e
as
sobreaviso
procurando
auctorisado
tismo,
de
Grasset
observaçâo
rapariga
da
nervosas
contra
possivel,
resultados
conforme
experiencia
somnambulismo,
contradicçâo
mezes
longa
posto
foi
tradictorias,
amplamente
accrescenta :
guarda
psychicas
de
haver
perturbaçôes
professor
turbaçôes
os
uma
e
me
estado
Mesnet
em
doente
nicaçâo
dr
das
cas,—sempre
de
grande suggestibilidade da
por
extrema
307
J.
identica
estudo do
olhos,
B.
quanto
e
diz
e
hypno-
simulaçâo
os
factos
tornam
ter
sido
somnambulismo.»
IX
Um dos mais conhecidos casos de attentados ao
pudor,
commettidos
narrado
por
L.
do
e
sul da
de
L
,
França,
21
estado
Bellanger da
Pariz, no anno
unica,
em
de
casados,
vieram
18
annos,
somnambulico,
maneira
seguinte
de
familia
uma
passar
uma
bella e
é
o
):
abastada
estaçâo
Acompanhava-os
notavelmente
(
5 5 3
em
a sua filha
graciosa.
^ ) V . A L B E R T B O N J E A N , L'hypnot.,
p. 98, nota.
( ) Le magnétisme,
vérités et chimères de cette science occulte, 1854,
c. x i , p. 207-291; Histoire d'une somnambule douée d'une double existence
intellectuelle et morale.
552
53S
3
o8
HYPNOTISMO
Esta
n â o era
mente
positivamente
nervosa.
grande
Tinha
espirito
intelligeneia, era
doce
e
affectuoso
scena
de
por
a emocionou, M.
l l e
de
este
risando
mente
A
a
observados
lencia
e da
Um
confirmada.
sava-a t o d o s
nos
da
os
os
ram
a sua
ao
apparente
duziram
se
v e z e s se
que
apenas u m
por
esse
o estado
mais
os
intimos da
tratamentos
varias
modo.
Magneti-
da
doente
fréquentes,
Essa
e
emfim
cura
sob
desapparece-
inesperada
tratava
da
nenhum
foi
que o
calmante.
elevado
âs
nuvens
familia, a l é m
pelo
de
ter
seu
Paris
e
da m o ç a .
casou-se c o n s t r a n g i d a —
« dever
a felicidade idéal
que
passes
somnam-
sido
dr.
X .
mensal
ella
o
admittido
Estando
de L
mili-
tinha sobre
trabalho.
e o
pro-
dos
obstante,
correspondencia
saude
se
que
influencia
Nâo
effeito
nâo
singulares
magnetismo
attri-
do desap-
outro
enferma ;
a
alguns
jamais cahira e m
immediatamente
se
moça:
n â o sof-
menos
de L
uma
vezes
tornaram-se
deixou
ella
vio-
de
recompensado
com
da
depois
mente
tou
regular-
entretanto,
accessos,
effeito
viu-se
caracte-
e m p r e s e n ç a da m â e da
declaram
Parecia
accesso
outros,
que
phenomenos
l l e
muito
de t h e r a p e u t i c a m a g n e -
manifestou na
magneticos ; M .
X.
uma
Por
X .
intensidade
dos
esses
bulismo.
tinha
a
magnetismo; todavia, â e x c e p ç â o
parecimento
os
No
completamente.
buida
tas
dias,
accessos
perderam
e
molestia.
dr.
a tratal-a
alteraçâo.
mezes,
musica,
effeito produziram deante
primeiros tempos
freu
possuia
seguida
fossem todos
medico, o
propoz-se
na
Em
obtivera excellentes resultados
tica,
educado ;
succederam-se
tenacidade
joven
eminente-
teve u m primeiro
que
nenhum
mas
ella presenciada e
de L
hysteria
medicos,
eximia
caracter.
violencia
nervos.
doentia,
dr
entre
generosaA
familia
sustenem
curada,
« sacrificando ao
havia
sonhado.»
que
M.
l l e
seu
CAPITULO V
Durante
mento,
os
M.
dois
de
i n e
homem frivolo
nâo
os
mente
para
logo
de
os
um
seu
e
de
quarto
prehendida
no
se
do
pôr
M .
ceiro
dia
o
formaçâo
que
da
e
mais
no
tinha
o
os
mesmo
dr.
tornou-se
dia.
e
sessâo
de
hora
despertar
Mostrou-se
e
sur-
disse
muito
No
que
tempo
dia
do
seguinte,
conseguiu
a
de
se
durante
X .
No
de
ter-
mesma
trans-
magnetisaçào.
Outra
seguintes:
a
transfor-
quotidianamente
emtanto,
p r o d u z i r a m varias
de
e
recordaçâo guardava
dias
proximos que
m
inspirada,
somnambulismo.
accessos
princi-
M .
Ao
somno.
um
amava.
duma
eram,
phenomeno,
No
desde
somnambulico
dormido
o
nos
v i u mais
muito
horas
vir
Encon-
vago
meio
X
influencia da
previsto.
separar
se
que
a
ou
poude
dr.
em
molestia
horas
ou
B
a
no
em
seguidos
no
ordinario.
accesso,
e
fixava
Nenhuma
mesmo
sob
n â o se
logo
m
supplicante
o
que
n â o succedeu
habituai
mas
ainda
foram
estado
com
durante
um
quem
resultados
cujo correr
ver
dia.
novo
maçâo
filho,
progressiva-
caracterisado.
em
somno
passâra
começar
cousa
um
tratamento.
e
dia
costume
do
a
se
U m
em
ao
e
bem
cahiu
seu
correr
que
ao
o
vira
attitude
conversar
sahir
contra
tinha
um
parecia
ella teve
em
persistiram
ternura.
fechados,
julgou
o
desvariado
magnetismo
olhos
jâ
e
n â o produziu
uma
olhar
enchia
com
apresentou,
antes,
casa-
devassidâo
voltaram
entrar
hysterico
tomava
de
que
accessos
delirio
B
o
novo
magnetismo
pio :
saude
como
seu
o dr. X . . . a q u e m , digamol-o, amara
p r i m e i r a vez
O
cuja
nervosos
do
consorciara
quem
de
accessos
t â o fortes
Paris
trou
de
annos
se
dissoluto,
perturbaçâo
seguida
a
, que
incommodal-a, e
nenhuma
a
primeiros
B
e
309
facto
precisamos
intervallo
regular
subséquentes,
que
dizer
de
foram
os t r è s p r é c é d e n t e s , e
vezes
na
mesma
24
que
noite
HYPNOTISMO
O
dr. X .
transformava
cada
accesso
hysterico
e m u m accesso de s o m n a m b u l i s m o suave e t r a n q u i l l o .
Sob
essa i n f l u e n c i a , o
dade
e
pareceu
tornaram-se
a
e x t i n g u i r - s e ; os
menos
algumas
sua
manecia
vida
com
discussâo
ria,
tar
a
racter
se
se
conversava
qualquer
em
seu
ficilmente
sô
simples
notada
estado
de
em
tudo
razâo
sua
muito bem
objectos
Tinha,
disso,
o
seu j o g o
menos
firme
normal.
se
e
Em
vestir em
baile;
objecto
sem
menos
outros
no
procural-os.
tudo
menor
fazia c o m
de
N â o se
os
menor
os
de
olhos,
quasi
irre-
piano
e
mas
como
no
em
emtanto
sua
e
vida
ir
a
abria
procurar
nunca
perder
olhos fechados.
para
e joias;
ia
o
predilectos;
dava-lhe vontade
hesitaçâo
deve
em
poder-lhe-ia
trechos
enfeites
costume,
cousa
a
abrir
que
momentos,
vestidos,
logar
que
tocar
exacto,
toillette,
ainda
minusculos.
vivaz do
grande
a
jamais
desejava
e
camais
semelhante
memoria
regular
ia buscar
gavetas,
ao
era
acrediO
como
caprichos, vontades
de
os
T i n h a consciencia
distinguindo
a
casos,
ainda
insupportavel, e
sem
fazia, i n t e r p r e t a n d o
e
e s u p p o r t a v a dif-
ella p r o p r i a dizia
vezes
sus-
docilidade quando
a rodeava,
algumas
e
normal.
ficava
e
quanto
sistiveis;
per-
poder-se-ia
mesmo,
mal extraordinario.
além
B
que conservava
contradicçâo,
da
ser-lhe-ia
de
contava
estado
observaçâo ;
vigilia ;
contrariedade
fazer u m
uma
me-
conversaçâo
pouco :
susceptivel
nâo
e
tranquillamente
e si n â o se n o t a s s e
achava
m
materia,
impressionavel,
era
M .
maior facilidade a
modificava u m
qualquer
rarearam,
somnambulismo.
involuntariamente fechados,
que
intensi-
p o r fim se r e d u z i r a m
somnambulica,
sobre
brincava,
olhos
sua
accessos
facilmente em
calma,
tentava
violentos e
em
p e r t u r b a ç ô e s n e r v o s a s , q u e s e m p r e se
tamorphoseavam
Em
mal perdeu
se
de
de
um
as
cada
enganava
vista
Vestia-se,
que
dansava
CAPITULO V
com
o
dr.
cada
cousa
doutor
a
X . . . depois
no
logar
fazia
Quando
se
despia,
em
que
tornava
as
esses f a c t o s passavam-se
a
começos
tancias
mal
â
cido
durante
attaque
nervoso
assignalavam
vida
se
a
durante
gumas
com
vezes
ella
cado
alli
e
ao
O
délia
trez
que
da
julgava
os
fizera,
X .
que
horas,
que
vida
ter
nor-
adorme-
somnambulos,
fallara,
ouvira
de
conversado,
brintempo
d o u t o r respondia-lhe de o r d i n a r i o
vezes,
e
a
que
dormir,
acabava
al-
passar
c o m ella e n f e r m a , si h a m u i t o
começar
e
Perguntava
acabava
tinha
dia,
t o d a s as c i r c u m s -
passagem
todos
o
perfeitamente
somnambulismo.
dr.
varias
estava.
do
o
dansado
depois
e
somnambulica ; mas
recordava
pensara
o
tempo, dizendo
lembrava-se
naturalmente. — C o m o
nâo
ou
fazel-o,
do
que
entâo
despertar.
costumar
dos
collocar
achara,
admirava-se de ter d o r m i d o por tanto
nâo
a
que,
sahira e voltara duas
de
chegar
naquelle
instante.
Si,
durante
jecto
que
o
lhe fosse
turas
quando
zes
sua
a
cousa,
se
si a l g u e m
a
e,
ao
para
trepava
pôr em
de
nada
o
de
ver
e
mesmo
ordinariamente
Um
em
dia, e m
delirio
que
ao
sobre
se
seu
dez
si t i r a r a t a l
alcova,
os
etc.
moveis
cousa
recordava.
caracter,
natural,
e
veEm
de
exer-
e
sobre
alguma, —
O
somnam-
exagerando
tornava-se
Todos
se
a
muito
espanta-
o somnambulismo, numa mulher
recatada
amor-proprio e
na
ob-
conjunc-
a uma porçâo
irritadiça.
durante
saber
desarranjo
impressionabilidade
vam
tou
quarto,
em
interrogava
tinha entrado
modificava
susceptivel
de
de
entregava-se
despertar,
bulismo
sua
sem
qualquer
familiar, perdia-se
e
excentricos,
lareira
desarranjavam
accordava,
creada
somnambulismo
cicios
somno,
de
e
modesta,
um
tal
excesso
vaidade.
fora
invadida
estado
normal.
pela
colera,
O dr. X .
volvio-se
312
HYPNOTISMO
obrigado,
para
magnetisal-a
bulismo
Foi
cado
de
novo
durante
M.
m
pelo
dr.
que
lhe
X
M .
ao
m
dedicava.
de
do
B.
que
tes,
se
Elle
nova
X.
crise,
O
o
de
mezes
M .
depois
m
e
de
B
respeitando
na
mais
Por
certa
alguma
os
n â o se
duvida
que
havia
as
se
do
sua
os
novo
partido
esposa
que
ser,
haver
e
tido
sobre
manifestava.
tanto
mais
todos
os
dias
que
porque
no
eon-
nascimento
B.
,
com
per-
pessoa
dr.
as
convencida
nenhuma
molestia
insolita
familia. E r a
apenas,
n o r m a l que assim consi-
em
somnambulismo
situaçâo
o
mu-
conjugaes,
Estava
uma
sua
sua v i d a
Mas
quanto
com
em
a sua
um
n â o podia comprehender
produziam.
exemplos
de
tivesse
de
os
sua
cujo
m
para
todos
direitos
outro lado, M .
Julgava-se
cousas;
illudia
midade,
tempo,
ter
impossivel
illicitas,
entendido, em
derava
muito
a c h a r g r a v i d a ; e a esse r e s p e i t o
tinha.
que
apenas
s o f f r i m e n t o s de
de jamais
relaçôes
apparencias
em
exercia
geraçâo
annunciava.
feitamente
de
,
gravidez. Mas c o m o havia mais
mathematicamente
tribuido
çâo
p e r i o d o s o m n a m b u l i c o : e o dr.
manifestaram-se
elle n â o
se
subséquen-
ausentar-se p o r
lher,
bem
e nos
de
da
de
recordando
marido teve
que,
de
dia
braços
se
somnambulismo.
anno
de
nâo
nessa
crise, agi-
o r d i n a r i o , os
outro
o amor
acreditar
de
symptomas
todo
duma
estado
Londres,
se
de
amante
c i n c o o u seis
era
nâo
da a m e a ç a
No
novo
tornou-se
durante
e
fingiu
despertou,
passâra.
somnam-
de u m accesso hys-
confessou-lhe
deante
que
em
somnambulicos, provo-
começar
de B
e
délirantes, a
horas.
ligeiramente, como
e
phenomenos
e mergulhando-a
duas
d e c l a r a ç â o ; mas,
tou
os
e m u m desses p e r i o d o s
terico,
que
dissipar
e
nenhuma
X . . . se
estado
inquieta-
embaraçado
n o r m a l , ella
remedios para curar
quotidianamente
via
pedia-lhe
a extranha
progredia.
nâo
enfer-
CAPITULO V
Logo,
a
duvidar.
propria M .
A
ciedade
m
de
e
desgraçada
incrivel,
o
313
B.
nâo
mulher
seu
se
poude
achava
e s p i r i t o se
em
an-
perturbava,
per-
dia a c a b e ç a . T e r i a m abusado délia durante o
Mas
era
impossivel !
As
suas
idéas
de
desvairamento;
feitiçarias,
diabo
de
mava,
os
quencia,
o
que
a
guardas,
que
e
o
uma
B
conseguia
ficar
algum
t e m p o e,
quando
rencia
o
das
lagrimas,
mente.
bulico
e
dr.
X .
depois
e
genero,
a
idéas,
M .
hendeu
o
M .
volta
è
ao
regular
M.
de
m
c
dias
B
o
vi-
approxide
fre-
violencia,
effeito ; M .
somnambulismo
m
e
de
apenas
vida
da
Confusâo,
incohe-
extravagantes,
gritos,
razâo.
se
normal,
succediam
de
termo
B
ao
novo,
estado
em
nâo
desordenada-
de
varias
dr.
da
em
os
recon-
somnam-
recahidas
sua
desse
vida normal,
delirios,
que
a
surpre-
verdadeiro
accesso
que assignalaram
fizeram-se
toda
X .
prenhez
um
normal,
perdeu
emeacia
transformar
continuos
do
e
essa
alteraçâo
branda
somnambulismo.
deu
um
a
antiga ; foi
substituil-a pela f o r m a mais
apenas.
leval-a para
se
de
intelligeneia ordinaria.
intelligeneia e
mais
sem
reentrava
estado
magnetismo
alguns
de
de
o
voltava â
depois
mental-
ao
impossivel
da
e
em
que
redobraram
mil esforços,
a
sorte
serviço
prenhez
magnetisava-a
de
e
alienaçâo
sua
soluços
emfim
m
em
de B
razâo
Chegou
de
e
um
desesperadora
phantasias
somente
m
da
quasi
pleno
risos
O
duzia-a,
com
uso
uma
enfeitiçado,
nervos
tornou-se
em
culpado ?
ella durante a noite ; ro-
termo
de
ser o
somno?
crer e m espiritos,
haviam
com
tomaram
magnetismo
a
estabeleceu
accessos
recobrava
f
começou
cohabitar
gilancia.
A' medida
poderia
c o n f u n d i a m . cahia
dizia
vinha
deou-se
se
Quem
mais
â
luz
uma
Viram-se
na
creança
triste
que
viveu
necessidade
hospital de alienados. A h i podia-
HYPNOTISMO
3H
se
ver
essa
afflictivo
nobre
julgava-se
nojentos
m
pelos
se
de
e
aos
B
obrigado a
sempre
foi a
a soffrer
ter-se
dum
â pena
impossivel.
No
appareceram
se
unica
viu-se f o r ç a d a
a
uma
esforçava
seus odiosos
e
expatriar-se.
conservou
culpada.
por
uma
este
ella
mais
com o
a
m
c
de
outra, e
B
submet-
e n t r e t a n t o , s a r o u ; os accessos
havia sido
fôra
innocente;
M .
se f a l l o u
em
em somnambulismo. Alguns annos
que
o
crime cuja c o m p r e h e n s â o lhe era
e nunca
encontrar-se
que
dar
insensata,
d e m o n i o s e se
substrahir
viu-se
somnambula
ou
senhora
offerece
ultrages.
dr. X .
M.
a
por
desgraçada
que
perseguida
continuamente
O
e
espectaculo
dr. X .
o
triste
magnetismo
depois tornou
e jamais
herôe
des-
duma
suspeitou
aventura,
em
victima.
X
Os outros factos assignalados por diversos autores,
ou
nâo
guaçâo
formaram
do hypnotismo
trabalho
Deixando
fontes em
LUYS,
casos de
PIERRE
(
de
que
estupro
JANET,
se
GILLES
)
)
)
)
585
666
8M
(
5 5 6
DE
que
estes
podem
L A
antes
saem
e
aos
fôra
(
ô 5 5
ultimos,
1er o s
cliniques,
j
5M
observaçâo
averiestados
do
quadro
).
parte
Leçons
dr.
Pitres
5 5 4
se
cidentemente
(
(
(
(
de
minuciosas, ou pertencem
analogos
deste
objecto
onde
indicaremos
as
outros :
sâo
notados
dois
).
Les
réfère
accidents
a
uma
TOURETTE,
Vide G. D E L A TOURETTE,
Leçons cliniques, p. 189.
Accid.
mentaux.
L'hypnot.,
passim.
mentaux,
doente
L hypnotisme
L'hypnot.
que
do
in-
serviço do
(
5 5 7
).
CAPITULO V I
Estupro
e
somnambulismo
Vamos somente tirar as conclusses das premissas
firmadas
nos
capitulos
anteriores.
I
Para todos em cujo espirito procurâmos incutir a
realidade
trados,
sado
dos
deve
estar
fôra
scientifîcamente
de
duvida
em
conceber
certos
casos
a
da
idéa
se
vê
na
resistencia.
admitta-se o u n â o que
personalidade
sobrevive
a
ao
mentos
do
individuo,
repelle
as
acçôes
utilidade ou
Que
é
usurpaçâo
nelle
o
de j u s t i ç a
nâo
provoda
que
séria
dirige
os
movi-
actos,
quer
seus
ou
de
ab-
des-
de
sem-razâo,
uma
verdadeira
nocividade.
que
o
espectador, â actos
senâo
em favor da
e
dirigindo
despojado
por
alheia
a
assiste,
elle executados,
que
elle n â o d e l i b e r o u , n â o quiz e
nâo
se
oppor?
hypnose
ainda
se i n s t a l l a , d o m i n a n d o
pode
ou
que a intelligeneia aprecia,
somnambulismo
passo
como
desmoronamento
da vontade do operado
actividade, ao
simples
de
a
intervem em
cobrindo-lhes o caracter
que
hypnoti-
Admitta-se
razâo, — o
surdo affirmar é que a vontade
de
o
impossibilidade
a consciencia subsiste durante
cada,
ou
que
demons-
n â o s ô n â o pode resistir ao hypnotisador,
ainda
que
phenomenos
a
cuja
sua
como
mas
realisaçâo
3i6
HYPNOTISMO
Desde
o
anniquilamento do
tomatismo
primeiro
somnambulico,
até â
lethargico
desde
excitaçâo
a
a t é ao
inercia
apparentemente
bruta
do
lucida
do
s o m n a m b u l o , nos v i m o s o h y p n o t i s a d o — m a t e r i a
e
materia
tade
activa, — feito m é r o
externa;
e
como, livre ou
p r o t è g e — quanto
massa m o l l e de
problema
carne
N â o discutamos
de
que
os
joguete
e
de
se
h â o de
occupar
no
artigo
269
do
estatue :
« Chama-se
« acto
pelo
quai
o
abusa
« uma
mulher,
de
nâo sô o
meios
que
emprego
« coticos » (
ether
5 5 7
incumbiu-se
Os
perigos
hypnotismo
nascem
belece
em
attracçâo
o
de
v i o l e n c i a encomo
suas
facul-
de
resistir
o
chloro-
anesthesicos e
legislador e m
O
nar-
incluir
capitulo
da
a
moralidade
pouco
intimidade
e
sympathica
pontifices do
tempo
exhortam
os
prezas
da
e as
carne
violencia
mâos
magnetisador
supremos
o
de
hypnotismo?
corre
naturalmente
da
estupro
hypnotismo,
os
da
an-
demonstral-o.
posto
o
razâo
o
de
que
é
entre
virtude
Os
sobre
o
gérai
). — T e v e
essa d i s p o s i ç â o
terior
em
lado mepénal
e assim da possibilidade
e
futuro.
da f o r ç a physica,
privarem a mulher
defender-se, c o m o sejam
« formio, o
com
seja v i r g e m o u n â o . Por
« dades psychicas,
« e
homem
o
Codigo
que
«o
essa
possibilidade
de investigar
Republica
« tende-se
o
esse e s p i r i t o l e v a n t a m !
facto para que tratemos
do
Direito
a g o r a si o e s t u p r o é o u n i c o c r i m e
tribunaes
dico-legal
von-
attrahente
Baste o conhecimento da realidade e da
do
inerte
uma
escravo, o
difficil e
au-
seus
a
quando
que
discipulos
estaem
sexos.
mesmerismo
emboscadas
se
magnetisada,
dos
o
escrupulosas,
contra
do
ha
as
muito
sur-
coraçâo.
( ) Art. 268 do Cod. Pénal :— Estuprar mulher virgem ou nâo,
mas honesta; pena—de prisâo cellular por um a seis annos.
§ 1.° Si a estuprada fôr mulher publica ou prostituta; pena
— de prisâo cellular por seis mezes a dois annos.
6;7
CAPITULO V I
Deleuze,
le
por
exemplo:
magnétisme
établissant
m a g n é t i s e u r , et
tation
la
plus
nature
plus
même
personnes
soit
laissera
homme,
mœurs
jeune
point
de
par
soit
un
côté
ger
un
à
est
cas
ce
nul,
qui
d'avoir à
ou
graves
E
danger
ne
la
moyen
homme
que
o p i n i o n des
de
des
magné-
que
sera
D'un
chez
et
se
idées
de
parle
affecté
rendrait
mettre
dans
de
il
aurait
presque
la
campa-
maladies
que
d'user
séduction,
plus
est
de
soula-
les
dont
gens
je
de
outra
obra
o
grande
« L o r s q u un
homme
est
magnétisme
sur
femme
une
prié
du
magné-
n'en
parlerai
coupable
magnetisador
d'essayer
malade,
si
leurs
d'un
serait un o b j e t d'horreur pour la société^
em
du
lui tout
prendra
je
cene
toujours en
guérir
il
Une
être
éveiller
possibilité
q u i se
jeune
la p r a t i q u e
attaquées
de
un
mari.
ne j a m a i s
être
mère
par
son
pauvres
peut
Quanta
un
de
Une
moins
sacré,
dont
personnes
comme
point;
crime
des
à
de
désir
pour
en
plus
ans,
souffre, et
traite
qu'on
maux.
tisme
le
suffit q u on
jeune h o m m e
q u i sait
repousser
Le
lorsqu'on
gne,
30
qui pourrait
que
les
haute
non
ministère
précautions
rougir
du
les
entre
fille
la plus
présence
un
autre
grandes
de
il
par
résulter
exposer
pas
homme,
sentiment
un
voudra
en
contre
autre
aurait
homme
magnétisme
garde
elle
fréquen-
emploi
mais
sa
le
c o n f i a n c e , soit
son
s y
que
entre
une
) , il peut
de
sexe;
pas
par
la
8
magnétiser
ne
toujours
autre
f
la délicatesse
femme
tisée
l'agent
ne
soit
5
douteux
rapports
par
inconvénients
quand
et
des
soit
cle d i f f é r e n t
l
n'est pas
magnétisé,
de
averti pour
ne
le
le
habituelle,
grands
«Il
3 7
il
.»(
).
insistia:
1action
doit
tel
5 r a
du
s'inter-
§ 2.0 Si o crime f ô r praticado com o concurso de duas ou mais
pessoas, a pena sera augmentada da quarta parte.
( ) Refere-se ao fluido.
( ) Histoire critique, cit., t. I , p. 203.
558
569
HYPNOTISMO
3i«
dire
tout
ce
qui
pourrait
blesser
plus scrupuleuse,
ou
ou
pourrait sembler
même
ce
qui
spectateurs.
causer
I l est
inutile
homme
magnétise
une
trouver
seul avec
elle
précautions
sent
est
par
état
sortes
de
la
Mais
de
maladies,
conditions
sévérité
rence
Les
ne
seuls
ne
hommes
la g u é -
est
évident
individus
personnes
puisse
individus,
avoir
redouter;
rend
mais
à peu
l'âge
i l est
près
avancé
un danger
aucune
une
autre
nul pour
q u i v i t à la c a m p a g n e
ou une
pauvre
f e m m e , et i l j u g e
leur
r e n d r a i t la s a n t é .
pour
être
le trai-
Après
mari.
de
trop
qui
bien.
le
Un
une
p a u v r e fille
que le
magnétisme
s'être
les f a t i g u e s e t
deux
saurait
bien
examiné
s û r que la c h a r i t é seule le fait agir,
fera surmonter
curiosité et
gens
à
influence.
l ' u n des
ne
voit
et
la d i f f é -
circonstance
les
homme
lui
de
q u on
par
mœurs
qui puissent entreprendre
que
anéantit
ces
proscrit, à moins que
des
et
Dans
t e m e n t d ' u n e j e u n e f e m m e sont le p è r e o u le
Il
parais-
crises
entre
à la p u r e t é
se
d'autres
des
prononcé.
p r i n c i p e s des d e u x
sexes
jamais
dont
par
le m a g n é t i s m e
réunies
des
des
doit
et
aux
lorsqu'un
chroniques qui
très
être
embarras,
il faut bien
traitement fort long,
magnétique
la
inconvenant
femme, il
d i f f é r e n t sexe doit
des
moindre
ordinairement précédée
un
modestie
d'avertir que
dans les m a l a d i e s
exiger un
rison
le
la
les
qu'elle
d é g o û t s , que la
le d é s i r de faire des e x p é r i e n c e s
n entrent
p o u r r i e n d a n s sa d é t e r m i n a t i o n , i l p e u t e n t r e p r e n d r e l e
traitement.
une
Si la m a l a d e
respectueuse
derai
cependant
malade
religion
d'un
( ) Instruction
860
au
magnétiseur
diriger
» f
pratique
Dieu
sa
ordre supérieur,
t o u t le m o n d e
à l u i ce
reconnaissance
la confiance en
pour
s'attache
et
6 0
et
sensibilité
qui
sont
Je
sera
recomman-
d'exciter
les
chez
la
sentiments
de
vers
à
les
objets
la p o r t é e
).
sur le magnétisme
par
animal,
1825.
de
319
Aubin-Gauthier
répète
Deleuze;
consagra
obras
caracter
ao
Diz
elle :
tiseur
soit
sage
la
et
En
et
aucun
cas
pensamento
de
do
uma
de
bonnes
qui ait d u
usages
le
de
de
suas
magnetisador
importe beaucoup
homme
les
mesmo
paginas
moral
réglée,
nature
oito
« qu'il
un
o
le
mœurs,
respect
reçus
que
magné-
d'une
pour tout
ce
veulent qu on
magnétiseur
ne
doit
vie
que
honore.
s écarter
de
la l i g n e r e s p e c t u e u s e q u i s é p a r e l ' h o m m e de la f e m m e .
Il
n'est pas
a
presque
lades;
fiter
dans
t o u j o u r s besoin de
cela
de
mais
la p o s i t i o n d u m é d e c i n ; le
est
inutile
l'offre
i l est
que
en
t o u c h e r les p a r t i e s
magnétisme.
le malade
inutile
de
le
médecin
ou
ses
On
ma-
peut pro-
amis
en
font,
demander. Celui qui en
agi-
r a i t a u t r e m e n t e t se d i r a i t m a g n é t i s e u r e n i m p o s e r a i t . . .
On
doit
qu'il
la
d'autant
n'y
a
pas
médisance.
moins
nécessité,
Un
autrement que
verture
du
lit du
outro
estudo
do
lemos,
cience
préalable
« On
du
ne
sob
s'examiner
de
doit
c'est
y
un
la plus
( ) Introduction
561
trop
les
absolu,
prétexte
vêtements
o u la con-
uma
De
dedica
parte
do
P examen
cons-
magnétique:
malade,
le
D'abord
il
doit
qu'il
profon-
une
espèce
est
les
entière
sévère. »
1840.
va
doit
être
la g u é r i s o n
intentions
charger
magnétiseur
magnétisme
au magnétisme,
ao
livro,
de
r é p é t e r , a v a n t d e se
une
de
).
toda
religieux
à
besoin
Aubin-Gauthier
le
l'instant
n a jamais
qu'entreprenant
acte
dès
tout
traitement
q u e le
apporter
dévouement
tenue
tout
d'un
pénétré
(
5 6 1
que
ôter
les
titulo—
lui-même.
sacerdoce;
lade,
o
de
traitement
dement
malade»
trabalho,
peut
c'est
sur
magnetisador
onde
faire,
magnétiseur
toucher
Em
le
d'un
faire,
plus
et
qu'il
pures,
discrétion
ma-
et
un
la
320
HYPNOTISMO
A
conclusâo
sobre
o
dessa
Je j u r e d e
la s a n t é
mes
des
mains,
de
seconder
jamais,
les
imprudentes
actions
serais a p p e l l é , j e
je
ne
je
sortirai
de
et
pur
qui
de
pas,
de
nome
exame
da
do
contre
tenterai de
nas
la
toutes
où je
filles,
les s é d u i r e ;
action déshonnête»
(
5 6 2
j.
mesmas consideraçôes
5 6 s
).
escriptor mais antigo, transcre-
v e r e m o s t r e c h o s d o relatorio
em
sans
les f e m m e s et les
ni ne
toute
para
nature
défendre
e Aubin-Gauthier (
appellando,
la
entre
o u nuisibles... Partout
L o u b e r t entra
Deleuze
exclusivement
remettront
eux
les
calcado
a t o d o s os m a g n e -
se
chez
respecterai
les s é d u i r a i
padre
E
um juramento
m'occuper
malades
contrarier
O
é
de H i p p r o c a t e s e p r o p o s t o
tisadores:«
de
obra
secreto
commissâo
magnetismo
redigido por Bailly
encarregada
animal
em
1874
do
:
« L ' h o m m e q u i m a g n é t i s e a o r d i n a i r e m e n t les g e n o u x
de
la f e m m e r e n f e r m é s d a n s les siens; les g e n o u x
toutes
les
séquent,
parties inférieures
en
contact.
h y p o c o n d r e s , et
le
tact
est
parties,
sibles
pliquée,
exercé
le m o u v e m e n t
La
possible, le visage
respirent,
partagent
que
(
des
66:J
fois sur une
des
sur
les
ovaires;
infinité
de
p a r t i e s les p l u s sen-
sa m a i n
de
l'un et
proximité
touche
toutes
ainsi
les
agir
de
l'autre
ap-
de la
est
de
f a v o r i s e r ce
double
d e v i e n t la plus
grande
presque
instantanément,
sexes d o i t
gauche
d r o i t e d e r r i è r e le c o r p s
mutuellement pour
attouchement.
se
à la
l'homme, ayant
passe la m a i n
se
appliquée
con-
corps.
pencher
leines
est
q u e l q u e f o i s p l u s bas, sur les
donc
Souvent
se
main
et dans le voisinage
du
femme,
La
du corps sont, par
et
le visage, les
impressions
et
dans
physiques
l'attraction
toute
ha-
sa
Traité, pratique de magnétisme et de somnambulisme,
; Défense théologique du magnétisme humain, 1846.
réciproforce.
Il
1845_, n i .
321
CAPITULO V I
n est
pas
extraordinaire
magination,
tain
le
qui agit
désordre
jugement,
peuvent
elles
se
que
en m ê m e
dans
toute
elle
écarte
rendre
ignorent
les sens
s'allument ; l ' i -
temps, r é p a n d
la m a c h i n e ,
elle
l'attention
compte
d e ce
l'état o ù elles
les
Les
surprend
médecins-com-
traitement,
servé
Q u a n d cette
de
crise
l'œil
les
ardent
crise
le
porter
couvrir ;
lui
sa
c'est
désir.
soin
c o n t i n u e et
au
de
se
aperçu
mais
il
point
échappé
paupières
courte,
Dès
les
ou
du
sensibles,
sommeil
la
des
au
entier.
dernier
et
des
p o u r les
malades
parce
l'on
q u elles
l'éprouve;
observateur
été
manifesté,
et
ou
un
femmes
mem-
E n se
et
que
l'on
un charme
long
état
sorte
nécessaire
de
de
après
être que
proposant
et
douce
cet
une
ne peut
que
vives
convulsion ; à
repos
est
s'abaisse
des
demandent un
ont
désordre
brusques
les
non
la respiration
l'abattement,
q u i est
regrette
qui
a
la
signe
ainsi
e x c i t e des é m o t i o n s a g r é a b l e s et
que
insu
s'établissent
une
mœurs.
qui
pour
son
Ce
regard
Chez
la
baisser
d é g r é , le t e r m e de la p l u s
langueur,
sens
à
poitrine s'élève
précipités
lequel
yeux
un
sens.
signe
dégrés,
Cependant,
celle
une forte agitation
« L e traitement magnétique
gereux
aux
veille
humides,
des é m o t i o n s est s o u v e n t
succèdent
par
convulsions
corps
le
des
ce
deviennent
les m o u v e m e n t s
bres
que
e n t r e c o u p é e ; la
rapidement-
et
ob-
espèce
femme
cacher.
total
point
les
la
par
l ' œ i l se t r o u b l e • c ' e s t
désordre
médecins.
voit
habituelle
n'être
des
signe
front
peut
n'a
le
On
pudeur
le
du
et
la m a i n
inspire
équivoque
ont
p r é p a r e , le visage s e n f l a m m e p a r
annonce
tête,
et
se
devient
nature
la
s o i n ce q u i s'y passe.
ne
éprouvent,
missaires, p r é s e n t s et attentifs au
avec
cer-
femmes
q u elles
sont.
un
dan-
guérir
traitement,
c h è r e s , des
cherche
à
naturel pour
que, p h y s i q u e m e n t , elles c o n t r i b u e n t à n o t r e
on
émotions
retrouver,
nous,
et
bonheur;
322
HYPNOTISMO
m a i s , m o r a l e m e n t , elles n ' e n s o n t pas m o i n s c o n d a m n a bles,
est
et
elles sont
plus facile
d'autant
d'en
plus
prendre
dangereuses
la douce
qu'il
habitude
« M . D e s l o n ne l ' i g n o r e pas ; M . le l i e u t e n a n t
ral
de
police
égard,
blée
M.
lui
a fait
quelques
géné-
questions
à
cet
en p r é s e n c e des c o m m i s s a i r e s , dans u n e assem-
tenue
Lenoir
chez
M . Deslon m ê m e ,
l u i d i t : « Je
« lieutenant général
vous
de
le 9
mai
demande,
police,
dernier.
en qualité
si, l o r s q u ' u n e
de
femme
« est m a g n é t i s é e o u e n crise, i l ne serait pas f a c i l e d ' e n
«abuser?»—M.
Deslon
et i l faut rendre
cette
a repondu
justice à
t o u j o u r s i n s i s t é p o u r q u e ses
nêteté
par
leur état,
vilège d'exercer
que,
quoi
qu'il
primitivement
vée,
du
crises,
n en
m é d e c i n peut,
il
y
est
Qui
ne
posant
une v e r t u plus
impérieuse
refus, et
il ne
malgré
de
pas
qui
encore
permet
se
passent
cette
de
sa
à
du
deux
sera
même,
des
appellera
mal qu'il
fait c o m m e t t r e »
sous
(
obserle
moment,
ou
trois
toujours
en
le
lui
sup-
a en
tête
quelqu'un
5 S 4
les
que
besoins,
n'aura
d'en
malade. Les
tout
qu'humaine, lorsqu'il
établissent
pas
moins dès
qu'il
Et
destinée
décence
les j o u r s ,
vouloir ?
la nature
il répond
mais qu'il aura
peut dire
se
pas
répondre
de
émotions
le p r i -
quelquefois pendant
peut
a
le d r o i t et
chambre
s'il le v e u t , a b u s e r
maître
des
une
crises
tous
qu'il
c o n f r è r e s , v o u é s à l'hon-
lui
subsiste
renaissent
exposé
heures.
les
public ; mais,
occasions
médecin,
eussent seuls
ait chez
aux
le d a n g e r
ce
le m a g n é t i s m e . O n
faire usage ; toutes
yeux
affirmativement;
la
loi
à
son
pas c o m m i s ,
).
( ) G. DE L A TOURETTE, L'hypnotisme,
p. 323-325.—A. TOUROUDE,
L'hypnotisme,
ses phénomènes et ses dangers, transcreve mais os trechos seguintes desse relatorio: «Comme les émotions éprouvées sont
les germes des affections et des penchants, on sent pourquoi celui
qui magnétise inspire tant d'attachement, attachement que doit être
plus marqué et plus vif chez les femmes que chez les hommes, tant
que l'exercice du magnétisme n'est confié q u ' à des hommes. Beaucoup de femmes n'ont sans doute éprouvé ces effets ; d'autres ont
B64
CAPITULO V I
E
os
perigos
de
outr'ora
ainda
tram. Eis o que dizia o Padre
nous
affirme carrément
connaissance
tisme
leur
pour
se
abuser
clientèle»
Charles
(
des
5 6 5
certains
se
«Un
médecin
collègues
habituellement
dames
encon-
et des
de
d e sa
l'hypno-
demoiselles
de
).
Trotin
clesenvolve
hoje
Franco :
que
servent
323
diz a
muitas
respeito
do
affecto
que
vezes e n t r e h y p n o t i s a d o r e
se
hypno-
tisada :
«Cet
rait^
attachement
citer
par
suite
ner
une
celle-ci
le
jeune
en
vint
et
à
s'en
ville
vont
ville
de
«Ce
traitait par
à
ne
plus
suivre
ses
du
en
défend
se
honnête
nommer,
à
un
car
qui
prétendus
docteurs
qui
expériences.
pour personne
jeunes
filles
qu'ils
que
la
l'hypnotisation
qui
l'avait
— Docteur,
mon
homme
me
répondit
et
(
ses
5 6 6
)...
nous
malades
antérieu-
cette ^ dame,
moi je
suis
p r ê t e r a i plus jamais
réveil, je
la
produisent
discrétion
de
à
que,
temps leurs m a î t r e s s e s
proposa
ne
de
conduite
une
je
l'infor-
la
célèbre,
honnête
premier
scandale
à
femme;
traitement;
les
autre
finalement
sait
f a i r e des
en m ê m e
soulagée
êtes
ces
un
si le
grand
On
mystère
médecin
prêter
rement
un
temps,
un
de
de
ville
pas
en public sont
jour
habitait.
au
obligé,
d'abandon-
consulter
et
pour-
l'hypnotisme,
prescriptions
lettre,
je
été
résidence,
vouloir
réjoindre
plupart
n est
plupart
vous
femme
qu'il
que
ayant
de
q u elle
la
de
un médecin,
changement
alla le
tiennent
Un
où
p a r f o i s si l o i n
lui enjoignait par
tunée
la
cas
d'un
médecin
ne
un
va
l'avoue,
je
une
à
ce
ressens
ignoré cette cause des effets qu elles ont éprouvés ; plus elles sont
h o n n ê t e s , moins elles l'ont dû le soupçonner. On assure que plusieurs
s'en sont a p e r ç u e s et se sont retirées du traitement m a g n é t i q u e ;
mais celles qui l'ignorent ont besoin d'être préservées. Le traitement
m a g n é t i q u e ne peut être que dangereux pour les mœurs.»
( ) P. FRANCO, L'hypnotisme
revenu a la mode, 1888,p. 2UJ.
( ) Nesse ponto T r o t i n confunde a causa com o effeito.
565
5G6
HYPNOTISMO
324
pour
vous
pas
y
un
résister » (
De
tudo o
decorre que
unanime
ser
attrait
5 6 7
que
si v i o l e n t
que
u m pouco longamente
opiniâo
victima
dos
ne
pourrais
).
o perigo n â o data
a
je
de
que
de
h o n t e m -, e q u e
uma
mais odiosos
expuzemos,
hypnotisada
é
pode
attentados.
II
Mas em que phases da hypnose provocada esses
perigos
A
se
manifestam ?
lethargia é
o
estado
de
que
os
libertinos
se
t ê m a p r o v e i t a d o p a r a c o m m e t t e r a t t e n t a d o s ao p u d o r .
E'
esse o
periodo em
anniquilamento
pléta
a
de
todas
obnubilaçâo
flicta-se e m
tudados
todos
que
das
os
se
as
faz mais
actividades, e
faculdades
phenomenos
do
lethargico ;
çâo
pessoal
que deixamos
es-
note-se
a
a
aboliçâo
sua
e
a anesthesia
compléta
évidente
com
crimes s â o
pessoa
aquelles
da
da
immobili-
a
isso
a im-
de resistencia, a i m p o s s i b i l i d a d e de reac-
mucosas, — e sera
que
comRe-
dade, a sua i m p o t e n c i a m o t o r a ; junte-se
possibilidade
se
conscientes.
n o c a p i t u l o t e r c e i r o ; pese-se
intelligeneia
profundo o
lethargica. A s
concluir
da
pelle e
das
pela facilidade
commettidos sobre
victimas
de
Castellan,
a
de
L é v y , do magnetisador C
, d e q u a s i t o d o s os f a c t o s
que
elles
narramos,
foram
por
mergulhadas
phase hypnotica, essencialmente favoravel
pecie
A
de
do
contrario
fende
pode-se
7
applicar o
periodo lethargico.
é feita
por
francamente,
A
Gilles de
morale
que
unica
acabamos
objecçâo
la T o u r e t t e que
louvando-se
( * ) C H . T R O T I N , Etude
teiences ecclés., 1888, p. 37.
5
e s s a es-
attentado.
catalepsia
dizer
a
nesta
na
pouca
sur l'hypnotisme,
de
em
a dé-
duraçâo
i n Rev.
des
CAPITULO V I
desse
troe
estado
hypnotico ; mas
pelo que
325
essa
objecçâo
j â deixamos apontado
no
se
des-
correr
deste
trabalho.
Quanto
aos
abortadas,
podem
notar
ria
ainda
que,
ao
hypnoses
as m e s m a s r e f l e x ô e s h a p o u c o f e i t a s
contrario
pensar,
lethargia
dos
intermediarios, âs
ser a elles g e n e r a l i s a d a s .
licito
na
estados
a
que
â primeira
recordaçâo
lucida
attentados,
do
Contentemo-nos
em
de
que
dos
nada
se
se
queixar
vista sé-
factos
oppôe
passados
â
uma
realidade
rapariga ; e
s e r â facil de v ê r a facilidade do c r j m e de r a p t o
o
raptor
mergulhar
Comprehende-se
uma hypnotisada
em
quando
em fascinaçâo.
q u e as c o n c l u s ô e s a d o p t a d a s
quanto
aos o u t r o s e s t a d o s t a m b e m d e v e m ser a m p l i a d a s aos i n termediarios, desde
q u e se c o n s i d è r e q u e as
hypnoses
abortadas s â o verdadeiros periodos mixtos e
interme-
diarios
em
subsistem
que
no
alguns
somnambulismo
alguns phenomenos
das
duas
phenomenos
outras
catalepsia
o u vice-versa, ou
lethargicos
grandes
da
se
ainda
confundem com
phases
do
grande
os
hypno-
tismo.
O
ponto
sibilidade
durante
e m que apparecem
dos
a
admittem
vida
na
realidade
que
dessa
uma
formulada com
habilidade
multiplos
a
e
experimentador,— pode
toda
E
cousa
e
qualquer
além
do
os
que,
os
que
nos,
mas ao
acremesmo
pondo
o
diri-
encaminhada
em
jogo
com
todos
somnambulismo fornece
na
m a i o r i a dos casos
de
os
ao
vencer
révolta.
anteriormente
expenderemos.
como
resistencia,
velleidade
que
executados
Negam-n'a
insistencia,
que
pos-
s u g g e s t â o pacientemente
persuasâo,
recursos
é a
h y p o t h è s e da resistencia â s
Acceitam-n'a
passo j u l g a m
gida,
ao p u d o r serem
somnambulica.
sem réservas
suggestôes.
ditam
attentados
divergencias
dissemos,
pouca
326
HYPNOTISMO
A
rapidez
parallela
e
aos
â
da
producçâo
emotividade, â
processos
terminada
damos
a
o
e
eclosâo
que
se
do
exécute
mos
porçâo
a
que
ainda
ou
exige
cuja
de
Gilles
ou
états
faculdades
entregue
estado
actos.
mental;
ainda
lhe
comme
en
ainda
impomos ;
subsisie
que
le
exprime :
le
donnera
en
la
ne
ses
se
la
cas
Dans
dans
la
de
de
Bellanger,
d'avance,
qu'un
que
seus
adversario
est
tous
s'en
nous
ne
la
toute
propre
autre
est
des
musculaire,
au
atten-
pendant
faire
aimer
admettons
l'expérimentation
possédera
une
que
si
céder
circonstance, i l devra
acception du mot,
éxaltée,
les
certaine-
individu qui plonge
sans d ' é n o r m e s
combien
vigueur
a
d'hypnotiser
personne,
raison,
fera pas
rappelle
resto
quando
bien, c o m m e dans la vie normale,
désirs.
violer,
moins
somnambulisme
celle-ci v e u t
à
um
« De
somnambulisme
A
la m ê m e
dans
femme
dobrar
magoam
que é o principal
a s s i m se
principe, assuré
nous
subsiste
farâ o suggestionado
concessôes
pudeur.
longtemps
uma
de intelligeneia que no cum-
la T o u r e t t e ,
opiniâo,
la
recorde-
individuo ; ainda
consumaçâo
astucia;
hypnotiques
à
Es-
subsiste
m e n t le m o i n s f a v o r a b l e à la p e r p é t r a t i o n
tats
elle falle,
c o n t r a r i a m a suas c o n v i c ç ô e s .
de
nossa
phe-
o s o m n a m b u l o o p p ô e â nossa,
certas
instinctos
primeiro
faz c o m q u e
estado
das s u g g e s t ô e s
de v o n t a d e q u e
da
seu
nésse
actos,
audacia
esta
o
subsiste u m resto
primento
que
allucine, realise
da personalidade do
dos
a
lethargico, quando
a suggestâo
longamente
noçâo
de
mas
apenas
De-
Inerte e immovel geralmente, o som-
m o v i m e n t o s , se
tudamos
o
é
individuo
pathologico,
é a i n h i b i ç â o das
nambulo n â o diffère do
si-mesmo;
do
do hypnotisador
estado
déclara
provocada
receptividade
somnambulismo,
psycho-sensoriaes.
a
hypnose
experiencia
n o m e de
nomeno
da
ce
d i f f i c u l t é s , si T o n
chez
la
point qu'une
qui
se
somnambule,
faible jeune
CAPITULO V I
fille
327
devient un véritable athlète. L a
elle pas
rons
ne
l'inverse
donc encore
saurait
de
la
force
que,
obtenir
dans
par
brutale?
la
suggestion
soi-même
conquis
ses
Esse
Ha
é
bonnes
grâces
um
ponto
dos
em
(
o
parecer
que
somos
attentados
ao
cas,
aucune
et
5 6 8
conclu-
des
qu'il ne
longtemps,
egualmente
facilidade
na
depuis
n est-
Nous
inajorité
sance p h y s i q u e d u s u j e t , à m o i n s
tisé
suggestion
complai-
l'ait
qu'on
on
hypno-
n ait ainsi
).
de
Brouardel
concordes : a
pudor
na
(
5 6 9
maior
lethargia
e
catalepsia.
Mas
tidos
d'ahi
em
Toda
sador
Si
a
questâo,
até
onde
sobre
o
negar
q u e elles p o s s a m
somnambulos
a
verificar
o
vae
como
se
um
contentasse
as
nossas
la
Tourette
ser
commet-
abysmo.
diz Mesnet,
estende
o
se r é s u m e
poder
do
em
hypnoti-
hypnotisado.
individuo que quizesse
se
em
mergulhal-a
conclusses
a
abusar de u m a
seriam
força
em
mulher
somnambulismo,
analogas
indomavel da
â s de
G.
de
somnambula
op-
por-se-ia i r r e s i s t i v e l m e n t e aos desejos d o o p e r a d o r :
a
).
violencia physica
Mas
assim
quando
se
cahir-se
Para
nâo é
quer
no
pela
pétrière
a
fluencia
tencia
combater
sciencia,
um
de
Nancy
da
do
moderaçâo
que
assumpto
âs suggestôes.
corre
fréquente
abyssum
suggestâo
os
discipulos da
da
sua
esqueceram
procla-
sob
o nome
a n t e r i o r m e n t e assistimos ao desdobrar
todas
de
théorique
E
as
a inresis-
significava ; e
de
allucinaçôes
568
509
Sal-
acçâo.
exaggerando
V i m o s o q u e isso
( ) L'hypnot
p. 867-370.
I^ ) Dr.' P, M A R I N , L hypnotisme
vezes,
da
scientifica,
por ahi
é
Abyssus
restringiram m u i t o o circulo
neste
militas
excesso,
contrario.
omnipotencia
escola
principalmante
regras
céder.
Em
excesso
destruir
mada
fal-a-ia
sô
et pratique,
p
328
e
HYPNOTISMO
illusôes
e outros phenomenos
complexos,
dinarios creados por incitaçâo suggestiva.
a
anesthesia
e
a analgesia
extraor-
Estudâmos
provocadas ; referimo-nos
incidentemente â s o p e r a ç ô e s dolorosissimas
em
somnambulismo, sem
ciencia do
vaçôes
tratamento
intéressantes,
que o doente
que
soffria : r e l a t â m o s
como
as
dos
exames
culum, da lavra de
experimentadores
notâmos
p o n t o se
até
que
realisadas
tivesse
consobser-
pelo spé-
conscienciosos ;
estendia
a vontade
de
r e s i s t e n c i a d o s s o m n a m b u l o s ; v i m o s q u e , fora
casos,
em
tica,
a
individuos de e x t r e m a sensibilidade hypnosuggestâo
accrescentâmos
lidade
é
do
extingue
que
a
quem
l e v a n t a as
enfeixados
razâo ? Estamos
remos
provar
resistencias :
nada
montanhas
Basta-nos
todos
esses f a c t o s ,
certo
que
a
demonstraçâo
a
habi-
desanima,
e dâ
conta
nos
darâo
que
Apenas uma
personalidade
se
que
nos
reflexâo
forma
no
absurdo.
suggère
como
sem
mais
dos
nâo
que-
factos,
cuja
ser
presumpçâo
por satisfeitos.
utilisada com
ser
o
seu
os
nossos
que
um
excentrico animal,
nâo acceitarâ
é
a
nosso
marido.
quem
Si
essa
contradictores,
homem
no
se
trans-
objecto
essa s u g g e s t â o ?
favor
da
proveito?
d u m a m u l h e r casada a
repugnancia
porque
sua
ultima:—a transmudaçâo
confessam
mais
a possibilidade da
démos
n â o pode
individuo
acceita
De
fatal
concéda
Calcule-se a h y p o t h è s e
mulher,
sim.
constancia
nâo
emprehendemos.
existencia para
A
as
opposiçôes.
E
um
todas
que a paciente p e r s e v e r a n ç a ,
suggestionador,
aqui a fé
das
alguns
mais
CAPITULO
Os
estados
hypnoticos
VU
e
a
medicina
légal
A maior parte dos autores que tem encarado o
lado
medico-legal
provar
o
a
e,
nelles
dade
civil
cem-se
e
por
de
as
é
a
diçôes
dos
inteiro
se
em
factos
hypnose
de
da
é
que,
em
papel
os
juizes
elles
dizer
em
pode
objectivos,
moraes
phenomenos
que
sâo
invocam,
séria,
criminal,
esque-
a graves
abusos
sobre
da
de
elevados interesses
da
hypno-
quai
parte
admittir a
um
con-
realidade
gérai,
a
existencia
da
com
segurança
so-
caractères
da
physicos.
boa
fé e
do
hypnotismo sobre
da
pessoaes
que
dos
se
provas
âquelles
casos,
abrir
sacrificariam
que
os
sociedade.
simulador?
as
margem
Mas — prevemos esta objecçâo — todo o hypnotinâo é
todas
as
I
sado
este,
; mas, fazer descansar a reali-
maioria
em
como
estado
deante
basear
sempre
na
crimes,
capaci-
declaram-se satisfeitos â vista
dos
desses
allegados.
que,
s o m e n t e se
victima,
de
do
devem
quer
de
estudo
deixam
em
crimes,
âs questôes
existencia
h o n o r a b i l i d a d e d o s sujets
dade
o
agente
fundamental
perante
signaes
Alguns
o
apagam ; e
que
Excusado
bre
représente
de
responsabilidade
questâo
outras
contentam-se
execuçâo
immediatamente
demonstraçâo
tico
da
seja apparentemente
passando
a
hypnotismo,
possibilidade
hypnotisado
quer
do
42
mais
HYPNOTISMO
33Q
D e p o i s do relatorio academico de D u b o i s ( d ' A m i e n s )
os
partidarios da realidade
tudo
proseguimos,
a
dos phenomenos,
cada
passo
c u j o es-
o u v i a m dos
indivi-
duos que n â o p o d i a m explicar o mecanismo dos factos
expostos :
« / / faudrait
qué
par
être
le coche
sot
pour
comme
y
un provincial
croire-»
Objectavam que nada
(
5 T 0
débar-
).
demonstra
a existencia
do
agente invocado pelos magnetisadores ; que u m grande
numéro
de pretendidas
somnambulas
t i n h a m sido p i -
Ihadas e m f l a g r a n t e delicto de s i m u l a ç â o ; q u e e m f i m
em
virtude do caracter movel, irregular, inconstante,
por vezes e x t r a o r d i n a r i o , dos p h e n o m e n o s hypnoticos,
elles
lei
escapam
a qualquer
scientifica (
Que
5 7 1
classificaçâo
o
reconhecimento
dos
f a c t o s , q u e e x i s t a o u n â o esse
çâo
mesmerica
n â o haja
mas unanimemente
menos
hypnoticos, para
tencia
real ? Si
riamos
desde
do
Galvani
repousam
sobre
cussâo
(
5 7 2
lemos
propria
essa
acceita,
opiniâo
n
572
dos
sustente
e Volta,
a
realidade
do para-raio,
pheno-
a sua exis-
fosse justificada,
nega-
succederam
do
téléphone,
da luz electrica.
a electricidade,
intima
que
« estado
particular
ainda
soffre dis-
de
algures,
certos
séria
e x i s t e n c i a desses
factos da hypnose
mais
factos.
absurda
Serâ
; j D E C H A M B R E , art. Mcsmér'mue, i n Dictionnaire
Sciences médicales.
(•' ) CULREERE. Magnét. et Jiypnot.,
( ) P. M A R I N , L'hypnot,
p.'vin.
: , 7 0
que a tradic-
).
simulaçâo
cada,
verdade
uma explicaçâo, n â o
q u e se
c o r p o s », c u j a n a t u r e z a
A
fluido
a r e a l i d a d e das c o n q u i s t a s q u e se
telegrapho,
dos
da
nos l e g o u ?
i m p o r t a ainda
verdadeira,
qualquer
).
importa para
Que
e a
do
provoque
a
possivel que
encyclopédique
des
CAPITULO V I I
essa
immensiclade
nham
Ou
sido
deve-se
de
todas
as
de
sabios
victimas
dos
admittir
que
de
todos
mais
nacionalidades
cuja existencia
de
e
os
paizes
grosseiros
pessoas
guido reproduzir estados
e
331
do
enganos ?
povo,
annos,
te-
creanças
tenham
conse-
de que jamais o u v i r a m fallar
nem
sequer
suspeitam ?
N â o ! Essa h y p o t h è s e é completamente inadmissivel.
Demais,
pessoas instruidas, iucapazes de
mystifïcaçâo
e guiadas unicamente por u m a alta p r e o c c u p a ç â o
tifica,
t ê m reproduzido
hypnose observada
Heidenhain
para
e
sujets
e n t r e os r u s t i c o s
Brémaud
realizarem
lhores
com perfeiçâo
as
do
e
e
serviram-se
suas
o
seu
constancia
a
os
ignorantes.
de
estudantes
experiencias;
primeiro era
scien-
um
dos
proprio
me-
irmâo;
C h a r l e s R i c h e t e x p e r i m e n t o u e m v a r i o s dos seus a m i gos,
i n d i v i d u o s acima de
Tuke
viu adormecerem
ecclesiasticos
O
e
outros
scepticismo
em
toda a excepçâo (
em
sua
presença
homens
relaçâo
5 7 3
Hack
professores,
illustrados
ao
);
(
5 7 4
).
hypnotismo
f o r t e e m algumas pessoas que, m e s m o depois de
soffrido a influencia dos processos hypnogenicos,
mo
depois de reduzidos a simples automatos,
ainda
de
ser
a
convicçâo
de
vontade
do
â
Quanto
e
mesmo
aos
que
lhes
séria
se
tâo
terem
mes-
guardam
possivel
deixar
hypnotisador.
factos de s i m u l a ç â o , s â o
quando
é
d â o , isso
nada
excepcionaes;
prova
contra
a
( ) Ch. Richet conta que um do seus amigos acredita que simula
quando, em somno hypnotico, e x é c u t a os movimentos suggeridos :
« Quand j e suis endormi, dit-il, je simule l'automatisme, quoique je
puisse, ce me semble, faire autrement. J'arrive avec la ferme volonté
de ne pas simuler, et m a l g r é moi, dès que le sommeil commence,
i l me p a r a î t que j e simule. — On comprendra, ajunta Richet que ce
genre de simulation d'un p h é n o m è n e se confond absolument avec la
réalité du p h é n o m è n e . L'automatisme est prouvé par le seul fait que
des personnes de bonne f o i ne peuvent pas agir autrement que des
automates.» C H . "RICHET, L'homme et l'intelligence.
( ) Le corps et l'esprit,
action du moral et de
l'imagination
sur le physique, trad. Parant, 1886.
573
574
HYPNOTISMO
332
realidade do somno
visto
casos de
mas
de
h y p n o t i c o . E n t â o , p o r q u e se
simulaçâo
alienaçâo
paciente
m e n t a l , deve-se
dessas e n f e r m i d a d e s ?
todas
as
for-
negar a existencia
Demais, muitos simuladores s â o
hypnotisados ;
os
adormecem
verdade, mas
de
de
tem
sujets
exhibidos
pelos
charlatâes
podem simular. N â o
ha
c o n t r a d i c ç â o : u m a m u l h e r a d o r m e c i d a s e m p r e se c o n serva
a
mesma;
sciencia
da
sua
n a d a se o p p O e a q u e e l l a t e n h a c o n situaçâo,
a que
possa simular, a
que
possa reflectir. Esta adormecida, c o m o o p r o v a m todos
os
phenomenos
physiologicos
lepsia, c o n t r a c t u r a ,
bras,
convulsâo
que
movimentos
dos
olhos,
manifesta:
fibrillares
cata-
das
insensibilidade
palpecutanea,
a b o l i ç â o dos m o v i m e n t o s de d e g l u t i ç â o : — « mais t o u t
en é t a n t e n d o r m i e , elle j o u e son r ô l e ; essaye de deviner
l'avenir, de
lire
d i s t i n c t e m e n t dans le c o r p s
malades q u i la consultent, de d e v i n e r p a r
une
des
boucle
de c h e v e u x , l ' â g e , le c a r a c t è r e et la s a n t é de q u e l q u u n .
Les
et
devinations font
s'y
E
conforme » (
Cullerre
« Cette
les
partie
5 7 5
une
opinion
vida
teiras
tira,
à
moderna
â
E l l e le sait
).
est
d'autant
plus
admissible
loueur
et
corrente
a.
à simuler » (
dos
do
e
p e r p é t u a , seja o caracter
hystericas e Pierre Janet (
5 7 6
escriptores
eminente
Negando
dissimulaçào
que
e n g é n é r a l des h y s t é r i q u e s , q u i
tromper
essa a s s e r ç â o
da
tâche.
tendance naturelle irrésistible et t r è s
inconsciente
A
sa
accrescenta:
somnambules sont
ont
de
).
pôe em
auctor
das
que a inclinaçâo
especialmente
souvent
â
duFron-
â
men-
simulaçâo
psychologico constante
5 7 7
),
Pitres
(
5 7 8
das
) e Gilles de
( ) C H . R I C H E T , L'homme et l'intelligence, 1884.
( ) C U L L E R R E , Magnét. et hypnot, p. 79.
( ) Les stygmates mentaux, p. 226 e seg.
( ) Leçons sur l'hystérie, cit., t. n , p. 55. CHARCOT, Leçons
mardi, 1887.
57S
576
577
578
du
CAPITULO V I I
la
Tourette
(
q u e — « t o u s
peuvent
chez
et
par
plus
le
que
),
les
se
tous
5 7 9
gerada
uma
rencontrer
hommes,
fait
de
prova
Braid,
a
tado
si os
os
E
elles
de
do
e
da
por
estados
pessoas,
um
mais
ne
comme
ensemble
mentent
pas
5 8
ter
da
inconstancia
sido
muito
exa-
constitue
porque,
como
s â o desigual e dif-
nada demonstra
séria,
pelo
diversas
reagissem
mesmo
modo
irregulares
hypnoticos
leur
hypnose,
factos ;
mental,
por
possibles
( °).
hypnotisaveis
tantas
vices
hypnotismo,
i n f l u e n c i a d o s , isso
que
hypnogenicos
dos
maladie
dos
evidencia
hystériques
de m o r t e l s »
realidade
physico
identico.
les
da irregularidade,
hypnoticos.
existencia
admiravel
les
em
m a i s q u e clans
adversarios
da
poem
tous
irregularidade, além
ferentemente
tra
leur
le c o m m u n
et
cher
les
pelos
affirma
outros,
défauts
Resta o facto
dos p h e n o m e n o s
Essa
entre
333
contrario,
em
aos
apresentam
seu
es
processos
sempre
que
con-
egual
sejam,
um
e
to-
caracter
( ) Considérations
sur les ecchymoses
spontanées
et sur
l'état
mental
des hystériques,
i n Nouvelle
Iconographie,
1890, p. 49, e
Traité de l'hystérie, cit., 1891, p. 489.
( ) As mentiras das hystericas sâo resultados de amnesias. < Ce
p r o b l è m e de la simulation h y s t é r i q u e est, à mon avis, en grande
partie une question de mots. Que doit-on entendre par mensonge,
par simulation? Prend-on le mot comme on doit le faire dans son
sens précis, comme d é s i g n a n t une tromperie réfléchie et volontaire?
Je dis qu'elle existe alors chez ces malades, comme chez les autres
personnes, à titre de caractère individuel, ou comme résultat d'une
mauvaise é d u c a t i o n . Je crois aussi que, dans des cas exeptionnels,
elle peut exister à titre d'idée fixe suggérée et t r è s accidentelle.
Mais je ne pense pas qu'on puisse en faire un caractère spécifique
de la maladie. Prend-on, au contraire, comme cela arrive trop souvent,
ce mot simulation dans un sens infiniment vague, comme une modification quelconque de la vérité, comme une altération_ psychologique i n d é t e r m i n é e , je dis que, dans ce cas, la simulation peut
r é s u m e r toute l ' h y s t é r i e et m ê m e toutes les maladies mentales possibles. I l est clair que toutes ces maladies consistent à penser et
à sentir ce qu'un homme normal ne devrait n i penser n i sentir. Le
mot devient vrai, si l'on veut, parce qu'il a perdu toute valeur, q u ' i l
confond tous les p h é n o m è n e s et n'est plus bon q u ' à nous tromper !79
580
P I E E B E J A N E T , , Les stygm.
mentaux,
p. 229-230.
HYPNOTISMO
334
commum,
um
signai
collectivo :
symptoma
fundamental, em
outros
se
v ê m agrupar,
ou
menor
em
Como
numéro
simular
a
o
torno
automatismo,
do
quai
todos
os
c o m o accessorios,. e m m a i o r
(
5 8 0
).
hyperexcitabilidade
nervo-mus-
cular ?
« On
cot
voudra
com
toda
bien
a
razâo,
logie
du système
pas.
Or,
ble,
par
simuler
sion
cles,
que
mimique
aussi
savante
sur
encore
les
effets de
nerveux
quelconque
vraiment
puérile.
pris
avec
soit
capa-
une
hasard,
de
préci-
points
c o m b i n é e des
l'excitation
au
physio-
qu'habile,
plusieurs
et
la
s'improvisent
venu
expérience,
rigoureuse,
et
ne
premier
à la fois, l'action i s o l é e
ou
pense, diz Char-
Tanatomie
le
d è s la p r e m i è r e
absolument
corps
que
neuro-musculaire
supposer
une
reconnaître, je
mus-
d'un
serait
du
tronc
chose
II
E passando sem transiçâo a reconhecer que o medico-legista
dispôe
desmascarar
a
da
provocada,
hypnose
cia,
se
p o i s — « la
réduit
à
tme
aux
hypnotiques
tence
du
tica
médecin
da
dans
est
» (
ponto
pessoa
de
a
5 8 1
para
diagnostico
maior
de
relevanl"hypnotisme
diagnostic^
et tout
les
questions
légales
en
dehors
de
ce
qui
rela-
la
compé-
).
elucidar
que
no
da
médico-légale
question
tives
sufficientes
entramos
problema
question
diagnostic
unico
elementos
simulaçâo,
n est pas
O
de
é a sensibilidade
prétende
ter
sido
hypno-
victima
do
attentado.
Para
uni
chegarmos
meio:
a
a
resultado
hypnotisaçâo.
( °) Cui.McliUi'], Magnét.
58
esse
et Jïypuot., cit.
BJNKT et FKHK, Le magnét-
animal.
sô dispomos
de
CAPITULO V I I
O
perito
deve investigar,
antécédentes
procurarâ
tericos
de
do
e
especialmente
que
n â o nos
repetir
mais
hereditarios
que
a
descobrir
hysteria
se
o
lidades
das
dos
tidos,
como
da
typo
os.
sob
o
mulher.
da
estado
E,
nâo
a
como
aos
hypnose
plo,
a
tem
uma
os
ponto
ter
insistindo
gundo
a
sobre
ella,
se
em
sera
podem
va m o s
no
casos
as
ou
em
as
quasj
excessiva
aos
que
sensibili-
sujets
por
instantaneidade
obter
revelaçôes
de
Indagar-se-â
da
exem-
Mesnet
circumstancias
acompanharam.
(
5 8 2
).
da
queixa,
que,
dos
sepro-
para a p r o v o c a ç â o do somno hypno-
pessoa.
Mas
mentir
capitulo
a t o d a s as s u a s
algumas
declaraçôes
somnam-
vezes, c o n f o r m e obser-
terceiro.
deve
mui poucos
( ) Vide capitulo v
sen-
que
d o s f a c t o s d e q u e se
dencia, ainda, e m r e l a ç â o ao
682
desde
Brouardel e
procurar
todas
vista
dos
importancia : como
de
respeito
medico-legista
apresenta
de
synonimos:
a r r i s c a d o d a r v a l o r a b s o l u t o , p o r q u e os
bulos
O
sua
de
menor
grande
cessos e m p r e g a d o s
tico
ou
moda-
sempre
realisadas
hypnogenicos,
conveniente
somnambula,
sâo
doentes
maior
vejam-se
Sera
pelas
processos
excellencia,
systema
outra.
notamos,
desagradaveis
exclusivamente
dade
o
anteriormente
suggestôes
existencia
impressionabilidade
Mas, deverâ
presuppôe
que
symptomas
mente que hysteria e hypnotismo n â o s â o
um
em
as d i v e r s a s
o
hys-
cessamos
periphericas e dos o r g â o s
ainda
emotividade
nâo
p e r m a n e n t e s clo
n â o s ô sob
os
queixosa ;
estygmas
indagar
pacientemente
apparelhos,
sensibilidades
os
desenvolvem
cuidado,
da
terreno
hypnotismo. Deverâ
estudando
o
indicar
é
de p e r t u r b a ç ô e s funccionaes
nervoso,
todo
pessoaes
cumpre
completamente
grande
com
procéder
peqncno
caractères
com
maior
pru-
hypnotismo
que
objectivos
aprecia-
HYI'Nt >TISMO
336
veis,
e
nâo foram
regular.
de
um
estudo
nosologico
Nesses casos os i n d i v i d u o s p a r e c e m
uma
por
sujeitos a
suggestibilidade
suggestâo
especial :
estados
desenvolvem-se
cataleptoides,
cular,
anesthesias,
allucinaçôes
fixas,
paralysias e i m p u l s ô e s
e
dotados
rigidez
illusôes,
diversas.
mus-
attitudes
A
respeito
diz
qu'un
homme
ro-
les b r a s é t e n d u s
plus
Liégeois:
« I l est
buste
de
bon
peut
10 a
contraire,
ses
minutes
lumière
ses
des
piqûres
au
moment
courant
etc.»
(
Il y
a là un
posi-
moyen
est de
insensibles
l'anesthésie généralisée ou
ou
des
où
pincements
le s u j e t
s'y
avec
lequel
un
â s phases
diagnosticô
é
faits à
attend
on
très
une
localisée,
l'improviste,
le
moins,
pourrait
object quelconque
rien
à
même
à
l'appareil
du
mettre
dont
l'as-
d'induction,
do
grande
hypnotismo, o
relativamente facil, tendo-se e m
longamente
seus c a r a c t è r e s
expuzemos,
objectivos,
symptomatologia
No
les
au
).
Quanto
que
pourra,
heures
rendues
rappellerait en
5 8 3
des
la simulation. I l en
électrique
ne
hypnotisé
pendant
jambes.
communication
pect
qu un
pupilles,
vive, de
des
en
à
de d é j o u e r
l'état
ici
b i z a r r e s , les p l u s h é t é r o c l i t e s d o n n é e s
bras ou
de
et
conserver
plus
sérieux
rappeler
d i f h c i l e m e m t rester
15
tios les
de
entretanto,
quer
quer
em
em
vista o
relaçâo
relaçâo
seu
â
aos
sua
psychologica.
diremos
algumas
palavras
neces-
sarias.
A
simulaçâo
tico
da
O
(
hypnose provocada
estado
necidos
r,s:,
/
é obstaculo
pelos
cataleptico
apparelhos
De la suggestion,
cit.
se
m u i t o serio
mas
ao
diagnos-
n â o é invencivel.
manifesta nos signaes formuscular
e
respiratorio.
CAPITULO V I I
E'
cousa
pode
15
sabida que
conservar
minutos; o
çôes
absurdas
tempo
muito
cendo
durante
forçadas
longo.
difficeis,
da
os
até
A
meio
esse
do
queem
ao
vâo
uma
linha
lador
colloca-se
que
a
tambor
elle corresponde
cataleptico;
das
um
posi-
mas
differenças
ao
f i m de
começam
a
ha
de
postas
em
traçado
nâo
Os
a
a
5 8 4
respiraçâo
se
traçado
parece
se
rara,
com
sobre
no
rythmo
e
na
o
profunrecta
oscillaçôes
do
simulador
no
começo,
p h a s e (a q u e
notados
membro),
dos
cata-
ûm
fadiga muscular
extensâo
dis-
pneu-
No
o
No
partes:
ao
do
accidentada,
significatives.
o traçado correspondente
laridade
traçado
fornecidos pelo
duas
aos indicios de
simu-
A linha
respiraçâo regular e normal; na segunda
corresponde
o
minutos
principio.
distingue em
Quando
dum
superficial;
o
).
principio
grandes
sâo menos
modo
experiencia,
(
apparecer.
traçados
sâo
correspondente
reaçâo,
alguns
momentos
séries.
mographo
leptico:
por
obtidos
mesmo
transforma e m linha quebrada e muito
apresentando
pouco
Marey
extensâo
semelha
a
traçados
Do
de
obede-
novo
durante
membro em
mais
lenta
perfeitamente regular
na e x t r e m i d a d e do
de
descendo
registrador
demonstrativos.
recta
periodo
de
os
traça,
posi-
hypothèse
respeito,
estendido
guarda
posiçôes
relaçâo â respiraçâo,—a penna
membro
ioou
membros
occuparem
apparelho
completamente
nas
nâo
durante
um
seus
gravidade
robusto
debil
Posto
n o r m a l ; assim o b r a ç o na
por
o
extensâo
e
leis
figurada.
se
em
mais
mais
gradualmente
çâo
homem
cataleptico
e
âs
braço
mais
contrafeitas
e
o
o
337
irregu-
movimentos
respiratorios, profundas e rapidas d e p r e s s ô e s , —signaes
da
perturbaçâo
phenomeno
( ) G.
584
do
da
respiraçâo
que
accompanha
esforço.
D E L A TOUKETTE,
L'hypnot.,
p. 86.
43
o
HYPNOTISMO
338
Em
resumo,
saço : o
mesmo
traçado
da
(
5 8 6
As
se
nâo
sem
conhece
esforço,
o
traçado
accusam
observa
na
do
a sua
o
can-
sem
s i m u l a d o r trahe-se
tempo:
respiraçâo
mesmo
lica
mas
voluntaria ; — o
ao
O
cataleptico
musculo cède,
vençâo
lados
o
inter-
por
dois
membro
fadiga (
contractura
5 8 S
e
o
).
somnambu-
).
leis da
h y p e r e x c i t a b i l i d a d e n e v r o - m u s c u l a r ser-
virâo proveitosamente para o estabelecimento do diagnostico
da hypnose.
ter
v i s t a as r e s t r i c ç ô e s q u e a c i m a e x p u z e m o s (
em
Ainda
quanto
No
entretanto,
rante
a phase
do
fundo
vascularisada
estado
normal,
veias
e
certa importancia : o
cataleptica
mente
das
deverâ
e
das
e
do
olho
a
papilla
muito
que
ao
arterias
v i d u o se c o n s e r v a
caractères
se
révéla
se
que
acha
em
tempo
torna muito
o
catalepsia
por
recendo
pelos
sua
ou
saccadé;
e
excitaçâo
producçâo;
o
(
5 8 8
no
calibre
mais
voluindi-
).
seguintes p e r t e n c e m ao estado som-
anesthesia
tractura
du-
nitida-
mais vermelha que
mesmo
nambulico franco : anesthesia
cutaneo,
).
exame
m o s o ; esses p h e n o m e n o s p e r s i s t e m e m q u a n t o o
Os
5 8 7
â catalepsia, L u y s e Bacchi a p o n t a m
um signal diagnostico de
ophtalmologico
o perito
mesmos
timbre
exame
compléta
analgesia
das
superficial
meios
da
do tegumento
da
mucosas,
pelle,
empregados
con-
desappapara
a
voz enfraquecido, abafado
ophtalmologico
do
fundo
olho r é v é l a u m certo g r a u de h y p e r e m i a da r e t i n a (
do
5 8 9
).
(
P A U L R I C H E R , Etudes cliniques, p. 615.
( ) A L V A E E S , 0 que é o hypnot, p. 272.
t'
Vide cap. n i deste trabalho.
C* Luys et B A C C I I I , De l'examen ophtahnoloyique du fond de l'œil
chez les sujets en état d'hypnotisme, Communie, â Sociedade de Biologia, 1889.
f ) L U Y S (Leçons cliniques, p. 117,) dâ como signal diagnostico do
hypnotismo o facto do somnambulo tratar por tu o hypnotisador,
(Jnandoque bonus. . .
5SIV
rj86
587
8
689
339
Quanto
guns
âs suggestôes
autores
incitaçâo
pidez
caracterisam
suggestiva,
movimentos
um
çâo,
o
os
e
grande
processo
é
(que repousa
a
sâo
corpo
se
tomado
de
excepçâo
move
em
cutanea,
sobre
do
uma
do
maior ou
momento
em
via de
da
anesthesia
sobre
este
da
pelle
ha
algumas
ultimo
hystericos
apresentam
vel
poderiam
e que
erroneo,
hoje
porque
encontrado
é
e
na
maior
da
fundo
menor
das
realisa-
phenomenos
da retina e p r e s u p p ô e graus difficilmente
e
os
ra-
deduzidos
exame
por
com
anesthesia,
dos
Al-
brutaes,
agilidade ; no
estâ
dizer.
executados
I n f e l i z m e n t e t o d o s esses
sâo simulaveis, â
excitabilidade
que
suggestivo
individuo
p a r t e das vezes.
o
temos
actos
dizendo
s â o bruscos,
extrema
que
pouco
hyperdo
olho
hyperemia
apreciaveis),
mucosas.
Ainda
r e s t r i c ç ô e s a fazer:
os
anesthesias de e x t e n s â o varia-
levar o medico a u m diagnostico
nesses
mais
doentes
factos de
que
se
têm
até
simulaçâo do hypno-
tismo.
O
que
atraz
expuzemos, a
paradoxal,
poderâ
mento
diagnostico.
A
do
acçâo
hypnoticos
ser
respeito da
aproveitado
dos esthesiogenicos
para o
s o b r e os
fornece-nos preciosas
contractura
estabeleci-
phenomenos
indicaçôes para
con-
fundir a s i m u l a ç â o possivel. Assim, a transferencia
contracturas
cubital,
doente
e
unilateraes:
approxima-se
adormecida,
provocada â direita a
um
iman
quando
do
esta
é
se
para
o
membro
esquerdo
(
garra
antebraço
sensivel ao
l o g o as d u a s m â o s se a g i t a m e a c o n t r a c t u r a
5 9 0
das
da
iman
passa-
).
Q u a n d o u m a lethargica estâ collocada no campo
influencia
sua
mâo
d u m iman,
ou
o
seu
excitando-se
braço,
(590) VIGOUROTTX, Métalloscopie,
Arch. de Neurol, 1881.
a
mechanicamente
contractura
Métallothérapie,
da
a
nâo
se
Esthésiogénes,
in
HYPNOTISMO
340
mostra
ponto
no
musculo
directamente
correspondente
Sujeitando-se
â
do
acçâo
excitado,
outro
do
mas
no
braço.
iman
uma
contractura
b i l a t é r a l e s y m e t r i c a (p. ex., duas g a r r a s radiaes), p r o d u z - s e a polarisaçâo
(
5 9 1
) : as d u a s m â o s d o
individuo,
e m estado de c o n t r a c t u r a , c o m e ç a m p o r oscillar r a p i d a
e i r r e g u l a r m e n t e , e m s e g u i d a se m o s t r a m m o v i m e n t o s
mais
extensos,
carga
depois
convulsiva
desapparecem
da
succède
simples
capazes
de
ferencia
é
provocam
Binet
tismo
de
â
Féré
attracçâo.
o
de
intensa
experiencias
é,
pelo
exaltaçào
a
unilatéral,
o
daquelles
unicô
os
phenome-
Binet e Féré,
a
autores
genitaes
(
iman ;
essa
5 9 3
),
sâo
trans-
consecutivas
génital
(
5 9 4
que
grande
se
sobre
que
).
transferencia
no
a
erogeneas,
venereo
oscillaçôes
observaram
aliâs,
).
sensaçôes
orgasmo
des-
contracturas
5 9 2
A s zonas
détermina
allucinaçâo
que
tempo (
electiva, dizem
transferencia
seguida
e
mesmo
duas
influencia magnetica
pressâo
uma
de
ao
produzir
susceptiveis
iman
â
sensibilidade
repulsâo
cuja
f i n a l m e n t e as
quasi
Submettendo
nos
e
sobrevem uma verdadeira
pelo
hypno-
applicam
a
as
influencia
l ) B I N E T et F É E É , La polarisation
psychique, i n Revue philosophique, 1885.
( ) B I N E T et FÉRÉ, Le magnét. animal, p. 84-86. . Au moment où
l'une de nos somnambules tient les mains de M . X . . . , nous approchons un petit aimant de sa tête, très vite la malade s'éloigne de
M. X . . . , en poussant une plainte: M . X . . . la poursuit, elle recule
toujours; i l ne peut pas la toucher sans qu'elle se mette à geindre.
Quelque temps après, elle revient spontanément vers l'expérimentateur, puis elle s'éloigne, et i l est encore impossible de la toucher.
Au moment où elle revient pour la troisième fois, on en profite pour
la réveiller
B I N E T et F K E É , La polarisation
psychique, i n Rev. philosophique, 1885.
( ) C H A M B A E D , Etudes sur le somnambulisme provoqué, 1881. A
excitaçâo das zonas erogeneas sô produz effeito quando é realisada
por uma pessoa de sexo différente, emquanto a doeute se achar em
somnambulismo total; a pressâo, effectuada por uma outra mulher
ou com um objecto inerte, détermina apenas uma impressâo desagradavel.
r,rt
592
693
(
694
) B I N E T et F É R É , Le magnét.
animal,
p. 112.
341
que
os
da
esthesiogenicos
hypnose
exercem
provocada ; — mas
nos
ao
phenomenos
contrario
do
que
se passa em relaçâo âs contracturas, a allucinaçâo
visual
transferida
inicial
(
dôr
de
5 9 5
).
nâo
Durante
cabeça
a
é
symetrica
da
transferencia,
oscillando
de
um
allucinaçâo
declara-se
lado
para
o
uma
outro
do craneo, a séde dessa dôr parece coincidir, quanto
a certos generos de allucinaçôes, com os centros
sensoriaes da casca cérébral fixados pelas investigaçôes physiologicas e anatomo-clinicas ( ).
596
O effeito, que o iman détermina sobre as allucinaçôes bilateraes, nâo é o da transferencia : é o
da polarisaçâo ( ) E ainda mais : o iman supprime
597
nâo sô a imagem allucinatoria, como ainda a visâo
real
(
5 9 8
) e
a
lembrança
evocada
(
5 9 9
).
(6»6) « On donne à un sujet la suggestion qu"il voit sur un carton
un portrait de profil, et que ce profil est t o u r n é vers la droite; on
ajoute q u ' i l voit cette figure de l'œil droit seulement, et pas du
tout de l'œil gauche. Par l'application de l'aimant, on f a i t passer
l'hallucination du côté gauche, et on l'enlève à l'œil droit. Si alors on
demande à la malade de quel côté est t o u r n é le profil qu'elle voit
sur le carton, elle r é p o n d qu'il regarde vers la droite, comme auparavant la s y m é t r i e voudrait qu'il r e g a r d â t vers la gauche s. B I N E T
et F É E É , Le magnét. animal, p. 190.
( ) Assim a transferencia da allucinaçâo visual dâ logar a uma
dôr u m pouco atraz e acima do p a v i l h â o da orelha (parte anterior
do lobulo pariétal inferior); na transferencia da allucinaçâo auditiva,
o ponto doloroso se acha situado no meio do espaço comprehendido
entre a parte anterior do p a v i l h â o da orelha e a apophyse orbitaria
externa (parte m é d i a do lobo temporo-sphenoidal).
696
(
597
) BINET
FÉEÉ,
La
polarisation
psychique,
cit. c On
donne à
une malade en somnambulisme l'hallucination banale d'un oiseau
posé sur son doigt. Pendant qu'elle caresse l'oiseau imaginaire, on la
réveille, et on approche un aimant de sa tête. — Au bout de quelques
minutes, elle s ' a r r ê t e tout à coup, lève les yeux et regarde de tous
côtés avec é t o n n e m e n t . L'oiseau qui était sur son doigt a disparu.
Elle le cherche dans la salle, et le trouve enfin, car nous l'entendons
qui d i t : « C'est comme ça que t u nie quittes. » Après quelques instants, l'oiseau d i s p a r a î t de nouveau; mais i l reparaît ensuite. > B I N E T et
F É R É , Le magnét. animal, p. 199.
( ) * Une de nos malades é t a n t réveillée, on l u i montre un gong
chinois et le tampon qui sert à le frapper. A la vue de l'instrument,
la malade a peur. On frappe un coup de gong; la malade tombe
i n s t a n t a n é m e n t en catalepsie. Après cette expérience préparatoire,
on la réveille et on la prie de regarder attentivement le gong •
698
HYPNOTISMO
342
Mas
a polarisaçâo,
além
de
supprimir
esses
phe-
nomenos, produz ainda um phenomeno complementar, demonstrado por uma engenhosa experiencia
dos autores ha pouco citados ( ).
600
Os
movimentos
e
actos
unilateraes
suggeridos
durante o somnambulismo sâo egualmente passiveis
de transferencia pelo iman ( ). Suggere-se a um
601
pendant ce temps, on approche de sa tête un petit aimant. Au bout
d'une minute, elle prétend qu'elle ne voit plus l'instrument, i l a
complètement disparu pour ses yeux. Alors, on frappe le gong à
coups redoublés, et, malgré l'énergie du bruit, la malade ne tombe
pas en catalepsie; elle regarde seulement d'un côté et d'autre avec
un air un peu
é t o n n é * . B I N E T et F É E É ,
Le magnét.
animal,
p. 199;
La polarisation psychique, cit.
( ) « Un de nos malades étant dans l'état de veille, nous l u i
parlons du tam-tam, en la priant de nous en décrire la forme, la
couleur, la grandeur, l'usage, etc. Elle nous dit à plusieurs reprises
qu'elle le voit très nettement dans son esprit. Quand son attention
est bien fixée sur l'idée de cet objet, nous appliquons l'aimant. Au
bout d'une minute, elle a de la peine à s'imaginer le tam-tam et
finit même par ne plus comprendre lorsque nous l u i en parlons. A ce
moment, nous prenons le tam-tam placé sur une table voisine, et
nous le présentons à la malade: elle ne le voit paB. On peut même
le faire résonner, en le frappant avec force, sans provoquer autre
chose qu'un léger tressaillement. Mais, si on attend quelques secondes, on assiste à une oscillation consécutive ; le souvenir du tamtam revient, en même temps la vision de l'instrument se rétablit,
et i l suffit alors d'un léger coup de gong pour plonger la malade
699
en catalepsie -. B I N E T et F É E É , Le magnét.
animal,
p. 200.
( °) «Si à un de nos sujets, W. ou C. . ., indifféremment, et à l'état
de veille, nous inculquons que la croix que nous venons de dessiner
sur un papier blanc est colorée en rouge, et si nous l'invitons à considérer avec attention cette croix rouge pendant qu'un aimant est
placé derrière sa tête à son insu, voici ce qui se passe: le sujet voit
apparaître des rayons verts entre les bras de la croix; peu à peu
ces rayons verts s'allongent, et, à mesure qu'ils s'allongent, la
croix devient plus rose, sa teinte primitive se dégrade. U n instant,
la croix paraît verte, puis toute couleur disparaît dans l'étendue de
la figure primitive, le sujet voit une croix vide, un trou en forme
de croix entouré de rayons verts qui persistent. Si à ce moment on
place une croix en papier rouge au milieu de la figure, le sujet ne
la voit pas. L'aimant produit des effets analogues sur le souvenir
des objets colorés.» B I N E T et F É E É , Xe magnét. animal, p 201.
( ) «Après avoir endormi une de nos malades, nous plaçons sur
une table, à peu de distance, un buste de Gall; nous suggérons à
la malade de faire, avec la main gauche, des pieds de nez au buste.
U n aimant est placé à la proximité de la main droite On réveille
la malade. Aussitôt qu'elle voit le buste, elle fait un pied de nez de
la main gauche;
après trois ou quatre secondes elle recommence;
60
601
CAPITULO VU
somnambulo
a
idéa
de
escrever
os
algarismos
que vâo de um a dez, servindo-se da mâo direita
por elle habitualmente empregada. Eil-o em vigilia
post-hypnotica ; u m
iman
se a c h a
occulto proximo
â
sua mâo esquerda. O hypnotico traça com segurança
os
algarismos
iman,
hésita
designados;
um
mas,
momento,
muda
sob
a
a
acçâo
penna
do
para
a
mâo esquerda e começa a escrever com a mâo esquerda, traçando algarismos em espelho, isto é, taes
como sâo elles vistos quando se colloca em frente
ao espelho a folha de papel em que se acham traçados. O iman transférai os movimentos de escripta e o operado se fez canhoto, ou melhor, agraphico da mâo direita (Binet et Féré).
Ainda foram assignaladas a transferencia da impulsâo verbal ( ) e a transferencia das resoluçôes,
602
isto
é, dos
actos
desejados
e
n â o realisados
(
6 0 3
V
nous comptons ainsi une série de 14 pieds de nez qui sont tous
e x é c u t é s de la main gauche. Les derniers mouvements sont att é n u é s , le geste est mal dessiné ; elle porte la main à la hauteur
de sa bouche, sans ouvrir les doigts. Cependant, la main droite
commence à trembler l é g è r e m e n t . La main gauche s'arrête. Notre malade paraît inquiète, elle tourne la t ê t e d'un côté et d'autre;
elle apostrophe le buste de Gall : «Il est dégoûtant, cet homme.» Elle
se gratte l'oreille avec la main, droite, puis commence à faire avec
la main droite une série de pieds de nez. Ces gestes persistent
pendant d i x minutes. Elle se rend bien compte que ces gestes sont
ridicules; quand elle s'arrête un instant, i l nous suffit d'esquisser un
pied de nez au buste pour qu'elle recommence i m m é d i a t e m e n t . Nous
retirons l'aimant, et le transfert s'opère de droite à gauche avec les
m ê m e s caractères. Nous donnons à la malade un travail pour
occuper ses mains ; elle interrompt r é g u l i è r e m e n t son travail, chaque
trois ou quatre secondes, pour faire son pied de nez.»
f *) Assim—uma doente a quem F é r é deu a suggestâo de contar
em voz alta a t é cem; e que, sob a influencia dum iman collocado
perto de seu braço direito, parmi, começou a gaguejar e finalmente
nenhum som podia emittir. Applicado o iman ao seu braço esquerdo,
recuperou a palavra.
( ) Assim—uma doente a quem Binet e Féré deram a suggestâo
de tomar umachave, abrir uma gaveta, tirar d'ahi uma caixa, tornar
a fechar a gaveta e emfim dar a caixa a uma pessoa determinada,
utilisando-se sempre da m â o direita. Sob a acçâo de um iman applicado perto do a n t e b r a ç o esquerdo, a doente executou todos aquelles
actos suggeridos sempre com o auxilio da m â o esquerda.
50
603
HYPNOTISMO
344
O
iman pode
quando
sâo
motora
(
cional,
a
motora
se
6 0 4
o
diffère da
de
paralysia
um
da
que
si o
e
estado
A
emo-
polarisaçâo
porque
da
producçâo
que
iman
elles
esta
sensa-
de
(como
(
6 0 6
um
de
um
sobre
bâter)
ordem
nâo
affectiva
abraçar), — porque
na
emo-
a op-
differença
n â o na differença
de
do
).
fazem
desappare-
suggestâo.
paralysias
a
de
de
que
encontra
polarisaçâo
acto
supprimem,
anesthesias p o r
suggerirmos
o
n â o se
unicamente
actos consiste
motor
das
agisse
exprimem, e
esthesiogenicos
Tratando
diffère da
o acto
desses dois
si
).
polarisaçâo
(suppressâo
phenomenos
emoçâo
caracter
e
motor
posiçâo
as
(
p r i m e i r a especie
elemento,
différente (como
cer
dum
6 0 5
sensorial,
elementos
substituiria por
Os
emocional
correspondente
phenomeno
seu
resultam
a
bilateraes:
c o n t r a r i o e c o m p l e m e n t a r ) , ao passo
terceiro
em
declara-se
polarisaçâo
trez
polarisaçâo
cional
o
automaticos,
polarisaçâo
phenomeno
na
a i n d a s o b r e os a c t o s
), — quando
compôe
çâo,
agir
por
s u g g e s t â o , vimos que
somnambulo
a
paralysia
da
( ) «Nous suggérons à une malade l'idée de faire avec ses deux
mains l'acte de rouler une boulette. Pendant que la malade continue
régulièrement le mouvement, un aimant est approché de sa nuque.
Au bout de quelque temps, les deux mains se mettent à trembler ;
la malade cherche à rouler ses doigts, elle n'y parvient pas, elle ne
sait plus comment i l faut s'y prendre. L'impulsion suggérée a fait
place à une paralysie correspondante » B I N E T et F É E É , Le
magnét.
animal, p. 225.
( ) « Une malade étant endormie en somnambulisme, nous lui
inculquons l'idée qu'au réveil elle aura envie de battre M . F. Un
aimant est placé à terre à proximité de son pied droit. Sitôt qu elle
est réveillée, elle regarde M . F. avec inquiétude, puis tout à coup
se lève et lui lance un soufflet qu'il a juste le temps de parer.
« Je ne sais pas pourquoi, dit-elle avec violence, mais j ' a i envie de
frapper.- Le fait est qu'elle fait tout ce qu'elle peut pour frapper.
Puis, au bout d'un instant, sa physionomie change, elle prend une
expression douce et supplicante, se jette sur l'expérimentateur en
disant: « J ' a i envie de l'embrasser.» et i l faut encore employer la
force pour l'en empêcher.» B I N E T et F É E É , Le magnét. animal, p. 22(>.
( ) Revue philosophique, Marco 1885.
604
605
60G
345
flexâo
de
produz,
um
dedo,
mas
o
movimento
subsiste
Phenomeno
inverso
o
de
flexâo
movimento
apparece
iman que comprehendem
gonistas ( ).
os
nas
dois
de
nâo
se
extensâo.
paralysias
pelo
movimentos
anta-
6 0 7
A
paralysia u n i l a t é r a l s u g g e r i d a p o d e s o f f r e r a trans-
ferencia pelos esthesiogenicos;
a bilatéral é substituida
pela
(
impulsâo
Quando
lepsia
a
ou
hemi-lethargia
ao
nambulismo
pode
das
se
).
associa
hemi-somnambulismo,
coexiste
metades
hypnotisado
desde
que
do
lado,
é
se
lado
minutos
com
a
â
ou
hemi-cata-
o
hemi-som-
hemi-catalepsia,
em
especie
de
Assim,
o
iman
alguns
lethargia,
vê-se
ao
e
braço
dous
m â o e o braço
desse
se
a
cabo
centimede
pouco
consistencia
collocarem
opposto;
flaccidez
trepidaçâo
a
um
hemi-cataleptico,
a
levemente
quando
em
e
iman
catalepticos
em
).
um
a
o
3 0 9
hemi-lethargico
pouco
occupa
cae
corpo C
applique
tomarem
ultimo
do
tremerem
membros
que
6 P 8
transferir para a outra o estado que domina
uma
tros
correspondente
ao m e s m o
lethargica
epileptoide
na
posiçâo
tempo,
depois
dos
de
este
uma
( °).
6 1
(° ) F é r é e Binet comparam esse phenomeno aos que résultant da
experiencia relatada na nota seguinte.
( ) « Nous donnons à X .
en somnambulisme la suggestion
qu'elle ne peut plus tourner ses pouces. Elle résiste, r é p o n d qu'elle
peut les tourner, et les tourne ; a p r è s une suggestion répétée, elle
s'arrête. Réveil. On la prie de faire le mouvement indiqué, elle
essaye de croiser les mains et n'y parvient pas. On place en haut,
derrière sa t ê t e , à gauche, et sans qu'elle s'en doute, un petit aimant.
A u bout de quelques secondes, elle croise ses mains et tourne ses
pouces. Peu après, elle s'arrête, en disant qu'elle ne sait plus comment on fait. Ensuite, elle reprend le mouvement et le continue
pendant cinq minutes, sans interruption, tournant ses pouces tantôt
dans u n sens, t a n t ô t dans un autre. Pendant ce temps, elle cause
de ses amies de l'hôpital et ne songe pas à ce que font ses doigts.»
07
608
B I N E T et F É E É , Le. magnét.
animal,
p.
259.
( ) C H . F É E É et A. B I N E T , Note pour servir il l'histoire du transfert chez les hypnotiques,
i n Progrès médical, 12 de .lulho de 1884.
("'• C U E E E B E K , Magnét. et hypnot., p. 133.
609
346
HYPNOTISMO
Esses p h e n o m e n o s
siogenicos,— quando
precioso elemento
nas
se
experiencias
precaver
ladas
por
trabalho,
modos
de
um
d e d i a g n o s t i c o , t o d a s as v e z e s
que
observador
todas
quando
tenha
na
daquelles
se
a
manifestam
risados
Ainda
âs
transferencia
(
6 1 1
nos
e
a
cuidado
os
parte
polarisaçâo
hypnoticos
mais
deste
différentes
agentes,—d'ahi
da
de
e r r o , assigna-
introducçâo
n â o existam
p o d e r â deduzir que haja simulaçâo
pois
o
as c a u s a s d e
e transcriptas
acçâo
esthe-
fornecer
contra
Mas,
da a c ç â o dos
existem,—podem
o
Beard
résultantes
nâo
do
nem
bem
se
sujet,
sempre
caracte-
).
ha
trez g r u p o s
allucinaçôes
da
de
vista, e
factos que
que
o
perito
se
prendem
nâo
pode
despresar.
i ) Quasi todas essas experiencias foram feitas com o emprego do
iman, agente assimilado pela physica a um selenoide e que âge sobre
o systema nervoso como uma corrente electrica fraca, produzindo
uma excitaçâo peripherica continua, ( C H . F É E É , Bull, de la Soc. de
Biol., 1885, p. 590, e Sensation et mouvement.) Como resposta âs criticas que porventura surgissem contra esses seus trabalhos, Binet e
Féré negam que os effeitos obtidos sejam méros resultados da suggestâo e da attençâo expectante : — « Voici les points sur lesquels
nous insistons: f.° Engagés dans des recherches nouvelles, nous
étions incapables de prévoir dans beaucoup de cas, notamment pour
la polarisation des émotions, ce qui allait se produire, nous n'avons
donc pas pu faire de la suggestion ; 2.° Nous avons répété les expériences sur des sujets complètement neufs, et obtenu les mêmes
r é s u l t a t s ; 3 ° Nous avons dissimulé l'aimant sous un linge, et les
mêmes effets se sont produits ; 4.° Nous avons rendu l'aimant invisible par suggestion, et le même effet a continué à se produire ;
5.° Nous avons employé un aimant en bois, et rien ne s'est p a s s é ; si,
d'ailleurs, i l s'était passé quelque chose, ce résultat n'aurait rien
prouvé contre nous, car i l aurait pu s'expliquer par un rappel de l'excitation périphérique antérieure; G.° Nos expériences faites pendant
le somnambulisme se relient logiquement à celles qui ont été faites
pendant la léthargie et ia catalepsie : or dans ces deux derniers états,
nous n'avons jamais pu donner de suggestion compliquée à nos sujets.
Ces motifs nous paraissent démontrer que nous avons obtenu, dans
nos recherches, des effets dus à des esthésiogènes et non à une
suggestion inconsciente. » B I N E T et FÉRÉ, Le magnét. animal, p. 195.
De mais, Bianchi e Sommer conseguiram reproduzir alguns phenomenos assignalados por aquelles hypnologistas (Archivio di psivhiatria, scienze pvnali, etc., vol. v u , fasc. IV, p. 387, 1886).
ù n
CAPITULO V I I
Parinaud,
clinica
vou
chefe
das
real
do
algum
nervosas,
a l l u c i n a ç â o de
phenomenos
mais
laboratorio
molestias
que a
mo
do
intensos,
objecto:
q u e os
uma
outra
cor
do
em
cor
a
pode
imagem côrada
complementar
ou
a
espectro,
a
imagem
pro-
desenvolver
ou
mes-
percepçâo
dâ, no
fraca ou
o u modificadora
fim
de
intensa,
for a propria
branca ;
modificadora for qualquer
mixta.
Salpétrière,
produzidos pela
complementar
c o n f o r m e a l u z reagente
a
uma
o p h t a l m o l o g i c o da
de contraste chromatico, eeuaes
tempo,
inductora,
347
das
si,
porém,
restantes
consecutiva
Si, por exemplo, apresentarmos
tem
a
côres
uma
uma
cor
doente
qualquer folha de papel d i v i d i d a e m duas partes p o r u m a
linha, e
a
lhe dermos, sobre
allucinaçâo
bre
a
outra
mentar;
lia
do vermelho, a hypnotisada
metade
si a
egualmente.
facto é
a
sensaçâo
post-hypnotica,
desse
u m a das m e t a d e s da folha,
Para
a
bem
preciso
allucinaçâo
do
accusa
verde
do v e r m e l h o persistir
sensaçâo
do
verde
comprehender
recorrer
a
uma
a
so-
complena
vigi-
persistirâ
significaçâo
communicaçâo
de P a r i n a u d r e l a t i v a ao contraste c h r o m a t i c o (
6 1 2
) . Para
( ) « Un carton moitié blanc et moitié vert sur une de ces faces,
c o m p l è t e m e n t blanc sur l'autre, porte à son centre, sur les deux
faces, un point d e s t i n é à immobiliser le regard. Vous fixez pendant
une demi-minute la face blanche-verte, puis, retournant le carton,
le point central de la face c o m p l è t e m e n t blanche. Vous voyez sur
la moitié qui correspond à la surface verte uue teinte rouge qui
n'est autre que l'image consécutive définitive et sur l'autre moitié la
teinte verte c o m p l é m e n t a i r e . L'image consécutive rouge a donc développé, par induction, la sensation du vert dans une partie de la
r é t i n e qui n'a été i m p r e s s i o n é e que par du blanc. Cette expérience
que l'on peut varier de d i f f é r e n t e s m a n i è r e s , de façon à bien établir
qu'il ne s'agit pas d'erreur de jugement, mais bien des sensations
positives, d é m o n t r e que toute impression de couleur se traduit par
une modification plus ou moins persistante des é l é m e n t s nerveux,
qui donne lieu à l'image consécutive, et que cette modification détermine, dans les parties non i m p r e s s i o n n é e s , une modification de sens
contraire qui d é v e l o p p e la sensation c o m p l é m e n t a i r e par un phénom è n e analogue à ce qui se passe dans un corps que l'on aimante.»
6ia
HYPNOTISMO
348
que
a experiencia
sujet
a
conserve
tenha b o m
em
allucinaçâo
se
vigilia
réfère (
exito,
é preciso
a percepçâo
).
6 1 3
da
Si existe u m certo
d e d a l t o n i s m o q u a n t o a essa c ô r , a s e n s a ç â o
é
confusa
sim,
e
a sensaçâo
quando
o
complementar
gueira
se
resultado
lho,
por
cada
em
relaçâo
a
a
e nâo vê o
allucinaçâo do
a
allucinaçâo do
a
sensaçâo
induzida do
saçôes
Parinaud
lhe
um
constantemente,
visâo externa;
por
(Junho de
submettida
um
a producçâo
phenomeno
mas
e
em
de
daquelles
1884), r é s u l t a
a
6 1 5
que
que a
Como
o
experiencia
e
por
ordinarias,
).
sende
di-
conseexercicio
emprehen-
Paulo
Richer
visâo allucinatoria estâ
essas m e s m a s c o n d i ç ô e s : c o m o
retinianas
6 U
acompanha
graus diversos,
autores
).
de imagens
normal
uma
dâ
natural-
essas d u a s o r d e n s
Féré,
saçôes
se
levaram
se p r e n d e m i n t i m a m e n t e (
dida
verme-
ella n â o v ê (
sem
é
o
n â o é possivel,
phenomenos
da
vê o
quando
que
objectivas, visto como
cutivas
côres,
i n v e s t i g a r s i as a l l u c i n a ç ô e s d â o l o g a r a
Binet e
ce-
ella v ê , desenvolve-se
verde
de
côres,
d e s e n v o l v e r a sen-
mas
vermelho que
Essas experiencias
a
verde,
As-
Si a
certas
doente
grau
produz.
délias.
a
verde,
induzida do vermelho,
mente
uma
singular : quando
exemplo,
dando-lhe
saçâo
de
d â somente
é
i n d u z i d a n â o se
o
que
suggerida
h y p n o t i s a d o d i s t i n g u e t o d a s as
acha a
que
côr a
toda
a
as
sen-
allucinaçâo
que
( ) Sabe-se que a percepçâo das côres é frequentemente alterada
na amblyopia hysterica.
( '\ ) P. R I C H E R , Etudes
cliniques.
C' ) Sensaçôes objectivas da vista sâo as imagens que se succedem a
impressâo visual dum objecto luminoso ou illuminado. Segundo a
posiçâo em que o observador se colloca, a imagem consecutiva é
positiva ou é negativa. A imagem positiva offerece a representaçâo
do objecto tal e quai elle o é, conservando a sua côr e a intensidade
luminosa relativa de suas partes componentes; na imagem negativa
tudo fica ao contrario ; as partes claras parecem escuras, as escuras
parecem claras e, além disso, a coloraçâo do objecto é substituida
pela côr complementar. B I N E T et F É R É , Le magnét. animal, p. 187.
S13
e
l
lb
CAPITULO V I I
dura
seu
algum tempo,
logar
uma
somnambulo
de
ponto
negro,
mo
papel
tempo
de
branco,
de
ou
ao
de
esse
a
se
e
que
um
marcado
elle
a
qua-
faz-se
um
outro
ao
se
um
mescolora
momento,
quadrado
por
um
côr por
pode
deixada
elle indicada
ponto
a
allucinaçâo
résulta
crever
« O n place
quelque
distance
on
tient devant
de
telle façon
un
como
da
son
qu'on
des
colorida (
para
o
colorido
e
complemensuggestâo.
de
carrés
imagem
6 1 7
tempo
negativa
).
estabelecimento
experiencia
deux
l'un
a
para
o
subsiste durante pouco
signal valioso
plaque
quadrado
é justamente
considerada
pela
diagnostico
um
de
que
o o b s e r v a d o r fez a p p a r e c e r p o r
ser
Outro
expontaneamente
de
ao
um
olhar:
no centra
exclama
Essa c ô r c o m p l e m e n t a r
la
quai
quadrado
D'ahi
em
Pede-se
attençâo
do
esse
verde.
acha rodeado
tar da que
e
meio
).
deixa
basta attrahir a attençâo do somnambulo
ponto,
signal
no
somnambulo
papel, egualmente
negro;
com
6 1 6
immobilisar o
suggere-se
mostra-se
consecutiva (
contemple
afim
vermelho
que desapparece,
imagem
que
drado
logo
349
de
l'autre,
que
vamos
papier
sur
une
do
trans-
coloré,
à
table
et
œ i l une p l a q u e de v e r r e inclinée
voie
directement
cartons,
et
qu'on
à
travers
de
obtienne
en
i ) Esse phenomeno era conhecido pelo velho physiologista Gruithuisen que, fallando sobre os sonhos que tivera, affirmava que
« t a n t ô t une image fantastique très brilhante laissait à sa place une
figure de m ê m e forme, mais obscure ; t a n t ô t , a p r è s avoir rêvé du
spath fluor violette sur des charbons ardents, on apercevait une
tache jaune sur un fond bleu > Citado por B U R D A C H , Traité de physiologie, t. v , p. 206.
( ) A realidade desses factos f o i confirmada por Charcot, em suas
liçôes sobre a aphasia ; esse professor mostrou que é bom ter a
precauçâo de précisai a natureza da côr suggerida: assim, quando
apenas se d â a s u g g e s t â o do vermelho, a doente pode encontrar que
o vermelho que tem por complementar a côr verde, quer o vermelho
alaranjado, cuja complementar é o azul. — Phenomenos analogos aos
que descrevemos podem ser notados em individuos normaes, que
tenham uni grande poder de visualisaçâo ; esse facto era notado por
61G
617
-
W U N D T , cit. por T H . R I E O T , Les maladies
de la mémoire,
p. 11.
35o
HYPNOTISMO
même
on
à
temps
amène
une image
ensuite
se s u p e r p o s e r ,
peut
varier
employant
choses
tique
sont
la couleur
malade,
de
on
qu'on
à titre
deux
blancs,
a soin
et
cartons,
plaque
en
u n des
suggère
montrant
cartons
préparatoire,
aux couleurs
L a malade peut
de verre
tateur,
et
et celui-ci
résultat
en
sa
alors
collection
vérifie
opérant
e Féré
se a b r i g a
rias
on
fois de
chaque
sur des
accrescentam
sob
à
d â o matizes
colorés
l'exactitude du
réelles. »
o
E
operador
rigorosas
que
blancs
réelles des
que quando
résultantes
telle
l'expérimen-
couleurs
m a l f e i t a s , as
la
colorés
de
de carton
fois
essas c o n d i ç ô e s
das s u g g e s t ô e s
pré-
faire, avec une
par s u g g e s t i o n , les m ê m e s m é l a n g e s q u e
acaso
l'hypno-
q u e les c o u l e u r s i m a g i n a i r e s des c a r t o n s
autres
en
Les
à
chaque
suggère
semblables
On
différentes.
on montre
l'expérience
sont absolument
Binet
images
de fois le r é s u l t a t
couleurs
d'échantillon,
o n t servi à
sorte
nombre
de cartons
colorés;
carton;
c o u l e u r s se m é l a n g e n t .
ainsi d i s p o s é e s ,
une série
ciser
qui
et leurs
un grand
du second
f a c i l e m e n t les
des cartons
étant
qu'ils
très
réfléchie
contra
côres
o
imagina-
s â o sempre
con-
f o r m e s â s leis d a o p t i c a .
A
a
conclusâo
que résulta
de todos
possibilidade de desmascarar
gestôes.
sivel
Pareceria
attingir
signaes
conséquentes
psychologicos, — investigaçôes
parte
âs
a Carlos
mâos
para
do
Féré
medico
a resoluçâo
a simulaçâo
factos
de
é
sug-
â primeira vista u m a tarefa impos-
a esse r e s u l t a d o ,
physicos
esses
e
a
a
esses
phenomenos
dévidas
Alfredo
legista
de certos
mas a descoberta de
em
grande
Binet — veio p ô r
inapreciaveis
problemas
(
6 1 8
subsidios
).
( ) I l s'élève toutefois, au sujet de la simulation, un curieux problème qui n'a été encore examiné par aucun observateur... La question
est de savoir si la simulation d'un sujet suggestible ne peut pas faire
tout ce que fait la suggestion. . Par suggestion, on peut donner à
618
CAPITULO V I I
Quaes
cada
s â o as
produz
viduos,
que
na
modificaçôes
que
respiraçâo
na
soffrem
a
sua
e
351
a
hypnose
circulaçâo
provo-
dos
indi-
influencia:
Para Chambard, a circulaçâo e a respiraçâo se acceleram
(
6 1 9
).
Braid
affirma
que,
antes
das
suas
expe-
riencias, examinando um individuo submettido ao
influxo mesmerico, chamou-lhe a attençâo o estado
das pulsaçôes da arteria radial tâo rapidas e fracas eram ellas que nâo lhe foi possivel contal-as.
Nos hypnotisados achava que as pulsaçôes e a respiraçâo eram mais lentas a principio do que no estado
normal, mas logo se acceleravam sob a influencia
da contracçâo muscular ; e nos sujets em que se
quelques sujets des paralysies motrices : est-ce que le sujet ne
pourrait pas, dans le but de tromper l'opérateur, simuler une paralysie
motrice? E t est-ce que cette paralysie s i m u l é e p r é s e n t e r a i t les m ê m e s
caractères objectifs que la paralysie s u g g é r é e ? Nous croyons que le
f a i t est possible, car en somme, dans les paralysies par suggestion,
la véritable cause de l'impotence fonctionnelle, c'est Vidée d'une paralysie; d è s lors, que cette idée provienne de la suggestion de l'opérateur
ou de la simulation du sujet, peu i m p o r t e ; l'essentiel c'est qu'elle
soit suffisamment intense pour produire des troubles de la motilité.
C'est ainsi que, selon nous, les p h é n o m è n e s simulés peuvent, dans
certains cas, se confondre absolument avec des p h é n o m è n e s réels.
Cette question de la simulation chez un individu suggestible n'est à
vrai dire qu'un des aspects d'une autre question beaucoup plus
grande: celle de l'action de la volonté sur les p h é n o m è n e s de la
suggestion. U n i n d i v i d u suggestible peut-il créer en l u i , modifier et
d é t r u i r e de sa pleine volonté des effets comparables à ceux que la
suggestion d é v e l o p p e ? Les faits que nous connaissons nous permettent
de r é p o n d r e affirmativement. Nous avons vu des malades qui peuvent.
faire l'appel volontaire de l'image hallucinatoire à l'état de veille ; en
regardant une feuille de papier blanc avec attention, ils y d é t e r m i n e n t
l'apparition d'une couleur quelconque, rouge, bleue, verte, etc.; la couleur
évoquée a p p a r a î t avec assez de n e t t e t é pour donner naissance consécutivement à une couleur c o m p l é m e n t a i r e , dont le sujet indique
très exactement le nom. Ce remarquable p h é n o m è n e de visualisation
diffère de l'hallucination p r o v o q u é e en un point: c'est qu'il exige un
effort volontaire de v i n g t secondes à une minute, tandis que l'hallucination s u g g é r é e n a î t presque i n s t a n t a n é m e n t , Nous avons r e n c o n t r é
un second exemple de suggestions volontaires dans les paralysies
psichiques. Une malade à qui l'on a d o n n é une paralysie complèted u
bras arrive à s'en d é b a r r a s s e r elle-même au bout de cinq minutes
d'efforts volontaires pour remuer le membre p a r a l y s é » . B I X E T et F É R É ,
Le magnétisme animal, p. 140-141.
; Dict. encyclopéd. des se. médic., art. Somnambulisme
provoqué.
1 9
352
desenvolve
a
acceleraçâo
do
passo
que
viduo
em
culos
tin,
rigidez cataleptiforme dos
pulso
era
vigilia
que
conservar
algum
uma
observaçâo
Heidenhain
Cullerre ( ") e
diversos : o
do
nenhuma
por
Lasègue
de
(
das
Pau
de
de
de suas e x p e r i e n c i a s
e
os
mus-
hypnotica,
Braid ;
a
dois
pulsaçôes,
ao
Saint-Mar-
) chegaram
em
a
no indi-
tensâo
opiniôes
6 2 1
cento,
cento
lethargia
primeiro notou
numéro
em
tempo.
c o n f i r m a r a m as
6 2
nuiçâo
cento
ella é apenas de v i n t e p o r
durante
em
de
musculos,
mas
resultados
casos
o
a
dimi-
segundo
encontrou
e
a
em
agitaçâo,
que Braid descobria no inicio do somno nervoso. Bernh e i m j u l g a n â o h a v e r d i f f e r e n ç a , a esse r e s p e i t o ,
o
hypnotisado
de
innervaçâo
sâo
o
résulta
Logo
a
suas
no
a
experimentadores
hypnotisaçâo
e
vivas, sentidas pelos
respeito,
e Seppili
servindo-se
das
sujets.
fizeram
dos
proque
experiencias.
momento
de
modificaçôes
graphico. Eis ligeiramente o
acceleraçâo
acompanhada
de
Richer, Tamburini
methodo
das
n o r m a l : as
outros
modo
menos
investigaçôes
cessos d o
va-se
do
ou
entretanto,
sérias
o homem
notadas por
resultado
e m o ç ô e s , mais
No
e
entre
um
da
dos
invasâo
do
somno
movimentos
ruido laryngeo
obser-
respiratorios
particular (
6 2 2
).
( °) Catalepsie chez un hypocondriaque persécuté, i n Annales médicopsychologiques, 1877.
f ) « Etait-ce dû à l'inhabilité de l'opérateur ou à l'imperfection
de la méthode encore plus rudimentaire quecelle de Braid? La question
pouvait aisément se résoudre en changeant l'opérateur ou en suivant
à la lettre les prescriptions de Braid. J'ai fait l'un et l'autre, et,
malgré ma meilleure volonté, je n'ai pas réussi à déterminer une
crise d'agitation, ni extrême, n i m ê m e moyenne. »
( ) « Dans le procédé qui consiste à produire l'hypnotisme par la
fixation du regard, on constate que le trouble de la respiration
commence dès le début de l'expérience. Pendant la période de fixation qui, suivant les sujets, est plus ou moins longue, on voit le plus
ordinairement les mouvements respiratoires se précipiter quelques
instants avant l'invasion du sommeil, en m ê m e temps qu'ils deviennent
de plus en plus profonds. D'autres fois la respiration devient irrégulière, plus superficielle tout le temps que l'attention du sujet est
fixée; elle se suspend même quelquefois complètement. Mais dans
S2
621
622
CAPITULO V I I
Durante
o
estado
geralmente
rapidos
regular;
e
e
20
é
a
principio
os
mais
e
profundos
lentos
a
l e t h a r g i a : as
vezes
da
25
A
a
â
inspiraçôes
estentorosas.
frequencia
tornando
Segundo
é
sâo
progrès-
medida
sâo
que
profun-
Tamburinie
r e s p i r a ç â o oscilla entre
respiraçôes por minuto; segundo
de
movimentos
vâo-se
por
Seppili
curva respiratoria
e
prolonga
das
a
a
precipitados,
sivamente
se
lethargico
353
Richer
a
i o e
média
35.
abertura dos olhos que inicia o estado cataleptico
é seguida
mas
de
essa
u m a s u s p e n s â o c o m p l é t a da r e s p i r a ç â o ;
apnea,
que
dura
para
dar
logar
sapparece
movimentos
por
respiratorios
assignalada
lenta, p o r é m ,
por
uma
ao
restabelecimento
lentos
traçados permittem observar
lenta,—menos
vezes u m m i n u t o , dee
superficiaes :
q u e a i n s p i r a ç â o se
que
linha
a
de
inspiraçâo
extensa
os
torna
que
é
gradualmente
ascendente.
D u r a n t e a phase somnambulica â q u e l l a f u n c ç â o retom a os seus c a r a c t è r e s h a b i t u a e s :
o
rythmo diffère no
p r o p r i o i n d i v i d u o d u r a n t e o curso da m e s m a
O
unico
t r a ç o mais saliente é u m a irregularidade
movimentos
tuada
experiencia.
que
respiratorios,
no
estado
irregularidade
mais
dos
accen-
lethargico.
Quanto â circulaçâo, Tamburini e Seppili observaram
que
na
lethargia
o
traçado graphico tende
continua-
mente a subir e que na phase cataleptica, pelo contrario,
desce progressivamente, — o que significa que no estado
lethargico o volume do a n t e b r a ç o
vasos
se
antebraço
dos
yasos.
dilatam,
ao
passo
augmenta, isto é,
que
na
catalepsia
p e r d e e m v o l u m e , isto é, d i m i n u e o
os
o
calibre
As m o d i f i c a ç ô e s na altura da linha plethis-
m o g r a p h i c a n â o c o i n c i d e m c o m o m o m e n t o da p a s s a g e m
tons les cas l'invasion du sommeil est toujours accompagnée d'un
mouvement respiratoire profond, le plus souvent unique, quelquefois
double. » P A U L R I C H E R , Etudes cliniques, p. 757.
HYPNOTISMO
354
de u m
estado a o u t r o ; mas succedem somente
algum
t e m p o depois. Esses resultados, confirmados p o r Binet,
Féré
e Richer, foram
mographo
ainda
â
de
que
entre
Mosso.
o pulso
hypnose,
os
obtidos por
mas
Tamburini
augmenta
nâo
estados
meio
e
do
plethis-
Seppili
dizem
na passagem da vigilia
apresenta
cataleptico
differenças
e
notaveis
lethargico.
Richer
a f f i r m a q u e das suas e x p e r i e n c i a s r é s u l t a , q u e e m
os
estados
pulsaçôes
O
â
o
por
regular
e
bate
de
80 a
gados
minuto.
variam
e segundo
parte
dos
Vamos
amnesia
o
segundo
empre-
m a i o r o u m e n o r g r a u de
emoçâo
(
6 2 3
os
).
f i n a l m e n t e das
questôes
relativas
o
que algumas vezes seja
desmemoriamento
Vimos precedentemente
impossivel
arrancar
revelaçâo
sobre
anteriores.
No
caso
um
somnambulo
praticados
de
suggestâo.
q u e e m certos casos
de
actos
imposto por
necessario
em
torna-se
qualquer
hypnotisaçôes
Pitres, que e m o u t r o capitulo
tivemos o c c a s i â o de transcrever, f o r a m baldados
esforços
de
No
â
suggerida.
destruir
autor
que
processos
sujets
tratar
Comprehende-se
os
100
e â respiraçâo durante a hypnose, é
resultados
da
é
q u e p a r e c e r e s u l t a r d e t o d o s esses f a c t o s r e l a t i v o s
circulaçâo
os
pulso
ambos
para
uma
saber
da
somnambula
o
todos
nome
do
suggestâo.
entretanto,
Liégeois
e
Bernheim
emprehende-
r a m u m a s é r i e de experiencias que p a r e c e m d e m o n s t r a r
o
seguinte
relaçâo
que
ao
facto : pode-se
auctor
nâo forem
da
fazer ao
hypnotisado,
s u g g e s t â o , t o d a s as
directa
e
expressamente
em
suggestôes
contrarias
( ) Principalmente durante o somnambulismo, as emoçôes produzidas pelas suggestôes allucinatorias influem necessariamente sobre
as funecôeB da respiraçâo e da circulaçâo. E' o que aliâs se dâ no
homem normal (Vide L A N G E , Les émotions, étude
psycho-physiologique,
trad. Kurella, 1895).
m
CAPITULO V I I
â
amnesia
suggerida.
A
victima
d i r e c t a m e n t e o culpado, mas
rectamente
por
comprehenda,
protecçâo
O
ao
perigos
trario
do
(
por
actos
as
a
a
significaçâo
que
do
).
da
como
hypnotismo: a
recordaçâo
apagadas,
de
nâo
apparentem
auto-suggestâo
recordaçôes
crime, apezar
(
6 2 4
denunciarâ
denuncial-o indi-
cuja
hypnotisador
aos
hypnotisado
6 2 5
o
jamais
poderâ
actos
mesmo
indica
reaviva
tancias
de
Burot
correctivo
gestâo
ou
para
dr.
meio
355
todas
ordem
um
auto-sug-
e
favorece
as
circums-
dada
em
con-
).
( ) E m 9 de Junho de 1888, Liégeois hypnotisou M.me M . , e
deu-lhe uma suggestâo criminosa, convencendo-a de que havia de agir
expontaneamente e de que n â o diria o nome de quem lhe deu a suggestâo. Realisado o acto suggerido— « j e prie M . L i é b a u l t de la rendormir, pour l'interroger sur les circonstances du f a i t qui vient de
s'accomplir; comme j e le l u i ai s u g g é r é , elle s'accuse elle-même,
donne les raisons que j e l u i ai dit de donner, nie qu'on l u i ait fait
aucune suggestion, etc., etc. Le résultat p r é v u se réalise. Mais alors,
sur ma demande, M . L i é b e a u l t l u i fait successivement les suggestions
suivantes: « 1.° Quand vous verrez entrer l'auteur, quel qu'il soit, de
« la suggestion — s'il y a eu suggestion — vous ne pourrez vous em< p ê c h e r de dormir pendant deux minutes; 2.° Après deux minutes de
« sommeil vous le regarderez fixement, et vous ne pourrez d é t a c h e r
« v o s yeux des siens j u s q u ' à ce que j e dise: « A s s e z !
3.° Vous vous
« placerez devant l'auteur de la suggestion, et vous essayerez, en vous
tenant debout et élargissant votre jupe, de le cacher aux yeux des
« assistants, j u s q u ' à ce que je dise: — Pourquoi donc voulez-vous nous
« c a c h e r M . L i é g e o i s ? 4.° Enfin, vous ne verrez, n i entendrez plus
« l'auteur de la suggestion j u s q u ' à ce que je dise: C'est fini, tout est
« b i e n ! Alors M.me M . , reviendra à son état normal et n ' é p r o u v e r a
« aucun malaise.» Tout se passa comme je l'avais s u p p o s é . Après
ê t r e sorti quelques instants, j e rentrai dans la pièce où se trouvaient
avec le sujet mis en e x p é r i e n c e , d i x ou quinze consultants; à peine
avais-je franchi le seuil M.me M . , s'endormait >. E tudo se passou
conforme a s u g g e s t â o feita pelo dr. Liébeault. L I É G E O I S , De la suggestion, p. 686.
( ) « I l r é s u l t e d ' e x p é r i e n c e s nombreuses que j ' a i entreprises depuis plusieurs mois, q u ' i l existe un moyen de découvrir le secret.
Si, au lieu d'endormir le sujet et de l u i demander ce qui s'est p a s s é ,
on l u i apprend à s'endormir lui-même dans le but de retrouver tous
ses souvenirs, i l arrive que la m é m o i r e s'ouvre et que le patient parle
parce q u ' i l se rappelle. Le sieur A u c h . ., ouvrier à l'arsenal, a é t é
endormi plusieurs fois dans le but de le guérir d'une névralgie faciale
qui avait r é s i s t é à toutes les m é d i c a t i o n s . Pour provoquer le somm e i l , j'appliquai la main droite sur le f r o n t et je faisais la suggestion
de dormir. La n é v r a l g i e céda rapidement. Toutefois, de temps à
6î4
6a5
356
HYPNOTISMO
De
do
maneira
medico-legista
dade
do
sido
da
uma
realidade
deve
ser
dos
neste
Quanto
â
pode-se
dizer que o papel
r é s u m e , e m j u l g a r da
de
que
uma
mulher
ao j u r y , aos m a g i s t r a d o s
medida
tenâmos
relaçâo
se
attentado
victima:
gérai
factos
por
allegados;
todos
os
e
possibili-
déclara
ter
cumpre julgar
a
possibilidade
criterios que
conca-
trabalho.
âs q u e s t ô e s que podem
verosimilhança
de
ser
levantadas
quaesquer
em
declaraçôes
autre, des douleurs survenaient et le sujet, h a b i t u é à être soulagé inst a n t a n é m e n t par le sommeil, était impatient de me voir arriver. Pour
parer à cet inconvénient, j'eus l'idée, comme je l'avais déjà fait
dans un autre cas, de l u i apprendre à s'endormir l u i - m ê m e ; je lui
fis le commandement suivant: «Quand vous souffrirez, vous endormirez vous-même pour vous soulager. Vous appliquerez la main sur
le front avec l'idée de dormir. Dès que vous serez endormi, votre
main se détachera du front et tombera naturellement le long du
corps. Vous dormirez le temps que vous aurez fixé à l'avance et vous
serez soulagé.» En effet, le sommeil f u t facilement provoqué et le malade se soulageait lui-même. Je pensai à utiliser l'auto-suggestion en
médecine légale, et les résultats obtenus dépassèrent mes prévisions.
Le m ê m e sujet endormi, on l u i suggéra la pensée de commettre un
vol, ce qu'il fit ponctuellement. La défense ayant été faite de se rappeler quoi que ce soit, l'oubli au réveil f u t complet et même l'ayant
endormi pour l u i arracher un aveu, on ne put rien en obtenir; je fis
l'expérience suivante: je lui dis: «Endormez-vous vous-même pour
vous rappeller toutes les circonstances du vol qui vous est reproché.» A u c h . . . s'endort en appliquant sa main droite sur son front;
au bout de quelques instants, sa main se détache et retombe naturellement. Le sujet dort profondément, le sommeil dure deux minutes, comme i l avait décidé lui-même avant de s'endormir ; i l se
réveille s p o n t a n é m e n t et nous dit: «Un monsieur qui m'a dit s'appeller Durand m'a ordonné de prendre cette montre sur le bureau, de la mettre dans ma poche; i l a a j o u t é que personne ne me
verrait et m'a d é f e n d u de me rappeller ce que j'aurai fait.» Le sujet
donne le signalement exacte de ce M . Durand qu'il ne connaissait
pas; i l rétablit la scène telle qu'elle s'était passée, sans rien omettre.
I l reconnaît celui qui lui avait donné l'ordre d'agir, parmi un certain
nombre de personnes, et i l affirme sans la moindre hésitation et avec
la plus grande assurance que tout ce qu'il dit est bien la vérité. I l
sait qu'on l u i a défendu de parler, mais i l parle parce qu'il se rappelle. Des expériences identiques ont été faites sur plusieurs sujets
en présence de témoins compétents, en prenant toutes les précautions, pour éviter les causes d'erreur, et toujours les résultats ont
été identiques. BUEOT, De l'auto-suggestion en médecine légale, i n Médecine légale et jurisprudence
médicale, par le Dr. BERGERON, 1895,
p. 558 e seg.
CAPITULO V I I
da
victima real ou pretendida,
nos
capitulos
um
juizo
anteriores
perito
de
pode,
um
em
pericia
o
inerte,
reclamadas
Pondo
das
que
pela
pericia.
relevo
para
a
E
ter
que
ainda
rificado
«
OU
SOIT
uma
QU
I L
LIBRE
LE
PROTÉGEANT
vez
uma
outro lado
uma
disposiçâo
âs
operaçôes
principaes
Justiça
meios
elevada
estu-
de
uma
o
em
da
ET
parece-nos
terâ
na
ve-
phrase
livro :
SE
REPOSE,
PENSE,
OU PRISONNIER,—LE
CESSE
buscâmos
benevolo
encerrada
OU
QU'LL
que
sciencia,
leitor
S'AGITE
sufficientes
missâo.
estudo
verdade,
SANS
a
sujeitando-se
actual
TRAVAILLE,
invoque
diz
frontespicio deste
L'HOMME
porque
se
â
rapido
estado
o
medico-legal do hypnotismo,
sua
profunda
no
Q U E
DORME
o
mais
a
inscripta
da
desse
estereotypar
pessoa
si
que
pontos
dado
realisaçâo
depois
saber
sujeitar-se
mulher
os
arestas do p r o b l e m a
acreditamos
uma
formular
a
allegado,
para
queixosa ;
deve
n â o podia
o
em
de
na e x p e r i m e n t a ç â o ; e p o r
impedindo
prove
a
que
hypnotismo,
pénal
acharâo
bastantes
tratar
nâo, hypnotisar
fundada
estudiosos
verdade.
desnecessario
ou
o
codigo
prada
da
l a d o t o d a s as v e z e s
juizo
os
elementos
approximado
Consideramos
357
L E
QU'LL
DROIT
MANGE,
SOUFFRE,
EST
DIRIGEANT.»
LÀ,
I N D I C E
Introducçâo
O que é o hypnotismo
Condiçôes de hypnotisabilidade—Processos hypnogenicos.
Da seriaçâo dos estados hypnoticos—Estados francos—Pequeno
hypnotismo.
A suggestâo
Os factos
Estupro e somnambulismo
Os estados hypnoticos e a medicina légal
ra
8*
»
3
*5
53
»
» 197
»
> 3*5
» 33
1 0 1
2
6
1
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