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Projeto de Iatismo
Guia para jovens que procuram integrar
a indústria dos iates de luxo
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Direitos Autorais © 2012. The Yachting Project.
Todos os direitos reservados. Excluíndo-se nas condições descritas sob a legislação de direitos autorais,
nenhuma parte desta publicação deve, de forma alguma e por nenhum meio (eletrônico, mecânico, micro
cópia, fotocópia, gravação e qualquer outro) ser reproduzida, salva em sistema de recuperação de arquivos
ou transmitida sem permissão prévia do proprietário dos direitos autorais. Dúvidas devem ser dirigidas aos
editores.
Retratações
As diretrizes apresentadas nesta publicação são somente para fim educacional e não pretendem, de modo
algum, ser um meio de obtenção de qualquer tipo de emprego ao leitor, em nenhum tipo de indústria de iates
de luxo ou qualquer outra indústria relacionada à indústria de iates de luxo. Qualquer oferta de emprego,
remunerado ou não, na indústria de iates de luxo, depende inteiramente da avaliação do empregador quanto
às qualificações e experiência de cada candidato.
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CONTEÚDO
Introdução........................................................................6
PARTE 1
A indústria de iates..............................................................7
PARTE 2
A vida à bordo...................................................................12
A pirâmide de autoridade.........................................................12
Tipos de iate....................................................................14
Partes de um iate................................................................15
Equipamento de segurança e contra incêndios......................................21
Equipamento contra incêndios.....................................................22
Cabines de hóspedes..............................................................23
Sala de jantar e salão de festas.................................................24
Sala de jogos para crianças......................................................25
Botes e barcos motorizados e outros brinquedos...................................26
Viaje pelo mundo. Hot spots e estações do ano....................................26
Responsabilidades de cada tripulante.............................................28
Diferentes nacionalidades........................................................30
Conforto em pequenos espaços.....................................................31
A vida no porto. Recreação e vigias..............................................31
Dicas de fretamento e iates privados.............................................33
3
Velejando, cruzando o oceano, mareamento e pé de marinheiro.....................34
Comida do chef..................................................................35
Casos de amor...................................................................36
Período de estaleiro e doca seca................................................37
PARTE 3
Com o pé nos iates..............................................................39
Aonde ir, acomodação temporária e acomodações para tripulantes..................39
Trabalho diúrno.................................................................41
Requisitos mínimos..............................................................43
Pessoas jovens, dinâmicas e saudáveis...........................................45
Atitude e sorriso...............................................................46
Experiência.....................................................................46
Passaportes e vistos, diários de bordo e cartas de dispensa.....................46
Referências e dicas.............................................................49
Inglês..........................................................................50
Mergulho, bote motorizado e outros certificados.................................50
Por onde começar quando se possuem os requisitos mínimos........................51
Conhecimentos de termos náuticos e de iates.....................................52
Capitães e o poder de decisão...................................................53
Dicas para um bom currículo.....................................................54
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Após o primeiro ano............................................................58
PARTE 4
Construindo uma carreira na indústria de iates.................................61
Formação continuada com a MCA..................................................63
Potencial Salarial.............................................................64
Glossário de termos referentes à iates.........................................68
Links importantes..............................................................80
Cursos para Treinamento Básico de Segurança da MCA.............................80
Flórida, Alasca................................................................80
Califórnia, Louisiana, Maine….................................................81
Maryland, Massachusetts........................................................81
Michigan, New Hampshire, Nova Iorque...........................................82
Oregon, Rhode Island, Texas, Virgínia..........................................82
Washington, Canadá, Reino Unido................................................83
França, Espanha, África do Sul, Holanda........................................84
Austrália, Nova Zelândia.......................................................85
Agências de tripulantes........................................................85
Sites para trabalho diúrno.....................................................87
Iates de luxo e revistas (ezines)..............................................87
Acomodação da tripulação.......................................................87
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INTRODUÇÃO
Obrigado por seu interesse no Projeto de Iatismo.
Não há outro livro deste tipo ou material similar disponível em livrarias ou online. Este é o único
de seu gênero.
Este livro é o resultado de anos de trabalho e experiência vivendo e trabalhando à bordo de iates,
obtendo conhecimento íntimo do funcionamento da indústria, dos requerimentos necessários
para tornar-se parte dela e de como obter sucesso na indústria de iates.
O que segue é um guia passo-a-passo, compilado para jovens comuns que sonham em explorar
o mundo e, ao mesmo tempo, receber remuneração adequada, eliminando a necessidade de
difíceis anos de faculdade e o investimento pesado, que é primordial para uma boa educação de
nível superior.
Obter uma vaga de emprego em iate não é fácil para um candidato novato, que não tem
experiência neste segmento e não conhece detalhes da indústria.
Este livro lhe guiará do ponto aonde não conhece nada sobre a indústria, navegando pelas
informações essenciais e chegando ao ponto em que conheça todas as qualificações, requisitos
e conhecimento necessários para tornar-se altamente contratável nesta fascinante indústria.
Além disso, a informação contida neste material lhe providenciará inúmeras dicas e guias sobre o
que fazer e o que não fazer, quando agir e aonde ir e todo o resto que é necessário saber para
tornar-se confiante e destacar-se entre aspirantes à membros da tripulação.
Ao final deste guia, será providenciada informação adicional, caso seu objetivo seja alcançar os
cargos mais altos desta profissão, aqueles que proporcionarão muito mais dinheiro do que os
cargos iniciantes, com salários que causarão inveja aos seus amigos e familiares.
Portanto, se está pronto para colocar os pés na água e descobrir os mais interessantes lugares
do mundo enquanto ganha dinheiro por isso, este é o material que procura e sugiro não pular
uma só pagina.
Boa Viagem!
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Parte 1
A indústria de iates
A indústria de iates é, sem dúvida, uma das mais rentáveis indústrias do planeta. Por quê? Por
uma símples razão. Donos de iates são milionários.
Quando dizemos que os proprietários de iates são milionários, não estamos falando de alguém
que é dono de um barco e pratica pesca de alto mar aos finais de semana. Um pequeno iate
pode ser de posse de alguém que tem dinheiro suficiente só para manutenção porém, quando
falamos da indústria de iates, estamos falando precisamente disso, uma indústria.
Os tipos de iates que mantém esta indústria viva são iates com tripulação, o que significa que
pessoas contratadas vivem e trabalham dentro da embarcação e a mantém.
Iates tripulados possuem quartos chamados de camarotes, que servem de acomodação para a
tripulação e se situam à parte das grandes e luxuosas cabines que abrigam passageiros e
hóspedes.
Normalmente, todos os iates que contam com tripulação e são mantidos pela mesma são
chamados de iates de luxo, já que são realmente muito luxuosos e se destina seu uso àqueles
visitantes que dispõem de meios financeiros para manter este padrão de vida, mesmo que por
curto período de tempo, como no caso de iates fretados.
Portanto para refrisar, iremos nos referir a esta indústria, exclusivamente neste livro, como
indústria de ‘iates de luxo’.
Esta indústria agrupa os construtores e projetistas de iates, estaleiros aonde operam um grande
número de diferentes profissionais e trabalhadores qualificados, como pintores e carpinteiros
treinados para trabalhar em iates, fornecedores e abastecedores de iates, corretores, agências
de tripulação que são responsáveis pela contratação de pessoal qualificado para trabalhar à
bordo destas embarcações, entre outros, são algumas das profissões envolvidas na indústria de
iates de luxo.
Muitas agências de recrutamento de tripulação não só servem como mediadoras entre os
proprietários de iates ou capitães e os trabalhadores necessários para cada embarcação, mas
também como anunciantes de iates disponíveis para fretamento, para que clientes ricos e
famosos possam lhes pagar o aluguel e desfrutar de viagens de curta à media duração,
eliminando a necessidade de viajar em cruzeiros superlotados e, como consequência, estes
clientes aproveitam férias muito mais relaxantes com muito mais privacidade, luxo e conforto.
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Agências de tripulação também contratam tripulantes para iates fretados.
Basicamente, a tripulação de um iate de luxo é dividida nas seguintes funções: um capitão,
tripulação de convés, primeiro oficial e taifeiros, chefes de máquinas e a tripulação de interior,
que consiste do(a) camareiro(a) chefe e também um chef de cozinha. Alguns iates maiores
podem também incluir um oficial náutico e um contramestre no departamento de convés, mais de
um chefe de máquinas e um segundo oficial de máquinas, mais de um chef de cozinha e diversos
camareiros e camareiras.
Iates de luxo são
classificados de acordo
com seu comprimento.
Iates comuns possuem até
24m de comprimento.
Super iates têm entre 24m
e 50m (80 a 165 pés) e há
outros muito maiores,
chamados mega iates.
O custo de um iate pode
variar de US$20 a US$35
milhões para iates comuns,
até centenas de milhões no
caso de iates maiores, como os super e mega iates.
Estes últimos podem contêr tripulação de até 30 membros de uma vez, sendo mais como um
minicruzeiro do que um iate.
O dia-a-dia de trabalho em um mega iate parece mais aquele de um pequeno hotel cinco estrelas
ou restaurante de luxo do que um iate.
Agências de tripulação desempenham um grande papel nesta magnífica indústria, já que
analisam e selecionam o pessoal que trabalhará à bordo. Este é um processo que exige tempo e
perícia, visto que o candidato deve possuir algum conhecimento de jargão náutico.
Além disso, a imagem do candidato é muito importante nesta indústria em termos de sua
aparência, já que os ricos e famosos consideram esta variável quando contratam sua tripulação.
Obviamente, todos os membros da tripulação que desempenharão funções técnicas à bordo
devem também possuir qualificações e certificados emitidos por autoridades licenciadas.
Além das agências de tripulação, existem também gerenciadores de iates que são contratados
pelo dono da embarcação diretamente. Esta pessoa é, basicamente, alguém que gerencia todos
os negócios pertinentes ao iate e, juntamente com o capitão, seleciona novos membros da
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tripulação. Gerenciadores de iates também prestam contas ao dono quanto aos gastos com o
mesmo, seja com suprimentos, peças de reposição, etc. O gerenciador de iate age como o
auditor pessoal do proprietário no que diz respeito ao iate.
Em raras ocasiões, proprietários de iates contratam, eles mesmos, sua tripulação. Porém,
normalmente, proprietários de iate são empresários que utilizam seus iates para fins recreativos e
seu tempo é contado demais para gastar selecionando a tripulação.
Capitães de iate, em muitas ocasiões, contratam a tripulação diretamente. Isto é muito comum
devido ao fato de que o capitão é o link entre o proprietário e o restante da tripulação.
Na maioria das vezes, capitães recrutam através de anúncios publicados online e selecionam a
tripulação entre os candidatos que respondem ao anúncio.
O orçamento de um iate de luxo é alto e, obviamente, a maioria dos donos de iate possui dinheiro
suficiente para bancá-lo.
Mas alguns deles podem encontrar-se financeiramente limitados, como é o caso de pessoas
ricas que compram seu primeiro iate e somente então tomam consciência do custo real da
manutenção de seu novo brinquedo.
Entretanto, a grande maioria de iates de luxo possui fundos ilimitados e seus capitães recebem
um cartão de crédito do proprietário que contém crédito suficiente para cobrir qualquer custo
deste empreendimento que possa vir a surgir, seja este planejado ou não.
Algumas empresas de gestão de iates também possuem iates próprios. Estes são grupos de
empresários ricos que têm os iates como um negócio, fretando-os a outros milionários para suas
férias em troca de somas enormes de dinheiro.
Uma das grandes vantágens de trabalhar em um iate é, obviamente, a chance de viajar pelo
mundo. Iates normalmente percorrem grandes distâncias pelos locais mais belos do planeta e o
tripulante aproveita com todas as despesas pagas.
Entre os belos locais aonde iates podem ser encontrados estão tanto inúmeras ilhas do Mar do
Caribe, como também vários países do Mediterrâneo.
Viajar pelo mundo também deve levar em conta o estilo de vida daqueles que trabalham como
tripulantes à bordo de um iate.
O candidato que possui família e filhos ou que se encontra em um relacionamento amoroso
estável que é prioridade em sua vida deve pensar duas vezes antes de decidir tornar-se
tripulante.
Ser membro de uma tripulação de iate não significa somente se ausentar por longos períodos de
tempo, mas também dedicar-se 100% à sua vida e responsabilidades à bordo.
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É recomendado ao
tripulante preparar
psicologicamente sua
família e amigos
antes da contratação
para o iate, já que
eles terão que se
acostumar a uma
ausência de meses
ou até anos.
Trabalhar em um iate
também envolve sua
saúde física e
dinamismo. O
candidato deve ser
forte e saudável para
trabalhar em qualquer tipo de embarcação. A viajem em uma embarcação de luxo não será
luxuosa para o tripulante.
Este tipo de trabalho não acomoda àqueles que são obesos ou têm problemas de saúde ou de
mobilidade. Capitães consideram seriamente estes fatores ao selecionarem sua futura tripulação.
Um típico dia à bordo inclui atividades como manutenção de equipamentos específicos, limpeza
do convés, reparos e instalação de painéis de madeira nas paredes ou carga e descarga de
suprimentos, entre outros.
Como sabemos, as qualidades que pessoas jovens possuem incluem dinamismo e saúde física.
Por isso, muitos jovens, homens e mulheres, entram nesta atividade aos vinte e poucos anos ao
invés de passarem anos de suas vidas presos a uma faculdade. Preferem não gastar com cursos
e ganhar um salário que, quando poupado, pode ajudar a pagar os custos deste curso mais tarde
ou comprar uma casa ou carro sem necessidade de financiamento.
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Portanto, esta é outra grande vantágem que deve ser considerada quando há pretensão de
iniciar nesta profissão. Visto que o tripulante trabalha e mora no mesmo local e todos os custos
são inclusos, todo o dinheiro que gastaria com aluguel, gás, alimentação e todos os demais
custos não é desperdiçado, podendo ser colocado em poupança ou aplicação. Além disso, a
média de salário à bordo de embarcação vai muito além daquele oferecido para uma função
similar em solo.
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Parte 2
A vida à bordo
A vida à bordo de um iate não é como viver em uma casa e sair para trabalhar durante a semana,
descansando aos finais de semana.
Viver à bordo de um iate inclui companheiros de quarto e regras que não existiriam para alguém
dividindo uma casa ou apartamento em solo.
A pirâmide de autoridade
A pirâmide de autoridade está presente em qualquer corporação e até em pequenas empresas
porém, no caso de um iate ou outra embarcação, é levado muito mais à sério!
Isto significa que há uma organização específica de funções, aonde cada membro tem suas
responsabilidades e direitos, visando manter o bom funcionamento da organização sem
inconveniências para os clientes.
O capitão está sempre no topo da pirâmide, e lealdade e respeito devem ser demonstrados por
sua autoridade. Parte de suas responsabilidades incluem a embarcação e todos seus tripulantes.
Apesar de o capitão ocasionalmente delegar responsabilidades aos membros da tripulação, de
acordo com procedimentos de praxe e ética, é recomendável consultá-lo para obter sua
permissão ou opinião em tarefas que não fazem parte do escopo de suas responsabilidades
diárias à bordo.
Um bom nível de comunicação entre o capitão e o resto da tripulação é sempre recomendável,
para facilitar a coordenação eficiente do projeto a ser realizado e dos objetivos a serem
alcançados.
Lembre-se que o capitão é o elo entre o dono do iate e a tripulação, e é o primeiro à saber dos
planos do proprietário. Por isso, ele é quem coordena o itinerário ou atividades da equipe.
A tripulação do iate deve agir como uma equipe constantemente. Todos os membros da
tripulação têm atividades específicas de acordo com sua função, mas devem também cooperar
uns com os outros para alcançar o objetivo comum, que é fazer com que o iate opere da melhor
forma possível.
Geralmente, os proprietários de iates não estão à bordo o tempo todo. Na maioria dos casos,
eles utilizam seus iates como local de veraneio e, por isso, só estão presentes quando a agenda
permite.
Muitos donos de iates usam suas embarcações durante parte do ano, que pode ser durante o
verão ou no inverno, quando viajam para as águas do Mar do Caribe, por exemplo.
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O resto do tempo, quando não estão à bordo, a
tripulação mora na embarcação e mantém o iate da
melhor forma possível, sem a tensão de ter os
proprietários ou hóspedes à bordo, o que sempre
significa horas mais longas de dedicação e trabalho
duro.
Isso normalmente se aplica à tripulação de interior, como
camareiras e camareiros, que lidam diretamente com os
hóspedes/proprietários, servindo drinks e comidas
exóticas.
Os chefs tornam-se muito ocupados quando os proprietários/hóspedes estão à bordo, já que
preparam as mais refinadas refeições, do café da manhã ao jantar.
Muitos dos donos de iate são milionários de terceira idade, entre 70 e 80 anos, mas hoje em dia
não é incomum encontrar também visitantes e proprietários jovens. Muitas famílias que possuem
iates trazem consigo seus filhos e animais de estimação, o que causa agitação extra quando
estão à bordo.
Quando eles chegam ou partem, é muito importante saudá-los de maneira cortês. Não se deve
esquecer que o local onde está vivendo e trabalhando é propriedade pessoal deles e eles têm
todo o direito do mundo de sentirem-se respeitados e recebendo a consideração que merecem.
Abaixo do capitão na pirâmide de comando pode estar o oficial náutico, no caso de um grande
iate com muitos membros da tripulação ou, no caso de pequena tripulação, o chefe de máquinas.
Conforme mencionado anteriormente, este esquema de autoridade exige que todos cooperem
uns com os outros e é importante colocar-se à disposição de outros departamentos quando
necessário.
As funções individuais de cada membro da tripulação serão descritas em maiores detalhes no
decorrer deste capítulo.
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Tipos de iates
Existem muitos tipos diferentes de iates, porém podemos classificá-los em dois grupos: de
acordo com o tamanho do iate, comum, super ou mega; e de acordo com seu poder de
propulsão, no caso de iates motorizados e veleiros. Os super iates medem entre 24m e 50m na
linha d’água (aproximadamente entre 80 e 165 pés). Maior que isso, eles passam a ser
chamados Mega Iates.
Nos EUA, existem pequenas diferenças entre a terminologia utilizada para este tipo de
classificação e a classificação da MCA, a autoridade marítima que lida com classificações na
indústria de iates. Como a Guarda Costeira nos EUA não segue as mesmas regras que a MCA,
nos EUA o limite mínimo para classificação de Super iates é de 30m (100 pés), e os Super iates
são maiores que os mega iates. Finalmente, os iates gigantes, até ou além dos 400 pés, são
chamados Giga Iates.
Em termos de propulsão, a grande maioria dos iates se encontra na categoria de iate motorizado,
porém, nos últimos anos, temos visto cada vez mais iates construídos com tecnologia avançada
mas que utiliza propulsão eólica.
Veleiros são capazes, naturalmente, de utilizar-se do vento como meio de impulsionar a
embarcação para frente, mas também possuem máquinas para aumentar seu poder de
propulsão.
Na verdade, veleiros são muito mais complexos em termos de maquinário do que iates
motorizados, já que há um sistema hidráulico ligado ao sistema de cordames que as velas
utilizam.
Dentre os veleiros, há vários com uma só vela, porém é possível ter duas, três ou até quatro nas
embarcações maiores. Cada vela chega a custar vários milhões de dólares.
A maior vantágem dos veleiros é o baixo gasto com combustível, uma vez que, utilizando as
velas para propulsão, o combustível só é necessário para manter ligada a energia elétrica. De
qualquer forma, pode sempre incluir-se um motor reserva à diesel para o caso de necessidade
imediata.
Iates motorizados compõem a grande maioria dos iates,
e podem utilizar de diversos modos de propulsão, sendo
o hélice o mais comum.
É possível encontrar também iates com hidrojato, um tipo
de bomba na parte de trás da embarcação que expele a
água para trás, fazendo com que a embarcação vá para
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frente. Hélices podem ter afastamento fixo ou variável/controlável. Os motores principais que
movem os eixos que, por sua vez, movem o hélice são normalmente movidos à diesel, e há
diversas marcas e cavalos de potência diferentes. Quanto mais cavalos de potência, maior
velocidade terá o iate, porem utilizará mais combustível.
Estes enormes motores à diesel são distribuídos pelo iate sempre em duplas, um motor ligado ao
eixo à boreste e o outro ligado ao eixo à bombordo.
Iates pequenos e médios utilizam entre 1.000 e 3.500 cavalos de potência. Iates grandes e
gigantes utilizam até 6.000 cavalos de potência.
Iates são registrados no país de origem e afixados com
sua bandeira se o proprietário assim desejar. Ele não é
obrigado a morar no país onde seu iate está registrado, e a
maior parte deles não mora.
A maioria dos iates é registrado em ou possui a bandeira
de colônias Britânicas no Caribe, ou suas ex-colônias,
como Bermuda e Bahamas.
Bandeiras como a das Ilhas Marshall, Ilhas Cayman,
Biquíni, Barbados, Santa Lucia e Antígua são muito
comuns.
A bandeira dos EUA também pode ser vista em aproximadamente 25% dos iates em operação no
país.
Portanto, a grande maioria dos iates possuem bandeiras internacionais, fato importante para
cidadãos Americanos no que diz respeito à impostos, os quais iremos discutir mais adiante.
Partes de um iate
Antes de descrever as partes de um iate, é muito importante aprender a referir-se ao que está a
sua frente, atrás, sua direita e esquerda quando à bordo.
Na terminologia marítima, quando à bordo, se está voltado para a parte da frente da embarcação,
ela se chama “proa”. Atrás, se encontra a “popa”. Á sua direita se chama “boreste” e á sua
esquerda, “bombordo”.
Também é muito comum utilizar “avante” e “à ré” ao invés de à frente ou atrás e proa ou popa.
Lembrando que estes pontos de referência não mudam se sua posição ou orientação mudarem.
É importante saber também que há muitos códigos padrão para referir-se à partes e sistemas
que constituem uma embarcação, sendo que normalmente utiliza-se a cor vermelha para indicar
bombordo e a cor verde para boreste.
Este código é mais utilizado nos faróis de navegação.
Iates, como qualquer outra embarcação flutuante, possuem mais ou menos as mesmas partes.
Segue abaixo uma lista das partes mais comuns de um iate.
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Conveses: são os diferentes níveis ou andares de uma embarcação. É normal encontrar, em um
iate de pequeno porte, 2 ou 3 conveses enquanto que em iates maiores podem haver até 6 ou
mais conveses.
Há sempre o convés principal, o qual é acessado pelo visitante ao embarcar, e os outros
conveses fazem referência a este, ou seja, são conveses abaixo e acima do principal.
Nos iates, o convés superior é um dos conveses acima do principal, onde se encontra a Jacuzzi.
Este convés é para uso exclusivo de hóspedes.
Pode haver também uma Jacuzzi em outros conveses além do convés superior, porém é mais
comum o primeiro.
Camarotes: são os locais aonde vive a tripulação. Esta é a parte mais privada da acomodação de
pessoal no iate, porém é bom lembrar-se que, para quase todos os tripulantes, os camarotes são
divididos com alguém. O mais comum é haver camarotes para dois tripulantes, porém é possível
encontrar camarotes para até quatro. Somente o capitão e, em alguns casos, o chefe de
máquinas, têm camarotes próprios.
A acomodação da tripulação é geralmente apertada e num camarote há somente os elementos
necessários para uma vida confortável, porém em espaço reduzido.
Na maioria dos camarotes hoje em dia, há TVs de tela plana para diversão dos tripulantes, assim
como sistema de som e outros benefícios. Internet sem fio também está disponível. Grande parte
do espaço de um iate é designado para o desfrute e conforto dos proprietários e seus hóspedes.
Beliches: é o termo utilizado no meio marítimo para referir-se às camas. Como mencionado
anteriormente, há geralmente duas camas de beliche por camarote e o espaço entre a cama de
cima e o teto às vezes é muito reduzido.
Head: é o toalete ou banheiro que normalmente se encontra dentro de cada camarote.
Muitos camarotes estão localizados em partes do iate que requerem muito ganho de espaço,
como na parte da frente. O formato do casco faz com que espaço extra precise ser criado nos
heads e camarotes por carpinteiros habilidosos
durante o processo de projetação do iate.
É comum também haver escotilhas sobre o chuveiro
ou outras partes do iate.
Refeitório: é nesta parte do iate que a tripulação
recebe suas refeições. É basicamente o que, numa
casa, seria a sala de estar ou de jantar.
Além das cadeiras e mesas, e de sofá embutido para
aumentar o espaço livre ao máximo, há também TV e
outros equipamentos eletrônicos, assim como painel de alarme que avisa a tripulação de falhas
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em qualquer um dos sistemas do iate, para que o responsável possa tomar providências
imediatamente.
Cozinha: é aqui que trabalha o chef do iate. As cozinhas são equipadas com aparelhos de última
geração e tudo o que o chef precisará para preparar as mais deliciosas refeições, não só para os
proprietários e hóspedes, mas também para a tripulação.
Pode haver geladeiras e freezers dentro da cozinha e, em iates grandes, há também frigorífico
em outra área do iate.
Quando visitantes estão à bordo, os chefs são colocados sob muita pressão, pois precisam
atender à pedidos específicos e serví-los pontualmente.
Lavanderia: todos os iates possuem lavanderia com
máquinas de lavar e secar. Uma lavadeira é designada
especialmente para a tripulação. Em muitos iates, há
também lavanderia separada para hóspedes, ou
máquinas de lavar e secar para este fim. Em iates
grandes, há lavanderia industrial, com máquinas de lavar
e secar imensas e ferros à vapor iguais aos das
lavanderias profissionais.
Ponte de Comando: é neste convés que o iate pode ser controlado e dirigido.
Há vários equipamentos de última geração neste convés, e ele está normalmente situado em um
convés superior logo acima do convés principal, à avante o suficiente para proporcionar boa
visibilidade. A Ponte de Comando, ou Ponte, é a base de operações para o capitão. Há alí um
assento muito confortável. Esta é a cadeira do capitão. Deste convés, o capitão pode controlar a
embarcação, às vezes sendo possível ligar os motores principais remotamente ou, após serem
ligados pelo chefe de máquinas no compartimento de máquinas, o comando é automaticamente
acionado neste convés. O leme conduz o iate e, hoje em dia, ele pode ser pequenino, do
tamanho da palma da mão ou de um joystick. Dentre os muitos outros instrumentos que se
encontram neste convés, há também:
Plotter. Sistema de navegação que mostra, através de gráficos náuticos, a posição e rota da
embarcação em relação à área geográfica aonde esta navega;
Radar. Ao menos dois tipos de radares são encontrados em embarcações modernas. Este
instrumento mostra objetos em movimento que possam interceptar a rota do iate. Radares
modernos mostram a informação através de uma tela de computador.
O sonar de profundidade é um instrumento que indica a profundidade do fundo do mar, rio, lago,
etc. Podem-se ver diversas cores com significados únicos numa tela de computador.
Rádio VHF para comunicação com outras embarcações e canais costais. Ao menos dois estão
presentes em qualquer embarcação moderna. Quando no mar, um destes rádios está
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constantemente sintonizado ao Canal 16, que é o canal de comunicação de emergência, de
acordo com pacto internacional.
Os interruptores de todos os faróis de navegação também estão localizados neste convés.
Um painel de alarme também se encontra no convés, avisando do mau funcionamento de um dos
sistemas. Há também um segundo painel ou tela separada da tela principal, onde é monitorado o
compartimento de máquinas. Em muitas embarcações, mesmo quando em movimento, pode não
haver um oficial dentro do compartimento de máquinas, por isso a ponte possui uma tela na qual
os mesmos indicadores de sistema do compartimento de máquinas podem ser vistos. Conforme
mencionado anteriormente, este convés é a parte mais estratégica do iate, pois o capitão
necessita de boa visibilidade para dirigir e manobrar a embarcação corretamente.
Em algumas ocasiões, durante a manobra, o capitão
necessita também ter visão lateral para que possa
manter clara sua perspectiva de como a embarcação
está se posicionando no cais, por exemplo. Para estes
casos, há também as estações laterais ou estações da
asa, de onde o iate também pode ser controlado.
Alavancas que comandam a válvula de controle dos
motores principais e o joystick do leme se encontram
também nestas estações. Alguns iates possuem
também uma estação à ré, para quando o capitão necessitar manobrar a embarcação de ré.
Compartimento de máquinas: O compartimento de máquinas é o coração da embarcação. Alí se
encontram os motores principais à diesel, geradores e outros como bombas, compressores, etc.
Os motores principais são geralmente movidos à diesel e possuem milhares de cavalos de
potência. Eles movem os eixos que, por sua vez, movem os hélices, tornando possível o
movimento para frente e para trás do barco. Quase todos os iates possuem aparelhos que
reduzem o número de rotações por minuto, ou RPM, que passam dos motores para os hélices.
Também é comum encontrar outros hélices que proporcionam movimentação lateral à
embarcação, chamados impelidores de proa e de popa, localizados à frente e atrás do iate
respectivamente, porem não no compartimento de máquinas.
O gerador é também um motor à diesel com um gerador elétrico acoplado para produzir
eletricidade. O padrão é existirem ao menos dois geradores em cada embarcação.
Podemos também encontrar no compartimento de máquinas diversas bombas para a
transferência de líquidos como óleo diesel ou óleo lubrificante entre os tanques, assim como
bombas que transferem água salgada ou doce para diferentes sistemas. Outros equipamentos
que podem ser encontrados são: ar condicionado que esfria a água e a distribui pela
embarcação.
Máquinas que convertem água salgada em doce, pronta para beber.
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Compressores de ar que servem para diversos usos.
Há também compressores que refrigeram compartimentos onde se estoca comida por longos
períodos de tempo.
Motores hidráulicos que alimentam vários sistemas hidráulicos, como portas e o portaló. Power
Pack é o termo normalmente utilizado para o sistema que consiste de motor, tanque hidráulico.
Muitos destes sistemas podem ser encontrados em veleiros.
Estabilizadores,
que são
grandes placas
de metal que
mantém a
embarcação
estabilizada.
Purificadores de
óleo
combustível são máquinas que limpam o óleo que alimenta os motores, e que são comuns em
iates hoje em dia.
Há também vários circuitos de distribuição e painéis por todo o compartimento de máquinas que
proporcionam energia a diversos equipamentos localizados alí e em outras áreas do iate.
Há um painel, chamado painel principal, que normalmente se encontra no centro do
compartimento de máquinas ou no camarim de controle. Á partir deste painel, os sistemas
principais são ativados.
Em iates de grande porte, é possível encontrar um camarim de controle onde estão não só o
painel principal, por onde vários sistemas remotos podem ser acionados, como também um
sistema de monitoramento. Neste, utiliza-se uma tela de computador para visualizar informação e
dados referentes à vários equipamentos diferentes. Quando um destes sistemas não opera
corretamente, há sensores que ativam um alarme sonoro para alertar ao problema.
Normalmente, o camarim de controle é lacrado e cercado por janelas de vidro que permitem
visualizar o compartimento de máquinas. É também à prova de som, para reduzir o barulho do
maquinário em funcionamento.
Podem haver outros camarins contendo maquinário, além do compartimento de máquinas. Estes
são camarins especiais e seus nomes se derivarão do maquinário presente dentro deles.
Camarim de bombas, camarim do gerador de emergência e camarim hidráulico são alguns
exemplos.
Pode também haver uma bancada ou oficina próximo ao compartimento de máquinas, onde
pequenos reparos podem ser realizados.
Há também outro camarim localizado à popa, chamado camarim de navegação, onde o
maquinário necessário para mover o pesado leme se encontra. Normalmente, o leme é
19
controlado remotamente na ponte, porém pode também ser operado por aqui em casos de
emergência.
Além de todo este maquinário localizado dentro do compartimento de máquinas e além, há
também circuitos elétricos e painéis pelo barco inteiro que distribuem energia para as lâmpadas e
tomadas para computadores, micro-ondas, geladeiras, etc., e quaisquer outros que se
encontraria em um lar.
O compartimento de peças de reposição, na maioria dos casos, é onde são armazenadas peças
de reposição de diferentes sistemas e maquinário. É normalmente um espaço pequeno cheio de
caixas. Todas são classificadas de acordo com seu conteúdo e há uma lista destes itens em um
inventário, geralmente mantido na pasta do chefe de máquinas em um dos computadores à
bordo.
Obtenção de espaço extra é prioridade em qualquer embarcação, portanto não é incomum
encontrar compartimentos de peças de reposição em pequenos espaços previamente inutilizados
ou em coferdams.
Camarim da corrente: é um compartimento na parte da frente, ou à avante, da embarcação, onde
se armazena a corrente da âncora. A maioria das embarcações possui duas âncoras com uma
respectiva corrente, à bombordo e à boreste. O comprimento da corrente é geralmente várias
vezes maior do que o comprimento da embarcação e ela é composta de diversos elos de metal
sólido, sendo o ferro o mais comum. A corrente enrola-se no cabrestante, que é um guincho com
engrenágem especial que se conecta a corrente da âncora.
A corrente fica suspensa no compartimento e, por causa de seu formato angular e do alto nível
de umidade, este compartimento é utilizado somente para este fim.
Compartimento de tintas: é o compartimento onde se armazena a tinta e pode ser um espaçoso
compartimento por onde é possível caminhar, ou um símples armário com prateleiras e latas de
tinta. De qualquer forma, compartimento de tintas é o nome mais utilizado para este local.
Em qualquer embarcação é comum encontrar diversas latas de tinta, de diversas cores.
Ferrúgem é um problema comum para qualquer embarcação que se encontra constantemente
exposta à água do mar, consequentemente, utiliza-se proteção contra vegetação e anticorrosivo
na maioria das superfícies externas antes da aplicação da tinta.
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Equipamento de segurança e contra incêndios
Todos os tipos iates incluídos neste livro possuem equipamento de segurança e de combate à
incêndios, para o caso de possível emergência.
Entre os equipamentos de segurança, podemos encontrar coletes salva-vidas, botes, roupas
térmicas, bóias e EPIRBs, entre outros.
Normalmente, os coletes salva-vidas estão situados em áreas de
fácil acesso para a
tripulação e hóspedes,
podendo também ser
colocados dentro de
cada cabine. Todos à
bordo devem aprender a
vestir o colete salvavidas corretamente, caso
necessitem abandonar a
embarcação. Depende
do capitão organizar este tipo de exercício, chamado de
simulação.
Bóias são utilizadas no caso de alguém cair para o mar. Se encontram do lado de fora do iate,
em locais acessíveis, para que possam ser facilmente jogadas na água para qualquer pessoa
que tenha caído.
Botes são conectados a um EPIRB (sigla em inglês para Radiobaliza para Localização dos
Sinistros), que consiste de um dispositivo flutuante que, em contato com água, transmite um
impulso em estação de rádio predeterminada, para que seja possível localizá-lo no radar. Possui
também uma luz que pisca para visualização no escuro.
Botes são infláveis e normalmente guardados em contêineres de fibra de vidro, localizados de
cada lado da embarcação, em um dos conveses acima do convés principal.
Estes botes inflam automaticamente quando em contato com água e flutuam, para que todos
possam pular dentro deles. Todos os botes possuem diversos elementos para sobrevivência à
deriva, em caso de colisão ou naufrágio. Detalhes de como operar o bote e suas partes
constituintes são ensinados em um curso chamado “Sobrevivência no Mar”, que todo tripulante
de qualquer embarcação deve fazer.
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Roupas térmicas são feitas de neoprene, que preserva o calor corporal.
A maior parte das embarcações modernas possuem roupas térmicas à bordo. O traje permite
cobrir o corpo inteiro, dos pés à cabeça. Possuem também um capuz, para que somente o rosto
fique exposto. Roupas térmicas foram criadas para prolongar a vida à deriva quando necessário,
uma vez que previnem a perda de temperatura corporal e possível hipotermia, comum quando
em contato constante com água do mar.
Equipamento contra incêndios
Toda embarcação possui diversos componentes que combatem incêndios, distribuídos pelo iate,
já que fogo é um perigo real à bordo. Se um incêndio atinge o interior da embarcação, pode ter
consequências desastrosas, já que há muitas substâncias inflamáveis no barco.
Mangueiras de incêndio são estrategicamente distribuídas ao lado de hidrantes e próximas à
áreas onde determinado tipo de extintor será necessário. Além disso, diversos tipos de extintores
são colocados em cada canto do iate. Extintores de pó químico e água pressurizada também são
colocados à disposição. Estes extintores possuem diversos tamanhos, dependendo da área onde
se encontram e de seu uso.
O interior do compartimento de máquinas é a parte mais
perigosa e inflamável do iate, devido à concentração de
calor e combustíveis. Por isso, a maioria das
embarcações possui sistema de extinção dedicado
somente a esta área, que consiste de grandes frascos de
gás pressurizado que reagem quimicamente com o
oxigênio do ar, extinguindo o incêndio. Não se aciona
este sistema até que o compartimento de máquinas e a
área próxima tenham sido evacuados.
Além disso, abafadores de ventilação podem ser
fechados remotamente para evitar que o oxigênio alimente o incêndio neste compartimento.
A bomba principal de incêndio e a bomba secundária se encontram dentro do compartimento de
máquinas, providenciando água com alta pressão para o sistema de extinção, fazendo com que
grandes quantidades de água penetrem cada hidrante, caso uma mangueira precise ser utilizada.
Em embarcações modernas, é comum haver exercícios ou simulações de incêndio, nos quais
cada tripulante tem função específica para o caso de terem que combater o incêndio.
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Todas as embarcações modernas, incluindo iates de grande porte, possuem o equipamento
pessoal necessário, como trajes de bombeiro, capacetes, botas, tanques de oxigênio, etc., que
possibilitam à equipe preparar-se em questão de minutos no caso de incêndio e para extinguí-lo
caso possível.
Treinamento de incêndio, assim como primeiros-socorros, são cursos mandatórios para todos
aqueles trabalhando à bordo de uma embarcação.
Cabines de hóspedes
Acomodações de
hóspedes são
normalmente
luxuosas e
espaçosas. Esta
é a parte do iate
onde se
encontram as
mais finas obras
de arte. A
madeira da
melhor qualidade
e tecidos
refinados estão
presentes em
todas as cabines
de hóspedes e
proprietários de
iates.
Existem iates nos quais as cabines são nomeadas de acordo com sua decoração. Outras podem
ter nomes de signos do zodíaco. Personágens famosos podem também ser tema de cabines. A
lista continua; a imaginação do projetista faz delas o que são.
Os carpetes das cabines de proprietários e hóspedes são caros e da mais refinada textura.
Também é comum encontrar, nos iates mais luxuosos, mármore e metais preciosos, esculturas,
desenhos e artefatos de combinações artísticas extraordinárias.
Toaletes equipados com grandes espelhos e closets enormes também são comuns, assim como
uma grande Jacuzzi com vista para o mar.
Uma casa de banho com diversos chuveiros pode estar incluída nestes luxuosos toaletes.
Ao lado da privada, é normal haver um bidê em alguns destes banheiros de luxo, que também
possuem todo e qualquer produto necessário, de esfoliantes e aromatizantes aos melhores
23
perfumes e sabonetes das lojas mais refinadas.
As camas destas cabines não são beliches, mas sim enormes e confortáveis camas king size que
normalmente possuem um sistema especial de iluminação abaixo delas.
Reguladores de intensidade da luz existem para garantir a satisfação do hóspede ou proprietário.
Obviamente, os sistemas de entretenimento mais avançados também se encontram nestas
cabines, que também possuem controles remotos inteligentes, através dos quais é possível
controlar as diferentes funções de todos os dispositivos automáticos da cabine.
Estes controles são projetados especialmente para cada iate, sendo que as funções podem ser
visíveis e acessíveis por uma tela de toque, por exemplo.
Muitas destas cabines também possuem cortinas automáticas, comandadas pelo sistema de
controle remoto.
Sala de jantar e salão de festas
Os proprietários e hóspedes possuem também uma sala de jantar, também chamada de
restaurante.
Esta é uma área ampla e espaçosa do iate, geralmente localizada no convés principal ou um
acima, e possui janelas de vidro ao redor, que permitem uma maravilhosa vista às pessoas que
alí se encontram.
O salão principal é sempre em uma área que não possui contato com a tripulação, exceto a
cozinha, que é responsabilidade do chef de cozinha do iate.
Geralmente, o refeitório da tripulação se
encontra à avante no iate, enquanto que o
restaurante é entre o centro e à ré da
embarcação.
Neste salão, podemos encontrar grandes e
confortáveis sofás em um ou mais cantos.
Há também uma mesa de jantar com
cadeiras de ótima qualidade à volta e
vários armários e gavetas. Estas são feitas
artesanalmente, utilizando madeira de topo
de linha.
A iluminação do salão principal pode ser
moderna ou clássica, mas sempre
proporciona uma característica muito pessoal ao salão. Todas as luzes poder ter sua intensidade
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controlada e é comum encontrar fios de luz escondidos acima e abaixo dos cantos deste salão,
para quando se requer uma atmosfera mais romântica.
Esboços e pinturas caríssimos são normalmente expostos nas paredes do salão principal.
Sistema de som surround e uma enorme TV de tela plana são colocados no centro do salão
principal.
Há uma prateleira com sistema de entretenimento dentro ou, às vezes, fora do salão, de onde a
TV digital via satélite e a internet via satélite podem ser programadas.
O controle remoto único, especialmente projetado para o iate, comanda todas as funções
eletrônicas no salão principal.
Também é comum, assim como nas cabines de hóspedes, encontrar cortinas eletrônicas no
salão principal.
O salão de festas se encontra em um dos conveses mais altos e é mais comum em iates
maiores.
Pode ser definido como uma grande sala, muito confortável e bem decorada e que inclui um bar,
assim como nos mais sofisticados restaurantes onde clientes apreciam seu drink escolhido.
Iluminação adequada e sistema de som cabem a este salão, assim como instrumentos musicais
como um grande piano.
Em iates de grande porte, há até uma sala de masságem, porém esta só é utilizada quando há
hóspedes à bordo, e massagistas são contratados especialmente para a duração da viagem.
Sala de jogos para crianças.
Muitos iates que são propriedade de famílias possuem uma sala de jogos para crianças.
Diferentes tipos de brinquedos e entretenimento se encontram nesta sala, tudo o que uma
criança poderia querer, de videogames a Lego, jogos, bonecas, fantoches, casas de bonecas,
carrinhos e o que mais quiserem. Há também uma enorme TV de tela plana.
Quando há crianças à bordo, um ou mais camareiros são deslocados para supervisioná-los e
serví-los.
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Botes e barcos motorizados e outros brinquedos
A maioria dos iates carrega consigo ao menos um bote motorizado, que é um pequeno barco
inflável com um ou mais motores, normalmente utilizado para alcançar terra quando o iate está
ancorado.
Barcos motorizados são mais comuns que botes nos
dias de hoje. É um barco inflável grande ou barco
rígido, mais confortável, que pode carregar mais
pessoas e com equipamento de navegação de última
geração. O barco pode possuir motores em seu interior
ou exterior.
É comum ver iates carregando seus barcos
motorizados presos a uma corda ao invés de estarem
dentro do iate enquanto estes navegam.
De qualquer forma, todos têm sistema hidráulico para
suspenção e colocação do bote dentro do iate, geralmente de ré em sua “cama”. Este sistema é
utilizado quando se antecipa um longo período de navegação, como uma travessia do Atlântico.
Em iates maiores ou super iates é normal haver
diversos botes e barcos motorizados, podendo ainda
haver uma embarcação inflável maior e mais luxuosa
para grande número de passageiros.
Outros brinquedos motorizados geralmente
encontrados à bordo de iates são jet skis, sendo que
seu número depende do tamanho do iate, assim
como equipamento de mergulho para grande número
de pessoas. Há sempre um compressor de ar à bordo
destes iates para encher os tanques de ar de
mergulho.
Viaje pelo mundo. Hot spots e estações do ano.
O Mar do Caribe e o Mar Mediterrâneo na Europa são as áreas mais visitadas por iates.
O itinerário de um iate é sempre determinado pelos proprietários.
Eles decidem quando usá-lo, mas muitos também autorizam seus iates a serem fretados
(alugados por pessoas ricas por tempo limitado à bordo de um iate luxuoso) por períodos
prédeterminados, já que isto proporciona renda extra.
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Visto que a organização de um itinerário depende somente da aprovação dos proprietários, há a
possibilidade de viajar pelo mundo, aos lugares mais exóticos.
Muitas ilhas do Pacífico e ilhas remotas na Ásia também podem ser visitadas. Viagens à América
do Sul ou à costa norte dos Estados Unidos e Canadá estão também dentre as muitas
possibilidades de itinerários.
Esta é a grande vantágem para a tripulação, a possibilidade de viajar de graça aos locais mais
requisitados do mundo.
Uma pessoa comum que trabalha em terra normalmente não tem estas oportunidades, talvez
uma só vez na vida; enquanto que, para o iatista escolado, é um estilo de vida!
Há centenas de ilhas no Mar do Caribe e é para lá que vão a maioria dos iates durante o inverno
no hemisfério norte, para procurar os mais encantadores paraísos tropicais, longe de cidades
barulhentas e de onde a vista é de
água cristalina enquanto navegam.
As ilhas mais procuradas, que
possuem grandes clubes de iatismo,
são: Antígua, Granada, São Martim,
São Bartolomeu, Porto Rico, República
Dominicana, Bahamas, Ilhas Virgens
Britânicas e Ilhas Virgens Americanas,
Martinica, Dominica, Barbados, Santa
Lucia, entre muitas outras.
O Mar do Mediterrâneo também é
muito popular durante o verão, quando
muitos países europeus que possuem
costa são visitados.
Países como Itália, França, Grécia e Espanha possuem diversas cidades com grandes clubes de
iatismo, onde a vida gira em torno da indústria de iates.
Mônaco é uma das mais famosas cidades do Mediterrâneo onde, todos os anos, há um enorme
evento de barcos e iatismo (Boat Show), onde centenas de novos iates são agregados para
expôr sua beleza às pessoas mais ricas do mundo.
Também em Fort Lauderdale, na costa leste do estado da Flórida, nos EUA, acontece um “Boat
Show”, o maior do mundo, que vai da última semana de Outubro ao início de Novembro.
Estes boat shows são basicamente bazares comerciais onde se compram e vendem iates novos
e usados, e os preços podem variar de centenas de milhares a muitos milhões de dólares.
Estes shows são patrocinados por companhias que, em sua maioria, são ligadas à indústria de
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iates, fornecendo serviços e peças de iates para esta indústria.
Responsabilidades de cada tripulante
Em um iate comum há o capitão, o oficial náutico, o chefe de máquinas e a tripulação de interior,
que são o chef e a camareira-chefe. Estes podem também ser homens, porém na maioria dos
casos se utiliza mulheres.
Em iates maiores há o oficial náutico e mais de um chefe de máquinas, e também um segundo
oficial e um assistente, ou mais. Além disso, há também muitas camareiras e um contramestre
além do oficial náutico.
Conforme mencionado anteriormente, o capitão é responsável pela embarcação e por sua
tripulação. Ele é a conexão entre a tripulação e o proprietário.
Sobre seus ombros cai a responsabilidade
pelo comando da embarcação, em todos os
aspectos, dirigir e manobrá-la, programar
treinamentos de segurança e a gestão dos
gastos necessários para manter a
embarcação em funcionamento.
Ele é responsável também por toda a
papelada referente à imigração quando
viajam a outros países, e guarda consigo
os passaportes da tripulação.
Além disso, o capitão calcula os salários da
tripulação, enviando a informação para o
agente ou auditor. Este, por sua vez, faz os
pagamentos nas respectivas contas
bancárias.
É importante lembrar que somente o capitão é funcionário do proprietário. NENHUM dos demais
tripulantes são seus funcionários, legalmente falando, apesar de seus salários serem pagos por
ele.
O oficial náutico e résponsável por tudo o que se passa acima do convés. Ele é responsável pela
manutenção das peças que compõem o convés, preparação dos botes e barcos motorizados
para uso, qualquer pintura necessária no convés, manutenção das âncoras, lavágem periódica
para eliminar o sal da água do mar das superfícies exteriores, cobrir e descobrir os móveis do
convés que se encontram ao ar livre e vigiar o iate são algumas das muitas funções do oficial
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náutico.
O chefe de máquinas é encarregado de todo o maquinário à bordo da embarcação. Ele cuida
para que todos os sistemas funcionem corretamente e, em caso de problemas, repara-os se
possível ou contata a companhia em terra que trabalha com este tipo de sistema para receber
assistência. Ele deve seguir um itinerário de manutenção de rotina em todas as peças. Chefes de
máquinas devem ter boa formação em sua área de atuação e ter boas habilidades analíticas e
muito discernimento.
Os motores de propulsão principais e geradores compõem
a parte mais importante do trabalho do chefe de máquinas
dentro do compartimento de máquinas.
Os chefs à bordo sempre têm boa reputação por suas
habilidades na cozinha. Iates comuns empregam um só
chef, enquanto que os super iates podem empregar dois
ou três.
O chef prepara refeições para toda a tripulação e também
proprietários e hóspedes.
Com a ajuda de outros membros da tripulação interna, ele é responsável pela compra dos
alimentos necessários para estocar o iate.
Também é sua responsabilidade manter um inventário completo de seus suprimentos para que
não falte nenhum ingrediente especial que pode ser requisitado pelo proprietário ou hóspedes a
qualquer momento.
Quando hóspedes ou proprietários estão à bordo, o trabalho do
chef pode tornar-se caótico e ele passa grande parte de seu dia
na cozinha.
Há um cardápio especial que é preparado para hóspedes quando
estão à bordo e consiste dos mais
delicados e deliciosos pratos. A
excelência de um chef não se
julga somente pelo sabor de sua
comida, como também pela
apresentação visual.
Camareiras são ajudantes gerais que trabalham, na maioria das
vezes, no interior do iate, porém podem ser alocadas para a parte
exterior.
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A camareira-chefe é quem os gerencia e, em iates de grande porte, o time de camareiras e
camareiros pode atingir 15 ou mais pessoas.
Grande parte de seu dia é devotado à limpeza e arrumação do interior do iate. Eles também
servem refeições aos hóspedes e proprietários e, quando há crianças à bordo, as supervisionam
e entretém.
Algumas camareiras que possuem treinamento específico podem também trabalhar como
massagistas.
Diferentes nacionalidades
Em qualquer iate, hoje em dia, é normal encontrar tripulantes de diversas partes do mundo. Em
iates menores há normalmente entre duas e quatro nacionalidades distintas, enquanto que em
iates maiores podem-se encontrar dez ou mais. Não há números fixos, mínimo ou máximo.
Na indústria de iates, o inglês é a língua utilizada para comunicação. Americanos, Britânicos, Sul
Africanos e Australianos são maioria nesta indústria. Entretanto, há muitos tripulantes de várias
outras nacionalidades que falam inglês como segunda língua e estão presentes em grandes
números em iates e super iates.
Jovens homens e mulheres provenientes de países como Ucrânia, Romênia, Rússia, Itália,
França, Argentina, Uruguai, Venezuela, Japão, Filipinas, vários países do Leste Europeu, Ásia,
América do Sul e Europa continental trabalham nesta indústria multinacional e fascinante.
Quando pessoas de diversas nacionalidades vivem e trabalham juntas no mesmo espaço, é
importante haver respeito aos hábitos e à cultura de cada um. Além das regras e normas de
bordo que todos devem seguir, é recomendável ter cuidado com gestos e linguagem corporal que
podem ser normais em sua cultura, mas que podem ser mal interpretados no contexto de outras
culturas coabitando aquele espaço.
Comunicação é a chave para boa convivência entre tripulantes, e fatores culturais não devem
tornar-se um problema. Algumas pessoas provêm de sociedades muito verticais com histórico de
opressão militar ou similar, enquanto outros provêm de sociedades abertas onde igualdade e
liberdade de expressão são aceitáveis. Apesar de estes fatores culturais moldarem as atitudes de
cada um, a pirâmide de autoridade deve sempre ser respeitada e, se houver boa comunicação
fluindo, sem dúvida os membros da tripulação terão bom relacionamento e compartilharão
experiências incríveis.
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Conforto em pequenos espaços
Além das diferenças culturais, outro fator que deve ser levado em consideração é o espaço
limitado nas acomodações de tripulantes da maioria dos iates. Grande parte do espaço de um
iate é dedicado ao conforto dos proprietários e hóspedes; assim, a tripulação não desfruta deste
privilégio tanto quanto eles. É comum haver camarotes com dois beliches em um espaço não
muito maior que um closet.
Ainda assim é possível ter conforto apesar do limitado espaço. Todos os camarotes possuem o
que qualquer acomodação possuiria como rádio, TV e DVD, internet sem fio e, às vezes, uma
escrivaninha e cadeira. Em todos os camarotes e compartimentos do iate há também um telefone
para comunicação com qualquer parte da embarcação.
Os colchões, apesar de estreitos são, na maioria dos casos, confortáveis e o ar condicionado
proporciona relaxamento. Há closets suficientes e gavetas em todos os cantinhos livres para
maior espaço.
Banheiros ou heads são equipados com privada à vácuo.
O espaço nos chuveiros não é muito grande porém a pressão da água é excelente e são
totalmente equipados com produtos de higiene fornecidos à bordo.
A vida no porto. Recreação e vigia
Toda tripulação de iate recebe um período de tempo livre e, apesar dos períodos de trabalho
incessantes que podem durar semanas, o tempo gasto conhecendo novos lugares e se divertindo
é muito agradável.
Ao final de cada jornada de trabalho há tempo livre. Quando hóspedes ou proprietários não estão
à bordo, a jornada termina entre 4 e 5 da tarde, dependendo do volume de trabalho de cada
departamento.
É comum para a tripulação, após uma longa jornada, ir à praia ou aos bares locais. Álcool à
bordo é permitido somente nas horas livres de trabalho e de vigia.
Deve-se ter cuidado com álcool, evitando que se torne um problema que interfira com as
atividades diárias e o bem-estar do restante da tripulação.
Muitos tripulantes que levam vidas saudáveis utilizam as horas livres para praticar esportes,
antes ou após a jornada de trabalho.
Em quase todos os clubes de iatismo, há quadros de avisos com anúncios de aulas de ioga e
outras atividades para que a tripulação possa praticá-las.
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Alguns clubes de iatismo têm também piscinas que podem ser utilizadas por membros e
tripulação à bordo de iates.
O jantar na maioria dos iates é servido às 6 da tarde, o que pode parecer cedo para algumas
pessoas. Por isso, cabe ao indivíduo decidir jantar com o resto da tripulação ou guardar seu prato
para depois.
Os chefs gostam de sair da cozinha após o jantar, já que eles também merecem descanso.
Pode-se visitar a marina ou a área do clube de iatismo e, normalmente durante os finais de
semana, os tripulantes saem juntos para desbravar as maravilhas da cidade onde estão
atacados, ou descobrir novos bares e pubs mais distantes do porto.
Deve-se ter cautela em alguns locais onde a violência está presente longe do clube de iatismo.
São Martim se tornou, infelizmente, famosa por assaltos à membros de clubes, incluindo
assassinatos!!
Em algumas ocasiões, normalmente às Sextas-Feiras e Sábados, é comum os capitães de iates
pequenos convidarem suas tripulações para jantar em um restaurante chique. A melhor parte é
que o capitão paga a conta!! Este costume não é comum em grandes super iates, onde a
tripulação é muito numerosa para este tipo de convite.
O tempo de jornada de trabalho inclui as horas normais e também horas extras quando
proprietários ou hóspedes estão presentes, além de vigias.
Estas podem ser vigias durante atracagem ou navegação.
Quando atracados, os grandes iates possuem um chefe de máquinas de vigia, supervisionando o
maquinário à bordo. Há também um vigia de convés e vigia da tripulação de interior, que cuidam
da segurança e limpeza à bordo.
Em iates pequenos, todos participam de vigia regularmente. Cada membro da tripulação fica de
vigia por 24 horas a cada seis dias, aproximadamente, dependendo o número de tripulantes.
O período normal de vigia inclui ligar a iluminação externa ao pôr do sol e guardar a bandeira,
assim como trancar portas externas, guardar a louça da cozinha e colocar o lixo para fora. Ás 8
da manhã, a bandeira deve ser hasteada e as luzes desligadas.
Ser vigia durante navegação é um trabalho mais profissional. Este envolve, para a tripulação do
convés e interior, monitorar o radar, plotter e outros equipamentos na Ponte, enquanto o iate
navega. O chefe de máquinas vigia o maquinário no compartimento de máquinas, checando seu
desempenho.
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Dicas de fretamento e iates privados.
Iates podem ser utilizados de duas formas: Como iates privativos ou fretados.
Iates privados são utilizados exclusivamente por seus proprietários e, às vezes, seus hóspedes.
Este é um grupo seleto de pessoas que, na maioria dos casos, são sempre as mesmas. Os iates
podem ser utilizados nos mesmos períodos do ano ou de acordo com as necessidades do
proprietário.
Salários em iates privados são geralmente maiores do que aqueles de iates fretados.
Iates fretados também têm proprietários privados, porém a diferença é que são fretados, ou
alugados, por qualquer pessoa endinheirada que deseja passar período de férias neste iate.
Esta atividade é muito comum na indústria de iates e move milhões de dólares.
Proprietários de iates e gerenciadores sabem, com antecedência, em que período do ano o iate
será utilizado, para que possam coordenar os períodos nos quais o iate estará liberado para
fretamento.
Das duas
melhores
estações
do ano
para
iatismo, o
verão
Caribenho
eo
Mediterrân
eo, uma
será
utilizada
para
fretamento
de iates de
luxo.
Períodos
de fretamento podem durar entre uma e diversas semanas, dependendo do grupo que aluga a
embarcação.
Os clientes e o capitão discutem aonde gostariam de ir, a época do ano e quanto tempo
pretendem passar em cada localidade.
A grande vantágem para a tripulação de iates fretados são as gorjetas que recebem ao final de
cada período de fretamento, além o salário normal que recebem.
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Ocasionalmente, a gorjeta pode vir a ser maior que o próprio salário mensal, o que faz da
estação de fretamento um ótimo motivo para que a tripulação dê tudo de si.
Velejando, cruzando o oceano, mareamento e pé de marinheiro
Velejar não é para todo mundo. Mesmo que não requeira qualquer treinamento psicológico ou
habilidade específica, há pessoas que se adaptam bem à vida à bordo e outras que não
conseguiriam viver à bordo de uma embarcação, salvo durante férias à bordo em um cruzeiro.
Para tornar-se marinheiro, indústria à parte, é preciso não só gostar de estar na água, mas
também do estilo de vida.
Iatismo é isso, um estilo de vida adotado no momento em que se pisa à bordo, tornando-se
membro de uma tripulação.
Quando à deriva, por medida de segurança, é recomendável ficar dentro do iate, porém algumas
funções exigem que tripulantes fiquem do lado de fora, expostos aos elementos.
Especialmente em veleiros, onde usar o sistema de cordas é necessário para mudar a posição
das velas, um só pé de vento é o que basta para que uma ou mais ondas o encharquem.
Conforme mencionado anteriormente, velejar não é para
qualquer um.
Há aqueles que começam a se sentir marejados no
momento em que a embarcação deixa o porto, e outros
que aguentam a pior das tempestades sem problemas.
Estes, considera-se, têm o chamado “pé de marinheiro”.
Para o caso de alguém passar mal por causa do
movimento do iate durante navegação, há sempre um
bom estoque de Dramin à bordo de qualquer
embarcação. Este medicamento auxilia na recuperação dos efeitos do marejamento.
Uma experiência importante, sem dúvida, é a travessia de um oceano.
Iates geralmente navegam de porto a porto em regiões onde o tempo total de navegação pode
variar de varias horas a alguns dias, talvez três ou quatro no total.
Porém, no caso de travessia oceânica, a experiência se estende para uma semana ou mais.
O oceano mais comum a se cruzar é o Atlântico, da costa da América do Norte à Europa e viceversa, quando a estação do ano muda.
Pode-se também cruzar outros oceanos, como o Pacífico ou Índico, porém não é tão comum na
maioria dos casos.
Uma travessia oceânica pede tripulantes muito profissionais e altamente qualificados, já que
serão testados como equipe e precisam depender uns dos outros.
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Comida do chef
Um dos grandes prazeres de se trabalhar em um iate de luxo é a alimentação diária.
Todos os iates incluem chefs profissionais que preparam refeições finas e da melhor qualidade.
Alimentação não é problema em nenhum iate. A moral da tripulação deve ser mantida em alta e a
boa comida é um elemento-chave para isso.
Chefs trabalham duro para alcançar este objetivo e conquistar o sabor mais refinado para
proprietários, hóspedes e capitães que sabem o que querem.
A tripulação sempre
beneficia da comida
farta, com grande
variedade de sabores
das mais exóticas
regiões do mundo,
tudo alí mesmo, no
convés aonde vivem.
Não só é comum
encontrar refeições
tipicamente Mexicanas um dia e Gregas no seguinte, ou
Asiáticas, churrascos, entre outros, mas também há grande variedade, fazendo com que seu
prato nunca fique vazio.
Como dizem, barriga cheia faz o coração feliz e quando se trata de atingir este objetivo, chefs de
iates são os profissionais que fazem acontecer.
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Casos de amor
Tripulantes à bordo de iates são tanto homens como mulheres. A proporção é de 40% mulheres e
60% homens, aproximadamente.
Mulheres trabalham, em sua maioria, como tripulação de interior. É excepcionalmente raro
encontrar uma mulher capitã.
A maioria dos homens trabalha como tripulação de convés, capitão e chefe de máquinas.
As relações interpessoais entre membros da tripulação são, acima de tudo, profissionaia e eles
devem sempre comportar-se como tal.
Porém há um fato que deve ser mencionado quando se trata das leis da atração.
Homens e mulheres vivendo juntos e confinados por longos períodos de tempo faz com que
relacionamentos, além dos profissionais, sejam construídos.
Na indústria de iates é comum membros da tripulação visitarem bares locais em diferentes portos
aonde seus iates atracam e conhecer outros tripulantes de outros iates.
Muitos casais se formam deste jeito e é comum ter um namorado
ou namorada trabalhando em outro iate, que se encontram
ocasionalmente, quando os dois iates calham de atracar no mesmo
porto ao mesmo tempo.
No caso de casais que se conheceram e vivem no mesmo iate, é
recomendável ter cuidado para não demonstrar carinho
abertamente à bordo. Normalmente, este tipo de atitude não é bem
vista pelo restante da tripulação.
Estes casais devem manter uma postura profissional durante a
jornada de trabalho à bordo, e podem encontrar-se e se divertir
após o trabalho e nas horas livres.
Também é normal na indústria de iates de luxo que casais em departamentos diferentes apliquem
para cargos diferentes no mesmo iate, já que há iates que contratam casais, como capitão e
camareira-chefe, por exemplo.
Tudo pode acontecer no que diz respeito ao amor, de separações à casamentos, ou múltiplos
amantes de porto a porto, como contam os mitos.
No passado, alguns capitães tinham a terrível reputação de só contratarem mulheres para vagas
em troca de sexo. “Sem sexo, sem emprego” se tornou o lema destes capitães inescrupulosos
que não duraram na indústria.
Sexo à bordo nunca é uma boa idéia e não é recomendado a ninguém.
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Casais que pretendem manter seus empregos devem aprender a se comportar adequadamente e
profissionalmente durante todo o tempo à bordo.
Período de estaleiro e doca seca
Todo iate passa por um período de estaleiro, quando reparos, reformas e aprimoramentos são
feitos. Este período pode incluir tempo em doca seca, quando o iate inteiro é retirado da água por
enormes guindástes com capacidade de erguer centenas de toneladas, e é colocado sobre vários
picadeiros ao longo de seu comprimento que suportam seu peso, mantendo-o fora d’água.
A doca seca é geralmente utilizada para reparos no casco e sua manutenção, assim como
inspeções e reparos de problemas com os hélices e eixos. Também serve para facilitar a
substituição de ânodos de zinco que são afixados na parte submersa do casco.
Algumas válvulas que têm acesso direto no casco também passam por manutenção neste
período.
Iates são normalmente levados à doca seca a cada cinco anos. Este é o período obrigatório para
manutenção geral e reformas, de acordo com regulamentos das companhias de seguros.
Cabe também aos proprietários cobrir os custos extras caso o iate tenha período de doca seca
maior ou menor que cinco anos, que pode acontecer por recomendação do capitão sobre
possíveis problemas com o casco submerso. Pintura, por exemplo, é um destes problemas.
A maior parte dos iates passa por estaleiro uma vez por ano. Esta não é a doca seca, pois estão
na água e dentro da marina que pertence ao estaleiro.
Muitos estaleiros adaptados para iates se encontram na costa sudeste dos EUA, na Flórida; e na
costa mediterrânea, na França.
A Holanda também é conhecida por seus estaleiros onde muitos novos iates de luxo são
construídos.
Durante o período de estaleiro, o iate passa por manutenção que não pôde ser feita em seu
período normal de trabalho, enquanto navegava.
Muitas peças se quebram enquanto o iate está sendo usado constantemente durante a estação.
O chefe de máquinas é quem lida com a maioria destes
problemas, além de realizar a inspeção e manutenção
regulares, porém há componentes que necessitam
profissionais mais qualificados para consertá-los, o que
ocorre durante o período de estaleiro.
Componentes importantes podem também ser repostos
por novos e mais eficientes modelos, que prolongarão a
vida útil do iate em alto mar enquanto carregam maior
peso. Alguns iates antigos são reformados, substituindo37
se a maior parte do equipamento antigo com novo, mas mantendo o velho e forte casco como
estrutura principal do iate.
O período de estaleiro é sempre muito trabalhoso para a
maioria da tripulação, especialmente o chefe de máquinas,
que deve estar presente, cooperando e ajudando os
diferentes empreiteiros que reparam os sistemas
defeituosos ou que necessitam aprimoramento.
A função do capitão durante o período de estaleiro pode
tornar-se muito estressante, já que toda a
responsabilidade pelas finanças e decisões sobre quais
problemas devem ser solucionados e quais podem ser
adiados, é dele. O capitão está em contato direto com o
proprietário todos os dias durante este período para informá-lo do progresso do trabalho e obter
aprovação para utilização de dinheiro e pagamento de empreiteiras.
Além disso, ele mantém contato direto com todas as empreiteiras envolvidas que se encontram
trabalhando no estaleiro.
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Parte 3
Com o pé nos iates
Para começar a trabalhar na indústria de iates, deve-se ter um plano ou estratégia que o levará a
alcançar seu objetivo final.
Trabalhar com iates não significa somente aparecer e pedir emprego, mas sim saber aonde e
quando procurar. É importante também saber com antecedência quais os possíveis problemas
que poderá enfrentar, para lidar com eles de forma eficiente, evitando complicações antes de elas
acontecerem.
Planeje o próximo passo da melhor forma possível, a fim de maximizar suas chances.
Aonde ir, acomodação temporária e acomodações para tripulantes
Primeiramente, se deseja trabalhar em iates, é importante considerar a possibilidade de colocarse numa posição geográfica onde está a maioria dos iates.
Como mencionado anteriormente, os lugares-chave no mundo são Fort Lauderdale, no sul da
Flórida, EUA; Antibes, na França e Palma de Maiorca na Espanha.
Há muitos outros locais no mundo onde se encontram iates de luxo, porém Fort Lauderdale é,
sem dúvida, o maior do mundo e aonde as mais importantes agências de tripulação se
encontram.
Ao final deste livro eletrônico, haverá uma lista de agências de tripulação não só de Fort
Lauderdale e região, como também da Europa e outros.
Se desejar iniciar-se nesta indústria e é um jovem sonhador, provavelmente não possui um
orçamento muito grande e não poderia custear hotéis caros e carros da moda enquanto procura
seu primeiro emprego em um iate.
Mesmo com orçamento limitado, é possível ter sucesso nesta maravilhosa indústria.
Se decidir viajar para o sudeste da Flórida para iniciar
sua busca, seja vindo de outro país ou outra região nos
EUA, a melhor pedida é alugar uma vaga temporária em
acomodação de tripulação.
Acomodações de tripulação são grandes casas
mobiliadas com muitos quartos (ao menos quatro)
aonde jovens alugam sua vaga por tempo limitado. Os
quartos na acomodação de tripulação são divididos e é
muito comum encontrar vários beliches em um só
quarto. O espaço é limitado, mas o período de
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instalação nesta acomodação é muito curto, algumas
semanas a alguns meses no máximo e os candidatos
estarão fazendo networking enquanto procuram
emprego na indústria de iates de luxo.
Administradores ou proprietários de acomodações de
tripulação alugam o espaço por semana e será
necessário pagar o aluguel adiantado. Não há
contrato assinado e um pequeno depósito de
segurança será exigido em troca das chaves, para o
caso de perdê-las.
O candidato dividirá o quarto com outros homens ou
mulheres como ele, que procuram emprego num iate, ou que estão trabalhando durante o dia e
fazendo networking.
Nas acomodações de tripulação há muitas chances de conhecer pessoas que podem
proporcionar dicas e contatos importantes, portanto é possível começar a ganhar dinheiro
relativamente rápido.
Acomodações de tripulação não são hotéis, portanto as refeições não são inclusas. O candidato
compra sua própria comida e pode guardá-la na geladeira comum. Pode também cozinhar suas
próprias refeições na cozinha. Coloque etiquetas em suas coisas para evitar que outros comam.
O aluguel nas acomodações de tripulação varia de acordo com o local e época do ano, alta e
baixa estação.
Antes de fazer reserva, devem-se checar as datas de disponibilidade e preços da acomodação.
Muitos administradores dirão possuir poucas vagas para que confirme rapidamente, enquanto
que há novas vagas surgindo sempre.
Como tudo na vida, há o lado bom e o ruim, o que também se aplica à acomodação de
tripulação.
Alguns lugares têm ótima reputação, enquanto outros não são recomendáveis.
As seguintes casas são acomodações de tripulação que desenvolveram péssima reputação ao
passar dos anos, apesar de facilmente localizáveis pelo Google ou Yahoo.
Floyds e Chocolate Crew House, esta última também é chamada de The Bridge II e é um dos
lugares mais nojentos do mundo, com percevejos nas camas, ladrões, alcoólatras e festeiros
presentes todos os dias.
Realmente não recomendo esta última acomodação ao menos que goste deste estilo de vida e
não tem intenções sérias de conseguir uma vaga na indústria de iates de forma profissional.
Outra vantágem das acomodações de tripulação é que estas possuem seus próprios eventos de
networking, levando o candidato para festas onde pode conhecer capitães, proprietários de iates
e gerenciadores e entregá-los seu cartão de visitas.
Esta é uma enorme vantágem que não se encontra facilmente.
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Se seu orçamento é muito limitado e não consegue custear nem a acomodação de tripulação por
um mês, uma forma de ficar ao menos uma semana sem pagar nada é inscrever-se em
organizações como Couchsurfers, através das quais viajantes de todo o mundo visitam novos
países e ficam na casa de alguém, como um intercâmbio.
Lembre-se que o objetivo desta organização não é ajudá-lo em sua busca por emprego, portanto
não se deve mencionar isto ao seu possível anfitrião.
Para mais informações, consulte www.couchsurfing.org
Trabalho diúrno
Trabalho diúrno é a opção mais comum para iniciar na indústria de iates.
Mas o que é trabalho diúrno? É o termo utilizado na indústria para pessoas que oferecem seus
serviços em iates diretamente ou auxiliam em qualquer área onde haja necessidade, como
pintura, limpeza, manutenção, carga e descarga de suprimentos, demolição, ou o que mais
precisa ser feito à bordo.
Esta é uma ótima forma de tornar-se conhecido na indústria de iates. Se não tem experiência
alguma e nunca pisou em um iate em sua curta vida, é só oferecer ajuda e falar com pessoas
que trabalham na área. Andar pelas docas de iate em iate é a melhor forma de conseguir algo.
Muitos capitães e proprietários recebem bons ajudantes de braços abertos, já que há sempre
algo por fazer à bordo. O pior que pode acontecer é falarem não. Continue procurando nos
próximos iates à vista.
Quanto maior o iate, maior a chance de precisarem de trabalhadores diúrnos.
Tudo isto soa um pouco informal no que diz respeito à candidatura por emprego, porém esta
indústria opera assim; normalmente consegue-se emprego facilmente, visto que não é necessário
passar pelas formalidades de um emprego normal como preenchimento de formulários e
entrevistas.
Trabalho diúrno é basicamente um projeto temporário. Não o chamaremos de emprego em si.
Pode durar entre alguns dias e algumas semanas ou até alguns meses, dependendo da
necessidade à bordo e a disposição do trabalhador.
É importante considerar que, durante a jornada de trabalho, o candidato é observado e avaliado.
Sua atitude e boa disposição em trabalhar para alcançar objetivos são muito importantes. Como
trabalhador diúrno, está conquistando a confiança do capitão e, se se dedicar, este poderá lhe
dar mais trabalho a cada dia e, quem sabe, oferecê-lo uma vaga permanente, caso alguma esteja
disponível, como membro da tripulação.
Outro benefício do trabalho diúrno é o pagamento, que é sempre feito em dinheiro vivo, de valor
acordado previamente, e que pode ser feito diária ou semanalmente. Além disso, podem-se
receber refeições à bordo. O almoço é incluso pelo iate no qual trabalhar, podendo ser preparado
pelo chef ou comprado de restaurante para seu deleite.
Conforme mencionado anteriormente, trabalho diúrno é de curta duração, o que significa que se
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deve estar disposto a dar tudo de si em tarefas difíceis, porém a experiência como um todo
ajudará a aumentar suas chances para tornar-se tripulante permanente.
Nunca se sabe quando uma oportunidade surgirá, portanto qualquer chance de demonstrar
talento e determinação aumentará sua probabilidade de conseguir a vaga que deseja.
Se o candidato possui conhecimentos em maquinário, digamos que seja bom com consertos e
remendos ou ajuda alguém com os mesmos regularmente, será mais bem visto por um possível
empregador. É possível para este candidato conversar com o chefe de máquinas à bordo para
descobrir se este necessita ajuda no compartimento de máquinas, outra forma de conseguir
trabalho diúrno em um iate e que geralmente paga melhor salário. Muitos oficiais de máquinas à
bordo de iates iniciaram suas carreiras desta forma. Esta iniciativa pode levar a uma possível
carreira de infinitas possibilidades com potencial salarial extraordinário.
Aonde conseguir trabalho diúrno? Qualquer marina ou clube de iatismo é um bom lugar para
começar.
Nos EUA, Fort Lauderdale, no sul da Flórida, é a cidade
onde está concentrado o maior número de estaleiros e
marinas, portanto há alí muitas oportunidades.
Muitas destas áreas possuem guaritas de segurança de
onde vigias controlam o acesso, o que dificulta a procura
de emprego para o trabalhador comum. Porém, há formas
de se fazer networking para conseguir uma vaga sem ter
que comparecer ao estaleiro. Haverá links úteis para
auxiliá-lo ao final deste livro. Existem também alguns
“truques” muito eficazes que podem ser utilizados para
conseguir acesso ao estaleiro; por exemplo, vestir uma camiseta com o logotipo do iate-alvo e
simplesmente cruzar o portão antes das 8 da manhã, quando a maioria dos empreiteiros chega
para trabalhar. Uma vez conhecido como bom trabalhador diúrno e figura conhecida em
estaleiros e marinas pode-se fazer networking com pessoas na mesma trajetória profissional, que
o ajudarão a conseguir mais projetos. É extremamente recomendável possuir cartões de visita
contendo seu nome, e-mail e telefone para contato, para entregá-los em cada barco pelo qual
passar. O capitão que o rejeitou hoje pode precisar amanhã e, se estiver com seus dados à mão,
vai te contatar!
Seja esperto e trabalhe com qualidade e as portas de abrirão para você mais e mais, lembre-se
que viajar pelo mundo para os lugares mais incríveis com excelente salário está ao seu alcance.
Terá que conquistar cada passo para chegar lá, porém se mantiver a atitude correta,
perseverança e boa vontade, estará à frente da competição mais rápido do que imagina.
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Requisitos mínimos
Não é necessário ter formação universitária para iniciar como tripulante à bordo de um iate de
luxo, porém há requisitos mínimos que todos os tripulantes devem possuir para trabalhar em
qualquer embarcação, em qualquer lugar do mundo.
Será preciso completar os cursos STCW antes de enviar seu currículo para uma vaga formal à
bordo de um iate, e é também recomendado possuir o certificado de saúde chamado Eng. 1, que
é emitido por um médico aprovado pela indústria.
Existem clínicas e
médicos aprovados nas
áreas onde há
grande atividade de iates
de luxo, como Fort
Lauderdale e Mônaco,
porém um exame
admissional comum,
emitido em seu país
de origem, e que
demonstre boa
saúde, poderá ser
considerado
dependendo dos critérios
estabelecidos por
cada capitão.
Se não possui
exame médico
demonstrando que
possui boa saúde física,
após a contratação
você será enviado a um
destes médicos para obtê-lo, por vezes sendo necessário pagamento de seu próprio bolso
porém, normalmente, o capitão cuidará de tudo. O custo para obtenção do certificado Eng. 1 é de
aproximadamente US$150,00.
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Conforme dito anteriormente, deve-se possuir certificação STCW completa antes de enviar
currículos ou pedir emprego como tripulante. STCW é um conjunto de quatro cursos diferentes,
que são: sobrevivência à deriva; primeiros socorros e ressuscitação; combate a incêndios;
segurança pessoal e responsabilidades sociais.
STCW é a sigla em inglês
para Padrões de
Treinamento, Certificação
e Vigilância (Standards of
Training, Certification and
Watch-keeping); e é
também conhecido como
Curso Básico de
Segurança. Também são
chamados de STCW 95, já que foi na convenção de 1995 que as
regras e regulamentos foram adotados. O IMO, sigla em inglês
para Organização Marítima Internacional (Internacional Maritime
Organization) é a autoridade responsável pela implementação
destes cursos.
Há diversas escolas pelo mundo que ministram estes cursos. São ministrados como uma
combinação de matérias durante, geralmente, uma semana, porém isto pode variar dependendo
da escola. A maioria delas possui um itinerário dos próximos cursos para que o interessado saiba
quando começará e por quanto tempo estudará.
O custo pode variar de US$500,00 a US$1.000,00 dependendo do país e instituição de ensino.
Este preço não é um investimento tão grande quanto parece, já que seu salário deve cobrí-lo já
no primeiro mês de trabalho.
Se procurar por STCW 95 na internet, encontrará cursos disponíveis nas escolas em sua
localidade.
Estes cursos consistem de partes teóricas e práticas. Todas as matérias são muito interessantes
e, em alguns casos, bem divertidas. Uma prova é marcada para cada matéria ao final do curso.
Não é particularmente difícil, porém é necessário demonstrar interesse no conteúdo e estudar
para passar. As matérias devem ser levadas à sério, já que muito do conteúdo estudado pode vir
a ser necessário durante uma emergência à bordo. Após a obtenção do certificado, adicione-o ao
seu currículo.
Será também necessário abrir uma conta bancária, se já não a possui. Qualquer conta normal ou
conta-poupança é suficiente.
Quando iniciar trabalhando à bordo de iates, receberá seus primeiros salários que serão
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depositados em sua conta bancária por transferência eletrônica.
Capitães são responsáveis por lidar com dinheiro à bordo de um iate, incluindo o envio da
informação bancaria correta para pagamentos ao auditor do proprietário do iate. Não possuir
conta bancária pode ser um problema, já que a maioria dos capitães se recusaria a pagá-lo em
dinheiro, a menos que seja um pequeno valor. A pessoa responsável pelo envio eletrônico do
valor pode enviá-lo a qualquer banco em qualquer lugar do mundo.
Portanto, lembre-se de abrir sua conta bancária e de que, graças à internet, é possível monitorar
o valor de onde quer que esteja.
Também será necessário ter consigo um telefone celular para receber contato do capitão e de
agências de tripulação. Se pretende ir a uma área onde haja mais oportunidades em iates,
deixando para trás seu país de origem, compre um celular pré-pago de sua loja mais próxima ao
chegar. Você não se arrependerá deste investimento extra.
Pessoas jovens, dinâmicas e saudáveis.
Outro requisito necessário para se trabalhar à bordo é estar em boa forma física e saudável, com
força suficiente para fazer tarefas fisicamente cansativas. Trabalhar em um iate ou qualquer outra
embarcação consiste mais de trabalho mecânico e manual do que administrativo.
Trabalhar em um iate é saber que o ambiente de trabalho muda frequentemente, de acordo com
o período. As tarefas durante navegação serão diferentes daquelas realizadas em período de
atracamento.
É normal trabalhar ao ar livre e, dependendo de sua função, seu ambiente de trabalho será bem
diferente.
Exposição aos elementos da natureza é também um fator comum deste tipo de atividade.
Trabalhar durante horas à fio embaixo de sol forte ou lidar com vento ou chuva são possibilidades
reais em sua jornada de trabalho. É claro que sempre será disponibilizado o equipamento
adequado para protegê-lo de qualquer perigo. Se for passar muito tempo exposto ao sol, por
exemplo, será providenciado protetor solar; ou no caso de ter que trabalhar na chuva, receberá
uma capa de chuva.
Se você é o tipo de pessoa que prefere passar o dia todo sentado no sofá assistindo TV ou é
viciado em videogames e outras atividades sedentárias, o trabalho em um iate não é para você.
Também não serve para aqueles que estão acima do peso, portanto será necessário entrar em
forma antes de enviar seus currículos.
Você deve ser dinâmico, ágil, forte e dedicado sempre, assim como estar sempre pronto para agir
e para qualquer novo desafio que receba a cada dia.
Este é o emprego ideal para jovens.
É fácil perceber que a maioria dos tripulantes de iates se encontra entre os 20 e 30 anos de
idade, sendo que capitães e chefes de máquinas podem, raramente, ser mais velhos.
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Atitude e sorriso
Sua atitude é algo que o capitão e o restante da tripulação irão notar.
É sempre bom chegar ao trabalho com um sorriso no rosto e não se atrasar.
Estas dicas se aplicam não só à área de iatismo, como qualquer outra área de interesse.
Mantenha boa conduta e será apreciado pelos profissionais à sua volta.
Mostre seu sorriso e receba-os em troca. Demonstre mau comportamento e receberá novos
inimigos ao passar do tempo.
E mesmo quando encontrar dificuldades pelo caminho, como se diz no mundo dos iates de luxo:
“sorria e siga em frente”.
Experiência
Qualquer experiência referente à navegação ou marinha é melhor do que não ter experiência
alguma. Mesmo se só deu aulas de natação para crianças ou estudou biologia marinha, isto irá
auxiliá-lo muito mais no processo de busca de emprego na indústria de iates do que não ter
absolutamente nada referente à água em seu passado.
Conforme mencionado anteriormente, trabalho diúrno é uma opção recomendável para iniciar e
tornar-se conhecido na área de iates de luxo, porém, quanto mais experiência obtiver, melhor
para seu currículo. Mesmo se só tiver experiência de trabalho em um restaurante, isto
demonstrará sua habilidade de ajudar na cozinha.
Se você é um homem ou mulher muito jovem, que terminou sua educação escolar recentemente
e pretende entrar na indústria de iates, qualquer emprego temporário, atividade voluntária ou
hobby praticado nos últimos anos podem ajudá-lo a demonstrar sua experiência.
Existem algumas escolas de navegação que, além do curso básico de segurança, oferecem
também outros cursos relacionados à marinha ou à iates que ajudarão a realçar sua experiência
total para conseguir um vaga à bordo.
Ao final deste livro você encontrará links para páginas de várias escolas marítimas onde poderá
explorar os cursos por eles oferecidos.
Passaportes e vistos, diários de bordo e cartas de dispensa.
Se pretende trabalhar na indústria de iates de luxo, será necessário obter um passaporte já que,
obviamente, sua função incluirá viagens frequentes à outros países.
Seu capitão se encarregará de guardar seu passaporte quando tornar-se membro de uma
tripulação.
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Ele tem a responsabilidade de apresentar os passaportes dos tripulantes às autoridades de
imigração de todos os países para o qual a embarcação viaja.
Alguns países requerem vistos de entrada e permanência por determinado período. No caso dos
EUA, o tipo de visto necessário para visitá-lo é o B1/B2.
Para requerer um visto para os EUA é preciso marcar entrevista na embaixada ou consulado dos
EUA mais próximo em seu país de origem.
É importante demonstrar laços fortes com seu país de residência, para certificá-los de que não há
intenção de trabalhar ou morar permanentemente nos EUA.
Ou você já possui uma carta-convite de trabalho em um iate que se encontra atracado em um
porto Americano, ou pretende viajar aos EUA em busca de emprego em um iate. Se este último
for seu caso, NãO INFORME ÀS AUTORIDADES DE
IMIGRAÇÃO QUE PRETENDE PROCURAR EMPREGO.
Apesar de, quando conseguir sua vaga em um iate de luxo
privativo, você não estar tecnicamente em solo americano, as
autoridades não gostam da idéia de estrangeiros entrarem no
país á procura de trabalho, podendo negá-lo o visto se disser
a eles que pretende procurar emprego.
Caso já possua carta-convite de trabalho, solicite visto B1/B2.
Caso pretenda procurar trabalho, solicite um visto B2, que é
um visto de turista.
Assim que encontrar uma vaga de emprego, poderá solicitar
às autoridades de imigração locais mudança de categoria
para B1/B2.
As seguintes perguntas e respostas lhe dirão mais especificadamente tudo o que necessita saber
sobre vistos para os EUA e a procura por empregos na indústria de iates.
1. Qual visto devo solicitar?
Para membros de tripulação de iates privativos ou com bandeira internacional que não são
Americanos, o visto correto a solicitar é B1/B2 (múltiplas viagens, não imigrante). Tripulantes que
entraram nos EUA com visto de turista (B2) e encontraram emprego devem solicitar troca de
categoria para B1.
2. Quais os documentos necessários para solicitar o visto?
De preferência, o candidato ao visto já possui uma oferta de emprego, se encontra em seu país
de residência e está de posse de todos os documentos enviados pela embarcação que lhe
ofereceu a vaga. Estes são uma carta-convite explicando sua função, nome do iate, bandeira,
número oficial e autorização da USCG, uma lista de tripulantes e documentos que comprovem
que o iate é privado. Qualquer outra documentação que comprove sua intenção de retornar ao
país de origem ao final da estadia auxiliará no processo de requerimento. É importante lembrar
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que o porto de registro do iate não pode ser nos EUA (comprovação poderá ser solicitada), uma
vez que é ilegal empregar tripulantes estrangeiros que não possuam visto de trabalho.
3. O que é um visto C1/D?
Muitas vezes, o consulado poderá emitir o visto C1/D ao invés do B1/B2. Este visto é para
tripulantes de embarcações comerciais, como cruzeiros, ou de embarcações que não
permanecerão em águas Americanas por mais de 29 dias á cada visita. Se isto se aplica à
embarcação que lhe ofereceu a vaga, poderá receber os vistos C1/D e B1 simultaneamente.
4. Por quanto tempo poderei permanecer nos EUA?
Dependendo do oficial de imigração, você receberá entre 1 e 6 meses de estadia, já que seis
meses é o máximo permitido. Se acreditar que precisará de mais tempo, será necessário solicitar
uma extensão, o que pode ser feito online pelo USCIS: www.uscis.gov. É necessário ter no
mínimo 45 dias restantes no visto para solicitar a extensão. A maioria dos tripulantes deixa o país
por alguns dias e retorna para reiniciar a contágem dos dias, porém a autorização de retorno não
é garantida.
5. Quando de posse do visto B1, posso deixar meu emprego se conseguir outro?
Ainda que amplamente praticada, esta atividade é ilegal, já que seu visto B1 foi emitido para
trabalho naquele iate específico. O melhor a fazer é deixar o país e retornar com a documentação
referente à nova embarcação em que trabalha.
6. O que devo fazer se decidir deixar meu emprego?
Depende de você informar as autoridades de fronteiras e alfândega (Customs and Border Patrol
ou CBP) que você não trabalha mais na embarcação. É possível que permitam que continue no
país com visto B2 (turista). Não é responsabilidade do capitão informar a CBP que um tripulante
não trabalha mais alí porém, como precaução, poderão avisá-los.
7. E se estou indo aos EUA como estudante?
Os vistos B1/B2 e C1/D não permitem que o portador estude no país. Infelizmente, não há vistos
específicos para treinamento marítimo. Caso pretenda fazer o curso STCW 95 ou outro curso
marítimo nos EUA, não mencione isto ao oficial de imigração, pois corre o risco de ter o visto
negado.
Após conseguir vaga em um iate e tornar-se membro da tripulação, é importante requerer um
“diário de bordo”. Este é um diário emitido pelas autoridades marítimas para que tripulantes
calculem seu tempo de navegação em cada barco em que trabalharem.
As autoridades marítimas de seu país de origem também podem emitir este diário. Os requisitos
para conseguí-lo variam de país em país, porém é obrigatório ter o STCW 95 concluído.
É recomendável também requerer o diário de bordo das Ilhas Marshall. Este tipo de diário de
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bordo é mais reconhecido na indústria de iates de luxo. Os quesitos necessários para
requerimento são o curso STCW 95 completo e comprovação de emprego em iate de luxo.
Segue abaixo mais informações para requerimento deste diário em Fort Lauderdale.
William Feaster Technical and Licensing Manager, Yacht Operations Marshall Islands Yacht Registry
Harbor Place, Suite 403 1600 S.E. 17th Street Causeway Ft. Lauderdale, Florida 33316 USA T: +1954-763-7775 ext. 40 F: +1-954-763-7445 E: [email protected] W: http://www.register-iri.com
O diário de bordo é um documento muito importante para aqueles que pretendem seguir carreira
na indústria de iates de luxo, já que é necessário comprovar tempo de experiência à bordo para
fazer cursos de formação que permitirão alcançar níveis mais altos na pirâmide de autoridade
desta fascinante indústria. A combinação de tempo à bordo e cursos reconhecidos é o que lhe
permitirá tirar, no futuro, licenças para funções mais elevadas como segundo oficial, oficial
náutico, capitão ou chefe de máquinas.
Se não requereu seu diário de bordo no primeiro ou segundo ano de trabalho, uma boa
alternativa para comprovar seu tempo à bordo é pedir a cada capitão com o qual trabalhou uma
carta de dispensa. Esta carta comprovará que trabalhou naquele iate e deve conter seu tempo de
navegação e sua função.
Referências e dicas
É muito importante possuir referências de antigos empregos. Especialmente se estes fazem parte
da indústria de iates ou outra indústria marítima.
Suas referências devem incluir nome, telefone e e-mail, no mínimo. Quanto mais meios de
contato possuir, melhor.
Referências devem ser verdadeiras, já que agentes ou capitães podem contatá-las para verificar
sua experiência de trabalho.
Já quem não tem referências por não ter experiência por causa de sua idade, ou ainda aqueles
que não possuem experiência na indústria de iates, devem “criar” ao menos uma referência,
usando alguém que o conhece bem e pode proporcionar palavras positivas.
Lembre-se, o objetivo mais importante para você, jovem aspirante á tripulante, é conseguir seu
primeiro emprego como membro de uma tripulação.
Após conseguir colocar os pés em um iate e demonstrar ser pessoa de confiança trabalhando
bem na mesma função por ao menos um ano, obterá referências sinceras na indústria que lhe
abrirão todas as portas para novas empreitadas à bordo de iates.
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Além disso, ao trabalhar em um iate e socializar com o restante da tripulação, poderá network
para aprender mais e mais segredos para comunicar-se corretamente com agências e capitães e
os próximos passos a seguir.
Inglês
A língua inglesa é utilizada pela grande maioria daqueles que trabalham na indústria de iates.
Alguns capitães pedem nível de inglês nativo, porém não todos.
A indústria de iates conta com pessoas de diversos países e, enquanto muitas provêm de países
de língua inglesa como Nova Zelândia, Austrália, Reino Unido, África do Sul ou EUA, há muitas
outras que vêm de outros países e tem o inglês como segunda língua. É comum encontrar
tripulantes bilíngues ou até poliglotas em iates.
Se você ainda está aprendendo inglês, é uma boa idéia esperar até que entenda a língua
fluentemente, a fim de evitar problemas de comunicação com seus colegas da tripulação.
Mergulho, bote motorizado e outros certificados
Além do curso STCW 95, que é um certificado obrigatório para trabalhar à bordo de qualquer
embarcação, é recomendável fazer outros cursos que demonstrem seu interesse no setor
marítimo.
Há vários cursos disponíveis nas páginas de escolas marítimas listadas ao final deste livro.
Os cursos mais populares com membros de tripulação para expandir suas habilidades
profissionais são cursos de botes motorizados e de mergulho.
Os cursos de botes motorizados ensinam a dirigir este tipo de bote e, em muitos países da
Europa, não é permitido dirigí-los sem possuir certificação.
O curso mais abrangente que cobre esta habilidade se chama “Proficiência em barcos de
sobrevivência e resgate” (Proficiency in survival and rescue boats).
Em relação à certificação em mergulho, é possível ter aulas em qualquer centro de mergulho
reconhecido. Escolas marítimas não ensinam mergulho.
A grande maioria dos iates de grande porte carrega consigo equipamento de mergulho suficiente
para muitas pessoas praticarem este fascinante esporte nas águas mais cristalinas do planeta.
Portanto, se já tem certificado de mergulho, este fará com que seu currículo tenha preferência.
Além disso, estudar mergulho é muito divertido.
50
O primeiro curso, chamado “open water” pode custar em média US$300,00 e leva
aproximadamente dois finais de semana para concluir. É possível seguir para níveis mais
avançados de open water e também fazer outros cursos, como mergulhador de resgate e até
mestre em mergulho, que possibilita realizar expedições de mergulho.
Padi e Naui são as duas maiores organizações de
mergulho do mundo.
Visite www.padi.com ou www.naui.com para comparar
preços e localidades de seu curso de interesse.
Para tripulação de interior, é recomendável fazer um curso
de especialização para camareiros, chamado “Silver
Service”, no qual se aprende á pôr mesas, fazer arranjos
de flores e decoração de interiores em iates de luxo.
Estes cursos podem ser encontrados em algumas das
escolas de treinamento para iates listadas ao final deste
livro.
Por onde começar quando se possuem os requisitos mínimos
Quando estiver de posse dos certificados necessários, passaporte, vistos, referências e um bom
currículo, o próximo passo é começar a bater de porta em porta à procura de seu primeiro
emprego à bordo de um iate de luxo.
Conforme mencionado, trabalho diúrno é uma boa opção, porém não é a única. Quanto mais
network fizer, melhor.
Se estiver em acomodação de tripulação, é grande a chance de ser informado de vagas em
aberto que podem ser o que procura, ou ao menos saberá quais estaleiros e marinas visitar ou
páginas da internet que contém informações sobre possíveis vagas.
Agências de tripulação são outra ótima forma de tornar-se conhecido na indústria.
Mesmo que seja novato, é muito positivo visitar uma agência e registrar-se. Grande parte das
agências permite o registro online enquanto outras também requerem uma entrevista em pessoa.
Não se deve deixar passar esta oportunidade, pois através dela, entrará em contato com agentes
que podem ajudá-lo a organizar seus objetivos para conquistar uma vaga à bordo mais
rapidamente. Lembre-se, eles trabalham por comissão, portanto farão o possível para ajudá-lo,
mesmo que este seja seu primeiro emprego.
Agências de recrutamento corretas não lhe cobrarão nenhuma taxa, antes ou após a contratação
em iate.
51
É também importante ter um currículo profissional, com meios para contato abundantes e boas
referências, para que não haja dúvidas de sua seriedade em trabalhar à bordo de um iate de
luxo.
Quanto mais networking fizer, maiores serão as chances de conseguir seu
novo emprego, portanto perseverança é essencial. Pode levar algum
tempo para juntar tudo o que precisa após conseguir os certificados e
documentação necessária, pois não é sempre possível conseguir um
emprego na primeira agência ou estaleiro que visita. Por isso, mesmo um
projeto temporário que dure uma ou duas semanas e consista em pintura
ou tarefas símples à bordo ajudará a alcançar seu objetivo final.
Nunca se sabe quando as portas se abrirão para você, portanto mantenha
a mente aberta e atitude positiva e não terá dificuldades em se tornar conhecido, e antes do que
imagina receberá a confirmação para a vaga que deseja.
Conhecimento de termos náuticos e de iates
Ter conhecimento de termos de iates é importante para que saiba do que estão falando quando
te mandam, por exemplo, executar uma tarefa na Ponte ou quando dizem estar rumados à
boreste.
Além disso, se trabalha no convés, aprenderá muitos tipos diferentes de nós de corda, cada um
com sua nomenclatura. Todos os termos são muito uteis e, uma vez aprendidos, devem ser
utilizados dia a dia, ate em sua vida pessoal.
Há um glossário de termos de iatismo ao final deste livro eletrônico para que possa aprender
aqueles que julgar úteis.
52
Capitães e o poder de decisão
Capitães são, sem dúvida, aqueles que retêm o poder de decisão no iate, em vários aspectos.
São eles que selecionam os membros da tripulação, portanto é muito importante que, quando
aplicar para uma vaga nesta área, leve em consideração cada aspecto de sua personalidade, por
menor que seja.
É provável que seja chamado para entrevista com o capitão, que precisa avaliar também sua
personalidade. Esta entrevista pode ser realizada pessoalmente ou por telefone.
Se o iate estiver atracado perto de onde você se encontra é possível que o capitão prefira
conhecê-lo pessoalmente.
Algumas entrevistas são mais formais que outras, dependendo do capitão e do tamanho do iate.
Em iates muito grandes as entrevistas são conduzidas pelo oficial náutico.
Se contatar uma agência e enviar-lhes suas informações pessoais, estes passarão seu currículo
àqueles capitães que procuram por seu perfil profissional.
Quando enviarem seu currículo ao capitão, entrarão em contato com o candidato para informá-lo
que poderá receber uma ligação do capitão em breve. Este deve manter-se alerta nos próximos
dias e estar pronto para atender. Desligar o celular ou colocá-lo em modo silencioso ou vibratório
pode custá-lo a chance que esperava.
Quando atender a ligação, deve-se demonstrar a convicção, seriedade e comprometimento que o
capitão espera ouvir. Ele reconhecerá estas características por seu tom de voz, visto que eles
notam todos os detalhes em cada ligação que fazem. A indústria de iates de luxo é voltada ao
excelente serviço e profissionalismo e estes devem ser demonstrados mesmo antes de conhecer
o restante da tripulação em pessoa. Música de fundo e barulho ou interrupções constantes
podem comprometer esta importante ligação.
Portanto atenda a ligação, encontre rapidamente um local sossegado, respire fundo, concentrese e proceda corretamente.
O candidato que gagueja, hesita em suas respostas ou dá respostas incongruentes demonstra
desonestidade e falta de seriedade. É sempre melhor falar a verdade que inventar coisas que, no
futuro, não se podem provar.
Capitães também não querem ocupar o seu tempo nem perder tempo.
Voce saberá quem está te contatando pelas informações transmitidas pela agência, que
informará dados como nome do capitão e do iate com antecedência. Esta pessoa é quem lhe
contatará.
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No caso de receber convite para uma entrevista com o capitão, é importante vestir-se de modo
adequado. Como mencionado anteriormente, detalhes são notados rapidamente. A indústria de
iates é muito conservadora, portanto não é permitido ter piercings ou tatuágens visíveis. Cabelos
devem estar bem cortados e arrumados. Não use perfume em demasia. Você não está indo à
uma festa para conhecer pessoas. Entretanto, cuidado para não
deixar odores corporais e odor de cigarro transparecerem.
Mascar chicletes demonstra falta de seriedade e não é
recomendado. Prefira pequenas balas de menta para o hálito.
Usar chinelos ou camisetas muito estampadas também
demonstra falta de preparação.
Sua atitude é também muito importante, portanto, assim como
ao telefone, mantenha-se calmo e confiante. Olhe nos olhos do
entrevistador para demonstrar honestidade e caráter.
Cumprimente-o educadamente, apresente-se e mantenha boa
postura. Ao final da entrevista, despeça-se corretamente.
É muito provável que, se sua performance atendeu às
expectativas, a agência ou capitão entrarão em contato no dia
seguinte ou logo depois. Prestar atenção aos detalhes aumenta suas chances em, no mínimo,
60%.
Portanto, siga estas dicas e torne-se o próximo tripulante a ser contratado.
Dicas para um bom currículo
Ter um bom currículo para apresentar às agências e capitães é extremamente importante. Ele é
sua carta de apresentação. O currículo demonstra quem o candidato é antes mesmo que o
empregador o conheça pessoalmente. Enquanto experiência e atitude são importantes, um
currículo bem montado é tambem essencial.
Segue abaixo um exemplo de como deve ser a aparência de um currículo.
Nao é necessário seguir este exemplo exatamente, porém este exemplo retrata as regras gerais
que devem ser seguidas.
Uma foto estilo passaporte no canto superior esquerdo é uma parte importante do currículo.
Muitos candidatos a vagas em iates que não incluem uma foto são simplesmente descartados.
Sua foto diz muito sobre você, portanto escolha uma que mostre seu rosto de frente, e que tenha
fundo em cores neutras. Fotos de festas com amigos não são recomendáveis. Fotos muito sérias
também não são a escolha certa. Relaxe e sorria levemente, demonstrando confiança e
franqueza.
Ao lado da foto deve-se incluir seu nome e contatos pessoais.
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Seu número de telefone deve ser incluído da seguinte forma: sinal de adição (+) seguido pelo
código do país (1), código de área (954) e número de telefone (863 7882).
Abaixo dos contatos pessoais seguirão suas informações pessoais e objetivo profissional. Esta
seção é muito importante. Mantenha-a curta e direta.
Qualificações profissionais, educacionais e linguísticas devem ser adicionadas logo abaixo.
Então se deve listar sua experiência de trabalho. Esta seção é o foco principal do currículo e,
conforme mencionado anteriormente, mesmo se sua experiência é limitada por ser novato na
área ou muito jovem, é importante listar todas as experiências de trabalho, inclusive voluntariado.
Finalmente, na parte final do currículo, listam-se as referências, que devem ser ao menos duas
reais e verificáveis.
Leia com cuidado o currículo abaixo e note como a informação é apresentada, para ter uma ideia
geral de quais informações incluir e em qual ordem.
Ademais, aqueles que se candidatam à posição de chef de cozinha devem adicionar ao currículo
ao menos 20 fotografias de refeições que tenha preparado e um cardápio original.
Estes são obrigatórios para chefs. Nenhuma agência ou capitão aceitará um currículo sem
consultar as fotos e ler um cardápio de pratos que você sabe preparar. O chef é um empregadochave à bordo e grande parte do contentamento da tripulação, assim como dos proprietários e
hóspedes, provêm do sabor da comida e sua saciedade.
Em geral, um bom currículo vai direto ao ponto, é claro e fácil de ler e não se estende por mais
de duas páginas.
O exemplo abaixo está em inglês, para auxiliá-lo a preparar seu currículo para a indústria de iates
de luxo.
55
Bernardo Lopez
3738 SW 30th Ave.
Fort Lauderdale FL 33312
Cell: + 1 954 863 7882
[email protected]
PERSONAL INFORMATION
NATIONALITY: Argentinean.
DATE OF BIRTH: 05/15/1978
LOCATION: Fort Lauderdale FL
HABITS: non-smoker or drinker
TATOOES: None
MARITAL: Single
DOCUMENTS: Passport, driver’s license. VISAS: B1/B2 (exp: 2018)
OBJECTIVE:
Seeking a position as a deckhand on board of a private or charter yacht in order to gain further sea time and experience in
the yachting industry.
QUALIFICATIONS:
Over 3 year experience in deck and engines in several yachts. I had worked with diesel generators, auxiliaries, and general deck
work.
EDUCATION:
Institute of Marine biology.
(Mar del Plata, Argentina)
CERTIFICATES:
STCW 95, Power Boat Level II (MCA), Eng 1 (MCA), Basic Radio Operator.
LANGUAGES: English & Spanish
EMPLOYMENT & MARINE WORK EXPERIENCE
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Day work
Vessel type: Motor Yacht



December 2009 – April 2011
Vessel size: 49m
M/Y Blue Star
Sept 2009 – Dec2009
Vessel size: 45m
Ft. Lauderdale FL
M/Y Daniela II
Punta del Este, UY
August 2008 – July 2009
Vessel size: 47m
Teak Restoration including prep, sanding and varnishing.
Assisted engineer in several engine room projects and kept watches underway as needed.
Assisted with project for large refit and upgrades prior to summer season.
Kept watches for heavy charter season around South America.
Deckhand/ 2nd Engineer
Vessel type: Motor Yacht







Ft. Lauderdale FL
Wash down and general clean up of whole Yacht.
Helped delivering Yacht into Boat Show location, managing to secure Yacht in the right position.
Assisted the engineer in servicing water pumps, water makers and the refrigerator and freezer.
Worked on rebuilt of the vessel generators along with the engineer.
Deckhand/ 2nd Engineer
Vessel type: Motor Yacht




M/Y Glaze
Teak Restoration including prep, sanding and varnishing.
Experience in complete refit of M/Y Glaze.
Responsibilities included paint, varnish, corian restoration, rechaulking teak deck.
Thorough paint inside engine room.
Electrical installation of deck lighting, ceiling, courtesy lights and navigation lights.
Traveled to Bahamas, Key West and West Palm Beach, keeping watches under way.
Deckhand/ 2nd engineer
Vessel type: Motor Yacht




April 2011 – June 2011
Vessel size: 105ft
Ft Lauderdale FL
Paint Restoration including extensive experience with Awlgrip and Alexseal.
Teak Restoration including prep, sanding and varnishing.
Repaired many paint blisters in superstructure, varnish, caulking, polish, cleaning bilges and painting them.
Deckhand
Vessel type: Motor Yacht






M/Y Indigo
M/Y Tajin
Miami, FL
February 2008 – July 2008
Vessel size: 45m
Participated in generator rebuilt along with the yacht engineer.
Also helped in the installation of brand new water maker and various piping installations.
Serviced bilge pumps, black water pumps and fire pumps.
Assisted engineer with several hydraulics installations and service.
Kept watches as needed in both the engine room and the wheelhouse.
Extensively drove tender at the request of owners and guests.
Did several paint jobs that made the yacht looked always in brand new condition.
ADDITIONAL WORK EXPERIENCE
57
Manager


EXTRA Supermarket
Mar del Plata, Argentina
March 2000 – November 2008
In charge of stocking, inventory and personnel of all Supermarket divisions.
Responsible for up to 27 employees.
TRAVELS

August 2008 – July 2009
Extensive traveled throughout South America
REFERENCES:
Name
Company
Position
Phone number
E mail
Alexander Stevenson
M/Y DANIELA II
Owner
561 - 647 – 7782
[email protected]
Steve Hubbard
M/Y INDIGO
Captain
954 - 655 - 8667
[email protected]
Peter Nord
M/Y TAJIN
Captain
954 - 610 - 8413
N/A
Após o primeiro ano
Você conseguiu! Foi comprometido, dedicado e persistente para iniciar no fascinante mundo de
iates de luxo.
Passou este ano como membro de uma tripulação e aprendeu muito pelo caminho. Fez muitos
novos amigos de todos os cantos do mundo e dividiu com eles aventuras, trabalho duro e
experiências gloriosas.
Recorde um ano ou mais atrás, quando fazia seu curso básico de segurança, quando solicitou o
visto corretamente e conseguiu, quando viajou à um novo país em busca de uma futura carreira
brilhante, quando ficou na acomodação de tripulação e conheceu pessoas percorrendo o mesmo
caminho que você, todas as entrevistas para as quais foi chamado nas agências e todos os emails que enviou para vagas de emprego em diversas páginas da web.
Provavelmente você fez algum trabalho diúrno de vez em quando com um amigo da acomodação
de tripulação que te ajudou.
E finalmente recebeu a esperada ligação. Você estava atento e soube o que dizer e como se
expressar. Chegou à entrevista um pouco cedo. Logo, sentindo-se confiante, respondeu às
perguntas com honestidade e convicção.
Conquistou a confiança do capitão e, melhor de tudo, seu primeiro emprego como membro
assalariado de uma tripulação à bordo de um iate de luxo.
58
Você tem fotos dos lugares incríveis que visitou, das praias paradisíacas com águas cristalinas
nas quais nadou, dos amigos e aventuras pelas quais passaram juntos, como nunca antes em
sua vida.
Tudo isso é somente uma fração das memorias que terá após um ano na fascinante indústria de
iates de luxo.
Quando comparar o custo dos cursos, passaporte, vistos e mudança, com o salário excelente
que recebeu após um ano de trabalho, perceberá o quão sábia foi a decisão e com que
velocidade o investimento trouxe resultados.
A maioria de seus colegas em sua cidade natal ainda está pagando faculdade ou procurando um
emprego que pague as contas.
Você, por outro lado, teve a oportunidade de ganhar mais do que qualquer pessoa de sua idade
trabalhando em terra. Não pagou aluguel, gás ou nenhum custo de uma casa e tem uma ótima
poupança no banco.
Além disso, você viajou o mundo, visitando os mais exóticos lugares, enquanto trabalhava e se
divertia.
Levando tudo em conta, vê-se que foi uma decisão sábia. Duvido muito que viraria as costas
59
para ela.
Olhando para o futuro, você agora tem bom conhecimento da operação dos iates de luxo, do
estilo de vida, e o que fazer e como.
Melhor de tudo, você tem uma gama de amigos que te abrirão portas como nunca antes nesta
grande indústria. Você tem também seu capitão como sólida referência para colocar em seu
currículo de agora em diante.
À sua frente estão a oportunidade de conhecer mais iates, mais lugares, mais amigos e obter
maiores salários proporcionais à sua dedicação á indústria de iates de luxo.
60
Parte 4
Construindo uma carreira na indústria de iates
Sua experiência trabalhando em um iate lhe proporcionou um vislumbre dos tipos de trabalho
disponíveis.
Não é para todos. Já percebeu que é preciso ser um tipo especifico de pessoa para adaptar-se à
vida à bordo e, especialmente, ao estilo de vida em iates.
Seja bom ou ruim, após passar um bom tempo velejando em um iate e trabalhando em um
ambiente tão diferente de qualquer outro encontrado em terra, pode perceber se será possível
adaptar-se à esta área ou não nos anos que seguem.
Como qualquer outra função, há dias bons e ruins. Horas para trabalhar duro e horas de
relaxamento e diversão. Há pessoas que se dão melhor entre si do que outras. Porém, o mais
importante é ter a experiência e saber, em primeira mão, como é estar à bordo e todo o trabalho
em equipe necessário para manter a embarcação em bom estado e a tripulação satisfeita.
Além disso, você provavelmente teve a oportunidade de conhecer proprietários e hóspedes de
iates em certas ocasiões, experimentando a sensação de estar perto das pessoas mais ricas do
mundo, que fazem desta majestosa atividade o que ela é.
Sem falar nas viagens e no salário acima da média que recebeu enquanto aproveitava esta
experiência única.
Estando longe de sua cidade natal, pode ser que sinta saudades de sua família e amigos, e
talvez seu elo com eles seja forte demais para passar muito tempo longe.
Muitos marinheiros trabalham nesta área por períodos de curto e médio prazo, como se fossem
freelancers, e só encontram trabalho por alguns meses durante a alta estação no Caribe ou no
Mediterrâneo, por exemplo.
Outros se tornam membros de tripulação permanentes, podendo passar muitos anos no mesmo
iate.
Se você sente que esta é sua paixão e, depois de uma breve experiência perceber que não há
outro emprego no mundo para você além deste, você tem potencial para fazer da indústria de
iates sua carreira profissional.
Normalmente são os departamentos de conveses e máquinas que necessitam de profissionais
qualificados, e há cursos de treinamento para aprimorar-se e atingir os níveis mais altos destas
61
profissões.
Pode-se fazer carreira também no departamento de interior, porém com muito menos tempo de
treinamento.
No convés principal ou no departamento de máquinas é necessário acumular tempo de
navegação para qualificar-se aos cursos necessários em cada nível.
Há escolas em Fort Lauderdale que treinam marinheiros para funções na area de iatismo. Uma
lista destas e outras escolas se encontram ao final deste livro eletrônico.
É possível utilizar seu tempo de navegação para qualquer um destes planos de carreira, mesmo
se iniciou trabalhando no convés não será problema mudar-se para o departamento de
máquinas, ou vice-versa.
Segundo oficial de máquinas pode ser a função perfeita para iniciar sua carreira em maquinário.
Esta posição é basicamente a de um assistente, trabalhando no convés, mas que também lida
com maquinário de um pequeno iate ou auxilia um chefe de máquinas licenciado.
Após algum tempo de navegação, será possivel requerer um AEC, sigla em inglês para Curso de
Aprovação em Motores (Approved Engine Course) e estará pronto para entrar no setor de
maquinário de iates.
Sua experiência pessoal de trabalho lhe proporcionará as verdadeiras habilidades e destreza
necessárias para vencer obstáculos que podem vir a ocorrer no compartimento de máquinas.
Após mais tempo de navegação é possível receber licenciamento, como o Y4, Y3, Y2 ou Y1.
Muitos destes possibilitam trabalhar como chefe de máquinas de um iate, dependendo de seu
tamanho e cavalos de potência.
Se preferir uma carreira no convés, taifeiro será sua primeira função e, após adquirir mais tempo
de navegação e cursos em terra, será possivel crescer mais e mais na indústria de iates.
Tornar-se capitão de um iate não requer muito tempo de navegação ou especialização, contanto
que se obtenha o licenciamento correto para comandar o tipo de iate no qual deseja trabalhar.
Estas licenças têm um limite de tonelágem e quanto maior a tonelágem em sua licença, maior o
iate do qual poderá tornar-se capitão.
Obviamente, iates muito grandes requerem um capitão com licença “ilimitada” e muitos anos de
navegação e experiência. Estes capitães, após muitos anos à bordo de iates, recebem salários
altíssimos.
Chefes de máquinas também podem vir a ganhar muito bem. Porém, eles têm uma vantágem
extra. Há sempre escassez de chefes de máquinas na indústria e, por isso, estes sempre
recebem diversas ofertas de emprego.
Além dos cursos necessários para obter licenciamento em máquinas ou convés, há também
outros cursos que somam à sua experiência profissional e maximizam suas possibilidades de
conseguir um bom emprego. Todos estes cursos são oferecidos por instituições de ensino que
62
treinam marinheiros em desenvolvimento de carreira.
Você poderá explorar as opções na seção Escolas logo mais.
Formação continuada com a MCA
A MCA é a organização reguladora que supervisiona atividades de iatismo mundo afora.
Ela é a Agência da Guarda Costeira e Marítima (Maritime and Coastguard Agency) do Reino
Unido.
As escolas e instituições de ensino que ministram cursos para a indústria de iates devem ser
aprovadas e licenciadas pela MCA.
Muitas das escolas marítimas que oferecem cursos e
aulas para iatismo também oferecem cursos para
outras carreiras no enorme setor marítimo.
A indústria de iates é somente uma das muitas opções
que o setor marítimo tem à oferecer.
É possível utilizar seu tempo de navegação
conquistado em iates para transição de carreira, nas
indústrias de rebocadores, navios de carga ou
cruzeiros. Porém as licenças, regras e regulamentos necessários para cada indústria não são
iguais às da MCA. A Guarda Costeira dos EUA é a organização que regula todos os outros
setores nos Estados Unidos. Em outros países, é a respectiva autoridade da Marinha Mercante a
responsável pela avaliação e emissão de licenças para candidatos a estas profissões.
Os cursos aprovados pela MCA são por vezes caros, porém, levando-se em conta o aumento
considerável de salário após a formação, os investimentos valem a pena.
Na próxima seção, encontrará detalhes de médias salariais para tripulantes que possuem
licenças da MCA para que possa confirmar a afirmação acima.
Caso já possua treinamento marítimo de uma instituição reconhecida, como a Academia Naval, é
provável que já possua licenciamento da Marinha Mercante com o qual seja permitido navegar.
Estas licenças são normalmente chamadas de “licenças comerciais” e permitem trabalhar em
várias funções profissionais à bordo de iates que operem sob registro de embarcação comercial.
Hoje em dia, cada vez mais iates estão entrando neste setor.
Porém com estas licenças os salários são um pouco menores do que com a licença da MCA.
Há rumores que, no caso de chefes de máquinas com licença da MCA, e por ventura da
escassez dos mesmos, o profissional é quem estabelece seu “valor” em termos de salário.
63
Perfeito!
Potencial salarial (todos os valores estão em Dólares Americanos)
As diretrizes abaixo demonstram as médias salariais para diferentes funções, tanto licenciadas
quanto não licenciadas. Os salários variam de acordo com o tempo de permanência na antiga
função, experiência e tipo de licença obtida por cada tripulante.
Estas diretrizes devem ser utilizadas somente como referência.
Capitão: Um Capitão com 10+ anos de experiência em embarcações que variem de 120 a
200+ pés de comprimento, pode ganhar entre US$8,000 e US$20,000 por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: Licenças e certificações em dia, longa
permanência nos cargos anteriores, fortes habilidades gerenciais, bom histórico com
baixo número de turnover de tripulantes, conhecimentos globais e excelentes referências.
Capitão: Um Capitão com 5 + anos de experiência em embarcações que variem de 100 a
160+ pés de comprimento, pode ganhar entre US$7,000 e US$15,000 por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: Licenças e certificações em dia, longa
permanência nos cargos anteriores, bom conhecimento de áreas de cruzeiro, bom
relacionamento com a tripulação, excelentes referências.
Mestre: Um Mestre com 2 + anos de experiência como mestre ou contramestre em
embarcações que variem entre 60 e 110+ pés de comprimento pode ganhar entre US$4,000
e US$8,000 por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: Licenças e certificações em dia, excelentes
referências e habilidades, conhecimentos de máquinario.
Primeiro Oficial: Um Primeiro Oficial ou Segundo Oficial licenciado que faz a função de
Primeiro Oficial com 5+ anos de experiência em embarcações que variem entre 170 e 250+
pés de comprimento pode ganhar entre US$7,000 e US$10,000 por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: Experiência como Primeiro Oficial ou
Capitão em embarcações pequenas, excelentes referências, habilidades de gestão,
conhecimento de procedimentos de segurança.
Oficial Responsável (OOW): Um Segundo Oficial licenciado com geralmente 3+ anos de
experiência como Contramestre ou Oficial Náutico em embarcações que variem entre 190
e 250+ pés de comprimento pode ganhar entre US$7,000 e US$9,000 por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: experiência como contramestre ou oficial
náutico, licença mínima de OOW, conhecimentos específicos ou experiência com Gestão
Internacional de Segurança e Segurança Internacional de Embarcações e Portos
(International Safety Management e International Ship and Port Facility Security),
conhecimento das práticas seguras de trabalho.
Oficial Responsável (OOW): Um Oficial Responsável licenciado com geralmente 3+ anos
de experiência em embarcações que variem entre 150 e 250+ pés de comprimento pode
ganhar entre US$5,000 e US$6,000 por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: experiência como contramestre ou oficial
64
náutico, com licença minima de OOW, conhecimentos específicos ou experiência com
Gestão Internacional de Segurança e Segurança Internacional de Embarcações e Portos
(International Safety Management e International Ship and Port Facility Security),
conhecimento das práticas seguras de trabalho.
Oficial Náutico: Um Oficial Náutico com geralmente 3+ anos de experiência em
embarcações que variem entre 100 e 170 pés de comprimento pode ganhar entre US$3,000
e US$6,000 por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: 3+ anos de experiência como taifeiro ou
contramestre, possuir licenças necessárias, boas referências, ser líder nato e possuir ética
de trabalho.
Contramestre: Um taifeiro com entre 1 e 3 anos de experiência em embarcações que
variem entre 150 e 250+ pés de comprimento pode ganhar entre US$3,000 e US$6,000 por
mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: 1 a 3 anos de experiência como taifeiro,
possuir licenças necessárias, boas referências, boa postura profissional e ética de
trabalho.
Taifeiro: Esta é uma função iniciante no departamento de conveses. Licenças e
certificados não são obrigatórios. O salário varia de acordo com o tamanho das
embarcações, conforme segue:
Entre 120 e 200+ pés: US$2,500 a US$4,000. Grandes iates com 5 a 7 taifeiros.
Entre 100 e 160 pés: US$2,000 a US$4,000. Iates de médio porte com 1 a 3 taifeiros.
Entre 60 e 100 pés: US$2,000 a US$4,000. Iates pequenos com 1 taifeiro multifuncional.
Taifeiro / Segundo Oficial de Máquinas (cargo misto): Um taifeiro com no mínimo 1 ano de
experiência em embarcações que variem de 80 a 160 pés de comprimento pode ganhar
entre US$3,000 e US$5,000 ou mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: bom conhecimento das responsabilidades
de convés e algum conhecimento de maquinário, excelentes referências, habilidade de
exercer diversas funções.
Taifeiro/ Camareiro(a) (cargo misto): tripulantes exercendo uma destas funções em
embarcações que variem entre 110 e 250+ pés de comprimento podem ganhar entre
US$2,500 e US$4,000 por mês.
Em embarcações variando de 60 a 110 pés, podem ganhar entre US$2,500 e US$3,500 por
mês.
Devem possuir os seguintes requisitos mínimos: motivação e disposição, excelentes
referências, de preferência com STCW, alguma experiência em convés, experiência prévia
em hospedágem.
Chefe de Máquinas: Um Chefe de Máquinas com 10+ anos de experiência em embarcações
que variem entre 180 e 250+ pés de comprimento podem ganhar entre US$9,000 e
US$14,000, ou mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: Licença MCA mínimo nível Y1 or Y2, longa
permanência nos cargos anteriores, excelentes conhecimentos de sistemas de
maquinário, elétricos e eletrônicos, ser líder nato, excelentes referências.
Chefe de Máquinas: Um Chefe de Máquinas com 5+ anos de experiência em embarcações
que variem entre 120 e 180 pés de comprimento podem ganhar entre US$6,000 e
US$10,000, ou mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: Licenças adequadas, especialista em
equipamentos mecânicos, elétricos e eletrônicos à bordo, habilidade de solucionar
65
problemas rapidamente, excelêntes referências, bom relacionamento com tripulação e
hóspedes.
Segundo Oficial de Máquinas: Um Segundo Oficial de Máquinas com 5+ anos de
experiência em embarcações que variem entre 190 e 300+ pés de comprimento podem
ganhar entre US$7,000 e US$9,000, ou mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: Licença MCA mínimo nível Y2 or Y3,
habilidades de gestão, excelente conhecimento de sistemas mecânicos, elétricos e
eletrônicos, solucionar problemas rapidamente, manter diário de bordo e inventários
detalhados.
Segundo Oficial de Máquinas: Um Segundo Oficial de Máquinas com menos de 5 anos de
experiência em embarcações que variem entre 160 e 190 pés de comprimento pode ganhar
entre US$6,000 e US$8,000, ou mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: Licenças adequadas para o tamanho e
cavalos de potência da embarcação, excelente conhecimento de sistemas mecânicos,
elétricos e eletrônicos, solucionar problemas rapidamente, manter diário de bordo e
inventários detalhados.
Assistente de Máquinas: Um Assistente de Máquinas com ao menos 1 ano de experiência
em embarcações que variem entre 160 e 300+ pés de comprimento pode ganhar entre
US$3,000 e US$4,500, ou mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: Licença mínima da AEC, ter interesse em
aprender todos os sistemas mecânicos à bordo, trabalhar bem em grupo e fazer múltiplas
tarefas simultaneamente, disposição para auxiliar qualquer área do iate quando
necessário.
Comissário(a): Um(a) Chefe de Camareiros(as) com 5+ anos de experiência em
embarcações que variem entre 160 e 250+ pés de comprimento, e que esteja atuando como
comissário(a), pode ganhar entre US$6,000 e US$9,000, ou mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: habilidades administrativas,
organizacionais e de auditoria detalhada, conhecimentos avançados em informática,
gerenciamento de tripulação de interior, coordenação de empreiteiros, entregadores e
outros serviços, terbom gosto para decoração de interiores, conhecimentos de ISM e ISPS.
Chefe de Camareiros(as): Um(a) Chefe de Camareiros(as) com 3+ anos de experiência em
embarcações que variem entre 140 e 200+ pés de comprimento pode ganhar entre
US$5,000 e US$9,000, ou mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: habilidades administrativas,
organizacionais e de auditoria detalhada, conhecimentos avançados em informática,
gerenciamento de tripulação de interior, excelentes habilidades de serviço ao cliente,
ótimo relacionamento com hóspedes e proprietários, habilidade de trabalhar longas
jornadas.
Camareiro(a) Responsável: Um(a) Camareiro(a) Responsável com 2+ anos de experiência
em embarcações que variem entre 100 e 140 pés de comprimento pode ganhar entre
US$3,000 e US$6,500, ou mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: primeiro ponto de contato com clientes,
excelente relacionamento interpessoal, disposição e discrição, trabalhar bem em equipe,
auxiliar no convés ou cozinha quando necessário, habilidade de trabalhar por longas
jornadas.
Segundo Camareiro(a): Um(a) Camareiro(a) com 1 a 3 anos de experiência em qualquer
embarcação de qualquer comprimento pode ganhar entre US$2,500 e US$5,000, ou mais,
66
por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: ao menos um ano de experiência em
hotelaria como auxiliar do Chefe de Camareiros(as), disposição para aprender e habilidade
de seguir instruções.
Camareiro(a): Um(a) iniciante sem experiência em iates pode trabalhar em qualquer iate de
qualquer tamanho e ganhar entre US$2,500 e US$3,500 por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: atitude positiva e ser de personalidade
amigável, ter vigor e estar determinado a aprender, disposto a trabalhar por longa jornada.
Chef de Cozinha: Um Chef de Cozinha com 3 a 4+ anos de experiência em embarcações
que variem entre 150 e 250+ pés de comprimento pode ganhar entre US$6,000 e
US$12,000, ou mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: formação profissional em instituto
renomado de gastronomia, excelentes referências, bom histórico de trabalho, experiência
com obtenção de provisões mundo afora e habilidade de montar e seguir orçamento da
cozinha.
Chef de Cozinha: Um Chef de Cozinha com 2+ anos de experiência em embarcações que
variem entre 100 e 160 pés de comprimento pode ganhar entre US$4,500 e US$7,000, ou
mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: formação profissional em instituto
renomado de gastronomia, excelentes referências, bom histórico de trabalho, experiência
com obtenção de provisões mundo afora e habilidade de montar e seguir orçamento da
cozinha.
Souschef: Um Souschef com 1+ anos de experiência em embarcações que variem entre
150 e 250+ pés de comprimento pode ganhar entre US$3,500 e US$6,000, ou mais, por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: excelentes habilidades na cozinha, saber
planejar cardápios, substituir o chef quando necessário e cozinhar para a tripulação,
excelentes referências, conhecimentos em nutrição, habilidade de realizar várias tarefas
simultaneamente, pode ser necessário passar por treinamento profissional.
Cozinheiro: Um Cozinheiro iniciante trabalha na cozinha de iates entre 60 e 110+ pés de
comprimento e pode ganhar entre US$3,000 e US$5,000 por mês.
Deve possuir os seguintes requisitos mínimos: disposição para trabalhar longas jornadas
em diferentes funções, boa habilidade na cozinha, planejamento de cardápios, cozinhar
para tripulantes e hóspedes, excelentes referências, conhecimentos em nutrição,
determinação e iniciativa.
67
Glossário de termos de iatismo
A
À BARLAVENTO – Na direção igual à do vento.
À BORDO – No barco ou dentro do barco.
À DERIVA – Solto, sem amarração ou cabo de reboque.
À MEIA-NAU – No centro ou em direção ao centro do barco.
À POPA – Parte de trás do barco, oposto de avante.
À RÉ – Parte de trás do barco, atrás.
À SOTAVENTO – Em direção oposta à do vento.
ABAIXO – Sob a linha d’água.
AFROUXAR – Soltar gradualmente.
ALHETA – Ponto aonde se unem o costado e o espelho de popa.
AMARRA – A corda ou corrente da âncora; última parte de uma corda ou extremidade interior da
amarra de âncora.
AMARRAR – Atar, fixar.
ANCORADOURO – Local propício para anconrágem levando-se em consideração o vento, águas
e o fundo do mar.
ANDAMENTO – Movimento avante de um barco.
ANGRA – Pequena baía, enseada.
ANTEPARA – Partição vertical que separa os compartimentos.
68
AO CONVÉS – No convés (não acima dele).
APARELHÁGEM – Termo geral que inclui cordas, blocos de cimento, talhas e outros.
APARELHO DE FUNDEAR – Termo coletivo para âncora e sua aparelhagem.
APARELHO FIXO – Parte afixada de uma corda, excluíndo-se as pontas.
ARESTA VIVA – Intercessão do fundo e lados de um barco com formato em v ou plano.
ARMAZENAR – Guardar um item em seu local indicado.
ASSOALHO – Superfície de um camarim aonde se pisa.
ATRACAÇÃO – Disposição que fixa o barco a um embarcadouro ou bóia.
AVANTE – Para frente ou à frente.
B
BALIZA – Objeto flutuante ancorado que marca uma posição na água, perigo ou cardume,
também utilizado para atracação.
BARCO – Termo vasto. Veículo aquático menor que um navio. Uma definição é pequena
embarcação carregada por um navio.
BASE – Chão de camarim ou salão.
BOBINA – Para guardar uma corda em espiral
BOJO – A parte interior do casco abaixo do assoalho.
BOLINA – Cabo com os quais se governam as velas do barco.
BORDA – Borda dos lados do barco.
69
BORDA LIVRE – Distância vertical mínima da superfície da água a borda do barco.
BORESTE – Lado direito quando se olha avante.
BOTE – Pequeno barco carregado por embarcações maiores.
BRAÇA – Medida de seis pés (1,80m).
BRAÇAROLA – Peça vertical ao redor da aresta de uma cabine, escotilha, etc. que previne a
água alcançar o espaço abaixo.
C
CABINE – Compartimento de passageiros.
CALADO – Distância vertical entre a superfície da água e a quilha.
CAMARIM – Compartimento (geral)
CAMAROTE – Compartimento de tripulantes.
CAMINHO – Movimento de uma embarcação pela água, por exemplo, avante, à ré ou à deriva.
CANA DO LEME – Uma barra ou alça para virar o timão.
CARTAS – Mapas de navegação
CASCO – O corpo de um barco
CASCO DE DESLOCAMENTO – Um tipo de casco que suporta o volume de deslocamento.
CASCO DE PLAINAR – Tipo de casco com formato que permite deslizar facilmente sobre a água
em velocidade elevada.
CATAMARÃ – Embarcação com cascos dos dois lados.
70
CONVÉS – Cobertura permanente sobre um compartimento, casco ou parte destes.
CORDA – Cordão ou cabo, geralmente adquirido em lojas comuns.
CORRENTE – Movimento horizontal da água do mar.
CORRER – Deixar uma corda livre, sem segurar.
CORRIMÃO – Barras colocadas acima e dos lados de um camarim para segurança pessoal
quando percorrer o barco andando.
COZINHA DE BORDO – A área da cozinha de um barco.
CUNHO - Peça de metal em forma de bigorna que é afixada nos lugares por onde possam
passar os cabos, para dar-se a volta neles.
CURSO – A direção de navegação do barco.
D
DE POPA – Fora do barco ou motor separável armado na popa do barco.
DE TRAVÉS – Em ângulos perfeitos em relação à quilha do barco, porém não dentro do barco.
DERIVA - Movimento lateral do barco causado por vento ou corrente marítima.
DESLOCAMENTO – O volume de água que é deslocado por uma embarcação e é igual ao peso
total da mesma.
DIÁRIO DE BORDO – Registro de cursos e operações.
DIREÇÃO – Lado para o qual se dirige a frente do barco.
DOCA – Área aonde barcos são atracados. Equivalente aos termos embarcadouro e cais.
DOLFIM DE ATRACAÇÃO – Porto de maior profundidade para embarcações de grande porte.
71
E
EMBORCAR – Virar de ponta-cabeça
EMBORNAL – Orifícios de escoamento no convés, abaixo das grades de proteção ou no
baluarte.
ENCALHADO – Tocando ou preso ao solo.
ENCHURRADA – Corrente que chega ao barco.
ENGUICHO – Um nó para temporariamente atar uma corda a algo.
EPIRB – Sigla em inglês para radiobaliza para localização dos sinistros. Sinal de rádio que
transmite a posição de alvos.
ESCADA DE QUEBRA-PEITO – Escada de corda que dá acesso ao convés, utilizada por pilotos
ou passageiros.
ESCORA – Local aonde se inserem as correntes da âncora ou de atracamento. Normalmente em
forma de U para evitar atrito.
ESCOTILHA – Abertura impermeável no convés.
ESCOTILHA DE EXPANSÃO – Escotilha que se estende acima do porão que carrega carga
líquida. A superfície do líquido é mantida na borda da escotilha, com espaço para expansão que
evita o vazamento para o casco e que, em caso de contração, permite manter a mesma
proporção e sua consequente influência na estabilidade da embarcação.
ESPELHO DE POPA – Secção transversal da popa.
ESPIA DE PROA – Cabo amarrado à frente da embarcação.
ESTACA – Viga de metal ou madeira presa ao fundo do mar. Embarcações podem ser atracadas
à uma estaca; pode ser usado para suporte e proteção de um pier.
72
ESTANDARTE – A bandeira situada à popa de um navio.
EXAUSTOR – Tipo de ventilação que remove poeira e fumaça provenientes da costa. O modo
mais comum de construção deste tipo de sistema de ventilação consiste em um anel de metal
com braços que oferecem suporte a um motor elétrico, o eixo do qual é centralizado no anel. O
ventilador é montado no eixo do motor e tem diâmetro um pouco menor ao do anel de metal, para
evitar que o ventilador encoste-se ao anel.
F
FAIXA DE LINHA D’ÁGUA – Linha pintada no casco que indica a linha d’água.
FARÓL DE NAVEGAÇÃO – Luzes obrigatórias para barcos em viagem entre o pôr e o nascer do
sol.
FOGUETE DE SINALIZAÇÃO – Sinal de perigo.
FOLGA – Solto; frouxo ou espaço entre duas superfícies.
FUNDO EM V – Casco com o fundo em forma de "V".
G
GABINETE – Pequena cabine.
GANCHO peça curvada de metal, aguçada numa das pontas, que serve para agarrar ou suspender algo.
GUINAR – Balançar ou divagar do curso.
73
H
HEAD – Banheiro de um barco.
HÉLICE – Equipamento de propulsão de um barco.
I
I.C.W. – Baías, rios e canais ao longo da costa que são conectados de modo a permitir que
embarcações os atravessem sem ter que ir ao mar.
IATE – Embarcação de veraneio; para os Americanos, o nome conjura idéia de tamanho e luxo;
pode ser à vela ou motorizado.
INCRUSTADO – Equipmento emperrado ou sujo.
INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÃO – Objetos artificiais que complementam os marcos naturais
que indicam águas perigosas.
INTERIOR – No centro de uma embarcação; dentro dela ou motor afixado dentro de um barco.
J
JUNTA DE EXPANSÃO – Junta que permite movimento linear e serve para permitir adaptação à
expansão ou contração devido à temperatura.
74
L
LATITUDE – Distância à norte ou ao sul da linha do Equador, mensurada em graus.
LAZARETTE – Compartimento de carga situado na popa.
LEME – Placa ou prancha vertical que dirige o barco.
LINHA D’ÁGUA – Linha pintada no casco que mostra aonde o barco afunda quando está em
equilíbrio (veja FAIXA DA LINHA D’ÁGUA).
LINHA DE REFERÊNCIA – Uma marca ou linha permanente em um compasso, que indica a
direção avante paralela à quilha, quando instalada corretamente.
LONGITUDE – A distância em graus ao leste ou oeste do meridiano de Greenwich na Inglaterra.
M
MARCAÇÃO – A direção de um objeto expressada como um local real no mapa ou relativo à
direção na qual navega o barco.
MARÉ – Movimento de fluxo e refluxo das águas do mar.
MEIA-NAU - Aproximadamente no centro da embarcação.
MILHA NÁUTICA – Um minuto em latitude, aproximadamente 6.076 pés – 1/8 mais longo que a
milha regulamentar de 5.280 pés.
N
NÁUTICA – Arte e habilidades referentes às embarcações, de manutenção e reparos a
pilotagem, manejo de velas e armação.
75
NAVEGAÇÃO – Arte e ciência de conduzir uma embarcação seguramente de um ponto a outro.
NAVEGAÇÃO VIA SATÉLITE – Modo de posicionamento utilizando ondas de rádio, satélites e
equipamento de bordo sofisticado e automático.
NAVIO – Embarcação de grande porte geralmente utilizada para travessia oceânica ou
embarcação capaz de carregar um barco à bordo.
NÓ – Amarra que forma uma boça, para atar ou prender um objeto, formar um ilhó ou nó
corredio, amarrar uma pequena corda a um objeto ou atar duas pequenas cordas uma à outra.
NÓ – Medida de velocidade equivalente a uma milha náutica (6.076 pés) por hora.
NÓ DE TREMPE – Um nó em forma de oito que, quando feito na ponta de uma linha ou corda,
previne que esta atravesse um ilhó ou bloco.
NÓ DIREITO – Nó utilizado para atar duas cordas de tamanho similar.
O
OLHAL – Um oríficio feito na cabeça de uma agulha, pino, parafuso, etc., ou um arco que forme
um oríficio ou abertura pela qual passam-se eixos, corda, ganchos ou pinos. Um exemplo é o
olhal na ponta de uma barra de treliça, ou um olhal na ponta de uma corda que compõe a
mortalha que passa sobre o calcês.
OLHAL ROSCADO – Um parafuso que possua a cabeça circundada por corda ou com um orifício
passando pela cabeça. Seu uso é similar ao do olhal comum.
P
P.E. – Posição Estimada, valor mensurado no mapa em determinados intervalos.
PARA O MAR – Sobre os lados ou do lado de fora do barco.
76
PATA (DA ÂNCORA) – Extremidade da âncora
PIER – Plataforma de carga que se extende da costa ao mar.
PILOTAGEM – Navegação levando em conta referências visuais, profundidade da água, entre
outros.
PLAINAR – Mover-se sobre a água, ao invés de através dela.
PONTE DE COMANDO – Local de onde a embarcação é manobrada e controlada. "Posto de
Controle" é mais apropriado para embarcações menores.
POPA – Parte de trás do barco.
PORÃO – Compartimento de carga abaixo do convés em uma grande embarcação.
PORTA DE ENTRADA – Uma grande porta na lateral de navios de três andares, que possibilita a
entrada no convés do meio.
PORTALÓ – A área por onde se embarca ou desembarca de um navio.
PORTO – Ancoradouro.
PRIVILEGIADO – Embarcação que, de acordo com regras de navegação, tem prioridade sobre
outras (para atracar e zarpar).
PROA – Parte da frente do barco.
PROTEÇÃO CONTRA ATRITO – Tubo ou tecido que protege a corda de atrito em superfície
áspera.
Q
QUEBRA-MAR – Estrutura de alvenaria que se projeta do cais, protegendo a entrada de um
porto.
77
QUILHA- Linha central que vai da frente à ré do barco; suporte principal de uma embarcação.
QUILHA PARALELA – Quando o barco flutua em sua determinada corrente marítima, ou quando
a linha de quilha esta paralela à sua posição predeterminada.
R
RAJADA – Vento forte e repentino, geralmente acompanhado de chuva.
RASTO – Ondas ou rastro deixado pelo barco quando se move pela água.
REFLUXO – Movimento contracorrente da água.
REGRAS DE NAVEGAÇÃO – Regulamentos que governam o movimento de embarcações em
relação a outras, geralmente chamadas de regras de direção e navegação à vela.
RUMO – Direção em que flui a correnteza.
S
SCOPE – Razão entre o comprimento total da âncora e o comprimento vertical que é medido do
barco ao fundo do mar. Normalmente, mede-se 6:1 ou 7:1 em condições meteorológicas
favoráveis.
SONDAGEM – Ato de mensurar a profundidade da água.
T
TANQUE DE EXPANSÃO – Tanque localizado abaixo de escotilhas de expansão em um navio
petroleiro que permite a expansão do óleo contido no mesmo.
78
TIMÃO – O volante que controla o leme.
TIMONEIRO – Pessoa que dirige o barco.
TRIM – Direção do balanço de um barco.
V
VÁLVULA DE ESCAPE – Dispositivo no casco que permite a descarga de resúduos ou água do
barco para o mar.
VANTE – Compartimento à frente de um pequeno barco.
VAPORIZADOR – Auxilia no suprimento de água fresca enquanto repõe a água da caldeira. Ás
vezes pode ocorrer o vazamento de água em tubos e caixas de empanque. Neste caso, um apito
soará, o escapamento pode se abrir ou pode ocorrer perda de água na caldeira. Estas perdas
podem ser sérias, daí a importância do vaporizador, que repõe a água perdida em vazamentos e
evita o uso de água salgada. Um vaporizador comum consiste de uma câmara para a qual é
transferido o vapor proveniente da caldeira através de tubos em espiral. Água salgada entra
nesta câmara e é convertida em vapor que passa sobre o condensador ou receptor. A água
remanescente nos tubos espirais, por conta de perda de calor, é enviada de volta ao sistema.
VAU - cada uma das traves onde se assenta a coberta do navio
VERDUGO – Um amortecedor colocado entre barcos ou entre um barco e o cais, para evitar
danos ao casco.
VIAGEM – Embarcação em movimento, quando não está ancorada.
Z
ZARPAR – Levantar âncora, partir
79
LINKS ÚTEIS
Escolas de Treinamento Básico de Segurança e cursos da MCA
Flórida
http://www.mptusa.com/index.html >>>> também ministra cursos da MCA
http://www.yachtmaster.com/ >>>> também ministra cursos da MCA
http://americanyachtinstitutue.com/
http://www.qualitymaritime.info/
http://fmta.com/
http://www.seaschool.com/ >>>> presente também em Porto Rico, Alabama, Georgia, Carolina
do Sul e Carolina do Norte.
http://www.captainschool.com/course-stcw >>>> Presente também no Mississippi, Alabama,
Nova Iorque, Virgínia, Nova Jersey e Alasca.
Alasca
http://avtec.edu/AMTC-Courses.htm
http://www.uas.alaska.edu/career_ed/maritime/index.html
80
Califórnia
http://www.csum.edu/web/industry/stcw
http://www.maritime-education.com/
http://www.maritimeinstitute.com/index.html
http://maritimetrainingschool.com/
http://bluewatersailing.com/ >>>> oferece alguns cursos para iatismo
Louisiana
http://www.safetyms.com/ >>>> também presente no Texas, Pensilvânia e Wyoming
http://coastguardtraining.com/marine.html
http://mstc.louisiana.edu/courses/stcw.shtml
http://houstonmarine.com/
Maine
http://www.mainemaritime.edu/
Maryland
http://mitags-pmi.org/
Massachusetts
http://www.northeastmaritime.com/maritime/
http://www.carlisemaritime.com/
81
Michigan
http://nmc.edu/maritime/
http://fremontmaritime.com/
Nova Hampshire
http://www.americanmaritimeacademy.com/
Nova Iorque
http://sunymaritime.edu/
http://siatsh.org/
http://gmats.usmma.edu/
Oregon
http://columbiapacificmaritime.com/
Rhode Island
http://confidentcaptain.com/
http://ecaptain.com/ >>>> oferece alguns cursos para iatismo
http://www.marinesafety.com/
Texas
http://www.teex.com/
http://www.tamug.edu/
Virgínia
http://www.chesapeakemarineinst.com/
82
Washington
http://www.npfvoa.org/
http://compasscourses.com/
http://sea-safety.com/
http://seattlemerchantmarinetraining.com/
http://seattlecentral.edu/maritime/
Canadá
http://www.tundra-security.com/
www.learntocruise.ca
www.humber.ca/sailing
www.leisureactivistgroup.com
www.gibsonssailing.org
www.harbourfrontcentre.com
www.cooperboating.com
Reino Unido
www.activityyachting.com
www.sea-treck.co.uk
www.nisosyachtcharter.com
http://www.torbayseaschool.co.uk/
www.swta.co.uk/maritime.aspx
83
http://www.rya.org.uk/Pages/Home.aspx >>>> cursos para iatismo
http://www.hamble.co.uk/ >>>> cursos da MCA
França
www.7eastyachts.com >>>> cursos para iatismo
www.glenans.asso.fr >>>> cursos para iatismo
Espanha
www.spanishsailing.com
www.medseasschool.com
www.proseaschool.com
África do Sul
www.pyt.co.za
http://www.pyt.co.za >>>> cursos da MCA
http://www.certifiedtraining.co.za >>>> cursos para iatismo
http://www.sysa.co.za >>>> cursos para iatismo
http://maritimemedicine.co.za/online.asp
http://www.superyacht-training.co.za >>>> cursos para iatismo
Holanda
www.stc-r.nl
84
Austrália
www.gbrimc.com.au
www.sydneybysail.com
www.superyachtcareers.com
www.pixie.com.au
www.ecampusaustralia.com.au
www.sailtrek.com.au
www.whitsundaysailtraining.com
www.superyacht-crew-academy.com
Nova Zelândia
www.nmit.ac.nz
www.deepsea.co.nz
www.boppoly.ac.nz
www.firetraining.co.nz
www.maritime.ac.nz
www.maddopacific.co.nz
www.mti.net.nz
Agências de Tripulação
http://www.crewunlimited.com/
http://www.crewfinders.com/index.html
http://www.crewnetwork.com/
http://www.elitecrewintl.com/ >>>> Recomendo
85
http://www.camperandnicholsons.com/
http://www.yachtcrew.com/
https://www.luxyachts.com/default.aspx >>>> Recomendo
http://www.doehle-yachtcrew.co.uk/
http://www.jf-recruiting.com/
http://www.nauticcrewintl.com/
http://www.vikingrecruitment.com/
http://www.dovaston.com/
http://www.thepipelinecrew.com/
http://www.dandbservices.com/
http://www.leticiayachtcrew.com/index.php
http://www.bluewatercrew.com/
http://www.crew4crew.net/
http://www.just4crew.com/
http://allyachtjobs.com/myjobs/
http://www.seavconsultants.com/
http://www.mmyacht.com/human_resources
http://www.jobonyachts.com/
86
Páginas para trabalho diúrno
http://daywork123.com/JobAnnouncementList.aspx
http://www.crewtoday.com/
http://www.yachtdayworkers.com/
http://allyachtjobs.com/
http://dayworkonyachts.com/
http://www.blueoceanyachting.com/employment/ads.html
Revistas de Iates de Luxo (ezines)
http://www.dockwalk.com/
http://www.thetriton.com/
Acomodação de Tripulação
http://www.theneptunegroup.com/
http://www.maryscrewhouse.com/
http://www.thecrewhouse-sxm.com/
http://www.debbiescrewhouse.com/
http://www.hostelz.com/hostel/60375-The-Crew-House
http://www.seaparkfl.com/Welcome.html
http://www.crewquarters.com/
http://www.smart-move.com/
http://www.palma-hostales.com/en/index.htm
http://www.crewgrapevine.com/
http://www.palmplaceres.com/
87
http://www.crewpacific.com.au/crew.house.html
http://www.yha.com.au/
http://www.crewhousefortlauderdale.com/
http://www.accommodationpalma.com/
http://www.palma-hostales.com/
88

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