Arte da Mesopotâmia

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Arte da Mesopotâmia
Arte Antiaga
MESOPOTÂMIA (Inicia aproximadamente no VI milênio a.C.)
A Mesopotâmia é uma região que se desenvolveu no mesmo milênio em que ia sendo formada a
civilização egípcia. Localiza-se no Oriente Médio, delimitado entre os vales dos rios Tigre e Eufrates,
ocupado pelo atual território do Iraque e terras próximas. Os rios desembocam no Golfo Pérsico e a região
toda é rodeada por desertos. Ali como no Egito, o progresso técnico ocorria muito mais rapidamente do que
na Europa. Antes que todos os povos europeus houvessem adotado o uso do metal, haviam os povos
orientais passado pela Era do Cobre e do Bronze e ingressado na Idade do Ferro. Inserida na área
do Crescente Fértil (de Lua crescente, exatamente por ela ter o formato de uma Lua crescente e de ter
um solo fértil), uma região do Oriente Médio excelente para a agricultura, exatamente num local onde a
maior parte das terras vizinhas era muito árida para qualquer cultivo.
A Mesopotâmia é considerada um dos berços da civilização, já que foi na Baixa Mesopotâmia (ao
Sul) onde surgiram as primeiras civilizações por volta do VI milênio a.C. As primeiras cidades foram o
resultado culminante de uma sedentarização da população e de uma revolução agrícola, que se originou
durante a Revolução Neolítica. O homem deixava de ser um coletor que dependia da caça e dos recursos
naturais oferecidos, uma nova forma de domínio do ambiente é uma das causas possíveis da eclosão
urbana na Mesopotâmia. Devido o desenvolvimento da agricultura e do comércio surge o poder do Estado
onde tal governo teria função de coordenar melhor o trabalho da população na construção de grandes obras
de interesses comum. O controle político era exercido por uma elite que obrigatoriamente também era o
chefe religioso (patesi) e responsável pelo templo (zigurate – Templo Branco em Uruk) onde geriam a
economia.
A história da mesopotâmica é marcada por uma sucessão de guerras e conquistas de um povo
sobre o outro. Povos que de modo geral disputavam as melhores terras junto a rica planície dos Rios tigre
e Eufrates, além disso seus exércitos realizaram expedições de roubo fazendo guerras para conquistar as
riquezas dos adversários e submetê-los à escravidão.
Entre os principais povos que estabeleceram na Mesopotâmia destacaram-se: os sumerianos, os
acádios, os amoritas, (antigos babilônios) os assírios, os caldeus (novos babilônios), os hebreus, hititas,
fenícios, arameus, os sumérios, fenícios, os hebreus, os persas, os elamitas, Acádia e outros. A arte
da Mesopotâmia desenvolveu-se ao longo de muitos séculos, perpassando por diferentes civilizações, não
sendo, portanto, muito coesa em suas manifestações.
Escrita : A escrita cuneiforme, grande realização sumeriana, usada pelos sírios, hebreus e persas, surgiu
ligada às necessidades de contabilização dos templos. Era uma escrita ideográfica, na qual o objeto
representado expressava uma idéia. Os sumérios - e, mais tarde os babilônicos e os assírios, que falavam
arcadiano - fizeram uso extensivo da escrita cuneiforme.
Arquitetura: A mais desenvolvida das artes, porém não era tão notável quanto a egípcia. Caracterizou-se
pelo exibicionismo e pelo luxo. Construíram templos e palácios, que eram considerados cópias dos
existentes nos céus. Usava-se de tijolos por ser escassa a pedra na região; O Zigurate, torre piramidial, de
base retangular, composto de vários pisos superpostos, formadas por sucessivos andares, cada um menor
que o anterior era a construção característica das cidades-estados sumerianas. Nas construções,
empregavam argilas, ladrilhos e tijolos. Provavelmente só os sacerdotes tinham acesso à torre, que tanto
podia ser um santuário, como um local de observações astronômicas. Outro exemplo é a Porta Azul de
Ishatar (deusa do amor e da fertilidade) das muralhas construídas por Nabucodonosor (Babilônia).
Escultura e a pintura: Tanto a escultura quanto a pintura (frontal) eram fundamentalmente decorativas. A
escultura era pobre, representada pelo baixo relevo e algumas vezes afrescos. Muitas obras de escultura
mesopotâmica se perderam por terem sido executadas em argila. Estátuas de pedra ou outros materiais
mais resistentes são raros e representam sempre a realeza ou altos dignitários. Destacava-se a estatuária
assíria, gigantesca e original. Os relevos do palácio de Assurbanipal são obras de artistas excepcionais.
A pintura mural existia em função da arquitetura. Um dos raros testemunhos da pintura mesopotâmica
foi encontrada no Pálacio de Mari, descoberto entre 1933 e 1955. Embora as tintas utilizadas fossem
extremamente vulneráveis ao tempo, nos poucos fragmentos que restaram é possível perceber o seu brilho
e vivacidade. Seus artistas possuíam uma técnica talvez superior à que lhes era permitido demonstrar.
Música: A música na Mesopotâmia, principalmente entre os babilônicos, estava ligada à religião. Quando
os fiéis estavam reunidos, cantavam hinos em louvor dos deuses, com acompanhamento de música.
Esses cânticos tinham letras que se destinavam a um pedido de socorro específico.
Nas cerimônias de penitência, os hinos eram de lamentação: "aí de nós", exclamavam eles,
relembrando os sofrimentos de tal ou qual deus ou apiedando-se das desgraças que desabam sobre a
cidade. O coro de fies gemia em meio aos salmos usando onomatopéias: "ua", "ui", "ua".
A procissão, finalmente, muitas vezes acompanhava as cerimônias religiosas e mesmo as
cerimônias civis (Marchas – Baixo-relevo assírio da tomada da cidade de Madaktu em Elam).
O canto também tinha ligações com a magia. Há cantos a favor ou contra um nascimento feliz,
cantos de amor, de ódio, de guerra, cantos de caça, de evocação dos mortos, cantos para favorecer, entre
os viajantes, e para atingir o estado de transe.
Dança: A dança é o gesto, o ato reforçado, que se apóia em magia sobre leis da semelhança. Ela é
mímica, aplica-se a todas as coisas:- há danças para fazer chover, para guerra, de caça, de amor etc.
Danças rituais têm sido representadas em monumentos da Ásia Ocidental, Suméria. Em Thecheme-Ali,
perto de Teerã; em Tepe-Sialk, perto de Kashan; em Tepe-Mussian, região de Susa, cacos arcaicos
reproduzem filas de mulheres nuas, dando-se as mãos, cabelos ao vento, executando uma dança. Em
cilindros-sinetes (tipo de selo) vêem-se danças no curso dos festins sagrados (tumbas reais de Ur).
Cerâmica e ourivesaria: A produção de objetos de cerâmica alcançou notável desenvolvimento entre os
persas, que utilizavam também tijolos esmaltados. Além disso, na Mesopotâmia a ourivesaria (arte de fazer
jóias) era uma das atividades artísticas mais importantes. Estatuetas de cobre, colares e braceletes, assim
como utensílios trabalhados em ouro e prata com incrustações de pedras eram muito comuns, e com estilos
variados dada a diversidade de povos que ocuparam a região.
CARACTERÍTIUCAS ARTÍSTICAS DE ALGUNS POVOS
Sumérios (4000 a.C.): Muitos Palácios e Templos (Zigurate), Câmaras funerárias (Abóbodas e Arcos).
Utilizava madeira e tijolo colorido para decoração entre outros. Arte farte de figuras religiosas de alabastro
(hierarquia por tamanho dos olhos). Formas geométricas e esquemáticas baseadas no cone e no cilindro.
Influenciou a arte assíria e da Babilônia.
Assíria (1000 e 612 a.C.): Templos Zigurates monumentais. Utilizava tijolo e pedra nas estradas das
cidades e salas. Arte repleta de esculturas monumentais como demônios e guardiões. Sofreu influência da
arte suméria.
Babilônia (1º Período – 1894 a.C. “Rei Hamurabi”. 2º Período - 612 a 539 a.C. “Rei Nabucodonosor”):
Utilizava tijolo vidrado colorido para a decoração de superfícies coloridas arquitetônicas. Nabucodonosor
construiu a Torre de Babel e os Jardins Suspensos da Babilônia – duas das 7 maravilhas antigas do
mundo). Arte com forte representação da “figura animal”. Sofreu influência da arte suméria.
Persa (2000 a.C.): Começou no oriente da mesopotâmia (atual Irã), local de passagem de várias tribos
nômades. Representa pela arte nômade ornamentel (armas, taças, vasos) em madeira, osso e metal. Estilo
animalesco, abstração figurativa e orgânica. Palácios colossais (ambientes para cerimônias diversos).
Ausência de arquitetura religiosa. Escultura associada a arquitetura.

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