Teoria Hist. Design de Cena III

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Teoria Hist. Design de Cena III
FICHA DA UNIDADE CURRICULAR
3º SEMESTRE - ANO LETIVO 2015 / 2016
1. DESIGNAÇÃO DA UNIDADE CURRICULAR - Nº CRÉDITOS ECTS 2
Teoria e História do Design de Cena III
2. DOCENTE RESPONSÁVEL E RESPETIVA CARGA LETIVA NA UNIDADE CURRICULAR
(PREENCHER O NOME COMPLETO)
Docente responsável: Paulo Jorge Morais Alexandre - Carga lectiva da unidade
curricular: 2h00m / semana
3. OUTROS DOCENTES E RESPETIVAS
(PREENCHER O NOME COMPLETO)
CARGAS LETIVAS NA UNIDADE CURRICULAR
4. OBJETIVOS
DE APRENDIZAGEM (CONHECIMENTOS, APTIDÕES E COMPETÊNCIAS A
DESENVOLVER PELOS ESTUDANTES) (MÁX. 1000 CARACTERES)
Dotar os alunos de um corpus de conhecimentos teórico/práticos na área da Teoria e
História da Cenografia em geral e da História dos Interiores em particular, que lhes
permita a compreensão da evolução do pensamento e da prática teatral, bem como da
representação cenográfica ao longo das várias épocas, onde se poderão posteriormente
inserir, em articulação com outras cadeiras, conhecimentos mais vastos e específicos.
Esta área de conhecimentos constitui a principal fonte de inspiração para a concepção
plástica de um espectáculo já que permite aos discentes interpretar, recriar ou sugerir
os ambientes das várias épocas.
Para a consecução destes objectivos implementaram-se várias estratégias a desenvolver
em sala de aula como a leitura e posterior interpretação de documentos teóricos e ou
iconográficos e a problematização do discurso dialético (tese, antítese e síntese) de
algumas das obras em cena no panorama teatral, a partir da identidade do objecto, a
sua forma original (no caso de clássicos), a sua odisseia e as suas potencialidades
criativas/interpretativas.
5. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS (MÁX. 1000 CARACTERES)
Parte I – O século XX
1.
A primeira metade do século XX
1.1
Os Ballet Russes
1.2
O Cubismo, o Futurismo e o Expressionismo
1.3
A Vanguarda Russa – a cenografia uma obra abstracta
1.4
A Bauhaus
1.5
Walter Gropius
2.
O pós-guerra
2.1
Artaud, Brecht, Theo Otto - Referências do período
2.2
Os Estados Unidos - Robert Edmond Jones e Bel Geddes; O Teatro de Arena;
O Living Theatre
2.3
Europa: Peter Brook, Jerzy Grotowsky (O Teatro Laboratório); Joseph Svoboda
Parte II – Cenografia e Interiores em Portugal – Estudo de casos
1.
Época Medieval – Cenografando Gil Vicente
2.
O século XVIII – Bibiena em Portugal
3.
O século XIX – A Quinta da Regaleira como arquitectura/cenografia iniciática
e o cenógrafo Luigi Manini
1
4.
O século XX – João Brites
6. DEMONSTRAÇÃO
DA COERÊNCIA DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS COM OS
OBJETIVOS DA UNIDADE CURRICULAR (MÁX. 1000 CARACTERES)
O programa da unidade curricular abrange século XX internacional e o panorama da
cenografia e da decoração dos interiores em Portugal. Inclui-se numa sequência de
cadeiras de Teoria e História do Design de Cena que abrange um vasto período
cronológico que vai desde a Antiguidade Oriental e Clássica, passando pela Idade
Média e época Moderna até à Contemporaneidade. É desenvolvido sempre, numa
perspectiva analítica/crítica da representação cenográfica ao longo da História e
constitui por isso uma aprendizagem sólida dos fundamentos e conceitos teóricos,
estéticos e plásticos que conferem o elemento de suporte à futura prática artística e
profissional dos alunos.
O desenvolvimento do programa da unidade curricular inclui ainda e em simultâneo, o
estudo sistemático dos “Interiores Históricos” relativos aos períodos cronológicos
estudados na área da Cenografia.
A segunda parte do programa relativa a Portugal selecciona estudos de caso, variados
mas que permitem estabelecer relações entre as épocas e os aspectos mais relevantes
relativos aos interiores e à cenografia permitindo depois explorar, de acordo com o
percurso e proposta do estudante, a partir do caso em análise aspectos que estão na sua
esfera de interesse e problemáticas mais vastas.
Os “Interiores Históricos” são aqui abordados no seu contexto histórico, social,
político, filosófico e económico, como resposta às necessidades e mentalidade das
várias épocas.
O estudo dos “Interiores Históricos” será complementado por outras áreas das artes
decorativas como o mobiliário, os têxteis (tapeçaria, tapetes, estofos), as madeiras, o
papel de parede, a pintura mural, a azulejaria, etc. Estuda-se também a paleta
cromática das várias épocas históricas, o que permitirá aos alunos a construção do
processo criativo do cenário, sustentado no conhecimento do rigor científico.
7. METODOLOGIAS DE ENSINO (AVALIAÇÃO INCLUÍDA) (1000 CARACTERES)
O programa da cadeira é desenvolvido através do método expositivo oral
complementado através de meios audiovisuais (apresentações de powerpoint ou outras,
filmes, etc.) e ainda da discussão final das questões suscitadas pela matéria leccionada,
em cada unidade lectiva.
São também desenvolvidas aulas em torno de espectáculos em cena ou filmes
históricos que retratam interiores de época, com posterior discussão entre docente e
discentes.
No final de cada aula é reservado um período destinado exclusivamente ao
esclarecimento de dúvidas.
Para além das aulas, procede-se ao acompanhamento individual dos trabalhos teóricos
orientados pelo docente com indicação de bibliografia e orientações para o
desenvolvimento da temática escolhida (plano, pesquisa documental, questões a
problematizar, etc.) e destinados a serem apresentados por escrito e oralmente em
contexto de aula seguido de discussão dos mesmos. Estes trabalhos consistem ou numa
monografia sobre cenografia e sua análise crítica ou num estudo sobre os interiores de
algum dos períodos históricos abrangidos nos programas das cadeiras, tendo sempre
em conta a interligação e apoio aos exercícios da escola no âmbito das matérias
leccionadas.
Serão ainda programadas várias visitas de estudo a museus, exposições, espectáculos
2/4
de teatro.
A avaliação é contínua e tem como principal objectivo apurar o progresso do aluno na
aquisição do conhecimento das matérias abrangidas pelo programa da cadeira.
A nota de aproveitamento é obtida a partir dos seguintes elementos de avaliação:
1 - Participação do aluno nas aulas, sua assiduidade e empenhamento.
2 – Frequência (Prova escrita sem consulta).
3 – O trabalho referido anteriormente (Nota única – o trabalho é obrigatoriamente
entregue em formato digital)
No final do semestre será atribuída uma nota final relativa ao aproveitamento global do
aluno na cadeira.
4 – Exame (Prova escrita sem consulta).
5 - Exame: Época de Recurso (Setembro, Prova escrita sem consulta).
A obtenção dos ECTS implica a obtenção de classificação final positiva.
8. DEMONSTRAÇÃO
DA COERÊNCIA DAS METODOLOGIAS DE ENSINO COM OS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE CURRICULAR (MÁX. 3000 CARACTERES)
As metodologias de ensino referidas no ponto anterior (exposição teórica de
conteúdos programáticos, a análise crítica de filmes e documentos iconográficos, a
realização das monografias) permitem por um lado, dotar os discentes de um corpo de
conhecimentos alargados na área do Design de Cena que constituem instrumento
importante para sua utilização nos exercícios de práticos de criatividade para que são
solicitados e por outro o desenvolvimento de um espírito crítico que lhes permitirá
analisar e problematizar a prática teatral contemporânea, retirando as respectivas
ilações para a sua própria experiência.
9. BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL (MÁX. 1000 CARACTERES)
AA.VV., José Manuel Castanheira : o Espaço Memória, Lisboa : Fundação Calouste
Gulbenkian, Centro de Arte Moderna, 1989.
APPIA, A., A Obra de Arte Viva, Lisboa : Arcádia, [s.d.].
ARTAUD, Antonin, O Teatro e o seu Duplo, trad. Fiama Brandão, Lisboa : Fenda,
2006.
BARBOSA, Pedro, Teoria do Teatro Moderno : a Hora Zero, Porto : ed.
Afrontamento, 2003.
BASTOS, António Sousa, Dicionário do Teatro Português, Coimbra : Minerva, 1994.
BERTHOLD, Margot, História Mundial do Teatro, São Paulo : Editora Perspectiva,
2005
BRITO, Manuel Carlos de, «A Ópera em Portugal antes da Fundação do D. Carlos», in
Revista S. Carlos, Lisboa : [s.n.], 1986.
BRITO, Manuel Carlos de, Opera in Portugal in the Eigtheenth Century, London :
Cambridge University Press, 1989.
CORVIN, MICHEL (ed.), Dictionnaire Encyclopédique du Théâtre, Paris : Bordas,
1977.
CRABTREE, Susan, BEUDERT, Peter, Scenic Art for the Theatre : History, Tools,
and Techniques, Boston : Focal Press, 1998
DUMUR, Guy (sous la direction de), Histoire des spectacles, Paris : Gallimard, 1965,
(Encyclopédie de la Pléiade)
GOMEZ, José António, Historia Visual del Escenario, La Avispa : Madrid, 1997
IZENOUR, George C., Theater Design, London : Yale University Press, 1996
MANCINI, F., Scenografia Italiana : dal Rinascimento all’età Romantica, Milan :
Fratelli Fabri Editori, 1966
MANTOVANI, Anna, Cenografia, São Paulo : Editora Ática, 1989
3/4
PICCHIO, Luciane Stegagno, História do Teatro Português, Lisboa : Portugália
editora, [s.d.].
10. OBSERVAÇÕES
4/4

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